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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Ementa e Acórdão
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S)
:SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO
RENOVADO OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S)
:SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ENSINO SUPERIOR.
RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA. LEIS 9.394/96 e 9.870/99. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AS RAZÕES DO AGRAVO NÃO SÃO
APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A
DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
14.9.2011.
O exame da alegada ofensa aos arts. 5º, XXXVI e 205 da Constituição
Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4355093.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 731548 AGR / SP
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 731548 AGR / SP
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S)
:SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO
RENOVADO OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S)
:SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em
recurso extraordinário maneja agravo regimental Elaine Cristina Santana.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que há ofensa direta e frontal aos dispositivos alegados no recurso
extraordinário e aos arts. 237 a 258 da Lei 9.394/96 e arts. 43 a 57 da Lei
9.870/99. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão
recorrido feriu dispositivos constitucionais.
Acórdão recorrido publicado em 14.9.2011.
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso
especial, decisão com trânsito em julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4355094.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S)
:SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO
RENOVADO OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S)
:SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em
recurso extraordinário maneja agravo regimental Elaine Cristina Santana.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que há ofensa direta e frontal aos dispositivos alegados no recurso
extraordinário e aos arts. 237 a 258 da Lei 9.394/96 e arts. 43 a 57 da Lei
9.870/99. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão
recorrido feriu dispositivos constitucionais.
Acórdão recorrido publicado em 14.9.2011.
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso
especial, decisão com trânsito em julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXVI e LXIX, e
205 da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, XXXVI e LXIX, e
205 da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 731548 AGR / SP
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis :
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1ª Turma, DJ 05.8.2005).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
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ARE 731548 AGR / SP
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis :
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1ª Turma, DJ 05.8.2005).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 731548 AGR / SP
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
As instâncias ordinárias decidiram a questão com
fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie, razão pela qual não se vislumbra a apontada violação
do art. 205 da Constituição Federal.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, a, do CPC)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo
Tribunal de Justiça de São Paulo:
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 731548 AGR / SP
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
As instâncias ordinárias decidiram a questão com
fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie, razão pela qual não se vislumbra a apontada violação
do art. 205 da Constituição Federal.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, a, do CPC)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo
Tribunal de Justiça de São Paulo:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 731548 AGR / SP
“ENSINO
SUPERIOR
–
INADIMPLÊNCIA
CONFESSADA – RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA NEGADA
PELA INSTITUIÇÃO – LEGALIDADE – LEI Nº 9.870/99 –
SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA – RECURSO NÃO
PROVIDO. É legal a recusa da instituição de ensino particular
em realizar a rematrícula de aluno inadimplente no período
letivo anterior” (doc. 02, fl. 48).
Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos
autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art.
5º, XXXVI, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da
legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. Cito precedentes:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” *(AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
“DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. NECESSIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 5º, II,
XXXVI, LIV E LV DA CF. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada
pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência
da Súmula 279 do STF. II - A Corte tem se orientado no sentido
de que a verificação, no caso concreto, da ocorrência ou não de
violação ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito situa-se
no campo infraconstitucional. Precedentes. III – Agravo
regimental improvido”( AI 775.056-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo
4
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ARE 731548 AGR / SP
“ENSINO
SUPERIOR
–
INADIMPLÊNCIA
CONFESSADA – RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA NEGADA
PELA INSTITUIÇÃO – LEGALIDADE – LEI Nº 9.870/99 –
SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA – RECURSO NÃO
PROVIDO. É legal a recusa da instituição de ensino particular
em realizar a rematrícula de aluno inadimplente no período
letivo anterior” (doc. 02, fl. 48).
Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos
autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art.
5º, XXXVI, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da
legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. Cito precedentes:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” *(AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
“DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. NECESSIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 5º, II,
XXXVI, LIV E LV DA CF. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada
pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência
da Súmula 279 do STF. II - A Corte tem se orientado no sentido
de que a verificação, no caso concreto, da ocorrência ou não de
violação ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito situa-se
no campo infraconstitucional. Precedentes. III – Agravo
regimental improvido”( AI 775.056-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 731548 AGR / SP
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 11.11.2010).
Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido .
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4355095.
Supremo Tribunal Federal
ARE 731548 AGR / SP
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 11.11.2010).
Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido .
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S) : SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO RENOVADO
OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S) : SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S) : SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO RENOVADO
OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S) : SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4387764
| 2013-08-13T00:00:00
| 2013-08-27T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ENSINO SUPERIOR. RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA. LEIS 9.394/96 e 9.870/99. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AS RAZÕES DO AGRAVO NÃO SÃO APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.9.2011.
O exame da alegada ofensa aos arts. 5º, XXXVI e 205 da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur239695
|
- Acórdão(s) citado(s):
(OFENSA REFLEXA)
AI 745285 AgR (1ªT), AI 775056 AgR (1ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 05/09/2013, MJC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
731548
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 ART-00205\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-009394 ANO-1996\n LDBEN-1996 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL\n\n",
"LEG-FED LEI-009870 ANO-1999\n LEI ORDINÁRIA"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 731548 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S) : SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO RENOVADO OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S) : SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S)
:SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO
RENOVADO OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S)
:SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ENSINO SUPERIOR.
RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA. LEIS 9.394/96 e 9.870/99. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AS RAZÕES DO AGRAVO NÃO SÃO
APTAS A INFIRMAR OS FUNDAMENTOS QUE LASTREARAM A
DECISÃO AGRAVADA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
14.9.2011.
O exame da alegada ofensa aos arts. 5..., XXXVI e 205 da Constituição
Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 731548 AGR / SP
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 731548 AGR / SP
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S)
:SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO
RENOVADO OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S)
:SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em
recurso extraordinário maneja agravo regimental Elaine Cristina Santana.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que há ofensa direta e frontal aos dispositivos alegados no recurso
extraordinário e aos arts. 237 a 258 da Lei 9.394/96 e arts. 43 a 57 da Lei
9.870/99. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão
recorrido feriu dispositivos constitucionais.
Acórdão recorrido publicado em 14.9.2011.
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso
especial, decisão com trânsito em julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S)
:SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO
RENOVADO OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S)
:SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em
recurso extraordinário maneja agravo regimental Elaine Cristina Santana.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que há ofensa direta e frontal aos dispositivos alegados no recurso
extraordinário e aos arts. 237 a 258 da Lei 9.394/96 e arts. 43 a 57 da Lei
9.870/99. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão
recorrido feriu dispositivos constitucionais.
Acórdão recorrido publicado em 14.9.2011.
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso
especial, decisão com trânsito em julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXVI e LXIX, e
205 da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., XXXVI e LXIX, e
205 da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 731548 AGR / SP
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis :
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1... Turma, DJ 05.8.2005).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 731548 AGR / SP
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis :
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1... Turma, DJ 05.8.2005).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 731548 AGR / SP
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
As instâncias ordinárias decidiram a questão com
fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie, razão pela qual não se vislumbra a apontada violação
do art. 205 da Constituição Federal.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, a, do Código de Processo Civil)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo
Tribunal de Justiça de São Paulo:
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Supremo Tribunal Federal
ARE 731548 AGR / SP
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
As instâncias ordinárias decidiram a questão com
fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie, razão pela qual não se vislumbra a apontada violação
do art. 205 da Constituição Federal.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, a, do Código de Processo Civil)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
Oportuna a transcrição da ementa do acórdão proferido pelo
Tribunal de Justiça de São Paulo:
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 731548 AGR / SP
“ENSINO
SUPERIOR
–
INADIMPLÊNCIA
CONFESSADA – RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA NEGADA
PELA INSTITUIÇÃO – LEGALIDADE – LEI n 9.870/99 –
SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA – RECURSO NÃO
PROVIDO. É legal a recusa da instituição de ensino particular
em realizar a rematrícula de aluno inadimplente no período
letivo anterior” (doc. 02, fl. 48).
Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos
autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art.
5..., XXXVI, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da
legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. Cito precedentes:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” *(AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
“DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. NECESSIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 5..., II,
XXXVI, LIV E LV DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada
pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência
da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - A Corte tem se orientado no sentido
de que a verificação, no caso concreto, da ocorrência ou não de
violação ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito situa-se
no campo infraconstitucional. Precedentes. III – Agravo
regimental improvido”( AI 775.056-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 731548 AGR / SP
“ENSINO
SUPERIOR
–
INADIMPLÊNCIA
CONFESSADA – RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA NEGADA
PELA INSTITUIÇÃO – LEGALIDADE – LEI n 9.870/99 –
SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA – RECURSO NÃO
PROVIDO. É legal a recusa da instituição de ensino particular
em realizar a rematrícula de aluno inadimplente no período
letivo anterior” (doc. 02, fl. 48).
Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos
autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art.
5..., XXXVI, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da
legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. Cito precedentes:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” *(AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
“DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. NECESSIDADE DE REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA OFENSA AOS ARTS. 5..., II,
XXXVI, LIV E LV DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada
pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto
fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência
da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - A Corte tem se orientado no sentido
de que a verificação, no caso concreto, da ocorrência ou não de
violação ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito situa-se
no campo infraconstitucional. Precedentes. III – Agravo
regimental improvido”( AI 775.056-AgR/RS, Rel. Min. Ricardo
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 731548 AGR / SP
Lewandowski, 1... Turma, DJe 11.11.2010).
Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido .
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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ARE 731548 AGR / SP
Lewandowski, 1... Turma, DJe 11.11.2010).
Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate.
Agravo regimental conhecido e não provido .
É como voto.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S) : SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO RENOVADO
OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S) : SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.548
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ELAINE CRISTINA SANTANA
ADV.(A/S) : SORAYA TINEU E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO RENOVADO
OBJETIVO - SUPERO
ADV.(A/S) : SONIA MARIA SONEGO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731 . 548",
"ARE 731548 AGR /",
"ARE 731548 AGR /",
"ARE 731548 AGR / SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"ARE 731548 AGR / SP",
"AgR",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"ARE 731548 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"ARE 731548 AGR / SP",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 775 . 056 - AgR / RS",
"ARE 731548 AGR / SP",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 775 . 056 - AgR / RS",
"ARE 731548 AGR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"LEIS 9 . 394 / 96",
"9",
".",
"870",
"/",
"99",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"arts . 5 . . . , XXXVI e 205 da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 237 a 258 da Lei 9 . 394 / 96",
"arts . 43 a 57 da Lei 9 . 870 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 237 a 258 da Lei 9 . 394 / 96",
"arts . 43 a 57 da Lei 9 . 870 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXXVI e LXIX , e 205 da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , XXXVI e LXIX , e 205 da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal .",
"C",
".",
"F . , art . 5 . . . , II , XXXV , XXXVI , LIV e LV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal . ’",
"C",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"Carta Magna",
"art . 205 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"art . 205 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 9 . 870 / 99",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"ARTS . 5 . . . , II , XXXVI , LIV E LV DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 9 . 870 / 99",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"ARTS . 5 . . . , II , XXXVI , LIV E LV DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO RENOVADO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO RENOVADO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO RENOVADO",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO",
"SUPERO",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SOCIEDADE UNIFICADA PAULISTA DE ENSINO RENOVADO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ELAINE CRISTINA SANTANA",
"SORAYA TINEU",
"SONIA MARIA SONEGO",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ELAINE CRISTINA SANTANA",
"SORAYA TINEU",
"SONIA MARIA SONEGO",
"Rosa Weber",
"Elaine Cristina Santana",
"ROSA WEBER",
"ELAINE CRISTINA SANTANA",
"SORAYA TINEU",
"SONIA MARIA SONEGO",
"Rosa Weber",
"Elaine Cristina Santana",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Ricardo",
"Dias Toffoli",
"Ricardo",
"ROSA WEBER ARE",
"Lewandowski",
"Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"ELAINE CRISTINA SANTANA",
"SORAYA TINEU",
"SONIA MARIA SONEGO",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ELAINE CRISTINA SANTANA",
"SORAYA TINEU",
"SONIA MARIA SONEGO",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"13",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S)
:MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO
QUALIFICADO. DOSIMETRIA DA PENA. OCORRÊNCIA DE BIS IN
IDEM: APLICAÇÃO DA MESMA CIRCUNSTÂNCIA NO
ESTABELECIMENTO DA PENA-BASE E NA MAJORAÇÃO DA PENA.
CONCORRÊNCIA DE QUALIFICADORAS E UTILIZAÇÃO DE
TABELA DE GRADUAÇÃO DO PERCENTUAL DE CAUSA DE
AUMENTO DE PENA. IMPROPRIEDADE E CONSEQUENTE
DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. RECURSO PARCIALMENTE
PROVIDO.
I – No caso sob exame, o Juiz sentenciante, ao fixar a pena-base em
patamar acima do mínimo legal, adotou como motivação os maus
antecedentes e a restrição à liberdade das vítimas. Na terceira fase do
dosimetria da pena, para majorar a pena em 2/5 (dois quintos),
novamente trouxe a lume a causa de aumento prevista prevista no inciso
V do § 2º do art. 157 do Código Penal – a restrição à liberdade das vítimas
- ocorrendo bis in idem.
II – Concurso de majorantes e adoção de tabela de graduação de
percentual para disciplinar a aplicação das causas de aumento de pena.
Impropriedade, pois há de se dar ênfase à efetiva fundamentação da
causa especial de aumento da pena, dentro dos limites previstos, com
base em dados concretos. Precedentes da Corte.
III – Recurso ordinário em habeas corpus conhecido e parcialmente
provido para, afastada a hipótese de bis in idem, bem como a aplicação de
tabela de percentuais de causas de aumento da pena, sem prejuízo da
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RHC 116676 / MG
condenação do agente, determinar ao Juízo de origem que proceda à nova
dosimetria da pena.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer do recurso e lhe dar
parcial provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RHC 116676 / MG
condenação do agente, determinar ao Juízo de origem que proceda à nova
dosimetria da pena.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer do recurso e lhe dar
parcial provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375868.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S)
:MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto pela DEFENSORIA
PÚBLICA DA UNIÃO em favor de MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS,
contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que denegou a ordem no HC 239.288/MG, Rel. Min. Sebastião
Reis Júnior.
Consta do processo que o Juízo da Segunda Vara Criminal da
Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG julgou parcialmente procedente o
pedido formalizado na denúncia e condenou o paciente, em virtude da
prática do crime previsto no art. 157, § 2º, II e V, do Código Penal (roubo
duplamente qualificado), à pena de 6 (seis) anos, 6 (seis) meses e 12
(doze) dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, além
de multa. Na ocasião, o magistrado refutou a causa de aumento da pena
relativa à ameaça com emprego de arma de fogo porque o objeto não fora
apreendido e, consequentemente, não pôde ser periciado.
O Ministério Público estadual interpôs recurso de apelação
(Apelação Criminal 1.0183.08.150107-8/001) visando ao reconhecimento e
à aplicação da qualificadora do emprego de arma de fogo.
O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais deu provimento ao
Supremo Tribunal Federal
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SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S)
:MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto pela DEFENSORIA
PÚBLICA DA UNIÃO em favor de MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS,
contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que denegou a ordem no HC 239.288/MG, Rel. Min. Sebastião
Reis Júnior.
Consta do processo que o Juízo da Segunda Vara Criminal da
Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG julgou parcialmente procedente o
pedido formalizado na denúncia e condenou o paciente, em virtude da
prática do crime previsto no art. 157, § 2º, II e V, do Código Penal (roubo
duplamente qualificado), à pena de 6 (seis) anos, 6 (seis) meses e 12
(doze) dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, além
de multa. Na ocasião, o magistrado refutou a causa de aumento da pena
relativa à ameaça com emprego de arma de fogo porque o objeto não fora
apreendido e, consequentemente, não pôde ser periciado.
O Ministério Público estadual interpôs recurso de apelação
(Apelação Criminal 1.0183.08.150107-8/001) visando ao reconhecimento e
à aplicação da qualificadora do emprego de arma de fogo.
O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais deu provimento ao
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Relatório
RHC 116676 / MG
apelo, assentando ser “desnecessária a apreensão e a perícia da arma de fogo
empregada no roubo para comprovar a qualificadora do art. 157, § 2º, inc. I, do
Código Penal, quando o seu efetivo emprego pode ser demonstrado por outros
meios de prova, em especial pela palavra da vítima ou pelo depoimento de
testemunha presencial”.
A Corte estadual manteve a pena-base estabelecida na sentença, mas,
no que concerne às causas de aumento de pena, ponderou ser necessário
observar certa gradação prevista em tabela, que, embora não merecesse
aplicação rígida, deveria nortear a dosimetria da pena quando
reconhecido o concurso de diversas causas de aumento de pena. Assim,
na ocorrência de uma qualificadora, a majoração deveria ser de 1/3; de
duas, seria de 3/8; de três, seria de 5/12; de quatro, seria de 11/24; e, na
hipótese de concorrência das cinco, a exacerbação deveria ocorrer no
patamar máximo ½ (metade).
Ao final, tornou definitiva a pena em 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 10
(dez) dias de reclusão e o pagamento de 17 (dezessete) dias-multa, no
patamar unitário mínimo.
Contra o acórdão do Tribunal mineiro a defesa manejou habeas
corpus no STJ, que denegou a ordem. Daí a interposição deste recurso
ordinário.
Nas razões do recurso, questiona-se a quantidade do aumento de
pena lançado na terceira fase da individualização. Afirma-se a ocorrência
de bis in idem, sob o argumento de que o acórdão utilizou as
consequências do crime tanto para agravar a pena-base, como para
justificar a aplicação da causa de aumento relativo à restrição da
liberdade das vítimas.
Requer, por isso, o provimento do recurso, afim de que seja reduzida
a pena-base e, também, seja aplicado, na terceira fase, aumento de pena
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Supremo Tribunal Federal
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RHC 116676 / MG
apelo, assentando ser “desnecessária a apreensão e a perícia da arma de fogo
empregada no roubo para comprovar a qualificadora do art. 157, § 2º, inc. I, do
Código Penal, quando o seu efetivo emprego pode ser demonstrado por outros
meios de prova, em especial pela palavra da vítima ou pelo depoimento de
testemunha presencial”.
A Corte estadual manteve a pena-base estabelecida na sentença, mas,
no que concerne às causas de aumento de pena, ponderou ser necessário
observar certa gradação prevista em tabela, que, embora não merecesse
aplicação rígida, deveria nortear a dosimetria da pena quando
reconhecido o concurso de diversas causas de aumento de pena. Assim,
na ocorrência de uma qualificadora, a majoração deveria ser de 1/3; de
duas, seria de 3/8; de três, seria de 5/12; de quatro, seria de 11/24; e, na
hipótese de concorrência das cinco, a exacerbação deveria ocorrer no
patamar máximo ½ (metade).
Ao final, tornou definitiva a pena em 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 10
(dez) dias de reclusão e o pagamento de 17 (dezessete) dias-multa, no
patamar unitário mínimo.
Contra o acórdão do Tribunal mineiro a defesa manejou habeas
corpus no STJ, que denegou a ordem. Daí a interposição deste recurso
ordinário.
Nas razões do recurso, questiona-se a quantidade do aumento de
pena lançado na terceira fase da individualização. Afirma-se a ocorrência
de bis in idem, sob o argumento de que o acórdão utilizou as
consequências do crime tanto para agravar a pena-base, como para
justificar a aplicação da causa de aumento relativo à restrição da
liberdade das vítimas.
Requer, por isso, o provimento do recurso, afim de que seja reduzida
a pena-base e, também, seja aplicado, na terceira fase, aumento de pena
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Relatório
RHC 116676 / MG
no patamar mínimo de 1/3 (um terço).
A Procuradoria Geral da República, em parecer subscrito pelo
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifesta-se no sentido do provimento parcial do recurso, a fim de que se
proceda à nova dosimetria da pena, corrigindo-se a dupla valoração.
É o relatório.
3
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RHC 116676 / MG
no patamar mínimo de 1/3 (um terço).
A Procuradoria Geral da República, em parecer subscrito pelo
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifesta-se no sentido do provimento parcial do recurso, a fim de que se
proceda à nova dosimetria da pena, corrigindo-se a dupla valoração.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): O acórdão
proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça foi publicado
em 19 de setembro de 2012, e o mandado de intimação expedido para
ciência da Defensoria Pública da União foi juntado no dia 24 subsequente,
ocorrendo a interposição do recurso ordinário no dia 25 seguinte.
Conheço do recurso, por ser adequado e tempestivo.
Bem examinados os autos, encaminho voto no sentido do
provimento parcial do recurso.
Assim está redigida a ementa do órgão recorrido:
“HABEAS
CORPUS.
ROUBO
TRIPLAMENTE
MAJORADO. DOSIMETRIA. FRAÇÃO DAS MAJORANTES.
AUMENTO
EM
5/12.
GRAVIDADE
CONCRETA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Constatando-se a ocorrência de circunstâncias reveladoras de
uma gravidade acentuada, haja vista as circunstâncias do caso
concreto – uma das vítimas foi levada para um dos quartos, onde foi
amarrada com pedaços de lençóis -, que denotam efetiva periculosidade
do paciente, não há constrangimento ilegal quando a reprimenda foi
elevada, na terceira etapa da dosimetria, em fração superior à minima
legalmente prevista.
2. Ordem denegada”.
Nas razões do recurso, questiona-se a quantidade do aumento de
pena lançado na terceira fase da individualização. Segundo a impetrante,
teria ocorrido bis in idem ao ser utilizada a causa de aumento relativo à
restrição da liberdade das vítimas para agravar a pena-base e para
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SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): O acórdão
proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça foi publicado
em 19 de setembro de 2012, e o mandado de intimação expedido para
ciência da Defensoria Pública da União foi juntado no dia 24 subsequente,
ocorrendo a interposição do recurso ordinário no dia 25 seguinte.
Conheço do recurso, por ser adequado e tempestivo.
Bem examinados os autos, encaminho voto no sentido do
provimento parcial do recurso.
Assim está redigida a ementa do órgão recorrido:
“HABEAS
CORPUS.
ROUBO
TRIPLAMENTE
MAJORADO. DOSIMETRIA. FRAÇÃO DAS MAJORANTES.
AUMENTO
EM
5/12.
GRAVIDADE
CONCRETA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Constatando-se a ocorrência de circunstâncias reveladoras de
uma gravidade acentuada, haja vista as circunstâncias do caso
concreto – uma das vítimas foi levada para um dos quartos, onde foi
amarrada com pedaços de lençóis -, que denotam efetiva periculosidade
do paciente, não há constrangimento ilegal quando a reprimenda foi
elevada, na terceira etapa da dosimetria, em fração superior à minima
legalmente prevista.
2. Ordem denegada”.
Nas razões do recurso, questiona-se a quantidade do aumento de
pena lançado na terceira fase da individualização. Segundo a impetrante,
teria ocorrido bis in idem ao ser utilizada a causa de aumento relativo à
restrição da liberdade das vítimas para agravar a pena-base e para
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 116676 / MG
majorar a pena tornada definitiva.
Entendo assistir razão à impetrante.
Ao estabelecer a dosimetria da pena, o Juízo criminal assim dispôs:
“A culpabilidade mostrou-se ínsita a delitos patrimoniais
análogos praticados com grave ameaça ou violência contra a pessoa.
Os antecedentes do réu não lhe favorecem. As certidões criminais de
ff. 114 e 122 apontam duas condenações definitivas. Aqui, para
configuração dos antecedentes criminais do réu estou considerando a
condenação definitiva lançada em sua certidão de f. 114 e sob o nº
024.03.997709-4, ao passo que a outra condenação será
oportunamente utilizada para configuração da reincidência. Não
consta dos autos prova da prática pelo réu de conduta extrapenal, de
modo que tenho como favorável a sua conduta social. Em relação à
personalidade do réu, não temos nos autos laudo pericial atestando
desvio de personalidade, não podendo tal circunstância ser
considerada desfavorável. Os motivos do crime foram comuns à
espécie. Tenho por inexistente a presença de qualquer elemento
acidental ao delito que agrave as suas circunstâncias. As
consequências do crime foram gravosas às vítimas, que se
viram aprisionadas em seu próprio lar e sob ameaça de mau
iminente. O comportamento das vítimas em nada influiu na
prática do crime.
Ponderadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base
privativa de liberdade em 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de
reclusão e a pena-base de multa em 12 (doze) dias-multa, esta no
mínimo legal.
Passo à segunda fase de fixação das penas e constato que milita
em favor do acusado a atenuante da confissão (Código Penal, art. 65,
III, d) e em seu desfavor a agravante de reincidência (Código Penal,
61, I). Aqui, estou considerando para configurar a reincidência a
condenação definitiva anotada na certidão criminal (f. 114) sob o nº
024.04.035045-5.
Ambas as circunstâncias devem ser consideradas
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majorar a pena tornada definitiva.
Entendo assistir razão à impetrante.
Ao estabelecer a dosimetria da pena, o Juízo criminal assim dispôs:
“A culpabilidade mostrou-se ínsita a delitos patrimoniais
análogos praticados com grave ameaça ou violência contra a pessoa.
Os antecedentes do réu não lhe favorecem. As certidões criminais de
ff. 114 e 122 apontam duas condenações definitivas. Aqui, para
configuração dos antecedentes criminais do réu estou considerando a
condenação definitiva lançada em sua certidão de f. 114 e sob o nº
024.03.997709-4, ao passo que a outra condenação será
oportunamente utilizada para configuração da reincidência. Não
consta dos autos prova da prática pelo réu de conduta extrapenal, de
modo que tenho como favorável a sua conduta social. Em relação à
personalidade do réu, não temos nos autos laudo pericial atestando
desvio de personalidade, não podendo tal circunstância ser
considerada desfavorável. Os motivos do crime foram comuns à
espécie. Tenho por inexistente a presença de qualquer elemento
acidental ao delito que agrave as suas circunstâncias. As
consequências do crime foram gravosas às vítimas, que se
viram aprisionadas em seu próprio lar e sob ameaça de mau
iminente. O comportamento das vítimas em nada influiu na
prática do crime.
Ponderadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base
privativa de liberdade em 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de
reclusão e a pena-base de multa em 12 (doze) dias-multa, esta no
mínimo legal.
Passo à segunda fase de fixação das penas e constato que milita
em favor do acusado a atenuante da confissão (Código Penal, art. 65,
III, d) e em seu desfavor a agravante de reincidência (Código Penal,
61, I). Aqui, estou considerando para configurar a reincidência a
condenação definitiva anotada na certidão criminal (f. 114) sob o nº
024.04.035045-5.
Ambas as circunstâncias devem ser consideradas
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RHC 116676 / MG
preponderantes, a reincidência, por expressa disposição legal, a
confissão, por dizer respeito à personalidade do agente, razão pela qual
é de mister que sejam compensadas entre si, pelo que, mantenho
provisoriamente a condenação em 04 (quatro) anos e 08 (oito)
meses de reclusão e a pena-base de multa em 12 (doze) dias-multa,
esta no mínimo legal.
Na terceira fase, verifica-se a incidência de duas causas
de aumento de pena, quais sejam, concurso de pessoas e
restrição da liberdade das vítimas, ambas capituladas,
respectivamente, nos incisos II e V do § 2º do artigo 157 do
Código Penal.
Feita essa observação, tenho como necessário e suficiente à
reprovação da conduta do acusado o acréscimo em patamar
intermediário, qual seja, em 2/5, elevando as penas fixadas em um
ano, dez meses e 12 dias de reclusão e cinco dias-multa, para totalizar
06 (seis) anos, 06 (seis) meses e 12 (doze) dias, e 17 (dezessete) dias-
multa, esta no mínimo legal, penas que torno definitivas” (grifos
meus e no original).
Consoante se lê da transcrição acima, o Juiz sentenciante, ao fixar a
pena-base em patamar acima do mínimo legal, adotou como motivação
os maus antecedentes – uma das condenações do paciente, ficando a
outra para a majoração em razão da reincidência – e a restrição à
liberdade das vítimas. Na terceira fase do dosimetria da pena, para
majorar a pena em 2/5 (dois quintos), novamente trouxe a lume a causa
de aumento prevista prevista no inciso V do § 2º do art. 157 do Código
Penal – a restrição à liberdade das vítimas - ocorrendo bis in idem.
Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao
prover o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público e acolher
a causa de aumento da pena relativa ao emprego de arma de fogo,
exasperou a reprimenda à razão de 5/12 (cinco doze avos), fazendo-o a
partir de certa graduação estabelecida em tabela, in verbis:
“Com relação ao aumento da pena aplicado em razão da
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preponderantes, a reincidência, por expressa disposição legal, a
confissão, por dizer respeito à personalidade do agente, razão pela qual
é de mister que sejam compensadas entre si, pelo que, mantenho
provisoriamente a condenação em 04 (quatro) anos e 08 (oito)
meses de reclusão e a pena-base de multa em 12 (doze) dias-multa,
esta no mínimo legal.
Na terceira fase, verifica-se a incidência de duas causas
de aumento de pena, quais sejam, concurso de pessoas e
restrição da liberdade das vítimas, ambas capituladas,
respectivamente, nos incisos II e V do § 2º do artigo 157 do
Código Penal.
Feita essa observação, tenho como necessário e suficiente à
reprovação da conduta do acusado o acréscimo em patamar
intermediário, qual seja, em 2/5, elevando as penas fixadas em um
ano, dez meses e 12 dias de reclusão e cinco dias-multa, para totalizar
06 (seis) anos, 06 (seis) meses e 12 (doze) dias, e 17 (dezessete) dias-
multa, esta no mínimo legal, penas que torno definitivas” (grifos
meus e no original).
Consoante se lê da transcrição acima, o Juiz sentenciante, ao fixar a
pena-base em patamar acima do mínimo legal, adotou como motivação
os maus antecedentes – uma das condenações do paciente, ficando a
outra para a majoração em razão da reincidência – e a restrição à
liberdade das vítimas. Na terceira fase do dosimetria da pena, para
majorar a pena em 2/5 (dois quintos), novamente trouxe a lume a causa
de aumento prevista prevista no inciso V do § 2º do art. 157 do Código
Penal – a restrição à liberdade das vítimas - ocorrendo bis in idem.
Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao
prover o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público e acolher
a causa de aumento da pena relativa ao emprego de arma de fogo,
exasperou a reprimenda à razão de 5/12 (cinco doze avos), fazendo-o a
partir de certa graduação estabelecida em tabela, in verbis:
“Com relação ao aumento da pena aplicado em razão da
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incidência das majorantes do emprego de arma de fogo, concurso de
pessoas e à restrição à liberdade das vítimas, entendo que após o
advento da Lei 9.426, de 24/12/96, que introduziu duas novas causas
de aumento no art. 157 do Código Penal, entende-se que, com o
ingresso dos incisos IV e V do aludido dispositivo, as frações de
acréscimo devem ser remodeladas, tendo em vista que a elevação de
1/3 até a metade deverá ser dividida por cinco.
Assim, presente uma qualificadora, a majoração deve ser de 1/3;
de duas, será de 3/8; de três, será de 5/12; de quatro, será de 11/24; e,
na hipótese de concorrência das cinco, a exacerbação deve se suceder
no patamar máximo ½ (metade). Embora não se deva trabalhar com
tais números como se fossem uma tabela fixa, é deste critério de
gradação axiológica que se deve partir. Um roubo cometido com uma
qualificadora não é igual a um perpetrado com duas ou mais”.
Estabelecidas essa premissas, o Tribunal estadual realizou a seguinte
dosimetria da pena:
“Na terceira fase, verifico a incidência das causas de aumento
concernentes ao emprego de arma de fogo, concurso de pessoas e à
restrição à liberdade das vítimas, motivo por que exaspero a
reprimenda em 5/12 – fração esta que se justifica pela quantidade das
majorantes, a qual denota a maior periculosidade e audácia dos
acusados, uma vez que mais de dois agentes participaram do roubo e,
inclusive, restringiram a liberdade das vítimas (...)”.
A jurisprudência assente nesta Corte, contudo, tem entendimento
contrário a fundamentações assim adotadas, como se verifica dos
seguintes julgados:
“EMENTA: HABEAS CORPUS. ROUBO. AUMENTO DA
PENA EM FACE DAS QUALIFICADORAS: USO DE ARMA E
CONCURSO DE PESSOAS. ARTIGO 157, § 2º, I e II, DO
CÓDIGO PENAL.
1. O Juiz fixou na sentença a pena-base em seis anos de reclusão
em face da reincidência e dos antecedentes e aplicou o aumento
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incidência das majorantes do emprego de arma de fogo, concurso de
pessoas e à restrição à liberdade das vítimas, entendo que após o
advento da Lei 9.426, de 24/12/96, que introduziu duas novas causas
de aumento no art. 157 do Código Penal, entende-se que, com o
ingresso dos incisos IV e V do aludido dispositivo, as frações de
acréscimo devem ser remodeladas, tendo em vista que a elevação de
1/3 até a metade deverá ser dividida por cinco.
Assim, presente uma qualificadora, a majoração deve ser de 1/3;
de duas, será de 3/8; de três, será de 5/12; de quatro, será de 11/24; e,
na hipótese de concorrência das cinco, a exacerbação deve se suceder
no patamar máximo ½ (metade). Embora não se deva trabalhar com
tais números como se fossem uma tabela fixa, é deste critério de
gradação axiológica que se deve partir. Um roubo cometido com uma
qualificadora não é igual a um perpetrado com duas ou mais”.
Estabelecidas essa premissas, o Tribunal estadual realizou a seguinte
dosimetria da pena:
“Na terceira fase, verifico a incidência das causas de aumento
concernentes ao emprego de arma de fogo, concurso de pessoas e à
restrição à liberdade das vítimas, motivo por que exaspero a
reprimenda em 5/12 – fração esta que se justifica pela quantidade das
majorantes, a qual denota a maior periculosidade e audácia dos
acusados, uma vez que mais de dois agentes participaram do roubo e,
inclusive, restringiram a liberdade das vítimas (...)”.
A jurisprudência assente nesta Corte, contudo, tem entendimento
contrário a fundamentações assim adotadas, como se verifica dos
seguintes julgados:
“EMENTA: HABEAS CORPUS. ROUBO. AUMENTO DA
PENA EM FACE DAS QUALIFICADORAS: USO DE ARMA E
CONCURSO DE PESSOAS. ARTIGO 157, § 2º, I e II, DO
CÓDIGO PENAL.
1. O Juiz fixou na sentença a pena-base em seis anos de reclusão
em face da reincidência e dos antecedentes e aplicou o aumento
4
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 116676 / MG
máximo por se tratar de duas qualificadoras.
2. O Tribunal coator, em grau de apelação, reduziu o aumento
da pena pelas duas qualificadoras para 2/5 (dois quintos),
considerando se a média aproximada entre o mínimo de 1/3 e o
máximo da metade; em grau de revisão criminal, ratificou este critério
de agravar a pena em 1/3 para uma, de 2/5 para duas e de metade para
três ou mais qualificadoras.
3. A jurisprudência deste Tribunal não acolhe critérios como o
adotado, de se estabelecer uma tabela, optando por dar ênfase à efetiva
fundamentação da causa especial de aumento da pena, dentro dos
limites previstos, com base em dados concretos. Precedentes”(HC
73.070/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa).
“EMENTA:
I – Roubo: Consumação.
(…)
II – Roubo: pena: concorrência de duas causas especiais de
aumento: critério de exacerbação da pena-base.
A ocorrência de duas das causas de aumento especial da pena do
roubo – o emprego de armas e o concurso de agentes – só por si não
basta para exacerbar a sanção ao máximo do acréscimo percentual
autorizado em lei: a graduação há de decorrer de circunstâncias do
caso concreto, declinada na motivação da sentença” (HC 69.753/SP,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence).
Isso posto, conheço do recurso e lhe dou parcial provimento para,
afastado o bis in idem acima referido e tendo em conta as causas de
aumento de pena verificadas, determinar ao Juízo da Segunda Vara
Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG
que proceda à nova dosimetria da pena, sem observância da gradação
(tabela) estabelecida pelo Tribunal de Justiça no voto proferido na
Apelação Criminal 1.0183.08.150107-8/001.
É como voto.
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RHC 116676 / MG
máximo por se tratar de duas qualificadoras.
2. O Tribunal coator, em grau de apelação, reduziu o aumento
da pena pelas duas qualificadoras para 2/5 (dois quintos),
considerando se a média aproximada entre o mínimo de 1/3 e o
máximo da metade; em grau de revisão criminal, ratificou este critério
de agravar a pena em 1/3 para uma, de 2/5 para duas e de metade para
três ou mais qualificadoras.
3. A jurisprudência deste Tribunal não acolhe critérios como o
adotado, de se estabelecer uma tabela, optando por dar ênfase à efetiva
fundamentação da causa especial de aumento da pena, dentro dos
limites previstos, com base em dados concretos. Precedentes”(HC
73.070/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa).
“EMENTA:
I – Roubo: Consumação.
(…)
II – Roubo: pena: concorrência de duas causas especiais de
aumento: critério de exacerbação da pena-base.
A ocorrência de duas das causas de aumento especial da pena do
roubo – o emprego de armas e o concurso de agentes – só por si não
basta para exacerbar a sanção ao máximo do acréscimo percentual
autorizado em lei: a graduação há de decorrer de circunstâncias do
caso concreto, declinada na motivação da sentença” (HC 69.753/SP,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence).
Isso posto, conheço do recurso e lhe dou parcial provimento para,
afastado o bis in idem acima referido e tendo em conta as causas de
aumento de pena verificadas, determinar ao Juízo da Segunda Vara
Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG
que proceda à nova dosimetria da pena, sem observância da gradação
(tabela) estabelecida pelo Tribunal de Justiça no voto proferido na
Apelação Criminal 1.0183.08.150107-8/001.
É como voto.
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Extrato de Ata - 20/08/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S) : MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do recurso e lhe
deu parcial provimento para, afastado o bis in idem e tendo em
conta as causas de aumento de pena verificadas, determinar ao
Juízo da Segunda Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de
Conselheiro Lafaiete/MG que proceda à nova dosimetria da pena, sem
observância da gradação (tabela) estabelecida pelo Tribunal de
Justiça
no
voto
proferido
na
Apelação
Criminal
1.0183.08.150107-8/001, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S) : MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do recurso e lhe
deu parcial provimento para, afastado o bis in idem e tendo em
conta as causas de aumento de pena verificadas, determinar ao
Juízo da Segunda Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de
Conselheiro Lafaiete/MG que proceda à nova dosimetria da pena, sem
observância da gradação (tabela) estabelecida pelo Tribunal de
Justiça
no
voto
proferido
na
Apelação
Criminal
1.0183.08.150107-8/001, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4439119
| 2013-08-20T00:00:00
| 2013-09-04T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, conheceu do recurso e lhe deu parcial provimento para, afastado o bis in idem e tendo em conta as causas de aumento de pena verificadas, determinar ao Juízo da Segunda Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG que proceda à nova dosimetria da pena, sem observância da gradação (tabela) estabelecida pelo Tribunal de Justiça no voto proferido na Apelação Criminal 1.0183.08.150107-8/001, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
|
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
|
Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO QUALIFICADO. DOSIMETRIA DA PENA. OCORRÊNCIA DE BIS IN IDEM: APLICAÇÃO DA MESMA CIRCUNSTÂNCIA NO ESTABELECIMENTO DA PENA-BASE E NA MAJORAÇÃO DA PENA. CONCORRÊNCIA DE QUALIFICADORAS E UTILIZAÇÃO DE TABELA DE GRADUAÇÃO DO PERCENTUAL DE CAUSA DE AUMENTO DE PENA. IMPROPRIEDADE E CONSEQUENTE DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
I – No caso sob exame, o Juiz sentenciante, ao fixar a pena-base em patamar acima do mínimo legal, adotou como motivação os maus antecedentes e a restrição à liberdade das vítimas. Na terceira fase do dosimetria da pena, para majorar a pena em 2/5 (dois quintos), novamente trouxe a lume a causa de aumento prevista prevista no inciso V do § 2º do art. 157 do Código Penal – a restrição à liberdade das vítimas - ocorrendo bis in idem.
II – Concurso de majorantes e adoção de tabela de graduação de percentual para disciplinar a aplicação das causas de aumento de pena. Impropriedade, pois há de se dar ênfase à efetiva fundamentação da causa especial de aumento da pena, dentro dos limites previstos, com base em dados concretos. Precedentes da Corte.
III – Recurso ordinário em habeas corpus conhecido e parcialmente provido para, afastada a hipótese de bis in idem, bem como a aplicação de tabela de percentuais de causas de aumento da pena, sem prejuízo da condenação do agente, determinar ao Juízo de origem que proceda à nova dosimetria da pena.
|
sjur240647
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DOSIMETRIA DA PENA, “BIS IN IDEM”)
HC 73070 (1ªT), HC 69753.
Número de páginas: 11.
Análise: 16/09/2013, TIA.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
116676
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00005\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
RHC
|
acordaos
|
RHC 116676
|
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""
] |
RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S) : MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
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] |
Ementa e Acórdão
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S)
:MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO
QUALIFICADO. DOSIMETRIA DA PENA. OCORRÊNCIA DE BIS IN
IDEM: APLICAÇÃO DA MESMA CIRCUNSTÂNCIA NO
ESTABELECIMENTO DA PENA-BASE E NA MAJORAÇÃO DA PENA.
CONCORRÊNCIA DE QUALIFICADORAS E UTILIZAÇÃO DE
TABELA DE GRADUAÇÃO DO PERCENTUAL DE CAUSA DE
AUMENTO DE PENA. IMPROPRIEDADE E CONSEQUENTE
DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. RECURSO PARCIALMENTE
PROVIDO.
I – No caso sob exame, o Juiz sentenciante, ao fixar a pena-base em
patamar acima do mínimo legal, adotou como motivação os maus
antecedentes e a restrição à liberdade das vítimas. Na terceira fase do
dosimetria da pena, para majorar a pena em 2/5 (dois quintos),
novamente trouxe a lume a causa de aumento prevista prevista no inciso
V do § 2... do art. 157 do Código Penal – a restrição à liberdade das vítimas
- ocorrendo bis in idem.
II – Concurso de majorantes e adoção de tabela de graduação de
percentual para disciplinar a aplicação das causas de aumento de pena.
Impropriedade, pois há de se dar ênfase à efetiva fundamentação da
causa especial de aumento da pena, dentro dos limites previstos, com
base em dados concretos. Precedentes da Corte.
III – Recurso ordinário em habeas corpus conhecido e parcialmente
provido para, afastada a hipótese de bis in idem, bem como a aplicação de
tabela de percentuais de causas de aumento da pena, sem prejuízo da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RHC 116676 / MG
condenação do agente, determinar ao Juízo de origem que proceda à nova
dosimetria da pena.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer do recurso e lhe dar
parcial provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
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RHC 116676 / MG
condenação do agente, determinar ao Juízo de origem que proceda à nova
dosimetria da pena.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer do recurso e lhe dar
parcial provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
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Relatório
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S)
:MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto pela DEFENSORIA
PÚBLICA DA UNIÃO em favor de MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS,
contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que denegou a ordem no HC 239.288/MG, Rel. Min. Sebastião
Reis Júnior.
Consta do processo que o Juízo da Segunda Vara Criminal da
Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG julgou parcialmente procedente o
pedido formalizado na denúncia e condenou o paciente, em virtude da
prática do crime previsto no art. 157, § 2..., II e V, do Código Penal (roubo
duplamente qualificado), à pena de 6 (seis) anos, 6 (seis) meses e 12
(doze) dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, além
de multa. Na ocasião, o magistrado refutou a causa de aumento da pena
relativa à ameaça com emprego de arma de fogo porque o objeto não fora
apreendido e, consequentemente, não pôde ser periciado.
O Ministério Público estadual interpôs recurso de apelação
(Apelação Criminal 1.0183.08.150107-8/001) visando ao reconhecimento e
à aplicação da qualificadora do emprego de arma de fogo.
O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais deu provimento ao
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20/08/2013
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S)
:MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto pela DEFENSORIA
PÚBLICA DA UNIÃO em favor de MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS,
contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que denegou a ordem no HC 239.288/MG, Rel. Min. Sebastião
Reis Júnior.
Consta do processo que o Juízo da Segunda Vara Criminal da
Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG julgou parcialmente procedente o
pedido formalizado na denúncia e condenou o paciente, em virtude da
prática do crime previsto no art. 157, § 2..., II e V, do Código Penal (roubo
duplamente qualificado), à pena de 6 (seis) anos, 6 (seis) meses e 12
(doze) dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, além
de multa. Na ocasião, o magistrado refutou a causa de aumento da pena
relativa à ameaça com emprego de arma de fogo porque o objeto não fora
apreendido e, consequentemente, não pôde ser periciado.
O Ministério Público estadual interpôs recurso de apelação
(Apelação Criminal 1.0183.08.150107-8/001) visando ao reconhecimento e
à aplicação da qualificadora do emprego de arma de fogo.
O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais deu provimento ao
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RHC 116676 / MG
apelo, assentando ser “desnecessária a apreensão e a perícia da arma de fogo
empregada no roubo para comprovar a qualificadora do art. 157, § 2..., inc. I, do
Código Penal, quando o seu efetivo emprego pode ser demonstrado por outros
meios de prova, em especial pela palavra da vítima ou pelo depoimento de
testemunha presencial”.
A Corte estadual manteve a pena-base estabelecida na sentença, mas,
no que concerne às causas de aumento de pena, ponderou ser necessário
observar certa gradação prevista em tabela, que, embora não merecesse
aplicação rígida, deveria nortear a dosimetria da pena quando
reconhecido o concurso de diversas causas de aumento de pena. Assim,
na ocorrência de uma qualificadora, a majoração deveria ser de 1/3; de
duas, seria de 3/8; de três, seria de 5/12; de quatro, seria de 11/24; e, na
hipótese de concorrência das cinco, a exacerbação deveria ocorrer no
patamar máximo ½ (metade).
Ao final, tornou definitiva a pena em 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 10
(dez) dias de reclusão e o pagamento de 17 (dezessete) dias-multa, no
patamar unitário mínimo.
Contra o acórdão do Tribunal mineiro a defesa manejou habeas
corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Daí a interposição deste recurso
ordinário.
Nas razões do recurso, questiona-se a quantidade do aumento de
pena lançado na terceira fase da individualização. Afirma-se a ocorrência
de bis in idem, sob o argumento de que o acórdão utilizou as
consequências do crime tanto para agravar a pena-base, como para
justificar a aplicação da causa de aumento relativo à restrição da
liberdade das vítimas.
Requer, por isso, o provimento do recurso, afim de que seja reduzida
a pena-base e, também, seja aplicado, na terceira fase, aumento de pena
2
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RHC 116676 / MG
apelo, assentando ser “desnecessária a apreensão e a perícia da arma de fogo
empregada no roubo para comprovar a qualificadora do art. 157, § 2..., inc. I, do
Código Penal, quando o seu efetivo emprego pode ser demonstrado por outros
meios de prova, em especial pela palavra da vítima ou pelo depoimento de
testemunha presencial”.
A Corte estadual manteve a pena-base estabelecida na sentença, mas,
no que concerne às causas de aumento de pena, ponderou ser necessário
observar certa gradação prevista em tabela, que, embora não merecesse
aplicação rígida, deveria nortear a dosimetria da pena quando
reconhecido o concurso de diversas causas de aumento de pena. Assim,
na ocorrência de uma qualificadora, a majoração deveria ser de 1/3; de
duas, seria de 3/8; de três, seria de 5/12; de quatro, seria de 11/24; e, na
hipótese de concorrência das cinco, a exacerbação deveria ocorrer no
patamar máximo ½ (metade).
Ao final, tornou definitiva a pena em 6 (seis) anos, 7 (sete) meses e 10
(dez) dias de reclusão e o pagamento de 17 (dezessete) dias-multa, no
patamar unitário mínimo.
Contra o acórdão do Tribunal mineiro a defesa manejou habeas
corpus no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. Daí a interposição deste recurso
ordinário.
Nas razões do recurso, questiona-se a quantidade do aumento de
pena lançado na terceira fase da individualização. Afirma-se a ocorrência
de bis in idem, sob o argumento de que o acórdão utilizou as
consequências do crime tanto para agravar a pena-base, como para
justificar a aplicação da causa de aumento relativo à restrição da
liberdade das vítimas.
Requer, por isso, o provimento do recurso, afim de que seja reduzida
a pena-base e, também, seja aplicado, na terceira fase, aumento de pena
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
RHC 116676 / MG
no patamar mínimo de 1/3 (um terço).
A Procuradoria Geral da República, em parecer subscrito pelo
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifesta-se no sentido do provimento parcial do recurso, a fim de que se
proceda à nova dosimetria da pena, corrigindo-se a dupla valoração.
É o relatório.
3
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RHC 116676 / MG
no patamar mínimo de 1/3 (um terço).
A Procuradoria Geral da República, em parecer subscrito pelo
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifesta-se no sentido do provimento parcial do recurso, a fim de que se
proceda à nova dosimetria da pena, corrigindo-se a dupla valoração.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): O acórdão
proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça foi publicado
em 19 de setembro de 2012, e o mandado de intimação expedido para
ciência da Defensoria Pública da União foi juntado no dia 24 subsequente,
ocorrendo a interposição do recurso ordinário no dia 25 seguinte.
Conheço do recurso, por ser adequado e tempestivo.
Bem examinados os autos, encaminho voto no sentido do
provimento parcial do recurso.
Assim está redigida a ementa do órgão recorrido:
“HABEAS
CORPUS.
ROUBO
TRIPLAMENTE
MAJORADO. DOSIMETRIA. FRAÇÃO DAS MAJORANTES.
AUMENTO
EM
5/12.
GRAVIDADE
CONCRETA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Constatando-se a ocorrência de circunstâncias reveladoras de
uma gravidade acentuada, haja vista as circunstâncias do caso
concreto – uma das vítimas foi levada para um dos quartos, onde foi
amarrada com pedaços de lençóis -, que denotam efetiva periculosidade
do paciente, não há constrangimento ilegal quando a reprimenda foi
elevada, na terceira etapa da dosimetria, em fração superior à minima
legalmente prevista.
2. Ordem denegada”.
Nas razões do recurso, questiona-se a quantidade do aumento de
pena lançado na terceira fase da individualização. Segundo a impetrante,
teria ocorrido bis in idem ao ser utilizada a causa de aumento relativo à
restrição da liberdade das vítimas para agravar a pena-base e para
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375870.
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20/08/2013
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): O acórdão
proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça foi publicado
em 19 de setembro de 2012, e o mandado de intimação expedido para
ciência da Defensoria Pública da União foi juntado no dia 24 subsequente,
ocorrendo a interposição do recurso ordinário no dia 25 seguinte.
Conheço do recurso, por ser adequado e tempestivo.
Bem examinados os autos, encaminho voto no sentido do
provimento parcial do recurso.
Assim está redigida a ementa do órgão recorrido:
“HABEAS
CORPUS.
ROUBO
TRIPLAMENTE
MAJORADO. DOSIMETRIA. FRAÇÃO DAS MAJORANTES.
AUMENTO
EM
5/12.
GRAVIDADE
CONCRETA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Constatando-se a ocorrência de circunstâncias reveladoras de
uma gravidade acentuada, haja vista as circunstâncias do caso
concreto – uma das vítimas foi levada para um dos quartos, onde foi
amarrada com pedaços de lençóis -, que denotam efetiva periculosidade
do paciente, não há constrangimento ilegal quando a reprimenda foi
elevada, na terceira etapa da dosimetria, em fração superior à minima
legalmente prevista.
2. Ordem denegada”.
Nas razões do recurso, questiona-se a quantidade do aumento de
pena lançado na terceira fase da individualização. Segundo a impetrante,
teria ocorrido bis in idem ao ser utilizada a causa de aumento relativo à
restrição da liberdade das vítimas para agravar a pena-base e para
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 116676 / MG
majorar a pena tornada definitiva.
Entendo assistir razão à impetrante.
Ao estabelecer a dosimetria da pena, o Juízo criminal assim dispôs:
“A culpabilidade mostrou-se ínsita a delitos patrimoniais
análogos praticados com grave ameaça ou violência contra a pessoa.
Os antecedentes do réu não lhe favorecem. As certidões criminais de
ff. 114 e 122 apontam duas condenações definitivas. Aqui, para
configuração dos antecedentes criminais do réu estou considerando a
condenação definitiva lançada em sua certidão de f. 114 e sob o n
024.03.997709-4, ao passo que a outra condenação será
oportunamente utilizada para configuração da reincidência. Não
consta dos autos prova da prática pelo réu de conduta extrapenal, de
modo que tenho como favorável a sua conduta social. Em relação à
personalidade do réu, não temos nos autos laudo pericial atestando
desvio de personalidade, não podendo tal circunstância ser
considerada desfavorável. Os motivos do crime foram comuns à
espécie. Tenho por inexistente a presença de qualquer elemento
acidental ao delito que agrave as suas circunstâncias. As
consequências do crime foram gravosas às vítimas, que se
viram aprisionadas em seu próprio lar e sob ameaça de mau
iminente. O comportamento das vítimas em nada influiu na
prática do crime.
Ponderadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base
privativa de liberdade em 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de
reclusão e a pena-base de multa em 12 (doze) dias-multa, esta no
mínimo legal.
Passo à segunda fase de fixação das penas e constato que milita
em favor do acusado a atenuante da confissão (Código Penal, art. 65,
III, d) e em seu desfavor a agravante de reincidência (Código Penal,
61, I). Aqui, estou considerando para configurar a reincidência a
condenação definitiva anotada na certidão criminal (f. 114) sob o n
024.04.035045-5.
Ambas as circunstâncias devem ser consideradas
2
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majorar a pena tornada definitiva.
Entendo assistir razão à impetrante.
Ao estabelecer a dosimetria da pena, o Juízo criminal assim dispôs:
“A culpabilidade mostrou-se ínsita a delitos patrimoniais
análogos praticados com grave ameaça ou violência contra a pessoa.
Os antecedentes do réu não lhe favorecem. As certidões criminais de
ff. 114 e 122 apontam duas condenações definitivas. Aqui, para
configuração dos antecedentes criminais do réu estou considerando a
condenação definitiva lançada em sua certidão de f. 114 e sob o n
024.03.997709-4, ao passo que a outra condenação será
oportunamente utilizada para configuração da reincidência. Não
consta dos autos prova da prática pelo réu de conduta extrapenal, de
modo que tenho como favorável a sua conduta social. Em relação à
personalidade do réu, não temos nos autos laudo pericial atestando
desvio de personalidade, não podendo tal circunstância ser
considerada desfavorável. Os motivos do crime foram comuns à
espécie. Tenho por inexistente a presença de qualquer elemento
acidental ao delito que agrave as suas circunstâncias. As
consequências do crime foram gravosas às vítimas, que se
viram aprisionadas em seu próprio lar e sob ameaça de mau
iminente. O comportamento das vítimas em nada influiu na
prática do crime.
Ponderadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base
privativa de liberdade em 04 (quatro) anos e 08 (oito) meses de
reclusão e a pena-base de multa em 12 (doze) dias-multa, esta no
mínimo legal.
Passo à segunda fase de fixação das penas e constato que milita
em favor do acusado a atenuante da confissão (Código Penal, art. 65,
III, d) e em seu desfavor a agravante de reincidência (Código Penal,
61, I). Aqui, estou considerando para configurar a reincidência a
condenação definitiva anotada na certidão criminal (f. 114) sob o n
024.04.035045-5.
Ambas as circunstâncias devem ser consideradas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 116676 / MG
preponderantes, a reincidência, por expressa disposição legal, a
confissão, por dizer respeito à personalidade do agente, razão pela qual
é de mister que sejam compensadas entre si, pelo que, mantenho
provisoriamente a condenação em 04 (quatro) anos e 08 (oito)
meses de reclusão e a pena-base de multa em 12 (doze) dias-multa,
esta no mínimo legal.
Na terceira fase, verifica-se a incidência de duas causas
de aumento de pena, quais sejam, concurso de pessoas e
restrição da liberdade das vítimas, ambas capituladas,
respectivamente, nos incisos II e V do § 2... do artigo 157 do
Código Penal.
Feita essa observação, tenho como necessário e suficiente à
reprovação da conduta do acusado o acréscimo em patamar
intermediário, qual seja, em 2/5, elevando as penas fixadas em um
ano, dez meses e 12 dias de reclusão e cinco dias-multa, para totalizar
06 (seis) anos, 06 (seis) meses e 12 (doze) dias, e 17 (dezessete) dias-
multa, esta no mínimo legal, penas que torno definitivas” (grifos
meus e no original).
Consoante se lê da transcrição acima, o Juiz sentenciante, ao fixar a
pena-base em patamar acima do mínimo legal, adotou como motivação
os maus antecedentes – uma das condenações do paciente, ficando a
outra para a majoração em razão da reincidência – e a restrição à
liberdade das vítimas. Na terceira fase do dosimetria da pena, para
majorar a pena em 2/5 (dois quintos), novamente trouxe a lume a causa
de aumento prevista prevista no inciso V do § 2... do art. 157 do Código
Penal – a restrição à liberdade das vítimas - ocorrendo bis in idem.
Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao
prover o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público e acolher
a causa de aumento da pena relativa ao emprego de arma de fogo,
exasperou a reprimenda à razão de 5/12 (cinco doze avos), fazendo-o a
partir de certa graduação estabelecida em tabela, in verbis:
“Com relação ao aumento da pena aplicado em razão da
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preponderantes, a reincidência, por expressa disposição legal, a
confissão, por dizer respeito à personalidade do agente, razão pela qual
é de mister que sejam compensadas entre si, pelo que, mantenho
provisoriamente a condenação em 04 (quatro) anos e 08 (oito)
meses de reclusão e a pena-base de multa em 12 (doze) dias-multa,
esta no mínimo legal.
Na terceira fase, verifica-se a incidência de duas causas
de aumento de pena, quais sejam, concurso de pessoas e
restrição da liberdade das vítimas, ambas capituladas,
respectivamente, nos incisos II e V do § 2... do artigo 157 do
Código Penal.
Feita essa observação, tenho como necessário e suficiente à
reprovação da conduta do acusado o acréscimo em patamar
intermediário, qual seja, em 2/5, elevando as penas fixadas em um
ano, dez meses e 12 dias de reclusão e cinco dias-multa, para totalizar
06 (seis) anos, 06 (seis) meses e 12 (doze) dias, e 17 (dezessete) dias-
multa, esta no mínimo legal, penas que torno definitivas” (grifos
meus e no original).
Consoante se lê da transcrição acima, o Juiz sentenciante, ao fixar a
pena-base em patamar acima do mínimo legal, adotou como motivação
os maus antecedentes – uma das condenações do paciente, ficando a
outra para a majoração em razão da reincidência – e a restrição à
liberdade das vítimas. Na terceira fase do dosimetria da pena, para
majorar a pena em 2/5 (dois quintos), novamente trouxe a lume a causa
de aumento prevista prevista no inciso V do § 2... do art. 157 do Código
Penal – a restrição à liberdade das vítimas - ocorrendo bis in idem.
Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao
prover o recurso de apelação interposto pelo Ministério Público e acolher
a causa de aumento da pena relativa ao emprego de arma de fogo,
exasperou a reprimenda à razão de 5/12 (cinco doze avos), fazendo-o a
partir de certa graduação estabelecida em tabela, in verbis:
“Com relação ao aumento da pena aplicado em razão da
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 116676 / MG
incidência das majorantes do emprego de arma de fogo, concurso de
pessoas e à restrição à liberdade das vítimas, entendo que após o
advento da Lei 9.426, de 24/12/96, que introduziu duas novas causas
de aumento no art. 157 do Código Penal, entende-se que, com o
ingresso dos incisos IV e V do aludido dispositivo, as frações de
acréscimo devem ser remodeladas, tendo em vista que a elevação de
1/3 até a metade deverá ser dividida por cinco.
Assim, presente uma qualificadora, a majoração deve ser de 1/3;
de duas, será de 3/8; de três, será de 5/12; de quatro, será de 11/24; e,
na hipótese de concorrência das cinco, a exacerbação deve se suceder
no patamar máximo ½ (metade). Embora não se deva trabalhar com
tais números como se fossem uma tabela fixa, é deste critério de
gradação axiológica que se deve partir. Um roubo cometido com uma
qualificadora não é igual a um perpetrado com duas ou mais”.
Estabelecidas essa premissas, o Tribunal estadual realizou a seguinte
dosimetria da pena:
“Na terceira fase, verifico a incidência das causas de aumento
concernentes ao emprego de arma de fogo, concurso de pessoas e à
restrição à liberdade das vítimas, motivo por que exaspero a
reprimenda em 5/12 – fração esta que se justifica pela quantidade das
majorantes, a qual denota a maior periculosidade e audácia dos
acusados, uma vez que mais de dois agentes participaram do roubo e,
inclusive, restringiram a liberdade das vítimas (...)”.
A jurisprudência assente nesta Corte, contudo, tem entendimento
contrário a fundamentações assim adotadas, como se verifica dos
seguintes julgados:
“EMENTA: HABEAS CORPUS. ROUBO. AUMENTO DA
PENA EM FACE DAS QUALIFICADORAS: USO DE ARMA E
CONCURSO DE PESSOAS. ARTIGO 157, § 2..., I e II, DO
CÓDIGO PENAL.
1. O Juiz fixou na sentença a pena-base em seis anos de reclusão
em face da reincidência e dos antecedentes e aplicou o aumento
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incidência das majorantes do emprego de arma de fogo, concurso de
pessoas e à restrição à liberdade das vítimas, entendo que após o
advento da Lei 9.426, de 24/12/96, que introduziu duas novas causas
de aumento no art. 157 do Código Penal, entende-se que, com o
ingresso dos incisos IV e V do aludido dispositivo, as frações de
acréscimo devem ser remodeladas, tendo em vista que a elevação de
1/3 até a metade deverá ser dividida por cinco.
Assim, presente uma qualificadora, a majoração deve ser de 1/3;
de duas, será de 3/8; de três, será de 5/12; de quatro, será de 11/24; e,
na hipótese de concorrência das cinco, a exacerbação deve se suceder
no patamar máximo ½ (metade). Embora não se deva trabalhar com
tais números como se fossem uma tabela fixa, é deste critério de
gradação axiológica que se deve partir. Um roubo cometido com uma
qualificadora não é igual a um perpetrado com duas ou mais”.
Estabelecidas essa premissas, o Tribunal estadual realizou a seguinte
dosimetria da pena:
“Na terceira fase, verifico a incidência das causas de aumento
concernentes ao emprego de arma de fogo, concurso de pessoas e à
restrição à liberdade das vítimas, motivo por que exaspero a
reprimenda em 5/12 – fração esta que se justifica pela quantidade das
majorantes, a qual denota a maior periculosidade e audácia dos
acusados, uma vez que mais de dois agentes participaram do roubo e,
inclusive, restringiram a liberdade das vítimas (...)”.
A jurisprudência assente nesta Corte, contudo, tem entendimento
contrário a fundamentações assim adotadas, como se verifica dos
seguintes julgados:
“EMENTA: HABEAS CORPUS. ROUBO. AUMENTO DA
PENA EM FACE DAS QUALIFICADORAS: USO DE ARMA E
CONCURSO DE PESSOAS. ARTIGO 157, § 2..., I e II, DO
CÓDIGO PENAL.
1. O Juiz fixou na sentença a pena-base em seis anos de reclusão
em face da reincidência e dos antecedentes e aplicou o aumento
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 116676 / MG
máximo por se tratar de duas qualificadoras.
2. O Tribunal coator, em grau de apelação, reduziu o aumento
da pena pelas duas qualificadoras para 2/5 (dois quintos),
considerando se a média aproximada entre o mínimo de 1/3 e o
máximo da metade; em grau de revisão criminal, ratificou este critério
de agravar a pena em 1/3 para uma, de 2/5 para duas e de metade para
três ou mais qualificadoras.
3. A jurisprudência deste Tribunal não acolhe critérios como o
adotado, de se estabelecer uma tabela, optando por dar ênfase à efetiva
fundamentação da causa especial de aumento da pena, dentro dos
limites previstos, com base em dados concretos. Precedentes”(HC
73.070/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa).
“EMENTA:
I – Roubo: Consumação.
(…)
II – Roubo: pena: concorrência de duas causas especiais de
aumento: critério de exacerbação da pena-base.
A ocorrência de duas das causas de aumento especial da pena do
roubo – o emprego de armas e o concurso de agentes – só por si não
basta para exacerbar a sanção ao máximo do acréscimo percentual
autorizado em lei: a graduação há de decorrer de circunstâncias do
caso concreto, declinada na motivação da sentença” (HC 69.753/SP,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence).
Isso posto, conheço do recurso e lhe dou parcial provimento para,
afastado o bis in idem acima referido e tendo em conta as causas de
aumento de pena verificadas, determinar ao Juízo da Segunda Vara
Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG
que proceda à nova dosimetria da pena, sem observância da gradação
(tabela) estabelecida pelo Tribunal de Justiça no voto proferido na
Apelação Criminal 1.0183.08.150107-8/001.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
RHC 116676 / MG
máximo por se tratar de duas qualificadoras.
2. O Tribunal coator, em grau de apelação, reduziu o aumento
da pena pelas duas qualificadoras para 2/5 (dois quintos),
considerando se a média aproximada entre o mínimo de 1/3 e o
máximo da metade; em grau de revisão criminal, ratificou este critério
de agravar a pena em 1/3 para uma, de 2/5 para duas e de metade para
três ou mais qualificadoras.
3. A jurisprudência deste Tribunal não acolhe critérios como o
adotado, de se estabelecer uma tabela, optando por dar ênfase à efetiva
fundamentação da causa especial de aumento da pena, dentro dos
limites previstos, com base em dados concretos. Precedentes”(HC
73.070/SP, Rel. Min. Maurício Corrêa).
“EMENTA:
I – Roubo: Consumação.
(…)
II – Roubo: pena: concorrência de duas causas especiais de
aumento: critério de exacerbação da pena-base.
A ocorrência de duas das causas de aumento especial da pena do
roubo – o emprego de armas e o concurso de agentes – só por si não
basta para exacerbar a sanção ao máximo do acréscimo percentual
autorizado em lei: a graduação há de decorrer de circunstâncias do
caso concreto, declinada na motivação da sentença” (HC 69.753/SP,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence).
Isso posto, conheço do recurso e lhe dou parcial provimento para,
afastado o bis in idem acima referido e tendo em conta as causas de
aumento de pena verificadas, determinar ao Juízo da Segunda Vara
Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete/MG
que proceda à nova dosimetria da pena, sem observância da gradação
(tabela) estabelecida pelo Tribunal de Justiça no voto proferido na
Apelação Criminal 1.0183.08.150107-8/001.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 20/08/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S) : MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do recurso e lhe
deu parcial provimento para, afastado o bis in idem e tendo em
conta as causas de aumento de pena verificadas, determinar ao
Juízo da Segunda Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de
Conselheiro Lafaiete/MG que proceda à nova dosimetria da pena, sem
observância da gradação (tabela) estabelecida pelo Tribunal de
Justiça
no
voto
proferido
na
Apelação
Criminal
1.0183.08.150107-8/001, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407135
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.676
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
PACTE.(S) : MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do recurso e lhe
deu parcial provimento para, afastado o bis in idem e tendo em
conta as causas de aumento de pena verificadas, determinar ao
Juízo da Segunda Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de
Conselheiro Lafaiete/MG que proceda à nova dosimetria da pena, sem
observância da gradação (tabela) estabelecida pelo Tribunal de
Justiça
no
voto
proferido
na
Apelação
Criminal
1.0183.08.150107-8/001, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 676",
"RHC",
"RHC",
"HC 239 . 288 / MG",
"Apelação Criminal 1 . 0183 . 08 . 150107 - 8 / 001",
"RECURSO",
"HC 239 . 288 / MG",
"Apelação Criminal 1 . 0183 . 08 . 150107 - 8 / 001",
"RHC 116676 / MG",
"RHC 116676 / MG",
"RHC 116676 / MG",
"RHC 116676 / MG",
"RHC 116676 / MG",
"RHC 116676 / MG",
"RHC 116676 / MG",
"HC 73 . 070 / SP",
"HC 69 . 753 / SP",
"Apelação Criminal 1 . 0183 . 08 . 150107 - 8 / 001",
"RHC",
"HC 73 . 070 / SP",
"HC 69 . 753 / SP",
"Apelação Criminal 1 . 0183 . 08 . 150107 - 8 / 001",
"Apelação Criminal 1 . 0183 . 08 . 150107 - 8 / 001",
"Apelação Criminal 1 . 0183 . 08 . 150107 - 8 / 001"
],
"LEGISLACAO": [
"inciso V do § 2 . . . do art . 157 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , II e V , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , II e V , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , inc . I , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , inc . I , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal , art . 65 , III , d",
"Código Penal , 61 , I",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal , art . 65 , III , d",
"Código Penal , 61 , I",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos II e V do § 2 . . . do artigo 157 do Código Penal",
"inciso V do § 2 . . . do art . 157 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"incisos",
"artigo 157 do Código Penal",
"inciso",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9 . 426",
"art . 157 do Código Penal",
"ARTIGO 157 , § 2 . . . , I e II , DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9 . 426",
"art . 157 do Código Penal",
"ARTIGO 157 , § 2 . . . , I e II , DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Vara Criminal da Comarca de Conselheiro Lafaiete / MG",
"Ministério Público estadual",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Vara Criminal da Comarca de Conselheiro Lafaiete / MG",
"Ministério Público estadual",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"MG",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RHC",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Ministério Público",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete / MG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Segunda Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete / MG",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Segunda Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Conselheiro Lafaiete / MG",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS",
"Sebastião Reis Júnior",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS",
"Sebastião Reis Júnior",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Edson Oliveira de Almeida",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Maurício Corrêa",
"Sepúlveda Pertence",
"Maurício Corrêa",
"Sepúlveda Pertence",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Ravena Siqueira",
"MAURÍCIO SAMPAIO DE JESUS",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"19 de setembro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"19 de setembro de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"12",
"/",
"96",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"12",
"/",
"96",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"20",
".",
"08",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"08",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL - PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA.
EXTENSÃO AOS INATIVOS DE BENEFÍCIO CONCEDIDO A
TRABALHADORES EM ATIVIDADE: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de setembro de 2014.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6901029.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
30/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL - PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 29.8.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Caixa de Previdência dos Funcionários do
Banco do Brasil – PREVI contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio
Grande do Sul, que reconheceu a inativos o direito de incorporarem aos
benefícios previdenciários complementares o auxílio cesta alimentação. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Relativamente à competência, este Supremo Tribunal
afirmou competir à Justiça comum decidir sobre o pedido de
complementação de proventos de aposentadoria:
(...)
7. Ademais, no julgamento do Recurso Extraordinário n.
590.005, Relator o Ministro Cezar Peluso, o Supremo Tribunal
Federal assentou a inexistência de repercussão geral da questão
referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos
trabalhadores em atividade:
‘RECURSO.
Extraordinário.
Incognoscibilidade.
Previdência privada. Complementação de aposentadoria.
Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores
em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes.
Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6901030.
Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL - PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 29.8.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Caixa de Previdência dos Funcionários do
Banco do Brasil – PREVI contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio
Grande do Sul, que reconheceu a inativos o direito de incorporarem aos
benefícios previdenciários complementares o auxílio cesta alimentação. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Relativamente à competência, este Supremo Tribunal
afirmou competir à Justiça comum decidir sobre o pedido de
complementação de proventos de aposentadoria:
(...)
7. Ademais, no julgamento do Recurso Extraordinário n.
590.005, Relator o Ministro Cezar Peluso, o Supremo Tribunal
Federal assentou a inexistência de repercussão geral da questão
referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos
trabalhadores em atividade:
‘RECURSO.
Extraordinário.
Incognoscibilidade.
Previdência privada. Complementação de aposentadoria.
Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores
em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes.
Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
ARE 826870 AGR / RS
conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso
extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à
concessão, a beneficiários de plano de previdência privada
complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos,
versa sobre matéria infraconstitucional’ (DJe 18.12.2009).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e os agravos que suscitarem a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 893-898).
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.9.2014 (fl. 899), interpõe Caixa
de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI, em
9.9.2014, tempestivamente, agravo regimental (fls. 902-906).
3. A Agravante afirma não observadas, na decisão, as peculiaridades
do caso concreto, “tendo em vista a inexistência de identidade entre a lide
travada nestes autos e o julgado invocado como paradigma” (fl. 904).
Assevera “não [ser] objeto da lide o tratamento paritário entre
funcionários ativos da instituição patrocinadora e os inativos, titulares de
benefícios previdenciários complementares pagos pela Entidade ré, ora agravante,
não se aplicando à hipótese, por conseguinte, o paradigma RE 590.005” (fl. 905).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 826870 AGR / RS
conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso
extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à
concessão, a beneficiários de plano de previdência privada
complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos,
versa sobre matéria infraconstitucional’ (DJe 18.12.2009).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e os agravos que suscitarem a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 893-898).
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.9.2014 (fl. 899), interpõe Caixa
de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI, em
9.9.2014, tempestivamente, agravo regimental (fls. 902-906).
3. A Agravante afirma não observadas, na decisão, as peculiaridades
do caso concreto, “tendo em vista a inexistência de identidade entre a lide
travada nestes autos e o julgado invocado como paradigma” (fl. 904).
Assevera “não [ser] objeto da lide o tratamento paritário entre
funcionários ativos da instituição patrocinadora e os inativos, titulares de
benefícios previdenciários complementares pagos pela Entidade ré, ora agravante,
não se aplicando à hipótese, por conseguinte, o paradigma RE 590.005” (fl. 905).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
30/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Ao contrário do afirmado pela Agravante quanto ao tratamento
paritário entre os funcionários ativos e inativos do Banco do Brasil não ser
objeto da lide, o Desembargador Relator do acórdão recorrido consignou
no voto:
“A ré atua como entidade fechada de previdência privada
complementar, cuja finalidade precípua é instituir, administrar e
executar planos privados de concessão de benefícios de pecúlio ou de
renda complementares aos seus participantes e assistidos, mediante o
custeio das respectivas patrocinadoras ou destinatários.
A lide objetiva a análise do cumprimento do serviço oferecido tal
como prometido e a aplicação do princípio da isonomia entre ativos e
inativos” (fl. 713-verso, grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, o tema relativo à extensão
aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade foi
declarado sem repercussão geral por este Supremo Tribunal:
“RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência
privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados,
de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão
infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral.
Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à
concessão, a beneficiários de plano de previdência privada
complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa
sobre matéria infraconstitucional” (RE 590.005-RG, Relator o
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Ao contrário do afirmado pela Agravante quanto ao tratamento
paritário entre os funcionários ativos e inativos do Banco do Brasil não ser
objeto da lide, o Desembargador Relator do acórdão recorrido consignou
no voto:
“A ré atua como entidade fechada de previdência privada
complementar, cuja finalidade precípua é instituir, administrar e
executar planos privados de concessão de benefícios de pecúlio ou de
renda complementares aos seus participantes e assistidos, mediante o
custeio das respectivas patrocinadoras ou destinatários.
A lide objetiva a análise do cumprimento do serviço oferecido tal
como prometido e a aplicação do princípio da isonomia entre ativos e
inativos” (fl. 713-verso, grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, o tema relativo à extensão
aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade foi
declarado sem repercussão geral por este Supremo Tribunal:
“RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência
privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados,
de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão
infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral.
Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à
concessão, a beneficiários de plano de previdência privada
complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa
sobre matéria infraconstitucional” (RE 590.005-RG, Relator o
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6901031.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 826870 AGR / RS
Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 18.12.2009, grifos
nossos).
Confiram-se os julgados a seguir:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Interpretação de cláusula de acordo coletivo trabalhista.
Impossibilidade na via extraordinária. Incidência do Enunciado 454
da Súmula do STF. 3. Controvérsia acerca da ocorrência de prescrição.
Discussão de índole infraconstitucional. 4. Extensão a aposentados de
benefício concedido a trabalhadores em atividade. Matéria
infraconstitucional. Precedentes. RE-RG 590.005. 5. Alegação de
ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência.
Precedente. AI-QO-RG 791.292. 6. Agravo regimental ao qual se
nega provimento” (ARE 674.801-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.9.2013, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREVIDÊNCIA
PRIVADA.
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VANTAGEM
PERCEBIDA POR EMPREGADOS ATIVOS. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia envolvendo a
concessão de vantagem percebida por empregados ativos a
beneficiários de plano de previdência privada complementar é de
natureza infraconstitucional. Nessa contextura, afronta à
Constituição Federal, se existente, ocorreria de modo reflexo ou
indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 2. De
mais a mais, para se chegar a conclusão diversa da adotada pela Corte
de origem, são necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e a interpretação de cláusulas contratuais, providências vedadas
neste momento processual (Súmulas 279 e 454/STF). 3. Por fim, o
Supremo Tribunal Federal, no Plenário Virtual, assentou a ausência
de repercussão geral da questão ora discutida (RE 590.005, da
relatoria do ministro Cezar Peluso). 4. Agravo regimental desprovido”
(RE 567.722-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 826870 AGR / RS
Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 18.12.2009, grifos
nossos).
Confiram-se os julgados a seguir:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Interpretação de cláusula de acordo coletivo trabalhista.
Impossibilidade na via extraordinária. Incidência do Enunciado 454
da Súmula do STF. 3. Controvérsia acerca da ocorrência de prescrição.
Discussão de índole infraconstitucional. 4. Extensão a aposentados de
benefício concedido a trabalhadores em atividade. Matéria
infraconstitucional. Precedentes. RE-RG 590.005. 5. Alegação de
ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência.
Precedente. AI-QO-RG 791.292. 6. Agravo regimental ao qual se
nega provimento” (ARE 674.801-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.9.2013, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREVIDÊNCIA
PRIVADA.
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VANTAGEM
PERCEBIDA POR EMPREGADOS ATIVOS. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia envolvendo a
concessão de vantagem percebida por empregados ativos a
beneficiários de plano de previdência privada complementar é de
natureza infraconstitucional. Nessa contextura, afronta à
Constituição Federal, se existente, ocorreria de modo reflexo ou
indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 2. De
mais a mais, para se chegar a conclusão diversa da adotada pela Corte
de origem, são necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e a interpretação de cláusulas contratuais, providências vedadas
neste momento processual (Súmulas 279 e 454/STF). 3. Por fim, o
Supremo Tribunal Federal, no Plenário Virtual, assentou a ausência
de repercussão geral da questão ora discutida (RE 590.005, da
relatoria do ministro Cezar Peluso). 4. Agravo regimental desprovido”
(RE 567.722-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 826870 AGR / RS
Turma, DJe 9.3.2011, grifos nossos).
4. Também não assiste razão jurídica à Previ quanto ao argumento
de, “nas normas coletivas, o auxílio alimentar, objeto da ação, consta[r] como
indenizatório, ou seja, não se incluem no cálculo do salário de contribuição à
previdência complementar e oficial” (fl. 797)
No julgamento do Recurso Extraordinário n. 659.109-RG (Tema 591),
Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, o Supremo Tribunal decidiu
pela ausência de repercussão geral do tema:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
DO
TRABALHO. PARIDADE ENTRE ATIVOS E INATIVOS
PREVISTA NO ART. 41 DO REGULAMENTO DO PLANO DE
BENEFÍCIOS. POSSIBILIDADE DE NORMA COLETIVA
CONCEDER AUMENTO SALARIAL INDIRETO SOMENTE
AOS EMPREGADOS EM ATIVIDADE. EXTENSÃO A
INATIVOS, A TÍTULO DE COMPLEMENTAÇÃO DE
APOSENTADORIA, DE VANTAGENS CONCEDIDAS POR
NORMAS PREVISTAS EM ACORDO COLETIVO. AUSÊNCIA
DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL” (DJe 15.5.2013).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 826870 AGR / RS
Turma, DJe 9.3.2011, grifos nossos).
4. Também não assiste razão jurídica à Previ quanto ao argumento
de, “nas normas coletivas, o auxílio alimentar, objeto da ação, consta[r] como
indenizatório, ou seja, não se incluem no cálculo do salário de contribuição à
previdência complementar e oficial” (fl. 797)
No julgamento do Recurso Extraordinário n. 659.109-RG (Tema 591),
Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, o Supremo Tribunal decidiu
pela ausência de repercussão geral do tema:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
DO
TRABALHO. PARIDADE ENTRE ATIVOS E INATIVOS
PREVISTA NO ART. 41 DO REGULAMENTO DO PLANO DE
BENEFÍCIOS. POSSIBILIDADE DE NORMA COLETIVA
CONCEDER AUMENTO SALARIAL INDIRETO SOMENTE
AOS EMPREGADOS EM ATIVIDADE. EXTENSÃO A
INATIVOS, A TÍTULO DE COMPLEMENTAÇÃO DE
APOSENTADORIA, DE VANTAGENS CONCEDIDAS POR
NORMAS PREVISTAS EM ACORDO COLETIVO. AUSÊNCIA
DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL” (DJe 15.5.2013).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 30/09/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO
BRASIL - PREVI
ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
30.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO
BRASIL - PREVI
ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
30.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6910752
| 2014-09-30T00:00:00
| 2014-10-09T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 30.09.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. EXTENSÃO AOS INATIVOS DE BENEFÍCIO CONCEDIDO A TRABALHADORES EM ATIVIDADE: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur279815
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PREVIDÊNCIA PRIVADA, COMPLEMENTAÇÃO, APOSENTADORIA)
RE 567722 AgR (2ªT), RE 590005 RG, ARE 674801 AgR (2ªT).
(COMPLEMENTAÇÃO, APOSENTADORIA, PARIDADE)
RE 659109 RG.
Número de páginas: 7.
Análise: 23/10/2014, AUR.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
826870
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 826870 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI
ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL - PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA PRIVADA.
EXTENSÃO AOS INATIVOS DE BENEFÍCIO CONCEDIDO A
TRABALHADORES EM ATIVIDADE: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO
GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 30 de setembro de 2014.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
30/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL - PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 29.8.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Caixa de Previdência dos Funcionários do
Banco do Brasil – PREVI contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio
Grande do Sul, que reconheceu a inativos o direito de incorporarem aos
benefícios previdenciários complementares o auxílio cesta alimentação. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Relativamente à competência, este Supremo Tribunal
afirmou competir à Justiça comum decidir sobre o pedido de
complementação de proventos de aposentadoria:
(...)
7. Ademais, no julgamento do Recurso Extraordinário n.
590.005, Relator o Ministro Cezar Peluso, o Supremo Tribunal
Federal assentou a inexistência de repercussão geral da questão
referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos
trabalhadores em atividade:
‘RECURSO.
Extraordinário.
Incognoscibilidade.
Previdência privada. Complementação de aposentadoria.
Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores
em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes.
Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não
Supremo Tribunal Federal
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30/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL - PREVI
ADV.(A/S)
:FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 29.8.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Caixa de Previdência dos Funcionários do
Banco do Brasil – PREVI contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio
Grande do Sul, que reconheceu a inativos o direito de incorporarem aos
benefícios previdenciários complementares o auxílio cesta alimentação. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“6. Relativamente à competência, este Supremo Tribunal
afirmou competir à Justiça comum decidir sobre o pedido de
complementação de proventos de aposentadoria:
(...)
7. Ademais, no julgamento do Recurso Extraordinário n.
590.005, Relator o Ministro Cezar Peluso, o Supremo Tribunal
Federal assentou a inexistência de repercussão geral da questão
referente à extensão aos inativos de benefícios concedidos aos
trabalhadores em atividade:
‘RECURSO.
Extraordinário.
Incognoscibilidade.
Previdência privada. Complementação de aposentadoria.
Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores
em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes.
Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
ARE 826870 AGR / RS
conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso
extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à
concessão, a beneficiários de plano de previdência privada
complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos,
versa sobre matéria infraconstitucional’ (DJe 18.12.2009).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e os agravos que suscitarem a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 893-898).
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.9.2014 (fl. 899), interpõe Caixa
de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI, em
9.9.2014, tempestivamente, agravo regimental (fls. 902-906).
3. A Agravante afirma não observadas, na decisão, as peculiaridades
do caso concreto, “tendo em vista a inexistência de identidade entre a lide
travada nestes autos e o julgado invocado como paradigma” (fl. 904).
Assevera “não [ser] objeto da lide o tratamento paritário entre
funcionários ativos da instituição patrocinadora e os inativos, titulares de
benefícios previdenciários complementares pagos pela Entidade ré, ora agravante,
não se aplicando à hipótese, por conseguinte, o paradigma Recurso Extraordinário 590.005” (fl. 905).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 826870 AGR / RS
conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso
extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à
concessão, a beneficiários de plano de previdência privada
complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos,
versa sobre matéria infraconstitucional’ (DJe 18.12.2009).
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e os agravos que suscitarem a mesma questão
constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos
relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal.
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 893-898).
2. Publicada essa decisão no DJe de 5.9.2014 (fl. 899), interpõe Caixa
de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI, em
9.9.2014, tempestivamente, agravo regimental (fls. 902-906).
3. A Agravante afirma não observadas, na decisão, as peculiaridades
do caso concreto, “tendo em vista a inexistência de identidade entre a lide
travada nestes autos e o julgado invocado como paradigma” (fl. 904).
Assevera “não [ser] objeto da lide o tratamento paritário entre
funcionários ativos da instituição patrocinadora e os inativos, titulares de
benefícios previdenciários complementares pagos pela Entidade ré, ora agravante,
não se aplicando à hipótese, por conseguinte, o paradigma Recurso Extraordinário 590.005” (fl. 905).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
30/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Ao contrário do afirmado pela Agravante quanto ao tratamento
paritário entre os funcionários ativos e inativos do Banco do Brasil não ser
objeto da lide, o Desembargador Relator do acórdão recorrido consignou
no voto:
“A ré atua como entidade fechada de previdência privada
complementar, cuja finalidade precípua é instituir, administrar e
executar planos privados de concessão de benefícios de pecúlio ou de
renda complementares aos seus participantes e assistidos, mediante o
custeio das respectivas patrocinadoras ou destinatários.
A lide objetiva a análise do cumprimento do serviço oferecido tal
como prometido e a aplicação do princípio da isonomia entre ativos e
inativos” (fl. 713-verso, grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, o tema relativo à extensão
aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade foi
declarado sem repercussão geral por este Supremo Tribunal:
“RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência
privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados,
de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão
infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral.
Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à
concessão, a beneficiários de plano de previdência privada
complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa
sobre matéria infraconstitucional” (Recurso Extraordinário 590.005-RG, Relator o
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6901031.
Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Ao contrário do afirmado pela Agravante quanto ao tratamento
paritário entre os funcionários ativos e inativos do Banco do Brasil não ser
objeto da lide, o Desembargador Relator do acórdão recorrido consignou
no voto:
“A ré atua como entidade fechada de previdência privada
complementar, cuja finalidade precípua é instituir, administrar e
executar planos privados de concessão de benefícios de pecúlio ou de
renda complementares aos seus participantes e assistidos, mediante o
custeio das respectivas patrocinadoras ou destinatários.
A lide objetiva a análise do cumprimento do serviço oferecido tal
como prometido e a aplicação do princípio da isonomia entre ativos e
inativos” (fl. 713-verso, grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, o tema relativo à extensão
aos inativos de benefícios concedidos aos trabalhadores em atividade foi
declarado sem repercussão geral por este Supremo Tribunal:
“RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência
privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados,
de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão
infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral.
Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão
geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à
concessão, a beneficiários de plano de previdência privada
complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa
sobre matéria infraconstitucional” (Recurso Extraordinário 590.005-RG, Relator o
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6901031.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 826870 AGR / RS
Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 18.12.2009, grifos
nossos).
Confiram-se os julgados a seguir:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Interpretação de cláusula de acordo coletivo trabalhista.
Impossibilidade na via extraordinária. Incidência do Enunciado 454
da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Controvérsia acerca da ocorrência de prescrição.
Discussão de índole infraconstitucional. 4. Extensão a aposentados de
benefício concedido a trabalhadores em atividade. Matéria
infraconstitucional. Precedentes. Recurso Extraordinário-RG 590.005. 5. Alegação de
ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência.
Precedente. AI-QO-RG 791.292. 6. Agravo regimental ao qual se
nega provimento” (ARE 674.801-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.9.2013, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREVIDÊNCIA
PRIVADA.
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VANTAGEM
PERCEBIDA POR EMPREGADOS ATIVOS. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia envolvendo a
concessão de vantagem percebida por empregados ativos a
beneficiários de plano de previdência privada complementar é de
natureza infraconstitucional. Nessa contextura, afronta à
Constituição Federal, se existente, ocorreria de modo reflexo ou
indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 2. De
mais a mais, para se chegar a conclusão diversa da adotada pela Corte
de origem, são necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e a interpretação de cláusulas contratuais, providências vedadas
neste momento processual (Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal). 3. Por fim, o
Supremo Tribunal Federal, no Plenário Virtual, assentou a ausência
de repercussão geral da questão ora discutida (Recurso Extraordinário 590.005, da
relatoria do ministro Cezar Peluso). 4. Agravo regimental desprovido”
(Recurso Extraordinário 567.722-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6901031.
Supremo Tribunal Federal
ARE 826870 AGR / RS
Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 18.12.2009, grifos
nossos).
Confiram-se os julgados a seguir:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2.
Interpretação de cláusula de acordo coletivo trabalhista.
Impossibilidade na via extraordinária. Incidência do Enunciado 454
da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Controvérsia acerca da ocorrência de prescrição.
Discussão de índole infraconstitucional. 4. Extensão a aposentados de
benefício concedido a trabalhadores em atividade. Matéria
infraconstitucional. Precedentes. Recurso Extraordinário-RG 590.005. 5. Alegação de
ofensa ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inexistência.
Precedente. AI-QO-RG 791.292. 6. Agravo regimental ao qual se
nega provimento” (ARE 674.801-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.9.2013, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
PREVIDÊNCIA
PRIVADA.
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VANTAGEM
PERCEBIDA POR EMPREGADOS ATIVOS. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AUSÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia envolvendo a
concessão de vantagem percebida por empregados ativos a
beneficiários de plano de previdência privada complementar é de
natureza infraconstitucional. Nessa contextura, afronta à
Constituição Federal, se existente, ocorreria de modo reflexo ou
indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 2. De
mais a mais, para se chegar a conclusão diversa da adotada pela Corte
de origem, são necessários o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos e a interpretação de cláusulas contratuais, providências vedadas
neste momento processual (Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal). 3. Por fim, o
Supremo Tribunal Federal, no Plenário Virtual, assentou a ausência
de repercussão geral da questão ora discutida (Recurso Extraordinário 590.005, da
relatoria do ministro Cezar Peluso). 4. Agravo regimental desprovido”
(Recurso Extraordinário 567.722-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 826870 AGR / RS
Turma, DJe 9.3.2011, grifos nossos).
4. Também não assiste razão jurídica à Previ quanto ao argumento
de, “nas normas coletivas, o auxílio alimentar, objeto da ação, consta[r] como
indenizatório, ou seja, não se incluem no cálculo do salário de contribuição à
previdência complementar e oficial” (fl. 797)
No julgamento do Recurso Extraordinário n. 659.109-RG (Tema 591),
Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, o Supremo Tribunal decidiu
pela ausência de repercussão geral do tema:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
DO
TRABALHO. PARIDADE ENTRE ATIVOS E INATIVOS
PREVISTA NO ART. 41 DO REGULAMENTO DO PLANO DE
BENEFÍCIOS. POSSIBILIDADE DE NORMA COLETIVA
CONCEDER AUMENTO SALARIAL INDIRETO SOMENTE
AOS EMPREGADOS EM ATIVIDADE. EXTENSÃO A
INATIVOS, A TÍTULO DE COMPLEMENTAÇÃO DE
APOSENTADORIA, DE VANTAGENS CONCEDIDAS POR
NORMAS PREVISTAS EM ACORDO COLETIVO. AUSÊNCIA
DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL” (DJe 15.5.2013).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 826870 AGR / RS
Turma, DJe 9.3.2011, grifos nossos).
4. Também não assiste razão jurídica à Previ quanto ao argumento
de, “nas normas coletivas, o auxílio alimentar, objeto da ação, consta[r] como
indenizatório, ou seja, não se incluem no cálculo do salário de contribuição à
previdência complementar e oficial” (fl. 797)
No julgamento do Recurso Extraordinário n. 659.109-RG (Tema 591),
Relator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, o Supremo Tribunal decidiu
pela ausência de repercussão geral do tema:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
DO
TRABALHO. PARIDADE ENTRE ATIVOS E INATIVOS
PREVISTA NO ART. 41 DO REGULAMENTO DO PLANO DE
BENEFÍCIOS. POSSIBILIDADE DE NORMA COLETIVA
CONCEDER AUMENTO SALARIAL INDIRETO SOMENTE
AOS EMPREGADOS EM ATIVIDADE. EXTENSÃO A
INATIVOS, A TÍTULO DE COMPLEMENTAÇÃO DE
APOSENTADORIA, DE VANTAGENS CONCEDIDAS POR
NORMAS PREVISTAS EM ACORDO COLETIVO. AUSÊNCIA
DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL” (DJe 15.5.2013).
5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 30/09/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO
BRASIL - PREVI
ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
30.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6873400
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.870
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO
BRASIL - PREVI
ADV.(A/S) : FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : CLEO PEREIRA MENDES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : PAULO LUIZ PEREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
30.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário n . 590 . 005",
"Recurso Extraordinário n . 590 . 005",
"Recurso Extraordinário 590 . 005 ”",
"ARE 826870 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 590 . 005 ”",
"Recurso Extraordinário 590 . 005 - RG",
"Recurso Extraordinário 590 . 005 - RG",
"ARE 826870 AGR / RS",
"Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário - RG 590 . 005",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE 674 . 801 - AgR",
"Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 590 . 005",
"Recurso Extraordinário 567 . 722 - AgR",
"ARE 826870 AGR / RS",
"Enunciado 454 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário - RG 590 . 005 . 5",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE 674 . 801 - AgR",
"Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 590 . 005",
"Recurso Extraordinário 567 . 722 - AgR",
"ARE 826870 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n . 659 . 109 - RG",
"ARE 826870 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n . 659 . 109 - RG",
"AGRAVO 826 . 870"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 544 , §",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL",
"PREVI",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL",
"PREVI",
"Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil",
"PREVI",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL",
"PREVI",
"Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil",
"PREVI",
"Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil",
"PREVI",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil",
"PREVI",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Banco do Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Banco do Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Previ",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Previ",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS",
"BANCO DO BRASIL",
"PREVI",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL",
"PREVI",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ",
"CLEO PEREIRA MENDES",
"PAULO LUIZ PEREIRA",
"Teori Zavascki",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ",
"CLEO PEREIRA MENDES",
"PAULO LUIZ PEREIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ",
"CLEO PEREIRA MENDES",
"PAULO LUIZ PEREIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Ayres Britto",
"Cezar Peluso",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Ayres Britto",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ",
"CLEO PEREIRA MENDES",
"PAULO LUIZ PEREIRA",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Déborah Duprat",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"FABRÍCIO ZIR BOTHOMÉ",
"CLEO PEREIRA MENDES",
"PAULO LUIZ PEREIRA",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Déborah Duprat",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"30 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"29",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"29",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2009",
"5",
".",
"9",
".",
"2014",
"9",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2009",
"5",
".",
"9",
".",
"2014",
"9",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2009",
"19",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2009",
"19",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"3",
".",
"2011",
"15",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"3",
".",
"2011",
"15",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"30",
".",
"09",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"09",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S)
:CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
Recurso ordinário em
habeas corpus. Processual penal.
Interposição contra julgado em que colegiado do Superior Tribunal de
Justiça não conheceu da impetração, ao fundamento de ser substitutivo
de recurso ordinário cabível. Constrangimento ilegal não evidenciado.
Entendimento que encampa a jurisprudência da Primeira Turma da
Corte. Precedente. Ausência de supressão de instância. Julgado em que
se analisou o mérito da impetração. Tráfico de entorpecentes. Prisão em
flagrante convertida em preventiva. Fundamentos do art. 312 do Código
de Processo Penal. Superveniência de sentença penal condenatória, a
qual permitiu a Carlos Costa Júnior recorrer em liberdade, mantendo,
no entanto, a custódia de Diego Martins de Miranda, com novos
fundamentos. Prejudicialidade do recurso em relação a ambos os
recorrentes. Precedentes.
1. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça quanto ao
cabimento do habeas corpus encampou a jurisprudência da Primeira
Turma da Corte no sentido da inadmissibilidade do habeas corpus que
tenha por objetivo substituir o recurso ordinário (HC nº 109.956/PR,
Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12), o que resultou no seu
não conhecimento. Entretanto, aquela Corte acabou por analisar o seu
mérito, fato esse que afasta a configuração de eventual supressão de
instância.
2. O recurso se encontra prejudicado em relação ao recorrente Carlos
Costa Júnior. Conforme bem destaco pela Procuradoria-Geral, a
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4607090.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
RHC 117301 / MG
superveniente condenação imposta aos recorrentes pela prática de tráfico
de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06), permitiu àquele corréu recorrer em
liberdade, o que foi vedado ao recorrente Diego Martins de Miranda,
conforme se verifica no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Minas
Gerais na internet.
3. Sobre outra premissa, a superveniência de sentença penal
condenatória, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da
prisão cautelar do recorrente Diego Martins de Miranda, constituiu novo
título prisional - diverso, portanto, do decreto originário analisado pelo
Superior Tribunal de Justiça –, tornando, assim, prejudicada a presente
impetração também em relação a esse recorrente.
4. Segundo a jurisprudência da Corte, “não tendo sido devidamente
analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente
writ, calcada em título prisional diverso daquele analisado pelo Superior
Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma
originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação
das regras de competência” (RHC nº 112.705/DF, Primeira Turma, da
relatoria do Ministro Dias Toffoli, DJe de 21/3/13).
5. Recurso ordinário prejudicado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar prejudicado o recurso
ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido, em
parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que provia o recurso do
primeiro recorrente.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4607090.
Supremo Tribunal Federal
RHC 117301 / MG
superveniente condenação imposta aos recorrentes pela prática de tráfico
de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06), permitiu àquele corréu recorrer em
liberdade, o que foi vedado ao recorrente Diego Martins de Miranda,
conforme se verifica no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Minas
Gerais na internet.
3. Sobre outra premissa, a superveniência de sentença penal
condenatória, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da
prisão cautelar do recorrente Diego Martins de Miranda, constituiu novo
título prisional - diverso, portanto, do decreto originário analisado pelo
Superior Tribunal de Justiça –, tornando, assim, prejudicada a presente
impetração também em relação a esse recorrente.
4. Segundo a jurisprudência da Corte, “não tendo sido devidamente
analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente
writ, calcada em título prisional diverso daquele analisado pelo Superior
Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma
originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação
das regras de competência” (RHC nº 112.705/DF, Primeira Turma, da
relatoria do Ministro Dias Toffoli, DJe de 21/3/13).
5. Recurso ordinário prejudicado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar prejudicado o recurso
ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido, em
parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que provia o recurso do
primeiro recorrente.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S)
:CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar,
interposto por Diego Martins de Miranda e Carlos Costa Júnior, por
intermédio da Defensoria Pública da União, contra acórdão da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, por unanimidade, não
conheceu do HC nº 255.636/MG, Relatora a Ministra Maria Thereza de
Assis Moura.
Alegam os recorrentes, em linhas gerais, estar sofrendo
constrangimento ilegal, tendo em vista a falta de fundamentação apta a
justificar a necessidade da medida constritiva a eles imposta, bem como a
ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312
do Código de Processo Penal.
Aduzem que a custódia preventiva estaria embasada, tão somente,
na gravidade em abstrato do delito.
Entendem serem aplicáveis, na espécie, as medidas cautelares
diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei
nº 12.403/11).
Requerem o provimento do recurso para que, concedida a ordem,
seja a eles concedida a liberdade provisória “com ou sem a fixação de
medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP” (fl. 299 do v. 10 – grifos
da autora).
O Ministério Público Federal, em parecer da ilustre Subprocuradora-
Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S)
:CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar,
interposto por Diego Martins de Miranda e Carlos Costa Júnior, por
intermédio da Defensoria Pública da União, contra acórdão da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, por unanimidade, não
conheceu do HC nº 255.636/MG, Relatora a Ministra Maria Thereza de
Assis Moura.
Alegam os recorrentes, em linhas gerais, estar sofrendo
constrangimento ilegal, tendo em vista a falta de fundamentação apta a
justificar a necessidade da medida constritiva a eles imposta, bem como a
ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312
do Código de Processo Penal.
Aduzem que a custódia preventiva estaria embasada, tão somente,
na gravidade em abstrato do delito.
Entendem serem aplicáveis, na espécie, as medidas cautelares
diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei
nº 12.403/11).
Requerem o provimento do recurso para que, concedida a ordem,
seja a eles concedida a liberdade provisória “com ou sem a fixação de
medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP” (fl. 299 do v. 10 – grifos
da autora).
O Ministério Público Federal, em parecer da ilustre Subprocuradora-
Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não
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Relatório
RHC 117301 / MG
conhecimento do recurso.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 117301 / MG
conhecimento do recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se este recurso ordinário contra ato em que
a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do HC nº
255.636/MG, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura.
Colhe-se dos autos que os recorrentes foram presos em flagrante, em
23/5/12, pela suposta prática dos delitos tipificados nos arts. 33 e 35 da Lei
nº 11.343/06.
O pedido de liberdade provisória formulado pela defesa foi
indeferido pelo juízo de piso.
Contra essa decisão foi impetrada ordem de habeas corpus ao
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, sem êxito, no entanto.
Daí a impetração do HC nº 255.636/MG no Superior Tribunal de
Justiça, que dele não conheceu, em decisão assim sintetizada:
“HABEAS CORPUS.
TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA. INDEFERIMENTO. ORDEM
PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA. APREENSÃO DE
VULTOSA QUANTIDADE DE DROGA. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE MANIFESTA. VIA INDEVIDAMENTE
UTILIZADA EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO.
NÃO CONHECIMENTO.
1. Mostra-se inadequado e descabido o manejo de habeas
corpus em substituição ao recurso ordinário cabível.
2. É imperiosa a necessidade de racionalização do writ, a
bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser
observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou
abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de
locomoção.
3. ‘O habeas corpus é garantia fundamental que não pode
ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como
remédio heróico, e seu emprego não pode servir a escamotear o
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se este recurso ordinário contra ato em que
a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do HC nº
255.636/MG, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura.
Colhe-se dos autos que os recorrentes foram presos em flagrante, em
23/5/12, pela suposta prática dos delitos tipificados nos arts. 33 e 35 da Lei
nº 11.343/06.
O pedido de liberdade provisória formulado pela defesa foi
indeferido pelo juízo de piso.
Contra essa decisão foi impetrada ordem de habeas corpus ao
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, sem êxito, no entanto.
Daí a impetração do HC nº 255.636/MG no Superior Tribunal de
Justiça, que dele não conheceu, em decisão assim sintetizada:
“HABEAS CORPUS.
TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA. INDEFERIMENTO. ORDEM
PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA. APREENSÃO DE
VULTOSA QUANTIDADE DE DROGA. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE MANIFESTA. VIA INDEVIDAMENTE
UTILIZADA EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO.
NÃO CONHECIMENTO.
1. Mostra-se inadequado e descabido o manejo de habeas
corpus em substituição ao recurso ordinário cabível.
2. É imperiosa a necessidade de racionalização do writ, a
bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser
observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou
abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de
locomoção.
3. ‘O habeas corpus é garantia fundamental que não pode
ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como
remédio heróico, e seu emprego não pode servir a escamotear o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 117301 / MG
instituto recursal previsto no texto da Constituição’ (STF, HC
104.045/RJ).
4. Hipótese em que não há flagrante ilegalidade a ser
reconhecida. A prisão provisória é medida odiosa, reservada
para os casos de absoluta imprescindibilidade, demonstrados
os pressupostos e requisitos de cautelaridade. Na hipótese,
estando a prisão fundamentada na gravidade concreta dos
fatos, cifrada na significativa quantidade de droga apreendida
com o paciente (428 gramas de maconha), evidencia-se o risco
para ordem pública.
5. Habeas corpus não conhecido” (fl. 273 da instrução).
Essa é a decisão contra a qual se insurgem os recorrentes.
Pelo que se verifica na decisão proferida pela Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante,
abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso.
Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se
devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado,
além de estar em perfeita sintonia com manifestação da Corte no sentido
da inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir
o recurso ordinário.
Confira-se julgado específico sobre o tema:
“HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, contra decisão,
proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a
não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário.
Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas
corpus.
PROCESSO-CRIME
–
DILIGÊNCIAS
–
INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento
de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo,
indeferi-las” (HC nº 109.956/PR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12).
2
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RHC 117301 / MG
instituto recursal previsto no texto da Constituição’ (STF, HC
104.045/RJ).
4. Hipótese em que não há flagrante ilegalidade a ser
reconhecida. A prisão provisória é medida odiosa, reservada
para os casos de absoluta imprescindibilidade, demonstrados
os pressupostos e requisitos de cautelaridade. Na hipótese,
estando a prisão fundamentada na gravidade concreta dos
fatos, cifrada na significativa quantidade de droga apreendida
com o paciente (428 gramas de maconha), evidencia-se o risco
para ordem pública.
5. Habeas corpus não conhecido” (fl. 273 da instrução).
Essa é a decisão contra a qual se insurgem os recorrentes.
Pelo que se verifica na decisão proferida pela Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante,
abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso.
Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se
devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado,
além de estar em perfeita sintonia com manifestação da Corte no sentido
da inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir
o recurso ordinário.
Confira-se julgado específico sobre o tema:
“HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, contra decisão,
proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a
não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário.
Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas
corpus.
PROCESSO-CRIME
–
DILIGÊNCIAS
–
INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento
de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo,
indeferi-las” (HC nº 109.956/PR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 117301 / MG
Aliás, esse é o entendimento que, até o momento, predomina na
Primeira Turma.
Fixada essa premissa, anoto que, embora o Superior Tribunal de
Justiça não tenha conhecido daquela impetração, sob o fundamento de
que aquele writ seria substitutivo de recurso ordinário constitucional,
acabou por analisar o seu mérito, fato esse que afasta a configuração de
eventual supressão de instância.
No mais, registro que o recurso encontra-se prejudicado em relação
ao recorrente Carlos Costa Júnior. Conforme bem destacado pela
Procuradoria-Geral, superveniente condenação imposta aos recorrentes,
somente pela prática de tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06),
permitiu àquele corréu recorrer em liberdade, o que foi vedado ao
recorrente Diego Martins de Miranda, conforme se verifica do sítio do
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na internet.
Por outra premissa, o recurso encontra-se igualmente prejudicado
em relação ao recorrente Diego Martins de Miranda, pois, na sentença
condenatória proferida, verifica-se a existência de fundamentação
diversa daquela utilizada na decisão que converteu a prisão em flagrante
do recorrente em preventiva, o que constitui novo título prisional não
analisado pelo Superior Tribunal de Justiça.
Nesse contexto, o caso não escapa à jurisprudência da Corte,
preconizada no sentido de que,
“não tendo sido devidamente analisada nas instâncias
antecedentes a temática destacada no presente writ, calcada em
título prisional diverso daquele analisado pelo Superior
Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de
forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de
grave violação das regras de competência” (RHC nº 112.705/DF,
Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13).
Perfilhando esse entendimento: HC nº 113.565/MS, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; e HC nº
95.977/SP, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 117301 / MG
Aliás, esse é o entendimento que, até o momento, predomina na
Primeira Turma.
Fixada essa premissa, anoto que, embora o Superior Tribunal de
Justiça não tenha conhecido daquela impetração, sob o fundamento de
que aquele writ seria substitutivo de recurso ordinário constitucional,
acabou por analisar o seu mérito, fato esse que afasta a configuração de
eventual supressão de instância.
No mais, registro que o recurso encontra-se prejudicado em relação
ao recorrente Carlos Costa Júnior. Conforme bem destacado pela
Procuradoria-Geral, superveniente condenação imposta aos recorrentes,
somente pela prática de tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06),
permitiu àquele corréu recorrer em liberdade, o que foi vedado ao
recorrente Diego Martins de Miranda, conforme se verifica do sítio do
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na internet.
Por outra premissa, o recurso encontra-se igualmente prejudicado
em relação ao recorrente Diego Martins de Miranda, pois, na sentença
condenatória proferida, verifica-se a existência de fundamentação
diversa daquela utilizada na decisão que converteu a prisão em flagrante
do recorrente em preventiva, o que constitui novo título prisional não
analisado pelo Superior Tribunal de Justiça.
Nesse contexto, o caso não escapa à jurisprudência da Corte,
preconizada no sentido de que,
“não tendo sido devidamente analisada nas instâncias
antecedentes a temática destacada no presente writ, calcada em
título prisional diverso daquele analisado pelo Superior
Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de
forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de
grave violação das regras de competência” (RHC nº 112.705/DF,
Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13).
Perfilhando esse entendimento: HC nº 113.565/MS, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; e HC nº
95.977/SP, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 117301 / MG
de 12/12/12, entre outros.
Com essas considerações, julgo prejudicado o recurso.
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
RHC 117301 / MG
de 12/12/12, entre outros.
Com essas considerações, julgo prejudicado o recurso.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E são razões que se
enquadram no artigo 312 do Código de Processo Penal?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
No meu entender, sim. Eu poderia até ler o trecho a Vossa
Excelência.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não tenho as
premissas da decisão.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Eu entendo que se enquadram. Eis a sentença:
“Manutenção da prisão. Em cumprimento ao disposto no
parágrafo único do 387 do Código de Processo Penal, com
redação dada pela lei, verifico que a gravidade concreta dos
fatos praticados, vale dizer, prática de delito contra a saúde
pública, antecedentes criminais, ensejam o reconhecimento de
que, se solto o réu, provavelmente voltará a delinquir, tornando
presente os motivos da prisão preventiva, notadamente risco à
ordem pública, além da necessidade de assegurar a aplicação
da lei penal. Impondo também sob esse enfoque a manutenção
da sua prisão cautelar.”
E negou-se, então, a este acusado, ao outro não, recorrer em
liberdade.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Entendo que os
fundamentos não se enquadram no figurino legal. Por isso, provejo o
recurso do recorrente Diego Martins de Miranda – já que o de Carlos
Costa Júnior está prejudicado – para deferir a ordem.
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E são razões que se
enquadram no artigo 312 do Código de Processo Penal?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
No meu entender, sim. Eu poderia até ler o trecho a Vossa
Excelência.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não tenho as
premissas da decisão.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Eu entendo que se enquadram. Eis a sentença:
“Manutenção da prisão. Em cumprimento ao disposto no
parágrafo único do 387 do Código de Processo Penal, com
redação dada pela lei, verifico que a gravidade concreta dos
fatos praticados, vale dizer, prática de delito contra a saúde
pública, antecedentes criminais, ensejam o reconhecimento de
que, se solto o réu, provavelmente voltará a delinquir, tornando
presente os motivos da prisão preventiva, notadamente risco à
ordem pública, além da necessidade de assegurar a aplicação
da lei penal. Impondo também sob esse enfoque a manutenção
da sua prisão cautelar.”
E negou-se, então, a este acusado, ao outro não, recorrer em
liberdade.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Entendo que os
fundamentos não se enquadram no figurino legal. Por isso, provejo o
recurso do recorrente Diego Martins de Miranda – já que o de Carlos
Costa Júnior está prejudicado – para deferir a ordem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S) : CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicado o
recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator,
vencido, em parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que provia o
recurso do primeiro Recorrente. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S) : CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicado o
recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator,
vencido, em parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que provia o
recurso do primeiro Recorrente. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4677446
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-10-16T00:00:00
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Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicado o recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido, em parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que provia o recurso do primeiro Recorrente. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
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RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
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EMENTA
Recurso ordinário em habeas corpus. Processual penal. Interposição contra julgado em que colegiado do Superior Tribunal de Justiça não conheceu da impetração, ao fundamento de ser substitutivo de recurso ordinário cabível. Constrangimento ilegal não evidenciado. Entendimento que encampa a jurisprudência da Primeira Turma da Corte. Precedente. Ausência de supressão de instância. Julgado em que se analisou o mérito da impetração. Tráfico de entorpecentes. Prisão em flagrante convertida em preventiva. Fundamentos do art. 312 do Código de Processo Penal. Superveniência de sentença penal condenatória, a qual permitiu a Carlos Costa Júnior recorrer em liberdade, mantendo, no entanto, a custódia de Diego Martins de Miranda, com novos fundamentos. Prejudicialidade do recurso em relação a ambos os recorrentes. Precedentes.
1. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça quanto ao cabimento do habeas corpus encampou a jurisprudência da Primeira Turma da Corte no sentido da inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário (HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12), o que resultou no seu não conhecimento. Entretanto, aquela Corte acabou por analisar o seu mérito, fato esse que afasta a configuração de eventual supressão de instância.
2. O recurso se encontra prejudicado em relação ao recorrente Carlos Costa Júnior. Conforme bem destaco pela Procuradoria-Geral, a superveniente condenação imposta aos recorrentes pela prática de tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06), permitiu àquele corréu recorrer em liberdade, o que foi vedado ao recorrente Diego Martins de Miranda, conforme se verifica no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na internet.
3. Sobre outra premissa, a superveniência de sentença penal condenatória, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da prisão cautelar do recorrente Diego Martins de Miranda, constituiu novo título prisional - diverso, portanto, do decreto originário analisado pelo Superior Tribunal de Justiça –, tornando, assim, prejudicada a presente impetração também em relação a esse recorrente.
4. Segundo a jurisprudência da Corte, “não tendo sido devidamente analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente writ, calcada em título prisional diverso daquele analisado pelo Superior Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação das regras de competência” (RHC nº 112.705/DF, Primeira Turma, da relatoria do Ministro Dias Toffoli, DJe de 21/3/13).
5. Recurso ordinário prejudicado.
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sjur245084
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- Acórdão(s) citado(s):
(HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC)
HC 109956 (1ªT).
(HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA)
HC 95977 (1ªT), RHC 112705 (1ªT), HC 113565 (2ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 07/11/2013, JOS.
Revisão: 25/11/2013, IVA.
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DIAS TOFFOLI
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Primeira Turma
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117301
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[
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 ART-00035\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
RHC
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acordaos
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RHC 117301
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""
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RECTE.(S) : DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S) : CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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""
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Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S)
:CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
Recurso ordinário em
habeas corpus. Processual penal.
Interposição contra julgado em que colegiado do Superior Tribunal de
Justiça não conheceu da impetração, ao fundamento de ser substitutivo
de recurso ordinário cabível. Constrangimento ilegal não evidenciado.
Entendimento que encampa a jurisprudência da Primeira Turma da
Corte. Precedente. Ausência de supressão de instância. Julgado em que
se analisou o mérito da impetração. Tráfico de entorpecentes. Prisão em
flagrante convertida em preventiva. Fundamentos do art. 312 do Código
de Processo Penal. Superveniência de sentença penal condenatória, a
qual permitiu a Carlos Costa Júnior recorrer em liberdade, mantendo,
no entanto, a custódia de Diego Martins de Miranda, com novos
fundamentos. Prejudicialidade do recurso em relação a ambos os
recorrentes. Precedentes.
1. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça quanto ao
cabimento do habeas corpus encampou a jurisprudência da Primeira
Turma da Corte no sentido da inadmissibilidade do habeas corpus que
tenha por objetivo substituir o recurso ordinário (HC n 109.956/PR,
Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12), o que resultou no seu
não conhecimento. Entretanto, aquela Corte acabou por analisar o seu
mérito, fato esse que afasta a configuração de eventual supressão de
instância.
2. O recurso se encontra prejudicado em relação ao recorrente Carlos
Costa Júnior. Conforme bem destaco pela Procuradoria-Geral, a
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Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
RHC 117301 / MG
superveniente condenação imposta aos recorrentes pela prática de tráfico
de drogas (art. 33 da Lei n 11.343/06), permitiu àquele corréu recorrer em
liberdade, o que foi vedado ao recorrente Diego Martins de Miranda,
conforme se verifica no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Minas
Gerais na internet.
3. Sobre outra premissa, a superveniência de sentença penal
condenatória, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da
prisão cautelar do recorrente Diego Martins de Miranda, constituiu novo
título prisional - diverso, portanto, do decreto originário analisado pelo
Superior Tribunal de Justiça –, tornando, assim, prejudicada a presente
impetração também em relação a esse recorrente.
4. Segundo a jurisprudência da Corte, “não tendo sido devidamente
analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente
writ, calcada em título prisional diverso daquele analisado pelo Superior
Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma
originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação
das regras de competência” (RHC n 112.705/DF, Primeira Turma, da
relatoria do Ministro Dias Toffoli, DJe de 21/3/13).
5. Recurso ordinário prejudicado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar prejudicado o recurso
ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido, em
parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que provia o recurso do
primeiro recorrente.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 117301 / MG
superveniente condenação imposta aos recorrentes pela prática de tráfico
de drogas (art. 33 da Lei n 11.343/06), permitiu àquele corréu recorrer em
liberdade, o que foi vedado ao recorrente Diego Martins de Miranda,
conforme se verifica no sítio do Tribunal de Justiça do Estado de Minas
Gerais na internet.
3. Sobre outra premissa, a superveniência de sentença penal
condenatória, a qual agregou novos fundamentos para a manutenção da
prisão cautelar do recorrente Diego Martins de Miranda, constituiu novo
título prisional - diverso, portanto, do decreto originário analisado pelo
Superior Tribunal de Justiça –, tornando, assim, prejudicada a presente
impetração também em relação a esse recorrente.
4. Segundo a jurisprudência da Corte, “não tendo sido devidamente
analisada nas instâncias antecedentes a temática destacada no presente
writ, calcada em título prisional diverso daquele analisado pelo Superior
Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de forma
originária, sob pena de dupla supressão de instância e de grave violação
das regras de competência” (RHC n 112.705/DF, Primeira Turma, da
relatoria do Ministro Dias Toffoli, DJe de 21/3/13).
5. Recurso ordinário prejudicado.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em julgar prejudicado o recurso
ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido, em
parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que provia o recurso do
primeiro recorrente.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S)
:CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar,
interposto por Diego Martins de Miranda e Carlos Costa Júnior, por
intermédio da Defensoria Pública da União, contra acórdão da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, por unanimidade, não
conheceu do HC n 255.636/MG, Relatora a Ministra Maria Thereza de
Assis Moura.
Alegam os recorrentes, em linhas gerais, estar sofrendo
constrangimento ilegal, tendo em vista a falta de fundamentação apta a
justificar a necessidade da medida constritiva a eles imposta, bem como a
ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312
do Código de Processo Penal.
Aduzem que a custódia preventiva estaria embasada, tão somente,
na gravidade em abstrato do delito.
Entendem serem aplicáveis, na espécie, as medidas cautelares
diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei
n 12.403/11).
Requerem o provimento do recurso para que, concedida a ordem,
seja a eles concedida a liberdade provisória “com ou sem a fixação de
medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP” (fl. 299 do v. 10 – grifos
da autora).
O Ministério Público Federal, em parecer da ilustre Subprocuradora-
Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S)
:DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S)
:CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de liminar,
interposto por Diego Martins de Miranda e Carlos Costa Júnior, por
intermédio da Defensoria Pública da União, contra acórdão da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, por unanimidade, não
conheceu do HC n 255.636/MG, Relatora a Ministra Maria Thereza de
Assis Moura.
Alegam os recorrentes, em linhas gerais, estar sofrendo
constrangimento ilegal, tendo em vista a falta de fundamentação apta a
justificar a necessidade da medida constritiva a eles imposta, bem como a
ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312
do Código de Processo Penal.
Aduzem que a custódia preventiva estaria embasada, tão somente,
na gravidade em abstrato do delito.
Entendem serem aplicáveis, na espécie, as medidas cautelares
diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei
n 12.403/11).
Requerem o provimento do recurso para que, concedida a ordem,
seja a eles concedida a liberdade provisória “com ou sem a fixação de
medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP” (fl. 299 do v. 10 – grifos
da autora).
O Ministério Público Federal, em parecer da ilustre Subprocuradora-
Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4607088.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
RHC 117301 / MG
conhecimento do recurso.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4607088.
Supremo Tribunal Federal
RHC 117301 / MG
conhecimento do recurso.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se este recurso ordinário contra ato em que
a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do HC n
255.636/MG, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura.
Colhe-se dos autos que os recorrentes foram presos em flagrante, em
23/5/12, pela suposta prática dos delitos tipificados nos arts. 33 e 35 da Lei
n 11.343/06.
O pedido de liberdade provisória formulado pela defesa foi
indeferido pelo juízo de piso.
Contra essa decisão foi impetrada ordem de habeas corpus ao
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, sem êxito, no entanto.
Daí a impetração do HC n 255.636/MG no Superior Tribunal de
Justiça, que dele não conheceu, em decisão assim sintetizada:
“HABEAS CORPUS.
TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA. INDEFERIMENTO. ORDEM
PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA. APREENSÃO DE
VULTOSA QUANTIDADE DE DROGA. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE MANIFESTA. VIA INDEVIDAMENTE
UTILIZADA EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO.
NÃO CONHECIMENTO.
1. Mostra-se inadequado e descabido o manejo de habeas
corpus em substituição ao recurso ordinário cabível.
2. É imperiosa a necessidade de racionalização do writ, a
bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser
observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou
abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de
locomoção.
3. ‘O habeas corpus é garantia fundamental que não pode
ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como
remédio heróico, e seu emprego não pode servir a escamotear o
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se este recurso ordinário contra ato em que
a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do HC n
255.636/MG, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura.
Colhe-se dos autos que os recorrentes foram presos em flagrante, em
23/5/12, pela suposta prática dos delitos tipificados nos arts. 33 e 35 da Lei
n 11.343/06.
O pedido de liberdade provisória formulado pela defesa foi
indeferido pelo juízo de piso.
Contra essa decisão foi impetrada ordem de habeas corpus ao
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, sem êxito, no entanto.
Daí a impetração do HC n 255.636/MG no Superior Tribunal de
Justiça, que dele não conheceu, em decisão assim sintetizada:
“HABEAS CORPUS.
TRÁFICO DE DROGAS.
LIBERDADE PROVISÓRIA. INDEFERIMENTO. ORDEM
PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA. APREENSÃO DE
VULTOSA QUANTIDADE DE DROGA. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE MANIFESTA. VIA INDEVIDAMENTE
UTILIZADA EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ORDINÁRIO.
NÃO CONHECIMENTO.
1. Mostra-se inadequado e descabido o manejo de habeas
corpus em substituição ao recurso ordinário cabível.
2. É imperiosa a necessidade de racionalização do writ, a
bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser
observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou
abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de
locomoção.
3. ‘O habeas corpus é garantia fundamental que não pode
ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como
remédio heróico, e seu emprego não pode servir a escamotear o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 117301 / MG
instituto recursal previsto no texto da Constituição’ (Supremo Tribunal Federal, HC
104.045/RJ).
4. Hipótese em que não há flagrante ilegalidade a ser
reconhecida. A prisão provisória é medida odiosa, reservada
para os casos de absoluta imprescindibilidade, demonstrados
os pressupostos e requisitos de cautelaridade. Na hipótese,
estando a prisão fundamentada na gravidade concreta dos
fatos, cifrada na significativa quantidade de droga apreendida
com o paciente (428 gramas de maconha), evidencia-se o risco
para ordem pública.
5. Habeas corpus não conhecido” (fl. 273 da instrução).
Essa é a decisão contra a qual se insurgem os recorrentes.
Pelo que se verifica na decisão proferida pela Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante,
abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso.
Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se
devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado,
além de estar em perfeita sintonia com manifestação da Corte no sentido
da inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir
o recurso ordinário.
Confira-se julgado específico sobre o tema:
“HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, contra decisão,
proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a
não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário.
Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas
corpus.
PROCESSO-CRIME
–
DILIGÊNCIAS
–
INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento
de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo,
indeferi-las” (HC n 109.956/PR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12).
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 117301 / MG
instituto recursal previsto no texto da Constituição’ (Supremo Tribunal Federal, HC
104.045/RJ).
4. Hipótese em que não há flagrante ilegalidade a ser
reconhecida. A prisão provisória é medida odiosa, reservada
para os casos de absoluta imprescindibilidade, demonstrados
os pressupostos e requisitos de cautelaridade. Na hipótese,
estando a prisão fundamentada na gravidade concreta dos
fatos, cifrada na significativa quantidade de droga apreendida
com o paciente (428 gramas de maconha), evidencia-se o risco
para ordem pública.
5. Habeas corpus não conhecido” (fl. 273 da instrução).
Essa é a decisão contra a qual se insurgem os recorrentes.
Pelo que se verifica na decisão proferida pela Sexta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, não se vislumbra ilegalidade flagrante,
abuso de poder ou teratologia que justifique o provimento do recurso.
Com efeito, o acórdão proferido por aquela Corte de Justiça encontra-se
devidamente motivado, restando justificado o convencimento formado,
além de estar em perfeita sintonia com manifestação da Corte no sentido
da inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir
o recurso ordinário.
Confira-se julgado específico sobre o tema:
“HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, contra decisão,
proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a
não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário.
Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas
corpus.
PROCESSO-CRIME
–
DILIGÊNCIAS
–
INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento
de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo,
indeferi-las” (HC n 109.956/PR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12).
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 117301 / MG
Aliás, esse é o entendimento que, até o momento, predomina na
Primeira Turma.
Fixada essa premissa, anoto que, embora o Superior Tribunal de
Justiça não tenha conhecido daquela impetração, sob o fundamento de
que aquele writ seria substitutivo de recurso ordinário constitucional,
acabou por analisar o seu mérito, fato esse que afasta a configuração de
eventual supressão de instância.
No mais, registro que o recurso encontra-se prejudicado em relação
ao recorrente Carlos Costa Júnior. Conforme bem destacado pela
Procuradoria-Geral, superveniente condenação imposta aos recorrentes,
somente pela prática de tráfico de drogas (art. 33 da Lei n 11.343/06),
permitiu àquele corréu recorrer em liberdade, o que foi vedado ao
recorrente Diego Martins de Miranda, conforme se verifica do sítio do
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na internet.
Por outra premissa, o recurso encontra-se igualmente prejudicado
em relação ao recorrente Diego Martins de Miranda, pois, na sentença
condenatória proferida, verifica-se a existência de fundamentação
diversa daquela utilizada na decisão que converteu a prisão em flagrante
do recorrente em preventiva, o que constitui novo título prisional não
analisado pelo Superior Tribunal de Justiça.
Nesse contexto, o caso não escapa à jurisprudência da Corte,
preconizada no sentido de que,
“não tendo sido devidamente analisada nas instâncias
antecedentes a temática destacada no presente writ, calcada em
título prisional diverso daquele analisado pelo Superior
Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de
forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de
grave violação das regras de competência” (RHC n 112.705/DF,
Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13).
Perfilhando esse entendimento: HC n 113.565/MS, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; e HC n
95.977/SP, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4607087.
Supremo Tribunal Federal
RHC 117301 / MG
Aliás, esse é o entendimento que, até o momento, predomina na
Primeira Turma.
Fixada essa premissa, anoto que, embora o Superior Tribunal de
Justiça não tenha conhecido daquela impetração, sob o fundamento de
que aquele writ seria substitutivo de recurso ordinário constitucional,
acabou por analisar o seu mérito, fato esse que afasta a configuração de
eventual supressão de instância.
No mais, registro que o recurso encontra-se prejudicado em relação
ao recorrente Carlos Costa Júnior. Conforme bem destacado pela
Procuradoria-Geral, superveniente condenação imposta aos recorrentes,
somente pela prática de tráfico de drogas (art. 33 da Lei n 11.343/06),
permitiu àquele corréu recorrer em liberdade, o que foi vedado ao
recorrente Diego Martins de Miranda, conforme se verifica do sítio do
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais na internet.
Por outra premissa, o recurso encontra-se igualmente prejudicado
em relação ao recorrente Diego Martins de Miranda, pois, na sentença
condenatória proferida, verifica-se a existência de fundamentação
diversa daquela utilizada na decisão que converteu a prisão em flagrante
do recorrente em preventiva, o que constitui novo título prisional não
analisado pelo Superior Tribunal de Justiça.
Nesse contexto, o caso não escapa à jurisprudência da Corte,
preconizada no sentido de que,
“não tendo sido devidamente analisada nas instâncias
antecedentes a temática destacada no presente writ, calcada em
título prisional diverso daquele analisado pelo Superior
Tribunal de Justiça, não cabe à Suprema Corte apreciá-la de
forma originária, sob pena de dupla supressão de instância e de
grave violação das regras de competência” (RHC n 112.705/DF,
Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 21/3/13).
Perfilhando esse entendimento: HC n 113.565/MS, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/3/13; e HC n
95.977/SP, Primeira Turma, Relator para acórdão o Ministro Luiz Fux, DJe
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RHC 117301 / MG
de 12/12/12, entre outros.
Com essas considerações, julgo prejudicado o recurso.
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
RHC 117301 / MG
de 12/12/12, entre outros.
Com essas considerações, julgo prejudicado o recurso.
É como voto.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E são razões que se
enquadram no artigo 312 do Código de Processo Penal?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
No meu entender, sim. Eu poderia até ler o trecho a Vossa
Excelência.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não tenho as
premissas da decisão.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Eu entendo que se enquadram. Eis a sentença:
“Manutenção da prisão. Em cumprimento ao disposto no
parágrafo único do 387 do Código de Processo Penal, com
redação dada pela lei, verifico que a gravidade concreta dos
fatos praticados, vale dizer, prática de delito contra a saúde
pública, antecedentes criminais, ensejam o reconhecimento de
que, se solto o réu, provavelmente voltará a delinquir, tornando
presente os motivos da prisão preventiva, notadamente risco à
ordem pública, além da necessidade de assegurar a aplicação
da lei penal. Impondo também sob esse enfoque a manutenção
da sua prisão cautelar.”
E negou-se, então, a este acusado, ao outro não, recorrer em
liberdade.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Entendo que os
fundamentos não se enquadram no figurino legal. Por isso, provejo o
recurso do recorrente Diego Martins de Miranda – já que o de Carlos
Costa Júnior está prejudicado – para deferir a ordem.
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301 MINAS GERAIS
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – E são razões que se
enquadram no artigo 312 do Código de Processo Penal?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
No meu entender, sim. Eu poderia até ler o trecho a Vossa
Excelência.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não tenho as
premissas da decisão.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Eu entendo que se enquadram. Eis a sentença:
“Manutenção da prisão. Em cumprimento ao disposto no
parágrafo único do 387 do Código de Processo Penal, com
redação dada pela lei, verifico que a gravidade concreta dos
fatos praticados, vale dizer, prática de delito contra a saúde
pública, antecedentes criminais, ensejam o reconhecimento de
que, se solto o réu, provavelmente voltará a delinquir, tornando
presente os motivos da prisão preventiva, notadamente risco à
ordem pública, além da necessidade de assegurar a aplicação
da lei penal. Impondo também sob esse enfoque a manutenção
da sua prisão cautelar.”
E negou-se, então, a este acusado, ao outro não, recorrer em
liberdade.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Entendo que os
fundamentos não se enquadram no figurino legal. Por isso, provejo o
recurso do recorrente Diego Martins de Miranda – já que o de Carlos
Costa Júnior está prejudicado – para deferir a ordem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S) : CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicado o
recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator,
vencido, em parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que provia o
recurso do primeiro Recorrente. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117.301
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
RECTE.(S) : DIEGO MARTINS DE MIRANDA
RECTE.(S) : CARLOS COSTA JUNIOR
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma julgou prejudicado o
recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator,
vencido, em parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que provia o
recurso do primeiro Recorrente. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117 . 301",
"HC n 109 . 956 / PR",
"RHC 117301 / MG",
"RHC n 112 . 705 / DF",
"RHC 117301 / MG",
"RHC n 112 . 705 / DF",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117 . 301",
"HC n 255 . 636 / MG",
"HABEAS CORPUS 117 . 301 MINAS",
"HC n 255 . 636 / MG",
"RHC 117301 / MG",
"RHC 117301 / MG",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 117 . 301",
"HC n 255 . 636 / MG",
"HC n 255 . 636 / MG",
"HC n 255 . 636 / MG",
"HC n 255 . 636 / MG",
"RHC 117301 / MG",
"HC 104 . 045 / RJ",
"HC n 109 . 956 / PR",
"RHC 117301 / MG",
"HC 104 . 045 / RJ",
"HC n 109 . 956 / PR",
"RHC 117301 / MG",
"RHC n 112 . 705 / DF",
"HC n 113 . 565 / MS",
"HC n 95 . 977 / SP",
"RHC n 112 . 705 / DF",
"HC n 113 . 565 / MS",
"HC n 95 . 977 / SP",
"RHC 117301 / MG",
"RHC 117301 / MG",
"HABEAS CORPUS 117 . 301",
"HABEAS CORPUS 117 . 301",
"HABEAS CORPUS 117 . 301"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 319 do Código de Processo Penal",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"art . 319 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 319 do Código de Processo Penal",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"art . 319 do CPP ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 33 e 35 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 33 e 35 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição ’",
"artigo 102 , inciso II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição ’",
"artigo 102 , inciso II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"parágrafo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma da Corte",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Procuradoria",
"-",
"Geral",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Defensoria Pública da União",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Defensoria Pública da União",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral",
"Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"DIEGO MARTINS DE MIRANDA",
"CARLOS COSTA JUNIOR",
"Carlos Costa Júnior",
"Diego Martins de Miranda",
"Marco Aurélio",
"Carlos Costa Júnior",
"Diego Martins de Miranda",
"Diego Martins de Miranda",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"Diego Martins de Miranda",
"Diego Martins de Miranda",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIEGO MARTINS DE MIRANDA",
"CARLOS COSTA JUNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"Diego Martins de Miranda",
"Carlos Costa Júnior",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Cláudia Sampaio Marques",
"DIAS TOFFOLI",
"DIEGO MARTINS DE MIRANDA",
"CARLOS COSTA JUNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"Diego Martins de Miranda",
"Carlos Costa Júnior",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Cláudia Sampaio Marques",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"DIAS TOFFOLI",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Costa Júnior",
"Diego Martins de Miranda",
"Diego Martins de Miranda",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"Carlos Costa Júnior",
"Diego Martins de Miranda",
"Diego Martins de Miranda",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"Diego Martins de Miranda",
"Carlos Costa Júnior",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"Diego Martins de Miranda",
"Carlos Costa Júnior",
"DIAS TOFFOLI",
"DIEGO MARTINS DE MIRANDA",
"CARLOS COSTA JUNIOR",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"DIEGO MARTINS DE MIRANDA",
"CARLOS COSTA JUNIOR",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"11",
"/",
"9",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"3",
"/",
"13",
"3 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"3",
"/",
"13",
"3 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"23",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"23",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"9",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"9",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"3",
"/",
"13",
"18",
"/",
"3",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"3",
"/",
"13",
"18",
"/",
"3",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"12",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"12",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JACQUES FELLER
IMPTE.(S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional.
Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal. Inadequação da
via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma.
Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso
de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da
inadequação da via eleita.
1. Impetração manejada em substituição ao recurso ordinário
constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da
República, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão
extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC
nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do
habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário.
2. Nada impede, entretanto, que a Suprema Corte, quando do
manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso
II, alínea a, da CF), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante
ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não é o caso dos autos.
3. Writ extinto, por inadequação da via eleita.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem
de habeas corpus, por inadequação da via processual, nos termos do voto
do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 31
Ementa e Acórdão
HC 109720 / SP
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JACQUES FELLER
IMPTE.(S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Alberto
Zacharias Toron, Claudia Maria Soncini Bernasconi e Heloisa Estellita em
favor de Jacques Feller, apontando como autoridade coatora a Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC nº 114.789/SP, originariamente sob a relatoria da Ministra
Jane Silva.
Sustentam os impetrantes a atipicidade da conduta de lavagem de
capitais (art. 1º da Lei nº 9.613/98) supostamente praticada pelo paciente,
bem como a inépcia formal da denúncia quanto ao crime de evasão de
divisas (art. 22 da Lei nº 7.492/86).
Quanto ao primeiro fundamento, aduzem que,
“(...) [e]mbora a manifesta inépcia formal da denúncia
tenha sido reconhecida pelo e. STJ, fato é que nem mesmo seu
aditamento terá o condão de tornar criminosa uma conduta que
é atípica na sua origem, razão pela qual, a rigor, deveria ter sido
trancada a ação penal também neste ponto.
Em outras palavras: ainda que o MPF venha a especificar,
em aditamento, quais os valores, onde estavam circulando,
quais foram objetos de ocultação, quando e como etc., tal não
terá por condão alçar a conduta atribuída ao paciente a uma
‘imputação de fato criminoso’ pela simples e fulminante razão
de que os valores supostamente lavados tinham origem lícita,
como reconhece a própria denúncia e como já reconheceu
expressamente a e. Relatora no STJ em seu r. Voto (…).
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17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JACQUES FELLER
IMPTE.(S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Alberto
Zacharias Toron, Claudia Maria Soncini Bernasconi e Heloisa Estellita em
favor de Jacques Feller, apontando como autoridade coatora a Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC nº 114.789/SP, originariamente sob a relatoria da Ministra
Jane Silva.
Sustentam os impetrantes a atipicidade da conduta de lavagem de
capitais (art. 1º da Lei nº 9.613/98) supostamente praticada pelo paciente,
bem como a inépcia formal da denúncia quanto ao crime de evasão de
divisas (art. 22 da Lei nº 7.492/86).
Quanto ao primeiro fundamento, aduzem que,
“(...) [e]mbora a manifesta inépcia formal da denúncia
tenha sido reconhecida pelo e. STJ, fato é que nem mesmo seu
aditamento terá o condão de tornar criminosa uma conduta que
é atípica na sua origem, razão pela qual, a rigor, deveria ter sido
trancada a ação penal também neste ponto.
Em outras palavras: ainda que o MPF venha a especificar,
em aditamento, quais os valores, onde estavam circulando,
quais foram objetos de ocultação, quando e como etc., tal não
terá por condão alçar a conduta atribuída ao paciente a uma
‘imputação de fato criminoso’ pela simples e fulminante razão
de que os valores supostamente lavados tinham origem lícita,
como reconhece a própria denúncia e como já reconheceu
expressamente a e. Relatora no STJ em seu r. Voto (…).
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Relatório
HC 109720 / SP
(…)
A contradição entre o fundamento (a conduta antecedente
exposta na denúncia é lícita) e conclusão (deficiência na
exposição dos fatos pela denúncia) a que chegou o e. STJ é
manifesta, trata-se, na verdade, de equívoco que teria sido
sanado fossem admitidos os embargos declaratórios.
Infelizmente não o foram e, agora, cumpre a essa egrégia Corte
Suprema corrigir o engano, determinando o trancamento da
ação penal.
Isto porque a consequência da narrativa de conduta
atípica é o trancamento da ação penal, não o reconhecimento de
sua inépcia, como equivocadamente decidiu a instância 'a quo’.
Tanto é assim que a nova redação dada ao artigo 397 do CPP
determina que o juiz declare a absolvição sumária – e não que
determine a emenda da inicial (!) -- sempre que ‘o fato narrado
evidentemente não constitui crime’ (inc. III).
(…)
E a atipicidade é incontroversa nestes autos – cf. texto
literal da denúncia, parecer do i. representante do ‘Parquet’
Federal no STJ (doc. 06), bem como o voto da e. relatora –, posto
que a fantasiosa ‘manobra para obter a sua reciclagem a título
de lavagem’ tinha por substrato material ‘pagamento por parte
dos adquirentes de imóveis da empresa FELLER aqui no Brasil’,
ou seja, origem lícita, não criminosa.
Ora, se o delito de lavagem de capitais só se aperfeiçoa
quando há ocultação ou dissimulação de valores, bens ou
direitos advindos de crime e, mais do que isto, apenas dos
crimes antecedentes descritos no artigo 1º, evidente que na
ausência de crime pré-existente e produto deste suposto delito,
como bem lembrou o MPF, não há que se cogitar de lavagem de
capitais.
Veja-se que a discussão passa ao largo da suficiência ou
não de indícios de materialidade do crime antecedente para o
oferecimento da denúncia ou mesmo da autonomia do crime de
lavagem de dinheiro, como citado no v. acórdão. O que se
afirma é que diante da constatação do v. acórdão, amparada no
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
(…)
A contradição entre o fundamento (a conduta antecedente
exposta na denúncia é lícita) e conclusão (deficiência na
exposição dos fatos pela denúncia) a que chegou o e. STJ é
manifesta, trata-se, na verdade, de equívoco que teria sido
sanado fossem admitidos os embargos declaratórios.
Infelizmente não o foram e, agora, cumpre a essa egrégia Corte
Suprema corrigir o engano, determinando o trancamento da
ação penal.
Isto porque a consequência da narrativa de conduta
atípica é o trancamento da ação penal, não o reconhecimento de
sua inépcia, como equivocadamente decidiu a instância 'a quo’.
Tanto é assim que a nova redação dada ao artigo 397 do CPP
determina que o juiz declare a absolvição sumária – e não que
determine a emenda da inicial (!) -- sempre que ‘o fato narrado
evidentemente não constitui crime’ (inc. III).
(…)
E a atipicidade é incontroversa nestes autos – cf. texto
literal da denúncia, parecer do i. representante do ‘Parquet’
Federal no STJ (doc. 06), bem como o voto da e. relatora –, posto
que a fantasiosa ‘manobra para obter a sua reciclagem a título
de lavagem’ tinha por substrato material ‘pagamento por parte
dos adquirentes de imóveis da empresa FELLER aqui no Brasil’,
ou seja, origem lícita, não criminosa.
Ora, se o delito de lavagem de capitais só se aperfeiçoa
quando há ocultação ou dissimulação de valores, bens ou
direitos advindos de crime e, mais do que isto, apenas dos
crimes antecedentes descritos no artigo 1º, evidente que na
ausência de crime pré-existente e produto deste suposto delito,
como bem lembrou o MPF, não há que se cogitar de lavagem de
capitais.
Veja-se que a discussão passa ao largo da suficiência ou
não de indícios de materialidade do crime antecedente para o
oferecimento da denúncia ou mesmo da autonomia do crime de
lavagem de dinheiro, como citado no v. acórdão. O que se
afirma é que diante da constatação do v. acórdão, amparada no
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Relatório
HC 109720 / SP
parecer ministerial, de que mais do que a falta de indicação de
crime antecedente, a própria denúncia indica origem lícita para
o dinheiro encontrado na conta corrente do paciente, falta
elemento típico essencial, ou seja, que forma o objeto material
sobre o qual recairiam as condutas incriminadas ‘ocultar’ ou
‘dissimular’. É como se se imputasse ao Paciente o crime de
homicídio (art. 121, CP) por ter ‘matado um inseto’.
Simplesmente não há objeto material do delito.
(...)
No caso em discussão, a origem lícita dos valores, que se
afirma branqueados, implica o reconhecimento da falta de justa
causa para a imputação, que não se cerca de seus elementos
típicos essenciais: origem ilícita do valor proveniente de crime,
a teor do disposto no artigo 1º, da Lei n.º 9.613/98” (fls. 12 a 17
da inicial – grifos dos autores).
A respeito do segundo fundamento, entendem os impetrantes que
“(...) não se trata meramente de ‘elucidar os fatos em tese
delituosos descritos na vestibular acusatória à luz do
contraditório e da ampla defesa’ (cf. voto da e. Relatora, p. 20),
mas, sim, de atendimento à exigência logicamente anterior, qual
seja a de que a vestibular acusatória
descreva
os fatos em tese
delituosos, o que é bem diferente (cf. art. 41 do CPP).
É que, no que diz respeito a tal imputação (cf. acima, no 1º
tópico, a transcrição de tudo o que deduz a denúncia contra o
Paciente) a narrativa é absolutamente abstrata, desprovida de
qualquer dado concreto que permita individualizá-la ou
mesmo compreender sua ilicitude. Não aponta qual a conta
bancária que o paciente teria no exterior, número, nome do
banco, não aponta uma só operação de cabo que teria sido feita
com a acusada (1), não aponta qual a conta de sua mãe, nem
onde (se no Brasil ou no estrangeiro) está localizada, sequer
aponta uma só ‘movimentação’ da referida conta: Quando?
Quanto? Origem e destino? Finalidade? Título?
(…)
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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HC 109720 / SP
parecer ministerial, de que mais do que a falta de indicação de
crime antecedente, a própria denúncia indica origem lícita para
o dinheiro encontrado na conta corrente do paciente, falta
elemento típico essencial, ou seja, que forma o objeto material
sobre o qual recairiam as condutas incriminadas ‘ocultar’ ou
‘dissimular’. É como se se imputasse ao Paciente o crime de
homicídio (art. 121, CP) por ter ‘matado um inseto’.
Simplesmente não há objeto material do delito.
(...)
No caso em discussão, a origem lícita dos valores, que se
afirma branqueados, implica o reconhecimento da falta de justa
causa para a imputação, que não se cerca de seus elementos
típicos essenciais: origem ilícita do valor proveniente de crime,
a teor do disposto no artigo 1º, da Lei n.º 9.613/98” (fls. 12 a 17
da inicial – grifos dos autores).
A respeito do segundo fundamento, entendem os impetrantes que
“(...) não se trata meramente de ‘elucidar os fatos em tese
delituosos descritos na vestibular acusatória à luz do
contraditório e da ampla defesa’ (cf. voto da e. Relatora, p. 20),
mas, sim, de atendimento à exigência logicamente anterior, qual
seja a de que a vestibular acusatória
descreva
os fatos em tese
delituosos, o que é bem diferente (cf. art. 41 do CPP).
É que, no que diz respeito a tal imputação (cf. acima, no 1º
tópico, a transcrição de tudo o que deduz a denúncia contra o
Paciente) a narrativa é absolutamente abstrata, desprovida de
qualquer dado concreto que permita individualizá-la ou
mesmo compreender sua ilicitude. Não aponta qual a conta
bancária que o paciente teria no exterior, número, nome do
banco, não aponta uma só operação de cabo que teria sido feita
com a acusada (1), não aponta qual a conta de sua mãe, nem
onde (se no Brasil ou no estrangeiro) está localizada, sequer
aponta uma só ‘movimentação’ da referida conta: Quando?
Quanto? Origem e destino? Finalidade? Título?
(…)
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Relatório
HC 109720 / SP
O uso constante do plural sem, contudo, identificar cada
fato criminoso, ou cada um dos atos que comporiam a conduta
criminosa, indica a evasão da d. Acusação do dever de
descrever o fato criminoso com todas as suas circunstâncias.
Nem mesmo a referência a ‘uma [ou outra] operação’ salva a
vestibular, porque não se sabe se ele está sendo acusado por
esta ‘tal’ operação pelas ‘operações’, ‘contas’, ‘clientes’,
‘orientações’, ‘depósitos’, ‘valores’, ‘transferências’, ‘transações’
etc. Nem mesmo a tal ‘uma operação’ recebeu detalhamento
quanto à data e quanto ao caráter ilícito. Pelo contrário, sabem
todos que tal valor -- USD 32.222,00 (cf. supra) – não alcança o
patamar de relevância exigido pela regulamentação do BACEN
(cf. infra detalhadamente).
Não bastasse a narrativa genérica e abstrata, o fato não é
apontado como criminoso, como sequer poderia mesmo: ter
uma empresa não constitui crime; ter conta no exterior por si só
não constitui crime; ser cliente de CLAUDINE não é, por si,
conduta criminosa; movimentar a conta de seu genitor ou
genitora, igualmente, não encontra tipificação legal em nosso
País.
A denúncia também não dá qualquer pista quanto a quais
são os tais ‘recursos’, em qual/is país está/ão, em qual banco e
conta se encontram, quando “existiam” tais recursos?
Ora, crime não há na manutenção de ativos no exterior,
pelo contrário, a conduta é lícita e regulada pelo Banco Central
(cfr. Circular n. 3.280, de 09/03/2005 – Regulamento do Mercado
de Câmbio e Capitais Internacionais – RMCCI); ainda mais
quando tais ativos são provenientes, como afirma a própria
denúncia, da atividade comercial lícita exercida pelo paciente
no Brasil.
A denúncia, em sua continuidade, não individualiza uma
transferência sequer; não fornece uma só data de transferência;
não aponta de quais as contas que foram sacadas e quais foram
creditadas, nem do paciente, nem de Claudine, nem dos
funcionários; não aponta o nome de um só funcionário; não
individualiza um só depósito supostamente feito na conta de
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
O uso constante do plural sem, contudo, identificar cada
fato criminoso, ou cada um dos atos que comporiam a conduta
criminosa, indica a evasão da d. Acusação do dever de
descrever o fato criminoso com todas as suas circunstâncias.
Nem mesmo a referência a ‘uma [ou outra] operação’ salva a
vestibular, porque não se sabe se ele está sendo acusado por
esta ‘tal’ operação pelas ‘operações’, ‘contas’, ‘clientes’,
‘orientações’, ‘depósitos’, ‘valores’, ‘transferências’, ‘transações’
etc. Nem mesmo a tal ‘uma operação’ recebeu detalhamento
quanto à data e quanto ao caráter ilícito. Pelo contrário, sabem
todos que tal valor -- USD 32.222,00 (cf. supra) – não alcança o
patamar de relevância exigido pela regulamentação do BACEN
(cf. infra detalhadamente).
Não bastasse a narrativa genérica e abstrata, o fato não é
apontado como criminoso, como sequer poderia mesmo: ter
uma empresa não constitui crime; ter conta no exterior por si só
não constitui crime; ser cliente de CLAUDINE não é, por si,
conduta criminosa; movimentar a conta de seu genitor ou
genitora, igualmente, não encontra tipificação legal em nosso
País.
A denúncia também não dá qualquer pista quanto a quais
são os tais ‘recursos’, em qual/is país está/ão, em qual banco e
conta se encontram, quando “existiam” tais recursos?
Ora, crime não há na manutenção de ativos no exterior,
pelo contrário, a conduta é lícita e regulada pelo Banco Central
(cfr. Circular n. 3.280, de 09/03/2005 – Regulamento do Mercado
de Câmbio e Capitais Internacionais – RMCCI); ainda mais
quando tais ativos são provenientes, como afirma a própria
denúncia, da atividade comercial lícita exercida pelo paciente
no Brasil.
A denúncia, em sua continuidade, não individualiza uma
transferência sequer; não fornece uma só data de transferência;
não aponta de quais as contas que foram sacadas e quais foram
creditadas, nem do paciente, nem de Claudine, nem dos
funcionários; não aponta o nome de um só funcionário; não
individualiza um só depósito supostamente feito na conta de
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Relatório
HC 109720 / SP
funcionários, relacionando-o ao paciente; não aponta o
montante de uma operação sequer; tampouco descreve ‘como’ o
paciente transferia valores de sua conta no exterior ‘através’ de
Claudine.
O vício vai ao ponto de narrar – uma vez mais – conduta
atípica, posto que a ‘invasão’ de divisas não é crime! Assim,
‘transferir valores de conta no exterior para conta no Brasil
’ não
é conduta ilícita, nem que realizada na modalidade de
operação ilegal de câmbio (dólar-cabo etc.). O que pune o artigo
22 da Lei n. 7.492/86 é a ‘evasão’ de divisas, a remessa de
numerário do Brasil para o estrangeiro, de forma ilegal. Não há,
assim, fato definido como crime, ou seja, não é o fato
‘criminoso’, tal qual exigido pelo artigo 41, CPP.
Além disso, também a imputação de ser o paciente ‘sócio
beneficiário’ ou ‘sócio diretor’ de alguma empresa off-shore não
constitui crime!
Também não constitui crime o fato de um ‘sócio diretor’
ou ‘sócio beneficiário’ determinar à instituição financeira que
faça transferências, ou a qualquer pessoa, que faça pagamentos
nesta ou naquela conta mantida em outra instituição financeira
estrangeira ou a empresa estrangeira. Atente-se para que, pelo
que se extrai da pobre narrativa, as ‘operações’ ocorreram
totalmente fora do território nacional: de país estrangeiro a
país estrangeiro, sem que tenha passado pelo Brasil. O que, por
si, já impediria a incidência da lei penal brasileira (art. 5º, CP).
(…)
Sequer indicação dos ‘depósitos em contas indicadas por
Jacques Feller’ há na exordial: Quais contas? Em qual país?
Quem eram os titulares? A que título eram feitos os depósitos,
pagamento de salários ou outra causa? Quais as contas?
Quando foram feitos os depósitos? Quais seus valores? Quem
foi o depositante? O valor foi sacado ou posteriormente
transferido? Por quem? Quando? Os valores permanecem na
posse ou propriedade dos titulares das contas?
(…)
Assim, como já afirmamos, ter conta bancária no exterior é
5
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HC 109720 / SP
funcionários, relacionando-o ao paciente; não aponta o
montante de uma operação sequer; tampouco descreve ‘como’ o
paciente transferia valores de sua conta no exterior ‘através’ de
Claudine.
O vício vai ao ponto de narrar – uma vez mais – conduta
atípica, posto que a ‘invasão’ de divisas não é crime! Assim,
‘transferir valores de conta no exterior para conta no Brasil
’ não
é conduta ilícita, nem que realizada na modalidade de
operação ilegal de câmbio (dólar-cabo etc.). O que pune o artigo
22 da Lei n. 7.492/86 é a ‘evasão’ de divisas, a remessa de
numerário do Brasil para o estrangeiro, de forma ilegal. Não há,
assim, fato definido como crime, ou seja, não é o fato
‘criminoso’, tal qual exigido pelo artigo 41, CPP.
Além disso, também a imputação de ser o paciente ‘sócio
beneficiário’ ou ‘sócio diretor’ de alguma empresa off-shore não
constitui crime!
Também não constitui crime o fato de um ‘sócio diretor’
ou ‘sócio beneficiário’ determinar à instituição financeira que
faça transferências, ou a qualquer pessoa, que faça pagamentos
nesta ou naquela conta mantida em outra instituição financeira
estrangeira ou a empresa estrangeira. Atente-se para que, pelo
que se extrai da pobre narrativa, as ‘operações’ ocorreram
totalmente fora do território nacional: de país estrangeiro a
país estrangeiro, sem que tenha passado pelo Brasil. O que, por
si, já impediria a incidência da lei penal brasileira (art. 5º, CP).
(…)
Sequer indicação dos ‘depósitos em contas indicadas por
Jacques Feller’ há na exordial: Quais contas? Em qual país?
Quem eram os titulares? A que título eram feitos os depósitos,
pagamento de salários ou outra causa? Quais as contas?
Quando foram feitos os depósitos? Quais seus valores? Quem
foi o depositante? O valor foi sacado ou posteriormente
transferido? Por quem? Quando? Os valores permanecem na
posse ou propriedade dos titulares das contas?
(…)
Assim, como já afirmamos, ter conta bancária no exterior é
5
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Relatório
HC 109720 / SP
conduta penal e administrativamente lícita, manter valores no
exterior também, ser sócio de offshore é conduta permitida,
movimentar contas bancárias no exterior de seus pais também.
Tais condutas somente adquirem a qualidade de ilícitas quando
agregadas à inobservância de normas extrapenais, atraídas ao
tipo penal por seus elementos normativos ou em branco. Daí
que cumpra à denúncia, a par da narrativa cabal do fato, narrar
também o descumprimento das normas extrapenais. Nem isso a
denúncia fez.
(…)
Disso decorre que a manutenção por brasileiros de
disponibilidades no exterior não é vedada pelo sistema jurídico
nacional. Exige-se apenas que, ultrapassado um limite, tais
disponibilidades sejam informadas ao BACEN. Esse limite que
determina a necessidade de informação ao BACEN muda a
cada ano, dependendo da Circular aplicável. Disso tudo decorre
mais uma causa da inépcia da denúncia já que não só deixa de
imputar ao paciente a manutenção de disponibilidades no
exterior ‘não declaradas’, como, ainda se o fizesse, ‘ad
argumentandum tantum’, a falta de indicação da data da
manutenção inviabilizaria ao magistrado que averiguasse a
necessária ilicitude da conduta, que está vinculada, como
vimos, ao ano base da manutenção para fins de informação ao
BACEN.
Ou seja, para saber se o Paciente praticou ou não o crime
de evasão de divisas, era de se exigir, no mínimo, que a
denúncia referisse o valor do saldo das contas mantidas no
exterior nas datas-bases de cada ano e, ainda, a ausência de
declaração ao BACEN.
(…)
O montante do valor mantido no exterior na data-base de
31 de dezembro (ou 30 de dezembro em outros anos etc.) tem
variado, conforme comprova o histórico das Circulares: a
Circular 3071/2001 fixou o valor em R$ 10 mil; a Circular
3110/2002, R$ 200 mil; a Circular 3181/2003, R$ 300 mil; por fim,
as Circulares 3225/2004, 3278/2005, 3313/2006, 3345/2007,
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HC 109720 / SP
conduta penal e administrativamente lícita, manter valores no
exterior também, ser sócio de offshore é conduta permitida,
movimentar contas bancárias no exterior de seus pais também.
Tais condutas somente adquirem a qualidade de ilícitas quando
agregadas à inobservância de normas extrapenais, atraídas ao
tipo penal por seus elementos normativos ou em branco. Daí
que cumpra à denúncia, a par da narrativa cabal do fato, narrar
também o descumprimento das normas extrapenais. Nem isso a
denúncia fez.
(…)
Disso decorre que a manutenção por brasileiros de
disponibilidades no exterior não é vedada pelo sistema jurídico
nacional. Exige-se apenas que, ultrapassado um limite, tais
disponibilidades sejam informadas ao BACEN. Esse limite que
determina a necessidade de informação ao BACEN muda a
cada ano, dependendo da Circular aplicável. Disso tudo decorre
mais uma causa da inépcia da denúncia já que não só deixa de
imputar ao paciente a manutenção de disponibilidades no
exterior ‘não declaradas’, como, ainda se o fizesse, ‘ad
argumentandum tantum’, a falta de indicação da data da
manutenção inviabilizaria ao magistrado que averiguasse a
necessária ilicitude da conduta, que está vinculada, como
vimos, ao ano base da manutenção para fins de informação ao
BACEN.
Ou seja, para saber se o Paciente praticou ou não o crime
de evasão de divisas, era de se exigir, no mínimo, que a
denúncia referisse o valor do saldo das contas mantidas no
exterior nas datas-bases de cada ano e, ainda, a ausência de
declaração ao BACEN.
(…)
O montante do valor mantido no exterior na data-base de
31 de dezembro (ou 30 de dezembro em outros anos etc.) tem
variado, conforme comprova o histórico das Circulares: a
Circular 3071/2001 fixou o valor em R$ 10 mil; a Circular
3110/2002, R$ 200 mil; a Circular 3181/2003, R$ 300 mil; por fim,
as Circulares 3225/2004, 3278/2005, 3313/2006, 3345/2007,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 31
Relatório
HC 109720 / SP
3384/2008 e 3442/2009 fixaram o valor em US$ 100 mil.
Ou seja, não só a denúncia não identifica as contas e os
valores depositados nas referidas datas-base, como sequer
menciona o ano, o que, como se comprovou acima, é
determinante do injusto penal. Sim, porque se, por exemplo, o
Paciente mantinha, em 31 de dezembro de 2002, depósito no
valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) em sua conta
bancária no exterior, não estava obrigado a declarar tal capital
ao BACEN e, portanto, crime alguma cometera!
Ademais, a confusão feita pela denúncia entre pessoas
físicas e empresas off-shore sequer permite identificar quais
tinham, ou não, o dever de prestar a declaração, e quais as
contas e valores mantidos em depósito para cada uma delas.
Note-se que somente as pessoas físicas ou jurídicas
domiciliadas ou com sede no País, nos termos da legislação
tributária, é que têm o dever de prestar informações ao BACEN
(art. 1º, ‘caput’, Resolução CMN 3.854, 2010).
(…)
É, pois, a denúncia que deve descrever o fato criminoso
como manda o artigo 41 do CPP. Pouco importa que outras
peças do processo a complementem. Neste caso, a peça
preambular, omitindo o que lhe é essencial, relega a descrição
da conduta incriminada para ‘Os apensos 18 e 19 contém os
materiais apreendidos na residência e na empresa de
FELLER...’.
E disso mesmo decorre a sua inépcia e nulidade da
decisão que a recebeu, por patente violação ao dever expresso
estabelecido no artigo 41 do CPP. As consequências disso são o
impedimento da ampla defesa e a incerteza acerca do âmbito
fático objeto da sentença final.
(…)
O acusado se defende dos fatos narrados na denúncia,
não das peças juntadas aos autos.
Evidente, pois, que uma denúncia que sequer aponta a
data da suposta prática delituosa, elemento esse fundamental
à apuração da ilicitude ou não da imputação de evasão de
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HC 109720 / SP
3384/2008 e 3442/2009 fixaram o valor em US$ 100 mil.
Ou seja, não só a denúncia não identifica as contas e os
valores depositados nas referidas datas-base, como sequer
menciona o ano, o que, como se comprovou acima, é
determinante do injusto penal. Sim, porque se, por exemplo, o
Paciente mantinha, em 31 de dezembro de 2002, depósito no
valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) em sua conta
bancária no exterior, não estava obrigado a declarar tal capital
ao BACEN e, portanto, crime alguma cometera!
Ademais, a confusão feita pela denúncia entre pessoas
físicas e empresas off-shore sequer permite identificar quais
tinham, ou não, o dever de prestar a declaração, e quais as
contas e valores mantidos em depósito para cada uma delas.
Note-se que somente as pessoas físicas ou jurídicas
domiciliadas ou com sede no País, nos termos da legislação
tributária, é que têm o dever de prestar informações ao BACEN
(art. 1º, ‘caput’, Resolução CMN 3.854, 2010).
(…)
É, pois, a denúncia que deve descrever o fato criminoso
como manda o artigo 41 do CPP. Pouco importa que outras
peças do processo a complementem. Neste caso, a peça
preambular, omitindo o que lhe é essencial, relega a descrição
da conduta incriminada para ‘Os apensos 18 e 19 contém os
materiais apreendidos na residência e na empresa de
FELLER...’.
E disso mesmo decorre a sua inépcia e nulidade da
decisão que a recebeu, por patente violação ao dever expresso
estabelecido no artigo 41 do CPP. As consequências disso são o
impedimento da ampla defesa e a incerteza acerca do âmbito
fático objeto da sentença final.
(…)
O acusado se defende dos fatos narrados na denúncia,
não das peças juntadas aos autos.
Evidente, pois, que uma denúncia que sequer aponta a
data da suposta prática delituosa, elemento esse fundamental
à apuração da ilicitude ou não da imputação de evasão de
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Relatório
HC 109720 / SP
divisas, conforme se comprovou acima, não pode ser
qualificada de peça apta a submeter o cidadão a um processo
penal, no bojo do qual não saberá do quê se defender” (fls. 18 a
31 da inicial – grifos dos autores).
Requerem a concessão de ordem para que se determine
“o trancamento da ação penal pela atipicidade da
imputação de lavagem de capitais (artigo 1º, Lei n. 9.613/98) e
sua anulação, a partir da decisão que recebeu a denúncia contra
o Paciente, em virtude da inépcia formal da denúncia quanto à
imputação da prática de evasão de divisas (art. 22 da Lei n.
7.492/86) (...)”.
No mérito, pedem a confirmação da ordem (fl. 32 da inicial).
Em 9/8/11, diante de expresso pedido e da ausência dos
pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração
devidamente instruída com o inteiro teor dos julgados questionados,
dispensei as informações da autoridade coatora, solicitando-as, contudo,
ao Juízo da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, que as prestou
devidamente (anexo de instrução 14).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, manifestou-se
pela denegação da ordem (anexo de instrução 16).
É o relatório.
8
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
divisas, conforme se comprovou acima, não pode ser
qualificada de peça apta a submeter o cidadão a um processo
penal, no bojo do qual não saberá do quê se defender” (fls. 18 a
31 da inicial – grifos dos autores).
Requerem a concessão de ordem para que se determine
“o trancamento da ação penal pela atipicidade da
imputação de lavagem de capitais (artigo 1º, Lei n. 9.613/98) e
sua anulação, a partir da decisão que recebeu a denúncia contra
o Paciente, em virtude da inépcia formal da denúncia quanto à
imputação da prática de evasão de divisas (art. 22 da Lei n.
7.492/86) (...)”.
No mérito, pedem a confirmação da ordem (fl. 32 da inicial).
Em 9/8/11, diante de expresso pedido e da ausência dos
pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração
devidamente instruída com o inteiro teor dos julgados questionados,
dispensei as informações da autoridade coatora, solicitando-as, contudo,
ao Juízo da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, que as prestou
devidamente (anexo de instrução 14).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, manifestou-se
pela denegação da ordem (anexo de instrução 16).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC nº 114.789/SP, originariamente sob a relatoria da Ministra
Jane Silva.
Narram-se, na inicial, os seguintes fatos:
“(...)
O paciente, JACQUES FELLER, foi denunciado,
juntamente com mais 28 pessoas, no bojo da assim chamada
‘OPERAÇÃO KASPAR II’. Segundo a denúncia, a investigação
teria revelado a execução de transações cambiais ilícitas e
lavagem de dinheiro. As imputações foram divididas de acordo
com o ‘papel’ de cada um dos acusados. O ora paciente foi
apontado entre os ‘clientes identificados’, na parte ‘d’ da
denúncia, item n. 20, fls. 46 a 48. No entanto, as condutas a ele
supostamente imputadas foram assim capituladas: ‘artigos 16
(fazer operar, sem a devida autorização, ou com autorização
obtida mediante declaração falsa, instituição financeira,
inclusive de distribuição de valores mobiliários ou de câmbio),
22, caput e parágrafo único, da Lei n. 7.492/86, c/c artigo 1º e 2º
da Lei n. 8.137/90, artigo 1º, VI [sic] e § 1º, I, II [sic] e da [sic] Lei
n. 9.613/96.’ (doc. 1, denúncia, fl. 54)
Toda a imputação contra o paciente foi deduzida no item
20 da denúncia (doc. 1, fls. 46 a 48), não havendo imputação
alguma contra ele nas suas demais folhas (…)
(…)
Ainda que padecendo de inépcia exemplar, foi a denúncia
recebida pelo r. juízo de primeiro grau, o que motivou
impetração de habeas corpus perante o egrégio Tribunal
Regional Federal da 3ª Região. Indeferido naquela instância,
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC nº 114.789/SP, originariamente sob a relatoria da Ministra
Jane Silva.
Narram-se, na inicial, os seguintes fatos:
“(...)
O paciente, JACQUES FELLER, foi denunciado,
juntamente com mais 28 pessoas, no bojo da assim chamada
‘OPERAÇÃO KASPAR II’. Segundo a denúncia, a investigação
teria revelado a execução de transações cambiais ilícitas e
lavagem de dinheiro. As imputações foram divididas de acordo
com o ‘papel’ de cada um dos acusados. O ora paciente foi
apontado entre os ‘clientes identificados’, na parte ‘d’ da
denúncia, item n. 20, fls. 46 a 48. No entanto, as condutas a ele
supostamente imputadas foram assim capituladas: ‘artigos 16
(fazer operar, sem a devida autorização, ou com autorização
obtida mediante declaração falsa, instituição financeira,
inclusive de distribuição de valores mobiliários ou de câmbio),
22, caput e parágrafo único, da Lei n. 7.492/86, c/c artigo 1º e 2º
da Lei n. 8.137/90, artigo 1º, VI [sic] e § 1º, I, II [sic] e da [sic] Lei
n. 9.613/96.’ (doc. 1, denúncia, fl. 54)
Toda a imputação contra o paciente foi deduzida no item
20 da denúncia (doc. 1, fls. 46 a 48), não havendo imputação
alguma contra ele nas suas demais folhas (…)
(…)
Ainda que padecendo de inépcia exemplar, foi a denúncia
recebida pelo r. juízo de primeiro grau, o que motivou
impetração de habeas corpus perante o egrégio Tribunal
Regional Federal da 3ª Região. Indeferido naquela instância,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
novo habeas, substitutivo de recurso ordinário, foi impetrado
perante o e. Superior Tribunal de Justiça (HC nº 114.789, doc.
02). Ali, sob a relatoria da e. Min. JANE SILVA, foi a ordem
parcialmente concedida por maioria de votos. Como houvesse
omissões e contradições no v. acórdão (cf. doc. 3 – 1º embargos
de declaração), foram opostos embargos declaratórios,
parcialmente providos para que fosse republicado o acórdão
com todos os votos” (fls. 4 a 7 da inicial – grifos do autor).
Transcrevo a ementa do julgado proferido pelo Superior Tribunal de
Justiça:
“HABEAS CORPUS – CRIMES CONTRA A ORDEM
TRIBUTÁRIA – ARTIGOS 1º E 2º DA LEI 8.137⁄1990 –
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL – INSTAURAÇÃO
ANTES DO PROCESSO TRIBUTÁRIO ADMINISTRATIVO –
INEXISTÊNCIA DE LANÇAMENTO DEFINITIVO DO
TRIBUTO DEVIDO – ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – TRANCAMENTO
PARCIAL DA AÇÃO PENAL – POSSIBILIDADE. LAVAGEM
DE DINHEIRO – EVASÃO DE DIVISAS – AUSÊNCIA DE
DESCRIÇÃO DE CONDUTAS TÍPICAS – NULIDADE DO
PROCESSO POR INÉPCIA DA DENÚNCIA – ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA. TRANCAMENTO DA AÇÃO
PENAL POR INÉPCIA DA DENÚNCIA – NECESSIDADE DE
ACOLHIMENTO PARCIAL DO PEDIDO – PEÇA QUE
DESCREVEU DETALHADAMENTE A CONDUTA TÍPICA
ATRIBUÍDA AO ACUSADO, ASSIM COMO SEU NEXO
CAUSAL, NO QUE TOCA AOS CRIMES DE EFETUAR
OPERAÇÃO DE CÂMBIO NÃO AUTORIZADA, COM O FIM
DE PROMOVER EVASÃO DE DIVISAS DO PAÍS (ARTIGO 22,
CAPUT, DA LEI 7.492⁄1986), E PROMOVER, A QUALQUER
TÍTULO, SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL, A SAÍDA DE MOEDA
OU DIVISA PARA O EXTERIOR, OU NELE MANTER
DEPÓSITOS NÃO DECLARADOS À REPARTIÇÃO FEDERAL
COMPETENTE (ARTIGO 22, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
novo habeas, substitutivo de recurso ordinário, foi impetrado
perante o e. Superior Tribunal de Justiça (HC nº 114.789, doc.
02). Ali, sob a relatoria da e. Min. JANE SILVA, foi a ordem
parcialmente concedida por maioria de votos. Como houvesse
omissões e contradições no v. acórdão (cf. doc. 3 – 1º embargos
de declaração), foram opostos embargos declaratórios,
parcialmente providos para que fosse republicado o acórdão
com todos os votos” (fls. 4 a 7 da inicial – grifos do autor).
Transcrevo a ementa do julgado proferido pelo Superior Tribunal de
Justiça:
“HABEAS CORPUS – CRIMES CONTRA A ORDEM
TRIBUTÁRIA – ARTIGOS 1º E 2º DA LEI 8.137⁄1990 –
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL – INSTAURAÇÃO
ANTES DO PROCESSO TRIBUTÁRIO ADMINISTRATIVO –
INEXISTÊNCIA DE LANÇAMENTO DEFINITIVO DO
TRIBUTO DEVIDO – ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – TRANCAMENTO
PARCIAL DA AÇÃO PENAL – POSSIBILIDADE. LAVAGEM
DE DINHEIRO – EVASÃO DE DIVISAS – AUSÊNCIA DE
DESCRIÇÃO DE CONDUTAS TÍPICAS – NULIDADE DO
PROCESSO POR INÉPCIA DA DENÚNCIA – ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA. TRANCAMENTO DA AÇÃO
PENAL POR INÉPCIA DA DENÚNCIA – NECESSIDADE DE
ACOLHIMENTO PARCIAL DO PEDIDO – PEÇA QUE
DESCREVEU DETALHADAMENTE A CONDUTA TÍPICA
ATRIBUÍDA AO ACUSADO, ASSIM COMO SEU NEXO
CAUSAL, NO QUE TOCA AOS CRIMES DE EFETUAR
OPERAÇÃO DE CÂMBIO NÃO AUTORIZADA, COM O FIM
DE PROMOVER EVASÃO DE DIVISAS DO PAÍS (ARTIGO 22,
CAPUT, DA LEI 7.492⁄1986), E PROMOVER, A QUALQUER
TÍTULO, SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL, A SAÍDA DE MOEDA
OU DIVISA PARA O EXTERIOR, OU NELE MANTER
DEPÓSITOS NÃO DECLARADOS À REPARTIÇÃO FEDERAL
COMPETENTE (ARTIGO 22, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
7.492⁄1986). FATOS NARRADOS EM TESE TÍPICOS. ORDEM
DENEGADA. EXTENSÃO DO JULGADO AOS CO-RÉUS –
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA PROCESSUAL.
CO-RÉUS EM IDÊNTICA SITUAÇÃO FÁTICO-PROCESSUAL.
ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.
1. O trancamento de ação penal somente é viável ante a
cabal e inequívoca demonstração da atipicidade do fato ou da
completa inexistência de qualquer indício de autoria em relação
ao recorrente ou ausência de prova da existência do crime.
2. Consoante orientação jurisprudencial do Supremo
Tribunal Federal, seguida por esta Corte, eventual crime contra
a ordem tributária depende, para sua caracterização, do
lançamento definitivo do tributo devido pela autoridade
administrativa.
3. Os artigos 1º e 2º da Lei 8.137⁄1990 exigem o resultado
danoso contra o erário para a sua consumação.
4. A denúncia contaminada pela deficiente narrativa dos
fatos, ou por sua inexistência, é causa de nulidade absoluta,
posto que dificulta a ampla defesa e o contraditório.
5. Se a denúncia não contém a correta descrição dos fatos
pelos quais o denunciado está sendo responsabilizado, ela é
inepta e provoca a nulidade do processo desde o seu início,
inclusive a partir de seu oferecimento.
6. A denúncia que contém a exposição dos fatos
criminosos, descritos no artigo 22, caput, da Lei 7.492⁄1986, e
artigo 22, parágrafo único, da lei 7.492⁄1986, com todas as suas
circunstâncias (CPP, art. 41), mesmo que indiretamente
referidas nas provas dos autos, e com adequada indicação das
condutas ilícitas imputadas ao réu, de modo a propiciar-lhe o
pleno exercício do direito de defesa, uma das mais importantes
franquias constitucionais, está apta a deflagrar a ação penal.
7. Havendo identidade de situação fático-processual entre
os co-réus, cabe, a teor do artigo 580 do Código de Processo
Penal, deferir pedido de extensão de benefício obtido por um
deles, qual seja, o trancamento da ação penal instaurada em seu
desfavor.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
7.492⁄1986). FATOS NARRADOS EM TESE TÍPICOS. ORDEM
DENEGADA. EXTENSÃO DO JULGADO AOS CO-RÉUS –
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA PROCESSUAL.
CO-RÉUS EM IDÊNTICA SITUAÇÃO FÁTICO-PROCESSUAL.
ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.
1. O trancamento de ação penal somente é viável ante a
cabal e inequívoca demonstração da atipicidade do fato ou da
completa inexistência de qualquer indício de autoria em relação
ao recorrente ou ausência de prova da existência do crime.
2. Consoante orientação jurisprudencial do Supremo
Tribunal Federal, seguida por esta Corte, eventual crime contra
a ordem tributária depende, para sua caracterização, do
lançamento definitivo do tributo devido pela autoridade
administrativa.
3. Os artigos 1º e 2º da Lei 8.137⁄1990 exigem o resultado
danoso contra o erário para a sua consumação.
4. A denúncia contaminada pela deficiente narrativa dos
fatos, ou por sua inexistência, é causa de nulidade absoluta,
posto que dificulta a ampla defesa e o contraditório.
5. Se a denúncia não contém a correta descrição dos fatos
pelos quais o denunciado está sendo responsabilizado, ela é
inepta e provoca a nulidade do processo desde o seu início,
inclusive a partir de seu oferecimento.
6. A denúncia que contém a exposição dos fatos
criminosos, descritos no artigo 22, caput, da Lei 7.492⁄1986, e
artigo 22, parágrafo único, da lei 7.492⁄1986, com todas as suas
circunstâncias (CPP, art. 41), mesmo que indiretamente
referidas nas provas dos autos, e com adequada indicação das
condutas ilícitas imputadas ao réu, de modo a propiciar-lhe o
pleno exercício do direito de defesa, uma das mais importantes
franquias constitucionais, está apta a deflagrar a ação penal.
7. Havendo identidade de situação fático-processual entre
os co-réus, cabe, a teor do artigo 580 do Código de Processo
Penal, deferir pedido de extensão de benefício obtido por um
deles, qual seja, o trancamento da ação penal instaurada em seu
desfavor.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
8. Se a situação de co-réus no processo é idêntica ao de
outros, impõe-se a eles a extensão do julgado para conceder a
ordem, de ofício.
9. Ordem parcialmente concedida para, ratificando a
liminar, trancar parcialmente a ação penal nº
2007.61.81.015353-8, em trâmite perante a 6ª Vara Federal
Criminal, 1ª Subseção do Tribunal Regional Federal da 3ª
Região, instaurada em desfavor do paciente JACQUES
FELLER, no que diz respeito a possível prática de crimes
contra a ordem tributária, artigos 1º e 2º da Lei 8.137⁄90; e para
anular parcialmente a denúncia, em razão de sua parcial
inépcia, e, consequentemente, anular parcialmente a ação
penal que a seguiu, dando oportunidade ao seu aditamento,
com a adequada exposição dos fatos quanto aos delitos do
artigo 16, da Lei 7.492⁄1986 e artigo 1º, VI, §1º I e II, da Lei
9.613⁄1998. Mantida, por sua vez, a aptidão da denúncia para a
deflagração da ação penal quanto aos demais delitos.
Extensão parcial dos efeitos do julgado, quanto ao
trancamento da ação penal em relação aos crimes contra a
ordem tributária, a co-réus que ingressaram nos autos com
pedido específico neste sentido. De ofício, estenderam o
mesmo benefício aos demais co-réus denunciados igualmente
denunciados” (grifos no original).
Segundo os impetrantes,
“a republicação não sanou os defeitos indicados nos
embargos declaratórios, ou seja, o fato de que a ordem fora
concedida para trancamento da imputação da prática do crime
descrito no artigo 16 da Lei n. 7.492/86, vencida neste ponto a e.
Relatora que somente a concedia pelo vício da inépcia formal e
o de que havia contradição entre a fundamentação e a decisão
no que dizia respeito ao crime de lavagem. Daí oposição de
novos declaratórios, acolhidos já sob a relatoria do e. Min.
CELSO LIMONGI (...)” (fl. 9 da inicial – grifos dos autores).
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4607117.
Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
8. Se a situação de co-réus no processo é idêntica ao de
outros, impõe-se a eles a extensão do julgado para conceder a
ordem, de ofício.
9. Ordem parcialmente concedida para, ratificando a
liminar, trancar parcialmente a ação penal nº
2007.61.81.015353-8, em trâmite perante a 6ª Vara Federal
Criminal, 1ª Subseção do Tribunal Regional Federal da 3ª
Região, instaurada em desfavor do paciente JACQUES
FELLER, no que diz respeito a possível prática de crimes
contra a ordem tributária, artigos 1º e 2º da Lei 8.137⁄90; e para
anular parcialmente a denúncia, em razão de sua parcial
inépcia, e, consequentemente, anular parcialmente a ação
penal que a seguiu, dando oportunidade ao seu aditamento,
com a adequada exposição dos fatos quanto aos delitos do
artigo 16, da Lei 7.492⁄1986 e artigo 1º, VI, §1º I e II, da Lei
9.613⁄1998. Mantida, por sua vez, a aptidão da denúncia para a
deflagração da ação penal quanto aos demais delitos.
Extensão parcial dos efeitos do julgado, quanto ao
trancamento da ação penal em relação aos crimes contra a
ordem tributária, a co-réus que ingressaram nos autos com
pedido específico neste sentido. De ofício, estenderam o
mesmo benefício aos demais co-réus denunciados igualmente
denunciados” (grifos no original).
Segundo os impetrantes,
“a republicação não sanou os defeitos indicados nos
embargos declaratórios, ou seja, o fato de que a ordem fora
concedida para trancamento da imputação da prática do crime
descrito no artigo 16 da Lei n. 7.492/86, vencida neste ponto a e.
Relatora que somente a concedia pelo vício da inépcia formal e
o de que havia contradição entre a fundamentação e a decisão
no que dizia respeito ao crime de lavagem. Daí oposição de
novos declaratórios, acolhidos já sob a relatoria do e. Min.
CELSO LIMONGI (...)” (fl. 9 da inicial – grifos dos autores).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
Esta é a síntese do julgado proferido nos segundos embargos:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REPUBLICAÇÃO DE
ACÓRDÃO. DESNECESSIDADE. INEXISTÊNCIA DE
OMISSÃO. NOTAS TAQUIGRÁFICAS E ESCLARECIMENTOS
DEVIDAMENTE
PUBLICADOS.
CONTRADIÇÃO.
OCORRÊNCIA. RETIFICAÇÃO DA EMENTA.
1. Republicado o acórdão, conforme decidido pela Turma,
com o inteiro teor das notas taquigráficas e dos esclarecimentos
realizados à época do julgamento do habeas corpus, não há por
que determinar nova publicação, sob a alegação de omissão de
documento.
2. Evidenciada a existência de contradição entre o que foi
decidido na sessão de julgamento e a ementa, deve ser corrigido
o erro material.
3. No caso, a ordem também fora concedida para, em
relação ao art. 16 da Lei n. 7.492⁄1986, por inépcia material da
denúncia, trancar a ação penal.
4. Embargos de declaração acolhidos para sanar o erro
material presente na ementa.”
Terceiros embargos de declaração foram opostos pelos impetrantes,
os quais dessa vez, afirmaram haver “contradição que maculava o
fundamento (pela atipicidade) e a conclusão (pela inépcia formal) acerca
da lavagem de capitais (...)”. Contudo, esses embargos foram rejeitados,
em julgado assim ementado:
“TERCEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. AUSÊNCIA DE PUBLICAÇÃO
DE VOTOS VOGAIS. FALTA DE ANÁLISE DE
CONTRADIÇÃO APONTADA NOS PRIMEIROS EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA.
1. Totalmente improcedente a alegação de omissão por
não terem sido publicados votos vogais relativos ao julgamento
do habeas corpus.
2. A republicação do acórdão (determinada por ocasião da
5
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Esta é a síntese do julgado proferido nos segundos embargos:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REPUBLICAÇÃO DE
ACÓRDÃO. DESNECESSIDADE. INEXISTÊNCIA DE
OMISSÃO. NOTAS TAQUIGRÁFICAS E ESCLARECIMENTOS
DEVIDAMENTE
PUBLICADOS.
CONTRADIÇÃO.
OCORRÊNCIA. RETIFICAÇÃO DA EMENTA.
1. Republicado o acórdão, conforme decidido pela Turma,
com o inteiro teor das notas taquigráficas e dos esclarecimentos
realizados à época do julgamento do habeas corpus, não há por
que determinar nova publicação, sob a alegação de omissão de
documento.
2. Evidenciada a existência de contradição entre o que foi
decidido na sessão de julgamento e a ementa, deve ser corrigido
o erro material.
3. No caso, a ordem também fora concedida para, em
relação ao art. 16 da Lei n. 7.492⁄1986, por inépcia material da
denúncia, trancar a ação penal.
4. Embargos de declaração acolhidos para sanar o erro
material presente na ementa.”
Terceiros embargos de declaração foram opostos pelos impetrantes,
os quais dessa vez, afirmaram haver “contradição que maculava o
fundamento (pela atipicidade) e a conclusão (pela inépcia formal) acerca
da lavagem de capitais (...)”. Contudo, esses embargos foram rejeitados,
em julgado assim ementado:
“TERCEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. AUSÊNCIA DE PUBLICAÇÃO
DE VOTOS VOGAIS. FALTA DE ANÁLISE DE
CONTRADIÇÃO APONTADA NOS PRIMEIROS EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA.
1. Totalmente improcedente a alegação de omissão por
não terem sido publicados votos vogais relativos ao julgamento
do habeas corpus.
2. A republicação do acórdão (determinada por ocasião da
5
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HC 109720 / SP
apreciação dos primeiros embargos de declaração) foi
devidamente acrescida da íntegra das notas taquigráficas da
assentada de 3⁄2⁄2009, não havendo nenhum outro documento a
se disponibilizar.
3. Acolhidos, em parte, os primeiros embargos apenas
para determinar a já mencionada republicação, e julgados
prejudicados alguns pontos então suscitados, cumpria ao
embargante, ao apresentar novo recurso, repetir os tópicos os
quais reputava merecer declaração fosse por obscuridade,
ambiguidade, contradição ou omissão. Ocorre que não se
desincumbiu a defesa de tal ônus.
4. Diante disso, não é possível, nestes terceiros embargos,
ressuscitar assunto que não consta dos segundos, ante a
incidência da preclusão consumativa.
5. À míngua de omissão a ser sanada, embargos de
declaração rejeitados.”
Daí a impetração deste habeas corpus.
De início, destaco que há óbice jurídico-processual ao conhecimento
do habeas corpus.
No caso, a impetração, ressalvado meu entendimento pessoal, foi
manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no
art. 102, inciso II, alínea ‘a’, da Carta da República, o que esbarra em
decisão da Primeira Turma, que assentou, quando do julgamento do HC
nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio (DJe de 11/9/12), a
inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o
recurso ordinário.
Não ignoro a existência das hipóteses excepcionais autorizadoras da
utilização do habeas corpus em caráter substitutivo enunciadas pelo
Ministro Marco Aurélio em sessão de 21/5/13, quando do julgamento do
HC nº 110.328/RS, o qual se encontra pendente de conclusão, em razão do
pedido de vista do Ministro Luiz Fux.
Entretanto, mantenho-me, por ora, alinhado ao entendimento que
prevalece na Primeira Turma desde o julgado proferido no HC nº
109.956/PR (Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12).
6
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apreciação dos primeiros embargos de declaração) foi
devidamente acrescida da íntegra das notas taquigráficas da
assentada de 3⁄2⁄2009, não havendo nenhum outro documento a
se disponibilizar.
3. Acolhidos, em parte, os primeiros embargos apenas
para determinar a já mencionada republicação, e julgados
prejudicados alguns pontos então suscitados, cumpria ao
embargante, ao apresentar novo recurso, repetir os tópicos os
quais reputava merecer declaração fosse por obscuridade,
ambiguidade, contradição ou omissão. Ocorre que não se
desincumbiu a defesa de tal ônus.
4. Diante disso, não é possível, nestes terceiros embargos,
ressuscitar assunto que não consta dos segundos, ante a
incidência da preclusão consumativa.
5. À míngua de omissão a ser sanada, embargos de
declaração rejeitados.”
Daí a impetração deste habeas corpus.
De início, destaco que há óbice jurídico-processual ao conhecimento
do habeas corpus.
No caso, a impetração, ressalvado meu entendimento pessoal, foi
manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no
art. 102, inciso II, alínea ‘a’, da Carta da República, o que esbarra em
decisão da Primeira Turma, que assentou, quando do julgamento do HC
nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio (DJe de 11/9/12), a
inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o
recurso ordinário.
Não ignoro a existência das hipóteses excepcionais autorizadoras da
utilização do habeas corpus em caráter substitutivo enunciadas pelo
Ministro Marco Aurélio em sessão de 21/5/13, quando do julgamento do
HC nº 110.328/RS, o qual se encontra pendente de conclusão, em razão do
pedido de vista do Ministro Luiz Fux.
Entretanto, mantenho-me, por ora, alinhado ao entendimento que
prevalece na Primeira Turma desde o julgado proferido no HC nº
109.956/PR (Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
Dito isso, afirmo que nada impede, nessa circunstância, que esta
Suprema Corte analise a questão de ofício nos casos de flagrante
ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não é o caso.
O Ministério Público Federal ofertou competente denúncia contra o
ora paciente e outros 28 corréus, tendo em vista os fatos apurados pela
denominada “Operação Kaspar II”, decorrente da “Operação Suíça”, em
que se investigou suposta organização criminosa liderada por Claudine
Spiero, cujos integrantes (doleiros, gerentes de bancos suíços e
empresários) atuariam no mercado ilegal de câmbio, bem como
promoveriam a remessa/recebimento de dinheiro ilegal via contas na
Suíça pelo sistema conhecido como dólar-cabo.
Imputa-se ao paciente, na qualidade de proprietário da empresa
Feller Engenharia, haver se beneficiado do esquema criminoso, da
seguinte forma:
“20) JACQUES FELLER
FELLER é proprietário da empresa FELLER
ENGENHARIA LTDA., possui conta no exterior e e cliente
assíduo de CLAUDINE nas operações de 'cabo' (para uso
pessoal e de sua empresa) sendo o encarregado de, com ela,
manter contatos, inclusive para movimentar conta de sua mãe
FEIGA FELLER.
A suposta origem dos recursos existentes na conta de
FELLER no exterior adviria, segundo colhido no interrogatório
de CLAUDINE, do pagamento por parte dos adquirentes de
imoveis da empresa FELLER aqui no Brasil.
Através de CLAUDINE, o denunciado FELLER transferia
valores de sua conta no exterior ao Brasil, providenciava
pagamentos de fornecedores internos, além de realizar
depósitos em contas de funcionários.
Segundo esclarecido pelo próprio FELLER, em seu
interrogatório, ele se utilizava das contas de alguns
funcionários de confiança para receber depósitos vindos de
CLAUDINE, pois os valores não poderiam circular por sua
7
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HC 109720 / SP
Dito isso, afirmo que nada impede, nessa circunstância, que esta
Suprema Corte analise a questão de ofício nos casos de flagrante
ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não é o caso.
O Ministério Público Federal ofertou competente denúncia contra o
ora paciente e outros 28 corréus, tendo em vista os fatos apurados pela
denominada “Operação Kaspar II”, decorrente da “Operação Suíça”, em
que se investigou suposta organização criminosa liderada por Claudine
Spiero, cujos integrantes (doleiros, gerentes de bancos suíços e
empresários) atuariam no mercado ilegal de câmbio, bem como
promoveriam a remessa/recebimento de dinheiro ilegal via contas na
Suíça pelo sistema conhecido como dólar-cabo.
Imputa-se ao paciente, na qualidade de proprietário da empresa
Feller Engenharia, haver se beneficiado do esquema criminoso, da
seguinte forma:
“20) JACQUES FELLER
FELLER é proprietário da empresa FELLER
ENGENHARIA LTDA., possui conta no exterior e e cliente
assíduo de CLAUDINE nas operações de 'cabo' (para uso
pessoal e de sua empresa) sendo o encarregado de, com ela,
manter contatos, inclusive para movimentar conta de sua mãe
FEIGA FELLER.
A suposta origem dos recursos existentes na conta de
FELLER no exterior adviria, segundo colhido no interrogatório
de CLAUDINE, do pagamento por parte dos adquirentes de
imoveis da empresa FELLER aqui no Brasil.
Através de CLAUDINE, o denunciado FELLER transferia
valores de sua conta no exterior ao Brasil, providenciava
pagamentos de fornecedores internos, além de realizar
depósitos em contas de funcionários.
Segundo esclarecido pelo próprio FELLER, em seu
interrogatório, ele se utilizava das contas de alguns
funcionários de confiança para receber depósitos vindos de
CLAUDINE, pois os valores não poderiam circular por sua
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
conta por um problema trabalhista.
Vários diálogos reproduzidos no relatório policial
comprovam a sua pratica delitiva.
Os apensos 18 e 19 contem os materiais apreendidos na
residência e na empresa de FELLER seguidos da
correspondente análise pericial, a demonstrar ordens de
transferências bancárias ao exterior (a Ad Valorem Investments
e Clariden Bank), referente aos honorários pela administração
do patrimônio depositado naquelas instituições, no montante
total de USD 1.862.377,32.
Constam, ainda, documentos sobre uma empresa
gerenciadora de atividades off-shore denominada Trident Trust
Company (BVI) Ltd, enderecado a Ad Valorem Investments,
seguida de uma wire transfer onde o favorecido e a empresa
Noland Industries Limited e a conta debitada e dessa mesma
Trident Trust na instituição financeira HSBC Private Bank em
Genebra, sendo que, desse pagamento consta a subscrição do
denunciado FELLER.
Há duas ordens de pagamento: uma, com indicação do nº
57639, onde o investigado subscreve pela empresa ASHFARES
HOLDINGS LIMITED, transferindo o montante de USD
83.943,00 para o beneficiário GTG Eletronics Co junto a uma
conta na Union Bank of California através de uma conta no
HSBC Private Bank (Monaco); outra direcionada ao beneficiário
Chang Duk Kim no valor de USD 137.654,00.
Há, no corpo dos referidos apensos, documentos
declaratórios de TRUST da empresa PARK INTERNATIONAL
LIMITED e NOLAND INDUSTRIES LIMITED onde figura
como sócio beneficiário o denunciado Jacques Feller.
Também foram encontrados documentos de constituição
de off shore (BVI) NOLAND INDUSTRIES LIMITED e PARK
INTERNATIONAL LIMITED, onde o denunciado figura como
sócio diretor dessas empresas.
Outros documentos ligados a constituição e registros das
off-shores nas Ilhas Virgens Britânicas, a saber, ASHFARE
HOLDINGS LIMITED e AD VALOREM INVESTMENTS LTD,
8
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conta por um problema trabalhista.
Vários diálogos reproduzidos no relatório policial
comprovam a sua pratica delitiva.
Os apensos 18 e 19 contem os materiais apreendidos na
residência e na empresa de FELLER seguidos da
correspondente análise pericial, a demonstrar ordens de
transferências bancárias ao exterior (a Ad Valorem Investments
e Clariden Bank), referente aos honorários pela administração
do patrimônio depositado naquelas instituições, no montante
total de USD 1.862.377,32.
Constam, ainda, documentos sobre uma empresa
gerenciadora de atividades off-shore denominada Trident Trust
Company (BVI) Ltd, enderecado a Ad Valorem Investments,
seguida de uma wire transfer onde o favorecido e a empresa
Noland Industries Limited e a conta debitada e dessa mesma
Trident Trust na instituição financeira HSBC Private Bank em
Genebra, sendo que, desse pagamento consta a subscrição do
denunciado FELLER.
Há duas ordens de pagamento: uma, com indicação do nº
57639, onde o investigado subscreve pela empresa ASHFARES
HOLDINGS LIMITED, transferindo o montante de USD
83.943,00 para o beneficiário GTG Eletronics Co junto a uma
conta na Union Bank of California através de uma conta no
HSBC Private Bank (Monaco); outra direcionada ao beneficiário
Chang Duk Kim no valor de USD 137.654,00.
Há, no corpo dos referidos apensos, documentos
declaratórios de TRUST da empresa PARK INTERNATIONAL
LIMITED e NOLAND INDUSTRIES LIMITED onde figura
como sócio beneficiário o denunciado Jacques Feller.
Também foram encontrados documentos de constituição
de off shore (BVI) NOLAND INDUSTRIES LIMITED e PARK
INTERNATIONAL LIMITED, onde o denunciado figura como
sócio diretor dessas empresas.
Outros documentos ligados a constituição e registros das
off-shores nas Ilhas Virgens Britânicas, a saber, ASHFARE
HOLDINGS LIMITED e AD VALOREM INVESTMENTS LTD,
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
evidenciam a participação societária e administração de
recursos ali custodiados.
Fotocópias de documentos recebidos por fac-simile
revelam transações financeiras com a investigada CLAUDINE
SPIERO. A operação financeira realizada através desses
documentos acostados as fls. 334 a 336 comprova uma operação
no valor de US 32.222,00 efetuada entre Claudine Spiero e o
indigitado Jacques Feller, que subscreve em nome de outra
empresa, supostamente outra off shore, denominada JARON
CONSULTANTS LIMITED.
Segundo apurado, valores eram transferidos da conta no
HSBC Private Bank (Monaco) da empresa Jaron Consultants
Limited, conta nº 56387, para a conta da empresa que era
indicada por Claudine Spiero (provavelmente de algum cliente
de Claudine, no Commerce Bank NA (Miami-FL) em nome de
Sovering Scientific, conta nº 8.200666306. No Brasil, em
contrapartida, eram feitos depósitos em contas indicadas por
Jacques Feller no total de sete contas em bancos distintos,
incluindo duas de sua própria titularidade, coincidindo a soma
dos valores depositados com aqueles transferidos ao exterior,
em claro propósito de ali ocultar bens. Outros documentos
juntados na sequência e analisados pela perícia, inclusive
indicando o relacionamento comercial entre FELLER e
CLAUDINE, apontam para o fato de que enormes valores
estavam circulando entre contas do denunciado e de
instituições de administração de ativos, como a Ad Valorem
Investments, fato este a indicar, com base nos documentos que
instruem os Apensos, que o reingresso do dinheiro no sistema
financeiro nacional representou uma manobra para obter a sua
reciclagem a titulo de lavagem.
Orientações eram expendidas a CLAUDINE SPIERO para
que fossem feitos depósitos bancários, como meio de
compensação de transações de cabo – conforme comprovantes
apreendidos - havendo uma lista de contas indicadas pelo
denunciado Jacques Feller para serem abastecidas com recursos
ilícitos retornando do exterior, envolvendo alem dele, outros
9
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HC 109720 / SP
evidenciam a participação societária e administração de
recursos ali custodiados.
Fotocópias de documentos recebidos por fac-simile
revelam transações financeiras com a investigada CLAUDINE
SPIERO. A operação financeira realizada através desses
documentos acostados as fls. 334 a 336 comprova uma operação
no valor de US 32.222,00 efetuada entre Claudine Spiero e o
indigitado Jacques Feller, que subscreve em nome de outra
empresa, supostamente outra off shore, denominada JARON
CONSULTANTS LIMITED.
Segundo apurado, valores eram transferidos da conta no
HSBC Private Bank (Monaco) da empresa Jaron Consultants
Limited, conta nº 56387, para a conta da empresa que era
indicada por Claudine Spiero (provavelmente de algum cliente
de Claudine, no Commerce Bank NA (Miami-FL) em nome de
Sovering Scientific, conta nº 8.200666306. No Brasil, em
contrapartida, eram feitos depósitos em contas indicadas por
Jacques Feller no total de sete contas em bancos distintos,
incluindo duas de sua própria titularidade, coincidindo a soma
dos valores depositados com aqueles transferidos ao exterior,
em claro propósito de ali ocultar bens. Outros documentos
juntados na sequência e analisados pela perícia, inclusive
indicando o relacionamento comercial entre FELLER e
CLAUDINE, apontam para o fato de que enormes valores
estavam circulando entre contas do denunciado e de
instituições de administração de ativos, como a Ad Valorem
Investments, fato este a indicar, com base nos documentos que
instruem os Apensos, que o reingresso do dinheiro no sistema
financeiro nacional representou uma manobra para obter a sua
reciclagem a titulo de lavagem.
Orientações eram expendidas a CLAUDINE SPIERO para
que fossem feitos depósitos bancários, como meio de
compensação de transações de cabo – conforme comprovantes
apreendidos - havendo uma lista de contas indicadas pelo
denunciado Jacques Feller para serem abastecidas com recursos
ilícitos retornando do exterior, envolvendo alem dele, outros
9
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HC 109720 / SP
clientes de Claudine, indicando a utilização de inúmeras contas
de terceiros para dissimular as operações financeiras
desenvolvidas através de Claudine Spiero, na forma como
descrita no relatório do Apenso no 18, e conforme reproduzido
por imagens.
Ironicamente, FELLER declarou como rendimentos
tributáveis recebidos no ano de 2006 a quantia de R$ 16.200,00.”
No tocante ao trancamento da ação pelo crime de lavagem de
dinheiro, diante do teor do julgado do Superior Tribunal de Justiça, que
determinou prévio aditamento da exordial acusatória para a persecução
penal por essa infração, penso inexistir qualquer ilegalidade flagrante a
ser sanada.
O fato de o numerário em questão possuir origem conhecida e estar
relacionado à atividade lícita empreendida pelo paciente não afasta a
possibilidade de que ele provenha da prática de fato criminoso
antecedente, o que, inclusive, à vista dos termos em que concedida a
ordem por aquela Corte Superior, deverá ser devidamente especificado
em aditamento a ser realizado pelo Ministério Público Federal - sob pena
de rejeição da denúncia nesse particular -, de modo que é prematura
qualquer pretensão ao trancamento da persecução penal por parte do
paciente.
Ademais, é firme a jurisprudência consagrada por esta Suprema
Corte no sentido de que a concessão de habeas corpus com a finalidade
de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações
excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, atipicidade da
conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de
autoria, o que não vislumbro na espécie.
Nesse sentido, vide os seguintes precedentes:
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
CRIMES
CONTRA
A
ORDEM
TRIBUTÁRIA.
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL, POR AUSÊNCIA DE
JUSTA CAUSA. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA
10
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clientes de Claudine, indicando a utilização de inúmeras contas
de terceiros para dissimular as operações financeiras
desenvolvidas através de Claudine Spiero, na forma como
descrita no relatório do Apenso no 18, e conforme reproduzido
por imagens.
Ironicamente, FELLER declarou como rendimentos
tributáveis recebidos no ano de 2006 a quantia de R$ 16.200,00.”
No tocante ao trancamento da ação pelo crime de lavagem de
dinheiro, diante do teor do julgado do Superior Tribunal de Justiça, que
determinou prévio aditamento da exordial acusatória para a persecução
penal por essa infração, penso inexistir qualquer ilegalidade flagrante a
ser sanada.
O fato de o numerário em questão possuir origem conhecida e estar
relacionado à atividade lícita empreendida pelo paciente não afasta a
possibilidade de que ele provenha da prática de fato criminoso
antecedente, o que, inclusive, à vista dos termos em que concedida a
ordem por aquela Corte Superior, deverá ser devidamente especificado
em aditamento a ser realizado pelo Ministério Público Federal - sob pena
de rejeição da denúncia nesse particular -, de modo que é prematura
qualquer pretensão ao trancamento da persecução penal por parte do
paciente.
Ademais, é firme a jurisprudência consagrada por esta Suprema
Corte no sentido de que a concessão de habeas corpus com a finalidade
de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações
excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, atipicidade da
conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de
autoria, o que não vislumbro na espécie.
Nesse sentido, vide os seguintes precedentes:
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
CRIMES
CONTRA
A
ORDEM
TRIBUTÁRIA.
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL, POR AUSÊNCIA DE
JUSTA CAUSA. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA
10
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE PROVAS.
INVIABILIDADE. 1. O trancamento da ação penal por ausência
de justa causa é medida excepcional, justificando-se quando
despontar, fora de dúvida, atipicidade da conduta, causa
extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria, o
que não ocorre no caso sob exame. 2. A denúncia que descreve
as condutas dos co-réus de forma detalhada e individualizada,
estabelecendo nexo de causalidade com os fatos, não é inepta 3.
O habeas corpus não é a via processual adequada à análise
aprofundada de matéria fático-probatória. Ordem indeferida”
(HC nº 94.752/RS, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda
Turma, DJE de 17/10/08);
“Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Crime do art.
20 da Lei nº 7.716/89. Alegação de que a conduta configuraria
o crime previsto no art. 140, § 3º, do Código Penal. A
ilegitimidade ad causam do Ministério Público Federal não
pode ser afirmada na fase em que se encontra a ação penal.
Justa causa. Existência. Precedentes.
1. A afirmação da legitimidade ad causam do parquet, no
caso, se confunde com a própria necessidade de se instruir a
ação penal, pois é no momento da sentença que poderá o Juiz
confirmar o tipo penal apontado na inicial acusatória. Qualquer
capitulação jurídica feita sobre um fato na denúncia é sempre
provisória até a sentença, tornando-se definitiva apenas no
instante decisório final.
2. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal, em habeas
corpus, antecipar-se ao Magistrado de 1º grau e, antes mesmo
de iniciada a instrução criminal, firmar juízo de valor sobre as
provas trazidas aos autos para tipificar a conduta criminosa
narrada.
3. A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de
que o trancamento da ação penal, em sede de habeas corpus,
por ausência de justa causa, constitui medida excepcional que,
em princípio, não tem lugar quando os fatos narrados na
denúncia configuram crime em tese.
11
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE PROVAS.
INVIABILIDADE. 1. O trancamento da ação penal por ausência
de justa causa é medida excepcional, justificando-se quando
despontar, fora de dúvida, atipicidade da conduta, causa
extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria, o
que não ocorre no caso sob exame. 2. A denúncia que descreve
as condutas dos co-réus de forma detalhada e individualizada,
estabelecendo nexo de causalidade com os fatos, não é inepta 3.
O habeas corpus não é a via processual adequada à análise
aprofundada de matéria fático-probatória. Ordem indeferida”
(HC nº 94.752/RS, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda
Turma, DJE de 17/10/08);
“Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Crime do art.
20 da Lei nº 7.716/89. Alegação de que a conduta configuraria
o crime previsto no art. 140, § 3º, do Código Penal. A
ilegitimidade ad causam do Ministério Público Federal não
pode ser afirmada na fase em que se encontra a ação penal.
Justa causa. Existência. Precedentes.
1. A afirmação da legitimidade ad causam do parquet, no
caso, se confunde com a própria necessidade de se instruir a
ação penal, pois é no momento da sentença que poderá o Juiz
confirmar o tipo penal apontado na inicial acusatória. Qualquer
capitulação jurídica feita sobre um fato na denúncia é sempre
provisória até a sentença, tornando-se definitiva apenas no
instante decisório final.
2. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal, em habeas
corpus, antecipar-se ao Magistrado de 1º grau e, antes mesmo
de iniciada a instrução criminal, firmar juízo de valor sobre as
provas trazidas aos autos para tipificar a conduta criminosa
narrada.
3. A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de
que o trancamento da ação penal, em sede de habeas corpus,
por ausência de justa causa, constitui medida excepcional que,
em princípio, não tem lugar quando os fatos narrados na
denúncia configuram crime em tese.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
4. É na ação penal que deverá se desenvolver o
contraditório, na qual serão produzidos todos os elementos de
convicção do julgador e garantido ao paciente todos os meios
de defesa constitucionalmente previstos. Não é o habeas corpus
o instrumento adequado para o exame de questões
controvertidas, inerentes ao processo de conhecimento.
5. Habeas corpus denegado” (HC nº 90.187/RJ, Primeira
Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 25/4/08 –
grifos do autor).
E ainda o HC nº 93.853/PA, Primeira Turma, Relator o Ministro
Menezes Direito, DJe de 30/5/08; o HC nº 86.583/SP, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 27/4/07; e o HC nº 85.066/GO,
Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 20/5/05, entre
outros.
Relativamente à evasão de divisas imputada ao paciente, igualmente
não verifico qualquer ilegalidade flagrante.
Apenas a título de registro, destaco que, acerca dos pressupostos da
denúncia, Eugênio Pacelli de Oliveira (Curso de Processo Penal. 13. ed.
2ª tir. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. p. 189-190), leciona o seguinte:
“Segundo o disposto no art. 41 do CPP, a denúncia ou
queixa '(...) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as
suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou
esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a
classificação do crime e, quando necessário, o rol de
testemunhas'.
As exigências relativas 'à exposição do fato criminoso, com
todas as suas circunstâncias' atendem à necessidade de se
permitir, desde logo, o exercício da ampla defesa. Conhecendo
com precisão todos os limites da imputação, poderá o acusado a
ela se contrapor o mais amplamente possível, desde, então , a
delimitação 'temática' da peça acusatória, em que se irá fixar o
conteúdo da questão penal.
(...)
12
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
4. É na ação penal que deverá se desenvolver o
contraditório, na qual serão produzidos todos os elementos de
convicção do julgador e garantido ao paciente todos os meios
de defesa constitucionalmente previstos. Não é o habeas corpus
o instrumento adequado para o exame de questões
controvertidas, inerentes ao processo de conhecimento.
5. Habeas corpus denegado” (HC nº 90.187/RJ, Primeira
Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 25/4/08 –
grifos do autor).
E ainda o HC nº 93.853/PA, Primeira Turma, Relator o Ministro
Menezes Direito, DJe de 30/5/08; o HC nº 86.583/SP, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 27/4/07; e o HC nº 85.066/GO,
Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 20/5/05, entre
outros.
Relativamente à evasão de divisas imputada ao paciente, igualmente
não verifico qualquer ilegalidade flagrante.
Apenas a título de registro, destaco que, acerca dos pressupostos da
denúncia, Eugênio Pacelli de Oliveira (Curso de Processo Penal. 13. ed.
2ª tir. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. p. 189-190), leciona o seguinte:
“Segundo o disposto no art. 41 do CPP, a denúncia ou
queixa '(...) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as
suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou
esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a
classificação do crime e, quando necessário, o rol de
testemunhas'.
As exigências relativas 'à exposição do fato criminoso, com
todas as suas circunstâncias' atendem à necessidade de se
permitir, desde logo, o exercício da ampla defesa. Conhecendo
com precisão todos os limites da imputação, poderá o acusado a
ela se contrapor o mais amplamente possível, desde, então , a
delimitação 'temática' da peça acusatória, em que se irá fixar o
conteúdo da questão penal.
(...)
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
Como já visto, a correta delimitação das condutas, além de
permitir a mais adequada classificação (tipificação) do fato, no
que a exigência nesse sentido estaria tutelando a própria
efetividade do processo, presta-se também a ampliar o campo
em que se exercerá a atividade de defesa, inserindo-se,
portanto, como regra atinente ao princípio da ampla defesa.”
No caso, como destacado pela eminente Ministra Jane Silva,
“[m]ostra-se importante ressaltar que a denúncia (f. 91/93)
narra fatos penalmente típicos, descrevendo detalhadamente o
nexo causal entre as supostas condutas do ora paciente e os
eventos danosos que lhe foram atribuídos, quais sejam, os
descritos no artigo 22, caput, da Lei 7.492/86 e artigo 22,
parágrafo único, desta mesma Lei. Ainda que alguns aspectos
formais não estejam diretamente presentes na denúncia, como,
por exemplo, a narrativa atinente às datas das operações e
detalhes dos valores, parece-me que a referência feita às provas
e apensos são suficientes para preencher as lacunas apontadas
pela defesa. Reconheço que tal proceder não reflete a melhor
técnica na redação da denúncia, mas este Superior Tribunal de
Justiça já decidiu que ele não resulta em nulidade (...)”.
Esse entendimento não discrepa da jurisprudência desta Suprema
Corte, no sentido de que
“[a] denúncia, embora não expondo data precisa em que
se teria consumado a infração ambiental, que é de cunho
permanente, foi capaz de situá-la em período certo e
determinado, com a possibilidade de estabelecer-se, para fins
de aferição de alegada causa extintiva da punibilidade do
agente, como último marco consumativo, data em que
pericialmente atestada a permanência da infração. Prescrição
não verificada. Preenchidos os requisitos do art. 41 do Código
de Processo Penal, a análise das demais questões postas na
impetração, para seu correto equacionamento, demanda regular
13
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Como já visto, a correta delimitação das condutas, além de
permitir a mais adequada classificação (tipificação) do fato, no
que a exigência nesse sentido estaria tutelando a própria
efetividade do processo, presta-se também a ampliar o campo
em que se exercerá a atividade de defesa, inserindo-se,
portanto, como regra atinente ao princípio da ampla defesa.”
No caso, como destacado pela eminente Ministra Jane Silva,
“[m]ostra-se importante ressaltar que a denúncia (f. 91/93)
narra fatos penalmente típicos, descrevendo detalhadamente o
nexo causal entre as supostas condutas do ora paciente e os
eventos danosos que lhe foram atribuídos, quais sejam, os
descritos no artigo 22, caput, da Lei 7.492/86 e artigo 22,
parágrafo único, desta mesma Lei. Ainda que alguns aspectos
formais não estejam diretamente presentes na denúncia, como,
por exemplo, a narrativa atinente às datas das operações e
detalhes dos valores, parece-me que a referência feita às provas
e apensos são suficientes para preencher as lacunas apontadas
pela defesa. Reconheço que tal proceder não reflete a melhor
técnica na redação da denúncia, mas este Superior Tribunal de
Justiça já decidiu que ele não resulta em nulidade (...)”.
Esse entendimento não discrepa da jurisprudência desta Suprema
Corte, no sentido de que
“[a] denúncia, embora não expondo data precisa em que
se teria consumado a infração ambiental, que é de cunho
permanente, foi capaz de situá-la em período certo e
determinado, com a possibilidade de estabelecer-se, para fins
de aferição de alegada causa extintiva da punibilidade do
agente, como último marco consumativo, data em que
pericialmente atestada a permanência da infração. Prescrição
não verificada. Preenchidos os requisitos do art. 41 do Código
de Processo Penal, a análise das demais questões postas na
impetração, para seu correto equacionamento, demanda regular
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HC 109720 / SP
dilação probatória, escapando, portanto, da possibilidade de
análise mais aprofundada dos fatos, máxime quando se
considera o viés estreito do writ constitucional” (HC nº
107.412/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
23/5/12).
Por outro lado, a conduta incriminadora narrada na denúncia é
explícita no sentido de ocorrência de evasão de divisas, pouco
importando que o denunciado, eventualmente, também mantivesse
depósitos ou valores no exterior – cuja comunicação à autoridade fiscal,
em determinados casos, é compulsória – ou que promovesse, também, a
internalização de recursos provindos do exterior.
Nesse sentido destaco o seguinte trecho da denúncia:
“(...)
Os apensos 18 e 19 contém os materiais apreendidos na
residência e na empresa de FELLER seguidos da
correspondente análise pericial, a demonstrar ordens de
transferências bancárias ao exterior (a Ad Valorem Investments
e Clariden Bank), referente aos honorários pela administração
do patrimônio depositado naquelas instituições, no montante
total de USD 1.862.377,32.
Constam, ainda, documentos sobre uma empresa
gerenciadora de atividades off-shore denominada Trident Trust
Company (BVI) Ltd, enderecado a Ad Valorem Investments,
seguida de uma wire transfer onde o favorecido e a empresa
Noland Industries Limited e a conta debitada e dessa mesma
Trident Trust na instituição financeira HSBC Private Bank em
Genebra, sendo que, desse pagamento consta a subscrição do
denunciado FELLER.
Há duas ordens de pagamento: uma, com indicação do nº
57639, onde o investigado subscreve pela empresa ASHFARES
HOLDINGS LIMITED, transferindo o montante de USD
83.943,00 para o beneficiário GTG Eletronics Co junto a uma
conta na Union Bank of California através de uma conta no
HSBC Private Bank (Monaco); outra direcionada ao beneficiário
14
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dilação probatória, escapando, portanto, da possibilidade de
análise mais aprofundada dos fatos, máxime quando se
considera o viés estreito do writ constitucional” (HC nº
107.412/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
23/5/12).
Por outro lado, a conduta incriminadora narrada na denúncia é
explícita no sentido de ocorrência de evasão de divisas, pouco
importando que o denunciado, eventualmente, também mantivesse
depósitos ou valores no exterior – cuja comunicação à autoridade fiscal,
em determinados casos, é compulsória – ou que promovesse, também, a
internalização de recursos provindos do exterior.
Nesse sentido destaco o seguinte trecho da denúncia:
“(...)
Os apensos 18 e 19 contém os materiais apreendidos na
residência e na empresa de FELLER seguidos da
correspondente análise pericial, a demonstrar ordens de
transferências bancárias ao exterior (a Ad Valorem Investments
e Clariden Bank), referente aos honorários pela administração
do patrimônio depositado naquelas instituições, no montante
total de USD 1.862.377,32.
Constam, ainda, documentos sobre uma empresa
gerenciadora de atividades off-shore denominada Trident Trust
Company (BVI) Ltd, enderecado a Ad Valorem Investments,
seguida de uma wire transfer onde o favorecido e a empresa
Noland Industries Limited e a conta debitada e dessa mesma
Trident Trust na instituição financeira HSBC Private Bank em
Genebra, sendo que, desse pagamento consta a subscrição do
denunciado FELLER.
Há duas ordens de pagamento: uma, com indicação do nº
57639, onde o investigado subscreve pela empresa ASHFARES
HOLDINGS LIMITED, transferindo o montante de USD
83.943,00 para o beneficiário GTG Eletronics Co junto a uma
conta na Union Bank of California através de uma conta no
HSBC Private Bank (Monaco); outra direcionada ao beneficiário
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
Chang Duk Kim no valor de USD 137.654,00.”
Destaco, ainda, a manifestação do Parquet Federal no writ
antecedente, o qual, com propriedade, fez a seguinte observação, in
verbis:
“(...)
38. Assim, vê-se que a imputação ao crime do art. 22,
caput, da Lei nº 7.492/86 não se deu em razão da internação de
valores no território nacional, mas, ao reverso, se deu pela saída
de moeda estrangeira.
39. Da mesma forma, não há como se cogitar de
trancamento da ação penal, tão somente porque o membro do
Ministério Público não teria explicitado na exordial acusatória
que a saída de moeda ao exterior não foi declarada à repartição
federal competente. Aqui, a assertiva defensiva chega a ser
singela. Ora, basta uma leitura atenta da peça ministerial para
inferir que a operação cambial em apreço teria se dado sem a
devida declaração à repartição pública, sendo desimportante
não está[r] esse fato expressamente posto na denúncia,
porquanto facilmente deduzível do contexto em que ela se
insere” (fl. 14 do anexo de instrução 2).
Com essas considerações, voto pela extinção do writ, por
inadequação da via eleita.
15
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
Chang Duk Kim no valor de USD 137.654,00.”
Destaco, ainda, a manifestação do Parquet Federal no writ
antecedente, o qual, com propriedade, fez a seguinte observação, in
verbis:
“(...)
38. Assim, vê-se que a imputação ao crime do art. 22,
caput, da Lei nº 7.492/86 não se deu em razão da internação de
valores no território nacional, mas, ao reverso, se deu pela saída
de moeda estrangeira.
39. Da mesma forma, não há como se cogitar de
trancamento da ação penal, tão somente porque o membro do
Ministério Público não teria explicitado na exordial acusatória
que a saída de moeda ao exterior não foi declarada à repartição
federal competente. Aqui, a assertiva defensiva chega a ser
singela. Ora, basta uma leitura atenta da peça ministerial para
inferir que a operação cambial em apreço teria se dado sem a
devida declaração à repartição pública, sendo desimportante
não está[r] esse fato expressamente posto na denúncia,
porquanto facilmente deduzível do contexto em que ela se
insere” (fl. 14 do anexo de instrução 2).
Com essas considerações, voto pela extinção do writ, por
inadequação da via eleita.
15
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 31
Debate
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Senhor Presidente, inicialmente, anoto que este é um habeas corpus
substitutivo de recurso. Ressalvo a minha posição - vencido que fiquei na
Turma - e assento, então, a extinção do writ, por inadequação da via
processual eleita pelo impetrante.
Por outro lado, anoto, em razão do que foi dito da tribuna, que Reto
Buzzi era funcionário do banco, situação totalmente diferente. Aliás, se
fosse situação semelhante, não estaríamos a julgar este habeas corpus,
mas um pedido de extensão – digo isso só por conta da referência que foi
feita da tribuna.
Em relação ao aditamento da denúncia, não há nestes autos
elementos que mostrem que o Ministério Público tenha feito esse
aditamento. Então, nós estaríamos deferindo uma ordem – de ofício -
para quê, se não há ainda sequer esse aditamento comprovado?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me
permite?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Pois não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A inépcia material
seria uma absolvição sumária em ação penal ainda não proposta.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ainda não proposta, exatamente.
Os debates aclararam muito a questão. Eu vou fazer o resumo do
voto, Senhor Presidente: eu fico só na extinção. Como foi destacado, o que
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Senhor Presidente, inicialmente, anoto que este é um habeas corpus
substitutivo de recurso. Ressalvo a minha posição - vencido que fiquei na
Turma - e assento, então, a extinção do writ, por inadequação da via
processual eleita pelo impetrante.
Por outro lado, anoto, em razão do que foi dito da tribuna, que Reto
Buzzi era funcionário do banco, situação totalmente diferente. Aliás, se
fosse situação semelhante, não estaríamos a julgar este habeas corpus,
mas um pedido de extensão – digo isso só por conta da referência que foi
feita da tribuna.
Em relação ao aditamento da denúncia, não há nestes autos
elementos que mostrem que o Ministério Público tenha feito esse
aditamento. Então, nós estaríamos deferindo uma ordem – de ofício -
para quê, se não há ainda sequer esse aditamento comprovado?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me
permite?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Pois não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A inépcia material
seria uma absolvição sumária em ação penal ainda não proposta.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ainda não proposta, exatamente.
Os debates aclararam muito a questão. Eu vou fazer o resumo do
voto, Senhor Presidente: eu fico só na extinção. Como foi destacado, o que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 31
Debate
HC 109720 / SP
se quer? No que sobrou da denúncia, que, nessa sede de habeas corpus
substitutivo, o Supremo faça o julgamento de mérito, julgue o mérito.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Julgue extinto.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Julgue o mérito, e isso depende de revolvimento de provas. Eu fico
apenas na extinção da impetração. O voto é muito longo, são quinze
páginas, mas o resumo, a síntese é essa.
O SENHOR ALBERTO ZACHARIAS TORON (ADVOGADO) -
Presidente, uma questão de ordem. A segunda tese diz com a inépcia da
denúncia que não foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça. Então, há
uma denúncia vigente contra ele, já que o Superior Tribunal de Justiça
considerou apta no que diz com o crime de evasão, tendo só anulado
formalmente, afora o trancamento das outras imputações, quanto ao
crime de lavagem, mas, quanto ao crime de evasão, ela remanesceu
íntegra. E é só a inépcia formal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mas, aí, o
eminente Relator entende que, para verificar a licitude das divisas que
são objeto de evasão, teria que analisar provas.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
se quer? No que sobrou da denúncia, que, nessa sede de habeas corpus
substitutivo, o Supremo faça o julgamento de mérito, julgue o mérito.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Julgue extinto.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Julgue o mérito, e isso depende de revolvimento de provas. Eu fico
apenas na extinção da impetração. O voto é muito longo, são quinze
páginas, mas o resumo, a síntese é essa.
O SENHOR ALBERTO ZACHARIAS TORON (ADVOGADO) -
Presidente, uma questão de ordem. A segunda tese diz com a inépcia da
denúncia que não foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça. Então, há
uma denúncia vigente contra ele, já que o Superior Tribunal de Justiça
considerou apta no que diz com o crime de evasão, tendo só anulado
formalmente, afora o trancamento das outras imputações, quanto ao
crime de lavagem, mas, quanto ao crime de evasão, ela remanesceu
íntegra. E é só a inépcia formal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mas, aí, o
eminente Relator entende que, para verificar a licitude das divisas que
são objeto de evasão, teria que analisar provas.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 31
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720
VOTO
O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Presidente, não para
retribuir o elogio, mas exaltando a qualidade e a clareza da sustentação,
eu também penso que a hipótese é de trancamento da ação penal.
Portanto, não há sequer, neste momento, um risco iminente para a
liberdade de locomoção do paciente a ponto de justificar a superação do
óbice verificado, por se tratar de habeas corpus substitutivo.
De modo que, por esta razão, eu acompanho o Relator.
# # #
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720
VOTO
O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Presidente, não para
retribuir o elogio, mas exaltando a qualidade e a clareza da sustentação,
eu também penso que a hipótese é de trancamento da ação penal.
Portanto, não há sequer, neste momento, um risco iminente para a
liberdade de locomoção do paciente a ponto de justificar a superação do
óbice verificado, por se tratar de habeas corpus substitutivo.
De modo que, por esta razão, eu acompanho o Relator.
# # #
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Voto - MIN. ROSA WEBER
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
louvando sempre a beleza da sustentação oral do Doutor Toron, entendo
que o trancamento de ação penal, em habeas corpus, justifica-se apenas em
situações excepcionalíssimas, que não me parece sejam as dos autos, por
tudo que aqui ouvi com a maior atenção.
Acompanho, também, o voto do eminente Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
louvando sempre a beleza da sustentação oral do Doutor Toron, entendo
que o trancamento de ação penal, em habeas corpus, justifica-se apenas em
situações excepcionalíssimas, que não me parece sejam as dos autos, por
tudo que aqui ouvi com a maior atenção.
Acompanho, também, o voto do eminente Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 31
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, julgando
apenas com o que está no processo e “sem ouvir as ruas”, acompanho o
relator.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590590.
Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, julgando
apenas com o que está no processo e “sem ouvir as ruas”, acompanho o
relator.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 31
Extrato de Ata - 17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.720
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JACQUES FELLER
IMPTE.(S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por
inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Falaram: o Dr. Alberto Zacharias Toron, pelo Paciente, e
a Dra. Cláudia Sampaio Marques, Subprocuradora-Geral da República,
pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.720
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JACQUES FELLER
IMPTE.(S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por
inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Falaram: o Dr. Alberto Zacharias Toron, pelo Paciente, e
a Dra. Cláudia Sampaio Marques, Subprocuradora-Geral da República,
pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 31
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4689755
| 2013-09-17T00:00:00
| 2013-10-18T00:00:00
|
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Falaram: o Dr. Alberto Zacharias Toron, pelo Paciente, e a Dra. Cláudia Sampaio Marques, Subprocuradora-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 17.9.2013.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da inadequação da via eleita.
1. Impetração manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário.
2. Nada impede, entretanto, que a Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da CF), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não é o caso dos autos.
3. Writ extinto, por inadequação da via eleita.
|
sjur245503
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC)
HC 109956 (1ªT), HC 110328 (1ªT).
(AÇÃO PENAL, TRANCAMENTO, EXCEPCIONALIDADE)
HC 85066 (2ªT), HC 86583 (2ªT), HC 90187 (1ªT), RHC 93853 (1ªT), HC 94752 (2ªT).
(REQUISITOS, DENÚNCIA)
HC 107412 (1ªT).
- Número de páginas: 31.
Análise: 06/11/2013, GOD.
Revisão: 13/11/2013, SER.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
109720
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[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00002 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
HC
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acordaos
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HC 109720
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""
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PACTE.(S) : JACQUES FELLER
IMPTE.(S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JACQUES FELLER
IMPTE.(S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional.
Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal. Inadequação da
via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma.
Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso
de poder ou teratologia. Não ocorrência. Writ extinto, em face da
inadequação da via eleita.
1. Impetração manejada em substituição ao recurso ordinário
constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da
República, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão
extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC
n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do
habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário.
2. Nada impede, entretanto, que a Suprema Corte, quando do
manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso
II, alínea a, da Constituição Federal de 1988), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante
ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não é o caso dos autos.
3. Writ extinto, por inadequação da via eleita.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem
de habeas corpus, por inadequação da via processual, nos termos do voto
do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 31
Ementa e Acórdão
HC 109720 / SP
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 31
Relatório
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JACQUES FELLER
IMPTE.(S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Alberto
Zacharias Toron, Claudia Maria Soncini Bernasconi e Heloisa Estellita em
favor de Jacques Feller, apontando como autoridade coatora a Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC n 114.789/SP, originariamente sob a relatoria da Ministra
Jane Silva.
Sustentam os impetrantes a atipicidade da conduta de lavagem de
capitais (art. 1... da Lei n 9.613/98) supostamente praticada pelo paciente,
bem como a inépcia formal da denúncia quanto ao crime de evasão de
divisas (art. 22 da Lei n 7.492/86).
Quanto ao primeiro fundamento, aduzem que,
“(...) [e]mbora a manifesta inépcia formal da denúncia
tenha sido reconhecida pelo e. Superior Tribunal de Justiça, fato é que nem mesmo seu
aditamento terá o condão de tornar criminosa uma conduta que
é atípica na sua origem, razão pela qual, a rigor, deveria ter sido
trancada a ação penal também neste ponto.
Em outras palavras: ainda que o MPF venha a especificar,
em aditamento, quais os valores, onde estavam circulando,
quais foram objetos de ocultação, quando e como etc., tal não
terá por condão alçar a conduta atribuída ao paciente a uma
‘imputação de fato criminoso’ pela simples e fulminante razão
de que os valores supostamente lavados tinham origem lícita,
como reconhece a própria denúncia e como já reconheceu
expressamente a e. Relatora no Superior Tribunal de Justiça em seu r. Voto (…).
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:JACQUES FELLER
IMPTE.(S)
:ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Alberto
Zacharias Toron, Claudia Maria Soncini Bernasconi e Heloisa Estellita em
favor de Jacques Feller, apontando como autoridade coatora a Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC n 114.789/SP, originariamente sob a relatoria da Ministra
Jane Silva.
Sustentam os impetrantes a atipicidade da conduta de lavagem de
capitais (art. 1... da Lei n 9.613/98) supostamente praticada pelo paciente,
bem como a inépcia formal da denúncia quanto ao crime de evasão de
divisas (art. 22 da Lei n 7.492/86).
Quanto ao primeiro fundamento, aduzem que,
“(...) [e]mbora a manifesta inépcia formal da denúncia
tenha sido reconhecida pelo e. Superior Tribunal de Justiça, fato é que nem mesmo seu
aditamento terá o condão de tornar criminosa uma conduta que
é atípica na sua origem, razão pela qual, a rigor, deveria ter sido
trancada a ação penal também neste ponto.
Em outras palavras: ainda que o MPF venha a especificar,
em aditamento, quais os valores, onde estavam circulando,
quais foram objetos de ocultação, quando e como etc., tal não
terá por condão alçar a conduta atribuída ao paciente a uma
‘imputação de fato criminoso’ pela simples e fulminante razão
de que os valores supostamente lavados tinham origem lícita,
como reconhece a própria denúncia e como já reconheceu
expressamente a e. Relatora no Superior Tribunal de Justiça em seu r. Voto (…).
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 31
Relatório
HC 109720 / SP
(…)
A contradição entre o fundamento (a conduta antecedente
exposta na denúncia é lícita) e conclusão (deficiência na
exposição dos fatos pela denúncia) a que chegou o e. Superior Tribunal de Justiça é
manifesta, trata-se, na verdade, de equívoco que teria sido
sanado fossem admitidos os embargos declaratórios.
Infelizmente não o foram e, agora, cumpre a essa egrégia Corte
Suprema corrigir o engano, determinando o trancamento da
ação penal.
Isto porque a consequência da narrativa de conduta
atípica é o trancamento da ação penal, não o reconhecimento de
sua inépcia, como equivocadamente decidiu a instância 'a quo’.
Tanto é assim que a nova redação dada ao artigo 397 do CPP
determina que o juiz declare a absolvição sumária – e não que
determine a emenda da inicial (!) -- sempre que ‘o fato narrado
evidentemente não constitui crime’ (inc. III).
(…)
E a atipicidade é incontroversa nestes autos – cf. texto
literal da denúncia, parecer do i. representante do ‘Parquet’
Federal no Superior Tribunal de Justiça (doc. 06), bem como o voto da e. relatora –, posto
que a fantasiosa ‘manobra para obter a sua reciclagem a título
de lavagem’ tinha por substrato material ‘pagamento por parte
dos adquirentes de imóveis da empresa FELLER aqui no Brasil’,
ou seja, origem lícita, não criminosa.
Ora, se o delito de lavagem de capitais só se aperfeiçoa
quando há ocultação ou dissimulação de valores, bens ou
direitos advindos de crime e, mais do que isto, apenas dos
crimes antecedentes descritos no artigo 1..., evidente que na
ausência de crime pré-existente e produto deste suposto delito,
como bem lembrou o MPF, não há que se cogitar de lavagem de
capitais.
Veja-se que a discussão passa ao largo da suficiência ou
não de indícios de materialidade do crime antecedente para o
oferecimento da denúncia ou mesmo da autonomia do crime de
lavagem de dinheiro, como citado no v. acórdão. O que se
afirma é que diante da constatação do v. acórdão, amparada no
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
(…)
A contradição entre o fundamento (a conduta antecedente
exposta na denúncia é lícita) e conclusão (deficiência na
exposição dos fatos pela denúncia) a que chegou o e. Superior Tribunal de Justiça é
manifesta, trata-se, na verdade, de equívoco que teria sido
sanado fossem admitidos os embargos declaratórios.
Infelizmente não o foram e, agora, cumpre a essa egrégia Corte
Suprema corrigir o engano, determinando o trancamento da
ação penal.
Isto porque a consequência da narrativa de conduta
atípica é o trancamento da ação penal, não o reconhecimento de
sua inépcia, como equivocadamente decidiu a instância 'a quo’.
Tanto é assim que a nova redação dada ao artigo 397 do CPP
determina que o juiz declare a absolvição sumária – e não que
determine a emenda da inicial (!) -- sempre que ‘o fato narrado
evidentemente não constitui crime’ (inc. III).
(…)
E a atipicidade é incontroversa nestes autos – cf. texto
literal da denúncia, parecer do i. representante do ‘Parquet’
Federal no Superior Tribunal de Justiça (doc. 06), bem como o voto da e. relatora –, posto
que a fantasiosa ‘manobra para obter a sua reciclagem a título
de lavagem’ tinha por substrato material ‘pagamento por parte
dos adquirentes de imóveis da empresa FELLER aqui no Brasil’,
ou seja, origem lícita, não criminosa.
Ora, se o delito de lavagem de capitais só se aperfeiçoa
quando há ocultação ou dissimulação de valores, bens ou
direitos advindos de crime e, mais do que isto, apenas dos
crimes antecedentes descritos no artigo 1..., evidente que na
ausência de crime pré-existente e produto deste suposto delito,
como bem lembrou o MPF, não há que se cogitar de lavagem de
capitais.
Veja-se que a discussão passa ao largo da suficiência ou
não de indícios de materialidade do crime antecedente para o
oferecimento da denúncia ou mesmo da autonomia do crime de
lavagem de dinheiro, como citado no v. acórdão. O que se
afirma é que diante da constatação do v. acórdão, amparada no
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 31
Relatório
HC 109720 / SP
parecer ministerial, de que mais do que a falta de indicação de
crime antecedente, a própria denúncia indica origem lícita para
o dinheiro encontrado na conta corrente do paciente, falta
elemento típico essencial, ou seja, que forma o objeto material
sobre o qual recairiam as condutas incriminadas ‘ocultar’ ou
‘dissimular’. É como se se imputasse ao Paciente o crime de
homicídio (art. 121, Código Penal Brasileiro) por ter ‘matado um inseto’.
Simplesmente não há objeto material do delito.
(...)
No caso em discussão, a origem lícita dos valores, que se
afirma branqueados, implica o reconhecimento da falta de justa
causa para a imputação, que não se cerca de seus elementos
típicos essenciais: origem ilícita do valor proveniente de crime,
a teor do disposto no artigo 1..., da Lei n. 9.613/98” (fls. 12 a 17
da inicial – grifos dos autores).
A respeito do segundo fundamento, entendem os impetrantes que
“(...) não se trata meramente de ‘elucidar os fatos em tese
delituosos descritos na vestibular acusatória à luz do
contraditório e da ampla defesa’ (cf. voto da e. Relatora, p. 20),
mas, sim, de atendimento à exigência logicamente anterior, qual
seja a de que a vestibular acusatória
descreva
os fatos em tese
delituosos, o que é bem diferente (cf. art. 41 do CPP).
É que, no que diz respeito a tal imputação (cf. acima, no 1...
tópico, a transcrição de tudo o que deduz a denúncia contra o
Paciente) a narrativa é absolutamente abstrata, desprovida de
qualquer dado concreto que permita individualizá-la ou
mesmo compreender sua ilicitude. Não aponta qual a conta
bancária que o paciente teria no exterior, número, nome do
banco, não aponta uma só operação de cabo que teria sido feita
com a acusada (1), não aponta qual a conta de sua mãe, nem
onde (se no Brasil ou no estrangeiro) está localizada, sequer
aponta uma só ‘movimentação’ da referida conta: Quando?
Quanto? Origem e destino? Finalidade? Título?
(…)
3
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HC 109720 / SP
parecer ministerial, de que mais do que a falta de indicação de
crime antecedente, a própria denúncia indica origem lícita para
o dinheiro encontrado na conta corrente do paciente, falta
elemento típico essencial, ou seja, que forma o objeto material
sobre o qual recairiam as condutas incriminadas ‘ocultar’ ou
‘dissimular’. É como se se imputasse ao Paciente o crime de
homicídio (art. 121, Código Penal Brasileiro) por ter ‘matado um inseto’.
Simplesmente não há objeto material do delito.
(...)
No caso em discussão, a origem lícita dos valores, que se
afirma branqueados, implica o reconhecimento da falta de justa
causa para a imputação, que não se cerca de seus elementos
típicos essenciais: origem ilícita do valor proveniente de crime,
a teor do disposto no artigo 1..., da Lei n. 9.613/98” (fls. 12 a 17
da inicial – grifos dos autores).
A respeito do segundo fundamento, entendem os impetrantes que
“(...) não se trata meramente de ‘elucidar os fatos em tese
delituosos descritos na vestibular acusatória à luz do
contraditório e da ampla defesa’ (cf. voto da e. Relatora, p. 20),
mas, sim, de atendimento à exigência logicamente anterior, qual
seja a de que a vestibular acusatória
descreva
os fatos em tese
delituosos, o que é bem diferente (cf. art. 41 do CPP).
É que, no que diz respeito a tal imputação (cf. acima, no 1...
tópico, a transcrição de tudo o que deduz a denúncia contra o
Paciente) a narrativa é absolutamente abstrata, desprovida de
qualquer dado concreto que permita individualizá-la ou
mesmo compreender sua ilicitude. Não aponta qual a conta
bancária que o paciente teria no exterior, número, nome do
banco, não aponta uma só operação de cabo que teria sido feita
com a acusada (1), não aponta qual a conta de sua mãe, nem
onde (se no Brasil ou no estrangeiro) está localizada, sequer
aponta uma só ‘movimentação’ da referida conta: Quando?
Quanto? Origem e destino? Finalidade? Título?
(…)
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Relatório
HC 109720 / SP
O uso constante do plural sem, contudo, identificar cada
fato criminoso, ou cada um dos atos que comporiam a conduta
criminosa, indica a evasão da d. Acusação do dever de
descrever o fato criminoso com todas as suas circunstâncias.
Nem mesmo a referência a ‘uma [ou outra] operação’ salva a
vestibular, porque não se sabe se ele está sendo acusado por
esta ‘tal’ operação pelas ‘operações’, ‘contas’, ‘clientes’,
‘orientações’, ‘depósitos’, ‘valores’, ‘transferências’, ‘transações’
etc. Nem mesmo a tal ‘uma operação’ recebeu detalhamento
quanto à data e quanto ao caráter ilícito. Pelo contrário, sabem
todos que tal valor -- USD 32.222,00 (cf. supra) – não alcança o
patamar de relevância exigido pela regulamentação do BACEN
(cf. infra detalhadamente).
Não bastasse a narrativa genérica e abstrata, o fato não é
apontado como criminoso, como sequer poderia mesmo: ter
uma empresa não constitui crime; ter conta no exterior por si só
não constitui crime; ser cliente de CLAUDINE não é, por si,
conduta criminosa; movimentar a conta de seu genitor ou
genitora, igualmente, não encontra tipificação legal em nosso
País.
A denúncia também não dá qualquer pista quanto a quais
são os tais ‘recursos’, em qual/is país está/ão, em qual banco e
conta se encontram, quando “existiam” tais recursos?
Ora, crime não há na manutenção de ativos no exterior,
pelo contrário, a conduta é lícita e regulada pelo Banco Central
(cfr. Circular n. 3.280, de 09/03/2005 – Regulamento do Mercado
de Câmbio e Capitais Internacionais – RMCCI); ainda mais
quando tais ativos são provenientes, como afirma a própria
denúncia, da atividade comercial lícita exercida pelo paciente
no Brasil.
A denúncia, em sua continuidade, não individualiza uma
transferência sequer; não fornece uma só data de transferência;
não aponta de quais as contas que foram sacadas e quais foram
creditadas, nem do paciente, nem de Claudine, nem dos
funcionários; não aponta o nome de um só funcionário; não
individualiza um só depósito supostamente feito na conta de
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O uso constante do plural sem, contudo, identificar cada
fato criminoso, ou cada um dos atos que comporiam a conduta
criminosa, indica a evasão da d. Acusação do dever de
descrever o fato criminoso com todas as suas circunstâncias.
Nem mesmo a referência a ‘uma [ou outra] operação’ salva a
vestibular, porque não se sabe se ele está sendo acusado por
esta ‘tal’ operação pelas ‘operações’, ‘contas’, ‘clientes’,
‘orientações’, ‘depósitos’, ‘valores’, ‘transferências’, ‘transações’
etc. Nem mesmo a tal ‘uma operação’ recebeu detalhamento
quanto à data e quanto ao caráter ilícito. Pelo contrário, sabem
todos que tal valor -- USD 32.222,00 (cf. supra) – não alcança o
patamar de relevância exigido pela regulamentação do BACEN
(cf. infra detalhadamente).
Não bastasse a narrativa genérica e abstrata, o fato não é
apontado como criminoso, como sequer poderia mesmo: ter
uma empresa não constitui crime; ter conta no exterior por si só
não constitui crime; ser cliente de CLAUDINE não é, por si,
conduta criminosa; movimentar a conta de seu genitor ou
genitora, igualmente, não encontra tipificação legal em nosso
País.
A denúncia também não dá qualquer pista quanto a quais
são os tais ‘recursos’, em qual/is país está/ão, em qual banco e
conta se encontram, quando “existiam” tais recursos?
Ora, crime não há na manutenção de ativos no exterior,
pelo contrário, a conduta é lícita e regulada pelo Banco Central
(cfr. Circular n. 3.280, de 09/03/2005 – Regulamento do Mercado
de Câmbio e Capitais Internacionais – RMCCI); ainda mais
quando tais ativos são provenientes, como afirma a própria
denúncia, da atividade comercial lícita exercida pelo paciente
no Brasil.
A denúncia, em sua continuidade, não individualiza uma
transferência sequer; não fornece uma só data de transferência;
não aponta de quais as contas que foram sacadas e quais foram
creditadas, nem do paciente, nem de Claudine, nem dos
funcionários; não aponta o nome de um só funcionário; não
individualiza um só depósito supostamente feito na conta de
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funcionários, relacionando-o ao paciente; não aponta o
montante de uma operação sequer; tampouco descreve ‘como’ o
paciente transferia valores de sua conta no exterior ‘através’ de
Claudine.
O vício vai ao ponto de narrar – uma vez mais – conduta
atípica, posto que a ‘invasão’ de divisas não é crime! Assim,
‘transferir valores de conta no exterior para conta no Brasil
’ não
é conduta ilícita, nem que realizada na modalidade de
operação ilegal de câmbio (dólar-cabo etc.). O que pune o artigo
22 da Lei n. 7.492/86 é a ‘evasão’ de divisas, a remessa de
numerário do Brasil para o estrangeiro, de forma ilegal. Não há,
assim, fato definido como crime, ou seja, não é o fato
‘criminoso’, tal qual exigido pelo artigo 41, CPP.
Além disso, também a imputação de ser o paciente ‘sócio
beneficiário’ ou ‘sócio diretor’ de alguma empresa off-shore não
constitui crime!
Também não constitui crime o fato de um ‘sócio diretor’
ou ‘sócio beneficiário’ determinar à instituição financeira que
faça transferências, ou a qualquer pessoa, que faça pagamentos
nesta ou naquela conta mantida em outra instituição financeira
estrangeira ou a empresa estrangeira. Atente-se para que, pelo
que se extrai da pobre narrativa, as ‘operações’ ocorreram
totalmente fora do território nacional: de país estrangeiro a
país estrangeiro, sem que tenha passado pelo Brasil. O que, por
si, já impediria a incidência da lei penal brasileira (art. 5..., Código Penal Brasileiro).
(…)
Sequer indicação dos ‘depósitos em contas indicadas por
Jacques Feller’ há na exordial: Quais contas? Em qual país?
Quem eram os titulares? A que título eram feitos os depósitos,
pagamento de salários ou outra causa? Quais as contas?
Quando foram feitos os depósitos? Quais seus valores? Quem
foi o depositante? O valor foi sacado ou posteriormente
transferido? Por quem? Quando? Os valores permanecem na
posse ou propriedade dos titulares das contas?
(…)
Assim, como já afirmamos, ter conta bancária no exterior é
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funcionários, relacionando-o ao paciente; não aponta o
montante de uma operação sequer; tampouco descreve ‘como’ o
paciente transferia valores de sua conta no exterior ‘através’ de
Claudine.
O vício vai ao ponto de narrar – uma vez mais – conduta
atípica, posto que a ‘invasão’ de divisas não é crime! Assim,
‘transferir valores de conta no exterior para conta no Brasil
’ não
é conduta ilícita, nem que realizada na modalidade de
operação ilegal de câmbio (dólar-cabo etc.). O que pune o artigo
22 da Lei n. 7.492/86 é a ‘evasão’ de divisas, a remessa de
numerário do Brasil para o estrangeiro, de forma ilegal. Não há,
assim, fato definido como crime, ou seja, não é o fato
‘criminoso’, tal qual exigido pelo artigo 41, CPP.
Além disso, também a imputação de ser o paciente ‘sócio
beneficiário’ ou ‘sócio diretor’ de alguma empresa off-shore não
constitui crime!
Também não constitui crime o fato de um ‘sócio diretor’
ou ‘sócio beneficiário’ determinar à instituição financeira que
faça transferências, ou a qualquer pessoa, que faça pagamentos
nesta ou naquela conta mantida em outra instituição financeira
estrangeira ou a empresa estrangeira. Atente-se para que, pelo
que se extrai da pobre narrativa, as ‘operações’ ocorreram
totalmente fora do território nacional: de país estrangeiro a
país estrangeiro, sem que tenha passado pelo Brasil. O que, por
si, já impediria a incidência da lei penal brasileira (art. 5..., Código Penal Brasileiro).
(…)
Sequer indicação dos ‘depósitos em contas indicadas por
Jacques Feller’ há na exordial: Quais contas? Em qual país?
Quem eram os titulares? A que título eram feitos os depósitos,
pagamento de salários ou outra causa? Quais as contas?
Quando foram feitos os depósitos? Quais seus valores? Quem
foi o depositante? O valor foi sacado ou posteriormente
transferido? Por quem? Quando? Os valores permanecem na
posse ou propriedade dos titulares das contas?
(…)
Assim, como já afirmamos, ter conta bancária no exterior é
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Relatório
HC 109720 / SP
conduta penal e administrativamente lícita, manter valores no
exterior também, ser sócio de offshore é conduta permitida,
movimentar contas bancárias no exterior de seus pais também.
Tais condutas somente adquirem a qualidade de ilícitas quando
agregadas à inobservância de normas extrapenais, atraídas ao
tipo penal por seus elementos normativos ou em branco. Daí
que cumpra à denúncia, a par da narrativa cabal do fato, narrar
também o descumprimento das normas extrapenais. Nem isso a
denúncia fez.
(…)
Disso decorre que a manutenção por brasileiros de
disponibilidades no exterior não é vedada pelo sistema jurídico
nacional. Exige-se apenas que, ultrapassado um limite, tais
disponibilidades sejam informadas ao BACEN. Esse limite que
determina a necessidade de informação ao BACEN muda a
cada ano, dependendo da Circular aplicável. Disso tudo decorre
mais uma causa da inépcia da denúncia já que não só deixa de
imputar ao paciente a manutenção de disponibilidades no
exterior ‘não declaradas’, como, ainda se o fizesse, ‘ad
argumentandum tantum’, a falta de indicação da data da
manutenção inviabilizaria ao magistrado que averiguasse a
necessária ilicitude da conduta, que está vinculada, como
vimos, ao ano base da manutenção para fins de informação ao
BACEN.
Ou seja, para saber se o Paciente praticou ou não o crime
de evasão de divisas, era de se exigir, no mínimo, que a
denúncia referisse o valor do saldo das contas mantidas no
exterior nas datas-bases de cada ano e, ainda, a ausência de
declaração ao BACEN.
(…)
O montante do valor mantido no exterior na data-base de
31 de dezembro (ou 30 de dezembro em outros anos etc.) tem
variado, conforme comprova o histórico das Circulares: a
Circular 3071/2001 fixou o valor em R$ 10 mil; a Circular
3110/2002, R$ 200 mil; a Circular 3181/2003, R$ 300 mil; por fim,
as Circulares 3225/2004, 3278/2005, 3313/2006, 3345/2007,
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conduta penal e administrativamente lícita, manter valores no
exterior também, ser sócio de offshore é conduta permitida,
movimentar contas bancárias no exterior de seus pais também.
Tais condutas somente adquirem a qualidade de ilícitas quando
agregadas à inobservância de normas extrapenais, atraídas ao
tipo penal por seus elementos normativos ou em branco. Daí
que cumpra à denúncia, a par da narrativa cabal do fato, narrar
também o descumprimento das normas extrapenais. Nem isso a
denúncia fez.
(…)
Disso decorre que a manutenção por brasileiros de
disponibilidades no exterior não é vedada pelo sistema jurídico
nacional. Exige-se apenas que, ultrapassado um limite, tais
disponibilidades sejam informadas ao BACEN. Esse limite que
determina a necessidade de informação ao BACEN muda a
cada ano, dependendo da Circular aplicável. Disso tudo decorre
mais uma causa da inépcia da denúncia já que não só deixa de
imputar ao paciente a manutenção de disponibilidades no
exterior ‘não declaradas’, como, ainda se o fizesse, ‘ad
argumentandum tantum’, a falta de indicação da data da
manutenção inviabilizaria ao magistrado que averiguasse a
necessária ilicitude da conduta, que está vinculada, como
vimos, ao ano base da manutenção para fins de informação ao
BACEN.
Ou seja, para saber se o Paciente praticou ou não o crime
de evasão de divisas, era de se exigir, no mínimo, que a
denúncia referisse o valor do saldo das contas mantidas no
exterior nas datas-bases de cada ano e, ainda, a ausência de
declaração ao BACEN.
(…)
O montante do valor mantido no exterior na data-base de
31 de dezembro (ou 30 de dezembro em outros anos etc.) tem
variado, conforme comprova o histórico das Circulares: a
Circular 3071/2001 fixou o valor em R$ 10 mil; a Circular
3110/2002, R$ 200 mil; a Circular 3181/2003, R$ 300 mil; por fim,
as Circulares 3225/2004, 3278/2005, 3313/2006, 3345/2007,
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Relatório
HC 109720 / SP
3384/2008 e 3442/2009 fixaram o valor em US$ 100 mil.
Ou seja, não só a denúncia não identifica as contas e os
valores depositados nas referidas datas-base, como sequer
menciona o ano, o que, como se comprovou acima, é
determinante do injusto penal. Sim, porque se, por exemplo, o
Paciente mantinha, em 31 de dezembro de 2002, depósito no
valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) em sua conta
bancária no exterior, não estava obrigado a declarar tal capital
ao BACEN e, portanto, crime alguma cometera!
Ademais, a confusão feita pela denúncia entre pessoas
físicas e empresas off-shore sequer permite identificar quais
tinham, ou não, o dever de prestar a declaração, e quais as
contas e valores mantidos em depósito para cada uma delas.
Note-se que somente as pessoas físicas ou jurídicas
domiciliadas ou com sede no País, nos termos da legislação
tributária, é que têm o dever de prestar informações ao BACEN
(art. 1..., ‘caput’, Resolução CMN 3.854, 2010).
(…)
É, pois, a denúncia que deve descrever o fato criminoso
como manda o artigo 41 do CPP. Pouco importa que outras
peças do processo a complementem. Neste caso, a peça
preambular, omitindo o que lhe é essencial, relega a descrição
da conduta incriminada para ‘Os apensos 18 e 19 contém os
materiais apreendidos na residência e na empresa de
FELLER...’.
E disso mesmo decorre a sua inépcia e nulidade da
decisão que a recebeu, por patente violação ao dever expresso
estabelecido no artigo 41 do CPP. As consequências disso são o
impedimento da ampla defesa e a incerteza acerca do âmbito
fático objeto da sentença final.
(…)
O acusado se defende dos fatos narrados na denúncia,
não das peças juntadas aos autos.
Evidente, pois, que uma denúncia que sequer aponta a
data da suposta prática delituosa, elemento esse fundamental
à apuração da ilicitude ou não da imputação de evasão de
7
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HC 109720 / SP
3384/2008 e 3442/2009 fixaram o valor em US$ 100 mil.
Ou seja, não só a denúncia não identifica as contas e os
valores depositados nas referidas datas-base, como sequer
menciona o ano, o que, como se comprovou acima, é
determinante do injusto penal. Sim, porque se, por exemplo, o
Paciente mantinha, em 31 de dezembro de 2002, depósito no
valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) em sua conta
bancária no exterior, não estava obrigado a declarar tal capital
ao BACEN e, portanto, crime alguma cometera!
Ademais, a confusão feita pela denúncia entre pessoas
físicas e empresas off-shore sequer permite identificar quais
tinham, ou não, o dever de prestar a declaração, e quais as
contas e valores mantidos em depósito para cada uma delas.
Note-se que somente as pessoas físicas ou jurídicas
domiciliadas ou com sede no País, nos termos da legislação
tributária, é que têm o dever de prestar informações ao BACEN
(art. 1..., ‘caput’, Resolução CMN 3.854, 2010).
(…)
É, pois, a denúncia que deve descrever o fato criminoso
como manda o artigo 41 do CPP. Pouco importa que outras
peças do processo a complementem. Neste caso, a peça
preambular, omitindo o que lhe é essencial, relega a descrição
da conduta incriminada para ‘Os apensos 18 e 19 contém os
materiais apreendidos na residência e na empresa de
FELLER...’.
E disso mesmo decorre a sua inépcia e nulidade da
decisão que a recebeu, por patente violação ao dever expresso
estabelecido no artigo 41 do CPP. As consequências disso são o
impedimento da ampla defesa e a incerteza acerca do âmbito
fático objeto da sentença final.
(…)
O acusado se defende dos fatos narrados na denúncia,
não das peças juntadas aos autos.
Evidente, pois, que uma denúncia que sequer aponta a
data da suposta prática delituosa, elemento esse fundamental
à apuração da ilicitude ou não da imputação de evasão de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 31
Relatório
HC 109720 / SP
divisas, conforme se comprovou acima, não pode ser
qualificada de peça apta a submeter o cidadão a um processo
penal, no bojo do qual não saberá do quê se defender” (fls. 18 a
31 da inicial – grifos dos autores).
Requerem a concessão de ordem para que se determine
“o trancamento da ação penal pela atipicidade da
imputação de lavagem de capitais (artigo 1..., Lei n. 9.613/98) e
sua anulação, a partir da decisão que recebeu a denúncia contra
o Paciente, em virtude da inépcia formal da denúncia quanto à
imputação da prática de evasão de divisas (art. 22 da Lei n.
7.492/86) (...)”.
No mérito, pedem a confirmação da ordem (fl. 32 da inicial).
Em 9/8/11, diante de expresso pedido e da ausência dos
pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração
devidamente instruída com o inteiro teor dos julgados questionados,
dispensei as informações da autoridade coatora, solicitando-as, contudo,
ao Juízo da 6... Vara Federal Criminal de São Paulo, que as prestou
devidamente (anexo de instrução 14).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, manifestou-se
pela denegação da ordem (anexo de instrução 16).
É o relatório.
8
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
divisas, conforme se comprovou acima, não pode ser
qualificada de peça apta a submeter o cidadão a um processo
penal, no bojo do qual não saberá do quê se defender” (fls. 18 a
31 da inicial – grifos dos autores).
Requerem a concessão de ordem para que se determine
“o trancamento da ação penal pela atipicidade da
imputação de lavagem de capitais (artigo 1..., Lei n. 9.613/98) e
sua anulação, a partir da decisão que recebeu a denúncia contra
o Paciente, em virtude da inépcia formal da denúncia quanto à
imputação da prática de evasão de divisas (art. 22 da Lei n.
7.492/86) (...)”.
No mérito, pedem a confirmação da ordem (fl. 32 da inicial).
Em 9/8/11, diante de expresso pedido e da ausência dos
pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração
devidamente instruída com o inteiro teor dos julgados questionados,
dispensei as informações da autoridade coatora, solicitando-as, contudo,
ao Juízo da 6... Vara Federal Criminal de São Paulo, que as prestou
devidamente (anexo de instrução 14).
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, manifestou-se
pela denegação da ordem (anexo de instrução 16).
É o relatório.
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC n 114.789/SP, originariamente sob a relatoria da Ministra
Jane Silva.
Narram-se, na inicial, os seguintes fatos:
“(...)
O paciente, JACQUES FELLER, foi denunciado,
juntamente com mais 28 pessoas, no bojo da assim chamada
‘OPERAÇÃO KASPAR II’. Segundo a denúncia, a investigação
teria revelado a execução de transações cambiais ilícitas e
lavagem de dinheiro. As imputações foram divididas de acordo
com o ‘papel’ de cada um dos acusados. O ora paciente foi
apontado entre os ‘clientes identificados’, na parte ‘d’ da
denúncia, item n. 20, fls. 46 a 48. No entanto, as condutas a ele
supostamente imputadas foram assim capituladas: ‘artigos 16
(fazer operar, sem a devida autorização, ou com autorização
obtida mediante declaração falsa, instituição financeira,
inclusive de distribuição de valores mobiliários ou de câmbio),
22, caput e parágrafo único, da Lei n. 7.492/86, c/c artigo 1... e 2...
da Lei n. 8.137/90, artigo 1..., VI [sic] e § 1..., I, II [sic] e da [sic] Lei
n. 9.613/96.’ (doc. 1, denúncia, fl. 54)
Toda a imputação contra o paciente foi deduzida no item
20 da denúncia (doc. 1, fls. 46 a 48), não havendo imputação
alguma contra ele nas suas demais folhas (…)
(…)
Ainda que padecendo de inépcia exemplar, foi a denúncia
recebida pelo r. juízo de primeiro grau, o que motivou
impetração de habeas corpus perante o egrégio Tribunal
Regional Federal da 3... Região. Indeferido naquela instância,
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Sexta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a
ordem no HC n 114.789/SP, originariamente sob a relatoria da Ministra
Jane Silva.
Narram-se, na inicial, os seguintes fatos:
“(...)
O paciente, JACQUES FELLER, foi denunciado,
juntamente com mais 28 pessoas, no bojo da assim chamada
‘OPERAÇÃO KASPAR II’. Segundo a denúncia, a investigação
teria revelado a execução de transações cambiais ilícitas e
lavagem de dinheiro. As imputações foram divididas de acordo
com o ‘papel’ de cada um dos acusados. O ora paciente foi
apontado entre os ‘clientes identificados’, na parte ‘d’ da
denúncia, item n. 20, fls. 46 a 48. No entanto, as condutas a ele
supostamente imputadas foram assim capituladas: ‘artigos 16
(fazer operar, sem a devida autorização, ou com autorização
obtida mediante declaração falsa, instituição financeira,
inclusive de distribuição de valores mobiliários ou de câmbio),
22, caput e parágrafo único, da Lei n. 7.492/86, c/c artigo 1... e 2...
da Lei n. 8.137/90, artigo 1..., VI [sic] e § 1..., I, II [sic] e da [sic] Lei
n. 9.613/96.’ (doc. 1, denúncia, fl. 54)
Toda a imputação contra o paciente foi deduzida no item
20 da denúncia (doc. 1, fls. 46 a 48), não havendo imputação
alguma contra ele nas suas demais folhas (…)
(…)
Ainda que padecendo de inépcia exemplar, foi a denúncia
recebida pelo r. juízo de primeiro grau, o que motivou
impetração de habeas corpus perante o egrégio Tribunal
Regional Federal da 3... Região. Indeferido naquela instância,
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HC 109720 / SP
novo habeas, substitutivo de recurso ordinário, foi impetrado
perante o e. Superior Tribunal de Justiça (HC n 114.789, doc.
02). Ali, sob a relatoria da e. Min. JANE SILVA, foi a ordem
parcialmente concedida por maioria de votos. Como houvesse
omissões e contradições no v. acórdão (cf. doc. 3 – 1... embargos
de declaração), foram opostos embargos declaratórios,
parcialmente providos para que fosse republicado o acórdão
com todos os votos” (fls. 4 a 7 da inicial – grifos do autor).
Transcrevo a ementa do julgado proferido pelo Superior Tribunal de
Justiça:
“HABEAS CORPUS – CRIMES CONTRA A ORDEM
TRIBUTÁRIA – ARTIGOS 1... E 2... DA LEI 8.137⁄1990 –
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL – INSTAURAÇÃO
ANTES DO PROCESSO TRIBUTÁRIO ADMINISTRATIVO –
INEXISTÊNCIA DE LANÇAMENTO DEFINITIVO DO
TRIBUTO DEVIDO – ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – TRANCAMENTO
PARCIAL DA AÇÃO PENAL – POSSIBILIDADE. LAVAGEM
DE DINHEIRO – EVASÃO DE DIVISAS – AUSÊNCIA DE
DESCRIÇÃO DE CONDUTAS TÍPICAS – NULIDADE DO
PROCESSO POR INÉPCIA DA DENÚNCIA – ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA. TRANCAMENTO DA AÇÃO
PENAL POR INÉPCIA DA DENÚNCIA – NECESSIDADE DE
ACOLHIMENTO PARCIAL DO PEDIDO – PEÇA QUE
DESCREVEU DETALHADAMENTE A CONDUTA TÍPICA
ATRIBUÍDA AO ACUSADO, ASSIM COMO SEU NEXO
CAUSAL, NO QUE TOCA AOS CRIMES DE EFETUAR
OPERAÇÃO DE CÂMBIO NÃO AUTORIZADA, COM O FIM
DE PROMOVER EVASÃO DE DIVISAS DO PAÍS (ARTIGO 22,
CAPUT, DA LEI 7.492⁄1986), E PROMOVER, A QUALQUER
TÍTULO, SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL, A SAÍDA DE MOEDA
OU DIVISA PARA O EXTERIOR, OU NELE MANTER
DEPÓSITOS NÃO DECLARADOS À REPARTIÇÃO FEDERAL
COMPETENTE (ARTIGO 22, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI
2
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Supremo Tribunal Federal
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novo habeas, substitutivo de recurso ordinário, foi impetrado
perante o e. Superior Tribunal de Justiça (HC n 114.789, doc.
02). Ali, sob a relatoria da e. Min. JANE SILVA, foi a ordem
parcialmente concedida por maioria de votos. Como houvesse
omissões e contradições no v. acórdão (cf. doc. 3 – 1... embargos
de declaração), foram opostos embargos declaratórios,
parcialmente providos para que fosse republicado o acórdão
com todos os votos” (fls. 4 a 7 da inicial – grifos do autor).
Transcrevo a ementa do julgado proferido pelo Superior Tribunal de
Justiça:
“HABEAS CORPUS – CRIMES CONTRA A ORDEM
TRIBUTÁRIA – ARTIGOS 1... E 2... DA LEI 8.137⁄1990 –
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL – INSTAURAÇÃO
ANTES DO PROCESSO TRIBUTÁRIO ADMINISTRATIVO –
INEXISTÊNCIA DE LANÇAMENTO DEFINITIVO DO
TRIBUTO DEVIDO – ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – TRANCAMENTO
PARCIAL DA AÇÃO PENAL – POSSIBILIDADE. LAVAGEM
DE DINHEIRO – EVASÃO DE DIVISAS – AUSÊNCIA DE
DESCRIÇÃO DE CONDUTAS TÍPICAS – NULIDADE DO
PROCESSO POR INÉPCIA DA DENÚNCIA – ORDEM
PARCIALMENTE CONCEDIDA. TRANCAMENTO DA AÇÃO
PENAL POR INÉPCIA DA DENÚNCIA – NECESSIDADE DE
ACOLHIMENTO PARCIAL DO PEDIDO – PEÇA QUE
DESCREVEU DETALHADAMENTE A CONDUTA TÍPICA
ATRIBUÍDA AO ACUSADO, ASSIM COMO SEU NEXO
CAUSAL, NO QUE TOCA AOS CRIMES DE EFETUAR
OPERAÇÃO DE CÂMBIO NÃO AUTORIZADA, COM O FIM
DE PROMOVER EVASÃO DE DIVISAS DO PAÍS (ARTIGO 22,
CAPUT, DA LEI 7.492⁄1986), E PROMOVER, A QUALQUER
TÍTULO, SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL, A SAÍDA DE MOEDA
OU DIVISA PARA O EXTERIOR, OU NELE MANTER
DEPÓSITOS NÃO DECLARADOS À REPARTIÇÃO FEDERAL
COMPETENTE (ARTIGO 22, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI
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7.492⁄1986). FATOS NARRADOS EM TESE TÍPICOS. ORDEM
DENEGADA. EXTENSÃO DO JULGADO AOS CO-RÉUS –
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA PROCESSUAL.
CO-RÉUS EM IDÊNTICA SITUAÇÃO FÁTICO-PROCESSUAL.
ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.
1. O trancamento de ação penal somente é viável ante a
cabal e inequívoca demonstração da atipicidade do fato ou da
completa inexistência de qualquer indício de autoria em relação
ao recorrente ou ausência de prova da existência do crime.
2. Consoante orientação jurisprudencial do Supremo
Tribunal Federal, seguida por esta Corte, eventual crime contra
a ordem tributária depende, para sua caracterização, do
lançamento definitivo do tributo devido pela autoridade
administrativa.
3. Os artigos 1... e 2... da Lei 8.137⁄1990 exigem o resultado
danoso contra o erário para a sua consumação.
4. A denúncia contaminada pela deficiente narrativa dos
fatos, ou por sua inexistência, é causa de nulidade absoluta,
posto que dificulta a ampla defesa e o contraditório.
5. Se a denúncia não contém a correta descrição dos fatos
pelos quais o denunciado está sendo responsabilizado, ela é
inepta e provoca a nulidade do processo desde o seu início,
inclusive a partir de seu oferecimento.
6. A denúncia que contém a exposição dos fatos
criminosos, descritos no artigo 22, caput, da Lei 7.492⁄1986, e
artigo 22, parágrafo único, da lei 7.492⁄1986, com todas as suas
circunstâncias (CPP, art. 41), mesmo que indiretamente
referidas nas provas dos autos, e com adequada indicação das
condutas ilícitas imputadas ao réu, de modo a propiciar-lhe o
pleno exercício do direito de defesa, uma das mais importantes
franquias constitucionais, está apta a deflagrar a ação penal.
7. Havendo identidade de situação fático-processual entre
os co-réus, cabe, a teor do artigo 580 do Código de Processo
Penal, deferir pedido de extensão de benefício obtido por um
deles, qual seja, o trancamento da ação penal instaurada em seu
desfavor.
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7.492⁄1986). FATOS NARRADOS EM TESE TÍPICOS. ORDEM
DENEGADA. EXTENSÃO DO JULGADO AOS CO-RÉUS –
APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA ISONOMIA PROCESSUAL.
CO-RÉUS EM IDÊNTICA SITUAÇÃO FÁTICO-PROCESSUAL.
ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.
1. O trancamento de ação penal somente é viável ante a
cabal e inequívoca demonstração da atipicidade do fato ou da
completa inexistência de qualquer indício de autoria em relação
ao recorrente ou ausência de prova da existência do crime.
2. Consoante orientação jurisprudencial do Supremo
Tribunal Federal, seguida por esta Corte, eventual crime contra
a ordem tributária depende, para sua caracterização, do
lançamento definitivo do tributo devido pela autoridade
administrativa.
3. Os artigos 1... e 2... da Lei 8.137⁄1990 exigem o resultado
danoso contra o erário para a sua consumação.
4. A denúncia contaminada pela deficiente narrativa dos
fatos, ou por sua inexistência, é causa de nulidade absoluta,
posto que dificulta a ampla defesa e o contraditório.
5. Se a denúncia não contém a correta descrição dos fatos
pelos quais o denunciado está sendo responsabilizado, ela é
inepta e provoca a nulidade do processo desde o seu início,
inclusive a partir de seu oferecimento.
6. A denúncia que contém a exposição dos fatos
criminosos, descritos no artigo 22, caput, da Lei 7.492⁄1986, e
artigo 22, parágrafo único, da lei 7.492⁄1986, com todas as suas
circunstâncias (CPP, art. 41), mesmo que indiretamente
referidas nas provas dos autos, e com adequada indicação das
condutas ilícitas imputadas ao réu, de modo a propiciar-lhe o
pleno exercício do direito de defesa, uma das mais importantes
franquias constitucionais, está apta a deflagrar a ação penal.
7. Havendo identidade de situação fático-processual entre
os co-réus, cabe, a teor do artigo 580 do Código de Processo
Penal, deferir pedido de extensão de benefício obtido por um
deles, qual seja, o trancamento da ação penal instaurada em seu
desfavor.
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8. Se a situação de co-réus no processo é idêntica ao de
outros, impõe-se a eles a extensão do julgado para conceder a
ordem, de ofício.
9. Ordem parcialmente concedida para, ratificando a
liminar, trancar parcialmente a ação penal n
2007.61.81.015353-8, em trâmite perante a 6... Vara Federal
Criminal, 1... Subseção do Tribunal Regional Federal da 3...
Região, instaurada em desfavor do paciente JACQUES
FELLER, no que diz respeito a possível prática de crimes
contra a ordem tributária, artigos 1... e 2... da Lei 8.137⁄90; e para
anular parcialmente a denúncia, em razão de sua parcial
inépcia, e, consequentemente, anular parcialmente a ação
penal que a seguiu, dando oportunidade ao seu aditamento,
com a adequada exposição dos fatos quanto aos delitos do
artigo 16, da Lei 7.492⁄1986 e artigo 1..., VI, §1... I e II, da Lei
9.613⁄1998. Mantida, por sua vez, a aptidão da denúncia para a
deflagração da ação penal quanto aos demais delitos.
Extensão parcial dos efeitos do julgado, quanto ao
trancamento da ação penal em relação aos crimes contra a
ordem tributária, a co-réus que ingressaram nos autos com
pedido específico neste sentido. De ofício, estenderam o
mesmo benefício aos demais co-réus denunciados igualmente
denunciados” (grifos no original).
Segundo os impetrantes,
“a republicação não sanou os defeitos indicados nos
embargos declaratórios, ou seja, o fato de que a ordem fora
concedida para trancamento da imputação da prática do crime
descrito no artigo 16 da Lei n. 7.492/86, vencida neste ponto a e.
Relatora que somente a concedia pelo vício da inépcia formal e
o de que havia contradição entre a fundamentação e a decisão
no que dizia respeito ao crime de lavagem. Daí oposição de
novos declaratórios, acolhidos já sob a relatoria do e. Min.
CELSO LIMONGI (...)” (fl. 9 da inicial – grifos dos autores).
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8. Se a situação de co-réus no processo é idêntica ao de
outros, impõe-se a eles a extensão do julgado para conceder a
ordem, de ofício.
9. Ordem parcialmente concedida para, ratificando a
liminar, trancar parcialmente a ação penal n
2007.61.81.015353-8, em trâmite perante a 6... Vara Federal
Criminal, 1... Subseção do Tribunal Regional Federal da 3...
Região, instaurada em desfavor do paciente JACQUES
FELLER, no que diz respeito a possível prática de crimes
contra a ordem tributária, artigos 1... e 2... da Lei 8.137⁄90; e para
anular parcialmente a denúncia, em razão de sua parcial
inépcia, e, consequentemente, anular parcialmente a ação
penal que a seguiu, dando oportunidade ao seu aditamento,
com a adequada exposição dos fatos quanto aos delitos do
artigo 16, da Lei 7.492⁄1986 e artigo 1..., VI, §1... I e II, da Lei
9.613⁄1998. Mantida, por sua vez, a aptidão da denúncia para a
deflagração da ação penal quanto aos demais delitos.
Extensão parcial dos efeitos do julgado, quanto ao
trancamento da ação penal em relação aos crimes contra a
ordem tributária, a co-réus que ingressaram nos autos com
pedido específico neste sentido. De ofício, estenderam o
mesmo benefício aos demais co-réus denunciados igualmente
denunciados” (grifos no original).
Segundo os impetrantes,
“a republicação não sanou os defeitos indicados nos
embargos declaratórios, ou seja, o fato de que a ordem fora
concedida para trancamento da imputação da prática do crime
descrito no artigo 16 da Lei n. 7.492/86, vencida neste ponto a e.
Relatora que somente a concedia pelo vício da inépcia formal e
o de que havia contradição entre a fundamentação e a decisão
no que dizia respeito ao crime de lavagem. Daí oposição de
novos declaratórios, acolhidos já sob a relatoria do e. Min.
CELSO LIMONGI (...)” (fl. 9 da inicial – grifos dos autores).
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Esta é a síntese do julgado proferido nos segundos embargos:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REPUBLICAÇÃO DE
ACÓRDÃO. DESNECESSIDADE. INEXISTÊNCIA DE
OMISSÃO. NOTAS TAQUIGRÁFICAS E ESCLARECIMENTOS
DEVIDAMENTE
PUBLICADOS.
CONTRADIÇÃO.
OCORRÊNCIA. RETIFICAÇÃO DA EMENTA.
1. Republicado o acórdão, conforme decidido pela Turma,
com o inteiro teor das notas taquigráficas e dos esclarecimentos
realizados à época do julgamento do habeas corpus, não há por
que determinar nova publicação, sob a alegação de omissão de
documento.
2. Evidenciada a existência de contradição entre o que foi
decidido na sessão de julgamento e a ementa, deve ser corrigido
o erro material.
3. No caso, a ordem também fora concedida para, em
relação ao art. 16 da Lei n. 7.492⁄1986, por inépcia material da
denúncia, trancar a ação penal.
4. Embargos de declaração acolhidos para sanar o erro
material presente na ementa.”
Terceiros embargos de declaração foram opostos pelos impetrantes,
os quais dessa vez, afirmaram haver “contradição que maculava o
fundamento (pela atipicidade) e a conclusão (pela inépcia formal) acerca
da lavagem de capitais (...)”. Contudo, esses embargos foram rejeitados,
em julgado assim ementado:
“TERCEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. AUSÊNCIA DE PUBLICAÇÃO
DE VOTOS VOGAIS. FALTA DE ANÁLISE DE
CONTRADIÇÃO APONTADA NOS PRIMEIROS EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA.
1. Totalmente improcedente a alegação de omissão por
não terem sido publicados votos vogais relativos ao julgamento
do habeas corpus.
2. A republicação do acórdão (determinada por ocasião da
5
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Esta é a síntese do julgado proferido nos segundos embargos:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REPUBLICAÇÃO DE
ACÓRDÃO. DESNECESSIDADE. INEXISTÊNCIA DE
OMISSÃO. NOTAS TAQUIGRÁFICAS E ESCLARECIMENTOS
DEVIDAMENTE
PUBLICADOS.
CONTRADIÇÃO.
OCORRÊNCIA. RETIFICAÇÃO DA EMENTA.
1. Republicado o acórdão, conforme decidido pela Turma,
com o inteiro teor das notas taquigráficas e dos esclarecimentos
realizados à época do julgamento do habeas corpus, não há por
que determinar nova publicação, sob a alegação de omissão de
documento.
2. Evidenciada a existência de contradição entre o que foi
decidido na sessão de julgamento e a ementa, deve ser corrigido
o erro material.
3. No caso, a ordem também fora concedida para, em
relação ao art. 16 da Lei n. 7.492⁄1986, por inépcia material da
denúncia, trancar a ação penal.
4. Embargos de declaração acolhidos para sanar o erro
material presente na ementa.”
Terceiros embargos de declaração foram opostos pelos impetrantes,
os quais dessa vez, afirmaram haver “contradição que maculava o
fundamento (pela atipicidade) e a conclusão (pela inépcia formal) acerca
da lavagem de capitais (...)”. Contudo, esses embargos foram rejeitados,
em julgado assim ementado:
“TERCEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. AUSÊNCIA DE PUBLICAÇÃO
DE VOTOS VOGAIS. FALTA DE ANÁLISE DE
CONTRADIÇÃO APONTADA NOS PRIMEIROS EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA.
1. Totalmente improcedente a alegação de omissão por
não terem sido publicados votos vogais relativos ao julgamento
do habeas corpus.
2. A republicação do acórdão (determinada por ocasião da
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HC 109720 / SP
apreciação dos primeiros embargos de declaração) foi
devidamente acrescida da íntegra das notas taquigráficas da
assentada de 3⁄2⁄2009, não havendo nenhum outro documento a
se disponibilizar.
3. Acolhidos, em parte, os primeiros embargos apenas
para determinar a já mencionada republicação, e julgados
prejudicados alguns pontos então suscitados, cumpria ao
embargante, ao apresentar novo recurso, repetir os tópicos os
quais reputava merecer declaração fosse por obscuridade,
ambiguidade, contradição ou omissão. Ocorre que não se
desincumbiu a defesa de tal ônus.
4. Diante disso, não é possível, nestes terceiros embargos,
ressuscitar assunto que não consta dos segundos, ante a
incidência da preclusão consumativa.
5. À míngua de omissão a ser sanada, embargos de
declaração rejeitados.”
Daí a impetração deste habeas corpus.
De início, destaco que há óbice jurídico-processual ao conhecimento
do habeas corpus.
No caso, a impetração, ressalvado meu entendimento pessoal, foi
manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no
art. 102, inciso II, alínea ‘a’, da Carta da República, o que esbarra em
decisão da Primeira Turma, que assentou, quando do julgamento do HC
n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio (DJe de 11/9/12), a
inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o
recurso ordinário.
Não ignoro a existência das hipóteses excepcionais autorizadoras da
utilização do habeas corpus em caráter substitutivo enunciadas pelo
Ministro Marco Aurélio em sessão de 21/5/13, quando do julgamento do
HC n 110.328/RS, o qual se encontra pendente de conclusão, em razão do
pedido de vista do Ministro Luiz Fux.
Entretanto, mantenho-me, por ora, alinhado ao entendimento que
prevalece na Primeira Turma desde o julgado proferido no HC n
109.956/PR (Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12).
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apreciação dos primeiros embargos de declaração) foi
devidamente acrescida da íntegra das notas taquigráficas da
assentada de 3⁄2⁄2009, não havendo nenhum outro documento a
se disponibilizar.
3. Acolhidos, em parte, os primeiros embargos apenas
para determinar a já mencionada republicação, e julgados
prejudicados alguns pontos então suscitados, cumpria ao
embargante, ao apresentar novo recurso, repetir os tópicos os
quais reputava merecer declaração fosse por obscuridade,
ambiguidade, contradição ou omissão. Ocorre que não se
desincumbiu a defesa de tal ônus.
4. Diante disso, não é possível, nestes terceiros embargos,
ressuscitar assunto que não consta dos segundos, ante a
incidência da preclusão consumativa.
5. À míngua de omissão a ser sanada, embargos de
declaração rejeitados.”
Daí a impetração deste habeas corpus.
De início, destaco que há óbice jurídico-processual ao conhecimento
do habeas corpus.
No caso, a impetração, ressalvado meu entendimento pessoal, foi
manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no
art. 102, inciso II, alínea ‘a’, da Carta da República, o que esbarra em
decisão da Primeira Turma, que assentou, quando do julgamento do HC
n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio (DJe de 11/9/12), a
inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o
recurso ordinário.
Não ignoro a existência das hipóteses excepcionais autorizadoras da
utilização do habeas corpus em caráter substitutivo enunciadas pelo
Ministro Marco Aurélio em sessão de 21/5/13, quando do julgamento do
HC n 110.328/RS, o qual se encontra pendente de conclusão, em razão do
pedido de vista do Ministro Luiz Fux.
Entretanto, mantenho-me, por ora, alinhado ao entendimento que
prevalece na Primeira Turma desde o julgado proferido no HC n
109.956/PR (Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12).
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Dito isso, afirmo que nada impede, nessa circunstância, que esta
Suprema Corte analise a questão de ofício nos casos de flagrante
ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não é o caso.
O Ministério Público Federal ofertou competente denúncia contra o
ora paciente e outros 28 corréus, tendo em vista os fatos apurados pela
denominada “Operação Kaspar II”, decorrente da “Operação Suíça”, em
que se investigou suposta organização criminosa liderada por Claudine
Spiero, cujos integrantes (doleiros, gerentes de bancos suíços e
empresários) atuariam no mercado ilegal de câmbio, bem como
promoveriam a remessa/recebimento de dinheiro ilegal via contas na
Suíça pelo sistema conhecido como dólar-cabo.
Imputa-se ao paciente, na qualidade de proprietário da empresa
Feller Engenharia, haver se beneficiado do esquema criminoso, da
seguinte forma:
“20) JACQUES FELLER
FELLER é proprietário da empresa FELLER
ENGENHARIA LTDA., possui conta no exterior e e cliente
assíduo de CLAUDINE nas operações de 'cabo' (para uso
pessoal e de sua empresa) sendo o encarregado de, com ela,
manter contatos, inclusive para movimentar conta de sua mãe
FEIGA FELLER.
A suposta origem dos recursos existentes na conta de
FELLER no exterior adviria, segundo colhido no interrogatório
de CLAUDINE, do pagamento por parte dos adquirentes de
imoveis da empresa FELLER aqui no Brasil.
Através de CLAUDINE, o denunciado FELLER transferia
valores de sua conta no exterior ao Brasil, providenciava
pagamentos de fornecedores internos, além de realizar
depósitos em contas de funcionários.
Segundo esclarecido pelo próprio FELLER, em seu
interrogatório, ele se utilizava das contas de alguns
funcionários de confiança para receber depósitos vindos de
CLAUDINE, pois os valores não poderiam circular por sua
7
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
Dito isso, afirmo que nada impede, nessa circunstância, que esta
Suprema Corte analise a questão de ofício nos casos de flagrante
ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que não é o caso.
O Ministério Público Federal ofertou competente denúncia contra o
ora paciente e outros 28 corréus, tendo em vista os fatos apurados pela
denominada “Operação Kaspar II”, decorrente da “Operação Suíça”, em
que se investigou suposta organização criminosa liderada por Claudine
Spiero, cujos integrantes (doleiros, gerentes de bancos suíços e
empresários) atuariam no mercado ilegal de câmbio, bem como
promoveriam a remessa/recebimento de dinheiro ilegal via contas na
Suíça pelo sistema conhecido como dólar-cabo.
Imputa-se ao paciente, na qualidade de proprietário da empresa
Feller Engenharia, haver se beneficiado do esquema criminoso, da
seguinte forma:
“20) JACQUES FELLER
FELLER é proprietário da empresa FELLER
ENGENHARIA LTDA., possui conta no exterior e e cliente
assíduo de CLAUDINE nas operações de 'cabo' (para uso
pessoal e de sua empresa) sendo o encarregado de, com ela,
manter contatos, inclusive para movimentar conta de sua mãe
FEIGA FELLER.
A suposta origem dos recursos existentes na conta de
FELLER no exterior adviria, segundo colhido no interrogatório
de CLAUDINE, do pagamento por parte dos adquirentes de
imoveis da empresa FELLER aqui no Brasil.
Através de CLAUDINE, o denunciado FELLER transferia
valores de sua conta no exterior ao Brasil, providenciava
pagamentos de fornecedores internos, além de realizar
depósitos em contas de funcionários.
Segundo esclarecido pelo próprio FELLER, em seu
interrogatório, ele se utilizava das contas de alguns
funcionários de confiança para receber depósitos vindos de
CLAUDINE, pois os valores não poderiam circular por sua
7
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
conta por um problema trabalhista.
Vários diálogos reproduzidos no relatório policial
comprovam a sua pratica delitiva.
Os apensos 18 e 19 contem os materiais apreendidos na
residência e na empresa de FELLER seguidos da
correspondente análise pericial, a demonstrar ordens de
transferências bancárias ao exterior (a Ad Valorem Investments
e Clariden Bank), referente aos honorários pela administração
do patrimônio depositado naquelas instituições, no montante
total de USD 1.862.377,32.
Constam, ainda, documentos sobre uma empresa
gerenciadora de atividades off-shore denominada Trident Trust
Company (BVI) Ltd, enderecado a Ad Valorem Investments,
seguida de uma wire transfer onde o favorecido e a empresa
Noland Industries Limited e a conta debitada e dessa mesma
Trident Trust na instituição financeira HSBC Private Bank em
Genebra, sendo que, desse pagamento consta a subscrição do
denunciado FELLER.
Há duas ordens de pagamento: uma, com indicação do n
57639, onde o investigado subscreve pela empresa ASHFARES
HOLDINGS LIMITED, transferindo o montante de USD
83.943,00 para o beneficiário GTG Eletronics Co junto a uma
conta na Union Bank of California através de uma conta no
HSBC Private Bank (Monaco); outra direcionada ao beneficiário
Chang Duk Kim no valor de USD 137.654,00.
Há, no corpo dos referidos apensos, documentos
declaratórios de TRUST da empresa PARK INTERNATIONAL
LIMITED e NOLAND INDUSTRIES LIMITED onde figura
como sócio beneficiário o denunciado Jacques Feller.
Também foram encontrados documentos de constituição
de off shore (BVI) NOLAND INDUSTRIES LIMITED e PARK
INTERNATIONAL LIMITED, onde o denunciado figura como
sócio diretor dessas empresas.
Outros documentos ligados a constituição e registros das
off-shores nas Ilhas Virgens Britânicas, a saber, ASHFARE
HOLDINGS LIMITED e AD VALOREM INVESTMENTS LTD,
8
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conta por um problema trabalhista.
Vários diálogos reproduzidos no relatório policial
comprovam a sua pratica delitiva.
Os apensos 18 e 19 contem os materiais apreendidos na
residência e na empresa de FELLER seguidos da
correspondente análise pericial, a demonstrar ordens de
transferências bancárias ao exterior (a Ad Valorem Investments
e Clariden Bank), referente aos honorários pela administração
do patrimônio depositado naquelas instituições, no montante
total de USD 1.862.377,32.
Constam, ainda, documentos sobre uma empresa
gerenciadora de atividades off-shore denominada Trident Trust
Company (BVI) Ltd, enderecado a Ad Valorem Investments,
seguida de uma wire transfer onde o favorecido e a empresa
Noland Industries Limited e a conta debitada e dessa mesma
Trident Trust na instituição financeira HSBC Private Bank em
Genebra, sendo que, desse pagamento consta a subscrição do
denunciado FELLER.
Há duas ordens de pagamento: uma, com indicação do n
57639, onde o investigado subscreve pela empresa ASHFARES
HOLDINGS LIMITED, transferindo o montante de USD
83.943,00 para o beneficiário GTG Eletronics Co junto a uma
conta na Union Bank of California através de uma conta no
HSBC Private Bank (Monaco); outra direcionada ao beneficiário
Chang Duk Kim no valor de USD 137.654,00.
Há, no corpo dos referidos apensos, documentos
declaratórios de TRUST da empresa PARK INTERNATIONAL
LIMITED e NOLAND INDUSTRIES LIMITED onde figura
como sócio beneficiário o denunciado Jacques Feller.
Também foram encontrados documentos de constituição
de off shore (BVI) NOLAND INDUSTRIES LIMITED e PARK
INTERNATIONAL LIMITED, onde o denunciado figura como
sócio diretor dessas empresas.
Outros documentos ligados a constituição e registros das
off-shores nas Ilhas Virgens Britânicas, a saber, ASHFARE
HOLDINGS LIMITED e AD VALOREM INVESTMENTS LTD,
8
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
evidenciam a participação societária e administração de
recursos ali custodiados.
Fotocópias de documentos recebidos por fac-simile
revelam transações financeiras com a investigada CLAUDINE
SPIERO. A operação financeira realizada através desses
documentos acostados as fls. 334 a 336 comprova uma operação
no valor de US 32.222,00 efetuada entre Claudine Spiero e o
indigitado Jacques Feller, que subscreve em nome de outra
empresa, supostamente outra off shore, denominada JARON
CONSULTANTS LIMITED.
Segundo apurado, valores eram transferidos da conta no
HSBC Private Bank (Monaco) da empresa Jaron Consultants
Limited, conta n 56387, para a conta da empresa que era
indicada por Claudine Spiero (provavelmente de algum cliente
de Claudine, no Commerce Bank NA (Miami-FL) em nome de
Sovering Scientific, conta n 8.200666306. No Brasil, em
contrapartida, eram feitos depósitos em contas indicadas por
Jacques Feller no total de sete contas em bancos distintos,
incluindo duas de sua própria titularidade, coincidindo a soma
dos valores depositados com aqueles transferidos ao exterior,
em claro propósito de ali ocultar bens. Outros documentos
juntados na sequência e analisados pela perícia, inclusive
indicando o relacionamento comercial entre FELLER e
CLAUDINE, apontam para o fato de que enormes valores
estavam circulando entre contas do denunciado e de
instituições de administração de ativos, como a Ad Valorem
Investments, fato este a indicar, com base nos documentos que
instruem os Apensos, que o reingresso do dinheiro no sistema
financeiro nacional representou uma manobra para obter a sua
reciclagem a titulo de lavagem.
Orientações eram expendidas a CLAUDINE SPIERO para
que fossem feitos depósitos bancários, como meio de
compensação de transações de cabo – conforme comprovantes
apreendidos - havendo uma lista de contas indicadas pelo
denunciado Jacques Feller para serem abastecidas com recursos
ilícitos retornando do exterior, envolvendo alem dele, outros
9
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evidenciam a participação societária e administração de
recursos ali custodiados.
Fotocópias de documentos recebidos por fac-simile
revelam transações financeiras com a investigada CLAUDINE
SPIERO. A operação financeira realizada através desses
documentos acostados as fls. 334 a 336 comprova uma operação
no valor de US 32.222,00 efetuada entre Claudine Spiero e o
indigitado Jacques Feller, que subscreve em nome de outra
empresa, supostamente outra off shore, denominada JARON
CONSULTANTS LIMITED.
Segundo apurado, valores eram transferidos da conta no
HSBC Private Bank (Monaco) da empresa Jaron Consultants
Limited, conta n 56387, para a conta da empresa que era
indicada por Claudine Spiero (provavelmente de algum cliente
de Claudine, no Commerce Bank NA (Miami-FL) em nome de
Sovering Scientific, conta n 8.200666306. No Brasil, em
contrapartida, eram feitos depósitos em contas indicadas por
Jacques Feller no total de sete contas em bancos distintos,
incluindo duas de sua própria titularidade, coincidindo a soma
dos valores depositados com aqueles transferidos ao exterior,
em claro propósito de ali ocultar bens. Outros documentos
juntados na sequência e analisados pela perícia, inclusive
indicando o relacionamento comercial entre FELLER e
CLAUDINE, apontam para o fato de que enormes valores
estavam circulando entre contas do denunciado e de
instituições de administração de ativos, como a Ad Valorem
Investments, fato este a indicar, com base nos documentos que
instruem os Apensos, que o reingresso do dinheiro no sistema
financeiro nacional representou uma manobra para obter a sua
reciclagem a titulo de lavagem.
Orientações eram expendidas a CLAUDINE SPIERO para
que fossem feitos depósitos bancários, como meio de
compensação de transações de cabo – conforme comprovantes
apreendidos - havendo uma lista de contas indicadas pelo
denunciado Jacques Feller para serem abastecidas com recursos
ilícitos retornando do exterior, envolvendo alem dele, outros
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
clientes de Claudine, indicando a utilização de inúmeras contas
de terceiros para dissimular as operações financeiras
desenvolvidas através de Claudine Spiero, na forma como
descrita no relatório do Apenso no 18, e conforme reproduzido
por imagens.
Ironicamente, FELLER declarou como rendimentos
tributáveis recebidos no ano de 2006 a quantia de R$ 16.200,00.”
No tocante ao trancamento da ação pelo crime de lavagem de
dinheiro, diante do teor do julgado do Superior Tribunal de Justiça, que
determinou prévio aditamento da exordial acusatória para a persecução
penal por essa infração, penso inexistir qualquer ilegalidade flagrante a
ser sanada.
O fato de o numerário em questão possuir origem conhecida e estar
relacionado à atividade lícita empreendida pelo paciente não afasta a
possibilidade de que ele provenha da prática de fato criminoso
antecedente, o que, inclusive, à vista dos termos em que concedida a
ordem por aquela Corte Superior, deverá ser devidamente especificado
em aditamento a ser realizado pelo Ministério Público Federal - sob pena
de rejeição da denúncia nesse particular -, de modo que é prematura
qualquer pretensão ao trancamento da persecução penal por parte do
paciente.
Ademais, é firme a jurisprudência consagrada por esta Suprema
Corte no sentido de que a concessão de habeas corpus com a finalidade
de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações
excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, atipicidade da
conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de
autoria, o que não vislumbro na espécie.
Nesse sentido, vide os seguintes precedentes:
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
CRIMES
CONTRA
A
ORDEM
TRIBUTÁRIA.
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL, POR AUSÊNCIA DE
JUSTA CAUSA. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA
10
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
clientes de Claudine, indicando a utilização de inúmeras contas
de terceiros para dissimular as operações financeiras
desenvolvidas através de Claudine Spiero, na forma como
descrita no relatório do Apenso no 18, e conforme reproduzido
por imagens.
Ironicamente, FELLER declarou como rendimentos
tributáveis recebidos no ano de 2006 a quantia de R$ 16.200,00.”
No tocante ao trancamento da ação pelo crime de lavagem de
dinheiro, diante do teor do julgado do Superior Tribunal de Justiça, que
determinou prévio aditamento da exordial acusatória para a persecução
penal por essa infração, penso inexistir qualquer ilegalidade flagrante a
ser sanada.
O fato de o numerário em questão possuir origem conhecida e estar
relacionado à atividade lícita empreendida pelo paciente não afasta a
possibilidade de que ele provenha da prática de fato criminoso
antecedente, o que, inclusive, à vista dos termos em que concedida a
ordem por aquela Corte Superior, deverá ser devidamente especificado
em aditamento a ser realizado pelo Ministério Público Federal - sob pena
de rejeição da denúncia nesse particular -, de modo que é prematura
qualquer pretensão ao trancamento da persecução penal por parte do
paciente.
Ademais, é firme a jurisprudência consagrada por esta Suprema
Corte no sentido de que a concessão de habeas corpus com a finalidade
de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações
excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, atipicidade da
conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de
autoria, o que não vislumbro na espécie.
Nesse sentido, vide os seguintes precedentes:
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
CRIMES
CONTRA
A
ORDEM
TRIBUTÁRIA.
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL, POR AUSÊNCIA DE
JUSTA CAUSA. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE PROVAS.
INVIABILIDADE. 1. O trancamento da ação penal por ausência
de justa causa é medida excepcional, justificando-se quando
despontar, fora de dúvida, atipicidade da conduta, causa
extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria, o
que não ocorre no caso sob exame. 2. A denúncia que descreve
as condutas dos co-réus de forma detalhada e individualizada,
estabelecendo nexo de causalidade com os fatos, não é inepta 3.
O habeas corpus não é a via processual adequada à análise
aprofundada de matéria fático-probatória. Ordem indeferida”
(HC n 94.752/RS, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda
Turma, DJE de 17/10/08);
“Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Crime do art.
20 da Lei n 7.716/89. Alegação de que a conduta configuraria
o crime previsto no art. 140, § 3..., do Código Penal. A
ilegitimidade ad causam do Ministério Público Federal não
pode ser afirmada na fase em que se encontra a ação penal.
Justa causa. Existência. Precedentes.
1. A afirmação da legitimidade ad causam do parquet, no
caso, se confunde com a própria necessidade de se instruir a
ação penal, pois é no momento da sentença que poderá o Juiz
confirmar o tipo penal apontado na inicial acusatória. Qualquer
capitulação jurídica feita sobre um fato na denúncia é sempre
provisória até a sentença, tornando-se definitiva apenas no
instante decisório final.
2. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal, em habeas
corpus, antecipar-se ao Magistrado de 1... grau e, antes mesmo
de iniciada a instrução criminal, firmar juízo de valor sobre as
provas trazidas aos autos para tipificar a conduta criminosa
narrada.
3. A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de
que o trancamento da ação penal, em sede de habeas corpus,
por ausência de justa causa, constitui medida excepcional que,
em princípio, não tem lugar quando os fatos narrados na
denúncia configuram crime em tese.
11
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE PROVAS.
INVIABILIDADE. 1. O trancamento da ação penal por ausência
de justa causa é medida excepcional, justificando-se quando
despontar, fora de dúvida, atipicidade da conduta, causa
extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria, o
que não ocorre no caso sob exame. 2. A denúncia que descreve
as condutas dos co-réus de forma detalhada e individualizada,
estabelecendo nexo de causalidade com os fatos, não é inepta 3.
O habeas corpus não é a via processual adequada à análise
aprofundada de matéria fático-probatória. Ordem indeferida”
(HC n 94.752/RS, Relator o Ministro Eros Grau, Segunda
Turma, DJE de 17/10/08);
“Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Crime do art.
20 da Lei n 7.716/89. Alegação de que a conduta configuraria
o crime previsto no art. 140, § 3..., do Código Penal. A
ilegitimidade ad causam do Ministério Público Federal não
pode ser afirmada na fase em que se encontra a ação penal.
Justa causa. Existência. Precedentes.
1. A afirmação da legitimidade ad causam do parquet, no
caso, se confunde com a própria necessidade de se instruir a
ação penal, pois é no momento da sentença que poderá o Juiz
confirmar o tipo penal apontado na inicial acusatória. Qualquer
capitulação jurídica feita sobre um fato na denúncia é sempre
provisória até a sentença, tornando-se definitiva apenas no
instante decisório final.
2. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal, em habeas
corpus, antecipar-se ao Magistrado de 1... grau e, antes mesmo
de iniciada a instrução criminal, firmar juízo de valor sobre as
provas trazidas aos autos para tipificar a conduta criminosa
narrada.
3. A jurisprudência deste Tribunal é firme no sentido de
que o trancamento da ação penal, em sede de habeas corpus,
por ausência de justa causa, constitui medida excepcional que,
em princípio, não tem lugar quando os fatos narrados na
denúncia configuram crime em tese.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
4. É na ação penal que deverá se desenvolver o
contraditório, na qual serão produzidos todos os elementos de
convicção do julgador e garantido ao paciente todos os meios
de defesa constitucionalmente previstos. Não é o habeas corpus
o instrumento adequado para o exame de questões
controvertidas, inerentes ao processo de conhecimento.
5. Habeas corpus denegado” (HC n 90.187/RJ, Primeira
Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 25/4/08 –
grifos do autor).
E ainda o HC n 93.853/PA, Primeira Turma, Relator o Ministro
Menezes Direito, DJe de 30/5/08; o HC n 86.583/SP, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 27/4/07; e o HC n 85.066/GO,
Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 20/5/05, entre
outros.
Relativamente à evasão de divisas imputada ao paciente, igualmente
não verifico qualquer ilegalidade flagrante.
Apenas a título de registro, destaco que, acerca dos pressupostos da
denúncia, Eugênio Pacelli de Oliveira (Curso de Processo Penal. 13. ed.
2... tir. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. p. 189-190), leciona o seguinte:
“Segundo o disposto no art. 41 do CPP, a denúncia ou
queixa '(...) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as
suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou
esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a
classificação do crime e, quando necessário, o rol de
testemunhas'.
As exigências relativas 'à exposição do fato criminoso, com
todas as suas circunstâncias' atendem à necessidade de se
permitir, desde logo, o exercício da ampla defesa. Conhecendo
com precisão todos os limites da imputação, poderá o acusado a
ela se contrapor o mais amplamente possível, desde, então , a
delimitação 'temática' da peça acusatória, em que se irá fixar o
conteúdo da questão penal.
(...)
12
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
4. É na ação penal que deverá se desenvolver o
contraditório, na qual serão produzidos todos os elementos de
convicção do julgador e garantido ao paciente todos os meios
de defesa constitucionalmente previstos. Não é o habeas corpus
o instrumento adequado para o exame de questões
controvertidas, inerentes ao processo de conhecimento.
5. Habeas corpus denegado” (HC n 90.187/RJ, Primeira
Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 25/4/08 –
grifos do autor).
E ainda o HC n 93.853/PA, Primeira Turma, Relator o Ministro
Menezes Direito, DJe de 30/5/08; o HC n 86.583/SP, Segunda Turma,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 27/4/07; e o HC n 85.066/GO,
Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 20/5/05, entre
outros.
Relativamente à evasão de divisas imputada ao paciente, igualmente
não verifico qualquer ilegalidade flagrante.
Apenas a título de registro, destaco que, acerca dos pressupostos da
denúncia, Eugênio Pacelli de Oliveira (Curso de Processo Penal. 13. ed.
2... tir. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010. p. 189-190), leciona o seguinte:
“Segundo o disposto no art. 41 do CPP, a denúncia ou
queixa '(...) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as
suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou
esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a
classificação do crime e, quando necessário, o rol de
testemunhas'.
As exigências relativas 'à exposição do fato criminoso, com
todas as suas circunstâncias' atendem à necessidade de se
permitir, desde logo, o exercício da ampla defesa. Conhecendo
com precisão todos os limites da imputação, poderá o acusado a
ela se contrapor o mais amplamente possível, desde, então , a
delimitação 'temática' da peça acusatória, em que se irá fixar o
conteúdo da questão penal.
(...)
12
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
Como já visto, a correta delimitação das condutas, além de
permitir a mais adequada classificação (tipificação) do fato, no
que a exigência nesse sentido estaria tutelando a própria
efetividade do processo, presta-se também a ampliar o campo
em que se exercerá a atividade de defesa, inserindo-se,
portanto, como regra atinente ao princípio da ampla defesa.”
No caso, como destacado pela eminente Ministra Jane Silva,
“[m]ostra-se importante ressaltar que a denúncia (f. 91/93)
narra fatos penalmente típicos, descrevendo detalhadamente o
nexo causal entre as supostas condutas do ora paciente e os
eventos danosos que lhe foram atribuídos, quais sejam, os
descritos no artigo 22, caput, da Lei 7.492/86 e artigo 22,
parágrafo único, desta mesma Lei. Ainda que alguns aspectos
formais não estejam diretamente presentes na denúncia, como,
por exemplo, a narrativa atinente às datas das operações e
detalhes dos valores, parece-me que a referência feita às provas
e apensos são suficientes para preencher as lacunas apontadas
pela defesa. Reconheço que tal proceder não reflete a melhor
técnica na redação da denúncia, mas este Superior Tribunal de
Justiça já decidiu que ele não resulta em nulidade (...)”.
Esse entendimento não discrepa da jurisprudência desta Suprema
Corte, no sentido de que
“[a] denúncia, embora não expondo data precisa em que
se teria consumado a infração ambiental, que é de cunho
permanente, foi capaz de situá-la em período certo e
determinado, com a possibilidade de estabelecer-se, para fins
de aferição de alegada causa extintiva da punibilidade do
agente, como último marco consumativo, data em que
pericialmente atestada a permanência da infração. Prescrição
não verificada. Preenchidos os requisitos do art. 41 do Código
de Processo Penal, a análise das demais questões postas na
impetração, para seu correto equacionamento, demanda regular
13
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Como já visto, a correta delimitação das condutas, além de
permitir a mais adequada classificação (tipificação) do fato, no
que a exigência nesse sentido estaria tutelando a própria
efetividade do processo, presta-se também a ampliar o campo
em que se exercerá a atividade de defesa, inserindo-se,
portanto, como regra atinente ao princípio da ampla defesa.”
No caso, como destacado pela eminente Ministra Jane Silva,
“[m]ostra-se importante ressaltar que a denúncia (f. 91/93)
narra fatos penalmente típicos, descrevendo detalhadamente o
nexo causal entre as supostas condutas do ora paciente e os
eventos danosos que lhe foram atribuídos, quais sejam, os
descritos no artigo 22, caput, da Lei 7.492/86 e artigo 22,
parágrafo único, desta mesma Lei. Ainda que alguns aspectos
formais não estejam diretamente presentes na denúncia, como,
por exemplo, a narrativa atinente às datas das operações e
detalhes dos valores, parece-me que a referência feita às provas
e apensos são suficientes para preencher as lacunas apontadas
pela defesa. Reconheço que tal proceder não reflete a melhor
técnica na redação da denúncia, mas este Superior Tribunal de
Justiça já decidiu que ele não resulta em nulidade (...)”.
Esse entendimento não discrepa da jurisprudência desta Suprema
Corte, no sentido de que
“[a] denúncia, embora não expondo data precisa em que
se teria consumado a infração ambiental, que é de cunho
permanente, foi capaz de situá-la em período certo e
determinado, com a possibilidade de estabelecer-se, para fins
de aferição de alegada causa extintiva da punibilidade do
agente, como último marco consumativo, data em que
pericialmente atestada a permanência da infração. Prescrição
não verificada. Preenchidos os requisitos do art. 41 do Código
de Processo Penal, a análise das demais questões postas na
impetração, para seu correto equacionamento, demanda regular
13
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 31
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
dilação probatória, escapando, portanto, da possibilidade de
análise mais aprofundada dos fatos, máxime quando se
considera o viés estreito do writ constitucional” (HC n
107.412/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
23/5/12).
Por outro lado, a conduta incriminadora narrada na denúncia é
explícita no sentido de ocorrência de evasão de divisas, pouco
importando que o denunciado, eventualmente, também mantivesse
depósitos ou valores no exterior – cuja comunicação à autoridade fiscal,
em determinados casos, é compulsória – ou que promovesse, também, a
internalização de recursos provindos do exterior.
Nesse sentido destaco o seguinte trecho da denúncia:
“(...)
Os apensos 18 e 19 contém os materiais apreendidos na
residência e na empresa de FELLER seguidos da
correspondente análise pericial, a demonstrar ordens de
transferências bancárias ao exterior (a Ad Valorem Investments
e Clariden Bank), referente aos honorários pela administração
do patrimônio depositado naquelas instituições, no montante
total de USD 1.862.377,32.
Constam, ainda, documentos sobre uma empresa
gerenciadora de atividades off-shore denominada Trident Trust
Company (BVI) Ltd, enderecado a Ad Valorem Investments,
seguida de uma wire transfer onde o favorecido e a empresa
Noland Industries Limited e a conta debitada e dessa mesma
Trident Trust na instituição financeira HSBC Private Bank em
Genebra, sendo que, desse pagamento consta a subscrição do
denunciado FELLER.
Há duas ordens de pagamento: uma, com indicação do n
57639, onde o investigado subscreve pela empresa ASHFARES
HOLDINGS LIMITED, transferindo o montante de USD
83.943,00 para o beneficiário GTG Eletronics Co junto a uma
conta na Union Bank of California através de uma conta no
HSBC Private Bank (Monaco); outra direcionada ao beneficiário
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
dilação probatória, escapando, portanto, da possibilidade de
análise mais aprofundada dos fatos, máxime quando se
considera o viés estreito do writ constitucional” (HC n
107.412/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de
23/5/12).
Por outro lado, a conduta incriminadora narrada na denúncia é
explícita no sentido de ocorrência de evasão de divisas, pouco
importando que o denunciado, eventualmente, também mantivesse
depósitos ou valores no exterior – cuja comunicação à autoridade fiscal,
em determinados casos, é compulsória – ou que promovesse, também, a
internalização de recursos provindos do exterior.
Nesse sentido destaco o seguinte trecho da denúncia:
“(...)
Os apensos 18 e 19 contém os materiais apreendidos na
residência e na empresa de FELLER seguidos da
correspondente análise pericial, a demonstrar ordens de
transferências bancárias ao exterior (a Ad Valorem Investments
e Clariden Bank), referente aos honorários pela administração
do patrimônio depositado naquelas instituições, no montante
total de USD 1.862.377,32.
Constam, ainda, documentos sobre uma empresa
gerenciadora de atividades off-shore denominada Trident Trust
Company (BVI) Ltd, enderecado a Ad Valorem Investments,
seguida de uma wire transfer onde o favorecido e a empresa
Noland Industries Limited e a conta debitada e dessa mesma
Trident Trust na instituição financeira HSBC Private Bank em
Genebra, sendo que, desse pagamento consta a subscrição do
denunciado FELLER.
Há duas ordens de pagamento: uma, com indicação do n
57639, onde o investigado subscreve pela empresa ASHFARES
HOLDINGS LIMITED, transferindo o montante de USD
83.943,00 para o beneficiário GTG Eletronics Co junto a uma
conta na Union Bank of California através de uma conta no
HSBC Private Bank (Monaco); outra direcionada ao beneficiário
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 109720 / SP
Chang Duk Kim no valor de USD 137.654,00.”
Destaco, ainda, a manifestação do Parquet Federal no writ
antecedente, o qual, com propriedade, fez a seguinte observação, in
verbis:
“(...)
38. Assim, vê-se que a imputação ao crime do art. 22,
caput, da Lei n 7.492/86 não se deu em razão da internação de
valores no território nacional, mas, ao reverso, se deu pela saída
de moeda estrangeira.
39. Da mesma forma, não há como se cogitar de
trancamento da ação penal, tão somente porque o membro do
Ministério Público não teria explicitado na exordial acusatória
que a saída de moeda ao exterior não foi declarada à repartição
federal competente. Aqui, a assertiva defensiva chega a ser
singela. Ora, basta uma leitura atenta da peça ministerial para
inferir que a operação cambial em apreço teria se dado sem a
devida declaração à repartição pública, sendo desimportante
não está[r] esse fato expressamente posto na denúncia,
porquanto facilmente deduzível do contexto em que ela se
insere” (fl. 14 do anexo de instrução 2).
Com essas considerações, voto pela extinção do writ, por
inadequação da via eleita.
15
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
Chang Duk Kim no valor de USD 137.654,00.”
Destaco, ainda, a manifestação do Parquet Federal no writ
antecedente, o qual, com propriedade, fez a seguinte observação, in
verbis:
“(...)
38. Assim, vê-se que a imputação ao crime do art. 22,
caput, da Lei n 7.492/86 não se deu em razão da internação de
valores no território nacional, mas, ao reverso, se deu pela saída
de moeda estrangeira.
39. Da mesma forma, não há como se cogitar de
trancamento da ação penal, tão somente porque o membro do
Ministério Público não teria explicitado na exordial acusatória
que a saída de moeda ao exterior não foi declarada à repartição
federal competente. Aqui, a assertiva defensiva chega a ser
singela. Ora, basta uma leitura atenta da peça ministerial para
inferir que a operação cambial em apreço teria se dado sem a
devida declaração à repartição pública, sendo desimportante
não está[r] esse fato expressamente posto na denúncia,
porquanto facilmente deduzível do contexto em que ela se
insere” (fl. 14 do anexo de instrução 2).
Com essas considerações, voto pela extinção do writ, por
inadequação da via eleita.
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Debate
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Senhor Presidente, inicialmente, anoto que este é um habeas corpus
substitutivo de recurso. Ressalvo a minha posição - vencido que fiquei na
Turma - e assento, então, a extinção do writ, por inadequação da via
processual eleita pelo impetrante.
Por outro lado, anoto, em razão do que foi dito da tribuna, que Reto
Buzzi era funcionário do banco, situação totalmente diferente. Aliás, se
fosse situação semelhante, não estaríamos a julgar este habeas corpus,
mas um pedido de extensão – digo isso só por conta da referência que foi
feita da tribuna.
Em relação ao aditamento da denúncia, não há nestes autos
elementos que mostrem que o Ministério Público tenha feito esse
aditamento. Então, nós estaríamos deferindo uma ordem – de ofício -
para quê, se não há ainda sequer esse aditamento comprovado?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me
permite?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Pois não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A inépcia material
seria uma absolvição sumária em ação penal ainda não proposta.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ainda não proposta, exatamente.
Os debates aclararam muito a questão. Eu vou fazer o resumo do
voto, Senhor Presidente: eu fico só na extinção. Como foi destacado, o que
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Senhor Presidente, inicialmente, anoto que este é um habeas corpus
substitutivo de recurso. Ressalvo a minha posição - vencido que fiquei na
Turma - e assento, então, a extinção do writ, por inadequação da via
processual eleita pelo impetrante.
Por outro lado, anoto, em razão do que foi dito da tribuna, que Reto
Buzzi era funcionário do banco, situação totalmente diferente. Aliás, se
fosse situação semelhante, não estaríamos a julgar este habeas corpus,
mas um pedido de extensão – digo isso só por conta da referência que foi
feita da tribuna.
Em relação ao aditamento da denúncia, não há nestes autos
elementos que mostrem que o Ministério Público tenha feito esse
aditamento. Então, nós estaríamos deferindo uma ordem – de ofício -
para quê, se não há ainda sequer esse aditamento comprovado?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência me
permite?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Pois não.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A inépcia material
seria uma absolvição sumária em ação penal ainda não proposta.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Ainda não proposta, exatamente.
Os debates aclararam muito a questão. Eu vou fazer o resumo do
voto, Senhor Presidente: eu fico só na extinção. Como foi destacado, o que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 31
Debate
HC 109720 / SP
se quer? No que sobrou da denúncia, que, nessa sede de habeas corpus
substitutivo, o Supremo faça o julgamento de mérito, julgue o mérito.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Julgue extinto.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Julgue o mérito, e isso depende de revolvimento de provas. Eu fico
apenas na extinção da impetração. O voto é muito longo, são quinze
páginas, mas o resumo, a síntese é essa.
O SENHOR ALBERTO ZACHARIAS TORON (ADVOGADO) -
Presidente, uma questão de ordem. A segunda tese diz com a inépcia da
denúncia que não foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça. Então, há
uma denúncia vigente contra ele, já que o Superior Tribunal de Justiça
considerou apta no que diz com o crime de evasão, tendo só anulado
formalmente, afora o trancamento das outras imputações, quanto ao
crime de lavagem, mas, quanto ao crime de evasão, ela remanesceu
íntegra. E é só a inépcia formal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mas, aí, o
eminente Relator entende que, para verificar a licitude das divisas que
são objeto de evasão, teria que analisar provas.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 109720 / SP
se quer? No que sobrou da denúncia, que, nessa sede de habeas corpus
substitutivo, o Supremo faça o julgamento de mérito, julgue o mérito.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Julgue extinto.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Julgue o mérito, e isso depende de revolvimento de provas. Eu fico
apenas na extinção da impetração. O voto é muito longo, são quinze
páginas, mas o resumo, a síntese é essa.
O SENHOR ALBERTO ZACHARIAS TORON (ADVOGADO) -
Presidente, uma questão de ordem. A segunda tese diz com a inépcia da
denúncia que não foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça. Então, há
uma denúncia vigente contra ele, já que o Superior Tribunal de Justiça
considerou apta no que diz com o crime de evasão, tendo só anulado
formalmente, afora o trancamento das outras imputações, quanto ao
crime de lavagem, mas, quanto ao crime de evasão, ela remanesceu
íntegra. E é só a inépcia formal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mas, aí, o
eminente Relator entende que, para verificar a licitude das divisas que
são objeto de evasão, teria que analisar provas.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 31
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720
VOTO
O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Presidente, não para
retribuir o elogio, mas exaltando a qualidade e a clareza da sustentação,
eu também penso que a hipótese é de trancamento da ação penal.
Portanto, não há sequer, neste momento, um risco iminente para a
liberdade de locomoção do paciente a ponto de justificar a superação do
óbice verificado, por se tratar de habeas corpus substitutivo.
De modo que, por esta razão, eu acompanho o Relator.
# # #
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720
VOTO
O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Presidente, não para
retribuir o elogio, mas exaltando a qualidade e a clareza da sustentação,
eu também penso que a hipótese é de trancamento da ação penal.
Portanto, não há sequer, neste momento, um risco iminente para a
liberdade de locomoção do paciente a ponto de justificar a superação do
óbice verificado, por se tratar de habeas corpus substitutivo.
De modo que, por esta razão, eu acompanho o Relator.
# # #
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 31
Voto - MIN. ROSA WEBER
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
louvando sempre a beleza da sustentação oral do Doutor Toron, entendo
que o trancamento de ação penal, em habeas corpus, justifica-se apenas em
situações excepcionalíssimas, que não me parece sejam as dos autos, por
tudo que aqui ouvi com a maior atenção.
Acompanho, também, o voto do eminente Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente,
louvando sempre a beleza da sustentação oral do Doutor Toron, entendo
que o trancamento de ação penal, em habeas corpus, justifica-se apenas em
situações excepcionalíssimas, que não me parece sejam as dos autos, por
tudo que aqui ouvi com a maior atenção.
Acompanho, também, o voto do eminente Relator.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 31
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, julgando
apenas com o que está no processo e “sem ouvir as ruas”, acompanho o
relator.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4590590.
Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 109.720 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, julgando
apenas com o que está no processo e “sem ouvir as ruas”, acompanho o
relator.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 31
Extrato de Ata - 17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.720
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JACQUES FELLER
IMPTE.(S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por
inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Falaram: o Dr. Alberto Zacharias Toron, pelo Paciente, e
a Dra. Cláudia Sampaio Marques, Subprocuradora-Geral da República,
pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 109.720
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : JACQUES FELLER
IMPTE.(S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por
inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Falaram: o Dr. Alberto Zacharias Toron, pelo Paciente, e
a Dra. Cláudia Sampaio Marques, Subprocuradora-Geral da República,
pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 31
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HC n 109 . 956 / PR",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HC n 114 . 789 / SP",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HC n 114 . 789 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"Circular 3071 / 2001",
"Circular 3110 / 2002",
"Circular 3181 / 2003",
"Circulares",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP 3384",
"3442",
"/",
"2009",
"HC 109720 / SP 3384 / 2008",
"3442",
"/",
"2009",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HC n 114 . 789 / SP",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HC n 114 . 789 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC n 114 . 789",
"HC 109720 / SP",
"HC n 114 . 789",
"HC 109720 / SP 7 . 492⁄1986",
"HC 109720 / SP 7 . 492⁄1986",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC n 110 . 328 / RS",
"HC n 109 . 956 / PR",
"HC 109720 / SP",
"HC n 109 . 956 / PR",
"HC n 110 . 328 / RS",
"HC n 109 . 956 / PR",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC n 94 . 752 / RS",
"HC 109720 / SP",
"HC n 94 . 752 / RS",
"HC 109720 / SP",
"HC n 90 . 187 / RJ",
"HC n 93 . 853 / PA",
"HC n 86 . 583 / SP",
"HC n 85 . 066 / GO",
"HC 109720 / SP",
"HC n 90 . 187 / RJ",
"HC n 93 . 853 / PA",
"HC n 86 . 583 / SP",
"HC n 85 . 066 / GO",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC n 107 . 412 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC n 107 . 412 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HABEAS CORPUS 109 . 720 SÃO",
"HC 109720 / SP",
"HC 109720 / SP",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HABEAS CORPUS 109 . 720",
"HABEAS CORPUS 109 . 720"
],
"LEGISLACAO": [
"Artigo 102 , inciso II , alínea a , da Constituição Federal",
"art . 102 , inciso II , alínea a , da Carta da República",
"art . 102 , inciso II , alínea a , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . da Lei n 9 . 613 / 98",
"art . 22 da Lei n 7 . 492 / 86",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . da Lei n 9 . 613 / 98",
"art . 22 da Lei n 7 . 492 / 86",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 397 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 397 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , Código Penal Brasileiro",
"artigo 1 . . . , da Lei n . 9 . 613 / 98",
"art . 41 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , Código Penal Brasileiro",
"artigo 1 . . . , da Lei n . 9 . 613 / 98",
"art . 41 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Regulamento do",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 22 da Lei n . 7 . 492 / 86",
"artigo 41 , CPP",
"art . 5 . . . , Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 22 da Lei n . 7 . 492 / 86",
"artigo 41 , CPP",
"art . 5 . . . , Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"2007",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 do CPP",
"artigo 41 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 do CPP",
"artigo 41 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 1 . . . , Lei n . 9 . 613 / 98",
"art . 22 da Lei n . 7 . 492 / 86",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 1 . . . , Lei n . 9 . 613 / 98",
"art . 22 da Lei n . 7 . 492 / 86",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"22 , caput e parágrafo único , da Lei n . 7 . 492 / 86",
"n . 8 . 137 / 90 , artigo 1 .",
"Lei n . 9 . 613 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos",
"Lei n . 7 . 492 / 86",
"Lei n . 8 . 137 / 90",
"Lei n . 9 . 613 / 96 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS 1 . . . E 2 . . . DA LEI 8 . 137⁄1990",
"ARTIGO 22 , CAPUT , DA LEI 7 . 492⁄1986",
"ARTIGO 22 , PARÁGRAFO ÚNICO , DA LEI",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGOS 1 . . .",
"LEI 8",
"ARTIGO 22 , CAPUT , DA LEI 7 . 492⁄1986",
"ARTIGO 22 , PARÁGRAFO ÚNICO , DA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 1 . . . e 2 . . . da Lei 8 . 137⁄1990",
"artigo 22 , caput , da Lei 7 . 492⁄1986",
"artigo 22 , parágrafo único , da lei 7 . 492⁄1986",
"CPP , art . 41",
"artigo 580 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 1 . . . e 2 . . . da Lei 8 . 137⁄1990",
"artigo 22 , caput , da Lei 7 . 492⁄1986",
"artigo 22 , parágrafo único , da lei 7 . 492⁄1986",
"CPP , art . 41",
"artigo 580 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 1 . . . e 2 . . . da Lei 8 . 137⁄90",
"artigo 16 , da Lei 7 . 492⁄1986",
"artigo 1",
"artigo 16 da Lei n . 7 . 492 / 86",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 1 . . . e 2 . . . da Lei 8 . 137⁄90",
"artigo 16 , da Lei 7 . 492⁄1986",
"artigo 1 . . . , VI , § 1 . . . I e II , da Lei 9 . 613⁄1998",
"artigo 16 da Lei n . 7 . 492 / 86",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 16 da Lei n . 7 . 492⁄1986",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 16 da Lei n . 7 . 492⁄1986",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso II , alínea ‘ a ’ , da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso II , alínea ‘ a ’ , da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 da Lei n 7 . 716 / 89",
"art . 140 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 da Lei n 7 . 716 / 89",
"art . 140 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 22 , caput , da Lei 7 . 492 / 86",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 22 , caput , da Lei 7 . 492 / 86",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 22 , caput , da Lei n 7 . 492 / 86",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 22 , caput , da Lei n 7 . 492 / 86",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"Brasil",
"Genebra",
"Ilhas Virgens Britânicas",
"Genebra",
"Ilhas Virgens Britânicas",
"Brasil",
"Brasil",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"Genebra",
"Genebra",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Suprema Corte",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"MPF",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"MPF",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Corte Suprema",
"Parquet ’ Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"FELLER",
"MPF",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Parquet ’ Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"FELLER",
"MPF",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"BACEN",
"Banco Central",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"BACEN",
"Banco Central",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de",
"Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"BACEN",
"BACEN",
"BACEN",
"BACEN",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"BACEN",
"BACEN",
"BACEN",
"BACEN",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"BACEN",
"BACEN",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"BACEN",
"BACEN",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"6",
".",
".",
". Vara Federal Criminal de São Paulo",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"6",
".",
".",
". Vara Federal Criminal de",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Vara Federal Criminal",
"Tribunal Regional Federal da 3 .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"6",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema Corte",
"Ministério Público Federal",
"Suíça",
"Feller Engenharia",
"FELLER ENGENHARIA LTDA .",
"FELLER",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Suíça",
"Feller Engenharia",
"FELLER ENGENHARIA LTDA .",
"FELLER",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ad Valorem Investments",
"Clariden Bank",
"Trident Trust Company (",
"BVI ) Ltd",
"Ad Valorem Investments",
"Noland Industries Limited",
"HSBC Private Bank",
"ASHFARES HOLDINGS LIMITED",
"GTG Eletronics Co",
"Union Bank of California",
"HSBC Private Bank",
"Monaco",
"PARK INTERNATIONAL LIMITED",
"NOLAND INDUSTRIES LIMITED",
"PARK INTERNATIONAL LIMITED",
"ASHFARE HOLDINGS",
"AD",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ad Valorem Investments",
"Clariden Bank",
"Trident Trust Company (",
"BVI ) Ltd",
"Ad Valorem Investments",
"Noland Industries Limited",
"HSBC Private Bank",
"ASHFARES HOLDINGS LIMITED",
"GTG Eletronics Co",
"Union Bank of California",
"HSBC Private Bank",
"PARK INTERNATIONAL LIMITED",
"NOLAND INDUSTRIES LIMITED",
"NOLAND INDUSTRIES LIMITED",
"PARK INTERNATIONAL LIMITED",
"ASHFARE HOLDINGS LIMITED",
"AD VALOREM INVESTMENTS LTD",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"JARON CONSULTANTS LIMITED",
"HSBC Private Bank",
"Jaron Consultants Limited",
"Commerce",
"Bank NA",
"Miami",
"-",
"FL",
"Ad Valorem Investments",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"JARON CONSULTANTS LIMITED",
"HSBC Private Bank",
"Jaron Consultants Limited",
"Commerce Bank NA",
"Miami",
"-",
"FL",
"Ad Valorem Investments",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Lumen Juris",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Lumen Juris",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Ad Valorem Investments",
"Clariden Bank",
"Trident Trust Company (",
"BVI ) Ltd",
"Ad Valorem Investments",
"Noland Industries Limited",
"HSBC Private Bank",
"ASHFARES HOLDINGS LIMITED",
"GTG Eletronics Co",
"Union Bank of California",
"HSBC Private Bank",
"Monaco",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Ad Valorem Investments",
"Clariden Bank",
"Trident Trust Company (",
"BVI ) Ltd",
"Ad Valorem Investments",
"Noland Industries Limited",
"Trident Trust",
"HSBC Private",
"Bank",
"ASHFARES HOLDINGS LIMITED",
"GTG Eletronics Co",
"Union Bank of California",
"HSBC Private Bank",
"Monaco",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Parquet Federal",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Parquet Federal",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Ministério Público Federal",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Ministério Público Federal",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"JACQUES FELLER",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JACQUES FELLER",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"DIAS TOFFOLI",
"Alberto Zacharias Toron",
"Claudia Maria Soncini Bernasconi",
"Heloisa Estellita",
"Jacques Feller",
"Jane Silva",
"DIAS TOFFOLI",
"JACQUES FELLER",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"DIAS TOFFOLI",
"Alberto Zacharias Toron",
"Claudia Maria Soncini Bernasconi",
"Heloisa Estellita",
"Jacques Feller",
"Jane Silva",
"CLAUDINE",
"Claudine",
"Claudine",
"Claudine",
"Jacques Feller",
"Claudine",
"Jacques Feller",
"FELLER",
"FELLER",
"Mario José Gisi",
"Mario José Gisi",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Jane Silva",
"JACQUES FELLER",
"DIAS TOFFOLI",
"Jane Silva",
"JACQUES FELLER",
"DIAS TOFFOLI",
"JANE SILVA",
"JANE SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JACQUES FELLER",
"CELSO LIMONGI",
"JACQUES FELLER",
"CELSO LIMONGI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"Claudine Spiero",
"JACQUES FELLER FELLER",
"CLAUDINE",
"FEIGA FELLER",
"FELLER",
"CLAUDINE",
"CLAUDINE",
"FELLER",
"FELLER",
"CLAUDINE",
"Claudine Spiero",
"JACQUES FELLER FELLER",
"CLAUDINE",
"FEIGA FELLER",
"FELLER",
"CLAUDINE",
"CLAUDINE",
"FELLER",
"FELLER",
"CLAUDINE",
"DIAS TOFFOLI",
"FELLER",
"FELLER",
"Chang Duk Kim",
"Jacques Feller",
"FELLER",
"FELLER",
"Chang Duk Kim",
"Jacques Feller",
"DIAS TOFFOLI",
"CLAUDINE SPIERO",
"Claudine Spiero",
"Jacques Feller",
"Claudine Spiero",
"Claudine",
"Sovering",
"Jacques Feller",
"FELLER",
"CLAUDINE",
"CLAUDINE SPIERO",
"Jacques Feller",
"CLAUDINE SPIERO",
"Claudine Spiero",
"Jacques Feller",
"Claudine Spiero",
"Claudine",
"Sovering",
"Jacques Feller",
"FELLER",
"CLAUDINE",
"CLAUDINE SPIERO",
"Jacques Feller",
"DIAS TOFFOLI",
"Claudine",
"Claudine Spiero",
"FELLER",
"Claudine",
"Claudine Spiero",
"FELLER",
"DIAS TOFFOLI",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"Menezes Direito",
"Menezes Direito",
"Eros Grau",
"Carlos Velloso",
"Eugênio Pacelli de Oliveira",
"Menezes Direito",
"Menezes Direito",
"Eros Grau",
"Carlos Velloso",
"Eugênio Pacelli de Oliveira",
"DIAS TOFFOLI",
"Jane Silva",
"Jane Silva",
"DIAS TOFFOLI",
"FELLER",
"FELLER",
"FELLER",
"FELLER",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Reto Buzzi",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Reto Buzzi",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"DIAS TOFFOLI",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"LUIZ FUX",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Toron",
"ROSA WEBER",
"Toron",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"JACQUES FELLER",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"Alberto Zacharias Toron",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"JACQUES FELLER",
"ALBERTO ZACHARIAS TORON",
"Alberto Zacharias Toron",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"7",
"/",
"8",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de setembro de 2013",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
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"2013",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"03",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"03",
"/",
"2005",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"31 de dezembro",
"30 de dezembro",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31 de dezembro",
"30 de dezembro",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31 de dezembro de 2002",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31 de dezembro de 2002",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"8",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"8",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3⁄2⁄2009",
"11",
"/",
"9",
"/",
"12",
"21",
"/",
"5",
"/",
"13",
"11",
"/",
"9",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3⁄2⁄2009",
"11",
"/",
"9",
"/",
"12",
"21",
"/",
"5",
"/",
"13",
"11",
"/",
"9",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"10",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"10",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"4",
"/",
"08",
"30",
"/",
"5",
"/",
"08",
"27",
"/",
"4",
"/",
"07",
"20",
"/",
"5",
"/",
"05",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"4",
"/",
"08",
"30",
"/",
"5",
"/",
"08",
"27",
"/",
"4",
"/",
"07",
"20",
"/",
"5",
"/",
"05",
"2010",
".",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"5",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S)
:LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário.
Imunidade. Emenda constitucional 33/01. Anterioridade nonagesimal.
Alegação feita em face de coisa julgada em outro processo. Efeitos.
Matéria infraconstitucional. Questão fática. Súmula nº 279/STF.
1. Mesmo antes do advento da Emenda Constitucional nº 33/01, a
imunidade prevista no art. 155, § 3º, da Constituição Federal não impedia
a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao PIS e ao FINSOCIAL
das empresas que realizam operações relativas à energia elétrica, serviços
de telecomunicações e derivados de petróleo, combustíveis e minerais, na
esteira do entendimento consolidado na Corte, desde o julgamento dos
agravos regimentais nos RE nºs 205.355; 227.832; 230.337; e 233.807, Rel.
Min. Carlos Velloso.
2. As ofensas ao art. 5°, incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da
Constituição, ocorrem, via de regra, como no presente caso, de maneira
reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de recurso
extraordinário.
3. O acórdão recorrido, para assentar que “a questão apreciada no
mandamus por esta Corte Regional só alcançou o exercício financeiro de
1992, restando prejudicada a apreciação da anterioridade nonagesimal
requerida pela Autora”, baseou-se nas provas e nos fatos dos autos. Dessa
forma, para divergir do julgado, mister seria o revolvimento de fatos e
provas, o que é vedado, a teor da Súmula nº 279/STF.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033204.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
RE 626936 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033204.
Supremo Tribunal Federal
RE 626936 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033204.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S)
:LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Companhia Vale do Rio Doce interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Vale S.A. interpõe recurso extraordinário, com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra
acórdão da Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª
Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO.
COFINS.
FATURAMENTO
ADVINDO DA VENDA DE MINERAIS: SÚMULA 659
DO STF. NATUREZA CONTINUATIVA DA RELAÇÃO
JURÍDICA TRIBUTÁRIA DECIDIDA. MODIFICAÇÃO
DO ESTADO DE FATO E DE DIREITO.
1. A legitimidade da cobrança da COFINS sobre as
operações relativas a derivados de petróleo encontra-se
pacificada pelo verbete nº 659, de Súmula do STF.
2. Relação jurídica tributária continuativa: os limites
objetivos da coisa julgada não possuem o caráter de
imutabilidade e de normatividade a abranger os eventos
futuros, a teor dos princípios da substanciação e da
correlação; além disso, ocorrendo a modificação do estado
de fato e de direito, mesmo que ultrapassada a questão
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033201.
Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S)
:LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Companhia Vale do Rio Doce interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Vale S.A. interpõe recurso extraordinário, com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra
acórdão da Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª
Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO.
COFINS.
FATURAMENTO
ADVINDO DA VENDA DE MINERAIS: SÚMULA 659
DO STF. NATUREZA CONTINUATIVA DA RELAÇÃO
JURÍDICA TRIBUTÁRIA DECIDIDA. MODIFICAÇÃO
DO ESTADO DE FATO E DE DIREITO.
1. A legitimidade da cobrança da COFINS sobre as
operações relativas a derivados de petróleo encontra-se
pacificada pelo verbete nº 659, de Súmula do STF.
2. Relação jurídica tributária continuativa: os limites
objetivos da coisa julgada não possuem o caráter de
imutabilidade e de normatividade a abranger os eventos
futuros, a teor dos princípios da substanciação e da
correlação; além disso, ocorrendo a modificação do estado
de fato e de direito, mesmo que ultrapassada a questão
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
RE 626936 AGR / RJ
supra, com a decisão do STF, em data posterior ao julgado
desta Corte Regional, por si só, afasta a invocada extensão:
RESP 193500, DJU 13/09/99.
3. A questão apreciada no mandamus por esta Corte
Regional só alcançou o exercício financeiro de 1992.
4. Apelo e Remessa Necessária conhecidos e
providos.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega o recorrente violação aos artigos 5º, incisos XXXV,
XXXVI, LIV e LV, 93, inciso IX e 195, § 6º, da Constituição
Federal, uma vez que viola o princípio da anterioridade da
exigibilidade da COFINS após o advento da Emenda
Constitucional nº 33/2001.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
Afasto a alegada afronta ao artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal, haja vista que o acórdão recorrido
encontra-se devidamente motivado e fundamentado, embora
contrário ao interesse da ora agravante.
Ressalte-se que referido norma não exige que o órgão
judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa
apresentados pela parte, mas que fundamente as razões que
entendeu suficientes à formação de seu convencimento (RE nº
463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Diga-se, ainda, que o Plenário desta Corte já pacificou a
matéria, no julgamento do AI nº 791.292-QO-RG/PE, cuja
ementa assim dispõe:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3°
e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033201.
Supremo Tribunal Federal
RE 626936 AGR / RJ
supra, com a decisão do STF, em data posterior ao julgado
desta Corte Regional, por si só, afasta a invocada extensão:
RESP 193500, DJU 13/09/99.
3. A questão apreciada no mandamus por esta Corte
Regional só alcançou o exercício financeiro de 1992.
4. Apelo e Remessa Necessária conhecidos e
providos.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega o recorrente violação aos artigos 5º, incisos XXXV,
XXXVI, LIV e LV, 93, inciso IX e 195, § 6º, da Constituição
Federal, uma vez que viola o princípio da anterioridade da
exigibilidade da COFINS após o advento da Emenda
Constitucional nº 33/2001.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
Afasto a alegada afronta ao artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal, haja vista que o acórdão recorrido
encontra-se devidamente motivado e fundamentado, embora
contrário ao interesse da ora agravante.
Ressalte-se que referido norma não exige que o órgão
judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa
apresentados pela parte, mas que fundamente as razões que
entendeu suficientes à formação de seu convencimento (RE nº
463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Diga-se, ainda, que o Plenário desta Corte já pacificou a
matéria, no julgamento do AI nº 791.292-QO-RG/PE, cuja
ementa assim dispõe:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3°
e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033201.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
RE 626936 AGR / RJ
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral’ (Relator
o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10).
Quanto às alegações de violações aos artigos 5°, incisos
XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, esta Corte tem
entendimento pacífico de que ofensas aos mencionados
preceitos constitucionais ocorre, via de regra, como no presente
caso, de maneira reflexa, sendo, dessa forma, incabível a
interposição de apelo extremo. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA
VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA.
ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO.
AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal
possui entendimento pacífico no sentido de que a violação
ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação
processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da
Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente
fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma
clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III
Agravo regimental improvido’ (AI nº 812.481/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5033201.
Supremo Tribunal Federal
RE 626936 AGR / RJ
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral’ (Relator
o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10).
Quanto às alegações de violações aos artigos 5°, incisos
XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, esta Corte tem
entendimento pacífico de que ofensas aos mencionados
preceitos constitucionais ocorre, via de regra, como no presente
caso, de maneira reflexa, sendo, dessa forma, incabível a
interposição de apelo extremo. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA
VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA.
ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO.
AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal
possui entendimento pacífico no sentido de que a violação
ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação
processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da
Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente
fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma
clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III
Agravo regimental improvido’ (AI nº 812.481/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
RE 626936 AGR / RJ
Lewandowski, DJe de 31/1/2011).
No mesmo sentido:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Alegação de violação ao artigo 5º, XXXIV e LV da CF/88.
Ofensa reflexa. Ausência de argumentos suficientes para
infirmar a decisão recorrida. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento’ (AI nº 757.875/DF, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/5/11).
Ademais, verifico que o Tribunal a quo não divergiu do
entendimento firmado por esta Corte no sentido de que, mesmo
antes do advento da Emenda Constitucional nº 33/01, a
imunidade prevista no artigo 155, § 3º, da Constituição Federal,
não impedia a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao
PIS e ao FINSOCIAL das empresas que realizam operações
relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações,
derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País. Nesse
sentido, anote-se:
‘COFINS. FINSOCIAL. OPERAÇÕES RELATIVAS A
COMBUSTÍVEIS. INCIDÊNCIA. ARTS. 155, § 3º; E 195,
CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O Supremo
Tribunal Federal (sessão do dia 1º.07.99), no julgamento
dos Recursos Extraordinários nºs 205.355 (Ag.Rg); 227.832;
230.337; e 233.807, Rel. Min. Carlos Velloso, abrangendo as
contribuições representadas pela COFINS, pelo PIS e pelo
FINSOCIAL sobre as operações relativas a energia elétrica,
a serviços de telecomunicações, e a derivados de petróleo,
combustíveis e minerais, entendeu que, sendo elas
contribuições sociais sobre o faturamento das empresas,
destinadas ao financiamento da seguridade social, nos
termos do art. 195, caput, da Constituição Federal, não
lhes é aplicável a imunidade prevista no art. 155, § 3º, da
Lei Maior . Recurso conhecido e provido’ (RE nº
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 626936 AGR / RJ
Lewandowski, DJe de 31/1/2011).
No mesmo sentido:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Alegação de violação ao artigo 5º, XXXIV e LV da CF/88.
Ofensa reflexa. Ausência de argumentos suficientes para
infirmar a decisão recorrida. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento’ (AI nº 757.875/DF, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/5/11).
Ademais, verifico que o Tribunal a quo não divergiu do
entendimento firmado por esta Corte no sentido de que, mesmo
antes do advento da Emenda Constitucional nº 33/01, a
imunidade prevista no artigo 155, § 3º, da Constituição Federal,
não impedia a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao
PIS e ao FINSOCIAL das empresas que realizam operações
relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações,
derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País. Nesse
sentido, anote-se:
‘COFINS. FINSOCIAL. OPERAÇÕES RELATIVAS A
COMBUSTÍVEIS. INCIDÊNCIA. ARTS. 155, § 3º; E 195,
CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O Supremo
Tribunal Federal (sessão do dia 1º.07.99), no julgamento
dos Recursos Extraordinários nºs 205.355 (Ag.Rg); 227.832;
230.337; e 233.807, Rel. Min. Carlos Velloso, abrangendo as
contribuições representadas pela COFINS, pelo PIS e pelo
FINSOCIAL sobre as operações relativas a energia elétrica,
a serviços de telecomunicações, e a derivados de petróleo,
combustíveis e minerais, entendeu que, sendo elas
contribuições sociais sobre o faturamento das empresas,
destinadas ao financiamento da seguridade social, nos
termos do art. 195, caput, da Constituição Federal, não
lhes é aplicável a imunidade prevista no art. 155, § 3º, da
Lei Maior . Recurso conhecido e provido’ (RE nº
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Relatório
RE 626936 AGR / RJ
260.165/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ilmar
Galvão, DJ de 28/4/2000) (grifo nosso).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário”.
Sustenta a agravante que “a pretensão discutida no presente recurso
é de natureza constitucional, porquanto refere-se exclusivamente à
eficácia da própria EC nº 33/2001 no caso concreto”.
Afirma, in verbis, que
“a submissão ao princípio da anterioridade previsto no
artigo 195, § 6º, da Constituição Federal em relação à ora
requerente que tem coisa julgada em outro processo já
reconhecendo imunidade em relação aos fatos geradores
anteriores a referida emenda constitucional”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
RE 626936 AGR / RJ
260.165/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ilmar
Galvão, DJ de 28/4/2000) (grifo nosso).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário”.
Sustenta a agravante que “a pretensão discutida no presente recurso
é de natureza constitucional, porquanto refere-se exclusivamente à
eficácia da própria EC nº 33/2001 no caso concreto”.
Afirma, in verbis, que
“a submissão ao princípio da anterioridade previsto no
artigo 195, § 6º, da Constituição Federal em relação à ora
requerente que tem coisa julgada em outro processo já
reconhecendo imunidade em relação aos fatos geradores
anteriores a referida emenda constitucional”.
É o relatório.
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
A agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada, a qual está respaldada na pacífica jurisprudência desta Corte.
Inicialmente, reitero que esta Corte tem entendimento pacífico de
que as ofensas ao art. 5°, incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição,
ocorrem, via de regra, como no presente caso, de maneira reflexa, sendo,
dessa forma, incabível a interposição de recurso extraordinário.
Ademais, mesmo antes do advento da Emenda Constitucional nº
33/01, a imunidade prevista no art. 155, § 3º, da Constituição Federal, não
impedia a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao PIS e ao
FINSOCIAL das empresas que realizam operações relativas à energia
elétrica, serviços de telecomunicações e derivados de petróleo,
combustíveis e minerais, na esteira do entendimento consolidado nesta
Corte, desde os julgamento dos agravos regimentais nos RE nºs 205.355;
227.832; 230.337; e 233.807, Rel. Min. Carlos Velloso.
Esse entendimento culminou com a edição da Súmula nº 659, assim
redigida: “É legitima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL
sobre as operações relativas a energia elétrica, serviços de
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do
País.”
No que se refere à necessidade de que a Emenda Constitucional nº
33/01 observa anterioridade nonagesimal, em face de decisão judicial
transitada em julgado na vigência do texto original do art. 155, § 3º da
Constituição, a toda evidência, o acórdão recorrido dirimiu a questão com
base na legislação infraconstitucional, notadamente as normas
processuais civis, sendo certo que é pacífica a jurisprudência desta Corte
de que, nesses casos, a eventual afronta ao art. 5º, inciso XXXVI da
Constituição é meramente reflexa ou indireta.
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Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
A agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada, a qual está respaldada na pacífica jurisprudência desta Corte.
Inicialmente, reitero que esta Corte tem entendimento pacífico de
que as ofensas ao art. 5°, incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição,
ocorrem, via de regra, como no presente caso, de maneira reflexa, sendo,
dessa forma, incabível a interposição de recurso extraordinário.
Ademais, mesmo antes do advento da Emenda Constitucional nº
33/01, a imunidade prevista no art. 155, § 3º, da Constituição Federal, não
impedia a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao PIS e ao
FINSOCIAL das empresas que realizam operações relativas à energia
elétrica, serviços de telecomunicações e derivados de petróleo,
combustíveis e minerais, na esteira do entendimento consolidado nesta
Corte, desde os julgamento dos agravos regimentais nos RE nºs 205.355;
227.832; 230.337; e 233.807, Rel. Min. Carlos Velloso.
Esse entendimento culminou com a edição da Súmula nº 659, assim
redigida: “É legitima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL
sobre as operações relativas a energia elétrica, serviços de
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do
País.”
No que se refere à necessidade de que a Emenda Constitucional nº
33/01 observa anterioridade nonagesimal, em face de decisão judicial
transitada em julgado na vigência do texto original do art. 155, § 3º da
Constituição, a toda evidência, o acórdão recorrido dirimiu a questão com
base na legislação infraconstitucional, notadamente as normas
processuais civis, sendo certo que é pacífica a jurisprudência desta Corte
de que, nesses casos, a eventual afronta ao art. 5º, inciso XXXVI da
Constituição é meramente reflexa ou indireta.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 626936 AGR / RJ
Nesse sentido: AI nº 723.973/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/4/09; ARE nº 644.667/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11.
De mais a mais, o acórdão recorrido, para assentar que “a questão
apreciada no mandamus por esta Corte Regional só alcançou o exercício
financeiro de 1992, restando prejudicada a apreciação da anterioridade
nonagesimal requerida pela Autora”, baseou-se nas provas e nos fatos
dos autos. Dessa forma, para divergir do julgado, mister seria o
revolvimento de fatos e provas, o que é vedado, a teor da Súmula nº
279/STF.
Constata-se, assim, que a agravante pretende rediscutir matéria já
decidida à saciedade em decisões devidamente fundamentadas.
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 626936 AGR / RJ
Nesse sentido: AI nº 723.973/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/4/09; ARE nº 644.667/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11.
De mais a mais, o acórdão recorrido, para assentar que “a questão
apreciada no mandamus por esta Corte Regional só alcançou o exercício
financeiro de 1992, restando prejudicada a apreciação da anterioridade
nonagesimal requerida pela Autora”, baseou-se nas provas e nos fatos
dos autos. Dessa forma, para divergir do julgado, mister seria o
revolvimento de fatos e provas, o que é vedado, a teor da Súmula nº
279/STF.
Constata-se, assim, que a agravante pretende rediscutir matéria já
decidida à saciedade em decisões devidamente fundamentadas.
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Extrato de Ata - 19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S) : LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S) : LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5043481
| 2013-11-19T00:00:00
| 2013-12-17T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 19.11.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Imunidade. Emenda constitucional 33/01. Anterioridade nonagesimal. Alegação feita em face de coisa julgada em outro processo. Efeitos. Matéria infraconstitucional. Questão fática. Súmula nº 279/STF.
1. Mesmo antes do advento da Emenda Constitucional nº 33/01, a imunidade prevista no art. 155, § 3º, da Constituição Federal não impedia a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao PIS e ao FINSOCIAL das empresas que realizam operações relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações e derivados de petróleo, combustíveis e minerais, na esteira do entendimento consolidado na Corte, desde o julgamento dos agravos regimentais nos RE nºs 205.355; 227.832; 230.337; e 233.807, Rel. Min. Carlos Velloso.
2. As ofensas ao art. 5°, incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição, ocorrem, via de regra, como no presente caso, de maneira reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de recurso extraordinário.
3. O acórdão recorrido, para assentar que “a questão apreciada no mandamus por esta Corte Regional só alcançou o exercício financeiro de 1992, restando prejudicada a apreciação da anterioridade nonagesimal requerida pela Autora”, baseou-se nas provas e nos fatos dos autos. Dessa forma, para divergir do julgado, mister seria o revolvimento de fatos e provas, o que é vedado, a teor da Súmula nº 279/STF.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur251830
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMUNIDADE)
RE 227832 (TP), RE 230337 (TP), RE 233807 (TP), RE 205355 AgR (TP).
(OFENSA REFLEXA)
AI 723973 AgR (1ªT), ARE 644667 AgR (1ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 24/01/2014, TIA.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
626936
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00036 INC-00054 \n INC-00055 ART-00155 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED EMC-000033 ANO-2001\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000659 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 626936 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S) : LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S)
:LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário.
Imunidade. Emenda constitucional 33/01. Anterioridade nonagesimal.
Alegação feita em face de coisa julgada em outro processo. Efeitos.
Matéria infraconstitucional. Questão fática. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
1. Mesmo antes do advento da Emenda Constitucional n 33/01, a
imunidade prevista no art. 155, § 3..., da Constituição Federal não impedia
a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao PIS e ao FINSOCIAL
das empresas que realizam operações relativas à energia elétrica, serviços
de telecomunicações e derivados de petróleo, combustíveis e minerais, na
esteira do entendimento consolidado na Corte, desde o julgamento dos
agravos regimentais nos Recurso Extraordinário ns 205.355; 227.832; 230.337; e 233.807, Rel.
Min. Carlos Velloso.
2. As ofensas ao art. 5..., incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da
Constituição, ocorrem, via de regra, como no presente caso, de maneira
reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de recurso
extraordinário.
3. O acórdão recorrido, para assentar que “a questão apreciada no
mandamus por esta Corte Regional só alcançou o exercício financeiro de
1992, restando prejudicada a apreciação da anterioridade nonagesimal
requerida pela Autora”, baseou-se nas provas e nos fatos dos autos. Dessa
forma, para divergir do julgado, mister seria o revolvimento de fatos e
provas, o que é vedado, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S)
:LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Companhia Vale do Rio Doce interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Vale S.A. interpõe recurso extraordinário, com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra
acórdão da Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 2...
Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO.
COFINS.
FATURAMENTO
ADVINDO DA VENDA DE MINERAIS: SÚMULA 659
DO Supremo Tribunal Federal. NATUREZA CONTINUATIVA DA RELAÇÃO
JURÍDICA TRIBUTÁRIA DECIDIDA. MODIFICAÇÃO
DO ESTADO DE FATO E DE DIREITO.
1. A legitimidade da cobrança da COFINS sobre as
operações relativas a derivados de petróleo encontra-se
pacificada pelo verbete n 659, de Súmula do Supremo Tribunal Federal.
2. Relação jurídica tributária continuativa: os limites
objetivos da coisa julgada não possuem o caráter de
imutabilidade e de normatividade a abranger os eventos
futuros, a teor dos princípios da substanciação e da
correlação; além disso, ocorrendo a modificação do estado
de fato e de direito, mesmo que ultrapassada a questão
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Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S)
:LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Companhia Vale do Rio Doce interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Vale S.A. interpõe recurso extraordinário, com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra
acórdão da Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 2...
Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO.
COFINS.
FATURAMENTO
ADVINDO DA VENDA DE MINERAIS: SÚMULA 659
DO Supremo Tribunal Federal. NATUREZA CONTINUATIVA DA RELAÇÃO
JURÍDICA TRIBUTÁRIA DECIDIDA. MODIFICAÇÃO
DO ESTADO DE FATO E DE DIREITO.
1. A legitimidade da cobrança da COFINS sobre as
operações relativas a derivados de petróleo encontra-se
pacificada pelo verbete n 659, de Súmula do Supremo Tribunal Federal.
2. Relação jurídica tributária continuativa: os limites
objetivos da coisa julgada não possuem o caráter de
imutabilidade e de normatividade a abranger os eventos
futuros, a teor dos princípios da substanciação e da
correlação; além disso, ocorrendo a modificação do estado
de fato e de direito, mesmo que ultrapassada a questão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
supra, com a decisão do Supremo Tribunal Federal, em data posterior ao julgado
desta Corte Regional, por si só, afasta a invocada extensão:
RESP 193500, DJU 13/09/99.
3. A questão apreciada no mandamus por esta Corte
Regional só alcançou o exercício financeiro de 1992.
4. Apelo e Remessa Necessária conhecidos e
providos.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega o recorrente violação aos artigos 5..., incisos XXXV,
XXXVI, LIV e LV, 93, inciso IX e 195, § 6..., da Constituição
Federal, uma vez que viola o princípio da anterioridade da
exigibilidade da COFINS após o advento da Emenda
Constitucional n 33/2001.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
Afasto a alegada afronta ao artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal, haja vista que o acórdão recorrido
encontra-se devidamente motivado e fundamentado, embora
contrário ao interesse da ora agravante.
Ressalte-se que referido norma não exige que o órgão
judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa
apresentados pela parte, mas que fundamente as razões que
entendeu suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n
463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Diga-se, ainda, que o Plenário desta Corte já pacificou a
matéria, no julgamento do AI n 791.292-QO-RG/PE, cuja
ementa assim dispõe:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3...
e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
supra, com a decisão do Supremo Tribunal Federal, em data posterior ao julgado
desta Corte Regional, por si só, afasta a invocada extensão:
RESP 193500, DJU 13/09/99.
3. A questão apreciada no mandamus por esta Corte
Regional só alcançou o exercício financeiro de 1992.
4. Apelo e Remessa Necessária conhecidos e
providos.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Alega o recorrente violação aos artigos 5..., incisos XXXV,
XXXVI, LIV e LV, 93, inciso IX e 195, § 6..., da Constituição
Federal, uma vez que viola o princípio da anterioridade da
exigibilidade da COFINS após o advento da Emenda
Constitucional n 33/2001.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
Afasto a alegada afronta ao artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal, haja vista que o acórdão recorrido
encontra-se devidamente motivado e fundamentado, embora
contrário ao interesse da ora agravante.
Ressalte-se que referido norma não exige que o órgão
judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa
apresentados pela parte, mas que fundamente as razões que
entendeu suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n
463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 18/5/01).
Diga-se, ainda, que o Plenário desta Corte já pacificou a
matéria, no julgamento do AI n 791.292-QO-RG/PE, cuja
ementa assim dispõe:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3...
e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
2
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Relatório
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral’ (Relator
o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10).
Quanto às alegações de violações aos artigos 5..., incisos
XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, esta Corte tem
entendimento pacífico de que ofensas aos mencionados
preceitos constitucionais ocorre, via de regra, como no presente
caso, de maneira reflexa, sendo, dessa forma, incabível a
interposição de apelo extremo. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA
VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA.
ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO.
AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal
possui entendimento pacífico no sentido de que a violação
ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação
processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da
Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente
fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma
clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III
Agravo regimental improvido’ (AI n 812.481/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
3
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que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral’ (Relator
o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10).
Quanto às alegações de violações aos artigos 5..., incisos
XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal, esta Corte tem
entendimento pacífico de que ofensas aos mencionados
preceitos constitucionais ocorre, via de regra, como no presente
caso, de maneira reflexa, sendo, dessa forma, incabível a
interposição de apelo extremo. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA
VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO
CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA.
ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO.
AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal
possui entendimento pacífico no sentido de que a violação
ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode
configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto
constitucional, por demandar a análise de legislação
processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do
recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da
Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente
fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma
clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III
Agravo regimental improvido’ (AI n 812.481/RJ-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
3
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Relatório
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
Lewandowski, DJe de 31/1/2011).
No mesmo sentido:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Alegação de violação ao artigo 5..., XXXIV e LV da Constituição Federal de 1988/88.
Ofensa reflexa. Ausência de argumentos suficientes para
infirmar a decisão recorrida. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento’ (AI n 757.875/DF, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/5/11).
Ademais, verifico que o Tribunal a quo não divergiu do
entendimento firmado por esta Corte no sentido de que, mesmo
antes do advento da Emenda Constitucional n 33/01, a
imunidade prevista no artigo 155, § 3..., da Constituição Federal,
não impedia a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao
PIS e ao FINSOCIAL das empresas que realizam operações
relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações,
derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País. Nesse
sentido, anote-se:
‘COFINS. FINSOCIAL. OPERAÇÕES RELATIVAS A
COMBUSTÍVEIS. INCIDÊNCIA. ARTS. 155, § 3...; E 195,
CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O Supremo
Tribunal Federal (sessão do dia 1....07.99), no julgamento
dos Recursos Extraordinários ns 205.355 (Ag.Rg); 227.832;
230.337; e 233.807, Rel. Min. Carlos Velloso, abrangendo as
contribuições representadas pela COFINS, pelo PIS e pelo
FINSOCIAL sobre as operações relativas a energia elétrica,
a serviços de telecomunicações, e a derivados de petróleo,
combustíveis e minerais, entendeu que, sendo elas
contribuições sociais sobre o faturamento das empresas,
destinadas ao financiamento da seguridade social, nos
termos do art. 195, caput, da Constituição Federal, não
lhes é aplicável a imunidade prevista no art. 155, § 3..., da
Lei Maior . Recurso conhecido e provido’ (Recurso Extraordinário n
4
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
Lewandowski, DJe de 31/1/2011).
No mesmo sentido:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Alegação de violação ao artigo 5..., XXXIV e LV da Constituição Federal de 1988/88.
Ofensa reflexa. Ausência de argumentos suficientes para
infirmar a decisão recorrida. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento’ (AI n 757.875/DF, Segunda Turma,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/5/11).
Ademais, verifico que o Tribunal a quo não divergiu do
entendimento firmado por esta Corte no sentido de que, mesmo
antes do advento da Emenda Constitucional n 33/01, a
imunidade prevista no artigo 155, § 3..., da Constituição Federal,
não impedia a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao
PIS e ao FINSOCIAL das empresas que realizam operações
relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações,
derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País. Nesse
sentido, anote-se:
‘COFINS. FINSOCIAL. OPERAÇÕES RELATIVAS A
COMBUSTÍVEIS. INCIDÊNCIA. ARTS. 155, § 3...; E 195,
CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O Supremo
Tribunal Federal (sessão do dia 1....07.99), no julgamento
dos Recursos Extraordinários ns 205.355 (Ag.Rg); 227.832;
230.337; e 233.807, Rel. Min. Carlos Velloso, abrangendo as
contribuições representadas pela COFINS, pelo PIS e pelo
FINSOCIAL sobre as operações relativas a energia elétrica,
a serviços de telecomunicações, e a derivados de petróleo,
combustíveis e minerais, entendeu que, sendo elas
contribuições sociais sobre o faturamento das empresas,
destinadas ao financiamento da seguridade social, nos
termos do art. 195, caput, da Constituição Federal, não
lhes é aplicável a imunidade prevista no art. 155, § 3..., da
Lei Maior . Recurso conhecido e provido’ (Recurso Extraordinário n
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Relatório
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
260.165/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ilmar
Galvão, DJ de 28/4/2000) (grifo nosso).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário”.
Sustenta a agravante que “a pretensão discutida no presente recurso
é de natureza constitucional, porquanto refere-se exclusivamente à
eficácia da própria EC n 33/2001 no caso concreto”.
Afirma, in verbis, que
“a submissão ao princípio da anterioridade previsto no
artigo 195, § 6..., da Constituição Federal em relação à ora
requerente que tem coisa julgada em outro processo já
reconhecendo imunidade em relação aos fatos geradores
anteriores a referida emenda constitucional”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
260.165/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ilmar
Galvão, DJ de 28/4/2000) (grifo nosso).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário”.
Sustenta a agravante que “a pretensão discutida no presente recurso
é de natureza constitucional, porquanto refere-se exclusivamente à
eficácia da própria EC n 33/2001 no caso concreto”.
Afirma, in verbis, que
“a submissão ao princípio da anterioridade previsto no
artigo 195, § 6..., da Constituição Federal em relação à ora
requerente que tem coisa julgada em outro processo já
reconhecendo imunidade em relação aos fatos geradores
anteriores a referida emenda constitucional”.
É o relatório.
5
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
A agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada, a qual está respaldada na pacífica jurisprudência desta Corte.
Inicialmente, reitero que esta Corte tem entendimento pacífico de
que as ofensas ao art. 5..., incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição,
ocorrem, via de regra, como no presente caso, de maneira reflexa, sendo,
dessa forma, incabível a interposição de recurso extraordinário.
Ademais, mesmo antes do advento da Emenda Constitucional n
33/01, a imunidade prevista no art. 155, § 3..., da Constituição Federal, não
impedia a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao PIS e ao
FINSOCIAL das empresas que realizam operações relativas à energia
elétrica, serviços de telecomunicações e derivados de petróleo,
combustíveis e minerais, na esteira do entendimento consolidado nesta
Corte, desde os julgamento dos agravos regimentais nos Recurso Extraordinário ns 205.355;
227.832; 230.337; e 233.807, Rel. Min. Carlos Velloso.
Esse entendimento culminou com a edição da Súmula n 659, assim
redigida: “É legitima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL
sobre as operações relativas a energia elétrica, serviços de
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do
País.”
No que se refere à necessidade de que a Emenda Constitucional n
33/01 observa anterioridade nonagesimal, em face de decisão judicial
transitada em julgado na vigência do texto original do art. 155, § 3... da
Constituição, a toda evidência, o acórdão recorrido dirimiu a questão com
base na legislação infraconstitucional, notadamente as normas
processuais civis, sendo certo que é pacífica a jurisprudência desta Corte
de que, nesses casos, a eventual afronta ao art. 5..., inciso XXXVI da
Constituição é meramente reflexa ou indireta.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
A agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada, a qual está respaldada na pacífica jurisprudência desta Corte.
Inicialmente, reitero que esta Corte tem entendimento pacífico de
que as ofensas ao art. 5..., incisos XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição,
ocorrem, via de regra, como no presente caso, de maneira reflexa, sendo,
dessa forma, incabível a interposição de recurso extraordinário.
Ademais, mesmo antes do advento da Emenda Constitucional n
33/01, a imunidade prevista no art. 155, § 3..., da Constituição Federal, não
impedia a exigibilidade da COFINS e das contribuições ao PIS e ao
FINSOCIAL das empresas que realizam operações relativas à energia
elétrica, serviços de telecomunicações e derivados de petróleo,
combustíveis e minerais, na esteira do entendimento consolidado nesta
Corte, desde os julgamento dos agravos regimentais nos Recurso Extraordinário ns 205.355;
227.832; 230.337; e 233.807, Rel. Min. Carlos Velloso.
Esse entendimento culminou com a edição da Súmula n 659, assim
redigida: “É legitima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL
sobre as operações relativas a energia elétrica, serviços de
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do
País.”
No que se refere à necessidade de que a Emenda Constitucional n
33/01 observa anterioridade nonagesimal, em face de decisão judicial
transitada em julgado na vigência do texto original do art. 155, § 3... da
Constituição, a toda evidência, o acórdão recorrido dirimiu a questão com
base na legislação infraconstitucional, notadamente as normas
processuais civis, sendo certo que é pacífica a jurisprudência desta Corte
de que, nesses casos, a eventual afronta ao art. 5..., inciso XXXVI da
Constituição é meramente reflexa ou indireta.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
Nesse sentido: AI n 723.973/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/4/09; ARE n 644.667/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11.
De mais a mais, o acórdão recorrido, para assentar que “a questão
apreciada no mandamus por esta Corte Regional só alcançou o exercício
financeiro de 1992, restando prejudicada a apreciação da anterioridade
nonagesimal requerida pela Autora”, baseou-se nas provas e nos fatos
dos autos. Dessa forma, para divergir do julgado, mister seria o
revolvimento de fatos e provas, o que é vedado, a teor da Súmula n
279/Supremo Tribunal Federal.
Constata-se, assim, que a agravante pretende rediscutir matéria já
decidida à saciedade em decisões devidamente fundamentadas.
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ
Nesse sentido: AI n 723.973/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/4/09; ARE n 644.667/RS-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11.
De mais a mais, o acórdão recorrido, para assentar que “a questão
apreciada no mandamus por esta Corte Regional só alcançou o exercício
financeiro de 1992, restando prejudicada a apreciação da anterioridade
nonagesimal requerida pela Autora”, baseou-se nas provas e nos fatos
dos autos. Dessa forma, para divergir do julgado, mister seria o
revolvimento de fatos e provas, o que é vedado, a teor da Súmula n
279/Supremo Tribunal Federal.
Constata-se, assim, que a agravante pretende rediscutir matéria já
decidida à saciedade em decisões devidamente fundamentadas.
Nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S) : LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954425
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.936
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
ADV.(A/S) : LÉO KRAKOWIAK
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Impedido o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954425
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 936",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário ns 205 . 355",
"227",
"233",
".",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 936",
"SÚMULA 659 DO Supremo Tribunal Federal",
"verbete n 659",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 936",
"SÚMULA 659 DO Supremo Tribunal Federal",
"verbete n 659 ,",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"AI n 791 . 292 - QO - RG / PE",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ",
"RESP 193500",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"AI n 791 . 292 - QO - RG / PE",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ",
"AI n 812 . 481 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ",
"AI n 812 . 481 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR /",
"AI n 757 . 875 / DF",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ",
"AI n 757 . 875 / DF",
"Recursos Extraordinários ns 205 . 355",
"233",
".",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ 260 . 165 / PE",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ 260",
".",
"165",
"/",
"PE",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário ns 205",
"Recurso Extraordinário ns 205 . 355",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ",
"AI n 723 . 973 / SP - AgR",
"ARE n 644 . 667 / RS - AgR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 626936 AGR / RJ",
"AI n 723 . 973 / SP - AgR",
"ARE n 644 . 667 / RS - AgR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 936",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 936"
],
"LEGISLACAO": [
"Emenda constitucional 33 / 01",
"Emenda Constitucional n 33 / 01",
"art . 155 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , incisos XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XXXV , XXXVI , LIV e LV , 93 , inciso IX e 195 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 33 / 2001",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 544 ,",
"incisos",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XXXV , XXXVI , LIV e LV , 93 , inciso IX e 195 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 33 / 2001",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XXXV ,",
"XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , XXXIV e LV da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Emenda Constitucional n 33 / 01",
"artigo 155 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"ARTS .",
"195 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 195 , caput , da Constituição Federal",
"art . 155 , § 3 . . . , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , XXXIV e LV da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Emenda Constitucional n 33 / 01",
"artigo 155 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"ARTS . 155 , § 3 . . .",
"195 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 195 , caput , da Constituição Federal",
"art . 155 , § 3 . . . , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"EC n 33 / 2001",
"artigo 195 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"EC n 33 / 2001",
"artigo 195 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , incisos XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição",
"Emenda Constitucional n 33 / 01",
"art . 155 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 33 / 01",
"art . 155 , § 3 . . . da Constituição",
"art . 5 . . . , inciso XXXVI da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , incisos XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição",
"Emenda Constitucional n 33 / 01",
"art . 155 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 33 / 01",
"art . 155 , § 3 . . . da Constituição",
"art . 5 . . . , inciso XXXVI da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA VALE DO RIO DOCE",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Recurso",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA VALE DO RIO DOCE",
"UNIÃO",
"FAZENDA NACIONAL",
"Companhia",
"Vale do Rio Doce",
"Vale S . A .",
"Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA VALE DO RIO DOCE",
"UNIÃO",
"Companhia Vale do Rio Doce",
"Vale S . A .",
"Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Plenário desta",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RJ",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA VALE DO RIO DOCE",
"UNIÃO",
"1",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"COMPANHIA VALE DO RIO DOCE",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"LÉO KRAKOWIAK",
"Carlos Velloso",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LÉO KRAKOWIAK",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LÉO KRAKOWIAK",
"DIAS TOFFOLI",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo 3",
"Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Carlos Velloso",
"Gilmar Mendes",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Ilmar Galvão",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Velloso",
"DIAS",
"TOFFOLI",
"Carlos Velloso",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"LÉO KRAKOWIAK",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo",
"de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"LÉO KRAKOWIAK",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"99",
"1992",
"3",
"/",
"2",
"/",
"18",
"/",
"5",
"/",
"01",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"99",
"1992",
"3",
"/",
"2",
"/",
"06",
"18",
"/",
"5",
"/",
"01",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"8",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
"1",
"/",
"2011",
"19",
"/",
"5",
"/",
"11",
"1",
".",
".",
".",
".",
"07",
".",
"99",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
"/",
"1",
"/",
"2011",
"19",
"/",
"5",
"/",
"11",
"1",
".",
".",
".",
".",
"07",
".",
"99",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"4",
"/",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"4",
"/",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"4",
"/",
"09",
"5",
"/",
"10",
"/",
"11",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"4",
"/",
"09",
"5",
"/",
"10",
"/",
"11",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"19",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S)
:ALEX FERREIRA DE MORAIS
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual civil.
Decisão suficientemente motivada. Questão decidida em segundo grau.
Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente
ao recurso especial. Preclusão. Precedentes.
1. A jurisdição foi prestada mediante decisão suficientemente
fundamentada, não obstante contrária à pretensão do recorrente
2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional
resolvida na decisão de segundo grau.
3. Pretensão de rejulgamento da questão de mérito já decidida pelo
Tribunal Regional Federal da Primeira Região e mantida pelo Superior
Tribunal de Justiça, não tendo sido manejado, por inércia do agravante,
recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759416.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 713164 AGR / MG
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759416.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S)
:ALEX FERREIRA DE MORAIS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Termotécnica Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a
seguinte fundamentação:
“Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘COMERCIAL. REPRESENTAÇÃO COMERCIAL.
COMISSÃO. LEI Nº 8.420/1992, ART. 32, § 4º, BASE DE
CÁLCULO. IPI. INCLUSÃO. PREÇO FINAL DO
PRODUTO.
1 Nos termos do artigo 32, § 4º, da Lei nº 8.420, de 8
de maio de 1992, que introduziu modificações na Lei n.
4.886, de 9 de dezembro de 1965, diploma que regula as
atividades dos representantes comerciais autônomos, as
comissões deverão ser calculadas pelo valor total das
mercadorias.
2 A melhor interpretação a ser conferida ao aludido
dispositivo é no sentido de que a comissão deve ser
calculada com base no preço da mercadoria no momento
da venda intermediada pelo representante, o que
corresponde ao valor total do produto até essa fase de
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S)
:ALEX FERREIRA DE MORAIS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Termotécnica Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a
seguinte fundamentação:
“Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘COMERCIAL. REPRESENTAÇÃO COMERCIAL.
COMISSÃO. LEI Nº 8.420/1992, ART. 32, § 4º, BASE DE
CÁLCULO. IPI. INCLUSÃO. PREÇO FINAL DO
PRODUTO.
1 Nos termos do artigo 32, § 4º, da Lei nº 8.420, de 8
de maio de 1992, que introduziu modificações na Lei n.
4.886, de 9 de dezembro de 1965, diploma que regula as
atividades dos representantes comerciais autônomos, as
comissões deverão ser calculadas pelo valor total das
mercadorias.
2 A melhor interpretação a ser conferida ao aludido
dispositivo é no sentido de que a comissão deve ser
calculada com base no preço da mercadoria no momento
da venda intermediada pelo representante, o que
corresponde ao valor total do produto até essa fase de
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 713164 AGR / MG
comercialização.
3 Sendo o IPI imposto indireto, assim como outros
tributos que integram a composição do preço da
mercadoria na saída do estabelecimento industrial e
comportam repasse pela sociedade empresária industrial
representada aos adquirentes, não poderá ser abatido da
base de cálculo da respectiva comissão devida ao
representante comercial que intermediou a operação
mercantil.
4 Recurso especial a que se nega provimento.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5º, II, XXXVI, e 93, IX, da Constituição Federal.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
Verifico que o artigo 93, IX, da Constituição Federal,
indicado
como
violado,
carece
do
necessário
prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a
qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios
opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282
e 356 desta Corte.
Mesmo que assim não fosse, não houve negativa de
prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão
recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso,
mediante decisão suficientemente motivada, não obstante
contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem
justificado suas razões de decidir.
Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que
fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de
seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº
181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
comercialização.
3 Sendo o IPI imposto indireto, assim como outros
tributos que integram a composição do preço da
mercadoria na saída do estabelecimento industrial e
comportam repasse pela sociedade empresária industrial
representada aos adquirentes, não poderá ser abatido da
base de cálculo da respectiva comissão devida ao
representante comercial que intermediou a operação
mercantil.
4 Recurso especial a que se nega provimento.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5º, II, XXXVI, e 93, IX, da Constituição Federal.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
Verifico que o artigo 93, IX, da Constituição Federal,
indicado
como
violado,
carece
do
necessário
prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a
qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios
opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282
e 356 desta Corte.
Mesmo que assim não fosse, não houve negativa de
prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão
recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso,
mediante decisão suficientemente motivada, não obstante
contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem
justificado suas razões de decidir.
Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que
fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de
seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº
181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
ARE 713164 AGR / MG
Gracie, DJ de 18/5/01).
Ademais, a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que não se admite recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se
suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo
grau. Desse modo, incabível o presente apelo para se analisar
matéria referente à possibilidade da aplicação de imposto na
base de cálculo da comissão de representação comercial
prevista no art. 32 da Lei nº 8.420/92, questão esta resolvida na
decisão de 2º grau. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE
SEGUNDO GRAU. NÃO-INTERPOSIÇÃO DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO NO MOMENTO PRÓPRIO.
ACÓRDÃO DO STJ. PRECLUSÃO DA QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. 2. O STF fixou jurisprudência no
sentido de que, no atual sistema constitucional, que prevê
o cabimento simultâneo de recurso extraordinário e
recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de
segundo grau, decorre que, da decisão do STJ no recurso
especial, só se admitirá recurso extraordinário se a questão
constitucional objeto do último for diversa da que já tiver
sido resolvida pela instância ordinária. Precedentes. 3. A
questão constitucional que serviu de fundamento ao
acórdão do Tribunal de segundo grau deve ser atacada no
momento próprio, sob pena de preclusão. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (RE nº 518.257/PR-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau , DJ
de 19/12/07) (Grifo nosso).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Ausência de RE interposto concomitantemente ao recurso
especial. Preclusão.
1. Não se admite recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, no qual se
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
Gracie, DJ de 18/5/01).
Ademais, a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que não se admite recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se
suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo
grau. Desse modo, incabível o presente apelo para se analisar
matéria referente à possibilidade da aplicação de imposto na
base de cálculo da comissão de representação comercial
prevista no art. 32 da Lei nº 8.420/92, questão esta resolvida na
decisão de 2º grau. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE
SEGUNDO GRAU. NÃO-INTERPOSIÇÃO DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO NO MOMENTO PRÓPRIO.
ACÓRDÃO DO STJ. PRECLUSÃO DA QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. 2. O STF fixou jurisprudência no
sentido de que, no atual sistema constitucional, que prevê
o cabimento simultâneo de recurso extraordinário e
recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de
segundo grau, decorre que, da decisão do STJ no recurso
especial, só se admitirá recurso extraordinário se a questão
constitucional objeto do último for diversa da que já tiver
sido resolvida pela instância ordinária. Precedentes. 3. A
questão constitucional que serviu de fundamento ao
acórdão do Tribunal de segundo grau deve ser atacada no
momento próprio, sob pena de preclusão. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (RE nº 518.257/PR-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau , DJ
de 19/12/07) (Grifo nosso).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Ausência de RE interposto concomitantemente ao recurso
especial. Preclusão.
1. Não se admite recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, no qual se
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
ARE 713164 AGR / MG
suscita questão constitucional resolvida na decisão de 2º
grau.
2. Agravo regimental desprovido (AI nº 666.003/DF-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 19/12/07).
Recurso extraordinário: interposição de decisão do
STJ em recurso especial: inadmissibilidade, se a questão
constitucional de que se ocupou o acórdão recorrido já
fora suscitada e resolvida na decisão de segundo grau e,
ademais, constitui fundamento suficiente da decisão da
causa.
1. Do sistema constitucional vigente, que prevê o
cabimento simultâneo do recurso extraordinário e de
recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de
segundo grau, decorre que da decisão do STJ, no recurso
especial só se admitirá recurso extraordinário se a questão
constitucional objeto do último for diversa da que já tiver
sido resolvida pela instância ordinária.
2. Não se contesta que, no sistema difuso de controle
de constitucionalidade, o STJ, a exemplo de todos os
demais órgãos jurisdicionais de qualquer instância, tenha
o
poder
de
declarar
incidentemente
a
inconstitucionalidade da lei, mesmo de ofício; o que não é
dado àquela Corte, em recurso especial, é rever a decisão
da mesma questão constitucional do tribunal inferior; se o
faz, de duas uma: ou usurpa a competência do STF, se
interposto paralelamente o extraordinário ou, caso
contrário, ressuscita matéria preclusa’ (AI nº 145.589/RJ-
AgR, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de
24/6/94) (Grifo nosso).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
Sustenta o agravante que o julgamento do Superior Tribunal de
Justiça não foi suficientemente fundamentada, violando o art. 93, inciso
4
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suscita questão constitucional resolvida na decisão de 2º
grau.
2. Agravo regimental desprovido (AI nº 666.003/DF-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 19/12/07).
Recurso extraordinário: interposição de decisão do
STJ em recurso especial: inadmissibilidade, se a questão
constitucional de que se ocupou o acórdão recorrido já
fora suscitada e resolvida na decisão de segundo grau e,
ademais, constitui fundamento suficiente da decisão da
causa.
1. Do sistema constitucional vigente, que prevê o
cabimento simultâneo do recurso extraordinário e de
recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de
segundo grau, decorre que da decisão do STJ, no recurso
especial só se admitirá recurso extraordinário se a questão
constitucional objeto do último for diversa da que já tiver
sido resolvida pela instância ordinária.
2. Não se contesta que, no sistema difuso de controle
de constitucionalidade, o STJ, a exemplo de todos os
demais órgãos jurisdicionais de qualquer instância, tenha
o
poder
de
declarar
incidentemente
a
inconstitucionalidade da lei, mesmo de ofício; o que não é
dado àquela Corte, em recurso especial, é rever a decisão
da mesma questão constitucional do tribunal inferior; se o
faz, de duas uma: ou usurpa a competência do STF, se
interposto paralelamente o extraordinário ou, caso
contrário, ressuscita matéria preclusa’ (AI nº 145.589/RJ-
AgR, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de
24/6/94) (Grifo nosso).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
Sustenta o agravante que o julgamento do Superior Tribunal de
Justiça não foi suficientemente fundamentada, violando o art. 93, inciso
4
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Relatório
ARE 713164 AGR / MG
IX, da Constituição Federal.
Alega, in verbis, que
“(...) foi convalidado o entendimento de segunda
instância, deixando evidente a clara afronta à Carta Magna,
pelo fato de que:
1) houve a refutação do que fora devidamente ajustado
entre as partes, tendo em vista que o contrato de representação
comercial firmado entre as partes previa expressamente que
não se consideraria no valor líquido a ser pago o Imposto sobre
produtos Industrializados, o que contraria o inciso II, do art. 5º
da CF; e
2) não foi considerando que as partes, ao estabelecerem
convenções, preservam o equilíbrio/estabilidade da relação
contratual, sob pena de violação do art. 5º, inciso XXXVI da CF,
que vaticina que ‘a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada’” (fl. 630).
É o relatório.
5
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
IX, da Constituição Federal.
Alega, in verbis, que
“(...) foi convalidado o entendimento de segunda
instância, deixando evidente a clara afronta à Carta Magna,
pelo fato de que:
1) houve a refutação do que fora devidamente ajustado
entre as partes, tendo em vista que o contrato de representação
comercial firmado entre as partes previa expressamente que
não se consideraria no valor líquido a ser pago o Imposto sobre
produtos Industrializados, o que contraria o inciso II, do art. 5º
da CF; e
2) não foi considerando que as partes, ao estabelecerem
convenções, preservam o equilíbrio/estabilidade da relação
contratual, sob pena de violação do art. 5º, inciso XXXVI da CF,
que vaticina que ‘a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada’” (fl. 630).
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Ressalto, como já consignado na decisão agravada, haver carência de
prequestionamento quanto ao art. 93, inciso IX da Constituição Federal.
Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Mesmo que ultrapassado esse óbice, reafirmo que não ocorreu
negativa de prestação jurisdicional ou violação do art. 93, inciso IX, da
Constituição Federal. O agravante teve acesso aos recursos cabíveis na
espécie e a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão do
recorrente, tendo o Superior Tribunal de Justiça explicitado suas razões
de decidir.
Por fim, conforme já consignado no decisum agravado e ao
contrário do que alega o agravante, o que se pretende, efetivamente, é o
rejulgamento da questão de mérito já decidida pelo Tribunal de Justiça de
Minas Gerais e mantida pelo Superior Tribunal de Justiça, não tendo sido
manejado, por inércia do agravante, recurso extraordinário
concomitantemente ao recurso especial.
Desse modo, é certo que a matéria em debate restou preclusa, haja
vista que não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional
resolvida na decisão de segundo grau. No mesmo sentido, além dos
precedentes já trazidos à colação na decisão agravada, cito:
“ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO
GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO
(CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE,
EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL
(STJ) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF) - RECURSO
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Ressalto, como já consignado na decisão agravada, haver carência de
prequestionamento quanto ao art. 93, inciso IX da Constituição Federal.
Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Mesmo que ultrapassado esse óbice, reafirmo que não ocorreu
negativa de prestação jurisdicional ou violação do art. 93, inciso IX, da
Constituição Federal. O agravante teve acesso aos recursos cabíveis na
espécie e a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão do
recorrente, tendo o Superior Tribunal de Justiça explicitado suas razões
de decidir.
Por fim, conforme já consignado no decisum agravado e ao
contrário do que alega o agravante, o que se pretende, efetivamente, é o
rejulgamento da questão de mérito já decidida pelo Tribunal de Justiça de
Minas Gerais e mantida pelo Superior Tribunal de Justiça, não tendo sido
manejado, por inércia do agravante, recurso extraordinário
concomitantemente ao recurso especial.
Desse modo, é certo que a matéria em debate restou preclusa, haja
vista que não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional
resolvida na decisão de segundo grau. No mesmo sentido, além dos
precedentes já trazidos à colação na decisão agravada, cito:
“ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO
GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO
(CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE,
EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL
(STJ) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (STF) - RECURSO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 713164 AGR / MG
IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo
grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o
recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o
recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob
pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente
sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico-
processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem
constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento
constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para
manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a
decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O
acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o
uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar,
originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo
esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por
meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão
emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e
não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes” (RE nº 409.973/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de
26/3/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA:
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal firmou entendimento no sentido da preclusão das
questões constitucionais surgidas na decisão de segundo grau
que não foram objeto de recurso extraordinário. Assim, somente
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo
grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o
recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o
recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob
pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente
sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico-
processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem
constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento
constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para
manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a
decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O
acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o
uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar,
originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo
esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por
meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão
emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e
não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes” (RE nº 409.973/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de
26/3/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA:
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal firmou entendimento no sentido da preclusão das
questões constitucionais surgidas na decisão de segundo grau
que não foram objeto de recurso extraordinário. Assim, somente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 713164 AGR / MG
é possível a interposição de recurso extraordinário contra
decisão do Superior Tribunal de Justiça quando o tema em
questão for novo, surgido na instância superior” (AI nº
742.251/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/8/09).
Com esse mesmo entendimento, os seguinte julgados: AI nº 536.705-
ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
9/9/05; e AI nº 364.277-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos
Velloso, DJ de 28/6/02.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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ARE 713164 AGR / MG
é possível a interposição de recurso extraordinário contra
decisão do Superior Tribunal de Justiça quando o tema em
questão for novo, surgido na instância superior” (AI nº
742.251/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/8/09).
Com esse mesmo entendimento, os seguinte julgados: AI nº 536.705-
ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
9/9/05; e AI nº 364.277-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos
Velloso, DJ de 28/6/02.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S) : FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S) : DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S) : ALEX FERREIRA DE MORAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526325
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S) : FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S) : DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S) : ALEX FERREIRA DE MORAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4790075
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-10-30T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual civil. Decisão suficientemente motivada. Questão decidida em segundo grau. Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial. Preclusão. Precedentes.
1. A jurisdição foi prestada mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão do recorrente
2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau.
3. Pretensão de rejulgamento da questão de mérito já decidida pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região e mantida pelo Superior Tribunal de Justiça, não tendo sido manejado, por inércia do agravante, recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial.
4. Agravo regimental não provido.
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sjur246759
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRECLUSÃO, MATÉRIA CONSTITUCIONAL)
RE 409973 AgR (2ªT), AI 742251 AgR (1ªT), AI 536705 ED (1ªT), AI 364277 AgR (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 18/11/2013, TIA.
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DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
713164
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
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ARE 713164 AgR
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""
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AGTE.(S) : TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S) : FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S) : DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S) : ALEX FERREIRA DE MORAIS
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S)
:ALEX FERREIRA DE MORAIS
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual civil.
Decisão suficientemente motivada. Questão decidida em segundo grau.
Ausência de interposição de recurso extraordinário concomitantemente
ao recurso especial. Preclusão. Precedentes.
1. A jurisdição foi prestada mediante decisão suficientemente
fundamentada, não obstante contrária à pretensão do recorrente
2. Não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional
resolvida na decisão de segundo grau.
3. Pretensão de rejulgamento da questão de mérito já decidida pelo
Tribunal Regional Federal da Primeira Região e mantida pelo Superior
Tribunal de Justiça, não tendo sido manejado, por inércia do agravante,
recurso extraordinário concomitantemente ao recurso especial.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 713164 AGR / MG
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759416.
Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S)
:ALEX FERREIRA DE MORAIS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Termotécnica Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a
seguinte fundamentação:
“Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘COMERCIAL. REPRESENTAÇÃO COMERCIAL.
COMISSÃO. LEI n 8.420/1992, ART. 32, § 4..., BASE DE
CÁLCULO. IPI. INCLUSÃO. PREÇO FINAL DO
PRODUTO.
1 Nos termos do artigo 32, § 4..., da Lei n 8.420, de 8
de maio de 1992, que introduziu modificações na Lei n.
4.886, de 9 de dezembro de 1965, diploma que regula as
atividades dos representantes comerciais autônomos, as
comissões deverão ser calculadas pelo valor total das
mercadorias.
2 A melhor interpretação a ser conferida ao aludido
dispositivo é no sentido de que a comissão deve ser
calculada com base no preço da mercadoria no momento
da venda intermediada pelo representante, o que
corresponde ao valor total do produto até essa fase de
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164 MINAS
GERAIS
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
:DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S)
:ALEX FERREIRA DE MORAIS
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Termotécnica Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a
seguinte fundamentação:
“Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado:
‘COMERCIAL. REPRESENTAÇÃO COMERCIAL.
COMISSÃO. LEI n 8.420/1992, ART. 32, § 4..., BASE DE
CÁLCULO. IPI. INCLUSÃO. PREÇO FINAL DO
PRODUTO.
1 Nos termos do artigo 32, § 4..., da Lei n 8.420, de 8
de maio de 1992, que introduziu modificações na Lei n.
4.886, de 9 de dezembro de 1965, diploma que regula as
atividades dos representantes comerciais autônomos, as
comissões deverão ser calculadas pelo valor total das
mercadorias.
2 A melhor interpretação a ser conferida ao aludido
dispositivo é no sentido de que a comissão deve ser
calculada com base no preço da mercadoria no momento
da venda intermediada pelo representante, o que
corresponde ao valor total do produto até essa fase de
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Relatório
ARE 713164 AGR / MG
comercialização.
3 Sendo o IPI imposto indireto, assim como outros
tributos que integram a composição do preço da
mercadoria na saída do estabelecimento industrial e
comportam repasse pela sociedade empresária industrial
representada aos adquirentes, não poderá ser abatido da
base de cálculo da respectiva comissão devida ao
representante comercial que intermediou a operação
mercantil.
4 Recurso especial a que se nega provimento.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5..., II, XXXVI, e 93, IX, da Constituição Federal.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
Verifico que o artigo 93, IX, da Constituição Federal,
indicado
como
violado,
carece
do
necessário
prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a
qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios
opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282
e 356 desta Corte.
Mesmo que assim não fosse, não houve negativa de
prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão
recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso,
mediante decisão suficientemente motivada, não obstante
contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem
justificado suas razões de decidir.
Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que
fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de
seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n
181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
comercialização.
3 Sendo o IPI imposto indireto, assim como outros
tributos que integram a composição do preço da
mercadoria na saída do estabelecimento industrial e
comportam repasse pela sociedade empresária industrial
representada aos adquirentes, não poderá ser abatido da
base de cálculo da respectiva comissão devida ao
representante comercial que intermediou a operação
mercantil.
4 Recurso especial a que se nega provimento.’
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5..., II, XXXVI, e 93, IX, da Constituição Federal.
Decido.
A irresignação não merece prosperar.
Verifico que o artigo 93, IX, da Constituição Federal,
indicado
como
violado,
carece
do
necessário
prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos
pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a
qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios
opostos pelo recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282
e 356 desta Corte.
Mesmo que assim não fosse, não houve negativa de
prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão
recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso,
mediante decisão suficientemente motivada, não obstante
contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem
justificado suas razões de decidir.
Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da
Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste-
se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que
fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de
seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n
181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen
2
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Relatório
ARE 713164 AGR / MG
Gracie, DJ de 18/5/01).
Ademais, a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que não se admite recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se
suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo
grau. Desse modo, incabível o presente apelo para se analisar
matéria referente à possibilidade da aplicação de imposto na
base de cálculo da comissão de representação comercial
prevista no art. 32 da Lei n 8.420/92, questão esta resolvida na
decisão de 2... grau. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE
SEGUNDO GRAU. NÃO-INTERPOSIÇÃO DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO NO MOMENTO PRÓPRIO.
ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. PRECLUSÃO DA QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. 2. O Supremo Tribunal Federal fixou jurisprudência no
sentido de que, no atual sistema constitucional, que prevê
o cabimento simultâneo de recurso extraordinário e
recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de
segundo grau, decorre que, da decisão do Superior Tribunal de Justiça no recurso
especial, só se admitirá recurso extraordinário se a questão
constitucional objeto do último for diversa da que já tiver
sido resolvida pela instância ordinária. Precedentes. 3. A
questão constitucional que serviu de fundamento ao
acórdão do Tribunal de segundo grau deve ser atacada no
momento próprio, sob pena de preclusão. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 518.257/PR-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau , DJ
de 19/12/07) (Grifo nosso).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Ausência de Recurso Extraordinário interposto concomitantemente ao recurso
especial. Preclusão.
1. Não se admite recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, no qual se
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
Gracie, DJ de 18/5/01).
Ademais, a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que não se admite recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se
suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo
grau. Desse modo, incabível o presente apelo para se analisar
matéria referente à possibilidade da aplicação de imposto na
base de cálculo da comissão de representação comercial
prevista no art. 32 da Lei n 8.420/92, questão esta resolvida na
decisão de 2... grau. Nesse sentido:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE
SEGUNDO GRAU. NÃO-INTERPOSIÇÃO DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO NO MOMENTO PRÓPRIO.
ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. PRECLUSÃO DA QUESTÃO
CONSTITUCIONAL. 2. O Supremo Tribunal Federal fixou jurisprudência no
sentido de que, no atual sistema constitucional, que prevê
o cabimento simultâneo de recurso extraordinário e
recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de
segundo grau, decorre que, da decisão do Superior Tribunal de Justiça no recurso
especial, só se admitirá recurso extraordinário se a questão
constitucional objeto do último for diversa da que já tiver
sido resolvida pela instância ordinária. Precedentes. 3. A
questão constitucional que serviu de fundamento ao
acórdão do Tribunal de segundo grau deve ser atacada no
momento próprio, sob pena de preclusão. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 518.257/PR-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau , DJ
de 19/12/07) (Grifo nosso).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Ausência de Recurso Extraordinário interposto concomitantemente ao recurso
especial. Preclusão.
1. Não se admite recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, no qual se
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
ARE 713164 AGR / MG
suscita questão constitucional resolvida na decisão de 2...
grau.
2. Agravo regimental desprovido (AI n 666.003/DF-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 19/12/07).
Recurso extraordinário: interposição de decisão do
Superior Tribunal de Justiça em recurso especial: inadmissibilidade, se a questão
constitucional de que se ocupou o acórdão recorrido já
fora suscitada e resolvida na decisão de segundo grau e,
ademais, constitui fundamento suficiente da decisão da
causa.
1. Do sistema constitucional vigente, que prevê o
cabimento simultâneo do recurso extraordinário e de
recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de
segundo grau, decorre que da decisão do Superior Tribunal de Justiça, no recurso
especial só se admitirá recurso extraordinário se a questão
constitucional objeto do último for diversa da que já tiver
sido resolvida pela instância ordinária.
2. Não se contesta que, no sistema difuso de controle
de constitucionalidade, o Superior Tribunal de Justiça, a exemplo de todos os
demais órgãos jurisdicionais de qualquer instância, tenha
o
poder
de
declarar
incidentemente
a
inconstitucionalidade da lei, mesmo de ofício; o que não é
dado àquela Corte, em recurso especial, é rever a decisão
da mesma questão constitucional do tribunal inferior; se o
faz, de duas uma: ou usurpa a competência do Supremo Tribunal Federal, se
interposto paralelamente o extraordinário ou, caso
contrário, ressuscita matéria preclusa’ (AI n 145.589/RJ-
AgR, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de
24/6/94) (Grifo nosso).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
Sustenta o agravante que o julgamento do Superior Tribunal de
Justiça não foi suficientemente fundamentada, violando o art. 93, inciso
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
suscita questão constitucional resolvida na decisão de 2...
grau.
2. Agravo regimental desprovido (AI n 666.003/DF-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes
Direito, DJ de 19/12/07).
Recurso extraordinário: interposição de decisão do
Superior Tribunal de Justiça em recurso especial: inadmissibilidade, se a questão
constitucional de que se ocupou o acórdão recorrido já
fora suscitada e resolvida na decisão de segundo grau e,
ademais, constitui fundamento suficiente da decisão da
causa.
1. Do sistema constitucional vigente, que prevê o
cabimento simultâneo do recurso extraordinário e de
recurso especial contra o mesmo acórdão dos tribunais de
segundo grau, decorre que da decisão do Superior Tribunal de Justiça, no recurso
especial só se admitirá recurso extraordinário se a questão
constitucional objeto do último for diversa da que já tiver
sido resolvida pela instância ordinária.
2. Não se contesta que, no sistema difuso de controle
de constitucionalidade, o Superior Tribunal de Justiça, a exemplo de todos os
demais órgãos jurisdicionais de qualquer instância, tenha
o
poder
de
declarar
incidentemente
a
inconstitucionalidade da lei, mesmo de ofício; o que não é
dado àquela Corte, em recurso especial, é rever a decisão
da mesma questão constitucional do tribunal inferior; se o
faz, de duas uma: ou usurpa a competência do Supremo Tribunal Federal, se
interposto paralelamente o extraordinário ou, caso
contrário, ressuscita matéria preclusa’ (AI n 145.589/RJ-
AgR, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de
24/6/94) (Grifo nosso).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.”
Sustenta o agravante que o julgamento do Superior Tribunal de
Justiça não foi suficientemente fundamentada, violando o art. 93, inciso
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Relatório
ARE 713164 AGR / MG
IX, da Constituição Federal.
Alega, in verbis, que
“(...) foi convalidado o entendimento de segunda
instância, deixando evidente a clara afronta à Carta Magna,
pelo fato de que:
1) houve a refutação do que fora devidamente ajustado
entre as partes, tendo em vista que o contrato de representação
comercial firmado entre as partes previa expressamente que
não se consideraria no valor líquido a ser pago o Imposto sobre
produtos Industrializados, o que contraria o inciso II, do art. 5...
da Constituição Federal de 1988; e
2) não foi considerando que as partes, ao estabelecerem
convenções, preservam o equilíbrio/estabilidade da relação
contratual, sob pena de violação do art. 5..., inciso XXXVI da Constituição Federal de 1988,
que vaticina que ‘a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada’” (fl. 630).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
IX, da Constituição Federal.
Alega, in verbis, que
“(...) foi convalidado o entendimento de segunda
instância, deixando evidente a clara afronta à Carta Magna,
pelo fato de que:
1) houve a refutação do que fora devidamente ajustado
entre as partes, tendo em vista que o contrato de representação
comercial firmado entre as partes previa expressamente que
não se consideraria no valor líquido a ser pago o Imposto sobre
produtos Industrializados, o que contraria o inciso II, do art. 5...
da Constituição Federal de 1988; e
2) não foi considerando que as partes, ao estabelecerem
convenções, preservam o equilíbrio/estabilidade da relação
contratual, sob pena de violação do art. 5..., inciso XXXVI da Constituição Federal de 1988,
que vaticina que ‘a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada’” (fl. 630).
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Ressalto, como já consignado na decisão agravada, haver carência de
prequestionamento quanto ao art. 93, inciso IX da Constituição Federal.
Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Mesmo que ultrapassado esse óbice, reafirmo que não ocorreu
negativa de prestação jurisdicional ou violação do art. 93, inciso IX, da
Constituição Federal. O agravante teve acesso aos recursos cabíveis na
espécie e a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão do
recorrente, tendo o Superior Tribunal de Justiça explicitado suas razões
de decidir.
Por fim, conforme já consignado no decisum agravado e ao
contrário do que alega o agravante, o que se pretende, efetivamente, é o
rejulgamento da questão de mérito já decidida pelo Tribunal de Justiça de
Minas Gerais e mantida pelo Superior Tribunal de Justiça, não tendo sido
manejado, por inércia do agravante, recurso extraordinário
concomitantemente ao recurso especial.
Desse modo, é certo que a matéria em debate restou preclusa, haja
vista que não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional
resolvida na decisão de segundo grau. No mesmo sentido, além dos
precedentes já trazidos à colação na decisão agravada, cito:
“ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO
GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO
(CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE,
EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL
(Superior Tribunal de Justiça) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal) - RECURSO
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759414.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164 MINAS
GERAIS
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar.
Ressalto, como já consignado na decisão agravada, haver carência de
prequestionamento quanto ao art. 93, inciso IX da Constituição Federal.
Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Mesmo que ultrapassado esse óbice, reafirmo que não ocorreu
negativa de prestação jurisdicional ou violação do art. 93, inciso IX, da
Constituição Federal. O agravante teve acesso aos recursos cabíveis na
espécie e a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão
suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão do
recorrente, tendo o Superior Tribunal de Justiça explicitado suas razões
de decidir.
Por fim, conforme já consignado no decisum agravado e ao
contrário do que alega o agravante, o que se pretende, efetivamente, é o
rejulgamento da questão de mérito já decidida pelo Tribunal de Justiça de
Minas Gerais e mantida pelo Superior Tribunal de Justiça, não tendo sido
manejado, por inércia do agravante, recurso extraordinário
concomitantemente ao recurso especial.
Desse modo, é certo que a matéria em debate restou preclusa, haja
vista que não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional
resolvida na decisão de segundo grau. No mesmo sentido, além dos
precedentes já trazidos à colação na decisão agravada, cito:
“ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE SEGUNDO
GRAU E QUE POSSUI DUPLO FUNDAMENTO
(CONSTITUCIONAL E LEGAL): IMPRESCINDIBILIDADE,
EM TAL CASO, DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL
(Superior Tribunal de Justiça) E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO (Supremo Tribunal Federal) - RECURSO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 713164 AGR / MG
IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo
grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o
recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o
recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob
pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente
sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico-
processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem
constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento
constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para
manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a
decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O
acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o
uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar,
originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo
esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por
meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão
emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e
não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes” (Recurso Extraordinário n 409.973/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de
26/3/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA:
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal firmou entendimento no sentido da preclusão das
questões constitucionais surgidas na decisão de segundo grau
que não foram objeto de recurso extraordinário. Assim, somente
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
IMPROVIDO. - Se o acórdão emanado de Tribunal de segundo
grau assentar-se em duplo fundamento (constitucional e legal),
impõe-se, à parte interessada, o dever de interpor tanto o
recurso especial para o Superior Tribunal de Justiça quanto o
recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal, sob
pena de, na ausência do apelo extremo, a parte recorrente
sofrer, por força de sua própria omissão, os efeitos jurídico-
processuais da preclusão pertinente à motivação de ordem
constitucional. Se tal ocorrer, a existência de fundamento
constitucional inatacado revelar-se-á bastante, só por si, para
manter, em face de seu caráter autônomo e subordinante, a
decisão proferida por Tribunal de segunda instância. - O
acórdão do Superior Tribunal de Justiça somente legitimará o
uso da via recursal extraordinária, se, nele, se desenhar,
originariamente, a questão de direito constitucional. Surgindo
esta, contudo, em sede jurisdicional inferior, a impugnação, por
meio do recurso extraordinário, deverá ter por objeto a decisão
emanada do Tribunal de segundo grau, pois terá sido este, e
não o Superior Tribunal de Justiça, o órgão judiciário
responsável pela resolução ‘incidenter tantum’ da controvérsia
de constitucionalidade. Precedentes” (Recurso Extraordinário n 409.973/SP-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de
26/3/10).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO CONTRA DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA:
PRECLUSÃO
DA
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL. ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL: AUSÊNCIA DE SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal firmou entendimento no sentido da preclusão das
questões constitucionais surgidas na decisão de segundo grau
que não foram objeto de recurso extraordinário. Assim, somente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 713164 AGR / MG
é possível a interposição de recurso extraordinário contra
decisão do Superior Tribunal de Justiça quando o tema em
questão for novo, surgido na instância superior” (AI n
742.251/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/8/09).
Com esse mesmo entendimento, os seguinte julgados: AI n 536.705-
ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
9/9/05; e AI n 364.277-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos
Velloso, DJ de 28/6/02.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 713164 AGR / MG
é possível a interposição de recurso extraordinário contra
decisão do Superior Tribunal de Justiça quando o tema em
questão for novo, surgido na instância superior” (AI n
742.251/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/8/09).
Com esse mesmo entendimento, os seguinte julgados: AI n 536.705-
ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
9/9/05; e AI n 364.277-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos
Velloso, DJ de 28/6/02.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S) : FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S) : DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S) : ALEX FERREIRA DE MORAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526325
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 713.164
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : TERMOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S) : FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR
AGDO.(A/S) : DIRETRIZES IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
ADV.(A/S) : ALEX FERREIRA DE MORAIS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 713164 AGR / MG",
"ARE 713164 AGR /",
"ARE 713164 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"ARE 713164 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR",
"ARE 713164 AGR / MG Gracie",
"Recurso Extraordinário n 518 . 257 / PR - AgR",
"Recurso Extraordinário n 518 . 257 / PR - AgR",
"ARE 713164 AGR / MG",
"AI n 666 . 003 / DF - AgR",
"AI n 145 . 589 / RJ - AgR",
"ARE 713164 AGR / MG",
"AI n 666 . 003 / DF - AgR",
"AI n 145 . 589 / RJ - AgR",
"ARE 713164 AGR / MG IX ,",
"ARE 713164 AGR / MG IX ,",
"ARE 713164 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário n 409 . 973 / SP - AgR",
"ARE 713164 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário n 409 . 973 / SP - AgR",
"ARE 713164 AGR / MG",
"AI n 742 . 251 / RS - AgR",
"AI n 536 . 705 - ED",
"AI n 364 . 277 - AgR",
"ARE 713164 AGR / MG",
"AI n 742 . 251 / RS - AgR",
"AI n 536 . 705 - ED",
"AI n 364 . 277",
"AGRAVO 713 . 164"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 8 . 420 / 1992 , ART . 32 , § 4 . . .",
"artigo 32 , § 4 . . . , da Lei n 8 . 420",
"Lei n . 4 . 886",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 8 . 420 / 1992 , ART",
"artigo 32 , § 4 . . . , da Lei n 8 . 420",
"Lei n . 4 . 886",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , II , XXXVI , e 93 , IX , da Constituição Federal",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , II , XXXVI , e 93 , IX , da Constituição Federal",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
".",
"32 da Lei n 8 . 420 / 92",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 32 da Lei n 8 . 420 / 92",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Carta Magna",
"inciso II , do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , inciso XXXVI da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Carta Magna",
"inciso II , do art . 5 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , inciso XXXVI da",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX da Constituição Federal",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inciso IX da Constituição Federal",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"Minas Gerais",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"TERMOTÉCNICA LTDA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da Primeira Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
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"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
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"Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Segunda Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Superior Tribunal de Justiça",
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"Superior Tribunal de Justiça",
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"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Primeira Turma",
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"Primeira Turma",
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".",
"Primeira Turma",
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"TERMOTÉCNICA LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
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"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR",
"ALEX FERREIRA DE MORAIS",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR",
"ALEX FERREIRA DE MORAIS",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR",
"ALEX FERREIRA DE MORAIS",
"DIAS TOFFOLI",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen",
"Joaquim Barbosa",
"Ellen",
"2",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
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"Sepúlveda Pertence",
"Menezes Direito",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Cármen Lúcia",
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"Carlos Velloso",
"DIAS TOFFOLI",
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"FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR",
"ALEX FERREIRA DE MORAIS",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
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"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"FRANCISCO FERREIRA DA ROCHA JÚNIOR",
"ALEX FERREIRA DE MORAIS",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
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"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
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"8 de maio de 1992",
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"/",
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"/",
"01",
"19",
"/",
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"01",
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"/",
"94",
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"/",
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"/",
"94",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
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"2013",
"24",
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"08",
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"2001",
"26",
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"3",
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"10",
"24",
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"08",
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"2001",
"26",
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"3",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"9",
"/",
"9",
"/",
"05",
"28",
"/",
"6",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
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"8",
"/",
"09",
"9",
"/",
"9",
"/",
"05",
"28",
"/",
"6",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S)
:RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE
EMPRÉSTIMO. REVISÃO CONTRATUAL. QUESTÃO QUE
DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
DE
CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
454 DO STF.
1. A revisão contratual, quando sub judice a controvérsia, encerra
análise de normas infraconstitucionais e das cláusulas do contrato.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da
necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional
torna inadmissível o recurso extraordinário.
3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso
extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal
Federal.
4. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada,
quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência
ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto
implicarem análise de matéria infraconstitucional.
5. In casu, o acórdão recorrido originariamente assentou: “AÇÃO
REVISIONAL DE CONTRATO - CONTRATO DE EMPRESTIMO E
INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA- Inaplicabilidade do Código
de Defesa do Consumidor Possibilidade, no entanto, do afastamento de encargos
ou cláusulas abusivas, sempre que houver afronta ao ordenamento jurídico - Não
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Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 707807 AGR / SP
demonstração da contratação de capitalização - Inadmissibilidade da prática de
capitalização mensal, permitida apenas a anual- Possibilidade de aplicação da
comissão de permanência, para o período de inadimplência, à taxa de mercado,
desde que não cumula com correção monetária, juros de mora ou multa
Comprovação da cumulação- Recurso do Banco não provido. AÇÃO
REVISIONAL DE CONTRATO - Alegação de que o perito judicial não
considerou os depósitos em conta corrente efetuados pelo autor - Descabimento -
hipótese em que alguns débitos efetuados na conta corrente do autor foram
efetuados após o vencimento das parcelas, em razão da ausência de saldo
suficiente, gerando a incidência de encargos moratórios - Laudo pericial aceito,
nesse ponto- Recurso do autor não provido.”
6. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 707807 AGR / SP
demonstração da contratação de capitalização - Inadmissibilidade da prática de
capitalização mensal, permitida apenas a anual- Possibilidade de aplicação da
comissão de permanência, para o período de inadimplência, à taxa de mercado,
desde que não cumula com correção monetária, juros de mora ou multa
Comprovação da cumulação- Recurso do Banco não provido. AÇÃO
REVISIONAL DE CONTRATO - Alegação de que o perito judicial não
considerou os depósitos em conta corrente efetuados pelo autor - Descabimento -
hipótese em que alguns débitos efetuados na conta corrente do autor foram
efetuados após o vencimento das parcelas, em razão da ausência de saldo
suficiente, gerando a incidência de encargos moratórios - Laudo pericial aceito,
nesse ponto- Recurso do autor não provido.”
6. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S)
:RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por BANCO SCHAHIN S/A, contra a decisão que
prolatei, assim ementada, verbis :
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
CIVIL. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. REVISÃO
CONTRATUAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE
DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ
CARREADO
AOS
AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS
QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. A revisão contratual, quando sub judice a controvérsia,
encerra análise de normas infraconstitucionais e das cláusulas do
contrato.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o
recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, em caso análogo, AI
796.095-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje de
Supremo Tribunal Federal
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03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S)
:RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por BANCO SCHAHIN S/A, contra a decisão que
prolatei, assim ementada, verbis :
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
CIVIL. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. REVISÃO
CONTRATUAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE
DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ
CARREADO
AOS
AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS
QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. A revisão contratual, quando sub judice a controvérsia,
encerra análise de normas infraconstitucionais e das cláusulas do
contrato.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o
recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, em caso análogo, AI
796.095-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje de
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 707807 AGR / SP
19/6/2012.
4. A Súmula 279/STF dispõe, verbis : Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.
5. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
6. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art.
102, III, § 3º, da CF).
7. In casu, o acórdão recorrido assentou: AÇÃO REVISIONAL
DE CONTRATO - CONTRATO DE EMPRESTIMO E
INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA- Inaplicabilidade
do Código de Defesa do Consumidor Possibilidade, no entanto, do
afastamento de encargos ou cláusulas abusivas, sempre que houver
afronta ao ordenamento jurídico - Não demonstração da contratação
de capitalização - Inadmissibilidade da prática de capitalização
mensal, permitida apenas a anual- Possibilidade de aplicação da
comissão de permanência, para o período de inadimplência, à taxa de
mercado, desde que não cumula com correção monetária, juros de
mora ou multa Comprovação da cumulação- Recurso do Banco não
provido. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO - Alegação de que o
perito judicial não considerou os depósitos em conta corrente efetuados
pelo autor - Descabimento - hipótese em que alguns débitos efetuados
na conta corrente do autor foram efetuados após o vencimento das
parcelas, em razão da ausência de saldo suficiente, gerando a
incidência de encargos moratórios - Laudo pericial aceito, nesse ponto-
Recurso do autor não provido.
8. Agravo DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando em síntese que:
“Data venia, a r. decisão cuja retratação se requer não
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ARE 707807 AGR / SP
19/6/2012.
4. A Súmula 279/STF dispõe, verbis : Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.
5. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
6. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art.
102, III, § 3º, da CF).
7. In casu, o acórdão recorrido assentou: AÇÃO REVISIONAL
DE CONTRATO - CONTRATO DE EMPRESTIMO E
INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA- Inaplicabilidade
do Código de Defesa do Consumidor Possibilidade, no entanto, do
afastamento de encargos ou cláusulas abusivas, sempre que houver
afronta ao ordenamento jurídico - Não demonstração da contratação
de capitalização - Inadmissibilidade da prática de capitalização
mensal, permitida apenas a anual- Possibilidade de aplicação da
comissão de permanência, para o período de inadimplência, à taxa de
mercado, desde que não cumula com correção monetária, juros de
mora ou multa Comprovação da cumulação- Recurso do Banco não
provido. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO - Alegação de que o
perito judicial não considerou os depósitos em conta corrente efetuados
pelo autor - Descabimento - hipótese em que alguns débitos efetuados
na conta corrente do autor foram efetuados após o vencimento das
parcelas, em razão da ausência de saldo suficiente, gerando a
incidência de encargos moratórios - Laudo pericial aceito, nesse ponto-
Recurso do autor não provido.
8. Agravo DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando em síntese que:
“Data venia, a r. decisão cuja retratação se requer não
2
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Relatório
ARE 707807 AGR / SP
vislumbrou com exatidão os nuances da lide, razão pela qual
equivocadamente entendeu pelo não acolhimento do agravo.
Isso porque, o v. Acórdão recorrido não trata de violação reflexa
ao texto constitucional, mas de afronta direta e literal à norma.
Como se verifica, o v. Acórdão acolheu o pedido autoral a fim de
proceder a revisão de contratos celebrados com o agravante , contratos
estes que já se encontravam extintos mediante a novação da dívida.
(…)
Sendo assim, e considerando a extinção dos contratos
primeiramente firmados entre as partes, não há dúvida de que se trata
de violação à vedação às modificações dos atos jurídicos perfeitos.”
É o relatório.
3
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ARE 707807 AGR / SP
vislumbrou com exatidão os nuances da lide, razão pela qual
equivocadamente entendeu pelo não acolhimento do agravo.
Isso porque, o v. Acórdão recorrido não trata de violação reflexa
ao texto constitucional, mas de afronta direta e literal à norma.
Como se verifica, o v. Acórdão acolheu o pedido autoral a fim de
proceder a revisão de contratos celebrados com o agravante , contratos
estes que já se encontravam extintos mediante a novação da dívida.
(…)
Sendo assim, e considerando a extinção dos contratos
primeiramente firmados entre as partes, não há dúvida de que se trata
de violação à vedação às modificações dos atos jurídicos perfeitos.”
É o relatório.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada.
Conforme consignado na decisão agravada, a revisão contratual,
quando
sub judice
a controvérsia, encerra análise de normas
infraconstitucionais e das cláusulas do contrato.
Destarte, a controvérsia foi decidida com fundamento em norma
infraconstitucional. Ora, a violação constitucional dependente da análise
de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação
reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário.
Demais disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
acórdão recorrido seria necessário o reexame de cláusulas contratuais, o
que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do
Supremo Tribunal Federal: Simples interpretação de cláusulas contratuais não
dá lugar a recurso extraordinário.
Nesse sentido, AI 796.095-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira
Turma, DJe de 19/6/2012, o qual possui a seguinte ementa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSUMIDOR. SEGURO DE VIDA.
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03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada.
Conforme consignado na decisão agravada, a revisão contratual,
quando
sub judice
a controvérsia, encerra análise de normas
infraconstitucionais e das cláusulas do contrato.
Destarte, a controvérsia foi decidida com fundamento em norma
infraconstitucional. Ora, a violação constitucional dependente da análise
de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação
reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário.
Demais disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
acórdão recorrido seria necessário o reexame de cláusulas contratuais, o
que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do
Supremo Tribunal Federal: Simples interpretação de cláusulas contratuais não
dá lugar a recurso extraordinário.
Nesse sentido, AI 796.095-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira
Turma, DJe de 19/6/2012, o qual possui a seguinte ementa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSUMIDOR. SEGURO DE VIDA.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 707807 AGR / SP
CANCELAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 454 E 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Por fim, ressalto que a jurisprudência desta Corte se orienta no
sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada, quando o objeto de verificação de cada caso concreto acerca da
ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária,
posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. Precedentes: RE
563.159-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 11/4/2013.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental .
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 707807 AGR / SP
CANCELAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 454 E 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Por fim, ressalto que a jurisprudência desta Corte se orienta no
sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada, quando o objeto de verificação de cada caso concreto acerca da
ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária,
posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. Precedentes: RE
563.159-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 11/4/2013.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental .
É como voto.
2
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Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S) : RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S) : RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-09-17T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
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Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. REVISÃO CONTRATUAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF.
1. A revisão contratual, quando sub judice a controvérsia, encerra análise de normas infraconstitucionais e das cláusulas do contrato.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal.
4. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional.
5. In casu, o acórdão recorrido originariamente assentou: “AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO - CONTRATO DE EMPRESTIMO E INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA- Inaplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor Possibilidade, no entanto, do afastamento de encargos ou cláusulas abusivas, sempre que houver afronta ao ordenamento jurídico - Não demonstração da contratação de capitalização - Inadmissibilidade da prática de capitalização mensal, permitida apenas a anual- Possibilidade de aplicação da comissão de permanência, para o período de inadimplência, à taxa de mercado, desde que não cumula com correção monetária, juros de mora ou multa Comprovação da cumulação- Recurso do Banco não provido. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO - Alegação de que o perito judicial não considerou os depósitos em conta corrente efetuados pelo autor - Descabimento - hipótese em que alguns débitos efetuados na conta corrente do autor foram efetuados após o vencimento das parcelas, em razão da ausência de saldo suficiente, gerando a incidência de encargos moratórios - Laudo pericial aceito, nesse ponto- Recurso do autor não provido.”
6. Agravo regimental DESPROVIDO.
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sjur241941
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- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 454)
AI 796095 AgR (1ªT).
(COISA JULGADA)
RE 563159 AgR (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 24/09/2013, BRU.
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LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
707807
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[
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
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acordaos
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ARE 707807 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S) : RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
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""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S)
:RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE
EMPRÉSTIMO. REVISÃO CONTRATUAL. QUESTÃO QUE
DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
DE
CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
454 DO Supremo Tribunal Federal.
1. A revisão contratual, quando sub judice a controvérsia, encerra
análise de normas infraconstitucionais e das cláusulas do contrato.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da
necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional
torna inadmissível o recurso extraordinário.
3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso
extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal
Federal.
4. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada,
quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência
ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto
implicarem análise de matéria infraconstitucional.
5. In casu, o acórdão recorrido originariamente assentou: “AÇÃO
REVISIONAL DE CONTRATO - CONTRATO DE EMPRESTIMO E
INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA- Inaplicabilidade do Código
de Defesa do Consumidor Possibilidade, no entanto, do afastamento de encargos
ou cláusulas abusivas, sempre que houver afronta ao ordenamento jurídico - Não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 707807 AGR / SP
demonstração da contratação de capitalização - Inadmissibilidade da prática de
capitalização mensal, permitida apenas a anual- Possibilidade de aplicação da
comissão de permanência, para o período de inadimplência, à taxa de mercado,
desde que não cumula com correção monetária, juros de mora ou multa
Comprovação da cumulação- Recurso do Banco não provido. AÇÃO
REVISIONAL DE CONTRATO - Alegação de que o perito judicial não
considerou os depósitos em conta corrente efetuados pelo autor - Descabimento -
hipótese em que alguns débitos efetuados na conta corrente do autor foram
efetuados após o vencimento das parcelas, em razão da ausência de saldo
suficiente, gerando a incidência de encargos moratórios - Laudo pericial aceito,
nesse ponto- Recurso do autor não provido.”
6. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
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ARE 707807 AGR / SP
demonstração da contratação de capitalização - Inadmissibilidade da prática de
capitalização mensal, permitida apenas a anual- Possibilidade de aplicação da
comissão de permanência, para o período de inadimplência, à taxa de mercado,
desde que não cumula com correção monetária, juros de mora ou multa
Comprovação da cumulação- Recurso do Banco não provido. AÇÃO
REVISIONAL DE CONTRATO - Alegação de que o perito judicial não
considerou os depósitos em conta corrente efetuados pelo autor - Descabimento -
hipótese em que alguns débitos efetuados na conta corrente do autor foram
efetuados após o vencimento das parcelas, em razão da ausência de saldo
suficiente, gerando a incidência de encargos moratórios - Laudo pericial aceito,
nesse ponto- Recurso do autor não provido.”
6. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S)
:RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por BANCO SCHAHIN S/A, contra a decisão que
prolatei, assim ementada, verbis :
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
CIVIL. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. REVISÃO
CONTRATUAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE
DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ
CARREADO
AOS
AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS
QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. A revisão contratual, quando sub judice a controvérsia,
encerra análise de normas infraconstitucionais e das cláusulas do
contrato.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o
recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, em caso análogo, AI
796.095-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S)
:PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S)
:RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por BANCO SCHAHIN S/A, contra a decisão que
prolatei, assim ementada, verbis :
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
CIVIL. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. REVISÃO
CONTRATUAL. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE
DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ
CARREADO
AOS
AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS
QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. A revisão contratual, quando sub judice a controvérsia,
encerra análise de normas infraconstitucionais e das cláusulas do
contrato.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o
recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do
Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, em caso análogo, AI
796.095-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje de
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 707807 AGR / SP
19/6/2012.
4. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis : Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.
5. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
6. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art.
102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
7. In casu, o acórdão recorrido assentou: AÇÃO REVISIONAL
DE CONTRATO - CONTRATO DE EMPRESTIMO E
INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA- Inaplicabilidade
do Código de Defesa do Consumidor Possibilidade, no entanto, do
afastamento de encargos ou cláusulas abusivas, sempre que houver
afronta ao ordenamento jurídico - Não demonstração da contratação
de capitalização - Inadmissibilidade da prática de capitalização
mensal, permitida apenas a anual- Possibilidade de aplicação da
comissão de permanência, para o período de inadimplência, à taxa de
mercado, desde que não cumula com correção monetária, juros de
mora ou multa Comprovação da cumulação- Recurso do Banco não
provido. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO - Alegação de que o
perito judicial não considerou os depósitos em conta corrente efetuados
pelo autor - Descabimento - hipótese em que alguns débitos efetuados
na conta corrente do autor foram efetuados após o vencimento das
parcelas, em razão da ausência de saldo suficiente, gerando a
incidência de encargos moratórios - Laudo pericial aceito, nesse ponto-
Recurso do autor não provido.
8. Agravo DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando em síntese que:
“Data venia, a r. decisão cuja retratação se requer não
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 707807 AGR / SP
19/6/2012.
4. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis : Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.
5. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões
que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos,
adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional.
6. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art.
102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
7. In casu, o acórdão recorrido assentou: AÇÃO REVISIONAL
DE CONTRATO - CONTRATO DE EMPRESTIMO E
INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA- Inaplicabilidade
do Código de Defesa do Consumidor Possibilidade, no entanto, do
afastamento de encargos ou cláusulas abusivas, sempre que houver
afronta ao ordenamento jurídico - Não demonstração da contratação
de capitalização - Inadmissibilidade da prática de capitalização
mensal, permitida apenas a anual- Possibilidade de aplicação da
comissão de permanência, para o período de inadimplência, à taxa de
mercado, desde que não cumula com correção monetária, juros de
mora ou multa Comprovação da cumulação- Recurso do Banco não
provido. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO - Alegação de que o
perito judicial não considerou os depósitos em conta corrente efetuados
pelo autor - Descabimento - hipótese em que alguns débitos efetuados
na conta corrente do autor foram efetuados após o vencimento das
parcelas, em razão da ausência de saldo suficiente, gerando a
incidência de encargos moratórios - Laudo pericial aceito, nesse ponto-
Recurso do autor não provido.
8. Agravo DESPROVIDO.”
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando em síntese que:
“Data venia, a r. decisão cuja retratação se requer não
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Relatório
ARE 707807 AGR / SP
vislumbrou com exatidão os nuances da lide, razão pela qual
equivocadamente entendeu pelo não acolhimento do agravo.
Isso porque, o v. Acórdão recorrido não trata de violação reflexa
ao texto constitucional, mas de afronta direta e literal à norma.
Como se verifica, o v. Acórdão acolheu o pedido autoral a fim de
proceder a revisão de contratos celebrados com o agravante , contratos
estes que já se encontravam extintos mediante a novação da dívida.
(…)
Sendo assim, e considerando a extinção dos contratos
primeiramente firmados entre as partes, não há dúvida de que se trata
de violação à vedação às modificações dos atos jurídicos perfeitos.”
É o relatório.
3
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ARE 707807 AGR / SP
vislumbrou com exatidão os nuances da lide, razão pela qual
equivocadamente entendeu pelo não acolhimento do agravo.
Isso porque, o v. Acórdão recorrido não trata de violação reflexa
ao texto constitucional, mas de afronta direta e literal à norma.
Como se verifica, o v. Acórdão acolheu o pedido autoral a fim de
proceder a revisão de contratos celebrados com o agravante , contratos
estes que já se encontravam extintos mediante a novação da dívida.
(…)
Sendo assim, e considerando a extinção dos contratos
primeiramente firmados entre as partes, não há dúvida de que se trata
de violação à vedação às modificações dos atos jurídicos perfeitos.”
É o relatório.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada.
Conforme consignado na decisão agravada, a revisão contratual,
quando
sub judice
a controvérsia, encerra análise de normas
infraconstitucionais e das cláusulas do contrato.
Destarte, a controvérsia foi decidida com fundamento em norma
infraconstitucional. Ora, a violação constitucional dependente da análise
de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação
reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário.
Demais disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
acórdão recorrido seria necessário o reexame de cláusulas contratuais, o
que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do
Supremo Tribunal Federal: Simples interpretação de cláusulas contratuais não
dá lugar a recurso extraordinário.
Nesse sentido, AI 796.095-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira
Turma, DJe de 19/6/2012, o qual possui a seguinte ementa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSUMIDOR. SEGURO DE VIDA.
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03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao
agravante.
Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar,
resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe
nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada.
Conforme consignado na decisão agravada, a revisão contratual,
quando
sub judice
a controvérsia, encerra análise de normas
infraconstitucionais e das cláusulas do contrato.
Destarte, a controvérsia foi decidida com fundamento em norma
infraconstitucional. Ora, a violação constitucional dependente da análise
de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação
reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário.
Demais disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo
acórdão recorrido seria necessário o reexame de cláusulas contratuais, o
que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do
Supremo Tribunal Federal: Simples interpretação de cláusulas contratuais não
dá lugar a recurso extraordinário.
Nesse sentido, AI 796.095-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira
Turma, DJe de 19/6/2012, o qual possui a seguinte ementa:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSUMIDOR. SEGURO DE VIDA.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 707807 AGR / SP
CANCELAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 454 E 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Por fim, ressalto que a jurisprudência desta Corte se orienta no
sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada, quando o objeto de verificação de cada caso concreto acerca da
ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária,
posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. Precedentes: Recurso Extraordinário
563.159-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 11/4/2013.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental .
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 707807 AGR / SP
CANCELAMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DAS
SÚMULAS N. 454 E 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.”
Por fim, ressalto que a jurisprudência desta Corte se orienta no
sentido de que o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada, quando o objeto de verificação de cada caso concreto acerca da
ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária,
posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. Precedentes: Recurso Extraordinário
563.159-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 11/4/2013.
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental .
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S) : RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526320
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.807
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : BANCO SCHAHIN S/A
ADV.(A/S) : PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MAURICE MARCEL ZELAZNY
ADV.(A/S) : RENATA GOMES MARTINS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707 . 807",
"SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 707807 AGR / SP",
"ARE 707807 AGR / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 796 . 095 - AgR / RS",
"RECURSO",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 796 . 095 - AgR / RS",
"ARE 707807 AGR / SP",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 707807 AGR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 707807 AGR / SP",
"ARE 707807 AGR / SP",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 796 . 095 - AgR / RS",
"RECURSO",
"Súmula 454 do Supremo Tribunal",
"AI 796 . 095 - AgR / RS",
"ARE 707807 AGR / SP",
"SÚMULAS N . 454",
"Recurso Extraordinário 563 . 159 - AgR",
"ARE 707807 AGR / SP",
"SÚMULAS N . 454",
"Recurso Extraordinário 563 . 159 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SCHAHIN S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"BANCO SCHAHIN S / A",
"BANCO SCHAHIN S / A",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SCHAHIN S / A",
"BANCO SCHAHIN S / A",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SCHAHIN S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SCHAHIN S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES",
"MAURICE MARCEL ZELAZNY",
"RENATA GOMES MARTINS",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES",
"MAURICE MARCEL ZELAZNY",
"RENATA GOMES MARTINS",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES",
"MAURICE MARCEL ZELAZNY",
"RENATA GOMES MARTINS",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Cármen Lúcia",
"LUIZ FUX",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES",
"MAURICE MARCEL ZELAZNY",
"RENATA GOMES MARTINS",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"PAULO GUILHERME DE MENDONÇA LOPES",
"MAURICE MARCEL ZELAZNY",
"RENATA GOMES MARTINS",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"6",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"6",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"19",
"/",
"6",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"19",
"/",
"6",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"4",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"4",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS PELO TRIBUNAL A QUO. SUPOSTA AFRONTA AO
ART. 133 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA E ART. 20 DO CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
14.10.2010.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões
recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656882.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 717020 AGR / PE
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 717020 AGR / PE
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual foi negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental Maria José Araújo dos
Santos.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que a negativa de seguimento do recurso viola princípios constitucionais.
Reitera a alegação de ofensa ao art. 133 da Constituição da República,
sustentando que o valor dos honorários advocatícios arbitrados pelo
Tribunal de origem seria irrisório além de caracterizar uma negativa ao
trabalho social do advogado. Requer a fixação dos honorários em 20%
(vinte por cento) sobre o valor da condenação (doc. 07, fl. 08).
Acórdão recorrido publicado em 14.10.2010.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656883.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual foi negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental Maria José Araújo dos
Santos.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que a negativa de seguimento do recurso viola princípios constitucionais.
Reitera a alegação de ofensa ao art. 133 da Constituição da República,
sustentando que o valor dos honorários advocatícios arbitrados pelo
Tribunal de origem seria irrisório além de caracterizar uma negativa ao
trabalho social do advogado. Requer a fixação dos honorários em 20%
(vinte por cento) sobre o valor da condenação (doc. 07, fl. 08).
Acórdão recorrido publicado em 14.10.2010.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656883.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PERNAMBUCO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 133 da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Não prospera a insurgência pelo prisma do art. 133 da
Carta Política, uma vez que, no caso, a infringência a tal
preceito constitucional somente poderia ser constatada a partir
da análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo
extremo (art. 20, § 4º, do CPC), o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário nos moldes exigidos
pelo art. 102, III, a, da Lei Maior.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656884.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PERNAMBUCO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 133 da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Não prospera a insurgência pelo prisma do art. 133 da
Carta Política, uma vez que, no caso, a infringência a tal
preceito constitucional somente poderia ser constatada a partir
da análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo
extremo (art. 20, § 4º, do CPC), o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário nos moldes exigidos
pelo art. 102, III, a, da Lei Maior.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656884.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717020 AGR / PE
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, a, do CPC)”.
Nada colhe.
A discussão travada no presente feito – acerca da fixação de
honorários advocatícios pelo Juízo a quo –,
não alcança estatura
constitucional, porquanto solvida à luz da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie (art. 20 do Código de Processo Civil).
Assim, eventual afronta à Constituição, se ocorresse, seria reflexa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Colho precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA.
INDEFERIMENTO. NÃO VIOLA OS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal tem decidido no sentido de que o
indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária
pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da
ampla defesa. Precedentes. II - A discussão acerca da fixação de
verba honorária é de índole eminentemente infraconstitucional.
A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, o que
inviabiliza o extraordinário. Precedentes. III – Agravo
regimental improvido” (AI 797.198-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 23.11.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656884.
Supremo Tribunal Federal
ARE 717020 AGR / PE
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, a, do CPC)”.
Nada colhe.
A discussão travada no presente feito – acerca da fixação de
honorários advocatícios pelo Juízo a quo –,
não alcança estatura
constitucional, porquanto solvida à luz da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie (art. 20 do Código de Processo Civil).
Assim, eventual afronta à Constituição, se ocorresse, seria reflexa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Colho precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA.
INDEFERIMENTO. NÃO VIOLA OS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal tem decidido no sentido de que o
indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária
pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da
ampla defesa. Precedentes. II - A discussão acerca da fixação de
verba honorária é de índole eminentemente infraconstitucional.
A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, o que
inviabiliza o extraordinário. Precedentes. III – Agravo
regimental improvido” (AI 797.198-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 23.11.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717020 AGR / PE
ADVOCATÍCIOS. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. ARTIGO 20, §§ 3º
E 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 832.250-AgR/RS, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 07.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA ORIGEM:
DISCUSSÃO SOBRE O PERCENTUAL E A FORMA DE
INCIDÊNCIA.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 740.552-AgR/MG, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 2ª Turma, DJe 13.6.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 717020 AGR / PE
ADVOCATÍCIOS. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. ARTIGO 20, §§ 3º
E 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 832.250-AgR/RS, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 07.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA ORIGEM:
DISCUSSÃO SOBRE O PERCENTUAL E A FORMA DE
INCIDÊNCIA.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 740.552-AgR/MG, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 2ª Turma, DJe 13.6.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4759162
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-10-25T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PELO TRIBUNAL A QUO. SUPOSTA AFRONTA AO ART. 133 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA E ART. 20 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.10.2010.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur246350
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, FIXAÇÃO)
AI 797198 AgR (1ªT), AI 832250 AgR (2ªT), ARE 740552 AgR (2ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 06/11/2013, MAR.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
717020
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A ART-00133\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00020\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 717020 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS
ADVOCATÍCIOS PELO TRIBUNAL A QUO. SUPOSTA AFRONTA AO
ART. 133 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA E ART. 20 DO CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
14.10.2010.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões
recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 717020 AGR / PE
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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ARE 717020 AGR / PE
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual foi negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental Maria José Araújo dos
Santos.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que a negativa de seguimento do recurso viola princípios constitucionais.
Reitera a alegação de ofensa ao art. 133 da Constituição da República,
sustentando que o valor dos honorários advocatícios arbitrados pelo
Tribunal de origem seria irrisório além de caracterizar uma negativa ao
trabalho social do advogado. Requer a fixação dos honorários em 20%
(vinte por cento) sobre o valor da condenação (doc. 07, fl. 08).
Acórdão recorrido publicado em 14.10.2010.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ELIZABETH
DE
CARVALHO
SIMPLÍCIO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual foi negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental Maria José Araújo dos
Santos.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que a negativa de seguimento do recurso viola princípios constitucionais.
Reitera a alegação de ofensa ao art. 133 da Constituição da República,
sustentando que o valor dos honorários advocatícios arbitrados pelo
Tribunal de origem seria irrisório além de caracterizar uma negativa ao
trabalho social do advogado. Requer a fixação dos honorários em 20%
(vinte por cento) sobre o valor da condenação (doc. 07, fl. 08).
Acórdão recorrido publicado em 14.10.2010.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PERNAMBUCO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 133 da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Não prospera a insurgência pelo prisma do art. 133 da
Carta Política, uma vez que, no caso, a infringência a tal
preceito constitucional somente poderia ser constatada a partir
da análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo
extremo (art. 20, § 4..., do Código de Processo Civil), o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário nos moldes exigidos
pelo art. 102, III, a, da Lei Maior.
Supremo Tribunal Federal
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03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PERNAMBUCO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta ao art. 133 da Constituição
Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Não prospera a insurgência pelo prisma do art. 133 da
Carta Política, uma vez que, no caso, a infringência a tal
preceito constitucional somente poderia ser constatada a partir
da análise de legislação infraconstitucional apontada no apelo
extremo (art. 20, § 4..., do Código de Processo Civil), o que torna oblíqua e reflexa
eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário nos moldes exigidos
pelo art. 102, III, a, da Lei Maior.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717020 AGR / PE
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, a, do Código de Processo Civil)”.
Nada colhe.
A discussão travada no presente feito – acerca da fixação de
honorários advocatícios pelo Juízo a quo –,
não alcança estatura
constitucional, porquanto solvida à luz da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie (art. 20 do Código de Processo Civil).
Assim, eventual afronta à Constituição, se ocorresse, seria reflexa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Colho precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA.
INDEFERIMENTO. NÃO VIOLA OS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal tem decidido no sentido de que o
indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária
pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da
ampla defesa. Precedentes. II - A discussão acerca da fixação de
verba honorária é de índole eminentemente infraconstitucional.
A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, o que
inviabiliza o extraordinário. Precedentes. III – Agravo
regimental improvido” (AI 797.198-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe 23.11.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 717020 AGR / PE
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, a, do Código de Processo Civil)”.
Nada colhe.
A discussão travada no presente feito – acerca da fixação de
honorários advocatícios pelo Juízo a quo –,
não alcança estatura
constitucional, porquanto solvida à luz da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie (art. 20 do Código de Processo Civil).
Assim, eventual afronta à Constituição, se ocorresse, seria reflexa,
insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Colho precedentes:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
DILIGÊNCIA
PROBATÓRIA.
INDEFERIMENTO. NÃO VIOLA OS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. FIXAÇÃO DE
HONORÁRIOS.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo
Tribunal Federal tem decidido no sentido de que o
indeferimento de diligência probatória, tida por desnecessária
pelo juízo a quo, não viola os princípios do contraditório e da
ampla defesa. Precedentes. II - A discussão acerca da fixação de
verba honorária é de índole eminentemente infraconstitucional.
A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta, o que
inviabiliza o extraordinário. Precedentes. III – Agravo
regimental improvido” (AI 797.198-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe 23.11.2010).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656884.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717020 AGR / PE
ADVOCATÍCIOS. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. ARTIGO 20, §§ 3...
E 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 832.250-AgR/RS, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 07.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA ORIGEM:
DISCUSSÃO SOBRE O PERCENTUAL E A FORMA DE
INCIDÊNCIA.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 740.552-AgR/MG, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 2... Turma, DJe 13.6.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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ARE 717020 AGR / PE
ADVOCATÍCIOS. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. ARTIGO 20, §§ 3...
E 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
REFLEXA
OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 832.250-AgR/RS, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 07.6.2011).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA ORIGEM:
DISCUSSÃO SOBRE O PERCENTUAL E A FORMA DE
INCIDÊNCIA.
ANÁLISE
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE 740.552-AgR/MG, Rel. Min. Cármen
Lúcia, 2... Turma, DJe 13.6.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4690567
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.020
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717 . 020",
"ARE 717020 AGR / PE",
"ARE 717020 AGR /",
"AI 797 . 198 - AgR / RJ",
"AI 797 . 198 - AgR / RJ",
"ARE 717020 AGR / PE",
"AI 832 . 250 - AgR / RS",
"ARE 740 . 552 -",
"ARE 717020 AGR / PE",
"AI 832 . 250 - AgR / RS",
"ARE 740 . 552 - AgR / MG"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 133 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"ART . 20 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 133 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 133 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 133 da Constituição Federal",
"art . 133 da Carta Política",
"art . 20 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 133 da",
"Constituição Federal",
"art . 133 da Carta Política",
"art . 20 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , a , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 20 do Código de Processo Civil",
"Constituição",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 20 do Código de Processo Civil",
"Constituição",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 20 , § § 3 . . . E 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 20 , § § 3 . . . E 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"PE",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS",
"ELIZABETH DE CARVALHO",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Rosa Weber",
"Maria José Araújo dos Santos",
"ROSA WEBER",
"MARIA",
"JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Rosa Weber",
"Maria José Araújo dos Santos",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER ARE",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"MARIA JOSÉ ARAÚJO DOS SANTOS",
"ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"14",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"14",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"14",
".",
"10",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"6",
".",
"2011",
"13",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"6",
".",
"2011",
"13",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 121.358 BAHIA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Habeas corpus. 2. Réu revel. Citação editalícia. Suspensão do processo
e da prescrição nos termos do art. 366 do CPP. 3. Produção antecipada de
provas. Oitiva de testemunhas. Possibilidade. 4. Risco de perecimento da
prova. Ocorrência. 5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do
voto do Relator.
Brasília, 7 de outubro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 121.358 BAHIA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União (DPU), em favor de Jocivaldo de Jesus Lionne, contra
acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), que negou provimento ao Agravo Regimental no RHC 33.861/BA.
Segundo os autos, no dia 27 de janeiro de 2009, por volta das 2:30h, o
paciente e outro agente arremessaram uma pedra e quebraram o vidro da
janela do ônibus, placa MTA-7070, de propriedade da empresa Marlin
Azul Turismo Ltda., que estava estacionado em frente ao Hotel Marazul,
Barra, em Salvador/BA, subtraindo do interior um aparelho de CD e
DVD, um par de tênis e uma jaqueta.
Logo após a prática do furto, a Polícia Militar foi acionada, sendo
que localizou o paciente na Alameda Antunes, com parte dos produtos
subtraídos. Por sua vez o outro corréu (Almiro Santos) foi abordado no
Largo do Tamarineiro, de posse do par de tênis, todos os produtos
identificados pelo motorista Ed Carlos José Soares Lopes. Em seguida,
conduziram os denunciados à Delegacia de Polícia, onde confessaram a
prática delituosa.
O paciente foi, então, denunciado por suposta prática do delito
previsto no art. 155, § 4º, inciso I, do CP (furto qualificado com destruição
ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa).
Citado por edital, o acusado não constituiu defensor, nem
apresentou resposta, motivo pelo qual o Juízo de Direito da 7ª Vara-
Crime da Comarca de Salvador/BA, em 16.6.2011, declarou suspensos o
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 121.358 BAHIA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União (DPU), em favor de Jocivaldo de Jesus Lionne, contra
acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), que negou provimento ao Agravo Regimental no RHC 33.861/BA.
Segundo os autos, no dia 27 de janeiro de 2009, por volta das 2:30h, o
paciente e outro agente arremessaram uma pedra e quebraram o vidro da
janela do ônibus, placa MTA-7070, de propriedade da empresa Marlin
Azul Turismo Ltda., que estava estacionado em frente ao Hotel Marazul,
Barra, em Salvador/BA, subtraindo do interior um aparelho de CD e
DVD, um par de tênis e uma jaqueta.
Logo após a prática do furto, a Polícia Militar foi acionada, sendo
que localizou o paciente na Alameda Antunes, com parte dos produtos
subtraídos. Por sua vez o outro corréu (Almiro Santos) foi abordado no
Largo do Tamarineiro, de posse do par de tênis, todos os produtos
identificados pelo motorista Ed Carlos José Soares Lopes. Em seguida,
conduziram os denunciados à Delegacia de Polícia, onde confessaram a
prática delituosa.
O paciente foi, então, denunciado por suposta prática do delito
previsto no art. 155, § 4º, inciso I, do CP (furto qualificado com destruição
ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa).
Citado por edital, o acusado não constituiu defensor, nem
apresentou resposta, motivo pelo qual o Juízo de Direito da 7ª Vara-
Crime da Comarca de Salvador/BA, em 16.6.2011, declarou suspensos o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 121358 / BA
processo e o prazo prescricional, nos termos do art. 366 do CPP, ocasião
em que determinou a antecipação da oitiva das testemunhas de acusação,
nos seguintes termos:
“Outrossim, reputo conveniente, na hipótese em exame,
que se proceda a oitiva das testemunhas arroladas pela
acusação como produção de prova urgente e necessária. Com
efeito, não se sabe por quanto tempo o processo permanecerá
paralisado e durante este período, testemunhas podem falecer,
mudar de residência ou, até, esquecer o que presenciaram,
impossibilitando, assim, o posterior depoimento. Ademais, a
análise dos autos deixa patente que a prova a ser produzida
pela acusação, nesta ação penal, se constitui, exclusivamente,
em depoimentos testemunhais e, por esta razão, caso a oitiva
seja postergada, por prazo indeterminado, haverá grave
prejuízo para a busca da verdade real. Existe, pois, risco
concreto de perecimento das informações necessárias ao êxito
da persecução criminal. Eis, portanto, a urgência e necessidade.
(...) Destarte, reputo indispensável que seja realizada a oitiva
das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, sob pena de
restar comprometida a busca pela verdade real, princípio que
norteia o processo penal”.
Naquela oportunidade, o magistrado entendeu incabível a prisão
preventiva do paciente, por se tratar de crime que possibilita a
substituição da pena privativa de liberdade e, também, porque o acusado
não possuía antecedentes criminais.
Dessa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado da Bahia (TJ/BA), alegando que a determinação para
produção antecipada de provas deve ser medida excepcional, aplicada
apenas diante da concreta possibilidade do perecimento das informações,
o que não se verificaria no presente caso.
A Segunda Câmara Criminal da Corte estadual denegou a ordem,
nos seguintes termos:
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
processo e o prazo prescricional, nos termos do art. 366 do CPP, ocasião
em que determinou a antecipação da oitiva das testemunhas de acusação,
nos seguintes termos:
“Outrossim, reputo conveniente, na hipótese em exame,
que se proceda a oitiva das testemunhas arroladas pela
acusação como produção de prova urgente e necessária. Com
efeito, não se sabe por quanto tempo o processo permanecerá
paralisado e durante este período, testemunhas podem falecer,
mudar de residência ou, até, esquecer o que presenciaram,
impossibilitando, assim, o posterior depoimento. Ademais, a
análise dos autos deixa patente que a prova a ser produzida
pela acusação, nesta ação penal, se constitui, exclusivamente,
em depoimentos testemunhais e, por esta razão, caso a oitiva
seja postergada, por prazo indeterminado, haverá grave
prejuízo para a busca da verdade real. Existe, pois, risco
concreto de perecimento das informações necessárias ao êxito
da persecução criminal. Eis, portanto, a urgência e necessidade.
(...) Destarte, reputo indispensável que seja realizada a oitiva
das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, sob pena de
restar comprometida a busca pela verdade real, princípio que
norteia o processo penal”.
Naquela oportunidade, o magistrado entendeu incabível a prisão
preventiva do paciente, por se tratar de crime que possibilita a
substituição da pena privativa de liberdade e, também, porque o acusado
não possuía antecedentes criminais.
Dessa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado da Bahia (TJ/BA), alegando que a determinação para
produção antecipada de provas deve ser medida excepcional, aplicada
apenas diante da concreta possibilidade do perecimento das informações,
o que não se verificaria no presente caso.
A Segunda Câmara Criminal da Corte estadual denegou a ordem,
nos seguintes termos:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 121358 / BA
“HABEAS CORPUS. PACIENTE CITADO POR EDITAL.
SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO PRAZO PRESCRICIONAL.
DETERMINAÇÃO DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DA
PROVA TESTEMUNHAL ATRAVÉS DE DECISÃO
FUNDAMENTADA. OBSERVÂNCIA DA SÚMULA N° 455 DO
STJ. ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM
DENEGADA.
Estando a decisão, que determinou a produção antecipada
da prova testemunhal, fundamentada em outros elementos que
não o simples decurso do tempo, em consonância com a
Súmula n. 455 do STJ, não há ilegalidade a ser reconhecida.
Ordem denegada”.
No STJ, o relator, ministro Moura Ribeiro negou seguimento ao RHC
33.861/BA. A decisão monocrática do Relator foi mantida pela Quinta
Turma, consoante se depreende da ementa a seguir transcrita:
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO
EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO.
FURTO QUALIFICADO. CITAÇÃO EDITALÍCIA. NÃO
COMPARECIMENTO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 366, DO
CPP. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. MOTIVAÇÃO.
NECESSIDADE. URGÊNCIA DA MEDIDA DEMONSTRADA.
AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Se os fundamentos adotados pelo Tribunal de origem
são fortes para justificar a antecipação da produção da prova, a
decisão se amolda à Súmula 445, desta Corte.
2. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Agora, a defesa reitera os argumentos submetidos a exame do TJ/BA
e do STJ, para sustentar a ausência de fundamentação válida para
antecipação da prova oral.
Nesse sentido, afirma:
“O ilustre magistrado a quo fundamentou sua decisão em
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
“HABEAS CORPUS. PACIENTE CITADO POR EDITAL.
SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO PRAZO PRESCRICIONAL.
DETERMINAÇÃO DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DA
PROVA TESTEMUNHAL ATRAVÉS DE DECISÃO
FUNDAMENTADA. OBSERVÂNCIA DA SÚMULA N° 455 DO
STJ. ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM
DENEGADA.
Estando a decisão, que determinou a produção antecipada
da prova testemunhal, fundamentada em outros elementos que
não o simples decurso do tempo, em consonância com a
Súmula n. 455 do STJ, não há ilegalidade a ser reconhecida.
Ordem denegada”.
No STJ, o relator, ministro Moura Ribeiro negou seguimento ao RHC
33.861/BA. A decisão monocrática do Relator foi mantida pela Quinta
Turma, consoante se depreende da ementa a seguir transcrita:
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO
EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO.
FURTO QUALIFICADO. CITAÇÃO EDITALÍCIA. NÃO
COMPARECIMENTO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 366, DO
CPP. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. MOTIVAÇÃO.
NECESSIDADE. URGÊNCIA DA MEDIDA DEMONSTRADA.
AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Se os fundamentos adotados pelo Tribunal de origem
são fortes para justificar a antecipação da produção da prova, a
decisão se amolda à Súmula 445, desta Corte.
2. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Agora, a defesa reitera os argumentos submetidos a exame do TJ/BA
e do STJ, para sustentar a ausência de fundamentação válida para
antecipação da prova oral.
Nesse sentido, afirma:
“O ilustre magistrado a quo fundamentou sua decisão em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
HC 121358 / BA
uma mera possibilidade e não em fatos concretos, uma vez que
afirmou que as testemunhas podiam falecer, mudar de
residência ou esquecer os fatos.
(…) O simples fato de serem as provas testemunhais não
caracteriza urgência, necessária para tal medida”.
Requer a concessão da liminar para determinar a “cassação da decisão
que concedeu a produção antecipada da prova testemunhal e caso já tenham sido
colhidos os depoimentos, que sejam desentranhados dos autos, não podendo ser
fonte de convencimento para o órgão jurisdicional.”
Ao final, pede a concessão da ordem de habeas corpus para impedir a
ilegal produção antecipada de provas.
A medida liminar foi indeferida.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem.
Em consulta ao sítio do TJ/BA, verifico que a audiência de oitiva das
testemunhas ocorreu em 23.7.2013.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
uma mera possibilidade e não em fatos concretos, uma vez que
afirmou que as testemunhas podiam falecer, mudar de
residência ou esquecer os fatos.
(…) O simples fato de serem as provas testemunhais não
caracteriza urgência, necessária para tal medida”.
Requer a concessão da liminar para determinar a “cassação da decisão
que concedeu a produção antecipada da prova testemunhal e caso já tenham sido
colhidos os depoimentos, que sejam desentranhados dos autos, não podendo ser
fonte de convencimento para o órgão jurisdicional.”
Ao final, pede a concessão da ordem de habeas corpus para impedir a
ilegal produção antecipada de provas.
A medida liminar foi indeferida.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem.
Em consulta ao sítio do TJ/BA, verifico que a audiência de oitiva das
testemunhas ocorreu em 23.7.2013.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 121.358 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática do delito de furto
qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da
coisa e citado por edital. Suspensos o processo e a prescrição, nos termos
do artigo 366 do Código de Processo Penal, determinou-se a produção
antecipada de provas, consistentes na oitiva de testemunhas.
O Código de Processo Penal em seu art. 366, dispõe:
“Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer,
nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o
curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a
produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se
for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto
no art. 312” (Redação dada pela Lei n. 9.271, de 17.4.1996).
(Grifos nossos).
Sobre o tema, colho as seguintes considerações da doutrina:
“Provas antecipadas são aquelas produzidas com a
observância do contraditório real, perante a autoridade judicial,
em momento processual distinto daquele legalmente previsto,
ou até mesmo antes do início do processo, em virtude de
situação de urgência e relevância. É o caso do denominado
depoimento ad perpetuam rei memoriam, previsto no art. 225 do
CPP: Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por
enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao tempo da
instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de ofício ou a
requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe antecipadamente o
depoimento.
(…) Outro exemplo de prova antecipada é aquele
constante do art. 366 do CPP, em que, determinada a suspensão
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 121.358 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática do delito de furto
qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da
coisa e citado por edital. Suspensos o processo e a prescrição, nos termos
do artigo 366 do Código de Processo Penal, determinou-se a produção
antecipada de provas, consistentes na oitiva de testemunhas.
O Código de Processo Penal em seu art. 366, dispõe:
“Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer,
nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o
curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a
produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se
for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto
no art. 312” (Redação dada pela Lei n. 9.271, de 17.4.1996).
(Grifos nossos).
Sobre o tema, colho as seguintes considerações da doutrina:
“Provas antecipadas são aquelas produzidas com a
observância do contraditório real, perante a autoridade judicial,
em momento processual distinto daquele legalmente previsto,
ou até mesmo antes do início do processo, em virtude de
situação de urgência e relevância. É o caso do denominado
depoimento ad perpetuam rei memoriam, previsto no art. 225 do
CPP: Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por
enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao tempo da
instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de ofício ou a
requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe antecipadamente o
depoimento.
(…) Outro exemplo de prova antecipada é aquele
constante do art. 366 do CPP, em que, determinada a suspensão
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 121358 / BA
do processo e da prescrição em relação ao acusado que, citado
por edital, não tenha comparecido nem constituído defensor,
poderá ser determinada pelo juiz a produção antecipada de
provas urgentes, nos termos do art. 225 do CPP. Nesse caso,
para que se imponha a antecipação da prova urgente, deve a
acusação justificá-la de maneira satisfatória (v.g., ofendido com
idade avançada). Isso porque, na visão dos Tribunais
Superiores, a inquirição de testemunha, por si só, não pode ser
considerada prova urgente, e a mera referência aos limites da
memória humana não é suficiente para determinar a medida
excepcional (Lima, Renato Brasileiro de. Manual de Processo
Penal, vol. I, Niterói/RJ, Editora Impetus, 2011, p. 838-839).
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o
entendimento no sentido de que a colheita antecipada das provas
demanda a demonstração da real necessidade da medida (HC 108.064/RS,
rel. min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27.2.2012; HC 109.726/SP, rel. min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 29.11.2011 e RHC 85.311/SP, rel. min. Eros
Grau, 1ª Turma, DJ 1º.4.2005). Nesse sentido, transcrevo a ementa do
julgamento do HC 96.325/SP, rel. min. Cármen Lúcia (1ª Turma, DJe
21.8.2009):
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL
PENAL. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVA.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. HABEAS CORPUS
CONCEDIDO. 1. A decisão que determina a produção
antecipada da prova testemunhal deve atender aos
pressupostos legais exigidos pela norma processual vigente
(Art. 255. Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou,
por enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao
tempo da instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de
ofício ou a requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe
antecipadamente o depoimento). 2. Firme a jurisprudência
deste Supremo Tribunal no sentido de que se o acusado, citado
por edital, não comparece nem constitui advogado, pode o juiz,
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
do processo e da prescrição em relação ao acusado que, citado
por edital, não tenha comparecido nem constituído defensor,
poderá ser determinada pelo juiz a produção antecipada de
provas urgentes, nos termos do art. 225 do CPP. Nesse caso,
para que se imponha a antecipação da prova urgente, deve a
acusação justificá-la de maneira satisfatória (v.g., ofendido com
idade avançada). Isso porque, na visão dos Tribunais
Superiores, a inquirição de testemunha, por si só, não pode ser
considerada prova urgente, e a mera referência aos limites da
memória humana não é suficiente para determinar a medida
excepcional (Lima, Renato Brasileiro de. Manual de Processo
Penal, vol. I, Niterói/RJ, Editora Impetus, 2011, p. 838-839).
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o
entendimento no sentido de que a colheita antecipada das provas
demanda a demonstração da real necessidade da medida (HC 108.064/RS,
rel. min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27.2.2012; HC 109.726/SP, rel. min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 29.11.2011 e RHC 85.311/SP, rel. min. Eros
Grau, 1ª Turma, DJ 1º.4.2005). Nesse sentido, transcrevo a ementa do
julgamento do HC 96.325/SP, rel. min. Cármen Lúcia (1ª Turma, DJe
21.8.2009):
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL
PENAL. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVA.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. HABEAS CORPUS
CONCEDIDO. 1. A decisão que determina a produção
antecipada da prova testemunhal deve atender aos
pressupostos legais exigidos pela norma processual vigente
(Art. 255. Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou,
por enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao
tempo da instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de
ofício ou a requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe
antecipadamente o depoimento). 2. Firme a jurisprudência
deste Supremo Tribunal no sentido de que se o acusado, citado
por edital, não comparece nem constitui advogado, pode o juiz,
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 121358 / BA
suspenso o processo, determinar produção antecipada de prova
testemunhal, apenas quando esta seja urgente nos termos do
art. 225 do Código de Processo Penal. Precedentes. 3. Ordem
concedida”.
O caso em análise apresenta peculiaridades.
Os fatos imputados datam de 27.1.2009. A decisão de suspender o
processo e a prescrição, ordenando a realização da produção antecipada
de provas, data de 16.6.2011. A oitiva das testemunhas foi marcada para
25.4.2012 e realizada em 23.7.2013. O lapso aproximado é, portanto, de 4
anos e 6 meses.
Não obstante se tratar de crime sem violência à pessoa, há o risco
efetivo de perecimento da prova, haja vista o tempo transcorrido entre os
fatos e a determinação de sua produção. Ademais, o magistrado
fundamentou a necessidade da antecipação em serem as testemunhas a
única fonte da prova dos autos.
Nesse mesmo sentido, o STJ considerou que:
“No caso concreto, o Tribunal de origem manteve a
decisão que determinou a produção antecipada de provas, nos
seguintes termos:
A Impetrante aduz que o magistrado violou a
Súmula n. 455 do Superior Tribunal de Justiça (‘A decisão
que determina a produção antecipada de provas com base
no art. 366 do CPP deve ser concretamente fundamentada,
não a justificando unicamente o mero decurso do tempo’).
Sucede, contudo, que, ao determinar a produção
antecipada da prova testemunhal, o juiz a quo o fez através
de decisão concretamente fundamentada, não violando a
referida súmula.
A Súmula n. 455 do STJ, não impede a produção
antecipada de provas quando aplicado o art. 366 do CPP,
apenas afasta a possibilidade de se determiná-la sem que
esteja a decisão lastreada em fundamentação que
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suspenso o processo, determinar produção antecipada de prova
testemunhal, apenas quando esta seja urgente nos termos do
art. 225 do Código de Processo Penal. Precedentes. 3. Ordem
concedida”.
O caso em análise apresenta peculiaridades.
Os fatos imputados datam de 27.1.2009. A decisão de suspender o
processo e a prescrição, ordenando a realização da produção antecipada
de provas, data de 16.6.2011. A oitiva das testemunhas foi marcada para
25.4.2012 e realizada em 23.7.2013. O lapso aproximado é, portanto, de 4
anos e 6 meses.
Não obstante se tratar de crime sem violência à pessoa, há o risco
efetivo de perecimento da prova, haja vista o tempo transcorrido entre os
fatos e a determinação de sua produção. Ademais, o magistrado
fundamentou a necessidade da antecipação em serem as testemunhas a
única fonte da prova dos autos.
Nesse mesmo sentido, o STJ considerou que:
“No caso concreto, o Tribunal de origem manteve a
decisão que determinou a produção antecipada de provas, nos
seguintes termos:
A Impetrante aduz que o magistrado violou a
Súmula n. 455 do Superior Tribunal de Justiça (‘A decisão
que determina a produção antecipada de provas com base
no art. 366 do CPP deve ser concretamente fundamentada,
não a justificando unicamente o mero decurso do tempo’).
Sucede, contudo, que, ao determinar a produção
antecipada da prova testemunhal, o juiz a quo o fez através
de decisão concretamente fundamentada, não violando a
referida súmula.
A Súmula n. 455 do STJ, não impede a produção
antecipada de provas quando aplicado o art. 366 do CPP,
apenas afasta a possibilidade de se determiná-la sem que
esteja a decisão lastreada em fundamentação que
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HC 121358 / BA
demonstre a sua real necessidade e desde que seja urgente
a sua produção.
Narra a peça acusatória que o Paciente, junto com o
corréu, em 27 de janeiro de 2009, arremessaram uma
pedra e quebraram o vidro da janela do ônibus que estava
estacionado na frente de um hotel, subtraindo do seu
interior CD’s, DVD’s, um par de tênis e uma jaqueta.
Destaca o magistrado, na decisão ora questionada,
que a análise dos autos deixa patente que a prova a ser
produzida pela acusação, nesta ação penal, se constitui,
exclusivamente, em depoimentos testemunhais e, por esta
razão, caso a oitiva seja postergada, por prazo
indeterminado, haverá grave prejuízo para a busca real.
Assim, pela natureza da prova ser produzida no processo
originário, a produção antecipada é medida necessária.
(...) A douta Procuradoria de Justiça se manifestou pela
denegação da ordem de habeas corpus, seguindo a mesma
linha de inteligência ora esposada (...). Isto posto, havendo
elementos suficientes para fundamentar a decisão ora
questionada, estando em consonância com a Súmula n.
455 do STJ, não havendo circunstância que demonstre a
sua ilegalidade, o pleito formulado na exordial não merece
acolhimento.
Diante do exposto, denego a ordem’.
Portanto, tais fundamentos acima trazidos são válidos a
justificar a antecipação da produção da prova, sem que haja
ofensa à Súmula 455, do STJ”.
E, no mesmo sentido do STJ, transcrevo as ementas de dois julgados
desta Segunda Turma:
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRODUÇÃO
ANTECIPADA DE PROVAS. ART. 366 DO CPP.
NECESSIDADE. RÉU FORAGIDO. PODER GERAL DE
CAUTELA DO MAGISTRADO. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO À
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demonstre a sua real necessidade e desde que seja urgente
a sua produção.
Narra a peça acusatória que o Paciente, junto com o
corréu, em 27 de janeiro de 2009, arremessaram uma
pedra e quebraram o vidro da janela do ônibus que estava
estacionado na frente de um hotel, subtraindo do seu
interior CD’s, DVD’s, um par de tênis e uma jaqueta.
Destaca o magistrado, na decisão ora questionada,
que a análise dos autos deixa patente que a prova a ser
produzida pela acusação, nesta ação penal, se constitui,
exclusivamente, em depoimentos testemunhais e, por esta
razão, caso a oitiva seja postergada, por prazo
indeterminado, haverá grave prejuízo para a busca real.
Assim, pela natureza da prova ser produzida no processo
originário, a produção antecipada é medida necessária.
(...) A douta Procuradoria de Justiça se manifestou pela
denegação da ordem de habeas corpus, seguindo a mesma
linha de inteligência ora esposada (...). Isto posto, havendo
elementos suficientes para fundamentar a decisão ora
questionada, estando em consonância com a Súmula n.
455 do STJ, não havendo circunstância que demonstre a
sua ilegalidade, o pleito formulado na exordial não merece
acolhimento.
Diante do exposto, denego a ordem’.
Portanto, tais fundamentos acima trazidos são válidos a
justificar a antecipação da produção da prova, sem que haja
ofensa à Súmula 455, do STJ”.
E, no mesmo sentido do STJ, transcrevo as ementas de dois julgados
desta Segunda Turma:
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRODUÇÃO
ANTECIPADA DE PROVAS. ART. 366 DO CPP.
NECESSIDADE. RÉU FORAGIDO. PODER GERAL DE
CAUTELA DO MAGISTRADO. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO À
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HC 121358 / BA
DEFESA.
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL
NÃO
CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA.
I – Toda produção antecipada de provas realizada nos
termos do art. 366 do Código de Processo Penal está adstrita a
sua necessidade concreta, devidamente fundamentada.
II – Paciente que se encontrava foragido do distrito da
culpa, ensejando a antecipação da oitiva das testemunhas até
então arroladas nos autos. Precedentes.
III – Cabe ao juiz da causa decidir sobre a necessidade da
produção antecipada da prova testemunhal, podendo utilizar-
se dessa faculdade quando a situação dos autos assim
recomendar, como no caso em apreço, especialmente por tratar-
se de ato que decorre do poder geral de cautela do magistrado
(art. 366 do CPP).
IV – No caso sob exame, as provas antecipadamente
produzidas nos autos da ação penal não causaram prejuízo à
defesa do paciente, tendo em vista que o magistrado de
primeiro grau nomeou defensor dativo para acompanhar a
colheita cautelar da prova testemunhal, que poderá ser
renovada no plenário do júri.
V – Habeas corpus denegado”. (HC 109.728/SP, rel. min.
Ricardo Lewandowski, DJe 5.6.2012).
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO.
PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. INTELIGÊNCIA DO
ART. 366 DO CPP. VÍTIMA PORTADORA DE ENFERMIDADE
MENTAL. LONGO PERÍODO DE TEMPO DESDE A SUPOSTA
CONSUMAÇÃO DOS FATOS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.
ORDEM DENEGADA. 1. Acerca do disposto no art. 366 do
CPP, é pacífico o entendimento doutrinário e jurisprudencial no
sentido de cabe ao prudente critério do juiz decidir a respeito
da urgência da prova, desde que o faça com a indicação das
peculiaridades do caso, evitando, assim, a banalização do
instituto. 2. No caso, o magistrado responsável pela condução
do processo, à luz das circunstâncias concretas do caso, reputou
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HC 121358 / BA
DEFESA.
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL
NÃO
CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA.
I – Toda produção antecipada de provas realizada nos
termos do art. 366 do Código de Processo Penal está adstrita a
sua necessidade concreta, devidamente fundamentada.
II – Paciente que se encontrava foragido do distrito da
culpa, ensejando a antecipação da oitiva das testemunhas até
então arroladas nos autos. Precedentes.
III – Cabe ao juiz da causa decidir sobre a necessidade da
produção antecipada da prova testemunhal, podendo utilizar-
se dessa faculdade quando a situação dos autos assim
recomendar, como no caso em apreço, especialmente por tratar-
se de ato que decorre do poder geral de cautela do magistrado
(art. 366 do CPP).
IV – No caso sob exame, as provas antecipadamente
produzidas nos autos da ação penal não causaram prejuízo à
defesa do paciente, tendo em vista que o magistrado de
primeiro grau nomeou defensor dativo para acompanhar a
colheita cautelar da prova testemunhal, que poderá ser
renovada no plenário do júri.
V – Habeas corpus denegado”. (HC 109.728/SP, rel. min.
Ricardo Lewandowski, DJe 5.6.2012).
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO.
PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. INTELIGÊNCIA DO
ART. 366 DO CPP. VÍTIMA PORTADORA DE ENFERMIDADE
MENTAL. LONGO PERÍODO DE TEMPO DESDE A SUPOSTA
CONSUMAÇÃO DOS FATOS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.
ORDEM DENEGADA. 1. Acerca do disposto no art. 366 do
CPP, é pacífico o entendimento doutrinário e jurisprudencial no
sentido de cabe ao prudente critério do juiz decidir a respeito
da urgência da prova, desde que o faça com a indicação das
peculiaridades do caso, evitando, assim, a banalização do
instituto. 2. No caso, o magistrado responsável pela condução
do processo, à luz das circunstâncias concretas do caso, reputou
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HC 121358 / BA
necessária a produção antecipada de provas, uma vez que, além
de ter sido decretada a revelia do paciente, a enfermidade
mental da vítima revela a urgência para a realização dessa
providência, ante a possibilidade concreta de a futura apuração
dos fatos restar prejudicada pelo decurso do tempo. 3. Ademais,
não se pode afirmar que a decisão impugnada implique
constrangimento ilegal ao direito de locomoção do paciente,
sanável via habeas corpus. Caso o acusado compareça ao
processo, poderá, com observância ao princípio do
contraditório, sustentar suas teses e produzir provas de suas
alegações, as quais serão devidamente examinadas. Nada
impede, inclusive, que a defesa, mediante argumento idôneo,
postule a repetição da prova produzida. 4. Ordem denegada”
(HC 119.406/SP, rel. min. Teori Zavascki, DJe 22.4.2014).
Ante o exposto, não obstante a manifestação da PGR no sentido da
concessão, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas corpus.
É como voto.
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
necessária a produção antecipada de provas, uma vez que, além
de ter sido decretada a revelia do paciente, a enfermidade
mental da vítima revela a urgência para a realização dessa
providência, ante a possibilidade concreta de a futura apuração
dos fatos restar prejudicada pelo decurso do tempo. 3. Ademais,
não se pode afirmar que a decisão impugnada implique
constrangimento ilegal ao direito de locomoção do paciente,
sanável via habeas corpus. Caso o acusado compareça ao
processo, poderá, com observância ao princípio do
contraditório, sustentar suas teses e produzir provas de suas
alegações, as quais serão devidamente examinadas. Nada
impede, inclusive, que a defesa, mediante argumento idôneo,
postule a repetição da prova produzida. 4. Ordem denegada”
(HC 119.406/SP, rel. min. Teori Zavascki, DJe 22.4.2014).
Ante o exposto, não obstante a manifestação da PGR no sentido da
concessão, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas corpus.
É como voto.
6
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Extrato de Ata - 07/10/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 121.358
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 07.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 121.358
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 07.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6996965
| 2014-10-07T00:00:00
| 2014-10-22T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 07.10.2014.
|
HABEAS CORPUS
|
Habeas corpus. 2. Réu revel. Citação editalícia. Suspensão do processo e da prescrição nos termos do art. 366 do CPP. 3. Produção antecipada de provas. Oitiva de testemunhas. Possibilidade. 4. Risco de perecimento da prova. Ocorrência. 5. Ordem denegada.
|
sjur281475
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVA)
HC 96325 (1ªT), RHC 85311 (1ªT), HC 108064 (1ªT), HC 109726 (1ªT), HC 109728 (2ªT), HC 119406 (2ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 05/11/2014, IVA.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
121358
|
[
"LEG-FED LEI-009271 ANO-1996\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00366 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9271/1996\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 121358
|
[
""
] |
PACTE.(S) : JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
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Ementa e Acórdão
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 121.358 BAHIA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Habeas corpus. 2. Réu revel. Citação editalícia. Suspensão do processo
e da prescrição nos termos do art. 366 do CPP. 3. Produção antecipada de
provas. Oitiva de testemunhas. Possibilidade. 4. Risco de perecimento da
prova. Ocorrência. 5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do
voto do Relator.
Brasília, 7 de outubro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 121.358 BAHIA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União (DPU), em favor de Jocivaldo de Jesus Lionne, contra
acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça
(Superior Tribunal de Justiça), que negou provimento ao Agravo Regimental no RHC 33.861/BA.
Segundo os autos, no dia 27 de janeiro de 2009, por volta das 2:30h, o
paciente e outro agente arremessaram uma pedra e quebraram o vidro da
janela do ônibus, placa MTA-7070, de propriedade da empresa Marlin
Azul Turismo Ltda., que estava estacionado em frente ao Hotel Marazul,
Barra, em Salvador/BA, subtraindo do interior um aparelho de CD e
DVD, um par de tênis e uma jaqueta.
Logo após a prática do furto, a Polícia Militar foi acionada, sendo
que localizou o paciente na Alameda Antunes, com parte dos produtos
subtraídos. Por sua vez o outro corréu (Almiro Santos) foi abordado no
Largo do Tamarineiro, de posse do par de tênis, todos os produtos
identificados pelo motorista Ed Carlos José Soares Lopes. Em seguida,
conduziram os denunciados à Delegacia de Polícia, onde confessaram a
prática delituosa.
O paciente foi, então, denunciado por suposta prática do delito
previsto no art. 155, § 4..., inciso I, do Código Penal Brasileiro (furto qualificado com destruição
ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa).
Citado por edital, o acusado não constituiu defensor, nem
apresentou resposta, motivo pelo qual o Juízo de Direito da 7... Vara-
Crime da Comarca de Salvador/BA, em 16.6.2011, declarou suspensos o
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07/10/2014
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HABEAS CORPUS 121.358 BAHIA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União (DPU), em favor de Jocivaldo de Jesus Lionne, contra
acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça
(Superior Tribunal de Justiça), que negou provimento ao Agravo Regimental no RHC 33.861/BA.
Segundo os autos, no dia 27 de janeiro de 2009, por volta das 2:30h, o
paciente e outro agente arremessaram uma pedra e quebraram o vidro da
janela do ônibus, placa MTA-7070, de propriedade da empresa Marlin
Azul Turismo Ltda., que estava estacionado em frente ao Hotel Marazul,
Barra, em Salvador/BA, subtraindo do interior um aparelho de CD e
DVD, um par de tênis e uma jaqueta.
Logo após a prática do furto, a Polícia Militar foi acionada, sendo
que localizou o paciente na Alameda Antunes, com parte dos produtos
subtraídos. Por sua vez o outro corréu (Almiro Santos) foi abordado no
Largo do Tamarineiro, de posse do par de tênis, todos os produtos
identificados pelo motorista Ed Carlos José Soares Lopes. Em seguida,
conduziram os denunciados à Delegacia de Polícia, onde confessaram a
prática delituosa.
O paciente foi, então, denunciado por suposta prática do delito
previsto no art. 155, § 4..., inciso I, do Código Penal Brasileiro (furto qualificado com destruição
ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa).
Citado por edital, o acusado não constituiu defensor, nem
apresentou resposta, motivo pelo qual o Juízo de Direito da 7... Vara-
Crime da Comarca de Salvador/BA, em 16.6.2011, declarou suspensos o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 121358 / BA
processo e o prazo prescricional, nos termos do art. 366 do CPP, ocasião
em que determinou a antecipação da oitiva das testemunhas de acusação,
nos seguintes termos:
“Outrossim, reputo conveniente, na hipótese em exame,
que se proceda a oitiva das testemunhas arroladas pela
acusação como produção de prova urgente e necessária. Com
efeito, não se sabe por quanto tempo o processo permanecerá
paralisado e durante este período, testemunhas podem falecer,
mudar de residência ou, até, esquecer o que presenciaram,
impossibilitando, assim, o posterior depoimento. Ademais, a
análise dos autos deixa patente que a prova a ser produzida
pela acusação, nesta ação penal, se constitui, exclusivamente,
em depoimentos testemunhais e, por esta razão, caso a oitiva
seja postergada, por prazo indeterminado, haverá grave
prejuízo para a busca da verdade real. Existe, pois, risco
concreto de perecimento das informações necessárias ao êxito
da persecução criminal. Eis, portanto, a urgência e necessidade.
(...) Destarte, reputo indispensável que seja realizada a oitiva
das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, sob pena de
restar comprometida a busca pela verdade real, princípio que
norteia o processo penal”.
Naquela oportunidade, o magistrado entendeu incabível a prisão
preventiva do paciente, por se tratar de crime que possibilita a
substituição da pena privativa de liberdade e, também, porque o acusado
não possuía antecedentes criminais.
Dessa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado da Bahia (TJ/BA), alegando que a determinação para
produção antecipada de provas deve ser medida excepcional, aplicada
apenas diante da concreta possibilidade do perecimento das informações,
o que não se verificaria no presente caso.
A Segunda Câmara Criminal da Corte estadual denegou a ordem,
nos seguintes termos:
2
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HC 121358 / BA
processo e o prazo prescricional, nos termos do art. 366 do CPP, ocasião
em que determinou a antecipação da oitiva das testemunhas de acusação,
nos seguintes termos:
“Outrossim, reputo conveniente, na hipótese em exame,
que se proceda a oitiva das testemunhas arroladas pela
acusação como produção de prova urgente e necessária. Com
efeito, não se sabe por quanto tempo o processo permanecerá
paralisado e durante este período, testemunhas podem falecer,
mudar de residência ou, até, esquecer o que presenciaram,
impossibilitando, assim, o posterior depoimento. Ademais, a
análise dos autos deixa patente que a prova a ser produzida
pela acusação, nesta ação penal, se constitui, exclusivamente,
em depoimentos testemunhais e, por esta razão, caso a oitiva
seja postergada, por prazo indeterminado, haverá grave
prejuízo para a busca da verdade real. Existe, pois, risco
concreto de perecimento das informações necessárias ao êxito
da persecução criminal. Eis, portanto, a urgência e necessidade.
(...) Destarte, reputo indispensável que seja realizada a oitiva
das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, sob pena de
restar comprometida a busca pela verdade real, princípio que
norteia o processo penal”.
Naquela oportunidade, o magistrado entendeu incabível a prisão
preventiva do paciente, por se tratar de crime que possibilita a
substituição da pena privativa de liberdade e, também, porque o acusado
não possuía antecedentes criminais.
Dessa decisão, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de
Justiça do Estado da Bahia (TJ/BA), alegando que a determinação para
produção antecipada de provas deve ser medida excepcional, aplicada
apenas diante da concreta possibilidade do perecimento das informações,
o que não se verificaria no presente caso.
A Segunda Câmara Criminal da Corte estadual denegou a ordem,
nos seguintes termos:
2
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Relatório
HC 121358 / BA
“HABEAS CORPUS. PACIENTE CITADO POR EDITAL.
SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO PRAZO PRESCRICIONAL.
DETERMINAÇÃO DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DA
PROVA TESTEMUNHAL ATRAVÉS DE DECISÃO
FUNDAMENTADA. OBSERVÂNCIA DA SÚMULA n 455 DO
Superior Tribunal de Justiça. ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM
DENEGADA.
Estando a decisão, que determinou a produção antecipada
da prova testemunhal, fundamentada em outros elementos que
não o simples decurso do tempo, em consonância com a
Súmula n. 455 do Superior Tribunal de Justiça, não há ilegalidade a ser reconhecida.
Ordem denegada”.
No Superior Tribunal de Justiça, o relator, ministro Moura Ribeiro negou seguimento ao RHC
33.861/BA. A decisão monocrática do Relator foi mantida pela Quinta
Turma, consoante se depreende da ementa a seguir transcrita:
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO
EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO.
FURTO QUALIFICADO. CITAÇÃO EDITALÍCIA. NÃO
COMPARECIMENTO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 366, DO
CPP. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. MOTIVAÇÃO.
NECESSIDADE. URGÊNCIA DA MEDIDA DEMONSTRADA.
AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Se os fundamentos adotados pelo Tribunal de origem
são fortes para justificar a antecipação da produção da prova, a
decisão se amolda à Súmula 445, desta Corte.
2. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Agora, a defesa reitera os argumentos submetidos a exame do TJ/BA
e do Superior Tribunal de Justiça, para sustentar a ausência de fundamentação válida para
antecipação da prova oral.
Nesse sentido, afirma:
“O ilustre magistrado a quo fundamentou sua decisão em
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
“HABEAS CORPUS. PACIENTE CITADO POR EDITAL.
SUSPENSÃO DO PROCESSO E DO PRAZO PRESCRICIONAL.
DETERMINAÇÃO DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DA
PROVA TESTEMUNHAL ATRAVÉS DE DECISÃO
FUNDAMENTADA. OBSERVÂNCIA DA SÚMULA n 455 DO
Superior Tribunal de Justiça. ILEGALIDADE NÃO CONFIGURADA. ORDEM
DENEGADA.
Estando a decisão, que determinou a produção antecipada
da prova testemunhal, fundamentada em outros elementos que
não o simples decurso do tempo, em consonância com a
Súmula n. 455 do Superior Tribunal de Justiça, não há ilegalidade a ser reconhecida.
Ordem denegada”.
No Superior Tribunal de Justiça, o relator, ministro Moura Ribeiro negou seguimento ao RHC
33.861/BA. A decisão monocrática do Relator foi mantida pela Quinta
Turma, consoante se depreende da ementa a seguir transcrita:
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO
EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO.
FURTO QUALIFICADO. CITAÇÃO EDITALÍCIA. NÃO
COMPARECIMENTO. APLICAÇÃO DO ARTIGO 366, DO
CPP. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. MOTIVAÇÃO.
NECESSIDADE. URGÊNCIA DA MEDIDA DEMONSTRADA.
AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Se os fundamentos adotados pelo Tribunal de origem
são fortes para justificar a antecipação da produção da prova, a
decisão se amolda à Súmula 445, desta Corte.
2. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Agora, a defesa reitera os argumentos submetidos a exame do TJ/BA
e do Superior Tribunal de Justiça, para sustentar a ausência de fundamentação válida para
antecipação da prova oral.
Nesse sentido, afirma:
“O ilustre magistrado a quo fundamentou sua decisão em
3
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Relatório
HC 121358 / BA
uma mera possibilidade e não em fatos concretos, uma vez que
afirmou que as testemunhas podiam falecer, mudar de
residência ou esquecer os fatos.
(…) O simples fato de serem as provas testemunhais não
caracteriza urgência, necessária para tal medida”.
Requer a concessão da liminar para determinar a “cassação da decisão
que concedeu a produção antecipada da prova testemunhal e caso já tenham sido
colhidos os depoimentos, que sejam desentranhados dos autos, não podendo ser
fonte de convencimento para o órgão jurisdicional.”
Ao final, pede a concessão da ordem de habeas corpus para impedir a
ilegal produção antecipada de provas.
A medida liminar foi indeferida.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem.
Em consulta ao sítio do TJ/BA, verifico que a audiência de oitiva das
testemunhas ocorreu em 23.7.2013.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
uma mera possibilidade e não em fatos concretos, uma vez que
afirmou que as testemunhas podiam falecer, mudar de
residência ou esquecer os fatos.
(…) O simples fato de serem as provas testemunhais não
caracteriza urgência, necessária para tal medida”.
Requer a concessão da liminar para determinar a “cassação da decisão
que concedeu a produção antecipada da prova testemunhal e caso já tenham sido
colhidos os depoimentos, que sejam desentranhados dos autos, não podendo ser
fonte de convencimento para o órgão jurisdicional.”
Ao final, pede a concessão da ordem de habeas corpus para impedir a
ilegal produção antecipada de provas.
A medida liminar foi indeferida.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela concessão da
ordem.
Em consulta ao sítio do TJ/BA, verifico que a audiência de oitiva das
testemunhas ocorreu em 23.7.2013.
É o relatório.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 121.358 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática do delito de furto
qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da
coisa e citado por edital. Suspensos o processo e a prescrição, nos termos
do artigo 366 do Código de Processo Penal, determinou-se a produção
antecipada de provas, consistentes na oitiva de testemunhas.
O Código de Processo Penal em seu art. 366, dispõe:
“Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer,
nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o
curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a
produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se
for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto
no art. 312” (Redação dada pela Lei n. 9.271, de 17.4.1996).
(Grifos nossos).
Sobre o tema, colho as seguintes considerações da doutrina:
“Provas antecipadas são aquelas produzidas com a
observância do contraditório real, perante a autoridade judicial,
em momento processual distinto daquele legalmente previsto,
ou até mesmo antes do início do processo, em virtude de
situação de urgência e relevância. É o caso do denominado
depoimento ad perpetuam rei memoriam, previsto no art. 225 do
CPP: Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por
enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao tempo da
instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de ofício ou a
requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe antecipadamente o
depoimento.
(…) Outro exemplo de prova antecipada é aquele
constante do art. 366 do CPP, em que, determinada a suspensão
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 121.358 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática do delito de furto
qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da
coisa e citado por edital. Suspensos o processo e a prescrição, nos termos
do artigo 366 do Código de Processo Penal, determinou-se a produção
antecipada de provas, consistentes na oitiva de testemunhas.
O Código de Processo Penal em seu art. 366, dispõe:
“Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer,
nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o
curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a
produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se
for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto
no art. 312” (Redação dada pela Lei n. 9.271, de 17.4.1996).
(Grifos nossos).
Sobre o tema, colho as seguintes considerações da doutrina:
“Provas antecipadas são aquelas produzidas com a
observância do contraditório real, perante a autoridade judicial,
em momento processual distinto daquele legalmente previsto,
ou até mesmo antes do início do processo, em virtude de
situação de urgência e relevância. É o caso do denominado
depoimento ad perpetuam rei memoriam, previsto no art. 225 do
CPP: Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou, por
enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao tempo da
instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de ofício ou a
requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe antecipadamente o
depoimento.
(…) Outro exemplo de prova antecipada é aquele
constante do art. 366 do CPP, em que, determinada a suspensão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 121358 / BA
do processo e da prescrição em relação ao acusado que, citado
por edital, não tenha comparecido nem constituído defensor,
poderá ser determinada pelo juiz a produção antecipada de
provas urgentes, nos termos do art. 225 do CPP. Nesse caso,
para que se imponha a antecipação da prova urgente, deve a
acusação justificá-la de maneira satisfatória (v.g., ofendido com
idade avançada). Isso porque, na visão dos Tribunais
Superiores, a inquirição de testemunha, por si só, não pode ser
considerada prova urgente, e a mera referência aos limites da
memória humana não é suficiente para determinar a medida
excepcional (Lima, Renato Brasileiro de. Manual de Processo
Penal, vol. I, Niterói/RJ, Editora Impetus, 2011, p. 838-839).
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o
entendimento no sentido de que a colheita antecipada das provas
demanda a demonstração da real necessidade da medida (HC 108.064/RS,
rel. min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27.2.2012; HC 109.726/SP, rel. min.
Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 29.11.2011 e RHC 85.311/SP, rel. min. Eros
Grau, 1... Turma, DJ 1....4.2005). Nesse sentido, transcrevo a ementa do
julgamento do HC 96.325/SP, rel. min. Cármen Lúcia (1... Turma, DJe
21.8.2009):
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL
PENAL. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVA.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. HABEAS CORPUS
CONCEDIDO. 1. A decisão que determina a produção
antecipada da prova testemunhal deve atender aos
pressupostos legais exigidos pela norma processual vigente
(Art. 255. Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou,
por enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao
tempo da instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de
ofício ou a requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe
antecipadamente o depoimento). 2. Firme a jurisprudência
deste Supremo Tribunal no sentido de que se o acusado, citado
por edital, não comparece nem constitui advogado, pode o juiz,
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
do processo e da prescrição em relação ao acusado que, citado
por edital, não tenha comparecido nem constituído defensor,
poderá ser determinada pelo juiz a produção antecipada de
provas urgentes, nos termos do art. 225 do CPP. Nesse caso,
para que se imponha a antecipação da prova urgente, deve a
acusação justificá-la de maneira satisfatória (v.g., ofendido com
idade avançada). Isso porque, na visão dos Tribunais
Superiores, a inquirição de testemunha, por si só, não pode ser
considerada prova urgente, e a mera referência aos limites da
memória humana não é suficiente para determinar a medida
excepcional (Lima, Renato Brasileiro de. Manual de Processo
Penal, vol. I, Niterói/RJ, Editora Impetus, 2011, p. 838-839).
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o
entendimento no sentido de que a colheita antecipada das provas
demanda a demonstração da real necessidade da medida (HC 108.064/RS,
rel. min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27.2.2012; HC 109.726/SP, rel. min.
Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 29.11.2011 e RHC 85.311/SP, rel. min. Eros
Grau, 1... Turma, DJ 1....4.2005). Nesse sentido, transcrevo a ementa do
julgamento do HC 96.325/SP, rel. min. Cármen Lúcia (1... Turma, DJe
21.8.2009):
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL
PENAL. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVA.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. HABEAS CORPUS
CONCEDIDO. 1. A decisão que determina a produção
antecipada da prova testemunhal deve atender aos
pressupostos legais exigidos pela norma processual vigente
(Art. 255. Se qualquer testemunha houver de ausentar-se, ou,
por enfermidade ou por velhice, inspirar receio de que ao
tempo da instrução criminal já não exista, o juiz poderá, de
ofício ou a requerimento de qualquer das partes, tomar-lhe
antecipadamente o depoimento). 2. Firme a jurisprudência
deste Supremo Tribunal no sentido de que se o acusado, citado
por edital, não comparece nem constitui advogado, pode o juiz,
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 121358 / BA
suspenso o processo, determinar produção antecipada de prova
testemunhal, apenas quando esta seja urgente nos termos do
art. 225 do Código de Processo Penal. Precedentes. 3. Ordem
concedida”.
O caso em análise apresenta peculiaridades.
Os fatos imputados datam de 27.1.2009. A decisão de suspender o
processo e a prescrição, ordenando a realização da produção antecipada
de provas, data de 16.6.2011. A oitiva das testemunhas foi marcada para
25.4.2012 e realizada em 23.7.2013. O lapso aproximado é, portanto, de 4
anos e 6 meses.
Não obstante se tratar de crime sem violência à pessoa, há o risco
efetivo de perecimento da prova, haja vista o tempo transcorrido entre os
fatos e a determinação de sua produção. Ademais, o magistrado
fundamentou a necessidade da antecipação em serem as testemunhas a
única fonte da prova dos autos.
Nesse mesmo sentido, o Superior Tribunal de Justiça considerou que:
“No caso concreto, o Tribunal de origem manteve a
decisão que determinou a produção antecipada de provas, nos
seguintes termos:
A Impetrante aduz que o magistrado violou a
Súmula n. 455 do Superior Tribunal de Justiça (‘A decisão
que determina a produção antecipada de provas com base
no art. 366 do CPP deve ser concretamente fundamentada,
não a justificando unicamente o mero decurso do tempo’).
Sucede, contudo, que, ao determinar a produção
antecipada da prova testemunhal, o juiz a quo o fez através
de decisão concretamente fundamentada, não violando a
referida súmula.
A Súmula n. 455 do Superior Tribunal de Justiça, não impede a produção
antecipada de provas quando aplicado o art. 366 do CPP,
apenas afasta a possibilidade de se determiná-la sem que
esteja a decisão lastreada em fundamentação que
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
suspenso o processo, determinar produção antecipada de prova
testemunhal, apenas quando esta seja urgente nos termos do
art. 225 do Código de Processo Penal. Precedentes. 3. Ordem
concedida”.
O caso em análise apresenta peculiaridades.
Os fatos imputados datam de 27.1.2009. A decisão de suspender o
processo e a prescrição, ordenando a realização da produção antecipada
de provas, data de 16.6.2011. A oitiva das testemunhas foi marcada para
25.4.2012 e realizada em 23.7.2013. O lapso aproximado é, portanto, de 4
anos e 6 meses.
Não obstante se tratar de crime sem violência à pessoa, há o risco
efetivo de perecimento da prova, haja vista o tempo transcorrido entre os
fatos e a determinação de sua produção. Ademais, o magistrado
fundamentou a necessidade da antecipação em serem as testemunhas a
única fonte da prova dos autos.
Nesse mesmo sentido, o Superior Tribunal de Justiça considerou que:
“No caso concreto, o Tribunal de origem manteve a
decisão que determinou a produção antecipada de provas, nos
seguintes termos:
A Impetrante aduz que o magistrado violou a
Súmula n. 455 do Superior Tribunal de Justiça (‘A decisão
que determina a produção antecipada de provas com base
no art. 366 do CPP deve ser concretamente fundamentada,
não a justificando unicamente o mero decurso do tempo’).
Sucede, contudo, que, ao determinar a produção
antecipada da prova testemunhal, o juiz a quo o fez através
de decisão concretamente fundamentada, não violando a
referida súmula.
A Súmula n. 455 do Superior Tribunal de Justiça, não impede a produção
antecipada de provas quando aplicado o art. 366 do CPP,
apenas afasta a possibilidade de se determiná-la sem que
esteja a decisão lastreada em fundamentação que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
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HC 121358 / BA
demonstre a sua real necessidade e desde que seja urgente
a sua produção.
Narra a peça acusatória que o Paciente, junto com o
corréu, em 27 de janeiro de 2009, arremessaram uma
pedra e quebraram o vidro da janela do ônibus que estava
estacionado na frente de um hotel, subtraindo do seu
interior CD’s, DVD’s, um par de tênis e uma jaqueta.
Destaca o magistrado, na decisão ora questionada,
que a análise dos autos deixa patente que a prova a ser
produzida pela acusação, nesta ação penal, se constitui,
exclusivamente, em depoimentos testemunhais e, por esta
razão, caso a oitiva seja postergada, por prazo
indeterminado, haverá grave prejuízo para a busca real.
Assim, pela natureza da prova ser produzida no processo
originário, a produção antecipada é medida necessária.
(...) A douta Procuradoria de Justiça se manifestou pela
denegação da ordem de habeas corpus, seguindo a mesma
linha de inteligência ora esposada (...). Isto posto, havendo
elementos suficientes para fundamentar a decisão ora
questionada, estando em consonância com a Súmula n.
455 do Superior Tribunal de Justiça, não havendo circunstância que demonstre a
sua ilegalidade, o pleito formulado na exordial não merece
acolhimento.
Diante do exposto, denego a ordem’.
Portanto, tais fundamentos acima trazidos são válidos a
justificar a antecipação da produção da prova, sem que haja
ofensa à Súmula 455, do Superior Tribunal de Justiça”.
E, no mesmo sentido do Superior Tribunal de Justiça, transcrevo as ementas de dois julgados
desta Segunda Turma:
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRODUÇÃO
ANTECIPADA DE PROVAS. ART. 366 DO CPP.
NECESSIDADE. RÉU FORAGIDO. PODER GERAL DE
CAUTELA DO MAGISTRADO. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO À
4
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Supremo Tribunal Federal
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demonstre a sua real necessidade e desde que seja urgente
a sua produção.
Narra a peça acusatória que o Paciente, junto com o
corréu, em 27 de janeiro de 2009, arremessaram uma
pedra e quebraram o vidro da janela do ônibus que estava
estacionado na frente de um hotel, subtraindo do seu
interior CD’s, DVD’s, um par de tênis e uma jaqueta.
Destaca o magistrado, na decisão ora questionada,
que a análise dos autos deixa patente que a prova a ser
produzida pela acusação, nesta ação penal, se constitui,
exclusivamente, em depoimentos testemunhais e, por esta
razão, caso a oitiva seja postergada, por prazo
indeterminado, haverá grave prejuízo para a busca real.
Assim, pela natureza da prova ser produzida no processo
originário, a produção antecipada é medida necessária.
(...) A douta Procuradoria de Justiça se manifestou pela
denegação da ordem de habeas corpus, seguindo a mesma
linha de inteligência ora esposada (...). Isto posto, havendo
elementos suficientes para fundamentar a decisão ora
questionada, estando em consonância com a Súmula n.
455 do Superior Tribunal de Justiça, não havendo circunstância que demonstre a
sua ilegalidade, o pleito formulado na exordial não merece
acolhimento.
Diante do exposto, denego a ordem’.
Portanto, tais fundamentos acima trazidos são válidos a
justificar a antecipação da produção da prova, sem que haja
ofensa à Súmula 455, do Superior Tribunal de Justiça”.
E, no mesmo sentido do Superior Tribunal de Justiça, transcrevo as ementas de dois julgados
desta Segunda Turma:
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRODUÇÃO
ANTECIPADA DE PROVAS. ART. 366 DO CPP.
NECESSIDADE. RÉU FORAGIDO. PODER GERAL DE
CAUTELA DO MAGISTRADO. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO À
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 121358 / BA
DEFESA.
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL
NÃO
CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA.
I – Toda produção antecipada de provas realizada nos
termos do art. 366 do Código de Processo Penal está adstrita a
sua necessidade concreta, devidamente fundamentada.
II – Paciente que se encontrava foragido do distrito da
culpa, ensejando a antecipação da oitiva das testemunhas até
então arroladas nos autos. Precedentes.
III – Cabe ao juiz da causa decidir sobre a necessidade da
produção antecipada da prova testemunhal, podendo utilizar-
se dessa faculdade quando a situação dos autos assim
recomendar, como no caso em apreço, especialmente por tratar-
se de ato que decorre do poder geral de cautela do magistrado
(art. 366 do CPP).
IV – No caso sob exame, as provas antecipadamente
produzidas nos autos da ação penal não causaram prejuízo à
defesa do paciente, tendo em vista que o magistrado de
primeiro grau nomeou defensor dativo para acompanhar a
colheita cautelar da prova testemunhal, que poderá ser
renovada no plenário do júri.
V – Habeas corpus denegado”. (HC 109.728/SP, rel. min.
Ricardo Lewandowski, DJe 5.6.2012).
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO.
PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. INTELIGÊNCIA DO
ART. 366 DO CPP. VÍTIMA PORTADORA DE ENFERMIDADE
MENTAL. LONGO PERÍODO DE TEMPO DESDE A SUPOSTA
CONSUMAÇÃO DOS FATOS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.
ORDEM DENEGADA. 1. Acerca do disposto no art. 366 do
CPP, é pacífico o entendimento doutrinário e jurisprudencial no
sentido de cabe ao prudente critério do juiz decidir a respeito
da urgência da prova, desde que o faça com a indicação das
peculiaridades do caso, evitando, assim, a banalização do
instituto. 2. No caso, o magistrado responsável pela condução
do processo, à luz das circunstâncias concretas do caso, reputou
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
DEFESA.
CONSTRANGIMENTO
ILEGAL
NÃO
CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA.
I – Toda produção antecipada de provas realizada nos
termos do art. 366 do Código de Processo Penal está adstrita a
sua necessidade concreta, devidamente fundamentada.
II – Paciente que se encontrava foragido do distrito da
culpa, ensejando a antecipação da oitiva das testemunhas até
então arroladas nos autos. Precedentes.
III – Cabe ao juiz da causa decidir sobre a necessidade da
produção antecipada da prova testemunhal, podendo utilizar-
se dessa faculdade quando a situação dos autos assim
recomendar, como no caso em apreço, especialmente por tratar-
se de ato que decorre do poder geral de cautela do magistrado
(art. 366 do CPP).
IV – No caso sob exame, as provas antecipadamente
produzidas nos autos da ação penal não causaram prejuízo à
defesa do paciente, tendo em vista que o magistrado de
primeiro grau nomeou defensor dativo para acompanhar a
colheita cautelar da prova testemunhal, que poderá ser
renovada no plenário do júri.
V – Habeas corpus denegado”. (HC 109.728/SP, rel. min.
Ricardo Lewandowski, DJe 5.6.2012).
“HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO.
PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS. INTELIGÊNCIA DO
ART. 366 DO CPP. VÍTIMA PORTADORA DE ENFERMIDADE
MENTAL. LONGO PERÍODO DE TEMPO DESDE A SUPOSTA
CONSUMAÇÃO DOS FATOS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA.
ORDEM DENEGADA. 1. Acerca do disposto no art. 366 do
CPP, é pacífico o entendimento doutrinário e jurisprudencial no
sentido de cabe ao prudente critério do juiz decidir a respeito
da urgência da prova, desde que o faça com a indicação das
peculiaridades do caso, evitando, assim, a banalização do
instituto. 2. No caso, o magistrado responsável pela condução
do processo, à luz das circunstâncias concretas do caso, reputou
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 121358 / BA
necessária a produção antecipada de provas, uma vez que, além
de ter sido decretada a revelia do paciente, a enfermidade
mental da vítima revela a urgência para a realização dessa
providência, ante a possibilidade concreta de a futura apuração
dos fatos restar prejudicada pelo decurso do tempo. 3. Ademais,
não se pode afirmar que a decisão impugnada implique
constrangimento ilegal ao direito de locomoção do paciente,
sanável via habeas corpus. Caso o acusado compareça ao
processo, poderá, com observância ao princípio do
contraditório, sustentar suas teses e produzir provas de suas
alegações, as quais serão devidamente examinadas. Nada
impede, inclusive, que a defesa, mediante argumento idôneo,
postule a repetição da prova produzida. 4. Ordem denegada”
(HC 119.406/SP, rel. min. Teori Zavascki, DJe 22.4.2014).
Ante o exposto, não obstante a manifestação da PGR no sentido da
concessão, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas corpus.
É como voto.
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 121358 / BA
necessária a produção antecipada de provas, uma vez que, além
de ter sido decretada a revelia do paciente, a enfermidade
mental da vítima revela a urgência para a realização dessa
providência, ante a possibilidade concreta de a futura apuração
dos fatos restar prejudicada pelo decurso do tempo. 3. Ademais,
não se pode afirmar que a decisão impugnada implique
constrangimento ilegal ao direito de locomoção do paciente,
sanável via habeas corpus. Caso o acusado compareça ao
processo, poderá, com observância ao princípio do
contraditório, sustentar suas teses e produzir provas de suas
alegações, as quais serão devidamente examinadas. Nada
impede, inclusive, que a defesa, mediante argumento idôneo,
postule a repetição da prova produzida. 4. Ordem denegada”
(HC 119.406/SP, rel. min. Teori Zavascki, DJe 22.4.2014).
Ante o exposto, não obstante a manifestação da PGR no sentido da
concessão, meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas corpus.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 07/10/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 121.358
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 07.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 121.358
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : JOCIVALDO DE JESUS LIONNE
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora
Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 07.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6973367
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 121 . 358",
"HABEAS CORPUS 121 . 358",
"Agravo Regimental no RHC 33 . 861 / BA",
"HABEAS CORPUS 121 . 358 BAHIA",
"HC 121358 / BA",
"HC 121358 / BA",
"HC 121358 / BA",
"SÚMULA n 455 DO Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula n . 455 do Superior Tribunal de Justiça",
"RHC 33 . 861 / BA",
"HC 121358 / BA",
"SÚMULA n 455 DO Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula n . 455 do Superior Tribunal de Justiça",
"RHC 33 . 861 / BA",
"HC 121358 / BA",
"HC 121358 / BA",
"HABEAS CORPUS 121 . 358",
"HABEAS CORPUS 121 . 358",
"HC 121358 / BA",
"HC 108 . 064 / RS",
"HC 109 . 726 / SP",
"RHC 85 . 311 / SP",
"HC 96 . 325 / SP",
"HC 121358 / BA",
"HC 108 . 064 / RS",
"HC 109 . 726 / SP",
"RHC 85 . 311 / SP",
"HC 96 . 325 / SP",
"HC 121358 / BA",
"Súmula n . 455 do Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula n . 455 do Superior Tribunal de Justiça",
"HC 121358",
"Súmula n . 455 do Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula n . 455 do Superior Tribunal de Justiça",
"HC 121358 / BA",
"Súmula n . 455 do Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 455 , do Superior Tribunal de Justiça ”",
"HC 121358 / BA",
"Súmula n . 455 do Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula 455 , do Superior Tribunal de Justiça ”",
"HC 121358 / BA",
"HC 109 . 728 / SP",
"HC 121358 / BA",
"HC 109 . 728 / SP",
"HC 121358 / BA",
"HC 119 . 406 / SP",
"HC 121358 / BA",
"HC 119 . 406 / SP",
"HABEAS CORPUS 121 . 358",
"HABEAS CORPUS 121 . 358"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 366 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 4 . . . , inciso I , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 155 , § 4 . . . , inciso I , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 366 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 366 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 366 , DO CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 366 , DO CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 366 do Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"Lei n . 9 . 271",
"art . 225 do CPP",
"art . 366 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 366 do Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"Lei n . 9 . 271",
"art . 225 do CPP",
"art . 366 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 225 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 225 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 225 do Código de Processo Penal",
"art . 366 do CPP",
"art . 366 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 225 do Código de Processo Penal",
"art . 366 do CPP",
"art . 366 do CPP",
"Medida Provisória",
"ART . 366 DO CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 366 DO CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 366 do Código de Processo Penal",
"art . 366 do CPP",
"ART . 366 DO CPP",
"art . 366 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 366 do Código de Processo Penal",
"art . 366 do CPP",
"ART . 366 DO CPP",
"art . 366 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"Brasília",
"BAHIA",
"Hotel Marazul",
"Salvador",
"/",
"BA",
"Alameda Antunes",
"Largo do Tamarineiro",
"Hotel Marazul",
"Salvador",
"/",
"BA",
"Alameda Antunes",
"Largo do Tamarineiro",
"BAHIA",
"BAHIA",
"Niterói",
"/",
"RJ",
"Niterói",
"/",
"RJ",
"Brasil",
"BAHIA",
"BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"DPU",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Marlin Azul Turismo Ltda .",
"Polícia Militar",
"7",
". . Vara - Crime da Comarca de Salvador / BA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"DPU",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Marlin Azul Turismo Ltda .",
"7",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"TJ",
"/",
"BA",
"Segunda Câmara Criminal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"TJ",
"/",
"BA",
"Segunda Câmara Criminal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"TJ",
"/",
"BA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"TJ",
"/",
"BA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"TJ",
"/",
"BA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"TJ",
"/",
"BA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Editora Impetus",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Editora Impetus",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"BA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"MENDES",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PGR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PGR",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Programa",
"Fundação Konrad Adenauer",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Fundação Konrad Adenauer",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"JOCIVALDO DE JESUS LIONNE",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"JOCIVALDO DE JESUS LIONNE",
"GILMAR MENDES",
"Jocivaldo de Jesus Lionne",
"Almiro Santos",
"GILMAR MENDES",
"JOCIVALDO DE JESUS LIONNE",
"GILMAR MENDES",
"Jocivaldo de Jesus Lionne",
"Almiro Santos",
"Carlos José Soares Lopes",
"Moura Ribeiro",
"Moura Ribeiro",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Lima , Renato Brasileiro de",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Eros Grau",
"Cármen",
"Lúcia",
"Lima , Renato Brasileiro de",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR",
"GILMAR MENDES",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"GILMAR MENDES",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"JOCIVALDO DE JESUS LIONNE",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"JOCIVALDO DE JESUS LIONNE",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"7 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"27 de janeiro de 2009",
"16",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"27 de janeiro de 2009",
"16",
".",
"6",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"17",
".",
"4",
".",
"1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"17",
".",
"4",
".",
"1996",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2011",
"27",
".",
"2",
".",
"2012",
"29",
".",
"11",
".",
"2011",
".",
".",
".",
".",
"4",
".",
"2005",
"21",
".",
"8",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2011",
"27",
".",
"2",
".",
"2012",
"29",
".",
"11",
".",
"2011",
"1",
".",
".",
".",
".",
"4",
".",
"2005",
"21",
".",
"8",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"1",
".",
"2009",
"16",
".",
"6",
".",
"2011",
"25",
".",
"4",
".",
"2012",
"23",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"1",
".",
"2009",
"16",
".",
"6",
".",
"2011",
"25",
".",
"4",
".",
"2012",
"23",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27 de janeiro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27 de janeiro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"4",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"4",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"07",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR
DO
AYMORÉ
CRÉDITO, FINANCIAMENTO
E
INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S)
:VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S)
:DANIEL TOLEDO FERNANDES
DE SOUZA
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
Civil. Indenização. Danos morais. Dever de indenizar. Princípios do
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa
reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759341.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
ARE 759270 AGR / SP
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759341.
Supremo Tribunal Federal
ARE 759270 AGR / SP
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR
DO
AYMORÉ
CRÉDITO, FINANCIAMENTO
E
INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S)
:VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S)
:DANIEL TOLEDO FERNANDES
DE SOUZA
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Banco Santander (Brasil) S.A. (incorparador do Aymoré Crédito,
Financiamento e Investimento S.A.) interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 200/202), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo
5º, caput e incisos XXXIV, XXXV, LIV e LV, da Constituição
Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR
DO
AYMORÉ
CRÉDITO, FINANCIAMENTO
E
INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S)
:VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S)
:DANIEL TOLEDO FERNANDES
DE SOUZA
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Banco Santander (Brasil) S.A. (incorparador do Aymoré Crédito,
Financiamento e Investimento S.A.) interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 200/202), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo
5º, caput e incisos XXXIV, XXXV, LIV e LV, da Constituição
Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759338.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
ARE 759270 AGR / SP
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem
decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional
pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 759270 AGR / SP
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem
decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional
pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759338.
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Relatório
ARE 759270 AGR / SP
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula
nº 279/STF. Sobre o tema:
‘Recurso extraordinário: descabimento: questão
decidida à luz de legislação infraconstitucional e da
análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento
dos dispositivos constitucionais tidos por violados
(Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse,
seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da
Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teria sido violado o art. 5º, caput, e incisos
XXXIV, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, ser
“[d]esnecessário rever documentos dos autos, bastando –
para acolher a insurgência – analisar o equivocado
enquadramento jurídico que foi dado aos fatos delineados nas
decisões judiciais, e que representa violação direta aos referidos
dispositivos legais” (fl. 207).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 759270 AGR / SP
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula
nº 279/STF. Sobre o tema:
‘Recurso extraordinário: descabimento: questão
decidida à luz de legislação infraconstitucional e da
análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento
dos dispositivos constitucionais tidos por violados
(Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse,
seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da
Súmula 636’ (AI nº 518.895/MG-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teria sido violado o art. 5º, caput, e incisos
XXXIV, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, ser
“[d]esnecessário rever documentos dos autos, bastando –
para acolher a insurgência – analisar o equivocado
enquadramento jurídico que foi dado aos fatos delineados nas
decisões judiciais, e que representa violação direta aos referidos
dispositivos legais” (fl. 207).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
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03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 759270 AGR / SP
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
No mais, a Turma Recursal confirmou a sentença de Primeiro grau,
por seus próprios fundamentos, a qual assim está fundamentada, na
parte que interessa:
“(...) [o] requerente sustentou que não se confunde a
necessidade de apresentação de documentação informando a
venda e o dever de retirar o gravame, este sim de
responsabilidade da requerida. Alegou que a própria requerida
confessa que não realizou a baixa no gravame por problemas
administrativos. Por fim, afirmou que a omissão do requerido
gerou danos morais, notadamente em virtude de ele não ter
conseguido alienar o bem em razão do gravame e por ter
recebido multa administrativa com cinco pontos na carteira em
razão da demora na transferência do veículo.
O pedido é procedente. Verifica-se que, na própria
contestação, o réu confessou que não realizou a baixa no
gravame por problemas administrativos. Ora, a falha admitida
não pode ser repassada ao consumidor.
(…)
Além do que, a prova oral amealhada aos autos cerificou a
procedência do pedido (...)” (fl. 121).
Desse modo, é certo que as instâncias de origem concluíram, com
base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os
pressupostos legais da responsabilidade civil, bem como que era do
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ARE 759270 AGR / SP
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
No mais, a Turma Recursal confirmou a sentença de Primeiro grau,
por seus próprios fundamentos, a qual assim está fundamentada, na
parte que interessa:
“(...) [o] requerente sustentou que não se confunde a
necessidade de apresentação de documentação informando a
venda e o dever de retirar o gravame, este sim de
responsabilidade da requerida. Alegou que a própria requerida
confessa que não realizou a baixa no gravame por problemas
administrativos. Por fim, afirmou que a omissão do requerido
gerou danos morais, notadamente em virtude de ele não ter
conseguido alienar o bem em razão do gravame e por ter
recebido multa administrativa com cinco pontos na carteira em
razão da demora na transferência do veículo.
O pedido é procedente. Verifica-se que, na própria
contestação, o réu confessou que não realizou a baixa no
gravame por problemas administrativos. Ora, a falha admitida
não pode ser repassada ao consumidor.
(…)
Além do que, a prova oral amealhada aos autos cerificou a
procedência do pedido (...)” (fl. 121).
Desse modo, é certo que as instâncias de origem concluíram, com
base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os
pressupostos legais da responsabilidade civil, bem como que era do
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ARE 759270 AGR / SP
agravante o dever de dar baixa no gravame pendente sobre o veículo
financiado, após sua quitação pelo agravado. Assentou, ainda, que a
demora do recorrente em proceder à retificação junto ao Detran deu
causa ao dano moral experimentado pelo ora recorrido, que teria sofrido
diversos transtornos decorrentes dessa conduta.
Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário
reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em
recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR.
SERVIÇO
BANCÁRIO.
RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
1.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
2.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 3. NECESSIDADE DE REEXAME
DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 687.178/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
14/8/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CONTROVÉRSIA
DECIDIDA À LUZ DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO IX DO
ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1.
Não é possível, em recurso extraordinário, analisar o acervo
fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF). 2. De mais a
mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos
interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado.
Logo, não cabe falar em ofensa ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Republicana. 3. Agravo regimental desprovido”
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 759270 AGR / SP
agravante o dever de dar baixa no gravame pendente sobre o veículo
financiado, após sua quitação pelo agravado. Assentou, ainda, que a
demora do recorrente em proceder à retificação junto ao Detran deu
causa ao dano moral experimentado pelo ora recorrido, que teria sofrido
diversos transtornos decorrentes dessa conduta.
Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário
reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em
recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR.
SERVIÇO
BANCÁRIO.
RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
1.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
2.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 3. NECESSIDADE DE REEXAME
DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 687.178/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
14/8/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CONTROVÉRSIA
DECIDIDA À LUZ DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO IX DO
ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1.
Não é possível, em recurso extraordinário, analisar o acervo
fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF). 2. De mais a
mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos
interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado.
Logo, não cabe falar em ofensa ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Republicana. 3. Agravo regimental desprovido”
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 759270 AGR / SP
(AI nº 555.546/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 11/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
RESTITUIÇÃO DE VALORES. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS.
IMPOSSIBILIDADE
DA
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME
DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
ALEGAÇÃO
DE
CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. II, DA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº
660.889/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/12/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
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(AI nº 555.546/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 11/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
RESTITUIÇÃO DE VALORES. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS.
IMPOSSIBILIDADE
DA
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME
DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
ALEGAÇÃO
DE
CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. II, DA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº
660.889/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/12/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR DO AYMORÉ
CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S) : VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S) : DANIEL TOLEDO FERNANDES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526377
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR DO AYMORÉ
CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S) : VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S) : DANIEL TOLEDO FERNANDES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526377
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4790098
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-10-30T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Indenização. Danos morais. Dever de indenizar. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur246720
|
- Acórdão(s) citado(s):
(OFENSA REFLEXA)
AI 836830 AgR (1ªT), ARE 644667 AgR (1ªT).
(SÚMULA 279)
ARE 687178 AgR (1ªT), AI 555546 AgR (2ªT), ARE 660889 AgR (1ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 14/11/2013, TIA.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
759270
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 759270 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR DO AYMORÉ CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S) : VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S) : DANIEL TOLEDO FERNANDES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR
DO
AYMORÉ
CRÉDITO, FINANCIAMENTO
E
INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S)
:VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S)
:DANIEL TOLEDO FERNANDES
DE SOUZA
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito
Civil. Indenização. Danos morais. Dever de indenizar. Princípios do
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa
reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das
provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 759270 AGR / SP
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 759270 AGR / SP
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR
DO
AYMORÉ
CRÉDITO, FINANCIAMENTO
E
INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S)
:VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S)
:DANIEL TOLEDO FERNANDES
DE SOUZA
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Banco Santander (Brasil) S.A. (incorparador do Aymoré Crédito,
Financiamento e Investimento S.A.) interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 200/202), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo
5..., caput e incisos XXXIV, XXXV, LIV e LV, da Constituição
Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR
DO
AYMORÉ
CRÉDITO, FINANCIAMENTO
E
INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S)
:VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S)
:DANIEL TOLEDO FERNANDES
DE SOUZA
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Banco Santander (Brasil) S.A. (incorparador do Aymoré Crédito,
Financiamento e Investimento S.A.) interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 200/202), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo
5..., caput e incisos XXXIV, XXXV, LIV e LV, da Constituição
Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
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Relatório
ARE 759270 AGR / SP
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem
decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional
pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
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existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se
dependentes de reexame de normas infraconstitucionais,
podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso
extraordinário. Nesse sentido:
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem
decidiram a lide amparadas na legislação infraconstitucional
pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
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Relatório
ARE 759270 AGR / SP
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula
n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema:
‘Recurso extraordinário: descabimento: questão
decidida à luz de legislação infraconstitucional e da
análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento
dos dispositivos constitucionais tidos por violados
(Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse,
seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da
Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teria sido violado o art. 5..., caput, e incisos
XXXIV, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, ser
“[d]esnecessário rever documentos dos autos, bastando –
para acolher a insurgência – analisar o equivocado
enquadramento jurídico que foi dado aos fatos delineados nas
decisões judiciais, e que representa violação direta aos referidos
dispositivos legais” (fl. 207).
É o relatório.
3
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reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula
n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema:
‘Recurso extraordinário: descabimento: questão
decidida à luz de legislação infraconstitucional e da
análise de fatos e provas, ausente o prequestionamento
dos dispositivos constitucionais tidos por violados
(Súmulas 282 e 279); alegada ofensa que, se ocorresse,
seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da
Súmula 636’ (AI n 518.895/MG-AgR, Primeira Turma,
Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 15/4/05).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Insiste o agravante que teria sido violado o art. 5..., caput, e incisos
XXXIV, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal.
Aduz, in verbis, ser
“[d]esnecessário rever documentos dos autos, bastando –
para acolher a insurgência – analisar o equivocado
enquadramento jurídico que foi dado aos fatos delineados nas
decisões judiciais, e que representa violação direta aos referidos
dispositivos legais” (fl. 207).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
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03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta
Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da
legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório,
dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando
depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à
Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em
recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 759270 AGR / SP
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
No mais, a Turma Recursal confirmou a sentença de Primeiro grau,
por seus próprios fundamentos, a qual assim está fundamentada, na
parte que interessa:
“(...) [o] requerente sustentou que não se confunde a
necessidade de apresentação de documentação informando a
venda e o dever de retirar o gravame, este sim de
responsabilidade da requerida. Alegou que a própria requerida
confessa que não realizou a baixa no gravame por problemas
administrativos. Por fim, afirmou que a omissão do requerido
gerou danos morais, notadamente em virtude de ele não ter
conseguido alienar o bem em razão do gravame e por ter
recebido multa administrativa com cinco pontos na carteira em
razão da demora na transferência do veículo.
O pedido é procedente. Verifica-se que, na própria
contestação, o réu confessou que não realizou a baixa no
gravame por problemas administrativos. Ora, a falha admitida
não pode ser repassada ao consumidor.
(…)
Além do que, a prova oral amealhada aos autos cerificou a
procedência do pedido (...)” (fl. 121).
Desse modo, é certo que as instâncias de origem concluíram, com
base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os
pressupostos legais da responsabilidade civil, bem como que era do
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 759270 AGR / SP
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
No mais, a Turma Recursal confirmou a sentença de Primeiro grau,
por seus próprios fundamentos, a qual assim está fundamentada, na
parte que interessa:
“(...) [o] requerente sustentou que não se confunde a
necessidade de apresentação de documentação informando a
venda e o dever de retirar o gravame, este sim de
responsabilidade da requerida. Alegou que a própria requerida
confessa que não realizou a baixa no gravame por problemas
administrativos. Por fim, afirmou que a omissão do requerido
gerou danos morais, notadamente em virtude de ele não ter
conseguido alienar o bem em razão do gravame e por ter
recebido multa administrativa com cinco pontos na carteira em
razão da demora na transferência do veículo.
O pedido é procedente. Verifica-se que, na própria
contestação, o réu confessou que não realizou a baixa no
gravame por problemas administrativos. Ora, a falha admitida
não pode ser repassada ao consumidor.
(…)
Além do que, a prova oral amealhada aos autos cerificou a
procedência do pedido (...)” (fl. 121).
Desse modo, é certo que as instâncias de origem concluíram, com
base nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os
pressupostos legais da responsabilidade civil, bem como que era do
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 759270 AGR / SP
agravante o dever de dar baixa no gravame pendente sobre o veículo
financiado, após sua quitação pelo agravado. Assentou, ainda, que a
demora do recorrente em proceder à retificação junto ao Detran deu
causa ao dano moral experimentado pelo ora recorrido, que teria sofrido
diversos transtornos decorrentes dessa conduta.
Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário
reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em
recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR.
SERVIÇO
BANCÁRIO.
RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
1.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
2.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 3. NECESSIDADE DE REEXAME
DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 687.178/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
14/8/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CONTROVÉRSIA
DECIDIDA À LUZ DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO IX DO
ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1.
Não é possível, em recurso extraordinário, analisar o acervo
fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 2. De mais a
mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos
interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado.
Logo, não cabe falar em ofensa ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Republicana. 3. Agravo regimental desprovido”
3
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agravante o dever de dar baixa no gravame pendente sobre o veículo
financiado, após sua quitação pelo agravado. Assentou, ainda, que a
demora do recorrente em proceder à retificação junto ao Detran deu
causa ao dano moral experimentado pelo ora recorrido, que teria sofrido
diversos transtornos decorrentes dessa conduta.
Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário
reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em
recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO
CONSUMIDOR.
SERVIÇO
BANCÁRIO.
RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS
E
MATERIAIS.
1.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
2.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. 3. NECESSIDADE DE REEXAME
DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 4. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 687.178/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
14/8/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE
CIVIL. DANOS MORAIS E MATERIAIS. CONTROVÉRSIA
DECIDIDA À LUZ DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS AUTOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO IX DO
ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. 1.
Não é possível, em recurso extraordinário, analisar o acervo
fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 2. De mais a
mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos
interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado.
Logo, não cabe falar em ofensa ao inciso IX do art. 93 da
Constituição Republicana. 3. Agravo regimental desprovido”
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759339.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 759270 AGR / SP
(AI n 555.546/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 11/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
RESTITUIÇÃO DE VALORES. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS.
IMPOSSIBILIDADE
DA
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME
DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
ALEGAÇÃO
DE
CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. II, DA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n
660.889/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/12/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759339.
Supremo Tribunal Federal
ARE 759270 AGR / SP
(AI n 555.546/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 11/5/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
RESTITUIÇÃO DE VALORES. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS.
IMPOSSIBILIDADE
DA
ANÁLISE
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME
DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO
TRIBUNAL
FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
ALEGAÇÃO
DE
CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. II, DA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n
660.889/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 14/12/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR DO AYMORÉ
CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S) : VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S) : DANIEL TOLEDO FERNANDES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526377
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.270
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPARADOR DO AYMORÉ
CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S/A)
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES
AGDO.(A/S) : VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES
ADV.(A/S) : DANIEL TOLEDO FERNANDES DE SOUZA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526377
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759 . 270",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 759270 AGR / SP",
"ARE 759270 AGR / SP",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 759270 AGR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"ARE 759270 AGR / SP",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"ARE 759270 AGR / SP",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 518 . 895 / MG - AgR",
"ARE 759270 AGR / SP",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 518 . 895 / MG - AgR",
"AI n 836 . 830 / MA - AgR",
"RECURSO",
"AI n 836 . 830 / MA - AgR",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"ARE n 644 . 667 / RS - AgR",
"ARE 759270 AGR / SP",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 756 . 336 - AgR",
"ARE n 644 . 667 / RS - AgR",
"ARE 759270 AGR / SP",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS N . 282",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 687 . 178 / SP - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 759270 AGR / SP",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS N . 282",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 687 . 178 / SP - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 759270 AGR / SP",
"AI n 555 . 546 / PR - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 660 . 889 / RJ - AgR",
"ARE 759270 AGR / SP",
"AI n 555 . 546 / PR - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO",
"SÚMULA N . 636 DO SUPREMO",
"ARE n 660 . 889 / RJ - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , caput e incisos XXXIV , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , caput e incisos XXXIV , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , caput , e incisos XXXIV , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , caput , e incisos XXXIV , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n",
"Constituição da República",
"ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO IX DO",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO IX DO",
"ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , INC . II , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , INC . II , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER BRASIL S / A",
"AYMORÉ CRÉDITO , FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S / A",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER BRASIL S / A",
"AYMORÉ CRÉDITO , FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S / A",
"Banco Santander ( Brasil ) S . A .",
"Aymoré Crédito , Financiamento e Investimento S . A .",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER BRASIL S / A",
"AYMORÉ CRÉDITO , FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO S / A",
"Banco Santander ( Brasil ) S . A .",
"Aymoré Crédito , Financiamento e Investimento S . A .",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"2",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Detran",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Detran",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER BRASIL S / A",
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"Primeira Turma",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER BRASIL S / A",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"OSMAR MENDES PAIXÃO",
"VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES",
"DANIEL TOLEDO FERNANDES DE SOUZA",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"OSMAR MENDES PAIXÃO",
"VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES",
"DANIEL TOLEDO FERNANDES DE SOUZA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"OSMAR MENDES PAIXÃO",
"VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES",
"DANIEL TOLEDO FERNANDES DE SOUZA",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES",
"DANIEL TOLEDO FERNANDES DE SOUZA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"OSMAR MENDES PAIXÃO",
"VINICIUS PALOMBARINI ANTUNES",
"DANIEL TOLEDO FERNANDES DE SOUZA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"4",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"4",
"/",
"05",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"26",
"/",
"4",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"26",
"/",
"4",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"5",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"5",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"5",
"/",
"12",
"14",
"/",
"12",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"5",
"/",
"12",
"14",
"/",
"12",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Militar. Licenciamento da corporação a pedido.
Pretensão de reinserção nos quadros da Polícia. Prescrição reconhecida
na origem. Alegação de violação dos princípios da igualdade, da
publicidade e da isonomia. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Aulísia Venância Mendes da Silva interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Aulísia Venância Mendes da Silva interpõe agravo contra
a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto
contra acórdão da Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça
do Estado de Pernambuco, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES.
LICENCIAMENTO A PEDIDO. AUSÊNCIA DE
NULIDADE. PLEITO DE REINCLUSÃO AO SERVIÇO
DA PMPE. OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. RECURSO
IMPROVIDO. 1. Os atos de licenciamento das agravantes
se deram em 10/01/1990 e 30/01/1990, enquanto que a ação
originária só veio a ser ajuizada em 11/02/2010. 2. A
pretensão deduzida está alcançada pela prescrição
qüinqüenal, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910/32.
3. Entendimento consagrado no STJ e no TJPE. 4. A falta
de publicação no órgão oficial não torna nulo o ato de
licenciamento, o qual, tendo sido publicado no Boletim
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Aulísia Venância Mendes da Silva interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Aulísia Venância Mendes da Silva interpõe agravo contra
a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto
contra acórdão da Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça
do Estado de Pernambuco, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES.
LICENCIAMENTO A PEDIDO. AUSÊNCIA DE
NULIDADE. PLEITO DE REINCLUSÃO AO SERVIÇO
DA PMPE. OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. RECURSO
IMPROVIDO. 1. Os atos de licenciamento das agravantes
se deram em 10/01/1990 e 30/01/1990, enquanto que a ação
originária só veio a ser ajuizada em 11/02/2010. 2. A
pretensão deduzida está alcançada pela prescrição
qüinqüenal, nos termos do art. 1º do Decreto nº 20.910/32.
3. Entendimento consagrado no STJ e no TJPE. 4. A falta
de publicação no órgão oficial não torna nulo o ato de
licenciamento, o qual, tendo sido publicado no Boletim
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Relatório
ARE 728197 AGR / PE
Geral da PMPE, atingiu sua finalidade, não se
vislumbrando qualquer prejuízo às partes, mormente
porque o ato foi por elas requerido. 5. Recurso de agravo à
unanimidade improvido’.
Sustenta a agravante, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5º, caput e inciso II, e 37, da
Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, da publicidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL.
COMPETÊNCIA.
CÂMARAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
Geral da PMPE, atingiu sua finalidade, não se
vislumbrando qualquer prejuízo às partes, mormente
porque o ato foi por elas requerido. 5. Recurso de agravo à
unanimidade improvido’.
Sustenta a agravante, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5º, caput e inciso II, e 37, da
Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, da publicidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL.
COMPETÊNCIA.
CÂMARAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
2
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Relatório
ARE 728197 AGR / PE
DE SÃO PAULO. ART. 123 DO CPC, RESOLUÇÃO
194/2004 E RITJSP. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA
PARTE ORA AGRAVANTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de
origem, seria necessário o reexame da legislação
infraconstitucional pertinente, o que é vedado em recurso
extraordinário. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI nº 837.350/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/8/2012).
‘RECURSO. Extraordinário. Ausência de razões
novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido.
Nega-se provimento a agravo regimental tendente a
impugnar, sem razões novas, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa aos
arts. 5º, II e 37, da Constituição Federal. ofensa
constitucional indireta. Agravo regimental não provido.
Alegações de desrespeito aos postulados da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores,
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição. 3.
RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada
sobre a matéria. Argumentação velha. Caráter meramente
abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa.
Aplicação do art. 557, § 2º, cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do
CPC. Quando abusiva a interposição de agravo,
manifestamente inadmissível ou infundado, deve o
Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado’
(AI 565.223/SC, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
DE SÃO PAULO. ART. 123 DO CPC, RESOLUÇÃO
194/2004 E RITJSP. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA
PARTE ORA AGRAVANTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de
origem, seria necessário o reexame da legislação
infraconstitucional pertinente, o que é vedado em recurso
extraordinário. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI nº 837.350/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/8/2012).
‘RECURSO. Extraordinário. Ausência de razões
novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido.
Nega-se provimento a agravo regimental tendente a
impugnar, sem razões novas, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa aos
arts. 5º, II e 37, da Constituição Federal. ofensa
constitucional indireta. Agravo regimental não provido.
Alegações de desrespeito aos postulados da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores,
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição. 3.
RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada
sobre a matéria. Argumentação velha. Caráter meramente
abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa.
Aplicação do art. 557, § 2º, cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do
CPC. Quando abusiva a interposição de agravo,
manifestamente inadmissível ou infundado, deve o
Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado’
(AI 565.223/SC, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
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Relatório
ARE 728197 AGR / PE
Peluso, DJ de 6/10/2006).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE
INTIMAÇÃO PESSOAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR
DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
nº 778.722/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 1º/2/2011).
Ademais, é certo que para ultrapassar o entendimento
firmado pelo Tribunal de origem quanto à ocorrência da
prescrição, seria necessário interpretar a legislação
infraconstitucional pertinente (Decreto nº 20.910/32) e
reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inviável no
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279
desta Corte. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes, de
ambas as Turma desta Corte:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR.
VENCIMENTO
BÁSICO
DE
REFERÊNCIA.
PRESCRIÇÃO. DECRETO 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS
SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – O
Tribunal de origem limitou-se a aferir a ocorrência de
prescrição, nos termos do Decreto 20.910/32, sobre a
pretensão deduzida pelos recorrentes. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – Inviável o
agravo regimental quando o recorrente não desenvolve
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
Peluso, DJ de 6/10/2006).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE
INTIMAÇÃO PESSOAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR
DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
nº 778.722/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 1º/2/2011).
Ademais, é certo que para ultrapassar o entendimento
firmado pelo Tribunal de origem quanto à ocorrência da
prescrição, seria necessário interpretar a legislação
infraconstitucional pertinente (Decreto nº 20.910/32) e
reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inviável no
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279
desta Corte. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes, de
ambas as Turma desta Corte:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR.
VENCIMENTO
BÁSICO
DE
REFERÊNCIA.
PRESCRIÇÃO. DECRETO 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS
SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – O
Tribunal de origem limitou-se a aferir a ocorrência de
prescrição, nos termos do Decreto 20.910/32, sobre a
pretensão deduzida pelos recorrentes. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – Inviável o
agravo regimental quando o recorrente não desenvolve
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
ARE 728197 AGR / PE
fundamentação própria destinada a infirmar os
fundamentos articulados na decisão monocrática que
inadmitiu o recurso. Incide, na espécie, a Súmula 283 desta
Corte. III – Agravo regimental improvido’ (ARE nº
694.597/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 29/4/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 830.273/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO
E
PROCESSUAL
CIVIL.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE nº 651.130/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Policial Militar. Princípios do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa. Prescrição. Ofensa
reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende,
para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
fundamentação própria destinada a infirmar os
fundamentos articulados na decisão monocrática que
inadmitiu o recurso. Incide, na espécie, a Súmula 283 desta
Corte. III – Agravo regimental improvido’ (ARE nº
694.597/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 29/4/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 830.273/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO
E
PROCESSUAL
CIVIL.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE nº 651.130/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Policial Militar. Princípios do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa. Prescrição. Ofensa
reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende,
para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Relatório
ARE 728197 AGR / PE
reflexa à Constituição da República. 2. Para ultrapassar o
entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à
ocorrência da prescrição, seria necessário interpretar a
legislação infraconstitucional pertinente - Decreto nº
20.910/32 - e reexaminar as provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte. 3. Agravo regimental
não provido’ (AI nº 745.285/PE-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 1º/2/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz a agravante que teriam sido violados os princípios
“da igualdade, da legalidade e da publicidade, vez que foi
dado tratamento divergente, em caso idêntico ao concedido a
então 1ª Tenente PM FLÁVIA LÚCIA LEIMIG BORGES,
também licenciada a pedido e após mais de 6 (seis) anos,
reincluída na PMPE, como demonstram os Encaminhamentos
de nºs. 067/01 e 040/01, da Procuradoria Geral do Estado de
Pernambuco (docs. 01 e 02 anexos ao Agravo) (...)”.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
reflexa à Constituição da República. 2. Para ultrapassar o
entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à
ocorrência da prescrição, seria necessário interpretar a
legislação infraconstitucional pertinente - Decreto nº
20.910/32 - e reexaminar as provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte. 3. Agravo regimental
não provido’ (AI nº 745.285/PE-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 1º/2/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz a agravante que teriam sido violados os princípios
“da igualdade, da legalidade e da publicidade, vez que foi
dado tratamento divergente, em caso idêntico ao concedido a
então 1ª Tenente PM FLÁVIA LÚCIA LEIMIG BORGES,
também licenciada a pedido e após mais de 6 (seis) anos,
reincluída na PMPE, como demonstram os Encaminhamentos
de nºs. 067/01 e 040/01, da Procuradoria Geral do Estado de
Pernambuco (docs. 01 e 02 anexos ao Agravo) (...)”.
É o relatório.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de recurso de agravo diante de decisão
monocrática que, considerando a ocorrência da prescrição e a
consequente inexistência de direito das ora agravantes quanto
à sua reinclusão ao serviço ativo da PMPE, negou seguimento
ao apelo em apenso.
(…)
Alegam as agravantes que a administração já reconheceu a
nulidade de ato de licenciamento a pedido em caso análogo e
isonômico ao das recorrentes, argumentando também que os
atos nulos são imprescritíveis.
Todavia, os atos de licenciamento das agravantes se deram
em 10/01/1990 e 30/01/1990, enquanto que a ação originária só
veio a ser ajuizada em 11/02/2010, de modo que a pretensão
deduzida está alcançada pela prescrição quinquenal, nos
termos do art. 1º do Decreto nº 20.910/32.
(…)
Ademais, faz-se imperioso ressaltar que a falta de
publicação no órgão oficial não torna nulo o ato de
licenciamento, o qual, tendo sido publicado no Boletim Geral da
PMPE, atingiu sua finalidade, não se vislumbrando qualquer
prejuízo às partes, mormente porque o ato foi por elas
requerido.”
Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu, com base no
Decreto nº 20.910/32 e nos fatos e nas provas dos autos, que o ato que
deferiu o licenciamento da agravante seria válido, uma vez que a ele foi
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de recurso de agravo diante de decisão
monocrática que, considerando a ocorrência da prescrição e a
consequente inexistência de direito das ora agravantes quanto
à sua reinclusão ao serviço ativo da PMPE, negou seguimento
ao apelo em apenso.
(…)
Alegam as agravantes que a administração já reconheceu a
nulidade de ato de licenciamento a pedido em caso análogo e
isonômico ao das recorrentes, argumentando também que os
atos nulos são imprescritíveis.
Todavia, os atos de licenciamento das agravantes se deram
em 10/01/1990 e 30/01/1990, enquanto que a ação originária só
veio a ser ajuizada em 11/02/2010, de modo que a pretensão
deduzida está alcançada pela prescrição quinquenal, nos
termos do art. 1º do Decreto nº 20.910/32.
(…)
Ademais, faz-se imperioso ressaltar que a falta de
publicação no órgão oficial não torna nulo o ato de
licenciamento, o qual, tendo sido publicado no Boletim Geral da
PMPE, atingiu sua finalidade, não se vislumbrando qualquer
prejuízo às partes, mormente porque o ato foi por elas
requerido.”
Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu, com base no
Decreto nº 20.910/32 e nos fatos e nas provas dos autos, que o ato que
deferiu o licenciamento da agravante seria válido, uma vez que a ele foi
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 728197 AGR / PE
dada a publicidade devida, bem como que o seu direito de pleitear sua
reinserção nos quadros da Polícia Militar estaria prescrito.
Assim, para divergir desse entendimento e acolher a tese da
agravante de que o acórdão da origem teria violado os princípios da
igualdade, da legalidade e da publicidade, uma vez que sua pretensão
não estaria prescrita, e de ela que teria recebido tratamento diverso do
recebido por outra pessoa na mesma situação, seria necessário interpretar
a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório
da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. SOLDO E VENCIMENTO
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
dada a publicidade devida, bem como que o seu direito de pleitear sua
reinserção nos quadros da Polícia Militar estaria prescrito.
Assim, para divergir desse entendimento e acolher a tese da
agravante de que o acórdão da origem teria violado os princípios da
igualdade, da legalidade e da publicidade, uma vez que sua pretensão
não estaria prescrita, e de ela que teria recebido tratamento diverso do
recebido por outra pessoa na mesma situação, seria necessário interpretar
a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório
da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. SOLDO E VENCIMENTO
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 728197 AGR / PE
BÁSICO DE REFERÊNCIA (VBR). 1. Prescrição. Decreto n.
20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional
indireta. 2. Inexistência de repercussão geral do tema discutido.
3. Inviabilidade do recurso extraordinário interposto com
fundamento na alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da
República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento”
(ARE nº 718.477/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 12/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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ARE 728197 AGR / PE
BÁSICO DE REFERÊNCIA (VBR). 1. Prescrição. Decreto n.
20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional
indireta. 2. Inexistência de repercussão geral do tema discutido.
3. Inviabilidade do recurso extraordinário interposto com
fundamento na alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da
República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento”
(ARE nº 718.477/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 12/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S) : JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S) : JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4776511
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-10-29T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Militar. Licenciamento da corporação a pedido. Pretensão de reinserção nos quadros da Polícia. Prescrição reconhecida na origem. Alegação de violação dos princípios da igualdade, da publicidade e da isonomia. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur246603
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULAS 636 E 279)
ARE 745842 AgR (1ªT), ARE 718477 AgR (2ªT), AI 719749 AgR (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 12/11/2013, TIA.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
728197
|
[
"LEG-FED DEC-020910 ANO-1932\n DECRETO\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 728197 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S) : JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Militar. Licenciamento da corporação a pedido.
Pretensão de reinserção nos quadros da Polícia. Prescrição reconhecida
na origem. Alegação de violação dos princípios da igualdade, da
publicidade e da isonomia. Legislação infraconstitucional. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Aulísia Venância Mendes da Silva interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Aulísia Venância Mendes da Silva interpõe agravo contra
a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto
contra acórdão da Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça
do Estado de Pernambuco, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES.
LICENCIAMENTO A PEDIDO. AUSÊNCIA DE
NULIDADE. PLEITO DE REINCLUSÃO AO SERVIÇO
DA PMPE. OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. RECURSO
IMPROVIDO. 1. Os atos de licenciamento das agravantes
se deram em 10/01/1990 e 30/01/1990, enquanto que a ação
originária só veio a ser ajuizada em 11/02/2010. 2. A
pretensão deduzida está alcançada pela prescrição
qüinqüenal, nos termos do art. 1... do Decreto n 20.910/32.
3. Entendimento consagrado no Superior Tribunal de Justiça e no TJPE. 4. A falta
de publicação no órgão oficial não torna nulo o ato de
licenciamento, o qual, tendo sido publicado no Boletim
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S)
:JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Aulísia Venância Mendes da Silva interpõe tempestivo agravo
regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Aulísia Venância Mendes da Silva interpõe agravo contra
a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto
contra acórdão da Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça
do Estado de Pernambuco, assim ementado:
‘ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES.
LICENCIAMENTO A PEDIDO. AUSÊNCIA DE
NULIDADE. PLEITO DE REINCLUSÃO AO SERVIÇO
DA PMPE. OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. RECURSO
IMPROVIDO. 1. Os atos de licenciamento das agravantes
se deram em 10/01/1990 e 30/01/1990, enquanto que a ação
originária só veio a ser ajuizada em 11/02/2010. 2. A
pretensão deduzida está alcançada pela prescrição
qüinqüenal, nos termos do art. 1... do Decreto n 20.910/32.
3. Entendimento consagrado no Superior Tribunal de Justiça e no TJPE. 4. A falta
de publicação no órgão oficial não torna nulo o ato de
licenciamento, o qual, tendo sido publicado no Boletim
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Relatório
ARE 728197 AGR / PE
Geral da PMPE, atingiu sua finalidade, não se
vislumbrando qualquer prejuízo às partes, mormente
porque o ato foi por elas requerido. 5. Recurso de agravo à
unanimidade improvido’.
Sustenta a agravante, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5..., caput e inciso II, e 37, da
Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, da publicidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL.
COMPETÊNCIA.
CÂMARAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
Geral da PMPE, atingiu sua finalidade, não se
vislumbrando qualquer prejuízo às partes, mormente
porque o ato foi por elas requerido. 5. Recurso de agravo à
unanimidade improvido’.
Sustenta a agravante, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5..., caput e inciso II, e 37, da
Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme
no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da
legalidade, da publicidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de
normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO
REGIMENTAL.
COMPETÊNCIA.
CÂMARAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
ARE 728197 AGR / PE
DE SÃO PAULO. ART. 123 DO Código de Processo Civil, RESOLUÇÃO
194/2004 E RITJSP. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA
PARTE ORA AGRAVANTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de
origem, seria necessário o reexame da legislação
infraconstitucional pertinente, o que é vedado em recurso
extraordinário. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI n 837.350/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/8/2012).
‘RECURSO. Extraordinário. Ausência de razões
novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido.
Nega-se provimento a agravo regimental tendente a
impugnar, sem razões novas, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa aos
arts. 5..., II e 37, da Constituição Federal. ofensa
constitucional indireta. Agravo regimental não provido.
Alegações de desrespeito aos postulados da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores,
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição. 3.
RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada
sobre a matéria. Argumentação velha. Caráter meramente
abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa.
Aplicação do art. 557, § 2..., cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do
Código de Processo Civil. Quando abusiva a interposição de agravo,
manifestamente inadmissível ou infundado, deve o
Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado’
(AI 565.223/SC, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
DE SÃO PAULO. ART. 123 DO Código de Processo Civil, RESOLUÇÃO
194/2004 E RITJSP. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA
PARTE ORA AGRAVANTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA
AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO.
CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL.
REEXAME
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA OU
INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de
origem, seria necessário o reexame da legislação
infraconstitucional pertinente, o que é vedado em recurso
extraordinário. Agravo regimental a que se nega
provimento’ (AI n 837.350/SP-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 14/8/2012).
‘RECURSO. Extraordinário. Ausência de razões
novas. Decisão mantida. Agravo regimental improvido.
Nega-se provimento a agravo regimental tendente a
impugnar, sem razões novas, decisão fundada em
jurisprudência assente na Corte. 2. RECURSO.
Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa aos
arts. 5..., II e 37, da Constituição Federal. ofensa
constitucional indireta. Agravo regimental não provido.
Alegações de desrespeito aos postulados da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência se
dependentes de reexame prévio de normas inferiores,
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição. 3.
RECURSO. Agravo. Regimental. Jurisprudência assentada
sobre a matéria. Argumentação velha. Caráter meramente
abusivo. Litigância de má-fé. Imposição de multa.
Aplicação do art. 557, § 2..., cc. arts. 14, II e III, e 17, VII, do
Código de Processo Civil. Quando abusiva a interposição de agravo,
manifestamente inadmissível ou infundado, deve o
Tribunal condenar o agravante a pagar multa ao agravado’
(AI 565.223/SC, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
ARE 728197 AGR / PE
Peluso, DJ de 6/10/2006).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE
INTIMAÇÃO PESSOAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR
DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
n 778.722/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 1.../2/2011).
Ademais, é certo que para ultrapassar o entendimento
firmado pelo Tribunal de origem quanto à ocorrência da
prescrição, seria necessário interpretar a legislação
infraconstitucional pertinente (Decreto n 20.910/32) e
reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inviável no
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279
desta Corte. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes, de
ambas as Turma desta Corte:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR.
VENCIMENTO
BÁSICO
DE
REFERÊNCIA.
PRESCRIÇÃO. DECRETO 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS
SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – O
Tribunal de origem limitou-se a aferir a ocorrência de
prescrição, nos termos do Decreto 20.910/32, sobre a
pretensão deduzida pelos recorrentes. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – Inviável o
agravo regimental quando o recorrente não desenvolve
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
Peluso, DJ de 6/10/2006).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE
INTIMAÇÃO PESSOAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR
DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI
n 778.722/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 1.../2/2011).
Ademais, é certo que para ultrapassar o entendimento
firmado pelo Tribunal de origem quanto à ocorrência da
prescrição, seria necessário interpretar a legislação
infraconstitucional pertinente (Decreto n 20.910/32) e
reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inviável no
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279
desta Corte. Sobre o tema, destaco os seguintes precedentes, de
ambas as Turma desta Corte:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR.
VENCIMENTO
BÁSICO
DE
REFERÊNCIA.
PRESCRIÇÃO. DECRETO 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS
SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – O
Tribunal de origem limitou-se a aferir a ocorrência de
prescrição, nos termos do Decreto 20.910/32, sobre a
pretensão deduzida pelos recorrentes. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – Inviável o
agravo regimental quando o recorrente não desenvolve
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Relatório
ARE 728197 AGR / PE
fundamentação própria destinada a infirmar os
fundamentos articulados na decisão monocrática que
inadmitiu o recurso. Incide, na espécie, a Súmula 283 desta
Corte. III – Agravo regimental improvido’ (ARE n
694.597/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 29/4/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 830.273/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO
E
PROCESSUAL
CIVIL.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE n 651.130/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Policial Militar. Princípios do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa. Prescrição. Ofensa
reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende,
para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
fundamentação própria destinada a infirmar os
fundamentos articulados na decisão monocrática que
inadmitiu o recurso. Incide, na espécie, a Súmula 283 desta
Corte. III – Agravo regimental improvido’ (ARE n
694.597/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 29/4/13).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. DEMISSÃO DE POLICIAL MILITAR.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 830.273/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/9/12).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO
E
PROCESSUAL
CIVIL.
PRESCRIÇÃO. DECRETO N. 20.910/1932. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE n 651.130/DF-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/10/11).
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Policial Militar. Princípios do devido processo legal, do
contraditório e da ampla defesa. Prescrição. Ofensa
reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa
julgada e da prestação jurisdicional, quando depende,
para ser reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Relatório
ARE 728197 AGR / PE
reflexa à Constituição da República. 2. Para ultrapassar o
entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à
ocorrência da prescrição, seria necessário interpretar a
legislação infraconstitucional pertinente - Decreto n
20.910/32 - e reexaminar as provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279 desta Corte. 3. Agravo regimental
não provido’ (AI n 745.285/PE-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 1.../2/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz a agravante que teriam sido violados os princípios
“da igualdade, da legalidade e da publicidade, vez que foi
dado tratamento divergente, em caso idêntico ao concedido a
então 1... Tenente PM FLÁVIA LÚCIA LEIMIG BORGES,
também licenciada a pedido e após mais de 6 (seis) anos,
reincluída na PMPE, como demonstram os Encaminhamentos
de ns. 067/01 e 040/01, da Procuradoria Geral do Estado de
Pernambuco (docs. 01 e 02 anexos ao Agravo) (...)”.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
reflexa à Constituição da República. 2. Para ultrapassar o
entendimento firmado pelo Tribunal de origem quanto à
ocorrência da prescrição, seria necessário interpretar a
legislação infraconstitucional pertinente - Decreto n
20.910/32 - e reexaminar as provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279 desta Corte. 3. Agravo regimental
não provido’ (AI n 745.285/PE-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 1.../2/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz a agravante que teriam sido violados os princípios
“da igualdade, da legalidade e da publicidade, vez que foi
dado tratamento divergente, em caso idêntico ao concedido a
então 1... Tenente PM FLÁVIA LÚCIA LEIMIG BORGES,
também licenciada a pedido e após mais de 6 (seis) anos,
reincluída na PMPE, como demonstram os Encaminhamentos
de ns. 067/01 e 040/01, da Procuradoria Geral do Estado de
Pernambuco (docs. 01 e 02 anexos ao Agravo) (...)”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de recurso de agravo diante de decisão
monocrática que, considerando a ocorrência da prescrição e a
consequente inexistência de direito das ora agravantes quanto
à sua reinclusão ao serviço ativo da PMPE, negou seguimento
ao apelo em apenso.
(…)
Alegam as agravantes que a administração já reconheceu a
nulidade de ato de licenciamento a pedido em caso análogo e
isonômico ao das recorrentes, argumentando também que os
atos nulos são imprescritíveis.
Todavia, os atos de licenciamento das agravantes se deram
em 10/01/1990 e 30/01/1990, enquanto que a ação originária só
veio a ser ajuizada em 11/02/2010, de modo que a pretensão
deduzida está alcançada pela prescrição quinquenal, nos
termos do art. 1... do Decreto n 20.910/32.
(…)
Ademais, faz-se imperioso ressaltar que a falta de
publicação no órgão oficial não torna nulo o ato de
licenciamento, o qual, tendo sido publicado no Boletim Geral da
PMPE, atingiu sua finalidade, não se vislumbrando qualquer
prejuízo às partes, mormente porque o ato foi por elas
requerido.”
Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu, com base no
Decreto n 20.910/32 e nos fatos e nas provas dos autos, que o ato que
deferiu o licenciamento da agravante seria válido, uma vez que a ele foi
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de recurso de agravo diante de decisão
monocrática que, considerando a ocorrência da prescrição e a
consequente inexistência de direito das ora agravantes quanto
à sua reinclusão ao serviço ativo da PMPE, negou seguimento
ao apelo em apenso.
(…)
Alegam as agravantes que a administração já reconheceu a
nulidade de ato de licenciamento a pedido em caso análogo e
isonômico ao das recorrentes, argumentando também que os
atos nulos são imprescritíveis.
Todavia, os atos de licenciamento das agravantes se deram
em 10/01/1990 e 30/01/1990, enquanto que a ação originária só
veio a ser ajuizada em 11/02/2010, de modo que a pretensão
deduzida está alcançada pela prescrição quinquenal, nos
termos do art. 1... do Decreto n 20.910/32.
(…)
Ademais, faz-se imperioso ressaltar que a falta de
publicação no órgão oficial não torna nulo o ato de
licenciamento, o qual, tendo sido publicado no Boletim Geral da
PMPE, atingiu sua finalidade, não se vislumbrando qualquer
prejuízo às partes, mormente porque o ato foi por elas
requerido.”
Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu, com base no
Decreto n 20.910/32 e nos fatos e nas provas dos autos, que o ato que
deferiu o licenciamento da agravante seria válido, uma vez que a ele foi
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 728197 AGR / PE
dada a publicidade devida, bem como que o seu direito de pleitear sua
reinserção nos quadros da Polícia Militar estaria prescrito.
Assim, para divergir desse entendimento e acolher a tese da
agravante de que o acórdão da origem teria violado os princípios da
igualdade, da legalidade e da publicidade, uma vez que sua pretensão
não estaria prescrita, e de ela que teria recebido tratamento diverso do
recebido por outra pessoa na mesma situação, seria necessário interpretar
a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório
da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. SOLDO E VENCIMENTO
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
dada a publicidade devida, bem como que o seu direito de pleitear sua
reinserção nos quadros da Polícia Militar estaria prescrito.
Assim, para divergir desse entendimento e acolher a tese da
agravante de que o acórdão da origem teria violado os princípios da
igualdade, da legalidade e da publicidade, uma vez que sua pretensão
não estaria prescrita, e de ela que teria recebido tratamento diverso do
recebido por outra pessoa na mesma situação, seria necessário interpretar
a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório
da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. DEVOLUÇÃO DE VALORES PAGOS. PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DA
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, AO ATO JURÍDICO
PERFEITO, AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO
CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA
NÃO
ENSEJA
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
DISPONIBILIZADO EM 28.01.2013. As razões do agravo não
são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão
agravada, mormente no que se refere ao âmbito
infraconstitucional do debate. O exame da alegada ofensa ao
art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional
aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional
extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n
745.842/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 15/8/13).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PROCESSUAL CIVIL. MILITAR. SOLDO E VENCIMENTO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 728197 AGR / PE
BÁSICO DE REFERÊNCIA (VBR). 1. Prescrição. Decreto n.
20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional
indireta. 2. Inexistência de repercussão geral do tema discutido.
3. Inviabilidade do recurso extraordinário interposto com
fundamento na alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da
República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento”
(ARE n 718.477/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 12/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728197 AGR / PE
BÁSICO DE REFERÊNCIA (VBR). 1. Prescrição. Decreto n.
20.910/1932. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional
indireta. 2. Inexistência de repercussão geral do tema discutido.
3. Inviabilidade do recurso extraordinário interposto com
fundamento na alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da
República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento”
(ARE n 718.477/PE-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, DJe de 12/8/13).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PRESCRIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DE
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 2. Controvérsia decidida à luz de
legislações infraconstitucionais. Ofensa indireta à Constituição
do Brasil. 3. As alegações de desrespeito aos postulados da
legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos
decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de
normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações
de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 4.
Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
719.749/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau,
DJe de 14/5/10).
Nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S) : JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526341
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.197
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA
ADV.(A/S) : JORGE LUIZ DE MOURA
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526341
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"AI n 837 . 350 / SP - AgR",
"AI 565 . 223 / SC",
"ARE 728197 AGR / PE",
"AI n 837 . 350 / SP - AgR",
"AI 565 . 223 / SC",
"ARE 728197 AGR / PE Peluso",
"AI n 778 . 722 / RJ - AgR",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI n 778 . 722 / RJ - AgR",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 728197 AGR / PE",
"ARE n 694 . 597 / PE - AgR",
"AI n 830 . 273 / PE - AgR",
"ARE n 651 . 130 / DF -",
"AgR",
"ARE 728197 AGR / PE",
"Súmula 283 desta Corte",
"ARE n 694 . 597 / PE - AgR",
"AI n 830 . 273 / PE - AgR",
"ARE n 651 . 130 / DF - AgR",
"ARE 728197 AGR / PE",
"AI n 745 . 285 / PE - AgR",
"ARE 728197 AGR / PE",
"AI n 745 . 285 / PE - AgR",
"ARE 728197 AGR / PE",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 745 . 842 / RS - AgR",
"ARE 728197",
"Súmulas ns 636",
"ARE n 745 . 842 / RS - AgR",
"ARE n 718 . 477 / PE - AgR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 719 . 749 / RJ - AgR",
"ARE 728197 AGR / PE",
"ARE n 718 . 477 / PE - AgR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 719 . 749 / RJ - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . do Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput e inciso II , e 37 , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , caput e inciso II , e 37 , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 123 DO Código de Processo Civil",
"RESOLUÇÃO",
"ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"arts . 5 . . . , II e 37 , da Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 557 , § 2 . . . , cc . arts . 14 , II e III , e 17 , VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 123 DO Código de Processo Civil",
"ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO",
"arts . 5 . . . , II e 37 , da Constituição Federal",
"Constituição",
"art . 557 , § 2 . . . , cc . arts . 14 , II e III , e 17 , VII , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"DECRETO 20 . 910 / 1932",
"Decreto 20 . 910 / 32",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"DECRETO 20 . 910 / 1932",
"Decreto 20 . 910 / 32",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO N . 20 . 910 / 1932",
"DECRETO N . 20 . 910 / 1932",
"Medida Provisória n 2",
"DECRETO N . 20 . 910 / 1932",
"DECRETO N . 20 . 910 / 1932",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . do Decreto n 20 . 910 / 32",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . do Decreto n 20 . 910 / 32",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 .",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n . 20 . 910 / 1932",
"alínea c do inc . III do art . 102 da Constituição da República",
"Constituição do Brasil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto n . 20 . 910 / 1932",
"alínea c do inc . III do art . 102 da Constituição da República",
"Constituição do Brasil",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"PMPE",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJPE",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"PMPE",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJPE",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PMPE",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"PMPE",
"Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"PMPE",
"Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"PMPE",
"Infraestrutura",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PMPE",
"Infraestrutura de",
"Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Polícia Militar",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Polícia Militar",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA",
"JORGE LUIZ DE MOURA",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA",
"JORGE LUIZ DE MOURA",
"DIAS TOFFOLI",
"Aulísia Venância Mendes da Silva",
"Aulísia Venância Mendes da Silva",
"DIAS TOFFOLI",
"AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA",
"JORGE LUIZ DE MOURA",
"DIAS TOFFOLI",
"Aulísia Venância Mendes da Silva",
"Aulísia Venância Mendes da Silva",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Joaquim Barbosa",
"Cezar 3",
"Joaquim Barbosa",
"Cezar",
"Cármen Lúcia",
"Peluso",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"FLÁVIA LÚCIA LEIMIG BORGES",
"FLÁVIA LÚCIA LEIMIG BORGES",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA",
"JORGE LUIZ DE MOURA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"AULÍSIA VENÂNCIA MENDES DA SILVA",
"JORGE LUIZ DE MOURA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"10",
"/",
"01",
"/",
"1990",
"30",
"/",
"01",
"/",
"1990",
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"/",
"02",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"10",
"/",
"01",
"/",
"1990",
"30",
"/",
"01",
"/",
"1990",
"11",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"8",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"10",
"/",
"2006",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"10",
"/",
"2006",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"4",
"/",
"13",
"26",
"/",
"9",
"/",
"12",
"7",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"4",
"/",
"13",
"26",
"/",
"9",
"/",
"12",
"7",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"10",
"/",
"01",
"/",
"1990",
"30",
"/",
"01",
"/",
"1990",
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"/",
"02",
"/",
"2010",
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"/",
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"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"10",
"/",
"01",
"/",
"1990",
"30",
"/",
"01",
"/",
"1990",
"11",
"/",
"02",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"01",
".",
"2013",
"15",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"01",
".",
"2013",
"15",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"8",
"/",
"13",
"14",
"/",
"5",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"8",
"/",
"13",
"14",
"/",
"5",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S)
:CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
EMENTA
Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia
extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso
público. Submissão da remuneração do responsável interino pela
serventia extrajudicial ao teto constitucional. Agravo regimental não
provido.
1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88. Após a
promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o acesso
aos serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso
público.
2. O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de
registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade,
como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos
limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se lhe
aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço
público extrajudicial (art. 28 da Lei nº 8.935/1994). Precedente: MS nº
29.192/DF, Relator o Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260653.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26
Ementa e Acórdão
MS 30180 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260653.
Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260653.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S)
:CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA com o objetivo
de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão
monocrática de minha relatoria com a qual neguei seguimento ao
mandado de segurança. Transcrevo os fundamentos da decisão ora
agravada, na parte de interesse:
“O entendimento desta Suprema Corte firmou-se no
sentido de ser imprescindível a observância da regra da prévia
aprovação em concurso público para ‘o ingresso originário no
serviço estatal ou o provimento em cargos administrativos
diversos daqueles para os quais o servidor público foi admitido’
(ADI nº 1.350/RO, Relator o Ministro Celso de Mello, Tribunal
Pleno, DJ de 1º/12/06).
O STF possui jurisprudência pacífica no sentido da
autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88, e, portanto, de
que, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é
inconstitucional o acesso a serviços notarial e de registro sem
prévia aprovação em concurso público.
Em caso análogo ao presente, vide recente precedente do
Plenário desta Suprema Corte no sentido da obrigatoriedade de
observância à regra da prévia aprovação em concurso público:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260650.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S)
:CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA com o objetivo
de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão
monocrática de minha relatoria com a qual neguei seguimento ao
mandado de segurança. Transcrevo os fundamentos da decisão ora
agravada, na parte de interesse:
“O entendimento desta Suprema Corte firmou-se no
sentido de ser imprescindível a observância da regra da prévia
aprovação em concurso público para ‘o ingresso originário no
serviço estatal ou o provimento em cargos administrativos
diversos daqueles para os quais o servidor público foi admitido’
(ADI nº 1.350/RO, Relator o Ministro Celso de Mello, Tribunal
Pleno, DJ de 1º/12/06).
O STF possui jurisprudência pacífica no sentido da
autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88, e, portanto, de
que, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é
inconstitucional o acesso a serviços notarial e de registro sem
prévia aprovação em concurso público.
Em caso análogo ao presente, vide recente precedente do
Plenário desta Suprema Corte no sentido da obrigatoriedade de
observância à regra da prévia aprovação em concurso público:
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
’CONSTITUCIONAL.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL.
PROVIMENTO,
MEDIANTE
PERMUTA COM CARGO PÚBLICO JUDICIAL DE
OUTRA NATUREZA, SEM CONCURSO PÚBLICO.
ILEGITIMIDADE. ARTIGO 236 E PARÁGRAFOS DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL:
NORMAS
AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS,
MESMO
ANTES
DA
LEI
9.835/1994.
INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO
ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO
PLENÁRIO.
1. É firme a jurisprudência do STF (v.g.: MS 28.371,
Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 27.02.2013) e MS
28.279, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 29.04.2011), no
sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3º da CF/88 são
normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente
desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto,
mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir
de 05.10.1988, o concurso público é pressuposto
inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais,
inclusive em se tratando de remoção, observado,
relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16
da referida Lei, com a redação que lhe deu a Lei
10.506/2002.
2. É igualmente firme a jurisprudência do STF no
sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a
regime jurídico de caráter privado, é essencialmente
distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos
não se confundem (ADI 4140, Min. ELLEN GRACIE,
Plenário, DJe de 20.09.2011; ADI 2.891-MC, Min.
SEPÚLVEDA PERTENCE, Plenário, DJ de 27.06.2003; ADI
2602, Min. JOAQUIM BARBOSA, Plenário, DJ de
31.03.2006; e ADI 865-MC, Min. CELSO DE MELLO,
Plenário, DJ de 08.04.1994).
3. O Plenário do STF, em reiterados julgamentos,
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
’CONSTITUCIONAL.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL.
PROVIMENTO,
MEDIANTE
PERMUTA COM CARGO PÚBLICO JUDICIAL DE
OUTRA NATUREZA, SEM CONCURSO PÚBLICO.
ILEGITIMIDADE. ARTIGO 236 E PARÁGRAFOS DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL:
NORMAS
AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS,
MESMO
ANTES
DA
LEI
9.835/1994.
INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO
ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO
PLENÁRIO.
1. É firme a jurisprudência do STF (v.g.: MS 28.371,
Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 27.02.2013) e MS
28.279, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 29.04.2011), no
sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3º da CF/88 são
normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente
desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto,
mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir
de 05.10.1988, o concurso público é pressuposto
inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais,
inclusive em se tratando de remoção, observado,
relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16
da referida Lei, com a redação que lhe deu a Lei
10.506/2002.
2. É igualmente firme a jurisprudência do STF no
sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a
regime jurídico de caráter privado, é essencialmente
distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos
não se confundem (ADI 4140, Min. ELLEN GRACIE,
Plenário, DJe de 20.09.2011; ADI 2.891-MC, Min.
SEPÚLVEDA PERTENCE, Plenário, DJ de 27.06.2003; ADI
2602, Min. JOAQUIM BARBOSA, Plenário, DJ de
31.03.2006; e ADI 865-MC, Min. CELSO DE MELLO,
Plenário, DJ de 08.04.1994).
3. O Plenário do STF, em reiterados julgamentos,
2
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5
(cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se
aplica à revisão de atos de delegação de serventias
extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o
atendimento das exigências prescritas no seu art. 236.
Nesse sentido: MS 28.279 DF, Min. ELLEN GRACIE, DJe
29.04.2011 (‘Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a
devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão
das determinações insertas na Constituição Federal’); MS
28.371-AgRg, Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ 27.02.13 (‘a
regra de decadência é inaplicável ao controle
administrativo feito pelo Conselho nacional de Justiça nos
casos em que a delegação notarial ocorreu após a
promulgação da Constituição de 1988, sem anterior
aprovação em concurso público de provas’; e MS 28.273,
Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 21.02.2013 (‘o
exame da investidura na titularidade de cartório sem
concurso público não está sujeito ao prazo previsto no art.
54 da Lei 9.784/1999’).
4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade
impetrada que considerou ilegítimo o provimento de
serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente
de permuta com cargo público de outra natureza,
realizada entre membros da mesma família, com ofensa ao
art. 236, § 3º, da Constituição.
5. Agravo regimental desprovido.’ (MS 28440
AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, Julgamento
em 19/6/13).
Não subsiste o direito alegado na inicial, pois impossível
atribuir-se legitimidade a qualquer acesso à função de titular de
serventia extrajudicial sem prévia aprovação em concurso
público após a promulgação da Constituição Federal de 1988,
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5
(cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se
aplica à revisão de atos de delegação de serventias
extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o
atendimento das exigências prescritas no seu art. 236.
Nesse sentido: MS 28.279 DF, Min. ELLEN GRACIE, DJe
29.04.2011 (‘Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a
devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão
das determinações insertas na Constituição Federal’); MS
28.371-AgRg, Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ 27.02.13 (‘a
regra de decadência é inaplicável ao controle
administrativo feito pelo Conselho nacional de Justiça nos
casos em que a delegação notarial ocorreu após a
promulgação da Constituição de 1988, sem anterior
aprovação em concurso público de provas’; e MS 28.273,
Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 21.02.2013 (‘o
exame da investidura na titularidade de cartório sem
concurso público não está sujeito ao prazo previsto no art.
54 da Lei 9.784/1999’).
4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade
impetrada que considerou ilegítimo o provimento de
serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente
de permuta com cargo público de outra natureza,
realizada entre membros da mesma família, com ofensa ao
art. 236, § 3º, da Constituição.
5. Agravo regimental desprovido.’ (MS 28440
AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, Julgamento
em 19/6/13).
Não subsiste o direito alegado na inicial, pois impossível
atribuir-se legitimidade a qualquer acesso à função de titular de
serventia extrajudicial sem prévia aprovação em concurso
público após a promulgação da Constituição Federal de 1988,
3
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
sob pena de se transpor a ordem constitucional e de se
caminhar de encontro aos ditames preconizados pelo Estado
Democrático de Direito.
É o que a doutrina reconhece, quando aduz que:
‘(...) o servidor não-estável não é protegido pelos
Estatutos dos Servidores Públicos Civis, não se
estendendo a ele, por conseguinte, os direitos previstos na
lei estatutária. Significa dizer que, nessa situação, o
servidor de fato não pode requerer contagem do tempo de
serviço público, estabilidade, progresso funcional, licenças
especiais, licença-prêmio, aposentadoria paga pelos cofres
públicos etc. Nem pretender que o tempo de trabalho
prestado à Administração Pública conte como título,
quando se submeter a concurso público - direito só
facultado aos estáveis, nos termos do art. 19, § 1.º, do
ADCT’ (ALBUQUERQUE, Rogério Bonnassis de.
Antijuridicidade da situação do servidor não-concursado e
não alcançado pela estabilidade do art. 19 ADCT. Revista
de Direito Constitucional . v. 7, p. 116, abr.-jun. 1994).
Nesse ponto, afasto também as alegações de decadência,
pois em situações de flagrante inconstitucionalidade não cabe
invocar a incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999,
sob pena de subversão das determinações insertas na
Constituição Federal.
Em especial, para corroborar esse entendimento, vide
ementa do MS nº 28.279/DF, de relatoria da eminente Ministra
Ellen Gracie:
‘MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-
APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54
DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES
4
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
sob pena de se transpor a ordem constitucional e de se
caminhar de encontro aos ditames preconizados pelo Estado
Democrático de Direito.
É o que a doutrina reconhece, quando aduz que:
‘(...) o servidor não-estável não é protegido pelos
Estatutos dos Servidores Públicos Civis, não se
estendendo a ele, por conseguinte, os direitos previstos na
lei estatutária. Significa dizer que, nessa situação, o
servidor de fato não pode requerer contagem do tempo de
serviço público, estabilidade, progresso funcional, licenças
especiais, licença-prêmio, aposentadoria paga pelos cofres
públicos etc. Nem pretender que o tempo de trabalho
prestado à Administração Pública conte como título,
quando se submeter a concurso público - direito só
facultado aos estáveis, nos termos do art. 19, § 1.º, do
ADCT’ (ALBUQUERQUE, Rogério Bonnassis de.
Antijuridicidade da situação do servidor não-concursado e
não alcançado pela estabilidade do art. 19 ADCT. Revista
de Direito Constitucional . v. 7, p. 116, abr.-jun. 1994).
Nesse ponto, afasto também as alegações de decadência,
pois em situações de flagrante inconstitucionalidade não cabe
invocar a incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999,
sob pena de subversão das determinações insertas na
Constituição Federal.
Em especial, para corroborar esse entendimento, vide
ementa do MS nº 28.279/DF, de relatoria da eminente Ministra
Ellen Gracie:
‘MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-
APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54
DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES
4
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA
DOS
PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA
MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO
EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A
PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, §
3º, da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos
termos da Constituição Federal, sempre se fez necessária a
submissão a concurso público para o devido provimento d
e serventias extrajudiciais eventualmente vagas ou para
fins de remoção. 3. Rejeição da tese de que somente com a
edição da Lei 8.935/1994 teria essa norma constitucional se
tornado auto-aplicável. 4. Existência de jurisprudência
antiga e pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido
da indispensabilidade de concurso público nesses casos
(Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126/RO, rel. Min.
Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992; 363/DF, 552/RJ e
690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ 03.5.1996 e
25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ
05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJe
29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a
devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão
das determinações insertas na Constituição Federal. 6.
Existência de jurisprudência consolidada da Suprema
Corte no sentido de que não há direito adquirido à
efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita,
na redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983,
quando a vacância da serventia se der já na vigência da
Constituição de 1988 (Recursos Extraordinários
182.641/SP, rel. Min. Octavio Gallotti, Primeira Turma, DJ
15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda
Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP, rel. Min. Cezar
5
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA
DOS
PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA
MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO
EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A
PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, §
3º, da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos
termos da Constituição Federal, sempre se fez necessária a
submissão a concurso público para o devido provimento d
e serventias extrajudiciais eventualmente vagas ou para
fins de remoção. 3. Rejeição da tese de que somente com a
edição da Lei 8.935/1994 teria essa norma constitucional se
tornado auto-aplicável. 4. Existência de jurisprudência
antiga e pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido
da indispensabilidade de concurso público nesses casos
(Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126/RO, rel. Min.
Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992; 363/DF, 552/RJ e
690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ 03.5.1996 e
25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ
05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJe
29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a
devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão
das determinações insertas na Constituição Federal. 6.
Existência de jurisprudência consolidada da Suprema
Corte no sentido de que não há direito adquirido à
efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita,
na redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983,
quando a vacância da serventia se der já na vigência da
Constituição de 1988 (Recursos Extraordinários
182.641/SP, rel. Min. Octavio Gallotti, Primeira Turma, DJ
15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda
Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP, rel. Min. Cezar
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26
Relatório
MS 30180 AGR / DF
Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-AgR/RS, rel.
Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004;
378.347/MG, rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-
AgR/MG, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
19.12.2003; 413.082-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJ 05.5.2006; e 566.314/GO, rel. Min. Cármen
Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de Instrumento 654.228-
AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de direito
adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a
promulgação da Constituição de 1988, pois esta, no seu
art. 236, § 3º, exige expressamente a realização de concurso
público de provas e títulos para o ingresso na atividade
notarial e de registro. 8. Os princípios republicanos da
igualdade, da moralidade e da impessoalidade devem
nortear a ascensão às funções públicas. 9. Segurança
denegada’ (MS 28.279/DF, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, Tribunal Pleno, Dje de 29/4/11).
Entendo, por conseguinte, ilegítimo invocar os princípios
da confiança e da boa-fé para amparar a presente impetração,
uma vez que a matéria em questão está inserida na ordem
constitucional, a todos imposta de forma equânime.
Sou francamente partidário da necessidade de concurso
público como elemento nuclear da formação de vínculos
efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Eventuais
situações de excepcionalidade, reconhecidas pelo STF, como no
caso INFRAERO (MS nº 22.357/DF, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, DJ de 5/11/04), não podem ser
dilatadas para toda e qualquer hipótese de fato.
A regra é o concurso público, isonômico e universal.
Ademais, no que se refere ao problema da boa-fé e da
eficácia continuativa das relações jurídicas, entendo que não
6
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-AgR/RS, rel.
Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004;
378.347/MG, rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-
AgR/MG, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
19.12.2003; 413.082-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJ 05.5.2006; e 566.314/GO, rel. Min. Cármen
Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de Instrumento 654.228-
AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de direito
adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a
promulgação da Constituição de 1988, pois esta, no seu
art. 236, § 3º, exige expressamente a realização de concurso
público de provas e títulos para o ingresso na atividade
notarial e de registro. 8. Os princípios republicanos da
igualdade, da moralidade e da impessoalidade devem
nortear a ascensão às funções públicas. 9. Segurança
denegada’ (MS 28.279/DF, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, Tribunal Pleno, Dje de 29/4/11).
Entendo, por conseguinte, ilegítimo invocar os princípios
da confiança e da boa-fé para amparar a presente impetração,
uma vez que a matéria em questão está inserida na ordem
constitucional, a todos imposta de forma equânime.
Sou francamente partidário da necessidade de concurso
público como elemento nuclear da formação de vínculos
efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Eventuais
situações de excepcionalidade, reconhecidas pelo STF, como no
caso INFRAERO (MS nº 22.357/DF, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, DJ de 5/11/04), não podem ser
dilatadas para toda e qualquer hipótese de fato.
A regra é o concurso público, isonômico e universal.
Ademais, no que se refere ao problema da boa-fé e da
eficácia continuativa das relações jurídicas, entendo que não
6
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
pode haver
usucapião de constitucionalidade. A
obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é
possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de
seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de
autoridades públicas.
Em juízo de ampla cognição, entendo que, no caso, a
impetrante não possui direito líquido e certo de ser mantida na
função de titular de serventia extrajudicial, uma vez que
efetivado em 20/6/06, após a promulgação da Constituição
Federal de 1988, portanto.
Consigno, por fim, quo o ato praticado pelo c. CNJ ora
impugnado está amparado no art. 103-B, § 4º, II, da CF/88 - que
prescreve sua atuação como órgão de controle da legalidade e
constitucionalidade de atos administrativos praticados pelos
demais órgãos do Poder Judiciário -, bem como vai ao encontro
do preceito constitucional (art. 236, § 3º, da CF/88) e da
jurisprudência desta Suprema Corte - que elege a prévia
aprovação em ‘concurso de provimento ou de remoção’ como
requisito para que nomeações de titulares de serventias
públicas ocorra validamente -, razão pela qual afasto a alegação
de prática de ato ilegal ou abusivo pela autoridade impetrada.
Consigno que não está evidenciado nos autos qualquer
prejuízo no curso do procedimento administrativo que
implique em desvirtuamento do devido processo legal, ou
mesmo, em cerceamento da ampla defesa, em virtude da
incontroversa participação da impetrante no âmbito
administrativo.
Por oportuno, reproduzo trechos da Petição nº 70297/11,
em que o c. CNJ manifesta-se sobre as peculiaridades do caso,
in verbis:
‘(...)
18. segundo informações constantes da relação
provisória publicada em 24/1/10, bem como junto ao
sistema de informações cartorárias do CNJ, o Cartório do
4º Serviço Notarial de Cuiabá/MT (CNS 06.376-8), foi
7
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
pode haver
usucapião de constitucionalidade. A
obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é
possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de
seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de
autoridades públicas.
Em juízo de ampla cognição, entendo que, no caso, a
impetrante não possui direito líquido e certo de ser mantida na
função de titular de serventia extrajudicial, uma vez que
efetivado em 20/6/06, após a promulgação da Constituição
Federal de 1988, portanto.
Consigno, por fim, quo o ato praticado pelo c. CNJ ora
impugnado está amparado no art. 103-B, § 4º, II, da CF/88 - que
prescreve sua atuação como órgão de controle da legalidade e
constitucionalidade de atos administrativos praticados pelos
demais órgãos do Poder Judiciário -, bem como vai ao encontro
do preceito constitucional (art. 236, § 3º, da CF/88) e da
jurisprudência desta Suprema Corte - que elege a prévia
aprovação em ‘concurso de provimento ou de remoção’ como
requisito para que nomeações de titulares de serventias
públicas ocorra validamente -, razão pela qual afasto a alegação
de prática de ato ilegal ou abusivo pela autoridade impetrada.
Consigno que não está evidenciado nos autos qualquer
prejuízo no curso do procedimento administrativo que
implique em desvirtuamento do devido processo legal, ou
mesmo, em cerceamento da ampla defesa, em virtude da
incontroversa participação da impetrante no âmbito
administrativo.
Por oportuno, reproduzo trechos da Petição nº 70297/11,
em que o c. CNJ manifesta-se sobre as peculiaridades do caso,
in verbis:
‘(...)
18. segundo informações constantes da relação
provisória publicada em 24/1/10, bem como junto ao
sistema de informações cartorárias do CNJ, o Cartório do
4º Serviço Notarial de Cuiabá/MT (CNS 06.376-8), foi
7
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
declarado vago em virtude de nomeação irregular, sem
concurso público, nos seguintes termos: ‘Essa serventia foi
irregularmente provida após 5/10/1988 com base no artigo
208 da CF, por isso foi declarada vaga.’
19. Quando da análise das razões da peça de
Impugnação, a decisão supramencionada foi
indevidamente alterada para considerar provida a
serventia. Na oportunidade, foi publicada a seguinte
decisão:
‘Analisada a documentação encaminhada ao PP
nº 0000384-41.2010.2.00.0000, verificou-se que há
declaração de vacância, desconstituição de
delegação, inserção ou manutenção em concurso
que, até 9/6/09 foi objeto de decisão administrativa
do CNJ em sentido diverso’.
20. Entretanto, quando da manifestação apresentada
pelo Sr. Humberto Monteiro da Costa, o equívoco retro foi
devidamente retificado para declarar a vacância da
serventia. Com acerto, foi observado o fato de a
Impetrante ter passado a responder pela serventia apenas
em 20/6/96, já na vigência da atual Constituição Federal e
sem aprovação em concurso público, mas apenas em
decorrência da aposentadoria da anterior titular, tudo
conforme decisão abaixo transcrita: (…)
21. Ao que se vê, os motivos pelos quais a remoção
foi considerada irregular estão explicitados na própria
decisão atacada, que fez respeitar a exigência de concurso
público, explicitada desde 1988 no §3º do artigo 236 da
Constituição Federal, norma auto-aplicável quanto à
exigência do concurso, pois tanto para o ingresso quanto
para a remoção, é indispensável a realização do concurso
(ADI 126, Rel. Min. Octavio Gallotti; ADI 3.978, Min. Eros
Grau).
22. Considerando que a nomeação ocorreu já na
8
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declarado vago em virtude de nomeação irregular, sem
concurso público, nos seguintes termos: ‘Essa serventia foi
irregularmente provida após 5/10/1988 com base no artigo
208 da CF, por isso foi declarada vaga.’
19. Quando da análise das razões da peça de
Impugnação, a decisão supramencionada foi
indevidamente alterada para considerar provida a
serventia. Na oportunidade, foi publicada a seguinte
decisão:
‘Analisada a documentação encaminhada ao PP
nº 0000384-41.2010.2.00.0000, verificou-se que há
declaração de vacância, desconstituição de
delegação, inserção ou manutenção em concurso
que, até 9/6/09 foi objeto de decisão administrativa
do CNJ em sentido diverso’.
20. Entretanto, quando da manifestação apresentada
pelo Sr. Humberto Monteiro da Costa, o equívoco retro foi
devidamente retificado para declarar a vacância da
serventia. Com acerto, foi observado o fato de a
Impetrante ter passado a responder pela serventia apenas
em 20/6/96, já na vigência da atual Constituição Federal e
sem aprovação em concurso público, mas apenas em
decorrência da aposentadoria da anterior titular, tudo
conforme decisão abaixo transcrita: (…)
21. Ao que se vê, os motivos pelos quais a remoção
foi considerada irregular estão explicitados na própria
decisão atacada, que fez respeitar a exigência de concurso
público, explicitada desde 1988 no §3º do artigo 236 da
Constituição Federal, norma auto-aplicável quanto à
exigência do concurso, pois tanto para o ingresso quanto
para a remoção, é indispensável a realização do concurso
(ADI 126, Rel. Min. Octavio Gallotti; ADI 3.978, Min. Eros
Grau).
22. Considerando que a nomeação ocorreu já na
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
vigência da atual CF/88, foi observada a irregularidade
constante da ausência do prévio e necessário certame
público.
23. Assegurou-se, assim, a moralidade na
administração pública.
24. Ademais, tem-se que observado o devido
processo legal, porque, nos autos do Proc. CNJ 384-41.2010
foi oportunizada a ampla defesa e o contraditório, com a
necessária e direta intimação das serventias, o que ocorreu
de forma individualizada para a referida serventia. (...)’
Também não subsiste o argumento concernente à lesão
oriunda de decisão proferida de forma monocrática, nos autos
do pedido de providências nº 0000384.41.2010.2.00.0000, pois o
juízo monocrático foi devidamente fundamentado e encontra
amparo nos termos do art. 25, IX, do RICNJ, in verbis:
‘Art. 25 São atribuições do Relator:
(…)
IX - indeferir, monocraticamente, recurso, quando
intempestivo ou manifestamente incabível’.
No tocante ao teto remuneratório imposto pela autoridade
impetrada, melhor sorte não assiste à impetrante.
Não vislumbro ilegalidade na incidência do teto
remuneratório máximo dos servidores públicos aos interinos
responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais.
Isso porque, tendo em vista a situação inconstitucional
ostentada pela impetrante, que, após a promulgação da CF/88,
ingressou no exercício da titularidade de serventia sem prévia
aprovação em concurso, mostra-se absolutamente legítima a
limitação dos rendimentos que aufere ao teto constitucional
estabelecido pela Constituição Federal.
Enquadra-se o exercício de sua titularidade como caráter
interino. O titular interino não atua como delegado do serviço
notarial e de registro porque não preenche os requisitos para
9
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vigência da atual CF/88, foi observada a irregularidade
constante da ausência do prévio e necessário certame
público.
23. Assegurou-se, assim, a moralidade na
administração pública.
24. Ademais, tem-se que observado o devido
processo legal, porque, nos autos do Proc. CNJ 384-41.2010
foi oportunizada a ampla defesa e o contraditório, com a
necessária e direta intimação das serventias, o que ocorreu
de forma individualizada para a referida serventia. (...)’
Também não subsiste o argumento concernente à lesão
oriunda de decisão proferida de forma monocrática, nos autos
do pedido de providências nº 0000384.41.2010.2.00.0000, pois o
juízo monocrático foi devidamente fundamentado e encontra
amparo nos termos do art. 25, IX, do RICNJ, in verbis:
‘Art. 25 São atribuições do Relator:
(…)
IX - indeferir, monocraticamente, recurso, quando
intempestivo ou manifestamente incabível’.
No tocante ao teto remuneratório imposto pela autoridade
impetrada, melhor sorte não assiste à impetrante.
Não vislumbro ilegalidade na incidência do teto
remuneratório máximo dos servidores públicos aos interinos
responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais.
Isso porque, tendo em vista a situação inconstitucional
ostentada pela impetrante, que, após a promulgação da CF/88,
ingressou no exercício da titularidade de serventia sem prévia
aprovação em concurso, mostra-se absolutamente legítima a
limitação dos rendimentos que aufere ao teto constitucional
estabelecido pela Constituição Federal.
Enquadra-se o exercício de sua titularidade como caráter
interino. O titular interino não atua como delegado do serviço
notarial e de registro porque não preenche os requisitos para
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26
Relatório
MS 30180 AGR / DF
tanto.
Age, portanto, como preposto do Estado delegante e,
nessa condição, deve se submeter aos limites remuneratórios
previstos para os agentes estatais, não se lhe aplicando o regime
remuneratório previsto para os delegados do serviço público
extrajudicial (art. 28 da Lei nº 8.935/1994).
Nesse ponto, as informações prestadas pela autoridade
coatora são elucidativas:
‘38. Quanto à limitação dos rendimentos do interino
ao teto dos servidores públicos estaduais, cumpre ressaltar
que o delegado de serviço público extrajudicial é: a) o
cidadão aprovado em concurso público realizado na
forma do artigo 236 da Constituição Federal; b) o
substituto que preencheu os requisitos do artigo 208 da
Constituição Federal de 1967 em serviço extrajudicial que
vagou antes da vigência da Constituição Federal de 1988
(e por isso assumiu a condição de titular) e, ainda; c)
aquele que foi nomeado titular antes da vigência da
Constituição atual, na forma do artigo 47 da Lei n.
8.935/1994. A todos estes aplica-se o regime remuneratório
previsto no artigo 28 da Lei n. 8.935/1994.
39. Conforme dispõe o artigo 3º da Lei n. 8.935/1994,
dá-se a denominação de notário ou registrador àquele a
quem é delegado o exercício de atividade notarial e de
registro. Os demais são interinos.
40. O delegado não é servidor público, conforme já
reconheceu esse C. Supremo Tribunal Federal na Ação
Direta de Inconstitucionalidade n. 2.602.
41. Quando desprovido de delegado, o serviço é
revertido ao poder delegante. Em consequência, os
direitos e privilégios inerentes à delegação, inclusive a
renda obtida com o serviço, pertencem ao Poder Público.
42. O responsável pelo expediente de serviço
extrajudicial que não está classificado dentre os providos
por delegado é um preposto interino do Estado delegante,
10
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tanto.
Age, portanto, como preposto do Estado delegante e,
nessa condição, deve se submeter aos limites remuneratórios
previstos para os agentes estatais, não se lhe aplicando o regime
remuneratório previsto para os delegados do serviço público
extrajudicial (art. 28 da Lei nº 8.935/1994).
Nesse ponto, as informações prestadas pela autoridade
coatora são elucidativas:
‘38. Quanto à limitação dos rendimentos do interino
ao teto dos servidores públicos estaduais, cumpre ressaltar
que o delegado de serviço público extrajudicial é: a) o
cidadão aprovado em concurso público realizado na
forma do artigo 236 da Constituição Federal; b) o
substituto que preencheu os requisitos do artigo 208 da
Constituição Federal de 1967 em serviço extrajudicial que
vagou antes da vigência da Constituição Federal de 1988
(e por isso assumiu a condição de titular) e, ainda; c)
aquele que foi nomeado titular antes da vigência da
Constituição atual, na forma do artigo 47 da Lei n.
8.935/1994. A todos estes aplica-se o regime remuneratório
previsto no artigo 28 da Lei n. 8.935/1994.
39. Conforme dispõe o artigo 3º da Lei n. 8.935/1994,
dá-se a denominação de notário ou registrador àquele a
quem é delegado o exercício de atividade notarial e de
registro. Os demais são interinos.
40. O delegado não é servidor público, conforme já
reconheceu esse C. Supremo Tribunal Federal na Ação
Direta de Inconstitucionalidade n. 2.602.
41. Quando desprovido de delegado, o serviço é
revertido ao poder delegante. Em consequência, os
direitos e privilégios inerentes à delegação, inclusive a
renda obtida com o serviço, pertencem ao Poder Público.
42. O responsável pelo expediente de serviço
extrajudicial que não está classificado dentre os providos
por delegado é um preposto interino do Estado delegante,
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
e como tal não pode apropriar-se da renda de um serviço
público cuja delegação reverteu para o Estado e como
Estado permanecerá até que nova delegação seja
efetivada’.
Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: MS
29.039/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
3/6/13; MS 28.815/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux,
DJe de 13/8/13; e MS 29.283/DF-MC, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJe de 22/11/10.
Ante o exposto, na linha da jurisprudência desta Corte,
nego seguimento ao presente mandado de segurança (art. 21, §
1º, RISTF), cassando a liminar anteriormente deferida.
Prejudicado o recurso de agravo.”
Nas razões do recurso, a agravante alega que houve equívoco na
decisão agravada, tendo em vista a anulação da efetivação da agravante
na serventia.
Sustenta ofensa ao princípio da ampla defesa e do contraditório pelo
fato de um terceiro, estranho, questionar a efetivação na serventia.
Afirma que o recurso interposto perante o CNJ deveria ter sido
encaminhado para julgamento em Plenário. Assim, a decisão monocrática
do corregedor violaria a reserva de competência do Plenário.
Assevera ter ingressado no serviço notarial sob a égide da
Constituição de 1967.
Reitera os fundamentos acerca da suposta inaplicabilidade do teto
constitucional, pois ”a aplicação do teto remuneratório importa na
forçosa admissão de modalidade de execução de serviços notariais e de
registro sob o regime estatutário”.
Argumenta, por fim, a legalidade da sua efetivação como titular da
serventia.
Pondera a boa-fé do agravante e o fato de o prazo para anulação do
ato administrativo de efetivação encontrar-se submetido ao regime
decadencial do art. 54 da Lei nº 9.784/99.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
11
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MS 30180 AGR / DF
e como tal não pode apropriar-se da renda de um serviço
público cuja delegação reverteu para o Estado e como
Estado permanecerá até que nova delegação seja
efetivada’.
Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: MS
29.039/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
3/6/13; MS 28.815/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux,
DJe de 13/8/13; e MS 29.283/DF-MC, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJe de 22/11/10.
Ante o exposto, na linha da jurisprudência desta Corte,
nego seguimento ao presente mandado de segurança (art. 21, §
1º, RISTF), cassando a liminar anteriormente deferida.
Prejudicado o recurso de agravo.”
Nas razões do recurso, a agravante alega que houve equívoco na
decisão agravada, tendo em vista a anulação da efetivação da agravante
na serventia.
Sustenta ofensa ao princípio da ampla defesa e do contraditório pelo
fato de um terceiro, estranho, questionar a efetivação na serventia.
Afirma que o recurso interposto perante o CNJ deveria ter sido
encaminhado para julgamento em Plenário. Assim, a decisão monocrática
do corregedor violaria a reserva de competência do Plenário.
Assevera ter ingressado no serviço notarial sob a égide da
Constituição de 1967.
Reitera os fundamentos acerca da suposta inaplicabilidade do teto
constitucional, pois ”a aplicação do teto remuneratório importa na
forçosa admissão de modalidade de execução de serviços notariais e de
registro sob o regime estatutário”.
Argumenta, por fim, a legalidade da sua efetivação como titular da
serventia.
Pondera a boa-fé do agravante e o fato de o prazo para anulação do
ato administrativo de efetivação encontrar-se submetido ao regime
decadencial do art. 54 da Lei nº 9.784/99.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
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Relatório
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presente recurso.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
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presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, porque a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema, conforme amplamente demonstrado
em juízo singular.
O entendimento desta Suprema Corte firmou-se no sentido de ser
imprescindível a observância da regra da prévia aprovação em concurso
público para “o ingresso originário no serviço estatal ou o provimento em
cargos administrativos diversos daqueles para os quais o servidor público
foi admitido” (ADI nº 1.350/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso
de Mello, DJ de 1º/12/06).
Esta Corte firmou o entendimento de que o escrevente substituto
não possui direito adquirido a ser efetivado, sem prévia aprovação em
concurso público, no cargo de titular de serventia extrajudicial quando a
vacância da função de titular haja ocorrido já sob a égide da Constituição
Federal de 1988, situação dos autos.
Cito precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. SUBSTITUTO DO
TITULAR DE SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. VACÂNCIA
APÓS A VIGÊNCIA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
DE 1988: INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A SER
EFETIVADO NO CARGO DE TITULAR. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou
que o substituto do titular de serventia extrajudicial não tem
direito adquirido a ser efetivado no cargo de titular na hipótese
de ter ocorrido a vacância após a vigência da Constituição da
República de 1998, que exige a realização de concurso público
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, porque a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema, conforme amplamente demonstrado
em juízo singular.
O entendimento desta Suprema Corte firmou-se no sentido de ser
imprescindível a observância da regra da prévia aprovação em concurso
público para “o ingresso originário no serviço estatal ou o provimento em
cargos administrativos diversos daqueles para os quais o servidor público
foi admitido” (ADI nº 1.350/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso
de Mello, DJ de 1º/12/06).
Esta Corte firmou o entendimento de que o escrevente substituto
não possui direito adquirido a ser efetivado, sem prévia aprovação em
concurso público, no cargo de titular de serventia extrajudicial quando a
vacância da função de titular haja ocorrido já sob a égide da Constituição
Federal de 1988, situação dos autos.
Cito precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. SUBSTITUTO DO
TITULAR DE SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. VACÂNCIA
APÓS A VIGÊNCIA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
DE 1988: INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A SER
EFETIVADO NO CARGO DE TITULAR. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou
que o substituto do titular de serventia extrajudicial não tem
direito adquirido a ser efetivado no cargo de titular na hipótese
de ter ocorrido a vacância após a vigência da Constituição da
República de 1998, que exige a realização de concurso público
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
para o ingresso na atividade notarial e de registro” (RE nº
566.314/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 3/3/11).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3.
Serventia extrajudicial. Substituto. Efetivação no cargo do
titular. Direito adquirido. Vacância ocorrida na vigência da
Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 654.228/MG-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
18/4/08).
O STF possui jurisprudência pacífica no sentido da
autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88, e, portanto, no de que, após
a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o
acesso a serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso
público.
Vide precedente em caso análogo ao presente:
“CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL.
PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA COM CARGO
PÚBLICO JUDICIAL DE OUTRA NATUREZA, SEM
CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ARTIGO 236 E
PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS
AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO
ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO
DECADENCIAL DO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
PRECEDENTES DO PLENÁRIO.
1. É firme a jurisprudência do STF (v.g.: MS 28.371, Min.
JOAQUIM BARBOSA, DJe de 27.02.2013) e MS 28.279, Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 29.04.2011), no sentido de que o art.
236, caput, e o seu § 3º da CF/88 são normas autoaplicáveis, que
incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo
efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994.
Assim, a partir de 05.10.1988, o concurso público é pressuposto
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260651.
Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
para o ingresso na atividade notarial e de registro” (RE nº
566.314/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 3/3/11).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3.
Serventia extrajudicial. Substituto. Efetivação no cargo do
titular. Direito adquirido. Vacância ocorrida na vigência da
Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 654.228/MG-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
18/4/08).
O STF possui jurisprudência pacífica no sentido da
autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88, e, portanto, no de que, após
a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o
acesso a serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso
público.
Vide precedente em caso análogo ao presente:
“CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL.
PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA COM CARGO
PÚBLICO JUDICIAL DE OUTRA NATUREZA, SEM
CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ARTIGO 236 E
PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS
AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO
ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO
DECADENCIAL DO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
PRECEDENTES DO PLENÁRIO.
1. É firme a jurisprudência do STF (v.g.: MS 28.371, Min.
JOAQUIM BARBOSA, DJe de 27.02.2013) e MS 28.279, Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 29.04.2011), no sentido de que o art.
236, caput, e o seu § 3º da CF/88 são normas autoaplicáveis, que
incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo
efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994.
Assim, a partir de 05.10.1988, o concurso público é pressuposto
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais,
inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente
a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida Lei, com
a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002.
2. É igualmente firme a jurisprudência do STF no sentido
de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime
jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da
exercida por servidores públicos, cujos cargos não se
confundem (ADI 4140, Min. ELLEN GRACIE, Plenário, DJe de
20.09.2011; ADI 2.891-MC, Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,
Plenário, DJ de 27.06.2003; ADI 2602, Min. JOAQUIM
BARBOSA, Plenário, DJ de 31.03.2006; e ADI 865-MC, Min.
CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 08.04.1994).
3. O Plenário do STF, em reiterados julgamentos, assentou
o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos,
de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão
de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após
a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências
prescritas no seu art. 236. Nesse sentido: MS 28.279 DF, Min.
ELLEN GRACIE, DJe 29.04.2011 (‘Situações flagrantemente
inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial
sem a devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o
art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das
determinações insertas na Constituição Federal’); MS 28.371-
AgRg, Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ 27.02.13 (‘a regra de
decadência é inaplicável ao controle administrativo feito pelo
Conselho nacional de Justiça nos casos em que a delegação
notarial ocorreu após a promulgação da Constituição de 1988,
sem anterior aprovação em concurso público de provas’; e MS
28.273, Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 21.02.2013 (‘o
exame da investidura na titularidade de cartório sem concurso
público não está sujeito ao prazo previsto no art. 54 da Lei
9.784/1999’).
4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada
que considerou ilegítimo o provimento de serventia
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais,
inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente
a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida Lei, com
a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002.
2. É igualmente firme a jurisprudência do STF no sentido
de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime
jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da
exercida por servidores públicos, cujos cargos não se
confundem (ADI 4140, Min. ELLEN GRACIE, Plenário, DJe de
20.09.2011; ADI 2.891-MC, Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,
Plenário, DJ de 27.06.2003; ADI 2602, Min. JOAQUIM
BARBOSA, Plenário, DJ de 31.03.2006; e ADI 865-MC, Min.
CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 08.04.1994).
3. O Plenário do STF, em reiterados julgamentos, assentou
o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos,
de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão
de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após
a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências
prescritas no seu art. 236. Nesse sentido: MS 28.279 DF, Min.
ELLEN GRACIE, DJe 29.04.2011 (‘Situações flagrantemente
inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial
sem a devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o
art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das
determinações insertas na Constituição Federal’); MS 28.371-
AgRg, Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ 27.02.13 (‘a regra de
decadência é inaplicável ao controle administrativo feito pelo
Conselho nacional de Justiça nos casos em que a delegação
notarial ocorreu após a promulgação da Constituição de 1988,
sem anterior aprovação em concurso público de provas’; e MS
28.273, Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 21.02.2013 (‘o
exame da investidura na titularidade de cartório sem concurso
público não está sujeito ao prazo previsto no art. 54 da Lei
9.784/1999’).
4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada
que considerou ilegítimo o provimento de serventia
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MS 30180 AGR / DF
extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta com
cargo público de outra natureza, realizada entre membros da
mesma família, com ofensa ao art. 236, § 3º, da Constituição.
5. Agravo regimental desprovido” (MS nº 28.440 AgR/DF,
Plenário, Relator o Ministro Teori Zavascki, Julgamento em
19/6/13).
Afasto também as alegações de decadência, pois, em situações de
flagrante inconstitucionalidade, não cabe invocar a incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das
determinações insertas na Constituição Federal.
Em especial, para corroborar esse entendimento, vide ementa do MS
nº 28.279/DF, de relatoria da eminente Ministra Ellen Gracie:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL.
DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA
IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE.
SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA
APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3º,
da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos
da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a
concurso público para o devido provimento d e serventias
extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3.
Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994
teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4.
Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo
Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso
público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade
126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992;
363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ
4
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta com
cargo público de outra natureza, realizada entre membros da
mesma família, com ofensa ao art. 236, § 3º, da Constituição.
5. Agravo regimental desprovido” (MS nº 28.440 AgR/DF,
Plenário, Relator o Ministro Teori Zavascki, Julgamento em
19/6/13).
Afasto também as alegações de decadência, pois, em situações de
flagrante inconstitucionalidade, não cabe invocar a incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das
determinações insertas na Constituição Federal.
Em especial, para corroborar esse entendimento, vide ementa do MS
nº 28.279/DF, de relatoria da eminente Ministra Ellen Gracie:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL.
DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA
IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE.
SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA
APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3º,
da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos
da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a
concurso público para o devido provimento d e serventias
extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3.
Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994
teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4.
Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo
Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso
público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade
126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992;
363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa,
Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário,
DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida
submissão a concurso público não podem e não devem ser
superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei
9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas
na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência
consolidada da Suprema Corte no sentido de que não há direito
adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na
redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando
a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de
1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio
Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min.
Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP,
rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-
AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG,
rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-AgR/MG, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP,
rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e
566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de
Instrumento 654.228-AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes,
Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de
direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da
Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3º, exige
expressamente a realização de concurso público de provas e
títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os
princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da
impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas.
9. Segurança denegada” (MS 28.279/DF, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11).
5
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa,
Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário,
DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida
submissão a concurso público não podem e não devem ser
superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei
9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas
na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência
consolidada da Suprema Corte no sentido de que não há direito
adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na
redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando
a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de
1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio
Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min.
Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP,
rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-
AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG,
rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-AgR/MG, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP,
rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e
566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de
Instrumento 654.228-AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes,
Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de
direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da
Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3º, exige
expressamente a realização de concurso público de provas e
títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os
princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da
impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas.
9. Segurança denegada” (MS 28.279/DF, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11).
5
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MS 30180 AGR / DF
No que se refere à boa fé e à ilegalidade do ato coator, melhor sorte
não assiste ao agravante.
Irretocáveis, nesse ponto, as razões de decidir da decisão
monocrática:
“Entendo, por conseguinte, ilegítimo invocar os princípios
da confiança e da boa-fé para amparar a presente impetração,
uma vez que a matéria em questão está inserida na ordem
constitucional, a todos imposta de forma equânime.
Sou francamente partidário da necessidade de concurso
público como elemento nuclear da formação de vínculos
efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Eventuais
situações de excepcionalidade, reconhecidas pelo STF, como no
caso INFRAERO (MS 22357, Relator Min. GILMAR MENDES,
Tribunal Pleno, julgado em 27/05/2004, DJ 05-11-2004), não
podem ser dilatadas para toda e qualquer hipótese de fato.
A regra é o concurso público, isonômico e universal.
Ademais, no que se refere ao problema da boa-fé e da
eficácia continuativa das relações jurídicas, entendo que não
pode haver
usucapião de constitucionalidade. A
obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é
possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de
seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de
autoridades públicas.”
Ademais, no tocante ao teto remuneratório imposto pela autoridade
impetrada, nada a prover.
Tal como asseverado na decisão agravada, não há ilegalidade na
incidência do teto remuneratório máximo dos servidores públicos aos
interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais.
Legítima é a limitação dos rendimentos ao teto estabelecido pela
Constituição Federal, tendo em vista a inconstitucionalidade da situação
ostentada pela impetrante, ora agravante, a qual, após a promulgação da
CF/88, ingressou no exercício da titularidade de serventia sem prévia
aprovação em concurso. O exercício de sua titularidade, portanto, é
6
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No que se refere à boa fé e à ilegalidade do ato coator, melhor sorte
não assiste ao agravante.
Irretocáveis, nesse ponto, as razões de decidir da decisão
monocrática:
“Entendo, por conseguinte, ilegítimo invocar os princípios
da confiança e da boa-fé para amparar a presente impetração,
uma vez que a matéria em questão está inserida na ordem
constitucional, a todos imposta de forma equânime.
Sou francamente partidário da necessidade de concurso
público como elemento nuclear da formação de vínculos
efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Eventuais
situações de excepcionalidade, reconhecidas pelo STF, como no
caso INFRAERO (MS 22357, Relator Min. GILMAR MENDES,
Tribunal Pleno, julgado em 27/05/2004, DJ 05-11-2004), não
podem ser dilatadas para toda e qualquer hipótese de fato.
A regra é o concurso público, isonômico e universal.
Ademais, no que se refere ao problema da boa-fé e da
eficácia continuativa das relações jurídicas, entendo que não
pode haver
usucapião de constitucionalidade. A
obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é
possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de
seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de
autoridades públicas.”
Ademais, no tocante ao teto remuneratório imposto pela autoridade
impetrada, nada a prover.
Tal como asseverado na decisão agravada, não há ilegalidade na
incidência do teto remuneratório máximo dos servidores públicos aos
interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais.
Legítima é a limitação dos rendimentos ao teto estabelecido pela
Constituição Federal, tendo em vista a inconstitucionalidade da situação
ostentada pela impetrante, ora agravante, a qual, após a promulgação da
CF/88, ingressou no exercício da titularidade de serventia sem prévia
aprovação em concurso. O exercício de sua titularidade, portanto, é
6
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exercido em caráter interino.
O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de
registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade,
como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos
limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se-lhe
aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço
público extrajudicial (art. 28 da Lei nº 8.935/1994).
Nesse ponto, as informações prestadas pela autoridade coatora são
elucidativas:
“Quanto à limitação dos rendimentos do interino ao teto
dos servidores públicos estaduais, cumpre ressaltar que o
delegado de serviço público extrajudicial é: a) o cidadão
aprovado em concurso público realizado na forma do artigo 236
da Constituição Federal; b) o substituto que preencheu os
requisitos do artigo 208 da Constituição Federal de 1967 em
serviço extrajudicial que vagou antes da vigência da
Constituição Federal de 1988 (e por isso assumiu a condição de
titular) e, ainda; c) aquele que foi nomeado titular antes da
vigência da Constituição atual, na forma do artigo 47 da Lei n.
8.935/1994. A todos estes aplica-se o regime remuneratório
previsto no artigo 28 da Lei n. 8.935/1994.
Conforme dispõe o artigo 3º da Lei n. 8.935/1994, dá-se a
denominação de notário ou registrador àquele a quem é
delegado o exercício de atividade notorial e de registro. Os
demais são interinos.
O delegado não é servidor público, conforme já
reconheceu esse C. Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de
Inconstitucionalidade n. 2.602.
Quando desprovido de delegado, o serviço é revertido ao
poder delegante. Em consequência, os direitos e privilégios
inerentes à delegação, inclusive a renda obtida com o serviço,
pertencem ao Poder Público.
O responsável pelo expediente de serviço extrajudicial que
não está classificado dentre os providos por delegado é um
preposto interino do Estado delegante, e como tal não pode
7
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260651.
Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
exercido em caráter interino.
O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de
registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade,
como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos
limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se-lhe
aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço
público extrajudicial (art. 28 da Lei nº 8.935/1994).
Nesse ponto, as informações prestadas pela autoridade coatora são
elucidativas:
“Quanto à limitação dos rendimentos do interino ao teto
dos servidores públicos estaduais, cumpre ressaltar que o
delegado de serviço público extrajudicial é: a) o cidadão
aprovado em concurso público realizado na forma do artigo 236
da Constituição Federal; b) o substituto que preencheu os
requisitos do artigo 208 da Constituição Federal de 1967 em
serviço extrajudicial que vagou antes da vigência da
Constituição Federal de 1988 (e por isso assumiu a condição de
titular) e, ainda; c) aquele que foi nomeado titular antes da
vigência da Constituição atual, na forma do artigo 47 da Lei n.
8.935/1994. A todos estes aplica-se o regime remuneratório
previsto no artigo 28 da Lei n. 8.935/1994.
Conforme dispõe o artigo 3º da Lei n. 8.935/1994, dá-se a
denominação de notário ou registrador àquele a quem é
delegado o exercício de atividade notorial e de registro. Os
demais são interinos.
O delegado não é servidor público, conforme já
reconheceu esse C. Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de
Inconstitucionalidade n. 2.602.
Quando desprovido de delegado, o serviço é revertido ao
poder delegante. Em consequência, os direitos e privilégios
inerentes à delegação, inclusive a renda obtida com o serviço,
pertencem ao Poder Público.
O responsável pelo expediente de serviço extrajudicial que
não está classificado dentre os providos por delegado é um
preposto interino do Estado delegante, e como tal não pode
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
apropriar-se da renda de um serviço público cuja delegação
reverteu para o Estado e como Estado permanecerá até que
nova delegação seja efetivada”
Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: MS 29.039/DF-
MC-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/6/13; MS
28.815/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/8/13; e MS
29.283/DF-MC, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/11/10.
Razão jurídica não assiste à impetrante quanto à suposta violação
dos princípios da ampla defesa e do contraditório. Isso porque, consoante
amplamente demonstrado na decisão agravada, não há qualquer indício
de ofensa a tais princípios constitucionais.
Repiso os fundamentos expostos na decisão ora agravada:
“Consigno que não está evidenciado nos autos qualquer
prejuízo no curso do procedimento administrativo que
implique em desvirtuamento do devido processo legal, ou
mesmo, em cerceamento da ampla defesa, em virtude da
incontroversa participação da impetrante no âmbito
administrativo.
Por oportuno, reproduzo trechos da Petição nº 70297/11,
em que o c. CNJ manifesta-se sobre as peculiaridades do caso,
in verbis:
‘(...)
18. Segundo informações constantes da relação
provisória publicada em 24/1/10, bem como junto ao
sistema de informações cartorárias do CNJ, o Cartório do
4º Serviço Notarial de Cuiabá/MT (CNS 06.376-8), foi
declarado vago em virtude de nomeação irregular, sem
concurso público, nos seguintes termos: ‘Essa serventia foi
irregularmente provida após 5/10/1988 com base no artigo
208 da CF, por isso foi declarada vaga.’
19. Quando da análise das razões da peça de
Impugnação, a decisão supramencionada foi
indevidamente alterada para considerar provida a
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apropriar-se da renda de um serviço público cuja delegação
reverteu para o Estado e como Estado permanecerá até que
nova delegação seja efetivada”
Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: MS 29.039/DF-
MC-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/6/13; MS
28.815/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/8/13; e MS
29.283/DF-MC, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/11/10.
Razão jurídica não assiste à impetrante quanto à suposta violação
dos princípios da ampla defesa e do contraditório. Isso porque, consoante
amplamente demonstrado na decisão agravada, não há qualquer indício
de ofensa a tais princípios constitucionais.
Repiso os fundamentos expostos na decisão ora agravada:
“Consigno que não está evidenciado nos autos qualquer
prejuízo no curso do procedimento administrativo que
implique em desvirtuamento do devido processo legal, ou
mesmo, em cerceamento da ampla defesa, em virtude da
incontroversa participação da impetrante no âmbito
administrativo.
Por oportuno, reproduzo trechos da Petição nº 70297/11,
em que o c. CNJ manifesta-se sobre as peculiaridades do caso,
in verbis:
‘(...)
18. Segundo informações constantes da relação
provisória publicada em 24/1/10, bem como junto ao
sistema de informações cartorárias do CNJ, o Cartório do
4º Serviço Notarial de Cuiabá/MT (CNS 06.376-8), foi
declarado vago em virtude de nomeação irregular, sem
concurso público, nos seguintes termos: ‘Essa serventia foi
irregularmente provida após 5/10/1988 com base no artigo
208 da CF, por isso foi declarada vaga.’
19. Quando da análise das razões da peça de
Impugnação, a decisão supramencionada foi
indevidamente alterada para considerar provida a
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MS 30180 AGR / DF
serventia. Na oportunidade, foi publicada a seguinte
decisão:
‘Analisada a documentação encaminhada ao PP
nº 0000384-41.2010.2.00.0000, verificou-se que há
declaração de vacância, desconstituição de
delegação, inserção ou manutenção em concurso
que, até 9/6/09 foi objeto de decisão administrativa
do CNJ em sentido diverso’.
20. Entretanto, quando da manifestação apresentada
pelo Sr. Humberto Monteiro da Costa, o equívoco retro foi
devidamente retificado para declarar a vacância da
serventia. Com acerto, foi observado o fato de a
Impetrante ter passado a responder pela serventia apenas
em 20/6/96, já na vigência da atual Constituição Federal e
sem aprovação em concurso público, mas apenas em
decorrência da aposentadoria da anterior titular, tudo
conforme decisão abaixo transcrita: (…)
21. Ao que se vê, os motivos pelos quais a remoção
foi considerada irregular estão explicitados na própria
decisão atacada, que fez respeitar a exigência de concurso
público, explicitada desde 1988 no §3º do artigo 236 da
Constituição Federal, norma auto-aplicável quanto à
exigência do concurso, pois tanto para o ingresso quanto
para a remoção, é indispensável a realização do concurso
(ADI 126, Rel. Min. Octavio Gallotti; ADI 3.978, Min. Eros
Grau).
22. Considerando que a nomeação ocorreu já na
vigência da atual CF/88, foi observada a irregularidade
constante da ausência do prévio e necessário certame
público.
23. Assegurou-se, assim, a moralidade na
administração pública.
24. Ademais, tem-se que observado o devido
processo legal, porque, nos autos do Proc. CNJ 384-41.2010
9
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decisão:
‘Analisada a documentação encaminhada ao PP
nº 0000384-41.2010.2.00.0000, verificou-se que há
declaração de vacância, desconstituição de
delegação, inserção ou manutenção em concurso
que, até 9/6/09 foi objeto de decisão administrativa
do CNJ em sentido diverso’.
20. Entretanto, quando da manifestação apresentada
pelo Sr. Humberto Monteiro da Costa, o equívoco retro foi
devidamente retificado para declarar a vacância da
serventia. Com acerto, foi observado o fato de a
Impetrante ter passado a responder pela serventia apenas
em 20/6/96, já na vigência da atual Constituição Federal e
sem aprovação em concurso público, mas apenas em
decorrência da aposentadoria da anterior titular, tudo
conforme decisão abaixo transcrita: (…)
21. Ao que se vê, os motivos pelos quais a remoção
foi considerada irregular estão explicitados na própria
decisão atacada, que fez respeitar a exigência de concurso
público, explicitada desde 1988 no §3º do artigo 236 da
Constituição Federal, norma auto-aplicável quanto à
exigência do concurso, pois tanto para o ingresso quanto
para a remoção, é indispensável a realização do concurso
(ADI 126, Rel. Min. Octavio Gallotti; ADI 3.978, Min. Eros
Grau).
22. Considerando que a nomeação ocorreu já na
vigência da atual CF/88, foi observada a irregularidade
constante da ausência do prévio e necessário certame
público.
23. Assegurou-se, assim, a moralidade na
administração pública.
24. Ademais, tem-se que observado o devido
processo legal, porque, nos autos do Proc. CNJ 384-41.2010
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
foi oportunizada a ampla defesa e o contraditório, com a
necessária e direta intimação das serventias, o que ocorreu
de forma individualizada para a referida serventia. (...)’
Também não subsiste o argumento concernente à lesão
oriunda de decisão proferida de forma monocrática, nos autos
do pedido de providências nº 0000384.41.2010.2.00.0000, pois o
juízo monocrático foi devidamente fundamentado e encontra
amparo nos termos do art. 25, IX, do RICNJ, in verbis:
‘Art. 25 São atribuições do Relator:
(…)
IX - indeferir, monocraticamente, recurso, quando
intempestivo ou manifestamente incabível’.”
Saliente-se, por fim, que nos autos do MS nº 29.192/DF, esta Corte
proferiu acórdão sobre situação semelhante à presente, tendo decidido
pela denegação da ordem, em julgado assim ementado:
“Direito
Constitucional.
Serventia
extrajudicial.
Provimento originário sem prévia aprovação em concurso
público. Submissão da remuneração do responsável interino
pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. Ordem
denegada. 1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88. 2.
Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é
inconstitucional o acesso aos serviços notarial e de registro sem
prévia aprovação em concurso público. 3. O titular interino não
atua como delegado do serviço notarial e de registro porque
não preenche os requisitos para tanto. Age, em verdade, como
preposto do Poder Público e, nessa condição, deve submeter-se
aos limites remuneratórios previstos para os agentes estatais,
não se lhe aplicando o regime remuneratório previsto para os
delegados do serviço público extrajudicial (art. 28 da Lei nº
8.935/94). 4. Ordem denegada” (MS 29192/DF, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14).
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foi oportunizada a ampla defesa e o contraditório, com a
necessária e direta intimação das serventias, o que ocorreu
de forma individualizada para a referida serventia. (...)’
Também não subsiste o argumento concernente à lesão
oriunda de decisão proferida de forma monocrática, nos autos
do pedido de providências nº 0000384.41.2010.2.00.0000, pois o
juízo monocrático foi devidamente fundamentado e encontra
amparo nos termos do art. 25, IX, do RICNJ, in verbis:
‘Art. 25 São atribuições do Relator:
(…)
IX - indeferir, monocraticamente, recurso, quando
intempestivo ou manifestamente incabível’.”
Saliente-se, por fim, que nos autos do MS nº 29.192/DF, esta Corte
proferiu acórdão sobre situação semelhante à presente, tendo decidido
pela denegação da ordem, em julgado assim ementado:
“Direito
Constitucional.
Serventia
extrajudicial.
Provimento originário sem prévia aprovação em concurso
público. Submissão da remuneração do responsável interino
pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. Ordem
denegada. 1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88. 2.
Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é
inconstitucional o acesso aos serviços notarial e de registro sem
prévia aprovação em concurso público. 3. O titular interino não
atua como delegado do serviço notarial e de registro porque
não preenche os requisitos para tanto. Age, em verdade, como
preposto do Poder Público e, nessa condição, deve submeter-se
aos limites remuneratórios previstos para os agentes estatais,
não se lhe aplicando o regime remuneratório previsto para os
delegados do serviço público extrajudicial (art. 28 da Lei nº
8.935/94). 4. Ordem denegada” (MS 29192/DF, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
Destarte, as razões do presente agravo não infirmam a
fundamentação expendida quando da prolação da decisão agravada, a
qual subsiste na íntegra.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
Destarte, as razões do presente agravo não infirmam a
fundamentação expendida quando da prolação da decisão agravada, a
qual subsiste na íntegra.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S) : LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S) : LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7302834
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-21T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
|
EMENTA
Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso público. Submissão da remuneração do responsável interino pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. Agravo regimental não provido.
1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88. Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o acesso aos serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso público.
2. O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade, como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se lhe aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço público extrajudicial (art. 28 da Lei nº 8.935/1994). Precedente: MS nº 29.192/DF, Relator o Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur285824
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CONCURSO PÚBLICO, ATIVIDADE NOTARIAL)
MS 29192 (1ªT).
(PRINCÍPIO DO CONCURSO PÚBLICO)
ADI 1350 (TP).
(AUSÊNCIA, DIREITO ADQUIRIDO, TITULARIDADE, SERVENTIA EXTRAJUDICIAL)
AI 654228 AgR (2ªT), RE 566314 AgR (1ªT).
(SERVENTIA EXTRAJUDICIAL, CONCURSO PÚBLICO, NORMA CONSTITUCIONAL, AUTOAPLICABILIDADE)
MS 28440 AGR (TP).
(INAPLICABIILIDADE, DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA, ATO MANIFESTAMENTE INCONSTITUCIONAL)
MS 28279 (TP).
- Decisões monocráticas citadas:
(TETO REMUNERATÓRIO, DELEGADO DO SERVIÇO NOTARIAL E DE REGISTRO, INTERINO)
MS 29283 MC, MS 29039 MC-AgR, MS 28815 MC-AgR.
Número de páginas: 26.
Análise: 05/12/2014, JOS.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
30180
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00236 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008935 ANO-1994\n ART-00028\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO"
] |
MS-AgR
|
acordaos
|
MS 30180 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S) : LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S)
:CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
EMENTA
Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia
extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso
público. Submissão da remuneração do responsável interino pela
serventia extrajudicial ao teto constitucional. Agravo regimental não
provido.
1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88. Após a
promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o acesso
aos serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso
público.
2. O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de
registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade,
como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos
limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se lhe
aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço
público extrajudicial (art. 28 da Lei n 8.935/1994). Precedente: MS n
29.192/DF, Relator o Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260653.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26
Ementa e Acórdão
MS 30180 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260653.
Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S)
:CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA com o objetivo
de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão
monocrática de minha relatoria com a qual neguei seguimento ao
mandado de segurança. Transcrevo os fundamentos da decisão ora
agravada, na parte de interesse:
“O entendimento desta Suprema Corte firmou-se no
sentido de ser imprescindível a observância da regra da prévia
aprovação em concurso público para ‘o ingresso originário no
serviço estatal ou o provimento em cargos administrativos
diversos daqueles para os quais o servidor público foi admitido’
(ADI n 1.350/RO, Relator o Ministro Celso de Mello, Tribunal
Pleno, DJ de 1.../12/06).
O Supremo Tribunal Federal possui jurisprudência pacífica no sentido da
autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, e, portanto, de
que, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é
inconstitucional o acesso a serviços notarial e de registro sem
prévia aprovação em concurso público.
Em caso análogo ao presente, vide recente precedente do
Plenário desta Suprema Corte no sentido da obrigatoriedade de
observância à regra da prévia aprovação em concurso público:
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S)
:LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S)
:CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S)
:RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cuida-se de agravo regimental em mandado de segurança
interposto por OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA com o objetivo
de submeter ao crivo do colegiado do Supremo Tribunal Federal decisão
monocrática de minha relatoria com a qual neguei seguimento ao
mandado de segurança. Transcrevo os fundamentos da decisão ora
agravada, na parte de interesse:
“O entendimento desta Suprema Corte firmou-se no
sentido de ser imprescindível a observância da regra da prévia
aprovação em concurso público para ‘o ingresso originário no
serviço estatal ou o provimento em cargos administrativos
diversos daqueles para os quais o servidor público foi admitido’
(ADI n 1.350/RO, Relator o Ministro Celso de Mello, Tribunal
Pleno, DJ de 1.../12/06).
O Supremo Tribunal Federal possui jurisprudência pacífica no sentido da
autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, e, portanto, de
que, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é
inconstitucional o acesso a serviços notarial e de registro sem
prévia aprovação em concurso público.
Em caso análogo ao presente, vide recente precedente do
Plenário desta Suprema Corte no sentido da obrigatoriedade de
observância à regra da prévia aprovação em concurso público:
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
’CONSTITUCIONAL.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL.
PROVIMENTO,
MEDIANTE
PERMUTA COM CARGO PÚBLICO JUDICIAL DE
OUTRA NATUREZA, SEM CONCURSO PÚBLICO.
ILEGITIMIDADE. ARTIGO 236 E PARÁGRAFOS DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL:
NORMAS
AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS,
MESMO
ANTES
DA
LEI
9.835/1994.
INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO
ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO
PLENÁRIO.
1. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (v.g.: MS 28.371,
Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 27.02.2013) e MS
28.279, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 29.04.2011), no
sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3... da Constituição Federal de 1988/88 são
normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente
desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto,
mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir
de 05.10.1988, o concurso público é pressuposto
inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais,
inclusive em se tratando de remoção, observado,
relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16
da referida Lei, com a redação que lhe deu a Lei
10.506/2002.
2. É igualmente firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a
regime jurídico de caráter privado, é essencialmente
distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos
não se confundem (ADI 4140, Min. ELLEN GRACIE,
Plenário, DJe de 20.09.2011; ADI 2.891-MC, Min.
SEPÚLVEDA PERTENCE, Plenário, DJ de 27.06.2003; ADI
2602, Min. JOAQUIM BARBOSA, Plenário, DJ de
31.03.2006; e ADI 865-MC, Min. CELSO DE MELLO,
Plenário, DJ de 08.04.1994).
3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em reiterados julgamentos,
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
’CONSTITUCIONAL.
SERVENTIA
EXTRAJUDICIAL.
PROVIMENTO,
MEDIANTE
PERMUTA COM CARGO PÚBLICO JUDICIAL DE
OUTRA NATUREZA, SEM CONCURSO PÚBLICO.
ILEGITIMIDADE. ARTIGO 236 E PARÁGRAFOS DA
CONSTITUIÇÃO
FEDERAL:
NORMAS
AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS,
MESMO
ANTES
DA
LEI
9.835/1994.
INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO
ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO
PLENÁRIO.
1. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (v.g.: MS 28.371,
Min. JOAQUIM BARBOSA, DJe de 27.02.2013) e MS
28.279, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 29.04.2011), no
sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3... da Constituição Federal de 1988/88 são
normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente
desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto,
mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir
de 05.10.1988, o concurso público é pressuposto
inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais,
inclusive em se tratando de remoção, observado,
relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16
da referida Lei, com a redação que lhe deu a Lei
10.506/2002.
2. É igualmente firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no
sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a
regime jurídico de caráter privado, é essencialmente
distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos
não se confundem (ADI 4140, Min. ELLEN GRACIE,
Plenário, DJe de 20.09.2011; ADI 2.891-MC, Min.
SEPÚLVEDA PERTENCE, Plenário, DJ de 27.06.2003; ADI
2602, Min. JOAQUIM BARBOSA, Plenário, DJ de
31.03.2006; e ADI 865-MC, Min. CELSO DE MELLO,
Plenário, DJ de 08.04.1994).
3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em reiterados julgamentos,
2
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5
(cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se
aplica à revisão de atos de delegação de serventias
extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o
atendimento das exigências prescritas no seu art. 236.
Nesse sentido: MS 28.279 DF, Min. ELLEN GRACIE, DJe
29.04.2011 (‘Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a
devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão
das determinações insertas na Constituição Federal’); MS
28.371-AgRg, Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ 27.02.13 (‘a
regra de decadência é inaplicável ao controle
administrativo feito pelo Conselho nacional de Justiça nos
casos em que a delegação notarial ocorreu após a
promulgação da Constituição de 1988, sem anterior
aprovação em concurso público de provas’; e MS 28.273,
Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 21.02.2013 (‘o
exame da investidura na titularidade de cartório sem
concurso público não está sujeito ao prazo previsto no art.
54 da Lei 9.784/1999’).
4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade
impetrada que considerou ilegítimo o provimento de
serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente
de permuta com cargo público de outra natureza,
realizada entre membros da mesma família, com ofensa ao
art. 236, § 3..., da Constituição.
5. Agravo regimental desprovido.’ (MS 28440
AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, Julgamento
em 19/6/13).
Não subsiste o direito alegado na inicial, pois impossível
atribuir-se legitimidade a qualquer acesso à função de titular de
serventia extrajudicial sem prévia aprovação em concurso
público após a promulgação da Constituição Federal de 1988,
3
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Supremo Tribunal Federal
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assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5
(cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se
aplica à revisão de atos de delegação de serventias
extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o
atendimento das exigências prescritas no seu art. 236.
Nesse sentido: MS 28.279 DF, Min. ELLEN GRACIE, DJe
29.04.2011 (‘Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a
devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão
das determinações insertas na Constituição Federal’); MS
28.371-AgRg, Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ 27.02.13 (‘a
regra de decadência é inaplicável ao controle
administrativo feito pelo Conselho nacional de Justiça nos
casos em que a delegação notarial ocorreu após a
promulgação da Constituição de 1988, sem anterior
aprovação em concurso público de provas’; e MS 28.273,
Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 21.02.2013 (‘o
exame da investidura na titularidade de cartório sem
concurso público não está sujeito ao prazo previsto no art.
54 da Lei 9.784/1999’).
4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade
impetrada que considerou ilegítimo o provimento de
serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente
de permuta com cargo público de outra natureza,
realizada entre membros da mesma família, com ofensa ao
art. 236, § 3..., da Constituição.
5. Agravo regimental desprovido.’ (MS 28440
AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, Plenário, Julgamento
em 19/6/13).
Não subsiste o direito alegado na inicial, pois impossível
atribuir-se legitimidade a qualquer acesso à função de titular de
serventia extrajudicial sem prévia aprovação em concurso
público após a promulgação da Constituição Federal de 1988,
3
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
sob pena de se transpor a ordem constitucional e de se
caminhar de encontro aos ditames preconizados pelo Estado
Democrático de Direito.
É o que a doutrina reconhece, quando aduz que:
‘(...) o servidor não-estável não é protegido pelos
Estatutos dos Servidores Públicos Civis, não se
estendendo a ele, por conseguinte, os direitos previstos na
lei estatutária. Significa dizer que, nessa situação, o
servidor de fato não pode requerer contagem do tempo de
serviço público, estabilidade, progresso funcional, licenças
especiais, licença-prêmio, aposentadoria paga pelos cofres
públicos etc. Nem pretender que o tempo de trabalho
prestado à Administração Pública conte como título,
quando se submeter a concurso público - direito só
facultado aos estáveis, nos termos do art. 19, § 1., do
ADCT’ (ALBUQUERQUE, Rogério Bonnassis de.
Antijuridicidade da situação do servidor não-concursado e
não alcançado pela estabilidade do art. 19 ADCT. Revista
de Direito Constitucional . v. 7, p. 116, abr.-jun. 1994).
Nesse ponto, afasto também as alegações de decadência,
pois em situações de flagrante inconstitucionalidade não cabe
invocar a incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999,
sob pena de subversão das determinações insertas na
Constituição Federal.
Em especial, para corroborar esse entendimento, vide
ementa do MS n 28.279/DF, de relatoria da eminente Ministra
Ellen Gracie:
‘MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3...,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-
APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54
DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES
4
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
sob pena de se transpor a ordem constitucional e de se
caminhar de encontro aos ditames preconizados pelo Estado
Democrático de Direito.
É o que a doutrina reconhece, quando aduz que:
‘(...) o servidor não-estável não é protegido pelos
Estatutos dos Servidores Públicos Civis, não se
estendendo a ele, por conseguinte, os direitos previstos na
lei estatutária. Significa dizer que, nessa situação, o
servidor de fato não pode requerer contagem do tempo de
serviço público, estabilidade, progresso funcional, licenças
especiais, licença-prêmio, aposentadoria paga pelos cofres
públicos etc. Nem pretender que o tempo de trabalho
prestado à Administração Pública conte como título,
quando se submeter a concurso público - direito só
facultado aos estáveis, nos termos do art. 19, § 1., do
ADCT’ (ALBUQUERQUE, Rogério Bonnassis de.
Antijuridicidade da situação do servidor não-concursado e
não alcançado pela estabilidade do art. 19 ADCT. Revista
de Direito Constitucional . v. 7, p. 116, abr.-jun. 1994).
Nesse ponto, afasto também as alegações de decadência,
pois em situações de flagrante inconstitucionalidade não cabe
invocar a incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999,
sob pena de subversão das determinações insertas na
Constituição Federal.
Em especial, para corroborar esse entendimento, vide
ementa do MS n 28.279/DF, de relatoria da eminente Ministra
Ellen Gracie:
‘MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3...,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-
APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54
DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES
4
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MS 30180 AGR / DF
INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA
DOS
PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA
MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO
EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A
PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, §
3..., da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos
termos da Constituição Federal, sempre se fez necessária a
submissão a concurso público para o devido provimento d
e serventias extrajudiciais eventualmente vagas ou para
fins de remoção. 3. Rejeição da tese de que somente com a
edição da Lei 8.935/1994 teria essa norma constitucional se
tornado auto-aplicável. 4. Existência de jurisprudência
antiga e pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido
da indispensabilidade de concurso público nesses casos
(Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126/RO, rel. Min.
Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992; 363/DF, 552/RJ e
690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ 03.5.1996 e
25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ
05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJe
29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a
devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão
das determinações insertas na Constituição Federal. 6.
Existência de jurisprudência consolidada da Suprema
Corte no sentido de que não há direito adquirido à
efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita,
na redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983,
quando a vacância da serventia se der já na vigência da
Constituição de 1988 (Recursos Extraordinários
182.641/SP, rel. Min. Octavio Gallotti, Primeira Turma, DJ
15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda
Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP, rel. Min. Cezar
5
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INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA
DOS
PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA
MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO
EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A
PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, §
3..., da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos
termos da Constituição Federal, sempre se fez necessária a
submissão a concurso público para o devido provimento d
e serventias extrajudiciais eventualmente vagas ou para
fins de remoção. 3. Rejeição da tese de que somente com a
edição da Lei 8.935/1994 teria essa norma constitucional se
tornado auto-aplicável. 4. Existência de jurisprudência
antiga e pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido
da indispensabilidade de concurso público nesses casos
(Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126/RO, rel. Min.
Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992; 363/DF, 552/RJ e
690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ 03.5.1996 e
25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ
05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJe
29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a
devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão
das determinações insertas na Constituição Federal. 6.
Existência de jurisprudência consolidada da Suprema
Corte no sentido de que não há direito adquirido à
efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita,
na redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983,
quando a vacância da serventia se der já na vigência da
Constituição de 1988 (Recursos Extraordinários
182.641/SP, rel. Min. Octavio Gallotti, Primeira Turma, DJ
15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda
Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP, rel. Min. Cezar
5
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-AgR/RS, rel.
Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004;
378.347/MG, rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-
AgR/MG, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
19.12.2003; 413.082-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJ 05.5.2006; e 566.314/GO, rel. Min. Cármen
Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de Instrumento 654.228-
AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de direito
adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a
promulgação da Constituição de 1988, pois esta, no seu
art. 236, § 3..., exige expressamente a realização de concurso
público de provas e títulos para o ingresso na atividade
notarial e de registro. 8. Os princípios republicanos da
igualdade, da moralidade e da impessoalidade devem
nortear a ascensão às funções públicas. 9. Segurança
denegada’ (MS 28.279/DF, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, Tribunal Pleno, Dje de 29/4/11).
Entendo, por conseguinte, ilegítimo invocar os princípios
da confiança e da boa-fé para amparar a presente impetração,
uma vez que a matéria em questão está inserida na ordem
constitucional, a todos imposta de forma equânime.
Sou francamente partidário da necessidade de concurso
público como elemento nuclear da formação de vínculos
efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Eventuais
situações de excepcionalidade, reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal, como no
caso INFRAERO (MS n 22.357/DF, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, DJ de 5/11/04), não podem ser
dilatadas para toda e qualquer hipótese de fato.
A regra é o concurso público, isonômico e universal.
Ademais, no que se refere ao problema da boa-fé e da
eficácia continuativa das relações jurídicas, entendo que não
6
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-AgR/RS, rel.
Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004;
378.347/MG, rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-
AgR/MG, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
19.12.2003; 413.082-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, Segunda
Turma, DJ 05.5.2006; e 566.314/GO, rel. Min. Cármen
Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de Instrumento 654.228-
AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe
18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de direito
adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a
promulgação da Constituição de 1988, pois esta, no seu
art. 236, § 3..., exige expressamente a realização de concurso
público de provas e títulos para o ingresso na atividade
notarial e de registro. 8. Os princípios republicanos da
igualdade, da moralidade e da impessoalidade devem
nortear a ascensão às funções públicas. 9. Segurança
denegada’ (MS 28.279/DF, Relatora a Ministra Ellen
Gracie, Tribunal Pleno, Dje de 29/4/11).
Entendo, por conseguinte, ilegítimo invocar os princípios
da confiança e da boa-fé para amparar a presente impetração,
uma vez que a matéria em questão está inserida na ordem
constitucional, a todos imposta de forma equânime.
Sou francamente partidário da necessidade de concurso
público como elemento nuclear da formação de vínculos
efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Eventuais
situações de excepcionalidade, reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal, como no
caso INFRAERO (MS n 22.357/DF, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, DJ de 5/11/04), não podem ser
dilatadas para toda e qualquer hipótese de fato.
A regra é o concurso público, isonômico e universal.
Ademais, no que se refere ao problema da boa-fé e da
eficácia continuativa das relações jurídicas, entendo que não
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
pode haver
usucapião de constitucionalidade. A
obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é
possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de
seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de
autoridades públicas.
Em juízo de ampla cognição, entendo que, no caso, a
impetrante não possui direito líquido e certo de ser mantida na
função de titular de serventia extrajudicial, uma vez que
efetivado em 20/6/06, após a promulgação da Constituição
Federal de 1988, portanto.
Consigno, por fim, quo o ato praticado pelo c. CNJ ora
impugnado está amparado no art. 103-B, § 4..., II, da Constituição Federal de 1988/88 - que
prescreve sua atuação como órgão de controle da legalidade e
constitucionalidade de atos administrativos praticados pelos
demais órgãos do Poder Judiciário -, bem como vai ao encontro
do preceito constitucional (art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88) e da
jurisprudência desta Suprema Corte - que elege a prévia
aprovação em ‘concurso de provimento ou de remoção’ como
requisito para que nomeações de titulares de serventias
públicas ocorra validamente -, razão pela qual afasto a alegação
de prática de ato ilegal ou abusivo pela autoridade impetrada.
Consigno que não está evidenciado nos autos qualquer
prejuízo no curso do procedimento administrativo que
implique em desvirtuamento do devido processo legal, ou
mesmo, em cerceamento da ampla defesa, em virtude da
incontroversa participação da impetrante no âmbito
administrativo.
Por oportuno, reproduzo trechos da Petição n 70297/11,
em que o c. CNJ manifesta-se sobre as peculiaridades do caso,
in verbis:
‘(...)
18. segundo informações constantes da relação
provisória publicada em 24/1/10, bem como junto ao
sistema de informações cartorárias do CNJ, o Cartório do
4... Serviço Notarial de Cuiabá/MT (CNS 06.376-8), foi
7
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
pode haver
usucapião de constitucionalidade. A
obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é
possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de
seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de
autoridades públicas.
Em juízo de ampla cognição, entendo que, no caso, a
impetrante não possui direito líquido e certo de ser mantida na
função de titular de serventia extrajudicial, uma vez que
efetivado em 20/6/06, após a promulgação da Constituição
Federal de 1988, portanto.
Consigno, por fim, quo o ato praticado pelo c. CNJ ora
impugnado está amparado no art. 103-B, § 4..., II, da Constituição Federal de 1988/88 - que
prescreve sua atuação como órgão de controle da legalidade e
constitucionalidade de atos administrativos praticados pelos
demais órgãos do Poder Judiciário -, bem como vai ao encontro
do preceito constitucional (art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88) e da
jurisprudência desta Suprema Corte - que elege a prévia
aprovação em ‘concurso de provimento ou de remoção’ como
requisito para que nomeações de titulares de serventias
públicas ocorra validamente -, razão pela qual afasto a alegação
de prática de ato ilegal ou abusivo pela autoridade impetrada.
Consigno que não está evidenciado nos autos qualquer
prejuízo no curso do procedimento administrativo que
implique em desvirtuamento do devido processo legal, ou
mesmo, em cerceamento da ampla defesa, em virtude da
incontroversa participação da impetrante no âmbito
administrativo.
Por oportuno, reproduzo trechos da Petição n 70297/11,
em que o c. CNJ manifesta-se sobre as peculiaridades do caso,
in verbis:
‘(...)
18. segundo informações constantes da relação
provisória publicada em 24/1/10, bem como junto ao
sistema de informações cartorárias do CNJ, o Cartório do
4... Serviço Notarial de Cuiabá/MT (CNS 06.376-8), foi
7
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declarado vago em virtude de nomeação irregular, sem
concurso público, nos seguintes termos: ‘Essa serventia foi
irregularmente provida após 5/10/1988 com base no artigo
208 da Constituição Federal de 1988, por isso foi declarada vaga.’
19. Quando da análise das razões da peça de
Impugnação, a decisão supramencionada foi
indevidamente alterada para considerar provida a
serventia. Na oportunidade, foi publicada a seguinte
decisão:
‘Analisada a documentação encaminhada ao PP
n 0000384-41.2010.2.00.0000, verificou-se que há
declaração de vacância, desconstituição de
delegação, inserção ou manutenção em concurso
que, até 9/6/09 foi objeto de decisão administrativa
do CNJ em sentido diverso’.
20. Entretanto, quando da manifestação apresentada
pelo Sr. Humberto Monteiro da Costa, o equívoco retro foi
devidamente retificado para declarar a vacância da
serventia. Com acerto, foi observado o fato de a
Impetrante ter passado a responder pela serventia apenas
em 20/6/96, já na vigência da atual Constituição Federal e
sem aprovação em concurso público, mas apenas em
decorrência da aposentadoria da anterior titular, tudo
conforme decisão abaixo transcrita: (…)
21. Ao que se vê, os motivos pelos quais a remoção
foi considerada irregular estão explicitados na própria
decisão atacada, que fez respeitar a exigência de concurso
público, explicitada desde 1988 no §3... do artigo 236 da
Constituição Federal, norma auto-aplicável quanto à
exigência do concurso, pois tanto para o ingresso quanto
para a remoção, é indispensável a realização do concurso
(ADI 126, Rel. Min. Octavio Gallotti; ADI 3.978, Min. Eros
Grau).
22. Considerando que a nomeação ocorreu já na
8
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declarado vago em virtude de nomeação irregular, sem
concurso público, nos seguintes termos: ‘Essa serventia foi
irregularmente provida após 5/10/1988 com base no artigo
208 da Constituição Federal de 1988, por isso foi declarada vaga.’
19. Quando da análise das razões da peça de
Impugnação, a decisão supramencionada foi
indevidamente alterada para considerar provida a
serventia. Na oportunidade, foi publicada a seguinte
decisão:
‘Analisada a documentação encaminhada ao PP
n 0000384-41.2010.2.00.0000, verificou-se que há
declaração de vacância, desconstituição de
delegação, inserção ou manutenção em concurso
que, até 9/6/09 foi objeto de decisão administrativa
do CNJ em sentido diverso’.
20. Entretanto, quando da manifestação apresentada
pelo Sr. Humberto Monteiro da Costa, o equívoco retro foi
devidamente retificado para declarar a vacância da
serventia. Com acerto, foi observado o fato de a
Impetrante ter passado a responder pela serventia apenas
em 20/6/96, já na vigência da atual Constituição Federal e
sem aprovação em concurso público, mas apenas em
decorrência da aposentadoria da anterior titular, tudo
conforme decisão abaixo transcrita: (…)
21. Ao que se vê, os motivos pelos quais a remoção
foi considerada irregular estão explicitados na própria
decisão atacada, que fez respeitar a exigência de concurso
público, explicitada desde 1988 no §3... do artigo 236 da
Constituição Federal, norma auto-aplicável quanto à
exigência do concurso, pois tanto para o ingresso quanto
para a remoção, é indispensável a realização do concurso
(ADI 126, Rel. Min. Octavio Gallotti; ADI 3.978, Min. Eros
Grau).
22. Considerando que a nomeação ocorreu já na
8
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vigência da atual Constituição Federal de 1988/88, foi observada a irregularidade
constante da ausência do prévio e necessário certame
público.
23. Assegurou-se, assim, a moralidade na
administração pública.
24. Ademais, tem-se que observado o devido
processo legal, porque, nos autos do Proc. CNJ 384-41.2010
foi oportunizada a ampla defesa e o contraditório, com a
necessária e direta intimação das serventias, o que ocorreu
de forma individualizada para a referida serventia. (...)’
Também não subsiste o argumento concernente à lesão
oriunda de decisão proferida de forma monocrática, nos autos
do pedido de providências n 0000384.41.2010.2.00.0000, pois o
juízo monocrático foi devidamente fundamentado e encontra
amparo nos termos do art. 25, IX, do RICNJ, in verbis:
‘Art. 25 São atribuições do Relator:
(…)
IX - indeferir, monocraticamente, recurso, quando
intempestivo ou manifestamente incabível’.
No tocante ao teto remuneratório imposto pela autoridade
impetrada, melhor sorte não assiste à impetrante.
Não vislumbro ilegalidade na incidência do teto
remuneratório máximo dos servidores públicos aos interinos
responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais.
Isso porque, tendo em vista a situação inconstitucional
ostentada pela impetrante, que, após a promulgação da Constituição Federal de 1988/88,
ingressou no exercício da titularidade de serventia sem prévia
aprovação em concurso, mostra-se absolutamente legítima a
limitação dos rendimentos que aufere ao teto constitucional
estabelecido pela Constituição Federal.
Enquadra-se o exercício de sua titularidade como caráter
interino. O titular interino não atua como delegado do serviço
notarial e de registro porque não preenche os requisitos para
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Supremo Tribunal Federal
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vigência da atual Constituição Federal de 1988/88, foi observada a irregularidade
constante da ausência do prévio e necessário certame
público.
23. Assegurou-se, assim, a moralidade na
administração pública.
24. Ademais, tem-se que observado o devido
processo legal, porque, nos autos do Proc. CNJ 384-41.2010
foi oportunizada a ampla defesa e o contraditório, com a
necessária e direta intimação das serventias, o que ocorreu
de forma individualizada para a referida serventia. (...)’
Também não subsiste o argumento concernente à lesão
oriunda de decisão proferida de forma monocrática, nos autos
do pedido de providências n 0000384.41.2010.2.00.0000, pois o
juízo monocrático foi devidamente fundamentado e encontra
amparo nos termos do art. 25, IX, do RICNJ, in verbis:
‘Art. 25 São atribuições do Relator:
(…)
IX - indeferir, monocraticamente, recurso, quando
intempestivo ou manifestamente incabível’.
No tocante ao teto remuneratório imposto pela autoridade
impetrada, melhor sorte não assiste à impetrante.
Não vislumbro ilegalidade na incidência do teto
remuneratório máximo dos servidores públicos aos interinos
responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais.
Isso porque, tendo em vista a situação inconstitucional
ostentada pela impetrante, que, após a promulgação da Constituição Federal de 1988/88,
ingressou no exercício da titularidade de serventia sem prévia
aprovação em concurso, mostra-se absolutamente legítima a
limitação dos rendimentos que aufere ao teto constitucional
estabelecido pela Constituição Federal.
Enquadra-se o exercício de sua titularidade como caráter
interino. O titular interino não atua como delegado do serviço
notarial e de registro porque não preenche os requisitos para
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Relatório
MS 30180 AGR / DF
tanto.
Age, portanto, como preposto do Estado delegante e,
nessa condição, deve se submeter aos limites remuneratórios
previstos para os agentes estatais, não se lhe aplicando o regime
remuneratório previsto para os delegados do serviço público
extrajudicial (art. 28 da Lei n 8.935/1994).
Nesse ponto, as informações prestadas pela autoridade
coatora são elucidativas:
‘38. Quanto à limitação dos rendimentos do interino
ao teto dos servidores públicos estaduais, cumpre ressaltar
que o delegado de serviço público extrajudicial é: a) o
cidadão aprovado em concurso público realizado na
forma do artigo 236 da Constituição Federal; b) o
substituto que preencheu os requisitos do artigo 208 da
Constituição Federal de 1967 em serviço extrajudicial que
vagou antes da vigência da Constituição Federal de 1988
(e por isso assumiu a condição de titular) e, ainda; c)
aquele que foi nomeado titular antes da vigência da
Constituição atual, na forma do artigo 47 da Lei n.
8.935/1994. A todos estes aplica-se o regime remuneratório
previsto no artigo 28 da Lei n. 8.935/1994.
39. Conforme dispõe o artigo 3... da Lei n. 8.935/1994,
dá-se a denominação de notário ou registrador àquele a
quem é delegado o exercício de atividade notarial e de
registro. Os demais são interinos.
40. O delegado não é servidor público, conforme já
reconheceu esse C. Supremo Tribunal Federal na Ação
Direta de Inconstitucionalidade n. 2.602.
41. Quando desprovido de delegado, o serviço é
revertido ao poder delegante. Em consequência, os
direitos e privilégios inerentes à delegação, inclusive a
renda obtida com o serviço, pertencem ao Poder Público.
42. O responsável pelo expediente de serviço
extrajudicial que não está classificado dentre os providos
por delegado é um preposto interino do Estado delegante,
10
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Supremo Tribunal Federal
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tanto.
Age, portanto, como preposto do Estado delegante e,
nessa condição, deve se submeter aos limites remuneratórios
previstos para os agentes estatais, não se lhe aplicando o regime
remuneratório previsto para os delegados do serviço público
extrajudicial (art. 28 da Lei n 8.935/1994).
Nesse ponto, as informações prestadas pela autoridade
coatora são elucidativas:
‘38. Quanto à limitação dos rendimentos do interino
ao teto dos servidores públicos estaduais, cumpre ressaltar
que o delegado de serviço público extrajudicial é: a) o
cidadão aprovado em concurso público realizado na
forma do artigo 236 da Constituição Federal; b) o
substituto que preencheu os requisitos do artigo 208 da
Constituição Federal de 1967 em serviço extrajudicial que
vagou antes da vigência da Constituição Federal de 1988
(e por isso assumiu a condição de titular) e, ainda; c)
aquele que foi nomeado titular antes da vigência da
Constituição atual, na forma do artigo 47 da Lei n.
8.935/1994. A todos estes aplica-se o regime remuneratório
previsto no artigo 28 da Lei n. 8.935/1994.
39. Conforme dispõe o artigo 3... da Lei n. 8.935/1994,
dá-se a denominação de notário ou registrador àquele a
quem é delegado o exercício de atividade notarial e de
registro. Os demais são interinos.
40. O delegado não é servidor público, conforme já
reconheceu esse C. Supremo Tribunal Federal na Ação
Direta de Inconstitucionalidade n. 2.602.
41. Quando desprovido de delegado, o serviço é
revertido ao poder delegante. Em consequência, os
direitos e privilégios inerentes à delegação, inclusive a
renda obtida com o serviço, pertencem ao Poder Público.
42. O responsável pelo expediente de serviço
extrajudicial que não está classificado dentre os providos
por delegado é um preposto interino do Estado delegante,
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e como tal não pode apropriar-se da renda de um serviço
público cuja delegação reverteu para o Estado e como
Estado permanecerá até que nova delegação seja
efetivada’.
Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: MS
29.039/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
3/6/13; MS 28.815/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux,
DJe de 13/8/13; e MS 29.283/DF-MC, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJe de 22/11/10.
Ante o exposto, na linha da jurisprudência desta Corte,
nego seguimento ao presente mandado de segurança (art. 21, §
1..., RISTF), cassando a liminar anteriormente deferida.
Prejudicado o recurso de agravo.”
Nas razões do recurso, a agravante alega que houve equívoco na
decisão agravada, tendo em vista a anulação da efetivação da agravante
na serventia.
Sustenta ofensa ao princípio da ampla defesa e do contraditório pelo
fato de um terceiro, estranho, questionar a efetivação na serventia.
Afirma que o recurso interposto perante o CNJ deveria ter sido
encaminhado para julgamento em Plenário. Assim, a decisão monocrática
do corregedor violaria a reserva de competência do Plenário.
Assevera ter ingressado no serviço notarial sob a égide da
Constituição de 1967.
Reitera os fundamentos acerca da suposta inaplicabilidade do teto
constitucional, pois ”a aplicação do teto remuneratório importa na
forçosa admissão de modalidade de execução de serviços notariais e de
registro sob o regime estatutário”.
Argumenta, por fim, a legalidade da sua efetivação como titular da
serventia.
Pondera a boa-fé do agravante e o fato de o prazo para anulação do
ato administrativo de efetivação encontrar-se submetido ao regime
decadencial do art. 54 da Lei n 9.784/99.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
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e como tal não pode apropriar-se da renda de um serviço
público cuja delegação reverteu para o Estado e como
Estado permanecerá até que nova delegação seja
efetivada’.
Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: MS
29.039/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
3/6/13; MS 28.815/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux,
DJe de 13/8/13; e MS 29.283/DF-MC, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJe de 22/11/10.
Ante o exposto, na linha da jurisprudência desta Corte,
nego seguimento ao presente mandado de segurança (art. 21, §
1..., RISTF), cassando a liminar anteriormente deferida.
Prejudicado o recurso de agravo.”
Nas razões do recurso, a agravante alega que houve equívoco na
decisão agravada, tendo em vista a anulação da efetivação da agravante
na serventia.
Sustenta ofensa ao princípio da ampla defesa e do contraditório pelo
fato de um terceiro, estranho, questionar a efetivação na serventia.
Afirma que o recurso interposto perante o CNJ deveria ter sido
encaminhado para julgamento em Plenário. Assim, a decisão monocrática
do corregedor violaria a reserva de competência do Plenário.
Assevera ter ingressado no serviço notarial sob a égide da
Constituição de 1967.
Reitera os fundamentos acerca da suposta inaplicabilidade do teto
constitucional, pois ”a aplicação do teto remuneratório importa na
forçosa admissão de modalidade de execução de serviços notariais e de
registro sob o regime estatutário”.
Argumenta, por fim, a legalidade da sua efetivação como titular da
serventia.
Pondera a boa-fé do agravante e o fato de o prazo para anulação do
ato administrativo de efetivação encontrar-se submetido ao regime
decadencial do art. 54 da Lei n 9.784/99.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
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presente recurso.
É o relatório.
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presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, porque a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema, conforme amplamente demonstrado
em juízo singular.
O entendimento desta Suprema Corte firmou-se no sentido de ser
imprescindível a observância da regra da prévia aprovação em concurso
público para “o ingresso originário no serviço estatal ou o provimento em
cargos administrativos diversos daqueles para os quais o servidor público
foi admitido” (ADI n 1.350/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso
de Mello, DJ de 1.../12/06).
Esta Corte firmou o entendimento de que o escrevente substituto
não possui direito adquirido a ser efetivado, sem prévia aprovação em
concurso público, no cargo de titular de serventia extrajudicial quando a
vacância da função de titular haja ocorrido já sob a égide da Constituição
Federal de 1988, situação dos autos.
Cito precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. SUBSTITUTO DO
TITULAR DE SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. VACÂNCIA
APÓS A VIGÊNCIA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
DE 1988: INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A SER
EFETIVADO NO CARGO DE TITULAR. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou
que o substituto do titular de serventia extrajudicial não tem
direito adquirido a ser efetivado no cargo de titular na hipótese
de ter ocorrido a vacância após a vigência da Constituição da
República de 1998, que exige a realização de concurso público
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A presente irresignação não merece prosperar, porque a decisão
agravada se encontra em consonância com a pacífica jurisprudência desta
Suprema Corte a respeito do tema, conforme amplamente demonstrado
em juízo singular.
O entendimento desta Suprema Corte firmou-se no sentido de ser
imprescindível a observância da regra da prévia aprovação em concurso
público para “o ingresso originário no serviço estatal ou o provimento em
cargos administrativos diversos daqueles para os quais o servidor público
foi admitido” (ADI n 1.350/RO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso
de Mello, DJ de 1.../12/06).
Esta Corte firmou o entendimento de que o escrevente substituto
não possui direito adquirido a ser efetivado, sem prévia aprovação em
concurso público, no cargo de titular de serventia extrajudicial quando a
vacância da função de titular haja ocorrido já sob a égide da Constituição
Federal de 1988, situação dos autos.
Cito precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. SUBSTITUTO DO
TITULAR DE SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. VACÂNCIA
APÓS A VIGÊNCIA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
DE 1988: INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A SER
EFETIVADO NO CARGO DE TITULAR. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou
que o substituto do titular de serventia extrajudicial não tem
direito adquirido a ser efetivado no cargo de titular na hipótese
de ter ocorrido a vacância após a vigência da Constituição da
República de 1998, que exige a realização de concurso público
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
para o ingresso na atividade notarial e de registro” (Recurso Extraordinário n
566.314/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 3/3/11).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3.
Serventia extrajudicial. Substituto. Efetivação no cargo do
titular. Direito adquirido. Vacância ocorrida na vigência da
Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 654.228/MG-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
18/4/08).
O Supremo Tribunal Federal possui jurisprudência pacífica no sentido da
autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, e, portanto, no de que, após
a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o
acesso a serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso
público.
Vide precedente em caso análogo ao presente:
“CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL.
PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA COM CARGO
PÚBLICO JUDICIAL DE OUTRA NATUREZA, SEM
CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ARTIGO 236 E
PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS
AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO
ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO
DECADENCIAL DO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
PRECEDENTES DO PLENÁRIO.
1. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (v.g.: MS 28.371, Min.
JOAQUIM BARBOSA, DJe de 27.02.2013) e MS 28.279, Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 29.04.2011), no sentido de que o art.
236, caput, e o seu § 3... da Constituição Federal de 1988/88 são normas autoaplicáveis, que
incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo
efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994.
Assim, a partir de 05.10.1988, o concurso público é pressuposto
2
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
para o ingresso na atividade notarial e de registro” (Recurso Extraordinário n
566.314/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 3/3/11).
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Recurso
que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3.
Serventia extrajudicial. Substituto. Efetivação no cargo do
titular. Direito adquirido. Vacância ocorrida na vigência da
Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 654.228/MG-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de
18/4/08).
O Supremo Tribunal Federal possui jurisprudência pacífica no sentido da
autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, e, portanto, no de que, após
a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o
acesso a serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso
público.
Vide precedente em caso análogo ao presente:
“CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL.
PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA COM CARGO
PÚBLICO JUDICIAL DE OUTRA NATUREZA, SEM
CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ARTIGO 236 E
PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS
AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO
ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO
DECADENCIAL DO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
PRECEDENTES DO PLENÁRIO.
1. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (v.g.: MS 28.371, Min.
JOAQUIM BARBOSA, DJe de 27.02.2013) e MS 28.279, Min.
ELLEN GRACIE, DJe de 29.04.2011), no sentido de que o art.
236, caput, e o seu § 3... da Constituição Federal de 1988/88 são normas autoaplicáveis, que
incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo
efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994.
Assim, a partir de 05.10.1988, o concurso público é pressuposto
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais,
inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente
a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida Lei, com
a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002.
2. É igualmente firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido
de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime
jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da
exercida por servidores públicos, cujos cargos não se
confundem (ADI 4140, Min. ELLEN GRACIE, Plenário, DJe de
20.09.2011; ADI 2.891-MC, Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,
Plenário, DJ de 27.06.2003; ADI 2602, Min. JOAQUIM
BARBOSA, Plenário, DJ de 31.03.2006; e ADI 865-MC, Min.
CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 08.04.1994).
3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em reiterados julgamentos, assentou
o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos,
de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão
de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após
a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências
prescritas no seu art. 236. Nesse sentido: MS 28.279 DF, Min.
ELLEN GRACIE, DJe 29.04.2011 (‘Situações flagrantemente
inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial
sem a devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o
art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das
determinações insertas na Constituição Federal’); MS 28.371-
AgRg, Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ 27.02.13 (‘a regra de
decadência é inaplicável ao controle administrativo feito pelo
Conselho nacional de Justiça nos casos em que a delegação
notarial ocorreu após a promulgação da Constituição de 1988,
sem anterior aprovação em concurso público de provas’; e MS
28.273, Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 21.02.2013 (‘o
exame da investidura na titularidade de cartório sem concurso
público não está sujeito ao prazo previsto no art. 54 da Lei
9.784/1999’).
4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada
que considerou ilegítimo o provimento de serventia
3
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais,
inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente
a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida Lei, com
a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002.
2. É igualmente firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido
de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime
jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da
exercida por servidores públicos, cujos cargos não se
confundem (ADI 4140, Min. ELLEN GRACIE, Plenário, DJe de
20.09.2011; ADI 2.891-MC, Min. SEPÚLVEDA PERTENCE,
Plenário, DJ de 27.06.2003; ADI 2602, Min. JOAQUIM
BARBOSA, Plenário, DJ de 31.03.2006; e ADI 865-MC, Min.
CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 08.04.1994).
3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em reiterados julgamentos, assentou
o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos,
de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão
de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após
a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências
prescritas no seu art. 236. Nesse sentido: MS 28.279 DF, Min.
ELLEN GRACIE, DJe 29.04.2011 (‘Situações flagrantemente
inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial
sem a devida submissão a concurso público não podem e não
devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o
art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das
determinações insertas na Constituição Federal’); MS 28.371-
AgRg, Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ 27.02.13 (‘a regra de
decadência é inaplicável ao controle administrativo feito pelo
Conselho nacional de Justiça nos casos em que a delegação
notarial ocorreu após a promulgação da Constituição de 1988,
sem anterior aprovação em concurso público de provas’; e MS
28.273, Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 21.02.2013 (‘o
exame da investidura na titularidade de cartório sem concurso
público não está sujeito ao prazo previsto no art. 54 da Lei
9.784/1999’).
4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada
que considerou ilegítimo o provimento de serventia
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta com
cargo público de outra natureza, realizada entre membros da
mesma família, com ofensa ao art. 236, § 3..., da Constituição.
5. Agravo regimental desprovido” (MS n 28.440 AgR/DF,
Plenário, Relator o Ministro Teori Zavascki, Julgamento em
19/6/13).
Afasto também as alegações de decadência, pois, em situações de
flagrante inconstitucionalidade, não cabe invocar a incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das
determinações insertas na Constituição Federal.
Em especial, para corroborar esse entendimento, vide ementa do MS
n 28.279/DF, de relatoria da eminente Ministra Ellen Gracie:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3..., DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL.
DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA
IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE.
SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA
APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3...,
da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos
da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a
concurso público para o devido provimento d e serventias
extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3.
Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994
teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4.
Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo
Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso
público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade
126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992;
363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ
4
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta com
cargo público de outra natureza, realizada entre membros da
mesma família, com ofensa ao art. 236, § 3..., da Constituição.
5. Agravo regimental desprovido” (MS n 28.440 AgR/DF,
Plenário, Relator o Ministro Teori Zavascki, Julgamento em
19/6/13).
Afasto também as alegações de decadência, pois, em situações de
flagrante inconstitucionalidade, não cabe invocar a incidência do que
dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das
determinações insertas na Constituição Federal.
Em especial, para corroborar esse entendimento, vide ementa do MS
n 28.279/DF, de relatoria da eminente Ministra Ellen Gracie:
“MANDADO
DE
SEGURANÇA.
ATIVIDADE
NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO
PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3..., DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL.
DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999.
INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS.
PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA
IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE.
SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA
APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3...,
da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos
da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a
concurso público para o devido provimento d e serventias
extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3.
Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994
teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4.
Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo
Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso
público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade
126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992;
363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa,
Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário,
DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida
submissão a concurso público não podem e não devem ser
superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei
9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas
na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência
consolidada da Suprema Corte no sentido de que não há direito
adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na
redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando
a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de
1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio
Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min.
Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP,
rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-
AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG,
rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-AgR/MG, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP,
rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e
566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de
Instrumento 654.228-AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes,
Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de
direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da
Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3..., exige
expressamente a realização de concurso público de provas e
títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os
princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da
impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas.
9. Segurança denegada” (MS 28.279/DF, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11).
5
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260651.
Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa,
Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário,
DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais
como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida
submissão a concurso público não podem e não devem ser
superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei
9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas
na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência
consolidada da Suprema Corte no sentido de que não há direito
adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de
serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na
redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando
a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de
1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio
Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min.
Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP,
rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-
AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002;
335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG,
rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408-AgR/MG, rel. Min.
Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP,
rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e
566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de
Instrumento 654.228-AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes,
Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de
direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do
art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de
Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da
Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3..., exige
expressamente a realização de concurso público de provas e
títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os
princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da
impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas.
9. Segurança denegada” (MS 28.279/DF, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/11).
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
No que se refere à boa fé e à ilegalidade do ato coator, melhor sorte
não assiste ao agravante.
Irretocáveis, nesse ponto, as razões de decidir da decisão
monocrática:
“Entendo, por conseguinte, ilegítimo invocar os princípios
da confiança e da boa-fé para amparar a presente impetração,
uma vez que a matéria em questão está inserida na ordem
constitucional, a todos imposta de forma equânime.
Sou francamente partidário da necessidade de concurso
público como elemento nuclear da formação de vínculos
efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Eventuais
situações de excepcionalidade, reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal, como no
caso INFRAERO (MS 22357, Relator Min. GILMAR MENDES,
Tribunal Pleno, julgado em 27/05/2004, DJ 05-11-2004), não
podem ser dilatadas para toda e qualquer hipótese de fato.
A regra é o concurso público, isonômico e universal.
Ademais, no que se refere ao problema da boa-fé e da
eficácia continuativa das relações jurídicas, entendo que não
pode haver
usucapião de constitucionalidade. A
obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é
possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de
seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de
autoridades públicas.”
Ademais, no tocante ao teto remuneratório imposto pela autoridade
impetrada, nada a prover.
Tal como asseverado na decisão agravada, não há ilegalidade na
incidência do teto remuneratório máximo dos servidores públicos aos
interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais.
Legítima é a limitação dos rendimentos ao teto estabelecido pela
Constituição Federal, tendo em vista a inconstitucionalidade da situação
ostentada pela impetrante, ora agravante, a qual, após a promulgação da
Constituição Federal de 1988/88, ingressou no exercício da titularidade de serventia sem prévia
aprovação em concurso. O exercício de sua titularidade, portanto, é
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
No que se refere à boa fé e à ilegalidade do ato coator, melhor sorte
não assiste ao agravante.
Irretocáveis, nesse ponto, as razões de decidir da decisão
monocrática:
“Entendo, por conseguinte, ilegítimo invocar os princípios
da confiança e da boa-fé para amparar a presente impetração,
uma vez que a matéria em questão está inserida na ordem
constitucional, a todos imposta de forma equânime.
Sou francamente partidário da necessidade de concurso
público como elemento nuclear da formação de vínculos
efetivos com a Administração, em quaisquer níveis. Eventuais
situações de excepcionalidade, reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal, como no
caso INFRAERO (MS 22357, Relator Min. GILMAR MENDES,
Tribunal Pleno, julgado em 27/05/2004, DJ 05-11-2004), não
podem ser dilatadas para toda e qualquer hipótese de fato.
A regra é o concurso público, isonômico e universal.
Ademais, no que se refere ao problema da boa-fé e da
eficácia continuativa das relações jurídicas, entendo que não
pode haver
usucapião de constitucionalidade. A
obrigatoriedade da Constituição deriva de sua vigência. Não é
possível entender que o tempo derrogue a força obrigatória de
seus preceitos por causa de ações omissivas ou comissivas de
autoridades públicas.”
Ademais, no tocante ao teto remuneratório imposto pela autoridade
impetrada, nada a prover.
Tal como asseverado na decisão agravada, não há ilegalidade na
incidência do teto remuneratório máximo dos servidores públicos aos
interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais.
Legítima é a limitação dos rendimentos ao teto estabelecido pela
Constituição Federal, tendo em vista a inconstitucionalidade da situação
ostentada pela impetrante, ora agravante, a qual, após a promulgação da
Constituição Federal de 1988/88, ingressou no exercício da titularidade de serventia sem prévia
aprovação em concurso. O exercício de sua titularidade, portanto, é
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
exercido em caráter interino.
O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de
registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade,
como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos
limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se-lhe
aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço
público extrajudicial (art. 28 da Lei n 8.935/1994).
Nesse ponto, as informações prestadas pela autoridade coatora são
elucidativas:
“Quanto à limitação dos rendimentos do interino ao teto
dos servidores públicos estaduais, cumpre ressaltar que o
delegado de serviço público extrajudicial é: a) o cidadão
aprovado em concurso público realizado na forma do artigo 236
da Constituição Federal; b) o substituto que preencheu os
requisitos do artigo 208 da Constituição Federal de 1967 em
serviço extrajudicial que vagou antes da vigência da
Constituição Federal de 1988 (e por isso assumiu a condição de
titular) e, ainda; c) aquele que foi nomeado titular antes da
vigência da Constituição atual, na forma do artigo 47 da Lei n.
8.935/1994. A todos estes aplica-se o regime remuneratório
previsto no artigo 28 da Lei n. 8.935/1994.
Conforme dispõe o artigo 3... da Lei n. 8.935/1994, dá-se a
denominação de notário ou registrador àquele a quem é
delegado o exercício de atividade notorial e de registro. Os
demais são interinos.
O delegado não é servidor público, conforme já
reconheceu esse C. Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de
Inconstitucionalidade n. 2.602.
Quando desprovido de delegado, o serviço é revertido ao
poder delegante. Em consequência, os direitos e privilégios
inerentes à delegação, inclusive a renda obtida com o serviço,
pertencem ao Poder Público.
O responsável pelo expediente de serviço extrajudicial que
não está classificado dentre os providos por delegado é um
preposto interino do Estado delegante, e como tal não pode
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
exercido em caráter interino.
O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de
registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade,
como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos
limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se-lhe
aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço
público extrajudicial (art. 28 da Lei n 8.935/1994).
Nesse ponto, as informações prestadas pela autoridade coatora são
elucidativas:
“Quanto à limitação dos rendimentos do interino ao teto
dos servidores públicos estaduais, cumpre ressaltar que o
delegado de serviço público extrajudicial é: a) o cidadão
aprovado em concurso público realizado na forma do artigo 236
da Constituição Federal; b) o substituto que preencheu os
requisitos do artigo 208 da Constituição Federal de 1967 em
serviço extrajudicial que vagou antes da vigência da
Constituição Federal de 1988 (e por isso assumiu a condição de
titular) e, ainda; c) aquele que foi nomeado titular antes da
vigência da Constituição atual, na forma do artigo 47 da Lei n.
8.935/1994. A todos estes aplica-se o regime remuneratório
previsto no artigo 28 da Lei n. 8.935/1994.
Conforme dispõe o artigo 3... da Lei n. 8.935/1994, dá-se a
denominação de notário ou registrador àquele a quem é
delegado o exercício de atividade notorial e de registro. Os
demais são interinos.
O delegado não é servidor público, conforme já
reconheceu esse C. Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de
Inconstitucionalidade n. 2.602.
Quando desprovido de delegado, o serviço é revertido ao
poder delegante. Em consequência, os direitos e privilégios
inerentes à delegação, inclusive a renda obtida com o serviço,
pertencem ao Poder Público.
O responsável pelo expediente de serviço extrajudicial que
não está classificado dentre os providos por delegado é um
preposto interino do Estado delegante, e como tal não pode
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
apropriar-se da renda de um serviço público cuja delegação
reverteu para o Estado e como Estado permanecerá até que
nova delegação seja efetivada”
Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: MS 29.039/DF-
MC-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/6/13; MS
28.815/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/8/13; e MS
29.283/DF-MC, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/11/10.
Razão jurídica não assiste à impetrante quanto à suposta violação
dos princípios da ampla defesa e do contraditório. Isso porque, consoante
amplamente demonstrado na decisão agravada, não há qualquer indício
de ofensa a tais princípios constitucionais.
Repiso os fundamentos expostos na decisão ora agravada:
“Consigno que não está evidenciado nos autos qualquer
prejuízo no curso do procedimento administrativo que
implique em desvirtuamento do devido processo legal, ou
mesmo, em cerceamento da ampla defesa, em virtude da
incontroversa participação da impetrante no âmbito
administrativo.
Por oportuno, reproduzo trechos da Petição n 70297/11,
em que o c. CNJ manifesta-se sobre as peculiaridades do caso,
in verbis:
‘(...)
18. Segundo informações constantes da relação
provisória publicada em 24/1/10, bem como junto ao
sistema de informações cartorárias do CNJ, o Cartório do
4... Serviço Notarial de Cuiabá/MT (CNS 06.376-8), foi
declarado vago em virtude de nomeação irregular, sem
concurso público, nos seguintes termos: ‘Essa serventia foi
irregularmente provida após 5/10/1988 com base no artigo
208 da Constituição Federal de 1988, por isso foi declarada vaga.’
19. Quando da análise das razões da peça de
Impugnação, a decisão supramencionada foi
indevidamente alterada para considerar provida a
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
apropriar-se da renda de um serviço público cuja delegação
reverteu para o Estado e como Estado permanecerá até que
nova delegação seja efetivada”
Nesse sentido, as seguintes decisões monocráticas: MS 29.039/DF-
MC-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/6/13; MS
28.815/DF-MC-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/8/13; e MS
29.283/DF-MC, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/11/10.
Razão jurídica não assiste à impetrante quanto à suposta violação
dos princípios da ampla defesa e do contraditório. Isso porque, consoante
amplamente demonstrado na decisão agravada, não há qualquer indício
de ofensa a tais princípios constitucionais.
Repiso os fundamentos expostos na decisão ora agravada:
“Consigno que não está evidenciado nos autos qualquer
prejuízo no curso do procedimento administrativo que
implique em desvirtuamento do devido processo legal, ou
mesmo, em cerceamento da ampla defesa, em virtude da
incontroversa participação da impetrante no âmbito
administrativo.
Por oportuno, reproduzo trechos da Petição n 70297/11,
em que o c. CNJ manifesta-se sobre as peculiaridades do caso,
in verbis:
‘(...)
18. Segundo informações constantes da relação
provisória publicada em 24/1/10, bem como junto ao
sistema de informações cartorárias do CNJ, o Cartório do
4... Serviço Notarial de Cuiabá/MT (CNS 06.376-8), foi
declarado vago em virtude de nomeação irregular, sem
concurso público, nos seguintes termos: ‘Essa serventia foi
irregularmente provida após 5/10/1988 com base no artigo
208 da Constituição Federal de 1988, por isso foi declarada vaga.’
19. Quando da análise das razões da peça de
Impugnação, a decisão supramencionada foi
indevidamente alterada para considerar provida a
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MS 30180 AGR / DF
serventia. Na oportunidade, foi publicada a seguinte
decisão:
‘Analisada a documentação encaminhada ao PP
n 0000384-41.2010.2.00.0000, verificou-se que há
declaração de vacância, desconstituição de
delegação, inserção ou manutenção em concurso
que, até 9/6/09 foi objeto de decisão administrativa
do CNJ em sentido diverso’.
20. Entretanto, quando da manifestação apresentada
pelo Sr. Humberto Monteiro da Costa, o equívoco retro foi
devidamente retificado para declarar a vacância da
serventia. Com acerto, foi observado o fato de a
Impetrante ter passado a responder pela serventia apenas
em 20/6/96, já na vigência da atual Constituição Federal e
sem aprovação em concurso público, mas apenas em
decorrência da aposentadoria da anterior titular, tudo
conforme decisão abaixo transcrita: (…)
21. Ao que se vê, os motivos pelos quais a remoção
foi considerada irregular estão explicitados na própria
decisão atacada, que fez respeitar a exigência de concurso
público, explicitada desde 1988 no §3... do artigo 236 da
Constituição Federal, norma auto-aplicável quanto à
exigência do concurso, pois tanto para o ingresso quanto
para a remoção, é indispensável a realização do concurso
(ADI 126, Rel. Min. Octavio Gallotti; ADI 3.978, Min. Eros
Grau).
22. Considerando que a nomeação ocorreu já na
vigência da atual Constituição Federal de 1988/88, foi observada a irregularidade
constante da ausência do prévio e necessário certame
público.
23. Assegurou-se, assim, a moralidade na
administração pública.
24. Ademais, tem-se que observado o devido
processo legal, porque, nos autos do Proc. CNJ 384-41.2010
9
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serventia. Na oportunidade, foi publicada a seguinte
decisão:
‘Analisada a documentação encaminhada ao PP
n 0000384-41.2010.2.00.0000, verificou-se que há
declaração de vacância, desconstituição de
delegação, inserção ou manutenção em concurso
que, até 9/6/09 foi objeto de decisão administrativa
do CNJ em sentido diverso’.
20. Entretanto, quando da manifestação apresentada
pelo Sr. Humberto Monteiro da Costa, o equívoco retro foi
devidamente retificado para declarar a vacância da
serventia. Com acerto, foi observado o fato de a
Impetrante ter passado a responder pela serventia apenas
em 20/6/96, já na vigência da atual Constituição Federal e
sem aprovação em concurso público, mas apenas em
decorrência da aposentadoria da anterior titular, tudo
conforme decisão abaixo transcrita: (…)
21. Ao que se vê, os motivos pelos quais a remoção
foi considerada irregular estão explicitados na própria
decisão atacada, que fez respeitar a exigência de concurso
público, explicitada desde 1988 no §3... do artigo 236 da
Constituição Federal, norma auto-aplicável quanto à
exigência do concurso, pois tanto para o ingresso quanto
para a remoção, é indispensável a realização do concurso
(ADI 126, Rel. Min. Octavio Gallotti; ADI 3.978, Min. Eros
Grau).
22. Considerando que a nomeação ocorreu já na
vigência da atual Constituição Federal de 1988/88, foi observada a irregularidade
constante da ausência do prévio e necessário certame
público.
23. Assegurou-se, assim, a moralidade na
administração pública.
24. Ademais, tem-se que observado o devido
processo legal, porque, nos autos do Proc. CNJ 384-41.2010
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26
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MS 30180 AGR / DF
foi oportunizada a ampla defesa e o contraditório, com a
necessária e direta intimação das serventias, o que ocorreu
de forma individualizada para a referida serventia. (...)’
Também não subsiste o argumento concernente à lesão
oriunda de decisão proferida de forma monocrática, nos autos
do pedido de providências n 0000384.41.2010.2.00.0000, pois o
juízo monocrático foi devidamente fundamentado e encontra
amparo nos termos do art. 25, IX, do RICNJ, in verbis:
‘Art. 25 São atribuições do Relator:
(…)
IX - indeferir, monocraticamente, recurso, quando
intempestivo ou manifestamente incabível’.”
Saliente-se, por fim, que nos autos do MS n 29.192/DF, esta Corte
proferiu acórdão sobre situação semelhante à presente, tendo decidido
pela denegação da ordem, em julgado assim ementado:
“Direito
Constitucional.
Serventia
extrajudicial.
Provimento originário sem prévia aprovação em concurso
público. Submissão da remuneração do responsável interino
pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. Ordem
denegada. 1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88. 2.
Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é
inconstitucional o acesso aos serviços notarial e de registro sem
prévia aprovação em concurso público. 3. O titular interino não
atua como delegado do serviço notarial e de registro porque
não preenche os requisitos para tanto. Age, em verdade, como
preposto do Poder Público e, nessa condição, deve submeter-se
aos limites remuneratórios previstos para os agentes estatais,
não se lhe aplicando o regime remuneratório previsto para os
delegados do serviço público extrajudicial (art. 28 da Lei n
8.935/94). 4. Ordem denegada” (MS 29192/DF, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14).
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foi oportunizada a ampla defesa e o contraditório, com a
necessária e direta intimação das serventias, o que ocorreu
de forma individualizada para a referida serventia. (...)’
Também não subsiste o argumento concernente à lesão
oriunda de decisão proferida de forma monocrática, nos autos
do pedido de providências n 0000384.41.2010.2.00.0000, pois o
juízo monocrático foi devidamente fundamentado e encontra
amparo nos termos do art. 25, IX, do RICNJ, in verbis:
‘Art. 25 São atribuições do Relator:
(…)
IX - indeferir, monocraticamente, recurso, quando
intempestivo ou manifestamente incabível’.”
Saliente-se, por fim, que nos autos do MS n 29.192/DF, esta Corte
proferiu acórdão sobre situação semelhante à presente, tendo decidido
pela denegação da ordem, em julgado assim ementado:
“Direito
Constitucional.
Serventia
extrajudicial.
Provimento originário sem prévia aprovação em concurso
público. Submissão da remuneração do responsável interino
pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. Ordem
denegada. 1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88. 2.
Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é
inconstitucional o acesso aos serviços notarial e de registro sem
prévia aprovação em concurso público. 3. O titular interino não
atua como delegado do serviço notarial e de registro porque
não preenche os requisitos para tanto. Age, em verdade, como
preposto do Poder Público e, nessa condição, deve submeter-se
aos limites remuneratórios previstos para os agentes estatais,
não se lhe aplicando o regime remuneratório previsto para os
delegados do serviço público extrajudicial (art. 28 da Lei n
8.935/94). 4. Ordem denegada” (MS 29192/DF, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14).
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
MS 30180 AGR / DF
Destarte, as razões do presente agravo não infirmam a
fundamentação expendida quando da prolação da decisão agravada, a
qual subsiste na íntegra.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
MS 30180 AGR / DF
Destarte, as razões do presente agravo não infirmam a
fundamentação expendida quando da prolação da decisão agravada, a
qual subsiste na íntegra.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S) : LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 30.180
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA
ADV.(A/S) : LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES
AGDO.(A/S) : CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA
ADV.(A/S) : RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"MS n 29 . 192 / DF",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS 30180 AGR / DF",
"ADI n 1 . 350 / RO",
"ADI n 1 . 350 / RO",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS 28 . 371",
"MS 28 . 279",
"ADI 4140",
"ADI 2 . 891 - MC",
"ADI 2602",
"ADI 865 - MC",
"MS 30180 AGR",
"MS 28 . 371",
"MS 28 . 279",
"ADI 4140",
"ADI 2 . 891 - MC",
"ADI 2602",
"ADI 865 - MC",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS 28 . 279 DF",
"MS 28 . 371 - AgRg",
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"MS 28440 AgR / DF",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS 28 . 279 DF",
"MS 28 . 371 - AgRg",
"MS 28 . 273",
"MS 28440 AgR / DF",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS n 28 . 279 / DF",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS n 28 . 279 / DF",
"MS 30180 AGR / DF",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126 / RO",
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"552",
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"/",
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"978",
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".",
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"Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126 / RO",
"417",
"/",
"ES",
".",
"978",
"/",
"Recursos Extraordinários 182 . 641 / SP",
"191",
".",
"794",
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"RS",
"252",
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"/",
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"MS 30180 AGR / DF Peluso",
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"/",
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"/",
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".",
"347",
"/",
"MG",
".",
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".",
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".",
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"/",
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"Agravo de Instrumento 654 . 228 - AgR / MG",
"MS 28 . 279 / DF",
"MS n 22 . 357 / DF",
"MS 30180 AGR / DF Peluso",
"302",
".",
"739",
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"335",
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"286",
"/",
"SC",
"378",
".",
"347",
"/",
"MG",
"383",
".",
"408",
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"AgR",
"/",
"MG",
"413",
".",
"082",
"-",
"AgR",
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"SP",
"566",
".",
"314",
"/",
"GO",
"Agravo de Instrumento 654 . 228 - AgR / MG",
"MS 28 . 279 / DF",
"MS n 22 . 357 / DF",
"MS 30180 AGR / DF",
"Petição n 70297 / 11",
"Petição n 70297 / 11",
"MS 30180 AGR / DF",
"PP n 0000384 - 41 . 2010 . 2 . 00 . 0000",
"ADI 126",
"ADI 3 . 978",
"MS 30180 AGR / DF",
"PP n 0000384 - 41 . 2010 . 2 . 00 . 0000",
"ADI 126",
"ADI 3 . 978",
"MS 30180 AGR / DF",
"pedido",
"MS 30180 AGR / DF",
"Proc",
"MS 30180 AGR / DF",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 2 . 602",
"MS 30180 AGR / DF",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 2 . 602",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS 29 . 039 / DF - MC - AgR",
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"MS 29 . 283 / DF - MC",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS 29 . 039 / DF - MC - AgR",
"MS 28 . 815 / DF - MC - AgR",
"MS 29 . 283 / DF - MC",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS 30180 AGR / DF",
"ADI n 1 . 350 / RO",
"ADI n 1 . 350 / RO",
"MS 30180 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário n 566 . 314 / GO - AgR",
"AI n 654 . 228 / MG - AgR",
"MS 28 . 371",
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"MS 30180 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário n 566 . 314 / GO - AgR",
"AI n 654 . 228 / MG - AgR",
"MS 28 . 371",
"MS 28 . 279",
"MS 30180 AGR / DF",
"ADI 4140",
"ADI 2 . 891 - MC",
"ADI 2602",
"ADI 865 - MC",
"MS 28 . 279 DF",
"MS 28 . 371 - AgRg",
"MS 28 . 273",
"MS",
"ADI 4140",
"ADI 2 . 891 - MC",
"ADI 2602",
"ADI 865 - MC",
"MS 28 . 279 DF",
"MS 28 . 371 - AgRg",
"MS 28 . 273",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS n 28 . 440 AgR / DF",
"MS n 28 . 279 / DF",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126 / RO",
"363",
"552",
"RJ",
"690",
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"GO",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS n 28 . 440 AgR / DF",
"MS n 28 . 279 / DF",
"Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126 / RO",
"MS 30180 AGR / DF",
"417",
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"ES",
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"Agravo de Instrumento 654 . 228 - AgR / MG",
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"417",
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"ES",
"3",
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"978",
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"SC",
"Recursos Extraordinários 182 . 641 / SP",
"191",
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"794",
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"RS",
"252",
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"AgR",
"/",
"SP",
"302",
".",
"739",
"-",
"AgR",
"/",
"RS",
"335",
".",
"286",
"/",
"SC",
"378",
".",
"347",
"/",
"MG",
"383",
".",
"408",
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"AgR",
"/",
"MG",
"413",
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"082",
"-",
"AgR",
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"SP",
"566",
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"GO",
"Agravo de Instrumento 654 . 228 - AgR / MG",
"MS 28 . 279 / DF",
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"MS 30180 AGR / DF",
"MS 22357",
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"MS 29 . 039 / DF - MC -",
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"Petição n 70297 / 11",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS 29 . 039 / DF - MC - AgR",
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"MS 29 . 283 / DF - MC",
"Petição n 70297 / 11",
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"PP n 0000384 - 41 . 2010 . 2 . 00 . 0000",
"ADI 126",
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"PP n 0000384 - 41 . 2010 . 2 . 00 . 0000",
"ADI 126",
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"pedido",
"MS n 29 . 192 / DF",
"MS 29192 / DF",
"MS 30180 AGR / DF",
"MS 30180 AGR"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 28 da Lei n 8 . 935 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 236 E PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"LEI 9 . 835 / 1994",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei 8 . 935 / 1994",
"Lei 10 . 506 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 9 . 835 / 1994",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"art . 236 , caput , e",
"Lei 8 . 935 / 1994",
"Lei 10 . 506 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"Constituição de 1988",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição de 1988",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"Constituição de 1988",
"art . 54 da Lei 9 . 784",
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"Constituição Federal de 1988",
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"Estatutos dos Servidores Públicos Civis",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
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"ARTIGO 236 , PARÁGRAFO 3 . . . , DA",
"CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
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"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"CONSTITUIÇÃO",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
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"Lei 8 . 935 / 1994",
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"Constituição de 1988",
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"Constituição Federal",
"Lei 8 . 935 / 1994",
"RJ",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"art . 208 da Constituição",
"Emenda Constitucional 22 / 1983",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 208 da Carta",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 103 - B , § 4 . . . , II , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
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"Constituição Federal de 1988",
"art . 103 - B , § 4 . . . , II , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 208 da Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 208 da Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal",
"236 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 25 , IX , do RICNJ",
"Constituição Federal de 1988 /",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 25 , IX , do RICNJ",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 28 da Lei n 8 . 935 / 1994",
"artigo 236 da Constituição Federal",
"artigo 208 da Constituição Federal de 1967",
"Constituição Federal de 1988",
"artigo 47 da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"artigo 28 da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"artigo 3 . . . da Lei n . 8 . 935 / 1994",
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"art . 28 da Lei n 8 . 935 / 1994",
"artigo 236 da Constituição Federal",
"artigo 208 da Constituição Federal de 1967",
"Constituição Federal de 1988",
"artigo 47 da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"artigo 28 da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"artigo 3 . . . da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1967",
"art . 54 da Lei n 9 . 784",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1967",
"art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988",
"Constituição da República de 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988",
"Constituição da República de 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição Federal de 1988",
"ARTIGO 236 E PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"LEI 9 . 835 / 1994",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"art . 236 , caput , e",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei 8 . 935 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição Federal de 1988",
"ARTIGO 236 E PARÁGRAFOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"LEI 9 . 835 / 1994",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei 8 . 935 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 10 . 506 / 2002",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição de 1988",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"Constituição de 1988",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 10 . 506 / 2002",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição de 1988",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"Constituição de 1988",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"ARTIGO 236 , PARÁGRAFO 3 . . . , DA",
"CONSTITUIÇÃO",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Lei 8 . 935 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"ARTIGO 236 , PARÁGRAFO 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Lei 8 . 935 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"art . 208 da Constituição pretérita",
"Emenda Constitucional 22 / 1983",
"Constituição de 1988",
"art . 208 da Carta pretérita",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999",
"Constituição Federal",
"art . 208 da Constituição",
"Emenda Constitucional 22 / 1983",
"Constituição de 1988",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 28 da Lei n 8 . 935 / 1994",
"artigo 236 da Constituição Federal",
"artigo 208 da Constituição Federal de 1967",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição",
"artigo 47 da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"artigo 28 da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"artigo 3 . . . da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 28 da Lei n 8 . 935 / 1994",
"artigo 236 da Constituição Federal",
"artigo 208 da Constituição Federal de 1967",
"Constituição Federal de 1988",
"artigo 47 da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"artigo 28 da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"artigo 3 . . . da Lei n . 8 . 935 / 1994",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 208 da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 208 da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"artigo 236 da Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 25 , IX , do RICNJ",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 28 da Lei n 8 . 935 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 25 , IX , do RICNJ",
"art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 28 da Lei n 8 . 935 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
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"Brasília",
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"DISTRITO FEDERAL",
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"Plenário",
"Plenário",
"Plenário",
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"Plenário",
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"Plenário",
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"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA",
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"HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA",
"RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA",
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"OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA",
"Celso de Mello",
"DIAS TOFFOLI",
"OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA",
"LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES",
"HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA",
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"ALBUQUERQUE , Rogério Bonnassis de",
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"Gilmar Mendes",
"Nelson Jobim",
"Carlos Britto",
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"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
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"Octavio Gallotti",
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"Humberto Monteiro da Costa",
"Octavio Gallotti",
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"Luiz Fux",
"Ayres Britto",
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"DIAS TOFFOLI",
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"Celso de Mello",
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"ELLEN GRACIE",
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"JOAQUIM BARBOSA",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"JOAQUIM BARBOSA",
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"Octavio Gallotti",
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"Carlos Britto",
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"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
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"Luiz Fux",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
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"Octavio Gallotti",
"Eros Grau",
"Humberto Monteiro da Costa",
"Octavio Gallotti",
"Eros Grau",
"DIAS TOFFOLI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA",
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"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
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"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"OTHILIA ALZITA PEREIRA DA SILVA MOLINA",
"LUÍS JUSTINIANO HAIEK FERNANDES",
"HUMBERTO MONTEIRO DA COSTA",
"RAQUEL VASCONCELLOS BRAMBILLA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
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".",
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"02",
".",
"13",
"21",
".",
"02",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"6",
"/",
"13",
"05",
".",
"6",
".",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"6",
"/",
"13",
"05",
".",
"6",
".",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"5",
".",
"1996",
"25",
".",
"8",
".",
"1995",
"05",
".",
"5",
".",
"1998",
"29",
".",
"10",
".",
"2009",
"15",
".",
"3",
".",
"1996",
"06",
".",
"3",
".",
"1998",
"02",
".",
"6",
".",
"2006",
"26",
".",
"4",
".",
"2002",
"15",
".",
"6",
".",
"2004",
"29",
".",
"4",
".",
"2005",
"19",
".",
"12",
".",
"2003",
"05",
".",
"5",
".",
"2006",
"19",
".",
"12",
".",
"2007",
"18",
".",
"4",
".",
"2008",
"29",
"/",
"4",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"5",
".",
"1996",
"25",
".",
"8",
".",
"1995",
"05",
".",
"5",
".",
"1998",
"29",
".",
"10",
".",
"2009",
"15",
".",
"3",
".",
"1996",
"06",
".",
"3",
".",
"1998",
"02",
".",
"6",
".",
"2006",
"26",
".",
"4",
".",
"2002",
"15",
".",
"6",
".",
"2004",
"29",
".",
"4",
".",
"2005",
"19",
".",
"12",
".",
"2003",
"05",
".",
"5",
".",
"2006",
"19",
".",
"12",
".",
"2007",
"18",
".",
"4",
".",
"2008",
"29",
"/",
"4",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"05",
"/",
"2004",
"05",
"-",
"11",
"-",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"05",
"/",
"2004",
"05",
"-",
"11",
"-",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"6",
"/",
"13",
"13",
"/",
"8",
"/",
"13",
"22",
"/",
"11",
"/",
"10",
"24",
"/",
"1",
"/",
"10",
"5",
"/",
"10",
"/",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"6",
"/",
"13",
"13",
"/",
"8",
"/",
"13",
"22",
"/",
"11",
"/",
"10",
"24",
"/",
"1",
"/",
"10",
"5",
"/",
"10",
"/",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"6",
"/",
"09",
"20",
"/",
"6",
"/",
"96",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"6",
"/",
"09",
"20",
"/",
"6",
"/",
"96",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"10",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"10",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S)
:PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE
ADOTA OS FUNDAMENTOS DA SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU.
FUNDAMENTAÇÃO
VÁLIDA.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA
279/STF.
Não viola a regra do art. 93, IX, da CF/88 o acórdão que adota os
fundamentos da sentença de primeiro grau como razão de decidir.
Precedentes.
O Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso
extraordinário para o questionamento de alegada violação à legislação
infraconstitucional. Precedente.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável
em recurso extraordinário.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7220362.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 833375 AGR / RS
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833375 AGR / RS
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S)
:PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PROVA.
PALAVRA DO POLICIAL. VALOR. CONDENAÇÃO
MANTIDA.
Em termos de prova convincente, os depoimentos
dos policiais envolvidos nas diligências preponderam
sobre a do réu. Esta preponderância resulta da lógica e da
razão, pois não se imagina que, sendo uma pessoa séria e
idônea, e sem qualquer animosidade específica contra o
agente, vá a juízo e mentir, acusando um inocente. Deve-
se examinar a declaração pelos elementos que contém,
confrontando-o com as outras provas ou indícios obtidos
na instrução e discute- se a pessoa do depoente. Se a prova
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S)
:PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PROVA.
PALAVRA DO POLICIAL. VALOR. CONDENAÇÃO
MANTIDA.
Em termos de prova convincente, os depoimentos
dos policiais envolvidos nas diligências preponderam
sobre a do réu. Esta preponderância resulta da lógica e da
razão, pois não se imagina que, sendo uma pessoa séria e
idônea, e sem qualquer animosidade específica contra o
agente, vá a juízo e mentir, acusando um inocente. Deve-
se examinar a declaração pelos elementos que contém,
confrontando-o com as outras provas ou indícios obtidos
na instrução e discute- se a pessoa do depoente. Se a prova
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Relatório
ARE 833375 AGR / RS
sobrevive depois desta análise, ela é forte para a
condenação, não importando quem a trouxe. Foi o que
ocorreu na hipótese em julgamento. Os policiais
informaram, em depoimentos convincentes, sobre a posse
do entorpecente com a pessoa do recorrente e que, pelas
circunstâncias apuradas na prova, a droga era destinada
ao comércio. DECISÃO: Apelo defensivo desprovido.
Unânime.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
1º, III, 5º, LV e 93, IX, da Constituição. Alega que o acórdão
recorrido ao negar provimento ao recurso de Apelação manejado pela
defesa, utilizou exclusivamente a sentença recorrida como razão de
decidir . Afirma, ainda, que a sentença proferida em desfavor do réu,
ao analisar as provas produzidas nos autos, entendeu por desprezar as
declarações das testemunhas arroladas pela defesa em razão destas
residirem em localidade conhecidamente dominada pelo tráfico de
drogas, o que, na sua condução, acarreta prejuízos à credibilidade de
seus relatos .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que se ofensa houvesse a dispositivo constitucional,
não seria de forma frontal e direta, como exige o recurso
extraordinário, mas de forma reflexa .
O recurso é inadmissível, tendo em vista que não viola a
exigência constitucional de motivação o acórdão de segunda
instância que adota como razões de decidir os fundamentos
contidos na sentença recorrida. Nessa linha, vejam-se o ARE
710.288, Rel. Min. Luiz Fux; o AI 738.982-AgR, Rel. Min.
Joaquim Barbosa; e o RE 179.557-AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ilmar Galvão, assim ementado:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE ADOTA OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU. ALEGADA
VIOLAÇÃO AOS ARTS. 93, IX, DA CF/88 E 23, § 6º, DA
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ARE 833375 AGR / RS
sobrevive depois desta análise, ela é forte para a
condenação, não importando quem a trouxe. Foi o que
ocorreu na hipótese em julgamento. Os policiais
informaram, em depoimentos convincentes, sobre a posse
do entorpecente com a pessoa do recorrente e que, pelas
circunstâncias apuradas na prova, a droga era destinada
ao comércio. DECISÃO: Apelo defensivo desprovido.
Unânime.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
1º, III, 5º, LV e 93, IX, da Constituição. Alega que o acórdão
recorrido ao negar provimento ao recurso de Apelação manejado pela
defesa, utilizou exclusivamente a sentença recorrida como razão de
decidir . Afirma, ainda, que a sentença proferida em desfavor do réu,
ao analisar as provas produzidas nos autos, entendeu por desprezar as
declarações das testemunhas arroladas pela defesa em razão destas
residirem em localidade conhecidamente dominada pelo tráfico de
drogas, o que, na sua condução, acarreta prejuízos à credibilidade de
seus relatos .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que se ofensa houvesse a dispositivo constitucional,
não seria de forma frontal e direta, como exige o recurso
extraordinário, mas de forma reflexa .
O recurso é inadmissível, tendo em vista que não viola a
exigência constitucional de motivação o acórdão de segunda
instância que adota como razões de decidir os fundamentos
contidos na sentença recorrida. Nessa linha, vejam-se o ARE
710.288, Rel. Min. Luiz Fux; o AI 738.982-AgR, Rel. Min.
Joaquim Barbosa; e o RE 179.557-AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ilmar Galvão, assim ementado:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE ADOTA OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU. ALEGADA
VIOLAÇÃO AOS ARTS. 93, IX, DA CF/88 E 23, § 6º, DA
2
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Relatório
ARE 833375 AGR / RS
EC Nº 01/69. PREQÜESTIONAMENTO.
Não se pode dizer não fundamentado o acórdão que
adota os fundamentos da sentença de primeira instância,
incorporados como razão de decidir e, por isso, a
confirma. Ademais, a regra do art. 93, IX, da Constituição
não permite que se declare anulável a decisão de segunda
instância que confirma a da primeira, pelos seus
fundamentos.
(...)
Recurso extraordinário não conhecido.’
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-
se o AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro
Gilmar Mendes.
Incide, ainda, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Nessa linha, veja-se o AI 839.837-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski.
Por fim, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, necessária seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimento inviável em recurso extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante alega que “ao recorrente não foi
oportunizado o duplo grau de jurisdição, pois a exclusiva reprodução dos
fundamentos da sentença, sem adição de argumentos próprios do julgador,
significa a não reapreciação da decisão recorrida, mas apenas a sua confirmação
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833375 AGR / RS
EC Nº 01/69. PREQÜESTIONAMENTO.
Não se pode dizer não fundamentado o acórdão que
adota os fundamentos da sentença de primeira instância,
incorporados como razão de decidir e, por isso, a
confirma. Ademais, a regra do art. 93, IX, da Constituição
não permite que se declare anulável a decisão de segunda
instância que confirma a da primeira, pelos seus
fundamentos.
(...)
Recurso extraordinário não conhecido.’
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-
se o AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro
Gilmar Mendes.
Incide, ainda, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Nessa linha, veja-se o AI 839.837-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski.
Por fim, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, necessária seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF),
procedimento inviável em recurso extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante alega que “ao recorrente não foi
oportunizado o duplo grau de jurisdição, pois a exclusiva reprodução dos
fundamentos da sentença, sem adição de argumentos próprios do julgador,
significa a não reapreciação da decisão recorrida, mas apenas a sua confirmação
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Relatório
ARE 833375 AGR / RS
desamparada de fundamentos”. Aduz que, “no que tange à ofensa ao princípio
da dignidade da pessoa humana, a apreciação de tal pretensão não esbarra na
Súmula 297/STF e sequer objetiva ver reconhecida violação à legislação
infraconstitucional, discutindo-se o seu sentido à luz da Constituição Federal”.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 833375 AGR / RS
desamparada de fundamentos”. Aduz que, “no que tange à ofensa ao princípio
da dignidade da pessoa humana, a apreciação de tal pretensão não esbarra na
Súmula 297/STF e sequer objetiva ver reconhecida violação à legislação
infraconstitucional, discutindo-se o seu sentido à luz da Constituição Federal”.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Com efeito, tal como constatou a decisão agravada, não
viola a exigência constitucional de motivação, o acórdão de segunda
instância que adota como razões de decidir os fundamentos contidos na
sentença recorrida. Nessa linha, vejam-se o ARE 710.288, Rel. Min. Luiz
Fux; o AI 738.982-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e o RE 179.557-AgR,
julgado sob a relatoria do Ministro Ilmar Galvão, assim ementado:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE ADOTA OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU. ALEGADA VIOLAÇÃO
AOS ARTS. 93, IX, DA CF/88 E 23, § 6º, DA EC Nº 01/69.
PREQÜESTIONAMENTO.
Não se pode dizer não fundamentado o acórdão que adota
os fundamentos da sentença de primeira instância,
incorporados como razão de decidir e, por isso, a confirma.
Ademais, a regra do art. 93, IX, da Constituição não permite
que se declare anulável a decisão de segunda instância que
confirma a da primeira, pelos seus fundamentos.
[...]
Recurso extraordinário não conhecido.”
3.
Incide, ainda, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional,
sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7220364.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Com efeito, tal como constatou a decisão agravada, não
viola a exigência constitucional de motivação, o acórdão de segunda
instância que adota como razões de decidir os fundamentos contidos na
sentença recorrida. Nessa linha, vejam-se o ARE 710.288, Rel. Min. Luiz
Fux; o AI 738.982-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e o RE 179.557-AgR,
julgado sob a relatoria do Ministro Ilmar Galvão, assim ementado:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE ADOTA OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU. ALEGADA VIOLAÇÃO
AOS ARTS. 93, IX, DA CF/88 E 23, § 6º, DA EC Nº 01/69.
PREQÜESTIONAMENTO.
Não se pode dizer não fundamentado o acórdão que adota
os fundamentos da sentença de primeira instância,
incorporados como razão de decidir e, por isso, a confirma.
Ademais, a regra do art. 93, IX, da Constituição não permite
que se declare anulável a decisão de segunda instância que
confirma a da primeira, pelos seus fundamentos.
[...]
Recurso extraordinário não conhecido.”
3.
Incide, ainda, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional,
sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 833375 AGR / RS
se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837 AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
4.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF),
procedimento inviável em de recurso extraordinário. Quanto à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do voto condutor do acórdão recorrido:
“[...]
O apelo não procede. A prova, como salientou o ilustre
Julgador, Dr. Cleber Augusto Tonial, mostrou-se segura a
respeito da traficância praticada pelo recorrente.
[...]”
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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ARE 833375 AGR / RS
se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837 AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
4.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF),
procedimento inviável em de recurso extraordinário. Quanto à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do voto condutor do acórdão recorrido:
“[...]
O apelo não procede. A prova, como salientou o ilustre
Julgador, Dr. Cleber Augusto Tonial, mostrou-se segura a
respeito da traficância praticada pelo recorrente.
[...]”
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S) : PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112101
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S) : PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7261114
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-18T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE ADOTA OS FUNDAMENTOS DA SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU. FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
Não viola a regra do art. 93, IX, da CF/88 o acórdão que adota os fundamentos da sentença de primeiro grau como razão de decidir. Precedentes.
O Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegada violação à legislação infraconstitucional. Precedente.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur285006
|
- Acórdão(s) citado(s):
(TRIBUNAL, FUNDAMENTOS, DECISÃO, PRIMEIRA INSTÂNCIA)
RE 179557 (2ªT), AI 738982 AgR (2ªT).
(MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
AI 839837 AgR (1ªT).
- Decisão monocrática citada:
(TRIBUNAL, FUNDAMENTOS, DECISÃO, PRIMEIRA INSTÂNCIA)
ARE 710288.
Número de páginas: 9.
Análise: 16/12/2014, BRU.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
833375
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 833375 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S) : PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S)
:PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE
ADOTA OS FUNDAMENTOS DA SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU.
FUNDAMENTAÇÃO
VÁLIDA.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal.
Não viola a regra do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88 o acórdão que adota os
fundamentos da sentença de primeiro grau como razão de decidir.
Precedentes.
O Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso
extraordinário para o questionamento de alegada violação à legislação
infraconstitucional. Precedente.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável
em recurso extraordinário.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 833375 AGR / RS
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 833375 AGR / RS
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S)
:PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PROVA.
PALAVRA DO POLICIAL. VALOR. CONDENAÇÃO
MANTIDA.
Em termos de prova convincente, os depoimentos
dos policiais envolvidos nas diligências preponderam
sobre a do réu. Esta preponderância resulta da lógica e da
razão, pois não se imagina que, sendo uma pessoa séria e
idônea, e sem qualquer animosidade específica contra o
agente, vá a juízo e mentir, acusando um inocente. Deve-
se examinar a declaração pelos elementos que contém,
confrontando-o com as outras provas ou indícios obtidos
na instrução e discute- se a pessoa do depoente. Se a prova
Supremo Tribunal Federal
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21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S)
:PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO
DO ESTADO
DO RIO
GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, pelos
seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado:
‘TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PROVA.
PALAVRA DO POLICIAL. VALOR. CONDENAÇÃO
MANTIDA.
Em termos de prova convincente, os depoimentos
dos policiais envolvidos nas diligências preponderam
sobre a do réu. Esta preponderância resulta da lógica e da
razão, pois não se imagina que, sendo uma pessoa séria e
idônea, e sem qualquer animosidade específica contra o
agente, vá a juízo e mentir, acusando um inocente. Deve-
se examinar a declaração pelos elementos que contém,
confrontando-o com as outras provas ou indícios obtidos
na instrução e discute- se a pessoa do depoente. Se a prova
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 833375 AGR / RS
sobrevive depois desta análise, ela é forte para a
condenação, não importando quem a trouxe. Foi o que
ocorreu na hipótese em julgamento. Os policiais
informaram, em depoimentos convincentes, sobre a posse
do entorpecente com a pessoa do recorrente e que, pelas
circunstâncias apuradas na prova, a droga era destinada
ao comércio. DECISÃO: Apelo defensivo desprovido.
Unânime.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
1..., III, 5..., LV e 93, IX, da Constituição. Alega que o acórdão
recorrido ao negar provimento ao recurso de Apelação manejado pela
defesa, utilizou exclusivamente a sentença recorrida como razão de
decidir . Afirma, ainda, que a sentença proferida em desfavor do réu,
ao analisar as provas produzidas nos autos, entendeu por desprezar as
declarações das testemunhas arroladas pela defesa em razão destas
residirem em localidade conhecidamente dominada pelo tráfico de
drogas, o que, na sua condução, acarreta prejuízos à credibilidade de
seus relatos .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que se ofensa houvesse a dispositivo constitucional,
não seria de forma frontal e direta, como exige o recurso
extraordinário, mas de forma reflexa .
O recurso é inadmissível, tendo em vista que não viola a
exigência constitucional de motivação o acórdão de segunda
instância que adota como razões de decidir os fundamentos
contidos na sentença recorrida. Nessa linha, vejam-se o ARE
710.288, Rel. Min. Luiz Fux; o AI 738.982-AgR, Rel. Min.
Joaquim Barbosa; e o Recurso Extraordinário 179.557-AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ilmar Galvão, assim ementado:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE ADOTA OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU. ALEGADA
VIOLAÇÃO AOS ARTS. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88 E 23, § 6..., DA
2
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ARE 833375 AGR / RS
sobrevive depois desta análise, ela é forte para a
condenação, não importando quem a trouxe. Foi o que
ocorreu na hipótese em julgamento. Os policiais
informaram, em depoimentos convincentes, sobre a posse
do entorpecente com a pessoa do recorrente e que, pelas
circunstâncias apuradas na prova, a droga era destinada
ao comércio. DECISÃO: Apelo defensivo desprovido.
Unânime.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
1..., III, 5..., LV e 93, IX, da Constituição. Alega que o acórdão
recorrido ao negar provimento ao recurso de Apelação manejado pela
defesa, utilizou exclusivamente a sentença recorrida como razão de
decidir . Afirma, ainda, que a sentença proferida em desfavor do réu,
ao analisar as provas produzidas nos autos, entendeu por desprezar as
declarações das testemunhas arroladas pela defesa em razão destas
residirem em localidade conhecidamente dominada pelo tráfico de
drogas, o que, na sua condução, acarreta prejuízos à credibilidade de
seus relatos .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que se ofensa houvesse a dispositivo constitucional,
não seria de forma frontal e direta, como exige o recurso
extraordinário, mas de forma reflexa .
O recurso é inadmissível, tendo em vista que não viola a
exigência constitucional de motivação o acórdão de segunda
instância que adota como razões de decidir os fundamentos
contidos na sentença recorrida. Nessa linha, vejam-se o ARE
710.288, Rel. Min. Luiz Fux; o AI 738.982-AgR, Rel. Min.
Joaquim Barbosa; e o Recurso Extraordinário 179.557-AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ilmar Galvão, assim ementado:
‘RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE ADOTA OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU. ALEGADA
VIOLAÇÃO AOS ARTS. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88 E 23, § 6..., DA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
ARE 833375 AGR / RS
EC n 01/69. PREQÜESTIONAMENTO.
Não se pode dizer não fundamentado o acórdão que
adota os fundamentos da sentença de primeira instância,
incorporados como razão de decidir e, por isso, a
confirma. Ademais, a regra do art. 93, IX, da Constituição
não permite que se declare anulável a decisão de segunda
instância que confirma a da primeira, pelos seus
fundamentos.
(...)
Recurso extraordinário não conhecido.’
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-
se o AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro
Gilmar Mendes.
Incide, ainda, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Nessa linha, veja-se o AI 839.837-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski.
Por fim, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, necessária seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimento inviável em recurso extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante alega que “ao recorrente não foi
oportunizado o duplo grau de jurisdição, pois a exclusiva reprodução dos
fundamentos da sentença, sem adição de argumentos próprios do julgador,
significa a não reapreciação da decisão recorrida, mas apenas a sua confirmação
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833375 AGR / RS
EC n 01/69. PREQÜESTIONAMENTO.
Não se pode dizer não fundamentado o acórdão que
adota os fundamentos da sentença de primeira instância,
incorporados como razão de decidir e, por isso, a
confirma. Ademais, a regra do art. 93, IX, da Constituição
não permite que se declare anulável a decisão de segunda
instância que confirma a da primeira, pelos seus
fundamentos.
(...)
Recurso extraordinário não conhecido.’
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, confira-
se o AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro
Gilmar Mendes.
Incide, ainda, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação
infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição. Nessa linha, veja-se o AI 839.837-AgR, julgado sob
a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski.
Por fim, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, necessária seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimento inviável em recurso extraordinário.
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante alega que “ao recorrente não foi
oportunizado o duplo grau de jurisdição, pois a exclusiva reprodução dos
fundamentos da sentença, sem adição de argumentos próprios do julgador,
significa a não reapreciação da decisão recorrida, mas apenas a sua confirmação
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Relatório
ARE 833375 AGR / RS
desamparada de fundamentos”. Aduz que, “no que tange à ofensa ao princípio
da dignidade da pessoa humana, a apreciação de tal pretensão não esbarra na
Súmula 297/Supremo Tribunal Federal e sequer objetiva ver reconhecida violação à legislação
infraconstitucional, discutindo-se o seu sentido à luz da Constituição Federal”.
3.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 833375 AGR / RS
desamparada de fundamentos”. Aduz que, “no que tange à ofensa ao princípio
da dignidade da pessoa humana, a apreciação de tal pretensão não esbarra na
Súmula 297/Supremo Tribunal Federal e sequer objetiva ver reconhecida violação à legislação
infraconstitucional, discutindo-se o seu sentido à luz da Constituição Federal”.
3.
É o relatório.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Com efeito, tal como constatou a decisão agravada, não
viola a exigência constitucional de motivação, o acórdão de segunda
instância que adota como razões de decidir os fundamentos contidos na
sentença recorrida. Nessa linha, vejam-se o ARE 710.288, Rel. Min. Luiz
Fux; o AI 738.982-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e o Recurso Extraordinário 179.557-AgR,
julgado sob a relatoria do Ministro Ilmar Galvão, assim ementado:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE ADOTA OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU. ALEGADA VIOLAÇÃO
AOS ARTS. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88 E 23, § 6..., DA EC n 01/69.
PREQÜESTIONAMENTO.
Não se pode dizer não fundamentado o acórdão que adota
os fundamentos da sentença de primeira instância,
incorporados como razão de decidir e, por isso, a confirma.
Ademais, a regra do art. 93, IX, da Constituição não permite
que se declare anulável a decisão de segunda instância que
confirma a da primeira, pelos seus fundamentos.
[...]
Recurso extraordinário não conhecido.”
3.
Incide, ainda, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional,
sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-
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21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Com efeito, tal como constatou a decisão agravada, não
viola a exigência constitucional de motivação, o acórdão de segunda
instância que adota como razões de decidir os fundamentos contidos na
sentença recorrida. Nessa linha, vejam-se o ARE 710.288, Rel. Min. Luiz
Fux; o AI 738.982-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa; e o Recurso Extraordinário 179.557-AgR,
julgado sob a relatoria do Ministro Ilmar Galvão, assim ementado:
“RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO QUE ADOTA OS FUNDAMENTOS DA
SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU. ALEGADA VIOLAÇÃO
AOS ARTS. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88 E 23, § 6..., DA EC n 01/69.
PREQÜESTIONAMENTO.
Não se pode dizer não fundamentado o acórdão que adota
os fundamentos da sentença de primeira instância,
incorporados como razão de decidir e, por isso, a confirma.
Ademais, a regra do art. 93, IX, da Constituição não permite
que se declare anulável a decisão de segunda instância que
confirma a da primeira, pelos seus fundamentos.
[...]
Recurso extraordinário não conhecido.”
3.
Incide, ainda, a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional,
sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 833375 AGR / RS
se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837 AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
4.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimento inviável em de recurso extraordinário. Quanto à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do voto condutor do acórdão recorrido:
“[...]
O apelo não procede. A prova, como salientou o ilustre
Julgador, Dr. Cleber Augusto Tonial, mostrou-se segura a
respeito da traficância praticada pelo recorrente.
[...]”
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833375 AGR / RS
se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837 AgR, julgado sob a relatoria
do Ministro Ricardo Lewandowski:
“[...]
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
4.
Ademais, para chegar a conclusão diversa do acórdão
recorrido, imprescindível seria uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal),
procedimento inviável em de recurso extraordinário. Quanto à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do voto condutor do acórdão recorrido:
“[...]
O apelo não procede. A prova, como salientou o ilustre
Julgador, Dr. Cleber Augusto Tonial, mostrou-se segura a
respeito da traficância praticada pelo recorrente.
[...]”
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S) : PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.375
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FABIANO LEMOS MAGAGNIN
ADV.(A/S) : PAULA SAMURIO SCHUSTER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833 . 375",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 833375 AGR / RS",
"ARE 833375 AGR / RS",
"AGRAVO 833 . 375",
"AGRAVO 833 . 375",
"ARE 833375 AGR / RS",
"ARE 710 . 288",
"AI 738 . 982 - AgR",
"Recurso Extraordinário 179 . 557 - AgR",
"ARE 833375 AGR / RS",
"ARE 710 . 288",
"AI 738 . 982 - AgR",
"Recurso Extraordinário 179 . 557 - AgR",
"ARE 833375 AGR / RS",
"EC n 01 / 69",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"AI 839 . 837 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 833375 AGR / RS EC n 01 / 69",
"AI 791 . 292 -",
"AI 839 . 837 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 833375",
"Súmula 297 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 833375 AGR / RS",
"Súmula 297 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 710 . 288",
"AI 738 . 982 - AgR",
"Recurso Extraordinário 179 . 557 - AgR",
"ARE 710 . 288",
"AI 738 . 982 - AgR",
"Recurso Extraordinário 179 . 557 - AgR",
"ARE 833375",
"AI 839 . 837 AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 833375 AGR / RS",
"AI 839 . 837 AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 833 . 375"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 1 . . . , III , 5 . . . , LV e 93 , IX , da Constituição",
"ARTS . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"23 , § 6 . . . , DA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 1 . . . , III , 5 . . . , LV e 93 , IX , da Constituição",
"ARTS . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"23 , § 6 . . . , DA 2 Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Constituição",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Constituição",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTS . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"23 , § 6 . . . , DA EC n 01 / 69",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"ARTS . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"23 , § 6 . . . , DA EC n 01 / 69",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário deste",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"FABIANO LEMOS MAGAGNIN",
"PAULA SAMURIO SCHUSTER",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"FABIANO LEMOS MAGAGNIN",
"PAULA SAMURIO SCHUSTER",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"FABIANO LEMOS MAGAGNIN",
"PAULA SAMURIO SCHUSTER",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"Joaquim Barbosa",
"Ilmar Galvão",
"Luiz Fux",
"Joaquim Barbosa",
"Ilmar Galvão",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"Joaquim Barbosa",
"Ilmar Galvão",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"Joaquim Barbosa",
"Ilmar Galvão",
"ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"Cleber Augusto Tonial",
"Ricardo Lewandowski",
"Cleber Augusto Tonial",
"ROBERTO BARROSO",
"FABIANO LEMOS MAGAGNIN",
"PAULA SAMURIO SCHUSTER",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"FABIANO LEMOS MAGAGNIN",
"PAULA SAMURIO SCHUSTER",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:L A P
ADV.(A/S)
:LAUREANO JOSÉ PEREIRA
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS EM FACE DE
DECISÃO
MONOCRÁTICA.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL. INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO DO HABEAS
CORPUS PARA DISCUTIR A ADMISSIBILIDADE DE RECURSO
INTERPOSTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSO A
QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Embargos convertidos em agravo
regimental, conforme reiterada jurisprudência do Tribunal. 2. A
orientação do Tribunal consolidou-se no sentido de que inexiste violação
ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro Relator, da
faculdade prevista no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do
RI/STF. 3. A decisão impugnada está em conformidade com o
entendimento de que não se admite a utilização do habeas corpus para o
reexame dos pressupostos de admissibilidade de recurso especial.
Precedentes. 4. Embargos conhecidos como agravo regimental. Recurso a
que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental e o desprover, nos termos do voto do
relator, vencido o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:L A P
ADV.(A/S)
:LAUREANO JOSÉ PEREIRA
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos da decisão
que negou seguimento ao HC 124.033, nos seguintes termos:
“Ementa: Habeas corpus. Requisitos
de admissibilidade de recurso da
competência do Superior Tribunal de
Justiça. Descabimento. Petição de habeas
corpus
que não foi instruída com
documentos capazes de esclarecer as
alegações do impetrante.
Writ
não
conhecido.
1. Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça.
2. O impetrante afirma que o paciente, condenado
definitivamente pela prática dos delitos de estupro e atentado
violento ao pudor, requereu ao Tribunal de Justiça do Estado de
Mato Grosso do Sul, em sede de revisão criminal, a anulação da
condenação ou o redimensionamento da pena. Ainda segundo
o impetrante, do acórdão estadual que rejeitou o pedido
revisional foram apresentados recurso especial, inadmitido na
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7100666.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:L A P
ADV.(A/S)
:LAUREANO JOSÉ PEREIRA
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos da decisão
que negou seguimento ao HC 124.033, nos seguintes termos:
“Ementa: Habeas corpus. Requisitos
de admissibilidade de recurso da
competência do Superior Tribunal de
Justiça. Descabimento. Petição de habeas
corpus
que não foi instruída com
documentos capazes de esclarecer as
alegações do impetrante.
Writ
não
conhecido.
1. Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça.
2. O impetrante afirma que o paciente, condenado
definitivamente pela prática dos delitos de estupro e atentado
violento ao pudor, requereu ao Tribunal de Justiça do Estado de
Mato Grosso do Sul, em sede de revisão criminal, a anulação da
condenação ou o redimensionamento da pena. Ainda segundo
o impetrante, do acórdão estadual que rejeitou o pedido
revisional foram apresentados recurso especial, inadmitido na
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
HC 124033 ED / DF
origem, e agravo em recurso especial, desprovido pelo
fundamento de que a pretensão do recorrente esbarraria na
Súmula 07 do Superior Tribunal de Justiça.
3. Na presente petição de habeas corpus, o impetrante alega
que o exame da tese da defesa não implicaria o reexame de
fatos e provas e requer a concessão da ordem, para que o
recurso especial interposto pelo recorrente seja admitido pelo
Superior Tribunal de Justiça e provido nos termos lá requeridos.
Decido.
4. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal
Federal é no sentido de que o habeas corpus não se presta para o
reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal ( v.g HC
99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto, HC 112.756, Rel.ª Min.ª Rosa
Weber, e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não
compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições
de cabimento de recurso para julgar novamente a causa, ou
determinar ao Superior Tribunal de Justiça que reaprecie o
mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki,
e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
5. Ademais, o presente habeas corpus não foi instruído com
qualquer documento capaz de permitir a compreensão das
alegações do impetrante, aplicando-se ao caso a orientação de
que ‘a ação de habeas corpus - que possui rito sumaríssimo - não
comporta, em função de sua própria natureza processual, maior
dilação probatória, eis que ao impetrante compete, na realidade - sem
prejuízo da complementação instrutória ministrada pelo órgão coator
-, subsidiar, com elementos documentais pré-constituídos, o
conhecimento da causa pelo Poder Judiciário. A utilização adequada
do remédio constitucional do habeas corpus impõe, em conseqüência,
seja o writ instruído, ordinariamente, com documentos suficientes e
necessários à analise da pretensão de direito material nele deduzida‘
(HC 68.698/SP, Rel. Min. Celso de Mello).
6. Nessas condições, com base no art. 38 da Lei nº
8.038/1990, c/c o art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7100666.
Supremo Tribunal Federal
HC 124033 ED / DF
origem, e agravo em recurso especial, desprovido pelo
fundamento de que a pretensão do recorrente esbarraria na
Súmula 07 do Superior Tribunal de Justiça.
3. Na presente petição de habeas corpus, o impetrante alega
que o exame da tese da defesa não implicaria o reexame de
fatos e provas e requer a concessão da ordem, para que o
recurso especial interposto pelo recorrente seja admitido pelo
Superior Tribunal de Justiça e provido nos termos lá requeridos.
Decido.
4. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal
Federal é no sentido de que o habeas corpus não se presta para o
reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal ( v.g HC
99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto, HC 112.756, Rel.ª Min.ª Rosa
Weber, e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não
compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições
de cabimento de recurso para julgar novamente a causa, ou
determinar ao Superior Tribunal de Justiça que reaprecie o
mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki,
e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
5. Ademais, o presente habeas corpus não foi instruído com
qualquer documento capaz de permitir a compreensão das
alegações do impetrante, aplicando-se ao caso a orientação de
que ‘a ação de habeas corpus - que possui rito sumaríssimo - não
comporta, em função de sua própria natureza processual, maior
dilação probatória, eis que ao impetrante compete, na realidade - sem
prejuízo da complementação instrutória ministrada pelo órgão coator
-, subsidiar, com elementos documentais pré-constituídos, o
conhecimento da causa pelo Poder Judiciário. A utilização adequada
do remédio constitucional do habeas corpus impõe, em conseqüência,
seja o writ instruído, ordinariamente, com documentos suficientes e
necessários à analise da pretensão de direito material nele deduzida‘
(HC 68.698/SP, Rel. Min. Celso de Mello).
6. Nessas condições, com base no art. 38 da Lei nº
8.038/1990, c/c o art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
HC 124033 ED / DF
2.
O recorrente, em petição de difícil intelecção, afirma que a
decisão agravada violou o princípio da colegialidade e requer, em caso de
desprovimento dos embargos, que se “declare prequestionada a questão
constitucional suscitada”.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 124033 ED / DF
2.
O recorrente, em petição de difícil intelecção, afirma que a
decisão agravada violou o princípio da colegialidade e requer, em caso de
desprovimento dos embargos, que se “declare prequestionada a questão
constitucional suscitada”.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço dos
embargos como agravo regimental (RMS 31.808 ED/DF, Relª. Minª.
Cármen Lúcia, DJe 14.05.2013; RMS 28.194 ED/SP, Rel. Min. Celso de
Mello, DJe 25.02.2013; RMS 28.488 ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe
21.09.2012).
2.
O recurso não deve ser provido. A orientação do Tribunal
consolidou-se no sentido de que inexiste violação ao princípio da
colegialidade na utilização, pelo Ministro Relator, da faculdade prevista
no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF. Vejam-se os
seguintes precedentes: MS 28097-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC
119.231-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e HC 101.450-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, assim ementado:
“HABEAS CORPUS JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À
MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO POSSIBILIDADE,
EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR,
MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA
COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE
REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, CAPUT, NA REDAÇÃO
DADA PELA ER Nº 30/2009) INOCORRÊNCIA DE
TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE
PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO
REGIMENTAL PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE
NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA CONTROVÉRSIA
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço dos
embargos como agravo regimental (RMS 31.808 ED/DF, Relª. Minª.
Cármen Lúcia, DJe 14.05.2013; RMS 28.194 ED/SP, Rel. Min. Celso de
Mello, DJe 25.02.2013; RMS 28.488 ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe
21.09.2012).
2.
O recurso não deve ser provido. A orientação do Tribunal
consolidou-se no sentido de que inexiste violação ao princípio da
colegialidade na utilização, pelo Ministro Relator, da faculdade prevista
no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF. Vejam-se os
seguintes precedentes: MS 28097-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC
119.231-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e HC 101.450-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, assim ementado:
“HABEAS CORPUS JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À
MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO POSSIBILIDADE,
EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR,
MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA
COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE
REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, CAPUT, NA REDAÇÃO
DADA PELA ER Nº 30/2009) INOCORRÊNCIA DE
TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE
PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO
REGIMENTAL PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE
NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA CONTROVÉRSIA
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 124033 ED / DF
QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE
FATOS E PROVAS INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA
SUMARÍSSIMA DO
HABEAS CORPUS
RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de habeas corpus constitui
remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo
(a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o
reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de
provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à
revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo
penal de conhecimento. Precedentes.”
3.
Além disso, a decisão que não admitiu a presente
impetração está em conformidade com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal se firmou no sentido de que não se admite a utilização
do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade
recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel.ª
Min.ª Rosa Weber; HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux).
4.
Diante do exposto, converto os embargos em agravo
regimental e nego provimento ao recurso.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 124033 ED / DF
QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE
FATOS E PROVAS INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA
SUMARÍSSIMA DO
HABEAS CORPUS
RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de habeas corpus constitui
remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo
(a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o
reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de
provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à
revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo
penal de conhecimento. Precedentes.”
3.
Além disso, a decisão que não admitiu a presente
impetração está em conformidade com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal se firmou no sentido de que não se admite a utilização
do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade
recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel.ª
Min.ª Rosa Weber; HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux).
4.
Diante do exposto, converto os embargos em agravo
regimental e nego provimento ao recurso.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fico
vencido na conversão e, também, na matéria de fundo, já que se tem
habeas corpus julgado pelo Relator.
Entendo inaplicável o artigo 557 do Código de Processo Civil,
subsidiariamente, e o artigo 21 do Regimento Interno.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207656.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fico
vencido na conversão e, também, na matéria de fundo, já que se tem
habeas corpus julgado pelo Relator.
Entendo inaplicável o artigo 557 do Código de Processo Civil,
subsidiariamente, e o artigo 21 do Regimento Interno.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207656.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : L A P
ADV.(A/S) : Laureano José Pereira
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do
voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Presidente. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111933
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : L A P
ADV.(A/S) : Laureano José Pereira
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do
voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Presidente. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111933
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7219606
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-14T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS
|
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS EM FACE DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS PARA DISCUTIR A ADMISSIBILIDADE DE RECURSO INTERPOSTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Embargos convertidos em agravo regimental, conforme reiterada jurisprudência do Tribunal. 2. A orientação do Tribunal consolidou-se no sentido de que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro Relator, da faculdade prevista no art. 38 da Lei nº 8.038/1990 e no art. 21, § 1º, do RI/STF. 3. A decisão impugnada está em conformidade com o entendimento de que não se admite a utilização do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade de recurso especial. Precedentes. 4. Embargos conhecidos como agravo regimental. Recurso a que se nega provimento.
|
sjur284626
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ED, CONVERSÃO, AGR)
RMS 28488 ED (1ªT), RMS 28194 ED (2ªT), RMS 31808 ED (2ªT).
(PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE)
MS 28097 AgR (TP), RHC 119231 AgR (2ªT), HC 101450 AgR (2ªT).
(HC, REEXAME, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE)
HC 99174 AgR (2ªT), HC 112422 (1ªT), HC 112756 (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 11/12/2014, BRU.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
124033
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00038\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
HC-ED
|
acordaos
|
HC 124033 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : L A P
ADV.(A/S) : Laureano José Pereira
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:L A P
ADV.(A/S)
:LAUREANO JOSÉ PEREIRA
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS EM FACE DE
DECISÃO
MONOCRÁTICA.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL. INVIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO DO HABEAS
CORPUS PARA DISCUTIR A ADMISSIBILIDADE DE RECURSO
INTERPOSTO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSO A
QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Embargos convertidos em agravo
regimental, conforme reiterada jurisprudência do Tribunal. 2. A
orientação do Tribunal consolidou-se no sentido de que inexiste violação
ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro Relator, da
faculdade prevista no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do
RI/Supremo Tribunal Federal. 3. A decisão impugnada está em conformidade com o
entendimento de que não se admite a utilização do habeas corpus para o
reexame dos pressupostos de admissibilidade de recurso especial.
Precedentes. 4. Embargos conhecidos como agravo regimental. Recurso a
que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental e o desprover, nos termos do voto do
relator, vencido o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7100665.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:L A P
ADV.(A/S)
:LAUREANO JOSÉ PEREIRA
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos da decisão
que negou seguimento ao HC 124.033, nos seguintes termos:
“Ementa: Habeas corpus. Requisitos
de admissibilidade de recurso da
competência do Superior Tribunal de
Justiça. Descabimento. Petição de habeas
corpus
que não foi instruída com
documentos capazes de esclarecer as
alegações do impetrante.
Writ
não
conhecido.
1. Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça.
2. O impetrante afirma que o paciente, condenado
definitivamente pela prática dos delitos de estupro e atentado
violento ao pudor, requereu ao Tribunal de Justiça do Estado de
Mato Grosso do Sul, em sede de revisão criminal, a anulação da
condenação ou o redimensionamento da pena. Ainda segundo
o impetrante, do acórdão estadual que rejeitou o pedido
revisional foram apresentados recurso especial, inadmitido na
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7100666.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:L A P
ADV.(A/S)
:LAUREANO JOSÉ PEREIRA
EMBDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração opostos da decisão
que negou seguimento ao HC 124.033, nos seguintes termos:
“Ementa: Habeas corpus. Requisitos
de admissibilidade de recurso da
competência do Superior Tribunal de
Justiça. Descabimento. Petição de habeas
corpus
que não foi instruída com
documentos capazes de esclarecer as
alegações do impetrante.
Writ
não
conhecido.
1. Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça.
2. O impetrante afirma que o paciente, condenado
definitivamente pela prática dos delitos de estupro e atentado
violento ao pudor, requereu ao Tribunal de Justiça do Estado de
Mato Grosso do Sul, em sede de revisão criminal, a anulação da
condenação ou o redimensionamento da pena. Ainda segundo
o impetrante, do acórdão estadual que rejeitou o pedido
revisional foram apresentados recurso especial, inadmitido na
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
HC 124033 ED / DF
origem, e agravo em recurso especial, desprovido pelo
fundamento de que a pretensão do recorrente esbarraria na
Súmula 07 do Superior Tribunal de Justiça.
3. Na presente petição de habeas corpus, o impetrante alega
que o exame da tese da defesa não implicaria o reexame de
fatos e provas e requer a concessão da ordem, para que o
recurso especial interposto pelo recorrente seja admitido pelo
Superior Tribunal de Justiça e provido nos termos lá requeridos.
Decido.
4. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal
Federal é no sentido de que o habeas corpus não se presta para o
reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal ( v.g HC
99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto, HC 112.756, Rel. Min. Rosa
Weber, e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não
compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições
de cabimento de recurso para julgar novamente a causa, ou
determinar ao Superior Tribunal de Justiça que reaprecie o
mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki,
e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
5. Ademais, o presente habeas corpus não foi instruído com
qualquer documento capaz de permitir a compreensão das
alegações do impetrante, aplicando-se ao caso a orientação de
que ‘a ação de habeas corpus - que possui rito sumaríssimo - não
comporta, em função de sua própria natureza processual, maior
dilação probatória, eis que ao impetrante compete, na realidade - sem
prejuízo da complementação instrutória ministrada pelo órgão coator
-, subsidiar, com elementos documentais pré-constituídos, o
conhecimento da causa pelo Poder Judiciário. A utilização adequada
do remédio constitucional do habeas corpus impõe, em conseqüência,
seja o writ instruído, ordinariamente, com documentos suficientes e
necessários à analise da pretensão de direito material nele deduzida‘
(HC 68.698/SP, Rel. Min. Celso de Mello).
6. Nessas condições, com base no art. 38 da Lei n
8.038/1990, c/c o art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 124033 ED / DF
origem, e agravo em recurso especial, desprovido pelo
fundamento de que a pretensão do recorrente esbarraria na
Súmula 07 do Superior Tribunal de Justiça.
3. Na presente petição de habeas corpus, o impetrante alega
que o exame da tese da defesa não implicaria o reexame de
fatos e provas e requer a concessão da ordem, para que o
recurso especial interposto pelo recorrente seja admitido pelo
Superior Tribunal de Justiça e provido nos termos lá requeridos.
Decido.
4. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal
Federal é no sentido de que o habeas corpus não se presta para o
reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal ( v.g HC
99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto, HC 112.756, Rel. Min. Rosa
Weber, e HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux). Da mesma forma, não
compete ao Supremo Tribunal Federal reexaminar as condições
de cabimento de recurso para julgar novamente a causa, ou
determinar ao Superior Tribunal de Justiça que reaprecie o
mérito da insurgência (v.g HC 111.159, Rel. Min. Teori Zavascki,
e HC 113.407, Rel. Min. Ricardo Lewandowski).
5. Ademais, o presente habeas corpus não foi instruído com
qualquer documento capaz de permitir a compreensão das
alegações do impetrante, aplicando-se ao caso a orientação de
que ‘a ação de habeas corpus - que possui rito sumaríssimo - não
comporta, em função de sua própria natureza processual, maior
dilação probatória, eis que ao impetrante compete, na realidade - sem
prejuízo da complementação instrutória ministrada pelo órgão coator
-, subsidiar, com elementos documentais pré-constituídos, o
conhecimento da causa pelo Poder Judiciário. A utilização adequada
do remédio constitucional do habeas corpus impõe, em conseqüência,
seja o writ instruído, ordinariamente, com documentos suficientes e
necessários à analise da pretensão de direito material nele deduzida‘
(HC 68.698/SP, Rel. Min. Celso de Mello).
6. Nessas condições, com base no art. 38 da Lei n
8.038/1990, c/c o art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao
habeas corpus.”
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
HC 124033 ED / DF
2.
O recorrente, em petição de difícil intelecção, afirma que a
decisão agravada violou o princípio da colegialidade e requer, em caso de
desprovimento dos embargos, que se “declare prequestionada a questão
constitucional suscitada”.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 124033 ED / DF
2.
O recorrente, em petição de difícil intelecção, afirma que a
decisão agravada violou o princípio da colegialidade e requer, em caso de
desprovimento dos embargos, que se “declare prequestionada a questão
constitucional suscitada”.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço dos
embargos como agravo regimental (RMS 31.808 ED/DF, Rel. Min.
Cármen Lúcia, DJe 14.05.2013; RMS 28.194 ED/SP, Rel. Min. Celso de
Mello, DJe 25.02.2013; RMS 28.488 ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe
21.09.2012).
2.
O recurso não deve ser provido. A orientação do Tribunal
consolidou-se no sentido de que inexiste violação ao princípio da
colegialidade na utilização, pelo Ministro Relator, da faculdade prevista
no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal. Vejam-se os
seguintes precedentes: MS 28097-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC
119.231-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; e HC 101.450-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, assim ementado:
“HABEAS CORPUS JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À
MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO POSSIBILIDADE,
EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR,
MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA
COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE
REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, CAPUT, NA REDAÇÃO
DADA PELA ER n 30/2009) INOCORRÊNCIA DE
TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE
PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO
REGIMENTAL PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE
NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA CONTROVÉRSIA
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Seguindo a orientação majoritária da Corte, conheço dos
embargos como agravo regimental (RMS 31.808 ED/DF, Rel. Min.
Cármen Lúcia, DJe 14.05.2013; RMS 28.194 ED/SP, Rel. Min. Celso de
Mello, DJe 25.02.2013; RMS 28.488 ED/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe
21.09.2012).
2.
O recurso não deve ser provido. A orientação do Tribunal
consolidou-se no sentido de que inexiste violação ao princípio da
colegialidade na utilização, pelo Ministro Relator, da faculdade prevista
no art. 38 da Lei n 8.038/1990 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal. Vejam-se os
seguintes precedentes: MS 28097-AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC
119.231-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; e HC 101.450-AgR, Rel. Min.
Celso de Mello, assim ementado:
“HABEAS CORPUS JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À
MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO POSSIBILIDADE,
EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR,
MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA
COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA QUE O SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL DELEGOU, VALIDAMENTE, EM SEDE
REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, CAPUT, NA REDAÇÃO
DADA PELA ER n 30/2009) INOCORRÊNCIA DE
TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE
PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO
REGIMENTAL PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE
NULIDADE DE PROVA EMPRESTADA CONTROVÉRSIA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 124033 ED / DF
QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE
FATOS E PROVAS INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA
SUMARÍSSIMA DO
HABEAS CORPUS
RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de habeas corpus constitui
remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo
(a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o
reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de
provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à
revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo
penal de conhecimento. Precedentes.”
3.
Além disso, a decisão que não admitiu a presente
impetração está em conformidade com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal se firmou no sentido de que não se admite a utilização
do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade
recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel.
Min. Rosa Weber; HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux).
4.
Diante do exposto, converto os embargos em agravo
regimental e nego provimento ao recurso.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 124033 ED / DF
QUE, NO CASO, IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE
FATOS E PROVAS INVIABILIDADE DESSA ANÁLISE NA VIA
SUMARÍSSIMA DO
HABEAS CORPUS
RECURSO DE
AGRAVO IMPROVIDO. - A ação de habeas corpus constitui
remédio processual inadequado quando ajuizada com objetivo
(a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o
reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de
provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à
revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo
penal de conhecimento. Precedentes.”
3.
Além disso, a decisão que não admitiu a presente
impetração está em conformidade com a jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal se firmou no sentido de que não se admite a utilização
do habeas corpus para o reexame dos pressupostos de admissibilidade
recursal (v.g HC 99.174 AgR, Rel. Min. Ayres Britto; HC 112.756, Rel.
Min. Rosa Weber; HC 112.422, Rel. Min. Luiz Fux).
4.
Diante do exposto, converto os embargos em agravo
regimental e nego provimento ao recurso.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fico
vencido na conversão e, também, na matéria de fundo, já que se tem
habeas corpus julgado pelo Relator.
Entendo inaplicável o artigo 557 do Código de Processo Civil,
subsidiariamente, e o artigo 21 do Regimento Interno.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033 DISTRITO FEDERAL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – Fico
vencido na conversão e, também, na matéria de fundo, já que se tem
habeas corpus julgado pelo Relator.
Entendo inaplicável o artigo 557 do Código de Processo Civil,
subsidiariamente, e o artigo 21 do Regimento Interno.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207656.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : L A P
ADV.(A/S) : Laureano José Pereira
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do
voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Presidente. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111933
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO HABEAS CORPUS 124.033
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : L A P
ADV.(A/S) : Laureano José Pereira
EMBDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do
voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio,
Presidente. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111933
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 124 . 033",
"HABEAS CORPUS 124 . 033",
"HC 124 . 033",
"HABEAS CORPUS 124 . 033",
"HC 124 . 033",
"HC 124033 ED / DF",
"Súmula 07 do Superior Tribunal de Justiça",
"HC 99 . 174 AgR",
"HC 112 . 756",
"HC 112 . 422",
"HC 111 . 159",
"HC 113 . 407",
"HC 68 . 698 / SP",
"HC 124033 ED / DF",
"Súmula 07 do Superior Tribunal de Justiça",
"HC 99 . 174 AgR",
"HC 112 . 756",
"HC 112 . 422",
"HC 111 . 159",
"HC 113 . 407",
"HC 68 . 698 / SP",
"HC 124033 ED / DF",
"HC 124033 ED / DF",
"HABEAS CORPUS 124 . 033",
"RMS 31 . 808 ED / DF",
"RMS 28 . 194 ED / SP",
"RMS 28 . 488 ED / DF",
"MS 28097 - AgR",
"RHC 119 . 231 - AgR",
"HC 101 . 450 - AgR",
"HABEAS CORPUS 124 . 033",
"RMS 31 . 808 ED / DF",
"RMS 28 . 194 ED / SP",
"RMS 28 . 488 ED / DF",
"MS 28097 - AgR",
"RHC 119 . 231 - AgR",
"HC 101 . 450 - AgR",
"HC 124033 ED / DF",
"HC 99 . 174 AgR",
"HC 112 . 756",
"HC 112 . 422",
"HC 124033 ED / DF",
"HC 99 . 174 AgR",
"HC 112 . 756",
"HC 112 . 422",
"HABEAS CORPUS 124 . 033",
"HABEAS CORPUS 124 . 033",
"HABEAS CORPUS 124 . 033",
"HABEAS CORPUS 124 . 033"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"RISTF",
"ER n 30 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"RISTF , ART . 192 , CAPUT",
"ER n 30 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"LAUREANO JOSÉ PEREIRA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LAUREANO JOSÉ PEREIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LAUREANO JOSÉ PEREIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ayres Britto",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Ayres Britto",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Teori Zavascki",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
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"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Dias Toffoli",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"Ayres Britto",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Ayres Britto",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"Laureano José Pereira",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"Laureano José Pereira",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"14",
".",
"05",
".",
"2013",
"25",
".",
"02",
".",
"2013",
"21",
".",
"09",
".",
"2012",
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"08",
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"2001",
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"2014",
"14",
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"05",
".",
"2013",
"25",
".",
"02",
".",
"2013",
"21",
".",
"09",
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"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
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"21",
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"2014",
"21",
".",
"10",
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"2014",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S)
:VANESSA ESCOBAR PRESTES
PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir reserva de Plenário –
artigo 97 da Constituição Federal – com interpretação de normas legais.
RECURSO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO –
EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. Quando envolvida controvérsia
sobre cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário apenas é
aberta se, no acórdão, constar premissa contrária à Constituição Federal.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7086068.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S)
:VANESSA ESCOBAR PRESTES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de maio de
2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO
DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA –
IMPROPRIEDADE.
1. De início, quanto a evocação do artigo 97 da Lei
Fundamental, no que direciona a atuação do Pleno ou do órgão
especial que lhe faça as vezes. Tem-se que o Tribunal de origem
não incorreu em erro de procedimento. Limitou-se a examinar a
controvérsia à luz da legislação de regência. Descabe confundir
declaração de inconstitucionalidade de norma com simples
interpretação da lei, à luz do caso concreto.
De resto, estando em jogo controvérsia sobre o cabimento
de recurso da competência de Tribunal diverso, a via do
extraordinário só é aberta quando o acórdão proferido revela
tese contrária a texto da Carta da República. Isso não ocorreu na
espécie.
A par desse aspecto, no Recurso Extraordinário nº
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7086069.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S)
:VANESSA ESCOBAR PRESTES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de maio de
2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO
DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA –
IMPROPRIEDADE.
1. De início, quanto a evocação do artigo 97 da Lei
Fundamental, no que direciona a atuação do Pleno ou do órgão
especial que lhe faça as vezes. Tem-se que o Tribunal de origem
não incorreu em erro de procedimento. Limitou-se a examinar a
controvérsia à luz da legislação de regência. Descabe confundir
declaração de inconstitucionalidade de norma com simples
interpretação da lei, à luz do caso concreto.
De resto, estando em jogo controvérsia sobre o cabimento
de recurso da competência de Tribunal diverso, a via do
extraordinário só é aberta quando o acórdão proferido revela
tese contrária a texto da Carta da República. Isso não ocorreu na
espécie.
A par desse aspecto, no Recurso Extraordinário nº
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
RE 814575 AGR / DF
598.365/MG, da relatoria do ministro Ayres Britto, o
denominado Plenário Virtual, assentando a natureza
infraconstitucional da matéria, concluiu pela inexistência de
repercussão geral do tema relativo à pertinência de recursos sob
o crivo dos demais tribunais.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame
de processo voltado à preservação da Constituição Federal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Defende a impertinente evocação do Recurso
Extraordinário nº 598.365/MG ao caso, afirmando que o Superior Tribunal
de Justiça adentrou no mérito do recurso. Discorre acerca do tema de
fundo, buscando demonstrar a prescritibilidade da pretensão à reparação
civil com base no Decreto nº 20.910/32. Sustenta estar configurada a
violação à cláusula de reserva de plenário, e evoca o Verbete Vinculante
nº 10 da Súmula do Supremo e artigo 97 da Carta Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7086069.
Supremo Tribunal Federal
RE 814575 AGR / DF
598.365/MG, da relatoria do ministro Ayres Britto, o
denominado Plenário Virtual, assentando a natureza
infraconstitucional da matéria, concluiu pela inexistência de
repercussão geral do tema relativo à pertinência de recursos sob
o crivo dos demais tribunais.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame
de processo voltado à preservação da Constituição Federal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Defende a impertinente evocação do Recurso
Extraordinário nº 598.365/MG ao caso, afirmando que o Superior Tribunal
de Justiça adentrou no mérito do recurso. Discorre acerca do tema de
fundo, buscando demonstrar a prescritibilidade da pretensão à reparação
civil com base no Decreto nº 20.910/32. Sustenta estar configurada a
violação à cláusula de reserva de plenário, e evoca o Verbete Vinculante
nº 10 da Súmula do Supremo e artigo 97 da Carta Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na
interposição deste agravo observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada.
Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se
articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada,
simplesmente são reiterados os argumentos até então expedidos,
pretendendo-se o rejulgamento da causa.
Em jogo está a pertinência do Recurso Especial. No caso, o acórdão
proferido não contém premissa conflitante com a Constituição Federal,
valendo registrar a síntese do entendimento consagrado no Superior
Tribunal de Justiça:
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ANISTIA
POLÍTICA.
PERSEGUIÇÃO.
REGIME
MILITAR.
PRETENSÃO IMPRESCRITÍVEL. INAPLICABILIDADE DO
ART. 1° DO DECRETO 20.910/1932. PRECEDENTES DO STJ.
AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Conforme o entendimento jurisprudencial do STJ, em
face do caráter imprescritível das pretensões indenizatórias
decorrentes dos danos a direitos da personalidade ocorridos
durante o regime militar, não há que se falar em aplicação do
prazo prescricional do Decreto 20.910/32.
2. Não compete ao STJ, na via especial, a análise de
violação aos dispositivos constitucionais, ainda que com o
objetivo de prequestionamento, sob pena de haver usurpação
de competência do Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7086070.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na
interposição deste agravo observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada.
Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se
articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada,
simplesmente são reiterados os argumentos até então expedidos,
pretendendo-se o rejulgamento da causa.
Em jogo está a pertinência do Recurso Especial. No caso, o acórdão
proferido não contém premissa conflitante com a Constituição Federal,
valendo registrar a síntese do entendimento consagrado no Superior
Tribunal de Justiça:
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ANISTIA
POLÍTICA.
PERSEGUIÇÃO.
REGIME
MILITAR.
PRETENSÃO IMPRESCRITÍVEL. INAPLICABILIDADE DO
ART. 1° DO DECRETO 20.910/1932. PRECEDENTES DO STJ.
AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Conforme o entendimento jurisprudencial do STJ, em
face do caráter imprescritível das pretensões indenizatórias
decorrentes dos danos a direitos da personalidade ocorridos
durante o regime militar, não há que se falar em aplicação do
prazo prescricional do Decreto 20.910/32.
2. Não compete ao STJ, na via especial, a análise de
violação aos dispositivos constitucionais, ainda que com o
objetivo de prequestionamento, sob pena de haver usurpação
de competência do Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 814575 AGR / DF
No mais, excluo a possibilidade de considerar-se infringido o
princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal.
Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de
órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e
autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam
dispositivos das normas gerais sobre a matéria.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7086070.
Supremo Tribunal Federal
RE 814575 AGR / DF
No mais, excluo a possibilidade de considerar-se infringido o
princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal.
Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de
órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e
autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam
dispositivos das normas gerais sobre a matéria.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S) : VANESSA ESCOBAR PRESTES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112042
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S) : VANESSA ESCOBAR PRESTES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112042
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7167207
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir reserva de Plenário – artigo 97 da Constituição Federal – com interpretação de normas legais.
RECURSO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO – EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. Quando envolvida controvérsia sobre cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário apenas é aberta se, no acórdão, constar premissa contrária à Constituição Federal.
|
sjur283658
|
Número de páginas: 6.
Análise: 24/11/2014, MAR.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
814575
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 814575 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S) : VANESSA ESCOBAR PRESTES
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S)
:VANESSA ESCOBAR PRESTES
PLENÁRIO – RESERVA. Descabe confundir reserva de Plenário –
artigo 97 da Constituição Federal – com interpretação de normas legais.
RECURSO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO –
EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. Quando envolvida controvérsia
sobre cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário apenas é
aberta se, no acórdão, constar premissa contrária à Constituição Federal.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S)
:VANESSA ESCOBAR PRESTES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de maio de
2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO
DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA –
IMPROPRIEDADE.
1. De início, quanto a evocação do artigo 97 da Lei
Fundamental, no que direciona a atuação do Pleno ou do órgão
especial que lhe faça as vezes. Tem-se que o Tribunal de origem
não incorreu em erro de procedimento. Limitou-se a examinar a
controvérsia à luz da legislação de regência. Descabe confundir
declaração de inconstitucionalidade de norma com simples
interpretação da lei, à luz do caso concreto.
De resto, estando em jogo controvérsia sobre o cabimento
de recurso da competência de Tribunal diverso, a via do
extraordinário só é aberta quando o acórdão proferido revela
tese contrária a texto da Carta da República. Isso não ocorreu na
espécie.
A par desse aspecto, no Recurso Extraordinário n
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S)
:VANESSA ESCOBAR PRESTES
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de maio de
2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO
DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA –
IMPROPRIEDADE.
1. De início, quanto a evocação do artigo 97 da Lei
Fundamental, no que direciona a atuação do Pleno ou do órgão
especial que lhe faça as vezes. Tem-se que o Tribunal de origem
não incorreu em erro de procedimento. Limitou-se a examinar a
controvérsia à luz da legislação de regência. Descabe confundir
declaração de inconstitucionalidade de norma com simples
interpretação da lei, à luz do caso concreto.
De resto, estando em jogo controvérsia sobre o cabimento
de recurso da competência de Tribunal diverso, a via do
extraordinário só é aberta quando o acórdão proferido revela
tese contrária a texto da Carta da República. Isso não ocorreu na
espécie.
A par desse aspecto, no Recurso Extraordinário n
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7086069.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
Recurso Extraordinário 814575 AGR / DF
598.365/MG, da relatoria do ministro Ayres Britto, o
denominado Plenário Virtual, assentando a natureza
infraconstitucional da matéria, concluiu pela inexistência de
repercussão geral do tema relativo à pertinência de recursos sob
o crivo dos demais tribunais.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame
de processo voltado à preservação da Constituição Federal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Defende a impertinente evocação do Recurso
Extraordinário n 598.365/MG ao caso, afirmando que o Superior Tribunal
de Justiça adentrou no mérito do recurso. Discorre acerca do tema de
fundo, buscando demonstrar a prescritibilidade da pretensão à reparação
civil com base no Decreto n 20.910/32. Sustenta estar configurada a
violação à cláusula de reserva de plenário, e evoca o Verbete Vinculante
n 10 da Súmula do Supremo e artigo 97 da Carta Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7086069.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 814575 AGR / DF
598.365/MG, da relatoria do ministro Ayres Britto, o
denominado Plenário Virtual, assentando a natureza
infraconstitucional da matéria, concluiu pela inexistência de
repercussão geral do tema relativo à pertinência de recursos sob
o crivo dos demais tribunais.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina
judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame
de processo voltado à preservação da Constituição Federal.
2. Nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Defende a impertinente evocação do Recurso
Extraordinário n 598.365/MG ao caso, afirmando que o Superior Tribunal
de Justiça adentrou no mérito do recurso. Discorre acerca do tema de
fundo, buscando demonstrar a prescritibilidade da pretensão à reparação
civil com base no Decreto n 20.910/32. Sustenta estar configurada a
violação à cláusula de reserva de plenário, e evoca o Verbete Vinculante
n 10 da Súmula do Supremo e artigo 97 da Carta Federal.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na
interposição deste agravo observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada.
Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se
articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada,
simplesmente são reiterados os argumentos até então expedidos,
pretendendo-se o rejulgamento da causa.
Em jogo está a pertinência do Recurso Especial. No caso, o acórdão
proferido não contém premissa conflitante com a Constituição Federal,
valendo registrar a síntese do entendimento consagrado no Superior
Tribunal de Justiça:
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ANISTIA
POLÍTICA.
PERSEGUIÇÃO.
REGIME
MILITAR.
PRETENSÃO IMPRESCRITÍVEL. INAPLICABILIDADE DO
ART. 1... DO DECRETO 20.910/1932. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça.
AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Conforme o entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, em
face do caráter imprescritível das pretensões indenizatórias
decorrentes dos danos a direitos da personalidade ocorridos
durante o regime militar, não há que se falar em aplicação do
prazo prescricional do Decreto 20.910/32.
2. Não compete ao Superior Tribunal de Justiça, na via especial, a análise de
violação aos dispositivos constitucionais, ainda que com o
objetivo de prequestionamento, sob pena de haver usurpação
de competência do Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7086070.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na
interposição deste agravo observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Eis a razão, até certo ponto, de a máquina judiciária estar emperrada.
Vê-se a interposição de recurso meramente protelatório. Apesar de se
articular com a existência de questão constitucional a ser apreciada,
simplesmente são reiterados os argumentos até então expedidos,
pretendendo-se o rejulgamento da causa.
Em jogo está a pertinência do Recurso Especial. No caso, o acórdão
proferido não contém premissa conflitante com a Constituição Federal,
valendo registrar a síntese do entendimento consagrado no Superior
Tribunal de Justiça:
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ANISTIA
POLÍTICA.
PERSEGUIÇÃO.
REGIME
MILITAR.
PRETENSÃO IMPRESCRITÍVEL. INAPLICABILIDADE DO
ART. 1... DO DECRETO 20.910/1932. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça.
AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Conforme o entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, em
face do caráter imprescritível das pretensões indenizatórias
decorrentes dos danos a direitos da personalidade ocorridos
durante o regime militar, não há que se falar em aplicação do
prazo prescricional do Decreto 20.910/32.
2. Não compete ao Superior Tribunal de Justiça, na via especial, a análise de
violação aos dispositivos constitucionais, ainda que com o
objetivo de prequestionamento, sob pena de haver usurpação
de competência do Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 814575 AGR / DF
No mais, excluo a possibilidade de considerar-se infringido o
princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal.
Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de
órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e
autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam
dispositivos das normas gerais sobre a matéria.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 814575 AGR / DF
No mais, excluo a possibilidade de considerar-se infringido o
princípio da reserva de Plenário, previsto no artigo 97 da Carta Federal.
Em momento algum, o Tribunal de origem declarou, mediante atuação de
órgão fracionado, inconstitucionalidade de ato normativo abstrato e
autônomo. Simplesmente interpretou o que conjuntamente versam
dispositivos das normas gerais sobre a matéria.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S) : VANESSA ESCOBAR PRESTES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112042
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814.575
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SUCESSÃO DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA
ADV.(A/S) : VANESSA ESCOBAR PRESTES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112042
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 575",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo",
"Recurso Extraordinário 814575 AGR / DF 598 . 365 / MG",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"Verbete Vinculante n 10 da Súmula do Supremo",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 575",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 575",
"Recurso Extraordinário 814575 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 814575 AGR / DF",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 575",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 814 . 575"
],
"LEGISLACAO": [
"artigo 97 da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Lei Fundamental",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Lei Fundamental",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"artigo 97 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Decreto n 20 . 910 / 32",
"artigo 97 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"ART . 1 . . . DO",
"DECRETO 20 . 910 / 1932",
"Decreto 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"DECRETO 20 . 910 / 1932",
"Decreto 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 97 da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Plenário",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário Virtual",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA",
"VANESSA ESCOBAR",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA",
"VANESSA ESCOBAR",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA",
"VANESSA ESCOBAR PRESTES",
"MARCO AURÉLIO",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA",
"VANESSA ESCOBAR PRESTES",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"SUCESSÃO",
"DE FRANCISCO DE PAULA ESPIÑOSA",
"VANESSA ESCOBAR PRESTES",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"29 de maio de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"29 de maio de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522 MATO
GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S)
:ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ELOI OLIVEIRA DA SILVA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE FUNÇÃO. BASE
DE CÁLCULO. INCLUSÃO DE VANTAGEM PESSOAL. LEI N.
2.065/1999. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF.
1. O adicional de função, quando sub judice a controvérsia sobre a
inclusão da vantagem pessoal na sua base de cálculo, não viabiliza o
acesso à via recursal extraordinária, por demandar a análise da legislação
local aplicável à espécie. Precedentes: ARE 691.371-AgR, Rel. Min. Rosa
Weber, Primeira Turma, DJe de 24/6/2014, e AI 804.132-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 27/11/2013.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da
necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional
local, torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da
Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local
não cabe recurso extraordinário”.
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL –
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – VANTAGEM PESSOAL – LEI
2.065/1999 – INCLUSÃO DA VANTAGEM PESSOAL NA BASE DE
CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO – POSSIBILIDADE –
RECURSO PROVIDO”.
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7135846.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 778522 AGR / MS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7135846.
Supremo Tribunal Federal
ARE 778522 AGR / MS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7135846.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522 MATO
GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S)
:ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ELOI OLIVEIRA DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL contra
decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
BASE DE CÁLCULO DE ADICIONAL DE FUNÇÃO.
INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280
DO STF. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. O adicional de função, quando sub judice a controvérsia sobre
a inclusão da vantagem pessoal na sua base de cálculo, não viabiliza o
acesso à via recursal extraordinária, por demandar a análise da
legislação local aplicável à espécie. Precedente: ARE 781.564-AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 28/3/2014.
2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art.
102, III, § 3º, da CF).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO CÍVEL –
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522 MATO
GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S)
:ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ELOI OLIVEIRA DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL contra
decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
BASE DE CÁLCULO DE ADICIONAL DE FUNÇÃO.
INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280
DO STF. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. O adicional de função, quando sub judice a controvérsia sobre
a inclusão da vantagem pessoal na sua base de cálculo, não viabiliza o
acesso à via recursal extraordinária, por demandar a análise da
legislação local aplicável à espécie. Precedente: ARE 781.564-AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 28/3/2014.
2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art.
102, III, § 3º, da CF).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO CÍVEL –
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Relatório
ARE 778522 AGR / MS
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – VANTGEM PESSOAL – LEI
2.065/1999 – INCLUSÃO DA VANTAGEM PESSOAL NA BASE
DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO –
POSSIBILIDADE – RECURSO PROVIDO’.
4. Agravo DESPROVIDO”.
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
“A decisão monocrática entendeu que a controvérsia dos autos
estaria adstrita ao âmbito de interpretação de normas de direito local, o
que refoge à competência da Corte Suprema.
Cabe esclarecer que o Estado vem, desde o início da lide,
demonstrando que houve afronta à Constituição Federal relativa aos
princípios da legalidade, da irredutibilidade de subsídios, bem como ao
princípio do direito adquirido” (fl. 3 do documento eletrônico 19).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 778522 AGR / MS
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – VANTGEM PESSOAL – LEI
2.065/1999 – INCLUSÃO DA VANTAGEM PESSOAL NA BASE
DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO –
POSSIBILIDADE – RECURSO PROVIDO’.
4. Agravo DESPROVIDO”.
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
“A decisão monocrática entendeu que a controvérsia dos autos
estaria adstrita ao âmbito de interpretação de normas de direito local, o
que refoge à competência da Corte Suprema.
Cabe esclarecer que o Estado vem, desde o início da lide,
demonstrando que houve afronta à Constituição Federal relativa aos
princípios da legalidade, da irredutibilidade de subsídios, bem como ao
princípio do direito adquirido” (fl. 3 do documento eletrônico 19).
É o relatório.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522 MATO
GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
fundamento na Lei Estadual nº 2.065/1999, entendeu que a verba
pecuniária denominada Vantagem Pessoal incide sobre a base de cálculo
dos adicionais e gratificações dos cargos e carreiras do Poder Executivo
do Estado de Mato Grosso do Sul.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“O cerne da questão é o fato da verba pecuniária denominada
Vantagem Pessoal servir de base de cálculo, juntamente com o
vencimento base, para o cômputo dos adicionais e gratificações e,
também, que tal vantagem seja revisada utilizando-se das mesmas
premissas adotadas para revisão do vencimento base.
Como bem salientou a magistrada singular, “após a instituição
do plano de cargos, empregos e carreiras da administração direita e
indireta do poder executivo estadual – leis 2.065/99 e 2.129/00 – o
servidor que tivera o cargo transformado com a garantia de perceber o
vencimento do novo cargo acrescido de vantagens pessoais, estas
pautadas sobre o novel vencimento.” (fls.211).
Abro parênteses para registrar que há servidores do Estado que
recebem por regime de subsídio e outros que percebem sem este sistema
de parcela única (subsídio). Para aqueles que não recebem no regime
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21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522 MATO
GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
fundamento na Lei Estadual nº 2.065/1999, entendeu que a verba
pecuniária denominada Vantagem Pessoal incide sobre a base de cálculo
dos adicionais e gratificações dos cargos e carreiras do Poder Executivo
do Estado de Mato Grosso do Sul.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“O cerne da questão é o fato da verba pecuniária denominada
Vantagem Pessoal servir de base de cálculo, juntamente com o
vencimento base, para o cômputo dos adicionais e gratificações e,
também, que tal vantagem seja revisada utilizando-se das mesmas
premissas adotadas para revisão do vencimento base.
Como bem salientou a magistrada singular, “após a instituição
do plano de cargos, empregos e carreiras da administração direita e
indireta do poder executivo estadual – leis 2.065/99 e 2.129/00 – o
servidor que tivera o cargo transformado com a garantia de perceber o
vencimento do novo cargo acrescido de vantagens pessoais, estas
pautadas sobre o novel vencimento.” (fls.211).
Abro parênteses para registrar que há servidores do Estado que
recebem por regime de subsídio e outros que percebem sem este sistema
de parcela única (subsídio). Para aqueles que não recebem no regime
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 778522 AGR / MS
de subsídio, não tenho dúvidas em firmar entendimento de que a
vantagem pessoal pleiteada integra os vencimentos e é o que acontece
com este caso posto à apreciação.
De fato houve alteração na forma de cálculo da remuneração, em
razão da Lei Estadual n. 2.065/99, que teria contrariado os princípios
do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos, requerendo
que o adicional de função incida também sobre a verba denominada
vantagem pessoal.
Referida lei faz parte do pacote legislativo que instituiu o Plano
de Cargos, Empregos e Carreiras da Administração Direta e Indireta
do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso do Sul. Tal lei criou a
denominada vantagem pessoal, verba esta destinada aos servidores que
tivessem redução salarial a partir da nova estrutura. Dessa forma,
havendo diminuição na remuneração do servidor, este passaria a
receber a vantagem pessoal, que nada mais é do que a diferença entre a
remuneração anterior e a nova, decorrente da reestruturação
funcional, nos termos do § 2º, do art. 24, da Lei n. 2.065/99, para
garantia do preceito constitucional da irredutibilidade salarial.
A questão já é conhecida neste Tribunal, conforme decisões
proferidas nos processos n. 2009.008426-1 e 2009.008426-1, dentre
outros.
Pois bem. A vantagem pessoal decorre da reestruturação das
carreiras do Poder Executivo Estadual e foi criada para impedir a
redução dos vencimentos dos servidores.
É o que dispõe a Lei n. 2.065/99:
[...]
A Administração Estadual tem considerado que a vantagem
pessoal não faz parte do vencimento-base, portanto não a inclui na
base de cálculo dos adicionais e das gratificações incidentes sobre o
mesmo, o que, a meu ver, está incorreto.
Conclusão que se chega à leitura da legislação (Lei estadual
2.065/99, art. 24 c.c. Lei estadual n. 2.129/00, art. 2º, art. 19 e §4º do
art. 24 c.c. Lei estadual n. 2781/03). Portanto, a vantagem pessoal
integra os vencimentos dos servidores que ainda não se enquadraram
no sistema de parcela única. O texto da lei é bastante claro em
prescrever isto.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 778522 AGR / MS
de subsídio, não tenho dúvidas em firmar entendimento de que a
vantagem pessoal pleiteada integra os vencimentos e é o que acontece
com este caso posto à apreciação.
De fato houve alteração na forma de cálculo da remuneração, em
razão da Lei Estadual n. 2.065/99, que teria contrariado os princípios
do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos, requerendo
que o adicional de função incida também sobre a verba denominada
vantagem pessoal.
Referida lei faz parte do pacote legislativo que instituiu o Plano
de Cargos, Empregos e Carreiras da Administração Direta e Indireta
do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso do Sul. Tal lei criou a
denominada vantagem pessoal, verba esta destinada aos servidores que
tivessem redução salarial a partir da nova estrutura. Dessa forma,
havendo diminuição na remuneração do servidor, este passaria a
receber a vantagem pessoal, que nada mais é do que a diferença entre a
remuneração anterior e a nova, decorrente da reestruturação
funcional, nos termos do § 2º, do art. 24, da Lei n. 2.065/99, para
garantia do preceito constitucional da irredutibilidade salarial.
A questão já é conhecida neste Tribunal, conforme decisões
proferidas nos processos n. 2009.008426-1 e 2009.008426-1, dentre
outros.
Pois bem. A vantagem pessoal decorre da reestruturação das
carreiras do Poder Executivo Estadual e foi criada para impedir a
redução dos vencimentos dos servidores.
É o que dispõe a Lei n. 2.065/99:
[...]
A Administração Estadual tem considerado que a vantagem
pessoal não faz parte do vencimento-base, portanto não a inclui na
base de cálculo dos adicionais e das gratificações incidentes sobre o
mesmo, o que, a meu ver, está incorreto.
Conclusão que se chega à leitura da legislação (Lei estadual
2.065/99, art. 24 c.c. Lei estadual n. 2.129/00, art. 2º, art. 19 e §4º do
art. 24 c.c. Lei estadual n. 2781/03). Portanto, a vantagem pessoal
integra os vencimentos dos servidores que ainda não se enquadraram
no sistema de parcela única. O texto da lei é bastante claro em
prescrever isto.
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 778522 AGR / MS
Há lei expressa neste sentido.
Não há dúvidas que a legalidade para o administrador é restrita
e que deve pautar sua conduta na estrita legalidade, ou seja, somente
pode fazer o que a lei expressamente lhe permite (art. 37, caput da
CF/88). De outro lado, não pode deixar de fazer quando a lei
expressamente lhe ordena.
Este é o comportamento esperado pelo sistema jurídico e dentro
dele deve agir. Veja-se entendimento doutrinário sobre a legalidade
estrita para o administrador:
[...]
Desta feita e com base na legalidade estrita (art. 37, caput da
CF/88), mais precisamente, com base na Lei estadual 2.065/99, art. 24
c.c. Lei estadual n. 2.129/00, art. 2º, art. 19 e § 4º do art. 24 c.c. Lei
estadual n. 2781/03 assiste razão as autoras em seu pedido.
Isto porque, se a tal vantagem pessoal integra os vencimentos,
em havendo aumento, é lógico que ele deve incidir também em face das
referidas vantagem e é o que não está fazendo o Estado, já que calcula
os percentuais sem fazer integrar a vantagem pessoal. Assim, a
percepção da parcela denominada vantagem pessoal deve integrar a
base de cálculo dos adicionais e gratificações” (fls. 32-34 do vol 7).
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, em casos
análogos ao dos autos, cito os seguintes julgados:
“DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VANTAGEM PESSOAL.
BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO.
INCLUSÃO. REFORMA ADMINISTRATIVA. LEI ESTADUAL
2.065/1999. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS
INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA
REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 778522 AGR / MS
Há lei expressa neste sentido.
Não há dúvidas que a legalidade para o administrador é restrita
e que deve pautar sua conduta na estrita legalidade, ou seja, somente
pode fazer o que a lei expressamente lhe permite (art. 37, caput da
CF/88). De outro lado, não pode deixar de fazer quando a lei
expressamente lhe ordena.
Este é o comportamento esperado pelo sistema jurídico e dentro
dele deve agir. Veja-se entendimento doutrinário sobre a legalidade
estrita para o administrador:
[...]
Desta feita e com base na legalidade estrita (art. 37, caput da
CF/88), mais precisamente, com base na Lei estadual 2.065/99, art. 24
c.c. Lei estadual n. 2.129/00, art. 2º, art. 19 e § 4º do art. 24 c.c. Lei
estadual n. 2781/03 assiste razão as autoras em seu pedido.
Isto porque, se a tal vantagem pessoal integra os vencimentos,
em havendo aumento, é lógico que ele deve incidir também em face das
referidas vantagem e é o que não está fazendo o Estado, já que calcula
os percentuais sem fazer integrar a vantagem pessoal. Assim, a
percepção da parcela denominada vantagem pessoal deve integrar a
base de cálculo dos adicionais e gratificações” (fls. 32-34 do vol 7).
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, em casos
análogos ao dos autos, cito os seguintes julgados:
“DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VANTAGEM PESSOAL.
BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO.
INCLUSÃO. REFORMA ADMINISTRATIVA. LEI ESTADUAL
2.065/1999. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS
INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA
REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO
3
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 778522 AGR / MS
ACÓRDÃO
RECORRIDO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 09.8.2011. Divergir do entendimento do Tribunal
a quo acerca do direito que os servidores, ora agravados, tem à
inclusão da denominada rubrica ”vantagem pessoal” na base de
cálculo do adicional de função decorrente da reestruturação do Plano
de Cargos e Carreiras dos servidores do Estado do Mato Grosso do Sul
exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie,
bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As
razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao
âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido”
(ARE 691.371-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe
de 24/6/2014).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público
estadual. Vantagem pecuniária. Natureza. Legislação local. Decesso
remuneratório. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Negativa
de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das
Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal
de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta
aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da
análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental
não provido” (AI 804.132-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma, DJe de 27/11/2013).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
4
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ACÓRDÃO
RECORRIDO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 09.8.2011. Divergir do entendimento do Tribunal
a quo acerca do direito que os servidores, ora agravados, tem à
inclusão da denominada rubrica ”vantagem pessoal” na base de
cálculo do adicional de função decorrente da reestruturação do Plano
de Cargos e Carreiras dos servidores do Estado do Mato Grosso do Sul
exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie,
bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As
razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao
âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido”
(ARE 691.371-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe
de 24/6/2014).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público
estadual. Vantagem pecuniária. Natureza. Legislação local. Decesso
remuneratório. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Negativa
de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das
Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal
de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta
aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da
análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental
não provido” (AI 804.132-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma, DJe de 27/11/2013).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S) : ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ELOI OLIVEIRA DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira
Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S) : ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ELOI OLIVEIRA DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira
Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7196367
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-11T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
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Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE FUNÇÃO. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DE VANTAGEM PESSOAL. LEI N. 2.065/1999. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF.
1. O adicional de função, quando sub judice a controvérsia sobre a inclusão da vantagem pessoal na sua base de cálculo, não viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, por demandar a análise da legislação local aplicável à espécie. Precedentes: ARE 691.371-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 24/6/2014, e AI 804.132-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 27/11/2013.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local, torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”.
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – VANTAGEM PESSOAL – LEI 2.065/1999 – INCLUSÃO DA VANTAGEM PESSOAL NA BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO – POSSIBILIDADE – RECURSO PROVIDO”.
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
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sjur284090
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- Acórdão(s) citado(s):
(ADICIONAL DE FUNÇÃO)
ARE 691371 AgR (1ªT), AI 804132 AgR (1ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 09/12/2014, AUR.
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LUIZ FUX
|
Primeira Turma
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778522
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-002065 ANO-1999\n LEI ORDINÁRIA, MS"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
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ARE 778522 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S) : ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ELOI OLIVEIRA DA SILVA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522 MATO
GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S)
:ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ELOI OLIVEIRA DA SILVA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE FUNÇÃO. BASE
DE CÁLCULO. INCLUSÃO DE VANTAGEM PESSOAL. LEI N.
2.065/1999. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal.
1. O adicional de função, quando sub judice a controvérsia sobre a
inclusão da vantagem pessoal na sua base de cálculo, não viabiliza o
acesso à via recursal extraordinária, por demandar a análise da legislação
local aplicável à espécie. Precedentes: ARE 691.371-AgR, Rel. Min. Rosa
Weber, Primeira Turma, DJe de 24/6/2014, e AI 804.132-AgR, Rel. Min.
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 27/11/2013.
2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da
necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional
local, torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da
Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local
não cabe recurso extraordinário”.
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL –
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – VANTAGEM PESSOAL – LEI
2.065/1999 – INCLUSÃO DA VANTAGEM PESSOAL NA BASE DE
CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO – POSSIBILIDADE –
RECURSO PROVIDO”.
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 778522 AGR / MS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 778522 AGR / MS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522 MATO
GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S)
:ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ELOI OLIVEIRA DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL contra
decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
BASE DE CÁLCULO DE ADICIONAL DE FUNÇÃO.
INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280
DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. O adicional de função, quando sub judice a controvérsia sobre
a inclusão da vantagem pessoal na sua base de cálculo, não viabiliza o
acesso à via recursal extraordinária, por demandar a análise da
legislação local aplicável à espécie. Precedente: ARE 781.564-AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 28/3/2014.
2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art.
102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO CÍVEL –
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522 MATO
GROSSO DO SUL
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO ESTADO
DE MATO
GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S)
:ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ELOI OLIVEIRA DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto pelo ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL contra
decisão que prolatei, assim ementada, verbis:
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO.
ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
BASE DE CÁLCULO DE ADICIONAL DE FUNÇÃO.
INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280
DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO
EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE
OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. O adicional de função, quando sub judice a controvérsia sobre
a inclusão da vantagem pessoal na sua base de cálculo, não viabiliza o
acesso à via recursal extraordinária, por demandar a análise da
legislação local aplicável à espécie. Precedente: ARE 781.564-AgR,
Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 28/3/2014.
2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art.
102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘APELAÇÃO CÍVEL –
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 778522 AGR / MS
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – VANTGEM PESSOAL – LEI
2.065/1999 – INCLUSÃO DA VANTAGEM PESSOAL NA BASE
DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO –
POSSIBILIDADE – RECURSO PROVIDO’.
4. Agravo DESPROVIDO”.
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
“A decisão monocrática entendeu que a controvérsia dos autos
estaria adstrita ao âmbito de interpretação de normas de direito local, o
que refoge à competência da Corte Suprema.
Cabe esclarecer que o Estado vem, desde o início da lide,
demonstrando que houve afronta à Constituição Federal relativa aos
princípios da legalidade, da irredutibilidade de subsídios, bem como ao
princípio do direito adquirido” (fl. 3 do documento eletrônico 19).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 778522 AGR / MS
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – VANTGEM PESSOAL – LEI
2.065/1999 – INCLUSÃO DA VANTAGEM PESSOAL NA BASE
DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO –
POSSIBILIDADE – RECURSO PROVIDO’.
4. Agravo DESPROVIDO”.
Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese:
“A decisão monocrática entendeu que a controvérsia dos autos
estaria adstrita ao âmbito de interpretação de normas de direito local, o
que refoge à competência da Corte Suprema.
Cabe esclarecer que o Estado vem, desde o início da lide,
demonstrando que houve afronta à Constituição Federal relativa aos
princípios da legalidade, da irredutibilidade de subsídios, bem como ao
princípio do direito adquirido” (fl. 3 do documento eletrônico 19).
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522 MATO
GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
fundamento na Lei Estadual n 2.065/1999, entendeu que a verba
pecuniária denominada Vantagem Pessoal incide sobre a base de cálculo
dos adicionais e gratificações dos cargos e carreiras do Poder Executivo
do Estado de Mato Grosso do Sul.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“O cerne da questão é o fato da verba pecuniária denominada
Vantagem Pessoal servir de base de cálculo, juntamente com o
vencimento base, para o cômputo dos adicionais e gratificações e,
também, que tal vantagem seja revisada utilizando-se das mesmas
premissas adotadas para revisão do vencimento base.
Como bem salientou a magistrada singular, “após a instituição
do plano de cargos, empregos e carreiras da administração direita e
indireta do poder executivo estadual – leis 2.065/99 e 2.129/00 – o
servidor que tivera o cargo transformado com a garantia de perceber o
vencimento do novo cargo acrescido de vantagens pessoais, estas
pautadas sobre o novel vencimento.” (fls.211).
Abro parênteses para registrar que há servidores do Estado que
recebem por regime de subsídio e outros que percebem sem este sistema
de parcela única (subsídio). Para aqueles que não recebem no regime
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21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522 MATO
GROSSO DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação
não merece prosperar.
Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta
evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a
mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos.
Consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com
fundamento na Lei Estadual n 2.065/1999, entendeu que a verba
pecuniária denominada Vantagem Pessoal incide sobre a base de cálculo
dos adicionais e gratificações dos cargos e carreiras do Poder Executivo
do Estado de Mato Grosso do Sul.
Destaco passagem ilustrativa do acórdão:
“O cerne da questão é o fato da verba pecuniária denominada
Vantagem Pessoal servir de base de cálculo, juntamente com o
vencimento base, para o cômputo dos adicionais e gratificações e,
também, que tal vantagem seja revisada utilizando-se das mesmas
premissas adotadas para revisão do vencimento base.
Como bem salientou a magistrada singular, “após a instituição
do plano de cargos, empregos e carreiras da administração direita e
indireta do poder executivo estadual – leis 2.065/99 e 2.129/00 – o
servidor que tivera o cargo transformado com a garantia de perceber o
vencimento do novo cargo acrescido de vantagens pessoais, estas
pautadas sobre o novel vencimento.” (fls.211).
Abro parênteses para registrar que há servidores do Estado que
recebem por regime de subsídio e outros que percebem sem este sistema
de parcela única (subsídio). Para aqueles que não recebem no regime
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 778522 AGR / MS
de subsídio, não tenho dúvidas em firmar entendimento de que a
vantagem pessoal pleiteada integra os vencimentos e é o que acontece
com este caso posto à apreciação.
De fato houve alteração na forma de cálculo da remuneração, em
razão da Lei Estadual n. 2.065/99, que teria contrariado os princípios
do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos, requerendo
que o adicional de função incida também sobre a verba denominada
vantagem pessoal.
Referida lei faz parte do pacote legislativo que instituiu o Plano
de Cargos, Empregos e Carreiras da Administração Direta e Indireta
do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso do Sul. Tal lei criou a
denominada vantagem pessoal, verba esta destinada aos servidores que
tivessem redução salarial a partir da nova estrutura. Dessa forma,
havendo diminuição na remuneração do servidor, este passaria a
receber a vantagem pessoal, que nada mais é do que a diferença entre a
remuneração anterior e a nova, decorrente da reestruturação
funcional, nos termos do § 2..., do art. 24, da Lei n. 2.065/99, para
garantia do preceito constitucional da irredutibilidade salarial.
A questão já é conhecida neste Tribunal, conforme decisões
proferidas nos processos n. 2009.008426-1 e 2009.008426-1, dentre
outros.
Pois bem. A vantagem pessoal decorre da reestruturação das
carreiras do Poder Executivo Estadual e foi criada para impedir a
redução dos vencimentos dos servidores.
É o que dispõe a Lei n. 2.065/99:
[...]
A Administração Estadual tem considerado que a vantagem
pessoal não faz parte do vencimento-base, portanto não a inclui na
base de cálculo dos adicionais e das gratificações incidentes sobre o
mesmo, o que, a meu ver, está incorreto.
Conclusão que se chega à leitura da legislação (Lei estadual
2.065/99, art. 24 c.c. Lei estadual n. 2.129/00, art. 2..., art. 19 e §4... do
art. 24 c.c. Lei estadual n. 2781/03). Portanto, a vantagem pessoal
integra os vencimentos dos servidores que ainda não se enquadraram
no sistema de parcela única. O texto da lei é bastante claro em
prescrever isto.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 778522 AGR / MS
de subsídio, não tenho dúvidas em firmar entendimento de que a
vantagem pessoal pleiteada integra os vencimentos e é o que acontece
com este caso posto à apreciação.
De fato houve alteração na forma de cálculo da remuneração, em
razão da Lei Estadual n. 2.065/99, que teria contrariado os princípios
do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos, requerendo
que o adicional de função incida também sobre a verba denominada
vantagem pessoal.
Referida lei faz parte do pacote legislativo que instituiu o Plano
de Cargos, Empregos e Carreiras da Administração Direta e Indireta
do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso do Sul. Tal lei criou a
denominada vantagem pessoal, verba esta destinada aos servidores que
tivessem redução salarial a partir da nova estrutura. Dessa forma,
havendo diminuição na remuneração do servidor, este passaria a
receber a vantagem pessoal, que nada mais é do que a diferença entre a
remuneração anterior e a nova, decorrente da reestruturação
funcional, nos termos do § 2..., do art. 24, da Lei n. 2.065/99, para
garantia do preceito constitucional da irredutibilidade salarial.
A questão já é conhecida neste Tribunal, conforme decisões
proferidas nos processos n. 2009.008426-1 e 2009.008426-1, dentre
outros.
Pois bem. A vantagem pessoal decorre da reestruturação das
carreiras do Poder Executivo Estadual e foi criada para impedir a
redução dos vencimentos dos servidores.
É o que dispõe a Lei n. 2.065/99:
[...]
A Administração Estadual tem considerado que a vantagem
pessoal não faz parte do vencimento-base, portanto não a inclui na
base de cálculo dos adicionais e das gratificações incidentes sobre o
mesmo, o que, a meu ver, está incorreto.
Conclusão que se chega à leitura da legislação (Lei estadual
2.065/99, art. 24 c.c. Lei estadual n. 2.129/00, art. 2..., art. 19 e §4... do
art. 24 c.c. Lei estadual n. 2781/03). Portanto, a vantagem pessoal
integra os vencimentos dos servidores que ainda não se enquadraram
no sistema de parcela única. O texto da lei é bastante claro em
prescrever isto.
2
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Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 778522 AGR / MS
Há lei expressa neste sentido.
Não há dúvidas que a legalidade para o administrador é restrita
e que deve pautar sua conduta na estrita legalidade, ou seja, somente
pode fazer o que a lei expressamente lhe permite (art. 37, caput da
Constituição Federal de 1988/88). De outro lado, não pode deixar de fazer quando a lei
expressamente lhe ordena.
Este é o comportamento esperado pelo sistema jurídico e dentro
dele deve agir. Veja-se entendimento doutrinário sobre a legalidade
estrita para o administrador:
[...]
Desta feita e com base na legalidade estrita (art. 37, caput da
Constituição Federal de 1988/88), mais precisamente, com base na Lei estadual 2.065/99, art. 24
c.c. Lei estadual n. 2.129/00, art. 2..., art. 19 e § 4... do art. 24 c.c. Lei
estadual n. 2781/03 assiste razão as autoras em seu pedido.
Isto porque, se a tal vantagem pessoal integra os vencimentos,
em havendo aumento, é lógico que ele deve incidir também em face das
referidas vantagem e é o que não está fazendo o Estado, já que calcula
os percentuais sem fazer integrar a vantagem pessoal. Assim, a
percepção da parcela denominada vantagem pessoal deve integrar a
base de cálculo dos adicionais e gratificações” (fls. 32-34 do vol 7).
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, em casos
análogos ao dos autos, cito os seguintes julgados:
“DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VANTAGEM PESSOAL.
BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO.
INCLUSÃO. REFORMA ADMINISTRATIVA. LEI ESTADUAL
2.065/1999. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS
INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA
REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 778522 AGR / MS
Há lei expressa neste sentido.
Não há dúvidas que a legalidade para o administrador é restrita
e que deve pautar sua conduta na estrita legalidade, ou seja, somente
pode fazer o que a lei expressamente lhe permite (art. 37, caput da
Constituição Federal de 1988/88). De outro lado, não pode deixar de fazer quando a lei
expressamente lhe ordena.
Este é o comportamento esperado pelo sistema jurídico e dentro
dele deve agir. Veja-se entendimento doutrinário sobre a legalidade
estrita para o administrador:
[...]
Desta feita e com base na legalidade estrita (art. 37, caput da
Constituição Federal de 1988/88), mais precisamente, com base na Lei estadual 2.065/99, art. 24
c.c. Lei estadual n. 2.129/00, art. 2..., art. 19 e § 4... do art. 24 c.c. Lei
estadual n. 2781/03 assiste razão as autoras em seu pedido.
Isto porque, se a tal vantagem pessoal integra os vencimentos,
em havendo aumento, é lógico que ele deve incidir também em face das
referidas vantagem e é o que não está fazendo o Estado, já que calcula
os percentuais sem fazer integrar a vantagem pessoal. Assim, a
percepção da parcela denominada vantagem pessoal deve integrar a
base de cálculo dos adicionais e gratificações” (fls. 32-34 do vol 7).
Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a
teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Por ofensa a
direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, em casos
análogos ao dos autos, cito os seguintes julgados:
“DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VANTAGEM PESSOAL.
BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE FUNÇÃO.
INCLUSÃO. REFORMA ADMINISTRATIVA. LEI ESTADUAL
2.065/1999. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL
AFRONTA
AOS
PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS
INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDE DA
REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. LUIZ FUX
ARE 778522 AGR / MS
ACÓRDÃO
RECORRIDO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 09.8.2011. Divergir do entendimento do Tribunal
a quo acerca do direito que os servidores, ora agravados, tem à
inclusão da denominada rubrica ”vantagem pessoal” na base de
cálculo do adicional de função decorrente da reestruturação do Plano
de Cargos e Carreiras dos servidores do Estado do Mato Grosso do Sul
exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie,
bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As
razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao
âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido”
(ARE 691.371-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe
de 24/6/2014).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público
estadual. Vantagem pecuniária. Natureza. Legislação local. Decesso
remuneratório. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Negativa
de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das
Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal
de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta
aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da
análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental
não provido” (AI 804.132-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma, DJe de 27/11/2013).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 778522 AGR / MS
ACÓRDÃO
RECORRIDO.
ACÓRDÃO
RECORRIDO
PUBLICADO EM 09.8.2011. Divergir do entendimento do Tribunal
a quo acerca do direito que os servidores, ora agravados, tem à
inclusão da denominada rubrica ”vantagem pessoal” na base de
cálculo do adicional de função decorrente da reestruturação do Plano
de Cargos e Carreiras dos servidores do Estado do Mato Grosso do Sul
exigiria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie,
bem como a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de
origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. As
razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos
que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao
âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido”
(ARE 691.371-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe
de 24/6/2014).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público
estadual. Vantagem pecuniária. Natureza. Legislação local. Decesso
remuneratório. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Negativa
de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido
processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa.
Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das
Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal
de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. A afronta
aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da
análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental
não provido” (AI 804.132-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma, DJe de 27/11/2013).
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S) : ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ELOI OLIVEIRA DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira
Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778.522
PROCED. : MATO GROSSO DO SUL
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
AGDO.(A/S) : ANGELICA BARBOSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ELOI OLIVEIRA DA SILVA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira
Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 778 . 522",
"SÚMULA 280 /",
"ARE 691 . 371 - AgR",
"AI 804 . 132 - AgR",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 778522 AGR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 781 . 564 - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 781 . 564 - AgR",
"ARE 778522 AGR / MS",
"ARE 778522",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 778522 AGR / MS",
"processos n . 2009",
".",
"008426",
"-",
"1",
"2009",
".",
"008426",
"-",
"1",
"ARE 778522",
"ARE 778522 AGR / MS",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 778522 AGR / MS",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 778522 AGR / MS",
"ARE 691 . 371 - AgR",
"Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 804 . 132 - AgR",
"ARE 778522 AGR / MS",
"ARE 691 . 371 - AgR",
"Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 804 . 132 - AgR",
"AGRAVO 778 . 522"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI N . 2 . 065 / 1999",
"Constituição Federal",
"LEI 2 . 065 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 2 . 065 / 1999",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 2 . 065 / 1999",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 2 . 065 / 1999",
"leis 2 . 065 / 99",
"2",
".",
"129",
"/",
"00",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 2 . 065 / 1999",
"leis 2 . 065 / 99",
"2",
".",
"129",
"/",
"00",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n . 2 . 065 / 99",
"§",
"art . 24 , da Lei n . 2 . 065 / 99",
"Lei n . 2 . 065 / 99",
"Lei estadual 2 . 065 / 99",
"Lei estadual n . 2 . 129 / 00",
"Lei estadual n . 2781 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n . 2 . 065 / 99",
"§ 2 . . . , do",
"art . 24 , da Lei n . 2 . 065 / 99",
"Lei n . 2 . 065 / 99",
"Lei estadual 2 . 065 / 99 , art .",
"Lei estadual n . 2 . 129 / 00 , art . 2 . . . , art . 19 e § 4 . . . do art . 24 c . c .",
"Lei estadual n . 2781 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , caput da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 37 , caput da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei estadual 2 . 065 / 99",
"Lei estadual n . 2 . 129 / 00",
"Lei estadual n . 2781 / 03",
"Constituição Federal",
"LEI ESTADUAL 2 . 065 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , caput da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 37 , caput da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei estadual 2 . 065 / 99 ,",
"Lei estadual n . 2 . 129 / 00",
"Lei estadual n . 2781 / 03",
"Constituição Federal",
"LEI ESTADUAL 2 . 065 / 1999",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"MATO GROSSO DO SUL",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"Estado de Mato Grosso do Sul",
"Estado do Mato Grosso do Sul",
"Estado do Mato Grosso do Sul",
"MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL",
"ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Corte Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Corte Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"ANGELICA BARBOSA",
"ELOI OLIVEIRA DA SILVA",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"ANGELICA BARBOSA",
"ELOI OLIVEIRA DA SILVA",
"LUIZ FUX",
"Teori Zavascki",
"LUIZ FUX",
"ANGELICA BARBOSA",
"ELOI OLIVEIRA DA SILVA",
"LUIZ FUX",
"Teori Zavascki",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"ANGELICA BARBOSA",
"ELOI OLIVEIRA DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"ANGELICA BARBOSA",
"ELOI OLIVEIRA DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"6",
"/",
"2014",
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"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"28",
"/",
"3",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"28",
"/",
"3",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"6",
"/",
"2014",
"27",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"09",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"6",
"/",
"2014",
"27",
"/",
"11",
"/",
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".",
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"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 121.395 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:MAICK DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Penal. Roubo e extorsão qualificados. Artigos 157,
§ 2º, I, II e V; e 158, § 1º, do Código Penal. Concurso formal.
Reconhecimento pretendido. Inadmissibilidade. Subtração violenta de
bens. Posterior constrangimento da vítima a fornecer a senha de cartão
bancário. Manutenção do ofendido, por várias horas, em poder dos
agentes. Pluralidade de condutas e autonomia de desígnios.
Inexistência de contexto fático único. Ordem denegada.
1. Tratando-se de duas condutas distintas, praticadas com desígnios
autônomos, deve ser reconhecido o concurso material entre roubo
qualificado (art. 157, § 2º, I, II e V, CP) e extorsão qualificada (art. 158, § 1º,
CP).
2. Ordem de habeas corpus denegada.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 121.395 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:MAICK DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Maick da Silva, apontando como
autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
negou provimento ao agravo regimental no REsp nº 1.219.381/DF,
Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura.
Relata a inicial que o paciente foi condenado, como incurso nas
sanções do art. 157, § 2, I, II e IV, do Código Penal, a 9 (nove) anos e 4
(quatro) meses de reclusão e, como incurso nas sanções do art. 158, § 1º,
do Código Penal, a 7 (sete) anos, 5 (cinco) meses e 10 (dez) dias de
reclusão, totalizando, por força do reconhecimento do concurso material
de crimes (art. 69, CP), 16 (dezesseis) anos, 9 (nove) meses e 10 (dez) dias
de reclusão.
Sustenta a impetrante ser ilegal, na fixação da pena imposta ao
paciente, o reconhecimento do concurso material, uma vez que a restrição
à liberdade da vítima, para a prática dos delitos patrimoniais, constituiu
uma única conduta, a justificar a aplicação da regra do concurso formal
de crimes.
Aduz também que deve ser reconhecida a figura típica do sequestro
relâmpago, inserida no art. 158, § 3º, do Código Penal, pela Lei nº
11.923/09, por se tratar de “inegável novatio legis in mellius, no tocante à
cominação da pena, cujo piso é estabelecido em 6 anos” (fl. 4 da inicial).
Requer, assim, a concessão da ordem para que se determine à
instância de origem o redimensionamento da pena, mediante a aplicação
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260574.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 121.395 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:MAICK DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Maick da Silva, apontando como
autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
negou provimento ao agravo regimental no REsp nº 1.219.381/DF,
Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura.
Relata a inicial que o paciente foi condenado, como incurso nas
sanções do art. 157, § 2, I, II e IV, do Código Penal, a 9 (nove) anos e 4
(quatro) meses de reclusão e, como incurso nas sanções do art. 158, § 1º,
do Código Penal, a 7 (sete) anos, 5 (cinco) meses e 10 (dez) dias de
reclusão, totalizando, por força do reconhecimento do concurso material
de crimes (art. 69, CP), 16 (dezesseis) anos, 9 (nove) meses e 10 (dez) dias
de reclusão.
Sustenta a impetrante ser ilegal, na fixação da pena imposta ao
paciente, o reconhecimento do concurso material, uma vez que a restrição
à liberdade da vítima, para a prática dos delitos patrimoniais, constituiu
uma única conduta, a justificar a aplicação da regra do concurso formal
de crimes.
Aduz também que deve ser reconhecida a figura típica do sequestro
relâmpago, inserida no art. 158, § 3º, do Código Penal, pela Lei nº
11.923/09, por se tratar de “inegável novatio legis in mellius, no tocante à
cominação da pena, cujo piso é estabelecido em 6 anos” (fl. 4 da inicial).
Requer, assim, a concessão da ordem para que se determine à
instância de origem o redimensionamento da pena, mediante a aplicação
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
HC 121395 / DF
do art. 158, § 3º, do Código Penal, ou, alternativamente, da regra do
concurso formal.
O pedido de liminar foi por mim indeferido.
Considerando-se que a inicial se encontra suficientemente instruída,
dispensei a requisição de informações à autoridade coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre
Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de
Britto Pereira, opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 121395 / DF
do art. 158, § 3º, do Código Penal, ou, alternativamente, da regra do
concurso formal.
O pedido de liminar foi por mim indeferido.
Considerando-se que a inicial se encontra suficientemente instruída,
dispensei a requisição de informações à autoridade coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre
Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de
Britto Pereira, opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 121.395 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, trata-se de habeas corpus impetrado pela
Defensoria Pública da União em favor de Maick da Silva, apontando
como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
que negou provimento ao agravo regimental no REsp nº 1.219.381/DF.
Transcrevo a ementa da decisão impugnada:
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL.
PENAL E PROCESSO PENAL. ROUBO E EXTORSÃO.
DELITOS AUTÔNOMOS. CONCURSO MATERIAL. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A conduta do réu nestes autos deve se ter como
bipartida: uma voltada para a subtração de coisa móvel (núcleo
do roubo), em que o agente leva consigo o objeto; outra voltada
à exigência de um fazer – entrega de senha (núcleo da
extorsão), em que o agente nada leva a não ser informação.
2. Diante da existência de duas condutas com desígnios
diversos, necessário se faz a incriminação do tipo da extorsão
em concurso material com o roubo.
3. Agravo regimental desprovido.”
Essa é a razão por que se insurge, debalde, a impetrante.
Como bem assentou a decisão ora hostilizada,
“[a] insurgência não merece prosperar. Com efeito,
conforme explicitado na decisão agravada, a conduta do réu
nestes autos deve se ter como bipartida: uma voltada para a
subtração de coisa móvel (núcleo do roubo), em que o agente
leva consigo o objeto; outra voltada à exigência de um fazer –
entrega de senha (núcleo da extorsão), em que o agente nada
leva a não ser informação.
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 121.395 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, trata-se de habeas corpus impetrado pela
Defensoria Pública da União em favor de Maick da Silva, apontando
como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
que negou provimento ao agravo regimental no REsp nº 1.219.381/DF.
Transcrevo a ementa da decisão impugnada:
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL.
PENAL E PROCESSO PENAL. ROUBO E EXTORSÃO.
DELITOS AUTÔNOMOS. CONCURSO MATERIAL. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A conduta do réu nestes autos deve se ter como
bipartida: uma voltada para a subtração de coisa móvel (núcleo
do roubo), em que o agente leva consigo o objeto; outra voltada
à exigência de um fazer – entrega de senha (núcleo da
extorsão), em que o agente nada leva a não ser informação.
2. Diante da existência de duas condutas com desígnios
diversos, necessário se faz a incriminação do tipo da extorsão
em concurso material com o roubo.
3. Agravo regimental desprovido.”
Essa é a razão por que se insurge, debalde, a impetrante.
Como bem assentou a decisão ora hostilizada,
“[a] insurgência não merece prosperar. Com efeito,
conforme explicitado na decisão agravada, a conduta do réu
nestes autos deve se ter como bipartida: uma voltada para a
subtração de coisa móvel (núcleo do roubo), em que o agente
leva consigo o objeto; outra voltada à exigência de um fazer –
entrega de senha (núcleo da extorsão), em que o agente nada
leva a não ser informação.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 121395 / DF
Observado, então, que jamais o “fazer” pode assumir o
núcleo “subtrair”, penso, por consequência, que as condutas
devam ser tomadas de forma autônomas e independentes.
Uma coisa é, através da violência ou grave ameaça,
subtrair e levar consigo bens palpáveis. Outra totalmente
diversa é, pela mesma ameaça, exigir-se algo que não tem
representação material, como a senha de cartões bancários.
Veja-se que a senha é entregue não como coisa, mas como
dado que será utilizado para a construção de outra conduta do
agente que pode ser: um saque eletrônico; uma transferência;
um pagamento; a tomada de empréstimo; enfim, uma operação
no mundo virtual absolutamente diversa da ação já realizada de
obrigar fazer. Uma, aliás, não interfere na outra, porque, como
dito, o mero conhecimento da senha não pressupõe um fim
específico, mas inúmeros usos dentro do ambiente eletrônico da
instituição financeira.
Reafirme-se: com a conduta de conhecer a senha o agente
não visa, necessariamente, retirar da vítima uma coisa móvel
propriamente. Daí a existência de duas condutas com desígnios
diversos, o que recomenda a incriminação do tipo da extorsão,
conforme previsão do art. 158 do CP, em concurso material com
o roubo.”
O precedente desta Primeira Turma invocado pelo impetrante em
abono à sua tese, em verdade, não lhe socorre.
No HC nº 98.960/RJ, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
6/12/11, reconheceu-se o concurso formal entre roubo qualificado e
extorsão porque “os crimes foram cometidos contra o patrimônio e em
um único acontecimento: a submissão da vítima à violência perpetrada.
Assim, não se trata, no caso, de desígnios autônomos”.
No referido habeas corpus, era incontroverso o contexto fático
único, consoante se verifica do seguinte excerto do voto condutor do
acórdão:
“Consta dos autos do IP 066/99 da 79ª Delegacia Policial
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 121395 / DF
Observado, então, que jamais o “fazer” pode assumir o
núcleo “subtrair”, penso, por consequência, que as condutas
devam ser tomadas de forma autônomas e independentes.
Uma coisa é, através da violência ou grave ameaça,
subtrair e levar consigo bens palpáveis. Outra totalmente
diversa é, pela mesma ameaça, exigir-se algo que não tem
representação material, como a senha de cartões bancários.
Veja-se que a senha é entregue não como coisa, mas como
dado que será utilizado para a construção de outra conduta do
agente que pode ser: um saque eletrônico; uma transferência;
um pagamento; a tomada de empréstimo; enfim, uma operação
no mundo virtual absolutamente diversa da ação já realizada de
obrigar fazer. Uma, aliás, não interfere na outra, porque, como
dito, o mero conhecimento da senha não pressupõe um fim
específico, mas inúmeros usos dentro do ambiente eletrônico da
instituição financeira.
Reafirme-se: com a conduta de conhecer a senha o agente
não visa, necessariamente, retirar da vítima uma coisa móvel
propriamente. Daí a existência de duas condutas com desígnios
diversos, o que recomenda a incriminação do tipo da extorsão,
conforme previsão do art. 158 do CP, em concurso material com
o roubo.”
O precedente desta Primeira Turma invocado pelo impetrante em
abono à sua tese, em verdade, não lhe socorre.
No HC nº 98.960/RJ, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
6/12/11, reconheceu-se o concurso formal entre roubo qualificado e
extorsão porque “os crimes foram cometidos contra o patrimônio e em
um único acontecimento: a submissão da vítima à violência perpetrada.
Assim, não se trata, no caso, de desígnios autônomos”.
No referido habeas corpus, era incontroverso o contexto fático
único, consoante se verifica do seguinte excerto do voto condutor do
acórdão:
“Consta dos autos do IP 066/99 da 79ª Delegacia Policial
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 121395 / DF
que aos vinte e dois dias de outubro de 1999, por volta de
21h40min, na localidade denominada Charitas, nesta cidade de
Niterói, os ora denunciados, livre e conscientemente,
constrangeram Rodrigo Kelly Amim, mediante grave ameaça
exercida com emprego de arma de fogo, a que se dirigisse a um
Caixa Eletrônico onde, utilizando um cartão de crédito da
vítima, lograram arrecadar a quantia de R$ 260,00 em espécie.
Naquele contexto, os denunciados também se apoderaram de
um relógio, um cordão de ouro, um talonário de cheque e a
carteira de identidade da vítima”.
Não há, todavia, qualquer similitude entre esse contexto fático e
aquele retratado na presente impetração.
Confira-se, a propósito, a narrativa dos fatos constante da ementa do
acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, objeto do REsp nº
1.219.381/DF:
“(...)
A subtração de bens da vítima realizada com violência e
grave ameaça com utilização de um canivete encostado por trás,
seguida da tentativa de retirar dinheiro de caixa eletrônico
usando o cartão bancário da vítima configura o crime de roubo,
apresentando-se a segunda conduta apenas como
desdobramento natural do iter criminis. A vítima foi abordada
amigavelmente por volta de uma hora da madrugada, nas
proximidades do semáforo existente na plataforma superior da
Estação Rodoviária do Plano Piloto, pelo réu e um comparsa,
enquanto aguardava em seu carro o sinal verde, sendo-lhe
ofertado um programa sexual. Depois que adentraram o
automóvel, o réu assumiu a direção do veículo e seu comparsa
aplicou uma gravata na vítima, ordenando-lhe que passasse
para o banco traseiro. Ameaçando-a de morte e encostando um
canivete nas costas, dela subtraíram os documentos pessoais,
uma maleta, um estetoscópio, um micro system e um celular
Nokia. Em seguida, lhe exigiram que fornecesse a senha do
cartão eletrônico bancário, com o qual tentaram debalde sacar
3
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HC 121395 / DF
que aos vinte e dois dias de outubro de 1999, por volta de
21h40min, na localidade denominada Charitas, nesta cidade de
Niterói, os ora denunciados, livre e conscientemente,
constrangeram Rodrigo Kelly Amim, mediante grave ameaça
exercida com emprego de arma de fogo, a que se dirigisse a um
Caixa Eletrônico onde, utilizando um cartão de crédito da
vítima, lograram arrecadar a quantia de R$ 260,00 em espécie.
Naquele contexto, os denunciados também se apoderaram de
um relógio, um cordão de ouro, um talonário de cheque e a
carteira de identidade da vítima”.
Não há, todavia, qualquer similitude entre esse contexto fático e
aquele retratado na presente impetração.
Confira-se, a propósito, a narrativa dos fatos constante da ementa do
acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, objeto do REsp nº
1.219.381/DF:
“(...)
A subtração de bens da vítima realizada com violência e
grave ameaça com utilização de um canivete encostado por trás,
seguida da tentativa de retirar dinheiro de caixa eletrônico
usando o cartão bancário da vítima configura o crime de roubo,
apresentando-se a segunda conduta apenas como
desdobramento natural do iter criminis. A vítima foi abordada
amigavelmente por volta de uma hora da madrugada, nas
proximidades do semáforo existente na plataforma superior da
Estação Rodoviária do Plano Piloto, pelo réu e um comparsa,
enquanto aguardava em seu carro o sinal verde, sendo-lhe
ofertado um programa sexual. Depois que adentraram o
automóvel, o réu assumiu a direção do veículo e seu comparsa
aplicou uma gravata na vítima, ordenando-lhe que passasse
para o banco traseiro. Ameaçando-a de morte e encostando um
canivete nas costas, dela subtraíram os documentos pessoais,
uma maleta, um estetoscópio, um micro system e um celular
Nokia. Em seguida, lhe exigiram que fornecesse a senha do
cartão eletrônico bancário, com o qual tentaram debalde sacar
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 121395 / DF
dinheiro em dois terminais na Asa Norte e na Asa Sul.
Rumaram para o Setor Comercial Sul, onde se juntou ao grupo
um terceiro indivíduo, que os acompanhou a vários lugares,
vendendo ou trocando por drogas os bens subtraídos. Após
perambularem a esmo pela cidade, foram até as proximidades
de Planaltina, onde a vítima foi liberada ao raiar do dia, depois
de os réus, num último alento, lhe tomarem o extintor do carro
e um par de óculos de sol (…)” - anexo 6.
Verifica-se, portanto, que a extorsão não foi concomitante à
subtração patrimonial violenta.
O paciente e seu comparsa, após subjugarem o ofendido, primeiro
subtraíram diversos bens e, posteriormente, exigiram o fornecimento da
senha de seu cartão bancário, mantendo a vítima em seu poder para
tentativas de saque de valores em terminais da Asa Sul e da Asa Norte de
Brasília.
A vítima foi restringida em sua liberdade por longas horas, pois foi
rendida à uma hora da madrugada, e somente liberada por seus algozes
ao raiar do dia.
É nítida, portanto, a pluralidade de condutas e a autonomia de
desígnios, a bem justificar o reconhecimento do concurso material de
crimes.
Finalmente, reconhecido o concurso material, não há como se
desclassificar a conduta do paciente para o crime descrito no art. 158, § 3º,
do Código Penal - introduzido, após os fatos imputados ao paciente, pela
Lei nº 11.923/09 -, haja vista que a pena mínima a ele cominada (seis anos
de reclusão) é superior àquela cominada ao art. 158, § 1º, do Código Penal
(cinco anos e quatro meses de reclusão), de modo que essa
desclassificação adviria em seu prejuízo.
Nada há que se reparar, portanto, na decisão ora hostilizada.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 121395 / DF
dinheiro em dois terminais na Asa Norte e na Asa Sul.
Rumaram para o Setor Comercial Sul, onde se juntou ao grupo
um terceiro indivíduo, que os acompanhou a vários lugares,
vendendo ou trocando por drogas os bens subtraídos. Após
perambularem a esmo pela cidade, foram até as proximidades
de Planaltina, onde a vítima foi liberada ao raiar do dia, depois
de os réus, num último alento, lhe tomarem o extintor do carro
e um par de óculos de sol (…)” - anexo 6.
Verifica-se, portanto, que a extorsão não foi concomitante à
subtração patrimonial violenta.
O paciente e seu comparsa, após subjugarem o ofendido, primeiro
subtraíram diversos bens e, posteriormente, exigiram o fornecimento da
senha de seu cartão bancário, mantendo a vítima em seu poder para
tentativas de saque de valores em terminais da Asa Sul e da Asa Norte de
Brasília.
A vítima foi restringida em sua liberdade por longas horas, pois foi
rendida à uma hora da madrugada, e somente liberada por seus algozes
ao raiar do dia.
É nítida, portanto, a pluralidade de condutas e a autonomia de
desígnios, a bem justificar o reconhecimento do concurso material de
crimes.
Finalmente, reconhecido o concurso material, não há como se
desclassificar a conduta do paciente para o crime descrito no art. 158, § 3º,
do Código Penal - introduzido, após os fatos imputados ao paciente, pela
Lei nº 11.923/09 -, haja vista que a pena mínima a ele cominada (seis anos
de reclusão) é superior àquela cominada ao art. 158, § 1º, do Código Penal
(cinco anos e quatro meses de reclusão), de modo que essa
desclassificação adviria em seu prejuízo.
Nada há que se reparar, portanto, na decisão ora hostilizada.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 121.395
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : MAICK DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto do relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro
Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111919
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 121.395
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : MAICK DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto do relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro
Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7302836
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-21T00:00:00
|
A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
Habeas corpus. Penal. Roubo e extorsão qualificados. Artigos 157, § 2º, I, II e V; e 158, § 1º, do Código Penal. Concurso formal. Reconhecimento pretendido. Inadmissibilidade. Subtração violenta de bens. Posterior constrangimento da vítima a fornecer a senha de cartão bancário. Manutenção do ofendido, por várias horas, em poder dos agentes. Pluralidade de condutas e autonomia de desígnios. Inexistência de contexto fático único. Ordem denegada.
1. Tratando-se de duas condutas distintas, praticadas com desígnios autônomos, deve ser reconhecido o concurso material entre roubo qualificado (art. 157, § 2º, I, II e V, CP) e extorsão qualificada (art. 158, § 1º, CP).
2. Ordem de habeas corpus denegada.
|
sjur285830
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, CONCURSO FORMAL DE CRIMES)
HC 98960 (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 26/01/2015, MÁR.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
121395
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[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002 \n INC-00005 ART-00158 PAR-00001 \n ART-00158 PAR-00003 INCLUÍDO PELA LEI-11923/2009\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
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acordaos
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HC 121395
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PACTE.(S) : MAICK DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 121.395 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:MAICK DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
Habeas corpus. Penal. Roubo e extorsão qualificados. Artigos 157,
§ 2..., I, II e V; e 158, § 1..., do Código Penal. Concurso formal.
Reconhecimento pretendido. Inadmissibilidade. Subtração violenta de
bens. Posterior constrangimento da vítima a fornecer a senha de cartão
bancário. Manutenção do ofendido, por várias horas, em poder dos
agentes. Pluralidade de condutas e autonomia de desígnios.
Inexistência de contexto fático único. Ordem denegada.
1. Tratando-se de duas condutas distintas, praticadas com desígnios
autônomos, deve ser reconhecido o concurso material entre roubo
qualificado (art. 157, § 2..., I, II e V, Código Penal Brasileiro) e extorsão qualificada (art. 158, § 1...,
Código Penal Brasileiro).
2. Ordem de habeas corpus denegada.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260576.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 121.395 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:MAICK DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Maick da Silva, apontando como
autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
negou provimento ao agravo regimental no REsp n 1.219.381/DF,
Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura.
Relata a inicial que o paciente foi condenado, como incurso nas
sanções do art. 157, § 2, I, II e IV, do Código Penal, a 9 (nove) anos e 4
(quatro) meses de reclusão e, como incurso nas sanções do art. 158, § 1...,
do Código Penal, a 7 (sete) anos, 5 (cinco) meses e 10 (dez) dias de
reclusão, totalizando, por força do reconhecimento do concurso material
de crimes (art. 69, Código Penal Brasileiro), 16 (dezesseis) anos, 9 (nove) meses e 10 (dez) dias
de reclusão.
Sustenta a impetrante ser ilegal, na fixação da pena imposta ao
paciente, o reconhecimento do concurso material, uma vez que a restrição
à liberdade da vítima, para a prática dos delitos patrimoniais, constituiu
uma única conduta, a justificar a aplicação da regra do concurso formal
de crimes.
Aduz também que deve ser reconhecida a figura típica do sequestro
relâmpago, inserida no art. 158, § 3..., do Código Penal, pela Lei n
11.923/09, por se tratar de “inegável novatio legis in mellius, no tocante à
cominação da pena, cujo piso é estabelecido em 6 anos” (fl. 4 da inicial).
Requer, assim, a concessão da ordem para que se determine à
instância de origem o redimensionamento da pena, mediante a aplicação
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260574.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 121.395 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S)
:MAICK DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União em favor de Maick da Silva, apontando como
autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que
negou provimento ao agravo regimental no REsp n 1.219.381/DF,
Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura.
Relata a inicial que o paciente foi condenado, como incurso nas
sanções do art. 157, § 2, I, II e IV, do Código Penal, a 9 (nove) anos e 4
(quatro) meses de reclusão e, como incurso nas sanções do art. 158, § 1...,
do Código Penal, a 7 (sete) anos, 5 (cinco) meses e 10 (dez) dias de
reclusão, totalizando, por força do reconhecimento do concurso material
de crimes (art. 69, Código Penal Brasileiro), 16 (dezesseis) anos, 9 (nove) meses e 10 (dez) dias
de reclusão.
Sustenta a impetrante ser ilegal, na fixação da pena imposta ao
paciente, o reconhecimento do concurso material, uma vez que a restrição
à liberdade da vítima, para a prática dos delitos patrimoniais, constituiu
uma única conduta, a justificar a aplicação da regra do concurso formal
de crimes.
Aduz também que deve ser reconhecida a figura típica do sequestro
relâmpago, inserida no art. 158, § 3..., do Código Penal, pela Lei n
11.923/09, por se tratar de “inegável novatio legis in mellius, no tocante à
cominação da pena, cujo piso é estabelecido em 6 anos” (fl. 4 da inicial).
Requer, assim, a concessão da ordem para que se determine à
instância de origem o redimensionamento da pena, mediante a aplicação
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260574.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
HC 121395 / DF
do art. 158, § 3..., do Código Penal, ou, alternativamente, da regra do
concurso formal.
O pedido de liminar foi por mim indeferido.
Considerando-se que a inicial se encontra suficientemente instruída,
dispensei a requisição de informações à autoridade coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre
Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de
Britto Pereira, opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 121395 / DF
do art. 158, § 3..., do Código Penal, ou, alternativamente, da regra do
concurso formal.
O pedido de liminar foi por mim indeferido.
Considerando-se que a inicial se encontra suficientemente instruída,
dispensei a requisição de informações à autoridade coatora.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da ilustre
Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Macedo Duprat de
Britto Pereira, opinou pela denegação da ordem.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 121.395 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, trata-se de habeas corpus impetrado pela
Defensoria Pública da União em favor de Maick da Silva, apontando
como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
que negou provimento ao agravo regimental no REsp n 1.219.381/DF.
Transcrevo a ementa da decisão impugnada:
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL.
PENAL E PROCESSO PENAL. ROUBO E EXTORSÃO.
DELITOS AUTÔNOMOS. CONCURSO MATERIAL. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A conduta do réu nestes autos deve se ter como
bipartida: uma voltada para a subtração de coisa móvel (núcleo
do roubo), em que o agente leva consigo o objeto; outra voltada
à exigência de um fazer – entrega de senha (núcleo da
extorsão), em que o agente nada leva a não ser informação.
2. Diante da existência de duas condutas com desígnios
diversos, necessário se faz a incriminação do tipo da extorsão
em concurso material com o roubo.
3. Agravo regimental desprovido.”
Essa é a razão por que se insurge, debalde, a impetrante.
Como bem assentou a decisão ora hostilizada,
“[a] insurgência não merece prosperar. Com efeito,
conforme explicitado na decisão agravada, a conduta do réu
nestes autos deve se ter como bipartida: uma voltada para a
subtração de coisa móvel (núcleo do roubo), em que o agente
leva consigo o objeto; outra voltada à exigência de um fazer –
entrega de senha (núcleo da extorsão), em que o agente nada
leva a não ser informação.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260573.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 121.395 DISTRITO FEDERAL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Conforme relatado, trata-se de habeas corpus impetrado pela
Defensoria Pública da União em favor de Maick da Silva, apontando
como autoridade coatora a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça,
que negou provimento ao agravo regimental no REsp n 1.219.381/DF.
Transcrevo a ementa da decisão impugnada:
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL.
PENAL E PROCESSO PENAL. ROUBO E EXTORSÃO.
DELITOS AUTÔNOMOS. CONCURSO MATERIAL. AGRAVO
REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A conduta do réu nestes autos deve se ter como
bipartida: uma voltada para a subtração de coisa móvel (núcleo
do roubo), em que o agente leva consigo o objeto; outra voltada
à exigência de um fazer – entrega de senha (núcleo da
extorsão), em que o agente nada leva a não ser informação.
2. Diante da existência de duas condutas com desígnios
diversos, necessário se faz a incriminação do tipo da extorsão
em concurso material com o roubo.
3. Agravo regimental desprovido.”
Essa é a razão por que se insurge, debalde, a impetrante.
Como bem assentou a decisão ora hostilizada,
“[a] insurgência não merece prosperar. Com efeito,
conforme explicitado na decisão agravada, a conduta do réu
nestes autos deve se ter como bipartida: uma voltada para a
subtração de coisa móvel (núcleo do roubo), em que o agente
leva consigo o objeto; outra voltada à exigência de um fazer –
entrega de senha (núcleo da extorsão), em que o agente nada
leva a não ser informação.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 121395 / DF
Observado, então, que jamais o “fazer” pode assumir o
núcleo “subtrair”, penso, por consequência, que as condutas
devam ser tomadas de forma autônomas e independentes.
Uma coisa é, através da violência ou grave ameaça,
subtrair e levar consigo bens palpáveis. Outra totalmente
diversa é, pela mesma ameaça, exigir-se algo que não tem
representação material, como a senha de cartões bancários.
Veja-se que a senha é entregue não como coisa, mas como
dado que será utilizado para a construção de outra conduta do
agente que pode ser: um saque eletrônico; uma transferência;
um pagamento; a tomada de empréstimo; enfim, uma operação
no mundo virtual absolutamente diversa da ação já realizada de
obrigar fazer. Uma, aliás, não interfere na outra, porque, como
dito, o mero conhecimento da senha não pressupõe um fim
específico, mas inúmeros usos dentro do ambiente eletrônico da
instituição financeira.
Reafirme-se: com a conduta de conhecer a senha o agente
não visa, necessariamente, retirar da vítima uma coisa móvel
propriamente. Daí a existência de duas condutas com desígnios
diversos, o que recomenda a incriminação do tipo da extorsão,
conforme previsão do art. 158 do Código Penal Brasileiro, em concurso material com
o roubo.”
O precedente desta Primeira Turma invocado pelo impetrante em
abono à sua tese, em verdade, não lhe socorre.
No HC n 98.960/RJ, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
6/12/11, reconheceu-se o concurso formal entre roubo qualificado e
extorsão porque “os crimes foram cometidos contra o patrimônio e em
um único acontecimento: a submissão da vítima à violência perpetrada.
Assim, não se trata, no caso, de desígnios autônomos”.
No referido habeas corpus, era incontroverso o contexto fático
único, consoante se verifica do seguinte excerto do voto condutor do
acórdão:
“Consta dos autos do IP 066/99 da 79... Delegacia Policial
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 121395 / DF
Observado, então, que jamais o “fazer” pode assumir o
núcleo “subtrair”, penso, por consequência, que as condutas
devam ser tomadas de forma autônomas e independentes.
Uma coisa é, através da violência ou grave ameaça,
subtrair e levar consigo bens palpáveis. Outra totalmente
diversa é, pela mesma ameaça, exigir-se algo que não tem
representação material, como a senha de cartões bancários.
Veja-se que a senha é entregue não como coisa, mas como
dado que será utilizado para a construção de outra conduta do
agente que pode ser: um saque eletrônico; uma transferência;
um pagamento; a tomada de empréstimo; enfim, uma operação
no mundo virtual absolutamente diversa da ação já realizada de
obrigar fazer. Uma, aliás, não interfere na outra, porque, como
dito, o mero conhecimento da senha não pressupõe um fim
específico, mas inúmeros usos dentro do ambiente eletrônico da
instituição financeira.
Reafirme-se: com a conduta de conhecer a senha o agente
não visa, necessariamente, retirar da vítima uma coisa móvel
propriamente. Daí a existência de duas condutas com desígnios
diversos, o que recomenda a incriminação do tipo da extorsão,
conforme previsão do art. 158 do Código Penal Brasileiro, em concurso material com
o roubo.”
O precedente desta Primeira Turma invocado pelo impetrante em
abono à sua tese, em verdade, não lhe socorre.
No HC n 98.960/RJ, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
6/12/11, reconheceu-se o concurso formal entre roubo qualificado e
extorsão porque “os crimes foram cometidos contra o patrimônio e em
um único acontecimento: a submissão da vítima à violência perpetrada.
Assim, não se trata, no caso, de desígnios autônomos”.
No referido habeas corpus, era incontroverso o contexto fático
único, consoante se verifica do seguinte excerto do voto condutor do
acórdão:
“Consta dos autos do IP 066/99 da 79... Delegacia Policial
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 121395 / DF
que aos vinte e dois dias de outubro de 1999, por volta de
21h40min, na localidade denominada Charitas, nesta cidade de
Niterói, os ora denunciados, livre e conscientemente,
constrangeram Rodrigo Kelly Amim, mediante grave ameaça
exercida com emprego de arma de fogo, a que se dirigisse a um
Caixa Eletrônico onde, utilizando um cartão de crédito da
vítima, lograram arrecadar a quantia de R$ 260,00 em espécie.
Naquele contexto, os denunciados também se apoderaram de
um relógio, um cordão de ouro, um talonário de cheque e a
carteira de identidade da vítima”.
Não há, todavia, qualquer similitude entre esse contexto fático e
aquele retratado na presente impetração.
Confira-se, a propósito, a narrativa dos fatos constante da ementa do
acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, objeto do REsp n
1.219.381/DF:
“(...)
A subtração de bens da vítima realizada com violência e
grave ameaça com utilização de um canivete encostado por trás,
seguida da tentativa de retirar dinheiro de caixa eletrônico
usando o cartão bancário da vítima configura o crime de roubo,
apresentando-se a segunda conduta apenas como
desdobramento natural do iter criminis. A vítima foi abordada
amigavelmente por volta de uma hora da madrugada, nas
proximidades do semáforo existente na plataforma superior da
Estação Rodoviária do Plano Piloto, pelo réu e um comparsa,
enquanto aguardava em seu carro o sinal verde, sendo-lhe
ofertado um programa sexual. Depois que adentraram o
automóvel, o réu assumiu a direção do veículo e seu comparsa
aplicou uma gravata na vítima, ordenando-lhe que passasse
para o banco traseiro. Ameaçando-a de morte e encostando um
canivete nas costas, dela subtraíram os documentos pessoais,
uma maleta, um estetoscópio, um micro system e um celular
Nokia. Em seguida, lhe exigiram que fornecesse a senha do
cartão eletrônico bancário, com o qual tentaram debalde sacar
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 121395 / DF
que aos vinte e dois dias de outubro de 1999, por volta de
21h40min, na localidade denominada Charitas, nesta cidade de
Niterói, os ora denunciados, livre e conscientemente,
constrangeram Rodrigo Kelly Amim, mediante grave ameaça
exercida com emprego de arma de fogo, a que se dirigisse a um
Caixa Eletrônico onde, utilizando um cartão de crédito da
vítima, lograram arrecadar a quantia de R$ 260,00 em espécie.
Naquele contexto, os denunciados também se apoderaram de
um relógio, um cordão de ouro, um talonário de cheque e a
carteira de identidade da vítima”.
Não há, todavia, qualquer similitude entre esse contexto fático e
aquele retratado na presente impetração.
Confira-se, a propósito, a narrativa dos fatos constante da ementa do
acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, objeto do REsp n
1.219.381/DF:
“(...)
A subtração de bens da vítima realizada com violência e
grave ameaça com utilização de um canivete encostado por trás,
seguida da tentativa de retirar dinheiro de caixa eletrônico
usando o cartão bancário da vítima configura o crime de roubo,
apresentando-se a segunda conduta apenas como
desdobramento natural do iter criminis. A vítima foi abordada
amigavelmente por volta de uma hora da madrugada, nas
proximidades do semáforo existente na plataforma superior da
Estação Rodoviária do Plano Piloto, pelo réu e um comparsa,
enquanto aguardava em seu carro o sinal verde, sendo-lhe
ofertado um programa sexual. Depois que adentraram o
automóvel, o réu assumiu a direção do veículo e seu comparsa
aplicou uma gravata na vítima, ordenando-lhe que passasse
para o banco traseiro. Ameaçando-a de morte e encostando um
canivete nas costas, dela subtraíram os documentos pessoais,
uma maleta, um estetoscópio, um micro system e um celular
Nokia. Em seguida, lhe exigiram que fornecesse a senha do
cartão eletrônico bancário, com o qual tentaram debalde sacar
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
HC 121395 / DF
dinheiro em dois terminais na Asa Norte e na Asa Sul.
Rumaram para o Setor Comercial Sul, onde se juntou ao grupo
um terceiro indivíduo, que os acompanhou a vários lugares,
vendendo ou trocando por drogas os bens subtraídos. Após
perambularem a esmo pela cidade, foram até as proximidades
de Planaltina, onde a vítima foi liberada ao raiar do dia, depois
de os réus, num último alento, lhe tomarem o extintor do carro
e um par de óculos de sol (…)” - anexo 6.
Verifica-se, portanto, que a extorsão não foi concomitante à
subtração patrimonial violenta.
O paciente e seu comparsa, após subjugarem o ofendido, primeiro
subtraíram diversos bens e, posteriormente, exigiram o fornecimento da
senha de seu cartão bancário, mantendo a vítima em seu poder para
tentativas de saque de valores em terminais da Asa Sul e da Asa Norte de
Brasília.
A vítima foi restringida em sua liberdade por longas horas, pois foi
rendida à uma hora da madrugada, e somente liberada por seus algozes
ao raiar do dia.
É nítida, portanto, a pluralidade de condutas e a autonomia de
desígnios, a bem justificar o reconhecimento do concurso material de
crimes.
Finalmente, reconhecido o concurso material, não há como se
desclassificar a conduta do paciente para o crime descrito no art. 158, § 3...,
do Código Penal - introduzido, após os fatos imputados ao paciente, pela
Lei n 11.923/09 -, haja vista que a pena mínima a ele cominada (seis anos
de reclusão) é superior àquela cominada ao art. 158, § 1..., do Código Penal
(cinco anos e quatro meses de reclusão), de modo que essa
desclassificação adviria em seu prejuízo.
Nada há que se reparar, portanto, na decisão ora hostilizada.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 121395 / DF
dinheiro em dois terminais na Asa Norte e na Asa Sul.
Rumaram para o Setor Comercial Sul, onde se juntou ao grupo
um terceiro indivíduo, que os acompanhou a vários lugares,
vendendo ou trocando por drogas os bens subtraídos. Após
perambularem a esmo pela cidade, foram até as proximidades
de Planaltina, onde a vítima foi liberada ao raiar do dia, depois
de os réus, num último alento, lhe tomarem o extintor do carro
e um par de óculos de sol (…)” - anexo 6.
Verifica-se, portanto, que a extorsão não foi concomitante à
subtração patrimonial violenta.
O paciente e seu comparsa, após subjugarem o ofendido, primeiro
subtraíram diversos bens e, posteriormente, exigiram o fornecimento da
senha de seu cartão bancário, mantendo a vítima em seu poder para
tentativas de saque de valores em terminais da Asa Sul e da Asa Norte de
Brasília.
A vítima foi restringida em sua liberdade por longas horas, pois foi
rendida à uma hora da madrugada, e somente liberada por seus algozes
ao raiar do dia.
É nítida, portanto, a pluralidade de condutas e a autonomia de
desígnios, a bem justificar o reconhecimento do concurso material de
crimes.
Finalmente, reconhecido o concurso material, não há como se
desclassificar a conduta do paciente para o crime descrito no art. 158, § 3...,
do Código Penal - introduzido, após os fatos imputados ao paciente, pela
Lei n 11.923/09 -, haja vista que a pena mínima a ele cominada (seis anos
de reclusão) é superior àquela cominada ao art. 158, § 1..., do Código Penal
(cinco anos e quatro meses de reclusão), de modo que essa
desclassificação adviria em seu prejuízo.
Nada há que se reparar, portanto, na decisão ora hostilizada.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 121.395
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : MAICK DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto do relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro
Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111919
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 121.395
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
PACTE.(S) : MAICK DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto do relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro
Marco Aurélio. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111919
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 121 . 395",
"HABEAS CORPUS 121 . 395",
"REsp n 1 . 219 . 381 / DF",
"HABEAS CORPUS 121 . 395",
"REsp n 1 . 219 . 381 / DF",
"HC 121395 / DF do art",
"HC 121395 / DF",
"HABEAS CORPUS 121 . 395",
"REsp n 1 . 219 . 381 / DF",
"HABEAS CORPUS 121 . 395",
"HC 121395 / DF",
"HC n 98 . 960 / RJ",
"HC 121395 / DF",
"HC n 98 . 960 / RJ",
"HC 121395 / DF",
"REsp n 1 . 219 . 381 / DF",
"HC 121395 / DF",
"REsp n 1 . 219 . 381 / DF",
"HC 121395 / DF",
"HC 121395 / DF",
"HABEAS CORPUS 121 . 395",
"HABEAS CORPUS 121 . 395"
],
"LEGISLACAO": [
"Artigos 157 , § 2 . . . , I , II e V ; e 158 , § 1 . . . , do Código Penal",
"art . 157 , § 2 . . . , I , II e V , Código Penal Brasileiro",
"art . 158 , § 1 . . . , Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 , I , II e IV , do Código Penal",
"art . 158 , § 1 . . . , do Código Penal",
"art . 69 , Código Penal Brasileiro",
"art . 158 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Lei n 11 . 923 / 09",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 , I , II e IV , do Código Penal",
"art . 158 , § 1 . . . , do Código Penal",
"art . 69 , Código Penal Brasileiro",
"art . 158 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Lei n 11 . 923 / 09",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 158 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 158 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 158 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 158 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Lei n 11 . 923 / 09",
"art . 158 , § 1 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 158 , § 3 . . . , do Código Penal",
"Lei n 11 . 923 / 09",
"art . 158 , § 1 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Charitas",
"cidade de Niterói",
"Estação Rodoviária do Plano Piloto",
"Charitas",
"cidade de Niterói",
"Estação Rodoviária do Plano Piloto",
"Asa Norte",
"Asa Sul",
"Setor Comercial Sul",
"Planaltina",
"Asa Sul",
"Asa Norte de Brasília",
"Asa Norte",
"Asa Sul",
"Setor Comercial Sul",
"Planaltina",
"Asa Sul",
"Asa Norte de Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Defensoria Pública da União",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Defensoria Pública da União",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"MAICK DA SILVA",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MAICK DA SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"Maick da Silva",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"DIAS TOFFOLI",
"MAICK DA SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"Maick da Silva",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira",
"Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Maick da Silva",
"DIAS TOFFOLI",
"Maick da Silva",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"Rodrigo Kelly Amim",
"Rodrigo Kelly Amim",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MAICK DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"MAICK DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"12",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"12",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S)
:MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S)
:RAQUEL
LACERDA
BEZERRA
RAPOSO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos
embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Pensão
por morte. Filha maior de 21 anos. Benefício. Manutenção. Discussão.
Ausência de repercussão geral. Ofensa a legislação local. Precedentes.
1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 610.220/RS, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, concluiu pela ausência de repercussão geral do
tema relativo à possibilidade de manutenção do recebimento da pensão
por morte, por filha solteira e maior de 21 anos, de acordo com a
legislação estadual, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
Incidência da Súmula nº 280/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
RE 763473 ED / RN
Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S)
:MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S)
:RAQUEL
LACERDA
BEZERRA
RAPOSO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Karina Núbia de Oliveira opõe tempestivos embargos de declaração
(fls. 337 a 357) contra decisão (fls. 326 a 333) em que neguei seguimento
ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Karina Núbia de Oliveira interpõe recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 5º, caput e incisos I,
XXXVI e LXIX, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande
do Norte, assim ementado:
‘DIREITO PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL
CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. PENSÃO
PREVIDENCIÁRIA. PRETENSÃO DA AUTORA EM
VOLTAR A RECEBER A PENSÃO POR MORTE DO SEU
GENITOR. CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO EM
DECORRÊNCIA
DA
DEMANDANTE
TER
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S)
:MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S)
:RAQUEL
LACERDA
BEZERRA
RAPOSO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Karina Núbia de Oliveira opõe tempestivos embargos de declaração
(fls. 337 a 357) contra decisão (fls. 326 a 333) em que neguei seguimento
ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Karina Núbia de Oliveira interpõe recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 5º, caput e incisos I,
XXXVI e LXIX, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande
do Norte, assim ementado:
‘DIREITO PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL
CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. PENSÃO
PREVIDENCIÁRIA. PRETENSÃO DA AUTORA EM
VOLTAR A RECEBER A PENSÃO POR MORTE DO SEU
GENITOR. CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO EM
DECORRÊNCIA
DA
DEMANDANTE
TER
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16
Relatório
RE 763473 ED / RN
COMPLETADO 21 (VINTE E UM) ANOS. BENEFÍCIO
REGIDO PELA NORMA VIGENTE À ÉPOCA DO
FALECIMENTO DO EX-SEGURADO. PRINCÍPIO DO
TEMPUS
REGIT
ACTUM.
ENTENDIMENTO
CONSOLIDADO ATRAVÉS DA SÚMULA Nº 340 DO STJ.
APLICAÇÃO DA LEI Nº 122/1994. IMPOSIBILIDADE DE
INCIDÊNCIA DA LCE Nº 51/87. SENTENÇA
REFORMADA. CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO
RECURSO. PRECEDENTES.’
Opostos embargos de declaração, foram acolhidos sem
caráter infringente.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a preliminar
sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência,
uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela
Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento
acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá
quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que
as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que
não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido,
anote-se:
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
COMPLETADO 21 (VINTE E UM) ANOS. BENEFÍCIO
REGIDO PELA NORMA VIGENTE À ÉPOCA DO
FALECIMENTO DO EX-SEGURADO. PRINCÍPIO DO
TEMPUS
REGIT
ACTUM.
ENTENDIMENTO
CONSOLIDADO ATRAVÉS DA SÚMULA Nº 340 DO STJ.
APLICAÇÃO DA LEI Nº 122/1994. IMPOSIBILIDADE DE
INCIDÊNCIA DA LCE Nº 51/87. SENTENÇA
REFORMADA. CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO
RECURSO. PRECEDENTES.’
Opostos embargos de declaração, foram acolhidos sem
caráter infringente.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a preliminar
sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência,
uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela
Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento
acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá
quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que
as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que
não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido,
anote-se:
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16
Relatório
RE 763473 ED / RN
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INFRACONSTITUCIONAL. AMPLA
DEFESA. PRODUÇÃO DE PROVAS. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. As alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição. 2. O acórdão
que mantém o indeferimento de diligência probatória tida
por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 3. Reexame da
matéria fático-probatória. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI
n° 692.834/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau , DJe de 6/2/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
INDEFERIMENTO DE PROVA. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279).
ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n° 654.463/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/12/08).
Verifica-se, ainda, que o acórdão atacado concluiu pelo
provimento ao recurso de apelação, reformando a decisão do
Juízo a quo, mediante interpretação conjugada da Lei
Complementar nº 51/87 e Lei nº 122/94, amparado no seguinte
fundamento:
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INFRACONSTITUCIONAL. AMPLA
DEFESA. PRODUÇÃO DE PROVAS. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. As alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição. 2. O acórdão
que mantém o indeferimento de diligência probatória tida
por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 3. Reexame da
matéria fático-probatória. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI
n° 692.834/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau , DJe de 6/2/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
INDEFERIMENTO DE PROVA. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279).
ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n° 654.463/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/12/08).
Verifica-se, ainda, que o acórdão atacado concluiu pelo
provimento ao recurso de apelação, reformando a decisão do
Juízo a quo, mediante interpretação conjugada da Lei
Complementar nº 51/87 e Lei nº 122/94, amparado no seguinte
fundamento:
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Relatório
RE 763473 ED / RN
‘(…)
Portanto, falecido o segurado em 05.03.1995, é de se
aplicar à hipótese dos autos as disposições contidas na Lei
Complementar Estadual nº 122/94, especificamente os arts.
213, 214, 215, II, alínea ‘a’, e 220, inciso IV.
Importa transcrever os referidos dispositivos:
(…)
Desta feita, não cabe a prorrogação da pensão por
morte que percebia a apelada até a idade de 21 (vinte e
um) anos’ (fls. 176/177).
Desse modo, a aferição da afronta aos dispositivos
constitucionais objetos do apelo extremo demandaria o reexame
das normas infraconstitucionais utilizadas na fundamentação
da decisão recorrida, o que se mostra de inviável ocorrência no
âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a
Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO E
PREVIDENCIÁRIO.
PENSÃO
POR
MORTE.
BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS DE IDADE.
UNIVERSITÁRIO. CONCESSÃO DE BENEFÍCIO COM
BASE NA LEI ESTADUAL Nº 7.551/77. ALEGAÇÃO DE
AFRONTA AO ARTIGO 5º, XXXVI. OFENSA REFLEXA.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACOSNTITUCIONAL
LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF.
INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE.
(…)
4. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo
extremo (Súmula 280 do STF).
5. O acordão originariamente recorrido assentou:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
SEGURANÇA DENEGADA EM 1º GRAU. APELAÇÃO
CÍVEL. PENSÃO POR MORTE. BENEFICIÁRIO MENOR
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
‘(…)
Portanto, falecido o segurado em 05.03.1995, é de se
aplicar à hipótese dos autos as disposições contidas na Lei
Complementar Estadual nº 122/94, especificamente os arts.
213, 214, 215, II, alínea ‘a’, e 220, inciso IV.
Importa transcrever os referidos dispositivos:
(…)
Desta feita, não cabe a prorrogação da pensão por
morte que percebia a apelada até a idade de 21 (vinte e
um) anos’ (fls. 176/177).
Desse modo, a aferição da afronta aos dispositivos
constitucionais objetos do apelo extremo demandaria o reexame
das normas infraconstitucionais utilizadas na fundamentação
da decisão recorrida, o que se mostra de inviável ocorrência no
âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a
Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO E
PREVIDENCIÁRIO.
PENSÃO
POR
MORTE.
BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS DE IDADE.
UNIVERSITÁRIO. CONCESSÃO DE BENEFÍCIO COM
BASE NA LEI ESTADUAL Nº 7.551/77. ALEGAÇÃO DE
AFRONTA AO ARTIGO 5º, XXXVI. OFENSA REFLEXA.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACOSNTITUCIONAL
LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF.
INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE.
(…)
4. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo
extremo (Súmula 280 do STF).
5. O acordão originariamente recorrido assentou:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
SEGURANÇA DENEGADA EM 1º GRAU. APELAÇÃO
CÍVEL. PENSÃO POR MORTE. BENEFICIÁRIO MENOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16
Relatório
RE 763473 ED / RN
DE 25 ANOS, MATRICULADO EM INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR. PRODUÇÃO DE PROVAS HÁBEIS
A DEMONSTRAR O SUPRIMENTO DOS REQUISITOS
NECESSÁRIOS À MANUTENÇÃO DO DIREITO À
PERCEPÇÃO DO BENEFÍCIO GUERREADO. A) ao
beneficiário é assegurado o direito de perceber a pensão
previdenciária até completar 21 (vinte e um) anos de
idade, ou até os 25 (vinte e cinco) caso ostente a condição
de universitário. B) a morte do segurado ocorreu na
vigência da lei estadual nº 7.551/77, o benefício de pensão
por morte concedido em prol do ora apelante deve ser
regido nos moldes daquela legislação previdenciária,
sendo irrelevante para o deslinde do caso a entrada em
vigor da lei complementar 43/02 restritiva aos direitos do
beneficiário -, vez que posterior ao fato gerador do
benefício previdenciário (morte do segurado). C) In casu ,
o apelante supre os requisitos para a continuar a fazer jus
ao benefício ora guerreado, eis que é pensionista desde
época anterior ao ano de 2002 e, atualmente, conta com 22
(vinte e dois) anos de idade, tendo restado comprovada,
ademais, sua matrícula em Instituição de Ensino Superior.
D) Apelação Cível provida à unanimidade. E) Reforma da
Sentença.
6. Agravo Regimental desprovido’ (AI nº 795.612-
AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux ,
DJe de 20/6/12).
‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Servidor público. Previdência Social. Benefício. Pensão por
morte. Valor integral. Auto-aplicabilidade do art. 40, § 7º,
da CF. A pensão por morte de servidor público deve
corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos
que percebia ou perceberia, se vivo estivesse.
2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem
pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em
5
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
DE 25 ANOS, MATRICULADO EM INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR. PRODUÇÃO DE PROVAS HÁBEIS
A DEMONSTRAR O SUPRIMENTO DOS REQUISITOS
NECESSÁRIOS À MANUTENÇÃO DO DIREITO À
PERCEPÇÃO DO BENEFÍCIO GUERREADO. A) ao
beneficiário é assegurado o direito de perceber a pensão
previdenciária até completar 21 (vinte e um) anos de
idade, ou até os 25 (vinte e cinco) caso ostente a condição
de universitário. B) a morte do segurado ocorreu na
vigência da lei estadual nº 7.551/77, o benefício de pensão
por morte concedido em prol do ora apelante deve ser
regido nos moldes daquela legislação previdenciária,
sendo irrelevante para o deslinde do caso a entrada em
vigor da lei complementar 43/02 restritiva aos direitos do
beneficiário -, vez que posterior ao fato gerador do
benefício previdenciário (morte do segurado). C) In casu ,
o apelante supre os requisitos para a continuar a fazer jus
ao benefício ora guerreado, eis que é pensionista desde
época anterior ao ano de 2002 e, atualmente, conta com 22
(vinte e dois) anos de idade, tendo restado comprovada,
ademais, sua matrícula em Instituição de Ensino Superior.
D) Apelação Cível provida à unanimidade. E) Reforma da
Sentença.
6. Agravo Regimental desprovido’ (AI nº 795.612-
AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux ,
DJe de 20/6/12).
‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Servidor público. Previdência Social. Benefício. Pensão por
morte. Valor integral. Auto-aplicabilidade do art. 40, § 7º,
da CF. A pensão por morte de servidor público deve
corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos
que percebia ou perceberia, se vivo estivesse.
2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem
pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Relatório
RE 763473 ED / RN
atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do
caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da
CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso
não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636.
Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral
de gratificação funcional ou de outra vantagem
pecuniária, perante os termos da legislação local que a
disciplina, não pode o Supremo, em recurso
extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar
aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º, da
Constituição da República’ (RE nº 544.652/MG, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso , DJe de 18/12/09).
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
PENSÃO POR MORTE. AUTO-APLICABILIDADE DO
ART. 40, § 5º (REDAÇÃO ORIGINAL), DA CF/88.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
SÚMULA 287 DO STF. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
I - O agravante não atacou todos os fundamentos da
decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário.
Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da Súmula
287 do STF.
II - O art. 40, § 5º (redação original), da CF/88 é
norma de aplicabilidade imediata.
III - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à
Constituição, faz-se necessário analisar normas
infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF.
IV - Agravo regimental improvido’ (AI nº 549.482-
AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 17/4/09).
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do
caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da
CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso
não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636.
Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral
de gratificação funcional ou de outra vantagem
pecuniária, perante os termos da legislação local que a
disciplina, não pode o Supremo, em recurso
extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar
aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º, da
Constituição da República’ (RE nº 544.652/MG, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso , DJe de 18/12/09).
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
PENSÃO POR MORTE. AUTO-APLICABILIDADE DO
ART. 40, § 5º (REDAÇÃO ORIGINAL), DA CF/88.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
SÚMULA 287 DO STF. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
I - O agravante não atacou todos os fundamentos da
decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário.
Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da Súmula
287 do STF.
II - O art. 40, § 5º (redação original), da CF/88 é
norma de aplicabilidade imediata.
III - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à
Constituição, faz-se necessário analisar normas
infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF.
IV - Agravo regimental improvido’ (AI nº 549.482-
AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 17/4/09).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Relatório
RE 763473 ED / RN
‘1. Ato administrativo: anulação: Súmula 473. A
administração pode anular seus próprios atos, quando
eivados de ilegalidade (Súm. 473). 2. Recurso
extraordinário: descabimento: controvérsia relativa ao
prazo de decadência do direito de a Administração anular
seus próprios atos quando eivados de ilegalidade decidida
à luz de legislação infraconstitucional - Decreto 20.910/32 -
a cujo reexame não se presta o recurso extraordinário. 3.
Recurso extraordinário: questão relativa à revisão de ato
administrativo que concedeu pensão por morte à filha
solteira, que demanda reexame de interpretação de
legislação local, inviável no recurso extraordinário:
incidência da Súmula 280’ (AI nº 536.742-AgR/RS,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence ,
DJ de 2/3/07).
Como se não bastasse, a decisão regional, ao estatuir que a
disciplina jurídica da pensão por morte deve se dar com
fundamento na lei vigente à época do falecimento do instituidor
do benefício, encontra-se em consonância com a pacífica
jurisprudência desta Corte a respeito do tema. Sobre o tema:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR
MORTE. REGÊNCIA PELA LEGISLAÇÃO VIGENTE NA
ÉPOCA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (RE nº 606.449-ED/SC, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 9/3/11).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento.
Pensão por morte. Ex-combatente. Lei vigente ao tempo
do óbito do instituidor da pensão. Valor. Reajuste.
Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Pacífico o
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
‘1. Ato administrativo: anulação: Súmula 473. A
administração pode anular seus próprios atos, quando
eivados de ilegalidade (Súm. 473). 2. Recurso
extraordinário: descabimento: controvérsia relativa ao
prazo de decadência do direito de a Administração anular
seus próprios atos quando eivados de ilegalidade decidida
à luz de legislação infraconstitucional - Decreto 20.910/32 -
a cujo reexame não se presta o recurso extraordinário. 3.
Recurso extraordinário: questão relativa à revisão de ato
administrativo que concedeu pensão por morte à filha
solteira, que demanda reexame de interpretação de
legislação local, inviável no recurso extraordinário:
incidência da Súmula 280’ (AI nº 536.742-AgR/RS,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence ,
DJ de 2/3/07).
Como se não bastasse, a decisão regional, ao estatuir que a
disciplina jurídica da pensão por morte deve se dar com
fundamento na lei vigente à época do falecimento do instituidor
do benefício, encontra-se em consonância com a pacífica
jurisprudência desta Corte a respeito do tema. Sobre o tema:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR
MORTE. REGÊNCIA PELA LEGISLAÇÃO VIGENTE NA
ÉPOCA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (RE nº 606.449-ED/SC, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 9/3/11).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento.
Pensão por morte. Ex-combatente. Lei vigente ao tempo
do óbito do instituidor da pensão. Valor. Reajuste.
Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Pacífico o
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16
Relatório
RE 763473 ED / RN
entendimento desta Corte no sentido de que se aplica ao
benefício previdenciário da pensão por morte a lei vigente
ao tempo em que ocorrido o fato ensejador de sua
concessão. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a
análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos
fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs
636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº
771.290-AgR/SC, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
de 21/2/13).
‘PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENSÃO ESPECIAL.
FISCAIS DE RENDA. ÓBITO DO SERVIDOR ANTERIOR
AO ADVENTO DA LC ESTADUAL 69/90. LEI DE
REGÊNCIA. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM.
NATUREZA DO BENEFÍCIO. SÚMULA STF 280. 1. Em
matéria previdenciária, a lei de regência é a vigente ao
tempo em que reunidos os requisitos para a concessão do
benefício (princípio tempus regit actum). Precedentes. 2.
Necessidade de prévio exame de legislação local (LC
69/90) para concluir de forma diversa do aresto
impugnado que considerou o benefício como de natureza
previdenciária. Súmula STF 280. 3. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (RE nº 577.827-AgR/RJ, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 13/6/11).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta a embargante a existência de obscuridade e omissão na
decisão embargada. Aduz, in verbis, que
“(…) ficou clara a omissão da decisão embargada que
deixou de tratar sobre o PRINCÍPIO DA ISONOMIA, questão
8
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
entendimento desta Corte no sentido de que se aplica ao
benefício previdenciário da pensão por morte a lei vigente
ao tempo em que ocorrido o fato ensejador de sua
concessão. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a
análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos
fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs
636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº
771.290-AgR/SC, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
de 21/2/13).
‘PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENSÃO ESPECIAL.
FISCAIS DE RENDA. ÓBITO DO SERVIDOR ANTERIOR
AO ADVENTO DA LC ESTADUAL 69/90. LEI DE
REGÊNCIA. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM.
NATUREZA DO BENEFÍCIO. SÚMULA STF 280. 1. Em
matéria previdenciária, a lei de regência é a vigente ao
tempo em que reunidos os requisitos para a concessão do
benefício (princípio tempus regit actum). Precedentes. 2.
Necessidade de prévio exame de legislação local (LC
69/90) para concluir de forma diversa do aresto
impugnado que considerou o benefício como de natureza
previdenciária. Súmula STF 280. 3. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (RE nº 577.827-AgR/RJ, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 13/6/11).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta a embargante a existência de obscuridade e omissão na
decisão embargada. Aduz, in verbis, que
“(…) ficou clara a omissão da decisão embargada que
deixou de tratar sobre o PRINCÍPIO DA ISONOMIA, questão
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16
Relatório
RE 763473 ED / RN
devidamente levantada pela EMBARGANTE no Recurso
Extraordinário em discussão e prequestionada nas Instâncias
inferiores” (fls. 340/341).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
devidamente levantada pela EMBARGANTE no Recurso
Extraordinário em discussão e prequestionada nas Instâncias
inferiores” (fls. 340/341).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473 RIO GRANDE DO
NORTE
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
A presente controvérsia diz respeito à possibilidade de manutenção
do benefício de pensão por morte para filha maior de vinte e um anos.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Cinge-se à análise do presente recurso, acerca do direito
da recorrida ao restabelecimento da percepção de pensão por
morte de seu pai – José Dijon de Oliveira – o qual era segurado
do recorrente – Instituto de Previdência dos Servidores do
Estado do Rio Grande do Norte – IPERN.
Entrementes, importa frisar que em se tratando de
pretensão ao recebimento de benefício previdenciário de
pensão por morte, a legislação aplicável é a vigente na data do
óbito do segurado, por força do princípio tempus regit actum
entendimento, inclusive, já sumulado pelo STJ.
(…)
Portanto, falecido o segurado em 05.03.1995, é de se
aplicar à hipótese dos autos as disposições contidas na Lei
Complementar Estadual nº 122/94, especificamente os arts. 213,
214, 215, II, alínea ‘a’, e 220, inciso IV.
(…)
Desta feita, não cabe a prorrogação da pensão por morte
que percebia a apelada até a idade de 21 (vinte e um) anos” (fls.
174 a 177).
Desse modo, é certo que o Tribunal a quo decidiu a causa com base
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473 RIO GRANDE DO
NORTE
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
A presente controvérsia diz respeito à possibilidade de manutenção
do benefício de pensão por morte para filha maior de vinte e um anos.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Cinge-se à análise do presente recurso, acerca do direito
da recorrida ao restabelecimento da percepção de pensão por
morte de seu pai – José Dijon de Oliveira – o qual era segurado
do recorrente – Instituto de Previdência dos Servidores do
Estado do Rio Grande do Norte – IPERN.
Entrementes, importa frisar que em se tratando de
pretensão ao recebimento de benefício previdenciário de
pensão por morte, a legislação aplicável é a vigente na data do
óbito do segurado, por força do princípio tempus regit actum
entendimento, inclusive, já sumulado pelo STJ.
(…)
Portanto, falecido o segurado em 05.03.1995, é de se
aplicar à hipótese dos autos as disposições contidas na Lei
Complementar Estadual nº 122/94, especificamente os arts. 213,
214, 215, II, alínea ‘a’, e 220, inciso IV.
(…)
Desta feita, não cabe a prorrogação da pensão por morte
que percebia a apelada até a idade de 21 (vinte e um) anos” (fls.
174 a 177).
Desse modo, é certo que o Tribunal a quo decidiu a causa com base
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 763473 ED / RN
na legislação local aplicável ao caso (Lei Complementar Estadual nº
122/94).
Este Tribunal, no julgamento do RE nº 610.220/RS, de relatoria da
Ministra Ellen Gracie, em plenário virtual, concluiu pela inexistência de
repercussão geral do tema ora em análise.
“Ambas as Turmas desta Corte firmaram o entendimento
de que a discussão relativa ao direito à pensão para filha
solteira e maior de 21 anos, de acordo com a legislação estadual,
não viabiliza o acesso ao recurso extraordinário, por ser matéria
eminentemente infraconstitucional e restrita ao âmbito do
direito local (Súmula STF 280)”.
Assim, para divergir do entendimento exarado pela Corte de origem
e acolher a tese da ora agravante de que teria havido ofensa direta ao
princípio da isonomia, necessário seria interpretar a legislação estadual, o
que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº
280/STF. A propósito, confira-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PENSÃO POR MORTE. NATUREZA. LEI
ESTADUAL 552/1949. SÚMULA 280/STF. Em casos análogos, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o
cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista depender
o deslinde da controvérsia do exame prévio da legislação local
aplicável à espécie (Súmula 280/STF). Precedentes. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 551.982/MG-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
17/9/2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
PENSÃO POR MORTE. MAIORIDADE PREVIDENCIÁRIA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
na legislação local aplicável ao caso (Lei Complementar Estadual nº
122/94).
Este Tribunal, no julgamento do RE nº 610.220/RS, de relatoria da
Ministra Ellen Gracie, em plenário virtual, concluiu pela inexistência de
repercussão geral do tema ora em análise.
“Ambas as Turmas desta Corte firmaram o entendimento
de que a discussão relativa ao direito à pensão para filha
solteira e maior de 21 anos, de acordo com a legislação estadual,
não viabiliza o acesso ao recurso extraordinário, por ser matéria
eminentemente infraconstitucional e restrita ao âmbito do
direito local (Súmula STF 280)”.
Assim, para divergir do entendimento exarado pela Corte de origem
e acolher a tese da ora agravante de que teria havido ofensa direta ao
princípio da isonomia, necessário seria interpretar a legislação estadual, o
que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº
280/STF. A propósito, confira-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PENSÃO POR MORTE. NATUREZA. LEI
ESTADUAL 552/1949. SÚMULA 280/STF. Em casos análogos, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o
cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista depender
o deslinde da controvérsia do exame prévio da legislação local
aplicável à espécie (Súmula 280/STF). Precedentes. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 551.982/MG-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
17/9/2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
PENSÃO POR MORTE. MAIORIDADE PREVIDENCIÁRIA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 763473 ED / RN
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº
810.878/CE – AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 7/8/2014).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário. Restabelecimento de pensão. Indeferimento de
diligência probatória. Inexistência de repercussão geral.
Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame
do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu
pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta
violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos
casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de
processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental
não provido” (ARE nº 778.863/MG-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 24/6/2014).
Ademais, verifica-se que o acórdão do Tribunal de origem está em
consonância com a jurisprudência desta Corte de que a disciplina jurídica
da pensão por morte deve-se dar com fundamento na lei vigente à época
do falecimento do instituidor do benefício. Nesse sentido, anote-se:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta
Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve
observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o
benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do
benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998.
Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional.
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº
717.077/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº
810.878/CE – AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 7/8/2014).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário. Restabelecimento de pensão. Indeferimento de
diligência probatória. Inexistência de repercussão geral.
Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame
do ARE nº 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu
pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta
violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos
casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de
processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental
não provido” (ARE nº 778.863/MG-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 24/6/2014).
Ademais, verifica-se que o acórdão do Tribunal de origem está em
consonância com a jurisprudência desta Corte de que a disciplina jurídica
da pensão por morte deve-se dar com fundamento na lei vigente à época
do falecimento do instituidor do benefício. Nesse sentido, anote-se:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta
Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve
observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o
benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do
benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998.
Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional.
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº
717.077/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 763473 ED / RN
Mendes, DJe 12/12/12).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE.
FILHA SOLTEIRA UNIVERSITÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A pensão por morte
rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do
segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit
actum). Precedentes. 2. Impossibilidade de verificar, no caso
concreto, se, na data do falecimento do segurado, a beneficiária
cumpria os requisitos legais para receber o benefício
previdenciário. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes” (AI nº 732.564/ PE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
29/10/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 763473 ED / RN
Mendes, DJe 12/12/12).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE.
FILHA SOLTEIRA UNIVERSITÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A pensão por morte
rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do
segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit
actum). Precedentes. 2. Impossibilidade de verificar, no caso
concreto, se, na data do falecimento do segurado, a beneficiária
cumpria os requisitos legais para receber o benefício
previdenciário. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes” (AI nº 732.564/ PE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
29/10/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO
RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S) : MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S) : RAQUEL LACERDA BEZERRA RAPOSO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO
RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S) : MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S) : RAQUEL LACERDA BEZERRA RAPOSO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7237147
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-14T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Pensão por morte. Filha maior de 21 anos. Benefício. Manutenção. Discussão. Ausência de repercussão geral. Ofensa a legislação local. Precedentes.
1. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 610.220/RS, Relatora a Ministra Ellen Gracie, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo à possibilidade de manutenção do recebimento da pensão por morte, por filha solteira e maior de 21 anos, de acordo com a legislação estadual, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Incidência da Súmula nº 280/STF.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur284662
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PENSÃO POR MORTE, FILHO MAIOR DE 21 ANOS)
AI 732564 AgR (1ªT), AI 551982 AgR (1ªT), RE 610220 RG, ARE 717077 AgR (2ªT), ARE 778863 AgR (1ªT), ARE 810878 AgR (2ªT).
Número de páginas: 16.
Análise: 05/12/2014, MAR.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
763473
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LCP-000122 ANO-1994\n LEI COMPLEMENTAR, RS"
] |
RE-ED
|
acordaos
|
RE 763473 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S) : MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S) : RAQUEL LACERDA BEZERRA RAPOSO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S)
:MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S)
:RAQUEL
LACERDA
BEZERRA
RAPOSO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário. Conversão dos
embargos declaratórios em agravo regimental. Previdenciário. Pensão
por morte. Filha maior de 21 anos. Benefício. Manutenção. Discussão.
Ausência de repercussão geral. Ofensa a legislação local. Precedentes.
1. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 610.220/RS, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, concluiu pela ausência de repercussão geral do
tema relativo à possibilidade de manutenção do recebimento da pensão
por morte, por filha solteira e maior de 21 anos, de acordo com a
legislação estadual, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por
unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S)
:MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S)
:RAQUEL
LACERDA
BEZERRA
RAPOSO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Karina Núbia de Oliveira opõe tempestivos embargos de declaração
(fls. 337 a 357) contra decisão (fls. 326 a 333) em que neguei seguimento
ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Karina Núbia de Oliveira interpõe recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 5..., caput e incisos I,
XXXVI e LXIX, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande
do Norte, assim ementado:
‘DIREITO PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL
CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. PENSÃO
PREVIDENCIÁRIA. PRETENSÃO DA AUTORA EM
VOLTAR A RECEBER A PENSÃO POR MORTE DO SEU
GENITOR. CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO EM
DECORRÊNCIA
DA
DEMANDANTE
TER
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473 RIO GRANDE DO
NORTE
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S)
:MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S)
:RAQUEL
LACERDA
BEZERRA
RAPOSO
E
OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Karina Núbia de Oliveira opõe tempestivos embargos de declaração
(fls. 337 a 357) contra decisão (fls. 326 a 333) em que neguei seguimento
ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Karina Núbia de Oliveira interpõe recurso extraordinário
assentado em contrariedade ao artigo 5..., caput e incisos I,
XXXVI e LXIX, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Segunda
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande
do Norte, assim ementado:
‘DIREITO PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL
CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. PENSÃO
PREVIDENCIÁRIA. PRETENSÃO DA AUTORA EM
VOLTAR A RECEBER A PENSÃO POR MORTE DO SEU
GENITOR. CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO EM
DECORRÊNCIA
DA
DEMANDANTE
TER
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16
Relatório
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
COMPLETADO 21 (VINTE E UM) ANOS. BENEFÍCIO
REGIDO PELA NORMA VIGENTE À ÉPOCA DO
FALECIMENTO DO EX-SEGURADO. PRINCÍPIO DO
TEMPUS
REGIT
ACTUM.
ENTENDIMENTO
CONSOLIDADO ATRAVÉS DA SÚMULA n 340 DO Superior Tribunal de Justiça.
APLICAÇÃO DA LEI n 122/1994. IMPOSIBILIDADE DE
INCIDÊNCIA DA LCE n 51/87. SENTENÇA
REFORMADA. CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO
RECURSO. PRECEDENTES.’
Opostos embargos de declaração, foram acolhidos sem
caráter infringente.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a preliminar
sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência,
uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela
Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento
acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá
quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que
as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que
não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido,
anote-se:
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
COMPLETADO 21 (VINTE E UM) ANOS. BENEFÍCIO
REGIDO PELA NORMA VIGENTE À ÉPOCA DO
FALECIMENTO DO EX-SEGURADO. PRINCÍPIO DO
TEMPUS
REGIT
ACTUM.
ENTENDIMENTO
CONSOLIDADO ATRAVÉS DA SÚMULA n 340 DO Superior Tribunal de Justiça.
APLICAÇÃO DA LEI n 122/1994. IMPOSIBILIDADE DE
INCIDÊNCIA DA LCE n 51/87. SENTENÇA
REFORMADA. CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO
RECURSO. PRECEDENTES.’
Opostos embargos de declaração, foram acolhidos sem
caráter infringente.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence , DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal ter trazido a preliminar
sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência,
uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela
Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento
acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá
quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão.
A irresignação não merece prosperar, uma vez que a
jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que
as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido
processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites
da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que
não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido,
anote-se:
2
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Relatório
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INFRACONSTITUCIONAL. AMPLA
DEFESA. PRODUÇÃO DE PROVAS. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. As alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição. 2. O acórdão
que mantém o indeferimento de diligência probatória tida
por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 3. Reexame da
matéria fático-probatória. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI
n 692.834/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau , DJe de 6/2/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
INDEFERIMENTO DE PROVA. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279).
ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 654.463/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/12/08).
Verifica-se, ainda, que o acórdão atacado concluiu pelo
provimento ao recurso de apelação, reformando a decisão do
Juízo a quo, mediante interpretação conjugada da Lei
Complementar n 51/87 e Lei n 122/94, amparado no seguinte
fundamento:
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INFRACONSTITUCIONAL. AMPLA
DEFESA. PRODUÇÃO DE PROVAS. REEXAME DE
FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1. As alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição. 2. O acórdão
que mantém o indeferimento de diligência probatória tida
por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da
Constituição do Brasil. Precedentes. 3. Reexame da
matéria fático-probatória. Inviabilidade do recurso
extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal
Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI
n 692.834/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Eros Grau , DJe de 6/2/09).
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
PROCESSUAL
CIVIL.
INDEFERIMENTO DE PROVA. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279).
ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 654.463/SP-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 12/12/08).
Verifica-se, ainda, que o acórdão atacado concluiu pelo
provimento ao recurso de apelação, reformando a decisão do
Juízo a quo, mediante interpretação conjugada da Lei
Complementar n 51/87 e Lei n 122/94, amparado no seguinte
fundamento:
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Relatório
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
‘(…)
Portanto, falecido o segurado em 05.03.1995, é de se
aplicar à hipótese dos autos as disposições contidas na Lei
Complementar Estadual n 122/94, especificamente os arts.
213, 214, 215, II, alínea ‘a’, e 220, inciso IV.
Importa transcrever os referidos dispositivos:
(…)
Desta feita, não cabe a prorrogação da pensão por
morte que percebia a apelada até a idade de 21 (vinte e
um) anos’ (fls. 176/177).
Desse modo, a aferição da afronta aos dispositivos
constitucionais objetos do apelo extremo demandaria o reexame
das normas infraconstitucionais utilizadas na fundamentação
da decisão recorrida, o que se mostra de inviável ocorrência no
âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a
Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO E
PREVIDENCIÁRIO.
PENSÃO
POR
MORTE.
BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS DE IDADE.
UNIVERSITÁRIO. CONCESSÃO DE BENEFÍCIO COM
BASE NA LEI ESTADUAL n 7.551/77. ALEGAÇÃO DE
AFRONTA AO ARTIGO 5..., XXXVI. OFENSA REFLEXA.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACOSNTITUCIONAL
LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE.
(…)
4. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo
extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal).
5. O acordão originariamente recorrido assentou:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
SEGURANÇA DENEGADA EM 1... GRAU. APELAÇÃO
CÍVEL. PENSÃO POR MORTE. BENEFICIÁRIO MENOR
4
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
‘(…)
Portanto, falecido o segurado em 05.03.1995, é de se
aplicar à hipótese dos autos as disposições contidas na Lei
Complementar Estadual n 122/94, especificamente os arts.
213, 214, 215, II, alínea ‘a’, e 220, inciso IV.
Importa transcrever os referidos dispositivos:
(…)
Desta feita, não cabe a prorrogação da pensão por
morte que percebia a apelada até a idade de 21 (vinte e
um) anos’ (fls. 176/177).
Desse modo, a aferição da afronta aos dispositivos
constitucionais objetos do apelo extremo demandaria o reexame
das normas infraconstitucionais utilizadas na fundamentação
da decisão recorrida, o que se mostra de inviável ocorrência no
âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a
Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO E
PREVIDENCIÁRIO.
PENSÃO
POR
MORTE.
BENEFICIÁRIO MAIOR DE 21 ANOS DE IDADE.
UNIVERSITÁRIO. CONCESSÃO DE BENEFÍCIO COM
BASE NA LEI ESTADUAL n 7.551/77. ALEGAÇÃO DE
AFRONTA AO ARTIGO 5..., XXXVI. OFENSA REFLEXA.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACOSNTITUCIONAL
LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE.
(…)
4. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo
extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal).
5. O acordão originariamente recorrido assentou:
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO.
SEGURANÇA DENEGADA EM 1... GRAU. APELAÇÃO
CÍVEL. PENSÃO POR MORTE. BENEFICIÁRIO MENOR
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16
Relatório
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
DE 25 ANOS, MATRICULADO EM INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR. PRODUÇÃO DE PROVAS HÁBEIS
A DEMONSTRAR O SUPRIMENTO DOS REQUISITOS
NECESSÁRIOS À MANUTENÇÃO DO DIREITO À
PERCEPÇÃO DO BENEFÍCIO GUERREADO. A) ao
beneficiário é assegurado o direito de perceber a pensão
previdenciária até completar 21 (vinte e um) anos de
idade, ou até os 25 (vinte e cinco) caso ostente a condição
de universitário. B) a morte do segurado ocorreu na
vigência da lei estadual n 7.551/77, o benefício de pensão
por morte concedido em prol do ora apelante deve ser
regido nos moldes daquela legislação previdenciária,
sendo irrelevante para o deslinde do caso a entrada em
vigor da lei complementar 43/02 restritiva aos direitos do
beneficiário -, vez que posterior ao fato gerador do
benefício previdenciário (morte do segurado). C) In casu ,
o apelante supre os requisitos para a continuar a fazer jus
ao benefício ora guerreado, eis que é pensionista desde
época anterior ao ano de 2002 e, atualmente, conta com 22
(vinte e dois) anos de idade, tendo restado comprovada,
ademais, sua matrícula em Instituição de Ensino Superior.
D) Apelação Cível provida à unanimidade. E) Reforma da
Sentença.
6. Agravo Regimental desprovido’ (AI n 795.612-
AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux ,
DJe de 20/6/12).
‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Servidor público. Previdência Social. Benefício. Pensão por
morte. Valor integral. Auto-aplicabilidade do art. 40, § 7...,
da Constituição Federal de 1988. A pensão por morte de servidor público deve
corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos
que percebia ou perceberia, se vivo estivesse.
2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem
pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em
5
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
DE 25 ANOS, MATRICULADO EM INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR. PRODUÇÃO DE PROVAS HÁBEIS
A DEMONSTRAR O SUPRIMENTO DOS REQUISITOS
NECESSÁRIOS À MANUTENÇÃO DO DIREITO À
PERCEPÇÃO DO BENEFÍCIO GUERREADO. A) ao
beneficiário é assegurado o direito de perceber a pensão
previdenciária até completar 21 (vinte e um) anos de
idade, ou até os 25 (vinte e cinco) caso ostente a condição
de universitário. B) a morte do segurado ocorreu na
vigência da lei estadual n 7.551/77, o benefício de pensão
por morte concedido em prol do ora apelante deve ser
regido nos moldes daquela legislação previdenciária,
sendo irrelevante para o deslinde do caso a entrada em
vigor da lei complementar 43/02 restritiva aos direitos do
beneficiário -, vez que posterior ao fato gerador do
benefício previdenciário (morte do segurado). C) In casu ,
o apelante supre os requisitos para a continuar a fazer jus
ao benefício ora guerreado, eis que é pensionista desde
época anterior ao ano de 2002 e, atualmente, conta com 22
(vinte e dois) anos de idade, tendo restado comprovada,
ademais, sua matrícula em Instituição de Ensino Superior.
D) Apelação Cível provida à unanimidade. E) Reforma da
Sentença.
6. Agravo Regimental desprovido’ (AI n 795.612-
AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux ,
DJe de 20/6/12).
‘1. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Servidor público. Previdência Social. Benefício. Pensão por
morte. Valor integral. Auto-aplicabilidade do art. 40, § 7...,
da Constituição Federal de 1988. A pensão por morte de servidor público deve
corresponder à totalidade dos vencimentos ou proventos
que percebia ou perceberia, se vivo estivesse.
2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem
pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Relatório
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do
caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da
Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso
não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636.
Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral
de gratificação funcional ou de outra vantagem
pecuniária, perante os termos da legislação local que a
disciplina, não pode o Supremo, em recurso
extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar
aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8..., da
Constituição da República’ (Recurso Extraordinário n 544.652/MG, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso , DJe de 18/12/09).
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
PENSÃO POR MORTE. AUTO-APLICABILIDADE DO
ART. 40, § 5... (REDAÇÃO ORIGINAL), DA Constituição Federal de 1988/88.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO.
I - O agravante não atacou todos os fundamentos da
decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário.
Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da Súmula
287 do Supremo Tribunal Federal.
II - O art. 40, § 5... (redação original), da Constituição Federal de 1988/88 é
norma de aplicabilidade imediata.
III - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à
Constituição, faz-se necessário analisar normas
infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal.
IV - Agravo regimental improvido’ (AI n 549.482-
AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 17/4/09).
6
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do
caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da
Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso
não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636.
Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral
de gratificação funcional ou de outra vantagem
pecuniária, perante os termos da legislação local que a
disciplina, não pode o Supremo, em recurso
extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar
aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8..., da
Constituição da República’ (Recurso Extraordinário n 544.652/MG, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso , DJe de 18/12/09).
‘CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
CIVIL.
PENSÃO POR MORTE. AUTO-APLICABILIDADE DO
ART. 40, § 5... (REDAÇÃO ORIGINAL), DA Constituição Federal de 1988/88.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE EXAME DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO.
I - O agravante não atacou todos os fundamentos da
decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário.
Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da Súmula
287 do Supremo Tribunal Federal.
II - O art. 40, § 5... (redação original), da Constituição Federal de 1988/88 é
norma de aplicabilidade imediata.
III - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à
Constituição, faz-se necessário analisar normas
infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o
extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal.
IV - Agravo regimental improvido’ (AI n 549.482-
AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 17/4/09).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Relatório
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
‘1. Ato administrativo: anulação: Súmula 473. A
administração pode anular seus próprios atos, quando
eivados de ilegalidade (Súm. 473). 2. Recurso
extraordinário: descabimento: controvérsia relativa ao
prazo de decadência do direito de a Administração anular
seus próprios atos quando eivados de ilegalidade decidida
à luz de legislação infraconstitucional - Decreto 20.910/32 -
a cujo reexame não se presta o recurso extraordinário. 3.
Recurso extraordinário: questão relativa à revisão de ato
administrativo que concedeu pensão por morte à filha
solteira, que demanda reexame de interpretação de
legislação local, inviável no recurso extraordinário:
incidência da Súmula 280’ (AI n 536.742-AgR/RS,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence ,
DJ de 2/3/07).
Como se não bastasse, a decisão regional, ao estatuir que a
disciplina jurídica da pensão por morte deve se dar com
fundamento na lei vigente à época do falecimento do instituidor
do benefício, encontra-se em consonância com a pacífica
jurisprudência desta Corte a respeito do tema. Sobre o tema:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR
MORTE. REGÊNCIA PELA LEGISLAÇÃO VIGENTE NA
ÉPOCA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 606.449-ED/SC, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 9/3/11).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento.
Pensão por morte. Ex-combatente. Lei vigente ao tempo
do óbito do instituidor da pensão. Valor. Reajuste.
Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Pacífico o
7
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
‘1. Ato administrativo: anulação: Súmula 473. A
administração pode anular seus próprios atos, quando
eivados de ilegalidade (Súm. 473). 2. Recurso
extraordinário: descabimento: controvérsia relativa ao
prazo de decadência do direito de a Administração anular
seus próprios atos quando eivados de ilegalidade decidida
à luz de legislação infraconstitucional - Decreto 20.910/32 -
a cujo reexame não se presta o recurso extraordinário. 3.
Recurso extraordinário: questão relativa à revisão de ato
administrativo que concedeu pensão por morte à filha
solteira, que demanda reexame de interpretação de
legislação local, inviável no recurso extraordinário:
incidência da Súmula 280’ (AI n 536.742-AgR/RS,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence ,
DJ de 2/3/07).
Como se não bastasse, a decisão regional, ao estatuir que a
disciplina jurídica da pensão por morte deve se dar com
fundamento na lei vigente à época do falecimento do instituidor
do benefício, encontra-se em consonância com a pacífica
jurisprudência desta Corte a respeito do tema. Sobre o tema:
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR
MORTE. REGÊNCIA PELA LEGISLAÇÃO VIGENTE NA
ÉPOCA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 606.449-ED/SC, Relatora a Ministra
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 9/3/11).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento.
Pensão por morte. Ex-combatente. Lei vigente ao tempo
do óbito do instituidor da pensão. Valor. Reajuste.
Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de
fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Pacífico o
7
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7219055.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16
Relatório
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
entendimento desta Corte no sentido de que se aplica ao
benefício previdenciário da pensão por morte a lei vigente
ao tempo em que ocorrido o fato ensejador de sua
concessão. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a
análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos
fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns
636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n
771.290-AgR/SC, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
de 21/2/13).
‘PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENSÃO ESPECIAL.
FISCAIS DE RENDA. ÓBITO DO SERVIDOR ANTERIOR
AO ADVENTO DA Lei Complementar ESTADUAL 69/90. LEI DE
REGÊNCIA. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM.
NATUREZA DO BENEFÍCIO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. Em
matéria previdenciária, a lei de regência é a vigente ao
tempo em que reunidos os requisitos para a concessão do
benefício (princípio tempus regit actum). Precedentes. 2.
Necessidade de prévio exame de legislação local (Lei Complementar
69/90) para concluir de forma diversa do aresto
impugnado que considerou o benefício como de natureza
previdenciária. Súmula Supremo Tribunal Federal 280. 3. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 577.827-AgR/RJ, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 13/6/11).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta a embargante a existência de obscuridade e omissão na
decisão embargada. Aduz, in verbis, que
“(…) ficou clara a omissão da decisão embargada que
deixou de tratar sobre o PRINCÍPIO DA ISONOMIA, questão
8
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
entendimento desta Corte no sentido de que se aplica ao
benefício previdenciário da pensão por morte a lei vigente
ao tempo em que ocorrido o fato ensejador de sua
concessão. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a
análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos
fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns
636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n
771.290-AgR/SC, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
de 21/2/13).
‘PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENSÃO ESPECIAL.
FISCAIS DE RENDA. ÓBITO DO SERVIDOR ANTERIOR
AO ADVENTO DA Lei Complementar ESTADUAL 69/90. LEI DE
REGÊNCIA. PRINCÍPIO TEMPUS REGIT ACTUM.
NATUREZA DO BENEFÍCIO. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. Em
matéria previdenciária, a lei de regência é a vigente ao
tempo em que reunidos os requisitos para a concessão do
benefício (princípio tempus regit actum). Precedentes. 2.
Necessidade de prévio exame de legislação local (Lei Complementar
69/90) para concluir de forma diversa do aresto
impugnado que considerou o benefício como de natureza
previdenciária. Súmula Supremo Tribunal Federal 280. 3. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 577.827-AgR/RJ, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 13/6/11).
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.
Publique-se.”
Sustenta a embargante a existência de obscuridade e omissão na
decisão embargada. Aduz, in verbis, que
“(…) ficou clara a omissão da decisão embargada que
deixou de tratar sobre o PRINCÍPIO DA ISONOMIA, questão
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16
Relatório
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
devidamente levantada pela EMBARGANTE no Recurso
Extraordinário em discussão e prequestionada nas Instâncias
inferiores” (fls. 340/341).
É o relatório.
9
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
devidamente levantada pela EMBARGANTE no Recurso
Extraordinário em discussão e prequestionada nas Instâncias
inferiores” (fls. 340/341).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473 RIO GRANDE DO
NORTE
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
A presente controvérsia diz respeito à possibilidade de manutenção
do benefício de pensão por morte para filha maior de vinte e um anos.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Cinge-se à análise do presente recurso, acerca do direito
da recorrida ao restabelecimento da percepção de pensão por
morte de seu pai – José Dijon de Oliveira – o qual era segurado
do recorrente – Instituto de Previdência dos Servidores do
Estado do Rio Grande do Norte – IPERN.
Entrementes, importa frisar que em se tratando de
pretensão ao recebimento de benefício previdenciário de
pensão por morte, a legislação aplicável é a vigente na data do
óbito do segurado, por força do princípio tempus regit actum
entendimento, inclusive, já sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça.
(…)
Portanto, falecido o segurado em 05.03.1995, é de se
aplicar à hipótese dos autos as disposições contidas na Lei
Complementar Estadual n 122/94, especificamente os arts. 213,
214, 215, II, alínea ‘a’, e 220, inciso IV.
(…)
Desta feita, não cabe a prorrogação da pensão por morte
que percebia a apelada até a idade de 21 (vinte e um) anos” (fls.
174 a 177).
Desse modo, é certo que o Tribunal a quo decidiu a causa com base
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473 RIO GRANDE DO
NORTE
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Inicialmente, nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte,
recebo os presentes embargos de declaração como agravo regimental, o
qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
A presente controvérsia diz respeito à possibilidade de manutenção
do benefício de pensão por morte para filha maior de vinte e um anos.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte:
“Cinge-se à análise do presente recurso, acerca do direito
da recorrida ao restabelecimento da percepção de pensão por
morte de seu pai – José Dijon de Oliveira – o qual era segurado
do recorrente – Instituto de Previdência dos Servidores do
Estado do Rio Grande do Norte – IPERN.
Entrementes, importa frisar que em se tratando de
pretensão ao recebimento de benefício previdenciário de
pensão por morte, a legislação aplicável é a vigente na data do
óbito do segurado, por força do princípio tempus regit actum
entendimento, inclusive, já sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça.
(…)
Portanto, falecido o segurado em 05.03.1995, é de se
aplicar à hipótese dos autos as disposições contidas na Lei
Complementar Estadual n 122/94, especificamente os arts. 213,
214, 215, II, alínea ‘a’, e 220, inciso IV.
(…)
Desta feita, não cabe a prorrogação da pensão por morte
que percebia a apelada até a idade de 21 (vinte e um) anos” (fls.
174 a 177).
Desse modo, é certo que o Tribunal a quo decidiu a causa com base
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
na legislação local aplicável ao caso (Lei Complementar Estadual n
122/94).
Este Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 610.220/RS, de relatoria da
Ministra Ellen Gracie, em plenário virtual, concluiu pela inexistência de
repercussão geral do tema ora em análise.
“Ambas as Turmas desta Corte firmaram o entendimento
de que a discussão relativa ao direito à pensão para filha
solteira e maior de 21 anos, de acordo com a legislação estadual,
não viabiliza o acesso ao recurso extraordinário, por ser matéria
eminentemente infraconstitucional e restrita ao âmbito do
direito local (Súmula Supremo Tribunal Federal 280)”.
Assim, para divergir do entendimento exarado pela Corte de origem
e acolher a tese da ora agravante de que teria havido ofensa direta ao
princípio da isonomia, necessário seria interpretar a legislação estadual, o
que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n
280/Supremo Tribunal Federal. A propósito, confira-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PENSÃO POR MORTE. NATUREZA. LEI
ESTADUAL 552/1949. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Em casos análogos, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o
cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista depender
o deslinde da controvérsia do exame prévio da legislação local
aplicável à espécie (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 551.982/MG-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
17/9/2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
PENSÃO POR MORTE. MAIORIDADE PREVIDENCIÁRIA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
na legislação local aplicável ao caso (Lei Complementar Estadual n
122/94).
Este Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 610.220/RS, de relatoria da
Ministra Ellen Gracie, em plenário virtual, concluiu pela inexistência de
repercussão geral do tema ora em análise.
“Ambas as Turmas desta Corte firmaram o entendimento
de que a discussão relativa ao direito à pensão para filha
solteira e maior de 21 anos, de acordo com a legislação estadual,
não viabiliza o acesso ao recurso extraordinário, por ser matéria
eminentemente infraconstitucional e restrita ao âmbito do
direito local (Súmula Supremo Tribunal Federal 280)”.
Assim, para divergir do entendimento exarado pela Corte de origem
e acolher a tese da ora agravante de que teria havido ofensa direta ao
princípio da isonomia, necessário seria interpretar a legislação estadual, o
que é inviável em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n
280/Supremo Tribunal Federal. A propósito, confira-se:
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PENSÃO POR MORTE. NATUREZA. LEI
ESTADUAL 552/1949. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. Em casos análogos, a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afastou o
cabimento de recurso extraordinário, tendo em vista depender
o deslinde da controvérsia do exame prévio da legislação local
aplicável à espécie (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 551.982/MG-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de
17/9/2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
PENSÃO POR MORTE. MAIORIDADE PREVIDENCIÁRIA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n
810.878/CE – AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 7/8/2014).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário. Restabelecimento de pensão. Indeferimento de
diligência probatória. Inexistência de repercussão geral.
Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame
do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu
pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta
violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos
casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de
processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental
não provido” (ARE n 778.863/MG-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 24/6/2014).
Ademais, verifica-se que o acórdão do Tribunal de origem está em
consonância com a jurisprudência desta Corte de que a disciplina jurídica
da pensão por morte deve-se dar com fundamento na lei vigente à época
do falecimento do instituidor do benefício. Nesse sentido, anote-se:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta
Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve
observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o
benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do
benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998.
Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional.
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n
717.077/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA N. 280 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n
810.878/CE – AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen
Lúcia, DJe de 7/8/2014).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Previdenciário. Restabelecimento de pensão. Indeferimento de
diligência probatória. Inexistência de repercussão geral.
Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, no exame
do ARE n 639.228/RJ, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu
pela ausência de repercussão geral do tema relativo à suposta
violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa nos
casos de indeferimento de produção de provas no âmbito de
processo judicial, dado o caráter infraconstitucional da matéria.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental
não provido” (ARE n 778.863/MG-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 24/6/2014).
Ademais, verifica-se que o acórdão do Tribunal de origem está em
consonância com a jurisprudência desta Corte de que a disciplina jurídica
da pensão por morte deve-se dar com fundamento na lei vigente à época
do falecimento do instituidor do benefício. Nesse sentido, anote-se:
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Pensão por morte. É firme a jurisprudência desta
Corte no sentido de que o valor da pensão por morte deve
observar o padrão previsto ao tempo do evento que enseja o
benefício. Tempus regit actum. 3. Evento instituidor do
benefício anterior à vigência da Emenda Constitucional 20/1998.
Descabe emprestar eficácia retroativa à diretriz constitucional.
4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n
717.077/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
Mendes, DJe 12/12/12).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE.
FILHA SOLTEIRA UNIVERSITÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A pensão por morte
rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do
segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit
actum). Precedentes. 2. Impossibilidade de verificar, no caso
concreto, se, na data do falecimento do segurado, a beneficiária
cumpria os requisitos legais para receber o benefício
previdenciário. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes” (AI n 732.564/ PE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
29/10/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 763473 ED / RN
Mendes, DJe 12/12/12).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE.
FILHA SOLTEIRA UNIVERSITÁRIA. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A pensão por morte
rege-se pela legislação em vigor na data do falecimento do
segurado. Princípio da lei do tempo rege o ato (tempus regit
actum). Precedentes. 2. Impossibilidade de verificar, no caso
concreto, se, na data do falecimento do segurado, a beneficiária
cumpria os requisitos legais para receber o benefício
previdenciário. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo
Tribunal Federal. Precedentes” (AI n 732.564/ PE-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
29/10/09).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO
RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S) : MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S) : RAQUEL LACERDA BEZERRA RAPOSO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111998
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763.473
PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO
RIO GRANDE DE NORTE - IPERN
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
INTDO.(A/S) : MARIA DE LOURDES PINHEIRO
ADV.(A/S) : RAQUEL LACERDA BEZERRA RAPOSO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio, Presidente. Por unanimidade, negou
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763 . 473",
"Recurso Extraordinário n 610 . 220 / RS",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"SÚMULA n 340 DO Superior Tribunal de Justiça",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"SÚMULA n 340 DO Superior Tribunal de Justiça",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 692 . 834 / SP - AgR",
"AI n 654 . 463 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 692 . 834 / SP - AgR",
"AI n 654 . 463 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Súmula 279 desta Corte",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Súmula 279 desta Corte",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"AI n 795 . 612 - AgR / PE",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"AI n 795 . 612 - AgR / PE",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Recurso Extraordinário n 544 . 652 / MG",
"SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 549 . 482 - AgR / PE",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Recurso Extraordinário n 544 . 652 / MG",
"SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 549 . 482 - AgR / PE",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"AI n 536 . 742 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário n 606 . 449 - ED / SC",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"AI n 536 . 742 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário n 606 . 449 - ED / SC",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Súmulas ns 636",
"AI n 771 . 290 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário n 577 . 827 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 763473 ED",
"Súmulas ns 636",
"AI n 771 . 290 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário n 577 . 827 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Recurso Extraordinário n 610 . 220 / RS",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 280 )",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 551 . 982 / MG - AgR",
"SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"Recurso Extraordinário n 610 . 220 / RS",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 280 )",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AI n 551 . 982 / MG - AgR",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 810 . 878 / CE – AgR",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"Súmulas ns 280",
"ARE n 778 . 863 / MG - AgR",
"ARE n 717 . 077 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN",
"SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE n 810 . 878 / CE – AgR",
"ARE n 639 . 228 / RJ",
"Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 778 . 863 / MG - AgR",
"ARE n 717 . 077 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN Mendes",
"Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 732 . 564 / PE - AgR",
"Recurso Extraordinário 763473 ED / RN Mendes",
"Súmulas 279",
"AI n 732 . 564 / PE - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763 . 473",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 763 . 473"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , caput e incisos I , XXXVI e LXIX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"artigo 5 . . . , caput e incisos I , XXXVI e LXIX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 122 / 1994",
"LCE n 51 / 87",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI n 122 / 1994",
"LCE n 51 / 87",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil",
"Lei Complementar n 51 / 87",
"Lei n 122",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil",
"Lei Complementar n 51 / 87",
"Lei n 122 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar Estadual n 122 / 94",
"LEI ESTADUAL n 7 . 551 / 77",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar Estadual n 122 / 94",
"LEI ESTADUAL n 7 . 551 / 77",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"/",
"2001",
"lei estadual n 7 . 551 / 77",
"lei complementar 43 / 02",
"art . 40 , § 7 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"lei estadual n 7 . 551 / 77",
"lei complementar 43 / 02",
"art . 40 , § 7 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição da República ’",
"ART . 40 , § 5 . . .",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 40 , § 5 . . .",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição da República",
"ART . 40 , § 5 . . .",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 40 , § 5 . . .",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto 20 . 910 / 32",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar ESTADUAL 69 / 90",
"Lei Complementar 69 / 90",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar ESTADUAL 69 / 90",
"LEI DE REGÊNCIA",
"Lei Complementar 69 / 90",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar Estadual n 122 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar Estadual n 122 / 94",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar Estadual n 122 / 94",
"LEI ESTADUAL 552 / 1949",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar Estadual n 122 / 94",
"LEI ESTADUAL 552 / 1949",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO NORTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"RIO GRANDE DO NORTE",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE",
"IPERN",
"Plenário da Corte",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE",
"IPERN",
"Segunda Câmara Cível",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE",
"IPERN",
"Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte",
"IPERN",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte",
"IPERN",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Plenário da Corte",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário da Corte",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE",
"IPERN",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DE NORTE",
"IPERN",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA",
"KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA",
"MARIA DE LOURDES PINHEIRO",
"RAQUEL LACERDA BEZERRA RAPOSO",
"Ellen Gracie",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA",
"KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA",
"MARIA DE LOURDES PINHEIRO",
"RAQUEL LACERDA BEZERRA RAPOSO",
"DIAS TOFFOLI",
"Karina Núbia de Oliveira",
"Karina Núbia de Oliveira",
"DIAS TOFFOLI",
"KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA",
"KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA",
"MARIA DE LOURDES PINHEIRO",
"RAQUEL LACERDA BEZERRA RAPOSO",
"DIAS TOFFOLI",
"Karina Núbia de Oliveira",
"Karina Núbia de Oliveira",
"Sepúlveda Pertence",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"José Dijon de Oliveira",
"DIAS TOFFOLI",
"José Dijon de Oliveira",
"DIAS TOFFOLI",
"Ellen Gracie",
"Roberto Barroso",
"Ellen Gracie",
"Roberto Barroso",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cezar Peluso",
"Gilmar",
"Cármen Lúcia",
"Cezar",
"Peluso",
"Gilmar",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA",
"KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA",
"MARIA DE LOURDES PINHEIRO",
"RAQUEL LACERDA BEZERRA RAPOSO",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA",
"KARINA NÚBIA DE OLIVEIRA",
"MARIA DE LOURDES PINHEIRO",
"RAQUEL LACERDA BEZERRA RAPOSO",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
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"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
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"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
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"/",
"09",
"12",
"/",
"12",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"2",
"/",
"09",
"12",
"/",
"12",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"03",
".",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"03",
".",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"2002",
"20",
"/",
"6",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2002",
"20",
"/",
"6",
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"24",
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"17",
"/",
"4",
"/",
"09",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"12",
"/",
"09",
"17",
"/",
"4",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
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"/",
"07",
"9",
"/",
"3",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2",
"/",
"3",
"/",
"07",
"9",
"/",
"3",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"2",
"/",
"13",
"13",
"/",
"6",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"2",
"/",
"13",
"13",
"/",
"6",
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"11",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"05",
".",
"03",
".",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
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"2014",
"05",
".",
"03",
".",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"9",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"9",
"/",
"2014",
"24",
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"08",
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"2001",
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"/",
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"2014",
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"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"6",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"12",
"/",
"12",
"“",
"29",
"/",
"10",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"12",
"/",
"12",
"29",
"/",
"10",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS
LTDA. E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO
DE CASTILHO GIROTTO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE LOCALIZAÇÃO,
INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO. LEI MUNICIPAL Nº 9.670/1983.
BASE
DE
CÁLCULO.
NÚMERO
DE
EMPREGADOS.
IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES .
É pacífico nesta Corte o entendimento de que não se pode admitir a
utilização do número de empregados como critério válido para fixação da
base de cálculo das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas
pelos Municípios.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro
Marco Aurélio.
Brasília, 07 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014160.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS
LTDA. E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO
DE CASTILHO GIROTTO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática de minha relatoria que conheceu do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, que deu provimento
ao agravo de instrumento interposto pelo Município de São
Paulo para conhecer do recurso extraordinário e dar-lhe
provimento nos seguintes termos:
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do RE 220.316 (rel. min. Ilmar Galvão, DJ 26.06.2001), firmou o
entendimento de que é constitucional instituição de taxas de
licença, localização e funcionamento pelos municípios. No que
tange à renovação anual, essa Corte tem reconhecido sua
constitucionalidade, desde que haja órgão administrativo que
exercite o poder de polícia na localidade, tal como ocorre no
município de São Paulo. (….) 2. Do exposto, com base no art.
544, § 3º e § 4º, do Código de Processo Civil, dou provimento ao
agravo e o converto em recurso extraordinário, para, nos termos
do art. 557, § 1º-A, do referido diploma legal, conhecer do
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS
LTDA. E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO
DE CASTILHO GIROTTO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática de minha relatoria que conheceu do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, que deu provimento
ao agravo de instrumento interposto pelo Município de São
Paulo para conhecer do recurso extraordinário e dar-lhe
provimento nos seguintes termos:
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do RE 220.316 (rel. min. Ilmar Galvão, DJ 26.06.2001), firmou o
entendimento de que é constitucional instituição de taxas de
licença, localização e funcionamento pelos municípios. No que
tange à renovação anual, essa Corte tem reconhecido sua
constitucionalidade, desde que haja órgão administrativo que
exercite o poder de polícia na localidade, tal como ocorre no
município de São Paulo. (….) 2. Do exposto, com base no art.
544, § 3º e § 4º, do Código de Processo Civil, dou provimento ao
agravo e o converto em recurso extraordinário, para, nos termos
do art. 557, § 1º-A, do referido diploma legal, conhecer do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
recurso e dar-lhe provimento.
Os agravantes suscitam a reforma do juízo monocrático,
alegando a inconstitucionalidade da taxa em razão do emprego
de critério inadequado para fixar sua base de cálculo.
Decido .
De início, reconsidero a decisão de fls. 122/123, uma vez
que o precedente nela invocado não apreciou a controvérsia sob
a ótica da constitucionalidade da base de cálculo em face do
número de empregados do estabelecimento.
No caso, o acórdão proferido pela Terceira Câmara do
Primeiro Tribunal de Alçada Civil está alinhado à
jurisprudência desta Corte no sentido de não admitir o número
de empregados como critério válido para fixar a base de cálculo
das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas pelos
Municípios. Nessa linha, confiram-se:
‘DIREITO
TRIBUTÁRIO.
EMBARGOS
À
EXECUÇÃO FISCAL. TAXA DE INSTALAÇÃO,
LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. BASE DE
CÁLCULO. NÚMERO DE EMPREGADOS DO
ESTABELECIMENTO. ELEMENTO ESTRANHO AO
CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL NO REGULAR
EXERCÍCIO
DO
PODER
DE
POLÍCIA.
INCONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO REGIONAL
EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
REGIONAL
DISPONIBILIZADO EM 01.12.2011. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos da
decisão agravada, mormente no que se refere à
conformidade do entendimento regional com a
jurisprudência do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso
extraordinário. Agravo regimental conhecido e não
provido.’ (RE 727579-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Taxa
de Licença de Localização e de Funcionamento. Base de
cálculo. Número de empregados. Inconstitucionalidade.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
recurso e dar-lhe provimento.
Os agravantes suscitam a reforma do juízo monocrático,
alegando a inconstitucionalidade da taxa em razão do emprego
de critério inadequado para fixar sua base de cálculo.
Decido .
De início, reconsidero a decisão de fls. 122/123, uma vez
que o precedente nela invocado não apreciou a controvérsia sob
a ótica da constitucionalidade da base de cálculo em face do
número de empregados do estabelecimento.
No caso, o acórdão proferido pela Terceira Câmara do
Primeiro Tribunal de Alçada Civil está alinhado à
jurisprudência desta Corte no sentido de não admitir o número
de empregados como critério válido para fixar a base de cálculo
das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas pelos
Municípios. Nessa linha, confiram-se:
‘DIREITO
TRIBUTÁRIO.
EMBARGOS
À
EXECUÇÃO FISCAL. TAXA DE INSTALAÇÃO,
LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. BASE DE
CÁLCULO. NÚMERO DE EMPREGADOS DO
ESTABELECIMENTO. ELEMENTO ESTRANHO AO
CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL NO REGULAR
EXERCÍCIO
DO
PODER
DE
POLÍCIA.
INCONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO REGIONAL
EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
REGIONAL
DISPONIBILIZADO EM 01.12.2011. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos da
decisão agravada, mormente no que se refere à
conformidade do entendimento regional com a
jurisprudência do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso
extraordinário. Agravo regimental conhecido e não
provido.’ (RE 727579-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Taxa
de Licença de Localização e de Funcionamento. Base de
cálculo. Número de empregados. Inconstitucionalidade.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
Precedentes. 1. A Corte adota entendimento no sentido da
inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Licença de
Localização e de Funcionamento pelos municípios quando
utilizado como base de cálculo o número de empregados.
Precedentes. 2. Os fundamentos do agravante,
insuficientes para modificar a decisão ora agravada,
demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação
jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.’(RE
614246 AgR, Rel. o Min. Dias Toffoli).
Diante do exposto, reconsidero a decisão de fls. 122/123 e,
com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC e no art. 21, § 1º, do
RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário.”
2.
A parte agravante sustenta que não há nenhum
impedimento constitucional à cobrança da TLIF, uma vez que a taxa foi
instituída em valores fixos, não incidindo, portanto, sobre a folha de
salários.
3.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
Precedentes. 1. A Corte adota entendimento no sentido da
inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Licença de
Localização e de Funcionamento pelos municípios quando
utilizado como base de cálculo o número de empregados.
Precedentes. 2. Os fundamentos do agravante,
insuficientes para modificar a decisão ora agravada,
demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação
jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.’(RE
614246 AgR, Rel. o Min. Dias Toffoli).
Diante do exposto, reconsidero a decisão de fls. 122/123 e,
com base no art. 544, § 4º, II, b , do CPC e no art. 21, § 1º, do
RI/STF, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário.”
2.
A parte agravante sustenta que não há nenhum
impedimento constitucional à cobrança da TLIF, uma vez que a taxa foi
instituída em valores fixos, não incidindo, portanto, sobre a folha de
salários.
3.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente limita-se a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, é firme o
entendimento desta Corte no sentido de que não se pode admitir a
utilização do número de empregados como critério válido para fixação da
base de cálculo das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas
pelos Municípios. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes:
“Recurso Extraordinário. Taxa de Licença para
Localização, Funcionamento e Instalação (TLIF). Base de
cálculo. Número de empregados. Dado insuficiente para aferir
o efetivo Poder de Polícia. Artigo 6º da Lei nº 9.670/83.
Inconstitucionalidade. Jurisprudência pacífica da Corte.
1. A taxa é um tributo contraprestacional (vinculado)
usado na remuneração de uma atividade específica, seja serviço
ou exercício do poder de polícia e, por isso, não se atém a
signos presuntivos de riqueza. As taxas comprometem-se tão
somente com o custo do serviço específico e divisível que as
motiva, ou com a atividade de polícia desenvolvida.
2. A base de cálculo proposta no art. 6º da Lei nº 9.670/83
atinente à taxa de polícia se desvincula do maior ou menor
trabalho ou atividade que o Poder Público se vê obrigado a
desempenhar em decorrência da força econômica do
contribuinte. O que se leva em conta, pois, não é a efetiva
atividade do Poder Público, mas, simplesmente, um dado
objetivo, meramente estimativo ou presuntivo de um ônus à
Administração Pública.
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente limita-se a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, é firme o
entendimento desta Corte no sentido de que não se pode admitir a
utilização do número de empregados como critério válido para fixação da
base de cálculo das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas
pelos Municípios. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes:
“Recurso Extraordinário. Taxa de Licença para
Localização, Funcionamento e Instalação (TLIF). Base de
cálculo. Número de empregados. Dado insuficiente para aferir
o efetivo Poder de Polícia. Artigo 6º da Lei nº 9.670/83.
Inconstitucionalidade. Jurisprudência pacífica da Corte.
1. A taxa é um tributo contraprestacional (vinculado)
usado na remuneração de uma atividade específica, seja serviço
ou exercício do poder de polícia e, por isso, não se atém a
signos presuntivos de riqueza. As taxas comprometem-se tão
somente com o custo do serviço específico e divisível que as
motiva, ou com a atividade de polícia desenvolvida.
2. A base de cálculo proposta no art. 6º da Lei nº 9.670/83
atinente à taxa de polícia se desvincula do maior ou menor
trabalho ou atividade que o Poder Público se vê obrigado a
desempenhar em decorrência da força econômica do
contribuinte. O que se leva em conta, pois, não é a efetiva
atividade do Poder Público, mas, simplesmente, um dado
objetivo, meramente estimativo ou presuntivo de um ônus à
Administração Pública.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
3. No tocante à base de cálculo questionada nos autos, é
de se notar que, no RE 88.327/SP, Rel. Min. Décio Miranda (DJ
28/9/79), o Tribunal Pleno já havia assentado a ilegitimidade de
taxas cobradas em razão do número de empregados. Essa
jurisprudência vem sendo mantida de forma mansa e pacífica.
4. Recurso extraordinário não provido.” (RE 554.951, Rel.
Min. Dias Toffoli)
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Tributário. Taxa de fiscalização de localização,
instalação e funcionamento. Lei municipal 9.670/83. Base de
cálculo. Número de empregados. Impossibilidade. Precedentes.
3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(ARE 803.725-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
3. No tocante à base de cálculo questionada nos autos, é
de se notar que, no RE 88.327/SP, Rel. Min. Décio Miranda (DJ
28/9/79), o Tribunal Pleno já havia assentado a ilegitimidade de
taxas cobradas em razão do número de empregados. Essa
jurisprudência vem sendo mantida de forma mansa e pacífica.
4. Recurso extraordinário não provido.” (RE 554.951, Rel.
Min. Dias Toffoli)
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Tributário. Taxa de fiscalização de localização,
instalação e funcionamento. Lei municipal 9.670/83. Base de
cálculo. Número de empregados. Impossibilidade. Precedentes.
3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(ARE 803.725-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – No
tocante a tributo municipal, continuo convencido de que se se trata de
taxa, considerada a fiscalização e localização, instalação e funcionamento,
é possível ter-se como um dos elementos do cálculo o número de
empregados.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7045527.
Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – No
tocante a tributo municipal, continuo convencido de que se se trata de
taxa, considerada a fiscalização e localização, instalação e funcionamento,
é possível ter-se como um dos elementos do cálculo o número de
empregados.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984289
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984289
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7099126
| 2014-10-07T00:00:00
| 2014-10-31T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 7.10.2014.
|
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE LOCALIZAÇÃO, INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO. LEI MUNICIPAL Nº 9.670/1983. BASE DE CÁLCULO. NÚMERO DE EMPREGADOS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES .
É pacífico nesta Corte o entendimento de que não se pode admitir a utilização do número de empregados como critério válido para fixação da base de cálculo das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas pelos Municípios.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur282729
|
- Acórdão(s) citado(s):
(TAXA, BASE DE CÁLCULO)
RE 554951 (1ªT), ARE 803725 AgR (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 18/11/2014, BRU.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
470124
|
[
"LEG-MUN LEI-009670 ANO-1983\n LEI ORDINÁRIA"
] |
AI-AgR-segundo
|
acordaos
|
AI 470124 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS
LTDA. E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO
DE CASTILHO GIROTTO
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE LOCALIZAÇÃO,
INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO. LEI MUNICIPAL n 9.670/1983.
BASE
DE
CÁLCULO.
NÚMERO
DE
EMPREGADOS.
IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES .
É pacífico nesta Corte o entendimento de que não se pode admitir a
utilização do número de empregados como critério válido para fixação da
base de cálculo das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas
pelos Municípios.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Ministro
Marco Aurélio.
Brasília, 07 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7014160.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS
LTDA. E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO
DE CASTILHO GIROTTO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática de minha relatoria que conheceu do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, que deu provimento
ao agravo de instrumento interposto pelo Município de São
Paulo para conhecer do recurso extraordinário e dar-lhe
provimento nos seguintes termos:
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do Recurso Extraordinário 220.316 (rel. min. Ilmar Galvão, DJ 26.06.2001), firmou o
entendimento de que é constitucional instituição de taxas de
licença, localização e funcionamento pelos municípios. No que
tange à renovação anual, essa Corte tem reconhecido sua
constitucionalidade, desde que haja órgão administrativo que
exercite o poder de polícia na localidade, tal como ocorre no
município de São Paulo. (….) 2. Do exposto, com base no art.
544, § 3... e § 4..., do Código de Processo Civil, dou provimento ao
agravo e o converto em recurso extraordinário, para, nos termos
do art. 557, § 1...-A, do referido diploma legal, conhecer do
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07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO
AGDO.(A/S)
:PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS
LTDA. E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LUIZ EDUARDO
DE CASTILHO GIROTTO
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática de minha relatoria que conheceu do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, que deu provimento
ao agravo de instrumento interposto pelo Município de São
Paulo para conhecer do recurso extraordinário e dar-lhe
provimento nos seguintes termos:
O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento
do Recurso Extraordinário 220.316 (rel. min. Ilmar Galvão, DJ 26.06.2001), firmou o
entendimento de que é constitucional instituição de taxas de
licença, localização e funcionamento pelos municípios. No que
tange à renovação anual, essa Corte tem reconhecido sua
constitucionalidade, desde que haja órgão administrativo que
exercite o poder de polícia na localidade, tal como ocorre no
município de São Paulo. (….) 2. Do exposto, com base no art.
544, § 3... e § 4..., do Código de Processo Civil, dou provimento ao
agravo e o converto em recurso extraordinário, para, nos termos
do art. 557, § 1...-A, do referido diploma legal, conhecer do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
recurso e dar-lhe provimento.
Os agravantes suscitam a reforma do juízo monocrático,
alegando a inconstitucionalidade da taxa em razão do emprego
de critério inadequado para fixar sua base de cálculo.
Decido .
De início, reconsidero a decisão de fls. 122/123, uma vez
que o precedente nela invocado não apreciou a controvérsia sob
a ótica da constitucionalidade da base de cálculo em face do
número de empregados do estabelecimento.
No caso, o acórdão proferido pela Terceira Câmara do
Primeiro Tribunal de Alçada Civil está alinhado à
jurisprudência desta Corte no sentido de não admitir o número
de empregados como critério válido para fixar a base de cálculo
das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas pelos
Municípios. Nessa linha, confiram-se:
‘DIREITO
TRIBUTÁRIO.
EMBARGOS
À
EXECUÇÃO FISCAL. TAXA DE INSTALAÇÃO,
LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. BASE DE
CÁLCULO. NÚMERO DE EMPREGADOS DO
ESTABELECIMENTO. ELEMENTO ESTRANHO AO
CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL NO REGULAR
EXERCÍCIO
DO
PODER
DE
POLÍCIA.
INCONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO REGIONAL
EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
REGIONAL
DISPONIBILIZADO EM 01.12.2011. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos da
decisão agravada, mormente no que se refere à
conformidade do entendimento regional com a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso
extraordinário. Agravo regimental conhecido e não
provido.’ (Recurso Extraordinário 727579-AgR, Rel. Min. Rosa Weber).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Taxa
de Licença de Localização e de Funcionamento. Base de
cálculo. Número de empregados. Inconstitucionalidade.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
recurso e dar-lhe provimento.
Os agravantes suscitam a reforma do juízo monocrático,
alegando a inconstitucionalidade da taxa em razão do emprego
de critério inadequado para fixar sua base de cálculo.
Decido .
De início, reconsidero a decisão de fls. 122/123, uma vez
que o precedente nela invocado não apreciou a controvérsia sob
a ótica da constitucionalidade da base de cálculo em face do
número de empregados do estabelecimento.
No caso, o acórdão proferido pela Terceira Câmara do
Primeiro Tribunal de Alçada Civil está alinhado à
jurisprudência desta Corte no sentido de não admitir o número
de empregados como critério válido para fixar a base de cálculo
das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas pelos
Municípios. Nessa linha, confiram-se:
‘DIREITO
TRIBUTÁRIO.
EMBARGOS
À
EXECUÇÃO FISCAL. TAXA DE INSTALAÇÃO,
LOCALIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO. BASE DE
CÁLCULO. NÚMERO DE EMPREGADOS DO
ESTABELECIMENTO. ELEMENTO ESTRANHO AO
CUSTO DA ATIVIDADE ESTATAL NO REGULAR
EXERCÍCIO
DO
PODER
DE
POLÍCIA.
INCONSTITUCIONALIDADE. DECISÃO REGIONAL
EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal.
PRECEDENTES.
ACÓRDÃO
REGIONAL
DISPONIBILIZADO EM 01.12.2011. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos da
decisão agravada, mormente no que se refere à
conformidade do entendimento regional com a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso
extraordinário. Agravo regimental conhecido e não
provido.’ (Recurso Extraordinário 727579-AgR, Rel. Min. Rosa Weber).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Taxa
de Licença de Localização e de Funcionamento. Base de
cálculo. Número de empregados. Inconstitucionalidade.
2
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Relatório
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
Precedentes. 1. A Corte adota entendimento no sentido da
inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Licença de
Localização e de Funcionamento pelos municípios quando
utilizado como base de cálculo o número de empregados.
Precedentes. 2. Os fundamentos do agravante,
insuficientes para modificar a decisão ora agravada,
demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação
jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.’(Recurso Extraordinário
614246 AgR, Rel. o Min. Dias Toffoli).
Diante do exposto, reconsidero a decisão de fls. 122/123 e,
com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do
RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário.”
2.
A parte agravante sustenta que não há nenhum
impedimento constitucional à cobrança da TLIF, uma vez que a taxa foi
instituída em valores fixos, não incidindo, portanto, sobre a folha de
salários.
3.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
Precedentes. 1. A Corte adota entendimento no sentido da
inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Licença de
Localização e de Funcionamento pelos municípios quando
utilizado como base de cálculo o número de empregados.
Precedentes. 2. Os fundamentos do agravante,
insuficientes para modificar a decisão ora agravada,
demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação
jurisdicional. 3. Agravo regimental não provido.’(Recurso Extraordinário
614246 AgR, Rel. o Min. Dias Toffoli).
Diante do exposto, reconsidero a decisão de fls. 122/123 e,
com base no art. 544, § 4..., II, b , do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do
RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário.”
2.
A parte agravante sustenta que não há nenhum
impedimento constitucional à cobrança da TLIF, uma vez que a taxa foi
instituída em valores fixos, não incidindo, portanto, sobre a folha de
salários.
3.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente limita-se a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, é firme o
entendimento desta Corte no sentido de que não se pode admitir a
utilização do número de empregados como critério válido para fixação da
base de cálculo das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas
pelos Municípios. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes:
“Recurso Extraordinário. Taxa de Licença para
Localização, Funcionamento e Instalação (TLIF). Base de
cálculo. Número de empregados. Dado insuficiente para aferir
o efetivo Poder de Polícia. Artigo 6... da Lei n 9.670/83.
Inconstitucionalidade. Jurisprudência pacífica da Corte.
1. A taxa é um tributo contraprestacional (vinculado)
usado na remuneração de uma atividade específica, seja serviço
ou exercício do poder de polícia e, por isso, não se atém a
signos presuntivos de riqueza. As taxas comprometem-se tão
somente com o custo do serviço específico e divisível que as
motiva, ou com a atividade de polícia desenvolvida.
2. A base de cálculo proposta no art. 6... da Lei n 9.670/83
atinente à taxa de polícia se desvincula do maior ou menor
trabalho ou atividade que o Poder Público se vê obrigado a
desempenhar em decorrência da força econômica do
contribuinte. O que se leva em conta, pois, não é a efetiva
atividade do Poder Público, mas, simplesmente, um dado
objetivo, meramente estimativo ou presuntivo de um ônus à
Administração Pública.
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente limita-se a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, é firme o
entendimento desta Corte no sentido de que não se pode admitir a
utilização do número de empregados como critério válido para fixação da
base de cálculo das taxas de funcionamento e fiscalização instituídas
pelos Municípios. Na mesma linha, confiram-se os seguintes precedentes:
“Recurso Extraordinário. Taxa de Licença para
Localização, Funcionamento e Instalação (TLIF). Base de
cálculo. Número de empregados. Dado insuficiente para aferir
o efetivo Poder de Polícia. Artigo 6... da Lei n 9.670/83.
Inconstitucionalidade. Jurisprudência pacífica da Corte.
1. A taxa é um tributo contraprestacional (vinculado)
usado na remuneração de uma atividade específica, seja serviço
ou exercício do poder de polícia e, por isso, não se atém a
signos presuntivos de riqueza. As taxas comprometem-se tão
somente com o custo do serviço específico e divisível que as
motiva, ou com a atividade de polícia desenvolvida.
2. A base de cálculo proposta no art. 6... da Lei n 9.670/83
atinente à taxa de polícia se desvincula do maior ou menor
trabalho ou atividade que o Poder Público se vê obrigado a
desempenhar em decorrência da força econômica do
contribuinte. O que se leva em conta, pois, não é a efetiva
atividade do Poder Público, mas, simplesmente, um dado
objetivo, meramente estimativo ou presuntivo de um ônus à
Administração Pública.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
3. No tocante à base de cálculo questionada nos autos, é
de se notar que, no Recurso Extraordinário 88.327/SP, Rel. Min. Décio Miranda (DJ
28/9/79), o Tribunal Pleno já havia assentado a ilegitimidade de
taxas cobradas em razão do número de empregados. Essa
jurisprudência vem sendo mantida de forma mansa e pacífica.
4. Recurso extraordinário não provido.” (Recurso Extraordinário 554.951, Rel.
Min. Dias Toffoli)
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Tributário. Taxa de fiscalização de localização,
instalação e funcionamento. Lei municipal 9.670/83. Base de
cálculo. Número de empregados. Impossibilidade. Precedentes.
3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(ARE 803.725-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 470124 AGR-SEGUNDO / SP
3. No tocante à base de cálculo questionada nos autos, é
de se notar que, no Recurso Extraordinário 88.327/SP, Rel. Min. Décio Miranda (DJ
28/9/79), o Tribunal Pleno já havia assentado a ilegitimidade de
taxas cobradas em razão do número de empregados. Essa
jurisprudência vem sendo mantida de forma mansa e pacífica.
4. Recurso extraordinário não provido.” (Recurso Extraordinário 554.951, Rel.
Min. Dias Toffoli)
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Direito Tributário. Taxa de fiscalização de localização,
instalação e funcionamento. Lei municipal 9.670/83. Base de
cálculo. Número de empregados. Impossibilidade. Precedentes.
3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(ARE 803.725-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – No
tocante a tributo municipal, continuo convencido de que se se trata de
taxa, considerada a fiscalização e localização, instalação e funcionamento,
é possível ter-se como um dos elementos do cálculo o número de
empregados.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7045527.
Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (PRESIDENTE) – No
tocante a tributo municipal, continuo convencido de que se se trata de
taxa, considerada a fiscalização e localização, instalação e funcionamento,
é possível ter-se como um dos elementos do cálculo o número de
empregados.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7045527.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984289
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 470.124
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
AGDO.(A/S) : PORTO SEGURO VEÍCULOS, PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO E OUTRO(A/S)
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio, Presidente. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984289
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 470 . 124",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 470 . 124",
"Recurso Extraordinário 220 . 316",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 470 . 124",
"Recurso Extraordinário 220 . 316",
"AI 470124 AGR - SEGUNDO / SP",
"Recurso Extraordinário 727579 - AgR",
"AI 470124 AGR - SEGUNDO / SP",
"Recurso Extraordinário 727579 - AgR",
"AI 470124 AGR -",
"Recurso Extraordinário 614246 AgR",
"AI 470124 AGR - SEGUNDO / SP",
"’",
"Recurso Extraordinário 614246 AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 470 .",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 470 . 124",
"AI 470124 AGR",
"Recurso Extraordinário 88 . 327 / SP",
"Recurso Extraordinário 554 . 951",
"ARE 803 . 725 - AgR",
"AI 470124 AGR - SEGUNDO / SP",
"Recurso Extraordinário 88 . 327 / SP",
"Recurso Extraordinário 554 . 951",
"ARE 803 . 725 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 470 . 124",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 470 . 124"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI MUNICIPAL n 9 . 670 / 1983",
"art . 544 , § 3 . . . e § 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 3 . . . e § 4 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 6 . . . da",
"Lei n 9 . 670 / 83",
"art . 6 . . . da Lei n 9 . 670 / 83",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 6 . . . da Lei n 9 . 670 / 83",
"art . 6 . . . da Lei n 9 . 670 / 83",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei municipal 9 . 670 / 83",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei municipal 9 . 670 / 83",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"Município de São Paulo",
"município",
"São Paulo",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"Município de São Paulo",
"município de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO AG .",
"MUNICÍPIO DE",
"PORTO SEGURO VEÍCULOS , PEÇAS E SERVIÇOS LTDA .",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"PORTO SEGURO VEÍCULOS , PEÇAS E SERVIÇOS LTDA .",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PORTO SEGURO VEÍCULOS , PEÇAS E SERVIÇOS LTDA .",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Terceira Câmara do Primeiro Tribunal de Alçada Civil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Terceira Câmara do Primeiro Tribunal de Alçada Civil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDO",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"PORTO SEGURO VEÍCULOS , PEÇAS E SERVIÇOS LTDA .",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PORTO SEGURO VEÍCULOS , PEÇAS E SERVIÇOS LTDA .",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Ilmar Galvão",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Ilmar Galvão",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Décio Miranda",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Décio Miranda",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ EDUARDO DE CASTILHO GIROTTO",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"07 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"26",
".",
"06",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"26",
".",
"06",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"12",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"12",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"9",
"/",
"79",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
"/",
"9",
"/",
"79",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
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"08",
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"2001",
"07",
"/",
"10",
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"2014",
"7",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.671 AMAPÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:M. D. S. F.
ADV.(A/S)
:ALBERTO MOREIRA RODRIGUES
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRETENSÃO DE
REEXAME DA DECISÃO RECORRIDA. ANÁLISE DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS.
1. Não merecem acolhimento embargos declaratórios que, a pretexto
de sanar omissões da decisão embargada, traduzem, na verdade, o
inconformismo do embargante com a conclusão adotada. Precedentes.
2. A análise probatória refoge ao âmbito restrito dos embargos
declaratórios. Precedentes.
3. Embargos declaratórios rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em rejeitar os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 7 de outubro de 2014.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6953843.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2
Extrato de Ata - 07/10/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.671
PROCED. : AMAPÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : M. D. S. F.
ADV.(A/S) : ALBERTO MOREIRA RODRIGUES
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma,
07.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6973329
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.671
PROCED. : AMAPÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : M. D. S. F.
ADV.(A/S) : ALBERTO MOREIRA RODRIGUES
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma,
07.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6973329
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7044482
| 2014-10-07T00:00:00
| 2014-10-28T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 07.10.2014.
|
EMB.DECL. NO INQUÉRITO
|
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRETENSÃO DE REEXAME DA DECISÃO RECORRIDA. ANÁLISE DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS.
1. Não merecem acolhimento embargos declaratórios que, a pretexto de sanar omissões da decisão embargada, traduzem, na verdade, o inconformismo do embargante com a conclusão adotada. Precedentes.
2. A análise probatória refoge ao âmbito restrito dos embargos declaratórios. Precedentes.
3. Embargos declaratórios rejeitados.
|
sjur281861
|
Número de páginas: 2.
Análise: 05/11/2014, MAR.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
2671
| null |
Inq-ED
|
acordaos
|
Inq 2671 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : M. D. S. F.
ADV.(A/S) : ALBERTO MOREIRA RODRIGUES
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.671 AMAPÁ
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:M. D. S. F.
ADV.(A/S)
:ALBERTO MOREIRA RODRIGUES
EMBDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRETENSÃO DE
REEXAME DA DECISÃO RECORRIDA. ANÁLISE DE PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DECLARATÓRIOS REJEITADOS.
1. Não merecem acolhimento embargos declaratórios que, a pretexto
de sanar omissões da decisão embargada, traduzem, na verdade, o
inconformismo do embargante com a conclusão adotada. Precedentes.
2. A análise probatória refoge ao âmbito restrito dos embargos
declaratórios. Precedentes.
3. Embargos declaratórios rejeitados.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro TEORI ZAVASCKI, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em rejeitar os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 7 de outubro de 2014.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6953843.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2
Extrato de Ata - 07/10/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.671
PROCED. : AMAPÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : M. D. S. F.
ADV.(A/S) : ALBERTO MOREIRA RODRIGUES
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma,
07.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO INQUÉRITO 2.671
PROCED. : AMAPÁ
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : M. D. S. F.
ADV.(A/S) : ALBERTO MOREIRA RODRIGUES
EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma,
07.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6973329
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"EMB"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"AMAPÁ",
"Brasília",
"AMAPÁ",
"AMAPÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Programa Estado de Direito para a América Latina",
"Fundação Konrad Adenauer",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
".",
"Programa",
"Fundação Konrad Adenauer",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"ALBERTO MOREIRA RODRIGUES",
"TEORI ZAVASCKI",
"Cármen Lúcia",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"ALBERTO MOREIRA RODRIGUES",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira",
"ZAVASCKI",
"ALBERTO MOREIRA RODRIGUES",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"10",
"/",
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"24",
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"2014",
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".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241 CEARÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S)
:JOSÉ NUNES RODRIGUES
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Gratificação. Reajuste. Extensão a servidora inativa.
Ofensa a direito local. Incidência da Súmula 280/STF. Precedentes.
1. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de
matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260675.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241 CEARÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S)
:JOSÉ NUNES RODRIGUES
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Ceará interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL/ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ALTERAÇÃO DE
NÍVEL E SIMBOLOGIA DO CARGO DE DIRETOR DE
ESCOLA. AUSÊNCIA DE MODIFICAÇÃO NO QUE
CONCERNE ÀS ATRIBUIÇÕES DO CARGO. MERA
RECLASSIFICAÇÃO. ALTERAÇÃO DE VANTAGEM
PECUNIÁRIA. DEVER DE EXTENSÃO AOS ANTIGOS
EXERCENTES DO CARGO QUE INCORPORARAM
VANTAGEM DECORRENTE DO SEU EXERCÍCIO.
INCIDÊNCIA DO ENTÃO VIGENTE § 8º, ART. 40, CF/88.
SENTENÇA MANTIDA.
1. Tratam os autos de reexame necessário e apelação
cível, em ação ordinária, por meio da qual a autora visa ter
reconhecido o seu direito de receber gratificação pelo
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241 CEARÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S)
:JOSÉ NUNES RODRIGUES
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Ceará interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL/ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ALTERAÇÃO DE
NÍVEL E SIMBOLOGIA DO CARGO DE DIRETOR DE
ESCOLA. AUSÊNCIA DE MODIFICAÇÃO NO QUE
CONCERNE ÀS ATRIBUIÇÕES DO CARGO. MERA
RECLASSIFICAÇÃO. ALTERAÇÃO DE VANTAGEM
PECUNIÁRIA. DEVER DE EXTENSÃO AOS ANTIGOS
EXERCENTES DO CARGO QUE INCORPORARAM
VANTAGEM DECORRENTE DO SEU EXERCÍCIO.
INCIDÊNCIA DO ENTÃO VIGENTE § 8º, ART. 40, CF/88.
SENTENÇA MANTIDA.
1. Tratam os autos de reexame necessário e apelação
cível, em ação ordinária, por meio da qual a autora visa ter
reconhecido o seu direito de receber gratificação pelo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
ARE 718241 AGR / CE
exercício do cargo de diretor de escola em iguais
condições àqueles que se encontram em atividade.
2. As diversas alterações legislativas operadas no
âmbito estadual instituíram mera reclassificação do cargo
de diretor e da sua respectiva gratificação, não havendo
que se falar em extinção, ainda mais quando se percebe
que inexistiram alterações nas funções a ele atribuídas.
3. É dever da Administração Pública pagar a
promovente em conformidade com os valores repassados
aos servidores públicos estaduais que se encontram em
atividade, atendendo-se ao preceituado no Art. 40, § 8º da
CF/88, com a redação vigente à época do afastamento da
autora para fins de aposentadoria.
- Precedentes deste egrégio Tribunal.
- Reexame Necessário e Apelação conhecidos,
negando-se provimento a esta última.
- Sentença mantida.
- Unânime’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustenta o agravante, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5º, inciso XXXVI, 37, inciso
XIII, e 40, § 8º, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
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exercício do cargo de diretor de escola em iguais
condições àqueles que se encontram em atividade.
2. As diversas alterações legislativas operadas no
âmbito estadual instituíram mera reclassificação do cargo
de diretor e da sua respectiva gratificação, não havendo
que se falar em extinção, ainda mais quando se percebe
que inexistiram alterações nas funções a ele atribuídas.
3. É dever da Administração Pública pagar a
promovente em conformidade com os valores repassados
aos servidores públicos estaduais que se encontram em
atividade, atendendo-se ao preceituado no Art. 40, § 8º da
CF/88, com a redação vigente à época do afastamento da
autora para fins de aposentadoria.
- Precedentes deste egrégio Tribunal.
- Reexame Necessário e Apelação conhecidos,
negando-se provimento a esta última.
- Sentença mantida.
- Unânime’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustenta o agravante, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5º, inciso XXXVI, 37, inciso
XIII, e 40, § 8º, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
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Relatório
ARE 718241 AGR / CE
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Colhe-se da fundamentação do voto condutor do acórdão
recorrido, o seguinte excerto:
‘(...)
Conforme disposto no Art. 3º da Lei Estadual nº
12.998/2000, foram extintos diversos cargos criados em leis
anteriores, dentre eles, o ocupado pela promovente.
Confira-se:
(…)
Em contrapartida, consoante afirmado pelo próprio
Estado do Ceará, foram criados, por meio do Decreto nº
25.850/2000, outros cargos, com atribuições diversas.
Entretanto, mediante simples leitura do referido
diploma normativo, percebe-se que inexiste qualquer
referência acerca de eventuais alterações nas suas
atribuições, in verbis:
(…)
O anexo I do referido decreto, por exemplo,
simplesmente menciona o cargo de Diretor e a gratificação
que este passará a receber, sem qualquer remissão quanto
a alteração nas atribuições funcionais:
(…)
Desta maneira, a outra conclusão não se pode chegar
senão a de que as diversas alterações legislativas operadas
no âmbito estadual instituíram mera reclassificação dos
cargos e das suas respectivas gratificações, não havendo
que se falar em extinção.
Ademais, tal afirmação resta incontestável quando se
percebe que o cargo denominado ‘Diretor’ continuou a
existir nos quadros da Administração Estadual, conforme
expressamente previsto no anexo I do Decreto nº
25.850/2000 acima transcrito’.
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procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Colhe-se da fundamentação do voto condutor do acórdão
recorrido, o seguinte excerto:
‘(...)
Conforme disposto no Art. 3º da Lei Estadual nº
12.998/2000, foram extintos diversos cargos criados em leis
anteriores, dentre eles, o ocupado pela promovente.
Confira-se:
(…)
Em contrapartida, consoante afirmado pelo próprio
Estado do Ceará, foram criados, por meio do Decreto nº
25.850/2000, outros cargos, com atribuições diversas.
Entretanto, mediante simples leitura do referido
diploma normativo, percebe-se que inexiste qualquer
referência acerca de eventuais alterações nas suas
atribuições, in verbis:
(…)
O anexo I do referido decreto, por exemplo,
simplesmente menciona o cargo de Diretor e a gratificação
que este passará a receber, sem qualquer remissão quanto
a alteração nas atribuições funcionais:
(…)
Desta maneira, a outra conclusão não se pode chegar
senão a de que as diversas alterações legislativas operadas
no âmbito estadual instituíram mera reclassificação dos
cargos e das suas respectivas gratificações, não havendo
que se falar em extinção.
Ademais, tal afirmação resta incontestável quando se
percebe que o cargo denominado ‘Diretor’ continuou a
existir nos quadros da Administração Estadual, conforme
expressamente previsto no anexo I do Decreto nº
25.850/2000 acima transcrito’.
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Relatório
ARE 718241 AGR / CE
Como visto, o Tribunal de origem decidiu a lide amparado
legislação local pertinente (Lei Estadual nº 12.998/00 e Decreto
nº 25.850/00). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das
Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA
COM BASE NA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 280, 282 E 356/STF. As questões
constitucionais alegadas no recurso extraordinário não
foram objeto de análise por parte do Tribunal de origem.
Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso
extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação local, sem que se discuta o seu
sentido à luz da Constituição Federal (Súmula 280/STF).
Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº
697.929/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Roberto Barroso, DJe de 3/10/13).
‘ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO
ESTADUAL. CONSTITUIÇÃO, ART. 40, § 8º. REVISÃO
DOS PROVENTOS. PARIDADE REMUNERATÓRIA.
EXTINÇÃO DO CARGO. EQUIVALÊNCIA COM OS
VENCIMENTOS DE NOVA CARREIRA. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE
DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO
STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO’ (RE nº 453.018/RS-AgR, Segunda Turma,
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Como visto, o Tribunal de origem decidiu a lide amparado
legislação local pertinente (Lei Estadual nº 12.998/00 e Decreto
nº 25.850/00). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das
Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA
COM BASE NA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 280, 282 E 356/STF. As questões
constitucionais alegadas no recurso extraordinário não
foram objeto de análise por parte do Tribunal de origem.
Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso
extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação local, sem que se discuta o seu
sentido à luz da Constituição Federal (Súmula 280/STF).
Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº
697.929/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Roberto Barroso, DJe de 3/10/13).
‘ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO
ESTADUAL. CONSTITUIÇÃO, ART. 40, § 8º. REVISÃO
DOS PROVENTOS. PARIDADE REMUNERATÓRIA.
EXTINÇÃO DO CARGO. EQUIVALÊNCIA COM OS
VENCIMENTOS DE NOVA CARREIRA. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE
DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO
STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO’ (RE nº 453.018/RS-AgR, Segunda Turma,
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Relatório
ARE 718241 AGR / CE
Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 9/5/13).
‘SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO.
INATIVIDADE.
REENQUADRAMENTO.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL (LEIS 9.480/1982,
12.477/1997, 13.109/2000 e 13.652/2003). ÓBICE DA
SÚMULA 280 DO STF. Para se chegar a conclusão diversa
daquela a que se chegou no acórdão recorrido, seria
necessário o reexame da legislação local pertinente, o que
é vedado em recurso extraordinário. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (AI nº 733.023/SP-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
18/9/12).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Servidor público militar. Majoração de vencimentos. Lei nº
12.528/95. Efeitos financeiros. Legislação local. Ofensa
reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a
controvérsia com base na Leis nºs 12.528/95 e 12.590/96 do
Estado do Ceará e nos fatos e nas provas dos autos. 2. O
recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria
ínsita ao plano normativo local, tampouco ao reexame do
conjunto probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs
279 e 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’
(RE nº 451.833/CE-AgR, Primeira Turma, de minha
relatoria, DJe de 1/8/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz o agravante, in verbis, que
“[o]s Recorridos ingressaram em juízo alegando o
exercício da função de diretoria de ensino, de referência FGT-1,
5
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Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 9/5/13).
‘SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO.
INATIVIDADE.
REENQUADRAMENTO.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL (LEIS 9.480/1982,
12.477/1997, 13.109/2000 e 13.652/2003). ÓBICE DA
SÚMULA 280 DO STF. Para se chegar a conclusão diversa
daquela a que se chegou no acórdão recorrido, seria
necessário o reexame da legislação local pertinente, o que
é vedado em recurso extraordinário. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (AI nº 733.023/SP-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
18/9/12).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Servidor público militar. Majoração de vencimentos. Lei nº
12.528/95. Efeitos financeiros. Legislação local. Ofensa
reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a
controvérsia com base na Leis nºs 12.528/95 e 12.590/96 do
Estado do Ceará e nos fatos e nas provas dos autos. 2. O
recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria
ínsita ao plano normativo local, tampouco ao reexame do
conjunto probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs
279 e 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’
(RE nº 451.833/CE-AgR, Primeira Turma, de minha
relatoria, DJe de 1/8/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz o agravante, in verbis, que
“[o]s Recorridos ingressaram em juízo alegando o
exercício da função de diretoria de ensino, de referência FGT-1,
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Relatório
ARE 718241 AGR / CE
antes de passarem à inatividade. Posteriormente, o cargo teria
sofrido mudanças de simbologia e nível, passando a
denominar-se DAS-1, por força da Lei Estadual nº 12.998/00.
Com estes fundamentos, as Recorridas requereram que os
aumentos deferidos aos referidos DAS's fossem repassados às
gratificações incorporadas sob a referência FGT-1.
(…)
O art. 40, § 8º, da CF, estatuía a necessidade de revisão de
proventos na mesma proporção da remuneração dos ativos. A
mesma regra não se aplica, entretanto, à graduação de
gratificações incorporadas pelos aposentados.
Na espécie, os professores ativos foram contemplados com
gratificação de Diretoria, incorporando-a aos proventos de
inatividade. Após a inativação ingressaram juízo, com
fundamento na isonomia, pleiteando a equiparação da antiga
benesse com as atuais simbologias.
A incoerência da decisão de origem é flagrante, pois o
judiciário não pode estender o regime jurídico dos servidores
ativos aos inativos com base no princípio da isonomia, sob pena
de atuar como legislador positivo (Súmula nº 339, do STF)”.
É o relatório.
6
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antes de passarem à inatividade. Posteriormente, o cargo teria
sofrido mudanças de simbologia e nível, passando a
denominar-se DAS-1, por força da Lei Estadual nº 12.998/00.
Com estes fundamentos, as Recorridas requereram que os
aumentos deferidos aos referidos DAS's fossem repassados às
gratificações incorporadas sob a referência FGT-1.
(…)
O art. 40, § 8º, da CF, estatuía a necessidade de revisão de
proventos na mesma proporção da remuneração dos ativos. A
mesma regra não se aplica, entretanto, à graduação de
gratificações incorporadas pelos aposentados.
Na espécie, os professores ativos foram contemplados com
gratificação de Diretoria, incorporando-a aos proventos de
inatividade. Após a inativação ingressaram juízo, com
fundamento na isonomia, pleiteando a equiparação da antiga
benesse com as atuais simbologias.
A incoerência da decisão de origem é flagrante, pois o
judiciário não pode estender o regime jurídico dos servidores
ativos aos inativos com base no princípio da isonomia, sob pena
de atuar como legislador positivo (Súmula nº 339, do STF)”.
É o relatório.
6
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241 CEARÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Colhe-se do acórdão recorrido o seguinte:
“Irla Maria Rodrigues Sousa, servidora pública estadual
afastada de suas funções para fins de aposentadoria, promoveu
ação ordinária em face do Estado do Ceará. Para tanto, aduziu
que, a despeito de ocupar o cargo de professora, teria lhe
conferido o direito e incorporar gratificação relativa à atividade
mencionada. Entretanto, após diversas alterações relativas à
simbologia e ao nível da função, a Administração Pública
estaria se negando a repassar-lhe o mesmo valor aos servidores
que se encontravam em atividade...
(…)
Conforme relatado anteriormente, a autora é ocupante do
cargo de professora estadual, entretanto, após exercer durante
vários anos a atividade de diretora de escola, adquiriu o direito
de incorporar aos seus vencimentos a gratificação relativa à
referida função.
(...)
Conforme disposto no Art. 3º da Lei Estadual nº
12.998/2000, foram extintos diversos cargos criados em leis
anteriores, dentre eles, o ocupado pela promovente. Confira-se:
(...)
Em contrapartida, consoante afirmado pelo próprio
Estado do Ceará, foram criados, por meio do Decreto nº
25.850/2000, outros cargos, com atribuições diversas.
Entretanto, mediante simples leitura do referido diploma
normativo, percebe-se que inexiste qualquer referência acerca
de eventuais alterações nas suas atribuições (...):
(...)
O anexo I do referido decreto, por exemplo, simplesmente
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PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241 CEARÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Colhe-se do acórdão recorrido o seguinte:
“Irla Maria Rodrigues Sousa, servidora pública estadual
afastada de suas funções para fins de aposentadoria, promoveu
ação ordinária em face do Estado do Ceará. Para tanto, aduziu
que, a despeito de ocupar o cargo de professora, teria lhe
conferido o direito e incorporar gratificação relativa à atividade
mencionada. Entretanto, após diversas alterações relativas à
simbologia e ao nível da função, a Administração Pública
estaria se negando a repassar-lhe o mesmo valor aos servidores
que se encontravam em atividade...
(…)
Conforme relatado anteriormente, a autora é ocupante do
cargo de professora estadual, entretanto, após exercer durante
vários anos a atividade de diretora de escola, adquiriu o direito
de incorporar aos seus vencimentos a gratificação relativa à
referida função.
(...)
Conforme disposto no Art. 3º da Lei Estadual nº
12.998/2000, foram extintos diversos cargos criados em leis
anteriores, dentre eles, o ocupado pela promovente. Confira-se:
(...)
Em contrapartida, consoante afirmado pelo próprio
Estado do Ceará, foram criados, por meio do Decreto nº
25.850/2000, outros cargos, com atribuições diversas.
Entretanto, mediante simples leitura do referido diploma
normativo, percebe-se que inexiste qualquer referência acerca
de eventuais alterações nas suas atribuições (...):
(...)
O anexo I do referido decreto, por exemplo, simplesmente
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 718241 AGR / CE
menciona o cargo de Diretor e a gratificação que este passará a
receber, sem qualquer remissão quanto a alteração nas
atribuições funcionais:
(...)
Desta maneira, a outra conclusão não se pode chegar
senão a de que as diversas alterações legislativas operadas no
âmbito estadual instituíram mera reclassificação dos cargos e
das suas respectivas gratificações, não havendo que se falar em
extinção.
Ademais, tal afirmação resta incontestável quando se
percebe que o cargo denominado ‘Diretor’ continuou a existir
nos quadros da Administração Estadual, conforme
expressamente previsto no anexo I do Decreto nº 25.850/2000
acima transcrito.
Logo, deve a promovente ter sua remuneração paga em
conformidade com s valores repassados aos servidores públicos
estaduais que se encontram em atividade, atendendo-se ao
preceituado no Art. 40, § 8º, da CF/88, com a redação vigente à
época em esta se afastou para fins de aposentadoria.”
Destarte, concluiu o Tribunal de origem, com fundamento na Lei nº
12.998/2000 e no Decreto nº 25.850/2000, ambos do Estado do Ceará, que
as alterações legislativas no âmbito normativo local não modificaram a
regulamentação da gratificação pelo exercício da função de diretora,
incorporada pela agravante na atividade, motivo pelo qual faria jus ao
reajuste preconizado pela referida legislação.
Desse modo, conforme assentado na decisão agravada, para acolher
a pretensão do agravante e reformar o acórdão recorrido, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional local, o que é inviável em
recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula nº 280/STF. Sobre o
tema, anotem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI MUNICIPAL
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260673.
Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
menciona o cargo de Diretor e a gratificação que este passará a
receber, sem qualquer remissão quanto a alteração nas
atribuições funcionais:
(...)
Desta maneira, a outra conclusão não se pode chegar
senão a de que as diversas alterações legislativas operadas no
âmbito estadual instituíram mera reclassificação dos cargos e
das suas respectivas gratificações, não havendo que se falar em
extinção.
Ademais, tal afirmação resta incontestável quando se
percebe que o cargo denominado ‘Diretor’ continuou a existir
nos quadros da Administração Estadual, conforme
expressamente previsto no anexo I do Decreto nº 25.850/2000
acima transcrito.
Logo, deve a promovente ter sua remuneração paga em
conformidade com s valores repassados aos servidores públicos
estaduais que se encontram em atividade, atendendo-se ao
preceituado no Art. 40, § 8º, da CF/88, com a redação vigente à
época em esta se afastou para fins de aposentadoria.”
Destarte, concluiu o Tribunal de origem, com fundamento na Lei nº
12.998/2000 e no Decreto nº 25.850/2000, ambos do Estado do Ceará, que
as alterações legislativas no âmbito normativo local não modificaram a
regulamentação da gratificação pelo exercício da função de diretora,
incorporada pela agravante na atividade, motivo pelo qual faria jus ao
reajuste preconizado pela referida legislação.
Desse modo, conforme assentado na decisão agravada, para acolher
a pretensão do agravante e reformar o acórdão recorrido, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional local, o que é inviável em
recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula nº 280/STF. Sobre o
tema, anotem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI MUNICIPAL
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 718241 AGR / CE
2.193/1985, DECRETO MUNICIPAL 112/1985 E LEI FEDERAL
4.771/1965. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO STF. I – Para se chegar ao exame da alegada
ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas
infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o extraordinário, a
teor da Súmula 280 do STF. III – Agravo regimental a que se
nega provimento” (ARE nº 784.223/SC-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14).
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
APOSENTADORIA. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO.
LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA
280/STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO
ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APELO EXTREMO
DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA
FÁTICA. SÚMULA 279/STF. INOVAÇÃO RECURSAL:
IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 01.4.2011. Inexiste violação do artigo 93, IX, da CF/88. Na
compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige
que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu
convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado
de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O
exame da alegada ofensa aos princípios da legalidade e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. A análise da ocorrência de eventual
afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo demandaria a análise da legislação local e o reexame
do conjunto fático-probatório, o que é vedado a esta instância
extraordinária em face dos óbices das Súmulas 280 e 279/STF.
Precedentes. As alegadas violações dos arts. 71, II e IV, e 74 da
Constituição Federal não foram arguidas nas razões do recurso
extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
2.193/1985, DECRETO MUNICIPAL 112/1985 E LEI FEDERAL
4.771/1965. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO STF. I – Para se chegar ao exame da alegada
ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas
infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o extraordinário, a
teor da Súmula 280 do STF. III – Agravo regimental a que se
nega provimento” (ARE nº 784.223/SC-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14).
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
APOSENTADORIA. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO.
LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA
280/STF. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO
ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APELO EXTREMO
DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA
FÁTICA. SÚMULA 279/STF. INOVAÇÃO RECURSAL:
IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 01.4.2011. Inexiste violação do artigo 93, IX, da CF/88. Na
compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige
que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu
convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado
de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O
exame da alegada ofensa aos princípios da legalidade e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. A análise da ocorrência de eventual
afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo demandaria a análise da legislação local e o reexame
do conjunto fático-probatório, o que é vedado a esta instância
extraordinária em face dos óbices das Súmulas 280 e 279/STF.
Precedentes. As alegadas violações dos arts. 71, II e IV, e 74 da
Constituição Federal não foram arguidas nas razões do recurso
extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 718241 AGR / CE
regimental. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE
nº 709.758/PA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 29/10/13).
“AGRAVO REGIMENTAL. POLICIAL MILITAR.
GRATIFICAÇÃO DE HONORÁRIOS DE ENSINO.
INCORPORAÇÃO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTA CORTE.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
613.145/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 17/5/11).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Militar. Gratificação. Incorporação. Reajuste
previsto em norma local. Reexame de legislação estadual.
Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se
presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local.
Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não
provido” (ARE nº 662.313/SP-AgR, Primeira Turma, minha
relatoria, DJe de 5/12/12).
Anote-se, ainda, que não incide no caso o óbice da Súmula nº
339/STF, uma vez que o Tribunal de origem não concedeu o reajuste
pleiteado pela agravada com base no princípio da isonomia, mas, sim,
com fundamento na legislação local aplicável à espécie.
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
regimental. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE
nº 709.758/PA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 29/10/13).
“AGRAVO REGIMENTAL. POLICIAL MILITAR.
GRATIFICAÇÃO DE HONORÁRIOS DE ENSINO.
INCORPORAÇÃO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTA CORTE.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº
613.145/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 17/5/11).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Militar. Gratificação. Incorporação. Reajuste
previsto em norma local. Reexame de legislação estadual.
Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se
presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local.
Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não
provido” (ARE nº 662.313/SP-AgR, Primeira Turma, minha
relatoria, DJe de 5/12/12).
Anote-se, ainda, que não incide no caso o óbice da Súmula nº
339/STF, uma vez que o Tribunal de origem não concedeu o reajuste
pleiteado pela agravada com base no princípio da isonomia, mas, sim,
com fundamento na legislação local aplicável à espécie.
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S) : JOSÉ NUNES RODRIGUES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984316
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S) : JOSÉ NUNES RODRIGUES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7301803
| 2014-10-07T00:00:00
| 2014-11-21T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Gratificação. Reajuste. Extensão a servidora inativa. Ofensa a direito local. Incidência da Súmula 280/STF. Precedentes.
1. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur285754
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 280)
AI 613145 AgR (2ªT), ARE 662313 AgR (1ªT), ARE 709758 AgR (1ªT), ARE 784223 AgR (2ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 15/12/2014, MÁR.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
718241
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-012998 ANO-2000\n LEI ORDINÁRIA, CE\n\n",
"LEG-EST DEC-025850 ANO-2000\n DECRETO, CE"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 718241 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S) : JOSÉ NUNES RODRIGUES
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241 CEARÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S)
:JOSÉ NUNES RODRIGUES
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Administrativo. Gratificação. Reajuste. Extensão a servidora inativa.
Ofensa a direito local. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
1. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de
matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241 CEARÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S)
:JOSÉ NUNES RODRIGUES
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Ceará interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL/ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ALTERAÇÃO DE
NÍVEL E SIMBOLOGIA DO CARGO DE DIRETOR DE
ESCOLA. AUSÊNCIA DE MODIFICAÇÃO NO QUE
CONCERNE ÀS ATRIBUIÇÕES DO CARGO. MERA
RECLASSIFICAÇÃO. ALTERAÇÃO DE VANTAGEM
PECUNIÁRIA. DEVER DE EXTENSÃO AOS ANTIGOS
EXERCENTES DO CARGO QUE INCORPORARAM
VANTAGEM DECORRENTE DO SEU EXERCÍCIO.
INCIDÊNCIA DO ENTÃO VIGENTE § 8..., ART. 40, Constituição Federal de 1988/88.
SENTENÇA MANTIDA.
1. Tratam os autos de reexame necessário e apelação
cível, em ação ordinária, por meio da qual a autora visa ter
reconhecido o seu direito de receber gratificação pelo
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241 CEARÁ
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S)
:IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S)
:JOSÉ NUNES RODRIGUES
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Estado do Ceará interpõe tempestivo agravo regimental contra
decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso
extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, assim
ementado:
‘CONSTITUCIONAL/ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ALTERAÇÃO DE
NÍVEL E SIMBOLOGIA DO CARGO DE DIRETOR DE
ESCOLA. AUSÊNCIA DE MODIFICAÇÃO NO QUE
CONCERNE ÀS ATRIBUIÇÕES DO CARGO. MERA
RECLASSIFICAÇÃO. ALTERAÇÃO DE VANTAGEM
PECUNIÁRIA. DEVER DE EXTENSÃO AOS ANTIGOS
EXERCENTES DO CARGO QUE INCORPORARAM
VANTAGEM DECORRENTE DO SEU EXERCÍCIO.
INCIDÊNCIA DO ENTÃO VIGENTE § 8..., ART. 40, Constituição Federal de 1988/88.
SENTENÇA MANTIDA.
1. Tratam os autos de reexame necessário e apelação
cível, em ação ordinária, por meio da qual a autora visa ter
reconhecido o seu direito de receber gratificação pelo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
ARE 718241 AGR / CE
exercício do cargo de diretor de escola em iguais
condições àqueles que se encontram em atividade.
2. As diversas alterações legislativas operadas no
âmbito estadual instituíram mera reclassificação do cargo
de diretor e da sua respectiva gratificação, não havendo
que se falar em extinção, ainda mais quando se percebe
que inexistiram alterações nas funções a ele atribuídas.
3. É dever da Administração Pública pagar a
promovente em conformidade com os valores repassados
aos servidores públicos estaduais que se encontram em
atividade, atendendo-se ao preceituado no Art. 40, § 8... da
Constituição Federal de 1988/88, com a redação vigente à época do afastamento da
autora para fins de aposentadoria.
- Precedentes deste egrégio Tribunal.
- Reexame Necessário e Apelação conhecidos,
negando-se provimento a esta última.
- Sentença mantida.
- Unânime’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustenta o agravante, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5..., inciso XXXVI, 37, inciso
XIII, e 40, § 8..., da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
exercício do cargo de diretor de escola em iguais
condições àqueles que se encontram em atividade.
2. As diversas alterações legislativas operadas no
âmbito estadual instituíram mera reclassificação do cargo
de diretor e da sua respectiva gratificação, não havendo
que se falar em extinção, ainda mais quando se percebe
que inexistiram alterações nas funções a ele atribuídas.
3. É dever da Administração Pública pagar a
promovente em conformidade com os valores repassados
aos servidores públicos estaduais que se encontram em
atividade, atendendo-se ao preceituado no Art. 40, § 8... da
Constituição Federal de 1988/88, com a redação vigente à época do afastamento da
autora para fins de aposentadoria.
- Precedentes deste egrégio Tribunal.
- Reexame Necessário e Apelação conhecidos,
negando-se provimento a esta última.
- Sentença mantida.
- Unânime’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Sustenta o agravante, nas razões do recurso
extraordinário, violação dos artigos 5..., inciso XXXVI, 37, inciso
XIII, e 40, § 8..., da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260672.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
ARE 718241 AGR / CE
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Colhe-se da fundamentação do voto condutor do acórdão
recorrido, o seguinte excerto:
‘(...)
Conforme disposto no Art. 3... da Lei Estadual n
12.998/2000, foram extintos diversos cargos criados em leis
anteriores, dentre eles, o ocupado pela promovente.
Confira-se:
(…)
Em contrapartida, consoante afirmado pelo próprio
Estado do Ceará, foram criados, por meio do Decreto n
25.850/2000, outros cargos, com atribuições diversas.
Entretanto, mediante simples leitura do referido
diploma normativo, percebe-se que inexiste qualquer
referência acerca de eventuais alterações nas suas
atribuições, in verbis:
(…)
O anexo I do referido decreto, por exemplo,
simplesmente menciona o cargo de Diretor e a gratificação
que este passará a receber, sem qualquer remissão quanto
a alteração nas atribuições funcionais:
(…)
Desta maneira, a outra conclusão não se pode chegar
senão a de que as diversas alterações legislativas operadas
no âmbito estadual instituíram mera reclassificação dos
cargos e das suas respectivas gratificações, não havendo
que se falar em extinção.
Ademais, tal afirmação resta incontestável quando se
percebe que o cargo denominado ‘Diretor’ continuou a
existir nos quadros da Administração Estadual, conforme
expressamente previsto no anexo I do Decreto n
25.850/2000 acima transcrito’.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260672.
Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar.
Colhe-se da fundamentação do voto condutor do acórdão
recorrido, o seguinte excerto:
‘(...)
Conforme disposto no Art. 3... da Lei Estadual n
12.998/2000, foram extintos diversos cargos criados em leis
anteriores, dentre eles, o ocupado pela promovente.
Confira-se:
(…)
Em contrapartida, consoante afirmado pelo próprio
Estado do Ceará, foram criados, por meio do Decreto n
25.850/2000, outros cargos, com atribuições diversas.
Entretanto, mediante simples leitura do referido
diploma normativo, percebe-se que inexiste qualquer
referência acerca de eventuais alterações nas suas
atribuições, in verbis:
(…)
O anexo I do referido decreto, por exemplo,
simplesmente menciona o cargo de Diretor e a gratificação
que este passará a receber, sem qualquer remissão quanto
a alteração nas atribuições funcionais:
(…)
Desta maneira, a outra conclusão não se pode chegar
senão a de que as diversas alterações legislativas operadas
no âmbito estadual instituíram mera reclassificação dos
cargos e das suas respectivas gratificações, não havendo
que se falar em extinção.
Ademais, tal afirmação resta incontestável quando se
percebe que o cargo denominado ‘Diretor’ continuou a
existir nos quadros da Administração Estadual, conforme
expressamente previsto no anexo I do Decreto n
25.850/2000 acima transcrito’.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
ARE 718241 AGR / CE
Como visto, o Tribunal de origem decidiu a lide amparado
legislação local pertinente (Lei Estadual n 12.998/00 e Decreto
n 25.850/00). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das
Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA
COM BASE NA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 280, 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. As questões
constitucionais alegadas no recurso extraordinário não
foram objeto de análise por parte do Tribunal de origem.
Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso
extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação local, sem que se discuta o seu
sentido à luz da Constituição Federal (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal).
Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n
697.929/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Roberto Barroso, DJe de 3/10/13).
‘ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO
ESTADUAL. CONSTITUIÇÃO, ART. 40, § 8.... REVISÃO
DOS PROVENTOS. PARIDADE REMUNERATÓRIA.
EXTINÇÃO DO CARGO. EQUIVALÊNCIA COM OS
VENCIMENTOS DE NOVA CARREIRA. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE
DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO
Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 453.018/RS-AgR, Segunda Turma,
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
Como visto, o Tribunal de origem decidiu a lide amparado
legislação local pertinente (Lei Estadual n 12.998/00 e Decreto
n 25.850/00). Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais
suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta
ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se
mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das
Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA
COM BASE NA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 280, 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. As questões
constitucionais alegadas no recurso extraordinário não
foram objeto de análise por parte do Tribunal de origem.
Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso
extraordinário para o questionamento de alegadas
violações à legislação local, sem que se discuta o seu
sentido à luz da Constituição Federal (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal).
Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n
697.929/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Roberto Barroso, DJe de 3/10/13).
‘ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO
ESTADUAL. CONSTITUIÇÃO, ART. 40, § 8.... REVISÃO
DOS PROVENTOS. PARIDADE REMUNERATÓRIA.
EXTINÇÃO DO CARGO. EQUIVALÊNCIA COM OS
VENCIMENTOS DE NOVA CARREIRA. RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE
DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO
Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 453.018/RS-AgR, Segunda Turma,
4
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Relatório
ARE 718241 AGR / CE
Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 9/5/13).
‘SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO.
INATIVIDADE.
REENQUADRAMENTO.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL (LEIS 9.480/1982,
12.477/1997, 13.109/2000 e 13.652/2003). ÓBICE DA
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. Para se chegar a conclusão diversa
daquela a que se chegou no acórdão recorrido, seria
necessário o reexame da legislação local pertinente, o que
é vedado em recurso extraordinário. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (AI n 733.023/SP-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
18/9/12).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Servidor público militar. Majoração de vencimentos. Lei n
12.528/95. Efeitos financeiros. Legislação local. Ofensa
reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a
controvérsia com base na Leis ns 12.528/95 e 12.590/96 do
Estado do Ceará e nos fatos e nas provas dos autos. 2. O
recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria
ínsita ao plano normativo local, tampouco ao reexame do
conjunto probatório da causa. Incidência das Súmulas ns
279 e 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’
(Recurso Extraordinário n 451.833/CE-AgR, Primeira Turma, de minha
relatoria, DJe de 1/8/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz o agravante, in verbis, que
“[o]s Recorridos ingressaram em juízo alegando o
exercício da função de diretoria de ensino, de referência FGT-1,
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 9/5/13).
‘SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE SÃO
PAULO.
INATIVIDADE.
REENQUADRAMENTO.
REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL (LEIS 9.480/1982,
12.477/1997, 13.109/2000 e 13.652/2003). ÓBICE DA
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. Para se chegar a conclusão diversa
daquela a que se chegou no acórdão recorrido, seria
necessário o reexame da legislação local pertinente, o que
é vedado em recurso extraordinário. Agravo regimental a
que se nega provimento’ (AI n 733.023/SP-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de
18/9/12).
‘Agravo regimental no recurso extraordinário.
Servidor público militar. Majoração de vencimentos. Lei n
12.528/95. Efeitos financeiros. Legislação local. Ofensa
reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade.
Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a
controvérsia com base na Leis ns 12.528/95 e 12.590/96 do
Estado do Ceará e nos fatos e nas provas dos autos. 2. O
recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria
ínsita ao plano normativo local, tampouco ao reexame do
conjunto probatório da causa. Incidência das Súmulas ns
279 e 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’
(Recurso Extraordinário n 451.833/CE-AgR, Primeira Turma, de minha
relatoria, DJe de 1/8/12).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Aduz o agravante, in verbis, que
“[o]s Recorridos ingressaram em juízo alegando o
exercício da função de diretoria de ensino, de referência FGT-1,
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Relatório
ARE 718241 AGR / CE
antes de passarem à inatividade. Posteriormente, o cargo teria
sofrido mudanças de simbologia e nível, passando a
denominar-se DAS-1, por força da Lei Estadual n 12.998/00.
Com estes fundamentos, as Recorridas requereram que os
aumentos deferidos aos referidos DAS's fossem repassados às
gratificações incorporadas sob a referência FGT-1.
(…)
O art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988, estatuía a necessidade de revisão de
proventos na mesma proporção da remuneração dos ativos. A
mesma regra não se aplica, entretanto, à graduação de
gratificações incorporadas pelos aposentados.
Na espécie, os professores ativos foram contemplados com
gratificação de Diretoria, incorporando-a aos proventos de
inatividade. Após a inativação ingressaram juízo, com
fundamento na isonomia, pleiteando a equiparação da antiga
benesse com as atuais simbologias.
A incoerência da decisão de origem é flagrante, pois o
judiciário não pode estender o regime jurídico dos servidores
ativos aos inativos com base no princípio da isonomia, sob pena
de atuar como legislador positivo (Súmula n 339, do Supremo Tribunal Federal)”.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
antes de passarem à inatividade. Posteriormente, o cargo teria
sofrido mudanças de simbologia e nível, passando a
denominar-se DAS-1, por força da Lei Estadual n 12.998/00.
Com estes fundamentos, as Recorridas requereram que os
aumentos deferidos aos referidos DAS's fossem repassados às
gratificações incorporadas sob a referência FGT-1.
(…)
O art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988, estatuía a necessidade de revisão de
proventos na mesma proporção da remuneração dos ativos. A
mesma regra não se aplica, entretanto, à graduação de
gratificações incorporadas pelos aposentados.
Na espécie, os professores ativos foram contemplados com
gratificação de Diretoria, incorporando-a aos proventos de
inatividade. Após a inativação ingressaram juízo, com
fundamento na isonomia, pleiteando a equiparação da antiga
benesse com as atuais simbologias.
A incoerência da decisão de origem é flagrante, pois o
judiciário não pode estender o regime jurídico dos servidores
ativos aos inativos com base no princípio da isonomia, sob pena
de atuar como legislador positivo (Súmula n 339, do Supremo Tribunal Federal)”.
É o relatório.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241 CEARÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Colhe-se do acórdão recorrido o seguinte:
“Irla Maria Rodrigues Sousa, servidora pública estadual
afastada de suas funções para fins de aposentadoria, promoveu
ação ordinária em face do Estado do Ceará. Para tanto, aduziu
que, a despeito de ocupar o cargo de professora, teria lhe
conferido o direito e incorporar gratificação relativa à atividade
mencionada. Entretanto, após diversas alterações relativas à
simbologia e ao nível da função, a Administração Pública
estaria se negando a repassar-lhe o mesmo valor aos servidores
que se encontravam em atividade...
(…)
Conforme relatado anteriormente, a autora é ocupante do
cargo de professora estadual, entretanto, após exercer durante
vários anos a atividade de diretora de escola, adquiriu o direito
de incorporar aos seus vencimentos a gratificação relativa à
referida função.
(...)
Conforme disposto no Art. 3... da Lei Estadual n
12.998/2000, foram extintos diversos cargos criados em leis
anteriores, dentre eles, o ocupado pela promovente. Confira-se:
(...)
Em contrapartida, consoante afirmado pelo próprio
Estado do Ceará, foram criados, por meio do Decreto n
25.850/2000, outros cargos, com atribuições diversas.
Entretanto, mediante simples leitura do referido diploma
normativo, percebe-se que inexiste qualquer referência acerca
de eventuais alterações nas suas atribuições (...):
(...)
O anexo I do referido decreto, por exemplo, simplesmente
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241 CEARÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar o inconformismo.
Colhe-se do acórdão recorrido o seguinte:
“Irla Maria Rodrigues Sousa, servidora pública estadual
afastada de suas funções para fins de aposentadoria, promoveu
ação ordinária em face do Estado do Ceará. Para tanto, aduziu
que, a despeito de ocupar o cargo de professora, teria lhe
conferido o direito e incorporar gratificação relativa à atividade
mencionada. Entretanto, após diversas alterações relativas à
simbologia e ao nível da função, a Administração Pública
estaria se negando a repassar-lhe o mesmo valor aos servidores
que se encontravam em atividade...
(…)
Conforme relatado anteriormente, a autora é ocupante do
cargo de professora estadual, entretanto, após exercer durante
vários anos a atividade de diretora de escola, adquiriu o direito
de incorporar aos seus vencimentos a gratificação relativa à
referida função.
(...)
Conforme disposto no Art. 3... da Lei Estadual n
12.998/2000, foram extintos diversos cargos criados em leis
anteriores, dentre eles, o ocupado pela promovente. Confira-se:
(...)
Em contrapartida, consoante afirmado pelo próprio
Estado do Ceará, foram criados, por meio do Decreto n
25.850/2000, outros cargos, com atribuições diversas.
Entretanto, mediante simples leitura do referido diploma
normativo, percebe-se que inexiste qualquer referência acerca
de eventuais alterações nas suas atribuições (...):
(...)
O anexo I do referido decreto, por exemplo, simplesmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 718241 AGR / CE
menciona o cargo de Diretor e a gratificação que este passará a
receber, sem qualquer remissão quanto a alteração nas
atribuições funcionais:
(...)
Desta maneira, a outra conclusão não se pode chegar
senão a de que as diversas alterações legislativas operadas no
âmbito estadual instituíram mera reclassificação dos cargos e
das suas respectivas gratificações, não havendo que se falar em
extinção.
Ademais, tal afirmação resta incontestável quando se
percebe que o cargo denominado ‘Diretor’ continuou a existir
nos quadros da Administração Estadual, conforme
expressamente previsto no anexo I do Decreto n 25.850/2000
acima transcrito.
Logo, deve a promovente ter sua remuneração paga em
conformidade com s valores repassados aos servidores públicos
estaduais que se encontram em atividade, atendendo-se ao
preceituado no Art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988/88, com a redação vigente à
época em esta se afastou para fins de aposentadoria.”
Destarte, concluiu o Tribunal de origem, com fundamento na Lei n
12.998/2000 e no Decreto n 25.850/2000, ambos do Estado do Ceará, que
as alterações legislativas no âmbito normativo local não modificaram a
regulamentação da gratificação pelo exercício da função de diretora,
incorporada pela agravante na atividade, motivo pelo qual faria jus ao
reajuste preconizado pela referida legislação.
Desse modo, conforme assentado na decisão agravada, para acolher
a pretensão do agravante e reformar o acórdão recorrido, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional local, o que é inviável em
recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Sobre o
tema, anotem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI MUNICIPAL
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
menciona o cargo de Diretor e a gratificação que este passará a
receber, sem qualquer remissão quanto a alteração nas
atribuições funcionais:
(...)
Desta maneira, a outra conclusão não se pode chegar
senão a de que as diversas alterações legislativas operadas no
âmbito estadual instituíram mera reclassificação dos cargos e
das suas respectivas gratificações, não havendo que se falar em
extinção.
Ademais, tal afirmação resta incontestável quando se
percebe que o cargo denominado ‘Diretor’ continuou a existir
nos quadros da Administração Estadual, conforme
expressamente previsto no anexo I do Decreto n 25.850/2000
acima transcrito.
Logo, deve a promovente ter sua remuneração paga em
conformidade com s valores repassados aos servidores públicos
estaduais que se encontram em atividade, atendendo-se ao
preceituado no Art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988/88, com a redação vigente à
época em esta se afastou para fins de aposentadoria.”
Destarte, concluiu o Tribunal de origem, com fundamento na Lei n
12.998/2000 e no Decreto n 25.850/2000, ambos do Estado do Ceará, que
as alterações legislativas no âmbito normativo local não modificaram a
regulamentação da gratificação pelo exercício da função de diretora,
incorporada pela agravante na atividade, motivo pelo qual faria jus ao
reajuste preconizado pela referida legislação.
Desse modo, conforme assentado na decisão agravada, para acolher
a pretensão do agravante e reformar o acórdão recorrido, seria necessário
interpretar a legislação infraconstitucional local, o que é inviável em
recurso extraordinário, haja vista o óbice da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Sobre o
tema, anotem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO. LEI MUNICIPAL
2
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 718241 AGR / CE
2.193/1985, DECRETO MUNICIPAL 112/1985 E LEI FEDERAL
4.771/1965. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. I – Para se chegar ao exame da alegada
ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas
infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o extraordinário, a
teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se
nega provimento” (ARE n 784.223/SC-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14).
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
APOSENTADORIA. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO.
LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA
280/Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO
ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APELO EXTREMO
DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA
FÁTICA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO RECURSAL:
IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 01.4.2011. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Na
compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige
que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu
convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado
de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O
exame da alegada ofensa aos princípios da legalidade e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. A análise da ocorrência de eventual
afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo demandaria a análise da legislação local e o reexame
do conjunto fático-probatório, o que é vedado a esta instância
extraordinária em face dos óbices das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. As alegadas violações dos arts. 71, II e IV, e 74 da
Constituição Federal não foram arguidas nas razões do recurso
extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
2.193/1985, DECRETO MUNICIPAL 112/1985 E LEI FEDERAL
4.771/1965. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL.
SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. I – Para se chegar ao exame da alegada
ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas
infraconstitucionais locais, o que inviabiliza o extraordinário, a
teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se
nega provimento” (ARE n 784.223/SC-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 27/5/14).
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
APOSENTADORIA. INCORPORAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO.
LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA
280/Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO
CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO
ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APELO EXTREMO
DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA
FÁTICA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO RECURSAL:
IMPOSSIBILIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 01.4.2011. Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Na
compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige
que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu
convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado
de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. O
exame da alegada ofensa aos princípios da legalidade e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
Constituição Federal. A análise da ocorrência de eventual
afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo
extremo demandaria a análise da legislação local e o reexame
do conjunto fático-probatório, o que é vedado a esta instância
extraordinária em face dos óbices das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Precedentes. As alegadas violações dos arts. 71, II e IV, e 74 da
Constituição Federal não foram arguidas nas razões do recurso
extraordinário, sendo vedado ao agravante inovar no agravo
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260673.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 718241 AGR / CE
regimental. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE
n 709.758/PA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 29/10/13).
“AGRAVO REGIMENTAL. POLICIAL MILITAR.
GRATIFICAÇÃO DE HONORÁRIOS DE ENSINO.
INCORPORAÇÃO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTA CORTE.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
613.145/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 17/5/11).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Militar. Gratificação. Incorporação. Reajuste
previsto em norma local. Reexame de legislação estadual.
Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se
presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local.
Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não
provido” (ARE n 662.313/SP-AgR, Primeira Turma, minha
relatoria, DJe de 5/12/12).
Anote-se, ainda, que não incide no caso o óbice da Súmula n
339/Supremo Tribunal Federal, uma vez que o Tribunal de origem não concedeu o reajuste
pleiteado pela agravada com base no princípio da isonomia, mas, sim,
com fundamento na legislação local aplicável à espécie.
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 718241 AGR / CE
regimental. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE
n 709.758/PA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa
Weber, DJe de 29/10/13).
“AGRAVO REGIMENTAL. POLICIAL MILITAR.
GRATIFICAÇÃO DE HONORÁRIOS DE ENSINO.
INCORPORAÇÃO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTA CORTE.
Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n
613.145/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJe de 17/5/11).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Militar. Gratificação. Incorporação. Reajuste
previsto em norma local. Reexame de legislação estadual.
Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se
presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local.
Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não
provido” (ARE n 662.313/SP-AgR, Primeira Turma, minha
relatoria, DJe de 5/12/12).
Anote-se, ainda, que não incide no caso o óbice da Súmula n
339/Supremo Tribunal Federal, uma vez que o Tribunal de origem não concedeu o reajuste
pleiteado pela agravada com base no princípio da isonomia, mas, sim,
com fundamento na legislação local aplicável à espécie.
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S) : JOSÉ NUNES RODRIGUES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984316
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718.241
PROCED. : CEARÁ
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ
AGDO.(A/S) : IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA
ADV.(A/S) : JOSÉ NUNES RODRIGUES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 718 . 241",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 718 . 241",
"ARE 718241 AGR / CE",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 718241 AGR / CE",
"ARE 718241 AGR / CE",
"ARE 718241 AGR / CE",
"SÚMULAS 280 , 282",
"Súmulas 282",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 697 . 929 / SP - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 453 . 018 / RS - AgR",
"ARE 718241 AGR / CE",
"SÚMULAS 280",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 697 . 929 / SP - AgR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 453 . 018 / RS - AgR",
"ARE 718241 AGR / CE",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI n 733 . 023 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário n 451 . 833 / CE - AgR",
"ARE 718241 AGR / CE",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"AI n 733 . 023 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário n 451 . 833 / CE - AgR",
"ARE 718241 AGR / CE",
"Súmula n 339 , do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 718241 AGR / CE",
"Súmula n 339 , do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 718241 AGR / CE",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 718241 AGR / CE",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 718241 AGR",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 784 . 223 / SC - AgR",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 718241 AGR / CE 2 . 193 / 1985",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 784 . 223 / SC - AgR",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 718241 AGR / CE",
"ARE n 709 . 758 / PA - AgR",
"AI n 613 . 145 / BA - AgR",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 662 . 313 / SP - AgR",
"Súmula n 339 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 718241 AGR / CE",
"ARE n 709 . 758 / PA - AgR",
"AI n 613 . 145 / BA - AgR",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 662 . 313 / SP - AgR",
"Súmula n 339 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 40 ,",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 40 , § 8 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigos 5 . . . , inciso XXXVI , 37 , inciso XIII , e 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 40 , § 8 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"artigos 5 . . . , inciso XXXVI , 37 , inciso XIII , e 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 3 . . . da Lei Estadual n 12 . 998 / 2000",
"Decreto n 25 . 850 / 2000",
"anexo I do Decreto n 25 . 850 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 3 . . . da Lei Estadual n 12 . 998 / 2000",
"Decreto n 25 . 850 / 2000",
"anexo I do Decreto n 25 . 850 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 12 . 998 / 00",
"Decreto n 25 . 850 / 00",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 12 . 998 / 00",
"Decreto n 25 . 850 / 00",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS 9 . 480 / 1982",
"12",
".",
"477",
"/",
"1997",
"13",
".",
"109",
"/",
"2000",
"13",
".",
"652",
"/",
"2003",
"Lei n 12 . 528 / 95",
"Leis ns 12 . 528 / 95",
"12",
".",
"590",
"/",
"96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEIS 9 . 480 / 1982",
"12",
".",
"477",
"/",
"1997",
"13",
".",
"109",
"/",
"2000",
"13",
".",
"652",
"/",
"2003",
"Lei n 12 . 528 / 95",
"Leis ns 12 . 528 / 95",
"12",
".",
"590",
"/",
"96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 12 . 998 / 00",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 12 . 998 / 00",
"art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual n 12 . 998 / 2000",
"Decreto n 25 . 850 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Art . 3 . . . da Lei Estadual n 12 . 998 / 2000",
"Decreto n 25 . 850 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"anexo I",
"Decreto n 25 . 850 / 2000",
"Art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei n 12 . 998 / 2000",
"Decreto n 25 . 850 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"anexo I do Decreto n 25 . 850 / 2000",
"Art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Lei n 12 . 998 / 2000",
"Decreto n 25 . 850 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO MUNICIPAL 112 / 1985",
"LEI FEDERAL 4 . 771 / 1965",
"Constituição",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 102 da Constituição Federal",
"arts . 71 , II e IV , e 74 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO MUNICIPAL 112 / 1985",
"LEI FEDERAL 4 . 771 / 1965",
"Constituição",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 102 da Constituição Federal",
"arts . 71 , II e IV , e 74 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Brasília",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Estado do Ceará",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"Estado do Ceará",
"Estado do Ceará",
"Estado do Ceará",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"Estado do Ceará",
"MUNICÍPIO DE SÃO PAULO",
"Estado do Ceará",
"CEARÁ",
"Estado do Ceará",
"Estado do Ceará",
"CEARÁ",
"Estado do Ceará",
"Estado do Ceará",
"Estado do Ceará",
"Estado do Ceará",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ",
"ESTADO DO CEARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA",
"JOSÉ NUNES RODRIGUES",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA",
"JOSÉ NUNES RODRIGUES",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA",
"JOSÉ NUNES RODRIGUES",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Roberto Barroso",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Joaquim Barbosa",
"Teori Zavascki",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Irla Maria Rodrigues Sousa",
"DIAS TOFFOLI",
"Irla Maria Rodrigues Sousa",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Rosa Weber",
"Joaquim Barbosa",
"Rosa Weber",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA",
"JOSÉ NUNES RODRIGUES",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"IRLA MARIA RODRIGUES SOUSA",
"JOSÉ NUNES RODRIGUES",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"7 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"10",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"10",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"5",
"/",
"13",
"18",
"/",
"9",
"/",
"12",
"1",
"/",
"8",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"5",
"/",
"13",
"18",
"/",
"9",
"/",
"12",
"1",
"/",
"8",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"5",
"/",
"14",
"01",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
"/",
"5",
"/",
"14",
"01",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"13",
"17",
"/",
"5",
"/",
"11",
"5",
"/",
"12",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"13",
"17",
"/",
"5",
"/",
"11",
"5",
"/",
"12",
"/",
"12",
"24",
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"08",
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"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"7",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
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"08",
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"2001",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S)
:EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL.
NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. PRESCRIÇÃO.
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O
MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 26.9.2012.
Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na
compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o
órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem
necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido
pelas partes. Precedentes.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões
recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4729127.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
ARE 737368 AGR / PR
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata
de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não
participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros
Dias Toffoli e Luiz Fux.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 737368 AGR / PR
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata
de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não
participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros
Dias Toffoli e Luiz Fux.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S)
:EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de
Justiça, manejam agravo regimental Doroti Ramos de Geus e Outros.
Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento
de que há violação direta dos arts. 1º, III, 5º, XXXII, XXXV, XXXVI, LIV e
LV, 7º e 93, IX, da Constituição Federal. Sustentam que o prazo
prescricional aplicável ao caso presente é o vintenário e defendem a
afronta direta à decisão judicial transitada em julgado em ação civil
pública.
Acórdão recorrido publicado em 26.9.2012.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S)
:EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de
Justiça, manejam agravo regimental Doroti Ramos de Geus e Outros.
Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento
de que há violação direta dos arts. 1º, III, 5º, XXXII, XXXV, XXXVI, LIV e
LV, 7º e 93, IX, da Constituição Federal. Sustentam que o prazo
prescricional aplicável ao caso presente é o vintenário e defendem a
afronta direta à decisão judicial transitada em julgado em ação civil
pública.
Acórdão recorrido publicado em 26.9.2012.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1º, III, 5º, XXXII,
XXXV, XXXVI, LIV e LV, 7º, e 93, IX, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4729129.
Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1º, III, 5º, XXXII,
XXXV, XXXVI, LIV e LV, 7º, e 93, IX, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade a prestação jurisdicional, da defesa do
consumidor e da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 737368 AGR / PR
‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da CF, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.’ (RE 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade a prestação jurisdicional, da defesa do
consumidor e da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. MAJORAÇÃO DE CONTRAPRESTAÇÃO POR
MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. ESTATUDO DO IDOSO.
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, II, E XXXVI, DA CF.
OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. INCIDÊNCIA.
AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende do prévio exame da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do
Consumidor e Estatuto do Idoso). A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso
extraordinário. Precedentes. II – A apreciação do recurso
extraordinário demanda o exame de matéria de fato e a
interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência
das Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. III - Agravo
regimental improvido.’ (STF-AI-AgR-766.043/PE, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 09.3.2011)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS E
INDENIZAÇÃO COMPENSATÓRIA. 1. Turma recursal.
Possibilidade de remissão, no acórdão, aos fundamentos da
sentença. 2. Controvérsia decidida à luz do Código de Defesa
do Consumidor, das provas dos autos e do contrato firmado
pelas partes. Incidência das Súmulas n. 279 e 454 do Supremo
Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV,
LIV e LV, da Constituição: ofensa constitucional indireta. 4.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.’ (STF-ARE-
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 737368 AGR / PR
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. MAJORAÇÃO DE CONTRAPRESTAÇÃO POR
MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. ESTATUDO DO IDOSO.
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, II, E XXXVI, DA CF.
OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. INCIDÊNCIA.
AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende do prévio exame da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do
Consumidor e Estatuto do Idoso). A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso
extraordinário. Precedentes. II – A apreciação do recurso
extraordinário demanda o exame de matéria de fato e a
interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência
das Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. III - Agravo
regimental improvido.’ (STF-AI-AgR-766.043/PE, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 09.3.2011)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS E
INDENIZAÇÃO COMPENSATÓRIA. 1. Turma recursal.
Possibilidade de remissão, no acórdão, aos fundamentos da
sentença. 2. Controvérsia decidida à luz do Código de Defesa
do Consumidor, das provas dos autos e do contrato firmado
pelas partes. Incidência das Súmulas n. 279 e 454 do Supremo
Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV,
LIV e LV, da Constituição: ofensa constitucional indireta. 4.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.’ (STF-ARE-
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
AgR-682.317/SP, Relator Ministro Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe
1º.8.2012).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
Além disso, as instâncias ordinárias decidiram a questão
com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie, razão pela qual não se vislumbra a apontada violação
dos arts. 1º, III, e 7º da Constituição Federal.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 737368 AGR / PR
AgR-682.317/SP, Relator Ministro Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe
1º.8.2012).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
Além disso, as instâncias ordinárias decidiram a questão
com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie, razão pela qual não se vislumbra a apontada violação
dos arts. 1º, III, e 7º da Constituição Federal.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, “a”, do CPC)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
Diferentemente do que sustenta o agravante, inexiste violação do
artigo 93, IX, da CF/88. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto
constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu
convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada
argumento esgrimido pelas partes. Colho precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO LEGAL.
Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que
transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o
recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da
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desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, “a”, do CPC)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
Diferentemente do que sustenta o agravante, inexiste violação do
artigo 93, IX, da CF/88. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto
constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu
convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada
argumento esgrimido pelas partes. Colho precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO LEGAL.
Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que
transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o
recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos
interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé”
(ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe
12.3.2013).
De outra parte, tal como consignado na decisão agravada, a
discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da
alegada ofensa aos arts. 1º, III, 5º, XXXII, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 7º da
Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA EM AÇÃO
COLETIVA.
PRAZO
PRESCRICIONAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. LIMITES DA COISA JULGADA.
OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível
o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a
decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. II – O exame, no caso concreto, dos limites da coisa
julgada restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Eventual
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ARE 737368 AGR / PR
prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos
interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé”
(ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe
12.3.2013).
De outra parte, tal como consignado na decisão agravada, a
discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da
alegada ofensa aos arts. 1º, III, 5º, XXXII, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 7º da
Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA EM AÇÃO
COLETIVA.
PRAZO
PRESCRICIONAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. LIMITES DA COISA JULGADA.
OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível
o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a
decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. II – O exame, no caso concreto, dos limites da coisa
julgada restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Eventual
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
ofensa à Constituição se daria de forma meramente reflexa.
Desse modo, inviável o recurso extraordinário. III – Agravo
regimental improvido” (ARE 736.800-AgR/DF, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 10.6.2013).
“Embargos de declaração no recurso extraordinário com
agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo
regimental. Ação civil pública. Execução individual. Prescrição.
Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa
reflexa. Embargos de divergência dirigidos ao Superior
Tribunal de Justiça. Pressupostos processuais. Repercussão
geral. Ausência. Precedentes. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, o
reexame dos fatos e das provas dos autos e a aferição dos
limites objetivos da coisa julgada. Incidência das Súmulas nºs
636 e 279/STF. 3. No RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 14/8/09, o Plenário da Corte entendeu pela
ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos
de admissibilidade de recursos de competência de outros
tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4.
Agravo regimental não provido” (ARE 750.504-ED/PR, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 20.9.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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ofensa à Constituição se daria de forma meramente reflexa.
Desse modo, inviável o recurso extraordinário. III – Agravo
regimental improvido” (ARE 736.800-AgR/DF, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 10.6.2013).
“Embargos de declaração no recurso extraordinário com
agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo
regimental. Ação civil pública. Execução individual. Prescrição.
Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa
reflexa. Embargos de divergência dirigidos ao Superior
Tribunal de Justiça. Pressupostos processuais. Repercussão
geral. Ausência. Precedentes. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, o
reexame dos fatos e das provas dos autos e a aferição dos
limites objetivos da coisa julgada. Incidência das Súmulas nºs
636 e 279/STF. 3. No RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 14/8/09, o Plenário da Corte entendeu pela
ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos
de admissibilidade de recursos de competência de outros
tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4.
Agravo regimental não provido” (ARE 750.504-ED/PR, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 20.9.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S) : EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias
Toffoli e Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S) : EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias
Toffoli e Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4794185
| 2013-10-15T00:00:00
| 2013-11-04T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 15.10.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. PRESCRIÇÃO. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.9.2012.
Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur246961
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRESTAÇÃO JURISDICIONAL)
AI 791292 QO-RG, ARE 721783 AgR (1ªT).
(RE, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
AI 745285 AgR (1ªT), ARE 736800 AgR (2ªT), ARE 750504 ED (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 18/11/2013, TIA.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
737368
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 INC-00003 ART-00005 INC-00032 \n INC-00035 INC-00036 INC-00054 INC-00055 \n ART-00007 ART-00093 INC-00009 ART-00102 \n INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 737368 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S) : EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S)
:EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL.
NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. PRESCRIÇÃO.
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O
MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 26.9.2012.
Inexiste violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Na
compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o
órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem
necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido
pelas partes. Precedentes.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões
recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 737368 AGR / PR
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata
de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não
participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros
Dias Toffoli e Luiz Fux.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 737368 AGR / PR
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata
de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não
participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros
Dias Toffoli e Luiz Fux.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S)
:EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de
Justiça, manejam agravo regimental Doroti Ramos de Geus e Outros.
Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento
de que há violação direta dos arts. 1..., III, 5..., XXXII, XXXV, XXXVI, LIV e
LV, 7... e 93, IX, da Constituição Federal. Sustentam que o prazo
prescricional aplicável ao caso presente é o vintenário e defendem a
afronta direta à decisão judicial transitada em julgado em ação civil
pública.
Acórdão recorrido publicado em 26.9.2012.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S)
:LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S)
:EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de
Justiça, manejam agravo regimental Doroti Ramos de Geus e Outros.
Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento
de que há violação direta dos arts. 1..., III, 5..., XXXII, XXXV, XXXVI, LIV e
LV, 7... e 93, IX, da Constituição Federal. Sustentam que o prazo
prescricional aplicável ao caso presente é o vintenário e defendem a
afronta direta à decisão judicial transitada em julgado em ação civil
pública.
Acórdão recorrido publicado em 26.9.2012.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1..., III, 5..., XXXII,
XXXV, XXXVI, LIV e LV, 7..., e 93, IX, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1..., III, 5..., XXXII,
XXXV, XXXVI, LIV e LV, 7..., e 93, IX, da Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
Da leitura dos fundamentos do acórdão prolatado na
origem, constato explicitados os motivos de decidir, a afastar o
vício da nulidade por negativa de prestação jurisdicional
arguido. Destaco que, no âmbito técnico-processual, o grau de
correção do juízo de valor emitido na origem não se confunde
com vício ao primado da fundamentação, notadamente
consabido que a disparidade entre o resultado do julgamento e
a expectativa da parte não sugestiona lesão à norma do texto
republicano. Precedentes desta Suprema Corte na matéria:
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade a prestação jurisdicional, da defesa do
consumidor e da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
2
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ARE 737368 AGR / PR
‘Fundamentação do acórdão recorrido. Existência. Não há
falar em ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, quando o acórdão
impugnado tenha dado razões suficientes, embora contrárias à
tese da recorrente.’ (AI 426.981-AgR, Relator Ministro Cezar
Peluso, DJ 05.11.04; no mesmo sentido: AI 611.406-AgR, Relator
Ministro Carlos Britto, DJE 20.02.09)
‘Omissão. Inexistência. O magistrado não está obrigado a
responder todos os fundamentos alegados pelo recorrente. PIS.
Lei n. 9.715/98. Constitucionalidade. A controvérsia foi decidida
com respaldo em fundamentos adequados, inexistindo omissão
a ser suprida. Este Tribunal fixou entendimento no sentido de
que o magistrado não está vinculado pelo dever de responder
todo s os fundamentos alegados pela parte recorrente.
Precedentes. Esta Corte afastou a suposta inconstitucionalidade
das alterações introduzidas pela Lei n. 9.715/98, admitindo a
majoração da contribuição para o PIS mediante a edição de
medida provisória. Precedentes.’ (Recurso Extraordinário 511.581-AgR, Relator
Ministro Eros Grau, DJE 15.8.08)
‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão
judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja
correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide:
declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou
não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita
a exigência constitucional.’ (AI 402.819-AgR, Relator Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ 05.9.03)
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
inafastabilidade a prestação jurisdicional, da defesa do
consumidor e da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. MAJORAÇÃO DE CONTRAPRESTAÇÃO POR
MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. ESTATUDO DO IDOSO.
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., II, E XXXVI, DA Constituição Federal de 1988.
OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA.
AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende do prévio exame da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do
Consumidor e Estatuto do Idoso). A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso
extraordinário. Precedentes. II – A apreciação do recurso
extraordinário demanda o exame de matéria de fato e a
interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência
das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo
regimental improvido.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-766.043/PE, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 09.3.2011)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS E
INDENIZAÇÃO COMPENSATÓRIA. 1. Turma recursal.
Possibilidade de remissão, no acórdão, aos fundamentos da
sentença. 2. Controvérsia decidida à luz do Código de Defesa
do Consumidor, das provas dos autos e do contrato firmado
pelas partes. Incidência das Súmulas n. 279 e 454 do Supremo
Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV,
LIV e LV, da Constituição: ofensa constitucional indireta. 4.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.’ (Supremo Tribunal Federal-ARE-
3
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ARE 737368 AGR / PR
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE
SAÚDE. MAJORAÇÃO DE CONTRAPRESTAÇÃO POR
MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. ESTATUDO DO IDOSO.
ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., II, E XXXVI, DA Constituição Federal de 1988.
OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS
CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA.
AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende do prévio exame da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do
Consumidor e Estatuto do Idoso). A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso
extraordinário. Precedentes. II – A apreciação do recurso
extraordinário demanda o exame de matéria de fato e a
interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência
das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo
regimental improvido.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-766.043/PE, Relator
Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 09.3.2011)
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS E
INDENIZAÇÃO COMPENSATÓRIA. 1. Turma recursal.
Possibilidade de remissão, no acórdão, aos fundamentos da
sentença. 2. Controvérsia decidida à luz do Código de Defesa
do Consumidor, das provas dos autos e do contrato firmado
pelas partes. Incidência das Súmulas n. 279 e 454 do Supremo
Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV,
LIV e LV, da Constituição: ofensa constitucional indireta. 4.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.’ (Supremo Tribunal Federal-ARE-
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
AgR-682.317/SP, Relator Ministro Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe
1....8.2012).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
Além disso, as instâncias ordinárias decidiram a questão
com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie, razão pela qual não se vislumbra a apontada violação
dos arts. 1..., III, e 7... da Constituição Federal.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 737368 AGR / PR
AgR-682.317/SP, Relator Ministro Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe
1....8.2012).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
Além disso, as instâncias ordinárias decidiram a questão
com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à
espécie, razão pela qual não se vislumbra a apontada violação
dos arts. 1..., III, e 7... da Constituição Federal.
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
Diferentemente do que sustenta o agravante, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto
constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu
convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada
argumento esgrimido pelas partes. Colho precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO LEGAL.
Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que
transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o
recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da
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ARE 737368 AGR / PR
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
Diferentemente do que sustenta o agravante, inexiste violação do
artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto
constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu
convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada
argumento esgrimido pelas partes. Colho precedentes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral” (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, por maioria, DJe 13.8.2010).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEVIDO PROCESSO LEGAL.
Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que
transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o
recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos
interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé”
(ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe
12.3.2013).
De outra parte, tal como consignado na decisão agravada, a
discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da
alegada ofensa aos arts. 1..., III, 5..., XXXII, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 7... da
Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA EM AÇÃO
COLETIVA.
PRAZO
PRESCRICIONAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. LIMITES DA COISA JULGADA.
OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível
o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a
decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. II – O exame, no caso concreto, dos limites da coisa
julgada restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Eventual
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ARE 737368 AGR / PR
prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos
interesses do recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé”
(ARE 721.783-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe
12.3.2013).
De outra parte, tal como consignado na decisão agravada, a
discussão travada nos autos não alcança status constitucional. O exame da
alegada ofensa aos arts. 1..., III, 5..., XXXII, XXXV, XXXVI, LIV e LV, e 7... da
Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito precedentes:
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA EM AÇÃO
COLETIVA.
PRAZO
PRESCRICIONAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. LIMITES DA COISA JULGADA.
OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível
o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a
interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a
decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria
indireta. II – O exame, no caso concreto, dos limites da coisa
julgada restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Eventual
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 737368 AGR / PR
ofensa à Constituição se daria de forma meramente reflexa.
Desse modo, inviável o recurso extraordinário. III – Agravo
regimental improvido” (ARE 736.800-AgR/DF, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 10.6.2013).
“Embargos de declaração no recurso extraordinário com
agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo
regimental. Ação civil pública. Execução individual. Prescrição.
Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa
reflexa. Embargos de divergência dirigidos ao Superior
Tribunal de Justiça. Pressupostos processuais. Repercussão
geral. Ausência. Precedentes. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, o
reexame dos fatos e das provas dos autos e a aferição dos
limites objetivos da coisa julgada. Incidência das Súmulas ns
636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. No Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 14/8/09, o Plenário da Corte entendeu pela
ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos
de admissibilidade de recursos de competência de outros
tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4.
Agravo regimental não provido” (ARE 750.504-ED/PR, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 20.9.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
7
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ofensa à Constituição se daria de forma meramente reflexa.
Desse modo, inviável o recurso extraordinário. III – Agravo
regimental improvido” (ARE 736.800-AgR/DF, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 10.6.2013).
“Embargos de declaração no recurso extraordinário com
agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo
regimental. Ação civil pública. Execução individual. Prescrição.
Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa
reflexa. Embargos de divergência dirigidos ao Superior
Tribunal de Justiça. Pressupostos processuais. Repercussão
geral. Ausência. Precedentes. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso
extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, o
reexame dos fatos e das provas dos autos e a aferição dos
limites objetivos da coisa julgada. Incidência das Súmulas ns
636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. No Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro
Ayres Britto, DJe de 14/8/09, o Plenário da Corte entendeu pela
ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos
de admissibilidade de recursos de competência de outros
tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 4.
Agravo regimental não provido” (ARE 750.504-ED/PR, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 20.9.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da
Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S) : EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias
Toffoli e Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.368
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : DOROTI RAMOS DE GEUS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : RODRIGO DE MORAIS SOARES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER
ADV.(A/S) : EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias
Toffoli e Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737 . 368",
"ARE 737368 AGR / PR",
"ARE 737368 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737 . 368",
"ARE 737368 AGR / PR",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"ARE 737368 AGR / PR",
"AI 426 . 981 - AgR",
"AI 611 . 406 - AgR",
"Recurso Extraordinário 511 . 581 - AgR",
"AI 402 . 819 - AgR",
"ARE 737368 AGR /",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"766",
".",
"043",
"/",
"PE",
"Súmulas n . 279",
"ARE 737368 AGR",
"SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"766",
".",
"043",
"/",
"PE",
"Súmulas n . 279",
"AgR",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"ARE 737368 AGR / PR",
"AgR",
"-",
"682",
".",
"317",
"/",
"SP",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"ARE 737368 AGR / PR",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 737368 AGR / PR",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 737368 AGR / PR",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"ARE 737368 AGR / PR",
"ARE 721 . 783 - AgR / RS",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"ARE 737368 AGR / PR",
"ARE 736 . 800 - AgR / DF",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"ARE 750 . 504 - ED / PR",
"ARE 737368 AGR / PR",
"ARE 736 . 800 - AgR / DF",
"Súmulas ns 636",
"Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG",
"ARE 750 . 504 - ED / PR"
],
"LEGISLACAO": [
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 1 . . . , III , 5 . . . , XXXII , XXXV , XXXVI , LIV e LV , 7 . . . e 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 1 . . . , III , 5 . . . , XXXII , XXXV , XXXVI , LIV e LV , 7 . . . , e 93 , IX , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Lei n . 9 . 715 / 98",
"Constituição",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"ART . 5 . . . , II , E XXXVI , DA Constituição Federal de 1988",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Estatuto do Idoso",
"Constituição",
"Código",
"art . 5 . . . , inc . XXXV , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"ART . 5 . . . , II , E XXXVI , DA Constituição Federal de 1988",
"Código de Defesa do Consumidor",
"Estatuto do Idoso",
"Constituição",
"Código de Defesa do Consumidor",
"art . 5 . . . , inc . XXXV , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5",
"C",
".",
"arts . 1 . . . , III , e 7 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
"C",
".",
"F",
"C",
".",
"F . ,",
"arts . 1 . . . , III , e 7 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e",
"incisos XXXV e LX do art . 5 .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"arts . 1 . . . , III , 5 . . . , XXXII , XXXV , XXXVI , LIV e LV , e 7 . . . da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"arts . 1 . . . , III , 5 . . . , XXXII , XXXV , XXXVI , LIV e LV , e 7 . . . da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO ITAÚ S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO ITAÚ S / A",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO ITAÚ S / A",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"-",
"/",
"SE",
"1",
".",
".",
". Turma",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema Corte",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário da Corte",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário da Corte",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO ITAÚ S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO ITAÚ S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"DOROTI RAMOS DE GEUS",
"RODRIGO DE MORAIS SOARES",
"LUIZ RODRIGUES WAMBIER",
"EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DOROTI RAMOS DE GEUS",
"RODRIGO DE MORAIS SOARES",
"LUIZ RODRIGUES WAMBIER",
"EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS",
"Rosa Weber",
"Doroti Ramos de Geus",
"ROSA WEBER",
"DOROTI RAMOS DE GEUS",
"RODRIGO DE MORAIS SOARES",
"LUIZ RODRIGUES WAMBIER",
"EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS",
"Rosa Weber",
"Doroti Ramos de Geus",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Carlos Britto",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER ARE",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"ROSA WEBER",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"DOROTI RAMOS DE GEUS",
"RODRIGO DE MORAIS SOARES",
"LUIZ RODRIGUES WAMBIER",
"EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"DOROTI RAMOS DE GEUS",
"RODRIGO DE MORAIS SOARES",
"LUIZ RODRIGUES WAMBIER",
"EVARISTO ARAGÃO FERREIRA DOS SANTOS",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"26",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"26",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"26",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"04",
"20",
".",
"02",
".",
"09",
"15",
".",
"8",
".",
"08",
"05",
".",
"9",
".",
"03",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
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"04",
"20",
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"02",
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"09",
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"8",
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"08",
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"24",
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"08",
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"2001",
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"2011",
"24",
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"2001",
"09",
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"2011",
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"2001",
"1",
".",
".",
".",
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"8",
".",
"2012",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
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"2002",
"24",
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"08",
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"2001",
"1",
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"8",
".",
"2012",
"17",
".",
"6",
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"2005",
"20",
".",
"9",
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"2002",
"24",
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"08",
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"2001",
"13",
".",
"8",
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"2010",
"24",
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"08",
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"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"12",
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"3",
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"2013",
"1",
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".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"12",
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"3",
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"2013",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"6",
".",
"2013",
"14",
"/",
"8",
"/",
"09",
"20",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"6",
".",
"2013",
"14",
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"8",
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"09",
"20",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
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"08",
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"2001",
"15",
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"10",
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"2013",
"15",
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"10",
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"2013",
"24",
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"08",
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"2001",
"15",
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"10",
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"2013",
"24",
"/",
"08",
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"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. Tráfico
internacional de entorpecentes (508g de “cocaína”). 2. A jurisprudência da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido
de admitir que a natureza e a quantidade de droga apreendida sejam
utilizadas tanto na primeira fase de dosimetria da pena quanto na
graduação da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006.
Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido. 4. Possibilidade de fixação
de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime
hediondo ou equiparado (art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90 declarado
inconstitucional pelo Plenário do STF – HC 111.840, Rel. Min. Dias
Toffoli). 5. Ordem concedida de ofício para determinar que o Juízo da
causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do
cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código Penal.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o
processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado. Por
unanimidade, conceder a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator.
Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4888797.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
HC 110615 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa que denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos seguintes:
“Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar,
impetrado em favor de Rufina Saire Mamani contra acórdão
proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça no
Habeas Corpus nº 209.493-SP.
Consta da impetração que a paciente foi condenada à pena
de 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, pela
prática do crime de tráfico transnacional de drogas.
Inconformada, a defesa interpôs apelação ao Tribunal
Regional Federal da 3ª Região, que deu parcial provimento ao
recurso para ‘aplicar a causa de diminuição de pena prevista no
art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, no percentual de 1/6 (um sexto),
restando a pena definitiva fixada em 04 (quatro) anos e 07 (sete)
meses de reclusão’.
Em seguida, foi impetrado habeas corpus ao Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem pretendida. O
acórdão foi ementado nos seguintes termos:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4888798.
Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa que denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos seguintes:
“Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar,
impetrado em favor de Rufina Saire Mamani contra acórdão
proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça no
Habeas Corpus nº 209.493-SP.
Consta da impetração que a paciente foi condenada à pena
de 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, pela
prática do crime de tráfico transnacional de drogas.
Inconformada, a defesa interpôs apelação ao Tribunal
Regional Federal da 3ª Região, que deu parcial provimento ao
recurso para ‘aplicar a causa de diminuição de pena prevista no
art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, no percentual de 1/6 (um sexto),
restando a pena definitiva fixada em 04 (quatro) anos e 07 (sete)
meses de reclusão’.
Em seguida, foi impetrado habeas corpus ao Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem pretendida. O
acórdão foi ementado nos seguintes termos:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
HC 110615 AGR / SP
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE
PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06 NO
PATAMAR MÁXIMO. IMPOSSIBILIDADE. ELEVADA
QUANTIDADE
DE
ENTORPECENTES.
REVOLVIMENTO
DO
CONJUNTO
FÁTICO-
PROBATÓRIO.
1. Segundo o § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06, nos
crimes de tráfico ilícito de entorpecentes, as penas
poderão ser reduzidas de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços),
desde que o agente seja primário, de bons antecedentes e
não se dedique a atividades criminosas nem integre
organização criminosa.
2. No caso, é inaplicável a redução no patamar
máximo, pois, conquanto seja primária e de bons
antecedentes, as instâncias ordinárias aplicaram o índice
de 1/6 (um sexto) a partir da análise de elementos
concretos contidos nos autos, notadamente a quantidade
de entorpecentes apreendidos, a saber, 36 (trinta e seis)
cápsulas, contendo cocaína, com peso líquido total de 518
g (quinhentos e dezoito gramas).
3. Ordem denegada.’ (fls. 46-50).
Sobreveio, então, o presente habeas corpus, no qual se
sustenta que a causa de diminuição de pena prevista no § 4º do
art. 33 da Lei 11.343/06 deveria ter sido aplicada no seu
quantum máximo (2/3 – dois terços), e não no patamar mínimo
(1/6 – um sexto) como ocorreu no acórdão proferido pelo TRF
da 3ª Região, alegando-se para tanto que a paciente é ré
primária, possui bons antecedentes, não se dedica à atividade
criminosa nem integra organização criminosa.
É o relatório.
Decido.
A matéria impugnada nesta impetração é objeto de
jurisprudência consolidada deste Tribunal, fato este que
possibilita a apreciação monocrática do mérito deste feito,
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE
PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06 NO
PATAMAR MÁXIMO. IMPOSSIBILIDADE. ELEVADA
QUANTIDADE
DE
ENTORPECENTES.
REVOLVIMENTO
DO
CONJUNTO
FÁTICO-
PROBATÓRIO.
1. Segundo o § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06, nos
crimes de tráfico ilícito de entorpecentes, as penas
poderão ser reduzidas de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços),
desde que o agente seja primário, de bons antecedentes e
não se dedique a atividades criminosas nem integre
organização criminosa.
2. No caso, é inaplicável a redução no patamar
máximo, pois, conquanto seja primária e de bons
antecedentes, as instâncias ordinárias aplicaram o índice
de 1/6 (um sexto) a partir da análise de elementos
concretos contidos nos autos, notadamente a quantidade
de entorpecentes apreendidos, a saber, 36 (trinta e seis)
cápsulas, contendo cocaína, com peso líquido total de 518
g (quinhentos e dezoito gramas).
3. Ordem denegada.’ (fls. 46-50).
Sobreveio, então, o presente habeas corpus, no qual se
sustenta que a causa de diminuição de pena prevista no § 4º do
art. 33 da Lei 11.343/06 deveria ter sido aplicada no seu
quantum máximo (2/3 – dois terços), e não no patamar mínimo
(1/6 – um sexto) como ocorreu no acórdão proferido pelo TRF
da 3ª Região, alegando-se para tanto que a paciente é ré
primária, possui bons antecedentes, não se dedica à atividade
criminosa nem integra organização criminosa.
É o relatório.
Decido.
A matéria impugnada nesta impetração é objeto de
jurisprudência consolidada deste Tribunal, fato este que
possibilita a apreciação monocrática do mérito deste feito,
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
HC 110615 AGR / SP
conforme autoriza o caput do art. 192 do RISTF.
Ao compulsar os autos, verifico que “a natureza e a
quantidade da droga apreendida”, assim como o fato de que a
ora paciente “aceitou fazer o transporte de drogas para obter
dinheiro fácil” foram os fundamentos determinantes para
limitar a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no
§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/06 no patamar mínimo de 1/6.
Tais constatações podem ser evidenciadas no seguinte
trecho do acórdão proferido pelo TRF da 3ª Região:
‘Rufina Saire Mamani é primária e não ostenta maus
antecedentes (fls. 100, fls 121/123, fls. 125/126, fls. 136).
Não há provas nos autos de que a apelante se dedica a
atividades criminosas, nem elementos para concluir que
integrava organização criminosa, apesar de encarregada
do transporte da droga. Ademais, caberia à acusação fazer
tal comprovação, o que não ocorreu no caso dos autos.
Certamente, estava a serviço de bando criminoso
internacional, o que não significa, porém, que fosse
integrante dele.
Para a análise do percentual de redução da pena pela
causa de diminuição do art. 33, §4º da Lei n.º 11.343/2006,
considerada a discricionariedade do julgador, devem ser
sopesadas as circunstâncias judiciais do art. 59 do CP, com
preponderância da natureza e quantidade de droga
apreendida, da personalidade e da conduta social do
agente.
(...)
No presente caso, considerando a natureza da droga
apreendida, cocaína, de grande poder maléfico aos
usuários, bem como a quantidade, ou seja, meio quilo, que
a apelante aceitou fazer o transporte para obter dinheiro
fácil, entendo que deve ser aplicado o percentual de 1/6
(um sexto) para diminuir a pena, razão pela qual, resta a
pena definitiva fixada em 04 (quatro) e 07 (sete) meses de
reclusão e 486 (quatrocentos e oitenta e seis) dias-multa,
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
conforme autoriza o caput do art. 192 do RISTF.
Ao compulsar os autos, verifico que “a natureza e a
quantidade da droga apreendida”, assim como o fato de que a
ora paciente “aceitou fazer o transporte de drogas para obter
dinheiro fácil” foram os fundamentos determinantes para
limitar a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no
§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/06 no patamar mínimo de 1/6.
Tais constatações podem ser evidenciadas no seguinte
trecho do acórdão proferido pelo TRF da 3ª Região:
‘Rufina Saire Mamani é primária e não ostenta maus
antecedentes (fls. 100, fls 121/123, fls. 125/126, fls. 136).
Não há provas nos autos de que a apelante se dedica a
atividades criminosas, nem elementos para concluir que
integrava organização criminosa, apesar de encarregada
do transporte da droga. Ademais, caberia à acusação fazer
tal comprovação, o que não ocorreu no caso dos autos.
Certamente, estava a serviço de bando criminoso
internacional, o que não significa, porém, que fosse
integrante dele.
Para a análise do percentual de redução da pena pela
causa de diminuição do art. 33, §4º da Lei n.º 11.343/2006,
considerada a discricionariedade do julgador, devem ser
sopesadas as circunstâncias judiciais do art. 59 do CP, com
preponderância da natureza e quantidade de droga
apreendida, da personalidade e da conduta social do
agente.
(...)
No presente caso, considerando a natureza da droga
apreendida, cocaína, de grande poder maléfico aos
usuários, bem como a quantidade, ou seja, meio quilo, que
a apelante aceitou fazer o transporte para obter dinheiro
fácil, entendo que deve ser aplicado o percentual de 1/6
(um sexto) para diminuir a pena, razão pela qual, resta a
pena definitiva fixada em 04 (quatro) e 07 (sete) meses de
reclusão e 486 (quatrocentos e oitenta e seis) dias-multa,
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Relatório
HC 110615 AGR / SP
no valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente
na data dos fatos.
Desta forma, de rigor o parcial provimento do pleito
formulado pela defesa, para que seja aplicado o benefício
legal insculpido no § 4º do art. 33 da Lei n.º 11.343/06, na
fração mínima de 1/6 em razão da quantidade e,
principalmente, da natureza da droga apreendida’.
No mesmo sentido da fundamentação utilizada pelo TRF
da 3ª Região, destaco o seguinte precedente desta Corte:
‘A causa especial de diminuição de pena de que trata
o § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser aplicada
em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto)
a 2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de
entorpecente, que é critério preponderante fixado na lei,
revelando a justeza da sanção no caso concreto.
Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min. Dias
Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma,
Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010’ (HC
104.195/MS (rel. min. Luiz Fux, DJe nº 111, publicado em
10.06.2011)).
Além disso, para se alcançar a conclusão pretendida pela
impetrante, de modo a aplicar a causa de diminuição da pena
em seu quantum máximo, imprescindível é a realização de
aprofundado reexame do acervo fático-probatório, o que é
inadmissível na via processual do habeas corpus.
Corroborando o exposto, cito, dentre tantos outros, os
seguintes julgados:
‘RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.
PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGA. PENA-BASE
ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
no valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente
na data dos fatos.
Desta forma, de rigor o parcial provimento do pleito
formulado pela defesa, para que seja aplicado o benefício
legal insculpido no § 4º do art. 33 da Lei n.º 11.343/06, na
fração mínima de 1/6 em razão da quantidade e,
principalmente, da natureza da droga apreendida’.
No mesmo sentido da fundamentação utilizada pelo TRF
da 3ª Região, destaco o seguinte precedente desta Corte:
‘A causa especial de diminuição de pena de que trata
o § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser aplicada
em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto)
a 2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de
entorpecente, que é critério preponderante fixado na lei,
revelando a justeza da sanção no caso concreto.
Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min. Dias
Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma,
Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010’ (HC
104.195/MS (rel. min. Luiz Fux, DJe nº 111, publicado em
10.06.2011)).
Além disso, para se alcançar a conclusão pretendida pela
impetrante, de modo a aplicar a causa de diminuição da pena
em seu quantum máximo, imprescindível é a realização de
aprofundado reexame do acervo fático-probatório, o que é
inadmissível na via processual do habeas corpus.
Corroborando o exposto, cito, dentre tantos outros, os
seguintes julgados:
‘RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.
PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGA. PENA-BASE
ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Relatório
HC 110615 AGR / SP
11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). (...).
I – Está devidamente motivada a quantidade de pena
fixada pelo juízo de primeiro grau e pelo Superior
Tribunal de Justiça, além de mostrar-se proporcional ao
caso em apreço, sendo certo que não se pode utilizar “o
habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade,
ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao
fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
(...)
III – O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da
redução prevista, quando presentes os requisitos para a
concessão desse benefício, tendo plena liberdade de
aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e
suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo
as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário,
seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um
máximo.
IV – Recurso desprovido’ (RHC 106.719/DF, Rel. min.
Ricardo Lewandowski, DJe nº 56, de 24.03.2011).
‘O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de
diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06
em seu patamar máximo quando presentes os requisitos
para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade
para aplicar a redução no quantum reputado adequado de
acordo com as peculiaridades do caso concreto’ (HC
99.440/SP, da minha relatoria, DJe nº 090, publicado em
16.05.2011).
Assim, havendo circunstâncias judiciais desfavoráveis
oportunamente analisadas pelo tribunal a quo, justificada está a
aplicação da causa de diminuição da pena no patamar de 1/6
(um sexto), conforme art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06.
Ante todo o exposto, denego a ordem pretendida,
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). (...).
I – Está devidamente motivada a quantidade de pena
fixada pelo juízo de primeiro grau e pelo Superior
Tribunal de Justiça, além de mostrar-se proporcional ao
caso em apreço, sendo certo que não se pode utilizar “o
habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade,
ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao
fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
(...)
III – O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da
redução prevista, quando presentes os requisitos para a
concessão desse benefício, tendo plena liberdade de
aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e
suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo
as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário,
seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um
máximo.
IV – Recurso desprovido’ (RHC 106.719/DF, Rel. min.
Ricardo Lewandowski, DJe nº 56, de 24.03.2011).
‘O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de
diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06
em seu patamar máximo quando presentes os requisitos
para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade
para aplicar a redução no quantum reputado adequado de
acordo com as peculiaridades do caso concreto’ (HC
99.440/SP, da minha relatoria, DJe nº 090, publicado em
16.05.2011).
Assim, havendo circunstâncias judiciais desfavoráveis
oportunamente analisadas pelo tribunal a quo, justificada está a
aplicação da causa de diminuição da pena no patamar de 1/6
(um sexto), conforme art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06.
Ante todo o exposto, denego a ordem pretendida,
5
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Relatório
HC 110615 AGR / SP
conforme me autoriza o art. 192, caput, do Regimento Interno
deste Supremo Tribunal Federal.”
2.
No caso de que se trata, a paciente foi condenada, em
primeiro grau, a 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado, pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes (art. 33, c/c o
art. 40, I, da Lei nº 11.343/2006). Embora favoráveis as circunstâncias
judiciais do art. 59 do Código Penal, e fixada a pena-base no mínimo legal
(5 anos), o magistrado processante da causa deixou de reconhecer a causa
especial de diminuição da pena, enunciada no art. 33, § 4º, da Lei nº
11.343/2006.
3.
Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3ª
Região entendeu inexistirem provas nos autos de que “a apelante se dedica
a atividades criminosas, nem elementos para concluir que integrava organização
criminosa, apesar de encarregada do transporte da droga”. Motivo pelo qual
reconheceu a minorante prevista no § 4º do referido dispositivo, porém
na fração de 1/6, tendo em vista a natureza e a grande quantidade de
droga apreendida. Com esses fundamentos, a pena privativa de liberdade
restou fixada em 4 anos e 7 meses de reclusão, cumulada com o
pagamento de 486 dias-multa.
4.
A parte agravante reitera a alegação de que a paciente faz
jus à causa de diminuição de pena (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006) em
seu grau máximo (2/3), uma vez que a natureza e a quantidade de droga
não podem ser utilizadas na graduação da referida minorante. Daí o
pedido de provimento ao agravo regimental para que se aplique o grau
máximo de redução da pena ou, subsidiariamente, que “o Juízo a quo faça
nova análise da individualização da pena, excluindo-se do cálculo da diminuição
a quantidade e a qualidade da droga”.
5.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo
desprovimento do agravo regimental.
6
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Supremo Tribunal Federal
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conforme me autoriza o art. 192, caput, do Regimento Interno
deste Supremo Tribunal Federal.”
2.
No caso de que se trata, a paciente foi condenada, em
primeiro grau, a 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado, pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes (art. 33, c/c o
art. 40, I, da Lei nº 11.343/2006). Embora favoráveis as circunstâncias
judiciais do art. 59 do Código Penal, e fixada a pena-base no mínimo legal
(5 anos), o magistrado processante da causa deixou de reconhecer a causa
especial de diminuição da pena, enunciada no art. 33, § 4º, da Lei nº
11.343/2006.
3.
Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3ª
Região entendeu inexistirem provas nos autos de que “a apelante se dedica
a atividades criminosas, nem elementos para concluir que integrava organização
criminosa, apesar de encarregada do transporte da droga”. Motivo pelo qual
reconheceu a minorante prevista no § 4º do referido dispositivo, porém
na fração de 1/6, tendo em vista a natureza e a grande quantidade de
droga apreendida. Com esses fundamentos, a pena privativa de liberdade
restou fixada em 4 anos e 7 meses de reclusão, cumulada com o
pagamento de 486 dias-multa.
4.
A parte agravante reitera a alegação de que a paciente faz
jus à causa de diminuição de pena (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006) em
seu grau máximo (2/3), uma vez que a natureza e a quantidade de droga
não podem ser utilizadas na graduação da referida minorante. Daí o
pedido de provimento ao agravo regimental para que se aplique o grau
máximo de redução da pena ou, subsidiariamente, que “o Juízo a quo faça
nova análise da individualização da pena, excluindo-se do cálculo da diminuição
a quantidade e a qualidade da droga”.
5.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo
desprovimento do agravo regimental.
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Relatório
HC 110615 AGR / SP
6.
É o relatório.
7
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6.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento.
2.
A decisão agravada está em conformidade com a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de admitir que a
natureza e a quantidade de droga apreendida sejam utilizadas tanto na
primeira fase de dosimetria quanto na graduação da minorante prevista
no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. A título de exemplo, vejam-se os
seguintes precedentes:
“Ementa: Habeas Corpus substitutivo de Recurso
Ordinário. Tráfico transnacional de entorpecentes art. 33, c/c
art. 40, I, da Lei n. 11.343/06. Pena-base acima do mínimo
legal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis. Minorante do §
4º do art. 33 da Lei de Entorpecentes aplicada em apenas 1/6.
Quantidade e qualidade da droga (quase 1kg de cocaína).
Fundamentação idônea.
1. A fixação da pena-base restou justificada pela existência
de circunstância judicial desfavorável (HC 76.196-GO, 2ª
Turma, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, DJ 29.09.1998).
2. A aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei de
Entorpecentes aquém da fração máxima de 2/3 pode decorrer
da quantidade e qualidade da droga.
3. A quantidade e a qualidade da droga apreendida
constituem parâmetros tanto para fixar a pena-base acima do
mínimo legal quanto para orientar o cálculo da minorante do §
4º da Lei de Drogas, consoante precedente da Primeira Turma
desta Corte decidiu, no HC n. 104.195/MS, Rel. Min. Luiz Fux,
DJe de 10/06/2011, segundo o qual A causa especial de diminuição
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento.
2.
A decisão agravada está em conformidade com a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de admitir que a
natureza e a quantidade de droga apreendida sejam utilizadas tanto na
primeira fase de dosimetria quanto na graduação da minorante prevista
no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. A título de exemplo, vejam-se os
seguintes precedentes:
“Ementa: Habeas Corpus substitutivo de Recurso
Ordinário. Tráfico transnacional de entorpecentes art. 33, c/c
art. 40, I, da Lei n. 11.343/06. Pena-base acima do mínimo
legal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis. Minorante do §
4º do art. 33 da Lei de Entorpecentes aplicada em apenas 1/6.
Quantidade e qualidade da droga (quase 1kg de cocaína).
Fundamentação idônea.
1. A fixação da pena-base restou justificada pela existência
de circunstância judicial desfavorável (HC 76.196-GO, 2ª
Turma, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, DJ 29.09.1998).
2. A aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei de
Entorpecentes aquém da fração máxima de 2/3 pode decorrer
da quantidade e qualidade da droga.
3. A quantidade e a qualidade da droga apreendida
constituem parâmetros tanto para fixar a pena-base acima do
mínimo legal quanto para orientar o cálculo da minorante do §
4º da Lei de Drogas, consoante precedente da Primeira Turma
desta Corte decidiu, no HC n. 104.195/MS, Rel. Min. Luiz Fux,
DJe de 10/06/2011, segundo o qual A causa especial de diminuição
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 110615 AGR / SP
de pena de que trata o § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser
aplicada em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto) a
2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de entorpecente, que
é critério preponderante fixado na lei, revelando a justeza da sanção no
caso concreto. Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min.
Dias Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010).
4. In casu, a paciente foi presa em flagrante, pela prática do
crime de tráfico transnacional de entorpecentes, e teve
sopesadas desfavoravelmente várias circunstâncias judiciais,
entre as quais a quantidade e a qualidade da droga (quase 1kg
de cocaína), por isso não há constrangimento em razão do
acréscimo de 8 meses na pena-base, que restou totalizada em 5
(cinco) anos e 8 (oito) meses, e da aplicação do redutor do § 4º
do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em 1/6.
5. Ordem denegada.” (HC 111.288, Rel. Min. Luiz Fux)
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
DOSIMETRIA. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA
PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI
11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA.
1. A dosimetria da pena submete-se a certa
discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece
rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente
objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias,
mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes
Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau
recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da
constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção
apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas
frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias
anteriores.
2. No julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli,
em sessão realizada em 27.6.2012, este Supremo Tribunal
Federal declarou a inconstitucionalidade do § 1º do artigo 2º da
Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
de pena de que trata o § 4º do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser
aplicada em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto) a
2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de entorpecente, que
é critério preponderante fixado na lei, revelando a justeza da sanção no
caso concreto. Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min.
Dias Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010).
4. In casu, a paciente foi presa em flagrante, pela prática do
crime de tráfico transnacional de entorpecentes, e teve
sopesadas desfavoravelmente várias circunstâncias judiciais,
entre as quais a quantidade e a qualidade da droga (quase 1kg
de cocaína), por isso não há constrangimento em razão do
acréscimo de 8 meses na pena-base, que restou totalizada em 5
(cinco) anos e 8 (oito) meses, e da aplicação do redutor do § 4º
do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em 1/6.
5. Ordem denegada.” (HC 111.288, Rel. Min. Luiz Fux)
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
DOSIMETRIA. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA
PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI
11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA.
1. A dosimetria da pena submete-se a certa
discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece
rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente
objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias,
mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes
Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau
recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da
constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção
apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas
frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias
anteriores.
2. No julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli,
em sessão realizada em 27.6.2012, este Supremo Tribunal
Federal declarou a inconstitucionalidade do § 1º do artigo 2º da
Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 110615 AGR / SP
instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial
fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e
equiparados.
3. Para a substituição da pena aplicada por restritiva de
direitos devem ser consideradas todas as circunstâncias do
crime e pessoais do condenado, com observância dos
parâmetros do art. 44, inclusive inciso III, do Código Penal.
Caso cujas circunstâncias não autorizam a substituição da pena.
4. A fixação do regime inicial de cumprimento de pena,
nos termos do art. 33, § 3º, do Código Penal, deverá atender aos
critérios estabelecidos no art. 59 do Estatuto Repressivo
culpabilidade, antecedentes, conduta social, personalidade do
agente, motivos, circunstâncias e consequências do crime.
5. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação
da causa de diminuição da pena objeto do §4º do art. 33 da Lei
11.343/2006. A quantidade e a variedade da droga apreendida,
como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente
no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser
validamente valorados no dimensionamento do benefício
previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006.
6. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.” (RHC
116.175, Rel. Min. Rosa Weber)
3.
Sem prejuízo dessa proposição, entendo que a ordem deve
ser concedida de ofício quanto ao regime inicial de cumprimento da pena.
4.
A sentença e o acórdão da apelação revelam que as
circunstâncias judiciais do art. 591 do Código Penal foram favoráveis à
paciente, sendo que o único fundamento utilizado para justificar a
1
“Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à
personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem
como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente
para reprovação e prevenção do crime: I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; II - a
quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; III - o regime inicial de
cumprimento da pena privativa de liberdade; IV - a substituição da pena privativa da
liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível.” (Negrito acrescentado)
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial
fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e
equiparados.
3. Para a substituição da pena aplicada por restritiva de
direitos devem ser consideradas todas as circunstâncias do
crime e pessoais do condenado, com observância dos
parâmetros do art. 44, inclusive inciso III, do Código Penal.
Caso cujas circunstâncias não autorizam a substituição da pena.
4. A fixação do regime inicial de cumprimento de pena,
nos termos do art. 33, § 3º, do Código Penal, deverá atender aos
critérios estabelecidos no art. 59 do Estatuto Repressivo
culpabilidade, antecedentes, conduta social, personalidade do
agente, motivos, circunstâncias e consequências do crime.
5. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação
da causa de diminuição da pena objeto do §4º do art. 33 da Lei
11.343/2006. A quantidade e a variedade da droga apreendida,
como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente
no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser
validamente valorados no dimensionamento do benefício
previsto no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006.
6. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.” (RHC
116.175, Rel. Min. Rosa Weber)
3.
Sem prejuízo dessa proposição, entendo que a ordem deve
ser concedida de ofício quanto ao regime inicial de cumprimento da pena.
4.
A sentença e o acórdão da apelação revelam que as
circunstâncias judiciais do art. 591 do Código Penal foram favoráveis à
paciente, sendo que o único fundamento utilizado para justificar a
1
“Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à
personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem
como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente
para reprovação e prevenção do crime: I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; II - a
quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; III - o regime inicial de
cumprimento da pena privativa de liberdade; IV - a substituição da pena privativa da
liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível.” (Negrito acrescentado)
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 110615 AGR / SP
imposição do regime prisional fechado foi o art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90
(“Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de:[...] § 1º A pena
por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado”).
Dispositivo declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840, da relatoria do Ministro
Dias Toffoli.
5.
Diante do exposto, na linha da reiterada jurisprudência
desta Primeira Turma, nego provimento ao agravo regimental. Todavia,
concedo a ordem de ofício para remover o óbice legal e determinar que o
Juízo da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo (Processo nº
2009.61.81.014372-4) examine os requisitos para a fixação do regime
inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 332 do Código Penal.
6.
É como voto.
2
“Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto
ou aberto. A de detenção, em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de
transferência a regime fechado. § 1º - Considera-se: a) regime fechado a execução da pena
em estabelecimento de segurança máxima ou média; b) regime semi-aberto a execução da
pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar; c) regime aberto a execução
da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. § 2º - As penas privativas de
liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado,
observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais
rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em
regime fechado; b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e
não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; c) o
condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde
o início, cumpri-la em regime aberto. § 3º - A determinação do regime inicial de
cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste
Código. § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de
regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à
devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.” (Negrito acrescentado)
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
imposição do regime prisional fechado foi o art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90
(“Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de:[...] § 1º A pena
por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado”).
Dispositivo declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840, da relatoria do Ministro
Dias Toffoli.
5.
Diante do exposto, na linha da reiterada jurisprudência
desta Primeira Turma, nego provimento ao agravo regimental. Todavia,
concedo a ordem de ofício para remover o óbice legal e determinar que o
Juízo da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo (Processo nº
2009.61.81.014372-4) examine os requisitos para a fixação do regime
inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 332 do Código Penal.
6.
É como voto.
2
“Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto
ou aberto. A de detenção, em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de
transferência a regime fechado. § 1º - Considera-se: a) regime fechado a execução da pena
em estabelecimento de segurança máxima ou média; b) regime semi-aberto a execução da
pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar; c) regime aberto a execução
da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. § 2º - As penas privativas de
liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado,
observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais
rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em
regime fechado; b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e
não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; c) o
condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde
o início, cumpri-la em regime aberto. § 3º - A determinação do regime inicial de
cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste
Código. § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de
regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à
devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.” (Negrito acrescentado)
4
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na
primeira parte, continuo convencido de que não cabe ao relator julgar a
matéria de fundo do habeas corpus isoladamente, como Órgão individual.
No caso, o Presidente, Chefe do Poder Judiciário, o fez. Concluiu que a
decisão referente à causa de diminuição da pena, prevista no § 4º do
artigo 33 da Lei nº 11.343, estaria consentânea com o contexto fático, no
que se estipulou a percentagem de diminuição em um sexto.
Peço vênia ao relator, porque assim procedo no Gabinete. Trago todo
e qualquer processo revelador de habeas à bancada para julgamento pelo
Colegiado, para prover o agravo. Vencido nessa parte, acompanho Sua
Excelência no implemento da ordem de ofício.
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na
primeira parte, continuo convencido de que não cabe ao relator julgar a
matéria de fundo do habeas corpus isoladamente, como Órgão individual.
No caso, o Presidente, Chefe do Poder Judiciário, o fez. Concluiu que a
decisão referente à causa de diminuição da pena, prevista no § 4º do
artigo 33 da Lei nº 11.343, estaria consentânea com o contexto fático, no
que se estipulou a percentagem de diminuição em um sexto.
Peço vênia ao relator, porque assim procedo no Gabinete. Trago todo
e qualquer processo revelador de habeas à bancada para julgamento pelo
Colegiado, para prover o agravo. Vencido nessa parte, acompanho Sua
Excelência no implemento da ordem de ofício.
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Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o
provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no
Colegiado. Por unanimidade, concedeu a ordem, de ofício, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o
provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no
Colegiado. Por unanimidade, concedeu a ordem, de ofício, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4918695
| 2013-10-15T00:00:00
| 2013-11-25T00:00:00
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Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado. Por unanimidade, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
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AG.REG. NO HABEAS CORPUS
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Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. Tráfico internacional de entorpecentes (508g de “cocaína”). 2. A jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido de admitir que a natureza e a quantidade de droga apreendida sejam utilizadas tanto na primeira fase de dosimetria da pena quanto na graduação da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido. 4. Possibilidade de fixação de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime hediondo ou equiparado (art. 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/90 declarado inconstitucional pelo Plenário do STF – HC 111.840, Rel. Min. Dias Toffoli). 5. Ordem concedida de ofício para determinar que o Juízo da causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código Penal.
|
sjur249408
|
- Acórdão(s) citado(s):
(REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA, LEI DOS CRIMES HEDIONDOS)
HC 111840 (TP).
(TRÁFICO PRIVILEGIADO, GRAU DE REDUÇÃO DE PENA, QUANTIDADE, NATUREZA, ENTORPECENTE)
HC 111288 (1ªT), RHC 116175 (1ªT).
Número de páginas: 15.
Análise: 06/12/2013, GOD.
Revisão: 19/12/2013, SER.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
110615
|
[
"LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n",
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00001 PAR-00002 LET-A \n LET-B LET-C PAR-00003 PAR-00004 \n ART-00059 INC-00001 INC-00002 INC-00003 \n INC-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 110615 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 1. Tráfico
internacional de entorpecentes (508g de “cocaína”). 2. A jurisprudência da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou-se no sentido
de admitir que a natureza e a quantidade de droga apreendida sejam
utilizadas tanto na primeira fase de dosimetria da pena quanto na
graduação da minorante prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006.
Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido. 4. Possibilidade de fixação
de regime prisional diverso do fechado para réu condenado por crime
hediondo ou equiparado (art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90 declarado
inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal – HC 111.840, Rel. Min. Dias
Toffoli). 5. Ordem concedida de ofício para determinar que o Juízo da
causa examine os requisitos para a fixação do regime inicial do
cumprimento da pena, na forma do art. 33 do Código Penal.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, que o provia para que o
processo viesse aparelhado para julgamento no Colegiado. Por
unanimidade, conceder a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator.
Não participou do julgamento, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
HC 110615 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa que denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos seguintes:
“Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar,
impetrado em favor de Rufina Saire Mamani contra acórdão
proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça no
Habeas Corpus n 209.493-SP.
Consta da impetração que a paciente foi condenada à pena
de 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, pela
prática do crime de tráfico transnacional de drogas.
Inconformada, a defesa interpôs apelação ao Tribunal
Regional Federal da 3... Região, que deu parcial provimento ao
recurso para ‘aplicar a causa de diminuição de pena prevista no
art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, no percentual de 1/6 (um sexto),
restando a pena definitiva fixada em 04 (quatro) anos e 07 (sete)
meses de reclusão’.
Em seguida, foi impetrado habeas corpus ao Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem pretendida. O
acórdão foi ementado nos seguintes termos:
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa que denegou a ordem de
habeas corpus, nos termos seguintes:
“Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar,
impetrado em favor de Rufina Saire Mamani contra acórdão
proferido pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça no
Habeas Corpus n 209.493-SP.
Consta da impetração que a paciente foi condenada à pena
de 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, pela
prática do crime de tráfico transnacional de drogas.
Inconformada, a defesa interpôs apelação ao Tribunal
Regional Federal da 3... Região, que deu parcial provimento ao
recurso para ‘aplicar a causa de diminuição de pena prevista no
art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, no percentual de 1/6 (um sexto),
restando a pena definitiva fixada em 04 (quatro) anos e 07 (sete)
meses de reclusão’.
Em seguida, foi impetrado habeas corpus ao Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem pretendida. O
acórdão foi ementado nos seguintes termos:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
HC 110615 AGR / SP
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE
PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06 NO
PATAMAR MÁXIMO. IMPOSSIBILIDADE. ELEVADA
QUANTIDADE
DE
ENTORPECENTES.
REVOLVIMENTO
DO
CONJUNTO
FÁTICO-
PROBATÓRIO.
1. Segundo o § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06, nos
crimes de tráfico ilícito de entorpecentes, as penas
poderão ser reduzidas de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços),
desde que o agente seja primário, de bons antecedentes e
não se dedique a atividades criminosas nem integre
organização criminosa.
2. No caso, é inaplicável a redução no patamar
máximo, pois, conquanto seja primária e de bons
antecedentes, as instâncias ordinárias aplicaram o índice
de 1/6 (um sexto) a partir da análise de elementos
concretos contidos nos autos, notadamente a quantidade
de entorpecentes apreendidos, a saber, 36 (trinta e seis)
cápsulas, contendo cocaína, com peso líquido total de 518
g (quinhentos e dezoito gramas).
3. Ordem denegada.’ (fls. 46-50).
Sobreveio, então, o presente habeas corpus, no qual se
sustenta que a causa de diminuição de pena prevista no § 4... do
art. 33 da Lei 11.343/06 deveria ter sido aplicada no seu
quantum máximo (2/3 – dois terços), e não no patamar mínimo
(1/6 – um sexto) como ocorreu no acórdão proferido pelo TRF
da 3... Região, alegando-se para tanto que a paciente é ré
primária, possui bons antecedentes, não se dedica à atividade
criminosa nem integra organização criminosa.
É o relatório.
Decido.
A matéria impugnada nesta impetração é objeto de
jurisprudência consolidada deste Tribunal, fato este que
possibilita a apreciação monocrática do mérito deste feito,
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
‘HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS.
PRETENSÃO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE
PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06 NO
PATAMAR MÁXIMO. IMPOSSIBILIDADE. ELEVADA
QUANTIDADE
DE
ENTORPECENTES.
REVOLVIMENTO
DO
CONJUNTO
FÁTICO-
PROBATÓRIO.
1. Segundo o § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06, nos
crimes de tráfico ilícito de entorpecentes, as penas
poderão ser reduzidas de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços),
desde que o agente seja primário, de bons antecedentes e
não se dedique a atividades criminosas nem integre
organização criminosa.
2. No caso, é inaplicável a redução no patamar
máximo, pois, conquanto seja primária e de bons
antecedentes, as instâncias ordinárias aplicaram o índice
de 1/6 (um sexto) a partir da análise de elementos
concretos contidos nos autos, notadamente a quantidade
de entorpecentes apreendidos, a saber, 36 (trinta e seis)
cápsulas, contendo cocaína, com peso líquido total de 518
g (quinhentos e dezoito gramas).
3. Ordem denegada.’ (fls. 46-50).
Sobreveio, então, o presente habeas corpus, no qual se
sustenta que a causa de diminuição de pena prevista no § 4... do
art. 33 da Lei 11.343/06 deveria ter sido aplicada no seu
quantum máximo (2/3 – dois terços), e não no patamar mínimo
(1/6 – um sexto) como ocorreu no acórdão proferido pelo TRF
da 3... Região, alegando-se para tanto que a paciente é ré
primária, possui bons antecedentes, não se dedica à atividade
criminosa nem integra organização criminosa.
É o relatório.
Decido.
A matéria impugnada nesta impetração é objeto de
jurisprudência consolidada deste Tribunal, fato este que
possibilita a apreciação monocrática do mérito deste feito,
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
HC 110615 AGR / SP
conforme autoriza o caput do art. 192 do RISTF.
Ao compulsar os autos, verifico que “a natureza e a
quantidade da droga apreendida”, assim como o fato de que a
ora paciente “aceitou fazer o transporte de drogas para obter
dinheiro fácil” foram os fundamentos determinantes para
limitar a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no
§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/06 no patamar mínimo de 1/6.
Tais constatações podem ser evidenciadas no seguinte
trecho do acórdão proferido pelo TRF da 3... Região:
‘Rufina Saire Mamani é primária e não ostenta maus
antecedentes (fls. 100, fls 121/123, fls. 125/126, fls. 136).
Não há provas nos autos de que a apelante se dedica a
atividades criminosas, nem elementos para concluir que
integrava organização criminosa, apesar de encarregada
do transporte da droga. Ademais, caberia à acusação fazer
tal comprovação, o que não ocorreu no caso dos autos.
Certamente, estava a serviço de bando criminoso
internacional, o que não significa, porém, que fosse
integrante dele.
Para a análise do percentual de redução da pena pela
causa de diminuição do art. 33, §4... da Lei n. 11.343/2006,
considerada a discricionariedade do julgador, devem ser
sopesadas as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal Brasileiro, com
preponderância da natureza e quantidade de droga
apreendida, da personalidade e da conduta social do
agente.
(...)
No presente caso, considerando a natureza da droga
apreendida, cocaína, de grande poder maléfico aos
usuários, bem como a quantidade, ou seja, meio quilo, que
a apelante aceitou fazer o transporte para obter dinheiro
fácil, entendo que deve ser aplicado o percentual de 1/6
(um sexto) para diminuir a pena, razão pela qual, resta a
pena definitiva fixada em 04 (quatro) e 07 (sete) meses de
reclusão e 486 (quatrocentos e oitenta e seis) dias-multa,
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
conforme autoriza o caput do art. 192 do RISTF.
Ao compulsar os autos, verifico que “a natureza e a
quantidade da droga apreendida”, assim como o fato de que a
ora paciente “aceitou fazer o transporte de drogas para obter
dinheiro fácil” foram os fundamentos determinantes para
limitar a aplicação da causa de diminuição de pena prevista no
§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/06 no patamar mínimo de 1/6.
Tais constatações podem ser evidenciadas no seguinte
trecho do acórdão proferido pelo TRF da 3... Região:
‘Rufina Saire Mamani é primária e não ostenta maus
antecedentes (fls. 100, fls 121/123, fls. 125/126, fls. 136).
Não há provas nos autos de que a apelante se dedica a
atividades criminosas, nem elementos para concluir que
integrava organização criminosa, apesar de encarregada
do transporte da droga. Ademais, caberia à acusação fazer
tal comprovação, o que não ocorreu no caso dos autos.
Certamente, estava a serviço de bando criminoso
internacional, o que não significa, porém, que fosse
integrante dele.
Para a análise do percentual de redução da pena pela
causa de diminuição do art. 33, §4... da Lei n. 11.343/2006,
considerada a discricionariedade do julgador, devem ser
sopesadas as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal Brasileiro, com
preponderância da natureza e quantidade de droga
apreendida, da personalidade e da conduta social do
agente.
(...)
No presente caso, considerando a natureza da droga
apreendida, cocaína, de grande poder maléfico aos
usuários, bem como a quantidade, ou seja, meio quilo, que
a apelante aceitou fazer o transporte para obter dinheiro
fácil, entendo que deve ser aplicado o percentual de 1/6
(um sexto) para diminuir a pena, razão pela qual, resta a
pena definitiva fixada em 04 (quatro) e 07 (sete) meses de
reclusão e 486 (quatrocentos e oitenta e seis) dias-multa,
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Relatório
HC 110615 AGR / SP
no valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente
na data dos fatos.
Desta forma, de rigor o parcial provimento do pleito
formulado pela defesa, para que seja aplicado o benefício
legal insculpido no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/06, na
fração mínima de 1/6 em razão da quantidade e,
principalmente, da natureza da droga apreendida’.
No mesmo sentido da fundamentação utilizada pelo TRF
da 3... Região, destaco o seguinte precedente desta Corte:
‘A causa especial de diminuição de pena de que trata
o § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser aplicada
em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto)
a 2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de
entorpecente, que é critério preponderante fixado na lei,
revelando a justeza da sanção no caso concreto.
Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min. Dias
Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma,
Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010’ (HC
104.195/MS (rel. min. Luiz Fux, DJe n 111, publicado em
10.06.2011)).
Além disso, para se alcançar a conclusão pretendida pela
impetrante, de modo a aplicar a causa de diminuição da pena
em seu quantum máximo, imprescindível é a realização de
aprofundado reexame do acervo fático-probatório, o que é
inadmissível na via processual do habeas corpus.
Corroborando o exposto, cito, dentre tantos outros, os
seguintes julgados:
‘RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.
PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGA. PENA-BASE
ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI
4
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HC 110615 AGR / SP
no valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente
na data dos fatos.
Desta forma, de rigor o parcial provimento do pleito
formulado pela defesa, para que seja aplicado o benefício
legal insculpido no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/06, na
fração mínima de 1/6 em razão da quantidade e,
principalmente, da natureza da droga apreendida’.
No mesmo sentido da fundamentação utilizada pelo TRF
da 3... Região, destaco o seguinte precedente desta Corte:
‘A causa especial de diminuição de pena de que trata
o § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser aplicada
em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto)
a 2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de
entorpecente, que é critério preponderante fixado na lei,
revelando a justeza da sanção no caso concreto.
Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min. Dias
Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma,
Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010’ (HC
104.195/MS (rel. min. Luiz Fux, DJe n 111, publicado em
10.06.2011)).
Além disso, para se alcançar a conclusão pretendida pela
impetrante, de modo a aplicar a causa de diminuição da pena
em seu quantum máximo, imprescindível é a realização de
aprofundado reexame do acervo fático-probatório, o que é
inadmissível na via processual do habeas corpus.
Corroborando o exposto, cito, dentre tantos outros, os
seguintes julgados:
‘RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.
PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGA. PENA-BASE
ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DEVIDAMENTE
FUNDAMENTADA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI
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Relatório
HC 110615 AGR / SP
11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). (...).
I – Está devidamente motivada a quantidade de pena
fixada pelo juízo de primeiro grau e pelo Superior
Tribunal de Justiça, além de mostrar-se proporcional ao
caso em apreço, sendo certo que não se pode utilizar “o
habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade,
ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao
fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
(...)
III – O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da
redução prevista, quando presentes os requisitos para a
concessão desse benefício, tendo plena liberdade de
aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e
suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo
as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário,
seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um
máximo.
IV – Recurso desprovido’ (RHC 106.719/DF, Rel. min.
Ricardo Lewandowski, DJe n 56, de 24.03.2011).
‘O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de
diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06
em seu patamar máximo quando presentes os requisitos
para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade
para aplicar a redução no quantum reputado adequado de
acordo com as peculiaridades do caso concreto’ (HC
99.440/SP, da minha relatoria, DJe n 090, publicado em
16.05.2011).
Assim, havendo circunstâncias judiciais desfavoráveis
oportunamente analisadas pelo tribunal a quo, justificada está a
aplicação da causa de diminuição da pena no patamar de 1/6
(um sexto), conforme art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06.
Ante todo o exposto, denego a ordem pretendida,
5
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HC 110615 AGR / SP
11.343/2006 EM SEU GRAU MÁXIMO (2/3). (...).
I – Está devidamente motivada a quantidade de pena
fixada pelo juízo de primeiro grau e pelo Superior
Tribunal de Justiça, além de mostrar-se proporcional ao
caso em apreço, sendo certo que não se pode utilizar “o
habeas corpus para realizar novo juízo de reprovabilidade,
ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao
fato pelo qual condenado o Paciente” (HC 94.655/MT, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
(...)
III – O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da
redução prevista, quando presentes os requisitos para a
concessão desse benefício, tendo plena liberdade de
aplicar a redução no patamar conforme seja necessário e
suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo
as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário,
seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um
máximo.
IV – Recurso desprovido’ (RHC 106.719/DF, Rel. min.
Ricardo Lewandowski, DJe n 56, de 24.03.2011).
‘O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de
diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06
em seu patamar máximo quando presentes os requisitos
para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade
para aplicar a redução no quantum reputado adequado de
acordo com as peculiaridades do caso concreto’ (HC
99.440/SP, da minha relatoria, DJe n 090, publicado em
16.05.2011).
Assim, havendo circunstâncias judiciais desfavoráveis
oportunamente analisadas pelo tribunal a quo, justificada está a
aplicação da causa de diminuição da pena no patamar de 1/6
(um sexto), conforme art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06.
Ante todo o exposto, denego a ordem pretendida,
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Relatório
HC 110615 AGR / SP
conforme me autoriza o art. 192, caput, do Regimento Interno
deste Supremo Tribunal Federal.”
2.
No caso de que se trata, a paciente foi condenada, em
primeiro grau, a 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado, pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes (art. 33, c/c o
art. 40, I, da Lei n 11.343/2006). Embora favoráveis as circunstâncias
judiciais do art. 59 do Código Penal, e fixada a pena-base no mínimo legal
(5 anos), o magistrado processante da causa deixou de reconhecer a causa
especial de diminuição da pena, enunciada no art. 33, § 4..., da Lei n
11.343/2006.
3.
Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3...
Região entendeu inexistirem provas nos autos de que “a apelante se dedica
a atividades criminosas, nem elementos para concluir que integrava organização
criminosa, apesar de encarregada do transporte da droga”. Motivo pelo qual
reconheceu a minorante prevista no § 4... do referido dispositivo, porém
na fração de 1/6, tendo em vista a natureza e a grande quantidade de
droga apreendida. Com esses fundamentos, a pena privativa de liberdade
restou fixada em 4 anos e 7 meses de reclusão, cumulada com o
pagamento de 486 dias-multa.
4.
A parte agravante reitera a alegação de que a paciente faz
jus à causa de diminuição de pena (art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006) em
seu grau máximo (2/3), uma vez que a natureza e a quantidade de droga
não podem ser utilizadas na graduação da referida minorante. Daí o
pedido de provimento ao agravo regimental para que se aplique o grau
máximo de redução da pena ou, subsidiariamente, que “o Juízo a quo faça
nova análise da individualização da pena, excluindo-se do cálculo da diminuição
a quantidade e a qualidade da droga”.
5.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo
desprovimento do agravo regimental.
6
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HC 110615 AGR / SP
conforme me autoriza o art. 192, caput, do Regimento Interno
deste Supremo Tribunal Federal.”
2.
No caso de que se trata, a paciente foi condenada, em
primeiro grau, a 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente
fechado, pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes (art. 33, c/c o
art. 40, I, da Lei n 11.343/2006). Embora favoráveis as circunstâncias
judiciais do art. 59 do Código Penal, e fixada a pena-base no mínimo legal
(5 anos), o magistrado processante da causa deixou de reconhecer a causa
especial de diminuição da pena, enunciada no art. 33, § 4..., da Lei n
11.343/2006.
3.
Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3...
Região entendeu inexistirem provas nos autos de que “a apelante se dedica
a atividades criminosas, nem elementos para concluir que integrava organização
criminosa, apesar de encarregada do transporte da droga”. Motivo pelo qual
reconheceu a minorante prevista no § 4... do referido dispositivo, porém
na fração de 1/6, tendo em vista a natureza e a grande quantidade de
droga apreendida. Com esses fundamentos, a pena privativa de liberdade
restou fixada em 4 anos e 7 meses de reclusão, cumulada com o
pagamento de 486 dias-multa.
4.
A parte agravante reitera a alegação de que a paciente faz
jus à causa de diminuição de pena (art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006) em
seu grau máximo (2/3), uma vez que a natureza e a quantidade de droga
não podem ser utilizadas na graduação da referida minorante. Daí o
pedido de provimento ao agravo regimental para que se aplique o grau
máximo de redução da pena ou, subsidiariamente, que “o Juízo a quo faça
nova análise da individualização da pena, excluindo-se do cálculo da diminuição
a quantidade e a qualidade da droga”.
5.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo
desprovimento do agravo regimental.
6
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Relatório
HC 110615 AGR / SP
6.
É o relatório.
7
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Supremo Tribunal Federal
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6.
É o relatório.
7
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento.
2.
A decisão agravada está em conformidade com a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de admitir que a
natureza e a quantidade de droga apreendida sejam utilizadas tanto na
primeira fase de dosimetria quanto na graduação da minorante prevista
no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. A título de exemplo, vejam-se os
seguintes precedentes:
“Ementa: Habeas Corpus substitutivo de Recurso
Ordinário. Tráfico transnacional de entorpecentes art. 33, c/c
art. 40, I, da Lei n. 11.343/06. Pena-base acima do mínimo
legal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis. Minorante do §
4... do art. 33 da Lei de Entorpecentes aplicada em apenas 1/6.
Quantidade e qualidade da droga (quase 1kg de cocaína).
Fundamentação idônea.
1. A fixação da pena-base restou justificada pela existência
de circunstância judicial desfavorável (HC 76.196-GO, 2...
Turma, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, DJ 29.09.1998).
2. A aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei de
Entorpecentes aquém da fração máxima de 2/3 pode decorrer
da quantidade e qualidade da droga.
3. A quantidade e a qualidade da droga apreendida
constituem parâmetros tanto para fixar a pena-base acima do
mínimo legal quanto para orientar o cálculo da minorante do §
4... da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), consoante precedente da Primeira Turma
desta Corte decidiu, no HC n. 104.195/MS, Rel. Min. Luiz Fux,
DJe de 10/06/2011, segundo o qual A causa especial de diminuição
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo regimental não merece provimento.
2.
A decisão agravada está em conformidade com a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de admitir que a
natureza e a quantidade de droga apreendida sejam utilizadas tanto na
primeira fase de dosimetria quanto na graduação da minorante prevista
no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. A título de exemplo, vejam-se os
seguintes precedentes:
“Ementa: Habeas Corpus substitutivo de Recurso
Ordinário. Tráfico transnacional de entorpecentes art. 33, c/c
art. 40, I, da Lei n. 11.343/06. Pena-base acima do mínimo
legal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis. Minorante do §
4... do art. 33 da Lei de Entorpecentes aplicada em apenas 1/6.
Quantidade e qualidade da droga (quase 1kg de cocaína).
Fundamentação idônea.
1. A fixação da pena-base restou justificada pela existência
de circunstância judicial desfavorável (HC 76.196-GO, 2...
Turma, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, DJ 29.09.1998).
2. A aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei de
Entorpecentes aquém da fração máxima de 2/3 pode decorrer
da quantidade e qualidade da droga.
3. A quantidade e a qualidade da droga apreendida
constituem parâmetros tanto para fixar a pena-base acima do
mínimo legal quanto para orientar o cálculo da minorante do §
4... da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), consoante precedente da Primeira Turma
desta Corte decidiu, no HC n. 104.195/MS, Rel. Min. Luiz Fux,
DJe de 10/06/2011, segundo o qual A causa especial de diminuição
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 110615 AGR / SP
de pena de que trata o § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser
aplicada em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto) a
2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de entorpecente, que
é critério preponderante fixado na lei, revelando a justeza da sanção no
caso concreto. Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min.
Dias Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010).
4. In casu, a paciente foi presa em flagrante, pela prática do
crime de tráfico transnacional de entorpecentes, e teve
sopesadas desfavoravelmente várias circunstâncias judiciais,
entre as quais a quantidade e a qualidade da droga (quase 1kg
de cocaína), por isso não há constrangimento em razão do
acréscimo de 8 meses na pena-base, que restou totalizada em 5
(cinco) anos e 8 (oito) meses, e da aplicação do redutor do § 4...
do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em 1/6.
5. Ordem denegada.” (HC 111.288, Rel. Min. Luiz Fux)
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
DOSIMETRIA. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA
PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI
11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA.
1. A dosimetria da pena submete-se a certa
discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece
rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente
objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias,
mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes
Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau
recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da
constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção
apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas
frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias
anteriores.
2. No julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli,
em sessão realizada em 27.6.2012, este Supremo Tribunal
Federal declarou a inconstitucionalidade do § 1... do artigo 2... da
Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
de pena de que trata o § 4... do artigo 33 da Lei n. 11.343/2006 pode ser
aplicada em apenas 1/6 (um sexto), num intervalo de 1/6 (um sexto) a
2/3 (dois terços), com fundamento na quantidade de entorpecente, que
é critério preponderante fixado na lei, revelando a justeza da sanção no
caso concreto. Precedentes: HC 98.900, Primeira Turma, Rel. Min.
Dias Toffoli, DJe de 30/11/2010 e HC 94.559, Segunda Turma, Rel.
Min. Joaquim Barbosa, DJe de 04/11/2010).
4. In casu, a paciente foi presa em flagrante, pela prática do
crime de tráfico transnacional de entorpecentes, e teve
sopesadas desfavoravelmente várias circunstâncias judiciais,
entre as quais a quantidade e a qualidade da droga (quase 1kg
de cocaína), por isso não há constrangimento em razão do
acréscimo de 8 meses na pena-base, que restou totalizada em 5
(cinco) anos e 8 (oito) meses, e da aplicação do redutor do § 4...
do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em 1/6.
5. Ordem denegada.” (HC 111.288, Rel. Min. Luiz Fux)
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
DOSIMETRIA. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA
PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI
11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA.
1. A dosimetria da pena submete-se a certa
discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece
rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente
objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias,
mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes
Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau
recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da
constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção
apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas
frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias
anteriores.
2. No julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli,
em sessão realizada em 27.6.2012, este Supremo Tribunal
Federal declarou a inconstitucionalidade do § 1... do artigo 2... da
Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 110615 AGR / SP
instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial
fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e
equiparados.
3. Para a substituição da pena aplicada por restritiva de
direitos devem ser consideradas todas as circunstâncias do
crime e pessoais do condenado, com observância dos
parâmetros do art. 44, inclusive inciso III, do Código Penal.
Caso cujas circunstâncias não autorizam a substituição da pena.
4. A fixação do regime inicial de cumprimento de pena,
nos termos do art. 33, § 3..., do Código Penal, deverá atender aos
critérios estabelecidos no art. 59 do Estatuto Repressivo
culpabilidade, antecedentes, conduta social, personalidade do
agente, motivos, circunstâncias e consequências do crime.
5. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação
da causa de diminuição da pena objeto do §4... do art. 33 da Lei
11.343/2006. A quantidade e a variedade da droga apreendida,
como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente
no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser
validamente valorados no dimensionamento do benefício
previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006.
6. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.” (RHC
116.175, Rel. Min. Rosa Weber)
3.
Sem prejuízo dessa proposição, entendo que a ordem deve
ser concedida de ofício quanto ao regime inicial de cumprimento da pena.
4.
A sentença e o acórdão da apelação revelam que as
circunstâncias judiciais do art. 591 do Código Penal foram favoráveis à
paciente, sendo que o único fundamento utilizado para justificar a
1
“Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à
personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem
como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente
para reprovação e prevenção do crime: I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; II - a
quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; III - o regime inicial de
cumprimento da pena privativa de liberdade; IV - a substituição da pena privativa da
liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível.” (Negrito acrescentado)
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial
fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e
equiparados.
3. Para a substituição da pena aplicada por restritiva de
direitos devem ser consideradas todas as circunstâncias do
crime e pessoais do condenado, com observância dos
parâmetros do art. 44, inclusive inciso III, do Código Penal.
Caso cujas circunstâncias não autorizam a substituição da pena.
4. A fixação do regime inicial de cumprimento de pena,
nos termos do art. 33, § 3..., do Código Penal, deverá atender aos
critérios estabelecidos no art. 59 do Estatuto Repressivo
culpabilidade, antecedentes, conduta social, personalidade do
agente, motivos, circunstâncias e consequências do crime.
5. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação
da causa de diminuição da pena objeto do §4... do art. 33 da Lei
11.343/2006. A quantidade e a variedade da droga apreendida,
como indicativos do maior ou menor envolvimento do agente
no mundo das drogas, constituem elementos que podem ser
validamente valorados no dimensionamento do benefício
previsto no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006.
6. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.” (RHC
116.175, Rel. Min. Rosa Weber)
3.
Sem prejuízo dessa proposição, entendo que a ordem deve
ser concedida de ofício quanto ao regime inicial de cumprimento da pena.
4.
A sentença e o acórdão da apelação revelam que as
circunstâncias judiciais do art. 591 do Código Penal foram favoráveis à
paciente, sendo que o único fundamento utilizado para justificar a
1
“Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à
personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem
como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente
para reprovação e prevenção do crime: I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; II - a
quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; III - o regime inicial de
cumprimento da pena privativa de liberdade; IV - a substituição da pena privativa da
liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível.” (Negrito acrescentado)
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 110615 AGR / SP
imposição do regime prisional fechado foi o art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90
(“Art. 2... Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de:[...] § 1... A pena
por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado”).
Dispositivo declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840, da relatoria do Ministro
Dias Toffoli.
5.
Diante do exposto, na linha da reiterada jurisprudência
desta Primeira Turma, nego provimento ao agravo regimental. Todavia,
concedo a ordem de ofício para remover o óbice legal e determinar que o
Juízo da 1... Vara Federal Criminal de São Paulo (Processo n
2009.61.81.014372-4) examine os requisitos para a fixação do regime
inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 332 do Código Penal.
6.
É como voto.
2
“Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto
ou aberto. A de detenção, em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de
transferência a regime fechado. § 1... - Considera-se: a) regime fechado a execução da pena
em estabelecimento de segurança máxima ou média; b) regime semi-aberto a execução da
pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar; c) regime aberto a execução
da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. § 2... - As penas privativas de
liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado,
observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais
rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em
regime fechado; b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e
não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; c) o
condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde
o início, cumpri-la em regime aberto. § 3... - A determinação do regime inicial de
cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste
Código. § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de
regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à
devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.” (Negrito acrescentado)
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 110615 AGR / SP
imposição do regime prisional fechado foi o art. 2..., § 1..., da Lei n 8.072/90
(“Art. 2... Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de:[...] § 1... A pena
por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado”).
Dispositivo declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo
Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840, da relatoria do Ministro
Dias Toffoli.
5.
Diante do exposto, na linha da reiterada jurisprudência
desta Primeira Turma, nego provimento ao agravo regimental. Todavia,
concedo a ordem de ofício para remover o óbice legal e determinar que o
Juízo da 1... Vara Federal Criminal de São Paulo (Processo n
2009.61.81.014372-4) examine os requisitos para a fixação do regime
inicial do cumprimento da pena, na forma do art. 332 do Código Penal.
6.
É como voto.
2
“Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto
ou aberto. A de detenção, em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de
transferência a regime fechado. § 1... - Considera-se: a) regime fechado a execução da pena
em estabelecimento de segurança máxima ou média; b) regime semi-aberto a execução da
pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar; c) regime aberto a execução
da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. § 2... - As penas privativas de
liberdade deverão ser executadas em forma progressiva, segundo o mérito do condenado,
observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais
rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em
regime fechado; b) o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e
não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto; c) o
condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poderá, desde
o início, cumpri-la em regime aberto. § 3... - A determinação do regime inicial de
cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. 59 deste
Código. § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de
regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à
devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.” (Negrito acrescentado)
4
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na
primeira parte, continuo convencido de que não cabe ao relator julgar a
matéria de fundo do habeas corpus isoladamente, como Órgão individual.
No caso, o Presidente, Chefe do Poder Judiciário, o fez. Concluiu que a
decisão referente à causa de diminuição da pena, prevista no § 4... do
artigo 33 da Lei n 11.343, estaria consentânea com o contexto fático, no
que se estipulou a percentagem de diminuição em um sexto.
Peço vênia ao relator, porque assim procedo no Gabinete. Trago todo
e qualquer processo revelador de habeas à bancada para julgamento pelo
Colegiado, para prover o agravo. Vencido nessa parte, acompanho Sua
Excelência no implemento da ordem de ofício.
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na
primeira parte, continuo convencido de que não cabe ao relator julgar a
matéria de fundo do habeas corpus isoladamente, como Órgão individual.
No caso, o Presidente, Chefe do Poder Judiciário, o fez. Concluiu que a
decisão referente à causa de diminuição da pena, prevista no § 4... do
artigo 33 da Lei n 11.343, estaria consentânea com o contexto fático, no
que se estipulou a percentagem de diminuição em um sexto.
Peço vênia ao relator, porque assim procedo no Gabinete. Trago todo
e qualquer processo revelador de habeas à bancada para julgamento pelo
Colegiado, para prover o agravo. Vencido nessa parte, acompanho Sua
Excelência no implemento da ordem de ofício.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o
provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no
Colegiado. Por unanimidade, concedeu a ordem, de ofício, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 110.615
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : RUFINA SAIRE MAMANI
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que o
provia para que o processo viesse aparelhado para julgamento no
Colegiado. Por unanimidade, concedeu a ordem, de ofício, nos
termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste
julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 110 . 615",
"HC 111 . 840",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 110615 AGR /",
"HABEAS CORPUS 110 . 615",
"Habeas Corpus n 209 . 493 - SP",
"HABEAS CORPUS 110 . 615",
"Habeas Corpus n 209 . 493 - SP",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 98 . 900",
"HC 94 . 559",
"HC 104 . 195 /",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 98 . 900",
"HC 94 . 559",
"HC 104 . 195 / MS",
"HC 110615 AGR / SP 11 . 343 / 2006",
"HC 94 . 655 / MT",
"RHC 106 . 719 / DF",
"HC 99 . 440 / SP",
"HC 110615 AGR / SP 11 . 343 / 2006",
"HC 94 . 655 / MT",
"RHC 106 . 719 / DF",
"HC 99 . 440 / SP",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 110615 AGR / SP",
"HABEAS CORPUS 110 . 615",
"HC 76 . 196 - GO",
"HC n . 104 . 195 / MS",
"HABEAS CORPUS 110 . 615",
"HC 76 . 196 - GO",
"HC n . 104 . 195 / MS",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 98 . 900",
"HC 94 . 559",
"HC 111 . 288",
"HC 111 . 840 / ES",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 98 . 900",
"HC 94 . 559",
"HC 111 . 288",
"HC 111 . 840 / ES",
"HC 110615 AGR / SP",
"RHC 116 . 175",
"HC 110615 AGR / SP",
"RHC 116 . 175",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 111 . 840",
"Processo n 2009 . 61 . 81 . 014372 - 4",
"HC 110615 AGR / SP",
"HC 111 . 840",
"Processo n 2009 . 61 . 81 . 014372 - 4",
"HABEAS CORPUS 110 . 615",
"HABEAS CORPUS 110 . 615",
"HABEAS CORPUS 110 . 615",
"HABEAS CORPUS 110 . 615"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n 8 . 072 / 90",
"art . 33 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06",
"§",
"art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06",
"art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"§",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 192 do RISTF",
"§",
"art . 33 , § 4 . . . da Lei",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 192 do RISTF",
"§",
"art . 33 , § 4 . . . da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"ART . 33 DA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei n . 11 . 343 / 06",
"artigo 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , c / c o art . 40 , I , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 59 do Código Penal",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 192 , caput , do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal .",
"art . 33 , c / c o",
"art . 40 , I , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 59 do Código Penal",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 33 da Lei de Entorpecentes",
"art . 33 da Lei de Entorpecentes",
"Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da",
"Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , c / c art . 40 , I , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"art . 33 da Lei de Entorpecentes",
"art . 33 da Lei de Entorpecentes",
"Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de Drogas",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"artigo 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"§",
"ART . 33 , § 4 . . . , DA",
"LEI 11 . 343 / 06",
"Código Penal",
"Lei 11 . 464 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06",
"Código Penal",
"§",
"Lei 11 . 464 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 , inclusive inciso III , do Código Penal",
"art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal",
"art . 59 do Estatuto Repressivo",
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"§",
"art . 591 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 , inclusive inciso III , do Código Penal",
"art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal",
"art . 59 do Estatuto Repressivo",
"§",
"art . 591 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n 8 . 072 / 90",
"art . 332 do Código Penal .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n 8 . 072 / 90",
"art . 332 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRF da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRF da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRF da 3 . . . Região",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"MS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRF da 3 . . . Região",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
".",
"Vara Federal Criminal de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Vara Federal Criminal de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
". Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"RUFINA SAIRE MAMANI",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"RUFINA SAIRE MAMANI",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Rufina Saire Mamani",
"ROBERTO BARROSO",
"RUFINA SAIRE MAMANI",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Rufina Saire Mamani",
"Rufina Saire Mamani",
"Rufina Saire Mamani",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"Luiz Fux",
"ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROBERTO BARROSO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"RUFINA SAIRE MAMANI",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"RUFINA SAIRE MAMANI",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"04",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"10",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"04",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"10",
".",
"06",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"03",
".",
"2011",
"16",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"03",
".",
"2011",
"16",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"29",
".",
"09",
".",
"1998",
"10",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"29",
".",
"09",
".",
"1998",
"10",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"04",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"1",
"/",
"6",
"27",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"04",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"27",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"15",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932 GOIÁS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
PENAL.
TRÁFICO
E
ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA A PRISÃO DO AGRAVANTE.
DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de setembro de 2014.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6838651.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932 GOIÁS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 3 de setembro de 2014, neguei seguimento ao presente habeas
corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por GENTIL
MEIRELES NETO, advogado, em benefício de ANANIAS LOPES DE
OLIVEIRA, contra o julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que, em 21.8.2014, não conheceu do Habeas Corpus n. 296.913,
Ministro Moura Ribeiro. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“Consideradas as circunstâncias do ato praticado e pelos
fundamentos apresentados pelo juízo de origem, mantidos nas
instâncias antecedentes, a aplicação de medidas cautelares diversas da
prisão parece demonstrar-se inadequada na espécie, na forma da
fundamentada decisão antes proferida. A constrição da liberdade do
Paciente harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal,
segundo a qual a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus
operandi e pelo risco de reiteração delitiva, constitui motivo idôneo
para a custódia cautelar”.
2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 9.9.2014 e o presente
agravo regimental em benefício do Paciente ANANIAS LOPES DE
OLIVEIRA foi interposto, tempestivamente, em 15.9.2014.
3. O Agravante afirma que o juízo de origem “nada deduz quanto a
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23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932 GOIÁS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 3 de setembro de 2014, neguei seguimento ao presente habeas
corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por GENTIL
MEIRELES NETO, advogado, em benefício de ANANIAS LOPES DE
OLIVEIRA, contra o julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que, em 21.8.2014, não conheceu do Habeas Corpus n. 296.913,
Ministro Moura Ribeiro. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“Consideradas as circunstâncias do ato praticado e pelos
fundamentos apresentados pelo juízo de origem, mantidos nas
instâncias antecedentes, a aplicação de medidas cautelares diversas da
prisão parece demonstrar-se inadequada na espécie, na forma da
fundamentada decisão antes proferida. A constrição da liberdade do
Paciente harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal,
segundo a qual a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus
operandi e pelo risco de reiteração delitiva, constitui motivo idôneo
para a custódia cautelar”.
2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 9.9.2014 e o presente
agravo regimental em benefício do Paciente ANANIAS LOPES DE
OLIVEIRA foi interposto, tempestivamente, em 15.9.2014.
3. O Agravante afirma que o juízo de origem “nada deduz quanto a
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Relatório
HC 123932 AGR / GO
periculosidade do agente, evidenciada por modus operandi, ou mesmo, risco de
reiteração delitiva, nada apontando neste sentido”.
Sustenta que o “crime imputado, de tráfico de drogas, por si só, não enseja
em atribuição de periculosidade, ou mesmo, possibilidade de reiteração”.
Reitera a alegação de ter sido a prisão decretada de forma genérica,
sem fundamentação idônea e elementos concretos.
Sustenta ter sido acrescida fundamentação ao decreto de prisão
preventiva pelo Tribunal de Justiça de Goiás.
Este o teor dos pedidos:
“requer, caso não seja reconsiderada a r. Decisão monocrática,
seja o mesmo conhecido e provido, para cassar a r. Decisão recorrida,
concedendo a medida liminar pleiteada, para determinar a concessão
de liberdade provisória, ou imposição de medidas cautelares, bem
como, o processamento do writ, afastando a evidente aplicação
antecipada da pena, dada a presunção de inocência, e a dignidade
humana, devendo, o mérito da impetração, ser acolhido, ainda que, de
ofício, para reconhecer a nulidade da r. Decisão singular de primeiro
grau que determinou a conversão da prisão em flagrante em
preventiva, por completa ausência de fundamentação”.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 123932 AGR / GO
periculosidade do agente, evidenciada por modus operandi, ou mesmo, risco de
reiteração delitiva, nada apontando neste sentido”.
Sustenta que o “crime imputado, de tráfico de drogas, por si só, não enseja
em atribuição de periculosidade, ou mesmo, possibilidade de reiteração”.
Reitera a alegação de ter sido a prisão decretada de forma genérica,
sem fundamentação idônea e elementos concretos.
Sustenta ter sido acrescida fundamentação ao decreto de prisão
preventiva pelo Tribunal de Justiça de Goiás.
Este o teor dos pedidos:
“requer, caso não seja reconsiderada a r. Decisão monocrática,
seja o mesmo conhecido e provido, para cassar a r. Decisão recorrida,
concedendo a medida liminar pleiteada, para determinar a concessão
de liberdade provisória, ou imposição de medidas cautelares, bem
como, o processamento do writ, afastando a evidente aplicação
antecipada da pena, dada a presunção de inocência, e a dignidade
humana, devendo, o mérito da impetração, ser acolhido, ainda que, de
ofício, para reconhecer a nulidade da r. Decisão singular de primeiro
grau que determinou a conversão da prisão em flagrante em
preventiva, por completa ausência de fundamentação”.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932 GOIÁS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Ao proferir o julgado objeto da impetração neste Supremo
Tribunal, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou:
“Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário
impetrado em favor de ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA preso em
flagrante e denunciado como incurso nos crimes previstos no art. 33,
caput, no art. 35, caput, ambos da Lei n.º 11.343⁄06 (associação e
tráfico de drogas), impugnando ato do Tribunal de Justiça de Goiás
que denegou a ordem lá impetrada que visava a obtenção da revogação,
por ilegalidade, da segregação cautelar a que está submetido.
Sustenta, em breve síntese, a ausência dos requisitos
autorizadores do art. 312, do Código de Processo Penal e entende ser
possível a substituição da privativa de liberdade por outra medida
prevista no art. 319, do mesmo Estatuto, postulando pela expedição de
alvará de soltura.
Indeferi o pedido liminar (fl. 135).
Informações prestadas (fls. 145⁄150).
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem
(fls. 158⁄165).
(…)
Os Tribunais Superiores assentaram que o uso do remédio
heroico se restringe a sanar ato ilegal de autoridade que deve ser
cessado de imediato, inadmitindo seu uso indiscriminado, como
substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais.
Atento a esse desvirtuamento do remédio heróico, o Supremo
Tribunal Federal, pela sua Primeira Turma, em recentes
pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932 GOIÁS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Ao proferir o julgado objeto da impetração neste Supremo
Tribunal, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou:
“Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário
impetrado em favor de ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA preso em
flagrante e denunciado como incurso nos crimes previstos no art. 33,
caput, no art. 35, caput, ambos da Lei n.º 11.343⁄06 (associação e
tráfico de drogas), impugnando ato do Tribunal de Justiça de Goiás
que denegou a ordem lá impetrada que visava a obtenção da revogação,
por ilegalidade, da segregação cautelar a que está submetido.
Sustenta, em breve síntese, a ausência dos requisitos
autorizadores do art. 312, do Código de Processo Penal e entende ser
possível a substituição da privativa de liberdade por outra medida
prevista no art. 319, do mesmo Estatuto, postulando pela expedição de
alvará de soltura.
Indeferi o pedido liminar (fl. 135).
Informações prestadas (fls. 145⁄150).
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem
(fls. 158⁄165).
(…)
Os Tribunais Superiores assentaram que o uso do remédio
heroico se restringe a sanar ato ilegal de autoridade que deve ser
cessado de imediato, inadmitindo seu uso indiscriminado, como
substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais.
Atento a esse desvirtuamento do remédio heróico, o Supremo
Tribunal Federal, pela sua Primeira Turma, em recentes
pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 123932 AGR / GO
processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso
ordinário. Nesse sentido, a propósito, os seguintes precedentes: STF,
HC 109.956⁄PR, Primeira Turma, Rel. Ministro Marco Aurélio,
julgado em 07⁄08⁄2012, publicado no DJe em 11⁄09⁄2012; STF, HC
104.045⁄RJ, Primeira Turma, Rel. Ministra Rosa Weber, julgado em
28⁄08⁄2012, publicado no DJe de 06⁄09⁄2012; STF HC 114.452-
AgR⁄RS, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em
16⁄10⁄2012, publicado no DJe de 08⁄11⁄2012; e , STF, HC 120956⁄PR,
Primeira Turma, Rel. Ministro DIAS TOFFOLI, julgado em
18⁄03⁄2014, publicado no DJe de 04⁄04⁄2014.
(…)
O que vem sendo acompanhado por este Sodalício, cito os
julgados: HC 267.006⁄SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO
BELLIZZE, Quinta Turma, j. 20⁄06⁄2013, DJe 28⁄06⁄2013; HC
218.537⁄SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, Quinta Turma, j.
06⁄08⁄2013, DJe 13⁄08⁄2013; HC 188.989⁄PI, Rel. Ministro JORGE
MUSSI, Quinta Turma, j. 25⁄06⁄2013, DJe 06⁄08⁄2013; e, HC
290.184⁄SP, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, QUINTA
TURMA, julgado em 20⁄05⁄2014, DJe 26⁄05⁄2014.
Por isso, para fins de homenagear os consectários
constitucionais da ampla defesa e contraditório, bem como do devido
processo legal, de ofício, passo à análise do pedido objeto deste
mandamus ante os argumentos expendidos.
O paciente responde pela prática de associação e tráfico de
drogas porque por meio de investigações policiais foi apurado que ele
participa de organização criminosa voltada ao tráfico na cidade de
Uruaçu⁄GO e ao ser capturado foi surpreendido na posse de 51,2 g de
maconha e 27,6 g de crack.
Consignou o acórdão que a custódia cautelar está fundamentada
na garantia da ordem pública em face da periculosidade do agente,
demonstrada pelas circunstâncias da prisão e da expressiva
quantidade de droga apreendida, o que evidencia personalidade
tendente à prática de crimes da espécie, conforme o seguinte trecho:
‘Ele entendeu pela presença da materialidade do fato e de
indícios da autoria delitiva, haja vista as declarações colhidas na
fase inquisitorial, quando da lavratura do auto de prisão em
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 123932 AGR / GO
processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso
ordinário. Nesse sentido, a propósito, os seguintes precedentes: STF,
HC 109.956⁄PR, Primeira Turma, Rel. Ministro Marco Aurélio,
julgado em 07⁄08⁄2012, publicado no DJe em 11⁄09⁄2012; STF, HC
104.045⁄RJ, Primeira Turma, Rel. Ministra Rosa Weber, julgado em
28⁄08⁄2012, publicado no DJe de 06⁄09⁄2012; STF HC 114.452-
AgR⁄RS, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em
16⁄10⁄2012, publicado no DJe de 08⁄11⁄2012; e , STF, HC 120956⁄PR,
Primeira Turma, Rel. Ministro DIAS TOFFOLI, julgado em
18⁄03⁄2014, publicado no DJe de 04⁄04⁄2014.
(…)
O que vem sendo acompanhado por este Sodalício, cito os
julgados: HC 267.006⁄SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO
BELLIZZE, Quinta Turma, j. 20⁄06⁄2013, DJe 28⁄06⁄2013; HC
218.537⁄SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, Quinta Turma, j.
06⁄08⁄2013, DJe 13⁄08⁄2013; HC 188.989⁄PI, Rel. Ministro JORGE
MUSSI, Quinta Turma, j. 25⁄06⁄2013, DJe 06⁄08⁄2013; e, HC
290.184⁄SP, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, QUINTA
TURMA, julgado em 20⁄05⁄2014, DJe 26⁄05⁄2014.
Por isso, para fins de homenagear os consectários
constitucionais da ampla defesa e contraditório, bem como do devido
processo legal, de ofício, passo à análise do pedido objeto deste
mandamus ante os argumentos expendidos.
O paciente responde pela prática de associação e tráfico de
drogas porque por meio de investigações policiais foi apurado que ele
participa de organização criminosa voltada ao tráfico na cidade de
Uruaçu⁄GO e ao ser capturado foi surpreendido na posse de 51,2 g de
maconha e 27,6 g de crack.
Consignou o acórdão que a custódia cautelar está fundamentada
na garantia da ordem pública em face da periculosidade do agente,
demonstrada pelas circunstâncias da prisão e da expressiva
quantidade de droga apreendida, o que evidencia personalidade
tendente à prática de crimes da espécie, conforme o seguinte trecho:
‘Ele entendeu pela presença da materialidade do fato e de
indícios da autoria delitiva, haja vista as declarações colhidas na
fase inquisitorial, quando da lavratura do auto de prisão em
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 123932 AGR / GO
flagrante, as quais estão ali nitidamente evidenciadas.
A propósito, pequeno trecho do depoimento do condutor do
flagrante, João Paulo Pimenta Oliveira, perante a autoridade
policial, que deu sustentação na decisão atacada:
‘... No momento da autuação, a autuada relatou que a
droga que estava vendendo pertence a seu irmão Ananias, que
também estava na residência da autuada. Diante de tal
informação, Ananias foi indagado sobre onde estava o restante
da droga que seria vendida por sua irmã. O filho de Ananias,
informou aos policiais o local onde seu pai Ananias guardava o
restante da droga. Após, o depoente, seguindo indicação do
Ananias encontrou o restante da droga embaixo de uma pia no
banheiro \ da casa de Ananias....’ (f. 0 7)
Além de levar em conta a demonstrarão da materialidade e
dos indícios da autoria delitiva, deve ser ressaltada a grande
quantidade e variedade de droga que foi apreendida na casa do
⁄paciente. Aproximadamente 58,052 gramas de maconha e mais
30,163 gramas de crack, que possui alto poder viciante e
destruidor.
...
A propósito, ela também é necessária para a garantia da
ordem pública’ (fls. 123⁄124).
Registro que o acórdão do
mandamus
não agravou a situação
do paciente ao fundamentar que o Juízo de piso com base no auto de
prisão em flagrante e informes dos condutores a converteu em
preventiva ante a periculosidade do indiciado, apesar da forma
suscinta.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para garantia
da ordem pública, é pacífica autorizando o decreto preventivo em
hipóteses como a presente (…).
O Superior Tribunal de Justiça, por igual, entende que a
possibilidade concreta da contumácia de condutas delituosas,
demonstrada pelo réu, é motivação suficiente para manter a decretação
da sua segregação cautelar (…).
Então, não só pela periculosidade, mas pela dedicação ao tráfico
de drogas, recomendável se torna a segregação cautelar do paciente.
3
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flagrante, as quais estão ali nitidamente evidenciadas.
A propósito, pequeno trecho do depoimento do condutor do
flagrante, João Paulo Pimenta Oliveira, perante a autoridade
policial, que deu sustentação na decisão atacada:
‘... No momento da autuação, a autuada relatou que a
droga que estava vendendo pertence a seu irmão Ananias, que
também estava na residência da autuada. Diante de tal
informação, Ananias foi indagado sobre onde estava o restante
da droga que seria vendida por sua irmã. O filho de Ananias,
informou aos policiais o local onde seu pai Ananias guardava o
restante da droga. Após, o depoente, seguindo indicação do
Ananias encontrou o restante da droga embaixo de uma pia no
banheiro \ da casa de Ananias....’ (f. 0 7)
Além de levar em conta a demonstrarão da materialidade e
dos indícios da autoria delitiva, deve ser ressaltada a grande
quantidade e variedade de droga que foi apreendida na casa do
⁄paciente. Aproximadamente 58,052 gramas de maconha e mais
30,163 gramas de crack, que possui alto poder viciante e
destruidor.
...
A propósito, ela também é necessária para a garantia da
ordem pública’ (fls. 123⁄124).
Registro que o acórdão do
mandamus
não agravou a situação
do paciente ao fundamentar que o Juízo de piso com base no auto de
prisão em flagrante e informes dos condutores a converteu em
preventiva ante a periculosidade do indiciado, apesar da forma
suscinta.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para garantia
da ordem pública, é pacífica autorizando o decreto preventivo em
hipóteses como a presente (…).
O Superior Tribunal de Justiça, por igual, entende que a
possibilidade concreta da contumácia de condutas delituosas,
demonstrada pelo réu, é motivação suficiente para manter a decretação
da sua segregação cautelar (…).
Então, não só pela periculosidade, mas pela dedicação ao tráfico
de drogas, recomendável se torna a segregação cautelar do paciente.
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HC 123932 AGR / GO
A impossibilidade de substituição da preventiva por outra
medida cautelar foi devidamente justificada pelo Tribunal
a quo
porque evidente que diante da presença dos requisitos para a
segregação, outras benesses se mostram inadequadas e insuficientes.
Em face dos fundamentos supramencionados julgo prejudicado
os embargos de declaração aviados contra a decisão de pedido liminar
no presente mandamus.
Ante o exposto não conheço do habeas corpus” (grifos
nossos).
3. Dessa forma, como afirmei na decisão agravada, consideradas as
circunstâncias do ato praticado e pelos fundamentos apresentados pelo
juízo de origem, mantidos nas instâncias antecedentes, a aplicação de
medidas cautelares diversas da prisão parece demonstrar-se inadequada
na espécie, na forma da fundamentada decisão antes proferida. A
constrição da liberdade do Agravante harmoniza-se com a jurisprudência
deste Supremo Tribunal, segundo a qual a periculosidade do agente,
evidenciada pelo modus operandi e pelo risco de reiteração delitiva,
constitui motivo idôneo para a custódia cautelar.
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR
TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA:
INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO.
PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE
DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES
PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM
DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de
crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade
imposta pela Constituição da República à legislação ordinária
(Constituição da República, art. 5º, inc. XLIII): Precedentes. O art.
2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao
considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
4
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A impossibilidade de substituição da preventiva por outra
medida cautelar foi devidamente justificada pelo Tribunal
a quo
porque evidente que diante da presença dos requisitos para a
segregação, outras benesses se mostram inadequadas e insuficientes.
Em face dos fundamentos supramencionados julgo prejudicado
os embargos de declaração aviados contra a decisão de pedido liminar
no presente mandamus.
Ante o exposto não conheço do habeas corpus” (grifos
nossos).
3. Dessa forma, como afirmei na decisão agravada, consideradas as
circunstâncias do ato praticado e pelos fundamentos apresentados pelo
juízo de origem, mantidos nas instâncias antecedentes, a aplicação de
medidas cautelares diversas da prisão parece demonstrar-se inadequada
na espécie, na forma da fundamentada decisão antes proferida. A
constrição da liberdade do Agravante harmoniza-se com a jurisprudência
deste Supremo Tribunal, segundo a qual a periculosidade do agente,
evidenciada pelo modus operandi e pelo risco de reiteração delitiva,
constitui motivo idôneo para a custódia cautelar.
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR
TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA:
INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO.
PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE
DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES
PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM
DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de
crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade
imposta pela Constituição da República à legislação ordinária
(Constituição da República, art. 5º, inc. XLIII): Precedentes. O art.
2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao
considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
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hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse
diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da
República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se
reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar
a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2º, inc. II, da Lei n.
8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade
provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a
qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía
redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma
proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e
equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por
quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar
o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial
(Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3.
Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a
prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes.
4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar
do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos
concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de
droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção
da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447,
de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos).
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES.
DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO
CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA.
1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São
Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para
buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o
decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos
concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual,
5
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hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse
diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da
República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se
reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar
a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2º, inc. II, da Lei n.
8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade
provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a
qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía
redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma
proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e
equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por
quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar
o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial
(Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3.
Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a
prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes.
4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar
do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos
concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de
droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção
da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447,
de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos).
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES.
DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO
CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA.
1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São
Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para
buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o
decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos
concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual,
5
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HC 123932 AGR / GO
notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da
gravidade do crime perpetrado, mas também pelo
modus operandi
,
já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de
drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do
interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da
ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a
reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos'
(HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de
se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância
de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência
fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que
presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP
(HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 02.09.2005).
5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual,
em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já
que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o
transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente
do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu,
satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código
de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do
paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a
situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter
praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a
análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos
limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no
sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver
necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel.
Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC
98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos
nossos).
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO
6
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notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da
gravidade do crime perpetrado, mas também pelo
modus operandi
,
já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de
drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do
interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da
ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a
reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos'
(HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de
se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância
de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência
fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que
presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP
(HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 02.09.2005).
5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual,
em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já
que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o
transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente
do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu,
satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código
de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do
paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a
situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter
praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a
análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos
limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no
sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver
necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel.
Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC
98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos
nossos).
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 123932 AGR / GO
AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira
Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n.
11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade
provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de
entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade
provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes,
a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra
fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande
quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy],
consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno
traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal
justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos).
Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC
97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros.
4. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar
provimento ao agravo regimental.
7
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HC 123932 AGR / GO
AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira
Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n.
11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade
provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de
entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade
provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes,
a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra
fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande
quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy],
consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno
traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal
justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos).
Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC
97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros.
4. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar
provimento ao agravo regimental.
7
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Extrato de Ata - 23/09/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932
PROCED. : GOIÁS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932
PROCED. : GOIÁS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6884357
| 2014-09-23T00:00:00
| 2014-10-07T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 23.09.2014.
|
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA A PRISÃO DO AGRAVANTE. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur279313
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRISÃO CAUTELAR, PERICULOSIDADE, REITERAÇÃO DELITIVA, "MODUS OPERANDI")
HC 94872 (2ªT), HC 98754 (2ªT), HC 99447 (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 20/10/2014, MÁR.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
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123932
| null |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 123932 AgR
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""
] |
AGTE.(S) : ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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""
] |
Ementa e Acórdão
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932 GOIÁS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSUAL
PENAL.
TRÁFICO
E
ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES.
FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA A PRISÃO DO AGRAVANTE.
DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de setembro de 2014.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Relatório
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932 GOIÁS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 3 de setembro de 2014, neguei seguimento ao presente habeas
corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por GENTIL
MEIRELES NETO, advogado, em benefício de ANANIAS LOPES DE
OLIVEIRA, contra o julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que, em 21.8.2014, não conheceu do Habeas Corpus n. 296.913,
Ministro Moura Ribeiro. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“Consideradas as circunstâncias do ato praticado e pelos
fundamentos apresentados pelo juízo de origem, mantidos nas
instâncias antecedentes, a aplicação de medidas cautelares diversas da
prisão parece demonstrar-se inadequada na espécie, na forma da
fundamentada decisão antes proferida. A constrição da liberdade do
Paciente harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal,
segundo a qual a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus
operandi e pelo risco de reiteração delitiva, constitui motivo idôneo
para a custódia cautelar”.
2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 9.9.2014 e o presente
agravo regimental em benefício do Paciente ANANIAS LOPES DE
OLIVEIRA foi interposto, tempestivamente, em 15.9.2014.
3. O Agravante afirma que o juízo de origem “nada deduz quanto a
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23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932 GOIÁS
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 3 de setembro de 2014, neguei seguimento ao presente habeas
corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por GENTIL
MEIRELES NETO, advogado, em benefício de ANANIAS LOPES DE
OLIVEIRA, contra o julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de
Justiça, que, em 21.8.2014, não conheceu do Habeas Corpus n. 296.913,
Ministro Moura Ribeiro. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“Consideradas as circunstâncias do ato praticado e pelos
fundamentos apresentados pelo juízo de origem, mantidos nas
instâncias antecedentes, a aplicação de medidas cautelares diversas da
prisão parece demonstrar-se inadequada na espécie, na forma da
fundamentada decisão antes proferida. A constrição da liberdade do
Paciente harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal,
segundo a qual a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus
operandi e pelo risco de reiteração delitiva, constitui motivo idôneo
para a custódia cautelar”.
2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 9.9.2014 e o presente
agravo regimental em benefício do Paciente ANANIAS LOPES DE
OLIVEIRA foi interposto, tempestivamente, em 15.9.2014.
3. O Agravante afirma que o juízo de origem “nada deduz quanto a
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Relatório
HC 123932 AGR / GO
periculosidade do agente, evidenciada por modus operandi, ou mesmo, risco de
reiteração delitiva, nada apontando neste sentido”.
Sustenta que o “crime imputado, de tráfico de drogas, por si só, não enseja
em atribuição de periculosidade, ou mesmo, possibilidade de reiteração”.
Reitera a alegação de ter sido a prisão decretada de forma genérica,
sem fundamentação idônea e elementos concretos.
Sustenta ter sido acrescida fundamentação ao decreto de prisão
preventiva pelo Tribunal de Justiça de Goiás.
Este o teor dos pedidos:
“requer, caso não seja reconsiderada a r. Decisão monocrática,
seja o mesmo conhecido e provido, para cassar a r. Decisão recorrida,
concedendo a medida liminar pleiteada, para determinar a concessão
de liberdade provisória, ou imposição de medidas cautelares, bem
como, o processamento do writ, afastando a evidente aplicação
antecipada da pena, dada a presunção de inocência, e a dignidade
humana, devendo, o mérito da impetração, ser acolhido, ainda que, de
ofício, para reconhecer a nulidade da r. Decisão singular de primeiro
grau que determinou a conversão da prisão em flagrante em
preventiva, por completa ausência de fundamentação”.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 123932 AGR / GO
periculosidade do agente, evidenciada por modus operandi, ou mesmo, risco de
reiteração delitiva, nada apontando neste sentido”.
Sustenta que o “crime imputado, de tráfico de drogas, por si só, não enseja
em atribuição de periculosidade, ou mesmo, possibilidade de reiteração”.
Reitera a alegação de ter sido a prisão decretada de forma genérica,
sem fundamentação idônea e elementos concretos.
Sustenta ter sido acrescida fundamentação ao decreto de prisão
preventiva pelo Tribunal de Justiça de Goiás.
Este o teor dos pedidos:
“requer, caso não seja reconsiderada a r. Decisão monocrática,
seja o mesmo conhecido e provido, para cassar a r. Decisão recorrida,
concedendo a medida liminar pleiteada, para determinar a concessão
de liberdade provisória, ou imposição de medidas cautelares, bem
como, o processamento do writ, afastando a evidente aplicação
antecipada da pena, dada a presunção de inocência, e a dignidade
humana, devendo, o mérito da impetração, ser acolhido, ainda que, de
ofício, para reconhecer a nulidade da r. Decisão singular de primeiro
grau que determinou a conversão da prisão em flagrante em
preventiva, por completa ausência de fundamentação”.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932 GOIÁS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Ao proferir o julgado objeto da impetração neste Supremo
Tribunal, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou:
“Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário
impetrado em favor de ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA preso em
flagrante e denunciado como incurso nos crimes previstos no art. 33,
caput, no art. 35, caput, ambos da Lei n. 11.343⁄06 (associação e
tráfico de drogas), impugnando ato do Tribunal de Justiça de Goiás
que denegou a ordem lá impetrada que visava a obtenção da revogação,
por ilegalidade, da segregação cautelar a que está submetido.
Sustenta, em breve síntese, a ausência dos requisitos
autorizadores do art. 312, do Código de Processo Penal e entende ser
possível a substituição da privativa de liberdade por outra medida
prevista no art. 319, do mesmo Estatuto, postulando pela expedição de
alvará de soltura.
Indeferi o pedido liminar (fl. 135).
Informações prestadas (fls. 145⁄150).
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem
(fls. 158⁄165).
(…)
Os Tribunais Superiores assentaram que o uso do remédio
heroico se restringe a sanar ato ilegal de autoridade que deve ser
cessado de imediato, inadmitindo seu uso indiscriminado, como
substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais.
Atento a esse desvirtuamento do remédio heróico, o Supremo
Tribunal Federal, pela sua Primeira Turma, em recentes
pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6838653.
Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932 GOIÁS
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Ao proferir o julgado objeto da impetração neste Supremo
Tribunal, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou:
“Trata-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário
impetrado em favor de ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA preso em
flagrante e denunciado como incurso nos crimes previstos no art. 33,
caput, no art. 35, caput, ambos da Lei n. 11.343⁄06 (associação e
tráfico de drogas), impugnando ato do Tribunal de Justiça de Goiás
que denegou a ordem lá impetrada que visava a obtenção da revogação,
por ilegalidade, da segregação cautelar a que está submetido.
Sustenta, em breve síntese, a ausência dos requisitos
autorizadores do art. 312, do Código de Processo Penal e entende ser
possível a substituição da privativa de liberdade por outra medida
prevista no art. 319, do mesmo Estatuto, postulando pela expedição de
alvará de soltura.
Indeferi o pedido liminar (fl. 135).
Informações prestadas (fls. 145⁄150).
O Ministério Público Federal opinou pela denegação da ordem
(fls. 158⁄165).
(…)
Os Tribunais Superiores assentaram que o uso do remédio
heroico se restringe a sanar ato ilegal de autoridade que deve ser
cessado de imediato, inadmitindo seu uso indiscriminado, como
substitutivo de recursos e nem sequer para as revisões criminais.
Atento a esse desvirtuamento do remédio heróico, o Supremo
Tribunal Federal, pela sua Primeira Turma, em recentes
pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 123932 AGR / GO
processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso
ordinário. Nesse sentido, a propósito, os seguintes precedentes: Supremo Tribunal Federal,
HC 109.956⁄PR, Primeira Turma, Rel. Ministro Marco Aurélio,
julgado em 07⁄08⁄2012, publicado no DJe em 11⁄09⁄2012; Supremo Tribunal Federal, HC
104.045⁄RJ, Primeira Turma, Rel. Ministra Rosa Weber, julgado em
28⁄08⁄2012, publicado no DJe de 06⁄09⁄2012; Supremo Tribunal Federal HC 114.452-
AgR⁄RS, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em
16⁄10⁄2012, publicado no DJe de 08⁄11⁄2012; e , Supremo Tribunal Federal, HC 120956⁄PR,
Primeira Turma, Rel. Ministro DIAS TOFFOLI, julgado em
18⁄03⁄2014, publicado no DJe de 04⁄04⁄2014.
(…)
O que vem sendo acompanhado por este Sodalício, cito os
julgados: HC 267.006⁄SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO
BELLIZZE, Quinta Turma, j. 20⁄06⁄2013, DJe 28⁄06⁄2013; HC
218.537⁄SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, Quinta Turma, j.
06⁄08⁄2013, DJe 13⁄08⁄2013; HC 188.989⁄PI, Rel. Ministro JORGE
MUSSI, Quinta Turma, j. 25⁄06⁄2013, DJe 06⁄08⁄2013; e, HC
290.184⁄SP, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, QUINTA
TURMA, julgado em 20⁄05⁄2014, DJe 26⁄05⁄2014.
Por isso, para fins de homenagear os consectários
constitucionais da ampla defesa e contraditório, bem como do devido
processo legal, de ofício, passo à análise do pedido objeto deste
mandamus ante os argumentos expendidos.
O paciente responde pela prática de associação e tráfico de
drogas porque por meio de investigações policiais foi apurado que ele
participa de organização criminosa voltada ao tráfico na cidade de
Uruaçu⁄GO e ao ser capturado foi surpreendido na posse de 51,2 g de
maconha e 27,6 g de crack.
Consignou o acórdão que a custódia cautelar está fundamentada
na garantia da ordem pública em face da periculosidade do agente,
demonstrada pelas circunstâncias da prisão e da expressiva
quantidade de droga apreendida, o que evidencia personalidade
tendente à prática de crimes da espécie, conforme o seguinte trecho:
‘Ele entendeu pela presença da materialidade do fato e de
indícios da autoria delitiva, haja vista as declarações colhidas na
fase inquisitorial, quando da lavratura do auto de prisão em
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 123932 AGR / GO
processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso
ordinário. Nesse sentido, a propósito, os seguintes precedentes: Supremo Tribunal Federal,
HC 109.956⁄PR, Primeira Turma, Rel. Ministro Marco Aurélio,
julgado em 07⁄08⁄2012, publicado no DJe em 11⁄09⁄2012; Supremo Tribunal Federal, HC
104.045⁄RJ, Primeira Turma, Rel. Ministra Rosa Weber, julgado em
28⁄08⁄2012, publicado no DJe de 06⁄09⁄2012; Supremo Tribunal Federal HC 114.452-
AgR⁄RS, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em
16⁄10⁄2012, publicado no DJe de 08⁄11⁄2012; e , Supremo Tribunal Federal, HC 120956⁄PR,
Primeira Turma, Rel. Ministro DIAS TOFFOLI, julgado em
18⁄03⁄2014, publicado no DJe de 04⁄04⁄2014.
(…)
O que vem sendo acompanhado por este Sodalício, cito os
julgados: HC 267.006⁄SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO
BELLIZZE, Quinta Turma, j. 20⁄06⁄2013, DJe 28⁄06⁄2013; HC
218.537⁄SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, Quinta Turma, j.
06⁄08⁄2013, DJe 13⁄08⁄2013; HC 188.989⁄PI, Rel. Ministro JORGE
MUSSI, Quinta Turma, j. 25⁄06⁄2013, DJe 06⁄08⁄2013; e, HC
290.184⁄SP, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, QUINTA
TURMA, julgado em 20⁄05⁄2014, DJe 26⁄05⁄2014.
Por isso, para fins de homenagear os consectários
constitucionais da ampla defesa e contraditório, bem como do devido
processo legal, de ofício, passo à análise do pedido objeto deste
mandamus ante os argumentos expendidos.
O paciente responde pela prática de associação e tráfico de
drogas porque por meio de investigações policiais foi apurado que ele
participa de organização criminosa voltada ao tráfico na cidade de
Uruaçu⁄GO e ao ser capturado foi surpreendido na posse de 51,2 g de
maconha e 27,6 g de crack.
Consignou o acórdão que a custódia cautelar está fundamentada
na garantia da ordem pública em face da periculosidade do agente,
demonstrada pelas circunstâncias da prisão e da expressiva
quantidade de droga apreendida, o que evidencia personalidade
tendente à prática de crimes da espécie, conforme o seguinte trecho:
‘Ele entendeu pela presença da materialidade do fato e de
indícios da autoria delitiva, haja vista as declarações colhidas na
fase inquisitorial, quando da lavratura do auto de prisão em
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 123932 AGR / GO
flagrante, as quais estão ali nitidamente evidenciadas.
A propósito, pequeno trecho do depoimento do condutor do
flagrante, João Paulo Pimenta Oliveira, perante a autoridade
policial, que deu sustentação na decisão atacada:
‘... No momento da autuação, a autuada relatou que a
droga que estava vendendo pertence a seu irmão Ananias, que
também estava na residência da autuada. Diante de tal
informação, Ananias foi indagado sobre onde estava o restante
da droga que seria vendida por sua irmã. O filho de Ananias,
informou aos policiais o local onde seu pai Ananias guardava o
restante da droga. Após, o depoente, seguindo indicação do
Ananias encontrou o restante da droga embaixo de uma pia no
banheiro \ da casa de Ananias....’ (f. 0 7)
Além de levar em conta a demonstrarão da materialidade e
dos indícios da autoria delitiva, deve ser ressaltada a grande
quantidade e variedade de droga que foi apreendida na casa do
⁄paciente. Aproximadamente 58,052 gramas de maconha e mais
30,163 gramas de crack, que possui alto poder viciante e
destruidor.
...
A propósito, ela também é necessária para a garantia da
ordem pública’ (fls. 123⁄124).
Registro que o acórdão do
mandamus
não agravou a situação
do paciente ao fundamentar que o Juízo de piso com base no auto de
prisão em flagrante e informes dos condutores a converteu em
preventiva ante a periculosidade do indiciado, apesar da forma
suscinta.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para garantia
da ordem pública, é pacífica autorizando o decreto preventivo em
hipóteses como a presente (…).
O Superior Tribunal de Justiça, por igual, entende que a
possibilidade concreta da contumácia de condutas delituosas,
demonstrada pelo réu, é motivação suficiente para manter a decretação
da sua segregação cautelar (…).
Então, não só pela periculosidade, mas pela dedicação ao tráfico
de drogas, recomendável se torna a segregação cautelar do paciente.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 123932 AGR / GO
flagrante, as quais estão ali nitidamente evidenciadas.
A propósito, pequeno trecho do depoimento do condutor do
flagrante, João Paulo Pimenta Oliveira, perante a autoridade
policial, que deu sustentação na decisão atacada:
‘... No momento da autuação, a autuada relatou que a
droga que estava vendendo pertence a seu irmão Ananias, que
também estava na residência da autuada. Diante de tal
informação, Ananias foi indagado sobre onde estava o restante
da droga que seria vendida por sua irmã. O filho de Ananias,
informou aos policiais o local onde seu pai Ananias guardava o
restante da droga. Após, o depoente, seguindo indicação do
Ananias encontrou o restante da droga embaixo de uma pia no
banheiro \ da casa de Ananias....’ (f. 0 7)
Além de levar em conta a demonstrarão da materialidade e
dos indícios da autoria delitiva, deve ser ressaltada a grande
quantidade e variedade de droga que foi apreendida na casa do
⁄paciente. Aproximadamente 58,052 gramas de maconha e mais
30,163 gramas de crack, que possui alto poder viciante e
destruidor.
...
A propósito, ela também é necessária para a garantia da
ordem pública’ (fls. 123⁄124).
Registro que o acórdão do
mandamus
não agravou a situação
do paciente ao fundamentar que o Juízo de piso com base no auto de
prisão em flagrante e informes dos condutores a converteu em
preventiva ante a periculosidade do indiciado, apesar da forma
suscinta.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para garantia
da ordem pública, é pacífica autorizando o decreto preventivo em
hipóteses como a presente (…).
O Superior Tribunal de Justiça, por igual, entende que a
possibilidade concreta da contumácia de condutas delituosas,
demonstrada pelo réu, é motivação suficiente para manter a decretação
da sua segregação cautelar (…).
Então, não só pela periculosidade, mas pela dedicação ao tráfico
de drogas, recomendável se torna a segregação cautelar do paciente.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 123932 AGR / GO
A impossibilidade de substituição da preventiva por outra
medida cautelar foi devidamente justificada pelo Tribunal
a quo
porque evidente que diante da presença dos requisitos para a
segregação, outras benesses se mostram inadequadas e insuficientes.
Em face dos fundamentos supramencionados julgo prejudicado
os embargos de declaração aviados contra a decisão de pedido liminar
no presente mandamus.
Ante o exposto não conheço do habeas corpus” (grifos
nossos).
3. Dessa forma, como afirmei na decisão agravada, consideradas as
circunstâncias do ato praticado e pelos fundamentos apresentados pelo
juízo de origem, mantidos nas instâncias antecedentes, a aplicação de
medidas cautelares diversas da prisão parece demonstrar-se inadequada
na espécie, na forma da fundamentada decisão antes proferida. A
constrição da liberdade do Agravante harmoniza-se com a jurisprudência
deste Supremo Tribunal, segundo a qual a periculosidade do agente,
evidenciada pelo modus operandi e pelo risco de reiteração delitiva,
constitui motivo idôneo para a custódia cautelar.
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR
TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA:
INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO.
PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE
DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES
PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM
DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de
crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade
imposta pela Constituição da República à legislação ordinária
(Constituição da República, art. 5..., inc. XLIII): Precedentes. O art.
2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao
considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 123932 AGR / GO
A impossibilidade de substituição da preventiva por outra
medida cautelar foi devidamente justificada pelo Tribunal
a quo
porque evidente que diante da presença dos requisitos para a
segregação, outras benesses se mostram inadequadas e insuficientes.
Em face dos fundamentos supramencionados julgo prejudicado
os embargos de declaração aviados contra a decisão de pedido liminar
no presente mandamus.
Ante o exposto não conheço do habeas corpus” (grifos
nossos).
3. Dessa forma, como afirmei na decisão agravada, consideradas as
circunstâncias do ato praticado e pelos fundamentos apresentados pelo
juízo de origem, mantidos nas instâncias antecedentes, a aplicação de
medidas cautelares diversas da prisão parece demonstrar-se inadequada
na espécie, na forma da fundamentada decisão antes proferida. A
constrição da liberdade do Agravante harmoniza-se com a jurisprudência
deste Supremo Tribunal, segundo a qual a periculosidade do agente,
evidenciada pelo modus operandi e pelo risco de reiteração delitiva,
constitui motivo idôneo para a custódia cautelar.
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR
TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA:
INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO.
PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE
DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES
PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM
DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de
crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade
imposta pela Constituição da República à legislação ordinária
(Constituição da República, art. 5..., inc. XLIII): Precedentes. O art.
2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao
considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 123932 AGR / GO
hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse
diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da
República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se
reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar
a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2..., inc. II, da Lei n.
8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade
provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a
qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía
redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma
proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e
equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por
quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar
o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial
(Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3.
Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a
prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes.
4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar
do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos
concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de
droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção
da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447,
de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos).
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES.
DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO
CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA.
1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São
Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para
buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o
decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos
concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual,
5
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hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse
diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da
República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se
reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar
a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2..., inc. II, da Lei n.
8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade
provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a
qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía
redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma
proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e
equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por
quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar
o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial
(Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3.
Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a
prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes.
4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar
do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos
concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de
droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção
da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447,
de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos).
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES.
DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO
CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA.
1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São
Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para
buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o
decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos
concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual,
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 123932 AGR / GO
notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da
gravidade do crime perpetrado, mas também pelo
modus operandi
,
já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de
drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do
interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da
ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a
reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos'
(HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de
se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância
de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência
fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que
presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP
(HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 02.09.2005).
5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual,
em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já
que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o
transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente
do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu,
satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código
de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do
paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a
situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter
praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a
análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos
limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no
sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver
necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel.
Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC
98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos
nossos).
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO
6
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HC 123932 AGR / GO
notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da
gravidade do crime perpetrado, mas também pelo
modus operandi
,
já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de
drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do
interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da
ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a
reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos'
(HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de
se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância
de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência
fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que
presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP
(HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 02.09.2005).
5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual,
em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já
que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o
transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente
do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu,
satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código
de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do
paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a
situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter
praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a
análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos
limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no
sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver
necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel.
Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC
98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos
nossos).
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO
6
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 123932 AGR / GO
AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira
Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n.
11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade
provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de
entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade
provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes,
a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra
fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande
quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy],
consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno
traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal
justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos).
Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC
97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros.
4. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar
provimento ao agravo regimental.
7
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HC 123932 AGR / GO
AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira
Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n.
11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade
provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de
entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade
provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes,
a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra
fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande
quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy],
consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno
traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal
justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos).
Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC
97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros.
4. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar
provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 23/09/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932
PROCED. : GOIÁS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 123.932
PROCED. : GOIÁS
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : GENTIL MEIRELES NETO
AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 123 . 932",
"HABEAS CORPUS 123 .",
"Habeas Corpus n . 296 . 913",
"HABEAS CORPUS 123 . 932",
"Habeas Corpus n . 296 . 913",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 123932 AGR / GO",
"HABEAS CORPUS 123 . 932",
"HABEAS CORPUS 123 . 932",
"HC 123932 AGR /",
"HC 109 . 956⁄PR",
"HC 104 . 045⁄RJ",
"HC 114 . 452 - AgR⁄RS",
"HC 120956⁄PR",
"HC 267 . 006⁄SP",
"HC 218 . 537⁄SP",
"HC 188 . 989⁄PI",
"HC 290 . 184⁄SP",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 109 . 956⁄PR",
"HC 104 . 045⁄RJ",
"HC 114 . 452 - AgR⁄RS",
"HC 120956⁄PR",
"HC 267 . 006⁄SP",
"HC 218 . 537⁄SP",
"HC 188 . 989⁄PI",
"HC 290 . 184⁄SP",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 99 . 447",
"HC 123932",
"HC 99 . 447",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 84 . 658 / PE",
"HC 90 . 398 / SP",
"HC 83 . 148 / SP",
"HC 89 . 877 / ES",
"HC 98 . 754",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 84 . 658 / PE",
"HC 90 . 398 / SP",
"HC 83 . 148 / SP",
"HC 89 . 877 / ES",
"HC 98 . 754",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 94 . 872",
"HC 102 . 119",
"HC 99 . 929",
"HC 97 . 462",
"HC 98 . 130",
"HC 123932 AGR / GO",
"HC 94 . 872",
"HC 102 . 119",
"HC 99 . 929",
"HC 97 . 462",
"HC 98 . 130",
"HABEAS CORPUS 123 . 932",
"HABEAS CORPUS 123 . 932"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , no art . 35 , caput , ambos da Lei n . 11 . 343⁄06",
"art . 312 , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , no art . 35 , caput , ambos da Lei n . 11 . 343⁄06",
"art . 312 , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição da República , art . 5 . . . , inc . XLIII",
"art . 2 . . . , inc . II , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição da República , art . 5 . . . , inc . XLIII",
"art . 2 . . . , inc . II , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Lei n . 11 . 464 / 07",
"art . 2 . . . , inc . II , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"Lei n . 11 . 464 / 07",
"Lei n . 11 . 343 / 06 , art . 44 , caput",
"ART . 41 DO CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Lei n . 11 . 464 / 07",
"art . 2 . . . , inc . II , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"Lei n . 11 . 464 / 07",
"Lei n . 11 . 343 / 06 , art . 44 , caput",
"ART . 41 DO CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"art . 36 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"art . 36 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 11 . 343 / 06",
"Lei de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"GOIÁS",
"Brasília",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"GOIÁS",
"cidade",
"Uruaçu⁄GO",
"cidade de",
"Uruaçu⁄GO",
"GOIÁS",
"GOIÁS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça de Goiás",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça de Goiás",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça de Goiás",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça de Goiás",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"GO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Quinta Turma",
"Quinta Turma",
"Quinta Turma",
"QUINTA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Quinta Turma",
"Quinta Turma",
"Quinta Turma",
"QUINTA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Ministério Público do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Ministério Público do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CÁRMEN",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"GENTIL MEIRELES NETO",
"Teori Zavascki",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"GENTIL MEIRELES NETO",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"Moura Ribeiro",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"GENTIL MEIRELES NETO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"GENTIL MEIRELES NETO",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"Moura Ribeiro",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO BELLIZZE",
"LAURITA VAZ",
"JORGE MUSSI",
"REGINA",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO BELLIZZE",
"LAURITA VAZ",
"JORGE MUSSI",
"REGINA HELENA COSTA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"João Paulo Pimenta Oliveira",
"Ananias",
"Ananias",
"Ananias",
"Ananias",
"Ananias",
"Ananias",
"João Paulo Pimenta Oliveira",
"Ananias",
"Ananias",
"Ananias",
"Ananias",
"Ananias",
"Ananias",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"GENTIL MEIRELES NETO",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANANIAS LOPES DE OLIVEIRA",
"GENTIL MEIRELES NETO",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"23 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"3 de setembro de 2014",
"21",
".",
"8",
".",
"2014",
"9",
".",
"9",
".",
"2014",
"15",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"3 de setembro de 2014",
"21",
".",
"8",
".",
"2014",
"9",
".",
"9",
".",
"2014",
"15",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07⁄08⁄2012",
"11⁄09⁄2012",
"28⁄08⁄2012",
"06⁄09⁄2012",
"16⁄10⁄2012",
"08⁄11⁄2012",
"18⁄03⁄2014",
"04⁄04⁄2014",
"20⁄06⁄2013",
"28⁄06⁄2013",
"06⁄08⁄2013",
"13⁄08⁄2013",
"25⁄06⁄2013",
"06⁄08⁄2013",
"20⁄05⁄2014",
"26⁄05⁄2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07⁄08⁄2012",
"11⁄09⁄2012",
"28⁄08⁄2012",
"06⁄09⁄2012",
"16⁄10⁄2012",
"08⁄11⁄2012",
"18⁄03⁄2014",
"04⁄04⁄2014",
"20⁄06⁄2013",
"28⁄06⁄2013",
"06⁄08⁄2013",
"13⁄08⁄2013",
"25⁄06⁄2013",
"06⁄08⁄2013",
"20⁄05⁄2014",
"26⁄05⁄2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"3",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"06",
"/",
"2005",
"18",
"/",
"05",
"/",
"2007",
"02",
".",
"09",
".",
"2005",
"15",
".",
"12",
".",
"2006",
"11",
".",
"12",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"06",
"/",
"2005",
"18",
"/",
"05",
"/",
"2007",
"02",
".",
"09",
".",
"2005",
"15",
".",
"12",
".",
"2006",
"11",
".",
"12",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2008",
"25",
".",
"6",
".",
"2010",
"4",
".",
"6",
".",
"2010",
"23",
".",
"4",
".",
"2010",
"12",
".",
"2",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2008",
"25",
".",
"6",
".",
"2010",
"4",
".",
"6",
".",
"2010",
"23",
".",
"4",
".",
"2010",
"12",
".",
"2",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"23",
".",
"09",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"09",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S)
:GETÚLIO
JOSÉ
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL
MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. PREENCHIMENTO DOS
REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE
PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de setembro de 2014.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6834775.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S)
:GETÚLIO
JOSÉ
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 14.8.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra
julgado da Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais
Cíveis do Rio Grande do Sul, a qual manteve sentença pela qual
determinado o pagamento do adicional de permanência ao Agravado. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“4. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
5. A apreciação do pleito recursal demandaria análise do
conjunto probatório constante dos autos, inviável de ser adotado
validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal.
6. O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a
interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei
Complementar federal n. 51/1985). Assim, a alegada contrariedade à
Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que
inviabiliza o processamento do recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6834776.
Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S)
:GETÚLIO
JOSÉ
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 14.8.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra
julgado da Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais
Cíveis do Rio Grande do Sul, a qual manteve sentença pela qual
determinado o pagamento do adicional de permanência ao Agravado. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“4. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
5. A apreciação do pleito recursal demandaria análise do
conjunto probatório constante dos autos, inviável de ser adotado
validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal.
6. O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a
interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei
Complementar federal n. 51/1985). Assim, a alegada contrariedade à
Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que
inviabiliza o processamento do recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
ARE 821439 AGR / RS
SERVIDOR PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. ABONO DE
PERMANÊNCIA: LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE PROVAS.
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE
808.522-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, Dje 7.8.2014).
(...)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Abono de permanência. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame.
Impossibilidade. Precedentes. 1. O direito ao abono de permanência foi
deferido com fundamento na legislação infraconstitucional e nos fatos
e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279 do STF. 2.
Agravo regimental não provido” (ARE 695.663-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 5.12.2013, grifos nossos).
Nada há a prover quanto às alegações da parte agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)” (fls. 311-315).
2. Publicada essa decisão no DJe de 19.8.2014 (fl. 316), interpõe o
Estado do Rio Grande do Sul, em 29.8.2014, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 319-322).
3. O Agravante afirma que “sua insurgência recursal, além de atingir
diretamente dispositivos constitucionais, não depende da reavaliação de qualquer
conteúdo probatório dos autos. Isso porque a pretensão recursal do ente público
diz respeito apenas aos requisitos para a concessão do abono de permanência, e
não à aposentadoria especial previsa pela Lei Complementar nº 51/85” (fl. 320).
Assevera que “o dispositivo constitucional que trata do abono de
permanência não estabelece que esse direito será concedido quando o servidor
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6834776.
Supremo Tribunal Federal
ARE 821439 AGR / RS
SERVIDOR PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. ABONO DE
PERMANÊNCIA: LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE PROVAS.
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE
808.522-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, Dje 7.8.2014).
(...)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Abono de permanência. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame.
Impossibilidade. Precedentes. 1. O direito ao abono de permanência foi
deferido com fundamento na legislação infraconstitucional e nos fatos
e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279 do STF. 2.
Agravo regimental não provido” (ARE 695.663-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 5.12.2013, grifos nossos).
Nada há a prover quanto às alegações da parte agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)” (fls. 311-315).
2. Publicada essa decisão no DJe de 19.8.2014 (fl. 316), interpõe o
Estado do Rio Grande do Sul, em 29.8.2014, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 319-322).
3. O Agravante afirma que “sua insurgência recursal, além de atingir
diretamente dispositivos constitucionais, não depende da reavaliação de qualquer
conteúdo probatório dos autos. Isso porque a pretensão recursal do ente público
diz respeito apenas aos requisitos para a concessão do abono de permanência, e
não à aposentadoria especial previsa pela Lei Complementar nº 51/85” (fl. 320).
Assevera que “o dispositivo constitucional que trata do abono de
permanência não estabelece que esse direito será concedido quando o servidor
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6834776.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 821439 AGR / RS
estiver apto a se aposentar, mas sim quando os requisitos impostos pelo § 1º, III,
‘a’, do artigo 40 da CRFB forem cumpridos. Vale dizer: o instituto do abono de
permanência não tem relação alguma com a aposentadoria especial” (fl. 321).
Sustenta:
“tendo em vista que o abono de permanência exige o
preenchimento de condições específicas e previstas exclusivamente no
corpo constitucional, cumpre asseverar agora que, no caso em tela, o
autor não preencheu os requisitos previstos tanto pela EC 20/98,
quanto pela EC 41/03 (uma vez que não detinha a idade mínima,
tampouco o tempo mínimo de contribuição quando da edição da EC
41/03). Tal fato encontra-se sedimentado nos autos, livre de qualquer
controvérsia, não se fazendo necessário reexaminar o contexto fático”
(fls. 321-322).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6834776.
Supremo Tribunal Federal
ARE 821439 AGR / RS
estiver apto a se aposentar, mas sim quando os requisitos impostos pelo § 1º, III,
‘a’, do artigo 40 da CRFB forem cumpridos. Vale dizer: o instituto do abono de
permanência não tem relação alguma com a aposentadoria especial” (fl. 321).
Sustenta:
“tendo em vista que o abono de permanência exige o
preenchimento de condições específicas e previstas exclusivamente no
corpo constitucional, cumpre asseverar agora que, no caso em tela, o
autor não preencheu os requisitos previstos tanto pela EC 20/98,
quanto pela EC 41/03 (uma vez que não detinha a idade mínima,
tampouco o tempo mínimo de contribuição quando da edição da EC
41/03). Tal fato encontra-se sedimentado nos autos, livre de qualquer
controvérsia, não se fazendo necessário reexaminar o contexto fático”
(fls. 321-322).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Turma Recursal manteve, pelos próprios fundamentos, sentença
proferida nos termos seguintes:
“restando comprovado nos autos pelo histórico funcional
anexado à fl. 18 que o autor possui 13.911 dias (equivalente
aproximadamente a 38 anos, 01 meses e 11 dias) de tempo de efetivo
serviço, sendo 13.329 dias (equivalente a aproximadamente 36 anos,
06 meses, 09 dias) de tempo de serviço público, ou seja, tendo o
demandante preenchido os requisitos para a aposentadoria e tendo
optado por continuar no serviço público, faz jus ao recebimento do
abono permanência, desde 14.12.2005, quando o autor completou 30
anos de atividade laboral. Dessa forma, procede o pedido do autor ao
pagamento dos valores retroativos referentes ao abono permanência,
alentando-se à prescrição quinquenal” (fl. 260 v.).
Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
quanto ao preenchimento dos requisitos necessários ao recebimento do
abono de permanência demandaria o reexame do conjunto probatório,
procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. ABONO DE PERMANÊNCIA. REQUISITOS.
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO
PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO
EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA
FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO.
Supremo Tribunal Federal
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23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Turma Recursal manteve, pelos próprios fundamentos, sentença
proferida nos termos seguintes:
“restando comprovado nos autos pelo histórico funcional
anexado à fl. 18 que o autor possui 13.911 dias (equivalente
aproximadamente a 38 anos, 01 meses e 11 dias) de tempo de efetivo
serviço, sendo 13.329 dias (equivalente a aproximadamente 36 anos,
06 meses, 09 dias) de tempo de serviço público, ou seja, tendo o
demandante preenchido os requisitos para a aposentadoria e tendo
optado por continuar no serviço público, faz jus ao recebimento do
abono permanência, desde 14.12.2005, quando o autor completou 30
anos de atividade laboral. Dessa forma, procede o pedido do autor ao
pagamento dos valores retroativos referentes ao abono permanência,
alentando-se à prescrição quinquenal” (fl. 260 v.).
Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
quanto ao preenchimento dos requisitos necessários ao recebimento do
abono de permanência demandaria o reexame do conjunto probatório,
procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. ABONO DE PERMANÊNCIA. REQUISITOS.
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO
PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO
EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA
FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 821439 AGR / RS
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.01.2013. A análise
da ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado
no apelo extremo demandaria a reelaboração da moldura fática
delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária em face
do óbice da Súmula 279/STF. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu no
sentido de que o abono de permanência é devido desde quando
preenchidos os requisitos legais da aposentadoria voluntária.
Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e
não provido” (ARE 759.321-AgR, Relatora a Ministra Rosa
Weber, Primeira Turma, DJe 10.9.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADORIA ESPECIAL. ABONO DE PERMANÊNCIA.
NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA
DA
SÚMULA
279
DO
STF.
IMPRESCINDIBILIDADE
DA
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto ao
preenchimento dos requisitos para a concessão do abono de
permanência seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem
como seria imprescindível a interpretação da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 51/1985), o
que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental
a que se nega provimento” (ARE 798.574-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 8.5.2014).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 821439 AGR / RS
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.01.2013. A análise
da ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado
no apelo extremo demandaria a reelaboração da moldura fática
delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária em face
do óbice da Súmula 279/STF. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu no
sentido de que o abono de permanência é devido desde quando
preenchidos os requisitos legais da aposentadoria voluntária.
Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e
não provido” (ARE 759.321-AgR, Relatora a Ministra Rosa
Weber, Primeira Turma, DJe 10.9.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADORIA ESPECIAL. ABONO DE PERMANÊNCIA.
NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA
DA
SÚMULA
279
DO
STF.
IMPRESCINDIBILIDADE
DA
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto ao
preenchimento dos requisitos para a concessão do abono de
permanência seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem
como seria imprescindível a interpretação da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 51/1985), o
que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental
a que se nega provimento” (ARE 798.574-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 8.5.2014).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 821439 AGR / RS
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 821439 AGR / RS
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 23/09/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S) : GETÚLIO JOSÉ MOREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S) : GETÚLIO JOSÉ MOREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6848813
| 2014-09-23T00:00:00
| 2014-10-02T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 23.09.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur278732
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ABONO DE PERMANÊNCIA)
ARE 759321 AgR (1ªT), ARE 798574 AgR (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 08/10/2014, MAR.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
821439
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 821439 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S) : GETÚLIO JOSÉ MOREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S)
:GETÚLIO
JOSÉ
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL
MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. PREENCHIMENTO DOS
REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE
PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 23 de setembro de 2014.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S)
:GETÚLIO
JOSÉ
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 14.8.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra
julgado da Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais
Cíveis do Rio Grande do Sul, a qual manteve sentença pela qual
determinado o pagamento do adicional de permanência ao Agravado. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“4. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
5. A apreciação do pleito recursal demandaria análise do
conjunto probatório constante dos autos, inviável de ser adotado
validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal.
6. O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a
interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei
Complementar federal n. 51/1985). Assim, a alegada contrariedade à
Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que
inviabiliza o processamento do recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S)
:JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S)
:GETÚLIO
JOSÉ
MOREIRA
DA
COSTA
E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 14.8.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra
julgado da Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais
Cíveis do Rio Grande do Sul, a qual manteve sentença pela qual
determinado o pagamento do adicional de permanência ao Agravado. A
decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“4. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
5. A apreciação do pleito recursal demandaria análise do
conjunto probatório constante dos autos, inviável de ser adotado
validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n.
279 do Supremo Tribunal Federal.
6. O reexame do acórdão impugnado imporia, ainda, a
interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei
Complementar federal n. 51/1985). Assim, a alegada contrariedade à
Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que
inviabiliza o processamento do recurso extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 821439 AGR / RS
SERVIDOR PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. ABONO DE
PERMANÊNCIA: LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE PROVAS.
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE
808.522-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, Dje 7.8.2014).
(...)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Abono de permanência. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame.
Impossibilidade. Precedentes. 1. O direito ao abono de permanência foi
deferido com fundamento na legislação infraconstitucional e nos fatos
e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. 2.
Agravo regimental não provido” (ARE 695.663-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 5.12.2013, grifos nossos).
Nada há a prover quanto às alegações da parte agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)” (fls. 311-315).
2. Publicada essa decisão no DJe de 19.8.2014 (fl. 316), interpõe o
Estado do Rio Grande do Sul, em 29.8.2014, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 319-322).
3. O Agravante afirma que “sua insurgência recursal, além de atingir
diretamente dispositivos constitucionais, não depende da reavaliação de qualquer
conteúdo probatório dos autos. Isso porque a pretensão recursal do ente público
diz respeito apenas aos requisitos para a concessão do abono de permanência, e
não à aposentadoria especial previsa pela Lei Complementar n 51/85” (fl. 320).
Assevera que “o dispositivo constitucional que trata do abono de
permanência não estabelece que esse direito será concedido quando o servidor
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 821439 AGR / RS
SERVIDOR PÚBLICO. POLICIAL CIVIL. ABONO DE
PERMANÊNCIA: LEI COMPLEMENTAR N. 51/1985.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DE PROVAS.
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL
INDIRETA.
AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE
808.522-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, Dje 7.8.2014).
(...)
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Abono de permanência. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame.
Impossibilidade. Precedentes. 1. O direito ao abono de permanência foi
deferido com fundamento na legislação infraconstitucional e nos fatos
e nas provas dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. 2.
Agravo regimental não provido” (ARE 695.663-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 5.12.2013, grifos nossos).
Nada há a prover quanto às alegações da parte agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)” (fls. 311-315).
2. Publicada essa decisão no DJe de 19.8.2014 (fl. 316), interpõe o
Estado do Rio Grande do Sul, em 29.8.2014, tempestivamente, agravo
regimental (fls. 319-322).
3. O Agravante afirma que “sua insurgência recursal, além de atingir
diretamente dispositivos constitucionais, não depende da reavaliação de qualquer
conteúdo probatório dos autos. Isso porque a pretensão recursal do ente público
diz respeito apenas aos requisitos para a concessão do abono de permanência, e
não à aposentadoria especial previsa pela Lei Complementar n 51/85” (fl. 320).
Assevera que “o dispositivo constitucional que trata do abono de
permanência não estabelece que esse direito será concedido quando o servidor
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 821439 AGR / RS
estiver apto a se aposentar, mas sim quando os requisitos impostos pelo § 1..., III,
‘a’, do artigo 40 da CRFB forem cumpridos. Vale dizer: o instituto do abono de
permanência não tem relação alguma com a aposentadoria especial” (fl. 321).
Sustenta:
“tendo em vista que o abono de permanência exige o
preenchimento de condições específicas e previstas exclusivamente no
corpo constitucional, cumpre asseverar agora que, no caso em tela, o
autor não preencheu os requisitos previstos tanto pela EC 20/98,
quanto pela EC 41/03 (uma vez que não detinha a idade mínima,
tampouco o tempo mínimo de contribuição quando da edição da EC
41/03). Tal fato encontra-se sedimentado nos autos, livre de qualquer
controvérsia, não se fazendo necessário reexaminar o contexto fático”
(fls. 321-322).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6834776.
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ARE 821439 AGR / RS
estiver apto a se aposentar, mas sim quando os requisitos impostos pelo § 1..., III,
‘a’, do artigo 40 da CRFB forem cumpridos. Vale dizer: o instituto do abono de
permanência não tem relação alguma com a aposentadoria especial” (fl. 321).
Sustenta:
“tendo em vista que o abono de permanência exige o
preenchimento de condições específicas e previstas exclusivamente no
corpo constitucional, cumpre asseverar agora que, no caso em tela, o
autor não preencheu os requisitos previstos tanto pela EC 20/98,
quanto pela EC 41/03 (uma vez que não detinha a idade mínima,
tampouco o tempo mínimo de contribuição quando da edição da EC
41/03). Tal fato encontra-se sedimentado nos autos, livre de qualquer
controvérsia, não se fazendo necessário reexaminar o contexto fático”
(fls. 321-322).
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Turma Recursal manteve, pelos próprios fundamentos, sentença
proferida nos termos seguintes:
“restando comprovado nos autos pelo histórico funcional
anexado à fl. 18 que o autor possui 13.911 dias (equivalente
aproximadamente a 38 anos, 01 meses e 11 dias) de tempo de efetivo
serviço, sendo 13.329 dias (equivalente a aproximadamente 36 anos,
06 meses, 09 dias) de tempo de serviço público, ou seja, tendo o
demandante preenchido os requisitos para a aposentadoria e tendo
optado por continuar no serviço público, faz jus ao recebimento do
abono permanência, desde 14.12.2005, quando o autor completou 30
anos de atividade laboral. Dessa forma, procede o pedido do autor ao
pagamento dos valores retroativos referentes ao abono permanência,
alentando-se à prescrição quinquenal” (fl. 260 v.).
Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
quanto ao preenchimento dos requisitos necessários ao recebimento do
abono de permanência demandaria o reexame do conjunto probatório,
procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. ABONO DE PERMANÊNCIA. REQUISITOS.
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO
PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO
EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA
FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO.
Supremo Tribunal Federal
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SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. A Turma Recursal manteve, pelos próprios fundamentos, sentença
proferida nos termos seguintes:
“restando comprovado nos autos pelo histórico funcional
anexado à fl. 18 que o autor possui 13.911 dias (equivalente
aproximadamente a 38 anos, 01 meses e 11 dias) de tempo de efetivo
serviço, sendo 13.329 dias (equivalente a aproximadamente 36 anos,
06 meses, 09 dias) de tempo de serviço público, ou seja, tendo o
demandante preenchido os requisitos para a aposentadoria e tendo
optado por continuar no serviço público, faz jus ao recebimento do
abono permanência, desde 14.12.2005, quando o autor completou 30
anos de atividade laboral. Dessa forma, procede o pedido do autor ao
pagamento dos valores retroativos referentes ao abono permanência,
alentando-se à prescrição quinquenal” (fl. 260 v.).
Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa
quanto ao preenchimento dos requisitos necessários ao recebimento do
abono de permanência demandaria o reexame do conjunto probatório,
procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
“DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. ABONO DE PERMANÊNCIA. REQUISITOS.
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AO
PRECEITO CONSTITUCIONAL INVOCADO NO APELO
EXTREMO DEPENDE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA
FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO RECORRIDO.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 821439 AGR / RS
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.01.2013. A análise
da ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado
no apelo extremo demandaria a reelaboração da moldura fática
delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária em face
do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu no
sentido de que o abono de permanência é devido desde quando
preenchidos os requisitos legais da aposentadoria voluntária.
Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e
não provido” (ARE 759.321-AgR, Relatora a Ministra Rosa
Weber, Primeira Turma, DJe 10.9.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADORIA ESPECIAL. ABONO DE PERMANÊNCIA.
NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA
DA
SÚMULA
279
DO
Supremo Tribunal Federal.
IMPRESCINDIBILIDADE
DA
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto ao
preenchimento dos requisitos para a concessão do abono de
permanência seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem
como seria imprescindível a interpretação da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 51/1985), o
que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental
a que se nega provimento” (ARE 798.574-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 8.5.2014).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 821439 AGR / RS
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.01.2013. A análise
da ocorrência de eventual afronta ao preceito constitucional invocado
no apelo extremo demandaria a reelaboração da moldura fática
delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária em face
do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu no
sentido de que o abono de permanência é devido desde quando
preenchidos os requisitos legais da aposentadoria voluntária.
Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e
não provido” (ARE 759.321-AgR, Relatora a Ministra Rosa
Weber, Primeira Turma, DJe 10.9.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO.
APOSENTADORIA ESPECIAL. ABONO DE PERMANÊNCIA.
NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA
DA
SÚMULA
279
DO
Supremo Tribunal Federal.
IMPRESCINDIBILIDADE
DA
INTERPRETAÇÃO
DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA.
AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à
conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto ao
preenchimento dos requisitos para a concessão do abono de
permanência seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem
como seria imprescindível a interpretação da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 51/1985), o
que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental
a que se nega provimento” (ARE 798.574-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 8.5.2014).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 821439 AGR / RS
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 23/09/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S) : GETÚLIO JOSÉ MOREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821.439
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
AGDO.(A/S) : JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI
ADV.(A/S) : GETÚLIO JOSÉ MOREIRA DA COSTA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6813058
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 821 . 439",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 821439 AGR / RS",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 808 . 522 - AgR",
"Súmulas ns 280",
"ARE 695 . 663 - AgR",
"ARE 821439 AGR / RS",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 808 . 522 - AgR",
"Súmulas ns 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 695 . 663 - AgR",
"ARE 821439 AGR / RS",
"ARE 821439",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 821439",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 759 . 321 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 798 . 574 - AgR",
"ARE 821439 AGR / RS",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 759 . 321 -",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 798 . 574 - AgR",
"ARE 821439 AGR / RS",
"ARE 821439 AGR / RS"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar federal n . 51 / 1985",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar federal n . 51 / 1985",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR N . 51 / 1985",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Lei Complementar n 51 / 85",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR N . 51 / 1985",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Lei Complementar n 51",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . , III , ‘ a ’ , do artigo 40 da CRFB",
"EC 20 / 98",
"EC 41 / 03",
"EC 41 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"EC 20 / 98",
"EC 41 / 03",
"EC 41 / 03",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Lei Complementar 51 / 1985",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Lei Complementar 51 / 1985",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Turma Recursal da Fazenda Pública dos Juizados Especiais Cíveis do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
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"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN",
"LÚCIA",
"JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI",
"GETÚLIO JOSÉ MOREIRA DA COSTA",
"Teori Zavascki",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI",
"GETÚLIO JOSÉ MOREIRA DA COSTA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI",
"GETÚLIO JOSÉ MOREIRA DA COSTA",
"LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI",
"GETÚLIO JOSÉ MOREIRA DA COSTA",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Ravena Siqueira",
"JOÃO CARLOS VILLANI LORENZONI",
"GETÚLIO JOSÉ MOREIRA DA COSTA",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"23 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
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"09",
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"2014",
"14",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"23",
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"09",
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"2014",
"14",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"8",
".",
"2014",
"5",
".",
"12",
".",
"2013",
"19",
".",
"8",
".",
"2014",
"29",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"8",
".",
"2014",
"5",
".",
"12",
".",
"2013",
"19",
".",
"8",
".",
"2014",
"29",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"14",
".",
"12",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"14",
".",
"12",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"01",
".",
"2013",
"10",
".",
"9",
".",
"2014",
"8",
".",
"5",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"01",
".",
"2013",
"10",
".",
"9",
".",
"2014",
"8",
".",
"5",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"08",
"/",
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"23",
".",
"09",
".",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"09",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROBERTO MONTES
AGTE.(S)
:ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Prequestionamento. Ausência. Administrativo. Servidor público
militar. Instauração de conselho de disciplina. Possibilidade. Esferas
penal e administrativa. Independência. Legislação infraconstitucional.
Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
2. A Corte já assentou a independência entre as esferas penal e
administrativa.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas nºs 280 e 279/STF.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7205872.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
ARE 813895 AGR / SP
Brasília, 23 de setembro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
Brasília, 23 de setembro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROBERTO MONTES
AGTE.(S)
:ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Roberto Montes interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 273 a
279) contra decisão (fls. 266 a 269) em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Roberto Montes e Alessandro Carlos da Silva interpõem
agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
interposto contra acórdão da Segunda Câmara do Tribunal de
Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado:
‘POLICIAL MILITAR. Mandado de Segurança com
pedido liminar, negado pelo juízo de primeiro grau.
Pedido de arquivamento de CD, à vista do arquivamento
do Inquérito Policial que apurou os mesmos fatos.
Sentença denegatória, extinguindo o processo com
resolução de mérito, nos termos do art. 14, da Lei nºn
12.016/09 e do art. 269, inc. I, do Código de Processo Civil.
Apelo buscando a reforma da r. Sentença, sob mesmas
alegações. O art. 71, inc. II, c.c. o art. 76, inc. II, do
Regulamento Disciplinar da Polícia Militar (LC 893/01),
faculta legitimidade à autoridade administrativa para instaurar,
em desfavor de seus comandados, procedimento administrativo,
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROBERTO MONTES
AGTE.(S)
:ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Roberto Montes interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 273 a
279) contra decisão (fls. 266 a 269) em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Roberto Montes e Alessandro Carlos da Silva interpõem
agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
interposto contra acórdão da Segunda Câmara do Tribunal de
Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado:
‘POLICIAL MILITAR. Mandado de Segurança com
pedido liminar, negado pelo juízo de primeiro grau.
Pedido de arquivamento de CD, à vista do arquivamento
do Inquérito Policial que apurou os mesmos fatos.
Sentença denegatória, extinguindo o processo com
resolução de mérito, nos termos do art. 14, da Lei nºn
12.016/09 e do art. 269, inc. I, do Código de Processo Civil.
Apelo buscando a reforma da r. Sentença, sob mesmas
alegações. O art. 71, inc. II, c.c. o art. 76, inc. II, do
Regulamento Disciplinar da Polícia Militar (LC 893/01),
faculta legitimidade à autoridade administrativa para instaurar,
em desfavor de seus comandados, procedimento administrativo,
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Relatório
ARE 813895 AGR / SP
para apurar eventual cometimento de transgressão disciplinar.
Não existe nos autos, sequer indício de falta de justa causa em
relação à atribuição fática, como aventado defensivamente. O
arquivamento de IP na esfera criminal, não traz consequências
ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui
infração penal, pode perfeitamente constituir infração
administrativo disciplinar, e as esferas administrativa, civil e
penal são independentes. Recurso que não comporta provimento.
Sentença mantida.’
Sustenta o recorrente, nas razões do recurso
extraordinário, violação do artigo 37, caput, da Constituição
Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as
Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
para apurar eventual cometimento de transgressão disciplinar.
Não existe nos autos, sequer indício de falta de justa causa em
relação à atribuição fática, como aventado defensivamente. O
arquivamento de IP na esfera criminal, não traz consequências
ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui
infração penal, pode perfeitamente constituir infração
administrativo disciplinar, e as esferas administrativa, civil e
penal são independentes. Recurso que não comporta provimento.
Sentença mantida.’
Sustenta o recorrente, nas razões do recurso
extraordinário, violação do artigo 37, caput, da Constituição
Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as
Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
2
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Relatório
ARE 813895 AGR / SP
de reconhecer a independência entre as esferas penal e
administrativa, havendo repercussão da primeira, na segunda,
apenas nos casos de reconhecimento da inexistência material
dos fatos ou da negativa de autoria. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A
OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA
E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.
279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2)
ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM
PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS
ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 807.190/Sp-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/11).
‘ADMINISTRATIVO.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO.
SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA
CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA
DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera
criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não
repercute na instância administrativa, porquanto são
independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e
provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula STF
279). 4. Agravo regimental improvido’ (AI nº 521.569/PE-
ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ
3
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ARE 813895 AGR / SP
de reconhecer a independência entre as esferas penal e
administrativa, havendo repercussão da primeira, na segunda,
apenas nos casos de reconhecimento da inexistência material
dos fatos ou da negativa de autoria. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A
OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA
E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.
279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2)
ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM
PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS
ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI nº 807.190/Sp-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/11).
‘ADMINISTRATIVO.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO.
SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA
CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA
DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera
criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não
repercute na instância administrativa, porquanto são
independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e
provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula STF
279). 4. Agravo regimental improvido’ (AI nº 521.569/PE-
ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ
3
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Relatório
ARE 813895 AGR / SP
de 14/5/10).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4.
Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo
administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5.
Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As
razões do agravo regimental não atacaram os
fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação
deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de
argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada.
9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº
783.997/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 29/11/11).
No mais, inclusive na parte que assentou a ‘existência de
resíduos administrativos”, o Tribunal de origem decidiu a
controvérsia amparado nos fatos e provas que compõem a lide,
cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. A propósito:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Administrativo. Servidor público. Policial civil. Demissão.
Processo administrativo disciplinar regular. Sanção
aplicada. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional local e o reexame do
conjunto fático-probatório da causa. Incidência das
Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não
provido’ (AI nº 763.349/SP-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 30/5/14).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
de 14/5/10).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4.
Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo
administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5.
Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As
razões do agravo regimental não atacaram os
fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação
deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de
argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada.
9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº
783.997/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 29/11/11).
No mais, inclusive na parte que assentou a ‘existência de
resíduos administrativos”, o Tribunal de origem decidiu a
controvérsia amparado nos fatos e provas que compõem a lide,
cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. A propósito:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Administrativo. Servidor público. Policial civil. Demissão.
Processo administrativo disciplinar regular. Sanção
aplicada. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional local e o reexame do
conjunto fático-probatório da causa. Incidência das
Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não
provido’ (AI nº 763.349/SP-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 30/5/14).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13
Relatório
ARE 813895 AGR / SP
Insiste o agravante na alegação de que teria sido violado o princípio
da legalidade insculpido no art. 37, caput, da Constituição Federal e que o
referido dispositivo estaria devidamente prequestionado.
Alega que não incidiria no caso o óbice da Súmula nº 279/STF, haja
vista que seria necessário “tão somente analisar e valorar o quanto foi
decidido na esfera criminal, que deve refletir, necessariamente, no âmbito
disciplinar administrativo” (fl. 278).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
Insiste o agravante na alegação de que teria sido violado o princípio
da legalidade insculpido no art. 37, caput, da Constituição Federal e que o
referido dispositivo estaria devidamente prequestionado.
Alega que não incidiria no caso o óbice da Súmula nº 279/STF, haja
vista que seria necessário “tão somente analisar e valorar o quanto foi
decidido na esfera criminal, que deve refletir, necessariamente, no âmbito
disciplinar administrativo” (fl. 278).
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, o art. 37, caput, da
Constituição Federal, apontado como violado no recurso extraordinário,
em nenhum momento foi analisado no acórdão recorrido, sendo certo
que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual
omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
INOCORRÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA.
SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência
de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas.
Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7205829.
Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, o art. 37, caput, da
Constituição Federal, apontado como violado no recurso extraordinário,
em nenhum momento foi analisado no acórdão recorrido, sendo certo
que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual
omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
INOCORRÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA.
SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência
de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas.
Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7205829.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 813895 AGR / SP
embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o
recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de
impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão
agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo
regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº
411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
Ademais, esta Corte já assentou a independência entre as esferas
penal e administrativa, salvo quando na instância penal se decida pela
inexistência material dos fatos ou pela negativa de autoria, casos em que
haveria repercussão na seara administrativa.
Ocorre que, no caso dos autos, consignou-se no acórdão recorrido a
inexistência dessas circunstâncias, conforme se verifica no seguinte
excerto:
“Além do crime, a inicial também descreve: ‘...importante
salientar que os increpados, integrantes da Vtr M-10015, na
noite dos fatos, omitiram em Relatório de Serviço de Força
Tática, informações relacionadas às pessoas abordadas durante
todo o turno de serviço, apesar de declararem, em seus
depoimentos, que realizaram várias abordagens de pessoas
suspeitas durante o turno de serviço, não apresentando
justificativa coerente pelo não cumprimento da normas
operacionais em vigor.’
Portanto, a falta de justa causa para o prosseguimento do
feito administrativo, arguida pelo i. Defensor, carece de
fundamento, à vista da clara descrição de transgressão
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7205829.
Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o
recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de
impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão
agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. III – Agravo
regimental improvido” (RE nº 607.071/DF-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/7/11).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº
411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
Ademais, esta Corte já assentou a independência entre as esferas
penal e administrativa, salvo quando na instância penal se decida pela
inexistência material dos fatos ou pela negativa de autoria, casos em que
haveria repercussão na seara administrativa.
Ocorre que, no caso dos autos, consignou-se no acórdão recorrido a
inexistência dessas circunstâncias, conforme se verifica no seguinte
excerto:
“Além do crime, a inicial também descreve: ‘...importante
salientar que os increpados, integrantes da Vtr M-10015, na
noite dos fatos, omitiram em Relatório de Serviço de Força
Tática, informações relacionadas às pessoas abordadas durante
todo o turno de serviço, apesar de declararem, em seus
depoimentos, que realizaram várias abordagens de pessoas
suspeitas durante o turno de serviço, não apresentando
justificativa coerente pelo não cumprimento da normas
operacionais em vigor.’
Portanto, a falta de justa causa para o prosseguimento do
feito administrativo, arguida pelo i. Defensor, carece de
fundamento, à vista da clara descrição de transgressão
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 813895 AGR / SP
disciplinar cometida pelos apelantes.
Igualmente a alegação de arquivamento do inquérito
policial ter sido embasada na negativa de autoria, não prospera.
Na promoção de arquivamento, da lavra do Dr. Promotor
de Justiça da 1ª Vara Judicial da Comarca de Ribeirão Pires/SP,
Dr. Abner Castorino, encartada aos autos às fls. 46/49, observa-
se a certeza da materialidade, contudo a incerteza em relação à
autoria, o que tornou inviável o oferecimento da denúncia,
ressalvado, contudo, o disposto no art. 18, do Código de
Processo Penal.
É o caso típico de aplicação do princípio da independência
das esferas, civil, criminal e administrativa.
Não há como negar a existência de
resíduos
administrativos, claramente presentes na Inicial do
Procedimento Administrativo. Por esse motivo, de rigor a
apuração, pela Administração, da conduta dos Apelantes,
independentemente da decisão proferida no Inquérito Policial
instaurado.
(...)
O art. 71, inc. II, c.c o art. 76, inc. II, do Regulamento
Disciplinar da Polícia Militar (LC 893/01), faculta legitimidade à
autoridade administrativa para instaurar, em desfavor de seus
comandados, procedimento administrativo, para apurar
eventual cometimento de transgressão disciplinar, o que torna
válido o Conselho de Disciplina em apreço, não existindo
sequer início de falta de justa causa, em relação à atribuição
fática, como aventado defensivamente.
(...)
Ademais, o que não basta à condenação criminal, pela
própria rigidez em sua tipificação, pode perfeitamente restar
suficiente à condenação administrativa, a qual não tem por
objeto a apuração do crime, mas da inaptidão para o exercício
da função pública” (fls. 207/208).
Desse modo, é certo que, para se rever o entendimento adotado na
Corte de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional
3
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disciplinar cometida pelos apelantes.
Igualmente a alegação de arquivamento do inquérito
policial ter sido embasada na negativa de autoria, não prospera.
Na promoção de arquivamento, da lavra do Dr. Promotor
de Justiça da 1ª Vara Judicial da Comarca de Ribeirão Pires/SP,
Dr. Abner Castorino, encartada aos autos às fls. 46/49, observa-
se a certeza da materialidade, contudo a incerteza em relação à
autoria, o que tornou inviável o oferecimento da denúncia,
ressalvado, contudo, o disposto no art. 18, do Código de
Processo Penal.
É o caso típico de aplicação do princípio da independência
das esferas, civil, criminal e administrativa.
Não há como negar a existência de
resíduos
administrativos, claramente presentes na Inicial do
Procedimento Administrativo. Por esse motivo, de rigor a
apuração, pela Administração, da conduta dos Apelantes,
independentemente da decisão proferida no Inquérito Policial
instaurado.
(...)
O art. 71, inc. II, c.c o art. 76, inc. II, do Regulamento
Disciplinar da Polícia Militar (LC 893/01), faculta legitimidade à
autoridade administrativa para instaurar, em desfavor de seus
comandados, procedimento administrativo, para apurar
eventual cometimento de transgressão disciplinar, o que torna
válido o Conselho de Disciplina em apreço, não existindo
sequer início de falta de justa causa, em relação à atribuição
fática, como aventado defensivamente.
(...)
Ademais, o que não basta à condenação criminal, pela
própria rigidez em sua tipificação, pode perfeitamente restar
suficiente à condenação administrativa, a qual não tem por
objeto a apuração do crime, mas da inaptidão para o exercício
da função pública” (fls. 207/208).
Desse modo, é certo que, para se rever o entendimento adotado na
Corte de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional
3
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pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é
inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs
280 e 279/STF.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO.
PROCESSO ADMINISTRATIVO. PUNIÇÃO DISCIPLINAR.
DEMISSÃO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386,
III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E
ADMINISTRATIVA. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO
DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA
AMPLA DEFESA. SÚMULA 279 DO STF. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário o reexame das provas dos autos, o que é
vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nos termos da
orientação firmada nesta Corte, as esferas penal e
administrativa são independentes, somente havendo
repercussão da primeira na segunda nos casos de inexistência
material do fato ou negativa de autoria. Agravo regimental a
que se nega provimento” (AI nº 856.126/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/12/12).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
STF. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. VIOLAÇÃO.
INEXISTÊNCIA.
ACÓRDÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I – Concluir de
forma diversa do acórdão recorrido, no caso, demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II – A exigência do
art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão
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pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é
inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs
280 e 279/STF.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO.
PROCESSO ADMINISTRATIVO. PUNIÇÃO DISCIPLINAR.
DEMISSÃO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386,
III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E
ADMINISTRATIVA. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO
DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA
AMPLA DEFESA. SÚMULA 279 DO STF. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário o reexame das provas dos autos, o que é
vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nos termos da
orientação firmada nesta Corte, as esferas penal e
administrativa são independentes, somente havendo
repercussão da primeira na segunda nos casos de inexistência
material do fato ou negativa de autoria. Agravo regimental a
que se nega provimento” (AI nº 856.126/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/12/12).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
STF. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. VIOLAÇÃO.
INEXISTÊNCIA.
ACÓRDÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I – Concluir de
forma diversa do acórdão recorrido, no caso, demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II – A exigência do
art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão
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ARE 813895 AGR / SP
exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador
informe de forma clara e concisa as razões de seu
convencimento. III – Agravo regimental improvido” (AI nº
832.914/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 11/4/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.
1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO:
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL.
DEMISSÃO
EM
PROCESSO
ADMINISTRATIVO.
INDEPENDÊNCIA
DAS
ESFERAS
PENAL
E
ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 807.190/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
1º/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador
informe de forma clara e concisa as razões de seu
convencimento. III – Agravo regimental improvido” (AI nº
832.914/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 11/4/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.
1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO:
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL.
DEMISSÃO
EM
PROCESSO
ADMINISTRATIVO.
INDEPENDÊNCIA
DAS
ESFERAS
PENAL
E
ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 807.190/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
1º/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ROBERTO MONTES
AGTE.(S) : ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 23.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ROBERTO MONTES
AGTE.(S) : ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 23.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7273347
| 2014-09-23T00:00:00
| 2014-11-19T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 23.9.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Administrativo. Servidor público militar. Instauração de conselho de disciplina. Possibilidade. Esferas penal e administrativa. Independência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
2. A Corte já assentou a independência entre as esferas penal e administrativa.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur285222
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IMPUGNAÇAO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA)
RE 411859 AgR (2ªT), RE 607071 ED (1ªT).
(PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR, INDEPENDÊNCIAS DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA)
AI 807190 AgR (1ªT), AI 832914 AgR (1ªT), AI 856126 AgR (2ªT).
Número de páginas: 13.
Análise: 09/12/2014, MAR.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
813895
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 813895 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ROBERTO MONTES
AGTE.(S) : ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROBERTO MONTES
AGTE.(S)
:ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Prequestionamento. Ausência. Administrativo. Servidor público
militar. Instauração de conselho de disciplina. Possibilidade. Esferas
penal e administrativa. Independência. Legislação infraconstitucional.
Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
2. A Corte já assentou a independência entre as esferas penal e
administrativa.
3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13
Ementa e Acórdão
ARE 813895 AGR / SP
Brasília, 23 de setembro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
Brasília, 23 de setembro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13
Relatório
23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROBERTO MONTES
AGTE.(S)
:ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Roberto Montes interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 273 a
279) contra decisão (fls. 266 a 269) em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Roberto Montes e Alessandro Carlos da Silva interpõem
agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
interposto contra acórdão da Segunda Câmara do Tribunal de
Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado:
‘POLICIAL MILITAR. Mandado de Segurança com
pedido liminar, negado pelo juízo de primeiro grau.
Pedido de arquivamento de CD, à vista do arquivamento
do Inquérito Policial que apurou os mesmos fatos.
Sentença denegatória, extinguindo o processo com
resolução de mérito, nos termos do art. 14, da Lei nn
12.016/09 e do art. 269, inc. I, do Código de Processo Civil.
Apelo buscando a reforma da r. Sentença, sob mesmas
alegações. O art. 71, inc. II, c.c. o art. 76, inc. II, do
Regulamento Disciplinar da Polícia Militar (Lei Complementar 893/01),
faculta legitimidade à autoridade administrativa para instaurar,
em desfavor de seus comandados, procedimento administrativo,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ROBERTO MONTES
AGTE.(S)
:ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Roberto Montes interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 273 a
279) contra decisão (fls. 266 a 269) em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Roberto Montes e Alessandro Carlos da Silva interpõem
agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário
interposto contra acórdão da Segunda Câmara do Tribunal de
Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado:
‘POLICIAL MILITAR. Mandado de Segurança com
pedido liminar, negado pelo juízo de primeiro grau.
Pedido de arquivamento de CD, à vista do arquivamento
do Inquérito Policial que apurou os mesmos fatos.
Sentença denegatória, extinguindo o processo com
resolução de mérito, nos termos do art. 14, da Lei nn
12.016/09 e do art. 269, inc. I, do Código de Processo Civil.
Apelo buscando a reforma da r. Sentença, sob mesmas
alegações. O art. 71, inc. II, c.c. o art. 76, inc. II, do
Regulamento Disciplinar da Polícia Militar (Lei Complementar 893/01),
faculta legitimidade à autoridade administrativa para instaurar,
em desfavor de seus comandados, procedimento administrativo,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7205870.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13
Relatório
ARE 813895 AGR / SP
para apurar eventual cometimento de transgressão disciplinar.
Não existe nos autos, sequer indício de falta de justa causa em
relação à atribuição fática, como aventado defensivamente. O
arquivamento de IP na esfera criminal, não traz consequências
ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui
infração penal, pode perfeitamente constituir infração
administrativo disciplinar, e as esferas administrativa, civil e
penal são independentes. Recurso que não comporta provimento.
Sentença mantida.’
Sustenta o recorrente, nas razões do recurso
extraordinário, violação do artigo 37, caput, da Constituição
Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as
Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
para apurar eventual cometimento de transgressão disciplinar.
Não existe nos autos, sequer indício de falta de justa causa em
relação à atribuição fática, como aventado defensivamente. O
arquivamento de IP na esfera criminal, não traz consequências
ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui
infração penal, pode perfeitamente constituir infração
administrativo disciplinar, e as esferas administrativa, civil e
penal são independentes. Recurso que não comporta provimento.
Sentença mantida.’
Sustenta o recorrente, nas razões do recurso
extraordinário, violação do artigo 37, caput, da Constituição
Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
dispositivo constitucional indicado como violado no recurso
extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo
certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar
eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as
Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Ademais, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido
2
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Relatório
ARE 813895 AGR / SP
de reconhecer a independência entre as esferas penal e
administrativa, havendo repercussão da primeira, na segunda,
apenas nos casos de reconhecimento da inexistência material
dos fatos ou da negativa de autoria. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A
OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA
E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.
279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2)
ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM
PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS
ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 807.190/Sp-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/11).
‘ADMINISTRATIVO.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO.
SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA
CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA
DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera
criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não
repercute na instância administrativa, porquanto são
independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e
provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula Supremo Tribunal Federal
279). 4. Agravo regimental improvido’ (AI n 521.569/PE-
ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ
3
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ARE 813895 AGR / SP
de reconhecer a independência entre as esferas penal e
administrativa, havendo repercussão da primeira, na segunda,
apenas nos casos de reconhecimento da inexistência material
dos fatos ou da negativa de autoria. Nesse sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A
OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA
E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO
REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N.
279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2)
ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM
PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS
ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (AI n 807.190/Sp-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/11).
‘ADMINISTRATIVO.
EMBARGOS
DE
DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.
CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO.
SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA
CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA
DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera
criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não
repercute na instância administrativa, porquanto são
independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e
provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula Supremo Tribunal Federal
279). 4. Agravo regimental improvido’ (AI n 521.569/PE-
ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ
3
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Relatório
ARE 813895 AGR / SP
de 14/5/10).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4.
Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo
administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5.
Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As
razões do agravo regimental não atacaram os
fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação
deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de
argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada.
9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n
783.997/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 29/11/11).
No mais, inclusive na parte que assentou a ‘existência de
resíduos administrativos”, o Tribunal de origem decidiu a
controvérsia amparado nos fatos e provas que compõem a lide,
cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula n 279 desta Corte. A propósito:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Administrativo. Servidor público. Policial civil. Demissão.
Processo administrativo disciplinar regular. Sanção
aplicada. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional local e o reexame do
conjunto fático-probatório da causa. Incidência das
Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não
provido’ (AI n 763.349/SP-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 30/5/14).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
de 14/5/10).
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4.
Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo
administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5.
Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As
razões do agravo regimental não atacaram os
fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação
deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de
argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada.
9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n
783.997/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Gilmar Mendes, DJe de 29/11/11).
No mais, inclusive na parte que assentou a ‘existência de
resíduos administrativos”, o Tribunal de origem decidiu a
controvérsia amparado nos fatos e provas que compõem a lide,
cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário.
Incidência da Súmula n 279 desta Corte. A propósito:
‘Agravo regimental no agravo de instrumento.
Administrativo. Servidor público. Policial civil. Demissão.
Processo administrativo disciplinar regular. Sanção
aplicada. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da
legislação infraconstitucional local e o reexame do
conjunto fático-probatório da causa. Incidência das
Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não
provido’ (AI n 763.349/SP-AgR, Primeira Turma, de
minha relatoria, DJe de 30/5/14).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
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Relatório
ARE 813895 AGR / SP
Insiste o agravante na alegação de que teria sido violado o princípio
da legalidade insculpido no art. 37, caput, da Constituição Federal e que o
referido dispositivo estaria devidamente prequestionado.
Alega que não incidiria no caso o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal, haja
vista que seria necessário “tão somente analisar e valorar o quanto foi
decidido na esfera criminal, que deve refletir, necessariamente, no âmbito
disciplinar administrativo” (fl. 278).
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
Insiste o agravante na alegação de que teria sido violado o princípio
da legalidade insculpido no art. 37, caput, da Constituição Federal e que o
referido dispositivo estaria devidamente prequestionado.
Alega que não incidiria no caso o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal, haja
vista que seria necessário “tão somente analisar e valorar o quanto foi
decidido na esfera criminal, que deve refletir, necessariamente, no âmbito
disciplinar administrativo” (fl. 278).
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, o art. 37, caput, da
Constituição Federal, apontado como violado no recurso extraordinário,
em nenhum momento foi analisado no acórdão recorrido, sendo certo
que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual
omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
INOCORRÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA.
SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência
de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas.
Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895 SÃO
PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Conforme consignado na decisão agravada, o art. 37, caput, da
Constituição Federal, apontado como violado no recurso extraordinário,
em nenhum momento foi analisado no acórdão recorrido, sendo certo
que o agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual
omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar
que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido
tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados
pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha
versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não
ocorreu no caso em tela.
Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no
sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do
acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que
permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo
constitucional.
Sobre o tema, anote-se:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE
DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
INOCORRÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS
FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA.
SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Inocorrência
de prequestionamento das questões constitucionais suscitadas.
Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 813895 AGR / SP
embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o
recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de
impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão
agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
Ademais, esta Corte já assentou a independência entre as esferas
penal e administrativa, salvo quando na instância penal se decida pela
inexistência material dos fatos ou pela negativa de autoria, casos em que
haveria repercussão na seara administrativa.
Ocorre que, no caso dos autos, consignou-se no acórdão recorrido a
inexistência dessas circunstâncias, conforme se verifica no seguinte
excerto:
“Além do crime, a inicial também descreve: ‘...importante
salientar que os increpados, integrantes da Vtr M-10015, na
noite dos fatos, omitiram em Relatório de Serviço de Força
Tática, informações relacionadas às pessoas abordadas durante
todo o turno de serviço, apesar de declararem, em seus
depoimentos, que realizaram várias abordagens de pessoas
suspeitas durante o turno de serviço, não apresentando
justificativa coerente pelo não cumprimento da normas
operacionais em vigor.’
Portanto, a falta de justa causa para o prosseguimento do
feito administrativo, arguida pelo i. Defensor, carece de
fundamento, à vista da clara descrição de transgressão
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o
recurso, a teor da Súmula 356 desta Corte. II – Ausência de
impugnação de todos os fundamentos suficientes da decisão
agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 607.071/DF-ED, Primeira Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../7/11).
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 2.
Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna.
Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição
surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se
indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3.
Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n
411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ de 3/3/06).
Ademais, esta Corte já assentou a independência entre as esferas
penal e administrativa, salvo quando na instância penal se decida pela
inexistência material dos fatos ou pela negativa de autoria, casos em que
haveria repercussão na seara administrativa.
Ocorre que, no caso dos autos, consignou-se no acórdão recorrido a
inexistência dessas circunstâncias, conforme se verifica no seguinte
excerto:
“Além do crime, a inicial também descreve: ‘...importante
salientar que os increpados, integrantes da Vtr M-10015, na
noite dos fatos, omitiram em Relatório de Serviço de Força
Tática, informações relacionadas às pessoas abordadas durante
todo o turno de serviço, apesar de declararem, em seus
depoimentos, que realizaram várias abordagens de pessoas
suspeitas durante o turno de serviço, não apresentando
justificativa coerente pelo não cumprimento da normas
operacionais em vigor.’
Portanto, a falta de justa causa para o prosseguimento do
feito administrativo, arguida pelo i. Defensor, carece de
fundamento, à vista da clara descrição de transgressão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 813895 AGR / SP
disciplinar cometida pelos apelantes.
Igualmente a alegação de arquivamento do inquérito
policial ter sido embasada na negativa de autoria, não prospera.
Na promoção de arquivamento, da lavra do Dr. Promotor
de Justiça da 1... Vara Judicial da Comarca de Ribeirão Pires/SP,
Dr. Abner Castorino, encartada aos autos às fls. 46/49, observa-
se a certeza da materialidade, contudo a incerteza em relação à
autoria, o que tornou inviável o oferecimento da denúncia,
ressalvado, contudo, o disposto no art. 18, do Código de
Processo Penal.
É o caso típico de aplicação do princípio da independência
das esferas, civil, criminal e administrativa.
Não há como negar a existência de
resíduos
administrativos, claramente presentes na Inicial do
Procedimento Administrativo. Por esse motivo, de rigor a
apuração, pela Administração, da conduta dos Apelantes,
independentemente da decisão proferida no Inquérito Policial
instaurado.
(...)
O art. 71, inc. II, c.c o art. 76, inc. II, do Regulamento
Disciplinar da Polícia Militar (Lei Complementar 893/01), faculta legitimidade à
autoridade administrativa para instaurar, em desfavor de seus
comandados, procedimento administrativo, para apurar
eventual cometimento de transgressão disciplinar, o que torna
válido o Conselho de Disciplina em apreço, não existindo
sequer início de falta de justa causa, em relação à atribuição
fática, como aventado defensivamente.
(...)
Ademais, o que não basta à condenação criminal, pela
própria rigidez em sua tipificação, pode perfeitamente restar
suficiente à condenação administrativa, a qual não tem por
objeto a apuração do crime, mas da inaptidão para o exercício
da função pública” (fls. 207/208).
Desse modo, é certo que, para se rever o entendimento adotado na
Corte de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
disciplinar cometida pelos apelantes.
Igualmente a alegação de arquivamento do inquérito
policial ter sido embasada na negativa de autoria, não prospera.
Na promoção de arquivamento, da lavra do Dr. Promotor
de Justiça da 1... Vara Judicial da Comarca de Ribeirão Pires/SP,
Dr. Abner Castorino, encartada aos autos às fls. 46/49, observa-
se a certeza da materialidade, contudo a incerteza em relação à
autoria, o que tornou inviável o oferecimento da denúncia,
ressalvado, contudo, o disposto no art. 18, do Código de
Processo Penal.
É o caso típico de aplicação do princípio da independência
das esferas, civil, criminal e administrativa.
Não há como negar a existência de
resíduos
administrativos, claramente presentes na Inicial do
Procedimento Administrativo. Por esse motivo, de rigor a
apuração, pela Administração, da conduta dos Apelantes,
independentemente da decisão proferida no Inquérito Policial
instaurado.
(...)
O art. 71, inc. II, c.c o art. 76, inc. II, do Regulamento
Disciplinar da Polícia Militar (Lei Complementar 893/01), faculta legitimidade à
autoridade administrativa para instaurar, em desfavor de seus
comandados, procedimento administrativo, para apurar
eventual cometimento de transgressão disciplinar, o que torna
válido o Conselho de Disciplina em apreço, não existindo
sequer início de falta de justa causa, em relação à atribuição
fática, como aventado defensivamente.
(...)
Ademais, o que não basta à condenação criminal, pela
própria rigidez em sua tipificação, pode perfeitamente restar
suficiente à condenação administrativa, a qual não tem por
objeto a apuração do crime, mas da inaptidão para o exercício
da função pública” (fls. 207/208).
Desse modo, é certo que, para se rever o entendimento adotado na
Corte de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 813895 AGR / SP
pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é
inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns
280 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO.
PROCESSO ADMINISTRATIVO. PUNIÇÃO DISCIPLINAR.
DEMISSÃO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386,
III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E
ADMINISTRATIVA. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO
DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA
AMPLA DEFESA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário o reexame das provas dos autos, o que é
vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nos termos da
orientação firmada nesta Corte, as esferas penal e
administrativa são independentes, somente havendo
repercussão da primeira na segunda nos casos de inexistência
material do fato ou negativa de autoria. Agravo regimental a
que se nega provimento” (AI n 856.126/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/12/12).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
Supremo Tribunal Federal. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. VIOLAÇÃO.
INEXISTÊNCIA.
ACÓRDÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I – Concluir de
forma diversa do acórdão recorrido, no caso, demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II – A exigência do
art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
pertinente e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é
inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns
280 e 279/Supremo Tribunal Federal.
Sobre o tema, anote-se:
“AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO.
PROCESSO ADMINISTRATIVO. PUNIÇÃO DISCIPLINAR.
DEMISSÃO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386,
III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E
ADMINISTRATIVA. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO
DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA
AMPLA DEFESA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. Para se chegar a
conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido
seria necessário o reexame das provas dos autos, o que é
vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nos termos da
orientação firmada nesta Corte, as esferas penal e
administrativa são independentes, somente havendo
repercussão da primeira na segunda nos casos de inexistência
material do fato ou negativa de autoria. Agravo regimental a
que se nega provimento” (AI n 856.126/MG-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/12/12).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO.
PROCESSO
ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
Supremo Tribunal Federal. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. VIOLAÇÃO.
INEXISTÊNCIA.
ACÓRDÃO
SUFICIENTEMENTE
FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I – Concluir de
forma diversa do acórdão recorrido, no caso, demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o
que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II – A exigência do
art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 813895 AGR / SP
exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador
informe de forma clara e concisa as razões de seu
convencimento. III – Agravo regimental improvido” (AI n
832.914/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 11/4/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.
1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO:
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL.
DEMISSÃO
EM
PROCESSO
ADMINISTRATIVO.
INDEPENDÊNCIA
DAS
ESFERAS
PENAL
E
ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 807.190/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
1.../2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 813895 AGR / SP
exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador
informe de forma clara e concisa as razões de seu
convencimento. III – Agravo regimental improvido” (AI n
832.914/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJe de 11/4/11).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO
ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.
1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS
PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO:
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL.
DEMISSÃO
EM
PROCESSO
ADMINISTRATIVO.
INDEPENDÊNCIA
DAS
ESFERAS
PENAL
E
ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 807.190/SP-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
1.../2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13
Extrato de Ata - 23/09/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ROBERTO MONTES
AGTE.(S) : ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 23.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813.895
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ROBERTO MONTES
AGTE.(S) : ALESSANDRO CARLOS DA SILVA
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 23.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 280",
"ARE 813895 AGR / SP",
"ARE 813895 AGR / SP",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 813895 AGR / SP",
"Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"ARE 813895 AGR / SP",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 807 . 190 / Sp - AgR",
"AI n 521 . 569 / PE - ED",
"ARE 813895",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO",
"AI n 807 . 190 / Sp - AgR",
"AI n 521 . 569 / PE - ED",
"ARE 813895 AGR / SP",
"Súmulas 282",
"AI n 783 . 997 / SP - AgR",
"Súmulas ns 280",
"AI n 763 . 349 / SP - AgR",
"ARE 813895 AGR / SP",
"Súmulas",
"AI n 783 . 997 / SP - AgR",
"Súmulas ns 280",
"AI n 763 . 349 / SP - AgR",
"ARE 813895 AGR / SP",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 813895 AGR / SP",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 813 . 895",
"Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 813 . 895",
"Súmulas ns 282",
"SÚMULAS 282",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED",
"Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 607 . 071 / DF - ED",
"Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR",
"ARE 813895 AGR / SP",
"ARE 813895 AGR / SP",
"ARE 813895 AGR / SP",
"Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 856 . 126 / MG - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 813895 AGR / SP",
"Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n 856 . 126 / MG - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 813895 AGR / SP",
"AI n 832 . 914 / SP - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 807 . 190 / SP - AgR",
"AI n 832 . 914 / SP - AgR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"AI n 807 . 190 / SP - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 14 , da Lei nn 12 . 016 / 09",
"art . 269 , inc . I , do Código de Processo Civil",
"art . 71 , inc . II , c . c . o art . 76 , inc . II , do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar",
"Lei Complementar 893 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 14 , da Lei nn 12 . 016 / 09",
"art . 269 , inc . I , do Código de Processo Civil",
"art",
"art",
"Lei Complementar 893 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , caput , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , caput , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 386 , III , DO CPP",
"art . 386 , III , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 386 , III , DO CPP",
"art . 386 , III , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , caput , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , caput , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , caput , da Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , caput , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 18 , do Código de Processo Penal",
"art . 71 , inc . II , c . c o art . 76 , inc . II , do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar",
"Lei Complementar 893 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 18 , do Código de Processo Penal",
"art . 71 , inc . II , c . c o art . 76 , inc . II , do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar",
"Lei Complementar 893 / 01",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"III , DO CPP",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 386 , III , DO CPP",
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma do",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Câmara do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Câmara do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Vtr",
"M",
"-",
"10015",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
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"-",
"Brasil",
"Vara Judicial da Comarca de Ribeirão Pires / SP",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". Vara Judicial da Comarca de Ribeirão Pires / SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
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"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ROBERTO MONTES",
"ALESSANDRO CARLOS DA SILVA",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ROBERTO MONTES",
"ALESSANDRO CARLOS DA SILVA",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Montes",
"Roberto Montes",
"Alessandro Carlos da Silva",
"DIAS TOFFOLI",
"ROBERTO MONTES",
"ALESSANDRO CARLOS DA SILVA",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Montes",
"Roberto Montes",
"Alessandro Carlos da Silva",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI ARE",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"DIAS TOFFOLI",
"Abner Castorino",
"Abner Castorino",
"DIAS TOFFOLI",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"ROBERTO MONTES",
"ALESSANDRO CARLOS DA SILVA",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ROBERTO MONTES",
"ALESSANDRO CARLOS DA SILVA",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
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"08",
"/",
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"23",
"/",
"09",
"/",
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"08",
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"2001",
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"5",
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"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
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"6",
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"9",
"/",
"07",
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"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
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"/",
"2001",
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".",
".",
"/",
"2",
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"2001",
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"5",
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"10",
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"/",
"11",
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"30",
"/",
"5",
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"14",
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"08",
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"2001",
"14",
"/",
"5",
"/",
"10",
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"/",
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"/",
"11",
"30",
"/",
"5",
"/",
"14",
"24",
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"08",
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"08",
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"2014",
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"08",
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"2001",
"23",
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"09",
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"2014",
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"08",
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".",
".",
"/",
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"/",
"3",
"/",
"06",
"24",
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"08",
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"2001",
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".",
".",
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"2001",
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"12",
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"2001",
"7",
"/",
"12",
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"24",
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"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
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"/",
"11",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"4",
"/",
"11",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
"/",
"2014",
"23",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AUTOR(A/S)(ES)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S)
:PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S)
:TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ALVARO DA SILVA
Inquérito. 2. Competência originária. 3. Penal e Processual Penal. 4.
Empate na votação quanto à admissibilidade de parte da denúncia.
Prevalência da rejeição, por mais favorável ao denunciado. 5. Crime de
dano ao patrimônio da União. As terras tradicionalmente ocupadas pelos
índios são propriedade da União – art. 20, XI, da Constituição Federal. As
plantações e edificações incorporam-se ao terreno, tornando-se
propriedade da União, que deverá indenizar o ocupante de boa-fé – art.
231, § 6º, da Constituição Federal e art. 1.255 do Código Civil. A
propriedade das plantações e edificações é adquirida pela União por
acessão – art. 1.248, V, do Código Civil –, ou seja, a plantação ou
construção incorpora-se ao patrimônio da proprietária pela simples
incorporação ao solo, sendo irrelevante a transferência da posse. São
irrelevantes a tradição ou o ato administrativo de inventário ou
tombamento dos bens no patrimônio público. Os particulares ocupantes
não são proprietários das terras ou das acessões, pelo que não podem
legitimamente destruí-los. Tipicidade, em tese, da destruição pelo art.
163, parágrafo único, III, do CP. 6. Denúncia recebida em relação aos
danos alegadamente praticados contra as acessões da Fazenda Depósito
descritas na Tabela 1 do Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 188-189 do
Anexo), vencido o relator.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885134.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 32
Ementa e Acórdão
INQ 3670 / RR
notas taquigráficas, por maioria: receber a denúncia quanto aos danos
alegadamente praticados contra as acessões, vencido o Relator; e, quanto
ao mais, rejeitá-la, vencidos os ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia,
com empate favorável ao réu, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de setembro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
notas taquigráficas, por maioria: receber a denúncia quanto aos danos
alegadamente praticados contra as acessões, vencido o Relator; e, quanto
ao mais, rejeitá-la, vencidos os ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia,
com empate favorável ao réu, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de setembro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Relatório
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AUTOR(A/S)(ES)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S)
:PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S)
:TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ALVARO DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
denúncia oferecida contra Paulo Cesar Justo Quartiero, deputado federal,
pela prática do crime do art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal.
Narrou a denúncia que, após ordem de desocupação emitida pelo
Supremo Tribunal Federal em março de 2009, o denunciado destruiu e
deteriorou patrimônio da União, consistente em acessões nas fazendas
Depósito e Providência, localizadas na Reserva Raposa Serra do Sol, em
Roraima, das quais foi desapossado em razão da demarcação de terras
indígenas.
Sustentou a denúncia que o réu era mero possuidor das terras.
Avaliadas as benfeitorias por ocasião da imissão da Funai na posse, foram
tidas por indenizáveis, por derivadas de boa-fé, benfeitorias na Fazenda
Depósito, no valor de R$ 653.674,74 (seiscentos e cinquenta e três mil,
seiscentos e setenta e quatro reais e setenta e quatro centavos). Já aquelas
na Fazenda Providência foram consideradas não indenizáveis, por
derivadas de má-fé.
Ao desocupar as terras, o réu retirou o que foi possível e destruiu,
mediante demolição, o restante das acessões.
O Ministério Público negou-se a oferecer suspensão condicional do
processo – fl. 44.
Notificado, o réu ofereceu resposta (fls. 61-76). Reputou inepta a
denúncia, por não conter descrição do momento da prática do crime, nem
especificar quais acessões teriam sido destruídas. No mérito, defendeu a
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AUTOR(A/S)(ES)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S)
:PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S)
:TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ALVARO DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
denúncia oferecida contra Paulo Cesar Justo Quartiero, deputado federal,
pela prática do crime do art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal.
Narrou a denúncia que, após ordem de desocupação emitida pelo
Supremo Tribunal Federal em março de 2009, o denunciado destruiu e
deteriorou patrimônio da União, consistente em acessões nas fazendas
Depósito e Providência, localizadas na Reserva Raposa Serra do Sol, em
Roraima, das quais foi desapossado em razão da demarcação de terras
indígenas.
Sustentou a denúncia que o réu era mero possuidor das terras.
Avaliadas as benfeitorias por ocasião da imissão da Funai na posse, foram
tidas por indenizáveis, por derivadas de boa-fé, benfeitorias na Fazenda
Depósito, no valor de R$ 653.674,74 (seiscentos e cinquenta e três mil,
seiscentos e setenta e quatro reais e setenta e quatro centavos). Já aquelas
na Fazenda Providência foram consideradas não indenizáveis, por
derivadas de má-fé.
Ao desocupar as terras, o réu retirou o que foi possível e destruiu,
mediante demolição, o restante das acessões.
O Ministério Público negou-se a oferecer suspensão condicional do
processo – fl. 44.
Notificado, o réu ofereceu resposta (fls. 61-76). Reputou inepta a
denúncia, por não conter descrição do momento da prática do crime, nem
especificar quais acessões teriam sido destruídas. No mérito, defendeu a
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Relatório
INQ 3670 / RR
atipicidade do fato. Sustentou que as acessões eram de sua propriedade.
Alegou serem indenizáveis as benfeitorias anteriores à demarcação de
terras indígenas. Afirmou que não houve incorporação ao patrimônio da
União. Pediu absolvição.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
atipicidade do fato. Sustentou que as acessões eram de sua propriedade.
Alegou serem indenizáveis as benfeitorias anteriores à demarcação de
terras indígenas. Afirmou que não houve incorporação ao patrimônio da
União. Pediu absolvição.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
denúncia oferecida contra Paulo Cesar Justo Quartiero, deputado federal,
pela prática do crime do art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal.
1) Inépcia da denúncia
Sobre os requisitos da denúncia, dispõe o art. 41 do Código de
Processo Penal:
“Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato
criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do
acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a
classificação do crime e, quando necessário, o rol das
testemunhas.”
Essa fórmula encontrou em texto clássico de João Mendes de
Almeida Júnior uma bela e pedagógica sistematização. Diz João Mendes
de Almeida Júnior sobre a denúncia:
“É uma exposição narrativa e demonstrativa. Narrativa,
porque deve revelar o fato com tôdas as suas circunstâncias,
isto é, não só a ação transitiva, como a pessoa que a praticou
(quis), os meios que empregou (quibus auxiliis), o malefício que
produziu (quid), os motivos que o determinaram a isso (cur), a
maneira porque a praticou (quomodo), o lugar onde a praticou
(ubi), o tempo (quando). (Segundo enumeração de Aristóteles, na
Ética a Nicômaco, 1. III, as circunstâncias são resumidas pelas
palavras quis, quid, ubi, quibus auxiliis, cur, quomodo, quando,
assim referidas por Cícero (De Invent. I)). Demonstrativa,
porque deve descrever o corpo de delito, dar as razões de
convicção ou presunção e nomear as testemunhas e
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
denúncia oferecida contra Paulo Cesar Justo Quartiero, deputado federal,
pela prática do crime do art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal.
1) Inépcia da denúncia
Sobre os requisitos da denúncia, dispõe o art. 41 do Código de
Processo Penal:
“Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato
criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do
acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a
classificação do crime e, quando necessário, o rol das
testemunhas.”
Essa fórmula encontrou em texto clássico de João Mendes de
Almeida Júnior uma bela e pedagógica sistematização. Diz João Mendes
de Almeida Júnior sobre a denúncia:
“É uma exposição narrativa e demonstrativa. Narrativa,
porque deve revelar o fato com tôdas as suas circunstâncias,
isto é, não só a ação transitiva, como a pessoa que a praticou
(quis), os meios que empregou (quibus auxiliis), o malefício que
produziu (quid), os motivos que o determinaram a isso (cur), a
maneira porque a praticou (quomodo), o lugar onde a praticou
(ubi), o tempo (quando). (Segundo enumeração de Aristóteles, na
Ética a Nicômaco, 1. III, as circunstâncias são resumidas pelas
palavras quis, quid, ubi, quibus auxiliis, cur, quomodo, quando,
assim referidas por Cícero (De Invent. I)). Demonstrativa,
porque deve descrever o corpo de delito, dar as razões de
convicção ou presunção e nomear as testemunhas e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 32
Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
informantes. (ALMEIDA JÚNIOR, João Mendes de. O processo
criminal brasileiro, v. II. Rio de Janeiro/São Paulo: Freitas Bastos,
1959, p. 183).
Essa questão, a técnica da denúncia, como sabemos, tem merecido
do Supremo Tribunal Federal reflexão no plano da dogmática
constitucional, associada especialmente ao direito de defesa.
No HC 70.763/DF, é interessante transcrever excerto do voto do
Ministro Relator, Celso de Mello:
“O processo penal de tipo acusatório repele, por ofensivas
à garantia da plenitude de defesa, quaisquer imputações que se
mostrem indeterminadas, vagas, contraditórias, omissas ou
ambíguas. Existe, na perspectiva dos princípios constitucionais
que regem o processo penal, um nexo de indiscutível
vinculação entre a obrigação estatal de oferecer acusação
formalmente precisa e juridicamente apta e o direito individual
de que dispõe o acusado a ampla defesa. A imputação penal
omissa ou deficiente, além de constituir transgressão do dever
jurídico que se impõe ao Estado, qualifica-se como causa de
nulidade processual absoluta. A denúncia enquanto
instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal
constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, ao
delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a
própria res in judicio deducta. A peça acusatória deve conter a
exposição do fato delituoso, em toda a sua essência e com todas
as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-
se ao acusador como exigência derivada do postulado
constitucional que assegura ao réu o exercício, em plenitude, do
direito de defesa. Denúncia que não descreve adequadamente o
fato criminoso é denúncia inepta. (HC 70.763/DF, Rel. Min.
Celso de Mello, julgado em 28/06/1994, DJ de 23.9.1994)”
Destaco também as reflexões desenvolvidas pelo Ministro Celso de
Mello, no HC 73.271, cuja ementa diz o seguinte:
2
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
informantes. (ALMEIDA JÚNIOR, João Mendes de. O processo
criminal brasileiro, v. II. Rio de Janeiro/São Paulo: Freitas Bastos,
1959, p. 183).
Essa questão, a técnica da denúncia, como sabemos, tem merecido
do Supremo Tribunal Federal reflexão no plano da dogmática
constitucional, associada especialmente ao direito de defesa.
No HC 70.763/DF, é interessante transcrever excerto do voto do
Ministro Relator, Celso de Mello:
“O processo penal de tipo acusatório repele, por ofensivas
à garantia da plenitude de defesa, quaisquer imputações que se
mostrem indeterminadas, vagas, contraditórias, omissas ou
ambíguas. Existe, na perspectiva dos princípios constitucionais
que regem o processo penal, um nexo de indiscutível
vinculação entre a obrigação estatal de oferecer acusação
formalmente precisa e juridicamente apta e o direito individual
de que dispõe o acusado a ampla defesa. A imputação penal
omissa ou deficiente, além de constituir transgressão do dever
jurídico que se impõe ao Estado, qualifica-se como causa de
nulidade processual absoluta. A denúncia enquanto
instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal
constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, ao
delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a
própria res in judicio deducta. A peça acusatória deve conter a
exposição do fato delituoso, em toda a sua essência e com todas
as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-
se ao acusador como exigência derivada do postulado
constitucional que assegura ao réu o exercício, em plenitude, do
direito de defesa. Denúncia que não descreve adequadamente o
fato criminoso é denúncia inepta. (HC 70.763/DF, Rel. Min.
Celso de Mello, julgado em 28/06/1994, DJ de 23.9.1994)”
Destaco também as reflexões desenvolvidas pelo Ministro Celso de
Mello, no HC 73.271, cuja ementa diz o seguinte:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 32
Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
“(…) PERSECUÇÃO PENAL - MINISTÉRIO PÚBLICO
APTIDÃO DA DENÚNCIA. O Ministério Público, para
validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte
uma necessária base empírica, a fim de que o exercício desse
grave dever-poder não se transforme em instrumento de injusta
persecução estatal. O ajuizamento da ação penal condenatória
supõe a existência de justa causa, que se tem por inocorrente
quando o comportamento atribuído ao réu nem mesmo em tese
constitui crime, ou quando, configurando uma infração penal,
resulta de pura criação mental da acusação (RF 150/393, Rel.
Min. OROZIMBO NONATO). A peça acusatória deve conter a
exposição do fato delituoso em toda a sua essência e com todas
as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-
se ao acusador como exigência derivada do postulado
constitucional que assegura ao réu o pleno exercício do direito
de defesa. Denúncia que não descreve adequadamente o fato
criminoso é denúncia inepta. (HC 73.271/SP, Rel. Min. Celso de
Mello, DJ de 09.04.1996)”.
O tema tem, portanto, sérias implicações no campo dos direitos
fundamentais.
Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida
conformação, não se coadunam com os postulados básicos do estado de
direito.
Mas há outras implicações!
Quando se fazem imputações vagas, dando ensejo à persecução
criminal injusta, está a violar-se o princípio da dignidade da pessoa
humana, que, entre nós, tem base positiva no artigo 1º, III, da
Constituição.
Como se sabe, na sua acepção originária, este princípio proíbe a
3
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
“(…) PERSECUÇÃO PENAL - MINISTÉRIO PÚBLICO
APTIDÃO DA DENÚNCIA. O Ministério Público, para
validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte
uma necessária base empírica, a fim de que o exercício desse
grave dever-poder não se transforme em instrumento de injusta
persecução estatal. O ajuizamento da ação penal condenatória
supõe a existência de justa causa, que se tem por inocorrente
quando o comportamento atribuído ao réu nem mesmo em tese
constitui crime, ou quando, configurando uma infração penal,
resulta de pura criação mental da acusação (RF 150/393, Rel.
Min. OROZIMBO NONATO). A peça acusatória deve conter a
exposição do fato delituoso em toda a sua essência e com todas
as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-
se ao acusador como exigência derivada do postulado
constitucional que assegura ao réu o pleno exercício do direito
de defesa. Denúncia que não descreve adequadamente o fato
criminoso é denúncia inepta. (HC 73.271/SP, Rel. Min. Celso de
Mello, DJ de 09.04.1996)”.
O tema tem, portanto, sérias implicações no campo dos direitos
fundamentais.
Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida
conformação, não se coadunam com os postulados básicos do estado de
direito.
Mas há outras implicações!
Quando se fazem imputações vagas, dando ensejo à persecução
criminal injusta, está a violar-se o princípio da dignidade da pessoa
humana, que, entre nós, tem base positiva no artigo 1º, III, da
Constituição.
Como se sabe, na sua acepção originária, este princípio proíbe a
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utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações
estatais. O Estado está vinculado ao dever de respeito e proteção do
indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações. A propósito, em
comentários ao art. 1º da Constituição alemã, afirma Günther Dürig que a
submissão do homem a um processo judicial indefinido e sua degradação
como objeto do processo estatal atenta contra o princípio da proteção
judicial efetiva (rechtliches Gehör) e fere o princípio da dignidade humana
[Eine Auslieferung des Menschen an ein staatliches Verfahren und eine
Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre die Verweigerung des
rechtlichen Gehörs] (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz Kommentar, Band I,
München, Verlag C.H.Beck , 1990, 1I 18).
Não é difícil perceber os danos que a mera existência de uma ação
penal impõe ao indivíduo. Daí, a necessidade de rigor e prudência por
parte daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles
que podem decidir sobre o seu curso.
Em suma, denúncia imprecisa, genérica e vaga, além de traduzir
persecução criminal injusta, é incompatível com o princípio da dignidade
humana e com o postulado do direito à defesa e ao contraditório.
Ou seja, a denúncia deve projetar todos os elementos essenciais e
acidentais da figura típica ao caso concreto, descrevendo as circunstâncias
dessa projeção.
O réu reputou inepta a denúncia, por não conter descrição do
momento da prática do crime (quando), nem especificar quais as acessões
teriam sido destruídas (quid).
Evidentemente, a acusação deve descrever o tempo do crime, da
forma mais precisa possível. No entanto, eventualmente, não será
possível determinar, precisamente, em que dia e hora o fato ocorreu.
Algum grau de imprecisão é tolerável, desde que as circunstâncias
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utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações
estatais. O Estado está vinculado ao dever de respeito e proteção do
indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações. A propósito, em
comentários ao art. 1º da Constituição alemã, afirma Günther Dürig que a
submissão do homem a um processo judicial indefinido e sua degradação
como objeto do processo estatal atenta contra o princípio da proteção
judicial efetiva (rechtliches Gehör) e fere o princípio da dignidade humana
[Eine Auslieferung des Menschen an ein staatliches Verfahren und eine
Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre die Verweigerung des
rechtlichen Gehörs] (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz Kommentar, Band I,
München, Verlag C.H.Beck , 1990, 1I 18).
Não é difícil perceber os danos que a mera existência de uma ação
penal impõe ao indivíduo. Daí, a necessidade de rigor e prudência por
parte daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles
que podem decidir sobre o seu curso.
Em suma, denúncia imprecisa, genérica e vaga, além de traduzir
persecução criminal injusta, é incompatível com o princípio da dignidade
humana e com o postulado do direito à defesa e ao contraditório.
Ou seja, a denúncia deve projetar todos os elementos essenciais e
acidentais da figura típica ao caso concreto, descrevendo as circunstâncias
dessa projeção.
O réu reputou inepta a denúncia, por não conter descrição do
momento da prática do crime (quando), nem especificar quais as acessões
teriam sido destruídas (quid).
Evidentemente, a acusação deve descrever o tempo do crime, da
forma mais precisa possível. No entanto, eventualmente, não será
possível determinar, precisamente, em que dia e hora o fato ocorreu.
Algum grau de imprecisão é tolerável, desde que as circunstâncias
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narradas permitam identificar corretamente o crime, sem prejudicar o
exercício da defesa.
Nesse sentido, leciona BOSCHI:
“Certas circunstâncias periféricas ou secundárias como a
falta de menção do local do fato, da data ou horário do crime,
do nome do denunciado ou o erro no endereçamento da
denúncia ao Juiz da vara ou comarca competente – desde que
não comprometam o ajustamento mínima da conduta ao tipo
penal incriminador ou possam acarretar prejuízo ao exercício
da ampla defesa – não afetam a validade formal da denúncia
recebida ou da sentença condenatória proferida. O
conhecimento pelo acusado do fato típico articulado, ainda que
sem este ou aquele detalhe secundário, meramente
enriquecedor, o que acontece com frequência no dia a dia
forense, autoriza a suposição de que lhe foram dados elementos
suficientes para a defesa, salvo demonstre o contrário”
(BOSCHI, José Antonio Paganella. Ação Penal: denúncia,
queixa e aditamento. Rio e Janeiro: Aide, 1993).
No presente caso, não há maiores problemas quanto à descrição do
tempo do crime. A acusação narra que o réu estava na posse de duas
fazendas e, entre a ordem de desocupação e a efetiva desocupação,
danificou as acessões existentes nos imóveis.
A denúncia expõe uma janela de tempo razoavelmente breve na qual
o crime teria ocorrido. Afirma que, em março de 2009, ocasião em que o
Supremo Tribunal determinou a desocupação das fazendas, as
benfeitorias estavam intactas. Em 1º.5.2009, a destruição já teria ocorrido.
Em verdade, precisa que, no dia 28.4.2009, a destruição estava em
andamento.
Assim, a descrição do momento do crime é suficiente, na medida em
que permite identificar de qual conduta de dano se está tratando.
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narradas permitam identificar corretamente o crime, sem prejudicar o
exercício da defesa.
Nesse sentido, leciona BOSCHI:
“Certas circunstâncias periféricas ou secundárias como a
falta de menção do local do fato, da data ou horário do crime,
do nome do denunciado ou o erro no endereçamento da
denúncia ao Juiz da vara ou comarca competente – desde que
não comprometam o ajustamento mínima da conduta ao tipo
penal incriminador ou possam acarretar prejuízo ao exercício
da ampla defesa – não afetam a validade formal da denúncia
recebida ou da sentença condenatória proferida. O
conhecimento pelo acusado do fato típico articulado, ainda que
sem este ou aquele detalhe secundário, meramente
enriquecedor, o que acontece com frequência no dia a dia
forense, autoriza a suposição de que lhe foram dados elementos
suficientes para a defesa, salvo demonstre o contrário”
(BOSCHI, José Antonio Paganella. Ação Penal: denúncia,
queixa e aditamento. Rio e Janeiro: Aide, 1993).
No presente caso, não há maiores problemas quanto à descrição do
tempo do crime. A acusação narra que o réu estava na posse de duas
fazendas e, entre a ordem de desocupação e a efetiva desocupação,
danificou as acessões existentes nos imóveis.
A denúncia expõe uma janela de tempo razoavelmente breve na qual
o crime teria ocorrido. Afirma que, em março de 2009, ocasião em que o
Supremo Tribunal determinou a desocupação das fazendas, as
benfeitorias estavam intactas. Em 1º.5.2009, a destruição já teria ocorrido.
Em verdade, precisa que, no dia 28.4.2009, a destruição estava em
andamento.
Assim, a descrição do momento do crime é suficiente, na medida em
que permite identificar de qual conduta de dano se está tratando.
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No que se refere à perfeita identificação das acessões destruídas,
assiste parcial razão à defesa.
A denúncia trata de danos praticados em duas fazendas: Depósito e
Providência.
Em nenhum momento a petição inicial especifica quais as acessões
teriam sido destruídas, o que, sem dúvida alguma, dificulta a
compreensão da acusação. Para julgamento do crime de dano, é
necessário que se precise o objeto do crime – a coisa destruída, inutilizada
ou danificada.
Em relação à Fazenda Depósito, a falha fica suprida pela remissão ao
Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 184-190 do Anexo), que contém lista
dos bens destruídos incluídos na lista de benfeitorias indenizáveis –
Tabela 1. Em relação a esses bens, ainda que per relationem, há uma
descrição suficiente da acusação.
Em relação a outros bens eventualmente danificados na Fazenda
Depósito ou aos danos perpetrados na Fazenda Providência, a descrição
dos bens destruídos não existe. É certo que o Laudo 155/10 contém fotos
da destruição na Fazenda Providência, mas não há identificação
suficiente para que se permita precisar o objeto do crime.
Assim, a preliminar deveria ser parcialmente acolhida, para que a
ação penal prossiga apenas em relação aos danos alegadamente
praticados contra as acessões da Fazenda Depósito descritas na Tabela 1
do Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 188-189 do Anexo).
No entanto, tendo em vista que a proposta é pela absolvição, pela
atipicidade da conduta, mesmo sem uma perfeita identificação do objeto
material do crime, é possível prosseguir com a análise do mérito.
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No que se refere à perfeita identificação das acessões destruídas,
assiste parcial razão à defesa.
A denúncia trata de danos praticados em duas fazendas: Depósito e
Providência.
Em nenhum momento a petição inicial especifica quais as acessões
teriam sido destruídas, o que, sem dúvida alguma, dificulta a
compreensão da acusação. Para julgamento do crime de dano, é
necessário que se precise o objeto do crime – a coisa destruída, inutilizada
ou danificada.
Em relação à Fazenda Depósito, a falha fica suprida pela remissão ao
Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 184-190 do Anexo), que contém lista
dos bens destruídos incluídos na lista de benfeitorias indenizáveis –
Tabela 1. Em relação a esses bens, ainda que per relationem, há uma
descrição suficiente da acusação.
Em relação a outros bens eventualmente danificados na Fazenda
Depósito ou aos danos perpetrados na Fazenda Providência, a descrição
dos bens destruídos não existe. É certo que o Laudo 155/10 contém fotos
da destruição na Fazenda Providência, mas não há identificação
suficiente para que se permita precisar o objeto do crime.
Assim, a preliminar deveria ser parcialmente acolhida, para que a
ação penal prossiga apenas em relação aos danos alegadamente
praticados contra as acessões da Fazenda Depósito descritas na Tabela 1
do Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 188-189 do Anexo).
No entanto, tendo em vista que a proposta é pela absolvição, pela
atipicidade da conduta, mesmo sem uma perfeita identificação do objeto
material do crime, é possível prosseguir com a análise do mérito.
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INQ 3670 / RR
2) Recebimento da denúncia
Narrou a denúncia que, após ordem de desocupação emitida pelo
Supremo Tribunal Federal em 30.4.2009, o denunciado destruiu e
deteriorou patrimônio da União, ao retirar acessões das fazendas
Depósito e Providência, localizadas na Reserva Raposa Serra do Sol, em
Roraima, das quais foi desapossado.
Dispõe o art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal:
“Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:
(...).
Dano qualificado
Parágrafo único - Se o crime é cometido:
(...)
III - contra o patrimônio da União, Estado, Município,
empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de
economia mista;
(...)
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa, além
da pena correspondente à violência.”
A FUNAI elaborou o Laudo 214, feito com base em vistoria de abril
2006 (fls. 24-29 77-98 do Anexo), no qual relaciona as benfeitorias até
então realizadas, avaliando-as em R$ 1.567.595,42 (um milhão, quinhentos
e sessenta e sete mil, quinhentos e noventa e cinco reais e quarenta e dois
centavos). Posteriormente, foram consideradas implementadas de boa-fé
e indenizáveis benfeitorias no valor R$ 653.674,74 (seiscentos e cinquenta
e três mil, seiscentos e setenta e quatro reais e setenta e quatro centavos).
O Laudo de Exame de Local 155/10, elaborado pela Polícia Federal,
afirma que, em 28.4.2009, os peritos criminais federais Luciano Lamper
Martines e Bruno Altoé Duar sobrevoaram as fazendas e constataram que
7
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2) Recebimento da denúncia
Narrou a denúncia que, após ordem de desocupação emitida pelo
Supremo Tribunal Federal em 30.4.2009, o denunciado destruiu e
deteriorou patrimônio da União, ao retirar acessões das fazendas
Depósito e Providência, localizadas na Reserva Raposa Serra do Sol, em
Roraima, das quais foi desapossado.
Dispõe o art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal:
“Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:
(...).
Dano qualificado
Parágrafo único - Se o crime é cometido:
(...)
III - contra o patrimônio da União, Estado, Município,
empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de
economia mista;
(...)
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa, além
da pena correspondente à violência.”
A FUNAI elaborou o Laudo 214, feito com base em vistoria de abril
2006 (fls. 24-29 77-98 do Anexo), no qual relaciona as benfeitorias até
então realizadas, avaliando-as em R$ 1.567.595,42 (um milhão, quinhentos
e sessenta e sete mil, quinhentos e noventa e cinco reais e quarenta e dois
centavos). Posteriormente, foram consideradas implementadas de boa-fé
e indenizáveis benfeitorias no valor R$ 653.674,74 (seiscentos e cinquenta
e três mil, seiscentos e setenta e quatro reais e setenta e quatro centavos).
O Laudo de Exame de Local 155/10, elaborado pela Polícia Federal,
afirma que, em 28.4.2009, os peritos criminais federais Luciano Lamper
Martines e Bruno Altoé Duar sobrevoaram as fazendas e constataram que
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estavam em andamento a demolição das edificações e a remoção de parte
dos materiais. O laudo contém fotos da destruição em andamento – fls.
184-190.
Com base em vistoria realizada em 1º.5.2009, o laudo afirma que
várias das acessões foram destruídas, sendo que a Tabela 1 entabula
aquelas correspondentes a benfeitorias tidas pela FUNAI por
indenizáveis, no valor de R$ 344.920,78 (trezentos e quarenta e quatro mil,
novecentos e vinte reais e setenta e oito centavos) (fl. 189 do Anexo).
Interrogado durante o inquérito, o réu admitiu a posse das Fazendas
- fls. 70-71 do Anexo. Admitiu que, ao ser desapossado, retirou o que
pôde e destruiu as edificações de alvenaria.
Assim, há prova suficiente da existência do fato e indícios da autoria.
A tese do réu é a de que agiu no exercício de seu direito ao retirar os
materiais e destruir as construções, visto que seriam de sua propriedade.
As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são propriedade
da União – art. 20, XI, da Constituição Federal.
Sobre a ocupação e a posse dessas terras, dispõe o art. 231, §6º, da
Constituição Federal:
"§ 6º - São nulos e extintos, não produzindo efeitos
jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio
e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração
das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas
existentes, ressalvado relevante interesse público da União,
segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a
nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra a
União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas
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estavam em andamento a demolição das edificações e a remoção de parte
dos materiais. O laudo contém fotos da destruição em andamento – fls.
184-190.
Com base em vistoria realizada em 1º.5.2009, o laudo afirma que
várias das acessões foram destruídas, sendo que a Tabela 1 entabula
aquelas correspondentes a benfeitorias tidas pela FUNAI por
indenizáveis, no valor de R$ 344.920,78 (trezentos e quarenta e quatro mil,
novecentos e vinte reais e setenta e oito centavos) (fl. 189 do Anexo).
Interrogado durante o inquérito, o réu admitiu a posse das Fazendas
- fls. 70-71 do Anexo. Admitiu que, ao ser desapossado, retirou o que
pôde e destruiu as edificações de alvenaria.
Assim, há prova suficiente da existência do fato e indícios da autoria.
A tese do réu é a de que agiu no exercício de seu direito ao retirar os
materiais e destruir as construções, visto que seriam de sua propriedade.
As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são propriedade
da União – art. 20, XI, da Constituição Federal.
Sobre a ocupação e a posse dessas terras, dispõe o art. 231, §6º, da
Constituição Federal:
"§ 6º - São nulos e extintos, não produzindo efeitos
jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio
e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração
das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas
existentes, ressalvado relevante interesse público da União,
segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a
nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra a
União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas
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da ocupação de boa fé."
Ou seja, as terras são de propriedade da União, insuscetíveis de
apropriação privada.
A propriedade das plantações e edificações feitas pelo ocupante das
terras é regulada pelo art. 1.255 do Código Civil:
"Art. 1.255. Aquele que semeia, planta ou edifica em
terreno alheio perde, em proveito do proprietário, as sementes,
plantas e construções; se procedeu de boa-fé, terá direito a
indenização."
Ou seja, a propriedade das sementes, plantas e material de
construção é adquirida por acessão pelo proprietário do terreno, na
forma do art. 1.248, V, do Código Civil.
Sobre a aquisição da propriedade por acessão, já lecionava Pontes de
Miranda:
“São modos de adquirir a propriedade, modos originários,
a construção, inaedificatio, e a plantação, implantatio. (…) Trata-se
de acessão de móvel a imóvel: o bem imóvel, principal, atrai o
móvel, que se faz parte dele.
(…)
Para o direito brasileiro, o que importa é que o material de
construção ou plantação seja incorporado ao imóvel, de modo
que se não possa retirar sem destruição, fratura ou dano.
(...)
A aquisição da propriedade, por parte do proprietário do
fundo, dá-se ao se tornar definitiva a conjunção. Tratando-se de
plantação, esse momento é o da coalitio, o em que as raízes se
cravam no solo, ou em caso de sementeira, o em que as
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da ocupação de boa fé."
Ou seja, as terras são de propriedade da União, insuscetíveis de
apropriação privada.
A propriedade das plantações e edificações feitas pelo ocupante das
terras é regulada pelo art. 1.255 do Código Civil:
"Art. 1.255. Aquele que semeia, planta ou edifica em
terreno alheio perde, em proveito do proprietário, as sementes,
plantas e construções; se procedeu de boa-fé, terá direito a
indenização."
Ou seja, a propriedade das sementes, plantas e material de
construção é adquirida por acessão pelo proprietário do terreno, na
forma do art. 1.248, V, do Código Civil.
Sobre a aquisição da propriedade por acessão, já lecionava Pontes de
Miranda:
“São modos de adquirir a propriedade, modos originários,
a construção, inaedificatio, e a plantação, implantatio. (…) Trata-se
de acessão de móvel a imóvel: o bem imóvel, principal, atrai o
móvel, que se faz parte dele.
(…)
Para o direito brasileiro, o que importa é que o material de
construção ou plantação seja incorporado ao imóvel, de modo
que se não possa retirar sem destruição, fratura ou dano.
(...)
A aquisição da propriedade, por parte do proprietário do
fundo, dá-se ao se tornar definitiva a conjunção. Tratando-se de
plantação, esse momento é o da coalitio, o em que as raízes se
cravam no solo, ou em caso de sementeira, o em que as
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sementes se misturam com a terra, ou já se tornaria difícil
apanhá-las, ou, em caso de construção, o em que se ligam ao
terreno, ou se usam nele, misturando-se, os materiais, ou o em
que se dá a integração, como parte ao edifício.” PONTES DE
MIRANDA, Francisco Cavalcanti p. 175, 185 e 187. Tratado do
Direito Privado. Tomo XI. Rio de Janeiro: Borsoi, 1955.
Portanto, as plantações e edificações incorporam-se ao terreno,
tornando-se propriedade do dono, no caso, a União, que por sua vez
deverá indenizar o ocupante de boa-fé.
Note-se que a propriedade é adquirida pela União pela simples
incorporação dos vegetais ou materiais de construção ao solo, sendo
irrelevantes a tradição ou o ato administrativo de inventário ou
tombamento dos bens no patrimônio público. Os particulares ocupantes
não são proprietários das terras ou das acessões.
A tradição não é relevante para a transferência da propriedade de
imóveis. A aquisição da propriedade de construções e plantações ocorre
por acessão – art. 1.248, V, do Código Civil –, ou seja, a plantação ou
construção ingressa no patrimônio do proprietário pela simples
incorporação ao solo, sendo irrelevante a transferência da posse.
Da mesma forma, a União é proprietária antes de qualquer ato
administrativo de catalogação dos bens – inventário ou tombamento.
A simples particularidade de a União – no caso a Funai – ter
oferecido indenização pelas benfeitorias não torna o fato atípico. Como
visto, o fundamento jurídico da indenização não está na propriedade da
acessão, mas na boa-fé do ocupante que semeia, planta ou constrói.
Assim, como a propriedade já era da União, não poderia o ocupante
destruir as acessões, mesmo que sob tal pretexto recusasse a indenização.
Não há como comparar a situação em questão com a compra e
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sementes se misturam com a terra, ou já se tornaria difícil
apanhá-las, ou, em caso de construção, o em que se ligam ao
terreno, ou se usam nele, misturando-se, os materiais, ou o em
que se dá a integração, como parte ao edifício.” PONTES DE
MIRANDA, Francisco Cavalcanti p. 175, 185 e 187. Tratado do
Direito Privado. Tomo XI. Rio de Janeiro: Borsoi, 1955.
Portanto, as plantações e edificações incorporam-se ao terreno,
tornando-se propriedade do dono, no caso, a União, que por sua vez
deverá indenizar o ocupante de boa-fé.
Note-se que a propriedade é adquirida pela União pela simples
incorporação dos vegetais ou materiais de construção ao solo, sendo
irrelevantes a tradição ou o ato administrativo de inventário ou
tombamento dos bens no patrimônio público. Os particulares ocupantes
não são proprietários das terras ou das acessões.
A tradição não é relevante para a transferência da propriedade de
imóveis. A aquisição da propriedade de construções e plantações ocorre
por acessão – art. 1.248, V, do Código Civil –, ou seja, a plantação ou
construção ingressa no patrimônio do proprietário pela simples
incorporação ao solo, sendo irrelevante a transferência da posse.
Da mesma forma, a União é proprietária antes de qualquer ato
administrativo de catalogação dos bens – inventário ou tombamento.
A simples particularidade de a União – no caso a Funai – ter
oferecido indenização pelas benfeitorias não torna o fato atípico. Como
visto, o fundamento jurídico da indenização não está na propriedade da
acessão, mas na boa-fé do ocupante que semeia, planta ou constrói.
Assim, como a propriedade já era da União, não poderia o ocupante
destruir as acessões, mesmo que sob tal pretexto recusasse a indenização.
Não há como comparar a situação em questão com a compra e
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
venda. Não se está diante de contrato, mas da liquidação dos efeitos de
ocupação de imóvel da União. Não se exige que a União pague a
indenização para ser proprietária das acessões.
Ou seja, a destruição de edificações e plantações é destruição de
patrimônio da União, pelo que o fato é, formalmente, típico.
No entanto, o que se percebe, já nessa fase de análise da denúncia, é
que o denunciado incorreu em erro de tipo, na forma do art. 20 do
Código Penal, quanto ao caráter alheio da coisa.
Em outras palavras, o denunciado tinha convicção de que o
patrimônio era seu, tendo sido injustamente desapossado da terra pela
União. Da mesma forma, por ter adquirido ou construído o que na terra
estava, era intitulado a retirar ou destruir tudo o que no terreno havia.
No julgamento da Petição 3.888, o Supremo Tribunal Federal
analisou a situação dos produtores de arroz na região da Reserva Raposa
Serra do Sol. Reconheceu que o Incra concedeu título aos fazendeiros,
dando-lhes aparência de proprietários das terras. Ainda assim, o Tribunal
afirmou a nulidade das titulações, nos termos do voto do ministro Ayres
Britto:
“V – são nulas as titulações conferidas pelo INCRA, na
Terra Indígena Raposa Serra do Sol, assim como inválida é a
ocupação da Fazenda Guanabara. Se não, veja-se: a) a autarquia
federal, baseada em estudo de 1979, constante de procedimento
demarcatório inconcluso (ausentes portaria declaratória e
decreto homologatório), sem qualquer consulta à FUNAI
arrecadou terras da União como se devolutas fossem,
alienando-as diretamente a particulares; b) sucede que as terras
já eram e permanecem indígenas, sendo provisoriamente
excluídas dos estudos de 1979 e de 1985 apenas para superar
dificuldades que teria o Órgão Tutelar em demarcar tal área
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Supremo Tribunal Federal
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venda. Não se está diante de contrato, mas da liquidação dos efeitos de
ocupação de imóvel da União. Não se exige que a União pague a
indenização para ser proprietária das acessões.
Ou seja, a destruição de edificações e plantações é destruição de
patrimônio da União, pelo que o fato é, formalmente, típico.
No entanto, o que se percebe, já nessa fase de análise da denúncia, é
que o denunciado incorreu em erro de tipo, na forma do art. 20 do
Código Penal, quanto ao caráter alheio da coisa.
Em outras palavras, o denunciado tinha convicção de que o
patrimônio era seu, tendo sido injustamente desapossado da terra pela
União. Da mesma forma, por ter adquirido ou construído o que na terra
estava, era intitulado a retirar ou destruir tudo o que no terreno havia.
No julgamento da Petição 3.888, o Supremo Tribunal Federal
analisou a situação dos produtores de arroz na região da Reserva Raposa
Serra do Sol. Reconheceu que o Incra concedeu título aos fazendeiros,
dando-lhes aparência de proprietários das terras. Ainda assim, o Tribunal
afirmou a nulidade das titulações, nos termos do voto do ministro Ayres
Britto:
“V – são nulas as titulações conferidas pelo INCRA, na
Terra Indígena Raposa Serra do Sol, assim como inválida é a
ocupação da Fazenda Guanabara. Se não, veja-se: a) a autarquia
federal, baseada em estudo de 1979, constante de procedimento
demarcatório inconcluso (ausentes portaria declaratória e
decreto homologatório), sem qualquer consulta à FUNAI
arrecadou terras da União como se devolutas fossem,
alienando-as diretamente a particulares; b) sucede que as terras
já eram e permanecem indígenas, sendo provisoriamente
excluídas dos estudos de 1979 e de 1985 apenas para superar
dificuldades que teria o Órgão Tutelar em demarcar tal área
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
(dificuldades consistentes em litígios dos índios frente aos não-
índios; c) já a titulação da Fazenda Guanabara, alegadamente
escorada em sentença com trânsito em julgado, proferida em
ação discriminatória, também ela padece de vício insanável. É
que a referida ação não cuidou da temática indígena, pois,
equivocadamente, partiu do pressuposto de se tratar de terra
devoluta. O que se comprova pelo acórdão do TRF da 1ª
Região, transitado em julgado, na ação de manutenção de
posse que teve por autor o suposto proprietário privado.
Acórdão que vocalizou o seguinte: comprovada através de laudo
pericial idôneo a posse indígena, é procedente a oposição para
reintegrar a União na posse do bem. Pelo que não podem prosperar
as determinações do Despacho nº 80/96, do então Ministro de
Estado da Justiça, pois o que somente cabe aos detentores
privados dos títulos de propriedade é postular indenização
pelas benfeitorias realizadas de boa-fé;
VI – os rizicultores privados, que passaram a explorar as
terras indígenas somente a partir de 1992 (após a promulgação
da Lei Fundamental de 1988, destarte), não têm qualquer
direito adquirido à respectiva posse. Em primeiro lugar, porque
as posses antigas, que supostamente lhes serviram de ponto de
partida, são, na verdade, o resultado de inescondível esbulho.
Como sobejamente demonstrado no laudo e parecer
antropológicos, os índios foram de lá empurrados, enxotados,
escorraçados. Não sem antes opor notória resistência, fato que
perdura até hoje. Em segundo lugar, porque a presença dos
arrozeiros subtrai dos índios extensas áreas de solo fértil,
imprescindíveis às suas (dos autóctones) atividades produtivas,
impede o acesso das comunidades indígenas aos rios Surumu e
Tacutu e degrada os recursos ambientais necessários ao bem-
estar de todos eles, nativos da região”.
Ou seja, ainda que o direito à demarcação tenha prevalecido, não se
deixou de reconhecer a aparência de propriedade dos fazendeiros.
Em seu depoimento policial (fls. 70-71 do Inquérito), o denunciado
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(dificuldades consistentes em litígios dos índios frente aos não-
índios; c) já a titulação da Fazenda Guanabara, alegadamente
escorada em sentença com trânsito em julgado, proferida em
ação discriminatória, também ela padece de vício insanável. É
que a referida ação não cuidou da temática indígena, pois,
equivocadamente, partiu do pressuposto de se tratar de terra
devoluta. O que se comprova pelo acórdão do TRF da 1ª
Região, transitado em julgado, na ação de manutenção de
posse que teve por autor o suposto proprietário privado.
Acórdão que vocalizou o seguinte: comprovada através de laudo
pericial idôneo a posse indígena, é procedente a oposição para
reintegrar a União na posse do bem. Pelo que não podem prosperar
as determinações do Despacho nº 80/96, do então Ministro de
Estado da Justiça, pois o que somente cabe aos detentores
privados dos títulos de propriedade é postular indenização
pelas benfeitorias realizadas de boa-fé;
VI – os rizicultores privados, que passaram a explorar as
terras indígenas somente a partir de 1992 (após a promulgação
da Lei Fundamental de 1988, destarte), não têm qualquer
direito adquirido à respectiva posse. Em primeiro lugar, porque
as posses antigas, que supostamente lhes serviram de ponto de
partida, são, na verdade, o resultado de inescondível esbulho.
Como sobejamente demonstrado no laudo e parecer
antropológicos, os índios foram de lá empurrados, enxotados,
escorraçados. Não sem antes opor notória resistência, fato que
perdura até hoje. Em segundo lugar, porque a presença dos
arrozeiros subtrai dos índios extensas áreas de solo fértil,
imprescindíveis às suas (dos autóctones) atividades produtivas,
impede o acesso das comunidades indígenas aos rios Surumu e
Tacutu e degrada os recursos ambientais necessários ao bem-
estar de todos eles, nativos da região”.
Ou seja, ainda que o direito à demarcação tenha prevalecido, não se
deixou de reconhecer a aparência de propriedade dos fazendeiros.
Em seu depoimento policial (fls. 70-71 do Inquérito), o denunciado
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
deixa claro que considerava sua ocupação justa, sendo que as fazendas
estariam instaladas desde 1922 e 1932, tendo-as adquirido nos anos 90 e
2000. Teria retirado tudo o que era removível e deliberadamente
destruído as construções para “não servir de base às ONGs que ocuparão
o espaço, e assim utilizarem as benfeitorias como base para novas e
sucessivas expansões da área para invasões de propriedades e,
consequentemente, expulsão de brasileiros da fronteira norte do país”.
O próprio contexto da conduta demonstra que, acima do desejo de
destruir o patrimônio alheio, o denunciado buscava evitar que terceiros
tivessem posse do que considerava seu, por ter legitimamente construído
ou adquirido.
Mesmo em fase de recebimento de denúncia, é possível vislumbrar
erro de tipo quanto ao caráter “alheio” da coisa destruída.
Assim, é cabível, desde logo, a absolvição, tendo em conta o erro de
tipo, na forma do art. 20 do Código Penal.
Ante o exposto, julgo improcedente a denúncia, absolvendo o réu,
na forma do art. 6º da Lei 8.038/90, combinado com art. 386, III, do CPP,
por erro de tipo. Sucessivamente, voto pela rejeição da denúncia, por
inepta, salvo quanto aos danos alegadamente praticados contra as
acessões da Fazenda Depósito descritas na Tabela 1 do Laudo de Exame
de Local 155/10 (fls. 188-189 do Anexo).
13
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deixa claro que considerava sua ocupação justa, sendo que as fazendas
estariam instaladas desde 1922 e 1932, tendo-as adquirido nos anos 90 e
2000. Teria retirado tudo o que era removível e deliberadamente
destruído as construções para “não servir de base às ONGs que ocuparão
o espaço, e assim utilizarem as benfeitorias como base para novas e
sucessivas expansões da área para invasões de propriedades e,
consequentemente, expulsão de brasileiros da fronteira norte do país”.
O próprio contexto da conduta demonstra que, acima do desejo de
destruir o patrimônio alheio, o denunciado buscava evitar que terceiros
tivessem posse do que considerava seu, por ter legitimamente construído
ou adquirido.
Mesmo em fase de recebimento de denúncia, é possível vislumbrar
erro de tipo quanto ao caráter “alheio” da coisa destruída.
Assim, é cabível, desde logo, a absolvição, tendo em conta o erro de
tipo, na forma do art. 20 do Código Penal.
Ante o exposto, julgo improcedente a denúncia, absolvendo o réu,
na forma do art. 6º da Lei 8.038/90, combinado com art. 386, III, do CPP,
por erro de tipo. Sucessivamente, voto pela rejeição da denúncia, por
inepta, salvo quanto aos danos alegadamente praticados contra as
acessões da Fazenda Depósito descritas na Tabela 1 do Laudo de Exame
de Local 155/10 (fls. 188-189 do Anexo).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 32
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente,
neste caso peço vênia ao Ministro Gilmar.
A descrição apresentada pelo Ministério Público na denúncia me
parece, pelo menos nesta fase, ser pormenorizada quanto aos fatos, dado
o que aconteceu. Se haverá prova ou não destes dados, até pelo que
afirma o denunciado, o investigado, ainda nesta fase, é no sentido de que
ele diz que realmente retirou, destruiu aquilo que ele não conseguiu levar.
Ora, se ele tinha dúvidas sobre a titularidade, o caso não seria de
destruição, até porque o pressuposto é que a terra indígena - como falou
o nosso denodado Advogado, que atuou tão bem nos dois momentos,
agora e no inquérito anterior - pareceu ao denunciado que se tinha, neste
caso, algo que não pertenceria, e que não teria transitado em julgado a
decisão, à União. Ora, a terra indígena é da União, em princípio; é do
povo brasileiro pela União.
E, portanto, pressupor que a condição de posseiro daria a ele o
poder de destruir aquilo que eventualmente não pudesse ser retirado,
como aconteceu - repito, de maneira confessa -, não me parece seja
suficiente pra que, nesta fase, se possa, de pronto, afastar o que alegado
pelo Ministério Público; e lembrando ainda que, nesta fase, in dubio pro
societate.
Eu não fico, com os dados apresentados, Presidente, certa de que
este tenha sido o comportamento, porque a pessoa teve dúvida quanto à
titularidade, e, portanto, achou que, sendo dele e não querendo que outra
pessoa possuísse, poderia destruir. Os bens estavam em terras de
indígenas, e as terras indígenas, desde 5 de outubro, são realmente do
povo brasileiro, titularizados formalmente pela pessoa jurídica União.
Por essa razão, eu peço vênia, Senhor Presidente.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente,
neste caso peço vênia ao Ministro Gilmar.
A descrição apresentada pelo Ministério Público na denúncia me
parece, pelo menos nesta fase, ser pormenorizada quanto aos fatos, dado
o que aconteceu. Se haverá prova ou não destes dados, até pelo que
afirma o denunciado, o investigado, ainda nesta fase, é no sentido de que
ele diz que realmente retirou, destruiu aquilo que ele não conseguiu levar.
Ora, se ele tinha dúvidas sobre a titularidade, o caso não seria de
destruição, até porque o pressuposto é que a terra indígena - como falou
o nosso denodado Advogado, que atuou tão bem nos dois momentos,
agora e no inquérito anterior - pareceu ao denunciado que se tinha, neste
caso, algo que não pertenceria, e que não teria transitado em julgado a
decisão, à União. Ora, a terra indígena é da União, em princípio; é do
povo brasileiro pela União.
E, portanto, pressupor que a condição de posseiro daria a ele o
poder de destruir aquilo que eventualmente não pudesse ser retirado,
como aconteceu - repito, de maneira confessa -, não me parece seja
suficiente pra que, nesta fase, se possa, de pronto, afastar o que alegado
pelo Ministério Público; e lembrando ainda que, nesta fase, in dubio pro
societate.
Eu não fico, com os dados apresentados, Presidente, certa de que
este tenha sido o comportamento, porque a pessoa teve dúvida quanto à
titularidade, e, portanto, achou que, sendo dele e não querendo que outra
pessoa possuísse, poderia destruir. Os bens estavam em terras de
indígenas, e as terras indígenas, desde 5 de outubro, são realmente do
povo brasileiro, titularizados formalmente pela pessoa jurídica União.
Por essa razão, eu peço vênia, Senhor Presidente.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 32
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
INQ 3670 / RR
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Ministra Cármen, só para deixar claro?
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Claro, por favor.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Este
caso, eu não quis me perder em detalhes aqui sobre o tema, é um caso em
que o Tribunal entendeu que o fato consumado da demarcação estava já
efetivado. E, por isso, houve por bem não fazer uma revisão.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – Sim.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Mas,
certamente, até pelos pressupostos que balizaram o caso, poderia dar
ensejo a uma revisão da própria demarcação. Por quê? Porque ela, de
fato, acabou por incidir sobre áreas que há muito não eram ocupadas por
indígenas. Tanto é que, na demarcação, ocorreu essa situação bizarra de
se colocar sede de município.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Município:
Pacaraima.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Sede de
município, sede de distrito.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pacaraima, citada na
anterior, era exatamente isso. Mas, de toda sorte, nem é isso que me
impressiona, Ministro. O que me impressiona é a circunstância narrada
pelo Ministério Público.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Então,
o caso é todo muito peculiar. Além do que houve essas áreas de que
estamos a falar.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Ministra Cármen, só para deixar claro?
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Claro, por favor.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Este
caso, eu não quis me perder em detalhes aqui sobre o tema, é um caso em
que o Tribunal entendeu que o fato consumado da demarcação estava já
efetivado. E, por isso, houve por bem não fazer uma revisão.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – Sim.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Mas,
certamente, até pelos pressupostos que balizaram o caso, poderia dar
ensejo a uma revisão da própria demarcação. Por quê? Porque ela, de
fato, acabou por incidir sobre áreas que há muito não eram ocupadas por
indígenas. Tanto é que, na demarcação, ocorreu essa situação bizarra de
se colocar sede de município.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Município:
Pacaraima.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Sede de
município, sede de distrito.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pacaraima, citada na
anterior, era exatamente isso. Mas, de toda sorte, nem é isso que me
impressiona, Ministro. O que me impressiona é a circunstância narrada
pelo Ministério Público.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Então,
o caso é todo muito peculiar. Além do que houve essas áreas de que
estamos a falar.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 32
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Que o Ministro
Nelson Jobim chamava de ilhas.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Dos
rizicultores; era uma área que foi objeto, nos anos anteriores, ainda nos
anos 80, de uma titulação por parte do INCRA.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Com isso, Ministro,
estamos lidando em todos os casos. Aquele caso que nós julgamos, de que
fui Relatora, no sul da Bahia, era exatamente isso, no caso perto de
Itabuna, em que o Estado errou. Aliás, não tenho dúvida que aqui foi o
Estado que errou, induziu a erro, e, em inúmeras vezes, nós estamos
tendo que fazer um ajeitamento que o Poder Executivo não quis sentar à
mesa e fazer. Agora, neste caso, parece-me um outro dado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Quer
dizer, os próprios órgão públicos colocaram em dúvida a titulação.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Porque às vezes até
levaram para as áreas esses índios.
Agora, uma vez que não houve uma forma de conciliação ou de
solução deste conflito e judicializou-se, eu tenho que, neste caso
específico, é uma matéria penal relativa a uma determinada pessoa, em
relação a bens que não lhe pertenciam e que não estavam em áreas que
eleapoderia atuar, como atuou, e que configura um ilícito, pelo menos em
tese. Então, não me parece que, nesta passagem, seja o caso de não
recebimento da denúncia.
Por isso, Senhor Presidente, de uma forma simplificada, eu peço
vênia ao Ministro Gilmar, mas recebo a denúncia para que, no curso da
ação penal, se for o caso, ou se fosse o caso, uma vez que posso ficar
vencida, parece-me que seria o caso de apurar-se devidamente e
solucionar-se só ao final da ação penal, com o direito de defesa, com a
comprovação exata de que não houve danos a bens do povo brasileiro.
3
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INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Que o Ministro
Nelson Jobim chamava de ilhas.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Dos
rizicultores; era uma área que foi objeto, nos anos anteriores, ainda nos
anos 80, de uma titulação por parte do INCRA.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Com isso, Ministro,
estamos lidando em todos os casos. Aquele caso que nós julgamos, de que
fui Relatora, no sul da Bahia, era exatamente isso, no caso perto de
Itabuna, em que o Estado errou. Aliás, não tenho dúvida que aqui foi o
Estado que errou, induziu a erro, e, em inúmeras vezes, nós estamos
tendo que fazer um ajeitamento que o Poder Executivo não quis sentar à
mesa e fazer. Agora, neste caso, parece-me um outro dado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Quer
dizer, os próprios órgão públicos colocaram em dúvida a titulação.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Porque às vezes até
levaram para as áreas esses índios.
Agora, uma vez que não houve uma forma de conciliação ou de
solução deste conflito e judicializou-se, eu tenho que, neste caso
específico, é uma matéria penal relativa a uma determinada pessoa, em
relação a bens que não lhe pertenciam e que não estavam em áreas que
eleapoderia atuar, como atuou, e que configura um ilícito, pelo menos em
tese. Então, não me parece que, nesta passagem, seja o caso de não
recebimento da denúncia.
Por isso, Senhor Presidente, de uma forma simplificada, eu peço
vênia ao Ministro Gilmar, mas recebo a denúncia para que, no curso da
ação penal, se for o caso, ou se fosse o caso, uma vez que posso ficar
vencida, parece-me que seria o caso de apurar-se devidamente e
solucionar-se só ao final da ação penal, com o direito de defesa, com a
comprovação exata de que não houve danos a bens do povo brasileiro.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 32
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
INQ 3670 / RR
Essa é a razão pela qual, pedindo vênia, como disse, divirjo
exatamente no sentido do recebimento da denúncia.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Só
para esclarecer, Ministra Cármen: o Ministro Gilmar, salvo melhor juízo,
julgou improcedente a denúncia, absolvendo o réu.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, pelo artigo 6º.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Por
erro de tipo.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Em
relação aos danos praticados na Fazenda Depósito.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – Sim.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) – Isso.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - E
rejeitou a denúncia quanto ao restante. Vossa Excelência aceita a
denúncia, integralmente.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Incluída aí. Sim.
Divirjo nessa parte.
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Essa é a razão pela qual, pedindo vênia, como disse, divirjo
exatamente no sentido do recebimento da denúncia.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Só
para esclarecer, Ministra Cármen: o Ministro Gilmar, salvo melhor juízo,
julgou improcedente a denúncia, absolvendo o réu.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, pelo artigo 6º.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Por
erro de tipo.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Em
relação aos danos praticados na Fazenda Depósito.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – Sim.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) – Isso.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - E
rejeitou a denúncia quanto ao restante. Vossa Excelência aceita a
denúncia, integralmente.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Incluída aí. Sim.
Divirjo nessa parte.
4
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia, Senhor
Presidente, para, acompanhando a divergência iniciada pela eminente
Ministra CÁRMEN LÚCIA, receber, integralmente, a denúncia oferecida
pelo Ministério Público.
É o meu voto.
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23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia, Senhor
Presidente, para, acompanhando a divergência iniciada pela eminente
Ministra CÁRMEN LÚCIA, receber, integralmente, a denúncia oferecida
pelo Ministério Público.
É o meu voto.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Pelo
exame que eu fiz, percebe-se que a denúncia, em nenhum momento,
aponta o dia ou mesmo a época em que a conduta teria sido praticada, o
que se mostraria importantíssimo até para aferição da prescrição. Aqui, a
pena máxima é de três anos.
Embora o artigo 41 do CPP exija essa descrição, tudo que a
Procuradoria da República articula, na peça acusatória, são as datas da
aquisição ou tomada de posse das duas fazendas - Fazenda Depósito, em
1992, e Fazenda Providência, em 2001 -, além da ordem judicial de
desocupação emanada do Supremo, em maio de 2009.
O único ponto em que a denúncia descreve suficientemente a
conduta é, curiosamente, ao transcrever o depoimento do próprio
denunciado (fls. 5 e 6) perante a autoridade judicial, quando assevera que
sua desocupação se deu em seguida à aludida ordem judicial. Isso em
relação à Fazenda Depósito, não é isso?
Somada essa declaração ao conjunto da defesa, aí sim, seria possível,
com alguma margem de tolerância, formar um quadro capaz de permitir
o pleno exercício da defesa por parte do denunciado. O mais das
alegações da defesa, de que a retirada se deu de bens que não haviam
sido indenizados ou o foram insuficientemente, é, por mais relevante e
verossimilhante que seja, um tema de fundo que não impediria o
recebimento da denúncia.
Em outras palavras, eu acompanharia, em parte, o Relator para
rejeitar a denúncia, exceto em relação àquele item da Fazenda Depósito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Aquele
que tem o laudo do exame local, aquela lista dos bens.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
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23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Pelo
exame que eu fiz, percebe-se que a denúncia, em nenhum momento,
aponta o dia ou mesmo a época em que a conduta teria sido praticada, o
que se mostraria importantíssimo até para aferição da prescrição. Aqui, a
pena máxima é de três anos.
Embora o artigo 41 do CPP exija essa descrição, tudo que a
Procuradoria da República articula, na peça acusatória, são as datas da
aquisição ou tomada de posse das duas fazendas - Fazenda Depósito, em
1992, e Fazenda Providência, em 2001 -, além da ordem judicial de
desocupação emanada do Supremo, em maio de 2009.
O único ponto em que a denúncia descreve suficientemente a
conduta é, curiosamente, ao transcrever o depoimento do próprio
denunciado (fls. 5 e 6) perante a autoridade judicial, quando assevera que
sua desocupação se deu em seguida à aludida ordem judicial. Isso em
relação à Fazenda Depósito, não é isso?
Somada essa declaração ao conjunto da defesa, aí sim, seria possível,
com alguma margem de tolerância, formar um quadro capaz de permitir
o pleno exercício da defesa por parte do denunciado. O mais das
alegações da defesa, de que a retirada se deu de bens que não haviam
sido indenizados ou o foram insuficientemente, é, por mais relevante e
verossimilhante que seja, um tema de fundo que não impediria o
recebimento da denúncia.
Em outras palavras, eu acompanharia, em parte, o Relator para
rejeitar a denúncia, exceto em relação àquele item da Fazenda Depósito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Aquele
que tem o laudo do exame local, aquela lista dos bens.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
INQ 3670 / RR
Exatamente. É a parte que Vossa Excelência está julgando improcedente,
que vem descrita na Tabela 1, o laudo de exame de local.
E quanto ao mais, eu rejeitaria a denúncia, acompanhando o Relator.
2
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INQ 3670 / RR
Exatamente. É a parte que Vossa Excelência está julgando improcedente,
que vem descrita na Tabela 1, o laudo de exame de local.
E quanto ao mais, eu rejeitaria a denúncia, acompanhando o Relator.
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Debate
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
D E B A T E
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - De
modo que nós temos dois votos rejeitando, em parte, a denúncia, e três
votos...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Há empate quanto à
rejeição parcial da denúncia, pois 2 (dois) Juízes desta colenda Turma
recebem a peça acusatória, enquanto os outros 2 (dois) formulam, quanto
a ela, o pertinente juízo negativo de admissibilidade...
Registrou-se, portanto, situação de empate quanto a esse ponto da
denúncia ora sob apreciação.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Nós
temos um empate.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Precisamente.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Temos três votos recebendo a denúncia em relação à Fazenda Depósito e
dois votos rejeitando a denúncia em relação aos demais.
Penso que, havendo empate, salvo melhor juízo, nós temos que
considerar rejeitada a denúncia, salvo em relação à Fazenda Depósito.
Submeto isso à consideração dos Colegas.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O eminente Relator
também entende assim?
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Parece
que é esse o encaminhamento, até porque não temos outra...
Supremo Tribunal Federal
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SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
D E B A T E
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - De
modo que nós temos dois votos rejeitando, em parte, a denúncia, e três
votos...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Há empate quanto à
rejeição parcial da denúncia, pois 2 (dois) Juízes desta colenda Turma
recebem a peça acusatória, enquanto os outros 2 (dois) formulam, quanto
a ela, o pertinente juízo negativo de admissibilidade...
Registrou-se, portanto, situação de empate quanto a esse ponto da
denúncia ora sob apreciação.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Nós
temos um empate.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Precisamente.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Temos três votos recebendo a denúncia em relação à Fazenda Depósito e
dois votos rejeitando a denúncia em relação aos demais.
Penso que, havendo empate, salvo melhor juízo, nós temos que
considerar rejeitada a denúncia, salvo em relação à Fazenda Depósito.
Submeto isso à consideração dos Colegas.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O eminente Relator
também entende assim?
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Parece
que é esse o encaminhamento, até porque não temos outra...
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Debate
INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Nós aplicamos isso
em relação ao habeas corpus, que se tem no Regimento.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Recurso, de um modo geral.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Essa matéria penal é
específica. Nós já tentamos até...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Nós já
aplicamos isso inclusive no Plenário do Supremo, naquele caso da...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Tratando-se de
matéria penal, o empate somente pode beneficiar aquele que sofre a
persecução estatal, de tal modo que, em não havendo maioria em sentido
contrário, o empate importará, necessariamente, em respeito à presunção
constitucional de inocência (CF, art. 5º, LVII) e, tal seja a situação processual,
em rejeição da denúncia, ou, então, em absolvição, ou, na hipótese de
“habeas corpus”, em concessão do próprio “writ” constitucional.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É porque, naquele
caso, nós distinguimos que, no inquérito, era in dubio pro societate, e na
ação penal é in dubio pro reo.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) –
Exatamente. foi o caso do Deputado Paulo.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E, aqui, o princípio
não é o mesmo.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O postulado “in
dubio pro reo” traduz a fórmula liberal dos regimes democráticos, sob cujo
domínio não compete ao acusado provar a sua própria inocência, eis que esse
encargo recai, por inteiro, sobre o órgão estatal da acusação penal, seja em
2
Supremo Tribunal Federal
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INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Nós aplicamos isso
em relação ao habeas corpus, que se tem no Regimento.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Recurso, de um modo geral.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Essa matéria penal é
específica. Nós já tentamos até...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Nós já
aplicamos isso inclusive no Plenário do Supremo, naquele caso da...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Tratando-se de
matéria penal, o empate somente pode beneficiar aquele que sofre a
persecução estatal, de tal modo que, em não havendo maioria em sentido
contrário, o empate importará, necessariamente, em respeito à presunção
constitucional de inocência (CF, art. 5º, LVII) e, tal seja a situação processual,
em rejeição da denúncia, ou, então, em absolvição, ou, na hipótese de
“habeas corpus”, em concessão do próprio “writ” constitucional.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É porque, naquele
caso, nós distinguimos que, no inquérito, era in dubio pro societate, e na
ação penal é in dubio pro reo.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) –
Exatamente. foi o caso do Deputado Paulo.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E, aqui, o princípio
não é o mesmo.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O postulado “in
dubio pro reo” traduz a fórmula liberal dos regimes democráticos, sob cujo
domínio não compete ao acusado provar a sua própria inocência, eis que esse
encargo recai, por inteiro, sobre o órgão estatal da acusação penal, seja em
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 32
Debate
INQ 3670 / RR
face do que prescreve o art. 5º, inciso LVII, da Constituição da República,
seja, ainda, em razão do que dispõe o art. 156, “caput”, do CPP, que
atribui o ônus material da prova – tratando-se da demonstração da
materialidade e da autoria do fato delituoso – ao Ministério Público.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - A
outra alternativa seria um voto de desempate, que podia ser o do
Presidente, ou convocar alguém.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Convocar um
Ministro da outra Turma.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A norma regimental
que confere ao Presidente do Plenário ou ao Presidente de cada uma das
Turmas o voto de qualidade não pode nem deve incidir na hipótese de
empate que eventualmente se registre em julgamentos penais, como sucede
na espécie.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É verdade.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: E a razão é simples:
mera norma de índole regimental jamais poderá prevalecer, em situação de
antinomia, sobre o texto normativo da Constituição...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Neste caso, eu manteria o meu voto pelo acolhimento parcial da
denúncia.
Nós julgamos, aqui, o habeas corpus em caso no qual, no STJ, houve
situação de empate no julgamento de um recurso, e a Turma, ao invés de
proclamar o resultado favoravelmente ao réu, resolveu convocar outro
Ministro para desempatar. Na oportunidade, nós concedemos o habeas
corpus para dizer que, nesses casos, não cabe convocação, mas sim a
proclamação do resultado favorável ao acusado.
3
Supremo Tribunal Federal
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INQ 3670 / RR
face do que prescreve o art. 5º, inciso LVII, da Constituição da República,
seja, ainda, em razão do que dispõe o art. 156, “caput”, do CPP, que
atribui o ônus material da prova – tratando-se da demonstração da
materialidade e da autoria do fato delituoso – ao Ministério Público.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - A
outra alternativa seria um voto de desempate, que podia ser o do
Presidente, ou convocar alguém.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Convocar um
Ministro da outra Turma.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A norma regimental
que confere ao Presidente do Plenário ou ao Presidente de cada uma das
Turmas o voto de qualidade não pode nem deve incidir na hipótese de
empate que eventualmente se registre em julgamentos penais, como sucede
na espécie.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É verdade.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: E a razão é simples:
mera norma de índole regimental jamais poderá prevalecer, em situação de
antinomia, sobre o texto normativo da Constituição...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Neste caso, eu manteria o meu voto pelo acolhimento parcial da
denúncia.
Nós julgamos, aqui, o habeas corpus em caso no qual, no STJ, houve
situação de empate no julgamento de um recurso, e a Turma, ao invés de
proclamar o resultado favoravelmente ao réu, resolveu convocar outro
Ministro para desempatar. Na oportunidade, nós concedemos o habeas
corpus para dizer que, nesses casos, não cabe convocação, mas sim a
proclamação do resultado favorável ao acusado.
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Debate
INQ 3670 / RR
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O caso ora em exame,
tendo em vista a circunstância do empate, impõe a rejeição parcial da peça
acusatória, que traduz a solução juridicamente mais favorável ao
denunciado.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) – O
Regimento não soluciona claramente o caso.
É verdade que o Código de Processo Penal, de um modo geral,
dispõe que em matéria criminal, havendo empate, favorece o acusado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - No
caso do Plenário, aquela questão de ordem.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O empate, em
julgamentos penais, mesmo que se trate da fase preliminar de controle
prévio de admissibilidade da denúncia, impõe a rejeição, no ponto, da
peça acusatória.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu me lembro bem,
Ministro, que foi dito que, na fase de recebimento da denúncia, prevalece
o princípio in dubio pro societate, e, na fase da ação penal, in dubio pro
reo. Quer dizer, não tendo sido formado um juízo condenatório
majoritário, é como se houvesse uma dúvida do Colegiado - um empate -
e, então, neste caso, prevaleceria o princípio, enfim, favorável ao réu, com
razão; naquele caso, com toda a razão.
Mas, enfim, qualquer solução que se encaminhe, aqui, haverá de ser
por uma interpretação analógica.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Embora se deva considerar que, pela configuração da Lei nº 8.038/90, esse
juízo de recebimento da denúncia, hoje, nas ações originárias do Tribunal,
tem um componente de juízo de mérito também.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim. Tanto que o
4
Supremo Tribunal Federal
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INQ 3670 / RR
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O caso ora em exame,
tendo em vista a circunstância do empate, impõe a rejeição parcial da peça
acusatória, que traduz a solução juridicamente mais favorável ao
denunciado.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) – O
Regimento não soluciona claramente o caso.
É verdade que o Código de Processo Penal, de um modo geral,
dispõe que em matéria criminal, havendo empate, favorece o acusado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - No
caso do Plenário, aquela questão de ordem.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O empate, em
julgamentos penais, mesmo que se trate da fase preliminar de controle
prévio de admissibilidade da denúncia, impõe a rejeição, no ponto, da
peça acusatória.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu me lembro bem,
Ministro, que foi dito que, na fase de recebimento da denúncia, prevalece
o princípio in dubio pro societate, e, na fase da ação penal, in dubio pro
reo. Quer dizer, não tendo sido formado um juízo condenatório
majoritário, é como se houvesse uma dúvida do Colegiado - um empate -
e, então, neste caso, prevaleceria o princípio, enfim, favorável ao réu, com
razão; naquele caso, com toda a razão.
Mas, enfim, qualquer solução que se encaminhe, aqui, haverá de ser
por uma interpretação analógica.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Embora se deva considerar que, pela configuração da Lei nº 8.038/90, esse
juízo de recebimento da denúncia, hoje, nas ações originárias do Tribunal,
tem um componente de juízo de mérito também.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim. Tanto que o
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Debate
INQ 3670 / RR
Ministro Gilmar, no outro caso, aplicou o 6º.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Pode gerar a improcedência. Vossa Excelência, aqui, mesmo, em parte
está julgando improcedente.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É, no outro caso,
aplicou o 6º.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Neste caso, Vossa
Excelência acompanha o Ministro GILMAR MENDES no que se refere à
rejeição?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Rejeição.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sim, rejeição!
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Não
no juízo de improcedência. Só estou falando isso porque, a rigor, se
comporta o juízo da...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Qualquer solução
fundada na fórmula do “in dubio pro societate” representará retrocesso
inadmissível em tema de persecução penal, pois, no plano dos
procedimentos persecutórios, há de sempre prevalecer o princípio do “favor
libertatis”, que expressa verdadeiro dogma peculiar aos regimes que
consagram o Estado Democrático de Direito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A tese
da dúvida é até arrazoável, mas quando há dúvida até quanto a fatos,
porque nós vamos ter, depois, a instrução processual, e aí se justifica até
receber a denúncia em caso de situações não claras. Mas aqui a questão é
de outra índole.
5
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
Ministro Gilmar, no outro caso, aplicou o 6º.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Pode gerar a improcedência. Vossa Excelência, aqui, mesmo, em parte
está julgando improcedente.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É, no outro caso,
aplicou o 6º.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Neste caso, Vossa
Excelência acompanha o Ministro GILMAR MENDES no que se refere à
rejeição?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Rejeição.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sim, rejeição!
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Não
no juízo de improcedência. Só estou falando isso porque, a rigor, se
comporta o juízo da...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Qualquer solução
fundada na fórmula do “in dubio pro societate” representará retrocesso
inadmissível em tema de persecução penal, pois, no plano dos
procedimentos persecutórios, há de sempre prevalecer o princípio do “favor
libertatis”, que expressa verdadeiro dogma peculiar aos regimes que
consagram o Estado Democrático de Direito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A tese
da dúvida é até arrazoável, mas quando há dúvida até quanto a fatos,
porque nós vamos ter, depois, a instrução processual, e aí se justifica até
receber a denúncia em caso de situações não claras. Mas aqui a questão é
de outra índole.
5
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Debate
INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, a questão aqui é
jurídica.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Nós
temos uma divisão quanto ao recebimento da denúncia, seja por inépcia,
seja pela possibilidade até de... Então, essa é a questão, não é?
É diferente de uma situação de fato controvertida em que nós
optamos por receber a denúncia, porque vamos fazer, depois, a
verificação dos fatos na instrução do processo. Mas aqui não se cuida
disso.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Vossa Excelência, no
ponto em que é acompanhado pelo Ministro TEORI ZAVASCKI, rejeita,
por inépcia, a peça acusatória?
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Isso. Eu
tinha dito o seguinte:
"a preliminar deveria ser parcialmente acolhida, para que
a ação penal prossiga apenas em relação aos danos
alegadamente praticados contra as acessões da Fazenda
Depósito".
Porque elas estão, de fato, descritas, essa é uma exigência mínima
para a aptidão da denúncia. E aí há um laudo com a lista desses bens que
foram afetados.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Por
isso que, quando tomei o voto de Vossa Excelência, eu perguntei sobre
esse detalhe; porque, em relação à parte, houve uma rejeição por inépcia
da denúncia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Exatamente.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Agora, no ponto em
6
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, a questão aqui é
jurídica.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Nós
temos uma divisão quanto ao recebimento da denúncia, seja por inépcia,
seja pela possibilidade até de... Então, essa é a questão, não é?
É diferente de uma situação de fato controvertida em que nós
optamos por receber a denúncia, porque vamos fazer, depois, a
verificação dos fatos na instrução do processo. Mas aqui não se cuida
disso.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Vossa Excelência, no
ponto em que é acompanhado pelo Ministro TEORI ZAVASCKI, rejeita,
por inépcia, a peça acusatória?
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Isso. Eu
tinha dito o seguinte:
"a preliminar deveria ser parcialmente acolhida, para que
a ação penal prossiga apenas em relação aos danos
alegadamente praticados contra as acessões da Fazenda
Depósito".
Porque elas estão, de fato, descritas, essa é uma exigência mínima
para a aptidão da denúncia. E aí há um laudo com a lista desses bens que
foram afetados.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Por
isso que, quando tomei o voto de Vossa Excelência, eu perguntei sobre
esse detalhe; porque, em relação à parte, houve uma rejeição por inépcia
da denúncia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Exatamente.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Agora, no ponto em
6
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Debate
INQ 3670 / RR
que há o empate...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - É
justamente nesse da inépcia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É nesse item.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A rejeição da
denúncia, por motivo de inépcia, não se reveste da autoridade da coisa julgada
em sentido material, circunstância que permitirá ao Ministério Público
reformulá-la, desde que ainda não consumada, “tractu temporis”, a
prescrição penal.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Só formal.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sim, coisa julgada
meramente formal...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Então Vossa Excelência propõe que o empate favoreça nesse ponto?
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Proponho, em face
das razões por mim expostas, que se proclame, no caso, a solução jurídica
mais favorável ao denunciado, consistente na rejeição parcial da peça
acusatória em virtude do empate ora registrado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Recebida a denúncia em relação (…)
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A denúncia, no caso,
fica rejeitada em parte, no ponto em que se registrou o empate, sendo
recebida, no entanto, quanto à outra imputação penal nela deduzida.
7
Supremo Tribunal Federal
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INQ 3670 / RR
que há o empate...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - É
justamente nesse da inépcia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É nesse item.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A rejeição da
denúncia, por motivo de inépcia, não se reveste da autoridade da coisa julgada
em sentido material, circunstância que permitirá ao Ministério Público
reformulá-la, desde que ainda não consumada, “tractu temporis”, a
prescrição penal.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Só formal.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sim, coisa julgada
meramente formal...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Então Vossa Excelência propõe que o empate favoreça nesse ponto?
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Proponho, em face
das razões por mim expostas, que se proclame, no caso, a solução jurídica
mais favorável ao denunciado, consistente na rejeição parcial da peça
acusatória em virtude do empate ora registrado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Recebida a denúncia em relação (…)
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A denúncia, no caso,
fica rejeitada em parte, no ponto em que se registrou o empate, sendo
recebida, no entanto, quanto à outra imputação penal nela deduzida.
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Extrato de Ata - 23/09/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
INQUÉRITO 3.670
PROCED. : RORAIMA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S) : PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S) : TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : ALVARO DA SILVA
Decisão: A Turma, por maioria, recebeu a denúncia quanto aos
danos alegadamente praticados contra às acessões da Fazenda
Depósito, descritos na tabela 1, do Laudo de Exame de Local
155/10, vencido o Ministro Relator. Quanto ao mais, a Turma
rejeitou a denúncia, por inepta, nos termos do voto do Relator, no
que foi acompanhado pelo Ministro Teori Zavascki, vencidos os
Ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia, tendo a Turma considerado
que, nesse último caso, o empate na votação deve favorecer o
acusado, sem prejuízo da propositura de nova peça acusatória, se
for o caso, atendidos os requisitos legais. Falaram, pelo
Ministério Público Federal, a Dra. Cláudia Sampaio Marques e, pelo
investigado, o Dr. Ticiano Figueiredo de Oliveira. 2ª Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
INQUÉRITO 3.670
PROCED. : RORAIMA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S) : PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S) : TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : ALVARO DA SILVA
Decisão: A Turma, por maioria, recebeu a denúncia quanto aos
danos alegadamente praticados contra às acessões da Fazenda
Depósito, descritos na tabela 1, do Laudo de Exame de Local
155/10, vencido o Ministro Relator. Quanto ao mais, a Turma
rejeitou a denúncia, por inepta, nos termos do voto do Relator, no
que foi acompanhado pelo Ministro Teori Zavascki, vencidos os
Ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia, tendo a Turma considerado
que, nesse último caso, o empate na votação deve favorecer o
acusado, sem prejuízo da propositura de nova peça acusatória, se
for o caso, atendidos os requisitos legais. Falaram, pelo
Ministério Público Federal, a Dra. Cláudia Sampaio Marques e, pelo
investigado, o Dr. Ticiano Figueiredo de Oliveira. 2ª Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 32
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7452792
| 2014-09-23T00:00:00
| 2014-12-10T00:00:00
|
A Turma, por maioria, recebeu a denúncia quanto aos danos alegadamente praticados contra às acessões da Fazenda Depósito, descritos na tabela 1, do Laudo de Exame de Local 155/10, vencido o Ministro Relator. Quanto ao mais, a Turma rejeitou a denúncia, por inepta, nos termos do voto do Relator, no que foi acompanhado pelo Ministro Teori Zavascki, vencidos os Ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia, tendo a Turma considerado que, nesse último caso, o empate na votação deve favorecer o acusado, sem prejuízo da propositura de nova peça acusatória, se for o caso, atendidos os requisitos legais. Falaram, pelo Ministério Público Federal, a Dra. Cláudia Sampaio Marques e, pelo investigado, o Dr. Ticiano Figueiredo de Oliveira. 2ª Turma, 23.09.2014.
|
INQUÉRITO
|
Inquérito. 2. Competência originária. 3. Penal e Processual Penal. 4. Empate na votação quanto à admissibilidade de parte da denúncia. Prevalência da rejeição, por mais favorável ao denunciado. 5. Crime de dano ao patrimônio da União. As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são propriedade da União – art. 20, XI, da Constituição Federal. As plantações e edificações incorporam-se ao terreno, tornando-se propriedade da União, que deverá indenizar o ocupante de boa-fé – art. 231, § 6º, da Constituição Federal e art. 1.255 do Código Civil. A propriedade das plantações e edificações é adquirida pela União por acessão – art. 1.248, V, do Código Civil –, ou seja, a plantação ou construção incorpora-se ao patrimônio da proprietária pela simples incorporação ao solo, sendo irrelevante a transferência da posse. São irrelevantes a tradição ou o ato administrativo de inventário ou tombamento dos bens no patrimônio público. Os particulares ocupantes não são proprietários das terras ou das acessões, pelo que não podem legitimamente destruí-los. Tipicidade, em tese, da destruição pelo art. 163, parágrafo único, III, do CP. 6. Denúncia recebida em relação aos danos alegadamente praticados contra as acessões da Fazenda Depósito descritas na Tabela 1 do Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 188-189 do Anexo), vencido o relator.
|
sjur287507
|
- Acórdão(s) citado(s):
(INÉPCIA, DENÚNCIA, DIREITO DE DEFESA, ACUSADO)
HC 70763 (1ªT), HC 73271 (1ªT).
(SITUAÇÃO, RIZICULTOR, RESERVA RAPOSA SERRA DO SOL)
Pet 3388 (TP).
- Legislação estrangeira citada: art. 1º da Constituição alemã.
Número de páginas: 32.
Análise: 16/12/2014, GOD.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
3670
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 INC-00003 ART-00005 INC-00057 \n ART-00020 INC-00011 ART-00231 PAR-00006\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00006\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-010406 ANO-2002\n ART-01248 INC-00005 ART-01255\n CC-2002 CÓDIGO CIVIL\n\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00020 ART-00163 PAR-ÚNICO INC-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041 ART-00156 \"CAPUT\" ART-00386 \n INC-00003\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
Inq
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acordaos
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Inq 3670
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AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S) : PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S) : TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : ALVARO DA SILVA
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Ementa e Acórdão
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AUTOR(A/S)(ES)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S)
:PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S)
:TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ALVARO DA SILVA
Inquérito. 2. Competência originária. 3. Penal e Processual Penal. 4.
Empate na votação quanto à admissibilidade de parte da denúncia.
Prevalência da rejeição, por mais favorável ao denunciado. 5. Crime de
dano ao patrimônio da União. As terras tradicionalmente ocupadas pelos
índios são propriedade da União – art. 20, XI, da Constituição Federal. As
plantações e edificações incorporam-se ao terreno, tornando-se
propriedade da União, que deverá indenizar o ocupante de boa-fé – art.
231, § 6..., da Constituição Federal e art. 1.255 do Código Civil. A
propriedade das plantações e edificações é adquirida pela União por
acessão – art. 1.248, V, do Código Civil –, ou seja, a plantação ou
construção incorpora-se ao patrimônio da proprietária pela simples
incorporação ao solo, sendo irrelevante a transferência da posse. São
irrelevantes a tradição ou o ato administrativo de inventário ou
tombamento dos bens no patrimônio público. Os particulares ocupantes
não são proprietários das terras ou das acessões, pelo que não podem
legitimamente destruí-los. Tipicidade, em tese, da destruição pelo art.
163, parágrafo único, III, do Código Penal Brasileiro. 6. Denúncia recebida em relação aos
danos alegadamente praticados contra as acessões da Fazenda Depósito
descritas na Tabela 1 do Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 188-189 do
Anexo), vencido o relator.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 32
Ementa e Acórdão
INQ 3670 / RR
notas taquigráficas, por maioria: receber a denúncia quanto aos danos
alegadamente praticados contra as acessões, vencido o Relator; e, quanto
ao mais, rejeitá-la, vencidos os ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia,
com empate favorável ao réu, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de setembro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
notas taquigráficas, por maioria: receber a denúncia quanto aos danos
alegadamente praticados contra as acessões, vencido o Relator; e, quanto
ao mais, rejeitá-la, vencidos os ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia,
com empate favorável ao réu, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de setembro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
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Relatório
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AUTOR(A/S)(ES)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S)
:PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S)
:TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ALVARO DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
denúncia oferecida contra Paulo Cesar Justo Quartiero, deputado federal,
pela prática do crime do art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal.
Narrou a denúncia que, após ordem de desocupação emitida pelo
Supremo Tribunal Federal em março de 2009, o denunciado destruiu e
deteriorou patrimônio da União, consistente em acessões nas fazendas
Depósito e Providência, localizadas na Reserva Raposa Serra do Sol, em
Roraima, das quais foi desapossado em razão da demarcação de terras
indígenas.
Sustentou a denúncia que o réu era mero possuidor das terras.
Avaliadas as benfeitorias por ocasião da imissão da Funai na posse, foram
tidas por indenizáveis, por derivadas de boa-fé, benfeitorias na Fazenda
Depósito, no valor de R$ 653.674,74 (seiscentos e cinquenta e três mil,
seiscentos e setenta e quatro reais e setenta e quatro centavos). Já aquelas
na Fazenda Providência foram consideradas não indenizáveis, por
derivadas de má-fé.
Ao desocupar as terras, o réu retirou o que foi possível e destruiu,
mediante demolição, o restante das acessões.
O Ministério Público negou-se a oferecer suspensão condicional do
processo – fl. 44.
Notificado, o réu ofereceu resposta (fls. 61-76). Reputou inepta a
denúncia, por não conter descrição do momento da prática do crime, nem
especificar quais acessões teriam sido destruídas. No mérito, defendeu a
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AUTOR(A/S)(ES)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S)
:PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S)
:TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:ALVARO DA SILVA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
denúncia oferecida contra Paulo Cesar Justo Quartiero, deputado federal,
pela prática do crime do art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal.
Narrou a denúncia que, após ordem de desocupação emitida pelo
Supremo Tribunal Federal em março de 2009, o denunciado destruiu e
deteriorou patrimônio da União, consistente em acessões nas fazendas
Depósito e Providência, localizadas na Reserva Raposa Serra do Sol, em
Roraima, das quais foi desapossado em razão da demarcação de terras
indígenas.
Sustentou a denúncia que o réu era mero possuidor das terras.
Avaliadas as benfeitorias por ocasião da imissão da Funai na posse, foram
tidas por indenizáveis, por derivadas de boa-fé, benfeitorias na Fazenda
Depósito, no valor de R$ 653.674,74 (seiscentos e cinquenta e três mil,
seiscentos e setenta e quatro reais e setenta e quatro centavos). Já aquelas
na Fazenda Providência foram consideradas não indenizáveis, por
derivadas de má-fé.
Ao desocupar as terras, o réu retirou o que foi possível e destruiu,
mediante demolição, o restante das acessões.
O Ministério Público negou-se a oferecer suspensão condicional do
processo – fl. 44.
Notificado, o réu ofereceu resposta (fls. 61-76). Reputou inepta a
denúncia, por não conter descrição do momento da prática do crime, nem
especificar quais acessões teriam sido destruídas. No mérito, defendeu a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 32
Relatório
INQ 3670 / RR
atipicidade do fato. Sustentou que as acessões eram de sua propriedade.
Alegou serem indenizáveis as benfeitorias anteriores à demarcação de
terras indígenas. Afirmou que não houve incorporação ao patrimônio da
União. Pediu absolvição.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
atipicidade do fato. Sustentou que as acessões eram de sua propriedade.
Alegou serem indenizáveis as benfeitorias anteriores à demarcação de
terras indígenas. Afirmou que não houve incorporação ao patrimônio da
União. Pediu absolvição.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
denúncia oferecida contra Paulo Cesar Justo Quartiero, deputado federal,
pela prática do crime do art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal.
1) Inépcia da denúncia
Sobre os requisitos da denúncia, dispõe o art. 41 do Código de
Processo Penal:
“Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato
criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do
acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a
classificação do crime e, quando necessário, o rol das
testemunhas.”
Essa fórmula encontrou em texto clássico de João Mendes de
Almeida Júnior uma bela e pedagógica sistematização. Diz João Mendes
de Almeida Júnior sobre a denúncia:
“É uma exposição narrativa e demonstrativa. Narrativa,
porque deve revelar o fato com tôdas as suas circunstâncias,
isto é, não só a ação transitiva, como a pessoa que a praticou
(quis), os meios que empregou (quibus auxiliis), o malefício que
produziu (quid), os motivos que o determinaram a isso (cur), a
maneira porque a praticou (quomodo), o lugar onde a praticou
(ubi), o tempo (quando). (Segundo enumeração de Aristóteles, na
Ética a Nicômaco, 1. III, as circunstâncias são resumidas pelas
palavras quis, quid, ubi, quibus auxiliis, cur, quomodo, quando,
assim referidas por Cícero (De Invent. I)). Demonstrativa,
porque deve descrever o corpo de delito, dar as razões de
convicção ou presunção e nomear as testemunhas e
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de
denúncia oferecida contra Paulo Cesar Justo Quartiero, deputado federal,
pela prática do crime do art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal.
1) Inépcia da denúncia
Sobre os requisitos da denúncia, dispõe o art. 41 do Código de
Processo Penal:
“Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato
criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do
acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a
classificação do crime e, quando necessário, o rol das
testemunhas.”
Essa fórmula encontrou em texto clássico de João Mendes de
Almeida Júnior uma bela e pedagógica sistematização. Diz João Mendes
de Almeida Júnior sobre a denúncia:
“É uma exposição narrativa e demonstrativa. Narrativa,
porque deve revelar o fato com tôdas as suas circunstâncias,
isto é, não só a ação transitiva, como a pessoa que a praticou
(quis), os meios que empregou (quibus auxiliis), o malefício que
produziu (quid), os motivos que o determinaram a isso (cur), a
maneira porque a praticou (quomodo), o lugar onde a praticou
(ubi), o tempo (quando). (Segundo enumeração de Aristóteles, na
Ética a Nicômaco, 1. III, as circunstâncias são resumidas pelas
palavras quis, quid, ubi, quibus auxiliis, cur, quomodo, quando,
assim referidas por Cícero (De Invent. I)). Demonstrativa,
porque deve descrever o corpo de delito, dar as razões de
convicção ou presunção e nomear as testemunhas e
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
informantes. (ALMEIDA JÚNIOR, João Mendes de. O processo
criminal brasileiro, v. II. Rio de Janeiro/São Paulo: Freitas Bastos,
1959, p. 183).
Essa questão, a técnica da denúncia, como sabemos, tem merecido
do Supremo Tribunal Federal reflexão no plano da dogmática
constitucional, associada especialmente ao direito de defesa.
No HC 70.763/DF, é interessante transcrever excerto do voto do
Ministro Relator, Celso de Mello:
“O processo penal de tipo acusatório repele, por ofensivas
à garantia da plenitude de defesa, quaisquer imputações que se
mostrem indeterminadas, vagas, contraditórias, omissas ou
ambíguas. Existe, na perspectiva dos princípios constitucionais
que regem o processo penal, um nexo de indiscutível
vinculação entre a obrigação estatal de oferecer acusação
formalmente precisa e juridicamente apta e o direito individual
de que dispõe o acusado a ampla defesa. A imputação penal
omissa ou deficiente, além de constituir transgressão do dever
jurídico que se impõe ao Estado, qualifica-se como causa de
nulidade processual absoluta. A denúncia enquanto
instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal
constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, ao
delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a
própria res in judicio deducta. A peça acusatória deve conter a
exposição do fato delituoso, em toda a sua essência e com todas
as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-
se ao acusador como exigência derivada do postulado
constitucional que assegura ao réu o exercício, em plenitude, do
direito de defesa. Denúncia que não descreve adequadamente o
fato criminoso é denúncia inepta. (HC 70.763/DF, Rel. Min.
Celso de Mello, julgado em 28/06/1994, DJ de 23.9.1994)”
Destaco também as reflexões desenvolvidas pelo Ministro Celso de
Mello, no HC 73.271, cuja ementa diz o seguinte:
2
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
informantes. (ALMEIDA JÚNIOR, João Mendes de. O processo
criminal brasileiro, v. II. Rio de Janeiro/São Paulo: Freitas Bastos,
1959, p. 183).
Essa questão, a técnica da denúncia, como sabemos, tem merecido
do Supremo Tribunal Federal reflexão no plano da dogmática
constitucional, associada especialmente ao direito de defesa.
No HC 70.763/DF, é interessante transcrever excerto do voto do
Ministro Relator, Celso de Mello:
“O processo penal de tipo acusatório repele, por ofensivas
à garantia da plenitude de defesa, quaisquer imputações que se
mostrem indeterminadas, vagas, contraditórias, omissas ou
ambíguas. Existe, na perspectiva dos princípios constitucionais
que regem o processo penal, um nexo de indiscutível
vinculação entre a obrigação estatal de oferecer acusação
formalmente precisa e juridicamente apta e o direito individual
de que dispõe o acusado a ampla defesa. A imputação penal
omissa ou deficiente, além de constituir transgressão do dever
jurídico que se impõe ao Estado, qualifica-se como causa de
nulidade processual absoluta. A denúncia enquanto
instrumento formalmente consubstanciador da acusação penal
constitui peça processual de indiscutível relevo jurídico. Ela, ao
delimitar o âmbito temático da imputação penal, define a
própria res in judicio deducta. A peça acusatória deve conter a
exposição do fato delituoso, em toda a sua essência e com todas
as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-
se ao acusador como exigência derivada do postulado
constitucional que assegura ao réu o exercício, em plenitude, do
direito de defesa. Denúncia que não descreve adequadamente o
fato criminoso é denúncia inepta. (HC 70.763/DF, Rel. Min.
Celso de Mello, julgado em 28/06/1994, DJ de 23.9.1994)”
Destaco também as reflexões desenvolvidas pelo Ministro Celso de
Mello, no HC 73.271, cuja ementa diz o seguinte:
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
“(…) PERSECUÇÃO PENAL - MINISTÉRIO PÚBLICO
APTIDÃO DA DENÚNCIA. O Ministério Público, para
validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte
uma necessária base empírica, a fim de que o exercício desse
grave dever-poder não se transforme em instrumento de injusta
persecução estatal. O ajuizamento da ação penal condenatória
supõe a existência de justa causa, que se tem por inocorrente
quando o comportamento atribuído ao réu nem mesmo em tese
constitui crime, ou quando, configurando uma infração penal,
resulta de pura criação mental da acusação (RF 150/393, Rel.
Min. OROZIMBO NONATO). A peça acusatória deve conter a
exposição do fato delituoso em toda a sua essência e com todas
as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-
se ao acusador como exigência derivada do postulado
constitucional que assegura ao réu o pleno exercício do direito
de defesa. Denúncia que não descreve adequadamente o fato
criminoso é denúncia inepta. (HC 73.271/SP, Rel. Min. Celso de
Mello, DJ de 09.04.1996)”.
O tema tem, portanto, sérias implicações no campo dos direitos
fundamentais.
Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida
conformação, não se coadunam com os postulados básicos do estado de
direito.
Mas há outras implicações!
Quando se fazem imputações vagas, dando ensejo à persecução
criminal injusta, está a violar-se o princípio da dignidade da pessoa
humana, que, entre nós, tem base positiva no artigo 1..., III, da
Constituição.
Como se sabe, na sua acepção originária, este princípio proíbe a
3
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
“(…) PERSECUÇÃO PENAL - MINISTÉRIO PÚBLICO
APTIDÃO DA DENÚNCIA. O Ministério Público, para
validamente formular a denúncia penal, deve ter por suporte
uma necessária base empírica, a fim de que o exercício desse
grave dever-poder não se transforme em instrumento de injusta
persecução estatal. O ajuizamento da ação penal condenatória
supõe a existência de justa causa, que se tem por inocorrente
quando o comportamento atribuído ao réu nem mesmo em tese
constitui crime, ou quando, configurando uma infração penal,
resulta de pura criação mental da acusação (RF 150/393, Rel.
Min. OROZIMBO NONATO). A peça acusatória deve conter a
exposição do fato delituoso em toda a sua essência e com todas
as suas circunstâncias. Essa narração, ainda que sucinta, impõe-
se ao acusador como exigência derivada do postulado
constitucional que assegura ao réu o pleno exercício do direito
de defesa. Denúncia que não descreve adequadamente o fato
criminoso é denúncia inepta. (HC 73.271/SP, Rel. Min. Celso de
Mello, DJ de 09.04.1996)”.
O tema tem, portanto, sérias implicações no campo dos direitos
fundamentais.
Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida
conformação, não se coadunam com os postulados básicos do estado de
direito.
Mas há outras implicações!
Quando se fazem imputações vagas, dando ensejo à persecução
criminal injusta, está a violar-se o princípio da dignidade da pessoa
humana, que, entre nós, tem base positiva no artigo 1..., III, da
Constituição.
Como se sabe, na sua acepção originária, este princípio proíbe a
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
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utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações
estatais. O Estado está vinculado ao dever de respeito e proteção do
indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações. A propósito, em
comentários ao art. 1... da Constituição alemã, afirma Günther Dürig que a
submissão do homem a um processo judicial indefinido e sua degradação
como objeto do processo estatal atenta contra o princípio da proteção
judicial efetiva (rechtliches Gehör) e fere o princípio da dignidade humana
[Eine Auslieferung des Menschen an ein staatliches Verfahren und eine
Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre die Verweigerung des
rechtlichen Gehörs] (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz Kommentar, Band I,
München, Verlag C.H.Beck , 1990, 1I 18).
Não é difícil perceber os danos que a mera existência de uma ação
penal impõe ao indivíduo. Daí, a necessidade de rigor e prudência por
parte daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles
que podem decidir sobre o seu curso.
Em suma, denúncia imprecisa, genérica e vaga, além de traduzir
persecução criminal injusta, é incompatível com o princípio da dignidade
humana e com o postulado do direito à defesa e ao contraditório.
Ou seja, a denúncia deve projetar todos os elementos essenciais e
acidentais da figura típica ao caso concreto, descrevendo as circunstâncias
dessa projeção.
O réu reputou inepta a denúncia, por não conter descrição do
momento da prática do crime (quando), nem especificar quais as acessões
teriam sido destruídas (quid).
Evidentemente, a acusação deve descrever o tempo do crime, da
forma mais precisa possível. No entanto, eventualmente, não será
possível determinar, precisamente, em que dia e hora o fato ocorreu.
Algum grau de imprecisão é tolerável, desde que as circunstâncias
4
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utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações
estatais. O Estado está vinculado ao dever de respeito e proteção do
indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações. A propósito, em
comentários ao art. 1... da Constituição alemã, afirma Günther Dürig que a
submissão do homem a um processo judicial indefinido e sua degradação
como objeto do processo estatal atenta contra o princípio da proteção
judicial efetiva (rechtliches Gehör) e fere o princípio da dignidade humana
[Eine Auslieferung des Menschen an ein staatliches Verfahren und eine
Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre die Verweigerung des
rechtlichen Gehörs] (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz Kommentar, Band I,
München, Verlag C.H.Beck , 1990, 1I 18).
Não é difícil perceber os danos que a mera existência de uma ação
penal impõe ao indivíduo. Daí, a necessidade de rigor e prudência por
parte daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles
que podem decidir sobre o seu curso.
Em suma, denúncia imprecisa, genérica e vaga, além de traduzir
persecução criminal injusta, é incompatível com o princípio da dignidade
humana e com o postulado do direito à defesa e ao contraditório.
Ou seja, a denúncia deve projetar todos os elementos essenciais e
acidentais da figura típica ao caso concreto, descrevendo as circunstâncias
dessa projeção.
O réu reputou inepta a denúncia, por não conter descrição do
momento da prática do crime (quando), nem especificar quais as acessões
teriam sido destruídas (quid).
Evidentemente, a acusação deve descrever o tempo do crime, da
forma mais precisa possível. No entanto, eventualmente, não será
possível determinar, precisamente, em que dia e hora o fato ocorreu.
Algum grau de imprecisão é tolerável, desde que as circunstâncias
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INQ 3670 / RR
narradas permitam identificar corretamente o crime, sem prejudicar o
exercício da defesa.
Nesse sentido, leciona BOSCHI:
“Certas circunstâncias periféricas ou secundárias como a
falta de menção do local do fato, da data ou horário do crime,
do nome do denunciado ou o erro no endereçamento da
denúncia ao Juiz da vara ou comarca competente – desde que
não comprometam o ajustamento mínima da conduta ao tipo
penal incriminador ou possam acarretar prejuízo ao exercício
da ampla defesa – não afetam a validade formal da denúncia
recebida ou da sentença condenatória proferida. O
conhecimento pelo acusado do fato típico articulado, ainda que
sem este ou aquele detalhe secundário, meramente
enriquecedor, o que acontece com frequência no dia a dia
forense, autoriza a suposição de que lhe foram dados elementos
suficientes para a defesa, salvo demonstre o contrário”
(BOSCHI, José Antonio Paganella. Ação Penal: denúncia,
queixa e aditamento. Rio e Janeiro: Aide, 1993).
No presente caso, não há maiores problemas quanto à descrição do
tempo do crime. A acusação narra que o réu estava na posse de duas
fazendas e, entre a ordem de desocupação e a efetiva desocupação,
danificou as acessões existentes nos imóveis.
A denúncia expõe uma janela de tempo razoavelmente breve na qual
o crime teria ocorrido. Afirma que, em março de 2009, ocasião em que o
Supremo Tribunal determinou a desocupação das fazendas, as
benfeitorias estavam intactas. Em 1....5.2009, a destruição já teria ocorrido.
Em verdade, precisa que, no dia 28.4.2009, a destruição estava em
andamento.
Assim, a descrição do momento do crime é suficiente, na medida em
que permite identificar de qual conduta de dano se está tratando.
5
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Supremo Tribunal Federal
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narradas permitam identificar corretamente o crime, sem prejudicar o
exercício da defesa.
Nesse sentido, leciona BOSCHI:
“Certas circunstâncias periféricas ou secundárias como a
falta de menção do local do fato, da data ou horário do crime,
do nome do denunciado ou o erro no endereçamento da
denúncia ao Juiz da vara ou comarca competente – desde que
não comprometam o ajustamento mínima da conduta ao tipo
penal incriminador ou possam acarretar prejuízo ao exercício
da ampla defesa – não afetam a validade formal da denúncia
recebida ou da sentença condenatória proferida. O
conhecimento pelo acusado do fato típico articulado, ainda que
sem este ou aquele detalhe secundário, meramente
enriquecedor, o que acontece com frequência no dia a dia
forense, autoriza a suposição de que lhe foram dados elementos
suficientes para a defesa, salvo demonstre o contrário”
(BOSCHI, José Antonio Paganella. Ação Penal: denúncia,
queixa e aditamento. Rio e Janeiro: Aide, 1993).
No presente caso, não há maiores problemas quanto à descrição do
tempo do crime. A acusação narra que o réu estava na posse de duas
fazendas e, entre a ordem de desocupação e a efetiva desocupação,
danificou as acessões existentes nos imóveis.
A denúncia expõe uma janela de tempo razoavelmente breve na qual
o crime teria ocorrido. Afirma que, em março de 2009, ocasião em que o
Supremo Tribunal determinou a desocupação das fazendas, as
benfeitorias estavam intactas. Em 1....5.2009, a destruição já teria ocorrido.
Em verdade, precisa que, no dia 28.4.2009, a destruição estava em
andamento.
Assim, a descrição do momento do crime é suficiente, na medida em
que permite identificar de qual conduta de dano se está tratando.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 32
Voto - MIN. GILMAR MENDES
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No que se refere à perfeita identificação das acessões destruídas,
assiste parcial razão à defesa.
A denúncia trata de danos praticados em duas fazendas: Depósito e
Providência.
Em nenhum momento a petição inicial especifica quais as acessões
teriam sido destruídas, o que, sem dúvida alguma, dificulta a
compreensão da acusação. Para julgamento do crime de dano, é
necessário que se precise o objeto do crime – a coisa destruída, inutilizada
ou danificada.
Em relação à Fazenda Depósito, a falha fica suprida pela remissão ao
Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 184-190 do Anexo), que contém lista
dos bens destruídos incluídos na lista de benfeitorias indenizáveis –
Tabela 1. Em relação a esses bens, ainda que per relationem, há uma
descrição suficiente da acusação.
Em relação a outros bens eventualmente danificados na Fazenda
Depósito ou aos danos perpetrados na Fazenda Providência, a descrição
dos bens destruídos não existe. É certo que o Laudo 155/10 contém fotos
da destruição na Fazenda Providência, mas não há identificação
suficiente para que se permita precisar o objeto do crime.
Assim, a preliminar deveria ser parcialmente acolhida, para que a
ação penal prossiga apenas em relação aos danos alegadamente
praticados contra as acessões da Fazenda Depósito descritas na Tabela 1
do Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 188-189 do Anexo).
No entanto, tendo em vista que a proposta é pela absolvição, pela
atipicidade da conduta, mesmo sem uma perfeita identificação do objeto
material do crime, é possível prosseguir com a análise do mérito.
6
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No que se refere à perfeita identificação das acessões destruídas,
assiste parcial razão à defesa.
A denúncia trata de danos praticados em duas fazendas: Depósito e
Providência.
Em nenhum momento a petição inicial especifica quais as acessões
teriam sido destruídas, o que, sem dúvida alguma, dificulta a
compreensão da acusação. Para julgamento do crime de dano, é
necessário que se precise o objeto do crime – a coisa destruída, inutilizada
ou danificada.
Em relação à Fazenda Depósito, a falha fica suprida pela remissão ao
Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 184-190 do Anexo), que contém lista
dos bens destruídos incluídos na lista de benfeitorias indenizáveis –
Tabela 1. Em relação a esses bens, ainda que per relationem, há uma
descrição suficiente da acusação.
Em relação a outros bens eventualmente danificados na Fazenda
Depósito ou aos danos perpetrados na Fazenda Providência, a descrição
dos bens destruídos não existe. É certo que o Laudo 155/10 contém fotos
da destruição na Fazenda Providência, mas não há identificação
suficiente para que se permita precisar o objeto do crime.
Assim, a preliminar deveria ser parcialmente acolhida, para que a
ação penal prossiga apenas em relação aos danos alegadamente
praticados contra as acessões da Fazenda Depósito descritas na Tabela 1
do Laudo de Exame de Local 155/10 (fls. 188-189 do Anexo).
No entanto, tendo em vista que a proposta é pela absolvição, pela
atipicidade da conduta, mesmo sem uma perfeita identificação do objeto
material do crime, é possível prosseguir com a análise do mérito.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
2) Recebimento da denúncia
Narrou a denúncia que, após ordem de desocupação emitida pelo
Supremo Tribunal Federal em 30.4.2009, o denunciado destruiu e
deteriorou patrimônio da União, ao retirar acessões das fazendas
Depósito e Providência, localizadas na Reserva Raposa Serra do Sol, em
Roraima, das quais foi desapossado.
Dispõe o art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal:
“Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:
(...).
Dano qualificado
Parágrafo único - Se o crime é cometido:
(...)
III - contra o patrimônio da União, Estado, Município,
empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de
economia mista;
(...)
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa, além
da pena correspondente à violência.”
A FUNAI elaborou o Laudo 214, feito com base em vistoria de abril
2006 (fls. 24-29 77-98 do Anexo), no qual relaciona as benfeitorias até
então realizadas, avaliando-as em R$ 1.567.595,42 (um milhão, quinhentos
e sessenta e sete mil, quinhentos e noventa e cinco reais e quarenta e dois
centavos). Posteriormente, foram consideradas implementadas de boa-fé
e indenizáveis benfeitorias no valor R$ 653.674,74 (seiscentos e cinquenta
e três mil, seiscentos e setenta e quatro reais e setenta e quatro centavos).
O Laudo de Exame de Local 155/10, elaborado pela Polícia Federal,
afirma que, em 28.4.2009, os peritos criminais federais Luciano Lamper
Martines e Bruno Altoé Duar sobrevoaram as fazendas e constataram que
7
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2) Recebimento da denúncia
Narrou a denúncia que, após ordem de desocupação emitida pelo
Supremo Tribunal Federal em 30.4.2009, o denunciado destruiu e
deteriorou patrimônio da União, ao retirar acessões das fazendas
Depósito e Providência, localizadas na Reserva Raposa Serra do Sol, em
Roraima, das quais foi desapossado.
Dispõe o art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal:
“Art. 163 - Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:
(...).
Dano qualificado
Parágrafo único - Se o crime é cometido:
(...)
III - contra o patrimônio da União, Estado, Município,
empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de
economia mista;
(...)
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa, além
da pena correspondente à violência.”
A FUNAI elaborou o Laudo 214, feito com base em vistoria de abril
2006 (fls. 24-29 77-98 do Anexo), no qual relaciona as benfeitorias até
então realizadas, avaliando-as em R$ 1.567.595,42 (um milhão, quinhentos
e sessenta e sete mil, quinhentos e noventa e cinco reais e quarenta e dois
centavos). Posteriormente, foram consideradas implementadas de boa-fé
e indenizáveis benfeitorias no valor R$ 653.674,74 (seiscentos e cinquenta
e três mil, seiscentos e setenta e quatro reais e setenta e quatro centavos).
O Laudo de Exame de Local 155/10, elaborado pela Polícia Federal,
afirma que, em 28.4.2009, os peritos criminais federais Luciano Lamper
Martines e Bruno Altoé Duar sobrevoaram as fazendas e constataram que
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estavam em andamento a demolição das edificações e a remoção de parte
dos materiais. O laudo contém fotos da destruição em andamento – fls.
184-190.
Com base em vistoria realizada em 1....5.2009, o laudo afirma que
várias das acessões foram destruídas, sendo que a Tabela 1 entabula
aquelas correspondentes a benfeitorias tidas pela FUNAI por
indenizáveis, no valor de R$ 344.920,78 (trezentos e quarenta e quatro mil,
novecentos e vinte reais e setenta e oito centavos) (fl. 189 do Anexo).
Interrogado durante o inquérito, o réu admitiu a posse das Fazendas
- fls. 70-71 do Anexo. Admitiu que, ao ser desapossado, retirou o que
pôde e destruiu as edificações de alvenaria.
Assim, há prova suficiente da existência do fato e indícios da autoria.
A tese do réu é a de que agiu no exercício de seu direito ao retirar os
materiais e destruir as construções, visto que seriam de sua propriedade.
As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são propriedade
da União – art. 20, XI, da Constituição Federal.
Sobre a ocupação e a posse dessas terras, dispõe o art. 231, §6..., da
Constituição Federal:
"§ 6... - São nulos e extintos, não produzindo efeitos
jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio
e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração
das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas
existentes, ressalvado relevante interesse público da União,
segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a
nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra a
União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas
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estavam em andamento a demolição das edificações e a remoção de parte
dos materiais. O laudo contém fotos da destruição em andamento – fls.
184-190.
Com base em vistoria realizada em 1....5.2009, o laudo afirma que
várias das acessões foram destruídas, sendo que a Tabela 1 entabula
aquelas correspondentes a benfeitorias tidas pela FUNAI por
indenizáveis, no valor de R$ 344.920,78 (trezentos e quarenta e quatro mil,
novecentos e vinte reais e setenta e oito centavos) (fl. 189 do Anexo).
Interrogado durante o inquérito, o réu admitiu a posse das Fazendas
- fls. 70-71 do Anexo. Admitiu que, ao ser desapossado, retirou o que
pôde e destruiu as edificações de alvenaria.
Assim, há prova suficiente da existência do fato e indícios da autoria.
A tese do réu é a de que agiu no exercício de seu direito ao retirar os
materiais e destruir as construções, visto que seriam de sua propriedade.
As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são propriedade
da União – art. 20, XI, da Constituição Federal.
Sobre a ocupação e a posse dessas terras, dispõe o art. 231, §6..., da
Constituição Federal:
"§ 6... - São nulos e extintos, não produzindo efeitos
jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio
e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração
das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas
existentes, ressalvado relevante interesse público da União,
segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a
nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra a
União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
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da ocupação de boa fé."
Ou seja, as terras são de propriedade da União, insuscetíveis de
apropriação privada.
A propriedade das plantações e edificações feitas pelo ocupante das
terras é regulada pelo art. 1.255 do Código Civil:
"Art. 1.255. Aquele que semeia, planta ou edifica em
terreno alheio perde, em proveito do proprietário, as sementes,
plantas e construções; se procedeu de boa-fé, terá direito a
indenização."
Ou seja, a propriedade das sementes, plantas e material de
construção é adquirida por acessão pelo proprietário do terreno, na
forma do art. 1.248, V, do Código Civil.
Sobre a aquisição da propriedade por acessão, já lecionava Pontes de
Miranda:
“São modos de adquirir a propriedade, modos originários,
a construção, inaedificatio, e a plantação, implantatio. (…) Trata-se
de acessão de móvel a imóvel: o bem imóvel, principal, atrai o
móvel, que se faz parte dele.
(…)
Para o direito brasileiro, o que importa é que o material de
construção ou plantação seja incorporado ao imóvel, de modo
que se não possa retirar sem destruição, fratura ou dano.
(...)
A aquisição da propriedade, por parte do proprietário do
fundo, dá-se ao se tornar definitiva a conjunção. Tratando-se de
plantação, esse momento é o da coalitio, o em que as raízes se
cravam no solo, ou em caso de sementeira, o em que as
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da ocupação de boa fé."
Ou seja, as terras são de propriedade da União, insuscetíveis de
apropriação privada.
A propriedade das plantações e edificações feitas pelo ocupante das
terras é regulada pelo art. 1.255 do Código Civil:
"Art. 1.255. Aquele que semeia, planta ou edifica em
terreno alheio perde, em proveito do proprietário, as sementes,
plantas e construções; se procedeu de boa-fé, terá direito a
indenização."
Ou seja, a propriedade das sementes, plantas e material de
construção é adquirida por acessão pelo proprietário do terreno, na
forma do art. 1.248, V, do Código Civil.
Sobre a aquisição da propriedade por acessão, já lecionava Pontes de
Miranda:
“São modos de adquirir a propriedade, modos originários,
a construção, inaedificatio, e a plantação, implantatio. (…) Trata-se
de acessão de móvel a imóvel: o bem imóvel, principal, atrai o
móvel, que se faz parte dele.
(…)
Para o direito brasileiro, o que importa é que o material de
construção ou plantação seja incorporado ao imóvel, de modo
que se não possa retirar sem destruição, fratura ou dano.
(...)
A aquisição da propriedade, por parte do proprietário do
fundo, dá-se ao se tornar definitiva a conjunção. Tratando-se de
plantação, esse momento é o da coalitio, o em que as raízes se
cravam no solo, ou em caso de sementeira, o em que as
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
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sementes se misturam com a terra, ou já se tornaria difícil
apanhá-las, ou, em caso de construção, o em que se ligam ao
terreno, ou se usam nele, misturando-se, os materiais, ou o em
que se dá a integração, como parte ao edifício.” PONTES DE
MIRANDA, Francisco Cavalcanti p. 175, 185 e 187. Tratado do
Direito Privado. Tomo XI. Rio de Janeiro: Borsoi, 1955.
Portanto, as plantações e edificações incorporam-se ao terreno,
tornando-se propriedade do dono, no caso, a União, que por sua vez
deverá indenizar o ocupante de boa-fé.
Note-se que a propriedade é adquirida pela União pela simples
incorporação dos vegetais ou materiais de construção ao solo, sendo
irrelevantes a tradição ou o ato administrativo de inventário ou
tombamento dos bens no patrimônio público. Os particulares ocupantes
não são proprietários das terras ou das acessões.
A tradição não é relevante para a transferência da propriedade de
imóveis. A aquisição da propriedade de construções e plantações ocorre
por acessão – art. 1.248, V, do Código Civil –, ou seja, a plantação ou
construção ingressa no patrimônio do proprietário pela simples
incorporação ao solo, sendo irrelevante a transferência da posse.
Da mesma forma, a União é proprietária antes de qualquer ato
administrativo de catalogação dos bens – inventário ou tombamento.
A simples particularidade de a União – no caso a Funai – ter
oferecido indenização pelas benfeitorias não torna o fato atípico. Como
visto, o fundamento jurídico da indenização não está na propriedade da
acessão, mas na boa-fé do ocupante que semeia, planta ou constrói.
Assim, como a propriedade já era da União, não poderia o ocupante
destruir as acessões, mesmo que sob tal pretexto recusasse a indenização.
Não há como comparar a situação em questão com a compra e
10
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sementes se misturam com a terra, ou já se tornaria difícil
apanhá-las, ou, em caso de construção, o em que se ligam ao
terreno, ou se usam nele, misturando-se, os materiais, ou o em
que se dá a integração, como parte ao edifício.” PONTES DE
MIRANDA, Francisco Cavalcanti p. 175, 185 e 187. Tratado do
Direito Privado. Tomo XI. Rio de Janeiro: Borsoi, 1955.
Portanto, as plantações e edificações incorporam-se ao terreno,
tornando-se propriedade do dono, no caso, a União, que por sua vez
deverá indenizar o ocupante de boa-fé.
Note-se que a propriedade é adquirida pela União pela simples
incorporação dos vegetais ou materiais de construção ao solo, sendo
irrelevantes a tradição ou o ato administrativo de inventário ou
tombamento dos bens no patrimônio público. Os particulares ocupantes
não são proprietários das terras ou das acessões.
A tradição não é relevante para a transferência da propriedade de
imóveis. A aquisição da propriedade de construções e plantações ocorre
por acessão – art. 1.248, V, do Código Civil –, ou seja, a plantação ou
construção ingressa no patrimônio do proprietário pela simples
incorporação ao solo, sendo irrelevante a transferência da posse.
Da mesma forma, a União é proprietária antes de qualquer ato
administrativo de catalogação dos bens – inventário ou tombamento.
A simples particularidade de a União – no caso a Funai – ter
oferecido indenização pelas benfeitorias não torna o fato atípico. Como
visto, o fundamento jurídico da indenização não está na propriedade da
acessão, mas na boa-fé do ocupante que semeia, planta ou constrói.
Assim, como a propriedade já era da União, não poderia o ocupante
destruir as acessões, mesmo que sob tal pretexto recusasse a indenização.
Não há como comparar a situação em questão com a compra e
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
venda. Não se está diante de contrato, mas da liquidação dos efeitos de
ocupação de imóvel da União. Não se exige que a União pague a
indenização para ser proprietária das acessões.
Ou seja, a destruição de edificações e plantações é destruição de
patrimônio da União, pelo que o fato é, formalmente, típico.
No entanto, o que se percebe, já nessa fase de análise da denúncia, é
que o denunciado incorreu em erro de tipo, na forma do art. 20 do
Código Penal, quanto ao caráter alheio da coisa.
Em outras palavras, o denunciado tinha convicção de que o
patrimônio era seu, tendo sido injustamente desapossado da terra pela
União. Da mesma forma, por ter adquirido ou construído o que na terra
estava, era intitulado a retirar ou destruir tudo o que no terreno havia.
No julgamento da Petição 3.888, o Supremo Tribunal Federal
analisou a situação dos produtores de arroz na região da Reserva Raposa
Serra do Sol. Reconheceu que o Incra concedeu título aos fazendeiros,
dando-lhes aparência de proprietários das terras. Ainda assim, o Tribunal
afirmou a nulidade das titulações, nos termos do voto do ministro Ayres
Britto:
“V – são nulas as titulações conferidas pelo INCRA, na
Terra Indígena Raposa Serra do Sol, assim como inválida é a
ocupação da Fazenda Guanabara. Se não, veja-se: a) a autarquia
federal, baseada em estudo de 1979, constante de procedimento
demarcatório inconcluso (ausentes portaria declaratória e
decreto homologatório), sem qualquer consulta à FUNAI
arrecadou terras da União como se devolutas fossem,
alienando-as diretamente a particulares; b) sucede que as terras
já eram e permanecem indígenas, sendo provisoriamente
excluídas dos estudos de 1979 e de 1985 apenas para superar
dificuldades que teria o Órgão Tutelar em demarcar tal área
11
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venda. Não se está diante de contrato, mas da liquidação dos efeitos de
ocupação de imóvel da União. Não se exige que a União pague a
indenização para ser proprietária das acessões.
Ou seja, a destruição de edificações e plantações é destruição de
patrimônio da União, pelo que o fato é, formalmente, típico.
No entanto, o que se percebe, já nessa fase de análise da denúncia, é
que o denunciado incorreu em erro de tipo, na forma do art. 20 do
Código Penal, quanto ao caráter alheio da coisa.
Em outras palavras, o denunciado tinha convicção de que o
patrimônio era seu, tendo sido injustamente desapossado da terra pela
União. Da mesma forma, por ter adquirido ou construído o que na terra
estava, era intitulado a retirar ou destruir tudo o que no terreno havia.
No julgamento da Petição 3.888, o Supremo Tribunal Federal
analisou a situação dos produtores de arroz na região da Reserva Raposa
Serra do Sol. Reconheceu que o Incra concedeu título aos fazendeiros,
dando-lhes aparência de proprietários das terras. Ainda assim, o Tribunal
afirmou a nulidade das titulações, nos termos do voto do ministro Ayres
Britto:
“V – são nulas as titulações conferidas pelo INCRA, na
Terra Indígena Raposa Serra do Sol, assim como inválida é a
ocupação da Fazenda Guanabara. Se não, veja-se: a) a autarquia
federal, baseada em estudo de 1979, constante de procedimento
demarcatório inconcluso (ausentes portaria declaratória e
decreto homologatório), sem qualquer consulta à FUNAI
arrecadou terras da União como se devolutas fossem,
alienando-as diretamente a particulares; b) sucede que as terras
já eram e permanecem indígenas, sendo provisoriamente
excluídas dos estudos de 1979 e de 1985 apenas para superar
dificuldades que teria o Órgão Tutelar em demarcar tal área
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
(dificuldades consistentes em litígios dos índios frente aos não-
índios; c) já a titulação da Fazenda Guanabara, alegadamente
escorada em sentença com trânsito em julgado, proferida em
ação discriminatória, também ela padece de vício insanável. É
que a referida ação não cuidou da temática indígena, pois,
equivocadamente, partiu do pressuposto de se tratar de terra
devoluta. O que se comprova pelo acórdão do TRF da 1...
Região, transitado em julgado, na ação de manutenção de
posse que teve por autor o suposto proprietário privado.
Acórdão que vocalizou o seguinte: comprovada através de laudo
pericial idôneo a posse indígena, é procedente a oposição para
reintegrar a União na posse do bem. Pelo que não podem prosperar
as determinações do Despacho n 80/96, do então Ministro de
Estado da Justiça, pois o que somente cabe aos detentores
privados dos títulos de propriedade é postular indenização
pelas benfeitorias realizadas de boa-fé;
VI – os rizicultores privados, que passaram a explorar as
terras indígenas somente a partir de 1992 (após a promulgação
da Lei Fundamental de 1988, destarte), não têm qualquer
direito adquirido à respectiva posse. Em primeiro lugar, porque
as posses antigas, que supostamente lhes serviram de ponto de
partida, são, na verdade, o resultado de inescondível esbulho.
Como sobejamente demonstrado no laudo e parecer
antropológicos, os índios foram de lá empurrados, enxotados,
escorraçados. Não sem antes opor notória resistência, fato que
perdura até hoje. Em segundo lugar, porque a presença dos
arrozeiros subtrai dos índios extensas áreas de solo fértil,
imprescindíveis às suas (dos autóctones) atividades produtivas,
impede o acesso das comunidades indígenas aos rios Surumu e
Tacutu e degrada os recursos ambientais necessários ao bem-
estar de todos eles, nativos da região”.
Ou seja, ainda que o direito à demarcação tenha prevalecido, não se
deixou de reconhecer a aparência de propriedade dos fazendeiros.
Em seu depoimento policial (fls. 70-71 do Inquérito), o denunciado
12
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(dificuldades consistentes em litígios dos índios frente aos não-
índios; c) já a titulação da Fazenda Guanabara, alegadamente
escorada em sentença com trânsito em julgado, proferida em
ação discriminatória, também ela padece de vício insanável. É
que a referida ação não cuidou da temática indígena, pois,
equivocadamente, partiu do pressuposto de se tratar de terra
devoluta. O que se comprova pelo acórdão do TRF da 1...
Região, transitado em julgado, na ação de manutenção de
posse que teve por autor o suposto proprietário privado.
Acórdão que vocalizou o seguinte: comprovada através de laudo
pericial idôneo a posse indígena, é procedente a oposição para
reintegrar a União na posse do bem. Pelo que não podem prosperar
as determinações do Despacho n 80/96, do então Ministro de
Estado da Justiça, pois o que somente cabe aos detentores
privados dos títulos de propriedade é postular indenização
pelas benfeitorias realizadas de boa-fé;
VI – os rizicultores privados, que passaram a explorar as
terras indígenas somente a partir de 1992 (após a promulgação
da Lei Fundamental de 1988, destarte), não têm qualquer
direito adquirido à respectiva posse. Em primeiro lugar, porque
as posses antigas, que supostamente lhes serviram de ponto de
partida, são, na verdade, o resultado de inescondível esbulho.
Como sobejamente demonstrado no laudo e parecer
antropológicos, os índios foram de lá empurrados, enxotados,
escorraçados. Não sem antes opor notória resistência, fato que
perdura até hoje. Em segundo lugar, porque a presença dos
arrozeiros subtrai dos índios extensas áreas de solo fértil,
imprescindíveis às suas (dos autóctones) atividades produtivas,
impede o acesso das comunidades indígenas aos rios Surumu e
Tacutu e degrada os recursos ambientais necessários ao bem-
estar de todos eles, nativos da região”.
Ou seja, ainda que o direito à demarcação tenha prevalecido, não se
deixou de reconhecer a aparência de propriedade dos fazendeiros.
Em seu depoimento policial (fls. 70-71 do Inquérito), o denunciado
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 32
Voto - MIN. GILMAR MENDES
INQ 3670 / RR
deixa claro que considerava sua ocupação justa, sendo que as fazendas
estariam instaladas desde 1922 e 1932, tendo-as adquirido nos anos 90 e
2000. Teria retirado tudo o que era removível e deliberadamente
destruído as construções para “não servir de base às ONGs que ocuparão
o espaço, e assim utilizarem as benfeitorias como base para novas e
sucessivas expansões da área para invasões de propriedades e,
consequentemente, expulsão de brasileiros da fronteira norte do país”.
O próprio contexto da conduta demonstra que, acima do desejo de
destruir o patrimônio alheio, o denunciado buscava evitar que terceiros
tivessem posse do que considerava seu, por ter legitimamente construído
ou adquirido.
Mesmo em fase de recebimento de denúncia, é possível vislumbrar
erro de tipo quanto ao caráter “alheio” da coisa destruída.
Assim, é cabível, desde logo, a absolvição, tendo em conta o erro de
tipo, na forma do art. 20 do Código Penal.
Ante o exposto, julgo improcedente a denúncia, absolvendo o réu,
na forma do art. 6... da Lei 8.038/90, combinado com art. 386, III, do CPP,
por erro de tipo. Sucessivamente, voto pela rejeição da denúncia, por
inepta, salvo quanto aos danos alegadamente praticados contra as
acessões da Fazenda Depósito descritas na Tabela 1 do Laudo de Exame
de Local 155/10 (fls. 188-189 do Anexo).
13
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deixa claro que considerava sua ocupação justa, sendo que as fazendas
estariam instaladas desde 1922 e 1932, tendo-as adquirido nos anos 90 e
2000. Teria retirado tudo o que era removível e deliberadamente
destruído as construções para “não servir de base às ONGs que ocuparão
o espaço, e assim utilizarem as benfeitorias como base para novas e
sucessivas expansões da área para invasões de propriedades e,
consequentemente, expulsão de brasileiros da fronteira norte do país”.
O próprio contexto da conduta demonstra que, acima do desejo de
destruir o patrimônio alheio, o denunciado buscava evitar que terceiros
tivessem posse do que considerava seu, por ter legitimamente construído
ou adquirido.
Mesmo em fase de recebimento de denúncia, é possível vislumbrar
erro de tipo quanto ao caráter “alheio” da coisa destruída.
Assim, é cabível, desde logo, a absolvição, tendo em conta o erro de
tipo, na forma do art. 20 do Código Penal.
Ante o exposto, julgo improcedente a denúncia, absolvendo o réu,
na forma do art. 6... da Lei 8.038/90, combinado com art. 386, III, do CPP,
por erro de tipo. Sucessivamente, voto pela rejeição da denúncia, por
inepta, salvo quanto aos danos alegadamente praticados contra as
acessões da Fazenda Depósito descritas na Tabela 1 do Laudo de Exame
de Local 155/10 (fls. 188-189 do Anexo).
13
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente,
neste caso peço vênia ao Ministro Gilmar.
A descrição apresentada pelo Ministério Público na denúncia me
parece, pelo menos nesta fase, ser pormenorizada quanto aos fatos, dado
o que aconteceu. Se haverá prova ou não destes dados, até pelo que
afirma o denunciado, o investigado, ainda nesta fase, é no sentido de que
ele diz que realmente retirou, destruiu aquilo que ele não conseguiu levar.
Ora, se ele tinha dúvidas sobre a titularidade, o caso não seria de
destruição, até porque o pressuposto é que a terra indígena - como falou
o nosso denodado Advogado, que atuou tão bem nos dois momentos,
agora e no inquérito anterior - pareceu ao denunciado que se tinha, neste
caso, algo que não pertenceria, e que não teria transitado em julgado a
decisão, à União. Ora, a terra indígena é da União, em princípio; é do
povo brasileiro pela União.
E, portanto, pressupor que a condição de posseiro daria a ele o
poder de destruir aquilo que eventualmente não pudesse ser retirado,
como aconteceu - repito, de maneira confessa -, não me parece seja
suficiente pra que, nesta fase, se possa, de pronto, afastar o que alegado
pelo Ministério Público; e lembrando ainda que, nesta fase, in dubio pro
societate.
Eu não fico, com os dados apresentados, Presidente, certa de que
este tenha sido o comportamento, porque a pessoa teve dúvida quanto à
titularidade, e, portanto, achou que, sendo dele e não querendo que outra
pessoa possuísse, poderia destruir. Os bens estavam em terras de
indígenas, e as terras indígenas, desde 5 de outubro, são realmente do
povo brasileiro, titularizados formalmente pela pessoa jurídica União.
Por essa razão, eu peço vênia, Senhor Presidente.
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente,
neste caso peço vênia ao Ministro Gilmar.
A descrição apresentada pelo Ministério Público na denúncia me
parece, pelo menos nesta fase, ser pormenorizada quanto aos fatos, dado
o que aconteceu. Se haverá prova ou não destes dados, até pelo que
afirma o denunciado, o investigado, ainda nesta fase, é no sentido de que
ele diz que realmente retirou, destruiu aquilo que ele não conseguiu levar.
Ora, se ele tinha dúvidas sobre a titularidade, o caso não seria de
destruição, até porque o pressuposto é que a terra indígena - como falou
o nosso denodado Advogado, que atuou tão bem nos dois momentos,
agora e no inquérito anterior - pareceu ao denunciado que se tinha, neste
caso, algo que não pertenceria, e que não teria transitado em julgado a
decisão, à União. Ora, a terra indígena é da União, em princípio; é do
povo brasileiro pela União.
E, portanto, pressupor que a condição de posseiro daria a ele o
poder de destruir aquilo que eventualmente não pudesse ser retirado,
como aconteceu - repito, de maneira confessa -, não me parece seja
suficiente pra que, nesta fase, se possa, de pronto, afastar o que alegado
pelo Ministério Público; e lembrando ainda que, nesta fase, in dubio pro
societate.
Eu não fico, com os dados apresentados, Presidente, certa de que
este tenha sido o comportamento, porque a pessoa teve dúvida quanto à
titularidade, e, portanto, achou que, sendo dele e não querendo que outra
pessoa possuísse, poderia destruir. Os bens estavam em terras de
indígenas, e as terras indígenas, desde 5 de outubro, são realmente do
povo brasileiro, titularizados formalmente pela pessoa jurídica União.
Por essa razão, eu peço vênia, Senhor Presidente.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 32
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
INQ 3670 / RR
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Ministra Cármen, só para deixar claro?
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Claro, por favor.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Este
caso, eu não quis me perder em detalhes aqui sobre o tema, é um caso em
que o Tribunal entendeu que o fato consumado da demarcação estava já
efetivado. E, por isso, houve por bem não fazer uma revisão.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – Sim.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Mas,
certamente, até pelos pressupostos que balizaram o caso, poderia dar
ensejo a uma revisão da própria demarcação. Por quê? Porque ela, de
fato, acabou por incidir sobre áreas que há muito não eram ocupadas por
indígenas. Tanto é que, na demarcação, ocorreu essa situação bizarra de
se colocar sede de município.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Município:
Pacaraima.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Sede de
município, sede de distrito.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pacaraima, citada na
anterior, era exatamente isso. Mas, de toda sorte, nem é isso que me
impressiona, Ministro. O que me impressiona é a circunstância narrada
pelo Ministério Público.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Então,
o caso é todo muito peculiar. Além do que houve essas áreas de que
estamos a falar.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7452607.
Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Ministra Cármen, só para deixar claro?
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Claro, por favor.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Este
caso, eu não quis me perder em detalhes aqui sobre o tema, é um caso em
que o Tribunal entendeu que o fato consumado da demarcação estava já
efetivado. E, por isso, houve por bem não fazer uma revisão.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – Sim.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Mas,
certamente, até pelos pressupostos que balizaram o caso, poderia dar
ensejo a uma revisão da própria demarcação. Por quê? Porque ela, de
fato, acabou por incidir sobre áreas que há muito não eram ocupadas por
indígenas. Tanto é que, na demarcação, ocorreu essa situação bizarra de
se colocar sede de município.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Município:
Pacaraima.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Sede de
município, sede de distrito.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Pacaraima, citada na
anterior, era exatamente isso. Mas, de toda sorte, nem é isso que me
impressiona, Ministro. O que me impressiona é a circunstância narrada
pelo Ministério Público.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Então,
o caso é todo muito peculiar. Além do que houve essas áreas de que
estamos a falar.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 32
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Que o Ministro
Nelson Jobim chamava de ilhas.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Dos
rizicultores; era uma área que foi objeto, nos anos anteriores, ainda nos
anos 80, de uma titulação por parte do INCRA.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Com isso, Ministro,
estamos lidando em todos os casos. Aquele caso que nós julgamos, de que
fui Relatora, no sul da Bahia, era exatamente isso, no caso perto de
Itabuna, em que o Estado errou. Aliás, não tenho dúvida que aqui foi o
Estado que errou, induziu a erro, e, em inúmeras vezes, nós estamos
tendo que fazer um ajeitamento que o Poder Executivo não quis sentar à
mesa e fazer. Agora, neste caso, parece-me um outro dado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Quer
dizer, os próprios órgão públicos colocaram em dúvida a titulação.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Porque às vezes até
levaram para as áreas esses índios.
Agora, uma vez que não houve uma forma de conciliação ou de
solução deste conflito e judicializou-se, eu tenho que, neste caso
específico, é uma matéria penal relativa a uma determinada pessoa, em
relação a bens que não lhe pertenciam e que não estavam em áreas que
eleapoderia atuar, como atuou, e que configura um ilícito, pelo menos em
tese. Então, não me parece que, nesta passagem, seja o caso de não
recebimento da denúncia.
Por isso, Senhor Presidente, de uma forma simplificada, eu peço
vênia ao Ministro Gilmar, mas recebo a denúncia para que, no curso da
ação penal, se for o caso, ou se fosse o caso, uma vez que posso ficar
vencida, parece-me que seria o caso de apurar-se devidamente e
solucionar-se só ao final da ação penal, com o direito de defesa, com a
comprovação exata de que não houve danos a bens do povo brasileiro.
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INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Que o Ministro
Nelson Jobim chamava de ilhas.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Dos
rizicultores; era uma área que foi objeto, nos anos anteriores, ainda nos
anos 80, de uma titulação por parte do INCRA.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Com isso, Ministro,
estamos lidando em todos os casos. Aquele caso que nós julgamos, de que
fui Relatora, no sul da Bahia, era exatamente isso, no caso perto de
Itabuna, em que o Estado errou. Aliás, não tenho dúvida que aqui foi o
Estado que errou, induziu a erro, e, em inúmeras vezes, nós estamos
tendo que fazer um ajeitamento que o Poder Executivo não quis sentar à
mesa e fazer. Agora, neste caso, parece-me um outro dado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Quer
dizer, os próprios órgão públicos colocaram em dúvida a titulação.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Porque às vezes até
levaram para as áreas esses índios.
Agora, uma vez que não houve uma forma de conciliação ou de
solução deste conflito e judicializou-se, eu tenho que, neste caso
específico, é uma matéria penal relativa a uma determinada pessoa, em
relação a bens que não lhe pertenciam e que não estavam em áreas que
eleapoderia atuar, como atuou, e que configura um ilícito, pelo menos em
tese. Então, não me parece que, nesta passagem, seja o caso de não
recebimento da denúncia.
Por isso, Senhor Presidente, de uma forma simplificada, eu peço
vênia ao Ministro Gilmar, mas recebo a denúncia para que, no curso da
ação penal, se for o caso, ou se fosse o caso, uma vez que posso ficar
vencida, parece-me que seria o caso de apurar-se devidamente e
solucionar-se só ao final da ação penal, com o direito de defesa, com a
comprovação exata de que não houve danos a bens do povo brasileiro.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
INQ 3670 / RR
Essa é a razão pela qual, pedindo vênia, como disse, divirjo
exatamente no sentido do recebimento da denúncia.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Só
para esclarecer, Ministra Cármen: o Ministro Gilmar, salvo melhor juízo,
julgou improcedente a denúncia, absolvendo o réu.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, pelo artigo 6....
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Por
erro de tipo.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Em
relação aos danos praticados na Fazenda Depósito.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – Sim.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) – Isso.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - E
rejeitou a denúncia quanto ao restante. Vossa Excelência aceita a
denúncia, integralmente.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Incluída aí. Sim.
Divirjo nessa parte.
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INQ 3670 / RR
Essa é a razão pela qual, pedindo vênia, como disse, divirjo
exatamente no sentido do recebimento da denúncia.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Só
para esclarecer, Ministra Cármen: o Ministro Gilmar, salvo melhor juízo,
julgou improcedente a denúncia, absolvendo o réu.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, pelo artigo 6....
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Por
erro de tipo.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Em
relação aos danos praticados na Fazenda Depósito.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – Sim.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) – Isso.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - E
rejeitou a denúncia quanto ao restante. Vossa Excelência aceita a
denúncia, integralmente.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Incluída aí. Sim.
Divirjo nessa parte.
4
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia, Senhor
Presidente, para, acompanhando a divergência iniciada pela eminente
Ministra CÁRMEN LÚCIA, receber, integralmente, a denúncia oferecida
pelo Ministério Público.
É o meu voto.
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23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia, Senhor
Presidente, para, acompanhando a divergência iniciada pela eminente
Ministra CÁRMEN LÚCIA, receber, integralmente, a denúncia oferecida
pelo Ministério Público.
É o meu voto.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Pelo
exame que eu fiz, percebe-se que a denúncia, em nenhum momento,
aponta o dia ou mesmo a época em que a conduta teria sido praticada, o
que se mostraria importantíssimo até para aferição da prescrição. Aqui, a
pena máxima é de três anos.
Embora o artigo 41 do CPP exija essa descrição, tudo que a
Procuradoria da República articula, na peça acusatória, são as datas da
aquisição ou tomada de posse das duas fazendas - Fazenda Depósito, em
1992, e Fazenda Providência, em 2001 -, além da ordem judicial de
desocupação emanada do Supremo, em maio de 2009.
O único ponto em que a denúncia descreve suficientemente a
conduta é, curiosamente, ao transcrever o depoimento do próprio
denunciado (fls. 5 e 6) perante a autoridade judicial, quando assevera que
sua desocupação se deu em seguida à aludida ordem judicial. Isso em
relação à Fazenda Depósito, não é isso?
Somada essa declaração ao conjunto da defesa, aí sim, seria possível,
com alguma margem de tolerância, formar um quadro capaz de permitir
o pleno exercício da defesa por parte do denunciado. O mais das
alegações da defesa, de que a retirada se deu de bens que não haviam
sido indenizados ou o foram insuficientemente, é, por mais relevante e
verossimilhante que seja, um tema de fundo que não impediria o
recebimento da denúncia.
Em outras palavras, eu acompanharia, em parte, o Relator para
rejeitar a denúncia, exceto em relação àquele item da Fazenda Depósito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Aquele
que tem o laudo do exame local, aquela lista dos bens.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
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23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Pelo
exame que eu fiz, percebe-se que a denúncia, em nenhum momento,
aponta o dia ou mesmo a época em que a conduta teria sido praticada, o
que se mostraria importantíssimo até para aferição da prescrição. Aqui, a
pena máxima é de três anos.
Embora o artigo 41 do CPP exija essa descrição, tudo que a
Procuradoria da República articula, na peça acusatória, são as datas da
aquisição ou tomada de posse das duas fazendas - Fazenda Depósito, em
1992, e Fazenda Providência, em 2001 -, além da ordem judicial de
desocupação emanada do Supremo, em maio de 2009.
O único ponto em que a denúncia descreve suficientemente a
conduta é, curiosamente, ao transcrever o depoimento do próprio
denunciado (fls. 5 e 6) perante a autoridade judicial, quando assevera que
sua desocupação se deu em seguida à aludida ordem judicial. Isso em
relação à Fazenda Depósito, não é isso?
Somada essa declaração ao conjunto da defesa, aí sim, seria possível,
com alguma margem de tolerância, formar um quadro capaz de permitir
o pleno exercício da defesa por parte do denunciado. O mais das
alegações da defesa, de que a retirada se deu de bens que não haviam
sido indenizados ou o foram insuficientemente, é, por mais relevante e
verossimilhante que seja, um tema de fundo que não impediria o
recebimento da denúncia.
Em outras palavras, eu acompanharia, em parte, o Relator para
rejeitar a denúncia, exceto em relação àquele item da Fazenda Depósito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Aquele
que tem o laudo do exame local, aquela lista dos bens.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 32
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
INQ 3670 / RR
Exatamente. É a parte que Vossa Excelência está julgando improcedente,
que vem descrita na Tabela 1, o laudo de exame de local.
E quanto ao mais, eu rejeitaria a denúncia, acompanhando o Relator.
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Supremo Tribunal Federal
INQ 3670 / RR
Exatamente. É a parte que Vossa Excelência está julgando improcedente,
que vem descrita na Tabela 1, o laudo de exame de local.
E quanto ao mais, eu rejeitaria a denúncia, acompanhando o Relator.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 32
Debate
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
D E B A T E
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - De
modo que nós temos dois votos rejeitando, em parte, a denúncia, e três
votos...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Há empate quanto à
rejeição parcial da denúncia, pois 2 (dois) Juízes desta colenda Turma
recebem a peça acusatória, enquanto os outros 2 (dois) formulam, quanto
a ela, o pertinente juízo negativo de admissibilidade...
Registrou-se, portanto, situação de empate quanto a esse ponto da
denúncia ora sob apreciação.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Nós
temos um empate.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Precisamente.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Temos três votos recebendo a denúncia em relação à Fazenda Depósito e
dois votos rejeitando a denúncia em relação aos demais.
Penso que, havendo empate, salvo melhor juízo, nós temos que
considerar rejeitada a denúncia, salvo em relação à Fazenda Depósito.
Submeto isso à consideração dos Colegas.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O eminente Relator
também entende assim?
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Parece
que é esse o encaminhamento, até porque não temos outra...
Supremo Tribunal Federal
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23/09/2014
SEGUNDA TURMA
INQUÉRITO 3.670 RORAIMA
D E B A T E
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - De
modo que nós temos dois votos rejeitando, em parte, a denúncia, e três
votos...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Há empate quanto à
rejeição parcial da denúncia, pois 2 (dois) Juízes desta colenda Turma
recebem a peça acusatória, enquanto os outros 2 (dois) formulam, quanto
a ela, o pertinente juízo negativo de admissibilidade...
Registrou-se, portanto, situação de empate quanto a esse ponto da
denúncia ora sob apreciação.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Nós
temos um empate.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Precisamente.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Temos três votos recebendo a denúncia em relação à Fazenda Depósito e
dois votos rejeitando a denúncia em relação aos demais.
Penso que, havendo empate, salvo melhor juízo, nós temos que
considerar rejeitada a denúncia, salvo em relação à Fazenda Depósito.
Submeto isso à consideração dos Colegas.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O eminente Relator
também entende assim?
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Parece
que é esse o encaminhamento, até porque não temos outra...
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 32
Debate
INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Nós aplicamos isso
em relação ao habeas corpus, que se tem no Regimento.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Recurso, de um modo geral.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Essa matéria penal é
específica. Nós já tentamos até...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Nós já
aplicamos isso inclusive no Plenário do Supremo, naquele caso da...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Tratando-se de
matéria penal, o empate somente pode beneficiar aquele que sofre a
persecução estatal, de tal modo que, em não havendo maioria em sentido
contrário, o empate importará, necessariamente, em respeito à presunção
constitucional de inocência (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LVII) e, tal seja a situação processual,
em rejeição da denúncia, ou, então, em absolvição, ou, na hipótese de
“habeas corpus”, em concessão do próprio “writ” constitucional.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É porque, naquele
caso, nós distinguimos que, no inquérito, era in dubio pro societate, e na
ação penal é in dubio pro reo.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) –
Exatamente. foi o caso do Deputado Paulo.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E, aqui, o princípio
não é o mesmo.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O postulado “in
dubio pro reo” traduz a fórmula liberal dos regimes democráticos, sob cujo
domínio não compete ao acusado provar a sua própria inocência, eis que esse
encargo recai, por inteiro, sobre o órgão estatal da acusação penal, seja em
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Supremo Tribunal Federal
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INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Nós aplicamos isso
em relação ao habeas corpus, que se tem no Regimento.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Recurso, de um modo geral.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Essa matéria penal é
específica. Nós já tentamos até...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Nós já
aplicamos isso inclusive no Plenário do Supremo, naquele caso da...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Tratando-se de
matéria penal, o empate somente pode beneficiar aquele que sofre a
persecução estatal, de tal modo que, em não havendo maioria em sentido
contrário, o empate importará, necessariamente, em respeito à presunção
constitucional de inocência (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LVII) e, tal seja a situação processual,
em rejeição da denúncia, ou, então, em absolvição, ou, na hipótese de
“habeas corpus”, em concessão do próprio “writ” constitucional.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É porque, naquele
caso, nós distinguimos que, no inquérito, era in dubio pro societate, e na
ação penal é in dubio pro reo.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) –
Exatamente. foi o caso do Deputado Paulo.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - E, aqui, o princípio
não é o mesmo.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O postulado “in
dubio pro reo” traduz a fórmula liberal dos regimes democráticos, sob cujo
domínio não compete ao acusado provar a sua própria inocência, eis que esse
encargo recai, por inteiro, sobre o órgão estatal da acusação penal, seja em
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 32
Debate
INQ 3670 / RR
face do que prescreve o art. 5..., inciso LVII, da Constituição da República,
seja, ainda, em razão do que dispõe o art. 156, “caput”, do CPP, que
atribui o ônus material da prova – tratando-se da demonstração da
materialidade e da autoria do fato delituoso – ao Ministério Público.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - A
outra alternativa seria um voto de desempate, que podia ser o do
Presidente, ou convocar alguém.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Convocar um
Ministro da outra Turma.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A norma regimental
que confere ao Presidente do Plenário ou ao Presidente de cada uma das
Turmas o voto de qualidade não pode nem deve incidir na hipótese de
empate que eventualmente se registre em julgamentos penais, como sucede
na espécie.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É verdade.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: E a razão é simples:
mera norma de índole regimental jamais poderá prevalecer, em situação de
antinomia, sobre o texto normativo da Constituição...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Neste caso, eu manteria o meu voto pelo acolhimento parcial da
denúncia.
Nós julgamos, aqui, o habeas corpus em caso no qual, no Superior Tribunal de Justiça, houve
situação de empate no julgamento de um recurso, e a Turma, ao invés de
proclamar o resultado favoravelmente ao réu, resolveu convocar outro
Ministro para desempatar. Na oportunidade, nós concedemos o habeas
corpus para dizer que, nesses casos, não cabe convocação, mas sim a
proclamação do resultado favorável ao acusado.
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INQ 3670 / RR
face do que prescreve o art. 5..., inciso LVII, da Constituição da República,
seja, ainda, em razão do que dispõe o art. 156, “caput”, do CPP, que
atribui o ônus material da prova – tratando-se da demonstração da
materialidade e da autoria do fato delituoso – ao Ministério Público.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - A
outra alternativa seria um voto de desempate, que podia ser o do
Presidente, ou convocar alguém.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Convocar um
Ministro da outra Turma.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A norma regimental
que confere ao Presidente do Plenário ou ao Presidente de cada uma das
Turmas o voto de qualidade não pode nem deve incidir na hipótese de
empate que eventualmente se registre em julgamentos penais, como sucede
na espécie.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É verdade.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: E a razão é simples:
mera norma de índole regimental jamais poderá prevalecer, em situação de
antinomia, sobre o texto normativo da Constituição...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Neste caso, eu manteria o meu voto pelo acolhimento parcial da
denúncia.
Nós julgamos, aqui, o habeas corpus em caso no qual, no Superior Tribunal de Justiça, houve
situação de empate no julgamento de um recurso, e a Turma, ao invés de
proclamar o resultado favoravelmente ao réu, resolveu convocar outro
Ministro para desempatar. Na oportunidade, nós concedemos o habeas
corpus para dizer que, nesses casos, não cabe convocação, mas sim a
proclamação do resultado favorável ao acusado.
3
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Debate
INQ 3670 / RR
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O caso ora em exame,
tendo em vista a circunstância do empate, impõe a rejeição parcial da peça
acusatória, que traduz a solução juridicamente mais favorável ao
denunciado.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) – O
Regimento não soluciona claramente o caso.
É verdade que o Código de Processo Penal, de um modo geral,
dispõe que em matéria criminal, havendo empate, favorece o acusado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - No
caso do Plenário, aquela questão de ordem.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O empate, em
julgamentos penais, mesmo que se trate da fase preliminar de controle
prévio de admissibilidade da denúncia, impõe a rejeição, no ponto, da
peça acusatória.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu me lembro bem,
Ministro, que foi dito que, na fase de recebimento da denúncia, prevalece
o princípio in dubio pro societate, e, na fase da ação penal, in dubio pro
reo. Quer dizer, não tendo sido formado um juízo condenatório
majoritário, é como se houvesse uma dúvida do Colegiado - um empate -
e, então, neste caso, prevaleceria o princípio, enfim, favorável ao réu, com
razão; naquele caso, com toda a razão.
Mas, enfim, qualquer solução que se encaminhe, aqui, haverá de ser
por uma interpretação analógica.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Embora se deva considerar que, pela configuração da Lei n 8.038/90, esse
juízo de recebimento da denúncia, hoje, nas ações originárias do Tribunal,
tem um componente de juízo de mérito também.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim. Tanto que o
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O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O caso ora em exame,
tendo em vista a circunstância do empate, impõe a rejeição parcial da peça
acusatória, que traduz a solução juridicamente mais favorável ao
denunciado.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) – O
Regimento não soluciona claramente o caso.
É verdade que o Código de Processo Penal, de um modo geral,
dispõe que em matéria criminal, havendo empate, favorece o acusado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - No
caso do Plenário, aquela questão de ordem.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O empate, em
julgamentos penais, mesmo que se trate da fase preliminar de controle
prévio de admissibilidade da denúncia, impõe a rejeição, no ponto, da
peça acusatória.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu me lembro bem,
Ministro, que foi dito que, na fase de recebimento da denúncia, prevalece
o princípio in dubio pro societate, e, na fase da ação penal, in dubio pro
reo. Quer dizer, não tendo sido formado um juízo condenatório
majoritário, é como se houvesse uma dúvida do Colegiado - um empate -
e, então, neste caso, prevaleceria o princípio, enfim, favorável ao réu, com
razão; naquele caso, com toda a razão.
Mas, enfim, qualquer solução que se encaminhe, aqui, haverá de ser
por uma interpretação analógica.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Embora se deva considerar que, pela configuração da Lei n 8.038/90, esse
juízo de recebimento da denúncia, hoje, nas ações originárias do Tribunal,
tem um componente de juízo de mérito também.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim. Tanto que o
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INQ 3670 / RR
Ministro Gilmar, no outro caso, aplicou o 6....
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Pode gerar a improcedência. Vossa Excelência, aqui, mesmo, em parte
está julgando improcedente.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É, no outro caso,
aplicou o 6....
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Neste caso, Vossa
Excelência acompanha o Ministro GILMAR MENDES no que se refere à
rejeição?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Rejeição.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sim, rejeição!
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Não
no juízo de improcedência. Só estou falando isso porque, a rigor, se
comporta o juízo da...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Qualquer solução
fundada na fórmula do “in dubio pro societate” representará retrocesso
inadmissível em tema de persecução penal, pois, no plano dos
procedimentos persecutórios, há de sempre prevalecer o princípio do “favor
libertatis”, que expressa verdadeiro dogma peculiar aos regimes que
consagram o Estado Democrático de Direito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A tese
da dúvida é até arrazoável, mas quando há dúvida até quanto a fatos,
porque nós vamos ter, depois, a instrução processual, e aí se justifica até
receber a denúncia em caso de situações não claras. Mas aqui a questão é
de outra índole.
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Ministro Gilmar, no outro caso, aplicou o 6....
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Pode gerar a improcedência. Vossa Excelência, aqui, mesmo, em parte
está julgando improcedente.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É, no outro caso,
aplicou o 6....
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Neste caso, Vossa
Excelência acompanha o Ministro GILMAR MENDES no que se refere à
rejeição?
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Rejeição.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sim, rejeição!
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Não
no juízo de improcedência. Só estou falando isso porque, a rigor, se
comporta o juízo da...
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Qualquer solução
fundada na fórmula do “in dubio pro societate” representará retrocesso
inadmissível em tema de persecução penal, pois, no plano dos
procedimentos persecutórios, há de sempre prevalecer o princípio do “favor
libertatis”, que expressa verdadeiro dogma peculiar aos regimes que
consagram o Estado Democrático de Direito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A tese
da dúvida é até arrazoável, mas quando há dúvida até quanto a fatos,
porque nós vamos ter, depois, a instrução processual, e aí se justifica até
receber a denúncia em caso de situações não claras. Mas aqui a questão é
de outra índole.
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INQ 3670 / RR
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, a questão aqui é
jurídica.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Nós
temos uma divisão quanto ao recebimento da denúncia, seja por inépcia,
seja pela possibilidade até de... Então, essa é a questão, não é?
É diferente de uma situação de fato controvertida em que nós
optamos por receber a denúncia, porque vamos fazer, depois, a
verificação dos fatos na instrução do processo. Mas aqui não se cuida
disso.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Vossa Excelência, no
ponto em que é acompanhado pelo Ministro TEORI ZAVASCKI, rejeita,
por inépcia, a peça acusatória?
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Isso. Eu
tinha dito o seguinte:
"a preliminar deveria ser parcialmente acolhida, para que
a ação penal prossiga apenas em relação aos danos
alegadamente praticados contra as acessões da Fazenda
Depósito".
Porque elas estão, de fato, descritas, essa é uma exigência mínima
para a aptidão da denúncia. E aí há um laudo com a lista desses bens que
foram afetados.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Por
isso que, quando tomei o voto de Vossa Excelência, eu perguntei sobre
esse detalhe; porque, em relação à parte, houve uma rejeição por inépcia
da denúncia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Exatamente.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Agora, no ponto em
6
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A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Sim, a questão aqui é
jurídica.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Nós
temos uma divisão quanto ao recebimento da denúncia, seja por inépcia,
seja pela possibilidade até de... Então, essa é a questão, não é?
É diferente de uma situação de fato controvertida em que nós
optamos por receber a denúncia, porque vamos fazer, depois, a
verificação dos fatos na instrução do processo. Mas aqui não se cuida
disso.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Vossa Excelência, no
ponto em que é acompanhado pelo Ministro TEORI ZAVASCKI, rejeita,
por inépcia, a peça acusatória?
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Isso. Eu
tinha dito o seguinte:
"a preliminar deveria ser parcialmente acolhida, para que
a ação penal prossiga apenas em relação aos danos
alegadamente praticados contra as acessões da Fazenda
Depósito".
Porque elas estão, de fato, descritas, essa é uma exigência mínima
para a aptidão da denúncia. E aí há um laudo com a lista desses bens que
foram afetados.
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - Por
isso que, quando tomei o voto de Vossa Excelência, eu perguntei sobre
esse detalhe; porque, em relação à parte, houve uma rejeição por inépcia
da denúncia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Exatamente.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Agora, no ponto em
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que há o empate...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - É
justamente nesse da inépcia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É nesse item.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A rejeição da
denúncia, por motivo de inépcia, não se reveste da autoridade da coisa julgada
em sentido material, circunstância que permitirá ao Ministério Público
reformulá-la, desde que ainda não consumada, “tractu temporis”, a
prescrição penal.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Só formal.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sim, coisa julgada
meramente formal...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Então Vossa Excelência propõe que o empate favoreça nesse ponto?
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Proponho, em face
das razões por mim expostas, que se proclame, no caso, a solução jurídica
mais favorável ao denunciado, consistente na rejeição parcial da peça
acusatória em virtude do empate ora registrado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Recebida a denúncia em relação (…)
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A denúncia, no caso,
fica rejeitada em parte, no ponto em que se registrou o empate, sendo
recebida, no entanto, quanto à outra imputação penal nela deduzida.
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que há o empate...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) - É
justamente nesse da inépcia.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - É nesse item.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A rejeição da
denúncia, por motivo de inépcia, não se reveste da autoridade da coisa julgada
em sentido material, circunstância que permitirá ao Ministério Público
reformulá-la, desde que ainda não consumada, “tractu temporis”, a
prescrição penal.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Só formal.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Sim, coisa julgada
meramente formal...
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (PRESIDENTE) -
Então Vossa Excelência propõe que o empate favoreça nesse ponto?
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Proponho, em face
das razões por mim expostas, que se proclame, no caso, a solução jurídica
mais favorável ao denunciado, consistente na rejeição parcial da peça
acusatória em virtude do empate ora registrado.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Recebida a denúncia em relação (…)
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: A denúncia, no caso,
fica rejeitada em parte, no ponto em que se registrou o empate, sendo
recebida, no entanto, quanto à outra imputação penal nela deduzida.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 32
Extrato de Ata - 23/09/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
INQUÉRITO 3.670
PROCED. : RORAIMA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S) : PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S) : TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : ALVARO DA SILVA
Decisão: A Turma, por maioria, recebeu a denúncia quanto aos
danos alegadamente praticados contra às acessões da Fazenda
Depósito, descritos na tabela 1, do Laudo de Exame de Local
155/10, vencido o Ministro Relator. Quanto ao mais, a Turma
rejeitou a denúncia, por inepta, nos termos do voto do Relator, no
que foi acompanhado pelo Ministro Teori Zavascki, vencidos os
Ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia, tendo a Turma considerado
que, nesse último caso, o empate na votação deve favorecer o
acusado, sem prejuízo da propositura de nova peça acusatória, se
for o caso, atendidos os requisitos legais. Falaram, pelo
Ministério Público Federal, a Dra. Cláudia Sampaio Marques e, pelo
investigado, o Dr. Ticiano Figueiredo de Oliveira. 2... Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6872992
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
INQUÉRITO 3.670
PROCED. : RORAIMA
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
INVEST.(A/S) : PAULO CESAR JUSTO QUARTIERO
ADV.(A/S) : TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : ALVARO DA SILVA
Decisão: A Turma, por maioria, recebeu a denúncia quanto aos
danos alegadamente praticados contra às acessões da Fazenda
Depósito, descritos na tabela 1, do Laudo de Exame de Local
155/10, vencido o Ministro Relator. Quanto ao mais, a Turma
rejeitou a denúncia, por inepta, nos termos do voto do Relator, no
que foi acompanhado pelo Ministro Teori Zavascki, vencidos os
Ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia, tendo a Turma considerado
que, nesse último caso, o empate na votação deve favorecer o
acusado, sem prejuízo da propositura de nova peça acusatória, se
for o caso, atendidos os requisitos legais. Falaram, pelo
Ministério Público Federal, a Dra. Cláudia Sampaio Marques e, pelo
investigado, o Dr. Ticiano Figueiredo de Oliveira. 2... Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6872992
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"INQ",
"INQ 3670 / RR",
"HC 70 . 763 / DF",
"HC 70 . 763 / DF",
"HC 73 . 271",
"INQ 3670 / RR",
"HC 70 . 763 / DF",
"HC 70 . 763 / DF",
"HC 73 . 271",
"RF 150 / 393",
"HC 73 . 271 / SP",
"RF 150 / 393",
"HC 73 . 271 / SP",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"Petição 3 . 888",
"INQ 3670 / RR",
"Petição 3 . 888",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 /",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 /",
"INQ",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR",
"INQ 3670 / RR"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 20 , XI , da Constituição Federal",
"art . 231 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"art . 1 . 255 do Código Civil",
"art . 1 . 248 , V , do Código Civil",
"art . 163 , parágrafo único , III , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 163 , parágrafo único , III , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 163 , parágrafo único , III , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 163 , parágrafo único , III , do Código Penal",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 163 , parágrafo único , III , do Código Penal",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 1 . . . , III , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 1 . . . , III , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . da Constituição alemã",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . . . da Constituição alemã",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 163 , parágrafo único , III , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 163 , parágrafo único , III , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 , XI , da Constituição Federal",
"art . 231 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 , XI , da Constituição Federal",
"art . 231 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . 255 do Código Civil",
"art . 1 . 248 , V , do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . 255 do Código Civil",
"art . 1 . 248 , V , do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . 248 , V , do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 1 . 248 , V , do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Fundamental de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Fundamental de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 do Código Penal",
"art . 6 . . . da Lei 8 . 038 / 90",
"art . 386 , III , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 do Código Penal",
"art . 6 . . . da Lei 8 . 038 / 90",
"art . 386 , III , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LVII",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LVII",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LVII , da Constituição da República",
"art . 156 , “ caput ” , do CPP",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso LVII , da Constituição da República",
"art . 156 , “ caput ” , do CPP",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"Lei n 8 . 038 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"Lei n 8 . 038 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília",
"Brasília",
"fazendas Depósito",
"Reserva Raposa Serra do Sol",
"Roraima",
"Fazenda Depósito",
"Fazenda Providência",
"Reserva Raposa Serra do Sol",
"Roraima",
"Fazenda Providência",
"Rio de Janeiro / São Paulo",
"Rio de Janeiro /",
"São Paulo",
"München",
"München",
"Rio e Janeiro",
"Rio e Janeiro",
"Depósito",
"Fazenda Depósito",
"Fazenda Depósito",
"Fazenda Providência",
"Fazenda Providência",
"Fazenda Depósito",
"Depósito",
"Fazenda Depósito",
"Fazenda Depósito",
"Fazenda Providência",
"Fazenda Providência",
"Fazenda Depósito",
"fazendas",
"Depósito",
"Providência",
"Reserva Raposa Serra do Sol",
"Roraima",
"Depósito",
"Reserva Raposa Serra do Sol",
"Roraima",
"Rio de Janeiro",
"1955",
"Rio de Janeiro",
"região",
"Reserva Raposa Serra do Sol",
"Terra Indígena Raposa Serra do Sol",
"Fazenda Guanabara",
"região",
"Reserva Raposa Serra do Sol",
"Terra Indígena Raposa Serra do Sol",
"Fazenda Guanabara",
"Fazenda Guanabara",
"Fazenda Guanabara",
"Pacaraima",
"Pacaraima",
"Pacaraima",
"Pacaraima",
"sul da Bahia",
"Itabuna",
"sul da Bahia",
"Itabuna",
"Fazenda Depósito",
"Fazenda Providência",
"Fazenda Depósito",
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"Fazenda Providência",
"Fazenda Depósito"
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"ORGANIZACAO": [
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"União",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
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"União",
"União",
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"União",
"União",
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"União",
"União",
"União",
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"União",
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"Borsoi",
"União",
"União",
"União",
"União",
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"União",
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"ICP",
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"União",
"União",
"União",
"União",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"União",
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"Incra",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"União",
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"União",
"União",
"Ministério Público",
"União",
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"Fazenda",
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".",
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"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
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"Ministério Público Federal",
"2",
".",
".",
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"-",
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"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
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"GILMAR MENDES",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
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"GILMAR MENDES",
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"João Mendes de Almeida Júnior",
"João Mendes de Almeida Júnior",
"Cícero",
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"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"ALMEIDA JÚNIOR",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
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"OROZIMBO NONATO",
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"Luciano Lamper Martines",
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"Pontes de Miranda",
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"Ayres Britto",
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"CELSO DE MELLO",
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"TEORI ZAVASCKI",
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"TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA",
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"Cláudia Sampaio Marques",
"Ticiano Figueiredo de Oliveira",
"Teori Zavascki",
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"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
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"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1955",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1985",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1992",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"5 de outubro",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"5 de outubro",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"1992",
"2001",
"maio de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"1992",
"2001",
"maio de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"23",
".",
"09",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"09",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Lei Complementar nº
11/71. Revogação pela Lei nº 8.213/91. Legalidade. Matéria
infraconstitucional. Precedentes.
1. A discussão sobre a revogação ou não da Lei Complementar nº
11/71 pelas Leis nº 8.212/91 e 8.213/91, como já ressaltado na decisão
agravada, se insere no âmbito da legalidade. Incabível, portanto, o
recurso extraordinário.
2. Como bem esclareceu o Ministro Néri da Silveira, “na admissão
da irresignação extrema, a ofensa à Constituição há ser direta e imediata e
não por via reflexa. Se, para isso, for necessário prévio exame da contenda
à luz da legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse
modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie no art.
102, III, Letra a, da Lei Maior” (AI nº 289.724-AgR, Segunda Turma, DJ
de 7/6/02).
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de outubro de 2013.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917428.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
RE 604297 AGR / PE
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 604297 AGR / PE
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Usina Trapiche S/A e outros interpõem agravo regimental contra
decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário,
forte no argumento de que a discussão atinente à revogação da Lei
Complementar nº 11/71 pela Lei nº 8.213/91 repousa no âmbito da
legalidade, não ensejando a abertura da via extraordinária.
Alegam os agravantes que a discussão se restringe a garantir o seu
direito de recolher as contribuições previdenciárias tomando como base
de cálculo o valor comercial estimado, sob o argumento de que as Leis
Complementares nºs 11/71 e 16/73 foram recepcionadas pela Carta de
1988. Aduzem que as Leis nºs 8.212/91 e 8.213/91 não revogaram nem
poderiam ter revogado a contribuição de que trata o art. 15, inciso I,
alínea b, da Lei Complementar nº 11/71.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917425.
Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Usina Trapiche S/A e outros interpõem agravo regimental contra
decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário,
forte no argumento de que a discussão atinente à revogação da Lei
Complementar nº 11/71 pela Lei nº 8.213/91 repousa no âmbito da
legalidade, não ensejando a abertura da via extraordinária.
Alegam os agravantes que a discussão se restringe a garantir o seu
direito de recolher as contribuições previdenciárias tomando como base
de cálculo o valor comercial estimado, sob o argumento de que as Leis
Complementares nºs 11/71 e 16/73 foram recepcionadas pela Carta de
1988. Aduzem que as Leis nºs 8.212/91 e 8.213/91 não revogaram nem
poderiam ter revogado a contribuição de que trata o art. 15, inciso I,
alínea b, da Lei Complementar nº 11/71.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917425.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Os agravantes não deduziram novos argumentos capazes de
infirmar o que restou decidido.
É de se observar, inicialmente, que os agravantes inovaram ao trazer
a esta Corte a discussão sob o enfoque das Leis Complementares nºs 11/71
e 16/72, matéria não debatida nem decidida nas instâncias ordinárias, seja
na sentença de primeiro grau, seja no acórdão recorrido, não cabendo
discutir-se, nesta instância, a recepção, ou não, de tais normativos pela
Constituição Federal de 1988, nem se tais normativos foram ou não
revogados por legislação ordinária superveniente.
Com efeito, o Tribunal de origem, analisando o objeto social da ora
agravante, firmou o entendimento de que, uma vez declarada a
inconstitucionalidade do § 2º do art. 25 da Lei nº 8.870/94, o qual estendia
a aplicação do art. 25 às pessoas jurídicas que se dedicavam à atividade
agroindustrial, inclusive com a revogação posterior do referido § 2º, não
mais se aplicava a Lei nº 8.870/94 às agroindústrias. Essa foi a única
matéria decidida.
De qualquer forma, a discussão sobre a revogação ou não das leis
complementares invocadas pelas Leis nº 8.212/91 e nº 8.213/91, como já
ressaltado na decisão agravada, se insere no âmbito da legalidade.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário.
No mesmo sentido, o RE nº 555.118/PR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe de 6/9/11. Anote-se a
ementa desse julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNRURAL
PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR 11/1971. DEFINIÇÃO
DA LEI REVOGADORA: LEI 7.787/1989 OU LEI 8.213/1991.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917426.
Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Os agravantes não deduziram novos argumentos capazes de
infirmar o que restou decidido.
É de se observar, inicialmente, que os agravantes inovaram ao trazer
a esta Corte a discussão sob o enfoque das Leis Complementares nºs 11/71
e 16/72, matéria não debatida nem decidida nas instâncias ordinárias, seja
na sentença de primeiro grau, seja no acórdão recorrido, não cabendo
discutir-se, nesta instância, a recepção, ou não, de tais normativos pela
Constituição Federal de 1988, nem se tais normativos foram ou não
revogados por legislação ordinária superveniente.
Com efeito, o Tribunal de origem, analisando o objeto social da ora
agravante, firmou o entendimento de que, uma vez declarada a
inconstitucionalidade do § 2º do art. 25 da Lei nº 8.870/94, o qual estendia
a aplicação do art. 25 às pessoas jurídicas que se dedicavam à atividade
agroindustrial, inclusive com a revogação posterior do referido § 2º, não
mais se aplicava a Lei nº 8.870/94 às agroindústrias. Essa foi a única
matéria decidida.
De qualquer forma, a discussão sobre a revogação ou não das leis
complementares invocadas pelas Leis nº 8.212/91 e nº 8.213/91, como já
ressaltado na decisão agravada, se insere no âmbito da legalidade.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário.
No mesmo sentido, o RE nº 555.118/PR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe de 6/9/11. Anote-se a
ementa desse julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNRURAL
PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR 11/1971. DEFINIÇÃO
DA LEI REVOGADORA: LEI 7.787/1989 OU LEI 8.213/1991.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 604297 AGR / PE
QUESTÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO
IMPROVIDO. I – A questão atinente à definição da lei que
revogou a contribuição para o FUNRURAL prevista na Lei
Complementar 11/1971 possui natureza infraconstitucional. II -
Agravo regimental improvido.”
Assim, sem reparos a decisão monocrática, na qual se aplicou a
jurisprudência da Corte no sentido da natureza infraconstitucional da
discussão em causa.
As lições do Ministro Néri da Silveira no AI nº 289.724-AgR,
Segunda Turma, DJ de 7/6/02 bem esclarecem a problemática da ofensa
reflexa, como se pode ver no trecho do seu voto:
“Na admissão da irresignação extrema, a ofensa à
Constituição há ser direta e imediata e não por via reflexa. Se,
para isso, for necessário prévio exame da contenda à luz da
legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse
modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie
no art. 102, III, Letra a, da Lei Maior.”
Os fundamentos dos agravantes demonstram apenas inconformismo
e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 604297 AGR / PE
QUESTÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO
IMPROVIDO. I – A questão atinente à definição da lei que
revogou a contribuição para o FUNRURAL prevista na Lei
Complementar 11/1971 possui natureza infraconstitucional. II -
Agravo regimental improvido.”
Assim, sem reparos a decisão monocrática, na qual se aplicou a
jurisprudência da Corte no sentido da natureza infraconstitucional da
discussão em causa.
As lições do Ministro Néri da Silveira no AI nº 289.724-AgR,
Segunda Turma, DJ de 7/6/02 bem esclarecem a problemática da ofensa
reflexa, como se pode ver no trecho do seu voto:
“Na admissão da irresignação extrema, a ofensa à
Constituição há ser direta e imediata e não por via reflexa. Se,
para isso, for necessário prévio exame da contenda à luz da
legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse
modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie
no art. 102, III, Letra a, da Lei Maior.”
Os fundamentos dos agravantes demonstram apenas inconformismo
e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 29.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838677
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 29.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4931273
| 2013-10-29T00:00:00
| 2013-11-28T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 29.10.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Lei Complementar nº 11/71. Revogação pela Lei nº 8.213/91. Legalidade. Matéria infraconstitucional. Precedentes.
1. A discussão sobre a revogação ou não da Lei Complementar nº 11/71 pelas Leis nº 8.212/91 e 8.213/91, como já ressaltado na decisão agravada, se insere no âmbito da legalidade. Incabível, portanto, o recurso extraordinário.
2. Como bem esclareceu o Ministro Néri da Silveira, “na admissão da irresignação extrema, a ofensa à Constituição há ser direta e imediata e não por via reflexa. Se, para isso, for necessário prévio exame da contenda à luz da legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie no art. 102, III, Letra a, da Lei Maior” (AI nº 289.724-AgR, Segunda Turma, DJ de 7/6/02).
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur250026
|
- Acórdão(s) citado(s):
(FUNRURAL, REVOGAÇÃO)
RE 555118 AgR (2ªT).
(OFENSA REFLEXA)
AI 289724 AgR (2ªT).
Número de páginas: 6.
Análise: 13/12/2013, BRU.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
604297
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LCP-000011 ANO-1971\n LEI COMPLEMENTAR\n\n",
"LEG-FED LCP-000016 ANO-1972\n LEI COMPLEMENTAR\n\n",
"LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-008870 ANO-1994\n ART-00025 PAR-00002\n LEI ORDINÁRIA"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 604297 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
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] |
Ementa e Acórdão
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário. Lei Complementar n
11/71. Revogação pela Lei n 8.213/91. Legalidade. Matéria
infraconstitucional. Precedentes.
1. A discussão sobre a revogação ou não da Lei Complementar n
11/71 pelas Leis n 8.212/91 e 8.213/91, como já ressaltado na decisão
agravada, se insere no âmbito da legalidade. Incabível, portanto, o
recurso extraordinário.
2. Como bem esclareceu o Ministro Néri da Silveira, “na admissão
da irresignação extrema, a ofensa à Constituição há ser direta e imediata e
não por via reflexa. Se, para isso, for necessário prévio exame da contenda
à luz da legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse
modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie no art.
102, III, Letra a, da Lei Maior” (AI n 289.724-AgR, Segunda Turma, DJ
de 7/6/02).
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de outubro de 2013.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 604297 AGR / PE
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 604297 AGR / PE
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Usina Trapiche S/A e outros interpõem agravo regimental contra
decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário,
forte no argumento de que a discussão atinente à revogação da Lei
Complementar n 11/71 pela Lei n 8.213/91 repousa no âmbito da
legalidade, não ensejando a abertura da via extraordinária.
Alegam os agravantes que a discussão se restringe a garantir o seu
direito de recolher as contribuições previdenciárias tomando como base
de cálculo o valor comercial estimado, sob o argumento de que as Leis
Complementares ns 11/71 e 16/73 foram recepcionadas pela Carta de
1988. Aduzem que as Leis ns 8.212/91 e 8.213/91 não revogaram nem
poderiam ter revogado a contribuição de que trata o art. 15, inciso I,
alínea b, da Lei Complementar n 11/71.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Usina Trapiche S/A e outros interpõem agravo regimental contra
decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário,
forte no argumento de que a discussão atinente à revogação da Lei
Complementar n 11/71 pela Lei n 8.213/91 repousa no âmbito da
legalidade, não ensejando a abertura da via extraordinária.
Alegam os agravantes que a discussão se restringe a garantir o seu
direito de recolher as contribuições previdenciárias tomando como base
de cálculo o valor comercial estimado, sob o argumento de que as Leis
Complementares ns 11/71 e 16/73 foram recepcionadas pela Carta de
1988. Aduzem que as Leis ns 8.212/91 e 8.213/91 não revogaram nem
poderiam ter revogado a contribuição de que trata o art. 15, inciso I,
alínea b, da Lei Complementar n 11/71.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Os agravantes não deduziram novos argumentos capazes de
infirmar o que restou decidido.
É de se observar, inicialmente, que os agravantes inovaram ao trazer
a esta Corte a discussão sob o enfoque das Leis Complementares ns 11/71
e 16/72, matéria não debatida nem decidida nas instâncias ordinárias, seja
na sentença de primeiro grau, seja no acórdão recorrido, não cabendo
discutir-se, nesta instância, a recepção, ou não, de tais normativos pela
Constituição Federal de 1988, nem se tais normativos foram ou não
revogados por legislação ordinária superveniente.
Com efeito, o Tribunal de origem, analisando o objeto social da ora
agravante, firmou o entendimento de que, uma vez declarada a
inconstitucionalidade do § 2... do art. 25 da Lei n 8.870/94, o qual estendia
a aplicação do art. 25 às pessoas jurídicas que se dedicavam à atividade
agroindustrial, inclusive com a revogação posterior do referido § 2..., não
mais se aplicava a Lei n 8.870/94 às agroindústrias. Essa foi a única
matéria decidida.
De qualquer forma, a discussão sobre a revogação ou não das leis
complementares invocadas pelas Leis n 8.212/91 e n 8.213/91, como já
ressaltado na decisão agravada, se insere no âmbito da legalidade.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário.
No mesmo sentido, o Recurso Extraordinário n 555.118/PR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe de 6/9/11. Anote-se a
ementa desse julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNRURAL
PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR 11/1971. DEFINIÇÃO
DA LEI REVOGADORA: LEI 7.787/1989 OU LEI 8.213/1991.
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Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Os agravantes não deduziram novos argumentos capazes de
infirmar o que restou decidido.
É de se observar, inicialmente, que os agravantes inovaram ao trazer
a esta Corte a discussão sob o enfoque das Leis Complementares ns 11/71
e 16/72, matéria não debatida nem decidida nas instâncias ordinárias, seja
na sentença de primeiro grau, seja no acórdão recorrido, não cabendo
discutir-se, nesta instância, a recepção, ou não, de tais normativos pela
Constituição Federal de 1988, nem se tais normativos foram ou não
revogados por legislação ordinária superveniente.
Com efeito, o Tribunal de origem, analisando o objeto social da ora
agravante, firmou o entendimento de que, uma vez declarada a
inconstitucionalidade do § 2... do art. 25 da Lei n 8.870/94, o qual estendia
a aplicação do art. 25 às pessoas jurídicas que se dedicavam à atividade
agroindustrial, inclusive com a revogação posterior do referido § 2..., não
mais se aplicava a Lei n 8.870/94 às agroindústrias. Essa foi a única
matéria decidida.
De qualquer forma, a discussão sobre a revogação ou não das leis
complementares invocadas pelas Leis n 8.212/91 e n 8.213/91, como já
ressaltado na decisão agravada, se insere no âmbito da legalidade.
Incabível, portanto, o recurso extraordinário.
No mesmo sentido, o Recurso Extraordinário n 555.118/PR-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe de 6/9/11. Anote-se a
ementa desse julgado:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNRURAL
PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR 11/1971. DEFINIÇÃO
DA LEI REVOGADORA: LEI 7.787/1989 OU LEI 8.213/1991.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 604297 AGR / PE
QUESTÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO
IMPROVIDO. I – A questão atinente à definição da lei que
revogou a contribuição para o FUNRURAL prevista na Lei
Complementar 11/1971 possui natureza infraconstitucional. II -
Agravo regimental improvido.”
Assim, sem reparos a decisão monocrática, na qual se aplicou a
jurisprudência da Corte no sentido da natureza infraconstitucional da
discussão em causa.
As lições do Ministro Néri da Silveira no AI n 289.724-AgR,
Segunda Turma, DJ de 7/6/02 bem esclarecem a problemática da ofensa
reflexa, como se pode ver no trecho do seu voto:
“Na admissão da irresignação extrema, a ofensa à
Constituição há ser direta e imediata e não por via reflexa. Se,
para isso, for necessário prévio exame da contenda à luz da
legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse
modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie
no art. 102, III, Letra a, da Lei Maior.”
Os fundamentos dos agravantes demonstram apenas inconformismo
e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 604297 AGR / PE
QUESTÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO
IMPROVIDO. I – A questão atinente à definição da lei que
revogou a contribuição para o FUNRURAL prevista na Lei
Complementar 11/1971 possui natureza infraconstitucional. II -
Agravo regimental improvido.”
Assim, sem reparos a decisão monocrática, na qual se aplicou a
jurisprudência da Corte no sentido da natureza infraconstitucional da
discussão em causa.
As lições do Ministro Néri da Silveira no AI n 289.724-AgR,
Segunda Turma, DJ de 7/6/02 bem esclarecem a problemática da ofensa
reflexa, como se pode ver no trecho do seu voto:
“Na admissão da irresignação extrema, a ofensa à
Constituição há ser direta e imediata e não por via reflexa. Se,
para isso, for necessário prévio exame da contenda à luz da
legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse
modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie
no art. 102, III, Letra a, da Lei Maior.”
Os fundamentos dos agravantes demonstram apenas inconformismo
e resistência em pôr termo ao processo, em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Extrato de Ata - 29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 29.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.297
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : USINA TRAPICHE S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 29.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 297",
"AI n 289 . 724 - AgR",
"Recurso Extraordinário 604297 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 604297 AGR / PE",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 297",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 297",
"RECURSO",
"Recurso Extraordinário n 555 . 118 / PR - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 297",
"Recurso Extraordinário n 555 . 118 / PR - AgR",
"Recurso Extraordinário 604297 AGR / PE",
"AI n 289 . 724 - AgR",
"Recurso Extraordinário 604297 AGR / PE",
"AI n 289 . 724 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 297"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei Complementar n 11 / 71",
"Lei n 8 . 213 / 91",
"Lei Complementar n 11",
"Leis n 8 . 212 / 91",
"8",
".",
"213",
"/",
"91",
"Constituição",
"art . 102 , III , Letra a , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 11 / 71",
"Lei n 8 . 213 / 91",
"Leis Complementares ns 11 / 71",
"16",
"/",
"73",
"Carta de 1988",
"Leis ns 8 . 212 / 91",
"8",
".",
"213",
"/",
"91",
"art . 15 , inciso I , alínea b , da Lei Complementar n 11 / 71",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar n 11 / 71",
"Lei n 8 . 213 / 91",
"Leis Complementares ns 11 / 71",
"16",
"/",
"73",
"Carta de 1988",
"Leis ns 8 . 212 / 91",
"8",
".",
"213",
"/",
"91",
"art . 15 , inciso I , alínea b , da Lei Complementar n 11 / 71",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis Complementares ns 11 / 71",
"16",
"/",
"72",
"Constituição Federal de 1988",
"§",
"art . 25 da Lei n 8 . 870 / 94",
"Lei n 8 . 870 / 94",
"Leis n 8 . 212 / 91",
"n 8 . 213 / 91",
"LEI COMPLEMENTAR 11 / 1971",
"LEI 7 . 787 / 1989",
"LEI 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis Complementares ns 11 / 71",
"16",
"/",
"72",
"Constituição Federal de 1988",
"§ 2 . . . do art . 25 da Lei n 8 . 870 / 94",
"Lei n 8 . 870 / 94",
"Leis n 8 . 212 / 91",
"n 8 . 213 / 91",
"LEI COMPLEMENTAR 11 / 1971",
"LEI REVOGADORA",
"LEI 7 . 787 / 1989",
"LEI 8 . 213 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 11 / 1971",
"Constituição",
"art . 102 , III , Letra a , da Lei Maior .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 11 / 1971",
"Constituição",
"art . 102 , III , Letra a , da Lei Maior .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"USINA TRAPICHE S / A",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"USINA TRAPICHE S / A",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"FAZENDA",
"Usina Trapiche S / A",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"USINA TRAPICHE S / A",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"FAZENDA",
"Usina Trapiche S / A",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"USINA TRAPICHE S / A",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"USINA TRAPICHE S / A",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA",
"Néri da Silveira",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewadowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewadowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Néri da Silveira",
"Néri da Silveira",
"DIAS TOFFOLI",
"GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"GLÁUCIO MANOEL DE LIMA BARBOSA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"7",
"/",
"6",
"/",
"02",
"29 de",
"outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"6",
"/",
"9",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"6",
"/",
"9",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"6",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"6",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"29",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR
DO BANCO SANTANDER S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S)
:RENÉRIO DE MOURA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, I, XXXVI, LIV e LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi
objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e
356/STF.
A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e
provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário.
Incidência da Súmula 279/STF.
Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que
afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de
alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Precedentes.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792039.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 859504 AGR / SP
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792039.
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AI 859504 AGR / SP
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR
DO BANCO SANTANDER S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S)
:RENÉRIO DE MOURA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
Trata-se de agravo regimental contra a decisão monocrática que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário(art. 102, III, a e b da Constituição federal)
interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, cuja ementa tem o seguinte teor:
‘AÇÃO RENOVATÓRIA LOCAÇÃO NÃO-
RESIDENCIAL Direito de Retomada Uso Próprio
Presunção relativa de sinceridade em favor do retomante
Prova não produzida pelo locatário ônus que recaía sobre
a atuação deste ante a presunção relativa de sinceridade
Inteligência do artigo 333, II do CPC Presunção não ilidida
Improcedência da ação renovatória confirmada Recurso
de apelação improvido.’
Nas razões do recurso extraordinário, o ora recorrente
alega violação do disposto no art. 5º, I, XXXVI, LIV e LV da
Constituição federal. Sustenta, em síntese, que o Egrégio
Tribunal a quo ao julgar improcedente o pedido renovatório e
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15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR
DO BANCO SANTANDER S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S)
:RENÉRIO DE MOURA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
Trata-se de agravo regimental contra a decisão monocrática que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário(art. 102, III, a e b da Constituição federal)
interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, cuja ementa tem o seguinte teor:
‘AÇÃO RENOVATÓRIA LOCAÇÃO NÃO-
RESIDENCIAL Direito de Retomada Uso Próprio
Presunção relativa de sinceridade em favor do retomante
Prova não produzida pelo locatário ônus que recaía sobre
a atuação deste ante a presunção relativa de sinceridade
Inteligência do artigo 333, II do CPC Presunção não ilidida
Improcedência da ação renovatória confirmada Recurso
de apelação improvido.’
Nas razões do recurso extraordinário, o ora recorrente
alega violação do disposto no art. 5º, I, XXXVI, LIV e LV da
Constituição federal. Sustenta, em síntese, que o Egrégio
Tribunal a quo ao julgar improcedente o pedido renovatório e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 859504 AGR / SP
procedente o pedido contraposto, e condenar o autor ao
pagamento locatício atualizado até a desocupação do imóvel
logo após o vencimento do contrato, com prazo fixo de até 6
meses para tanto, despendeu tratamento diferenciado entre as
partes, valorando a mais as provas a favor do Recorrido,
contrariando expressamente o artigo 5º da Constituição Federal.
É o relatório. Decidido.
O recurso não pode ser provido por três fundamentos. Em
primeiro lugar, as alegadas violações aos dispositivos
constitucionais não foram apreciadas pelo acórdão impugnado.
Tampouco foram opostos embargos declaratórios para sanar
eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e
356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada.
Ademais, em segundo lugar, o recorrente limita-se a
postular uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 279/STF, in verbis :
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Em terceiro lugar , para dissentir do acórdão recorrido,
seria necessária a análise da legislação infraconstitucional
pertinente, procedimento inviável em sede de recurso
extraordinário.
Diante do exposto, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário. Alega
que o prequestionamento foi devidamente realizado e que a “reforma do v.
Acórdão não exige revolvimento aos elementos probatórios contido nos autos” (fl.
439). Reitera a alegação de ofensa direta ao art. 5º, I, LIV e LV, da
Constituição Federal.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 859504 AGR / SP
procedente o pedido contraposto, e condenar o autor ao
pagamento locatício atualizado até a desocupação do imóvel
logo após o vencimento do contrato, com prazo fixo de até 6
meses para tanto, despendeu tratamento diferenciado entre as
partes, valorando a mais as provas a favor do Recorrido,
contrariando expressamente o artigo 5º da Constituição Federal.
É o relatório. Decidido.
O recurso não pode ser provido por três fundamentos. Em
primeiro lugar, as alegadas violações aos dispositivos
constitucionais não foram apreciadas pelo acórdão impugnado.
Tampouco foram opostos embargos declaratórios para sanar
eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e
356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada.
Ademais, em segundo lugar, o recorrente limita-se a
postular uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 279/STF, in verbis :
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Em terceiro lugar , para dissentir do acórdão recorrido,
seria necessária a análise da legislação infraconstitucional
pertinente, procedimento inviável em sede de recurso
extraordinário.
Diante do exposto, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário. Alega
que o prequestionamento foi devidamente realizado e que a “reforma do v.
Acórdão não exige revolvimento aos elementos probatórios contido nos autos” (fl.
439). Reitera a alegação de ofensa direta ao art. 5º, I, LIV e LV, da
Constituição Federal.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
Em primeiro lugar, tal como constatou a decisão agravada, com acerto,
a alegação de afronta ao art. 5º, I, XXXVI, LIV e LV, da Constituição não
foi objeto de apreciação no acórdão proferido pela Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo (fl. 238), tampouco foram opostos embargos
declaratórios com fim de suprir eventual omissão. Incidem no caso,
portanto, as Súmulas 282 e 356/STF, que exigem o prequestionamento da
matéria alegada.
Em segundo lugar, o recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem
como a questionar a valoração dada às provas contidas nos autos. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. No tocante à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do acórdão recorrido (fl. 309):
“Forçoso reconhecer, portanto, que o apelante
desicumbiu-se mal do ônus da prova que recaía sobre sua
atuação, nada trazendo aos autos a ilidir a presunção de
sinceridade do retomante, a qual remanesce íntegra.
Por outro lado, demonstrou o apelado o interesse na
retomada do imóvel para uso próprio, com estabelecimento de
sua sede no imóvel objeto do litígio.”
Em terceiro lugar, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional,
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
Em primeiro lugar, tal como constatou a decisão agravada, com acerto,
a alegação de afronta ao art. 5º, I, XXXVI, LIV e LV, da Constituição não
foi objeto de apreciação no acórdão proferido pela Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo (fl. 238), tampouco foram opostos embargos
declaratórios com fim de suprir eventual omissão. Incidem no caso,
portanto, as Súmulas 282 e 356/STF, que exigem o prequestionamento da
matéria alegada.
Em segundo lugar, o recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem
como a questionar a valoração dada às provas contidas nos autos. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. No tocante à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do acórdão recorrido (fl. 309):
“Forçoso reconhecer, portanto, que o apelante
desicumbiu-se mal do ônus da prova que recaía sobre sua
atuação, nada trazendo aos autos a ilidir a presunção de
sinceridade do retomante, a qual remanesce íntegra.
Por outro lado, demonstrou o apelado o interesse na
retomada do imóvel para uso próprio, com estabelecimento de
sua sede no imóvel objeto do litígio.”
Em terceiro lugar, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 859504 AGR / SP
sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha,
confira-se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837 AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“(...)
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 859504 AGR / SP
sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha,
confira-se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837 AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“(...)
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR DO BANCO
SANTANDER S/A)
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S) : RENÉRIO DE MOURA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4772185
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR DO BANCO
SANTANDER S/A)
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S) : RENÉRIO DE MOURA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4847579
| 2013-10-15T00:00:00
| 2013-11-12T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, I, XXXVI, LIV e LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF.
A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF.
Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Precedentes.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur247857
|
- Acórdão(s) citado(s):
(OFENSA REFLEXA)
AI 839837 AgR (1ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 26/11/2013, TIA.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
859504
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00001 INC-00036 INC-00054 \n INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 859504 AgR
|
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""
] |
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR DO BANCO SANTANDER S/A)
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S) : RENÉRIO DE MOURA
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Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR
DO BANCO SANTANDER S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S)
:RENÉRIO DE MOURA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
AUSÊNCIA
DE
PREQUESTIONAMENTO.
ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., I, XXXVI, LIV e LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA
DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi
objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal.
A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e
provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário.
Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que
afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de
alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Precedentes.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 859504 AGR / SP
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR
DO BANCO SANTANDER S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S)
:RENÉRIO DE MOURA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
Trata-se de agravo regimental contra a decisão monocrática que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário(art. 102, III, a e b da Constituição federal)
interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, cuja ementa tem o seguinte teor:
‘AÇÃO RENOVATÓRIA LOCAÇÃO NÃO-
RESIDENCIAL Direito de Retomada Uso Próprio
Presunção relativa de sinceridade em favor do retomante
Prova não produzida pelo locatário ônus que recaía sobre
a atuação deste ante a presunção relativa de sinceridade
Inteligência do artigo 333, II do Código de Processo Civil Presunção não ilidida
Improcedência da ação renovatória confirmada Recurso
de apelação improvido.’
Nas razões do recurso extraordinário, o ora recorrente
alega violação do disposto no art. 5..., I, XXXVI, LIV e LV da
Constituição federal. Sustenta, em síntese, que o Egrégio
Tribunal a quo ao julgar improcedente o pedido renovatório e
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832961.
Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR
DO BANCO SANTANDER S/A)
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S)
:RENÉRIO DE MOURA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
Trata-se de agravo regimental contra a decisão monocrática que
negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de decisão que não admitiu recurso
extraordinário(art. 102, III, a e b da Constituição federal)
interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, cuja ementa tem o seguinte teor:
‘AÇÃO RENOVATÓRIA LOCAÇÃO NÃO-
RESIDENCIAL Direito de Retomada Uso Próprio
Presunção relativa de sinceridade em favor do retomante
Prova não produzida pelo locatário ônus que recaía sobre
a atuação deste ante a presunção relativa de sinceridade
Inteligência do artigo 333, II do Código de Processo Civil Presunção não ilidida
Improcedência da ação renovatória confirmada Recurso
de apelação improvido.’
Nas razões do recurso extraordinário, o ora recorrente
alega violação do disposto no art. 5..., I, XXXVI, LIV e LV da
Constituição federal. Sustenta, em síntese, que o Egrégio
Tribunal a quo ao julgar improcedente o pedido renovatório e
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 859504 AGR / SP
procedente o pedido contraposto, e condenar o autor ao
pagamento locatício atualizado até a desocupação do imóvel
logo após o vencimento do contrato, com prazo fixo de até 6
meses para tanto, despendeu tratamento diferenciado entre as
partes, valorando a mais as provas a favor do Recorrido,
contrariando expressamente o artigo 5... da Constituição Federal.
É o relatório. Decidido.
O recurso não pode ser provido por três fundamentos. Em
primeiro lugar, as alegadas violações aos dispositivos
constitucionais não foram apreciadas pelo acórdão impugnado.
Tampouco foram opostos embargos declaratórios para sanar
eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal, que exigem o prequestionamento da matéria alegada.
Ademais, em segundo lugar, o recorrente limita-se a
postular uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis :
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Em terceiro lugar , para dissentir do acórdão recorrido,
seria necessária a análise da legislação infraconstitucional
pertinente, procedimento inviável em sede de recurso
extraordinário.
Diante do exposto, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário. Alega
que o prequestionamento foi devidamente realizado e que a “reforma do v.
Acórdão não exige revolvimento aos elementos probatórios contido nos autos” (fl.
439). Reitera a alegação de ofensa direta ao art. 5..., I, LIV e LV, da
Constituição Federal.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 859504 AGR / SP
procedente o pedido contraposto, e condenar o autor ao
pagamento locatício atualizado até a desocupação do imóvel
logo após o vencimento do contrato, com prazo fixo de até 6
meses para tanto, despendeu tratamento diferenciado entre as
partes, valorando a mais as provas a favor do Recorrido,
contrariando expressamente o artigo 5... da Constituição Federal.
É o relatório. Decidido.
O recurso não pode ser provido por três fundamentos. Em
primeiro lugar, as alegadas violações aos dispositivos
constitucionais não foram apreciadas pelo acórdão impugnado.
Tampouco foram opostos embargos declaratórios para sanar
eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal, que exigem o prequestionamento da matéria alegada.
Ademais, em segundo lugar, o recorrente limita-se a
postular uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis :
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
Em terceiro lugar , para dissentir do acórdão recorrido,
seria necessária a análise da legislação infraconstitucional
pertinente, procedimento inviável em sede de recurso
extraordinário.
Diante do exposto, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário. Alega
que o prequestionamento foi devidamente realizado e que a “reforma do v.
Acórdão não exige revolvimento aos elementos probatórios contido nos autos” (fl.
439). Reitera a alegação de ofensa direta ao art. 5..., I, LIV e LV, da
Constituição Federal.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
Em primeiro lugar, tal como constatou a decisão agravada, com acerto,
a alegação de afronta ao art. 5..., I, XXXVI, LIV e LV, da Constituição não
foi objeto de apreciação no acórdão proferido pela Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo (fl. 238), tampouco foram opostos embargos
declaratórios com fim de suprir eventual omissão. Incidem no caso,
portanto, as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal, que exigem o prequestionamento da
matéria alegada.
Em segundo lugar, o recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem
como a questionar a valoração dada às provas contidas nos autos. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. No tocante à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do acórdão recorrido (fl. 309):
“Forçoso reconhecer, portanto, que o apelante
desicumbiu-se mal do ônus da prova que recaía sobre sua
atuação, nada trazendo aos autos a ilidir a presunção de
sinceridade do retomante, a qual remanesce íntegra.
Por outro lado, demonstrou o apelado o interesse na
retomada do imóvel para uso próprio, com estabelecimento de
sua sede no imóvel objeto do litígio.”
Em terceiro lugar, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792041.
Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
Em primeiro lugar, tal como constatou a decisão agravada, com acerto,
a alegação de afronta ao art. 5..., I, XXXVI, LIV e LV, da Constituição não
foi objeto de apreciação no acórdão proferido pela Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo (fl. 238), tampouco foram opostos embargos
declaratórios com fim de suprir eventual omissão. Incidem no caso,
portanto, as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal, que exigem o prequestionamento da
matéria alegada.
Em segundo lugar, o recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem
como a questionar a valoração dada às provas contidas nos autos. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. No tocante à
necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte
passagem do acórdão recorrido (fl. 309):
“Forçoso reconhecer, portanto, que o apelante
desicumbiu-se mal do ônus da prova que recaía sobre sua
atuação, nada trazendo aos autos a ilidir a presunção de
sinceridade do retomante, a qual remanesce íntegra.
Por outro lado, demonstrou o apelado o interesse na
retomada do imóvel para uso próprio, com estabelecimento de
sua sede no imóvel objeto do litígio.”
Em terceiro lugar, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o
questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 859504 AGR / SP
sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha,
confira-se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837 AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“(...)
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 859504 AGR / SP
sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha,
confira-se o seguinte trecho da ementa do AI 839.837 AgR, julgado sob a
relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski:
“(...)
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792041.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR DO BANCO
SANTANDER S/A)
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S) : RENÉRIO DE MOURA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 859.504
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A (INCORPORADOR DO BANCO
SANTANDER S/A)
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA
ADV.(A/S) : RENÉRIO DE MOURA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4772185
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 859 . 504",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 859504 AGR / SP",
"AI 859504 AGR / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 859 . 504",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 859 . 504",
"AI 859504 AGR / SP",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 859504 AGR / SP",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 859 . 504",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 859 . 504",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 859504 AGR / SP",
"AI 839 . 837 AgR",
"AI 859504 AGR / SP",
"AI 839 . 837 AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , I , XXXVI , LIV e LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a e b da Constituição federal",
"artigo 333 , II do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , I , XXXVI , LIV e LV da Constituição federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a e b da Constituição federal",
"artigo 333 , II do Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , I , XXXVI , LIV e LV da Constituição federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , I , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , I , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , I , XXXVI , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , I , XXXVI , LIV e LV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER BRASIL S / A",
"BANCO SANTANDER S / A",
"SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER BRASIL S / A",
"BANCO SANTANDER S / A",
"SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER BRASIL S / A",
"BANCO SANTANDER S / A",
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"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER BRASIL S / A",
"BANCO SANTANDER S / A",
"SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER BRASIL S / A",
"BANCO SANTANDER S / A",
"SIGNOS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"RENÉRIO DE MOURA",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"RENÉRIO DE MOURA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"RENÉRIO DE MOURA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"RENÉRIO DE MOURA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"RENÉRIO DE MOURA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"15",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA
NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO
CORREA
DA
SILVA
GOMES
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
EMENTA
DIREITO DO CONSUMIDOR. DIREITO PROCESSUAL CIVL.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO
REGIMENTAL. PLANOS ECONÔMICOS. CADERNETA DE
POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. INSURGÊNCIA VEICULADA
CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO
GERAL (ARTS. 328 DO RISTF E 543-B DO CPC). OMISSÃO.
INOCORRÊNCIA. RAZÕES JUNTADAS EM MOMENTO POSTERIOR.
PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 27.06.2008.
Adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da
repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF).
A juntada das razões recursais em momento posterior configura a
preclusão consumativa. Precedentes.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
AI 756035 ED / SP
os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. E, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 756035 ED / SP
os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. E, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA
NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO
CORREA
DA
SILVA
GOMES
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra comando
proferido pela eminente Ministra Ellen Gracie, pelo qual determinou a
devolução dos autos ao Tribunal de origem, opõem embargos de
declaração Carla Rangel Correia Silva Gomes Calda Neto e outros.
Com amparo no art. 535 do CPC, reputam omisso o julgado.
Asseveram ausente, na decisão embargada, o enfrentamento da questão
pertinente “ao fato de que a repercussão geral é apenas um dos requisitos
recursais, de modo que, no caso em tela, é mister, antes de se determinar
sua suspensão, analisar-se se o RE, do qual adveio o agravo em tela,
reúne seus requisitos de admissibilidade, os quais, vale frisar, não
restaram verificados no TJ/SP” (fl. 808).
Complementam as razões juntando petição em momento posterior
(fls. 811-2).
Substituição da Relatora à fl. 809 (art. 38 do RISTF).
É o relatório.
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15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA
NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO
CORREA
DA
SILVA
GOMES
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra comando
proferido pela eminente Ministra Ellen Gracie, pelo qual determinou a
devolução dos autos ao Tribunal de origem, opõem embargos de
declaração Carla Rangel Correia Silva Gomes Calda Neto e outros.
Com amparo no art. 535 do CPC, reputam omisso o julgado.
Asseveram ausente, na decisão embargada, o enfrentamento da questão
pertinente “ao fato de que a repercussão geral é apenas um dos requisitos
recursais, de modo que, no caso em tela, é mister, antes de se determinar
sua suspensão, analisar-se se o RE, do qual adveio o agravo em tela,
reúne seus requisitos de admissibilidade, os quais, vale frisar, não
restaram verificados no TJ/SP” (fl. 808).
Complementam as razões juntando petição em momento posterior
(fls. 811-2).
Substituição da Relatora à fl. 809 (art. 38 do RISTF).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os
embargos de declaração opostos contra aplicação da sistemática da
repercussão geral, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho
precedentes:
“RECURSO. Embargos de Declaração. Caráter infringente.
Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento.
Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É
ônus da parte agravante promover a integral e oportuna
formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação” (AI 841.137-ED/RS, Rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração
opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter
infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é
o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade.
Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJe 9.3.2011; RE 546.525-
ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJe 5.4.2011” (ARE
656.354-ED/BA, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.3.2012).
Passo ao exame do mérito do agravo regimental.
Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente
agravo:
“1.
A hipótese dos autos versa sobre os critérios de
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15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os
embargos de declaração opostos contra aplicação da sistemática da
repercussão geral, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho
precedentes:
“RECURSO. Embargos de Declaração. Caráter infringente.
Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento.
Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É
ônus da parte agravante promover a integral e oportuna
formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação” (AI 841.137-ED/RS, Rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração
opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter
infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é
o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade.
Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJe 9.3.2011; RE 546.525-
ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJe 5.4.2011” (ARE
656.354-ED/BA, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.3.2012).
Passo ao exame do mérito do agravo regimental.
Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente
agravo:
“1.
A hipótese dos autos versa sobre os critérios de
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
atualização dos depósitos de caderneta de poupança em razão
da implantação de planos de estabilização econômica.
2.
Esta Corte reconheceu a existência de repercussão
geral da matéria no AI 722.834, rel. Min. Dias Toffoli, DJe
29.4.2010, referente aos Planos Bresser (junho/87) e Verão
(janeiro/89); no RE 591.797, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 29.4.2010,
referente aos valores não bloqueados pelo Plano Collor I; no AI
751.521, rel. Min. Gilmar Mendes, referente aos valores
bloqueados pelo Plano Collor I; e AI 754.745, rel. Min. Gilmar
Mendes, referente ao Plano Collor II.
3.
No julgamento do RE 540.410-QO/RS, rel. Min.
Cezar Peluso, DJe 17.10.2008, e do AI 715.423-QO/RS, de minha
relatoria, DJe 05.9.2008, esta Corte decidiu que, nos casos de
matérias com repercussão geral reconhecida, é possível a
devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de
instrumento aos Tribunais de origem, para os fins previstos no
art. 543-B, § 3º, do CPC.
4.
Assim, determino a devolução dos presentes
autos à Corte de origem para observância do citado art. 543-B
do CPC.” (fls. 798-9)
Nada colhe.
Transcrevo, também, o inteiro teor da petição recursal, protocolada
tempestivamente em 18.8.2011 sob o nº 67.670 (fl. 808):
“CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDAS
NETO e OUTRO, por seu advogado que esta subscreve, nos
autos epigrafados, que moveram em face do BANCO ITAÚ S/A,
em trâmite perante esta E. Corte e R. Secretaria, vem, com a
devida vênia a presença de Vossa Excelência, ante a r. decisão,
opor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, uma vez que restou
omisso quanto ao fato de que a repercussão geral é apenas um
dos requisitos recursais, de modo que, no caso em tela, é mister,
antes de se determinar sua suspensão, analisar-se se o RE, do
qual adveio o agravo em tela, reúne seus requisitos de
admissibilidade, os quais, vale frisar, não restaram verificados
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 756035 ED / SP
atualização dos depósitos de caderneta de poupança em razão
da implantação de planos de estabilização econômica.
2.
Esta Corte reconheceu a existência de repercussão
geral da matéria no AI 722.834, rel. Min. Dias Toffoli, DJe
29.4.2010, referente aos Planos Bresser (junho/87) e Verão
(janeiro/89); no RE 591.797, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 29.4.2010,
referente aos valores não bloqueados pelo Plano Collor I; no AI
751.521, rel. Min. Gilmar Mendes, referente aos valores
bloqueados pelo Plano Collor I; e AI 754.745, rel. Min. Gilmar
Mendes, referente ao Plano Collor II.
3.
No julgamento do RE 540.410-QO/RS, rel. Min.
Cezar Peluso, DJe 17.10.2008, e do AI 715.423-QO/RS, de minha
relatoria, DJe 05.9.2008, esta Corte decidiu que, nos casos de
matérias com repercussão geral reconhecida, é possível a
devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de
instrumento aos Tribunais de origem, para os fins previstos no
art. 543-B, § 3º, do CPC.
4.
Assim, determino a devolução dos presentes
autos à Corte de origem para observância do citado art. 543-B
do CPC.” (fls. 798-9)
Nada colhe.
Transcrevo, também, o inteiro teor da petição recursal, protocolada
tempestivamente em 18.8.2011 sob o nº 67.670 (fl. 808):
“CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDAS
NETO e OUTRO, por seu advogado que esta subscreve, nos
autos epigrafados, que moveram em face do BANCO ITAÚ S/A,
em trâmite perante esta E. Corte e R. Secretaria, vem, com a
devida vênia a presença de Vossa Excelência, ante a r. decisão,
opor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, uma vez que restou
omisso quanto ao fato de que a repercussão geral é apenas um
dos requisitos recursais, de modo que, no caso em tela, é mister,
antes de se determinar sua suspensão, analisar-se se o RE, do
qual adveio o agravo em tela, reúne seus requisitos de
admissibilidade, os quais, vale frisar, não restaram verificados
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
no TJ/SP. Destarte, são os presentes embargos declaratórios
para, sendo acolhidos, a omissão supra referida ser suprida,
restando isso ora expressamente requerido.”
Dessa forma, verifico que os ora recorrentes não demonstraram o
desacerto da determinação de retorno dos autos à origem para o
cumprimento do art. 543-B, do CPC.
A complementação de razões em momento posterior (Petição nº
46.846, de 11.9.2012, às fls. 811-2) não supre a deficiência recursal, em
razão da preclusão consumativa, conforme entendimento firmado por
esta Suprema Corte:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO SEGUNDO
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RAZÕES DO
AGRAVO REGIMENTAL. JUNTADA POSTERIOR.
INADMISSIBILIDADE. HIPÓTESES ENSEJADORAS DOS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ART. 535, I E II, DO CPC.
INOCORRÊNCIA.
EFEITOS
INFRINGENTES.
IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO.
1. A juntada posterior das corretas razões do agravo
regimental, não supre a deficiência deste, ante a ocorrência da
preclusão consumativa.
2. O inconformismo, que tem como real escopo a
pretensão de reformar o decisum, não há como prosperar,
porquanto inocorrentes as hipóteses de omissão, contradição ou
obscuridade, sendo inviável a revisão em sede de embargos de
declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC.
3. A pretensão de revisão do julgado, em manifesta
pretensão infringente, revela-se inadmissível, em sede de
embargos. Precedentes.
4. Embargos de declaração REJEITADOS” (AI 793.213-
AgR-ED, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 16.02.2012).
“TRIBUTÁRIO. AGRAVOS REGIMENTAIS EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. ICMS. MERCADORIA IMPORTADA.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 756035 ED / SP
no TJ/SP. Destarte, são os presentes embargos declaratórios
para, sendo acolhidos, a omissão supra referida ser suprida,
restando isso ora expressamente requerido.”
Dessa forma, verifico que os ora recorrentes não demonstraram o
desacerto da determinação de retorno dos autos à origem para o
cumprimento do art. 543-B, do CPC.
A complementação de razões em momento posterior (Petição nº
46.846, de 11.9.2012, às fls. 811-2) não supre a deficiência recursal, em
razão da preclusão consumativa, conforme entendimento firmado por
esta Suprema Corte:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO SEGUNDO
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RAZÕES DO
AGRAVO REGIMENTAL. JUNTADA POSTERIOR.
INADMISSIBILIDADE. HIPÓTESES ENSEJADORAS DOS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ART. 535, I E II, DO CPC.
INOCORRÊNCIA.
EFEITOS
INFRINGENTES.
IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO.
1. A juntada posterior das corretas razões do agravo
regimental, não supre a deficiência deste, ante a ocorrência da
preclusão consumativa.
2. O inconformismo, que tem como real escopo a
pretensão de reformar o decisum, não há como prosperar,
porquanto inocorrentes as hipóteses de omissão, contradição ou
obscuridade, sendo inviável a revisão em sede de embargos de
declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC.
3. A pretensão de revisão do julgado, em manifesta
pretensão infringente, revela-se inadmissível, em sede de
embargos. Precedentes.
4. Embargos de declaração REJEITADOS” (AI 793.213-
AgR-ED, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 16.02.2012).
“TRIBUTÁRIO. AGRAVOS REGIMENTAIS EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. ICMS. MERCADORIA IMPORTADA.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
ARRENDAMENTO MERCANTIL. DESCARACTERIZAÇÃO
DO CONTRATO PARA CONTRA E VENDA A PRAZO. LEI
6.099/74. FATOS E PROVAS. JUNTADA DE DOCUMENTO
NOVO. ART. 397 DO CPC. OFENSA REFLEXA À CF E
INCIDÊNCIA DA SÚMULA STF 279. ART. 5º XXXV E LV DA
CF. INOVAÇÃO À LIDE. SEGUNDO REGIMENTAL NÃO
CONHECIDO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA
1.
Apreciação do recurso extraordinário que requer a
análise de fatos e provas da causa (Súmula STF 279), além do
reexame de legislação infraconstitucional (Lei 6.099/74 e CPC),
hipóteses inviáveis nesta via.
2.
Constitui inovação à discussão da lide
controvérsia relativa ao art. 5º, XXXV e LV, da CF, o qual não foi
apontado oportunamente nas razões do apelo extremo.
3.
Agravo regimental a que se nega provimento.
4.
Não-conhecimento do segundo regimental
apresentado pela parte agravante, em face da preclusão
consumativa. Precedentes” (AI 662.050-2º AgR, Rel. Min. Ellen
Gracie, 2ª Turma, DJe 15.03.2011)
Por oportuno, esclareço que o ato que determinou a devolução dos
autos tem por fundamento o disposto no art. 328-A do RISTF, verbis:
“Nos casos previstos no art. 543-B, caput, do Código de
Processo Civil, o Tribunal de origem não emitirá juízo de
admissibilidade sobre os recursos extraordinários já
sobrestados, nem sobre os que venham a ser interpostos, até
que o Supremo Tribunal Federal decida os que tenham sido
selecionados nos termos do § 1º daquele artigo.”
A matéria tratada no recurso extraordinário é idêntica à que foi
submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de
repercussão geral, nos seguintes feitos:
“DIREITO CONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DO
4
Supremo Tribunal Federal
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ARRENDAMENTO MERCANTIL. DESCARACTERIZAÇÃO
DO CONTRATO PARA CONTRA E VENDA A PRAZO. LEI
6.099/74. FATOS E PROVAS. JUNTADA DE DOCUMENTO
NOVO. ART. 397 DO CPC. OFENSA REFLEXA À CF E
INCIDÊNCIA DA SÚMULA STF 279. ART. 5º XXXV E LV DA
CF. INOVAÇÃO À LIDE. SEGUNDO REGIMENTAL NÃO
CONHECIDO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA
1.
Apreciação do recurso extraordinário que requer a
análise de fatos e provas da causa (Súmula STF 279), além do
reexame de legislação infraconstitucional (Lei 6.099/74 e CPC),
hipóteses inviáveis nesta via.
2.
Constitui inovação à discussão da lide
controvérsia relativa ao art. 5º, XXXV e LV, da CF, o qual não foi
apontado oportunamente nas razões do apelo extremo.
3.
Agravo regimental a que se nega provimento.
4.
Não-conhecimento do segundo regimental
apresentado pela parte agravante, em face da preclusão
consumativa. Precedentes” (AI 662.050-2º AgR, Rel. Min. Ellen
Gracie, 2ª Turma, DJe 15.03.2011)
Por oportuno, esclareço que o ato que determinou a devolução dos
autos tem por fundamento o disposto no art. 328-A do RISTF, verbis:
“Nos casos previstos no art. 543-B, caput, do Código de
Processo Civil, o Tribunal de origem não emitirá juízo de
admissibilidade sobre os recursos extraordinários já
sobrestados, nem sobre os que venham a ser interpostos, até
que o Supremo Tribunal Federal decida os que tenham sido
selecionados nos termos do § 1º daquele artigo.”
A matéria tratada no recurso extraordinário é idêntica à que foi
submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de
repercussão geral, nos seguintes feitos:
“DIREITO CONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DO
4
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
DIREITO ADQUIRIDO E ATO JURÍDICO PERFEITO.
POUPANÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. PLANOS
ECONÔMICOS: BRESSER E VERÃO. EXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL” (AI 722.834-RG/SP, rel. Min. Dias
Toffoli, DJe 30.4.2010).
“DIREITO CONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DO
DIREITO ADQUIRIDO E ATO JURÍDICO PERFEITO.
POUPANÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. PLANO
ECONÔMICO COLLOR I. VALORES NÃO BLOQUEADOS.
EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (RE 591.797-RG/SP,
rel. Min. Dias Toffoli, DJe 30.4.2010).
“Direito do consumidor. Contratos bancários. Planos
Econômicos. Correção monetária. Cadernetas de poupança.
Índice de atualização. Direito adquirido. Expurgos
inflacionários. Plano Collor I. Valores bloqueados. Repercussão
Geral Reconhecida” (AI 751.521-RG/SP, rel. Min. Gilmar
Mendes, DJe 24.9.2010).
Nessa linha, reproduzo a ementa do acórdão do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, que desafiou o manejo, por Carla Rangel Correia
Silva Gomes Calda Neto e outros, do recurso extraordinário, verbis:
“Ementa: Legitimidade ‘ad causam’ — Espólio —
Representação por herdeiro — Adequação, ante a inexistência
de notícia de abertura de inventário ou de nomeação de
inventariante — Inteligência do art. 985, do Código Civil —
Legitimidade da herdeira reconhecida — Extinção afastada.
Correção monetária – Caderneta de poupança – Cobrança de
diferença de remuneração decorrente da incidência de novo
indexador — Planos Bresser, Verão, Collor I e II —
Legitimidade passiva do Banco privado - Ilegitimidade ‘ad
causam’ da União Federal e do Banco Central – Prescrição
vintenária – Ofensa ao ato jurídico e ao direito adquirido –
Impossibilidade de invocação do fato do príncipe — Ação
5
Supremo Tribunal Federal
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AI 756035 ED / SP
DIREITO ADQUIRIDO E ATO JURÍDICO PERFEITO.
POUPANÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. PLANOS
ECONÔMICOS: BRESSER E VERÃO. EXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL” (AI 722.834-RG/SP, rel. Min. Dias
Toffoli, DJe 30.4.2010).
“DIREITO CONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DO
DIREITO ADQUIRIDO E ATO JURÍDICO PERFEITO.
POUPANÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. PLANO
ECONÔMICO COLLOR I. VALORES NÃO BLOQUEADOS.
EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (RE 591.797-RG/SP,
rel. Min. Dias Toffoli, DJe 30.4.2010).
“Direito do consumidor. Contratos bancários. Planos
Econômicos. Correção monetária. Cadernetas de poupança.
Índice de atualização. Direito adquirido. Expurgos
inflacionários. Plano Collor I. Valores bloqueados. Repercussão
Geral Reconhecida” (AI 751.521-RG/SP, rel. Min. Gilmar
Mendes, DJe 24.9.2010).
Nessa linha, reproduzo a ementa do acórdão do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, que desafiou o manejo, por Carla Rangel Correia
Silva Gomes Calda Neto e outros, do recurso extraordinário, verbis:
“Ementa: Legitimidade ‘ad causam’ — Espólio —
Representação por herdeiro — Adequação, ante a inexistência
de notícia de abertura de inventário ou de nomeação de
inventariante — Inteligência do art. 985, do Código Civil —
Legitimidade da herdeira reconhecida — Extinção afastada.
Correção monetária – Caderneta de poupança – Cobrança de
diferença de remuneração decorrente da incidência de novo
indexador — Planos Bresser, Verão, Collor I e II —
Legitimidade passiva do Banco privado - Ilegitimidade ‘ad
causam’ da União Federal e do Banco Central – Prescrição
vintenária – Ofensa ao ato jurídico e ao direito adquirido –
Impossibilidade de invocação do fato do príncipe — Ação
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
procedente – Recurso parcialmente provido.” (fl. 605)
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1ª Turma, dentre os quais o RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen
Lúcia, DJe 10.6.2010, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe
19.8.2011, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, e o
ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.04.2012, decisões
monocráticas. Reproduzo o teor da decisão proferida no RE 587.144-
ED/SP:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (…) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
6
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AI 756035 ED / SP
procedente – Recurso parcialmente provido.” (fl. 605)
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1ª Turma, dentre os quais o RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen
Lúcia, DJe 10.6.2010, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe
19.8.2011, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, e o
ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.04.2012, decisões
monocráticas. Reproduzo o teor da decisão proferida no RE 587.144-
ED/SP:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (…) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, o seguinte precedente da 2ª Turma desta Corte, verbis:
“QUESTÃO DE ORDEM. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO
ANTERIORMENTE A 20.8.2008, DATA EM QUE O PLENÁRIO
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APRECIOU A
QUESTÃO DE ORDEM NO RE 540.410/RS. REPERCUSSÃO
GERAL RECONHECIDA. RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO
AGRAVADA E DEVOLUÇÃO DOS AUTOS, NOS TERMOS DO
ART. 328 DO RISTF, AO TRIBUNAL DE ORIGEM, BEM COMO
A OBSERVÂNCIA, NO TOCANTE AO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO, DAS DISPOSIÇÕES CONTIDAS NO
ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL,
PREJUDICADO O AGRAVO REGIMENTAL. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o AI 715.423-QO/RS, por
mim relatado, firmou entendimento, posteriormente
confirmado no julgamento do RE 540.410-QO/RS, Rel. Min.
Cezar Peluso, no sentido de que também se aplica o disposto no
art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
extraordinários interpostos de acórdãos publicados antes de
03.5.2007 e que veiculem tema em relação ao qual já foi
reconhecida a existência de repercussão geral. No presente caso
- discussão quanto ao cabimento de indenização aos servidores
públicos em razão de omissão legislativa relativa ao reajuste
anual dos vencimentos, conforme preceitua o art. 37, X, da
Constituição Federal - esta Corte reconheceu a existência de
repercussão geral da matéria no RE 565.089/SP, rel. Min. Marco
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AI 756035 ED / SP
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, o seguinte precedente da 2ª Turma desta Corte, verbis:
“QUESTÃO DE ORDEM. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO
ANTERIORMENTE A 20.8.2008, DATA EM QUE O PLENÁRIO
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APRECIOU A
QUESTÃO DE ORDEM NO RE 540.410/RS. REPERCUSSÃO
GERAL RECONHECIDA. RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO
AGRAVADA E DEVOLUÇÃO DOS AUTOS, NOS TERMOS DO
ART. 328 DO RISTF, AO TRIBUNAL DE ORIGEM, BEM COMO
A OBSERVÂNCIA, NO TOCANTE AO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO, DAS DISPOSIÇÕES CONTIDAS NO
ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL,
PREJUDICADO O AGRAVO REGIMENTAL. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o AI 715.423-QO/RS, por
mim relatado, firmou entendimento, posteriormente
confirmado no julgamento do RE 540.410-QO/RS, Rel. Min.
Cezar Peluso, no sentido de que também se aplica o disposto no
art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
extraordinários interpostos de acórdãos publicados antes de
03.5.2007 e que veiculem tema em relação ao qual já foi
reconhecida a existência de repercussão geral. No presente caso
- discussão quanto ao cabimento de indenização aos servidores
públicos em razão de omissão legislativa relativa ao reajuste
anual dos vencimentos, conforme preceitua o art. 37, X, da
Constituição Federal - esta Corte reconheceu a existência de
repercussão geral da matéria no RE 565.089/SP, rel. Min. Marco
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
Aurélio, DJE de 31.01.2008. Existência de manifestação do
Plenário desta Corte no sentido de devolver aos Tribunais de
origem todos os recursos extraordinários que versem a mesma
matéria, para os fins previstos no artigo 543-B do CPC. Questão
de ordem resolvida da seguinte forma: reconsideração da
decisão agravada e devolução dos presentes autos ao Tribunal
de origem, bem como observância, no tocante ao apelo extremo,
das disposições do art. 543-B do Código de Processo Civil,
prejudicado o agravo regimental interposto. Extensão desta
solução aos demais recursos (agravos regimentais e embargos
de declaração), interpostos de decisão monocrática,
anteriormente a 20.8.2008.” (RE 483.994-AgR-QO/RN, rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 21.11.2008).
Nesse leque, julgo não merecer reparos a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
8
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Aurélio, DJE de 31.01.2008. Existência de manifestação do
Plenário desta Corte no sentido de devolver aos Tribunais de
origem todos os recursos extraordinários que versem a mesma
matéria, para os fins previstos no artigo 543-B do CPC. Questão
de ordem resolvida da seguinte forma: reconsideração da
decisão agravada e devolução dos presentes autos ao Tribunal
de origem, bem como observância, no tocante ao apelo extremo,
das disposições do art. 543-B do Código de Processo Civil,
prejudicado o agravo regimental interposto. Extensão desta
solução aos demais recursos (agravos regimentais e embargos
de declaração), interpostos de decisão monocrática,
anteriormente a 20.8.2008.” (RE 483.994-AgR-QO/RN, rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 21.11.2008).
Nesse leque, julgo não merecer reparos a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA NETO E OUTRO(A/
S)
ADV.(A/S) : ROBERTO CORREA DA SILVA GOMES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S) : TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA NETO E OUTRO(A/
S)
ADV.(A/S) : ROBERTO CORREA DA SILVA GOMES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S) : TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4790049
| 2013-10-15T00:00:00
| 2013-10-30T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
|
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
DIREITO DO CONSUMIDOR. DIREITO PROCESSUAL CIVL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PLANOS ECONÔMICOS. CADERNETA DE POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL (ARTS. 328 DO RISTF E 543-B DO CPC). OMISSÃO. INOCORRÊNCIA. RAZÕES JUNTADAS EM MOMENTO POSTERIOR. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.06.2008.
Adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF).
A juntada das razões recursais em momento posterior configura a preclusão consumativa. Precedentes.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
|
sjur246771
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ED, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL)
AI 841137 ED (TP), ARE 656354 ED (1ªT).
(PRECLUSÃO CONSUMATIVA)
AI 793213 AgR-segundo-ED (1ªT), AI 662050 AgR-segundo (2ªT).
(EXPURGOS INFLACIONÁRIOS)
AI 722834 RG, RE 591797 RG, AI 751521 RG.
(RG, DEVOLUÇÃO DE AUTOS)
RE 483994 AgR-QO (2ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(RG, DEVOLUÇÃO DE AUTOS)
RE 587144 ED, AI 809009 AgR, AI 724356 AgR, ARE 654205 AgR.
Número de páginas: 12.
Análise: 13/11/2013, TIA.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
756035
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI-000000 ANO-1980\n ART-00328\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
AI-ED
|
acordaos
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AI 756035 ED
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[
""
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EMBTE.(S) : CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO CORREA DA SILVA GOMES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S) : TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
|
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""
] |
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA
NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO
CORREA
DA
SILVA
GOMES
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
EMENTA
DIREITO DO CONSUMIDOR. DIREITO PROCESSUAL CIVL.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO
REGIMENTAL. PLANOS ECONÔMICOS. CADERNETA DE
POUPANÇA. CORREÇÃO MONETÁRIA. INSURGÊNCIA VEICULADA
CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO
GERAL (ARTS. 328 DO RISTF E 543-B DO Código de Processo Civil). OMISSÃO.
INOCORRÊNCIA. RAZÕES JUNTADAS EM MOMENTO POSTERIOR.
PRECLUSÃO CONSUMATIVA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 27.06.2008.
Adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da
repercussão geral aplicada (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF).
A juntada das razões recursais em momento posterior configura a
preclusão consumativa. Precedentes.
Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual
se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter
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Ementa e Acórdão
AI 756035 ED / SP
os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. E, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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AI 756035 ED / SP
os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. E, por unanimidade, em negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA
NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO
CORREA
DA
SILVA
GOMES
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra comando
proferido pela eminente Ministra Ellen Gracie, pelo qual determinou a
devolução dos autos ao Tribunal de origem, opõem embargos de
declaração Carla Rangel Correia Silva Gomes Calda Neto e outros.
Com amparo no art. 535 do Código de Processo Civil, reputam omisso o julgado.
Asseveram ausente, na decisão embargada, o enfrentamento da questão
pertinente “ao fato de que a repercussão geral é apenas um dos requisitos
recursais, de modo que, no caso em tela, é mister, antes de se determinar
sua suspensão, analisar-se se o Recurso Extraordinário, do qual adveio o agravo em tela,
reúne seus requisitos de admissibilidade, os quais, vale frisar, não
restaram verificados no TJ/SP” (fl. 808).
Complementam as razões juntando petição em momento posterior
(fls. 811-2).
Substituição da Relatora à fl. 809 (art. 38 do RISTF).
É o relatório.
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15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S)
:CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA
NETO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO
CORREA
DA
SILVA
GOMES
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
:TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra comando
proferido pela eminente Ministra Ellen Gracie, pelo qual determinou a
devolução dos autos ao Tribunal de origem, opõem embargos de
declaração Carla Rangel Correia Silva Gomes Calda Neto e outros.
Com amparo no art. 535 do Código de Processo Civil, reputam omisso o julgado.
Asseveram ausente, na decisão embargada, o enfrentamento da questão
pertinente “ao fato de que a repercussão geral é apenas um dos requisitos
recursais, de modo que, no caso em tela, é mister, antes de se determinar
sua suspensão, analisar-se se o Recurso Extraordinário, do qual adveio o agravo em tela,
reúne seus requisitos de admissibilidade, os quais, vale frisar, não
restaram verificados no TJ/SP” (fl. 808).
Complementam as razões juntando petição em momento posterior
(fls. 811-2).
Substituição da Relatora à fl. 809 (art. 38 do RISTF).
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os
embargos de declaração opostos contra aplicação da sistemática da
repercussão geral, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho
precedentes:
“RECURSO. Embargos de Declaração. Caráter infringente.
Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento.
Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É
ônus da parte agravante promover a integral e oportuna
formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação” (AI 841.137-ED/RS, Rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração
opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter
infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é
o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade.
Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJe 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-
ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJe 5.4.2011” (ARE
656.354-ED/BA, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.3.2012).
Passo ao exame do mérito do agravo regimental.
Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente
agravo:
“1.
A hipótese dos autos versa sobre os critérios de
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15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do
entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os
embargos de declaração opostos contra aplicação da sistemática da
repercussão geral, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho
precedentes:
“RECURSO. Embargos de Declaração. Caráter infringente.
Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento.
Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento.
Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É
ônus da parte agravante promover a integral e oportuna
formação do instrumento, sendo vedada posterior
complementação” (AI 841.137-ED/RS, Rel. Min. Presidente
Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM
AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração
opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter
infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é
o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade.
Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA,
Tribunal Pleno, DJe 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, Rel. Min.
CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe 7.4.2011; AI 547.827-ED,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJe 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-
ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJe 5.4.2011” (ARE
656.354-ED/BA, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.3.2012).
Passo ao exame do mérito do agravo regimental.
Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente
agravo:
“1.
A hipótese dos autos versa sobre os critérios de
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
atualização dos depósitos de caderneta de poupança em razão
da implantação de planos de estabilização econômica.
2.
Esta Corte reconheceu a existência de repercussão
geral da matéria no AI 722.834, rel. Min. Dias Toffoli, DJe
29.4.2010, referente aos Planos Bresser (junho/87) e Verão
(janeiro/89); no Recurso Extraordinário 591.797, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 29.4.2010,
referente aos valores não bloqueados pelo Plano Collor I; no AI
751.521, rel. Min. Gilmar Mendes, referente aos valores
bloqueados pelo Plano Collor I; e AI 754.745, rel. Min. Gilmar
Mendes, referente ao Plano Collor II.
3.
No julgamento do Recurso Extraordinário 540.410-QO/RS, rel. Min.
Cezar Peluso, DJe 17.10.2008, e do AI 715.423-QO/RS, de minha
relatoria, DJe 05.9.2008, esta Corte decidiu que, nos casos de
matérias com repercussão geral reconhecida, é possível a
devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de
instrumento aos Tribunais de origem, para os fins previstos no
art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil.
4.
Assim, determino a devolução dos presentes
autos à Corte de origem para observância do citado art. 543-B
do Código de Processo Civil.” (fls. 798-9)
Nada colhe.
Transcrevo, também, o inteiro teor da petição recursal, protocolada
tempestivamente em 18.8.2011 sob o n 67.670 (fl. 808):
“CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDAS
NETO e OUTRO, por seu advogado que esta subscreve, nos
autos epigrafados, que moveram em face do BANCO ITAÚ S/A,
em trâmite perante esta E. Corte e R. Secretaria, vem, com a
devida vênia a presença de Vossa Excelência, ante a r. decisão,
opor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, uma vez que restou
omisso quanto ao fato de que a repercussão geral é apenas um
dos requisitos recursais, de modo que, no caso em tela, é mister,
antes de se determinar sua suspensão, analisar-se se o Recurso Extraordinário, do
qual adveio o agravo em tela, reúne seus requisitos de
admissibilidade, os quais, vale frisar, não restaram verificados
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 756035 ED / SP
atualização dos depósitos de caderneta de poupança em razão
da implantação de planos de estabilização econômica.
2.
Esta Corte reconheceu a existência de repercussão
geral da matéria no AI 722.834, rel. Min. Dias Toffoli, DJe
29.4.2010, referente aos Planos Bresser (junho/87) e Verão
(janeiro/89); no Recurso Extraordinário 591.797, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 29.4.2010,
referente aos valores não bloqueados pelo Plano Collor I; no AI
751.521, rel. Min. Gilmar Mendes, referente aos valores
bloqueados pelo Plano Collor I; e AI 754.745, rel. Min. Gilmar
Mendes, referente ao Plano Collor II.
3.
No julgamento do Recurso Extraordinário 540.410-QO/RS, rel. Min.
Cezar Peluso, DJe 17.10.2008, e do AI 715.423-QO/RS, de minha
relatoria, DJe 05.9.2008, esta Corte decidiu que, nos casos de
matérias com repercussão geral reconhecida, é possível a
devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de
instrumento aos Tribunais de origem, para os fins previstos no
art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil.
4.
Assim, determino a devolução dos presentes
autos à Corte de origem para observância do citado art. 543-B
do Código de Processo Civil.” (fls. 798-9)
Nada colhe.
Transcrevo, também, o inteiro teor da petição recursal, protocolada
tempestivamente em 18.8.2011 sob o n 67.670 (fl. 808):
“CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDAS
NETO e OUTRO, por seu advogado que esta subscreve, nos
autos epigrafados, que moveram em face do BANCO ITAÚ S/A,
em trâmite perante esta E. Corte e R. Secretaria, vem, com a
devida vênia a presença de Vossa Excelência, ante a r. decisão,
opor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, uma vez que restou
omisso quanto ao fato de que a repercussão geral é apenas um
dos requisitos recursais, de modo que, no caso em tela, é mister,
antes de se determinar sua suspensão, analisar-se se o Recurso Extraordinário, do
qual adveio o agravo em tela, reúne seus requisitos de
admissibilidade, os quais, vale frisar, não restaram verificados
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
no TJ/SP. Destarte, são os presentes embargos declaratórios
para, sendo acolhidos, a omissão supra referida ser suprida,
restando isso ora expressamente requerido.”
Dessa forma, verifico que os ora recorrentes não demonstraram o
desacerto da determinação de retorno dos autos à origem para o
cumprimento do art. 543-B, do Código de Processo Civil.
A complementação de razões em momento posterior (Petição n
46.846, de 11.9.2012, às fls. 811-2) não supre a deficiência recursal, em
razão da preclusão consumativa, conforme entendimento firmado por
esta Suprema Corte:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO SEGUNDO
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RAZÕES DO
AGRAVO REGIMENTAL. JUNTADA POSTERIOR.
INADMISSIBILIDADE. HIPÓTESES ENSEJADORAS DOS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ART. 535, I E II, DO Código de Processo Civil.
INOCORRÊNCIA.
EFEITOS
INFRINGENTES.
IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO.
1. A juntada posterior das corretas razões do agravo
regimental, não supre a deficiência deste, ante a ocorrência da
preclusão consumativa.
2. O inconformismo, que tem como real escopo a
pretensão de reformar o decisum, não há como prosperar,
porquanto inocorrentes as hipóteses de omissão, contradição ou
obscuridade, sendo inviável a revisão em sede de embargos de
declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil.
3. A pretensão de revisão do julgado, em manifesta
pretensão infringente, revela-se inadmissível, em sede de
embargos. Precedentes.
4. Embargos de declaração REJEITADOS” (AI 793.213-
AgR-ED, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 16.02.2012).
“TRIBUTÁRIO. AGRAVOS REGIMENTAIS EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. ICMS. MERCADORIA IMPORTADA.
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 756035 ED / SP
no TJ/SP. Destarte, são os presentes embargos declaratórios
para, sendo acolhidos, a omissão supra referida ser suprida,
restando isso ora expressamente requerido.”
Dessa forma, verifico que os ora recorrentes não demonstraram o
desacerto da determinação de retorno dos autos à origem para o
cumprimento do art. 543-B, do Código de Processo Civil.
A complementação de razões em momento posterior (Petição n
46.846, de 11.9.2012, às fls. 811-2) não supre a deficiência recursal, em
razão da preclusão consumativa, conforme entendimento firmado por
esta Suprema Corte:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO SEGUNDO
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. RAZÕES DO
AGRAVO REGIMENTAL. JUNTADA POSTERIOR.
INADMISSIBILIDADE. HIPÓTESES ENSEJADORAS DOS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ART. 535, I E II, DO Código de Processo Civil.
INOCORRÊNCIA.
EFEITOS
INFRINGENTES.
IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO.
1. A juntada posterior das corretas razões do agravo
regimental, não supre a deficiência deste, ante a ocorrência da
preclusão consumativa.
2. O inconformismo, que tem como real escopo a
pretensão de reformar o decisum, não há como prosperar,
porquanto inocorrentes as hipóteses de omissão, contradição ou
obscuridade, sendo inviável a revisão em sede de embargos de
declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil.
3. A pretensão de revisão do julgado, em manifesta
pretensão infringente, revela-se inadmissível, em sede de
embargos. Precedentes.
4. Embargos de declaração REJEITADOS” (AI 793.213-
AgR-ED, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 16.02.2012).
“TRIBUTÁRIO. AGRAVOS REGIMENTAIS EM AGRAVO
DE INSTRUMENTO. ICMS. MERCADORIA IMPORTADA.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
ARRENDAMENTO MERCANTIL. DESCARACTERIZAÇÃO
DO CONTRATO PARA CONTRA E VENDA A PRAZO. LEI
6.099/74. FATOS E PROVAS. JUNTADA DE DOCUMENTO
NOVO. ART. 397 DO Código de Processo Civil. OFENSA REFLEXA À Constituição Federal de 1988 E
INCIDÊNCIA DA SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ART. 5... XXXV E LV DA
Constituição Federal de 1988. INOVAÇÃO À LIDE. SEGUNDO REGIMENTAL NÃO
CONHECIDO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA
1.
Apreciação do recurso extraordinário que requer a
análise de fatos e provas da causa (Súmula Supremo Tribunal Federal 279), além do
reexame de legislação infraconstitucional (Lei 6.099/74 e Código de Processo Civil),
hipóteses inviáveis nesta via.
2.
Constitui inovação à discussão da lide
controvérsia relativa ao art. 5..., XXXV e LV, da Constituição Federal de 1988, o qual não foi
apontado oportunamente nas razões do apelo extremo.
3.
Agravo regimental a que se nega provimento.
4.
Não-conhecimento do segundo regimental
apresentado pela parte agravante, em face da preclusão
consumativa. Precedentes” (AI 662.050-2... AgR, Rel. Min. Ellen
Gracie, 2... Turma, DJe 15.03.2011)
Por oportuno, esclareço que o ato que determinou a devolução dos
autos tem por fundamento o disposto no art. 328-A do RISTF, verbis:
“Nos casos previstos no art. 543-B, caput, do Código de
Processo Civil, o Tribunal de origem não emitirá juízo de
admissibilidade sobre os recursos extraordinários já
sobrestados, nem sobre os que venham a ser interpostos, até
que o Supremo Tribunal Federal decida os que tenham sido
selecionados nos termos do § 1... daquele artigo.”
A matéria tratada no recurso extraordinário é idêntica à que foi
submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de
repercussão geral, nos seguintes feitos:
“DIREITO CONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DO
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 756035 ED / SP
ARRENDAMENTO MERCANTIL. DESCARACTERIZAÇÃO
DO CONTRATO PARA CONTRA E VENDA A PRAZO. LEI
6.099/74. FATOS E PROVAS. JUNTADA DE DOCUMENTO
NOVO. ART. 397 DO Código de Processo Civil. OFENSA REFLEXA À Constituição Federal de 1988 E
INCIDÊNCIA DA SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ART. 5... XXXV E LV DA
Constituição Federal de 1988. INOVAÇÃO À LIDE. SEGUNDO REGIMENTAL NÃO
CONHECIDO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA
1.
Apreciação do recurso extraordinário que requer a
análise de fatos e provas da causa (Súmula Supremo Tribunal Federal 279), além do
reexame de legislação infraconstitucional (Lei 6.099/74 e Código de Processo Civil),
hipóteses inviáveis nesta via.
2.
Constitui inovação à discussão da lide
controvérsia relativa ao art. 5..., XXXV e LV, da Constituição Federal de 1988, o qual não foi
apontado oportunamente nas razões do apelo extremo.
3.
Agravo regimental a que se nega provimento.
4.
Não-conhecimento do segundo regimental
apresentado pela parte agravante, em face da preclusão
consumativa. Precedentes” (AI 662.050-2... AgR, Rel. Min. Ellen
Gracie, 2... Turma, DJe 15.03.2011)
Por oportuno, esclareço que o ato que determinou a devolução dos
autos tem por fundamento o disposto no art. 328-A do RISTF, verbis:
“Nos casos previstos no art. 543-B, caput, do Código de
Processo Civil, o Tribunal de origem não emitirá juízo de
admissibilidade sobre os recursos extraordinários já
sobrestados, nem sobre os que venham a ser interpostos, até
que o Supremo Tribunal Federal decida os que tenham sido
selecionados nos termos do § 1... daquele artigo.”
A matéria tratada no recurso extraordinário é idêntica à que foi
submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de
repercussão geral, nos seguintes feitos:
“DIREITO CONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DO
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
DIREITO ADQUIRIDO E ATO JURÍDICO PERFEITO.
POUPANÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. PLANOS
ECONÔMICOS: BRESSER E VERÃO. EXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL” (AI 722.834-RG/SP, rel. Min. Dias
Toffoli, DJe 30.4.2010).
“DIREITO CONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DO
DIREITO ADQUIRIDO E ATO JURÍDICO PERFEITO.
POUPANÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. PLANO
ECONÔMICO COLLOR I. VALORES NÃO BLOQUEADOS.
EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (Recurso Extraordinário 591.797-RG/SP,
rel. Min. Dias Toffoli, DJe 30.4.2010).
“Direito do consumidor. Contratos bancários. Planos
Econômicos. Correção monetária. Cadernetas de poupança.
Índice de atualização. Direito adquirido. Expurgos
inflacionários. Plano Collor I. Valores bloqueados. Repercussão
Geral Reconhecida” (AI 751.521-RG/SP, rel. Min. Gilmar
Mendes, DJe 24.9.2010).
Nessa linha, reproduzo a ementa do acórdão do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, que desafiou o manejo, por Carla Rangel Correia
Silva Gomes Calda Neto e outros, do recurso extraordinário, verbis:
“Ementa: Legitimidade ‘ad causam’ — Espólio —
Representação por herdeiro — Adequação, ante a inexistência
de notícia de abertura de inventário ou de nomeação de
inventariante — Inteligência do art. 985, do Código Civil —
Legitimidade da herdeira reconhecida — Extinção afastada.
Correção monetária – Caderneta de poupança – Cobrança de
diferença de remuneração decorrente da incidência de novo
indexador — Planos Bresser, Verão, Collor I e II —
Legitimidade passiva do Banco privado - Ilegitimidade ‘ad
causam’ da União Federal e do Banco Central – Prescrição
vintenária – Ofensa ao ato jurídico e ao direito adquirido –
Impossibilidade de invocação do fato do príncipe — Ação
5
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DIREITO ADQUIRIDO E ATO JURÍDICO PERFEITO.
POUPANÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. PLANOS
ECONÔMICOS: BRESSER E VERÃO. EXISTÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL” (AI 722.834-RG/SP, rel. Min. Dias
Toffoli, DJe 30.4.2010).
“DIREITO CONSTITUCIONAL. PRINCÍPIOS DO
DIREITO ADQUIRIDO E ATO JURÍDICO PERFEITO.
POUPANÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. PLANO
ECONÔMICO COLLOR I. VALORES NÃO BLOQUEADOS.
EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL” (Recurso Extraordinário 591.797-RG/SP,
rel. Min. Dias Toffoli, DJe 30.4.2010).
“Direito do consumidor. Contratos bancários. Planos
Econômicos. Correção monetária. Cadernetas de poupança.
Índice de atualização. Direito adquirido. Expurgos
inflacionários. Plano Collor I. Valores bloqueados. Repercussão
Geral Reconhecida” (AI 751.521-RG/SP, rel. Min. Gilmar
Mendes, DJe 24.9.2010).
Nessa linha, reproduzo a ementa do acórdão do Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, que desafiou o manejo, por Carla Rangel Correia
Silva Gomes Calda Neto e outros, do recurso extraordinário, verbis:
“Ementa: Legitimidade ‘ad causam’ — Espólio —
Representação por herdeiro — Adequação, ante a inexistência
de notícia de abertura de inventário ou de nomeação de
inventariante — Inteligência do art. 985, do Código Civil —
Legitimidade da herdeira reconhecida — Extinção afastada.
Correção monetária – Caderneta de poupança – Cobrança de
diferença de remuneração decorrente da incidência de novo
indexador — Planos Bresser, Verão, Collor I e II —
Legitimidade passiva do Banco privado - Ilegitimidade ‘ad
causam’ da União Federal e do Banco Central – Prescrição
vintenária – Ofensa ao ato jurídico e ao direito adquirido –
Impossibilidade de invocação do fato do príncipe — Ação
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
procedente – Recurso parcialmente provido.” (fl. 605)
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1... Turma, dentre os quais o Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen
Lúcia, DJe 10.6.2010, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe
19.8.2011, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, e o
ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.04.2012, decisões
monocráticas. Reproduzo o teor da decisão proferida no Recurso Extraordinário 587.144-
ED/SP:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (…) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
6
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4728996.
Supremo Tribunal Federal
AI 756035 ED / SP
procedente – Recurso parcialmente provido.” (fl. 605)
O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos
extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas
Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil,
entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta
egrégia 1... Turma, dentre os quais o Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen
Lúcia, DJe 10.6.2010, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe
19.8.2011, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, e o
ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.04.2012, decisões
monocráticas. Reproduzo o teor da decisão proferida no Recurso Extraordinário 587.144-
ED/SP:
“REPERCUSSÃO
GERAL
DA
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
QUESTÃO
SUSCETÍVEL
DE
REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO
ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À
ORIGEM. (…) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO.
No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal
reconheceu a existência de repercussão geral da questão
constitucional suscitada neste recurso extraordinário.
Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão
retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após
a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de
Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é
diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A
pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é
suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o
instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o
exame da matéria em um único julgamento considerando todas
as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os
6
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, o seguinte precedente da 2... Turma desta Corte, verbis:
“QUESTÃO DE ORDEM. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO
ANTERIORMENTE A 20.8.2008, DATA EM QUE O PLENÁRIO
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APRECIOU A
QUESTÃO DE ORDEM NO Recurso Extraordinário 540.410/RS. REPERCUSSÃO
GERAL RECONHECIDA. RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO
AGRAVADA E DEVOLUÇÃO DOS AUTOS, NOS TERMOS DO
ART. 328 DO RISTF, AO TRIBUNAL DE ORIGEM, BEM COMO
A OBSERVÂNCIA, NO TOCANTE AO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO, DAS DISPOSIÇÕES CONTIDAS NO
ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL,
PREJUDICADO O AGRAVO REGIMENTAL. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o AI 715.423-QO/RS, por
mim relatado, firmou entendimento, posteriormente
confirmado no julgamento do Recurso Extraordinário 540.410-QO/RS, Rel. Min.
Cezar Peluso, no sentido de que também se aplica o disposto no
art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
extraordinários interpostos de acórdãos publicados antes de
03.5.2007 e que veiculem tema em relação ao qual já foi
reconhecida a existência de repercussão geral. No presente caso
- discussão quanto ao cabimento de indenização aos servidores
públicos em razão de omissão legislativa relativa ao reajuste
anual dos vencimentos, conforme preceitua o art. 37, X, da
Constituição Federal - esta Corte reconheceu a existência de
repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário 565.089/SP, rel. Min. Marco
7
Supremo Tribunal Federal
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AI 756035 ED / SP
embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de
reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria
sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a
quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo
Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os
embargos declaratórios opostos contra o despacho de
sobrestamento.”
Cito, ainda, o seguinte precedente da 2... Turma desta Corte, verbis:
“QUESTÃO DE ORDEM. AGRAVO REGIMENTAL EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO
ANTERIORMENTE A 20.8.2008, DATA EM QUE O PLENÁRIO
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APRECIOU A
QUESTÃO DE ORDEM NO Recurso Extraordinário 540.410/RS. REPERCUSSÃO
GERAL RECONHECIDA. RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO
AGRAVADA E DEVOLUÇÃO DOS AUTOS, NOS TERMOS DO
ART. 328 DO RISTF, AO TRIBUNAL DE ORIGEM, BEM COMO
A OBSERVÂNCIA, NO TOCANTE AO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO, DAS DISPOSIÇÕES CONTIDAS NO
ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL,
PREJUDICADO O AGRAVO REGIMENTAL. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o AI 715.423-QO/RS, por
mim relatado, firmou entendimento, posteriormente
confirmado no julgamento do Recurso Extraordinário 540.410-QO/RS, Rel. Min.
Cezar Peluso, no sentido de que também se aplica o disposto no
art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos
extraordinários interpostos de acórdãos publicados antes de
03.5.2007 e que veiculem tema em relação ao qual já foi
reconhecida a existência de repercussão geral. No presente caso
- discussão quanto ao cabimento de indenização aos servidores
públicos em razão de omissão legislativa relativa ao reajuste
anual dos vencimentos, conforme preceitua o art. 37, X, da
Constituição Federal - esta Corte reconheceu a existência de
repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário 565.089/SP, rel. Min. Marco
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 756035 ED / SP
Aurélio, DJE de 31.01.2008. Existência de manifestação do
Plenário desta Corte no sentido de devolver aos Tribunais de
origem todos os recursos extraordinários que versem a mesma
matéria, para os fins previstos no artigo 543-B do Código de Processo Civil. Questão
de ordem resolvida da seguinte forma: reconsideração da
decisão agravada e devolução dos presentes autos ao Tribunal
de origem, bem como observância, no tocante ao apelo extremo,
das disposições do art. 543-B do Código de Processo Civil,
prejudicado o agravo regimental interposto. Extensão desta
solução aos demais recursos (agravos regimentais e embargos
de declaração), interpostos de decisão monocrática,
anteriormente a 20.8.2008.” (Recurso Extraordinário 483.994-AgR-QO/RN, rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 21.11.2008).
Nesse leque, julgo não merecer reparos a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
8
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Aurélio, DJE de 31.01.2008. Existência de manifestação do
Plenário desta Corte no sentido de devolver aos Tribunais de
origem todos os recursos extraordinários que versem a mesma
matéria, para os fins previstos no artigo 543-B do Código de Processo Civil. Questão
de ordem resolvida da seguinte forma: reconsideração da
decisão agravada e devolução dos presentes autos ao Tribunal
de origem, bem como observância, no tocante ao apelo extremo,
das disposições do art. 543-B do Código de Processo Civil,
prejudicado o agravo regimental interposto. Extensão desta
solução aos demais recursos (agravos regimentais e embargos
de declaração), interpostos de decisão monocrática,
anteriormente a 20.8.2008.” (Recurso Extraordinário 483.994-AgR-QO/RN, rel. Min.
Ellen Gracie, DJe 21.11.2008).
Nesse leque, julgo não merecer reparos a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
8
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Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA NETO E OUTRO(A/
S)
ADV.(A/S) : ROBERTO CORREA DA SILVA GOMES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S) : TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4772138
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 756.035
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
EMBTE.(S) : CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA NETO E OUTRO(A/
S)
ADV.(A/S) : ROBERTO CORREA DA SILVA GOMES E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S) : TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4772138
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 756 . 035",
"AI 756035 ED / SP",
"AI 756035 ED / SP",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 756 . 035",
"AI 841 . 137 - ED / RS",
"Pet 4 . 837 - ED",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"AI 547 . 827 - ED",
"Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED",
"ARE 656 . 354 - ED / BA",
"AI 841 . 137 - ED / RS",
"Pet 4 . 837 - ED",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"AI 547 . 827 - ED",
"Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED",
"ARE 656 . 354 - ED / BA",
"AI 756035 ED / SP",
"AI 722 . 834",
"Recurso Extraordinário 591 . 797",
"AI 751 . 521",
"AI 754 . 745",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS",
"AI 715 . 423 - QO / RS",
"AI 756035 ED / SP",
"AI 722 . 834",
"Recurso Extraordinário 591 . 797",
"AI 751 . 521",
"AI 754 . 745",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS",
"AI 715 . 423 - QO / RS",
"AI 756035 ED / SP no",
"Petição n 46 . 846",
"AI 793 . 213 - AgR - ED",
"AI 756035 ED / SP",
"AI 793 . 213 - AgR - ED",
"AI 756035 ED / SP",
"Súmula",
"AI 662 . 050 - 2 . . . AgR",
"AI 756035 ED / SP",
"Súmula",
"AI 662 . 050 - 2 . . . AgR",
"AI 756035 ED / SP",
"AI 722 . 834 - RG / SP",
"Recurso Extraordinário 591 . 797 - RG / SP",
"AI 751 . 521 - RG / SP",
"AI 756035 ED / SP",
"AI 722 . 834 - RG / SP",
"Recurso Extraordinário 591 . 797 - RG / SP",
"AI 751 . 521 - RG / SP",
"AI 756035 ED / SP",
"Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP",
"AI 809 . 009 - AgR / RS",
"AI 724 . 356 - AgR / RJ",
"ARE 654 . 205 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"AI 756035 ED / SP",
"AI 809 . 009 - AgR / RS",
"AI 724 . 356 - AgR / RJ",
"ARE 654 . 205 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário 587 . 144 - ED / SP",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"Recurso Extraordinário 606 . 358",
"AI 756035 ED / SP",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 / RS",
"AI 715 . 423 - QO / RS",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS",
"Recurso Extraordinário 565 . 089 / SP",
"AI 756035 ED / SP",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 / RS",
"AI 715 . 423 - QO / RS",
"Recurso Extraordinário 540 . 410 - QO / RS",
"Recurso Extraordinário 565 . 089 / SP",
"AI 756035 ED / SP Aurélio",
"Recurso Extraordinário 483 . 994 - AgR - QO / RN",
"AI 756035 ED / SP Aurélio",
"Recurso Extraordinário 483 . 994 - AgR - QO / RN",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 756 . 035"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTS . 328 DO RISTF",
"543",
"-",
"B DO Código de Processo Civil",
"arts . 543 - B do Código de Processo Civil",
"328 do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil .",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil .",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"ART",
"Código de Processo Civil",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"ART . 535 , I E II , DO Código de Processo Civil",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 6 . 099 / 74",
"ART . 397 DO Código de Processo Civil",
"Constituição Federal de 1988",
"ART . 5 . . . XXXV E LV DA Constituição Federal de 1988",
"Lei 6 . 099 / 74",
"Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , XXXV e LV , da Constituição Federal de 1988",
"art . 328 - A do RISTF",
"art . 543 - B , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 6 . 099 / 74",
"ART . 397 DO Código de Processo Civil",
"Constituição Federal de 1988",
"ART . 5 . . . XXXV E LV DA Constituição Federal de 1988",
"Lei 6 . 099 / 74",
"Código de Processo Civil",
"art . 5 . . . , XXXV e LV , da Constituição Federal de 1988",
"art . 328 - A do RISTF",
"art . 543 - B , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 985 , do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 985 , do Código Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"ART . 328 ,",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"ART",
"ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 37 , X , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"ART . 328 DO RISTF",
"ART . 543 - B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 37 , X , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - B do Código de Processo Civil",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"ITAÚ UNIBANCO S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ITAÚ UNIBANCO S / A",
"TJ",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ITAÚ UNIBANCO S / A",
"TJ",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
". . Turma",
". Turma",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"Tribunal Pleno",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"BANCO ITAÚ S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"BANCO ITAÚ S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TJ",
"/",
"SP",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJ",
"/",
"SP",
"Suprema Corte",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"União Federal",
"Banco Central",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PLENÁRIO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PLENÁRIO",
"DO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ITAÚ UNIBANCO S / A",
"1",
".",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ITAÚ UNIBANCO S / A",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA NETO",
"ROBERTO CORREA DA SILVA GOMES",
"TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA NETO",
"ROBERTO CORREA DA SILVA GOMES",
"TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
"Carla Rangel Correia Silva Gomes Calda Neto",
"ROSA WEBER",
"CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA NETO",
"ROBERTO CORREA DA SILVA GOMES",
"TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO",
"Rosa Weber",
"Ellen Gracie",
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"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
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"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"Luiz Fux",
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"Cezar Peluso",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"ELLEN GRACIE",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDAS NETO",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDAS NETO",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Carla Rangel Correia Silva Gomes Calda Neto",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Carla Rangel Correia Silva Gomes Calda Neto",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Marco",
"7",
"Cezar Peluso",
"Marco",
"7",
"ROSA WEBER",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA NETO",
"ROBERTO CORREA DA SILVA GOMES",
"TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"CARLA RANGEL CORREIA SILVA GOMES CALDA NETO",
"ROBERTO CORREA DA SILVA GOMES",
"TÂNIA MIYUKI ISHIDA RIBEIRO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"15",
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"2013",
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"06",
".",
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"08",
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"24",
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"2001",
"15 de outubro de 2013",
"24",
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"24",
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"08",
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"24",
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"08",
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"2001",
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".",
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".",
"2011",
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".",
"2011",
"9",
".",
"3",
".",
"2011",
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".",
"4",
".",
"2011",
"05",
".",
"3",
".",
"2012",
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"08",
"/",
"2001",
"15",
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"10",
"/",
"2013",
"19",
".",
"9",
".",
"2011",
"14",
".",
"3",
".",
"2011",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"9",
".",
"3",
".",
"2011",
"5",
".",
"4",
".",
"2011",
"05",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"4",
".",
"2010",
"junho",
"/",
"87",
"janeiro",
"/",
"89",
"29",
".",
"4",
".",
"2010",
"17",
".",
"10",
".",
"2008",
"05",
".",
"9",
".",
"2008",
"18",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"4",
".",
"2010",
"junho",
"/",
"87",
"janeiro",
"/",
"89",
"29",
".",
"4",
".",
"2010",
"17",
".",
"10",
".",
"2008",
"05",
".",
"9",
".",
"2008",
"18",
".",
"8",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"9",
".",
"2012",
"16",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"9",
".",
"2012",
"16",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"03",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"03",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
".",
"9",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"30",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
".",
"9",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"6",
".",
"2010",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"08",
".",
"02",
".",
"2012",
"19",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"6",
".",
"2010",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"08",
".",
"02",
".",
"2012",
"19",
".",
"04",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"8",
".",
"2008",
"03",
".",
"5",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"8",
".",
"2008",
"03",
".",
"5",
".",
"2007",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"31",
".",
"01",
".",
"2008",
"20",
".",
"8",
".",
"2008",
"21",
".",
"11",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
".",
"01",
".",
"2008",
"20",
".",
"8",
".",
"2008",
"21",
".",
"11",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"15",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RAZÕES DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DA FUNDAMENTAÇÃO DO
ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 284/STF. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
As razões recursais do recurso extraordinário não guardam
pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido. Incide, no caso, a
Súmula 284/STF.
A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise
pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792051.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo interposto de decisão que não admitiu
recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição Federal)
que tem como violado o disposto no art. 5º, XXXIV, da Carta
Magna.
Consta dos autos que o Juiz-Auditor Substituto da Justiça
Militar rejeitou a denúncia oferecida em desfavor do ora
agravante, como incurso no art. 240, § 6º, I, c/c o art. 30, II,
ambos do Código Penal Militar.
O Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito,
ao qual o Superior Tribunal Militar deu provimento, em
acórdão cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 130):
‘RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REJEIÇÃO DE
DENÚNCIA. FURTO ATENUADO. PEQUENO VALOR
DO BEM SUBTRAÍDO. AVALIAÇÃO MONOCRÁTICA DO
JUIZ-AUDITOR. IMPOSSIBILIDADE. SUPRESSÃO DE
COMPETÊNCIA DO CONSELHO DE JUSTIÇA.
REFORMA DA DECISÃO. PRESENÇA DOS REQUISITOS
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792052.
Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo interposto de decisão que não admitiu
recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição Federal)
que tem como violado o disposto no art. 5º, XXXIV, da Carta
Magna.
Consta dos autos que o Juiz-Auditor Substituto da Justiça
Militar rejeitou a denúncia oferecida em desfavor do ora
agravante, como incurso no art. 240, § 6º, I, c/c o art. 30, II,
ambos do Código Penal Militar.
O Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito,
ao qual o Superior Tribunal Militar deu provimento, em
acórdão cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 130):
‘RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REJEIÇÃO DE
DENÚNCIA. FURTO ATENUADO. PEQUENO VALOR
DO BEM SUBTRAÍDO. AVALIAÇÃO MONOCRÁTICA DO
JUIZ-AUDITOR. IMPOSSIBILIDADE. SUPRESSÃO DE
COMPETÊNCIA DO CONSELHO DE JUSTIÇA.
REFORMA DA DECISÃO. PRESENÇA DOS REQUISITOS
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
ARE 664154 AGR / RJ
DO ART. 77 DO CPPM.
A regra contida no art. 240, § 1º, do CPM (furto
atenuado), adotada pelo ilustre Juiz-Auditor como razão para
rejeitar a denúncia, somente poderia ser avaliada pelo Conselho
Permanente de Justiça, por ocasião da prolação de sentença de
mérito, uma vez que o próprio dispositivo legal é taxativo ao
dispor que ... o juiz pode substituir a pena ..., dando a
entender que tal operação deva ocorrer no momento da
imposição da pena, ou seja, durante o julgamento.
Em preenchendo a denúncia os requisitos elencados no art.
77 da Lei de Ritos Militar, erige-se como medida imperiosa o
recebimento da peça acusatória, seguido pela baixa dos autos à
instância de origem para o regular curso da persecução penal.
Decisão unânime.’
Os embargos de declaração opostos foram rejeitados.
Transcrevo a ementa deste julgado (fls. 146):
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IN RECURSO EM
SENTIDO
ESTRITO.
FURTO
ATENUADO.
RECEBIMENTO DE DENÚNCIA. OMISSÃO. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO OCORRÊNCIA.
Quanto ao princípio da insignificância, não há omissão
que deva ser aclarada em Acórdão que recebeu a denúncia e
declinou, como razão de decidir, a incompetência do magistrado
para avaliar, monocraticamente, a atenuação do furto, em face
do reduzido valor da res furtiva , uma vez que o § 1º do art. 240
do CPM contempla, unicamente, hipótese de substituição de
pena, a ser operada por deliberação do colegiado no julgamento.
Matéria já enfrentada por esta Corte.
Embargos declaratórios rejeitados.
Decisão unânime.’
Nas razões recursais, alega-se que a decisão proferida pela
Corte Militar é contrária à Constituição da República, em seu artigo
5.º, inciso XXXIV, uma vez que foi mantida a condenação do
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 664154 AGR / RJ
DO ART. 77 DO CPPM.
A regra contida no art. 240, § 1º, do CPM (furto
atenuado), adotada pelo ilustre Juiz-Auditor como razão para
rejeitar a denúncia, somente poderia ser avaliada pelo Conselho
Permanente de Justiça, por ocasião da prolação de sentença de
mérito, uma vez que o próprio dispositivo legal é taxativo ao
dispor que ... o juiz pode substituir a pena ..., dando a
entender que tal operação deva ocorrer no momento da
imposição da pena, ou seja, durante o julgamento.
Em preenchendo a denúncia os requisitos elencados no art.
77 da Lei de Ritos Militar, erige-se como medida imperiosa o
recebimento da peça acusatória, seguido pela baixa dos autos à
instância de origem para o regular curso da persecução penal.
Decisão unânime.’
Os embargos de declaração opostos foram rejeitados.
Transcrevo a ementa deste julgado (fls. 146):
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IN RECURSO EM
SENTIDO
ESTRITO.
FURTO
ATENUADO.
RECEBIMENTO DE DENÚNCIA. OMISSÃO. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO OCORRÊNCIA.
Quanto ao princípio da insignificância, não há omissão
que deva ser aclarada em Acórdão que recebeu a denúncia e
declinou, como razão de decidir, a incompetência do magistrado
para avaliar, monocraticamente, a atenuação do furto, em face
do reduzido valor da res furtiva , uma vez que o § 1º do art. 240
do CPM contempla, unicamente, hipótese de substituição de
pena, a ser operada por deliberação do colegiado no julgamento.
Matéria já enfrentada por esta Corte.
Embargos declaratórios rejeitados.
Decisão unânime.’
Nas razões recursais, alega-se que a decisão proferida pela
Corte Militar é contrária à Constituição da República, em seu artigo
5.º, inciso XXXIV, uma vez que foi mantida a condenação do
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 664154 AGR / RJ
recorrente pela prática de fato materialmente atípico . (fls. 157).
Sustenta-se que a conduta atribuída ao recorrente não teve
aptidão para lesar o bem jurídico tutelado pelo tipo penal
previsto no art. 240, caput, do Código Penal, uma vez que o
cartão de vale-transporte, devidamente restituído à vítima,
continha cerca de R$ 2,00 (dois reais).
Afirma-se que é evidente a incidência do princípio da
insignificância e que a decisão de primeira instância deve ser
restabelecida.
Decido.
Inicialmente, verifico que o recurso extraordinário, ao
alegar que o acórdão recorrido ofende o art. 5º, XXXIV, da
Constituição, versa questão constitucional não ventilada na
decisão recorrida e que não foi objeto dos embargos de
declaração,
faltando-lhe,
pois,
o
indispensável
prequestionamento (Súmula 282).
Por outro lado, ao dar provimento ao recurso do
Ministério Público, o acórdão decidiu da seguinte forma (fls.
133):
‘(...) Assim sendo, diante da prova de fato que, em tese,
configura crime de natureza militar e demonstrada a autoria da
conduta (art. 30 do CPPM), preenchendo a denúncia oferecida
os requisitos descritos no art. 77 do Código de Processo Penal
Militar, só resta a Corte recebê-la e determinar a baixa dos autos
à instância de origem, para o prosseguimento do feito.’
Logo, observo que a decisão recorrida apenas reconheceu
a supressão de competência por parte do Juiz-Auditor,
determinando o recebimento da denúncia e a baixa dos autos
para o prosseguimento da ação penal, enquanto que, nas razões
do recurso extraordinário, alegou-se violação à Constituição
Federal, em razão da condenação por conduta atípica.
Assim, o recurso extraordinário não guarda pertinência
com o decidido no acórdão impugnado. Impõe-se, pois, a
aplicação da Súmula 284 desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao recurso (art. 38 da Lei
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 664154 AGR / RJ
recorrente pela prática de fato materialmente atípico . (fls. 157).
Sustenta-se que a conduta atribuída ao recorrente não teve
aptidão para lesar o bem jurídico tutelado pelo tipo penal
previsto no art. 240, caput, do Código Penal, uma vez que o
cartão de vale-transporte, devidamente restituído à vítima,
continha cerca de R$ 2,00 (dois reais).
Afirma-se que é evidente a incidência do princípio da
insignificância e que a decisão de primeira instância deve ser
restabelecida.
Decido.
Inicialmente, verifico que o recurso extraordinário, ao
alegar que o acórdão recorrido ofende o art. 5º, XXXIV, da
Constituição, versa questão constitucional não ventilada na
decisão recorrida e que não foi objeto dos embargos de
declaração,
faltando-lhe,
pois,
o
indispensável
prequestionamento (Súmula 282).
Por outro lado, ao dar provimento ao recurso do
Ministério Público, o acórdão decidiu da seguinte forma (fls.
133):
‘(...) Assim sendo, diante da prova de fato que, em tese,
configura crime de natureza militar e demonstrada a autoria da
conduta (art. 30 do CPPM), preenchendo a denúncia oferecida
os requisitos descritos no art. 77 do Código de Processo Penal
Militar, só resta a Corte recebê-la e determinar a baixa dos autos
à instância de origem, para o prosseguimento do feito.’
Logo, observo que a decisão recorrida apenas reconheceu
a supressão de competência por parte do Juiz-Auditor,
determinando o recebimento da denúncia e a baixa dos autos
para o prosseguimento da ação penal, enquanto que, nas razões
do recurso extraordinário, alegou-se violação à Constituição
Federal, em razão da condenação por conduta atípica.
Assim, o recurso extraordinário não guarda pertinência
com o decidido no acórdão impugnado. Impõe-se, pois, a
aplicação da Súmula 284 desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao recurso (art. 38 da Lei
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Relatório
ARE 664154 AGR / RJ
8.038/1990, c/c o art. 21, § 1º, do RISTF).”
O agravante reitera as alegações deduzidas no recurso
extraordinário, sustentando “a atipicidade material da conduta supostamente
praticada por ele”.
É o relatório.
4
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ARE 664154 AGR / RJ
8.038/1990, c/c o art. 21, § 1º, do RISTF).”
O agravante reitera as alegações deduzidas no recurso
extraordinário, sustentando “a atipicidade material da conduta supostamente
praticada por ele”.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
agravada, as razões apresentadas no recurso extraordinário não guardam
pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido. O acórdão
recorrido apenas reconheceu a supressão de competência por parte do
juiz-auditor, determinando o recebimento da denúncia e a baixa dos
autos para o prosseguimento da ação penal. Nas razões do recurso
extraordinário, alegou-se violação à Constituição Federal, em razão da
condenação por conduta atípica. Nessas condições, a hipótese atrai a
incidência da Súmula 284/STF:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
Ademais, a alegação de afronta ao art. 5º, XXXIV, da Constituição
não foi objeto de apreciação no acórdão proferido pelo Superior Tribunal
Militar, nem foi suscitada nos embargos declaratórios opostos com fim de
suprir eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e
356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
agravada, as razões apresentadas no recurso extraordinário não guardam
pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido. O acórdão
recorrido apenas reconheceu a supressão de competência por parte do
juiz-auditor, determinando o recebimento da denúncia e a baixa dos
autos para o prosseguimento da ação penal. Nas razões do recurso
extraordinário, alegou-se violação à Constituição Federal, em razão da
condenação por conduta atípica. Nessas condições, a hipótese atrai a
incidência da Súmula 284/STF:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
Ademais, a alegação de afronta ao art. 5º, XXXIV, da Constituição
não foi objeto de apreciação no acórdão proferido pelo Superior Tribunal
Militar, nem foi suscitada nos embargos declaratórios opostos com fim de
suprir eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e
356/STF, que exigem o prequestionamento da matéria alegada.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4815972
| 2013-10-15T00:00:00
| 2013-11-06T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 284/STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
As razões recursais do recurso extraordinário não guardam pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido. Incide, no caso, a Súmula 284/STF.
A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur247232
|
Número de páginas: 7.
Análise: 21/11/2013, BRU.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
664154
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 664154 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RAZÕES DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DA FUNDAMENTAÇÃO DO
ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO.
As razões recursais do recurso extraordinário não guardam
pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido. Incide, no caso, a
Súmula 284/Supremo Tribunal Federal.
A questão alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise
pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo interposto de decisão que não admitiu
recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição Federal)
que tem como violado o disposto no art. 5..., XXXIV, da Carta
Magna.
Consta dos autos que o Juiz-Auditor Substituto da Justiça
Militar rejeitou a denúncia oferecida em desfavor do ora
agravante, como incurso no art. 240, § 6..., I, c/c o art. 30, II,
ambos do Código Penal Militar.
O Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito,
ao qual o Superior Tribunal Militar deu provimento, em
acórdão cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 130):
‘RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REJEIÇÃO DE
DENÚNCIA. FURTO ATENUADO. PEQUENO VALOR
DO BEM SUBTRAÍDO. AVALIAÇÃO MONOCRÁTICA DO
JUIZ-AUDITOR. IMPOSSIBILIDADE. SUPRESSÃO DE
COMPETÊNCIA DO CONSELHO DE JUSTIÇA.
REFORMA DA DECISÃO. PRESENÇA DOS REQUISITOS
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário com agravo, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo interposto de decisão que não admitiu
recurso extraordinário (art. 102, III, a , da Constituição Federal)
que tem como violado o disposto no art. 5..., XXXIV, da Carta
Magna.
Consta dos autos que o Juiz-Auditor Substituto da Justiça
Militar rejeitou a denúncia oferecida em desfavor do ora
agravante, como incurso no art. 240, § 6..., I, c/c o art. 30, II,
ambos do Código Penal Militar.
O Ministério Público interpôs recurso em sentido estrito,
ao qual o Superior Tribunal Militar deu provimento, em
acórdão cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 130):
‘RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. REJEIÇÃO DE
DENÚNCIA. FURTO ATENUADO. PEQUENO VALOR
DO BEM SUBTRAÍDO. AVALIAÇÃO MONOCRÁTICA DO
JUIZ-AUDITOR. IMPOSSIBILIDADE. SUPRESSÃO DE
COMPETÊNCIA DO CONSELHO DE JUSTIÇA.
REFORMA DA DECISÃO. PRESENÇA DOS REQUISITOS
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
ARE 664154 AGR / RJ
DO ART. 77 DO CPPM.
A regra contida no art. 240, § 1..., do CPM (furto
atenuado), adotada pelo ilustre Juiz-Auditor como razão para
rejeitar a denúncia, somente poderia ser avaliada pelo Conselho
Permanente de Justiça, por ocasião da prolação de sentença de
mérito, uma vez que o próprio dispositivo legal é taxativo ao
dispor que ... o juiz pode substituir a pena ..., dando a
entender que tal operação deva ocorrer no momento da
imposição da pena, ou seja, durante o julgamento.
Em preenchendo a denúncia os requisitos elencados no art.
77 da Lei de Ritos Militar, erige-se como medida imperiosa o
recebimento da peça acusatória, seguido pela baixa dos autos à
instância de origem para o regular curso da persecução penal.
Decisão unânime.’
Os embargos de declaração opostos foram rejeitados.
Transcrevo a ementa deste julgado (fls. 146):
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IN RECURSO EM
SENTIDO
ESTRITO.
FURTO
ATENUADO.
RECEBIMENTO DE DENÚNCIA. OMISSÃO. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO OCORRÊNCIA.
Quanto ao princípio da insignificância, não há omissão
que deva ser aclarada em Acórdão que recebeu a denúncia e
declinou, como razão de decidir, a incompetência do magistrado
para avaliar, monocraticamente, a atenuação do furto, em face
do reduzido valor da res furtiva , uma vez que o § 1... do art. 240
do CPM contempla, unicamente, hipótese de substituição de
pena, a ser operada por deliberação do colegiado no julgamento.
Matéria já enfrentada por esta Corte.
Embargos declaratórios rejeitados.
Decisão unânime.’
Nas razões recursais, alega-se que a decisão proferida pela
Corte Militar é contrária à Constituição da República, em seu artigo
5., inciso XXXIV, uma vez que foi mantida a condenação do
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 664154 AGR / RJ
DO ART. 77 DO CPPM.
A regra contida no art. 240, § 1..., do CPM (furto
atenuado), adotada pelo ilustre Juiz-Auditor como razão para
rejeitar a denúncia, somente poderia ser avaliada pelo Conselho
Permanente de Justiça, por ocasião da prolação de sentença de
mérito, uma vez que o próprio dispositivo legal é taxativo ao
dispor que ... o juiz pode substituir a pena ..., dando a
entender que tal operação deva ocorrer no momento da
imposição da pena, ou seja, durante o julgamento.
Em preenchendo a denúncia os requisitos elencados no art.
77 da Lei de Ritos Militar, erige-se como medida imperiosa o
recebimento da peça acusatória, seguido pela baixa dos autos à
instância de origem para o regular curso da persecução penal.
Decisão unânime.’
Os embargos de declaração opostos foram rejeitados.
Transcrevo a ementa deste julgado (fls. 146):
‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IN RECURSO EM
SENTIDO
ESTRITO.
FURTO
ATENUADO.
RECEBIMENTO DE DENÚNCIA. OMISSÃO. PRINCÍPIO
DA INSIGNIFICÂNCIA. NÃO OCORRÊNCIA.
Quanto ao princípio da insignificância, não há omissão
que deva ser aclarada em Acórdão que recebeu a denúncia e
declinou, como razão de decidir, a incompetência do magistrado
para avaliar, monocraticamente, a atenuação do furto, em face
do reduzido valor da res furtiva , uma vez que o § 1... do art. 240
do CPM contempla, unicamente, hipótese de substituição de
pena, a ser operada por deliberação do colegiado no julgamento.
Matéria já enfrentada por esta Corte.
Embargos declaratórios rejeitados.
Decisão unânime.’
Nas razões recursais, alega-se que a decisão proferida pela
Corte Militar é contrária à Constituição da República, em seu artigo
5., inciso XXXIV, uma vez que foi mantida a condenação do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
ARE 664154 AGR / RJ
recorrente pela prática de fato materialmente atípico . (fls. 157).
Sustenta-se que a conduta atribuída ao recorrente não teve
aptidão para lesar o bem jurídico tutelado pelo tipo penal
previsto no art. 240, caput, do Código Penal, uma vez que o
cartão de vale-transporte, devidamente restituído à vítima,
continha cerca de R$ 2,00 (dois reais).
Afirma-se que é evidente a incidência do princípio da
insignificância e que a decisão de primeira instância deve ser
restabelecida.
Decido.
Inicialmente, verifico que o recurso extraordinário, ao
alegar que o acórdão recorrido ofende o art. 5..., XXXIV, da
Constituição, versa questão constitucional não ventilada na
decisão recorrida e que não foi objeto dos embargos de
declaração,
faltando-lhe,
pois,
o
indispensável
prequestionamento (Súmula 282).
Por outro lado, ao dar provimento ao recurso do
Ministério Público, o acórdão decidiu da seguinte forma (fls.
133):
‘(...) Assim sendo, diante da prova de fato que, em tese,
configura crime de natureza militar e demonstrada a autoria da
conduta (art. 30 do CPPM), preenchendo a denúncia oferecida
os requisitos descritos no art. 77 do Código de Processo Penal
Militar, só resta a Corte recebê-la e determinar a baixa dos autos
à instância de origem, para o prosseguimento do feito.’
Logo, observo que a decisão recorrida apenas reconheceu
a supressão de competência por parte do Juiz-Auditor,
determinando o recebimento da denúncia e a baixa dos autos
para o prosseguimento da ação penal, enquanto que, nas razões
do recurso extraordinário, alegou-se violação à Constituição
Federal, em razão da condenação por conduta atípica.
Assim, o recurso extraordinário não guarda pertinência
com o decidido no acórdão impugnado. Impõe-se, pois, a
aplicação da Súmula 284 desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao recurso (art. 38 da Lei
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 664154 AGR / RJ
recorrente pela prática de fato materialmente atípico . (fls. 157).
Sustenta-se que a conduta atribuída ao recorrente não teve
aptidão para lesar o bem jurídico tutelado pelo tipo penal
previsto no art. 240, caput, do Código Penal, uma vez que o
cartão de vale-transporte, devidamente restituído à vítima,
continha cerca de R$ 2,00 (dois reais).
Afirma-se que é evidente a incidência do princípio da
insignificância e que a decisão de primeira instância deve ser
restabelecida.
Decido.
Inicialmente, verifico que o recurso extraordinário, ao
alegar que o acórdão recorrido ofende o art. 5..., XXXIV, da
Constituição, versa questão constitucional não ventilada na
decisão recorrida e que não foi objeto dos embargos de
declaração,
faltando-lhe,
pois,
o
indispensável
prequestionamento (Súmula 282).
Por outro lado, ao dar provimento ao recurso do
Ministério Público, o acórdão decidiu da seguinte forma (fls.
133):
‘(...) Assim sendo, diante da prova de fato que, em tese,
configura crime de natureza militar e demonstrada a autoria da
conduta (art. 30 do CPPM), preenchendo a denúncia oferecida
os requisitos descritos no art. 77 do Código de Processo Penal
Militar, só resta a Corte recebê-la e determinar a baixa dos autos
à instância de origem, para o prosseguimento do feito.’
Logo, observo que a decisão recorrida apenas reconheceu
a supressão de competência por parte do Juiz-Auditor,
determinando o recebimento da denúncia e a baixa dos autos
para o prosseguimento da ação penal, enquanto que, nas razões
do recurso extraordinário, alegou-se violação à Constituição
Federal, em razão da condenação por conduta atípica.
Assim, o recurso extraordinário não guarda pertinência
com o decidido no acórdão impugnado. Impõe-se, pois, a
aplicação da Súmula 284 desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao recurso (art. 38 da Lei
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Relatório
ARE 664154 AGR / RJ
8.038/1990, c/c o art. 21, § 1..., do RISTF).”
O agravante reitera as alegações deduzidas no recurso
extraordinário, sustentando “a atipicidade material da conduta supostamente
praticada por ele”.
É o relatório.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792052.
Supremo Tribunal Federal
ARE 664154 AGR / RJ
8.038/1990, c/c o art. 21, § 1..., do RISTF).”
O agravante reitera as alegações deduzidas no recurso
extraordinário, sustentando “a atipicidade material da conduta supostamente
praticada por ele”.
É o relatório.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
agravada, as razões apresentadas no recurso extraordinário não guardam
pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido. O acórdão
recorrido apenas reconheceu a supressão de competência por parte do
juiz-auditor, determinando o recebimento da denúncia e a baixa dos
autos para o prosseguimento da ação penal. Nas razões do recurso
extraordinário, alegou-se violação à Constituição Federal, em razão da
condenação por conduta atípica. Nessas condições, a hipótese atrai a
incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
Ademais, a alegação de afronta ao art. 5..., XXXIV, da Constituição
não foi objeto de apreciação no acórdão proferido pelo Superior Tribunal
Militar, nem foi suscitada nos embargos declaratórios opostos com fim de
suprir eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal, que exigem o prequestionamento da matéria alegada.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
agravada, as razões apresentadas no recurso extraordinário não guardam
pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido. O acórdão
recorrido apenas reconheceu a supressão de competência por parte do
juiz-auditor, determinando o recebimento da denúncia e a baixa dos
autos para o prosseguimento da ação penal. Nas razões do recurso
extraordinário, alegou-se violação à Constituição Federal, em razão da
condenação por conduta atípica. Nessas condições, a hipótese atrai a
incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
Ademais, a alegação de afronta ao art. 5..., XXXIV, da Constituição
não foi objeto de apreciação no acórdão proferido pelo Superior Tribunal
Militar, nem foi suscitada nos embargos declaratórios opostos com fim de
suprir eventual omissão. Incidem no caso, portanto, as Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal, que exigem o prequestionamento da matéria alegada.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.154
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 664154 AGR / RJ",
"ARE 664154 AGR /",
"ARE 664154 AGR",
"ARE 664154 AGR / RJ 8 . 038 / 1990",
"ARE 664154 AGR / RJ 8 . 038 / 1990",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXIV , da Carta Magna",
"art . 240 , § 6 . . . , I , c / c o art . 30 , II , ambos do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXIV , da Carta Magna",
"art . 240 , § 6 . . . , I , c / c o art . 30 , II , ambos do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 77 DO CPPM",
"art . 240 , § 1 . . . , do CPM",
".",
"77 da Lei de Ritos Militar",
"§",
"Constituição da República ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 77 DO CPPM",
"art . 240 , § 1 . . . , do CPM",
"art . 77 da Lei de Ritos Militar",
"§",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 240 , caput , do Código Penal",
"art . 5 . . . , XXXIV , da Constituição",
"art . 30 do CPPM",
"art . 77 do Código de Processo Penal Militar",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 240 , caput , do Código Penal",
"art . 5 . . . , XXXIV , da Constituição",
"art . 30 do CPPM",
"art . 77 do Código de Processo Penal Militar",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXIV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XXXIV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Brasil"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR",
"Ministério Público",
"Superior Tribunal Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Ministério Público",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal Militar",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal Militar",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"EDIMILSON MARTINS DE OLIVEIRA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
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"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
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"/",
"08",
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"15",
"/",
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"/",
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"15",
".",
"10",
".",
"2013",
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"08",
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"2001",
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".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.606 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S)
:JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS CORPUS.
PROCESSUAL
PENAL.
UNIFICAÇÃO DAS PENAS EM RAZÃO DA ALEGADA
CONTINUIDADE DELITIVA: NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS
E PROVAS IMPRÓPRIO NA VIA ELEITA. IMPROCEDÊNCIA.
AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS.
HABEAS CORPUS
DENEGADO.
1. A análise da eventual continuidade delitiva dos crimes praticados
pelo Paciente impõe revolvimento de fatos e provas, o que ultrapassa os
limites do procedimento sumário e documental do habeas corpus.
2. O Paciente não satisfaz os requisitos objetivos necessários à
unificação das penas executadas, pois, além de ter praticado os delitos
com comparsas diferentes, os crimes ocorreram em lugares variados.
3. Habeas corpus denegado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar o habeas corpus, nos
termos do voto da Relatora.
Brasília, 5 de novembro de 2013.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.606 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S)
:JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado
por JOSÉ PEDRO DE CASTRO BARRETO, advogado, em benefício de
ALEXANDRE SILVA MOREIRA, contra julgado da Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, que, em 17.10.2012, denegou a ordem no
Habeas Corpus n. 235.242, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis
Moura:
“HABEAS CORPUS . EXECUÇÃO PENAL. ART. 71 DO
CÓDIGO PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. NÃO
RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA
DA UNIDADE DE DESÍGNIOS. MERA REITERAÇÃO DE
CONDUTA CRIMINOSA. CONCLUSÃO DIVERSA. EXAME DE
PROVAS. VEDAÇÃO NA VIA ELEITA. ORDEM DENEGADA
1. Em sede de habeas corpus, em que vedada a incursão na
seara fático-probatória, não se mostra possível desconstituir a
conclusão do acórdão de que não se configurou a continuidade
delitiva, em razão da ausência do pressuposto subjetivo da unidade de
desígnios e por se tratar de mera reiteração criminosa.
2. Ordem denegada”.
2. O Impetrante reitera o pedido de reconhecimento de continuidade
delitiva das condutas ao Paciente imputadas e de unificação das penas
respectivas. Argumenta que existiriam provas de suas alegações.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4823824.
Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.606 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S)
:JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado
por JOSÉ PEDRO DE CASTRO BARRETO, advogado, em benefício de
ALEXANDRE SILVA MOREIRA, contra julgado da Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, que, em 17.10.2012, denegou a ordem no
Habeas Corpus n. 235.242, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis
Moura:
“HABEAS CORPUS . EXECUÇÃO PENAL. ART. 71 DO
CÓDIGO PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. NÃO
RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA
DA UNIDADE DE DESÍGNIOS. MERA REITERAÇÃO DE
CONDUTA CRIMINOSA. CONCLUSÃO DIVERSA. EXAME DE
PROVAS. VEDAÇÃO NA VIA ELEITA. ORDEM DENEGADA
1. Em sede de habeas corpus, em que vedada a incursão na
seara fático-probatória, não se mostra possível desconstituir a
conclusão do acórdão de que não se configurou a continuidade
delitiva, em razão da ausência do pressuposto subjetivo da unidade de
desígnios e por se tratar de mera reiteração criminosa.
2. Ordem denegada”.
2. O Impetrante reitera o pedido de reconhecimento de continuidade
delitiva das condutas ao Paciente imputadas e de unificação das penas
respectivas. Argumenta que existiriam provas de suas alegações.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 114606 / DF
Afirma que o Paciente “praticou os delitos nas mesmas condições de
lugar, tempo e modo”, arrematando que “[n]ão se trata de mera contumácia
criminal, conforme exarou o D. Magistrado do Juízo de Execuções”.
Assevera que “não há de se falar em requisitos subjetivos quando o código
penal adota a teoria objetiva para a ficção jurídica em comento, entendimento
diverso seria avançar em matéria além dos poderes do Juiz”.
Informa, ainda, que:
“(...) além das imputações legais terem sido idênticas (roubo
qualificado pelo uso de arma e concurso de pessoas), verifica-se da
análise da peça exordial acusatória e dos r. decretos condenatórios de
cada um dos casos ora analisados, que:
1) todos os fatos criminosos praticados pelo Paciente teriam se
dado entre fevereiro e março de 2005 (precisamente, 23 de fevereiro a
31 de março de 2005, com lapso temporal inferior a 30 dias entre um e
outro delito);
2) com a mesma maneira de execução (o Paciente entrava em
contato com a vítima através de anúncio de venda em jornal, marcava
um local para encontro e, com a ajuda de outro agente – o qual, em
três dos quatro casos ora tratados, tratava-se de Márcio da Silva
Cavalcante Freitas-, exigia dela a entrega dos bens anunciados);
3) em localidades contíguas (Cruzeiro Novo/DF, Cruzeiro
Velho/DF e Guará I/DF);
4) visando a mesma espécie de res furtiva (aparelhos celulares).
(...) Portanto, inequívoco o enquadramento de tais delitos no
contexto exigido pelo artigo 71 do Código Penal”.
Ressalta, pode derradeiro, que as penas cominadas ao Paciente a)
contrariariam os princípios da proporcionalidade, razoabilidade e
dignidade da pessoa humana; b) inviabilizariam a reinserção social; e c)
submeteriam a sofrimento excessivo.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4823824.
Supremo Tribunal Federal
HC 114606 / DF
Afirma que o Paciente “praticou os delitos nas mesmas condições de
lugar, tempo e modo”, arrematando que “[n]ão se trata de mera contumácia
criminal, conforme exarou o D. Magistrado do Juízo de Execuções”.
Assevera que “não há de se falar em requisitos subjetivos quando o código
penal adota a teoria objetiva para a ficção jurídica em comento, entendimento
diverso seria avançar em matéria além dos poderes do Juiz”.
Informa, ainda, que:
“(...) além das imputações legais terem sido idênticas (roubo
qualificado pelo uso de arma e concurso de pessoas), verifica-se da
análise da peça exordial acusatória e dos r. decretos condenatórios de
cada um dos casos ora analisados, que:
1) todos os fatos criminosos praticados pelo Paciente teriam se
dado entre fevereiro e março de 2005 (precisamente, 23 de fevereiro a
31 de março de 2005, com lapso temporal inferior a 30 dias entre um e
outro delito);
2) com a mesma maneira de execução (o Paciente entrava em
contato com a vítima através de anúncio de venda em jornal, marcava
um local para encontro e, com a ajuda de outro agente – o qual, em
três dos quatro casos ora tratados, tratava-se de Márcio da Silva
Cavalcante Freitas-, exigia dela a entrega dos bens anunciados);
3) em localidades contíguas (Cruzeiro Novo/DF, Cruzeiro
Velho/DF e Guará I/DF);
4) visando a mesma espécie de res furtiva (aparelhos celulares).
(...) Portanto, inequívoco o enquadramento de tais delitos no
contexto exigido pelo artigo 71 do Código Penal”.
Ressalta, pode derradeiro, que as penas cominadas ao Paciente a)
contrariariam os princípios da proporcionalidade, razoabilidade e
dignidade da pessoa humana; b) inviabilizariam a reinserção social; e c)
submeteriam a sofrimento excessivo.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 114606 / DF
Este o teor dos pedidos:
“Ante todo o exposto, requer o Paciente a concessão necessária
para cessar o constrangimento a que está submetido, para conhecer e
conceder a Ordem da presente impetração determinando à Autoridade
Coatora que, uma vez unificadas as penas que lhes foram impostas nos
autos das Execuções de n° 0020709020118070015 (…),
00449056420098070015 (…), 01411991820088070015 (…) e
01502298220058070015 (…), proceda ao reconhecimento da figura do
crime continuado (continuidade delitiva) para os crimes em comento,
a teor do que normatiza o artigo 71 do Código Penal, promovendo,
assim, a atualização da liquidação de contas das penas aplicadas,
fixando, também, o quantum (percentual) de pena a ser decotado”.
3. Em 19.12.2012, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da
República, que opinou “pelo não conhecimento da ordem ou, sucessivamente,
por sua denegação”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4823824.
Supremo Tribunal Federal
HC 114606 / DF
Este o teor dos pedidos:
“Ante todo o exposto, requer o Paciente a concessão necessária
para cessar o constrangimento a que está submetido, para conhecer e
conceder a Ordem da presente impetração determinando à Autoridade
Coatora que, uma vez unificadas as penas que lhes foram impostas nos
autos das Execuções de n° 0020709020118070015 (…),
00449056420098070015 (…), 01411991820088070015 (…) e
01502298220058070015 (…), proceda ao reconhecimento da figura do
crime continuado (continuidade delitiva) para os crimes em comento,
a teor do que normatiza o artigo 71 do Código Penal, promovendo,
assim, a atualização da liquidação de contas das penas aplicadas,
fixando, também, o quantum (percentual) de pena a ser decotado”.
3. Em 19.12.2012, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da
República, que opinou “pelo não conhecimento da ordem ou, sucessivamente,
por sua denegação”.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.606 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Não se comprovam, nos autos, a presença de constrangimento
ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a
ensejar a concessão da ordem.
2. Dispõe o art. 71, caput, do Código Penal:
“Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão,
pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de
tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os
subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe
a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terço”.
3. Na espécie vertente, os quatro crimes perpetrados pelo Paciente
foram desempenhados com comparsas diferentes (Marcos Luiz da Silva
ou Márcio da Silva Cavalcante Freitas) e ocorreram em locais (casa,
apartamento ou via pública) e bairros diversos (Cruzeiro Novo, Guará I
ou Cruzeiro Velho) o que revela a habitualidade – e não a continuidade –
criminosa do Paciente.
Segundo a doutrina de Guilherme de Souza Nucci:
“não se aplica o crime continuado ao criminoso habitual ou
profissional, pois não merece o benefício – afinal, busca valer-se de
instituto fundamentalmente voltado ao criminoso eventual. Note-se
que, se fosse aplicável, mais conveniente seria ao delinquente cometer
vários crimes, em sequência, tornando-se sua ‘profissão’, do que fazê-
lo vez ou outra. Não se pode pensar em diminuir o excesso punitivo de
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05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.606 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Não se comprovam, nos autos, a presença de constrangimento
ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a
ensejar a concessão da ordem.
2. Dispõe o art. 71, caput, do Código Penal:
“Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão,
pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de
tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os
subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe
a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terço”.
3. Na espécie vertente, os quatro crimes perpetrados pelo Paciente
foram desempenhados com comparsas diferentes (Marcos Luiz da Silva
ou Márcio da Silva Cavalcante Freitas) e ocorreram em locais (casa,
apartamento ou via pública) e bairros diversos (Cruzeiro Novo, Guará I
ou Cruzeiro Velho) o que revela a habitualidade – e não a continuidade –
criminosa do Paciente.
Segundo a doutrina de Guilherme de Souza Nucci:
“não se aplica o crime continuado ao criminoso habitual ou
profissional, pois não merece o benefício – afinal, busca valer-se de
instituto fundamentalmente voltado ao criminoso eventual. Note-se
que, se fosse aplicável, mais conveniente seria ao delinquente cometer
vários crimes, em sequência, tornando-se sua ‘profissão’, do que fazê-
lo vez ou outra. Não se pode pensar em diminuir o excesso punitivo de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114606 / DF
quem faz do delito um autêntico meio de ganhar a vida. Convém expor
a posição da jurisprudência: ‘Quem faz do crime a sua atividade
comercial, como se fosse uma profissão, incide na hipótese de
habitualidade, ou de reiteração delitiva, que não se confundem com a
da continuidade delitiva’ (STF, HC 71.940-SP, 2ª T., rel. Maurício
Corrêa, RTJ 160/583). (...) ‘A habitualidade é incompatível com a
continuidade. A primeira recrudesce, a segunda ameniza o tratamento
penal. Em outras palavras, a culpabilidade (no sentido de
reprovabilidade) é mais intensa na habitualidade do que na
continuidade. Em sendo assim, jurídico-penalmente, são situações
distintas. Não podem, outrossim, conduzir ao mesmo tratamento. O
crime continuado favorece o delinquente. A habitualidade impõe
reprovação maior, de que a pena é expressão, finalidade (CP, art. 59, in
fine) estabelecida segundo seja necessária e suficiente para reprovação
e prevenção do crime. Na continuidade, há sucessão circunstancial de
crimes. Na habitualidade, sucessão planejada, indiciária do modus
vivendi do agente. Seria contraditório instituto que recomenda pena
menor ser aplicada à hipótese que reclama sanção mais severa.
Conclusão coerente com interpretação sistemática das normas do
Código Penal’ (STJ, 6ª T., rel. Cernicchiaro, 26.10.1992, v.u., RSTJ
45/381)” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código penal
comentado. 4. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais,
2003. p. 299-300).
No mesmo sentido é a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal:
‘EMENTA: - ‘Habeas corpus’. Unificação de penas.
Continuidade delitiva não reconhecida. Reiteração criminosa. Delitos
autônomos. Delinquência habitual. Onze crimes perpetrados, pelo
paciente, no período de setembro a março. Código Penal, art. 71.
Crimes praticados em bairros e cidades diferentes, em dias diversos,
sem elo entre eles. ‘Habeas Corpus indeferido’ (HC 69.059, Relator
Ministro Néri da Silveira, DJ 12.3.1993).
4. Ao assentar na decisão ora questionada que “chegar a conclusão
2
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HC 114606 / DF
quem faz do delito um autêntico meio de ganhar a vida. Convém expor
a posição da jurisprudência: ‘Quem faz do crime a sua atividade
comercial, como se fosse uma profissão, incide na hipótese de
habitualidade, ou de reiteração delitiva, que não se confundem com a
da continuidade delitiva’ (STF, HC 71.940-SP, 2ª T., rel. Maurício
Corrêa, RTJ 160/583). (...) ‘A habitualidade é incompatível com a
continuidade. A primeira recrudesce, a segunda ameniza o tratamento
penal. Em outras palavras, a culpabilidade (no sentido de
reprovabilidade) é mais intensa na habitualidade do que na
continuidade. Em sendo assim, jurídico-penalmente, são situações
distintas. Não podem, outrossim, conduzir ao mesmo tratamento. O
crime continuado favorece o delinquente. A habitualidade impõe
reprovação maior, de que a pena é expressão, finalidade (CP, art. 59, in
fine) estabelecida segundo seja necessária e suficiente para reprovação
e prevenção do crime. Na continuidade, há sucessão circunstancial de
crimes. Na habitualidade, sucessão planejada, indiciária do modus
vivendi do agente. Seria contraditório instituto que recomenda pena
menor ser aplicada à hipótese que reclama sanção mais severa.
Conclusão coerente com interpretação sistemática das normas do
Código Penal’ (STJ, 6ª T., rel. Cernicchiaro, 26.10.1992, v.u., RSTJ
45/381)” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código penal
comentado. 4. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais,
2003. p. 299-300).
No mesmo sentido é a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal:
‘EMENTA: - ‘Habeas corpus’. Unificação de penas.
Continuidade delitiva não reconhecida. Reiteração criminosa. Delitos
autônomos. Delinquência habitual. Onze crimes perpetrados, pelo
paciente, no período de setembro a março. Código Penal, art. 71.
Crimes praticados em bairros e cidades diferentes, em dias diversos,
sem elo entre eles. ‘Habeas Corpus indeferido’ (HC 69.059, Relator
Ministro Néri da Silveira, DJ 12.3.1993).
4. Ao assentar na decisão ora questionada que “chegar a conclusão
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114606 / DF
diversa é intento não condizente com a via angusta do writ, onde não há espaço
para aprofundamento probatórios”, o Superior Tribunal de Justiça decidiu
nos termos do que afirmado pela jurisprudência de ambas as Turmas
deste Supremo Tribunal (HC 85.953, Relator Ministro Carlos Britto, DJ
31.3.2006; HC 86.249, Relator Ministro Carlos Britto, DJ 31.3.2006; HC
85.636, Relator Ministro Carlos Velloso, DJ 24.2.2006; HC 86.731, Relator
Ministro Marco Aurélio, DJ 10.2.2006; RHC 86.534, Relator Ministro Eros
Grau, DJ 25.11.2005; entre outros), no sentido de que na tímida via do
habeas corpus não é possível a verificação dos requisitos da continuidade
delitiva, por demandar análise do conjunto fático-probatório, em evidente
substituição ao processo de conhecimento, no qual todos os elementos de
provas foram analisados pelo juízo processante.
5. Ademais, inexiste nos autos elemento que conduza à conclusão de
ser a decisão questionada eivada de qualquer mácula que pudesse
comprometer sua validade jurídica, pois não há dados que fundamentem,
suficientemente, qualquer reconhecimento de constrangimento ilegal
praticado contra o Paciente.
Nesse sentido, a decisão proferida no julgamento do Habeas Corpus
83.636, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.2.2004:
“Habeas corpus: inidoneidade para solver mera questão de
fato. A via sumária e documental do habeas corpus - afora casos
teratológicos de erro conspícuo de direito probatório ou de abstração de
fato inequívoco - não se presta a substituir por outro o acertamento
judicial dos fatos na sentença condenatória das instâncias ordinárias”.
No mesmo sentido: HC 83.625, Relatora Ministra Ellen Gracie, DJ
30.4.2004.
6. Nesse sentido, o parecer da Procuradoria-Geral da República:
“(...) De qualquer sorte, para a caracterização da continuidade
3
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HC 114606 / DF
diversa é intento não condizente com a via angusta do writ, onde não há espaço
para aprofundamento probatórios”, o Superior Tribunal de Justiça decidiu
nos termos do que afirmado pela jurisprudência de ambas as Turmas
deste Supremo Tribunal (HC 85.953, Relator Ministro Carlos Britto, DJ
31.3.2006; HC 86.249, Relator Ministro Carlos Britto, DJ 31.3.2006; HC
85.636, Relator Ministro Carlos Velloso, DJ 24.2.2006; HC 86.731, Relator
Ministro Marco Aurélio, DJ 10.2.2006; RHC 86.534, Relator Ministro Eros
Grau, DJ 25.11.2005; entre outros), no sentido de que na tímida via do
habeas corpus não é possível a verificação dos requisitos da continuidade
delitiva, por demandar análise do conjunto fático-probatório, em evidente
substituição ao processo de conhecimento, no qual todos os elementos de
provas foram analisados pelo juízo processante.
5. Ademais, inexiste nos autos elemento que conduza à conclusão de
ser a decisão questionada eivada de qualquer mácula que pudesse
comprometer sua validade jurídica, pois não há dados que fundamentem,
suficientemente, qualquer reconhecimento de constrangimento ilegal
praticado contra o Paciente.
Nesse sentido, a decisão proferida no julgamento do Habeas Corpus
83.636, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.2.2004:
“Habeas corpus: inidoneidade para solver mera questão de
fato. A via sumária e documental do habeas corpus - afora casos
teratológicos de erro conspícuo de direito probatório ou de abstração de
fato inequívoco - não se presta a substituir por outro o acertamento
judicial dos fatos na sentença condenatória das instâncias ordinárias”.
No mesmo sentido: HC 83.625, Relatora Ministra Ellen Gracie, DJ
30.4.2004.
6. Nesse sentido, o parecer da Procuradoria-Geral da República:
“(...) De qualquer sorte, para a caracterização da continuidade
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HC 114606 / DF
delitiva é necessária a presença de requisitos de ordem objetiva
(mesmas condições de tempo, espaço e modo de execução) e subjetiva
(unidade de desígnios). Tal posicionamento assume a feição da teoria
mista, também chamada de objetivo-subjetiva. A propósito, traz-se
jurisprudência dessa Corte:
HABEAS CORPUS. CRIME CONTINUADO.
CARACTERIZAÇÃO. 1. A continuidade delitiva (CP, art. 71)
não pode prescindir dos requisitos objetivos (mesmas condições
de tempo, lugar e maneira de execução) e subjetivo (unidade de
desígnios). 2. Impossibilidade de reexame, na via do habeas
corpus, dos elementos de prova que o acórdão impugnado levou
em consideração para não admitir a continuidade. Precedentes.
3. RHC improvido.
Na espécie, verifica-se que o paciente não reúne as condições
necessárias ao reconhecimento da continuidade delitiva, conforme
esclarece o excerto do decisum prolatado pelo Superior Tribunal de
Justiça, cujos termos fazem expressa remissão às razões esposadas
pelas instâncias ordinárias, estas soberana no que toca à análise dos
fatos e das provas contidas nos autos da ação penal:
‘O Juízo da Vara de Execuções Penais indeferiu o pedido
de reconhecimento da continuidade delitiva e unificação das
penas formulado em favor do paciente. Diante da negativa, a
defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, o
qual denegou a ordem aos seguintes fundamentos:
‘O crime continuado, segundo entendimento
majoritário da doutrina e da jurisprudência, é uma ficção
jurídica, criada pelo legislador com a finalidade de
beneficiar ‘o criminoso eventual, de sorte que, não
obstante a pluralidade de crimes, considera-se a existência
de um só, conforme o preenchimento dos requisitos
objetivos (delitos da mesma espécie, condições de tempo,
lugar e modo de execução semelhantes) e subjetivos
(unidade de desígnios ).
Os Tribunais têm entendido que para que se
configure a continuidade delitiva o agente deve preencher
todos os pressupostos objetivos e subjetivos, devendo haver
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delitiva é necessária a presença de requisitos de ordem objetiva
(mesmas condições de tempo, espaço e modo de execução) e subjetiva
(unidade de desígnios). Tal posicionamento assume a feição da teoria
mista, também chamada de objetivo-subjetiva. A propósito, traz-se
jurisprudência dessa Corte:
HABEAS CORPUS. CRIME CONTINUADO.
CARACTERIZAÇÃO. 1. A continuidade delitiva (CP, art. 71)
não pode prescindir dos requisitos objetivos (mesmas condições
de tempo, lugar e maneira de execução) e subjetivo (unidade de
desígnios). 2. Impossibilidade de reexame, na via do habeas
corpus, dos elementos de prova que o acórdão impugnado levou
em consideração para não admitir a continuidade. Precedentes.
3. RHC improvido.
Na espécie, verifica-se que o paciente não reúne as condições
necessárias ao reconhecimento da continuidade delitiva, conforme
esclarece o excerto do decisum prolatado pelo Superior Tribunal de
Justiça, cujos termos fazem expressa remissão às razões esposadas
pelas instâncias ordinárias, estas soberana no que toca à análise dos
fatos e das provas contidas nos autos da ação penal:
‘O Juízo da Vara de Execuções Penais indeferiu o pedido
de reconhecimento da continuidade delitiva e unificação das
penas formulado em favor do paciente. Diante da negativa, a
defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, o
qual denegou a ordem aos seguintes fundamentos:
‘O crime continuado, segundo entendimento
majoritário da doutrina e da jurisprudência, é uma ficção
jurídica, criada pelo legislador com a finalidade de
beneficiar ‘o criminoso eventual, de sorte que, não
obstante a pluralidade de crimes, considera-se a existência
de um só, conforme o preenchimento dos requisitos
objetivos (delitos da mesma espécie, condições de tempo,
lugar e modo de execução semelhantes) e subjetivos
(unidade de desígnios ).
Os Tribunais têm entendido que para que se
configure a continuidade delitiva o agente deve preencher
todos os pressupostos objetivos e subjetivos, devendo haver
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HC 114606 / DF
uma relação de contexto entre os fatos, para que a
continuidade delitiva não se confunda com a reiteração
criminosa, de modo que, os atos criminosos isolados sejam
tidos como continuação do primeiro.
No caso em análise, os crimes de roubo qualificado
na inicial foram praticados em 23/02/2005, por volta das
20h45 – Cruzeiro Velho, em 10/03/2005, por volta das 20h
– Cruzeiro Novo, em 27/03/2005, por volta das 17h –
Cruzeiro Novo e em 31/03/2005, por volta das 19h –
Guará I. Há exceção do delito cometido no Guará I, em
que o paciente estava em companhia de Marcos Luiz da
Silva, os demais foram cometidos em concurso com Márcio
da Silva Cavalcante Freitas.
Ainda que haja semelhança na maneira de execução,
pois o réu entrava em contato com as vítimas por meio de
anúncios de compra e venda de aparelhos celulares em
jornais de grande circulação, não verifico a presença do
pressuposto subjetivo da unidade de desígnios, ou seja,
prévia vontade planejada de executar vários delitos em
continuidade, tratando-se, na verdade, de mera reiteração
criminosa, ou seja, prática contumaz de delito contra o
patrimônio que deve ser rechaçada com maior rigor.
Com efeito, não se verifica, na hipótese, que o crime
subsequente guarde relação de dependência com o
primitivo. Note-se que, ora o paciente mostrava interesse
em comprar o aparelho celular, ora pretendia vender o
objeto, combinando o encontro para realização do negócio,
ora na residência da vítima, ora em lugares diversos, não
havendo unidade de desígnios, mas motivação autônoma
no cometimento de cada delito.
Como bem consignado pelo douto Procurador de
Justiça, ‘os crimes não foram praticados com o
aproveitamento das mesmas relações e oportunidades
nascidas na situação inicial’, havendo independência de
cada delito.
Este egrégio Tribunal de Justiça já decidiu que para
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uma relação de contexto entre os fatos, para que a
continuidade delitiva não se confunda com a reiteração
criminosa, de modo que, os atos criminosos isolados sejam
tidos como continuação do primeiro.
No caso em análise, os crimes de roubo qualificado
na inicial foram praticados em 23/02/2005, por volta das
20h45 – Cruzeiro Velho, em 10/03/2005, por volta das 20h
– Cruzeiro Novo, em 27/03/2005, por volta das 17h –
Cruzeiro Novo e em 31/03/2005, por volta das 19h –
Guará I. Há exceção do delito cometido no Guará I, em
que o paciente estava em companhia de Marcos Luiz da
Silva, os demais foram cometidos em concurso com Márcio
da Silva Cavalcante Freitas.
Ainda que haja semelhança na maneira de execução,
pois o réu entrava em contato com as vítimas por meio de
anúncios de compra e venda de aparelhos celulares em
jornais de grande circulação, não verifico a presença do
pressuposto subjetivo da unidade de desígnios, ou seja,
prévia vontade planejada de executar vários delitos em
continuidade, tratando-se, na verdade, de mera reiteração
criminosa, ou seja, prática contumaz de delito contra o
patrimônio que deve ser rechaçada com maior rigor.
Com efeito, não se verifica, na hipótese, que o crime
subsequente guarde relação de dependência com o
primitivo. Note-se que, ora o paciente mostrava interesse
em comprar o aparelho celular, ora pretendia vender o
objeto, combinando o encontro para realização do negócio,
ora na residência da vítima, ora em lugares diversos, não
havendo unidade de desígnios, mas motivação autônoma
no cometimento de cada delito.
Como bem consignado pelo douto Procurador de
Justiça, ‘os crimes não foram praticados com o
aproveitamento das mesmas relações e oportunidades
nascidas na situação inicial’, havendo independência de
cada delito.
Este egrégio Tribunal de Justiça já decidiu que para
5
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caracterização da continuidade delitiva, além das
condições objetivas homogêneas de tempo, lugar e modo de
execução é necessário que a conduta tenha sido praticada
aproveitando-se das mesmas relações de oportunidade
nascidas da situação primitiva, caso contrário estaremos
diante de habitualidade na prática criminosa. Confira-se:
(...)
De fato, da análise dos documentos de fls. 29/101,
constata-se que as condutas executadas pelo paciente mais
se amoldam à habitualidade criminosa que à continuidade
delitiva. Ademais, não há se falar que o crime subsequente
possa ser decorrente do primitivo.
E como bem entendeu o Colendo Superior Tribunal
de Justiça, ‘não é possível, na via exígua do writ, proceder
a amplo reexame dos fatos e das provas carreadas aos autos
para se reconhecer a continuidade delitiva, sobretudo se a
instância ordinária, soberana na análise fática da causa,
restou convicta quanto à não configuração dessa fictio
juris, por haver habitualidade criminosa.’ (HC
178.243/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA
TURMA, julgado em 13/09/2011, Dje 28/09/2011).
Diante dessas circunstâncias, estando ausentes os
requisitos estabelecidos no artigo 71 do Código Penal e,
verificando a mera reiteração criminosa, irrepreensível a
decisão que indeferiu o pedido de unificação das penas.
Ante o exposto, DENEGO a ordem.’ (fls. 1/12 – ato
coator)
Como se vê, o paciente não se aproveitou da oportunidade criada
pelo primeiro delito para o prática das outras ações criminosas, o que
demonstra o desígnio autônomo de cada uma das infrações, e obsta a
aplicação da continuidade delitiva, em face do não preenchimento dos
requisitos do artigo 71 do Código Penal.
Além disso, a prática de ilícitos da mesma espécie, em curto
espaço de tempo, ao contrário do que supõe o impetrante, não é
suficiente para a caracterização do crime continuado, podendo
configurar apenas habitualidade criminosa, hipótese que não permite a
6
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Supremo Tribunal Federal
HC 114606 / DF
caracterização da continuidade delitiva, além das
condições objetivas homogêneas de tempo, lugar e modo de
execução é necessário que a conduta tenha sido praticada
aproveitando-se das mesmas relações de oportunidade
nascidas da situação primitiva, caso contrário estaremos
diante de habitualidade na prática criminosa. Confira-se:
(...)
De fato, da análise dos documentos de fls. 29/101,
constata-se que as condutas executadas pelo paciente mais
se amoldam à habitualidade criminosa que à continuidade
delitiva. Ademais, não há se falar que o crime subsequente
possa ser decorrente do primitivo.
E como bem entendeu o Colendo Superior Tribunal
de Justiça, ‘não é possível, na via exígua do writ, proceder
a amplo reexame dos fatos e das provas carreadas aos autos
para se reconhecer a continuidade delitiva, sobretudo se a
instância ordinária, soberana na análise fática da causa,
restou convicta quanto à não configuração dessa fictio
juris, por haver habitualidade criminosa.’ (HC
178.243/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA
TURMA, julgado em 13/09/2011, Dje 28/09/2011).
Diante dessas circunstâncias, estando ausentes os
requisitos estabelecidos no artigo 71 do Código Penal e,
verificando a mera reiteração criminosa, irrepreensível a
decisão que indeferiu o pedido de unificação das penas.
Ante o exposto, DENEGO a ordem.’ (fls. 1/12 – ato
coator)
Como se vê, o paciente não se aproveitou da oportunidade criada
pelo primeiro delito para o prática das outras ações criminosas, o que
demonstra o desígnio autônomo de cada uma das infrações, e obsta a
aplicação da continuidade delitiva, em face do não preenchimento dos
requisitos do artigo 71 do Código Penal.
Além disso, a prática de ilícitos da mesma espécie, em curto
espaço de tempo, ao contrário do que supõe o impetrante, não é
suficiente para a caracterização do crime continuado, podendo
configurar apenas habitualidade criminosa, hipótese que não permite a
6
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114606 / DF
unificação das penas.
Não fosse isso, tendo as instâncias ordinárias concluído pela
ausência das circunstâncias configuradoras da continuidade delitiva,
não se faz possível o revolvimento do conjunto probatório a fim de se
apurar a suposta existência de crime continuado, conforme pretendido
pela impetração. Esta é a compreensão adotada por esse Supremo
Tribunal Federal:
HABEAS CORPUS . DIREITO PROCESSUAL PENAL
E DIREITO PENAL. CRIMES DE ATENTADO VIOLENTO
AO PUDOR PRATICADOS CONTRA MENORES.
PEDIDO DE EXAME DE SANIDADE MENTAL.
INDEFERIMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
INEXISTÊNCIA.
CONTINUIDADE
DELITIVA.
NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO
PROBATÓRIO. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA.
1. (...)
2. ‘A jurisprudência desta Casa é pacífica no sentido da
impossibilidade de revolvimento do conjunto probatório com o
fim de verificar a ocorrência das condições configuradoras da
continuidade delitiva’ (HC 94.970/RS, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJ 28.11.2008).
3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
Ante o exposto, o Ministério Público Federal manifesta-se pelo
não conhecimento da ordem ou, sucessivamente, por sua denegação”.
7. Pelo exposto, voto no sentido de denegar a ordem.
7
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unificação das penas.
Não fosse isso, tendo as instâncias ordinárias concluído pela
ausência das circunstâncias configuradoras da continuidade delitiva,
não se faz possível o revolvimento do conjunto probatório a fim de se
apurar a suposta existência de crime continuado, conforme pretendido
pela impetração. Esta é a compreensão adotada por esse Supremo
Tribunal Federal:
HABEAS CORPUS . DIREITO PROCESSUAL PENAL
E DIREITO PENAL. CRIMES DE ATENTADO VIOLENTO
AO PUDOR PRATICADOS CONTRA MENORES.
PEDIDO DE EXAME DE SANIDADE MENTAL.
INDEFERIMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
INEXISTÊNCIA.
CONTINUIDADE
DELITIVA.
NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO
PROBATÓRIO. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA.
1. (...)
2. ‘A jurisprudência desta Casa é pacífica no sentido da
impossibilidade de revolvimento do conjunto probatório com o
fim de verificar a ocorrência das condições configuradoras da
continuidade delitiva’ (HC 94.970/RS, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJ 28.11.2008).
3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
Ante o exposto, o Ministério Público Federal manifesta-se pelo
não conhecimento da ordem ou, sucessivamente, por sua denegação”.
7. Pelo exposto, voto no sentido de denegar a ordem.
7
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Extrato de Ata - 05/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.606
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S) : JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.606
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S) : JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4839253
| 2013-11-05T00:00:00
| 2013-11-11T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 05.11.2013.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. UNIFICAÇÃO DAS PENAS EM RAZÃO DA ALEGADA CONTINUIDADE DELITIVA: NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPRÓPRIO NA VIA ELEITA. IMPROCEDÊNCIA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS. HABEAS CORPUS DENEGADO.
1. A análise da eventual continuidade delitiva dos crimes praticados pelo Paciente impõe revolvimento de fatos e provas, o que ultrapassa os limites do procedimento sumário e documental do habeas corpus.
2. O Paciente não satisfaz os requisitos objetivos necessários à unificação das penas executadas, pois, além de ter praticado os delitos com comparsas diferentes, os crimes ocorreram em lugares variados.
3. Habeas corpus denegado.
|
sjur247700
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CRIME CONTINUADO, REEXAME, FATO, PROVA)
HC 85636 (2ªT), HC 85953 (1ªT), HC 86249 (1ªT), RHC 86534 (1ªT), HC 86731 (1ªT).
(HC, REEXAME, FATO)
HC 83636 (1ªT).
(UNIFICAÇÃO DE PENAS, CRIME CONTINUADO, HABITUALIDADE)
HC 69059 (2ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 28/11/2013, JOS.
Revisão: 09/01/2014, SER.
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CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
114606
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00071 \"CAPUT\"\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
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acordaos
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HC 114606
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""
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PACTE.(S) : ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S) : JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.606 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S)
:JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS CORPUS.
PROCESSUAL
PENAL.
UNIFICAÇÃO DAS PENAS EM RAZÃO DA ALEGADA
CONTINUIDADE DELITIVA: NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS
E PROVAS IMPRÓPRIO NA VIA ELEITA. IMPROCEDÊNCIA.
AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS.
HABEAS CORPUS
DENEGADO.
1. A análise da eventual continuidade delitiva dos crimes praticados
pelo Paciente impõe revolvimento de fatos e provas, o que ultrapassa os
limites do procedimento sumário e documental do habeas corpus.
2. O Paciente não satisfaz os requisitos objetivos necessários à
unificação das penas executadas, pois, além de ter praticado os delitos
com comparsas diferentes, os crimes ocorreram em lugares variados.
3. Habeas corpus denegado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar o habeas corpus, nos
termos do voto da Relatora.
Brasília, 5 de novembro de 2013.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Supremo Tribunal Federal
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Relatório
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.606 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S)
:JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado
por JOSÉ PEDRO DE CASTRO BARRETO, advogado, em benefício de
ALEXANDRE SILVA MOREIRA, contra julgado da Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, que, em 17.10.2012, denegou a ordem no
Habeas Corpus n. 235.242, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis
Moura:
“HABEAS CORPUS . EXECUÇÃO PENAL. ART. 71 DO
CÓDIGO PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. NÃO
RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA
DA UNIDADE DE DESÍGNIOS. MERA REITERAÇÃO DE
CONDUTA CRIMINOSA. CONCLUSÃO DIVERSA. EXAME DE
PROVAS. VEDAÇÃO NA VIA ELEITA. ORDEM DENEGADA
1. Em sede de habeas corpus, em que vedada a incursão na
seara fático-probatória, não se mostra possível desconstituir a
conclusão do acórdão de que não se configurou a continuidade
delitiva, em razão da ausência do pressuposto subjetivo da unidade de
desígnios e por se tratar de mera reiteração criminosa.
2. Ordem denegada”.
2. O Impetrante reitera o pedido de reconhecimento de continuidade
delitiva das condutas ao Paciente imputadas e de unificação das penas
respectivas. Argumenta que existiriam provas de suas alegações.
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05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.606 DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S)
:JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado
por JOSÉ PEDRO DE CASTRO BARRETO, advogado, em benefício de
ALEXANDRE SILVA MOREIRA, contra julgado da Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, que, em 17.10.2012, denegou a ordem no
Habeas Corpus n. 235.242, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis
Moura:
“HABEAS CORPUS . EXECUÇÃO PENAL. ART. 71 DO
CÓDIGO PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. NÃO
RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA
DA UNIDADE DE DESÍGNIOS. MERA REITERAÇÃO DE
CONDUTA CRIMINOSA. CONCLUSÃO DIVERSA. EXAME DE
PROVAS. VEDAÇÃO NA VIA ELEITA. ORDEM DENEGADA
1. Em sede de habeas corpus, em que vedada a incursão na
seara fático-probatória, não se mostra possível desconstituir a
conclusão do acórdão de que não se configurou a continuidade
delitiva, em razão da ausência do pressuposto subjetivo da unidade de
desígnios e por se tratar de mera reiteração criminosa.
2. Ordem denegada”.
2. O Impetrante reitera o pedido de reconhecimento de continuidade
delitiva das condutas ao Paciente imputadas e de unificação das penas
respectivas. Argumenta que existiriam provas de suas alegações.
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Relatório
HC 114606 / DF
Afirma que o Paciente “praticou os delitos nas mesmas condições de
lugar, tempo e modo”, arrematando que “[n]ão se trata de mera contumácia
criminal, conforme exarou o D. Magistrado do Juízo de Execuções”.
Assevera que “não há de se falar em requisitos subjetivos quando o código
penal adota a teoria objetiva para a ficção jurídica em comento, entendimento
diverso seria avançar em matéria além dos poderes do Juiz”.
Informa, ainda, que:
“(...) além das imputações legais terem sido idênticas (roubo
qualificado pelo uso de arma e concurso de pessoas), verifica-se da
análise da peça exordial acusatória e dos r. decretos condenatórios de
cada um dos casos ora analisados, que:
1) todos os fatos criminosos praticados pelo Paciente teriam se
dado entre fevereiro e março de 2005 (precisamente, 23 de fevereiro a
31 de março de 2005, com lapso temporal inferior a 30 dias entre um e
outro delito);
2) com a mesma maneira de execução (o Paciente entrava em
contato com a vítima através de anúncio de venda em jornal, marcava
um local para encontro e, com a ajuda de outro agente – o qual, em
três dos quatro casos ora tratados, tratava-se de Márcio da Silva
Cavalcante Freitas-, exigia dela a entrega dos bens anunciados);
3) em localidades contíguas (Cruzeiro Novo/DF, Cruzeiro
Velho/DF e Guará I/DF);
4) visando a mesma espécie de res furtiva (aparelhos celulares).
(...) Portanto, inequívoco o enquadramento de tais delitos no
contexto exigido pelo artigo 71 do Código Penal”.
Ressalta, pode derradeiro, que as penas cominadas ao Paciente a)
contrariariam os princípios da proporcionalidade, razoabilidade e
dignidade da pessoa humana; b) inviabilizariam a reinserção social; e c)
submeteriam a sofrimento excessivo.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 114606 / DF
Afirma que o Paciente “praticou os delitos nas mesmas condições de
lugar, tempo e modo”, arrematando que “[n]ão se trata de mera contumácia
criminal, conforme exarou o D. Magistrado do Juízo de Execuções”.
Assevera que “não há de se falar em requisitos subjetivos quando o código
penal adota a teoria objetiva para a ficção jurídica em comento, entendimento
diverso seria avançar em matéria além dos poderes do Juiz”.
Informa, ainda, que:
“(...) além das imputações legais terem sido idênticas (roubo
qualificado pelo uso de arma e concurso de pessoas), verifica-se da
análise da peça exordial acusatória e dos r. decretos condenatórios de
cada um dos casos ora analisados, que:
1) todos os fatos criminosos praticados pelo Paciente teriam se
dado entre fevereiro e março de 2005 (precisamente, 23 de fevereiro a
31 de março de 2005, com lapso temporal inferior a 30 dias entre um e
outro delito);
2) com a mesma maneira de execução (o Paciente entrava em
contato com a vítima através de anúncio de venda em jornal, marcava
um local para encontro e, com a ajuda de outro agente – o qual, em
três dos quatro casos ora tratados, tratava-se de Márcio da Silva
Cavalcante Freitas-, exigia dela a entrega dos bens anunciados);
3) em localidades contíguas (Cruzeiro Novo/DF, Cruzeiro
Velho/DF e Guará I/DF);
4) visando a mesma espécie de res furtiva (aparelhos celulares).
(...) Portanto, inequívoco o enquadramento de tais delitos no
contexto exigido pelo artigo 71 do Código Penal”.
Ressalta, pode derradeiro, que as penas cominadas ao Paciente a)
contrariariam os princípios da proporcionalidade, razoabilidade e
dignidade da pessoa humana; b) inviabilizariam a reinserção social; e c)
submeteriam a sofrimento excessivo.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 114606 / DF
Este o teor dos pedidos:
“Ante todo o exposto, requer o Paciente a concessão necessária
para cessar o constrangimento a que está submetido, para conhecer e
conceder a Ordem da presente impetração determinando à Autoridade
Coatora que, uma vez unificadas as penas que lhes foram impostas nos
autos das Execuções de n 0020709020118070015 (…),
00449056420098070015 (…), 01411991820088070015 (…) e
01502298220058070015 (…), proceda ao reconhecimento da figura do
crime continuado (continuidade delitiva) para os crimes em comento,
a teor do que normatiza o artigo 71 do Código Penal, promovendo,
assim, a atualização da liquidação de contas das penas aplicadas,
fixando, também, o quantum (percentual) de pena a ser decotado”.
3. Em 19.12.2012, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da
República, que opinou “pelo não conhecimento da ordem ou, sucessivamente,
por sua denegação”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 114606 / DF
Este o teor dos pedidos:
“Ante todo o exposto, requer o Paciente a concessão necessária
para cessar o constrangimento a que está submetido, para conhecer e
conceder a Ordem da presente impetração determinando à Autoridade
Coatora que, uma vez unificadas as penas que lhes foram impostas nos
autos das Execuções de n 0020709020118070015 (…),
00449056420098070015 (…), 01411991820088070015 (…) e
01502298220058070015 (…), proceda ao reconhecimento da figura do
crime continuado (continuidade delitiva) para os crimes em comento,
a teor do que normatiza o artigo 71 do Código Penal, promovendo,
assim, a atualização da liquidação de contas das penas aplicadas,
fixando, também, o quantum (percentual) de pena a ser decotado”.
3. Em 19.12.2012, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da
República, que opinou “pelo não conhecimento da ordem ou, sucessivamente,
por sua denegação”.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.606 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Não se comprovam, nos autos, a presença de constrangimento
ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a
ensejar a concessão da ordem.
2. Dispõe o art. 71, caput, do Código Penal:
“Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão,
pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de
tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os
subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe
a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terço”.
3. Na espécie vertente, os quatro crimes perpetrados pelo Paciente
foram desempenhados com comparsas diferentes (Marcos Luiz da Silva
ou Márcio da Silva Cavalcante Freitas) e ocorreram em locais (casa,
apartamento ou via pública) e bairros diversos (Cruzeiro Novo, Guará I
ou Cruzeiro Velho) o que revela a habitualidade – e não a continuidade –
criminosa do Paciente.
Segundo a doutrina de Guilherme de Souza Nucci:
“não se aplica o crime continuado ao criminoso habitual ou
profissional, pois não merece o benefício – afinal, busca valer-se de
instituto fundamentalmente voltado ao criminoso eventual. Note-se
que, se fosse aplicável, mais conveniente seria ao delinquente cometer
vários crimes, em sequência, tornando-se sua ‘profissão’, do que fazê-
lo vez ou outra. Não se pode pensar em diminuir o excesso punitivo de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.606 DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Não se comprovam, nos autos, a presença de constrangimento
ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a
ensejar a concessão da ordem.
2. Dispõe o art. 71, caput, do Código Penal:
“Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão,
pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de
tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os
subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe
a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas,
aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terço”.
3. Na espécie vertente, os quatro crimes perpetrados pelo Paciente
foram desempenhados com comparsas diferentes (Marcos Luiz da Silva
ou Márcio da Silva Cavalcante Freitas) e ocorreram em locais (casa,
apartamento ou via pública) e bairros diversos (Cruzeiro Novo, Guará I
ou Cruzeiro Velho) o que revela a habitualidade – e não a continuidade –
criminosa do Paciente.
Segundo a doutrina de Guilherme de Souza Nucci:
“não se aplica o crime continuado ao criminoso habitual ou
profissional, pois não merece o benefício – afinal, busca valer-se de
instituto fundamentalmente voltado ao criminoso eventual. Note-se
que, se fosse aplicável, mais conveniente seria ao delinquente cometer
vários crimes, em sequência, tornando-se sua ‘profissão’, do que fazê-
lo vez ou outra. Não se pode pensar em diminuir o excesso punitivo de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114606 / DF
quem faz do delito um autêntico meio de ganhar a vida. Convém expor
a posição da jurisprudência: ‘Quem faz do crime a sua atividade
comercial, como se fosse uma profissão, incide na hipótese de
habitualidade, ou de reiteração delitiva, que não se confundem com a
da continuidade delitiva’ (Supremo Tribunal Federal, HC 71.940-SP, 2... T., rel. Maurício
Corrêa, RTJ 160/583). (...) ‘A habitualidade é incompatível com a
continuidade. A primeira recrudesce, a segunda ameniza o tratamento
penal. Em outras palavras, a culpabilidade (no sentido de
reprovabilidade) é mais intensa na habitualidade do que na
continuidade. Em sendo assim, jurídico-penalmente, são situações
distintas. Não podem, outrossim, conduzir ao mesmo tratamento. O
crime continuado favorece o delinquente. A habitualidade impõe
reprovação maior, de que a pena é expressão, finalidade (Código Penal Brasileiro, art. 59, in
fine) estabelecida segundo seja necessária e suficiente para reprovação
e prevenção do crime. Na continuidade, há sucessão circunstancial de
crimes. Na habitualidade, sucessão planejada, indiciária do modus
vivendi do agente. Seria contraditório instituto que recomenda pena
menor ser aplicada à hipótese que reclama sanção mais severa.
Conclusão coerente com interpretação sistemática das normas do
Código Penal’ (Superior Tribunal de Justiça, 6... T., rel. Cernicchiaro, 26.10.1992, v.u., RSTJ
45/381)” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código penal
comentado. 4. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais,
2003. p. 299-300).
No mesmo sentido é a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal:
‘EMENTA: - ‘Habeas corpus’. Unificação de penas.
Continuidade delitiva não reconhecida. Reiteração criminosa. Delitos
autônomos. Delinquência habitual. Onze crimes perpetrados, pelo
paciente, no período de setembro a março. Código Penal, art. 71.
Crimes praticados em bairros e cidades diferentes, em dias diversos,
sem elo entre eles. ‘Habeas Corpus indeferido’ (HC 69.059, Relator
Ministro Néri da Silveira, DJ 12.3.1993).
4. Ao assentar na decisão ora questionada que “chegar a conclusão
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quem faz do delito um autêntico meio de ganhar a vida. Convém expor
a posição da jurisprudência: ‘Quem faz do crime a sua atividade
comercial, como se fosse uma profissão, incide na hipótese de
habitualidade, ou de reiteração delitiva, que não se confundem com a
da continuidade delitiva’ (Supremo Tribunal Federal, HC 71.940-SP, 2... T., rel. Maurício
Corrêa, RTJ 160/583). (...) ‘A habitualidade é incompatível com a
continuidade. A primeira recrudesce, a segunda ameniza o tratamento
penal. Em outras palavras, a culpabilidade (no sentido de
reprovabilidade) é mais intensa na habitualidade do que na
continuidade. Em sendo assim, jurídico-penalmente, são situações
distintas. Não podem, outrossim, conduzir ao mesmo tratamento. O
crime continuado favorece o delinquente. A habitualidade impõe
reprovação maior, de que a pena é expressão, finalidade (Código Penal Brasileiro, art. 59, in
fine) estabelecida segundo seja necessária e suficiente para reprovação
e prevenção do crime. Na continuidade, há sucessão circunstancial de
crimes. Na habitualidade, sucessão planejada, indiciária do modus
vivendi do agente. Seria contraditório instituto que recomenda pena
menor ser aplicada à hipótese que reclama sanção mais severa.
Conclusão coerente com interpretação sistemática das normas do
Código Penal’ (Superior Tribunal de Justiça, 6... T., rel. Cernicchiaro, 26.10.1992, v.u., RSTJ
45/381)” (NUCCI, Guilherme de Souza. Código penal
comentado. 4. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais,
2003. p. 299-300).
No mesmo sentido é a jurisprudência deste Supremo Tribunal
Federal:
‘EMENTA: - ‘Habeas corpus’. Unificação de penas.
Continuidade delitiva não reconhecida. Reiteração criminosa. Delitos
autônomos. Delinquência habitual. Onze crimes perpetrados, pelo
paciente, no período de setembro a março. Código Penal, art. 71.
Crimes praticados em bairros e cidades diferentes, em dias diversos,
sem elo entre eles. ‘Habeas Corpus indeferido’ (HC 69.059, Relator
Ministro Néri da Silveira, DJ 12.3.1993).
4. Ao assentar na decisão ora questionada que “chegar a conclusão
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114606 / DF
diversa é intento não condizente com a via angusta do writ, onde não há espaço
para aprofundamento probatórios”, o Superior Tribunal de Justiça decidiu
nos termos do que afirmado pela jurisprudência de ambas as Turmas
deste Supremo Tribunal (HC 85.953, Relator Ministro Carlos Britto, DJ
31.3.2006; HC 86.249, Relator Ministro Carlos Britto, DJ 31.3.2006; HC
85.636, Relator Ministro Carlos Velloso, DJ 24.2.2006; HC 86.731, Relator
Ministro Marco Aurélio, DJ 10.2.2006; RHC 86.534, Relator Ministro Eros
Grau, DJ 25.11.2005; entre outros), no sentido de que na tímida via do
habeas corpus não é possível a verificação dos requisitos da continuidade
delitiva, por demandar análise do conjunto fático-probatório, em evidente
substituição ao processo de conhecimento, no qual todos os elementos de
provas foram analisados pelo juízo processante.
5. Ademais, inexiste nos autos elemento que conduza à conclusão de
ser a decisão questionada eivada de qualquer mácula que pudesse
comprometer sua validade jurídica, pois não há dados que fundamentem,
suficientemente, qualquer reconhecimento de constrangimento ilegal
praticado contra o Paciente.
Nesse sentido, a decisão proferida no julgamento do Habeas Corpus
83.636, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.2.2004:
“Habeas corpus: inidoneidade para solver mera questão de
fato. A via sumária e documental do habeas corpus - afora casos
teratológicos de erro conspícuo de direito probatório ou de abstração de
fato inequívoco - não se presta a substituir por outro o acertamento
judicial dos fatos na sentença condenatória das instâncias ordinárias”.
No mesmo sentido: HC 83.625, Relatora Ministra Ellen Gracie, DJ
30.4.2004.
6. Nesse sentido, o parecer da Procuradoria-Geral da República:
“(...) De qualquer sorte, para a caracterização da continuidade
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diversa é intento não condizente com a via angusta do writ, onde não há espaço
para aprofundamento probatórios”, o Superior Tribunal de Justiça decidiu
nos termos do que afirmado pela jurisprudência de ambas as Turmas
deste Supremo Tribunal (HC 85.953, Relator Ministro Carlos Britto, DJ
31.3.2006; HC 86.249, Relator Ministro Carlos Britto, DJ 31.3.2006; HC
85.636, Relator Ministro Carlos Velloso, DJ 24.2.2006; HC 86.731, Relator
Ministro Marco Aurélio, DJ 10.2.2006; RHC 86.534, Relator Ministro Eros
Grau, DJ 25.11.2005; entre outros), no sentido de que na tímida via do
habeas corpus não é possível a verificação dos requisitos da continuidade
delitiva, por demandar análise do conjunto fático-probatório, em evidente
substituição ao processo de conhecimento, no qual todos os elementos de
provas foram analisados pelo juízo processante.
5. Ademais, inexiste nos autos elemento que conduza à conclusão de
ser a decisão questionada eivada de qualquer mácula que pudesse
comprometer sua validade jurídica, pois não há dados que fundamentem,
suficientemente, qualquer reconhecimento de constrangimento ilegal
praticado contra o Paciente.
Nesse sentido, a decisão proferida no julgamento do Habeas Corpus
83.636, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 27.2.2004:
“Habeas corpus: inidoneidade para solver mera questão de
fato. A via sumária e documental do habeas corpus - afora casos
teratológicos de erro conspícuo de direito probatório ou de abstração de
fato inequívoco - não se presta a substituir por outro o acertamento
judicial dos fatos na sentença condenatória das instâncias ordinárias”.
No mesmo sentido: HC 83.625, Relatora Ministra Ellen Gracie, DJ
30.4.2004.
6. Nesse sentido, o parecer da Procuradoria-Geral da República:
“(...) De qualquer sorte, para a caracterização da continuidade
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HC 114606 / DF
delitiva é necessária a presença de requisitos de ordem objetiva
(mesmas condições de tempo, espaço e modo de execução) e subjetiva
(unidade de desígnios). Tal posicionamento assume a feição da teoria
mista, também chamada de objetivo-subjetiva. A propósito, traz-se
jurisprudência dessa Corte:
HABEAS CORPUS. CRIME CONTINUADO.
CARACTERIZAÇÃO. 1. A continuidade delitiva (Código Penal Brasileiro, art. 71)
não pode prescindir dos requisitos objetivos (mesmas condições
de tempo, lugar e maneira de execução) e subjetivo (unidade de
desígnios). 2. Impossibilidade de reexame, na via do habeas
corpus, dos elementos de prova que o acórdão impugnado levou
em consideração para não admitir a continuidade. Precedentes.
3. RHC improvido.
Na espécie, verifica-se que o paciente não reúne as condições
necessárias ao reconhecimento da continuidade delitiva, conforme
esclarece o excerto do decisum prolatado pelo Superior Tribunal de
Justiça, cujos termos fazem expressa remissão às razões esposadas
pelas instâncias ordinárias, estas soberana no que toca à análise dos
fatos e das provas contidas nos autos da ação penal:
‘O Juízo da Vara de Execuções Penais indeferiu o pedido
de reconhecimento da continuidade delitiva e unificação das
penas formulado em favor do paciente. Diante da negativa, a
defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, o
qual denegou a ordem aos seguintes fundamentos:
‘O crime continuado, segundo entendimento
majoritário da doutrina e da jurisprudência, é uma ficção
jurídica, criada pelo legislador com a finalidade de
beneficiar ‘o criminoso eventual, de sorte que, não
obstante a pluralidade de crimes, considera-se a existência
de um só, conforme o preenchimento dos requisitos
objetivos (delitos da mesma espécie, condições de tempo,
lugar e modo de execução semelhantes) e subjetivos
(unidade de desígnios ).
Os Tribunais têm entendido que para que se
configure a continuidade delitiva o agente deve preencher
todos os pressupostos objetivos e subjetivos, devendo haver
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delitiva é necessária a presença de requisitos de ordem objetiva
(mesmas condições de tempo, espaço e modo de execução) e subjetiva
(unidade de desígnios). Tal posicionamento assume a feição da teoria
mista, também chamada de objetivo-subjetiva. A propósito, traz-se
jurisprudência dessa Corte:
HABEAS CORPUS. CRIME CONTINUADO.
CARACTERIZAÇÃO. 1. A continuidade delitiva (Código Penal Brasileiro, art. 71)
não pode prescindir dos requisitos objetivos (mesmas condições
de tempo, lugar e maneira de execução) e subjetivo (unidade de
desígnios). 2. Impossibilidade de reexame, na via do habeas
corpus, dos elementos de prova que o acórdão impugnado levou
em consideração para não admitir a continuidade. Precedentes.
3. RHC improvido.
Na espécie, verifica-se que o paciente não reúne as condições
necessárias ao reconhecimento da continuidade delitiva, conforme
esclarece o excerto do decisum prolatado pelo Superior Tribunal de
Justiça, cujos termos fazem expressa remissão às razões esposadas
pelas instâncias ordinárias, estas soberana no que toca à análise dos
fatos e das provas contidas nos autos da ação penal:
‘O Juízo da Vara de Execuções Penais indeferiu o pedido
de reconhecimento da continuidade delitiva e unificação das
penas formulado em favor do paciente. Diante da negativa, a
defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, o
qual denegou a ordem aos seguintes fundamentos:
‘O crime continuado, segundo entendimento
majoritário da doutrina e da jurisprudência, é uma ficção
jurídica, criada pelo legislador com a finalidade de
beneficiar ‘o criminoso eventual, de sorte que, não
obstante a pluralidade de crimes, considera-se a existência
de um só, conforme o preenchimento dos requisitos
objetivos (delitos da mesma espécie, condições de tempo,
lugar e modo de execução semelhantes) e subjetivos
(unidade de desígnios ).
Os Tribunais têm entendido que para que se
configure a continuidade delitiva o agente deve preencher
todos os pressupostos objetivos e subjetivos, devendo haver
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HC 114606 / DF
uma relação de contexto entre os fatos, para que a
continuidade delitiva não se confunda com a reiteração
criminosa, de modo que, os atos criminosos isolados sejam
tidos como continuação do primeiro.
No caso em análise, os crimes de roubo qualificado
na inicial foram praticados em 23/02/2005, por volta das
20h45 – Cruzeiro Velho, em 10/03/2005, por volta das 20h
– Cruzeiro Novo, em 27/03/2005, por volta das 17h –
Cruzeiro Novo e em 31/03/2005, por volta das 19h –
Guará I. Há exceção do delito cometido no Guará I, em
que o paciente estava em companhia de Marcos Luiz da
Silva, os demais foram cometidos em concurso com Márcio
da Silva Cavalcante Freitas.
Ainda que haja semelhança na maneira de execução,
pois o réu entrava em contato com as vítimas por meio de
anúncios de compra e venda de aparelhos celulares em
jornais de grande circulação, não verifico a presença do
pressuposto subjetivo da unidade de desígnios, ou seja,
prévia vontade planejada de executar vários delitos em
continuidade, tratando-se, na verdade, de mera reiteração
criminosa, ou seja, prática contumaz de delito contra o
patrimônio que deve ser rechaçada com maior rigor.
Com efeito, não se verifica, na hipótese, que o crime
subsequente guarde relação de dependência com o
primitivo. Note-se que, ora o paciente mostrava interesse
em comprar o aparelho celular, ora pretendia vender o
objeto, combinando o encontro para realização do negócio,
ora na residência da vítima, ora em lugares diversos, não
havendo unidade de desígnios, mas motivação autônoma
no cometimento de cada delito.
Como bem consignado pelo douto Procurador de
Justiça, ‘os crimes não foram praticados com o
aproveitamento das mesmas relações e oportunidades
nascidas na situação inicial’, havendo independência de
cada delito.
Este egrégio Tribunal de Justiça já decidiu que para
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uma relação de contexto entre os fatos, para que a
continuidade delitiva não se confunda com a reiteração
criminosa, de modo que, os atos criminosos isolados sejam
tidos como continuação do primeiro.
No caso em análise, os crimes de roubo qualificado
na inicial foram praticados em 23/02/2005, por volta das
20h45 – Cruzeiro Velho, em 10/03/2005, por volta das 20h
– Cruzeiro Novo, em 27/03/2005, por volta das 17h –
Cruzeiro Novo e em 31/03/2005, por volta das 19h –
Guará I. Há exceção do delito cometido no Guará I, em
que o paciente estava em companhia de Marcos Luiz da
Silva, os demais foram cometidos em concurso com Márcio
da Silva Cavalcante Freitas.
Ainda que haja semelhança na maneira de execução,
pois o réu entrava em contato com as vítimas por meio de
anúncios de compra e venda de aparelhos celulares em
jornais de grande circulação, não verifico a presença do
pressuposto subjetivo da unidade de desígnios, ou seja,
prévia vontade planejada de executar vários delitos em
continuidade, tratando-se, na verdade, de mera reiteração
criminosa, ou seja, prática contumaz de delito contra o
patrimônio que deve ser rechaçada com maior rigor.
Com efeito, não se verifica, na hipótese, que o crime
subsequente guarde relação de dependência com o
primitivo. Note-se que, ora o paciente mostrava interesse
em comprar o aparelho celular, ora pretendia vender o
objeto, combinando o encontro para realização do negócio,
ora na residência da vítima, ora em lugares diversos, não
havendo unidade de desígnios, mas motivação autônoma
no cometimento de cada delito.
Como bem consignado pelo douto Procurador de
Justiça, ‘os crimes não foram praticados com o
aproveitamento das mesmas relações e oportunidades
nascidas na situação inicial’, havendo independência de
cada delito.
Este egrégio Tribunal de Justiça já decidiu que para
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caracterização da continuidade delitiva, além das
condições objetivas homogêneas de tempo, lugar e modo de
execução é necessário que a conduta tenha sido praticada
aproveitando-se das mesmas relações de oportunidade
nascidas da situação primitiva, caso contrário estaremos
diante de habitualidade na prática criminosa. Confira-se:
(...)
De fato, da análise dos documentos de fls. 29/101,
constata-se que as condutas executadas pelo paciente mais
se amoldam à habitualidade criminosa que à continuidade
delitiva. Ademais, não há se falar que o crime subsequente
possa ser decorrente do primitivo.
E como bem entendeu o Colendo Superior Tribunal
de Justiça, ‘não é possível, na via exígua do writ, proceder
a amplo reexame dos fatos e das provas carreadas aos autos
para se reconhecer a continuidade delitiva, sobretudo se a
instância ordinária, soberana na análise fática da causa,
restou convicta quanto à não configuração dessa fictio
juris, por haver habitualidade criminosa.’ (HC
178.243/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA
TURMA, julgado em 13/09/2011, Dje 28/09/2011).
Diante dessas circunstâncias, estando ausentes os
requisitos estabelecidos no artigo 71 do Código Penal e,
verificando a mera reiteração criminosa, irrepreensível a
decisão que indeferiu o pedido de unificação das penas.
Ante o exposto, DENEGO a ordem.’ (fls. 1/12 – ato
coator)
Como se vê, o paciente não se aproveitou da oportunidade criada
pelo primeiro delito para o prática das outras ações criminosas, o que
demonstra o desígnio autônomo de cada uma das infrações, e obsta a
aplicação da continuidade delitiva, em face do não preenchimento dos
requisitos do artigo 71 do Código Penal.
Além disso, a prática de ilícitos da mesma espécie, em curto
espaço de tempo, ao contrário do que supõe o impetrante, não é
suficiente para a caracterização do crime continuado, podendo
configurar apenas habitualidade criminosa, hipótese que não permite a
6
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caracterização da continuidade delitiva, além das
condições objetivas homogêneas de tempo, lugar e modo de
execução é necessário que a conduta tenha sido praticada
aproveitando-se das mesmas relações de oportunidade
nascidas da situação primitiva, caso contrário estaremos
diante de habitualidade na prática criminosa. Confira-se:
(...)
De fato, da análise dos documentos de fls. 29/101,
constata-se que as condutas executadas pelo paciente mais
se amoldam à habitualidade criminosa que à continuidade
delitiva. Ademais, não há se falar que o crime subsequente
possa ser decorrente do primitivo.
E como bem entendeu o Colendo Superior Tribunal
de Justiça, ‘não é possível, na via exígua do writ, proceder
a amplo reexame dos fatos e das provas carreadas aos autos
para se reconhecer a continuidade delitiva, sobretudo se a
instância ordinária, soberana na análise fática da causa,
restou convicta quanto à não configuração dessa fictio
juris, por haver habitualidade criminosa.’ (HC
178.243/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA
TURMA, julgado em 13/09/2011, Dje 28/09/2011).
Diante dessas circunstâncias, estando ausentes os
requisitos estabelecidos no artigo 71 do Código Penal e,
verificando a mera reiteração criminosa, irrepreensível a
decisão que indeferiu o pedido de unificação das penas.
Ante o exposto, DENEGO a ordem.’ (fls. 1/12 – ato
coator)
Como se vê, o paciente não se aproveitou da oportunidade criada
pelo primeiro delito para o prática das outras ações criminosas, o que
demonstra o desígnio autônomo de cada uma das infrações, e obsta a
aplicação da continuidade delitiva, em face do não preenchimento dos
requisitos do artigo 71 do Código Penal.
Além disso, a prática de ilícitos da mesma espécie, em curto
espaço de tempo, ao contrário do que supõe o impetrante, não é
suficiente para a caracterização do crime continuado, podendo
configurar apenas habitualidade criminosa, hipótese que não permite a
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unificação das penas.
Não fosse isso, tendo as instâncias ordinárias concluído pela
ausência das circunstâncias configuradoras da continuidade delitiva,
não se faz possível o revolvimento do conjunto probatório a fim de se
apurar a suposta existência de crime continuado, conforme pretendido
pela impetração. Esta é a compreensão adotada por esse Supremo
Tribunal Federal:
HABEAS CORPUS . DIREITO PROCESSUAL PENAL
E DIREITO PENAL. CRIMES DE ATENTADO VIOLENTO
AO PUDOR PRATICADOS CONTRA MENORES.
PEDIDO DE EXAME DE SANIDADE MENTAL.
INDEFERIMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
INEXISTÊNCIA.
CONTINUIDADE
DELITIVA.
NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO
PROBATÓRIO. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA.
1. (...)
2. ‘A jurisprudência desta Casa é pacífica no sentido da
impossibilidade de revolvimento do conjunto probatório com o
fim de verificar a ocorrência das condições configuradoras da
continuidade delitiva’ (HC 94.970/RS, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJ 28.11.2008).
3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
Ante o exposto, o Ministério Público Federal manifesta-se pelo
não conhecimento da ordem ou, sucessivamente, por sua denegação”.
7. Pelo exposto, voto no sentido de denegar a ordem.
7
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unificação das penas.
Não fosse isso, tendo as instâncias ordinárias concluído pela
ausência das circunstâncias configuradoras da continuidade delitiva,
não se faz possível o revolvimento do conjunto probatório a fim de se
apurar a suposta existência de crime continuado, conforme pretendido
pela impetração. Esta é a compreensão adotada por esse Supremo
Tribunal Federal:
HABEAS CORPUS . DIREITO PROCESSUAL PENAL
E DIREITO PENAL. CRIMES DE ATENTADO VIOLENTO
AO PUDOR PRATICADOS CONTRA MENORES.
PEDIDO DE EXAME DE SANIDADE MENTAL.
INDEFERIMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA.
INEXISTÊNCIA.
CONTINUIDADE
DELITIVA.
NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO
PROBATÓRIO. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA.
1. (...)
2. ‘A jurisprudência desta Casa é pacífica no sentido da
impossibilidade de revolvimento do conjunto probatório com o
fim de verificar a ocorrência das condições configuradoras da
continuidade delitiva’ (HC 94.970/RS, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, DJ 28.11.2008).
3. Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
Ante o exposto, o Ministério Público Federal manifesta-se pelo
não conhecimento da ordem ou, sucessivamente, por sua denegação”.
7. Pelo exposto, voto no sentido de denegar a ordem.
7
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 05/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.606
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S) : JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto da Relatora. 2... Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.606
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : ALEXANDRE SILVA MOREIRA
IMPTE.(S) : JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto da Relatora. 2... Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 114 . 606",
"HABEAS CORPUS 114 . 606",
"Habeas Corpus n . 235 . 242",
"HABEAS CORPUS 114 . 606",
"Habeas Corpus n . 235 . 242",
"HC 114606 / DF",
"HC 114606 / DF",
"HC 114606 / DF",
"HC 114606 / DF",
"HABEAS CORPUS 114 . 606",
"HABEAS CORPUS 114 . 606",
"HC 114606 / DF",
"HC 71 . 940 - SP",
"HC 69 . 059",
"HC 114606 / DF",
"HC 71 . 940 - SP",
"HC 69 . 059",
"HC 114606 / DF",
"HC 85 . 953",
"HC 86 . 249",
"HC 85 . 636",
"HC 86 . 731",
"RHC 86 . 534",
"Habeas Corpus 83 . 636",
"HC 83 . 625",
"HC 114606 / DF",
"HC 85 . 953",
"HC 86 . 249",
"HC 85 . 636",
"HC 86 . 731",
"RHC 86 . 534",
"Habeas Corpus 83 . 636",
"HC 83 . 625",
"HC 114606 / DF",
"HC 114606 / DF",
"HC 114606 / DF",
"HC 114606 / DF",
"HC 114606 / DF",
"HC 178 . 243 / SP",
"HC 114606 / DF",
"HC 178 . 243 / SP",
"HC 114606 / DF",
"HC 94 . 970 / RS",
"HC 114606 / DF",
"HC 94 . 970 / RS",
"HABEAS CORPUS 114 . 606",
"HABEAS CORPUS 114 . 606"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 71 DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 71 DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 do Código Penal ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 do Código Penal ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , caput , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , caput , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 59 , in",
"Código Penal",
"Código Penal , art . 71",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 59",
"Código Penal ’",
"Código Penal , art . 71",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 71",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Brasileiro , art . 71",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 do Código Penal",
"artigo 71 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 71 do Código Penal",
"artigo 71 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Cruzeiro Novo / DF",
"Cruzeiro Velho /",
"DF",
"Guará I / DF",
"Cruzeiro Novo / DF",
"Cruzeiro Velho / DF",
"Guará I / DF",
"DISTRITO FEDERAL",
"Cruzeiro Novo",
"Guará I",
"Cruzeiro Velho",
"DISTRITO FEDERAL",
"Cruzeiro Novo",
"Guará I",
"Cruzeiro Velho",
"São Paulo",
"São Paulo",
"Cruzeiro Velho",
"Cruzeiro Novo",
"Cruzeiro Novo",
"Guará I",
"Guará I",
"Cruzeiro Velho",
"Cruzeiro Novo",
"Cruzeiro Novo",
"Guará I",
"Guará I",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"TRIBUNAL DE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Editora Revista dos Tribunais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Editora Revista dos Tribunais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Vara de Execuções Penais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"QUINTA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"QUINTA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"ALEXANDRE SILVA MOREIRA",
"JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ALEXANDRE SILVA MOREIRA",
"JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOSÉ PEDRO DE CASTRO BARRETO",
"ALEXANDRE SILVA MOREIRA",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ALEXANDRE SILVA MOREIRA",
"JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOSÉ PEDRO DE CASTRO BARRETO",
"ALEXANDRE SILVA MOREIRA",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Márcio da Silva Cavalcante Freitas",
"Márcio da Silva Cavalcante Freitas",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Marcos Luiz da Silva",
"Márcio da Silva Cavalcante Freitas",
"Guilherme de Souza Nucci",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Marcos Luiz da Silva",
"Márcio da Silva Cavalcante Freitas",
"Guilherme de Souza Nucci",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Maurício Corrêa",
"Cernicchiaro",
"NUCCI , Guilherme de Souza",
"Néri da Silveira",
"Maurício Corrêa",
"Cernicchiaro",
"NUCCI , Guilherme de Souza",
"Néri da Silveira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Carlos Britto",
"Carlos Britto",
"Carlos Velloso",
"Marco Aurélio",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"Carlos Britto",
"Carlos Britto",
"Carlos Velloso",
"Marco Aurélio",
"Eros Grau",
"Sepúlveda Pertence",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Marcos Luiz da Silva",
"Márcio da Silva Cavalcante Freitas",
"Marcos Luiz da Silva",
"Márcio da Silva Cavalcante Freitas",
"LÚCIA",
"LAURITA VAZ",
"LAURITA VAZ",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ALEXANDRE SILVA MOREIRA",
"JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ALEXANDRE SILVA MOREIRA",
"JOSE PEDRO DE CASTRO BARRETO",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"5 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"17",
".",
"10",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"17",
".",
"10",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"fevereiro e março de 2005",
"23 de fevereiro a",
"31 de março de 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"fevereiro e março de 2005",
"23 de fevereiro a 31 de março de 2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"12",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"10",
".",
"1992",
"2003",
"setembro",
"12",
".",
"3",
".",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"10",
".",
"1992",
"2003",
".",
"setembro a março",
"12",
".",
"3",
".",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
".",
"3",
".",
"2006",
"31",
".",
"3",
".",
"2006",
"24",
".",
"2",
".",
"2006",
"10",
".",
"2",
".",
"2006",
"25",
".",
"11",
".",
"2005",
"27",
".",
"2",
".",
"2004",
"30",
".",
"4",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
".",
"3",
".",
"2006",
"31",
".",
"3",
".",
"2006",
"24",
".",
"2",
".",
"2006",
"10",
".",
"2",
".",
"2006",
"25",
".",
"11",
".",
"2005",
"27",
".",
"2",
".",
"2004",
"30",
".",
"4",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"02",
"/",
"2005",
"10",
"/",
"03",
"/",
"2005",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2005",
"31",
"/",
"03",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"02",
"/",
"2005",
"10",
"/",
"03",
"/",
"2005",
"27",
"/",
"03",
"/",
"2005",
"31",
"/",
"03",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"28",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"28",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"11",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28",
".",
"11",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"05",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S)
:JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a resolução da
controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos
autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
279/STF.
Quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
AI 854142 AGR / DF
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 854142 AGR / DF
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792031.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S)
:JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática pela
qual neguei seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão
que negou seguimento a recurso extraordinário interposto
contra acórdão da Primeira Turma Criminal do Tribunal de
Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (fl.
42):
‘PENAL - PROCESSO PENAL - PRONÚNCIA -
HOMICÍDIO QUALIFICADO - PROMESSA DE
RECOMPENSA - DISSIMULAÇÃO - RECURSO EM
SENTIDO ESTRITO - IMPRONÚNCIA - PEDIDO
SUBSIDIÁRIO - EXCLUSÃO - QUALIFICADORAS -
RECURSO DESPROVIDO - UNÂNIME.
I - A impronúncia somente será pertinente quando o
Juiz, ao decidir, ficar convencido, pelas provas colhidas
nos autos, da inexistência de indícios suficientes da
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S)
:JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática pela
qual neguei seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão
que negou seguimento a recurso extraordinário interposto
contra acórdão da Primeira Turma Criminal do Tribunal de
Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (fl.
42):
‘PENAL - PROCESSO PENAL - PRONÚNCIA -
HOMICÍDIO QUALIFICADO - PROMESSA DE
RECOMPENSA - DISSIMULAÇÃO - RECURSO EM
SENTIDO ESTRITO - IMPRONÚNCIA - PEDIDO
SUBSIDIÁRIO - EXCLUSÃO - QUALIFICADORAS -
RECURSO DESPROVIDO - UNÂNIME.
I - A impronúncia somente será pertinente quando o
Juiz, ao decidir, ficar convencido, pelas provas colhidas
nos autos, da inexistência de indícios suficientes da
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
AI 854142 AGR / DF
autoria.
II - A pronúncia é sentença processual de conteúdo
declaratório em que o juiz proclama admissível a
acusação, para que seja decidida no plenário do júri. O
juízo de pronúncia é, essencialmente, um juízo de fundada
suspeita e não um juízo de certeza, vigorando o princípio
in dubio pro societate. Para tanto, a doutrina e a
jurisprudência pátrias têm entendido que, para a sentença
de pronúncia, é necessário que haja prova convincente da
existência do crime e indícios suficientes da autoria.
III - A exclusão da qualificadora é matéria atinente à
competência do Júri Popular, porquanto vige, nesta fase
processual, também em relação às qualificadoras, o
princípio in dubio pro societate.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
93, IX, da Constituição.
A decisão agravada não admitiu o recurso extraordinário,
sob o fundamento de que, “caso existente, contrariedade a
preceito constitucional, ter-se-ia, antes, que analisar o direito
ordinário relativo ao tema, o que constitui, portanto, ofensa
reflexa à Constituição Federal, incabível em sede de recurso
extraordinário” (fl. 17).
O recurso extraordinário não pode ser conhecido, tendo
em vista que não discute matéria constitucional. Com efeito, o
recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante nos autos. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da súmula 279/STF, in verbis:
‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.’
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
2
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Supremo Tribunal Federal
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autoria.
II - A pronúncia é sentença processual de conteúdo
declaratório em que o juiz proclama admissível a
acusação, para que seja decidida no plenário do júri. O
juízo de pronúncia é, essencialmente, um juízo de fundada
suspeita e não um juízo de certeza, vigorando o princípio
in dubio pro societate. Para tanto, a doutrina e a
jurisprudência pátrias têm entendido que, para a sentença
de pronúncia, é necessário que haja prova convincente da
existência do crime e indícios suficientes da autoria.
III - A exclusão da qualificadora é matéria atinente à
competência do Júri Popular, porquanto vige, nesta fase
processual, também em relação às qualificadoras, o
princípio in dubio pro societate.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
93, IX, da Constituição.
A decisão agravada não admitiu o recurso extraordinário,
sob o fundamento de que, “caso existente, contrariedade a
preceito constitucional, ter-se-ia, antes, que analisar o direito
ordinário relativo ao tema, o que constitui, portanto, ofensa
reflexa à Constituição Federal, incabível em sede de recurso
extraordinário” (fl. 17).
O recurso extraordinário não pode ser conhecido, tendo
em vista que não discute matéria constitucional. Com efeito, o
recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante nos autos. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da súmula 279/STF, in verbis:
‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.’
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
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Relatório
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necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a
ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3°
e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.’
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. ”
A parte agravante sustenta que “há um equívoco na douta decisão, pois
quando Vossa Excelência decide que a hipótese atrai a incidência da súmula
279/STF, não espelha a realidade processual, já que os acórdãos recorridos
infringiram diretamente a Constituição Federal, principalmente o art. 93, IX”.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
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necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a
ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3°
e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.’
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/1990
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. ”
A parte agravante sustenta que “há um equívoco na douta decisão, pois
quando Vossa Excelência decide que a hipótese atrai a incidência da súmula
279/STF, não espelha a realidade processual, já que os acórdãos recorridos
infringiram diretamente a Constituição Federal, principalmente o art. 93, IX”.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a solução da
controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do
recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF.
Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a
seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 46/47) :
“A materialidade consubstanciou-se no Laudo de Exame
de Corpo de Delito – cadavérico (fls. 97/101), no Laudo de
Exame de Local de Morte Violenta (fls. 116/133), bem como nos
demais elementos probatórios.
No que pertine à autoria, há nos autos indícios suficientes
para atribui-la ao réu.
Com efeito, os co-réus, executores do delito, Francisco das
Chagas Costa (fase inquisitorial) e Vanderli Justina da Silva
apontam o recorrente como o mandante do crime de homicídio
perpetrado, informando, ainda, que o mesmo ofereceu a eles a
importância de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para que ceifassem a
vida de Antônio Carlos Ferreira Lima.”
Por fim, no tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a solução da
controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do
recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF.
Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a
seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 46/47) :
“A materialidade consubstanciou-se no Laudo de Exame
de Corpo de Delito – cadavérico (fls. 97/101), no Laudo de
Exame de Local de Morte Violenta (fls. 116/133), bem como nos
demais elementos probatórios.
No que pertine à autoria, há nos autos indícios suficientes
para atribui-la ao réu.
Com efeito, os co-réus, executores do delito, Francisco das
Chagas Costa (fase inquisitorial) e Vanderli Justina da Silva
apontam o recorrente como o mandante do crime de homicídio
perpetrado, informando, ainda, que o mesmo ofereceu a eles a
importância de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para que ceifassem a
vida de Antônio Carlos Ferreira Lima.”
Por fim, no tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 854142 AGR / DF
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 854142 AGR / DF
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S) : JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S) : JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4830882
| 2013-10-15T00:00:00
| 2013-11-08T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF.
Quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur247514
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRESTAÇÃO JURISDICIONAL)
AI 791292 QO-RG.
Número de páginas: 8.
Análise: 25/11/2013, BRU.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
854142
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 854142 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S) : JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S)
:JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
O recurso é inadmissível, tendo em vista que a resolução da
controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos
autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula
279/Supremo Tribunal Federal.
Quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o
Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 15 de outubro de 2013.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
AI 854142 AGR / DF
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 854142 AGR / DF
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S)
:JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática pela
qual neguei seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão
que negou seguimento a recurso extraordinário interposto
contra acórdão da Primeira Turma Criminal do Tribunal de
Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (fl.
42):
‘PENAL - PROCESSO PENAL - PRONÚNCIA -
HOMICÍDIO QUALIFICADO - PROMESSA DE
RECOMPENSA - DISSIMULAÇÃO - RECURSO EM
SENTIDO ESTRITO - IMPRONÚNCIA - PEDIDO
SUBSIDIÁRIO - EXCLUSÃO - QUALIFICADORAS -
RECURSO DESPROVIDO - UNÂNIME.
I - A impronúncia somente será pertinente quando o
Juiz, ao decidir, ficar convencido, pelas provas colhidas
nos autos, da inexistência de indícios suficientes da
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S)
:JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática pela
qual neguei seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes
fundamentos:
“Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão
que negou seguimento a recurso extraordinário interposto
contra acórdão da Primeira Turma Criminal do Tribunal de
Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (fl.
42):
‘PENAL - PROCESSO PENAL - PRONÚNCIA -
HOMICÍDIO QUALIFICADO - PROMESSA DE
RECOMPENSA - DISSIMULAÇÃO - RECURSO EM
SENTIDO ESTRITO - IMPRONÚNCIA - PEDIDO
SUBSIDIÁRIO - EXCLUSÃO - QUALIFICADORAS -
RECURSO DESPROVIDO - UNÂNIME.
I - A impronúncia somente será pertinente quando o
Juiz, ao decidir, ficar convencido, pelas provas colhidas
nos autos, da inexistência de indícios suficientes da
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 854142 AGR / DF
autoria.
II - A pronúncia é sentença processual de conteúdo
declaratório em que o juiz proclama admissível a
acusação, para que seja decidida no plenário do júri. O
juízo de pronúncia é, essencialmente, um juízo de fundada
suspeita e não um juízo de certeza, vigorando o princípio
in dubio pro societate. Para tanto, a doutrina e a
jurisprudência pátrias têm entendido que, para a sentença
de pronúncia, é necessário que haja prova convincente da
existência do crime e indícios suficientes da autoria.
III - A exclusão da qualificadora é matéria atinente à
competência do Júri Popular, porquanto vige, nesta fase
processual, também em relação às qualificadoras, o
princípio in dubio pro societate.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
93, IX, da Constituição.
A decisão agravada não admitiu o recurso extraordinário,
sob o fundamento de que, “caso existente, contrariedade a
preceito constitucional, ter-se-ia, antes, que analisar o direito
ordinário relativo ao tema, o que constitui, portanto, ofensa
reflexa à Constituição Federal, incabível em sede de recurso
extraordinário” (fl. 17).
O recurso extraordinário não pode ser conhecido, tendo
em vista que não discute matéria constitucional. Com efeito, o
recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante nos autos. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis:
‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.’
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4792032.
Supremo Tribunal Federal
AI 854142 AGR / DF
autoria.
II - A pronúncia é sentença processual de conteúdo
declaratório em que o juiz proclama admissível a
acusação, para que seja decidida no plenário do júri. O
juízo de pronúncia é, essencialmente, um juízo de fundada
suspeita e não um juízo de certeza, vigorando o princípio
in dubio pro societate. Para tanto, a doutrina e a
jurisprudência pátrias têm entendido que, para a sentença
de pronúncia, é necessário que haja prova convincente da
existência do crime e indícios suficientes da autoria.
III - A exclusão da qualificadora é matéria atinente à
competência do Júri Popular, porquanto vige, nesta fase
processual, também em relação às qualificadoras, o
princípio in dubio pro societate.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
93, IX, da Constituição.
A decisão agravada não admitiu o recurso extraordinário,
sob o fundamento de que, “caso existente, contrariedade a
preceito constitucional, ter-se-ia, antes, que analisar o direito
ordinário relativo ao tema, o que constitui, portanto, ofensa
reflexa à Constituição Federal, incabível em sede de recurso
extraordinário” (fl. 17).
O recurso extraordinário não pode ser conhecido, tendo
em vista que não discute matéria constitucional. Com efeito, o
recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante nos autos. Nessas condições, a
hipótese atrai a incidência da súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis:
‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.’
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
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Relatório
AI 854142 AGR / DF
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a
ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3...
e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.’
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. ”
A parte agravante sustenta que “há um equívoco na douta decisão, pois
quando Vossa Excelência decide que a hipótese atrai a incidência da súmula
279/Supremo Tribunal Federal, não espelha a realidade processual, já que os acórdãos recorridos
infringiram diretamente a Constituição Federal, principalmente o art. 93, IX”.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
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necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a
ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3...
e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.’
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/1990
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. ”
A parte agravante sustenta que “há um equívoco na douta decisão, pois
quando Vossa Excelência decide que a hipótese atrai a incidência da súmula
279/Supremo Tribunal Federal, não espelha a realidade processual, já que os acórdãos recorridos
infringiram diretamente a Constituição Federal, principalmente o art. 93, IX”.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a solução da
controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do
recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a
seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 46/47) :
“A materialidade consubstanciou-se no Laudo de Exame
de Corpo de Delito – cadavérico (fls. 97/101), no Laudo de
Exame de Local de Morte Violenta (fls. 116/133), bem como nos
demais elementos probatórios.
No que pertine à autoria, há nos autos indícios suficientes
para atribui-la ao réu.
Com efeito, os co-réus, executores do delito, Francisco das
Chagas Costa (fase inquisitorial) e Vanderli Justina da Silva
apontam o recorrente como o mandante do crime de homicídio
perpetrado, informando, ainda, que o mesmo ofereceu a eles a
importância de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para que ceifassem a
vida de Antônio Carlos Ferreira Lima.”
Por fim, no tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a solução da
controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame do conjunto
fático-probatório dos autos, o que torna inviável o processamento do
recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a
seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido (fls. 46/47) :
“A materialidade consubstanciou-se no Laudo de Exame
de Corpo de Delito – cadavérico (fls. 97/101), no Laudo de
Exame de Local de Morte Violenta (fls. 116/133), bem como nos
demais elementos probatórios.
No que pertine à autoria, há nos autos indícios suficientes
para atribui-la ao réu.
Com efeito, os co-réus, executores do delito, Francisco das
Chagas Costa (fase inquisitorial) e Vanderli Justina da Silva
apontam o recorrente como o mandante do crime de homicídio
perpetrado, informando, ainda, que o mesmo ofereceu a eles a
importância de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para que ceifassem a
vida de Antônio Carlos Ferreira Lima.”
Por fim, no tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 854142 AGR / DF
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
AI 854142 AGR / DF
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S) : JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 854.142
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA
ADV.(A/S) : JASON BARBOSA DE FARIA
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 854 . 142",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 854142 AGR",
"AI 854142 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 854 . 142",
"AI 854142 AGR / DF",
"súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 854142 AGR / DF",
"súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 854142 AGR / DF",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"súmula 279 / Supremo",
"AI 854142 AGR",
"súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 854 . 142",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"AI 854142 AGR / DF",
"AI 854142 AGR / DF",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 854 . 142",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 854 . 142"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990",
"art . 21 , §",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"art . 38 da Lei n 8 .",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 544 ,",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Plenário",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL",
"Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA",
"JASON BARBOSA DE FARIA",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA",
"JASON BARBOSA DE FARIA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA",
"JASON BARBOSA DE FARIA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Francisco das Chagas Costa",
"Vanderli Justina da Silva",
"Antônio Carlos Ferreira Lima",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Francisco das Chagas Costa",
"Vanderli Justina da Silva",
"Antônio Carlos Ferreira Lima",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA",
"JASON BARBOSA DE FARIA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"JOAO BATISTA QUEIROZ ROCHA",
"JASON BARBOSA DE FARIA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"15",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S)
:CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA DECISÃO
NÃO
DEFINITIVA.
IMPOSSIBILIDADE
DE
IMEDIATO
PROCESSAMENTO.
Caso de recurso extraordinário interposto contra decisão não
definitiva e que, portanto, não preenche o requisito do art. 102, III, da
Constituição Federal, que prevê a competência do Supremo Tribunal
Federal para julgar, “mediante recurso extraordinário, as causas decididas em
única ou última instância”.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de outubro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4888723.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S)
:CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls.
386/387):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que determinou a retenção do recurso extraordinário até
decisão final na ação em que se discute o momento em que
candidato deve comprovar, em concurso público, o
cumprimento dos requisitos para assunção de cargo público.
O primeiro juízo de admissibilidade observou que o
recurso extraordinário fora interposto de decisão de natureza
interlocutória em processo de conhecimento e determinou a
aplicação do art. 542, § 3º, do Código de Processo Civil, nos
termos da alteração introduzida pela Lei 9.756/1998, o qual
prevê a retenção dos recursos excepcionais em hipóteses como a
dos presentes autos.
Alega o agravante afronta às normas constitucionais que
regem os concursos públicos.
A reforma do capítulo que no Código de Processo Civil
disciplina os recursos para o Supremo Tribunal Federal e
Superior Tribunal de Justiça buscou racionalizar o
procedimento relativo à interposição e julgamento desses
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Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S)
:CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls.
386/387):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que determinou a retenção do recurso extraordinário até
decisão final na ação em que se discute o momento em que
candidato deve comprovar, em concurso público, o
cumprimento dos requisitos para assunção de cargo público.
O primeiro juízo de admissibilidade observou que o
recurso extraordinário fora interposto de decisão de natureza
interlocutória em processo de conhecimento e determinou a
aplicação do art. 542, § 3º, do Código de Processo Civil, nos
termos da alteração introduzida pela Lei 9.756/1998, o qual
prevê a retenção dos recursos excepcionais em hipóteses como a
dos presentes autos.
Alega o agravante afronta às normas constitucionais que
regem os concursos públicos.
A reforma do capítulo que no Código de Processo Civil
disciplina os recursos para o Supremo Tribunal Federal e
Superior Tribunal de Justiça buscou racionalizar o
procedimento relativo à interposição e julgamento desses
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
AI 816131 AGR / RJ
recursos, visando à celeridade e efetividade da prestação
jurisdicional. A regra do § 3º, inserido no art. 542, busca
cumprir esses objetivos, na medida em que remete para depois
da decisão final e condiciona à persistência do interesse em
recorrer o processamento dos recursos excepcionais contra
interlocutória que não põe termo ao processo.
Ambas as Turmas desta Corte, com fundamento na
referida regra processual, têm sustado o conhecimento de
recursos extraordinários que incidem na hipótese e
determinado o retorno dos autos à origem, para aguardar a
decisão definitiva das causas (cf. RE 446.844, rel. min. Carlos
Velloso, DJ 13.04.2005; RE 333.890, rel. min. Ellen Gracie, DJ
14.04.2005; RE 265.023, rel. min. Nelson Jobim, DJ 02.05.2000, e
RE 257.261, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 17.12.1999).
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo”.
A parte agravante reitera as razões expedidas no recurso
extraordinário e requer o imediato julgamento do recurso extraordinário,
tendo em conta ser nítido o dano “irreparável à ora agravante, tendo em vista
que este se materializa em gastos que serão, inexoravelmente, realizados caso não
seja reformada a decisão ora agravada, como pagamento de exames médicos
periódicos, plano de saúde, previdência complementar, salário, FGTS,
participação nos lucros e demais encargos trabalhistas, assim como a
inconsistência para com as exigências aos demais candidatos” (fls. 390/391).
É o relatório.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4888724.
Supremo Tribunal Federal
AI 816131 AGR / RJ
recursos, visando à celeridade e efetividade da prestação
jurisdicional. A regra do § 3º, inserido no art. 542, busca
cumprir esses objetivos, na medida em que remete para depois
da decisão final e condiciona à persistência do interesse em
recorrer o processamento dos recursos excepcionais contra
interlocutória que não põe termo ao processo.
Ambas as Turmas desta Corte, com fundamento na
referida regra processual, têm sustado o conhecimento de
recursos extraordinários que incidem na hipótese e
determinado o retorno dos autos à origem, para aguardar a
decisão definitiva das causas (cf. RE 446.844, rel. min. Carlos
Velloso, DJ 13.04.2005; RE 333.890, rel. min. Ellen Gracie, DJ
14.04.2005; RE 265.023, rel. min. Nelson Jobim, DJ 02.05.2000, e
RE 257.261, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 17.12.1999).
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo”.
A parte agravante reitera as razões expedidas no recurso
extraordinário e requer o imediato julgamento do recurso extraordinário,
tendo em conta ser nítido o dano “irreparável à ora agravante, tendo em vista
que este se materializa em gastos que serão, inexoravelmente, realizados caso não
seja reformada a decisão ora agravada, como pagamento de exames médicos
periódicos, plano de saúde, previdência complementar, salário, FGTS,
participação nos lucros e demais encargos trabalhistas, assim como a
inconsistência para com as exigências aos demais candidatos” (fls. 390/391).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4888724.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
recorrida, o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão que
determinou a retenção do recurso extraordinário até decisão final da ação
em que se discute o momento em que o candidato de concurso público
deve comprovar o cumprimento dos requisitos para a posse em cargo
público. Nesses casos, o recurso extraordinário deverá ficar retido nos
autos para aguardar a decisão definitiva da causa. Nessa linha, vejam-se
as seguintes decisões: AI 761.940-AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; AI
748.593-AgR e AI 696.847-AgR, Rel. Min. Lewandowski; AI 796.157-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 709.490-AgR, Rel. Min. Eros Grau; e AI
808.478/PR, Rel. Min. Marco Aurélio.
Excepcionalmente, é possível superar sua retenção na origem,
quando o julgamento postergado puder causar prejuízo irremediável do
próprio recurso ou a ineficácia do futuro julgamento do apelo. Nesse
sentido: AC 3265-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; e AC 695-QO, Rel. Min.
Celso de Mello.
No caso, inexiste qualquer situação excepcional a ensejar a não
aplicação do disposto no art. 542, § 3º, do CPC. Sendo assim, conclui-se
ser o caso de recurso interposto contra decisão não definitiva e que,
portanto, não preenche o requisito do art. 102, III, da Constituição
Federal, que prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para
julgar, “mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou
última instância”.
Ademais, tendo em conta que o recurso extraordinário impugnou
acórdão do Tribunal de origem que confirmou o deferimento de
antecipação de tutela, é de todo aplicável o disposto na Súmula 735/STF:
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Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
recorrida, o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão que
determinou a retenção do recurso extraordinário até decisão final da ação
em que se discute o momento em que o candidato de concurso público
deve comprovar o cumprimento dos requisitos para a posse em cargo
público. Nesses casos, o recurso extraordinário deverá ficar retido nos
autos para aguardar a decisão definitiva da causa. Nessa linha, vejam-se
as seguintes decisões: AI 761.940-AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie; AI
748.593-AgR e AI 696.847-AgR, Rel. Min. Lewandowski; AI 796.157-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 709.490-AgR, Rel. Min. Eros Grau; e AI
808.478/PR, Rel. Min. Marco Aurélio.
Excepcionalmente, é possível superar sua retenção na origem,
quando o julgamento postergado puder causar prejuízo irremediável do
próprio recurso ou a ineficácia do futuro julgamento do apelo. Nesse
sentido: AC 3265-AgR, Rel.ª Min.ª Rosa Weber; e AC 695-QO, Rel. Min.
Celso de Mello.
No caso, inexiste qualquer situação excepcional a ensejar a não
aplicação do disposto no art. 542, § 3º, do CPC. Sendo assim, conclui-se
ser o caso de recurso interposto contra decisão não definitiva e que,
portanto, não preenche o requisito do art. 102, III, da Constituição
Federal, que prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para
julgar, “mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou
última instância”.
Ademais, tendo em conta que o recurso extraordinário impugnou
acórdão do Tribunal de origem que confirmou o deferimento de
antecipação de tutela, é de todo aplicável o disposto na Súmula 735/STF:
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 816131 AGR / RJ
“NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA
ACÓRDÃO QUE DEFERE MEDIDA LMININAR.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 816131 AGR / RJ
“NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA
ACÓRDÃO QUE DEFERE MEDIDA LMININAR.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S) : CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 29.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838795
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S) : CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 29.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838795
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4918901
| 2013-10-29T00:00:00
| 2013-11-25T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 29.10.2013.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA DECISÃO NÃO DEFINITIVA. IMPOSSIBILIDADE DE IMEDIATO PROCESSAMENTO.
Caso de recurso extraordinário interposto contra decisão não definitiva e que, portanto, não preenche o requisito do art. 102, III, da Constituição Federal, que prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar, “mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância”.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur249401
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RE, DECISÃO DEFINITIVA)
AI 761940 AgR (2ªT), AI 748593 AgR (1ªT), AI 696847 AgR (1ªT), AI 796157 AgR (2ªT), AI 709490 AgR (2ªT), AI 808478, AC 3265 AgR (1ªT), AC 695 QO (2ªT).
Número de páginas: 6.
Análise: 05/12/2013, TIA.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
816131
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00542 PAR-00003\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000735 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 816131 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S) : CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S)
:CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA DECISÃO
NÃO
DEFINITIVA.
IMPOSSIBILIDADE
DE
IMEDIATO
PROCESSAMENTO.
Caso de recurso extraordinário interposto contra decisão não
definitiva e que, portanto, não preenche o requisito do art. 102, III, da
Constituição Federal, que prevê a competência do Supremo Tribunal
Federal para julgar, “mediante recurso extraordinário, as causas decididas em
única ou última instância”.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de outubro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S)
:CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls.
386/387):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que determinou a retenção do recurso extraordinário até
decisão final na ação em que se discute o momento em que
candidato deve comprovar, em concurso público, o
cumprimento dos requisitos para assunção de cargo público.
O primeiro juízo de admissibilidade observou que o
recurso extraordinário fora interposto de decisão de natureza
interlocutória em processo de conhecimento e determinou a
aplicação do art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil, nos
termos da alteração introduzida pela Lei 9.756/1998, o qual
prevê a retenção dos recursos excepcionais em hipóteses como a
dos presentes autos.
Alega o agravante afronta às normas constitucionais que
regem os concursos públicos.
A reforma do capítulo que no Código de Processo Civil
disciplina os recursos para o Supremo Tribunal Federal e
Superior Tribunal de Justiça buscou racionalizar o
procedimento relativo à interposição e julgamento desses
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4888724.
Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S)
:CANDIDO
FERREIRA
DA
CUNHA
LOBO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S)
:CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos (fls.
386/387):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que determinou a retenção do recurso extraordinário até
decisão final na ação em que se discute o momento em que
candidato deve comprovar, em concurso público, o
cumprimento dos requisitos para assunção de cargo público.
O primeiro juízo de admissibilidade observou que o
recurso extraordinário fora interposto de decisão de natureza
interlocutória em processo de conhecimento e determinou a
aplicação do art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil, nos
termos da alteração introduzida pela Lei 9.756/1998, o qual
prevê a retenção dos recursos excepcionais em hipóteses como a
dos presentes autos.
Alega o agravante afronta às normas constitucionais que
regem os concursos públicos.
A reforma do capítulo que no Código de Processo Civil
disciplina os recursos para o Supremo Tribunal Federal e
Superior Tribunal de Justiça buscou racionalizar o
procedimento relativo à interposição e julgamento desses
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Relatório
AI 816131 AGR / RJ
recursos, visando à celeridade e efetividade da prestação
jurisdicional. A regra do § 3..., inserido no art. 542, busca
cumprir esses objetivos, na medida em que remete para depois
da decisão final e condiciona à persistência do interesse em
recorrer o processamento dos recursos excepcionais contra
interlocutória que não põe termo ao processo.
Ambas as Turmas desta Corte, com fundamento na
referida regra processual, têm sustado o conhecimento de
recursos extraordinários que incidem na hipótese e
determinado o retorno dos autos à origem, para aguardar a
decisão definitiva das causas (cf. Recurso Extraordinário 446.844, rel. min. Carlos
Velloso, DJ 13.04.2005; Recurso Extraordinário 333.890, rel. min. Ellen Gracie, DJ
14.04.2005; Recurso Extraordinário 265.023, rel. min. Nelson Jobim, DJ 02.05.2000, e
Recurso Extraordinário 257.261, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 17.12.1999).
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo”.
A parte agravante reitera as razões expedidas no recurso
extraordinário e requer o imediato julgamento do recurso extraordinário,
tendo em conta ser nítido o dano “irreparável à ora agravante, tendo em vista
que este se materializa em gastos que serão, inexoravelmente, realizados caso não
seja reformada a decisão ora agravada, como pagamento de exames médicos
periódicos, plano de saúde, previdência complementar, salário, FGTS,
participação nos lucros e demais encargos trabalhistas, assim como a
inconsistência para com as exigências aos demais candidatos” (fls. 390/391).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 816131 AGR / RJ
recursos, visando à celeridade e efetividade da prestação
jurisdicional. A regra do § 3..., inserido no art. 542, busca
cumprir esses objetivos, na medida em que remete para depois
da decisão final e condiciona à persistência do interesse em
recorrer o processamento dos recursos excepcionais contra
interlocutória que não põe termo ao processo.
Ambas as Turmas desta Corte, com fundamento na
referida regra processual, têm sustado o conhecimento de
recursos extraordinários que incidem na hipótese e
determinado o retorno dos autos à origem, para aguardar a
decisão definitiva das causas (cf. Recurso Extraordinário 446.844, rel. min. Carlos
Velloso, DJ 13.04.2005; Recurso Extraordinário 333.890, rel. min. Ellen Gracie, DJ
14.04.2005; Recurso Extraordinário 265.023, rel. min. Nelson Jobim, DJ 02.05.2000, e
Recurso Extraordinário 257.261, rel. min. Ilmar Galvão, DJ 17.12.1999).
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo”.
A parte agravante reitera as razões expedidas no recurso
extraordinário e requer o imediato julgamento do recurso extraordinário,
tendo em conta ser nítido o dano “irreparável à ora agravante, tendo em vista
que este se materializa em gastos que serão, inexoravelmente, realizados caso não
seja reformada a decisão ora agravada, como pagamento de exames médicos
periódicos, plano de saúde, previdência complementar, salário, FGTS,
participação nos lucros e demais encargos trabalhistas, assim como a
inconsistência para com as exigências aos demais candidatos” (fls. 390/391).
É o relatório.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
recorrida, o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão que
determinou a retenção do recurso extraordinário até decisão final da ação
em que se discute o momento em que o candidato de concurso público
deve comprovar o cumprimento dos requisitos para a posse em cargo
público. Nesses casos, o recurso extraordinário deverá ficar retido nos
autos para aguardar a decisão definitiva da causa. Nessa linha, vejam-se
as seguintes decisões: AI 761.940-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; AI
748.593-AgR e AI 696.847-AgR, Rel. Min. Lewandowski; AI 796.157-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 709.490-AgR, Rel. Min. Eros Grau; e AI
808.478/PR, Rel. Min. Marco Aurélio.
Excepcionalmente, é possível superar sua retenção na origem,
quando o julgamento postergado puder causar prejuízo irremediável do
próprio recurso ou a ineficácia do futuro julgamento do apelo. Nesse
sentido: AC 3265-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; e AC 695-QO, Rel. Min.
Celso de Mello.
No caso, inexiste qualquer situação excepcional a ensejar a não
aplicação do disposto no art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil. Sendo assim, conclui-se
ser o caso de recurso interposto contra decisão não definitiva e que,
portanto, não preenche o requisito do art. 102, III, da Constituição
Federal, que prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para
julgar, “mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou
última instância”.
Ademais, tendo em conta que o recurso extraordinário impugnou
acórdão do Tribunal de origem que confirmou o deferimento de
antecipação de tutela, é de todo aplicável o disposto na Súmula 735/Supremo Tribunal Federal:
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Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
recorrida, o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão que
determinou a retenção do recurso extraordinário até decisão final da ação
em que se discute o momento em que o candidato de concurso público
deve comprovar o cumprimento dos requisitos para a posse em cargo
público. Nesses casos, o recurso extraordinário deverá ficar retido nos
autos para aguardar a decisão definitiva da causa. Nessa linha, vejam-se
as seguintes decisões: AI 761.940-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie; AI
748.593-AgR e AI 696.847-AgR, Rel. Min. Lewandowski; AI 796.157-AgR,
Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 709.490-AgR, Rel. Min. Eros Grau; e AI
808.478/PR, Rel. Min. Marco Aurélio.
Excepcionalmente, é possível superar sua retenção na origem,
quando o julgamento postergado puder causar prejuízo irremediável do
próprio recurso ou a ineficácia do futuro julgamento do apelo. Nesse
sentido: AC 3265-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; e AC 695-QO, Rel. Min.
Celso de Mello.
No caso, inexiste qualquer situação excepcional a ensejar a não
aplicação do disposto no art. 542, § 3..., do Código de Processo Civil. Sendo assim, conclui-se
ser o caso de recurso interposto contra decisão não definitiva e que,
portanto, não preenche o requisito do art. 102, III, da Constituição
Federal, que prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para
julgar, “mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou
última instância”.
Ademais, tendo em conta que o recurso extraordinário impugnou
acórdão do Tribunal de origem que confirmou o deferimento de
antecipação de tutela, é de todo aplicável o disposto na Súmula 735/Supremo Tribunal Federal:
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 816131 AGR / RJ
“NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA
ACÓRDÃO QUE DEFERE MEDIDA LMININAR.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 816131 AGR / RJ
“NÃO CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONTRA
ACÓRDÃO QUE DEFERE MEDIDA LMININAR.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 29/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S) : CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 29.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 816.131
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS
ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : LEONARDO GOIS DA FONSECA
ADV.(A/S) : CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 29.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 131",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 131",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 131",
"AI 816131 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 446 . 844",
"Recurso Extraordinário 333 . 890",
"Recurso Extraordinário 265 . 023",
"Recurso Extraordinário 257 . 261",
"AI 816131 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 446 . 844",
"Recurso Extraordinário 333 . 890",
"Recurso Extraordinário 265 . 023",
"Recurso Extraordinário 257 . 261",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 131",
"AI 761 . 940 - AgR",
"AI 748 . 593 - AgR",
"AI 696 . 847 - AgR",
"AI 796 . 157 - AgR",
"AI 709 . 490 - AgR",
"AI 808 . 478 / PR",
"AC 3265 - AgR",
"AC 695 - QO",
"Súmula 735 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 131",
"AI 761 . 940 - AgR",
"AI 748 . 593 - AgR",
"AI 696 . 847 - AgR",
"AI 796 . 157 - AgR",
"AI 709 . 490 - AgR",
"AI 808 . 478 / PR",
"AC 3265 - AgR",
"AC 695 - QO",
"Súmula 735 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 816131 AGR / RJ",
"AI 816131 AGR / RJ",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 816 . 131"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei 9 . 756 / 1998",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei 9 . 756 / 1998",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 542 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
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"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
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"Superior Tribunal de Justiça",
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"Brasil",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"PRIMEIRA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
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"Infra",
"-",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"PETRÓLEO BRASILEIRO S / A",
"PETROBRAS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"LEONARDO GOIS DA FONSECA",
"CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"LEONARDO GOIS DA FONSECA",
"CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"LEONARDO GOIS DA FONSECA",
"CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Carlos Velloso",
"Ellen Gracie",
"Nelson Jobim",
"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Ellen Gracie",
"Nelson Jobim",
"Ilmar Galvão",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ellen Gracie",
"Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Celso de Mello",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ellen Gracie",
"Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Celso de Mello",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"LEONARDO GOIS DA FONSECA",
"CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO",
"LEONARDO GOIS DA FONSECA",
"CAMILA DE VASCONCELLOS DE MARCHI",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"29 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"04",
".",
"2005",
"14",
".",
"04",
".",
"2005",
"02",
".",
"05",
".",
"2000",
"17",
".",
"12",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"04",
".",
"2005",
"14",
".",
"04",
".",
"2005",
"02",
".",
"05",
".",
"2000",
"17",
".",
"12",
".",
"1999",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
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"24",
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"08",
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"24",
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"08",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S)
:JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO
CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA
VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO. Sendo objeto do habeas corpus a
preservação da liberdade de ir e vir atingida diretamente, porque
expedido mandado de prisão ou porquanto, com maior razão, esta já
ocorreu, mostra-se adequada a impetração, dando-se alcance maior à
garantia versada no artigo 5º, inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução
em óptica linear assentada anteriormente.
PRISÃO PROVISÓRIA – FUNDAMENTOS – APELAÇÃO DA
DEFESA. Descabe, no julgamento de recurso da defesa, suplementar o ato
mediante o qual determinada a custódia provisória do acusado.
PENA – EXECUÇÃO. Ante o princípio constitucional da não
culpabilidade, revela-se impróprio executar a pena antes de a culpa estar
selada, ou seja, sem a preclusão maior do título condenatório.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão
presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento
e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 5 de novembro de 2013.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4894913.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 27
Ementa e Acórdão
HC 114214 / PA
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 27
Relatório
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S)
:JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que
implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida:
HABEAS CORPUS – ADEQUAÇÃO –
EXAME – PROJEÇÃO PARA O
JULGAMENTO DE FUNDO.
PRISÃO
PREVENTIVA
–
FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA –
LIMINAR DEFERIDA.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
O paciente foi condenado, em 1º de maio de 2010, a trinta
anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do
delito previsto no artigo 121, § 2º, incisos I e IV (homicídio
qualificado), combinado com a agravante do artigo 61, inciso II,
alínea “h” (se cometido contra pessoa idosa), do Código Penal,
porquanto teriam sido comprovadas a materialidade e a autoria
no homicídio que vitimou a missionária Dorothy Mae Stang.
Negou-se ao condenado o direito de apelar em liberdade.
Interposta apelação criminal no Tribunal de Justiça do
Estado do Pará, a 1ª Câmara Criminal Isolada negou
provimento ao recurso, consignando a necessidade da
manutenção da preventiva, determinada pelo Presidente do
Tribunal do Júri ao proferir a condenação com fundamento na
garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei
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Supremo Tribunal Federal
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S)
:JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que
implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida:
HABEAS CORPUS – ADEQUAÇÃO –
EXAME – PROJEÇÃO PARA O
JULGAMENTO DE FUNDO.
PRISÃO
PREVENTIVA
–
FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA –
LIMINAR DEFERIDA.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
O paciente foi condenado, em 1º de maio de 2010, a trinta
anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do
delito previsto no artigo 121, § 2º, incisos I e IV (homicídio
qualificado), combinado com a agravante do artigo 61, inciso II,
alínea “h” (se cometido contra pessoa idosa), do Código Penal,
porquanto teriam sido comprovadas a materialidade e a autoria
no homicídio que vitimou a missionária Dorothy Mae Stang.
Negou-se ao condenado o direito de apelar em liberdade.
Interposta apelação criminal no Tribunal de Justiça do
Estado do Pará, a 1ª Câmara Criminal Isolada negou
provimento ao recurso, consignando a necessidade da
manutenção da preventiva, determinada pelo Presidente do
Tribunal do Júri ao proferir a condenação com fundamento na
garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 27
Relatório
HC 114214 / PA
penal.
Contra essa decisão, protocolou-se recurso especial, ao
qual foi negado seguimento pelo Tribunal local, levando à
interposição de agravo de instrumento.
Concomitantemente, formalizou-se habeas no Superior
Tribunal de Justiça – de nº 224.797/PA. O relator, ministro
Adilson Vieira Macabu, desembargador convocado do Tribunal
de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 10 de novembro de
2011, indeferiu o pedido de liminar. Assentou estar, até aquele
momento, justificada a segregação do paciente. Em 1º de
fevereiro de 2012, Sua Excelência não acolheu o pleito de
reconsideração formulado pela defesa. Esclareceu que a
necessidade da prisão cautelar residiria no modo como teria
sido cometido o crime, a revelar a periculosidade do paciente. O
mérito da impetração foi julgado em 22 de maio de 2012,
havendo a Quinta Turma do Superior indeferido a ordem em
acórdão com a seguinte ementa:
HABEAS CORPUS . CRIME CONTRA A VIDA.
HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA
REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA
NO ACÓRDÃO. REQUISITOS AUTORIZADORES
PRESENTES.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
PRECEDENTES.
1. O fato de estar inserido no rol dos delitos
hediondos ou equiparados não basta para a imposição da
constrição cautelar, por ser necessária a existência de
circunstâncias que demonstrem a sua adoção.
2. As Turmas componentes da Terceira Seção do
Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o
entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
penal.
Contra essa decisão, protocolou-se recurso especial, ao
qual foi negado seguimento pelo Tribunal local, levando à
interposição de agravo de instrumento.
Concomitantemente, formalizou-se habeas no Superior
Tribunal de Justiça – de nº 224.797/PA. O relator, ministro
Adilson Vieira Macabu, desembargador convocado do Tribunal
de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 10 de novembro de
2011, indeferiu o pedido de liminar. Assentou estar, até aquele
momento, justificada a segregação do paciente. Em 1º de
fevereiro de 2012, Sua Excelência não acolheu o pleito de
reconsideração formulado pela defesa. Esclareceu que a
necessidade da prisão cautelar residiria no modo como teria
sido cometido o crime, a revelar a periculosidade do paciente. O
mérito da impetração foi julgado em 22 de maio de 2012,
havendo a Quinta Turma do Superior indeferido a ordem em
acórdão com a seguinte ementa:
HABEAS CORPUS . CRIME CONTRA A VIDA.
HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA
REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA
NO ACÓRDÃO. REQUISITOS AUTORIZADORES
PRESENTES.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
PRECEDENTES.
1. O fato de estar inserido no rol dos delitos
hediondos ou equiparados não basta para a imposição da
constrição cautelar, por ser necessária a existência de
circunstâncias que demonstrem a sua adoção.
2. As Turmas componentes da Terceira Seção do
Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o
entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 27
Relatório
HC 114214 / PA
a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a
necessidade da medida para as garantia da ordem pública
e aplicação da lei penal.
3. No caso concreto, a prisão do paciente, decretada
no acórdão, encontrava-se fundamentada na sua
periculosidade, caracterizada pelo modus operandi do
delito e pelas circunstâncias da conduta incriminadora.
4. Ordem denegada.
Neste habeas, os impetrantes sustentam a incorreção das
decisões judiciais em que, em três oportunidades, foi
determinada a prisão preventiva do paciente. Alegam a
inexistência de ameaça à ordem pública ou à instrução
processual, pois os fundamentos utilizados para justificar a
manutenção da custódia teriam sido analisados e afastados pela
Primeira Turma do Supremo no julgamento do Habeas Corpus nº
87.041/PA. Na assentada, consoante afirmam, determinou-se a
expedição de alvará de soltura em favor do paciente para que
aguardasse solto o julgamento da ação penal a que responde.
Ponderam não haver o Juízo demonstrado, de forma concreta, a
necessidade da segregação, não servindo a medida para
satisfazer qualquer anseio vingativo provocado pela
repercussão dos fatos. Requerem o implemento de liminar para
permanecer em liberdade até o julgamento final deste processo.
No mérito, buscam a anulação da prisão preventiva
determinada contra o paciente.
A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento da
impetração e, de ofício, pela concessão da ordem para revogar a prisão
cautelar do paciente.
Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que o
processo em que formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se
arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado do acórdão, ocorrido
em 20 de agosto de 2012.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a
necessidade da medida para as garantia da ordem pública
e aplicação da lei penal.
3. No caso concreto, a prisão do paciente, decretada
no acórdão, encontrava-se fundamentada na sua
periculosidade, caracterizada pelo modus operandi do
delito e pelas circunstâncias da conduta incriminadora.
4. Ordem denegada.
Neste habeas, os impetrantes sustentam a incorreção das
decisões judiciais em que, em três oportunidades, foi
determinada a prisão preventiva do paciente. Alegam a
inexistência de ameaça à ordem pública ou à instrução
processual, pois os fundamentos utilizados para justificar a
manutenção da custódia teriam sido analisados e afastados pela
Primeira Turma do Supremo no julgamento do Habeas Corpus nº
87.041/PA. Na assentada, consoante afirmam, determinou-se a
expedição de alvará de soltura em favor do paciente para que
aguardasse solto o julgamento da ação penal a que responde.
Ponderam não haver o Juízo demonstrado, de forma concreta, a
necessidade da segregação, não servindo a medida para
satisfazer qualquer anseio vingativo provocado pela
repercussão dos fatos. Requerem o implemento de liminar para
permanecer em liberdade até o julgamento final deste processo.
No mérito, buscam a anulação da prisão preventiva
determinada contra o paciente.
A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento da
impetração e, de ofício, pela concessão da ordem para revogar a prisão
cautelar do paciente.
Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que o
processo em que formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se
arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado do acórdão, ocorrido
em 20 de agosto de 2012.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 27
Relatório
HC 114214 / PA
Lancei visto no processo em 9 de junho de 2013, liberando-o para ser
examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência
dos impetrantes.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
Lancei visto no processo em 9 de junho de 2013, liberando-o para ser
examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência
dos impetrantes.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este
habeas surge, de início, como substitutivo do recurso ordinário
constitucional, sendo inadequado. Valho-me do que tenho consignado a
respeito:
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição, passou-se a admitir o denominado
habeas
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
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Supremo Tribunal Federal
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este
habeas surge, de início, como substitutivo do recurso ordinário
constitucional, sendo inadequado. Valho-me do que tenho consignado a
respeito:
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição, passou-se a admitir o denominado
habeas
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional
Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa
ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas
substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos.
Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da
substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo
para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for
o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a
expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
2
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HC 114214 / PA
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional
Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa
ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas
substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos.
Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da
substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo
para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for
o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a
expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
Quanto a esse enfoque, vim a evoluir nos seguintes termos:
Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do
habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas
ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5º,
inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será
concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir,
por ilegalidade ou abuso de poder.
Observem que o caso que deu origem ao precedente
envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do
fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela
defesa – Habeas Corpus nº 109.956/PR, de minha relatoria,
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de
setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de
locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de
mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto,
cerceada.
Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica
com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros
instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão
competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos
Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um
recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três
a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão
permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a
liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é
inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao
contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos
regimentos em geral.
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HC 114214 / PA
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
Quanto a esse enfoque, vim a evoluir nos seguintes termos:
Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do
habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas
ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5º,
inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será
concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir,
por ilegalidade ou abuso de poder.
Observem que o caso que deu origem ao precedente
envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do
fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela
defesa – Habeas Corpus nº 109.956/PR, de minha relatoria,
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de
setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de
locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de
mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto,
cerceada.
Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica
com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros
instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão
competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos
Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um
recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três
a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão
permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a
liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é
inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao
contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos
regimentos em geral.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a
virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a
impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e
não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução
deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido
mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando-
se o paciente sob custódia.
Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de
consignar ao deferir, em 20 de agosto de 2012, a medida acauteladora,
torno-a definitiva:
2. Busca-se, já agora, infirmar o acórdão proferido pelo
Superior Tribunal de Justiça no Habeas Corpus nº 224.797/PA.
Em síntese, o habeas anterior, de nº 111.357/PA, foi dirigido
contra o pronunciamento do Superior que implicou a ausência
de acolhida do pleito liminar. Em última análise, há
sucessividade passível de provocar o prejuízo da impetração
antecedente.
Sob o ângulo da adequação do denominado habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário constitucional, projeto o
exame para o julgamento definitivo. No mais, reitero o que tive
a oportunidade de consignar quando da apreciação do citado
Habeas Corpus nº 111.357:
Esta Turma, ao deferir a ordem no Habeas Corpus nº
87.041.4/PA, beneficiou o ora paciente com a soltura
considerada a prisão preventiva inicialmente formalizada e
reiterada mediante a sentença de pronúncia. O relator –
Ministro Cezar Peluso – assim resumiu a visão do Colegiado:
1. PRISÃO PREVENTIVA. Medida cautelar.
Natureza instrumental. Sacrifício da liberdade
individual. Excepcionalidade. Necessidade de se ater às
hipóteses legais. Sentido do art. 312 do CPP. Medida
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a
virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a
impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e
não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução
deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido
mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando-
se o paciente sob custódia.
Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de
consignar ao deferir, em 20 de agosto de 2012, a medida acauteladora,
torno-a definitiva:
2. Busca-se, já agora, infirmar o acórdão proferido pelo
Superior Tribunal de Justiça no Habeas Corpus nº 224.797/PA.
Em síntese, o habeas anterior, de nº 111.357/PA, foi dirigido
contra o pronunciamento do Superior que implicou a ausência
de acolhida do pleito liminar. Em última análise, há
sucessividade passível de provocar o prejuízo da impetração
antecedente.
Sob o ângulo da adequação do denominado habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário constitucional, projeto o
exame para o julgamento definitivo. No mais, reitero o que tive
a oportunidade de consignar quando da apreciação do citado
Habeas Corpus nº 111.357:
Esta Turma, ao deferir a ordem no Habeas Corpus nº
87.041.4/PA, beneficiou o ora paciente com a soltura
considerada a prisão preventiva inicialmente formalizada e
reiterada mediante a sentença de pronúncia. O relator –
Ministro Cezar Peluso – assim resumiu a visão do Colegiado:
1. PRISÃO PREVENTIVA. Medida cautelar.
Natureza instrumental. Sacrifício da liberdade
individual. Excepcionalidade. Necessidade de se ater às
hipóteses legais. Sentido do art. 312 do CPP. Medida
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
extrema que implica sacrifício à liberdade individual, a
prisão preventiva deve ordenar-se com redobrada cautela,
à vista, sobretudo, da sua função meramente instrumental,
enquanto tende a garantir a eficácia de eventual
provimento definitivo de caráter condenatório, bem como
perante a garantia constitucional da proibição de juízo
precário de culpabilidade, devendo fundar-se em razões
objetivas e concretas, capazes de corresponder às
hipóteses legais (fattispecie abstratas) que a autorizem.
2. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Decreto
fundado na gravidade do delito, a título de garantia da
ordem pública. Inadmissibilidade. Razão que não
autoriza a prisão cautelar. Constrangimento ilegal
caracterizado. Precedentes. É ilegal o decreto de prisão
preventiva que, a título de necessidade de garantir a
ordem pública, se funda na gravidade do delito.
3. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Decreto
fundado na necessidade de restabelecimento da ordem
pública, abalada pela gravidade do crime. Exigência do
clamor público. Inadmissibilidade. Razão que não
autoriza a prisão cautelar. Precedentes. É ilegal o decreto
de prisão preventiva baseado no clamor público para
restabelecimento da ordem social abalada pela gravidade
do fato.
4. AÇÃO PENAL. Homicídio doloso. Júri. Prisão
preventiva. Decreto destituído de fundamento legal.
Pronúncia. Silêncio a respeito. Contaminação pela
nulidade. Precedentes. Quando a sentença de pronúncia
se reporta aos fundamentos do decreto de prisão
preventiva, fica contaminada por eventual nulidade desse
e, a fortiori, quando silencie a respeito, de modo que, neste
caso, é nula, se o decreto da preventiva é destituído de
fundamento legal.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
extrema que implica sacrifício à liberdade individual, a
prisão preventiva deve ordenar-se com redobrada cautela,
à vista, sobretudo, da sua função meramente instrumental,
enquanto tende a garantir a eficácia de eventual
provimento definitivo de caráter condenatório, bem como
perante a garantia constitucional da proibição de juízo
precário de culpabilidade, devendo fundar-se em razões
objetivas e concretas, capazes de corresponder às
hipóteses legais (fattispecie abstratas) que a autorizem.
2. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Decreto
fundado na gravidade do delito, a título de garantia da
ordem pública. Inadmissibilidade. Razão que não
autoriza a prisão cautelar. Constrangimento ilegal
caracterizado. Precedentes. É ilegal o decreto de prisão
preventiva que, a título de necessidade de garantir a
ordem pública, se funda na gravidade do delito.
3. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Decreto
fundado na necessidade de restabelecimento da ordem
pública, abalada pela gravidade do crime. Exigência do
clamor público. Inadmissibilidade. Razão que não
autoriza a prisão cautelar. Precedentes. É ilegal o decreto
de prisão preventiva baseado no clamor público para
restabelecimento da ordem social abalada pela gravidade
do fato.
4. AÇÃO PENAL. Homicídio doloso. Júri. Prisão
preventiva. Decreto destituído de fundamento legal.
Pronúncia. Silêncio a respeito. Contaminação pela
nulidade. Precedentes. Quando a sentença de pronúncia
se reporta aos fundamentos do decreto de prisão
preventiva, fica contaminada por eventual nulidade desse
e, a fortiori, quando silencie a respeito, de modo que, neste
caso, é nula, se o decreto da preventiva é destituído de
fundamento legal.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
5. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Motivação
ilegal e insuficiente. Suprimento da motivação pelas
instâncias superiores em HC. Acréscimo de
fundamentos. Inadmissibilidade. Precedentes. HC
concedido. Não é lícito às instâncias superiores suprir, em
habeas corpus ou recurso da defesa, com novas razões, a
falta ou deficiência de fundamentação da decisão penal
impugnada.
Cabe perguntar a razão de ter vindo à balha, sem o
trânsito em julgado do título judicial condenatório, sem a culpa
estar formada, novo ato de constrição, ao menos sob o ângulo
formal, provisório. Eis o que o Presidente do Tribunal do Júri
proclamou ao determinar a prisão:
Nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da
condenação do mesmo no dia de hoje pelo Soberano
Tribunal do Júri Popular. Expeça-se o competente
mandado de prisão.
O Juízo desconheceu por completo não só o
pronunciamento anterior desta Turma como também o
princípio da não culpabilidade. A motivação da custódia
mostrou-se única: a condenação imposta pelo Tribunal do Júri,
muito embora sujeita, ainda, a recurso que, por sinal, veio a ser
interposto.
O Tribunal de Justiça do Estado do Pará, então, acabou por
aditar o fundamento da preventiva, talvez ante a notória
fragilidade, porquanto, em última análise, encerrara a execução
precoce, açodada, da pena. Cumpre perquirir como o fez. A
uma, consignou que seria o ora paciente o único réu, no
processo, que estaria solto. A duas, assentou que este possuiria
condições econômico-financeiras capazes de viabilizar a saída
6
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5. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Motivação
ilegal e insuficiente. Suprimento da motivação pelas
instâncias superiores em HC. Acréscimo de
fundamentos. Inadmissibilidade. Precedentes. HC
concedido. Não é lícito às instâncias superiores suprir, em
habeas corpus ou recurso da defesa, com novas razões, a
falta ou deficiência de fundamentação da decisão penal
impugnada.
Cabe perguntar a razão de ter vindo à balha, sem o
trânsito em julgado do título judicial condenatório, sem a culpa
estar formada, novo ato de constrição, ao menos sob o ângulo
formal, provisório. Eis o que o Presidente do Tribunal do Júri
proclamou ao determinar a prisão:
Nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da
condenação do mesmo no dia de hoje pelo Soberano
Tribunal do Júri Popular. Expeça-se o competente
mandado de prisão.
O Juízo desconheceu por completo não só o
pronunciamento anterior desta Turma como também o
princípio da não culpabilidade. A motivação da custódia
mostrou-se única: a condenação imposta pelo Tribunal do Júri,
muito embora sujeita, ainda, a recurso que, por sinal, veio a ser
interposto.
O Tribunal de Justiça do Estado do Pará, então, acabou por
aditar o fundamento da preventiva, talvez ante a notória
fragilidade, porquanto, em última análise, encerrara a execução
precoce, açodada, da pena. Cumpre perquirir como o fez. A
uma, consignou que seria o ora paciente o único réu, no
processo, que estaria solto. A duas, assentou que este possuiria
condições econômico-financeiras capazes de viabilizar a saída
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
do país. A três, considerou o fato de que ameaçara testemunha.
A quatro, disse da periculosidade do paciente.
Os dois primeiros elementos – a circunstância de ser o
único réu do processo a encontrar-se em liberdade e ter
condições econômico-financeiras – revelam-se neutros,
absolutamente neutros.
Quanto à ameaça a testemunha, observem que essa
motivação, àquela altura, não tinha razão. O paciente foi
julgado pelo Tribunal do Júri e interpôs apelação em via das
mais afuniladas porquanto voltada a infirmar o veredito dos
jurados. A instrução, até mesmo no tocante aos trabalhos de
plenário, estava encerrada. Como, nessa fase, justificar a prisão
preventiva com base na ocorrência de ameaça a testemunha, o
que, aliás, não foi veiculado quando da preventiva anterior à
deliberação do Júri?
Por último, há uma única linha sobre a periculosidade do
paciente, nada se consignando a respeito. Apenas se registrou:
“[...] por estar demonstrada a periculosidade do apelante […]”.
Evidentemente, levou-se em conta para tanto a condenação
imposta, mas esta ainda não transitou em julgado.
Ante o contexto, concedo a ordem para afastar a prisão do
paciente, obstaculizando, com isso, a execução da pena antes de
a decisão que a implicou estar coberta pela preclusão maior. É
como voto.
Vale ressaltar que, na sentença, o Juízo inviabilizou o
recurso em liberdade com base no fato de o Tribunal do Júri
haver concluído pela culpa do paciente. Determinou, então, a
expedição do mandado de prisão. Eis o trecho da decisão
proferida:
7
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do país. A três, considerou o fato de que ameaçara testemunha.
A quatro, disse da periculosidade do paciente.
Os dois primeiros elementos – a circunstância de ser o
único réu do processo a encontrar-se em liberdade e ter
condições econômico-financeiras – revelam-se neutros,
absolutamente neutros.
Quanto à ameaça a testemunha, observem que essa
motivação, àquela altura, não tinha razão. O paciente foi
julgado pelo Tribunal do Júri e interpôs apelação em via das
mais afuniladas porquanto voltada a infirmar o veredito dos
jurados. A instrução, até mesmo no tocante aos trabalhos de
plenário, estava encerrada. Como, nessa fase, justificar a prisão
preventiva com base na ocorrência de ameaça a testemunha, o
que, aliás, não foi veiculado quando da preventiva anterior à
deliberação do Júri?
Por último, há uma única linha sobre a periculosidade do
paciente, nada se consignando a respeito. Apenas se registrou:
“[...] por estar demonstrada a periculosidade do apelante […]”.
Evidentemente, levou-se em conta para tanto a condenação
imposta, mas esta ainda não transitou em julgado.
Ante o contexto, concedo a ordem para afastar a prisão do
paciente, obstaculizando, com isso, a execução da pena antes de
a decisão que a implicou estar coberta pela preclusão maior. É
como voto.
Vale ressaltar que, na sentença, o Juízo inviabilizou o
recurso em liberdade com base no fato de o Tribunal do Júri
haver concluído pela culpa do paciente. Determinou, então, a
expedição do mandado de prisão. Eis o trecho da decisão
proferida:
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
Nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da
condenação do mesmo no dia de hoje pelo soberano
Tribunal do Júri Popular. Expeça-se o competente
mandado de prisão.
Deu, a toda evidência, o paciente como culpado, muito
embora não houvesse ocorrido a preclusão do veredicto dos
jurados.
Acrescento que não cabia ao Tribunal de Justiça, no julgamento de
recurso da defesa, suplementar os fundamentos da decisão do Juízo que
implicou a ordem de custódia do paciente. Reporto-me, no particular, ao
que consignado, no habeas corpus anterior, pelo ministro Cezar Peluso,
cujo trecho está transcrito acima, muito embora diga respeito a
suplementação na via do habeas corpus. O enfoque não é diverso em se
tratando de recurso da defesa.
É como voto.
8
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Nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da
condenação do mesmo no dia de hoje pelo soberano
Tribunal do Júri Popular. Expeça-se o competente
mandado de prisão.
Deu, a toda evidência, o paciente como culpado, muito
embora não houvesse ocorrido a preclusão do veredicto dos
jurados.
Acrescento que não cabia ao Tribunal de Justiça, no julgamento de
recurso da defesa, suplementar os fundamentos da decisão do Juízo que
implicou a ordem de custódia do paciente. Reporto-me, no particular, ao
que consignado, no habeas corpus anterior, pelo ministro Cezar Peluso,
cujo trecho está transcrito acima, muito embora diga respeito a
suplementação na via do habeas corpus. O enfoque não é diverso em se
tratando de recurso da defesa.
É como voto.
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Extrato de Ata - 18/06/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.214
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, e da Senhora Ministra Rosa Weber, que concediam a ordem
de habeas corpus, tornando definitiva a liminar, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falou o Dr. Rodrigo
Alencastro, pelo Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.
Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a
cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra
Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.214
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, e da Senhora Ministra Rosa Weber, que concediam a ordem
de habeas corpus, tornando definitiva a liminar, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falou o Dr. Rodrigo
Alencastro, pelo Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.
Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a
cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra
Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto Vista
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
VOTO–VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Rememoro o caso, para uma perfeita compreensão da controvérsia.
Cuida-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com
pedido de liminar, impetrado pelos advogados José Eduardo Rangel
Alckmin e Rodrigo Otávio Barbosa de Alencastro em favor de Regivaldo
Pereira Galvão, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a qual denegou a ordem no HC nº
224.797/PA, Relator o Ministro Adilson Vieira Macabu.
Sustentam os impetrantes, basicamente, que se está impondo
constrangimento ilegal ao paciente, tendo em vista a falta de
fundamentação apta a justificar a necessidade da medida constritiva, bem
como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no
art. 312 do Código de Processo Penal.
Aduzem que
“a r. decisão de 1º grau não demonstrou concretamente a
necessidade de custodiar o paciente. A prisão foi decretada
como se fosse medida automática, acessória ao recebimento da
denúncia, pela gravidade do crime e a necessidade de se
impedir a ‘desestabilização social causada principalmente pelo
descrédito nas instituições, nas autoridades, nas leis e na
própria comunidade’.” (fl. 19 da inicial).
Pleiteiam, liminarmente, a concessão de ordem para que seja
revogada a prisão preventiva do paciente.
A liminar foi deferida pelo eminente Relator, o Ministro Marco
Aurélio.
O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
VOTO–VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Rememoro o caso, para uma perfeita compreensão da controvérsia.
Cuida-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com
pedido de liminar, impetrado pelos advogados José Eduardo Rangel
Alckmin e Rodrigo Otávio Barbosa de Alencastro em favor de Regivaldo
Pereira Galvão, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a qual denegou a ordem no HC nº
224.797/PA, Relator o Ministro Adilson Vieira Macabu.
Sustentam os impetrantes, basicamente, que se está impondo
constrangimento ilegal ao paciente, tendo em vista a falta de
fundamentação apta a justificar a necessidade da medida constritiva, bem
como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no
art. 312 do Código de Processo Penal.
Aduzem que
“a r. decisão de 1º grau não demonstrou concretamente a
necessidade de custodiar o paciente. A prisão foi decretada
como se fosse medida automática, acessória ao recebimento da
denúncia, pela gravidade do crime e a necessidade de se
impedir a ‘desestabilização social causada principalmente pelo
descrédito nas instituições, nas autoridades, nas leis e na
própria comunidade’.” (fl. 19 da inicial).
Pleiteiam, liminarmente, a concessão de ordem para que seja
revogada a prisão preventiva do paciente.
A liminar foi deferida pelo eminente Relator, o Ministro Marco
Aurélio.
O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 27
Voto Vista
HC 114214 / PA
conhecimento da impetração e pela concessão de ordem de ofício, a fim
de que fosse revogada a custódia do paciente.
Em sessão inaugural, o Relator, acompanhado pela Ministra Rosa
Weber, votou pela concessão da ordem, tornando definitiva a liminar.
Pedi vista dos autos para analisar as circunstâncias do caso.
É o breve relatório.
Como dito, o feito volta-se contra acórdão da Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a qual denegou a ordem no HC nº
224.797/PA, conforme mostra a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A VIDA.
HOMICÍDIO
QUALIFICADO.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO
DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA NO ACÓRDÃO.
REQUISITOS AUTORIZADORES PRESENTES. DECISÃO
FUNDAMENTADA. PRECEDENTES.
1. O fato de estar inserido no rol dos delitos hediondos ou
equiparados não basta para a imposição da constrição cautelar,
por ser necessária a existência de circunstâncias que
demonstrem a sua adoção.
2. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior
Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir
constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente
fundamentada, retratar a necessidade da medida para as
garantia da ordem pública e aplicação da lei penal.
3. No caso concreto, a prisão do paciente, decretada no
acórdão, encontrava-se fundamentada na sua periculosidade,
caracterizada pelo modus operandi do delito e pelas
circunstâncias da conduta incriminadora.
4. Ordem denegada” (fl. 1 – anexo 13).
No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso
ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta
da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, a qual
assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
conhecimento da impetração e pela concessão de ordem de ofício, a fim
de que fosse revogada a custódia do paciente.
Em sessão inaugural, o Relator, acompanhado pela Ministra Rosa
Weber, votou pela concessão da ordem, tornando definitiva a liminar.
Pedi vista dos autos para analisar as circunstâncias do caso.
É o breve relatório.
Como dito, o feito volta-se contra acórdão da Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a qual denegou a ordem no HC nº
224.797/PA, conforme mostra a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A VIDA.
HOMICÍDIO
QUALIFICADO.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO
DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA NO ACÓRDÃO.
REQUISITOS AUTORIZADORES PRESENTES. DECISÃO
FUNDAMENTADA. PRECEDENTES.
1. O fato de estar inserido no rol dos delitos hediondos ou
equiparados não basta para a imposição da constrição cautelar,
por ser necessária a existência de circunstâncias que
demonstrem a sua adoção.
2. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior
Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir
constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente
fundamentada, retratar a necessidade da medida para as
garantia da ordem pública e aplicação da lei penal.
3. No caso concreto, a prisão do paciente, decretada no
acórdão, encontrava-se fundamentada na sua periculosidade,
caracterizada pelo modus operandi do delito e pelas
circunstâncias da conduta incriminadora.
4. Ordem denegada” (fl. 1 – anexo 13).
No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso
ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta
da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, a qual
assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 27
Voto Vista
HC 114214 / PA
Marco Aurélio (DJe de 11/9/12), a inadmissibilidade do habeas corpus
que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário.
Não ignoro a existência das hipóteses excepcionais autorizadoras da
utilização do habeas corpus em caráter substitutivo enunciadas pelo
Ministro Marco Aurélio no julgamento do HC nº 110.328/RS (21/5/13), o
qual se encontra pendente de conclusão, em razão do pedido de vista do
Ministro Luiz Fux. Entretanto, ressalvada minha convicção pessoal
quanto ao cabimento do writ, mantenho-me, por ora, alinhado ao
entendimento que prevalece na Primeira Turma desde o julgado
proferido no HC nº 109.956/PR (Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
11/9/12).
Assim, voto tão somente pela extinção da impetração, por ser ela
inadequada.
Não obstante, a título de obiter dictum, deixo uma breve reflexão a
respeito do princípio constitucional da soberania dos vereditos, sem
prejuízo, porém, de outras considerações que venha a fazer quando for
discutida, de fato, essa questão.
A respeito desse princípio constitucional essencial para os
julgamentos realizados pelo Tribunal do Júri (art. 5º, inciso XXXVIII,
alínea c, da Constituição da República), ensina Souza Nucci, em sua obra
Princípios Constitucionais Penais e Processuais Penais, que
“a soberania dos veredictos é a alma do Tribunal Popular,
assegurando-lhe o efetivo poder jurisdicional e não somente a
prolação de um parecer, passível de rejeição por qualquer
magistrado togado. Ser soberano significa atingir a supremacia,
o mais alto grau de uma escala, o poder absoluto, acima do qual
inexiste outro. Traduzindo-se esse valor para o contexto do
veredicto popular, quer-se assegurar seja esta a última voz a
decidir o caso, quando apresentado a julgamento no Tribunal
do Júri” (São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010).
Como preleciona o jurista Paulo Rangel,
3
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4895387.
Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
Marco Aurélio (DJe de 11/9/12), a inadmissibilidade do habeas corpus
que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário.
Não ignoro a existência das hipóteses excepcionais autorizadoras da
utilização do habeas corpus em caráter substitutivo enunciadas pelo
Ministro Marco Aurélio no julgamento do HC nº 110.328/RS (21/5/13), o
qual se encontra pendente de conclusão, em razão do pedido de vista do
Ministro Luiz Fux. Entretanto, ressalvada minha convicção pessoal
quanto ao cabimento do writ, mantenho-me, por ora, alinhado ao
entendimento que prevalece na Primeira Turma desde o julgado
proferido no HC nº 109.956/PR (Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
11/9/12).
Assim, voto tão somente pela extinção da impetração, por ser ela
inadequada.
Não obstante, a título de obiter dictum, deixo uma breve reflexão a
respeito do princípio constitucional da soberania dos vereditos, sem
prejuízo, porém, de outras considerações que venha a fazer quando for
discutida, de fato, essa questão.
A respeito desse princípio constitucional essencial para os
julgamentos realizados pelo Tribunal do Júri (art. 5º, inciso XXXVIII,
alínea c, da Constituição da República), ensina Souza Nucci, em sua obra
Princípios Constitucionais Penais e Processuais Penais, que
“a soberania dos veredictos é a alma do Tribunal Popular,
assegurando-lhe o efetivo poder jurisdicional e não somente a
prolação de um parecer, passível de rejeição por qualquer
magistrado togado. Ser soberano significa atingir a supremacia,
o mais alto grau de uma escala, o poder absoluto, acima do qual
inexiste outro. Traduzindo-se esse valor para o contexto do
veredicto popular, quer-se assegurar seja esta a última voz a
decidir o caso, quando apresentado a julgamento no Tribunal
do Júri” (São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010).
Como preleciona o jurista Paulo Rangel,
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Voto Vista
HC 114214 / PA
“a verdade será aquela decidida pelos jurados,
independentemente do que as partes possam alegar. Os jurados
simbolizam a paz e a harmonia entre os homens, pois são os
iguais decidindo o que os outros iguais querem para a
sociedade. Os jurados simbolizam a verdade suprema e, por
isso, suas decisões são soberanas” (Direito Processual Penal,
20. ed. São Paulo: Atlas, 2012).
A par desses conceitos, pode-se dizer que o princípio constitucional
da soberania dos vereditos confere à decisão dos jurados, em tese, um
caráter de intangibilidade quanto ao seu mérito.
Não ignoro, entretanto, a posição majoritária da doutrina e da
jurisprudência no sentido de que o veredito do júri, embora soberano,
não é absoluto. Todavia, essa soberania somente pode ser mitigada
quando da necessidade de se verificar a existência de aspectos técnico-
jurídicos e questões de direito em um rol extremamente exaustivo, sendo
este o ponto de encaixe do meu ponto de vista
.
Refiro-me ao seu art. 593, inciso III:
“Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias:
(...)
III - das decisões do Tribunal do Júri, quando:
a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia (aspecto técnico-
jurídico);
b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa
ou à decisão dos jurados (aspecto técnico- jurídico);
c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena
ou da medida de segurança (questão de direito);
d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à
prova dos autos (questões de fato e de direito) (...)”.
Note-se que, segundo a alínea d do dispositivo, a contrariedade
entre a decisão e a prova que desafia recurso é aquela que está manifesta,
evidente, patente nos autos. Essa circunstância, em princípio, seria dotada
4
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HC 114214 / PA
“a verdade será aquela decidida pelos jurados,
independentemente do que as partes possam alegar. Os jurados
simbolizam a paz e a harmonia entre os homens, pois são os
iguais decidindo o que os outros iguais querem para a
sociedade. Os jurados simbolizam a verdade suprema e, por
isso, suas decisões são soberanas” (Direito Processual Penal,
20. ed. São Paulo: Atlas, 2012).
A par desses conceitos, pode-se dizer que o princípio constitucional
da soberania dos vereditos confere à decisão dos jurados, em tese, um
caráter de intangibilidade quanto ao seu mérito.
Não ignoro, entretanto, a posição majoritária da doutrina e da
jurisprudência no sentido de que o veredito do júri, embora soberano,
não é absoluto. Todavia, essa soberania somente pode ser mitigada
quando da necessidade de se verificar a existência de aspectos técnico-
jurídicos e questões de direito em um rol extremamente exaustivo, sendo
este o ponto de encaixe do meu ponto de vista
.
Refiro-me ao seu art. 593, inciso III:
“Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias:
(...)
III - das decisões do Tribunal do Júri, quando:
a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia (aspecto técnico-
jurídico);
b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa
ou à decisão dos jurados (aspecto técnico- jurídico);
c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena
ou da medida de segurança (questão de direito);
d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à
prova dos autos (questões de fato e de direito) (...)”.
Note-se que, segundo a alínea d do dispositivo, a contrariedade
entre a decisão e a prova que desafia recurso é aquela que está manifesta,
evidente, patente nos autos. Essa circunstância, em princípio, seria dotada
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Voto Vista
HC 114214 / PA
de legitimidade jurídica, em seus aspectos formais e materiais, para
mitigar o preceito constitucional da soberania sem afrontá-lo.
Entretanto, a maioria dos casos não reflete essa situação peculiar.
Ocorre que o apelo manejado com fulcro na alínea d da norma regente
apenas se presta para manifestar inconformismo quanto ao desfecho
absolutório ou condenatório do julgamento. Ou seja, é incabível quando
não há decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos,
mas, sim, opção do Conselho de Sentença por uma das versões - baseadas
em fatos válidos e comprovados durante o processo - apresentadas para o
ocorrido, a qual deságua em um juízo final de condenação ou absolvição
(há quem defenda a inconstitucionalidade do recurso de apelação
manejado pelo órgão acusador com fundamento no art. 593, III, d, do
CPP).
Nessa circunstância, a meu ver, o apelo afasta a autonomia da
instituição do Tribunal do Júri, em claro desrespeito ao princípio
constitucional que o erige ao status de soberano.
Valem aqui as premissas que Nucci quanto à recorribilidade dos
vereditos do Conselho de Sentença:
“Quando interposta apelação, quanto ao mérito da decisão
popular, deve o Tribunal togado agir com a máxima cautela, a
fim de não dar provimento a todo e qualquer apelo, somente
porque entende ser mais adequada outra avaliação. Ou porque o
veredito popular contraria a jurisprudência da Corte. Nada disso
interessa ao jurado, que é leigo. Respeitar a soberania dos
veredictos significa abdicar da parcela de poder jurisdicional,
concernente ao magistrado togado, para, simplesmente,
fiscalizar e buscar corrigir excessos e abusos, mas sem invadir o
âmago da decisão, crendo-a justa ou injusta.
O parâmetro correto para a reavaliação do Tribunal
togado em relação à decisão do júri é o conjunto probatório: se
há duas versões válidas, dependentes apenas da interpretação,
para levar à condenação ou à absolvição, escolhida uma das
linhas pelo Conselho de Sentença, há de se respeitar sua
soberania. Nenhuma modificação pode existir” (Princípios
5
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HC 114214 / PA
de legitimidade jurídica, em seus aspectos formais e materiais, para
mitigar o preceito constitucional da soberania sem afrontá-lo.
Entretanto, a maioria dos casos não reflete essa situação peculiar.
Ocorre que o apelo manejado com fulcro na alínea d da norma regente
apenas se presta para manifestar inconformismo quanto ao desfecho
absolutório ou condenatório do julgamento. Ou seja, é incabível quando
não há decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos,
mas, sim, opção do Conselho de Sentença por uma das versões - baseadas
em fatos válidos e comprovados durante o processo - apresentadas para o
ocorrido, a qual deságua em um juízo final de condenação ou absolvição
(há quem defenda a inconstitucionalidade do recurso de apelação
manejado pelo órgão acusador com fundamento no art. 593, III, d, do
CPP).
Nessa circunstância, a meu ver, o apelo afasta a autonomia da
instituição do Tribunal do Júri, em claro desrespeito ao princípio
constitucional que o erige ao status de soberano.
Valem aqui as premissas que Nucci quanto à recorribilidade dos
vereditos do Conselho de Sentença:
“Quando interposta apelação, quanto ao mérito da decisão
popular, deve o Tribunal togado agir com a máxima cautela, a
fim de não dar provimento a todo e qualquer apelo, somente
porque entende ser mais adequada outra avaliação. Ou porque o
veredito popular contraria a jurisprudência da Corte. Nada disso
interessa ao jurado, que é leigo. Respeitar a soberania dos
veredictos significa abdicar da parcela de poder jurisdicional,
concernente ao magistrado togado, para, simplesmente,
fiscalizar e buscar corrigir excessos e abusos, mas sem invadir o
âmago da decisão, crendo-a justa ou injusta.
O parâmetro correto para a reavaliação do Tribunal
togado em relação à decisão do júri é o conjunto probatório: se
há duas versões válidas, dependentes apenas da interpretação,
para levar à condenação ou à absolvição, escolhida uma das
linhas pelo Conselho de Sentença, há de se respeitar sua
soberania. Nenhuma modificação pode existir” (Princípios
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Voto Vista
HC 114214 / PA
Constitucionais Penais e Processuais Penais. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2010).
Essas minhas preocupações, que ora compartilho com Vossas
Excelências, já foram objeto de análise pelo eminente Ministro Celso de
Mello no julgamento do HC nº 100.975/SP, o qual, com a proficiência que
lhe é peculiar, assentou, entre outros aspectos, que
“não obstante reformáveis as decisões emanadas do Júri,
é preciso salientar - até mesmo para tornar efetivo o respeito ao
princípio constitucional da soberania dos seus veredictos - que
deve ser excepcional, como já pôde advertir este Supremo
Tribunal Federal, o provimento do recurso de apelação
interposto dos atos decisórios proferidos pelo Conselho de
Sentença (RTJ 48/324-325, Rel. Min. EVANDRO LINS)”
(Segunda Turma, DJe de 2/8/13).
Ainda naquela oportunidade, ressaltou sua Excelência que “a
apelabilidade das decisões emanadas do Júri, nas hipóteses de conflito
evidente com a prova dos autos, não ofende o postulado constitucional
que assegura a soberania dos veredictos desse Tribunal Popular (...)”
(grifos do autor).
Faço apenas essa rasa reflexão sobre o tema, que, para além da
controvérsia acadêmica, é extremamente instigante e merece ser em breve
enfrentada por esta Corte.
6
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HC 114214 / PA
Constitucionais Penais e Processuais Penais. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2010).
Essas minhas preocupações, que ora compartilho com Vossas
Excelências, já foram objeto de análise pelo eminente Ministro Celso de
Mello no julgamento do HC nº 100.975/SP, o qual, com a proficiência que
lhe é peculiar, assentou, entre outros aspectos, que
“não obstante reformáveis as decisões emanadas do Júri,
é preciso salientar - até mesmo para tornar efetivo o respeito ao
princípio constitucional da soberania dos seus veredictos - que
deve ser excepcional, como já pôde advertir este Supremo
Tribunal Federal, o provimento do recurso de apelação
interposto dos atos decisórios proferidos pelo Conselho de
Sentença (RTJ 48/324-325, Rel. Min. EVANDRO LINS)”
(Segunda Turma, DJe de 2/8/13).
Ainda naquela oportunidade, ressaltou sua Excelência que “a
apelabilidade das decisões emanadas do Júri, nas hipóteses de conflito
evidente com a prova dos autos, não ofende o postulado constitucional
que assegura a soberania dos veredictos desse Tribunal Popular (...)”
(grifos do autor).
Faço apenas essa rasa reflexão sobre o tema, que, para além da
controvérsia acadêmica, é extremamente instigante e merece ser em breve
enfrentada por esta Corte.
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Explicação
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, peço a palavra apenas para retratar o quadro revelado neste
processo.
Implementei a cautelar em 20 de agosto de 2012, mas vamos colocar
em segundo plano esse aspecto. O que houve? Houve uma preventiva,
confirmada na sentença de pronúncia e glosada pela Turma, em acórdão
do ministro Cezar Peluso, no Habeas Corpus nº 87.041.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Quer dizer,
glosou a preventiva com habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Apontou
que não cabe à segunda instância – quer em ação, que é de mão única,
visa beneficiar o paciente, o habeas corpus, quer em recurso da defesa –
suplementar as razões da preventiva. Isso é pacífico. Então, fulminou-se a
preventiva.
Perguntei no voto confeccionado: por que o Juízo teria voltado a
determinar a expedição de mandado de prisão? O Juízo consignou,
partindo para a execução precoce, açodada, temporã da pena, dando a
culpa por selada:
“nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da condenação
do mesmo no dia de hoje pelo soberano Tribunal do Júri
Popular. Expeça-se o competente mandado de prisão.”
Nada mais disse que pudesse ser enquadrado no artigo 312 do
Código de Processo Penal. Então, essa cláusula determinando a expedição
do mandado de prisão implicou dar a culpa por selada, como se não
pudesse haver recurso, em que pese à permissão do Código de Processo
Penal, contra o veredito dos jurados. Há essa peculiaridade.
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, peço a palavra apenas para retratar o quadro revelado neste
processo.
Implementei a cautelar em 20 de agosto de 2012, mas vamos colocar
em segundo plano esse aspecto. O que houve? Houve uma preventiva,
confirmada na sentença de pronúncia e glosada pela Turma, em acórdão
do ministro Cezar Peluso, no Habeas Corpus nº 87.041.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Quer dizer,
glosou a preventiva com habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Apontou
que não cabe à segunda instância – quer em ação, que é de mão única,
visa beneficiar o paciente, o habeas corpus, quer em recurso da defesa –
suplementar as razões da preventiva. Isso é pacífico. Então, fulminou-se a
preventiva.
Perguntei no voto confeccionado: por que o Juízo teria voltado a
determinar a expedição de mandado de prisão? O Juízo consignou,
partindo para a execução precoce, açodada, temporã da pena, dando a
culpa por selada:
“nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da condenação
do mesmo no dia de hoje pelo soberano Tribunal do Júri
Popular. Expeça-se o competente mandado de prisão.”
Nada mais disse que pudesse ser enquadrado no artigo 312 do
Código de Processo Penal. Então, essa cláusula determinando a expedição
do mandado de prisão implicou dar a culpa por selada, como se não
pudesse haver recurso, em que pese à permissão do Código de Processo
Penal, contra o veredito dos jurados. Há essa peculiaridade.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 27
Explicação
HC 114214 / PA
A meu ver, colocou-se em segundo plano – o que motivaria até
reclamação – o pronunciamento da Turma, na óptica, que não foi a
minha, mas que devo ter subscrito, do ministro Cezar Peluso.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
A meu ver, colocou-se em segundo plano – o que motivaria até
reclamação – o pronunciamento da Turma, na óptica, que não foi a
minha, mas que devo ter subscrito, do ministro Cezar Peluso.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 27
Confirmação de Voto
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu
só acrescentaria que acompanhei e continuo acompanhando o voto do
eminente Relator, data maxima venia, não ficando na extinção sem
resolução do mérito porque, aqui, de fato, entenderíamos cabível o
recurso em habeas corpus, mas o próprio Ministério Público opinou pela
concessão da ordem de ofício.
Então, imagino que eu tenha votado no sentido da concessão da
ordem de ofício, não seria o caso de abrir uma divergência para
acompanhar o voto do eminente Relator? Imagino que teria sido por essa
razão.
Supremo Tribunal Federal
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05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu
só acrescentaria que acompanhei e continuo acompanhando o voto do
eminente Relator, data maxima venia, não ficando na extinção sem
resolução do mérito porque, aqui, de fato, entenderíamos cabível o
recurso em habeas corpus, mas o próprio Ministério Público opinou pela
concessão da ordem de ofício.
Então, imagino que eu tenha votado no sentido da concessão da
ordem de ofício, não seria o caso de abrir uma divergência para
acompanhar o voto do eminente Relator? Imagino que teria sido por essa
razão.
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Debate
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É porque, na
verdade, o recurso, a tese do Ministro Dias Toffoli é de ser pensada,
porque a soberania do Júri, num primeiro plano, dá a ideia de que
somente errores in procedendo do Júri deveriam ser questionáveis no
recurso para manter a soberania do julgamento do jurado.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Exatamente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Essa é uma
tese boa, uma tese interessante que até limita essa...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Deliberação manifestamente contrária à prova e nulidade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Erro de
proceder mesmo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mas, de qualquer sorte,
aqui a prisão é cautelar.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Aqui não foi
uma apelação contra o julgamento do Júri.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Na verdade
foi um habeas corpus.
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É porque, na
verdade, o recurso, a tese do Ministro Dias Toffoli é de ser pensada,
porque a soberania do Júri, num primeiro plano, dá a ideia de que
somente errores in procedendo do Júri deveriam ser questionáveis no
recurso para manter a soberania do julgamento do jurado.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Exatamente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Essa é uma
tese boa, uma tese interessante que até limita essa...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Deliberação manifestamente contrária à prova e nulidade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Erro de
proceder mesmo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mas, de qualquer sorte,
aqui a prisão é cautelar.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Aqui não foi
uma apelação contra o julgamento do Júri.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Na verdade
foi um habeas corpus.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 27
Debate
HC 114214 / PA
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o habeas para a
cautelar.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
É que já há julgamento do Júri com condenação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sua
Excelência está sendo coerente.
2
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HC 114214 / PA
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o habeas para a
cautelar.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
É que já há julgamento do Júri com condenação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sua
Excelência está sendo coerente.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.214
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, e da Senhora Ministra Rosa Weber, que concediam a ordem
de habeas corpus, tornando definitiva a liminar, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falou o Dr. Rodrigo
Alencastro, pelo Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1ª Turma, 5.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.214
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, e da Senhora Ministra Rosa Weber, que concediam a ordem
de habeas corpus, tornando definitiva a liminar, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falou o Dr. Rodrigo
Alencastro, pelo Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1ª Turma, 5.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 27
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4978236
| 2013-11-05T00:00:00
| 2013-12-05T00:00:00
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Após os votos do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, e da Senhora Ministra Rosa Weber, que concediam a ordem de habeas corpus, tornando definitiva a liminar, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falou o Dr. Rodrigo Alencastro, pelo Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.11.2013.
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HABEAS CORPUS
|
HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO. Sendo objeto do habeas corpus a preservação da liberdade de ir e vir atingida diretamente, porque expedido mandado de prisão ou porquanto, com maior razão, esta já ocorreu, mostra-se adequada a impetração, dando-se alcance maior à garantia versada no artigo 5º, inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução em óptica linear assentada anteriormente.
PRISÃO PROVISÓRIA – FUNDAMENTOS – APELAÇÃO DA DEFESA. Descabe, no julgamento de recurso da defesa, suplementar o ato mediante o qual determinada a custódia provisória do acusado.
PENA – EXECUÇÃO. Ante o princípio constitucional da não culpabilidade, revela-se impróprio executar a pena antes de a culpa estar selada, ou seja, sem a preclusão maior do título condenatório.
|
sjur250762
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC)
HC 109956 (1ªT).
(APELAÇÃO, DECISÃO, JÚRI)
HC 100975 (2ªT).
(PRISÃO PREVENTIVA, ILEGITIMIDADE)
HC 87041 (1ªT).
- Veja HC 110328 do STF.
Número de páginas: 27.
Análise: 17/12/2013, GOD.
Revisão: 27/02/2014, SER.
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MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
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114214
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00038 LET-C INC-00068 \n ART-00102 INC-00002 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312 ART-00593 INC-00003 LET-A \n LET-B LET-C LET-D\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
HC
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acordaos
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HC 114214
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""
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PACTE.(S) : REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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""
] |
Ementa e Acórdão
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S)
:JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO ORDINÁRIO
CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA
VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO. Sendo objeto do habeas corpus a
preservação da liberdade de ir e vir atingida diretamente, porque
expedido mandado de prisão ou porquanto, com maior razão, esta já
ocorreu, mostra-se adequada a impetração, dando-se alcance maior à
garantia versada no artigo 5..., inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução
em óptica linear assentada anteriormente.
PRISÃO PROVISÓRIA – FUNDAMENTOS – APELAÇÃO DA
DEFESA. Descabe, no julgamento de recurso da defesa, suplementar o ato
mediante o qual determinada a custódia provisória do acusado.
PENA – EXECUÇÃO. Ante o princípio constitucional da não
culpabilidade, revela-se impróprio executar a pena antes de a culpa estar
selada, ou seja, sem a preclusão maior do título condenatório.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão
presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento
e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 5 de novembro de 2013.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 27
Ementa e Acórdão
HC 114214 / PA
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 27
Relatório
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S)
:JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que
implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida:
HABEAS CORPUS – ADEQUAÇÃO –
EXAME – PROJEÇÃO PARA O
JULGAMENTO DE FUNDO.
PRISÃO
PREVENTIVA
–
FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA –
LIMINAR DEFERIDA.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
O paciente foi condenado, em 1... de maio de 2010, a trinta
anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do
delito previsto no artigo 121, § 2..., incisos I e IV (homicídio
qualificado), combinado com a agravante do artigo 61, inciso II,
alínea “h” (se cometido contra pessoa idosa), do Código Penal,
porquanto teriam sido comprovadas a materialidade e a autoria
no homicídio que vitimou a missionária Dorothy Mae Stang.
Negou-se ao condenado o direito de apelar em liberdade.
Interposta apelação criminal no Tribunal de Justiça do
Estado do Pará, a 1... Câmara Criminal Isolada negou
provimento ao recurso, consignando a necessidade da
manutenção da preventiva, determinada pelo Presidente do
Tribunal do Júri ao proferir a condenação com fundamento na
garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei
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Supremo Tribunal Federal
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S)
:JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que
implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida:
HABEAS CORPUS – ADEQUAÇÃO –
EXAME – PROJEÇÃO PARA O
JULGAMENTO DE FUNDO.
PRISÃO
PREVENTIVA
–
FUNDAMENTOS – INSUBSISTÊNCIA –
LIMINAR DEFERIDA.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
O paciente foi condenado, em 1... de maio de 2010, a trinta
anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do
delito previsto no artigo 121, § 2..., incisos I e IV (homicídio
qualificado), combinado com a agravante do artigo 61, inciso II,
alínea “h” (se cometido contra pessoa idosa), do Código Penal,
porquanto teriam sido comprovadas a materialidade e a autoria
no homicídio que vitimou a missionária Dorothy Mae Stang.
Negou-se ao condenado o direito de apelar em liberdade.
Interposta apelação criminal no Tribunal de Justiça do
Estado do Pará, a 1... Câmara Criminal Isolada negou
provimento ao recurso, consignando a necessidade da
manutenção da preventiva, determinada pelo Presidente do
Tribunal do Júri ao proferir a condenação com fundamento na
garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 27
Relatório
HC 114214 / PA
penal.
Contra essa decisão, protocolou-se recurso especial, ao
qual foi negado seguimento pelo Tribunal local, levando à
interposição de agravo de instrumento.
Concomitantemente, formalizou-se habeas no Superior
Tribunal de Justiça – de n 224.797/PA. O relator, ministro
Adilson Vieira Macabu, desembargador convocado do Tribunal
de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 10 de novembro de
2011, indeferiu o pedido de liminar. Assentou estar, até aquele
momento, justificada a segregação do paciente. Em 1... de
fevereiro de 2012, Sua Excelência não acolheu o pleito de
reconsideração formulado pela defesa. Esclareceu que a
necessidade da prisão cautelar residiria no modo como teria
sido cometido o crime, a revelar a periculosidade do paciente. O
mérito da impetração foi julgado em 22 de maio de 2012,
havendo a Quinta Turma do Superior indeferido a ordem em
acórdão com a seguinte ementa:
HABEAS CORPUS . CRIME CONTRA A VIDA.
HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA
REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA
NO ACÓRDÃO. REQUISITOS AUTORIZADORES
PRESENTES.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
PRECEDENTES.
1. O fato de estar inserido no rol dos delitos
hediondos ou equiparados não basta para a imposição da
constrição cautelar, por ser necessária a existência de
circunstâncias que demonstrem a sua adoção.
2. As Turmas componentes da Terceira Seção do
Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o
entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
penal.
Contra essa decisão, protocolou-se recurso especial, ao
qual foi negado seguimento pelo Tribunal local, levando à
interposição de agravo de instrumento.
Concomitantemente, formalizou-se habeas no Superior
Tribunal de Justiça – de n 224.797/PA. O relator, ministro
Adilson Vieira Macabu, desembargador convocado do Tribunal
de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em 10 de novembro de
2011, indeferiu o pedido de liminar. Assentou estar, até aquele
momento, justificada a segregação do paciente. Em 1... de
fevereiro de 2012, Sua Excelência não acolheu o pleito de
reconsideração formulado pela defesa. Esclareceu que a
necessidade da prisão cautelar residiria no modo como teria
sido cometido o crime, a revelar a periculosidade do paciente. O
mérito da impetração foi julgado em 22 de maio de 2012,
havendo a Quinta Turma do Superior indeferido a ordem em
acórdão com a seguinte ementa:
HABEAS CORPUS . CRIME CONTRA A VIDA.
HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA
REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA
NO ACÓRDÃO. REQUISITOS AUTORIZADORES
PRESENTES.
DECISÃO
FUNDAMENTADA.
PRECEDENTES.
1. O fato de estar inserido no rol dos delitos
hediondos ou equiparados não basta para a imposição da
constrição cautelar, por ser necessária a existência de
circunstâncias que demonstrem a sua adoção.
2. As Turmas componentes da Terceira Seção do
Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o
entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 27
Relatório
HC 114214 / PA
a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a
necessidade da medida para as garantia da ordem pública
e aplicação da lei penal.
3. No caso concreto, a prisão do paciente, decretada
no acórdão, encontrava-se fundamentada na sua
periculosidade, caracterizada pelo modus operandi do
delito e pelas circunstâncias da conduta incriminadora.
4. Ordem denegada.
Neste habeas, os impetrantes sustentam a incorreção das
decisões judiciais em que, em três oportunidades, foi
determinada a prisão preventiva do paciente. Alegam a
inexistência de ameaça à ordem pública ou à instrução
processual, pois os fundamentos utilizados para justificar a
manutenção da custódia teriam sido analisados e afastados pela
Primeira Turma do Supremo no julgamento do Habeas Corpus n
87.041/PA. Na assentada, consoante afirmam, determinou-se a
expedição de alvará de soltura em favor do paciente para que
aguardasse solto o julgamento da ação penal a que responde.
Ponderam não haver o Juízo demonstrado, de forma concreta, a
necessidade da segregação, não servindo a medida para
satisfazer qualquer anseio vingativo provocado pela
repercussão dos fatos. Requerem o implemento de liminar para
permanecer em liberdade até o julgamento final deste processo.
No mérito, buscam a anulação da prisão preventiva
determinada contra o paciente.
A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento da
impetração e, de ofício, pela concessão da ordem para revogar a prisão
cautelar do paciente.
Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que o
processo em que formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se
arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado do acórdão, ocorrido
em 20 de agosto de 2012.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a
necessidade da medida para as garantia da ordem pública
e aplicação da lei penal.
3. No caso concreto, a prisão do paciente, decretada
no acórdão, encontrava-se fundamentada na sua
periculosidade, caracterizada pelo modus operandi do
delito e pelas circunstâncias da conduta incriminadora.
4. Ordem denegada.
Neste habeas, os impetrantes sustentam a incorreção das
decisões judiciais em que, em três oportunidades, foi
determinada a prisão preventiva do paciente. Alegam a
inexistência de ameaça à ordem pública ou à instrução
processual, pois os fundamentos utilizados para justificar a
manutenção da custódia teriam sido analisados e afastados pela
Primeira Turma do Supremo no julgamento do Habeas Corpus n
87.041/PA. Na assentada, consoante afirmam, determinou-se a
expedição de alvará de soltura em favor do paciente para que
aguardasse solto o julgamento da ação penal a que responde.
Ponderam não haver o Juízo demonstrado, de forma concreta, a
necessidade da segregação, não servindo a medida para
satisfazer qualquer anseio vingativo provocado pela
repercussão dos fatos. Requerem o implemento de liminar para
permanecer em liberdade até o julgamento final deste processo.
No mérito, buscam a anulação da prisão preventiva
determinada contra o paciente.
A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento da
impetração e, de ofício, pela concessão da ordem para revogar a prisão
cautelar do paciente.
Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça revelou que o
processo em que formalizado o ato atacado nesta impetração encontra-se
arquivado em definitivo, após o trânsito em julgado do acórdão, ocorrido
em 20 de agosto de 2012.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 27
Relatório
HC 114214 / PA
Lancei visto no processo em 9 de junho de 2013, liberando-o para ser
examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência
dos impetrantes.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
Lancei visto no processo em 9 de junho de 2013, liberando-o para ser
examinado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência
dos impetrantes.
É o relatório.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este
habeas surge, de início, como substitutivo do recurso ordinário
constitucional, sendo inadequado. Valho-me do que tenho consignado a
respeito:
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição, passou-se a admitir o denominado
habeas
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
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Supremo Tribunal Federal
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este
habeas surge, de início, como substitutivo do recurso ordinário
constitucional, sendo inadequado. Valho-me do que tenho consignado a
respeito:
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição, passou-se a admitir o denominado
habeas
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034719.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional
Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa
ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas
substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos.
Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da
substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo
para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for
o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a
expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional
Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa
ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas
substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos.
Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da
substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo
para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for
o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a
expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
Quanto a esse enfoque, vim a evoluir nos seguintes termos:
Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do
habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas
ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5...,
inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será
concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir,
por ilegalidade ou abuso de poder.
Observem que o caso que deu origem ao precedente
envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do
fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela
defesa – Habeas Corpus n 109.956/PR, de minha relatoria,
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de
setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de
locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de
mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto,
cerceada.
Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica
com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros
instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão
competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos
Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um
recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três
a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão
permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a
liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é
inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao
contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos
regimentos em geral.
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
Quanto a esse enfoque, vim a evoluir nos seguintes termos:
Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do
habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas
ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5...,
inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será
concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir,
por ilegalidade ou abuso de poder.
Observem que o caso que deu origem ao precedente
envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do
fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela
defesa – Habeas Corpus n 109.956/PR, de minha relatoria,
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de
setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de
locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de
mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto,
cerceada.
Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica
com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros
instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão
competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos
Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um
recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três
a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão
permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a
liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é
inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao
contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos
regimentos em geral.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a
virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a
impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e
não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução
deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido
mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando-
se o paciente sob custódia.
Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de
consignar ao deferir, em 20 de agosto de 2012, a medida acauteladora,
torno-a definitiva:
2. Busca-se, já agora, infirmar o acórdão proferido pelo
Superior Tribunal de Justiça no Habeas Corpus n 224.797/PA.
Em síntese, o habeas anterior, de n 111.357/PA, foi dirigido
contra o pronunciamento do Superior que implicou a ausência
de acolhida do pleito liminar. Em última análise, há
sucessividade passível de provocar o prejuízo da impetração
antecedente.
Sob o ângulo da adequação do denominado habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário constitucional, projeto o
exame para o julgamento definitivo. No mais, reitero o que tive
a oportunidade de consignar quando da apreciação do citado
Habeas Corpus n 111.357:
Esta Turma, ao deferir a ordem no Habeas Corpus n
87.041.4/PA, beneficiou o ora paciente com a soltura
considerada a prisão preventiva inicialmente formalizada e
reiterada mediante a sentença de pronúncia. O relator –
Ministro Cezar Peluso – assim resumiu a visão do Colegiado:
1. PRISÃO PREVENTIVA. Medida cautelar.
Natureza instrumental. Sacrifício da liberdade
individual. Excepcionalidade. Necessidade de se ater às
hipóteses legais. Sentido do art. 312 do CPP. Medida
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Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a
virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a
impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e
não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução
deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido
mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando-
se o paciente sob custódia.
Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de
consignar ao deferir, em 20 de agosto de 2012, a medida acauteladora,
torno-a definitiva:
2. Busca-se, já agora, infirmar o acórdão proferido pelo
Superior Tribunal de Justiça no Habeas Corpus n 224.797/PA.
Em síntese, o habeas anterior, de n 111.357/PA, foi dirigido
contra o pronunciamento do Superior que implicou a ausência
de acolhida do pleito liminar. Em última análise, há
sucessividade passível de provocar o prejuízo da impetração
antecedente.
Sob o ângulo da adequação do denominado habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário constitucional, projeto o
exame para o julgamento definitivo. No mais, reitero o que tive
a oportunidade de consignar quando da apreciação do citado
Habeas Corpus n 111.357:
Esta Turma, ao deferir a ordem no Habeas Corpus n
87.041.4/PA, beneficiou o ora paciente com a soltura
considerada a prisão preventiva inicialmente formalizada e
reiterada mediante a sentença de pronúncia. O relator –
Ministro Cezar Peluso – assim resumiu a visão do Colegiado:
1. PRISÃO PREVENTIVA. Medida cautelar.
Natureza instrumental. Sacrifício da liberdade
individual. Excepcionalidade. Necessidade de se ater às
hipóteses legais. Sentido do art. 312 do CPP. Medida
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
extrema que implica sacrifício à liberdade individual, a
prisão preventiva deve ordenar-se com redobrada cautela,
à vista, sobretudo, da sua função meramente instrumental,
enquanto tende a garantir a eficácia de eventual
provimento definitivo de caráter condenatório, bem como
perante a garantia constitucional da proibição de juízo
precário de culpabilidade, devendo fundar-se em razões
objetivas e concretas, capazes de corresponder às
hipóteses legais (fattispecie abstratas) que a autorizem.
2. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Decreto
fundado na gravidade do delito, a título de garantia da
ordem pública. Inadmissibilidade. Razão que não
autoriza a prisão cautelar. Constrangimento ilegal
caracterizado. Precedentes. É ilegal o decreto de prisão
preventiva que, a título de necessidade de garantir a
ordem pública, se funda na gravidade do delito.
3. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Decreto
fundado na necessidade de restabelecimento da ordem
pública, abalada pela gravidade do crime. Exigência do
clamor público. Inadmissibilidade. Razão que não
autoriza a prisão cautelar. Precedentes. É ilegal o decreto
de prisão preventiva baseado no clamor público para
restabelecimento da ordem social abalada pela gravidade
do fato.
4. AÇÃO PENAL. Homicídio doloso. Júri. Prisão
preventiva. Decreto destituído de fundamento legal.
Pronúncia. Silêncio a respeito. Contaminação pela
nulidade. Precedentes. Quando a sentença de pronúncia
se reporta aos fundamentos do decreto de prisão
preventiva, fica contaminada por eventual nulidade desse
e, a fortiori, quando silencie a respeito, de modo que, neste
caso, é nula, se o decreto da preventiva é destituído de
fundamento legal.
5
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extrema que implica sacrifício à liberdade individual, a
prisão preventiva deve ordenar-se com redobrada cautela,
à vista, sobretudo, da sua função meramente instrumental,
enquanto tende a garantir a eficácia de eventual
provimento definitivo de caráter condenatório, bem como
perante a garantia constitucional da proibição de juízo
precário de culpabilidade, devendo fundar-se em razões
objetivas e concretas, capazes de corresponder às
hipóteses legais (fattispecie abstratas) que a autorizem.
2. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Decreto
fundado na gravidade do delito, a título de garantia da
ordem pública. Inadmissibilidade. Razão que não
autoriza a prisão cautelar. Constrangimento ilegal
caracterizado. Precedentes. É ilegal o decreto de prisão
preventiva que, a título de necessidade de garantir a
ordem pública, se funda na gravidade do delito.
3. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Decreto
fundado na necessidade de restabelecimento da ordem
pública, abalada pela gravidade do crime. Exigência do
clamor público. Inadmissibilidade. Razão que não
autoriza a prisão cautelar. Precedentes. É ilegal o decreto
de prisão preventiva baseado no clamor público para
restabelecimento da ordem social abalada pela gravidade
do fato.
4. AÇÃO PENAL. Homicídio doloso. Júri. Prisão
preventiva. Decreto destituído de fundamento legal.
Pronúncia. Silêncio a respeito. Contaminação pela
nulidade. Precedentes. Quando a sentença de pronúncia
se reporta aos fundamentos do decreto de prisão
preventiva, fica contaminada por eventual nulidade desse
e, a fortiori, quando silencie a respeito, de modo que, neste
caso, é nula, se o decreto da preventiva é destituído de
fundamento legal.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
5. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Motivação
ilegal e insuficiente. Suprimento da motivação pelas
instâncias superiores em HC. Acréscimo de
fundamentos. Inadmissibilidade. Precedentes. HC
concedido. Não é lícito às instâncias superiores suprir, em
habeas corpus ou recurso da defesa, com novas razões, a
falta ou deficiência de fundamentação da decisão penal
impugnada.
Cabe perguntar a razão de ter vindo à balha, sem o
trânsito em julgado do título judicial condenatório, sem a culpa
estar formada, novo ato de constrição, ao menos sob o ângulo
formal, provisório. Eis o que o Presidente do Tribunal do Júri
proclamou ao determinar a prisão:
Nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da
condenação do mesmo no dia de hoje pelo Soberano
Tribunal do Júri Popular. Expeça-se o competente
mandado de prisão.
O Juízo desconheceu por completo não só o
pronunciamento anterior desta Turma como também o
princípio da não culpabilidade. A motivação da custódia
mostrou-se única: a condenação imposta pelo Tribunal do Júri,
muito embora sujeita, ainda, a recurso que, por sinal, veio a ser
interposto.
O Tribunal de Justiça do Estado do Pará, então, acabou por
aditar o fundamento da preventiva, talvez ante a notória
fragilidade, porquanto, em última análise, encerrara a execução
precoce, açodada, da pena. Cumpre perquirir como o fez. A
uma, consignou que seria o ora paciente o único réu, no
processo, que estaria solto. A duas, assentou que este possuiria
condições econômico-financeiras capazes de viabilizar a saída
6
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5. AÇÃO PENAL. Prisão preventiva. Motivação
ilegal e insuficiente. Suprimento da motivação pelas
instâncias superiores em HC. Acréscimo de
fundamentos. Inadmissibilidade. Precedentes. HC
concedido. Não é lícito às instâncias superiores suprir, em
habeas corpus ou recurso da defesa, com novas razões, a
falta ou deficiência de fundamentação da decisão penal
impugnada.
Cabe perguntar a razão de ter vindo à balha, sem o
trânsito em julgado do título judicial condenatório, sem a culpa
estar formada, novo ato de constrição, ao menos sob o ângulo
formal, provisório. Eis o que o Presidente do Tribunal do Júri
proclamou ao determinar a prisão:
Nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da
condenação do mesmo no dia de hoje pelo Soberano
Tribunal do Júri Popular. Expeça-se o competente
mandado de prisão.
O Juízo desconheceu por completo não só o
pronunciamento anterior desta Turma como também o
princípio da não culpabilidade. A motivação da custódia
mostrou-se única: a condenação imposta pelo Tribunal do Júri,
muito embora sujeita, ainda, a recurso que, por sinal, veio a ser
interposto.
O Tribunal de Justiça do Estado do Pará, então, acabou por
aditar o fundamento da preventiva, talvez ante a notória
fragilidade, porquanto, em última análise, encerrara a execução
precoce, açodada, da pena. Cumpre perquirir como o fez. A
uma, consignou que seria o ora paciente o único réu, no
processo, que estaria solto. A duas, assentou que este possuiria
condições econômico-financeiras capazes de viabilizar a saída
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
do país. A três, considerou o fato de que ameaçara testemunha.
A quatro, disse da periculosidade do paciente.
Os dois primeiros elementos – a circunstância de ser o
único réu do processo a encontrar-se em liberdade e ter
condições econômico-financeiras – revelam-se neutros,
absolutamente neutros.
Quanto à ameaça a testemunha, observem que essa
motivação, àquela altura, não tinha razão. O paciente foi
julgado pelo Tribunal do Júri e interpôs apelação em via das
mais afuniladas porquanto voltada a infirmar o veredito dos
jurados. A instrução, até mesmo no tocante aos trabalhos de
plenário, estava encerrada. Como, nessa fase, justificar a prisão
preventiva com base na ocorrência de ameaça a testemunha, o
que, aliás, não foi veiculado quando da preventiva anterior à
deliberação do Júri?
Por último, há uma única linha sobre a periculosidade do
paciente, nada se consignando a respeito. Apenas se registrou:
“[...] por estar demonstrada a periculosidade do apelante […]”.
Evidentemente, levou-se em conta para tanto a condenação
imposta, mas esta ainda não transitou em julgado.
Ante o contexto, concedo a ordem para afastar a prisão do
paciente, obstaculizando, com isso, a execução da pena antes de
a decisão que a implicou estar coberta pela preclusão maior. É
como voto.
Vale ressaltar que, na sentença, o Juízo inviabilizou o
recurso em liberdade com base no fato de o Tribunal do Júri
haver concluído pela culpa do paciente. Determinou, então, a
expedição do mandado de prisão. Eis o trecho da decisão
proferida:
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
do país. A três, considerou o fato de que ameaçara testemunha.
A quatro, disse da periculosidade do paciente.
Os dois primeiros elementos – a circunstância de ser o
único réu do processo a encontrar-se em liberdade e ter
condições econômico-financeiras – revelam-se neutros,
absolutamente neutros.
Quanto à ameaça a testemunha, observem que essa
motivação, àquela altura, não tinha razão. O paciente foi
julgado pelo Tribunal do Júri e interpôs apelação em via das
mais afuniladas porquanto voltada a infirmar o veredito dos
jurados. A instrução, até mesmo no tocante aos trabalhos de
plenário, estava encerrada. Como, nessa fase, justificar a prisão
preventiva com base na ocorrência de ameaça a testemunha, o
que, aliás, não foi veiculado quando da preventiva anterior à
deliberação do Júri?
Por último, há uma única linha sobre a periculosidade do
paciente, nada se consignando a respeito. Apenas se registrou:
“[...] por estar demonstrada a periculosidade do apelante […]”.
Evidentemente, levou-se em conta para tanto a condenação
imposta, mas esta ainda não transitou em julgado.
Ante o contexto, concedo a ordem para afastar a prisão do
paciente, obstaculizando, com isso, a execução da pena antes de
a decisão que a implicou estar coberta pela preclusão maior. É
como voto.
Vale ressaltar que, na sentença, o Juízo inviabilizou o
recurso em liberdade com base no fato de o Tribunal do Júri
haver concluído pela culpa do paciente. Determinou, então, a
expedição do mandado de prisão. Eis o trecho da decisão
proferida:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 27
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 114214 / PA
Nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da
condenação do mesmo no dia de hoje pelo soberano
Tribunal do Júri Popular. Expeça-se o competente
mandado de prisão.
Deu, a toda evidência, o paciente como culpado, muito
embora não houvesse ocorrido a preclusão do veredicto dos
jurados.
Acrescento que não cabia ao Tribunal de Justiça, no julgamento de
recurso da defesa, suplementar os fundamentos da decisão do Juízo que
implicou a ordem de custódia do paciente. Reporto-me, no particular, ao
que consignado, no habeas corpus anterior, pelo ministro Cezar Peluso,
cujo trecho está transcrito acima, muito embora diga respeito a
suplementação na via do habeas corpus. O enfoque não é diverso em se
tratando de recurso da defesa.
É como voto.
8
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
Nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da
condenação do mesmo no dia de hoje pelo soberano
Tribunal do Júri Popular. Expeça-se o competente
mandado de prisão.
Deu, a toda evidência, o paciente como culpado, muito
embora não houvesse ocorrido a preclusão do veredicto dos
jurados.
Acrescento que não cabia ao Tribunal de Justiça, no julgamento de
recurso da defesa, suplementar os fundamentos da decisão do Juízo que
implicou a ordem de custódia do paciente. Reporto-me, no particular, ao
que consignado, no habeas corpus anterior, pelo ministro Cezar Peluso,
cujo trecho está transcrito acima, muito embora diga respeito a
suplementação na via do habeas corpus. O enfoque não é diverso em se
tratando de recurso da defesa.
É como voto.
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 27
Extrato de Ata - 18/06/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.214
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, e da Senhora Ministra Rosa Weber, que concediam a ordem
de habeas corpus, tornando definitiva a liminar, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falou o Dr. Rodrigo
Alencastro, pelo Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 18.6.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.
Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a
cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra
Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.214
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, e da Senhora Ministra Rosa Weber, que concediam a ordem
de habeas corpus, tornando definitiva a liminar, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falou o Dr. Rodrigo
Alencastro, pelo Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 18.6.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.
Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a
cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra
Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Voto Vista
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
VOTO–VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Rememoro o caso, para uma perfeita compreensão da controvérsia.
Cuida-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com
pedido de liminar, impetrado pelos advogados José Eduardo Rangel
Alckmin e Rodrigo Otávio Barbosa de Alencastro em favor de Regivaldo
Pereira Galvão, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a qual denegou a ordem no HC n
224.797/PA, Relator o Ministro Adilson Vieira Macabu.
Sustentam os impetrantes, basicamente, que se está impondo
constrangimento ilegal ao paciente, tendo em vista a falta de
fundamentação apta a justificar a necessidade da medida constritiva, bem
como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no
art. 312 do Código de Processo Penal.
Aduzem que
“a r. decisão de 1... grau não demonstrou concretamente a
necessidade de custodiar o paciente. A prisão foi decretada
como se fosse medida automática, acessória ao recebimento da
denúncia, pela gravidade do crime e a necessidade de se
impedir a ‘desestabilização social causada principalmente pelo
descrédito nas instituições, nas autoridades, nas leis e na
própria comunidade’.” (fl. 19 da inicial).
Pleiteiam, liminarmente, a concessão de ordem para que seja
revogada a prisão preventiva do paciente.
A liminar foi deferida pelo eminente Relator, o Ministro Marco
Aurélio.
O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
VOTO–VISTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Rememoro o caso, para uma perfeita compreensão da controvérsia.
Cuida-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, com
pedido de liminar, impetrado pelos advogados José Eduardo Rangel
Alckmin e Rodrigo Otávio Barbosa de Alencastro em favor de Regivaldo
Pereira Galvão, apontando como autoridade coatora a Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a qual denegou a ordem no HC n
224.797/PA, Relator o Ministro Adilson Vieira Macabu.
Sustentam os impetrantes, basicamente, que se está impondo
constrangimento ilegal ao paciente, tendo em vista a falta de
fundamentação apta a justificar a necessidade da medida constritiva, bem
como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no
art. 312 do Código de Processo Penal.
Aduzem que
“a r. decisão de 1... grau não demonstrou concretamente a
necessidade de custodiar o paciente. A prisão foi decretada
como se fosse medida automática, acessória ao recebimento da
denúncia, pela gravidade do crime e a necessidade de se
impedir a ‘desestabilização social causada principalmente pelo
descrédito nas instituições, nas autoridades, nas leis e na
própria comunidade’.” (fl. 19 da inicial).
Pleiteiam, liminarmente, a concessão de ordem para que seja
revogada a prisão preventiva do paciente.
A liminar foi deferida pelo eminente Relator, o Ministro Marco
Aurélio.
O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador-
Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 27
Voto Vista
HC 114214 / PA
conhecimento da impetração e pela concessão de ordem de ofício, a fim
de que fosse revogada a custódia do paciente.
Em sessão inaugural, o Relator, acompanhado pela Ministra Rosa
Weber, votou pela concessão da ordem, tornando definitiva a liminar.
Pedi vista dos autos para analisar as circunstâncias do caso.
É o breve relatório.
Como dito, o feito volta-se contra acórdão da Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a qual denegou a ordem no HC n
224.797/PA, conforme mostra a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A VIDA.
HOMICÍDIO
QUALIFICADO.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO
DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA NO ACÓRDÃO.
REQUISITOS AUTORIZADORES PRESENTES. DECISÃO
FUNDAMENTADA. PRECEDENTES.
1. O fato de estar inserido no rol dos delitos hediondos ou
equiparados não basta para a imposição da constrição cautelar,
por ser necessária a existência de circunstâncias que
demonstrem a sua adoção.
2. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior
Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir
constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente
fundamentada, retratar a necessidade da medida para as
garantia da ordem pública e aplicação da lei penal.
3. No caso concreto, a prisão do paciente, decretada no
acórdão, encontrava-se fundamentada na sua periculosidade,
caracterizada pelo modus operandi do delito e pelas
circunstâncias da conduta incriminadora.
4. Ordem denegada” (fl. 1 – anexo 13).
No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso
ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta
da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, a qual
assentou, quando do julgamento do HC n 109.956/PR, Relator o Ministro
2
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HC 114214 / PA
conhecimento da impetração e pela concessão de ordem de ofício, a fim
de que fosse revogada a custódia do paciente.
Em sessão inaugural, o Relator, acompanhado pela Ministra Rosa
Weber, votou pela concessão da ordem, tornando definitiva a liminar.
Pedi vista dos autos para analisar as circunstâncias do caso.
É o breve relatório.
Como dito, o feito volta-se contra acórdão da Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça, a qual denegou a ordem no HC n
224.797/PA, conforme mostra a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA A VIDA.
HOMICÍDIO
QUALIFICADO.
ALEGAÇÃO
DE
CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO
DA PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA NO ACÓRDÃO.
REQUISITOS AUTORIZADORES PRESENTES. DECISÃO
FUNDAMENTADA. PRECEDENTES.
1. O fato de estar inserido no rol dos delitos hediondos ou
equiparados não basta para a imposição da constrição cautelar,
por ser necessária a existência de circunstâncias que
demonstrem a sua adoção.
2. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior
Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir
constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente
fundamentada, retratar a necessidade da medida para as
garantia da ordem pública e aplicação da lei penal.
3. No caso concreto, a prisão do paciente, decretada no
acórdão, encontrava-se fundamentada na sua periculosidade,
caracterizada pelo modus operandi do delito e pelas
circunstâncias da conduta incriminadora.
4. Ordem denegada” (fl. 1 – anexo 13).
No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso
ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta
da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, a qual
assentou, quando do julgamento do HC n 109.956/PR, Relator o Ministro
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 27
Voto Vista
HC 114214 / PA
Marco Aurélio (DJe de 11/9/12), a inadmissibilidade do habeas corpus
que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário.
Não ignoro a existência das hipóteses excepcionais autorizadoras da
utilização do habeas corpus em caráter substitutivo enunciadas pelo
Ministro Marco Aurélio no julgamento do HC n 110.328/RS (21/5/13), o
qual se encontra pendente de conclusão, em razão do pedido de vista do
Ministro Luiz Fux. Entretanto, ressalvada minha convicção pessoal
quanto ao cabimento do writ, mantenho-me, por ora, alinhado ao
entendimento que prevalece na Primeira Turma desde o julgado
proferido no HC n 109.956/PR (Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
11/9/12).
Assim, voto tão somente pela extinção da impetração, por ser ela
inadequada.
Não obstante, a título de obiter dictum, deixo uma breve reflexão a
respeito do princípio constitucional da soberania dos vereditos, sem
prejuízo, porém, de outras considerações que venha a fazer quando for
discutida, de fato, essa questão.
A respeito desse princípio constitucional essencial para os
julgamentos realizados pelo Tribunal do Júri (art. 5..., inciso XXXVIII,
alínea c, da Constituição da República), ensina Souza Nucci, em sua obra
Princípios Constitucionais Penais e Processuais Penais, que
“a soberania dos veredictos é a alma do Tribunal Popular,
assegurando-lhe o efetivo poder jurisdicional e não somente a
prolação de um parecer, passível de rejeição por qualquer
magistrado togado. Ser soberano significa atingir a supremacia,
o mais alto grau de uma escala, o poder absoluto, acima do qual
inexiste outro. Traduzindo-se esse valor para o contexto do
veredicto popular, quer-se assegurar seja esta a última voz a
decidir o caso, quando apresentado a julgamento no Tribunal
do Júri” (São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010).
Como preleciona o jurista Paulo Rangel,
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
Marco Aurélio (DJe de 11/9/12), a inadmissibilidade do habeas corpus
que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário.
Não ignoro a existência das hipóteses excepcionais autorizadoras da
utilização do habeas corpus em caráter substitutivo enunciadas pelo
Ministro Marco Aurélio no julgamento do HC n 110.328/RS (21/5/13), o
qual se encontra pendente de conclusão, em razão do pedido de vista do
Ministro Luiz Fux. Entretanto, ressalvada minha convicção pessoal
quanto ao cabimento do writ, mantenho-me, por ora, alinhado ao
entendimento que prevalece na Primeira Turma desde o julgado
proferido no HC n 109.956/PR (Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de
11/9/12).
Assim, voto tão somente pela extinção da impetração, por ser ela
inadequada.
Não obstante, a título de obiter dictum, deixo uma breve reflexão a
respeito do princípio constitucional da soberania dos vereditos, sem
prejuízo, porém, de outras considerações que venha a fazer quando for
discutida, de fato, essa questão.
A respeito desse princípio constitucional essencial para os
julgamentos realizados pelo Tribunal do Júri (art. 5..., inciso XXXVIII,
alínea c, da Constituição da República), ensina Souza Nucci, em sua obra
Princípios Constitucionais Penais e Processuais Penais, que
“a soberania dos veredictos é a alma do Tribunal Popular,
assegurando-lhe o efetivo poder jurisdicional e não somente a
prolação de um parecer, passível de rejeição por qualquer
magistrado togado. Ser soberano significa atingir a supremacia,
o mais alto grau de uma escala, o poder absoluto, acima do qual
inexiste outro. Traduzindo-se esse valor para o contexto do
veredicto popular, quer-se assegurar seja esta a última voz a
decidir o caso, quando apresentado a julgamento no Tribunal
do Júri” (São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010).
Como preleciona o jurista Paulo Rangel,
3
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Voto Vista
HC 114214 / PA
“a verdade será aquela decidida pelos jurados,
independentemente do que as partes possam alegar. Os jurados
simbolizam a paz e a harmonia entre os homens, pois são os
iguais decidindo o que os outros iguais querem para a
sociedade. Os jurados simbolizam a verdade suprema e, por
isso, suas decisões são soberanas” (Direito Processual Penal,
20. ed. São Paulo: Atlas, 2012).
A par desses conceitos, pode-se dizer que o princípio constitucional
da soberania dos vereditos confere à decisão dos jurados, em tese, um
caráter de intangibilidade quanto ao seu mérito.
Não ignoro, entretanto, a posição majoritária da doutrina e da
jurisprudência no sentido de que o veredito do júri, embora soberano,
não é absoluto. Todavia, essa soberania somente pode ser mitigada
quando da necessidade de se verificar a existência de aspectos técnico-
jurídicos e questões de direito em um rol extremamente exaustivo, sendo
este o ponto de encaixe do meu ponto de vista
.
Refiro-me ao seu art. 593, inciso III:
“Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias:
(...)
III - das decisões do Tribunal do Júri, quando:
a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia (aspecto técnico-
jurídico);
b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa
ou à decisão dos jurados (aspecto técnico- jurídico);
c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena
ou da medida de segurança (questão de direito);
d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à
prova dos autos (questões de fato e de direito) (...)”.
Note-se que, segundo a alínea d do dispositivo, a contrariedade
entre a decisão e a prova que desafia recurso é aquela que está manifesta,
evidente, patente nos autos. Essa circunstância, em princípio, seria dotada
4
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HC 114214 / PA
“a verdade será aquela decidida pelos jurados,
independentemente do que as partes possam alegar. Os jurados
simbolizam a paz e a harmonia entre os homens, pois são os
iguais decidindo o que os outros iguais querem para a
sociedade. Os jurados simbolizam a verdade suprema e, por
isso, suas decisões são soberanas” (Direito Processual Penal,
20. ed. São Paulo: Atlas, 2012).
A par desses conceitos, pode-se dizer que o princípio constitucional
da soberania dos vereditos confere à decisão dos jurados, em tese, um
caráter de intangibilidade quanto ao seu mérito.
Não ignoro, entretanto, a posição majoritária da doutrina e da
jurisprudência no sentido de que o veredito do júri, embora soberano,
não é absoluto. Todavia, essa soberania somente pode ser mitigada
quando da necessidade de se verificar a existência de aspectos técnico-
jurídicos e questões de direito em um rol extremamente exaustivo, sendo
este o ponto de encaixe do meu ponto de vista
.
Refiro-me ao seu art. 593, inciso III:
“Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias:
(...)
III - das decisões do Tribunal do Júri, quando:
a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia (aspecto técnico-
jurídico);
b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa
ou à decisão dos jurados (aspecto técnico- jurídico);
c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena
ou da medida de segurança (questão de direito);
d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à
prova dos autos (questões de fato e de direito) (...)”.
Note-se que, segundo a alínea d do dispositivo, a contrariedade
entre a decisão e a prova que desafia recurso é aquela que está manifesta,
evidente, patente nos autos. Essa circunstância, em princípio, seria dotada
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 27
Voto Vista
HC 114214 / PA
de legitimidade jurídica, em seus aspectos formais e materiais, para
mitigar o preceito constitucional da soberania sem afrontá-lo.
Entretanto, a maioria dos casos não reflete essa situação peculiar.
Ocorre que o apelo manejado com fulcro na alínea d da norma regente
apenas se presta para manifestar inconformismo quanto ao desfecho
absolutório ou condenatório do julgamento. Ou seja, é incabível quando
não há decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos,
mas, sim, opção do Conselho de Sentença por uma das versões - baseadas
em fatos válidos e comprovados durante o processo - apresentadas para o
ocorrido, a qual deságua em um juízo final de condenação ou absolvição
(há quem defenda a inconstitucionalidade do recurso de apelação
manejado pelo órgão acusador com fundamento no art. 593, III, d, do
CPP).
Nessa circunstância, a meu ver, o apelo afasta a autonomia da
instituição do Tribunal do Júri, em claro desrespeito ao princípio
constitucional que o erige ao status de soberano.
Valem aqui as premissas que Nucci quanto à recorribilidade dos
vereditos do Conselho de Sentença:
“Quando interposta apelação, quanto ao mérito da decisão
popular, deve o Tribunal togado agir com a máxima cautela, a
fim de não dar provimento a todo e qualquer apelo, somente
porque entende ser mais adequada outra avaliação. Ou porque o
veredito popular contraria a jurisprudência da Corte. Nada disso
interessa ao jurado, que é leigo. Respeitar a soberania dos
veredictos significa abdicar da parcela de poder jurisdicional,
concernente ao magistrado togado, para, simplesmente,
fiscalizar e buscar corrigir excessos e abusos, mas sem invadir o
âmago da decisão, crendo-a justa ou injusta.
O parâmetro correto para a reavaliação do Tribunal
togado em relação à decisão do júri é o conjunto probatório: se
há duas versões válidas, dependentes apenas da interpretação,
para levar à condenação ou à absolvição, escolhida uma das
linhas pelo Conselho de Sentença, há de se respeitar sua
soberania. Nenhuma modificação pode existir” (Princípios
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de legitimidade jurídica, em seus aspectos formais e materiais, para
mitigar o preceito constitucional da soberania sem afrontá-lo.
Entretanto, a maioria dos casos não reflete essa situação peculiar.
Ocorre que o apelo manejado com fulcro na alínea d da norma regente
apenas se presta para manifestar inconformismo quanto ao desfecho
absolutório ou condenatório do julgamento. Ou seja, é incabível quando
não há decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos,
mas, sim, opção do Conselho de Sentença por uma das versões - baseadas
em fatos válidos e comprovados durante o processo - apresentadas para o
ocorrido, a qual deságua em um juízo final de condenação ou absolvição
(há quem defenda a inconstitucionalidade do recurso de apelação
manejado pelo órgão acusador com fundamento no art. 593, III, d, do
CPP).
Nessa circunstância, a meu ver, o apelo afasta a autonomia da
instituição do Tribunal do Júri, em claro desrespeito ao princípio
constitucional que o erige ao status de soberano.
Valem aqui as premissas que Nucci quanto à recorribilidade dos
vereditos do Conselho de Sentença:
“Quando interposta apelação, quanto ao mérito da decisão
popular, deve o Tribunal togado agir com a máxima cautela, a
fim de não dar provimento a todo e qualquer apelo, somente
porque entende ser mais adequada outra avaliação. Ou porque o
veredito popular contraria a jurisprudência da Corte. Nada disso
interessa ao jurado, que é leigo. Respeitar a soberania dos
veredictos significa abdicar da parcela de poder jurisdicional,
concernente ao magistrado togado, para, simplesmente,
fiscalizar e buscar corrigir excessos e abusos, mas sem invadir o
âmago da decisão, crendo-a justa ou injusta.
O parâmetro correto para a reavaliação do Tribunal
togado em relação à decisão do júri é o conjunto probatório: se
há duas versões válidas, dependentes apenas da interpretação,
para levar à condenação ou à absolvição, escolhida uma das
linhas pelo Conselho de Sentença, há de se respeitar sua
soberania. Nenhuma modificação pode existir” (Princípios
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Voto Vista
HC 114214 / PA
Constitucionais Penais e Processuais Penais. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2010).
Essas minhas preocupações, que ora compartilho com Vossas
Excelências, já foram objeto de análise pelo eminente Ministro Celso de
Mello no julgamento do HC n 100.975/SP, o qual, com a proficiência que
lhe é peculiar, assentou, entre outros aspectos, que
“não obstante reformáveis as decisões emanadas do Júri,
é preciso salientar - até mesmo para tornar efetivo o respeito ao
princípio constitucional da soberania dos seus veredictos - que
deve ser excepcional, como já pôde advertir este Supremo
Tribunal Federal, o provimento do recurso de apelação
interposto dos atos decisórios proferidos pelo Conselho de
Sentença (RTJ 48/324-325, Rel. Min. EVANDRO LINS)”
(Segunda Turma, DJe de 2/8/13).
Ainda naquela oportunidade, ressaltou sua Excelência que “a
apelabilidade das decisões emanadas do Júri, nas hipóteses de conflito
evidente com a prova dos autos, não ofende o postulado constitucional
que assegura a soberania dos veredictos desse Tribunal Popular (...)”
(grifos do autor).
Faço apenas essa rasa reflexão sobre o tema, que, para além da
controvérsia acadêmica, é extremamente instigante e merece ser em breve
enfrentada por esta Corte.
6
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HC 114214 / PA
Constitucionais Penais e Processuais Penais. São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2010).
Essas minhas preocupações, que ora compartilho com Vossas
Excelências, já foram objeto de análise pelo eminente Ministro Celso de
Mello no julgamento do HC n 100.975/SP, o qual, com a proficiência que
lhe é peculiar, assentou, entre outros aspectos, que
“não obstante reformáveis as decisões emanadas do Júri,
é preciso salientar - até mesmo para tornar efetivo o respeito ao
princípio constitucional da soberania dos seus veredictos - que
deve ser excepcional, como já pôde advertir este Supremo
Tribunal Federal, o provimento do recurso de apelação
interposto dos atos decisórios proferidos pelo Conselho de
Sentença (RTJ 48/324-325, Rel. Min. EVANDRO LINS)”
(Segunda Turma, DJe de 2/8/13).
Ainda naquela oportunidade, ressaltou sua Excelência que “a
apelabilidade das decisões emanadas do Júri, nas hipóteses de conflito
evidente com a prova dos autos, não ofende o postulado constitucional
que assegura a soberania dos veredictos desse Tribunal Popular (...)”
(grifos do autor).
Faço apenas essa rasa reflexão sobre o tema, que, para além da
controvérsia acadêmica, é extremamente instigante e merece ser em breve
enfrentada por esta Corte.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 27
Explicação
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, peço a palavra apenas para retratar o quadro revelado neste
processo.
Implementei a cautelar em 20 de agosto de 2012, mas vamos colocar
em segundo plano esse aspecto. O que houve? Houve uma preventiva,
confirmada na sentença de pronúncia e glosada pela Turma, em acórdão
do ministro Cezar Peluso, no Habeas Corpus n 87.041.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Quer dizer,
glosou a preventiva com habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Apontou
que não cabe à segunda instância – quer em ação, que é de mão única,
visa beneficiar o paciente, o habeas corpus, quer em recurso da defesa –
suplementar as razões da preventiva. Isso é pacífico. Então, fulminou-se a
preventiva.
Perguntei no voto confeccionado: por que o Juízo teria voltado a
determinar a expedição de mandado de prisão? O Juízo consignou,
partindo para a execução precoce, açodada, temporã da pena, dando a
culpa por selada:
“nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da condenação
do mesmo no dia de hoje pelo soberano Tribunal do Júri
Popular. Expeça-se o competente mandado de prisão.”
Nada mais disse que pudesse ser enquadrado no artigo 312 do
Código de Processo Penal. Então, essa cláusula determinando a expedição
do mandado de prisão implicou dar a culpa por selada, como se não
pudesse haver recurso, em que pese à permissão do Código de Processo
Penal, contra o veredito dos jurados. Há essa peculiaridade.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4893682.
Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, peço a palavra apenas para retratar o quadro revelado neste
processo.
Implementei a cautelar em 20 de agosto de 2012, mas vamos colocar
em segundo plano esse aspecto. O que houve? Houve uma preventiva,
confirmada na sentença de pronúncia e glosada pela Turma, em acórdão
do ministro Cezar Peluso, no Habeas Corpus n 87.041.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Quer dizer,
glosou a preventiva com habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Apontou
que não cabe à segunda instância – quer em ação, que é de mão única,
visa beneficiar o paciente, o habeas corpus, quer em recurso da defesa –
suplementar as razões da preventiva. Isso é pacífico. Então, fulminou-se a
preventiva.
Perguntei no voto confeccionado: por que o Juízo teria voltado a
determinar a expedição de mandado de prisão? O Juízo consignou,
partindo para a execução precoce, açodada, temporã da pena, dando a
culpa por selada:
“nego ao réu o direito de apelar desta sentença em
liberdade, justificando sua constrição, em face da condenação
do mesmo no dia de hoje pelo soberano Tribunal do Júri
Popular. Expeça-se o competente mandado de prisão.”
Nada mais disse que pudesse ser enquadrado no artigo 312 do
Código de Processo Penal. Então, essa cláusula determinando a expedição
do mandado de prisão implicou dar a culpa por selada, como se não
pudesse haver recurso, em que pese à permissão do Código de Processo
Penal, contra o veredito dos jurados. Há essa peculiaridade.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 27
Explicação
HC 114214 / PA
A meu ver, colocou-se em segundo plano – o que motivaria até
reclamação – o pronunciamento da Turma, na óptica, que não foi a
minha, mas que devo ter subscrito, do ministro Cezar Peluso.
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4893682.
Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
A meu ver, colocou-se em segundo plano – o que motivaria até
reclamação – o pronunciamento da Turma, na óptica, que não foi a
minha, mas que devo ter subscrito, do ministro Cezar Peluso.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 27
Confirmação de Voto
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu
só acrescentaria que acompanhei e continuo acompanhando o voto do
eminente Relator, data maxima venia, não ficando na extinção sem
resolução do mérito porque, aqui, de fato, entenderíamos cabível o
recurso em habeas corpus, mas o próprio Ministério Público opinou pela
concessão da ordem de ofício.
Então, imagino que eu tenha votado no sentido da concessão da
ordem de ofício, não seria o caso de abrir uma divergência para
acompanhar o voto do eminente Relator? Imagino que teria sido por essa
razão.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4847799.
Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, eu
só acrescentaria que acompanhei e continuo acompanhando o voto do
eminente Relator, data maxima venia, não ficando na extinção sem
resolução do mérito porque, aqui, de fato, entenderíamos cabível o
recurso em habeas corpus, mas o próprio Ministério Público opinou pela
concessão da ordem de ofício.
Então, imagino que eu tenha votado no sentido da concessão da
ordem de ofício, não seria o caso de abrir uma divergência para
acompanhar o voto do eminente Relator? Imagino que teria sido por essa
razão.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 27
Debate
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É porque, na
verdade, o recurso, a tese do Ministro Dias Toffoli é de ser pensada,
porque a soberania do Júri, num primeiro plano, dá a ideia de que
somente errores in procedendo do Júri deveriam ser questionáveis no
recurso para manter a soberania do julgamento do jurado.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Exatamente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Essa é uma
tese boa, uma tese interessante que até limita essa...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Deliberação manifestamente contrária à prova e nulidade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Erro de
proceder mesmo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mas, de qualquer sorte,
aqui a prisão é cautelar.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Aqui não foi
uma apelação contra o julgamento do Júri.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Na verdade
foi um habeas corpus.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4942579.
Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 114.214 PARÁ
DEBATE
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É porque, na
verdade, o recurso, a tese do Ministro Dias Toffoli é de ser pensada,
porque a soberania do Júri, num primeiro plano, dá a ideia de que
somente errores in procedendo do Júri deveriam ser questionáveis no
recurso para manter a soberania do julgamento do jurado.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Exatamente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Essa é uma
tese boa, uma tese interessante que até limita essa...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Deliberação manifestamente contrária à prova e nulidade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Erro de
proceder mesmo.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Mas, de qualquer sorte,
aqui a prisão é cautelar.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Aqui não foi
uma apelação contra o julgamento do Júri.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Isso.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Na verdade
foi um habeas corpus.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 27
Debate
HC 114214 / PA
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o habeas para a
cautelar.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
É que já há julgamento do Júri com condenação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sua
Excelência está sendo coerente.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 114214 / PA
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - É o habeas para a
cautelar.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
É que já há julgamento do Júri com condenação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sua
Excelência está sendo coerente.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 27
Extrato de Ata - 05/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.214
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, e da Senhora Ministra Rosa Weber, que concediam a ordem
de habeas corpus, tornando definitiva a liminar, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falou o Dr. Rodrigo
Alencastro, pelo Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 18.6.2013.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1... Turma, 5.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881673
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.214
PROCED. : PARÁ
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : REGIVALDO PEREIRA GALVÃO
IMPTE.(S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos do Senhor Ministro Marco Aurélio,
Relator, e da Senhora Ministra Rosa Weber, que concediam a ordem
de habeas corpus, tornando definitiva a liminar, pediu vista do
processo o Senhor Ministro Dias Toffoli. Falou o Dr. Rodrigo
Alencastro, pelo Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 18.6.2013.
Decisão: Por maioria de votos, a Turma concedeu a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Senhor
Ministro Roberto Barroso. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1... Turma, 5.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4881673
Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 27
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 114 . 214",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HABEAS CORPUS 114 . 214 PARÁ",
"HABEAS CORPUS 114 . 214",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"Habeas Corpus n 87 . 041 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HABEAS CORPUS 114 . 214",
"HABEAS CORPUS 114 . 214 PARÁ",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"Habeas Corpus n 109 . 956 / PR",
"HC 114214 / PA",
"Habeas Corpus n 109 . 956 / PR",
"HC 114214 / PA",
"Habeas Corpus n 224 . 797 / PA",
"Habeas Corpus n 111 . 357",
"Habeas Corpus n 87 . 041 . 4 / PA",
"HC 114214 / PA",
"Habeas Corpus n 224 . 797 / PA",
"Habeas Corpus n 111 . 357",
"Habeas Corpus n 87 . 041 . 4 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HABEAS CORPUS 114 . 214",
"HABEAS CORPUS 114 . 214",
"HABEAS CORPUS 114 . 214 PARÁ",
"HC n 224 . 797 / PA",
"HABEAS CORPUS 114 . 214 PARÁ",
"HC n 224 . 797 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC n 224 . 797 / PA",
"HC n 109 . 956 / PR",
"HC 114214 / PA",
"HC n 224 . 797 / PA",
"HC n 109 . 956 / PR",
"HC 114214 / PA",
"HC n 110 . 328 / RS",
"HC n 109 . 956 / PR",
"HC 114214 / PA",
"HC n 110 . 328 / RS",
"HC n 109 . 956 / PR",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA Constitucionais",
"HC n 100 . 975 / SP",
"RTJ 48 / 324 - 325",
"HC 114214 / PA Constitucionais",
"HC n 100 . 975 / SP",
"RTJ 48 / 324 - 325",
"HABEAS CORPUS 114 . 214",
"Habeas Corpus n 87 . 041",
"HABEAS CORPUS 114 . 214",
"Habeas Corpus n 87 . 041",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HABEAS CORPUS 114 . 214 PARÁ",
"HABEAS CORPUS 114 . 214",
"HABEAS CORPUS 114 . 214 PARÁ",
"HABEAS CORPUS 114 . 214 PARÁ",
"HC 114214 / PA",
"HC 114214 / PA",
"HABEAS CORPUS 114 . 214",
"HABEAS CORPUS 114 . 214"
],
"LEGISLACAO": [
"artigo 5 . . . , inciso LXVIII , da Carta de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 121 , § 2 . . . , incisos I e IV",
"artigo 61 , inciso II , alínea “ h ” (",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo",
"artigo 61 , inciso II , alínea “ h ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"Carta Federal",
"Carta da República",
"Diploma Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"Carta da República",
"inciso LXVIII do artigo 5 . . . do Diploma Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"Lei Fundamental",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Federal",
"Lei Fundamental",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
".",
". . , inciso LXVIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LXVIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso II , alínea a , da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , inciso II , alínea a , da Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso XXXVIII , alínea c , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , inciso XXXVIII , alínea c , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 593 , III , d , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 593 , III , d , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARÁ",
"Brasília",
"PARÁ",
"PARÁ",
"PARÁ",
"PARÁ",
"São Paulo",
"São Paulo",
"São Paulo",
"São Paulo",
"São Paulo",
"São Paulo",
"PARÁ",
"PARÁ",
"PARÁ",
"PARÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Pará",
"1",
".",
".",
". Câmara Criminal Isolada",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Pará",
"1",
".",
".",
". Câmara Criminal Isolada",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Quinta Turma do Superior",
"Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Quinta Turma do Superior",
"Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma do Supremo",
"Procuradoria Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo",
"Procuradoria Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"-",
"Brasil",
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"Tribunal de Justiça do Estado do Pará",
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"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
".",
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"-",
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"-",
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"Primeira Turma",
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"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça",
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"Primeira Turma",
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"Brasil",
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"-",
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"Revista dos Tribunais",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Revista dos Tribunais",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
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"-",
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"Brasil",
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"-",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
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"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Primeira Turma",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"REGIVALDO PEREIRA GALVÃO",
"JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"REGIVALDO PEREIRA GALVÃO",
"JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN",
"MARCO AURÉLIO",
"Dorothy Mae Stang",
"MARCO AURÉLIO",
"REGIVALDO PEREIRA GALVÃO",
"JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN",
"MARCO AURÉLIO",
"Dorothy Mae Stang",
"Adilson Vieira Macabu",
"Adilson Vieira Macabu",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
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"Cezar Peluso",
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"Luiz Fux",
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"Rosa Weber",
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"Wagner Mathias",
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"MARCO AURÉLIO",
"REGIVALDO PEREIRA GALVÃO",
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"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
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"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
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"Wagner Mathias",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
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"DIAS TOFFOLI",
"José Eduardo Rangel Alckmin",
"Rodrigo Otávio Barbosa de Alencastro",
"Regivaldo Pereira Galvão",
"Adilson Vieira Macabu",
"Marco Aurélio",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
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"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
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"Marco Aurélio",
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"Celso de Mello",
"EVANDRO LINS",
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"ROSA WEBER",
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"ROSA WEBER",
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"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
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"ROSA WEBER",
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"2013",
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".",
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"2010",
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"2012",
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"13",
"24",
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"20 de agosto de 2012",
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"24",
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"24",
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"24",
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"/",
"2001",
"05",
"/",
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"/",
"2013",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
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"/",
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".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
29/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS
GERAIS - FHEMIG
ADV.(A/S)
:EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SERVIÇO
PÚBLICO – CONTRATAÇÃO EM CARÁTER TEMPORÁRIO –
RENOVAÇÕES SUCESSIVAS DO CONTRATO – EXTENSÃO DOS
DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7º DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA – DIREITO AO DEPÓSITO DO FGTS – ORIENTAÇÃO
QUE PREVALECE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO
DE JULGAMENTO FINAL, COM REPERCUSSÃO GERAL, DO
RE 596.478/RR – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de outubro de 2013.
CELSO DE MELLO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4998222.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
29/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS
GERAIS - FHEMIG
ADV.(A/S)
:EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora recorrida (fls. 172/174).
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante
interpõe o presente recurso, postulando a sua reforma (fls. 176/179).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4998223.
Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS
GERAIS - FHEMIG
ADV.(A/S)
:EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora recorrida (fls. 172/174).
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante
interpõe o presente recurso, postulando a sua reforma (fls. 176/179).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4998223.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
29/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se,
com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria em exame.
Com efeito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após
reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema,
julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de
veiculação nesta causa), proferindo decisão consubstanciada em acórdão
assim ementado:
“Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato
nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei nº 8.036/90.
Constitucionalidade.
1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe
ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na
conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja
declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público,
desde que mantido o seu direito ao salário.
2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do
empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição
Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando
reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados.
3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.”
(RE 596.478/RR, Red. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI)
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4998224.
Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se,
com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria em exame.
Com efeito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após
reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema,
julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de
veiculação nesta causa), proferindo decisão consubstanciada em acórdão
assim ementado:
“Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato
nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei nº 8.036/90.
Constitucionalidade.
1. É constitucional o art. 19-A da Lei nº 8.036/90, o qual dispõe
ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na
conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja
declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público,
desde que mantido o seu direito ao salário.
2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do
empregado público, nos termos do art. 37, § 2º, da Constituição
Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando
reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados.
3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.”
(RE 596.478/RR, Red. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI)
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 752206 AGR / MG
Esse entendimento reflete-se na jurisprudência desta Suprema
Corte, cujas decisões, proferidas em sucessivos julgamentos sobre a
questão ora em análise, reafirmaram a tese segundo a qual são
extensíveis aos servidores contratados por prazo determinado (CF,
art. 37, inciso IX) os direitos sociais previstos no art. 7º da Carta Política,
inclusive o FGTS, desde que ocorram sucessivas renovações do contrato
(ARE 642.822-AgR/PE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 650.363-AgR/MG,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 681.356-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR
MENDES – RE 751.283/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO –
RE 755.214/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.):
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITOS SOCIAIS
PREVISTOS NO ART. 7º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO. EXTENSÃO AO SERVIDOR
CONTRATADO TEMPORARIAMENTE.
POSSIBILIDADE.
PRECEDENTES.
1. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os
servidores contratados em caráter temporário têm direito à
extensão de direitos sociais constantes do art. 7º do Magno
Texto, nos moldes do inciso IX do art. 37 da Carta Magna.
2. Agravo regimental desprovido.”
(ARE 663.104-AgR/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.
2. Servidor público
contratado em caráter temporário.
Renovações sucessivas do contrato. 3. Aplicabilidade dos direitos
sociais previstos no art. 7º da CF, nos termos do art. 37, IX, da CF.
Direito ao décimo-terceiro salário e ao adicional de férias. Precedentes
do STF. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(ARE 664.484-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES –
grifei)
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 752206 AGR / MG
Esse entendimento reflete-se na jurisprudência desta Suprema
Corte, cujas decisões, proferidas em sucessivos julgamentos sobre a
questão ora em análise, reafirmaram a tese segundo a qual são
extensíveis aos servidores contratados por prazo determinado (CF,
art. 37, inciso IX) os direitos sociais previstos no art. 7º da Carta Política,
inclusive o FGTS, desde que ocorram sucessivas renovações do contrato
(ARE 642.822-AgR/PE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 650.363-AgR/MG,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 681.356-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR
MENDES – RE 751.283/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO –
RE 755.214/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.):
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITOS SOCIAIS
PREVISTOS NO ART. 7º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO. EXTENSÃO AO SERVIDOR
CONTRATADO TEMPORARIAMENTE.
POSSIBILIDADE.
PRECEDENTES.
1. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os
servidores contratados em caráter temporário têm direito à
extensão de direitos sociais constantes do art. 7º do Magno
Texto, nos moldes do inciso IX do art. 37 da Carta Magna.
2. Agravo regimental desprovido.”
(ARE 663.104-AgR/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.
2. Servidor público
contratado em caráter temporário.
Renovações sucessivas do contrato. 3. Aplicabilidade dos direitos
sociais previstos no art. 7º da CF, nos termos do art. 37, IX, da CF.
Direito ao décimo-terceiro salário e ao adicional de férias. Precedentes
do STF. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(ARE 664.484-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES –
grifei)
2
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
RE 752206 AGR / MG
Impende acentuar, finalmente, por relevante, que a colenda
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar controvérsia
idêntica à versada na presente causa, proferiu, em recentíssimo
julgamento, decisão consubstanciada em acórdão assim ementado:
“FGTS – CONTRATO DE TRABALHO FIRMADO COM
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DECLARADO NULO –
AUSÊNCIA DE PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO
PÚBLICO – PRECEDENTE. O Tribunal reconheceu o direito
aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço – FGTS aos trabalhadores que tiveram o contrato de
trabalho com a Administração Pública declarado nulo em razão da
inobservância da regra constitucional a revelar a necessidade de prévia
aprovação em concurso público. Precedente:
Recurso
Extraordinário nº 596.478/RR, mérito julgado a partir de
repercussão geral admitida. Ressalva de entendimento pessoal.”
(ARE 764.364-AgR/AL, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
grifei)
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 752206 AGR / MG
Impende acentuar, finalmente, por relevante, que a colenda
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar controvérsia
idêntica à versada na presente causa, proferiu, em recentíssimo
julgamento, decisão consubstanciada em acórdão assim ementado:
“FGTS – CONTRATO DE TRABALHO FIRMADO COM
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DECLARADO NULO –
AUSÊNCIA DE PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO
PÚBLICO – PRECEDENTE. O Tribunal reconheceu o direito
aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço – FGTS aos trabalhadores que tiveram o contrato de
trabalho com a Administração Pública declarado nulo em razão da
inobservância da regra constitucional a revelar a necessidade de prévia
aprovação em concurso público. Precedente:
Recurso
Extraordinário nº 596.478/RR, mérito julgado a partir de
repercussão geral admitida. Ressalva de entendimento pessoal.”
(ARE 764.364-AgR/AL, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
grifei)
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
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Extrato de Ata - 29/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S) : HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS -
FHEMIG
ADV.(A/S) : EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma,
29.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S) : HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS -
FHEMIG
ADV.(A/S) : EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma,
29.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5017478
| 2013-10-29T00:00:00
| 2013-12-12T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 29.10.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SERVIÇO PÚBLICO – CONTRATAÇÃO EM CARÁTER TEMPORÁRIO – RENOVAÇÕES SUCESSIVAS DO CONTRATO – EXTENSÃO DOS DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – DIREITO AO DEPÓSITO DO FGTS – ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL, COM REPERCUSSÃO GERAL, DO RE 596.478/RR – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
|
sjur251396
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DIREITOS SOCIAIS, EXTENSÃO, EMPREGADOS TEMPORÁRIOS)
RE 596478 RG, ARE 663104 AgR (2ªT), ARE 642822 AgR (1ªT), ARE 681356 AgR (2ªT), ARE 650363 AgR (1ªT), ARE 664484 AgR (2ªT), ARE 764364 AgR (1ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(DIREITOS SOCIAIS, EXTENSÃO, EMPREGADOS TEMPORÁRIOS)
RE 751283, RE 755214.
Número de páginas: 6.
Análise: 03/01/2014, MAR.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
752206
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00007 ART-00037 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 752206 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S) : HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS - FHEMIG
ADV.(A/S) : EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
29/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS
GERAIS - FHEMIG
ADV.(A/S)
:EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SERVIÇO
PÚBLICO – CONTRATAÇÃO EM CARÁTER TEMPORÁRIO –
RENOVAÇÕES SUCESSIVAS DO CONTRATO – EXTENSÃO DOS
DIREITOS SOCIAIS PREVISTOS NO ART. 7... DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA – DIREITO AO DEPÓSITO DO FGTS – ORIENTAÇÃO
QUE PREVALECE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO
DE JULGAMENTO FINAL, COM REPERCUSSÃO GERAL, DO
Recurso Extraordinário 596.478/RR – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 29 de outubro de 2013.
CELSO DE MELLO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
29/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS
GERAIS - FHEMIG
ADV.(A/S)
:EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora recorrida (fls. 172/174).
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante
interpõe o presente recurso, postulando a sua reforma (fls. 176/179).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S)
:ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S)
:HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS
GERAIS - FHEMIG
ADV.(A/S)
:EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se
de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que
conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela
parte ora recorrida (fls. 172/174).
Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante
interpõe o presente recurso, postulando a sua reforma (fls. 176/179).
Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação
desta colenda Turma, o presente recurso de agravo.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
29/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se,
com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria em exame.
Com efeito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após
reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema,
julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de
veiculação nesta causa), proferindo decisão consubstanciada em acórdão
assim ementado:
“Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato
nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei n 8.036/90.
Constitucionalidade.
1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe
ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na
conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja
declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público,
desde que mantido o seu direito ao salário.
2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do
empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição
Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando
reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados.
3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.”
(Recurso Extraordinário 596.478/RR, Red. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI)
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Supremo Tribunal Federal
29/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não
assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se,
com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria em exame.
Com efeito, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após
reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema,
julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de
veiculação nesta causa), proferindo decisão consubstanciada em acórdão
assim ementado:
“Recurso extraordinário. Direito Administrativo. Contrato
nulo. Efeitos. Recolhimento do FGTS. Artigo 19-A da Lei n 8.036/90.
Constitucionalidade.
1. É constitucional o art. 19-A da Lei n 8.036/90, o qual dispõe
ser devido o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na
conta de trabalhador cujo contrato com a Administração Pública seja
declarado nulo por ausência de prévia aprovação em concurso público,
desde que mantido o seu direito ao salário.
2. Mesmo quando reconhecida a nulidade da contratação do
empregado público, nos termos do art. 37, § 2..., da Constituição
Federal, subsiste o direito do trabalhador ao depósito do FGTS quando
reconhecido ser devido o salário pelos serviços prestados.
3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.”
(Recurso Extraordinário 596.478/RR, Red. p/ acórdão Min. DIAS TOFFOLI)
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4998224.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 752206 AGR / MG
Esse entendimento reflete-se na jurisprudência desta Suprema
Corte, cujas decisões, proferidas em sucessivos julgamentos sobre a
questão ora em análise, reafirmaram a tese segundo a qual são
extensíveis aos servidores contratados por prazo determinado (Constituição Federal de 1988,
art. 37, inciso IX) os direitos sociais previstos no art. 7... da Carta Política,
inclusive o FGTS, desde que ocorram sucessivas renovações do contrato
(ARE 642.822-AgR/PE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 650.363-AgR/MG,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 681.356-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR
MENDES – Recurso Extraordinário 751.283/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO –
Recurso Extraordinário 755.214/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.):
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITOS SOCIAIS
PREVISTOS NO ART. 7... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO. EXTENSÃO AO SERVIDOR
CONTRATADO TEMPORARIAMENTE.
POSSIBILIDADE.
PRECEDENTES.
1. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os
servidores contratados em caráter temporário têm direito à
extensão de direitos sociais constantes do art. 7... do Magno
Texto, nos moldes do inciso IX do art. 37 da Carta Magna.
2. Agravo regimental desprovido.”
(ARE 663.104-AgR/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.
2. Servidor público
contratado em caráter temporário.
Renovações sucessivas do contrato. 3. Aplicabilidade dos direitos
sociais previstos no art. 7... da Constituição Federal de 1988, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988.
Direito ao décimo-terceiro salário e ao adicional de férias. Precedentes
do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(ARE 664.484-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES –
grifei)
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4998224.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 752206 AGR / MG
Esse entendimento reflete-se na jurisprudência desta Suprema
Corte, cujas decisões, proferidas em sucessivos julgamentos sobre a
questão ora em análise, reafirmaram a tese segundo a qual são
extensíveis aos servidores contratados por prazo determinado (Constituição Federal de 1988,
art. 37, inciso IX) os direitos sociais previstos no art. 7... da Carta Política,
inclusive o FGTS, desde que ocorram sucessivas renovações do contrato
(ARE 642.822-AgR/PE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 650.363-AgR/MG,
Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 681.356-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR
MENDES – Recurso Extraordinário 751.283/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO –
Recurso Extraordinário 755.214/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.):
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITOS SOCIAIS
PREVISTOS NO ART. 7... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO. EXTENSÃO AO SERVIDOR
CONTRATADO TEMPORARIAMENTE.
POSSIBILIDADE.
PRECEDENTES.
1. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os
servidores contratados em caráter temporário têm direito à
extensão de direitos sociais constantes do art. 7... do Magno
Texto, nos moldes do inciso IX do art. 37 da Carta Magna.
2. Agravo regimental desprovido.”
(ARE 663.104-AgR/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
“Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo.
2. Servidor público
contratado em caráter temporário.
Renovações sucessivas do contrato. 3. Aplicabilidade dos direitos
sociais previstos no art. 7... da Constituição Federal de 1988, nos termos do art. 37, IX, da Constituição Federal de 1988.
Direito ao décimo-terceiro salário e ao adicional de férias. Precedentes
do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.”
(ARE 664.484-AgR/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES –
grifei)
2
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
Recurso Extraordinário 752206 AGR / MG
Impende acentuar, finalmente, por relevante, que a colenda
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar controvérsia
idêntica à versada na presente causa, proferiu, em recentíssimo
julgamento, decisão consubstanciada em acórdão assim ementado:
“FGTS – CONTRATO DE TRABALHO FIRMADO COM
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DECLARADO NULO –
AUSÊNCIA DE PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO
PÚBLICO – PRECEDENTE. O Tribunal reconheceu o direito
aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço – FGTS aos trabalhadores que tiveram o contrato de
trabalho com a Administração Pública declarado nulo em razão da
inobservância da regra constitucional a revelar a necessidade de prévia
aprovação em concurso público. Precedente:
Recurso
Extraordinário n 596.478/RR, mérito julgado a partir de
repercussão geral admitida. Ressalva de entendimento pessoal.”
(ARE 764.364-AgR/AL, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
grifei)
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 752206 AGR / MG
Impende acentuar, finalmente, por relevante, que a colenda
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar controvérsia
idêntica à versada na presente causa, proferiu, em recentíssimo
julgamento, decisão consubstanciada em acórdão assim ementado:
“FGTS – CONTRATO DE TRABALHO FIRMADO COM
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DECLARADO NULO –
AUSÊNCIA DE PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO
PÚBLICO – PRECEDENTE. O Tribunal reconheceu o direito
aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço – FGTS aos trabalhadores que tiveram o contrato de
trabalho com a Administração Pública declarado nulo em razão da
inobservância da regra constitucional a revelar a necessidade de prévia
aprovação em concurso público. Precedente:
Recurso
Extraordinário n 596.478/RR, mérito julgado a partir de
repercussão geral admitida. Ressalva de entendimento pessoal.”
(ARE 764.364-AgR/AL, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
grifei)
Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego
provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência,
por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada.
É o meu voto.
3
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Extrato de Ata - 29/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S) : HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS -
FHEMIG
ADV.(A/S) : EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma,
29.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752.206
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA
ADV.(A/S) : HEDER LAFETÁ MARTINS E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS -
FHEMIG
ADV.(A/S) : EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma,
29.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752 . 206",
"Recurso Extraordinário 596 . 478 / RR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752 . 206",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752 . 206",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752 . 206",
"Recurso Extraordinário 596 . 478 / RR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752 . 206",
"Recurso Extraordinário 596",
"Recurso Extraordinário 752206 AGR / MG",
"ARE 642 . 822 - AgR / PE",
"ARE 650 . 363 - AgR / MG",
"ARE 681 . 356 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 751 . 283 / MG",
"Recurso Extraordinário 755 . 214 / MG",
"ARE 663 . 104 - AgR / PE",
"ARE 664 . 484 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 752206 AGR / MG",
"ARE 642 . 822 - AgR / PE",
"ARE 650 . 363 - AgR / MG",
"ARE 681 . 356 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 751 . 283 / MG",
"Recurso Extraordinário 755 . 214 / MG",
"ARE 663 . 104 - AgR / PE",
"ARE 664 . 484 - AgR / MG",
"Recurso Extraordinário 752206 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário n 596 . 478 / RR",
"ARE 764 . 364 - AgR / AL",
"Recurso Extraordinário 752206 AGR / MG",
"Recurso Extraordinário n 596 . 478 / RR",
"ARE 764 . 364 - AgR / AL",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752 . 206",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 752 . 206"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90",
"art . 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90",
"art . 37 , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Artigo 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90",
"art . 19 - A da Lei n 8 . 036 / 90",
"art . 37 , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 37 , inciso",
"art . 7 . . . da Carta Política",
"ART . 7 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"inciso IX do art . 37 da Carta Magna",
"art . 7 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 37 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 37 , inciso IX",
"art . 7 . . . da Carta Política",
"ART . 7 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art .",
"inciso IX do art . 37 da Carta Magna",
"art . 7 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 37 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"FHEMIG",
"CONSTITUIÇÃO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"FHEMIG",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"FHEMIG",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"FHEMIG",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDAÇÃO HOSPITALAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"FHEMIG",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA",
"HEDER LAFETÁ MARTINS",
"EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA",
"Cármen Lúcia",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA",
"HEDER LAFETÁ MARTINS",
"EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA",
"HEDER LAFETÁ MARTINS",
"EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"DIAS TOFFOLI",
"CELSO DE MELLO",
"DIAS TOFFOLI",
"CELSO DE MELLO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CELSO DE MELLO",
"CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA",
"HEDER LAFETÁ MARTINS",
"EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Mário José Gisi",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"CLÁUDIA LÚCIA DE LIMA",
"HEDER LAFETÁ MARTINS",
"EDUARDO AUGUSTO MONTEIRO SILVEIRA",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Mário José Gisi",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"29 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"29",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE MILITAR. AUSÊNCIA
DE COMPROVAÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL OU DE SUA DURAÇÃO
ATÉ A DATA DO ÓBITO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL OU DE REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 05 de novembro de 2013
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 12 de setembro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos
autos do recurso extraordinário interposto por Marília Avelino de
Oliveira contra julgado do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que
reformou sentença que dera provimento ao pedido de concessão de
pensão militar a companheira, sob o fundamento de que a união estável
não teria sido comprovada nos autos.
A decisão agravada fundamentou-se na incidência da Súmula n. 279
do Supremo Tribunal Federal.
2. Publicada essa decisão no DJe de 20.9.2013, interpõe Marília
Avelino de Oliveira, em 27.9.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. Afirma a Agravante que “o que se está discutindo neste processo é
negativa de lei federal/coisa julgada (...) Cumpre informar que a Súmula 279 do
Colendo STF não se aplica ao caso em tela, (...) pois o que era para ser confirmado
e provado sobre a união estável entre o casal o foi para o Juiz Titular da 5ª Vara
de Família da Comarca do Rio de Janeiro/RJ. Com a devida vênia, não tem
cabimento a decisão proferida pela ínclita Juíza Federal do TRF02”.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 12 de setembro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos
autos do recurso extraordinário interposto por Marília Avelino de
Oliveira contra julgado do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que
reformou sentença que dera provimento ao pedido de concessão de
pensão militar a companheira, sob o fundamento de que a união estável
não teria sido comprovada nos autos.
A decisão agravada fundamentou-se na incidência da Súmula n. 279
do Supremo Tribunal Federal.
2. Publicada essa decisão no DJe de 20.9.2013, interpõe Marília
Avelino de Oliveira, em 27.9.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. Afirma a Agravante que “o que se está discutindo neste processo é
negativa de lei federal/coisa julgada (...) Cumpre informar que a Súmula 279 do
Colendo STF não se aplica ao caso em tela, (...) pois o que era para ser confirmado
e provado sobre a união estável entre o casal o foi para o Juiz Titular da 5ª Vara
de Família da Comarca do Rio de Janeiro/RJ. Com a devida vênia, não tem
cabimento a decisão proferida pela ínclita Juíza Federal do TRF02”.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 767655 AGR / RJ
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 767655 AGR / RJ
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal de origem decidiu nos termos seguintes:
“APELAÇÃO CÍVEL - DIREITO ADMINISTRATIVO -
CONCESSÃO DE PENSÃO MILITAR - COMPANHEIRA -
UNIÃO ESTÁVEL NÃO CONFIGURADA - ART. 7º, I, ‘B’, DA
LEI Nº 3.765/60 - RECURSO PROVIDO. I - Trata-se de apelação de
sentença que julgou procedente o pedido de concessão de pensão
militar a favor da companheira; II - Na hipótese, o conjunto probatório
produzido nos autos não comprova a existência da alegada união
estável como entidade familiar havida entre a autora e o de cujus,
conforme exigido pela legislação de regência da matéria, para fins de
concessão da pensão militar; III - A despeito da sentença da 5ª Vara de
Família da Comarca da Capital, que reconheceu a existência de união
estável em sede de uma transação proposta por aquele Juízo, baseada
tão-somente num exame de paternidade relativo a um filho gerado em
1982, há mais de vinte e três anos da data do óbito do falecido
instituidor, inexiste prova documental que demonstre ter a alegada
relação afetiva se prolongado até a data do falecimento do
companheiro, porquanto apenas duas notas fiscais de compra de
material para casa e duas folhas de cheque nominais a favor da autora,
não são suficientes para atestar a dependência econômica e a
coabitação nos moldes do casamento; IV - Consta nos autos farta
documentação comprovando que o ex-militar era casado, jamais se
separou de sua esposa, e residia em endereço diverso da autora, vindo
a falecer na Cidade de Cabo Frio/RJ, no mesmo endereço em que
residia o seu filho Renato Carvalho Silva, conforme contestação
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal de origem decidiu nos termos seguintes:
“APELAÇÃO CÍVEL - DIREITO ADMINISTRATIVO -
CONCESSÃO DE PENSÃO MILITAR - COMPANHEIRA -
UNIÃO ESTÁVEL NÃO CONFIGURADA - ART. 7º, I, ‘B’, DA
LEI Nº 3.765/60 - RECURSO PROVIDO. I - Trata-se de apelação de
sentença que julgou procedente o pedido de concessão de pensão
militar a favor da companheira; II - Na hipótese, o conjunto probatório
produzido nos autos não comprova a existência da alegada união
estável como entidade familiar havida entre a autora e o de cujus,
conforme exigido pela legislação de regência da matéria, para fins de
concessão da pensão militar; III - A despeito da sentença da 5ª Vara de
Família da Comarca da Capital, que reconheceu a existência de união
estável em sede de uma transação proposta por aquele Juízo, baseada
tão-somente num exame de paternidade relativo a um filho gerado em
1982, há mais de vinte e três anos da data do óbito do falecido
instituidor, inexiste prova documental que demonstre ter a alegada
relação afetiva se prolongado até a data do falecimento do
companheiro, porquanto apenas duas notas fiscais de compra de
material para casa e duas folhas de cheque nominais a favor da autora,
não são suficientes para atestar a dependência econômica e a
coabitação nos moldes do casamento; IV - Consta nos autos farta
documentação comprovando que o ex-militar era casado, jamais se
separou de sua esposa, e residia em endereço diverso da autora, vindo
a falecer na Cidade de Cabo Frio/RJ, no mesmo endereço em que
residia o seu filho Renato Carvalho Silva, conforme contestação
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 767655 AGR / RJ
apresentada pelo mesmo nos autos da já citada ação de reconhecimento
de união estável proposta pela autora. Reforçam o convencimento da
que a autora jamais residiu com o de cujus, as informações relativas à
identificação dos periciandos no laudo técnico do exame de
paternidade, onde consta que o suposto ex-companheiro vivia no
Bairro da Barra da Tijuca, enquanto o Sr. Vinicius Avelino do Amaral,
o filho gerado fora do casamento, residia no Grajaú, no mesmo
endereço declinado por sua genitora na exordial; V - Verifica-se, assim,
que a união estável não poderia ter sido reconhecida em sede de uma
transação ilegalmente proposta pelo Juízo Estadual, pois o
envolvimento do de cujus com a autora não passou de mera relação
concubinária, o que foi admitido pela própria apelada em suas
contrarrazões, tipo de relacionamento que não está apto para gerar
direitos previdenciários, bem como para obrigar a União Federal a
conceder benefícios de pensão por morte; VI - Agravo retido interposto
pela União Federal não conhecido, uma vez que não foi requerida a
sua apreciação por esta Corte, nos termos do art. 523, § 1º, do CPC;
VII - Recurso de apelação da segunda ré e remessa necessária
providos” (grifos nossos).
3. O Tribunal a quo analisou os dispositivos da Lei n. 3.765/1960 e os
fatos e as provas constantes dos autos e concluiu não ser devida a pensão
por morte à Agravante, em razão da ausência de comprovação da união
estável. Decidiu que, mesmo admitido o reconhecimento da alegada
união, não constariam dos autos provas de sua duração até o óbito do
suposto companheiro, o que também resultaria na negativa de concessão
do benefício previdenciário.
Concluir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria a
análise daquela legislação infraconstitucional e o reexame dos elementos
fático-probatórios constantes dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal e inviabiliza o
processamento do recurso extraordinário. Nesse caso:
“AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO POR MORTE DE
2
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ARE 767655 AGR / RJ
apresentada pelo mesmo nos autos da já citada ação de reconhecimento
de união estável proposta pela autora. Reforçam o convencimento da
que a autora jamais residiu com o de cujus, as informações relativas à
identificação dos periciandos no laudo técnico do exame de
paternidade, onde consta que o suposto ex-companheiro vivia no
Bairro da Barra da Tijuca, enquanto o Sr. Vinicius Avelino do Amaral,
o filho gerado fora do casamento, residia no Grajaú, no mesmo
endereço declinado por sua genitora na exordial; V - Verifica-se, assim,
que a união estável não poderia ter sido reconhecida em sede de uma
transação ilegalmente proposta pelo Juízo Estadual, pois o
envolvimento do de cujus com a autora não passou de mera relação
concubinária, o que foi admitido pela própria apelada em suas
contrarrazões, tipo de relacionamento que não está apto para gerar
direitos previdenciários, bem como para obrigar a União Federal a
conceder benefícios de pensão por morte; VI - Agravo retido interposto
pela União Federal não conhecido, uma vez que não foi requerida a
sua apreciação por esta Corte, nos termos do art. 523, § 1º, do CPC;
VII - Recurso de apelação da segunda ré e remessa necessária
providos” (grifos nossos).
3. O Tribunal a quo analisou os dispositivos da Lei n. 3.765/1960 e os
fatos e as provas constantes dos autos e concluiu não ser devida a pensão
por morte à Agravante, em razão da ausência de comprovação da união
estável. Decidiu que, mesmo admitido o reconhecimento da alegada
união, não constariam dos autos provas de sua duração até o óbito do
suposto companheiro, o que também resultaria na negativa de concessão
do benefício previdenciário.
Concluir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria a
análise daquela legislação infraconstitucional e o reexame dos elementos
fático-probatórios constantes dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal e inviabiliza o
processamento do recurso extraordinário. Nesse caso:
“AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO POR MORTE DE
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 767655 AGR / RJ
COMPANHEIRO MILITAR CASADO. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que se
chegou no acórdão recorrido, seria necessário reexaminar a legislação
infraconstitucional pertinente e os fatos e provas da causa, o que é
vedado na esfera do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279
do Supremo Tribunal federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE 498.673-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 18.4.2011).
“AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO POR MORTE DE
SERVIDORA PÚBLICA. SEPARAÇÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA
DE COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL À
ÉPOCA DO ÓBITO. SÚMULA 279 DO STF. O Tribunal a quo
manteve a sentença que considerou indevida pensão pleiteada por ex-
marido de servidora pública falecida, uma vez que, à época do óbito, o
casal estava separado judicialmente e não foi comprovada a alegada
união estável entre o casal. Para se chegar a conclusão diversa, seria
necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do
recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI
739.232-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe 1º.10.2010).
“ADMINISTRATIVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR
MORTE.
UNIÃO
ESTÁVEL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. I - O acórdão recorrido
dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - A matéria demanda o
reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido” (RE
458.432-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Primeira Turma, DJe 6.8.2010).
3
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ARE 767655 AGR / RJ
COMPANHEIRO MILITAR CASADO. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que se
chegou no acórdão recorrido, seria necessário reexaminar a legislação
infraconstitucional pertinente e os fatos e provas da causa, o que é
vedado na esfera do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279
do Supremo Tribunal federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE 498.673-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 18.4.2011).
“AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO POR MORTE DE
SERVIDORA PÚBLICA. SEPARAÇÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA
DE COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL À
ÉPOCA DO ÓBITO. SÚMULA 279 DO STF. O Tribunal a quo
manteve a sentença que considerou indevida pensão pleiteada por ex-
marido de servidora pública falecida, uma vez que, à época do óbito, o
casal estava separado judicialmente e não foi comprovada a alegada
união estável entre o casal. Para se chegar a conclusão diversa, seria
necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do
recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI
739.232-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe 1º.10.2010).
“ADMINISTRATIVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR
MORTE.
UNIÃO
ESTÁVEL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. I - O acórdão recorrido
dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - A matéria demanda o
reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido” (RE
458.432-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Primeira Turma, DJe 6.8.2010).
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 767655 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA
279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 651.296-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 7.11.2008).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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ARE 767655 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA
279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 651.296-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 7.11.2008).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Extrato de Ata - 05/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4838820
| 2013-11-05T00:00:00
| 2013-11-11T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 05.11.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE MILITAR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL OU DE SUA DURAÇÃO ATÉ A DATA DO ÓBITO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL OU DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur247691
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
RE 498673 AgR (2ªT), AI 739232 AgR (2ªT), RE 458432 AgR (1ªT), AI 651296 AgR (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 21/11/2013, TIA.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
767655
|
[
"LEG-FED LEI-003765 ANO-1960\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 767655 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E
PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE MILITAR. AUSÊNCIA
DE COMPROVAÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL OU DE SUA DURAÇÃO
ATÉ A DATA DO ÓBITO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL OU DE REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 05 de novembro de 2013
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 12 de setembro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos
autos do recurso extraordinário interposto por Marília Avelino de
Oliveira contra julgado do Tribunal Regional Federal da 2... Região, que
reformou sentença que dera provimento ao pedido de concessão de
pensão militar a companheira, sob o fundamento de que a união estável
não teria sido comprovada nos autos.
A decisão agravada fundamentou-se na incidência da Súmula n. 279
do Supremo Tribunal Federal.
2. Publicada essa decisão no DJe de 20.9.2013, interpõe Marília
Avelino de Oliveira, em 27.9.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. Afirma a Agravante que “o que se está discutindo neste processo é
negativa de lei federal/coisa julgada (...) Cumpre informar que a Súmula 279 do
Colendo Supremo Tribunal Federal não se aplica ao caso em tela, (...) pois o que era para ser confirmado
e provado sobre a união estável entre o casal o foi para o Juiz Titular da 5... Vara
de Família da Comarca do Rio de Janeiro/RJ. Com a devida vênia, não tem
cabimento a decisão proferida pela ínclita Juíza Federal do TRF02”.
Supremo Tribunal Federal
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05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
RELATÓRIO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 12 de setembro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos
autos do recurso extraordinário interposto por Marília Avelino de
Oliveira contra julgado do Tribunal Regional Federal da 2... Região, que
reformou sentença que dera provimento ao pedido de concessão de
pensão militar a companheira, sob o fundamento de que a união estável
não teria sido comprovada nos autos.
A decisão agravada fundamentou-se na incidência da Súmula n. 279
do Supremo Tribunal Federal.
2. Publicada essa decisão no DJe de 20.9.2013, interpõe Marília
Avelino de Oliveira, em 27.9.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. Afirma a Agravante que “o que se está discutindo neste processo é
negativa de lei federal/coisa julgada (...) Cumpre informar que a Súmula 279 do
Colendo Supremo Tribunal Federal não se aplica ao caso em tela, (...) pois o que era para ser confirmado
e provado sobre a união estável entre o casal o foi para o Juiz Titular da 5... Vara
de Família da Comarca do Rio de Janeiro/RJ. Com a devida vênia, não tem
cabimento a decisão proferida pela ínclita Juíza Federal do TRF02”.
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Relatório
ARE 767655 AGR / RJ
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 767655 AGR / RJ
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
2
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05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal de origem decidiu nos termos seguintes:
“APELAÇÃO CÍVEL - DIREITO ADMINISTRATIVO -
CONCESSÃO DE PENSÃO MILITAR - COMPANHEIRA -
UNIÃO ESTÁVEL NÃO CONFIGURADA - ART. 7..., I, ‘B’, DA
LEI n 3.765/60 - RECURSO PROVIDO. I - Trata-se de apelação de
sentença que julgou procedente o pedido de concessão de pensão
militar a favor da companheira; II - Na hipótese, o conjunto probatório
produzido nos autos não comprova a existência da alegada união
estável como entidade familiar havida entre a autora e o de cujus,
conforme exigido pela legislação de regência da matéria, para fins de
concessão da pensão militar; III - A despeito da sentença da 5... Vara de
Família da Comarca da Capital, que reconheceu a existência de união
estável em sede de uma transação proposta por aquele Juízo, baseada
tão-somente num exame de paternidade relativo a um filho gerado em
1982, há mais de vinte e três anos da data do óbito do falecido
instituidor, inexiste prova documental que demonstre ter a alegada
relação afetiva se prolongado até a data do falecimento do
companheiro, porquanto apenas duas notas fiscais de compra de
material para casa e duas folhas de cheque nominais a favor da autora,
não são suficientes para atestar a dependência econômica e a
coabitação nos moldes do casamento; IV - Consta nos autos farta
documentação comprovando que o ex-militar era casado, jamais se
separou de sua esposa, e residia em endereço diverso da autora, vindo
a falecer na Cidade de Cabo Frio/RJ, no mesmo endereço em que
residia o seu filho Renato Carvalho Silva, conforme contestação
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832269.
Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Tribunal de origem decidiu nos termos seguintes:
“APELAÇÃO CÍVEL - DIREITO ADMINISTRATIVO -
CONCESSÃO DE PENSÃO MILITAR - COMPANHEIRA -
UNIÃO ESTÁVEL NÃO CONFIGURADA - ART. 7..., I, ‘B’, DA
LEI n 3.765/60 - RECURSO PROVIDO. I - Trata-se de apelação de
sentença que julgou procedente o pedido de concessão de pensão
militar a favor da companheira; II - Na hipótese, o conjunto probatório
produzido nos autos não comprova a existência da alegada união
estável como entidade familiar havida entre a autora e o de cujus,
conforme exigido pela legislação de regência da matéria, para fins de
concessão da pensão militar; III - A despeito da sentença da 5... Vara de
Família da Comarca da Capital, que reconheceu a existência de união
estável em sede de uma transação proposta por aquele Juízo, baseada
tão-somente num exame de paternidade relativo a um filho gerado em
1982, há mais de vinte e três anos da data do óbito do falecido
instituidor, inexiste prova documental que demonstre ter a alegada
relação afetiva se prolongado até a data do falecimento do
companheiro, porquanto apenas duas notas fiscais de compra de
material para casa e duas folhas de cheque nominais a favor da autora,
não são suficientes para atestar a dependência econômica e a
coabitação nos moldes do casamento; IV - Consta nos autos farta
documentação comprovando que o ex-militar era casado, jamais se
separou de sua esposa, e residia em endereço diverso da autora, vindo
a falecer na Cidade de Cabo Frio/RJ, no mesmo endereço em que
residia o seu filho Renato Carvalho Silva, conforme contestação
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 767655 AGR / RJ
apresentada pelo mesmo nos autos da já citada ação de reconhecimento
de união estável proposta pela autora. Reforçam o convencimento da
que a autora jamais residiu com o de cujus, as informações relativas à
identificação dos periciandos no laudo técnico do exame de
paternidade, onde consta que o suposto ex-companheiro vivia no
Bairro da Barra da Tijuca, enquanto o Sr. Vinicius Avelino do Amaral,
o filho gerado fora do casamento, residia no Grajaú, no mesmo
endereço declinado por sua genitora na exordial; V - Verifica-se, assim,
que a união estável não poderia ter sido reconhecida em sede de uma
transação ilegalmente proposta pelo Juízo Estadual, pois o
envolvimento do de cujus com a autora não passou de mera relação
concubinária, o que foi admitido pela própria apelada em suas
contrarrazões, tipo de relacionamento que não está apto para gerar
direitos previdenciários, bem como para obrigar a União Federal a
conceder benefícios de pensão por morte; VI - Agravo retido interposto
pela União Federal não conhecido, uma vez que não foi requerida a
sua apreciação por esta Corte, nos termos do art. 523, § 1..., do Código de Processo Civil;
VII - Recurso de apelação da segunda ré e remessa necessária
providos” (grifos nossos).
3. O Tribunal a quo analisou os dispositivos da Lei n. 3.765/1960 e os
fatos e as provas constantes dos autos e concluiu não ser devida a pensão
por morte à Agravante, em razão da ausência de comprovação da união
estável. Decidiu que, mesmo admitido o reconhecimento da alegada
união, não constariam dos autos provas de sua duração até o óbito do
suposto companheiro, o que também resultaria na negativa de concessão
do benefício previdenciário.
Concluir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria a
análise daquela legislação infraconstitucional e o reexame dos elementos
fático-probatórios constantes dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal e inviabiliza o
processamento do recurso extraordinário. Nesse caso:
“AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO POR MORTE DE
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 767655 AGR / RJ
apresentada pelo mesmo nos autos da já citada ação de reconhecimento
de união estável proposta pela autora. Reforçam o convencimento da
que a autora jamais residiu com o de cujus, as informações relativas à
identificação dos periciandos no laudo técnico do exame de
paternidade, onde consta que o suposto ex-companheiro vivia no
Bairro da Barra da Tijuca, enquanto o Sr. Vinicius Avelino do Amaral,
o filho gerado fora do casamento, residia no Grajaú, no mesmo
endereço declinado por sua genitora na exordial; V - Verifica-se, assim,
que a união estável não poderia ter sido reconhecida em sede de uma
transação ilegalmente proposta pelo Juízo Estadual, pois o
envolvimento do de cujus com a autora não passou de mera relação
concubinária, o que foi admitido pela própria apelada em suas
contrarrazões, tipo de relacionamento que não está apto para gerar
direitos previdenciários, bem como para obrigar a União Federal a
conceder benefícios de pensão por morte; VI - Agravo retido interposto
pela União Federal não conhecido, uma vez que não foi requerida a
sua apreciação por esta Corte, nos termos do art. 523, § 1..., do Código de Processo Civil;
VII - Recurso de apelação da segunda ré e remessa necessária
providos” (grifos nossos).
3. O Tribunal a quo analisou os dispositivos da Lei n. 3.765/1960 e os
fatos e as provas constantes dos autos e concluiu não ser devida a pensão
por morte à Agravante, em razão da ausência de comprovação da união
estável. Decidiu que, mesmo admitido o reconhecimento da alegada
união, não constariam dos autos provas de sua duração até o óbito do
suposto companheiro, o que também resultaria na negativa de concessão
do benefício previdenciário.
Concluir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria a
análise daquela legislação infraconstitucional e o reexame dos elementos
fático-probatórios constantes dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal e inviabiliza o
processamento do recurso extraordinário. Nesse caso:
“AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO POR MORTE DE
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 767655 AGR / RJ
COMPANHEIRO MILITAR CASADO. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que se
chegou no acórdão recorrido, seria necessário reexaminar a legislação
infraconstitucional pertinente e os fatos e provas da causa, o que é
vedado na esfera do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279
do Supremo Tribunal federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário 498.673-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 18.4.2011).
“AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO POR MORTE DE
SERVIDORA PÚBLICA. SEPARAÇÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA
DE COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL À
ÉPOCA DO ÓBITO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. O Tribunal a quo
manteve a sentença que considerou indevida pensão pleiteada por ex-
marido de servidora pública falecida, uma vez que, à época do óbito, o
casal estava separado judicialmente e não foi comprovada a alegada
união estável entre o casal. Para se chegar a conclusão diversa, seria
necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do
recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI
739.232-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe 1....10.2010).
“ADMINISTRATIVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR
MORTE.
UNIÃO
ESTÁVEL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. I - O acórdão recorrido
dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - A matéria demanda o
reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário
458.432-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Primeira Turma, DJe 6.8.2010).
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 767655 AGR / RJ
COMPANHEIRO MILITAR CASADO. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 279. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que se
chegou no acórdão recorrido, seria necessário reexaminar a legislação
infraconstitucional pertinente e os fatos e provas da causa, o que é
vedado na esfera do recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279
do Supremo Tribunal federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário 498.673-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 18.4.2011).
“AGRAVO REGIMENTAL. PENSÃO POR MORTE DE
SERVIDORA PÚBLICA. SEPARAÇÃO JUDICIAL. AUSÊNCIA
DE COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL À
ÉPOCA DO ÓBITO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. O Tribunal a quo
manteve a sentença que considerou indevida pensão pleiteada por ex-
marido de servidora pública falecida, uma vez que, à época do óbito, o
casal estava separado judicialmente e não foi comprovada a alegada
união estável entre o casal. Para se chegar a conclusão diversa, seria
necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do
recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI
739.232-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda
Turma, DJe 1....10.2010).
“ADMINISTRATIVO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR
MORTE.
UNIÃO
ESTÁVEL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA
À
CONSTITUIÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. I - O acórdão recorrido
dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. II - A matéria demanda o
reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário
458.432-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
Primeira Turma, DJe 6.8.2010).
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 767655 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA
279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 651.296-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 7.11.2008).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 767655 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL.
IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA
279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 651.296-AgR, de minha relatoria, Primeira
Turma, DJe 7.11.2008).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 05/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767.655
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 767 . 655",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Colendo Supremo Tribunal Federal",
"ARE 767655 AGR / RJ",
"ARE 767655 AGR / RJ",
"ARE 767655 AGR / RJ",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 767655 AGR /",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 767655 AGR",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal federal",
"Recurso Extraordinário 498 . 673 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 739 . 232 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário",
".",
"-",
"AgR",
"ARE 767655 AGR /",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal federal",
"Recurso Extraordinário 498 . 673 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 739 . 232 - AgR",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 458 . 432 - AgR",
"AI 651 . 296 - AgR",
"ARE 767655 AGR / RJ",
"AI 651 . 296 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 7 . . . , I , ‘ B ’ , DA LEI n 3 . 765 / 60",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 7 . . . , I , ‘ B ’ , DA LEI n 3 . 765 / 60",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 523 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei n . 3 .",
"765",
"/",
"1960",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"art . 523 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei n . 3 . 765 / 1960",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Comarca do Rio de Janeiro / RJ",
"RIO DE JANEIRO",
"Cidade",
"Cabo Frio / RJ",
"RIO DE JANEIRO",
"Cidade de Cabo Frio / RJ",
"Bairro da Barra da Tijuca",
"Grajaú",
"Bairro da Barra da Tijuca",
"Grajaú",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Vara de Família da Comarca do Rio de Janeiro / RJ",
"TRF02",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Vara de Família da",
"TRF02",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"5",
".",
". .",
"Vara de Família da Comarca da Capital",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"5",
".",
".",
".",
"Vara de Família da Comarca da Capital",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União Federal",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União Federal",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA",
"JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA",
"JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Marília Avelino de Oliveira",
"Marília Avelino de Oliveira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA",
"JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Marília Avelino de Oliveira",
"Marília Avelino de Oliveira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Renato Carvalho Silva",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Renato Carvalho Silva",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Vinicius Avelino do Amaral",
"Vinicius Avelino do Amaral",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA",
"JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARÍLIA AVELINO DE OLIVEIRA",
"JOSÉ ROBERTO CATUNDA CÉSAR DE SIQUEIRA",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"05 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"12 de setembro de 2013",
"20",
".",
"9",
".",
"2013",
"27",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"12 de setembro de 2013",
"20",
".",
"9",
".",
"2013",
"27",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"1982",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"1982",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"4",
".",
"2011",
"1",
".",
".",
".",
".",
"10",
".",
"2010",
"6",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"4",
".",
"2011",
"1",
".",
".",
".",
".",
"10",
".",
"2010",
"6",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"11",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"11",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"05",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PHITOTERAPIA
BIOFITOGENIA
LABORATORIAL
BIOTA LTDA
ADV.(A/S)
:WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AMBIENTAL E PROCESSUAL
CIVIL. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição
da República. 2. Admissibilidade de embargos de divergência no
Superior Tribunal de Justiça. Recurso de competência de tribunal
diverso: inexistência de repercussão geral. Matéria infraconstitucional. 3.
Alegada contrariedade aos princípios constitucionais do contraditório, da
ampla defesa e do devido processo legal. Necessidade de análise de
matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. Precedentes. 4.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Impedido o Ministro Teori
Zavascki.
Brasília, 05 de novembro de 2013
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832251.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PHITOTERAPIA
BIOFITOGENIA
LABORATORIAL
BIOTA LTDA
ADV.(A/S)
:WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 22 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Phitoterapia Biofitogenia
Laboratorial Biota Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o
qual não conhecera dos embargos de divergência opostos pela ora
Agravante.
A decisão agravada a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que
a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RE
140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. O Tribunal de origem limitou-se ao exame do cabimento de
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PHITOTERAPIA
BIOFITOGENIA
LABORATORIAL
BIOTA LTDA
ADV.(A/S)
:WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 22 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Phitoterapia Biofitogenia
Laboratorial Biota Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o
qual não conhecera dos embargos de divergência opostos pela ora
Agravante.
A decisão agravada a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que
a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RE
140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. O Tribunal de origem limitou-se ao exame do cabimento de
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 762935 AGR / DF
recurso de sua competência.
No julgamento do Recurso Extraordinário n. 598.365, Relator o
Ministro Ayres Britto, este Supremo Tribunal assentou a inexistência
de repercussão geral da questão discutida nestes autos:
(…)
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos de instrumento que suscitarem a mesma
questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos
respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal.
8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação
infraconstitucional, podem configurar, se for o caso, ofensa
constitucional indireta. Assim por exemplo:
(…)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 1366-1369).
2. Publicada essa decisão no DJe de 22.8.2013 (fl. 1370), interpõe
Phitoterapia Biofitogenia Laboratorial Biota Ltda., em 29.8.2013,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 1371-1379).
3. Alega a Agravante que “a ampla defesa, diante do princípio do
poluidor pagador, foi completamente ignorada, em manifesta ofensa à
Constituição Federal” (fl. 1377).
Sustenta que “a concessão da medida demolitória sem pedido expresso
nesse sentido viola, inequivocamente, o disposto nos arts. 5º, caput, e 93, IX, da
Constituição Federal, que asseguram o direito à propriedade e a uma decisão
judicial fundamentada” (fl. 1379).
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762935 AGR / DF
recurso de sua competência.
No julgamento do Recurso Extraordinário n. 598.365, Relator o
Ministro Ayres Britto, este Supremo Tribunal assentou a inexistência
de repercussão geral da questão discutida nestes autos:
(…)
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos de instrumento que suscitarem a mesma
questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos
respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal.
8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação
infraconstitucional, podem configurar, se for o caso, ofensa
constitucional indireta. Assim por exemplo:
(…)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º,
inc. II, a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 1366-1369).
2. Publicada essa decisão no DJe de 22.8.2013 (fl. 1370), interpõe
Phitoterapia Biofitogenia Laboratorial Biota Ltda., em 29.8.2013,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 1371-1379).
3. Alega a Agravante que “a ampla defesa, diante do princípio do
poluidor pagador, foi completamente ignorada, em manifesta ofensa à
Constituição Federal” (fl. 1377).
Sustenta que “a concessão da medida demolitória sem pedido expresso
nesse sentido viola, inequivocamente, o disposto nos arts. 5º, caput, e 93, IX, da
Constituição Federal, que asseguram o direito à propriedade e a uma decisão
judicial fundamentada” (fl. 1379).
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 762935 AGR / DF
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
4. O Ministério Público Federal, ora Agravado, manifesta-se pelo não
provimento do agravo regimental (fls. 1381-1385).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762935 AGR / DF
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
4. O Ministério Público Federal, ora Agravado, manifesta-se pelo não
provimento do agravo regimental (fls. 1381-1385).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Na espécie, o Superior Tribunal de Justiça decidiu:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA.
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. LIMITES DA
LIDE. DECISÃO INQUINADA DE
EXTRA PETITA
. AFERIÇÃO.
CASUÍSTICA.
SITUAÇÕES COMPARADAS DISTINTAS.
DISSÍDIO
JURISPRUDENCIAL
INDEMONSTRADO.
INDEFERIMENTO LIMINAR DOS EMBARGOS MANTIDO.
ALEGADA OMISSÃO ACERCA DE MATÉRIA RELACIONADA
AO MÉRITO DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO NÃO
REAPRECIADA NO ACÓRDÃO EMBARGADO, QUE SE
LIMITOU A PERFAZER JUÍZO DE INADMISSIBILIDADE DOS
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE VÍCIO.
PREQUESTIONAMENTO DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE.
1. A questão alegadamente omitida diz respeito ao mérito do
recurso especial – suposta violação do princípio da adstrição da
sentença aos termos do pedido –, o qual, em nenhum momento, foi
objeto de reexame pelo acórdão ora embargado, que se limitou a
perfazer um juízo negativo de admissibilidade dos embargos de
divergência, em face da ausência de similitude fático-jurídica entre os
casos comparados, concluindo estar ‘indemonstrada a alegada
divergência, nos termos do art. 266, § 1.º, do RISTJ’. Portanto,
inexiste omissão a ser sanada.
2. Não são cabíveis embargos de declaração em recurso especial
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05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Na espécie, o Superior Tribunal de Justiça decidiu:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA.
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. LIMITES DA
LIDE. DECISÃO INQUINADA DE
EXTRA PETITA
. AFERIÇÃO.
CASUÍSTICA.
SITUAÇÕES COMPARADAS DISTINTAS.
DISSÍDIO
JURISPRUDENCIAL
INDEMONSTRADO.
INDEFERIMENTO LIMINAR DOS EMBARGOS MANTIDO.
ALEGADA OMISSÃO ACERCA DE MATÉRIA RELACIONADA
AO MÉRITO DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO NÃO
REAPRECIADA NO ACÓRDÃO EMBARGADO, QUE SE
LIMITOU A PERFAZER JUÍZO DE INADMISSIBILIDADE DOS
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE VÍCIO.
PREQUESTIONAMENTO DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE.
1. A questão alegadamente omitida diz respeito ao mérito do
recurso especial – suposta violação do princípio da adstrição da
sentença aos termos do pedido –, o qual, em nenhum momento, foi
objeto de reexame pelo acórdão ora embargado, que se limitou a
perfazer um juízo negativo de admissibilidade dos embargos de
divergência, em face da ausência de similitude fático-jurídica entre os
casos comparados, concluindo estar ‘indemonstrada a alegada
divergência, nos termos do art. 266, § 1.º, do RISTJ’. Portanto,
inexiste omissão a ser sanada.
2. Não são cabíveis embargos de declaração em recurso especial
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 762935 AGR / DF
ou em embargos de divergência para forçar o pronunciamento de
matéria constitucional pelo Superior Tribunal de Justiça, ainda que
para o fim de prequestionamento. Precedentes.
3. Embargos de declaração rejeitados” (fl. 1291, grifos nossos).
3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por
falta de fundamentação. O Superior Tribunal de Justiça apreciou as
questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar
as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento:
“Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, Dje
13.8.2010).
4. Como afirmado na decisão agravada, no julgamento eletrônico do
Recurso Extraordinário n. 598.365, Relator o Ministro Ayres Britto, o
Supremo Tribunal Federal declarou a ausência de repercussão geral da
questão relativa aos pressupostos de cabimento de recursos de
competência de outros tribunais, por se tratar de discussão de natureza
infraconstitucional:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762935 AGR / DF
ou em embargos de divergência para forçar o pronunciamento de
matéria constitucional pelo Superior Tribunal de Justiça, ainda que
para o fim de prequestionamento. Precedentes.
3. Embargos de declaração rejeitados” (fl. 1291, grifos nossos).
3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por
falta de fundamentação. O Superior Tribunal de Justiça apreciou as
questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar
as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento:
“Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, Dje
13.8.2010).
4. Como afirmado na decisão agravada, no julgamento eletrônico do
Recurso Extraordinário n. 598.365, Relator o Ministro Ayres Britto, o
Supremo Tribunal Federal declarou a ausência de repercussão geral da
questão relativa aos pressupostos de cabimento de recursos de
competência de outros tribunais, por se tratar de discussão de natureza
infraconstitucional:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 762935 AGR / DF
recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão
constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso
elemento de configuração da própria repercussão geral, conforme
salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão
Geral no RE 584.608” (DJe 26.3.2010).
5. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional (Código de Processo Civil), configura ofensa
constitucional indireta. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE
JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME
PRÉVIO
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE
631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
“CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LICENÇA
AMBIENTAL. DEMORA NA CONCESSÃO. RAZOÁVEL
DURAÇÃO
DO
PROCESSO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. ART. 5º, LIV, LV e LXXVIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica em não admitir
recurso extraordinário para debater matéria referente a ofensa aos
postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do
devido processo legal e da prestação jurisdicional, pois, se existente,
seria meramente reflexa ou indireta. 2. Contrariedade aos arts. 5º, LIV,
LV, LXXVIII, da Constituição Federal, que não prescinde da análise de
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762935 AGR / DF
recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão
constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso
elemento de configuração da própria repercussão geral, conforme
salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão
Geral no RE 584.608” (DJe 26.3.2010).
5. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional (Código de Processo Civil), configura ofensa
constitucional indireta. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE
JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME
PRÉVIO
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE
631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
“CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LICENÇA
AMBIENTAL. DEMORA NA CONCESSÃO. RAZOÁVEL
DURAÇÃO
DO
PROCESSO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. ART. 5º, LIV, LV e LXXVIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica em não admitir
recurso extraordinário para debater matéria referente a ofensa aos
postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do
devido processo legal e da prestação jurisdicional, pois, se existente,
seria meramente reflexa ou indireta. 2. Contrariedade aos arts. 5º, LIV,
LV, LXXVIII, da Constituição Federal, que não prescinde da análise de
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 762935 AGR / DF
legislação infraconstitucional (Lei Municipal 8.896/2002) e do corpo
probatório dos autos. Incidência da Súmulas STF 279 e 280. 3. Em
sede de recurso extraordinário não é permitido inovar com
argumentos não abordados pelo acórdão recorrido, nem pelos
embargos de declaração opostos. Ausência do necessário
prequestionamento (Súmula STF 282). 4. Agravo regimental
improvido” (AI 765.586-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe 21.5.2010).
6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 762935 AGR / DF
legislação infraconstitucional (Lei Municipal 8.896/2002) e do corpo
probatório dos autos. Incidência da Súmulas STF 279 e 280. 3. Em
sede de recurso extraordinário não é permitido inovar com
argumentos não abordados pelo acórdão recorrido, nem pelos
embargos de declaração opostos. Ausência do necessário
prequestionamento (Súmula STF 282). 4. Agravo regimental
improvido” (AI 765.586-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe 21.5.2010).
6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 05/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : PHITOTERAPIA BIOFITOGENIA LABORATORIAL BIOTA LTDA
ADV.(A/S) : WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Impedido o
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : PHITOTERAPIA BIOFITOGENIA LABORATORIAL BIOTA LTDA
ADV.(A/S) : WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Impedido o
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4839380
| 2013-11-05T00:00:00
| 2013-11-11T00:00:00
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A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 05.11.2013.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AMBIENTAL E PROCESSUAL CIVIL. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Admissibilidade de embargos de divergência no Superior Tribunal de Justiça. Recurso de competência de tribunal diverso: inexistência de repercussão geral. Matéria infraconstitucional. 3. Alegada contrariedade aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Necessidade de análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. Precedentes. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
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sjur247703
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRESTAÇÃO JURISDICIONAL)
AI 791292 QO-RG.
(RECURSOS)
RE 598365 RG.
(OFENSA REFLEXA)
RE 631736 ED (1ªT), AI 765586 AgR (2ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 20/11/2013, TIA.
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CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
762935
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-AgR
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acordaos
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ARE 762935 AgR
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AGTE.(S) : PHITOTERAPIA BIOFITOGENIA LABORATORIAL BIOTA LTDA
ADV.(A/S) : WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PHITOTERAPIA
BIOFITOGENIA
LABORATORIAL
BIOTA LTDA
ADV.(A/S)
:WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AMBIENTAL E PROCESSUAL
CIVIL. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição
da República. 2. Admissibilidade de embargos de divergência no
Superior Tribunal de Justiça. Recurso de competência de tribunal
diverso: inexistência de repercussão geral. Matéria infraconstitucional. 3.
Alegada contrariedade aos princípios constitucionais do contraditório, da
ampla defesa e do devido processo legal. Necessidade de análise de
matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. Precedentes. 4.
Agravo regimental ao qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Impedido o Ministro Teori
Zavascki.
Brasília, 05 de novembro de 2013
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
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Relatório
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PHITOTERAPIA
BIOFITOGENIA
LABORATORIAL
BIOTA LTDA
ADV.(A/S)
:WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 22 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Phitoterapia Biofitogenia
Laboratorial Biota Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o
qual não conhecera dos embargos de divergência opostos pela ora
Agravante.
A decisão agravada a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que
a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (Recurso Extraordinário
140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. O Tribunal de origem limitou-se ao exame do cabimento de
Supremo Tribunal Federal
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05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:PHITOTERAPIA
BIOFITOGENIA
LABORATORIAL
BIOTA LTDA
ADV.(A/S)
:WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 22 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Phitoterapia Biofitogenia
Laboratorial Biota Ltda. contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o
qual não conhecera dos embargos de divergência opostos pela ora
Agravante.
A decisão agravada a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art.
93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora
em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido
apresentou suficiente fundamentação.
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que
a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja
fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das
questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as
premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o
dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (Recurso Extraordinário
140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269).
7. O Tribunal de origem limitou-se ao exame do cabimento de
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 762935 AGR / DF
recurso de sua competência.
No julgamento do Recurso Extraordinário n. 598.365, Relator o
Ministro Ayres Britto, este Supremo Tribunal assentou a inexistência
de repercussão geral da questão discutida nestes autos:
(…)
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos de instrumento que suscitarem a mesma
questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos
respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal.
8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação
infraconstitucional, podem configurar, se for o caso, ofensa
constitucional indireta. Assim por exemplo:
(…)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 1366-1369).
2. Publicada essa decisão no DJe de 22.8.2013 (fl. 1370), interpõe
Phitoterapia Biofitogenia Laboratorial Biota Ltda., em 29.8.2013,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 1371-1379).
3. Alega a Agravante que “a ampla defesa, diante do princípio do
poluidor pagador, foi completamente ignorada, em manifesta ofensa à
Constituição Federal” (fl. 1377).
Sustenta que “a concessão da medida demolitória sem pedido expresso
nesse sentido viola, inequivocamente, o disposto nos arts. 5..., caput, e 93, IX, da
Constituição Federal, que asseguram o direito à propriedade e a uma decisão
judicial fundamentada” (fl. 1379).
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762935 AGR / DF
recurso de sua competência.
No julgamento do Recurso Extraordinário n. 598.365, Relator o
Ministro Ayres Britto, este Supremo Tribunal assentou a inexistência
de repercussão geral da questão discutida nestes autos:
(…)
Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos
extraordinários e agravos de instrumento que suscitarem a mesma
questão constitucional podem ter o seu seguimento negado pelos
respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal.
8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação
infraconstitucional, podem configurar, se for o caso, ofensa
constitucional indireta. Assim por exemplo:
(…)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4...,
inc. II, a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 1366-1369).
2. Publicada essa decisão no DJe de 22.8.2013 (fl. 1370), interpõe
Phitoterapia Biofitogenia Laboratorial Biota Ltda., em 29.8.2013,
tempestivamente, agravo regimental (fls. 1371-1379).
3. Alega a Agravante que “a ampla defesa, diante do princípio do
poluidor pagador, foi completamente ignorada, em manifesta ofensa à
Constituição Federal” (fl. 1377).
Sustenta que “a concessão da medida demolitória sem pedido expresso
nesse sentido viola, inequivocamente, o disposto nos arts. 5..., caput, e 93, IX, da
Constituição Federal, que asseguram o direito à propriedade e a uma decisão
judicial fundamentada” (fl. 1379).
2
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Relatório
ARE 762935 AGR / DF
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
4. O Ministério Público Federal, ora Agravado, manifesta-se pelo não
provimento do agravo regimental (fls. 1381-1385).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762935 AGR / DF
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
4. O Ministério Público Federal, ora Agravado, manifesta-se pelo não
provimento do agravo regimental (fls. 1381-1385).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Na espécie, o Superior Tribunal de Justiça decidiu:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA.
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. LIMITES DA
LIDE. DECISÃO INQUINADA DE
EXTRA PETITA
. AFERIÇÃO.
CASUÍSTICA.
SITUAÇÕES COMPARADAS DISTINTAS.
DISSÍDIO
JURISPRUDENCIAL
INDEMONSTRADO.
INDEFERIMENTO LIMINAR DOS EMBARGOS MANTIDO.
ALEGADA OMISSÃO ACERCA DE MATÉRIA RELACIONADA
AO MÉRITO DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO NÃO
REAPRECIADA NO ACÓRDÃO EMBARGADO, QUE SE
LIMITOU A PERFAZER JUÍZO DE INADMISSIBILIDADE DOS
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE VÍCIO.
PREQUESTIONAMENTO DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE.
1. A questão alegadamente omitida diz respeito ao mérito do
recurso especial – suposta violação do princípio da adstrição da
sentença aos termos do pedido –, o qual, em nenhum momento, foi
objeto de reexame pelo acórdão ora embargado, que se limitou a
perfazer um juízo negativo de admissibilidade dos embargos de
divergência, em face da ausência de similitude fático-jurídica entre os
casos comparados, concluindo estar ‘indemonstrada a alegada
divergência, nos termos do art. 266, § 1., do RISTJ’. Portanto,
inexiste omissão a ser sanada.
2. Não são cabíveis embargos de declaração em recurso especial
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. Na espécie, o Superior Tribunal de Justiça decidiu:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA.
PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. LIMITES DA
LIDE. DECISÃO INQUINADA DE
EXTRA PETITA
. AFERIÇÃO.
CASUÍSTICA.
SITUAÇÕES COMPARADAS DISTINTAS.
DISSÍDIO
JURISPRUDENCIAL
INDEMONSTRADO.
INDEFERIMENTO LIMINAR DOS EMBARGOS MANTIDO.
ALEGADA OMISSÃO ACERCA DE MATÉRIA RELACIONADA
AO MÉRITO DO RECURSO ESPECIAL. QUESTÃO NÃO
REAPRECIADA NO ACÓRDÃO EMBARGADO, QUE SE
LIMITOU A PERFAZER JUÍZO DE INADMISSIBILIDADE DOS
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE VÍCIO.
PREQUESTIONAMENTO DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE.
1. A questão alegadamente omitida diz respeito ao mérito do
recurso especial – suposta violação do princípio da adstrição da
sentença aos termos do pedido –, o qual, em nenhum momento, foi
objeto de reexame pelo acórdão ora embargado, que se limitou a
perfazer um juízo negativo de admissibilidade dos embargos de
divergência, em face da ausência de similitude fático-jurídica entre os
casos comparados, concluindo estar ‘indemonstrada a alegada
divergência, nos termos do art. 266, § 1., do RISTJ’. Portanto,
inexiste omissão a ser sanada.
2. Não são cabíveis embargos de declaração em recurso especial
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 762935 AGR / DF
ou em embargos de divergência para forçar o pronunciamento de
matéria constitucional pelo Superior Tribunal de Justiça, ainda que
para o fim de prequestionamento. Precedentes.
3. Embargos de declaração rejeitados” (fl. 1291, grifos nossos).
3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por
falta de fundamentação. O Superior Tribunal de Justiça apreciou as
questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar
as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento:
“Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, Dje
13.8.2010).
4. Como afirmado na decisão agravada, no julgamento eletrônico do
Recurso Extraordinário n. 598.365, Relator o Ministro Ayres Britto, o
Supremo Tribunal Federal declarou a ausência de repercussão geral da
questão relativa aos pressupostos de cabimento de recursos de
competência de outros tribunais, por se tratar de discussão de natureza
infraconstitucional:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762935 AGR / DF
ou em embargos de divergência para forçar o pronunciamento de
matéria constitucional pelo Superior Tribunal de Justiça, ainda que
para o fim de prequestionamento. Precedentes.
3. Embargos de declaração rejeitados” (fl. 1291, grifos nossos).
3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por
falta de fundamentação. O Superior Tribunal de Justiça apreciou as
questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar
as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação
jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter
sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do
Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento:
“Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição
Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado
de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os
fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para
reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do
Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG,
Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, Dje
13.8.2010).
4. Como afirmado na decisão agravada, no julgamento eletrônico do
Recurso Extraordinário n. 598.365, Relator o Ministro Ayres Britto, o
Supremo Tribunal Federal declarou a ausência de repercussão geral da
questão relativa aos pressupostos de cabimento de recursos de
competência de outros tribunais, por se tratar de discussão de natureza
infraconstitucional:
“PRESSUPOSTOS
DE
ADMISSIBILIDADE
DE
RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS.
MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE
REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 762935 AGR / DF
recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão
constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso
elemento de configuração da própria repercussão geral, conforme
salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão
Geral no Recurso Extraordinário 584.608” (DJe 26.3.2010).
5. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional (Código de Processo Civil), configura ofensa
constitucional indireta. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE
JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME
PRÉVIO
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário
631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
“CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LICENÇA
AMBIENTAL. DEMORA NA CONCESSÃO. RAZOÁVEL
DURAÇÃO
DO
PROCESSO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. ART. 5..., LIV, LV e LXXVIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica em não admitir
recurso extraordinário para debater matéria referente a ofensa aos
postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do
devido processo legal e da prestação jurisdicional, pois, se existente,
seria meramente reflexa ou indireta. 2. Contrariedade aos arts. 5..., LIV,
LV, LXXVIII, da Constituição Federal, que não prescinde da análise de
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recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito
infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão
constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso
elemento de configuração da própria repercussão geral, conforme
salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão
Geral no Recurso Extraordinário 584.608” (DJe 26.3.2010).
5. Além disso, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de
afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do
contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação
infraconstitucional (Código de Processo Civil), configura ofensa
constitucional indireta. Nesse sentido:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE
JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME
PRÉVIO
DE
NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário
631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011).
“CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LICENÇA
AMBIENTAL. DEMORA NA CONCESSÃO. RAZOÁVEL
DURAÇÃO
DO
PROCESSO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. ART. 5..., LIV, LV e LXXVIII, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. 1. A
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica em não admitir
recurso extraordinário para debater matéria referente a ofensa aos
postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do
devido processo legal e da prestação jurisdicional, pois, se existente,
seria meramente reflexa ou indireta. 2. Contrariedade aos arts. 5..., LIV,
LV, LXXVIII, da Constituição Federal, que não prescinde da análise de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 762935 AGR / DF
legislação infraconstitucional (Lei Municipal 8.896/2002) e do corpo
probatório dos autos. Incidência da Súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 280. 3. Em
sede de recurso extraordinário não é permitido inovar com
argumentos não abordados pelo acórdão recorrido, nem pelos
embargos de declaração opostos. Ausência do necessário
prequestionamento (Súmula Supremo Tribunal Federal 282). 4. Agravo regimental
improvido” (AI 765.586-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe 21.5.2010).
6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 762935 AGR / DF
legislação infraconstitucional (Lei Municipal 8.896/2002) e do corpo
probatório dos autos. Incidência da Súmulas Supremo Tribunal Federal 279 e 280. 3. Em
sede de recurso extraordinário não é permitido inovar com
argumentos não abordados pelo acórdão recorrido, nem pelos
embargos de declaração opostos. Ausência do necessário
prequestionamento (Súmula Supremo Tribunal Federal 282). 4. Agravo regimental
improvido” (AI 765.586-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
Segunda Turma, DJe 21.5.2010).
6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 05/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : PHITOTERAPIA BIOFITOGENIA LABORATORIAL BIOTA LTDA
ADV.(A/S) : WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Impedido o
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.935
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : PHITOTERAPIA BIOFITOGENIA LABORATORIAL BIOTA LTDA
ADV.(A/S) : WILSON PIMENTEL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Impedido o
Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762 . 935",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"RTJ 150 / 269",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"ARE 762935 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário n . 598 . 365",
"ARE 762935",
"Recurso Extraordinário n . 598 . 365",
"ARE 762935 AGR / DF",
"ARE 762935 AGR",
"ARE 762935 AGR / DF",
"AI 792 . 292 - QORG",
"Recurso Extraordinário n . 598 . 365",
"ARE 762935 AGR / DF",
"AI 792 . 292 - QORG",
"Recurso Extraordinário n . 598 . 365",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 ”",
"SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 631 . 736 - ED",
"Recurso Extraordinário 584 . 608 ”",
"Recurso Extraordinário 631 . 736 - ED",
"Súmula",
"AI 765 . 586 - AgR",
"ARE",
"Súmula Supremo Tribunal Federal 282",
"AI 765 . 586 - AgR",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , inc . IX , da Constituição da República",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , caput , e 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , caput , e 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"/ www",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 266 , § 1 . , do RISTJ ’",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 266 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"ART",
"arts . 5 . . . , LIV , LV , LXXVIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"ART . 5 . . . , LIV , LV e LXXVIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"arts . 5 . . . , LIV , LV , LXXVIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Municipal 8 . 896 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Municipal 8 . 896 / 2002",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"PHITOTERAPIA BIOFITOGENIA LABORATORIAL BIOTA LTDA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PHITOTERAPIA BIOFITOGENIA LABORATORIAL BIOTA LTDA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Phitoterapia Biofitogenia Laboratorial Biota Ltda .",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PHITOTERAPIA BIOFITOGENIA LABORATORIAL BIOTA LTDA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Phitoterapia Biofitogenia Laboratorial Biota Ltda .",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Phitoterapia Biofitogenia Laboratorial Biota Ltda .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal",
"Phitoterapia Biofitogenia Laboratorial Biota Ltda .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"DF",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PHITOTERAPIA BIOFITOGENIA LABORATORIAL BIOTA LTDA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PHITOTERAPIA BIOFITOGENIA LABORATORIAL BIOTA LTDA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"WILSON PIMENTEL",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"WILSON PIMENTEL",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Sepúlveda Pertence",
"CÁRMEN LÚCIA",
"WILSON PIMENTEL",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Sepúlveda Pertence",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"WILSON PIMENTEL",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"WILSON PIMENTEL",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"05 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"22 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"22 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"8",
".",
"2013",
"29",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"8",
".",
"2013",
"29",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"3",
".",
"2010",
"8",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"3",
".",
"2010",
"8",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"5",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"05",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S)
:SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E
TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA. SERVIÇO INESPECÍFICO
E
INDIVISÍVEL.
INCONSTITUCIONALIDADE.
ACÓRDÃO
RECORRIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 05 de novembro de 2013
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S)
:SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 6 de agosto de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o qual decidiu
ser inconstitucional a cobrança da taxa de limpeza pública instituída pela
Lei distrital n. 6.945/1981. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Concluir de forma diversa demandaria o reexame de provas e
da legislação infraconstitucional (Lei distrital n. 6.945/1981 e o
Código Tributário Nacional), procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie as
Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.
Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou a
inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Limpeza Pública e de
Conservação de Vias e Logradouros Públicos, quando vinculada a
serviços de caráter universal e indivisível. Nesse sentido:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE CONSERVAÇÃO DE
VIAS
E
LOGRADOUROS
PÚBLICOS.
INCONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA
Supremo Tribunal Federal
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05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S)
:SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 6 de agosto de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o qual decidiu
ser inconstitucional a cobrança da taxa de limpeza pública instituída pela
Lei distrital n. 6.945/1981. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Concluir de forma diversa demandaria o reexame de provas e
da legislação infraconstitucional (Lei distrital n. 6.945/1981 e o
Código Tributário Nacional), procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie as
Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.
Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou a
inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Limpeza Pública e de
Conservação de Vias e Logradouros Públicos, quando vinculada a
serviços de caráter universal e indivisível. Nesse sentido:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE CONSERVAÇÃO DE
VIAS
E
LOGRADOUROS
PÚBLICOS.
INCONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA
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Relatório
ARE 698248 AGR / DF
DOMICILIAR E DE MANUTENÇÃO DA REDE DE ÁGUA E
ESGOTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
LOCAL E DO REEXAME DE FATOS E PROVAS (SÚMULAS 279
E 280 D0 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
653.547-AgR/SP, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ
23.10.2009).
“EMENTA: TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA
DO DISTRITO FEDERAL. INCONSTITUCIONALIDADE. A
decisão agravada está em conformidade com o entendimento firmado
nesta Corte no sentido de que é inconstitucional a cobrança da Taxa de
Limpeza Pública instituída pela Lei 6.945/1981, alterada pela Lei
989/1995, do Distrito Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE 433.335-AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Segunda Turma, DJ 20.3.2009).
(...)
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 10.8.2012, interpõe o Distrito
Federal, em 22.8.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que “há entendimento firmado no STF sobre a
constitucionalidade da Lei Distrital n. 6.945/81. Decidiu a 2ª Turma do STF: ‘a
Taxa de Limpeza Pública prevista na Lei n. 6.945/81, do Distrito Federal, é
constitucional, vez que instituída em decorrência de atuação estatal específica e
divisível. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE n.
488.174-DF, DJ de 14.08.2008)”.
Assevera que o Recurso Extraordinário n. 433.355, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, precedente indicado na decisão agravada, não
afirmaria a inconstitucionalidade da Lei distrital n. 6.945/1981, ao passo
que o Recurso Extraordinário n. 488.174 atestaria sua constitucionalidade.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 698248 AGR / DF
DOMICILIAR E DE MANUTENÇÃO DA REDE DE ÁGUA E
ESGOTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
LOCAL E DO REEXAME DE FATOS E PROVAS (SÚMULAS 279
E 280 D0 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
653.547-AgR/SP, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ
23.10.2009).
“EMENTA: TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA
DO DISTRITO FEDERAL. INCONSTITUCIONALIDADE. A
decisão agravada está em conformidade com o entendimento firmado
nesta Corte no sentido de que é inconstitucional a cobrança da Taxa de
Limpeza Pública instituída pela Lei 6.945/1981, alterada pela Lei
989/1995, do Distrito Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE 433.335-AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Segunda Turma, DJ 20.3.2009).
(...)
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 10.8.2012, interpõe o Distrito
Federal, em 22.8.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que “há entendimento firmado no STF sobre a
constitucionalidade da Lei Distrital n. 6.945/81. Decidiu a 2ª Turma do STF: ‘a
Taxa de Limpeza Pública prevista na Lei n. 6.945/81, do Distrito Federal, é
constitucional, vez que instituída em decorrência de atuação estatal específica e
divisível. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE n.
488.174-DF, DJ de 14.08.2008)”.
Assevera que o Recurso Extraordinário n. 433.355, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, precedente indicado na decisão agravada, não
afirmaria a inconstitucionalidade da Lei distrital n. 6.945/1981, ao passo
que o Recurso Extraordinário n. 488.174 atestaria sua constitucionalidade.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 698248 AGR / DF
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 698248 AGR / DF
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Este Supremo Tribunal não reconheceu a constitucionalidade da
Lei distrital n. 6.945/1981 no Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário n. 488.174, Relator o Ministro Eros Grau, tampouco sua
inconstitucionalidade no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário
n. 433.335, Relator o Ministro Joaquim Barbosa. Em ambos os recursos,
foram mantidos os acórdãos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
dos Territórios, que, no primeiro caso, assentou a constitucionalidade da
cobrança da taxa de limpeza pública, por considerá-la decorrente de
“atuação estatal específica e divisível”, e, no segundo caso, decidiu de forma
contrária.
3.
No caso vertente, o Tribunal de origem assentou a
inconstitucionalidade da Lei distrital n. 6.945/1981:
“Não obstante a revogação da alínea ‘b’, parágrafo único, do
artigo 2º, da Lei nº 6.945/1981, o Conselho Especial deste e. Tribunal
de Justiça, em sessão realizada no dia 12/02/2008, se pronunciou pela
inconstitucionalidade da aludida lei, ao considerar ausentes as
características da especificidade e da divisibilidade do serviço de
limpeza pública prestado pelo ente estatal, caracterizando violação ao
art. 145, inciso II, da Constituição Federal” (grifos nossos).
Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em
harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Este Supremo Tribunal não reconheceu a constitucionalidade da
Lei distrital n. 6.945/1981 no Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário n. 488.174, Relator o Ministro Eros Grau, tampouco sua
inconstitucionalidade no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário
n. 433.335, Relator o Ministro Joaquim Barbosa. Em ambos os recursos,
foram mantidos os acórdãos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
dos Territórios, que, no primeiro caso, assentou a constitucionalidade da
cobrança da taxa de limpeza pública, por considerá-la decorrente de
“atuação estatal específica e divisível”, e, no segundo caso, decidiu de forma
contrária.
3.
No caso vertente, o Tribunal de origem assentou a
inconstitucionalidade da Lei distrital n. 6.945/1981:
“Não obstante a revogação da alínea ‘b’, parágrafo único, do
artigo 2º, da Lei nº 6.945/1981, o Conselho Especial deste e. Tribunal
de Justiça, em sessão realizada no dia 12/02/2008, se pronunciou pela
inconstitucionalidade da aludida lei, ao considerar ausentes as
características da especificidade e da divisibilidade do serviço de
limpeza pública prestado pelo ente estatal, caracterizando violação ao
art. 145, inciso II, da Constituição Federal” (grifos nossos).
Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em
harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 698248 AGR / DF
assentou a inconstitucionalidade da cobrança da taxa de limpeza pública
quando vinculada a serviços de caráter universal e indivisível. Assim, por
exemplo:
“CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA
PÚBLICA: MUNICÍPIO DE IPATINGA/MG. C.F., art. 145, II.
CTN, art. 79, II e III. I. - As taxas de serviço devem ter como fato
gerador serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao
contribuinte ou postos à sua disposição. Serviços específicos são
aqueles que podem ser destacados em unidades autônomas de
intervenção, de utilidade ou de necessidade públicas; e divisíveis,
quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um
dos usuários. CTN, art. 79, II e III. II. - Taxa de Limpeza Pública:
Município de Ipatinga/MG: o seu fato gerador apresenta conteúdo
inespecífico e indivisível. III. - Agravo não provido” (RE 366.086-
AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJe
1º.8.2003).
“AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. TAXA DE
LIMPEZA PÚBLICA. EXAÇÃO QUE TAMBÉM REMUNERA O
SERVIÇO DE LIMPEZA DE LOGRADOUROS PÚBLICOS.
INCONSTITUCIONALIDADE. Esta Corte fixou entendimento no
sentido da invalidade da remuneração do serviço universal e
indivisível de limpeza de logradouros públicos por meio de taxa.
Hipótese em que o Tribunal de origem concluiu que a exação
remunera tanto o serviço de remoção de lixo domiciliar quanto o
serviço de limpeza de vias e logradouros. Impossibilidade de conclusão
diversa ante o óbice da Súmula 280/STF e da falta de cópia da
legislação municipal nos autos. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE 540.951-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 19.9.2012).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Município de
Salvador. Taxa de limpeza pública. Taxa vinculada a serviço de caráter
indivisível e universal. Improcedência. Precedentes. 1. Pacífica a
jurisprudência desta Corte no sentido da inconstitucionalidade da
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 698248 AGR / DF
assentou a inconstitucionalidade da cobrança da taxa de limpeza pública
quando vinculada a serviços de caráter universal e indivisível. Assim, por
exemplo:
“CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA
PÚBLICA: MUNICÍPIO DE IPATINGA/MG. C.F., art. 145, II.
CTN, art. 79, II e III. I. - As taxas de serviço devem ter como fato
gerador serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao
contribuinte ou postos à sua disposição. Serviços específicos são
aqueles que podem ser destacados em unidades autônomas de
intervenção, de utilidade ou de necessidade públicas; e divisíveis,
quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um
dos usuários. CTN, art. 79, II e III. II. - Taxa de Limpeza Pública:
Município de Ipatinga/MG: o seu fato gerador apresenta conteúdo
inespecífico e indivisível. III. - Agravo não provido” (RE 366.086-
AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJe
1º.8.2003).
“AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. TAXA DE
LIMPEZA PÚBLICA. EXAÇÃO QUE TAMBÉM REMUNERA O
SERVIÇO DE LIMPEZA DE LOGRADOUROS PÚBLICOS.
INCONSTITUCIONALIDADE. Esta Corte fixou entendimento no
sentido da invalidade da remuneração do serviço universal e
indivisível de limpeza de logradouros públicos por meio de taxa.
Hipótese em que o Tribunal de origem concluiu que a exação
remunera tanto o serviço de remoção de lixo domiciliar quanto o
serviço de limpeza de vias e logradouros. Impossibilidade de conclusão
diversa ante o óbice da Súmula 280/STF e da falta de cópia da
legislação municipal nos autos. Agravo regimental a que se nega
provimento” (RE 540.951-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 19.9.2012).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Município de
Salvador. Taxa de limpeza pública. Taxa vinculada a serviço de caráter
indivisível e universal. Improcedência. Precedentes. 1. Pacífica a
jurisprudência desta Corte no sentido da inconstitucionalidade da
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 698248 AGR / DF
referida taxa, quando vinculada a serviços em benefício da população
em geral, como limpeza de vias e logradouros públicos. 2. O Tribunal
a quo decidiu pela inconstitucionalidade da taxa exigida pelo
município, uma vez que está vinculada à limpeza de logradouros
públicos, em benefício da população geral. 3. Agravo regimental não
provido” (RE 583.463-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli,
Primeira Turma, DJe 9.3.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. TAXA
DE COLETA DE LIXO DOMICILIAR E LIMPEZA PÚBLICA.
INCONSTITUCIONALIDADE DOS SERVIÇOS DE CARÁTER
UNIVERSAL E INDIVISÍVEL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
811.387-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.3.2011).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 698248 AGR / DF
referida taxa, quando vinculada a serviços em benefício da população
em geral, como limpeza de vias e logradouros públicos. 2. O Tribunal
a quo decidiu pela inconstitucionalidade da taxa exigida pelo
município, uma vez que está vinculada à limpeza de logradouros
públicos, em benefício da população geral. 3. Agravo regimental não
provido” (RE 583.463-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli,
Primeira Turma, DJe 9.3.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. TAXA
DE COLETA DE LIXO DOMICILIAR E LIMPEZA PÚBLICA.
INCONSTITUCIONALIDADE DOS SERVIÇOS DE CARÁTER
UNIVERSAL E INDIVISÍVEL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
811.387-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.3.2011).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 05/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S) : SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S) : SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4838972
| 2013-11-05T00:00:00
| 2013-11-11T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 05.11.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA. SERVIÇO INESPECÍFICO E INDIVISÍVEL. INCONSTITUCIONALIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur247683
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CONSTITUCIONALIDADE, DISPOSITIVO LEGAL)
RE 488174 AgR (2ªT), RE 433335 AgR (2ªT).
(TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA)
RE 366086 AgR (2ªT), RE 540951 AgR (2ªT), RE 583463 AgR (1ªT), AI 811387 AgR (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 22/11/2013, TIA.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
698248
|
[
"LEG-FED LEI-006945 ANO-1981\n LEI ORDINÁRIA"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 698248 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S) : SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S)
:SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E
TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA. SERVIÇO INESPECÍFICO
E
INDIVISÍVEL.
INCONSTITUCIONALIDADE.
ACÓRDÃO
RECORRIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 05 de novembro de 2013
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S)
:SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 6 de agosto de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o qual decidiu
ser inconstitucional a cobrança da taxa de limpeza pública instituída pela
Lei distrital n. 6.945/1981. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Concluir de forma diversa demandaria o reexame de provas e
da legislação infraconstitucional (Lei distrital n. 6.945/1981 e o
Código Tributário Nacional), procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie as
Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.
Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou a
inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Limpeza Pública e de
Conservação de Vias e Logradouros Públicos, quando vinculada a
serviços de caráter universal e indivisível. Nesse sentido:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE CONSERVAÇÃO DE
VIAS
E
LOGRADOUROS
PÚBLICOS.
INCONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA
Supremo Tribunal Federal
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05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
DISTRITO FEDERAL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S)
:AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S)
:SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 6 de agosto de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado
do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o qual decidiu
ser inconstitucional a cobrança da taxa de limpeza pública instituída pela
Lei distrital n. 6.945/1981. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. Concluir de forma diversa demandaria o reexame de provas e
da legislação infraconstitucional (Lei distrital n. 6.945/1981 e o
Código Tributário Nacional), procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie as
Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal.
Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou a
inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Limpeza Pública e de
Conservação de Vias e Logradouros Públicos, quando vinculada a
serviços de caráter universal e indivisível. Nesse sentido:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE CONSERVAÇÃO DE
VIAS
E
LOGRADOUROS
PÚBLICOS.
INCONSTITUCIONALIDADE. TAXAS DE LIMPEZA PÚBLICA
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 698248 AGR / DF
DOMICILIAR E DE MANUTENÇÃO DA REDE DE ÁGUA E
ESGOTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
LOCAL E DO REEXAME DE FATOS E PROVAS (SÚMULAS 279
E 280 D0 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
653.547-AgR/SP, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ
23.10.2009).
“EMENTA: TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA
DO DISTRITO FEDERAL. INCONSTITUCIONALIDADE. A
decisão agravada está em conformidade com o entendimento firmado
nesta Corte no sentido de que é inconstitucional a cobrança da Taxa de
Limpeza Pública instituída pela Lei 6.945/1981, alterada pela Lei
989/1995, do Distrito Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário 433.335-AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Segunda Turma, DJ 20.3.2009).
(...)
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 10.8.2012, interpõe o Distrito
Federal, em 22.8.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que “há entendimento firmado no Supremo Tribunal Federal sobre a
constitucionalidade da Lei Distrital n. 6.945/81. Decidiu a 2... Turma do Supremo Tribunal Federal: ‘a
Taxa de Limpeza Pública prevista na Lei n. 6.945/81, do Distrito Federal, é
constitucional, vez que instituída em decorrência de atuação estatal específica e
divisível. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n.
488.174-DF, DJ de 14.08.2008)”.
Assevera que o Recurso Extraordinário n. 433.355, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, precedente indicado na decisão agravada, não
afirmaria a inconstitucionalidade da Lei distrital n. 6.945/1981, ao passo
que o Recurso Extraordinário n. 488.174 atestaria sua constitucionalidade.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 698248 AGR / DF
DOMICILIAR E DE MANUTENÇÃO DA REDE DE ÁGUA E
ESGOTO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
LOCAL E DO REEXAME DE FATOS E PROVAS (SÚMULAS 279
E 280 D0 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
653.547-AgR/SP, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ
23.10.2009).
“EMENTA: TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA
DO DISTRITO FEDERAL. INCONSTITUCIONALIDADE. A
decisão agravada está em conformidade com o entendimento firmado
nesta Corte no sentido de que é inconstitucional a cobrança da Taxa de
Limpeza Pública instituída pela Lei 6.945/1981, alterada pela Lei
989/1995, do Distrito Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário 433.335-AgR/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa,
Segunda Turma, DJ 20.3.2009).
(...)
Nada há a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 10.8.2012, interpõe o Distrito
Federal, em 22.8.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que “há entendimento firmado no Supremo Tribunal Federal sobre a
constitucionalidade da Lei Distrital n. 6.945/81. Decidiu a 2... Turma do Supremo Tribunal Federal: ‘a
Taxa de Limpeza Pública prevista na Lei n. 6.945/81, do Distrito Federal, é
constitucional, vez que instituída em decorrência de atuação estatal específica e
divisível. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n.
488.174-DF, DJ de 14.08.2008)”.
Assevera que o Recurso Extraordinário n. 433.355, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, precedente indicado na decisão agravada, não
afirmaria a inconstitucionalidade da Lei distrital n. 6.945/1981, ao passo
que o Recurso Extraordinário n. 488.174 atestaria sua constitucionalidade.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 698248 AGR / DF
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 698248 AGR / DF
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Este Supremo Tribunal não reconheceu a constitucionalidade da
Lei distrital n. 6.945/1981 no Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário n. 488.174, Relator o Ministro Eros Grau, tampouco sua
inconstitucionalidade no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário
n. 433.335, Relator o Ministro Joaquim Barbosa. Em ambos os recursos,
foram mantidos os acórdãos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
dos Territórios, que, no primeiro caso, assentou a constitucionalidade da
cobrança da taxa de limpeza pública, por considerá-la decorrente de
“atuação estatal específica e divisível”, e, no segundo caso, decidiu de forma
contrária.
3.
No caso vertente, o Tribunal de origem assentou a
inconstitucionalidade da Lei distrital n. 6.945/1981:
“Não obstante a revogação da alínea ‘b’, parágrafo único, do
artigo 2..., da Lei n 6.945/1981, o Conselho Especial deste e. Tribunal
de Justiça, em sessão realizada no dia 12/02/2008, se pronunciou pela
inconstitucionalidade da aludida lei, ao considerar ausentes as
características da especificidade e da divisibilidade do serviço de
limpeza pública prestado pelo ente estatal, caracterizando violação ao
art. 145, inciso II, da Constituição Federal” (grifos nossos).
Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em
harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
DISTRITO FEDERAL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. Este Supremo Tribunal não reconheceu a constitucionalidade da
Lei distrital n. 6.945/1981 no Agravo Regimental no Recurso
Extraordinário n. 488.174, Relator o Ministro Eros Grau, tampouco sua
inconstitucionalidade no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário
n. 433.335, Relator o Ministro Joaquim Barbosa. Em ambos os recursos,
foram mantidos os acórdãos do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
dos Territórios, que, no primeiro caso, assentou a constitucionalidade da
cobrança da taxa de limpeza pública, por considerá-la decorrente de
“atuação estatal específica e divisível”, e, no segundo caso, decidiu de forma
contrária.
3.
No caso vertente, o Tribunal de origem assentou a
inconstitucionalidade da Lei distrital n. 6.945/1981:
“Não obstante a revogação da alínea ‘b’, parágrafo único, do
artigo 2..., da Lei n 6.945/1981, o Conselho Especial deste e. Tribunal
de Justiça, em sessão realizada no dia 12/02/2008, se pronunciou pela
inconstitucionalidade da aludida lei, ao considerar ausentes as
características da especificidade e da divisibilidade do serviço de
limpeza pública prestado pelo ente estatal, caracterizando violação ao
art. 145, inciso II, da Constituição Federal” (grifos nossos).
Como afirmado na decisão agravada, o acórdão recorrido está em
harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 698248 AGR / DF
assentou a inconstitucionalidade da cobrança da taxa de limpeza pública
quando vinculada a serviços de caráter universal e indivisível. Assim, por
exemplo:
“CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA
PÚBLICA: MUNICÍPIO DE IPATINGA/MG. C.F., art. 145, II.
CTN, art. 79, II e III. I. - As taxas de serviço devem ter como fato
gerador serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao
contribuinte ou postos à sua disposição. Serviços específicos são
aqueles que podem ser destacados em unidades autônomas de
intervenção, de utilidade ou de necessidade públicas; e divisíveis,
quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um
dos usuários. CTN, art. 79, II e III. II. - Taxa de Limpeza Pública:
Município de Ipatinga/MG: o seu fato gerador apresenta conteúdo
inespecífico e indivisível. III. - Agravo não provido” (Recurso Extraordinário 366.086-
AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJe
1....8.2003).
“AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. TAXA DE
LIMPEZA PÚBLICA. EXAÇÃO QUE TAMBÉM REMUNERA O
SERVIÇO DE LIMPEZA DE LOGRADOUROS PÚBLICOS.
INCONSTITUCIONALIDADE. Esta Corte fixou entendimento no
sentido da invalidade da remuneração do serviço universal e
indivisível de limpeza de logradouros públicos por meio de taxa.
Hipótese em que o Tribunal de origem concluiu que a exação
remunera tanto o serviço de remoção de lixo domiciliar quanto o
serviço de limpeza de vias e logradouros. Impossibilidade de conclusão
diversa ante o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal e da falta de cópia da
legislação municipal nos autos. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário 540.951-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 19.9.2012).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Município de
Salvador. Taxa de limpeza pública. Taxa vinculada a serviço de caráter
indivisível e universal. Improcedência. Precedentes. 1. Pacífica a
jurisprudência desta Corte no sentido da inconstitucionalidade da
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Supremo Tribunal Federal
ARE 698248 AGR / DF
assentou a inconstitucionalidade da cobrança da taxa de limpeza pública
quando vinculada a serviços de caráter universal e indivisível. Assim, por
exemplo:
“CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. TAXA DE LIMPEZA
PÚBLICA: MUNICÍPIO DE IPATINGA/MG. C.F., art. 145, II.
CTN, art. 79, II e III. I. - As taxas de serviço devem ter como fato
gerador serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao
contribuinte ou postos à sua disposição. Serviços específicos são
aqueles que podem ser destacados em unidades autônomas de
intervenção, de utilidade ou de necessidade públicas; e divisíveis,
quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um
dos usuários. CTN, art. 79, II e III. II. - Taxa de Limpeza Pública:
Município de Ipatinga/MG: o seu fato gerador apresenta conteúdo
inespecífico e indivisível. III. - Agravo não provido” (Recurso Extraordinário 366.086-
AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJe
1....8.2003).
“AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. TAXA DE
LIMPEZA PÚBLICA. EXAÇÃO QUE TAMBÉM REMUNERA O
SERVIÇO DE LIMPEZA DE LOGRADOUROS PÚBLICOS.
INCONSTITUCIONALIDADE. Esta Corte fixou entendimento no
sentido da invalidade da remuneração do serviço universal e
indivisível de limpeza de logradouros públicos por meio de taxa.
Hipótese em que o Tribunal de origem concluiu que a exação
remunera tanto o serviço de remoção de lixo domiciliar quanto o
serviço de limpeza de vias e logradouros. Impossibilidade de conclusão
diversa ante o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal e da falta de cópia da
legislação municipal nos autos. Agravo regimental a que se nega
provimento” (Recurso Extraordinário 540.951-AgR, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, Segunda Turma, DJe 19.9.2012).
“Agravo regimental no recurso extraordinário. Município de
Salvador. Taxa de limpeza pública. Taxa vinculada a serviço de caráter
indivisível e universal. Improcedência. Precedentes. 1. Pacífica a
jurisprudência desta Corte no sentido da inconstitucionalidade da
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 698248 AGR / DF
referida taxa, quando vinculada a serviços em benefício da população
em geral, como limpeza de vias e logradouros públicos. 2. O Tribunal
a quo decidiu pela inconstitucionalidade da taxa exigida pelo
município, uma vez que está vinculada à limpeza de logradouros
públicos, em benefício da população geral. 3. Agravo regimental não
provido” (Recurso Extraordinário 583.463-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli,
Primeira Turma, DJe 9.3.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. TAXA
DE COLETA DE LIXO DOMICILIAR E LIMPEZA PÚBLICA.
INCONSTITUCIONALIDADE DOS SERVIÇOS DE CARÁTER
UNIVERSAL E INDIVISÍVEL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
811.387-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.3.2011).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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ARE 698248 AGR / DF
referida taxa, quando vinculada a serviços em benefício da população
em geral, como limpeza de vias e logradouros públicos. 2. O Tribunal
a quo decidiu pela inconstitucionalidade da taxa exigida pelo
município, uma vez que está vinculada à limpeza de logradouros
públicos, em benefício da população geral. 3. Agravo regimental não
provido” (Recurso Extraordinário 583.463-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli,
Primeira Turma, DJe 9.3.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. TAXA
DE COLETA DE LIXO DOMICILIAR E LIMPEZA PÚBLICA.
INCONSTITUCIONALIDADE DOS SERVIÇOS DE CARÁTER
UNIVERSAL E INDIVISÍVEL. PRECEDENTES. AGRAVO
REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI
811.387-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.3.2011).
4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 05/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S) : SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.248
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
AGDO.(A/S) : AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO
ADV.(A/S) : SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698 . 248",
"RECURSO",
"Súmulas 279",
"Súmulas 279",
"ARE 698248 AGR",
"SÚMULAS 279",
"AI 653 . 547 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 433 . 335 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário n . 488 . 174 - DF",
"Recurso Extraordinário n . 433 . 355",
"Recurso Extraordinário n . 488 . 174",
"ARE 698248 AGR / DF",
"SÚMULAS 279 E 280 D0 SUPREMO TRIBUNAL",
"AI 653 . 547 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 433 . 335 - AgR / DF",
"Recurso Extraordinário n . 488 . 174 - DF",
"Recurso Extraordinário n . 433 . 355",
"Recurso Extraordinário n . 488 . 174",
"ARE 698248 AGR",
"ARE 698248 AGR / DF",
"Agravo Regimental no",
"Recurso Extraordinário n . 433 . 335",
"Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n . 488 . 174",
"ARE 698248 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 366 . 086 - AgR",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 540 . 951 - AgR",
"ARE 698248 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 366 . 086 - AgR",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 540 . 951 - AgR",
"ARE 698248 AGR",
"Recurso Extraordinário 583 . 463 - AgR",
"AI 811 . 387 - AgR",
"ARE 698248 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 583 . 463 - AgR",
"AI 811 . 387 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei distrital n . 6 . 945 / 1981",
"Lei distrital n . 6 . 945 / 1981",
"Código Tributário Nacional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei distrital n . 6 . 945 / 1981",
"Lei distrital n . 6 . 945",
"/",
"1981",
"Código Tributário Nacional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 6 . 945 / 1981",
"Lei 989 / 1995",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Lei Distrital n . 6 . 945 / 81",
"Lei n . 6 . 945 / 81",
"Lei distrital n . 6 . 945 / 1981",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 6 . 945 / 1981",
"Lei 989 / 1995",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Lei Distrital n . 6 . 945 / 81",
"Lei n . 6 . 945 / 81",
"Lei distrital n . 6 . 945 / 1981",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei distrital n . 6 . 945 / 1981",
"Lei distrital n . 6 . 945 / 1981",
"alínea ‘ b ’ , parágrafo único , do artigo 2 . . . , da",
"Lei n 6 . 945 / 1981",
"art . 145 , inciso II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei distrital n . 6 . 945 / 1981",
"Lei distrital n . 6 . 945 / 1981",
"alínea ‘ b ’ , parágrafo único , do artigo 2 . . . , da Lei n 6 . 945 / 1981",
"art . 145 , inciso II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CTN , art . 79 , II e III",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"CTN , art . 79 , II",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"MUNICÍPIO DE IPATINGA / MG",
"Município de Ipatinga / MG",
"Município de Salvador",
"MUNICÍPIO DE IPATINGA / MG",
"Município de",
"Ipatinga / MG",
"Município de Salvador",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DISTRITO",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Distrito Federal",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Distrito",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Distrito Federal",
"Segunda Turma",
"Distrito Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Distrito",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"REDE DE ÁGUA E ESGOTO",
"Primeira Turma",
"Distrito",
"Segunda Turma",
"Distrito Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
". Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Distrito",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Conselho Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Conselho Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO",
"SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO",
"SÓCRATES CHAVES MARANHÃO MACHADO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Eros Grau",
"Joaquim Barbosa",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Carlos Velloso",
"Joaquim Barbosa",
"Carlos Velloso",
"Joaquim Barbosa",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"AMANCIO",
"AUGUSTO CHAVES MACHADO",
"CHAVES MARANHÃO MACHADO",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"AMANCIO AUGUSTO CHAVES MACHADO",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"05 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"6 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"6 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"10",
".",
"2009",
"20",
".",
"3",
".",
"2009",
"10",
".",
"8",
".",
"2012",
"22",
".",
"8",
".",
"2013",
"14",
".",
"08",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"10",
".",
"2009",
"20",
".",
"3",
".",
"2009",
"10",
".",
"8",
".",
"2012",
"22",
".",
"8",
".",
"2013",
"14",
".",
"08",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"12",
"/",
"02",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"12",
"/",
"02",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2003",
"19",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
".",
"8",
".",
"2003",
"19",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
".",
"3",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
".",
"3",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"05",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S)
:JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S)
:MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S)
:DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO RESP Nº 1298.594 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS CORPUS.
CONSTITUCIONAL. PENAL.
TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. PATAMAR DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06.
FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA.
SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA
RESTRITIVA DE DIREITOS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA.
1. Fundamentação idônea para incidência da redução de pena
prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, no patamar mínimo.
2. Circunstâncias específicas do caso podem conduzir o juiz a impor
ao condenado regime mais severo que o autorizado pela quantidade de
pena aplicada.
3. Impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade
por restritivas de direitos. Pena superior a quatro anos (art. 44, inc. I, do
CP).
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por votação unânime, em denegar a ordem, nos
termos do voto da Relatora.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
HC 114221 / SP
Brasília, 5 de novembro de 2013.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 114221 / SP
Brasília, 5 de novembro de 2013.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S)
:JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S)
:MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S)
:DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO RESP Nº 1298.594 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado
pela Defensoria Pública da União, em favor de João Francisco Mpinda,
José Dessi Pedro, Miguel Samuel Ansokodi Sebastião e Dikizeido
Kialanda Manuel, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior
Tribunal de Justiça, que, em 30.5.2012, negou seguimento ao Recurso
Especial n. 1.298.594.
2. Relata a Impetrante na inicial:
“JOÃO FRANCISCO MPINDA, JOSÉ DESSI PEDRO,
MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO e DIKIZEIKP
KIALANDA MANUEL foram condenados em primeira instância às
penas de 6 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado, e 625 dias-
multa, pelo crime de tráfico transnacional de drogas (art. 33 caput
c/c art. 40, inciso I da Lei 11.343/06).
Em julgamento de apelação interposta pela defesa, o Tribunal
Regional Federal da 3ª Região reduziu as penas de todos os réus para
4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, e 441
dias-multa. Opostos embargos de declaração pelas partes, os da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S)
:JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S)
:MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S)
:DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO RESP Nº 1298.594 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado
pela Defensoria Pública da União, em favor de João Francisco Mpinda,
José Dessi Pedro, Miguel Samuel Ansokodi Sebastião e Dikizeido
Kialanda Manuel, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior
Tribunal de Justiça, que, em 30.5.2012, negou seguimento ao Recurso
Especial n. 1.298.594.
2. Relata a Impetrante na inicial:
“JOÃO FRANCISCO MPINDA, JOSÉ DESSI PEDRO,
MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO e DIKIZEIKP
KIALANDA MANUEL foram condenados em primeira instância às
penas de 6 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado, e 625 dias-
multa, pelo crime de tráfico transnacional de drogas (art. 33 caput
c/c art. 40, inciso I da Lei 11.343/06).
Em julgamento de apelação interposta pela defesa, o Tribunal
Regional Federal da 3ª Região reduziu as penas de todos os réus para
4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, e 441
dias-multa. Opostos embargos de declaração pelas partes, os da
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15
Relatório
HC 114221 / SP
acusação foram providos para corrigir erro de cálculo da pena de
multa, que restou fixada em 485 dias-multa.” (Evento 1, fl. 2)
3. Interposto o Recurso Especial n. 1.298.594, foi-lhe negado
seguimento pela Ministra Relatora em decisão monocrática assim
ementada:
“RECURSO
ESPECIAL.
PENAL.
TRÁFICO
INTERNACIONAL DE DROGAS. ALEGADA OFENSA AO ART.
399, § 2.º, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO
AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ.
INEXISTÊNCIA. APLICÁVEL, POR ANALOGIA, O ART. 132
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. FIXAÇÃO DA PENA.
RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO
ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DA PENA-
BASE AQUÉM DO MÍNIMO LEGAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N.º 231 DESTA CORTE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4.º, DA LEI DE TÓXICOS.
FIXAÇÃO DO QUANTUM DE REDUÇÃO. APLICAÇÃO,
PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS, NO PATAMAR DE 1/6.
LEGALIDADE. MAJORANTE DA INTERNACIONALIDADE
DO
TRÁFICO.
DESNECESSIDADE
DE
EFETIVA
TRANSPOSIÇÃO
DAS
FRONTEIRAS
NACIONAIS.
SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA. PENA CORPORAL
SUPERIOR A 4 ANOS DE RECLUSÃO. REGIME PRISIONAL
FECHADO. OBRIGATORIEDADE. CRIME COMETIDO SOB A
ÉGIDE DA LEI 11.464/07. RECURSO ESPECIAL A QUE SE
NEGA SEGUIMENTO.” (Evento 5, fl. 1)
4. Esta decisão é o objeto do presente habeas corpus.
Quanto à incidência, na pena privativa de liberdade imposta aos
Pacientes, da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei n.
11.343/06, sustenta a Impetrante:
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 114221 / SP
acusação foram providos para corrigir erro de cálculo da pena de
multa, que restou fixada em 485 dias-multa.” (Evento 1, fl. 2)
3. Interposto o Recurso Especial n. 1.298.594, foi-lhe negado
seguimento pela Ministra Relatora em decisão monocrática assim
ementada:
“RECURSO
ESPECIAL.
PENAL.
TRÁFICO
INTERNACIONAL DE DROGAS. ALEGADA OFENSA AO ART.
399, § 2.º, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO
AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ.
INEXISTÊNCIA. APLICÁVEL, POR ANALOGIA, O ART. 132
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. FIXAÇÃO DA PENA.
RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO
ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DA PENA-
BASE AQUÉM DO MÍNIMO LEGAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N.º 231 DESTA CORTE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4.º, DA LEI DE TÓXICOS.
FIXAÇÃO DO QUANTUM DE REDUÇÃO. APLICAÇÃO,
PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS, NO PATAMAR DE 1/6.
LEGALIDADE. MAJORANTE DA INTERNACIONALIDADE
DO
TRÁFICO.
DESNECESSIDADE
DE
EFETIVA
TRANSPOSIÇÃO
DAS
FRONTEIRAS
NACIONAIS.
SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA. PENA CORPORAL
SUPERIOR A 4 ANOS DE RECLUSÃO. REGIME PRISIONAL
FECHADO. OBRIGATORIEDADE. CRIME COMETIDO SOB A
ÉGIDE DA LEI 11.464/07. RECURSO ESPECIAL A QUE SE
NEGA SEGUIMENTO.” (Evento 5, fl. 1)
4. Esta decisão é o objeto do presente habeas corpus.
Quanto à incidência, na pena privativa de liberdade imposta aos
Pacientes, da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei n.
11.343/06, sustenta a Impetrante:
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832319.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15
Relatório
HC 114221 / SP
“Configura direito subjetivo dos réus a aplicação da causa de
diminuição da pena no grau máximo, pois estão presentes os
requisitos exigidos no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06
(primariedade, bons antecedentes, não dedicação a atividades
criminosas e não participação em organização criminosa), conforme
reconhecido pelo próprio juiz sentenciante à e-STJ fl. 455.
Por seu turno, por integração à organização criminosa deve-se
entender a participação estável do agente em grupo que se dedica
habitualmente ao crime, com tarefas previamente determinadas para
cada um dos seus integrantes, que, assim, convergem suas vontades
para a concretização do objetivo criminoso. O fato de terem
praticado atividade criminosa não significa que os acusados se
dediquem à prática de delitos, nem integrem organização
criminosa.
A dedicação à atividade criminosa exige um mínimo de
profissionalismo. Dedicar-se significa exercer uma atividade com
esmero, empenho, consagração. Dessa maneira, não se pode afastar o
benefício máximo do art. 33, § 4º da Lei de Tóxicos, já que não restou
comprovado nos autos que os acusados se dediquem à atividade
criminosa.
Nesse contexto, é conveniente destacar que a natureza e a
quantidade da substância não podem ser utilizadas na terceira fase do
cálculo da pena, pois já foram valoradas para fixação da pena-base (e-
STJ fl. 455), não servindo como fundamento para impedir a aplicação
da minorante, em seu grau máximo, sob pena de bis in idem. Nesse
sentido, já decidiu o Supremo Tribunal Federal:
(…)
Considerando que não há prova concreta nos autos de que os
acusados participavam de organização criminosa ou de que se
dedicavam à prática de atividades ilícitas, não resta outra alternativa
senão a aplicação do percentual máximo de diminuição de pena
conforme prevê o § 4º, do artigo 33, da Lei nº 11.343/06.” (Evento 1,
fls. 4/7)
Em relação à fixação do regime inicial de cumprimento da pena
privativa de liberdade, alega:
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 114221 / SP
“Configura direito subjetivo dos réus a aplicação da causa de
diminuição da pena no grau máximo, pois estão presentes os
requisitos exigidos no artigo 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06
(primariedade, bons antecedentes, não dedicação a atividades
criminosas e não participação em organização criminosa), conforme
reconhecido pelo próprio juiz sentenciante à e-STJ fl. 455.
Por seu turno, por integração à organização criminosa deve-se
entender a participação estável do agente em grupo que se dedica
habitualmente ao crime, com tarefas previamente determinadas para
cada um dos seus integrantes, que, assim, convergem suas vontades
para a concretização do objetivo criminoso. O fato de terem
praticado atividade criminosa não significa que os acusados se
dediquem à prática de delitos, nem integrem organização
criminosa.
A dedicação à atividade criminosa exige um mínimo de
profissionalismo. Dedicar-se significa exercer uma atividade com
esmero, empenho, consagração. Dessa maneira, não se pode afastar o
benefício máximo do art. 33, § 4º da Lei de Tóxicos, já que não restou
comprovado nos autos que os acusados se dediquem à atividade
criminosa.
Nesse contexto, é conveniente destacar que a natureza e a
quantidade da substância não podem ser utilizadas na terceira fase do
cálculo da pena, pois já foram valoradas para fixação da pena-base (e-
STJ fl. 455), não servindo como fundamento para impedir a aplicação
da minorante, em seu grau máximo, sob pena de bis in idem. Nesse
sentido, já decidiu o Supremo Tribunal Federal:
(…)
Considerando que não há prova concreta nos autos de que os
acusados participavam de organização criminosa ou de que se
dedicavam à prática de atividades ilícitas, não resta outra alternativa
senão a aplicação do percentual máximo de diminuição de pena
conforme prevê o § 4º, do artigo 33, da Lei nº 11.343/06.” (Evento 1,
fls. 4/7)
Em relação à fixação do regime inicial de cumprimento da pena
privativa de liberdade, alega:
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15
Relatório
HC 114221 / SP
“A sentença de primeiro grau (e-STJ fls. 448/457), estabeleceu a
pena-base acima do mínimo legal, considerando as circunstâncias
judiciais do art. 59 do Código Penal com as diretrizes do art. 42 da Lei
11.343/06 (natureza e quantidade da substância ou do produto,
personalidade e conduta social). Na fase secundária de fixação da
pena, determinou o seu cumprimento em regime inicial fechado,
por se tratar de crime equiparado a hediondo.
Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região
modificou tal decisão (fixou a pena-base no mínimo legal, majorou a
internacionalidade do tráfico e manteve a aplicação da minorante do §
4º do art. 33 da Lei de Drogas na fração de 1/6), reduzindo a
reprimenda para o total de 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão em
regime inicial fechado. Acórdãos às fls. e-STJ 586/591.
Nesse contexto, por ocasião do exame monocrático do recurso
especial, data vênia, manteve-se o regime de pena mais gravoso,
com fulcro em argumento inidôneo, qual seja:
Não se verifica, do mesmo modo, a alegada ofensa ao
art. 2º, §1º, da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei
11.464/07, segundo o qual a pena imposta pelo crime de
tráfico ilícito de drogas deverá ser cumprido em regime
fechado, porque, sendo inadequada à espécie a concessão
do benefício da substituição da pena privativa de
liberdade por sanções restritivas de direitos, incabível a
fixação de outro regime que não o mais gravoso para o
cumprimento da pena que se cuida. (E-STJ fl. 747)
A eventual impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade ventilada pela relatora, por si só, não constitui óbice à
fixação de regime prisional menos gravoso que o fechado, pois os
requisitos de um e outro são diferentes. O próprio Supremo Tribunal
Federal já decidiu, recentemente, pela possibilidade de fixação de
regime diverso do fechado na hipótese de tráfico de
entorpecentes, conforme publicado no informativo 663:
(…)
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 114221 / SP
“A sentença de primeiro grau (e-STJ fls. 448/457), estabeleceu a
pena-base acima do mínimo legal, considerando as circunstâncias
judiciais do art. 59 do Código Penal com as diretrizes do art. 42 da Lei
11.343/06 (natureza e quantidade da substância ou do produto,
personalidade e conduta social). Na fase secundária de fixação da
pena, determinou o seu cumprimento em regime inicial fechado,
por se tratar de crime equiparado a hediondo.
Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região
modificou tal decisão (fixou a pena-base no mínimo legal, majorou a
internacionalidade do tráfico e manteve a aplicação da minorante do §
4º do art. 33 da Lei de Drogas na fração de 1/6), reduzindo a
reprimenda para o total de 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão em
regime inicial fechado. Acórdãos às fls. e-STJ 586/591.
Nesse contexto, por ocasião do exame monocrático do recurso
especial, data vênia, manteve-se o regime de pena mais gravoso,
com fulcro em argumento inidôneo, qual seja:
Não se verifica, do mesmo modo, a alegada ofensa ao
art. 2º, §1º, da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei
11.464/07, segundo o qual a pena imposta pelo crime de
tráfico ilícito de drogas deverá ser cumprido em regime
fechado, porque, sendo inadequada à espécie a concessão
do benefício da substituição da pena privativa de
liberdade por sanções restritivas de direitos, incabível a
fixação de outro regime que não o mais gravoso para o
cumprimento da pena que se cuida. (E-STJ fl. 747)
A eventual impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade ventilada pela relatora, por si só, não constitui óbice à
fixação de regime prisional menos gravoso que o fechado, pois os
requisitos de um e outro são diferentes. O próprio Supremo Tribunal
Federal já decidiu, recentemente, pela possibilidade de fixação de
regime diverso do fechado na hipótese de tráfico de
entorpecentes, conforme publicado no informativo 663:
(…)
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Relatório
HC 114221 / SP
Oportuno mencionar que configura bis in idem a dupla
valoração de uma mesma circunstância prejudicial ao réu. Assim, se o
órgão julgador utiliza a natureza e a quantidade da droga como
parâmetro de valoração na primeira fase da dosimetria penal, não
poderá se valer desse mesmo critério nas fases seguintes de fixação da
pena. Nesse sentido é o entendimento da Suprema Corte:
(…)
Por conseguinte, torna-se insustentável a manutenção do
regime de cumprimento de pena fechado com único fundamento
na eventual impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade na hipótese dos autos (tráfico transnacional de drogas).
Primeiro, porque os requisitos de um e outro são diferentes; segundo,
porque o Supremo Tribunal Federal admite a imposição de regime
diverso do fechado em tal caso. Ademais, tal óbice poderá ser superado
com o reconhecimento redução máxima prevista no § 4º do art. 33 da
Lei de Drogas.” (Evento 1, fls. 8/11)
Sobre a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade
por restritiva de direitos, ressalta:
“Reduzida a pena nos termos expostos no item 1, os acusados
têm ainda direito à substituição da pena privativa de liberdade pela
pena restritiva de direitos, uma vez que preenchem os requisitos
exigidos pelo artigo 44 do Código Penal.
O referido artigo dispõe que as penas privativas de liberdade
podem ser substituídas pelas restritivas de direito quando a pena
privativa de liberdade aplicada não ultrapassar quatro anos; o crime
não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer
que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; o réu não for
reincidente em crime doloso; a culpabilidade, os antecedentes, a
conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e
as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.
No caso em questão, nota-se que os recorrentes preenchem todos
esses requisitos, visto que o crime praticado não se deu com violência
ou grave ameaça à pessoa, os réus não são reincidentes e os motivos e
as circunstâncias do fato permitem essa substituição.
5
Supremo Tribunal Federal
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HC 114221 / SP
Oportuno mencionar que configura bis in idem a dupla
valoração de uma mesma circunstância prejudicial ao réu. Assim, se o
órgão julgador utiliza a natureza e a quantidade da droga como
parâmetro de valoração na primeira fase da dosimetria penal, não
poderá se valer desse mesmo critério nas fases seguintes de fixação da
pena. Nesse sentido é o entendimento da Suprema Corte:
(…)
Por conseguinte, torna-se insustentável a manutenção do
regime de cumprimento de pena fechado com único fundamento
na eventual impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade na hipótese dos autos (tráfico transnacional de drogas).
Primeiro, porque os requisitos de um e outro são diferentes; segundo,
porque o Supremo Tribunal Federal admite a imposição de regime
diverso do fechado em tal caso. Ademais, tal óbice poderá ser superado
com o reconhecimento redução máxima prevista no § 4º do art. 33 da
Lei de Drogas.” (Evento 1, fls. 8/11)
Sobre a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade
por restritiva de direitos, ressalta:
“Reduzida a pena nos termos expostos no item 1, os acusados
têm ainda direito à substituição da pena privativa de liberdade pela
pena restritiva de direitos, uma vez que preenchem os requisitos
exigidos pelo artigo 44 do Código Penal.
O referido artigo dispõe que as penas privativas de liberdade
podem ser substituídas pelas restritivas de direito quando a pena
privativa de liberdade aplicada não ultrapassar quatro anos; o crime
não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer
que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; o réu não for
reincidente em crime doloso; a culpabilidade, os antecedentes, a
conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e
as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.
No caso em questão, nota-se que os recorrentes preenchem todos
esses requisitos, visto que o crime praticado não se deu com violência
ou grave ameaça à pessoa, os réus não são reincidentes e os motivos e
as circunstâncias do fato permitem essa substituição.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15
Relatório
HC 114221 / SP
Embora os artigos 33, § 4º, e 44, ambos da Lei nº 11.343/06,
proíbam a conversão das penas privativas de liberdade em restritivas
de direitos, o Supremo Tribunal Federal já declarou esses dispositivos
inconstitucionais argumentando que a Constituição Federal, no inciso
XLIII, do art. 5º ("a lei considerará crimes inafiançáveis e
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como
crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e
os que, podendo evitá-los, se omitirem"), impôs um limite material,
qual seja, a não concessão dos benefícios da fiança, da graça e da
anistia para os que incidirem em tais delitos.
Assim, enfatizou-se que a própria norma constitucional cuidou
de enunciar as restrições a serem impostas àqueles que venham a
cometer as infrações penais adjetivadas de hediondas, não incluindo,
nesse catálogo de restrições, a vedação à conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direitos, o que impediria a referida
proibição. Também utilizou como argumento o princípio da
individualização da pena (art. 5º, XLVI, CF), que, conforme alegam,
não permitiria que a lei, objetivamente, retirasse das mãos do julgador
do caso concreto o poder de deliberar sobre a substituição.
Vejamos alguns precedentes recentes da Suprema Corte sobre o
assunto:
(…)
Ressalte-se, ainda, que configura bis in idem utilizar a
quantidade de droga para impedir a substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direito, pois já foi
utilizada para fixar a pena base. A utilização desse critério é
ilegal.
Desse modo, não resta dúvida quanto à possibilidade de
substituição da pena privativa de liberdade pela pena restritiva de
direitos prevista no artigo 44 do Código Penal, tendo em vista que os
recorrentes atendem a todos os requisitos exigidos e o óbice previsto na
Lei nº 11.343/06 foi considerado inconstitucional por esta Suprema
Corte.” (Evento 1, fls. 11/15)
Este o teor dos pedidos:
6
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 114221 / SP
Embora os artigos 33, § 4º, e 44, ambos da Lei nº 11.343/06,
proíbam a conversão das penas privativas de liberdade em restritivas
de direitos, o Supremo Tribunal Federal já declarou esses dispositivos
inconstitucionais argumentando que a Constituição Federal, no inciso
XLIII, do art. 5º ("a lei considerará crimes inafiançáveis e
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como
crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e
os que, podendo evitá-los, se omitirem"), impôs um limite material,
qual seja, a não concessão dos benefícios da fiança, da graça e da
anistia para os que incidirem em tais delitos.
Assim, enfatizou-se que a própria norma constitucional cuidou
de enunciar as restrições a serem impostas àqueles que venham a
cometer as infrações penais adjetivadas de hediondas, não incluindo,
nesse catálogo de restrições, a vedação à conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direitos, o que impediria a referida
proibição. Também utilizou como argumento o princípio da
individualização da pena (art. 5º, XLVI, CF), que, conforme alegam,
não permitiria que a lei, objetivamente, retirasse das mãos do julgador
do caso concreto o poder de deliberar sobre a substituição.
Vejamos alguns precedentes recentes da Suprema Corte sobre o
assunto:
(…)
Ressalte-se, ainda, que configura bis in idem utilizar a
quantidade de droga para impedir a substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direito, pois já foi
utilizada para fixar a pena base. A utilização desse critério é
ilegal.
Desse modo, não resta dúvida quanto à possibilidade de
substituição da pena privativa de liberdade pela pena restritiva de
direitos prevista no artigo 44 do Código Penal, tendo em vista que os
recorrentes atendem a todos os requisitos exigidos e o óbice previsto na
Lei nº 11.343/06 foi considerado inconstitucional por esta Suprema
Corte.” (Evento 1, fls. 11/15)
Este o teor dos pedidos:
6
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832319.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15
Relatório
HC 114221 / SP
“Ante o exposto, requer seja concedida a ordem de Habeas
Corpus para reduzir a pena privativa de liberdade, com a aplicação do
benefício previsto no § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/06 em seu
patamar máximo, e, consequentemente, substituindo-se a pena
privativa de liberdade por pena restritiva de direito.” (Evento 1, fl.
15)
5. Em 12.9.2012, suficiente a instrução, determinei vista à
Procuradoria-Geral da República (Evento 6), a qual opina pela denegação
da ordem (Evento 7).
É o relatório.
7
Supremo Tribunal Federal
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HC 114221 / SP
“Ante o exposto, requer seja concedida a ordem de Habeas
Corpus para reduzir a pena privativa de liberdade, com a aplicação do
benefício previsto no § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/06 em seu
patamar máximo, e, consequentemente, substituindo-se a pena
privativa de liberdade por pena restritiva de direito.” (Evento 1, fl.
15)
5. Em 12.9.2012, suficiente a instrução, determinei vista à
Procuradoria-Geral da República (Evento 6), a qual opina pela denegação
da ordem (Evento 7).
É o relatório.
7
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.221 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Impetrante.
2. Conforme relatado, pretende a Impetrante a incidência, em grau
máximo, da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei n.
11.343/06 na pena privativa de liberdade imposta aos Pacientes. Pede,
ainda, a fixação de regime inicial mais benéfico de cumprimento da pena
e a substituição da pena privativa de liberdade, com a aplicação de pena
restritiva de direitos.
3.
No julgamento da Apelação Criminal n. 0012399-45-
2008.4.03.6181, expôs o Tribunal Regional Federal da 3ª Região quanto à
redução da pena imposta aos Pacientes pela incidência da minorante
prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/06:
“Por fim, à míngua de recurso da acusação, mantenho a redução
da pena no patamar de 1/6 (um sexto), nos termos do artigo 33, § 4°,
da Lei 11.343/2006, porquanto as circunstâncias apuradas em todo o
contexto probatório carreado aos autos, demonstram que os apelantes
possuíam ligação, na condição de "mula", com estruturada
organização criminosa voltada ao tráfico transnacional de drogas,
sendo evidente que pessoas pobres e sem vínculos empregatícios com o
seu país de origem não teriam condições de arcar com despesas
altíssimas com passagens aéreas, diárias em hotéis e alimentação por
diversos dias, sem demonstração de qualquer lastro financeiro que
possibilitasse o enfrentamento de todas essas despesas.
Entendo que essas razões são suficientes para vedar a redução
prevista no § 4º do art. 33, que fica, porém, mantida naquele patamar,
sob pena de reformatio in pejus.” (Evento 3, fl. 60)
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.221 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Impetrante.
2. Conforme relatado, pretende a Impetrante a incidência, em grau
máximo, da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei n.
11.343/06 na pena privativa de liberdade imposta aos Pacientes. Pede,
ainda, a fixação de regime inicial mais benéfico de cumprimento da pena
e a substituição da pena privativa de liberdade, com a aplicação de pena
restritiva de direitos.
3.
No julgamento da Apelação Criminal n. 0012399-45-
2008.4.03.6181, expôs o Tribunal Regional Federal da 3ª Região quanto à
redução da pena imposta aos Pacientes pela incidência da minorante
prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/06:
“Por fim, à míngua de recurso da acusação, mantenho a redução
da pena no patamar de 1/6 (um sexto), nos termos do artigo 33, § 4°,
da Lei 11.343/2006, porquanto as circunstâncias apuradas em todo o
contexto probatório carreado aos autos, demonstram que os apelantes
possuíam ligação, na condição de "mula", com estruturada
organização criminosa voltada ao tráfico transnacional de drogas,
sendo evidente que pessoas pobres e sem vínculos empregatícios com o
seu país de origem não teriam condições de arcar com despesas
altíssimas com passagens aéreas, diárias em hotéis e alimentação por
diversos dias, sem demonstração de qualquer lastro financeiro que
possibilitasse o enfrentamento de todas essas despesas.
Entendo que essas razões são suficientes para vedar a redução
prevista no § 4º do art. 33, que fica, porém, mantida naquele patamar,
sob pena de reformatio in pejus.” (Evento 3, fl. 60)
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832320.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114221 / SP
4. Presente fundamentação idônea para incidência da redução de
pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, no patamar mínimo.
O benefício somente foi concedido aos Pacientes para evitar
reformatio in pejus no julgamento de apelação exclusiva da defesa,
salientando o juízo de 2ª instância que eles teriam ligação com
organização criminosa internacional voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes.
Para afastar a premissa, seria imprescindível o reexame dos fatos e
das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus.
Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, o “habeas
corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o
reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato
e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo
penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ
22.6.2001).
No mesmo sentido:
“HABEAS
CORPUS.
TRÁFICO
ILÍCITO
TRANSNACIONAL DE DROGAS. IMPOSSIBILIDADE DE
APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA
PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. PACIENTE
INTEGRANTE
DE
ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA.
RECONHECIMENTO PELO JUIZ SENTENCIANTE E PELO
TRIBUNAL EM SEDE DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I
– Para a concessão do benefício previsto no § 4º do art. 33 da Lei
11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons
antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre
organização criminosa. II – No presente caso, o juízo de primeiro grau
deixou de aplicar a causa de diminuição da pena, em virtude de a
paciente ter se associado a outras três pessoas para a prática do crime
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832320.
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HC 114221 / SP
4. Presente fundamentação idônea para incidência da redução de
pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, no patamar mínimo.
O benefício somente foi concedido aos Pacientes para evitar
reformatio in pejus no julgamento de apelação exclusiva da defesa,
salientando o juízo de 2ª instância que eles teriam ligação com
organização criminosa internacional voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes.
Para afastar a premissa, seria imprescindível o reexame dos fatos e
das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus.
Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, o “habeas
corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o
reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato
e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo
penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ
22.6.2001).
No mesmo sentido:
“HABEAS
CORPUS.
TRÁFICO
ILÍCITO
TRANSNACIONAL DE DROGAS. IMPOSSIBILIDADE DE
APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA
PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. PACIENTE
INTEGRANTE
DE
ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA.
RECONHECIMENTO PELO JUIZ SENTENCIANTE E PELO
TRIBUNAL EM SEDE DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I
– Para a concessão do benefício previsto no § 4º do art. 33 da Lei
11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons
antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre
organização criminosa. II – No presente caso, o juízo de primeiro grau
deixou de aplicar a causa de diminuição da pena, em virtude de a
paciente ter se associado a outras três pessoas para a prática do crime
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114221 / SP
de tráfico transnacional de droga, o que evidencia a existência de uma
organização criminosa voltada para esse fim. III – A discussão sobre o
acerto ou desacerto da decisão do juiz de primeiro grau, confirmada
em segunda instância, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o
que, em sede de habeas corpus, não se mostra possível, visto tratar-se
de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano,
que não admite dilação probatória. IV – Mantida a reprimenda, tal
como aplicada pelo juízo sentenciante e confirmada em segundo grau
de jurisdição, fica superado o pedido de substituição da pena privativa
de liberdade por restritivas de direitos, por vedação do inciso I do art.
44 do Código Penal, bem como a fixação do regime aberto. V – Habeas
corpus denegado.” (HC 106.105, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ 1º.2.2011)
5. Também não se verifica ilegalidade a ser sanada quanto à fixação
do regime inicial de cumprimento da pena.
Este Supremo Tribunal Federal assentou ser inconstitucional a
imposição do regime obrigatoriamente fechado para o início do
cumprimento da pena em se tratando de tráfico de drogas. Nesse sentido,
o HC 111.840, Relator o Ministro Dias Toffoli, j. em 27.6.2012, ainda
pendente de publicação.
Entretanto, as circunstâncias específicas da situação em concreto
podem conduzir o juiz a impor ao condenado regime mais severo que o
autorizado pela quantidade de pena aplicada:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E
SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA
RESTRITIVA DE DIREITOS: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2.
NÃO ATENDIDO O REQUISITO SUBJETIVO PARA A
FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO.
1. Pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de
3
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de tráfico transnacional de droga, o que evidencia a existência de uma
organização criminosa voltada para esse fim. III – A discussão sobre o
acerto ou desacerto da decisão do juiz de primeiro grau, confirmada
em segunda instância, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o
que, em sede de habeas corpus, não se mostra possível, visto tratar-se
de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano,
que não admite dilação probatória. IV – Mantida a reprimenda, tal
como aplicada pelo juízo sentenciante e confirmada em segundo grau
de jurisdição, fica superado o pedido de substituição da pena privativa
de liberdade por restritivas de direitos, por vedação do inciso I do art.
44 do Código Penal, bem como a fixação do regime aberto. V – Habeas
corpus denegado.” (HC 106.105, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ 1º.2.2011)
5. Também não se verifica ilegalidade a ser sanada quanto à fixação
do regime inicial de cumprimento da pena.
Este Supremo Tribunal Federal assentou ser inconstitucional a
imposição do regime obrigatoriamente fechado para o início do
cumprimento da pena em se tratando de tráfico de drogas. Nesse sentido,
o HC 111.840, Relator o Ministro Dias Toffoli, j. em 27.6.2012, ainda
pendente de publicação.
Entretanto, as circunstâncias específicas da situação em concreto
podem conduzir o juiz a impor ao condenado regime mais severo que o
autorizado pela quantidade de pena aplicada:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E
SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA
RESTRITIVA DE DIREITOS: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2.
NÃO ATENDIDO O REQUISITO SUBJETIVO PARA A
FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO.
1. Pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114221 / SP
Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas
à Quinta Turma desse Superior Tribunal as questões referentes ao
patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n.
11.343/2006 e à eventual possibilidade de substituição da pena.
Impossibilidade de conhecimento desta impetração nessa parte, sob
pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e
indevida supressão de instância. 2. Reconhecida a possibilidade de
fixação de regime inicial diverso do fechado, a autoridade apontada
como coatora o manteve e assentou não estar atendido o requisito
subjetivo previsto no art. 33 do Código Penal, consideradas a natureza
do entorpecente, a habitualidade criminosa do Paciente e as
circunstâncias
judiciais
desfavoráveis.
Inexistência
de
constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e,
nesta parte, ordem denegada.” (HC 113.880, de minha relatoria, DJ
17.12.2012 – grifos nossos)
6. Na espécie vertente, a fixação, nas instâncias ordinárias, do regime
fechado para início do cumprimento da pena privativa de liberdade
imposta aos Pacientes, está devidamente motivada em circunstâncias
específicas do caso.
Consta do acórdão dos Embargos de Declaração na Apelação
Criminal n. 0012399-45-2008.4.03.6181, julgado pelo Tribunal Regional
Federal da 3ª Região:
“Portanto, demonstrado o vínculo dos embargantes com
organização criminosa voltada ao tráfico internacional, ainda que
primários e com bons antecedentes, não fazem jus ao regime
semiaberto nem tampouco à substituição da pena corporal por
restritivas de direitos, já que são a eles desfavoráveis s circunstâncias
judiciais previstas nos artigos 59, 33, § 3°, e 44, inciso III, todos do
Código Penal.” (Evento 3, fls. 96/97)
Motivada a imposição do regime fechado aos Pacientes, não
prospera a pretensão da Impetrante de fixação de regime inicial mais
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Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas
à Quinta Turma desse Superior Tribunal as questões referentes ao
patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n.
11.343/2006 e à eventual possibilidade de substituição da pena.
Impossibilidade de conhecimento desta impetração nessa parte, sob
pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e
indevida supressão de instância. 2. Reconhecida a possibilidade de
fixação de regime inicial diverso do fechado, a autoridade apontada
como coatora o manteve e assentou não estar atendido o requisito
subjetivo previsto no art. 33 do Código Penal, consideradas a natureza
do entorpecente, a habitualidade criminosa do Paciente e as
circunstâncias
judiciais
desfavoráveis.
Inexistência
de
constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e,
nesta parte, ordem denegada.” (HC 113.880, de minha relatoria, DJ
17.12.2012 – grifos nossos)
6. Na espécie vertente, a fixação, nas instâncias ordinárias, do regime
fechado para início do cumprimento da pena privativa de liberdade
imposta aos Pacientes, está devidamente motivada em circunstâncias
específicas do caso.
Consta do acórdão dos Embargos de Declaração na Apelação
Criminal n. 0012399-45-2008.4.03.6181, julgado pelo Tribunal Regional
Federal da 3ª Região:
“Portanto, demonstrado o vínculo dos embargantes com
organização criminosa voltada ao tráfico internacional, ainda que
primários e com bons antecedentes, não fazem jus ao regime
semiaberto nem tampouco à substituição da pena corporal por
restritivas de direitos, já que são a eles desfavoráveis s circunstâncias
judiciais previstas nos artigos 59, 33, § 3°, e 44, inciso III, todos do
Código Penal.” (Evento 3, fls. 96/97)
Motivada a imposição do regime fechado aos Pacientes, não
prospera a pretensão da Impetrante de fixação de regime inicial mais
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114221 / SP
benéfico de cumprimento da pena.
7. Sendo de mais de quatro anos a pena privativa de liberdade
imposta aos Pacientes, não têm eles direito à substituição da pena
corporal por restritiva de direitos, sem o atendimento do requisito do art.
44, inc. I, do Código Penal:
“Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes e associação
para o tráfico. Condenação. 3. Pedidos de aplicação da causa especial
de diminuição de pena (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006) e de
substituição da pena. 4. Minorante da Lei de Drogas. Requisitos não
preenchidos. Paciente que se dedica à atividade criminosa. 5.
Impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por
restritivas de direitos. Pena superior a quatro anos (art. 44, I, do CP).
6. Ordem denegada.” (HC 115.101, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ 23.9.2013)
8. Essas constatações demonstram presentes fundamentos idôneos
para embasamento da decisão impetrada.
9. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a
ordem.
5
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benéfico de cumprimento da pena.
7. Sendo de mais de quatro anos a pena privativa de liberdade
imposta aos Pacientes, não têm eles direito à substituição da pena
corporal por restritiva de direitos, sem o atendimento do requisito do art.
44, inc. I, do Código Penal:
“Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes e associação
para o tráfico. Condenação. 3. Pedidos de aplicação da causa especial
de diminuição de pena (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006) e de
substituição da pena. 4. Minorante da Lei de Drogas. Requisitos não
preenchidos. Paciente que se dedica à atividade criminosa. 5.
Impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por
restritivas de direitos. Pena superior a quatro anos (art. 44, I, do CP).
6. Ordem denegada.” (HC 115.101, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ 23.9.2013)
8. Essas constatações demonstram presentes fundamentos idôneos
para embasamento da decisão impetrada.
9. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a
ordem.
5
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Extrato de Ata - 05/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.221
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S) : JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S) : MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S) : DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO RESP Nº 1298.594 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838090
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.221
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S) : JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S) : MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S) : DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO RESP Nº 1298.594 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838090
Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4839117
| 2013-11-05T00:00:00
| 2013-11-11T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 05.11.2013.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. PATAMAR DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA RESTRITIVA DE DIREITOS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA.
1. Fundamentação idônea para incidência da redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, no patamar mínimo.
2. Circunstâncias específicas do caso podem conduzir o juiz a impor ao condenado regime mais severo que o autorizado pela quantidade de pena aplicada.
3. Impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. Pena superior a quatro anos (art. 44, inc. I, do CP).
4. Ordem denegada.
|
sjur247701
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, REEXAME, FATO, PROVA)
HC 74295 (1ªT), HC 106105 (1ªT).
(REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA, LEI DOS CRIMES HEDIONDOS)
HC 111840 (TP).
(REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA, MAIOR GRAVIDADE)
HC 113880 (2ªT).
(SUBSTITUIÇÃO, PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE, PENA RESTRITIVA DE DIREITO)
HC 115101 (2ªT).
Número de páginas: 15.
Análise: 09/01/2014, IVA.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
114221
|
[
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00044 INC-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 114221
|
[
""
] |
PACTE.(S) : JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S) : JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S) : MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S) : DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO RESP Nº 1298.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
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Ementa e Acórdão
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S)
:JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S)
:MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S)
:DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO RESP n 1298.594 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA:
HABEAS CORPUS.
CONSTITUCIONAL. PENAL.
TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. PATAMAR DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06.
FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA.
SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA
RESTRITIVA DE DIREITOS. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA.
1. Fundamentação idônea para incidência da redução de pena
prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, no patamar mínimo.
2. Circunstâncias específicas do caso podem conduzir o juiz a impor
ao condenado regime mais severo que o autorizado pela quantidade de
pena aplicada.
3. Impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade
por restritivas de direitos. Pena superior a quatro anos (art. 44, inc. I, do
Código Penal Brasileiro).
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por votação unânime, em denegar a ordem, nos
termos do voto da Relatora.
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832318.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15
Ementa e Acórdão
HC 114221 / SP
Brasília, 5 de novembro de 2013.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
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HC 114221 / SP
Brasília, 5 de novembro de 2013.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15
Relatório
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S)
:JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S)
:MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S)
:DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO RESP n 1298.594 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado
pela Defensoria Pública da União, em favor de João Francisco Mpinda,
José Dessi Pedro, Miguel Samuel Ansokodi Sebastião e Dikizeido
Kialanda Manuel, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior
Tribunal de Justiça, que, em 30.5.2012, negou seguimento ao Recurso
Especial n. 1.298.594.
2. Relata a Impetrante na inicial:
“JOÃO FRANCISCO MPINDA, JOSÉ DESSI PEDRO,
MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO e DIKIZEIKP
KIALANDA MANUEL foram condenados em primeira instância às
penas de 6 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado, e 625 dias-
multa, pelo crime de tráfico transnacional de drogas (art. 33 caput
c/c art. 40, inciso I da Lei 11.343/06).
Em julgamento de apelação interposta pela defesa, o Tribunal
Regional Federal da 3... Região reduziu as penas de todos os réus para
4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, e 441
dias-multa. Opostos embargos de declaração pelas partes, os da
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05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.221 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S)
:JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S)
:JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S)
:MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S)
:DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA DO RESP n 1298.594 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado
pela Defensoria Pública da União, em favor de João Francisco Mpinda,
José Dessi Pedro, Miguel Samuel Ansokodi Sebastião e Dikizeido
Kialanda Manuel, contra decisão da Ministra Laurita Vaz, do Superior
Tribunal de Justiça, que, em 30.5.2012, negou seguimento ao Recurso
Especial n. 1.298.594.
2. Relata a Impetrante na inicial:
“JOÃO FRANCISCO MPINDA, JOSÉ DESSI PEDRO,
MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO e DIKIZEIKP
KIALANDA MANUEL foram condenados em primeira instância às
penas de 6 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado, e 625 dias-
multa, pelo crime de tráfico transnacional de drogas (art. 33 caput
c/c art. 40, inciso I da Lei 11.343/06).
Em julgamento de apelação interposta pela defesa, o Tribunal
Regional Federal da 3... Região reduziu as penas de todos os réus para
4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado, e 441
dias-multa. Opostos embargos de declaração pelas partes, os da
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Relatório
HC 114221 / SP
acusação foram providos para corrigir erro de cálculo da pena de
multa, que restou fixada em 485 dias-multa.” (Evento 1, fl. 2)
3. Interposto o Recurso Especial n. 1.298.594, foi-lhe negado
seguimento pela Ministra Relatora em decisão monocrática assim
ementada:
“RECURSO
ESPECIAL.
PENAL.
TRÁFICO
INTERNACIONAL DE DROGAS. ALEGADA OFENSA AO ART.
399, § 2., DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO
AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ.
INEXISTÊNCIA. APLICÁVEL, POR ANALOGIA, O ART. 132
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. FIXAÇÃO DA PENA.
RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO
ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DA PENA-
BASE AQUÉM DO MÍNIMO LEGAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 231 DESTA CORTE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4., DA LEI DE TÓXICOS.
FIXAÇÃO DO QUANTUM DE REDUÇÃO. APLICAÇÃO,
PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS, NO PATAMAR DE 1/6.
LEGALIDADE. MAJORANTE DA INTERNACIONALIDADE
DO
TRÁFICO.
DESNECESSIDADE
DE
EFETIVA
TRANSPOSIÇÃO
DAS
FRONTEIRAS
NACIONAIS.
SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA. PENA CORPORAL
SUPERIOR A 4 ANOS DE RECLUSÃO. REGIME PRISIONAL
FECHADO. OBRIGATORIEDADE. CRIME COMETIDO SOB A
ÉGIDE DA LEI 11.464/07. RECURSO ESPECIAL A QUE SE
NEGA SEGUIMENTO.” (Evento 5, fl. 1)
4. Esta decisão é o objeto do presente habeas corpus.
Quanto à incidência, na pena privativa de liberdade imposta aos
Pacientes, da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei n.
11.343/06, sustenta a Impetrante:
2
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HC 114221 / SP
acusação foram providos para corrigir erro de cálculo da pena de
multa, que restou fixada em 485 dias-multa.” (Evento 1, fl. 2)
3. Interposto o Recurso Especial n. 1.298.594, foi-lhe negado
seguimento pela Ministra Relatora em decisão monocrática assim
ementada:
“RECURSO
ESPECIAL.
PENAL.
TRÁFICO
INTERNACIONAL DE DROGAS. ALEGADA OFENSA AO ART.
399, § 2., DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO
AO PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ.
INEXISTÊNCIA. APLICÁVEL, POR ANALOGIA, O ART. 132
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. FIXAÇÃO DA PENA.
RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO
ESPONTÂNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DA PENA-
BASE AQUÉM DO MÍNIMO LEGAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 231 DESTA CORTE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
DE PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4., DA LEI DE TÓXICOS.
FIXAÇÃO DO QUANTUM DE REDUÇÃO. APLICAÇÃO,
PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS, NO PATAMAR DE 1/6.
LEGALIDADE. MAJORANTE DA INTERNACIONALIDADE
DO
TRÁFICO.
DESNECESSIDADE
DE
EFETIVA
TRANSPOSIÇÃO
DAS
FRONTEIRAS
NACIONAIS.
SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA. PENA CORPORAL
SUPERIOR A 4 ANOS DE RECLUSÃO. REGIME PRISIONAL
FECHADO. OBRIGATORIEDADE. CRIME COMETIDO SOB A
ÉGIDE DA LEI 11.464/07. RECURSO ESPECIAL A QUE SE
NEGA SEGUIMENTO.” (Evento 5, fl. 1)
4. Esta decisão é o objeto do presente habeas corpus.
Quanto à incidência, na pena privativa de liberdade imposta aos
Pacientes, da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei n.
11.343/06, sustenta a Impetrante:
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Relatório
HC 114221 / SP
“Configura direito subjetivo dos réus a aplicação da causa de
diminuição da pena no grau máximo, pois estão presentes os
requisitos exigidos no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/06
(primariedade, bons antecedentes, não dedicação a atividades
criminosas e não participação em organização criminosa), conforme
reconhecido pelo próprio juiz sentenciante à e-Superior Tribunal de Justiça fl. 455.
Por seu turno, por integração à organização criminosa deve-se
entender a participação estável do agente em grupo que se dedica
habitualmente ao crime, com tarefas previamente determinadas para
cada um dos seus integrantes, que, assim, convergem suas vontades
para a concretização do objetivo criminoso. O fato de terem
praticado atividade criminosa não significa que os acusados se
dediquem à prática de delitos, nem integrem organização
criminosa.
A dedicação à atividade criminosa exige um mínimo de
profissionalismo. Dedicar-se significa exercer uma atividade com
esmero, empenho, consagração. Dessa maneira, não se pode afastar o
benefício máximo do art. 33, § 4... da Lei de Tóxicos, já que não restou
comprovado nos autos que os acusados se dediquem à atividade
criminosa.
Nesse contexto, é conveniente destacar que a natureza e a
quantidade da substância não podem ser utilizadas na terceira fase do
cálculo da pena, pois já foram valoradas para fixação da pena-base (e-
Superior Tribunal de Justiça fl. 455), não servindo como fundamento para impedir a aplicação
da minorante, em seu grau máximo, sob pena de bis in idem. Nesse
sentido, já decidiu o Supremo Tribunal Federal:
(…)
Considerando que não há prova concreta nos autos de que os
acusados participavam de organização criminosa ou de que se
dedicavam à prática de atividades ilícitas, não resta outra alternativa
senão a aplicação do percentual máximo de diminuição de pena
conforme prevê o § 4..., do artigo 33, da Lei n 11.343/06.” (Evento 1,
fls. 4/7)
Em relação à fixação do regime inicial de cumprimento da pena
privativa de liberdade, alega:
3
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HC 114221 / SP
“Configura direito subjetivo dos réus a aplicação da causa de
diminuição da pena no grau máximo, pois estão presentes os
requisitos exigidos no artigo 33, § 4..., da Lei n 11.343/06
(primariedade, bons antecedentes, não dedicação a atividades
criminosas e não participação em organização criminosa), conforme
reconhecido pelo próprio juiz sentenciante à e-Superior Tribunal de Justiça fl. 455.
Por seu turno, por integração à organização criminosa deve-se
entender a participação estável do agente em grupo que se dedica
habitualmente ao crime, com tarefas previamente determinadas para
cada um dos seus integrantes, que, assim, convergem suas vontades
para a concretização do objetivo criminoso. O fato de terem
praticado atividade criminosa não significa que os acusados se
dediquem à prática de delitos, nem integrem organização
criminosa.
A dedicação à atividade criminosa exige um mínimo de
profissionalismo. Dedicar-se significa exercer uma atividade com
esmero, empenho, consagração. Dessa maneira, não se pode afastar o
benefício máximo do art. 33, § 4... da Lei de Tóxicos, já que não restou
comprovado nos autos que os acusados se dediquem à atividade
criminosa.
Nesse contexto, é conveniente destacar que a natureza e a
quantidade da substância não podem ser utilizadas na terceira fase do
cálculo da pena, pois já foram valoradas para fixação da pena-base (e-
Superior Tribunal de Justiça fl. 455), não servindo como fundamento para impedir a aplicação
da minorante, em seu grau máximo, sob pena de bis in idem. Nesse
sentido, já decidiu o Supremo Tribunal Federal:
(…)
Considerando que não há prova concreta nos autos de que os
acusados participavam de organização criminosa ou de que se
dedicavam à prática de atividades ilícitas, não resta outra alternativa
senão a aplicação do percentual máximo de diminuição de pena
conforme prevê o § 4..., do artigo 33, da Lei n 11.343/06.” (Evento 1,
fls. 4/7)
Em relação à fixação do regime inicial de cumprimento da pena
privativa de liberdade, alega:
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Relatório
HC 114221 / SP
“A sentença de primeiro grau (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 448/457), estabeleceu a
pena-base acima do mínimo legal, considerando as circunstâncias
judiciais do art. 59 do Código Penal com as diretrizes do art. 42 da Lei
11.343/06 (natureza e quantidade da substância ou do produto,
personalidade e conduta social). Na fase secundária de fixação da
pena, determinou o seu cumprimento em regime inicial fechado,
por se tratar de crime equiparado a hediondo.
Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3... Região
modificou tal decisão (fixou a pena-base no mínimo legal, majorou a
internacionalidade do tráfico e manteve a aplicação da minorante do §
4... do art. 33 da Lei de Drogas na fração de 1/6), reduzindo a
reprimenda para o total de 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão em
regime inicial fechado. Acórdãos às fls. e-Superior Tribunal de Justiça 586/591.
Nesse contexto, por ocasião do exame monocrático do recurso
especial, data vênia, manteve-se o regime de pena mais gravoso,
com fulcro em argumento inidôneo, qual seja:
Não se verifica, do mesmo modo, a alegada ofensa ao
art. 2..., §1..., da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei
11.464/07, segundo o qual a pena imposta pelo crime de
tráfico ilícito de drogas deverá ser cumprido em regime
fechado, porque, sendo inadequada à espécie a concessão
do benefício da substituição da pena privativa de
liberdade por sanções restritivas de direitos, incabível a
fixação de outro regime que não o mais gravoso para o
cumprimento da pena que se cuida. (E-Superior Tribunal de Justiça fl. 747)
A eventual impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade ventilada pela relatora, por si só, não constitui óbice à
fixação de regime prisional menos gravoso que o fechado, pois os
requisitos de um e outro são diferentes. O próprio Supremo Tribunal
Federal já decidiu, recentemente, pela possibilidade de fixação de
regime diverso do fechado na hipótese de tráfico de
entorpecentes, conforme publicado no informativo 663:
(…)
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 114221 / SP
“A sentença de primeiro grau (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 448/457), estabeleceu a
pena-base acima do mínimo legal, considerando as circunstâncias
judiciais do art. 59 do Código Penal com as diretrizes do art. 42 da Lei
11.343/06 (natureza e quantidade da substância ou do produto,
personalidade e conduta social). Na fase secundária de fixação da
pena, determinou o seu cumprimento em regime inicial fechado,
por se tratar de crime equiparado a hediondo.
Em grau de apelação, o Tribunal Regional Federal da 3... Região
modificou tal decisão (fixou a pena-base no mínimo legal, majorou a
internacionalidade do tráfico e manteve a aplicação da minorante do §
4... do art. 33 da Lei de Drogas na fração de 1/6), reduzindo a
reprimenda para o total de 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão em
regime inicial fechado. Acórdãos às fls. e-Superior Tribunal de Justiça 586/591.
Nesse contexto, por ocasião do exame monocrático do recurso
especial, data vênia, manteve-se o regime de pena mais gravoso,
com fulcro em argumento inidôneo, qual seja:
Não se verifica, do mesmo modo, a alegada ofensa ao
art. 2..., §1..., da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei
11.464/07, segundo o qual a pena imposta pelo crime de
tráfico ilícito de drogas deverá ser cumprido em regime
fechado, porque, sendo inadequada à espécie a concessão
do benefício da substituição da pena privativa de
liberdade por sanções restritivas de direitos, incabível a
fixação de outro regime que não o mais gravoso para o
cumprimento da pena que se cuida. (E-Superior Tribunal de Justiça fl. 747)
A eventual impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade ventilada pela relatora, por si só, não constitui óbice à
fixação de regime prisional menos gravoso que o fechado, pois os
requisitos de um e outro são diferentes. O próprio Supremo Tribunal
Federal já decidiu, recentemente, pela possibilidade de fixação de
regime diverso do fechado na hipótese de tráfico de
entorpecentes, conforme publicado no informativo 663:
(…)
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15
Relatório
HC 114221 / SP
Oportuno mencionar que configura bis in idem a dupla
valoração de uma mesma circunstância prejudicial ao réu. Assim, se o
órgão julgador utiliza a natureza e a quantidade da droga como
parâmetro de valoração na primeira fase da dosimetria penal, não
poderá se valer desse mesmo critério nas fases seguintes de fixação da
pena. Nesse sentido é o entendimento da Suprema Corte:
(…)
Por conseguinte, torna-se insustentável a manutenção do
regime de cumprimento de pena fechado com único fundamento
na eventual impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade na hipótese dos autos (tráfico transnacional de drogas).
Primeiro, porque os requisitos de um e outro são diferentes; segundo,
porque o Supremo Tribunal Federal admite a imposição de regime
diverso do fechado em tal caso. Ademais, tal óbice poderá ser superado
com o reconhecimento redução máxima prevista no § 4... do art. 33 da
Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas).” (Evento 1, fls. 8/11)
Sobre a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade
por restritiva de direitos, ressalta:
“Reduzida a pena nos termos expostos no item 1, os acusados
têm ainda direito à substituição da pena privativa de liberdade pela
pena restritiva de direitos, uma vez que preenchem os requisitos
exigidos pelo artigo 44 do Código Penal.
O referido artigo dispõe que as penas privativas de liberdade
podem ser substituídas pelas restritivas de direito quando a pena
privativa de liberdade aplicada não ultrapassar quatro anos; o crime
não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer
que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; o réu não for
reincidente em crime doloso; a culpabilidade, os antecedentes, a
conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e
as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.
No caso em questão, nota-se que os recorrentes preenchem todos
esses requisitos, visto que o crime praticado não se deu com violência
ou grave ameaça à pessoa, os réus não são reincidentes e os motivos e
as circunstâncias do fato permitem essa substituição.
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Supremo Tribunal Federal
HC 114221 / SP
Oportuno mencionar que configura bis in idem a dupla
valoração de uma mesma circunstância prejudicial ao réu. Assim, se o
órgão julgador utiliza a natureza e a quantidade da droga como
parâmetro de valoração na primeira fase da dosimetria penal, não
poderá se valer desse mesmo critério nas fases seguintes de fixação da
pena. Nesse sentido é o entendimento da Suprema Corte:
(…)
Por conseguinte, torna-se insustentável a manutenção do
regime de cumprimento de pena fechado com único fundamento
na eventual impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade na hipótese dos autos (tráfico transnacional de drogas).
Primeiro, porque os requisitos de um e outro são diferentes; segundo,
porque o Supremo Tribunal Federal admite a imposição de regime
diverso do fechado em tal caso. Ademais, tal óbice poderá ser superado
com o reconhecimento redução máxima prevista no § 4... do art. 33 da
Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas).” (Evento 1, fls. 8/11)
Sobre a possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade
por restritiva de direitos, ressalta:
“Reduzida a pena nos termos expostos no item 1, os acusados
têm ainda direito à substituição da pena privativa de liberdade pela
pena restritiva de direitos, uma vez que preenchem os requisitos
exigidos pelo artigo 44 do Código Penal.
O referido artigo dispõe que as penas privativas de liberdade
podem ser substituídas pelas restritivas de direito quando a pena
privativa de liberdade aplicada não ultrapassar quatro anos; o crime
não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer
que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; o réu não for
reincidente em crime doloso; a culpabilidade, os antecedentes, a
conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e
as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.
No caso em questão, nota-se que os recorrentes preenchem todos
esses requisitos, visto que o crime praticado não se deu com violência
ou grave ameaça à pessoa, os réus não são reincidentes e os motivos e
as circunstâncias do fato permitem essa substituição.
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Relatório
HC 114221 / SP
Embora os artigos 33, § 4..., e 44, ambos da Lei n 11.343/06,
proíbam a conversão das penas privativas de liberdade em restritivas
de direitos, o Supremo Tribunal Federal já declarou esses dispositivos
inconstitucionais argumentando que a Constituição Federal, no inciso
XLIII, do art. 5... ("a lei considerará crimes inafiançáveis e
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como
crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e
os que, podendo evitá-los, se omitirem"), impôs um limite material,
qual seja, a não concessão dos benefícios da fiança, da graça e da
anistia para os que incidirem em tais delitos.
Assim, enfatizou-se que a própria norma constitucional cuidou
de enunciar as restrições a serem impostas àqueles que venham a
cometer as infrações penais adjetivadas de hediondas, não incluindo,
nesse catálogo de restrições, a vedação à conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direitos, o que impediria a referida
proibição. Também utilizou como argumento o princípio da
individualização da pena (art. 5..., XLVI, Constituição Federal de 1988), que, conforme alegam,
não permitiria que a lei, objetivamente, retirasse das mãos do julgador
do caso concreto o poder de deliberar sobre a substituição.
Vejamos alguns precedentes recentes da Suprema Corte sobre o
assunto:
(…)
Ressalte-se, ainda, que configura bis in idem utilizar a
quantidade de droga para impedir a substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direito, pois já foi
utilizada para fixar a pena base. A utilização desse critério é
ilegal.
Desse modo, não resta dúvida quanto à possibilidade de
substituição da pena privativa de liberdade pela pena restritiva de
direitos prevista no artigo 44 do Código Penal, tendo em vista que os
recorrentes atendem a todos os requisitos exigidos e o óbice previsto na
Lei n 11.343/06 foi considerado inconstitucional por esta Suprema
Corte.” (Evento 1, fls. 11/15)
Este o teor dos pedidos:
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Supremo Tribunal Federal
HC 114221 / SP
Embora os artigos 33, § 4..., e 44, ambos da Lei n 11.343/06,
proíbam a conversão das penas privativas de liberdade em restritivas
de direitos, o Supremo Tribunal Federal já declarou esses dispositivos
inconstitucionais argumentando que a Constituição Federal, no inciso
XLIII, do art. 5... ("a lei considerará crimes inafiançáveis e
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como
crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e
os que, podendo evitá-los, se omitirem"), impôs um limite material,
qual seja, a não concessão dos benefícios da fiança, da graça e da
anistia para os que incidirem em tais delitos.
Assim, enfatizou-se que a própria norma constitucional cuidou
de enunciar as restrições a serem impostas àqueles que venham a
cometer as infrações penais adjetivadas de hediondas, não incluindo,
nesse catálogo de restrições, a vedação à conversão da pena privativa
de liberdade em restritiva de direitos, o que impediria a referida
proibição. Também utilizou como argumento o princípio da
individualização da pena (art. 5..., XLVI, Constituição Federal de 1988), que, conforme alegam,
não permitiria que a lei, objetivamente, retirasse das mãos do julgador
do caso concreto o poder de deliberar sobre a substituição.
Vejamos alguns precedentes recentes da Suprema Corte sobre o
assunto:
(…)
Ressalte-se, ainda, que configura bis in idem utilizar a
quantidade de droga para impedir a substituição da pena
privativa de liberdade por restritiva de direito, pois já foi
utilizada para fixar a pena base. A utilização desse critério é
ilegal.
Desse modo, não resta dúvida quanto à possibilidade de
substituição da pena privativa de liberdade pela pena restritiva de
direitos prevista no artigo 44 do Código Penal, tendo em vista que os
recorrentes atendem a todos os requisitos exigidos e o óbice previsto na
Lei n 11.343/06 foi considerado inconstitucional por esta Suprema
Corte.” (Evento 1, fls. 11/15)
Este o teor dos pedidos:
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Relatório
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“Ante o exposto, requer seja concedida a ordem de Habeas
Corpus para reduzir a pena privativa de liberdade, com a aplicação do
benefício previsto no § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/06 em seu
patamar máximo, e, consequentemente, substituindo-se a pena
privativa de liberdade por pena restritiva de direito.” (Evento 1, fl.
15)
5. Em 12.9.2012, suficiente a instrução, determinei vista à
Procuradoria-Geral da República (Evento 6), a qual opina pela denegação
da ordem (Evento 7).
É o relatório.
7
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4832319.
Supremo Tribunal Federal
HC 114221 / SP
“Ante o exposto, requer seja concedida a ordem de Habeas
Corpus para reduzir a pena privativa de liberdade, com a aplicação do
benefício previsto no § 4... do artigo 33 da Lei n 11.343/06 em seu
patamar máximo, e, consequentemente, substituindo-se a pena
privativa de liberdade por pena restritiva de direito.” (Evento 1, fl.
15)
5. Em 12.9.2012, suficiente a instrução, determinei vista à
Procuradoria-Geral da República (Evento 6), a qual opina pela denegação
da ordem (Evento 7).
É o relatório.
7
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.221 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Impetrante.
2. Conforme relatado, pretende a Impetrante a incidência, em grau
máximo, da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei n.
11.343/06 na pena privativa de liberdade imposta aos Pacientes. Pede,
ainda, a fixação de regime inicial mais benéfico de cumprimento da pena
e a substituição da pena privativa de liberdade, com a aplicação de pena
restritiva de direitos.
3.
No julgamento da Apelação Criminal n. 0012399-45-
2008.4.03.6181, expôs o Tribunal Regional Federal da 3... Região quanto à
redução da pena imposta aos Pacientes pela incidência da minorante
prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06:
“Por fim, à míngua de recurso da acusação, mantenho a redução
da pena no patamar de 1/6 (um sexto), nos termos do artigo 33, § 4...,
da Lei 11.343/2006, porquanto as circunstâncias apuradas em todo o
contexto probatório carreado aos autos, demonstram que os apelantes
possuíam ligação, na condição de "mula", com estruturada
organização criminosa voltada ao tráfico transnacional de drogas,
sendo evidente que pessoas pobres e sem vínculos empregatícios com o
seu país de origem não teriam condições de arcar com despesas
altíssimas com passagens aéreas, diárias em hotéis e alimentação por
diversos dias, sem demonstração de qualquer lastro financeiro que
possibilitasse o enfrentamento de todas essas despesas.
Entendo que essas razões são suficientes para vedar a redução
prevista no § 4... do art. 33, que fica, porém, mantida naquele patamar,
sob pena de reformatio in pejus.” (Evento 3, fl. 60)
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/11/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.221 SÃO PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Impetrante.
2. Conforme relatado, pretende a Impetrante a incidência, em grau
máximo, da causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei n.
11.343/06 na pena privativa de liberdade imposta aos Pacientes. Pede,
ainda, a fixação de regime inicial mais benéfico de cumprimento da pena
e a substituição da pena privativa de liberdade, com a aplicação de pena
restritiva de direitos.
3.
No julgamento da Apelação Criminal n. 0012399-45-
2008.4.03.6181, expôs o Tribunal Regional Federal da 3... Região quanto à
redução da pena imposta aos Pacientes pela incidência da minorante
prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/06:
“Por fim, à míngua de recurso da acusação, mantenho a redução
da pena no patamar de 1/6 (um sexto), nos termos do artigo 33, § 4...,
da Lei 11.343/2006, porquanto as circunstâncias apuradas em todo o
contexto probatório carreado aos autos, demonstram que os apelantes
possuíam ligação, na condição de "mula", com estruturada
organização criminosa voltada ao tráfico transnacional de drogas,
sendo evidente que pessoas pobres e sem vínculos empregatícios com o
seu país de origem não teriam condições de arcar com despesas
altíssimas com passagens aéreas, diárias em hotéis e alimentação por
diversos dias, sem demonstração de qualquer lastro financeiro que
possibilitasse o enfrentamento de todas essas despesas.
Entendo que essas razões são suficientes para vedar a redução
prevista no § 4... do art. 33, que fica, porém, mantida naquele patamar,
sob pena de reformatio in pejus.” (Evento 3, fl. 60)
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114221 / SP
4. Presente fundamentação idônea para incidência da redução de
pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, no patamar mínimo.
O benefício somente foi concedido aos Pacientes para evitar
reformatio in pejus no julgamento de apelação exclusiva da defesa,
salientando o juízo de 2... instância que eles teriam ligação com
organização criminosa internacional voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes.
Para afastar a premissa, seria imprescindível o reexame dos fatos e
das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus.
Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, o “habeas
corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o
reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato
e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo
penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ
22.6.2001).
No mesmo sentido:
“HABEAS
CORPUS.
TRÁFICO
ILÍCITO
TRANSNACIONAL DE DROGAS. IMPOSSIBILIDADE DE
APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA
PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. PACIENTE
INTEGRANTE
DE
ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA.
RECONHECIMENTO PELO JUIZ SENTENCIANTE E PELO
TRIBUNAL EM SEDE DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I
– Para a concessão do benefício previsto no § 4... do art. 33 da Lei
11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons
antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre
organização criminosa. II – No presente caso, o juízo de primeiro grau
deixou de aplicar a causa de diminuição da pena, em virtude de a
paciente ter se associado a outras três pessoas para a prática do crime
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 114221 / SP
4. Presente fundamentação idônea para incidência da redução de
pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, no patamar mínimo.
O benefício somente foi concedido aos Pacientes para evitar
reformatio in pejus no julgamento de apelação exclusiva da defesa,
salientando o juízo de 2... instância que eles teriam ligação com
organização criminosa internacional voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes.
Para afastar a premissa, seria imprescindível o reexame dos fatos e
das provas dos autos, ao que não se presta o habeas corpus.
Na linha da jurisprudência deste Supremo Tribunal, o “habeas
corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o
reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato
e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo
penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ
22.6.2001).
No mesmo sentido:
“HABEAS
CORPUS.
TRÁFICO
ILÍCITO
TRANSNACIONAL DE DROGAS. IMPOSSIBILIDADE DE
APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA
PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/2006. PACIENTE
INTEGRANTE
DE
ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA.
RECONHECIMENTO PELO JUIZ SENTENCIANTE E PELO
TRIBUNAL EM SEDE DE APELAÇÃO. ORDEM DENEGADA. I
– Para a concessão do benefício previsto no § 4... do art. 33 da Lei
11.343/2006, é necessário que o réu seja primário, de bons
antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre
organização criminosa. II – No presente caso, o juízo de primeiro grau
deixou de aplicar a causa de diminuição da pena, em virtude de a
paciente ter se associado a outras três pessoas para a prática do crime
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114221 / SP
de tráfico transnacional de droga, o que evidencia a existência de uma
organização criminosa voltada para esse fim. III – A discussão sobre o
acerto ou desacerto da decisão do juiz de primeiro grau, confirmada
em segunda instância, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o
que, em sede de habeas corpus, não se mostra possível, visto tratar-se
de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano,
que não admite dilação probatória. IV – Mantida a reprimenda, tal
como aplicada pelo juízo sentenciante e confirmada em segundo grau
de jurisdição, fica superado o pedido de substituição da pena privativa
de liberdade por restritivas de direitos, por vedação do inciso I do art.
44 do Código Penal, bem como a fixação do regime aberto. V – Habeas
corpus denegado.” (HC 106.105, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ 1....2.2011)
5. Também não se verifica ilegalidade a ser sanada quanto à fixação
do regime inicial de cumprimento da pena.
Este Supremo Tribunal Federal assentou ser inconstitucional a
imposição do regime obrigatoriamente fechado para o início do
cumprimento da pena em se tratando de tráfico de drogas. Nesse sentido,
o HC 111.840, Relator o Ministro Dias Toffoli, j. em 27.6.2012, ainda
pendente de publicação.
Entretanto, as circunstâncias específicas da situação em concreto
podem conduzir o juiz a impor ao condenado regime mais severo que o
autorizado pela quantidade de pena aplicada:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E
SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA
RESTRITIVA DE DIREITOS: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2.
NÃO ATENDIDO O REQUISITO SUBJETIVO PARA A
FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO.
1. Pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de
3
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HC 114221 / SP
de tráfico transnacional de droga, o que evidencia a existência de uma
organização criminosa voltada para esse fim. III – A discussão sobre o
acerto ou desacerto da decisão do juiz de primeiro grau, confirmada
em segunda instância, exige o exame aprofundado de fatos e provas, o
que, em sede de habeas corpus, não se mostra possível, visto tratar-se
de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano,
que não admite dilação probatória. IV – Mantida a reprimenda, tal
como aplicada pelo juízo sentenciante e confirmada em segundo grau
de jurisdição, fica superado o pedido de substituição da pena privativa
de liberdade por restritivas de direitos, por vedação do inciso I do art.
44 do Código Penal, bem como a fixação do regime aberto. V – Habeas
corpus denegado.” (HC 106.105, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ 1....2.2011)
5. Também não se verifica ilegalidade a ser sanada quanto à fixação
do regime inicial de cumprimento da pena.
Este Supremo Tribunal Federal assentou ser inconstitucional a
imposição do regime obrigatoriamente fechado para o início do
cumprimento da pena em se tratando de tráfico de drogas. Nesse sentido,
o HC 111.840, Relator o Ministro Dias Toffoli, j. em 27.6.2012, ainda
pendente de publicação.
Entretanto, as circunstâncias específicas da situação em concreto
podem conduzir o juiz a impor ao condenado regime mais severo que o
autorizado pela quantidade de pena aplicada:
“HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E
SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA
RESTRITIVA DE DIREITOS: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2.
NÃO ATENDIDO O REQUISITO SUBJETIVO PARA A
FIXAÇÃO DE REGIME PRISIONAL DIVERSO DO FECHADO.
1. Pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114221 / SP
Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas
à Quinta Turma desse Superior Tribunal as questões referentes ao
patamar da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n.
11.343/2006 e à eventual possibilidade de substituição da pena.
Impossibilidade de conhecimento desta impetração nessa parte, sob
pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e
indevida supressão de instância. 2. Reconhecida a possibilidade de
fixação de regime inicial diverso do fechado, a autoridade apontada
como coatora o manteve e assentou não estar atendido o requisito
subjetivo previsto no art. 33 do Código Penal, consideradas a natureza
do entorpecente, a habitualidade criminosa do Paciente e as
circunstâncias
judiciais
desfavoráveis.
Inexistência
de
constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e,
nesta parte, ordem denegada.” (HC 113.880, de minha relatoria, DJ
17.12.2012 – grifos nossos)
6. Na espécie vertente, a fixação, nas instâncias ordinárias, do regime
fechado para início do cumprimento da pena privativa de liberdade
imposta aos Pacientes, está devidamente motivada em circunstâncias
específicas do caso.
Consta do acórdão dos Embargos de Declaração na Apelação
Criminal n. 0012399-45-2008.4.03.6181, julgado pelo Tribunal Regional
Federal da 3... Região:
“Portanto, demonstrado o vínculo dos embargantes com
organização criminosa voltada ao tráfico internacional, ainda que
primários e com bons antecedentes, não fazem jus ao regime
semiaberto nem tampouco à substituição da pena corporal por
restritivas de direitos, já que são a eles desfavoráveis s circunstâncias
judiciais previstas nos artigos 59, 33, § 3..., e 44, inciso III, todos do
Código Penal.” (Evento 3, fls. 96/97)
Motivada a imposição do regime fechado aos Pacientes, não
prospera a pretensão da Impetrante de fixação de regime inicial mais
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 114221 / SP
Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas
à Quinta Turma desse Superior Tribunal as questões referentes ao
patamar da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n.
11.343/2006 e à eventual possibilidade de substituição da pena.
Impossibilidade de conhecimento desta impetração nessa parte, sob
pena de contrariedade à repartição constitucional de competências e
indevida supressão de instância. 2. Reconhecida a possibilidade de
fixação de regime inicial diverso do fechado, a autoridade apontada
como coatora o manteve e assentou não estar atendido o requisito
subjetivo previsto no art. 33 do Código Penal, consideradas a natureza
do entorpecente, a habitualidade criminosa do Paciente e as
circunstâncias
judiciais
desfavoráveis.
Inexistência
de
constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e,
nesta parte, ordem denegada.” (HC 113.880, de minha relatoria, DJ
17.12.2012 – grifos nossos)
6. Na espécie vertente, a fixação, nas instâncias ordinárias, do regime
fechado para início do cumprimento da pena privativa de liberdade
imposta aos Pacientes, está devidamente motivada em circunstâncias
específicas do caso.
Consta do acórdão dos Embargos de Declaração na Apelação
Criminal n. 0012399-45-2008.4.03.6181, julgado pelo Tribunal Regional
Federal da 3... Região:
“Portanto, demonstrado o vínculo dos embargantes com
organização criminosa voltada ao tráfico internacional, ainda que
primários e com bons antecedentes, não fazem jus ao regime
semiaberto nem tampouco à substituição da pena corporal por
restritivas de direitos, já que são a eles desfavoráveis s circunstâncias
judiciais previstas nos artigos 59, 33, § 3..., e 44, inciso III, todos do
Código Penal.” (Evento 3, fls. 96/97)
Motivada a imposição do regime fechado aos Pacientes, não
prospera a pretensão da Impetrante de fixação de regime inicial mais
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 114221 / SP
benéfico de cumprimento da pena.
7. Sendo de mais de quatro anos a pena privativa de liberdade
imposta aos Pacientes, não têm eles direito à substituição da pena
corporal por restritiva de direitos, sem o atendimento do requisito do art.
44, inc. I, do Código Penal:
“Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes e associação
para o tráfico. Condenação. 3. Pedidos de aplicação da causa especial
de diminuição de pena (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006) e de
substituição da pena. 4. Minorante da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Requisitos não
preenchidos. Paciente que se dedica à atividade criminosa. 5.
Impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por
restritivas de direitos. Pena superior a quatro anos (art. 44, I, do Código Penal Brasileiro).
6. Ordem denegada.” (HC 115.101, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ 23.9.2013)
8. Essas constatações demonstram presentes fundamentos idôneos
para embasamento da decisão impetrada.
9. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a
ordem.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 114221 / SP
benéfico de cumprimento da pena.
7. Sendo de mais de quatro anos a pena privativa de liberdade
imposta aos Pacientes, não têm eles direito à substituição da pena
corporal por restritiva de direitos, sem o atendimento do requisito do art.
44, inc. I, do Código Penal:
“Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes e associação
para o tráfico. Condenação. 3. Pedidos de aplicação da causa especial
de diminuição de pena (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006) e de
substituição da pena. 4. Minorante da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Requisitos não
preenchidos. Paciente que se dedica à atividade criminosa. 5.
Impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por
restritivas de direitos. Pena superior a quatro anos (art. 44, I, do Código Penal Brasileiro).
6. Ordem denegada.” (HC 115.101, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, DJ 23.9.2013)
8. Essas constatações demonstram presentes fundamentos idôneos
para embasamento da decisão impetrada.
9. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a
ordem.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15
Extrato de Ata - 05/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.221
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S) : JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S) : MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S) : DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO RESP n 1298.594 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto da Relatora. 2... Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838090
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.221
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
PACTE.(S) : JOÃO FRANCISCO MPINDA
PACTE.(S) : JOSÉ DESSI PEDRO
PACTE.(S) : MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO
PACTE.(S) : DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO RESP n 1298.594 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos
termos do voto da Relatora. 2... Turma, 05.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4838090
Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 114 . 221",
"RESP n 1298 . 594",
"HC 114221 / SP",
"HC 114221 / SP",
"HABEAS CORPUS 114 . 221",
"RESP n 1298 . 594 DO SUPERIOR",
"Recurso Especial n . 1 . 298 . 594 . 2",
"HABEAS CORPUS 114 . 221 SÃO",
"RESP n 1298 . 594",
"Recurso Especial n . 1 . 298 . 594 . 2",
"HC 114221 / SP",
"SÚMULA N . 231 DESTA CORTE",
"HC 114221",
"Recurso Especial n . 1 . 298 . 594",
"SÚMULA N . 231 DESTA CORTE",
"HC 114221 / SP",
"HC 114221 / SP",
"HC 114221 / SP",
"HC 114221 / SP",
"HC 114221 / SP",
"HC 114221 / SP",
"HC 114221 / SP",
"HC 114221 / SP",
"HC 114221 / SP",
"HC 114221 / SP",
"HABEAS CORPUS 114 . 221",
"Apelação Criminal n . 0012399 - 45 - 2008 . 4 .",
".",
"HABEAS CORPUS 114 . 221",
"Apelação Criminal n . 0012399 - 45 - 2008 . 4 . 03 . 6181",
"HC 114221 / SP",
"HC 74 . 295",
"HC 114221 / SP",
"HC 74 . 295",
"HC 114221 / SP",
"HC 106 . 105",
"HC 111 . 840",
"HC 114221 / SP",
"HC 106 . 105",
"HC 111 . 840",
"HC 114221 / SP",
"HC",
"Apelação Criminal n . 0012399 - 45 - 2008 . 4 . 03 . 6181",
"HC 114221 / SP",
"HC 113 . 880",
"Apelação Criminal n . 0012399 - 45 - 2008 . 4 . 03 . 6181",
"HC 114221 / SP",
"HC 115 . 101",
"HC 114221 / SP",
"HC 115 . 101",
"HABEAS CORPUS 114 . 221",
"RESP n 1298 . 594",
"HABEAS CORPUS 114 . 221",
"RESP n 1298 . 594"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 44 , inc . I , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 caput c / c art . 40 , inciso I da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 caput c / c art . 40 , inciso I da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 399 , § 2 . , DO CÓDIGO DE PROCESSO",
"ART . 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"ART . 33 , § 4 . , DA LEI DE TÓXICOS",
"LEI 11 . 464 / 07",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 399 , § 2 . , DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"ART . 132 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"ART . 33 , § 4 . , DA LEI DE TÓXICOS",
"LEI 11 . 464 / 07",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Lei de Tóxicos",
"§ 4 . . . , do artigo 33 , da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06",
"art . 33 , § 4 . . . da Lei de Tóxicos",
"§ 4 . . . , do artigo 33 , da Lei n 11 . 343 / 06 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 59 do Código Penal",
"art . 42 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 33 da Lei de Drogas",
"art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"Lei 11 . 464 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 59 do Código Penal",
"art . 42 da Lei 11 . 343 / 06",
"§ 4 . . . do",
"art . 33 da Lei de Drogas",
"art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"Lei 11 . 464 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de",
"artigo 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 . . . do art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de",
"artigo 44 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 33 , § 4 . . . , e 44 , ambos da Lei n 11 . 343 / 06",
"Constituição Federal , no inciso XLIII , do art . 5 . . .",
"art . 5 . . . , XLVI , Constituição Federal de 1988",
"artigo 44 do Código Penal",
"Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 33 , § 4 . . . , e 44 , ambos da Lei n 11 . 343 / 06",
"Constituição Federal",
"art . 5 . . . , XLVI , Constituição Federal de 1988",
"artigo 44 do Código Penal",
"Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 4 . . . do artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"artigo 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 06",
"Lei n . 11 . 343 / 06",
"artigo 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06",
"§ 4 . . . DO",
"ART . 33 DA LEI 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06",
"§ 4 . . . DO ART . 33 DA LEI 11 . 343 / 2006",
"§",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso I do art . 44 do Código Penal",
"ART . 33 DA LEI N . 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso I do art . 44 do Código Penal",
"§",
"ART . 33 DA LEI N . 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 33 do Código Penal",
"artigos 59 , 33 , § 3 . . . , e 44 , inciso III , todos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"art . 33 do Código Penal",
"artigos 59 , 33 , § 3 . . . , e 44 , inciso III , todos do Código Penal .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 , inc . I , do Código Penal",
"Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de Drogas",
"art . 44 , I , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 , inc . I , do Código Penal",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei",
"art . 44 , I , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Defensoria Pública da União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal",
"Regional Federal da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"E",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"e",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Superior Tribunal de Justiça",
"E",
"-",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de 3",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de 3",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Quinta Turma desse Superior Tribunal",
"Tribunal",
"Regional Federal da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Quinta Turma",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO FRANCISCO MPINDA",
"JOSÉ DESSI PEDRO",
"MIGUEL SAMUEL ANSOKODI",
"DIKIZEIKO KIALANDA",
"MANUEL",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO FRANCISCO MPINDA",
"JOSÉ DESSI PEDRO",
"MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO",
"DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL",
"CÁRMEN LÚCIA",
"João Francisco Mpinda",
"José Dessi Pedro",
"Miguel Samuel Ansokodi Sebastião",
"Dikizeido Kialanda Manuel",
"Laurita Vaz",
"JOÃO FRANCISCO MPINDA",
"JOSÉ DESSI PEDRO",
"MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO",
"DIKIZEIKP KIALANDA MANUEL",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO FRANCISCO MPINDA",
"JOSÉ DESSI PEDRO",
"MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO",
"DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL",
"CÁRMEN LÚCIA",
"João Francisco Mpinda",
"José Dessi Pedro",
"Miguel Samuel Ansokodi Sebastião",
"Dikizeido Kialanda Manuel",
"Laurita Vaz",
"JOÃO FRANCISCO MPINDA",
"JOSÉ DESSI PEDRO",
"MIGUEL",
"SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO",
"DIKIZEIKP KIALANDA MANUEL",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO FRANCISCO MPINDA",
"JOSÉ DESSI PEDRO",
"MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO",
"DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"JOÃO FRANCISCO MPINDA",
"JOSÉ DESSI PEDRO",
"MIGUEL SAMUEL ANSOKODI SEBASTIÃO",
"DIKIZEIKO KIALANDA MANUEL",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"30",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"30",
".",
"5",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2011",
"27",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2011",
"27",
".",
"6",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"12",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"12",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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".",
"9",
".",
"2013",
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"/",
"08",
"/",
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"23",
".",
"9",
".",
"2013",
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"08",
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"2013",
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"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S)
:RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S)
:SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. CONVOCAÇÃO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART.
5º, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. NECESSIDADE DE REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 1º de outubro de 2013
Ministra Cármen Lúcia - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4715555.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S)
:RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S)
:SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 12 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Ludimila de Gouvêa Cerqueira e
Ferreira e outras contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais
Fazendários do Rio de Janeiro, a qual manteve sentença que julgara
improcedente pedido de inscrição no curso de formação de oficiais da
Polícia Militar do Rio de Janeiro. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Concluir de forma diversa do que decidido demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO
PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1)
REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S)
:RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S)
:SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 12 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Ludimila de Gouvêa Cerqueira e
Ferreira e outras contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais
Fazendários do Rio de Janeiro, a qual manteve sentença que julgara
improcedente pedido de inscrição no curso de formação de oficiais da
Polícia Militar do Rio de Janeiro. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Concluir de forma diversa do que decidido demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO
PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1)
REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 764005 AGR / RJ
ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO.
INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (ARE 727.104-AgR, de minha relatoria,
Seguda Turma, DJe 6.8.2013).
(…) 6. O Supremo Tribunal assentou, ainda, que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação
infraconstitucional, podem configurar apenas ofensa constitucional
indireta:
‘A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa
constitucional indireta. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e
III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI 643.746-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.5.2009).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações das Agravantes.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 21.8.2013, interpõem Ludimila
de Gouvêa Cerqueira e Ferreira e outra, em 26.8.2013, tempestivamente,
agravo regimental.
3. As Agravantes afirmam que “o ponto nodal do pleito recursal, para
seu conhecimento e provimento, como esperado, não depende de análise fática da
matéria, eis que não há nenhuma divergência de entendimento entre as
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 764005 AGR / RJ
ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO.
INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (ARE 727.104-AgR, de minha relatoria,
Seguda Turma, DJe 6.8.2013).
(…) 6. O Supremo Tribunal assentou, ainda, que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação
infraconstitucional, podem configurar apenas ofensa constitucional
indireta:
‘A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa
constitucional indireta. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e
III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI 643.746-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.5.2009).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações das Agravantes.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 21.8.2013, interpõem Ludimila
de Gouvêa Cerqueira e Ferreira e outra, em 26.8.2013, tempestivamente,
agravo regimental.
3. As Agravantes afirmam que “o ponto nodal do pleito recursal, para
seu conhecimento e provimento, como esperado, não depende de análise fática da
matéria, eis que não há nenhuma divergência de entendimento entre as
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 764005 AGR / RJ
agravantes e o Estado do Rio de Janeiro quanto aos fatos”.
Asseveram que “não se está aqui a falar de exigência de documentos para
fins de exame social ou de formação de cadastro de reserva, mas sim de exigência
posterior àquela fase, já exigida inclusive dos candidatos que obtiveram as
primeiras classificações no certame”.
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 764005 AGR / RJ
agravantes e o Estado do Rio de Janeiro quanto aos fatos”.
Asseveram que “não se está aqui a falar de exigência de documentos para
fins de exame social ou de formação de cadastro de reserva, mas sim de exigência
posterior àquela fase, já exigida inclusive dos candidatos que obtiveram as
primeiras classificações no certame”.
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste às Agravantes.
2. O Tribunal de origem manteve a sentença com base no art. 46 da
Lei n. 9.099/1995:
“Pretendem as autoras seja o réu compelido a efetuar sua
inscrição no Estágio Probatório de Adaptação de Oficiais da PMERJ.
Pela análise dos autos verifica-se não restar comprovado que as
requerentes tenham logrado alcançar classificação dentro do número
de vagas disponíveis no Edital para início do Estágio Probatório de
Oficiais.
Desta forma, não restou comprovada qualquer ilegalidade, que
possibilite ao Poder Judiciário adentrar no mérito do ato
administrativo, sendo certo, em obediência aos princípios da
discricionariedade e da separação dos poderes, que tal análise somente
seria possível se o ato estivesse revestido de ilegalidade.
A intervenção e controle do Poder Judiciário em relação aos atos
dos demais Poderes é sempre excepcional, limitando-se à análise de
sua legalidade e da observância aos princípios da razoabilidade e
proporcionalidade, sob pena de atentar-se contra o princípio de
harmonia e independência dos poderes.
Ademais, as autoras não lograram elidir a presunção de
legitimidade que milita em favor do ato administrativo.
Isto posto, julgo improcedente o pedido e extinto o processo com
fundamento no artigo 269, I, do CPC” (fl. 61).
3. Decidir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria o
reexame das provas dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n. 279
Supremo Tribunal Federal
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01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste às Agravantes.
2. O Tribunal de origem manteve a sentença com base no art. 46 da
Lei n. 9.099/1995:
“Pretendem as autoras seja o réu compelido a efetuar sua
inscrição no Estágio Probatório de Adaptação de Oficiais da PMERJ.
Pela análise dos autos verifica-se não restar comprovado que as
requerentes tenham logrado alcançar classificação dentro do número
de vagas disponíveis no Edital para início do Estágio Probatório de
Oficiais.
Desta forma, não restou comprovada qualquer ilegalidade, que
possibilite ao Poder Judiciário adentrar no mérito do ato
administrativo, sendo certo, em obediência aos princípios da
discricionariedade e da separação dos poderes, que tal análise somente
seria possível se o ato estivesse revestido de ilegalidade.
A intervenção e controle do Poder Judiciário em relação aos atos
dos demais Poderes é sempre excepcional, limitando-se à análise de
sua legalidade e da observância aos princípios da razoabilidade e
proporcionalidade, sob pena de atentar-se contra o princípio de
harmonia e independência dos poderes.
Ademais, as autoras não lograram elidir a presunção de
legitimidade que milita em favor do ato administrativo.
Isto posto, julgo improcedente o pedido e extinto o processo com
fundamento no artigo 269, I, do CPC” (fl. 61).
3. Decidir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria o
reexame das provas dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n. 279
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 764005 AGR / RJ
do Supremo Tribunal Federal e inviabiliza o recurso extraordinário.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO
APENAS POR DIÁRIO OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 669.689-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 16.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. INCLUSÃO DE
CANDIDATO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
ALEGAÇÃO
DE
AFRONTA
A
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
INFRINGÊNCIA AO INCISO IX DO ART. 93 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA. 1. Nos termos
da Súmula 279/STF, não é possível, em recurso extraordinário,
reexaminar fatos e provas. 2. Violação a garantias constitucionais do
processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto.
Precedentes. 3. O aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos
interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo,
não cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de
1988. 4. Agravo regimental desprovido” (RE 600.177-AgR, Relator o
Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 12.4.2012).
4. O Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao
art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da
legislação infraconstitucional, pode configurar, se for o caso, ofensa
constitucional indireta:
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 764005 AGR / RJ
do Supremo Tribunal Federal e inviabiliza o recurso extraordinário.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO
APENAS POR DIÁRIO OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 669.689-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 16.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. INCLUSÃO DE
CANDIDATO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
ALEGAÇÃO
DE
AFRONTA
A
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
INFRINGÊNCIA AO INCISO IX DO ART. 93 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA. 1. Nos termos
da Súmula 279/STF, não é possível, em recurso extraordinário,
reexaminar fatos e provas. 2. Violação a garantias constitucionais do
processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto.
Precedentes. 3. O aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos
interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo,
não cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de
1988. 4. Agravo regimental desprovido” (RE 600.177-AgR, Relator o
Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 12.4.2012).
4. O Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao
art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da
legislação infraconstitucional, pode configurar, se for o caso, ofensa
constitucional indireta:
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 764005 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL.
ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 831.267-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
5. Os argumentos das Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 764005 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL.
ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 831.267-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
5. Os argumentos das Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S) : RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S) : SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4658285
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S) : RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S) : SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma,
01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4743554
| 2013-10-01T00:00:00
| 2013-10-24T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 01.10.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇÃO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur246159
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
ARE 669689 AgR (1ªT), RE 600177 AgR (2ªT).
(OFENSA REFLEXA)
AI 831267 AgR (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 06/11/2013, TIA.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
764005
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-009099 ANO-1995\n ART-00046\n LJE-1995 LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 764005 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S) : RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S) : SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S)
:RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S)
:SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO
PÚBLICO. CONVOCAÇÃO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART.
5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. NECESSIDADE DE REEXAME DE
FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 1... de outubro de 2013
Ministra Cármen Lúcia - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S)
:RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S)
:SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 12 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Ludimila de Gouvêa Cerqueira e
Ferreira e outras contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais
Fazendários do Rio de Janeiro, a qual manteve sentença que julgara
improcedente pedido de inscrição no curso de formação de oficiais da
Polícia Militar do Rio de Janeiro. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Concluir de forma diversa do que decidido demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO
PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1)
REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA
Supremo Tribunal Federal
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SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005 RIO DE
JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S)
:RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S)
:SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 12 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Ludimila de Gouvêa Cerqueira e
Ferreira e outras contra julgado da Turma Recursal dos Juizados Especiais
Fazendários do Rio de Janeiro, a qual manteve sentença que julgara
improcedente pedido de inscrição no curso de formação de oficiais da
Polícia Militar do Rio de Janeiro. A decisão agravada teve a seguinte
fundamentação:
“5. Concluir de forma diversa do que decidido demandaria o
reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser
validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO
PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1)
REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS.
SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA
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Relatório
ARE 764005 AGR / RJ
ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO.
INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (ARE 727.104-AgR, de minha relatoria,
Seguda Turma, DJe 6.8.2013).
(…) 6. O Supremo Tribunal assentou, ainda, que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação
infraconstitucional, podem configurar apenas ofensa constitucional
indireta:
‘A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa
constitucional indireta. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e
III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI 643.746-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.5.2009).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações das Agravantes.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 21.8.2013, interpõem Ludimila
de Gouvêa Cerqueira e Ferreira e outra, em 26.8.2013, tempestivamente,
agravo regimental.
3. As Agravantes afirmam que “o ponto nodal do pleito recursal, para
seu conhecimento e provimento, como esperado, não depende de análise fática da
matéria, eis que não há nenhuma divergência de entendimento entre as
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 764005 AGR / RJ
ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO.
INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO’ (ARE 727.104-AgR, de minha relatoria,
Seguda Turma, DJe 6.8.2013).
(…) 6. O Supremo Tribunal assentou, ainda, que as alegações de
contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa
e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação
jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação
infraconstitucional, podem configurar apenas ofensa constitucional
indireta:
‘A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no
sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, configurariam ofensa
constitucional indireta. 3. Imposição de multa de 5% do valor
corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e
III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI 643.746-AgR, de
minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.5.2009).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações das Agravantes.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 21.8.2013, interpõem Ludimila
de Gouvêa Cerqueira e Ferreira e outra, em 26.8.2013, tempestivamente,
agravo regimental.
3. As Agravantes afirmam que “o ponto nodal do pleito recursal, para
seu conhecimento e provimento, como esperado, não depende de análise fática da
matéria, eis que não há nenhuma divergência de entendimento entre as
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 764005 AGR / RJ
agravantes e o Estado do Rio de Janeiro quanto aos fatos”.
Asseveram que “não se está aqui a falar de exigência de documentos para
fins de exame social ou de formação de cadastro de reserva, mas sim de exigência
posterior àquela fase, já exigida inclusive dos candidatos que obtiveram as
primeiras classificações no certame”.
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 764005 AGR / RJ
agravantes e o Estado do Rio de Janeiro quanto aos fatos”.
Asseveram que “não se está aqui a falar de exigência de documentos para
fins de exame social ou de formação de cadastro de reserva, mas sim de exigência
posterior àquela fase, já exigida inclusive dos candidatos que obtiveram as
primeiras classificações no certame”.
Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste às Agravantes.
2. O Tribunal de origem manteve a sentença com base no art. 46 da
Lei n. 9.099/1995:
“Pretendem as autoras seja o réu compelido a efetuar sua
inscrição no Estágio Probatório de Adaptação de Oficiais da PMERJ.
Pela análise dos autos verifica-se não restar comprovado que as
requerentes tenham logrado alcançar classificação dentro do número
de vagas disponíveis no Edital para início do Estágio Probatório de
Oficiais.
Desta forma, não restou comprovada qualquer ilegalidade, que
possibilite ao Poder Judiciário adentrar no mérito do ato
administrativo, sendo certo, em obediência aos princípios da
discricionariedade e da separação dos poderes, que tal análise somente
seria possível se o ato estivesse revestido de ilegalidade.
A intervenção e controle do Poder Judiciário em relação aos atos
dos demais Poderes é sempre excepcional, limitando-se à análise de
sua legalidade e da observância aos princípios da razoabilidade e
proporcionalidade, sob pena de atentar-se contra o princípio de
harmonia e independência dos poderes.
Ademais, as autoras não lograram elidir a presunção de
legitimidade que milita em favor do ato administrativo.
Isto posto, julgo improcedente o pedido e extinto o processo com
fundamento no artigo 269, I, do Código de Processo Civil” (fl. 61).
3. Decidir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria o
reexame das provas dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n. 279
Supremo Tribunal Federal
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01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005 RIO DE
JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste às Agravantes.
2. O Tribunal de origem manteve a sentença com base no art. 46 da
Lei n. 9.099/1995:
“Pretendem as autoras seja o réu compelido a efetuar sua
inscrição no Estágio Probatório de Adaptação de Oficiais da PMERJ.
Pela análise dos autos verifica-se não restar comprovado que as
requerentes tenham logrado alcançar classificação dentro do número
de vagas disponíveis no Edital para início do Estágio Probatório de
Oficiais.
Desta forma, não restou comprovada qualquer ilegalidade, que
possibilite ao Poder Judiciário adentrar no mérito do ato
administrativo, sendo certo, em obediência aos princípios da
discricionariedade e da separação dos poderes, que tal análise somente
seria possível se o ato estivesse revestido de ilegalidade.
A intervenção e controle do Poder Judiciário em relação aos atos
dos demais Poderes é sempre excepcional, limitando-se à análise de
sua legalidade e da observância aos princípios da razoabilidade e
proporcionalidade, sob pena de atentar-se contra o princípio de
harmonia e independência dos poderes.
Ademais, as autoras não lograram elidir a presunção de
legitimidade que milita em favor do ato administrativo.
Isto posto, julgo improcedente o pedido e extinto o processo com
fundamento no artigo 269, I, do Código de Processo Civil” (fl. 61).
3. Decidir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria o
reexame das provas dos autos, o que atrai a incidência da Súmula n. 279
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 764005 AGR / RJ
do Supremo Tribunal Federal e inviabiliza o recurso extraordinário.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO
APENAS POR DIÁRIO OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 669.689-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 16.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. INCLUSÃO DE
CANDIDATO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
ALEGAÇÃO
DE
AFRONTA
A
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
INFRINGÊNCIA AO INCISO IX DO ART. 93 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA. 1. Nos termos
da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, não é possível, em recurso extraordinário,
reexaminar fatos e provas. 2. Violação a garantias constitucionais do
processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto.
Precedentes. 3. O aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos
interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo,
não cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de
1988. 4. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 600.177-AgR, Relator o
Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 12.4.2012).
4. O Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao
art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da
legislação infraconstitucional, pode configurar, se for o caso, ofensa
constitucional indireta:
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 764005 AGR / RJ
do Supremo Tribunal Federal e inviabiliza o recurso extraordinário.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CONVOCAÇÃO DE CANDIDATO
APENAS POR DIÁRIO OFICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 669.689-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 16.5.2012).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
DIREITO
ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO. CURSO DE FORMAÇÃO.
IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. INCLUSÃO DE
CANDIDATO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO
DOS
AUTOS.
ALEGAÇÃO
DE
AFRONTA
A
GARANTIAS
CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA.
INFRINGÊNCIA AO INCISO IX DO ART. 93 DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO-OCORRÊNCIA. 1. Nos termos
da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, não é possível, em recurso extraordinário,
reexaminar fatos e provas. 2. Violação a garantias constitucionais do
processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto.
Precedentes. 3. O aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos
interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo,
não cabe falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de
1988. 4. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário 600.177-AgR, Relator o
Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 12.4.2012).
4. O Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao
art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, se dependente do exame da
legislação infraconstitucional, pode configurar, se for o caso, ofensa
constitucional indireta:
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 764005 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL.
ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 831.267-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
5. Os argumentos das Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 764005 AGR / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL.
ALEGADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. NECESSIDADE DE
ANÁLISE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (CÓDIGO
DE PROCESSO CIVIL): OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 831.267-AgR, de minha
relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011).
5. Os argumentos das Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S) : RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S) : SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4658285
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 764.005
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA
AGTE.(S) : RENATA DA COSTA LAMARÃO
ADV.(A/S) : SÉRGIO GOMES DE FREITAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma,
01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4658285
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"SÚMULAS N . 279",
"RECURSO",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULAS N . 279",
"ARE 764005 AGR / RJ",
"SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 727 . 104 - AgR",
"AI 643 . 746 - AgR",
"ARE 764005 AGR / RJ",
"SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 727 . 104 - AgR",
"AI 643 . 746 - AgR",
"ARE 764005 AGR /",
"ARE 764005",
"Súmula n . 279 Supremo",
"ARE 764005 AGR / RJ",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 669 . 689 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 600 . 177 - AgR",
"ARE 764005 AGR / RJ",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 669 . 689 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 600 . 177 - AgR",
"ARE 764005 AGR / RJ",
"AI 831 . 267 - AgR",
"ARE 764005 AGR /",
"AI 831 . 267 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , INC . LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 ,",
"arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INC .",
"ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO",
"art . 557 , § 2 . . .",
"arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 46 da Lei n . 9 . 099 / 1995",
"artigo 269 , I , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"art . 46 da Lei n . 9 . 099 / 1995",
"artigo 269 , I , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"INCISO IX DO",
"inciso IX do art . 93 da Carta Magna de 1988",
"art . 5 . . . , inc . LV , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"inciso IX do art . 93 da Carta Magna de 1988",
"art . 5 . . . , inc . LV , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Estado do Rio de Janeiro",
"Estado do Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Turma Recursal dos Juizados Especiais Fazendários do Rio de Janeiro",
"Polícia Militar do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Turma Recursal dos Juizados Especiais Fazendários do Rio de Janeiro",
"Polícia Militar do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Seguda Turma",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Seguda Turma",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"PMERJ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"PMERJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RJ",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA",
"RENATA DA COSTA LAMARÃO",
"SÉRGIO GOMES DE FREITAS",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA",
"RENATA DA COSTA LAMARÃO",
"SÉRGIO GOMES DE FREITAS",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ludimila de Gouvêa Cerqueira e Ferreira",
"LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA",
"RENATA DA COSTA LAMARÃO",
"SÉRGIO GOMES DE FREITAS",
"Ludimila de Gouvêa Cerqueira e Ferreira",
"Ludimila de Gouvêa Cerqueira e Ferreira",
"Ludimila de Gouvêa Cerqueira e Ferreira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA",
"RENATA DA COSTA LAMARÃO",
"SÉRGIO GOMES DE FREITAS",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUDIMILA DE GOUVÊA CERQUEIRA E FERREIRA",
"RENATA DA COSTA LAMARÃO",
"SÉRGIO GOMES DE FREITAS",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"outubro",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"12 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"12 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"8",
".",
"2013",
".",
"8",
".",
"5",
".",
"2009",
"21",
".",
"8",
".",
"2013",
"26",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
".",
"8",
".",
"2013",
"8",
".",
"5",
".",
"2009",
"21",
".",
"8",
".",
"2013",
"26",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"5",
".",
"2012",
"12",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"5",
".",
"2012",
"12",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"4",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"01",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO
PENAL. IMPETRAÇÃO DENEGADA NO STJ POR INADEQUAÇÃO DA
VIA ELEITA. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL.
QUADRILHA. RECEPTAÇÃO. ROUBO QUALIFICADO. FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO. EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA.
RECURSO NÃO PROVIDO.
1. O Superior Tribunal de Justiça observou os precedentes da
Primeira Turma desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização
de habeas corpus em substituição a recurso constitucional.
2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite a prisão
preventiva quando as circunstâncias concretas da prática do crime
revelam a periculosidade do agente e o risco à ordem pública.
3. Não configurado o alegado excesso de prazo, até porque a melhor
compreensão do princípio constitucional aponta para processo sem
dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito há de
guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele veiculado
e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu deslinde.
4. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623516.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18
Ementa e Acórdão
RHC 116964 / SP
negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do
voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623516.
Supremo Tribunal Federal
RHC 116964 / SP
negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do
voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623516.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18
Relatório
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso
ordinário em habeas corpus interposto por Werbistson Honório da Silva
contra decisão monocrática da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior
Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o HC 261.546/SP.
Em 16.5.2012, o Juízo de Direito da 28ª Vara Criminal da Comarca de
Barra Funda/SP converteu a prisão temporária decretada contra o
Recorrente em preventiva pela prática, em tese, dos crimes de quadrilha
ou bando, receptação e roubo circunstanciado, tipificados nos arts. 288,
parágrafo único, 180, caput, 157, § 2º, I, II e V, na forma do art. 71, c/c os
arts. 29 e 69, todos do Código Penal.
Denúncia ofertada em 04.7.2012 pelo Ministério Público Estadual.
Contra o indeferimento do pedido de liberdade provisória, a Defesa
impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, que denegou a ordem.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no
HC 261.546/SP, a Ministra Laurita Vaz, indeferiu liminarmente o writ.
No presente recurso ordinário, a Defesa alega, em suma, ausência de
lastro probatório de sua participação nos delitos apurados, a nulidade do
reconhecimento fotográfico efetuado pela autoridade policial e a falta de
fundamentação idônea na manutenção da prisão cautelar.
Assevera excesso de prazo para formação de culpa, uma vez preso,
o Recorrente, desde 07.5.2012.
Argumenta a existência de circunstâncias favoráveis ao Recorrente,
como a primariedade, bons antecedentes e residência fixa.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623517.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso
ordinário em habeas corpus interposto por Werbistson Honório da Silva
contra decisão monocrática da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior
Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o HC 261.546/SP.
Em 16.5.2012, o Juízo de Direito da 28ª Vara Criminal da Comarca de
Barra Funda/SP converteu a prisão temporária decretada contra o
Recorrente em preventiva pela prática, em tese, dos crimes de quadrilha
ou bando, receptação e roubo circunstanciado, tipificados nos arts. 288,
parágrafo único, 180, caput, 157, § 2º, I, II e V, na forma do art. 71, c/c os
arts. 29 e 69, todos do Código Penal.
Denúncia ofertada em 04.7.2012 pelo Ministério Público Estadual.
Contra o indeferimento do pedido de liberdade provisória, a Defesa
impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, que denegou a ordem.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no
HC 261.546/SP, a Ministra Laurita Vaz, indeferiu liminarmente o writ.
No presente recurso ordinário, a Defesa alega, em suma, ausência de
lastro probatório de sua participação nos delitos apurados, a nulidade do
reconhecimento fotográfico efetuado pela autoridade policial e a falta de
fundamentação idônea na manutenção da prisão cautelar.
Assevera excesso de prazo para formação de culpa, uma vez preso,
o Recorrente, desde 07.5.2012.
Argumenta a existência de circunstâncias favoráveis ao Recorrente,
como a primariedade, bons antecedentes e residência fixa.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623517.
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Relatório
RHC 116964 / SP
Requer o provimento do recurso ordinário em habeas corpus para
revogar a prisão do Recorrente.
Apresentadas contrarrazões.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não
conhecimento e, sucessivamente, pelo não provimento do recurso
ordinário.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623517.
Supremo Tribunal Federal
RHC 116964 / SP
Requer o provimento do recurso ordinário em habeas corpus para
revogar a prisão do Recorrente.
Apresentadas contrarrazões.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não
conhecimento e, sucessivamente, pelo não provimento do recurso
ordinário.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623517.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso
ordinário em habeas corpus foi interposto contra decisão monocrática, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o HC 261.546/SP.
A decisão teve por fundamento a inadequação da via eleita pela
Defesa, por ter sido utilizada a ação constitucional contra acórdão
denegatório de habeas corpus do Tribunal de Justiça, enquanto o correto
seria o emprego do recurso previsto no art. 105, II, a da Constituição
Federal.
No ponto, foram observados os precedentes da Primeira Turma
desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus
em substituição ao recurso ordinário.
Tal entendimento foi assentado, em 08.8.2012, no julgamento do HC
109.956/PR:
“HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida
em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da
ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à
admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO
CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente
base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução
do processo, indeferi-las.” (HC 109.956/PR - Rel. Min. Marco
Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012)
Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS:
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO
DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623518.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso
ordinário em habeas corpus foi interposto contra decisão monocrática, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o HC 261.546/SP.
A decisão teve por fundamento a inadequação da via eleita pela
Defesa, por ter sido utilizada a ação constitucional contra acórdão
denegatório de habeas corpus do Tribunal de Justiça, enquanto o correto
seria o emprego do recurso previsto no art. 105, II, a da Constituição
Federal.
No ponto, foram observados os precedentes da Primeira Turma
desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus
em substituição ao recurso ordinário.
Tal entendimento foi assentado, em 08.8.2012, no julgamento do HC
109.956/PR:
“HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida
em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da
ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à
admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO
CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente
base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução
do processo, indeferi-las.” (HC 109.956/PR - Rel. Min. Marco
Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012)
Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS:
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO
DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623518.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE
CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica
história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação
constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é
passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como
remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal
Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o
recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição
da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter
substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta
burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta
Suprema Corte. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou
inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da
pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição
compulsória do regime inicial fechado para cumprimento de pena. Os
julgados não reconheceram direito automático a esses benefícios. A
questão há de ser apreciada pelo juiz do processo à luz do
preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do
Código Penal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis do artigo 59 do
Código Penal constituem motivo válido para negar a substituição e
para impor o regime fechado, conforme remissões do art. 33, § 3º, e do
art. 44, III, do mesmo diploma legal. 3. Habeas corpus extinto sem
resolução do mérito.” (HC 108.390/MS, 1ª Turma, DJe 07.11.2012).
Tendo em vista a conformidade da decisão atacada com os
precedentes da Primeira Turma, não há como reconhecer a plausibilidade
da pretensão veiculada na inicial.
De todo modo, não vislumbro, na espécie, situação autorizadora da
concessão de ofício da ordem.
É que a decretação e a manutenção da prisão preventiva têm causa
idônea.
Extraio dos autos que o Recorrente, com outros coacusados,
integram uma quadrilha especializada em roubo de condomínios
residenciais. Para facilitar a entrada no prédio, simulavam ser
2
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RHC 116964 / SP
DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE
CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica
história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação
constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é
passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como
remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal
Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o
recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição
da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter
substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta
burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta
Suprema Corte. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou
inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da
pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição
compulsória do regime inicial fechado para cumprimento de pena. Os
julgados não reconheceram direito automático a esses benefícios. A
questão há de ser apreciada pelo juiz do processo à luz do
preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do
Código Penal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis do artigo 59 do
Código Penal constituem motivo válido para negar a substituição e
para impor o regime fechado, conforme remissões do art. 33, § 3º, e do
art. 44, III, do mesmo diploma legal. 3. Habeas corpus extinto sem
resolução do mérito.” (HC 108.390/MS, 1ª Turma, DJe 07.11.2012).
Tendo em vista a conformidade da decisão atacada com os
precedentes da Primeira Turma, não há como reconhecer a plausibilidade
da pretensão veiculada na inicial.
De todo modo, não vislumbro, na espécie, situação autorizadora da
concessão de ofício da ordem.
É que a decretação e a manutenção da prisão preventiva têm causa
idônea.
Extraio dos autos que o Recorrente, com outros coacusados,
integram uma quadrilha especializada em roubo de condomínios
residenciais. Para facilitar a entrada no prédio, simulavam ser
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
“profissionais de manutenção de gás”, e, aproveitando o acesso
franqueado às dependências do condomínio, efetuavam roubos, após
render, amarrar e amordaçar as vítimas durante horas. O Recorrente e os
demais envolvidos foram localizados pelo sistema de rastreamento de um
aparelho celular subtraído durante a empreitada criminosa.
O Juízo de Direito da 28ª Vara Criminal da Comarca de Barra
Funda/SP converteu a prisão temporária em preventiva, ao fundamento
da garantia da ordem pública, merecendo destaque o seguinte trecho do
decreto prisional:
“(...)
Cabe ressaltar, que excepcionalmente, estou apreciando este
pedido, visto que o delito é grave, e a prisão temporária do investigado
vence na presente data, e, provavelmente, se colocado em liberdade, se
evadirá do distrito de culpa, em razão dos motivos a seguir expostos.
(...)
De acordo com as informações colhidas inicialmente no
Inquérito Policial, há prova da existência do crime e indícios de sua
autoria, pois foi reconhecido pela vítima e testemunha.
Assim, a ordem pública se encontra ameaçada caso o indiciado
seja colocado em liberdade, uma vez que poderia, em tese, continuar a
praticar ilícito, que é de extrema gravidade e tem que ser
rigorosamente combatido, e precipuamente na salvaguarda do meio
social violentado pela gravidade do crime.
Esta infração penal (roubos a condomínio) é cada vez mais
crescente, intranqüilizando a população de São Paulo, gerando
prejuízo econômico para a sociedade de modo que é necessária a sua
custódia para garantia da ordem pública, motivo pelo qual se revelam
inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão,
descritas no artigo 319 do Código de Processo Penal, por não
preencher os requisitos legais.
(...)
Assim, presentes os pressupostos dos artigos 311 e 312 do
Código de Processo Penal, atendendo à representação da DD
Autoridade Policial, decreto a prisão preventiva de Werbiston Honório
da Silva, qualificado nos autos, pela prática de crime de roubo
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RHC 116964 / SP
“profissionais de manutenção de gás”, e, aproveitando o acesso
franqueado às dependências do condomínio, efetuavam roubos, após
render, amarrar e amordaçar as vítimas durante horas. O Recorrente e os
demais envolvidos foram localizados pelo sistema de rastreamento de um
aparelho celular subtraído durante a empreitada criminosa.
O Juízo de Direito da 28ª Vara Criminal da Comarca de Barra
Funda/SP converteu a prisão temporária em preventiva, ao fundamento
da garantia da ordem pública, merecendo destaque o seguinte trecho do
decreto prisional:
“(...)
Cabe ressaltar, que excepcionalmente, estou apreciando este
pedido, visto que o delito é grave, e a prisão temporária do investigado
vence na presente data, e, provavelmente, se colocado em liberdade, se
evadirá do distrito de culpa, em razão dos motivos a seguir expostos.
(...)
De acordo com as informações colhidas inicialmente no
Inquérito Policial, há prova da existência do crime e indícios de sua
autoria, pois foi reconhecido pela vítima e testemunha.
Assim, a ordem pública se encontra ameaçada caso o indiciado
seja colocado em liberdade, uma vez que poderia, em tese, continuar a
praticar ilícito, que é de extrema gravidade e tem que ser
rigorosamente combatido, e precipuamente na salvaguarda do meio
social violentado pela gravidade do crime.
Esta infração penal (roubos a condomínio) é cada vez mais
crescente, intranqüilizando a população de São Paulo, gerando
prejuízo econômico para a sociedade de modo que é necessária a sua
custódia para garantia da ordem pública, motivo pelo qual se revelam
inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão,
descritas no artigo 319 do Código de Processo Penal, por não
preencher os requisitos legais.
(...)
Assim, presentes os pressupostos dos artigos 311 e 312 do
Código de Processo Penal, atendendo à representação da DD
Autoridade Policial, decreto a prisão preventiva de Werbiston Honório
da Silva, qualificado nos autos, pela prática de crime de roubo
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
qualificado”.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo considerou justificada
e necessária a constrição cautelar, consignando que “o paciente está sendo
processado por diversos crimes graves, em concurso material, inclusive com
violência e grave ameaça contra pessoa, sendo que a soltura colocaria em risco a
ordem pública”. Colho excertos do voto do acórdão daquela Corte:
“(…)
Forçoso admitir que Werbistson foi preso por situação que faz
presumir ser o autor da formação de quadrilha, roubo qualificado e o
que deixa patente sua periculosidade e personalidade voltada ao delito,
justificando a necessidade da custódia preventiva para assegurar a
aplicação da lei penal, por conveniência da instrução criminal e até
para garantir a ordem pública.
Assim, verifica-se, ao menos por hora, prova da materialidade e
indícios suficientes de autoria a justificar a manutenção do paciente
na prisão.
(…)
Ressalto que o Magistrado, ao manter a custódia preventiva,
consignou que o paciente está sendo processado por diversos crimes
graves, em concurso material, inclusive com violência e grave ameaça
contra a pessoa, sendo que a soltura colocaria em risco a ordem
pública.
Assim, maior cautelar é necessária na concessão de qualquer
benefício para o ora paciente, em face da potencial periculosidade por
ele demonstrada.
Portanto, a manutenção do acusado no cárcere é acertada; os
requisitos da prisão preventiva estão presentes e a segregação significa
a salvaguarda da ordem pública, razão pela qual não há se falar, neste
momento, em aplicação das medidas cautelares previstas na Lei nº
12.403/11”.
No âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a Ministra Laurita Vaz
indeferiu liminarmente o habeas corpus, e assentou que:
4
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RHC 116964 / SP
qualificado”.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo considerou justificada
e necessária a constrição cautelar, consignando que “o paciente está sendo
processado por diversos crimes graves, em concurso material, inclusive com
violência e grave ameaça contra pessoa, sendo que a soltura colocaria em risco a
ordem pública”. Colho excertos do voto do acórdão daquela Corte:
“(…)
Forçoso admitir que Werbistson foi preso por situação que faz
presumir ser o autor da formação de quadrilha, roubo qualificado e o
que deixa patente sua periculosidade e personalidade voltada ao delito,
justificando a necessidade da custódia preventiva para assegurar a
aplicação da lei penal, por conveniência da instrução criminal e até
para garantir a ordem pública.
Assim, verifica-se, ao menos por hora, prova da materialidade e
indícios suficientes de autoria a justificar a manutenção do paciente
na prisão.
(…)
Ressalto que o Magistrado, ao manter a custódia preventiva,
consignou que o paciente está sendo processado por diversos crimes
graves, em concurso material, inclusive com violência e grave ameaça
contra a pessoa, sendo que a soltura colocaria em risco a ordem
pública.
Assim, maior cautelar é necessária na concessão de qualquer
benefício para o ora paciente, em face da potencial periculosidade por
ele demonstrada.
Portanto, a manutenção do acusado no cárcere é acertada; os
requisitos da prisão preventiva estão presentes e a segregação significa
a salvaguarda da ordem pública, razão pela qual não há se falar, neste
momento, em aplicação das medidas cautelares previstas na Lei nº
12.403/11”.
No âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a Ministra Laurita Vaz
indeferiu liminarmente o habeas corpus, e assentou que:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
“(...)
Como se vê, a manutenção da custódia cautelar, ao contrário do
alegado pelo Impetrante, não está sem fundamentação, tampouco há
equívoco do Tribunal de origem ao manter o decreto prisional.
A prisão preventiva foi decretada para a garantia da ordem
pública, em razão da especial gravidade da conduta e da periculosidade
concreta do Paciente, demonstradas pelas circunstâncias que cercaram
o delito.
Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já firmou o
entendimento no sentido de que "o modus operandi, os motivos, a
repercussão social, dentre outras circunstâncias, em crime grave (na
espécie, inclusive, hediondo), são indicativos, como garantia da ordem
pública, da necessidade de segregação cautelar, dada a afronta a regras
elementares de bom convívio social." (RHC 15.016/SC, 5.ª Turma,
Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de 09/02/2004.)
No caso, conforme ressaltado pelo Tribunal de origem e o
paciente está sendo processado por diversos crimes graves, em
concurso material, inclusive com violência e grave ameaça contra
pessoa, sendo que a altura colocaria em risco a ordem pública." (fl.
55).
Dessa forma, restaram demonstrados, na hipótese, os
pressupostos e motivos autorizadores da custódia cautelar, elencados
no art. 312 do Código de Processo Penal, com a devida indicação dos
fatos concretos justificadores de sua imposição, nos termos do art. 93,
inciso IX, da Constituição Federal.
(…)”.
Na avaliação dos pressupostos da constrição cautelar, constato que
foram observados indícios suficientes de autoria e de materialidade
delitivas.
As circunstâncias concretas do crime - participação do Recorrente
em grupo criminoso especializado em roubos em condomínios
residenciais, mantendo vítimas amordaçadas durante a operação –,
denotam a periculosidade e o risco de reiteração criminosa do agente.
Dessa forma, a custódia cautelar encontra-se devidamente justificada na
garantia da ordem pública.
5
Supremo Tribunal Federal
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“(...)
Como se vê, a manutenção da custódia cautelar, ao contrário do
alegado pelo Impetrante, não está sem fundamentação, tampouco há
equívoco do Tribunal de origem ao manter o decreto prisional.
A prisão preventiva foi decretada para a garantia da ordem
pública, em razão da especial gravidade da conduta e da periculosidade
concreta do Paciente, demonstradas pelas circunstâncias que cercaram
o delito.
Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já firmou o
entendimento no sentido de que "o modus operandi, os motivos, a
repercussão social, dentre outras circunstâncias, em crime grave (na
espécie, inclusive, hediondo), são indicativos, como garantia da ordem
pública, da necessidade de segregação cautelar, dada a afronta a regras
elementares de bom convívio social." (RHC 15.016/SC, 5.ª Turma,
Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de 09/02/2004.)
No caso, conforme ressaltado pelo Tribunal de origem e o
paciente está sendo processado por diversos crimes graves, em
concurso material, inclusive com violência e grave ameaça contra
pessoa, sendo que a altura colocaria em risco a ordem pública." (fl.
55).
Dessa forma, restaram demonstrados, na hipótese, os
pressupostos e motivos autorizadores da custódia cautelar, elencados
no art. 312 do Código de Processo Penal, com a devida indicação dos
fatos concretos justificadores de sua imposição, nos termos do art. 93,
inciso IX, da Constituição Federal.
(…)”.
Na avaliação dos pressupostos da constrição cautelar, constato que
foram observados indícios suficientes de autoria e de materialidade
delitivas.
As circunstâncias concretas do crime - participação do Recorrente
em grupo criminoso especializado em roubos em condomínios
residenciais, mantendo vítimas amordaçadas durante a operação –,
denotam a periculosidade e o risco de reiteração criminosa do agente.
Dessa forma, a custódia cautelar encontra-se devidamente justificada na
garantia da ordem pública.
5
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
Nesse sentido, vários precedentes desta Suprema Corte (v.g.: HC
109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 17.02.2012; HC 104.332/ES,
Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 12.9.2011; HC 98.754/SP, Rel. Min.
Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 10.12.2009), dentre os quais destaco o
seguinte:
"Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
agente evidenciada pelo modus operandi e o risco concreto de
reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção da
custódia cautelar.” (HC 110.313/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª
Turma, DJe 13.02.2012)
Além disso, a alegada circunstância de o paciente ser primário, ter
ocupação lícita e não ter antecedentes criminais não constitui óbice à
decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos
os pressupostos e requisitos do art. 312 do CPP (HC 108.314/MA, rel. Min.
Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011; HC 106.816/PE, rel. Min. Ellen Gracie,
2ª Turma, DJe 20.6.2011).
Oportuno destacar que, recentemente, este Supremo Tribunal
Federal, em situação semelhante à presente – crime de roubo e quadrilha
contra diversas vítimas submetidas a restrição de liberdade – manteve a
constrição cautelar com fundamento na garantia da ordem pública nos
autos do HC 117.090, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe
03.9.2013, em acórdão assim ementado:
“HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DOS CRIMES DE
ROUBO TRIPLAMENTE QUALIFICADO E QUADRILHA
ARMADA. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA.
LEGITIMIDADE. REINCIDÊNCIA. RISCO DE REITERAÇÃO
DELITIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MOTIVAÇÃO
IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar foi decretada
para garantia da ordem pública, ante a gravidade dos fatos narrados
na denúncia - a demonstrar a periculosidade do paciente - e, ainda,
pela circunstância de ser reincidente em crime de mesma natureza. II
6
Supremo Tribunal Federal
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Nesse sentido, vários precedentes desta Suprema Corte (v.g.: HC
109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 17.02.2012; HC 104.332/ES,
Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 12.9.2011; HC 98.754/SP, Rel. Min.
Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 10.12.2009), dentre os quais destaco o
seguinte:
"Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
agente evidenciada pelo modus operandi e o risco concreto de
reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção da
custódia cautelar.” (HC 110.313/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª
Turma, DJe 13.02.2012)
Além disso, a alegada circunstância de o paciente ser primário, ter
ocupação lícita e não ter antecedentes criminais não constitui óbice à
decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos
os pressupostos e requisitos do art. 312 do CPP (HC 108.314/MA, rel. Min.
Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011; HC 106.816/PE, rel. Min. Ellen Gracie,
2ª Turma, DJe 20.6.2011).
Oportuno destacar que, recentemente, este Supremo Tribunal
Federal, em situação semelhante à presente – crime de roubo e quadrilha
contra diversas vítimas submetidas a restrição de liberdade – manteve a
constrição cautelar com fundamento na garantia da ordem pública nos
autos do HC 117.090, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe
03.9.2013, em acórdão assim ementado:
“HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DOS CRIMES DE
ROUBO TRIPLAMENTE QUALIFICADO E QUADRILHA
ARMADA. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA.
LEGITIMIDADE. REINCIDÊNCIA. RISCO DE REITERAÇÃO
DELITIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MOTIVAÇÃO
IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar foi decretada
para garantia da ordem pública, ante a gravidade dos fatos narrados
na denúncia - a demonstrar a periculosidade do paciente - e, ainda,
pela circunstância de ser reincidente em crime de mesma natureza. II
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
– Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo
ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do
agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se
acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública, e
constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva. III – Este
Tribunal já firmou entendimento no sentido de que, permanecendo os
fundamentos da custódia cautelar, revela-se um contrassenso conferir
ao réu, que foi mantido custodiado durante a instrução, o direito de
aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. No
presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente por 2 (dois)
anos, até que o STJ concedesse liberdade provisória por excesso de
prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro crime.
IV – Habeas corpus denegado.”
No tocante ao alegado excesso de prazo para encerramento da
instrução criminal, destaco excerto do acórdão exarado pelo Tribunal
Estadual:
“(...)
Em relação ao eventual excesso de prazo, conforme se constata
das informações prestadas pelo juízo a quo, a audiência ainda não foi
realizada por estarem aguardando a apresentação de defesa escrita por
um dos réus.
Dessa forma, não se pode imputar ao Judiciário a
responsabilidade pela não conclusão do processo.
(...)
Além disso, o caso é inegavelmente complexo, envolvendo
diversos réus e expressiva quantidade de provas a serem colhidas. Essa
situação, por si só, faz com que, muitas vezes, o andamento processual
se torne um pouco mais lento.
Verifica-se, portanto, que se o atraso está ocorrendo é por
circunstâncias alheias à vontade do juízo. Deste modo, a demora para
o término da instrução criminal é justificável e razoável”.
O Superior Tribunal de Justiça entendeu não configurado o excesso
de prazo, pela complexidade da causa consubstanciada na natureza dos
7
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– Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo
ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do
agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se
acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública, e
constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva. III – Este
Tribunal já firmou entendimento no sentido de que, permanecendo os
fundamentos da custódia cautelar, revela-se um contrassenso conferir
ao réu, que foi mantido custodiado durante a instrução, o direito de
aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. No
presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente por 2 (dois)
anos, até que o STJ concedesse liberdade provisória por excesso de
prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro crime.
IV – Habeas corpus denegado.”
No tocante ao alegado excesso de prazo para encerramento da
instrução criminal, destaco excerto do acórdão exarado pelo Tribunal
Estadual:
“(...)
Em relação ao eventual excesso de prazo, conforme se constata
das informações prestadas pelo juízo a quo, a audiência ainda não foi
realizada por estarem aguardando a apresentação de defesa escrita por
um dos réus.
Dessa forma, não se pode imputar ao Judiciário a
responsabilidade pela não conclusão do processo.
(...)
Além disso, o caso é inegavelmente complexo, envolvendo
diversos réus e expressiva quantidade de provas a serem colhidas. Essa
situação, por si só, faz com que, muitas vezes, o andamento processual
se torne um pouco mais lento.
Verifica-se, portanto, que se o atraso está ocorrendo é por
circunstâncias alheias à vontade do juízo. Deste modo, a demora para
o término da instrução criminal é justificável e razoável”.
O Superior Tribunal de Justiça entendeu não configurado o excesso
de prazo, pela complexidade da causa consubstanciada na natureza dos
7
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RHC 116964 / SP
delitos e na pluralidade de réus e vítimas. Eis o teor da decisão quanto ao
ponto:
“(…)
A propósito, somente se cogita da existência de constrangimento
ilegal, quando o excesso de prazo for motivado pelo descaso
injustificado do juízo, o que não se verifica na presente hipótese. Com
efeito, no dia 07/05/2012 foi decretada a prisão temporária, a qual foi
convertida em prisão preventiva, em 16/05/2012, e, em face da própria
natureza dos delitos pelos quais respondem o Paciente e mais 3
corréus, justifica-se certa delonga para conclusão da fase instrutória.
(...)”
É sabido que os prazos processuais penais não são fatais. É
perfeitamente possível que o andamento de um processo demore um
pouco mais para ser concluído. Não há constrangimento ilegal quando
esse retardo é justificado e se encontra dentro dos limites da
razoabilidade.
Em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, verifico que a audiência de instrução e julgamento foi
realizada em 2.4.2013 e que os autos da ação penal estão conclusos para
sentença desde 17.9.2013.
Há de ser considerada, também, a complexidade da ação penal, pois
o caso envolve pluralidade de réus e de vítimas.
A jurisprudência desta Corte possui diversos precedentes no sentido
de que a complexidade da causa deve ser considerada na análise de
eventual excesso de prazo da custódia do acusado. Entre eles:
“Habeas corpus. Processual penal. Crimes de tráfico ilícito de
entorpecentes, associação para o tráfico e porte ilegal de arma. Excesso
de prazo para o encerramento da instrução criminal.
Constrangimento ilegal não configurado. Encerramento da instrução
criminal. Complexidade da causa. Precedentes da Corte.
1. A jurisprudência desta Suprema Corte assentou que fica
prejudicada a alegação de excesso de prazo quando a instrução
8
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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RHC 116964 / SP
delitos e na pluralidade de réus e vítimas. Eis o teor da decisão quanto ao
ponto:
“(…)
A propósito, somente se cogita da existência de constrangimento
ilegal, quando o excesso de prazo for motivado pelo descaso
injustificado do juízo, o que não se verifica na presente hipótese. Com
efeito, no dia 07/05/2012 foi decretada a prisão temporária, a qual foi
convertida em prisão preventiva, em 16/05/2012, e, em face da própria
natureza dos delitos pelos quais respondem o Paciente e mais 3
corréus, justifica-se certa delonga para conclusão da fase instrutória.
(...)”
É sabido que os prazos processuais penais não são fatais. É
perfeitamente possível que o andamento de um processo demore um
pouco mais para ser concluído. Não há constrangimento ilegal quando
esse retardo é justificado e se encontra dentro dos limites da
razoabilidade.
Em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, verifico que a audiência de instrução e julgamento foi
realizada em 2.4.2013 e que os autos da ação penal estão conclusos para
sentença desde 17.9.2013.
Há de ser considerada, também, a complexidade da ação penal, pois
o caso envolve pluralidade de réus e de vítimas.
A jurisprudência desta Corte possui diversos precedentes no sentido
de que a complexidade da causa deve ser considerada na análise de
eventual excesso de prazo da custódia do acusado. Entre eles:
“Habeas corpus. Processual penal. Crimes de tráfico ilícito de
entorpecentes, associação para o tráfico e porte ilegal de arma. Excesso
de prazo para o encerramento da instrução criminal.
Constrangimento ilegal não configurado. Encerramento da instrução
criminal. Complexidade da causa. Precedentes da Corte.
1. A jurisprudência desta Suprema Corte assentou que fica
prejudicada a alegação de excesso de prazo quando a instrução
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
criminal já chegou ao fim. Ademais, no caso em apreço, afigura-se
razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal, tendo em
vista a complexidade da causa e a pluralidade de réus.
2. Habeas corpus denegado.” (HC 97.900/SP, rel. para o acórdão
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 15.04.2010)
A razoável duração do processo não pode ser considerada de
maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso
concreto. Na espécie, não configurado o alegado excesso de prazo, até
porque a melhor compreensão do princípio constitucional aponta para
processo sem dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito
há de guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele
veiculado e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu
deslinde. Nesse sentido o magistério de Daniel Mitidiero, que se endossa
(Curso de Direito Constitucional, 2ª edição revista, atualizada e ampliada,
Revista dos Tribunais).
Quanto à alegada ausência de lastro probatório da participação do
Recorrente nos delitos apurado e a nulidade do reconhecimento
fotográfico efetuado pela autoridade policial, não foram objeto de
apreciação pelo Tribunal estadual, nem pelo Superior Tribunal de Justiça.
Inviabilizada, pois, a análise do pedido, neste ponto, pelo Supremo
Tribunal Federal, sob pena de se incorrer em dupla supressão de
instância.
Por derradeiro, compreendo que a análise dos citados argumentos
demandaria uma aprofundada valoração probatória, inviável na via
estreita do habeas corpus.
Não detecto, portanto, com facilidade, a indigitada inidoneidade da
fundamentação da decisão proferida pelo Juízo de primeiro grau,
tampouco o excesso de prazo para formação de culpa.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso ordinário em habeas
corpus.
É como voto.
9
Supremo Tribunal Federal
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RHC 116964 / SP
criminal já chegou ao fim. Ademais, no caso em apreço, afigura-se
razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal, tendo em
vista a complexidade da causa e a pluralidade de réus.
2. Habeas corpus denegado.” (HC 97.900/SP, rel. para o acórdão
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 15.04.2010)
A razoável duração do processo não pode ser considerada de
maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso
concreto. Na espécie, não configurado o alegado excesso de prazo, até
porque a melhor compreensão do princípio constitucional aponta para
processo sem dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito
há de guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele
veiculado e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu
deslinde. Nesse sentido o magistério de Daniel Mitidiero, que se endossa
(Curso de Direito Constitucional, 2ª edição revista, atualizada e ampliada,
Revista dos Tribunais).
Quanto à alegada ausência de lastro probatório da participação do
Recorrente nos delitos apurado e a nulidade do reconhecimento
fotográfico efetuado pela autoridade policial, não foram objeto de
apreciação pelo Tribunal estadual, nem pelo Superior Tribunal de Justiça.
Inviabilizada, pois, a análise do pedido, neste ponto, pelo Supremo
Tribunal Federal, sob pena de se incorrer em dupla supressão de
instância.
Por derradeiro, compreendo que a análise dos citados argumentos
demandaria uma aprofundada valoração probatória, inviável na via
estreita do habeas corpus.
Não detecto, portanto, com facilidade, a indigitada inidoneidade da
fundamentação da decisão proferida pelo Juízo de primeiro grau,
tampouco o excesso de prazo para formação de culpa.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso ordinário em habeas
corpus.
É como voto.
9
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
em tese, eu acompanharia a Ministra Rosa Weber. Eu só tenho uma
dúvida, para saber se há precedente na Turma, e, caso não haja, para
unificarmos os entendimentos. É que foi um indeferimento de habeas
corpus, Ministra Rosa - me corrija se estiver errado - feito pela Relatora
no STJ. Portanto, não é uma decisão do Colegiado. Desta decisão
monocrática, caberia agravo regimental, que não foi interposto. O
Ministério Público argui esta preliminar de não conhecimento. Se eu ao
mérito chegar, eu acompanho a negativa de provimento da eminente
Ministra Rosa Weber, mas quero saber se a Turma tem esta orientação
padronizada: na hipótese de decisão monocrática, se se exige ou não o
agravo regimental antes do habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu
particularmente sempre trouxe aqui acórdãos exigindo, mas é a divisão,
não é?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, eu
também trazia, aí eu deixei de trazer. Realmente, há um debate, há uma
divisão.
Aqui, não sei, porque, o que acontece é o seguinte: em um
determinado momento, observávamos o princípio da colegialidade, ou
seja, decisão monocrática indeferitória de habeas corpus, não de liminar,
a indeferitória do próprio habeas corpus, como aconteceu aqui,
entendíamos de devolver ao STJ. Acontece que, nesse caso, o Ministro
Toffoli inclusive faz uma distinção ...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Foi ao mérito,
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
em tese, eu acompanharia a Ministra Rosa Weber. Eu só tenho uma
dúvida, para saber se há precedente na Turma, e, caso não haja, para
unificarmos os entendimentos. É que foi um indeferimento de habeas
corpus, Ministra Rosa - me corrija se estiver errado - feito pela Relatora
no STJ. Portanto, não é uma decisão do Colegiado. Desta decisão
monocrática, caberia agravo regimental, que não foi interposto. O
Ministério Público argui esta preliminar de não conhecimento. Se eu ao
mérito chegar, eu acompanho a negativa de provimento da eminente
Ministra Rosa Weber, mas quero saber se a Turma tem esta orientação
padronizada: na hipótese de decisão monocrática, se se exige ou não o
agravo regimental antes do habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu
particularmente sempre trouxe aqui acórdãos exigindo, mas é a divisão,
não é?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, eu
também trazia, aí eu deixei de trazer. Realmente, há um debate, há uma
divisão.
Aqui, não sei, porque, o que acontece é o seguinte: em um
determinado momento, observávamos o princípio da colegialidade, ou
seja, decisão monocrática indeferitória de habeas corpus, não de liminar,
a indeferitória do próprio habeas corpus, como aconteceu aqui,
entendíamos de devolver ao STJ. Acontece que, nesse caso, o Ministro
Toffoli inclusive faz uma distinção ...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Foi ao mérito,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RHC 116964 / SP
não negou seguimento.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Depende , se o STJ tivesse se limitado a indeferir liminarmente, porque
substitutivo do recurso ordinário lá no STJ, seria o caso de devolver, mas
a Ministra Laurita, aqui, enfrenta inclusive o mérito; ela vai no sentido de
que não há o excesso de prazo; enfim, ela faz um pequeno exame.
Eu não tenho nenhuma dificuldade, tanto que eu trouxe essa matéria
há tempos, como iríamos uniformizar. Se a Turma entender de
uniformizar afastando, eu sequer vencida fico; fico inclusive com o
acórdão. Não tenho nenhuma dificuldade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, bom, a
praticidade.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Vamos
imaginar que a parte não tivesse interposto agravo regimental; portanto,
tivesse precluído esta possibilidade. Nós entenderíamos que esta decisão
então seria irrecorrível para o Supremo?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não caberia
habeas corpus, não é?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Caberia o
habeas e não o recurso em habeas.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, caberia o
habeas, não o recurso.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas aí acho
que já estamos num preciosismo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, certo ou
2
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RHC 116964 / SP
não negou seguimento.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Depende , se o STJ tivesse se limitado a indeferir liminarmente, porque
substitutivo do recurso ordinário lá no STJ, seria o caso de devolver, mas
a Ministra Laurita, aqui, enfrenta inclusive o mérito; ela vai no sentido de
que não há o excesso de prazo; enfim, ela faz um pequeno exame.
Eu não tenho nenhuma dificuldade, tanto que eu trouxe essa matéria
há tempos, como iríamos uniformizar. Se a Turma entender de
uniformizar afastando, eu sequer vencida fico; fico inclusive com o
acórdão. Não tenho nenhuma dificuldade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, bom, a
praticidade.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Vamos
imaginar que a parte não tivesse interposto agravo regimental; portanto,
tivesse precluído esta possibilidade. Nós entenderíamos que esta decisão
então seria irrecorrível para o Supremo?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não caberia
habeas corpus, não é?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Caberia o
habeas e não o recurso em habeas.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, caberia o
habeas, não o recurso.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas aí acho
que já estamos num preciosismo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, certo ou
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RHC 116964 / SP
errado, lá no Superior Tribunal de Justiça, o habeas foi apreciado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - No mérito.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas
monocraticamente.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É, mas não se exige –
pelo menos a velha guarda não o fazia – o esgotamento da jurisdição,
porque não se trata de recurso, muito menos de natureza extraordinária.
Tem-se habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu acho que é
recurso, RO.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Pois não,
Ministra Rosa.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quanto ao tema ferido
pelo ministro Roberto Barroso.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Parece-
me que, por uma questão de política judiciária, o STJ já está assoberbado,
quer dizer, aí nós mandamos voltar para eles colocarem...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mandar
voltar?
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu
entendo.
Então, vou acompanhar Vossa Excelência, negando provimento ao
recurso.
3
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RHC 116964 / SP
errado, lá no Superior Tribunal de Justiça, o habeas foi apreciado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - No mérito.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas
monocraticamente.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É, mas não se exige –
pelo menos a velha guarda não o fazia – o esgotamento da jurisdição,
porque não se trata de recurso, muito menos de natureza extraordinária.
Tem-se habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu acho que é
recurso, RO.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Pois não,
Ministra Rosa.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quanto ao tema ferido
pelo ministro Roberto Barroso.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Parece-
me que, por uma questão de política judiciária, o STJ já está assoberbado,
quer dizer, aí nós mandamos voltar para eles colocarem...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mandar
voltar?
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu
entendo.
Então, vou acompanhar Vossa Excelência, negando provimento ao
recurso.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, também
acompanho o relator e digo que, a rigor, a defesa deveria ter manuseado,
contra a decisão do Tribunal de Justiça, em habeas corpus, o recurso
ordinário constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. Este
observou a nossa jurisprudência quanto ao substitutivo desse recurso, e,
de qualquer forma, a relatora adentrou o tema de fundo, que também é
analisado agora no recurso pela relatora.
Desprovejo o ordinário.
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, também
acompanho o relator e digo que, a rigor, a defesa deveria ter manuseado,
contra a decisão do Tribunal de Justiça, em habeas corpus, o recurso
ordinário constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. Este
observou a nossa jurisprudência quanto ao substitutivo desse recurso, e,
de qualquer forma, a relatora adentrou o tema de fundo, que também é
analisado agora no recurso pela relatora.
Desprovejo o ordinário.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18
Extrato de Ata - 01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S) : WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S) : FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
1º.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4665520
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S) : WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S) : FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
1º.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4665520
Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4871628
| 2013-10-01T00:00:00
| 2013-11-18T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 1º.10.2013.
|
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
|
EMENTA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. IMPETRAÇÃO DENEGADA NO STJ POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. QUADRILHA. RECEPTAÇÃO. ROUBO QUALIFICADO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. O Superior Tribunal de Justiça observou os precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus em substituição a recurso constitucional.
2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite a prisão preventiva quando as circunstâncias concretas da prática do crime revelam a periculosidade do agente e o risco à ordem pública.
3. Não configurado o alegado excesso de prazo, até porque a melhor compreensão do princípio constitucional aponta para processo sem dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito há de guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele veiculado e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu deslinde.
4. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.
|
sjur248518
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC)
HC 108390 (1ªT), HC 109956 (1ªT).
(PRISÃO CAUTELAR, PERICULOSIDADE, "MODUS OPERANDI", REITERAÇÃO DELITIVA)
HC 98754 (2ªT), HC 104332 (1ªT), HC 109436 (2ªT), HC 110313 (1ªT).
(PRISÃO PREVENTIVA, CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS FAVORÁVEIS)
HC 106816 (2ªT), HC 108314 (1ªT).
(PRISÃO CAUTELAR, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, ROUBO, QUADRILHA)
HC 117090 (2ªT).
(COMPLEXIDADE, AÇÃO PENAL, EXCESSO DE PRAZO, PRISÃO)
HC 97900 (1ªT).
Número de páginas: 18.
Análise: 08/01/2014, JOS.
Revisão: 17/03/2014, SER.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
116964
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00105 INC-00002 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
RHC
|
acordaos
|
RHC 116964
|
[
""
] |
RECTE.(S) : WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S) : FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO
PENAL. IMPETRAÇÃO DENEGADA NO Superior Tribunal de Justiça POR INADEQUAÇÃO DA
VIA ELEITA. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL.
QUADRILHA. RECEPTAÇÃO. ROUBO QUALIFICADO. FALTA DE
FUNDAMENTAÇÃO. EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA.
RECURSO NÃO PROVIDO.
1. O Superior Tribunal de Justiça observou os precedentes da
Primeira Turma desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização
de habeas corpus em substituição a recurso constitucional.
2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite a prisão
preventiva quando as circunstâncias concretas da prática do crime
revelam a periculosidade do agente e o risco à ordem pública.
3. Não configurado o alegado excesso de prazo, até porque a melhor
compreensão do princípio constitucional aponta para processo sem
dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito há de
guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele veiculado
e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu deslinde.
4. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
RHC 116964 / SP
negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do
voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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RHC 116964 / SP
negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do
voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso
ordinário em habeas corpus interposto por Werbistson Honório da Silva
contra decisão monocrática da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior
Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o HC 261.546/SP.
Em 16.5.2012, o Juízo de Direito da 28... Vara Criminal da Comarca de
Barra Funda/SP converteu a prisão temporária decretada contra o
Recorrente em preventiva pela prática, em tese, dos crimes de quadrilha
ou bando, receptação e roubo circunstanciado, tipificados nos arts. 288,
parágrafo único, 180, caput, 157, § 2..., I, II e V, na forma do art. 71, c/c os
arts. 29 e 69, todos do Código Penal.
Denúncia ofertada em 04.7.2012 pelo Ministério Público Estadual.
Contra o indeferimento do pedido de liberdade provisória, a Defesa
impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, que denegou a ordem.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no
HC 261.546/SP, a Ministra Laurita Vaz, indeferiu liminarmente o writ.
No presente recurso ordinário, a Defesa alega, em suma, ausência de
lastro probatório de sua participação nos delitos apurados, a nulidade do
reconhecimento fotográfico efetuado pela autoridade policial e a falta de
fundamentação idônea na manutenção da prisão cautelar.
Assevera excesso de prazo para formação de culpa, uma vez preso,
o Recorrente, desde 07.5.2012.
Argumenta a existência de circunstâncias favoráveis ao Recorrente,
como a primariedade, bons antecedentes e residência fixa.
Supremo Tribunal Federal
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01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S)
:FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso
ordinário em habeas corpus interposto por Werbistson Honório da Silva
contra decisão monocrática da lavra da Ministra Laurita Vaz, do Superior
Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o HC 261.546/SP.
Em 16.5.2012, o Juízo de Direito da 28... Vara Criminal da Comarca de
Barra Funda/SP converteu a prisão temporária decretada contra o
Recorrente em preventiva pela prática, em tese, dos crimes de quadrilha
ou bando, receptação e roubo circunstanciado, tipificados nos arts. 288,
parágrafo único, 180, caput, 157, § 2..., I, II e V, na forma do art. 71, c/c os
arts. 29 e 69, todos do Código Penal.
Denúncia ofertada em 04.7.2012 pelo Ministério Público Estadual.
Contra o indeferimento do pedido de liberdade provisória, a Defesa
impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, que denegou a ordem.
Submetida a questão à apreciação do Superior Tribunal de Justiça no
HC 261.546/SP, a Ministra Laurita Vaz, indeferiu liminarmente o writ.
No presente recurso ordinário, a Defesa alega, em suma, ausência de
lastro probatório de sua participação nos delitos apurados, a nulidade do
reconhecimento fotográfico efetuado pela autoridade policial e a falta de
fundamentação idônea na manutenção da prisão cautelar.
Assevera excesso de prazo para formação de culpa, uma vez preso,
o Recorrente, desde 07.5.2012.
Argumenta a existência de circunstâncias favoráveis ao Recorrente,
como a primariedade, bons antecedentes e residência fixa.
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Relatório
RHC 116964 / SP
Requer o provimento do recurso ordinário em habeas corpus para
revogar a prisão do Recorrente.
Apresentadas contrarrazões.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não
conhecimento e, sucessivamente, pelo não provimento do recurso
ordinário.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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RHC 116964 / SP
Requer o provimento do recurso ordinário em habeas corpus para
revogar a prisão do Recorrente.
Apresentadas contrarrazões.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não
conhecimento e, sucessivamente, pelo não provimento do recurso
ordinário.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso
ordinário em habeas corpus foi interposto contra decisão monocrática, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o HC 261.546/SP.
A decisão teve por fundamento a inadequação da via eleita pela
Defesa, por ter sido utilizada a ação constitucional contra acórdão
denegatório de habeas corpus do Tribunal de Justiça, enquanto o correto
seria o emprego do recurso previsto no art. 105, II, a da Constituição
Federal.
No ponto, foram observados os precedentes da Primeira Turma
desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus
em substituição ao recurso ordinário.
Tal entendimento foi assentado, em 08.8.2012, no julgamento do HC
109.956/PR:
“HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida
em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da
ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à
admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO
CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente
base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução
do processo, indeferi-las.” (HC 109.956/PR - Rel. Min. Marco
Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012)
Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS:
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO
DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE
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01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso
ordinário em habeas corpus foi interposto contra decisão monocrática, do
Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o HC 261.546/SP.
A decisão teve por fundamento a inadequação da via eleita pela
Defesa, por ter sido utilizada a ação constitucional contra acórdão
denegatório de habeas corpus do Tribunal de Justiça, enquanto o correto
seria o emprego do recurso previsto no art. 105, II, a da Constituição
Federal.
No ponto, foram observados os precedentes da Primeira Turma
desta Suprema Corte que não vem admitindo a utilização de habeas corpus
em substituição ao recurso ordinário.
Tal entendimento foi assentado, em 08.8.2012, no julgamento do HC
109.956/PR:
“HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida
em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da
ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à
admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO
CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente
base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução
do processo, indeferi-las.” (HC 109.956/PR - Rel. Min. Marco
Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012)
Da minha lavra, destaco o HC 108.390/MS:
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO
DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 102, II, a. TRÁFICO DE
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE
CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica
história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação
constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é
passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como
remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal
Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o
recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição
da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter
substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta
burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta
Suprema Corte. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou
inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da
pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição
compulsória do regime inicial fechado para cumprimento de pena. Os
julgados não reconheceram direito automático a esses benefícios. A
questão há de ser apreciada pelo juiz do processo à luz do
preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do
Código Penal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis do artigo 59 do
Código Penal constituem motivo válido para negar a substituição e
para impor o regime fechado, conforme remissões do art. 33, § 3..., e do
art. 44, III, do mesmo diploma legal. 3. Habeas corpus extinto sem
resolução do mérito.” (HC 108.390/MS, 1... Turma, DJe 07.11.2012).
Tendo em vista a conformidade da decisão atacada com os
precedentes da Primeira Turma, não há como reconhecer a plausibilidade
da pretensão veiculada na inicial.
De todo modo, não vislumbro, na espécie, situação autorizadora da
concessão de ofício da ordem.
É que a decretação e a manutenção da prisão preventiva têm causa
idônea.
Extraio dos autos que o Recorrente, com outros coacusados,
integram uma quadrilha especializada em roubo de condomínios
residenciais. Para facilitar a entrada no prédio, simulavam ser
2
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RHC 116964 / SP
DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO
DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE
CUMPRIMENTO DE PENA. 1. O habeas corpus tem uma rica
história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação
constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é
passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como
remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal
Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o
recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição
da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter
substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta
burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta
Suprema Corte. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reputou
inválidas, para crimes de tráfico de drogas, a vedação à substituição da
pena privativa de liberdade por restritivas de direito e a imposição
compulsória do regime inicial fechado para cumprimento de pena. Os
julgados não reconheceram direito automático a esses benefícios. A
questão há de ser apreciada pelo juiz do processo à luz do
preenchimento, ou não, dos requisitos legais gerais dos arts. 33 e 44 do
Código Penal. Circunstâncias judiciais desfavoráveis do artigo 59 do
Código Penal constituem motivo válido para negar a substituição e
para impor o regime fechado, conforme remissões do art. 33, § 3..., e do
art. 44, III, do mesmo diploma legal. 3. Habeas corpus extinto sem
resolução do mérito.” (HC 108.390/MS, 1... Turma, DJe 07.11.2012).
Tendo em vista a conformidade da decisão atacada com os
precedentes da Primeira Turma, não há como reconhecer a plausibilidade
da pretensão veiculada na inicial.
De todo modo, não vislumbro, na espécie, situação autorizadora da
concessão de ofício da ordem.
É que a decretação e a manutenção da prisão preventiva têm causa
idônea.
Extraio dos autos que o Recorrente, com outros coacusados,
integram uma quadrilha especializada em roubo de condomínios
residenciais. Para facilitar a entrada no prédio, simulavam ser
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
“profissionais de manutenção de gás”, e, aproveitando o acesso
franqueado às dependências do condomínio, efetuavam roubos, após
render, amarrar e amordaçar as vítimas durante horas. O Recorrente e os
demais envolvidos foram localizados pelo sistema de rastreamento de um
aparelho celular subtraído durante a empreitada criminosa.
O Juízo de Direito da 28... Vara Criminal da Comarca de Barra
Funda/SP converteu a prisão temporária em preventiva, ao fundamento
da garantia da ordem pública, merecendo destaque o seguinte trecho do
decreto prisional:
“(...)
Cabe ressaltar, que excepcionalmente, estou apreciando este
pedido, visto que o delito é grave, e a prisão temporária do investigado
vence na presente data, e, provavelmente, se colocado em liberdade, se
evadirá do distrito de culpa, em razão dos motivos a seguir expostos.
(...)
De acordo com as informações colhidas inicialmente no
Inquérito Policial, há prova da existência do crime e indícios de sua
autoria, pois foi reconhecido pela vítima e testemunha.
Assim, a ordem pública se encontra ameaçada caso o indiciado
seja colocado em liberdade, uma vez que poderia, em tese, continuar a
praticar ilícito, que é de extrema gravidade e tem que ser
rigorosamente combatido, e precipuamente na salvaguarda do meio
social violentado pela gravidade do crime.
Esta infração penal (roubos a condomínio) é cada vez mais
crescente, intranqüilizando a população de São Paulo, gerando
prejuízo econômico para a sociedade de modo que é necessária a sua
custódia para garantia da ordem pública, motivo pelo qual se revelam
inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão,
descritas no artigo 319 do Código de Processo Penal, por não
preencher os requisitos legais.
(...)
Assim, presentes os pressupostos dos artigos 311 e 312 do
Código de Processo Penal, atendendo à representação da DD
Autoridade Policial, decreto a prisão preventiva de Werbiston Honório
da Silva, qualificado nos autos, pela prática de crime de roubo
3
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RHC 116964 / SP
“profissionais de manutenção de gás”, e, aproveitando o acesso
franqueado às dependências do condomínio, efetuavam roubos, após
render, amarrar e amordaçar as vítimas durante horas. O Recorrente e os
demais envolvidos foram localizados pelo sistema de rastreamento de um
aparelho celular subtraído durante a empreitada criminosa.
O Juízo de Direito da 28... Vara Criminal da Comarca de Barra
Funda/SP converteu a prisão temporária em preventiva, ao fundamento
da garantia da ordem pública, merecendo destaque o seguinte trecho do
decreto prisional:
“(...)
Cabe ressaltar, que excepcionalmente, estou apreciando este
pedido, visto que o delito é grave, e a prisão temporária do investigado
vence na presente data, e, provavelmente, se colocado em liberdade, se
evadirá do distrito de culpa, em razão dos motivos a seguir expostos.
(...)
De acordo com as informações colhidas inicialmente no
Inquérito Policial, há prova da existência do crime e indícios de sua
autoria, pois foi reconhecido pela vítima e testemunha.
Assim, a ordem pública se encontra ameaçada caso o indiciado
seja colocado em liberdade, uma vez que poderia, em tese, continuar a
praticar ilícito, que é de extrema gravidade e tem que ser
rigorosamente combatido, e precipuamente na salvaguarda do meio
social violentado pela gravidade do crime.
Esta infração penal (roubos a condomínio) é cada vez mais
crescente, intranqüilizando a população de São Paulo, gerando
prejuízo econômico para a sociedade de modo que é necessária a sua
custódia para garantia da ordem pública, motivo pelo qual se revelam
inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão,
descritas no artigo 319 do Código de Processo Penal, por não
preencher os requisitos legais.
(...)
Assim, presentes os pressupostos dos artigos 311 e 312 do
Código de Processo Penal, atendendo à representação da DD
Autoridade Policial, decreto a prisão preventiva de Werbiston Honório
da Silva, qualificado nos autos, pela prática de crime de roubo
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
qualificado”.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo considerou justificada
e necessária a constrição cautelar, consignando que “o paciente está sendo
processado por diversos crimes graves, em concurso material, inclusive com
violência e grave ameaça contra pessoa, sendo que a soltura colocaria em risco a
ordem pública”. Colho excertos do voto do acórdão daquela Corte:
“(…)
Forçoso admitir que Werbistson foi preso por situação que faz
presumir ser o autor da formação de quadrilha, roubo qualificado e o
que deixa patente sua periculosidade e personalidade voltada ao delito,
justificando a necessidade da custódia preventiva para assegurar a
aplicação da lei penal, por conveniência da instrução criminal e até
para garantir a ordem pública.
Assim, verifica-se, ao menos por hora, prova da materialidade e
indícios suficientes de autoria a justificar a manutenção do paciente
na prisão.
(…)
Ressalto que o Magistrado, ao manter a custódia preventiva,
consignou que o paciente está sendo processado por diversos crimes
graves, em concurso material, inclusive com violência e grave ameaça
contra a pessoa, sendo que a soltura colocaria em risco a ordem
pública.
Assim, maior cautelar é necessária na concessão de qualquer
benefício para o ora paciente, em face da potencial periculosidade por
ele demonstrada.
Portanto, a manutenção do acusado no cárcere é acertada; os
requisitos da prisão preventiva estão presentes e a segregação significa
a salvaguarda da ordem pública, razão pela qual não há se falar, neste
momento, em aplicação das medidas cautelares previstas na Lei n
12.403/11”.
No âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a Ministra Laurita Vaz
indeferiu liminarmente o habeas corpus, e assentou que:
4
Supremo Tribunal Federal
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RHC 116964 / SP
qualificado”.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo considerou justificada
e necessária a constrição cautelar, consignando que “o paciente está sendo
processado por diversos crimes graves, em concurso material, inclusive com
violência e grave ameaça contra pessoa, sendo que a soltura colocaria em risco a
ordem pública”. Colho excertos do voto do acórdão daquela Corte:
“(…)
Forçoso admitir que Werbistson foi preso por situação que faz
presumir ser o autor da formação de quadrilha, roubo qualificado e o
que deixa patente sua periculosidade e personalidade voltada ao delito,
justificando a necessidade da custódia preventiva para assegurar a
aplicação da lei penal, por conveniência da instrução criminal e até
para garantir a ordem pública.
Assim, verifica-se, ao menos por hora, prova da materialidade e
indícios suficientes de autoria a justificar a manutenção do paciente
na prisão.
(…)
Ressalto que o Magistrado, ao manter a custódia preventiva,
consignou que o paciente está sendo processado por diversos crimes
graves, em concurso material, inclusive com violência e grave ameaça
contra a pessoa, sendo que a soltura colocaria em risco a ordem
pública.
Assim, maior cautelar é necessária na concessão de qualquer
benefício para o ora paciente, em face da potencial periculosidade por
ele demonstrada.
Portanto, a manutenção do acusado no cárcere é acertada; os
requisitos da prisão preventiva estão presentes e a segregação significa
a salvaguarda da ordem pública, razão pela qual não há se falar, neste
momento, em aplicação das medidas cautelares previstas na Lei n
12.403/11”.
No âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a Ministra Laurita Vaz
indeferiu liminarmente o habeas corpus, e assentou que:
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
“(...)
Como se vê, a manutenção da custódia cautelar, ao contrário do
alegado pelo Impetrante, não está sem fundamentação, tampouco há
equívoco do Tribunal de origem ao manter o decreto prisional.
A prisão preventiva foi decretada para a garantia da ordem
pública, em razão da especial gravidade da conduta e da periculosidade
concreta do Paciente, demonstradas pelas circunstâncias que cercaram
o delito.
Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já firmou o
entendimento no sentido de que "o modus operandi, os motivos, a
repercussão social, dentre outras circunstâncias, em crime grave (na
espécie, inclusive, hediondo), são indicativos, como garantia da ordem
pública, da necessidade de segregação cautelar, dada a afronta a regras
elementares de bom convívio social." (RHC 15.016/SC, 5. Turma,
Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de 09/02/2004.)
No caso, conforme ressaltado pelo Tribunal de origem e o
paciente está sendo processado por diversos crimes graves, em
concurso material, inclusive com violência e grave ameaça contra
pessoa, sendo que a altura colocaria em risco a ordem pública." (fl.
55).
Dessa forma, restaram demonstrados, na hipótese, os
pressupostos e motivos autorizadores da custódia cautelar, elencados
no art. 312 do Código de Processo Penal, com a devida indicação dos
fatos concretos justificadores de sua imposição, nos termos do art. 93,
inciso IX, da Constituição Federal.
(…)”.
Na avaliação dos pressupostos da constrição cautelar, constato que
foram observados indícios suficientes de autoria e de materialidade
delitivas.
As circunstâncias concretas do crime - participação do Recorrente
em grupo criminoso especializado em roubos em condomínios
residenciais, mantendo vítimas amordaçadas durante a operação –,
denotam a periculosidade e o risco de reiteração criminosa do agente.
Dessa forma, a custódia cautelar encontra-se devidamente justificada na
garantia da ordem pública.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RHC 116964 / SP
“(...)
Como se vê, a manutenção da custódia cautelar, ao contrário do
alegado pelo Impetrante, não está sem fundamentação, tampouco há
equívoco do Tribunal de origem ao manter o decreto prisional.
A prisão preventiva foi decretada para a garantia da ordem
pública, em razão da especial gravidade da conduta e da periculosidade
concreta do Paciente, demonstradas pelas circunstâncias que cercaram
o delito.
Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já firmou o
entendimento no sentido de que "o modus operandi, os motivos, a
repercussão social, dentre outras circunstâncias, em crime grave (na
espécie, inclusive, hediondo), são indicativos, como garantia da ordem
pública, da necessidade de segregação cautelar, dada a afronta a regras
elementares de bom convívio social." (RHC 15.016/SC, 5. Turma,
Rel. Min. FELIX FISCHER, DJ de 09/02/2004.)
No caso, conforme ressaltado pelo Tribunal de origem e o
paciente está sendo processado por diversos crimes graves, em
concurso material, inclusive com violência e grave ameaça contra
pessoa, sendo que a altura colocaria em risco a ordem pública." (fl.
55).
Dessa forma, restaram demonstrados, na hipótese, os
pressupostos e motivos autorizadores da custódia cautelar, elencados
no art. 312 do Código de Processo Penal, com a devida indicação dos
fatos concretos justificadores de sua imposição, nos termos do art. 93,
inciso IX, da Constituição Federal.
(…)”.
Na avaliação dos pressupostos da constrição cautelar, constato que
foram observados indícios suficientes de autoria e de materialidade
delitivas.
As circunstâncias concretas do crime - participação do Recorrente
em grupo criminoso especializado em roubos em condomínios
residenciais, mantendo vítimas amordaçadas durante a operação –,
denotam a periculosidade e o risco de reiteração criminosa do agente.
Dessa forma, a custódia cautelar encontra-se devidamente justificada na
garantia da ordem pública.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
Nesse sentido, vários precedentes desta Suprema Corte (v.g.: HC
109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 17.02.2012; HC 104.332/ES,
Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 12.9.2011; HC 98.754/SP, Rel. Min.
Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 10.12.2009), dentre os quais destaco o
seguinte:
"Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
agente evidenciada pelo modus operandi e o risco concreto de
reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção da
custódia cautelar.” (HC 110.313/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1...
Turma, DJe 13.02.2012)
Além disso, a alegada circunstância de o paciente ser primário, ter
ocupação lícita e não ter antecedentes criminais não constitui óbice à
decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos
os pressupostos e requisitos do art. 312 do CPP (HC 108.314/MA, rel. Min.
Luiz Fux, 1... Turma, DJe 5.10.2011; HC 106.816/PE, rel. Min. Ellen Gracie,
2... Turma, DJe 20.6.2011).
Oportuno destacar que, recentemente, este Supremo Tribunal
Federal, em situação semelhante à presente – crime de roubo e quadrilha
contra diversas vítimas submetidas a restrição de liberdade – manteve a
constrição cautelar com fundamento na garantia da ordem pública nos
autos do HC 117.090, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe
03.9.2013, em acórdão assim ementado:
“HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DOS CRIMES DE
ROUBO TRIPLAMENTE QUALIFICADO E QUADRILHA
ARMADA. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA.
LEGITIMIDADE. REINCIDÊNCIA. RISCO DE REITERAÇÃO
DELITIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MOTIVAÇÃO
IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar foi decretada
para garantia da ordem pública, ante a gravidade dos fatos narrados
na denúncia - a demonstrar a periculosidade do paciente - e, ainda,
pela circunstância de ser reincidente em crime de mesma natureza. II
6
Supremo Tribunal Federal
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RHC 116964 / SP
Nesse sentido, vários precedentes desta Suprema Corte (v.g.: HC
109.436, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 17.02.2012; HC 104.332/ES,
Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 12.9.2011; HC 98.754/SP, Rel. Min.
Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 10.12.2009), dentre os quais destaco o
seguinte:
"Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
agente evidenciada pelo modus operandi e o risco concreto de
reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção da
custódia cautelar.” (HC 110.313/MS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1...
Turma, DJe 13.02.2012)
Além disso, a alegada circunstância de o paciente ser primário, ter
ocupação lícita e não ter antecedentes criminais não constitui óbice à
decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos
os pressupostos e requisitos do art. 312 do CPP (HC 108.314/MA, rel. Min.
Luiz Fux, 1... Turma, DJe 5.10.2011; HC 106.816/PE, rel. Min. Ellen Gracie,
2... Turma, DJe 20.6.2011).
Oportuno destacar que, recentemente, este Supremo Tribunal
Federal, em situação semelhante à presente – crime de roubo e quadrilha
contra diversas vítimas submetidas a restrição de liberdade – manteve a
constrição cautelar com fundamento na garantia da ordem pública nos
autos do HC 117.090, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe
03.9.2013, em acórdão assim ementado:
“HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DOS CRIMES DE
ROUBO TRIPLAMENTE QUALIFICADO E QUADRILHA
ARMADA. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA.
LEGITIMIDADE. REINCIDÊNCIA. RISCO DE REITERAÇÃO
DELITIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MOTIVAÇÃO
IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar foi decretada
para garantia da ordem pública, ante a gravidade dos fatos narrados
na denúncia - a demonstrar a periculosidade do paciente - e, ainda,
pela circunstância de ser reincidente em crime de mesma natureza. II
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
– Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo
ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do
agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se
acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública, e
constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva. III – Este
Tribunal já firmou entendimento no sentido de que, permanecendo os
fundamentos da custódia cautelar, revela-se um contrassenso conferir
ao réu, que foi mantido custodiado durante a instrução, o direito de
aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. No
presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente por 2 (dois)
anos, até que o Superior Tribunal de Justiça concedesse liberdade provisória por excesso de
prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro crime.
IV – Habeas corpus denegado.”
No tocante ao alegado excesso de prazo para encerramento da
instrução criminal, destaco excerto do acórdão exarado pelo Tribunal
Estadual:
“(...)
Em relação ao eventual excesso de prazo, conforme se constata
das informações prestadas pelo juízo a quo, a audiência ainda não foi
realizada por estarem aguardando a apresentação de defesa escrita por
um dos réus.
Dessa forma, não se pode imputar ao Judiciário a
responsabilidade pela não conclusão do processo.
(...)
Além disso, o caso é inegavelmente complexo, envolvendo
diversos réus e expressiva quantidade de provas a serem colhidas. Essa
situação, por si só, faz com que, muitas vezes, o andamento processual
se torne um pouco mais lento.
Verifica-se, portanto, que se o atraso está ocorrendo é por
circunstâncias alheias à vontade do juízo. Deste modo, a demora para
o término da instrução criminal é justificável e razoável”.
O Superior Tribunal de Justiça entendeu não configurado o excesso
de prazo, pela complexidade da causa consubstanciada na natureza dos
7
Supremo Tribunal Federal
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RHC 116964 / SP
– Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo
ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do
agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se
acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública, e
constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva. III – Este
Tribunal já firmou entendimento no sentido de que, permanecendo os
fundamentos da custódia cautelar, revela-se um contrassenso conferir
ao réu, que foi mantido custodiado durante a instrução, o direito de
aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. No
presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente por 2 (dois)
anos, até que o Superior Tribunal de Justiça concedesse liberdade provisória por excesso de
prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro crime.
IV – Habeas corpus denegado.”
No tocante ao alegado excesso de prazo para encerramento da
instrução criminal, destaco excerto do acórdão exarado pelo Tribunal
Estadual:
“(...)
Em relação ao eventual excesso de prazo, conforme se constata
das informações prestadas pelo juízo a quo, a audiência ainda não foi
realizada por estarem aguardando a apresentação de defesa escrita por
um dos réus.
Dessa forma, não se pode imputar ao Judiciário a
responsabilidade pela não conclusão do processo.
(...)
Além disso, o caso é inegavelmente complexo, envolvendo
diversos réus e expressiva quantidade de provas a serem colhidas. Essa
situação, por si só, faz com que, muitas vezes, o andamento processual
se torne um pouco mais lento.
Verifica-se, portanto, que se o atraso está ocorrendo é por
circunstâncias alheias à vontade do juízo. Deste modo, a demora para
o término da instrução criminal é justificável e razoável”.
O Superior Tribunal de Justiça entendeu não configurado o excesso
de prazo, pela complexidade da causa consubstanciada na natureza dos
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
delitos e na pluralidade de réus e vítimas. Eis o teor da decisão quanto ao
ponto:
“(…)
A propósito, somente se cogita da existência de constrangimento
ilegal, quando o excesso de prazo for motivado pelo descaso
injustificado do juízo, o que não se verifica na presente hipótese. Com
efeito, no dia 07/05/2012 foi decretada a prisão temporária, a qual foi
convertida em prisão preventiva, em 16/05/2012, e, em face da própria
natureza dos delitos pelos quais respondem o Paciente e mais 3
corréus, justifica-se certa delonga para conclusão da fase instrutória.
(...)”
É sabido que os prazos processuais penais não são fatais. É
perfeitamente possível que o andamento de um processo demore um
pouco mais para ser concluído. Não há constrangimento ilegal quando
esse retardo é justificado e se encontra dentro dos limites da
razoabilidade.
Em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, verifico que a audiência de instrução e julgamento foi
realizada em 2.4.2013 e que os autos da ação penal estão conclusos para
sentença desde 17.9.2013.
Há de ser considerada, também, a complexidade da ação penal, pois
o caso envolve pluralidade de réus e de vítimas.
A jurisprudência desta Corte possui diversos precedentes no sentido
de que a complexidade da causa deve ser considerada na análise de
eventual excesso de prazo da custódia do acusado. Entre eles:
“Habeas corpus. Processual penal. Crimes de tráfico ilícito de
entorpecentes, associação para o tráfico e porte ilegal de arma. Excesso
de prazo para o encerramento da instrução criminal.
Constrangimento ilegal não configurado. Encerramento da instrução
criminal. Complexidade da causa. Precedentes da Corte.
1. A jurisprudência desta Suprema Corte assentou que fica
prejudicada a alegação de excesso de prazo quando a instrução
8
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delitos e na pluralidade de réus e vítimas. Eis o teor da decisão quanto ao
ponto:
“(…)
A propósito, somente se cogita da existência de constrangimento
ilegal, quando o excesso de prazo for motivado pelo descaso
injustificado do juízo, o que não se verifica na presente hipótese. Com
efeito, no dia 07/05/2012 foi decretada a prisão temporária, a qual foi
convertida em prisão preventiva, em 16/05/2012, e, em face da própria
natureza dos delitos pelos quais respondem o Paciente e mais 3
corréus, justifica-se certa delonga para conclusão da fase instrutória.
(...)”
É sabido que os prazos processuais penais não são fatais. É
perfeitamente possível que o andamento de um processo demore um
pouco mais para ser concluído. Não há constrangimento ilegal quando
esse retardo é justificado e se encontra dentro dos limites da
razoabilidade.
Em consulta ao sítio eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo, verifico que a audiência de instrução e julgamento foi
realizada em 2.4.2013 e que os autos da ação penal estão conclusos para
sentença desde 17.9.2013.
Há de ser considerada, também, a complexidade da ação penal, pois
o caso envolve pluralidade de réus e de vítimas.
A jurisprudência desta Corte possui diversos precedentes no sentido
de que a complexidade da causa deve ser considerada na análise de
eventual excesso de prazo da custódia do acusado. Entre eles:
“Habeas corpus. Processual penal. Crimes de tráfico ilícito de
entorpecentes, associação para o tráfico e porte ilegal de arma. Excesso
de prazo para o encerramento da instrução criminal.
Constrangimento ilegal não configurado. Encerramento da instrução
criminal. Complexidade da causa. Precedentes da Corte.
1. A jurisprudência desta Suprema Corte assentou que fica
prejudicada a alegação de excesso de prazo quando a instrução
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116964 / SP
criminal já chegou ao fim. Ademais, no caso em apreço, afigura-se
razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal, tendo em
vista a complexidade da causa e a pluralidade de réus.
2. Habeas corpus denegado.” (HC 97.900/SP, rel. para o acórdão
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 15.04.2010)
A razoável duração do processo não pode ser considerada de
maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso
concreto. Na espécie, não configurado o alegado excesso de prazo, até
porque a melhor compreensão do princípio constitucional aponta para
processo sem dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito
há de guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele
veiculado e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu
deslinde. Nesse sentido o magistério de Daniel Mitidiero, que se endossa
(Curso de Direito Constitucional, 2... edição revista, atualizada e ampliada,
Revista dos Tribunais).
Quanto à alegada ausência de lastro probatório da participação do
Recorrente nos delitos apurado e a nulidade do reconhecimento
fotográfico efetuado pela autoridade policial, não foram objeto de
apreciação pelo Tribunal estadual, nem pelo Superior Tribunal de Justiça.
Inviabilizada, pois, a análise do pedido, neste ponto, pelo Supremo
Tribunal Federal, sob pena de se incorrer em dupla supressão de
instância.
Por derradeiro, compreendo que a análise dos citados argumentos
demandaria uma aprofundada valoração probatória, inviável na via
estreita do habeas corpus.
Não detecto, portanto, com facilidade, a indigitada inidoneidade da
fundamentação da decisão proferida pelo Juízo de primeiro grau,
tampouco o excesso de prazo para formação de culpa.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso ordinário em habeas
corpus.
É como voto.
9
Supremo Tribunal Federal
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RHC 116964 / SP
criminal já chegou ao fim. Ademais, no caso em apreço, afigura-se
razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal, tendo em
vista a complexidade da causa e a pluralidade de réus.
2. Habeas corpus denegado.” (HC 97.900/SP, rel. para o acórdão
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 15.04.2010)
A razoável duração do processo não pode ser considerada de
maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso
concreto. Na espécie, não configurado o alegado excesso de prazo, até
porque a melhor compreensão do princípio constitucional aponta para
processo sem dilações indevidas, em que a demora na tramitação do feito
há de guardar proporcionalidade com a complexidade do delito nele
veiculado e as diligências e os meios de prova indispensáveis a seu
deslinde. Nesse sentido o magistério de Daniel Mitidiero, que se endossa
(Curso de Direito Constitucional, 2... edição revista, atualizada e ampliada,
Revista dos Tribunais).
Quanto à alegada ausência de lastro probatório da participação do
Recorrente nos delitos apurado e a nulidade do reconhecimento
fotográfico efetuado pela autoridade policial, não foram objeto de
apreciação pelo Tribunal estadual, nem pelo Superior Tribunal de Justiça.
Inviabilizada, pois, a análise do pedido, neste ponto, pelo Supremo
Tribunal Federal, sob pena de se incorrer em dupla supressão de
instância.
Por derradeiro, compreendo que a análise dos citados argumentos
demandaria uma aprofundada valoração probatória, inviável na via
estreita do habeas corpus.
Não detecto, portanto, com facilidade, a indigitada inidoneidade da
fundamentação da decisão proferida pelo Juízo de primeiro grau,
tampouco o excesso de prazo para formação de culpa.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso ordinário em habeas
corpus.
É como voto.
9
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
em tese, eu acompanharia a Ministra Rosa Weber. Eu só tenho uma
dúvida, para saber se há precedente na Turma, e, caso não haja, para
unificarmos os entendimentos. É que foi um indeferimento de habeas
corpus, Ministra Rosa - me corrija se estiver errado - feito pela Relatora
no Superior Tribunal de Justiça. Portanto, não é uma decisão do Colegiado. Desta decisão
monocrática, caberia agravo regimental, que não foi interposto. O
Ministério Público argui esta preliminar de não conhecimento. Se eu ao
mérito chegar, eu acompanho a negativa de provimento da eminente
Ministra Rosa Weber, mas quero saber se a Turma tem esta orientação
padronizada: na hipótese de decisão monocrática, se se exige ou não o
agravo regimental antes do habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu
particularmente sempre trouxe aqui acórdãos exigindo, mas é a divisão,
não é?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, eu
também trazia, aí eu deixei de trazer. Realmente, há um debate, há uma
divisão.
Aqui, não sei, porque, o que acontece é o seguinte: em um
determinado momento, observávamos o princípio da colegialidade, ou
seja, decisão monocrática indeferitória de habeas corpus, não de liminar,
a indeferitória do próprio habeas corpus, como aconteceu aqui,
entendíamos de devolver ao Superior Tribunal de Justiça. Acontece que, nesse caso, o Ministro
Toffoli inclusive faz uma distinção ...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Foi ao mérito,
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
em tese, eu acompanharia a Ministra Rosa Weber. Eu só tenho uma
dúvida, para saber se há precedente na Turma, e, caso não haja, para
unificarmos os entendimentos. É que foi um indeferimento de habeas
corpus, Ministra Rosa - me corrija se estiver errado - feito pela Relatora
no Superior Tribunal de Justiça. Portanto, não é uma decisão do Colegiado. Desta decisão
monocrática, caberia agravo regimental, que não foi interposto. O
Ministério Público argui esta preliminar de não conhecimento. Se eu ao
mérito chegar, eu acompanho a negativa de provimento da eminente
Ministra Rosa Weber, mas quero saber se a Turma tem esta orientação
padronizada: na hipótese de decisão monocrática, se se exige ou não o
agravo regimental antes do habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu
particularmente sempre trouxe aqui acórdãos exigindo, mas é a divisão,
não é?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, eu
também trazia, aí eu deixei de trazer. Realmente, há um debate, há uma
divisão.
Aqui, não sei, porque, o que acontece é o seguinte: em um
determinado momento, observávamos o princípio da colegialidade, ou
seja, decisão monocrática indeferitória de habeas corpus, não de liminar,
a indeferitória do próprio habeas corpus, como aconteceu aqui,
entendíamos de devolver ao Superior Tribunal de Justiça. Acontece que, nesse caso, o Ministro
Toffoli inclusive faz uma distinção ...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Foi ao mérito,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RHC 116964 / SP
não negou seguimento.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Depende , se o Superior Tribunal de Justiça tivesse se limitado a indeferir liminarmente, porque
substitutivo do recurso ordinário lá no Superior Tribunal de Justiça, seria o caso de devolver, mas
a Ministra Laurita, aqui, enfrenta inclusive o mérito; ela vai no sentido de
que não há o excesso de prazo; enfim, ela faz um pequeno exame.
Eu não tenho nenhuma dificuldade, tanto que eu trouxe essa matéria
há tempos, como iríamos uniformizar. Se a Turma entender de
uniformizar afastando, eu sequer vencida fico; fico inclusive com o
acórdão. Não tenho nenhuma dificuldade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, bom, a
praticidade.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Vamos
imaginar que a parte não tivesse interposto agravo regimental; portanto,
tivesse precluído esta possibilidade. Nós entenderíamos que esta decisão
então seria irrecorrível para o Supremo?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não caberia
habeas corpus, não é?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Caberia o
habeas e não o recurso em habeas.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, caberia o
habeas, não o recurso.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas aí acho
que já estamos num preciosismo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, certo ou
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 116964 / SP
não negou seguimento.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -
Depende , se o Superior Tribunal de Justiça tivesse se limitado a indeferir liminarmente, porque
substitutivo do recurso ordinário lá no Superior Tribunal de Justiça, seria o caso de devolver, mas
a Ministra Laurita, aqui, enfrenta inclusive o mérito; ela vai no sentido de
que não há o excesso de prazo; enfim, ela faz um pequeno exame.
Eu não tenho nenhuma dificuldade, tanto que eu trouxe essa matéria
há tempos, como iríamos uniformizar. Se a Turma entender de
uniformizar afastando, eu sequer vencida fico; fico inclusive com o
acórdão. Não tenho nenhuma dificuldade.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, bom, a
praticidade.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Vamos
imaginar que a parte não tivesse interposto agravo regimental; portanto,
tivesse precluído esta possibilidade. Nós entenderíamos que esta decisão
então seria irrecorrível para o Supremo?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não caberia
habeas corpus, não é?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Caberia o
habeas e não o recurso em habeas.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É, caberia o
habeas, não o recurso.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas aí acho
que já estamos num preciosismo.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Agora, certo ou
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RHC 116964 / SP
errado, lá no Superior Tribunal de Justiça, o habeas foi apreciado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - No mérito.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas
monocraticamente.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É, mas não se exige –
pelo menos a velha guarda não o fazia – o esgotamento da jurisdição,
porque não se trata de recurso, muito menos de natureza extraordinária.
Tem-se habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu acho que é
recurso, RO.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Pois não,
Ministra Rosa.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quanto ao tema ferido
pelo ministro Roberto Barroso.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Parece-
me que, por uma questão de política judiciária, o Superior Tribunal de Justiça já está assoberbado,
quer dizer, aí nós mandamos voltar para eles colocarem...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mandar
voltar?
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu
entendo.
Então, vou acompanhar Vossa Excelência, negando provimento ao
recurso.
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 116964 / SP
errado, lá no Superior Tribunal de Justiça, o habeas foi apreciado.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - No mérito.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Mas
monocraticamente.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É, mas não se exige –
pelo menos a velha guarda não o fazia – o esgotamento da jurisdição,
porque não se trata de recurso, muito menos de natureza extraordinária.
Tem-se habeas corpus.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu acho que é
recurso, RO.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Pois não,
Ministra Rosa.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quanto ao tema ferido
pelo ministro Roberto Barroso.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Parece-
me que, por uma questão de política judiciária, o Superior Tribunal de Justiça já está assoberbado,
quer dizer, aí nós mandamos voltar para eles colocarem...
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Mandar
voltar?
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu
entendo.
Então, vou acompanhar Vossa Excelência, negando provimento ao
recurso.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, também
acompanho o relator e digo que, a rigor, a defesa deveria ter manuseado,
contra a decisão do Tribunal de Justiça, em habeas corpus, o recurso
ordinário constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. Este
observou a nossa jurisprudência quanto ao substitutivo desse recurso, e,
de qualquer forma, a relatora adentrou o tema de fundo, que também é
analisado agora no recurso pela relatora.
Desprovejo o ordinário.
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, também
acompanho o relator e digo que, a rigor, a defesa deveria ter manuseado,
contra a decisão do Tribunal de Justiça, em habeas corpus, o recurso
ordinário constitucional para o Superior Tribunal de Justiça. Este
observou a nossa jurisprudência quanto ao substitutivo desse recurso, e,
de qualquer forma, a relatora adentrou o tema de fundo, que também é
analisado agora no recurso pela relatora.
Desprovejo o ordinário.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18
Extrato de Ata - 01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S) : WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S) : FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
1....10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4665520
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.964
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S) : WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA
ADV.(A/S) : FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
1....10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 964",
"RHC 116964 / SP",
"RHC 116964 / SP",
"HC 261 . 546 / SP",
"HC 261 . 546 / SP",
"RECURSO",
"HC 261 . 546 / SP",
"HC 261 . 546 / SP",
"RHC",
"RHC 116964 / SP",
"HABEAS CORPUS 116 . 964",
"HC 261 . 546 / SP",
"HC 109 . 956 / PR",
"HC 109 . 956 / PR",
"HC 108 . 390 / MS",
"HC 261 . 546 / SP",
"HC 109 . 956 / PR",
"HC 109 . 956 / PR",
"HC 108 . 390 / MS",
"HC 108 . 390 / MS",
"RHC 116964 / SP",
"HC 108 . 390 / MS",
"RHC 116964 / SP",
"RHC",
"RHC 116964 / SP",
"RHC 15 . 016 / SC",
"RHC 116964 / SP",
"RHC 15 . 016 / SC",
"HC 109 . 436",
"HC 104 . 332 / ES",
"HC 98 . 754 / SP",
"HC 110 . 313 / MS",
"HC 108 . 314 / MA",
"HC 106 . 816 / PE",
"HC 117 . 090",
"RHC 116964 / SP",
"HC 104 . 332 / ES",
"HC 98 . 754 / SP",
"HC 110 . 313 / MS",
"HC 108 . 314 / MA",
"HC 106 . 816 / PE",
"HC 117 . 090",
"RHC 116964 /",
"RHC",
"RHC 116964 / SP",
"HC 97 . 900 / SP",
"RHC 116964 / SP",
"HC 97 . 900 / SP",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 964",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 964",
"RHC 116964 / SP",
"RHC 116964 / SP",
"RHC 116964 / SP",
"RHC 116964 / SP",
"HABEAS CORPUS 116 . 964",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 964"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 288 , parágrafo único , 180 , caput , 157 , § 2 . . . , I , II e V ,",
"art . 71 , c / c os arts . 29 e 69 , todos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 71 , c / c os arts . 29 e 69 , todos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 105 , II , a da Constituição Federal",
"artigo 102 , inciso II , alínea a , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 105 , II , a da Constituição Federal",
"artigo 102 , inciso II , alínea a , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 , § 4 . . . , DA",
"LEI 11 . 343 / 06",
"Constituição Federal",
"art . 102 , II , a , da Constituição da República",
"arts . 33 e 44 do Código Penal",
"artigo 59 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06",
"Constituição Federal",
"art . 102 , II , a , da Constituição da República",
"arts . 33 e 44 do Código Penal",
"artigo 59 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 311 e 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 319 do Código de Processo Penal",
"artigos 311 e 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 403 / 11",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"São Paulo",
"São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Estadual",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"28",
"Ministério Público Estadual",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Vara Criminal da Comarca de Barra Funda / SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"28",
".",
". . Vara Criminal da Comarca de Barra Funda / SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"5",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"5",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Mitidiero",
"Revista dos Tribunais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Revista dos Tribunais",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
".",
".",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA",
"FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA",
"FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA",
"Rosa Weber",
"Werbistson Honório da Silva",
"Laurita Vaz",
"Laurita Vaz",
"ROSA WEBER",
"WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA",
"FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA",
"Rosa Weber",
"Werbistson Honório da Silva",
"Laurita Vaz",
"Laurita Vaz",
"Mario José Gisi",
"Mario José Gisi",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Werbiston Honório da Silva",
"Werbiston Honório da Silva",
"ROSA WEBER",
"Werbistson",
"Laurita Vaz",
"Werbistson",
"Laurita Vaz",
"ROSA WEBER",
"FELIX FISCHER",
"FELIX FISCHER",
"ROSA WEBER",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER RHC",
"Dias Toffoli",
"Daniel",
"Dias Toffoli",
"Daniel Mitidiero",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Rosa",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"Toffoli",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa Weber",
"Rosa",
"Rosa Weber",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"Toffoli",
"LUIZ FUX",
"ROBERTO BARROSO",
"ROSA WEBER",
"Laurita",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"Laurita",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa",
"MARCO AURÉLIO",
"Roberto Barroso",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Rosa",
"MARCO AURÉLIO",
"Roberto Barroso",
"ROSA WEBER",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA",
"FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Mário José Gisi",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"WERBISTSON HONÓRIO DA SILVA",
"FRANCISCO INALDO NUNES DE SOUZA",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Mário José Gisi",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
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"TEMPO": [
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". . . de outubro de 2013",
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"2012",
"04",
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"7",
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"07",
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"5",
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".",
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".",
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"12",
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"2009",
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"2012",
"16",
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"05",
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"2012",
"2",
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"4",
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"/",
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"/",
"2001",
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".",
"04",
".",
"2010",
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"2013",
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"2013",
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"08",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
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"08",
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"2001",
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"08",
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"2013",
"24",
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"2001",
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"2013",
"24",
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"08",
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"01",
"/",
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"2013",
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".",
".",
".",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
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".",
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".",
"10",
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"2013",
"24",
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"08",
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"2001"
]
}
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Ementa e Acórdão
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 198787 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS. 2. DIREITO DO PACIENTE, PRESO HÁ QUASE
10 ANOS, DE RECEBER A VISITA DE SEUS DOIS FILHOS E TRÊS
ENTEADOS. 3. COGNOSCIBILIDADE. POSSIBILIDADE. LIBERDADE
DE LOCOMOÇÃO ENTENDIDA DE FORMA AMPLA, AFETANDO
TODA E QUALQUER MEDIDA DE AUTORIDADE QUE POSSA EM
TESE ACARRETAR CONSTRANGIMENTO DA LIBERDADE DE IR E
VIR. ORDEM CONCEDIDA.
1. COGNOSCIBILIDADE DO WRIT.
A jurisprudência prevalente neste Supremo Tribunal Federal é no
sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete
diretamente a liberdade de locomoção do paciente.
Alargamento do campo de abrangência do remédio heroico. Não
raro, esta Corte depara-se com a impetração de habeas corpus contra
instauração de inquérito criminal para tomada de depoimento;
indiciamento de determinada pessoa em inquérito policial; recebimento
da denúncia; sentença de pronúncia no âmbito do processo do júri;
sentença condenatória etc.
Liberdade de locomoção entendida de forma ampla, afetando toda e
qualquer medida de autoridade que possa, em tese, acarretar
constrangimento para a liberdade de ir e vir.
Direito de visitas como desdobramento do direito de liberdade. Só
há se falar em direito de visitas porque a liberdade do apenado encontra-
se tolhida. Decisão do juízo das execuções que, ao indeferir o pedido de
visitas formulado, repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838417.
Supremo Tribunal Federal
DJe 26/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23
Ementa e Acórdão
HC 107.701 / RS
ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente.
Eventuais erros por parte do Estado ao promover a execução da
pena podem e devem ser sanados via habeas corpus, sob pena de, ao fim
do cumprimento da pena, não restar alcançado o objetivo de reinserção
eficaz do apenado em seu seio familiar e social.
Habeas corpus conhecido.
2. RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO.
A Constituição Federal de 1988 tem como um de seus princípios
norteadores o da humanidade, sendo vedadas as penas de morte, salvo
em caso de guerra declarada (nos termos do art. 84, XIX), de caráter
perpétuo, de trabalhos forçados, de banimento e cruéis (CF, art. 5º,
XLVII). Prevê, ainda, ser assegurado aos presos o respeito à integridade
física e moral (CF, art. 5º, XLIX).
É fato que a pena assume o caráter de prevenção e retribuição ao mal
causado. Por outro lado, não se pode olvidar seu necessário caráter
ressocializador, devendo o Estado preocupar-se, portanto, em recuperar o
apenado. Assim, é que dispõe o art. 10 da Lei de Execução Penal ser dever
do Estado a assistência ao preso e ao internado, objetivando prevenir o
crime e orientar o retorno à convivência em sociedade.
Aliás, o direito do preso receber visitas do cônjuge, da companheira,
de parentes e de amigos está assegurado expressamente pela própria Lei
(art. 41, X), sobretudo com o escopo de buscar a almejada ressocialização
e reeducação do apenado que, cedo ou tarde, retornará ao convívio
familiar e social.
Nem se diga que o paciente não faz jus à visita dos filhos por se
tratar de local impróprio, podendo trazer prejuízos à formação psíquica
dos menores. De fato, é público e notório o total desajuste do sistema
carcerário brasileiro à programação prevista pela Lei de Execução Penal.
Todavia, levando-se em conta a almejada ressocialização e partindo-se da
premissa de que o convício familiar é salutar para a perseguição desse
fim, cabe ao Poder Público propiciar meios para que o apenado possa
receber visitas, inclusive dos filhos e enteados, em ambiente
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente.
Eventuais erros por parte do Estado ao promover a execução da
pena podem e devem ser sanados via habeas corpus, sob pena de, ao fim
do cumprimento da pena, não restar alcançado o objetivo de reinserção
eficaz do apenado em seu seio familiar e social.
Habeas corpus conhecido.
2. RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO.
A Constituição Federal de 1988 tem como um de seus princípios
norteadores o da humanidade, sendo vedadas as penas de morte, salvo
em caso de guerra declarada (nos termos do art. 84, XIX), de caráter
perpétuo, de trabalhos forçados, de banimento e cruéis (CF, art. 5º,
XLVII). Prevê, ainda, ser assegurado aos presos o respeito à integridade
física e moral (CF, art. 5º, XLIX).
É fato que a pena assume o caráter de prevenção e retribuição ao mal
causado. Por outro lado, não se pode olvidar seu necessário caráter
ressocializador, devendo o Estado preocupar-se, portanto, em recuperar o
apenado. Assim, é que dispõe o art. 10 da Lei de Execução Penal ser dever
do Estado a assistência ao preso e ao internado, objetivando prevenir o
crime e orientar o retorno à convivência em sociedade.
Aliás, o direito do preso receber visitas do cônjuge, da companheira,
de parentes e de amigos está assegurado expressamente pela própria Lei
(art. 41, X), sobretudo com o escopo de buscar a almejada ressocialização
e reeducação do apenado que, cedo ou tarde, retornará ao convívio
familiar e social.
Nem se diga que o paciente não faz jus à visita dos filhos por se
tratar de local impróprio, podendo trazer prejuízos à formação psíquica
dos menores. De fato, é público e notório o total desajuste do sistema
carcerário brasileiro à programação prevista pela Lei de Execução Penal.
Todavia, levando-se em conta a almejada ressocialização e partindo-se da
premissa de que o convício familiar é salutar para a perseguição desse
fim, cabe ao Poder Público propiciar meios para que o apenado possa
receber visitas, inclusive dos filhos e enteados, em ambiente
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Ementa e Acórdão
HC 107.701 / RS
minimamente aceitável, preparado para tanto e que não coloque em risco
a integridade física e psíquica dos visitantes.
3. ORDEM CONCEDIDA.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer da ação e deferir
o habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 13 de setembro de 2011.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
minimamente aceitável, preparado para tanto e que não coloque em risco
a integridade física e psíquica dos visitantes.
3. ORDEM CONCEDIDA.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer da ação e deferir
o habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 13 de setembro de 2011.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
3
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Relatório
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 198787 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de Marcio Garcia da Silva.
Nestes autos, a defesa questiona a decisão proferida pelo Ministro
Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu
liminarmente o HC 198.787/RS, por reputá-lo incabível.
Na espécie, o paciente encontra-se recolhido no sistema prisional do
Estado do Rio Grande do Sul desde o dia 19.9.2001, com término de pena
previsto para 16.7.2040, pela prática dos delitos previstos nos artigos 121,
c/c art. 14, II, 121, § 2º, I e IV, e 157, § 3º, todos do CP.
A defesa requereu ao Juízo da Vara das Execuções Criminais da
Comarca de Porto Alegre/RS autorização de visita para seus dois filhos e
três enteados, a qual restou indeferida.
Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo em execução. A
Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul negou provimento ao recurso.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, sustentando que o pedido de visitas é assegurado legalmente pela
Lei de Execução Penal e auxilia no processo de ressocialização do preso.
O Ministro Og Fernandes, relator na Corte de Justiça, indeferiu
liminarmente o habeas corpus:
O pedido de visitas ora formulado não se compatibiliza
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC Nº 198787 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de Marcio Garcia da Silva.
Nestes autos, a defesa questiona a decisão proferida pelo Ministro
Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu
liminarmente o HC 198.787/RS, por reputá-lo incabível.
Na espécie, o paciente encontra-se recolhido no sistema prisional do
Estado do Rio Grande do Sul desde o dia 19.9.2001, com término de pena
previsto para 16.7.2040, pela prática dos delitos previstos nos artigos 121,
c/c art. 14, II, 121, § 2º, I e IV, e 157, § 3º, todos do CP.
A defesa requereu ao Juízo da Vara das Execuções Criminais da
Comarca de Porto Alegre/RS autorização de visita para seus dois filhos e
três enteados, a qual restou indeferida.
Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo em execução. A
Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul negou provimento ao recurso.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, sustentando que o pedido de visitas é assegurado legalmente pela
Lei de Execução Penal e auxilia no processo de ressocialização do preso.
O Ministro Og Fernandes, relator na Corte de Justiça, indeferiu
liminarmente o habeas corpus:
O pedido de visitas ora formulado não se compatibiliza
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23
Relatório
HC 107.701 / RS
com a via eleita, uma vez que a ação constitucional do habeas
corpus visa garantir a liberdade do cidadão (direito de
locomoção) e, no caso, não há qualquer violação ao direito de ir
e vir do paciente.
Neste writ, a defesa alega: a autorização para que os filhos e enteados do
paciente possam visitá-lo é perfeitamente viável por meio de HC, uma vez que o
deslinde dessa pretensão espraiará efeitos sobre o processo de ressocialização e em
seu estado de liberdade.
Assevera, ainda: a falta de autorização para as visitas pretendidas, além de
interferir no estado de liberdade do paciente, configura constrangimento na
liberdade de locomoção, também, dos filhos e enteados do reeducando, uma vez
que os priva de irem até o lugar onde o pai deles está.
Liminarmente, requer a suspensão das decisões proferidas pelas
instâncias ordinárias, por meio das quais foi vedada a visita dos filhos e
enteados menores do paciente ao estabelecimento prisional em que se
encontra recolhido.
Em 11.4.2011, deferi parcialmente a liminar para assegurar ao
paciente o direito de visita dos filhos Luã Telles Rodrigues da Silva e
Evelyn Telles Rodrigues da Silva. Com relação aos menores Wesley
Garcia Alves, Rafael Garcia Nunes e Rafaela Garcia Nunes, filhos da
suposta companheira do apenado, indeferi o pedido, pois não restou
demonstrado o vínculo de parentesco com o paciente, tampouco a
estabilidade da relação com a genitora.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento
ou, se conhecido, pela concessão parcial da ordem, nos termos da liminar
por mim deferida.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838418.
Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
com a via eleita, uma vez que a ação constitucional do habeas
corpus visa garantir a liberdade do cidadão (direito de
locomoção) e, no caso, não há qualquer violação ao direito de ir
e vir do paciente.
Neste writ, a defesa alega: a autorização para que os filhos e enteados do
paciente possam visitá-lo é perfeitamente viável por meio de HC, uma vez que o
deslinde dessa pretensão espraiará efeitos sobre o processo de ressocialização e em
seu estado de liberdade.
Assevera, ainda: a falta de autorização para as visitas pretendidas, além de
interferir no estado de liberdade do paciente, configura constrangimento na
liberdade de locomoção, também, dos filhos e enteados do reeducando, uma vez
que os priva de irem até o lugar onde o pai deles está.
Liminarmente, requer a suspensão das decisões proferidas pelas
instâncias ordinárias, por meio das quais foi vedada a visita dos filhos e
enteados menores do paciente ao estabelecimento prisional em que se
encontra recolhido.
Em 11.4.2011, deferi parcialmente a liminar para assegurar ao
paciente o direito de visita dos filhos Luã Telles Rodrigues da Silva e
Evelyn Telles Rodrigues da Silva. Com relação aos menores Wesley
Garcia Alves, Rafael Garcia Nunes e Rafaela Garcia Nunes, filhos da
suposta companheira do apenado, indeferi o pedido, pois não restou
demonstrado o vínculo de parentesco com o paciente, tampouco a
estabilidade da relação com a genitora.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento
ou, se conhecido, pela concessão parcial da ordem, nos termos da liminar
por mim deferida.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No presente
habeas corpus a defesa requer seja concedido ao paciente, preso há quase
10 anos, o direito de receber a visita de seus dois filhos e três enteados.
Na espécie, o paciente encontra-se recolhido no sistema prisional do
Estado do Rio Grande do Sul desde o dia 19.9.2001, com término de pena
previsto para 16.7.2040, pela prática dos delitos previstos no artigo 121,
c/c art. 14, II; no artigo 121, § 2º, I e IV; e no artigo 157, § 3º, todos do
Código Penal.
A defesa requereu ao Juízo da Vara das Execuções Criminais da
Comarca de Porto Alegre/RS autorização de visita para seus dois filhos e
três enteados, a qual restou indeferida, nos seguintes termos:
Em que pese a manifestação ministerial de fl. 666 e o
vínculo de parentesco de duas das crianças com o apenado em
questão, indefiro o pedido de visitação dos menores EVELYN
TELLES RODRIGUES DA SILVA, LUÃ TELLES RODRIGUES
DA SILVA, RAFAELA GARCIA NUNES, RAFAEL GARCIA
NUNES e WESLLEY GARCIA ALVES, tendo em vista que,
mesmo possuindo vínculo, os mesmos estão sendo expostos,
sem nenhuma garantia, a um ambiente que não lhes é próprio
podendo trazer prejuízos à formação psíquica dos menores, o
que, no momento, deve ser preservado.
Contra essa decisão, interpôs agravo em execução. A Terceira
Câmara Criminal do TJ/RS negou provimento ao recurso.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, sustentando que o pedido de visitas é assegurado legalmente pela
Lei de Execução Penal e auxilia no processo de ressocialização do preso.
O Ministro Og Fernandes, relator no STJ, indeferiu liminarmente o habeas
corpus, nos seguintes termos:
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838419.
Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No presente
habeas corpus a defesa requer seja concedido ao paciente, preso há quase
10 anos, o direito de receber a visita de seus dois filhos e três enteados.
Na espécie, o paciente encontra-se recolhido no sistema prisional do
Estado do Rio Grande do Sul desde o dia 19.9.2001, com término de pena
previsto para 16.7.2040, pela prática dos delitos previstos no artigo 121,
c/c art. 14, II; no artigo 121, § 2º, I e IV; e no artigo 157, § 3º, todos do
Código Penal.
A defesa requereu ao Juízo da Vara das Execuções Criminais da
Comarca de Porto Alegre/RS autorização de visita para seus dois filhos e
três enteados, a qual restou indeferida, nos seguintes termos:
Em que pese a manifestação ministerial de fl. 666 e o
vínculo de parentesco de duas das crianças com o apenado em
questão, indefiro o pedido de visitação dos menores EVELYN
TELLES RODRIGUES DA SILVA, LUÃ TELLES RODRIGUES
DA SILVA, RAFAELA GARCIA NUNES, RAFAEL GARCIA
NUNES e WESLLEY GARCIA ALVES, tendo em vista que,
mesmo possuindo vínculo, os mesmos estão sendo expostos,
sem nenhuma garantia, a um ambiente que não lhes é próprio
podendo trazer prejuízos à formação psíquica dos menores, o
que, no momento, deve ser preservado.
Contra essa decisão, interpôs agravo em execução. A Terceira
Câmara Criminal do TJ/RS negou provimento ao recurso.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, sustentando que o pedido de visitas é assegurado legalmente pela
Lei de Execução Penal e auxilia no processo de ressocialização do preso.
O Ministro Og Fernandes, relator no STJ, indeferiu liminarmente o habeas
corpus, nos seguintes termos:
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
O pedido de visitas ora formulado não se compatibiliza
com a via eleita, uma vez que a ação constitucional do habeas
corpus visa garantir a liberdade do cidadão (direito de
locomoção) e, no caso, não há qualquer violação ao direito de ir
e vir do paciente.
Daí, o presente habeas corpus nesta Corte.
De início, ressalto não desconhecer a jurisprudência dos tribunais
inferiores dando conta da inviabilidade de discutir, no âmbito do habeas
corpus, a possibilidade de o apenado receber a visita de familiares.
De fato, a jurisprudência prevalente neste Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete
diretamente a liberdade de locomoção.
Nesses termos, questão delicada refere-se, exatamente, ao problema
da adequação do habeas corpus para superar restrições que não afetem
diretamente, ao menos em exame superficial, a liberdade de locomoção.
Assim, tem-se afirmado, por exemplo, que o afastamento do cargo,
decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça,
quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou
privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas
corpus (HC 84.236 AgR/PE, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
1.10.2004; HC 84.816/PI, rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ
6.5.2005).
Igualmente, tem-se decidido que medida de segurança, consistente em
portal eletrônico (detector de metais), não configura entrave ao exercício
profissional da advocacia e não constitui ameaça à liberdade de locomoção, não
podendo a matéria ser apreciada em sede de habeas corpus (HC 84.179/SP,
rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 3.12.2004).
Na mesma linha, a jurisprudência dominante sustenta ser
inadmissível habeas corpus contra pena de multa, se ela não pode ser
convertida em pena de prisão. Atualmente, a nova redação conferida pela
Lei 9.268/1996 ao art. 51 do Código Penal veda expressamente a
conversão da pena de multa em pena privativa de liberdade. Daí, estar
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
O pedido de visitas ora formulado não se compatibiliza
com a via eleita, uma vez que a ação constitucional do habeas
corpus visa garantir a liberdade do cidadão (direito de
locomoção) e, no caso, não há qualquer violação ao direito de ir
e vir do paciente.
Daí, o presente habeas corpus nesta Corte.
De início, ressalto não desconhecer a jurisprudência dos tribunais
inferiores dando conta da inviabilidade de discutir, no âmbito do habeas
corpus, a possibilidade de o apenado receber a visita de familiares.
De fato, a jurisprudência prevalente neste Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete
diretamente a liberdade de locomoção.
Nesses termos, questão delicada refere-se, exatamente, ao problema
da adequação do habeas corpus para superar restrições que não afetem
diretamente, ao menos em exame superficial, a liberdade de locomoção.
Assim, tem-se afirmado, por exemplo, que o afastamento do cargo,
decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça,
quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou
privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas
corpus (HC 84.236 AgR/PE, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
1.10.2004; HC 84.816/PI, rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ
6.5.2005).
Igualmente, tem-se decidido que medida de segurança, consistente em
portal eletrônico (detector de metais), não configura entrave ao exercício
profissional da advocacia e não constitui ameaça à liberdade de locomoção, não
podendo a matéria ser apreciada em sede de habeas corpus (HC 84.179/SP,
rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 3.12.2004).
Na mesma linha, a jurisprudência dominante sustenta ser
inadmissível habeas corpus contra pena de multa, se ela não pode ser
convertida em pena de prisão. Atualmente, a nova redação conferida pela
Lei 9.268/1996 ao art. 51 do Código Penal veda expressamente a
conversão da pena de multa em pena privativa de liberdade. Daí, estar
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
consagrado na Súmula 693 do Supremo Tribunal Federal que não cabe
habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo
em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada.
Apesar de todo esse entendimento que venho expor, é certo também
que o campo de abrangência do remédio heroico tem sido alargado. Não
raro esta Corte depara-se com a impetração de habeas corpus contra
instauração de inquérito criminal para tomada de depoimento;
indiciamento de determinada pessoa em inquérito policial; recebimento
da denúncia; sentença de pronúncia no âmbito do processo do júri;
sentença condenatória etc.
É por isso que reputo que a liberdade de locomoção há de ser
entendida de forma ampla, afetando toda e qualquer medida de
autoridade que possa em tese acarretar constrangimento para liberdade
de ir e vir.
No ponto, ressalto que, embora a jurisprudência atual do Tribunal
estabeleça sérias ressalvas ao cabimento do habeas corpus para essas
situações que fogem à sistemática de constrangimento ilegal ou abuso de
poder que violem de modo mais direto a liberdade de locomoção (CF, art.
5º, XV), tal premissa, contudo, não inviabiliza por completo um processo
de ampliação gradual que essa garantia judicial do processo possa vir a
desempenhar em nosso sistema constitucional, não somente em
momentos de crise institucional mas, sobretudo, para conferir maior força
normativa ao texto constitucional.
Diante de todas essas ponderações, é que entendo ser equivocada a
tese que reputa incabível o conhecimento da ação constitucional de habeas
corpus para discutir, como no caso dos autos, o direito do preso de receber
a visita de seus filhos e enteados.
Em linhas gerais, o direito de visitas nada mais é que um
desdobramento do direito de liberdade. De fato, só há falar de direito de
visitas porque a liberdade do apenado encontra-se tolhida. Dessarte,
tenho para mim que a decisão do juízo das execuções que indeferiu o
pedido de visitas formulado teve diretamente o condão de repercutir na
esfera de liberdade, na medida em que agrava, ainda mais, o grau de
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
consagrado na Súmula 693 do Supremo Tribunal Federal que não cabe
habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo
em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada.
Apesar de todo esse entendimento que venho expor, é certo também
que o campo de abrangência do remédio heroico tem sido alargado. Não
raro esta Corte depara-se com a impetração de habeas corpus contra
instauração de inquérito criminal para tomada de depoimento;
indiciamento de determinada pessoa em inquérito policial; recebimento
da denúncia; sentença de pronúncia no âmbito do processo do júri;
sentença condenatória etc.
É por isso que reputo que a liberdade de locomoção há de ser
entendida de forma ampla, afetando toda e qualquer medida de
autoridade que possa em tese acarretar constrangimento para liberdade
de ir e vir.
No ponto, ressalto que, embora a jurisprudência atual do Tribunal
estabeleça sérias ressalvas ao cabimento do habeas corpus para essas
situações que fogem à sistemática de constrangimento ilegal ou abuso de
poder que violem de modo mais direto a liberdade de locomoção (CF, art.
5º, XV), tal premissa, contudo, não inviabiliza por completo um processo
de ampliação gradual que essa garantia judicial do processo possa vir a
desempenhar em nosso sistema constitucional, não somente em
momentos de crise institucional mas, sobretudo, para conferir maior força
normativa ao texto constitucional.
Diante de todas essas ponderações, é que entendo ser equivocada a
tese que reputa incabível o conhecimento da ação constitucional de habeas
corpus para discutir, como no caso dos autos, o direito do preso de receber
a visita de seus filhos e enteados.
Em linhas gerais, o direito de visitas nada mais é que um
desdobramento do direito de liberdade. De fato, só há falar de direito de
visitas porque a liberdade do apenado encontra-se tolhida. Dessarte,
tenho para mim que a decisão do juízo das execuções que indeferiu o
pedido de visitas formulado teve diretamente o condão de repercutir na
esfera de liberdade, na medida em que agrava, ainda mais, o grau de
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
restrição da liberdade do paciente.
Ademais, levando em conta que uma das finalidades da pena é a
ressocialização, eventuais erros por parte do Estado ao promover a
execução podem e devem ser sanados via habeas corpus, sob pena de, ao
fim do cumprimento da pena, não restar alcançado o objetivo de
reinserção eficaz do apenado em seu seio familiar e social.
É indubitável, também, que erros na ressocialização têm como
consectário lógico a não recuperação do encarcerado que, cedo ou tarde,
em futuro contato com a sociedade, poderá novamente vir a delinquir.
Por outro lado, cumpre enfatizar que a Constituição Federal de 1988
tem como um de seus princípios norteadores o princípio da humanidade,
sendo vedadas as penas de morte, salvo em caso de guerra declarada (nos
termos do art. 84, XIX), de caráter perpétuo, de trabalhos forçados, de
banimento e cruéis (CF, art. 5º, XLVII). Prevê, ainda, ser assegurado aos
presos o respeito à integridade física e moral (CF, art. 5º, XLIX).
No mesmo sentido, a diretriz traçada pelo Pacto de São José da
Costa Rica – Convenção Americana de Direitos Humanos, ao dispor que
toda pessoa tem o direito de que se respeite sua integridade física, psíquica e
moral (Art. 5º, 1) e ninguém deve ser submetido a torturas, nem a penas ou
tratos cruéis, desumanos ou degradantes. Toda pessoa privada da liberdade deve
ser tratada com respeito devido à dignidade inerente ao ser humano (Art. 5º, 2).
Nesses termos, consoante ressaltado pelo Ministro Celso de Mello no
julgamento do HC 105.175/SP, a execução penal, além de objetivar a efetivação,
a implementação da condenação penal imposta ao sentenciado, busca também
propiciar condições para a harmônica integração social daquele que sofre a ação
do magistério punitivo do Estado.
Deveras, é fato que a pena assume o caráter de prevenção e
retribuição ao mal causado. Por outro lado, não se pode olvidar seu
necessário caráter ressocializador, devendo-se preocupar o Estado,
portanto, em recuperar o apenado. Assim, é que dispõe o art. 10 da Lei de
Execução Penal ser dever do Estado a assistência ao preso e ao internado,
objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em
sociedade.
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HC 107.701 / RS
restrição da liberdade do paciente.
Ademais, levando em conta que uma das finalidades da pena é a
ressocialização, eventuais erros por parte do Estado ao promover a
execução podem e devem ser sanados via habeas corpus, sob pena de, ao
fim do cumprimento da pena, não restar alcançado o objetivo de
reinserção eficaz do apenado em seu seio familiar e social.
É indubitável, também, que erros na ressocialização têm como
consectário lógico a não recuperação do encarcerado que, cedo ou tarde,
em futuro contato com a sociedade, poderá novamente vir a delinquir.
Por outro lado, cumpre enfatizar que a Constituição Federal de 1988
tem como um de seus princípios norteadores o princípio da humanidade,
sendo vedadas as penas de morte, salvo em caso de guerra declarada (nos
termos do art. 84, XIX), de caráter perpétuo, de trabalhos forçados, de
banimento e cruéis (CF, art. 5º, XLVII). Prevê, ainda, ser assegurado aos
presos o respeito à integridade física e moral (CF, art. 5º, XLIX).
No mesmo sentido, a diretriz traçada pelo Pacto de São José da
Costa Rica – Convenção Americana de Direitos Humanos, ao dispor que
toda pessoa tem o direito de que se respeite sua integridade física, psíquica e
moral (Art. 5º, 1) e ninguém deve ser submetido a torturas, nem a penas ou
tratos cruéis, desumanos ou degradantes. Toda pessoa privada da liberdade deve
ser tratada com respeito devido à dignidade inerente ao ser humano (Art. 5º, 2).
Nesses termos, consoante ressaltado pelo Ministro Celso de Mello no
julgamento do HC 105.175/SP, a execução penal, além de objetivar a efetivação,
a implementação da condenação penal imposta ao sentenciado, busca também
propiciar condições para a harmônica integração social daquele que sofre a ação
do magistério punitivo do Estado.
Deveras, é fato que a pena assume o caráter de prevenção e
retribuição ao mal causado. Por outro lado, não se pode olvidar seu
necessário caráter ressocializador, devendo-se preocupar o Estado,
portanto, em recuperar o apenado. Assim, é que dispõe o art. 10 da Lei de
Execução Penal ser dever do Estado a assistência ao preso e ao internado,
objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em
sociedade.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
As Regras Mínimas do Tratamento de Prisioneiros da ONU, por sua
vez, em seu n. 65, dispõem como objetivo de tratamento dos condenados,
enquanto perdurar a pena, inspirar-lhes a vontade de viver conforme a
lei, incutir-lhes o respeito por si mesmos e desenvolver o seu senso de
responsabilidade.
Destaque-se, aliás, o direito do preso visitas do cônjuge, da
companheira, de parentes e de amigos, assegurado expressamente pela
própria Lei de Execução Penal (art. 41, X), sobretudo com o escopo de
buscar a almejada ressocialização e reeducação do apenado que, cedo ou
tarde, retornará ao convívio familiar e social.
No ponto, destaco, ainda, a Resolução n. 14 do Conselho Nacional de
Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), de 11 de novembro de 1994
(DOU de 2.12.1994), que trata de regras mínimas de tratamento do Preso
no Brasil, dispondo em seu art. 33 e parágrafos sobre o contato do preso
com o mundo exterior:
Art. 33. O preso estará autorizado a comunicar-se
periodicamente, sob vigilância, com sua família, parentes,
amigos ou instituições idôneas, por correspondência ou por
meio de visitas.
§ 1º. A correspondência do preso analfabeto pode ser, a
seu pedido, lida e escrita por servidor ou alguém opor ele
indicado;
§ 2º. O uso dos serviços de telecomunicações poderá ser
autorizado pelo diretor do estabelecimento prisional.
Nesse contexto, já enfatizava o saudoso professor Julio Fabbrini
Mirabete:
Fundamental ao regime penitenciário é o princípio de que
o preso não deve romper seus contatos com o mundo exterior e
que não sejam debilitadas as relações que o unem aos familiares
e amigos. Não há dúvida de que os laços mantidos
principalmente com a família são essencialmente benéficos para
o preso, porque o levam a sentir que, mantendo contatos,
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HC 107.701 / RS
As Regras Mínimas do Tratamento de Prisioneiros da ONU, por sua
vez, em seu n. 65, dispõem como objetivo de tratamento dos condenados,
enquanto perdurar a pena, inspirar-lhes a vontade de viver conforme a
lei, incutir-lhes o respeito por si mesmos e desenvolver o seu senso de
responsabilidade.
Destaque-se, aliás, o direito do preso visitas do cônjuge, da
companheira, de parentes e de amigos, assegurado expressamente pela
própria Lei de Execução Penal (art. 41, X), sobretudo com o escopo de
buscar a almejada ressocialização e reeducação do apenado que, cedo ou
tarde, retornará ao convívio familiar e social.
No ponto, destaco, ainda, a Resolução n. 14 do Conselho Nacional de
Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), de 11 de novembro de 1994
(DOU de 2.12.1994), que trata de regras mínimas de tratamento do Preso
no Brasil, dispondo em seu art. 33 e parágrafos sobre o contato do preso
com o mundo exterior:
Art. 33. O preso estará autorizado a comunicar-se
periodicamente, sob vigilância, com sua família, parentes,
amigos ou instituições idôneas, por correspondência ou por
meio de visitas.
§ 1º. A correspondência do preso analfabeto pode ser, a
seu pedido, lida e escrita por servidor ou alguém opor ele
indicado;
§ 2º. O uso dos serviços de telecomunicações poderá ser
autorizado pelo diretor do estabelecimento prisional.
Nesse contexto, já enfatizava o saudoso professor Julio Fabbrini
Mirabete:
Fundamental ao regime penitenciário é o princípio de que
o preso não deve romper seus contatos com o mundo exterior e
que não sejam debilitadas as relações que o unem aos familiares
e amigos. Não há dúvida de que os laços mantidos
principalmente com a família são essencialmente benéficos para
o preso, porque o levam a sentir que, mantendo contatos,
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
embora com limitações, com as pessoas que se encontram fora
do presídio, não foi excluído da comunidade. Dessa forma, no
momento em que for posto em liberdade, o processo de
reinserção social produzir-se-á de forma natural e mais
facilmente, sem problemas de readaptação a seu meio familiar e
comunitário. Preceituam, aliás, as Regras Mínimas da ONU que
se deve velar particularmente para que se mantenham e
melhorem as boas relações entre o preso e sua família quando
estas sejam convenientes para ambas as partes (nº 79), devendo
ser autorizadas visitas de familiares e amigos, ao menos
periodicamente e sob devida vigilância (nº 37). Por isso,
concede-se ao preso o direito da visita do cônjuge, da
companheira, de parentes e amigos em dias determinados (art.
41, X). Deve a segurança do estabelecimento, porém, submeter
as visitas e o material que transportam a busca pessoal rigorosa,
a fim de evitar a entrada de armas, drogas ou objetos que
possam comprometer a boa ordem, a disciplina e a segurança
do presídio. – (MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução Penal. 9ª
ed., pg. 120. São Paulo: Atlas, 2000).
Diante de todos esses dados, tenho para mim que as decisões
formalizadas pelo Juízo de origem e demais tribunais não são idôneas
para a adequada solução da controvérsia posta. Esclarecedor é o parecer
do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre,
que assim se manifesta:
Com a devida vênia, há de se acolher a postulação
defensiva apenas em relação ao pedido para que os filhos LUÃ
e EVELYN possam visitá-lo.
Afinal, o direito do agravante em receber visitas não é
contestado, em absoluto, por este Juízo, não só por ser um
direito previsto na Lei de Execução Penal (art. 41, inciso X), mas
por se tratar de importante elemento para a ressocialização dos
apenados em geral.
Ocorre que a SUSEPE, na sua Portaria nº 02 de 2001,
regulou os procedimentos a serem adotados quanto ao ingresso
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embora com limitações, com as pessoas que se encontram fora
do presídio, não foi excluído da comunidade. Dessa forma, no
momento em que for posto em liberdade, o processo de
reinserção social produzir-se-á de forma natural e mais
facilmente, sem problemas de readaptação a seu meio familiar e
comunitário. Preceituam, aliás, as Regras Mínimas da ONU que
se deve velar particularmente para que se mantenham e
melhorem as boas relações entre o preso e sua família quando
estas sejam convenientes para ambas as partes (nº 79), devendo
ser autorizadas visitas de familiares e amigos, ao menos
periodicamente e sob devida vigilância (nº 37). Por isso,
concede-se ao preso o direito da visita do cônjuge, da
companheira, de parentes e amigos em dias determinados (art.
41, X). Deve a segurança do estabelecimento, porém, submeter
as visitas e o material que transportam a busca pessoal rigorosa,
a fim de evitar a entrada de armas, drogas ou objetos que
possam comprometer a boa ordem, a disciplina e a segurança
do presídio. – (MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução Penal. 9ª
ed., pg. 120. São Paulo: Atlas, 2000).
Diante de todos esses dados, tenho para mim que as decisões
formalizadas pelo Juízo de origem e demais tribunais não são idôneas
para a adequada solução da controvérsia posta. Esclarecedor é o parecer
do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre,
que assim se manifesta:
Com a devida vênia, há de se acolher a postulação
defensiva apenas em relação ao pedido para que os filhos LUÃ
e EVELYN possam visitá-lo.
Afinal, o direito do agravante em receber visitas não é
contestado, em absoluto, por este Juízo, não só por ser um
direito previsto na Lei de Execução Penal (art. 41, inciso X), mas
por se tratar de importante elemento para a ressocialização dos
apenados em geral.
Ocorre que a SUSEPE, na sua Portaria nº 02 de 2001,
regulou os procedimentos a serem adotados quanto ao ingresso
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
de visitantes nos Estabelecimentos Prisionais do Rio Grande do
Sul, visando, com tal medida, estabelecer normas de
organização para a entrada e saída de pessoas, amigos e
parentes dos apenados, e evitar o caos e a insegurança dos
penitenciários.
Ao regulamentar o acesso das pessoas às penitenciárias e
presídios, buscou-se, com relação às crianças menores de 12
anos, a comprovação de parentesco e vínculo familiar com os
apenados, uma vez que não se nega tal direito, conforme
determinado no artigo 8º da Portaria, apenas resguarda-o.
O que se discute aqui é concessão de autorização judicial
para que duas crianças de 05 (cinco) anos e uma de 12 (doze)
anos de idade, filhas da atual companheira do apenado
(chamada Giovana Brum Garcia), possa visitá-lo no
estabelecimento penal.
Neste aspecto, é importante ressaltar que tais infantes são
filhos da companheira atual do apenado, conforme certidões de
nascimento juntadas às fls. 654, 656 e 659 do PEC, não havendo
nenhuma prova nos autos da relação de pai e filho, bem como
da relação estável com a genitora.
É nítida a ausência de elementos que justificam e
comprovam vínculo familiar. Aliás, nesse aspecto, é importante
referir que em 03/06/2008 (há cerca de um ano e meio atrás), o
apenado teve deferido em seu favor a visita por parte de Angela
Giovana Santos Rodrigues (fls. 424/426), sua companheira na
ocasião, a qual não é mãe nem de seus filhos nem dos referidos
enteados.
Nem se diga, como afirmou o juízo das execuções, que o paciente
não faz jus à visita de seus filhos por se tratar de local impróprio,
podendo trazer prejuízos à formação psíquica dos menores.
De fato, é público e notório o total desajuste do sistema carcerário
brasileiro à programação prevista pela Lei de Execução Penal. Não raro,
presenciamos vastas reportagens jornalísticas dando conta das condições
desumanas de cumprimento de pena às quais são submetidos os
apenados do sistema carcerário brasileiro. Todavia, levando em conta a
7
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
de visitantes nos Estabelecimentos Prisionais do Rio Grande do
Sul, visando, com tal medida, estabelecer normas de
organização para a entrada e saída de pessoas, amigos e
parentes dos apenados, e evitar o caos e a insegurança dos
penitenciários.
Ao regulamentar o acesso das pessoas às penitenciárias e
presídios, buscou-se, com relação às crianças menores de 12
anos, a comprovação de parentesco e vínculo familiar com os
apenados, uma vez que não se nega tal direito, conforme
determinado no artigo 8º da Portaria, apenas resguarda-o.
O que se discute aqui é concessão de autorização judicial
para que duas crianças de 05 (cinco) anos e uma de 12 (doze)
anos de idade, filhas da atual companheira do apenado
(chamada Giovana Brum Garcia), possa visitá-lo no
estabelecimento penal.
Neste aspecto, é importante ressaltar que tais infantes são
filhos da companheira atual do apenado, conforme certidões de
nascimento juntadas às fls. 654, 656 e 659 do PEC, não havendo
nenhuma prova nos autos da relação de pai e filho, bem como
da relação estável com a genitora.
É nítida a ausência de elementos que justificam e
comprovam vínculo familiar. Aliás, nesse aspecto, é importante
referir que em 03/06/2008 (há cerca de um ano e meio atrás), o
apenado teve deferido em seu favor a visita por parte de Angela
Giovana Santos Rodrigues (fls. 424/426), sua companheira na
ocasião, a qual não é mãe nem de seus filhos nem dos referidos
enteados.
Nem se diga, como afirmou o juízo das execuções, que o paciente
não faz jus à visita de seus filhos por se tratar de local impróprio,
podendo trazer prejuízos à formação psíquica dos menores.
De fato, é público e notório o total desajuste do sistema carcerário
brasileiro à programação prevista pela Lei de Execução Penal. Não raro,
presenciamos vastas reportagens jornalísticas dando conta das condições
desumanas de cumprimento de pena às quais são submetidos os
apenados do sistema carcerário brasileiro. Todavia, levando em conta a
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
almejada ressocialização do apenado e partindo da premissa de que o
convício familiar é salutar para a perseguição desse fim, cabe ao Poder
Público o dever de propiciar meios para que o apenado possa receber
visitas, inclusive de seus filhos e enteados, em ambiente minimamente
aceitável e preparado para tanto e que não coloque em risco a integridade
física e psíquica dos visitantes.
Ante o exposto, meu voto é no sentido de conceder a ordem de
habeas corpus para assegurar ao paciente o direito de visita dos filhos LUÃ
TELLES RODRIGUES DA SILVA e EVELYN TELLES RODRIGUES DA
SILVA.
Com relação aos menores WESLEY GARCIA ALVES, RAFAEL
GARCIA NUNES e RAFAELA GARCIA NUNES, filhos da suposta
companheira, também defiro, pois apesar de não ter restado demonstrado
o vínculo de parentesco, nem a estabilidade da relação com a genitora,
certo é que os filhos e a própria Giovana Brum Garcia podem ser
classificados no rol de amigos do paciente (art. 41, X, da LEP).
É como voto.
8
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
almejada ressocialização do apenado e partindo da premissa de que o
convício familiar é salutar para a perseguição desse fim, cabe ao Poder
Público o dever de propiciar meios para que o apenado possa receber
visitas, inclusive de seus filhos e enteados, em ambiente minimamente
aceitável e preparado para tanto e que não coloque em risco a integridade
física e psíquica dos visitantes.
Ante o exposto, meu voto é no sentido de conceder a ordem de
habeas corpus para assegurar ao paciente o direito de visita dos filhos LUÃ
TELLES RODRIGUES DA SILVA e EVELYN TELLES RODRIGUES DA
SILVA.
Com relação aos menores WESLEY GARCIA ALVES, RAFAEL
GARCIA NUNES e RAFAELA GARCIA NUNES, filhos da suposta
companheira, também defiro, pois apesar de não ter restado demonstrado
o vínculo de parentesco, nem a estabilidade da relação com a genitora,
certo é que os filhos e a própria Giovana Brum Garcia podem ser
classificados no rol de amigos do paciente (art. 41, X, da LEP).
É como voto.
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Aditamento ao Voto
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
A D I T A M E N T O A O V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Senhor
Presidente, Senhores Ministros, o meu voto é no sentido de conceder
parcialmente a ordem, entendendo que o habeas corpus, neste caso, tutela
todo esse plexo de relações ligadas à execução penal.
Eu só não estou concedendo em relação aos filhos da companheira,
porque o próprio Ministério Público coloca em dúvida, primeiro a
estabilidade dessa relação e, depois, a existência de vínculo dessas
pessoas com o paciente. Mas estou encaminhando nesse sentido, tendo
em vista a importância do tema aqui tratado, no que diz respeito à
execução da pena, à ressocialização, mas, também, ao instituto do habeas
corpus. Uma visão formal – eu sei – poderia levar simplesmente ao
indeferimento, mas isso também tem consequências, porque a tutela que
outros instrumentos poderiam oferecer não é expedita.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Ela não
tem o préstimo.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Exatamente, em muitos casos não teria efeito útil.
E não se trata agora de reinventar a doutrina brasileira do habeas
corpus, mas de dar uma interpretação de que isso está ainda no contexto
da liberdade de ir e vir.
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
A D I T A M E N T O A O V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Senhor
Presidente, Senhores Ministros, o meu voto é no sentido de conceder
parcialmente a ordem, entendendo que o habeas corpus, neste caso, tutela
todo esse plexo de relações ligadas à execução penal.
Eu só não estou concedendo em relação aos filhos da companheira,
porque o próprio Ministério Público coloca em dúvida, primeiro a
estabilidade dessa relação e, depois, a existência de vínculo dessas
pessoas com o paciente. Mas estou encaminhando nesse sentido, tendo
em vista a importância do tema aqui tratado, no que diz respeito à
execução da pena, à ressocialização, mas, também, ao instituto do habeas
corpus. Uma visão formal – eu sei – poderia levar simplesmente ao
indeferimento, mas isso também tem consequências, porque a tutela que
outros instrumentos poderiam oferecer não é expedita.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Ela não
tem o préstimo.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Exatamente, em muitos casos não teria efeito útil.
E não se trata agora de reinventar a doutrina brasileira do habeas
corpus, mas de dar uma interpretação de que isso está ainda no contexto
da liberdade de ir e vir.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, tenho algumas considerações a fazer. Inicialmente,
acompanho o eminente Ministro Relator no que tange ao conhecimento
do habeas corpus. Entendo que se está, sim, diante de uma limitação do
direito de ir e vir, porque o habeas corpus, no caso, se insurge contra a
execução da pena, ou seja, está se impondo, aqui, ao paciente, uma
restrição maior, em tese, ao modo como é executada a sua pena. Aliás, é
muito grave, porque ele foi condenado a mais de trinta e nove anos de
reclusão, é uma pena grave, e ele se insurge contra o modo pelo qual lhe
está sendo imposta essa execução.
Agora, tenho algumas dúvidas que quero compartilhar com os
eminentes Colegas. No primeiro momento, eu até concederia o habeas
corpus numa amplitude um pouco maior do que o eminente Relator,
porque, se pegarmos aqui o artigo 41 da Lei das Execuções Penais, inciso
X, lê-se que é direito do sentenciado:
"X - visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em
dias determinados;"
Portanto, a existência do vínculo familiar como fundamento para a
denegação da visita dos enteados não me parece muito sólido, até
porque, se é possível a visita de amigos, por que não de enteados, que
são, talvez, até mais do que amigos do sentenciado. Essa justificativa da
inexistência de vínculo familiar ou de vínculo de um relacionamento mais
aprofundado não me impressiona.
Agora, eminente Relator, quero indagar a Vossa Excelência o
seguinte. Porque o artigo 41, parágrafo único, da LEP, estatui:
"Parágrafo único - Os direitos previstos no inciso V, X" - que é
o caso, e - "XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato
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13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, tenho algumas considerações a fazer. Inicialmente,
acompanho o eminente Ministro Relator no que tange ao conhecimento
do habeas corpus. Entendo que se está, sim, diante de uma limitação do
direito de ir e vir, porque o habeas corpus, no caso, se insurge contra a
execução da pena, ou seja, está se impondo, aqui, ao paciente, uma
restrição maior, em tese, ao modo como é executada a sua pena. Aliás, é
muito grave, porque ele foi condenado a mais de trinta e nove anos de
reclusão, é uma pena grave, e ele se insurge contra o modo pelo qual lhe
está sendo imposta essa execução.
Agora, tenho algumas dúvidas que quero compartilhar com os
eminentes Colegas. No primeiro momento, eu até concederia o habeas
corpus numa amplitude um pouco maior do que o eminente Relator,
porque, se pegarmos aqui o artigo 41 da Lei das Execuções Penais, inciso
X, lê-se que é direito do sentenciado:
"X - visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em
dias determinados;"
Portanto, a existência do vínculo familiar como fundamento para a
denegação da visita dos enteados não me parece muito sólido, até
porque, se é possível a visita de amigos, por que não de enteados, que
são, talvez, até mais do que amigos do sentenciado. Essa justificativa da
inexistência de vínculo familiar ou de vínculo de um relacionamento mais
aprofundado não me impressiona.
Agora, eminente Relator, quero indagar a Vossa Excelência o
seguinte. Porque o artigo 41, parágrafo único, da LEP, estatui:
"Parágrafo único - Os direitos previstos no inciso V, X" - que é
o caso, e - "XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 107.701 / RS
motivado do diretor do estabelecimento."
Pergunto: houve algum ato motivado? Porque eu admitiria que se
restringisse, motivadamente, a visita, assim como se poderia restringir,
motivadamente, o contato com o mundo exterior por meio de
correspondência, ou até o regime de trabalho do sentenciado. Se o diretor
do estabelecimento, por uma razão fundada, denegou essa visita,
dizendo, eventualmente, que esta pretensa companheira estaria trazendo
tóxicos para o estabelecimento penitenciário ou celulares, etc.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não, a
discussão se restringe a isso. Houve um pedido de autorização para os
dois filhos e três enteados, o qual restou indeferido e, a partir daí, então,
as sucessivas impugnações. Houve o agravo em execução, houve negativa
de provimento no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e,
então, a matéria veio ao STJ e o Ministro Og Fernandes...
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
-
Liminarmente, negou seguimento.
Então, Senhor Presidente, tendo em vista que não há, pelo menos
aparentemente, um deferimento, uma denegação fundada por parte do
diretor do estabelecimento, que eu consideraria legítimo, e também teria
dificuldades em apreciar isso em sede de habeas corpus, conheço do habeas
corpus e estaria, em princípio, deferindo de forma mais ampla, tendo em
conta a dicção do inciso X, que inclui não apenas, como disse, o cônjuge, a
companheira e parentes, mas também os próprios amigos. Portanto, nada
impediria que se classificasse os enteados no rol de amigos do
sentenciado.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
motivado do diretor do estabelecimento."
Pergunto: houve algum ato motivado? Porque eu admitiria que se
restringisse, motivadamente, a visita, assim como se poderia restringir,
motivadamente, o contato com o mundo exterior por meio de
correspondência, ou até o regime de trabalho do sentenciado. Se o diretor
do estabelecimento, por uma razão fundada, denegou essa visita,
dizendo, eventualmente, que esta pretensa companheira estaria trazendo
tóxicos para o estabelecimento penitenciário ou celulares, etc.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não, a
discussão se restringe a isso. Houve um pedido de autorização para os
dois filhos e três enteados, o qual restou indeferido e, a partir daí, então,
as sucessivas impugnações. Houve o agravo em execução, houve negativa
de provimento no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e,
então, a matéria veio ao STJ e o Ministro Og Fernandes...
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
-
Liminarmente, negou seguimento.
Então, Senhor Presidente, tendo em vista que não há, pelo menos
aparentemente, um deferimento, uma denegação fundada por parte do
diretor do estabelecimento, que eu consideraria legítimo, e também teria
dificuldades em apreciar isso em sede de habeas corpus, conheço do habeas
corpus e estaria, em princípio, deferindo de forma mais ampla, tendo em
conta a dicção do inciso X, que inclui não apenas, como disse, o cônjuge, a
companheira e parentes, mas também os próprios amigos. Portanto, nada
impediria que se classificasse os enteados no rol de amigos do
sentenciado.
É como voto.
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Explicação
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
E X P L I C A Ç Ã O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Como
o tema envolvia esses aspectos mais delicados, eu me adstringi à temática
da visita dos filhos, até porque falam em suposta companheira; como é
uma pessoa que está presa há muito tempo e os enteados são filhos de
cinco anos, é um tema que se poderia resolver, mas eu também – se a
Turma assim encaminhar – adiro, porque havia esse rubicão para
atravessar.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Vossa
Excelência o atravessou com a cautela necessária.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu
acho o voto de Vossa Excelência, antecipando um pouquinho, Ministro
Celso de Mello, tão humano, com substância jurídica, não é apenas
sentimental, eu admitiria essa ampliação para os enteados.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Eu
também; como todos falaram em suposta união estável e colocaram então
em dúvida, e como nós tínhamos de resolver a questão da visita dos
filhos.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Se ele
provar que tem uma relação estável, então, os filhos da companheira
fariam parte da família dele.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O
Ministro Ricardo Lewandowski tem razão. Deferir in totum, portanto, o
pedido.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O
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13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
E X P L I C A Ç Ã O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Como
o tema envolvia esses aspectos mais delicados, eu me adstringi à temática
da visita dos filhos, até porque falam em suposta companheira; como é
uma pessoa que está presa há muito tempo e os enteados são filhos de
cinco anos, é um tema que se poderia resolver, mas eu também – se a
Turma assim encaminhar – adiro, porque havia esse rubicão para
atravessar.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Vossa
Excelência o atravessou com a cautela necessária.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu
acho o voto de Vossa Excelência, antecipando um pouquinho, Ministro
Celso de Mello, tão humano, com substância jurídica, não é apenas
sentimental, eu admitiria essa ampliação para os enteados.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Eu
também; como todos falaram em suposta união estável e colocaram então
em dúvida, e como nós tínhamos de resolver a questão da visita dos
filhos.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Se ele
provar que tem uma relação estável, então, os filhos da companheira
fariam parte da família dele.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O
Ministro Ricardo Lewandowski tem razão. Deferir in totum, portanto, o
pedido.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23
Explicação
HC 107.701 / RS
Século XXI, Ministro Celso de Mello, é o século do afeto, a
preponderância do afeto sobre o biológico.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Agradeço a observação do Ministro Ricardo Lewandowski.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
Século XXI, Ministro Celso de Mello, é o século do afeto, a
preponderância do afeto sobre o biológico.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Agradeço a observação do Ministro Ricardo Lewandowski.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23
Voto - MIN. AYRES BRITTO
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu
também quero louvar o voto do Ministro Gilmar Mendes - digamos - lato,
dilargado o bastante para absorver francamente a sugestão do Ministro
Ricardo Lewandowski. O voto do Ministro Gilmar Mendes, no seu
espectro material, alberga, com toda facilidade, a interpretação lata
sugerida, feita pelo Ministro Ricardo Lewandowski. Aliás, Sua
Excelência, o Ministro Gilmar Mendes, aderiu de plano, sem dificuldade
nenhuma, porque no fundo se contém no voto de Vossa Excelência.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A
minha dúvida era porque todas as autoridades que se manifestaram
disseram que trataram dessa relação, mas o Ministro Ricardo
Lewandowski esclareceu isso de forma cabal, no sentido de que, não fosse
a companheira, mas que fosse uma amiga, a questão também estaria
posta nos mesmos termos tal como referido na Lei de Execução Penal.
Quer dizer, não nos cabe tornar mais difícil uma relação, que já é, por si
só, extremamente complexa.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) -
Perfeitamente. Na verdade, Vossa Excelência superou, com esse seu voto
magnífico, humano - e quando se diz humano, se diz jurídico, porque nós
temos o princípio da dignidade da pessoa humana como um dos
fundamentos da República Federativa do Brasil, no inciso III do artigo 1º.
Há uma tendência, aí, para se pensar que o humanismo está fora do
Direito, quando não está fora, é categoria jurídica. Então, quando nós
falamos do habeas corpus, esse peregrino e superior remédio
constitucional, como destinado a proteger a liberdade de locomoção,
terminamos com esta expressão "liberdade de locomoção" apequenando o
instituto, como se fosse um mantra intelectual, porque ele inclui a
Supremo Tribunal Federal
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13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu
também quero louvar o voto do Ministro Gilmar Mendes - digamos - lato,
dilargado o bastante para absorver francamente a sugestão do Ministro
Ricardo Lewandowski. O voto do Ministro Gilmar Mendes, no seu
espectro material, alberga, com toda facilidade, a interpretação lata
sugerida, feita pelo Ministro Ricardo Lewandowski. Aliás, Sua
Excelência, o Ministro Gilmar Mendes, aderiu de plano, sem dificuldade
nenhuma, porque no fundo se contém no voto de Vossa Excelência.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A
minha dúvida era porque todas as autoridades que se manifestaram
disseram que trataram dessa relação, mas o Ministro Ricardo
Lewandowski esclareceu isso de forma cabal, no sentido de que, não fosse
a companheira, mas que fosse uma amiga, a questão também estaria
posta nos mesmos termos tal como referido na Lei de Execução Penal.
Quer dizer, não nos cabe tornar mais difícil uma relação, que já é, por si
só, extremamente complexa.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) -
Perfeitamente. Na verdade, Vossa Excelência superou, com esse seu voto
magnífico, humano - e quando se diz humano, se diz jurídico, porque nós
temos o princípio da dignidade da pessoa humana como um dos
fundamentos da República Federativa do Brasil, no inciso III do artigo 1º.
Há uma tendência, aí, para se pensar que o humanismo está fora do
Direito, quando não está fora, é categoria jurídica. Então, quando nós
falamos do habeas corpus, esse peregrino e superior remédio
constitucional, como destinado a proteger a liberdade de locomoção,
terminamos com esta expressão "liberdade de locomoção" apequenando o
instituto, como se fosse um mantra intelectual, porque ele inclui a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.701 / RS
liberdade de locomoção, na perspectiva do habeas corpus - disse o
Ministro Celso de Mello ainda há pouco -, e inclui a liberdade de ficar e
de permanecer espacialmente. Então, a liberdade espacial, protegida pelo
habeas corpus, no fundo, é uma liberdade de inserção espacial,
compreendendo as três figuras do ir, do vir e do permanecer, que
significa nem ir nem vir, mas simplesmente ficar. E a interpretação que o
Ministro Gilmar Mendes, no seu magnífico voto, dá à postulação sob
julgamento, maximiza, na devida conta humanística, o espectro funcional
do habeas corpus. O habeas corpus, aqui, está sendo usado exatamente
para prestigiar o direito que tem o preso de ter a sua segregação mitigada
ou minimizada.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Portanto, afeta o próprio regime de restrição de liberdade.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Sim, o
próprio regime de restrição de liberdade.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - E, veja
Vossa Excelência: essa é uma questão extremamente importante porque a
afirmação de que, não se aceitando o habeas corpus, haverá outros
instrumentos, muitas vezes não leva a uma proteção eficaz, tendo em
vista o ônus, a demora, o retardo, a alternativa de um eventual mandado
de segurança, que terá outro tipo de tratamento. E se forem
procedimentos ordinários, então.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O rito
dificultoso.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Em
muitos casos, dependendo da dimensão da pena – e neste nós vimos que
é uma pena alongada – , a decisão judicial talvez não venha a produzir
efeitos úteis, não terá efeito corretivo.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1789160.
Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
liberdade de locomoção, na perspectiva do habeas corpus - disse o
Ministro Celso de Mello ainda há pouco -, e inclui a liberdade de ficar e
de permanecer espacialmente. Então, a liberdade espacial, protegida pelo
habeas corpus, no fundo, é uma liberdade de inserção espacial,
compreendendo as três figuras do ir, do vir e do permanecer, que
significa nem ir nem vir, mas simplesmente ficar. E a interpretação que o
Ministro Gilmar Mendes, no seu magnífico voto, dá à postulação sob
julgamento, maximiza, na devida conta humanística, o espectro funcional
do habeas corpus. O habeas corpus, aqui, está sendo usado exatamente
para prestigiar o direito que tem o preso de ter a sua segregação mitigada
ou minimizada.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Portanto, afeta o próprio regime de restrição de liberdade.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Sim, o
próprio regime de restrição de liberdade.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - E, veja
Vossa Excelência: essa é uma questão extremamente importante porque a
afirmação de que, não se aceitando o habeas corpus, haverá outros
instrumentos, muitas vezes não leva a uma proteção eficaz, tendo em
vista o ônus, a demora, o retardo, a alternativa de um eventual mandado
de segurança, que terá outro tipo de tratamento. E se forem
procedimentos ordinários, então.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O rito
dificultoso.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Em
muitos casos, dependendo da dimensão da pena – e neste nós vimos que
é uma pena alongada – , a decisão judicial talvez não venha a produzir
efeitos úteis, não terá efeito corretivo.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.701 / RS
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - E essa
precedência do habeas corpus no rol das ações constitucionais, que Vossa
Excelência está a estabelecer, é rigorosamente técnica, porque, quando a
Constituição fala de mandado de segurança, teve o cuidado de dizer
"quando não couber habeas corpus"; quando couber habeas corpus, nem
se cogita de mandado de segurança - e, no caso, francamente, cabe
habeas corpus.
É uma decisão, Ministro Gilmar Mendes, que prestigia, também, a
entidade, a instituição jurídica da família, aquela formalmente constituída
pelo casamento, etc., e a informalmente constituída.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Se Vossa
Excelência me permite, em termos de política criminal, também ela
contribui para aliviar o ambiente de tensão que existe nos
estabelecimentos prisionais.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Ótima
observação. Perfeito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - De
resto, a propósito do comentário do Ministro Celso de Mello, queria
lembrar que, recentemente, com críticas, é verdade, a Suprema Corte
americana tomou uma de suas decisões importantes em relação ao regime
prisional, determinando que a Califórnia – são decisões temperadas ou
condicionadas –, num prazo determinado, reduza em um percentual
significativo seu número de presos, tendo em vista exatamente essas
condições. Eu já disse uma vez em sala de aula, mas agora repito aqui,
nós temos esse problema sério do amontoado de presos em condições
obviamente inconstitucionais, desumanas e ilegais.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - E veja
que é um tema hoje posto e está a demandar, então, reflexão de uma corte
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - E essa
precedência do habeas corpus no rol das ações constitucionais, que Vossa
Excelência está a estabelecer, é rigorosamente técnica, porque, quando a
Constituição fala de mandado de segurança, teve o cuidado de dizer
"quando não couber habeas corpus"; quando couber habeas corpus, nem
se cogita de mandado de segurança - e, no caso, francamente, cabe
habeas corpus.
É uma decisão, Ministro Gilmar Mendes, que prestigia, também, a
entidade, a instituição jurídica da família, aquela formalmente constituída
pelo casamento, etc., e a informalmente constituída.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Se Vossa
Excelência me permite, em termos de política criminal, também ela
contribui para aliviar o ambiente de tensão que existe nos
estabelecimentos prisionais.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Ótima
observação. Perfeito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - De
resto, a propósito do comentário do Ministro Celso de Mello, queria
lembrar que, recentemente, com críticas, é verdade, a Suprema Corte
americana tomou uma de suas decisões importantes em relação ao regime
prisional, determinando que a Califórnia – são decisões temperadas ou
condicionadas –, num prazo determinado, reduza em um percentual
significativo seu número de presos, tendo em vista exatamente essas
condições. Eu já disse uma vez em sala de aula, mas agora repito aqui,
nós temos esse problema sério do amontoado de presos em condições
obviamente inconstitucionais, desumanas e ilegais.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - E veja
que é um tema hoje posto e está a demandar, então, reflexão de uma corte
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.701 / RS
suprema líder no processo de jurisdição constitucional, como é a
americana, que acaba, portanto, de tomar essa medida exatamente por
não poder responder, individualmente, em relação aos abusos que se
perpetram nessa área.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Se
Vossa Excelência me permite, outra achega do voto do Ministro
Lewandowski, que me pareceu importante e perfeitamente comportável
no voto de Vossa Excelência, é quanto ao inciso X do artigo 41 da LEP,
que prevê visita também de amigos, incentivando ou recuperando, de
alguma forma, o espírito gregário que é comum ao ser humano. Dizia
Aristóteles: "o homem um animal político", por excelência. E quando se
fala da LEP, a remessa da LEP à sua matriz, é a matriz constitucional.
Porque quando a Constituição fala da individualização da pena, nos
remete, imediatamente, à Lei das Execuções Penais, que, sabemos todos,
em matéria penal, o Direito brasileiro é orteguiano, rigorosamente
orteguiano e personalizado. O Direito Penal só pode ser concebido e
praticado em atenção à personalidade, às singularidades do apenado, do
processado, etc.
Então, Ministro Gilmar Mendes, eu acompanho integralmente o voto
de Vossa Excelência e o faço louvando, sobremodo, o equacionamento
jurídico com que Vossa Excelência nos propôs com tanta maestria.
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.701 / RS
suprema líder no processo de jurisdição constitucional, como é a
americana, que acaba, portanto, de tomar essa medida exatamente por
não poder responder, individualmente, em relação aos abusos que se
perpetram nessa área.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Se
Vossa Excelência me permite, outra achega do voto do Ministro
Lewandowski, que me pareceu importante e perfeitamente comportável
no voto de Vossa Excelência, é quanto ao inciso X do artigo 41 da LEP,
que prevê visita também de amigos, incentivando ou recuperando, de
alguma forma, o espírito gregário que é comum ao ser humano. Dizia
Aristóteles: "o homem um animal político", por excelência. E quando se
fala da LEP, a remessa da LEP à sua matriz, é a matriz constitucional.
Porque quando a Constituição fala da individualização da pena, nos
remete, imediatamente, à Lei das Execuções Penais, que, sabemos todos,
em matéria penal, o Direito brasileiro é orteguiano, rigorosamente
orteguiano e personalizado. O Direito Penal só pode ser concebido e
praticado em atenção à personalidade, às singularidades do apenado, do
processado, etc.
Então, Ministro Gilmar Mendes, eu acompanho integralmente o voto
de Vossa Excelência e o faço louvando, sobremodo, o equacionamento
jurídico com que Vossa Excelência nos propôs com tanta maestria.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.701
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 198787 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Conhecida a ação e deferido o habeas corpus para
assegurar ao paciente o direito de visita dos filhos LUÃ TELLES
RODRIGUES DA SILVA e EVELYN TELLES RODRIGUES DA SILVA. Com relação
aos menores WESLEY GARCIA ALVES, RAFAEL GARCIA NUNES e RAFAELA
GARCIA NUNES, filhos da suposta companheira do apenado, também
defiro, pois apesar de não ter restado demonstrado o vínculo de
parentesco com o paciente, nem a estabilidade da relação com a
genitora, certo é que os filhos e a própria Giovana Brum Garcia
podem ser classificados no rol de amigos do paciente (art. 41, X,
da LEP), nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.701
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 198787 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Conhecida a ação e deferido o habeas corpus para
assegurar ao paciente o direito de visita dos filhos LUÃ TELLES
RODRIGUES DA SILVA e EVELYN TELLES RODRIGUES DA SILVA. Com relação
aos menores WESLEY GARCIA ALVES, RAFAEL GARCIA NUNES e RAFAELA
GARCIA NUNES, filhos da suposta companheira do apenado, também
defiro, pois apesar de não ter restado demonstrado o vínculo de
parentesco com o paciente, nem a estabilidade da relação com a
genitora, certo é que os filhos e a própria Giovana Brum Garcia
podem ser classificados no rol de amigos do paciente (art. 41, X,
da LEP), nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma,
13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1845891
| 2011-09-13T00:00:00
| 2012-03-26T00:00:00
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Conhecida a ação e deferido o habeas corpus para assegurar ao paciente o direito de visita dos filhos LUÃ TELLES RODRIGUES DA SILVA e EVELYN TELLES RODRIGUES DA SILVA. Com relação aos menores WESLEY GARCIA ALVES, RAFAEL GARCIA NUNES e RAFAELA GARCIA NUNES, filhos da suposta companheira do apenado, também defiro, pois apesar de não ter restado demonstrado o vínculo de parentesco com o paciente, nem a estabilidade da relação com a genitora, certo é que os filhos e a própria Giovana Brum Garcia podem ser classificados no rol de amigos do paciente (art. 41, X, da LEP), nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.09.2011.
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HABEAS CORPUS
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HABEAS CORPUS. 2. DIREITO DO PACIENTE, PRESO HÁ QUASE 10 ANOS, DE RECEBER A VISITA DE SEUS DOIS FILHOS E TRÊS ENTEADOS. 3. COGNOSCIBILIDADE. POSSIBILIDADE. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO ENTENDIDA DE FORMA AMPLA, AFETANDO TODA E QUALQUER MEDIDA DE AUTORIDADE QUE POSSA EM TESE ACARRETAR CONSTRANGIMENTO DA LIBERDADE DE IR E VIR. ORDEM CONCEDIDA.
1. COGNOSCIBILIDADE DO WRIT.
A jurisprudência prevalente neste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete diretamente a liberdade de locomoção do paciente.
Alargamento do campo de abrangência do remédio heroico. Não raro, esta Corte depara-se com a impetração de habeas corpus contra instauração de inquérito criminal para tomada de depoimento; indiciamento de determinada pessoa em inquérito policial; recebimento da denúncia; sentença de pronúncia no âmbito do processo do júri; sentença condenatória etc.
Liberdade de locomoção entendida de forma ampla, afetando toda e qualquer medida de autoridade que possa, em tese, acarretar constrangimento para a liberdade de ir e vir.
Direito de visitas como desdobramento do direito de liberdade. Só há se falar em direito de visitas porque a liberdade do apenado encontra-se tolhida. Decisão do juízo das execuções que, ao indeferir o pedido de visitas formulado, repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava, ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente.
Eventuais erros por parte do Estado ao promover a execução da pena podem e devem ser sanados via habeas corpus, sob pena de, ao fim do cumprimento da pena, não restar alcançado o objetivo de reinserção eficaz do apenado em seu seio familiar e social.
Habeas corpus conhecido.
2. RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO.
A Constituição Federal de 1988 tem como um de seus princípios norteadores o da humanidade, sendo vedadas as penas de morte, salvo em caso de guerra declarada (nos termos do art. 84, XIX), de caráter perpétuo, de trabalhos forçados, de banimento e cruéis (CF, art. 5º, XLVII). Prevê, ainda, ser assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral (CF, art. 5º, XLIX).
É fato que a pena assume o caráter de prevenção e retribuição ao mal causado. Por outro lado, não se pode olvidar seu necessário caráter ressocializador, devendo o Estado preocupar-se, portanto, em recuperar o apenado. Assim, é que dispõe o art. 10 da Lei de Execução Penal ser dever do Estado a assistência ao preso e ao internado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade.
Aliás, o direito do preso receber visitas do cônjuge, da companheira, de parentes e de amigos está assegurado expressamente pela própria Lei (art. 41, X), sobretudo com o escopo de buscar a almejada ressocialização e reeducação do apenado que, cedo ou tarde, retornará ao convívio familiar e social.
Nem se diga que o paciente não faz jus à visita dos filhos por se tratar de local impróprio, podendo trazer prejuízos à formação psíquica dos menores. De fato, é público e notório o total desajuste do sistema carcerário brasileiro à programação prevista pela Lei de Execução Penal. Todavia, levando-se em conta a almejada ressocialização e partindo-se da premissa de que o convício familiar é salutar para a perseguição desse fim, cabe ao Poder Público propiciar meios para que o apenado possa receber visitas, inclusive dos filhos e enteados, em ambiente minimamente aceitável, preparado para tanto e que não coloque em risco a integridade física e psíquica dos visitantes.
3. ORDEM CONCEDIDA.
|
sjur206543
|
- Acórdãos citados: HC 84179, HC 84816, HC 105175.
Número de páginas: 23.
Análise: 25/04/2012, IMC.
Revisão: 26/04/2012, KBP.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
107701
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00001 INC-00003 ART-00005 INC-00015 INC-00047 INC-00049\r\n ART-00084 INC-00019 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00014 INC-00002 \r\n ART-00051 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9268/1996\r\n ART-00121 PAR-00002 INC-00001 INC-00004\r\n ART-00157 PAR-00003\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\r\n ART-00010 ART-00041 INC-00010 PAR-ÚNICO\r\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\r\n",
"LEG-FED LEI-009268 ANO-1996\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n",
"LEG-INT CVC ANO-1969\r\n ART-00005 NÚMERO-1 NÚMERO-2\r\n PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS ASSINADA\r\n EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n",
"LEG-FED DLG-000027 ANO-1992\r\n APROVA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS\r\n HUMANOS ASSINADA EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n DECRETO LEGISLATIVO\r\n",
"LEG-FED DEC-000678 ANO-1992\r\n PROMULGA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS\r\n HUMANOS ASSINADA EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n DECRETO\r\n",
"LEG-FED RES-000014 ANO-1994\r\n ART-00033 PAR-00001 PAR-00002 \r\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA CRIMINAL E PENITENCIÁRIA - CNPCP\r\n",
"LEG-FED SUMSTF-000693 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
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HC
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acordaos
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HC 107701
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PACTE.(S) : MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 198787 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 198787 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
HABEAS CORPUS. 2. DIREITO DO PACIENTE, PRESO HÁ QUASE
10 ANOS, DE RECEBER A VISITA DE SEUS DOIS FILHOS E TRÊS
ENTEADOS. 3. COGNOSCIBILIDADE. POSSIBILIDADE. LIBERDADE
DE LOCOMOÇÃO ENTENDIDA DE FORMA AMPLA, AFETANDO
TODA E QUALQUER MEDIDA DE AUTORIDADE QUE POSSA EM
TESE ACARRETAR CONSTRANGIMENTO DA LIBERDADE DE IR E
VIR. ORDEM CONCEDIDA.
1. COGNOSCIBILIDADE DO WRIT.
A jurisprudência prevalente neste Supremo Tribunal Federal é no
sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete
diretamente a liberdade de locomoção do paciente.
Alargamento do campo de abrangência do remédio heroico. Não
raro, esta Corte depara-se com a impetração de habeas corpus contra
instauração de inquérito criminal para tomada de depoimento;
indiciamento de determinada pessoa em inquérito policial; recebimento
da denúncia; sentença de pronúncia no âmbito do processo do júri;
sentença condenatória etc.
Liberdade de locomoção entendida de forma ampla, afetando toda e
qualquer medida de autoridade que possa, em tese, acarretar
constrangimento para a liberdade de ir e vir.
Direito de visitas como desdobramento do direito de liberdade. Só
há se falar em direito de visitas porque a liberdade do apenado encontra-
se tolhida. Decisão do juízo das execuções que, ao indeferir o pedido de
visitas formulado, repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
DJe 26/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23
Ementa e Acórdão
HC 107.701 / RS
ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente.
Eventuais erros por parte do Estado ao promover a execução da
pena podem e devem ser sanados via habeas corpus, sob pena de, ao fim
do cumprimento da pena, não restar alcançado o objetivo de reinserção
eficaz do apenado em seu seio familiar e social.
Habeas corpus conhecido.
2. RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO.
A Constituição Federal de 1988 tem como um de seus princípios
norteadores o da humanidade, sendo vedadas as penas de morte, salvo
em caso de guerra declarada (nos termos do art. 84, XIX), de caráter
perpétuo, de trabalhos forçados, de banimento e cruéis (Constituição Federal de 1988, art. 5...,
XLVII). Prevê, ainda, ser assegurado aos presos o respeito à integridade
física e moral (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLIX).
É fato que a pena assume o caráter de prevenção e retribuição ao mal
causado. Por outro lado, não se pode olvidar seu necessário caráter
ressocializador, devendo o Estado preocupar-se, portanto, em recuperar o
apenado. Assim, é que dispõe o art. 10 da Lei de Execução Penal ser dever
do Estado a assistência ao preso e ao internado, objetivando prevenir o
crime e orientar o retorno à convivência em sociedade.
Aliás, o direito do preso receber visitas do cônjuge, da companheira,
de parentes e de amigos está assegurado expressamente pela própria Lei
(art. 41, X), sobretudo com o escopo de buscar a almejada ressocialização
e reeducação do apenado que, cedo ou tarde, retornará ao convívio
familiar e social.
Nem se diga que o paciente não faz jus à visita dos filhos por se
tratar de local impróprio, podendo trazer prejuízos à formação psíquica
dos menores. De fato, é público e notório o total desajuste do sistema
carcerário brasileiro à programação prevista pela Lei de Execução Penal.
Todavia, levando-se em conta a almejada ressocialização e partindo-se da
premissa de que o convício familiar é salutar para a perseguição desse
fim, cabe ao Poder Público propiciar meios para que o apenado possa
receber visitas, inclusive dos filhos e enteados, em ambiente
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838417.
Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente.
Eventuais erros por parte do Estado ao promover a execução da
pena podem e devem ser sanados via habeas corpus, sob pena de, ao fim
do cumprimento da pena, não restar alcançado o objetivo de reinserção
eficaz do apenado em seu seio familiar e social.
Habeas corpus conhecido.
2. RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO.
A Constituição Federal de 1988 tem como um de seus princípios
norteadores o da humanidade, sendo vedadas as penas de morte, salvo
em caso de guerra declarada (nos termos do art. 84, XIX), de caráter
perpétuo, de trabalhos forçados, de banimento e cruéis (Constituição Federal de 1988, art. 5...,
XLVII). Prevê, ainda, ser assegurado aos presos o respeito à integridade
física e moral (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLIX).
É fato que a pena assume o caráter de prevenção e retribuição ao mal
causado. Por outro lado, não se pode olvidar seu necessário caráter
ressocializador, devendo o Estado preocupar-se, portanto, em recuperar o
apenado. Assim, é que dispõe o art. 10 da Lei de Execução Penal ser dever
do Estado a assistência ao preso e ao internado, objetivando prevenir o
crime e orientar o retorno à convivência em sociedade.
Aliás, o direito do preso receber visitas do cônjuge, da companheira,
de parentes e de amigos está assegurado expressamente pela própria Lei
(art. 41, X), sobretudo com o escopo de buscar a almejada ressocialização
e reeducação do apenado que, cedo ou tarde, retornará ao convívio
familiar e social.
Nem se diga que o paciente não faz jus à visita dos filhos por se
tratar de local impróprio, podendo trazer prejuízos à formação psíquica
dos menores. De fato, é público e notório o total desajuste do sistema
carcerário brasileiro à programação prevista pela Lei de Execução Penal.
Todavia, levando-se em conta a almejada ressocialização e partindo-se da
premissa de que o convício familiar é salutar para a perseguição desse
fim, cabe ao Poder Público propiciar meios para que o apenado possa
receber visitas, inclusive dos filhos e enteados, em ambiente
2
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Ementa e Acórdão
HC 107.701 / RS
minimamente aceitável, preparado para tanto e que não coloque em risco
a integridade física e psíquica dos visitantes.
3. ORDEM CONCEDIDA.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer da ação e deferir
o habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 13 de setembro de 2011.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
minimamente aceitável, preparado para tanto e que não coloque em risco
a integridade física e psíquica dos visitantes.
3. ORDEM CONCEDIDA.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer da ação e deferir
o habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 13 de setembro de 2011.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
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Relatório
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 198787 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de Marcio Garcia da Silva.
Nestes autos, a defesa questiona a decisão proferida pelo Ministro
Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu
liminarmente o HC 198.787/RS, por reputá-lo incabível.
Na espécie, o paciente encontra-se recolhido no sistema prisional do
Estado do Rio Grande do Sul desde o dia 19.9.2001, com término de pena
previsto para 16.7.2040, pela prática dos delitos previstos nos artigos 121,
c/c art. 14, II, 121, § 2..., I e IV, e 157, § 3..., todos do Código Penal Brasileiro.
A defesa requereu ao Juízo da Vara das Execuções Criminais da
Comarca de Porto Alegre/RS autorização de visita para seus dois filhos e
três enteados, a qual restou indeferida.
Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo em execução. A
Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul negou provimento ao recurso.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, sustentando que o pedido de visitas é assegurado legalmente pela
Lei de Execução Penal e auxilia no processo de ressocialização do preso.
O Ministro Og Fernandes, relator na Corte de Justiça, indeferiu
liminarmente o habeas corpus:
O pedido de visitas ora formulado não se compatibiliza
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S)
:MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:RELATOR DO HC n 198787 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (Relator): Trata-se
de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria
Pública da União, em favor de Marcio Garcia da Silva.
Nestes autos, a defesa questiona a decisão proferida pelo Ministro
Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu
liminarmente o HC 198.787/RS, por reputá-lo incabível.
Na espécie, o paciente encontra-se recolhido no sistema prisional do
Estado do Rio Grande do Sul desde o dia 19.9.2001, com término de pena
previsto para 16.7.2040, pela prática dos delitos previstos nos artigos 121,
c/c art. 14, II, 121, § 2..., I e IV, e 157, § 3..., todos do Código Penal Brasileiro.
A defesa requereu ao Juízo da Vara das Execuções Criminais da
Comarca de Porto Alegre/RS autorização de visita para seus dois filhos e
três enteados, a qual restou indeferida.
Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo em execução. A
Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio
Grande do Sul negou provimento ao recurso.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, sustentando que o pedido de visitas é assegurado legalmente pela
Lei de Execução Penal e auxilia no processo de ressocialização do preso.
O Ministro Og Fernandes, relator na Corte de Justiça, indeferiu
liminarmente o habeas corpus:
O pedido de visitas ora formulado não se compatibiliza
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
HC 107.701 / RS
com a via eleita, uma vez que a ação constitucional do habeas
corpus visa garantir a liberdade do cidadão (direito de
locomoção) e, no caso, não há qualquer violação ao direito de ir
e vir do paciente.
Neste writ, a defesa alega: a autorização para que os filhos e enteados do
paciente possam visitá-lo é perfeitamente viável por meio de HC, uma vez que o
deslinde dessa pretensão espraiará efeitos sobre o processo de ressocialização e em
seu estado de liberdade.
Assevera, ainda: a falta de autorização para as visitas pretendidas, além de
interferir no estado de liberdade do paciente, configura constrangimento na
liberdade de locomoção, também, dos filhos e enteados do reeducando, uma vez
que os priva de irem até o lugar onde o pai deles está.
Liminarmente, requer a suspensão das decisões proferidas pelas
instâncias ordinárias, por meio das quais foi vedada a visita dos filhos e
enteados menores do paciente ao estabelecimento prisional em que se
encontra recolhido.
Em 11.4.2011, deferi parcialmente a liminar para assegurar ao
paciente o direito de visita dos filhos Luã Telles Rodrigues da Silva e
Evelyn Telles Rodrigues da Silva. Com relação aos menores Wesley
Garcia Alves, Rafael Garcia Nunes e Rafaela Garcia Nunes, filhos da
suposta companheira do apenado, indeferi o pedido, pois não restou
demonstrado o vínculo de parentesco com o paciente, tampouco a
estabilidade da relação com a genitora.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento
ou, se conhecido, pela concessão parcial da ordem, nos termos da liminar
por mim deferida.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
com a via eleita, uma vez que a ação constitucional do habeas
corpus visa garantir a liberdade do cidadão (direito de
locomoção) e, no caso, não há qualquer violação ao direito de ir
e vir do paciente.
Neste writ, a defesa alega: a autorização para que os filhos e enteados do
paciente possam visitá-lo é perfeitamente viável por meio de HC, uma vez que o
deslinde dessa pretensão espraiará efeitos sobre o processo de ressocialização e em
seu estado de liberdade.
Assevera, ainda: a falta de autorização para as visitas pretendidas, além de
interferir no estado de liberdade do paciente, configura constrangimento na
liberdade de locomoção, também, dos filhos e enteados do reeducando, uma vez
que os priva de irem até o lugar onde o pai deles está.
Liminarmente, requer a suspensão das decisões proferidas pelas
instâncias ordinárias, por meio das quais foi vedada a visita dos filhos e
enteados menores do paciente ao estabelecimento prisional em que se
encontra recolhido.
Em 11.4.2011, deferi parcialmente a liminar para assegurar ao
paciente o direito de visita dos filhos Luã Telles Rodrigues da Silva e
Evelyn Telles Rodrigues da Silva. Com relação aos menores Wesley
Garcia Alves, Rafael Garcia Nunes e Rafaela Garcia Nunes, filhos da
suposta companheira do apenado, indeferi o pedido, pois não restou
demonstrado o vínculo de parentesco com o paciente, tampouco a
estabilidade da relação com a genitora.
A Procuradoria-Geral da República opinou pelo não conhecimento
ou, se conhecido, pela concessão parcial da ordem, nos termos da liminar
por mim deferida.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23
Voto - MIN. GILMAR MENDES
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No presente
habeas corpus a defesa requer seja concedido ao paciente, preso há quase
10 anos, o direito de receber a visita de seus dois filhos e três enteados.
Na espécie, o paciente encontra-se recolhido no sistema prisional do
Estado do Rio Grande do Sul desde o dia 19.9.2001, com término de pena
previsto para 16.7.2040, pela prática dos delitos previstos no artigo 121,
c/c art. 14, II; no artigo 121, § 2..., I e IV; e no artigo 157, § 3..., todos do
Código Penal.
A defesa requereu ao Juízo da Vara das Execuções Criminais da
Comarca de Porto Alegre/RS autorização de visita para seus dois filhos e
três enteados, a qual restou indeferida, nos seguintes termos:
Em que pese a manifestação ministerial de fl. 666 e o
vínculo de parentesco de duas das crianças com o apenado em
questão, indefiro o pedido de visitação dos menores EVELYN
TELLES RODRIGUES DA SILVA, LUÃ TELLES RODRIGUES
DA SILVA, RAFAELA GARCIA NUNES, RAFAEL GARCIA
NUNES e WESLLEY GARCIA ALVES, tendo em vista que,
mesmo possuindo vínculo, os mesmos estão sendo expostos,
sem nenhuma garantia, a um ambiente que não lhes é próprio
podendo trazer prejuízos à formação psíquica dos menores, o
que, no momento, deve ser preservado.
Contra essa decisão, interpôs agravo em execução. A Terceira
Câmara Criminal do TJ/RS negou provimento ao recurso.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, sustentando que o pedido de visitas é assegurado legalmente pela
Lei de Execução Penal e auxilia no processo de ressocialização do preso.
O Ministro Og Fernandes, relator no Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente o habeas
corpus, nos seguintes termos:
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1838419.
Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No presente
habeas corpus a defesa requer seja concedido ao paciente, preso há quase
10 anos, o direito de receber a visita de seus dois filhos e três enteados.
Na espécie, o paciente encontra-se recolhido no sistema prisional do
Estado do Rio Grande do Sul desde o dia 19.9.2001, com término de pena
previsto para 16.7.2040, pela prática dos delitos previstos no artigo 121,
c/c art. 14, II; no artigo 121, § 2..., I e IV; e no artigo 157, § 3..., todos do
Código Penal.
A defesa requereu ao Juízo da Vara das Execuções Criminais da
Comarca de Porto Alegre/RS autorização de visita para seus dois filhos e
três enteados, a qual restou indeferida, nos seguintes termos:
Em que pese a manifestação ministerial de fl. 666 e o
vínculo de parentesco de duas das crianças com o apenado em
questão, indefiro o pedido de visitação dos menores EVELYN
TELLES RODRIGUES DA SILVA, LUÃ TELLES RODRIGUES
DA SILVA, RAFAELA GARCIA NUNES, RAFAEL GARCIA
NUNES e WESLLEY GARCIA ALVES, tendo em vista que,
mesmo possuindo vínculo, os mesmos estão sendo expostos,
sem nenhuma garantia, a um ambiente que não lhes é próprio
podendo trazer prejuízos à formação psíquica dos menores, o
que, no momento, deve ser preservado.
Contra essa decisão, interpôs agravo em execução. A Terceira
Câmara Criminal do TJ/RS negou provimento ao recurso.
A defesa, então, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de
Justiça, sustentando que o pedido de visitas é assegurado legalmente pela
Lei de Execução Penal e auxilia no processo de ressocialização do preso.
O Ministro Og Fernandes, relator no Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente o habeas
corpus, nos seguintes termos:
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
O pedido de visitas ora formulado não se compatibiliza
com a via eleita, uma vez que a ação constitucional do habeas
corpus visa garantir a liberdade do cidadão (direito de
locomoção) e, no caso, não há qualquer violação ao direito de ir
e vir do paciente.
Daí, o presente habeas corpus nesta Corte.
De início, ressalto não desconhecer a jurisprudência dos tribunais
inferiores dando conta da inviabilidade de discutir, no âmbito do habeas
corpus, a possibilidade de o apenado receber a visita de familiares.
De fato, a jurisprudência prevalente neste Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete
diretamente a liberdade de locomoção.
Nesses termos, questão delicada refere-se, exatamente, ao problema
da adequação do habeas corpus para superar restrições que não afetem
diretamente, ao menos em exame superficial, a liberdade de locomoção.
Assim, tem-se afirmado, por exemplo, que o afastamento do cargo,
decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça,
quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou
privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas
corpus (HC 84.236 AgR/PE, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
1.10.2004; HC 84.816/PI, rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ
6.5.2005).
Igualmente, tem-se decidido que medida de segurança, consistente em
portal eletrônico (detector de metais), não configura entrave ao exercício
profissional da advocacia e não constitui ameaça à liberdade de locomoção, não
podendo a matéria ser apreciada em sede de habeas corpus (HC 84.179/SP,
rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 3.12.2004).
Na mesma linha, a jurisprudência dominante sustenta ser
inadmissível habeas corpus contra pena de multa, se ela não pode ser
convertida em pena de prisão. Atualmente, a nova redação conferida pela
Lei 9.268/1996 ao art. 51 do Código Penal veda expressamente a
conversão da pena de multa em pena privativa de liberdade. Daí, estar
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
O pedido de visitas ora formulado não se compatibiliza
com a via eleita, uma vez que a ação constitucional do habeas
corpus visa garantir a liberdade do cidadão (direito de
locomoção) e, no caso, não há qualquer violação ao direito de ir
e vir do paciente.
Daí, o presente habeas corpus nesta Corte.
De início, ressalto não desconhecer a jurisprudência dos tribunais
inferiores dando conta da inviabilidade de discutir, no âmbito do habeas
corpus, a possibilidade de o apenado receber a visita de familiares.
De fato, a jurisprudência prevalente neste Supremo Tribunal Federal
é no sentido de que não terá seguimento habeas corpus que não afete
diretamente a liberdade de locomoção.
Nesses termos, questão delicada refere-se, exatamente, ao problema
da adequação do habeas corpus para superar restrições que não afetem
diretamente, ao menos em exame superficial, a liberdade de locomoção.
Assim, tem-se afirmado, por exemplo, que o afastamento do cargo,
decretado por unanimidade pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça,
quando do recebimento da denúncia, por não afetar e nem acarretar restrição ou
privação da liberdade de locomoção, não pode ser questionado na via do habeas
corpus (HC 84.236 AgR/PE, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ
1.10.2004; HC 84.816/PI, rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ
6.5.2005).
Igualmente, tem-se decidido que medida de segurança, consistente em
portal eletrônico (detector de metais), não configura entrave ao exercício
profissional da advocacia e não constitui ameaça à liberdade de locomoção, não
podendo a matéria ser apreciada em sede de habeas corpus (HC 84.179/SP,
rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 3.12.2004).
Na mesma linha, a jurisprudência dominante sustenta ser
inadmissível habeas corpus contra pena de multa, se ela não pode ser
convertida em pena de prisão. Atualmente, a nova redação conferida pela
Lei 9.268/1996 ao art. 51 do Código Penal veda expressamente a
conversão da pena de multa em pena privativa de liberdade. Daí, estar
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
consagrado na Súmula 693 do Supremo Tribunal Federal que não cabe
habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo
em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada.
Apesar de todo esse entendimento que venho expor, é certo também
que o campo de abrangência do remédio heroico tem sido alargado. Não
raro esta Corte depara-se com a impetração de habeas corpus contra
instauração de inquérito criminal para tomada de depoimento;
indiciamento de determinada pessoa em inquérito policial; recebimento
da denúncia; sentença de pronúncia no âmbito do processo do júri;
sentença condenatória etc.
É por isso que reputo que a liberdade de locomoção há de ser
entendida de forma ampla, afetando toda e qualquer medida de
autoridade que possa em tese acarretar constrangimento para liberdade
de ir e vir.
No ponto, ressalto que, embora a jurisprudência atual do Tribunal
estabeleça sérias ressalvas ao cabimento do habeas corpus para essas
situações que fogem à sistemática de constrangimento ilegal ou abuso de
poder que violem de modo mais direto a liberdade de locomoção (Constituição Federal de 1988, art.
5..., XV), tal premissa, contudo, não inviabiliza por completo um processo
de ampliação gradual que essa garantia judicial do processo possa vir a
desempenhar em nosso sistema constitucional, não somente em
momentos de crise institucional mas, sobretudo, para conferir maior força
normativa ao texto constitucional.
Diante de todas essas ponderações, é que entendo ser equivocada a
tese que reputa incabível o conhecimento da ação constitucional de habeas
corpus para discutir, como no caso dos autos, o direito do preso de receber
a visita de seus filhos e enteados.
Em linhas gerais, o direito de visitas nada mais é que um
desdobramento do direito de liberdade. De fato, só há falar de direito de
visitas porque a liberdade do apenado encontra-se tolhida. Dessarte,
tenho para mim que a decisão do juízo das execuções que indeferiu o
pedido de visitas formulado teve diretamente o condão de repercutir na
esfera de liberdade, na medida em que agrava, ainda mais, o grau de
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
consagrado na Súmula 693 do Supremo Tribunal Federal que não cabe
habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo
em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada.
Apesar de todo esse entendimento que venho expor, é certo também
que o campo de abrangência do remédio heroico tem sido alargado. Não
raro esta Corte depara-se com a impetração de habeas corpus contra
instauração de inquérito criminal para tomada de depoimento;
indiciamento de determinada pessoa em inquérito policial; recebimento
da denúncia; sentença de pronúncia no âmbito do processo do júri;
sentença condenatória etc.
É por isso que reputo que a liberdade de locomoção há de ser
entendida de forma ampla, afetando toda e qualquer medida de
autoridade que possa em tese acarretar constrangimento para liberdade
de ir e vir.
No ponto, ressalto que, embora a jurisprudência atual do Tribunal
estabeleça sérias ressalvas ao cabimento do habeas corpus para essas
situações que fogem à sistemática de constrangimento ilegal ou abuso de
poder que violem de modo mais direto a liberdade de locomoção (Constituição Federal de 1988, art.
5..., XV), tal premissa, contudo, não inviabiliza por completo um processo
de ampliação gradual que essa garantia judicial do processo possa vir a
desempenhar em nosso sistema constitucional, não somente em
momentos de crise institucional mas, sobretudo, para conferir maior força
normativa ao texto constitucional.
Diante de todas essas ponderações, é que entendo ser equivocada a
tese que reputa incabível o conhecimento da ação constitucional de habeas
corpus para discutir, como no caso dos autos, o direito do preso de receber
a visita de seus filhos e enteados.
Em linhas gerais, o direito de visitas nada mais é que um
desdobramento do direito de liberdade. De fato, só há falar de direito de
visitas porque a liberdade do apenado encontra-se tolhida. Dessarte,
tenho para mim que a decisão do juízo das execuções que indeferiu o
pedido de visitas formulado teve diretamente o condão de repercutir na
esfera de liberdade, na medida em que agrava, ainda mais, o grau de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23
Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
restrição da liberdade do paciente.
Ademais, levando em conta que uma das finalidades da pena é a
ressocialização, eventuais erros por parte do Estado ao promover a
execução podem e devem ser sanados via habeas corpus, sob pena de, ao
fim do cumprimento da pena, não restar alcançado o objetivo de
reinserção eficaz do apenado em seu seio familiar e social.
É indubitável, também, que erros na ressocialização têm como
consectário lógico a não recuperação do encarcerado que, cedo ou tarde,
em futuro contato com a sociedade, poderá novamente vir a delinquir.
Por outro lado, cumpre enfatizar que a Constituição Federal de 1988
tem como um de seus princípios norteadores o princípio da humanidade,
sendo vedadas as penas de morte, salvo em caso de guerra declarada (nos
termos do art. 84, XIX), de caráter perpétuo, de trabalhos forçados, de
banimento e cruéis (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVII). Prevê, ainda, ser assegurado aos
presos o respeito à integridade física e moral (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLIX).
No mesmo sentido, a diretriz traçada pelo Pacto de São José da
Costa Rica – Convenção Americana de Direitos Humanos, ao dispor que
toda pessoa tem o direito de que se respeite sua integridade física, psíquica e
moral (Art. 5..., 1) e ninguém deve ser submetido a torturas, nem a penas ou
tratos cruéis, desumanos ou degradantes. Toda pessoa privada da liberdade deve
ser tratada com respeito devido à dignidade inerente ao ser humano (Art. 5..., 2).
Nesses termos, consoante ressaltado pelo Ministro Celso de Mello no
julgamento do HC 105.175/SP, a execução penal, além de objetivar a efetivação,
a implementação da condenação penal imposta ao sentenciado, busca também
propiciar condições para a harmônica integração social daquele que sofre a ação
do magistério punitivo do Estado.
Deveras, é fato que a pena assume o caráter de prevenção e
retribuição ao mal causado. Por outro lado, não se pode olvidar seu
necessário caráter ressocializador, devendo-se preocupar o Estado,
portanto, em recuperar o apenado. Assim, é que dispõe o art. 10 da Lei de
Execução Penal ser dever do Estado a assistência ao preso e ao internado,
objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em
sociedade.
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
restrição da liberdade do paciente.
Ademais, levando em conta que uma das finalidades da pena é a
ressocialização, eventuais erros por parte do Estado ao promover a
execução podem e devem ser sanados via habeas corpus, sob pena de, ao
fim do cumprimento da pena, não restar alcançado o objetivo de
reinserção eficaz do apenado em seu seio familiar e social.
É indubitável, também, que erros na ressocialização têm como
consectário lógico a não recuperação do encarcerado que, cedo ou tarde,
em futuro contato com a sociedade, poderá novamente vir a delinquir.
Por outro lado, cumpre enfatizar que a Constituição Federal de 1988
tem como um de seus princípios norteadores o princípio da humanidade,
sendo vedadas as penas de morte, salvo em caso de guerra declarada (nos
termos do art. 84, XIX), de caráter perpétuo, de trabalhos forçados, de
banimento e cruéis (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVII). Prevê, ainda, ser assegurado aos
presos o respeito à integridade física e moral (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLIX).
No mesmo sentido, a diretriz traçada pelo Pacto de São José da
Costa Rica – Convenção Americana de Direitos Humanos, ao dispor que
toda pessoa tem o direito de que se respeite sua integridade física, psíquica e
moral (Art. 5..., 1) e ninguém deve ser submetido a torturas, nem a penas ou
tratos cruéis, desumanos ou degradantes. Toda pessoa privada da liberdade deve
ser tratada com respeito devido à dignidade inerente ao ser humano (Art. 5..., 2).
Nesses termos, consoante ressaltado pelo Ministro Celso de Mello no
julgamento do HC 105.175/SP, a execução penal, além de objetivar a efetivação,
a implementação da condenação penal imposta ao sentenciado, busca também
propiciar condições para a harmônica integração social daquele que sofre a ação
do magistério punitivo do Estado.
Deveras, é fato que a pena assume o caráter de prevenção e
retribuição ao mal causado. Por outro lado, não se pode olvidar seu
necessário caráter ressocializador, devendo-se preocupar o Estado,
portanto, em recuperar o apenado. Assim, é que dispõe o art. 10 da Lei de
Execução Penal ser dever do Estado a assistência ao preso e ao internado,
objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em
sociedade.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
As Regras Mínimas do Tratamento de Prisioneiros da ONU, por sua
vez, em seu n. 65, dispõem como objetivo de tratamento dos condenados,
enquanto perdurar a pena, inspirar-lhes a vontade de viver conforme a
lei, incutir-lhes o respeito por si mesmos e desenvolver o seu senso de
responsabilidade.
Destaque-se, aliás, o direito do preso visitas do cônjuge, da
companheira, de parentes e de amigos, assegurado expressamente pela
própria Lei de Execução Penal (art. 41, X), sobretudo com o escopo de
buscar a almejada ressocialização e reeducação do apenado que, cedo ou
tarde, retornará ao convívio familiar e social.
No ponto, destaco, ainda, a Resolução n. 14 do Conselho Nacional de
Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), de 11 de novembro de 1994
(DOU de 2.12.1994), que trata de regras mínimas de tratamento do Preso
no Brasil, dispondo em seu art. 33 e parágrafos sobre o contato do preso
com o mundo exterior:
Art. 33. O preso estará autorizado a comunicar-se
periodicamente, sob vigilância, com sua família, parentes,
amigos ou instituições idôneas, por correspondência ou por
meio de visitas.
§ 1.... A correspondência do preso analfabeto pode ser, a
seu pedido, lida e escrita por servidor ou alguém opor ele
indicado;
§ 2.... O uso dos serviços de telecomunicações poderá ser
autorizado pelo diretor do estabelecimento prisional.
Nesse contexto, já enfatizava o saudoso professor Julio Fabbrini
Mirabete:
Fundamental ao regime penitenciário é o princípio de que
o preso não deve romper seus contatos com o mundo exterior e
que não sejam debilitadas as relações que o unem aos familiares
e amigos. Não há dúvida de que os laços mantidos
principalmente com a família são essencialmente benéficos para
o preso, porque o levam a sentir que, mantendo contatos,
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As Regras Mínimas do Tratamento de Prisioneiros da ONU, por sua
vez, em seu n. 65, dispõem como objetivo de tratamento dos condenados,
enquanto perdurar a pena, inspirar-lhes a vontade de viver conforme a
lei, incutir-lhes o respeito por si mesmos e desenvolver o seu senso de
responsabilidade.
Destaque-se, aliás, o direito do preso visitas do cônjuge, da
companheira, de parentes e de amigos, assegurado expressamente pela
própria Lei de Execução Penal (art. 41, X), sobretudo com o escopo de
buscar a almejada ressocialização e reeducação do apenado que, cedo ou
tarde, retornará ao convívio familiar e social.
No ponto, destaco, ainda, a Resolução n. 14 do Conselho Nacional de
Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), de 11 de novembro de 1994
(DOU de 2.12.1994), que trata de regras mínimas de tratamento do Preso
no Brasil, dispondo em seu art. 33 e parágrafos sobre o contato do preso
com o mundo exterior:
Art. 33. O preso estará autorizado a comunicar-se
periodicamente, sob vigilância, com sua família, parentes,
amigos ou instituições idôneas, por correspondência ou por
meio de visitas.
§ 1.... A correspondência do preso analfabeto pode ser, a
seu pedido, lida e escrita por servidor ou alguém opor ele
indicado;
§ 2.... O uso dos serviços de telecomunicações poderá ser
autorizado pelo diretor do estabelecimento prisional.
Nesse contexto, já enfatizava o saudoso professor Julio Fabbrini
Mirabete:
Fundamental ao regime penitenciário é o princípio de que
o preso não deve romper seus contatos com o mundo exterior e
que não sejam debilitadas as relações que o unem aos familiares
e amigos. Não há dúvida de que os laços mantidos
principalmente com a família são essencialmente benéficos para
o preso, porque o levam a sentir que, mantendo contatos,
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
embora com limitações, com as pessoas que se encontram fora
do presídio, não foi excluído da comunidade. Dessa forma, no
momento em que for posto em liberdade, o processo de
reinserção social produzir-se-á de forma natural e mais
facilmente, sem problemas de readaptação a seu meio familiar e
comunitário. Preceituam, aliás, as Regras Mínimas da ONU que
se deve velar particularmente para que se mantenham e
melhorem as boas relações entre o preso e sua família quando
estas sejam convenientes para ambas as partes (n 79), devendo
ser autorizadas visitas de familiares e amigos, ao menos
periodicamente e sob devida vigilância (n 37). Por isso,
concede-se ao preso o direito da visita do cônjuge, da
companheira, de parentes e amigos em dias determinados (art.
41, X). Deve a segurança do estabelecimento, porém, submeter
as visitas e o material que transportam a busca pessoal rigorosa,
a fim de evitar a entrada de armas, drogas ou objetos que
possam comprometer a boa ordem, a disciplina e a segurança
do presídio. – (MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução Penal. 9...
ed., pg. 120. São Paulo: Atlas, 2000).
Diante de todos esses dados, tenho para mim que as decisões
formalizadas pelo Juízo de origem e demais tribunais não são idôneas
para a adequada solução da controvérsia posta. Esclarecedor é o parecer
do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre,
que assim se manifesta:
Com a devida vênia, há de se acolher a postulação
defensiva apenas em relação ao pedido para que os filhos LUÃ
e EVELYN possam visitá-lo.
Afinal, o direito do agravante em receber visitas não é
contestado, em absoluto, por este Juízo, não só por ser um
direito previsto na Lei de Execução Penal (art. 41, inciso X), mas
por se tratar de importante elemento para a ressocialização dos
apenados em geral.
Ocorre que a SUSEPE, na sua Portaria n 02 de 2001,
regulou os procedimentos a serem adotados quanto ao ingresso
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embora com limitações, com as pessoas que se encontram fora
do presídio, não foi excluído da comunidade. Dessa forma, no
momento em que for posto em liberdade, o processo de
reinserção social produzir-se-á de forma natural e mais
facilmente, sem problemas de readaptação a seu meio familiar e
comunitário. Preceituam, aliás, as Regras Mínimas da ONU que
se deve velar particularmente para que se mantenham e
melhorem as boas relações entre o preso e sua família quando
estas sejam convenientes para ambas as partes (n 79), devendo
ser autorizadas visitas de familiares e amigos, ao menos
periodicamente e sob devida vigilância (n 37). Por isso,
concede-se ao preso o direito da visita do cônjuge, da
companheira, de parentes e amigos em dias determinados (art.
41, X). Deve a segurança do estabelecimento, porém, submeter
as visitas e o material que transportam a busca pessoal rigorosa,
a fim de evitar a entrada de armas, drogas ou objetos que
possam comprometer a boa ordem, a disciplina e a segurança
do presídio. – (MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução Penal. 9...
ed., pg. 120. São Paulo: Atlas, 2000).
Diante de todos esses dados, tenho para mim que as decisões
formalizadas pelo Juízo de origem e demais tribunais não são idôneas
para a adequada solução da controvérsia posta. Esclarecedor é o parecer
do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre,
que assim se manifesta:
Com a devida vênia, há de se acolher a postulação
defensiva apenas em relação ao pedido para que os filhos LUÃ
e EVELYN possam visitá-lo.
Afinal, o direito do agravante em receber visitas não é
contestado, em absoluto, por este Juízo, não só por ser um
direito previsto na Lei de Execução Penal (art. 41, inciso X), mas
por se tratar de importante elemento para a ressocialização dos
apenados em geral.
Ocorre que a SUSEPE, na sua Portaria n 02 de 2001,
regulou os procedimentos a serem adotados quanto ao ingresso
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HC 107.701 / RS
de visitantes nos Estabelecimentos Prisionais do Rio Grande do
Sul, visando, com tal medida, estabelecer normas de
organização para a entrada e saída de pessoas, amigos e
parentes dos apenados, e evitar o caos e a insegurança dos
penitenciários.
Ao regulamentar o acesso das pessoas às penitenciárias e
presídios, buscou-se, com relação às crianças menores de 12
anos, a comprovação de parentesco e vínculo familiar com os
apenados, uma vez que não se nega tal direito, conforme
determinado no artigo 8... da Portaria, apenas resguarda-o.
O que se discute aqui é concessão de autorização judicial
para que duas crianças de 05 (cinco) anos e uma de 12 (doze)
anos de idade, filhas da atual companheira do apenado
(chamada Giovana Brum Garcia), possa visitá-lo no
estabelecimento penal.
Neste aspecto, é importante ressaltar que tais infantes são
filhos da companheira atual do apenado, conforme certidões de
nascimento juntadas às fls. 654, 656 e 659 do PEC, não havendo
nenhuma prova nos autos da relação de pai e filho, bem como
da relação estável com a genitora.
É nítida a ausência de elementos que justificam e
comprovam vínculo familiar. Aliás, nesse aspecto, é importante
referir que em 03/06/2008 (há cerca de um ano e meio atrás), o
apenado teve deferido em seu favor a visita por parte de Angela
Giovana Santos Rodrigues (fls. 424/426), sua companheira na
ocasião, a qual não é mãe nem de seus filhos nem dos referidos
enteados.
Nem se diga, como afirmou o juízo das execuções, que o paciente
não faz jus à visita de seus filhos por se tratar de local impróprio,
podendo trazer prejuízos à formação psíquica dos menores.
De fato, é público e notório o total desajuste do sistema carcerário
brasileiro à programação prevista pela Lei de Execução Penal. Não raro,
presenciamos vastas reportagens jornalísticas dando conta das condições
desumanas de cumprimento de pena às quais são submetidos os
apenados do sistema carcerário brasileiro. Todavia, levando em conta a
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de visitantes nos Estabelecimentos Prisionais do Rio Grande do
Sul, visando, com tal medida, estabelecer normas de
organização para a entrada e saída de pessoas, amigos e
parentes dos apenados, e evitar o caos e a insegurança dos
penitenciários.
Ao regulamentar o acesso das pessoas às penitenciárias e
presídios, buscou-se, com relação às crianças menores de 12
anos, a comprovação de parentesco e vínculo familiar com os
apenados, uma vez que não se nega tal direito, conforme
determinado no artigo 8... da Portaria, apenas resguarda-o.
O que se discute aqui é concessão de autorização judicial
para que duas crianças de 05 (cinco) anos e uma de 12 (doze)
anos de idade, filhas da atual companheira do apenado
(chamada Giovana Brum Garcia), possa visitá-lo no
estabelecimento penal.
Neste aspecto, é importante ressaltar que tais infantes são
filhos da companheira atual do apenado, conforme certidões de
nascimento juntadas às fls. 654, 656 e 659 do PEC, não havendo
nenhuma prova nos autos da relação de pai e filho, bem como
da relação estável com a genitora.
É nítida a ausência de elementos que justificam e
comprovam vínculo familiar. Aliás, nesse aspecto, é importante
referir que em 03/06/2008 (há cerca de um ano e meio atrás), o
apenado teve deferido em seu favor a visita por parte de Angela
Giovana Santos Rodrigues (fls. 424/426), sua companheira na
ocasião, a qual não é mãe nem de seus filhos nem dos referidos
enteados.
Nem se diga, como afirmou o juízo das execuções, que o paciente
não faz jus à visita de seus filhos por se tratar de local impróprio,
podendo trazer prejuízos à formação psíquica dos menores.
De fato, é público e notório o total desajuste do sistema carcerário
brasileiro à programação prevista pela Lei de Execução Penal. Não raro,
presenciamos vastas reportagens jornalísticas dando conta das condições
desumanas de cumprimento de pena às quais são submetidos os
apenados do sistema carcerário brasileiro. Todavia, levando em conta a
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
HC 107.701 / RS
almejada ressocialização do apenado e partindo da premissa de que o
convício familiar é salutar para a perseguição desse fim, cabe ao Poder
Público o dever de propiciar meios para que o apenado possa receber
visitas, inclusive de seus filhos e enteados, em ambiente minimamente
aceitável e preparado para tanto e que não coloque em risco a integridade
física e psíquica dos visitantes.
Ante o exposto, meu voto é no sentido de conceder a ordem de
habeas corpus para assegurar ao paciente o direito de visita dos filhos LUÃ
TELLES RODRIGUES DA SILVA e EVELYN TELLES RODRIGUES DA
SILVA.
Com relação aos menores WESLEY GARCIA ALVES, RAFAEL
GARCIA NUNES e RAFAELA GARCIA NUNES, filhos da suposta
companheira, também defiro, pois apesar de não ter restado demonstrado
o vínculo de parentesco, nem a estabilidade da relação com a genitora,
certo é que os filhos e a própria Giovana Brum Garcia podem ser
classificados no rol de amigos do paciente (art. 41, X, da LEP).
É como voto.
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almejada ressocialização do apenado e partindo da premissa de que o
convício familiar é salutar para a perseguição desse fim, cabe ao Poder
Público o dever de propiciar meios para que o apenado possa receber
visitas, inclusive de seus filhos e enteados, em ambiente minimamente
aceitável e preparado para tanto e que não coloque em risco a integridade
física e psíquica dos visitantes.
Ante o exposto, meu voto é no sentido de conceder a ordem de
habeas corpus para assegurar ao paciente o direito de visita dos filhos LUÃ
TELLES RODRIGUES DA SILVA e EVELYN TELLES RODRIGUES DA
SILVA.
Com relação aos menores WESLEY GARCIA ALVES, RAFAEL
GARCIA NUNES e RAFAELA GARCIA NUNES, filhos da suposta
companheira, também defiro, pois apesar de não ter restado demonstrado
o vínculo de parentesco, nem a estabilidade da relação com a genitora,
certo é que os filhos e a própria Giovana Brum Garcia podem ser
classificados no rol de amigos do paciente (art. 41, X, da LEP).
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23
Aditamento ao Voto
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
A D I T A M E N T O A O V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Senhor
Presidente, Senhores Ministros, o meu voto é no sentido de conceder
parcialmente a ordem, entendendo que o habeas corpus, neste caso, tutela
todo esse plexo de relações ligadas à execução penal.
Eu só não estou concedendo em relação aos filhos da companheira,
porque o próprio Ministério Público coloca em dúvida, primeiro a
estabilidade dessa relação e, depois, a existência de vínculo dessas
pessoas com o paciente. Mas estou encaminhando nesse sentido, tendo
em vista a importância do tema aqui tratado, no que diz respeito à
execução da pena, à ressocialização, mas, também, ao instituto do habeas
corpus. Uma visão formal – eu sei – poderia levar simplesmente ao
indeferimento, mas isso também tem consequências, porque a tutela que
outros instrumentos poderiam oferecer não é expedita.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Ela não
tem o préstimo.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Exatamente, em muitos casos não teria efeito útil.
E não se trata agora de reinventar a doutrina brasileira do habeas
corpus, mas de dar uma interpretação de que isso está ainda no contexto
da liberdade de ir e vir.
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
A D I T A M E N T O A O V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Senhor
Presidente, Senhores Ministros, o meu voto é no sentido de conceder
parcialmente a ordem, entendendo que o habeas corpus, neste caso, tutela
todo esse plexo de relações ligadas à execução penal.
Eu só não estou concedendo em relação aos filhos da companheira,
porque o próprio Ministério Público coloca em dúvida, primeiro a
estabilidade dessa relação e, depois, a existência de vínculo dessas
pessoas com o paciente. Mas estou encaminhando nesse sentido, tendo
em vista a importância do tema aqui tratado, no que diz respeito à
execução da pena, à ressocialização, mas, também, ao instituto do habeas
corpus. Uma visão formal – eu sei – poderia levar simplesmente ao
indeferimento, mas isso também tem consequências, porque a tutela que
outros instrumentos poderiam oferecer não é expedita.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Ela não
tem o préstimo.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Exatamente, em muitos casos não teria efeito útil.
E não se trata agora de reinventar a doutrina brasileira do habeas
corpus, mas de dar uma interpretação de que isso está ainda no contexto
da liberdade de ir e vir.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, tenho algumas considerações a fazer. Inicialmente,
acompanho o eminente Ministro Relator no que tange ao conhecimento
do habeas corpus. Entendo que se está, sim, diante de uma limitação do
direito de ir e vir, porque o habeas corpus, no caso, se insurge contra a
execução da pena, ou seja, está se impondo, aqui, ao paciente, uma
restrição maior, em tese, ao modo como é executada a sua pena. Aliás, é
muito grave, porque ele foi condenado a mais de trinta e nove anos de
reclusão, é uma pena grave, e ele se insurge contra o modo pelo qual lhe
está sendo imposta essa execução.
Agora, tenho algumas dúvidas que quero compartilhar com os
eminentes Colegas. No primeiro momento, eu até concederia o habeas
corpus numa amplitude um pouco maior do que o eminente Relator,
porque, se pegarmos aqui o artigo 41 da Lei das Execuções Penais, inciso
X, lê-se que é direito do sentenciado:
"X - visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em
dias determinados;"
Portanto, a existência do vínculo familiar como fundamento para a
denegação da visita dos enteados não me parece muito sólido, até
porque, se é possível a visita de amigos, por que não de enteados, que
são, talvez, até mais do que amigos do sentenciado. Essa justificativa da
inexistência de vínculo familiar ou de vínculo de um relacionamento mais
aprofundado não me impressiona.
Agora, eminente Relator, quero indagar a Vossa Excelência o
seguinte. Porque o artigo 41, parágrafo único, da LEP, estatui:
"Parágrafo único - Os direitos previstos no inciso V, X" - que é
o caso, e - "XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor
Presidente, tenho algumas considerações a fazer. Inicialmente,
acompanho o eminente Ministro Relator no que tange ao conhecimento
do habeas corpus. Entendo que se está, sim, diante de uma limitação do
direito de ir e vir, porque o habeas corpus, no caso, se insurge contra a
execução da pena, ou seja, está se impondo, aqui, ao paciente, uma
restrição maior, em tese, ao modo como é executada a sua pena. Aliás, é
muito grave, porque ele foi condenado a mais de trinta e nove anos de
reclusão, é uma pena grave, e ele se insurge contra o modo pelo qual lhe
está sendo imposta essa execução.
Agora, tenho algumas dúvidas que quero compartilhar com os
eminentes Colegas. No primeiro momento, eu até concederia o habeas
corpus numa amplitude um pouco maior do que o eminente Relator,
porque, se pegarmos aqui o artigo 41 da Lei das Execuções Penais, inciso
X, lê-se que é direito do sentenciado:
"X - visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em
dias determinados;"
Portanto, a existência do vínculo familiar como fundamento para a
denegação da visita dos enteados não me parece muito sólido, até
porque, se é possível a visita de amigos, por que não de enteados, que
são, talvez, até mais do que amigos do sentenciado. Essa justificativa da
inexistência de vínculo familiar ou de vínculo de um relacionamento mais
aprofundado não me impressiona.
Agora, eminente Relator, quero indagar a Vossa Excelência o
seguinte. Porque o artigo 41, parágrafo único, da LEP, estatui:
"Parágrafo único - Os direitos previstos no inciso V, X" - que é
o caso, e - "XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 107.701 / RS
motivado do diretor do estabelecimento."
Pergunto: houve algum ato motivado? Porque eu admitiria que se
restringisse, motivadamente, a visita, assim como se poderia restringir,
motivadamente, o contato com o mundo exterior por meio de
correspondência, ou até o regime de trabalho do sentenciado. Se o diretor
do estabelecimento, por uma razão fundada, denegou essa visita,
dizendo, eventualmente, que esta pretensa companheira estaria trazendo
tóxicos para o estabelecimento penitenciário ou celulares, etc.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não, a
discussão se restringe a isso. Houve um pedido de autorização para os
dois filhos e três enteados, o qual restou indeferido e, a partir daí, então,
as sucessivas impugnações. Houve o agravo em execução, houve negativa
de provimento no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e,
então, a matéria veio ao Superior Tribunal de Justiça e o Ministro Og Fernandes...
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
-
Liminarmente, negou seguimento.
Então, Senhor Presidente, tendo em vista que não há, pelo menos
aparentemente, um deferimento, uma denegação fundada por parte do
diretor do estabelecimento, que eu consideraria legítimo, e também teria
dificuldades em apreciar isso em sede de habeas corpus, conheço do habeas
corpus e estaria, em princípio, deferindo de forma mais ampla, tendo em
conta a dicção do inciso X, que inclui não apenas, como disse, o cônjuge, a
companheira e parentes, mas também os próprios amigos. Portanto, nada
impediria que se classificasse os enteados no rol de amigos do
sentenciado.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1783873.
Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
motivado do diretor do estabelecimento."
Pergunto: houve algum ato motivado? Porque eu admitiria que se
restringisse, motivadamente, a visita, assim como se poderia restringir,
motivadamente, o contato com o mundo exterior por meio de
correspondência, ou até o regime de trabalho do sentenciado. Se o diretor
do estabelecimento, por uma razão fundada, denegou essa visita,
dizendo, eventualmente, que esta pretensa companheira estaria trazendo
tóxicos para o estabelecimento penitenciário ou celulares, etc.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não, a
discussão se restringe a isso. Houve um pedido de autorização para os
dois filhos e três enteados, o qual restou indeferido e, a partir daí, então,
as sucessivas impugnações. Houve o agravo em execução, houve negativa
de provimento no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e,
então, a matéria veio ao Superior Tribunal de Justiça e o Ministro Og Fernandes...
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
-
Liminarmente, negou seguimento.
Então, Senhor Presidente, tendo em vista que não há, pelo menos
aparentemente, um deferimento, uma denegação fundada por parte do
diretor do estabelecimento, que eu consideraria legítimo, e também teria
dificuldades em apreciar isso em sede de habeas corpus, conheço do habeas
corpus e estaria, em princípio, deferindo de forma mais ampla, tendo em
conta a dicção do inciso X, que inclui não apenas, como disse, o cônjuge, a
companheira e parentes, mas também os próprios amigos. Portanto, nada
impediria que se classificasse os enteados no rol de amigos do
sentenciado.
É como voto.
2
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Explicação
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
E X P L I C A Ç Ã O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Como
o tema envolvia esses aspectos mais delicados, eu me adstringi à temática
da visita dos filhos, até porque falam em suposta companheira; como é
uma pessoa que está presa há muito tempo e os enteados são filhos de
cinco anos, é um tema que se poderia resolver, mas eu também – se a
Turma assim encaminhar – adiro, porque havia esse rubicão para
atravessar.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Vossa
Excelência o atravessou com a cautela necessária.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu
acho o voto de Vossa Excelência, antecipando um pouquinho, Ministro
Celso de Mello, tão humano, com substância jurídica, não é apenas
sentimental, eu admitiria essa ampliação para os enteados.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Eu
também; como todos falaram em suposta união estável e colocaram então
em dúvida, e como nós tínhamos de resolver a questão da visita dos
filhos.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Se ele
provar que tem uma relação estável, então, os filhos da companheira
fariam parte da família dele.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O
Ministro Ricardo Lewandowski tem razão. Deferir in totum, portanto, o
pedido.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O
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13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
E X P L I C A Ç Ã O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Como
o tema envolvia esses aspectos mais delicados, eu me adstringi à temática
da visita dos filhos, até porque falam em suposta companheira; como é
uma pessoa que está presa há muito tempo e os enteados são filhos de
cinco anos, é um tema que se poderia resolver, mas eu também – se a
Turma assim encaminhar – adiro, porque havia esse rubicão para
atravessar.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Vossa
Excelência o atravessou com a cautela necessária.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu
acho o voto de Vossa Excelência, antecipando um pouquinho, Ministro
Celso de Mello, tão humano, com substância jurídica, não é apenas
sentimental, eu admitiria essa ampliação para os enteados.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Eu
também; como todos falaram em suposta união estável e colocaram então
em dúvida, e como nós tínhamos de resolver a questão da visita dos
filhos.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Se ele
provar que tem uma relação estável, então, os filhos da companheira
fariam parte da família dele.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - O
Ministro Ricardo Lewandowski tem razão. Deferir in totum, portanto, o
pedido.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O
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Explicação
HC 107.701 / RS
Século XXI, Ministro Celso de Mello, é o século do afeto, a
preponderância do afeto sobre o biológico.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Agradeço a observação do Ministro Ricardo Lewandowski.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
Século XXI, Ministro Celso de Mello, é o século do afeto, a
preponderância do afeto sobre o biológico.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Agradeço a observação do Ministro Ricardo Lewandowski.
2
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu
também quero louvar o voto do Ministro Gilmar Mendes - digamos - lato,
dilargado o bastante para absorver francamente a sugestão do Ministro
Ricardo Lewandowski. O voto do Ministro Gilmar Mendes, no seu
espectro material, alberga, com toda facilidade, a interpretação lata
sugerida, feita pelo Ministro Ricardo Lewandowski. Aliás, Sua
Excelência, o Ministro Gilmar Mendes, aderiu de plano, sem dificuldade
nenhuma, porque no fundo se contém no voto de Vossa Excelência.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A
minha dúvida era porque todas as autoridades que se manifestaram
disseram que trataram dessa relação, mas o Ministro Ricardo
Lewandowski esclareceu isso de forma cabal, no sentido de que, não fosse
a companheira, mas que fosse uma amiga, a questão também estaria
posta nos mesmos termos tal como referido na Lei de Execução Penal.
Quer dizer, não nos cabe tornar mais difícil uma relação, que já é, por si
só, extremamente complexa.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) -
Perfeitamente. Na verdade, Vossa Excelência superou, com esse seu voto
magnífico, humano - e quando se diz humano, se diz jurídico, porque nós
temos o princípio da dignidade da pessoa humana como um dos
fundamentos da República Federativa do Brasil, no inciso III do artigo 1....
Há uma tendência, aí, para se pensar que o humanismo está fora do
Direito, quando não está fora, é categoria jurídica. Então, quando nós
falamos do habeas corpus, esse peregrino e superior remédio
constitucional, como destinado a proteger a liberdade de locomoção,
terminamos com esta expressão "liberdade de locomoção" apequenando o
instituto, como se fosse um mantra intelectual, porque ele inclui a
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13/09/2011
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 107.701 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Eu
também quero louvar o voto do Ministro Gilmar Mendes - digamos - lato,
dilargado o bastante para absorver francamente a sugestão do Ministro
Ricardo Lewandowski. O voto do Ministro Gilmar Mendes, no seu
espectro material, alberga, com toda facilidade, a interpretação lata
sugerida, feita pelo Ministro Ricardo Lewandowski. Aliás, Sua
Excelência, o Ministro Gilmar Mendes, aderiu de plano, sem dificuldade
nenhuma, porque no fundo se contém no voto de Vossa Excelência.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A
minha dúvida era porque todas as autoridades que se manifestaram
disseram que trataram dessa relação, mas o Ministro Ricardo
Lewandowski esclareceu isso de forma cabal, no sentido de que, não fosse
a companheira, mas que fosse uma amiga, a questão também estaria
posta nos mesmos termos tal como referido na Lei de Execução Penal.
Quer dizer, não nos cabe tornar mais difícil uma relação, que já é, por si
só, extremamente complexa.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) -
Perfeitamente. Na verdade, Vossa Excelência superou, com esse seu voto
magnífico, humano - e quando se diz humano, se diz jurídico, porque nós
temos o princípio da dignidade da pessoa humana como um dos
fundamentos da República Federativa do Brasil, no inciso III do artigo 1....
Há uma tendência, aí, para se pensar que o humanismo está fora do
Direito, quando não está fora, é categoria jurídica. Então, quando nós
falamos do habeas corpus, esse peregrino e superior remédio
constitucional, como destinado a proteger a liberdade de locomoção,
terminamos com esta expressão "liberdade de locomoção" apequenando o
instituto, como se fosse um mantra intelectual, porque ele inclui a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.701 / RS
liberdade de locomoção, na perspectiva do habeas corpus - disse o
Ministro Celso de Mello ainda há pouco -, e inclui a liberdade de ficar e
de permanecer espacialmente. Então, a liberdade espacial, protegida pelo
habeas corpus, no fundo, é uma liberdade de inserção espacial,
compreendendo as três figuras do ir, do vir e do permanecer, que
significa nem ir nem vir, mas simplesmente ficar. E a interpretação que o
Ministro Gilmar Mendes, no seu magnífico voto, dá à postulação sob
julgamento, maximiza, na devida conta humanística, o espectro funcional
do habeas corpus. O habeas corpus, aqui, está sendo usado exatamente
para prestigiar o direito que tem o preso de ter a sua segregação mitigada
ou minimizada.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Portanto, afeta o próprio regime de restrição de liberdade.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Sim, o
próprio regime de restrição de liberdade.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - E, veja
Vossa Excelência: essa é uma questão extremamente importante porque a
afirmação de que, não se aceitando o habeas corpus, haverá outros
instrumentos, muitas vezes não leva a uma proteção eficaz, tendo em
vista o ônus, a demora, o retardo, a alternativa de um eventual mandado
de segurança, que terá outro tipo de tratamento. E se forem
procedimentos ordinários, então.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O rito
dificultoso.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Em
muitos casos, dependendo da dimensão da pena – e neste nós vimos que
é uma pena alongada – , a decisão judicial talvez não venha a produzir
efeitos úteis, não terá efeito corretivo.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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HC 107.701 / RS
liberdade de locomoção, na perspectiva do habeas corpus - disse o
Ministro Celso de Mello ainda há pouco -, e inclui a liberdade de ficar e
de permanecer espacialmente. Então, a liberdade espacial, protegida pelo
habeas corpus, no fundo, é uma liberdade de inserção espacial,
compreendendo as três figuras do ir, do vir e do permanecer, que
significa nem ir nem vir, mas simplesmente ficar. E a interpretação que o
Ministro Gilmar Mendes, no seu magnífico voto, dá à postulação sob
julgamento, maximiza, na devida conta humanística, o espectro funcional
do habeas corpus. O habeas corpus, aqui, está sendo usado exatamente
para prestigiar o direito que tem o preso de ter a sua segregação mitigada
ou minimizada.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) -
Portanto, afeta o próprio regime de restrição de liberdade.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Sim, o
próprio regime de restrição de liberdade.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - E, veja
Vossa Excelência: essa é uma questão extremamente importante porque a
afirmação de que, não se aceitando o habeas corpus, haverá outros
instrumentos, muitas vezes não leva a uma proteção eficaz, tendo em
vista o ônus, a demora, o retardo, a alternativa de um eventual mandado
de segurança, que terá outro tipo de tratamento. E se forem
procedimentos ordinários, então.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - O rito
dificultoso.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Em
muitos casos, dependendo da dimensão da pena – e neste nós vimos que
é uma pena alongada – , a decisão judicial talvez não venha a produzir
efeitos úteis, não terá efeito corretivo.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.701 / RS
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - E essa
precedência do habeas corpus no rol das ações constitucionais, que Vossa
Excelência está a estabelecer, é rigorosamente técnica, porque, quando a
Constituição fala de mandado de segurança, teve o cuidado de dizer
"quando não couber habeas corpus"; quando couber habeas corpus, nem
se cogita de mandado de segurança - e, no caso, francamente, cabe
habeas corpus.
É uma decisão, Ministro Gilmar Mendes, que prestigia, também, a
entidade, a instituição jurídica da família, aquela formalmente constituída
pelo casamento, etc., e a informalmente constituída.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Se Vossa
Excelência me permite, em termos de política criminal, também ela
contribui para aliviar o ambiente de tensão que existe nos
estabelecimentos prisionais.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Ótima
observação. Perfeito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - De
resto, a propósito do comentário do Ministro Celso de Mello, queria
lembrar que, recentemente, com críticas, é verdade, a Suprema Corte
americana tomou uma de suas decisões importantes em relação ao regime
prisional, determinando que a Califórnia – são decisões temperadas ou
condicionadas –, num prazo determinado, reduza em um percentual
significativo seu número de presos, tendo em vista exatamente essas
condições. Eu já disse uma vez em sala de aula, mas agora repito aqui,
nós temos esse problema sério do amontoado de presos em condições
obviamente inconstitucionais, desumanas e ilegais.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - E veja
que é um tema hoje posto e está a demandar, então, reflexão de uma corte
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - E essa
precedência do habeas corpus no rol das ações constitucionais, que Vossa
Excelência está a estabelecer, é rigorosamente técnica, porque, quando a
Constituição fala de mandado de segurança, teve o cuidado de dizer
"quando não couber habeas corpus"; quando couber habeas corpus, nem
se cogita de mandado de segurança - e, no caso, francamente, cabe
habeas corpus.
É uma decisão, Ministro Gilmar Mendes, que prestigia, também, a
entidade, a instituição jurídica da família, aquela formalmente constituída
pelo casamento, etc., e a informalmente constituída.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Se Vossa
Excelência me permite, em termos de política criminal, também ela
contribui para aliviar o ambiente de tensão que existe nos
estabelecimentos prisionais.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Ótima
observação. Perfeito.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - De
resto, a propósito do comentário do Ministro Celso de Mello, queria
lembrar que, recentemente, com críticas, é verdade, a Suprema Corte
americana tomou uma de suas decisões importantes em relação ao regime
prisional, determinando que a Califórnia – são decisões temperadas ou
condicionadas –, num prazo determinado, reduza em um percentual
significativo seu número de presos, tendo em vista exatamente essas
condições. Eu já disse uma vez em sala de aula, mas agora repito aqui,
nós temos esse problema sério do amontoado de presos em condições
obviamente inconstitucionais, desumanas e ilegais.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: CANCELADO.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - E veja
que é um tema hoje posto e está a demandar, então, reflexão de uma corte
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.701 / RS
suprema líder no processo de jurisdição constitucional, como é a
americana, que acaba, portanto, de tomar essa medida exatamente por
não poder responder, individualmente, em relação aos abusos que se
perpetram nessa área.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Se
Vossa Excelência me permite, outra achega do voto do Ministro
Lewandowski, que me pareceu importante e perfeitamente comportável
no voto de Vossa Excelência, é quanto ao inciso X do artigo 41 da LEP,
que prevê visita também de amigos, incentivando ou recuperando, de
alguma forma, o espírito gregário que é comum ao ser humano. Dizia
Aristóteles: "o homem um animal político", por excelência. E quando se
fala da LEP, a remessa da LEP à sua matriz, é a matriz constitucional.
Porque quando a Constituição fala da individualização da pena, nos
remete, imediatamente, à Lei das Execuções Penais, que, sabemos todos,
em matéria penal, o Direito brasileiro é orteguiano, rigorosamente
orteguiano e personalizado. O Direito Penal só pode ser concebido e
praticado em atenção à personalidade, às singularidades do apenado, do
processado, etc.
Então, Ministro Gilmar Mendes, eu acompanho integralmente o voto
de Vossa Excelência e o faço louvando, sobremodo, o equacionamento
jurídico com que Vossa Excelência nos propôs com tanta maestria.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.701 / RS
suprema líder no processo de jurisdição constitucional, como é a
americana, que acaba, portanto, de tomar essa medida exatamente por
não poder responder, individualmente, em relação aos abusos que se
perpetram nessa área.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Se
Vossa Excelência me permite, outra achega do voto do Ministro
Lewandowski, que me pareceu importante e perfeitamente comportável
no voto de Vossa Excelência, é quanto ao inciso X do artigo 41 da LEP,
que prevê visita também de amigos, incentivando ou recuperando, de
alguma forma, o espírito gregário que é comum ao ser humano. Dizia
Aristóteles: "o homem um animal político", por excelência. E quando se
fala da LEP, a remessa da LEP à sua matriz, é a matriz constitucional.
Porque quando a Constituição fala da individualização da pena, nos
remete, imediatamente, à Lei das Execuções Penais, que, sabemos todos,
em matéria penal, o Direito brasileiro é orteguiano, rigorosamente
orteguiano e personalizado. O Direito Penal só pode ser concebido e
praticado em atenção à personalidade, às singularidades do apenado, do
processado, etc.
Então, Ministro Gilmar Mendes, eu acompanho integralmente o voto
de Vossa Excelência e o faço louvando, sobremodo, o equacionamento
jurídico com que Vossa Excelência nos propôs com tanta maestria.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.701
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 198787 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Conhecida a ação e deferido o habeas corpus para
assegurar ao paciente o direito de visita dos filhos LUÃ TELLES
RODRIGUES DA SILVA e EVELYN TELLES RODRIGUES DA SILVA. Com relação
aos menores WESLEY GARCIA ALVES, RAFAEL GARCIA NUNES e RAFAELA
GARCIA NUNES, filhos da suposta companheira do apenado, também
defiro, pois apesar de não ter restado demonstrado o vínculo de
parentesco com o paciente, nem a estabilidade da relação com a
genitora, certo é que os filhos e a própria Giovana Brum Garcia
podem ser classificados no rol de amigos do paciente (art. 41, X,
da LEP), nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma,
13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1468981
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 107.701
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
PACTE.(S) : MARCIO GARCIA DA SILVA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 198787 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: Conhecida a ação e deferido o habeas corpus para
assegurar ao paciente o direito de visita dos filhos LUÃ TELLES
RODRIGUES DA SILVA e EVELYN TELLES RODRIGUES DA SILVA. Com relação
aos menores WESLEY GARCIA ALVES, RAFAEL GARCIA NUNES e RAFAELA
GARCIA NUNES, filhos da suposta companheira do apenado, também
defiro, pois apesar de não ter restado demonstrado o vínculo de
parentesco com o paciente, nem a estabilidade da relação com a
genitora, certo é que os filhos e a própria Giovana Brum Garcia
podem ser classificados no rol de amigos do paciente (art. 41, X,
da LEP), nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2... Turma,
13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1468981
Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HC n 198787 DO SUPERIOR",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HC n 198787",
"HC 198 . 787 / RS",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HC n 198787 DO SUPERIOR",
"HC 198 . 787 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 84 . 236 AgR / PE",
"HC 84 . 816 / PI",
"HC 84 . 179 / SP",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 84 . 236 AgR / PE",
"HC 84 . 816 / PI",
"HC 84 . 179 / SP",
"HC 107 . 701 / RS",
"Súmula 693 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 107 . 701 / RS",
"Súmula 693 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 105 . 175 / SP",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 105 . 175 / SP",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"Resolução n . 14 do Conselho Nacional de",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HC 107 . 701 / RS",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HC n 198787",
"HABEAS CORPUS 107 . 701",
"HC n 198787 DO SUPERIOR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XLVII",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XLIX",
"art . 10 da Lei de Execução Penal",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XLVII",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . ,",
"art . 10 da Lei de Execução Penal",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"artigos 121 , c / c art . 14 , II , 121 , § 2 . . . , I e IV , e 157 , § 3 . . . , todos do Código Penal Brasileiro",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 121 , c / c art . 14 , II , 121 , § 2 . . . , I e IV , e 157 , § 3 . . . , todos do Código Penal Brasileiro",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo",
"artigo 121 ,",
"artigo 157 , § 3 . . . , todos do Código Penal",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 121 , c / c art . 14 , II ;",
"artigo 121 , § 2 . . . , I e IV",
"artigo 157 , § 3 . . . , todos do Código Penal",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9 . 268 / 1996",
"art . 51 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9 . 268 / 1996",
"art . 51 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XLVII",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 .",
"Pacto de São José da Costa Rica",
"Convenção Americana de Direitos Humanos",
"art . 10 da Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XLVII",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XLIX",
"Pacto de São José da Costa Rica",
"Convenção Americana de Direitos Humanos",
"art . 10 da Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Execução Penal",
"Resolução n .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n",
"art . 41 , X , da LEP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 , X , da LEP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 da Lei das Execuções Penais",
"artigo 41 , parágrafo único , da LEP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 41 da Lei das Execuções Penais",
"artigo 41 , parágrafo único , da LEP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Lei de Execução Penal",
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"Lei de Execução Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"inciso X do artigo 41 da LEP",
"LEP",
"LEP",
"Constituição",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso X do artigo 41 da LEP",
"Constituição",
"Lei das Execuções Penais",
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"art . 41 , X , da LEP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 41 , X , da LEP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Vara das Execuções Criminais da Comarca de Porto Alegre / RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Estado do Rio Grande do Sul",
"Brasil",
"Brasil",
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"São Paulo",
"Porto Alegre",
"do",
"Rio Grande do Sul",
"Estabelecimentos",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Segunda Turma",
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"-",
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"-",
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"-",
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"-",
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"Segunda Turma",
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".",
".",
".",
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"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
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"Ayres Britto",
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"GILMAR MENDES",
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"Og Fernandes",
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"Og Fernandes",
"Og Fernandes",
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"Rafaela Garcia Nunes",
"Luã Telles Rodrigues da Silva",
"Evelyn Telles Rodrigues da Silva",
"Wesley Garcia Alves",
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"Rafaela Garcia Nunes",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
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"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
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"Ellen Gracie",
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"Celso de Mello",
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"Julio Fabbrini Mirabete",
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"MIRABETE , Julio Fabbrini",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"Og Fernandes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
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"Celso de Mello",
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"CELSO DE MELLO",
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"AYRES BRITTO",
"Lewandowski",
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"de novembro de 1994",
"2",
".",
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"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11 de novembro de 1994",
"2",
".",
"12",
".",
"1994",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"06",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"06",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"13",
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"09",
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"2011",
"24",
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"08",
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"2001",
"13",
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"09",
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"2011",
"24",
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"08",
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"2001",
"13",
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"09",
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"2011",
"24",
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"08",
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"2001",
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"2001",
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"2001",
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"09",
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"2011",
"24",
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"08",
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"2001",
"13",
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"09",
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"2011",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
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"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"13",
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"09",
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"2011",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"13",
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"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"09",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"13",
".",
"09",
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"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO
DE DROGAS. DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE TRÁFICO PARA O
DELITO DE PORTE PARA USO PRÓPRIO. ALEGAÇÃO DE
INSUFICIÊNCIA DE PROVA DA TRAFICÂNCIA. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO
DESPROVIDO.
I – O pleito do recorrente de desclassificação do crime de tráfico para
o uso próprio não pode ser acolhido nesta via, em razão da necessidade
de reexame dos fatos e provas da causa, o que não se admite em habeas
corpus.
II – Além disso, as instâncias ordinárias assentaram que a
materialidade e autoria do crime de tráfico de drogas estavam
devidamente comprovadas pelos elementos probatórios produzidos na
instrução criminal, de modo que não há falar em insuficiência de prova
da traficância.
III – Recurso desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1454920.
Supremo Tribunal Federal
DJe 15/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RHC 109.071 / DF
recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 13 de setembro de 2011.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1454920.
Supremo Tribunal Federal
RHC 109.071 / DF
recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 13 de setembro de 2011.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto por CARLOS ANDRE
GONÇALVES DA CUNHA, contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem pleiteada no HC 168.982/DF,
Rel. Min. Jorge Mussi.
O recorrente narra, de início, que foi condenado pela prática do
crime previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006, tendo sido a
condenação mantida em segundo grau de jurisdição.
Diz, mais, que, inconformado, impetrou habeas corpus no Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem.
É contra o acórdão da Corte Superior que se insurge o recorrente.
Sustenta, de início, que a decisão combatida merece reforma pois
entendeu pela condenação do recorrente pelo crime de tráfico de drogas
em absoluta divergência com as provas produzidas na instrução criminal,
as quais estariam a indicar somente a materialidade do delito de porte de
drogas para consumo pessoal.
Afirma, ainda, ser o caso de desclassificação para o crime de porte
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto por CARLOS ANDRE
GONÇALVES DA CUNHA, contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem pleiteada no HC 168.982/DF,
Rel. Min. Jorge Mussi.
O recorrente narra, de início, que foi condenado pela prática do
crime previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006, tendo sido a
condenação mantida em segundo grau de jurisdição.
Diz, mais, que, inconformado, impetrou habeas corpus no Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem.
É contra o acórdão da Corte Superior que se insurge o recorrente.
Sustenta, de início, que a decisão combatida merece reforma pois
entendeu pela condenação do recorrente pelo crime de tráfico de drogas
em absoluta divergência com as provas produzidas na instrução criminal,
as quais estariam a indicar somente a materialidade do delito de porte de
drogas para consumo pessoal.
Afirma, ainda, ser o caso de desclassificação para o crime de porte
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Relatório
RHC 109.071 / DF
para uso próprio em razão da inexistência de prova da traficância.
Aduz, outrossim, que os elementos de prova colhidos em
procedimento inquisitorial podem sustentar somente a formação da
opinio delicti do acusador, mas não podem, de forma alguma, embasar um
decreto condenatório legítimo, de modo que, embora mereçam relevância
os depoimentos prestados pelos policiais, estes não têm o condão de
ensejar um decreto condenatório.
Requer, ao final, seja provido o recurso para cassar o acórdão que
denegou a ordem de habeas corpus e desclassificar a conduta do recorrente
para o delito de porte de droga para uso próprio.
As contrarrazões foram apresentadas.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques,
manifestou-se pelo desprovimento do recurso.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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RHC 109.071 / DF
para uso próprio em razão da inexistência de prova da traficância.
Aduz, outrossim, que os elementos de prova colhidos em
procedimento inquisitorial podem sustentar somente a formação da
opinio delicti do acusador, mas não podem, de forma alguma, embasar um
decreto condenatório legítimo, de modo que, embora mereçam relevância
os depoimentos prestados pelos policiais, estes não têm o condão de
ensejar um decreto condenatório.
Requer, ao final, seja provido o recurso para cassar o acórdão que
denegou a ordem de habeas corpus e desclassificar a conduta do recorrente
para o delito de porte de droga para uso próprio.
As contrarrazões foram apresentadas.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques,
manifestou-se pelo desprovimento do recurso.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de desprovimento do recurso.
O acórdão ora questionado foi assim ementado:
“HABEAS CORPUS. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA
EMBASAR A CONDENAÇÃO. ÉDITO REPRESSIVO
FUNDAMENTADO COM BASE NO DEPOIMENTO DE
POLICIAIS MILITARES. MEIO DE PROVA IDÔNEO.
DESCLASSIFICAÇÃO DO DELITO DE TRÁFICO PARA USO
DE
ENTORPECENTES.
PRINCÍPIO
DO
LIVRE
CONVENCIMENTO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO
APROFUNDADO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE NA VIA ESTREITA DO
WRIT.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Para desconstituir o édito repressivo como pretendido no
mandamus seria necessário o exame aprofundado de provas,
providência que é inadmissível na via angusta do habeas corpus,
mormente pelo fato de que vigora no processo penal brasileiro o
princípio do livre convencimento, em que o julgador pode decidir pela
condenação, desde que fundamentadamente.
2. In casu, constata-se que o Juízo Singular, ao proferir a
sentença, após proceder ao cotejo do contexto probatório, formou seu
livre convencimento, concluindo pela existência de autoria e
materialidade assestadas ao paciente, fundamentando o édito
repressivo no auto de prisão em flagrante, no laudo de exame
preliminar em material, no auto de apresentação e apreensão, na
ocorrência policial, no laudo de exame de munição e de objeto, no
laudo de exame de corpo de delito, no laudo de exame químico, bem
como nos depoimentos dos policiais militares realizados em juízo,
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13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de desprovimento do recurso.
O acórdão ora questionado foi assim ementado:
“HABEAS CORPUS. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA
EMBASAR A CONDENAÇÃO. ÉDITO REPRESSIVO
FUNDAMENTADO COM BASE NO DEPOIMENTO DE
POLICIAIS MILITARES. MEIO DE PROVA IDÔNEO.
DESCLASSIFICAÇÃO DO DELITO DE TRÁFICO PARA USO
DE
ENTORPECENTES.
PRINCÍPIO
DO
LIVRE
CONVENCIMENTO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO
APROFUNDADO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE NA VIA ESTREITA DO
WRIT.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Para desconstituir o édito repressivo como pretendido no
mandamus seria necessário o exame aprofundado de provas,
providência que é inadmissível na via angusta do habeas corpus,
mormente pelo fato de que vigora no processo penal brasileiro o
princípio do livre convencimento, em que o julgador pode decidir pela
condenação, desde que fundamentadamente.
2. In casu, constata-se que o Juízo Singular, ao proferir a
sentença, após proceder ao cotejo do contexto probatório, formou seu
livre convencimento, concluindo pela existência de autoria e
materialidade assestadas ao paciente, fundamentando o édito
repressivo no auto de prisão em flagrante, no laudo de exame
preliminar em material, no auto de apresentação e apreensão, na
ocorrência policial, no laudo de exame de munição e de objeto, no
laudo de exame de corpo de delito, no laudo de exame químico, bem
como nos depoimentos dos policiais militares realizados em juízo,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 109.071 / DF
concluindo que restou caracterizada finalidade de mercancia apta à
configuração do delito em questão.
3. Seguindo o entendimento deste Sodalício, não há como
proceder à análise do pedido de desclassificação do crime de tráfico
para uso de substância entorpecente, porquanto é matéria que exige
aprofundado revolvimento das provas produzidas nos autos, o que é
incompatível com a via estreita do writ (Precedentes).
4. Conforme jurisprudência desta Corte, o depoimento de
policiais responsáveis pela prisão em flagrante do acusado constitui
meio de prova idôneo a embasar o édito condenatório, mormente
quando corroborado em Juízo, no âmbito do devido processo legal.
DOSIMETRIA. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO
LEGAL. ARTIGO 42 DA LEI 11.343⁄2006. NATUREZA E
QUANTIDADE
DA
SUBSTÂNCIA
ENTORPECENTE
APREENDIDA. AUMENTO JUSTIFICADO NESSE PONTO.
MOTIVAÇÃO. COAÇÃO NÃO DEMONSTRADA. ORDEM
DENEGADA.
1. Mostra-se adequada a exasperação da sanção básica do
paciente em razão da natureza e da quantidade da droga apreendida -
seiscentos e oito gramas e dez centigramas de cocaína -, consoante
preceitua o art. 42 da Nova Lei de Drogas, o qual dispõe que o juiz, na
fixação da penas, deve considerar, com preponderância sobre o previsto
no art. 59 do CP, a natureza e a quantidade da substância
entorpecente, a personalidade e a conduta social do agente.
2. Ordem denegada”.
Conforme relatado, o recorrente busca a desclassificação do crime de
tráfico para o de porte de drogas para consumo pessoal, ao argumento de
que inexiste, nos autos, prova cabal da traficância.
Inviável a pretensão, todavia.
Isso porque as alegações postas nesta impetração denotam o nítido
propósito de rediscutir os fatos e provas da causa, o que, como se sabe,
não é possível nesta estreita via do habeas corpus, cabendo ao juízo natural
o exame aprofundado do conjunto fático-probatório, como ocorreu na
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RHC 109.071 / DF
concluindo que restou caracterizada finalidade de mercancia apta à
configuração do delito em questão.
3. Seguindo o entendimento deste Sodalício, não há como
proceder à análise do pedido de desclassificação do crime de tráfico
para uso de substância entorpecente, porquanto é matéria que exige
aprofundado revolvimento das provas produzidas nos autos, o que é
incompatível com a via estreita do writ (Precedentes).
4. Conforme jurisprudência desta Corte, o depoimento de
policiais responsáveis pela prisão em flagrante do acusado constitui
meio de prova idôneo a embasar o édito condenatório, mormente
quando corroborado em Juízo, no âmbito do devido processo legal.
DOSIMETRIA. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO
LEGAL. ARTIGO 42 DA LEI 11.343⁄2006. NATUREZA E
QUANTIDADE
DA
SUBSTÂNCIA
ENTORPECENTE
APREENDIDA. AUMENTO JUSTIFICADO NESSE PONTO.
MOTIVAÇÃO. COAÇÃO NÃO DEMONSTRADA. ORDEM
DENEGADA.
1. Mostra-se adequada a exasperação da sanção básica do
paciente em razão da natureza e da quantidade da droga apreendida -
seiscentos e oito gramas e dez centigramas de cocaína -, consoante
preceitua o art. 42 da Nova Lei de Drogas, o qual dispõe que o juiz, na
fixação da penas, deve considerar, com preponderância sobre o previsto
no art. 59 do CP, a natureza e a quantidade da substância
entorpecente, a personalidade e a conduta social do agente.
2. Ordem denegada”.
Conforme relatado, o recorrente busca a desclassificação do crime de
tráfico para o de porte de drogas para consumo pessoal, ao argumento de
que inexiste, nos autos, prova cabal da traficância.
Inviável a pretensão, todavia.
Isso porque as alegações postas nesta impetração denotam o nítido
propósito de rediscutir os fatos e provas da causa, o que, como se sabe,
não é possível nesta estreita via do habeas corpus, cabendo ao juízo natural
o exame aprofundado do conjunto fático-probatório, como ocorreu na
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 109.071 / DF
espécie. Em apoio a essa perspectiva, menciono:
“EMENTA:
HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE
ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO.
ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA A
CONDENAÇÃO.
PEDIDO
ALTERNATIVO
DE
DESCLASSIFICAÇÃO PARA A CAUSA DE AUMENTO DO
INCISO III DO ART. 18 DA LEI Nº 6.368/76. PRETENSÃO DE
AFASTAMENTO DO ÓBICE INCONSTITUCIONAL À
PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL.
Não existe
ilegalidade na decisão que condenou os acusados,
fundamentada nas provas produzidas durante a instrução
criminal. O Supremo Tribunal Federal não pode, em sede de
habeas corpus, reapreciar o conjunto probatório dos autos
para identificar eventual injustiça na condenação. A
desclassificação para a causa de aumento de pena prescrita no
inciso III do art. 18 da Lei nº 6.368/76 exige aprofundado exame
de prova e outros dados empíricos. Exame incabível em habeas
corpus, que é via processual de verdadeiro atalho. O Plenário
deste Supremo Tribunal Federal já declarou, incidenter tantum, a
inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90 (HC
8.959), por entender que proibir a progressão de regime penitenciário é
contrariar a garantia constitucional da individualização da pena.
Ordem deferida parcialmente para afastar o óbice à progressão,
determinar ao juízo de execução que prossiga na avaliação dos demais
requisitos objetivos e subjetivos para a obtenção do benefício (arts. 5º,
6º, 7º, 8º e 9º, C/C o art. 112 da LEP) e colher a manifestação formal
do diretor do presídio quanto ao 'bom comportamento' carcerário do
apenado (palavras da lei), mas sem se limitar a tal manifestação.” (HC
86.205/MG, Rel. Min. Ayres Britto – grifos meus).
“EMENTA: Habeas Corpus. 2. Porte ilegal de armas e tráfico
de entorpecentes 3. Pequena quantidade de drogas e ausência de
finalidade mercantil. 4. Tentativa de desclassificação para uso.
Inadequação da via do habeas corpus. Precedentes. 5. Questão
do porte de arma não apreciada pelo juízo a quo. Supressão de
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RHC 109.071 / DF
espécie. Em apoio a essa perspectiva, menciono:
“EMENTA:
HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE
ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO.
ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA A
CONDENAÇÃO.
PEDIDO
ALTERNATIVO
DE
DESCLASSIFICAÇÃO PARA A CAUSA DE AUMENTO DO
INCISO III DO ART. 18 DA LEI Nº 6.368/76. PRETENSÃO DE
AFASTAMENTO DO ÓBICE INCONSTITUCIONAL À
PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL.
Não existe
ilegalidade na decisão que condenou os acusados,
fundamentada nas provas produzidas durante a instrução
criminal. O Supremo Tribunal Federal não pode, em sede de
habeas corpus, reapreciar o conjunto probatório dos autos
para identificar eventual injustiça na condenação. A
desclassificação para a causa de aumento de pena prescrita no
inciso III do art. 18 da Lei nº 6.368/76 exige aprofundado exame
de prova e outros dados empíricos. Exame incabível em habeas
corpus, que é via processual de verdadeiro atalho. O Plenário
deste Supremo Tribunal Federal já declarou, incidenter tantum, a
inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90 (HC
8.959), por entender que proibir a progressão de regime penitenciário é
contrariar a garantia constitucional da individualização da pena.
Ordem deferida parcialmente para afastar o óbice à progressão,
determinar ao juízo de execução que prossiga na avaliação dos demais
requisitos objetivos e subjetivos para a obtenção do benefício (arts. 5º,
6º, 7º, 8º e 9º, C/C o art. 112 da LEP) e colher a manifestação formal
do diretor do presídio quanto ao 'bom comportamento' carcerário do
apenado (palavras da lei), mas sem se limitar a tal manifestação.” (HC
86.205/MG, Rel. Min. Ayres Britto – grifos meus).
“EMENTA: Habeas Corpus. 2. Porte ilegal de armas e tráfico
de entorpecentes 3. Pequena quantidade de drogas e ausência de
finalidade mercantil. 4. Tentativa de desclassificação para uso.
Inadequação da via do habeas corpus. Precedentes. 5. Questão
do porte de arma não apreciada pelo juízo a quo. Supressão de
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1454922.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 109.071 / DF
instância. 6. Ordem indeferida” (HC 83.426/MG, Rel. Min. Gilmar
Mendes – grifos meus).
Destaco, por oportuno, que, conforme assentou o Tribunal de Justiça
do Distrito Federal e dos Territórios ao apreciar o recurso de apelação e
decidir pela manutenção da condenação, a autoria e materialidade do
crime de tráfico foram devidamente comprovadas pelos elementos
probatórios colhidos na instrução criminal, senão vejamos:
“(...)
A testemunha policial Nestor Pinto Barbosa, em juízo (fl. 192),
afirmou que uma denúncia anônima noticiou que o causado estaria
praticando tráfico de droga. Narrou que, na casa do réu, foram
apreendidos em torno de R$ 1.600,00, uma balança de precisão, cinco
munições de calibre 38 e porções de cocaína. Relatou a testemunha
policial que as porções de cocaína e a balança foram encontradas no
quarto em que o acusado dormia, tendo encontrado cinco das porções
dentro de uma mochila preta e uma porção dentro da gaveta do guarda
roupa, juntamente com a balança.
No concernente a validade e credibilidade de testemunho
prestado por agentes policiais, quando em harmonia com as provas dos
autos, não contraditado ou desqualificado, restar merecedor de fé na
medida em que provém de agente público no exercício de sua função e
não destoa do conjunto probatório.
[…]
O laudo pericial de fls. 203/205 atesta que foram apreendidos
com o réu 602,80g (seiscentos e dois gramas e oitenta centigramas) de
cocaína, divididos em seis porções de substância esbranquiçada, e o
laudo pericial de fls. 166/168 atesta que, na balança de precisão,
encontram-se resquícios de substância esbranquiçada, também
identificada como cocaína.
Portanto, pela presença da balança de precisão com resquícios de
substância esbranquiçada, pela forma em que a droga se encontrava
acondicionada (cinco porções dentro de uma mochila preta e uma, em
conjunto com a balança de precisão, dentro da gaveta de um guarda-
roupa) e pela grande quantidade de substância, resta indubitável a
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RHC 109.071 / DF
instância. 6. Ordem indeferida” (HC 83.426/MG, Rel. Min. Gilmar
Mendes – grifos meus).
Destaco, por oportuno, que, conforme assentou o Tribunal de Justiça
do Distrito Federal e dos Territórios ao apreciar o recurso de apelação e
decidir pela manutenção da condenação, a autoria e materialidade do
crime de tráfico foram devidamente comprovadas pelos elementos
probatórios colhidos na instrução criminal, senão vejamos:
“(...)
A testemunha policial Nestor Pinto Barbosa, em juízo (fl. 192),
afirmou que uma denúncia anônima noticiou que o causado estaria
praticando tráfico de droga. Narrou que, na casa do réu, foram
apreendidos em torno de R$ 1.600,00, uma balança de precisão, cinco
munições de calibre 38 e porções de cocaína. Relatou a testemunha
policial que as porções de cocaína e a balança foram encontradas no
quarto em que o acusado dormia, tendo encontrado cinco das porções
dentro de uma mochila preta e uma porção dentro da gaveta do guarda
roupa, juntamente com a balança.
No concernente a validade e credibilidade de testemunho
prestado por agentes policiais, quando em harmonia com as provas dos
autos, não contraditado ou desqualificado, restar merecedor de fé na
medida em que provém de agente público no exercício de sua função e
não destoa do conjunto probatório.
[…]
O laudo pericial de fls. 203/205 atesta que foram apreendidos
com o réu 602,80g (seiscentos e dois gramas e oitenta centigramas) de
cocaína, divididos em seis porções de substância esbranquiçada, e o
laudo pericial de fls. 166/168 atesta que, na balança de precisão,
encontram-se resquícios de substância esbranquiçada, também
identificada como cocaína.
Portanto, pela presença da balança de precisão com resquícios de
substância esbranquiçada, pela forma em que a droga se encontrava
acondicionada (cinco porções dentro de uma mochila preta e uma, em
conjunto com a balança de precisão, dentro da gaveta de um guarda-
roupa) e pela grande quantidade de substância, resta indubitável a
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 109.071 / DF
caracterização da traficância no caso. Ressalte-se também que é de
conhecimento geral que, muitas vezes, os traficantes de entorpecentes
são também usuários, sendo que ser usuário não exclui tipo penal do
art. 33 da Lei de Drogas”.
Deste modo, para se chegar à conclusão contrária, necessário seria o
aprofundado reexame dos elementos probatórios da causa, o que, como já
afirmado, não se admite na via eleita.
Ante do exposto, nego provimento ao recurso.
5
Supremo Tribunal Federal
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RHC 109.071 / DF
caracterização da traficância no caso. Ressalte-se também que é de
conhecimento geral que, muitas vezes, os traficantes de entorpecentes
são também usuários, sendo que ser usuário não exclui tipo penal do
art. 33 da Lei de Drogas”.
Deste modo, para se chegar à conclusão contrária, necessário seria o
aprofundado reexame dos elementos probatórios da causa, o que, como já
afirmado, não se admite na via eleita.
Ante do exposto, nego provimento ao recurso.
5
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Debate
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
DEBATE
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O argumento
decisivo, inclusive aqui, é o segundo, não é o primeiro do
enquadramento, até porque, em tese, embora Sua Excelência tenha citado
um precedente da minha relatoria, é possível, tendo os elementos dos
autos, fazer um reenquadramento.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Certo.
Isso não é revolvimento de matéria de fato, os elementos já estão ali.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Os elementos já
estão ali constando dos autos. Agora, o que Sua Excelência está dizendo é
que as provas existentes indicam claramente.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
(RELATOR) – É uma balança de precisão encontrada no quarto do
paciente. É difícil nós aqui, longe dos fatos, dizermos o contrário, mas
claro que o Colegiado tem sempre razão.
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
DEBATE
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O argumento
decisivo, inclusive aqui, é o segundo, não é o primeiro do
enquadramento, até porque, em tese, embora Sua Excelência tenha citado
um precedente da minha relatoria, é possível, tendo os elementos dos
autos, fazer um reenquadramento.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Certo.
Isso não é revolvimento de matéria de fato, os elementos já estão ali.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Os elementos já
estão ali constando dos autos. Agora, o que Sua Excelência está dizendo é
que as provas existentes indicam claramente.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
(RELATOR) – É uma balança de precisão encontrada no quarto do
paciente. É difícil nós aqui, longe dos fatos, dizermos o contrário, mas
claro que o Colegiado tem sempre razão.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S) : CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: Recurso desprovido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S) : CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: Recurso desprovido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1738652
| 2011-09-13T00:00:00
| 2012-02-15T00:00:00
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Recurso desprovido, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.09.2011.
|
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
|
Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE TRÁFICO PARA O DELITO DE PORTE PARA USO PRÓPRIO. ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE PROVA DA TRAFICÂNCIA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO DESPROVIDO.
I – O pleito do recorrente de desclassificação do crime de tráfico para o uso próprio não pode ser acolhido nesta via, em razão da necessidade de reexame dos fatos e provas da causa, o que não se admite em habeas corpus.
II – Além disso, as instâncias ordinárias assentaram que a materialidade e autoria do crime de tráfico de drogas estavam devidamente comprovadas pelos elementos probatórios produzidos na instrução criminal, de modo que não há falar em insuficiência de prova da traficância.
III – Recurso desprovido.
|
sjur204494
|
- Acórdãos citados: HC 86205, HC 83426.
Número de páginas: 11.
Análise: 06/03/2011, AMS.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
109071
|
[
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 \"CAPUT\"\r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS"
] |
RHC
|
acordaos
|
RHC 109071
|
[
""
] |
RECTE.(S) : CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO
DE DROGAS. DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE TRÁFICO PARA O
DELITO DE PORTE PARA USO PRÓPRIO. ALEGAÇÃO DE
INSUFICIÊNCIA DE PROVA DA TRAFICÂNCIA. REEXAME DO
CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO
DESPROVIDO.
I – O pleito do recorrente de desclassificação do crime de tráfico para
o uso próprio não pode ser acolhido nesta via, em razão da necessidade
de reexame dos fatos e provas da causa, o que não se admite em habeas
corpus.
II – Além disso, as instâncias ordinárias assentaram que a
materialidade e autoria do crime de tráfico de drogas estavam
devidamente comprovadas pelos elementos probatórios produzidos na
instrução criminal, de modo que não há falar em insuficiência de prova
da traficância.
III – Recurso desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por decisão unânime, negar provimento ao
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Supremo Tribunal Federal
DJe 15/02/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RHC 109.071 / DF
recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 13 de setembro de 2011.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RHC 109.071 / DF
recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa.
Brasília, 13 de setembro de 2011.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto por CARLOS ANDRE
GONÇALVES DA CUNHA, contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem pleiteada no HC 168.982/DF,
Rel. Min. Jorge Mussi.
O recorrente narra, de início, que foi condenado pela prática do
crime previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006, tendo sido a
condenação mantida em segundo grau de jurisdição.
Diz, mais, que, inconformado, impetrou habeas corpus no Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem.
É contra o acórdão da Corte Superior que se insurge o recorrente.
Sustenta, de início, que a decisão combatida merece reforma pois
entendeu pela condenação do recorrente pelo crime de tráfico de drogas
em absoluta divergência com as provas produzidas na instrução criminal,
as quais estariam a indicar somente a materialidade do delito de porte de
drogas para consumo pessoal.
Afirma, ainda, ser o caso de desclassificação para o crime de porte
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S)
:CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR
PÚBLICO-GERAL
DO
DISTRITO
FEDERAL E TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
recurso ordinário em habeas corpus interposto por CARLOS ANDRE
GONÇALVES DA CUNHA, contra acórdão da Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem pleiteada no HC 168.982/DF,
Rel. Min. Jorge Mussi.
O recorrente narra, de início, que foi condenado pela prática do
crime previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006, tendo sido a
condenação mantida em segundo grau de jurisdição.
Diz, mais, que, inconformado, impetrou habeas corpus no Superior
Tribunal de Justiça, que denegou a ordem.
É contra o acórdão da Corte Superior que se insurge o recorrente.
Sustenta, de início, que a decisão combatida merece reforma pois
entendeu pela condenação do recorrente pelo crime de tráfico de drogas
em absoluta divergência com as provas produzidas na instrução criminal,
as quais estariam a indicar somente a materialidade do delito de porte de
drogas para consumo pessoal.
Afirma, ainda, ser o caso de desclassificação para o crime de porte
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RHC 109.071 / DF
para uso próprio em razão da inexistência de prova da traficância.
Aduz, outrossim, que os elementos de prova colhidos em
procedimento inquisitorial podem sustentar somente a formação da
opinio delicti do acusador, mas não podem, de forma alguma, embasar um
decreto condenatório legítimo, de modo que, embora mereçam relevância
os depoimentos prestados pelos policiais, estes não têm o condão de
ensejar um decreto condenatório.
Requer, ao final, seja provido o recurso para cassar o acórdão que
denegou a ordem de habeas corpus e desclassificar a conduta do recorrente
para o delito de porte de droga para uso próprio.
As contrarrazões foram apresentadas.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques,
manifestou-se pelo desprovimento do recurso.
É o relatório.
2
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RHC 109.071 / DF
para uso próprio em razão da inexistência de prova da traficância.
Aduz, outrossim, que os elementos de prova colhidos em
procedimento inquisitorial podem sustentar somente a formação da
opinio delicti do acusador, mas não podem, de forma alguma, embasar um
decreto condenatório legítimo, de modo que, embora mereçam relevância
os depoimentos prestados pelos policiais, estes não têm o condão de
ensejar um decreto condenatório.
Requer, ao final, seja provido o recurso para cassar o acórdão que
denegou a ordem de habeas corpus e desclassificar a conduta do recorrente
para o delito de porte de droga para uso próprio.
As contrarrazões foram apresentadas.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques,
manifestou-se pelo desprovimento do recurso.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de desprovimento do recurso.
O acórdão ora questionado foi assim ementado:
“HABEAS CORPUS. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA
EMBASAR A CONDENAÇÃO. ÉDITO REPRESSIVO
FUNDAMENTADO COM BASE NO DEPOIMENTO DE
POLICIAIS MILITARES. MEIO DE PROVA IDÔNEO.
DESCLASSIFICAÇÃO DO DELITO DE TRÁFICO PARA USO
DE
ENTORPECENTES.
PRINCÍPIO
DO
LIVRE
CONVENCIMENTO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO
APROFUNDADO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE NA VIA ESTREITA DO
WRIT.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Para desconstituir o édito repressivo como pretendido no
mandamus seria necessário o exame aprofundado de provas,
providência que é inadmissível na via angusta do habeas corpus,
mormente pelo fato de que vigora no processo penal brasileiro o
princípio do livre convencimento, em que o julgador pode decidir pela
condenação, desde que fundamentadamente.
2. In casu, constata-se que o Juízo Singular, ao proferir a
sentença, após proceder ao cotejo do contexto probatório, formou seu
livre convencimento, concluindo pela existência de autoria e
materialidade assestadas ao paciente, fundamentando o édito
repressivo no auto de prisão em flagrante, no laudo de exame
preliminar em material, no auto de apresentação e apreensão, na
ocorrência policial, no laudo de exame de munição e de objeto, no
laudo de exame de corpo de delito, no laudo de exame químico, bem
como nos depoimentos dos policiais militares realizados em juízo,
Supremo Tribunal Federal
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13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de desprovimento do recurso.
O acórdão ora questionado foi assim ementado:
“HABEAS CORPUS. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA
EMBASAR A CONDENAÇÃO. ÉDITO REPRESSIVO
FUNDAMENTADO COM BASE NO DEPOIMENTO DE
POLICIAIS MILITARES. MEIO DE PROVA IDÔNEO.
DESCLASSIFICAÇÃO DO DELITO DE TRÁFICO PARA USO
DE
ENTORPECENTES.
PRINCÍPIO
DO
LIVRE
CONVENCIMENTO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO
APROFUNDADO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE NA VIA ESTREITA DO
WRIT.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Para desconstituir o édito repressivo como pretendido no
mandamus seria necessário o exame aprofundado de provas,
providência que é inadmissível na via angusta do habeas corpus,
mormente pelo fato de que vigora no processo penal brasileiro o
princípio do livre convencimento, em que o julgador pode decidir pela
condenação, desde que fundamentadamente.
2. In casu, constata-se que o Juízo Singular, ao proferir a
sentença, após proceder ao cotejo do contexto probatório, formou seu
livre convencimento, concluindo pela existência de autoria e
materialidade assestadas ao paciente, fundamentando o édito
repressivo no auto de prisão em flagrante, no laudo de exame
preliminar em material, no auto de apresentação e apreensão, na
ocorrência policial, no laudo de exame de munição e de objeto, no
laudo de exame de corpo de delito, no laudo de exame químico, bem
como nos depoimentos dos policiais militares realizados em juízo,
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 109.071 / DF
concluindo que restou caracterizada finalidade de mercancia apta à
configuração do delito em questão.
3. Seguindo o entendimento deste Sodalício, não há como
proceder à análise do pedido de desclassificação do crime de tráfico
para uso de substância entorpecente, porquanto é matéria que exige
aprofundado revolvimento das provas produzidas nos autos, o que é
incompatível com a via estreita do writ (Precedentes).
4. Conforme jurisprudência desta Corte, o depoimento de
policiais responsáveis pela prisão em flagrante do acusado constitui
meio de prova idôneo a embasar o édito condenatório, mormente
quando corroborado em Juízo, no âmbito do devido processo legal.
DOSIMETRIA. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO
LEGAL. ARTIGO 42 DA LEI 11.343⁄2006. NATUREZA E
QUANTIDADE
DA
SUBSTÂNCIA
ENTORPECENTE
APREENDIDA. AUMENTO JUSTIFICADO NESSE PONTO.
MOTIVAÇÃO. COAÇÃO NÃO DEMONSTRADA. ORDEM
DENEGADA.
1. Mostra-se adequada a exasperação da sanção básica do
paciente em razão da natureza e da quantidade da droga apreendida -
seiscentos e oito gramas e dez centigramas de cocaína -, consoante
preceitua o art. 42 da Nova Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), o qual dispõe que o juiz, na
fixação da penas, deve considerar, com preponderância sobre o previsto
no art. 59 do Código Penal Brasileiro, a natureza e a quantidade da substância
entorpecente, a personalidade e a conduta social do agente.
2. Ordem denegada”.
Conforme relatado, o recorrente busca a desclassificação do crime de
tráfico para o de porte de drogas para consumo pessoal, ao argumento de
que inexiste, nos autos, prova cabal da traficância.
Inviável a pretensão, todavia.
Isso porque as alegações postas nesta impetração denotam o nítido
propósito de rediscutir os fatos e provas da causa, o que, como se sabe,
não é possível nesta estreita via do habeas corpus, cabendo ao juízo natural
o exame aprofundado do conjunto fático-probatório, como ocorreu na
2
Supremo Tribunal Federal
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concluindo que restou caracterizada finalidade de mercancia apta à
configuração do delito em questão.
3. Seguindo o entendimento deste Sodalício, não há como
proceder à análise do pedido de desclassificação do crime de tráfico
para uso de substância entorpecente, porquanto é matéria que exige
aprofundado revolvimento das provas produzidas nos autos, o que é
incompatível com a via estreita do writ (Precedentes).
4. Conforme jurisprudência desta Corte, o depoimento de
policiais responsáveis pela prisão em flagrante do acusado constitui
meio de prova idôneo a embasar o édito condenatório, mormente
quando corroborado em Juízo, no âmbito do devido processo legal.
DOSIMETRIA. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO
LEGAL. ARTIGO 42 DA LEI 11.343⁄2006. NATUREZA E
QUANTIDADE
DA
SUBSTÂNCIA
ENTORPECENTE
APREENDIDA. AUMENTO JUSTIFICADO NESSE PONTO.
MOTIVAÇÃO. COAÇÃO NÃO DEMONSTRADA. ORDEM
DENEGADA.
1. Mostra-se adequada a exasperação da sanção básica do
paciente em razão da natureza e da quantidade da droga apreendida -
seiscentos e oito gramas e dez centigramas de cocaína -, consoante
preceitua o art. 42 da Nova Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), o qual dispõe que o juiz, na
fixação da penas, deve considerar, com preponderância sobre o previsto
no art. 59 do Código Penal Brasileiro, a natureza e a quantidade da substância
entorpecente, a personalidade e a conduta social do agente.
2. Ordem denegada”.
Conforme relatado, o recorrente busca a desclassificação do crime de
tráfico para o de porte de drogas para consumo pessoal, ao argumento de
que inexiste, nos autos, prova cabal da traficância.
Inviável a pretensão, todavia.
Isso porque as alegações postas nesta impetração denotam o nítido
propósito de rediscutir os fatos e provas da causa, o que, como se sabe,
não é possível nesta estreita via do habeas corpus, cabendo ao juízo natural
o exame aprofundado do conjunto fático-probatório, como ocorreu na
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 109.071 / DF
espécie. Em apoio a essa perspectiva, menciono:
“EMENTA:
HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE
ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO.
ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA A
CONDENAÇÃO.
PEDIDO
ALTERNATIVO
DE
DESCLASSIFICAÇÃO PARA A CAUSA DE AUMENTO DO
INCISO III DO ART. 18 DA LEI n 6.368/76. PRETENSÃO DE
AFASTAMENTO DO ÓBICE INCONSTITUCIONAL À
PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL.
Não existe
ilegalidade na decisão que condenou os acusados,
fundamentada nas provas produzidas durante a instrução
criminal. O Supremo Tribunal Federal não pode, em sede de
habeas corpus, reapreciar o conjunto probatório dos autos
para identificar eventual injustiça na condenação. A
desclassificação para a causa de aumento de pena prescrita no
inciso III do art. 18 da Lei n 6.368/76 exige aprofundado exame
de prova e outros dados empíricos. Exame incabível em habeas
corpus, que é via processual de verdadeiro atalho. O Plenário
deste Supremo Tribunal Federal já declarou, incidenter tantum, a
inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90 (HC
8.959), por entender que proibir a progressão de regime penitenciário é
contrariar a garantia constitucional da individualização da pena.
Ordem deferida parcialmente para afastar o óbice à progressão,
determinar ao juízo de execução que prossiga na avaliação dos demais
requisitos objetivos e subjetivos para a obtenção do benefício (arts. 5...,
6..., 7..., 8... e 9..., C/C o art. 112 da LEP) e colher a manifestação formal
do diretor do presídio quanto ao 'bom comportamento' carcerário do
apenado (palavras da lei), mas sem se limitar a tal manifestação.” (HC
86.205/MG, Rel. Min. Ayres Britto – grifos meus).
“EMENTA: Habeas Corpus. 2. Porte ilegal de armas e tráfico
de entorpecentes 3. Pequena quantidade de drogas e ausência de
finalidade mercantil. 4. Tentativa de desclassificação para uso.
Inadequação da via do habeas corpus. Precedentes. 5. Questão
do porte de arma não apreciada pelo juízo a quo. Supressão de
3
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espécie. Em apoio a essa perspectiva, menciono:
“EMENTA:
HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE
ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO.
ALEGAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA A
CONDENAÇÃO.
PEDIDO
ALTERNATIVO
DE
DESCLASSIFICAÇÃO PARA A CAUSA DE AUMENTO DO
INCISO III DO ART. 18 DA LEI n 6.368/76. PRETENSÃO DE
AFASTAMENTO DO ÓBICE INCONSTITUCIONAL À
PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL.
Não existe
ilegalidade na decisão que condenou os acusados,
fundamentada nas provas produzidas durante a instrução
criminal. O Supremo Tribunal Federal não pode, em sede de
habeas corpus, reapreciar o conjunto probatório dos autos
para identificar eventual injustiça na condenação. A
desclassificação para a causa de aumento de pena prescrita no
inciso III do art. 18 da Lei n 6.368/76 exige aprofundado exame
de prova e outros dados empíricos. Exame incabível em habeas
corpus, que é via processual de verdadeiro atalho. O Plenário
deste Supremo Tribunal Federal já declarou, incidenter tantum, a
inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90 (HC
8.959), por entender que proibir a progressão de regime penitenciário é
contrariar a garantia constitucional da individualização da pena.
Ordem deferida parcialmente para afastar o óbice à progressão,
determinar ao juízo de execução que prossiga na avaliação dos demais
requisitos objetivos e subjetivos para a obtenção do benefício (arts. 5...,
6..., 7..., 8... e 9..., C/C o art. 112 da LEP) e colher a manifestação formal
do diretor do presídio quanto ao 'bom comportamento' carcerário do
apenado (palavras da lei), mas sem se limitar a tal manifestação.” (HC
86.205/MG, Rel. Min. Ayres Britto – grifos meus).
“EMENTA: Habeas Corpus. 2. Porte ilegal de armas e tráfico
de entorpecentes 3. Pequena quantidade de drogas e ausência de
finalidade mercantil. 4. Tentativa de desclassificação para uso.
Inadequação da via do habeas corpus. Precedentes. 5. Questão
do porte de arma não apreciada pelo juízo a quo. Supressão de
3
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 109.071 / DF
instância. 6. Ordem indeferida” (HC 83.426/MG, Rel. Min. Gilmar
Mendes – grifos meus).
Destaco, por oportuno, que, conforme assentou o Tribunal de Justiça
do Distrito Federal e dos Territórios ao apreciar o recurso de apelação e
decidir pela manutenção da condenação, a autoria e materialidade do
crime de tráfico foram devidamente comprovadas pelos elementos
probatórios colhidos na instrução criminal, senão vejamos:
“(...)
A testemunha policial Nestor Pinto Barbosa, em juízo (fl. 192),
afirmou que uma denúncia anônima noticiou que o causado estaria
praticando tráfico de droga. Narrou que, na casa do réu, foram
apreendidos em torno de R$ 1.600,00, uma balança de precisão, cinco
munições de calibre 38 e porções de cocaína. Relatou a testemunha
policial que as porções de cocaína e a balança foram encontradas no
quarto em que o acusado dormia, tendo encontrado cinco das porções
dentro de uma mochila preta e uma porção dentro da gaveta do guarda
roupa, juntamente com a balança.
No concernente a validade e credibilidade de testemunho
prestado por agentes policiais, quando em harmonia com as provas dos
autos, não contraditado ou desqualificado, restar merecedor de fé na
medida em que provém de agente público no exercício de sua função e
não destoa do conjunto probatório.
[…]
O laudo pericial de fls. 203/205 atesta que foram apreendidos
com o réu 602,80g (seiscentos e dois gramas e oitenta centigramas) de
cocaína, divididos em seis porções de substância esbranquiçada, e o
laudo pericial de fls. 166/168 atesta que, na balança de precisão,
encontram-se resquícios de substância esbranquiçada, também
identificada como cocaína.
Portanto, pela presença da balança de precisão com resquícios de
substância esbranquiçada, pela forma em que a droga se encontrava
acondicionada (cinco porções dentro de uma mochila preta e uma, em
conjunto com a balança de precisão, dentro da gaveta de um guarda-
roupa) e pela grande quantidade de substância, resta indubitável a
4
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instância. 6. Ordem indeferida” (HC 83.426/MG, Rel. Min. Gilmar
Mendes – grifos meus).
Destaco, por oportuno, que, conforme assentou o Tribunal de Justiça
do Distrito Federal e dos Territórios ao apreciar o recurso de apelação e
decidir pela manutenção da condenação, a autoria e materialidade do
crime de tráfico foram devidamente comprovadas pelos elementos
probatórios colhidos na instrução criminal, senão vejamos:
“(...)
A testemunha policial Nestor Pinto Barbosa, em juízo (fl. 192),
afirmou que uma denúncia anônima noticiou que o causado estaria
praticando tráfico de droga. Narrou que, na casa do réu, foram
apreendidos em torno de R$ 1.600,00, uma balança de precisão, cinco
munições de calibre 38 e porções de cocaína. Relatou a testemunha
policial que as porções de cocaína e a balança foram encontradas no
quarto em que o acusado dormia, tendo encontrado cinco das porções
dentro de uma mochila preta e uma porção dentro da gaveta do guarda
roupa, juntamente com a balança.
No concernente a validade e credibilidade de testemunho
prestado por agentes policiais, quando em harmonia com as provas dos
autos, não contraditado ou desqualificado, restar merecedor de fé na
medida em que provém de agente público no exercício de sua função e
não destoa do conjunto probatório.
[…]
O laudo pericial de fls. 203/205 atesta que foram apreendidos
com o réu 602,80g (seiscentos e dois gramas e oitenta centigramas) de
cocaína, divididos em seis porções de substância esbranquiçada, e o
laudo pericial de fls. 166/168 atesta que, na balança de precisão,
encontram-se resquícios de substância esbranquiçada, também
identificada como cocaína.
Portanto, pela presença da balança de precisão com resquícios de
substância esbranquiçada, pela forma em que a droga se encontrava
acondicionada (cinco porções dentro de uma mochila preta e uma, em
conjunto com a balança de precisão, dentro da gaveta de um guarda-
roupa) e pela grande quantidade de substância, resta indubitável a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RHC 109.071 / DF
caracterização da traficância no caso. Ressalte-se também que é de
conhecimento geral que, muitas vezes, os traficantes de entorpecentes
são também usuários, sendo que ser usuário não exclui tipo penal do
art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas)”.
Deste modo, para se chegar à conclusão contrária, necessário seria o
aprofundado reexame dos elementos probatórios da causa, o que, como já
afirmado, não se admite na via eleita.
Ante do exposto, nego provimento ao recurso.
5
Supremo Tribunal Federal
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caracterização da traficância no caso. Ressalte-se também que é de
conhecimento geral que, muitas vezes, os traficantes de entorpecentes
são também usuários, sendo que ser usuário não exclui tipo penal do
art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas)”.
Deste modo, para se chegar à conclusão contrária, necessário seria o
aprofundado reexame dos elementos probatórios da causa, o que, como já
afirmado, não se admite na via eleita.
Ante do exposto, nego provimento ao recurso.
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Debate
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
DEBATE
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O argumento
decisivo, inclusive aqui, é o segundo, não é o primeiro do
enquadramento, até porque, em tese, embora Sua Excelência tenha citado
um precedente da minha relatoria, é possível, tendo os elementos dos
autos, fazer um reenquadramento.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Certo.
Isso não é revolvimento de matéria de fato, os elementos já estão ali.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Os elementos já
estão ali constando dos autos. Agora, o que Sua Excelência está dizendo é
que as provas existentes indicam claramente.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
(RELATOR) – É uma balança de precisão encontrada no quarto do
paciente. É difícil nós aqui, longe dos fatos, dizermos o contrário, mas
claro que o Colegiado tem sempre razão.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1731670.
Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071 DISTRITO FEDERAL
DEBATE
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O argumento
decisivo, inclusive aqui, é o segundo, não é o primeiro do
enquadramento, até porque, em tese, embora Sua Excelência tenha citado
um precedente da minha relatoria, é possível, tendo os elementos dos
autos, fazer um reenquadramento.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE) - Certo.
Isso não é revolvimento de matéria de fato, os elementos já estão ali.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Os elementos já
estão ali constando dos autos. Agora, o que Sua Excelência está dizendo é
que as provas existentes indicam claramente.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
(RELATOR) – É uma balança de precisão encontrada no quarto do
paciente. É difícil nós aqui, longe dos fatos, dizermos o contrário, mas
claro que o Colegiado tem sempre razão.
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Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S) : CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: Recurso desprovido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2... Turma, 13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109.071
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RECTE.(S) : CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: Recurso desprovido, nos termos do voto do Relator.
Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa. 2... Turma, 13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1468985
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109 . 071",
"RHC 109 . 071 / DF",
"RHC 109 . 071 / DF",
"HC 168 . 982 / DF",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109 . 071",
"HC 168 . 982 / DF",
"RHC 109 . 071 / DF",
"RHC 109 . 071 / DF",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 109 . 071",
"RHC 109 . 071 / DF",
"RHC 109 . 071 / DF",
"RHC 109 . 071 / DF",
"HC 8 . 959",
"HC 86 . 205 / MG",
"RHC 109 . 071 / DF",
"HC 8 . 959",
"HC 86 . 205 / MG",
"RHC 109 . 071 / DF",
"HC 83 . 426 / MG",
"RHC 109 . 071 / DF",
"HC 83 . 426 / MG",
"RHC 109 . 071 / DF",
"RHC 109 . 071 / DF",
"RECURSO",
"RECURSO",
"HABEAS CORPUS 109 . 071",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 42 DA LEI 11 . 343⁄2006",
"art . 42 da Nova Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 42 DA LEI 11 . 343⁄2006",
"art . 42 da Nova Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO III DO ART . 18 DA LEI n 6 . 368 / 76",
"inciso III do art . 18 da Lei n 6 . 368 /",
"§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei n 8 . 072 / 90",
"art . 112 da LEP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"INCISO III DO ART . 18 DA LEI n 6 . 368 / 76",
"inciso III do art . 18 da Lei n 6 . 368 / 76",
"§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei n 8 . 072 / 90",
"arts",
"art . 112 da LEP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006",
"Lei de Drogas",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário deste Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS ANDRE GONÇALVES DA CUNHA",
"Jorge Mussi",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS ANDRE GONÇALVES DA CUNHA",
"Jorge Mussi",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Cláudia Sampaio Marques",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"Nestor Pinto Barbosa",
"Gilmar Mendes",
"Nestor Pinto Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CARLOS ANDRE GONCALVES DA CUNHA",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"13 de setembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13 de setembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"09",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"09",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE DE
APRECIAÇÃO, PELO STF, DE IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO QUE, NA
ORIGEM, APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em conhecer dos embargos de
declaração como recurso de agravo e, também por unanimidade, negar-
lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4640319.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão que não conheceu de
agravo em recurso extraordinário por não ser cabível para rever decisão
do Juízo de origem que aplica a sistemática da repercussão geral.
Sustenta a parte embargante, em suma, que houve erro material,
uma vez não ter ocorrido a negativa de seguimento do recurso
extraordinário na origem pelo § 3º do art. 543-B, do CPC e, sim, pelo § 2º .
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4640318.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão que não conheceu de
agravo em recurso extraordinário por não ser cabível para rever decisão
do Juízo de origem que aplica a sistemática da repercussão geral.
Sustenta a parte embargante, em suma, que houve erro material,
uma vez não ter ocorrido a negativa de seguimento do recurso
extraordinário na origem pelo § 3º do art. 543-B, do CPC e, sim, pelo § 2º .
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4640318.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o
recorrente tenha denominado o presente recurso de "declaratório", pela
análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que
objetiva reformar a decisão que negou provimento ao agravo, e não sanar
qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do
CPC). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a
decisão em referência, recebo-o como agravo regimental.
2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão,
pelo que se reafirma seu teor:
1. Trata-se de agravo interposto de decisão que, aplicando
a sistemática da repercussão geral (CPC, art. 543-B, § 2º), não
admitiu o recurso extraordinário.
2. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que
não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal
para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a
sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa
motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da
Suprema Corte (AI 760.358 QO, Rel. Min. GILMAR MENDES;
Rcl 7.569 e Rcl 7.547, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de
11.12.2009; AI 783.839 ED, Rel. Min. CEZAR PELUSO
(Presidente), Tribunal Pleno, DJe 01/02/2011; ARE 682753 AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de
01/08/2012).
3. Diante do exposto, não conheço do agravo e determino
a devolução dos autos à Turma Recursal de origem a fim de que
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o
recorrente tenha denominado o presente recurso de "declaratório", pela
análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que
objetiva reformar a decisão que negou provimento ao agravo, e não sanar
qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do
CPC). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a
decisão em referência, recebo-o como agravo regimental.
2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão,
pelo que se reafirma seu teor:
1. Trata-se de agravo interposto de decisão que, aplicando
a sistemática da repercussão geral (CPC, art. 543-B, § 2º), não
admitiu o recurso extraordinário.
2. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que
não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal
para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a
sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa
motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da
Suprema Corte (AI 760.358 QO, Rel. Min. GILMAR MENDES;
Rcl 7.569 e Rcl 7.547, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de
11.12.2009; AI 783.839 ED, Rel. Min. CEZAR PELUSO
(Presidente), Tribunal Pleno, DJe 01/02/2011; ARE 682753 AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de
01/08/2012).
3. Diante do exposto, não conheço do agravo e determino
a devolução dos autos à Turma Recursal de origem a fim de que
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4640317.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 760564 ED / RS
lá seja apreciado como agravo interno.
3. Adite-se que o fundamento da inadmissão do recurso
extraordinário foi o art. 543-B, § 2º, do CPC, que, conforme assinalado,
não permite recurso a esta Corte, a menos que haja negativa motivada do
juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte.
4. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4640317.
Supremo Tribunal Federal
ARE 760564 ED / RS
lá seja apreciado como agravo interno.
3. Adite-se que o fundamento da inadmissão do recurso
extraordinário foi o art. 543-B, § 2º, do CPC, que, conforme assinalado,
não permite recurso a esta Corte, a menos que haja negativa motivada do
juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte.
4. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4640317.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime,
conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que,
também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4658270
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime,
conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que,
também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4658270
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4670657
| 2013-10-01T00:00:00
| 2013-10-15T00:00:00
|
A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 01.10.2013.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO, PELO STF, DE IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO QUE, NA ORIGEM, APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur244851
|
Número de páginas: 5.
Análise: 22/10/2013, TIA.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
760564
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535 ART-0543B PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 760564 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE DE
APRECIAÇÃO, PELO Supremo Tribunal Federal, DE IMPUGNAÇÃO DE DECISÃO QUE, NA
ORIGEM, APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL.
PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e
das notas taquigráficas, por unanimidade, em conhecer dos embargos de
declaração como recurso de agravo e, também por unanimidade, negar-
lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4640319.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão que não conheceu de
agravo em recurso extraordinário por não ser cabível para rever decisão
do Juízo de origem que aplica a sistemática da repercussão geral.
Sustenta a parte embargante, em suma, que houve erro material,
uma vez não ter ocorrido a negativa de seguimento do recurso
extraordinário na origem pelo § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil e, sim, pelo § 2... .
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4640318.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S)
:FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de
embargos de declaração opostos contra decisão que não conheceu de
agravo em recurso extraordinário por não ser cabível para rever decisão
do Juízo de origem que aplica a sistemática da repercussão geral.
Sustenta a parte embargante, em suma, que houve erro material,
uma vez não ter ocorrido a negativa de seguimento do recurso
extraordinário na origem pelo § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil e, sim, pelo § 2... .
É o relatório.
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o
recorrente tenha denominado o presente recurso de "declaratório", pela
análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que
objetiva reformar a decisão que negou provimento ao agravo, e não sanar
qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do
Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a
decisão em referência, recebo-o como agravo regimental.
2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão,
pelo que se reafirma seu teor:
1. Trata-se de agravo interposto de decisão que, aplicando
a sistemática da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 543-B, § 2...), não
admitiu o recurso extraordinário.
2. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que
não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal
para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a
sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa
motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da
Suprema Corte (AI 760.358 QO, Rel. Min. GILMAR MENDES;
Rcl 7.569 e Rcl 7.547, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de
11.12.2009; AI 783.839 ED, Rel. Min. CEZAR PELUSO
(Presidente), Tribunal Pleno, DJe 01/02/2011; ARE 682753 AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de
01/08/2012).
3. Diante do exposto, não conheço do agravo e determino
a devolução dos autos à Turma Recursal de origem a fim de que
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o
recorrente tenha denominado o presente recurso de "declaratório", pela
análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que
objetiva reformar a decisão que negou provimento ao agravo, e não sanar
qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do
Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a
decisão em referência, recebo-o como agravo regimental.
2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de
qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os
fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o
entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão,
pelo que se reafirma seu teor:
1. Trata-se de agravo interposto de decisão que, aplicando
a sistemática da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 543-B, § 2...), não
admitiu o recurso extraordinário.
2. O Plenário desta Corte firmou o entendimento de que
não cabe recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal
para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a
sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa
motivada do juiz em se retratar para seguir a decisão da
Suprema Corte (AI 760.358 QO, Rel. Min. GILMAR MENDES;
Rcl 7.569 e Rcl 7.547, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de
11.12.2009; AI 783.839 ED, Rel. Min. CEZAR PELUSO
(Presidente), Tribunal Pleno, DJe 01/02/2011; ARE 682753 AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de
01/08/2012).
3. Diante do exposto, não conheço do agravo e determino
a devolução dos autos à Turma Recursal de origem a fim de que
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
ARE 760564 ED / RS
lá seja apreciado como agravo interno.
3. Adite-se que o fundamento da inadmissão do recurso
extraordinário foi o art. 543-B, § 2..., do Código de Processo Civil, que, conforme assinalado,
não permite recurso a esta Corte, a menos que haja negativa motivada do
juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte.
4. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 760564 ED / RS
lá seja apreciado como agravo interno.
3. Adite-se que o fundamento da inadmissão do recurso
extraordinário foi o art. 543-B, § 2..., do Código de Processo Civil, que, conforme assinalado,
não permite recurso a esta Corte, a menos que haja negativa motivada do
juiz em se retratar para seguir a decisão da Suprema Corte.
4. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo
regimental e nego-lhe provimento. É o voto.
2
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Extrato de Ata - 01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime,
conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que,
também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 760.564
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
EMBTE.(S) : FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime,
conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que,
também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do
Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a
Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor
Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AI 760 . 358 QO",
"Rcl 7 . 569",
"Rcl 7 . 547",
"AI 783 . 839 ED",
"ARE 682753 AgR",
"AI 760 . 358 QO",
"Rcl 7 . 569",
"Rcl 7 . 547",
"AI 783 . 839 ED",
"ARE 682753 AgR",
"ARE 760564 ED / RS",
"ARE 760564 ED / RS",
"AGRAVO 760 . 564"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil , art . 543 - B , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Código de Processo Civil , art . 543 - B , § 2 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 - B , § 2 . . . , do",
"Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário desta Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Tribunal Pleno",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA",
"CARLOS ALBERTO BORRÉ",
"CELSO DE MELLO",
"Cármen Lúcia",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA",
"CARLOS ALBERTO BORRÉ",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA",
"CARLOS ALBERTO BORRÉ",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"GILMAR MENDES",
"ELLEN GRACIE",
"CEZAR PELUSO",
"CELSO DE MELLO",
"TEORI ZAVASCKI",
"GILMAR MENDES",
"ELLEN GRACIE",
"CEZAR PELUSO",
"CELSO DE MELLO",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA",
"CARLOS ALBERTO BORRÉ",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"FLÁVIO DUTRA DE OLIVEIRA",
"CARLOS ALBERTO BORRÉ",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"1 . . . de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"11",
".",
"12",
".",
"2009",
"01",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"11",
".",
"12",
".",
"2009",
"01",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"01",
"/",
"08",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"01",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
REQTE.(S)
:JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S)
:JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
EMENTA: PEDIDO DE EXTENSÃO EM HABEAS CORPUS.
CO-RÉUS. IGUALDADE DE CONDIÇÕES. ACÓRDÃO ASSENTADO
NA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM. USO DE
DOCUMENTO FALSO. CADERNETA DE INSTRUÇÃO E REGISTRO
(CIR). PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PENA CONCRETA
FIXADA PELA JUSTIÇA CASTRENSE E ANULADA PELO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. BASE DE CÁLCULO PARA O CÔMPUTO DO
PRAZO PRESCRICIONAL. PROIBIÇÃO DE REFORMATIO IN PEJUS
INDIRETA. PRECEDENTES. DECLARAÇÃO DE EXTINÇÃO DA
PUNIBILIDADE.
1. A orientação jurisprudencial desta nossa Casa de Justiça é firme
em conferir interpretação extensiva e aplicação analógica à norma contida
no art. 580 do CPP. Artigo que, em tema de concurso de agentes,
preceitua: “a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em
motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará aos
outros”. Isso para admitir a aplicação do efeito extensivo mesmo às
hipóteses de decisão favorável proferida em sede não-recursal (como, por
exemplo, em revisão criminal ou em habeas corpus) ou, se resultante de
recurso, mesmo à decisão proferida por instância diversa ou de superior
hierarquia, ainda que o paciente, ele próprio, haja recorrido.
2. No julgamento do HC 107.731, a Segunda Turma do Supremo
Tribunal Federal reconheceu que a conduta supostamente protagonizada
pelo paciente configura, em tese, infração comum, em detrimento de
bens, serviços ou interesses da União. Sendo indiscutível, portanto, a
competência da Justiça Federal comum para processá-los e julgá-los
(inciso IV do art. 109 da Constituição Federal). Entendimento a ser
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 02/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 29
Ementa e Acórdão
HC 107.731 EXTN / PE
estendido aos co-réus no processo-crime.
3. A pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal rejeita a
possibilidade de reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou
prescrição em perspectiva. Ressalvada a hipótese em que a prescrição em
perspectiva decorra da consideração da pena máxima abstratamente
cominada (Questão de Ordem na Ação Penal 379, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence).
4. O reconhecimento da incompetência absoluta da Justiça castrense
para o julgamento dos requerentes não pode implicar risco de imposição
de pena mais gravosa, sob pena da indisfarçável reformatio in pejus
indireta.
5. A pena concreta fixada pela Justiça Militar (em condenação
transitada em julgado, posteriormente anulada pelo STF) constitui base
de cálculo legítima para a definição do lapso prescricional. Lapso que, no
caso, já ultrapassa os quatro anos definidos no inciso V do art. 109 do
Código Penal, sem a incidência de qualquer marco interruptivo ou
suspensivo válido.
6. Extensão deferida. Declaração de extinção da punibilidade pela
prescrição da pretensão estatal punitiva.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder o habeas
corpus para estender aos requerentes os efeitos da ordem concedida no
HC 107.731. Isso para reconhecer a incompetência absoluta da Justiça
Militar para processar e julgar suposto delito de falsificação da Carteira
de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar extinta a
punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro da Silva
e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão estatal punitiva.
Tudo nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em
sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
estendido aos co-réus no processo-crime.
3. A pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal rejeita a
possibilidade de reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou
prescrição em perspectiva. Ressalvada a hipótese em que a prescrição em
perspectiva decorra da consideração da pena máxima abstratamente
cominada (Questão de Ordem na Ação Penal 379, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence).
4. O reconhecimento da incompetência absoluta da Justiça castrense
para o julgamento dos requerentes não pode implicar risco de imposição
de pena mais gravosa, sob pena da indisfarçável reformatio in pejus
indireta.
5. A pena concreta fixada pela Justiça Militar (em condenação
transitada em julgado, posteriormente anulada pelo STF) constitui base
de cálculo legítima para a definição do lapso prescricional. Lapso que, no
caso, já ultrapassa os quatro anos definidos no inciso V do art. 109 do
Código Penal, sem a incidência de qualquer marco interruptivo ou
suspensivo válido.
6. Extensão deferida. Declaração de extinção da punibilidade pela
prescrição da pretensão estatal punitiva.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder o habeas
corpus para estender aos requerentes os efeitos da ordem concedida no
HC 107.731. Isso para reconhecer a incompetência absoluta da Justiça
Militar para processar e julgar suposto delito de falsificação da Carteira
de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar extinta a
punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro da Silva
e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão estatal punitiva.
Tudo nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em
sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 29
Ementa e Acórdão
HC 107.731 EXTN / PE
Brasília, 13 de setembro de 2011.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
Brasília, 13 de setembro de 2011.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1481670.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 29
Relatório
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
REQTE.(S)
:JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S)
:JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
A Defensoria Pública da União requer a extensão dos efeitos da
ordem de habeas corpus, concedida nos autos do HC 107.731/STF, a
Jadilson da Silva Menezes e José Carlos Trigueiro da Silva. E o fiz sob a
alegação de que os requerentes são co-réus de Edson Lopes da Silva,
favorecido com o reconhecimento, por esta nossa Segunda Turma, da
incompetência da Justiça Militar para o julgamento de suposto delito de
falsificação da Carteira de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR).
2. Prossegue a Defensoria Pública da União para postular a extinção
da punibilidade dos agentes. Isto sob a alegação de prescrição da
pretensão punitiva pela pena concretamente fixada pelo Juízo castrense.
3. À derradeira, consigno que a Procuradoria-Geral da República
opinou pelo deferimento do pedido de extensão e pelo indeferimento do
pleito de extinção da punibilidade.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
REQTE.(S)
:JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S)
:JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
A Defensoria Pública da União requer a extensão dos efeitos da
ordem de habeas corpus, concedida nos autos do HC 107.731/STF, a
Jadilson da Silva Menezes e José Carlos Trigueiro da Silva. E o fiz sob a
alegação de que os requerentes são co-réus de Edson Lopes da Silva,
favorecido com o reconhecimento, por esta nossa Segunda Turma, da
incompetência da Justiça Militar para o julgamento de suposto delito de
falsificação da Carteira de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR).
2. Prossegue a Defensoria Pública da União para postular a extinção
da punibilidade dos agentes. Isto sob a alegação de prescrição da
pretensão punitiva pela pena concretamente fixada pelo Juízo castrense.
3. À derradeira, consigno que a Procuradoria-Geral da República
opinou pelo deferimento do pedido de extensão e pelo indeferimento do
pleito de extinção da punibilidade.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, começo por anotar que a orientação jurisprudencial
desta nossa Casa de Justiça é firme em conferir interpretação extensiva e
aplicação analógica à norma contida no art. 580 do CPP. Artigo que, em
tema de concurso de agentes, preceitua: “a decisão do recurso interposto por
um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente
pessoal, aproveitará aos outros”. Isso para admitir a aplicação do efeito
extensivo mesmo às hipóteses de decisão favorável proferida em sede
não-recursal (como, por exemplo, em revisão criminal ou em habeas
corpus) ou, se resultante de recurso, mesmo à decisão proferida por
instância diversa ou de superior hierarquia, ainda que o paciente, ele
próprio, haja recorrido.
6. Assim postas as coisas, tenho que o caso é mesmo de extensão dos
efeitos da ordem concedida no HC 107.731 a José Paulo Lopes da Silva. E
o digo porque o próprio Juiz-Auditor da 7ª Circunscrição Judiciária
Militar dá conta da similitude das condições entre os requerentes e o
paciente do mencionado HC 107.731, da minha relatoria. Requerentes,
também civis, condenados pela Justiça Militar pelos delitos de falsidade
ideológica e uso de documento falso (art. 315 combinado com o art. 312,
ambos do Código Penal Militar).
7. E o fato é que, no julgamento do HC 107.731, esta nossa Segunda
Turma do Supremo Tribunal Federal reconheceu que a conduta
supostamente protagonizada pelos pacientes configura, em tese, infração
comum, em detrimento de bens, serviços ou interesses da União. Sendo
indiscutível, portanto, a competência da Justiça Federal comum para
processá-los e julgá-los (inciso IV do art. 109 da Constituição Federal).
8. Dito isso, o que nos cabe agora é examinar a tese defensiva de
ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Tese embasada na
premissa de que, dada a pena de um ano (fixada pela Justiça castrense), o
Supremo Tribunal Federal
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13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, começo por anotar que a orientação jurisprudencial
desta nossa Casa de Justiça é firme em conferir interpretação extensiva e
aplicação analógica à norma contida no art. 580 do CPP. Artigo que, em
tema de concurso de agentes, preceitua: “a decisão do recurso interposto por
um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente
pessoal, aproveitará aos outros”. Isso para admitir a aplicação do efeito
extensivo mesmo às hipóteses de decisão favorável proferida em sede
não-recursal (como, por exemplo, em revisão criminal ou em habeas
corpus) ou, se resultante de recurso, mesmo à decisão proferida por
instância diversa ou de superior hierarquia, ainda que o paciente, ele
próprio, haja recorrido.
6. Assim postas as coisas, tenho que o caso é mesmo de extensão dos
efeitos da ordem concedida no HC 107.731 a José Paulo Lopes da Silva. E
o digo porque o próprio Juiz-Auditor da 7ª Circunscrição Judiciária
Militar dá conta da similitude das condições entre os requerentes e o
paciente do mencionado HC 107.731, da minha relatoria. Requerentes,
também civis, condenados pela Justiça Militar pelos delitos de falsidade
ideológica e uso de documento falso (art. 315 combinado com o art. 312,
ambos do Código Penal Militar).
7. E o fato é que, no julgamento do HC 107.731, esta nossa Segunda
Turma do Supremo Tribunal Federal reconheceu que a conduta
supostamente protagonizada pelos pacientes configura, em tese, infração
comum, em detrimento de bens, serviços ou interesses da União. Sendo
indiscutível, portanto, a competência da Justiça Federal comum para
processá-los e julgá-los (inciso IV do art. 109 da Constituição Federal).
8. Dito isso, o que nos cabe agora é examinar a tese defensiva de
ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Tese embasada na
premissa de que, dada a pena de um ano (fixada pela Justiça castrense), o
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.731 EXTN / PE
lapso prescricional é de quatro anos. Prazo, esse, já transcorrido entre a
data do fato e a presente. A atrair, então, a redação do § 2º do art. 110 do
CP, vigente à data do suposto delito:
“[...]
§ 1º - A prescrição, depois da sentença condenatória com
trânsito em julgado para a acusação, ou depois de improvido
seu recurso, regula-se pela pena aplicada.
§ 2º - A prescrição, de que trata o parágrafo anterior, pode
ter por termo inicial data anterior à do recebimento da denúncia
ou da queixa.”
9. Com efeito, a questão agora posta em julgamento é a da
possibilidade, ou não, de reconhecimento da prescrição da pretensão
punitiva, considerada a pena concreta (no caso, de um ano), anulada por
esta nossa Segunda Turma. Isso, é bom que se diga, antes mesmo do
início da ação penal na Justiça Federal comum.
10. Na busca por uma consistente resposta, consigno, de logo, que a
firme jurisprudência desta Casa de Justiça rejeita a possibilidade de
reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou prescrição em
perspectiva. Cito, por amostragem, a Questão de Ordem no Recurso
Extraordinário 602.527, da relatoria do ministro Cezar Peluso, analisada
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal:
“AÇÃO PENAL. Extinção da punibilidade. Prescrição da
pretensão punitiva “em perspectiva, projetada ou antecipada”.
Ausência
de
previsão
legal.
Inadmissibilidade.
Jurisprudência reafirmada.
Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário
provido. Aplicação do art. 543-B, § 3º, do CPC. É inadmissível a
extinção da punibilidade em virtude de prescrição da pretensão
punitiva com base em previsão da pena que hipoteticamente
seria aplicada, independentemente da existência ou sorte do
processo criminal.”
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
lapso prescricional é de quatro anos. Prazo, esse, já transcorrido entre a
data do fato e a presente. A atrair, então, a redação do § 2º do art. 110 do
CP, vigente à data do suposto delito:
“[...]
§ 1º - A prescrição, depois da sentença condenatória com
trânsito em julgado para a acusação, ou depois de improvido
seu recurso, regula-se pela pena aplicada.
§ 2º - A prescrição, de que trata o parágrafo anterior, pode
ter por termo inicial data anterior à do recebimento da denúncia
ou da queixa.”
9. Com efeito, a questão agora posta em julgamento é a da
possibilidade, ou não, de reconhecimento da prescrição da pretensão
punitiva, considerada a pena concreta (no caso, de um ano), anulada por
esta nossa Segunda Turma. Isso, é bom que se diga, antes mesmo do
início da ação penal na Justiça Federal comum.
10. Na busca por uma consistente resposta, consigno, de logo, que a
firme jurisprudência desta Casa de Justiça rejeita a possibilidade de
reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou prescrição em
perspectiva. Cito, por amostragem, a Questão de Ordem no Recurso
Extraordinário 602.527, da relatoria do ministro Cezar Peluso, analisada
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal:
“AÇÃO PENAL. Extinção da punibilidade. Prescrição da
pretensão punitiva “em perspectiva, projetada ou antecipada”.
Ausência
de
previsão
legal.
Inadmissibilidade.
Jurisprudência reafirmada.
Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário
provido. Aplicação do art. 543-B, § 3º, do CPC. É inadmissível a
extinção da punibilidade em virtude de prescrição da pretensão
punitiva com base em previsão da pena que hipoteticamente
seria aplicada, independentemente da existência ou sorte do
processo criminal.”
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 29
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.731 EXTN / PE
11. Tal forma de equacionar a problemática da extinção da
punibilidade por um juízo mental meramente especulativo não se
confunde com outro entendimento assentado pelo Plenário desta nossa
Casa Brasileira de Justiça. Refiro-me à Questão de Ordem na Ação Penal
379, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence (Sessão Plenária de 3 de
maio de 2006). Na oportunidade, à unanimidade de votos, decidimos pela
distinção da hipótese em que a prescrição em perspectiva decorre da
consideração da pena máxima abstratamente cominada. Eis a ementa do
julgado:
“Prescrição retroativa:
possibilidade do seu
reconhecimento antes da prolação da sentença, quando, como
no caso, impossível a majoração da pena, pois se está
considerando a pena máxima cominada em abstrato ao fato
descrito na denúncia. II. Situação diversa do reconhecimento
da tese já repelida pelo Tribunal da prescrição antecipada da
pena em perspectiva, que, quando da condenação, poderá ser
maior do que se conjecturava: precedentes. III. Crime
continuado de omissão de recolhimento de contribuição
previdenciária: declaração da extinção da punibilidade do fato
objeto da denúncia pela prescrição da pretensão punitiva,
considerada a pena máxima cominada, com a redução
decorrente de já ter o acusado, hoje, mais de setenta anos, tendo
em vista que transcorridos mais de 6 anos entre a data em que
cessou a continuidade criminosa (setembro de 1995) e o
recebimento da denúncia (5 de agosto de 2004) (C. Penal, arts.
107, IV; 109, III; 110; e 115; L. 8.212/91, art. 95, § 1º).”
12. Assim postas as coisas, tenho que a pena de um ano de reclusão,
nada obstante o reconhecimento da incompetência da Justiça castrense
para o julgamento dos requerentes, é de balizar o exame da higidez da
pretensão estatal punitiva. Isso porque, eventual condenação deles,
requerentes, agora pela Justiça Federal comum não poderá ultrapassar a
reprimenda anteriormente fixada, pena de indisfarçável reformatio in
pejus indireta. Nesse sentido, aliás, é que foram decididos os Hcs 75.907 e
3
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HC 107.731 EXTN / PE
11. Tal forma de equacionar a problemática da extinção da
punibilidade por um juízo mental meramente especulativo não se
confunde com outro entendimento assentado pelo Plenário desta nossa
Casa Brasileira de Justiça. Refiro-me à Questão de Ordem na Ação Penal
379, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence (Sessão Plenária de 3 de
maio de 2006). Na oportunidade, à unanimidade de votos, decidimos pela
distinção da hipótese em que a prescrição em perspectiva decorre da
consideração da pena máxima abstratamente cominada. Eis a ementa do
julgado:
“Prescrição retroativa:
possibilidade do seu
reconhecimento antes da prolação da sentença, quando, como
no caso, impossível a majoração da pena, pois se está
considerando a pena máxima cominada em abstrato ao fato
descrito na denúncia. II. Situação diversa do reconhecimento
da tese já repelida pelo Tribunal da prescrição antecipada da
pena em perspectiva, que, quando da condenação, poderá ser
maior do que se conjecturava: precedentes. III. Crime
continuado de omissão de recolhimento de contribuição
previdenciária: declaração da extinção da punibilidade do fato
objeto da denúncia pela prescrição da pretensão punitiva,
considerada a pena máxima cominada, com a redução
decorrente de já ter o acusado, hoje, mais de setenta anos, tendo
em vista que transcorridos mais de 6 anos entre a data em que
cessou a continuidade criminosa (setembro de 1995) e o
recebimento da denúncia (5 de agosto de 2004) (C. Penal, arts.
107, IV; 109, III; 110; e 115; L. 8.212/91, art. 95, § 1º).”
12. Assim postas as coisas, tenho que a pena de um ano de reclusão,
nada obstante o reconhecimento da incompetência da Justiça castrense
para o julgamento dos requerentes, é de balizar o exame da higidez da
pretensão estatal punitiva. Isso porque, eventual condenação deles,
requerentes, agora pela Justiça Federal comum não poderá ultrapassar a
reprimenda anteriormente fixada, pena de indisfarçável reformatio in
pejus indireta. Nesse sentido, aliás, é que foram decididos os Hcs 75.907 e
3
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.731 EXTN / PE
69.307, ambos da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. Leiam-se as
ementas respectivas:
“Reformatio in pejus indireta: aplicação à hipótese de
consumação da prescrição segundo a pena concretizada na
sentença anulada, em recurso exclusivo da defesa, ainda que
por incompetência absoluta da Justiça de que promanou. I.
Anulada uma sentença mediante recurso exclusivo da defesa,
da renovação do ato não pode resultar para o réu situação mais
desfavorável que a que lhe resultaria do trânsito em julgado da
decisão de que somente ele recorreu: é o que resulta da vedação
da reformatio in pejus indireta, de há muito consolidada na
jurisprudência do Tribunal. II. Aceito o princípio, é ele de
aplicar-se ainda quando a anulação da primeira sentença
decorra da incompetência constitucional da Justiça da qual
emanou.”
“1. COISA JULGADA: EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DECLARADA EM HABEAS-CORPUS, COM TRÂNSITO EM
JULGADO: NULIDADE DA CONDENAÇÃO POSTERIOR. 2.
‘REFORMATIO IN PEJUS INDIRETA’: ANULADA, EM
HABEAS-CORPUS, POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO, A
PRIMITIVA APLICAÇÃO DA PENA, NÃO E MAIS POSSIVEL
FIXA-LA EM "QUANTUM" MAIS ELEVADO, AINDA QUE
MOTIVADAMENTE. 3. PRESCRIÇÃO RETROATIVA:
INEXISTÊNCIA: SE, NA DECISÃO CONDENATÓRIA, SÓ SE
ANULOU A FIXAÇÃO DA PENA, MAS NÃO A
DECLARAÇÃO DA PROCEDENCIA DA ACUSAÇÃO POR
DETERMINADO CRIME, NÃO HÁ PRESCRIÇÃO
RETROATIVA SE, ENTRE A REFERIDA DECISÃO E A
ÚLTIMA CAUSA INTERRUPTIVA ANTERIOR, NÃO
CORRERA SEQUER O PRAZO NECESSARIO A SUA
CONSUMAÇÃO A BASE DA PENA MINIMA COMINADA
AO DELITO.”
13. Fixadas essas coordenadas teóricas, penso que a pena concreta
4
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HC 107.731 EXTN / PE
69.307, ambos da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. Leiam-se as
ementas respectivas:
“Reformatio in pejus indireta: aplicação à hipótese de
consumação da prescrição segundo a pena concretizada na
sentença anulada, em recurso exclusivo da defesa, ainda que
por incompetência absoluta da Justiça de que promanou. I.
Anulada uma sentença mediante recurso exclusivo da defesa,
da renovação do ato não pode resultar para o réu situação mais
desfavorável que a que lhe resultaria do trânsito em julgado da
decisão de que somente ele recorreu: é o que resulta da vedação
da reformatio in pejus indireta, de há muito consolidada na
jurisprudência do Tribunal. II. Aceito o princípio, é ele de
aplicar-se ainda quando a anulação da primeira sentença
decorra da incompetência constitucional da Justiça da qual
emanou.”
“1. COISA JULGADA: EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DECLARADA EM HABEAS-CORPUS, COM TRÂNSITO EM
JULGADO: NULIDADE DA CONDENAÇÃO POSTERIOR. 2.
‘REFORMATIO IN PEJUS INDIRETA’: ANULADA, EM
HABEAS-CORPUS, POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO, A
PRIMITIVA APLICAÇÃO DA PENA, NÃO E MAIS POSSIVEL
FIXA-LA EM "QUANTUM" MAIS ELEVADO, AINDA QUE
MOTIVADAMENTE. 3. PRESCRIÇÃO RETROATIVA:
INEXISTÊNCIA: SE, NA DECISÃO CONDENATÓRIA, SÓ SE
ANULOU A FIXAÇÃO DA PENA, MAS NÃO A
DECLARAÇÃO DA PROCEDENCIA DA ACUSAÇÃO POR
DETERMINADO CRIME, NÃO HÁ PRESCRIÇÃO
RETROATIVA SE, ENTRE A REFERIDA DECISÃO E A
ÚLTIMA CAUSA INTERRUPTIVA ANTERIOR, NÃO
CORRERA SEQUER O PRAZO NECESSARIO A SUA
CONSUMAÇÃO A BASE DA PENA MINIMA COMINADA
AO DELITO.”
13. Fixadas essas coordenadas teóricas, penso que a pena concreta
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 29
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.731 EXTN / PE
fixada pela Justiça Militar (em condenação transitada em julgado,
posteriormente anulada pelo STF) constitui base de cálculo legítima para
a definição do lapso prescricional1. Lapso que, no caso, já ultrapassa os
quatro anos definidos no inciso V do art. 109 do Código Penal. Assim
afirmo porque, levando-se em conta a data dos fatos (anterior a 5 de
janeiro de 2007, data da denúncia) e a presente, não há como negar o
transcurso do prazo prescricional, sem a incidência de qualquer marco
interruptivo ou suspensivo válido.
14. Esse o quadro, estendo aos requerentes os efeitos da ordem
concedida no HC 107.731. Isso para reconhecer a incompetência absoluta
da Justiça Militar para processar e julgar suposto delito de falsificação da
Carteira de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar
extinta a punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro
da Silva e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão estatal
punitiva.
15. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
1
Foi assim, aliás, que a Primeira Turma do STF julgou o RE 211.941, da relatoria do
ministro Sepúlveda Pertence. Eis a ementa deste precedente:
“I Justiça Federal: incompetência. A concussão ou a corrupção passiva praticadas por funcionário
estadual são graves violações do dever fundamental de probidade, cujo sujeito passivo primário é a
entidade estatal à qual a relação funcional vincula o agente: no caso, o Estado-membro; não o converte
em delito contra a administração pública da União a circunstância de ser o sujeito passivo secundário
da ação delituosa um condenado pela Justiça Federal, que, por força de delegação legal, cumpre pena
em estabelecimento penitenciário estadual. II. Prescrição pela pena concreta: condenação por
Justiça incompetente: ne reformatio in pejus indireta. Declarada a nulidade do processo por
incompetência da Justiça de que emanou a condenação, a pena por ela aplicada se considera
para efeito de cálculo da condenação - dada a vedação da reformatio in pejus indireta -
desconsideradas as interrupções do fluxo do prazo prescricional decorrentes do processo
nulo, a partir da instauração”. (Sem destaques no original).
5
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HC 107.731 EXTN / PE
fixada pela Justiça Militar (em condenação transitada em julgado,
posteriormente anulada pelo STF) constitui base de cálculo legítima para
a definição do lapso prescricional1. Lapso que, no caso, já ultrapassa os
quatro anos definidos no inciso V do art. 109 do Código Penal. Assim
afirmo porque, levando-se em conta a data dos fatos (anterior a 5 de
janeiro de 2007, data da denúncia) e a presente, não há como negar o
transcurso do prazo prescricional, sem a incidência de qualquer marco
interruptivo ou suspensivo válido.
14. Esse o quadro, estendo aos requerentes os efeitos da ordem
concedida no HC 107.731. Isso para reconhecer a incompetência absoluta
da Justiça Militar para processar e julgar suposto delito de falsificação da
Carteira de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar
extinta a punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro
da Silva e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão estatal
punitiva.
15. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
1
Foi assim, aliás, que a Primeira Turma do STF julgou o RE 211.941, da relatoria do
ministro Sepúlveda Pertence. Eis a ementa deste precedente:
“I Justiça Federal: incompetência. A concussão ou a corrupção passiva praticadas por funcionário
estadual são graves violações do dever fundamental de probidade, cujo sujeito passivo primário é a
entidade estatal à qual a relação funcional vincula o agente: no caso, o Estado-membro; não o converte
em delito contra a administração pública da União a circunstância de ser o sujeito passivo secundário
da ação delituosa um condenado pela Justiça Federal, que, por força de delegação legal, cumpre pena
em estabelecimento penitenciário estadual. II. Prescrição pela pena concreta: condenação por
Justiça incompetente: ne reformatio in pejus indireta. Declarada a nulidade do processo por
incompetência da Justiça de que emanou a condenação, a pena por ela aplicada se considera
para efeito de cálculo da condenação - dada a vedação da reformatio in pejus indireta -
desconsideradas as interrupções do fluxo do prazo prescricional decorrentes do processo
nulo, a partir da instauração”. (Sem destaques no original).
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o douto
voto proferido pelo eminente Relator desta causa, notadamente no ponto
em que Sua Excelência reconhece, com apoio em inúmeros precedentes
desta Suprema Corte, que a Justiça Militar da União é absolutamente
incompetente para processar e julgar o delito referido na impetração.
O acórdão objeto de impugnação nesta sede processual, emanado do
E. Superior Tribunal Militar, ofende, segundo entendo, o postulado do juiz
natural, porque proferido a respeito de delito destituído de natureza
castrense.
Cabe ter presente, no ponto, a advertência desta Corte a propósito da
excepcionalidade da submissão de civis, em tempo de paz, à jurisdição
penal da Justiça Militar da União:
"EXCEPCIONALIDADE DA COMPETÊNCIA PENAL
DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO, EM TEMPO DE PAZ,
TRATANDO-SE DE RÉU CIVIL.
- Não se tem por configurada a competência penal da Justiça
Militar da União, em tempo de paz, tratando-se de réus civis, se a
ação delituosa, a eles atribuída, não afetar, ainda que potencialmente,
a integridade, a dignidade, o funcionamento e a respeitabilidade das
instituições militares, que constituem, em essência, nos delitos
castrenses, os bens jurídicos penalmente tutelados.
- O caráter anômalo da jurisdição penal castrense sobre civis,
notadamente em tempo de paz. O caso 'Ex Parte Milligan'
(1866): um precedente histórico valioso
.
O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA
GARANTIA
CONSTITUCIONAL
INDISPONÍVEL,
ASSEGURADA
A
QUALQUER
RÉU,
EM
SEDE
DE
PERSECUÇÃO PENAL, MESMO QUANDO INSTAURADA
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o douto
voto proferido pelo eminente Relator desta causa, notadamente no ponto
em que Sua Excelência reconhece, com apoio em inúmeros precedentes
desta Suprema Corte, que a Justiça Militar da União é absolutamente
incompetente para processar e julgar o delito referido na impetração.
O acórdão objeto de impugnação nesta sede processual, emanado do
E. Superior Tribunal Militar, ofende, segundo entendo, o postulado do juiz
natural, porque proferido a respeito de delito destituído de natureza
castrense.
Cabe ter presente, no ponto, a advertência desta Corte a propósito da
excepcionalidade da submissão de civis, em tempo de paz, à jurisdição
penal da Justiça Militar da União:
"EXCEPCIONALIDADE DA COMPETÊNCIA PENAL
DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO, EM TEMPO DE PAZ,
TRATANDO-SE DE RÉU CIVIL.
- Não se tem por configurada a competência penal da Justiça
Militar da União, em tempo de paz, tratando-se de réus civis, se a
ação delituosa, a eles atribuída, não afetar, ainda que potencialmente,
a integridade, a dignidade, o funcionamento e a respeitabilidade das
instituições militares, que constituem, em essência, nos delitos
castrenses, os bens jurídicos penalmente tutelados.
- O caráter anômalo da jurisdição penal castrense sobre civis,
notadamente em tempo de paz. O caso 'Ex Parte Milligan'
(1866): um precedente histórico valioso
.
O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA
GARANTIA
CONSTITUCIONAL
INDISPONÍVEL,
ASSEGURADA
A
QUALQUER
RÉU,
EM
SEDE
DE
PERSECUÇÃO PENAL, MESMO QUANDO INSTAURADA
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
PERANTE A JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
- O princípio da naturalidade do juízo representa uma das
mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a
própria atividade legislativa do Estado e condicionam o desempenho,
pelo Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório,
notadamente quando exercidas em sede judicial.
O
postulado
do
juiz
natural, em sua projeção
político-jurídica, reveste-se de dupla função instrumental, pois,
enquanto garantia indisponível, tem, por titular, qualquer pessoa
exposta, em juízo criminal, à ação persecutória do Estado, e,
enquanto limitação insuperável, representa fator de restrição
que incide sobre os órgãos do poder estatal incumbidos de promover,
judicialmente, a repressão criminal.
- É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural - que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judiciária competente.
Nenhuma
pessoa, em
conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova
Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas - que
representam limitações expressivas aos poderes do Estado -
consagrou, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz
natural. O art. 5º, LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será
processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’. (...).”
(HC 81.963/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Não se desconhece que a Justiça Militar da União - cujos órgãos
(Conselhos de Justiça e o E. Superior Tribunal Militar) não se identificam
nem se subsumem à noção de tribunais de exceção ou de juízos “ad hoc”
(ALEXANDRE DE MORAES, “Direito Constitucional”, p. 88/89,
item n. 21.1, 25ª ed., 2010, Atlas; UADI LAMMÊGO BULOS, “Curso de
Direito Constitucional”, p. 669, item n. 47.3, “c”, 5ª ed., 2010, Saraiva;
SYLVIO MOTTA e GUSTAVO BARCHET, “Curso de Direito
Constitucional”, p. 215, item n. 2.29, 2007, Elsevier; PEDRO LENZA,
“Direito Constitucional Esquematizado”, p. 777/778, item n. 14.9.22,
14ª ed., 2010, Saraiva, v.g.) – dispõe de competência penal para processar
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
PERANTE A JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
- O princípio da naturalidade do juízo representa uma das
mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a
própria atividade legislativa do Estado e condicionam o desempenho,
pelo Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório,
notadamente quando exercidas em sede judicial.
O
postulado
do
juiz
natural, em sua projeção
político-jurídica, reveste-se de dupla função instrumental, pois,
enquanto garantia indisponível, tem, por titular, qualquer pessoa
exposta, em juízo criminal, à ação persecutória do Estado, e,
enquanto limitação insuperável, representa fator de restrição
que incide sobre os órgãos do poder estatal incumbidos de promover,
judicialmente, a repressão criminal.
- É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural - que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judiciária competente.
Nenhuma
pessoa, em
conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova
Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas - que
representam limitações expressivas aos poderes do Estado -
consagrou, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz
natural. O art. 5º, LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será
processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’. (...).”
(HC 81.963/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Não se desconhece que a Justiça Militar da União - cujos órgãos
(Conselhos de Justiça e o E. Superior Tribunal Militar) não se identificam
nem se subsumem à noção de tribunais de exceção ou de juízos “ad hoc”
(ALEXANDRE DE MORAES, “Direito Constitucional”, p. 88/89,
item n. 21.1, 25ª ed., 2010, Atlas; UADI LAMMÊGO BULOS, “Curso de
Direito Constitucional”, p. 669, item n. 47.3, “c”, 5ª ed., 2010, Saraiva;
SYLVIO MOTTA e GUSTAVO BARCHET, “Curso de Direito
Constitucional”, p. 215, item n. 2.29, 2007, Elsevier; PEDRO LENZA,
“Direito Constitucional Esquematizado”, p. 777/778, item n. 14.9.22,
14ª ed., 2010, Saraiva, v.g.) – dispõe de competência penal para processar
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
e julgar civis, mesmo em tempo de paz, por suposta prática de crime militar
tipificado em lei (KILDARE GONÇALVES CARVALHO, “Direito
Constitucional”, p. 1076, item n. 14, 13ª ed., 2007, Del Rey, v.g.), eis que a
Constituição da República, ao remeter ao plano da legislação ordinária a
definição dos delitos castrenses, viabilizou a qualificação de qualquer
civil, em algumas situações específicas, como possível sujeito ativo dessa
especial modalidade de infração penal, como claramente resulta da
leitura do próprio Código Penal Militar, considerada a regra inscrita em
seu art. 9º, em contexto que permite reconhecer que, no ordenamento
positivo brasileiro, a conceituação de crime militar rege-se pelo critério
objetivo, estabelecido “ratione legis”, segundo se extrai do magistério da
doutrina (JORGE ALBERTO ROMEIRO, “Curso de Direito Penal
Militar – Parte Geral”, p. 66, item n. 48, 1994, Saraiva; CÉLIO LOBÃO,
“Direito Penal Militar”, p. 50/53, item n. 8, 1990, Brasília Jurídica; JOSÉ
DA SILVA LOUREIRO NETO, “Direito Penal Militar”, p. 17/28,
item n. 2.2, 5ª ed., 2010, Atlas, v.g.).
Isso significa, portanto, que a Justiça Militar da União possui,
excepcionalmente, em tema de delitos castrenses, jurisdição penal sobre
civis, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra externa.
É por tal razão que entendo que a tentativa de o Poder Público
pretender sujeitar, arbitrariamente, a Tribunais castrenses, em tempo de
paz, réus civis, fazendo instaurar, contra eles, perante órgãos da Justiça
Militar da União, fora das estritas hipóteses legais, procedimentos de
persecução penal, por suposta prática de crime militar, representa clara
violação ao princípio constitucional do juiz natural (CF, art. 5º, LIII).
Não se pode deixar de acentuar, bem por isso, o caráter anômalo da
submissão de civis, notadamente em tempo de paz, à jurisdição dos
Tribunais e órgãos integrantes da Justiça Militar da União, por suposta
prática de crime militar, especialmente se se tiver em consideração que
tal situação - porque revestida de excepcionalidade – só se legitima se e
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
e julgar civis, mesmo em tempo de paz, por suposta prática de crime militar
tipificado em lei (KILDARE GONÇALVES CARVALHO, “Direito
Constitucional”, p. 1076, item n. 14, 13ª ed., 2007, Del Rey, v.g.), eis que a
Constituição da República, ao remeter ao plano da legislação ordinária a
definição dos delitos castrenses, viabilizou a qualificação de qualquer
civil, em algumas situações específicas, como possível sujeito ativo dessa
especial modalidade de infração penal, como claramente resulta da
leitura do próprio Código Penal Militar, considerada a regra inscrita em
seu art. 9º, em contexto que permite reconhecer que, no ordenamento
positivo brasileiro, a conceituação de crime militar rege-se pelo critério
objetivo, estabelecido “ratione legis”, segundo se extrai do magistério da
doutrina (JORGE ALBERTO ROMEIRO, “Curso de Direito Penal
Militar – Parte Geral”, p. 66, item n. 48, 1994, Saraiva; CÉLIO LOBÃO,
“Direito Penal Militar”, p. 50/53, item n. 8, 1990, Brasília Jurídica; JOSÉ
DA SILVA LOUREIRO NETO, “Direito Penal Militar”, p. 17/28,
item n. 2.2, 5ª ed., 2010, Atlas, v.g.).
Isso significa, portanto, que a Justiça Militar da União possui,
excepcionalmente, em tema de delitos castrenses, jurisdição penal sobre
civis, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra externa.
É por tal razão que entendo que a tentativa de o Poder Público
pretender sujeitar, arbitrariamente, a Tribunais castrenses, em tempo de
paz, réus civis, fazendo instaurar, contra eles, perante órgãos da Justiça
Militar da União, fora das estritas hipóteses legais, procedimentos de
persecução penal, por suposta prática de crime militar, representa clara
violação ao princípio constitucional do juiz natural (CF, art. 5º, LIII).
Não se pode deixar de acentuar, bem por isso, o caráter anômalo da
submissão de civis, notadamente em tempo de paz, à jurisdição dos
Tribunais e órgãos integrantes da Justiça Militar da União, por suposta
prática de crime militar, especialmente se se tiver em consideração que
tal situação - porque revestida de excepcionalidade – só se legitima se e
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
quando configuradas, quanto a réus civis, as hipóteses delineadas em sede
legal e cujo reconhecimento tem merecido, do Supremo Tribunal Federal,
estrita interpretação.
É importante observar que, no plano do direito comparado, registra-se,
modernamente, em diversos sistemas normativos vigentes em Estados
impregnados de perfil democrático, clara tendência, quer no sentido da
extinção (pura e simples) de tribunais militares em tempo de paz,
permitindo-lhes, no entanto, a existência, embora circunstancialmente,
apenas quando deflagrado estado de guerra, quer, ainda, no sentido da
exclusão de civis da jurisdição penal militar, valendo destacar, sob tais
aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o de Portugal
(Constituição de 1976, art. 213, Quarta Revisão Constitucional de 1997), o
da Argentina (Ley Federal nº 26.394/2008), o da Colômbia (Constituição de
1991, art. 213), o do Paraguai (Constituição de 1992, art. 174), o do México
(Constituição de 1917, art. 13) e o do Uruguai (Constituição de 1967,
art. 253, c/c Ley 18.650/2010, arts. 27 e 28).
De outro lado, cabe registrar importantíssima decisão proferida pela
Corte Interamericana de Direitos Humanos, em 22/11/2005, no
julgamento do “Caso Palamara Iribarne vs. Chile”, em que se determinou,
à República do Chile, dentre outras providencias, que ajustasse, em prazo
razoável, o seu ordenamento interno aos padrões internacionais sobre
jurisdição penal militar, de forma tal que, se se considerasse necessária a
existência (ou subsistência) de uma jurisdição penal militar, fosse esta
limitada, unicamente, ao conhecimento de delitos funcionais cometidos
por militares em serviço ativo.
Mais do que isso, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, na
Sentença proferida no “Caso Palamara Iribarne vs. Chile”, determinou que
a República do Chile estabelecesse, em sua legislação interna, limites à
competência material e pessoal dos Tribunais militares, em ordem a que,
“en ninguna circunstancia un civil se vea sometido a la jurisdicción de los
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
quando configuradas, quanto a réus civis, as hipóteses delineadas em sede
legal e cujo reconhecimento tem merecido, do Supremo Tribunal Federal,
estrita interpretação.
É importante observar que, no plano do direito comparado, registra-se,
modernamente, em diversos sistemas normativos vigentes em Estados
impregnados de perfil democrático, clara tendência, quer no sentido da
extinção (pura e simples) de tribunais militares em tempo de paz,
permitindo-lhes, no entanto, a existência, embora circunstancialmente,
apenas quando deflagrado estado de guerra, quer, ainda, no sentido da
exclusão de civis da jurisdição penal militar, valendo destacar, sob tais
aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o de Portugal
(Constituição de 1976, art. 213, Quarta Revisão Constitucional de 1997), o
da Argentina (Ley Federal nº 26.394/2008), o da Colômbia (Constituição de
1991, art. 213), o do Paraguai (Constituição de 1992, art. 174), o do México
(Constituição de 1917, art. 13) e o do Uruguai (Constituição de 1967,
art. 253, c/c Ley 18.650/2010, arts. 27 e 28).
De outro lado, cabe registrar importantíssima decisão proferida pela
Corte Interamericana de Direitos Humanos, em 22/11/2005, no
julgamento do “Caso Palamara Iribarne vs. Chile”, em que se determinou,
à República do Chile, dentre outras providencias, que ajustasse, em prazo
razoável, o seu ordenamento interno aos padrões internacionais sobre
jurisdição penal militar, de forma tal que, se se considerasse necessária a
existência (ou subsistência) de uma jurisdição penal militar, fosse esta
limitada, unicamente, ao conhecimento de delitos funcionais cometidos
por militares em serviço ativo.
Mais do que isso, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, na
Sentença proferida no “Caso Palamara Iribarne vs. Chile”, determinou que
a República do Chile estabelecesse, em sua legislação interna, limites à
competência material e pessoal dos Tribunais militares, em ordem a que,
“en ninguna circunstancia un civil se vea sometido a la jurisdicción de los
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
tribunales penales militares (...)” (grifei).
O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem entendido, em casos
idênticos ao ora em análise, que não se tem por configurada a
competência da Justiça Militar da União, em tempo de paz, tratando-se
de réus civis, se a ação eventualmente delituosa, por eles praticada, não
afetar, de modo real ou potencial, a integridade, a dignidade, o
funcionamento e a respeitabilidade das instituições militares que
constituem, em essência, os bens jurídicos penalmente tutelados.
Mostra-se grave, por isso mesmo, a instauração, em tempo de paz, de
inquérito policial militar (IPM) contra civil, com o objetivo de
submetê-lo, fora dos casos autorizados em lei, a julgamento perante a
Justiça Militar da União!
Cabe rememorar, por oportuno, histórica decisão da Suprema Corte
dos Estados Unidos da América (verdadeira “landmark ruling”), proferida
no julgamento, em 1866, do caso “Ex Parte Milligan” (71 U.S. 1).
A Suprema Corte dos Estados Unidos da América, nesse importante
precedente, ao examinar decisão condenatória motivada por fatos
ocorridos no curso da Guerra Civil americana, veio a invalidar tal
condenação, que impusera a pena de morte (enforcamento), por traição, a
um acusado civil, Lambden P. Milligan, por entender que, mesmo que se
tratasse de um crime praticado nas circunstâncias de tempo e de lugar em
que ocorrera, ainda assim um civil não poderia ser julgado por uma
Corte militar (“martial court”), desde que os órgãos judiciários da Justiça
comum estivessem funcionando regularmente.
Nesse julgamento, enfatizou-se, por unânime votação, que a
Constituição não se suspende em períodos de crise ou de emergência
nacional, pois ela representa, enquanto estatuto do poder e instrumento das
liberdades, a lei suprema que a todos se aplica, tanto a governantes como a
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
tribunales penales militares (...)” (grifei).
O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem entendido, em casos
idênticos ao ora em análise, que não se tem por configurada a
competência da Justiça Militar da União, em tempo de paz, tratando-se
de réus civis, se a ação eventualmente delituosa, por eles praticada, não
afetar, de modo real ou potencial, a integridade, a dignidade, o
funcionamento e a respeitabilidade das instituições militares que
constituem, em essência, os bens jurídicos penalmente tutelados.
Mostra-se grave, por isso mesmo, a instauração, em tempo de paz, de
inquérito policial militar (IPM) contra civil, com o objetivo de
submetê-lo, fora dos casos autorizados em lei, a julgamento perante a
Justiça Militar da União!
Cabe rememorar, por oportuno, histórica decisão da Suprema Corte
dos Estados Unidos da América (verdadeira “landmark ruling”), proferida
no julgamento, em 1866, do caso “Ex Parte Milligan” (71 U.S. 1).
A Suprema Corte dos Estados Unidos da América, nesse importante
precedente, ao examinar decisão condenatória motivada por fatos
ocorridos no curso da Guerra Civil americana, veio a invalidar tal
condenação, que impusera a pena de morte (enforcamento), por traição, a
um acusado civil, Lambden P. Milligan, por entender que, mesmo que se
tratasse de um crime praticado nas circunstâncias de tempo e de lugar em
que ocorrera, ainda assim um civil não poderia ser julgado por uma
Corte militar (“martial court”), desde que os órgãos judiciários da Justiça
comum estivessem funcionando regularmente.
Nesse julgamento, enfatizou-se, por unânime votação, que a
Constituição não se suspende em períodos de crise ou de emergência
nacional, pois ela representa, enquanto estatuto do poder e instrumento das
liberdades, a lei suprema que a todos se aplica, tanto a governantes como a
5
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HC 107.731 EXTN / PE
governados, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra.
Concluiu-se, por tal razão, naquela decisão, que o julgamento de
civis, por tribunais militares (cortes marciais), era inadmissível nos locais
em que houvesse tribunais civis em pleno e regular funcionamento:
“On the 10th day of May, 1865, Lambden P. Milligan
presented a petition to the Circuit Court of the United States for the
District of Indiana, to be discharged from an alleged unlawful
imprisonment...
Milligan insists that said military commission had no
jurisdiction to try him upon the charges preferred, or upon any
charges whatever; because he was a citizen of the United States and
the State of Indiana, and had not been, since the commencement of the
late Rebellion, a resident of any of the States whose citizens were
arrayed against the government, and that the right of trial by jury
was guaranteed to him by the Constitution of the United States...
The importance of the main question presented by this
record cannot be overstated; for it involves the very framework of the
government and the fundamental principles of American liberty.
.......................................................................................................
The controlling question in the case is this: Upon the facts
stated in Milligan's petition, and the exhibits filed, had the military
commission mentioned in it jurisdiction, legally, to try and sentence
him? Milligan, not a resident of one of the rebellious states, or a
prisoner of war, but a citizen of Indiana for twenty years past and
never in the military or naval service, is, while at his home, arrested
by the military power of the United States, imprisoned, and, on
certain criminal charges preferred against him, tried, convicted, and
sentenced to be hanged by a military commission, organized under the
direction of the military commander of the military district of Indiana.
Had this tribunal the legal power and authority to try and punish this
man?
No graver question was ever considered by this court, nor one
which more nearly concerns the rights of the whole people; for it is the
birthright of every American citizen when charged with crime, to be
6
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HC 107.731 EXTN / PE
governados, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra.
Concluiu-se, por tal razão, naquela decisão, que o julgamento de
civis, por tribunais militares (cortes marciais), era inadmissível nos locais
em que houvesse tribunais civis em pleno e regular funcionamento:
“On the 10th day of May, 1865, Lambden P. Milligan
presented a petition to the Circuit Court of the United States for the
District of Indiana, to be discharged from an alleged unlawful
imprisonment...
Milligan insists that said military commission had no
jurisdiction to try him upon the charges preferred, or upon any
charges whatever; because he was a citizen of the United States and
the State of Indiana, and had not been, since the commencement of the
late Rebellion, a resident of any of the States whose citizens were
arrayed against the government, and that the right of trial by jury
was guaranteed to him by the Constitution of the United States...
The importance of the main question presented by this
record cannot be overstated; for it involves the very framework of the
government and the fundamental principles of American liberty.
.......................................................................................................
The controlling question in the case is this: Upon the facts
stated in Milligan's petition, and the exhibits filed, had the military
commission mentioned in it jurisdiction, legally, to try and sentence
him? Milligan, not a resident of one of the rebellious states, or a
prisoner of war, but a citizen of Indiana for twenty years past and
never in the military or naval service, is, while at his home, arrested
by the military power of the United States, imprisoned, and, on
certain criminal charges preferred against him, tried, convicted, and
sentenced to be hanged by a military commission, organized under the
direction of the military commander of the military district of Indiana.
Had this tribunal the legal power and authority to try and punish this
man?
No graver question was ever considered by this court, nor one
which more nearly concerns the rights of the whole people; for it is the
birthright of every American citizen when charged with crime, to be
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
tried and punished according to law. The power of punishment is,
alone through the means which the laws have provided for that
purpose, and if they are ineffectual, there is an immunity from
punishment, no matter how great an offender the individual may be,
or how much his crimes may have shocked the sense of justice of the
country, or endangered its safety. By the protection of the law human
rights are secured; withdraw that protection, and they are at the
mercy of wicked rulers, or the clamor of an excited people. If there was
law to justify this military trial, it is not our province to interfere; if
there was not, it is our duty to declare the nullity of the whole
proceedings. The decision of this question does not depend on
argument or judicial precedents, numerous and highly illustrative as
they are. These precedents inform us of the extent of the struggle to
preserve liberty and to relieve those in civil life from military trials.
The founders of our government were familiar with the history of that
struggle; and secured in a written constitution every right which the
people had wrested from power during a contest of ages. By that
Constitution and the laws authorized by it this question must be
determined. The provisions of that instrument on the administration
of criminal justice are too plain and direct, to leave room for
misconstruction or doubt of their true meaning. Those applicable to
this case are found in that clause of the original Constitution which
says, ‘That the trial of all crimes, except in case of impeachment, shall
be by jury’; and in the fourth, fifth, and sixth articles of the
amendments...
Have any of the rights guaranteed by the Constitution been
violated in the case of Milligan? and if so, what are they?
.......................................................................................................
But it is said that the jurisdiction is complete under the ‘laws
and usages of war.’
.......................................................................................................
It is claimed that martial law covers with its broad mantle
the proceedings of this military commission. The proposition is this:
that in a time of war the commander of an armed force (if in his
opinion the exigencies of the country demand it, and of which he is to
judge), has the power, within the lines of his military district, to
7
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
tried and punished according to law. The power of punishment is,
alone through the means which the laws have provided for that
purpose, and if they are ineffectual, there is an immunity from
punishment, no matter how great an offender the individual may be,
or how much his crimes may have shocked the sense of justice of the
country, or endangered its safety. By the protection of the law human
rights are secured; withdraw that protection, and they are at the
mercy of wicked rulers, or the clamor of an excited people. If there was
law to justify this military trial, it is not our province to interfere; if
there was not, it is our duty to declare the nullity of the whole
proceedings. The decision of this question does not depend on
argument or judicial precedents, numerous and highly illustrative as
they are. These precedents inform us of the extent of the struggle to
preserve liberty and to relieve those in civil life from military trials.
The founders of our government were familiar with the history of that
struggle; and secured in a written constitution every right which the
people had wrested from power during a contest of ages. By that
Constitution and the laws authorized by it this question must be
determined. The provisions of that instrument on the administration
of criminal justice are too plain and direct, to leave room for
misconstruction or doubt of their true meaning. Those applicable to
this case are found in that clause of the original Constitution which
says, ‘That the trial of all crimes, except in case of impeachment, shall
be by jury’; and in the fourth, fifth, and sixth articles of the
amendments...
Have any of the rights guaranteed by the Constitution been
violated in the case of Milligan? and if so, what are they?
.......................................................................................................
But it is said that the jurisdiction is complete under the ‘laws
and usages of war.’
.......................................................................................................
It is claimed that martial law covers with its broad mantle
the proceedings of this military commission. The proposition is this:
that in a time of war the commander of an armed force (if in his
opinion the exigencies of the country demand it, and of which he is to
judge), has the power, within the lines of his military district, to
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
suspend all civil rights and their remedies, and subject citizens as well
as soldiers to the rule of his will; and in the exercise of his lawful
authority cannot be restrained, except by his superior officer or the
President of the United States.
If this position is sound to the extent claimed, then when war
exists, foreign or domestic, and the country is subdivided into
military departments for mere convenience, the commander of one of
them can, if he chooses, within his limits, on the plea of necessity, with
the approval of the Executive, substitute military force for and to the
exclusion of the laws, and punish all persons, as he thinks right and
proper, without fixed or certain rules.
The statement of this proposition shows its importance;
for, if true, republican government is a failure, and there is an end of
liberty regulated by law. Martial law, established on such a basis,
destroys every guarantee of the Constitution, and effectually renders
the ‘military independent of and superior to the civil power’ - the
attempt to do which by the King of Great Britain was deemed by our
fathers such an offence, that they assigned it to the world as one of the
causes which impelled them to declare their independence. Civil
liberty and this kind of martial law cannot endure together; the
antagonism is irreconcilable; and, in the conflict, one or the other
must perish.
.......................................................................................................
It follows, from what has been said on this subject, that there
are occasions when martial rule can be properly applied. If, in
foreign invasion or civil war, the courts are actually closed, and it is
impossible to administer criminal justice according to law, then, on
the theatre of active military operations, where war really prevails,
there is a necessity to furnish a substitute for the civil authority, thus
overthrown, to preserve the safety of the army and society; and as no
power is left but the military, it is allowed to govern by martial rule
until the laws can have their free course. As necessity creates the rule,
so it limits its duration; for, if this government is continued after the
courts are reinstated, it is a gross usurpation of power. Martial rule
can never exist where the courts are open, and in the proper and
unobstructed exercise of their jurisdiction. It is also confined to the
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HC 107.731 EXTN / PE
suspend all civil rights and their remedies, and subject citizens as well
as soldiers to the rule of his will; and in the exercise of his lawful
authority cannot be restrained, except by his superior officer or the
President of the United States.
If this position is sound to the extent claimed, then when war
exists, foreign or domestic, and the country is subdivided into
military departments for mere convenience, the commander of one of
them can, if he chooses, within his limits, on the plea of necessity, with
the approval of the Executive, substitute military force for and to the
exclusion of the laws, and punish all persons, as he thinks right and
proper, without fixed or certain rules.
The statement of this proposition shows its importance;
for, if true, republican government is a failure, and there is an end of
liberty regulated by law. Martial law, established on such a basis,
destroys every guarantee of the Constitution, and effectually renders
the ‘military independent of and superior to the civil power’ - the
attempt to do which by the King of Great Britain was deemed by our
fathers such an offence, that they assigned it to the world as one of the
causes which impelled them to declare their independence. Civil
liberty and this kind of martial law cannot endure together; the
antagonism is irreconcilable; and, in the conflict, one or the other
must perish.
.......................................................................................................
It follows, from what has been said on this subject, that there
are occasions when martial rule can be properly applied. If, in
foreign invasion or civil war, the courts are actually closed, and it is
impossible to administer criminal justice according to law, then, on
the theatre of active military operations, where war really prevails,
there is a necessity to furnish a substitute for the civil authority, thus
overthrown, to preserve the safety of the army and society; and as no
power is left but the military, it is allowed to govern by martial rule
until the laws can have their free course. As necessity creates the rule,
so it limits its duration; for, if this government is continued after the
courts are reinstated, it is a gross usurpation of power. Martial rule
can never exist where the courts are open, and in the proper and
unobstructed exercise of their jurisdiction. It is also confined to the
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
locality of actual war.” (grifei)
Todas essas considerações revelam-se de indiscutível importância
em face do caráter de fundamentalidade de que se reveste, em nosso
sistema jurídico, o princípio do juiz natural.
Com efeito, o princípio da naturalidade do juízo representa uma das
mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a própria
atividade legislativa do Estado e que condicionam o desempenho, por
parte do Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório,
notadamente quando exercidas em sede judicial.
Daí a advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“O Processo
Penal na Atualidade”, “in” “Processo Penal e Constituição Federal”,
p. 19, item n. 7, 1993, Ed. Acadêmica/Apamagis, São Paulo), no sentido de
que, ao rol de postulados básicos, deve acrescer-se “aquele do Juiz natural,
contido no item nº LIII do art. 5º, que declara que ‘ninguém será processado nem
sentenciado senão pela autoridade competente'. É que autoridade competente
só será aquela que a Constituição tiver previsto, explícita ou
implicitamente, pois, se assim não fosse, a lei poderia burlar as garantias
derivadas do princípio do Juiz independente e imparcial, criando outros órgãos
para o processo e julgamento de determinadas infrações” (grifei).
A essencialidade do princípio do juiz natural impõe, ao Estado, o
dever de respeitar essa garantia básica que predetermina, em abstrato, os
órgãos judiciários investidos de competência funcional para a apreciação
dos litígios penais.
Na realidade, o princípio do juiz natural reveste-se, em sua projeção
político-jurídica, de dupla função instrumental, pois, enquanto garantia
indisponível, tem, por titular, qualquer pessoa exposta, em juízo
criminal, à ação persecutória do Estado, e, enquanto limitação
insuperável, incide sobre os órgãos do poder incumbidos de promover,
judicialmente, a repressão criminal.
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
locality of actual war.” (grifei)
Todas essas considerações revelam-se de indiscutível importância
em face do caráter de fundamentalidade de que se reveste, em nosso
sistema jurídico, o princípio do juiz natural.
Com efeito, o princípio da naturalidade do juízo representa uma das
mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a própria
atividade legislativa do Estado e que condicionam o desempenho, por
parte do Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório,
notadamente quando exercidas em sede judicial.
Daí a advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“O Processo
Penal na Atualidade”, “in” “Processo Penal e Constituição Federal”,
p. 19, item n. 7, 1993, Ed. Acadêmica/Apamagis, São Paulo), no sentido de
que, ao rol de postulados básicos, deve acrescer-se “aquele do Juiz natural,
contido no item nº LIII do art. 5º, que declara que ‘ninguém será processado nem
sentenciado senão pela autoridade competente'. É que autoridade competente
só será aquela que a Constituição tiver previsto, explícita ou
implicitamente, pois, se assim não fosse, a lei poderia burlar as garantias
derivadas do princípio do Juiz independente e imparcial, criando outros órgãos
para o processo e julgamento de determinadas infrações” (grifei).
A essencialidade do princípio do juiz natural impõe, ao Estado, o
dever de respeitar essa garantia básica que predetermina, em abstrato, os
órgãos judiciários investidos de competência funcional para a apreciação
dos litígios penais.
Na realidade, o princípio do juiz natural reveste-se, em sua projeção
político-jurídica, de dupla função instrumental, pois, enquanto garantia
indisponível, tem, por titular, qualquer pessoa exposta, em juízo
criminal, à ação persecutória do Estado, e, enquanto limitação
insuperável, incide sobre os órgãos do poder incumbidos de promover,
judicialmente, a repressão criminal.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
Vê-se, desse modo, que o postulado da naturalidade do juízo, ao
qualificar-se como prerrogativa individual ("ex parte subjecti"), tem, por
destinatário específico, o réu, erigindo-se, em conseqüência, como direito
público subjetivo inteiramente oponível ao próprio Estado. Esse mesmo
princípio, contudo, se analisado em perspectiva diversa, "ex parte
principis", atua como fator de inquestionável restrição ao poder de
persecução penal, submetendo, o Estado, a múltiplas limitações
inibitórias de suas prerrogativas institucionais.
Isso significa que o postulado do juiz natural deriva de cláusula
constitucional tipicamente bifronte, pois, dirigindo-se a dois destinatários
distintos, ora representa um direito do réu (eficácia positiva da garantia
constitucional), ora traduz uma imposição ao Estado (eficácia negativa
dessa mesma garantia constitucional).
O princípio da naturalidade do juízo, portanto, encerrando uma
garantia constitucional, limita, de um lado, os poderes do Estado
(impossibilitado, assim, de instituir juízos “ad hoc” ou de criar tribunais
de exceção) e assegura ao acusado, de outro, o direito ao processo perante
autoridade competente, abstratamente designada na forma de lei
anterior (vedados, em conseqüência, os juízos “ex post facto”).
É por essa razão que ADA PELLEGRINI GRINOVER - após destacar
a importância histórica e político-jurídica do princípio do juiz natural -
acentua, com apoio no magistério de JORGE FIGUEIREDO DIAS (“Direito
Processual Penal”, vol. 1/322-323, 1974, Coimbra), que esse postulado
constitucional acha-se tutelado por garantias irredutíveis que se
desdobram, “na verdade, em três conceitos: só são órgãos jurisdicionais os
instituídos pela Constituição; ninguém pode ser julgado por órgão constituído
após a ocorrência do fato; entre os juízes pré-constituídos vigora uma ordem
taxativa de competências, que exclui qualquer alternativa deferida à
discricionariedade de quem quer que seja” (“O Processo em Sua
10
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
Vê-se, desse modo, que o postulado da naturalidade do juízo, ao
qualificar-se como prerrogativa individual ("ex parte subjecti"), tem, por
destinatário específico, o réu, erigindo-se, em conseqüência, como direito
público subjetivo inteiramente oponível ao próprio Estado. Esse mesmo
princípio, contudo, se analisado em perspectiva diversa, "ex parte
principis", atua como fator de inquestionável restrição ao poder de
persecução penal, submetendo, o Estado, a múltiplas limitações
inibitórias de suas prerrogativas institucionais.
Isso significa que o postulado do juiz natural deriva de cláusula
constitucional tipicamente bifronte, pois, dirigindo-se a dois destinatários
distintos, ora representa um direito do réu (eficácia positiva da garantia
constitucional), ora traduz uma imposição ao Estado (eficácia negativa
dessa mesma garantia constitucional).
O princípio da naturalidade do juízo, portanto, encerrando uma
garantia constitucional, limita, de um lado, os poderes do Estado
(impossibilitado, assim, de instituir juízos “ad hoc” ou de criar tribunais
de exceção) e assegura ao acusado, de outro, o direito ao processo perante
autoridade competente, abstratamente designada na forma de lei
anterior (vedados, em conseqüência, os juízos “ex post facto”).
É por essa razão que ADA PELLEGRINI GRINOVER - após destacar
a importância histórica e político-jurídica do princípio do juiz natural -
acentua, com apoio no magistério de JORGE FIGUEIREDO DIAS (“Direito
Processual Penal”, vol. 1/322-323, 1974, Coimbra), que esse postulado
constitucional acha-se tutelado por garantias irredutíveis que se
desdobram, “na verdade, em três conceitos: só são órgãos jurisdicionais os
instituídos pela Constituição; ninguém pode ser julgado por órgão constituído
após a ocorrência do fato; entre os juízes pré-constituídos vigora uma ordem
taxativa de competências, que exclui qualquer alternativa deferida à
discricionariedade de quem quer que seja” (“O Processo em Sua
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
Unidade – II”, p. 39, item n. 6, 1984, Forense - grifei).
O fato irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural -, é que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judicial competente. Nenhuma pessoa, em conseqüência,
poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova Constituição do Brasil,
ao proclamar as liberdades públicas - que representam limitações
expressivas aos poderes do Estado - consagrou, agora de modo explícito, o
postulado fundamental do juiz natural. O art. 5º, LIII, da Carta Política
prescreve que “ninguém será processado nem sentenciado senão pela
autoridade competente”.
A importância político-jurídica desse princípio essencial - que
traduz uma das projeções concretizadoras da cláusula do “due process of
law” - foi acentuada pelo autorizado magistério de eminentes autores,
tais como ADA PELLEGRINI GRINOVER (“O Processo em sua
unidade – II”, p. 3/4, 1984, Forense), GIUSEPPE SABATINI (“Principii
Costituzionali del Processo Penale”, p. 93/131, 1976, Napoli),
TAORMINA (“Giudice naturale e processo penale”, p. 16, 1972, Roma),
JOSÉ CIRILO DE VARGAS (“Processo Penal e Direitos Fundamentais”,
p. 223/232, 1992, Del Rey Editora), MARCELO FORTES BARBOSA
(“Garantias Constitucionais de Direito Penal e de Processo Penal na
Constituição de 1988”, p. 80/81, 1993, Malheiros) e ROGÉRIO LAURIA
TUCCI e JOSÉ ROGÉRIO CRUZ E TUCCI (“Constituição de 1988 e
Processo”, p. 30/32, item n. 10, 1989, Saraiva).
Cabe destacar, no ponto, por relevante, o magistério jurisprudencial
desta Suprema Corte, que teve a oportunidade de advertir – em
precedentes de ambas as Turmas -, em situações idênticas à ora
examinada, que o delito de falsificação de documento ou de uso de
documento falso, como a Caderneta de Inscrição e Registro (CIR), emitida
pela Capitania dos Portos e demais órgãos que integram a estrutura
11
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
Unidade – II”, p. 39, item n. 6, 1984, Forense - grifei).
O fato irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural -, é que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judicial competente. Nenhuma pessoa, em conseqüência,
poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova Constituição do Brasil,
ao proclamar as liberdades públicas - que representam limitações
expressivas aos poderes do Estado - consagrou, agora de modo explícito, o
postulado fundamental do juiz natural. O art. 5º, LIII, da Carta Política
prescreve que “ninguém será processado nem sentenciado senão pela
autoridade competente”.
A importância político-jurídica desse princípio essencial - que
traduz uma das projeções concretizadoras da cláusula do “due process of
law” - foi acentuada pelo autorizado magistério de eminentes autores,
tais como ADA PELLEGRINI GRINOVER (“O Processo em sua
unidade – II”, p. 3/4, 1984, Forense), GIUSEPPE SABATINI (“Principii
Costituzionali del Processo Penale”, p. 93/131, 1976, Napoli),
TAORMINA (“Giudice naturale e processo penale”, p. 16, 1972, Roma),
JOSÉ CIRILO DE VARGAS (“Processo Penal e Direitos Fundamentais”,
p. 223/232, 1992, Del Rey Editora), MARCELO FORTES BARBOSA
(“Garantias Constitucionais de Direito Penal e de Processo Penal na
Constituição de 1988”, p. 80/81, 1993, Malheiros) e ROGÉRIO LAURIA
TUCCI e JOSÉ ROGÉRIO CRUZ E TUCCI (“Constituição de 1988 e
Processo”, p. 30/32, item n. 10, 1989, Saraiva).
Cabe destacar, no ponto, por relevante, o magistério jurisprudencial
desta Suprema Corte, que teve a oportunidade de advertir – em
precedentes de ambas as Turmas -, em situações idênticas à ora
examinada, que o delito de falsificação de documento ou de uso de
documento falso, como a Caderneta de Inscrição e Registro (CIR), emitida
pela Capitania dos Portos e demais órgãos que integram a estrutura
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
administrativa da Marinha do Brasil, não configura hipótese tipificadora
de crime militar, ainda mais se alegadamente praticado por civil
(HC 96.083/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 96.561/PA, Rel. Min.
CEZAR PELUSO – HC 103.318/PA, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA):
“COMPETÊNCIA
-
JUSTIÇA
MILITAR
VERSUS
JUSTIÇA FEDERAL ‘STRICTO SENSU’ - CRIME DE FALSO -
CARTEIRA DE HABILITAÇÃO NAVAL DE NATUREZA
CIVIL. A competência para julgar processo penal a envolver a
falsificação de carteira de habilitação naval de natureza civil é da
Justiça Federal, sendo titular da ação o Ministério Público Federal.”
(HC 90.451/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - grifei)
“‘HABEAS CORPUS’. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA
MILITAR. CRIME MILITAR NÃO CARACTERIZADO.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM FEDERAL. USO DE
DOCUMENTO FALSO. CADERNETA DE INSTRUÇÃO E
REGISTRO (CIR). LICENÇA DE NATUREZA CIVIL.
PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA.
1. Ao contrário do entendimento do Superior Tribunal
Militar, é excepcional a competência da Justiça castrense para
o julgamento de civis, em tempo de paz. A tipificação da conduta
de agente civil como crime militar está a depender do ‘intuito de
atingir, de qualquer modo, a Força, no sentido de impedir, frustrar,
fazer malograr, desmoralizar ou ofender o militar ou o evento ou
situação em que este esteja empenhado’ (CC 7.040, da relatoria do
ministro Carlos Velloso).
2. O cometimento do delito militar por agente civil em
tempo de paz se dá em caráter excepcional. Tal cometimento se
traduz em ofensa àqueles bens jurídicos tipicamente associados à
função de natureza militar: defesa da Pátria, garantia dos poderes
constitucionais, da lei e da ordem (art. 142 da Constituição Federal).
3. No caso dos autos, a conduta supostamente protagonizada
pelos pacientes configura, em tese, infração comum, em detrimento de
bens, serviços ou interesses da União. A atrair, assim, a incidência do
inciso IV do art. 109 da Carta Magna de 1988.
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
administrativa da Marinha do Brasil, não configura hipótese tipificadora
de crime militar, ainda mais se alegadamente praticado por civil
(HC 96.083/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 96.561/PA, Rel. Min.
CEZAR PELUSO – HC 103.318/PA, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA):
“COMPETÊNCIA
-
JUSTIÇA
MILITAR
VERSUS
JUSTIÇA FEDERAL ‘STRICTO SENSU’ - CRIME DE FALSO -
CARTEIRA DE HABILITAÇÃO NAVAL DE NATUREZA
CIVIL. A competência para julgar processo penal a envolver a
falsificação de carteira de habilitação naval de natureza civil é da
Justiça Federal, sendo titular da ação o Ministério Público Federal.”
(HC 90.451/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - grifei)
“‘HABEAS CORPUS’. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA
MILITAR. CRIME MILITAR NÃO CARACTERIZADO.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM FEDERAL. USO DE
DOCUMENTO FALSO. CADERNETA DE INSTRUÇÃO E
REGISTRO (CIR). LICENÇA DE NATUREZA CIVIL.
PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA.
1. Ao contrário do entendimento do Superior Tribunal
Militar, é excepcional a competência da Justiça castrense para
o julgamento de civis, em tempo de paz. A tipificação da conduta
de agente civil como crime militar está a depender do ‘intuito de
atingir, de qualquer modo, a Força, no sentido de impedir, frustrar,
fazer malograr, desmoralizar ou ofender o militar ou o evento ou
situação em que este esteja empenhado’ (CC 7.040, da relatoria do
ministro Carlos Velloso).
2. O cometimento do delito militar por agente civil em
tempo de paz se dá em caráter excepcional. Tal cometimento se
traduz em ofensa àqueles bens jurídicos tipicamente associados à
função de natureza militar: defesa da Pátria, garantia dos poderes
constitucionais, da lei e da ordem (art. 142 da Constituição Federal).
3. No caso dos autos, a conduta supostamente protagonizada
pelos pacientes configura, em tese, infração comum, em detrimento de
bens, serviços ou interesses da União. A atrair, assim, a incidência do
inciso IV do art. 109 da Carta Magna de 1988.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
4. O policiamento naval é tratado pelo inciso III do § 1º do
art. 144 da Constituição Republicana como ação de segurança
pública, ‘de maneira que é um tipo de atividade que se abre para
múltipla cobertura pública, vale dizer, a Polícia Federal também
tem essa expressa competência: exercer as funções de polícia
marítima, aeroportuária e de fronteiras’. Precedentes HC 90.451, da
relatoria do ministro Marco Aurélio; HC 96.561, da relatoria do
ministro Cezar Peluso.
5. Ordem concedida para determinar a remessa do processo-
-crime à Justiça comum federal, anulando-se os atos processuais
eventualmente praticados, inclusive a denúncia.”
(HC 104.617/BA, Rel. Min. AYRES BRITTO - grifei)
“‘HABEAS CORPUS’.
CONSTITUCIONAL.
PENAL
MILITAR. CRIMES DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO
OU USO DE DOCUMENTO FALSO (ARTS. 311 E 315 DO
CPM). CADERNETA DE INSCRIÇÃO E REGISTRO (CIR) OU
HABILITAÇÃO DE ARRAIS-AMADOR. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. ORDEM CONCEDIDA.
I – Em diversas oportunidades, esta Suprema Corte afirmou
o entendimento de que é da Justiça Federal a competência para
processar e julgar civil denunciado pelos crimes de falsificação de
documento ou uso de documento falso (arts. 311 e 315,
respectivamente, do CPM), quando se tratar de falsificação da
Caderneta de Inscrição e Registro (CIR) ou Habilitação de
Arrais-Amador, ambas expedidas pela Marinha do Brasil, por
aplicação dos arts. 21, XXII, 109, IV, e 144, § 1º, III, todos da
Constituição da República.
II – ‘Habeas corpus’ concedido para anular o acórdão ora
atacado e declarar a incompetência da Justiça Militar para
processar e julgar o feito.”
(HC 104.837/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI -
grifei)
Também eu próprio tenho decidido essa mesma controvérsia
jurídica de modo idêntico aos precedentes que venho de referir, destacando,
13
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1757851.
Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
4. O policiamento naval é tratado pelo inciso III do § 1º do
art. 144 da Constituição Republicana como ação de segurança
pública, ‘de maneira que é um tipo de atividade que se abre para
múltipla cobertura pública, vale dizer, a Polícia Federal também
tem essa expressa competência: exercer as funções de polícia
marítima, aeroportuária e de fronteiras’. Precedentes HC 90.451, da
relatoria do ministro Marco Aurélio; HC 96.561, da relatoria do
ministro Cezar Peluso.
5. Ordem concedida para determinar a remessa do processo-
-crime à Justiça comum federal, anulando-se os atos processuais
eventualmente praticados, inclusive a denúncia.”
(HC 104.617/BA, Rel. Min. AYRES BRITTO - grifei)
“‘HABEAS CORPUS’.
CONSTITUCIONAL.
PENAL
MILITAR. CRIMES DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO
OU USO DE DOCUMENTO FALSO (ARTS. 311 E 315 DO
CPM). CADERNETA DE INSCRIÇÃO E REGISTRO (CIR) OU
HABILITAÇÃO DE ARRAIS-AMADOR. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. ORDEM CONCEDIDA.
I – Em diversas oportunidades, esta Suprema Corte afirmou
o entendimento de que é da Justiça Federal a competência para
processar e julgar civil denunciado pelos crimes de falsificação de
documento ou uso de documento falso (arts. 311 e 315,
respectivamente, do CPM), quando se tratar de falsificação da
Caderneta de Inscrição e Registro (CIR) ou Habilitação de
Arrais-Amador, ambas expedidas pela Marinha do Brasil, por
aplicação dos arts. 21, XXII, 109, IV, e 144, § 1º, III, todos da
Constituição da República.
II – ‘Habeas corpus’ concedido para anular o acórdão ora
atacado e declarar a incompetência da Justiça Militar para
processar e julgar o feito.”
(HC 104.837/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI -
grifei)
Também eu próprio tenho decidido essa mesma controvérsia
jurídica de modo idêntico aos precedentes que venho de referir, destacando,
13
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
a esse propósito, julgamento consubstanciado em acórdão assim ementado:
“‘HABEAS CORPUS’ – CRIME MILITAR EM SENTIDO
IMPRÓPRIO - FALSIFICAÇÃO/USO DE CADERNETA DE
INSCRIÇÃO E REGISTRO (CIR), EMITIDA PELA MARINHA
DO BRASIL - LICENÇA DE NATUREZA CIVIL - CARÁTER
ANÔMALO DA JURISDIÇÃO PENAL MILITAR SOBRE CIVIS
EM TEMPO DE PAZ – OFENSA AO POSTULADO DO JUIZ
NATURAL - INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR -
PEDIDO DEFERIDO.
A QUESTÃO DA COMPETÊNCIA PENAL DA JUSTIÇA
MILITAR DA UNIÃO E A NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA,
PELOS
ÓRGÃOS
JUDICIÁRIOS
CASTRENSES,
DO
PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO JUIZ NATURAL.
- A competência penal da Justiça Militar da União não se
limita, apenas, aos integrantes das Forças Armadas, nem se
define, por isso mesmo, ‘ratione personae’. É aferível, objetivamente,
a partir da subsunção do comportamento do agente – de qualquer
agente, mesmo o civil, ainda que em tempo de paz – ao preceito
primário incriminador consubstanciado nos tipos penais definidos
em lei (o Código Penal Militar).
- O foro especial da Justiça Militar da União não existe para
os crimes dos militares, mas, sim, para os delitos militares, ‘tout
court’. E o crime militar, comissível por agente militar ou, até
mesmo, por civil, só existe quando o autor procede e atua nas
circunstâncias taxativamente referidas pelo art. 9º do Código Penal
Militar, que prevê a possibilidade jurídica de configuração de
delito castrense eventualmente praticado por civil, mesmo em tempo
de paz.
A REGULAÇÃO DO TEMA PERTINENTE À JUSTIÇA
MILITAR NO PLANO DO DIREITO COMPARADO.
- Tendência que se registra, modernamente, em sistemas
normativos estrangeiros, no sentido da extinção (pura e simples) de
tribunais militares em tempo de paz ou, então, da exclusão de civis
14
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
a esse propósito, julgamento consubstanciado em acórdão assim ementado:
“‘HABEAS CORPUS’ – CRIME MILITAR EM SENTIDO
IMPRÓPRIO - FALSIFICAÇÃO/USO DE CADERNETA DE
INSCRIÇÃO E REGISTRO (CIR), EMITIDA PELA MARINHA
DO BRASIL - LICENÇA DE NATUREZA CIVIL - CARÁTER
ANÔMALO DA JURISDIÇÃO PENAL MILITAR SOBRE CIVIS
EM TEMPO DE PAZ – OFENSA AO POSTULADO DO JUIZ
NATURAL - INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR -
PEDIDO DEFERIDO.
A QUESTÃO DA COMPETÊNCIA PENAL DA JUSTIÇA
MILITAR DA UNIÃO E A NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA,
PELOS
ÓRGÃOS
JUDICIÁRIOS
CASTRENSES,
DO
PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO JUIZ NATURAL.
- A competência penal da Justiça Militar da União não se
limita, apenas, aos integrantes das Forças Armadas, nem se
define, por isso mesmo, ‘ratione personae’. É aferível, objetivamente,
a partir da subsunção do comportamento do agente – de qualquer
agente, mesmo o civil, ainda que em tempo de paz – ao preceito
primário incriminador consubstanciado nos tipos penais definidos
em lei (o Código Penal Militar).
- O foro especial da Justiça Militar da União não existe para
os crimes dos militares, mas, sim, para os delitos militares, ‘tout
court’. E o crime militar, comissível por agente militar ou, até
mesmo, por civil, só existe quando o autor procede e atua nas
circunstâncias taxativamente referidas pelo art. 9º do Código Penal
Militar, que prevê a possibilidade jurídica de configuração de
delito castrense eventualmente praticado por civil, mesmo em tempo
de paz.
A REGULAÇÃO DO TEMA PERTINENTE À JUSTIÇA
MILITAR NO PLANO DO DIREITO COMPARADO.
- Tendência que se registra, modernamente, em sistemas
normativos estrangeiros, no sentido da extinção (pura e simples) de
tribunais militares em tempo de paz ou, então, da exclusão de civis
14
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
da jurisdição penal militar: Portugal (Constituição de 1976, art. 213,
Quarta
Revisão Constitucional de 1997),
Argentina
(Ley
Federal nº 26.394/2008), Colômbia (Constituição de 1991, art. 213),
Paraguai (Constituição de 1992, art. 174), México (Constituição de
1917, art. 13) e Uruguai (Constituição de 1967, art. 253, c/c
Ley 18.650/2010, arts. 27 e 28), v.g..
- Uma relevante sentença da Corte Interamericana de
Direitos Humanos (‘Caso Palamara Iribarne vs. Chile’, de 2005):
determinação para que a República do Chile, adequando a sua
legislação interna aos padrões internacionais sobre jurisdição
penal militar, adote medidas com o objetivo de impedir, quaisquer
que sejam as circunstâncias, que ‘um civil seja submetido à
jurisdição dos tribunais penais militares (...)’ (item nº 269, n. 14, da
parte dispositiva, ‘Puntos Resolutivos’).
- O caso ‘ex parte Milligan’ (1866): importante ‘landmark
ruling’ da Suprema Corte dos Estados Unidos da América.
O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA
GARANTIA
CONSTITUCIONAL
INDISPONÍVEL,
ASSEGURADA
A
QUALQUER
RÉU,
EM
SEDE
DE
PERSECUÇÃO PENAL, MESMO QUANDO INSTAURADA
PERANTE A JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
- É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural -, que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judiciária competente.
Nenhuma
pessoa, em
conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova
Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas - que
representam limitações expressivas aos poderes do Estado -,
consagrou, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz
natural. O art. 5º, LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será
processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’.”
(HC 106.171/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Desse modo, e considerados os precedentes que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em análise, reconheço
15
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
da jurisdição penal militar: Portugal (Constituição de 1976, art. 213,
Quarta
Revisão Constitucional de 1997),
Argentina
(Ley
Federal nº 26.394/2008), Colômbia (Constituição de 1991, art. 213),
Paraguai (Constituição de 1992, art. 174), México (Constituição de
1917, art. 13) e Uruguai (Constituição de 1967, art. 253, c/c
Ley 18.650/2010, arts. 27 e 28), v.g..
- Uma relevante sentença da Corte Interamericana de
Direitos Humanos (‘Caso Palamara Iribarne vs. Chile’, de 2005):
determinação para que a República do Chile, adequando a sua
legislação interna aos padrões internacionais sobre jurisdição
penal militar, adote medidas com o objetivo de impedir, quaisquer
que sejam as circunstâncias, que ‘um civil seja submetido à
jurisdição dos tribunais penais militares (...)’ (item nº 269, n. 14, da
parte dispositiva, ‘Puntos Resolutivos’).
- O caso ‘ex parte Milligan’ (1866): importante ‘landmark
ruling’ da Suprema Corte dos Estados Unidos da América.
O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA
GARANTIA
CONSTITUCIONAL
INDISPONÍVEL,
ASSEGURADA
A
QUALQUER
RÉU,
EM
SEDE
DE
PERSECUÇÃO PENAL, MESMO QUANDO INSTAURADA
PERANTE A JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
- É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural -, que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judiciária competente.
Nenhuma
pessoa, em
conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova
Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas - que
representam limitações expressivas aos poderes do Estado -,
consagrou, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz
natural. O art. 5º, LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será
processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’.”
(HC 106.171/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Desse modo, e considerados os precedentes que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em análise, reconheço
15
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
configurada, no caso, a absoluta incompetência da Justiça Militar da União
para processar e julgar os ora requerentes, que são civis, a quem se
imputou a prática de delito que, evidentemente, não se qualifica como
crime de natureza militar.
A densa plausibilidade jurídica da postulação deduzida em favor
dos ora requerentes ainda mais se acentua se se tiver presente que o
acórdão emanado do E. Superior Tribunal Militar põe-se em relação de
antagonismo com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema
Corte, o que provoca situação de conflito com o postulado da naturalidade
do juízo
.
É que os requerentes em questão - em cujo favor foi requerida a
extensão da ordem de "habeas corpus" - deixaram de ser submetidos, sem
causa legítima, ao seu juiz natural, decorrendo, de tal situação, ofensa
evidente à cláusula tutelar que protege, em nosso sistema jurídico,
qualquer réu (CF, art. 5º, LIII).
A existência de reiterados precedentes do Supremo Tribunal Federal,
reafirmados
a
cada
momento
por esta Suprema Corte,
torna
incompreensível essa injustificável resistência manifestada, no tema em
causa, pelo E. Superior Tribunal Militar, cujas decisões culminam por
impor, a réus civis, e em manifesta afronta ao postulado constitucional do
juiz natural, injustos gravames, o que, decididamente, não pode nem será
tolerado por este Supremo Tribunal.
Por tais razões, Senhor Presidente, acompanho, integralmente, o voto
proferido por Vossa Excelência.
É o meu voto.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro
Celso de Mello, eu apoio integralmente a manifestação de Vossa
16
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
configurada, no caso, a absoluta incompetência da Justiça Militar da União
para processar e julgar os ora requerentes, que são civis, a quem se
imputou a prática de delito que, evidentemente, não se qualifica como
crime de natureza militar.
A densa plausibilidade jurídica da postulação deduzida em favor
dos ora requerentes ainda mais se acentua se se tiver presente que o
acórdão emanado do E. Superior Tribunal Militar põe-se em relação de
antagonismo com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema
Corte, o que provoca situação de conflito com o postulado da naturalidade
do juízo
.
É que os requerentes em questão - em cujo favor foi requerida a
extensão da ordem de "habeas corpus" - deixaram de ser submetidos, sem
causa legítima, ao seu juiz natural, decorrendo, de tal situação, ofensa
evidente à cláusula tutelar que protege, em nosso sistema jurídico,
qualquer réu (CF, art. 5º, LIII).
A existência de reiterados precedentes do Supremo Tribunal Federal,
reafirmados
a
cada
momento
por esta Suprema Corte,
torna
incompreensível essa injustificável resistência manifestada, no tema em
causa, pelo E. Superior Tribunal Militar, cujas decisões culminam por
impor, a réus civis, e em manifesta afronta ao postulado constitucional do
juiz natural, injustos gravames, o que, decididamente, não pode nem será
tolerado por este Supremo Tribunal.
Por tais razões, Senhor Presidente, acompanho, integralmente, o voto
proferido por Vossa Excelência.
É o meu voto.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro
Celso de Mello, eu apoio integralmente a manifestação de Vossa
16
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
Excelência e o consulto, bem como o egrégio Plenário, se não seria o caso
de editarmos uma súmula vinculante.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É, eu também falaria
nesse sentido.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O tema ora em
análise parece comportar a formulação de Súmula Vinculante, eis que
existentes, na espécie, "reiteradas decisões sobre matéria constitucional", o
que satisfaz, em princípio, a exigência inscrita no art. 103-A, "caput", da
Constituição.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Talvez Vossa
Excelência pudesse até propor.
Lembro-me de que a Ministra Ellen Gracie sempre ponderava não
ser adequado editar súmula vinculante em matéria penal, mas aqui nós
temos que receber essa recomendação cum grano salis. Por exemplo,
quando se trata de matéria de competência, matéria processual relevante
e que gera uma brutal insegurança jurídica, causando ônus para todos.
Porque, a rigor, o próprio tribunal julga as auditorias que se ocupam
desses temas indevidamente – às vezes, isso vai levar à prescrição.
Portanto, é uma contribuição também para um quadro de impunidade
essa migração do processo. Toda semana temos tido esses casos. Vossa
Excelência já teve tantos.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Eu tenho um caso aqui sem perspectiva por essa demora.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – Exatamente.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - E o tema é
eminentemente constitucional, porque é competência.
17
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
Excelência e o consulto, bem como o egrégio Plenário, se não seria o caso
de editarmos uma súmula vinculante.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É, eu também falaria
nesse sentido.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O tema ora em
análise parece comportar a formulação de Súmula Vinculante, eis que
existentes, na espécie, "reiteradas decisões sobre matéria constitucional", o
que satisfaz, em princípio, a exigência inscrita no art. 103-A, "caput", da
Constituição.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Talvez Vossa
Excelência pudesse até propor.
Lembro-me de que a Ministra Ellen Gracie sempre ponderava não
ser adequado editar súmula vinculante em matéria penal, mas aqui nós
temos que receber essa recomendação cum grano salis. Por exemplo,
quando se trata de matéria de competência, matéria processual relevante
e que gera uma brutal insegurança jurídica, causando ônus para todos.
Porque, a rigor, o próprio tribunal julga as auditorias que se ocupam
desses temas indevidamente – às vezes, isso vai levar à prescrição.
Portanto, é uma contribuição também para um quadro de impunidade
essa migração do processo. Toda semana temos tido esses casos. Vossa
Excelência já teve tantos.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Eu tenho um caso aqui sem perspectiva por essa demora.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – Exatamente.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - E o tema é
eminentemente constitucional, porque é competência.
17
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - De modo que,
talvez, pudéssemos sugerir a súmula.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Boa ideia.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Até
porque eu penso que o descumprimento de uma súmula vinculante de
forma infundada e sem justificação pode ensejar até a responsabilização
do magistrado, pois é um ato de insubordinação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Ministro Celso de Mello, então, fará, na devida instância, a
proposta.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Na medida em que
me for possível, buscarei coligir notas e dados a respeito dessa questão,
porque, embora respeitando a independência de atuação jurisdicional do
E. Superior Tribunal Militar, esta Suprema Corte, que se qualifica como
órgão de superposição no plano de nossa organização judiciária, tem
competência e poder para cassar, quando infringentes da autoridade
suprema da Constituição da República, as decisões emanadas daquela
Alta Corte castrense.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Sutil
diferença.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu acho importante,
e já tive oportunidade de me manifestar nesse sentido, outros colegas
também.
Gostaria, aproveitando a manifestação do ministro Celso de Mello,
de fazer um registro de louvor à atuação cuidadosa, atenta, da Defensoria
Pública. Realmente, ela tem dado mostras do valor dessa instituição,
tanto na Turma quanto no Plenário, trazendo as mais diversas e
complexas questões para apreciação, questões que, muitas vezes, vêm
18
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HC 107.731 EXTN / PE
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - De modo que,
talvez, pudéssemos sugerir a súmula.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Boa ideia.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Até
porque eu penso que o descumprimento de uma súmula vinculante de
forma infundada e sem justificação pode ensejar até a responsabilização
do magistrado, pois é um ato de insubordinação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Ministro Celso de Mello, então, fará, na devida instância, a
proposta.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Na medida em que
me for possível, buscarei coligir notas e dados a respeito dessa questão,
porque, embora respeitando a independência de atuação jurisdicional do
E. Superior Tribunal Militar, esta Suprema Corte, que se qualifica como
órgão de superposição no plano de nossa organização judiciária, tem
competência e poder para cassar, quando infringentes da autoridade
suprema da Constituição da República, as decisões emanadas daquela
Alta Corte castrense.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Sutil
diferença.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu acho importante,
e já tive oportunidade de me manifestar nesse sentido, outros colegas
também.
Gostaria, aproveitando a manifestação do ministro Celso de Mello,
de fazer um registro de louvor à atuação cuidadosa, atenta, da Defensoria
Pública. Realmente, ela tem dado mostras do valor dessa instituição,
tanto na Turma quanto no Plenário, trazendo as mais diversas e
complexas questões para apreciação, questões que, muitas vezes, vêm
18
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
pelas mãos de habilitados advogados ou pelas mãos de habilitados
defensores públicos. Muitos dos temas da agenda nova no processo e no
Direito Penal têm sido trazidos pela Defensoria Pública dos estados ou da
União.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Em caso
anterior, se Vossa Excelência me permite - eu até observei isso, não quis
veicular -, foi a Defensoria Pública que inaugurou uma nova tese.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Então,
são temas importantes. É importante que se faça esse registro.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Justo e oportuno registro.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Tenho destacado, em
decisões proferidas no Supremo Tribunal Federal (ADI 2.903/PB, Rel.
Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.), a importância institucional da
Defensoria Pública cuja atuação se mostra inteiramente fiel à própria razão
de ser que justificou a sua elevação à dignidade constitucional.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - O Estado brasileiro está bem servido com o Ministério
Público, de um lado, e com a Defensoria Pública, de outro lado.
19
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
pelas mãos de habilitados advogados ou pelas mãos de habilitados
defensores públicos. Muitos dos temas da agenda nova no processo e no
Direito Penal têm sido trazidos pela Defensoria Pública dos estados ou da
União.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Em caso
anterior, se Vossa Excelência me permite - eu até observei isso, não quis
veicular -, foi a Defensoria Pública que inaugurou uma nova tese.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Então,
são temas importantes. É importante que se faça esse registro.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Justo e oportuno registro.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Tenho destacado, em
decisões proferidas no Supremo Tribunal Federal (ADI 2.903/PB, Rel.
Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.), a importância institucional da
Defensoria Pública cuja atuação se mostra inteiramente fiel à própria razão
de ser que justificou a sua elevação à dignidade constitucional.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - O Estado brasileiro está bem servido com o Ministério
Público, de um lado, e com a Defensoria Pública, de outro lado.
19
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 29
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
REQTE.(S) : JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S) : JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Habeas corpus concedido para estender aos requerentes
os efeitos da ordem concedida no HC 107.731. Isto para reconhecer
a incompetência absoluta da Justiça Militar para processar e
julgar suposto delito de falsificação da Carteira de Inscrição e
Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar extinta a
punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro
da Silva e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão
estatal punitiva, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª
Turma, 13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
REQTE.(S) : JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S) : JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Habeas corpus concedido para estender aos requerentes
os efeitos da ordem concedida no HC 107.731. Isto para reconhecer
a incompetência absoluta da Justiça Militar para processar e
julgar suposto delito de falsificação da Carteira de Inscrição e
Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar extinta a
punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro
da Silva e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão
estatal punitiva, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª
Turma, 13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 29
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=1786599
| 2011-09-13T00:00:00
| 2012-03-02T00:00:00
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Habeas corpus concedido para estender aos requerentes os efeitos da ordem concedida no HC 107.731. Isto para reconhecer a incompetência absoluta da Justiça Militar para processar e julgar suposto delito de falsificação da Carteira de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar extinta a punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro da Silva e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão estatal punitiva, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2ª Turma, 13.09.2011.
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EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS
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Ementa: PEDIDO DE EXTENSÃO EM HABEAS CORPUS. CO-RÉUS. IGUALDADE DE CONDIÇÕES. ACÓRDÃO ASSENTADO NA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM. USO DE DOCUMENTO FALSO. CADERNETA DE INSTRUÇÃO E REGISTRO (CIR). PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PENA CONCRETA FIXADA PELA JUSTIÇA CASTRENSE E ANULADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. BASE DE CÁLCULO PARA O CÔMPUTO DO PRAZO PRESCRICIONAL. PROIBIÇÃO DE REFORMATIO IN PEJUS INDIRETA. PRECEDENTES. DECLARAÇÃO DE EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.
1. A orientação jurisprudencial desta nossa Casa de Justiça é firme em conferir interpretação extensiva e aplicação analógica à norma contida no art. 580 do CPP. Artigo que, em tema de concurso de agentes, preceitua: “a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará aos outros”. Isso para admitir a aplicação do efeito extensivo mesmo às hipóteses de decisão favorável proferida em sede não-recursal (como, por exemplo, em revisão criminal ou em habeas corpus) ou, se resultante de recurso, mesmo à decisão proferida por instância diversa ou de superior hierarquia, ainda que o paciente, ele próprio, haja recorrido.
2. No julgamento do HC 107.731, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal reconheceu que a conduta supostamente protagonizada pelo paciente configura, em tese, infração comum, em detrimento de bens, serviços ou interesses da União. Sendo indiscutível, portanto, a competência da Justiça Federal comum para processá-los e julgá-los (inciso IV do art. 109 da Constituição Federal). Entendimento a ser estendido aos co-réus no processo-crime.
3. A pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal rejeita a possibilidade de reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou prescrição em perspectiva. Ressalvada a hipótese em que a prescrição em perspectiva decorra da consideração da pena máxima abstratamente cominada (Questão de Ordem na Ação Penal 379, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence).
4. O reconhecimento da incompetência absoluta da Justiça castrense para o julgamento dos requerentes não pode implicar risco de imposição de pena mais gravosa, sob pena da indisfarçável reformatio in pejus indireta.
5. A pena concreta fixada pela Justiça Militar (em condenação transitada em julgado, posteriormente anulada pelo STF) constitui base de cálculo legítima para a definição do lapso prescricional. Lapso que, no caso, já ultrapassa os quatro anos definidos no inciso V do art. 109 do Código Penal, sem a incidência de qualquer marco interruptivo ou suspensivo válido.
6. Extensão deferida. Declaração de extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão estatal punitiva.
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sjur205239
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- Acórdãos citados: AP 379 QO, ADI 2903 - Tribunal Pleno, HC 69307,
HC 75907, HC 81963, HC 90451, HC 96083, HC 96561, HC 103318,
HC 104617, HC 104837, HC 106171, HC 107731, RE 211941, RE 602527
QO-RG - Tribunal Pleno.
- Legislação estrangeira citada: art. 213, da Quarta Revisão
Constitucional de 1997, da Constituição de Portugal de 1976;
Ley Federal nº 26.394 de 2008 da Argentina; art. 213, da
Constituição da Colômbia de 1991; art. 174, da Constituição do
Paraguai de 1992; art. 13, da Constituição do México de 1917;
art. 253, da Constituição do Uruguai de 1967; arts. 27 e 28, da Ley
18.650 de 2010 do Uruguai.
- Decisão estrangeira citada: Caso Palamara Iribarne vs. Chile, 2005,
da Corte Interamericana de Direitos Humanos e o Caso Ex Parte Milligan,
1866, (71 U.S. 1) da Suprema Corte dos Estados Unidos da América.
Número de páginas: 29.
Análise: 08/03/2012, KBP.
Revisão: 13/03/2012, SEV.
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AYRES BRITTO
|
Segunda Turma
|
107731
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00053 ART-0103A \"CAPUT\"\r\n ART-00109 INC-00004 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00109 INC-00005 ART-00110 PAR-00001\r\n PAR-00002 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00580 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n",
"LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\r\n ART-00009 ART-00312 ART-00315 \r\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR"
] |
HC-Extn
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acordaos
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HC 107731 Extn
|
[
""
] |
REQTE.(S) : JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S) : JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
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""
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Ementa e Acórdão
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
REQTE.(S)
:JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S)
:JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
EMENTA: PEDIDO DE EXTENSÃO EM HABEAS CORPUS.
CO-RÉUS. IGUALDADE DE CONDIÇÕES. ACÓRDÃO ASSENTADO
NA INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL COMUM. USO DE
DOCUMENTO FALSO. CADERNETA DE INSTRUÇÃO E REGISTRO
(CIR). PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. PENA CONCRETA
FIXADA PELA JUSTIÇA CASTRENSE E ANULADA PELO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. BASE DE CÁLCULO PARA O CÔMPUTO DO
PRAZO PRESCRICIONAL. PROIBIÇÃO DE REFORMATIO IN PEJUS
INDIRETA. PRECEDENTES. DECLARAÇÃO DE EXTINÇÃO DA
PUNIBILIDADE.
1. A orientação jurisprudencial desta nossa Casa de Justiça é firme
em conferir interpretação extensiva e aplicação analógica à norma contida
no art. 580 do CPP. Artigo que, em tema de concurso de agentes,
preceitua: “a decisão do recurso interposto por um dos réus, se fundado em
motivos que não sejam de caráter exclusivamente pessoal, aproveitará aos
outros”. Isso para admitir a aplicação do efeito extensivo mesmo às
hipóteses de decisão favorável proferida em sede não-recursal (como, por
exemplo, em revisão criminal ou em habeas corpus) ou, se resultante de
recurso, mesmo à decisão proferida por instância diversa ou de superior
hierarquia, ainda que o paciente, ele próprio, haja recorrido.
2. No julgamento do HC 107.731, a Segunda Turma do Supremo
Tribunal Federal reconheceu que a conduta supostamente protagonizada
pelo paciente configura, em tese, infração comum, em detrimento de
bens, serviços ou interesses da União. Sendo indiscutível, portanto, a
competência da Justiça Federal comum para processá-los e julgá-los
(inciso IV do art. 109 da Constituição Federal). Entendimento a ser
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
DJe 02/03/2012
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 29
Ementa e Acórdão
HC 107.731 EXTN / PE
estendido aos co-réus no processo-crime.
3. A pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal rejeita a
possibilidade de reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou
prescrição em perspectiva. Ressalvada a hipótese em que a prescrição em
perspectiva decorra da consideração da pena máxima abstratamente
cominada (Questão de Ordem na Ação Penal 379, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence).
4. O reconhecimento da incompetência absoluta da Justiça castrense
para o julgamento dos requerentes não pode implicar risco de imposição
de pena mais gravosa, sob pena da indisfarçável reformatio in pejus
indireta.
5. A pena concreta fixada pela Justiça Militar (em condenação
transitada em julgado, posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal) constitui base
de cálculo legítima para a definição do lapso prescricional. Lapso que, no
caso, já ultrapassa os quatro anos definidos no inciso V do art. 109 do
Código Penal, sem a incidência de qualquer marco interruptivo ou
suspensivo válido.
6. Extensão deferida. Declaração de extinção da punibilidade pela
prescrição da pretensão estatal punitiva.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder o habeas
corpus para estender aos requerentes os efeitos da ordem concedida no
HC 107.731. Isso para reconhecer a incompetência absoluta da Justiça
Militar para processar e julgar suposto delito de falsificação da Carteira
de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar extinta a
punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro da Silva
e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão estatal punitiva.
Tudo nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em
sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
estendido aos co-réus no processo-crime.
3. A pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal rejeita a
possibilidade de reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou
prescrição em perspectiva. Ressalvada a hipótese em que a prescrição em
perspectiva decorra da consideração da pena máxima abstratamente
cominada (Questão de Ordem na Ação Penal 379, da relatoria do ministro
Sepúlveda Pertence).
4. O reconhecimento da incompetência absoluta da Justiça castrense
para o julgamento dos requerentes não pode implicar risco de imposição
de pena mais gravosa, sob pena da indisfarçável reformatio in pejus
indireta.
5. A pena concreta fixada pela Justiça Militar (em condenação
transitada em julgado, posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal) constitui base
de cálculo legítima para a definição do lapso prescricional. Lapso que, no
caso, já ultrapassa os quatro anos definidos no inciso V do art. 109 do
Código Penal, sem a incidência de qualquer marco interruptivo ou
suspensivo válido.
6. Extensão deferida. Declaração de extinção da punibilidade pela
prescrição da pretensão estatal punitiva.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em conceder o habeas
corpus para estender aos requerentes os efeitos da ordem concedida no
HC 107.731. Isso para reconhecer a incompetência absoluta da Justiça
Militar para processar e julgar suposto delito de falsificação da Carteira
de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar extinta a
punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro da Silva
e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão estatal punitiva.
Tudo nos termos do voto do Relator e por unanimidade de votos, em
sessão presidida pelo Ministro Ayres Britto, na conformidade da ata do
julgamento e das notas taquigráficas.
2
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
HC 107.731 EXTN / PE
Brasília, 13 de setembro de 2011.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 107.731 EXTN / PE
Brasília, 13 de setembro de 2011.
MINISTRO AYRES BRITTO - RELATOR
3
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
REQTE.(S)
:JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S)
:JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
A Defensoria Pública da União requer a extensão dos efeitos da
ordem de habeas corpus, concedida nos autos do HC 107.731/Supremo Tribunal Federal, a
Jadilson da Silva Menezes e José Carlos Trigueiro da Silva. E o fiz sob a
alegação de que os requerentes são co-réus de Edson Lopes da Silva,
favorecido com o reconhecimento, por esta nossa Segunda Turma, da
incompetência da Justiça Militar para o julgamento de suposto delito de
falsificação da Carteira de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR).
2. Prossegue a Defensoria Pública da União para postular a extinção
da punibilidade dos agentes. Isto sob a alegação de prescrição da
pretensão punitiva pela pena concretamente fixada pelo Juízo castrense.
3. À derradeira, consigno que a Procuradoria-Geral da República
opinou pelo deferimento do pedido de extensão e pelo indeferimento do
pleito de extinção da punibilidade.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. AYRES BRITTO
REQTE.(S)
:JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S)
:JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S)
:SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
A Defensoria Pública da União requer a extensão dos efeitos da
ordem de habeas corpus, concedida nos autos do HC 107.731/Supremo Tribunal Federal, a
Jadilson da Silva Menezes e José Carlos Trigueiro da Silva. E o fiz sob a
alegação de que os requerentes são co-réus de Edson Lopes da Silva,
favorecido com o reconhecimento, por esta nossa Segunda Turma, da
incompetência da Justiça Militar para o julgamento de suposto delito de
falsificação da Carteira de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR).
2. Prossegue a Defensoria Pública da União para postular a extinção
da punibilidade dos agentes. Isto sob a alegação de prescrição da
pretensão punitiva pela pena concretamente fixada pelo Juízo castrense.
3. À derradeira, consigno que a Procuradoria-Geral da República
opinou pelo deferimento do pedido de extensão e pelo indeferimento do
pleito de extinção da punibilidade.
É o relatório.
* * * * * * * * * * * *
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 29
Voto - MIN. AYRES BRITTO
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, começo por anotar que a orientação jurisprudencial
desta nossa Casa de Justiça é firme em conferir interpretação extensiva e
aplicação analógica à norma contida no art. 580 do CPP. Artigo que, em
tema de concurso de agentes, preceitua: “a decisão do recurso interposto por
um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente
pessoal, aproveitará aos outros”. Isso para admitir a aplicação do efeito
extensivo mesmo às hipóteses de decisão favorável proferida em sede
não-recursal (como, por exemplo, em revisão criminal ou em habeas
corpus) ou, se resultante de recurso, mesmo à decisão proferida por
instância diversa ou de superior hierarquia, ainda que o paciente, ele
próprio, haja recorrido.
6. Assim postas as coisas, tenho que o caso é mesmo de extensão dos
efeitos da ordem concedida no HC 107.731 a José Paulo Lopes da Silva. E
o digo porque o próprio Juiz-Auditor da 7... Circunscrição Judiciária
Militar dá conta da similitude das condições entre os requerentes e o
paciente do mencionado HC 107.731, da minha relatoria. Requerentes,
também civis, condenados pela Justiça Militar pelos delitos de falsidade
ideológica e uso de documento falso (art. 315 combinado com o art. 312,
ambos do Código Penal Militar).
7. E o fato é que, no julgamento do HC 107.731, esta nossa Segunda
Turma do Supremo Tribunal Federal reconheceu que a conduta
supostamente protagonizada pelos pacientes configura, em tese, infração
comum, em detrimento de bens, serviços ou interesses da União. Sendo
indiscutível, portanto, a competência da Justiça Federal comum para
processá-los e julgá-los (inciso IV do art. 109 da Constituição Federal).
8. Dito isso, o que nos cabe agora é examinar a tese defensiva de
ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Tese embasada na
premissa de que, dada a pena de um ano (fixada pela Justiça castrense), o
Supremo Tribunal Federal
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13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (RELATOR)
Feito o relatório, começo por anotar que a orientação jurisprudencial
desta nossa Casa de Justiça é firme em conferir interpretação extensiva e
aplicação analógica à norma contida no art. 580 do CPP. Artigo que, em
tema de concurso de agentes, preceitua: “a decisão do recurso interposto por
um dos réus, se fundado em motivos que não sejam de caráter exclusivamente
pessoal, aproveitará aos outros”. Isso para admitir a aplicação do efeito
extensivo mesmo às hipóteses de decisão favorável proferida em sede
não-recursal (como, por exemplo, em revisão criminal ou em habeas
corpus) ou, se resultante de recurso, mesmo à decisão proferida por
instância diversa ou de superior hierarquia, ainda que o paciente, ele
próprio, haja recorrido.
6. Assim postas as coisas, tenho que o caso é mesmo de extensão dos
efeitos da ordem concedida no HC 107.731 a José Paulo Lopes da Silva. E
o digo porque o próprio Juiz-Auditor da 7... Circunscrição Judiciária
Militar dá conta da similitude das condições entre os requerentes e o
paciente do mencionado HC 107.731, da minha relatoria. Requerentes,
também civis, condenados pela Justiça Militar pelos delitos de falsidade
ideológica e uso de documento falso (art. 315 combinado com o art. 312,
ambos do Código Penal Militar).
7. E o fato é que, no julgamento do HC 107.731, esta nossa Segunda
Turma do Supremo Tribunal Federal reconheceu que a conduta
supostamente protagonizada pelos pacientes configura, em tese, infração
comum, em detrimento de bens, serviços ou interesses da União. Sendo
indiscutível, portanto, a competência da Justiça Federal comum para
processá-los e julgá-los (inciso IV do art. 109 da Constituição Federal).
8. Dito isso, o que nos cabe agora é examinar a tese defensiva de
ocorrência da prescrição da pretensão punitiva. Tese embasada na
premissa de que, dada a pena de um ano (fixada pela Justiça castrense), o
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 29
Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.731 EXTN / PE
lapso prescricional é de quatro anos. Prazo, esse, já transcorrido entre a
data do fato e a presente. A atrair, então, a redação do § 2... do art. 110 do
Código Penal Brasileiro, vigente à data do suposto delito:
“[...]
§ 1... - A prescrição, depois da sentença condenatória com
trânsito em julgado para a acusação, ou depois de improvido
seu recurso, regula-se pela pena aplicada.
§ 2... - A prescrição, de que trata o parágrafo anterior, pode
ter por termo inicial data anterior à do recebimento da denúncia
ou da queixa.”
9. Com efeito, a questão agora posta em julgamento é a da
possibilidade, ou não, de reconhecimento da prescrição da pretensão
punitiva, considerada a pena concreta (no caso, de um ano), anulada por
esta nossa Segunda Turma. Isso, é bom que se diga, antes mesmo do
início da ação penal na Justiça Federal comum.
10. Na busca por uma consistente resposta, consigno, de logo, que a
firme jurisprudência desta Casa de Justiça rejeita a possibilidade de
reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou prescrição em
perspectiva. Cito, por amostragem, a Questão de Ordem no Recurso
Extraordinário 602.527, da relatoria do ministro Cezar Peluso, analisada
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal:
“AÇÃO PENAL. Extinção da punibilidade. Prescrição da
pretensão punitiva “em perspectiva, projetada ou antecipada”.
Ausência
de
previsão
legal.
Inadmissibilidade.
Jurisprudência reafirmada.
Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário
provido. Aplicação do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. É inadmissível a
extinção da punibilidade em virtude de prescrição da pretensão
punitiva com base em previsão da pena que hipoteticamente
seria aplicada, independentemente da existência ou sorte do
processo criminal.”
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
lapso prescricional é de quatro anos. Prazo, esse, já transcorrido entre a
data do fato e a presente. A atrair, então, a redação do § 2... do art. 110 do
Código Penal Brasileiro, vigente à data do suposto delito:
“[...]
§ 1... - A prescrição, depois da sentença condenatória com
trânsito em julgado para a acusação, ou depois de improvido
seu recurso, regula-se pela pena aplicada.
§ 2... - A prescrição, de que trata o parágrafo anterior, pode
ter por termo inicial data anterior à do recebimento da denúncia
ou da queixa.”
9. Com efeito, a questão agora posta em julgamento é a da
possibilidade, ou não, de reconhecimento da prescrição da pretensão
punitiva, considerada a pena concreta (no caso, de um ano), anulada por
esta nossa Segunda Turma. Isso, é bom que se diga, antes mesmo do
início da ação penal na Justiça Federal comum.
10. Na busca por uma consistente resposta, consigno, de logo, que a
firme jurisprudência desta Casa de Justiça rejeita a possibilidade de
reconhecimento da prescrição retroativa antecipada ou prescrição em
perspectiva. Cito, por amostragem, a Questão de Ordem no Recurso
Extraordinário 602.527, da relatoria do ministro Cezar Peluso, analisada
pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal:
“AÇÃO PENAL. Extinção da punibilidade. Prescrição da
pretensão punitiva “em perspectiva, projetada ou antecipada”.
Ausência
de
previsão
legal.
Inadmissibilidade.
Jurisprudência reafirmada.
Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário
provido. Aplicação do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. É inadmissível a
extinção da punibilidade em virtude de prescrição da pretensão
punitiva com base em previsão da pena que hipoteticamente
seria aplicada, independentemente da existência ou sorte do
processo criminal.”
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.731 EXTN / PE
11. Tal forma de equacionar a problemática da extinção da
punibilidade por um juízo mental meramente especulativo não se
confunde com outro entendimento assentado pelo Plenário desta nossa
Casa Brasileira de Justiça. Refiro-me à Questão de Ordem na Ação Penal
379, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence (Sessão Plenária de 3 de
maio de 2006). Na oportunidade, à unanimidade de votos, decidimos pela
distinção da hipótese em que a prescrição em perspectiva decorre da
consideração da pena máxima abstratamente cominada. Eis a ementa do
julgado:
“Prescrição retroativa:
possibilidade do seu
reconhecimento antes da prolação da sentença, quando, como
no caso, impossível a majoração da pena, pois se está
considerando a pena máxima cominada em abstrato ao fato
descrito na denúncia. II. Situação diversa do reconhecimento
da tese já repelida pelo Tribunal da prescrição antecipada da
pena em perspectiva, que, quando da condenação, poderá ser
maior do que se conjecturava: precedentes. III. Crime
continuado de omissão de recolhimento de contribuição
previdenciária: declaração da extinção da punibilidade do fato
objeto da denúncia pela prescrição da pretensão punitiva,
considerada a pena máxima cominada, com a redução
decorrente de já ter o acusado, hoje, mais de setenta anos, tendo
em vista que transcorridos mais de 6 anos entre a data em que
cessou a continuidade criminosa (setembro de 1995) e o
recebimento da denúncia (5 de agosto de 2004) (C. Penal, arts.
107, IV; 109, III; 110; e 115; L. 8.212/91, art. 95, § 1...).”
12. Assim postas as coisas, tenho que a pena de um ano de reclusão,
nada obstante o reconhecimento da incompetência da Justiça castrense
para o julgamento dos requerentes, é de balizar o exame da higidez da
pretensão estatal punitiva. Isso porque, eventual condenação deles,
requerentes, agora pela Justiça Federal comum não poderá ultrapassar a
reprimenda anteriormente fixada, pena de indisfarçável reformatio in
pejus indireta. Nesse sentido, aliás, é que foram decididos os Hcs 75.907 e
3
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HC 107.731 EXTN / PE
11. Tal forma de equacionar a problemática da extinção da
punibilidade por um juízo mental meramente especulativo não se
confunde com outro entendimento assentado pelo Plenário desta nossa
Casa Brasileira de Justiça. Refiro-me à Questão de Ordem na Ação Penal
379, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence (Sessão Plenária de 3 de
maio de 2006). Na oportunidade, à unanimidade de votos, decidimos pela
distinção da hipótese em que a prescrição em perspectiva decorre da
consideração da pena máxima abstratamente cominada. Eis a ementa do
julgado:
“Prescrição retroativa:
possibilidade do seu
reconhecimento antes da prolação da sentença, quando, como
no caso, impossível a majoração da pena, pois se está
considerando a pena máxima cominada em abstrato ao fato
descrito na denúncia. II. Situação diversa do reconhecimento
da tese já repelida pelo Tribunal da prescrição antecipada da
pena em perspectiva, que, quando da condenação, poderá ser
maior do que se conjecturava: precedentes. III. Crime
continuado de omissão de recolhimento de contribuição
previdenciária: declaração da extinção da punibilidade do fato
objeto da denúncia pela prescrição da pretensão punitiva,
considerada a pena máxima cominada, com a redução
decorrente de já ter o acusado, hoje, mais de setenta anos, tendo
em vista que transcorridos mais de 6 anos entre a data em que
cessou a continuidade criminosa (setembro de 1995) e o
recebimento da denúncia (5 de agosto de 2004) (C. Penal, arts.
107, IV; 109, III; 110; e 115; L. 8.212/91, art. 95, § 1...).”
12. Assim postas as coisas, tenho que a pena de um ano de reclusão,
nada obstante o reconhecimento da incompetência da Justiça castrense
para o julgamento dos requerentes, é de balizar o exame da higidez da
pretensão estatal punitiva. Isso porque, eventual condenação deles,
requerentes, agora pela Justiça Federal comum não poderá ultrapassar a
reprimenda anteriormente fixada, pena de indisfarçável reformatio in
pejus indireta. Nesse sentido, aliás, é que foram decididos os Hcs 75.907 e
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.731 EXTN / PE
69.307, ambos da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. Leiam-se as
ementas respectivas:
“Reformatio in pejus indireta: aplicação à hipótese de
consumação da prescrição segundo a pena concretizada na
sentença anulada, em recurso exclusivo da defesa, ainda que
por incompetência absoluta da Justiça de que promanou. I.
Anulada uma sentença mediante recurso exclusivo da defesa,
da renovação do ato não pode resultar para o réu situação mais
desfavorável que a que lhe resultaria do trânsito em julgado da
decisão de que somente ele recorreu: é o que resulta da vedação
da reformatio in pejus indireta, de há muito consolidada na
jurisprudência do Tribunal. II. Aceito o princípio, é ele de
aplicar-se ainda quando a anulação da primeira sentença
decorra da incompetência constitucional da Justiça da qual
emanou.”
“1. COISA JULGADA: EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DECLARADA EM HABEAS-CORPUS, COM TRÂNSITO EM
JULGADO: NULIDADE DA CONDENAÇÃO POSTERIOR. 2.
‘REFORMATIO IN PEJUS INDIRETA’: ANULADA, EM
HABEAS-CORPUS, POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO, A
PRIMITIVA APLICAÇÃO DA PENA, NÃO E MAIS POSSIVEL
FIXA-LA EM "QUANTUM" MAIS ELEVADO, AINDA QUE
MOTIVADAMENTE. 3. PRESCRIÇÃO RETROATIVA:
INEXISTÊNCIA: SE, NA DECISÃO CONDENATÓRIA, SÓ SE
ANULOU A FIXAÇÃO DA PENA, MAS NÃO A
DECLARAÇÃO DA PROCEDENCIA DA ACUSAÇÃO POR
DETERMINADO CRIME, NÃO HÁ PRESCRIÇÃO
RETROATIVA SE, ENTRE A REFERIDA DECISÃO E A
ÚLTIMA CAUSA INTERRUPTIVA ANTERIOR, NÃO
CORRERA SEQUER O PRAZO NECESSARIO A SUA
CONSUMAÇÃO A BASE DA PENA MINIMA COMINADA
AO DELITO.”
13. Fixadas essas coordenadas teóricas, penso que a pena concreta
4
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HC 107.731 EXTN / PE
69.307, ambos da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. Leiam-se as
ementas respectivas:
“Reformatio in pejus indireta: aplicação à hipótese de
consumação da prescrição segundo a pena concretizada na
sentença anulada, em recurso exclusivo da defesa, ainda que
por incompetência absoluta da Justiça de que promanou. I.
Anulada uma sentença mediante recurso exclusivo da defesa,
da renovação do ato não pode resultar para o réu situação mais
desfavorável que a que lhe resultaria do trânsito em julgado da
decisão de que somente ele recorreu: é o que resulta da vedação
da reformatio in pejus indireta, de há muito consolidada na
jurisprudência do Tribunal. II. Aceito o princípio, é ele de
aplicar-se ainda quando a anulação da primeira sentença
decorra da incompetência constitucional da Justiça da qual
emanou.”
“1. COISA JULGADA: EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DECLARADA EM HABEAS-CORPUS, COM TRÂNSITO EM
JULGADO: NULIDADE DA CONDENAÇÃO POSTERIOR. 2.
‘REFORMATIO IN PEJUS INDIRETA’: ANULADA, EM
HABEAS-CORPUS, POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO, A
PRIMITIVA APLICAÇÃO DA PENA, NÃO E MAIS POSSIVEL
FIXA-LA EM "QUANTUM" MAIS ELEVADO, AINDA QUE
MOTIVADAMENTE. 3. PRESCRIÇÃO RETROATIVA:
INEXISTÊNCIA: SE, NA DECISÃO CONDENATÓRIA, SÓ SE
ANULOU A FIXAÇÃO DA PENA, MAS NÃO A
DECLARAÇÃO DA PROCEDENCIA DA ACUSAÇÃO POR
DETERMINADO CRIME, NÃO HÁ PRESCRIÇÃO
RETROATIVA SE, ENTRE A REFERIDA DECISÃO E A
ÚLTIMA CAUSA INTERRUPTIVA ANTERIOR, NÃO
CORRERA SEQUER O PRAZO NECESSARIO A SUA
CONSUMAÇÃO A BASE DA PENA MINIMA COMINADA
AO DELITO.”
13. Fixadas essas coordenadas teóricas, penso que a pena concreta
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Voto - MIN. AYRES BRITTO
HC 107.731 EXTN / PE
fixada pela Justiça Militar (em condenação transitada em julgado,
posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal) constitui base de cálculo legítima para
a definição do lapso prescricional1. Lapso que, no caso, já ultrapassa os
quatro anos definidos no inciso V do art. 109 do Código Penal. Assim
afirmo porque, levando-se em conta a data dos fatos (anterior a 5 de
janeiro de 2007, data da denúncia) e a presente, não há como negar o
transcurso do prazo prescricional, sem a incidência de qualquer marco
interruptivo ou suspensivo válido.
14. Esse o quadro, estendo aos requerentes os efeitos da ordem
concedida no HC 107.731. Isso para reconhecer a incompetência absoluta
da Justiça Militar para processar e julgar suposto delito de falsificação da
Carteira de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar
extinta a punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro
da Silva e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão estatal
punitiva.
15. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
1
Foi assim, aliás, que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julgou o Recurso Extraordinário 211.941, da relatoria do
ministro Sepúlveda Pertence. Eis a ementa deste precedente:
“I Justiça Federal: incompetência. A concussão ou a corrupção passiva praticadas por funcionário
estadual são graves violações do dever fundamental de probidade, cujo sujeito passivo primário é a
entidade estatal à qual a relação funcional vincula o agente: no caso, o Estado-membro; não o converte
em delito contra a administração pública da União a circunstância de ser o sujeito passivo secundário
da ação delituosa um condenado pela Justiça Federal, que, por força de delegação legal, cumpre pena
em estabelecimento penitenciário estadual. II. Prescrição pela pena concreta: condenação por
Justiça incompetente: ne reformatio in pejus indireta. Declarada a nulidade do processo por
incompetência da Justiça de que emanou a condenação, a pena por ela aplicada se considera
para efeito de cálculo da condenação - dada a vedação da reformatio in pejus indireta -
desconsideradas as interrupções do fluxo do prazo prescricional decorrentes do processo
nulo, a partir da instauração”. (Sem destaques no original).
5
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fixada pela Justiça Militar (em condenação transitada em julgado,
posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal) constitui base de cálculo legítima para
a definição do lapso prescricional1. Lapso que, no caso, já ultrapassa os
quatro anos definidos no inciso V do art. 109 do Código Penal. Assim
afirmo porque, levando-se em conta a data dos fatos (anterior a 5 de
janeiro de 2007, data da denúncia) e a presente, não há como negar o
transcurso do prazo prescricional, sem a incidência de qualquer marco
interruptivo ou suspensivo válido.
14. Esse o quadro, estendo aos requerentes os efeitos da ordem
concedida no HC 107.731. Isso para reconhecer a incompetência absoluta
da Justiça Militar para processar e julgar suposto delito de falsificação da
Carteira de Inscrição e Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar
extinta a punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro
da Silva e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão estatal
punitiva.
15. É como voto.
* * * * * * * * * * * *
1
Foi assim, aliás, que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal julgou o Recurso Extraordinário 211.941, da relatoria do
ministro Sepúlveda Pertence. Eis a ementa deste precedente:
“I Justiça Federal: incompetência. A concussão ou a corrupção passiva praticadas por funcionário
estadual são graves violações do dever fundamental de probidade, cujo sujeito passivo primário é a
entidade estatal à qual a relação funcional vincula o agente: no caso, o Estado-membro; não o converte
em delito contra a administração pública da União a circunstância de ser o sujeito passivo secundário
da ação delituosa um condenado pela Justiça Federal, que, por força de delegação legal, cumpre pena
em estabelecimento penitenciário estadual. II. Prescrição pela pena concreta: condenação por
Justiça incompetente: ne reformatio in pejus indireta. Declarada a nulidade do processo por
incompetência da Justiça de que emanou a condenação, a pena por ela aplicada se considera
para efeito de cálculo da condenação - dada a vedação da reformatio in pejus indireta -
desconsideradas as interrupções do fluxo do prazo prescricional decorrentes do processo
nulo, a partir da instauração”. (Sem destaques no original).
5
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o douto
voto proferido pelo eminente Relator desta causa, notadamente no ponto
em que Sua Excelência reconhece, com apoio em inúmeros precedentes
desta Suprema Corte, que a Justiça Militar da União é absolutamente
incompetente para processar e julgar o delito referido na impetração.
O acórdão objeto de impugnação nesta sede processual, emanado do
E. Superior Tribunal Militar, ofende, segundo entendo, o postulado do juiz
natural, porque proferido a respeito de delito destituído de natureza
castrense.
Cabe ter presente, no ponto, a advertência desta Corte a propósito da
excepcionalidade da submissão de civis, em tempo de paz, à jurisdição
penal da Justiça Militar da União:
"EXCEPCIONALIDADE DA COMPETÊNCIA PENAL
DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO, EM TEMPO DE PAZ,
TRATANDO-SE DE RÉU CIVIL.
- Não se tem por configurada a competência penal da Justiça
Militar da União, em tempo de paz, tratando-se de réus civis, se a
ação delituosa, a eles atribuída, não afetar, ainda que potencialmente,
a integridade, a dignidade, o funcionamento e a respeitabilidade das
instituições militares, que constituem, em essência, nos delitos
castrenses, os bens jurídicos penalmente tutelados.
- O caráter anômalo da jurisdição penal castrense sobre civis,
notadamente em tempo de paz. O caso 'Ex Parte Milligan'
(1866): um precedente histórico valioso
.
O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA
GARANTIA
CONSTITUCIONAL
INDISPONÍVEL,
ASSEGURADA
A
QUALQUER
RÉU,
EM
SEDE
DE
PERSECUÇÃO PENAL, MESMO QUANDO INSTAURADA
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Supremo Tribunal Federal
13/09/2011
SEGUNDA TURMA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731 PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o douto
voto proferido pelo eminente Relator desta causa, notadamente no ponto
em que Sua Excelência reconhece, com apoio em inúmeros precedentes
desta Suprema Corte, que a Justiça Militar da União é absolutamente
incompetente para processar e julgar o delito referido na impetração.
O acórdão objeto de impugnação nesta sede processual, emanado do
E. Superior Tribunal Militar, ofende, segundo entendo, o postulado do juiz
natural, porque proferido a respeito de delito destituído de natureza
castrense.
Cabe ter presente, no ponto, a advertência desta Corte a propósito da
excepcionalidade da submissão de civis, em tempo de paz, à jurisdição
penal da Justiça Militar da União:
"EXCEPCIONALIDADE DA COMPETÊNCIA PENAL
DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO, EM TEMPO DE PAZ,
TRATANDO-SE DE RÉU CIVIL.
- Não se tem por configurada a competência penal da Justiça
Militar da União, em tempo de paz, tratando-se de réus civis, se a
ação delituosa, a eles atribuída, não afetar, ainda que potencialmente,
a integridade, a dignidade, o funcionamento e a respeitabilidade das
instituições militares, que constituem, em essência, nos delitos
castrenses, os bens jurídicos penalmente tutelados.
- O caráter anômalo da jurisdição penal castrense sobre civis,
notadamente em tempo de paz. O caso 'Ex Parte Milligan'
(1866): um precedente histórico valioso
.
O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA
GARANTIA
CONSTITUCIONAL
INDISPONÍVEL,
ASSEGURADA
A
QUALQUER
RÉU,
EM
SEDE
DE
PERSECUÇÃO PENAL, MESMO QUANDO INSTAURADA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
PERANTE A JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
- O princípio da naturalidade do juízo representa uma das
mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a
própria atividade legislativa do Estado e condicionam o desempenho,
pelo Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório,
notadamente quando exercidas em sede judicial.
O
postulado
do
juiz
natural, em sua projeção
político-jurídica, reveste-se de dupla função instrumental, pois,
enquanto garantia indisponível, tem, por titular, qualquer pessoa
exposta, em juízo criminal, à ação persecutória do Estado, e,
enquanto limitação insuperável, representa fator de restrição
que incide sobre os órgãos do poder estatal incumbidos de promover,
judicialmente, a repressão criminal.
- É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural - que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judiciária competente.
Nenhuma
pessoa, em
conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova
Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas - que
representam limitações expressivas aos poderes do Estado -
consagrou, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz
natural. O art. 5..., LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será
processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’. (...).”
(HC 81.963/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Não se desconhece que a Justiça Militar da União - cujos órgãos
(Conselhos de Justiça e o E. Superior Tribunal Militar) não se identificam
nem se subsumem à noção de tribunais de exceção ou de juízos “ad hoc”
(ALEXANDRE DE MORAES, “Direito Constitucional”, p. 88/89,
item n. 21.1, 25... ed., 2010, Atlas; UADI LAMMÊGO BULOS, “Curso de
Direito Constitucional”, p. 669, item n. 47.3, “c”, 5... ed., 2010, Saraiva;
SYLVIO MOTTA e GUSTAVO BARCHET, “Curso de Direito
Constitucional”, p. 215, item n. 2.29, 2007, Elsevier; PEDRO LENZA,
“Direito Constitucional Esquematizado”, p. 777/778, item n. 14.9.22,
14... ed., 2010, Saraiva, v.g.) – dispõe de competência penal para processar
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
PERANTE A JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
- O princípio da naturalidade do juízo representa uma das
mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a
própria atividade legislativa do Estado e condicionam o desempenho,
pelo Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório,
notadamente quando exercidas em sede judicial.
O
postulado
do
juiz
natural, em sua projeção
político-jurídica, reveste-se de dupla função instrumental, pois,
enquanto garantia indisponível, tem, por titular, qualquer pessoa
exposta, em juízo criminal, à ação persecutória do Estado, e,
enquanto limitação insuperável, representa fator de restrição
que incide sobre os órgãos do poder estatal incumbidos de promover,
judicialmente, a repressão criminal.
- É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural - que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judiciária competente.
Nenhuma
pessoa, em
conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova
Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas - que
representam limitações expressivas aos poderes do Estado -
consagrou, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz
natural. O art. 5..., LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será
processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’. (...).”
(HC 81.963/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Não se desconhece que a Justiça Militar da União - cujos órgãos
(Conselhos de Justiça e o E. Superior Tribunal Militar) não se identificam
nem se subsumem à noção de tribunais de exceção ou de juízos “ad hoc”
(ALEXANDRE DE MORAES, “Direito Constitucional”, p. 88/89,
item n. 21.1, 25... ed., 2010, Atlas; UADI LAMMÊGO BULOS, “Curso de
Direito Constitucional”, p. 669, item n. 47.3, “c”, 5... ed., 2010, Saraiva;
SYLVIO MOTTA e GUSTAVO BARCHET, “Curso de Direito
Constitucional”, p. 215, item n. 2.29, 2007, Elsevier; PEDRO LENZA,
“Direito Constitucional Esquematizado”, p. 777/778, item n. 14.9.22,
14... ed., 2010, Saraiva, v.g.) – dispõe de competência penal para processar
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
e julgar civis, mesmo em tempo de paz, por suposta prática de crime militar
tipificado em lei (KILDARE GONÇALVES CARVALHO, “Direito
Constitucional”, p. 1076, item n. 14, 13... ed., 2007, Del Rey, v.g.), eis que a
Constituição da República, ao remeter ao plano da legislação ordinária a
definição dos delitos castrenses, viabilizou a qualificação de qualquer
civil, em algumas situações específicas, como possível sujeito ativo dessa
especial modalidade de infração penal, como claramente resulta da
leitura do próprio Código Penal Militar, considerada a regra inscrita em
seu art. 9..., em contexto que permite reconhecer que, no ordenamento
positivo brasileiro, a conceituação de crime militar rege-se pelo critério
objetivo, estabelecido “ratione legis”, segundo se extrai do magistério da
doutrina (JORGE ALBERTO ROMEIRO, “Curso de Direito Penal
Militar – Parte Geral”, p. 66, item n. 48, 1994, Saraiva; CÉLIO LOBÃO,
“Direito Penal Militar”, p. 50/53, item n. 8, 1990, Brasília Jurídica; JOSÉ
DA SILVA LOUREIRO NETO, “Direito Penal Militar”, p. 17/28,
item n. 2.2, 5... ed., 2010, Atlas, v.g.).
Isso significa, portanto, que a Justiça Militar da União possui,
excepcionalmente, em tema de delitos castrenses, jurisdição penal sobre
civis, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra externa.
É por tal razão que entendo que a tentativa de o Poder Público
pretender sujeitar, arbitrariamente, a Tribunais castrenses, em tempo de
paz, réus civis, fazendo instaurar, contra eles, perante órgãos da Justiça
Militar da União, fora das estritas hipóteses legais, procedimentos de
persecução penal, por suposta prática de crime militar, representa clara
violação ao princípio constitucional do juiz natural (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIII).
Não se pode deixar de acentuar, bem por isso, o caráter anômalo da
submissão de civis, notadamente em tempo de paz, à jurisdição dos
Tribunais e órgãos integrantes da Justiça Militar da União, por suposta
prática de crime militar, especialmente se se tiver em consideração que
tal situação - porque revestida de excepcionalidade – só se legitima se e
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
e julgar civis, mesmo em tempo de paz, por suposta prática de crime militar
tipificado em lei (KILDARE GONÇALVES CARVALHO, “Direito
Constitucional”, p. 1076, item n. 14, 13... ed., 2007, Del Rey, v.g.), eis que a
Constituição da República, ao remeter ao plano da legislação ordinária a
definição dos delitos castrenses, viabilizou a qualificação de qualquer
civil, em algumas situações específicas, como possível sujeito ativo dessa
especial modalidade de infração penal, como claramente resulta da
leitura do próprio Código Penal Militar, considerada a regra inscrita em
seu art. 9..., em contexto que permite reconhecer que, no ordenamento
positivo brasileiro, a conceituação de crime militar rege-se pelo critério
objetivo, estabelecido “ratione legis”, segundo se extrai do magistério da
doutrina (JORGE ALBERTO ROMEIRO, “Curso de Direito Penal
Militar – Parte Geral”, p. 66, item n. 48, 1994, Saraiva; CÉLIO LOBÃO,
“Direito Penal Militar”, p. 50/53, item n. 8, 1990, Brasília Jurídica; JOSÉ
DA SILVA LOUREIRO NETO, “Direito Penal Militar”, p. 17/28,
item n. 2.2, 5... ed., 2010, Atlas, v.g.).
Isso significa, portanto, que a Justiça Militar da União possui,
excepcionalmente, em tema de delitos castrenses, jurisdição penal sobre
civis, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra externa.
É por tal razão que entendo que a tentativa de o Poder Público
pretender sujeitar, arbitrariamente, a Tribunais castrenses, em tempo de
paz, réus civis, fazendo instaurar, contra eles, perante órgãos da Justiça
Militar da União, fora das estritas hipóteses legais, procedimentos de
persecução penal, por suposta prática de crime militar, representa clara
violação ao princípio constitucional do juiz natural (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIII).
Não se pode deixar de acentuar, bem por isso, o caráter anômalo da
submissão de civis, notadamente em tempo de paz, à jurisdição dos
Tribunais e órgãos integrantes da Justiça Militar da União, por suposta
prática de crime militar, especialmente se se tiver em consideração que
tal situação - porque revestida de excepcionalidade – só se legitima se e
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
quando configuradas, quanto a réus civis, as hipóteses delineadas em sede
legal e cujo reconhecimento tem merecido, do Supremo Tribunal Federal,
estrita interpretação.
É importante observar que, no plano do direito comparado, registra-se,
modernamente, em diversos sistemas normativos vigentes em Estados
impregnados de perfil democrático, clara tendência, quer no sentido da
extinção (pura e simples) de tribunais militares em tempo de paz,
permitindo-lhes, no entanto, a existência, embora circunstancialmente,
apenas quando deflagrado estado de guerra, quer, ainda, no sentido da
exclusão de civis da jurisdição penal militar, valendo destacar, sob tais
aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o de Portugal
(Constituição de 1976, art. 213, Quarta Revisão Constitucional de 1997), o
da Argentina (Ley Federal n 26.394/2008), o da Colômbia (Constituição de
1991, art. 213), o do Paraguai (Constituição de 1992, art. 174), o do México
(Constituição de 1917, art. 13) e o do Uruguai (Constituição de 1967,
art. 253, c/c Ley 18.650/2010, arts. 27 e 28).
De outro lado, cabe registrar importantíssima decisão proferida pela
Corte Interamericana de Direitos Humanos, em 22/11/2005, no
julgamento do “Caso Palamara Iribarne vs. Chile”, em que se determinou,
à República do Chile, dentre outras providencias, que ajustasse, em prazo
razoável, o seu ordenamento interno aos padrões internacionais sobre
jurisdição penal militar, de forma tal que, se se considerasse necessária a
existência (ou subsistência) de uma jurisdição penal militar, fosse esta
limitada, unicamente, ao conhecimento de delitos funcionais cometidos
por militares em serviço ativo.
Mais do que isso, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, na
Sentença proferida no “Caso Palamara Iribarne vs. Chile”, determinou que
a República do Chile estabelecesse, em sua legislação interna, limites à
competência material e pessoal dos Tribunais militares, em ordem a que,
“en ninguna circunstancia un civil se vea sometido a la jurisdicción de los
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
quando configuradas, quanto a réus civis, as hipóteses delineadas em sede
legal e cujo reconhecimento tem merecido, do Supremo Tribunal Federal,
estrita interpretação.
É importante observar que, no plano do direito comparado, registra-se,
modernamente, em diversos sistemas normativos vigentes em Estados
impregnados de perfil democrático, clara tendência, quer no sentido da
extinção (pura e simples) de tribunais militares em tempo de paz,
permitindo-lhes, no entanto, a existência, embora circunstancialmente,
apenas quando deflagrado estado de guerra, quer, ainda, no sentido da
exclusão de civis da jurisdição penal militar, valendo destacar, sob tais
aspectos, o ordenamento positivo de alguns países, como o de Portugal
(Constituição de 1976, art. 213, Quarta Revisão Constitucional de 1997), o
da Argentina (Ley Federal n 26.394/2008), o da Colômbia (Constituição de
1991, art. 213), o do Paraguai (Constituição de 1992, art. 174), o do México
(Constituição de 1917, art. 13) e o do Uruguai (Constituição de 1967,
art. 253, c/c Ley 18.650/2010, arts. 27 e 28).
De outro lado, cabe registrar importantíssima decisão proferida pela
Corte Interamericana de Direitos Humanos, em 22/11/2005, no
julgamento do “Caso Palamara Iribarne vs. Chile”, em que se determinou,
à República do Chile, dentre outras providencias, que ajustasse, em prazo
razoável, o seu ordenamento interno aos padrões internacionais sobre
jurisdição penal militar, de forma tal que, se se considerasse necessária a
existência (ou subsistência) de uma jurisdição penal militar, fosse esta
limitada, unicamente, ao conhecimento de delitos funcionais cometidos
por militares em serviço ativo.
Mais do que isso, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, na
Sentença proferida no “Caso Palamara Iribarne vs. Chile”, determinou que
a República do Chile estabelecesse, em sua legislação interna, limites à
competência material e pessoal dos Tribunais militares, em ordem a que,
“en ninguna circunstancia un civil se vea sometido a la jurisdicción de los
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
tribunales penales militares (...)” (grifei).
O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem entendido, em casos
idênticos ao ora em análise, que não se tem por configurada a
competência da Justiça Militar da União, em tempo de paz, tratando-se
de réus civis, se a ação eventualmente delituosa, por eles praticada, não
afetar, de modo real ou potencial, a integridade, a dignidade, o
funcionamento e a respeitabilidade das instituições militares que
constituem, em essência, os bens jurídicos penalmente tutelados.
Mostra-se grave, por isso mesmo, a instauração, em tempo de paz, de
inquérito policial militar (IPM) contra civil, com o objetivo de
submetê-lo, fora dos casos autorizados em lei, a julgamento perante a
Justiça Militar da União!
Cabe rememorar, por oportuno, histórica decisão da Suprema Corte
dos Estados Unidos da América (verdadeira “landmark ruling”), proferida
no julgamento, em 1866, do caso “Ex Parte Milligan” (71 U.S. 1).
A Suprema Corte dos Estados Unidos da América, nesse importante
precedente, ao examinar decisão condenatória motivada por fatos
ocorridos no curso da Guerra Civil americana, veio a invalidar tal
condenação, que impusera a pena de morte (enforcamento), por traição, a
um acusado civil, Lambden P. Milligan, por entender que, mesmo que se
tratasse de um crime praticado nas circunstâncias de tempo e de lugar em
que ocorrera, ainda assim um civil não poderia ser julgado por uma
Corte militar (“martial court”), desde que os órgãos judiciários da Justiça
comum estivessem funcionando regularmente.
Nesse julgamento, enfatizou-se, por unânime votação, que a
Constituição não se suspende em períodos de crise ou de emergência
nacional, pois ela representa, enquanto estatuto do poder e instrumento das
liberdades, a lei suprema que a todos se aplica, tanto a governantes como a
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
tribunales penales militares (...)” (grifei).
O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem entendido, em casos
idênticos ao ora em análise, que não se tem por configurada a
competência da Justiça Militar da União, em tempo de paz, tratando-se
de réus civis, se a ação eventualmente delituosa, por eles praticada, não
afetar, de modo real ou potencial, a integridade, a dignidade, o
funcionamento e a respeitabilidade das instituições militares que
constituem, em essência, os bens jurídicos penalmente tutelados.
Mostra-se grave, por isso mesmo, a instauração, em tempo de paz, de
inquérito policial militar (IPM) contra civil, com o objetivo de
submetê-lo, fora dos casos autorizados em lei, a julgamento perante a
Justiça Militar da União!
Cabe rememorar, por oportuno, histórica decisão da Suprema Corte
dos Estados Unidos da América (verdadeira “landmark ruling”), proferida
no julgamento, em 1866, do caso “Ex Parte Milligan” (71 U.S. 1).
A Suprema Corte dos Estados Unidos da América, nesse importante
precedente, ao examinar decisão condenatória motivada por fatos
ocorridos no curso da Guerra Civil americana, veio a invalidar tal
condenação, que impusera a pena de morte (enforcamento), por traição, a
um acusado civil, Lambden P. Milligan, por entender que, mesmo que se
tratasse de um crime praticado nas circunstâncias de tempo e de lugar em
que ocorrera, ainda assim um civil não poderia ser julgado por uma
Corte militar (“martial court”), desde que os órgãos judiciários da Justiça
comum estivessem funcionando regularmente.
Nesse julgamento, enfatizou-se, por unânime votação, que a
Constituição não se suspende em períodos de crise ou de emergência
nacional, pois ela representa, enquanto estatuto do poder e instrumento das
liberdades, a lei suprema que a todos se aplica, tanto a governantes como a
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HC 107.731 EXTN / PE
governados, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra.
Concluiu-se, por tal razão, naquela decisão, que o julgamento de
civis, por tribunais militares (cortes marciais), era inadmissível nos locais
em que houvesse tribunais civis em pleno e regular funcionamento:
“On the 10th day of May, 1865, Lambden P. Milligan
presented a petition to the Circuit Court of the United States for the
District of Indiana, to be discharged from an alleged unlawful
imprisonment...
Milligan insists that said military commission had no
jurisdiction to try him upon the charges preferred, or upon any
charges whatever; because he was a citizen of the United States and
the State of Indiana, and had not been, since the commencement of the
late Rebellion, a resident of any of the States whose citizens were
arrayed against the government, and that the right of trial by jury
was guaranteed to him by the Constitution of the United States...
The importance of the main question presented by this
record cannot be overstated; for it involves the very framework of the
government and the fundamental principles of American liberty.
.......................................................................................................
The controlling question in the case is this: Upon the facts
stated in Milligan's petition, and the exhibits filed, had the military
commission mentioned in it jurisdiction, legally, to try and sentence
him? Milligan, not a resident of one of the rebellious states, or a
prisoner of war, but a citizen of Indiana for twenty years past and
never in the military or naval service, is, while at his home, arrested
by the military power of the United States, imprisoned, and, on
certain criminal charges preferred against him, tried, convicted, and
sentenced to be hanged by a military commission, organized under the
direction of the military commander of the military district of Indiana.
Had this tribunal the legal power and authority to try and punish this
man?
No graver question was ever considered by this court, nor one
which more nearly concerns the rights of the whole people; for it is the
birthright of every American citizen when charged with crime, to be
6
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governados, quer em tempo de paz, quer em tempo de guerra.
Concluiu-se, por tal razão, naquela decisão, que o julgamento de
civis, por tribunais militares (cortes marciais), era inadmissível nos locais
em que houvesse tribunais civis em pleno e regular funcionamento:
“On the 10th day of May, 1865, Lambden P. Milligan
presented a petition to the Circuit Court of the United States for the
District of Indiana, to be discharged from an alleged unlawful
imprisonment...
Milligan insists that said military commission had no
jurisdiction to try him upon the charges preferred, or upon any
charges whatever; because he was a citizen of the United States and
the State of Indiana, and had not been, since the commencement of the
late Rebellion, a resident of any of the States whose citizens were
arrayed against the government, and that the right of trial by jury
was guaranteed to him by the Constitution of the United States...
The importance of the main question presented by this
record cannot be overstated; for it involves the very framework of the
government and the fundamental principles of American liberty.
.......................................................................................................
The controlling question in the case is this: Upon the facts
stated in Milligan's petition, and the exhibits filed, had the military
commission mentioned in it jurisdiction, legally, to try and sentence
him? Milligan, not a resident of one of the rebellious states, or a
prisoner of war, but a citizen of Indiana for twenty years past and
never in the military or naval service, is, while at his home, arrested
by the military power of the United States, imprisoned, and, on
certain criminal charges preferred against him, tried, convicted, and
sentenced to be hanged by a military commission, organized under the
direction of the military commander of the military district of Indiana.
Had this tribunal the legal power and authority to try and punish this
man?
No graver question was ever considered by this court, nor one
which more nearly concerns the rights of the whole people; for it is the
birthright of every American citizen when charged with crime, to be
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
tried and punished according to law. The power of punishment is,
alone through the means which the laws have provided for that
purpose, and if they are ineffectual, there is an immunity from
punishment, no matter how great an offender the individual may be,
or how much his crimes may have shocked the sense of justice of the
country, or endangered its safety. By the protection of the law human
rights are secured; withdraw that protection, and they are at the
mercy of wicked rulers, or the clamor of an excited people. If there was
law to justify this military trial, it is not our province to interfere; if
there was not, it is our duty to declare the nullity of the whole
proceedings. The decision of this question does not depend on
argument or judicial precedents, numerous and highly illustrative as
they are. These precedents inform us of the extent of the struggle to
preserve liberty and to relieve those in civil life from military trials.
The founders of our government were familiar with the history of that
struggle; and secured in a written constitution every right which the
people had wrested from power during a contest of ages. By that
Constitution and the laws authorized by it this question must be
determined. The provisions of that instrument on the administration
of criminal justice are too plain and direct, to leave room for
misconstruction or doubt of their true meaning. Those applicable to
this case are found in that clause of the original Constitution which
says, ‘That the trial of all crimes, except in case of impeachment, shall
be by jury’; and in the fourth, fifth, and sixth articles of the
amendments...
Have any of the rights guaranteed by the Constitution been
violated in the case of Milligan? and if so, what are they?
.......................................................................................................
But it is said that the jurisdiction is complete under the ‘laws
and usages of war.’
.......................................................................................................
It is claimed that martial law covers with its broad mantle
the proceedings of this military commission. The proposition is this:
that in a time of war the commander of an armed force (if in his
opinion the exigencies of the country demand it, and of which he is to
judge), has the power, within the lines of his military district, to
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
tried and punished according to law. The power of punishment is,
alone through the means which the laws have provided for that
purpose, and if they are ineffectual, there is an immunity from
punishment, no matter how great an offender the individual may be,
or how much his crimes may have shocked the sense of justice of the
country, or endangered its safety. By the protection of the law human
rights are secured; withdraw that protection, and they are at the
mercy of wicked rulers, or the clamor of an excited people. If there was
law to justify this military trial, it is not our province to interfere; if
there was not, it is our duty to declare the nullity of the whole
proceedings. The decision of this question does not depend on
argument or judicial precedents, numerous and highly illustrative as
they are. These precedents inform us of the extent of the struggle to
preserve liberty and to relieve those in civil life from military trials.
The founders of our government were familiar with the history of that
struggle; and secured in a written constitution every right which the
people had wrested from power during a contest of ages. By that
Constitution and the laws authorized by it this question must be
determined. The provisions of that instrument on the administration
of criminal justice are too plain and direct, to leave room for
misconstruction or doubt of their true meaning. Those applicable to
this case are found in that clause of the original Constitution which
says, ‘That the trial of all crimes, except in case of impeachment, shall
be by jury’; and in the fourth, fifth, and sixth articles of the
amendments...
Have any of the rights guaranteed by the Constitution been
violated in the case of Milligan? and if so, what are they?
.......................................................................................................
But it is said that the jurisdiction is complete under the ‘laws
and usages of war.’
.......................................................................................................
It is claimed that martial law covers with its broad mantle
the proceedings of this military commission. The proposition is this:
that in a time of war the commander of an armed force (if in his
opinion the exigencies of the country demand it, and of which he is to
judge), has the power, within the lines of his military district, to
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 29
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HC 107.731 EXTN / PE
suspend all civil rights and their remedies, and subject citizens as well
as soldiers to the rule of his will; and in the exercise of his lawful
authority cannot be restrained, except by his superior officer or the
President of the United States.
If this position is sound to the extent claimed, then when war
exists, foreign or domestic, and the country is subdivided into
military departments for mere convenience, the commander of one of
them can, if he chooses, within his limits, on the plea of necessity, with
the approval of the Executive, substitute military force for and to the
exclusion of the laws, and punish all persons, as he thinks right and
proper, without fixed or certain rules.
The statement of this proposition shows its importance;
for, if true, republican government is a failure, and there is an end of
liberty regulated by law. Martial law, established on such a basis,
destroys every guarantee of the Constitution, and effectually renders
the ‘military independent of and superior to the civil power’ - the
attempt to do which by the King of Great Britain was deemed by our
fathers such an offence, that they assigned it to the world as one of the
causes which impelled them to declare their independence. Civil
liberty and this kind of martial law cannot endure together; the
antagonism is irreconcilable; and, in the conflict, one or the other
must perish.
.......................................................................................................
It follows, from what has been said on this subject, that there
are occasions when martial rule can be properly applied. If, in
foreign invasion or civil war, the courts are actually closed, and it is
impossible to administer criminal justice according to law, then, on
the theatre of active military operations, where war really prevails,
there is a necessity to furnish a substitute for the civil authority, thus
overthrown, to preserve the safety of the army and society; and as no
power is left but the military, it is allowed to govern by martial rule
until the laws can have their free course. As necessity creates the rule,
so it limits its duration; for, if this government is continued after the
courts are reinstated, it is a gross usurpation of power. Martial rule
can never exist where the courts are open, and in the proper and
unobstructed exercise of their jurisdiction. It is also confined to the
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HC 107.731 EXTN / PE
suspend all civil rights and their remedies, and subject citizens as well
as soldiers to the rule of his will; and in the exercise of his lawful
authority cannot be restrained, except by his superior officer or the
President of the United States.
If this position is sound to the extent claimed, then when war
exists, foreign or domestic, and the country is subdivided into
military departments for mere convenience, the commander of one of
them can, if he chooses, within his limits, on the plea of necessity, with
the approval of the Executive, substitute military force for and to the
exclusion of the laws, and punish all persons, as he thinks right and
proper, without fixed or certain rules.
The statement of this proposition shows its importance;
for, if true, republican government is a failure, and there is an end of
liberty regulated by law. Martial law, established on such a basis,
destroys every guarantee of the Constitution, and effectually renders
the ‘military independent of and superior to the civil power’ - the
attempt to do which by the King of Great Britain was deemed by our
fathers such an offence, that they assigned it to the world as one of the
causes which impelled them to declare their independence. Civil
liberty and this kind of martial law cannot endure together; the
antagonism is irreconcilable; and, in the conflict, one or the other
must perish.
.......................................................................................................
It follows, from what has been said on this subject, that there
are occasions when martial rule can be properly applied. If, in
foreign invasion or civil war, the courts are actually closed, and it is
impossible to administer criminal justice according to law, then, on
the theatre of active military operations, where war really prevails,
there is a necessity to furnish a substitute for the civil authority, thus
overthrown, to preserve the safety of the army and society; and as no
power is left but the military, it is allowed to govern by martial rule
until the laws can have their free course. As necessity creates the rule,
so it limits its duration; for, if this government is continued after the
courts are reinstated, it is a gross usurpation of power. Martial rule
can never exist where the courts are open, and in the proper and
unobstructed exercise of their jurisdiction. It is also confined to the
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
locality of actual war.” (grifei)
Todas essas considerações revelam-se de indiscutível importância
em face do caráter de fundamentalidade de que se reveste, em nosso
sistema jurídico, o princípio do juiz natural.
Com efeito, o princípio da naturalidade do juízo representa uma das
mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a própria
atividade legislativa do Estado e que condicionam o desempenho, por
parte do Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório,
notadamente quando exercidas em sede judicial.
Daí a advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“O Processo
Penal na Atualidade”, “in” “Processo Penal e Constituição Federal”,
p. 19, item n. 7, 1993, Ed. Acadêmica/Apamagis, São Paulo), no sentido de
que, ao rol de postulados básicos, deve acrescer-se “aquele do Juiz natural,
contido no item n LIII do art. 5..., que declara que ‘ninguém será processado nem
sentenciado senão pela autoridade competente'. É que autoridade competente
só será aquela que a Constituição tiver previsto, explícita ou
implicitamente, pois, se assim não fosse, a lei poderia burlar as garantias
derivadas do princípio do Juiz independente e imparcial, criando outros órgãos
para o processo e julgamento de determinadas infrações” (grifei).
A essencialidade do princípio do juiz natural impõe, ao Estado, o
dever de respeitar essa garantia básica que predetermina, em abstrato, os
órgãos judiciários investidos de competência funcional para a apreciação
dos litígios penais.
Na realidade, o princípio do juiz natural reveste-se, em sua projeção
político-jurídica, de dupla função instrumental, pois, enquanto garantia
indisponível, tem, por titular, qualquer pessoa exposta, em juízo
criminal, à ação persecutória do Estado, e, enquanto limitação
insuperável, incide sobre os órgãos do poder incumbidos de promover,
judicialmente, a repressão criminal.
9
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
locality of actual war.” (grifei)
Todas essas considerações revelam-se de indiscutível importância
em face do caráter de fundamentalidade de que se reveste, em nosso
sistema jurídico, o princípio do juiz natural.
Com efeito, o princípio da naturalidade do juízo representa uma das
mais importantes matrizes político-ideológicas que conformam a própria
atividade legislativa do Estado e que condicionam o desempenho, por
parte do Poder Público, das funções de caráter penal-persecutório,
notadamente quando exercidas em sede judicial.
Daí a advertência de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“O Processo
Penal na Atualidade”, “in” “Processo Penal e Constituição Federal”,
p. 19, item n. 7, 1993, Ed. Acadêmica/Apamagis, São Paulo), no sentido de
que, ao rol de postulados básicos, deve acrescer-se “aquele do Juiz natural,
contido no item n LIII do art. 5..., que declara que ‘ninguém será processado nem
sentenciado senão pela autoridade competente'. É que autoridade competente
só será aquela que a Constituição tiver previsto, explícita ou
implicitamente, pois, se assim não fosse, a lei poderia burlar as garantias
derivadas do princípio do Juiz independente e imparcial, criando outros órgãos
para o processo e julgamento de determinadas infrações” (grifei).
A essencialidade do princípio do juiz natural impõe, ao Estado, o
dever de respeitar essa garantia básica que predetermina, em abstrato, os
órgãos judiciários investidos de competência funcional para a apreciação
dos litígios penais.
Na realidade, o princípio do juiz natural reveste-se, em sua projeção
político-jurídica, de dupla função instrumental, pois, enquanto garantia
indisponível, tem, por titular, qualquer pessoa exposta, em juízo
criminal, à ação persecutória do Estado, e, enquanto limitação
insuperável, incide sobre os órgãos do poder incumbidos de promover,
judicialmente, a repressão criminal.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
Vê-se, desse modo, que o postulado da naturalidade do juízo, ao
qualificar-se como prerrogativa individual ("ex parte subjecti"), tem, por
destinatário específico, o réu, erigindo-se, em conseqüência, como direito
público subjetivo inteiramente oponível ao próprio Estado. Esse mesmo
princípio, contudo, se analisado em perspectiva diversa, "ex parte
principis", atua como fator de inquestionável restrição ao poder de
persecução penal, submetendo, o Estado, a múltiplas limitações
inibitórias de suas prerrogativas institucionais.
Isso significa que o postulado do juiz natural deriva de cláusula
constitucional tipicamente bifronte, pois, dirigindo-se a dois destinatários
distintos, ora representa um direito do réu (eficácia positiva da garantia
constitucional), ora traduz uma imposição ao Estado (eficácia negativa
dessa mesma garantia constitucional).
O princípio da naturalidade do juízo, portanto, encerrando uma
garantia constitucional, limita, de um lado, os poderes do Estado
(impossibilitado, assim, de instituir juízos “ad hoc” ou de criar tribunais
de exceção) e assegura ao acusado, de outro, o direito ao processo perante
autoridade competente, abstratamente designada na forma de lei
anterior (vedados, em conseqüência, os juízos “ex post facto”).
É por essa razão que ADA PELLEGRINI GRINOVER - após destacar
a importância histórica e político-jurídica do princípio do juiz natural -
acentua, com apoio no magistério de JORGE FIGUEIREDO DIAS (“Direito
Processual Penal”, vol. 1/322-323, 1974, Coimbra), que esse postulado
constitucional acha-se tutelado por garantias irredutíveis que se
desdobram, “na verdade, em três conceitos: só são órgãos jurisdicionais os
instituídos pela Constituição; ninguém pode ser julgado por órgão constituído
após a ocorrência do fato; entre os juízes pré-constituídos vigora uma ordem
taxativa de competências, que exclui qualquer alternativa deferida à
discricionariedade de quem quer que seja” (“O Processo em Sua
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Vê-se, desse modo, que o postulado da naturalidade do juízo, ao
qualificar-se como prerrogativa individual ("ex parte subjecti"), tem, por
destinatário específico, o réu, erigindo-se, em conseqüência, como direito
público subjetivo inteiramente oponível ao próprio Estado. Esse mesmo
princípio, contudo, se analisado em perspectiva diversa, "ex parte
principis", atua como fator de inquestionável restrição ao poder de
persecução penal, submetendo, o Estado, a múltiplas limitações
inibitórias de suas prerrogativas institucionais.
Isso significa que o postulado do juiz natural deriva de cláusula
constitucional tipicamente bifronte, pois, dirigindo-se a dois destinatários
distintos, ora representa um direito do réu (eficácia positiva da garantia
constitucional), ora traduz uma imposição ao Estado (eficácia negativa
dessa mesma garantia constitucional).
O princípio da naturalidade do juízo, portanto, encerrando uma
garantia constitucional, limita, de um lado, os poderes do Estado
(impossibilitado, assim, de instituir juízos “ad hoc” ou de criar tribunais
de exceção) e assegura ao acusado, de outro, o direito ao processo perante
autoridade competente, abstratamente designada na forma de lei
anterior (vedados, em conseqüência, os juízos “ex post facto”).
É por essa razão que ADA PELLEGRINI GRINOVER - após destacar
a importância histórica e político-jurídica do princípio do juiz natural -
acentua, com apoio no magistério de JORGE FIGUEIREDO DIAS (“Direito
Processual Penal”, vol. 1/322-323, 1974, Coimbra), que esse postulado
constitucional acha-se tutelado por garantias irredutíveis que se
desdobram, “na verdade, em três conceitos: só são órgãos jurisdicionais os
instituídos pela Constituição; ninguém pode ser julgado por órgão constituído
após a ocorrência do fato; entre os juízes pré-constituídos vigora uma ordem
taxativa de competências, que exclui qualquer alternativa deferida à
discricionariedade de quem quer que seja” (“O Processo em Sua
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
Unidade – II”, p. 39, item n. 6, 1984, Forense - grifei).
O fato irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural -, é que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judicial competente. Nenhuma pessoa, em conseqüência,
poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova Constituição do Brasil,
ao proclamar as liberdades públicas - que representam limitações
expressivas aos poderes do Estado - consagrou, agora de modo explícito, o
postulado fundamental do juiz natural. O art. 5..., LIII, da Carta Política
prescreve que “ninguém será processado nem sentenciado senão pela
autoridade competente”.
A importância político-jurídica desse princípio essencial - que
traduz uma das projeções concretizadoras da cláusula do “due process of
law” - foi acentuada pelo autorizado magistério de eminentes autores,
tais como ADA PELLEGRINI GRINOVER (“O Processo em sua
unidade – II”, p. 3/4, 1984, Forense), GIUSEPPE SABATINI (“Principii
Costituzionali del Processo Penale”, p. 93/131, 1976, Napoli),
TAORMINA (“Giudice naturale e processo penale”, p. 16, 1972, Roma),
JOSÉ CIRILO DE VARGAS (“Processo Penal e Direitos Fundamentais”,
p. 223/232, 1992, Del Rey Editora), MARCELO FORTES BARBOSA
(“Garantias Constitucionais de Direito Penal e de Processo Penal na
Constituição de 1988”, p. 80/81, 1993, Malheiros) e ROGÉRIO LAURIA
TUCCI e JOSÉ ROGÉRIO CRUZ E TUCCI (“Constituição de 1988 e
Processo”, p. 30/32, item n. 10, 1989, Saraiva).
Cabe destacar, no ponto, por relevante, o magistério jurisprudencial
desta Suprema Corte, que teve a oportunidade de advertir – em
precedentes de ambas as Turmas -, em situações idênticas à ora
examinada, que o delito de falsificação de documento ou de uso de
documento falso, como a Caderneta de Inscrição e Registro (CIR), emitida
pela Capitania dos Portos e demais órgãos que integram a estrutura
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
Unidade – II”, p. 39, item n. 6, 1984, Forense - grifei).
O fato irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural -, é que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judicial competente. Nenhuma pessoa, em conseqüência,
poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova Constituição do Brasil,
ao proclamar as liberdades públicas - que representam limitações
expressivas aos poderes do Estado - consagrou, agora de modo explícito, o
postulado fundamental do juiz natural. O art. 5..., LIII, da Carta Política
prescreve que “ninguém será processado nem sentenciado senão pela
autoridade competente”.
A importância político-jurídica desse princípio essencial - que
traduz uma das projeções concretizadoras da cláusula do “due process of
law” - foi acentuada pelo autorizado magistério de eminentes autores,
tais como ADA PELLEGRINI GRINOVER (“O Processo em sua
unidade – II”, p. 3/4, 1984, Forense), GIUSEPPE SABATINI (“Principii
Costituzionali del Processo Penale”, p. 93/131, 1976, Napoli),
TAORMINA (“Giudice naturale e processo penale”, p. 16, 1972, Roma),
JOSÉ CIRILO DE VARGAS (“Processo Penal e Direitos Fundamentais”,
p. 223/232, 1992, Del Rey Editora), MARCELO FORTES BARBOSA
(“Garantias Constitucionais de Direito Penal e de Processo Penal na
Constituição de 1988”, p. 80/81, 1993, Malheiros) e ROGÉRIO LAURIA
TUCCI e JOSÉ ROGÉRIO CRUZ E TUCCI (“Constituição de 1988 e
Processo”, p. 30/32, item n. 10, 1989, Saraiva).
Cabe destacar, no ponto, por relevante, o magistério jurisprudencial
desta Suprema Corte, que teve a oportunidade de advertir – em
precedentes de ambas as Turmas -, em situações idênticas à ora
examinada, que o delito de falsificação de documento ou de uso de
documento falso, como a Caderneta de Inscrição e Registro (CIR), emitida
pela Capitania dos Portos e demais órgãos que integram a estrutura
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
administrativa da Marinha do Brasil, não configura hipótese tipificadora
de crime militar, ainda mais se alegadamente praticado por civil
(HC 96.083/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 96.561/PA, Rel. Min.
CEZAR PELUSO – HC 103.318/PA, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA):
“COMPETÊNCIA
-
JUSTIÇA
MILITAR
VERSUS
JUSTIÇA FEDERAL ‘STRICTO SENSU’ - CRIME DE FALSO -
CARTEIRA DE HABILITAÇÃO NAVAL DE NATUREZA
CIVIL. A competência para julgar processo penal a envolver a
falsificação de carteira de habilitação naval de natureza civil é da
Justiça Federal, sendo titular da ação o Ministério Público Federal.”
(HC 90.451/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - grifei)
“‘HABEAS CORPUS’. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA
MILITAR. CRIME MILITAR NÃO CARACTERIZADO.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM FEDERAL. USO DE
DOCUMENTO FALSO. CADERNETA DE INSTRUÇÃO E
REGISTRO (CIR). LICENÇA DE NATUREZA CIVIL.
PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA.
1. Ao contrário do entendimento do Superior Tribunal
Militar, é excepcional a competência da Justiça castrense para
o julgamento de civis, em tempo de paz. A tipificação da conduta
de agente civil como crime militar está a depender do ‘intuito de
atingir, de qualquer modo, a Força, no sentido de impedir, frustrar,
fazer malograr, desmoralizar ou ofender o militar ou o evento ou
situação em que este esteja empenhado’ (Código Civil Brasileiro 7.040, da relatoria do
ministro Carlos Velloso).
2. O cometimento do delito militar por agente civil em
tempo de paz se dá em caráter excepcional. Tal cometimento se
traduz em ofensa àqueles bens jurídicos tipicamente associados à
função de natureza militar: defesa da Pátria, garantia dos poderes
constitucionais, da lei e da ordem (art. 142 da Constituição Federal).
3. No caso dos autos, a conduta supostamente protagonizada
pelos pacientes configura, em tese, infração comum, em detrimento de
bens, serviços ou interesses da União. A atrair, assim, a incidência do
inciso IV do art. 109 da Carta Magna de 1988.
12
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
administrativa da Marinha do Brasil, não configura hipótese tipificadora
de crime militar, ainda mais se alegadamente praticado por civil
(HC 96.083/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 96.561/PA, Rel. Min.
CEZAR PELUSO – HC 103.318/PA, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA):
“COMPETÊNCIA
-
JUSTIÇA
MILITAR
VERSUS
JUSTIÇA FEDERAL ‘STRICTO SENSU’ - CRIME DE FALSO -
CARTEIRA DE HABILITAÇÃO NAVAL DE NATUREZA
CIVIL. A competência para julgar processo penal a envolver a
falsificação de carteira de habilitação naval de natureza civil é da
Justiça Federal, sendo titular da ação o Ministério Público Federal.”
(HC 90.451/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO - grifei)
“‘HABEAS CORPUS’. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA
MILITAR. CRIME MILITAR NÃO CARACTERIZADO.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM FEDERAL. USO DE
DOCUMENTO FALSO. CADERNETA DE INSTRUÇÃO E
REGISTRO (CIR). LICENÇA DE NATUREZA CIVIL.
PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA.
1. Ao contrário do entendimento do Superior Tribunal
Militar, é excepcional a competência da Justiça castrense para
o julgamento de civis, em tempo de paz. A tipificação da conduta
de agente civil como crime militar está a depender do ‘intuito de
atingir, de qualquer modo, a Força, no sentido de impedir, frustrar,
fazer malograr, desmoralizar ou ofender o militar ou o evento ou
situação em que este esteja empenhado’ (Código Civil Brasileiro 7.040, da relatoria do
ministro Carlos Velloso).
2. O cometimento do delito militar por agente civil em
tempo de paz se dá em caráter excepcional. Tal cometimento se
traduz em ofensa àqueles bens jurídicos tipicamente associados à
função de natureza militar: defesa da Pátria, garantia dos poderes
constitucionais, da lei e da ordem (art. 142 da Constituição Federal).
3. No caso dos autos, a conduta supostamente protagonizada
pelos pacientes configura, em tese, infração comum, em detrimento de
bens, serviços ou interesses da União. A atrair, assim, a incidência do
inciso IV do art. 109 da Carta Magna de 1988.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
4. O policiamento naval é tratado pelo inciso III do § 1... do
art. 144 da Constituição Republicana como ação de segurança
pública, ‘de maneira que é um tipo de atividade que se abre para
múltipla cobertura pública, vale dizer, a Polícia Federal também
tem essa expressa competência: exercer as funções de polícia
marítima, aeroportuária e de fronteiras’. Precedentes HC 90.451, da
relatoria do ministro Marco Aurélio; HC 96.561, da relatoria do
ministro Cezar Peluso.
5. Ordem concedida para determinar a remessa do processo-
-crime à Justiça comum federal, anulando-se os atos processuais
eventualmente praticados, inclusive a denúncia.”
(HC 104.617/BA, Rel. Min. AYRES BRITTO - grifei)
“‘HABEAS CORPUS’.
CONSTITUCIONAL.
PENAL
MILITAR. CRIMES DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO
OU USO DE DOCUMENTO FALSO (ARTS. 311 E 315 DO
CPM). CADERNETA DE INSCRIÇÃO E REGISTRO (CIR) OU
HABILITAÇÃO DE ARRAIS-AMADOR. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. ORDEM CONCEDIDA.
I – Em diversas oportunidades, esta Suprema Corte afirmou
o entendimento de que é da Justiça Federal a competência para
processar e julgar civil denunciado pelos crimes de falsificação de
documento ou uso de documento falso (arts. 311 e 315,
respectivamente, do CPM), quando se tratar de falsificação da
Caderneta de Inscrição e Registro (CIR) ou Habilitação de
Arrais-Amador, ambas expedidas pela Marinha do Brasil, por
aplicação dos arts. 21, XXII, 109, IV, e 144, § 1..., III, todos da
Constituição da República.
II – ‘Habeas corpus’ concedido para anular o acórdão ora
atacado e declarar a incompetência da Justiça Militar para
processar e julgar o feito.”
(HC 104.837/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI -
grifei)
Também eu próprio tenho decidido essa mesma controvérsia
jurídica de modo idêntico aos precedentes que venho de referir, destacando,
13
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
4. O policiamento naval é tratado pelo inciso III do § 1... do
art. 144 da Constituição Republicana como ação de segurança
pública, ‘de maneira que é um tipo de atividade que se abre para
múltipla cobertura pública, vale dizer, a Polícia Federal também
tem essa expressa competência: exercer as funções de polícia
marítima, aeroportuária e de fronteiras’. Precedentes HC 90.451, da
relatoria do ministro Marco Aurélio; HC 96.561, da relatoria do
ministro Cezar Peluso.
5. Ordem concedida para determinar a remessa do processo-
-crime à Justiça comum federal, anulando-se os atos processuais
eventualmente praticados, inclusive a denúncia.”
(HC 104.617/BA, Rel. Min. AYRES BRITTO - grifei)
“‘HABEAS CORPUS’.
CONSTITUCIONAL.
PENAL
MILITAR. CRIMES DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO
OU USO DE DOCUMENTO FALSO (ARTS. 311 E 315 DO
CPM). CADERNETA DE INSCRIÇÃO E REGISTRO (CIR) OU
HABILITAÇÃO DE ARRAIS-AMADOR. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA FEDERAL. ORDEM CONCEDIDA.
I – Em diversas oportunidades, esta Suprema Corte afirmou
o entendimento de que é da Justiça Federal a competência para
processar e julgar civil denunciado pelos crimes de falsificação de
documento ou uso de documento falso (arts. 311 e 315,
respectivamente, do CPM), quando se tratar de falsificação da
Caderneta de Inscrição e Registro (CIR) ou Habilitação de
Arrais-Amador, ambas expedidas pela Marinha do Brasil, por
aplicação dos arts. 21, XXII, 109, IV, e 144, § 1..., III, todos da
Constituição da República.
II – ‘Habeas corpus’ concedido para anular o acórdão ora
atacado e declarar a incompetência da Justiça Militar para
processar e julgar o feito.”
(HC 104.837/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI -
grifei)
Também eu próprio tenho decidido essa mesma controvérsia
jurídica de modo idêntico aos precedentes que venho de referir, destacando,
13
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
a esse propósito, julgamento consubstanciado em acórdão assim ementado:
“‘HABEAS CORPUS’ – CRIME MILITAR EM SENTIDO
IMPRÓPRIO - FALSIFICAÇÃO/USO DE CADERNETA DE
INSCRIÇÃO E REGISTRO (CIR), EMITIDA PELA MARINHA
DO BRASIL - LICENÇA DE NATUREZA CIVIL - CARÁTER
ANÔMALO DA JURISDIÇÃO PENAL MILITAR SOBRE CIVIS
EM TEMPO DE PAZ – OFENSA AO POSTULADO DO JUIZ
NATURAL - INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR -
PEDIDO DEFERIDO.
A QUESTÃO DA COMPETÊNCIA PENAL DA JUSTIÇA
MILITAR DA UNIÃO E A NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA,
PELOS
ÓRGÃOS
JUDICIÁRIOS
CASTRENSES,
DO
PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO JUIZ NATURAL.
- A competência penal da Justiça Militar da União não se
limita, apenas, aos integrantes das Forças Armadas, nem se
define, por isso mesmo, ‘ratione personae’. É aferível, objetivamente,
a partir da subsunção do comportamento do agente – de qualquer
agente, mesmo o civil, ainda que em tempo de paz – ao preceito
primário incriminador consubstanciado nos tipos penais definidos
em lei (o Código Penal Militar).
- O foro especial da Justiça Militar da União não existe para
os crimes dos militares, mas, sim, para os delitos militares, ‘tout
court’. E o crime militar, comissível por agente militar ou, até
mesmo, por civil, só existe quando o autor procede e atua nas
circunstâncias taxativamente referidas pelo art. 9... do Código Penal
Militar, que prevê a possibilidade jurídica de configuração de
delito castrense eventualmente praticado por civil, mesmo em tempo
de paz.
A REGULAÇÃO DO TEMA PERTINENTE À JUSTIÇA
MILITAR NO PLANO DO DIREITO COMPARADO.
- Tendência que se registra, modernamente, em sistemas
normativos estrangeiros, no sentido da extinção (pura e simples) de
tribunais militares em tempo de paz ou, então, da exclusão de civis
14
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a esse propósito, julgamento consubstanciado em acórdão assim ementado:
“‘HABEAS CORPUS’ – CRIME MILITAR EM SENTIDO
IMPRÓPRIO - FALSIFICAÇÃO/USO DE CADERNETA DE
INSCRIÇÃO E REGISTRO (CIR), EMITIDA PELA MARINHA
DO BRASIL - LICENÇA DE NATUREZA CIVIL - CARÁTER
ANÔMALO DA JURISDIÇÃO PENAL MILITAR SOBRE CIVIS
EM TEMPO DE PAZ – OFENSA AO POSTULADO DO JUIZ
NATURAL - INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR -
PEDIDO DEFERIDO.
A QUESTÃO DA COMPETÊNCIA PENAL DA JUSTIÇA
MILITAR DA UNIÃO E A NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA,
PELOS
ÓRGÃOS
JUDICIÁRIOS
CASTRENSES,
DO
PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO JUIZ NATURAL.
- A competência penal da Justiça Militar da União não se
limita, apenas, aos integrantes das Forças Armadas, nem se
define, por isso mesmo, ‘ratione personae’. É aferível, objetivamente,
a partir da subsunção do comportamento do agente – de qualquer
agente, mesmo o civil, ainda que em tempo de paz – ao preceito
primário incriminador consubstanciado nos tipos penais definidos
em lei (o Código Penal Militar).
- O foro especial da Justiça Militar da União não existe para
os crimes dos militares, mas, sim, para os delitos militares, ‘tout
court’. E o crime militar, comissível por agente militar ou, até
mesmo, por civil, só existe quando o autor procede e atua nas
circunstâncias taxativamente referidas pelo art. 9... do Código Penal
Militar, que prevê a possibilidade jurídica de configuração de
delito castrense eventualmente praticado por civil, mesmo em tempo
de paz.
A REGULAÇÃO DO TEMA PERTINENTE À JUSTIÇA
MILITAR NO PLANO DO DIREITO COMPARADO.
- Tendência que se registra, modernamente, em sistemas
normativos estrangeiros, no sentido da extinção (pura e simples) de
tribunais militares em tempo de paz ou, então, da exclusão de civis
14
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
da jurisdição penal militar: Portugal (Constituição de 1976, art. 213,
Quarta
Revisão Constitucional de 1997),
Argentina
(Ley
Federal n 26.394/2008), Colômbia (Constituição de 1991, art. 213),
Paraguai (Constituição de 1992, art. 174), México (Constituição de
1917, art. 13) e Uruguai (Constituição de 1967, art. 253, c/c
Ley 18.650/2010, arts. 27 e 28), v.g..
- Uma relevante sentença da Corte Interamericana de
Direitos Humanos (‘Caso Palamara Iribarne vs. Chile’, de 2005):
determinação para que a República do Chile, adequando a sua
legislação interna aos padrões internacionais sobre jurisdição
penal militar, adote medidas com o objetivo de impedir, quaisquer
que sejam as circunstâncias, que ‘um civil seja submetido à
jurisdição dos tribunais penais militares (...)’ (item n 269, n. 14, da
parte dispositiva, ‘Puntos Resolutivos’).
- O caso ‘ex parte Milligan’ (1866): importante ‘landmark
ruling’ da Suprema Corte dos Estados Unidos da América.
O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA
GARANTIA
CONSTITUCIONAL
INDISPONÍVEL,
ASSEGURADA
A
QUALQUER
RÉU,
EM
SEDE
DE
PERSECUÇÃO PENAL, MESMO QUANDO INSTAURADA
PERANTE A JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
- É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural -, que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judiciária competente.
Nenhuma
pessoa, em
conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova
Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas - que
representam limitações expressivas aos poderes do Estado -,
consagrou, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz
natural. O art. 5..., LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será
processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’.”
(HC 106.171/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Desse modo, e considerados os precedentes que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em análise, reconheço
15
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1757851.
Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
da jurisdição penal militar: Portugal (Constituição de 1976, art. 213,
Quarta
Revisão Constitucional de 1997),
Argentina
(Ley
Federal n 26.394/2008), Colômbia (Constituição de 1991, art. 213),
Paraguai (Constituição de 1992, art. 174), México (Constituição de
1917, art. 13) e Uruguai (Constituição de 1967, art. 253, c/c
Ley 18.650/2010, arts. 27 e 28), v.g..
- Uma relevante sentença da Corte Interamericana de
Direitos Humanos (‘Caso Palamara Iribarne vs. Chile’, de 2005):
determinação para que a República do Chile, adequando a sua
legislação interna aos padrões internacionais sobre jurisdição
penal militar, adote medidas com o objetivo de impedir, quaisquer
que sejam as circunstâncias, que ‘um civil seja submetido à
jurisdição dos tribunais penais militares (...)’ (item n 269, n. 14, da
parte dispositiva, ‘Puntos Resolutivos’).
- O caso ‘ex parte Milligan’ (1866): importante ‘landmark
ruling’ da Suprema Corte dos Estados Unidos da América.
O POSTULADO DO JUIZ NATURAL REPRESENTA
GARANTIA
CONSTITUCIONAL
INDISPONÍVEL,
ASSEGURADA
A
QUALQUER
RÉU,
EM
SEDE
DE
PERSECUÇÃO PENAL, MESMO QUANDO INSTAURADA
PERANTE A JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO.
- É irrecusável, em nosso sistema de direito constitucional
positivo - considerado o princípio do juiz natural -, que ninguém
poderá ser privado de sua liberdade senão mediante julgamento pela
autoridade judiciária competente.
Nenhuma
pessoa, em
conseqüência, poderá ser subtraída ao seu juiz natural. A nova
Constituição do Brasil, ao proclamar as liberdades públicas - que
representam limitações expressivas aos poderes do Estado -,
consagrou, de modo explícito, o postulado fundamental do juiz
natural. O art. 5..., LIII, da Carta Política prescreve que ‘ninguém será
processado nem sentenciado senão pela autoridade competente’.”
(HC 106.171/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO)
Desse modo, e considerados os precedentes que o Supremo
Tribunal Federal firmou na matéria ora em análise, reconheço
15
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
configurada, no caso, a absoluta incompetência da Justiça Militar da União
para processar e julgar os ora requerentes, que são civis, a quem se
imputou a prática de delito que, evidentemente, não se qualifica como
crime de natureza militar.
A densa plausibilidade jurídica da postulação deduzida em favor
dos ora requerentes ainda mais se acentua se se tiver presente que o
acórdão emanado do E. Superior Tribunal Militar põe-se em relação de
antagonismo com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema
Corte, o que provoca situação de conflito com o postulado da naturalidade
do juízo
.
É que os requerentes em questão - em cujo favor foi requerida a
extensão da ordem de "habeas corpus" - deixaram de ser submetidos, sem
causa legítima, ao seu juiz natural, decorrendo, de tal situação, ofensa
evidente à cláusula tutelar que protege, em nosso sistema jurídico,
qualquer réu (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIII).
A existência de reiterados precedentes do Supremo Tribunal Federal,
reafirmados
a
cada
momento
por esta Suprema Corte,
torna
incompreensível essa injustificável resistência manifestada, no tema em
causa, pelo E. Superior Tribunal Militar, cujas decisões culminam por
impor, a réus civis, e em manifesta afronta ao postulado constitucional do
juiz natural, injustos gravames, o que, decididamente, não pode nem será
tolerado por este Supremo Tribunal.
Por tais razões, Senhor Presidente, acompanho, integralmente, o voto
proferido por Vossa Excelência.
É o meu voto.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro
Celso de Mello, eu apoio integralmente a manifestação de Vossa
16
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
configurada, no caso, a absoluta incompetência da Justiça Militar da União
para processar e julgar os ora requerentes, que são civis, a quem se
imputou a prática de delito que, evidentemente, não se qualifica como
crime de natureza militar.
A densa plausibilidade jurídica da postulação deduzida em favor
dos ora requerentes ainda mais se acentua se se tiver presente que o
acórdão emanado do E. Superior Tribunal Militar põe-se em relação de
antagonismo com diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Suprema
Corte, o que provoca situação de conflito com o postulado da naturalidade
do juízo
.
É que os requerentes em questão - em cujo favor foi requerida a
extensão da ordem de "habeas corpus" - deixaram de ser submetidos, sem
causa legítima, ao seu juiz natural, decorrendo, de tal situação, ofensa
evidente à cláusula tutelar que protege, em nosso sistema jurídico,
qualquer réu (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIII).
A existência de reiterados precedentes do Supremo Tribunal Federal,
reafirmados
a
cada
momento
por esta Suprema Corte,
torna
incompreensível essa injustificável resistência manifestada, no tema em
causa, pelo E. Superior Tribunal Militar, cujas decisões culminam por
impor, a réus civis, e em manifesta afronta ao postulado constitucional do
juiz natural, injustos gravames, o que, decididamente, não pode nem será
tolerado por este Supremo Tribunal.
Por tais razões, Senhor Presidente, acompanho, integralmente, o voto
proferido por Vossa Excelência.
É o meu voto.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Ministro
Celso de Mello, eu apoio integralmente a manifestação de Vossa
16
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
Excelência e o consulto, bem como o egrégio Plenário, se não seria o caso
de editarmos uma súmula vinculante.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É, eu também falaria
nesse sentido.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O tema ora em
análise parece comportar a formulação de Súmula Vinculante, eis que
existentes, na espécie, "reiteradas decisões sobre matéria constitucional", o
que satisfaz, em princípio, a exigência inscrita no art. 103-A, "caput", da
Constituição.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Talvez Vossa
Excelência pudesse até propor.
Lembro-me de que a Ministra Ellen Gracie sempre ponderava não
ser adequado editar súmula vinculante em matéria penal, mas aqui nós
temos que receber essa recomendação cum grano salis. Por exemplo,
quando se trata de matéria de competência, matéria processual relevante
e que gera uma brutal insegurança jurídica, causando ônus para todos.
Porque, a rigor, o próprio tribunal julga as auditorias que se ocupam
desses temas indevidamente – às vezes, isso vai levar à prescrição.
Portanto, é uma contribuição também para um quadro de impunidade
essa migração do processo. Toda semana temos tido esses casos. Vossa
Excelência já teve tantos.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Eu tenho um caso aqui sem perspectiva por essa demora.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – Exatamente.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - E o tema é
eminentemente constitucional, porque é competência.
17
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
Excelência e o consulto, bem como o egrégio Plenário, se não seria o caso
de editarmos uma súmula vinculante.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - É, eu também falaria
nesse sentido.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: O tema ora em
análise parece comportar a formulação de Súmula Vinculante, eis que
existentes, na espécie, "reiteradas decisões sobre matéria constitucional", o
que satisfaz, em princípio, a exigência inscrita no art. 103-A, "caput", da
Constituição.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Talvez Vossa
Excelência pudesse até propor.
Lembro-me de que a Ministra Ellen Gracie sempre ponderava não
ser adequado editar súmula vinculante em matéria penal, mas aqui nós
temos que receber essa recomendação cum grano salis. Por exemplo,
quando se trata de matéria de competência, matéria processual relevante
e que gera uma brutal insegurança jurídica, causando ônus para todos.
Porque, a rigor, o próprio tribunal julga as auditorias que se ocupam
desses temas indevidamente – às vezes, isso vai levar à prescrição.
Portanto, é uma contribuição também para um quadro de impunidade
essa migração do processo. Toda semana temos tido esses casos. Vossa
Excelência já teve tantos.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Eu tenho um caso aqui sem perspectiva por essa demora.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES – Exatamente.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - E o tema é
eminentemente constitucional, porque é competência.
17
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - De modo que,
talvez, pudéssemos sugerir a súmula.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Boa ideia.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Até
porque eu penso que o descumprimento de uma súmula vinculante de
forma infundada e sem justificação pode ensejar até a responsabilização
do magistrado, pois é um ato de insubordinação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Ministro Celso de Mello, então, fará, na devida instância, a
proposta.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Na medida em que
me for possível, buscarei coligir notas e dados a respeito dessa questão,
porque, embora respeitando a independência de atuação jurisdicional do
E. Superior Tribunal Militar, esta Suprema Corte, que se qualifica como
órgão de superposição no plano de nossa organização judiciária, tem
competência e poder para cassar, quando infringentes da autoridade
suprema da Constituição da República, as decisões emanadas daquela
Alta Corte castrense.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Sutil
diferença.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu acho importante,
e já tive oportunidade de me manifestar nesse sentido, outros colegas
também.
Gostaria, aproveitando a manifestação do ministro Celso de Mello,
de fazer um registro de louvor à atuação cuidadosa, atenta, da Defensoria
Pública. Realmente, ela tem dado mostras do valor dessa instituição,
tanto na Turma quanto no Plenário, trazendo as mais diversas e
complexas questões para apreciação, questões que, muitas vezes, vêm
18
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - De modo que,
talvez, pudéssemos sugerir a súmula.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Boa ideia.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Até
porque eu penso que o descumprimento de uma súmula vinculante de
forma infundada e sem justificação pode ensejar até a responsabilização
do magistrado, pois é um ato de insubordinação.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Ministro Celso de Mello, então, fará, na devida instância, a
proposta.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Na medida em que
me for possível, buscarei coligir notas e dados a respeito dessa questão,
porque, embora respeitando a independência de atuação jurisdicional do
E. Superior Tribunal Militar, esta Suprema Corte, que se qualifica como
órgão de superposição no plano de nossa organização judiciária, tem
competência e poder para cassar, quando infringentes da autoridade
suprema da Constituição da República, as decisões emanadas daquela
Alta Corte castrense.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Sutil
diferença.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Eu acho importante,
e já tive oportunidade de me manifestar nesse sentido, outros colegas
também.
Gostaria, aproveitando a manifestação do ministro Celso de Mello,
de fazer um registro de louvor à atuação cuidadosa, atenta, da Defensoria
Pública. Realmente, ela tem dado mostras do valor dessa instituição,
tanto na Turma quanto no Plenário, trazendo as mais diversas e
complexas questões para apreciação, questões que, muitas vezes, vêm
18
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 29
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 107.731 EXTN / PE
pelas mãos de habilitados advogados ou pelas mãos de habilitados
defensores públicos. Muitos dos temas da agenda nova no processo e no
Direito Penal têm sido trazidos pela Defensoria Pública dos estados ou da
União.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Em caso
anterior, se Vossa Excelência me permite - eu até observei isso, não quis
veicular -, foi a Defensoria Pública que inaugurou uma nova tese.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Então,
são temas importantes. É importante que se faça esse registro.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Justo e oportuno registro.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Tenho destacado, em
decisões proferidas no Supremo Tribunal Federal (ADI 2.903/PB, Rel.
Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.), a importância institucional da
Defensoria Pública cuja atuação se mostra inteiramente fiel à própria razão
de ser que justificou a sua elevação à dignidade constitucional.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - O Estado brasileiro está bem servido com o Ministério
Público, de um lado, e com a Defensoria Pública, de outro lado.
19
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Supremo Tribunal Federal
HC 107.731 EXTN / PE
pelas mãos de habilitados advogados ou pelas mãos de habilitados
defensores públicos. Muitos dos temas da agenda nova no processo e no
Direito Penal têm sido trazidos pela Defensoria Pública dos estados ou da
União.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Em caso
anterior, se Vossa Excelência me permite - eu até observei isso, não quis
veicular -, foi a Defensoria Pública que inaugurou uma nova tese.
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Exatamente. Então,
são temas importantes. É importante que se faça esse registro.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - Justo e oportuno registro.
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Tenho destacado, em
decisões proferidas no Supremo Tribunal Federal (ADI 2.903/PB, Rel.
Min. CELSO DE MELLO, Pleno, v.g.), a importância institucional da
Defensoria Pública cuja atuação se mostra inteiramente fiel à própria razão
de ser que justificou a sua elevação à dignidade constitucional.
O SENHOR MINISTRO AYRES BRITTO (PRESIDENTE E
RELATOR) - O Estado brasileiro está bem servido com o Ministério
Público, de um lado, e com a Defensoria Pública, de outro lado.
19
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 29
Decisão de Julgamento
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
REQTE.(S) : JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S) : JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Habeas corpus concedido para estender aos requerentes
os efeitos da ordem concedida no HC 107.731. Isto para reconhecer
a incompetência absoluta da Justiça Militar para processar e
julgar suposto delito de falsificação da Carteira de Inscrição e
Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar extinta a
punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro
da Silva e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão
estatal punitiva, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2...
Turma, 13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1468982
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EXTENSÃO NO HABEAS CORPUS 107.731
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. AYRES BRITTO
REQTE.(S) : JADILSON DA SILVA MENEZES
REQTE.(S) : JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
REQDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Decisão: Habeas corpus concedido para estender aos requerentes
os efeitos da ordem concedida no HC 107.731. Isto para reconhecer
a incompetência absoluta da Justiça Militar para processar e
julgar suposto delito de falsificação da Carteira de Inscrição e
Registro de Aquaviário (CIR) e, no caso, declarar extinta a
punibilidade de Jadilson da Silva Menezes, José Carlos Trigueiro
da Silva e Edson Lopes da Silva pela prescrição da pretensão
estatal punitiva, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. 2...
Turma, 13.09.2011.
Presidência do Senhor Ministro Ayres Britto. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Ricardo Lewandowski. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Joaquim Barbosa.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Karima Batista Kassab
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1468982
Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 29
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 107 . 731",
"HC 107 . 731",
"HC 107 . 731 EXTN",
"Ação Penal 379",
"HC 107 . 731",
"HC 107 . 731 EXTN",
"Ação Penal 379",
"HC 107 . 731",
"HC 107 . 731 EXTN / PE",
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"HABEAS CORPUS 107 . 731",
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"Recurso Extraordinário 602 . 527",
"HC 107 . 731 EXTN / PE",
"Recurso Extraordinário 602 . 527",
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"Hcs 75 . 907",
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"PE 69 . 307",
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"PE 69 . 307",
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"HC 96 . 083 / RJ",
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"HC 107 . 731 EXTN / PE",
"HC 106 . 171 / AM",
"HC 107 . 731 EXTN / PE",
"HC 106 . 171 / AM",
"HC 107 . 731 EXTN / PE",
"HC 107 . 731 EXTN",
"HC 107 . 731 EXTN",
"HC 107 . 731",
"HC 107 . 731 EXTN / PE",
"HC 107 . 731",
"ADI 2 . 903 / PB",
"HC 107 . 731 EXTN / PE",
"ADI 2 . 903 / PB",
"HABEAS CORPUS 107 . 731",
"HC 107 . 731",
"HABEAS CORPUS 107 . 731",
"HC 107 . 731"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 580 do CPP",
"inciso IV do art . 109 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso V do art . 109 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso V do art . 109 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"art . 580 do CPP",
"art . 315 combinado",
"art . 312 , ambos do Código Penal Militar",
"inciso IV do art . 109 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 580 do CPP",
"art . 315 combinado com o",
"art . 312 , ambos do Código Penal Militar",
"inciso IV do art . 109 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 110 do Código Penal Brasileiro",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 110 do Código Penal Brasileiro",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"C",
".",
"Penal , arts . 107 , IV ; 109 , III ; 110 ; e 115",
"L",
". 8 . 212 / 91 , art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"C",
".",
"Penal , arts . 107 , IV",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso V do art . 109 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"inciso V do art . 109 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"art . 5 . . . , LIII , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"art . 5 . . . , LIII , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Código Penal Militar",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LIII",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Código Penal Militar",
"Constituição Federal de 1988 , art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1976 , art",
"Constituição de 1991 , art",
"Constituição de 1992 , art . 174",
"Constituição de 1917 , art",
"Constituição de 1967 , art",
"Ley 18 . 650 / 2010 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1976",
"Ley Federal n 26 . 394 / 2008",
"Constituição de 1991 ,",
"Constituição de 1992 ,",
"Constituição de 1917 ,",
"Constituição de 1967 ,",
"Ley 18 . 650 / 2010",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constitution",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constitution of the United States",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"art . 5 . . . , LIII , da Carta Política",
"Constituição de 1988",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição do Brasil",
"art . 5 . . . , LIII , da Carta Política",
"Constituição de 1988",
"Constituição de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil Brasileiro 7 . 040",
"art . 142 da Constituição Federal",
"inciso IV do art . 109 da Carta Magna de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Civil Brasileiro 7 . 040",
"art . 142 da Constituição Federal",
"inciso IV do art . 109 da Carta Magna de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso III do § 1 . . . do art . 144 da Constituição Republicana",
"ARTS . 311 E 315 DO CPM",
"arts . 311 e 315 , respectivamente , do CPM",
"arts . 21 , XXII , 109 , IV , e 144 , § 1 . . . , III , todos da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso III do § 1 . . . do art . 144 da Constituição Republicana",
"ARTS . 311 E 315 DO CPM",
"311 e",
"315 , respectivamente , do CPM",
"arts . 21 , XXII , 109 , IV , e 144 , § 1 . . . , III , todos da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Militar",
"art . 9 . . . do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal Militar",
"art . 9 . . . do Código Penal Militar",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1976 , art",
"Ley Federal n 26 . 394 / 2008",
"Constituição de 1991",
"Constituição de 1992",
"Constituição de 1917 ,",
"Constituição de 1967 , art . 253 ,",
"Constituição do Brasil",
"art . 5 . . . , LIII , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição de 1976",
"Ley Federal n",
"Constituição de 1991",
"Constituição de 1992",
"Constituição de 1917 ,",
"Constituição de 1967 ,",
"Ley",
"Constituição do Brasil",
"art . 5 . . . , LIII , da Carta Política",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LIII",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LIII",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 103 - A , \" caput \" , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 103 - A , \" caput \" , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"México",
"Portugal",
"Paraguai",
"México",
"District",
"State",
"Indiana",
"District of Indiana",
"State of Indiana",
"Milligan",
"Indiana",
"Indiana",
"São Paulo",
"São Paulo",
"Coimbra",
"Roma",
"Napoli",
"SP",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Defensoria Pública da União",
"Segunda Turma",
"Defensoria Pública da União",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"Defensoria Pública da União",
"Segunda Turma",
"Defensoria Pública da União",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"7",
".",
". . Circunscrição Judiciária Militar",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Suprema Corte",
"União",
"Superior Tribunal Militar",
"União",
"UNIÃO",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"União",
"Superior Tribunal Militar",
"União",
"UNIÃO",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"UNIÃO",
"União",
"Conselhos",
"E",
".",
"Superior Tribunal Militar",
"Atlas",
"Saraiva",
"Elsevier",
"Saraiva",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"União",
"E",
".",
"Superior Tribunal Militar",
"Atlas",
"Saraiva",
"Elsevier",
"Saraiva",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Del",
"Rey",
"Saraiva",
"Brasília Jurídica",
"Atlas",
"União",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Del",
"Saraiva",
"Brasília Jurídica",
"Atlas",
"União",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Portugal",
"Argentina",
"Colômbia",
"Paraguai",
"Uruguai",
"Corte Interamericana de Direitos Humanos",
"República do Chile",
"Corte Interamericana de Direitos Humanos",
"República do Chile",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Argentina",
"Colômbia",
"Uruguai",
"Corte Interamericana de Direitos Humanos",
"República do Chile",
"Corte Interamericana de Direitos Humanos",
"República do Chile",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"Suprema Corte dos Estados Unidos da América",
"Suprema Corte dos Estados Unidos da América",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"União",
"Suprema Corte dos Estados Unidos da América",
"Suprema Corte dos Estados Unidos da América",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"United",
"United",
"United States",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"United",
"United",
"United",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"United States",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"United States",
"King",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ed",
"Acadêmica",
"/",
"Apamagis",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Acadêmica",
"/",
"Apamagis",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Coimbra",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Forense",
"Napoli",
"Del Rey Editora",
"Malheiros",
"Saraiva",
"Suprema",
"Capitania dos Portos",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Forense",
"Forense",
"Del Rey Editora",
"Malheiros",
"Saraiva",
"Suprema Corte",
"Capitania dos Portos",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Marinha do Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal Militar",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Marinha do Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal Militar",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Polícia Federal",
"Suprema",
"Marinha do Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Polícia Federal",
"Marinha do Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"MARINHA DO BRASIL",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"MARINHA DO BRASIL",
"UNIÃO",
"União",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Portugal",
"Argentina",
"Colômbia",
"Paraguai",
"México",
"Uruguai",
"Corte Interamericana de Direitos Humanos",
"República do Chile",
"Suprema Corte dos Estados Unidos da América",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Portugal",
"Argentina",
"Colômbia",
"Paraguai",
"México",
"Uruguai",
"Corte Interamericana de Direitos Humanos",
"República do Chile",
"Suprema Corte dos Estados Unidos da América",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Superior Tribunal Militar",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal Militar",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Superior Tribunal Militar",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal Militar",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal Militar",
"Suprema Corte",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal Militar",
"Suprema Corte",
"Defensoria Pública",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Defensoria Pública",
"União",
"Defensoria Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Defensoria Pública",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Defensoria Pública",
"União",
"Defensoria Pública",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Defensoria Pública",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"AYRES BRITTO",
"JADILSON DA SILVA MENEZES",
"JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA",
"Sepúlveda Pertence",
"Jadilson da Silva Menezes",
"José Carlos Trigueiro da Silva",
"Edson Lopes da Silva",
"Ayres Britto",
"Sepúlveda Pertence",
"Jadilson da Silva Menezes",
"José Carlos Trigueiro da Silva",
"Edson Lopes da Silva",
"Ayres Britto",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"JADILSON DA SILVA MENEZES",
"JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA",
"AYRES BRITTO",
"Jadilson da Silva Menezes",
"José Carlos Trigueiro da Silva",
"Edson Lopes da Silva",
"AYRES BRITTO",
"JADILSON DA SILVA MENEZES",
"JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA",
"AYRES BRITTO",
"Jadilson da Silva Menezes",
"José Carlos Trigueiro da Silva",
"Edson Lopes da Silva",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"José Paulo Lopes da Silva",
"AYRES BRITTO",
"José Paulo Lopes da Silva",
"AYRES BRITTO",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"AYRES BRITTO",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"AYRES BRITTO",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"AYRES BRITTO",
"Jadilson da Silva Menezes",
"José Carlos Trigueiro da Silva",
"Edson Lopes da Silva",
"Sepúlveda Pertence",
"Jadilson da Silva Menezes",
"José Carlos Trigueiro da Silva",
"Edson Lopes da Silva",
"Sepúlveda Pertence",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE DE MORAES",
"UADI LAMMÊGO BULOS",
"SYLVIO MOTTA",
"GUSTAVO BARCHET",
"PEDRO LENZA",
"CELSO DE MELLO",
"ALEXANDRE DE MORAES",
"UADI LAMMÊGO BULOS",
"SYLVIO MOTTA",
"GUSTAVO BARCHET",
"CELSO DE MELLO",
"KILDARE GONÇALVES CARVALHO",
"JORGE ALBERTO ROMEIRO",
"CÉLIO LOBÃO",
"JOSÉ DA SILVA LOUREIRO NETO",
"KILDARE GONÇALVES CARVALHO",
"JORGE ALBERTO ROMEIRO",
"CÉLIO LOBÃO",
"JOSÉ DA SILVA LOUREIRO NETO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"Lambden P . Milligan",
"Lambden P . Milligan",
"CELSO DE MELLO",
"Lambden",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"JOSÉ FREDERICO MARQUES",
"CELSO DE MELLO",
"ADA PELLEGRINI GRINOVER",
"JORGE FIGUEIREDO DIAS",
"ADA PELLEGRINI GRINOVER",
"JORGE FIGUEIREDO DIAS",
"CELSO DE MELLO",
"ADA PELLEGRINI GRINOVER",
"GIUSEPPE SABATINI",
"TAORMINA",
"JOSÉ CIRILO DE VARGAS",
"MARCELO FORTES BARBOSA",
"ROGÉRIO LAURIA TUCCI",
"JOSÉ ROGÉRIO CRUZ E TUCCI",
"ADA PELLEGRINI GRINOVER",
"GIUSEPPE SABATINI",
"TAORMINA",
"JOSÉ CIRILO DE VARGAS",
"MARCELO FORTES BARBOSA",
"ROGÉRIO LAURIA TUCCI",
"JOSÉ ROGÉRIO CRUZ E TUCCI",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CEZAR PELUSO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MARCO AURÉLIO",
"Carlos Velloso",
"ELLEN GRACIE",
"CEZAR PELUSO",
"JOAQUIM BARBOSA",
"MARCO AURÉLIO",
"Carlos Velloso",
"CELSO DE MELLO",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Marco Aurélio",
"Cezar Peluso",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"Milligan",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"Ellen Gracie",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GILMAR MENDES",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"Ellen Gracie",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CELSO DE MELLO",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"Celso de Mello",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GILMAR MENDES",
"Celso de Mello",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"Celso de Mello",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GILMAR MENDES",
"Celso de Mello",
"CELSO DE MELLO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"GILMAR MENDES",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"JADILSON DA SILVA MENEZES",
"JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA",
"Jadilson da Silva Menezes",
"José Carlos Trigueiro da Silva",
"Edson Lopes da Silva",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab",
"AYRES BRITTO",
"JADILSON DA SILVA MENEZES",
"JOSÉ CARLOS TRIGUEIRO DA SILVA",
"Jadilson da Silva Menezes",
"José Carlos Trigueiro da Silva",
"Edson Lopes da Silva",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Mário José Gisi",
"Karima Batista Kassab"
],
"TEMPO": [
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"03",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13 de setembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13 de setembro de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de maio de 2006",
"setembro de 1995",
"5 de agosto de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de maio de 2006",
"setembro de 1995",
"5 de agosto de 2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de janeiro de 2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5 de janeiro de 2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"09",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"2010",
"2007",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2010",
"2010",
"2007",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2007",
"1994",
"1990",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2007",
"1994",
"1990",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1997",
"22",
"/",
"11",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
"/",
"11",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1866",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1866",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"May",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1993",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1974",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1974",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1984",
"1984",
"1976",
"1972",
"1992",
"1993",
"1989",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1984",
"1984",
"1976",
"1972",
"Roma",
"1992",
"1993",
"1989",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1997",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"09",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"09",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S)
:CARLOS
EDUARDO
THIBAU
GUIMARÃES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE
RUY BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. OCORRÊNCIA DE
TUMULTO PROCESSUAL PROVOCADO PELA AGRAVANTE.
ARGUIÇÃO DE NULIDADES. IMPOSSIBILIDADE. INTERPOSIÇÃO
SIMULTÂNEA DOS RECURSOS ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO.
PROVIMENTO DO RECURSO ESPECIAL PELO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. PERDA DO OBJETO DOS RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS. ART. 512 DO CPC. AGRAVO IMPROVIDO.
I - A ocorrência de tumulto processual provocado pela parte não é
motivo suficiente para provocar a nulidade da publicação da decisão do
Superior Tribunal de Justiça que negou seguimento ao recurso
extraordinário por ela interposto, visto que não é permitido à parte
beneficiar-se de sua própria torpeza.
II - O provimento do recurso especial interposto pela União, que
restabelece a sentença de primeira instância, prejudica o recurso
extraordinário por ela interposto com o mesmo propósito, bem como o
apelo extremo interposto pelo agravante. Assim, o acórdão recorrido
extraordinariamente foi substituído pelo julgado do Superior Tribunal de
Justiça, o que impõe o reconhecimento da prejudicialidade dos recursos
extraordinários.
III - Agravo regimental improvido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624259.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624259.
Supremo Tribunal Federal
RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S)
:CARLOS
EDUARDO
THIBAU
GUIMARÃES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE
RUY BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Em 10 de
abril de 2013, às fls. 1.574-1.575, proferi despacho determinando a
devolução de prazo para interposição de eventual recurso contra a
decisão proferida pelo Ministro Eros Grau, que julgou prejudicados os
recursos extraordinários interpostos pela União e pelo Espólio de Ruy
Bittencourt.
Às fls. 1.581-1.587, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT interpôs
agravo regimental contra decisão proferida pelo então relator, Ministro
Eros Grau, que julgou prejudicados os recursos extraordinários. Eis o teor
da decisão agravada:
“O Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar a matéria de sua
competência, deu provimento ao recurso especial interposto pela
União.
Julgo prejudicados os presentes recursos por perda dos seus
objetos [artigo 21, IX, do RISTF]” (fl. 1.464).
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S)
:CARLOS
EDUARDO
THIBAU
GUIMARÃES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE
RUY BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Em 10 de
abril de 2013, às fls. 1.574-1.575, proferi despacho determinando a
devolução de prazo para interposição de eventual recurso contra a
decisão proferida pelo Ministro Eros Grau, que julgou prejudicados os
recursos extraordinários interpostos pela União e pelo Espólio de Ruy
Bittencourt.
Às fls. 1.581-1.587, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT interpôs
agravo regimental contra decisão proferida pelo então relator, Ministro
Eros Grau, que julgou prejudicados os recursos extraordinários. Eis o teor
da decisão agravada:
“O Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar a matéria de sua
competência, deu provimento ao recurso especial interposto pela
União.
Julgo prejudicados os presentes recursos por perda dos seus
objetos [artigo 21, IX, do RISTF]” (fl. 1.464).
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
O agravante, ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, sustenta, em suma,
que não há que se falar em prejudicialidade do recurso extraordinário
interposto contra o acórdão da origem, tendo em vista que há nos autos o
apelo extremo de fls. 1.462-1.487, cuja decisão que o inadmitiu, viciada
por erro material, não foi objeto de recurso em razão da nulidade
reconhecida pela decisão ora agravada.
Alega, ainda, que decisão de fls. 1.574-1.575, ao reconhecer a
ocorrência de nulidade, deveria ter tornado insubsistente, também, a
decisão objeto de anterior agravo regimental (fls. 1.464), determinando-se
a devolução dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para que a Vice-
Presidência da Corte Especial daquela Corte promovesse a correta
intimação da decisão de fls. 1.650-1.651.
Requer a reconsideração da decisão de fls. 1.464 e o consequente
prosseguimento do feito com a apreciação do recurso extraordinário de
fls. 1.462-1.487, tendo em vista a ocorrência de erro material na decisão do
Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu o recurso extraordinário por
intempestividade.
No mérito, ressalta a necessidade de se reconsiderar a decisão de fl.
1.464 que julgou prejudicados os recursos extraordinários e a apreciação
imediata do apelo de fls. 1.462-1.487.
A Procuradoria Geral da República, em parecer de fls. 1.535-1.537,
manifestou-se pelo desprovimento do agravo regimental.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
O agravante, ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, sustenta, em suma,
que não há que se falar em prejudicialidade do recurso extraordinário
interposto contra o acórdão da origem, tendo em vista que há nos autos o
apelo extremo de fls. 1.462-1.487, cuja decisão que o inadmitiu, viciada
por erro material, não foi objeto de recurso em razão da nulidade
reconhecida pela decisão ora agravada.
Alega, ainda, que decisão de fls. 1.574-1.575, ao reconhecer a
ocorrência de nulidade, deveria ter tornado insubsistente, também, a
decisão objeto de anterior agravo regimental (fls. 1.464), determinando-se
a devolução dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para que a Vice-
Presidência da Corte Especial daquela Corte promovesse a correta
intimação da decisão de fls. 1.650-1.651.
Requer a reconsideração da decisão de fls. 1.464 e o consequente
prosseguimento do feito com a apreciação do recurso extraordinário de
fls. 1.462-1.487, tendo em vista a ocorrência de erro material na decisão do
Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu o recurso extraordinário por
intempestividade.
No mérito, ressalta a necessidade de se reconsiderar a decisão de fl.
1.464 que julgou prejudicados os recursos extraordinários e a apreciação
imediata do apelo de fls. 1.462-1.487.
A Procuradoria Geral da República, em parecer de fls. 1.535-1.537,
manifestou-se pelo desprovimento do agravo regimental.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Preliminarmente, é necessário destacar que, na decisão de fls. 1.574-
1.575, apenas determinei a devolução de prazo para interposição de
eventual recurso contra a decisão de prejudicialidade proferida pelo
Ministro Eros Grau, sem fazer nenhuma referência expressa acerca da
nulidade da decisão e/ou publicação do julgado.
Esclareço que assim procedi tendo em vista que, logo após a
publicação da decisão, o advogado Eduardo Machado dos Santos
peticionou requerendo a regularização da representação processual (fl.
1.467), sendo certo que referida regularização ocorreu por meio da
petição e procuração de fls. 1.565-1.571 e 1.572, respectivamente, sendo
renomeados exatamente os advogados Eduardo Machado dos Santos e
Carlos Augusto Thibau Guimarães, entre outros.
Registro, ainda, que, conforme explicitado na referida decisão, a
discussão em apreço refere-se à verificação da ocorrência ou não, em sede
de agravo regimental, da prejudicialidade do recurso extraordinário
interposto pelo agravante contra o acórdão proferido pelo Tribunal
Regional Federal da 2ª Região.
Isso porque o apelo extremo de fls. 1.462-1.487 interposto contra
acórdão proferido no julgamento do Recurso Especial 935.888/RJ foi
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624261.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Preliminarmente, é necessário destacar que, na decisão de fls. 1.574-
1.575, apenas determinei a devolução de prazo para interposição de
eventual recurso contra a decisão de prejudicialidade proferida pelo
Ministro Eros Grau, sem fazer nenhuma referência expressa acerca da
nulidade da decisão e/ou publicação do julgado.
Esclareço que assim procedi tendo em vista que, logo após a
publicação da decisão, o advogado Eduardo Machado dos Santos
peticionou requerendo a regularização da representação processual (fl.
1.467), sendo certo que referida regularização ocorreu por meio da
petição e procuração de fls. 1.565-1.571 e 1.572, respectivamente, sendo
renomeados exatamente os advogados Eduardo Machado dos Santos e
Carlos Augusto Thibau Guimarães, entre outros.
Registro, ainda, que, conforme explicitado na referida decisão, a
discussão em apreço refere-se à verificação da ocorrência ou não, em sede
de agravo regimental, da prejudicialidade do recurso extraordinário
interposto pelo agravante contra o acórdão proferido pelo Tribunal
Regional Federal da 2ª Região.
Isso porque o apelo extremo de fls. 1.462-1.487 interposto contra
acórdão proferido no julgamento do Recurso Especial 935.888/RJ foi
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624261.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
inadmitido pela Corte Especial por intempestividade, conforme decisão
de fl. 1.650, sendo certo que dessa decisão não foi interposto agravo de
instrumento. Ademais, em consulta ao sítio eletrônico da referida Corte,
verifiquei que, em 15/9/2009, foi certificado o decurso de prazo para
recurso e, após, remetidos os autos a este Tribunal para análise dos
recursos extraordinários interpostos contra o acórdão proferido pela
Corte Regional.
Além disso, conforme consignou o parecer da Procuradoria Geral da
República
“eventual nulidade da decisão de admissibilidade do RE
interposto contra o acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
transitado em julgado (certidão de fl. 1.653), não pode ser decretada
no presente regimental por dois fundamentos: um, porque não foi
instaurada a jurisdição do Supremo Tribunal Federal em relação ao
referido RE ante a inexistência de juízo positivo de admissibilidade
(Pet 2.691-QO, Rel. Min. Celso de Mello, RTJ 191/123); dois,
porquanto a nulidade somente poderia ser decretada pelo Superior
Tribunal de Justiça e em sede de ação rescisória (v.g. STJ: AR 1.168,
Rel. Min. Laurita Vaz, DJ de 28.06.06; AR 3.198, Rel. Min.
Humberto Martins, DJe de 04.09.2009; STF: RE 431.121, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, inter plures), impondo-se ressaltar que o vício
na publicação da decisão judicial não gera sua nulidade, mas sim a
determinação de republicação com vistas a sanar a irregularidade)” (fl.
1.537 – grifos no original).
E não há que se falar que a não interposição de agravo de
instrumento contra a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário
decorreu exclusivamente de erro material da Corte Especial decorrente da
publicação da decisão em nome dos advogados Carlos Augusto Thimbau
Guimarães e Outros. Isso porque, da análise detida dos autos, verifica-se
a ocorrência de tumulto processual provocado pela parte, conforme se
observa do histórico processual a seguir:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624261.
Supremo Tribunal Federal
RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
inadmitido pela Corte Especial por intempestividade, conforme decisão
de fl. 1.650, sendo certo que dessa decisão não foi interposto agravo de
instrumento. Ademais, em consulta ao sítio eletrônico da referida Corte,
verifiquei que, em 15/9/2009, foi certificado o decurso de prazo para
recurso e, após, remetidos os autos a este Tribunal para análise dos
recursos extraordinários interpostos contra o acórdão proferido pela
Corte Regional.
Além disso, conforme consignou o parecer da Procuradoria Geral da
República
“eventual nulidade da decisão de admissibilidade do RE
interposto contra o acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
transitado em julgado (certidão de fl. 1.653), não pode ser decretada
no presente regimental por dois fundamentos: um, porque não foi
instaurada a jurisdição do Supremo Tribunal Federal em relação ao
referido RE ante a inexistência de juízo positivo de admissibilidade
(Pet 2.691-QO, Rel. Min. Celso de Mello, RTJ 191/123); dois,
porquanto a nulidade somente poderia ser decretada pelo Superior
Tribunal de Justiça e em sede de ação rescisória (v.g. STJ: AR 1.168,
Rel. Min. Laurita Vaz, DJ de 28.06.06; AR 3.198, Rel. Min.
Humberto Martins, DJe de 04.09.2009; STF: RE 431.121, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, inter plures), impondo-se ressaltar que o vício
na publicação da decisão judicial não gera sua nulidade, mas sim a
determinação de republicação com vistas a sanar a irregularidade)” (fl.
1.537 – grifos no original).
E não há que se falar que a não interposição de agravo de
instrumento contra a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário
decorreu exclusivamente de erro material da Corte Especial decorrente da
publicação da decisão em nome dos advogados Carlos Augusto Thimbau
Guimarães e Outros. Isso porque, da análise detida dos autos, verifica-se
a ocorrência de tumulto processual provocado pela parte, conforme se
observa do histórico processual a seguir:
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
- em 9 de fevereiro de 2009, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT,
por meio do advogado Guilherme Linhares Valério da Silva, requereu a
suspensão por 3 meses da procuração outorgada aos advogados Eduardo
Machado dos Santos e Carlos Thibau, bem como juntou procuração
conferindo poderes ao advogado subscritor (fls. 1.570-1572);
- ainda em 9 de fevereiro e, também, em 12 de fevereiro de 2009, o
ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, por meio do advogado Guilherme
Linhares Valério da Silva opõe embargos de declaração contra o acórdão
proferido no agravo regimental nos embargos de divergência em recurso
especial (fls. 1.559-1.569 e 1.579-1.589);
- em 16 de fevereiro de 2009, os advogados Eduardo Machado dos
Santos e Carlos Thibau peticionaram e informaram que, quando
peticionaram com Embargos Declaratórios ainda se encontravam em
plena representação do espólio, bem como que os embargos protocolados
pelo novo patrono, Guilherme Linhares Valério da Silva, não poderiam
ser conhecidos e deveriam ser desentranhados, e que, inclusive,
realizariam representação perante o Tribunal de Ética e Disciplina da
Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Paraná (fls. 1.591-1.594).
- em 9 de março de 2009, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, por
meio do advogado Guilherme Linhares, peticionou requerendo que os
Embargos de Declaração por ele opostos prevalecessem sobre aqueles
oposto pelos advogados Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau
(fls. 1.598-1.599 e 1.601-602);
- em 25 de março de 2009, a Corte Especial, ao analisar ambos os
embargos, decidiu pela validade dos aclaratórios opostos por Eduardo
Machado dos Santos e Carlos Thibau. A publicação, portanto, saiu em
nome desses advogados (fls. 1.604-1.607 e 1.610);
- finalizado o julgamento desses embargos, oferecidas as
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RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
- em 9 de fevereiro de 2009, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT,
por meio do advogado Guilherme Linhares Valério da Silva, requereu a
suspensão por 3 meses da procuração outorgada aos advogados Eduardo
Machado dos Santos e Carlos Thibau, bem como juntou procuração
conferindo poderes ao advogado subscritor (fls. 1.570-1572);
- ainda em 9 de fevereiro e, também, em 12 de fevereiro de 2009, o
ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, por meio do advogado Guilherme
Linhares Valério da Silva opõe embargos de declaração contra o acórdão
proferido no agravo regimental nos embargos de divergência em recurso
especial (fls. 1.559-1.569 e 1.579-1.589);
- em 16 de fevereiro de 2009, os advogados Eduardo Machado dos
Santos e Carlos Thibau peticionaram e informaram que, quando
peticionaram com Embargos Declaratórios ainda se encontravam em
plena representação do espólio, bem como que os embargos protocolados
pelo novo patrono, Guilherme Linhares Valério da Silva, não poderiam
ser conhecidos e deveriam ser desentranhados, e que, inclusive,
realizariam representação perante o Tribunal de Ética e Disciplina da
Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Paraná (fls. 1.591-1.594).
- em 9 de março de 2009, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, por
meio do advogado Guilherme Linhares, peticionou requerendo que os
Embargos de Declaração por ele opostos prevalecessem sobre aqueles
oposto pelos advogados Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau
(fls. 1.598-1.599 e 1.601-602);
- em 25 de março de 2009, a Corte Especial, ao analisar ambos os
embargos, decidiu pela validade dos aclaratórios opostos por Eduardo
Machado dos Santos e Carlos Thibau. A publicação, portanto, saiu em
nome desses advogados (fls. 1.604-1.607 e 1.610);
- finalizado o julgamento desses embargos, oferecidas as
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RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
contrarrazões ao recurso extraordinário, a Corte Especial inadmitiu o RE
interposto contra o acórdão proferido no julgamento do recurso especial
por intempestividade, sendo a publicação da decisão realizada em nome
dos advogados Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau (fl. 1.650);
- em 15 de setembro de 2009, foi certificado pela Corte Especial o
decurso de prazo para eventual recurso, sendo o processo remetido a esta
Corte Suprema para análise do recurso extraordinário interposto contra o
acórdão proferido pelo Tribunal Regional da 2ª Região;
- em 23 de fevereiro de 2010, o então relator, Ministro Eros Grau,
julgou prejudicado o apelo extremo, tendo em vista o provimento do
recurso especial. A publicação da decisão saiu em dos advogados
Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau (fl. 1.464);
- novamente em 12 de março de 2010, um ano após a ocorrência do
referido tumulto processual, o advogado Eduardo Machado dos Santos
peticiona a esta Corte, na qual informa que foi destituído do patrocínio
dos interesses do referido ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT e requer a
intimação do referido espólio para que regularize sua representação
processual (fl. 1.467);
- em 17 de março de 2010, MARIA HELENA BITTENCOURT e
PRISCILA CID BITTENCOURT CAMPOS, na qualidade de terceiras
prejudicadas, apresentam a agravo regimental, postulando, em suma, a
insubsistência não só da decisão que julgou prejudicado o recurso
extraordinário interposto contra o acórdão da Corte regional, como
também da decisão proferida pela Corte Especial que inadmitiu o apelo
extremo contra suas decisões;
- em 2 de maio de 2012, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
peticiona e constitui como procuradores novamente os advogados
Eduardo Machado dos Santos e Carlos Augusto Thibau Guimarães (fls.
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RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
contrarrazões ao recurso extraordinário, a Corte Especial inadmitiu o RE
interposto contra o acórdão proferido no julgamento do recurso especial
por intempestividade, sendo a publicação da decisão realizada em nome
dos advogados Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau (fl. 1.650);
- em 15 de setembro de 2009, foi certificado pela Corte Especial o
decurso de prazo para eventual recurso, sendo o processo remetido a esta
Corte Suprema para análise do recurso extraordinário interposto contra o
acórdão proferido pelo Tribunal Regional da 2ª Região;
- em 23 de fevereiro de 2010, o então relator, Ministro Eros Grau,
julgou prejudicado o apelo extremo, tendo em vista o provimento do
recurso especial. A publicação da decisão saiu em dos advogados
Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau (fl. 1.464);
- novamente em 12 de março de 2010, um ano após a ocorrência do
referido tumulto processual, o advogado Eduardo Machado dos Santos
peticiona a esta Corte, na qual informa que foi destituído do patrocínio
dos interesses do referido ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT e requer a
intimação do referido espólio para que regularize sua representação
processual (fl. 1.467);
- em 17 de março de 2010, MARIA HELENA BITTENCOURT e
PRISCILA CID BITTENCOURT CAMPOS, na qualidade de terceiras
prejudicadas, apresentam a agravo regimental, postulando, em suma, a
insubsistência não só da decisão que julgou prejudicado o recurso
extraordinário interposto contra o acórdão da Corte regional, como
também da decisão proferida pela Corte Especial que inadmitiu o apelo
extremo contra suas decisões;
- em 2 de maio de 2012, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
peticiona e constitui como procuradores novamente os advogados
Eduardo Machado dos Santos e Carlos Augusto Thibau Guimarães (fls.
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RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
1.565-1.572).
Assim, a ocorrência de tumulto processual provocado pela parte,
ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, conforme se constata pela
intercorrências discriminadas acima, não é motivo suficiente para
provocar a nulidade da publicação da decisão do Superior Tribunal de
Justiça (fl. 1.650) que negou seguimento ao recurso extraordinário de fls.
1.462-1.487, visto que não é permitido à parte beneficiar-se de sua própria
torpeza.
Realizadas essas considerações iniciais, cumpre-me registrar que,
conforme destacado na decisão agravada, os recursos extraordinários
perderam o objeto.
No RE da UNIÃO de fls. 1.110-1.123, sustentou-se, em suma, que a
cobertura vegetal situada em área de preservação permanente não possui
valor econômico e, portanto, não é indenizável.
Já no RE do ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT de fls. 977-995,
postula-se a anulação da “determinação de nova avaliação do quantum
relativo à cobertura vegetal, restabelecendo-se os limites do julgado proferido em
sede de Embargos Infringentes”.
O Recurso Especial 935.888/RJ, interposto pela União, foi provido
para o fim de excluir da indenização o valor referente à cobertura vegetal
situada em área de preservação permanente (fls. 1.237-1.246 e 1.248),
restabelecendo-se a sentença de primeira instância. Assim, o acórdão
recorrido extraordinariamente foi substituído pelo julgado do Superior
Tribunal de Justiça, o que impõe o reconhecimento da prejudicialidade
dos recursos extraordinários. Nesse sentido, oportuna a transcrição dos
seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO - INTERPOSIÇÃO SIMULTÂNEA DO
ESPECIAL E DO EXTRAORDINÁRIO - PREJUÍZO. Ocorre o
5
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RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
1.565-1.572).
Assim, a ocorrência de tumulto processual provocado pela parte,
ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, conforme se constata pela
intercorrências discriminadas acima, não é motivo suficiente para
provocar a nulidade da publicação da decisão do Superior Tribunal de
Justiça (fl. 1.650) que negou seguimento ao recurso extraordinário de fls.
1.462-1.487, visto que não é permitido à parte beneficiar-se de sua própria
torpeza.
Realizadas essas considerações iniciais, cumpre-me registrar que,
conforme destacado na decisão agravada, os recursos extraordinários
perderam o objeto.
No RE da UNIÃO de fls. 1.110-1.123, sustentou-se, em suma, que a
cobertura vegetal situada em área de preservação permanente não possui
valor econômico e, portanto, não é indenizável.
Já no RE do ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT de fls. 977-995,
postula-se a anulação da “determinação de nova avaliação do quantum
relativo à cobertura vegetal, restabelecendo-se os limites do julgado proferido em
sede de Embargos Infringentes”.
O Recurso Especial 935.888/RJ, interposto pela União, foi provido
para o fim de excluir da indenização o valor referente à cobertura vegetal
situada em área de preservação permanente (fls. 1.237-1.246 e 1.248),
restabelecendo-se a sentença de primeira instância. Assim, o acórdão
recorrido extraordinariamente foi substituído pelo julgado do Superior
Tribunal de Justiça, o que impõe o reconhecimento da prejudicialidade
dos recursos extraordinários. Nesse sentido, oportuna a transcrição dos
seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO - INTERPOSIÇÃO SIMULTÂNEA DO
ESPECIAL E DO EXTRAORDINÁRIO - PREJUÍZO. Ocorre o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
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RE 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
prejuízo do extraordinário quando o recorrente haja logrado êxito no
julgamento do especial. O Direito é orgânico e dinâmico, sendo certo
que, à luz do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil, o
julgamento proferido pelo Tribunal substituiria a sentença ou a
decisão recorrida objeto do recurso.
AGRAVO - ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo
557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus
decorrente da litigância de má-fé” (RE 436.109-AgR/RS, Primeira
Turma).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL.
INTERPOSIÇÃO SIMULTANEA DE RECURSO ESPECIAL
E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA FAVORÁVEL AO
CONTRIBUINTE-AGRAVADO. EXTINÇÃO DA AÇÃO DE
EXECUÇÃO FISCAL.
DECISÃO AGRAVADA QUE DECLARA O PREJUÍZO DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO
SIMULTANEAMENTE AO RECURSO ESPECIAL. ALEGADA
PERSISTÊNCIA
DO
INTERESSE
RECURSAL.
INADMISSIBILIDADE.
(…).
2. Como o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao
recurso especial, para considerar inválida a tributação para extinguir
a ação de execução fiscal, o recurso extraordinário, que tinha o mesmo
objetivo, perdeu seu objeto. Nenhuma das partes tinha qualquer
interesse processual no prosseguimento do recurso extraordinário,
porquanto eventual provimento não teria utilidade.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 324.118-
AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
6
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prejuízo do extraordinário quando o recorrente haja logrado êxito no
julgamento do especial. O Direito é orgânico e dinâmico, sendo certo
que, à luz do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil, o
julgamento proferido pelo Tribunal substituiria a sentença ou a
decisão recorrida objeto do recurso.
AGRAVO - ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo
557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus
decorrente da litigância de má-fé” (RE 436.109-AgR/RS, Primeira
Turma).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL.
INTERPOSIÇÃO SIMULTANEA DE RECURSO ESPECIAL
E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA FAVORÁVEL AO
CONTRIBUINTE-AGRAVADO. EXTINÇÃO DA AÇÃO DE
EXECUÇÃO FISCAL.
DECISÃO AGRAVADA QUE DECLARA O PREJUÍZO DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO
SIMULTANEAMENTE AO RECURSO ESPECIAL. ALEGADA
PERSISTÊNCIA
DO
INTERESSE
RECURSAL.
INADMISSIBILIDADE.
(…).
2. Como o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao
recurso especial, para considerar inválida a tributação para extinguir
a ação de execução fiscal, o recurso extraordinário, que tinha o mesmo
objetivo, perdeu seu objeto. Nenhuma das partes tinha qualquer
interesse processual no prosseguimento do recurso extraordinário,
porquanto eventual provimento não teria utilidade.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 324.118-
AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO THIBAU GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE RUY
BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO THIBAU GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE RUY
BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4670644
| 2013-10-01T00:00:00
| 2013-10-15T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 01.10.2013.
|
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. OCORRÊNCIA DE TUMULTO PROCESSUAL PROVOCADO PELA AGRAVANTE. ARGUIÇÃO DE NULIDADES. IMPOSSIBILIDADE. INTERPOSIÇÃO SIMULTÂNEA DOS RECURSOS ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO. PROVIMENTO DO RECURSO ESPECIAL PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PERDA DO OBJETO DOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. ART. 512 DO CPC. AGRAVO IMPROVIDO.
I - A ocorrência de tumulto processual provocado pela parte não é motivo suficiente para provocar a nulidade da publicação da decisão do Superior Tribunal de Justiça que negou seguimento ao recurso extraordinário por ela interposto, visto que não é permitido à parte beneficiar-se de sua própria torpeza.
II - O provimento do recurso especial interposto pela União, que restabelece a sentença de primeira instância, prejudica o recurso extraordinário por ela interposto com o mesmo propósito, bem como o apelo extremo interposto pelo agravante. Assim, o acórdão recorrido extraordinariamente foi substituído pelo julgado do Superior Tribunal de Justiça, o que impõe o reconhecimento da prejudicialidade dos recursos extraordinários.
III - Agravo regimental improvido.
|
sjur244830
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PREJUDICIALIDADE)
RE 436109 AgR (1ªT), RE 324118 AgR (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 22/10/2013, BRU.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
604466
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00512\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-AgR-segundo
|
acordaos
|
RE 604466 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO THIBAU GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE RUY BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
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] |
Ementa e Acórdão
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S)
:CARLOS
EDUARDO
THIBAU
GUIMARÃES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE
RUY BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. OCORRÊNCIA DE
TUMULTO PROCESSUAL PROVOCADO PELA AGRAVANTE.
ARGUIÇÃO DE NULIDADES. IMPOSSIBILIDADE. INTERPOSIÇÃO
SIMULTÂNEA DOS RECURSOS ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO.
PROVIMENTO DO RECURSO ESPECIAL PELO SUPERIOR TRIBUNAL
DE JUSTIÇA. PERDA DO OBJETO DOS RECURSOS
EXTRAORDINÁRIOS. ART. 512 DO Código de Processo Civil. AGRAVO IMPROVIDO.
I - A ocorrência de tumulto processual provocado pela parte não é
motivo suficiente para provocar a nulidade da publicação da decisão do
Superior Tribunal de Justiça que negou seguimento ao recurso
extraordinário por ela interposto, visto que não é permitido à parte
beneficiar-se de sua própria torpeza.
II - O provimento do recurso especial interposto pela União, que
restabelece a sentença de primeira instância, prejudica o recurso
extraordinário por ela interposto com o mesmo propósito, bem como o
apelo extremo interposto pelo agravante. Assim, o acórdão recorrido
extraordinariamente foi substituído pelo julgado do Superior Tribunal de
Justiça, o que impõe o reconhecimento da prejudicialidade dos recursos
extraordinários.
III - Agravo regimental improvido.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S)
:CARLOS
EDUARDO
THIBAU
GUIMARÃES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE
RUY BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Em 10 de
abril de 2013, às fls. 1.574-1.575, proferi despacho determinando a
devolução de prazo para interposição de eventual recurso contra a
decisão proferida pelo Ministro Eros Grau, que julgou prejudicados os
recursos extraordinários interpostos pela União e pelo Espólio de Ruy
Bittencourt.
Às fls. 1.581-1.587, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT interpôs
agravo regimental contra decisão proferida pelo então relator, Ministro
Eros Grau, que julgou prejudicados os recursos extraordinários. Eis o teor
da decisão agravada:
“O Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar a matéria de sua
competência, deu provimento ao recurso especial interposto pela
União.
Julgo prejudicados os presentes recursos por perda dos seus
objetos [artigo 21, IX, do RISTF]” (fl. 1.464).
Supremo Tribunal Federal
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01/10/2013
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S)
:CARLOS
EDUARDO
THIBAU
GUIMARÃES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
:MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE
RUY BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Em 10 de
abril de 2013, às fls. 1.574-1.575, proferi despacho determinando a
devolução de prazo para interposição de eventual recurso contra a
decisão proferida pelo Ministro Eros Grau, que julgou prejudicados os
recursos extraordinários interpostos pela União e pelo Espólio de Ruy
Bittencourt.
Às fls. 1.581-1.587, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT interpôs
agravo regimental contra decisão proferida pelo então relator, Ministro
Eros Grau, que julgou prejudicados os recursos extraordinários. Eis o teor
da decisão agravada:
“O Superior Tribunal de Justiça, ao apreciar a matéria de sua
competência, deu provimento ao recurso especial interposto pela
União.
Julgo prejudicados os presentes recursos por perda dos seus
objetos [artigo 21, IX, do RISTF]” (fl. 1.464).
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
O agravante, ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, sustenta, em suma,
que não há que se falar em prejudicialidade do recurso extraordinário
interposto contra o acórdão da origem, tendo em vista que há nos autos o
apelo extremo de fls. 1.462-1.487, cuja decisão que o inadmitiu, viciada
por erro material, não foi objeto de recurso em razão da nulidade
reconhecida pela decisão ora agravada.
Alega, ainda, que decisão de fls. 1.574-1.575, ao reconhecer a
ocorrência de nulidade, deveria ter tornado insubsistente, também, a
decisão objeto de anterior agravo regimental (fls. 1.464), determinando-se
a devolução dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para que a Vice-
Presidência da Corte Especial daquela Corte promovesse a correta
intimação da decisão de fls. 1.650-1.651.
Requer a reconsideração da decisão de fls. 1.464 e o consequente
prosseguimento do feito com a apreciação do recurso extraordinário de
fls. 1.462-1.487, tendo em vista a ocorrência de erro material na decisão do
Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu o recurso extraordinário por
intempestividade.
No mérito, ressalta a necessidade de se reconsiderar a decisão de fl.
1.464 que julgou prejudicados os recursos extraordinários e a apreciação
imediata do apelo de fls. 1.462-1.487.
A Procuradoria Geral da República, em parecer de fls. 1.535-1.537,
manifestou-se pelo desprovimento do agravo regimental.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
O agravante, ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, sustenta, em suma,
que não há que se falar em prejudicialidade do recurso extraordinário
interposto contra o acórdão da origem, tendo em vista que há nos autos o
apelo extremo de fls. 1.462-1.487, cuja decisão que o inadmitiu, viciada
por erro material, não foi objeto de recurso em razão da nulidade
reconhecida pela decisão ora agravada.
Alega, ainda, que decisão de fls. 1.574-1.575, ao reconhecer a
ocorrência de nulidade, deveria ter tornado insubsistente, também, a
decisão objeto de anterior agravo regimental (fls. 1.464), determinando-se
a devolução dos autos ao Superior Tribunal de Justiça para que a Vice-
Presidência da Corte Especial daquela Corte promovesse a correta
intimação da decisão de fls. 1.650-1.651.
Requer a reconsideração da decisão de fls. 1.464 e o consequente
prosseguimento do feito com a apreciação do recurso extraordinário de
fls. 1.462-1.487, tendo em vista a ocorrência de erro material na decisão do
Superior Tribunal de Justiça que inadmitiu o recurso extraordinário por
intempestividade.
No mérito, ressalta a necessidade de se reconsiderar a decisão de fl.
1.464 que julgou prejudicados os recursos extraordinários e a apreciação
imediata do apelo de fls. 1.462-1.487.
A Procuradoria Geral da República, em parecer de fls. 1.535-1.537,
manifestou-se pelo desprovimento do agravo regimental.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Preliminarmente, é necessário destacar que, na decisão de fls. 1.574-
1.575, apenas determinei a devolução de prazo para interposição de
eventual recurso contra a decisão de prejudicialidade proferida pelo
Ministro Eros Grau, sem fazer nenhuma referência expressa acerca da
nulidade da decisão e/ou publicação do julgado.
Esclareço que assim procedi tendo em vista que, logo após a
publicação da decisão, o advogado Eduardo Machado dos Santos
peticionou requerendo a regularização da representação processual (fl.
1.467), sendo certo que referida regularização ocorreu por meio da
petição e procuração de fls. 1.565-1.571 e 1.572, respectivamente, sendo
renomeados exatamente os advogados Eduardo Machado dos Santos e
Carlos Augusto Thibau Guimarães, entre outros.
Registro, ainda, que, conforme explicitado na referida decisão, a
discussão em apreço refere-se à verificação da ocorrência ou não, em sede
de agravo regimental, da prejudicialidade do recurso extraordinário
interposto pelo agravante contra o acórdão proferido pelo Tribunal
Regional Federal da 2... Região.
Isso porque o apelo extremo de fls. 1.462-1.487 interposto contra
acórdão proferido no julgamento do Recurso Especial 935.888/RJ foi
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4624261.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Preliminarmente, é necessário destacar que, na decisão de fls. 1.574-
1.575, apenas determinei a devolução de prazo para interposição de
eventual recurso contra a decisão de prejudicialidade proferida pelo
Ministro Eros Grau, sem fazer nenhuma referência expressa acerca da
nulidade da decisão e/ou publicação do julgado.
Esclareço que assim procedi tendo em vista que, logo após a
publicação da decisão, o advogado Eduardo Machado dos Santos
peticionou requerendo a regularização da representação processual (fl.
1.467), sendo certo que referida regularização ocorreu por meio da
petição e procuração de fls. 1.565-1.571 e 1.572, respectivamente, sendo
renomeados exatamente os advogados Eduardo Machado dos Santos e
Carlos Augusto Thibau Guimarães, entre outros.
Registro, ainda, que, conforme explicitado na referida decisão, a
discussão em apreço refere-se à verificação da ocorrência ou não, em sede
de agravo regimental, da prejudicialidade do recurso extraordinário
interposto pelo agravante contra o acórdão proferido pelo Tribunal
Regional Federal da 2... Região.
Isso porque o apelo extremo de fls. 1.462-1.487 interposto contra
acórdão proferido no julgamento do Recurso Especial 935.888/RJ foi
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
inadmitido pela Corte Especial por intempestividade, conforme decisão
de fl. 1.650, sendo certo que dessa decisão não foi interposto agravo de
instrumento. Ademais, em consulta ao sítio eletrônico da referida Corte,
verifiquei que, em 15/9/2009, foi certificado o decurso de prazo para
recurso e, após, remetidos os autos a este Tribunal para análise dos
recursos extraordinários interpostos contra o acórdão proferido pela
Corte Regional.
Além disso, conforme consignou o parecer da Procuradoria Geral da
República
“eventual nulidade da decisão de admissibilidade do Recurso Extraordinário
interposto contra o acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
transitado em julgado (certidão de fl. 1.653), não pode ser decretada
no presente regimental por dois fundamentos: um, porque não foi
instaurada a jurisdição do Supremo Tribunal Federal em relação ao
referido Recurso Extraordinário ante a inexistência de juízo positivo de admissibilidade
(Pet 2.691-QO, Rel. Min. Celso de Mello, RTJ 191/123); dois,
porquanto a nulidade somente poderia ser decretada pelo Superior
Tribunal de Justiça e em sede de ação rescisória (v.g. Superior Tribunal de Justiça: AR 1.168,
Rel. Min. Laurita Vaz, DJ de 28.06.06; AR 3.198, Rel. Min.
Humberto Martins, DJe de 04.09.2009; Supremo Tribunal Federal: Recurso Extraordinário 431.121, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, inter plures), impondo-se ressaltar que o vício
na publicação da decisão judicial não gera sua nulidade, mas sim a
determinação de republicação com vistas a sanar a irregularidade)” (fl.
1.537 – grifos no original).
E não há que se falar que a não interposição de agravo de
instrumento contra a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário
decorreu exclusivamente de erro material da Corte Especial decorrente da
publicação da decisão em nome dos advogados Carlos Augusto Thimbau
Guimarães e Outros. Isso porque, da análise detida dos autos, verifica-se
a ocorrência de tumulto processual provocado pela parte, conforme se
observa do histórico processual a seguir:
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
inadmitido pela Corte Especial por intempestividade, conforme decisão
de fl. 1.650, sendo certo que dessa decisão não foi interposto agravo de
instrumento. Ademais, em consulta ao sítio eletrônico da referida Corte,
verifiquei que, em 15/9/2009, foi certificado o decurso de prazo para
recurso e, após, remetidos os autos a este Tribunal para análise dos
recursos extraordinários interpostos contra o acórdão proferido pela
Corte Regional.
Além disso, conforme consignou o parecer da Procuradoria Geral da
República
“eventual nulidade da decisão de admissibilidade do Recurso Extraordinário
interposto contra o acórdão do Superior Tribunal de Justiça,
transitado em julgado (certidão de fl. 1.653), não pode ser decretada
no presente regimental por dois fundamentos: um, porque não foi
instaurada a jurisdição do Supremo Tribunal Federal em relação ao
referido Recurso Extraordinário ante a inexistência de juízo positivo de admissibilidade
(Pet 2.691-QO, Rel. Min. Celso de Mello, RTJ 191/123); dois,
porquanto a nulidade somente poderia ser decretada pelo Superior
Tribunal de Justiça e em sede de ação rescisória (v.g. Superior Tribunal de Justiça: AR 1.168,
Rel. Min. Laurita Vaz, DJ de 28.06.06; AR 3.198, Rel. Min.
Humberto Martins, DJe de 04.09.2009; Supremo Tribunal Federal: Recurso Extraordinário 431.121, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, inter plures), impondo-se ressaltar que o vício
na publicação da decisão judicial não gera sua nulidade, mas sim a
determinação de republicação com vistas a sanar a irregularidade)” (fl.
1.537 – grifos no original).
E não há que se falar que a não interposição de agravo de
instrumento contra a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário
decorreu exclusivamente de erro material da Corte Especial decorrente da
publicação da decisão em nome dos advogados Carlos Augusto Thimbau
Guimarães e Outros. Isso porque, da análise detida dos autos, verifica-se
a ocorrência de tumulto processual provocado pela parte, conforme se
observa do histórico processual a seguir:
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
- em 9 de fevereiro de 2009, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT,
por meio do advogado Guilherme Linhares Valério da Silva, requereu a
suspensão por 3 meses da procuração outorgada aos advogados Eduardo
Machado dos Santos e Carlos Thibau, bem como juntou procuração
conferindo poderes ao advogado subscritor (fls. 1.570-1572);
- ainda em 9 de fevereiro e, também, em 12 de fevereiro de 2009, o
ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, por meio do advogado Guilherme
Linhares Valério da Silva opõe embargos de declaração contra o acórdão
proferido no agravo regimental nos embargos de divergência em recurso
especial (fls. 1.559-1.569 e 1.579-1.589);
- em 16 de fevereiro de 2009, os advogados Eduardo Machado dos
Santos e Carlos Thibau peticionaram e informaram que, quando
peticionaram com Embargos Declaratórios ainda se encontravam em
plena representação do espólio, bem como que os embargos protocolados
pelo novo patrono, Guilherme Linhares Valério da Silva, não poderiam
ser conhecidos e deveriam ser desentranhados, e que, inclusive,
realizariam representação perante o Tribunal de Ética e Disciplina da
Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Paraná (fls. 1.591-1.594).
- em 9 de março de 2009, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, por
meio do advogado Guilherme Linhares, peticionou requerendo que os
Embargos de Declaração por ele opostos prevalecessem sobre aqueles
oposto pelos advogados Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau
(fls. 1.598-1.599 e 1.601-602);
- em 25 de março de 2009, a Corte Especial, ao analisar ambos os
embargos, decidiu pela validade dos aclaratórios opostos por Eduardo
Machado dos Santos e Carlos Thibau. A publicação, portanto, saiu em
nome desses advogados (fls. 1.604-1.607 e 1.610);
- finalizado o julgamento desses embargos, oferecidas as
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
- em 9 de fevereiro de 2009, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT,
por meio do advogado Guilherme Linhares Valério da Silva, requereu a
suspensão por 3 meses da procuração outorgada aos advogados Eduardo
Machado dos Santos e Carlos Thibau, bem como juntou procuração
conferindo poderes ao advogado subscritor (fls. 1.570-1572);
- ainda em 9 de fevereiro e, também, em 12 de fevereiro de 2009, o
ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, por meio do advogado Guilherme
Linhares Valério da Silva opõe embargos de declaração contra o acórdão
proferido no agravo regimental nos embargos de divergência em recurso
especial (fls. 1.559-1.569 e 1.579-1.589);
- em 16 de fevereiro de 2009, os advogados Eduardo Machado dos
Santos e Carlos Thibau peticionaram e informaram que, quando
peticionaram com Embargos Declaratórios ainda se encontravam em
plena representação do espólio, bem como que os embargos protocolados
pelo novo patrono, Guilherme Linhares Valério da Silva, não poderiam
ser conhecidos e deveriam ser desentranhados, e que, inclusive,
realizariam representação perante o Tribunal de Ética e Disciplina da
Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Paraná (fls. 1.591-1.594).
- em 9 de março de 2009, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, por
meio do advogado Guilherme Linhares, peticionou requerendo que os
Embargos de Declaração por ele opostos prevalecessem sobre aqueles
oposto pelos advogados Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau
(fls. 1.598-1.599 e 1.601-602);
- em 25 de março de 2009, a Corte Especial, ao analisar ambos os
embargos, decidiu pela validade dos aclaratórios opostos por Eduardo
Machado dos Santos e Carlos Thibau. A publicação, portanto, saiu em
nome desses advogados (fls. 1.604-1.607 e 1.610);
- finalizado o julgamento desses embargos, oferecidas as
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
contrarrazões ao recurso extraordinário, a Corte Especial inadmitiu o Recurso Extraordinário
interposto contra o acórdão proferido no julgamento do recurso especial
por intempestividade, sendo a publicação da decisão realizada em nome
dos advogados Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau (fl. 1.650);
- em 15 de setembro de 2009, foi certificado pela Corte Especial o
decurso de prazo para eventual recurso, sendo o processo remetido a esta
Corte Suprema para análise do recurso extraordinário interposto contra o
acórdão proferido pelo Tribunal Regional da 2... Região;
- em 23 de fevereiro de 2010, o então relator, Ministro Eros Grau,
julgou prejudicado o apelo extremo, tendo em vista o provimento do
recurso especial. A publicação da decisão saiu em dos advogados
Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau (fl. 1.464);
- novamente em 12 de março de 2010, um ano após a ocorrência do
referido tumulto processual, o advogado Eduardo Machado dos Santos
peticiona a esta Corte, na qual informa que foi destituído do patrocínio
dos interesses do referido ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT e requer a
intimação do referido espólio para que regularize sua representação
processual (fl. 1.467);
- em 17 de março de 2010, MARIA HELENA BITTENCOURT e
PRISCILA CID BITTENCOURT CAMPOS, na qualidade de terceiras
prejudicadas, apresentam a agravo regimental, postulando, em suma, a
insubsistência não só da decisão que julgou prejudicado o recurso
extraordinário interposto contra o acórdão da Corte regional, como
também da decisão proferida pela Corte Especial que inadmitiu o apelo
extremo contra suas decisões;
- em 2 de maio de 2012, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
peticiona e constitui como procuradores novamente os advogados
Eduardo Machado dos Santos e Carlos Augusto Thibau Guimarães (fls.
4
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Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
contrarrazões ao recurso extraordinário, a Corte Especial inadmitiu o Recurso Extraordinário
interposto contra o acórdão proferido no julgamento do recurso especial
por intempestividade, sendo a publicação da decisão realizada em nome
dos advogados Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau (fl. 1.650);
- em 15 de setembro de 2009, foi certificado pela Corte Especial o
decurso de prazo para eventual recurso, sendo o processo remetido a esta
Corte Suprema para análise do recurso extraordinário interposto contra o
acórdão proferido pelo Tribunal Regional da 2... Região;
- em 23 de fevereiro de 2010, o então relator, Ministro Eros Grau,
julgou prejudicado o apelo extremo, tendo em vista o provimento do
recurso especial. A publicação da decisão saiu em dos advogados
Eduardo Machado dos Santos e Carlos Thibau (fl. 1.464);
- novamente em 12 de março de 2010, um ano após a ocorrência do
referido tumulto processual, o advogado Eduardo Machado dos Santos
peticiona a esta Corte, na qual informa que foi destituído do patrocínio
dos interesses do referido ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT e requer a
intimação do referido espólio para que regularize sua representação
processual (fl. 1.467);
- em 17 de março de 2010, MARIA HELENA BITTENCOURT e
PRISCILA CID BITTENCOURT CAMPOS, na qualidade de terceiras
prejudicadas, apresentam a agravo regimental, postulando, em suma, a
insubsistência não só da decisão que julgou prejudicado o recurso
extraordinário interposto contra o acórdão da Corte regional, como
também da decisão proferida pela Corte Especial que inadmitiu o apelo
extremo contra suas decisões;
- em 2 de maio de 2012, o ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
peticiona e constitui como procuradores novamente os advogados
Eduardo Machado dos Santos e Carlos Augusto Thibau Guimarães (fls.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
1.565-1.572).
Assim, a ocorrência de tumulto processual provocado pela parte,
ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, conforme se constata pela
intercorrências discriminadas acima, não é motivo suficiente para
provocar a nulidade da publicação da decisão do Superior Tribunal de
Justiça (fl. 1.650) que negou seguimento ao recurso extraordinário de fls.
1.462-1.487, visto que não é permitido à parte beneficiar-se de sua própria
torpeza.
Realizadas essas considerações iniciais, cumpre-me registrar que,
conforme destacado na decisão agravada, os recursos extraordinários
perderam o objeto.
No Recurso Extraordinário da UNIÃO de fls. 1.110-1.123, sustentou-se, em suma, que a
cobertura vegetal situada em área de preservação permanente não possui
valor econômico e, portanto, não é indenizável.
Já no Recurso Extraordinário do ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT de fls. 977-995,
postula-se a anulação da “determinação de nova avaliação do quantum
relativo à cobertura vegetal, restabelecendo-se os limites do julgado proferido em
sede de Embargos Infringentes”.
O Recurso Especial 935.888/RJ, interposto pela União, foi provido
para o fim de excluir da indenização o valor referente à cobertura vegetal
situada em área de preservação permanente (fls. 1.237-1.246 e 1.248),
restabelecendo-se a sentença de primeira instância. Assim, o acórdão
recorrido extraordinariamente foi substituído pelo julgado do Superior
Tribunal de Justiça, o que impõe o reconhecimento da prejudicialidade
dos recursos extraordinários. Nesse sentido, oportuna a transcrição dos
seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO - INTERPOSIÇÃO SIMULTÂNEA DO
ESPECIAL E DO EXTRAORDINÁRIO - PREJUÍZO. Ocorre o
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Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
1.565-1.572).
Assim, a ocorrência de tumulto processual provocado pela parte,
ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT, conforme se constata pela
intercorrências discriminadas acima, não é motivo suficiente para
provocar a nulidade da publicação da decisão do Superior Tribunal de
Justiça (fl. 1.650) que negou seguimento ao recurso extraordinário de fls.
1.462-1.487, visto que não é permitido à parte beneficiar-se de sua própria
torpeza.
Realizadas essas considerações iniciais, cumpre-me registrar que,
conforme destacado na decisão agravada, os recursos extraordinários
perderam o objeto.
No Recurso Extraordinário da UNIÃO de fls. 1.110-1.123, sustentou-se, em suma, que a
cobertura vegetal situada em área de preservação permanente não possui
valor econômico e, portanto, não é indenizável.
Já no Recurso Extraordinário do ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT de fls. 977-995,
postula-se a anulação da “determinação de nova avaliação do quantum
relativo à cobertura vegetal, restabelecendo-se os limites do julgado proferido em
sede de Embargos Infringentes”.
O Recurso Especial 935.888/RJ, interposto pela União, foi provido
para o fim de excluir da indenização o valor referente à cobertura vegetal
situada em área de preservação permanente (fls. 1.237-1.246 e 1.248),
restabelecendo-se a sentença de primeira instância. Assim, o acórdão
recorrido extraordinariamente foi substituído pelo julgado do Superior
Tribunal de Justiça, o que impõe o reconhecimento da prejudicialidade
dos recursos extraordinários. Nesse sentido, oportuna a transcrição dos
seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte:
“RECURSO - INTERPOSIÇÃO SIMULTÂNEA DO
ESPECIAL E DO EXTRAORDINÁRIO - PREJUÍZO. Ocorre o
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
prejuízo do extraordinário quando o recorrente haja logrado êxito no
julgamento do especial. O Direito é orgânico e dinâmico, sendo certo
que, à luz do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil, o
julgamento proferido pelo Tribunal substituiria a sentença ou a
decisão recorrida objeto do recurso.
AGRAVO - ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo
557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus
decorrente da litigância de má-fé” (Recurso Extraordinário 436.109-AgR/RS, Primeira
Turma).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL.
INTERPOSIÇÃO SIMULTANEA DE RECURSO ESPECIAL
E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA FAVORÁVEL AO
CONTRIBUINTE-AGRAVADO. EXTINÇÃO DA AÇÃO DE
EXECUÇÃO FISCAL.
DECISÃO AGRAVADA QUE DECLARA O PREJUÍZO DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO
SIMULTANEAMENTE AO RECURSO ESPECIAL. ALEGADA
PERSISTÊNCIA
DO
INTERESSE
RECURSAL.
INADMISSIBILIDADE.
(…).
2. Como o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao
recurso especial, para considerar inválida a tributação para extinguir
a ação de execução fiscal, o recurso extraordinário, que tinha o mesmo
objetivo, perdeu seu objeto. Nenhuma das partes tinha qualquer
interesse processual no prosseguimento do recurso extraordinário,
porquanto eventual provimento não teria utilidade.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 324.118-
AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
6
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Recurso Extraordinário 604466 AGR-SEGUNDO / RJ
prejuízo do extraordinário quando o recorrente haja logrado êxito no
julgamento do especial. O Direito é orgânico e dinâmico, sendo certo
que, à luz do disposto no artigo 512 do Código de Processo Civil, o
julgamento proferido pelo Tribunal substituiria a sentença ou a
decisão recorrida objeto do recurso.
AGRAVO - ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo
557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus
decorrente da litigância de má-fé” (Recurso Extraordinário 436.109-AgR/RS, Primeira
Turma).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL.
INTERPOSIÇÃO SIMULTANEA DE RECURSO ESPECIAL
E DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA FAVORÁVEL AO
CONTRIBUINTE-AGRAVADO. EXTINÇÃO DA AÇÃO DE
EXECUÇÃO FISCAL.
DECISÃO AGRAVADA QUE DECLARA O PREJUÍZO DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
INTERPOSTO
SIMULTANEAMENTE AO RECURSO ESPECIAL. ALEGADA
PERSISTÊNCIA
DO
INTERESSE
RECURSAL.
INADMISSIBILIDADE.
(…).
2. Como o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao
recurso especial, para considerar inválida a tributação para extinguir
a ação de execução fiscal, o recurso extraordinário, que tinha o mesmo
objetivo, perdeu seu objeto. Nenhuma das partes tinha qualquer
interesse processual no prosseguimento do recurso extraordinário,
porquanto eventual provimento não teria utilidade.
Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 324.118-
AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO THIBAU GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE RUY
BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.466
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO THIBAU GUIMARÃES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S) : MARIA HELENA BITTENCOURT - SUCESSÃO DE RUY
BITTENCOURT E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : EMMMANUEL GUEDES FERREIRA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 466",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 466",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Recurso Especial 935 . 888 / RJ",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 466",
"Recurso Especial 935 . 888 / RJ",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Pet 2 . 691 - QO",
"RTJ",
"Recurso Extraordinário 431 . 121",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Pet 2 . 691 - QO",
"Recurso Extraordinário 431 . 121",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Recurso Extraordinário 604466",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR - SEGUNDO / RJ",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR - SEGUNDO / RJ 1 . 565",
"Recurso Extraordinário do ESPÓLIO",
"Recurso Especial 935 . 888 / RJ",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR - SEGUNDO / RJ 1",
"Recurso Extraordinário da UNIÃO",
"Recurso Extraordinário do ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT",
"Recurso Especial 935 . 888 / RJ",
"Recurso Extraordinário 604466",
"Recurso Extraordinário 436 . 109 - AgR / RS",
"AI 324 . 118 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 604466 AGR - SEGUNDO",
"Recurso Extraordinário 436 . 109 - AgR / RS",
"AI 324 . 118 - AgR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 466"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 512 DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 21 , IX , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 21 , IX , do RISTF",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 512 do Código de Processo Civil",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"artigo 512 do Código de Processo Civil",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Paraná",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"ESPÓLIO DE",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"União",
"Espólio",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Vice",
"-",
"Presidência",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"Tribunal Regional Federal da 2 . .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SEGUNDO",
"Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"ESPÓLIO",
"ESPÓLIO",
"Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil",
"ESPÓLIO",
"Corte Especial",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDO",
"/",
"RJ",
"ESPÓLIO",
"ESPÓLIO",
"Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil",
"ESPÓLIO",
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"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"UNIÃO",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDO",
"/",
"RJ",
"Primeira Turma",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RJ",
"Primeira Turma",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ESPÓLIO",
"RUY BITTENCOURT",
"CARLOS EDUARDO THIBAU GUIMARÃES",
"MARIA HELENA BITTENCOURT",
"RUY BITTENCOURT",
"EMMMANUEL GUEDES FERREIRA",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT",
"CARLOS EDUARDO THIBAU GUIMARÃES",
"MARIA HELENA BITTENCOURT",
"RUY BITTENCOURT",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Eros Grau",
"Ruy Bittencourt",
"Eros Grau",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT",
"CARLOS EDUARDO THIBAU GUIMARÃES",
"MARIA HELENA BITTENCOURT",
"RUY BITTENCOURT",
"EMMMANUEL GUEDES FERREIRA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Eros Grau",
"Ruy Bittencourt",
"ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT",
"Eros Grau",
"ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT",
"ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Eros Grau",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Augusto Thibau Guimarães",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Eros",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Augusto Thibau Guimarães",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"Laurita Vaz",
"Humberto Martins",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Augusto Thimbau Guimarães",
"Celso de Mello",
"Laurita Vaz",
"Humberto Martins",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Augusto Thimbau Guimarães",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Guilherme Linhares Valério da Silva",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"RUY BITTENCOURT",
"Guilherme Linhares Valério da Silva",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"Guilherme Linhares Valério da Silva",
"Guilherme Linhares",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"Guilherme Linhares Valério da Silva",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"Guilherme Linhares Valério da Silva",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"Guilherme Linhares Valério da Silva",
"Guilherme Linhares",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos",
"Thibau",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"Eros Grau",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"Eduardo Machado dos Santos",
"ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT",
"MARIA HELENA BITTENCOURT",
"PRISCILA CID BITTENCOURT CAMPOS",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Augusto Thibau Guimarães",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"Eros Grau",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Thibau",
"Eduardo Machado dos Santos",
"ESPÓLIO DE RUI BITTENCOURT",
"MARIA HELENA BITTENCOURT",
"PRISCILA CID BITTENCOURT CAMPOS",
"RUY BITTENCOURT",
"Eduardo Machado dos Santos",
"Carlos Augusto Thibau Guimarães",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT",
"ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT",
"CARLOS EDUARDO THIBAU GUIMARÃES",
"MARIA HELENA BITTENCOURT",
"EMMMANUEL GUEDES FERREIRA",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ravena Siqueira",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"ESPÓLIO DE RUY BITTENCOURT",
"CARLOS EDUARDO THIBAU GUIMARÃES",
"MARIA HELENA BITTENCOURT",
"EMMMANUEL GUEDES FERREIRA",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1 . . . de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"10 de abril de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"10 de abril de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"9",
"/",
"2009",
"28",
".",
"06",
".",
"06",
"04",
".",
"09",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"9",
"/",
"2009",
"28",
".",
"06",
".",
"06",
"04",
".",
"09",
".",
"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9 de fevereiro de 2009",
"9 de fevereiro",
"12 de fevereiro de 2009",
"16 de fevereiro de 2009",
"9 de março de 2009",
"25 de março de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9 de fevereiro de 2009",
"9 de fevereiro",
"12 de fevereiro de 2009",
"16 de fevereiro de 2009",
"9 de março de 2009",
"25 de março de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de setembro de 2009",
"23 de fevereiro de 2010",
"12 de março de 2010",
"17 de março de 2010",
"2 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de setembro de 2009",
"23 de fevereiro de 2010",
"12 de março de 2010",
"17 de março de 2010",
"2 de maio de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"10",
"/",
"2013",
"01",
".",
"10",
".",
"2013",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.075 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S)
:JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S)
:LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRISÃO CAUTELAR –
NECESSIDADE COMPROVADA – DECISÃO FUNDAMENTADA –
MOTIVAÇÃO IDÔNEA QUE ENCONTRA APOIO EM FATOS
CONCRETOS – LEGALIDADE DA DECISÃO QUE DECRETOU A
PRISÃO CAUTELAR – PEDIDO INDEFERIDO.
DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA
DE DECRETAR-SE A PRISÃO CAUTELAR DO PACIENTE.
- Reveste-se de legitimidade jurídica a decisão judicial que decreta
prisão cautelar com apoio em fundamento empírico idôneo, revelador da
necessidade de adoção, pelo Estado, dessa excepcional medida de
privação da liberdade do indiciado
ou
do réu.
Precedentes.
Atendimento, no caso, dos requisitos legitimadores da decretação,
contra o ora paciente, de sua prisão cautelar.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4667320.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 114075 / BA
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Relatório
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.075 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S)
:JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S)
:LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A douta
Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE
ALMEIDA, assim resumiu e apreciou a presente impetração:
“1. O paciente foi denunciado pela suposta prática do crime
tipificado no art. 121, § 2.°, I e II, do Código Penal, ocorrido
em 20.05.2011. A prisão temporária foi decretada por requerimento
da autoridade policial. Posteriormente, o Juízo de primeiro grau
recebeu a denúncia e decretou sua prisão preventiva.
Inconformada, a defesa impetrou ‘habeas corpus’ (HC nº 0008837-
-49.2011.805.0000-0) no Tribunal de Justiça do Estado da
Bahia. Com a denegação do ‘mandamus’, foi impetrado o
HC nº 201.116/MG no Superior Tribunal de Justiça, que também
proferiu decisão denegatória da ordem, conforme a seguinte ementa:
‘HABEAS CORPUS’. HOMICÍDIO QUALIFICADO.
PRISÃO PREVENTIVA. 1. DECISÃO FUNDAMENTADA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO.
PERICULOSIDADE CONCRETA. ‘MODUS OPERANDI’.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUGA DO DISTRITO
DA CULPA. RISCO À APLICAÇÃO DA LEI PENAL E À
CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ORDEM
DENEGADA.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4667321.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.075 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S)
:JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S)
:LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A douta
Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE
ALMEIDA, assim resumiu e apreciou a presente impetração:
“1. O paciente foi denunciado pela suposta prática do crime
tipificado no art. 121, § 2.°, I e II, do Código Penal, ocorrido
em 20.05.2011. A prisão temporária foi decretada por requerimento
da autoridade policial. Posteriormente, o Juízo de primeiro grau
recebeu a denúncia e decretou sua prisão preventiva.
Inconformada, a defesa impetrou ‘habeas corpus’ (HC nº 0008837-
-49.2011.805.0000-0) no Tribunal de Justiça do Estado da
Bahia. Com a denegação do ‘mandamus’, foi impetrado o
HC nº 201.116/MG no Superior Tribunal de Justiça, que também
proferiu decisão denegatória da ordem, conforme a seguinte ementa:
‘HABEAS CORPUS’. HOMICÍDIO QUALIFICADO.
PRISÃO PREVENTIVA. 1. DECISÃO FUNDAMENTADA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO.
PERICULOSIDADE CONCRETA. ‘MODUS OPERANDI’.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUGA DO DISTRITO
DA CULPA. RISCO À APLICAÇÃO DA LEI PENAL E À
CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ORDEM
DENEGADA.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 114075 / BA
1. A liberdade, não se pode olvidar, é a regra em nosso
ordenamento constitucional, somente sendo possível sua mitigação
em hipóteses estritamente necessárias. Contudo, a prisão de
natureza cautelar não conflita com a presunção de inocência,
quando devidamente fundamentada pelo juiz a sua necessidade,
como é o caso dos autos.
2. Na hipótese, as instâncias ordinárias apresentaram
fundamentação idônea para a manutenção da prisão cautelar,
enfatizando, dentre outros, a periculosidade concreta do paciente –
evidenciada pelo modus operandi do crime –, bem como a fuga do
distrito da culpa após o cometimento do delito, circunstâncias essas
ensejadoras de risco à ordem pública, à aplicação da lei penal e à
conveniência da instrução criminal, nos termos do art. 312 do
Código de Processo Penal.
3. ‘Habeas corpus’ denegado.
2. Por isso o presente ‘mandamus’, no qual o impetrante
sustenta, em síntese, a inexistência de fundamentação concreta para
justificar a manutenção da custódia cautelar. Assim, requer a expedição
do respectivo alvará de soltura, a fim de que o paciente responda à ação
penal em liberdade.
3. De pronto, percebo a inadequação da via eleita, pois
conforme decidido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal,
no HC nº 109.956/PR (Rel. Min. Marco Aurélio), o ‘habeas corpus’
originário não pode ser substitutivo do recurso ordinário não interposto a
tempo.
4. Tampouco há elementos para a concessão da ordem de
ofício.
5. As instâncias precedentes, ao deliberarem sobre a questão,
demonstraram, concreta e suficientemente, a imperiosidade da
custódia cautelar, com suporte no artigo 312 do Código de Processo
Penal, em consonância com a pacífica orientação jurisprudencial dessa
Suprema Corte: ‘[...] a prisão cautelar – qualquer que seja a modalidade
que ostente no ordenamento positivo brasileiro (prisão em flagrante,
prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente de sentença de
pronúncia ou prisão motivada por condenação penal recorrível) –
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
1. A liberdade, não se pode olvidar, é a regra em nosso
ordenamento constitucional, somente sendo possível sua mitigação
em hipóteses estritamente necessárias. Contudo, a prisão de
natureza cautelar não conflita com a presunção de inocência,
quando devidamente fundamentada pelo juiz a sua necessidade,
como é o caso dos autos.
2. Na hipótese, as instâncias ordinárias apresentaram
fundamentação idônea para a manutenção da prisão cautelar,
enfatizando, dentre outros, a periculosidade concreta do paciente –
evidenciada pelo modus operandi do crime –, bem como a fuga do
distrito da culpa após o cometimento do delito, circunstâncias essas
ensejadoras de risco à ordem pública, à aplicação da lei penal e à
conveniência da instrução criminal, nos termos do art. 312 do
Código de Processo Penal.
3. ‘Habeas corpus’ denegado.
2. Por isso o presente ‘mandamus’, no qual o impetrante
sustenta, em síntese, a inexistência de fundamentação concreta para
justificar a manutenção da custódia cautelar. Assim, requer a expedição
do respectivo alvará de soltura, a fim de que o paciente responda à ação
penal em liberdade.
3. De pronto, percebo a inadequação da via eleita, pois
conforme decidido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal,
no HC nº 109.956/PR (Rel. Min. Marco Aurélio), o ‘habeas corpus’
originário não pode ser substitutivo do recurso ordinário não interposto a
tempo.
4. Tampouco há elementos para a concessão da ordem de
ofício.
5. As instâncias precedentes, ao deliberarem sobre a questão,
demonstraram, concreta e suficientemente, a imperiosidade da
custódia cautelar, com suporte no artigo 312 do Código de Processo
Penal, em consonância com a pacífica orientação jurisprudencial dessa
Suprema Corte: ‘[...] a prisão cautelar – qualquer que seja a modalidade
que ostente no ordenamento positivo brasileiro (prisão em flagrante,
prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente de sentença de
pronúncia ou prisão motivada por condenação penal recorrível) –
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
HC 114075 / BA
somente se legitima, se se comprovar, com apoio em base empírica
idônea, a real necessidade da adoção, pelo Estado, dessa extraordinária
medida de constrição do ‘status libertatis’ do indiciado ou do réu.’
(HC nº 89.501/GO, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 16.3.2007).
6. Com efeito, a decisão que decretou a prisão preventiva do
paciente, para a garantia da ordem pública e da efetiva aplicação da lei
penal, foi proferida com observância dos requisitos legais
exigidos. Na fundamentação, explicitou-se, além da materialidade e dos
indícios da autoria do delito, os elementos concretos evidenciadores
da gravidade da infração e da periculosidade do paciente: ‘A
análise minuciosa das declarações colhidas deixa clara a periculosidade e
a frieza do autor do crime, que não respeitou sequer a presença das filhas
da vítima no local dos fatos e empreendeu fuga logo após ter ceifado a
vida de Eliene, demonstrando sua intenção de se furtar a aplicação da lei
penal’.
7. Isso posto, opino pelo não conhecimento e, no mérito, pela
denegação da ordem.” (grifei)
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
somente se legitima, se se comprovar, com apoio em base empírica
idônea, a real necessidade da adoção, pelo Estado, dessa extraordinária
medida de constrição do ‘status libertatis’ do indiciado ou do réu.’
(HC nº 89.501/GO, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 16.3.2007).
6. Com efeito, a decisão que decretou a prisão preventiva do
paciente, para a garantia da ordem pública e da efetiva aplicação da lei
penal, foi proferida com observância dos requisitos legais
exigidos. Na fundamentação, explicitou-se, além da materialidade e dos
indícios da autoria do delito, os elementos concretos evidenciadores
da gravidade da infração e da periculosidade do paciente: ‘A
análise minuciosa das declarações colhidas deixa clara a periculosidade e
a frieza do autor do crime, que não respeitou sequer a presença das filhas
da vítima no local dos fatos e empreendeu fuga logo após ter ceifado a
vida de Eliene, demonstrando sua intenção de se furtar a aplicação da lei
penal’.
7. Isso posto, opino pelo não conhecimento e, no mérito, pela
denegação da ordem.” (grifei)
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.075 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
assistir razão à douta Procuradoria-Geral da República, quando opina,
no caso ora em exame, pela denegação da ordem de “habeas corpus”.
Como se sabe, não obstante o caráter extraordinário de que se reveste,
a prisão cautelar pode efetivar-se, desde que o ato judicial que a formalize
tenha fundamentação substancial, apoiando-se em elementos concretos e
reais que se ajustem aos requisitos abstratos – juridicamente definidos em
sede legal – autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela
cautelar penal (RTJ 134/798, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO).
É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, em
pronunciamento sobre a matéria (RTJ 64/77, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI),
tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO
FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688,
7ª ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de
Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9ª ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO
FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4ª ed., 1997, Saraiva),
que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a
existência de meros indícios de autoria – e desde que concretamente
ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de
Processo Penal –, torna-se legítima, presentes razões de necessidade, a
decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão
cautelar.
É inquestionável, portanto, que a antecipação cautelar da prisão –
qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo
(prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão
decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4667322.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.075 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
assistir razão à douta Procuradoria-Geral da República, quando opina,
no caso ora em exame, pela denegação da ordem de “habeas corpus”.
Como se sabe, não obstante o caráter extraordinário de que se reveste,
a prisão cautelar pode efetivar-se, desde que o ato judicial que a formalize
tenha fundamentação substancial, apoiando-se em elementos concretos e
reais que se ajustem aos requisitos abstratos – juridicamente definidos em
sede legal – autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela
cautelar penal (RTJ 134/798, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO).
É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, em
pronunciamento sobre a matéria (RTJ 64/77, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI),
tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO
FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688,
7ª ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de
Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9ª ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO
FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4ª ed., 1997, Saraiva),
que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a
existência de meros indícios de autoria – e desde que concretamente
ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de
Processo Penal –, torna-se legítima, presentes razões de necessidade, a
decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão
cautelar.
É inquestionável, portanto, que a antecipação cautelar da prisão –
qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo
(prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão
decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4667322.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 114075 / BA
condenatória recorrível) – não se revela incompatível com o princípio
constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 –
RTJ 142/855 – RTJ 142/878 – RTJ 148/429 – HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA
SILVEIRA, v.g.).
O exame da decisão que decretou a prisão preventiva do ora
paciente evidencia, como bem salientou o acórdão ora impugnado, que tal
ato sustenta-se em razões de necessidade, confirmadas, no caso, pela
existência de base empírica idônea.
É certo que a repercussão social da infração penal, a credibilidade da
Justiça e a fuga do suposto autor do delito (quando motivada pelo
exclusivo propósito de obstar a caracterização da situação de flagrância)
não se qualificam como causas legais de justificação da custódia cautelar
(RTJ 172/159, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RTJ 187/933-934, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – HC 96.568/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
HC 72.368/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, v.g.).
Não se pode ignorar, no entanto, que o Supremo Tribunal Federal
tem entendido, em precedentes de ambas as Turmas desta Corte
(HC 94.330/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 98.754/SP, Rel. Min.
ELLEN GRACIE – HC 104.510/GO, Rel. Min. ELLEN GRACIE –
HC 104.522/MG, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX – HC 108.145/SP, Rel.
Min. LUIZ FUX – HC 109.436/ES, Rel. Min. AYRES BRITTO –
HC 110.313/MS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 110.848/SC, Rel. Min.
DIAS TOFFOLI – RHC 106.697/PE, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.), que se
reveste de fundamentação idônea a prisão cautelar decretada contra pessoa
cujo comportamento
revele,
concretamente,
sua
periculosidade,
evidenciada, tal como sucede na espécie, pelo “modus operandi” empregado
na realização da prática delituosa que lhe é imputada:
“‘HABEAS
CORPUS’.
PRISÃO
PREVENTIVA.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E APLICAÇÃO DA LEI
PENAL. RÉU PRONUNCIADO POR DUPLO HOMICÍDIO
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
condenatória recorrível) – não se revela incompatível com o princípio
constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 –
RTJ 142/855 – RTJ 142/878 – RTJ 148/429 – HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA
SILVEIRA, v.g.).
O exame da decisão que decretou a prisão preventiva do ora
paciente evidencia, como bem salientou o acórdão ora impugnado, que tal
ato sustenta-se em razões de necessidade, confirmadas, no caso, pela
existência de base empírica idônea.
É certo que a repercussão social da infração penal, a credibilidade da
Justiça e a fuga do suposto autor do delito (quando motivada pelo
exclusivo propósito de obstar a caracterização da situação de flagrância)
não se qualificam como causas legais de justificação da custódia cautelar
(RTJ 172/159, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RTJ 187/933-934, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – HC 96.568/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
HC 72.368/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, v.g.).
Não se pode ignorar, no entanto, que o Supremo Tribunal Federal
tem entendido, em precedentes de ambas as Turmas desta Corte
(HC 94.330/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 98.754/SP, Rel. Min.
ELLEN GRACIE – HC 104.510/GO, Rel. Min. ELLEN GRACIE –
HC 104.522/MG, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX – HC 108.145/SP, Rel.
Min. LUIZ FUX – HC 109.436/ES, Rel. Min. AYRES BRITTO –
HC 110.313/MS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 110.848/SC, Rel. Min.
DIAS TOFFOLI – RHC 106.697/PE, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.), que se
reveste de fundamentação idônea a prisão cautelar decretada contra pessoa
cujo comportamento
revele,
concretamente,
sua
periculosidade,
evidenciada, tal como sucede na espécie, pelo “modus operandi” empregado
na realização da prática delituosa que lhe é imputada:
“‘HABEAS
CORPUS’.
PRISÃO
PREVENTIVA.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E APLICAÇÃO DA LEI
PENAL. RÉU PRONUNCIADO POR DUPLO HOMICÍDIO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 114075 / BA
QUALIFICADO
E
LESÃO
CORPORAL
GRAVE.
MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. PRISÃO
PREVENTIVA EMBASADA EM FATOS CONCRETOS.
PERICULOSIDADE CONCRETA. ACAUTELAMENTO DO
MEIO SOCIAL. ORDEM DENEGADA.
1. O fundamento da garantia da ordem pública é
suficiente, no caso, para sustentar o decreto de prisão preventiva do
paciente. Decreto, afinal, mantido pela sentença de pronúncia, com o
reconhecimento de que permanecem incólumes os fundamentos da
preventiva. Não há como refugar a aplicabilidade do conceito de ordem
pública se a concreta situação dos autos evidencia a necessidade de
acautelamento do meio social.
2. Quando da maneira de execução do delito sobressair a
extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a
possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o ‘modus
operandi’ do suposto crime e a garantia da ordem pública.
3. Não há que se falar em inidoneidade do decreto de
prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do contexto
empírico da causa. Contexto, esse, revelador da gravidade concreta da
conduta (de violência incomum) e da periculosidade do paciente.
4. O decreto prisional, para além de apontar o paciente como
investigado em vários outros delitos (fls. 60), encontra apoio, ainda,
na fuga do acusado. Fuga, essa, que se deu logo após o cometimento do
delito, a demonstrar o claro intento de se frustrar a aplicação da lei
penal. O que, segundo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
materializa a hipótese descrita no art. 312 do Código de Processo
Penal.
5. Ordem denegada.”
(HC 97.688/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
“RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’.
CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. IMPUTAÇÃO DOS
DELITOS PREVISTOS NO ART. 121, § 2º, INC. II E V, DO
CÓDIGO PENAL E NO 244-B, § 2º, DA LEI N. 8.069/1990
(ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). PRISÃO
PREVENTIVA.
PERICULOSIDADE DO RECORRENTE
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
QUALIFICADO
E
LESÃO
CORPORAL
GRAVE.
MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. PRISÃO
PREVENTIVA EMBASADA EM FATOS CONCRETOS.
PERICULOSIDADE CONCRETA. ACAUTELAMENTO DO
MEIO SOCIAL. ORDEM DENEGADA.
1. O fundamento da garantia da ordem pública é
suficiente, no caso, para sustentar o decreto de prisão preventiva do
paciente. Decreto, afinal, mantido pela sentença de pronúncia, com o
reconhecimento de que permanecem incólumes os fundamentos da
preventiva. Não há como refugar a aplicabilidade do conceito de ordem
pública se a concreta situação dos autos evidencia a necessidade de
acautelamento do meio social.
2. Quando da maneira de execução do delito sobressair a
extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a
possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o ‘modus
operandi’ do suposto crime e a garantia da ordem pública.
3. Não há que se falar em inidoneidade do decreto de
prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do contexto
empírico da causa. Contexto, esse, revelador da gravidade concreta da
conduta (de violência incomum) e da periculosidade do paciente.
4. O decreto prisional, para além de apontar o paciente como
investigado em vários outros delitos (fls. 60), encontra apoio, ainda,
na fuga do acusado. Fuga, essa, que se deu logo após o cometimento do
delito, a demonstrar o claro intento de se frustrar a aplicação da lei
penal. O que, segundo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
materializa a hipótese descrita no art. 312 do Código de Processo
Penal.
5. Ordem denegada.”
(HC 97.688/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
“RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’.
CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. IMPUTAÇÃO DOS
DELITOS PREVISTOS NO ART. 121, § 2º, INC. II E V, DO
CÓDIGO PENAL E NO 244-B, § 2º, DA LEI N. 8.069/1990
(ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). PRISÃO
PREVENTIVA.
PERICULOSIDADE DO RECORRENTE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 114075 / BA
EVIDENCIADA
PELO
‘MODUS
OPERANDI’
E
POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITIVA. AMEAÇA A
TESTEMUNHAS. FUNDAMENTOS IDÔNEOS.
1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade
do agente evidenciada pelo ‘modus operandi’, o risco concreto de
reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos
para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes.
2. A presença de condições subjetivas favoráveis não
obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos
elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na
espécie vertente.
3. Recurso ao qual se nega provimento.”
(RHC 110.575/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei)
“I – A prisão cautelar se mostra suficientemente
motivada para a preservação da ordem pública, tendo em vista a
periculosidade do paciente, verificada pelo ‘modus operandi’
mediante o qual foi praticado o delito.
II – Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que,
permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um
contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a
instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da
condenação. Precedentes.
III - Ordem denegada.”
(HC 111.521/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI –
grifei)
Impende destacar, no ponto, que tal orientação tem sido
observada em sucessivas decisões proferidas por eminentes Juízes desta
Corte (HC 110.472-MC/RJ, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 113.163-
-MC/RR, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 113.704/MG, Rel.
Min. ROSA WEBER – HC 113.809-MC/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA –
HC 113.870-MC/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.)
Tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão emanada da
magistrada de primeiro grau ajustam-se aos estritos critérios que a
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
EVIDENCIADA
PELO
‘MODUS
OPERANDI’
E
POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITIVA. AMEAÇA A
TESTEMUNHAS. FUNDAMENTOS IDÔNEOS.
1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade
do agente evidenciada pelo ‘modus operandi’, o risco concreto de
reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos
para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes.
2. A presença de condições subjetivas favoráveis não
obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos
elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na
espécie vertente.
3. Recurso ao qual se nega provimento.”
(RHC 110.575/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei)
“I – A prisão cautelar se mostra suficientemente
motivada para a preservação da ordem pública, tendo em vista a
periculosidade do paciente, verificada pelo ‘modus operandi’
mediante o qual foi praticado o delito.
II – Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que,
permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um
contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a
instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da
condenação. Precedentes.
III - Ordem denegada.”
(HC 111.521/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI –
grifei)
Impende destacar, no ponto, que tal orientação tem sido
observada em sucessivas decisões proferidas por eminentes Juízes desta
Corte (HC 110.472-MC/RJ, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 113.163-
-MC/RR, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 113.704/MG, Rel.
Min. ROSA WEBER – HC 113.809-MC/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA –
HC 113.870-MC/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.)
Tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão emanada da
magistrada de primeiro grau ajustam-se aos estritos critérios que a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 114075 / BA
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
consagrou
nessa
matéria:
“(...) a prisão preventiva deve ser convincentemente motivada
(...). A fundamentação deve ser substancial, com base em fatos
concretos, e não mero ato formal.”
(RTJ 73/411, Rel. Min. ALIOMAR BALEEIRO – grifei)
Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o
parecer da douta Procuradoria-Geral da República, indefiro o pedido de
“habeas corpus”.
É o meu voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
consagrou
nessa
matéria:
“(...) a prisão preventiva deve ser convincentemente motivada
(...). A fundamentação deve ser substancial, com base em fatos
concretos, e não mero ato formal.”
(RTJ 73/411, Rel. Min. ALIOMAR BALEEIRO – grifei)
Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o
parecer da douta Procuradoria-Geral da República, indefiro o pedido de
“habeas corpus”.
É o meu voto.
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Extrato de Ata - 01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.075
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S) : JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S) : LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. 2ª Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.075
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S) : JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S) : LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. 2ª Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4704604
| 2013-10-01T00:00:00
| 2013-10-21T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 01.10.2013.
|
HABEAS CORPUS
|
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRISÃO CAUTELAR – NECESSIDADE COMPROVADA – DECISÃO FUNDAMENTADA – MOTIVAÇÃO IDÔNEA QUE ENCONTRA APOIO EM FATOS CONCRETOS – LEGALIDADE DA DECISÃO QUE DECRETOU A PRISÃO CAUTELAR – PEDIDO INDEFERIDO.
DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA DE DECRETAR-SE A PRISÃO CAUTELAR DO PACIENTE.
- Reveste-se de legitimidade jurídica a decisão judicial que decreta prisão cautelar com apoio em fundamento empírico idôneo, revelador da necessidade de adoção, pelo Estado, dessa excepcional medida de privação da liberdade do indiciado ou do réu. Precedentes. Atendimento, no caso, dos requisitos legitimadores da decretação, contra o ora paciente, de sua prisão cautelar.
|
sjur245694
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRISÃO CAUTELAR, EXCEPCIONALIDADE, ELEMENTOS CONCRETOS)
RTJ 134/798, RTJ 64/77, RTJ 73/411.
(PRISÃO CAUTELAR, PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA)
HC 68726, RTJ 133/280, RTJ 138/216, RTJ 142/855, RTJ 142/878, RTJ 148/429.
(PRISÃO CAUTELAR, REPERCUSSÃO SOCIAL, CREDIBILIDADE DA JUSTIÇA, FUGA)
HC 72368, HC 96568 (1ªT), RTJ 172/159, RTJ 187/933.
(PRISÃO CAUTELAR, PERICULOSIDADE, MODUS OPERANDI)
HC 94330 (2ªT), HC 97688 (1ªT), HC 98754 (2ªT), HC 104510 (2ªT), HC 104522 (1ªT), RHC 106697 (1ªT), HC 108145 (1ªT), HC 109436 (2ªT), HC 110313 (1ªT), RHC 110575 (1ªT), HC 110848 (1ªT), HC 111521 (2ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(PRISÃO CAUTELAR, PERICULOSIDADE, MODUS OPERANDI)
HC 110472 MC, HC 113163 MC, HC 113704, HC 113809 MC, HC 113870 MC.
Número de páginas: 11.
Análise: 13/11/2013, IVA.
|
CELSO DE MELLO
|
Segunda Turma
|
114075
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 114075
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[
""
] |
PACTE.(S) : JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S) : LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.075 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S)
:JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S)
:LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRISÃO CAUTELAR –
NECESSIDADE COMPROVADA – DECISÃO FUNDAMENTADA –
MOTIVAÇÃO IDÔNEA QUE ENCONTRA APOIO EM FATOS
CONCRETOS – LEGALIDADE DA DECISÃO QUE DECRETOU A
PRISÃO CAUTELAR – PEDIDO INDEFERIDO.
DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA
DE DECRETAR-SE A PRISÃO CAUTELAR DO PACIENTE.
- Reveste-se de legitimidade jurídica a decisão judicial que decreta
prisão cautelar com apoio em fundamento empírico idôneo, revelador da
necessidade de adoção, pelo Estado, dessa excepcional medida de
privação da liberdade do indiciado
ou
do réu.
Precedentes.
Atendimento, no caso, dos requisitos legitimadores da decretação,
contra o ora paciente, de sua prisão cautelar.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 114075 / BA
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem, nos
termos do voto do Relator.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
CELSO DE MELLO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.075 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S)
:JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S)
:LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A douta
Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE
ALMEIDA, assim resumiu e apreciou a presente impetração:
“1. O paciente foi denunciado pela suposta prática do crime
tipificado no art. 121, § 2., I e II, do Código Penal, ocorrido
em 20.05.2011. A prisão temporária foi decretada por requerimento
da autoridade policial. Posteriormente, o Juízo de primeiro grau
recebeu a denúncia e decretou sua prisão preventiva.
Inconformada, a defesa impetrou ‘habeas corpus’ (HC n 0008837-
-49.2011.805.0000-0) no Tribunal de Justiça do Estado da
Bahia. Com a denegação do ‘mandamus’, foi impetrado o
HC n 201.116/MG no Superior Tribunal de Justiça, que também
proferiu decisão denegatória da ordem, conforme a seguinte ementa:
‘HABEAS CORPUS’. HOMICÍDIO QUALIFICADO.
PRISÃO PREVENTIVA. 1. DECISÃO FUNDAMENTADA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO.
PERICULOSIDADE CONCRETA. ‘MODUS OPERANDI’.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUGA DO DISTRITO
DA CULPA. RISCO À APLICAÇÃO DA LEI PENAL E À
CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ORDEM
DENEGADA.
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.075 BAHIA
RELATOR
: MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S)
:JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S)
:LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A douta
Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do ilustre
Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE
ALMEIDA, assim resumiu e apreciou a presente impetração:
“1. O paciente foi denunciado pela suposta prática do crime
tipificado no art. 121, § 2., I e II, do Código Penal, ocorrido
em 20.05.2011. A prisão temporária foi decretada por requerimento
da autoridade policial. Posteriormente, o Juízo de primeiro grau
recebeu a denúncia e decretou sua prisão preventiva.
Inconformada, a defesa impetrou ‘habeas corpus’ (HC n 0008837-
-49.2011.805.0000-0) no Tribunal de Justiça do Estado da
Bahia. Com a denegação do ‘mandamus’, foi impetrado o
HC n 201.116/MG no Superior Tribunal de Justiça, que também
proferiu decisão denegatória da ordem, conforme a seguinte ementa:
‘HABEAS CORPUS’. HOMICÍDIO QUALIFICADO.
PRISÃO PREVENTIVA. 1. DECISÃO FUNDAMENTADA.
CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO.
PERICULOSIDADE CONCRETA. ‘MODUS OPERANDI’.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUGA DO DISTRITO
DA CULPA. RISCO À APLICAÇÃO DA LEI PENAL E À
CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ORDEM
DENEGADA.
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Relatório
HC 114075 / BA
1. A liberdade, não se pode olvidar, é a regra em nosso
ordenamento constitucional, somente sendo possível sua mitigação
em hipóteses estritamente necessárias. Contudo, a prisão de
natureza cautelar não conflita com a presunção de inocência,
quando devidamente fundamentada pelo juiz a sua necessidade,
como é o caso dos autos.
2. Na hipótese, as instâncias ordinárias apresentaram
fundamentação idônea para a manutenção da prisão cautelar,
enfatizando, dentre outros, a periculosidade concreta do paciente –
evidenciada pelo modus operandi do crime –, bem como a fuga do
distrito da culpa após o cometimento do delito, circunstâncias essas
ensejadoras de risco à ordem pública, à aplicação da lei penal e à
conveniência da instrução criminal, nos termos do art. 312 do
Código de Processo Penal.
3. ‘Habeas corpus’ denegado.
2. Por isso o presente ‘mandamus’, no qual o impetrante
sustenta, em síntese, a inexistência de fundamentação concreta para
justificar a manutenção da custódia cautelar. Assim, requer a expedição
do respectivo alvará de soltura, a fim de que o paciente responda à ação
penal em liberdade.
3. De pronto, percebo a inadequação da via eleita, pois
conforme decidido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal,
no HC n 109.956/PR (Rel. Min. Marco Aurélio), o ‘habeas corpus’
originário não pode ser substitutivo do recurso ordinário não interposto a
tempo.
4. Tampouco há elementos para a concessão da ordem de
ofício.
5. As instâncias precedentes, ao deliberarem sobre a questão,
demonstraram, concreta e suficientemente, a imperiosidade da
custódia cautelar, com suporte no artigo 312 do Código de Processo
Penal, em consonância com a pacífica orientação jurisprudencial dessa
Suprema Corte: ‘[...] a prisão cautelar – qualquer que seja a modalidade
que ostente no ordenamento positivo brasileiro (prisão em flagrante,
prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente de sentença de
pronúncia ou prisão motivada por condenação penal recorrível) –
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
1. A liberdade, não se pode olvidar, é a regra em nosso
ordenamento constitucional, somente sendo possível sua mitigação
em hipóteses estritamente necessárias. Contudo, a prisão de
natureza cautelar não conflita com a presunção de inocência,
quando devidamente fundamentada pelo juiz a sua necessidade,
como é o caso dos autos.
2. Na hipótese, as instâncias ordinárias apresentaram
fundamentação idônea para a manutenção da prisão cautelar,
enfatizando, dentre outros, a periculosidade concreta do paciente –
evidenciada pelo modus operandi do crime –, bem como a fuga do
distrito da culpa após o cometimento do delito, circunstâncias essas
ensejadoras de risco à ordem pública, à aplicação da lei penal e à
conveniência da instrução criminal, nos termos do art. 312 do
Código de Processo Penal.
3. ‘Habeas corpus’ denegado.
2. Por isso o presente ‘mandamus’, no qual o impetrante
sustenta, em síntese, a inexistência de fundamentação concreta para
justificar a manutenção da custódia cautelar. Assim, requer a expedição
do respectivo alvará de soltura, a fim de que o paciente responda à ação
penal em liberdade.
3. De pronto, percebo a inadequação da via eleita, pois
conforme decidido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal,
no HC n 109.956/PR (Rel. Min. Marco Aurélio), o ‘habeas corpus’
originário não pode ser substitutivo do recurso ordinário não interposto a
tempo.
4. Tampouco há elementos para a concessão da ordem de
ofício.
5. As instâncias precedentes, ao deliberarem sobre a questão,
demonstraram, concreta e suficientemente, a imperiosidade da
custódia cautelar, com suporte no artigo 312 do Código de Processo
Penal, em consonância com a pacífica orientação jurisprudencial dessa
Suprema Corte: ‘[...] a prisão cautelar – qualquer que seja a modalidade
que ostente no ordenamento positivo brasileiro (prisão em flagrante,
prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente de sentença de
pronúncia ou prisão motivada por condenação penal recorrível) –
2
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Relatório
HC 114075 / BA
somente se legitima, se se comprovar, com apoio em base empírica
idônea, a real necessidade da adoção, pelo Estado, dessa extraordinária
medida de constrição do ‘status libertatis’ do indiciado ou do réu.’
(HC n 89.501/GO, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 16.3.2007).
6. Com efeito, a decisão que decretou a prisão preventiva do
paciente, para a garantia da ordem pública e da efetiva aplicação da lei
penal, foi proferida com observância dos requisitos legais
exigidos. Na fundamentação, explicitou-se, além da materialidade e dos
indícios da autoria do delito, os elementos concretos evidenciadores
da gravidade da infração e da periculosidade do paciente: ‘A
análise minuciosa das declarações colhidas deixa clara a periculosidade e
a frieza do autor do crime, que não respeitou sequer a presença das filhas
da vítima no local dos fatos e empreendeu fuga logo após ter ceifado a
vida de Eliene, demonstrando sua intenção de se furtar a aplicação da lei
penal’.
7. Isso posto, opino pelo não conhecimento e, no mérito, pela
denegação da ordem.” (grifei)
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
somente se legitima, se se comprovar, com apoio em base empírica
idônea, a real necessidade da adoção, pelo Estado, dessa extraordinária
medida de constrição do ‘status libertatis’ do indiciado ou do réu.’
(HC n 89.501/GO, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 16.3.2007).
6. Com efeito, a decisão que decretou a prisão preventiva do
paciente, para a garantia da ordem pública e da efetiva aplicação da lei
penal, foi proferida com observância dos requisitos legais
exigidos. Na fundamentação, explicitou-se, além da materialidade e dos
indícios da autoria do delito, os elementos concretos evidenciadores
da gravidade da infração e da periculosidade do paciente: ‘A
análise minuciosa das declarações colhidas deixa clara a periculosidade e
a frieza do autor do crime, que não respeitou sequer a presença das filhas
da vítima no local dos fatos e empreendeu fuga logo após ter ceifado a
vida de Eliene, demonstrando sua intenção de se furtar a aplicação da lei
penal’.
7. Isso posto, opino pelo não conhecimento e, no mérito, pela
denegação da ordem.” (grifei)
É o relatório.
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.075 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
assistir razão à douta Procuradoria-Geral da República, quando opina,
no caso ora em exame, pela denegação da ordem de “habeas corpus”.
Como se sabe, não obstante o caráter extraordinário de que se reveste,
a prisão cautelar pode efetivar-se, desde que o ato judicial que a formalize
tenha fundamentação substancial, apoiando-se em elementos concretos e
reais que se ajustem aos requisitos abstratos – juridicamente definidos em
sede legal – autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela
cautelar penal (RTJ 134/798, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO).
É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, em
pronunciamento sobre a matéria (RTJ 64/77, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI),
tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO
FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688,
7... ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de
Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9... ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO
FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4... ed., 1997, Saraiva),
que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a
existência de meros indícios de autoria – e desde que concretamente
ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de
Processo Penal –, torna-se legítima, presentes razões de necessidade, a
decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão
cautelar.
É inquestionável, portanto, que a antecipação cautelar da prisão –
qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo
(prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão
decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.075 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo
assistir razão à douta Procuradoria-Geral da República, quando opina,
no caso ora em exame, pela denegação da ordem de “habeas corpus”.
Como se sabe, não obstante o caráter extraordinário de que se reveste,
a prisão cautelar pode efetivar-se, desde que o ato judicial que a formalize
tenha fundamentação substancial, apoiando-se em elementos concretos e
reais que se ajustem aos requisitos abstratos – juridicamente definidos em
sede legal – autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela
cautelar penal (RTJ 134/798, Rel. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO).
É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, em
pronunciamento sobre a matéria (RTJ 64/77, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI),
tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO
FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688,
7... ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de
Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9... ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO
FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4... ed., 1997, Saraiva),
que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a
existência de meros indícios de autoria – e desde que concretamente
ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de
Processo Penal –, torna-se legítima, presentes razões de necessidade, a
decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão
cautelar.
É inquestionável, portanto, que a antecipação cautelar da prisão –
qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo
(prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão
decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 114075 / BA
condenatória recorrível) – não se revela incompatível com o princípio
constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 –
RTJ 142/855 – RTJ 142/878 – RTJ 148/429 – HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA
SILVEIRA, v.g.).
O exame da decisão que decretou a prisão preventiva do ora
paciente evidencia, como bem salientou o acórdão ora impugnado, que tal
ato sustenta-se em razões de necessidade, confirmadas, no caso, pela
existência de base empírica idônea.
É certo que a repercussão social da infração penal, a credibilidade da
Justiça e a fuga do suposto autor do delito (quando motivada pelo
exclusivo propósito de obstar a caracterização da situação de flagrância)
não se qualificam como causas legais de justificação da custódia cautelar
(RTJ 172/159, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RTJ 187/933-934, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – HC 96.568/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
HC 72.368/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, v.g.).
Não se pode ignorar, no entanto, que o Supremo Tribunal Federal
tem entendido, em precedentes de ambas as Turmas desta Corte
(HC 94.330/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 98.754/SP, Rel. Min.
ELLEN GRACIE – HC 104.510/GO, Rel. Min. ELLEN GRACIE –
HC 104.522/MG, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX – HC 108.145/SP, Rel.
Min. LUIZ FUX – HC 109.436/ES, Rel. Min. AYRES BRITTO –
HC 110.313/MS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 110.848/SC, Rel. Min.
DIAS TOFFOLI – RHC 106.697/PE, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.), que se
reveste de fundamentação idônea a prisão cautelar decretada contra pessoa
cujo comportamento
revele,
concretamente,
sua
periculosidade,
evidenciada, tal como sucede na espécie, pelo “modus operandi” empregado
na realização da prática delituosa que lhe é imputada:
“‘HABEAS
CORPUS’.
PRISÃO
PREVENTIVA.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E APLICAÇÃO DA LEI
PENAL. RÉU PRONUNCIADO POR DUPLO HOMICÍDIO
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
condenatória recorrível) – não se revela incompatível com o princípio
constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 –
RTJ 142/855 – RTJ 142/878 – RTJ 148/429 – HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA
SILVEIRA, v.g.).
O exame da decisão que decretou a prisão preventiva do ora
paciente evidencia, como bem salientou o acórdão ora impugnado, que tal
ato sustenta-se em razões de necessidade, confirmadas, no caso, pela
existência de base empírica idônea.
É certo que a repercussão social da infração penal, a credibilidade da
Justiça e a fuga do suposto autor do delito (quando motivada pelo
exclusivo propósito de obstar a caracterização da situação de flagrância)
não se qualificam como causas legais de justificação da custódia cautelar
(RTJ 172/159, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RTJ 187/933-934, Rel.
Min. CELSO DE MELLO – HC 96.568/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO –
HC 72.368/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, v.g.).
Não se pode ignorar, no entanto, que o Supremo Tribunal Federal
tem entendido, em precedentes de ambas as Turmas desta Corte
(HC 94.330/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 98.754/SP, Rel. Min.
ELLEN GRACIE – HC 104.510/GO, Rel. Min. ELLEN GRACIE –
HC 104.522/MG, Rel. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX – HC 108.145/SP, Rel.
Min. LUIZ FUX – HC 109.436/ES, Rel. Min. AYRES BRITTO –
HC 110.313/MS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 110.848/SC, Rel. Min.
DIAS TOFFOLI – RHC 106.697/PE, Rel. Min. ROSA WEBER, v.g.), que se
reveste de fundamentação idônea a prisão cautelar decretada contra pessoa
cujo comportamento
revele,
concretamente,
sua
periculosidade,
evidenciada, tal como sucede na espécie, pelo “modus operandi” empregado
na realização da prática delituosa que lhe é imputada:
“‘HABEAS
CORPUS’.
PRISÃO
PREVENTIVA.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E APLICAÇÃO DA LEI
PENAL. RÉU PRONUNCIADO POR DUPLO HOMICÍDIO
2
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 114075 / BA
QUALIFICADO
E
LESÃO
CORPORAL
GRAVE.
MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. PRISÃO
PREVENTIVA EMBASADA EM FATOS CONCRETOS.
PERICULOSIDADE CONCRETA. ACAUTELAMENTO DO
MEIO SOCIAL. ORDEM DENEGADA.
1. O fundamento da garantia da ordem pública é
suficiente, no caso, para sustentar o decreto de prisão preventiva do
paciente. Decreto, afinal, mantido pela sentença de pronúncia, com o
reconhecimento de que permanecem incólumes os fundamentos da
preventiva. Não há como refugar a aplicabilidade do conceito de ordem
pública se a concreta situação dos autos evidencia a necessidade de
acautelamento do meio social.
2. Quando da maneira de execução do delito sobressair a
extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a
possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o ‘modus
operandi’ do suposto crime e a garantia da ordem pública.
3. Não há que se falar em inidoneidade do decreto de
prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do contexto
empírico da causa. Contexto, esse, revelador da gravidade concreta da
conduta (de violência incomum) e da periculosidade do paciente.
4. O decreto prisional, para além de apontar o paciente como
investigado em vários outros delitos (fls. 60), encontra apoio, ainda,
na fuga do acusado. Fuga, essa, que se deu logo após o cometimento do
delito, a demonstrar o claro intento de se frustrar a aplicação da lei
penal. O que, segundo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
materializa a hipótese descrita no art. 312 do Código de Processo
Penal.
5. Ordem denegada.”
(HC 97.688/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
“RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’.
CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. IMPUTAÇÃO DOS
DELITOS PREVISTOS NO ART. 121, § 2..., INC. II E V, DO
CÓDIGO PENAL E NO 244-B, § 2..., DA LEI N. 8.069/1990
(ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). PRISÃO
PREVENTIVA.
PERICULOSIDADE DO RECORRENTE
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
QUALIFICADO
E
LESÃO
CORPORAL
GRAVE.
MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. PRISÃO
PREVENTIVA EMBASADA EM FATOS CONCRETOS.
PERICULOSIDADE CONCRETA. ACAUTELAMENTO DO
MEIO SOCIAL. ORDEM DENEGADA.
1. O fundamento da garantia da ordem pública é
suficiente, no caso, para sustentar o decreto de prisão preventiva do
paciente. Decreto, afinal, mantido pela sentença de pronúncia, com o
reconhecimento de que permanecem incólumes os fundamentos da
preventiva. Não há como refugar a aplicabilidade do conceito de ordem
pública se a concreta situação dos autos evidencia a necessidade de
acautelamento do meio social.
2. Quando da maneira de execução do delito sobressair a
extrema periculosidade do agente, abre-se ao decreto de prisão a
possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o ‘modus
operandi’ do suposto crime e a garantia da ordem pública.
3. Não há que se falar em inidoneidade do decreto de
prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do contexto
empírico da causa. Contexto, esse, revelador da gravidade concreta da
conduta (de violência incomum) e da periculosidade do paciente.
4. O decreto prisional, para além de apontar o paciente como
investigado em vários outros delitos (fls. 60), encontra apoio, ainda,
na fuga do acusado. Fuga, essa, que se deu logo após o cometimento do
delito, a demonstrar o claro intento de se frustrar a aplicação da lei
penal. O que, segundo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
materializa a hipótese descrita no art. 312 do Código de Processo
Penal.
5. Ordem denegada.”
(HC 97.688/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei)
“RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’.
CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. IMPUTAÇÃO DOS
DELITOS PREVISTOS NO ART. 121, § 2..., INC. II E V, DO
CÓDIGO PENAL E NO 244-B, § 2..., DA LEI N. 8.069/1990
(ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). PRISÃO
PREVENTIVA.
PERICULOSIDADE DO RECORRENTE
3
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Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 114075 / BA
EVIDENCIADA
PELO
‘MODUS
OPERANDI’
E
POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITIVA. AMEAÇA A
TESTEMUNHAS. FUNDAMENTOS IDÔNEOS.
1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade
do agente evidenciada pelo ‘modus operandi’, o risco concreto de
reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos
para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes.
2. A presença de condições subjetivas favoráveis não
obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos
elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na
espécie vertente.
3. Recurso ao qual se nega provimento.”
(RHC 110.575/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei)
“I – A prisão cautelar se mostra suficientemente
motivada para a preservação da ordem pública, tendo em vista a
periculosidade do paciente, verificada pelo ‘modus operandi’
mediante o qual foi praticado o delito.
II – Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que,
permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um
contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a
instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da
condenação. Precedentes.
III - Ordem denegada.”
(HC 111.521/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI –
grifei)
Impende destacar, no ponto, que tal orientação tem sido
observada em sucessivas decisões proferidas por eminentes Juízes desta
Corte (HC 110.472-MC/RJ, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 113.163-
-MC/RR, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 113.704/MG, Rel.
Min. ROSA WEBER – HC 113.809-MC/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA –
HC 113.870-MC/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.)
Tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão emanada da
magistrada de primeiro grau ajustam-se aos estritos critérios que a
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
EVIDENCIADA
PELO
‘MODUS
OPERANDI’
E
POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITIVA. AMEAÇA A
TESTEMUNHAS. FUNDAMENTOS IDÔNEOS.
1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade
do agente evidenciada pelo ‘modus operandi’, o risco concreto de
reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos
para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes.
2. A presença de condições subjetivas favoráveis não
obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos
elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na
espécie vertente.
3. Recurso ao qual se nega provimento.”
(RHC 110.575/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei)
“I – A prisão cautelar se mostra suficientemente
motivada para a preservação da ordem pública, tendo em vista a
periculosidade do paciente, verificada pelo ‘modus operandi’
mediante o qual foi praticado o delito.
II – Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que,
permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um
contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a
instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da
condenação. Precedentes.
III - Ordem denegada.”
(HC 111.521/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI –
grifei)
Impende destacar, no ponto, que tal orientação tem sido
observada em sucessivas decisões proferidas por eminentes Juízes desta
Corte (HC 110.472-MC/RJ, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 113.163-
-MC/RR, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 113.704/MG, Rel.
Min. ROSA WEBER – HC 113.809-MC/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA –
HC 113.870-MC/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.)
Tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão emanada da
magistrada de primeiro grau ajustam-se aos estritos critérios que a
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. CELSO DE MELLO
HC 114075 / BA
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
consagrou
nessa
matéria:
“(...) a prisão preventiva deve ser convincentemente motivada
(...). A fundamentação deve ser substancial, com base em fatos
concretos, e não mero ato formal.”
(RTJ 73/411, Rel. Min. ALIOMAR BALEEIRO – grifei)
Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o
parecer da douta Procuradoria-Geral da República, indefiro o pedido de
“habeas corpus”.
É o meu voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 114075 / BA
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal
consagrou
nessa
matéria:
“(...) a prisão preventiva deve ser convincentemente motivada
(...). A fundamentação deve ser substancial, com base em fatos
concretos, e não mero ato formal.”
(RTJ 73/411, Rel. Min. ALIOMAR BALEEIRO – grifei)
Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o
parecer da douta Procuradoria-Geral da República, indefiro o pedido de
“habeas corpus”.
É o meu voto.
5
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Extrato de Ata - 01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.075
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S) : JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S) : LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. 2... Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4658175
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.075
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO
PACTE.(S) : JAILTON SOUZA SANTOS
IMPTE.(S) : LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. 2... Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4658175
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 114 . 075",
"HC 114075 / BA",
"HC 114075 / BA",
"HABEAS CORPUS 114 . 075",
"HC n 0008837 - - 49 . 2011 . 805 . 0000 - 0",
"HC n 201 . 116 / MG",
"HABEAS CORPUS 114 . 075 BAHIA",
"HC n 0008837 - - 49 . 2011 . 805 . 0000 - 0",
"HC n 201 . 116 / MG",
"HC 114075 / BA",
"HC n 109 . 956 / PR",
"HC 114075 / BA",
"HC n 109 . 956 / PR",
"HC 114075 / BA",
"HC n 89 . 501 / GO",
"HC 114075 / BA",
"HC n 89 . 501 / GO",
"HABEAS CORPUS 114 . 075",
"RTJ 134 / 798",
"RTJ 64 / 77",
"HABEAS CORPUS 114 . 075",
"RTJ 134 / 798",
"RTJ 64 / 77",
"HC 114075 / BA",
"RTJ 133 / 280",
"RTJ 138 / 216",
"RTJ 142 / 855",
"HC 68 . 726 / DF",
"RTJ 172 / 159",
"RTJ 187 / 933 - 934",
"HC 96 . 568 / SP",
"HC 72 . 368 / DF",
"HC 94 . 330 / SP",
"HC 98 . 754",
"/",
"HC 104 . 510 / GO",
"HC 104 . 522 / MG",
"HC 108 . 145 / SP",
"HC 109 . 436 / ES",
"HC 110 . 313 / MS",
"HC 110 . 848 / SC",
"RHC 106 . 697 / PE",
"HC 114075 / BA",
"HC 68 . 726 / DF",
"RTJ 172 / 159",
"RTJ 187 / 933 - 934",
"HC 96 . 568 / SP",
"HC 72 . 368 / DF",
"HC 94 . 330 / SP",
"HC 98 . 754 / SP",
"HC 104 . 510 / GO",
"HC 104 . 522 / MG",
"HC 108 . 145 / SP",
"HC 109 . 436 / ES",
"HC 110 . 313 / MS",
"HC 110 . 848 / SC",
"RHC 106 . 697 / PE",
"HC 114075 / BA",
"HC 97 . 688 / MG",
"HC 114075 / BA",
"HC 97 . 688 / MG",
"HC 114075 / BA",
"RHC 110 . 575 / DF",
"HC 111 . 521 / SP",
"HC 110 . 472 - MC / RJ",
"HC 113 . 163 - - MC / RR",
"HC 113 . 704 / MG",
"HC 113 . 809 - MC / MG",
"HC 113 . 870 - MC / MG",
"HC 114075 / BA",
"RHC 110 . 575 / DF",
"HC 111 . 521 / SP",
"HC 110 . 472 - MC / RJ",
"HC 113 . 163 - - MC / RR",
"HC 113 . 704 / MG",
"HC 113 . 809 - MC / MG",
"HC 113 . 870 - MC / MG",
"HC 114075 / BA",
"RTJ 73 / 411",
"HC 114075 / BA",
"RTJ 73 / 411",
"HABEAS CORPUS 114 . 075",
"HABEAS CORPUS 114 . 075"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , § 2 . , I e II , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"art . 121 , § 2 . , I e II , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"RTJ 133 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"ART . 121 , § 2 . . . , INC . II E V , DO CÓDIGO PENAL",
"244",
"- B , § 2 . . . , DA",
"LEI N . 8 . 069 / 1990",
"ESTATUTO DA",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"ART . 121 , § 2 . . . , INC . II E V , DO CÓDIGO PENAL",
"244",
"-",
"B , § 2 . . . , DA LEI N . 8 . 069 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"Brasília",
"Brasília",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"-",
"Geral",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Atlas",
"Saraiva",
"Saraiva",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Atlas",
"Saraiva",
"Saraiva",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CELSO DE MELLO",
"JAILTON SOUZA SANTOS",
"LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO",
"Cármen Lúcia",
"CELSO DE MELLO",
"Cármen Lúcia",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"JAILTON SOUZA SANTOS",
"LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO",
"CELSO DE MELLO",
"EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA",
"CELSO DE MELLO",
"JAILTON SOUZA SANTOS",
"LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO",
"CELSO DE MELLO",
"EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Celso de Mello",
"Eliene",
"Celso de Mello",
"Eliene",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ GALLOTTI",
"JULIO FABBRINI MIRABETE",
"PAULO LÚCIO NOGUEIRA",
"VICENTE GRECO FILHO",
"stf",
"CELSO DE MELLO",
"CELSO DE MELLO",
"LUIZ GALLOTTI",
"JULIO FABBRINI MIRABETE",
"PAULO LÚCIO NOGUEIRA",
"VICENTE GRECO FILHO",
"CELSO DE MELLO",
"NÉRI DA SILVEIRA",
"NÉRI DA SILVEIRA",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO AURÉLIO",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"AYRES BRITTO",
"ELLEN GRACIE",
"ELLEN GRACIE",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"AYRES BRITTO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"NÉRI DA SILVEIRA",
"NÉRI DA SILVEIRA",
"CELSO DE MELLO",
"MARCO AURÉLIO",
"SEPÚLVEDA PERTENCE",
"AYRES BRITTO",
"ELLEN GRACIE",
"ELLEN GRACIE",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"AYRES BRITTO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"DIAS TOFFOLI",
"ROSA WEBER",
"CELSO DE MELLO",
"AYRES BRITTO",
"AYRES BRITTO",
"CELSO DE MELLO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR",
"MENDES",
"ROSA WEBER",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"CÁRMEN LÚCIA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"AYRES BRITTO",
"GILMAR MENDES",
"ROSA WEBER",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LUIZ FUX",
"CELSO DE MELLO",
"ALIOMAR BALEEIRO",
"ALIOMAR BALEEIRO",
"CELSO DE MELLO",
"JAILTON SOUZA SANTOS",
"LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ravena Siqueira",
"CELSO DE MELLO",
"JAILTON SOUZA SANTOS",
"LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1 . . . de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"20",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"20",
".",
"05",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"3",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"3",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"2000",
"1995",
"1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"2000",
"1995",
"1997",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"01",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S)
:ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA
Embargos de declaração no agravo regimental no recurso
extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo
regimental. Tema cuja repercussão geral foi reconhecida. Determinação
de devolução dos autos. Manutenção.
1. A Corte, no exame do RE nº 766.304/RS-RG, Relator o Ministro
Marco Aurélio, reconheceu a repercussão geral do tema relativo “à
possibilidade de o Judiciário determinar a nomeação de candidato,
supostamente preterido em concurso público, em ação ajuizada após o
prazo de validade do concurso”.
2. Manutenção da decisão que, com base no art. 328, parágrafo único,
do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a
devolução dos autos ao Tribunal de origem, para observância do disposto
no art. 543-B do Código de Processo Civil.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos
do voto do Relator.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032470.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
RE 767278 AGR-ED / RS
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032470.
Supremo Tribunal Federal
RE 767278 AGR-ED / RS
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032470.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S)
:ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Lilian Beatriz Carlos opõem tempestivos embargos de declaração
(fls. 374/375) contra decisão (fl. 368) em que determinei o retorno dos
autos à origem, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Esta Corte concluiu pela existência da repercussão geral
da matéria constitucional versada nestes autos. O assunto
corresponde ao tema 683 da Gestão por Temas da Repercussão
Geral do portal do STF na internet.
A manifestação lançada no Plenário Virtual da
Repercussão Geral pelo Ministro Marco Aurélio, Relator, está
assim ementada:
‘CONCURSO PÚBLICO - PRAZO DE VALIDADE -
AÇÃO AJUIZADA APÓS O ESGOTAMENTO -
ADMISSIBILIDADE NA ORIGEM - RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
-
REPERCUSSÃO
GERAL
CONFIGURADA’.
A Segunda Turma desta Corte na análise da Questão de
Ordem suscitada no Recurso Extraordinário nº 483.994/RN,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, decidiu adotar para os
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032467.
Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S)
:ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Lilian Beatriz Carlos opõem tempestivos embargos de declaração
(fls. 374/375) contra decisão (fl. 368) em que determinei o retorno dos
autos à origem, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Esta Corte concluiu pela existência da repercussão geral
da matéria constitucional versada nestes autos. O assunto
corresponde ao tema 683 da Gestão por Temas da Repercussão
Geral do portal do STF na internet.
A manifestação lançada no Plenário Virtual da
Repercussão Geral pelo Ministro Marco Aurélio, Relator, está
assim ementada:
‘CONCURSO PÚBLICO - PRAZO DE VALIDADE -
AÇÃO AJUIZADA APÓS O ESGOTAMENTO -
ADMISSIBILIDADE NA ORIGEM - RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
-
REPERCUSSÃO
GERAL
CONFIGURADA’.
A Segunda Turma desta Corte na análise da Questão de
Ordem suscitada no Recurso Extraordinário nº 483.994/RN,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, decidiu adotar para os
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Relatório
RE 767278 AGR-ED / RS
agravos regimentais e embargos de declaração interpostos
contra decisões monocráticas de mérito o mesmo procedimento
relativo à devolução dos autos à origem.
Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada e, nos
termos do artigo 328 do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, determino a devolução dos autos ao Tribunal
de origem para que aplique o disposto no art. 543-B do Código
de Processo Civil.
Publique-se.”
Aduz a embargante, in verbis, que
“[h]á evidente erro material do Nobre Ministro Dias
Toffoli, ao ordenar o retorno dos presentes autos a origem para
que a decisão do Tribunal local acompanhe o resultado de
Recurso Extraordinário 766.304-RS, que aborda dispositivo
constitucional e matéria não suscitada pelo Estado nos
presentes autos” (fl. 375).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032467.
Supremo Tribunal Federal
RE 767278 AGR-ED / RS
agravos regimentais e embargos de declaração interpostos
contra decisões monocráticas de mérito o mesmo procedimento
relativo à devolução dos autos à origem.
Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada e, nos
termos do artigo 328 do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, determino a devolução dos autos ao Tribunal
de origem para que aplique o disposto no art. 543-B do Código
de Processo Civil.
Publique-se.”
Aduz a embargante, in verbis, que
“[h]á evidente erro material do Nobre Ministro Dias
Toffoli, ao ordenar o retorno dos presentes autos a origem para
que a decisão do Tribunal local acompanhe o resultado de
Recurso Extraordinário 766.304-RS, que aborda dispositivo
constitucional e matéria não suscitada pelo Estado nos
presentes autos” (fl. 375).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar.
O voto condutor do acórdão prolatado pelo Tribunal a quo, que
determinou a nomeação da ora agravante, haja vista a ocorrência de
preterição, consignou expressamente que a ação foi ajuizada após o
esgotamento do prazo de validade do concurso por ela prestado para o
cargo de professora.
O Estado, ora agravado, por sua vez, insurgiu-se contra essa
nomeação.
Assim, ao contrário do que alega a agravante, o caso dos autos
ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte no exame do RE nº
766.304/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, cuja repercussão geral
foi reconhecida e que tem a seguinte descrição:
“Recurso extraordinário no qual se discute à luz do art. 37,
I, II, IV e IX, da Constituição Federal, a possibilidade de o
Judiciário determinar a nomeação de candidato, supostamente
preterido em concurso público, em ação ajuizada após o prazo
de validade do concurso.”
Desse modo, verificada a identidade entre a matéria em discussão
nestes autos e a matéria com relação à qual esta Corte já reconheceu a
existência de repercussão geral, aplica-se ao caso a sistemática processual
própria desse instituto, mantendo-se a decisão que com base no art. 328,
parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal,
determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para
observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
Nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032468.
Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar.
O voto condutor do acórdão prolatado pelo Tribunal a quo, que
determinou a nomeação da ora agravante, haja vista a ocorrência de
preterição, consignou expressamente que a ação foi ajuizada após o
esgotamento do prazo de validade do concurso por ela prestado para o
cargo de professora.
O Estado, ora agravado, por sua vez, insurgiu-se contra essa
nomeação.
Assim, ao contrário do que alega a agravante, o caso dos autos
ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte no exame do RE nº
766.304/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, cuja repercussão geral
foi reconhecida e que tem a seguinte descrição:
“Recurso extraordinário no qual se discute à luz do art. 37,
I, II, IV e IX, da Constituição Federal, a possibilidade de o
Judiciário determinar a nomeação de candidato, supostamente
preterido em concurso público, em ação ajuizada após o prazo
de validade do concurso.”
Desse modo, verificada a identidade entre a matéria em discussão
nestes autos e a matéria com relação à qual esta Corte já reconheceu a
existência de repercussão geral, aplica-se ao caso a sistemática processual
própria desse instituto, mantendo-se a decisão que com base no art. 328,
parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal,
determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para
observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
Nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S) : ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma converteu os embargos de declaração em agravo
regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954479
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S) : ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma converteu os embargos de declaração em agravo
regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954479
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5042884
| 2013-11-19T00:00:00
| 2013-12-16T00:00:00
|
A Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
|
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Tema cuja repercussão geral foi reconhecida. Determinação de devolução dos autos. Manutenção.
1. A Corte, no exame do RE nº 766.304/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, reconheceu a repercussão geral do tema relativo “à possibilidade de o Judiciário determinar a nomeação de candidato, supostamente preterido em concurso público, em ação ajuizada após o prazo de validade do concurso”.
2. Manutenção da decisão que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur251682
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CONCURSO PÚBLICO)
RE 766304 RG.
Número de páginas: 6.
Análise: 15/01/2014, TIA.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
767278
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328 PAR-ÚNICO\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
RE-AgR-ED
|
acordaos
|
RE 767278 AgR-ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S) : ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S)
:ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA
Embargos de declaração no agravo regimental no recurso
extraordinário. Conversão dos embargos declaratórios em agravo
regimental. Tema cuja repercussão geral foi reconhecida. Determinação
de devolução dos autos. Manutenção.
1. A Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 766.304/RS-RG, Relator o Ministro
Marco Aurélio, reconheceu a repercussão geral do tema relativo “à
possibilidade de o Judiciário determinar a nomeação de candidato,
supostamente preterido em concurso público, em ação ajuizada após o
prazo de validade do concurso”.
2. Manutenção da decisão que, com base no art. 328, parágrafo único,
do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, determinou a
devolução dos autos ao Tribunal de origem, para observância do disposto
no art. 543-B do Código de Processo Civil.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental e a ele negar provimento, nos termos
do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 767278 AGR-ED / RS
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 767278 AGR-ED / RS
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S)
:ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Lilian Beatriz Carlos opõem tempestivos embargos de declaração
(fls. 374/375) contra decisão (fl. 368) em que determinei o retorno dos
autos à origem, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Esta Corte concluiu pela existência da repercussão geral
da matéria constitucional versada nestes autos. O assunto
corresponde ao tema 683 da Gestão por Temas da Repercussão
Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet.
A manifestação lançada no Plenário Virtual da
Repercussão Geral pelo Ministro Marco Aurélio, Relator, está
assim ementada:
‘CONCURSO PÚBLICO - PRAZO DE VALIDADE -
AÇÃO AJUIZADA APÓS O ESGOTAMENTO -
ADMISSIBILIDADE NA ORIGEM - RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
-
REPERCUSSÃO
GERAL
CONFIGURADA’.
A Segunda Turma desta Corte na análise da Questão de
Ordem suscitada no Recurso Extraordinário n 483.994/RN,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, decidiu adotar para os
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Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S)
:ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Lilian Beatriz Carlos opõem tempestivos embargos de declaração
(fls. 374/375) contra decisão (fl. 368) em que determinei o retorno dos
autos à origem, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Esta Corte concluiu pela existência da repercussão geral
da matéria constitucional versada nestes autos. O assunto
corresponde ao tema 683 da Gestão por Temas da Repercussão
Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet.
A manifestação lançada no Plenário Virtual da
Repercussão Geral pelo Ministro Marco Aurélio, Relator, está
assim ementada:
‘CONCURSO PÚBLICO - PRAZO DE VALIDADE -
AÇÃO AJUIZADA APÓS O ESGOTAMENTO -
ADMISSIBILIDADE NA ORIGEM - RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
-
REPERCUSSÃO
GERAL
CONFIGURADA’.
A Segunda Turma desta Corte na análise da Questão de
Ordem suscitada no Recurso Extraordinário n 483.994/RN,
Relatora a Ministra Ellen Gracie, decidiu adotar para os
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Relatório
Recurso Extraordinário 767278 AGR-ED / RS
agravos regimentais e embargos de declaração interpostos
contra decisões monocráticas de mérito o mesmo procedimento
relativo à devolução dos autos à origem.
Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada e, nos
termos do artigo 328 do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, determino a devolução dos autos ao Tribunal
de origem para que aplique o disposto no art. 543-B do Código
de Processo Civil.
Publique-se.”
Aduz a embargante, in verbis, que
“[h]á evidente erro material do Nobre Ministro Dias
Toffoli, ao ordenar o retorno dos presentes autos a origem para
que a decisão do Tribunal local acompanhe o resultado de
Recurso Extraordinário 766.304-RS, que aborda dispositivo
constitucional e matéria não suscitada pelo Estado nos
presentes autos” (fl. 375).
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 767278 AGR-ED / RS
agravos regimentais e embargos de declaração interpostos
contra decisões monocráticas de mérito o mesmo procedimento
relativo à devolução dos autos à origem.
Ante o exposto, reconsidero a decisão agravada e, nos
termos do artigo 328 do Regimento Interno do Supremo
Tribunal Federal, determino a devolução dos autos ao Tribunal
de origem para que aplique o disposto no art. 543-B do Código
de Processo Civil.
Publique-se.”
Aduz a embargante, in verbis, que
“[h]á evidente erro material do Nobre Ministro Dias
Toffoli, ao ordenar o retorno dos presentes autos a origem para
que a decisão do Tribunal local acompanhe o resultado de
Recurso Extraordinário 766.304-RS, que aborda dispositivo
constitucional e matéria não suscitada pelo Estado nos
presentes autos” (fl. 375).
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar.
O voto condutor do acórdão prolatado pelo Tribunal a quo, que
determinou a nomeação da ora agravante, haja vista a ocorrência de
preterição, consignou expressamente que a ação foi ajuizada após o
esgotamento do prazo de validade do concurso por ela prestado para o
cargo de professora.
O Estado, ora agravado, por sua vez, insurgiu-se contra essa
nomeação.
Assim, ao contrário do que alega a agravante, o caso dos autos
ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte no exame do Recurso Extraordinário n
766.304/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, cuja repercussão geral
foi reconhecida e que tem a seguinte descrição:
“Recurso extraordinário no qual se discute à luz do art. 37,
I, II, IV e IX, da Constituição Federal, a possibilidade de o
Judiciário determinar a nomeação de candidato, supostamente
preterido em concurso público, em ação ajuizada após o prazo
de validade do concurso.”
Desse modo, verificada a identidade entre a matéria em discussão
nestes autos e a matéria com relação à qual esta Corte já reconheceu a
existência de repercussão geral, aplica-se ao caso a sistemática processual
própria desse instituto, mantendo-se a decisão que com base no art. 328,
parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal,
determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para
observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
Nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5032468.
Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Nos termos da pacífica jurisprudência desta Corte, recebo os
embargos de declaração como agravo regimental, o qual passo a analisar.
O voto condutor do acórdão prolatado pelo Tribunal a quo, que
determinou a nomeação da ora agravante, haja vista a ocorrência de
preterição, consignou expressamente que a ação foi ajuizada após o
esgotamento do prazo de validade do concurso por ela prestado para o
cargo de professora.
O Estado, ora agravado, por sua vez, insurgiu-se contra essa
nomeação.
Assim, ao contrário do que alega a agravante, o caso dos autos
ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte no exame do Recurso Extraordinário n
766.304/RS-RG, Relator o Ministro Marco Aurélio, cuja repercussão geral
foi reconhecida e que tem a seguinte descrição:
“Recurso extraordinário no qual se discute à luz do art. 37,
I, II, IV e IX, da Constituição Federal, a possibilidade de o
Judiciário determinar a nomeação de candidato, supostamente
preterido em concurso público, em ação ajuizada após o prazo
de validade do concurso.”
Desse modo, verificada a identidade entre a matéria em discussão
nestes autos e a matéria com relação à qual esta Corte já reconheceu a
existência de repercussão geral, aplica-se ao caso a sistemática processual
própria desse instituto, mantendo-se a decisão que com base no art. 328,
parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal,
determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para
observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil.
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S) : ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma converteu os embargos de declaração em agravo
regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.278
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : LILIAN BEATRIZ CARLOS
ADV.(A/S) : ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS
EMBDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma converteu os embargos de declaração em agravo
regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 278",
"Recurso Extraordinário n 766 . 304 / RS - RG",
"Recurso Extraordinário 767278 AGR - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 767278 AGR - ED / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 278",
"Recurso Extraordinário n 483 . 994 / RN",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 278",
"Recurso Extraordinário n 483 . 994 / RN",
"Recurso Extraordinário 767278",
"Recurso Extraordinário 766 . 304 - RS",
"Recurso Extraordinário 767278 AGR - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 766 . 304 - RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 278",
"Recurso Extraordinário n 766 . 304 / RS - RG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 278",
"Recurso Extraordinário n 766 . 304 / RS - RG",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 278",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 278"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 328 do Regimento Interno",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 328 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , I , II , IV e IX , da Constituição Federal",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , I , II , IV e IX , da Constituição Federal",
"art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 543 - B do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual da Repercussão Geral",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário Virtual da Repercussão Geral",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"-",
"ED",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Infraestrutura",
"de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"LILIAN BEATRIZ CARLOS",
"ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"LILIAN BEATRIZ CARLOS",
"ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS",
"DIAS TOFFOLI",
"Lilian Beatriz Carlos",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"LILIAN BEATRIZ CARLOS",
"ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS",
"DIAS TOFFOLI",
"Lilian Beatriz Carlos",
"Marco Aurélio",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"LILIAN BEATRIZ CARLOS",
"ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"LILIAN BEATRIZ CARLOS",
"ROBERTA MORAES DE VASCONCELOS",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"19",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S)
:ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AUXÍLIO
MORADIA. CARÁTER INDENIZATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE
EXTENSÃO AOS INATIVOS. LEI ESTADUAL 658/1983. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO
I - O Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com
fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente e do
acervo probatório existente nos autos. Assim, firmar entendimento
diverso implicaria revisão do conjunto fático-probatório constante do
processo, bem como novo exame da legislação local, o que inviabiliza o
extraordinário, com base nas Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 761954 AGR / RJ
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 761954 AGR / RJ
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S)
:ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão impugnada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'AGRAVO INOMINADO. DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO NOS
MOLDES DO DISPOSTO NO ART. 557, CAPUT, DO CPC,
ANTE A SUA MANIFESTA IMPROCEDÊNCIA. AUXÍLIO
MORADIA.
NATUREZA
INDENIZATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE DE INCORPORAÇÃO. DECISÃO
MONOCRÁTICA
DE
ACORDO
COM
O
ENTENDIMENTO DO VERBETE SUMULAR Nº: 148
DESTE
EGRÉGIO
TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA.
MANUTENÇÃO DA DECISÃO MONOCRÁTICA.
DESPROVIMENTO DO RECURSO' (fl. 112).
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se,
em suma, violação ao art. 40, §§ 4º e 8º, da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S)
:ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão impugnada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'AGRAVO INOMINADO. DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO NOS
MOLDES DO DISPOSTO NO ART. 557, CAPUT, DO CPC,
ANTE A SUA MANIFESTA IMPROCEDÊNCIA. AUXÍLIO
MORADIA.
NATUREZA
INDENIZATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE DE INCORPORAÇÃO. DECISÃO
MONOCRÁTICA
DE
ACORDO
COM
O
ENTENDIMENTO DO VERBETE SUMULAR Nº: 148
DESTE
EGRÉGIO
TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA.
MANUTENÇÃO DA DECISÃO MONOCRÁTICA.
DESPROVIMENTO DO RECURSO' (fl. 112).
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se,
em suma, violação ao art. 40, §§ 4º e 8º, da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 761954 AGR / RJ
recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na
interpretação da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual
658/1983). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto
constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma
pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da
Súmula 280 do STF . Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados
de ambas as Turmas desta Corte:
'Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidores
públicos da polícia civil. Auxílio-moradia concedido aos
servidores em atividade. Extensão aos inativos. Possibilidade.
Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte reconhece a
autoaplicabilidade da norma do art. 40, § 4º, da Constituição
Federal (redação original), a implicar que vantagens de caráter
geral concedidas a servidores da ativa sejam estendidas aos
inativos. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o
reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência
da Súmula nº 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não
provido' (RE 145.937-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma).
'CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO-MORADIA. EXTENSÃO A
INATIVO. LEGISLAÇÃO LOCAL. 1. Para estender ao
agravado, policial militar inativo, o pagamento do auxílio-
moradia, o Tribunal a quo não se baseou na norma do art. 40, §
4º, da Constituição Federal, mas em expressa determinação da
Lei 3.211/78, do Estado do Espírito Santo. 2. O deslinde da
questão posta nos autos, portanto, depende do exame da
legislação local, o que é inviável em sede extraordinária, nos
termos da Súmula STF nº 280. Precedentes: RE 113.622 e RE
232.027. 3. Agravo regimental improvido' (RE 422.489-
AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma) .
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”.
O agravante sustenta, em suma, que
“o tema aqui tratado possui evidente correlação com o já
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 761954 AGR / RJ
recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na
interpretação da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual
658/1983). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto
constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma
pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da
Súmula 280 do STF . Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados
de ambas as Turmas desta Corte:
'Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidores
públicos da polícia civil. Auxílio-moradia concedido aos
servidores em atividade. Extensão aos inativos. Possibilidade.
Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte reconhece a
autoaplicabilidade da norma do art. 40, § 4º, da Constituição
Federal (redação original), a implicar que vantagens de caráter
geral concedidas a servidores da ativa sejam estendidas aos
inativos. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o
reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência
da Súmula nº 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não
provido' (RE 145.937-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma).
'CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO-MORADIA. EXTENSÃO A
INATIVO. LEGISLAÇÃO LOCAL. 1. Para estender ao
agravado, policial militar inativo, o pagamento do auxílio-
moradia, o Tribunal a quo não se baseou na norma do art. 40, §
4º, da Constituição Federal, mas em expressa determinação da
Lei 3.211/78, do Estado do Espírito Santo. 2. O deslinde da
questão posta nos autos, portanto, depende do exame da
legislação local, o que é inviável em sede extraordinária, nos
termos da Súmula STF nº 280. Precedentes: RE 113.622 e RE
232.027. 3. Agravo regimental improvido' (RE 422.489-
AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma) .
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”.
O agravante sustenta, em suma, que
“o tema aqui tratado possui evidente correlação com o já
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
ARE 761954 AGR / RJ
decidido por este tribunal no caso do GDATA.
Assim, frente a grande importância constitucional, deve este
tribunal julgar efetivamente o mérito da causa, não sendo de bom
alvitre que se afaste da análise alegando simplesmente ser a matéria
local.
Além do entendimento já explanado pela súmula vinculante nº
20, este Tribunal possui diversos julgados, entendendo como
inconstitucional estas medidas governamentais, por afronta ao artigo
40 da Constituição da República” (fl. 178).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 761954 AGR / RJ
decidido por este tribunal no caso do GDATA.
Assim, frente a grande importância constitucional, deve este
tribunal julgar efetivamente o mérito da causa, não sendo de bom
alvitre que se afaste da análise alegando simplesmente ser a matéria
local.
Além do entendimento já explanado pela súmula vinculante nº
20, este Tribunal possui diversos julgados, entendendo como
inconstitucional estas medidas governamentais, por afronta ao artigo
40 da Constituição da República” (fl. 178).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Com efeito, o Tribunal de origem, com base na interpretação da Lei
estadual 658/1983, entendeu que o auxílio moradia possui natureza
indenizatória, motivo pelo qual não seria extensível aos servidores
inativos. Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria revisão da
interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária.
Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente
reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário.
Ressalte-se, ademais, ser indispensável a análise do acervo
probatório dos autos para se verificar, no caso, a alegação de que todos os
servidores da ativa percebem o auxílio moradia, fato que ensejaria a
extensão da verba aos aposentados e pensionistas, circunstância que
torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 279 do STF.
Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão
impugnada, transcrevo os seguintes julgados de ambas as Turmas desta
Corte:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Contribuição
previdenciária. Auxílio-moradia. Natureza jurídica. Ofensa reflexa.
Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da
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01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Com efeito, o Tribunal de origem, com base na interpretação da Lei
estadual 658/1983, entendeu que o auxílio moradia possui natureza
indenizatória, motivo pelo qual não seria extensível aos servidores
inativos. Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria revisão da
interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária.
Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente
reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário.
Ressalte-se, ademais, ser indispensável a análise do acervo
probatório dos autos para se verificar, no caso, a alegação de que todos os
servidores da ativa percebem o auxílio moradia, fato que ensejaria a
extensão da verba aos aposentados e pensionistas, circunstância que
torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 279 do STF.
Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão
impugnada, transcrevo os seguintes julgados de ambas as Turmas desta
Corte:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Contribuição
previdenciária. Auxílio-moradia. Natureza jurídica. Ofensa reflexa.
Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 761954 AGR / RJ
legislação infraconstitucional e dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido” (AI 850.617-AgR/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES INATIVOS.
NATUREZA
DA
GRATIFICAÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF.
AGRAVO IMPROVIDO
I – A jurisprudência do STF orienta-se no sentido de que a
análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza, geral ou
específica, da gratificação concedida situa-se no âmbito
infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo
Tribunal de origem demanda a análise do conjunto fático-probatório
dos autos e de normas infraconstitucionais locais, o que atrai a
incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.” (ARE 701.539-AgR/SP, de
minha relatoria, Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 761954 AGR / RJ
legislação infraconstitucional e dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
2. Agravo regimental não provido” (AI 850.617-AgR/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES INATIVOS.
NATUREZA
DA
GRATIFICAÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF.
AGRAVO IMPROVIDO
I – A jurisprudência do STF orienta-se no sentido de que a
análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza, geral ou
específica, da gratificação concedida situa-se no âmbito
infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo
Tribunal de origem demanda a análise do conjunto fático-probatório
dos autos e de normas infraconstitucionais locais, o que atrai a
incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.” (ARE 701.539-AgR/SP, de
minha relatoria, Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S) : ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S) : ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4670849
| 2013-10-01T00:00:00
| 2013-10-15T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 01.10.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AUXÍLIO MORADIA. CARÁTER INDENIZATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE EXTENSÃO AOS INATIVOS. LEI ESTADUAL 658/1983. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO
I - O Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente e do acervo probatório existente nos autos. Assim, firmar entendimento diverso implicaria revisão do conjunto fático-probatório constante do processo, bem como novo exame da legislação local, o que inviabiliza o extraordinário, com base nas Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.
|
sjur244874
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
AI 850617 AgR (1ªT), ARE 701539 AgR (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 22/10/2013, BRU.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
761954
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-000658 ANO-1983\n LEI ORDINÁRIA, RJ"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 761954 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S) : ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S)
:ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AUXÍLIO
MORADIA. CARÁTER INDENIZATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE
EXTENSÃO AOS INATIVOS. LEI ESTADUAL 658/1983. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME
DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO
I - O Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com
fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente e do
acervo probatório existente nos autos. Assim, firmar entendimento
diverso implicaria revisão do conjunto fático-probatório constante do
processo, bem como novo exame da legislação local, o que inviabiliza o
extraordinário, com base nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por votação unânime, negar provimento ao
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 761954 AGR / RJ
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 761954 AGR / RJ
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S)
:ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão impugnada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'AGRAVO INOMINADO. DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO NOS
MOLDES DO DISPOSTO NO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil,
ANTE A SUA MANIFESTA IMPROCEDÊNCIA. AUXÍLIO
MORADIA.
NATUREZA
INDENIZATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE DE INCORPORAÇÃO. DECISÃO
MONOCRÁTICA
DE
ACORDO
COM
O
ENTENDIMENTO DO VERBETE SUMULAR n: 148
DESTE
EGRÉGIO
TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA.
MANUTENÇÃO DA DECISÃO MONOCRÁTICA.
DESPROVIMENTO DO RECURSO' (fl. 112).
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se,
em suma, violação ao art. 40, §§ 4... e 8..., da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão
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01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S)
:ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S)
:FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão impugnada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'AGRAVO INOMINADO. DECISÃO QUE NEGOU
SEGUIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO NOS
MOLDES DO DISPOSTO NO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil,
ANTE A SUA MANIFESTA IMPROCEDÊNCIA. AUXÍLIO
MORADIA.
NATUREZA
INDENIZATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE DE INCORPORAÇÃO. DECISÃO
MONOCRÁTICA
DE
ACORDO
COM
O
ENTENDIMENTO DO VERBETE SUMULAR n: 148
DESTE
EGRÉGIO
TRIBUNAL
DE
JUSTIÇA.
MANUTENÇÃO DA DECISÃO MONOCRÁTICA.
DESPROVIMENTO DO RECURSO' (fl. 112).
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se,
em suma, violação ao art. 40, §§ 4... e 8..., da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque o acórdão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 761954 AGR / RJ
recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na
interpretação da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual
658/1983). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto
constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma
pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da
Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal . Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados
de ambas as Turmas desta Corte:
'Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidores
públicos da polícia civil. Auxílio-moradia concedido aos
servidores em atividade. Extensão aos inativos. Possibilidade.
Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte reconhece a
autoaplicabilidade da norma do art. 40, § 4..., da Constituição
Federal (redação original), a implicar que vantagens de caráter
geral concedidas a servidores da ativa sejam estendidas aos
inativos. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o
reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência
da Súmula n 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não
provido' (Recurso Extraordinário 145.937-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma).
'CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO-MORADIA. EXTENSÃO A
INATIVO. LEGISLAÇÃO LOCAL. 1. Para estender ao
agravado, policial militar inativo, o pagamento do auxílio-
moradia, o Tribunal a quo não se baseou na norma do art. 40, §
4..., da Constituição Federal, mas em expressa determinação da
Lei 3.211/78, do Estado do Espírito Santo. 2. O deslinde da
questão posta nos autos, portanto, depende do exame da
legislação local, o que é inviável em sede extraordinária, nos
termos da Súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Precedentes: Recurso Extraordinário 113.622 e Recurso Extraordinário
232.027. 3. Agravo regimental improvido' (Recurso Extraordinário 422.489-
AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma) .
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”.
O agravante sustenta, em suma, que
“o tema aqui tratado possui evidente correlação com o já
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 761954 AGR / RJ
recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na
interpretação da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual
658/1983). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto
constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma
pelo juízo a quo, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da
Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal . Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados
de ambas as Turmas desta Corte:
'Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidores
públicos da polícia civil. Auxílio-moradia concedido aos
servidores em atividade. Extensão aos inativos. Possibilidade.
Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte reconhece a
autoaplicabilidade da norma do art. 40, § 4..., da Constituição
Federal (redação original), a implicar que vantagens de caráter
geral concedidas a servidores da ativa sejam estendidas aos
inativos. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para o
reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência
da Súmula n 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não
provido' (Recurso Extraordinário 145.937-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira
Turma).
'CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO-MORADIA. EXTENSÃO A
INATIVO. LEGISLAÇÃO LOCAL. 1. Para estender ao
agravado, policial militar inativo, o pagamento do auxílio-
moradia, o Tribunal a quo não se baseou na norma do art. 40, §
4..., da Constituição Federal, mas em expressa determinação da
Lei 3.211/78, do Estado do Espírito Santo. 2. O deslinde da
questão posta nos autos, portanto, depende do exame da
legislação local, o que é inviável em sede extraordinária, nos
termos da Súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Precedentes: Recurso Extraordinário 113.622 e Recurso Extraordinário
232.027. 3. Agravo regimental improvido' (Recurso Extraordinário 422.489-
AgR/ES, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma) .
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”.
O agravante sustenta, em suma, que
“o tema aqui tratado possui evidente correlação com o já
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
ARE 761954 AGR / RJ
decidido por este tribunal no caso do GDATA.
Assim, frente a grande importância constitucional, deve este
tribunal julgar efetivamente o mérito da causa, não sendo de bom
alvitre que se afaste da análise alegando simplesmente ser a matéria
local.
Além do entendimento já explanado pela súmula vinculante n
20, este Tribunal possui diversos julgados, entendendo como
inconstitucional estas medidas governamentais, por afronta ao artigo
40 da Constituição da República” (fl. 178).
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 761954 AGR / RJ
decidido por este tribunal no caso do GDATA.
Assim, frente a grande importância constitucional, deve este
tribunal julgar efetivamente o mérito da causa, não sendo de bom
alvitre que se afaste da análise alegando simplesmente ser a matéria
local.
Além do entendimento já explanado pela súmula vinculante n
20, este Tribunal possui diversos julgados, entendendo como
inconstitucional estas medidas governamentais, por afronta ao artigo
40 da Constituição da República” (fl. 178).
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Com efeito, o Tribunal de origem, com base na interpretação da Lei
estadual 658/1983, entendeu que o auxílio moradia possui natureza
indenizatória, motivo pelo qual não seria extensível aos servidores
inativos. Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria revisão da
interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária.
Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente
reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário.
Ressalte-se, ademais, ser indispensável a análise do acervo
probatório dos autos para se verificar, no caso, a alegação de que todos os
servidores da ativa percebem o auxílio moradia, fato que ensejaria a
extensão da verba aos aposentados e pensionistas, circunstância que
torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão
impugnada, transcrevo os seguintes julgados de ambas as Turmas desta
Corte:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Contribuição
previdenciária. Auxílio-moradia. Natureza jurídica. Ofensa reflexa.
Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de
afastar as razões nela expendidas.
Com efeito, o Tribunal de origem, com base na interpretação da Lei
estadual 658/1983, entendeu que o auxílio moradia possui natureza
indenizatória, motivo pelo qual não seria extensível aos servidores
inativos. Desse modo, firmar entendimento diverso implicaria revisão da
interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária.
Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente
reflexa, além de incidir, na espécie, a Súmula 280 desta Corte,
circunstância que torna inviável o recurso extraordinário.
Ressalte-se, ademais, ser indispensável a análise do acervo
probatório dos autos para se verificar, no caso, a alegação de que todos os
servidores da ativa percebem o auxílio moradia, fato que ensejaria a
extensão da verba aos aposentados e pensionistas, circunstância que
torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.
Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão
impugnada, transcrevo os seguintes julgados de ambas as Turmas desta
Corte:
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Contribuição
previdenciária. Auxílio-moradia. Natureza jurídica. Ofensa reflexa.
Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 761954 AGR / RJ
legislação infraconstitucional e dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido” (AI 850.617-AgR/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES INATIVOS.
NATUREZA
DA
GRATIFICAÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO IMPROVIDO
I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a
análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza, geral ou
específica, da gratificação concedida situa-se no âmbito
infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo
Tribunal de origem demanda a análise do conjunto fático-probatório
dos autos e de normas infraconstitucionais locais, o que atrai a
incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.” (ARE 701.539-AgR/SP, de
minha relatoria, Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 761954 AGR / RJ
legislação infraconstitucional e dos fatos e das provas dos autos.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
2. Agravo regimental não provido” (AI 850.617-AgR/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
EXTENSÃO DE GRATIFICAÇÃO A SERVIDORES INATIVOS.
NATUREZA
DA
GRATIFICAÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal.
AGRAVO IMPROVIDO
I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido de que a
análise da prévia definição pelo Tribunal a quo da natureza, geral ou
específica, da gratificação concedida situa-se no âmbito
infraconstitucional. Entender de forma contrária ao que definido pelo
Tribunal de origem demanda a análise do conjunto fático-probatório
dos autos e de normas infraconstitucionais locais, o que atrai a
incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.” (ARE 701.539-AgR/SP, de
minha relatoria, Segunda Turma).
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 01/10/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S) : ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761.954
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : SEBASTIÃO DE JESUS COELHO
ADV.(A/S) : ANTHONY GONÇALVES
AGDO.(A/S) : FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO - RIOPREVIDÊNCIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 01.10.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner de Castro Mathias
Netto.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 761 . 954",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279",
"ARE 761954 AGR /",
"ARE 761954 AGR / RJ",
"RECURSO",
"VERBETE SUMULAR n : 148",
"VERBETE SUMULAR n : 148 DESTE EGRÉGIO",
"ARE 761954 AGR",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 280 desta Corte",
"Recurso Extraordinário 145 . 937 - AgR / DF",
"Súmula",
"Recurso Extraordinário 113 . 622",
"Recurso Extraordinário 232 . 027",
"Recurso Extraordinário 422 . 489 - AgR / ES",
"ARE 761954",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 145 . 937 - AgR / DF",
"Súmula",
"Recurso Extraordinário 113 . 622",
"Recurso Extraordinário 232 . 027 .",
"Recurso Extraordinário 422 . 489 - AgR / ES",
"ARE 761954 AGR / RJ",
"ARE 761954 AGR / RJ",
"AGRAVO 761 . 954",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 desta Corte",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 850 . 617 - AgR / RS",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 701 . 539 - AgR / SP",
"ARE 761954 AGR / RJ",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 850 . 617 - AgR / RS",
"SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 701 . 539 - AgR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI ESTADUAL 658 / 1983",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual 658 / 1983",
"art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Lei 3 . 211 / 78",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput )",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Estadual 658 / 1983",
"art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Lei 3 . 211 / 78",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 40 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 40 da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual 658 / 1983",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual 658 / 1983",
"Medida Provisória n",
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Estado do Espírito Santo",
"Estado do Espírito Santo",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIOPREVIDÊNCIA",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIOPREVIDÊNCIA",
"EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIOPREVIDÊNCIA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Primeira Turma",
"Supremo",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"FUNDO ÚNICO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIOPREVIDÊNCIA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SEBASTIÃO DE JESUS COELHO",
"ANTHONY GONÇALVES",
"AUXÍLIO MORADIA",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SEBASTIÃO DE JESUS COELHO",
"ANTHONY GONÇALVES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SEBASTIÃO DE JESUS COELHO",
"ANTHONY GONÇALVES",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SEBASTIÃO DE JESUS COELHO",
"ANTHONY GONÇALVES",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ravena Siqueira",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SEBASTIÃO DE JESUS COELHO",
"ANTHONY GONÇALVES",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Wagner de Castro Mathias Netto",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"01",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ALVES
DO
NASCIMENTO
E
CIA
LTDA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
PEREIRA
ROCHA
MOREIRA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO
REGIMENTAL.
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
INTERVENIENTE HIPOTECANTE. VÍCIO DE CITAÇÃO. VIOLAÇÃO
AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE
MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 837326 ED / MG
taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do
voto do Relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o
Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 837326 ED / MG
taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do
voto do Relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o
Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ALVES
DO
NASCIMENTO
E
CIA
LTDA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
PEREIRA
ROCHA
MOREIRA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
negou seguimento a agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos
(fls. 3.782/3):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição) que tem como violados os arts. 5º, XXXV, LIV, LV,
e 93, IX, da Carta Magna.
Eis a ementa do acórdão recorrido:
‘EXECUÇÃO – CÉDULA DE CRÉDITO COMERCIAL
– REVISÃO DE CONTRATOS FINDOS COMO MATÉRIA
DE DEFESA – IMPOSSIBILIDADE – NECESSIDADE DE
AÇÃO PRÓPRIA – AUSÊNCIA DE VÍCIOS FORMAIS
QUE INVALIDAM OS ATOS JURÍDICOS – VÍCIOS
APONTADOS ALEATORIAMENTE – HONORÁRIOS DE
SUCUMBÊNCIA – FIXAÇÃO EM QUANTIA IRRISÓRIA –
MAJORAÇÃO.
- É válida a Cédula de Crédito Comercial que se está sendo
executada, se não lhe são apontados vícios certos que invalidam
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5043731.
Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ALVES
DO
NASCIMENTO
E
CIA
LTDA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
PEREIRA
ROCHA
MOREIRA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
negou seguimento a agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos
(fls. 3.782/3):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição) que tem como violados os arts. 5º, XXXV, LIV, LV,
e 93, IX, da Carta Magna.
Eis a ementa do acórdão recorrido:
‘EXECUÇÃO – CÉDULA DE CRÉDITO COMERCIAL
– REVISÃO DE CONTRATOS FINDOS COMO MATÉRIA
DE DEFESA – IMPOSSIBILIDADE – NECESSIDADE DE
AÇÃO PRÓPRIA – AUSÊNCIA DE VÍCIOS FORMAIS
QUE INVALIDAM OS ATOS JURÍDICOS – VÍCIOS
APONTADOS ALEATORIAMENTE – HONORÁRIOS DE
SUCUMBÊNCIA – FIXAÇÃO EM QUANTIA IRRISÓRIA –
MAJORAÇÃO.
- É válida a Cédula de Crédito Comercial que se está sendo
executada, se não lhe são apontados vícios certos que invalidam
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 837326 ED / MG
os atos jurídicos.
- O apontamento de vícios aleatórios não podem ser
considerados para a invalidação do título de crédito.
- A revisão de contratos findos é possível, a teor de súmula
editada pelo STJ, mas somente pode ser feita em ação própria.
- Os honorários de sucumbência, quando fixados em valor
irrisório, devem ser majorados, de acordo com o que determinada
o art. 20 e seus §§, do CPC.’ (Fls. 3.276)
Inexiste a alegada afronta aos arts. 5º, XXXV, LIV e LV, e
93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido
inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e
tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida
fundamentação, ainda que com ela não concorde a ora
agravante.
Do exposto, nego seguimento ao agravo.”
2.
A parte embargante alega que ocorreu omissão quanto à
ausência de citação da interveniente hipotecante. Afirma que “a
interveniente-hipotecante, Construtora Nascimento Ltda. não foi citada
para formar o litisconsórcio passivo, mas apenas intimada, com
violação literal e direta ao art. 5º, inciso LIV e inciso LV, da Constituição
Federal” (fl. 3.788).
3.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 837326 ED / MG
os atos jurídicos.
- O apontamento de vícios aleatórios não podem ser
considerados para a invalidação do título de crédito.
- A revisão de contratos findos é possível, a teor de súmula
editada pelo STJ, mas somente pode ser feita em ação própria.
- Os honorários de sucumbência, quando fixados em valor
irrisório, devem ser majorados, de acordo com o que determinada
o art. 20 e seus §§, do CPC.’ (Fls. 3.276)
Inexiste a alegada afronta aos arts. 5º, XXXV, LIV e LV, e
93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido
inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e
tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida
fundamentação, ainda que com ela não concorde a ora
agravante.
Do exposto, nego seguimento ao agravo.”
2.
A parte embargante alega que ocorreu omissão quanto à
ausência de citação da interveniente hipotecante. Afirma que “a
interveniente-hipotecante, Construtora Nascimento Ltda. não foi citada
para formar o litisconsórcio passivo, mas apenas intimada, com
violação literal e direta ao art. 5º, inciso LIV e inciso LV, da Constituição
Federal” (fl. 3.788).
3.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
4.
Incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que
afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de
alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, confira-se a seguinte
passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo
Lewandowski:
“(...)
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
5.
Ademais, não há questão constitucional a ser examinada
em controvérsia envolvendo suposto vício de citação. Veja-se, a propósito,
os seguintes precedentes: ARE 654.844-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio,
ARE 653.851-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, e AI 806.268-AgR, Rel. Min.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5043732.
Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
4.
Incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que
afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de
alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, confira-se a seguinte
passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo
Lewandowski:
“(...)
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
5.
Ademais, não há questão constitucional a ser examinada
em controvérsia envolvendo suposto vício de citação. Veja-se, a propósito,
os seguintes precedentes: ARE 654.844-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio,
ARE 653.851-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, e AI 806.268-AgR, Rel. Min.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 837326 ED / MG
Ricardo Lewandowski.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 837326 ED / MG
Ricardo Lewandowski.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : ALVES DO NASCIMENTO E CIA LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LEONARDO PEREIRA ROCHA MOREIRA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma converteu os embargos de declaração em agravo
regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4954501
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : ALVES DO NASCIMENTO E CIA LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LEONARDO PEREIRA ROCHA MOREIRA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma converteu os embargos de declaração em agravo
regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5059832
| 2013-11-19T00:00:00
| 2013-12-18T00:00:00
|
A Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
|
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERVENIENTE HIPOTECANTE. VÍCIO DE CITAÇÃO. VIOLAÇÃO AO ART. 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
|
sjur252095
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ED, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL)
Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT).
(MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
AI 839837 AgR (1ªT).
(VÍCIO, CITAÇÃO)
AI 806268 AgR (1ªT), ARE 654844 AgR (1ªT), ARE 653851 AgR (1ªT).
Número de páginas: 7.
Análise: 17/01/2014, BRU.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
837326
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
AI-ED
|
acordaos
|
AI 837326 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : ALVES DO NASCIMENTO E CIA LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LEONARDO PEREIRA ROCHA MOREIRA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ALVES
DO
NASCIMENTO
E
CIA
LTDA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
PEREIRA
ROCHA
MOREIRA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO
AGRAVO
REGIMENTAL.
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO.
INTERVENIENTE HIPOTECANTE. VÍCIO DE CITAÇÃO. VIOLAÇÃO
AO ART. 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE
MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal afasta o cabimento de
recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à
legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da
Constituição.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 837326 ED / MG
taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do
voto do Relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o
Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 837326 ED / MG
taquigráficas, por unanimidade de votos, em converter os embargos de
declaração em agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do
voto do Relator. Não participou do julgamento, justificadamente, o
Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326 MINAS GERAIS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ALVES
DO
NASCIMENTO
E
CIA
LTDA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
PEREIRA
ROCHA
MOREIRA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
negou seguimento a agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos
(fls. 3.782/3):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição) que tem como violados os arts. 5..., XXXV, LIV, LV,
e 93, IX, da Carta Magna.
Eis a ementa do acórdão recorrido:
‘EXECUÇÃO – CÉDULA DE CRÉDITO COMERCIAL
– REVISÃO DE CONTRATOS FINDOS COMO MATÉRIA
DE DEFESA – IMPOSSIBILIDADE – NECESSIDADE DE
AÇÃO PRÓPRIA – AUSÊNCIA DE VÍCIOS FORMAIS
QUE INVALIDAM OS ATOS JURÍDICOS – VÍCIOS
APONTADOS ALEATORIAMENTE – HONORÁRIOS DE
SUCUMBÊNCIA – FIXAÇÃO EM QUANTIA IRRISÓRIA –
MAJORAÇÃO.
- É válida a Cédula de Crédito Comercial que se está sendo
executada, se não lhe são apontados vícios certos que invalidam
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
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RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S)
:ALVES
DO
NASCIMENTO
E
CIA
LTDA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:LEONARDO
PEREIRA
ROCHA
MOREIRA
E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S)
:ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de embargos de declaração cujo objeto é decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que
negou seguimento a agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos
(fls. 3.782/3):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que inadmitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição) que tem como violados os arts. 5..., XXXV, LIV, LV,
e 93, IX, da Carta Magna.
Eis a ementa do acórdão recorrido:
‘EXECUÇÃO – CÉDULA DE CRÉDITO COMERCIAL
– REVISÃO DE CONTRATOS FINDOS COMO MATÉRIA
DE DEFESA – IMPOSSIBILIDADE – NECESSIDADE DE
AÇÃO PRÓPRIA – AUSÊNCIA DE VÍCIOS FORMAIS
QUE INVALIDAM OS ATOS JURÍDICOS – VÍCIOS
APONTADOS ALEATORIAMENTE – HONORÁRIOS DE
SUCUMBÊNCIA – FIXAÇÃO EM QUANTIA IRRISÓRIA –
MAJORAÇÃO.
- É válida a Cédula de Crédito Comercial que se está sendo
executada, se não lhe são apontados vícios certos que invalidam
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
AI 837326 ED / MG
os atos jurídicos.
- O apontamento de vícios aleatórios não podem ser
considerados para a invalidação do título de crédito.
- A revisão de contratos findos é possível, a teor de súmula
editada pelo Superior Tribunal de Justiça, mas somente pode ser feita em ação própria.
- Os honorários de sucumbência, quando fixados em valor
irrisório, devem ser majorados, de acordo com o que determinada
o art. 20 e seus §§, do Código de Processo Civil.’ (Fls. 3.276)
Inexiste a alegada afronta aos arts. 5..., XXXV, LIV e LV, e
93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido
inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e
tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida
fundamentação, ainda que com ela não concorde a ora
agravante.
Do exposto, nego seguimento ao agravo.”
2.
A parte embargante alega que ocorreu omissão quanto à
ausência de citação da interveniente hipotecante. Afirma que “a
interveniente-hipotecante, Construtora Nascimento Ltda. não foi citada
para formar o litisconsórcio passivo, mas apenas intimada, com
violação literal e direta ao art. 5..., inciso LIV e inciso LV, da Constituição
Federal” (fl. 3.788).
3.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5043731.
Supremo Tribunal Federal
AI 837326 ED / MG
os atos jurídicos.
- O apontamento de vícios aleatórios não podem ser
considerados para a invalidação do título de crédito.
- A revisão de contratos findos é possível, a teor de súmula
editada pelo Superior Tribunal de Justiça, mas somente pode ser feita em ação própria.
- Os honorários de sucumbência, quando fixados em valor
irrisório, devem ser majorados, de acordo com o que determinada
o art. 20 e seus §§, do Código de Processo Civil.’ (Fls. 3.276)
Inexiste a alegada afronta aos arts. 5..., XXXV, LIV e LV, e
93, IX, da Constituição federal, pois o acórdão recorrido
inequivocamente prestou jurisdição, sem violar os princípios do
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e
tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida
fundamentação, ainda que com ela não concorde a ora
agravante.
Do exposto, nego seguimento ao agravo.”
2.
A parte embargante alega que ocorreu omissão quanto à
ausência de citação da interveniente hipotecante. Afirma que “a
interveniente-hipotecante, Construtora Nascimento Ltda. não foi citada
para formar o litisconsórcio passivo, mas apenas intimada, com
violação literal e direta ao art. 5..., inciso LIV e inciso LV, da Constituição
Federal” (fl. 3.788).
3.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
4.
Incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que
afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de
alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, confira-se a seguinte
passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo
Lewandowski:
“(...)
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
5.
Ademais, não há questão constitucional a ser examinada
em controvérsia envolvendo suposto vício de citação. Veja-se, a propósito,
os seguintes precedentes: ARE 654.844-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio,
ARE 653.851-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 806.268-AgR, Rel. Min.
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Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326 MINAS GERAIS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Recebo os presentes embargos de declaração como agravo
regimental, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver
reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min.
Celso de Mello, Rcl 11.022-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, ARE 680.718-
ED, Rel. Min. Luiz Fux).
2.
Passo a apreciar a matéria.
3.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
4.
Incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que
afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de
alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o
seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, confira-se a seguinte
passagem do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo
Lewandowski:
“(...)
II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de
que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se
dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais,
em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.”
5.
Ademais, não há questão constitucional a ser examinada
em controvérsia envolvendo suposto vício de citação. Veja-se, a propósito,
os seguintes precedentes: ARE 654.844-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio,
ARE 653.851-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, e AI 806.268-AgR, Rel. Min.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 837326 ED / MG
Ricardo Lewandowski.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 837326 ED / MG
Ricardo Lewandowski.
6.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : ALVES DO NASCIMENTO E CIA LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LEONARDO PEREIRA ROCHA MOREIRA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma converteu os embargos de declaração em agravo
regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.326
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
EMBTE.(S) : ALVES DO NASCIMENTO E CIA LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : LEONARDO PEREIRA ROCHA MOREIRA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A
ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPÍLIO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma converteu os embargos de declaração em agravo
regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AI 837326 ED / MG",
"AI 837326 ED / MG",
"AI 837326 ED / MG",
"AI 837326 ED / MG",
"MI 823 - ED - segundos",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"AI 839 . 837 - AgR",
"ARE 654 . 844 - AgR",
"ARE 653 . 851 -",
"AI 806 . 268 - AgR",
"EMB",
"MI 823 - ED - segundos",
"Rcl 11 . 022 - ED",
"ARE 680 . 718 - ED",
"AI 839 . 837 - AgR",
"ARE 654 . 844 - AgR",
"ARE 653 . 851 - AgR",
"AI 806 . 268 - AgR",
"AI 837326 ED / MG",
"AI 837326 ED / MG",
"AGRAVO",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 837 . 326"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"arts . 5 . . . , XXXV , LIV , LV , e 93 , IX , da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"arts . 5 . . . , XXXV , LIV , LV , e 93 , IX , da Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 e seus § § , do Código de Processo Civil .",
"arts . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , e 93 , IX , da Constituição federal",
"art . 5 . . . , inciso LIV e inciso LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 e seus § § , do Código de Processo Civil .",
"arts . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , e 93 , IX , da Constituição federal",
"art . 5 . . . , inciso LIV e inciso LV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília",
"Brasília",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Construtora Nascimento Ltda .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Construtora Nascimento Ltda .",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BANCO SANTANDER",
"BRASIL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ALVES DO NASCIMENTO",
"LEONARDO PEREIRA ROCHA MOREIRA",
"ISABELA BRAGA POMPÍLIO",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ALVES DO NASCIMENTO",
"LEONARDO PEREIRA ROCHA MOREIRA",
"ISABELA BRAGA POMPÍLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"ALVES DO NASCIMENTO",
"LEONARDO PEREIRA ROCHA MOREIRA",
"ISABELA BRAGA POMPÍLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"ROBERTO BARROSO",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROBERTO BARROSO",
"ALVES DO NASCIMENTO",
"LEONARDO PEREIRA ROCHA MOREIRA",
"ISABELA BRAGA POMPÍLIO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ALVES DO NASCIMENTO",
"LEONARDO PEREIRA ROCHA MOREIRA",
"ISABELA BRAGA",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"19",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX
DA SILVA
ADV.(A/S)
:WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO.
TRIBUNAL DO JÚRI. FORMULAÇÃO DE QUESITOS. NULIDADE
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE
INTIMAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA DA SESSÃO DE
JULGAMENTO DA APELAÇÃO. INOCORRÊNCIA. MANDADO DE
INTIMAÇÃO. CIÊNCIA DO DEFENSOR.
1. Nos procedimentos submetidos ao Tribunal do Júri, a impetração
de habeas corpus perante Tribunais Superiores há de se circunscrever aos
temas aventados na apelação. Precedente.
2. Matéria não suscitada no recurso aviado perante a Corte Estadual
e não apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, cujo exame por esta
Suprema Corte implicaria indevida dupla supressão de instância.
3. Segundo jurisprudência deste Supremo Tribunal, ocorre preclusão
quando a impugnação de quesitos no âmbito do Tribunal do Júri não é
veiculada oportunamente (art. 571, VIII, do CPP).
4. Intimação da Defensoria Pública quanto à sessão de julgamento do
recurso de apelação comprovada pelos documentos acostados aos autos,
em especial o ciente do defensor público no mandado de intimação.
5. Recurso ordinário a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RHC 116702 / PE
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do
voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RHC 116702 / PE
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do
voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX
DA SILVA
ADV.(A/S)
:WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso
ordinário em habeas corpus interposto por Maxwell Felix da Silva contra
decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC
236.808/PB, denegou a ordem na parte conhecida.
O Recorrente foi condenado à pena de 6 (seis) anos de reclusão, no
regime inicial semiaberto, por praticar o crime de homicídio simples (art.
121, caput, do CP).
À apelação defensiva interposta com arrimo no art. 593, III, “d”, do
Código de Processo Penal, reputando ser a decisão do Júri contrária à
prova dos autos e, alternativamente, necessária a redução da pena, o
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco negou provimento ao
recurso.
Contra essa decisão, impetrado perante a Corte Superior de Justiça, o
HC 236.808/PB, cujo acórdão possui ementa de seguinte teor:
“HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO SIMPLES. TRIBUNAL
DO JÚRI. APELAÇÃO CRIMINAL. 1. QUESITAÇÃO.
NULIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. AUSÊNCIA DE
INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR PÚBLICO QUANTO À
DATA DA SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO.
NULIDADE NÃO CONFIGURADA. 3. WRIT PARCIALMENTE
CONHECIDO. ORDEM DENEGADA.
1. A suposta nulidade no procedimento de quesitação, ocorrida
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623513.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX
DA SILVA
ADV.(A/S)
:WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso
ordinário em habeas corpus interposto por Maxwell Felix da Silva contra
decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC
236.808/PB, denegou a ordem na parte conhecida.
O Recorrente foi condenado à pena de 6 (seis) anos de reclusão, no
regime inicial semiaberto, por praticar o crime de homicídio simples (art.
121, caput, do CP).
À apelação defensiva interposta com arrimo no art. 593, III, “d”, do
Código de Processo Penal, reputando ser a decisão do Júri contrária à
prova dos autos e, alternativamente, necessária a redução da pena, o
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco negou provimento ao
recurso.
Contra essa decisão, impetrado perante a Corte Superior de Justiça, o
HC 236.808/PB, cujo acórdão possui ementa de seguinte teor:
“HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO SIMPLES. TRIBUNAL
DO JÚRI. APELAÇÃO CRIMINAL. 1. QUESITAÇÃO.
NULIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. AUSÊNCIA DE
INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR PÚBLICO QUANTO À
DATA DA SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO.
NULIDADE NÃO CONFIGURADA. 3. WRIT PARCIALMENTE
CONHECIDO. ORDEM DENEGADA.
1. A suposta nulidade no procedimento de quesitação, ocorrida
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RHC 116702 / PE
durante o julgamento do paciente pelo Conselho de Sentença, não pode
ser apreciada diretamente pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena
de indevida supressão de instância, haja vista que o efeito devolutivo
da apelação é restrito aos fundamentos da sua interposição, nos termos
do art. 593, inciso III, do Código de Processo Penal.
2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte
Superior no sentido de que, a teor do disposto no art. 5º, § 5º , da Lei
n° 1.060/1950, com a redação dada pela Lei n° 7.871/1989, o defensor
público, ou quem lhe faça as vezes, deve ser intimado pessoalmente de
todos os atos do processo, sob pena de nulidade.
3. No caso em apreço, o Tribunal de origem confirmou que a
Defensoria Pública do Estado de Pernambuco foi devidamente
intimada da data da sessão de julgamento do recurso de apelação,
realizada no dia 12/7/2011, inexistindo, portanto, o alegado
constrangimento ilegal.
4. Habeas corpus parcialmente conhecido. Ordem denegada”
No presente recurso ordinário, alega o Recorrente, em síntese, não
constarem dos autos as intimações feitas à Defensoria Pública da sessão
de julgamento da apelação. Sustenta, ainda, nulidade quanto ao
procedimento de formulação dos quesitos.
Contrarrazões apresentadas oportunamente.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não
provimento do recurso.
Expedido telegrama para dar ciência da data da sessão de
julgamento do feito.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RHC 116702 / PE
durante o julgamento do paciente pelo Conselho de Sentença, não pode
ser apreciada diretamente pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena
de indevida supressão de instância, haja vista que o efeito devolutivo
da apelação é restrito aos fundamentos da sua interposição, nos termos
do art. 593, inciso III, do Código de Processo Penal.
2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte
Superior no sentido de que, a teor do disposto no art. 5º, § 5º , da Lei
n° 1.060/1950, com a redação dada pela Lei n° 7.871/1989, o defensor
público, ou quem lhe faça as vezes, deve ser intimado pessoalmente de
todos os atos do processo, sob pena de nulidade.
3. No caso em apreço, o Tribunal de origem confirmou que a
Defensoria Pública do Estado de Pernambuco foi devidamente
intimada da data da sessão de julgamento do recurso de apelação,
realizada no dia 12/7/2011, inexistindo, portanto, o alegado
constrangimento ilegal.
4. Habeas corpus parcialmente conhecido. Ordem denegada”
No presente recurso ordinário, alega o Recorrente, em síntese, não
constarem dos autos as intimações feitas à Defensoria Pública da sessão
de julgamento da apelação. Sustenta, ainda, nulidade quanto ao
procedimento de formulação dos quesitos.
Contrarrazões apresentadas oportunamente.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não
provimento do recurso.
Expedido telegrama para dar ciência da data da sessão de
julgamento do feito.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso foi
interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a
ordem requerida no HC 236.808/PE.
No que tange à nulidade por ausência de quesito obrigatório na
sessão de julgamento do Tribunal do Júri, verifico que essa matéria não
foi objeto de insurgência na apelação, na qual questionada apenas a
contrariedade da decisão do Conselho de Sentença em relação às provas
dos autos (art. 593, III, d, do CPP).
Este Tribunal já teve a oportunidade de decidir no sentido de que,
em procedimento submetido ao Tribunal do Júri, a impetração de habeas
corpus há de ficar restrita aos temas aventados no recurso de apelação,
razão pela qual não se verifica qualquer ilegalidade no acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que afastou o exame de alegação de nulidade
não apreciada previamente pela Corte Estadual. Nesse sentido:
“(...) A impetração de habeas corpus aos tribunais
superiores em face de acórdãos relativos a procedimento de Júri
está limitada à matéria argüida no âmbito do recurso de
apelação. No caso concreto, somente as nulidades decorrentes da
deficiência da defesa técnica e da falta de fundamentação da sentença
de pronúncia foram abordadas no recurso de apelação. (...) Habeas
corpus parcialmente deferido, anulando-se o acórdão do Superior
Tribunal de Justiça para que um novo seja proferido, com
pronunciamento acerca da alegação de deficiência da defesa técnica e
de falta de fundamentação da sentença de pronúncia quanto às
qualificadoras.” (RHC 85862/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª
Turma, DJ 25.11.2005, sem destaques no original).
Nas razões do recurso de apelação, a Defesa não suscitou perante o
Tribunal de Justiça nulidade por vícios na quesitação. Nesse contexto, a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso foi
interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a
ordem requerida no HC 236.808/PE.
No que tange à nulidade por ausência de quesito obrigatório na
sessão de julgamento do Tribunal do Júri, verifico que essa matéria não
foi objeto de insurgência na apelação, na qual questionada apenas a
contrariedade da decisão do Conselho de Sentença em relação às provas
dos autos (art. 593, III, d, do CPP).
Este Tribunal já teve a oportunidade de decidir no sentido de que,
em procedimento submetido ao Tribunal do Júri, a impetração de habeas
corpus há de ficar restrita aos temas aventados no recurso de apelação,
razão pela qual não se verifica qualquer ilegalidade no acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que afastou o exame de alegação de nulidade
não apreciada previamente pela Corte Estadual. Nesse sentido:
“(...) A impetração de habeas corpus aos tribunais
superiores em face de acórdãos relativos a procedimento de Júri
está limitada à matéria argüida no âmbito do recurso de
apelação. No caso concreto, somente as nulidades decorrentes da
deficiência da defesa técnica e da falta de fundamentação da sentença
de pronúncia foram abordadas no recurso de apelação. (...) Habeas
corpus parcialmente deferido, anulando-se o acórdão do Superior
Tribunal de Justiça para que um novo seja proferido, com
pronunciamento acerca da alegação de deficiência da defesa técnica e
de falta de fundamentação da sentença de pronúncia quanto às
qualificadoras.” (RHC 85862/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª
Turma, DJ 25.11.2005, sem destaques no original).
Nas razões do recurso de apelação, a Defesa não suscitou perante o
Tribunal de Justiça nulidade por vícios na quesitação. Nesse contexto, a
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116702 / PE
análise desta matéria por esta Corte, ensejaria a indevida supressão de
duas instâncias.
O momento adequado para insurgência quanto à nulidade dos
quesitos formulados ao Conselho de Sentença é em plenário, após sua
ocorrência, sob pena de preclusão, consoante disposto no art. 571, VIII, do
CPP. É o que emerge dos seguintes precedentes desta Turma:
“(...) 2. In casu, o paciente e seu irmão, corréu no processo, e
também impetrante da presente ação de habeas corpus, foram
processados por homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a
defesa da vítima (CP, art. 121, § 2º, IV). O paciente foi condenado a
12 (doze) anos de reclusão em regime inicialmente fechado, tendo o
Conselho de Sentença rechaçado a tese de legítima defesa ante a
ausência de agressão injusta. O irmão restou absolvido por negativa
de autoria. 3. O momento oportuno para a insurgência contra
nulidades a respeito dos quesitos formulados no tribunal do júri deve
ser em plenário, logo depois de ocorrerem, sob pena de preclusão.
Leitura do art. 571, VIII, do CPP (Art. 571. As nulidades deverão ser
argüidas: (...) VIII – as do julgamento em plenário, em audiência ou
sessão do tribunal, logo depois de ocorrerem.). Precedentes: HC
105.391/SC, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma,
Julgamento em 1/3/2011; RHC 99.787/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
Primeira Turma, Julgamento em 14/9/2010; HC 97.064/RS, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Julgamento em 7/12/2010; HC
96.469/RJ, Relator Min. Ayres Britto, Primeira Turma, Julgamento
em 09/06/2009.” (HC 104.776/MG, Rel. Min. Luiz Fux,1ª Turma,
DJE 19.8.2011).
“Recurso em habeas corpus. Processual penal. Homicídio
qualificado. Inépcia da denúncia e vício de quesitação. Nulidade.
Inocorrência. Preclusão. Hipótese, ademais, a implicar a necessidade
de reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ordem denegada. (...) 3.
A impugnação a quesito deve ocorrer na oportunidade revelada pelo
artigo 571 do Código de Processo Penal. Precedentes.” (RHC 99787/
RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.11.2010).
2
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RHC 116702 / PE
análise desta matéria por esta Corte, ensejaria a indevida supressão de
duas instâncias.
O momento adequado para insurgência quanto à nulidade dos
quesitos formulados ao Conselho de Sentença é em plenário, após sua
ocorrência, sob pena de preclusão, consoante disposto no art. 571, VIII, do
CPP. É o que emerge dos seguintes precedentes desta Turma:
“(...) 2. In casu, o paciente e seu irmão, corréu no processo, e
também impetrante da presente ação de habeas corpus, foram
processados por homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a
defesa da vítima (CP, art. 121, § 2º, IV). O paciente foi condenado a
12 (doze) anos de reclusão em regime inicialmente fechado, tendo o
Conselho de Sentença rechaçado a tese de legítima defesa ante a
ausência de agressão injusta. O irmão restou absolvido por negativa
de autoria. 3. O momento oportuno para a insurgência contra
nulidades a respeito dos quesitos formulados no tribunal do júri deve
ser em plenário, logo depois de ocorrerem, sob pena de preclusão.
Leitura do art. 571, VIII, do CPP (Art. 571. As nulidades deverão ser
argüidas: (...) VIII – as do julgamento em plenário, em audiência ou
sessão do tribunal, logo depois de ocorrerem.). Precedentes: HC
105.391/SC, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma,
Julgamento em 1/3/2011; RHC 99.787/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
Primeira Turma, Julgamento em 14/9/2010; HC 97.064/RS, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Julgamento em 7/12/2010; HC
96.469/RJ, Relator Min. Ayres Britto, Primeira Turma, Julgamento
em 09/06/2009.” (HC 104.776/MG, Rel. Min. Luiz Fux,1ª Turma,
DJE 19.8.2011).
“Recurso em habeas corpus. Processual penal. Homicídio
qualificado. Inépcia da denúncia e vício de quesitação. Nulidade.
Inocorrência. Preclusão. Hipótese, ademais, a implicar a necessidade
de reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ordem denegada. (...) 3.
A impugnação a quesito deve ocorrer na oportunidade revelada pelo
artigo 571 do Código de Processo Penal. Precedentes.” (RHC 99787/
RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.11.2010).
2
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116702 / PE
Na espécie, consta da sentença que “fez-se leitura dos quesitos em
plenário. Nenhuma impugnação ou reclamação foi apresentada pelas
partes”. Assim, preclusa a suposta nulidade por ausência de quesito
obrigatório.
Nessa linha, a deficiência na formulação dos quesitos deve ser
igualmente alegada em plenário, logo depois de oferecidos, sob pena de
preclusão. Colho os seguintes precedentes: HC 105.391/SC, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.4.2011; RHC 99.787/RJ, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.11.2010; e HC 97.064/RS, Rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2ª Turma, DJe 1º.2.2011, cujas ementas transcrevo
respectivamente:
“(...) 1. Durante a fase de debates orais, na sessão de julgamento
do Tribunal do Júri, a defesa limitou-se a sustentar a legítima defesa
própria. As teses das atenuantes da confissão espontânea e da violenta
emoção logo após a injusta provocação da vítima não foram
apresentadas em plenário. 2. Não há nulidade pela ausência de
quesitação de tese não sustentada pela defesa em plenário de
julgamento do Tribunal do Júri. 3. O defensor não se insurgiu contra
a formulação ou a votação dos quesitos na sessão de julgamento, o que
afasta eventual nulidade. 4. A resposta negativa dos jurados ao
quesito genérico das atenuantes desobriga o juiz a indagar sobre as
atenuantes específicas. 5. Ordem denegada”.
“(...) 3. A impugnação a quesito deve ocorrer na oportunidade
revelada pelo artigo 571 do Código de Processo Penal. Precedentes. 4.
Tese defensiva (negativa de autoria decorrente de sua ausência no local
onde foi cometido o crime) que se encontra subsumida no primeiro
quesito obrigatório formulado pelo MM. Juiz Presidente do Tribunal
do Júri, cuja resposta eventualmente negativa por parte do Conselho
de Sentença importaria na absolvição do réu. 5. Ordem denegada”.
“(...) 1. Não impugnados, durante a sessão de julgamento, os
quesitos dirigidos aos jurados, opera-se a preclusão. Aplicação do art.
571, VIII, do CPP. Precedentes. 2. Ordem denegada.”
3
Supremo Tribunal Federal
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RHC 116702 / PE
Na espécie, consta da sentença que “fez-se leitura dos quesitos em
plenário. Nenhuma impugnação ou reclamação foi apresentada pelas
partes”. Assim, preclusa a suposta nulidade por ausência de quesito
obrigatório.
Nessa linha, a deficiência na formulação dos quesitos deve ser
igualmente alegada em plenário, logo depois de oferecidos, sob pena de
preclusão. Colho os seguintes precedentes: HC 105.391/SC, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 13.4.2011; RHC 99.787/RJ, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1ª Turma, DJe 22.11.2010; e HC 97.064/RS, Rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2ª Turma, DJe 1º.2.2011, cujas ementas transcrevo
respectivamente:
“(...) 1. Durante a fase de debates orais, na sessão de julgamento
do Tribunal do Júri, a defesa limitou-se a sustentar a legítima defesa
própria. As teses das atenuantes da confissão espontânea e da violenta
emoção logo após a injusta provocação da vítima não foram
apresentadas em plenário. 2. Não há nulidade pela ausência de
quesitação de tese não sustentada pela defesa em plenário de
julgamento do Tribunal do Júri. 3. O defensor não se insurgiu contra
a formulação ou a votação dos quesitos na sessão de julgamento, o que
afasta eventual nulidade. 4. A resposta negativa dos jurados ao
quesito genérico das atenuantes desobriga o juiz a indagar sobre as
atenuantes específicas. 5. Ordem denegada”.
“(...) 3. A impugnação a quesito deve ocorrer na oportunidade
revelada pelo artigo 571 do Código de Processo Penal. Precedentes. 4.
Tese defensiva (negativa de autoria decorrente de sua ausência no local
onde foi cometido o crime) que se encontra subsumida no primeiro
quesito obrigatório formulado pelo MM. Juiz Presidente do Tribunal
do Júri, cuja resposta eventualmente negativa por parte do Conselho
de Sentença importaria na absolvição do réu. 5. Ordem denegada”.
“(...) 1. Não impugnados, durante a sessão de julgamento, os
quesitos dirigidos aos jurados, opera-se a preclusão. Aplicação do art.
571, VIII, do CPP. Precedentes. 2. Ordem denegada.”
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116702 / PE
Além disso, inconsistente a alegada ausência de intimação da Defesa
para a sessão de julgamento do recurso de apelação. Em verdade, como
bem fundamentado no acórdão recorrido, o Tribunal de Justiça do Estado
de Pernambuco certificou que:
“a DEFENSORIA PÚBLICA GERAL DO ESTADO DE
PERNAMBUCO foi devidamente intimada das referidas pautas de
julgamentos, em especial, da pauta do dia 12.07.2011, tudo conforme
ciente firmado no mandado de intimação n° 26/2011, em data de
05/07/2011 (Defensoria Pública do Estado de Pernambuco - Dr.
Gabriel Gonçalves Leite - Defensor Público - Matrícula n° 297.304-
9)".
Essas informações são comprovadas pela cópia do mandado de
intimação juntado aos autos, em que há “ciente” do Defensor Público
Gabriel Gonçalves Leite, juntamente com a cópia da pauta de julgamento
da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco,
do dia 12.7.2011, da qual consta o número do processo e o nome do ora
Recorrente.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso ordinário em habeas
corpus.
4
Supremo Tribunal Federal
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RHC 116702 / PE
Além disso, inconsistente a alegada ausência de intimação da Defesa
para a sessão de julgamento do recurso de apelação. Em verdade, como
bem fundamentado no acórdão recorrido, o Tribunal de Justiça do Estado
de Pernambuco certificou que:
“a DEFENSORIA PÚBLICA GERAL DO ESTADO DE
PERNAMBUCO foi devidamente intimada das referidas pautas de
julgamentos, em especial, da pauta do dia 12.07.2011, tudo conforme
ciente firmado no mandado de intimação n° 26/2011, em data de
05/07/2011 (Defensoria Pública do Estado de Pernambuco - Dr.
Gabriel Gonçalves Leite - Defensor Público - Matrícula n° 297.304-
9)".
Essas informações são comprovadas pela cópia do mandado de
intimação juntado aos autos, em que há “ciente” do Defensor Público
Gabriel Gonçalves Leite, juntamente com a cópia da pauta de julgamento
da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco,
do dia 12.7.2011, da qual consta o número do processo e o nome do ora
Recorrente.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso ordinário em habeas
corpus.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em
primeiro lugar, continuo convencido de que o instituto da supressão de
instância visa beneficiar e não prejudicar a parte – e parte, no habeas
corpus, é apenas o paciente.
Em segundo lugar, se, em qualquer processo, é possível o
implemento da ordem de ofício, o que se dirá em processo que revele
impetração, revele habeas corpus.
Ultrapassada a problemática da queima de etapas, a problemática de
não se haver veiculado na apelação, julgada pelo Tribunal de Justiça, essa
matéria, teria que examinar qual foi o vício quanto à formulação do
quesito para saber se realmente implemento ou não a ordem de ofício.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ministro
Marco Aurélio, talvez, eu possa auxiliar. Não saberia dizer
especificamente com relação ao vício, à deficiência dos quesitos, mas
estou endossando, adotando a tese de que houve preclusão. Não sei qual
é a compreensão de Vossa Excelência.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Entendo que o habeas
não sofre essa peia e muito menos em relação à possibilidade de o órgão
julgador implementar a ordem de ofício.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Nem
com relação à qualquer manifestação no momento do julgamento.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas pode ser
manuseado, inclusive, contra a coisa julgada.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, não
é isso que estou dizendo. A preclusão seria não pelo fato de não ter sido
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em
primeiro lugar, continuo convencido de que o instituto da supressão de
instância visa beneficiar e não prejudicar a parte – e parte, no habeas
corpus, é apenas o paciente.
Em segundo lugar, se, em qualquer processo, é possível o
implemento da ordem de ofício, o que se dirá em processo que revele
impetração, revele habeas corpus.
Ultrapassada a problemática da queima de etapas, a problemática de
não se haver veiculado na apelação, julgada pelo Tribunal de Justiça, essa
matéria, teria que examinar qual foi o vício quanto à formulação do
quesito para saber se realmente implemento ou não a ordem de ofício.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ministro
Marco Aurélio, talvez, eu possa auxiliar. Não saberia dizer
especificamente com relação ao vício, à deficiência dos quesitos, mas
estou endossando, adotando a tese de que houve preclusão. Não sei qual
é a compreensão de Vossa Excelência.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Entendo que o habeas
não sofre essa peia e muito menos em relação à possibilidade de o órgão
julgador implementar a ordem de ofício.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Nem
com relação à qualquer manifestação no momento do julgamento.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas pode ser
manuseado, inclusive, contra a coisa julgada.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, não
é isso que estou dizendo. A preclusão seria não pelo fato de não ter sido
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RHC 116702 / PE
arguida a nulidade na apelação, mas quanto ao fato de que em momento
ocorreram os quesitos. A ata é absolutamente silente.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Surge um fato novo e,
então, acompanho Vossa Excelência.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Essa é a
questão que coloco.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se Vossa Excelência
me diz que, quando da realização do Tribunal do Júri, não houve
qualquer protesto, e a Defensoria Pública atuou, o tema está precluso,
porque se trata de nulidade relativa e não absoluta.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É, eu
afirmo na espécie...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ante o esclarecimento,
acompanho Vossa Excelência e desprovejo o recurso.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Consta
da sentença que "...fez-se leitura dos quesitos em Plenário. Nenhuma
impugnação ou reclamação foi apresentada pelas partes". Assim,
preclusa.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Porque a concessão,
de ofício, pressuporia o enquadramento da nulidade como absoluta, e
não o é.
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 116702 / PE
arguida a nulidade na apelação, mas quanto ao fato de que em momento
ocorreram os quesitos. A ata é absolutamente silente.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Surge um fato novo e,
então, acompanho Vossa Excelência.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Essa é a
questão que coloco.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se Vossa Excelência
me diz que, quando da realização do Tribunal do Júri, não houve
qualquer protesto, e a Defensoria Pública atuou, o tema está precluso,
porque se trata de nulidade relativa e não absoluta.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É, eu
afirmo na espécie...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ante o esclarecimento,
acompanho Vossa Excelência e desprovejo o recurso.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Consta
da sentença que "...fez-se leitura dos quesitos em Plenário. Nenhuma
impugnação ou reclamação foi apresentada pelas partes". Assim,
preclusa.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Porque a concessão,
de ofício, pressuporia o enquadramento da nulidade como absoluta, e
não o é.
2
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Extrato de Ata - 01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S) : MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX DA SILVA
ADV.(A/S) : WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
1º.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S) : MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX DA SILVA
ADV.(A/S) : WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
1º.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5034436
| 2013-10-01T00:00:00
| 2013-12-13T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 1º.10.2013.
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RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
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EMENTA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. FORMULAÇÃO DE QUESITOS. NULIDADE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA DA SESSÃO DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. INOCORRÊNCIA. MANDADO DE INTIMAÇÃO. CIÊNCIA DO DEFENSOR.
1. Nos procedimentos submetidos ao Tribunal do Júri, a impetração de habeas corpus perante Tribunais Superiores há de se circunscrever aos temas aventados na apelação. Precedente.
2. Matéria não suscitada no recurso aviado perante a Corte Estadual e não apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, cujo exame por esta Suprema Corte implicaria indevida dupla supressão de instância.
3. Segundo jurisprudência deste Supremo Tribunal, ocorre preclusão quando a impugnação de quesitos no âmbito do Tribunal do Júri não é veiculada oportunamente (art. 571, VIII, do CPP).
4. Intimação da Defensoria Pública quanto à sessão de julgamento do recurso de apelação comprovada pelos documentos acostados aos autos, em especial o ciente do defensor público no mandado de intimação.
5. Recurso ordinário a que se nega provimento.
|
sjur251569
|
- Acórdão(s) citado(s):
(TRIBUNAL DO JÚRI, IMPETRAÇÃO, HC)
RHC 85862 (2ªT).
(ARGUIÇÃO, NULIDADE, QUESITOS)
HC 97064 (2ªT), RHC 99787 (1ªT), HC 104776 (1ªT), HC 105391 (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 16/01/2014, AUR.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
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116702
|
[
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00571 INC-00008\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL"
] |
RHC
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acordaos
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RHC 116702
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RECTE.(S) : MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX DA SILVA
ADV.(A/S) : WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX
DA SILVA
ADV.(A/S)
:WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
EMENTA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO.
TRIBUNAL DO JÚRI. FORMULAÇÃO DE QUESITOS. NULIDADE
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE
INTIMAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA DA SESSÃO DE
JULGAMENTO DA APELAÇÃO. INOCORRÊNCIA. MANDADO DE
INTIMAÇÃO. CIÊNCIA DO DEFENSOR.
1. Nos procedimentos submetidos ao Tribunal do Júri, a impetração
de habeas corpus perante Tribunais Superiores há de se circunscrever aos
temas aventados na apelação. Precedente.
2. Matéria não suscitada no recurso aviado perante a Corte Estadual
e não apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, cujo exame por esta
Suprema Corte implicaria indevida dupla supressão de instância.
3. Segundo jurisprudência deste Supremo Tribunal, ocorre preclusão
quando a impugnação de quesitos no âmbito do Tribunal do Júri não é
veiculada oportunamente (art. 571, VIII, do CPP).
4. Intimação da Defensoria Pública quanto à sessão de julgamento do
recurso de apelação comprovada pelos documentos acostados aos autos,
em especial o ciente do defensor público no mandado de intimação.
5. Recurso ordinário a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
RHC 116702 / PE
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do
voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RHC 116702 / PE
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do
voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o
Senhor Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX
DA SILVA
ADV.(A/S)
:WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso
ordinário em habeas corpus interposto por Maxwell Felix da Silva contra
decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC
236.808/PB, denegou a ordem na parte conhecida.
O Recorrente foi condenado à pena de 6 (seis) anos de reclusão, no
regime inicial semiaberto, por praticar o crime de homicídio simples (art.
121, caput, do Código Penal Brasileiro).
À apelação defensiva interposta com arrimo no art. 593, III, “d”, do
Código de Processo Penal, reputando ser a decisão do Júri contrária à
prova dos autos e, alternativamente, necessária a redução da pena, o
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco negou provimento ao
recurso.
Contra essa decisão, impetrado perante a Corte Superior de Justiça, o
HC 236.808/PB, cujo acórdão possui ementa de seguinte teor:
“HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO SIMPLES. TRIBUNAL
DO JÚRI. APELAÇÃO CRIMINAL. 1. QUESITAÇÃO.
NULIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. AUSÊNCIA DE
INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR PÚBLICO QUANTO À
DATA DA SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO.
NULIDADE NÃO CONFIGURADA. 3. WRIT PARCIALMENTE
CONHECIDO. ORDEM DENEGADA.
1. A suposta nulidade no procedimento de quesitação, ocorrida
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S)
:MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX
DA SILVA
ADV.(A/S)
:WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de recurso
ordinário em habeas corpus interposto por Maxwell Felix da Silva contra
decisão colegiada do Superior Tribunal de Justiça, que, nos autos do HC
236.808/PB, denegou a ordem na parte conhecida.
O Recorrente foi condenado à pena de 6 (seis) anos de reclusão, no
regime inicial semiaberto, por praticar o crime de homicídio simples (art.
121, caput, do Código Penal Brasileiro).
À apelação defensiva interposta com arrimo no art. 593, III, “d”, do
Código de Processo Penal, reputando ser a decisão do Júri contrária à
prova dos autos e, alternativamente, necessária a redução da pena, o
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco negou provimento ao
recurso.
Contra essa decisão, impetrado perante a Corte Superior de Justiça, o
HC 236.808/PB, cujo acórdão possui ementa de seguinte teor:
“HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO SIMPLES. TRIBUNAL
DO JÚRI. APELAÇÃO CRIMINAL. 1. QUESITAÇÃO.
NULIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. AUSÊNCIA DE
INTIMAÇÃO PESSOAL DO DEFENSOR PÚBLICO QUANTO À
DATA DA SESSÃO DE JULGAMENTO DO RECURSO.
NULIDADE NÃO CONFIGURADA. 3. WRIT PARCIALMENTE
CONHECIDO. ORDEM DENEGADA.
1. A suposta nulidade no procedimento de quesitação, ocorrida
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
RHC 116702 / PE
durante o julgamento do paciente pelo Conselho de Sentença, não pode
ser apreciada diretamente pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena
de indevida supressão de instância, haja vista que o efeito devolutivo
da apelação é restrito aos fundamentos da sua interposição, nos termos
do art. 593, inciso III, do Código de Processo Penal.
2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte
Superior no sentido de que, a teor do disposto no art. 5..., § 5... , da Lei
n 1.060/1950, com a redação dada pela Lei n 7.871/1989, o defensor
público, ou quem lhe faça as vezes, deve ser intimado pessoalmente de
todos os atos do processo, sob pena de nulidade.
3. No caso em apreço, o Tribunal de origem confirmou que a
Defensoria Pública do Estado de Pernambuco foi devidamente
intimada da data da sessão de julgamento do recurso de apelação,
realizada no dia 12/7/2011, inexistindo, portanto, o alegado
constrangimento ilegal.
4. Habeas corpus parcialmente conhecido. Ordem denegada”
No presente recurso ordinário, alega o Recorrente, em síntese, não
constarem dos autos as intimações feitas à Defensoria Pública da sessão
de julgamento da apelação. Sustenta, ainda, nulidade quanto ao
procedimento de formulação dos quesitos.
Contrarrazões apresentadas oportunamente.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não
provimento do recurso.
Expedido telegrama para dar ciência da data da sessão de
julgamento do feito.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RHC 116702 / PE
durante o julgamento do paciente pelo Conselho de Sentença, não pode
ser apreciada diretamente pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena
de indevida supressão de instância, haja vista que o efeito devolutivo
da apelação é restrito aos fundamentos da sua interposição, nos termos
do art. 593, inciso III, do Código de Processo Penal.
2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte
Superior no sentido de que, a teor do disposto no art. 5..., § 5... , da Lei
n 1.060/1950, com a redação dada pela Lei n 7.871/1989, o defensor
público, ou quem lhe faça as vezes, deve ser intimado pessoalmente de
todos os atos do processo, sob pena de nulidade.
3. No caso em apreço, o Tribunal de origem confirmou que a
Defensoria Pública do Estado de Pernambuco foi devidamente
intimada da data da sessão de julgamento do recurso de apelação,
realizada no dia 12/7/2011, inexistindo, portanto, o alegado
constrangimento ilegal.
4. Habeas corpus parcialmente conhecido. Ordem denegada”
No presente recurso ordinário, alega o Recorrente, em síntese, não
constarem dos autos as intimações feitas à Defensoria Pública da sessão
de julgamento da apelação. Sustenta, ainda, nulidade quanto ao
procedimento de formulação dos quesitos.
Contrarrazões apresentadas oportunamente.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opina pelo não
provimento do recurso.
Expedido telegrama para dar ciência da data da sessão de
julgamento do feito.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso foi
interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a
ordem requerida no HC 236.808/PE.
No que tange à nulidade por ausência de quesito obrigatório na
sessão de julgamento do Tribunal do Júri, verifico que essa matéria não
foi objeto de insurgência na apelação, na qual questionada apenas a
contrariedade da decisão do Conselho de Sentença em relação às provas
dos autos (art. 593, III, d, do CPP).
Este Tribunal já teve a oportunidade de decidir no sentido de que,
em procedimento submetido ao Tribunal do Júri, a impetração de habeas
corpus há de ficar restrita aos temas aventados no recurso de apelação,
razão pela qual não se verifica qualquer ilegalidade no acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que afastou o exame de alegação de nulidade
não apreciada previamente pela Corte Estadual. Nesse sentido:
“(...) A impetração de habeas corpus aos tribunais
superiores em face de acórdãos relativos a procedimento de Júri
está limitada à matéria argüida no âmbito do recurso de
apelação. No caso concreto, somente as nulidades decorrentes da
deficiência da defesa técnica e da falta de fundamentação da sentença
de pronúncia foram abordadas no recurso de apelação. (...) Habeas
corpus parcialmente deferido, anulando-se o acórdão do Superior
Tribunal de Justiça para que um novo seja proferido, com
pronunciamento acerca da alegação de deficiência da defesa técnica e
de falta de fundamentação da sentença de pronúncia quanto às
qualificadoras.” (RHC 85862/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2...
Turma, DJ 25.11.2005, sem destaques no original).
Nas razões do recurso de apelação, a Defesa não suscitou perante o
Tribunal de Justiça nulidade por vícios na quesitação. Nesse contexto, a
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente recurso foi
interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça que denegou a
ordem requerida no HC 236.808/PE.
No que tange à nulidade por ausência de quesito obrigatório na
sessão de julgamento do Tribunal do Júri, verifico que essa matéria não
foi objeto de insurgência na apelação, na qual questionada apenas a
contrariedade da decisão do Conselho de Sentença em relação às provas
dos autos (art. 593, III, d, do CPP).
Este Tribunal já teve a oportunidade de decidir no sentido de que,
em procedimento submetido ao Tribunal do Júri, a impetração de habeas
corpus há de ficar restrita aos temas aventados no recurso de apelação,
razão pela qual não se verifica qualquer ilegalidade no acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que afastou o exame de alegação de nulidade
não apreciada previamente pela Corte Estadual. Nesse sentido:
“(...) A impetração de habeas corpus aos tribunais
superiores em face de acórdãos relativos a procedimento de Júri
está limitada à matéria argüida no âmbito do recurso de
apelação. No caso concreto, somente as nulidades decorrentes da
deficiência da defesa técnica e da falta de fundamentação da sentença
de pronúncia foram abordadas no recurso de apelação. (...) Habeas
corpus parcialmente deferido, anulando-se o acórdão do Superior
Tribunal de Justiça para que um novo seja proferido, com
pronunciamento acerca da alegação de deficiência da defesa técnica e
de falta de fundamentação da sentença de pronúncia quanto às
qualificadoras.” (RHC 85862/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2...
Turma, DJ 25.11.2005, sem destaques no original).
Nas razões do recurso de apelação, a Defesa não suscitou perante o
Tribunal de Justiça nulidade por vícios na quesitação. Nesse contexto, a
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116702 / PE
análise desta matéria por esta Corte, ensejaria a indevida supressão de
duas instâncias.
O momento adequado para insurgência quanto à nulidade dos
quesitos formulados ao Conselho de Sentença é em plenário, após sua
ocorrência, sob pena de preclusão, consoante disposto no art. 571, VIII, do
CPP. É o que emerge dos seguintes precedentes desta Turma:
“(...) 2. In casu, o paciente e seu irmão, corréu no processo, e
também impetrante da presente ação de habeas corpus, foram
processados por homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a
defesa da vítima (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., IV). O paciente foi condenado a
12 (doze) anos de reclusão em regime inicialmente fechado, tendo o
Conselho de Sentença rechaçado a tese de legítima defesa ante a
ausência de agressão injusta. O irmão restou absolvido por negativa
de autoria. 3. O momento oportuno para a insurgência contra
nulidades a respeito dos quesitos formulados no tribunal do júri deve
ser em plenário, logo depois de ocorrerem, sob pena de preclusão.
Leitura do art. 571, VIII, do CPP (Art. 571. As nulidades deverão ser
argüidas: (...) VIII – as do julgamento em plenário, em audiência ou
sessão do tribunal, logo depois de ocorrerem.). Precedentes: HC
105.391/SC, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma,
Julgamento em 1/3/2011; RHC 99.787/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
Primeira Turma, Julgamento em 14/9/2010; HC 97.064/RS, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Julgamento em 7/12/2010; HC
96.469/RJ, Relator Min. Ayres Britto, Primeira Turma, Julgamento
em 09/06/2009.” (HC 104.776/MG, Rel. Min. Luiz Fux,1... Turma,
DJE 19.8.2011).
“Recurso em habeas corpus. Processual penal. Homicídio
qualificado. Inépcia da denúncia e vício de quesitação. Nulidade.
Inocorrência. Preclusão. Hipótese, ademais, a implicar a necessidade
de reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ordem denegada. (...) 3.
A impugnação a quesito deve ocorrer na oportunidade revelada pelo
artigo 571 do Código de Processo Penal. Precedentes.” (RHC 99787/
RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.11.2010).
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623514.
Supremo Tribunal Federal
RHC 116702 / PE
análise desta matéria por esta Corte, ensejaria a indevida supressão de
duas instâncias.
O momento adequado para insurgência quanto à nulidade dos
quesitos formulados ao Conselho de Sentença é em plenário, após sua
ocorrência, sob pena de preclusão, consoante disposto no art. 571, VIII, do
CPP. É o que emerge dos seguintes precedentes desta Turma:
“(...) 2. In casu, o paciente e seu irmão, corréu no processo, e
também impetrante da presente ação de habeas corpus, foram
processados por homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a
defesa da vítima (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., IV). O paciente foi condenado a
12 (doze) anos de reclusão em regime inicialmente fechado, tendo o
Conselho de Sentença rechaçado a tese de legítima defesa ante a
ausência de agressão injusta. O irmão restou absolvido por negativa
de autoria. 3. O momento oportuno para a insurgência contra
nulidades a respeito dos quesitos formulados no tribunal do júri deve
ser em plenário, logo depois de ocorrerem, sob pena de preclusão.
Leitura do art. 571, VIII, do CPP (Art. 571. As nulidades deverão ser
argüidas: (...) VIII – as do julgamento em plenário, em audiência ou
sessão do tribunal, logo depois de ocorrerem.). Precedentes: HC
105.391/SC, Rel. Ministra Cármen Lúcia, Primeira Turma,
Julgamento em 1/3/2011; RHC 99.787/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
Primeira Turma, Julgamento em 14/9/2010; HC 97.064/RS, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Julgamento em 7/12/2010; HC
96.469/RJ, Relator Min. Ayres Britto, Primeira Turma, Julgamento
em 09/06/2009.” (HC 104.776/MG, Rel. Min. Luiz Fux,1... Turma,
DJE 19.8.2011).
“Recurso em habeas corpus. Processual penal. Homicídio
qualificado. Inépcia da denúncia e vício de quesitação. Nulidade.
Inocorrência. Preclusão. Hipótese, ademais, a implicar a necessidade
de reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ordem denegada. (...) 3.
A impugnação a quesito deve ocorrer na oportunidade revelada pelo
artigo 571 do Código de Processo Penal. Precedentes.” (RHC 99787/
RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 22.11.2010).
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116702 / PE
Na espécie, consta da sentença que “fez-se leitura dos quesitos em
plenário. Nenhuma impugnação ou reclamação foi apresentada pelas
partes”. Assim, preclusa a suposta nulidade por ausência de quesito
obrigatório.
Nessa linha, a deficiência na formulação dos quesitos deve ser
igualmente alegada em plenário, logo depois de oferecidos, sob pena de
preclusão. Colho os seguintes precedentes: HC 105.391/SC, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.4.2011; RHC 99.787/RJ, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1... Turma, DJe 22.11.2010; e HC 97.064/RS, Rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2... Turma, DJe 1....2.2011, cujas ementas transcrevo
respectivamente:
“(...) 1. Durante a fase de debates orais, na sessão de julgamento
do Tribunal do Júri, a defesa limitou-se a sustentar a legítima defesa
própria. As teses das atenuantes da confissão espontânea e da violenta
emoção logo após a injusta provocação da vítima não foram
apresentadas em plenário. 2. Não há nulidade pela ausência de
quesitação de tese não sustentada pela defesa em plenário de
julgamento do Tribunal do Júri. 3. O defensor não se insurgiu contra
a formulação ou a votação dos quesitos na sessão de julgamento, o que
afasta eventual nulidade. 4. A resposta negativa dos jurados ao
quesito genérico das atenuantes desobriga o juiz a indagar sobre as
atenuantes específicas. 5. Ordem denegada”.
“(...) 3. A impugnação a quesito deve ocorrer na oportunidade
revelada pelo artigo 571 do Código de Processo Penal. Precedentes. 4.
Tese defensiva (negativa de autoria decorrente de sua ausência no local
onde foi cometido o crime) que se encontra subsumida no primeiro
quesito obrigatório formulado pelo MM. Juiz Presidente do Tribunal
do Júri, cuja resposta eventualmente negativa por parte do Conselho
de Sentença importaria na absolvição do réu. 5. Ordem denegada”.
“(...) 1. Não impugnados, durante a sessão de julgamento, os
quesitos dirigidos aos jurados, opera-se a preclusão. Aplicação do art.
571, VIII, do CPP. Precedentes. 2. Ordem denegada.”
3
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RHC 116702 / PE
Na espécie, consta da sentença que “fez-se leitura dos quesitos em
plenário. Nenhuma impugnação ou reclamação foi apresentada pelas
partes”. Assim, preclusa a suposta nulidade por ausência de quesito
obrigatório.
Nessa linha, a deficiência na formulação dos quesitos deve ser
igualmente alegada em plenário, logo depois de oferecidos, sob pena de
preclusão. Colho os seguintes precedentes: HC 105.391/SC, Rel. Min.
Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 13.4.2011; RHC 99.787/RJ, Rel. Min. Dias
Toffoli, 1... Turma, DJe 22.11.2010; e HC 97.064/RS, Rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2... Turma, DJe 1....2.2011, cujas ementas transcrevo
respectivamente:
“(...) 1. Durante a fase de debates orais, na sessão de julgamento
do Tribunal do Júri, a defesa limitou-se a sustentar a legítima defesa
própria. As teses das atenuantes da confissão espontânea e da violenta
emoção logo após a injusta provocação da vítima não foram
apresentadas em plenário. 2. Não há nulidade pela ausência de
quesitação de tese não sustentada pela defesa em plenário de
julgamento do Tribunal do Júri. 3. O defensor não se insurgiu contra
a formulação ou a votação dos quesitos na sessão de julgamento, o que
afasta eventual nulidade. 4. A resposta negativa dos jurados ao
quesito genérico das atenuantes desobriga o juiz a indagar sobre as
atenuantes específicas. 5. Ordem denegada”.
“(...) 3. A impugnação a quesito deve ocorrer na oportunidade
revelada pelo artigo 571 do Código de Processo Penal. Precedentes. 4.
Tese defensiva (negativa de autoria decorrente de sua ausência no local
onde foi cometido o crime) que se encontra subsumida no primeiro
quesito obrigatório formulado pelo MM. Juiz Presidente do Tribunal
do Júri, cuja resposta eventualmente negativa por parte do Conselho
de Sentença importaria na absolvição do réu. 5. Ordem denegada”.
“(...) 1. Não impugnados, durante a sessão de julgamento, os
quesitos dirigidos aos jurados, opera-se a preclusão. Aplicação do art.
571, VIII, do CPP. Precedentes. 2. Ordem denegada.”
3
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RHC 116702 / PE
Além disso, inconsistente a alegada ausência de intimação da Defesa
para a sessão de julgamento do recurso de apelação. Em verdade, como
bem fundamentado no acórdão recorrido, o Tribunal de Justiça do Estado
de Pernambuco certificou que:
“a DEFENSORIA PÚBLICA GERAL DO ESTADO DE
PERNAMBUCO foi devidamente intimada das referidas pautas de
julgamentos, em especial, da pauta do dia 12.07.2011, tudo conforme
ciente firmado no mandado de intimação n 26/2011, em data de
05/07/2011 (Defensoria Pública do Estado de Pernambuco - Dr.
Gabriel Gonçalves Leite - Defensor Público - Matrícula n 297.304-
9)".
Essas informações são comprovadas pela cópia do mandado de
intimação juntado aos autos, em que há “ciente” do Defensor Público
Gabriel Gonçalves Leite, juntamente com a cópia da pauta de julgamento
da 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco,
do dia 12.7.2011, da qual consta o número do processo e o nome do ora
Recorrente.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso ordinário em habeas
corpus.
4
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RHC 116702 / PE
Além disso, inconsistente a alegada ausência de intimação da Defesa
para a sessão de julgamento do recurso de apelação. Em verdade, como
bem fundamentado no acórdão recorrido, o Tribunal de Justiça do Estado
de Pernambuco certificou que:
“a DEFENSORIA PÚBLICA GERAL DO ESTADO DE
PERNAMBUCO foi devidamente intimada das referidas pautas de
julgamentos, em especial, da pauta do dia 12.07.2011, tudo conforme
ciente firmado no mandado de intimação n 26/2011, em data de
05/07/2011 (Defensoria Pública do Estado de Pernambuco - Dr.
Gabriel Gonçalves Leite - Defensor Público - Matrícula n 297.304-
9)".
Essas informações são comprovadas pela cópia do mandado de
intimação juntado aos autos, em que há “ciente” do Defensor Público
Gabriel Gonçalves Leite, juntamente com a cópia da pauta de julgamento
da 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco,
do dia 12.7.2011, da qual consta o número do processo e o nome do ora
Recorrente.
Ante o exposto, nego provimento ao recurso ordinário em habeas
corpus.
4
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em
primeiro lugar, continuo convencido de que o instituto da supressão de
instância visa beneficiar e não prejudicar a parte – e parte, no habeas
corpus, é apenas o paciente.
Em segundo lugar, se, em qualquer processo, é possível o
implemento da ordem de ofício, o que se dirá em processo que revele
impetração, revele habeas corpus.
Ultrapassada a problemática da queima de etapas, a problemática de
não se haver veiculado na apelação, julgada pelo Tribunal de Justiça, essa
matéria, teria que examinar qual foi o vício quanto à formulação do
quesito para saber se realmente implemento ou não a ordem de ofício.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ministro
Marco Aurélio, talvez, eu possa auxiliar. Não saberia dizer
especificamente com relação ao vício, à deficiência dos quesitos, mas
estou endossando, adotando a tese de que houve preclusão. Não sei qual
é a compreensão de Vossa Excelência.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Entendo que o habeas
não sofre essa peia e muito menos em relação à possibilidade de o órgão
julgador implementar a ordem de ofício.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Nem
com relação à qualquer manifestação no momento do julgamento.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas pode ser
manuseado, inclusive, contra a coisa julgada.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, não
é isso que estou dizendo. A preclusão seria não pelo fato de não ter sido
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01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702 PERNAMBUCO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em
primeiro lugar, continuo convencido de que o instituto da supressão de
instância visa beneficiar e não prejudicar a parte – e parte, no habeas
corpus, é apenas o paciente.
Em segundo lugar, se, em qualquer processo, é possível o
implemento da ordem de ofício, o que se dirá em processo que revele
impetração, revele habeas corpus.
Ultrapassada a problemática da queima de etapas, a problemática de
não se haver veiculado na apelação, julgada pelo Tribunal de Justiça, essa
matéria, teria que examinar qual foi o vício quanto à formulação do
quesito para saber se realmente implemento ou não a ordem de ofício.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ministro
Marco Aurélio, talvez, eu possa auxiliar. Não saberia dizer
especificamente com relação ao vício, à deficiência dos quesitos, mas
estou endossando, adotando a tese de que houve preclusão. Não sei qual
é a compreensão de Vossa Excelência.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Entendo que o habeas
não sofre essa peia e muito menos em relação à possibilidade de o órgão
julgador implementar a ordem de ofício.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Nem
com relação à qualquer manifestação no momento do julgamento.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas pode ser
manuseado, inclusive, contra a coisa julgada.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, não
é isso que estou dizendo. A preclusão seria não pelo fato de não ter sido
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RHC 116702 / PE
arguida a nulidade na apelação, mas quanto ao fato de que em momento
ocorreram os quesitos. A ata é absolutamente silente.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Surge um fato novo e,
então, acompanho Vossa Excelência.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Essa é a
questão que coloco.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se Vossa Excelência
me diz que, quando da realização do Tribunal do Júri, não houve
qualquer protesto, e a Defensoria Pública atuou, o tema está precluso,
porque se trata de nulidade relativa e não absoluta.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É, eu
afirmo na espécie...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ante o esclarecimento,
acompanho Vossa Excelência e desprovejo o recurso.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Consta
da sentença que "...fez-se leitura dos quesitos em Plenário. Nenhuma
impugnação ou reclamação foi apresentada pelas partes". Assim,
preclusa.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Porque a concessão,
de ofício, pressuporia o enquadramento da nulidade como absoluta, e
não o é.
2
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RHC 116702 / PE
arguida a nulidade na apelação, mas quanto ao fato de que em momento
ocorreram os quesitos. A ata é absolutamente silente.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Surge um fato novo e,
então, acompanho Vossa Excelência.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Essa é a
questão que coloco.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se Vossa Excelência
me diz que, quando da realização do Tribunal do Júri, não houve
qualquer protesto, e a Defensoria Pública atuou, o tema está precluso,
porque se trata de nulidade relativa e não absoluta.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É, eu
afirmo na espécie...
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ante o esclarecimento,
acompanho Vossa Excelência e desprovejo o recurso.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Consta
da sentença que "...fez-se leitura dos quesitos em Plenário. Nenhuma
impugnação ou reclamação foi apresentada pelas partes". Assim,
preclusa.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Porque a concessão,
de ofício, pressuporia o enquadramento da nulidade como absoluta, e
não o é.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S) : MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX DA SILVA
ADV.(A/S) : WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
1....10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.702
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
RECTE.(S) : MAXWELL FELIX DA SILVA OU MAXWEL FELIX DA SILVA
ADV.(A/S) : WILSON DE MELO COSTA
RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma negou provimento ao recurso ordinário em
habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
1....10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 702",
"RHC 116702 / PE",
"RHC 116702 /",
"RECURSO",
"HC 236 . 808 / PB",
"HC 236 . 808 / PB",
"HABEAS CORPUS 116 . 702",
"HC 236 . 808 / PB",
"HC 236 . 808 / PB",
"RHC 116702 / PE",
"RHC 116702 / PE",
"RECURSO ORDINÁRIO",
"HC 236 . 808 / PE",
"RHC 85862 / SP",
"HC 236 . 808 / PE",
"RHC 85862 / SP",
"HC 105 . 391 / SC",
"RHC 99 . 787 / RJ",
"HC 97 . 064 / RS",
"HC 96 . 469 / RJ",
"HC 104 . 776 / MG",
"RHC 99787 / RJ",
"RHC 116702 / PE",
"HC 105 . 391 / SC",
"RHC 99 . 787 / RJ",
"HC 97 . 064 / RS",
"HC 96 . 469 / RJ",
"HC 104 . 776 / MG",
"RHC 99787 / RJ",
"HC 105 . 391 / SC",
"RHC 99 . 787 / RJ",
"HC 97 . 064 / RS",
"RHC 116702 / PE",
"HC 105 . 391 / SC",
"RHC 99 . 787 / RJ",
"HC 97 . 064 / RS",
"RHC 116702 / PE",
"RHC 116702 / PE",
"HABEAS CORPUS 116 . 702",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 702",
"RHC 116702 / PE",
"HABEAS CORPUS 116 . 702"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 571 , VIII , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , caput , do Código Penal Brasileiro",
"art . 593 , III , “ d ” , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 121 , caput , do Código Penal Brasileiro",
"d ” , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 593 , inciso III , do Código de Processo Penal",
"art . 5 . . . , § 5 . . . , da Lei n 1 . 060 / 1950",
"Lei n 7 . 871 /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 593 , inciso III , do Código de Processo Penal",
"art . 5 . . . , § 5 . . . , da Lei n 1 . 060 / 1950",
"Lei n 7 . 871 / 1989",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 593 , III , d , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 593 , III , d , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 571 , VIII , do CPP",
"Código Penal Brasileiro , art . 121 , § 2 . . . , IV",
"art . 571 , VIII , do CPP",
"artigo 571 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 571 , VIII , do CPP",
"Código Penal Brasileiro , art . 121 , § 2 . . . , IV",
"art . 571 , VIII , do CPP",
"artigo 571 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 571 do Código de Processo Penal",
"art . 571 , VIII , do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 571 do Código de Processo Penal",
"art . 571 , VIII , do CPP",
"Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"DEFENSORIA PÚBLICA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Corte Superior de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Corte Superior de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública do Estado de Pernambuco",
"Defensoria Pública",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública do Estado de Pernambuco",
"Defensoria Pública",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RHC",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"DEFENSORIA PÚBLICA GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Defensoria Pública do Estado de Pernambuco",
"2",
".",
".",
"Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"DEFENSORIA PÚBLICA GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Defensoria Pública do Estado de Pernambuco",
"2",
".",
".",
". Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Defensoria Pública",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Defensoria Pública",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"MAXWELL FELIX DA SILVA",
"MAXWEL FELIX DA SILVA",
"WILSON DE MELO COSTA",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MAXWELL FELIX DA SILVA",
"MAXWEL FELIX DA SILVA",
"WILSON DE MELO COSTA",
"Rosa Weber",
"Maxwell Felix da Silva",
"ROSA WEBER",
"MAXWELL FELIX DA SILVA",
"MAXWEL FELIX DA SILVA",
"WILSON DE MELO COSTA",
"Rosa Weber",
"Maxwell Felix da Silva",
"Mario José Gisi",
"Mario José Gisi",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Joaquim Barbosa",
"Rosa Weber",
"Joaquim Barbosa",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER RHC",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"ROSA WEBER",
"Gabriel Gonçalves Leite",
"Gabriel Gonçalves Leite",
"Gabriel Gonçalves Leite",
"Gabriel Gonçalves Leite",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"MAXWELL FELIX DA SILVA",
"MAXWEL FELIX DA SILVA",
"WILSON DE MELO COSTA",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Mário José Gisi",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"MAXWELL FELIX DA SILVA",
"MAXWEL FELIX DA SILVA",
"WILSON DE MELO COSTA",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Mário José Gisi",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
". . . de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1989",
"12",
"/",
"7",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
"/",
"7",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"25",
".",
"11",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"25",
".",
"11",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"14",
"/",
"9",
"/",
"2010",
"7",
"/",
"12",
"/",
"2010",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2009",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"22",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"14",
"/",
"9",
"/",
"2010",
"7",
"/",
"12",
"/",
"2010",
"09",
"/",
"06",
"/",
"2009",
"19",
".",
"8",
".",
"2011",
"22",
".",
"11",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"4",
".",
"2011",
"22",
".",
"11",
".",
"2010",
"1",
".",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"4",
".",
"2011",
"22",
".",
"11",
".",
"2010",
"1",
".",
".",
".",
".",
"2",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"07",
".",
"2011",
"05",
"/",
"07",
"/",
"2011",
"12",
".",
"7",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"07",
".",
"2011",
"05",
"/",
"07",
"/",
"2011",
"12",
".",
"7",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
".",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROBERTO BARROSO
PACTE.(S)
:ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S)
:ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. ESTELIONATO E FORMAÇÃO DE
QUADRILHA. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA. 1.
Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão
preventiva. 2. Ordem denegada. 3. Cassada a liminar deferida.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas corpus
e cassar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro
Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco
Aurélio, Relator. Não participou, deste julgamento, justificadamente, o
Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 1º de outubro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/ O ACÓRDÃO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4773627.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROBERTO BARROSO
PACTE.(S)
:ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S)
:ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que
implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida:
HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE
RECURSO
ORDINÁRIO
–
INADEQUAÇÃO.
PROCESSO
–
ILEGALIDADE
–
IMPLEMENTO DE LIMINAR DE
OFÍCIO.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
O paciente foi preso preventivamente, em 18 de
dezembro de 2010, e denunciado, em 3 de fevereiro de
2011, pela suposta prática do crime de que trata o artigo
288, parágrafo único (quadrilha armada), combinado com
o artigo 29 (concurso de pessoas), do Código Penal. Ante a
conclusão da investigação policial realizada no Inquérito
nº 0002705-81.2010.403.6181, em 12 de agosto de 2011,
nova denúncia foi oferecida pelo Ministério Público
Federal contra o paciente, dando-o como incurso, desta
feita, no tipo do artigo 171, § 3º (estelionato cometido em
detrimento de entidade de direito público), do Código
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623102.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROBERTO BARROSO
PACTE.(S)
:ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S)
:ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que
implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida:
HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE
RECURSO
ORDINÁRIO
–
INADEQUAÇÃO.
PROCESSO
–
ILEGALIDADE
–
IMPLEMENTO DE LIMINAR DE
OFÍCIO.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
O paciente foi preso preventivamente, em 18 de
dezembro de 2010, e denunciado, em 3 de fevereiro de
2011, pela suposta prática do crime de que trata o artigo
288, parágrafo único (quadrilha armada), combinado com
o artigo 29 (concurso de pessoas), do Código Penal. Ante a
conclusão da investigação policial realizada no Inquérito
nº 0002705-81.2010.403.6181, em 12 de agosto de 2011,
nova denúncia foi oferecida pelo Ministério Público
Federal contra o paciente, dando-o como incurso, desta
feita, no tipo do artigo 171, § 3º (estelionato cometido em
detrimento de entidade de direito público), do Código
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623102.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
HC 113278 / SP
Penal.
Impetrou-se habeas no Tribunal Regional Federal da
3ª Região. Em 28 de junho de 2011, a Segunda Turma do
referido Tribunal indeferiu a ordem, afastando a alegação
de excesso de prazo para a formação da culpa em razão da
complexidade do processo. Consignou a grande
quantidade de réus (vinte e nove) e a circunstância de
alguns permanecerem foragidos até aquele momento.
Formalizou-se igual medida no Superior Tribunal de
Justiça – de nº 212.242/SP. A Sexta Turma, em 27 de março
de 2012, indeferiu a ordem ressaltando a jurisprudência
do Tribunal no sentido de somente reconhecer-se excesso
de prazo, a traduzir ilegalidade, quando este destoe dos
princípios da razoabilidade. No caso, afirmou-se que a
existência de grupo criminoso, formado por vinte e nove
pessoas e causador de lesão de grande espectro,
justificaria o atraso na conclusão da instrução criminal.
Neste habeas, o impetrante sustenta a demora no
término da instrução processual, perdurando a prisão
preventiva do paciente há mais de um ano e quatro meses.
Ressalta ainda não haver sido apreciada a defesa prévia,
apresentada em juízo em março de 2011, na qual se
postula a correção da capitulação do delito, a viabilizar
benefícios tais como a suspensão condicional do processo,
a fiança e a liberdade provisória. Informa o
reconhecimento da ilegalidade pelo Tribunal Regional
Federal da 3ª Região em relação ao corréu Stênio Silva
Viana, ao qual se imputam idênticos fatos. Alega estar o
paciente submetido a regime prisional mais gravoso do
que o eventualmente imposto no caso de condenação.
Argumenta que o fato de o acusado responder também
por estelionato não afasta o excesso de prazo, porquanto
atrasado o encerramento da instrução processual, por
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623102.
Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
Penal.
Impetrou-se habeas no Tribunal Regional Federal da
3ª Região. Em 28 de junho de 2011, a Segunda Turma do
referido Tribunal indeferiu a ordem, afastando a alegação
de excesso de prazo para a formação da culpa em razão da
complexidade do processo. Consignou a grande
quantidade de réus (vinte e nove) e a circunstância de
alguns permanecerem foragidos até aquele momento.
Formalizou-se igual medida no Superior Tribunal de
Justiça – de nº 212.242/SP. A Sexta Turma, em 27 de março
de 2012, indeferiu a ordem ressaltando a jurisprudência
do Tribunal no sentido de somente reconhecer-se excesso
de prazo, a traduzir ilegalidade, quando este destoe dos
princípios da razoabilidade. No caso, afirmou-se que a
existência de grupo criminoso, formado por vinte e nove
pessoas e causador de lesão de grande espectro,
justificaria o atraso na conclusão da instrução criminal.
Neste habeas, o impetrante sustenta a demora no
término da instrução processual, perdurando a prisão
preventiva do paciente há mais de um ano e quatro meses.
Ressalta ainda não haver sido apreciada a defesa prévia,
apresentada em juízo em março de 2011, na qual se
postula a correção da capitulação do delito, a viabilizar
benefícios tais como a suspensão condicional do processo,
a fiança e a liberdade provisória. Informa o
reconhecimento da ilegalidade pelo Tribunal Regional
Federal da 3ª Região em relação ao corréu Stênio Silva
Viana, ao qual se imputam idênticos fatos. Alega estar o
paciente submetido a regime prisional mais gravoso do
que o eventualmente imposto no caso de condenação.
Argumenta que o fato de o acusado responder também
por estelionato não afasta o excesso de prazo, porquanto
atrasado o encerramento da instrução processual, por
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623102.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
HC 113278 / SP
culpa exclusiva do aparelho judiciário.
Requer o implemento de liminar visando reconhecer
o excesso de prazo para a formação da culpa, afastando-se
a prisão preventiva determinada pelo Juízo da 8ª Vara
Federal Criminal de São Paulo na Ação Penal nº 0012042-
94.2010.4.03.6181 e mantida na Ação Penal nº 0009546-
58.2011.4.03.6181. No mérito, pugna pela confirmação da
medida, bem como seja determinado o exame do pedido
referente à capitulação do delito imputado.
A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento do
habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem.
Lancei visto no processo em 31 de julho de 2013, liberando-o para ser
examinado na Turma a partir de 13 de agosto seguinte, isso objetivando a
ciência do impetrante.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623102.
Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
culpa exclusiva do aparelho judiciário.
Requer o implemento de liminar visando reconhecer
o excesso de prazo para a formação da culpa, afastando-se
a prisão preventiva determinada pelo Juízo da 8ª Vara
Federal Criminal de São Paulo na Ação Penal nº 0012042-
94.2010.4.03.6181 e mantida na Ação Penal nº 0009546-
58.2011.4.03.6181. No mérito, pugna pela confirmação da
medida, bem como seja determinado o exame do pedido
referente à capitulação do delito imputado.
A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento do
habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem.
Lancei visto no processo em 31 de julho de 2013, liberando-o para ser
examinado na Turma a partir de 13 de agosto seguinte, isso objetivando a
ciência do impetrante.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623102.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão,
proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a
não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário.
Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas
corpus.
HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO
ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE
LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO.
Sendo objeto do habeas corpus a preservação da liberdade de ir e
vir atingida diretamente, porque expedido mandado de prisão
ou porquanto, com maior razão, esta já ocorreu, mostra-se
adequada a impetração, dando-se alcance maior à garantia
versada no artigo 5º, inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução
em óptica linear assentada anteriormente.
PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO – Uma
vez configurado o excesso de prazo da preventiva, impõe-se o
afastamento.
Eis o que, em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei:
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623103.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão,
proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a
não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário.
Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas
corpus.
HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO
ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE
LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO.
Sendo objeto do habeas corpus a preservação da liberdade de ir e
vir atingida diretamente, porque expedido mandado de prisão
ou porquanto, com maior razão, esta já ocorreu, mostra-se
adequada a impetração, dando-se alcance maior à garantia
versada no artigo 5º, inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução
em óptica linear assentada anteriormente.
PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO – Uma
vez configurado o excesso de prazo da preventiva, impõe-se o
afastamento.
Eis o que, em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei:
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 113278 / SP
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição, passou-se a admitir o denominado
habeas
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional
Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa
ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas
substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição, passou-se a admitir o denominado
habeas
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional
Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa
ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas
substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 113278 / SP
Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da
substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo
para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for
o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a
expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
Vim a evoluir nos seguintes termos:
Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do
habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas
ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5º,
inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da
substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo
para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for
o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a
expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
Vim a evoluir nos seguintes termos:
Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do
habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas
ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5º,
inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 113278 / SP
concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir,
por ilegalidade ou abuso de poder.
Observem que o caso que deu origem ao precedente
envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do
fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela
defesa – Habeas Corpus nº 109.956/PR, de minha relatoria,
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de
setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de
locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de
mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto,
cerceada.
Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica
com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros
instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão
competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos
Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um
recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três
a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão
permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a
liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é
inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao
contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos
regimentos em geral.
Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a
virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a
impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e
não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução
deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido
mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando-
se o paciente sob custódia.
Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de
consignar ao deferir, em 30 de agosto de 2012, a medida acauteladora,
torno-a definitiva e a estendo, como já ocorreu no campo precário e
efêmero, aos corréus Denis Luiz Martinoni, Rodrigo Bronzatti de
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir,
por ilegalidade ou abuso de poder.
Observem que o caso que deu origem ao precedente
envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do
fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela
defesa – Habeas Corpus nº 109.956/PR, de minha relatoria,
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de
setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de
locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de
mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto,
cerceada.
Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica
com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros
instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão
competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos
Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um
recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três
a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão
permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a
liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é
inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao
contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos
regimentos em geral.
Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a
virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a
impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e
não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução
deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido
mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando-
se o paciente sob custódia.
Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de
consignar ao deferir, em 30 de agosto de 2012, a medida acauteladora,
torno-a definitiva e a estendo, como já ocorreu no campo precário e
efêmero, aos corréus Denis Luiz Martinoni, Rodrigo Bronzatti de
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 113278 / SP
Oliveira, Alessandro Ferreira de Araújo, Diogo Luzzi e Jefferson Alves
Ferreira:
2. Muito embora seja inadequada a impetração, porque
substitutiva do recurso ordinário constitucional, o quadro
enseja a concessão de liminar de ofício. A esta altura, sem culpa
formada, o paciente está sob custódia há um ano, oito meses e
doze dias. A circunstância de o processo-crime – o qual poderia
ter sido desmembrado – envolver diversos acusados e de
alguns se encontrarem foragidos não afasta a ilegalidade.
É como voto.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
Oliveira, Alessandro Ferreira de Araújo, Diogo Luzzi e Jefferson Alves
Ferreira:
2. Muito embora seja inadequada a impetração, porque
substitutiva do recurso ordinário constitucional, o quadro
enseja a concessão de liminar de ofício. A esta altura, sem culpa
formada, o paciente está sob custódia há um ano, oito meses e
doze dias. A circunstância de o processo-crime – o qual poderia
ter sido desmembrado – envolver diversos acusados e de
alguns se encontrarem foragidos não afasta a ilegalidade.
É como voto.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ele ficou
preso, Ministro Marco Aurélio, um ano e oito meses até que Vossa
Excelência tivesse concedido a liminar, foi isso?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até 30 de
agosto de 2012, ficou preso, ou seja, recolhido durante um ano, oito meses
e doze dias, bem como os corréus mencionados.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E a pena, a
hipótese é de lesão corporal, certo?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sim.
Aqui é lesão? Não, é o artigo 171, estelionato. Estelionato. Concurso.
Estelionato.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É clonagem
de cartão magnético.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Desculpe.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Esse é o
113.278.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ele seria
377.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não, o crime
é do 171. É quadrilha mais estelionato.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O crime é
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ele ficou
preso, Ministro Marco Aurélio, um ano e oito meses até que Vossa
Excelência tivesse concedido a liminar, foi isso?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até 30 de
agosto de 2012, ficou preso, ou seja, recolhido durante um ano, oito meses
e doze dias, bem como os corréus mencionados.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E a pena, a
hipótese é de lesão corporal, certo?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sim.
Aqui é lesão? Não, é o artigo 171, estelionato. Estelionato. Concurso.
Estelionato.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É clonagem
de cartão magnético.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Desculpe.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Esse é o
113.278.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ele seria
377.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não, o crime
é do 171. É quadrilha mais estelionato.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O crime é
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 113278 / SP
o do artigo 171, § 3º, do Código Penal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Clonagem de
cartão de crédito.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu
estou tentando só verificar qual seria a pena.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Estelionato qualificado.
O SENHOR MÁRIO JOSÉ GISI (SUBPROCURADOR-GERAL DA
REPÚBLICA) - Vossa Excelência me permite uma questão de fato?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Claro.
O SENHOR MÁRIO JOSÉ GISI (SUBPROCURADOR-GERAL DA
REPÚBLICA) - Só salientando, aqui, que, com relação à Caixa Econômica,
só neste caso, foram identificadas 1.337 contas bancárias atingidas pela
ação criminosa, resultando numa subtração de dois milhões e
quatrocentos mil reais.
É que, às vezes, a pena pode ser pequena isoladamente, mas é um
contexto de vinte e oito réus.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A pena
em abstrato não tem a menor importância, ante o excesso. Para o ministro
Luís Roberto Barroso, a palavra do Doutor Gisi é importante.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, mas
eu peço vênia ao eminente Relator e vou acompanhar o Ministério
Público pela denegação da ordem.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
o do artigo 171, § 3º, do Código Penal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Clonagem de
cartão de crédito.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu
estou tentando só verificar qual seria a pena.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Estelionato qualificado.
O SENHOR MÁRIO JOSÉ GISI (SUBPROCURADOR-GERAL DA
REPÚBLICA) - Vossa Excelência me permite uma questão de fato?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Claro.
O SENHOR MÁRIO JOSÉ GISI (SUBPROCURADOR-GERAL DA
REPÚBLICA) - Só salientando, aqui, que, com relação à Caixa Econômica,
só neste caso, foram identificadas 1.337 contas bancárias atingidas pela
ação criminosa, resultando numa subtração de dois milhões e
quatrocentos mil reais.
É que, às vezes, a pena pode ser pequena isoladamente, mas é um
contexto de vinte e oito réus.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A pena
em abstrato não tem a menor importância, ante o excesso. Para o ministro
Luís Roberto Barroso, a palavra do Doutor Gisi é importante.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, mas
eu peço vênia ao eminente Relator e vou acompanhar o Ministério
Público pela denegação da ordem.
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Extrato de Ata - 01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 113.278
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO
PACTE.(S) : ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S) : ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus e cassou a liminar anteriormente deferida, nos
termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o
acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
1º.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 113.278
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO
PACTE.(S) : ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S) : ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus e cassou a liminar anteriormente deferida, nos
termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o
acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
1º.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4886890
| 2013-10-01T00:00:00
| 2013-11-19T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de habeas corpus e cassou a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 1º.10.2013.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA: HABEAS CORPUS. ESTELIONATO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA. 1. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 2. Ordem denegada. 3. Cassada a liminar deferida.
|
sjur248699
|
Número de páginas: 12.
Análise: 02/12/2013, GOD.
Revisão: 19/12/2013, SER.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
113278
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00068 ART-00102 INC-00002 \n LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00171 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
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HC 113278
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PACTE.(S) : ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S) : ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROBERTO BARROSO
PACTE.(S)
:ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S)
:ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. ESTELIONATO E FORMAÇÃO DE
QUADRILHA. PRISÃO PREVENTIVA FUNDAMENTADA. 1.
Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão
preventiva. 2. Ordem denegada. 3. Cassada a liminar deferida.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por maioria de votos, em denegar a ordem de habeas corpus
e cassar a liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro
Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco
Aurélio, Relator. Não participou, deste julgamento, justificadamente, o
Ministro Dias Toffoli.
Brasília, 1... de outubro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/ O ACÓRDÃO
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4773627.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Relatório
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROBERTO BARROSO
PACTE.(S)
:ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S)
:ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que
implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida:
HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE
RECURSO
ORDINÁRIO
–
INADEQUAÇÃO.
PROCESSO
–
ILEGALIDADE
–
IMPLEMENTO DE LIMINAR DE
OFÍCIO.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
O paciente foi preso preventivamente, em 18 de
dezembro de 2010, e denunciado, em 3 de fevereiro de
2011, pela suposta prática do crime de que trata o artigo
288, parágrafo único (quadrilha armada), combinado com
o artigo 29 (concurso de pessoas), do Código Penal. Ante a
conclusão da investigação policial realizada no Inquérito
n 0002705-81.2010.403.6181, em 12 de agosto de 2011,
nova denúncia foi oferecida pelo Ministério Público
Federal contra o paciente, dando-o como incurso, desta
feita, no tipo do artigo 171, § 3... (estelionato cometido em
detrimento de entidade de direito público), do Código
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623102.
Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
REDATOR DO
ACÓRDÃO
: MIN. ROBERTO BARROSO
PACTE.(S)
:ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S)
:ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na decisão que
implicou o deferimento da liminar, a espécie ficou assim resumida:
HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE
RECURSO
ORDINÁRIO
–
INADEQUAÇÃO.
PROCESSO
–
ILEGALIDADE
–
IMPLEMENTO DE LIMINAR DE
OFÍCIO.
1. O Gabinete prestou as seguintes informações:
O paciente foi preso preventivamente, em 18 de
dezembro de 2010, e denunciado, em 3 de fevereiro de
2011, pela suposta prática do crime de que trata o artigo
288, parágrafo único (quadrilha armada), combinado com
o artigo 29 (concurso de pessoas), do Código Penal. Ante a
conclusão da investigação policial realizada no Inquérito
n 0002705-81.2010.403.6181, em 12 de agosto de 2011,
nova denúncia foi oferecida pelo Ministério Público
Federal contra o paciente, dando-o como incurso, desta
feita, no tipo do artigo 171, § 3... (estelionato cometido em
detrimento de entidade de direito público), do Código
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Relatório
HC 113278 / SP
Penal.
Impetrou-se habeas no Tribunal Regional Federal da
3... Região. Em 28 de junho de 2011, a Segunda Turma do
referido Tribunal indeferiu a ordem, afastando a alegação
de excesso de prazo para a formação da culpa em razão da
complexidade do processo. Consignou a grande
quantidade de réus (vinte e nove) e a circunstância de
alguns permanecerem foragidos até aquele momento.
Formalizou-se igual medida no Superior Tribunal de
Justiça – de n 212.242/SP. A Sexta Turma, em 27 de março
de 2012, indeferiu a ordem ressaltando a jurisprudência
do Tribunal no sentido de somente reconhecer-se excesso
de prazo, a traduzir ilegalidade, quando este destoe dos
princípios da razoabilidade. No caso, afirmou-se que a
existência de grupo criminoso, formado por vinte e nove
pessoas e causador de lesão de grande espectro,
justificaria o atraso na conclusão da instrução criminal.
Neste habeas, o impetrante sustenta a demora no
término da instrução processual, perdurando a prisão
preventiva do paciente há mais de um ano e quatro meses.
Ressalta ainda não haver sido apreciada a defesa prévia,
apresentada em juízo em março de 2011, na qual se
postula a correção da capitulação do delito, a viabilizar
benefícios tais como a suspensão condicional do processo,
a fiança e a liberdade provisória. Informa o
reconhecimento da ilegalidade pelo Tribunal Regional
Federal da 3... Região em relação ao corréu Stênio Silva
Viana, ao qual se imputam idênticos fatos. Alega estar o
paciente submetido a regime prisional mais gravoso do
que o eventualmente imposto no caso de condenação.
Argumenta que o fato de o acusado responder também
por estelionato não afasta o excesso de prazo, porquanto
atrasado o encerramento da instrução processual, por
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
Penal.
Impetrou-se habeas no Tribunal Regional Federal da
3... Região. Em 28 de junho de 2011, a Segunda Turma do
referido Tribunal indeferiu a ordem, afastando a alegação
de excesso de prazo para a formação da culpa em razão da
complexidade do processo. Consignou a grande
quantidade de réus (vinte e nove) e a circunstância de
alguns permanecerem foragidos até aquele momento.
Formalizou-se igual medida no Superior Tribunal de
Justiça – de n 212.242/SP. A Sexta Turma, em 27 de março
de 2012, indeferiu a ordem ressaltando a jurisprudência
do Tribunal no sentido de somente reconhecer-se excesso
de prazo, a traduzir ilegalidade, quando este destoe dos
princípios da razoabilidade. No caso, afirmou-se que a
existência de grupo criminoso, formado por vinte e nove
pessoas e causador de lesão de grande espectro,
justificaria o atraso na conclusão da instrução criminal.
Neste habeas, o impetrante sustenta a demora no
término da instrução processual, perdurando a prisão
preventiva do paciente há mais de um ano e quatro meses.
Ressalta ainda não haver sido apreciada a defesa prévia,
apresentada em juízo em março de 2011, na qual se
postula a correção da capitulação do delito, a viabilizar
benefícios tais como a suspensão condicional do processo,
a fiança e a liberdade provisória. Informa o
reconhecimento da ilegalidade pelo Tribunal Regional
Federal da 3... Região em relação ao corréu Stênio Silva
Viana, ao qual se imputam idênticos fatos. Alega estar o
paciente submetido a regime prisional mais gravoso do
que o eventualmente imposto no caso de condenação.
Argumenta que o fato de o acusado responder também
por estelionato não afasta o excesso de prazo, porquanto
atrasado o encerramento da instrução processual, por
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Relatório
HC 113278 / SP
culpa exclusiva do aparelho judiciário.
Requer o implemento de liminar visando reconhecer
o excesso de prazo para a formação da culpa, afastando-se
a prisão preventiva determinada pelo Juízo da 8... Vara
Federal Criminal de São Paulo na Ação Penal n 0012042-
94.2010.4.03.6181 e mantida na Ação Penal n 0009546-
58.2011.4.03.6181. No mérito, pugna pela confirmação da
medida, bem como seja determinado o exame do pedido
referente à capitulação do delito imputado.
A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento do
habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem.
Lancei visto no processo em 31 de julho de 2013, liberando-o para ser
examinado na Turma a partir de 13 de agosto seguinte, isso objetivando a
ciência do impetrante.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
culpa exclusiva do aparelho judiciário.
Requer o implemento de liminar visando reconhecer
o excesso de prazo para a formação da culpa, afastando-se
a prisão preventiva determinada pelo Juízo da 8... Vara
Federal Criminal de São Paulo na Ação Penal n 0012042-
94.2010.4.03.6181 e mantida na Ação Penal n 0009546-
58.2011.4.03.6181. No mérito, pugna pela confirmação da
medida, bem como seja determinado o exame do pedido
referente à capitulação do delito imputado.
A Procuradoria Geral da República opina pelo não conhecimento do
habeas e, sucessivamente, pelo indeferimento da ordem.
Lancei visto no processo em 31 de julho de 2013, liberando-o para ser
examinado na Turma a partir de 13 de agosto seguinte, isso objetivando a
ciência do impetrante.
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão,
proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a
não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário.
Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas
corpus.
HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO
ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE
LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO.
Sendo objeto do habeas corpus a preservação da liberdade de ir e
vir atingida diretamente, porque expedido mandado de prisão
ou porquanto, com maior razão, esta já ocorreu, mostra-se
adequada a impetração, dando-se alcance maior à garantia
versada no artigo 5..., inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução
em óptica linear assentada anteriormente.
PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO – Uma
vez configurado o excesso de prazo da preventiva, impõe-se o
afastamento.
Eis o que, em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei:
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL
SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102,
inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão,
proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a
não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário.
Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas
corpus.
HABEAS CORPUS – SUBSTITUTIVO DO RECURSO
ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL – LIBERDADE DE
LOCOMOÇÃO ATINGIDA NA VIA DIRETA – ADEQUAÇÃO.
Sendo objeto do habeas corpus a preservação da liberdade de ir e
vir atingida diretamente, porque expedido mandado de prisão
ou porquanto, com maior razão, esta já ocorreu, mostra-se
adequada a impetração, dando-se alcance maior à garantia
versada no artigo 5..., inciso LXVIII, da Carta de 1988. Evolução
em óptica linear assentada anteriormente.
PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO – Uma
vez configurado o excesso de prazo da preventiva, impõe-se o
afastamento.
Eis o que, em um primeiro passo, em processos anteriores, veiculei:
A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação
nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão, o
habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando
ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 113278 / SP
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição, passou-se a admitir o denominado
habeas
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional
Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa
ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas
substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos.
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de
órgão julgador.
Em época na qual não havia a sobrecarga de processos
hoje notada praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a
jurisdição, passou-se a admitir o denominado
habeas
substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra
decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso,
atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de
Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus
este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181
habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475
recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações
passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de
medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial.
O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios,
expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do
alcance da Carta da República há de fazer-se de forma
integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e
aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido
pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do
Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece
este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos
artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem-
se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser
manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão
proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o
Superior Tribunal de Justiça, contra ato de Tribunal Regional
Federal e de Tribunal de Justiça. O Direito é avesso a
sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para
julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento
em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de
outras situações em que requerida, a jurisdição.
Cumpre implementar visando restabelecer a eficácia dessa
ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas
substitutivo, mas o recurso ordinário a correção de rumos.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 113278 / SP
Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da
substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo
para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for
o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a
expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
Vim a evoluir nos seguintes termos:
Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do
habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas
ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5...,
inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da
substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo
para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for
o caso, a ordem de ofício.
Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a
edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na
ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a
aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa
plausível destas no caso, constitucional , salvando-se, e esta é a
expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior,
no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro
excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades
contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não
simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira
na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus
substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida
até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os
preceitos constitucionais que o versam.
É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se
pode, a qualquer momento e considerado o estágio do
processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida,
mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando-
se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na
prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a
importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária,
sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a
sessão da Turma em que não se examina impetração voltada
contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo
Superior Tribunal de Justiça.
Vim a evoluir nos seguintes termos:
Após a Turma ter assentado a inadmissibilidade linear do
habeas corpus quando substitutivo do recurso ordinário, muitas
ponderações têm sido feitas, calcadas na garantia do artigo 5...,
inciso LXVIII, da Constituição Federal, a revelar que será
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 113278 / SP
concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir,
por ilegalidade ou abuso de poder.
Observem que o caso que deu origem ao precedente
envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do
fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela
defesa – Habeas Corpus n 109.956/PR, de minha relatoria,
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de
setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de
locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de
mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto,
cerceada.
Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica
com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros
instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão
competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos
Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um
recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três
a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão
permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a
liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é
inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao
contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos
regimentos em geral.
Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a
virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a
impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e
não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução
deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido
mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando-
se o paciente sob custódia.
Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de
consignar ao deferir, em 30 de agosto de 2012, a medida acauteladora,
torno-a definitiva e a estendo, como já ocorreu no campo precário e
efêmero, aos corréus Denis Luiz Martinoni, Rodrigo Bronzatti de
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
concedido habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação ao direito de ir e vir,
por ilegalidade ou abuso de poder.
Observem que o caso que deu origem ao precedente
envolvia alegação de constrangimento ilegal em decorrência do
fato de o Juízo haver indeferido diligências requeridas pela
defesa – Habeas Corpus n 109.956/PR, de minha relatoria,
acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 11 de
setembro de 2012. Ocorre que, na espécie, a liberdade de
locomoção não está apenas diretamente ameaçada, em razão de
mandado de prisão pendente, mas alcançada e, portanto,
cerceada.
Sensibiliza a angústia da comunidade jurídica e acadêmica
com a circunstância de o recurso ordinário seguir parâmetros
instrumentais que implicam a demora na submissão ao órgão
competente para julgá-lo. Isso acontece especialmente nos
Tribunais de Justiça e Federais, onde se aponta que, a rigor, um
recurso ordinário em habeas corpus tramita durante cerca de três
a quatro meses até chegar ao Colegiado, enquanto o cidadão
permanece preso, cabendo notar que, revertido o quadro, a
liberdade, ante a ordem natural das coisas, cuja força é
inafastável, não lhe será devolvida. O habeas corpus, ao
contrário, tem tramitação célere, em razão de previsão nos
regimentos em geral.
Daí evoluir para, presente a premissa segundo a qual a
virtude está no meio-termo, adotar a óptica de admitir a
impetração substitutiva toda vez que a liberdade de ir e vir, e
não somente questões ligadas ao processo-crime, à instrução
deste, esteja em jogo na via direta, quer porquanto expedido
mandado de prisão, quer porque já foi cumprido, encontrando-
se o paciente sob custódia.
Então, tomando de empréstimo o que tive a oportunidade de
consignar ao deferir, em 30 de agosto de 2012, a medida acauteladora,
torno-a definitiva e a estendo, como já ocorreu no campo precário e
efêmero, aos corréus Denis Luiz Martinoni, Rodrigo Bronzatti de
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
HC 113278 / SP
Oliveira, Alessandro Ferreira de Araújo, Diogo Luzzi e Jefferson Alves
Ferreira:
2. Muito embora seja inadequada a impetração, porque
substitutiva do recurso ordinário constitucional, o quadro
enseja a concessão de liminar de ofício. A esta altura, sem culpa
formada, o paciente está sob custódia há um ano, oito meses e
doze dias. A circunstância de o processo-crime – o qual poderia
ter sido desmembrado – envolver diversos acusados e de
alguns se encontrarem foragidos não afasta a ilegalidade.
É como voto.
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
Oliveira, Alessandro Ferreira de Araújo, Diogo Luzzi e Jefferson Alves
Ferreira:
2. Muito embora seja inadequada a impetração, porque
substitutiva do recurso ordinário constitucional, o quadro
enseja a concessão de liminar de ofício. A esta altura, sem culpa
formada, o paciente está sob custódia há um ano, oito meses e
doze dias. A circunstância de o processo-crime – o qual poderia
ter sido desmembrado – envolver diversos acusados e de
alguns se encontrarem foragidos não afasta a ilegalidade.
É como voto.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ele ficou
preso, Ministro Marco Aurélio, um ano e oito meses até que Vossa
Excelência tivesse concedido a liminar, foi isso?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até 30 de
agosto de 2012, ficou preso, ou seja, recolhido durante um ano, oito meses
e doze dias, bem como os corréus mencionados.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E a pena, a
hipótese é de lesão corporal, certo?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sim.
Aqui é lesão? Não, é o artigo 171, estelionato. Estelionato. Concurso.
Estelionato.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É clonagem
de cartão magnético.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Desculpe.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Esse é o
113.278.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ele seria
377.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não, o crime
é do 171. É quadrilha mais estelionato.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O crime é
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Supremo Tribunal Federal
01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 113.278 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ele ficou
preso, Ministro Marco Aurélio, um ano e oito meses até que Vossa
Excelência tivesse concedido a liminar, foi isso?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Até 30 de
agosto de 2012, ficou preso, ou seja, recolhido durante um ano, oito meses
e doze dias, bem como os corréus mencionados.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - E a pena, a
hipótese é de lesão corporal, certo?
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sim.
Aqui é lesão? Não, é o artigo 171, estelionato. Estelionato. Concurso.
Estelionato.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É clonagem
de cartão magnético.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Desculpe.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Esse é o
113.278.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ele seria
377.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Não, o crime
é do 171. É quadrilha mais estelionato.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O crime é
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 113278 / SP
o do artigo 171, § 3..., do Código Penal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Clonagem de
cartão de crédito.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu
estou tentando só verificar qual seria a pena.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Estelionato qualificado.
O SENHOR MÁRIO JOSÉ GISI (SUBPROCURADOR-GERAL DA
REPÚBLICA) - Vossa Excelência me permite uma questão de fato?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Claro.
O SENHOR MÁRIO JOSÉ GISI (SUBPROCURADOR-GERAL DA
REPÚBLICA) - Só salientando, aqui, que, com relação à Caixa Econômica,
só neste caso, foram identificadas 1.337 contas bancárias atingidas pela
ação criminosa, resultando numa subtração de dois milhões e
quatrocentos mil reais.
É que, às vezes, a pena pode ser pequena isoladamente, mas é um
contexto de vinte e oito réus.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A pena
em abstrato não tem a menor importância, ante o excesso. Para o ministro
Luís Roberto Barroso, a palavra do Doutor Gisi é importante.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, mas
eu peço vênia ao eminente Relator e vou acompanhar o Ministério
Público pela denegação da ordem.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 113278 / SP
o do artigo 171, § 3..., do Código Penal.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Clonagem de
cartão de crédito.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, eu
estou tentando só verificar qual seria a pena.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Estelionato qualificado.
O SENHOR MÁRIO JOSÉ GISI (SUBPROCURADOR-GERAL DA
REPÚBLICA) - Vossa Excelência me permite uma questão de fato?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Claro.
O SENHOR MÁRIO JOSÉ GISI (SUBPROCURADOR-GERAL DA
REPÚBLICA) - Só salientando, aqui, que, com relação à Caixa Econômica,
só neste caso, foram identificadas 1.337 contas bancárias atingidas pela
ação criminosa, resultando numa subtração de dois milhões e
quatrocentos mil reais.
É que, às vezes, a pena pode ser pequena isoladamente, mas é um
contexto de vinte e oito réus.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A pena
em abstrato não tem a menor importância, ante o excesso. Para o ministro
Luís Roberto Barroso, a palavra do Doutor Gisi é importante.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não, mas
eu peço vênia ao eminente Relator e vou acompanhar o Ministério
Público pela denegação da ordem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 01/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 113.278
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO
PACTE.(S) : ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S) : ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus e cassou a liminar anteriormente deferida, nos
termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o
acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
1....10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 113.278
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO
PACTE.(S) : ADAGILTON ROCHA DA SILVA
IMPTE.(S) : ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Por maioria de votos, a Turma denegou a ordem de
habeas corpus e cassou a liminar anteriormente deferida, nos
termos do voto do Senhor Ministro Roberto Barroso, Redator para o
acórdão, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator. Não
participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
1....10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 113 . 278",
"HABEAS CORPUS 113 . 278",
"Inquérito n 0002705 - 81 . 2010 . 403 . 6181",
"Inquérito n 0002705 - 81 . 2010 . 403 . 6181",
"HC 113278 / SP",
"HC 113278 / SP",
"de n 212 . 242 / SP",
"HC 113278 / SP",
"Ação Penal n 0012042 - 94 . 2010 . 4 . 03 . 6181",
"Ação Penal n 0009546 - 58 . 2011 . 4 . 03 . 6181",
"HC 113278 / SP",
"Ação Penal n 0012042 - 94 . 2010 . 4 . 03 . 6181",
"Ação Penal n 0009546 - 58 . 2011 . 4 . 03 . 6181",
"HABEAS CORPUS 113 . 278",
"HABEAS CORPUS 113 . 278 SÃO",
"HC 113278 / SP",
"HC 113278 / SP",
"HC 113278 / SP",
"HC 113278 / SP",
"HC 113278 / SP",
"109",
".",
"956",
"/",
"PR",
"HC 113278 / SP",
"Habeas Corpus n 109 . 956 / PR",
"HC 113278 / SP",
"HC 113278 / SP",
"HABEAS CORPUS 113 . 278",
"HABEAS CORPUS 113 . 278",
"HC 113278 / SP",
"HC 113278 / SP",
"HABEAS CORPUS 113 . 278",
"HABEAS CORPUS 113 . 278"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 29",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , inciso LXVIII , da Carta de 1988",
"Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal",
"artigo 5 . . . , inciso LXVIII , da Carta de 1988",
"Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso LXVIII do artigo 5 . . . do Diploma Maior",
"Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso LXVIII do artigo 5 . . . do Diploma Maior",
"Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 5 . . . , inciso LXVIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Fundamental",
"artigo 5 . . . , inciso LXVIII , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 171 , § 3 . . . , do Código",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Sexta Turma",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 3",
"Segunda Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Sexta Turma",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
".",
"Vara Federal Criminal de São Paulo",
"Procuradoria Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"8",
". Vara Federal Criminal de São Paulo",
"Procuradoria Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Caixa Econômica",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Caixa Econômica",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"ADAGILTON ROCHA DA SILVA",
"ISRAEL",
"Luiz Fux",
"Luís Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"ADAGILTON ROCHA DA SILVA",
"ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"ADAGILTON ROCHA DA SILVA",
"ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO",
"MARCO AURÉLIO",
"Stênio Silva Viana",
"Stênio Silva Viana",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Denis Luiz Martinoni",
"Rodrigo Bronzatti de 4",
"Denis Luiz Martinoni",
"Rodrigo Bronzatti de",
"MARCO AURÉLIO",
"Oliveira",
"Alessandro Ferreira de Araújo",
"Diogo Luzzi",
"Jefferson Alves Ferreira",
"Oliveira",
"Alessandro Ferreira de Araújo",
"Diogo Luzzi",
"Jefferson Alves Ferreira",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS",
"ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"Luís Roberto Barroso",
"Gisi",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUIZ FUX",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"Luís Roberto Barroso",
"Gisi",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
"ADAGILTON ROCHA DA SILVA",
"ISRAEL MINICHILLO DE ARAÚJO",
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"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
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"MARCO AURÉLIO",
"ROBERTO BARROSO",
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"Rosa Weber",
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],
"TEMPO": [
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"1 . . . de outubro de 2013",
"24",
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"08",
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"01",
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"18 de dezembro de 2010",
"3 de fevereiro de 2011",
"12 de agosto de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"18 de dezembro de 2010",
"3 de fevereiro de 2011",
"12 de agosto de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de junho de 2011",
"27 de março de 2012",
"março de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"28 de junho de 2011",
"27 de março de 2012",
"março de 2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31 de julho de 2013",
"13 de agosto seguinte",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31 de julho de 2013",
"13 de agosto seguinte",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"primeiro semestre de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"primeiro semestre de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11 de setembro de 2012",
"30 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11 de setembro de 2012",
"30 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"30 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"30 de agosto de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
"/",
"10",
"/",
"2013",
".",
".",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
".",
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"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281 RIO
DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Gratificação. Cálculo. Manutenção. Impossibilidade.
Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que não há
direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade
de vencimentos.
3. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de
calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor em razão de ter
ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de
revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro
Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
ARE 756281 ED / RJ
votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do
Relator.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do
Relator.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281 RIO
DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Altair Tavares de Oliveira e outros opõem tempestivos embargos de
declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 199/202), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima
Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro, assim ementado:
‘Apelação Cível. Direito Administrativo. Servidor do
Detran/RJ. Pedido de inclusão de gratificação de encargos
especiais (GEE) aos vencimentos. Improcedência. 1) Os
servidores do DETRAN que, por força de leis hoje
revogadas, incorporaram verbas referentes ao exercício de
cargos em comissão, fazem jus ao recebimento daquilo
que efetivamente incorporaram, corrigido segundo os
aumentos genéricos da respectiva categoria. 2) Conforme
reiterada jurisprudência do STF, não estão os inativos com
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281 RIO
DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Altair Tavares de Oliveira e outros opõem tempestivos embargos de
declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 199/202), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima
Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro, assim ementado:
‘Apelação Cível. Direito Administrativo. Servidor do
Detran/RJ. Pedido de inclusão de gratificação de encargos
especiais (GEE) aos vencimentos. Improcedência. 1) Os
servidores do DETRAN que, por força de leis hoje
revogadas, incorporaram verbas referentes ao exercício de
cargos em comissão, fazem jus ao recebimento daquilo
que efetivamente incorporaram, corrigido segundo os
aumentos genéricos da respectiva categoria. 2) Conforme
reiterada jurisprudência do STF, não estão os inativos com
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Relatório
ARE 756281 ED / RJ
cargos incorporados vinculados aos atuais ocupantes dos
mesmos cargos no que tece ao valor da função. 3)
aglutinação de frações remuneratórias por lei é legítima,
se inexiste direito adquirido a regime jurídico, sendo
correta [ainda] a ressalva das incorporações que recaíram
sobre os respectivos cargos em comissão. 4) Recurso
desprovido’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5º e 37, caput, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração
para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na
espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Além disso, o acórdão recorrido está em sintonia com a
jurisprudência desta Corte que, na sessão Plenária de 11 de
fevereiro de 2009, ao apreciar o mérito do Recurso
Extraordinário nº 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
cargos incorporados vinculados aos atuais ocupantes dos
mesmos cargos no que tece ao valor da função. 3)
aglutinação de frações remuneratórias por lei é legítima,
se inexiste direito adquirido a regime jurídico, sendo
correta [ainda] a ressalva das incorporações que recaíram
sobre os respectivos cargos em comissão. 4) Recurso
desprovido’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5º e 37, caput, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração
para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na
espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte.
Além disso, o acórdão recorrido está em sintonia com a
jurisprudência desta Corte que, na sessão Plenária de 11 de
fevereiro de 2009, ao apreciar o mérito do Recurso
Extraordinário nº 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen
2
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Relatório
ARE 756281 ED / RJ
Lúcia, reafirmou o entendimento de que não há direito
adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o
que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando
assegurada, entretanto, a irredutibilidade vencimental. O
acórdão do referido julgado foi assim ementado:
‘DIREITOS
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA.
MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA
REMUNERAÇÃO.
OFENSA
À
GARANTIA
CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA
REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI
COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O
Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência
sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade
financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime
jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001,
do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a
forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a
composição da remuneração de servidores públicos, não
ofende a Constituição da República de 1988, por dar
cumprimento ao princípio da irredutibilidade da
remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega
provimento’.
Nesse mesmo sentido:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Servidor Público Municipal. Adicional de tempo integral
incorporado ao salário. Decreto Municipal no 4.062/89.
Absorção de gratificação já incorporada aos proventos do
servidor. 3. Decisão proferida em conformidade com a
jurisprudência desta Corte. Precedentes. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 486.548/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
Lúcia, reafirmou o entendimento de que não há direito
adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o
que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando
assegurada, entretanto, a irredutibilidade vencimental. O
acórdão do referido julgado foi assim ementado:
‘DIREITOS
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA.
MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA
REMUNERAÇÃO.
OFENSA
À
GARANTIA
CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA
REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI
COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O
Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência
sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade
financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime
jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001,
do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a
forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a
composição da remuneração de servidores públicos, não
ofende a Constituição da República de 1988, por dar
cumprimento ao princípio da irredutibilidade da
remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega
provimento’.
Nesse mesmo sentido:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Servidor Público Municipal. Adicional de tempo integral
incorporado ao salário. Decreto Municipal no 4.062/89.
Absorção de gratificação já incorporada aos proventos do
servidor. 3. Decisão proferida em conformidade com a
jurisprudência desta Corte. Precedentes. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI nº 486.548/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
3
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Relatório
ARE 756281 ED / RJ
DJ de 24/6/05).
‘RECURSO.
Extraordinário.
Admissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Gratificação. Vantagem
pessoal incorporada. Valor dinâmico congelado. Direito
adquirido. Inexistência. Agravo regimental não provido.
Precedentes. Não há direito adquirido do servidor público
a regime jurídico-funcional, nem à permanência do regime
legal de reajuste de vantagem’ (RE nº 294.009/PE-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
25/6/04).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alegam os embargantes, em síntese, que incorporaram a seus
vencimentos gratificação em razão de terem ocupado função
comissionada e que, entretanto, com o advento da Lei estadual nº
4.781/06, os atuais ocupantes daquela função passaram a receber uma
gratificação correspondente à que eles percebiam, contudo, com valores
majorados, denominada gratificação de encargos especiais.
Aduzem que estariam sendo tratados de forma não isonômica em
relação aos atuais ocupantes da função e que fazem jus ao reajuste da
gratificação concedido pela Lei nº 4.781/06.
Sustentam, ainda, que referido reajuste tem verdadeira natureza de
aumento de vencimentos, devendo, portanto, ser estendido a todos os
servidores.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
DJ de 24/6/05).
‘RECURSO.
Extraordinário.
Admissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Gratificação. Vantagem
pessoal incorporada. Valor dinâmico congelado. Direito
adquirido. Inexistência. Agravo regimental não provido.
Precedentes. Não há direito adquirido do servidor público
a regime jurídico-funcional, nem à permanência do regime
legal de reajuste de vantagem’ (RE nº 294.009/PE-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
25/6/04).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alegam os embargantes, em síntese, que incorporaram a seus
vencimentos gratificação em razão de terem ocupado função
comissionada e que, entretanto, com o advento da Lei estadual nº
4.781/06, os atuais ocupantes daquela função passaram a receber uma
gratificação correspondente à que eles percebiam, contudo, com valores
majorados, denominada gratificação de encargos especiais.
Aduzem que estariam sendo tratados de forma não isonômica em
relação aos atuais ocupantes da função e que fazem jus ao reajuste da
gratificação concedido pela Lei nº 4.781/06.
Sustentam, ainda, que referido reajuste tem verdadeira natureza de
aumento de vencimentos, devendo, portanto, ser estendido a todos os
servidores.
É o relatório.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281 RIO
DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Nos termos da jurisprudência desta Corte, recebo os embargos
declaratórios como agravo regimental, o qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Altair Tavares de Oliveira, Nilcea Maria de Lima Moreira
e Terezinha de Fátima de Jesus Moreira ajuizaram ação contra o
Detran com pedido de inclusão em seus vencimentos do valor
da gratificação de encargos especiais majorados pela Lei
4781/2006, correlatos aos cargos em comissão por eles
incorporados.
Narra a inicial, em síntese, que os autores, servidores
efetivos do Detran, incorporaram a seus vencimentos o símbolo
das gratificações que receberam por terem ocupado cargos em
comissão. Todavia, com a edição da Lei 4.781/2006, passaram a
ser tratados de forma distinta daqueles que atualmente ocupam
os mesmos cargos, e que são agraciados com o recebimento de
gratificações de encargos especiais (GEE) que não lhes foram
estendidas.
(…)
Não há, porém, qualquer vinculação necessária entre a
gratificação incorporada pelos servidores e a que hoje é paga
aos ocupantes dos mesmos cargos. Desde que observado o
direito adquirido à incorporação da verba recebida no período
trabalhado, nada obriga a Administração a estender a ex-
servidores comissionados vantagens posteriormente concedidos
aos que desempenham aquelas funções.
(…)
Ademais, a Lei 4.781/2006 incorporou diversas
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281 RIO
DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Nos termos da jurisprudência desta Corte, recebo os embargos
declaratórios como agravo regimental, o qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Altair Tavares de Oliveira, Nilcea Maria de Lima Moreira
e Terezinha de Fátima de Jesus Moreira ajuizaram ação contra o
Detran com pedido de inclusão em seus vencimentos do valor
da gratificação de encargos especiais majorados pela Lei
4781/2006, correlatos aos cargos em comissão por eles
incorporados.
Narra a inicial, em síntese, que os autores, servidores
efetivos do Detran, incorporaram a seus vencimentos o símbolo
das gratificações que receberam por terem ocupado cargos em
comissão. Todavia, com a edição da Lei 4.781/2006, passaram a
ser tratados de forma distinta daqueles que atualmente ocupam
os mesmos cargos, e que são agraciados com o recebimento de
gratificações de encargos especiais (GEE) que não lhes foram
estendidas.
(…)
Não há, porém, qualquer vinculação necessária entre a
gratificação incorporada pelos servidores e a que hoje é paga
aos ocupantes dos mesmos cargos. Desde que observado o
direito adquirido à incorporação da verba recebida no período
trabalhado, nada obriga a Administração a estender a ex-
servidores comissionados vantagens posteriormente concedidos
aos que desempenham aquelas funções.
(…)
Ademais, a Lei 4.781/2006 incorporou diversas
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 756281 ED / RJ
gratificações e vantagens à remuneração dos servidores,
ressalvando, a título de direito pessoal, eventuais excedentes já
incorporados ao patrimônio jurídico do servidor.
(…)
E nada de errado há neste proceder. Inexistindo direito
adquirido a regime jurídico, pode a Administração –
preservada a irredutibilidade de vencimentos - aglutinar a
remuneração paga do somatório das parcelas (…) e transformá-
la em um valor único (…). Foi o que ocorreu no caso concreto,
que se limitou a corretamente destacar aquilo que não era
genérico, pago a todos, vale dizer, os cargos incorporados.
Quanto aos seus valores, todavia, qual já exposto, não são
aqueles dos ativos, porquanto inexistente a pretendida
vinculação” (fls. 131/135).
Reafirmo que o Plenário desta Corte, no exame do Recurso
Extraordinário nº 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
reafirmou o entendimento já consolidado neste Tribunal de que não há
direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o
que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando
assegurada, entretanto, a irredutibilidade vencimental.
A Corte de origem não divergiu dessa orientação.
No mesmo sentido, anotem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. 1.
GRATIFICAÇÃO DE MOTORISTA. EXTENSÃO A INATIVOS.
ANÁLISE
DE
NORMAS
LOCAIS.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. INEXISTÊNCIA DE
DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E A FÓRMULA
DE COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO. PRECEDENTES. 3.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE nº 741.299/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/8/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4804235.
Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
gratificações e vantagens à remuneração dos servidores,
ressalvando, a título de direito pessoal, eventuais excedentes já
incorporados ao patrimônio jurídico do servidor.
(…)
E nada de errado há neste proceder. Inexistindo direito
adquirido a regime jurídico, pode a Administração –
preservada a irredutibilidade de vencimentos - aglutinar a
remuneração paga do somatório das parcelas (…) e transformá-
la em um valor único (…). Foi o que ocorreu no caso concreto,
que se limitou a corretamente destacar aquilo que não era
genérico, pago a todos, vale dizer, os cargos incorporados.
Quanto aos seus valores, todavia, qual já exposto, não são
aqueles dos ativos, porquanto inexistente a pretendida
vinculação” (fls. 131/135).
Reafirmo que o Plenário desta Corte, no exame do Recurso
Extraordinário nº 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
reafirmou o entendimento já consolidado neste Tribunal de que não há
direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o
que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando
assegurada, entretanto, a irredutibilidade vencimental.
A Corte de origem não divergiu dessa orientação.
No mesmo sentido, anotem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. 1.
GRATIFICAÇÃO DE MOTORISTA. EXTENSÃO A INATIVOS.
ANÁLISE
DE
NORMAS
LOCAIS.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. INEXISTÊNCIA DE
DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E A FÓRMULA
DE COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO. PRECEDENTES. 3.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE nº 741.299/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/8/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4804235.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 756281 ED / RJ
agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de
gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração.
3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não
ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime
jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE nº 705.702/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/7/13).
Portanto, é possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma
de calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor em razão de ter
ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de
revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. Sobre o
tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO
AMAZONAS.
ESTABILIDADE
FINANCEIRA.
CONSTITUCIONALIDADE DA LEI QUE DESVINCULA A
VANTAGEM DA REMUNERAÇÃO DO CARGO EM QUE SE
DEU A INCORPORAÇÃO, PARA SUJEITÁ-LA AOS
CRITÉRIOS DAS REVISÕES GERAIS DO FUNCIONALISMO.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. ‘É legítimo que por lei
superveniente, sem ofensa a direito adquirido, o cálculo da
vantagem seja desvinculado, para o futuro, dos vencimentos do
cargo em comissão outrora ocupado pelo servidor, passando a
quantia a ela correspondente a ser reajustada segundo os
critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo.
Ademais, não havendo ‘decesso de remuneração’, não cabe a
invocação da garantia da irredutibilidade de vencimentos.
Precedente: RE 233.958, Sepúlveda Pertence, 1a T, DJ 17.09.99’
(AI 465.090-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence).
2. Agravo Regimental desprovido” (RE nº 494.628/AM-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
3/11/10).
3
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ARE 756281 ED / RJ
agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de
gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração.
3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não
ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime
jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE nº 705.702/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/7/13).
Portanto, é possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma
de calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor em razão de ter
ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de
revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. Sobre o
tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO
AMAZONAS.
ESTABILIDADE
FINANCEIRA.
CONSTITUCIONALIDADE DA LEI QUE DESVINCULA A
VANTAGEM DA REMUNERAÇÃO DO CARGO EM QUE SE
DEU A INCORPORAÇÃO, PARA SUJEITÁ-LA AOS
CRITÉRIOS DAS REVISÕES GERAIS DO FUNCIONALISMO.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. ‘É legítimo que por lei
superveniente, sem ofensa a direito adquirido, o cálculo da
vantagem seja desvinculado, para o futuro, dos vencimentos do
cargo em comissão outrora ocupado pelo servidor, passando a
quantia a ela correspondente a ser reajustada segundo os
critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo.
Ademais, não havendo ‘decesso de remuneração’, não cabe a
invocação da garantia da irredutibilidade de vencimentos.
Precedente: RE 233.958, Sepúlveda Pertence, 1a T, DJ 17.09.99’
(AI 465.090-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence).
2. Agravo Regimental desprovido” (RE nº 494.628/AM-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
3/11/10).
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 756281 ED / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
ESTABILIDADE
FINANCEIRA.
TRANSFORMAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO EM VANTAGEM
PESSOAL
NOMINALMENTE
IDENTIFICÁVEL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Servidor não tem direito adquirido a
regime jurídico de reajuste da gratificação incorporada. 2. Não
contraria a Constituição lei que transforma as gratificações
incorporadas em vantagem pessoal nominalmente identificada,
reajustável pelos índices gerais de revisão dos vencimentos dos
servidores públicos” (RE nº 575.197/AM-AgR-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1º/10/10).
“CONSTITUCIONAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM
AGRAVO REGIMENTAL.SERVIDOR PÚBLICO. INATIVO. LEI
11.200/95 E LC 13/95, DO ESTADO DE PERNAMBUCO.
‘ESTABILIDADE FINANCEIRA’. EQUIPARAÇÃO COM O
ATUAL OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. DIREITO
ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental, consoante iterativa
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O servidor
beneficiário da chamada ‘estabilidade financeira’ não tem
direito adquirido à preservação do regime legal de atrelamento
do seu valor ao vencimento do respectivo cargo em comissão,
mostrando-se válida a lei que submete os reajustes de
remuneração aos critérios das revisões gerais dos vencimentos
do funcionalismo. Precedentes. 3. Agravo regimental
improvido” (AI nº 460.098/PE-ED, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 11/12/09).
“RECURSO. Extraordinário. Provimento. Servidor
público. Militar. Vencimentos. Adicional de inatividade.
Supressão. Possibilidade. Não há direito adquirido do servidor
público estatutário à inalterabilidade do regime jurídico
4
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“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
ESTABILIDADE
FINANCEIRA.
TRANSFORMAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO EM VANTAGEM
PESSOAL
NOMINALMENTE
IDENTIFICÁVEL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Servidor não tem direito adquirido a
regime jurídico de reajuste da gratificação incorporada. 2. Não
contraria a Constituição lei que transforma as gratificações
incorporadas em vantagem pessoal nominalmente identificada,
reajustável pelos índices gerais de revisão dos vencimentos dos
servidores públicos” (RE nº 575.197/AM-AgR-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1º/10/10).
“CONSTITUCIONAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM
AGRAVO REGIMENTAL.SERVIDOR PÚBLICO. INATIVO. LEI
11.200/95 E LC 13/95, DO ESTADO DE PERNAMBUCO.
‘ESTABILIDADE FINANCEIRA’. EQUIPARAÇÃO COM O
ATUAL OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. DIREITO
ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental, consoante iterativa
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O servidor
beneficiário da chamada ‘estabilidade financeira’ não tem
direito adquirido à preservação do regime legal de atrelamento
do seu valor ao vencimento do respectivo cargo em comissão,
mostrando-se válida a lei que submete os reajustes de
remuneração aos critérios das revisões gerais dos vencimentos
do funcionalismo. Precedentes. 3. Agravo regimental
improvido” (AI nº 460.098/PE-ED, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 11/12/09).
“RECURSO. Extraordinário. Provimento. Servidor
público. Militar. Vencimentos. Adicional de inatividade.
Supressão. Possibilidade. Não há direito adquirido do servidor
público estatutário à inalterabilidade do regime jurídico
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 756281 ED / RJ
pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual
modificação introduzida por ato legislativo superveniente
preserve o montante global da remuneração e, em
conseqüência, não provoque decesso de caráter pecuniário. No
mesmo sentido: RMS nº 21.587, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Segunda Turma, DJ de 11.04.97; AI nº 685.866 – AgR, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 21.5.2009;
AI nº 622.012 – AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira
Turma, DJe de 11.11.2008” (AI n° 609.997/DF-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 12/3/09);
“Servidor público estadual: 'estabilidade financeira': é
legítimo que por lei superveniente o cálculo da vantagem seja
desvinculado da remuneração atribuída aos cargos ou funções
em razão do exercício dos quais se dera a incorporação,
hipótese em que a jurisprudência do Supremo Tribunal não
reconhece a existência de direito adquirido dos titulares de tal
vantagem ao regime remuneratório anterior se, conforme a
espécie, for feito para o futuro e respeitada a garantia da
irredutibilidade de vencimentos. Precedentes’ (RE n°
455.041/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07).
Por fim, ressalto que a análise da natureza da gratificação ora em
debate, se possui natureza de reajuste geral ou de vantagem pessoal, para
fins de extensão aos agravantes, não prescinde do exame da citada
legislação local, o que é inadmissível em recurso extraordinário,
consoante dispõe a Súmula nº 280/STF.
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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ARE 756281 ED / RJ
pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual
modificação introduzida por ato legislativo superveniente
preserve o montante global da remuneração e, em
conseqüência, não provoque decesso de caráter pecuniário. No
mesmo sentido: RMS nº 21.587, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Segunda Turma, DJ de 11.04.97; AI nº 685.866 – AgR, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 21.5.2009;
AI nº 622.012 – AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira
Turma, DJe de 11.11.2008” (AI n° 609.997/DF-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 12/3/09);
“Servidor público estadual: 'estabilidade financeira': é
legítimo que por lei superveniente o cálculo da vantagem seja
desvinculado da remuneração atribuída aos cargos ou funções
em razão do exercício dos quais se dera a incorporação,
hipótese em que a jurisprudência do Supremo Tribunal não
reconhece a existência de direito adquirido dos titulares de tal
vantagem ao regime remuneratório anterior se, conforme a
espécie, for feito para o futuro e respeitada a garantia da
irredutibilidade de vencimentos. Precedentes’ (RE n°
455.041/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07).
Por fim, ressalto que a análise da natureza da gratificação ora em
debate, se possui natureza de reajuste geral ou de vantagem pessoal, para
fins de extensão aos agravantes, não prescinde do exame da citada
legislação local, o que é inadmissível em recurso extraordinário,
consoante dispõe a Súmula nº 280/STF.
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Extrato de Ata - 17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589286
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589286
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4822172
| 2013-09-17T00:00:00
| 2013-11-07T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 17.9.2013.
|
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Gratificação. Cálculo. Manutenção. Impossibilidade. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade de vencimentos.
3. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor em razão de ter ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur247375
|
- Acórdão(s) citado(s):
(DIREITO ADQUIRIDO, REGIME JURÍDICO)
ARE 741299 AgR (2ªT), ARE 705702 AgR (2ªT).
(CONSTITUCIONAL ALTERAÇÃO LEGAL)
RE 494628 AgR (2ªT), RE 575197 AgR-segundo (1ªT), AI 460098 ED (2ªT), AI 609997 AgR (2ªT), RE 455041 AgR (1ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 25/11/2013, BRU.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
756281
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST LEI-004781 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA, RJ"
] |
ARE-ED
|
acordaos
|
ARE 756281 ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281 RIO
DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
EMENTA
Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo.
Servidor público. Gratificação. Cálculo. Manutenção. Impossibilidade.
Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes.
1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental.
2. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que não há
direito adquirido a regime jurídico, ficando assegurada a irredutibilidade
de vencimentos.
3. É possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma de
calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor em razão de ter
ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de
revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro
Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4804237.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
ARE 756281 ED / RJ
votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do
Relator.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4804237.
Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do
Relator.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4804237.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281 RIO
DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Altair Tavares de Oliveira e outros opõem tempestivos embargos de
declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 199/202), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima
Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro, assim ementado:
‘Apelação Cível. Direito Administrativo. Servidor do
Detran/RJ. Pedido de inclusão de gratificação de encargos
especiais (GEE) aos vencimentos. Improcedência. 1) Os
servidores do DETRAN que, por força de leis hoje
revogadas, incorporaram verbas referentes ao exercício de
cargos em comissão, fazem jus ao recebimento daquilo
que efetivamente incorporaram, corrigido segundo os
aumentos genéricos da respectiva categoria. 2) Conforme
reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não estão os inativos com
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281 RIO
DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S)
:ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Altair Tavares de Oliveira e outros opõem tempestivos embargos de
declaração contra decisão em que conheci de agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário (fls. 199/202), com a seguinte
fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima
Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro, assim ementado:
‘Apelação Cível. Direito Administrativo. Servidor do
Detran/RJ. Pedido de inclusão de gratificação de encargos
especiais (GEE) aos vencimentos. Improcedência. 1) Os
servidores do DETRAN que, por força de leis hoje
revogadas, incorporaram verbas referentes ao exercício de
cargos em comissão, fazem jus ao recebimento daquilo
que efetivamente incorporaram, corrigido segundo os
aumentos genéricos da respectiva categoria. 2) Conforme
reiterada jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não estão os inativos com
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
ARE 756281 ED / RJ
cargos incorporados vinculados aos atuais ocupantes dos
mesmos cargos no que tece ao valor da função. 3)
aglutinação de frações remuneratórias por lei é legítima,
se inexiste direito adquirido a regime jurídico, sendo
correta [ainda] a ressalva das incorporações que recaíram
sobre os respectivos cargos em comissão. 4) Recurso
desprovido’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5... e 37, caput, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração
para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na
espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Além disso, o acórdão recorrido está em sintonia com a
jurisprudência desta Corte que, na sessão Plenária de 11 de
fevereiro de 2009, ao apreciar o mérito do Recurso
Extraordinário n 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
cargos incorporados vinculados aos atuais ocupantes dos
mesmos cargos no que tece ao valor da função. 3)
aglutinação de frações remuneratórias por lei é legítima,
se inexiste direito adquirido a regime jurídico, sendo
correta [ainda] a ressalva das incorporações que recaíram
sobre os respectivos cargos em comissão. 4) Recurso
desprovido’.
No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos
artigos 5... e 37, caput, da Constituição Federal.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão.
Não merece prosperar a irresignação, uma vez que os
dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso
extraordinário carecem do necessário prequestionamento,
sendo certo que não foram opostos embargos de declaração
para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na
espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte.
Além disso, o acórdão recorrido está em sintonia com a
jurisprudência desta Corte que, na sessão Plenária de 11 de
fevereiro de 2009, ao apreciar o mérito do Recurso
Extraordinário n 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen
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Relatório
ARE 756281 ED / RJ
Lúcia, reafirmou o entendimento de que não há direito
adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o
que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando
assegurada, entretanto, a irredutibilidade vencimental. O
acórdão do referido julgado foi assim ementado:
‘DIREITOS
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA.
MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA
REMUNERAÇÃO.
OFENSA
À
GARANTIA
CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA
REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI
COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O
Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência
sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade
financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime
jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001,
do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a
forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a
composição da remuneração de servidores públicos, não
ofende a Constituição da República de 1988, por dar
cumprimento ao princípio da irredutibilidade da
remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega
provimento’.
Nesse mesmo sentido:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Servidor Público Municipal. Adicional de tempo integral
incorporado ao salário. Decreto Municipal no 4.062/89.
Absorção de gratificação já incorporada aos proventos do
servidor. 3. Decisão proferida em conformidade com a
jurisprudência desta Corte. Precedentes. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 486.548/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
Lúcia, reafirmou o entendimento de que não há direito
adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o
que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando
assegurada, entretanto, a irredutibilidade vencimental. O
acórdão do referido julgado foi assim ementado:
‘DIREITOS
CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA.
MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA
REMUNERAÇÃO.
OFENSA
À
GARANTIA
CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA
REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI
COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O
Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência
sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade
financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime
jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001,
do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a
forma de cálculo de gratificações e, conseqüentemente, a
composição da remuneração de servidores públicos, não
ofende a Constituição da República de 1988, por dar
cumprimento ao princípio da irredutibilidade da
remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega
provimento’.
Nesse mesmo sentido:
‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.
Servidor Público Municipal. Adicional de tempo integral
incorporado ao salário. Decreto Municipal no 4.062/89.
Absorção de gratificação já incorporada aos proventos do
servidor. 3. Decisão proferida em conformidade com a
jurisprudência desta Corte. Precedentes. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento’ (AI n 486.548/RJ-
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes,
3
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Relatório
ARE 756281 ED / RJ
DJ de 24/6/05).
‘RECURSO.
Extraordinário.
Admissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Gratificação. Vantagem
pessoal incorporada. Valor dinâmico congelado. Direito
adquirido. Inexistência. Agravo regimental não provido.
Precedentes. Não há direito adquirido do servidor público
a regime jurídico-funcional, nem à permanência do regime
legal de reajuste de vantagem’ (Recurso Extraordinário n 294.009/PE-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
25/6/04).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alegam os embargantes, em síntese, que incorporaram a seus
vencimentos gratificação em razão de terem ocupado função
comissionada e que, entretanto, com o advento da Lei estadual n
4.781/06, os atuais ocupantes daquela função passaram a receber uma
gratificação correspondente à que eles percebiam, contudo, com valores
majorados, denominada gratificação de encargos especiais.
Aduzem que estariam sendo tratados de forma não isonômica em
relação aos atuais ocupantes da função e que fazem jus ao reajuste da
gratificação concedido pela Lei n 4.781/06.
Sustentam, ainda, que referido reajuste tem verdadeira natureza de
aumento de vencimentos, devendo, portanto, ser estendido a todos os
servidores.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
DJ de 24/6/05).
‘RECURSO.
Extraordinário.
Admissibilidade.
Servidor público. Vencimentos. Gratificação. Vantagem
pessoal incorporada. Valor dinâmico congelado. Direito
adquirido. Inexistência. Agravo regimental não provido.
Precedentes. Não há direito adquirido do servidor público
a regime jurídico-funcional, nem à permanência do regime
legal de reajuste de vantagem’ (Recurso Extraordinário n 294.009/PE-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de
25/6/04).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alegam os embargantes, em síntese, que incorporaram a seus
vencimentos gratificação em razão de terem ocupado função
comissionada e que, entretanto, com o advento da Lei estadual n
4.781/06, os atuais ocupantes daquela função passaram a receber uma
gratificação correspondente à que eles percebiam, contudo, com valores
majorados, denominada gratificação de encargos especiais.
Aduzem que estariam sendo tratados de forma não isonômica em
relação aos atuais ocupantes da função e que fazem jus ao reajuste da
gratificação concedido pela Lei n 4.781/06.
Sustentam, ainda, que referido reajuste tem verdadeira natureza de
aumento de vencimentos, devendo, portanto, ser estendido a todos os
servidores.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281 RIO
DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Nos termos da jurisprudência desta Corte, recebo os embargos
declaratórios como agravo regimental, o qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Altair Tavares de Oliveira, Nilcea Maria de Lima Moreira
e Terezinha de Fátima de Jesus Moreira ajuizaram ação contra o
Detran com pedido de inclusão em seus vencimentos do valor
da gratificação de encargos especiais majorados pela Lei
4781/2006, correlatos aos cargos em comissão por eles
incorporados.
Narra a inicial, em síntese, que os autores, servidores
efetivos do Detran, incorporaram a seus vencimentos o símbolo
das gratificações que receberam por terem ocupado cargos em
comissão. Todavia, com a edição da Lei 4.781/2006, passaram a
ser tratados de forma distinta daqueles que atualmente ocupam
os mesmos cargos, e que são agraciados com o recebimento de
gratificações de encargos especiais (GEE) que não lhes foram
estendidas.
(…)
Não há, porém, qualquer vinculação necessária entre a
gratificação incorporada pelos servidores e a que hoje é paga
aos ocupantes dos mesmos cargos. Desde que observado o
direito adquirido à incorporação da verba recebida no período
trabalhado, nada obriga a Administração a estender a ex-
servidores comissionados vantagens posteriormente concedidos
aos que desempenham aquelas funções.
(…)
Ademais, a Lei 4.781/2006 incorporou diversas
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281 RIO
DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Nos termos da jurisprudência desta Corte, recebo os embargos
declaratórios como agravo regimental, o qual passo a analisar.
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Altair Tavares de Oliveira, Nilcea Maria de Lima Moreira
e Terezinha de Fátima de Jesus Moreira ajuizaram ação contra o
Detran com pedido de inclusão em seus vencimentos do valor
da gratificação de encargos especiais majorados pela Lei
4781/2006, correlatos aos cargos em comissão por eles
incorporados.
Narra a inicial, em síntese, que os autores, servidores
efetivos do Detran, incorporaram a seus vencimentos o símbolo
das gratificações que receberam por terem ocupado cargos em
comissão. Todavia, com a edição da Lei 4.781/2006, passaram a
ser tratados de forma distinta daqueles que atualmente ocupam
os mesmos cargos, e que são agraciados com o recebimento de
gratificações de encargos especiais (GEE) que não lhes foram
estendidas.
(…)
Não há, porém, qualquer vinculação necessária entre a
gratificação incorporada pelos servidores e a que hoje é paga
aos ocupantes dos mesmos cargos. Desde que observado o
direito adquirido à incorporação da verba recebida no período
trabalhado, nada obriga a Administração a estender a ex-
servidores comissionados vantagens posteriormente concedidos
aos que desempenham aquelas funções.
(…)
Ademais, a Lei 4.781/2006 incorporou diversas
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 756281 ED / RJ
gratificações e vantagens à remuneração dos servidores,
ressalvando, a título de direito pessoal, eventuais excedentes já
incorporados ao patrimônio jurídico do servidor.
(…)
E nada de errado há neste proceder. Inexistindo direito
adquirido a regime jurídico, pode a Administração –
preservada a irredutibilidade de vencimentos - aglutinar a
remuneração paga do somatório das parcelas (…) e transformá-
la em um valor único (…). Foi o que ocorreu no caso concreto,
que se limitou a corretamente destacar aquilo que não era
genérico, pago a todos, vale dizer, os cargos incorporados.
Quanto aos seus valores, todavia, qual já exposto, não são
aqueles dos ativos, porquanto inexistente a pretendida
vinculação” (fls. 131/135).
Reafirmo que o Plenário desta Corte, no exame do Recurso
Extraordinário n 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
reafirmou o entendimento já consolidado neste Tribunal de que não há
direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o
que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando
assegurada, entretanto, a irredutibilidade vencimental.
A Corte de origem não divergiu dessa orientação.
No mesmo sentido, anotem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. 1.
GRATIFICAÇÃO DE MOTORISTA. EXTENSÃO A INATIVOS.
ANÁLISE
DE
NORMAS
LOCAIS.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. INEXISTÊNCIA DE
DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E A FÓRMULA
DE COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO. PRECEDENTES. 3.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE n 741.299/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/8/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
gratificações e vantagens à remuneração dos servidores,
ressalvando, a título de direito pessoal, eventuais excedentes já
incorporados ao patrimônio jurídico do servidor.
(…)
E nada de errado há neste proceder. Inexistindo direito
adquirido a regime jurídico, pode a Administração –
preservada a irredutibilidade de vencimentos - aglutinar a
remuneração paga do somatório das parcelas (…) e transformá-
la em um valor único (…). Foi o que ocorreu no caso concreto,
que se limitou a corretamente destacar aquilo que não era
genérico, pago a todos, vale dizer, os cargos incorporados.
Quanto aos seus valores, todavia, qual já exposto, não são
aqueles dos ativos, porquanto inexistente a pretendida
vinculação” (fls. 131/135).
Reafirmo que o Plenário desta Corte, no exame do Recurso
Extraordinário n 563.965/RN, Relatora a Ministra Cármen Lúcia,
reafirmou o entendimento já consolidado neste Tribunal de que não há
direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração, o
que importaria em direito adquirido a regime jurídico, ficando
assegurada, entretanto, a irredutibilidade vencimental.
A Corte de origem não divergiu dessa orientação.
No mesmo sentido, anotem-se os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. 1.
GRATIFICAÇÃO DE MOTORISTA. EXTENSÃO A INATIVOS.
ANÁLISE
DE
NORMAS
LOCAIS.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. INEXISTÊNCIA DE
DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO E A FÓRMULA
DE COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO. PRECEDENTES. 3.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (ARE n 741.299/PE-AgR, Segunda Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/8/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 756281 ED / RJ
agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de
gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração.
3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não
ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime
jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE n 705.702/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../7/13).
Portanto, é possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma
de calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor em razão de ter
ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de
revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. Sobre o
tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO
AMAZONAS.
ESTABILIDADE
FINANCEIRA.
CONSTITUCIONALIDADE DA LEI QUE DESVINCULA A
VANTAGEM DA REMUNERAÇÃO DO CARGO EM QUE SE
DEU A INCORPORAÇÃO, PARA SUJEITÁ-LA AOS
CRITÉRIOS DAS REVISÕES GERAIS DO FUNCIONALISMO.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. ‘É legítimo que por lei
superveniente, sem ofensa a direito adquirido, o cálculo da
vantagem seja desvinculado, para o futuro, dos vencimentos do
cargo em comissão outrora ocupado pelo servidor, passando a
quantia a ela correspondente a ser reajustada segundo os
critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo.
Ademais, não havendo ‘decesso de remuneração’, não cabe a
invocação da garantia da irredutibilidade de vencimentos.
Precedente: Recurso Extraordinário 233.958, Sepúlveda Pertence, 1a T, DJ 17.09.99’
(AI 465.090-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence).
2. Agravo Regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 494.628/AM-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
3/11/10).
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de
gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração.
3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não
ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime
jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega
provimento” (ARE n 705.702/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator
o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../7/13).
Portanto, é possível ao legislador desvincular, para o futuro, a forma
de calcular gratificação que foi incorporada pelo servidor em razão de ter
ocupado função/cargo comissionado, submetendo-a aos índices gerais de
revisão, sem que isso represente violação do texto constitucional. Sobre o
tema, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO
AMAZONAS.
ESTABILIDADE
FINANCEIRA.
CONSTITUCIONALIDADE DA LEI QUE DESVINCULA A
VANTAGEM DA REMUNERAÇÃO DO CARGO EM QUE SE
DEU A INCORPORAÇÃO, PARA SUJEITÁ-LA AOS
CRITÉRIOS DAS REVISÕES GERAIS DO FUNCIONALISMO.
INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME
JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. ‘É legítimo que por lei
superveniente, sem ofensa a direito adquirido, o cálculo da
vantagem seja desvinculado, para o futuro, dos vencimentos do
cargo em comissão outrora ocupado pelo servidor, passando a
quantia a ela correspondente a ser reajustada segundo os
critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo.
Ademais, não havendo ‘decesso de remuneração’, não cabe a
invocação da garantia da irredutibilidade de vencimentos.
Precedente: Recurso Extraordinário 233.958, Sepúlveda Pertence, 1a T, DJ 17.09.99’
(AI 465.090-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence).
2. Agravo Regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 494.628/AM-AgR,
Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de
3/11/10).
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 756281 ED / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
ESTABILIDADE
FINANCEIRA.
TRANSFORMAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO EM VANTAGEM
PESSOAL
NOMINALMENTE
IDENTIFICÁVEL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Servidor não tem direito adquirido a
regime jurídico de reajuste da gratificação incorporada. 2. Não
contraria a Constituição lei que transforma as gratificações
incorporadas em vantagem pessoal nominalmente identificada,
reajustável pelos índices gerais de revisão dos vencimentos dos
servidores públicos” (Recurso Extraordinário n 575.197/AM-AgR-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1.../10/10).
“CONSTITUCIONAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM
AGRAVO REGIMENTAL.SERVIDOR PÚBLICO. INATIVO. LEI
11.200/95 E Lei Complementar 13/95, DO ESTADO DE PERNAMBUCO.
‘ESTABILIDADE FINANCEIRA’. EQUIPARAÇÃO COM O
ATUAL OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. DIREITO
ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental, consoante iterativa
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O servidor
beneficiário da chamada ‘estabilidade financeira’ não tem
direito adquirido à preservação do regime legal de atrelamento
do seu valor ao vencimento do respectivo cargo em comissão,
mostrando-se válida a lei que submete os reajustes de
remuneração aos critérios das revisões gerais dos vencimentos
do funcionalismo. Precedentes. 3. Agravo regimental
improvido” (AI n 460.098/PE-ED, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 11/12/09).
“RECURSO. Extraordinário. Provimento. Servidor
público. Militar. Vencimentos. Adicional de inatividade.
Supressão. Possibilidade. Não há direito adquirido do servidor
público estatutário à inalterabilidade do regime jurídico
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO.
ESTABILIDADE
FINANCEIRA.
TRANSFORMAÇÃO DE GRATIFICAÇÃO EM VANTAGEM
PESSOAL
NOMINALMENTE
IDENTIFICÁVEL.
PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO. 1. Servidor não tem direito adquirido a
regime jurídico de reajuste da gratificação incorporada. 2. Não
contraria a Constituição lei que transforma as gratificações
incorporadas em vantagem pessoal nominalmente identificada,
reajustável pelos índices gerais de revisão dos vencimentos dos
servidores públicos” (Recurso Extraordinário n 575.197/AM-AgR-AgR, Primeira
Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1.../10/10).
“CONSTITUCIONAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM
AGRAVO REGIMENTAL.SERVIDOR PÚBLICO. INATIVO. LEI
11.200/95 E Lei Complementar 13/95, DO ESTADO DE PERNAMBUCO.
‘ESTABILIDADE FINANCEIRA’. EQUIPARAÇÃO COM O
ATUAL OCUPANTE DE CARGO EM COMISSÃO. DIREITO
ADQUIRIDO. INEXISTÊNCIA. 1. Embargos de declaração
recebidos como agravo regimental, consoante iterativa
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. O servidor
beneficiário da chamada ‘estabilidade financeira’ não tem
direito adquirido à preservação do regime legal de atrelamento
do seu valor ao vencimento do respectivo cargo em comissão,
mostrando-se válida a lei que submete os reajustes de
remuneração aos critérios das revisões gerais dos vencimentos
do funcionalismo. Precedentes. 3. Agravo regimental
improvido” (AI n 460.098/PE-ED, Segunda Turma, Relatora a
Ministra Ellen Gracie, DJe de 11/12/09).
“RECURSO. Extraordinário. Provimento. Servidor
público. Militar. Vencimentos. Adicional de inatividade.
Supressão. Possibilidade. Não há direito adquirido do servidor
público estatutário à inalterabilidade do regime jurídico
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 756281 ED / RJ
pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual
modificação introduzida por ato legislativo superveniente
preserve o montante global da remuneração e, em
conseqüência, não provoque decesso de caráter pecuniário. No
mesmo sentido: RMS n 21.587, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Segunda Turma, DJ de 11.04.97; AI n 685.866 – AgR, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 21.5.2009;
AI n 622.012 – AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira
Turma, DJe de 11.11.2008” (AI n 609.997/DF-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 12/3/09);
“Servidor público estadual: 'estabilidade financeira': é
legítimo que por lei superveniente o cálculo da vantagem seja
desvinculado da remuneração atribuída aos cargos ou funções
em razão do exercício dos quais se dera a incorporação,
hipótese em que a jurisprudência do Supremo Tribunal não
reconhece a existência de direito adquirido dos titulares de tal
vantagem ao regime remuneratório anterior se, conforme a
espécie, for feito para o futuro e respeitada a garantia da
irredutibilidade de vencimentos. Precedentes’ (Recurso Extraordinário n
455.041/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07).
Por fim, ressalto que a análise da natureza da gratificação ora em
debate, se possui natureza de reajuste geral ou de vantagem pessoal, para
fins de extensão aos agravantes, não prescinde do exame da citada
legislação local, o que é inadmissível em recurso extraordinário,
consoante dispõe a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal.
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 756281 ED / RJ
pertinente à composição dos vencimentos, desde que a eventual
modificação introduzida por ato legislativo superveniente
preserve o montante global da remuneração e, em
conseqüência, não provoque decesso de caráter pecuniário. No
mesmo sentido: RMS n 21.587, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA,
Segunda Turma, DJ de 11.04.97; AI n 685.866 – AgR, Rel. Min.
RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, DJe de 21.5.2009;
AI n 622.012 – AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira
Turma, DJe de 11.11.2008” (AI n 609.997/DF-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 12/3/09);
“Servidor público estadual: 'estabilidade financeira': é
legítimo que por lei superveniente o cálculo da vantagem seja
desvinculado da remuneração atribuída aos cargos ou funções
em razão do exercício dos quais se dera a incorporação,
hipótese em que a jurisprudência do Supremo Tribunal não
reconhece a existência de direito adquirido dos titulares de tal
vantagem ao regime remuneratório anterior se, conforme a
espécie, for feito para o futuro e respeitada a garantia da
irredutibilidade de vencimentos. Precedentes’ (Recurso Extraordinário n
455.041/AM-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Sepúlveda Pertence, DJ de 10/8/07).
Por fim, ressalto que a análise da natureza da gratificação ora em
debate, se possui natureza de reajuste geral ou de vantagem pessoal, para
fins de extensão aos agravantes, não prescinde do exame da citada
legislação local, o que é inadmissível em recurso extraordinário,
consoante dispõe a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal.
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1...
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 756.281
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
EMBTE.(S) : ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : DETRAN/RJ - DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos
de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1...
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 756281 ED / RJ",
"ARE 756281 ED / RJ",
"ARE 756281 ED / RJ",
"Recurso Extraordinário n 563 . 965 / RN",
"ARE 756281 ED / RJ",
"Recurso Extraordinário n 563 . 965 / RN",
"ARE 756281 ED / RJ",
"AI n 486 . 548 / RJ - AgR",
"ARE 756281 ED / RJ",
"AI n 486 . 548 /",
"ARE 756281 ED / RJ",
"Recurso Extraordinário n 294 . 009 / PE - AgR",
"ARE 756281 ED / RJ",
"Recurso Extraordinário n 294 . 009 / PE - AgR",
"ARE 756281",
"Recurso Extraordinário n 563 . 965 / RN",
"ARE n 741 . 299 / PE - AgR",
"ARE 756281 ED / RJ",
"Recurso Extraordinário n 563 . 965 / RN",
"ARE n 741 . 299 / PE - AgR",
"ARE 756281 ED /",
"ARE n 705 . 702 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 233 . 958",
"AI 465 . 090 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 494 . 628 / AM - AgR",
"ARE 756281 ED / RJ",
"ARE n 705 . 702 / RJ - AgR",
"Recurso Extraordinário 233 . 958",
"AI 465 . 090 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 494 . 628 / AM - AgR",
"ARE 756281 ED / RJ",
"Recurso Extraordinário n 575 . 197 / AM - AgR - AgR",
"AI n 460 . 098 / PE - ED",
"ARE 756281 ED / RJ",
"Recurso Extraordinário n 575 . 197 / AM - AgR - AgR",
"AI n 460 . 098 / PE - ED",
"ARE 756281 ED / RJ",
"RMS n 21 . 587",
"AI n 685 . 866 – AgR",
"AI n 622 . 012 – AgR",
"AI n 609 . 997 / DF - AgR",
"Recurso Extraordinário n 455 . 041 / AM - AgR",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 756281",
"RMS n 21 . 587",
"AI n 685 . 866 – AgR",
"AI n 622 . 012 – AgR",
"AI n 609 . 997 / DF - AgR",
"Recurso Extraordinário n 455 . 041 / AM - AgR",
"Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . e 37 , caput , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . e 37 , caput , da Constituição Federal",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001",
"Lei Complementar n . 203 / 2001",
"Constituição da República de 1988",
"Decreto Municipal no 4 . 062 / 89",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI COMPLEMENTAR N . 203 / 2001",
"Lei Complementar n . 203 / 2001",
"Constituição da República de 1988",
"Decreto Municipal no 4 . 062 / 89",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n 4 . 781 / 06",
"Lei n 4 . 781 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei estadual n 4 . 781 / 06",
"Lei n 4 . 781 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 4781 / 2006",
"Lei 4 . 781 / 2006",
"Lei 4 . 781 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 4781 / 2006",
"Lei 4 . 781 / 2006",
"Lei 4 . 781 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"LEI 11 . 200 / 95",
"Lei Complementar 13 / 95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"LEI 11 . 200 / 95",
"Lei Complementar 13 / 95",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"Estado do Rio Grande do Norte",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE",
"Estado do Rio Grande do Norte",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO AMAZONAS",
"ESTADO DO AMAZONAS",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DETRAN",
"/",
"RJ",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DETRAN",
"/",
"RJ",
"DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO",
"Décima Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Detran",
"/",
"RJ",
"DETRAN",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DETRAN",
"/",
"RJ",
"DEPERTAMENTO DE TRÂNSITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Décima Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Detran",
"/",
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"DETRAN",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Detran",
"Detran",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Detran",
"Detran",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Segunda Turma",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
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"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
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"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma",
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"-",
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"-",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DETRAN",
"/",
"RJ",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA",
"JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"Altair Tavares de Oliveira",
"DIAS TOFFOLI",
"ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA",
"JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR",
"DIAS TOFFOLI",
"Altair Tavares de Oliveira",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen",
"2",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen",
"2",
"Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Cezar Peluso",
"Cezar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Altair Tavares de Oliveira",
"Nilcea Maria de Lima Moreira",
"Terezinha de Fátima de Jesus Moreira",
"DIAS TOFFOLI",
"Altair Tavares de Oliveira",
"Nilcea Maria de Lima Moreira",
"Terezinha de Fátima de Jesus Moreira",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Ayres Britto",
"Gilmar Mendes",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Ayres Britto",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"MAURÍCIO CORRÊA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA",
"JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"ALTAIR TAVARES DE OLIVEIRA",
"JORGE ÁLVARO DA SILVA BRAGA JÚNIOR",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"11 de fevereiro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"11 de fevereiro de 2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"6",
"/",
"05",
"25",
"/",
"6",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"6",
"/",
"05",
"25",
"/",
"6",
"/",
"04",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"8",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"7",
"/",
"13",
"17",
".",
"09",
".",
"99",
"3",
"/",
"11",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"7",
"/",
"13",
"17",
".",
"09",
".",
"99",
"3",
"/",
"11",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"10",
"/",
"10",
"11",
"/",
"12",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"10",
"/",
"10",
"11",
"/",
"12",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"04",
".",
"97",
"21",
".",
"5",
".",
"2009",
"11",
".",
"11",
".",
"2008",
"12",
"/",
"3",
"/",
"09",
"10",
"/",
"8",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"04",
".",
"97",
"21",
".",
"5",
".",
"2009",
"11",
".",
"11",
".",
"2008",
"12",
"/",
"3",
"/",
"09",
"10",
"/",
"8",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTÔNIO
ORÁCIO
GOMES
DA
ROSA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Energia
elétrica. Acidente. Dano. Dever de indenizar. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. A Corte de origem concluiu, com base na legislação
infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que
restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil,
bem como que a agravante tinha o dever de indenizar os agravados por
danos morais e estéticos, em razão de acidente ocasionado pela
inobservância das normas técnicas de segurança às quais a agravante,
concessionária de serviço público de eletricidade, está submetida.
2. Não se presta o recurso extraordinário à analise de legislação
infraconstitucional e ao reexame de fatos e provas. Incidência das
Súmulas nºs 636 e 279/STF.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854828.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
ARE 758533 AGR / RS
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTÔNIO
ORÁCIO
GOMES
DA
ROSA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rio Grande Energia S/A interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo
37, § 6º, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Nona
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande
do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL.
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS,
ESTÉTICOS E MATERIAIS. RESPONSABILIDADE
OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO
PÚBLICO. ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
e ART. 14 E 22 DO CDC. INOBSERVÂNCIAS DOS
PADRÕES TÉCNICOS. DISTÂNCIA MÍNIMA ENTRE A
EDIFICAÇÃO E A REDE ELÉTRICA. FATOS
CONSTITUTIVOS DO DIREITO DOS AUTORES
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTÔNIO
ORÁCIO
GOMES
DA
ROSA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rio Grande Energia S/A interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo
37, § 6º, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Nona
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande
do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL.
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS,
ESTÉTICOS E MATERIAIS. RESPONSABILIDADE
OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO
PÚBLICO. ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
e ART. 14 E 22 DO CDC. INOBSERVÂNCIAS DOS
PADRÕES TÉCNICOS. DISTÂNCIA MÍNIMA ENTRE A
EDIFICAÇÃO E A REDE ELÉTRICA. FATOS
CONSTITUTIVOS DO DIREITO DOS AUTORES
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Relatório
ARE 758533 AGR / RS
COMPROVADOS. INEXISTÊNCIA DE CONTRAPROVA.
ÔNUS DA RÉ. AGIR CULPOSO CONFIGURADO.
POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO DOS DANOS
MORAIS E ESTÉTICOS. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA.
COMPENSAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA.
A prova produzida nos autos revela que a
demandada descumpriu as normas técnicas de segurança,
na medida em que a instalação da rede elétrica no imóvel
do autor estava fora dos padrões, pois não obedeceu a
distância mínima entre os condutores e o solo, razão por
que está configurado o agir culposo da concessionária por
omissão, de modo que é devido o dever de reparação civil.
Os danos morais referem-se à violação dos direitos
relativos à dignidade humana, resultantes do próprio fato
danoso, que, no caso, foi extremamente grave; são danos
in re ipsa, que independem de comprovação efetiva,
bastando a prova do fato, sendo, os danos, daí
decorrentes, motivo pelo qual os autores fazem jus à
indenização a esse título.
Possibilidade de cumulação dos danos morais e
estéticos (Súmula nº 387 do STJ).
Danos estéticos. Prejuízos estéticos devidamente
demonstrados, em decorrência do infortúnio, que deixou
o autor com severa deformidade física.
Danos materiais. Não restando comprovado
satisfatoriamente que o demandante tivesse reduzida sua
capacidade laboral, em virtude do evento danoso, impõe-
se o desacolhimento do pleito de danos materiais.
Sucumbência recíproca caracterizada, na proporção
de 30% aos autores e 70% à demandada, restando
suspensa a sua exigibilidade em relação à parte-autora,
por ser beneficiária da gratuidade da justiça.
Compensação da verba honorária (Súmula nº 306 do STJ).
Apelação parcialmente provida. Unânime’.
Houve embargos declaratórios, rejeitados.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
COMPROVADOS. INEXISTÊNCIA DE CONTRAPROVA.
ÔNUS DA RÉ. AGIR CULPOSO CONFIGURADO.
POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO DOS DANOS
MORAIS E ESTÉTICOS. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA.
COMPENSAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA.
A prova produzida nos autos revela que a
demandada descumpriu as normas técnicas de segurança,
na medida em que a instalação da rede elétrica no imóvel
do autor estava fora dos padrões, pois não obedeceu a
distância mínima entre os condutores e o solo, razão por
que está configurado o agir culposo da concessionária por
omissão, de modo que é devido o dever de reparação civil.
Os danos morais referem-se à violação dos direitos
relativos à dignidade humana, resultantes do próprio fato
danoso, que, no caso, foi extremamente grave; são danos
in re ipsa, que independem de comprovação efetiva,
bastando a prova do fato, sendo, os danos, daí
decorrentes, motivo pelo qual os autores fazem jus à
indenização a esse título.
Possibilidade de cumulação dos danos morais e
estéticos (Súmula nº 387 do STJ).
Danos estéticos. Prejuízos estéticos devidamente
demonstrados, em decorrência do infortúnio, que deixou
o autor com severa deformidade física.
Danos materiais. Não restando comprovado
satisfatoriamente que o demandante tivesse reduzida sua
capacidade laboral, em virtude do evento danoso, impõe-
se o desacolhimento do pleito de danos materiais.
Sucumbência recíproca caracterizada, na proporção
de 30% aos autores e 70% à demandada, restando
suspensa a sua exigibilidade em relação à parte-autora,
por ser beneficiária da gratuidade da justiça.
Compensação da verba honorária (Súmula nº 306 do STJ).
Apelação parcialmente provida. Unânime’.
Houve embargos declaratórios, rejeitados.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
ARE 758533 AGR / RS
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
acórdão atacado, no que tange aos fatos ensejadores dos danos
morais e à responsabilidade da recorrente em indenizá-los,
baseou seu convencimento a partir do conjunto probatório que
permeia a lide. Nesse caso, para acolher a pretensão da
recorrente e ultrapassar o entendimento da instância de origem,
seria necessário o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. art. 37, §
6º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE
CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do STF. I
- A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne
à alegada ofensa ao art. 37, § 6º, da Constituição, encontra
óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes do STF. II -
Agravo regimental improvido’ (RE nº 484.277/SE-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJ de 7/12/07).
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
acórdão atacado, no que tange aos fatos ensejadores dos danos
morais e à responsabilidade da recorrente em indenizá-los,
baseou seu convencimento a partir do conjunto probatório que
permeia a lide. Nesse caso, para acolher a pretensão da
recorrente e ultrapassar o entendimento da instância de origem,
seria necessário o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. art. 37, §
6º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE
CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do STF. I
- A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne
à alegada ofensa ao art. 37, § 6º, da Constituição, encontra
óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes do STF. II -
Agravo regimental improvido’ (RE nº 484.277/SE-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJ de 7/12/07).
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Relatório
ARE 758533 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL
CIVIL E CONSUMIDOR. AÇÃO ANULATÓRIA.
INDENIZAÇÃO. INTERRUPÇÃO DE FORNECIMENTO
DE ÁGUA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL SUSCITADA. SÚMULAS
N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE nº 704.133-AgR/SP, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 9/11/12).
‘RE: descabimento: debate relativo à existência de
nexo de causalidade a justificar indenização por dano
material e moral, que reclama o reexame de fatos e provas:
incidência da Súmula 279’ (AI nº 359.016/DF-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
DJ de 7/5/04).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS . AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE
PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI nº 675.414/SC-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/08).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega a agravante a violação dos arts. 22, inciso IV e 175, incisos I e
II, da Constituição Federal.
Assevera que não incide no caso o óbice da Súmula nº 279/STF.
Aduz, in verbis, que
“[a]s matérias devolvidas por meio do Recurso
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL
CIVIL E CONSUMIDOR. AÇÃO ANULATÓRIA.
INDENIZAÇÃO. INTERRUPÇÃO DE FORNECIMENTO
DE ÁGUA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL SUSCITADA. SÚMULAS
N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE nº 704.133-AgR/SP, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 9/11/12).
‘RE: descabimento: debate relativo à existência de
nexo de causalidade a justificar indenização por dano
material e moral, que reclama o reexame de fatos e provas:
incidência da Súmula 279’ (AI nº 359.016/DF-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
DJ de 7/5/04).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS . AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE
PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI nº 675.414/SC-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/08).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega a agravante a violação dos arts. 22, inciso IV e 175, incisos I e
II, da Constituição Federal.
Assevera que não incide no caso o óbice da Súmula nº 279/STF.
Aduz, in verbis, que
“[a]s matérias devolvidas por meio do Recurso
4
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Relatório
ARE 758533 AGR / RS
extraordinário ora interposto, são questões estritamente de
direito e, como tais, comportam a interposição de Recurso
Extraordinário.
Registre-se que as questões com relação às quais a
recorrente sucumbiu por ocasião do julgamento da apelação e
que envolviam matérias de fato e de prova não foram objeto do
Recurso Extraordinário.
Assim é que dúvidas não há quanto ao cabimento do
recurso extraordinário, vez que a incidência da Súmula 279, STF
deve ser afastada, pois no recurso extraordinário não se discute
a questão de reexame de provas e sim reexame de questão de
direito”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
extraordinário ora interposto, são questões estritamente de
direito e, como tais, comportam a interposição de Recurso
Extraordinário.
Registre-se que as questões com relação às quais a
recorrente sucumbiu por ocasião do julgamento da apelação e
que envolviam matérias de fato e de prova não foram objeto do
Recurso Extraordinário.
Assim é que dúvidas não há quanto ao cabimento do
recurso extraordinário, vez que a incidência da Súmula 279, STF
deve ser afastada, pois no recurso extraordinário não se discute
a questão de reexame de provas e sim reexame de questão de
direito”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Anote-se que a suposta violação dos arts. 22, inciso IV e 175, incisos
I e II, da Constituição Federal não foi suscitada na Corte de origem e
tampouco no recurso extraordinário, tratando-se, assim, de inovação
recursal manifesta em momento inoportuno.
Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se a presente de ação indenizatória por danos
morais, estéticos e materiais, na qual os autores, ora apelantes,
buscam reparação civil (...).
(…)
Com efeito, é incontroverso que, no dia 24 de agosto de
2002, por volta das 14h30min, o autor consertava o telhado da
casa de moradia do seu sítio, na localidade de Poço Fundo, no
interior do Município de Parobé/RS, quando acabou por
encostar na sua cabeça os condutores, causando-lhe lesões na
cabeça, por descarga elétrica, que resultou na fratura na parte
superior do seu crânio, arrancando-lhe a calota crâniana.
Assim, pelo exame do conjunto probatório, verifica-se a
existência de nexo causal entre o evento e a sequela apresentada
pelo autor, cujo acidente ocorreu em virtude da negligência da
concessionária, considerando que a rede de energia elétrica
estava em desacordo com as Normas Técnicas do RIC –
Regulamento de Instalações Consumidoras – da RGE e também
da ABNT (em alta tensão), uma vez que a rede de eletrificação
estava muito baixa, pois acabou por encostar na cabeça do autor
os condutores que estavam em distância inferior àquela
preconizada pelas normas técnicas (…).
(…)
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17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Anote-se que a suposta violação dos arts. 22, inciso IV e 175, incisos
I e II, da Constituição Federal não foi suscitada na Corte de origem e
tampouco no recurso extraordinário, tratando-se, assim, de inovação
recursal manifesta em momento inoportuno.
Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se a presente de ação indenizatória por danos
morais, estéticos e materiais, na qual os autores, ora apelantes,
buscam reparação civil (...).
(…)
Com efeito, é incontroverso que, no dia 24 de agosto de
2002, por volta das 14h30min, o autor consertava o telhado da
casa de moradia do seu sítio, na localidade de Poço Fundo, no
interior do Município de Parobé/RS, quando acabou por
encostar na sua cabeça os condutores, causando-lhe lesões na
cabeça, por descarga elétrica, que resultou na fratura na parte
superior do seu crânio, arrancando-lhe a calota crâniana.
Assim, pelo exame do conjunto probatório, verifica-se a
existência de nexo causal entre o evento e a sequela apresentada
pelo autor, cujo acidente ocorreu em virtude da negligência da
concessionária, considerando que a rede de energia elétrica
estava em desacordo com as Normas Técnicas do RIC –
Regulamento de Instalações Consumidoras – da RGE e também
da ABNT (em alta tensão), uma vez que a rede de eletrificação
estava muito baixa, pois acabou por encostar na cabeça do autor
os condutores que estavam em distância inferior àquela
preconizada pelas normas técnicas (…).
(…)
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 758533 AGR / RS
Afora isso, no caso sub judice igualmente aplica-se o
Código de Defesa do Consumidor, especialmente o seu art. 14,
que serve para amparar o entendimento de que é objetiva a
responsabilidade da demandada.
(...)
Da mesma forma, incide na espécie o disposto no art. 22
do CDC (…).”
É certo que a Corte de origem concluiu, com base na legislação
infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que
restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil,
bem como que a agravante tinha o dever de indenizar os agravados por
danos morais e estéticos, em razão de acidente ocasionado pela
inobservância das normas técnicas de segurança às quais a agravante,
concessionária de serviço público de eletricidade, está submetida.
Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a
legislação infraconstitucional aplicável ao caso, bem como reexaminar o
conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSO
CIVIL. DANOS DECORRENTES DE CORTE DE ENERGIA
ELÉTRICA. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE
DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO
JÁ
CARREADO
AOS
AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O
requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que
inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de
matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem,
incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal.
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ARE 758533 AGR / RS
Afora isso, no caso sub judice igualmente aplica-se o
Código de Defesa do Consumidor, especialmente o seu art. 14,
que serve para amparar o entendimento de que é objetiva a
responsabilidade da demandada.
(...)
Da mesma forma, incide na espécie o disposto no art. 22
do CDC (…).”
É certo que a Corte de origem concluiu, com base na legislação
infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que
restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil,
bem como que a agravante tinha o dever de indenizar os agravados por
danos morais e estéticos, em razão de acidente ocasionado pela
inobservância das normas técnicas de segurança às quais a agravante,
concessionária de serviço público de eletricidade, está submetida.
Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a
legislação infraconstitucional aplicável ao caso, bem como reexaminar o
conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSO
CIVIL. DANOS DECORRENTES DE CORTE DE ENERGIA
ELÉTRICA. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE
DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO
JÁ
CARREADO
AOS
AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O
requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que
inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de
matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem,
incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 758533 AGR / RS
2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não
enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145-AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n.
482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11;
AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma,
DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário . 4. É que o
recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido
deu parcial provimento ao recurso inominado da ora recorrente
para o fim de afastar a revelia decretada, e manteve a
condenação a título de perdas e danos. 6. Agravo Regimental
desprovido” (ARE nº 639.652/SP-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Luiz Fux, DJe de 20/6/12).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
– PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões
recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º,
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé”
3
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ARE 758533 AGR / RS
2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não
enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145-AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n.
482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11;
AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma,
DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário . 4. É que o
recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido
deu parcial provimento ao recurso inominado da ora recorrente
para o fim de afastar a revelia decretada, e manteve a
condenação a título de perdas e danos. 6. Agravo Regimental
desprovido” (ARE nº 639.652/SP-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Luiz Fux, DJe de 20/6/12).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
– PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões
recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º,
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé”
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 758533 AGR / RS
(ARE nº 642.717/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Marco Aurélio, DJe de 1º/6/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL
DE
CONCESSSIONÁRIA
DE
SERVIÇO
PÚBLICO.
FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. SUSPENSÃO
ARBITRÁRIA. DANO MORAL. ENUNCIADOS 279, 282 E 356
DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI nº 821.672/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 28/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
(ARE nº 642.717/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Marco Aurélio, DJe de 1º/6/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL
DE
CONCESSSIONÁRIA
DE
SERVIÇO
PÚBLICO.
FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. SUSPENSÃO
ARBITRÁRIA. DANO MORAL. ENUNCIADOS 279, 282 E 356
DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI nº 821.672/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 28/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANTÔNIO ORÁCIO GOMES DA ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589292
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANTÔNIO ORÁCIO GOMES DA ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589292
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4871558
| 2013-09-17T00:00:00
| 2013-11-18T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 17.9.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Energia elétrica. Acidente. Dano. Dever de indenizar. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. A Corte de origem concluiu, com base na legislação infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil, bem como que a agravante tinha o dever de indenizar os agravados por danos morais e estéticos, em razão de acidente ocasionado pela inobservância das normas técnicas de segurança às quais a agravante, concessionária de serviço público de eletricidade, está submetida.
2. Não se presta o recurso extraordinário à analise de legislação infraconstitucional e ao reexame de fatos e provas. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur248523
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULAS 636 E 279)
ARE 639652 AgR (1ªT), ARE 642717 AgR (1ªT), AI 821672 AgR (2ªT).
Número de páginas: 12.
Análise: 28/11/2013, TIA.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
758533
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 758533 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANTÔNIO ORÁCIO GOMES DA ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTÔNIO
ORÁCIO
GOMES
DA
ROSA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
EMENTA
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Energia
elétrica. Acidente. Dano. Dever de indenizar. Legislação
infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas.
Impossibilidade. Precedentes.
1. A Corte de origem concluiu, com base na legislação
infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que
restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil,
bem como que a agravante tinha o dever de indenizar os agravados por
danos morais e estéticos, em razão de acidente ocasionado pela
inobservância das normas técnicas de segurança às quais a agravante,
concessionária de serviço público de eletricidade, está submetida.
2. Não se presta o recurso extraordinário à analise de legislação
infraconstitucional e ao reexame de fatos e provas. Incidência das
Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854828.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12
Ementa e Acórdão
ARE 758533 AGR / RS
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12
Relatório
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTÔNIO
ORÁCIO
GOMES
DA
ROSA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rio Grande Energia S/A interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo
37, § 6..., da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Nona
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande
do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL.
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS,
ESTÉTICOS E MATERIAIS. RESPONSABILIDADE
OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO
PÚBLICO. ART. 37, § 6..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
e ART. 14 E 22 DO CDC. INOBSERVÂNCIAS DOS
PADRÕES TÉCNICOS. DISTÂNCIA MÍNIMA ENTRE A
EDIFICAÇÃO E A REDE ELÉTRICA. FATOS
CONSTITUTIVOS DO DIREITO DOS AUTORES
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S)
:JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTÔNIO
ORÁCIO
GOMES
DA
ROSA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Rio Grande Energia S/A interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao
recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo
37, § 6..., da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Nona
Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande
do Sul, assim ementado:
‘APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL.
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS,
ESTÉTICOS E MATERIAIS. RESPONSABILIDADE
OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO
PÚBLICO. ART. 37, § 6..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
e ART. 14 E 22 DO CDC. INOBSERVÂNCIAS DOS
PADRÕES TÉCNICOS. DISTÂNCIA MÍNIMA ENTRE A
EDIFICAÇÃO E A REDE ELÉTRICA. FATOS
CONSTITUTIVOS DO DIREITO DOS AUTORES
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12
Relatório
ARE 758533 AGR / RS
COMPROVADOS. INEXISTÊNCIA DE CONTRAPROVA.
ÔNUS DA RÉ. AGIR CULPOSO CONFIGURADO.
POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO DOS DANOS
MORAIS E ESTÉTICOS. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA.
COMPENSAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA.
A prova produzida nos autos revela que a
demandada descumpriu as normas técnicas de segurança,
na medida em que a instalação da rede elétrica no imóvel
do autor estava fora dos padrões, pois não obedeceu a
distância mínima entre os condutores e o solo, razão por
que está configurado o agir culposo da concessionária por
omissão, de modo que é devido o dever de reparação civil.
Os danos morais referem-se à violação dos direitos
relativos à dignidade humana, resultantes do próprio fato
danoso, que, no caso, foi extremamente grave; são danos
in re ipsa, que independem de comprovação efetiva,
bastando a prova do fato, sendo, os danos, daí
decorrentes, motivo pelo qual os autores fazem jus à
indenização a esse título.
Possibilidade de cumulação dos danos morais e
estéticos (Súmula n 387 do Superior Tribunal de Justiça).
Danos estéticos. Prejuízos estéticos devidamente
demonstrados, em decorrência do infortúnio, que deixou
o autor com severa deformidade física.
Danos materiais. Não restando comprovado
satisfatoriamente que o demandante tivesse reduzida sua
capacidade laboral, em virtude do evento danoso, impõe-
se o desacolhimento do pleito de danos materiais.
Sucumbência recíproca caracterizada, na proporção
de 30% aos autores e 70% à demandada, restando
suspensa a sua exigibilidade em relação à parte-autora,
por ser beneficiária da gratuidade da justiça.
Compensação da verba honorária (Súmula n 306 do Superior Tribunal de Justiça).
Apelação parcialmente provida. Unânime’.
Houve embargos declaratórios, rejeitados.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
COMPROVADOS. INEXISTÊNCIA DE CONTRAPROVA.
ÔNUS DA RÉ. AGIR CULPOSO CONFIGURADO.
POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO DOS DANOS
MORAIS E ESTÉTICOS. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA.
COMPENSAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA.
A prova produzida nos autos revela que a
demandada descumpriu as normas técnicas de segurança,
na medida em que a instalação da rede elétrica no imóvel
do autor estava fora dos padrões, pois não obedeceu a
distância mínima entre os condutores e o solo, razão por
que está configurado o agir culposo da concessionária por
omissão, de modo que é devido o dever de reparação civil.
Os danos morais referem-se à violação dos direitos
relativos à dignidade humana, resultantes do próprio fato
danoso, que, no caso, foi extremamente grave; são danos
in re ipsa, que independem de comprovação efetiva,
bastando a prova do fato, sendo, os danos, daí
decorrentes, motivo pelo qual os autores fazem jus à
indenização a esse título.
Possibilidade de cumulação dos danos morais e
estéticos (Súmula n 387 do Superior Tribunal de Justiça).
Danos estéticos. Prejuízos estéticos devidamente
demonstrados, em decorrência do infortúnio, que deixou
o autor com severa deformidade física.
Danos materiais. Não restando comprovado
satisfatoriamente que o demandante tivesse reduzida sua
capacidade laboral, em virtude do evento danoso, impõe-
se o desacolhimento do pleito de danos materiais.
Sucumbência recíproca caracterizada, na proporção
de 30% aos autores e 70% à demandada, restando
suspensa a sua exigibilidade em relação à parte-autora,
por ser beneficiária da gratuidade da justiça.
Compensação da verba honorária (Súmula n 306 do Superior Tribunal de Justiça).
Apelação parcialmente provida. Unânime’.
Houve embargos declaratórios, rejeitados.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12
Relatório
ARE 758533 AGR / RS
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
acórdão atacado, no que tange aos fatos ensejadores dos danos
morais e à responsabilidade da recorrente em indenizá-los,
baseou seu convencimento a partir do conjunto probatório que
permeia a lide. Nesse caso, para acolher a pretensão da
recorrente e ultrapassar o entendimento da instância de origem,
seria necessário o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. art. 37, §
6... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE
CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do Supremo Tribunal Federal. I
- A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne
à alegada ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição, encontra
óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. II -
Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 484.277/SE-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJ de 7/12/07).
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de
6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade
do recurso por outra razão’.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
acórdão atacado, no que tange aos fatos ensejadores dos danos
morais e à responsabilidade da recorrente em indenizá-los,
baseou seu convencimento a partir do conjunto probatório que
permeia a lide. Nesse caso, para acolher a pretensão da
recorrente e ultrapassar o entendimento da instância de origem,
seria necessário o reexame das provas dos autos, o que não é
cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da
Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se:
‘CONSTITUCIONAL.
ADMINISTRATIVO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. art. 37, §
6... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE
CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. SÚMULA 279 do Supremo Tribunal Federal. I
- A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne
à alegada ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição, encontra
óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. II -
Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 484.277/SE-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo
Lewandowski, DJ de 7/12/07).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12
Relatório
ARE 758533 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL
CIVIL E CONSUMIDOR. AÇÃO ANULATÓRIA.
INDENIZAÇÃO. INTERRUPÇÃO DE FORNECIMENTO
DE ÁGUA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL SUSCITADA. SÚMULAS
N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE n 704.133-AgR/SP, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 9/11/12).
‘Recurso Extraordinário: descabimento: debate relativo à existência de
nexo de causalidade a justificar indenização por dano
material e moral, que reclama o reexame de fatos e provas:
incidência da Súmula 279’ (AI n 359.016/DF-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
DJ de 7/5/04).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS . AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE
PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI n 675.414/SC-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/08).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega a agravante a violação dos arts. 22, inciso IV e 175, incisos I e
II, da Constituição Federal.
Assevera que não incide no caso o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
Aduz, in verbis, que
“[a]s matérias devolvidas por meio do Recurso
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL
CIVIL E CONSUMIDOR. AÇÃO ANULATÓRIA.
INDENIZAÇÃO. INTERRUPÇÃO DE FORNECIMENTO
DE ÁGUA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA
MATÉRIA CONSTITUCIONAL SUSCITADA. SÚMULAS
N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (ARE n 704.133-AgR/SP, Relatora a
Ministra Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 9/11/12).
‘Recurso Extraordinário: descabimento: debate relativo à existência de
nexo de causalidade a justificar indenização por dano
material e moral, que reclama o reexame de fatos e provas:
incidência da Súmula 279’ (AI n 359.016/DF-AgR,
Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
DJ de 7/5/04).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS
MORAIS . AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE
PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI n 675.414/SC-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/08).
Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento
ao recurso extraordinário.
Publique-se.”
Alega a agravante a violação dos arts. 22, inciso IV e 175, incisos I e
II, da Constituição Federal.
Assevera que não incide no caso o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal.
Aduz, in verbis, que
“[a]s matérias devolvidas por meio do Recurso
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12
Relatório
ARE 758533 AGR / RS
extraordinário ora interposto, são questões estritamente de
direito e, como tais, comportam a interposição de Recurso
Extraordinário.
Registre-se que as questões com relação às quais a
recorrente sucumbiu por ocasião do julgamento da apelação e
que envolviam matérias de fato e de prova não foram objeto do
Recurso Extraordinário.
Assim é que dúvidas não há quanto ao cabimento do
recurso extraordinário, vez que a incidência da Súmula 279, Supremo Tribunal Federal
deve ser afastada, pois no recurso extraordinário não se discute
a questão de reexame de provas e sim reexame de questão de
direito”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
extraordinário ora interposto, são questões estritamente de
direito e, como tais, comportam a interposição de Recurso
Extraordinário.
Registre-se que as questões com relação às quais a
recorrente sucumbiu por ocasião do julgamento da apelação e
que envolviam matérias de fato e de prova não foram objeto do
Recurso Extraordinário.
Assim é que dúvidas não há quanto ao cabimento do
recurso extraordinário, vez que a incidência da Súmula 279, Supremo Tribunal Federal
deve ser afastada, pois no recurso extraordinário não se discute
a questão de reexame de provas e sim reexame de questão de
direito”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Anote-se que a suposta violação dos arts. 22, inciso IV e 175, incisos
I e II, da Constituição Federal não foi suscitada na Corte de origem e
tampouco no recurso extraordinário, tratando-se, assim, de inovação
recursal manifesta em momento inoportuno.
Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se a presente de ação indenizatória por danos
morais, estéticos e materiais, na qual os autores, ora apelantes,
buscam reparação civil (...).
(…)
Com efeito, é incontroverso que, no dia 24 de agosto de
2002, por volta das 14h30min, o autor consertava o telhado da
casa de moradia do seu sítio, na localidade de Poço Fundo, no
interior do Município de Parobé/RS, quando acabou por
encostar na sua cabeça os condutores, causando-lhe lesões na
cabeça, por descarga elétrica, que resultou na fratura na parte
superior do seu crânio, arrancando-lhe a calota crâniana.
Assim, pelo exame do conjunto probatório, verifica-se a
existência de nexo causal entre o evento e a sequela apresentada
pelo autor, cujo acidente ocorreu em virtude da negligência da
concessionária, considerando que a rede de energia elétrica
estava em desacordo com as Normas Técnicas do RIC –
Regulamento de Instalações Consumidoras – da RGE e também
da ABNT (em alta tensão), uma vez que a rede de eletrificação
estava muito baixa, pois acabou por encostar na cabeça do autor
os condutores que estavam em distância inferior àquela
preconizada pelas normas técnicas (…).
(…)
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533 RIO
GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
A irresignação não merece prosperar.
Anote-se que a suposta violação dos arts. 22, inciso IV e 175, incisos
I e II, da Constituição Federal não foi suscitada na Corte de origem e
tampouco no recurso extraordinário, tratando-se, assim, de inovação
recursal manifesta em momento inoportuno.
Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se a presente de ação indenizatória por danos
morais, estéticos e materiais, na qual os autores, ora apelantes,
buscam reparação civil (...).
(…)
Com efeito, é incontroverso que, no dia 24 de agosto de
2002, por volta das 14h30min, o autor consertava o telhado da
casa de moradia do seu sítio, na localidade de Poço Fundo, no
interior do Município de Parobé/RS, quando acabou por
encostar na sua cabeça os condutores, causando-lhe lesões na
cabeça, por descarga elétrica, que resultou na fratura na parte
superior do seu crânio, arrancando-lhe a calota crâniana.
Assim, pelo exame do conjunto probatório, verifica-se a
existência de nexo causal entre o evento e a sequela apresentada
pelo autor, cujo acidente ocorreu em virtude da negligência da
concessionária, considerando que a rede de energia elétrica
estava em desacordo com as Normas Técnicas do RIC –
Regulamento de Instalações Consumidoras – da RGE e também
da ABNT (em alta tensão), uma vez que a rede de eletrificação
estava muito baixa, pois acabou por encostar na cabeça do autor
os condutores que estavam em distância inferior àquela
preconizada pelas normas técnicas (…).
(…)
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 758533 AGR / RS
Afora isso, no caso sub judice igualmente aplica-se o
Código de Defesa do Consumidor, especialmente o seu art. 14,
que serve para amparar o entendimento de que é objetiva a
responsabilidade da demandada.
(...)
Da mesma forma, incide na espécie o disposto no art. 22
do CDC (…).”
É certo que a Corte de origem concluiu, com base na legislação
infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que
restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil,
bem como que a agravante tinha o dever de indenizar os agravados por
danos morais e estéticos, em razão de acidente ocasionado pela
inobservância das normas técnicas de segurança às quais a agravante,
concessionária de serviço público de eletricidade, está submetida.
Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a
legislação infraconstitucional aplicável ao caso, bem como reexaminar o
conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSO
CIVIL. DANOS DECORRENTES DE CORTE DE ENERGIA
ELÉTRICA. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE
DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO
JÁ
CARREADO
AOS
AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O
requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que
inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de
matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem,
incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
Afora isso, no caso sub judice igualmente aplica-se o
Código de Defesa do Consumidor, especialmente o seu art. 14,
que serve para amparar o entendimento de que é objetiva a
responsabilidade da demandada.
(...)
Da mesma forma, incide na espécie o disposto no art. 22
do CDC (…).”
É certo que a Corte de origem concluiu, com base na legislação
infraconstitucional pertinente e nos fatos e nas provas dos autos, que
restaram demonstrados os pressupostos legais da responsabilidade civil,
bem como que a agravante tinha o dever de indenizar os agravados por
danos morais e estéticos, em razão de acidente ocasionado pela
inobservância das normas técnicas de segurança às quais a agravante,
concessionária de serviço público de eletricidade, está submetida.
Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a
legislação infraconstitucional aplicável ao caso, bem como reexaminar o
conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso
extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido,
anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSO
CIVIL. DANOS DECORRENTES DE CORTE DE ENERGIA
ELÉTRICA. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE
DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL.
AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO
JÁ
CARREADO
AOS
AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O
requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que
inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de
matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem,
incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 758533 AGR / RS
2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não
enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145-AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n.
482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11;
AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma,
DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário . 4. É que o
recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido
deu parcial provimento ao recurso inominado da ora recorrente
para o fim de afastar a revelia decretada, e manteve a
condenação a título de perdas e danos. 6. Agravo Regimental
desprovido” (ARE n 639.652/SP-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Luiz Fux, DJe de 20/6/12).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
– PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões
recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2...,
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé”
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854826.
Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não
enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145-AgR,
Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n.
482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11;
AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma,
DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples
reexame de prova não cabe recurso extraordinário . 4. É que o
recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido
deu parcial provimento ao recurso inominado da ora recorrente
para o fim de afastar a revelia decretada, e manteve a
condenação a título de perdas e danos. 6. Agravo Regimental
desprovido” (ARE n 639.652/SP-AgR, Primeira Turma, Relator
o Ministro Luiz Fux, DJe de 20/6/12).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO
– PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE
SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a
matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A
configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O
procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se
diga do enquadramento do recurso extraordinário no
permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou
tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões
recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao
preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2...,
DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é
manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa
prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil,
arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé”
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ARE 758533 AGR / RS
(ARE n 642.717/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Marco Aurélio, DJe de 1.../6/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL
DE
CONCESSSIONÁRIA
DE
SERVIÇO
PÚBLICO.
FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. SUSPENSÃO
ARBITRÁRIA. DANO MORAL. ENUNCIADOS 279, 282 E 356
DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI n 821.672/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 28/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4854826.
Supremo Tribunal Federal
ARE 758533 AGR / RS
(ARE n 642.717/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro
Marco Aurélio, DJe de 1.../6/12).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE
CIVIL
DE
CONCESSSIONÁRIA
DE
SERVIÇO
PÚBLICO.
FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. SUSPENSÃO
ARBITRÁRIA. DANO MORAL. ENUNCIADOS 279, 282 E 356
DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI n 821.672/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o
Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 28/2/11).
Nego provimento ao agravo regimental.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12
Extrato de Ata - 17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANTÔNIO ORÁCIO GOMES DA ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1...
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589292
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758.533
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : RIO GRANDE ENERGIA S/A
ADV.(A/S) : JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANTÔNIO ORÁCIO GOMES DA ROSA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOEL VALMIR ZANOTELI E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1...
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589292
Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 758 . 533",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 758533 AGR / RS",
"ARE 758533 AGR / RS",
"ARE 758533 AGR / RS",
"Súmula n 387 do Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula n 306 do Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 758533 AGR / RS",
"Súmula n 387 do Superior Tribunal de Justiça",
"Súmula n 306 do Superior Tribunal de Justiça",
"ARE 758533 AGR / RS",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Súmula n 279 desta Corte",
"SÚMULA 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 484 . 277 / SE - AgR",
"ARE 758533",
"Súmula n 279 desta Corte",
"SÚMULA 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 484 . 277 / SE - AgR",
"ARE 758533 AGR / RS",
"SÚMULAS N . 282",
"ARE n 704 . 133 - AgR / SP",
"AI n 359 . 016 / DF - AgR",
"AI n 675 . 414 / SC - AgR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 758533 AGR / RS",
"SÚMULAS N . 282",
"ARE n 704 . 133 - AgR / SP",
"AI n 359 . 016 / DF - AgR",
"AI n 675 . 414 / SC - AgR",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 758533 AGR / RS",
"Súmula 279 , Supremo Tribunal Federal",
"ARE 758533 AGR / RS",
"Súmula 279 , Supremo Tribunal Federal",
"ARE 758533",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 758533 AGR / RS",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 758533 AGR / RS",
"AI n . 738 . 145 - AgR",
"AI n . 482 . 317 - AgR",
"AI n . 646 . 103 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 639 . 652 / SP - AgR",
"ARE 758533 AGR / RS",
"AI n . 738 . 145 - AgR",
"AI n . 482 . 317 - AgR",
"AI n . 646 . 103 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE n 639 . 652 / SP - AgR",
"ARE 758533 AGR / RS",
"ARE n 642 . 717 / RS - AgR",
"AI n 821 . 672 / SP - AgR",
"ARE 758533 AGR / RS",
"ARE n 642 . 717 / RS - AgR",
"ENUNCIADOS 279 , 282",
"AI n 821 . 672 / SP - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"ART . 37 , § 6 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"ART . 14 E 22 DO CDC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal",
"ART . 37 , § 6 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"ART . 14 E 22 DO CDC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"art . 37 , § 6 . . . , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 22 , inciso IV e 175 , incisos I e II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 22 , inciso IV e 175 , incisos I e II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 22 , inciso IV e 175 , incisos I e II , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 22 , inciso IV e 175 , incisos I e II , da Constituição Federal",
"Regulamento",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Defesa do Consumidor",
"art . 22 do CDC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Defesa do Consumidor",
"art . 22 do CDC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Poço Fundo",
"Município de Parobé / RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Poço Fundo",
"Município de Parobé / RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"RIO GRANDE ENERGIA S / A",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"RIO GRANDE ENERGIA S / A",
"Rio Grande Energia S / A",
"Nona Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"RIO GRANDE ENERGIA S / A",
"Rio Grande Energia S / A",
"Nona Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Tribunal Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"RGE",
"ABNT",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"RGE",
"ABNT",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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".",
". . Turma",
"2",
".",
". . Turma",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"RIO GRANDE ENERGIA S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"RIO GRANDE ENERGIA S / A",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO",
"ANTÔNIO ORÁCIO GOMES DA ROSA",
"JOEL VALMIR ZANOTELI",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO",
"ANTÔNIO ORÁCIO GOMES DA ROSA",
"JOEL VALMIR ZANOTELI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO",
"ANTÔNIO ORÁCIO GOMES DA ROSA",
"JOEL VALMIR ZANOTELI",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Luiz Fux",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"Joaquim Barbosa",
"Marco Aurélio",
"Joaquim Barbosa",
"DIAS TOFFOLI",
"JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO",
"ANTÔNIO ORÁCIO GOMES DA ROSA",
"JOEL VALMIR ZANOTELI",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"JOSÉ EDGARD DA CUNHA BUENO FILHO",
"ANTÔNIO ORÁCIO GOMES DA ROSA",
"JOEL VALMIR ZANOTELI",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"7",
"/",
"12",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"7",
"/",
"12",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"11",
"/",
"12",
"7",
"/",
"5",
"/",
"04",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
"/",
"11",
"/",
"12",
"7",
"/",
"5",
"/",
"04",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24 de agosto de 2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24 de agosto de 2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"02",
".",
"11",
"15",
".",
"03",
".",
"11",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"20",
"/",
"6",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"02",
".",
"11",
"15",
".",
"03",
".",
"11",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"20",
"/",
"6",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"6",
"/",
"12",
"28",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"6",
"/",
"12",
"28",
"/",
"2",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:LUIS
CESÁRIO
DE
MIRANDA
MARQUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
PROMOÇÃO. MILITAR QUE PARTICIPOU DE CURSO DE
APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS DO CORPO DE BOMBEIROS
NA CONDIÇÃO DE “SUB JUDICE”. REPROVAÇÃO. REAPRECIAÇÃO
DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS
AUTOS.
SÚMULA
279/STF.
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL.
Recurso que não ataca em parte a decisão agravada, no que
consignou a ausência de prequestionamento da alegada violação ao art.
5º, II, da Constituição.
Hipótese, ademais, em que para dissentir do entendimento firmado
pelo Tribunal de origem é preciso nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos. Nessas condições, incide a Súmula
279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 762254 AGR / RJ
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762254 AGR / RJ
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:LUIS
CESÁRIO
DE
MIRANDA
MARQUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática em
que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário,
pelos seguintes fundamentos (fls. 220/1):
“Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão
que negou seguimento a recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado (fl. 143):
‘APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO ADMINISTRATIVO.
AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER PELO RITO
ORDINÁRIO. CANDIDATO IMPEDIDO DE SE
INSCREVER NO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE
SARGENTOS DO CORPO DE BOMBEIROS, EM RAZÃO
DA INCLUSÃO DE SEU NOME NA RELAÇÃO DE SUB
JUDICE. APESAR DE TER OCORRIDO A EXTINÇÃO DA
PUNIBILIDADE. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA
QUE SE MANTÉM. A MATRÍCULA NO CURSO DE
APERFEIÇOAMENTO
DE
SARGENTOS
(CAS)
CONFIGURA-SE MERA EXPECTATIVA DE DIREITO E
NÃO DIREITO ADQUIRIDO. RECORRENTE QUE NÃO
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17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:LUIS
CESÁRIO
DE
MIRANDA
MARQUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática em
que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário,
pelos seguintes fundamentos (fls. 220/1):
“Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão
que negou seguimento a recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado (fl. 143):
‘APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO ADMINISTRATIVO.
AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER PELO RITO
ORDINÁRIO. CANDIDATO IMPEDIDO DE SE
INSCREVER NO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE
SARGENTOS DO CORPO DE BOMBEIROS, EM RAZÃO
DA INCLUSÃO DE SEU NOME NA RELAÇÃO DE SUB
JUDICE. APESAR DE TER OCORRIDO A EXTINÇÃO DA
PUNIBILIDADE. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA
QUE SE MANTÉM. A MATRÍCULA NO CURSO DE
APERFEIÇOAMENTO
DE
SARGENTOS
(CAS)
CONFIGURA-SE MERA EXPECTATIVA DE DIREITO E
NÃO DIREITO ADQUIRIDO. RECORRENTE QUE NÃO
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Relatório
ARE 762254 AGR / RJ
LOGROU DEMONSTRAR OS DEMAIS REQUISITOS
AUTORIZADORES DA PROMOÇÃO PRETENDIDA,
DENTRE OS QUAIS A EXISTÊNCIA DE VAGA
DISPONÍVEL, QUANDO DA CIÊNCIA PELA
ADMINISTRAÇÃO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DO REQUERENTE. AUTOR-RECORRENTE NÃO
APROVADO NO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE
SARGENTOS SEGUINTE (2007). DESPROVIMENTO DO
RECURSO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente sustenta violação ao
art. 5º, II e XXXVI, da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob o fundamento de que incide, na hipótese, a
Súmula 279/STF.
O agravo não pode ser provido. De início, anoto que a
alegada ofensa ao art. 5°, II, não foi apreciada pelo acórdão
impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios
para suprir eventual omissão. Nesse ponto, portanto, o recurso
extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e
356/STF).
O recurso tampouco deve ser conhecido quanto à alegação
de ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Carta. No caso, o acórdão
recorrido afirmou que “o apelante não demonstrou a existência de
vagas, ou seja, não comprovou que mesmo se não houvesse o
impedimento relativo à listagem ‘sub judice’, o mesmo teria êxito em
obter uma das vagas disponíveis”(fl. 145). Nota-se que não há
questão de direito intertemporal a ser examinada. Com efeito, o
recorrente pretende tão somente rever a conclusão do acórdão
recorrido, o que dependeria de uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante nos autos, providência
inviável, nesta sede, nos termos da Súmula 279/STF.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário. ”
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762254 AGR / RJ
LOGROU DEMONSTRAR OS DEMAIS REQUISITOS
AUTORIZADORES DA PROMOÇÃO PRETENDIDA,
DENTRE OS QUAIS A EXISTÊNCIA DE VAGA
DISPONÍVEL, QUANDO DA CIÊNCIA PELA
ADMINISTRAÇÃO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DO REQUERENTE. AUTOR-RECORRENTE NÃO
APROVADO NO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE
SARGENTOS SEGUINTE (2007). DESPROVIMENTO DO
RECURSO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente sustenta violação ao
art. 5º, II e XXXVI, da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob o fundamento de que incide, na hipótese, a
Súmula 279/STF.
O agravo não pode ser provido. De início, anoto que a
alegada ofensa ao art. 5°, II, não foi apreciada pelo acórdão
impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios
para suprir eventual omissão. Nesse ponto, portanto, o recurso
extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e
356/STF).
O recurso tampouco deve ser conhecido quanto à alegação
de ofensa ao art. 5º, XXXVI, da Carta. No caso, o acórdão
recorrido afirmou que “o apelante não demonstrou a existência de
vagas, ou seja, não comprovou que mesmo se não houvesse o
impedimento relativo à listagem ‘sub judice’, o mesmo teria êxito em
obter uma das vagas disponíveis”(fl. 145). Nota-se que não há
questão de direito intertemporal a ser examinada. Com efeito, o
recorrente pretende tão somente rever a conclusão do acórdão
recorrido, o que dependeria de uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante nos autos, providência
inviável, nesta sede, nos termos da Súmula 279/STF.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário. ”
2
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Relatório
ARE 762254 AGR / RJ
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário.
Afirma, em síntese, que o recurso preenche todos os requisitos legais para
a sua admissibilidade.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762254 AGR / RJ
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário.
Afirma, em síntese, que o recurso preenche todos os requisitos legais para
a sua admissibilidade.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
De início, note-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso
extraordinário com relação ao art. 5º, II, da Constituição, por falta de
prequestionamento (incidência das Súmulas 282 e 356/STF). Essa questão
não foi enfrentada pelo agravante, que dedica a maior parte de sua
petição à tentativa de afastar a aplicação da Súmula 279/STF. A decisão
agravada, nesse ponto, permanece incólume.
Quanto ao mais, tal como constatado na decisão monocrática, o
recorrente pretende tão somente rever a conclusão do acórdão recorrido,
que desproveu o recurso do ora agravante sob os seguintes fundamentos
(fl. 145):
“(...) o apelante não demonstrou a existência de vagas, ou
seja, não comprovou que mesmo se não houvesse o
impedimento relativo à listagem ‘sub judice’, o mesmo teria
êxito em obter uma das vagas disponíveis.
Ressalta-se, como bem observou o douto Magistrado ‘a
quo’ que na r. Sentença de fls. 96/98, que uma das exigências
para a promoção de 2° e 1° Sargentos é a conclusão do Curso de
Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), todavia, no caso de o
candidato não possui o referido curso, deve o mesmo
matricular-se no Curso seguinte.
Ora, verifica-se dos elementos constantes dos autos, que o
apelante foi matriculado no Curso de Aperfeiçoamento de
Sargentos (CAS), ou seja, o mesmo para o qual pleiteia o
presente provimento jurisdicional, porém o mesmo foi
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17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
De início, note-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso
extraordinário com relação ao art. 5º, II, da Constituição, por falta de
prequestionamento (incidência das Súmulas 282 e 356/STF). Essa questão
não foi enfrentada pelo agravante, que dedica a maior parte de sua
petição à tentativa de afastar a aplicação da Súmula 279/STF. A decisão
agravada, nesse ponto, permanece incólume.
Quanto ao mais, tal como constatado na decisão monocrática, o
recorrente pretende tão somente rever a conclusão do acórdão recorrido,
que desproveu o recurso do ora agravante sob os seguintes fundamentos
(fl. 145):
“(...) o apelante não demonstrou a existência de vagas, ou
seja, não comprovou que mesmo se não houvesse o
impedimento relativo à listagem ‘sub judice’, o mesmo teria
êxito em obter uma das vagas disponíveis.
Ressalta-se, como bem observou o douto Magistrado ‘a
quo’ que na r. Sentença de fls. 96/98, que uma das exigências
para a promoção de 2° e 1° Sargentos é a conclusão do Curso de
Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), todavia, no caso de o
candidato não possui o referido curso, deve o mesmo
matricular-se no Curso seguinte.
Ora, verifica-se dos elementos constantes dos autos, que o
apelante foi matriculado no Curso de Aperfeiçoamento de
Sargentos (CAS), ou seja, o mesmo para o qual pleiteia o
presente provimento jurisdicional, porém o mesmo foi
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 762254 AGR / RJ
reprovado em razão de ausência a uma das avaliações (fls. 66/68
e 83).
Nesse diapasão, restou demonstrado que o apelante teve
nova oportunidade oferecida pela Corporação, tendo se
matriculado no Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS),
porém não logrou êxito em ser aprovado.”
Desse modo, observa-se que,para dissentir do entendimento
firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos
fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável nesta
sede, nos termos da Súmula 279/STF, in verbis:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762254 AGR / RJ
reprovado em razão de ausência a uma das avaliações (fls. 66/68
e 83).
Nesse diapasão, restou demonstrado que o apelante teve
nova oportunidade oferecida pela Corporação, tendo se
matriculado no Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS),
porém não logrou êxito em ser aprovado.”
Desse modo, observa-se que,para dissentir do entendimento
firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos
fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável nesta
sede, nos termos da Súmula 279/STF, in verbis:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : LUIS CESÁRIO DE MIRANDA MARQUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589299
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : LUIS CESÁRIO DE MIRANDA MARQUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589299
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4822415
| 2013-09-17T00:00:00
| 2013-11-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 17.9.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROMOÇÃO. MILITAR QUE PARTICIPOU DE CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS DO CORPO DE BOMBEIROS NA CONDIÇÃO DE “SUB JUDICE”. REPROVAÇÃO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
Recurso que não ataca em parte a decisão agravada, no que consignou a ausência de prequestionamento da alegada violação ao art. 5º, II, da Constituição.
Hipótese, ademais, em que para dissentir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem é preciso nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos. Nessas condições, incide a Súmula 279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur247400
|
Número de páginas: 8.
Análise: 22/11/2013, BRU.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
762254
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 762254 AgR
|
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AGTE.(S) : ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : LUIS CESÁRIO DE MIRANDA MARQUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
|
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Ementa e Acórdão
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:LUIS
CESÁRIO
DE
MIRANDA
MARQUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
PROMOÇÃO. MILITAR QUE PARTICIPOU DE CURSO DE
APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS DO CORPO DE BOMBEIROS
NA CONDIÇÃO DE “SUB JUDICE”. REPROVAÇÃO. REAPRECIAÇÃO
DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS
AUTOS.
SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal.
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL.
Recurso que não ataca em parte a decisão agravada, no que
consignou a ausência de prequestionamento da alegada violação ao art.
5..., II, da Constituição.
Hipótese, ademais, em que para dissentir do entendimento firmado
pelo Tribunal de origem é preciso nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos. Nessas condições, incide a Súmula
279/Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 762254 AGR / RJ
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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ARE 762254 AGR / RJ
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:LUIS
CESÁRIO
DE
MIRANDA
MARQUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática em
que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário,
pelos seguintes fundamentos (fls. 220/1):
“Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão
que negou seguimento a recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado (fl. 143):
‘APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO ADMINISTRATIVO.
AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER PELO RITO
ORDINÁRIO. CANDIDATO IMPEDIDO DE SE
INSCREVER NO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE
SARGENTOS DO CORPO DE BOMBEIROS, EM RAZÃO
DA INCLUSÃO DE SEU NOME NA RELAÇÃO DE SUB
JUDICE. APESAR DE TER OCORRIDO A EXTINÇÃO DA
PUNIBILIDADE. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA
QUE SE MANTÉM. A MATRÍCULA NO CURSO DE
APERFEIÇOAMENTO
DE
SARGENTOS
(CAS)
CONFIGURA-SE MERA EXPECTATIVA DE DIREITO E
NÃO DIREITO ADQUIRIDO. RECORRENTE QUE NÃO
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17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:LUIS
CESÁRIO
DE
MIRANDA
MARQUES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática em
que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário,
pelos seguintes fundamentos (fls. 220/1):
“Trata-se de agravo de instrumento cujo objeto é decisão
que negou seguimento a recurso extraordinário interposto
contra acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio
de Janeiro, assim ementado (fl. 143):
‘APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO ADMINISTRATIVO.
AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER PELO RITO
ORDINÁRIO. CANDIDATO IMPEDIDO DE SE
INSCREVER NO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE
SARGENTOS DO CORPO DE BOMBEIROS, EM RAZÃO
DA INCLUSÃO DE SEU NOME NA RELAÇÃO DE SUB
JUDICE. APESAR DE TER OCORRIDO A EXTINÇÃO DA
PUNIBILIDADE. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA
QUE SE MANTÉM. A MATRÍCULA NO CURSO DE
APERFEIÇOAMENTO
DE
SARGENTOS
(CAS)
CONFIGURA-SE MERA EXPECTATIVA DE DIREITO E
NÃO DIREITO ADQUIRIDO. RECORRENTE QUE NÃO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 762254 AGR / RJ
LOGROU DEMONSTRAR OS DEMAIS REQUISITOS
AUTORIZADORES DA PROMOÇÃO PRETENDIDA,
DENTRE OS QUAIS A EXISTÊNCIA DE VAGA
DISPONÍVEL, QUANDO DA CIÊNCIA PELA
ADMINISTRAÇÃO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DO REQUERENTE. AUTOR-RECORRENTE NÃO
APROVADO NO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE
SARGENTOS SEGUINTE (2007). DESPROVIMENTO DO
RECURSO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente sustenta violação ao
art. 5..., II e XXXVI, da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob o fundamento de que incide, na hipótese, a
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
O agravo não pode ser provido. De início, anoto que a
alegada ofensa ao art. 5..., II, não foi apreciada pelo acórdão
impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios
para suprir eventual omissão. Nesse ponto, portanto, o recurso
extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal).
O recurso tampouco deve ser conhecido quanto à alegação
de ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Carta. No caso, o acórdão
recorrido afirmou que “o apelante não demonstrou a existência de
vagas, ou seja, não comprovou que mesmo se não houvesse o
impedimento relativo à listagem ‘sub judice’, o mesmo teria êxito em
obter uma das vagas disponíveis”(fl. 145). Nota-se que não há
questão de direito intertemporal a ser examinada. Com efeito, o
recorrente pretende tão somente rever a conclusão do acórdão
recorrido, o que dependeria de uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante nos autos, providência
inviável, nesta sede, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário. ”
2
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ARE 762254 AGR / RJ
LOGROU DEMONSTRAR OS DEMAIS REQUISITOS
AUTORIZADORES DA PROMOÇÃO PRETENDIDA,
DENTRE OS QUAIS A EXISTÊNCIA DE VAGA
DISPONÍVEL, QUANDO DA CIÊNCIA PELA
ADMINISTRAÇÃO DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DO REQUERENTE. AUTOR-RECORRENTE NÃO
APROVADO NO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE
SARGENTOS SEGUINTE (2007). DESPROVIMENTO DO
RECURSO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente sustenta violação ao
art. 5..., II e XXXVI, da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob o fundamento de que incide, na hipótese, a
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
O agravo não pode ser provido. De início, anoto que a
alegada ofensa ao art. 5..., II, não foi apreciada pelo acórdão
impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios
para suprir eventual omissão. Nesse ponto, portanto, o recurso
extraordinário carece de prequestionamento (Súmulas 282 e
356/Supremo Tribunal Federal).
O recurso tampouco deve ser conhecido quanto à alegação
de ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Carta. No caso, o acórdão
recorrido afirmou que “o apelante não demonstrou a existência de
vagas, ou seja, não comprovou que mesmo se não houvesse o
impedimento relativo à listagem ‘sub judice’, o mesmo teria êxito em
obter uma das vagas disponíveis”(fl. 145). Nota-se que não há
questão de direito intertemporal a ser examinada. Com efeito, o
recorrente pretende tão somente rever a conclusão do acórdão
recorrido, o que dependeria de uma nova apreciação dos fatos e
do material probatório constante nos autos, providência
inviável, nesta sede, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário. ”
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Relatório
ARE 762254 AGR / RJ
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário.
Afirma, em síntese, que o recurso preenche todos os requisitos legais para
a sua admissibilidade.
É o relatório.
3
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ARE 762254 AGR / RJ
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário.
Afirma, em síntese, que o recurso preenche todos os requisitos legais para
a sua admissibilidade.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
De início, note-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso
extraordinário com relação ao art. 5..., II, da Constituição, por falta de
prequestionamento (incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Essa questão
não foi enfrentada pelo agravante, que dedica a maior parte de sua
petição à tentativa de afastar a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A decisão
agravada, nesse ponto, permanece incólume.
Quanto ao mais, tal como constatado na decisão monocrática, o
recorrente pretende tão somente rever a conclusão do acórdão recorrido,
que desproveu o recurso do ora agravante sob os seguintes fundamentos
(fl. 145):
“(...) o apelante não demonstrou a existência de vagas, ou
seja, não comprovou que mesmo se não houvesse o
impedimento relativo à listagem ‘sub judice’, o mesmo teria
êxito em obter uma das vagas disponíveis.
Ressalta-se, como bem observou o douto Magistrado ‘a
quo’ que na r. Sentença de fls. 96/98, que uma das exigências
para a promoção de 2... e 1... Sargentos é a conclusão do Curso de
Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), todavia, no caso de o
candidato não possui o referido curso, deve o mesmo
matricular-se no Curso seguinte.
Ora, verifica-se dos elementos constantes dos autos, que o
apelante foi matriculado no Curso de Aperfeiçoamento de
Sargentos (CAS), ou seja, o mesmo para o qual pleiteia o
presente provimento jurisdicional, porém o mesmo foi
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17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
De início, note-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso
extraordinário com relação ao art. 5..., II, da Constituição, por falta de
prequestionamento (incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). Essa questão
não foi enfrentada pelo agravante, que dedica a maior parte de sua
petição à tentativa de afastar a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A decisão
agravada, nesse ponto, permanece incólume.
Quanto ao mais, tal como constatado na decisão monocrática, o
recorrente pretende tão somente rever a conclusão do acórdão recorrido,
que desproveu o recurso do ora agravante sob os seguintes fundamentos
(fl. 145):
“(...) o apelante não demonstrou a existência de vagas, ou
seja, não comprovou que mesmo se não houvesse o
impedimento relativo à listagem ‘sub judice’, o mesmo teria
êxito em obter uma das vagas disponíveis.
Ressalta-se, como bem observou o douto Magistrado ‘a
quo’ que na r. Sentença de fls. 96/98, que uma das exigências
para a promoção de 2... e 1... Sargentos é a conclusão do Curso de
Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), todavia, no caso de o
candidato não possui o referido curso, deve o mesmo
matricular-se no Curso seguinte.
Ora, verifica-se dos elementos constantes dos autos, que o
apelante foi matriculado no Curso de Aperfeiçoamento de
Sargentos (CAS), ou seja, o mesmo para o qual pleiteia o
presente provimento jurisdicional, porém o mesmo foi
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 762254 AGR / RJ
reprovado em razão de ausência a uma das avaliações (fls. 66/68
e 83).
Nesse diapasão, restou demonstrado que o apelante teve
nova oportunidade oferecida pela Corporação, tendo se
matriculado no Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS),
porém não logrou êxito em ser aprovado.”
Desse modo, observa-se que,para dissentir do entendimento
firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos
fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável nesta
sede, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 762254 AGR / RJ
reprovado em razão de ausência a uma das avaliações (fls. 66/68
e 83).
Nesse diapasão, restou demonstrado que o apelante teve
nova oportunidade oferecida pela Corporação, tendo se
matriculado no Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS),
porém não logrou êxito em ser aprovado.”
Desse modo, observa-se que,para dissentir do entendimento
firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos
fatos e do material probatório constantes dos autos, o que é inviável nesta
sede, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : LUIS CESÁRIO DE MIRANDA MARQUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1...
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589299
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762.254
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ROBERTO GALDINO DOS SANTOS
ADV.(A/S) : LUIS CESÁRIO DE MIRANDA MARQUES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1...
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589299
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 762 . 254",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 762254",
"ARE 762254",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 762254",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 762254 AGR / RJ",
"ARE 762254 AGR",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 762254 AGR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 762254 AGR / RJ",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 762 . 254"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 5 . . . , II , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , II e XXXVI , da Constituição",
"art . 5 . . . , II",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Carta",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , II e XXXVI , da Constituição",
"art",
"art . 5 . . . , XXXVI , da Carta",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , II , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , II , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CORPO",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RJ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro",
"CORPO DE BOMBEIROS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro",
"CORPO DE BOMBEIROS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"RJ",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO GALDINO DOS SANTOS",
"LUIS CESÁRIO DE MIRANDA MARQUES",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
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"LUIS CESÁRIO DE MIRANDA MARQUES",
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"ROBERTO GALDINO DOS SANTOS",
"LUIS CESÁRIO DE MIRANDA MARQUES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO GALDINO DOS SANTOS",
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"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
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"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO GALDINO DOS SANTOS",
"LUIS CESÁRIO DE MIRANDA MARQUES",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
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"TEMPO": [
"17",
"/",
"09",
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"2013",
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"/",
"2001",
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"24",
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"08",
"/",
"2001",
"17 de setembro de 2013",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"09",
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"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"09",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"2007",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"17",
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"9",
".",
"2013",
"24",
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"08",
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"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S)
:ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO
ESTADO POR ATO DO PODER JUDICIÁRIO. AUTOR DA AÇÃO PRESO
EM FLAGRANTE. POSTERIOR ANULAÇÃO DO PROCESSO EM
RAZÃO DE ILICITUDE DE PROVA DECLARADA PELO STF. ERRO
JUDICIÁRIO NÃO CONFIGURADO. SÚMULA 279/STF.
Para dissentir da solução conferida pelo Tribunal de origem à
controvérsia, relativa à ocorrência, ou não, de erro judiciário, faz-se
necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constantes dos autos (incidência da Súmula 279/STF).
O Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento de que a
responsabilidade civil objetiva do Estado não alcança os atos judicias
praticados de forma regular, salvo nos casos expressamente declarados
em lei. Precedentes.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557452.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
RE 479108 AGR / RS
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento,
justificadamente, o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557452.
Supremo Tribunal Federal
RE 479108 AGR / RS
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento,
justificadamente, o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S)
:ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Min. Ayres Britto, relator originário do feito, que negou seguimento ao
recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da
Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região, que negou ao recorrente o direito à
indenização, por entender que a condenação criminal, no caso,
não resultara de erro judiciário.
2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação ao inciso
LXXV do art. 5º e ao § 6º do art. 37 da Carta Magna de 1988.
3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer da lavra do Subprocurador-Geral Paulo de Tarso Braz
Lucas, opina pelo desprovimento do apelo extremo.
4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso
porque, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente
(e, em consequência, assentar que “houve equívoco das
instâncias inferiores e o equívoco é idêntico ao erro judiciário” e
que o arquivamento do inquérito policial, no caso,
“corresponde a uma demonstração de inocência” - fls. 385),
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557453.
Supremo Tribunal Federal
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S)
:ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Min. Ayres Britto, relator originário do feito, que negou seguimento ao
recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da
Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região, que negou ao recorrente o direito à
indenização, por entender que a condenação criminal, no caso,
não resultara de erro judiciário.
2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação ao inciso
LXXV do art. 5º e ao § 6º do art. 37 da Carta Magna de 1988.
3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer da lavra do Subprocurador-Geral Paulo de Tarso Braz
Lucas, opina pelo desprovimento do apelo extremo.
4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso
porque, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente
(e, em consequência, assentar que “houve equívoco das
instâncias inferiores e o equívoco é idêntico ao erro judiciário” e
que o arquivamento do inquérito policial, no caso,
“corresponde a uma demonstração de inocência” - fls. 385),
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557453.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
RE 479108 AGR / RS
seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos, providência vedada pela Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao art.
21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. ”
A parte agravante reitera as alegações deduzidas no recurso
extraordinário, sustentando que não incide, no caso, a Súmula 279/STF.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557453.
Supremo Tribunal Federal
RE 479108 AGR / RS
seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos, providência vedada pela Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao art.
21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. ”
A parte agravante reitera as alegações deduzidas no recurso
extraordinário, sustentando que não incide, no caso, a Súmula 279/STF.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo regimental não pode ser provido. De início, ressalte-se que,
nos termos do art. 5º, LXXV, da Constituição Federal, as hipóteses de erro
judiciário e de prisão por prazo superior ao fixado na sentença podem
ensejar a responsabilidade objetiva do Estado. No caso, o recorrente,
preso em flagrante por crime inafiançável (tráfico internacional de
entorpecentes), permaneceu em cárcere durante todo o curso do processo
penal, sendo posto em liberdade após ordem concedida pelo Supremo
Tribunal Federal, em sede de habeas corpus, tendo em vista a ilicitude da
escuta telefônica. O acórdão contra o qual se insurge o recurso
extraordinário assentou a inexistência de erro judiciário na hipótese,
tendo em conta que não restou comprovada a inocência do recorrente,
nem o dolo ou a culpa do magistrado prolator da sentença. Veja-se o
seguinte trecho conclusivo do voto condutor do acórdão recorrido (fl.
364):
“O fato de o STF ter declarado a ilicitude da escuta
telefônica que levou ao flagrante, sob o entendimento de que o
dispositivo constitucional que a previa não era autoaplicável,
levando a nulidade de todo o processo, não pode ser entendido
como erro judiciário.
Não houve erro judiciário por falha do mecanismo
persecutório, apenas sentença que interpretou a lei de maneira
diversa da Suprema Corte, o que é perfeitamente lícito. Além
disso, não restou comprovada a inocência do apelante, bem
como culpa ou dolo por parte do juiz prolator da sentença.”
Diante desse quadro, tal como constatou a decisão recorrida, para
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Supremo Tribunal Federal
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo regimental não pode ser provido. De início, ressalte-se que,
nos termos do art. 5º, LXXV, da Constituição Federal, as hipóteses de erro
judiciário e de prisão por prazo superior ao fixado na sentença podem
ensejar a responsabilidade objetiva do Estado. No caso, o recorrente,
preso em flagrante por crime inafiançável (tráfico internacional de
entorpecentes), permaneceu em cárcere durante todo o curso do processo
penal, sendo posto em liberdade após ordem concedida pelo Supremo
Tribunal Federal, em sede de habeas corpus, tendo em vista a ilicitude da
escuta telefônica. O acórdão contra o qual se insurge o recurso
extraordinário assentou a inexistência de erro judiciário na hipótese,
tendo em conta que não restou comprovada a inocência do recorrente,
nem o dolo ou a culpa do magistrado prolator da sentença. Veja-se o
seguinte trecho conclusivo do voto condutor do acórdão recorrido (fl.
364):
“O fato de o STF ter declarado a ilicitude da escuta
telefônica que levou ao flagrante, sob o entendimento de que o
dispositivo constitucional que a previa não era autoaplicável,
levando a nulidade de todo o processo, não pode ser entendido
como erro judiciário.
Não houve erro judiciário por falha do mecanismo
persecutório, apenas sentença que interpretou a lei de maneira
diversa da Suprema Corte, o que é perfeitamente lícito. Além
disso, não restou comprovada a inocência do apelante, bem
como culpa ou dolo por parte do juiz prolator da sentença.”
Diante desse quadro, tal como constatou a decisão recorrida, para
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RE 479108 AGR / RS
dissentir da solução conferida pelo Tribunal de origem à controvérsia –
relativa à ocorrência, ou não, de erro judiciário – seria necessária uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes nos autos.
A hipótese, portanto, atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Ainda que fosse possível examinar o mérito do recurso, destaca-se
que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a
responsabilidade civil objetiva do Estado não alcança os atos judiciais
praticados de forma regular, salvo nos casos expressamente declarados
em lei. Nesse sentido, veja-se a ementa do RE 553.637-ED, julgado sob a
relatoria da Ministra Ellen Gracie:
“CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO
ESTADO. PRISÃO EM FLAGRANTE. ABSOLVIÇÃO POR
FALTA DE PROVAS. ART. 5º, LXXV, 2ª PARTE. ATOS
JURISDICIONAIS. FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279.
1.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal.
2.
O Supremo Tribunal já assentou que, salvo os
casos expressamente previstos em lei, a responsabilidade
objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes.
3.
Prisão em flagrante não se confunde com erro
judiciário a ensejar reparação nos termos da 2ª parte do inciso
LXXV do art. 5º da Constituição Federal.
4.
Incidência da Súmula STF 279 para concluir de
modo diverso da instância de origem.
5.
Inexistência de argumento capaz de infirmar o
entendimento adotado pela decisão agravada. Precedentes.
6.
Agravo regimental improvido.”
Precedentes no mesmo sentido: AI 803.831-AgR, Rel. Min. Dias
Toffoli; ARE 698.782-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; RE 429.518-AgR, Rel.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 479108 AGR / RS
dissentir da solução conferida pelo Tribunal de origem à controvérsia –
relativa à ocorrência, ou não, de erro judiciário – seria necessária uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes nos autos.
A hipótese, portanto, atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Ainda que fosse possível examinar o mérito do recurso, destaca-se
que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a
responsabilidade civil objetiva do Estado não alcança os atos judiciais
praticados de forma regular, salvo nos casos expressamente declarados
em lei. Nesse sentido, veja-se a ementa do RE 553.637-ED, julgado sob a
relatoria da Ministra Ellen Gracie:
“CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO
ESTADO. PRISÃO EM FLAGRANTE. ABSOLVIÇÃO POR
FALTA DE PROVAS. ART. 5º, LXXV, 2ª PARTE. ATOS
JURISDICIONAIS. FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279.
1.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal.
2.
O Supremo Tribunal já assentou que, salvo os
casos expressamente previstos em lei, a responsabilidade
objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes.
3.
Prisão em flagrante não se confunde com erro
judiciário a ensejar reparação nos termos da 2ª parte do inciso
LXXV do art. 5º da Constituição Federal.
4.
Incidência da Súmula STF 279 para concluir de
modo diverso da instância de origem.
5.
Inexistência de argumento capaz de infirmar o
entendimento adotado pela decisão agravada. Precedentes.
6.
Agravo regimental improvido.”
Precedentes no mesmo sentido: AI 803.831-AgR, Rel. Min. Dias
Toffoli; ARE 698.782-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; RE 429.518-AgR, Rel.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4557455.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RE 479108 AGR / RS
Min. Carlos Velloso; e RE 505.393, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 479108 AGR / RS
Min. Carlos Velloso; e RE 505.393, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S) : ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S) : ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4582364
| 2013-09-10T00:00:00
| 2013-09-27T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
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EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO POR ATO DO PODER JUDICIÁRIO. AUTOR DA AÇÃO PRESO EM FLAGRANTE. POSTERIOR ANULAÇÃO DO PROCESSO EM RAZÃO DE ILICITUDE DE PROVA DECLARADA PELO STF. ERRO JUDICIÁRIO NÃO CONFIGURADO. SÚMULA 279/STF.
Para dissentir da solução conferida pelo Tribunal de origem à controvérsia, relativa à ocorrência, ou não, de erro judiciário, faz-se necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (incidência da Súmula 279/STF).
O Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento de que a responsabilidade civil objetiva do Estado não alcança os atos judicias praticados de forma regular, salvo nos casos expressamente declarados em lei. Precedentes.
Agravo regimental a que se nega provimento.
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sjur243048
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO, ATOS JUDICIAIS)
RE 553637 ED (2ªT), AI 803831 AgR (1ªT), ARE 698782 AgR (2ªT), RE 429518 AgR (2ªT), RE 505393 (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 03/10/2013, BRU.
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ROBERTO BARROSO
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Primeira Turma
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479108
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[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
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acordaos
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RE 479108 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S) : ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S)
:ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO
ESTADO POR ATO DO PODER JUDICIÁRIO. AUTOR DA AÇÃO PRESO
EM FLAGRANTE. POSTERIOR ANULAÇÃO DO PROCESSO EM
RAZÃO DE ILICITUDE DE PROVA DECLARADA PELO Supremo Tribunal Federal. ERRO
JUDICIÁRIO NÃO CONFIGURADO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
Para dissentir da solução conferida pelo Tribunal de origem à
controvérsia, relativa à ocorrência, ou não, de erro judiciário, faz-se
necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório
constantes dos autos (incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal).
O Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento de que a
responsabilidade civil objetiva do Estado não alcança os atos judicias
praticados de forma regular, salvo nos casos expressamente declarados
em lei. Precedentes.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento,
justificadamente, o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento,
justificadamente, o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S)
:ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Min. Ayres Britto, relator originário do feito, que negou seguimento ao
recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da
Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 4... Região, que negou ao recorrente o direito à
indenização, por entender que a condenação criminal, no caso,
não resultara de erro judiciário.
2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação ao inciso
LXXV do art. 5... e ao § 6... do art. 37 da Carta Magna de 1988.
3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer da lavra do Subprocurador-Geral Paulo de Tarso Braz
Lucas, opina pelo desprovimento do apelo extremo.
4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso
porque, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente
(e, em consequência, assentar que “houve equívoco das
instâncias inferiores e o equívoco é idêntico ao erro judiciário” e
que o arquivamento do inquérito policial, no caso,
“corresponde a uma demonstração de inocência” - fls. 385),
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Supremo Tribunal Federal
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S)
:ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
RIO
GRANDE DO SUL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Min. Ayres Britto, relator originário do feito, que negou seguimento ao
recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário, interposto com
fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da
Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional
Federal da 4... Região, que negou ao recorrente o direito à
indenização, por entender que a condenação criminal, no caso,
não resultara de erro judiciário.
2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação ao inciso
LXXV do art. 5... e ao § 6... do art. 37 da Carta Magna de 1988.
3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em
parecer da lavra do Subprocurador-Geral Paulo de Tarso Braz
Lucas, opina pelo desprovimento do apelo extremo.
4. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso
porque, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente
(e, em consequência, assentar que “houve equívoco das
instâncias inferiores e o equívoco é idêntico ao erro judiciário” e
que o arquivamento do inquérito policial, no caso,
“corresponde a uma demonstração de inocência” - fls. 385),
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS
seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos, providência vedada pela Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao art.
21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. ”
A parte agravante reitera as alegações deduzidas no recurso
extraordinário, sustentando que não incide, no caso, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS
seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos
autos, providência vedada pela Súmula 279 do Supremo
Tribunal Federal.
Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao art.
21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. ”
A parte agravante reitera as alegações deduzidas no recurso
extraordinário, sustentando que não incide, no caso, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo regimental não pode ser provido. De início, ressalte-se que,
nos termos do art. 5..., LXXV, da Constituição Federal, as hipóteses de erro
judiciário e de prisão por prazo superior ao fixado na sentença podem
ensejar a responsabilidade objetiva do Estado. No caso, o recorrente,
preso em flagrante por crime inafiançável (tráfico internacional de
entorpecentes), permaneceu em cárcere durante todo o curso do processo
penal, sendo posto em liberdade após ordem concedida pelo Supremo
Tribunal Federal, em sede de habeas corpus, tendo em vista a ilicitude da
escuta telefônica. O acórdão contra o qual se insurge o recurso
extraordinário assentou a inexistência de erro judiciário na hipótese,
tendo em conta que não restou comprovada a inocência do recorrente,
nem o dolo ou a culpa do magistrado prolator da sentença. Veja-se o
seguinte trecho conclusivo do voto condutor do acórdão recorrido (fl.
364):
“O fato de o Supremo Tribunal Federal ter declarado a ilicitude da escuta
telefônica que levou ao flagrante, sob o entendimento de que o
dispositivo constitucional que a previa não era autoaplicável,
levando a nulidade de todo o processo, não pode ser entendido
como erro judiciário.
Não houve erro judiciário por falha do mecanismo
persecutório, apenas sentença que interpretou a lei de maneira
diversa da Suprema Corte, o que é perfeitamente lícito. Além
disso, não restou comprovada a inocência do apelante, bem
como culpa ou dolo por parte do juiz prolator da sentença.”
Diante desse quadro, tal como constatou a decisão recorrida, para
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Supremo Tribunal Federal
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo regimental não pode ser provido. De início, ressalte-se que,
nos termos do art. 5..., LXXV, da Constituição Federal, as hipóteses de erro
judiciário e de prisão por prazo superior ao fixado na sentença podem
ensejar a responsabilidade objetiva do Estado. No caso, o recorrente,
preso em flagrante por crime inafiançável (tráfico internacional de
entorpecentes), permaneceu em cárcere durante todo o curso do processo
penal, sendo posto em liberdade após ordem concedida pelo Supremo
Tribunal Federal, em sede de habeas corpus, tendo em vista a ilicitude da
escuta telefônica. O acórdão contra o qual se insurge o recurso
extraordinário assentou a inexistência de erro judiciário na hipótese,
tendo em conta que não restou comprovada a inocência do recorrente,
nem o dolo ou a culpa do magistrado prolator da sentença. Veja-se o
seguinte trecho conclusivo do voto condutor do acórdão recorrido (fl.
364):
“O fato de o Supremo Tribunal Federal ter declarado a ilicitude da escuta
telefônica que levou ao flagrante, sob o entendimento de que o
dispositivo constitucional que a previa não era autoaplicável,
levando a nulidade de todo o processo, não pode ser entendido
como erro judiciário.
Não houve erro judiciário por falha do mecanismo
persecutório, apenas sentença que interpretou a lei de maneira
diversa da Suprema Corte, o que é perfeitamente lícito. Além
disso, não restou comprovada a inocência do apelante, bem
como culpa ou dolo por parte do juiz prolator da sentença.”
Diante desse quadro, tal como constatou a decisão recorrida, para
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS
dissentir da solução conferida pelo Tribunal de origem à controvérsia –
relativa à ocorrência, ou não, de erro judiciário – seria necessária uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes nos autos.
A hipótese, portanto, atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Ainda que fosse possível examinar o mérito do recurso, destaca-se
que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a
responsabilidade civil objetiva do Estado não alcança os atos judiciais
praticados de forma regular, salvo nos casos expressamente declarados
em lei. Nesse sentido, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 553.637-ED, julgado sob a
relatoria da Ministra Ellen Gracie:
“CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO
ESTADO. PRISÃO EM FLAGRANTE. ABSOLVIÇÃO POR
FALTA DE PROVAS. ART. 5..., LXXV, 2... PARTE. ATOS
JURISDICIONAIS. FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279.
1.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal.
2.
O Supremo Tribunal já assentou que, salvo os
casos expressamente previstos em lei, a responsabilidade
objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes.
3.
Prisão em flagrante não se confunde com erro
judiciário a ensejar reparação nos termos da 2... parte do inciso
LXXV do art. 5... da Constituição Federal.
4.
Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279 para concluir de
modo diverso da instância de origem.
5.
Inexistência de argumento capaz de infirmar o
entendimento adotado pela decisão agravada. Precedentes.
6.
Agravo regimental improvido.”
Precedentes no mesmo sentido: AI 803.831-AgR, Rel. Min. Dias
Toffoli; ARE 698.782-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário 429.518-AgR, Rel.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS
dissentir da solução conferida pelo Tribunal de origem à controvérsia –
relativa à ocorrência, ou não, de erro judiciário – seria necessária uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes nos autos.
A hipótese, portanto, atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Ainda que fosse possível examinar o mérito do recurso, destaca-se
que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já assentou que a
responsabilidade civil objetiva do Estado não alcança os atos judiciais
praticados de forma regular, salvo nos casos expressamente declarados
em lei. Nesse sentido, veja-se a ementa do Recurso Extraordinário 553.637-ED, julgado sob a
relatoria da Ministra Ellen Gracie:
“CONSTITUCIONAL
E
ADMINISTRATIVO.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO
ESTADO. PRISÃO EM FLAGRANTE. ABSOLVIÇÃO POR
FALTA DE PROVAS. ART. 5..., LXXV, 2... PARTE. ATOS
JURISDICIONAIS. FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279.
1.
Embargos de declaração recebidos como agravo
regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal.
2.
O Supremo Tribunal já assentou que, salvo os
casos expressamente previstos em lei, a responsabilidade
objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes.
3.
Prisão em flagrante não se confunde com erro
judiciário a ensejar reparação nos termos da 2... parte do inciso
LXXV do art. 5... da Constituição Federal.
4.
Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279 para concluir de
modo diverso da instância de origem.
5.
Inexistência de argumento capaz de infirmar o
entendimento adotado pela decisão agravada. Precedentes.
6.
Agravo regimental improvido.”
Precedentes no mesmo sentido: AI 803.831-AgR, Rel. Min. Dias
Toffoli; ARE 698.782-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário 429.518-AgR, Rel.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS
Min. Carlos Velloso; e Recurso Extraordinário 505.393, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS
Min. Carlos Velloso; e Recurso Extraordinário 505.393, Rel. Min. Sepúlveda Pertence.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S) : ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 10.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479.108
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : LOURIVAL MUCILO TRAJANO
ADV.(A/S) : ALUISIO MARTINS
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 10.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555480
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479 . 108",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479 . 108",
"Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 479108",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479 . 108",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479 . 108",
"Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 553 . 637 - ED",
"AI 803 . 831 - AgR",
"ARE 698 . 782 - AgR",
"Recurso Extraordinário 429 . 518 - AgR",
"Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 553 . 637 - ED",
"AI 803 . 831 - AgR",
"ARE 698 . 782 - AgR",
"Recurso Extraordinário 429 . 518 - AgR",
"Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 505 . 393",
"Recurso Extraordinário 479108 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 505 . 393",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 479 . 108"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana",
"inciso LXXV do art . 5 . . .",
"Medida Provisória n 2 . 200 -",
"alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI /",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXXV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , LXXV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso LXXV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso LXXV do art . 5 . . . da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL",
"ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Tribunal Regional Federal da 4 .",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Suprema Corte",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Súmula",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"LOURIVAL",
"ALUISIO MARTINS",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LOURIVAL MUCILO TRAJANO",
"ALUISIO MARTINS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ayres Britto",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"ROBERTO BARROSO",
"LOURIVAL MUCILO TRAJANO",
"ALUISIO MARTINS",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ayres Britto",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Ellen Gracie",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"Carlos Velloso",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Sepúlveda Pertence",
"ROBERTO BARROSO",
"LOURIVAL MUCILO TRAJANO",
"ALUISIO MARTINS",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"LOURIVAL MUCILO TRAJANO",
"ALUISIO MARTINS",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"10",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
EMENTA:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL
CIVIL. ART. 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE
OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE
REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
REJEITADOS.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em rejeitar os embargos de
declaração, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4918309.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 1º de outubro de 2013, a Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal negou provimento ao agravo regimental no recurso
extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA
SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. DISCUSSÃO QUANTO À
APLICAÇÃO
DE
PERCENTUAL
DIVERSO
À
APOSENTADORIA INTEGRAL E À PROPORCIONAL:
AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”.
2. Intimada desse julgado em 5.11.2013, opõe a União, em 8.11.2013,
tempestivamente, embargos de declaração.
3. Alega a Embargante que “a omissão legislativa quanto à diferenciação
entre aposentadoria integral e proporcional decorre da própria intenção do
legislador que estabeleceu que tais gratificações não seriam extensíveis aos
inativos. Por certo, se a lei não determina tal extensão, consequentemente
também não irá prever qualquer forma de diferenciação entre a aposentadoria
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4918310.
Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 1º de outubro de 2013, a Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal negou provimento ao agravo regimental no recurso
extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA
SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. DISCUSSÃO QUANTO À
APLICAÇÃO
DE
PERCENTUAL
DIVERSO
À
APOSENTADORIA INTEGRAL E À PROPORCIONAL:
AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”.
2. Intimada desse julgado em 5.11.2013, opõe a União, em 8.11.2013,
tempestivamente, embargos de declaração.
3. Alega a Embargante que “a omissão legislativa quanto à diferenciação
entre aposentadoria integral e proporcional decorre da própria intenção do
legislador que estabeleceu que tais gratificações não seriam extensíveis aos
inativos. Por certo, se a lei não determina tal extensão, consequentemente
também não irá prever qualquer forma de diferenciação entre a aposentadoria
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Relatório
RE 761246 AGR-ED / RS
integral e proporcional. Nesse contexto, conclui-se primeiramente que a simples
omissão legislativa não implica o reconhecimento de que eventual ofensa à
Constituição seria meramente reflexa”.
Assevera que, “se a autora optou por ter proventos proporcionais ao tempo
de serviço, não tem a opção de, no cálculo de sua aposentadoria, ser utilizado o
critério da proporcionalidade apenas para o vencimento. Tal critério incidirá
sobre a remuneração, sendo a GDPST parte dela integrante. Dessa forma, sendo
proporcional sua aposentadoria, também o serão os parâmetros para o cálculo de
seus proventos”.
Requer sejam acolhidos os presentes embargos.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4918310.
Supremo Tribunal Federal
RE 761246 AGR-ED / RS
integral e proporcional. Nesse contexto, conclui-se primeiramente que a simples
omissão legislativa não implica o reconhecimento de que eventual ofensa à
Constituição seria meramente reflexa”.
Assevera que, “se a autora optou por ter proventos proporcionais ao tempo
de serviço, não tem a opção de, no cálculo de sua aposentadoria, ser utilizado o
critério da proporcionalidade apenas para o vencimento. Tal critério incidirá
sobre a remuneração, sendo a GDPST parte dela integrante. Dessa forma, sendo
proporcional sua aposentadoria, também o serão os parâmetros para o cálculo de
seus proventos”.
Requer sejam acolhidos os presentes embargos.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Embargante.
2. É pacífico o entendimento de que os embargos de declaração não
se prestam para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no
ponto em que esta tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos
moldes do art. 535 do Código de Processo Civil, o que não é o caso.
O exame da petição recursal é suficiente para constatar que não se
pretende provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso
ou contraditório, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado, para
fazer prevalecer a tese da Embargante.
3. Assim, a pretensão da Embargante é rediscutir a matéria. O
Supremo Tribunal assentou que são incabíveis os embargos de declaração
quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e
de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator
o Ministro Celso de Mello).
Nesse sentido:
“Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de
instrumento. Questões afastadas nos julgamentos anteriores. Não há
omissão, contradição ou obscuridade. Precedentes. 1. No julgamento
do recurso, as questões postas pela parte recorrente foram enfrentadas
adequadamente. Inexiste, portanto, quaisquer dos vícios do art. 535 do
Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração rejeitados” (AI
Supremo Tribunal Federal
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19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Embargante.
2. É pacífico o entendimento de que os embargos de declaração não
se prestam para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no
ponto em que esta tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos
moldes do art. 535 do Código de Processo Civil, o que não é o caso.
O exame da petição recursal é suficiente para constatar que não se
pretende provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso
ou contraditório, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado, para
fazer prevalecer a tese da Embargante.
3. Assim, a pretensão da Embargante é rediscutir a matéria. O
Supremo Tribunal assentou que são incabíveis os embargos de declaração
quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e
de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator
o Ministro Celso de Mello).
Nesse sentido:
“Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de
instrumento. Questões afastadas nos julgamentos anteriores. Não há
omissão, contradição ou obscuridade. Precedentes. 1. No julgamento
do recurso, as questões postas pela parte recorrente foram enfrentadas
adequadamente. Inexiste, portanto, quaisquer dos vícios do art. 535 do
Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração rejeitados” (AI
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
RE 761246 AGR-ED / RS
738.074-AgR-ED, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira
Turma, DJe 9.10.2012).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
OMISSÃO,
OBSCURIDADE
OU
CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS
INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do
art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - A embargante busca
tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de
declaração não constituem meio processual adequado para a reforma
do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo
em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III -
Embargos de declaração rejeitados” (RE 683.334-AgR-ED, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe
8.10.2012).
4. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração.
2
Supremo Tribunal Federal
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RE 761246 AGR-ED / RS
738.074-AgR-ED, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira
Turma, DJe 9.10.2012).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
OMISSÃO,
OBSCURIDADE
OU
CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS
INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do
art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - A embargante busca
tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de
declaração não constituem meio processual adequado para a reforma
do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo
em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III -
Embargos de declaração rejeitados” (RE 683.334-AgR-ED, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe
8.10.2012).
4. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4918311.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 19.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 19.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4926838
| 2013-11-19T00:00:00
| 2013-11-26T00:00:00
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A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 19.11.2013.
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EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
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EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ART. 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
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sjur249677
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- Acórdão(s) citado(s):
(EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, REDISCUSSÃO DE MATÉRIA)
AI 738074 AgR-ED (1ªT), RE 683334 AgR-ED (2ªT), RTJ 191/694.
Número de páginas: 6.
Análise: 09/12/2013, MAR.
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CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
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761246
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-AgR-ED
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acordaos
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RE 761246 AgR-ED
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[
""
] |
EMBTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
EMENTA:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL
CIVIL. ART. 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE
OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E OBSCURIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE
REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
REJEITADOS.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em rejeitar os embargos de
declaração, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4918309.
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Relatório
19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 1... de outubro de 2013, a Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal negou provimento ao agravo regimental no recurso
extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA
SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. DISCUSSÃO QUANTO À
APLICAÇÃO
DE
PERCENTUAL
DIVERSO
À
APOSENTADORIA INTEGRAL E À PROPORCIONAL:
AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”.
2. Intimada desse julgado em 5.11.2013, opõe a União, em 8.11.2013,
tempestivamente, embargos de declaração.
3. Alega a Embargante que “a omissão legislativa quanto à diferenciação
entre aposentadoria integral e proporcional decorre da própria intenção do
legislador que estabeleceu que tais gratificações não seriam extensíveis aos
inativos. Por certo, se a lei não determina tal extensão, consequentemente
também não irá prever qualquer forma de diferenciação entre a aposentadoria
Supremo Tribunal Federal
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19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246 RIO
GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S)
:LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S)
:ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora):
1. Em 1... de outubro de 2013, a Segunda Turma do Supremo Tribunal
Federal negou provimento ao agravo regimental no recurso
extraordinário:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO DE
DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA
SAÚDE E DO TRABALHO – GDPST. DISCUSSÃO QUANTO À
APLICAÇÃO
DE
PERCENTUAL
DIVERSO
À
APOSENTADORIA INTEGRAL E À PROPORCIONAL:
AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”.
2. Intimada desse julgado em 5.11.2013, opõe a União, em 8.11.2013,
tempestivamente, embargos de declaração.
3. Alega a Embargante que “a omissão legislativa quanto à diferenciação
entre aposentadoria integral e proporcional decorre da própria intenção do
legislador que estabeleceu que tais gratificações não seriam extensíveis aos
inativos. Por certo, se a lei não determina tal extensão, consequentemente
também não irá prever qualquer forma de diferenciação entre a aposentadoria
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Relatório
Recurso Extraordinário 761246 AGR-ED / RS
integral e proporcional. Nesse contexto, conclui-se primeiramente que a simples
omissão legislativa não implica o reconhecimento de que eventual ofensa à
Constituição seria meramente reflexa”.
Assevera que, “se a autora optou por ter proventos proporcionais ao tempo
de serviço, não tem a opção de, no cálculo de sua aposentadoria, ser utilizado o
critério da proporcionalidade apenas para o vencimento. Tal critério incidirá
sobre a remuneração, sendo a GDPST parte dela integrante. Dessa forma, sendo
proporcional sua aposentadoria, também o serão os parâmetros para o cálculo de
seus proventos”.
Requer sejam acolhidos os presentes embargos.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 761246 AGR-ED / RS
integral e proporcional. Nesse contexto, conclui-se primeiramente que a simples
omissão legislativa não implica o reconhecimento de que eventual ofensa à
Constituição seria meramente reflexa”.
Assevera que, “se a autora optou por ter proventos proporcionais ao tempo
de serviço, não tem a opção de, no cálculo de sua aposentadoria, ser utilizado o
critério da proporcionalidade apenas para o vencimento. Tal critério incidirá
sobre a remuneração, sendo a GDPST parte dela integrante. Dessa forma, sendo
proporcional sua aposentadoria, também o serão os parâmetros para o cálculo de
seus proventos”.
Requer sejam acolhidos os presentes embargos.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Embargante.
2. É pacífico o entendimento de que os embargos de declaração não
se prestam para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no
ponto em que esta tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos
moldes do art. 535 do Código de Processo Civil, o que não é o caso.
O exame da petição recursal é suficiente para constatar que não se
pretende provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso
ou contraditório, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado, para
fazer prevalecer a tese da Embargante.
3. Assim, a pretensão da Embargante é rediscutir a matéria. O
Supremo Tribunal assentou que são incabíveis os embargos de declaração
quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e
de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator
o Ministro Celso de Mello).
Nesse sentido:
“Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de
instrumento. Questões afastadas nos julgamentos anteriores. Não há
omissão, contradição ou obscuridade. Precedentes. 1. No julgamento
do recurso, as questões postas pela parte recorrente foram enfrentadas
adequadamente. Inexiste, portanto, quaisquer dos vícios do art. 535 do
Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração rejeitados” (AI
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SEGUNDA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Embargante.
2. É pacífico o entendimento de que os embargos de declaração não
se prestam para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no
ponto em que esta tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos
moldes do art. 535 do Código de Processo Civil, o que não é o caso.
O exame da petição recursal é suficiente para constatar que não se
pretende provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso
ou contraditório, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado, para
fazer prevalecer a tese da Embargante.
3. Assim, a pretensão da Embargante é rediscutir a matéria. O
Supremo Tribunal assentou que são incabíveis os embargos de declaração
quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade,
omissão ou contradição, vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e
de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator
o Ministro Celso de Mello).
Nesse sentido:
“Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de
instrumento. Questões afastadas nos julgamentos anteriores. Não há
omissão, contradição ou obscuridade. Precedentes. 1. No julgamento
do recurso, as questões postas pela parte recorrente foram enfrentadas
adequadamente. Inexiste, portanto, quaisquer dos vícios do art. 535 do
Código de Processo Civil. 2. Embargos de declaração rejeitados” (AI
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
Recurso Extraordinário 761246 AGR-ED / RS
738.074-AgR-ED, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira
Turma, DJe 9.10.2012).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
OMISSÃO,
OBSCURIDADE
OU
CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS
INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do
art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - A embargante busca
tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de
declaração não constituem meio processual adequado para a reforma
do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo
em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III -
Embargos de declaração rejeitados” (Recurso Extraordinário 683.334-AgR-ED, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe
8.10.2012).
4. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração.
2
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Recurso Extraordinário 761246 AGR-ED / RS
738.074-AgR-ED, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira
Turma, DJe 9.10.2012).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
AUSÊNCIA
DE
OMISSÃO,
OBSCURIDADE
OU
CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS
INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do
art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - A embargante busca
tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de
declaração não constituem meio processual adequado para a reforma
do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo
em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III -
Embargos de declaração rejeitados” (Recurso Extraordinário 683.334-AgR-ED, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe
8.10.2012).
4. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 19/11/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 19.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761.246
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
EMBTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
EMBDO.(A/S) : LOIVA BENICIA KREUZ
ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por votação unânime, rejeitou os embargos de
declaração, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 19.11.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761 . 246",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761 . 246",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761 . 246",
"Recurso Extraordinário 761246 AGR - ED / RS",
"Recurso Extraordinário 761246 AGR - ED / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761 . 246",
"RTJ 191 / 694 - 695",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761 . 246",
"RTJ 191 / 694 - 695",
"Recurso Extraordinário 761246 AGR - ED / RS 738 . 074 - AgR - ED",
"Recurso Extraordinário 683 . 334 - AgR - ED",
"Recurso Extraordinário 761246 AGR -",
"ED / RS 738 . 074 - AgR - ED",
"Recurso Extraordinário 683 . 334 - AgR - ED",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 761 . 246"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"art . 535 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"GDPST",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"GDPST",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"GDPST",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"GDPST",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LOIVA BENICIA KREUZ",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LOIVA BENICIA KREUZ",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LOIVA BENICIA KREUZ",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LOIVA BENICIA KREUZ",
"ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Odim Brandão Ferreira",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"19 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"1",
".",
". . de outubro de 2013",
"5",
".",
"11",
".",
"2013",
"8",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"1",
". . . de outubro de 2013",
"5",
".",
"11",
".",
"2013",
"8",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"10",
".",
"2012",
"8",
".",
"10",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"9",
".",
"10",
".",
"2012",
"8",
".",
"10",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"19",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
MANAUS
AGDO.(A/S)
:JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S)
:EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RAZÕES DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO
GERAL
DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL ALEGADA NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
DISSOCIADAS
DA
FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 279 E 284/STF.
O exposto na preliminar de repercussão geral não guarda
pertinência com os fundamentos do acórdão recorrido, nem com as
razões do recurso extraordinário. Incide, no ponto, a Súmula 284/STF. A
peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do
CPC. Precedente: RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski.
Ademais, a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos
fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599595.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
RE 592436 AGR / AM
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 592436 AGR / AM
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
MANAUS
AGDO.(A/S)
:JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S)
:EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição federal) contra acórdão do Tribunal de Justiça do
Estado do Amazonas que manteve a sentença que determinou a
reabilitação da concessão da aposentadoria por invalidez a
servidora municipal e o ressarcimento das parcelas atrasadas.
Nas razões do recurso extraordinário, o recorrente alega
violação ao disposto nos arts. 37, XVI, § 10; e 40 da Constituição
Federal, e 17 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.
Consigno inicialmente que se trata de apelo extraordinário
interposto de acórdão cuja publicação se verificou em data
posterior a 03.05.2007, portanto, quando já exigível a
demonstração formal da existência de repercussão geral da
questão constitucional invocada na peça recursal (cf. AI 664.567-
QO, rel. min. Sepúlveda Pertence).
No caso em exame, a decisão recorrida versou sobre a
possibilidade de acumulação de duas aposentadorias, e na
preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário o
recorrente tratou da questão referente à possibilidade de
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
MANAUS
AGDO.(A/S)
:JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S)
:EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição federal) contra acórdão do Tribunal de Justiça do
Estado do Amazonas que manteve a sentença que determinou a
reabilitação da concessão da aposentadoria por invalidez a
servidora municipal e o ressarcimento das parcelas atrasadas.
Nas razões do recurso extraordinário, o recorrente alega
violação ao disposto nos arts. 37, XVI, § 10; e 40 da Constituição
Federal, e 17 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.
Consigno inicialmente que se trata de apelo extraordinário
interposto de acórdão cuja publicação se verificou em data
posterior a 03.05.2007, portanto, quando já exigível a
demonstração formal da existência de repercussão geral da
questão constitucional invocada na peça recursal (cf. AI 664.567-
QO, rel. min. Sepúlveda Pertence).
No caso em exame, a decisão recorrida versou sobre a
possibilidade de acumulação de duas aposentadorias, e na
preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário o
recorrente tratou da questão referente à possibilidade de
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Relatório
RE 592436 AGR / AM
acumulação de proventos de aposentadoria com vencimentos
da atividade (fls. 250). Assim, verifico que a fundamentação da
preliminar de repercussão geral não guarda pertinência com o
decidido no acórdão impugnado. Impõe-se, pois, a aplicação da
Súmula 284 desta Corte.
Ademais, ainda que superado tal óbice, o recurso não
poderia ser admitido, pois o acórdão recorrido, ao confirmar a
sentença em todos os seus termos (fls. 245), manteve a
afirmação de acumulação lícita de proventos com pensão.
Impossível concluir de forma diversa sem a análise dos
conjunto probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao recurso.”
A parte agravante sustenta que “não visa a análise probatória, pois esta
já fora feita, apenas deseja que na questão seja aplicado o devido direito, com a
devida interpretação constitucional, da qual se assevera existir sua agressão
direta. E, quanto a item da repercussão geral, demonstrou-se nesse agravo que o
mesmo atende satisfatoriamente o regramento sobre o tema, nunca fugindo do
real litígio desta ação”.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 592436 AGR / AM
acumulação de proventos de aposentadoria com vencimentos
da atividade (fls. 250). Assim, verifico que a fundamentação da
preliminar de repercussão geral não guarda pertinência com o
decidido no acórdão impugnado. Impõe-se, pois, a aplicação da
Súmula 284 desta Corte.
Ademais, ainda que superado tal óbice, o recurso não
poderia ser admitido, pois o acórdão recorrido, ao confirmar a
sentença em todos os seus termos (fls. 245), manteve a
afirmação de acumulação lícita de proventos com pensão.
Impossível concluir de forma diversa sem a análise dos
conjunto probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao recurso.”
A parte agravante sustenta que “não visa a análise probatória, pois esta
já fora feita, apenas deseja que na questão seja aplicado o devido direito, com a
devida interpretação constitucional, da qual se assevera existir sua agressão
direta. E, quanto a item da repercussão geral, demonstrou-se nesse agravo que o
mesmo atende satisfatoriamente o regramento sobre o tema, nunca fugindo do
real litígio desta ação”.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436 AMAZONAS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
agravada, as razões apresentadas na preliminar de repercussão geral não
guardam pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido, nem
com as razões do recurso extraordinário. O acórdão recorrido tratou de
questão relativa à possibilidade de acumulação de duas aposentadorias
em período anterior à EC nº 20/1998, e na preliminar a parte ora
agravante cuidou da questão referente à possibilidade de acumulação de
proventos de aposentadoria com vencimentos na atividade. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 284/STF:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
Nesse contexto, tem-se por não apresentada na petição de recurso
extraordinário a fundamentação exigida quanto à repercussão geral das
questões constitucionais discutidas. A peça de recurso, portanto, não
atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC.
Ainda que assim não fosse, a solução da controvérsia exigiria o
reexame de fatos e provas. Isso porque, nas razões do recurso
extraordinário, a parte recorrente sustenta que houve a acumulação, de
modo ilícito, de duas aposentadorias. Entretanto, o aresto impugnado, ao
confirmar a sentença em todos seus fundamentos, consignou a licitude da
acumulação de proventos com pensão. Assim, para dissentir desse
entendimento, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes
dos autos. Hipótese que atrai a incidência da Súmula 279/STF, in verbis:
“Para simples reexame de provas não cabe recurso extraordinário”.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436 AMAZONAS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
agravada, as razões apresentadas na preliminar de repercussão geral não
guardam pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido, nem
com as razões do recurso extraordinário. O acórdão recorrido tratou de
questão relativa à possibilidade de acumulação de duas aposentadorias
em período anterior à EC nº 20/1998, e na preliminar a parte ora
agravante cuidou da questão referente à possibilidade de acumulação de
proventos de aposentadoria com vencimentos na atividade. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 284/STF:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
Nesse contexto, tem-se por não apresentada na petição de recurso
extraordinário a fundamentação exigida quanto à repercussão geral das
questões constitucionais discutidas. A peça de recurso, portanto, não
atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC.
Ainda que assim não fosse, a solução da controvérsia exigiria o
reexame de fatos e provas. Isso porque, nas razões do recurso
extraordinário, a parte recorrente sustenta que houve a acumulação, de
modo ilícito, de duas aposentadorias. Entretanto, o aresto impugnado, ao
confirmar a sentença em todos seus fundamentos, consignou a licitude da
acumulação de proventos com pensão. Assim, para dissentir desse
entendimento, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes
dos autos. Hipótese que atrai a incidência da Súmula 279/STF, in verbis:
“Para simples reexame de provas não cabe recurso extraordinário”.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
RE 592436 AGR / AM
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 592436 AGR / AM
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MANAUS
AGDO.(A/S) : JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S) : EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MANAUS
AGDO.(A/S) : JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S) : EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4613574
| 2013-09-17T00:00:00
| 2013-10-03T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 17.9.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RAZÕES DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL ALEGADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DISSOCIADAS DA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 284/STF.
O exposto na preliminar de repercussão geral não guarda pertinência com os fundamentos do acórdão recorrido, nem com as razões do recurso extraordinário. Incide, no ponto, a Súmula 284/STF. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Precedente: RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski.
Ademais, a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur243526
|
Número de páginas: 7.
Análise: 09/10/2013, MAR.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
592436
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 592436 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MANAUS
AGDO.(A/S) : JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S) : EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
MANAUS
AGDO.(A/S)
:JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S)
:EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. RAZÕES DA PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO
GERAL
DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL ALEGADA NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
DISSOCIADAS
DA
FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 279 E 284/Supremo Tribunal Federal.
O exposto na preliminar de repercussão geral não guarda
pertinência com os fundamentos do acórdão recorrido, nem com as
razões do recurso extraordinário. Incide, no ponto, a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. A
peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do
Código de Processo Civil. Precedente: Recurso Extraordinário 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski.
Ademais, a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos
fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso
extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do
julgamento, justificadamente, o Ministro Luiz Fux.
Brasília, 17 de setembro de 2013.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 592436 AGR / AM
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592436 AGR / AM
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4599595.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
MANAUS
AGDO.(A/S)
:JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S)
:EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição federal) contra acórdão do Tribunal de Justiça do
Estado do Amazonas que manteve a sentença que determinou a
reabilitação da concessão da aposentadoria por invalidez a
servidora municipal e o ressarcimento das parcelas atrasadas.
Nas razões do recurso extraordinário, o recorrente alega
violação ao disposto nos arts. 37, XVI, § 10; e 40 da Constituição
Federal, e 17 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.
Consigno inicialmente que se trata de apelo extraordinário
interposto de acórdão cuja publicação se verificou em data
posterior a 03.05.2007, portanto, quando já exigível a
demonstração formal da existência de repercussão geral da
questão constitucional invocada na peça recursal (cf. AI 664.567-
QO, rel. min. Sepúlveda Pertence).
No caso em exame, a decisão recorrida versou sobre a
possibilidade de acumulação de duas aposentadorias, e na
preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário o
recorrente tratou da questão referente à possibilidade de
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436 AMAZONAS
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
MUNICÍPIO
DE
MANAUS
AGDO.(A/S)
:JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S)
:EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de recurso extraordinário (art. 102, III, a, da
Constituição federal) contra acórdão do Tribunal de Justiça do
Estado do Amazonas que manteve a sentença que determinou a
reabilitação da concessão da aposentadoria por invalidez a
servidora municipal e o ressarcimento das parcelas atrasadas.
Nas razões do recurso extraordinário, o recorrente alega
violação ao disposto nos arts. 37, XVI, § 10; e 40 da Constituição
Federal, e 17 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.
Consigno inicialmente que se trata de apelo extraordinário
interposto de acórdão cuja publicação se verificou em data
posterior a 03.05.2007, portanto, quando já exigível a
demonstração formal da existência de repercussão geral da
questão constitucional invocada na peça recursal (cf. AI 664.567-
QO, rel. min. Sepúlveda Pertence).
No caso em exame, a decisão recorrida versou sobre a
possibilidade de acumulação de duas aposentadorias, e na
preliminar de repercussão geral do recurso extraordinário o
recorrente tratou da questão referente à possibilidade de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Relatório
Recurso Extraordinário 592436 AGR / AM
acumulação de proventos de aposentadoria com vencimentos
da atividade (fls. 250). Assim, verifico que a fundamentação da
preliminar de repercussão geral não guarda pertinência com o
decidido no acórdão impugnado. Impõe-se, pois, a aplicação da
Súmula 284 desta Corte.
Ademais, ainda que superado tal óbice, o recurso não
poderia ser admitido, pois o acórdão recorrido, ao confirmar a
sentença em todos os seus termos (fls. 245), manteve a
afirmação de acumulação lícita de proventos com pensão.
Impossível concluir de forma diversa sem a análise dos
conjunto probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao recurso.”
A parte agravante sustenta que “não visa a análise probatória, pois esta
já fora feita, apenas deseja que na questão seja aplicado o devido direito, com a
devida interpretação constitucional, da qual se assevera existir sua agressão
direta. E, quanto a item da repercussão geral, demonstrou-se nesse agravo que o
mesmo atende satisfatoriamente o regramento sobre o tema, nunca fugindo do
real litígio desta ação”.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592436 AGR / AM
acumulação de proventos de aposentadoria com vencimentos
da atividade (fls. 250). Assim, verifico que a fundamentação da
preliminar de repercussão geral não guarda pertinência com o
decidido no acórdão impugnado. Impõe-se, pois, a aplicação da
Súmula 284 desta Corte.
Ademais, ainda que superado tal óbice, o recurso não
poderia ser admitido, pois o acórdão recorrido, ao confirmar a
sentença em todos os seus termos (fls. 245), manteve a
afirmação de acumulação lícita de proventos com pensão.
Impossível concluir de forma diversa sem a análise dos
conjunto probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao recurso.”
A parte agravante sustenta que “não visa a análise probatória, pois esta
já fora feita, apenas deseja que na questão seja aplicado o devido direito, com a
devida interpretação constitucional, da qual se assevera existir sua agressão
direta. E, quanto a item da repercussão geral, demonstrou-se nesse agravo que o
mesmo atende satisfatoriamente o regramento sobre o tema, nunca fugindo do
real litígio desta ação”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436 AMAZONAS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
agravada, as razões apresentadas na preliminar de repercussão geral não
guardam pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido, nem
com as razões do recurso extraordinário. O acórdão recorrido tratou de
questão relativa à possibilidade de acumulação de duas aposentadorias
em período anterior à EC n 20/1998, e na preliminar a parte ora
agravante cuidou da questão referente à possibilidade de acumulação de
proventos de aposentadoria com vencimentos na atividade. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
Nesse contexto, tem-se por não apresentada na petição de recurso
extraordinário a fundamentação exigida quanto à repercussão geral das
questões constitucionais discutidas. A peça de recurso, portanto, não
atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil.
Ainda que assim não fosse, a solução da controvérsia exigiria o
reexame de fatos e provas. Isso porque, nas razões do recurso
extraordinário, a parte recorrente sustenta que houve a acumulação, de
modo ilícito, de duas aposentadorias. Entretanto, o aresto impugnado, ao
confirmar a sentença em todos seus fundamentos, consignou a licitude da
acumulação de proventos com pensão. Assim, para dissentir desse
entendimento, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes
dos autos. Hipótese que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis:
“Para simples reexame de provas não cabe recurso extraordinário”.
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Supremo Tribunal Federal
17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436 AMAZONAS
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
O agravo não pode ser provido. Tal como constatou a decisão
agravada, as razões apresentadas na preliminar de repercussão geral não
guardam pertinência com a fundamentação do acórdão recorrido, nem
com as razões do recurso extraordinário. O acórdão recorrido tratou de
questão relativa à possibilidade de acumulação de duas aposentadorias
em período anterior à EC n 20/1998, e na preliminar a parte ora
agravante cuidou da questão referente à possibilidade de acumulação de
proventos de aposentadoria com vencimentos na atividade. Nessas
condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal:
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia.”
Nesse contexto, tem-se por não apresentada na petição de recurso
extraordinário a fundamentação exigida quanto à repercussão geral das
questões constitucionais discutidas. A peça de recurso, portanto, não
atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil.
Ainda que assim não fosse, a solução da controvérsia exigiria o
reexame de fatos e provas. Isso porque, nas razões do recurso
extraordinário, a parte recorrente sustenta que houve a acumulação, de
modo ilícito, de duas aposentadorias. Entretanto, o aresto impugnado, ao
confirmar a sentença em todos seus fundamentos, consignou a licitude da
acumulação de proventos com pensão. Assim, para dissentir desse
entendimento, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes
dos autos. Hipótese que atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis:
“Para simples reexame de provas não cabe recurso extraordinário”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
Recurso Extraordinário 592436 AGR / AM
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 592436 AGR / AM
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 17/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MANAUS
AGDO.(A/S) : JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S) : EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1...
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592.436
PROCED. : AMAZONAS
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MANAUS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MANAUS
AGDO.(A/S) : JOAQUINA MIRANDA GUEDES
ADV.(A/S) : EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime.
Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux.
Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1...
Turma, 17.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4589161
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 436 AMAZONAS",
"SÚMULAS 279",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 592436 AGR",
"Recurso Extraordinário 592436 AGR",
"AI 664 . 567 - QO",
"AI 664 . 567 - QO",
"Recurso Extraordinário 592436 AGR / AM",
"Recurso Extraordinário 592436 AGR / AM",
"Súmula 279 desta Corte",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 436",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 592436 AGR /",
"Recurso Extraordinário 592436",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 . 436",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 592 ."
],
"LEGISLACAO": [
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição federal",
"arts . 37 , XVI , § 10 ; e 40 da Constituição Federal",
"17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição federal",
"arts . 37 , XVI , § 10 ; e 40 da Constituição Federal",
"17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC n 20 / 1998",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC n 20 / 1998",
"art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MUNICÍPIO DE MANAUS",
"MUNICÍPIO DE MANAUS",
"Brasília",
"MANAUS",
"MUNICÍPIO DE MANAUS",
"AMAZONAS",
"MUNICÍPIO",
"MANAUS",
"AMAZONAS",
"MUNICÍPIO DE MANAUS",
"MUNICÍPIO",
"MANAUS",
"AMAZONAS",
"MUNICÍPIO DE MANAUS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"AM",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"AMAZONAS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AM",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"AM",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"JOAQUINA MIRANDA GUEDES",
"EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE",
"Ricardo Lewandowski",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOAQUINA MIRANDA GUEDES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Sepúlveda Pertence",
"ROBERTO BARROSO",
"JOAQUINA MIRANDA GUEDES",
"EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Sepúlveda Pertence",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"JOAQUINA MIRANDA GUEDES",
"DE JESUS CAVALCANTE",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"JOAQUINA MIRANDA GUEDES",
"EDMÁRIE DE JESUS CAVALCANTE",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"17 de setembro de 2013",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"03",
".",
"05",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"03",
".",
"05",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S)
:WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E
OUTRO(A/S)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PASSAGEM AÉREA
NÃO UTILIZADA. RESSARCIMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO
ART. 93, IX, DA CONSTTUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA.
Decisão que está devidamente fundamentada, embora em sentido
contrário aos interesses da parte agravante.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento,
justificadamente, o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5014879.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S)
:WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental contra a decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito,
que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes
fundamentos (fl. 218):
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que
não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão,
proferido por Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis,
que manteve sentença por seus próprios fundamentos, nos
termos do art. 46 da Lei 9.099/1995.
Alega-se violação do disposto no artigo 93, IX, da Carta
Magna, por ausência de fundamentação da decisão recorrida.
Não houve a suposta ofensa à Constituição, pois a decisão
recorrida inequivocamente prestou jurisdição, sem violar o
princípio do devido processo legal, e tendo enfrentado as
questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que
com ela não concorde a ora agravante. Nesse sentido: AI
651.364-AgR (rel. min. Menezes Direito, DJ de 26.09.2008); AI
453.483-AgR (rel. min. Marco Aurélio, DJ de 08.06.2007); AI
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5014880.
Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S)
:WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental contra a decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito,
que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes
fundamentos (fl. 218):
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que
não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão,
proferido por Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis,
que manteve sentença por seus próprios fundamentos, nos
termos do art. 46 da Lei 9.099/1995.
Alega-se violação do disposto no artigo 93, IX, da Carta
Magna, por ausência de fundamentação da decisão recorrida.
Não houve a suposta ofensa à Constituição, pois a decisão
recorrida inequivocamente prestou jurisdição, sem violar o
princípio do devido processo legal, e tendo enfrentado as
questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que
com ela não concorde a ora agravante. Nesse sentido: AI
651.364-AgR (rel. min. Menezes Direito, DJ de 26.09.2008); AI
453.483-AgR (rel. min. Marco Aurélio, DJ de 08.06.2007); AI
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5014880.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 766097 AGR / MA
624.713-ED (rel. min. Cármen Lúcia, DJ de 31.01.2008); AI
649.140-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 17.08.2007).
Do exposto, nego seguimento ao agravo.”
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário e argumenta “que no presente caso não houve apenas lesão ao
Texto Constitucional ‘de forma reflexa’ (f. 128), mas, de modo
induvidosamente frontal” (fl. 228).
3.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5014880.
Supremo Tribunal Federal
AI 766097 AGR / MA
624.713-ED (rel. min. Cármen Lúcia, DJ de 31.01.2008); AI
649.140-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 17.08.2007).
Do exposto, nego seguimento ao agravo.”
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário e argumenta “que no presente caso não houve apenas lesão ao
Texto Constitucional ‘de forma reflexa’ (f. 128), mas, de modo
induvidosamente frontal” (fl. 228).
3.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que, no
tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o acórdão
recorrido está devidamente fundamentado. Note-se que “não se pode dizer
não fundamentado o acórdão que adota os fundamentos da sentença de primeira
instância, incorporados como razão de decidir e, por isso, a confirma” (RE
179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão).
2.
Ademais, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a
repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG,
relator Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral”.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5014881.
Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que, no
tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o acórdão
recorrido está devidamente fundamentado. Note-se que “não se pode dizer
não fundamentado o acórdão que adota os fundamentos da sentença de primeira
instância, incorporados como razão de decidir e, por isso, a confirma” (RE
179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão).
2.
Ademais, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a
repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG,
relator Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral”.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 766097 AGR / MA
3.
Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo
regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 766097 AGR / MA
3.
Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo
regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S) : ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S) : WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S) : FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S) : ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S) : WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S) : FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=5050171
| 2013-11-19T00:00:00
| 2013-12-17T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.11.2013.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PASSAGEM AÉREA NÃO UTILIZADA. RESSARCIMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTTUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA.
Decisão que está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur251845
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PRESTAÇÃO JURISDICIONAL)
RE 179557 (2ªT), AI 791292 QO-RG.
Número de páginas: 6.
Análise: 14/01/2014, BRU.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
766097
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 766097 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S) : ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S) : WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S) : FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S)
:WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E
OUTRO(A/S)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PASSAGEM AÉREA
NÃO UTILIZADA. RESSARCIMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO
ART. 93, IX, DA CONSTTUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA.
Decisão que está devidamente fundamentada, embora em sentido
contrário aos interesses da parte agravante.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento,
justificadamente, o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 19 de novembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S)
:WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental contra a decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito,
que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes
fundamentos (fl. 218):
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que
não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão,
proferido por Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis,
que manteve sentença por seus próprios fundamentos, nos
termos do art. 46 da Lei 9.099/1995.
Alega-se violação do disposto no artigo 93, IX, da Carta
Magna, por ausência de fundamentação da decisão recorrida.
Não houve a suposta ofensa à Constituição, pois a decisão
recorrida inequivocamente prestou jurisdição, sem violar o
princípio do devido processo legal, e tendo enfrentado as
questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que
com ela não concorde a ora agravante. Nesse sentido: AI
651.364-AgR (rel. min. Menezes Direito, DJ de 26.09.2008); AI
453.483-AgR (rel. min. Marco Aurélio, DJ de 08.06.2007); AI
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Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S)
:ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S)
:WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S)
:FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E
OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental contra a decisão
monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito,
que negou seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes
fundamentos (fl. 218):
“Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que
não admitiu recurso extraordinário interposto de acórdão,
proferido por Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis,
que manteve sentença por seus próprios fundamentos, nos
termos do art. 46 da Lei 9.099/1995.
Alega-se violação do disposto no artigo 93, IX, da Carta
Magna, por ausência de fundamentação da decisão recorrida.
Não houve a suposta ofensa à Constituição, pois a decisão
recorrida inequivocamente prestou jurisdição, sem violar o
princípio do devido processo legal, e tendo enfrentado as
questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que
com ela não concorde a ora agravante. Nesse sentido: AI
651.364-AgR (rel. min. Menezes Direito, DJ de 26.09.2008); AI
453.483-AgR (rel. min. Marco Aurélio, DJ de 08.06.2007); AI
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
AI 766097 AGR / MA
624.713-ED (rel. min. Cármen Lúcia, DJ de 31.01.2008); AI
649.140-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 17.08.2007).
Do exposto, nego seguimento ao agravo.”
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário e argumenta “que no presente caso não houve apenas lesão ao
Texto Constitucional ‘de forma reflexa’ (f. 128), mas, de modo
induvidosamente frontal” (fl. 228).
3.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5014880.
Supremo Tribunal Federal
AI 766097 AGR / MA
624.713-ED (rel. min. Cármen Lúcia, DJ de 31.01.2008); AI
649.140-AgR (rel. min. Eros Grau, DJ de 17.08.2007).
Do exposto, nego seguimento ao agravo.”
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário e argumenta “que no presente caso não houve apenas lesão ao
Texto Constitucional ‘de forma reflexa’ (f. 128), mas, de modo
induvidosamente frontal” (fl. 228).
3.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que, no
tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o acórdão
recorrido está devidamente fundamentado. Note-se que “não se pode dizer
não fundamentado o acórdão que adota os fundamentos da sentença de primeira
instância, incorporados como razão de decidir e, por isso, a confirma” (Recurso Extraordinário
179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão).
2.
Ademais, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a
repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG,
relator Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral”.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 5014881.
Supremo Tribunal Federal
19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que, no
tocante à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o acórdão
recorrido está devidamente fundamentado. Note-se que “não se pode dizer
não fundamentado o acórdão que adota os fundamentos da sentença de primeira
instância, incorporados como razão de decidir e, por isso, a confirma” (Recurso Extraordinário
179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão).
2.
Ademais, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a
repercussão geral da matéria, veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG,
relator Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral”.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 766097 AGR / MA
3.
Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo
regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 766097 AGR / MA
3.
Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo
regimental.
2
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Extrato de Ata - 19/11/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S) : ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S) : WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S) : FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 766.097
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO
ADV.(A/S) : ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA
ADV.(A/S) : WALTER FOLEGATTI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : TURISMO JOÃO BALUZ LTDA - AGÊNCIA BALUZ
ADV.(A/S) : FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
19.11.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 097",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 097",
"AI 651 . 364 - AgR",
"AI 453 . 483 - AgR",
"AI 651 . 364 - AgR",
"AI 453 . 483 - AgR",
"AI 766097 AGR /",
"AI 649 . 140 - AgR",
"AI 766097 AGR / MA 624 . 713 -",
"AI 649 . 140 - AgR",
"Recurso Extraordinário 179 . 557",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"Recurso Extraordinário 179 . 557",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"AI 766097 AGR / MA",
"AI 766097 AGR / MA",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 097",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 766 . 097"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 93 , IX , DA CONSTTUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 46 da Lei 9 . 099",
"artigo 93 , IX , da Carta Magna",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 46 da Lei 9 . 099 / 1995",
"artigo 93 , IX , da Carta Magna",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Texto Constitucional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Texto Constitucional",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 , §",
"incisos XXXV",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MARANHÃO",
"Brasília",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA",
"TURISMO JOÃO BALUZ LTDA",
"AGÊNCIA BALUZ",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA",
"TURISMO JOÃO BALUZ LTDA",
"AGÊNCIA BALUZ",
"Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MARANHÃO",
"BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA",
"TURISMO JOÃO",
"AGÊNCIA BALUZ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário deste Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA",
"TURISMO",
"JOÃO",
"AGÊNCIA BALUZ",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"BRA TRANSPORTES AÉREOS LTDA",
"TURISMO JOÃO BALUZ LTDA",
"AGÊNCIA BALUZ",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO",
"ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO",
"WALTER FOLEGATTI",
"FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO",
"ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO",
"WALTER FOLEGATTI",
"FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Menezes Direito",
"Marco Aurélio",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO",
"ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO",
"WALTER FOLEGATTI",
"FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA",
"LUÍS",
"ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"Menezes Direito",
"Marco Aurélio",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"Cármen Lúcia",
"Eros Grau",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ilmar Galvão",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Ilmar Galvão",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO",
"ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO",
"WALTER FOLEGATTI",
"FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO",
"ANTONIO JOSÉ GARCIA PINHEIRO",
"WALTER FOLEGATTI",
"FRANCISCO DAS CHAGAS BARBOSA DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"19 de novembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"/",
"1995",
"26",
".",
"09",
".",
"2008",
"08",
".",
"06",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"26",
".",
"09",
".",
"2008",
"08",
".",
"06",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
".",
"01",
".",
"2008",
"17",
".",
"08",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31",
".",
"01",
".",
"2008",
"17",
".",
"08",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2013",
"19",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"11",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco
Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 30 de setembro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de agosto de
2014, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Discorre acerca da necessidade de repartição dos custos
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Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1º de agosto de
2014, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Discorre acerca da necessidade de repartição dos custos
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Relatório
ARE 819195 AGR / PE
relacionados ao auxílio pré-escolar, buscando demonstrar a existência de
violação aos artigos 7º, inciso XXV, 37, 39, § 3º, e 95, inciso III, do Diploma
Maior.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 819195 AGR / PE
relacionados ao auxílio pré-escolar, buscando demonstrar a existência de
violação aos artigos 7º, inciso XXV, 37, 39, § 3º, e 95, inciso III, do Diploma
Maior.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal
desproveu o recurso inominado, consignando:
– No aspecto meritório, irretocável a sentença atacada. De
início, observo que a Constituição Federal, art. 7º, XXV, prevê
assistência gratuita em creches e pré-escolas para os filhos e
dependentes com até 5 (cinco) anos. Ocorre que tal dispositivo é
inaplicável aos servidores públicos, conforme o disposto no art.
39 § 3º da CF. O art. 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente,
Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, por sua vez, dispõe que é
dever do Estado a disponibilização de creche e/ou pré-escola
para crianças de até 6 (seis) anos de idade. Escudado no
referido diploma normativo, o Decreto nº 977, de 10 de
setembro de 1993 e a Resolução nº 14 de 14 de março de 2008,
regulamentaram o mencionado dispositivo passando a prever, -
como forma de compensar a inexistência de creche ou pré-
escola nas unidades de trabalho dos agentes públicos – o
chamado auxílio pré-escolar. Ocorre que, sem suporte legal, e
em confronto ao art. 95, III, da CF, foi instituído também um
desconto nos contracheques dos beneficiários da referida
vantagem pecuniária.
– Somente a Lei em sentido formal, ante o princípio
constitucional da legalidade, art. 37, aplicável à toda
Administração Pública ou a decisão judicial ou, ainda, o
próprio agente público, por ato expresso, podem viabilizar a
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Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal
desproveu o recurso inominado, consignando:
– No aspecto meritório, irretocável a sentença atacada. De
início, observo que a Constituição Federal, art. 7º, XXV, prevê
assistência gratuita em creches e pré-escolas para os filhos e
dependentes com até 5 (cinco) anos. Ocorre que tal dispositivo é
inaplicável aos servidores públicos, conforme o disposto no art.
39 § 3º da CF. O art. 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente,
Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, por sua vez, dispõe que é
dever do Estado a disponibilização de creche e/ou pré-escola
para crianças de até 6 (seis) anos de idade. Escudado no
referido diploma normativo, o Decreto nº 977, de 10 de
setembro de 1993 e a Resolução nº 14 de 14 de março de 2008,
regulamentaram o mencionado dispositivo passando a prever, -
como forma de compensar a inexistência de creche ou pré-
escola nas unidades de trabalho dos agentes públicos – o
chamado auxílio pré-escolar. Ocorre que, sem suporte legal, e
em confronto ao art. 95, III, da CF, foi instituído também um
desconto nos contracheques dos beneficiários da referida
vantagem pecuniária.
– Somente a Lei em sentido formal, ante o princípio
constitucional da legalidade, art. 37, aplicável à toda
Administração Pública ou a decisão judicial ou, ainda, o
próprio agente público, por ato expresso, podem viabilizar a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 819195 AGR / PE
redução das vantagens remuneratórias. No caso, inocorrem
quaisquer das hipóteses. O desconto está baseado, unicamente,
em ato normativo de hierarquia infra-legal.
O deslinde da controvérsia deu-se considerada a ausência de norma,
em sentido estrito, que dispusesse sobre o desconto realizado, o que
implicou a respectiva ilegalidade. A conclusão adotada fez-se alicerçada
em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo
ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 819195 AGR / PE
redução das vantagens remuneratórias. No caso, inocorrem
quaisquer das hipóteses. O desconto está baseado, unicamente,
em ato normativo de hierarquia infra-legal.
O deslinde da controvérsia deu-se considerada a ausência de norma,
em sentido estrito, que dispusesse sobre o desconto realizado, o que
implicou a respectiva ilegalidade. A conclusão adotada fez-se alicerçada
em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo
ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Extrato de Ata - 30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7122547
| 2014-09-30T00:00:00
| 2014-11-04T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur283073
|
Número de páginas: 6.
Análise: 02/12/2014, MAR.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
819195
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 819195 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do
relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco
Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas
taquigráficas.
Brasília, 30 de setembro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de agosto de
2014, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Discorre acerca da necessidade de repartição dos custos
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Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 1... de agosto de
2014, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela
interpretação de normas estritamente legais, não ensejando
campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a
violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise
matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da
Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga
da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser
utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional
da controvérsia. Discorre acerca da necessidade de repartição dos custos
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Relatório
ARE 819195 AGR / PE
relacionados ao auxílio pré-escolar, buscando demonstrar a existência de
violação aos artigos 7..., inciso XXV, 37, 39, § 3..., e 95, inciso III, do Diploma
Maior.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 819195 AGR / PE
relacionados ao auxílio pré-escolar, buscando demonstrar a existência de
violação aos artigos 7..., inciso XXV, 37, 39, § 3..., e 95, inciso III, do Diploma
Maior.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal
desproveu o recurso inominado, consignando:
– No aspecto meritório, irretocável a sentença atacada. De
início, observo que a Constituição Federal, art. 7..., XXV, prevê
assistência gratuita em creches e pré-escolas para os filhos e
dependentes com até 5 (cinco) anos. Ocorre que tal dispositivo é
inaplicável aos servidores públicos, conforme o disposto no art.
39 § 3... da Constituição Federal de 1988. O art. 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente,
Lei n 8.069, de 13 de julho de 1990, por sua vez, dispõe que é
dever do Estado a disponibilização de creche e/ou pré-escola
para crianças de até 6 (seis) anos de idade. Escudado no
referido diploma normativo, o Decreto n 977, de 10 de
setembro de 1993 e a Resolução n 14 de 14 de março de 2008,
regulamentaram o mencionado dispositivo passando a prever, -
como forma de compensar a inexistência de creche ou pré-
escola nas unidades de trabalho dos agentes públicos – o
chamado auxílio pré-escolar. Ocorre que, sem suporte legal, e
em confronto ao art. 95, III, da Constituição Federal de 1988, foi instituído também um
desconto nos contracheques dos beneficiários da referida
vantagem pecuniária.
– Somente a Lei em sentido formal, ante o princípio
constitucional da legalidade, art. 37, aplicável à toda
Administração Pública ou a decisão judicial ou, ainda, o
próprio agente público, por ato expresso, podem viabilizar a
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Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PERNAMBUCO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado da União, foi protocolada
no prazo legal. Conheço.
Rememorem o que decidido na origem. A Turma Recursal
desproveu o recurso inominado, consignando:
– No aspecto meritório, irretocável a sentença atacada. De
início, observo que a Constituição Federal, art. 7..., XXV, prevê
assistência gratuita em creches e pré-escolas para os filhos e
dependentes com até 5 (cinco) anos. Ocorre que tal dispositivo é
inaplicável aos servidores públicos, conforme o disposto no art.
39 § 3... da Constituição Federal de 1988. O art. 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente,
Lei n 8.069, de 13 de julho de 1990, por sua vez, dispõe que é
dever do Estado a disponibilização de creche e/ou pré-escola
para crianças de até 6 (seis) anos de idade. Escudado no
referido diploma normativo, o Decreto n 977, de 10 de
setembro de 1993 e a Resolução n 14 de 14 de março de 2008,
regulamentaram o mencionado dispositivo passando a prever, -
como forma de compensar a inexistência de creche ou pré-
escola nas unidades de trabalho dos agentes públicos – o
chamado auxílio pré-escolar. Ocorre que, sem suporte legal, e
em confronto ao art. 95, III, da Constituição Federal de 1988, foi instituído também um
desconto nos contracheques dos beneficiários da referida
vantagem pecuniária.
– Somente a Lei em sentido formal, ante o princípio
constitucional da legalidade, art. 37, aplicável à toda
Administração Pública ou a decisão judicial ou, ainda, o
próprio agente público, por ato expresso, podem viabilizar a
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ARE 819195 AGR / PE
redução das vantagens remuneratórias. No caso, inocorrem
quaisquer das hipóteses. O desconto está baseado, unicamente,
em ato normativo de hierarquia infra-legal.
O deslinde da controvérsia deu-se considerada a ausência de norma,
em sentido estrito, que dispusesse sobre o desconto realizado, o que
implicou a respectiva ilegalidade. A conclusão adotada fez-se alicerçada
em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo
ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
ARE 819195 AGR / PE
redução das vantagens remuneratórias. No caso, inocorrem
quaisquer das hipóteses. O desconto está baseado, unicamente,
em ato normativo de hierarquia infra-legal.
O deslinde da controvérsia deu-se considerada a ausência de norma,
em sentido estrito, que dispusesse sobre o desconto realizado, o que
implicou a respectiva ilegalidade. A conclusão adotada fez-se alicerçada
em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo
ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Extrato de Ata - 30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.195
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ARE 819195 AGR / PE",
"ARE 819195 AGR / PE",
"ARE 819195 AGR",
"ARE 819195 AGR / PE"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do",
"artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 7 . . . , inciso XXV , 37 , 39 , § 3 . . . , e 95 , inciso III , do Diploma Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"artigos 7 . . . , inciso XXV , 37 , 39 , § 3 . . . , e 95 , inciso III , do Diploma Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal , art . 7 . . . , XXV",
"art . 39 § 3 . . . da",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Decreto n 977",
"Resolução n 14",
"art . 95 , III , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal , art . 7 . . . , XXV",
"art . 39 § 3 . . . da Constituição Federal de 1988",
"art . 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente",
"Lei n 8 . 069",
"Decreto n 977",
"art . 95 , III , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Supremo",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
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"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"PRIMEIRA TURMA",
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"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ANA LYGIA CRESPO CASTRO DE SANTANA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"30 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"1",
". . . de agosto de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"1",
".",
". . de agosto de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"13 de julho de 1990",
"10 de setembro de 1993",
"14 de março de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"13 de julho de 1990",
"10 de setembro de 1993",
"14 de março de 2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"30",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TERRENOS DE MARINHA.
TITULARIDADE. DEMARCAÇÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA.
IMPRESCINDIBILIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO
IMPROVIDO.
I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de
origem, acerca da titularidade do imóvel, seria necessária a análise das
normas infraconstitucionais aplicáveis à especie, bem como o reexame do
conjunto fático probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
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Ementa e Acórdão
ARE 757502 AGR / SC
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
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Relatório
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão impugnada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'TAXA DE OCUPAÇÃO. TERRENOS DE MARINHA.
LOCALIZAÇÃO.
DESAFETAÇÃO.
PROPRIEDADE
PARTICULAR. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
A cobrança de taxas de ocupação e consectários é descabida
quando as terras em discussão são de propriedade particular, em
decorrência de desafetação ocorrida, como no caso, por força do
disposto na Lei Imperial nº 166, de 29/9/1840 que transformou
terras públicas, sem qualquer restrição, em patrimônio privado.
Os precedentes desta Corte apontam para a fixação da
verba honorária em 10% do valor da causa (art. 20, § 3º, CPC)'
No RE, fundado no art. 102, III, a e b, da Constituição, alegou-
se violação ao art. 20, I e VII, da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque para se
chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, acerca
da titularidade do imóvel, seria necessária a análise das normas
infraconstitucionais aplicáveis à especie, bem como o reexame do
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SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão impugnada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'TAXA DE OCUPAÇÃO. TERRENOS DE MARINHA.
LOCALIZAÇÃO.
DESAFETAÇÃO.
PROPRIEDADE
PARTICULAR. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
A cobrança de taxas de ocupação e consectários é descabida
quando as terras em discussão são de propriedade particular, em
decorrência de desafetação ocorrida, como no caso, por força do
disposto na Lei Imperial nº 166, de 29/9/1840 que transformou
terras públicas, sem qualquer restrição, em patrimônio privado.
Os precedentes desta Corte apontam para a fixação da
verba honorária em 10% do valor da causa (art. 20, § 3º, CPC)'
No RE, fundado no art. 102, III, a e b, da Constituição, alegou-
se violação ao art. 20, I e VII, da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque para se
chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, acerca
da titularidade do imóvel, seria necessária a análise das normas
infraconstitucionais aplicáveis à especie, bem como o reexame do
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Relatório
ARE 757502 AGR / SC
conjunto fático probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido:
'Agravo regimental em agravo de instrumento. 2 Direito
Administrativo. 3. Terreno de marinha. Discussão acerca da
titularidade do imóvel. Necessidade de reexame do conjunto
fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento' (AI 801.728-AgR/SC,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
TERRENOS
DE
MARINHA.
DESAFETAÇÃO.
PROPRIEDADE
PARTICULAR.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO' (AI 763.881-AgR/SC, Rel. Min. Cármen
Lúcia).
Por fim, a recorrente não demonstrou de que forma o acórdão
recorrido teria declarado a inconstitucionalidade de lei federal ou
tratado, de forma a ensejar o cabimento de recurso extraordinário com
base na alínea b do art. 102, III, da CF. Assim, a deficiência na
fundamentação do recurso não permite a exata compreensão da
controvérsia. Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da súmula
284 do STF. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 313.051/DF, Rel. Min. Maurício Corrêa; AI 532.651/MG,
Rel. Min. Ellen Gracie; AI 519.396/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes e
RE 539.347-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”.
A agravante sustenta, em suma, que
“a Lei envolvida, que não precisa sofrer qualquer interpretação,
salvo a de sua literalidade, é, em verdade, uma lei de efeitos concretos,
configurando um ato administrativo formalmente revestido de forma
legal.
O simples fato de a doação ter sido feita por meio de lei não pode
levar à conclusão de que estamos aqui a interpretar normas
2
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conjunto fático probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido:
'Agravo regimental em agravo de instrumento. 2 Direito
Administrativo. 3. Terreno de marinha. Discussão acerca da
titularidade do imóvel. Necessidade de reexame do conjunto
fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento' (AI 801.728-AgR/SC,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
TERRENOS
DE
MARINHA.
DESAFETAÇÃO.
PROPRIEDADE
PARTICULAR.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO' (AI 763.881-AgR/SC, Rel. Min. Cármen
Lúcia).
Por fim, a recorrente não demonstrou de que forma o acórdão
recorrido teria declarado a inconstitucionalidade de lei federal ou
tratado, de forma a ensejar o cabimento de recurso extraordinário com
base na alínea b do art. 102, III, da CF. Assim, a deficiência na
fundamentação do recurso não permite a exata compreensão da
controvérsia. Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da súmula
284 do STF. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 313.051/DF, Rel. Min. Maurício Corrêa; AI 532.651/MG,
Rel. Min. Ellen Gracie; AI 519.396/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes e
RE 539.347-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”.
A agravante sustenta, em suma, que
“a Lei envolvida, que não precisa sofrer qualquer interpretação,
salvo a de sua literalidade, é, em verdade, uma lei de efeitos concretos,
configurando um ato administrativo formalmente revestido de forma
legal.
O simples fato de a doação ter sido feita por meio de lei não pode
levar à conclusão de que estamos aqui a interpretar normas
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Relatório
ARE 757502 AGR / SC
infraconstitucionais. A ofensa reflexa existe quando a discussão das
questões constitucionais depende da análise aprofundada de normas
legais envolvidas.
O recurso extraordinário da UNIÃO não discute nenhuma
dinâmica legal. Nasce do confronto exclusivo de um ato de doação e a
norma constitucional: Lei nº 166/1840 X art. 20, VII, da CF”.
Ademais, quanto à incidência da Súmulas 279 do STF, alega que
“(...) não há qualquer matéria fática a ser discutida, já que é fato
incontroverso de que o imóvel em questão encontra-se em terreno de
marinha. Tanto que não é esse o motivo do indeferimento do pedido de
cobrança de taxa de ocupação.
Não é preciso analisar qualquer elemento fático-probatório para
julgar a lide. Basta, em virtude da supremacia constitucional,
declarar-se a inconstitucionalidade do ato de doação de um imóvel que
se encontra em terreno de marinha”.
É o relatório.
3
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infraconstitucionais. A ofensa reflexa existe quando a discussão das
questões constitucionais depende da análise aprofundada de normas
legais envolvidas.
O recurso extraordinário da UNIÃO não discute nenhuma
dinâmica legal. Nasce do confronto exclusivo de um ato de doação e a
norma constitucional: Lei nº 166/1840 X art. 20, VII, da CF”.
Ademais, quanto à incidência da Súmulas 279 do STF, alega que
“(...) não há qualquer matéria fática a ser discutida, já que é fato
incontroverso de que o imóvel em questão encontra-se em terreno de
marinha. Tanto que não é esse o motivo do indeferimento do pedido de
cobrança de taxa de ocupação.
Não é preciso analisar qualquer elemento fático-probatório para
julgar a lide. Basta, em virtude da supremacia constitucional,
declarar-se a inconstitucionalidade do ato de doação de um imóvel que
se encontra em terreno de marinha”.
É o relatório.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Com efeito, o Tribunal de origem, com base na análise das provas
dos autos e na legislação infraconstitucional aplicável ao caso, considerou
que os terrenos em questão não se configuram como de marinha.
Transcrevo, por oportuno, os fundamentos utilizados pelo acórdão
recorrido:
“Assim, ainda na vigência do império, no Brasil, terras da
Província de Santa Catarina passaram a fazer parte do 'dote' da
Princesa Dona Francisca Carolina de Bragança - irmã de D. Pedro II -
e, também por força da mesma Lei (nº 166, de 29/09/1840), quando do
casamento da referida Princesa com o Príncipe de Joinville (François
Ferdinand Phillipe Louis Marie d'Orleans) as terras sobre as quais
edificou-se a atual cidade de Joinville passaram, legalmente, ao
patrimônio privado do casal (art. 4º).
As terras em comento foram legalmente delimitadas, restando
claro que compreendiam a superfície e a profundidade da extensão
explicitada, sem qualquer restrição, à exceção das minas de diamantes.
Neste momento histórico, então, ocorreu a desafetação da área,
deixando as referidas terras de pertencer ao patrimônio da União e
passando à propriedade plena dos Príncipes (particulares), que, de
formas diversas, transferiram a propriedade a outros particulares,
dando início à cadeia dominial dos referidos imóveis, até a data de
hoje.
Assim, no caso em apreço, conclui-se que a propriedade
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10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Com efeito, o Tribunal de origem, com base na análise das provas
dos autos e na legislação infraconstitucional aplicável ao caso, considerou
que os terrenos em questão não se configuram como de marinha.
Transcrevo, por oportuno, os fundamentos utilizados pelo acórdão
recorrido:
“Assim, ainda na vigência do império, no Brasil, terras da
Província de Santa Catarina passaram a fazer parte do 'dote' da
Princesa Dona Francisca Carolina de Bragança - irmã de D. Pedro II -
e, também por força da mesma Lei (nº 166, de 29/09/1840), quando do
casamento da referida Princesa com o Príncipe de Joinville (François
Ferdinand Phillipe Louis Marie d'Orleans) as terras sobre as quais
edificou-se a atual cidade de Joinville passaram, legalmente, ao
patrimônio privado do casal (art. 4º).
As terras em comento foram legalmente delimitadas, restando
claro que compreendiam a superfície e a profundidade da extensão
explicitada, sem qualquer restrição, à exceção das minas de diamantes.
Neste momento histórico, então, ocorreu a desafetação da área,
deixando as referidas terras de pertencer ao patrimônio da União e
passando à propriedade plena dos Príncipes (particulares), que, de
formas diversas, transferiram a propriedade a outros particulares,
dando início à cadeia dominial dos referidos imóveis, até a data de
hoje.
Assim, no caso em apreço, conclui-se que a propriedade
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 757502 AGR / SC
particular foi legalmente adquirida, na sua origem, a partir das
disposições da Lei nº 166/1840, seguindo-se o Dec. 289/1843,
devendo-se, então, assim reconhecê-la, por força das garantias
constitucionais do ato jurídico perfeito e do direito adquirido.
Após a breve síntese acima exposta, tenho que a legislação
relativa aos terrenos de marinha (DL nº 9.760/46 e art. 20, VII, da
CF/88), é aplicável aos imóveis que não tenham registro e estejam nas
limitações caracterizadas no mencionado decreto, à data de sua edição.
Comprovada uma das duas hipóteses, tenho o firme
entendimento de que se trata de terras particulares, afastando-se a dita
propriedade da União para declarar-se de propriedade plena do
particular.
Por consequência, não se configuram as terras em apreço como
de marinha, não estando sujeitas a qualquer processo demarcatório,
tampouco à incidência de taxa de ocupação, e, por óbvio, restando
afastados débitos e penalizações daí decorrentes, é de manter a
sentença objurgada”.
Desse modo, reitera-se que, para divergir do acórdão recorrido
quanto à titularidade dos referidos terrenos, seria necessária a
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, sendo
certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta.
Outrossim, para verificar a procedência do apelo extremo, seria
imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que
é vedado pela Súmula 279 do STF. Nesse sentido, além dos precedentes
mencionados na decisão agravada, cito, ainda:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TERRENOS DE
MARINHA. TITULARIDADE DOMINIAL. DEMARCAÇÃO.
NECESSIDADE
DA
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(RE 550.347-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma).
2
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particular foi legalmente adquirida, na sua origem, a partir das
disposições da Lei nº 166/1840, seguindo-se o Dec. 289/1843,
devendo-se, então, assim reconhecê-la, por força das garantias
constitucionais do ato jurídico perfeito e do direito adquirido.
Após a breve síntese acima exposta, tenho que a legislação
relativa aos terrenos de marinha (DL nº 9.760/46 e art. 20, VII, da
CF/88), é aplicável aos imóveis que não tenham registro e estejam nas
limitações caracterizadas no mencionado decreto, à data de sua edição.
Comprovada uma das duas hipóteses, tenho o firme
entendimento de que se trata de terras particulares, afastando-se a dita
propriedade da União para declarar-se de propriedade plena do
particular.
Por consequência, não se configuram as terras em apreço como
de marinha, não estando sujeitas a qualquer processo demarcatório,
tampouco à incidência de taxa de ocupação, e, por óbvio, restando
afastados débitos e penalizações daí decorrentes, é de manter a
sentença objurgada”.
Desse modo, reitera-se que, para divergir do acórdão recorrido
quanto à titularidade dos referidos terrenos, seria necessária a
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, sendo
certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta.
Outrossim, para verificar a procedência do apelo extremo, seria
imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que
é vedado pela Súmula 279 do STF. Nesse sentido, além dos precedentes
mencionados na decisão agravada, cito, ainda:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TERRENOS DE
MARINHA. TITULARIDADE DOMINIAL. DEMARCAÇÃO.
NECESSIDADE
DA
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(RE 550.347-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma).
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 757502 AGR / SC
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PENHORA DE BENS. TERRENO DE
MARINHA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE
À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 284/STF.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária
aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos.
Providências vedadas neste momento processual.
2. No tocante à alínea 'b' do inciso III do art. 102 da Carta
Magna de 1988, é de se aplicar a súmula 284/STF.
3. Agravo regimental desprovido” (AI 815.527-AgR/PA, Rel.
Min. Ayres Britto, Segunda Turma).
Nesse mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras:
RE 700.934/RS e AI 834.199-AgR/SC, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 694.311/SC,
Rel. Min. Gilmar Mendes; RE 599.172/SC e RE 534.546-AgR/PR, de minha
relatoria.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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ARE 757502 AGR / SC
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PENHORA DE BENS. TERRENO DE
MARINHA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE
À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 284/STF.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária
aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos.
Providências vedadas neste momento processual.
2. No tocante à alínea 'b' do inciso III do art. 102 da Carta
Magna de 1988, é de se aplicar a súmula 284/STF.
3. Agravo regimental desprovido” (AI 815.527-AgR/PA, Rel.
Min. Ayres Britto, Segunda Turma).
Nesse mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras:
RE 700.934/RS e AI 834.199-AgR/SC, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 694.311/SC,
Rel. Min. Gilmar Mendes; RE 599.172/SC e RE 534.546-AgR/PR, de minha
relatoria.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 10/09/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S) : JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
10.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S) : JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
10.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4562865
| 2013-09-10T00:00:00
| 2013-09-24T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TERRENOS DE MARINHA. TITULARIDADE. DEMARCAÇÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. IMPRESCINDIBILIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO.
I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, acerca da titularidade do imóvel, seria necessária a análise das normas infraconstitucionais aplicáveis à especie, bem como o reexame do conjunto fático probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.
|
sjur242657
|
- Acórdão(s) citado(s):
(TERRENO DE MARINHA)
RE 550347 AgR (1ªT), AI 815527 AgR (2ªT), AI 834199 AgR (1ªT), RE 534546 AgR (1ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(TERRENO DE MARINHA)
RE 700934, RE 694311, RE 599172.
Número de páginas: 9.
Análise: 04/10/2013, MAR.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
757502
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 757502 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S) : JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TERRENOS DE MARINHA.
TITULARIDADE. DEMARCAÇÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA
LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA.
IMPRESCINDIBILIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO
IMPROVIDO.
I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de
origem, acerca da titularidade do imóvel, seria necessária a análise das
normas infraconstitucionais aplicáveis à especie, bem como o reexame do
conjunto fático probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
II – Agravo regimental improvido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 757502 AGR / SC
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 757502 AGR / SC
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
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Relatório
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão impugnada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'TAXA DE OCUPAÇÃO. TERRENOS DE MARINHA.
LOCALIZAÇÃO.
DESAFETAÇÃO.
PROPRIEDADE
PARTICULAR. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
A cobrança de taxas de ocupação e consectários é descabida
quando as terras em discussão são de propriedade particular, em
decorrência de desafetação ocorrida, como no caso, por força do
disposto na Lei Imperial n 166, de 29/9/1840 que transformou
terras públicas, sem qualquer restrição, em patrimônio privado.
Os precedentes desta Corte apontam para a fixação da
verba honorária em 10% do valor da causa (art. 20, § 3..., Código de Processo Civil)'
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a e b, da Constituição, alegou-
se violação ao art. 20, I e VII, da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque para se
chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, acerca
da titularidade do imóvel, seria necessária a análise das normas
infraconstitucionais aplicáveis à especie, bem como o reexame do
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502 SANTA
CATARINA
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S)
:SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S)
:JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão impugnada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue
transcrita:
'TAXA DE OCUPAÇÃO. TERRENOS DE MARINHA.
LOCALIZAÇÃO.
DESAFETAÇÃO.
PROPRIEDADE
PARTICULAR. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
A cobrança de taxas de ocupação e consectários é descabida
quando as terras em discussão são de propriedade particular, em
decorrência de desafetação ocorrida, como no caso, por força do
disposto na Lei Imperial n 166, de 29/9/1840 que transformou
terras públicas, sem qualquer restrição, em patrimônio privado.
Os precedentes desta Corte apontam para a fixação da
verba honorária em 10% do valor da causa (art. 20, § 3..., Código de Processo Civil)'
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a e b, da Constituição, alegou-
se violação ao art. 20, I e VII, da mesma Carta.
A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque para se
chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, acerca
da titularidade do imóvel, seria necessária a análise das normas
infraconstitucionais aplicáveis à especie, bem como o reexame do
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
ARE 757502 AGR / SC
conjunto fático probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
'Agravo regimental em agravo de instrumento. 2 Direito
Administrativo. 3. Terreno de marinha. Discussão acerca da
titularidade do imóvel. Necessidade de reexame do conjunto
fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento' (AI 801.728-AgR/SC,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
TERRENOS
DE
MARINHA.
DESAFETAÇÃO.
PROPRIEDADE
PARTICULAR.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO' (AI 763.881-AgR/SC, Rel. Min. Cármen
Lúcia).
Por fim, a recorrente não demonstrou de que forma o acórdão
recorrido teria declarado a inconstitucionalidade de lei federal ou
tratado, de forma a ensejar o cabimento de recurso extraordinário com
base na alínea b do art. 102, III, da Constituição Federal de 1988. Assim, a deficiência na
fundamentação do recurso não permite a exata compreensão da
controvérsia. Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da súmula
284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 313.051/DF, Rel. Min. Maurício Corrêa; AI 532.651/MG,
Rel. Min. Ellen Gracie; AI 519.396/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes e
Recurso Extraordinário 539.347-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”.
A agravante sustenta, em suma, que
“a Lei envolvida, que não precisa sofrer qualquer interpretação,
salvo a de sua literalidade, é, em verdade, uma lei de efeitos concretos,
configurando um ato administrativo formalmente revestido de forma
legal.
O simples fato de a doação ter sido feita por meio de lei não pode
levar à conclusão de que estamos aqui a interpretar normas
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 757502 AGR / SC
conjunto fático probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
'Agravo regimental em agravo de instrumento. 2 Direito
Administrativo. 3. Terreno de marinha. Discussão acerca da
titularidade do imóvel. Necessidade de reexame do conjunto
fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento' (AI 801.728-AgR/SC,
Rel. Min. Gilmar Mendes).
'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO.
TERRENOS
DE
MARINHA.
DESAFETAÇÃO.
PROPRIEDADE
PARTICULAR.
IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO' (AI 763.881-AgR/SC, Rel. Min. Cármen
Lúcia).
Por fim, a recorrente não demonstrou de que forma o acórdão
recorrido teria declarado a inconstitucionalidade de lei federal ou
tratado, de forma a ensejar o cabimento de recurso extraordinário com
base na alínea b do art. 102, III, da Constituição Federal de 1988. Assim, a deficiência na
fundamentação do recurso não permite a exata compreensão da
controvérsia. Inviável, portanto, o presente recurso, a teor da súmula
284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre
outras: AI 313.051/DF, Rel. Min. Maurício Corrêa; AI 532.651/MG,
Rel. Min. Ellen Gracie; AI 519.396/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes e
Recurso Extraordinário 539.347-AgR/MA, Rel. Min. Cármen Lúcia.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”.
A agravante sustenta, em suma, que
“a Lei envolvida, que não precisa sofrer qualquer interpretação,
salvo a de sua literalidade, é, em verdade, uma lei de efeitos concretos,
configurando um ato administrativo formalmente revestido de forma
legal.
O simples fato de a doação ter sido feita por meio de lei não pode
levar à conclusão de que estamos aqui a interpretar normas
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
ARE 757502 AGR / SC
infraconstitucionais. A ofensa reflexa existe quando a discussão das
questões constitucionais depende da análise aprofundada de normas
legais envolvidas.
O recurso extraordinário da UNIÃO não discute nenhuma
dinâmica legal. Nasce do confronto exclusivo de um ato de doação e a
norma constitucional: Lei n 166/1840 X art. 20, VII, da Constituição Federal de 1988”.
Ademais, quanto à incidência da Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal, alega que
“(...) não há qualquer matéria fática a ser discutida, já que é fato
incontroverso de que o imóvel em questão encontra-se em terreno de
marinha. Tanto que não é esse o motivo do indeferimento do pedido de
cobrança de taxa de ocupação.
Não é preciso analisar qualquer elemento fático-probatório para
julgar a lide. Basta, em virtude da supremacia constitucional,
declarar-se a inconstitucionalidade do ato de doação de um imóvel que
se encontra em terreno de marinha”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 757502 AGR / SC
infraconstitucionais. A ofensa reflexa existe quando a discussão das
questões constitucionais depende da análise aprofundada de normas
legais envolvidas.
O recurso extraordinário da UNIÃO não discute nenhuma
dinâmica legal. Nasce do confronto exclusivo de um ato de doação e a
norma constitucional: Lei n 166/1840 X art. 20, VII, da Constituição Federal de 1988”.
Ademais, quanto à incidência da Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal, alega que
“(...) não há qualquer matéria fática a ser discutida, já que é fato
incontroverso de que o imóvel em questão encontra-se em terreno de
marinha. Tanto que não é esse o motivo do indeferimento do pedido de
cobrança de taxa de ocupação.
Não é preciso analisar qualquer elemento fático-probatório para
julgar a lide. Basta, em virtude da supremacia constitucional,
declarar-se a inconstitucionalidade do ato de doação de um imóvel que
se encontra em terreno de marinha”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Com efeito, o Tribunal de origem, com base na análise das provas
dos autos e na legislação infraconstitucional aplicável ao caso, considerou
que os terrenos em questão não se configuram como de marinha.
Transcrevo, por oportuno, os fundamentos utilizados pelo acórdão
recorrido:
“Assim, ainda na vigência do império, no Brasil, terras da
Província de Santa Catarina passaram a fazer parte do 'dote' da
Princesa Dona Francisca Carolina de Bragança - irmã de D. Pedro II -
e, também por força da mesma Lei (n 166, de 29/09/1840), quando do
casamento da referida Princesa com o Príncipe de Joinville (François
Ferdinand Phillipe Louis Marie d'Orleans) as terras sobre as quais
edificou-se a atual cidade de Joinville passaram, legalmente, ao
patrimônio privado do casal (art. 4...).
As terras em comento foram legalmente delimitadas, restando
claro que compreendiam a superfície e a profundidade da extensão
explicitada, sem qualquer restrição, à exceção das minas de diamantes.
Neste momento histórico, então, ocorreu a desafetação da área,
deixando as referidas terras de pertencer ao patrimônio da União e
passando à propriedade plena dos Príncipes (particulares), que, de
formas diversas, transferiram a propriedade a outros particulares,
dando início à cadeia dominial dos referidos imóveis, até a data de
hoje.
Assim, no caso em apreço, conclui-se que a propriedade
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Supremo Tribunal Federal
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502 SANTA
CATARINA
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Com efeito, o Tribunal de origem, com base na análise das provas
dos autos e na legislação infraconstitucional aplicável ao caso, considerou
que os terrenos em questão não se configuram como de marinha.
Transcrevo, por oportuno, os fundamentos utilizados pelo acórdão
recorrido:
“Assim, ainda na vigência do império, no Brasil, terras da
Província de Santa Catarina passaram a fazer parte do 'dote' da
Princesa Dona Francisca Carolina de Bragança - irmã de D. Pedro II -
e, também por força da mesma Lei (n 166, de 29/09/1840), quando do
casamento da referida Princesa com o Príncipe de Joinville (François
Ferdinand Phillipe Louis Marie d'Orleans) as terras sobre as quais
edificou-se a atual cidade de Joinville passaram, legalmente, ao
patrimônio privado do casal (art. 4...).
As terras em comento foram legalmente delimitadas, restando
claro que compreendiam a superfície e a profundidade da extensão
explicitada, sem qualquer restrição, à exceção das minas de diamantes.
Neste momento histórico, então, ocorreu a desafetação da área,
deixando as referidas terras de pertencer ao patrimônio da União e
passando à propriedade plena dos Príncipes (particulares), que, de
formas diversas, transferiram a propriedade a outros particulares,
dando início à cadeia dominial dos referidos imóveis, até a data de
hoje.
Assim, no caso em apreço, conclui-se que a propriedade
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 757502 AGR / SC
particular foi legalmente adquirida, na sua origem, a partir das
disposições da Lei n 166/1840, seguindo-se o Dec. 289/1843,
devendo-se, então, assim reconhecê-la, por força das garantias
constitucionais do ato jurídico perfeito e do direito adquirido.
Após a breve síntese acima exposta, tenho que a legislação
relativa aos terrenos de marinha (DL n 9.760/46 e art. 20, VII, da
Constituição Federal de 1988/88), é aplicável aos imóveis que não tenham registro e estejam nas
limitações caracterizadas no mencionado decreto, à data de sua edição.
Comprovada uma das duas hipóteses, tenho o firme
entendimento de que se trata de terras particulares, afastando-se a dita
propriedade da União para declarar-se de propriedade plena do
particular.
Por consequência, não se configuram as terras em apreço como
de marinha, não estando sujeitas a qualquer processo demarcatório,
tampouco à incidência de taxa de ocupação, e, por óbvio, restando
afastados débitos e penalizações daí decorrentes, é de manter a
sentença objurgada”.
Desse modo, reitera-se que, para divergir do acórdão recorrido
quanto à titularidade dos referidos terrenos, seria necessária a
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, sendo
certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta.
Outrossim, para verificar a procedência do apelo extremo, seria
imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que
é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes
mencionados na decisão agravada, cito, ainda:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TERRENOS DE
MARINHA. TITULARIDADE DOMINIAL. DEMARCAÇÃO.
NECESSIDADE
DA
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(Recurso Extraordinário 550.347-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma).
2
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ARE 757502 AGR / SC
particular foi legalmente adquirida, na sua origem, a partir das
disposições da Lei n 166/1840, seguindo-se o Dec. 289/1843,
devendo-se, então, assim reconhecê-la, por força das garantias
constitucionais do ato jurídico perfeito e do direito adquirido.
Após a breve síntese acima exposta, tenho que a legislação
relativa aos terrenos de marinha (DL n 9.760/46 e art. 20, VII, da
Constituição Federal de 1988/88), é aplicável aos imóveis que não tenham registro e estejam nas
limitações caracterizadas no mencionado decreto, à data de sua edição.
Comprovada uma das duas hipóteses, tenho o firme
entendimento de que se trata de terras particulares, afastando-se a dita
propriedade da União para declarar-se de propriedade plena do
particular.
Por consequência, não se configuram as terras em apreço como
de marinha, não estando sujeitas a qualquer processo demarcatório,
tampouco à incidência de taxa de ocupação, e, por óbvio, restando
afastados débitos e penalizações daí decorrentes, é de manter a
sentença objurgada”.
Desse modo, reitera-se que, para divergir do acórdão recorrido
quanto à titularidade dos referidos terrenos, seria necessária a
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, sendo
certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta.
Outrossim, para verificar a procedência do apelo extremo, seria
imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que
é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes
mencionados na decisão agravada, cito, ainda:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TERRENOS DE
MARINHA. TITULARIDADE DOMINIAL. DEMARCAÇÃO.
NECESSIDADE
DA
ANÁLISE
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS.
OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(Recurso Extraordinário 550.347-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma).
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 757502 AGR / SC
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PENHORA DE BENS. TERRENO DE
MARINHA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE
À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 284/Supremo Tribunal Federal.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária
aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos.
Providências vedadas neste momento processual.
2. No tocante à alínea 'b' do inciso III do art. 102 da Carta
Magna de 1988, é de se aplicar a súmula 284/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental desprovido” (AI 815.527-AgR/PA, Rel.
Min. Ayres Britto, Segunda Turma).
Nesse mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras:
Recurso Extraordinário 700.934/RS e AI 834.199-AgR/SC, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 694.311/SC,
Rel. Min. Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário 599.172/SC e Recurso Extraordinário 534.546-AgR/PR, de minha
relatoria.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 757502 AGR / SC
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PENHORA DE BENS. TERRENO DE
MARINHA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE
À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO
CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 284/Supremo Tribunal Federal.
1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância
judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária
aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos.
Providências vedadas neste momento processual.
2. No tocante à alínea 'b' do inciso III do art. 102 da Carta
Magna de 1988, é de se aplicar a súmula 284/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental desprovido” (AI 815.527-AgR/PA, Rel.
Min. Ayres Britto, Segunda Turma).
Nesse mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras:
Recurso Extraordinário 700.934/RS e AI 834.199-AgR/SC, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 694.311/SC,
Rel. Min. Gilmar Mendes; Recurso Extraordinário 599.172/SC e Recurso Extraordinário 534.546-AgR/PR, de minha
relatoria.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 10/09/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S) : JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
10.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757.502
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AGDO.(A/S) : SAMIR MEDEIROS
ADV.(A/S) : JOVENIL DE JESUS ARRUDA E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
10.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 757 . 502",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 757502 AGR /",
"ARE 757502 AGR /",
"ARE 757502 AGR / SC",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 801 . 728 - AgR / SC",
"AI 763 . 881 - AgR / SC",
"súmula 284 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 313 . 051 / DF",
"AI 532 . 651 / MG",
"AI 519 . 396 / SP",
"Recurso Extraordinário 539 . 347 - AgR / MA",
"ARE 757502 AGR / SC",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 801 . 728 - AgR / SC",
"AI 763 . 881 - AgR / SC",
"súmula 284 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 313 . 051 / DF",
"AI 532 . 651 / MG",
"AI 519 . 396 / SP",
"Recurso Extraordinário 539 . 347 - AgR / MA",
"ARE 757502",
"Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 757502 AGR / SC",
"Súmulas 279 do Supremo",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 550 . 347 - AgR / RS",
"ARE 757502 AGR / SC",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 550 . 347 - AgR / RS",
"ARE 757502 AGR / SC",
"SÚMULAS 279 E 284 / Supremo Tribunal Federal",
"súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 815 . 527 - AgR / PA",
"Recurso Extraordinário 700 . 934 / RS",
"AI 834 . 199 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário 694 . 311 / SC",
"Recurso Extraordinário 599 . 172 / SC",
"Recurso Extraordinário 534 . 546 - AgR / PR",
"ARE 757502 AGR / SC",
"SÚMULAS 279",
"súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 815 . 527 - AgR / PA",
"Recurso Extraordinário 700 . 934 / RS",
"AI 834 . 199 - AgR / SC",
"Recurso Extraordinário 694 . 311 / SC",
"Recurso Extraordinário 599 . 172 / SC",
"Recurso Extraordinário 534 . 546 - AgR / PR",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Imperial n 166",
"art . 20 , § 3 . . . , Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , a e b , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Imperial n 166",
"art . 20 , § 3 . . . , Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , a e b , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea b do art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea b do art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput )",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 166 / 1840",
"art . 20 , VII , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 166 / 1840",
"art . 20 , VII , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 166 / 1840",
"Dec",
".",
"289",
"/",
"1843",
"DL n 9 . 760 / 46",
"art . 20 , VII , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 166 / 1840",
"DL n 9 . 760 / 46",
"art . 20 , VII , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 .",
"LEGISLAÇÃO",
"alínea ' b ' do inciso III do art . 102 da Carta Magna de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alínea ' b ' do inciso III do art . 102 da Carta Magna de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"Brasil",
"Província de Santa Catarina",
"Joinville",
"Joinville",
"SANTA CATARINA",
"Brasil",
"Província de Santa Catarina",
"Joinville",
"Joinville",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SC",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"UNIÃO",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SAMIR MEDEIROS",
"JOVENIL DE JESUS ARRUDA",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SAMIR MEDEIROS",
"JOVENIL DE JESUS ARRUDA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SAMIR MEDEIROS",
"JOVENIL DE JESUS ARRUDA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Maurício Corrêa",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Maurício Corrêa",
"Ellen Gracie",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Francisca Carolina de Bragança",
"Pedro II",
"François Ferdinand Phillipe Louis Marie d ' Orleans",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Francisca Carolina de Bragança",
"Pedro",
"François Ferdinand Phillipe Louis Marie d ' Orleans",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Ayres Britto",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SAMIR MEDEIROS",
"JOVENIL DE JESUS ARRUDA",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"SAMIR MEDEIROS",
"JOVENIL DE JESUS ARRUDA",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"29",
"/",
"9",
"/",
"1840",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"29",
"/",
"9",
"/",
"1840",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"29",
"/",
"09",
"/",
"1840",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"29",
"/",
"09",
"/",
"1840",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"10",
".",
"09",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"09",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S)
:ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S)
:RELATORA DO HC Nº 270.981 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSO
PENAL.
TRÁFICO
DE
ENTORPECENTE. PRISÃO CAUTELAR. FUNDAMENTAÇÃO
IDÔNEA. INDEFERIMENTO DA MEDIDA LIMINAR NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 691 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA.
AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4542519.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18
Relatório
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S)
:ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S)
:RELATORA DO HC Nº 270.981 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 28 de junho de 2013, neguei seguimento ao presente habeas
corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por ANGELINO
DA SILVA MASCARENHAS, advogado, em benefício de CARLOS
ANDRÉ DA SILVA PORTELA, contra decisão da Ministra Alderita Ramos
de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 27.5.2013, indeferiu
a medida liminar no Habeas Corpus n. 270.981. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“9. A decisão questionada é monocrática e tem natureza
precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Nela, a
Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de
Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, por considerar ausentes
os requisitos para o acolhimento do pedido, requisitou informações e
determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público
Federal, a fim de que, instruído o feito, houvesse o regular
prosseguimento do habeas corpus até o seu julgamento, na forma
pedida pela parte.
O que se pediu naquele Superior Tribunal ainda não se exauriu
em seu exame e em sua conclusão. A jurisdição ali pedida está
pendente e o digno órgão está em movimento para prestá-la.
10. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais
e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da
Súmula n. 691 do Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S)
:ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S)
:RELATORA DO HC Nº 270.981 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 28 de junho de 2013, neguei seguimento ao presente habeas
corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por ANGELINO
DA SILVA MASCARENHAS, advogado, em benefício de CARLOS
ANDRÉ DA SILVA PORTELA, contra decisão da Ministra Alderita Ramos
de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 27.5.2013, indeferiu
a medida liminar no Habeas Corpus n. 270.981. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“9. A decisão questionada é monocrática e tem natureza
precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Nela, a
Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de
Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, por considerar ausentes
os requisitos para o acolhimento do pedido, requisitou informações e
determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público
Federal, a fim de que, instruído o feito, houvesse o regular
prosseguimento do habeas corpus até o seu julgamento, na forma
pedida pela parte.
O que se pediu naquele Superior Tribunal ainda não se exauriu
em seu exame e em sua conclusão. A jurisdição ali pedida está
pendente e o digno órgão está em movimento para prestá-la.
10. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais
e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da
Súmula n. 691 do Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18
Relatório
HC 118155 AGR / RJ
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra
decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal
superior, indefere a liminar’). Essa excepcionalidade fica demonstrada
nos casos em que se patenteie flagrante ilegalidade ou contrariedade a
princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não
se tem na espécie vertente.
11. Tem-se nos autos que, ao proferir a sentença condenatória, o
juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ manteve a prisão do
Paciente:
‘Não se aplica ao acusado o artigo 33 parágrafo 4º da lei
11.343/06, tendo em vista os indícios de que o acusado integra
organização criminosa, já que a droga apreendida continha a
inscrição lagoa CVRL, pó, R$30,00 (20,00), OURO BRANCO.
Outrossim, constam contra o réu várias passagens no Juizado
Especial Criminal e da Violência contra a mulher desta comarca
o que afasta os seus bons antecedentes.
(...)
1a FASE: Analisando as oito circunstâncias judiciais do
art. 59 do CP, verifico que a culpabilidade do acusado determina
a fixação da pena acima do mínimo legal. O réu não possui bons
antecedentes, conforme pode ser verificado pela CAC à fl. 78 e o
documento de fls. 105/106 (…).
Mantenho a custódia cautelar do réu, já que ele respondeu
por todo o processo preso’ (grifos nossos).
12. Essa prisão foi mantida nas instâncias antecedentes. Dessa
forma, em princípio, consideradas a quantidade de entorpecente
apreendido e as circunstâncias em que praticado ato imputado ao
Paciente, o que decidido nas instâncias antecedentes está em harmonia
com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a
periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e o risco
concreto de reiteração criminosa são motivos idôneos para a
manutenção da custódia cautelar.
(...)
13. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e
os documentos juntados comprovam ser imprescindível prudência na
análise e na conclusão do que se contém no pleito, porque não se pode
2
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Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra
decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal
superior, indefere a liminar’). Essa excepcionalidade fica demonstrada
nos casos em que se patenteie flagrante ilegalidade ou contrariedade a
princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não
se tem na espécie vertente.
11. Tem-se nos autos que, ao proferir a sentença condenatória, o
juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ manteve a prisão do
Paciente:
‘Não se aplica ao acusado o artigo 33 parágrafo 4º da lei
11.343/06, tendo em vista os indícios de que o acusado integra
organização criminosa, já que a droga apreendida continha a
inscrição lagoa CVRL, pó, R$30,00 (20,00), OURO BRANCO.
Outrossim, constam contra o réu várias passagens no Juizado
Especial Criminal e da Violência contra a mulher desta comarca
o que afasta os seus bons antecedentes.
(...)
1a FASE: Analisando as oito circunstâncias judiciais do
art. 59 do CP, verifico que a culpabilidade do acusado determina
a fixação da pena acima do mínimo legal. O réu não possui bons
antecedentes, conforme pode ser verificado pela CAC à fl. 78 e o
documento de fls. 105/106 (…).
Mantenho a custódia cautelar do réu, já que ele respondeu
por todo o processo preso’ (grifos nossos).
12. Essa prisão foi mantida nas instâncias antecedentes. Dessa
forma, em princípio, consideradas a quantidade de entorpecente
apreendido e as circunstâncias em que praticado ato imputado ao
Paciente, o que decidido nas instâncias antecedentes está em harmonia
com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a
periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e o risco
concreto de reiteração criminosa são motivos idôneos para a
manutenção da custódia cautelar.
(...)
13. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e
os documentos juntados comprovam ser imprescindível prudência na
análise e na conclusão do que se contém no pleito, porque não se pode
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Relatório
HC 118155 AGR / RJ
permitir, sem qualquer fundamentação, a supressão da instância a
quo. A decisão liminar e precária proferida pela Ministra Alderita
Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o
cuidado do quanto posto a exame, estando a ação, ali em curso, a
aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte” (transcrição
conforme o original).
2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 1º.8.2013 e o presente
agravo regimental em benefício do Paciente CARLOS ANDRÉ DA SILVA
PORTELA foi interposto, tempestivamente, em 5.8.2013.
3. O Agravante reitera a alegação de que a Súmula n. 691 deste
Supremo Tribunal deveria ser flexibilizada, pela suposta ausência de
fundamentação idônea para a manutenção da prisão.
Afirma que a “natureza da infração penal não se revela circunstância
apta, só por si, para justificar a privação cautelar do ‘status libertatis’ daquele
que sofre a persecução criminal instaurada pelo Estado”.
Este o teor dos pedidos:
“a) receber o presente agravo regimental, reconsiderando a vossa
respeitável decisão que negou seguimento ao pedido de habeas
corpus, no caso para ser deferida a medida cautelar suscitada no writ,
com a revogação da prisão do paciente, deste modo permitindo-lhe
aguardar em liberdade o julgamento da apelação interposta no Egrégio
TJRJ e/ou ficar em liberdade através de uma medida cautelar diversa
da prisão(incisos do artigo 319 do CPP) ou aguardar em liberdade o
julgamento do HC em tramitação no Egrégio STJ ou até que
sobrevenha o julgamento pelo Egrégio STF, com a expedição do alvará
de soltura referente aos autos nº 0005449-27.2012.8.19.0029(Juízo da
Vara Criminal da Comarca de Magé do RJ);
b) caso Vossa Excelência mantenha a douta decisão, requer seja
remetido o presente Agravo em Mesa ou Regimental a Egrégia Turma
do Egrégio STF, nos moldes previstos no Regimento Interno do STF, a
3
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HC 118155 AGR / RJ
permitir, sem qualquer fundamentação, a supressão da instância a
quo. A decisão liminar e precária proferida pela Ministra Alderita
Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o
cuidado do quanto posto a exame, estando a ação, ali em curso, a
aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte” (transcrição
conforme o original).
2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 1º.8.2013 e o presente
agravo regimental em benefício do Paciente CARLOS ANDRÉ DA SILVA
PORTELA foi interposto, tempestivamente, em 5.8.2013.
3. O Agravante reitera a alegação de que a Súmula n. 691 deste
Supremo Tribunal deveria ser flexibilizada, pela suposta ausência de
fundamentação idônea para a manutenção da prisão.
Afirma que a “natureza da infração penal não se revela circunstância
apta, só por si, para justificar a privação cautelar do ‘status libertatis’ daquele
que sofre a persecução criminal instaurada pelo Estado”.
Este o teor dos pedidos:
“a) receber o presente agravo regimental, reconsiderando a vossa
respeitável decisão que negou seguimento ao pedido de habeas
corpus, no caso para ser deferida a medida cautelar suscitada no writ,
com a revogação da prisão do paciente, deste modo permitindo-lhe
aguardar em liberdade o julgamento da apelação interposta no Egrégio
TJRJ e/ou ficar em liberdade através de uma medida cautelar diversa
da prisão(incisos do artigo 319 do CPP) ou aguardar em liberdade o
julgamento do HC em tramitação no Egrégio STJ ou até que
sobrevenha o julgamento pelo Egrégio STF, com a expedição do alvará
de soltura referente aos autos nº 0005449-27.2012.8.19.0029(Juízo da
Vara Criminal da Comarca de Magé do RJ);
b) caso Vossa Excelência mantenha a douta decisão, requer seja
remetido o presente Agravo em Mesa ou Regimental a Egrégia Turma
do Egrégio STF, nos moldes previstos no Regimento Interno do STF, a
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Relatório
HC 118155 AGR / RJ
fim de que seja processado e julgado o presente recurso pelo Colegiado,
esperando o seu deferimento no sentido de revogar a prisão do paciente
e/ou determinar a adoção de uma medida cautelar diversa da prisão,
como um ato de altaneira JUSTIÇA”.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 118155 AGR / RJ
fim de que seja processado e julgado o presente recurso pelo Colegiado,
esperando o seu deferimento no sentido de revogar a prisão do paciente
e/ou determinar a adoção de uma medida cautelar diversa da prisão,
como um ato de altaneira JUSTIÇA”.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155 RIO DE JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante, pelo que a decisão ora
agravada deve ser mantida.
2. O Agravante foi denunciado pela prática do delito previsto no art.
33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Tem-se nos autos que, no “dia 20 de junho
de 2012, por volta das 23 horas, em via pública, no bairro de Lagoa, Magé, o
DENUNCIADO, com consciência e vontade, trazia consigo, sem autorização e
em desacordo com determinação legal e regulamentar, 16,25 g (dezesseis gramas
e vinte e cinco centigramas) de cloridrato de cocaína, divididos em 13 sacolés”.
3. Em 10.10.2012, o juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ
condenou o Agravante à pena de seis anos de reclusão, a ser cumprida
em regime inicial fechado, e seiscentos dias-multa, não lhe sendo
concedido o direito de recorrer em liberdade.
4. A defesa interpôs recurso de apelação, pendente de julgamento
(www.tjrj.jus.br), e impetrou o Habeas Corpus n. 0017159-97.2013.8.19.0000,
para a revogação da prisão cautelar. Em 25.4.2013, a Sexta Câmara
Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro denegou a ordem:
“HABEAS CORPUS – PROCESSUAL PENAL – TRÁFICO
DE ENTORPECENTES – EPISÓDIO OCORRIDO NO BAIRRO
LAGOA, COMARCA DE MAGÉ – PRETÉRITA CONDENAÇÃO
À PENA CORPORAL DE 06 (SEIS) ANOS DE RECLUSÃO E 600
(SEISCENTOS) DIAS MULTA, NO VALOR MÍNIMO LEGAL,
EM REGIME CARCERÁRIO FECHADO – ALEGAÇÃO DE
DESNECESSIDADE DA MANUTENÇÃO PRISIONAL DO
PACIENTE DURANTE A TRAMITAÇÃO E ATÉ O
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155 RIO DE JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante, pelo que a decisão ora
agravada deve ser mantida.
2. O Agravante foi denunciado pela prática do delito previsto no art.
33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Tem-se nos autos que, no “dia 20 de junho
de 2012, por volta das 23 horas, em via pública, no bairro de Lagoa, Magé, o
DENUNCIADO, com consciência e vontade, trazia consigo, sem autorização e
em desacordo com determinação legal e regulamentar, 16,25 g (dezesseis gramas
e vinte e cinco centigramas) de cloridrato de cocaína, divididos em 13 sacolés”.
3. Em 10.10.2012, o juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ
condenou o Agravante à pena de seis anos de reclusão, a ser cumprida
em regime inicial fechado, e seiscentos dias-multa, não lhe sendo
concedido o direito de recorrer em liberdade.
4. A defesa interpôs recurso de apelação, pendente de julgamento
(www.tjrj.jus.br), e impetrou o Habeas Corpus n. 0017159-97.2013.8.19.0000,
para a revogação da prisão cautelar. Em 25.4.2013, a Sexta Câmara
Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro denegou a ordem:
“HABEAS CORPUS – PROCESSUAL PENAL – TRÁFICO
DE ENTORPECENTES – EPISÓDIO OCORRIDO NO BAIRRO
LAGOA, COMARCA DE MAGÉ – PRETÉRITA CONDENAÇÃO
À PENA CORPORAL DE 06 (SEIS) ANOS DE RECLUSÃO E 600
(SEISCENTOS) DIAS MULTA, NO VALOR MÍNIMO LEGAL,
EM REGIME CARCERÁRIO FECHADO – ALEGAÇÃO DE
DESNECESSIDADE DA MANUTENÇÃO PRISIONAL DO
PACIENTE DURANTE A TRAMITAÇÃO E ATÉ O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
JULGAMENTO DE SEU APELO JÁ INTERPOSTO, INCLUSIVE
POR ENTENDER SE ENCONTRAR DESGUARNECIDO DE
FUNDAMENTAÇÃO TAL DECISUM CONTIDO NA
SENTENÇA CONDENATÓRIA, POR CONSIDERÁ- LO
TERATOLÓGICO, A VIOLAR OS ARTS. 93, INC. Nº IX DA
CARTA POLÍTICA E 387, § 1º DO C.P.P. – DISPENSA DE
INFORMAÇÕES, EM SE TRATANDO DE WRIT
DEVIDAMENTE
INSTRUÍDO,
BEM
COMO
SE
ENCONTRANDO A HIPÓTESE FÁTICA DEVIDAMENTE
DELIMITADA – IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO
MANDAMENTAL, EM SE TRATANDO DE DECISÃO
SUSCINTA,
MAS
VÁLIDA,
AGASALHANDO
POSICIONAMENTO JÁ PACIFICADO PELOS NOSSOS
TRIBUNAIS SUPERIORES, SEGUNDO O QUAL E DIANTE DA
INEXISTÊNCIA DE FATO NOVO SUPERVENIENTE,
MANTERÁ O RÉU, APÓS A PROLAÇÃO DE SENTENÇA
CONDENATÓRIA, O MESMO STATUS QUE OSTENTAVA ATÉ
ENTÃO E DURANTE A INSTRUÇÃO PROCESSUAL, OU SEJÁ:
SE PRESO ESTAVA, ASSIM PERMANECERÁ; SE SOLTO FOI
MANTIDO, É NESTA CONDIÇÃO QUE AGUARDARÁ O
TRÂNSITO EM JULGADO DO DECISUM – PRECEDENTES
DA CORTE CIDADÃ – CONSTRANGIMENTO ILEGAL
APONTADO, MAS INCONFIGURADO – DENEGAÇÃO DA
ORDEM”.
5. Esse acórdão foi objeto de embargos de declaração, rejeitados em
7.5.2013:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS
– TRÁFICO DE ENTORPECENTES – ALEGAÇÃO DA
OCORRÊNCIA DE OMISSÃO NO COMBATIDO ACÓRDÃO,
PRETENDENDO CONFERIR AO PRESENTE RECURSO,
EFEITOS INFRINGENTES, MERCÊ DO ARGUMENTO
SEGUNDO O QUAL A DECISÃO DE MANTER O PACIENTE
PRESO, SOMENTE PORQUE NESTA CONDIÇÃO
RESPONDEU A TODO O PROCESSO, SE MOSTRARIA COMO
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HC 118155 AGR / RJ
JULGAMENTO DE SEU APELO JÁ INTERPOSTO, INCLUSIVE
POR ENTENDER SE ENCONTRAR DESGUARNECIDO DE
FUNDAMENTAÇÃO TAL DECISUM CONTIDO NA
SENTENÇA CONDENATÓRIA, POR CONSIDERÁ- LO
TERATOLÓGICO, A VIOLAR OS ARTS. 93, INC. Nº IX DA
CARTA POLÍTICA E 387, § 1º DO C.P.P. – DISPENSA DE
INFORMAÇÕES, EM SE TRATANDO DE WRIT
DEVIDAMENTE
INSTRUÍDO,
BEM
COMO
SE
ENCONTRANDO A HIPÓTESE FÁTICA DEVIDAMENTE
DELIMITADA – IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO
MANDAMENTAL, EM SE TRATANDO DE DECISÃO
SUSCINTA,
MAS
VÁLIDA,
AGASALHANDO
POSICIONAMENTO JÁ PACIFICADO PELOS NOSSOS
TRIBUNAIS SUPERIORES, SEGUNDO O QUAL E DIANTE DA
INEXISTÊNCIA DE FATO NOVO SUPERVENIENTE,
MANTERÁ O RÉU, APÓS A PROLAÇÃO DE SENTENÇA
CONDENATÓRIA, O MESMO STATUS QUE OSTENTAVA ATÉ
ENTÃO E DURANTE A INSTRUÇÃO PROCESSUAL, OU SEJÁ:
SE PRESO ESTAVA, ASSIM PERMANECERÁ; SE SOLTO FOI
MANTIDO, É NESTA CONDIÇÃO QUE AGUARDARÁ O
TRÂNSITO EM JULGADO DO DECISUM – PRECEDENTES
DA CORTE CIDADÃ – CONSTRANGIMENTO ILEGAL
APONTADO, MAS INCONFIGURADO – DENEGAÇÃO DA
ORDEM”.
5. Esse acórdão foi objeto de embargos de declaração, rejeitados em
7.5.2013:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS
– TRÁFICO DE ENTORPECENTES – ALEGAÇÃO DA
OCORRÊNCIA DE OMISSÃO NO COMBATIDO ACÓRDÃO,
PRETENDENDO CONFERIR AO PRESENTE RECURSO,
EFEITOS INFRINGENTES, MERCÊ DO ARGUMENTO
SEGUNDO O QUAL A DECISÃO DE MANTER O PACIENTE
PRESO, SOMENTE PORQUE NESTA CONDIÇÃO
RESPONDEU A TODO O PROCESSO, SE MOSTRARIA COMO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
GENÉRICA E TERATOLÓGICA, NÃO PERMITINDO QUE O
IMPLICADO TENHA O CONHECIMENTO DA CONCRETA
FUNDAMENTAÇÃO DA PERPETUAÇÃO DE SUA CUSTÓDIA
CAUTELAR, QUE SERIA FLAGRANTEMENTE DESCABIDA,
NOTADAMENTE EM SE TRATANDO DE QUEM PODERÁ VIR
A SER BENEFICIADO, EM SEDE DE APELAÇÃO, COM A
MITIGAÇÃO AO REGIME PRISIONAL SEMIABERTO –
IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO RECURSAL – AUSÊNCIA
DA ALEGADA OMISSÃO, O QUE JÁ SE DESNATURA A
PARTIR DA SIMPLES LEITURA DO ACÓRDÃO QUE
ASSEVERA A HIGIDEZ DAS CONDIÇÕES QUE
JUSTIFICARAM A MANUTENÇÃO DA PRISÃO ATÉ A
PROLAÇÃO DA SENTENÇA, DAQUELE QUE FOI PRESO EM
FLAGRANTE E CUJA CIÊNCIA DOS MOTIVOS
ENSEJADORES DESTA SE DEU DESDE A PROLAÇÃO DO
DECRETO CONVERSIVO DA PRISÃO FLAGRANCIAL EM
CAUTELAR E DA POSTERIOR DECISÃO QUE MANTEVE A
SEGREGAÇÃO CORPÓREA DO PACIENTE, INADMITINDO-
SE,
NESTE
MOMENTO,
ALEGAÇÃO
DE
DESCONHECIMENTO DAQUELA FUNDAMENTAÇÃO –
DESCABIMENTO DA APLICAÇÃO DE QUALQUER DAS
CAUTELARES ALTERNATIVAS À PRISIONAL, QUE SE
CREDENCIA COMO CONCLUSÃO LÓGICA AO EXPRESSO
AFASTAMENTO DA INCIDÊNCIA DA LIBERDADE
PROVISÓRIA AO PACIENTE, PORQUANTO AQUELAS NÃO
SOBREVIVAM, POR ÓBVIO, SEM A PRETÉRITA CONCESSÃO
DESTA,
CONSTITUINDO-SE,
APENAS,
NUMA
MODALIDADE DIFERENCIADA DESTA – EFEITOS
INFRINGENTES NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO QUE
SOMENTE SE CREDENCIAM COMO LEGÍTIMOS QUANDO
DECORRENTES DO SANEAMENTO DE QUALQUER
IRREGULARIDADE, SEJA OMISSÃO, OU CONTRADIÇÃO,
OU MESMO OBSCURIDADE, QUE POSSA INCIDIR SOBRE
UM DECISUM, MAS QUE, DIVERSAMENTE DISTO,
CRISTALIZAM
AQUELES
COMO
AMPLAMENTE
DESCABIDOS DESDE QUE CALCADOS TÃO SOMENTE NA
3
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HC 118155 AGR / RJ
GENÉRICA E TERATOLÓGICA, NÃO PERMITINDO QUE O
IMPLICADO TENHA O CONHECIMENTO DA CONCRETA
FUNDAMENTAÇÃO DA PERPETUAÇÃO DE SUA CUSTÓDIA
CAUTELAR, QUE SERIA FLAGRANTEMENTE DESCABIDA,
NOTADAMENTE EM SE TRATANDO DE QUEM PODERÁ VIR
A SER BENEFICIADO, EM SEDE DE APELAÇÃO, COM A
MITIGAÇÃO AO REGIME PRISIONAL SEMIABERTO –
IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO RECURSAL – AUSÊNCIA
DA ALEGADA OMISSÃO, O QUE JÁ SE DESNATURA A
PARTIR DA SIMPLES LEITURA DO ACÓRDÃO QUE
ASSEVERA A HIGIDEZ DAS CONDIÇÕES QUE
JUSTIFICARAM A MANUTENÇÃO DA PRISÃO ATÉ A
PROLAÇÃO DA SENTENÇA, DAQUELE QUE FOI PRESO EM
FLAGRANTE E CUJA CIÊNCIA DOS MOTIVOS
ENSEJADORES DESTA SE DEU DESDE A PROLAÇÃO DO
DECRETO CONVERSIVO DA PRISÃO FLAGRANCIAL EM
CAUTELAR E DA POSTERIOR DECISÃO QUE MANTEVE A
SEGREGAÇÃO CORPÓREA DO PACIENTE, INADMITINDO-
SE,
NESTE
MOMENTO,
ALEGAÇÃO
DE
DESCONHECIMENTO DAQUELA FUNDAMENTAÇÃO –
DESCABIMENTO DA APLICAÇÃO DE QUALQUER DAS
CAUTELARES ALTERNATIVAS À PRISIONAL, QUE SE
CREDENCIA COMO CONCLUSÃO LÓGICA AO EXPRESSO
AFASTAMENTO DA INCIDÊNCIA DA LIBERDADE
PROVISÓRIA AO PACIENTE, PORQUANTO AQUELAS NÃO
SOBREVIVAM, POR ÓBVIO, SEM A PRETÉRITA CONCESSÃO
DESTA,
CONSTITUINDO-SE,
APENAS,
NUMA
MODALIDADE DIFERENCIADA DESTA – EFEITOS
INFRINGENTES NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO QUE
SOMENTE SE CREDENCIAM COMO LEGÍTIMOS QUANDO
DECORRENTES DO SANEAMENTO DE QUALQUER
IRREGULARIDADE, SEJA OMISSÃO, OU CONTRADIÇÃO,
OU MESMO OBSCURIDADE, QUE POSSA INCIDIR SOBRE
UM DECISUM, MAS QUE, DIVERSAMENTE DISTO,
CRISTALIZAM
AQUELES
COMO
AMPLAMENTE
DESCABIDOS DESDE QUE CALCADOS TÃO SOMENTE NA
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
PRETENSÃO DEFENSIVA DE VER A MATÉRIA SER
REAPRECIADA PELO COLEGIADO NUMA PERSPECTIVA DE
QUE, NESTA NOVA OPORTUNIDADE, POSSA ALCANÇAR A
PRETENSÃO QUE LHE FAVORECE, MAS QUE JÁ FOI
PRETERITAMENTE REJEITADA – DESPROVIMENTO DOS
EMBARGOS”.
6. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus
n. 270.981 em benefício do Agravante. Em 27.5.2013, a Relatora, Ministra
Alderita Ramos de Oliveira, indeferiu a medida liminar requerida:
“Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado
em favor de CARLOS ANDRÉ DA SILVA PORTELA, apontando
como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro (Habeas Corpus nº 0017159-97.2013.8.19.0000).
Consta dos autos que o paciente foi denunciado e,
posteriormente, condenado, pela suposta prática do crime previsto no
art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006, à pena de 6 (seis) anos de
reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 600
(seiscentos) dias-multa. A prisão preventiva foi decretada.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus, tendo o Tribunal
de origem denegado a ordem.
Neste writ, o impetrante alega, em síntese, omissão no acórdão
combatido que não apreciou a possibilidade de adoção de uma ou mais
medidas cautelares diversas da prisão.
Sustenta, ainda, que a decisão impugnada é teratológica e
carente de fundamentação idônea, além de flagrante violação do art.
387, parágrafo único, do Código de Processo Penal.
Afirma, também, que o paciente que estão ausentes os requisitos
do art. 312 do Código de Processo Penal, que autorizam a prisão
preventiva.
Requer, liminarmente, seja o paciente colocado em liberdade até
o julgamento do mérito desta impetração.
É o relatório.
DECIDO.
Não merece acolhida o pedido liminarmente formulado.
4
Supremo Tribunal Federal
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HC 118155 AGR / RJ
PRETENSÃO DEFENSIVA DE VER A MATÉRIA SER
REAPRECIADA PELO COLEGIADO NUMA PERSPECTIVA DE
QUE, NESTA NOVA OPORTUNIDADE, POSSA ALCANÇAR A
PRETENSÃO QUE LHE FAVORECE, MAS QUE JÁ FOI
PRETERITAMENTE REJEITADA – DESPROVIMENTO DOS
EMBARGOS”.
6. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus
n. 270.981 em benefício do Agravante. Em 27.5.2013, a Relatora, Ministra
Alderita Ramos de Oliveira, indeferiu a medida liminar requerida:
“Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado
em favor de CARLOS ANDRÉ DA SILVA PORTELA, apontando
como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro (Habeas Corpus nº 0017159-97.2013.8.19.0000).
Consta dos autos que o paciente foi denunciado e,
posteriormente, condenado, pela suposta prática do crime previsto no
art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006, à pena de 6 (seis) anos de
reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 600
(seiscentos) dias-multa. A prisão preventiva foi decretada.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus, tendo o Tribunal
de origem denegado a ordem.
Neste writ, o impetrante alega, em síntese, omissão no acórdão
combatido que não apreciou a possibilidade de adoção de uma ou mais
medidas cautelares diversas da prisão.
Sustenta, ainda, que a decisão impugnada é teratológica e
carente de fundamentação idônea, além de flagrante violação do art.
387, parágrafo único, do Código de Processo Penal.
Afirma, também, que o paciente que estão ausentes os requisitos
do art. 312 do Código de Processo Penal, que autorizam a prisão
preventiva.
Requer, liminarmente, seja o paciente colocado em liberdade até
o julgamento do mérito desta impetração.
É o relatório.
DECIDO.
Não merece acolhida o pedido liminarmente formulado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
Cumpre ressaltar, inicialmente, que a concessão de medida
liminar, em sede de habeas corpus, é medida que se reveste de caráter
excepcional, admitida, assim, tão-somente quando estiver configurado
manifesto constrangimento ilegal ou abuso de poder a cercear a
liberdade de locomoção do paciente, o que não se verifica no caso sob
exame.
Outrossim, resulta evidente que a medida liminarmente
pleiteada, no caso em espécie, confunde-se com o mérito da impetração,
revelando, assim, seu caráter satisfativo, o que demonstra, mais uma
vez, ser apropriada a análise da questão em tempo oportuno.
Por tais razões, INDEFIRO o pedido de liminar.
Solicitem-se informações pormenorizadas e atualizadas ao
Tribunal impetrado e ao Juízo de piso.
Após, abra-se vista ao Douto Ministério Público Federal”.
7. A defesa impetrou o presente habeas corpus, no qual pediu o
afastamento da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal. Alegou a
suposta ausência de fundamentação da decisão da Ministra Alderita
Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a
medida liminar requerida.
Ressaltou não haver fundamentação idônea para a manutenção da
prisão cautelar do Agravante e não ter sido observada a possibilidade de
outras medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo
Penal.
Este o teor dos pedidos:
“23 - Isto posto, evidenciados a plausibilidade da impetração, a
prova pré-constituída e a manifesta ilegalidade do ato impugnado e,
em observância ao princípio constitucional explícito da dignidade da
pessoa humana, a razoável duração do processo(inciso LXXVIII do
artigo 5º da C.R.F.B.), razoabilidade/proporcionalidade e o princípio
implícito da ressocialização, haja vista os infortúnios que passa o
paciente, haja vista a ausência de fundamentação que impossibilitou
5
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HC 118155 AGR / RJ
Cumpre ressaltar, inicialmente, que a concessão de medida
liminar, em sede de habeas corpus, é medida que se reveste de caráter
excepcional, admitida, assim, tão-somente quando estiver configurado
manifesto constrangimento ilegal ou abuso de poder a cercear a
liberdade de locomoção do paciente, o que não se verifica no caso sob
exame.
Outrossim, resulta evidente que a medida liminarmente
pleiteada, no caso em espécie, confunde-se com o mérito da impetração,
revelando, assim, seu caráter satisfativo, o que demonstra, mais uma
vez, ser apropriada a análise da questão em tempo oportuno.
Por tais razões, INDEFIRO o pedido de liminar.
Solicitem-se informações pormenorizadas e atualizadas ao
Tribunal impetrado e ao Juízo de piso.
Após, abra-se vista ao Douto Ministério Público Federal”.
7. A defesa impetrou o presente habeas corpus, no qual pediu o
afastamento da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal. Alegou a
suposta ausência de fundamentação da decisão da Ministra Alderita
Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a
medida liminar requerida.
Ressaltou não haver fundamentação idônea para a manutenção da
prisão cautelar do Agravante e não ter sido observada a possibilidade de
outras medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo
Penal.
Este o teor dos pedidos:
“23 - Isto posto, evidenciados a plausibilidade da impetração, a
prova pré-constituída e a manifesta ilegalidade do ato impugnado e,
em observância ao princípio constitucional explícito da dignidade da
pessoa humana, a razoável duração do processo(inciso LXXVIII do
artigo 5º da C.R.F.B.), razoabilidade/proporcionalidade e o princípio
implícito da ressocialização, haja vista os infortúnios que passa o
paciente, haja vista a ausência de fundamentação que impossibilitou
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
apelar da sentença em liberdade (ARTS. 282 E 312 DO CPP), requer
seja concedida a liminar suscitada na presente impetração COM A
EXPEDIÇÃO DO ALVARÁ DE SOLTURA, referente aos autos nº
0005449-27.2012.8.19.0029 (Juízo da Vara Criminal da Comarca de
Magé - Rio de Janeiro), onde caracteriza um constrangimento ilegal e
inconstitucional, deste modo CASSANDO-SE A DECISÃO
PROMANADA DO EXMO. Ministro do STJ (e-STJ fl. 82/83),
REVOGANDO-A E EM APRECIAÇÃO DE LIMINAR COM
MITIGAÇÃO DA SÚMULA 691/STF, SEJA PERMITIDO AO
PACIENTE AGUARDAR EM LIBERDADE O JULGAMENTO
DA APELAÇÃO INTERPOSTA NO EGRÉGIO TJRJ E/OU FICAR
EM LIBERDADE ATÉ O JULGAMENTO DEFINITIVO DO
PRESENTE WRIT PELA COLENDA TURMA DO EGRÉGIO STF
OU TRÂNSITO EM JULGADO DE EVENTUAL
CONDENAÇÃO PENAL, COM A EXPEDIÇÃO DO ALVARÁ DE
SOLTURA.
24 - Após a prática dos atos processuais, e em caso de concessão
da liminar, doravante seja julgado procedente o mérito da presente
ação mandamental de Habeas Corpus, transformando a liminar em
definitiva, pela Egrégia Turma competente pela distribuição, como
medida de inteira e cristalina Justiça.
25 - Na remota hipótese de ultrapassagem do pedido anterior,
em postulação sucessiva requer seja apreciada em liminar a
possibilidade da adoção de uma medida cautelar diferentemente da
prisão, nos termos dos incisos do artigo 319 do CPP (redação dada
pela Lei nº 12.403/2011), como medida de justiça”.
8. A decisão questionada na presente impetração é monocrática e
tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo.
Nela, a Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de
Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, por considerar ausentes os
requisitos para o acolhimento do pedido, requisitou informações e
determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal, a
fim de que, instruído o feito, houvesse o regular prosseguimento do
habeas corpus até o seu julgamento, na forma pedida pela parte.
6
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apelar da sentença em liberdade (ARTS. 282 E 312 DO CPP), requer
seja concedida a liminar suscitada na presente impetração COM A
EXPEDIÇÃO DO ALVARÁ DE SOLTURA, referente aos autos nº
0005449-27.2012.8.19.0029 (Juízo da Vara Criminal da Comarca de
Magé - Rio de Janeiro), onde caracteriza um constrangimento ilegal e
inconstitucional, deste modo CASSANDO-SE A DECISÃO
PROMANADA DO EXMO. Ministro do STJ (e-STJ fl. 82/83),
REVOGANDO-A E EM APRECIAÇÃO DE LIMINAR COM
MITIGAÇÃO DA SÚMULA 691/STF, SEJA PERMITIDO AO
PACIENTE AGUARDAR EM LIBERDADE O JULGAMENTO
DA APELAÇÃO INTERPOSTA NO EGRÉGIO TJRJ E/OU FICAR
EM LIBERDADE ATÉ O JULGAMENTO DEFINITIVO DO
PRESENTE WRIT PELA COLENDA TURMA DO EGRÉGIO STF
OU TRÂNSITO EM JULGADO DE EVENTUAL
CONDENAÇÃO PENAL, COM A EXPEDIÇÃO DO ALVARÁ DE
SOLTURA.
24 - Após a prática dos atos processuais, e em caso de concessão
da liminar, doravante seja julgado procedente o mérito da presente
ação mandamental de Habeas Corpus, transformando a liminar em
definitiva, pela Egrégia Turma competente pela distribuição, como
medida de inteira e cristalina Justiça.
25 - Na remota hipótese de ultrapassagem do pedido anterior,
em postulação sucessiva requer seja apreciada em liminar a
possibilidade da adoção de uma medida cautelar diferentemente da
prisão, nos termos dos incisos do artigo 319 do CPP (redação dada
pela Lei nº 12.403/2011), como medida de justiça”.
8. A decisão questionada na presente impetração é monocrática e
tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo.
Nela, a Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de
Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, por considerar ausentes os
requisitos para o acolhimento do pedido, requisitou informações e
determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal, a
fim de que, instruído o feito, houvesse o regular prosseguimento do
habeas corpus até o seu julgamento, na forma pedida pela parte.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
O que se pediu naquele Superior Tribunal ainda não se exauriu em
seu exame e em sua conclusão. A jurisdição ali pedida está pendente e o
digno órgão está em movimento para prestá-la.
9. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em
circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula
n. 691 do Supremo Tribunal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas
corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa
excepcionalidade fica demonstrada nos casos em que se patenteie
flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou
legais na decisão questionada, o que não se tem na espécie vertente.
10. Tem-se nos autos que, ao proferir a sentença condenatória, o
juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ manteve a prisão do
Agravante:
“Não se aplica ao acusado o artigo 33 parágrafo 4º da lei
11.343/06, tendo em vista os indícios de que o acusado integra
organização criminosa, já que a droga apreendida continha a inscrição
lagoa CVRL, pó, R$30,00 (20,00), OURO BRANCO. Outrossim,
constam contra o réu várias passagens no Juizado Especial Criminal e
da Violência contra a mulher desta comarca o que afasta os seus bons
antecedentes.
(...)
1a FASE: Analisando as oito circunstâncias judiciais do art. 59
do CP, verifico que a culpabilidade do acusado determina a fixação da
pena acima do mínimo legal. O réu não possui bons antecedentes,
conforme pode ser verificado pela CAC à fl. 78 e o documento de fls.
105/106 (…).
Mantenho a custódia cautelar do réu, já que ele respondeu por
todo o processo preso” (grifos nossos).
11. Essa prisão foi mantida nas instâncias antecedentes. Dessa forma,
como ressaltei na decisão ora agravada, consideradas a quantidade de
7
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HC 118155 AGR / RJ
O que se pediu naquele Superior Tribunal ainda não se exauriu em
seu exame e em sua conclusão. A jurisdição ali pedida está pendente e o
digno órgão está em movimento para prestá-la.
9. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em
circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula
n. 691 do Supremo Tribunal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas
corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa
excepcionalidade fica demonstrada nos casos em que se patenteie
flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou
legais na decisão questionada, o que não se tem na espécie vertente.
10. Tem-se nos autos que, ao proferir a sentença condenatória, o
juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ manteve a prisão do
Agravante:
“Não se aplica ao acusado o artigo 33 parágrafo 4º da lei
11.343/06, tendo em vista os indícios de que o acusado integra
organização criminosa, já que a droga apreendida continha a inscrição
lagoa CVRL, pó, R$30,00 (20,00), OURO BRANCO. Outrossim,
constam contra o réu várias passagens no Juizado Especial Criminal e
da Violência contra a mulher desta comarca o que afasta os seus bons
antecedentes.
(...)
1a FASE: Analisando as oito circunstâncias judiciais do art. 59
do CP, verifico que a culpabilidade do acusado determina a fixação da
pena acima do mínimo legal. O réu não possui bons antecedentes,
conforme pode ser verificado pela CAC à fl. 78 e o documento de fls.
105/106 (…).
Mantenho a custódia cautelar do réu, já que ele respondeu por
todo o processo preso” (grifos nossos).
11. Essa prisão foi mantida nas instâncias antecedentes. Dessa forma,
como ressaltei na decisão ora agravada, consideradas a quantidade de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
entorpecente apreendido e as circunstâncias em que praticado ato
imputado ao Agravante, o que decidido nas instâncias antecedentes está
em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou
que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e o risco
concreto de reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção
da custódia cautelar.
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR
TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA:
INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO.
PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE
DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES
PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM
DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de
crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade
imposta pela Constituição da República à legislação ordinária
(Constituição da República, art. 5º, inc. XLIII): Precedentes. O art.
2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao
considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse
diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da
República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se
reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar
a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2º, inc. II, da Lei n.
8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade
provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a
qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía
redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma
proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e
equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por
quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar
o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial
(Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3.
8
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HC 118155 AGR / RJ
entorpecente apreendido e as circunstâncias em que praticado ato
imputado ao Agravante, o que decidido nas instâncias antecedentes está
em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou
que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e o risco
concreto de reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção
da custódia cautelar.
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR
TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA:
INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO.
PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE
DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES
PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM
DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de
crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade
imposta pela Constituição da República à legislação ordinária
(Constituição da República, art. 5º, inc. XLIII): Precedentes. O art.
2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao
considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse
diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da
República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se
reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar
a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2º, inc. II, da Lei n.
8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade
provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a
qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía
redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma
proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e
equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por
quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar
o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial
(Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3.
8
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a
prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes.
4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar
do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos
concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de
droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção
da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447,
de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos).
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES.
DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO
CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA.
1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São
Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para
buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o
decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos
concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual,
notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da
gravidade do crime perpetrado, mas também pelo
modus operandi
,
já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de
drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do
interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da
ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a
reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos'
(HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de
se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância
de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência
fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que
presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP
9
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HC 118155 AGR / RJ
Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a
prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes.
4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar
do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos
concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de
droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção
da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447,
de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos).
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES.
DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO
CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA.
1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São
Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para
buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o
decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos
concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual,
notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da
gravidade do crime perpetrado, mas também pelo
modus operandi
,
já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de
drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do
interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da
ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a
reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos'
(HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de
se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância
de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência
fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que
presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
(HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 02.09.2005).
5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual,
em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já
que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o
transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente
do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu,
satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código
de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do
paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a
situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter
praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a
análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos
limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no
sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver
necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel.
Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC
98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos
nossos).
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO
AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira
Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n.
11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade
provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de
entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade
provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes,
a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra
fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande
quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy],
consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno
traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal
justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos).
10
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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HC 118155 AGR / RJ
(HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 02.09.2005).
5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual,
em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já
que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o
transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente
do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu,
satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código
de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do
paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a
situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter
praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a
análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos
limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no
sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver
necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel.
Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC
98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos
nossos).
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO
AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira
Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n.
11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade
provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de
entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade
provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes,
a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra
fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande
quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy],
consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno
traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal
justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos).
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC
97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros.
12. Como afirmei na decisão ora agravada, as circunstâncias expostas
na inicial deste habeas corpus e os documentos juntados comprovam ser
imprescindível prudência na análise e na conclusão do que se contém no
pleito, porque não se pode permitir, sem qualquer fundamentação, a
supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pela
Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, não
exaure o cuidado do quanto posto a exame, estando a ação, ali em curso,
a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL.
HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO
QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem
natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não
vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal,
incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não
compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus
impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes.
2. Agravo regimental não provido” (HC 90.716-AgR, de
minha relatoria, DJ 1º.6.2007).
E:
11
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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HC 118155 AGR / RJ
Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC
97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros.
12. Como afirmei na decisão ora agravada, as circunstâncias expostas
na inicial deste habeas corpus e os documentos juntados comprovam ser
imprescindível prudência na análise e na conclusão do que se contém no
pleito, porque não se pode permitir, sem qualquer fundamentação, a
supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pela
Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, não
exaure o cuidado do quanto posto a exame, estando a ação, ali em curso,
a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL.
HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO
QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem
natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não
vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal,
incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não
compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus
impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes.
2. Agravo regimental não provido” (HC 90.716-AgR, de
minha relatoria, DJ 1º.6.2007).
E:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
“HABEAS CORPUS - OBJETO - INDEFERIMENTO DE
LIMINAR EM IDÊNTICA MEDIDA - VERBETE N. 691 DA
SÚMULA DO SUPREMO.
A Súmula do Supremo revela, como regra, o não-cabimento do
habeas contra ato de relator que, em idêntica medida, haja implicado
o indeferimento de liminar” (HC 90.602, Relator o Ministro Marco
Aurélio, DJ 22.6.2007).
Confiram-se, ainda, entre outros: HC 89.970, de minha relatoria, DJ
22.6.2007; HC 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007;
e HC 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. Portanto,
a decisão agravada deve ser mantida.
13. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar
provimento ao agravo regimental.
12
Supremo Tribunal Federal
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HC 118155 AGR / RJ
“HABEAS CORPUS - OBJETO - INDEFERIMENTO DE
LIMINAR EM IDÊNTICA MEDIDA - VERBETE N. 691 DA
SÚMULA DO SUPREMO.
A Súmula do Supremo revela, como regra, o não-cabimento do
habeas contra ato de relator que, em idêntica medida, haja implicado
o indeferimento de liminar” (HC 90.602, Relator o Ministro Marco
Aurélio, DJ 22.6.2007).
Confiram-se, ainda, entre outros: HC 89.970, de minha relatoria, DJ
22.6.2007; HC 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007;
e HC 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. Portanto,
a decisão agravada deve ser mantida.
13. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar
provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 10/09/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 270.981 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
10.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 270.981 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
10.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4562588
| 2013-09-10T00:00:00
| 2013-09-24T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 10.09.2013.
|
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. PRISÃO CAUTELAR. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INDEFERIMENTO DA MEDIDA LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur242619
|
- Acórdão(s) citado(s):
(PERICULOSIDADE, MODUS OPERANDI, REITERAÇÃO CRIMINOSA, PRISÃO CAUTELAR)
HC 94872 (2ªT), HC 97462 (1ªT), HC 98130 (2ªT), HC 98754 (2ªT), HC 99447 (1ªT), HC 99929 (2ªT), HC 102119 (2ªT).
(SÚMULA 691 DO STF)
HC 89970 (1ªT), HC 90232 (1ªT), HC 90602 (1ªT), HC 89675 AgR (2ªT), HC 90716 AgR (1ªT).
Número de páginas: 18.
Análise: 08/10/2013, IVA.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
118155
|
[
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\"\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00319\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC-AgR
|
acordaos
|
HC 118155 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 270.981 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S)
:ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S)
:RELATORA DO HC n 270.981 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.
CONSTITUCIONAL.
PROCESSO
PENAL.
TRÁFICO
DE
ENTORPECENTE. PRISÃO CAUTELAR. FUNDAMENTAÇÃO
IDÔNEA. INDEFERIMENTO DA MEDIDA LIMINAR NO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 691 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA.
AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18
Relatório
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S)
:ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S)
:RELATORA DO HC n 270.981 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 28 de junho de 2013, neguei seguimento ao presente habeas
corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por ANGELINO
DA SILVA MASCARENHAS, advogado, em benefício de CARLOS
ANDRÉ DA SILVA PORTELA, contra decisão da Ministra Alderita Ramos
de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 27.5.2013, indeferiu
a medida liminar no Habeas Corpus n. 270.981. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“9. A decisão questionada é monocrática e tem natureza
precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Nela, a
Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de
Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, por considerar ausentes
os requisitos para o acolhimento do pedido, requisitou informações e
determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público
Federal, a fim de que, instruído o feito, houvesse o regular
prosseguimento do habeas corpus até o seu julgamento, na forma
pedida pela parte.
O que se pediu naquele Superior Tribunal ainda não se exauriu
em seu exame e em sua conclusão. A jurisdição ali pedida está
pendente e o digno órgão está em movimento para prestá-la.
10. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais
e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da
Súmula n. 691 do Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155 RIO DE JANEIRO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S)
:ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S)
:RELATORA DO HC n 270.981 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 28 de junho de 2013, neguei seguimento ao presente habeas
corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por ANGELINO
DA SILVA MASCARENHAS, advogado, em benefício de CARLOS
ANDRÉ DA SILVA PORTELA, contra decisão da Ministra Alderita Ramos
de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 27.5.2013, indeferiu
a medida liminar no Habeas Corpus n. 270.981. A decisão agravada teve a
seguinte fundamentação:
“9. A decisão questionada é monocrática e tem natureza
precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Nela, a
Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de
Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, por considerar ausentes
os requisitos para o acolhimento do pedido, requisitou informações e
determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público
Federal, a fim de que, instruído o feito, houvesse o regular
prosseguimento do habeas corpus até o seu julgamento, na forma
pedida pela parte.
O que se pediu naquele Superior Tribunal ainda não se exauriu
em seu exame e em sua conclusão. A jurisdição ali pedida está
pendente e o digno órgão está em movimento para prestá-la.
10. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais
e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da
Súmula n. 691 do Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18
Relatório
HC 118155 AGR / RJ
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra
decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal
superior, indefere a liminar’). Essa excepcionalidade fica demonstrada
nos casos em que se patenteie flagrante ilegalidade ou contrariedade a
princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não
se tem na espécie vertente.
11. Tem-se nos autos que, ao proferir a sentença condenatória, o
juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ manteve a prisão do
Paciente:
‘Não se aplica ao acusado o artigo 33 parágrafo 4... da lei
11.343/06, tendo em vista os indícios de que o acusado integra
organização criminosa, já que a droga apreendida continha a
inscrição lagoa CVRL, pó, R$30,00 (20,00), OURO BRANCO.
Outrossim, constam contra o réu várias passagens no Juizado
Especial Criminal e da Violência contra a mulher desta comarca
o que afasta os seus bons antecedentes.
(...)
1a FASE: Analisando as oito circunstâncias judiciais do
art. 59 do Código Penal Brasileiro, verifico que a culpabilidade do acusado determina
a fixação da pena acima do mínimo legal. O réu não possui bons
antecedentes, conforme pode ser verificado pela CAC à fl. 78 e o
documento de fls. 105/106 (…).
Mantenho a custódia cautelar do réu, já que ele respondeu
por todo o processo preso’ (grifos nossos).
12. Essa prisão foi mantida nas instâncias antecedentes. Dessa
forma, em princípio, consideradas a quantidade de entorpecente
apreendido e as circunstâncias em que praticado ato imputado ao
Paciente, o que decidido nas instâncias antecedentes está em harmonia
com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a
periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e o risco
concreto de reiteração criminosa são motivos idôneos para a
manutenção da custódia cautelar.
(...)
13. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e
os documentos juntados comprovam ser imprescindível prudência na
análise e na conclusão do que se contém no pleito, porque não se pode
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 118155 AGR / RJ
Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra
decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal
superior, indefere a liminar’). Essa excepcionalidade fica demonstrada
nos casos em que se patenteie flagrante ilegalidade ou contrariedade a
princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não
se tem na espécie vertente.
11. Tem-se nos autos que, ao proferir a sentença condenatória, o
juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ manteve a prisão do
Paciente:
‘Não se aplica ao acusado o artigo 33 parágrafo 4... da lei
11.343/06, tendo em vista os indícios de que o acusado integra
organização criminosa, já que a droga apreendida continha a
inscrição lagoa CVRL, pó, R$30,00 (20,00), OURO BRANCO.
Outrossim, constam contra o réu várias passagens no Juizado
Especial Criminal e da Violência contra a mulher desta comarca
o que afasta os seus bons antecedentes.
(...)
1a FASE: Analisando as oito circunstâncias judiciais do
art. 59 do Código Penal Brasileiro, verifico que a culpabilidade do acusado determina
a fixação da pena acima do mínimo legal. O réu não possui bons
antecedentes, conforme pode ser verificado pela CAC à fl. 78 e o
documento de fls. 105/106 (…).
Mantenho a custódia cautelar do réu, já que ele respondeu
por todo o processo preso’ (grifos nossos).
12. Essa prisão foi mantida nas instâncias antecedentes. Dessa
forma, em princípio, consideradas a quantidade de entorpecente
apreendido e as circunstâncias em que praticado ato imputado ao
Paciente, o que decidido nas instâncias antecedentes está em harmonia
com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a
periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e o risco
concreto de reiteração criminosa são motivos idôneos para a
manutenção da custódia cautelar.
(...)
13. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e
os documentos juntados comprovam ser imprescindível prudência na
análise e na conclusão do que se contém no pleito, porque não se pode
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18
Relatório
HC 118155 AGR / RJ
permitir, sem qualquer fundamentação, a supressão da instância a
quo. A decisão liminar e precária proferida pela Ministra Alderita
Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o
cuidado do quanto posto a exame, estando a ação, ali em curso, a
aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte” (transcrição
conforme o original).
2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 1....8.2013 e o presente
agravo regimental em benefício do Paciente CARLOS ANDRÉ DA SILVA
PORTELA foi interposto, tempestivamente, em 5.8.2013.
3. O Agravante reitera a alegação de que a Súmula n. 691 deste
Supremo Tribunal deveria ser flexibilizada, pela suposta ausência de
fundamentação idônea para a manutenção da prisão.
Afirma que a “natureza da infração penal não se revela circunstância
apta, só por si, para justificar a privação cautelar do ‘status libertatis’ daquele
que sofre a persecução criminal instaurada pelo Estado”.
Este o teor dos pedidos:
“a) receber o presente agravo regimental, reconsiderando a vossa
respeitável decisão que negou seguimento ao pedido de habeas
corpus, no caso para ser deferida a medida cautelar suscitada no writ,
com a revogação da prisão do paciente, deste modo permitindo-lhe
aguardar em liberdade o julgamento da apelação interposta no Egrégio
TJRJ e/ou ficar em liberdade através de uma medida cautelar diversa
da prisão(incisos do artigo 319 do CPP) ou aguardar em liberdade o
julgamento do HC em tramitação no Egrégio Superior Tribunal de Justiça ou até que
sobrevenha o julgamento pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, com a expedição do alvará
de soltura referente aos autos n 0005449-27.2012.8.19.0029(Juízo da
Vara Criminal da Comarca de Magé do RJ);
b) caso Vossa Excelência mantenha a douta decisão, requer seja
remetido o presente Agravo em Mesa ou Regimental a Egrégia Turma
do Egrégio Supremo Tribunal Federal, nos moldes previstos no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a
3
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HC 118155 AGR / RJ
permitir, sem qualquer fundamentação, a supressão da instância a
quo. A decisão liminar e precária proferida pela Ministra Alderita
Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o
cuidado do quanto posto a exame, estando a ação, ali em curso, a
aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte” (transcrição
conforme o original).
2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 1....8.2013 e o presente
agravo regimental em benefício do Paciente CARLOS ANDRÉ DA SILVA
PORTELA foi interposto, tempestivamente, em 5.8.2013.
3. O Agravante reitera a alegação de que a Súmula n. 691 deste
Supremo Tribunal deveria ser flexibilizada, pela suposta ausência de
fundamentação idônea para a manutenção da prisão.
Afirma que a “natureza da infração penal não se revela circunstância
apta, só por si, para justificar a privação cautelar do ‘status libertatis’ daquele
que sofre a persecução criminal instaurada pelo Estado”.
Este o teor dos pedidos:
“a) receber o presente agravo regimental, reconsiderando a vossa
respeitável decisão que negou seguimento ao pedido de habeas
corpus, no caso para ser deferida a medida cautelar suscitada no writ,
com a revogação da prisão do paciente, deste modo permitindo-lhe
aguardar em liberdade o julgamento da apelação interposta no Egrégio
TJRJ e/ou ficar em liberdade através de uma medida cautelar diversa
da prisão(incisos do artigo 319 do CPP) ou aguardar em liberdade o
julgamento do HC em tramitação no Egrégio Superior Tribunal de Justiça ou até que
sobrevenha o julgamento pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, com a expedição do alvará
de soltura referente aos autos n 0005449-27.2012.8.19.0029(Juízo da
Vara Criminal da Comarca de Magé do RJ);
b) caso Vossa Excelência mantenha a douta decisão, requer seja
remetido o presente Agravo em Mesa ou Regimental a Egrégia Turma
do Egrégio Supremo Tribunal Federal, nos moldes previstos no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18
Relatório
HC 118155 AGR / RJ
fim de que seja processado e julgado o presente recurso pelo Colegiado,
esperando o seu deferimento no sentido de revogar a prisão do paciente
e/ou determinar a adoção de uma medida cautelar diversa da prisão,
como um ato de altaneira JUSTIÇA”.
É o relatório.
4
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HC 118155 AGR / RJ
fim de que seja processado e julgado o presente recurso pelo Colegiado,
esperando o seu deferimento no sentido de revogar a prisão do paciente
e/ou determinar a adoção de uma medida cautelar diversa da prisão,
como um ato de altaneira JUSTIÇA”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155 RIO DE JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante, pelo que a decisão ora
agravada deve ser mantida.
2. O Agravante foi denunciado pela prática do delito previsto no art.
33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Tem-se nos autos que, no “dia 20 de junho
de 2012, por volta das 23 horas, em via pública, no bairro de Lagoa, Magé, o
DENUNCIADO, com consciência e vontade, trazia consigo, sem autorização e
em desacordo com determinação legal e regulamentar, 16,25 g (dezesseis gramas
e vinte e cinco centigramas) de cloridrato de cocaína, divididos em 13 sacolés”.
3. Em 10.10.2012, o juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ
condenou o Agravante à pena de seis anos de reclusão, a ser cumprida
em regime inicial fechado, e seiscentos dias-multa, não lhe sendo
concedido o direito de recorrer em liberdade.
4. A defesa interpôs recurso de apelação, pendente de julgamento
(www.tjrj.jus.br), e impetrou o Habeas Corpus n. 0017159-97.2013.8.19.0000,
para a revogação da prisão cautelar. Em 25.4.2013, a Sexta Câmara
Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro denegou a ordem:
“HABEAS CORPUS – PROCESSUAL PENAL – TRÁFICO
DE ENTORPECENTES – EPISÓDIO OCORRIDO NO BAIRRO
LAGOA, COMARCA DE MAGÉ – PRETÉRITA CONDENAÇÃO
À PENA CORPORAL DE 06 (SEIS) ANOS DE RECLUSÃO E 600
(SEISCENTOS) DIAS MULTA, NO VALOR MÍNIMO LEGAL,
EM REGIME CARCERÁRIO FECHADO – ALEGAÇÃO DE
DESNECESSIDADE DA MANUTENÇÃO PRISIONAL DO
PACIENTE DURANTE A TRAMITAÇÃO E ATÉ O
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10/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155 RIO DE JANEIRO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante, pelo que a decisão ora
agravada deve ser mantida.
2. O Agravante foi denunciado pela prática do delito previsto no art.
33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Tem-se nos autos que, no “dia 20 de junho
de 2012, por volta das 23 horas, em via pública, no bairro de Lagoa, Magé, o
DENUNCIADO, com consciência e vontade, trazia consigo, sem autorização e
em desacordo com determinação legal e regulamentar, 16,25 g (dezesseis gramas
e vinte e cinco centigramas) de cloridrato de cocaína, divididos em 13 sacolés”.
3. Em 10.10.2012, o juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ
condenou o Agravante à pena de seis anos de reclusão, a ser cumprida
em regime inicial fechado, e seiscentos dias-multa, não lhe sendo
concedido o direito de recorrer em liberdade.
4. A defesa interpôs recurso de apelação, pendente de julgamento
(www.tjrj.jus.br), e impetrou o Habeas Corpus n. 0017159-97.2013.8.19.0000,
para a revogação da prisão cautelar. Em 25.4.2013, a Sexta Câmara
Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro denegou a ordem:
“HABEAS CORPUS – PROCESSUAL PENAL – TRÁFICO
DE ENTORPECENTES – EPISÓDIO OCORRIDO NO BAIRRO
LAGOA, COMARCA DE MAGÉ – PRETÉRITA CONDENAÇÃO
À PENA CORPORAL DE 06 (SEIS) ANOS DE RECLUSÃO E 600
(SEISCENTOS) DIAS MULTA, NO VALOR MÍNIMO LEGAL,
EM REGIME CARCERÁRIO FECHADO – ALEGAÇÃO DE
DESNECESSIDADE DA MANUTENÇÃO PRISIONAL DO
PACIENTE DURANTE A TRAMITAÇÃO E ATÉ O
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
JULGAMENTO DE SEU APELO JÁ INTERPOSTO, INCLUSIVE
POR ENTENDER SE ENCONTRAR DESGUARNECIDO DE
FUNDAMENTAÇÃO TAL DECISUM CONTIDO NA
SENTENÇA CONDENATÓRIA, POR CONSIDERÁ- LO
TERATOLÓGICO, A VIOLAR OS ARTS. 93, INC. n IX DA
CARTA POLÍTICA E 387, § 1... DO C.P.P. – DISPENSA DE
INFORMAÇÕES, EM SE TRATANDO DE WRIT
DEVIDAMENTE
INSTRUÍDO,
BEM
COMO
SE
ENCONTRANDO A HIPÓTESE FÁTICA DEVIDAMENTE
DELIMITADA – IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO
MANDAMENTAL, EM SE TRATANDO DE DECISÃO
SUSCINTA,
MAS
VÁLIDA,
AGASALHANDO
POSICIONAMENTO JÁ PACIFICADO PELOS NOSSOS
TRIBUNAIS SUPERIORES, SEGUNDO O QUAL E DIANTE DA
INEXISTÊNCIA DE FATO NOVO SUPERVENIENTE,
MANTERÁ O RÉU, APÓS A PROLAÇÃO DE SENTENÇA
CONDENATÓRIA, O MESMO STATUS QUE OSTENTAVA ATÉ
ENTÃO E DURANTE A INSTRUÇÃO PROCESSUAL, OU SEJÁ:
SE PRESO ESTAVA, ASSIM PERMANECERÁ; SE SOLTO FOI
MANTIDO, É NESTA CONDIÇÃO QUE AGUARDARÁ O
TRÂNSITO EM JULGADO DO DECISUM – PRECEDENTES
DA CORTE CIDADÃ – CONSTRANGIMENTO ILEGAL
APONTADO, MAS INCONFIGURADO – DENEGAÇÃO DA
ORDEM”.
5. Esse acórdão foi objeto de embargos de declaração, rejeitados em
7.5.2013:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS
– TRÁFICO DE ENTORPECENTES – ALEGAÇÃO DA
OCORRÊNCIA DE OMISSÃO NO COMBATIDO ACÓRDÃO,
PRETENDENDO CONFERIR AO PRESENTE RECURSO,
EFEITOS INFRINGENTES, MERCÊ DO ARGUMENTO
SEGUNDO O QUAL A DECISÃO DE MANTER O PACIENTE
PRESO, SOMENTE PORQUE NESTA CONDIÇÃO
RESPONDEU A TODO O PROCESSO, SE MOSTRARIA COMO
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HC 118155 AGR / RJ
JULGAMENTO DE SEU APELO JÁ INTERPOSTO, INCLUSIVE
POR ENTENDER SE ENCONTRAR DESGUARNECIDO DE
FUNDAMENTAÇÃO TAL DECISUM CONTIDO NA
SENTENÇA CONDENATÓRIA, POR CONSIDERÁ- LO
TERATOLÓGICO, A VIOLAR OS ARTS. 93, INC. n IX DA
CARTA POLÍTICA E 387, § 1... DO C.P.P. – DISPENSA DE
INFORMAÇÕES, EM SE TRATANDO DE WRIT
DEVIDAMENTE
INSTRUÍDO,
BEM
COMO
SE
ENCONTRANDO A HIPÓTESE FÁTICA DEVIDAMENTE
DELIMITADA – IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO
MANDAMENTAL, EM SE TRATANDO DE DECISÃO
SUSCINTA,
MAS
VÁLIDA,
AGASALHANDO
POSICIONAMENTO JÁ PACIFICADO PELOS NOSSOS
TRIBUNAIS SUPERIORES, SEGUNDO O QUAL E DIANTE DA
INEXISTÊNCIA DE FATO NOVO SUPERVENIENTE,
MANTERÁ O RÉU, APÓS A PROLAÇÃO DE SENTENÇA
CONDENATÓRIA, O MESMO STATUS QUE OSTENTAVA ATÉ
ENTÃO E DURANTE A INSTRUÇÃO PROCESSUAL, OU SEJÁ:
SE PRESO ESTAVA, ASSIM PERMANECERÁ; SE SOLTO FOI
MANTIDO, É NESTA CONDIÇÃO QUE AGUARDARÁ O
TRÂNSITO EM JULGADO DO DECISUM – PRECEDENTES
DA CORTE CIDADÃ – CONSTRANGIMENTO ILEGAL
APONTADO, MAS INCONFIGURADO – DENEGAÇÃO DA
ORDEM”.
5. Esse acórdão foi objeto de embargos de declaração, rejeitados em
7.5.2013:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS
– TRÁFICO DE ENTORPECENTES – ALEGAÇÃO DA
OCORRÊNCIA DE OMISSÃO NO COMBATIDO ACÓRDÃO,
PRETENDENDO CONFERIR AO PRESENTE RECURSO,
EFEITOS INFRINGENTES, MERCÊ DO ARGUMENTO
SEGUNDO O QUAL A DECISÃO DE MANTER O PACIENTE
PRESO, SOMENTE PORQUE NESTA CONDIÇÃO
RESPONDEU A TODO O PROCESSO, SE MOSTRARIA COMO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
GENÉRICA E TERATOLÓGICA, NÃO PERMITINDO QUE O
IMPLICADO TENHA O CONHECIMENTO DA CONCRETA
FUNDAMENTAÇÃO DA PERPETUAÇÃO DE SUA CUSTÓDIA
CAUTELAR, QUE SERIA FLAGRANTEMENTE DESCABIDA,
NOTADAMENTE EM SE TRATANDO DE QUEM PODERÁ VIR
A SER BENEFICIADO, EM SEDE DE APELAÇÃO, COM A
MITIGAÇÃO AO REGIME PRISIONAL SEMIABERTO –
IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO RECURSAL – AUSÊNCIA
DA ALEGADA OMISSÃO, O QUE JÁ SE DESNATURA A
PARTIR DA SIMPLES LEITURA DO ACÓRDÃO QUE
ASSEVERA A HIGIDEZ DAS CONDIÇÕES QUE
JUSTIFICARAM A MANUTENÇÃO DA PRISÃO ATÉ A
PROLAÇÃO DA SENTENÇA, DAQUELE QUE FOI PRESO EM
FLAGRANTE E CUJA CIÊNCIA DOS MOTIVOS
ENSEJADORES DESTA SE DEU DESDE A PROLAÇÃO DO
DECRETO CONVERSIVO DA PRISÃO FLAGRANCIAL EM
CAUTELAR E DA POSTERIOR DECISÃO QUE MANTEVE A
SEGREGAÇÃO CORPÓREA DO PACIENTE, INADMITINDO-
SE,
NESTE
MOMENTO,
ALEGAÇÃO
DE
DESCONHECIMENTO DAQUELA FUNDAMENTAÇÃO –
DESCABIMENTO DA APLICAÇÃO DE QUALQUER DAS
CAUTELARES ALTERNATIVAS À PRISIONAL, QUE SE
CREDENCIA COMO CONCLUSÃO LÓGICA AO EXPRESSO
AFASTAMENTO DA INCIDÊNCIA DA LIBERDADE
PROVISÓRIA AO PACIENTE, PORQUANTO AQUELAS NÃO
SOBREVIVAM, POR ÓBVIO, SEM A PRETÉRITA CONCESSÃO
DESTA,
CONSTITUINDO-SE,
APENAS,
NUMA
MODALIDADE DIFERENCIADA DESTA – EFEITOS
INFRINGENTES NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO QUE
SOMENTE SE CREDENCIAM COMO LEGÍTIMOS QUANDO
DECORRENTES DO SANEAMENTO DE QUALQUER
IRREGULARIDADE, SEJA OMISSÃO, OU CONTRADIÇÃO,
OU MESMO OBSCURIDADE, QUE POSSA INCIDIR SOBRE
UM DECISUM, MAS QUE, DIVERSAMENTE DISTO,
CRISTALIZAM
AQUELES
COMO
AMPLAMENTE
DESCABIDOS DESDE QUE CALCADOS TÃO SOMENTE NA
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HC 118155 AGR / RJ
GENÉRICA E TERATOLÓGICA, NÃO PERMITINDO QUE O
IMPLICADO TENHA O CONHECIMENTO DA CONCRETA
FUNDAMENTAÇÃO DA PERPETUAÇÃO DE SUA CUSTÓDIA
CAUTELAR, QUE SERIA FLAGRANTEMENTE DESCABIDA,
NOTADAMENTE EM SE TRATANDO DE QUEM PODERÁ VIR
A SER BENEFICIADO, EM SEDE DE APELAÇÃO, COM A
MITIGAÇÃO AO REGIME PRISIONAL SEMIABERTO –
IMPROCEDÊNCIA DA PRETENSÃO RECURSAL – AUSÊNCIA
DA ALEGADA OMISSÃO, O QUE JÁ SE DESNATURA A
PARTIR DA SIMPLES LEITURA DO ACÓRDÃO QUE
ASSEVERA A HIGIDEZ DAS CONDIÇÕES QUE
JUSTIFICARAM A MANUTENÇÃO DA PRISÃO ATÉ A
PROLAÇÃO DA SENTENÇA, DAQUELE QUE FOI PRESO EM
FLAGRANTE E CUJA CIÊNCIA DOS MOTIVOS
ENSEJADORES DESTA SE DEU DESDE A PROLAÇÃO DO
DECRETO CONVERSIVO DA PRISÃO FLAGRANCIAL EM
CAUTELAR E DA POSTERIOR DECISÃO QUE MANTEVE A
SEGREGAÇÃO CORPÓREA DO PACIENTE, INADMITINDO-
SE,
NESTE
MOMENTO,
ALEGAÇÃO
DE
DESCONHECIMENTO DAQUELA FUNDAMENTAÇÃO –
DESCABIMENTO DA APLICAÇÃO DE QUALQUER DAS
CAUTELARES ALTERNATIVAS À PRISIONAL, QUE SE
CREDENCIA COMO CONCLUSÃO LÓGICA AO EXPRESSO
AFASTAMENTO DA INCIDÊNCIA DA LIBERDADE
PROVISÓRIA AO PACIENTE, PORQUANTO AQUELAS NÃO
SOBREVIVAM, POR ÓBVIO, SEM A PRETÉRITA CONCESSÃO
DESTA,
CONSTITUINDO-SE,
APENAS,
NUMA
MODALIDADE DIFERENCIADA DESTA – EFEITOS
INFRINGENTES NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO QUE
SOMENTE SE CREDENCIAM COMO LEGÍTIMOS QUANDO
DECORRENTES DO SANEAMENTO DE QUALQUER
IRREGULARIDADE, SEJA OMISSÃO, OU CONTRADIÇÃO,
OU MESMO OBSCURIDADE, QUE POSSA INCIDIR SOBRE
UM DECISUM, MAS QUE, DIVERSAMENTE DISTO,
CRISTALIZAM
AQUELES
COMO
AMPLAMENTE
DESCABIDOS DESDE QUE CALCADOS TÃO SOMENTE NA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
PRETENSÃO DEFENSIVA DE VER A MATÉRIA SER
REAPRECIADA PELO COLEGIADO NUMA PERSPECTIVA DE
QUE, NESTA NOVA OPORTUNIDADE, POSSA ALCANÇAR A
PRETENSÃO QUE LHE FAVORECE, MAS QUE JÁ FOI
PRETERITAMENTE REJEITADA – DESPROVIMENTO DOS
EMBARGOS”.
6. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus
n. 270.981 em benefício do Agravante. Em 27.5.2013, a Relatora, Ministra
Alderita Ramos de Oliveira, indeferiu a medida liminar requerida:
“Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado
em favor de CARLOS ANDRÉ DA SILVA PORTELA, apontando
como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro (Habeas Corpus n 0017159-97.2013.8.19.0000).
Consta dos autos que o paciente foi denunciado e,
posteriormente, condenado, pela suposta prática do crime previsto no
art. 33, caput, da Lei n 11.343/2006, à pena de 6 (seis) anos de
reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 600
(seiscentos) dias-multa. A prisão preventiva foi decretada.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus, tendo o Tribunal
de origem denegado a ordem.
Neste writ, o impetrante alega, em síntese, omissão no acórdão
combatido que não apreciou a possibilidade de adoção de uma ou mais
medidas cautelares diversas da prisão.
Sustenta, ainda, que a decisão impugnada é teratológica e
carente de fundamentação idônea, além de flagrante violação do art.
387, parágrafo único, do Código de Processo Penal.
Afirma, também, que o paciente que estão ausentes os requisitos
do art. 312 do Código de Processo Penal, que autorizam a prisão
preventiva.
Requer, liminarmente, seja o paciente colocado em liberdade até
o julgamento do mérito desta impetração.
É o relatório.
DECIDO.
Não merece acolhida o pedido liminarmente formulado.
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HC 118155 AGR / RJ
PRETENSÃO DEFENSIVA DE VER A MATÉRIA SER
REAPRECIADA PELO COLEGIADO NUMA PERSPECTIVA DE
QUE, NESTA NOVA OPORTUNIDADE, POSSA ALCANÇAR A
PRETENSÃO QUE LHE FAVORECE, MAS QUE JÁ FOI
PRETERITAMENTE REJEITADA – DESPROVIMENTO DOS
EMBARGOS”.
6. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus
n. 270.981 em benefício do Agravante. Em 27.5.2013, a Relatora, Ministra
Alderita Ramos de Oliveira, indeferiu a medida liminar requerida:
“Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado
em favor de CARLOS ANDRÉ DA SILVA PORTELA, apontando
como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro (Habeas Corpus n 0017159-97.2013.8.19.0000).
Consta dos autos que o paciente foi denunciado e,
posteriormente, condenado, pela suposta prática do crime previsto no
art. 33, caput, da Lei n 11.343/2006, à pena de 6 (seis) anos de
reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 600
(seiscentos) dias-multa. A prisão preventiva foi decretada.
Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus, tendo o Tribunal
de origem denegado a ordem.
Neste writ, o impetrante alega, em síntese, omissão no acórdão
combatido que não apreciou a possibilidade de adoção de uma ou mais
medidas cautelares diversas da prisão.
Sustenta, ainda, que a decisão impugnada é teratológica e
carente de fundamentação idônea, além de flagrante violação do art.
387, parágrafo único, do Código de Processo Penal.
Afirma, também, que o paciente que estão ausentes os requisitos
do art. 312 do Código de Processo Penal, que autorizam a prisão
preventiva.
Requer, liminarmente, seja o paciente colocado em liberdade até
o julgamento do mérito desta impetração.
É o relatório.
DECIDO.
Não merece acolhida o pedido liminarmente formulado.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
Cumpre ressaltar, inicialmente, que a concessão de medida
liminar, em sede de habeas corpus, é medida que se reveste de caráter
excepcional, admitida, assim, tão-somente quando estiver configurado
manifesto constrangimento ilegal ou abuso de poder a cercear a
liberdade de locomoção do paciente, o que não se verifica no caso sob
exame.
Outrossim, resulta evidente que a medida liminarmente
pleiteada, no caso em espécie, confunde-se com o mérito da impetração,
revelando, assim, seu caráter satisfativo, o que demonstra, mais uma
vez, ser apropriada a análise da questão em tempo oportuno.
Por tais razões, INDEFIRO o pedido de liminar.
Solicitem-se informações pormenorizadas e atualizadas ao
Tribunal impetrado e ao Juízo de piso.
Após, abra-se vista ao Douto Ministério Público Federal”.
7. A defesa impetrou o presente habeas corpus, no qual pediu o
afastamento da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal. Alegou a
suposta ausência de fundamentação da decisão da Ministra Alderita
Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a
medida liminar requerida.
Ressaltou não haver fundamentação idônea para a manutenção da
prisão cautelar do Agravante e não ter sido observada a possibilidade de
outras medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo
Penal.
Este o teor dos pedidos:
“23 - Isto posto, evidenciados a plausibilidade da impetração, a
prova pré-constituída e a manifesta ilegalidade do ato impugnado e,
em observância ao princípio constitucional explícito da dignidade da
pessoa humana, a razoável duração do processo(inciso LXXVIII do
artigo 5... da C.R.F.B.), razoabilidade/proporcionalidade e o princípio
implícito da ressocialização, haja vista os infortúnios que passa o
paciente, haja vista a ausência de fundamentação que impossibilitou
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 118155 AGR / RJ
Cumpre ressaltar, inicialmente, que a concessão de medida
liminar, em sede de habeas corpus, é medida que se reveste de caráter
excepcional, admitida, assim, tão-somente quando estiver configurado
manifesto constrangimento ilegal ou abuso de poder a cercear a
liberdade de locomoção do paciente, o que não se verifica no caso sob
exame.
Outrossim, resulta evidente que a medida liminarmente
pleiteada, no caso em espécie, confunde-se com o mérito da impetração,
revelando, assim, seu caráter satisfativo, o que demonstra, mais uma
vez, ser apropriada a análise da questão em tempo oportuno.
Por tais razões, INDEFIRO o pedido de liminar.
Solicitem-se informações pormenorizadas e atualizadas ao
Tribunal impetrado e ao Juízo de piso.
Após, abra-se vista ao Douto Ministério Público Federal”.
7. A defesa impetrou o presente habeas corpus, no qual pediu o
afastamento da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal. Alegou a
suposta ausência de fundamentação da decisão da Ministra Alderita
Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a
medida liminar requerida.
Ressaltou não haver fundamentação idônea para a manutenção da
prisão cautelar do Agravante e não ter sido observada a possibilidade de
outras medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo
Penal.
Este o teor dos pedidos:
“23 - Isto posto, evidenciados a plausibilidade da impetração, a
prova pré-constituída e a manifesta ilegalidade do ato impugnado e,
em observância ao princípio constitucional explícito da dignidade da
pessoa humana, a razoável duração do processo(inciso LXXVIII do
artigo 5... da C.R.F.B.), razoabilidade/proporcionalidade e o princípio
implícito da ressocialização, haja vista os infortúnios que passa o
paciente, haja vista a ausência de fundamentação que impossibilitou
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
apelar da sentença em liberdade (ARTS. 282 E 312 DO CPP), requer
seja concedida a liminar suscitada na presente impetração COM A
EXPEDIÇÃO DO ALVARÁ DE SOLTURA, referente aos autos n
0005449-27.2012.8.19.0029 (Juízo da Vara Criminal da Comarca de
Magé - Rio de Janeiro), onde caracteriza um constrangimento ilegal e
inconstitucional, deste modo CASSANDO-SE A DECISÃO
PROMANADA DO EXMO. Ministro do Superior Tribunal de Justiça (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 82/83),
REVOGANDO-A E EM APRECIAÇÃO DE LIMINAR COM
MITIGAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal, SEJA PERMITIDO AO
PACIENTE AGUARDAR EM LIBERDADE O JULGAMENTO
DA APELAÇÃO INTERPOSTA NO EGRÉGIO TJRJ E/OU FICAR
EM LIBERDADE ATÉ O JULGAMENTO DEFINITIVO DO
PRESENTE WRIT PELA COLENDA TURMA DO EGRÉGIO Supremo Tribunal Federal
OU TRÂNSITO EM JULGADO DE EVENTUAL
CONDENAÇÃO PENAL, COM A EXPEDIÇÃO DO ALVARÁ DE
SOLTURA.
24 - Após a prática dos atos processuais, e em caso de concessão
da liminar, doravante seja julgado procedente o mérito da presente
ação mandamental de Habeas Corpus, transformando a liminar em
definitiva, pela Egrégia Turma competente pela distribuição, como
medida de inteira e cristalina Justiça.
25 - Na remota hipótese de ultrapassagem do pedido anterior,
em postulação sucessiva requer seja apreciada em liminar a
possibilidade da adoção de uma medida cautelar diferentemente da
prisão, nos termos dos incisos do artigo 319 do CPP (redação dada
pela Lei n 12.403/2011), como medida de justiça”.
8. A decisão questionada na presente impetração é monocrática e
tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo.
Nela, a Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de
Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, por considerar ausentes os
requisitos para o acolhimento do pedido, requisitou informações e
determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal, a
fim de que, instruído o feito, houvesse o regular prosseguimento do
habeas corpus até o seu julgamento, na forma pedida pela parte.
6
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HC 118155 AGR / RJ
apelar da sentença em liberdade (ARTS. 282 E 312 DO CPP), requer
seja concedida a liminar suscitada na presente impetração COM A
EXPEDIÇÃO DO ALVARÁ DE SOLTURA, referente aos autos n
0005449-27.2012.8.19.0029 (Juízo da Vara Criminal da Comarca de
Magé - Rio de Janeiro), onde caracteriza um constrangimento ilegal e
inconstitucional, deste modo CASSANDO-SE A DECISÃO
PROMANADA DO EXMO. Ministro do Superior Tribunal de Justiça (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 82/83),
REVOGANDO-A E EM APRECIAÇÃO DE LIMINAR COM
MITIGAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal, SEJA PERMITIDO AO
PACIENTE AGUARDAR EM LIBERDADE O JULGAMENTO
DA APELAÇÃO INTERPOSTA NO EGRÉGIO TJRJ E/OU FICAR
EM LIBERDADE ATÉ O JULGAMENTO DEFINITIVO DO
PRESENTE WRIT PELA COLENDA TURMA DO EGRÉGIO Supremo Tribunal Federal
OU TRÂNSITO EM JULGADO DE EVENTUAL
CONDENAÇÃO PENAL, COM A EXPEDIÇÃO DO ALVARÁ DE
SOLTURA.
24 - Após a prática dos atos processuais, e em caso de concessão
da liminar, doravante seja julgado procedente o mérito da presente
ação mandamental de Habeas Corpus, transformando a liminar em
definitiva, pela Egrégia Turma competente pela distribuição, como
medida de inteira e cristalina Justiça.
25 - Na remota hipótese de ultrapassagem do pedido anterior,
em postulação sucessiva requer seja apreciada em liminar a
possibilidade da adoção de uma medida cautelar diferentemente da
prisão, nos termos dos incisos do artigo 319 do CPP (redação dada
pela Lei n 12.403/2011), como medida de justiça”.
8. A decisão questionada na presente impetração é monocrática e
tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo.
Nela, a Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de
Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, por considerar ausentes os
requisitos para o acolhimento do pedido, requisitou informações e
determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal, a
fim de que, instruído o feito, houvesse o regular prosseguimento do
habeas corpus até o seu julgamento, na forma pedida pela parte.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
O que se pediu naquele Superior Tribunal ainda não se exauriu em
seu exame e em sua conclusão. A jurisdição ali pedida está pendente e o
digno órgão está em movimento para prestá-la.
9. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em
circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula
n. 691 do Supremo Tribunal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas
corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa
excepcionalidade fica demonstrada nos casos em que se patenteie
flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou
legais na decisão questionada, o que não se tem na espécie vertente.
10. Tem-se nos autos que, ao proferir a sentença condenatória, o
juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ manteve a prisão do
Agravante:
“Não se aplica ao acusado o artigo 33 parágrafo 4... da lei
11.343/06, tendo em vista os indícios de que o acusado integra
organização criminosa, já que a droga apreendida continha a inscrição
lagoa CVRL, pó, R$30,00 (20,00), OURO BRANCO. Outrossim,
constam contra o réu várias passagens no Juizado Especial Criminal e
da Violência contra a mulher desta comarca o que afasta os seus bons
antecedentes.
(...)
1a FASE: Analisando as oito circunstâncias judiciais do art. 59
do Código Penal Brasileiro, verifico que a culpabilidade do acusado determina a fixação da
pena acima do mínimo legal. O réu não possui bons antecedentes,
conforme pode ser verificado pela CAC à fl. 78 e o documento de fls.
105/106 (…).
Mantenho a custódia cautelar do réu, já que ele respondeu por
todo o processo preso” (grifos nossos).
11. Essa prisão foi mantida nas instâncias antecedentes. Dessa forma,
como ressaltei na decisão ora agravada, consideradas a quantidade de
7
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HC 118155 AGR / RJ
O que se pediu naquele Superior Tribunal ainda não se exauriu em
seu exame e em sua conclusão. A jurisdição ali pedida está pendente e o
digno órgão está em movimento para prestá-la.
9. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em
circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula
n. 691 do Supremo Tribunal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas
corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa
excepcionalidade fica demonstrada nos casos em que se patenteie
flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou
legais na decisão questionada, o que não se tem na espécie vertente.
10. Tem-se nos autos que, ao proferir a sentença condenatória, o
juízo da Vara Criminal da Comarca de Magé/RJ manteve a prisão do
Agravante:
“Não se aplica ao acusado o artigo 33 parágrafo 4... da lei
11.343/06, tendo em vista os indícios de que o acusado integra
organização criminosa, já que a droga apreendida continha a inscrição
lagoa CVRL, pó, R$30,00 (20,00), OURO BRANCO. Outrossim,
constam contra o réu várias passagens no Juizado Especial Criminal e
da Violência contra a mulher desta comarca o que afasta os seus bons
antecedentes.
(...)
1a FASE: Analisando as oito circunstâncias judiciais do art. 59
do Código Penal Brasileiro, verifico que a culpabilidade do acusado determina a fixação da
pena acima do mínimo legal. O réu não possui bons antecedentes,
conforme pode ser verificado pela CAC à fl. 78 e o documento de fls.
105/106 (…).
Mantenho a custódia cautelar do réu, já que ele respondeu por
todo o processo preso” (grifos nossos).
11. Essa prisão foi mantida nas instâncias antecedentes. Dessa forma,
como ressaltei na decisão ora agravada, consideradas a quantidade de
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
entorpecente apreendido e as circunstâncias em que praticado ato
imputado ao Agravante, o que decidido nas instâncias antecedentes está
em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou
que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e o risco
concreto de reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção
da custódia cautelar.
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR
TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA:
INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO.
PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE
DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES
PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM
DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de
crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade
imposta pela Constituição da República à legislação ordinária
(Constituição da República, art. 5..., inc. XLIII): Precedentes. O art.
2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao
considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse
diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da
República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se
reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar
a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2..., inc. II, da Lei n.
8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade
provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a
qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía
redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma
proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e
equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por
quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar
o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial
(Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3.
8
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HC 118155 AGR / RJ
entorpecente apreendido e as circunstâncias em que praticado ato
imputado ao Agravante, o que decidido nas instâncias antecedentes está
em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou
que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e o risco
concreto de reiteração criminosa são motivos idôneos para a manutenção
da custódia cautelar.
Nesse sentido:
“HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR
TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA:
INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO.
PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE
DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES
PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM
DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de
crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade
imposta pela Constituição da República à legislação ordinária
(Constituição da República, art. 5..., inc. XLIII): Precedentes. O art.
2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao
considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse
diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da
República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se
reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar
a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2..., inc. II, da Lei n.
8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade
provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a
qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía
redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma
proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e
equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por
quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar
o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial
(Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a
prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes.
4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar
do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos
concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de
droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção
da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447,
de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos).
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES.
DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO
CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA.
1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São
Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para
buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o
decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos
concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual,
notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da
gravidade do crime perpetrado, mas também pelo
modus operandi
,
já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de
drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do
interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da
ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a
reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos'
(HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de
se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância
de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência
fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que
presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP
9
Supremo Tribunal Federal
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HC 118155 AGR / RJ
Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a
prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes.
4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar
do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos
concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de
droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção
da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447,
de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos).
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO
PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM
PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES.
DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO
CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA.
1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São
Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de
entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para
buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o
decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos
concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual,
notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da
gravidade do crime perpetrado, mas também pelo
modus operandi
,
já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de
drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do
interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da
ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a
reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos'
(HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de
se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância
de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência
fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que
presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP
9
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
(HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 02.09.2005).
5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual,
em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já
que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o
transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente
do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu,
satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código
de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do
paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a
situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter
praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a
análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos
limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no
sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver
necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel.
Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC
98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos
nossos).
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO
AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira
Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n.
11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade
provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de
entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade
provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes,
a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra
fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande
quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy],
consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno
traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal
justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos).
10
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HC 118155 AGR / RJ
(HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 02.09.2005).
5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual,
em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já
que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o
transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente
do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu,
satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código
de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do
paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a
situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter
praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a
análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos
limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no
sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver
necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel.
Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC
98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos
nossos).
“HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO
AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira
Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n.
11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade
provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de
entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade
provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes,
a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra
fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande
quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy],
consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno
traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal
justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872,
Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos).
10
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC
97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros.
12. Como afirmei na decisão ora agravada, as circunstâncias expostas
na inicial deste habeas corpus e os documentos juntados comprovam ser
imprescindível prudência na análise e na conclusão do que se contém no
pleito, porque não se pode permitir, sem qualquer fundamentação, a
supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pela
Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, não
exaure o cuidado do quanto posto a exame, estando a ação, ali em curso,
a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL.
HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO
QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem
natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não
vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal,
incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não
compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus
impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes.
2. Agravo regimental não provido” (HC 90.716-AgR, de
minha relatoria, DJ 1....6.2007).
E:
11
Supremo Tribunal Federal
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HC 118155 AGR / RJ
Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe
25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC
97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra
Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros.
12. Como afirmei na decisão ora agravada, as circunstâncias expostas
na inicial deste habeas corpus e os documentos juntados comprovam ser
imprescindível prudência na análise e na conclusão do que se contém no
pleito, porque não se pode permitir, sem qualquer fundamentação, a
supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pela
Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, não
exaure o cuidado do quanto posto a exame, estando a ação, ali em curso,
a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte.
Nesse sentido:
“AGRAVO
REGIMENTAL.
HABEAS
CORPUS.
PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO
QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO
REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem
natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não
vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal,
incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não
compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus
impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus
requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes.
2. Agravo regimental não provido” (HC 90.716-AgR, de
minha relatoria, DJ 1....6.2007).
E:
11
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
HC 118155 AGR / RJ
“HABEAS CORPUS - OBJETO - INDEFERIMENTO DE
LIMINAR EM IDÊNTICA MEDIDA - VERBETE N. 691 DA
SÚMULA DO SUPREMO.
A Súmula do Supremo revela, como regra, o não-cabimento do
habeas contra ato de relator que, em idêntica medida, haja implicado
o indeferimento de liminar” (HC 90.602, Relator o Ministro Marco
Aurélio, DJ 22.6.2007).
Confiram-se, ainda, entre outros: HC 89.970, de minha relatoria, DJ
22.6.2007; HC 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007;
e HC 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. Portanto,
a decisão agravada deve ser mantida.
13. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar
provimento ao agravo regimental.
12
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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HC 118155 AGR / RJ
“HABEAS CORPUS - OBJETO - INDEFERIMENTO DE
LIMINAR EM IDÊNTICA MEDIDA - VERBETE N. 691 DA
SÚMULA DO SUPREMO.
A Súmula do Supremo revela, como regra, o não-cabimento do
habeas contra ato de relator que, em idêntica medida, haja implicado
o indeferimento de liminar” (HC 90.602, Relator o Ministro Marco
Aurélio, DJ 22.6.2007).
Confiram-se, ainda, entre outros: HC 89.970, de minha relatoria, DJ
22.6.2007; HC 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007;
e HC 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. Portanto,
a decisão agravada deve ser mantida.
13. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar
provimento ao agravo regimental.
12
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Extrato de Ata - 10/09/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC n 270.981 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
10.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO HABEAS CORPUS 118.155
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA
ADV.(A/S) : ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS
AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC n 270.981 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
10.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4549583
Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 118 . 155",
"HC n 270 . 981",
"INCIDÊNCIA",
"SÚMULA N . 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"HABEAS CORPUS 118 . 155",
"HC n 270 . 981",
"Habeas Corpus n . 270 . 981",
"Súmula n . 691 do Supremo Tribunal (",
"HABEAS CORPUS 118 . 155",
"HC n 270 . 981",
"Habeas Corpus n . 270 . 981",
"Súmula n . 691 do Supremo Tribunal (",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 118155 AGR / RJ",
"Súmula n . 691 deste Supremo Tribunal",
"autos n 0005449 - 27 . 2012 . 8 . 19 . 0029",
"HC 118155 AGR / RJ",
"Súmula n . 691 deste Supremo Tribunal",
"autos n 0005449 - 27 . 2012 . 8 . 19 . 0029",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HABEAS CORPUS 118 . 155",
"Habeas Corpus n . 0017159 - 97 . 2013 . 8 . 19 . 0000",
"HABEAS CORPUS 118 . 155",
"Habeas Corpus n . 0017159 - 97 . 2013 . 8 . 19 . 0000",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 118155 AGR / RJ",
"Habeas Corpus n . 270 . 981",
"Habeas Corpus n 0017159 - 97 . 2013 . 8 . 19 . 0000",
"HC 118155 AGR / RJ",
"Habeas Corpus n . 270 . 981",
"Habeas Corpus n 0017159 - 97 . 2013 . 8 . 19 . 0000",
"HC 118155 AGR / RJ",
"Súmula n . 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 118155 AGR / RJ",
"Súmula n . 691 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 118155 AGR / RJ",
"autos n 0005449 - 27 . 2012 . 8 . 19 . 0029",
"SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 118155",
"autos n 0005449 - 27 . 2012 . 8 . 19 . 0029",
"SÚMULA 691 / Supremo Tribunal",
"HC 118155 AGR / RJ",
"Súmula n . 691 do Supremo Tribunal (",
"HC 118155 AGR / RJ",
"Súmula n . 691 do Supremo Tribunal",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 99 . 447",
"HC 84 . 658 / PE",
"HC 90 . 398 / SP",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 99 . 447",
"HC 84 . 658 / PE",
"HC 90 . 398 / SP",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 83 . 148 / SP",
"HC 89 . 877 / ES",
"HC 98 . 754",
"HC 94 . 872",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 83 . 148 / SP",
"HC 89 . 877 / ES",
"HC 98 . 754",
"HC 94 . 872",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 102 . 119",
"HC 99 . 929",
"HC 97 . 462",
"HC 98 . 130",
"SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"HC 90 . 716 - AgR",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 102 . 119",
"HC 99 . 929",
"HC 97 . 462",
"HC 98 . 130",
"SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 691 deste Supremo Tribunal",
"HC 90 . 716 - AgR",
"HC 118155 AGR / RJ",
"VERBETE N . 691 DA SÚMULA",
"HC 90 . 602",
"HC 89 . 970",
"HC 90 . 232",
"HC 89 . 675 - AgR",
"HC 118155 AGR / RJ",
"HC 90 . 602",
"HC 89 . 970",
"HC 90 . 232",
"HC 89 . 675 - AgR",
"HABEAS CORPUS 118 . 155",
"HC n 270 . 981",
"HABEAS CORPUS 118 . 155",
"HC n 270 . 981"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 parágrafo 4 . . . da lei 11 . 343 / 06",
"Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 parágrafo 4 . . . da lei 11 . 343 / 06",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 319 do CPP",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 319 do CPP",
"Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTS .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTS .",
"387 , § 1 . . . DO C . P . P",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 387 , parágrafo único , do Código de Processo Penal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , caput , da Lei n 11 . 343 / 2006",
"art . 387 , parágrafo único , do Código de Processo Penal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 319 do Código de Processo Penal",
"inciso LXXVIII do artigo 5 . . . da C . R . F . B .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 319 do Código de Processo Penal",
"inciso LXXVIII do artigo 5 . . . da C . R . F . B .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTS",
"artigo 319 do CPP",
"Lei n 12 . 403 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTS . 282 E 312 DO CPP",
"artigo 319 do CPP",
"Lei n 12 . 403 / 2011",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 parágrafo 4 . . . da lei 11 . 343 / 06",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 parágrafo 4 . . . da lei 11 . 343 / 06",
"art . 59 do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição da República , art . 5 . . . , inc . XLIII",
"art . 2 . . . , inc . II , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"Constituição da República",
"Lei n . 11 . 464 / 07",
"art . 2 . . . , inc . II , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"Lei n . 11 . 464 / 07",
"Lei n . 11 . 343 / 06 , art . 44 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição da República , art . 5 . . . , inc . XLIII",
"art . 2 . . . , inc . II , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"Constituição da República",
"Lei n . 11 . 464 / 07",
"art . 2 . . . , inc . II , da",
"Lei n . 8 . 072 / 90",
"Lei n . 11 . 464 / 07",
"Lei n . 11 . 343 / 06 , art . 44 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 41 DO CPP",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 41 DO CPP",
"art . 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 36 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"Lei n . 11 . 343 / 06",
"Lei de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 36 da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 41 do Código de Processo Penal",
"Lei n . 11 . 343 / 06",
"Lei de Entorpecentes",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"bairro de Lagoa",
"Magé",
"Vara Criminal da Comarca de Magé / RJ",
"BAIRRO LAGOA",
"COMARCA DE MAGÉ",
"RIO DE JANEIRO",
"bairro de Lagoa",
"Magé",
"Vara Criminal da Comarca de Magé / RJ",
"BAIRRO LAGOA",
"COMARCA DE MAGÉ",
"Vara Criminal da Comarca de Magé",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo",
"Supremo Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Vara Criminal da Comarca de Magé / RJ",
"Juizado Especial Criminal e da Violência contra a mulher",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Federal",
"Vara Criminal da Comarca de Magé / RJ",
"Juizado Especial Criminal e da Violência contra a mulher",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJRJ",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Vara Criminal da",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJRJ",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Vara Criminal da Comarca de Magé do RJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Sexta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Sexta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"EGRÉGIO",
"TJRJ",
"COLENDA",
"TURMA DO EGRÉGIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Vara",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior",
"TJRJ",
"COLENDA",
"TURMA",
"EGRÉGIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Vara Criminal da Comarca de Magé /",
"Juizado Especial Criminal e da Violência contra a mulher",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Vara Criminal da Comarca de",
"Juizado Especial Criminal e da Violência contra a mulher",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público do Estado de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SUPREMO",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMO",
"Supremo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA",
"ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA",
"ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS",
"CARLOS ANDRÉ DA SILVA PORTELA",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA",
"ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS",
"CÁRMEN LÚCIA",
"ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS",
"CARLOS ANDRÉ DA SILVA PORTELA",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"CARLOS ANDRÉ DA SILVA PORTELA",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"CARLOS ANDRÉ DA SILVA PORTELA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"CARLOS ANDRÉ DA SILVA PORTELA",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"CARLOS ANDRÉ DA SILVA PORTELA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"Gilmar Mendes",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Eros Grau",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"Ellen Gracie",
"Alderita Ramos de Oliveira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Marco Aurélio",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Marco Aurélio",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"LÚCIA",
"CARLOS ANDRE DA SILVA PORTELA",
"ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CARLOS ANDRE DA SILVA",
"ANGELINO DA SILVA MASCARENHAS",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"10 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"28 de junho de 2013",
"27",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"28 de junho de 2013",
"27",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
".",
"8",
".",
"2013",
"5",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
". . . 8",
".",
"2013",
"5",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"20 de junho de 2012",
"10",
".",
"10",
".",
"2012",
"25",
".",
"4",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"20 de junho de 2012",
"10",
".",
"10",
".",
"2012",
"25",
".",
"4",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27",
".",
"5",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"3",
".",
"2010",
"03",
"/",
"06",
"/",
"2005",
"18",
"/",
"05",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"3",
".",
"2010",
"03",
"/",
"06",
"/",
"2005",
"18",
"/",
"05",
"/",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
".",
"09",
".",
"2005",
"15",
".",
"12",
".",
"2006",
"11",
".",
"12",
".",
"2009",
"19",
".",
"12",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
".",
"09",
".",
"2005",
"15",
".",
"12",
".",
"2006",
"11",
".",
"12",
".",
"2009",
"19",
".",
"12",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"6",
".",
"2010",
"4",
".",
"6",
".",
"2010",
"23",
".",
"4",
".",
"2010",
"12",
".",
"2",
".",
"2010",
"1",
".",
".",
".",
".",
"6",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"6",
".",
"2010",
"4",
".",
"6",
".",
"2010",
"23",
".",
"4",
".",
"2010",
"12",
".",
"2",
".",
"2010",
"1",
".",
".",
".",
".",
"6",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"2",
".",
"3",
".",
"2007",
"2",
".",
"2",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"22",
".",
"6",
".",
"2007",
"2",
".",
"3",
".",
"2007",
"2",
".",
"2",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"10",
".",
"09",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"09",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 115.917 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
CRIME DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE SUPERIOR A 4 (QUATRO) ANOS E NÃO EXCEDENTE
A 8 (OITO) ANOS. REGIME INICIAL SEMIABERTO (ART. 33, § 2º,
ALÍNEA B, DO CP). FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL FECHADO
COM FUNDAMENTO APENAS NO ART. 2º, § 1º, DA LEI 8.072/90.
INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO PLENÁRIO
DESTA CORTE NO JULGAMENTO DO HC 111.840. IMPOSIÇÃO DE
REGIME INICIAL MAIS SEVERO. INEXISTÊNCIA DE MOTIVAÇÃO
IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 719 DO STF. ORDEM
CONCEDIDA.
1. O artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 – que determina o início do
cumprimento da pena privativa de liberdade imposta em razão da prática
de crime hediondo, necessariamente, no regime fechado – foi declarado
inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no
julgamento do HC 111.840, Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão
de 27 de junho de 2012.
2. O artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal determina que “o
condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda
a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semiaberto”.
3. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena
aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719 do STF).
4. A decisão sub judice merece correção parcial, para impedir que o
regime prisional fechado (art. 2º, §1º, da Lei nº 8.072/90) seja
automaticamente imposto à paciente, sob pena de violação ao princípio
constitucional da individualização da pena (CRFB, art. 5º, XLVI),
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381935.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
HC 115917 / SP
consoante interpretação do plenário do Supremo Tribunal Federal.
5. In casu, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região condenou a
paciente à pena de 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de
reclusão pelo cometimento do crime de tráfico de entorpecentes, fixando
o regime fechado para o início do cumprimento da pena, com
fundamento tão somente no disposto no artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90.
6. Ordem concedida para afastar o óbice constante do artigo 2º, § 1º,
da Lei 8.072/90 e fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da
pena.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381935.
Supremo Tribunal Federal
HC 115917 / SP
consoante interpretação do plenário do Supremo Tribunal Federal.
5. In casu, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região condenou a
paciente à pena de 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de
reclusão pelo cometimento do crime de tráfico de entorpecentes, fixando
o regime fechado para o início do cumprimento da pena, com
fundamento tão somente no disposto no artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90.
6. Ordem concedida para afastar o óbice constante do artigo 2º, § 1º,
da Lei 8.072/90 e fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da
pena.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 115.917 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, cuja ementa possui o seguinte teor:
“AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL.
TRÁFICO TRANSNACIONAL DE DROGAS. DOSIMETRIA.
ART. 33, § 4º, LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE E
NATUREZA DA DROGA. REDUÇÃO EM GRAU MÍNIMO.
LEGALIDADE.
REGIME
INICIAL
FECHADO.
POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. PENA
SUPERIOR A 4 ANOS. ÓBICE DISPOSTO NO ART. 44, I E III,
DO CP. ACÓRDÃO A QUO SE FIRMOU NO MESMO
SENTIDO DA JURISPRUDÊNCIA DO STJ. SÚMULA 83/STJ.
1. O Tribunal de origem, em acórdão adequadamente
fundamentado – ao considerar, além da transnacionalidade do
delito, significativa a quantidade e a natureza da droga
apreendida com a atual recorrente, ou seja, 780 g (setencentos e
oitenta gramas) de cocaína – aplicou a causa de diminuição
prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar
mínimo de 1/6.
2. Em relação à pretensão de fixação de regime inicial
aberto ou semiaberto, não assiste razão à agravante, pois
escorreito o acórdão a quo que, de maneira motivada e em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381936.
Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 115.917 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, cuja ementa possui o seguinte teor:
“AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL.
TRÁFICO TRANSNACIONAL DE DROGAS. DOSIMETRIA.
ART. 33, § 4º, LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE E
NATUREZA DA DROGA. REDUÇÃO EM GRAU MÍNIMO.
LEGALIDADE.
REGIME
INICIAL
FECHADO.
POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. PENA
SUPERIOR A 4 ANOS. ÓBICE DISPOSTO NO ART. 44, I E III,
DO CP. ACÓRDÃO A QUO SE FIRMOU NO MESMO
SENTIDO DA JURISPRUDÊNCIA DO STJ. SÚMULA 83/STJ.
1. O Tribunal de origem, em acórdão adequadamente
fundamentado – ao considerar, além da transnacionalidade do
delito, significativa a quantidade e a natureza da droga
apreendida com a atual recorrente, ou seja, 780 g (setencentos e
oitenta gramas) de cocaína – aplicou a causa de diminuição
prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar
mínimo de 1/6.
2. Em relação à pretensão de fixação de regime inicial
aberto ou semiaberto, não assiste razão à agravante, pois
escorreito o acórdão a quo que, de maneira motivada e em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381936.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
HC 115917 / SP
observância aos princípios da proporcionalidade e
razoabilidade, concluiu pela fixação do regime prisional mais
severo, particularmente em função da elevada quantidade e
qualidade da droga apreendida.
3. Sobre a substituição da pena, constata-se que, no caso
em apreço, não se mostra adequada a conversão da pena
privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, uma
vez que a condenada, conforme observado no decisum
condenatório, não preenche os requisitos (pena de 4 anos, 10
meses e 10 dias de reclusão) previstos no art. 44, I e III, do
Código Penal.
4. Incidência da Súmula 83/STJ.
5. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto
as razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o
entendimento assentado na decisão agravada.
6. Agravo regimental improvido.”
Consta dos autos que a paciente foi condenada em primeira
instância pela prática do crime previsto no art. 33, caput, c/c o art. 40, I,
ambos da Lei 11.343/2006 (tráfico internacional de drogas) à pena de 2
(dois) anos e 9 (nove) dias de reclusão, em regime inicial fechado.
O Tribunal Regional Federal proveu, parcialmente, o apelo do
Ministério Público para aplicar a causa de diminuição de pena prevista
no art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006, em seu patamar mínimo e elevar a pena
para 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão.
Inconformada, a defesa interpôs recurso especial, que teve
seguimento negado pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, ensejando a
interposição de agravo regimental, que foi desprovido pela Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça.
É contra esse acórdão que se insurge a impetrante.
Sustenta, em síntese, a fixação do regime semiaberto para o início de
2
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HC 115917 / SP
observância aos princípios da proporcionalidade e
razoabilidade, concluiu pela fixação do regime prisional mais
severo, particularmente em função da elevada quantidade e
qualidade da droga apreendida.
3. Sobre a substituição da pena, constata-se que, no caso
em apreço, não se mostra adequada a conversão da pena
privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, uma
vez que a condenada, conforme observado no decisum
condenatório, não preenche os requisitos (pena de 4 anos, 10
meses e 10 dias de reclusão) previstos no art. 44, I e III, do
Código Penal.
4. Incidência da Súmula 83/STJ.
5. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto
as razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o
entendimento assentado na decisão agravada.
6. Agravo regimental improvido.”
Consta dos autos que a paciente foi condenada em primeira
instância pela prática do crime previsto no art. 33, caput, c/c o art. 40, I,
ambos da Lei 11.343/2006 (tráfico internacional de drogas) à pena de 2
(dois) anos e 9 (nove) dias de reclusão, em regime inicial fechado.
O Tribunal Regional Federal proveu, parcialmente, o apelo do
Ministério Público para aplicar a causa de diminuição de pena prevista
no art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006, em seu patamar mínimo e elevar a pena
para 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão.
Inconformada, a defesa interpôs recurso especial, que teve
seguimento negado pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, ensejando a
interposição de agravo regimental, que foi desprovido pela Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça.
É contra esse acórdão que se insurge a impetrante.
Sustenta, em síntese, a fixação do regime semiaberto para o início de
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Relatório
HC 115917 / SP
cumprimento da pena imposta a paciente, nos termos do art. 33, § 2º, “b”,
do Código Penal.
Alega que a pena-base foi fixada no mínimo legal e que todas as
circunstâncias judiciais foram reconhecidas como favoráveis a paciente.
Requer, ao final, a concessão da ordem para a fixação do regime
inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta à paciente.
A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo provimento
parcial do recurso, em parecer assim ementado:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE
ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO. ALTERAÇÃO DO
REGIME PRISIONAL. FIXAÇÃO DE REGIME MAIS
BRANDO. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO
ART. 33, § 3º, DO CÓDIGO PENAL. CIRCUNSTÂNCIAS
DESFAVORÁVEIS.
ELEVADA
QUANTIDADE
DE
ENTORPECENTE
ALTAMENTE
LESIVO.
REGIME
PRISIONAL FECHADO ADEQUADO À ESPÉCIE. PARECER
PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM”.
É o relatório.
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cumprimento da pena imposta a paciente, nos termos do art. 33, § 2º, “b”,
do Código Penal.
Alega que a pena-base foi fixada no mínimo legal e que todas as
circunstâncias judiciais foram reconhecidas como favoráveis a paciente.
Requer, ao final, a concessão da ordem para a fixação do regime
inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta à paciente.
A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo provimento
parcial do recurso, em parecer assim ementado:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE
ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO. ALTERAÇÃO DO
REGIME PRISIONAL. FIXAÇÃO DE REGIME MAIS
BRANDO. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO
ART. 33, § 3º, DO CÓDIGO PENAL. CIRCUNSTÂNCIAS
DESFAVORÁVEIS.
ELEVADA
QUANTIDADE
DE
ENTORPECENTE
ALTAMENTE
LESIVO.
REGIME
PRISIONAL FECHADO ADEQUADO À ESPÉCIE. PARECER
PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM”.
É o relatório.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 115.917 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme relatado, a
controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, de fixar o regime
inicial semiaberto para o cumprimento de pena em que foi condenada a
paciente.
Assiste razão à impetrante.
In casu, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região Justiça deu
provimento ao recurso de apelação do Parquet para majorar a pena da
paciente para 4 (quatro) anos e 10 (dez) meses de reclusão. A Corte
Regional, ao realizar a dosimetria, fixou a pena-base no mínimo legal, em
razão da ausência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, contudo
manteve o regime inicial fechado nos seguintes termos:
“2.5. Da dosimetria da pena
Da pena-base: requer a defesa a fixação da pena-base no
mínimo, ao argumento de ser incabível a elevação somente em
consideração à natureza e quantidade da droga.
O argumento é inconsistente, pois o artigo 42 da Lei
11.343/2006 traça como diretriz para a estipulação da sanção
exatamente os parâmetros contra os quais insurge-se o
recorrente: natureza e quantidade da substância, personalidade
e conduta social do agente.
Todavia, do exame do caso concreto, não vislumbro que
a quantidade de droga apreendida em poder de Nathaly seja
suficiente para estabelecer a pena-base acima do mínimo.
Com efeito, o montante líquido de 780 g (setecentos e
oitenta gramas) de cocaína é quantia ordinariamente observada
perante a Justiça Federal em relação a apreensões de drogas no
aeroporto de Guarulhos, a permitir a fixação no mínimo.
Supremo Tribunal Federal
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20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 115.917 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme relatado, a
controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, de fixar o regime
inicial semiaberto para o cumprimento de pena em que foi condenada a
paciente.
Assiste razão à impetrante.
In casu, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região Justiça deu
provimento ao recurso de apelação do Parquet para majorar a pena da
paciente para 4 (quatro) anos e 10 (dez) meses de reclusão. A Corte
Regional, ao realizar a dosimetria, fixou a pena-base no mínimo legal, em
razão da ausência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, contudo
manteve o regime inicial fechado nos seguintes termos:
“2.5. Da dosimetria da pena
Da pena-base: requer a defesa a fixação da pena-base no
mínimo, ao argumento de ser incabível a elevação somente em
consideração à natureza e quantidade da droga.
O argumento é inconsistente, pois o artigo 42 da Lei
11.343/2006 traça como diretriz para a estipulação da sanção
exatamente os parâmetros contra os quais insurge-se o
recorrente: natureza e quantidade da substância, personalidade
e conduta social do agente.
Todavia, do exame do caso concreto, não vislumbro que
a quantidade de droga apreendida em poder de Nathaly seja
suficiente para estabelecer a pena-base acima do mínimo.
Com efeito, o montante líquido de 780 g (setecentos e
oitenta gramas) de cocaína é quantia ordinariamente observada
perante a Justiça Federal em relação a apreensões de drogas no
aeroporto de Guarulhos, a permitir a fixação no mínimo.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 115917 / SP
Acrescente-se que os antecedentes, a conduta social e a
personalidade são favoráveis e os motivos são normais à
espécie.
Nesse raciocínio, a pena comporta fixação em 5 anos de
reclusão e 500 dias-multa.
(…)
Mantenho o regime inicial fechado para o início do
cumprimento da pena, a teor do artigo 2º, §1º, da Lei n.
8.072/90, com a redação dada pela Lei n.11.464/07” (grifei).
O acórdão está em dissonância com a jurisprudência desta Corte,
porquanto o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade
do artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, afastando a obrigatoriedade da fixação
do regime fechado para o início do cumprimento da pena privativa de
liberdade imposta em razão da prática de crimes hediondos (HC 111.840,
Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012).
Depreende-se dos autos que o Tribunal Regional Federal da 3ª
Região não declinou qualquer circunstância concreta atinente aos
requisitos objetivos e subjetivos para vedar o regime inicial diverso de
fechado para cumprimento da reprimenda, contrariando, por isso, o
enunciado da Súmula 719 desta Corte, verbis:
“Súmula 719. A imposição do regime de cumprimento mais
severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea”.
Ressalta-se, ainda, que a paciente já cumpriu 2 (dois) anos e 9 (nove)
dias, referente ao montante da pena fixada inicialmente pelo juízo de
primeiro grau.
Ex positis, concedo a ordem para afastar o óbice constante do artigo
2º, § 1º, da Lei 8.072/90 e fixar, desde logo, o regime inicial semiaberto
para cumprimento da pena.
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HC 115917 / SP
Acrescente-se que os antecedentes, a conduta social e a
personalidade são favoráveis e os motivos são normais à
espécie.
Nesse raciocínio, a pena comporta fixação em 5 anos de
reclusão e 500 dias-multa.
(…)
Mantenho o regime inicial fechado para o início do
cumprimento da pena, a teor do artigo 2º, §1º, da Lei n.
8.072/90, com a redação dada pela Lei n.11.464/07” (grifei).
O acórdão está em dissonância com a jurisprudência desta Corte,
porquanto o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade
do artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, afastando a obrigatoriedade da fixação
do regime fechado para o início do cumprimento da pena privativa de
liberdade imposta em razão da prática de crimes hediondos (HC 111.840,
Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012).
Depreende-se dos autos que o Tribunal Regional Federal da 3ª
Região não declinou qualquer circunstância concreta atinente aos
requisitos objetivos e subjetivos para vedar o regime inicial diverso de
fechado para cumprimento da reprimenda, contrariando, por isso, o
enunciado da Súmula 719 desta Corte, verbis:
“Súmula 719. A imposição do regime de cumprimento mais
severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea”.
Ressalta-se, ainda, que a paciente já cumpriu 2 (dois) anos e 9 (nove)
dias, referente ao montante da pena fixada inicialmente pelo juízo de
primeiro grau.
Ex positis, concedo a ordem para afastar o óbice constante do artigo
2º, § 1º, da Lei 8.072/90 e fixar, desde logo, o regime inicial semiaberto
para cumprimento da pena.
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Extrato de Ata - 20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 115.917
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418504
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 115.917
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418504
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4439490
| 2013-08-20T00:00:00
| 2013-09-04T00:00:00
|
A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE SUPERIOR A 4 (QUATRO) ANOS E NÃO EXCEDENTE A 8 (OITO) ANOS. REGIME INICIAL SEMIABERTO (ART. 33, § 2º, ALÍNEA B, DO CP). FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL FECHADO COM FUNDAMENTO APENAS NO ART. 2º, § 1º, DA LEI 8.072/90. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO PLENÁRIO DESTA CORTE NO JULGAMENTO DO HC 111.840. IMPOSIÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS SEVERO. INEXISTÊNCIA DE MOTIVAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 719 DO STF. ORDEM CONCEDIDA.
1. O artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 – que determina o início do cumprimento da pena privativa de liberdade imposta em razão da prática de crime hediondo, necessariamente, no regime fechado – foi declarado inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC 111.840, Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012.
2. O artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal determina que “o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semiaberto”.
3. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719 do STF).
4. A decisão sub judice merece correção parcial, para impedir que o regime prisional fechado (art. 2º, §1º, da Lei nº 8.072/90) seja automaticamente imposto à paciente, sob pena de violação ao princípio constitucional da individualização da pena (CRFB, art. 5º, XLVI), consoante interpretação do plenário do Supremo Tribunal Federal.
5. In casu, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região condenou a paciente à pena de 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão pelo cometimento do crime de tráfico de entorpecentes, fixando o regime fechado para o início do cumprimento da pena, com fundamento tão somente no disposto no artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90.
6. Ordem concedida para afastar o óbice constante do artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90 e fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da pena.
|
sjur240601
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CRIMES HEDIONDOS, CUMPRIMENTO DA PENA, REGIME INICIAL)
HC 111840 (TP).
Número de páginas: 8.
Análise: 16/09/2013, BRU.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
115917
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00033 PAR-00002 LET-B\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 115917
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""
] |
PACTE.(S) : NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 115.917 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
CRIME DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE SUPERIOR A 4 (QUATRO) ANOS E NÃO EXCEDENTE
A 8 (OITO) ANOS. REGIME INICIAL SEMIABERTO (ART. 33, § 2...,
ALÍNEA B, DO Código Penal Brasileiro). FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL FECHADO
COM FUNDAMENTO APENAS NO ART. 2..., § 1..., DA LEI 8.072/90.
INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO PLENÁRIO
DESTA CORTE NO JULGAMENTO DO HC 111.840. IMPOSIÇÃO DE
REGIME INICIAL MAIS SEVERO. INEXISTÊNCIA DE MOTIVAÇÃO
IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 719 DO Supremo Tribunal Federal. ORDEM
CONCEDIDA.
1. O artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90 – que determina o início do
cumprimento da pena privativa de liberdade imposta em razão da prática
de crime hediondo, necessariamente, no regime fechado – foi declarado
inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no
julgamento do HC 111.840, Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão
de 27 de junho de 2012.
2. O artigo 33, § 2..., alínea b, do Código Penal determina que “o
condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda
a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semiaberto”.
3. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena
aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719 do Supremo Tribunal Federal).
4. A decisão sub judice merece correção parcial, para impedir que o
regime prisional fechado (art. 2..., §1..., da Lei n 8.072/90) seja
automaticamente imposto à paciente, sob pena de violação ao princípio
constitucional da individualização da pena (CRFB, art. 5..., XLVI),
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
HC 115917 / SP
consoante interpretação do plenário do Supremo Tribunal Federal.
5. In casu, o Tribunal Regional Federal da 3... Região condenou a
paciente à pena de 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de
reclusão pelo cometimento do crime de tráfico de entorpecentes, fixando
o regime fechado para o início do cumprimento da pena, com
fundamento tão somente no disposto no artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90.
6. Ordem concedida para afastar o óbice constante do artigo 2..., § 1...,
da Lei 8.072/90 e fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da
pena.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
LUIZ FUX – Relator
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Supremo Tribunal Federal
HC 115917 / SP
consoante interpretação do plenário do Supremo Tribunal Federal.
5. In casu, o Tribunal Regional Federal da 3... Região condenou a
paciente à pena de 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de
reclusão pelo cometimento do crime de tráfico de entorpecentes, fixando
o regime fechado para o início do cumprimento da pena, com
fundamento tão somente no disposto no artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90.
6. Ordem concedida para afastar o óbice constante do artigo 2..., § 1...,
da Lei 8.072/90 e fixar o regime inicial semiaberto para cumprimento da
pena.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em conceder a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 115.917 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, cuja ementa possui o seguinte teor:
“AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL.
TRÁFICO TRANSNACIONAL DE DROGAS. DOSIMETRIA.
ART. 33, § 4..., LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE E
NATUREZA DA DROGA. REDUÇÃO EM GRAU MÍNIMO.
LEGALIDADE.
REGIME
INICIAL
FECHADO.
POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. PENA
SUPERIOR A 4 ANOS. ÓBICE DISPOSTO NO ART. 44, I E III,
DO Código Penal Brasileiro. ACÓRDÃO A QUO SE FIRMOU NO MESMO
SENTIDO DA JURISPRUDÊNCIA DO Superior Tribunal de Justiça. SÚMULA 83/Superior Tribunal de Justiça.
1. O Tribunal de origem, em acórdão adequadamente
fundamentado – ao considerar, além da transnacionalidade do
delito, significativa a quantidade e a natureza da droga
apreendida com a atual recorrente, ou seja, 780 g (setencentos e
oitenta gramas) de cocaína – aplicou a causa de diminuição
prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar
mínimo de 1/6.
2. Em relação à pretensão de fixação de regime inicial
aberto ou semiaberto, não assiste razão à agravante, pois
escorreito o acórdão a quo que, de maneira motivada e em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381936.
Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 115.917 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus
impetrado contra acórdão proferido pela Sexta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, cuja ementa possui o seguinte teor:
“AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL.
TRÁFICO TRANSNACIONAL DE DROGAS. DOSIMETRIA.
ART. 33, § 4..., LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE E
NATUREZA DA DROGA. REDUÇÃO EM GRAU MÍNIMO.
LEGALIDADE.
REGIME
INICIAL
FECHADO.
POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE
LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. PENA
SUPERIOR A 4 ANOS. ÓBICE DISPOSTO NO ART. 44, I E III,
DO Código Penal Brasileiro. ACÓRDÃO A QUO SE FIRMOU NO MESMO
SENTIDO DA JURISPRUDÊNCIA DO Superior Tribunal de Justiça. SÚMULA 83/Superior Tribunal de Justiça.
1. O Tribunal de origem, em acórdão adequadamente
fundamentado – ao considerar, além da transnacionalidade do
delito, significativa a quantidade e a natureza da droga
apreendida com a atual recorrente, ou seja, 780 g (setencentos e
oitenta gramas) de cocaína – aplicou a causa de diminuição
prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar
mínimo de 1/6.
2. Em relação à pretensão de fixação de regime inicial
aberto ou semiaberto, não assiste razão à agravante, pois
escorreito o acórdão a quo que, de maneira motivada e em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
HC 115917 / SP
observância aos princípios da proporcionalidade e
razoabilidade, concluiu pela fixação do regime prisional mais
severo, particularmente em função da elevada quantidade e
qualidade da droga apreendida.
3. Sobre a substituição da pena, constata-se que, no caso
em apreço, não se mostra adequada a conversão da pena
privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, uma
vez que a condenada, conforme observado no decisum
condenatório, não preenche os requisitos (pena de 4 anos, 10
meses e 10 dias de reclusão) previstos no art. 44, I e III, do
Código Penal.
4. Incidência da Súmula 83/Superior Tribunal de Justiça.
5. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto
as razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o
entendimento assentado na decisão agravada.
6. Agravo regimental improvido.”
Consta dos autos que a paciente foi condenada em primeira
instância pela prática do crime previsto no art. 33, caput, c/c o art. 40, I,
ambos da Lei 11.343/2006 (tráfico internacional de drogas) à pena de 2
(dois) anos e 9 (nove) dias de reclusão, em regime inicial fechado.
O Tribunal Regional Federal proveu, parcialmente, o apelo do
Ministério Público para aplicar a causa de diminuição de pena prevista
no art. 33, §4..., da Lei 11.343/2006, em seu patamar mínimo e elevar a pena
para 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão.
Inconformada, a defesa interpôs recurso especial, que teve
seguimento negado pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, ensejando a
interposição de agravo regimental, que foi desprovido pela Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça.
É contra esse acórdão que se insurge a impetrante.
Sustenta, em síntese, a fixação do regime semiaberto para o início de
2
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HC 115917 / SP
observância aos princípios da proporcionalidade e
razoabilidade, concluiu pela fixação do regime prisional mais
severo, particularmente em função da elevada quantidade e
qualidade da droga apreendida.
3. Sobre a substituição da pena, constata-se que, no caso
em apreço, não se mostra adequada a conversão da pena
privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, uma
vez que a condenada, conforme observado no decisum
condenatório, não preenche os requisitos (pena de 4 anos, 10
meses e 10 dias de reclusão) previstos no art. 44, I e III, do
Código Penal.
4. Incidência da Súmula 83/Superior Tribunal de Justiça.
5. O agravo regimental não merece prosperar, porquanto
as razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o
entendimento assentado na decisão agravada.
6. Agravo regimental improvido.”
Consta dos autos que a paciente foi condenada em primeira
instância pela prática do crime previsto no art. 33, caput, c/c o art. 40, I,
ambos da Lei 11.343/2006 (tráfico internacional de drogas) à pena de 2
(dois) anos e 9 (nove) dias de reclusão, em regime inicial fechado.
O Tribunal Regional Federal proveu, parcialmente, o apelo do
Ministério Público para aplicar a causa de diminuição de pena prevista
no art. 33, §4..., da Lei 11.343/2006, em seu patamar mínimo e elevar a pena
para 4 (quatro) anos, 10 (dez) meses e 10 (dez) dias de reclusão.
Inconformada, a defesa interpôs recurso especial, que teve
seguimento negado pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, ensejando a
interposição de agravo regimental, que foi desprovido pela Sexta Turma
do Superior Tribunal de Justiça.
É contra esse acórdão que se insurge a impetrante.
Sustenta, em síntese, a fixação do regime semiaberto para o início de
2
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Relatório
HC 115917 / SP
cumprimento da pena imposta a paciente, nos termos do art. 33, § 2..., “b”,
do Código Penal.
Alega que a pena-base foi fixada no mínimo legal e que todas as
circunstâncias judiciais foram reconhecidas como favoráveis a paciente.
Requer, ao final, a concessão da ordem para a fixação do regime
inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta à paciente.
A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo provimento
parcial do recurso, em parecer assim ementado:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE
ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO. ALTERAÇÃO DO
REGIME PRISIONAL. FIXAÇÃO DE REGIME MAIS
BRANDO. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO
ART. 33, § 3..., DO CÓDIGO PENAL. CIRCUNSTÂNCIAS
DESFAVORÁVEIS.
ELEVADA
QUANTIDADE
DE
ENTORPECENTE
ALTAMENTE
LESIVO.
REGIME
PRISIONAL FECHADO ADEQUADO À ESPÉCIE. PARECER
PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM”.
É o relatório.
3
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HC 115917 / SP
cumprimento da pena imposta a paciente, nos termos do art. 33, § 2..., “b”,
do Código Penal.
Alega que a pena-base foi fixada no mínimo legal e que todas as
circunstâncias judiciais foram reconhecidas como favoráveis a paciente.
Requer, ao final, a concessão da ordem para a fixação do regime
inicial semiaberto para cumprimento da pena imposta à paciente.
A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo provimento
parcial do recurso, em parecer assim ementado:
“HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE
ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO. ALTERAÇÃO DO
REGIME PRISIONAL. FIXAÇÃO DE REGIME MAIS
BRANDO. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO
ART. 33, § 3..., DO CÓDIGO PENAL. CIRCUNSTÂNCIAS
DESFAVORÁVEIS.
ELEVADA
QUANTIDADE
DE
ENTORPECENTE
ALTAMENTE
LESIVO.
REGIME
PRISIONAL FECHADO ADEQUADO À ESPÉCIE. PARECER
PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 115.917 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme relatado, a
controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, de fixar o regime
inicial semiaberto para o cumprimento de pena em que foi condenada a
paciente.
Assiste razão à impetrante.
In casu, o Tribunal Regional Federal da 3... Região Justiça deu
provimento ao recurso de apelação do Parquet para majorar a pena da
paciente para 4 (quatro) anos e 10 (dez) meses de reclusão. A Corte
Regional, ao realizar a dosimetria, fixou a pena-base no mínimo legal, em
razão da ausência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, contudo
manteve o regime inicial fechado nos seguintes termos:
“2.5. Da dosimetria da pena
Da pena-base: requer a defesa a fixação da pena-base no
mínimo, ao argumento de ser incabível a elevação somente em
consideração à natureza e quantidade da droga.
O argumento é inconsistente, pois o artigo 42 da Lei
11.343/2006 traça como diretriz para a estipulação da sanção
exatamente os parâmetros contra os quais insurge-se o
recorrente: natureza e quantidade da substância, personalidade
e conduta social do agente.
Todavia, do exame do caso concreto, não vislumbro que
a quantidade de droga apreendida em poder de Nathaly seja
suficiente para estabelecer a pena-base acima do mínimo.
Com efeito, o montante líquido de 780 g (setecentos e
oitenta gramas) de cocaína é quantia ordinariamente observada
perante a Justiça Federal em relação a apreensões de drogas no
aeroporto de Guarulhos, a permitir a fixação no mínimo.
Supremo Tribunal Federal
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20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 115.917 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme relatado, a
controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, de fixar o regime
inicial semiaberto para o cumprimento de pena em que foi condenada a
paciente.
Assiste razão à impetrante.
In casu, o Tribunal Regional Federal da 3... Região Justiça deu
provimento ao recurso de apelação do Parquet para majorar a pena da
paciente para 4 (quatro) anos e 10 (dez) meses de reclusão. A Corte
Regional, ao realizar a dosimetria, fixou a pena-base no mínimo legal, em
razão da ausência de circunstâncias judiciais desfavoráveis, contudo
manteve o regime inicial fechado nos seguintes termos:
“2.5. Da dosimetria da pena
Da pena-base: requer a defesa a fixação da pena-base no
mínimo, ao argumento de ser incabível a elevação somente em
consideração à natureza e quantidade da droga.
O argumento é inconsistente, pois o artigo 42 da Lei
11.343/2006 traça como diretriz para a estipulação da sanção
exatamente os parâmetros contra os quais insurge-se o
recorrente: natureza e quantidade da substância, personalidade
e conduta social do agente.
Todavia, do exame do caso concreto, não vislumbro que
a quantidade de droga apreendida em poder de Nathaly seja
suficiente para estabelecer a pena-base acima do mínimo.
Com efeito, o montante líquido de 780 g (setecentos e
oitenta gramas) de cocaína é quantia ordinariamente observada
perante a Justiça Federal em relação a apreensões de drogas no
aeroporto de Guarulhos, a permitir a fixação no mínimo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 115917 / SP
Acrescente-se que os antecedentes, a conduta social e a
personalidade são favoráveis e os motivos são normais à
espécie.
Nesse raciocínio, a pena comporta fixação em 5 anos de
reclusão e 500 dias-multa.
(…)
Mantenho o regime inicial fechado para o início do
cumprimento da pena, a teor do artigo 2..., §1..., da Lei n.
8.072/90, com a redação dada pela Lei n.11.464/07” (grifei).
O acórdão está em dissonância com a jurisprudência desta Corte,
porquanto o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade
do artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90, afastando a obrigatoriedade da fixação
do regime fechado para o início do cumprimento da pena privativa de
liberdade imposta em razão da prática de crimes hediondos (HC 111.840,
Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012).
Depreende-se dos autos que o Tribunal Regional Federal da 3...
Região não declinou qualquer circunstância concreta atinente aos
requisitos objetivos e subjetivos para vedar o regime inicial diverso de
fechado para cumprimento da reprimenda, contrariando, por isso, o
enunciado da Súmula 719 desta Corte, verbis:
“Súmula 719. A imposição do regime de cumprimento mais
severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea”.
Ressalta-se, ainda, que a paciente já cumpriu 2 (dois) anos e 9 (nove)
dias, referente ao montante da pena fixada inicialmente pelo juízo de
primeiro grau.
Ex positis, concedo a ordem para afastar o óbice constante do artigo
2..., § 1..., da Lei 8.072/90 e fixar, desde logo, o regime inicial semiaberto
para cumprimento da pena.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 115917 / SP
Acrescente-se que os antecedentes, a conduta social e a
personalidade são favoráveis e os motivos são normais à
espécie.
Nesse raciocínio, a pena comporta fixação em 5 anos de
reclusão e 500 dias-multa.
(…)
Mantenho o regime inicial fechado para o início do
cumprimento da pena, a teor do artigo 2..., §1..., da Lei n.
8.072/90, com a redação dada pela Lei n.11.464/07” (grifei).
O acórdão está em dissonância com a jurisprudência desta Corte,
porquanto o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade
do artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90, afastando a obrigatoriedade da fixação
do regime fechado para o início do cumprimento da pena privativa de
liberdade imposta em razão da prática de crimes hediondos (HC 111.840,
Pleno, Relator o Ministro Dias Toffoli, sessão de 27 de junho de 2012).
Depreende-se dos autos que o Tribunal Regional Federal da 3...
Região não declinou qualquer circunstância concreta atinente aos
requisitos objetivos e subjetivos para vedar o regime inicial diverso de
fechado para cumprimento da reprimenda, contrariando, por isso, o
enunciado da Súmula 719 desta Corte, verbis:
“Súmula 719. A imposição do regime de cumprimento mais
severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea”.
Ressalta-se, ainda, que a paciente já cumpriu 2 (dois) anos e 9 (nove)
dias, referente ao montante da pena fixada inicialmente pelo juízo de
primeiro grau.
Ex positis, concedo a ordem para afastar o óbice constante do artigo
2..., § 1..., da Lei 8.072/90 e fixar, desde logo, o regime inicial semiaberto
para cumprimento da pena.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 115.917
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418504
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 115.917
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : NATHALY ALEXANDRA SIMOM
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418504
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 115 . 917",
"HC 111 . 840",
"SÚMULA 719 DO Supremo Tribunal Federal",
"HC 111 . 840",
"Súmula 719 do Supremo Tribunal Federal",
"HC 115917 / SP",
"HC 115917 / SP",
"HABEAS CORPUS 115 . 917 SÃO",
"SÚMULA 83 / Superior Tribunal de Justiça",
"HABEAS CORPUS 115 . 917",
"SÚMULA 83 / Superior Tribunal de Justiça",
"HC 115917 / SP",
"Súmula 83 / Superior Tribunal de Justiça",
"HC 115917 / SP",
"Súmula 83 / Superior Tribunal de Justiça",
"HC 115917 / SP",
"HC 115917 / SP",
"HABEAS CORPUS 115 . 917",
"HABEAS CORPUS 115 . 917",
"HC 115917 / SP",
"HC 111 . 840",
"Súmula 719 desta Corte",
"HC 115917 / SP",
"HC 111",
"Súmula 719 desta Corte",
"HABEAS CORPUS 115 . 917",
"HABEAS CORPUS 115 . 917"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 33 , § 2 . . . , ALÍNEA B , DO Código Penal Brasileiro",
"ART . 2 . . . , § 1 . . . , DA LEI 8 . 072 / 90",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"artigo 33 , § 2 . . . , alínea b , do Código Penal",
"art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n 8 . 072 / 90",
"CRFB , art . 5 . . . , XLVI )",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 , § 4 . . . ,",
"LEI N . 11 . 343 / 2006",
"ART . 44 , I E III , DO Código Penal Brasileiro",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 , § 4 . . . ,",
"LEI N . 11 . 343 / 2006",
"ART . 44 , I E III , DO Código Penal Brasileiro",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 , I e III , do Código Penal",
"art . 33 , caput , c / c o art . 40 , I , ambos da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 44 , I e III , do Código Penal",
"art . 33 , caput , c / c o art . 40 , I , ambos da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , §",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 2 . . . , “ b ” , do Código Penal",
"ART . 33 , § 3 . . . , DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 2 . . . , “ b ” , do Código Penal",
"ART . 33 , § 3 . . . , DO CÓDIGO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 42 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 42 da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 2 . . . ,",
"Lei n . 8 . 072 / 90",
"Lei n . 11 . 464 / 07",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 072 / 90",
"Lei n . 11 . 464 / 07",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"aeroporto de Guarulhos",
"SÃO PAULO",
"aeroporto de Guarulhos",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal",
"Regional Federal da 3 . . . Região",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público",
"Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Procuradoria Geral da República",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Procuradoria Geral da República",
"TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"NATHALY ALEXANDRA",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"NATHALY ALEXANDRA",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"NATHALY ALEXANDRA SIMOM",
"LUIZ FUX",
"Sebastião Reis Júnior",
"Sebastião Reis Júnior",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Nathaly",
"LUIZ FUX",
"Nathaly",
"LUIZ FUX",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"LUIZ FUX",
"NATHALY ALEXANDRA SIMOM",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"NATHALY ALEXANDRA SIMOM",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"27 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"27 de junho de 2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"20",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 30 de setembro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6924243.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 1251 e 1252, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6924244.
Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 1251 e 1252, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6924244.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
AI 770343 AGR / SP
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Os argumentos expendidos no recurso não foram
enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da
ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282
e 356 da Súmula deste Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, no regimental de folha 1256 a 1263, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Sustenta a não incidência do Verbete nº
279 da Súmula do Supremo e discorre acerca da existência de violação
direta aos artigos 5º, cabeça, 37, cabeça e 40, §2º, da Constituição Federal.
O Estado de São Paulo, em contraminuta de folha 1270 a 1272,
defende o desprovimento do regimental.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6924244.
Supremo Tribunal Federal
AI 770343 AGR / SP
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Os argumentos expendidos no recurso não foram
enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da
ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282
e 356 da Súmula deste Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, no regimental de folha 1256 a 1263, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Sustenta a não incidência do Verbete nº
279 da Súmula do Supremo e discorre acerca da existência de violação
direta aos artigos 5º, cabeça, 37, cabeça e 40, §2º, da Constituição Federal.
O Estado de São Paulo, em contraminuta de folha 1270 a 1272,
defende o desprovimento do regimental.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6924244.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado
(folhas 1184 e 1264), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo consignou (folha 1.203):
EX-SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – investigador de
polícia – reintegração no cargo – inadmissibilidade, à míngua
de elementos probatórios que confirmem a alegação de
perjúrio subjacente a “armação” como desencadeadores da
punição disciplinar sofrida: demissão qualificada – ação
julgada improcedente – sentença confirmada.
Recurso não provido.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6924245.
Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado
(folhas 1184 e 1264), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo consignou (folha 1.203):
EX-SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – investigador de
polícia – reintegração no cargo – inadmissibilidade, à míngua
de elementos probatórios que confirmem a alegação de
perjúrio subjacente a “armação” como desencadeadores da
punição disciplinar sofrida: demissão qualificada – ação
julgada improcedente – sentença confirmada.
Recurso não provido.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6924245.
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Extrato de Ata - 30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira
Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6925126
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira
Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6925126
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6954661
| 2014-09-30T00:00:00
| 2014-10-15T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur280633
|
Número de páginas: 5.
Análise: 05/11/2014, AUR.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
770343
| null |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 770343 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 30 de setembro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6924243.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 1251 e 1252, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6924244.
Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S)
:ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 1251 e 1252, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6924244.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
AI 770343 AGR / SP
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Os argumentos expendidos no recurso não foram
enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da
ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282
e 356 da Súmula deste Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, no regimental de folha 1256 a 1263, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Sustenta a não incidência do Verbete n
279 da Súmula do Supremo e discorre acerca da existência de violação
direta aos artigos 5..., cabeça, 37, cabeça e 40, §2..., da Constituição Federal.
O Estado de São Paulo, em contraminuta de folha 1270 a 1272,
defende o desprovimento do regimental.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 770343 AGR / SP
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
recurso.
Os argumentos expendidos no recurso não foram
enfrentados pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da
ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282
e 356 da Súmula deste Tribunal.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O agravante, no regimental de folha 1256 a 1263, insiste na índole
constitucional da controvérsia. Sustenta a não incidência do Verbete n
279 da Súmula do Supremo e discorre acerca da existência de violação
direta aos artigos 5..., cabeça, 37, cabeça e 40, §2..., da Constituição Federal.
O Estado de São Paulo, em contraminuta de folha 1270 a 1272,
defende o desprovimento do regimental.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado
(folhas 1184 e 1264), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo consignou (folha 1.203):
EX-SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – investigador de
polícia – reintegração no cargo – inadmissibilidade, à míngua
de elementos probatórios que confirmem a alegação de
perjúrio subjacente a “armação” como desencadeadores da
punição disciplinar sofrida: demissão qualificada – ação
julgada improcedente – sentença confirmada.
Recurso não provido.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado
(folhas 1184 e 1264), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado de São Paulo consignou (folha 1.203):
EX-SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – investigador de
polícia – reintegração no cargo – inadmissibilidade, à míngua
de elementos probatórios que confirmem a alegação de
perjúrio subjacente a “armação” como desencadeadores da
punição disciplinar sofrida: demissão qualificada – ação
julgada improcedente – sentença confirmada.
Recurso não provido.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Extrato de Ata - 30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira
Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 770.343
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA
ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias
Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira
Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 343",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 343",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 343",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"AI 770343 AGR / SP",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"AI 770343 AGR / SP",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 343",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 343",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 770 . 343"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , cabeça , 37 , cabeça e 40 , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , cabeça , 37 , cabeça e 40 , § 2 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"MAURÍCIO DA SILVA SIQUEIRA",
"ELIEZER PEREIRA MARTINS",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"30 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"30",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AROUCA
REPRESENTAÇÕES
COMÉRCIO
E
TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
LTDA
ADV.(A/S)
:VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S)
:ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S)
:KARINA MAGALHÃES BRAGA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSO CIVIL. EXECUÇÃO. TÍTULO
JUDICIAL. MONITÓRIA. COISA JULGADA. MATÉRIA COM
REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO
ARE
Nº
748.371.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93,
IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA.
1. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda
que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese
suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010.
2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido
processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a
ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o
apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do
STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes.
3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assim assentou,
verbis: "RECURSO. AGRAVO INTERNO. ARTIGO 557, § 1º, DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INCONFORMISMO MANIFESTO
CONTRA DECISÃO DA RELATORIA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
RECURSO FACE SUA MANIFESTA INADMISSIBILIDADE. EXECUÇÃO
DE TÍTULO JUDICIAL - EMBARGOS DE DEVEDOR AÇÃO
MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM JULGADO - ALEGAÇÃO DE
CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA - QUESTÃO JÁ ENFRENTADA
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4536485.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
AI 846246 AGR / RJ
COISA JULGADA – INDEFERIMENTO DA INICIAL. A alegação de
conteúdo falso na perícia já foi enfrentada e solucionado quando do
julgamento das Apelações Cíveis de nº 2001.001.17430 e nº 2001.001.17433
e do Agravo de Instrumento nº 2007.002.32222. Violação ao princípio da
coisa julgada. Desprovimento do recurso.”
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 846246 AGR / RJ
COISA JULGADA – INDEFERIMENTO DA INICIAL. A alegação de
conteúdo falso na perícia já foi enfrentada e solucionado quando do
julgamento das Apelações Cíveis de nº 2001.001.17430 e nº 2001.001.17433
e do Agravo de Instrumento nº 2007.002.32222. Violação ao princípio da
coisa julgada. Desprovimento do recurso.”
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AROUCA
REPRESENTAÇÕES
COMÉRCIO
E
TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
LTDA
ADV.(A/S)
:VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S)
:ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S)
:KARINA MAGALHÃES BRAGA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E
TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA, contra
decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL
CIVIL. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. EMBARGOS DE
DEVEDOR. ALEGAÇÃO DE CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA.
AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS
QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso”
(art. 102, III, § 3º, da CF).
2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é
requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AROUCA
REPRESENTAÇÕES
COMÉRCIO
E
TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
LTDA
ADV.(A/S)
:VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S)
:ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S)
:KARINA MAGALHÃES BRAGA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E
TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA, contra
decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL
CIVIL. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. EMBARGOS DE
DEVEDOR. ALEGAÇÃO DE CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA.
AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS
QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso”
(art. 102, III, § 3º, da CF).
2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é
requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 846246 AGR / RJ
3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente,
verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar
o requisito do prequestionamento.”
4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
Precedentes: RE 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o
AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10.
5. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.
6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de
questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional.
7. In casu, o acórdão recorrido assentou: "RECURSO.
AGRAVO INTERNO. ARTIGO 557, § 1º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. INCONFORMISMO MANIFESTO CONTRA
DECISÃO DA RELATORIA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
RECURSO FACE SUA MANIFESTA INADMISSIBILIDADE.
EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL - EMBARGOS DE
DEVEDOR AÇÃO MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM
JULGADO - ALEGAÇÃO DE CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA
- QUESTÃO JÁ ENFRENTADA COISA JULGADA –
INDEFERIMENTO DA INICIAL. A alegação de conteúdo falso na
perícia já foi enfrentada e solucionado quando do julgamento das
Apelações Cíveis de nº 2001.001.17430 e nº 2001.001.17433 e do
Agravo de Instrumento nº 2007.002.32222. Violação ao princípio da
coisa julgada. Desprovimento do recurso.”
8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese, que:
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 846246 AGR / RJ
3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente,
verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar
o requisito do prequestionamento.”
4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
Precedentes: RE 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o
AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10.
5. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.
6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de
questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional.
7. In casu, o acórdão recorrido assentou: "RECURSO.
AGRAVO INTERNO. ARTIGO 557, § 1º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. INCONFORMISMO MANIFESTO CONTRA
DECISÃO DA RELATORIA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
RECURSO FACE SUA MANIFESTA INADMISSIBILIDADE.
EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL - EMBARGOS DE
DEVEDOR AÇÃO MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM
JULGADO - ALEGAÇÃO DE CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA
- QUESTÃO JÁ ENFRENTADA COISA JULGADA –
INDEFERIMENTO DA INICIAL. A alegação de conteúdo falso na
perícia já foi enfrentada e solucionado quando do julgamento das
Apelações Cíveis de nº 2001.001.17430 e nº 2001.001.17433 e do
Agravo de Instrumento nº 2007.002.32222. Violação ao princípio da
coisa julgada. Desprovimento do recurso.”
8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese, que:
2
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Relatório
AI 846246 AGR / RJ
“No caso em comento não há incidência da Súmula 279 do STF,
vez que o que se requer não é o revolvimento da matéria de fato, o que
vale dizer, o chamado reexame da prova e sim a valoração legal.
Não obstante, no que tange ao prequestionamento este foi
devidamente realizado por meio dos embargos de declaração em face do
v. Acórdão que deve ser anulado a teor do artigo 535, II do CPC, uma
vez que o TJRJ não enfrentou a matéria que lhe foi submetida para
esclarecimento em embargos de declaração.
Neste sentido, cabe trazer nesta oportunidade os artigos violados
pelo v. Acórdão recorrido. […]
A sentença prolatada pelo Juízo de Nova Iguaçu nos autos da
Ação Monitória n.º 1998.530.004748-3 É DESPROVIDA DE
QUALQUER FUNDAMENTAÇÃO, AINDA QUE DE FORMA
CONCISA.”
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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AI 846246 AGR / RJ
“No caso em comento não há incidência da Súmula 279 do STF,
vez que o que se requer não é o revolvimento da matéria de fato, o que
vale dizer, o chamado reexame da prova e sim a valoração legal.
Não obstante, no que tange ao prequestionamento este foi
devidamente realizado por meio dos embargos de declaração em face do
v. Acórdão que deve ser anulado a teor do artigo 535, II do CPC, uma
vez que o TJRJ não enfrentou a matéria que lhe foi submetida para
esclarecimento em embargos de declaração.
Neste sentido, cabe trazer nesta oportunidade os artigos violados
pelo v. Acórdão recorrido. […]
A sentença prolatada pelo Juízo de Nova Iguaçu nos autos da
Ação Monitória n.º 1998.530.004748-3 É DESPROVIDA DE
QUALQUER FUNDAMENTAÇÃO, AINDA QUE DE FORMA
CONCISA.”
É o relatório.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão à
agravante.
Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada.
Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição
Federal, pela sentença originária do título executivo, o Supremo Tribunal
Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem
que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo
prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte, nesse
sentido, AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno,
DJe de 13/8/2010.
Ademais, o acórdão recorrido ao apreciar o recurso assim se
pronunciou:
“AÇÃO MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM JULGADO – ALEGAÇÃO
DE CONTEÚDO FALSO DA PERÍCIA – QUESTÃO JÁ ENFRENTADA. COISA
JULGADA. INDEFERIMENTO DA INICIAL.”
Divergir do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação
infraconstitucional, nos termos da jurisprudência desta Corte segundo a
qual, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo
legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica
infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo
extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na
análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes,
conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do
Supremo Tribunal Federal
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10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão à
agravante.
Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada.
Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição
Federal, pela sentença originária do título executivo, o Supremo Tribunal
Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem
que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo
prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte, nesse
sentido, AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno,
DJe de 13/8/2010.
Ademais, o acórdão recorrido ao apreciar o recurso assim se
pronunciou:
“AÇÃO MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM JULGADO – ALEGAÇÃO
DE CONTEÚDO FALSO DA PERÍCIA – QUESTÃO JÁ ENFRENTADA. COISA
JULGADA. INDEFERIMENTO DA INICIAL.”
Divergir do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação
infraconstitucional, nos termos da jurisprudência desta Corte segundo a
qual, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo
legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica
infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo
extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na
análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes,
conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 846246 AGR / RJ
referido julgado:
“Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral
do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal,
quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada
aplicação das normas infraconstitucionais.”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 846246 AGR / RJ
referido julgado:
“Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral
do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal,
quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada
aplicação das normas infraconstitucionais.”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA
ADV.(A/S) : VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S) : ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S) : KARINA MAGALHÃES BRAGA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA
ADV.(A/S) : VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S) : ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S) : KARINA MAGALHÃES BRAGA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4555568
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4568179
| 2013-09-10T00:00:00
| 2013-09-25T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 10.9.2013.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO CIVIL. EXECUÇÃO. TÍTULO JUDICIAL. MONITÓRIA. COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE Nº 748.371. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA.
1. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010.
2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do STF, na análise do ARE nº 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes.
3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assim assentou, verbis: "RECURSO. AGRAVO INTERNO. ARTIGO 557, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INCONFORMISMO MANIFESTO CONTRA DECISÃO DA RELATORIA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO FACE SUA MANIFESTA INADMISSIBILIDADE. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL - EMBARGOS DE DEVEDOR AÇÃO MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM JULGADO - ALEGAÇÃO DE CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA - QUESTÃO JÁ ENFRENTADA COISA JULGADA – INDEFERIMENTO DA INICIAL. A alegação de conteúdo falso na perícia já foi enfrentada e solucionado quando do julgamento das Apelações Cíveis de nº 2001.001.17430 e nº 2001.001.17433 e do Agravo de Instrumento nº 2007.002.32222. Violação ao princípio da coisa julgada. Desprovimento do recurso.”
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
|
sjur242802
|
- Acórdão(s) citado(s):
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG.
(PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, DEVIDO PROCESSO LEGAL, LIMITES DA COISA JULGADA)
ARE 748371 RG.
Número de páginas: 8.
Análise: 04/10/2013, MAR.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
846246
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 846246 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA
ADV.(A/S) : VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S) : ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S) : KARINA MAGALHÃES BRAGA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AROUCA
REPRESENTAÇÕES
COMÉRCIO
E
TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
LTDA
ADV.(A/S)
:VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S)
:ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S)
:KARINA MAGALHÃES BRAGA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSO CIVIL. EXECUÇÃO. TÍTULO
JUDICIAL. MONITÓRIA. COISA JULGADA. MATÉRIA COM
REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO
ARE
n
748.371.
CONTROVÉRSIA
DE
ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93,
IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA.
1. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda
que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese
suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar
Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010.
2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido
processo legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a
ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o
apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do
Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes.
3. In casu, o acórdão originariamente recorrido assim assentou,
verbis: "RECURSO. AGRAVO INTERNO. ARTIGO 557, § 1..., DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INCONFORMISMO MANIFESTO
CONTRA DECISÃO DA RELATORIA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
RECURSO FACE SUA MANIFESTA INADMISSIBILIDADE. EXECUÇÃO
DE TÍTULO JUDICIAL - EMBARGOS DE DEVEDOR AÇÃO
MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM JULGADO - ALEGAÇÃO DE
CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA - QUESTÃO JÁ ENFRENTADA
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Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
AI 846246 AGR / RJ
COISA JULGADA – INDEFERIMENTO DA INICIAL. A alegação de
conteúdo falso na perícia já foi enfrentada e solucionado quando do
julgamento das Apelações Cíveis de n 2001.001.17430 e n 2001.001.17433
e do Agravo de Instrumento n 2007.002.32222. Violação ao princípio da
coisa julgada. Desprovimento do recurso.”
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
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AI 846246 AGR / RJ
COISA JULGADA – INDEFERIMENTO DA INICIAL. A alegação de
conteúdo falso na perícia já foi enfrentada e solucionado quando do
julgamento das Apelações Cíveis de n 2001.001.17430 e n 2001.001.17433
e do Agravo de Instrumento n 2007.002.32222. Violação ao princípio da
coisa julgada. Desprovimento do recurso.”
4. Agravo regimental DESPROVIDO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 10 de setembro de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AROUCA
REPRESENTAÇÕES
COMÉRCIO
E
TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
LTDA
ADV.(A/S)
:VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S)
:ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S)
:KARINA MAGALHÃES BRAGA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E
TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA, contra
decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL
CIVIL. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. EMBARGOS DE
DEVEDOR. ALEGAÇÃO DE CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA.
AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS
QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso”
(art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é
requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S)
:AROUCA
REPRESENTAÇÕES
COMÉRCIO
E
TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
LTDA
ADV.(A/S)
:VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S)
:ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S)
:KARINA MAGALHÃES BRAGA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo
regimental interposto por AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E
TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA, contra
decisão de relatoria do Ministro Luiz Fux, assim ementada:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL
CIVIL. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. EMBARGOS DE
DEVEDOR. ALEGAÇÃO DE CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA.
AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO.
OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO
JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL
NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS
QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO.
1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo
dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade
(art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível
por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a
repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso”
(art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988).
2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é
requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário.
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Relatório
AI 846246 AGR / RJ
3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente,
verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar
o requisito do prequestionamento.”
4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o
AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10.
5. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.
6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de
questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional.
7. In casu, o acórdão recorrido assentou: "RECURSO.
AGRAVO INTERNO. ARTIGO 557, § 1..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. INCONFORMISMO MANIFESTO CONTRA
DECISÃO DA RELATORIA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
RECURSO FACE SUA MANIFESTA INADMISSIBILIDADE.
EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL - EMBARGOS DE
DEVEDOR AÇÃO MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM
JULGADO - ALEGAÇÃO DE CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA
- QUESTÃO JÁ ENFRENTADA COISA JULGADA –
INDEFERIMENTO DA INICIAL. A alegação de conteúdo falso na
perícia já foi enfrentada e solucionado quando do julgamento das
Apelações Cíveis de n 2001.001.17430 e n 2001.001.17433 e do
Agravo de Instrumento n 2007.002.32222. Violação ao princípio da
coisa julgada. Desprovimento do recurso.”
8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese, que:
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 846246 AGR / RJ
3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente,
verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não
ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos
declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar
o requisito do prequestionamento.”
4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal
decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo
infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário.
Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o
AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10.
5. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: Para simples reexame de
prova não cabe recurso extraordinário.
6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de
questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório
dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional.
7. In casu, o acórdão recorrido assentou: "RECURSO.
AGRAVO INTERNO. ARTIGO 557, § 1..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. INCONFORMISMO MANIFESTO CONTRA
DECISÃO DA RELATORIA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO
RECURSO FACE SUA MANIFESTA INADMISSIBILIDADE.
EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL - EMBARGOS DE
DEVEDOR AÇÃO MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM
JULGADO - ALEGAÇÃO DE CONTEÚDO FALSO NA PERÍCIA
- QUESTÃO JÁ ENFRENTADA COISA JULGADA –
INDEFERIMENTO DA INICIAL. A alegação de conteúdo falso na
perícia já foi enfrentada e solucionado quando do julgamento das
Apelações Cíveis de n 2001.001.17430 e n 2001.001.17433 e do
Agravo de Instrumento n 2007.002.32222. Violação ao princípio da
coisa julgada. Desprovimento do recurso.”
8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo.”
Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso
alegando, em síntese, que:
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Relatório
AI 846246 AGR / RJ
“No caso em comento não há incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal,
vez que o que se requer não é o revolvimento da matéria de fato, o que
vale dizer, o chamado reexame da prova e sim a valoração legal.
Não obstante, no que tange ao prequestionamento este foi
devidamente realizado por meio dos embargos de declaração em face do
v. Acórdão que deve ser anulado a teor do artigo 535, II do Código de Processo Civil, uma
vez que o TJRJ não enfrentou a matéria que lhe foi submetida para
esclarecimento em embargos de declaração.
Neste sentido, cabe trazer nesta oportunidade os artigos violados
pelo v. Acórdão recorrido. […]
A sentença prolatada pelo Juízo de Nova Iguaçu nos autos da
Ação Monitória n. 1998.530.004748-3 É DESPROVIDA DE
QUALQUER FUNDAMENTAÇÃO, AINDA QUE DE FORMA
CONCISA.”
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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AI 846246 AGR / RJ
“No caso em comento não há incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal,
vez que o que se requer não é o revolvimento da matéria de fato, o que
vale dizer, o chamado reexame da prova e sim a valoração legal.
Não obstante, no que tange ao prequestionamento este foi
devidamente realizado por meio dos embargos de declaração em face do
v. Acórdão que deve ser anulado a teor do artigo 535, II do Código de Processo Civil, uma
vez que o TJRJ não enfrentou a matéria que lhe foi submetida para
esclarecimento em embargos de declaração.
Neste sentido, cabe trazer nesta oportunidade os artigos violados
pelo v. Acórdão recorrido. […]
A sentença prolatada pelo Juízo de Nova Iguaçu nos autos da
Ação Monitória n. 1998.530.004748-3 É DESPROVIDA DE
QUALQUER FUNDAMENTAÇÃO, AINDA QUE DE FORMA
CONCISA.”
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. LUIZ FUX
10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão à
agravante.
Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada.
Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição
Federal, pela sentença originária do título executivo, o Supremo Tribunal
Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem
que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo
prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte, nesse
sentido, AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno,
DJe de 13/8/2010.
Ademais, o acórdão recorrido ao apreciar o recurso assim se
pronunciou:
“AÇÃO MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM JULGADO – ALEGAÇÃO
DE CONTEÚDO FALSO DA PERÍCIA – QUESTÃO JÁ ENFRENTADA. COISA
JULGADA. INDEFERIMENTO DA INICIAL.”
Divergir do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação
infraconstitucional, nos termos da jurisprudência desta Corte segundo a
qual, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo
legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica
infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo
extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na
análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes,
conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do
Supremo Tribunal Federal
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10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão à
agravante.
Em que pesem os argumentos expendidos no recurso, resta
evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum
argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada.
Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição
Federal, pela sentença originária do título executivo, o Supremo Tribunal
Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem
que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo
prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte, nesse
sentido, AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno,
DJe de 13/8/2010.
Ademais, o acórdão recorrido ao apreciar o recurso assim se
pronunciou:
“AÇÃO MONITÓRIA COM TRÂNSITO EM JULGADO – ALEGAÇÃO
DE CONTEÚDO FALSO DA PERÍCIA – QUESTÃO JÁ ENFRENTADA. COISA
JULGADA. INDEFERIMENTO DA INICIAL.”
Divergir do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação
infraconstitucional, nos termos da jurisprudência desta Corte segundo a
qual, os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo
legal e dos limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica
infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo
extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, na
análise do ARE n 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes,
conforme se pode destacar do seguinte trecho da manifestação do
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
AI 846246 AGR / RJ
referido julgado:
“Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral
do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal,
quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada
aplicação das normas infraconstitucionais.”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 846246 AGR / RJ
referido julgado:
“Ante o exposto, manifesto-me pela rejeição da repercussão geral
do tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da
ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal,
quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada
aplicação das normas infraconstitucionais.”
Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 10/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA
ADV.(A/S) : VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S) : ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S) : KARINA MAGALHÃES BRAGA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 10.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 846.246
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
AGTE.(S) : AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA
ADV.(A/S) : VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN
AGDO.(A/S) : ARCEL S/A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES
ADV.(A/S) : KARINA MAGALHÃES BRAGA
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz
Fux. 1... Turma, 10.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Roberto Barroso.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Marco Aurélio.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 246",
"ARE n 748 . 371 .",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE n 748 . 371",
"Apelações Cíveis de n 2001 . 001 . 17430",
"Agravo de Instrumento n 2007 . 002 . 32222",
"AI 846246 AGR / RJ",
"Apelações",
"Agravo de Instrumento n 2007 . 002 . 32222",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 246",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 246",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 846246 AGR / RJ",
"Súmulas 282",
"Recurso Extraordinário 596 . 682",
"AI 808 . 361",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Apelações Cíveis de n 2001 . 001 . 17430",
"Agravo de Instrumento n 2007 . 002 . 32222",
"AI 846246 AGR / RJ",
"Súmulas 282",
"Recurso Extraordinário 596 . 682",
"AI 808 . 361",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Apelações",
"Agravo de Instrumento n 2007 . 002 . 32222",
"AI 846246 AGR / RJ",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Ação Monitória n . 1998 . 530 . 004748 - 3",
"AI 846246 AGR / RJ",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Ação Monitória n . 1998 . 530 . 004748 - 3",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 246",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE n 748 . 371",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 246",
"AI",
"-",
"QO",
"-",
"RG 791 . 292",
"ARE n 748 . 371",
"AI 846246 AGR / RJ",
"AI 846246 AGR / RJ",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 246",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 846 . 246"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"ARTIGO 557 , § 1 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 323 do RISTF",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"ARTIGO 557 , § 1 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"ARTIGO 557 , § 1 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 535 , II do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 535 , II do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Nova Iguaçu",
"Nova Iguaçu",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA",
"ARCEL S / A EMPREENDIMENTOS",
"PLENÁRIO DO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA",
"VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN",
"ARCEL S / A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES",
"AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA",
"ARCEL S / A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES",
"AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TJRJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TJRJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Plenário virtual do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Plenário virtual do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA",
"ARCEL S / A EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"AROUCA REPRESENTAÇÕES COMÉRCIO E TRANSPORTDORA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS LTDA",
"ARCEL S / A EMPREENDIMENTOS",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN",
"KARINA MAGALHÃES BRAGA",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"KARINA MAGALHÃES BRAGA",
"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN",
"KARINA MAGALHÃES BRAGA",
"LUIZ FUX",
"Luiz Fux",
"Carlos Britto",
"Marco Aurélio",
"Carlos Britto",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"VINICÍUS MONTE SERRAT",
"KARINA MAGALHÃES BRAGA",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"VINICÍUS MONTE SERRAT TREVISAN",
"KARINA MAGALHÃES BRAGA",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Marco Aurélio",
"Odim Brandão Ferreira",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"10",
"08",
"/",
"09",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"10",
"08",
"/",
"09",
"/",
"10",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"13",
"/",
"8",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"10",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS DOMINGOS
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DANO AO PATRIMÔNIO
PÚBLICO MUNICIPAL. CONDENAÇÃO AO RESSARCIMENTO
INTEGRAL DOS VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE. ANÁLISE
DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO
DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA
CONSTANTE
NO
ACÓRDÃO
REGIONAL.
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO
DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 22.4.2010.
O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista
no art. 102 da Constituição Federal.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. Precedentes.
Agravo conhecido e não provido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4389219.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
ARE 717180 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4389219.
Supremo Tribunal Federal
ARE 717180 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS DOMINGOS
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental Silvio Roberto Mazetto.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que desnecessário a interpretação de norma infraconstitucional para
enfrentamento das razões recursais. Sustenta ofensa direta e literal ao art.
5º, XXXV, da Constituição da República e que o debate se dá em âmbito
constitucional.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo publicado
em 22.4.2010.
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo
regimental em agravo no recurso especial - acórdão com trânsito em
julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS DOMINGOS
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental Silvio Roberto Mazetto.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que desnecessário a interpretação de norma infraconstitucional para
enfrentamento das razões recursais. Sustenta ofensa direta e literal ao art.
5º, XXXV, da Constituição da República e que o debate se dá em âmbito
constitucional.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo publicado
em 22.4.2010.
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo
regimental em agravo no recurso especial - acórdão com trânsito em
julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, XII, 37, XXI, 133,
da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, XII, 37, XXI, 133,
da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717180 AGR / SP
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1ª Turma, DJ 05.8.2005).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
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ARE 717180 AGR / SP
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1ª Turma, DJ 05.8.2005).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717180 AGR / SP
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, “a”, do CPC)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao
texto constitucional demande primeiramente a interpretação de normas
infraconstitucionais.
Na espécie, com espeque no conjunto probatório, ante a
caracterização do dano ao patrimônio público municipal, o Tribunal de
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 717180 AGR / SP
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4º, II, “a”, do CPC)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao
texto constitucional demande primeiramente a interpretação de normas
infraconstitucionais.
Na espécie, com espeque no conjunto probatório, ante a
caracterização do dano ao patrimônio público municipal, o Tribunal de
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717180 AGR / SP
Justiça de São Paulo manteve a sentença que condenou o ora agravante ao
ressarcimento de forma integral ao Erário por ato de improbidade
administrativa, consoante se denota do acórdão regional:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Improbidade Administrativa.
Pretensão à condenação dos réus para responderem
solidariamente, de forma integral, pela lesão patrimonial
causada ao Erário e demais sanções previstas na Lei nº 8.429/92.
(…)
MÉRITO. Condenação dos co-réus ao ressarcimento de
forma integral, solidariamente, os valores recebidos
indevidamente. Sentença mantida. Fatos comprovados na ação.
Réus que causaram dano ao patrimônio público municipal e
constituem atos de improbidade administrativa, razão pela qual
deverão reparar o dano e sofrer as penalidades impostas na r.
sentença apelada. Matéria preliminar rejeitada e recurso
improvido ” (doc. 24, fl. 11).
Nesse contexto, a pretensão da agravante de obter decisão em
sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório e a
interpretação de normas infraconstitucionais, inviabilizado em sede de
recurso extraordinário. Cito precedentes:
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito
Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil
pública. Contratação de advogado sem procedimento
licitatório. 4. Leis n. 8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da
legislação infraconstitucional. Impossibilidade em sede de
recurso extraordinário. 5. Revolvimento do acervo fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta
Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento” ( AI 737.547-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª
Turma, DJe 19.6.2013).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 717180 AGR / SP
Justiça de São Paulo manteve a sentença que condenou o ora agravante ao
ressarcimento de forma integral ao Erário por ato de improbidade
administrativa, consoante se denota do acórdão regional:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Improbidade Administrativa.
Pretensão à condenação dos réus para responderem
solidariamente, de forma integral, pela lesão patrimonial
causada ao Erário e demais sanções previstas na Lei nº 8.429/92.
(…)
MÉRITO. Condenação dos co-réus ao ressarcimento de
forma integral, solidariamente, os valores recebidos
indevidamente. Sentença mantida. Fatos comprovados na ação.
Réus que causaram dano ao patrimônio público municipal e
constituem atos de improbidade administrativa, razão pela qual
deverão reparar o dano e sofrer as penalidades impostas na r.
sentença apelada. Matéria preliminar rejeitada e recurso
improvido ” (doc. 24, fl. 11).
Nesse contexto, a pretensão da agravante de obter decisão em
sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório e a
interpretação de normas infraconstitucionais, inviabilizado em sede de
recurso extraordinário. Cito precedentes:
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito
Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil
pública. Contratação de advogado sem procedimento
licitatório. 4. Leis n. 8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da
legislação infraconstitucional. Impossibilidade em sede de
recurso extraordinário. 5. Revolvimento do acervo fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta
Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento” ( AI 737.547-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª
Turma, DJe 19.6.2013).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717180 AGR / SP
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
ADMINISTRATIVO.
IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 687.571-AgR/RO,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 18.12.2012).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais” (AI 790.801-AgR/PR, Rel. Min.
Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 02.5.2012).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. NOMEAÇÃO DE
APADRINHADOS EM CARGOS DE CONFIANÇA. DESVIO
DE FINALIDADE. VIOLAÇÃO À MORALIDADE
ADMINISTRATIVA. PROVIMENTO MOTIVADO PARA
ATINGIR INTERESSES PESSOAIS. REEXAME DE FATOS E
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 279 DO STF. (...)” (AI 842.925-
AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 14.9.2011).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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ARE 717180 AGR / SP
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
ADMINISTRATIVO.
IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 687.571-AgR/RO,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 18.12.2012).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais” (AI 790.801-AgR/PR, Rel. Min.
Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 02.5.2012).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. NOMEAÇÃO DE
APADRINHADOS EM CARGOS DE CONFIANÇA. DESVIO
DE FINALIDADE. VIOLAÇÃO À MORALIDADE
ADMINISTRATIVA. PROVIMENTO MOTIVADO PARA
ATINGIR INTERESSES PESSOAIS. REEXAME DE FATOS E
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 279 DO STF. (...)” (AI 842.925-
AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 14.9.2011).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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Extrato de Ata - 20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S) : SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS DOMINGOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S) : SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS DOMINGOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4439277
| 2013-08-20T00:00:00
| 2013-09-04T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DANO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO MUNICIPAL. CONDENAÇÃO AO RESSARCIMENTO INTEGRAL DOS VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 22.4.2010.
O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes.
Agravo conhecido e não provido.
|
sjur240604
|
- Acórdão(s) citado(s):
(RECURSO EXTRAORDINÁRIO, REEXAME, FATO, PROVA)
AI 737547 AgR (2ªT), AI 790801 AgR (1ªT), AI 842925 AgR (1ªT), AI 745285 AgR (1ªT), ARE 687571 ED (2ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 10/09/2013, TBC.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
717180
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008429 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 717180 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S) : SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS DOMINGOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS DOMINGOS
EMENTA
DIREITO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DANO AO PATRIMÔNIO
PÚBLICO MUNICIPAL. CONDENAÇÃO AO RESSARCIMENTO
INTEGRAL DOS VALORES RECEBIDOS INDEVIDAMENTE. ANÁLISE
DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS
CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO
DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA
CONSTANTE
NO
ACÓRDÃO
REGIONAL.
ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO
REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO
DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 22.4.2010.
O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, da Constituição Federal,
dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à
espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista
no art. 102 da Constituição Federal.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário. Precedentes.
Agravo conhecido e não provido.
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Ementa e Acórdão
ARE 717180 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 717180 AGR / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS DOMINGOS
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental Silvio Roberto Mazetto.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que desnecessário a interpretação de norma infraconstitucional para
enfrentamento das razões recursais. Sustenta ofensa direta e literal ao art.
5..., XXXV, da Constituição da República e que o debate se dá em âmbito
constitucional.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo publicado
em 22.4.2010.
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo
regimental em agravo no recurso especial - acórdão com trânsito em
julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S)
:SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
INTDO.(A/S)
:LUIZ CARLOS DOMINGOS
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo em
recurso extraordinário, maneja agravo regimental Silvio Roberto Mazetto.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que desnecessário a interpretação de norma infraconstitucional para
enfrentamento das razões recursais. Sustenta ofensa direta e literal ao art.
5..., XXXV, da Constituição da República e que o debate se dá em âmbito
constitucional.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo publicado
em 22.4.2010.
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo
regimental em agravo no recurso especial - acórdão com trânsito em
julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, XII, 37, XXI, 133,
da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
Supremo Tribunal Federal
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20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180 SÃO
PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi
manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso
extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão.
Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, XII, 37, XXI, 133,
da Constituição Federal.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico
perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal,
ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior),
demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas
infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se
afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência
do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717180 AGR / SP
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1... Turma, DJ 05.8.2005).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 717180 AGR / SP
jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis:
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação
de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição
Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas
inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática.
Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a
jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em
recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se
de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de
normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à
Constituição da República, e, muito menos, de reexame de
provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso,
1... Turma, DJ 05.8.2005).
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717180 AGR / SP
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao
texto constitucional demande primeiramente a interpretação de normas
infraconstitucionais.
Na espécie, com espeque no conjunto probatório, ante a
caracterização do dano ao patrimônio público municipal, o Tribunal de
3
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ARE 717180 AGR / SP
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU
RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR
PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE
EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE
CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI
413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II,
XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da
legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde
não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna.
Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro
Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001).
Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo,
consoante também se denota dos fundamentos da decisão que
desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise
conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a
preceito da Constituição da República.
Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, §
4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”.
Irrepreensível a decisão agravada.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao
texto constitucional demande primeiramente a interpretação de normas
infraconstitucionais.
Na espécie, com espeque no conjunto probatório, ante a
caracterização do dano ao patrimônio público municipal, o Tribunal de
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717180 AGR / SP
Justiça de São Paulo manteve a sentença que condenou o ora agravante ao
ressarcimento de forma integral ao Erário por ato de improbidade
administrativa, consoante se denota do acórdão regional:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Improbidade Administrativa.
Pretensão à condenação dos réus para responderem
solidariamente, de forma integral, pela lesão patrimonial
causada ao Erário e demais sanções previstas na Lei n 8.429/92.
(…)
MÉRITO. Condenação dos co-réus ao ressarcimento de
forma integral, solidariamente, os valores recebidos
indevidamente. Sentença mantida. Fatos comprovados na ação.
Réus que causaram dano ao patrimônio público municipal e
constituem atos de improbidade administrativa, razão pela qual
deverão reparar o dano e sofrer as penalidades impostas na r.
sentença apelada. Matéria preliminar rejeitada e recurso
improvido ” (doc. 24, fl. 11).
Nesse contexto, a pretensão da agravante de obter decisão em
sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório e a
interpretação de normas infraconstitucionais, inviabilizado em sede de
recurso extraordinário. Cito precedentes:
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito
Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil
pública. Contratação de advogado sem procedimento
licitatório. 4. Leis n. 8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da
legislação infraconstitucional. Impossibilidade em sede de
recurso extraordinário. 5. Revolvimento do acervo fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta
Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento” ( AI 737.547-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2...
Turma, DJe 19.6.2013).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
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Supremo Tribunal Federal
ARE 717180 AGR / SP
Justiça de São Paulo manteve a sentença que condenou o ora agravante ao
ressarcimento de forma integral ao Erário por ato de improbidade
administrativa, consoante se denota do acórdão regional:
“AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Improbidade Administrativa.
Pretensão à condenação dos réus para responderem
solidariamente, de forma integral, pela lesão patrimonial
causada ao Erário e demais sanções previstas na Lei n 8.429/92.
(…)
MÉRITO. Condenação dos co-réus ao ressarcimento de
forma integral, solidariamente, os valores recebidos
indevidamente. Sentença mantida. Fatos comprovados na ação.
Réus que causaram dano ao patrimônio público municipal e
constituem atos de improbidade administrativa, razão pela qual
deverão reparar o dano e sofrer as penalidades impostas na r.
sentença apelada. Matéria preliminar rejeitada e recurso
improvido ” (doc. 24, fl. 11).
Nesse contexto, a pretensão da agravante de obter decisão em
sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório e a
interpretação de normas infraconstitucionais, inviabilizado em sede de
recurso extraordinário. Cito precedentes:
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito
Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil
pública. Contratação de advogado sem procedimento
licitatório. 4. Leis n. 8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da
legislação infraconstitucional. Impossibilidade em sede de
recurso extraordinário. 5. Revolvimento do acervo fático-
probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula desta
Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento” ( AI 737.547-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2...
Turma, DJe 19.6.2013).
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 717180 AGR / SP
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
ADMINISTRATIVO.
IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 687.571-AgR/RO,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 18.12.2012).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais” (AI 790.801-AgR/PR, Rel. Min.
Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 02.5.2012).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. NOMEAÇÃO DE
APADRINHADOS EM CARGOS DE CONFIANÇA. DESVIO
DE FINALIDADE. VIOLAÇÃO À MORALIDADE
ADMINISTRATIVA. PROVIMENTO MOTIVADO PARA
ATINGIR INTERESSES PESSOAIS. REEXAME DE FATOS E
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. (...)” (AI 842.925-
AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 14.9.2011).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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ARE 717180 AGR / SP
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
ADMINISTRATIVO.
IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 279 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 687.571-AgR/RO,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 18.12.2012).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais” (AI 790.801-AgR/PR, Rel. Min.
Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 02.5.2012).
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. NOMEAÇÃO DE
APADRINHADOS EM CARGOS DE CONFIANÇA. DESVIO
DE FINALIDADE. VIOLAÇÃO À MORALIDADE
ADMINISTRATIVA. PROVIMENTO MOTIVADO PARA
ATINGIR INTERESSES PESSOAIS. REEXAME DE FATOS E
PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. (...)” (AI 842.925-
AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 14.9.2011).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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Extrato de Ata - 20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S) : SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS DOMINGOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.180
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : SILVIO ROBERTO MAZETTO
ADV.(A/S) : SILVIO ROBERTO MAZETTO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
INTDO.(A/S) : LUIZ CARLOS DOMINGOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717 . 180 SÃO",
"ARE 717180 AGR / SP",
"ARE 717180 AGR / SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"495",
".",
"880",
"/",
"SP",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF",
"AI 737 . 547 - AgR / SP",
"ARE 717180 AGR / SP",
"AI 737 . 547 - AgR / SP",
"SÚMULA N . 279",
"ARE 687 . 571 - AgR / RO",
"AI 790 . 801 - AgR / PR",
"AI 842 . 925 - AgR / SP",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"ARE 717180 AGR / SP",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO",
"ARE 687 . 571 - AgR / RO",
"AI 790 . 801 - AgR / PR",
"SÚMULA 279 DO Supremo",
"AI 842 . 925 - AgR / SP",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , II , XII , 37 , XXI , 133 , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , II , XII , 37 , XXI , 133 , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal",
"C",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO",
"Carta Magna",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO",
"-",
"LEI 413 / 69",
"LEI 4 . 728 / 65",
"ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Carta Magna",
"’",
"Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 429 / 92",
"Leis n . 8 . 429 / 92",
"8",
".",
"666",
"/",
"93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 8 . 429 / 92",
"Leis n . 8 . 429 / 92",
"8",
".",
"666",
"/",
"93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"São Paulo",
"São Paulo",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Tribunal de Justiça do Estado de São",
"Superior Tribunal de",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Tribunal de 3",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"Justiça",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"AGR",
"/",
"SP",
"SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"2",
".",
". . Turma",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"1",
".",
".",
"“",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"SILVIO ROBERTO MAZETTO",
"SILVIO ROBERTO MAZETTO",
"LUIZ CARLOS DOMINGOS",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"SILVIO ROBERTO MAZETTO",
"SILVIO ROBERTO MAZETTO",
"LUIZ CARLOS DOMINGOS",
"Rosa Weber",
"Silvio Roberto Mazetto",
"ROSA WEBER",
"SILVIO ROBERTO MAZETTO",
"SILVIO ROBERTO MAZETTO",
"LUIZ CARLOS DOMINGOS",
"Rosa Weber",
"Silvio Roberto Mazetto",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER ARE",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"Carlos Velloso",
"Ilmar Galvão",
"ROSA WEBER ARE",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"SILVIO ROBERTO MAZETTO",
"SILVIO ROBERTO MAZETTO",
"LUIZ CARLOS DOMINGOS",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"SILVIO ROBERTO MAZETTO",
"SILVIO ROBERTO MAZETTO",
"LUIZ CARLOS DOMINGOS",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"22",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"22",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"22",
".",
"4",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"05",
".",
"8",
".",
"2005",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"02",
".",
"02",
".",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2012",
"02",
".",
"5",
".",
"2012",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
".",
"12",
".",
"2012",
"02",
".",
"5",
".",
"2012",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"20",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:VITORINO LONGO
ADV.(A/S)
:ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. FATOR
PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI
2.111-MC/DF. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO.
CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR
PREVIDENCIÁRIO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO,
I - O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel.
Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário
previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com
redação dada pelo art. 2º da Lei 9.876/1999. Afirmou-se, ainda, que a
matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já
não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator
previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido ao
recorrente a título de aposentadoria não implica qualquer ofensa à Carta
Magna.
II – Os Ministros deste Tribunal, quando do julgamento do ARE
748.444-RG/RS, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de
repercussão geral do tema versado nos presentes autos, por se tratar de
matéria infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre
matéria idêntica.
III – Agravo regimental improvido.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375675.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 728047 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente,
neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728047 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente,
neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:VITORINO LONGO
ADV.(A/S)
:ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão no qual se discute e
incidência do fator previdenciário, previsto na Lei 8.213/1991 (na
redação dada pela Lei 9.876/1999), no período em que o recorrente
exerceu atividade especial, para fins do cálculo da aposentadoria.
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se,
em suma, violação ao art. 201, § 1º, da mesma Carta, bem como ao art.
15 da EC 20/98.
A pretensão recursal não merece acolhida.
O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF,
Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu pela constitucionalidade do fator
previdenciário. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido
julgado:
'DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA SOCIAL: CÁLCULO
DO BENEFÍCIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI Nº
9.876, DE 26.11.1999, OU, AO MENOS, DO RESPECTIVO
ART. 2º (NA PARTE EM QUE ALTEROU A REDAÇÃO DO
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:VITORINO LONGO
ADV.(A/S)
:ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão no qual se discute e
incidência do fator previdenciário, previsto na Lei 8.213/1991 (na
redação dada pela Lei 9.876/1999), no período em que o recorrente
exerceu atividade especial, para fins do cálculo da aposentadoria.
No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se,
em suma, violação ao art. 201, § 1º, da mesma Carta, bem como ao art.
15 da EC 20/98.
A pretensão recursal não merece acolhida.
O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF,
Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu pela constitucionalidade do fator
previdenciário. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido
julgado:
'DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA SOCIAL: CÁLCULO
DO BENEFÍCIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI Nº
9.876, DE 26.11.1999, OU, AO MENOS, DO RESPECTIVO
ART. 2º (NA PARTE EM QUE ALTEROU A REDAÇÃO DO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 728047 AGR / RS
ART. 29, 'CAPUT', INCISOS E PARÁGRAFOS DA LEI Nº
8.213/91), BEM COMO DE SEU ART. 3º. ALEGAÇÃO DE
INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL DA LEI, POR
VIOLAÇÃO AO ART. 65, PARÁGRAFO ÚNICO, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, E DE QUE SEUS ARTIGOS
2º (NA PARTE REFERIDA) E 3º IMPLICAM
INCONSTITUCIONALIDADE
MATERIAL,
POR
AFRONTA AOS ARTIGOS 5º, XXXVI, E 201, §§ 1º E 7º, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, E AO ART. 3º DA EMENDA
CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15.12.1998. MEDIDA
CAUTELAR.
(...)”.
Ademais, este Tribunal assentou no mesmo julgamento que, com
a edição da Emenda Constitucional 20/1998, a matéria atinente ao
cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui
disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator
previdenciário, instituído pela Lei 9.876/1999, no cálculo do valor
devido à recorrente a título de aposentadoria não implica qualquer
ofensa à Carta Magna. Desse modo, por ser matéria remetida à
disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do
texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que
torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo
ementas das seguintes decisões:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA
ESPECIAL. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL –
INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. ACÓRDÃO
FUNDAMENTADO
NA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 842.353-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Previdenciário.
Aposentadoria especial. Professor. Fator previdenciário.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728047 AGR / RS
ART. 29, 'CAPUT', INCISOS E PARÁGRAFOS DA LEI Nº
8.213/91), BEM COMO DE SEU ART. 3º. ALEGAÇÃO DE
INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL DA LEI, POR
VIOLAÇÃO AO ART. 65, PARÁGRAFO ÚNICO, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, E DE QUE SEUS ARTIGOS
2º (NA PARTE REFERIDA) E 3º IMPLICAM
INCONSTITUCIONALIDADE
MATERIAL,
POR
AFRONTA AOS ARTIGOS 5º, XXXVI, E 201, §§ 1º E 7º, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, E AO ART. 3º DA EMENDA
CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15.12.1998. MEDIDA
CAUTELAR.
(...)”.
Ademais, este Tribunal assentou no mesmo julgamento que, com
a edição da Emenda Constitucional 20/1998, a matéria atinente ao
cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui
disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator
previdenciário, instituído pela Lei 9.876/1999, no cálculo do valor
devido à recorrente a título de aposentadoria não implica qualquer
ofensa à Carta Magna. Desse modo, por ser matéria remetida à
disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do
texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que
torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo
ementas das seguintes decisões:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA
ESPECIAL. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL –
INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. ACÓRDÃO
FUNDAMENTADO
NA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 842.353-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Previdenciário.
Aposentadoria especial. Professor. Fator previdenciário.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
ARE 728047 AGR / RS
prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa
reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 636/STF.
3. Agravo regimental não provido” (AI 822.475-AgR/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli).
De fato, a instância de origem decidiu a questão posta nos autos
com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie (Lei 8.213/1991, na redação dada pela Lei
9.876/1999). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto
constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àqueles textos
legais pelo Juízo a quo, o que inviabiliza o recurso extraordinário.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”.
O agravante sustenta, em suma, que
“Tanto a sentença do juízo singular quanto a decisão da Turma
Recursal, que se limitou a confirmar a primeira por seus próprios
fundamentos, afirmaram que a tese jurídica trazida a debate não
poderia ser acolhida por já ter sido afastada em decisão do Plenário do
Supremo
Tribunal
Federal
(ADIN
2.111/DF).
Independentemente de a referida decisão ter ou não afastado a
tese jurídica trazida a debate, o certo é que a AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE não se presta a examinar ofensa
indireta ou reflexa ao texto constitucional”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728047 AGR / RS
prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF.
2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa
reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 636/STF.
3. Agravo regimental não provido” (AI 822.475-AgR/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli).
De fato, a instância de origem decidiu a questão posta nos autos
com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie (Lei 8.213/1991, na redação dada pela Lei
9.876/1999). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto
constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àqueles textos
legais pelo Juízo a quo, o que inviabiliza o recurso extraordinário.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”.
O agravante sustenta, em suma, que
“Tanto a sentença do juízo singular quanto a decisão da Turma
Recursal, que se limitou a confirmar a primeira por seus próprios
fundamentos, afirmaram que a tese jurídica trazida a debate não
poderia ser acolhida por já ter sido afastada em decisão do Plenário do
Supremo
Tribunal
Federal
(ADIN
2.111/DF).
Independentemente de a referida decisão ter ou não afastado a
tese jurídica trazida a debate, o certo é que a AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE não se presta a examinar ofensa
indireta ou reflexa ao texto constitucional”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Destaco, inicialmente, que o tema central debatido nestes autos
refere-se à possibilidade de o fator previdenciário, instituído pela Lei
9.876/1999, ser utilizado no cálculo do benefício de aposentadoria devido
ao recorrente.
Cumpre assinalar que o Plenário desta Corte, no julgamento da ADI
2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator
previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei
8.213/1991 (redação dada pelo art. 2º da Lei 9.876/1999).
Além disso, conforme asseverado na decisão agravada, este
Tribunal, no referido julgado, assentou que, com a edição da Emenda
Constitucional 20/1998, a matéria atinente ao cálculo do montante do
benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa
razão, a utilização do fator previdenciário, instituído pela Lei 9.876/1999,
no cálculo do valor devido ao recorrente a título de aposentadoria não
implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida
à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do
texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna
inviável o recurso extraordinário.
Por fim, ressalto que os Ministros desta Corte, no ARE 748.444-
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Destaco, inicialmente, que o tema central debatido nestes autos
refere-se à possibilidade de o fator previdenciário, instituído pela Lei
9.876/1999, ser utilizado no cálculo do benefício de aposentadoria devido
ao recorrente.
Cumpre assinalar que o Plenário desta Corte, no julgamento da ADI
2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator
previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei
8.213/1991 (redação dada pelo art. 2º da Lei 9.876/1999).
Além disso, conforme asseverado na decisão agravada, este
Tribunal, no referido julgado, assentou que, com a edição da Emenda
Constitucional 20/1998, a matéria atinente ao cálculo do montante do
benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa
razão, a utilização do fator previdenciário, instituído pela Lei 9.876/1999,
no cálculo do valor devido ao recorrente a título de aposentadoria não
implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida
à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do
texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna
inviável o recurso extraordinário.
Por fim, ressalto que os Ministros desta Corte, no ARE 748.444-
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 728047 AGR / RS
RG/RS, de minha relatoria, reiteraram a jurisprudência deste Tribunal no
sentido de que a controvérsia em questão possui natureza
infraconstitucional ao se manifestarem pela inexistência de repercussão
geral da matéria, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria
idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art.
543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 728047 AGR / RS
RG/RS, de minha relatoria, reiteraram a jurisprudência deste Tribunal no
sentido de que a controvérsia em questão possui natureza
infraconstitucional ao se manifestarem pela inexistência de repercussão
geral da matéria, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria
idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art.
543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 20/08/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : VITORINO LONGO
ADV.(A/S) : ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : VITORINO LONGO
ADV.(A/S) : ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4438735
| 2013-08-20T00:00:00
| 2013-09-04T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI 2.111-MC/DF. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO,
I - O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com redação dada pelo art. 2º da Lei 9.876/1999. Afirmou-se, ainda, que a matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido ao recorrente a título de aposentadoria não implica qualquer ofensa à Carta Magna.
II – Os Ministros deste Tribunal, quando do julgamento do ARE 748.444-RG/RS, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema versado nos presentes autos, por se tratar de matéria infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica.
III – Agravo regimental improvido.
|
sjur240657
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CONSTITUCIONALIDADE, FATOR PREVIDENCIÁRIO)
ADI 2111 MC (TP).
(MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, FATOR PREVIDENCIÁRIO)
ARE 748444 RG.
Número de páginas: 8.
Análise: 13/09/2013, TIA.
|
RICARDO LEWANDOWSKI
|
Segunda Turma
|
728047
|
[
"LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n",
"LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n ART-00029 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9876/1999\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-009876 ANO-1999\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005 INCLUÍDO PELA LEI-11418/2006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n",
"LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00326 ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 728047 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : VITORINO LONGO
ADV.(A/S) : ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:VITORINO LONGO
ADV.(A/S)
:ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. FATOR
PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI
2.111-MC/DF. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO.
CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR
PREVIDENCIÁRIO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO,
I - O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel.
Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário
previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com
redação dada pelo art. 2... da Lei 9.876/1999. Afirmou-se, ainda, que a
matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já
não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator
previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido ao
recorrente a título de aposentadoria não implica qualquer ofensa à Carta
Magna.
II – Os Ministros deste Tribunal, quando do julgamento do ARE
748.444-RG/RS, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de
repercussão geral do tema versado nos presentes autos, por se tratar de
matéria infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre
matéria idêntica.
III – Agravo regimental improvido.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 728047 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente,
neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728047 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente,
neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:VITORINO LONGO
ADV.(A/S)
:ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão no qual se discute e
incidência do fator previdenciário, previsto na Lei 8.213/1991 (na
redação dada pela Lei 9.876/1999), no período em que o recorrente
exerceu atividade especial, para fins do cálculo da aposentadoria.
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se,
em suma, violação ao art. 201, § 1..., da mesma Carta, bem como ao art.
15 da EC 20/98.
A pretensão recursal não merece acolhida.
O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF,
Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu pela constitucionalidade do fator
previdenciário. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido
julgado:
'DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA SOCIAL: CÁLCULO
DO BENEFÍCIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI n
9.876, DE 26.11.1999, OU, AO MENOS, DO RESPECTIVO
ART. 2... (NA PARTE EM QUE ALTEROU A REDAÇÃO DO
Supremo Tribunal Federal
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20/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S)
:VITORINO LONGO
ADV.(A/S)
:ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao
agravo. Eis o teor da decisão agravada:
“Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a
recurso extraordinário interposto de acórdão no qual se discute e
incidência do fator previdenciário, previsto na Lei 8.213/1991 (na
redação dada pela Lei 9.876/1999), no período em que o recorrente
exerceu atividade especial, para fins do cálculo da aposentadoria.
No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se,
em suma, violação ao art. 201, § 1..., da mesma Carta, bem como ao art.
15 da EC 20/98.
A pretensão recursal não merece acolhida.
O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF,
Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu pela constitucionalidade do fator
previdenciário. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido
julgado:
'DIREITO
CONSTITUCIONAL
E
PREVIDENCIÁRIO. PREVIDÊNCIA SOCIAL: CÁLCULO
DO BENEFÍCIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO
DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI n
9.876, DE 26.11.1999, OU, AO MENOS, DO RESPECTIVO
ART. 2... (NA PARTE EM QUE ALTEROU A REDAÇÃO DO
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 728047 AGR / RS
ART. 29, 'CAPUT', INCISOS E PARÁGRAFOS DA LEI n
8.213/91), BEM COMO DE SEU ART. 3.... ALEGAÇÃO DE
INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL DA LEI, POR
VIOLAÇÃO AO ART. 65, PARÁGRAFO ÚNICO, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, E DE QUE SEUS ARTIGOS
2... (NA PARTE REFERIDA) E 3... IMPLICAM
INCONSTITUCIONALIDADE
MATERIAL,
POR
AFRONTA AOS ARTIGOS 5..., XXXVI, E 201, §§ 1... E 7..., DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, E AO ART. 3... DA EMENDA
CONSTITUCIONAL n 20, DE 15.12.1998. MEDIDA
CAUTELAR.
(...)”.
Ademais, este Tribunal assentou no mesmo julgamento que, com
a edição da Emenda Constitucional 20/1998, a matéria atinente ao
cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui
disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator
previdenciário, instituído pela Lei 9.876/1999, no cálculo do valor
devido à recorrente a título de aposentadoria não implica qualquer
ofensa à Carta Magna. Desse modo, por ser matéria remetida à
disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do
texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que
torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo
ementas das seguintes decisões:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA
ESPECIAL. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL –
INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. ACÓRDÃO
FUNDAMENTADO
NA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 842.353-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Previdenciário.
Aposentadoria especial. Professor. Fator previdenciário.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728047 AGR / RS
ART. 29, 'CAPUT', INCISOS E PARÁGRAFOS DA LEI n
8.213/91), BEM COMO DE SEU ART. 3.... ALEGAÇÃO DE
INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL DA LEI, POR
VIOLAÇÃO AO ART. 65, PARÁGRAFO ÚNICO, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, E DE QUE SEUS ARTIGOS
2... (NA PARTE REFERIDA) E 3... IMPLICAM
INCONSTITUCIONALIDADE
MATERIAL,
POR
AFRONTA AOS ARTIGOS 5..., XXXVI, E 201, §§ 1... E 7..., DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, E AO ART. 3... DA EMENDA
CONSTITUCIONAL n 20, DE 15.12.1998. MEDIDA
CAUTELAR.
(...)”.
Ademais, este Tribunal assentou no mesmo julgamento que, com
a edição da Emenda Constitucional 20/1998, a matéria atinente ao
cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui
disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator
previdenciário, instituído pela Lei 9.876/1999, no cálculo do valor
devido à recorrente a título de aposentadoria não implica qualquer
ofensa à Carta Magna. Desse modo, por ser matéria remetida à
disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do
texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que
torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo
ementas das seguintes decisões:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA
ESPECIAL. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL –
INCIDÊNCIA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. ACÓRDÃO
FUNDAMENTADO
NA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (AI 842.353-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Previdenciário.
Aposentadoria especial. Professor. Fator previdenciário.
Prequestionamento. Ausência. Ofensa reflexa. Precedentes.
1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos
constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
ARE 728047 AGR / RS
prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa
reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido” (AI 822.475-AgR/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli).
De fato, a instância de origem decidiu a questão posta nos autos
com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie (Lei 8.213/1991, na redação dada pela Lei
9.876/1999). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto
constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àqueles textos
legais pelo Juízo a quo, o que inviabiliza o recurso extraordinário.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”.
O agravante sustenta, em suma, que
“Tanto a sentença do juízo singular quanto a decisão da Turma
Recursal, que se limitou a confirmar a primeira por seus próprios
fundamentos, afirmaram que a tese jurídica trazida a debate não
poderia ser acolhida por já ter sido afastada em decisão do Plenário do
Supremo
Tribunal
Federal
(ADIN
2.111/DF).
Independentemente de a referida decisão ter ou não afastado a
tese jurídica trazida a debate, o certo é que a AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE não se presta a examinar ofensa
indireta ou reflexa ao texto constitucional”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728047 AGR / RS
prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame de ofensa
reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação
infraconstitucional. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental não provido” (AI 822.475-AgR/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli).
De fato, a instância de origem decidiu a questão posta nos autos
com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie (Lei 8.213/1991, na redação dada pela Lei
9.876/1999). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto
constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àqueles textos
legais pelo Juízo a quo, o que inviabiliza o recurso extraordinário.
Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”.
O agravante sustenta, em suma, que
“Tanto a sentença do juízo singular quanto a decisão da Turma
Recursal, que se limitou a confirmar a primeira por seus próprios
fundamentos, afirmaram que a tese jurídica trazida a debate não
poderia ser acolhida por já ter sido afastada em decisão do Plenário do
Supremo
Tribunal
Federal
(ADIN
2.111/DF).
Independentemente de a referida decisão ter ou não afastado a
tese jurídica trazida a debate, o certo é que a AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE não se presta a examinar ofensa
indireta ou reflexa ao texto constitucional”.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Destaco, inicialmente, que o tema central debatido nestes autos
refere-se à possibilidade de o fator previdenciário, instituído pela Lei
9.876/1999, ser utilizado no cálculo do benefício de aposentadoria devido
ao recorrente.
Cumpre assinalar que o Plenário desta Corte, no julgamento da ADI
2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator
previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei
8.213/1991 (redação dada pelo art. 2... da Lei 9.876/1999).
Além disso, conforme asseverado na decisão agravada, este
Tribunal, no referido julgado, assentou que, com a edição da Emenda
Constitucional 20/1998, a matéria atinente ao cálculo do montante do
benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa
razão, a utilização do fator previdenciário, instituído pela Lei 9.876/1999,
no cálculo do valor devido ao recorrente a título de aposentadoria não
implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida
à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do
texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna
inviável o recurso extraordinário.
Por fim, ressalto que os Ministros desta Corte, no ARE 748.444-
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4375737.
Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece
reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar
as razões nela expendidas.
Destaco, inicialmente, que o tema central debatido nestes autos
refere-se à possibilidade de o fator previdenciário, instituído pela Lei
9.876/1999, ser utilizado no cálculo do benefício de aposentadoria devido
ao recorrente.
Cumpre assinalar que o Plenário desta Corte, no julgamento da ADI
2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator
previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei
8.213/1991 (redação dada pelo art. 2... da Lei 9.876/1999).
Além disso, conforme asseverado na decisão agravada, este
Tribunal, no referido julgado, assentou que, com a edição da Emenda
Constitucional 20/1998, a matéria atinente ao cálculo do montante do
benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa
razão, a utilização do fator previdenciário, instituído pela Lei 9.876/1999,
no cálculo do valor devido ao recorrente a título de aposentadoria não
implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida
à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do
texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna
inviável o recurso extraordinário.
Por fim, ressalto que os Ministros desta Corte, no ARE 748.444-
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
ARE 728047 AGR / RS
RG/RS, de minha relatoria, reiteraram a jurisprudência deste Tribunal no
sentido de que a controvérsia em questão possui natureza
infraconstitucional ao se manifestarem pela inexistência de repercussão
geral da matéria, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria
idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art.
543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 728047 AGR / RS
RG/RS, de minha relatoria, reiteraram a jurisprudência deste Tribunal no
sentido de que a controvérsia em questão possui natureza
infraconstitucional ao se manifestarem pela inexistência de repercussão
geral da matéria, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria
idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art.
543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006.
Isso posto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 20/08/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : VITORINO LONGO
ADV.(A/S) : ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407170
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.047
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
AGTE.(S) : VITORINO LONGO
ADV.(A/S) : ELYTHO A CESCON E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de
Mello. 2... Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"ADI 2 . 111 - MC / DF",
"ADI 2 . 111 - MC / DF",
"ARE 748 . 444 - RG / RS",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ADI 2 . 111 - MC / DF",
"ADI 2 . 111 - MC / DF",
"ARE 728047",
"AI 842 . 353 - AgR / RS",
"ARE 728047 AGR / RS",
"AI 842 . 353 - AgR / RS",
"ARE 728047 AGR / RS",
"Súmulas ns 282",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 822 . 475 - AgR / RS",
"ADIN 2 . 111 / DF",
"ARE 728047 AGR / RS",
"Súmulas ns 282",
"Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 822 . 475 - AgR / RS",
"ADIN 2 . 111 / DF",
"ADI 2 . 111 - MC / DF",
"ARE 748 . 444",
"ADI 2 . 111 - MC / DF",
"ARE 748 . 444"
],
"LEGISLACAO": [
"LEI 9 . 876 / 1999",
"art . 29 , caput , incisos e parágrafos , da Lei 8 . 213 / 1991",
"art . 2 . . . da Lei 9 . 876 / 1999",
"Lei",
"9",
".",
"876",
"/",
"1999",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 213 / 1991",
"Lei 9 . 876 / 1999",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"art . 15 da EC 20 / 98",
"LEI n 9 . 876",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 213 / 1991",
"Lei 9 . 876 / 1999",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"art . 15 da EC 20 / 98",
"LEI n 9 . 876",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"AGR",
"/",
"RS",
"ART . 29 , ' CAPUT ' , INCISOS E PARÁGRAFOS DA LEI n 8 . 213 / 91",
"ART . 65 , PARÁGRAFO ÚNICO , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"ARTIGOS 5 . . . , XXXVI , E 201 , § § 1 . . . E 7 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"EMENDA CONSTITUCIONAL n 20",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"Lei 9 . 876 / 1999",
"Carta Magna",
"texto",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 29 , ' CAPUT ' , INCISOS E PARÁGRAFOS DA LEI n 8 . 213 / 91",
"ART",
"ARTIGOS",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"Lei 9 . 876 / 1999",
"Carta Magna",
"texto",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Lei 8 . 213 / 1991",
"Lei 9 . 876 / 1999",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Lei 8 . 213 / 1991",
"Lei 9 . 876 / 1999",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9 . 876 / 1999",
"art . 29 , caput , incisos e parágrafos , da Lei 8 . 213 / 1991",
"art . 2 . . . da Lei 9 . 876 / 1999",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"Lei 9 . 876 / 1999",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 9 . 876 / 1999",
"art . 29 , caput , incisos e parágrafos , da Lei 8 . 213 / 1991",
"art . 2 . . . da Lei 9 . 876 / 1999",
"Emenda Constitucional 20 / 1998",
"Lei 9 . 876 / 1999",
"Carta Magna",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 326 e 327 , § 1 . . . , do RISTF",
"art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei 11 . 418 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts",
"art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil",
"Lei 11 . 418 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário desta",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Plenário desta",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"2",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"VITORINO LONGO",
"ELYTHO A CESCON",
"Sydney Sanches",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"VITORINO LONGO",
"ELYTHO A CESCON",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Sydney Sanches",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"VITORINO LONGO",
"ELYTHO A CESCON",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Sydney Sanches",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Sydney Sanches",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Sydney Sanches",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"VITORINO LONGO",
"ELYTHO A CESCON",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Paulo Gustavo Gonet Branco .",
"Ravena Siqueira",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"VITORINO LONGO",
"ELYTHO A CESCON",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"26",
".",
"11",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"26",
".",
"11",
".",
"1999",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"12",
".",
"1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"12",
".",
"1998",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
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"2013",
"20",
".",
"08",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"08",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 117.090 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S)
:JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DOS CRIMES DE ROUBO
TRIPLAMENTE QUALIFICADO E QUADRILHA ARMADA.
FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE.
REINCIDÊNCIA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA.
I – A prisão cautelar foi decretada para garantia da ordem pública,
ante a gravidade dos fatos narrados na denúncia - a demonstrar a
periculosidade do paciente - e, ainda, pela circunstância de ser
reincidente em crime de mesma natureza.
II – Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo
ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do
agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se
acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública, e
constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva.
III – Este Tribunal já firmou entendimento no sentido de que,
permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um
contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a
instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da
condenação. No presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente
por 2 (dois) anos, até que o STJ concedesse liberdade provisória por
excesso de prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro
crime.
IV – Habeas corpus denegado.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
HC 117090 / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 117090 / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16
Relatório
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 117.090 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S)
:JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Luis
Siqueira, em favor de JOSÉ ALVES DE ARAÚJO, contra acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do HC 232.215/SP, Rel.
Min. Laurita Vaz.
O impetrante relata, inicialmente, que o paciente foi condenado, pela
prática dos crimes previstos nos arts. 157, § 2º, I, II e V (roubo triplamente
qualificado), e 288, parágrafo único (quadrilha ou bando armado), ambos
do Código Penal, à pena de 14 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em
regime inicial fechado, sendo-lhe negado o direito de apelar em
liberdade.
Inconformada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, mas a ordem foi denegada.
Ainda irresignada, a defesa manejou novo writ, desta vez no
Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que a Quinta Turma não
conheceu do pedido.
É contra esse acórdão que se insurge o impetrante.
Sustenta, em síntese, que, em face do princípio da presunção de
inocência, deve ser reconhecido ao paciente o direito de apelar em
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 117.090 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S)
:JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Luis
Siqueira, em favor de JOSÉ ALVES DE ARAÚJO, contra acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do HC 232.215/SP, Rel.
Min. Laurita Vaz.
O impetrante relata, inicialmente, que o paciente foi condenado, pela
prática dos crimes previstos nos arts. 157, § 2º, I, II e V (roubo triplamente
qualificado), e 288, parágrafo único (quadrilha ou bando armado), ambos
do Código Penal, à pena de 14 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em
regime inicial fechado, sendo-lhe negado o direito de apelar em
liberdade.
Inconformada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, mas a ordem foi denegada.
Ainda irresignada, a defesa manejou novo writ, desta vez no
Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que a Quinta Turma não
conheceu do pedido.
É contra esse acórdão que se insurge o impetrante.
Sustenta, em síntese, que, em face do princípio da presunção de
inocência, deve ser reconhecido ao paciente o direito de apelar em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16
Relatório
HC 117090 / SP
liberdade.
Aduz, nesse contexto, que o paciente se encontra cumprindo pena
em regime aberto e vem cumprindo rigorosamente as cláusulas do
benefício que lhe foi concedido.
Manifesta a intenção de recorrer da sentença condenatória de
primeiro grau, sendo que, nesta oportunidade, pretende apenas “seja
restituído o benefício que lhe foi concedido no Habeas Corpus nº 93.452/SP, do
Superior Tribunal de Justiça, até que o julgamento da apelação se realize”. A
mencionada decisão do STJ garantiu-lhe revogação da prisão preventiva
por excesso de prazo da instrução criminal, mas nova segregação lhe foi
imposta na referida sentença condenatória.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos do decreto
prisional emitido em desfavor do paciente, com a expedição de
contramandado de prisão. No mérito, pugna pela cassação da decisão de
primeiro grau no tocante à negativa de o paciente aguardar em liberdade
o julgamento da apelação.
Em 21/3/2013, indeferi o pedido de liminar e, estando bem instruídos
os autos, determinei a remessa ao Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifestou-se pela “extinção do mandamus”.
É o relatório.
2
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HC 117090 / SP
liberdade.
Aduz, nesse contexto, que o paciente se encontra cumprindo pena
em regime aberto e vem cumprindo rigorosamente as cláusulas do
benefício que lhe foi concedido.
Manifesta a intenção de recorrer da sentença condenatória de
primeiro grau, sendo que, nesta oportunidade, pretende apenas “seja
restituído o benefício que lhe foi concedido no Habeas Corpus nº 93.452/SP, do
Superior Tribunal de Justiça, até que o julgamento da apelação se realize”. A
mencionada decisão do STJ garantiu-lhe revogação da prisão preventiva
por excesso de prazo da instrução criminal, mas nova segregação lhe foi
imposta na referida sentença condenatória.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos do decreto
prisional emitido em desfavor do paciente, com a expedição de
contramandado de prisão. No mérito, pugna pela cassação da decisão de
primeiro grau no tocante à negativa de o paciente aguardar em liberdade
o julgamento da apelação.
Em 21/3/2013, indeferi o pedido de liminar e, estando bem instruídos
os autos, determinei a remessa ao Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifestou-se pela “extinção do mandamus”.
É o relatório.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 117.090 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO
ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. COMPETÊNCIA DAS
CORTES SUPERIORES. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO.
MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO DESTE TRIBUNAL, EM
CONSONÂNCIA COM A SUPREMA CORTE. ROUBO
QUALIFICADO. NEGATIVA AO PACIENTE DO DIREITO DE
APELAR EM LIBERDADE. REITERAÇÃO CRIMINOSA.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO
SUFICIENTE. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE
QUE, EVENTUALMENTE, PUDESSE ENSEJAR A
CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. HABEAS CORPUS
NÃO CONHECIDO.
1. O Excelso Supremo Tribunal Federal, em recentes
pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do
processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso
ordinário. Precedentes: HC 109.956⁄PR, 1.ª Turma, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe de 11⁄09⁄2012; HC 104.045⁄RJ, 1.ª Turma, Rel. Min.
Rosa Weber, DJe de 06⁄09⁄2012; HC 108.181⁄RS, 1.ª Turma, Rel. Min.
Luiz Fux, DJe de 06⁄09⁄2012. Decisões monocráticas dos ministros
Luiz Fux e Dias Toffoli, respectivamente, nos autos do HC
114.550⁄AC (DJe de 27⁄08⁄2012) e HC 114.924⁄RJ (DJe de
27⁄08⁄2012).
2. Sem embargo, mostra-se precisa a ponderação lançada pelo
Ministro Marco Aurélio, no sentido de que, 'no tocante a habeas já
formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não
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20/08/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 117.090 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO
ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. COMPETÊNCIA DAS
CORTES SUPERIORES. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO.
MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO DESTE TRIBUNAL, EM
CONSONÂNCIA COM A SUPREMA CORTE. ROUBO
QUALIFICADO. NEGATIVA AO PACIENTE DO DIREITO DE
APELAR EM LIBERDADE. REITERAÇÃO CRIMINOSA.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO
SUFICIENTE. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE
QUE, EVENTUALMENTE, PUDESSE ENSEJAR A
CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. HABEAS CORPUS
NÃO CONHECIDO.
1. O Excelso Supremo Tribunal Federal, em recentes
pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do
processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso
ordinário. Precedentes: HC 109.956⁄PR, 1.ª Turma, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe de 11⁄09⁄2012; HC 104.045⁄RJ, 1.ª Turma, Rel. Min.
Rosa Weber, DJe de 06⁄09⁄2012; HC 108.181⁄RS, 1.ª Turma, Rel. Min.
Luiz Fux, DJe de 06⁄09⁄2012. Decisões monocráticas dos ministros
Luiz Fux e Dias Toffoli, respectivamente, nos autos do HC
114.550⁄AC (DJe de 27⁄08⁄2012) e HC 114.924⁄RJ (DJe de
27⁄08⁄2012).
2. Sem embargo, mostra-se precisa a ponderação lançada pelo
Ministro Marco Aurélio, no sentido de que, 'no tocante a habeas já
formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a
conceder, se for o caso, a ordem de ofício'.
3. A circunstância de o réu ter respondido solto ao processo não
obsta lhe ser negado o apelo em liberdade, quando a prisão preventiva,
em sede de sentença penal condenatória, é justificada em sua real
indispensabilidade, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal.
4. O benefício de apelar solto foi negado em decisão
suficientemente fundamentada, uma vez que o Paciente, a despeito de
ter respondido ao processo em liberdade, é reincidente na prática do
crime de roubo e se encontra cumprindo pena por condenação em
outro processo, o que indica a reiteração na prática criminosa e
justifica a medida constritiva para a garantia da ordem pública,
evitando, assim, a reiteração e a continuidade da atividade ilícita.
5. Ausência de ilegalidade flagrante que, eventualmente,
ensejasse a concessão da ordem de ofício.
6. Habeas corpus não conhecido”.
Conforme relatado, a defesa postula a revogação da prisão
preventiva do paciente sob a alegação de ofensa ao princípio da
presunção de inocência.
Sem razão, contudo.
Tem-se nos autos que o paciente foi denunciado, com outras pessoas,
pelos crimes de roubo e quadrilha (arts. 157, § 2º, I, II e V, e 288, parágrafo
único, ambos do Código Penal). Isso porque, em 21/5/2005, subtraiu, em
concurso com outros agentes, bens avaliados em cerca de R$ 7.000.000,00
(sete milhões de reais) - pertencentes a vítimas que foram submetidas a
restrição de liberdade - em ação implementada mediante grave ameaça e
emprego de armas.
Consta dos autos que, antes da sentença de primeiro grau, o paciente
estava preso preventivamente, mas o Superior Tribunal de Justiça
concedeu o writ nos autos do HC 93.452/SP e revogou a medida cautelar
em decorrência do excesso de prazo na instrução criminal.
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HC 117090 / SP
ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a
conceder, se for o caso, a ordem de ofício'.
3. A circunstância de o réu ter respondido solto ao processo não
obsta lhe ser negado o apelo em liberdade, quando a prisão preventiva,
em sede de sentença penal condenatória, é justificada em sua real
indispensabilidade, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal.
4. O benefício de apelar solto foi negado em decisão
suficientemente fundamentada, uma vez que o Paciente, a despeito de
ter respondido ao processo em liberdade, é reincidente na prática do
crime de roubo e se encontra cumprindo pena por condenação em
outro processo, o que indica a reiteração na prática criminosa e
justifica a medida constritiva para a garantia da ordem pública,
evitando, assim, a reiteração e a continuidade da atividade ilícita.
5. Ausência de ilegalidade flagrante que, eventualmente,
ensejasse a concessão da ordem de ofício.
6. Habeas corpus não conhecido”.
Conforme relatado, a defesa postula a revogação da prisão
preventiva do paciente sob a alegação de ofensa ao princípio da
presunção de inocência.
Sem razão, contudo.
Tem-se nos autos que o paciente foi denunciado, com outras pessoas,
pelos crimes de roubo e quadrilha (arts. 157, § 2º, I, II e V, e 288, parágrafo
único, ambos do Código Penal). Isso porque, em 21/5/2005, subtraiu, em
concurso com outros agentes, bens avaliados em cerca de R$ 7.000.000,00
(sete milhões de reais) - pertencentes a vítimas que foram submetidas a
restrição de liberdade - em ação implementada mediante grave ameaça e
emprego de armas.
Consta dos autos que, antes da sentença de primeiro grau, o paciente
estava preso preventivamente, mas o Superior Tribunal de Justiça
concedeu o writ nos autos do HC 93.452/SP e revogou a medida cautelar
em decorrência do excesso de prazo na instrução criminal.
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
Ao prolatar a sentença condenatória, o Magistrado de primeira
instância decretou novamente a segregação cautelar. Leio da decisão:
“As vítimas foram ouvidas em juízo e narraram o roubo
conforme descrito na denúncia, tendo reconhecido o réu José Alves
pessoalmente (fls. 316 e 358/359) (…)
As causa de aumento do roubo restaram comprovadas pelos
depoimentos das vítimas, que narraram que foram abordadas por mais
de dez homens, fortemente armados e organizados, que se
comunicavam por meio de rádio e restringiram sua liberdade por
várias horas.(...)
Quanto ao crime de quadrilha, sobejamente comprovado pelos
elementos probatórios colhidos, pois verifica-se um nível de
organização e divisão de tarefas na realização do roubo, indicando que
se associaram de forma estável para a prática de crimes contra o
patrimônio, incidindo ainda a qualificadora do parágrafo único, pois
se trata de quadrilha armada. (…)
Passo a dosar a pena.
Na primeira fase, fixo a pena base do réu José 1/3 acima do
mínimo legal para os dois delitos, ante os seus maus antecedentes (fls.
619) (…)
Na segunda fase (…), elevo a pena de José Alves em 1/3 pela sua
comprovada reincidência (fls. 621). (…)
As penas dos dois delitos (roubo e quadrilha) devem ser
somadas, pois são crimes contra bens jurídicos diversos e com
momentos consumativos distintos.
Ante o exposto, julgo parcialmente procedente a ação e o faço
para condenar (…) JOSÉ ALVES DE ARAÚJO (…) à pena privativa
de liberdade de 14 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão em regime
inicial fechado (pela reincidência).
Quanto a José Alves, subtraio-lhe o direito de recorrer em
liberdade, pois é reincidente em crimes de roubo e encontra-se
cumprindo pena (por crime diverso), de modo que pelas
características do crime pelo qual é ora condenado, sua
liberdade representa verdadeira afronta à ordem pública.
3
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HC 117090 / SP
Ao prolatar a sentença condenatória, o Magistrado de primeira
instância decretou novamente a segregação cautelar. Leio da decisão:
“As vítimas foram ouvidas em juízo e narraram o roubo
conforme descrito na denúncia, tendo reconhecido o réu José Alves
pessoalmente (fls. 316 e 358/359) (…)
As causa de aumento do roubo restaram comprovadas pelos
depoimentos das vítimas, que narraram que foram abordadas por mais
de dez homens, fortemente armados e organizados, que se
comunicavam por meio de rádio e restringiram sua liberdade por
várias horas.(...)
Quanto ao crime de quadrilha, sobejamente comprovado pelos
elementos probatórios colhidos, pois verifica-se um nível de
organização e divisão de tarefas na realização do roubo, indicando que
se associaram de forma estável para a prática de crimes contra o
patrimônio, incidindo ainda a qualificadora do parágrafo único, pois
se trata de quadrilha armada. (…)
Passo a dosar a pena.
Na primeira fase, fixo a pena base do réu José 1/3 acima do
mínimo legal para os dois delitos, ante os seus maus antecedentes (fls.
619) (…)
Na segunda fase (…), elevo a pena de José Alves em 1/3 pela sua
comprovada reincidência (fls. 621). (…)
As penas dos dois delitos (roubo e quadrilha) devem ser
somadas, pois são crimes contra bens jurídicos diversos e com
momentos consumativos distintos.
Ante o exposto, julgo parcialmente procedente a ação e o faço
para condenar (…) JOSÉ ALVES DE ARAÚJO (…) à pena privativa
de liberdade de 14 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão em regime
inicial fechado (pela reincidência).
Quanto a José Alves, subtraio-lhe o direito de recorrer em
liberdade, pois é reincidente em crimes de roubo e encontra-se
cumprindo pena (por crime diverso), de modo que pelas
características do crime pelo qual é ora condenado, sua
liberdade representa verdadeira afronta à ordem pública.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
Expeça-se mandado de prisão oriundo desta sentença” (grifos meus).
Esse decreto de prisão foi submetido, por meio de habeas corpus, à
apreciação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a
ordem sob os seguintes fundamentos:
“E correto se mostra o comando jurisdicional, ao negar ao
paciente o direito de recorrer em liberdade, pois, além de reincidente, a
condenação a ele imposta, pelos crimes de roubo triplamente
qualificado e formação de quadrilha, portanto, de intensa gravidade,
como público e notório, impõe a mantença da prisão para recorrer,(...)
certo, ainda que nenhuma justificativa plausível e relevante há para
entender-se de forma diferente (...)
Se não bastasse, nunca é demais lembrar que a prisão decorrente
de sentença penal recorrível, assim como as demais formas de prisão
cautelar, não impõem ao paciente uma 'pena antecipada', porque não
derivam do reconhecimento definitivo de sua culpabilidade, mas, sim,
de sua periculosidade, seja para a ordem pública, seja para a futura
apilcação da lei penal, razão por que não se há de cogitar de violação
do princípio constitucional da presunção de inocência. (...)
De ficar consignado que o fato do E. Superior Tribunal de
Justiça ter concedido ao paciente a liberdade provisória, antes de
proferida sentença condenatória, não desnatura a legitimidade da
decretação de sua prisão, uma vez que a referida ordem foi concedida
em razão do excesso de prazo da custódia provisória, e não porque não
mais persistiam os motivos ensejadores da decretação da prisão
preventiva”.
O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, ao julgar novo habeas
corpus
manejado pela defesa do paciente, esposou o mesmo
entendimento, nos seguintes termos:
“Ao que se tem dos autos, o Paciente cumpre penas privativas
de liberdade desde 1988 e na data da sentença acima transcrita já se
encontrava em regime aberto (…)
Consoante informações obtidas no endereço eletrônico do
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Expeça-se mandado de prisão oriundo desta sentença” (grifos meus).
Esse decreto de prisão foi submetido, por meio de habeas corpus, à
apreciação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a
ordem sob os seguintes fundamentos:
“E correto se mostra o comando jurisdicional, ao negar ao
paciente o direito de recorrer em liberdade, pois, além de reincidente, a
condenação a ele imposta, pelos crimes de roubo triplamente
qualificado e formação de quadrilha, portanto, de intensa gravidade,
como público e notório, impõe a mantença da prisão para recorrer,(...)
certo, ainda que nenhuma justificativa plausível e relevante há para
entender-se de forma diferente (...)
Se não bastasse, nunca é demais lembrar que a prisão decorrente
de sentença penal recorrível, assim como as demais formas de prisão
cautelar, não impõem ao paciente uma 'pena antecipada', porque não
derivam do reconhecimento definitivo de sua culpabilidade, mas, sim,
de sua periculosidade, seja para a ordem pública, seja para a futura
apilcação da lei penal, razão por que não se há de cogitar de violação
do princípio constitucional da presunção de inocência. (...)
De ficar consignado que o fato do E. Superior Tribunal de
Justiça ter concedido ao paciente a liberdade provisória, antes de
proferida sentença condenatória, não desnatura a legitimidade da
decretação de sua prisão, uma vez que a referida ordem foi concedida
em razão do excesso de prazo da custódia provisória, e não porque não
mais persistiam os motivos ensejadores da decretação da prisão
preventiva”.
O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, ao julgar novo habeas
corpus
manejado pela defesa do paciente, esposou o mesmo
entendimento, nos seguintes termos:
“Ao que se tem dos autos, o Paciente cumpre penas privativas
de liberdade desde 1988 e na data da sentença acima transcrita já se
encontrava em regime aberto (…)
Consoante informações obtidas no endereço eletrônico do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
Tribunal a quo, o recurso de apelação da Defesa ainda está pendente
de julgamento.
Como se vê, o benefício de apelar solto foi negado em decisão
suficientemente fundamentada, uma vez que o Paciente, a despeito de
ter respondido ao processo em liberdade, é reincidente na prática do
crime de roubo e se encontra cumprindo pena por condenação em
outro processo, o que indica a reiteração na prática criminosa e
justifica a medida constritiva para a garantia da ordem pública,
evitando, assim, a reiteração e a continuidade da atividade ilícita.
Em sendo assim, a circunstância de o réu ter respondido ao
processo em liberdade não obsta lhe ser negado o benefício de apelar
solto, porque a prisão preventiva, em sede de sentença penal
condenatória, restou justificada em sua real indispensabilidade, ex vi
do artigo 312 do Código de Processo Penal. (…)
Assim, não resta configurada ilegalidade manifesta que permita
a concessão da ordem de ofício.
Ante o exposto, NÃO CONHEÇO da ordem de habeas
corpus”.
Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo
ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do
agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se
acautelar o meio social para resguardar a ordem pública e constituem
fundamentos idôneos para a prisão preventiva. A corroborar essa
assertiva:
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. IMPUTAÇÃO DOS
DELITOS PREVISTOS NO ART. 121, § 2º, INC. II E V, DO
CÓDIGO PENAL E NO 244-B, § 2º, DA Lei N. 8.069/1990
(ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). PRISÃO
PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DO RECORRENTE
EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI E POSSIBILIDADE
DE REITERAÇÃO DELITIVA. AMEAÇA A TESTEMUNHAS.
FUNDAMENTOS IDÔNEOS.
1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
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Tribunal a quo, o recurso de apelação da Defesa ainda está pendente
de julgamento.
Como se vê, o benefício de apelar solto foi negado em decisão
suficientemente fundamentada, uma vez que o Paciente, a despeito de
ter respondido ao processo em liberdade, é reincidente na prática do
crime de roubo e se encontra cumprindo pena por condenação em
outro processo, o que indica a reiteração na prática criminosa e
justifica a medida constritiva para a garantia da ordem pública,
evitando, assim, a reiteração e a continuidade da atividade ilícita.
Em sendo assim, a circunstância de o réu ter respondido ao
processo em liberdade não obsta lhe ser negado o benefício de apelar
solto, porque a prisão preventiva, em sede de sentença penal
condenatória, restou justificada em sua real indispensabilidade, ex vi
do artigo 312 do Código de Processo Penal. (…)
Assim, não resta configurada ilegalidade manifesta que permita
a concessão da ordem de ofício.
Ante o exposto, NÃO CONHEÇO da ordem de habeas
corpus”.
Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo
ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do
agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se
acautelar o meio social para resguardar a ordem pública e constituem
fundamentos idôneos para a prisão preventiva. A corroborar essa
assertiva:
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. IMPUTAÇÃO DOS
DELITOS PREVISTOS NO ART. 121, § 2º, INC. II E V, DO
CÓDIGO PENAL E NO 244-B, § 2º, DA Lei N. 8.069/1990
(ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). PRISÃO
PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DO RECORRENTE
EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI E POSSIBILIDADE
DE REITERAÇÃO DELITIVA. AMEAÇA A TESTEMUNHAS.
FUNDAMENTOS IDÔNEOS.
1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
5
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de
reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos
para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes.
2. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a
segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos
a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente.
3. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC 110.575/DF, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE
DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA.
DECISÃO FUNDAMENTADA. 1. Havendo condenação criminal,
ainda que submetida à apelação, encontram-se presentes os
pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios
de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e
sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de
julgamento condenatório, que foi precedido por amplo contraditório e
no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, ou seja, um
juízo efetuado com base em cognição profunda e exaustiva, de que o
condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita
à reavaliação crítica através de recursos, a situação difere da prisão
preventiva decretada antes do julgamento. 2. Se as circunstâncias
concretas da prática do crime indicam o envolvimento significativo do
agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o
risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a
manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde
que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3.
O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este associado
a um mundo de violência, desespero e morte para as suas vítimas e
para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve
refletir na análise dos casos concretos. 4. Ordem denegada” (HC
105.598/MG, Rel. Min. Rosa Weber).
“HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO E
CRIMES CONEXOS. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA
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HC 117090 / SP
agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de
reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos
para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes.
2. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a
segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos
a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente.
3. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC 110.575/DF, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE
DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA.
DECISÃO FUNDAMENTADA. 1. Havendo condenação criminal,
ainda que submetida à apelação, encontram-se presentes os
pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios
de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e
sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de
julgamento condenatório, que foi precedido por amplo contraditório e
no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, ou seja, um
juízo efetuado com base em cognição profunda e exaustiva, de que o
condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita
à reavaliação crítica através de recursos, a situação difere da prisão
preventiva decretada antes do julgamento. 2. Se as circunstâncias
concretas da prática do crime indicam o envolvimento significativo do
agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o
risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a
manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde
que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3.
O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este associado
a um mundo de violência, desespero e morte para as suas vítimas e
para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve
refletir na análise dos casos concretos. 4. Ordem denegada” (HC
105.598/MG, Rel. Min. Rosa Weber).
“HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO E
CRIMES CONEXOS. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO DELITIVA. INCOMUM
CRUELDADE DOS MEIOS EMPREGADOS CONTRA A
VÍTIMA. ORDEM DENEGADA. 1. O conceito jurídico de ordem
pública não se confunde com incolumidade das pessoas e do
patrimônio (art. 144 da CF/88). Sem embargo, ordem pública se
constitui em bem jurídico que pode resultar mais ou menos
fragilizado pelo modo personalizado com que se dá a concreta
violação da integridade das pessoas ou do patrimônio de
terceiros, tanto quanto da saúde pública (nas hipóteses de
tráfico de entorpecentes e drogas afins). Daí sua categorização
jurídico-positiva, não como descrição do delito nem da
cominação de pena, porém como pressuposto de prisão
cautelar; ou seja, como imperiosa necessidade de acautelar o
meio social contra fatores de perturbação que já se localizam
na gravidade incomum da execução de certos crimes. Não da
incomum gravidade abstrata desse ou daquele crime, mas da
incomum gravidade na perpetração em si do crime, levando à
consistente ilação de que, solto, o agente reincidirá no delito.
Donde o vínculo operacional entre necessidade de preservação
da ordem pública e acautelamento do meio social. Logo,
conceito de ordem pública que se desvincula do conceito de
incolumidade das pessoas e do patrimônio alheio (assim como
da violação à saúde pública), mas que se enlaça
umbilicalmente à noção de acautelamento do meio social. 2. É
certo que, para condenar penalmente alguém, o órgão julgador tem de
olhar para trás e ver em que medida os fatos delituosos e suas
coordenadas dão conta da culpabilidade do acusado. Já no que toca à
decretação da prisão preventiva, se também é certo que o juiz valora
esses mesmos fatos e vetores, ele o faz na perspectiva da aferição da
periculosidade do agente. Não propriamente da culpabilidade. Pelo que
o quantum da pena está para a culpabilidade do agente assim como o
decreto de prisão preventiva está para a periculosidade, pois é
tal periculosidade que pode colocar em risco o meio social
quanto à possibilidade de reiteração delitiva (cuidando-se,
claro, de prisão preventiva com fundamento na garantia da
ordem pública). 3. Na concreta situação dos autos, o
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ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO DELITIVA. INCOMUM
CRUELDADE DOS MEIOS EMPREGADOS CONTRA A
VÍTIMA. ORDEM DENEGADA. 1. O conceito jurídico de ordem
pública não se confunde com incolumidade das pessoas e do
patrimônio (art. 144 da CF/88). Sem embargo, ordem pública se
constitui em bem jurídico que pode resultar mais ou menos
fragilizado pelo modo personalizado com que se dá a concreta
violação da integridade das pessoas ou do patrimônio de
terceiros, tanto quanto da saúde pública (nas hipóteses de
tráfico de entorpecentes e drogas afins). Daí sua categorização
jurídico-positiva, não como descrição do delito nem da
cominação de pena, porém como pressuposto de prisão
cautelar; ou seja, como imperiosa necessidade de acautelar o
meio social contra fatores de perturbação que já se localizam
na gravidade incomum da execução de certos crimes. Não da
incomum gravidade abstrata desse ou daquele crime, mas da
incomum gravidade na perpetração em si do crime, levando à
consistente ilação de que, solto, o agente reincidirá no delito.
Donde o vínculo operacional entre necessidade de preservação
da ordem pública e acautelamento do meio social. Logo,
conceito de ordem pública que se desvincula do conceito de
incolumidade das pessoas e do patrimônio alheio (assim como
da violação à saúde pública), mas que se enlaça
umbilicalmente à noção de acautelamento do meio social. 2. É
certo que, para condenar penalmente alguém, o órgão julgador tem de
olhar para trás e ver em que medida os fatos delituosos e suas
coordenadas dão conta da culpabilidade do acusado. Já no que toca à
decretação da prisão preventiva, se também é certo que o juiz valora
esses mesmos fatos e vetores, ele o faz na perspectiva da aferição da
periculosidade do agente. Não propriamente da culpabilidade. Pelo que
o quantum da pena está para a culpabilidade do agente assim como o
decreto de prisão preventiva está para a periculosidade, pois é
tal periculosidade que pode colocar em risco o meio social
quanto à possibilidade de reiteração delitiva (cuidando-se,
claro, de prisão preventiva com fundamento na garantia da
ordem pública). 3. Na concreta situação dos autos, o
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
fundamento da garantia da ordem pública, tal como lançado,
basta para validamente sustentar a prisão processual da
paciente. Prisão que se lastreia no concreto risco de reiteração
criminosa. Pelo que não há como refugar a aplicabilidade do
conceito de ordem pública se o caso em análise evidencia a
necessidade de acautelamento do meio social quanto àquele
risco da reiteração delitiva. Situação que atende à finalidade
do art. 312 do CPP. 4. Não há que se falar em inidoneidade do
decreto de prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do
contexto empírico da causa. Contexto revelador da incomum
gravidade da conduta protagonizada pela paciente, caracterizada pela
exacerbação de meios e a partir de motivo torpe. A evidenciar,
portanto, periculosidade envolta em atmosfera de concreta
probabilidade de sua reiteração. Precedentes. 5. Sempre que a maneira
da perpetração do delito revelar de pronto a extrema periculosidade do
agente, abre-se ao decreto prisional a possibilidade de estabelecer um
vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a
garantia da ordem pública. Precedentes. 6. Ordem denegada” (HC
94.330/SP, Rel. Min. Ayres Britto, grifos meus).
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que,
ao se pronunciar pela denegação da ordem, ressaltou o seguinte:
“9. Como se vê, a custódia foi motivada em conformidade com o
artigo 312 do CPP, mediante o apontamento de circunstâncias
concretas acerca do próprio envolvido e do fato delituoso, suficientes
para indicar a potencialidade lesiva da infração. Não há dúvidas
quanto à periculosidade do apenado ou quanto à audácia e à gravidade
da conduta. O paciente é reincidente, propenso à prática reiterada de
delitos, integrante de quadrilha armada, estruturada, e encontra-se
cumprindo pena por crime diverso. Na espécie, foi condenado pela
subtração de bens avaliados em R$ 7.000.000,00. As vítimas foram
'abordadas por mais de dez homens, fortemente armados e
organizados, que se comunicavam por meio de rádio e restringiram
sua liberdade por várias horas'.
Ficou encarcerado,
preventivamente, por mais de dois anos, e só alcançou a
8
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fundamento da garantia da ordem pública, tal como lançado,
basta para validamente sustentar a prisão processual da
paciente. Prisão que se lastreia no concreto risco de reiteração
criminosa. Pelo que não há como refugar a aplicabilidade do
conceito de ordem pública se o caso em análise evidencia a
necessidade de acautelamento do meio social quanto àquele
risco da reiteração delitiva. Situação que atende à finalidade
do art. 312 do CPP. 4. Não há que se falar em inidoneidade do
decreto de prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do
contexto empírico da causa. Contexto revelador da incomum
gravidade da conduta protagonizada pela paciente, caracterizada pela
exacerbação de meios e a partir de motivo torpe. A evidenciar,
portanto, periculosidade envolta em atmosfera de concreta
probabilidade de sua reiteração. Precedentes. 5. Sempre que a maneira
da perpetração do delito revelar de pronto a extrema periculosidade do
agente, abre-se ao decreto prisional a possibilidade de estabelecer um
vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a
garantia da ordem pública. Precedentes. 6. Ordem denegada” (HC
94.330/SP, Rel. Min. Ayres Britto, grifos meus).
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que,
ao se pronunciar pela denegação da ordem, ressaltou o seguinte:
“9. Como se vê, a custódia foi motivada em conformidade com o
artigo 312 do CPP, mediante o apontamento de circunstâncias
concretas acerca do próprio envolvido e do fato delituoso, suficientes
para indicar a potencialidade lesiva da infração. Não há dúvidas
quanto à periculosidade do apenado ou quanto à audácia e à gravidade
da conduta. O paciente é reincidente, propenso à prática reiterada de
delitos, integrante de quadrilha armada, estruturada, e encontra-se
cumprindo pena por crime diverso. Na espécie, foi condenado pela
subtração de bens avaliados em R$ 7.000.000,00. As vítimas foram
'abordadas por mais de dez homens, fortemente armados e
organizados, que se comunicavam por meio de rádio e restringiram
sua liberdade por várias horas'.
Ficou encarcerado,
preventivamente, por mais de dois anos, e só alcançou a
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
liberdade por força de habeas corpus, ante a constatação de
excesso de prazo na formação da culpa, pelo Superior Tribunal
de Justiça.
10. Por fim, a simples alegação de que o réu, atualmente,
por outra condenação, se encontra em regime aberto, não altera
o quadro apresentado. Inclusive, a mencionada assertiva não se
fez acompanhar da respectiva prova.
11. Isso posto, opino pela extinção do mandamus” (grifos
meus).
Verifica-se, pois, que a sentença condenatória, ao manter a medida
excepcional - que só foi afastada por excesso de prazo em writ concedido
pelo STJ -, demonstrou a necessidade da custódia para a garantia da
ordem pública, fazendo referência às decisões anteriores, as quais
apontaram a possibilidade concreta do risco de reiteração delitiva,
fundamento suficiente para a mantença da prisão preventiva.
Saliento, ademais, que a jurisprudência deste Tribunal firmou-se no
sentido de que, permanecendo os fundamentos da custódia cautelar,
revela-se um contrassenso conferir ao réu, mantido em custódia durante a
instrução, o direito de aguardar o trânsito em julgado da condenação em
liberdade, mormente na hipótese dos autos, em que sobreveio
condenação a mais de 14 anos de reclusão. A corroborar essa afirmação,
menciono os seguintes precedentes:
“HABEAS CORPUS. CRIMES MILITARES. SEQUESTRO.
ROUBO QUALIFICADO. DANO. AMEAÇA. RÉU QUE
PERMANECEU PRESO DURANTE A INSTRUÇÃO
CRIMINAL. DECISÃO FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. INTEGRANTE DE GRUPO DE POLICIAIS
MILITARES QUE PRATICAVAM CRIMES NA COMARCA.
PRISÃO
MANTIDA
PELA
SENTENÇA
PENAL
CONDENATÓRIA. ART. 527 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL MILITAR. ORDEM DENEGADA.
1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que
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liberdade por força de habeas corpus, ante a constatação de
excesso de prazo na formação da culpa, pelo Superior Tribunal
de Justiça.
10. Por fim, a simples alegação de que o réu, atualmente,
por outra condenação, se encontra em regime aberto, não altera
o quadro apresentado. Inclusive, a mencionada assertiva não se
fez acompanhar da respectiva prova.
11. Isso posto, opino pela extinção do mandamus” (grifos
meus).
Verifica-se, pois, que a sentença condenatória, ao manter a medida
excepcional - que só foi afastada por excesso de prazo em writ concedido
pelo STJ -, demonstrou a necessidade da custódia para a garantia da
ordem pública, fazendo referência às decisões anteriores, as quais
apontaram a possibilidade concreta do risco de reiteração delitiva,
fundamento suficiente para a mantença da prisão preventiva.
Saliento, ademais, que a jurisprudência deste Tribunal firmou-se no
sentido de que, permanecendo os fundamentos da custódia cautelar,
revela-se um contrassenso conferir ao réu, mantido em custódia durante a
instrução, o direito de aguardar o trânsito em julgado da condenação em
liberdade, mormente na hipótese dos autos, em que sobreveio
condenação a mais de 14 anos de reclusão. A corroborar essa afirmação,
menciono os seguintes precedentes:
“HABEAS CORPUS. CRIMES MILITARES. SEQUESTRO.
ROUBO QUALIFICADO. DANO. AMEAÇA. RÉU QUE
PERMANECEU PRESO DURANTE A INSTRUÇÃO
CRIMINAL. DECISÃO FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. INTEGRANTE DE GRUPO DE POLICIAIS
MILITARES QUE PRATICAVAM CRIMES NA COMARCA.
PRISÃO
MANTIDA
PELA
SENTENÇA
PENAL
CONDENATÓRIA. ART. 527 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL MILITAR. ORDEM DENEGADA.
1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que
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HC 117090 / SP
não há lógica em permitir que o réu, preso preventivamente
durante toda a instrução criminal, aguarde em liberdade o
trânsito em julgado da causa, se mantidos os motivos da
segregação cautelar. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC
89.824/MS, Rel. Min. Ayres Britto, grifos meus).
“PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE
LATROCÍNIO TENTADO. MANUTENÇÃO DA PRISÃO
CAUTELAR. DECISÃO FUNDAMENTADA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. PACIENTE QUE PERMANECEU PRESO
DURANTE TODA A INSTRUÇÃO CRIMINAL. PRECEDENTES
STF. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi condenado à pena de
10 (dez) anos de reclusão, pela prática do delito latrocínio tentado,
previsto no art. 157, § 3º, in fine, c/c art. 14, II, todos do Código
Penal. 2. A manutenção da prisão cautelar, na realidade, se baseou em
fatos concretos observados pelo Juiz de Direito na instrução
processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão
da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi
da empreitada criminosa. 3. Há justa causa para a manutenção da
prisão quando se aponta, de maneira concreta e individualizada, fatos
que induzem à conclusão quanto à necessidade de se assegurar a
ordem pública. 4. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem
pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração
delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC
84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se
caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 5. Por fim, 'é
pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que não há
lógica em permitir que o réu, preso preventivamente durante
toda a instrução criminal, aguarde em liberdade o trânsito em
julgado da causa, se mantidos os motivos da segregação
cautelar' (HC 89.824/MS, rel. Min. Carlos Britto, DJ 28-08-08). 6.
Habeas corpus denegado” (HC 98.376/SC, Rel. Min. Ellen Gracie,
grifos meus).
10
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não há lógica em permitir que o réu, preso preventivamente
durante toda a instrução criminal, aguarde em liberdade o
trânsito em julgado da causa, se mantidos os motivos da
segregação cautelar. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC
89.824/MS, Rel. Min. Ayres Britto, grifos meus).
“PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE
LATROCÍNIO TENTADO. MANUTENÇÃO DA PRISÃO
CAUTELAR. DECISÃO FUNDAMENTADA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. PACIENTE QUE PERMANECEU PRESO
DURANTE TODA A INSTRUÇÃO CRIMINAL. PRECEDENTES
STF. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi condenado à pena de
10 (dez) anos de reclusão, pela prática do delito latrocínio tentado,
previsto no art. 157, § 3º, in fine, c/c art. 14, II, todos do Código
Penal. 2. A manutenção da prisão cautelar, na realidade, se baseou em
fatos concretos observados pelo Juiz de Direito na instrução
processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão
da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi
da empreitada criminosa. 3. Há justa causa para a manutenção da
prisão quando se aponta, de maneira concreta e individualizada, fatos
que induzem à conclusão quanto à necessidade de se assegurar a
ordem pública. 4. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem
pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração
delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC
84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se
caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 5. Por fim, 'é
pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que não há
lógica em permitir que o réu, preso preventivamente durante
toda a instrução criminal, aguarde em liberdade o trânsito em
julgado da causa, se mantidos os motivos da segregação
cautelar' (HC 89.824/MS, rel. Min. Carlos Britto, DJ 28-08-08). 6.
Habeas corpus denegado” (HC 98.376/SC, Rel. Min. Ellen Gracie,
grifos meus).
10
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
No presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente por 2
(dois) anos, até que o STJ concedesse liberdade provisória por excesso de
prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro crime.
Por todo o exposto, denego a ordem.
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HC 117090 / SP
No presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente por 2
(dois) anos, até que o STJ concedesse liberdade provisória por excesso de
prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro crime.
Por todo o exposto, denego a ordem.
11
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16
Extrato de Ata - 20/08/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.090
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S) : JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407139
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.090
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S) : JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4438928
| 2013-08-20T00:00:00
| 2013-09-04T00:00:00
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A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.08.2013.
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HABEAS CORPUS
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Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DOS CRIMES DE ROUBO TRIPLAMENTE QUALIFICADO E QUADRILHA ARMADA. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE. REINCIDÊNCIA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA.
I – A prisão cautelar foi decretada para garantia da ordem pública, ante a gravidade dos fatos narrados na denúncia - a demonstrar a periculosidade do paciente - e, ainda, pela circunstância de ser reincidente em crime de mesma natureza.
II – Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública, e constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva.
III – Este Tribunal já firmou entendimento no sentido de que, permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação. No presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente por 2 (dois) anos, até que o STJ concedesse liberdade provisória por excesso de prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro crime.
IV – Habeas corpus denegado.
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sjur240628
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- Acórdão(s) citado(s):
(PRISÃO CAUTELAR, PERICULOSIDADE, REITERAÇÃO CRIMINOSA)
HC 94330 (2ªT), HC 105598 (1ªT), RHC 110575 (1ªT).
(SENTENÇA CONDENATÓRIA RECORRÍVEL, PRISÃO CAUTELAR)
HC 89824 (1ªT), HC 98376 (2ªT).
- Veja HC 232215 do STJ.
Número de páginas: 16.
Análise: 03/10/2013, JOS.
Revisão: 14/10/2013, SER.
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RICARDO LEWANDOWSKI
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Segunda Turma
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117090
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[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002 \n INC-00005 ART-00288 PAR-ÚNICO\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
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acordaos
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HC 117090
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""
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PACTE.(S) : JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S) : JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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""
] |
Ementa e Acórdão
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 117.090 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S)
:JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DOS CRIMES DE ROUBO
TRIPLAMENTE QUALIFICADO E QUADRILHA ARMADA.
FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE.
REINCIDÊNCIA. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA.
I – A prisão cautelar foi decretada para garantia da ordem pública,
ante a gravidade dos fatos narrados na denúncia - a demonstrar a
periculosidade do paciente - e, ainda, pela circunstância de ser
reincidente em crime de mesma natureza.
II – Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo
ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do
agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se
acautelar o meio social, para que seja resguardada a ordem pública, e
constituem fundamento idôneo para a prisão preventiva.
III – Este Tribunal já firmou entendimento no sentido de que,
permanecendo os fundamentos da custódia cautelar, revela-se um
contrassenso conferir ao réu, que foi mantido custodiado durante a
instrução, o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da
condenação. No presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente
por 2 (dois) anos, até que o Superior Tribunal de Justiça concedesse liberdade provisória por
excesso de prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro
crime.
IV – Habeas corpus denegado.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16
Ementa e Acórdão
HC 117090 / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 117090 / SP
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos
e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 117.090 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S)
:JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Luis
Siqueira, em favor de JOSÉ ALVES DE ARAÚJO, contra acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do HC 232.215/SP, Rel.
Min. Laurita Vaz.
O impetrante relata, inicialmente, que o paciente foi condenado, pela
prática dos crimes previstos nos arts. 157, § 2..., I, II e V (roubo triplamente
qualificado), e 288, parágrafo único (quadrilha ou bando armado), ambos
do Código Penal, à pena de 14 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em
regime inicial fechado, sendo-lhe negado o direito de apelar em
liberdade.
Inconformada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, mas a ordem foi denegada.
Ainda irresignada, a defesa manejou novo writ, desta vez no
Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que a Quinta Turma não
conheceu do pedido.
É contra esse acórdão que se insurge o impetrante.
Sustenta, em síntese, que, em face do princípio da presunção de
inocência, deve ser reconhecido ao paciente o direito de apelar em
Supremo Tribunal Federal
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20/08/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 117.090 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S)
:JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S)
:JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de
habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Luis
Siqueira, em favor de JOSÉ ALVES DE ARAÚJO, contra acórdão do
Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do HC 232.215/SP, Rel.
Min. Laurita Vaz.
O impetrante relata, inicialmente, que o paciente foi condenado, pela
prática dos crimes previstos nos arts. 157, § 2..., I, II e V (roubo triplamente
qualificado), e 288, parágrafo único (quadrilha ou bando armado), ambos
do Código Penal, à pena de 14 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em
regime inicial fechado, sendo-lhe negado o direito de apelar em
liberdade.
Inconformada, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, mas a ordem foi denegada.
Ainda irresignada, a defesa manejou novo writ, desta vez no
Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que a Quinta Turma não
conheceu do pedido.
É contra esse acórdão que se insurge o impetrante.
Sustenta, em síntese, que, em face do princípio da presunção de
inocência, deve ser reconhecido ao paciente o direito de apelar em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16
Relatório
HC 117090 / SP
liberdade.
Aduz, nesse contexto, que o paciente se encontra cumprindo pena
em regime aberto e vem cumprindo rigorosamente as cláusulas do
benefício que lhe foi concedido.
Manifesta a intenção de recorrer da sentença condenatória de
primeiro grau, sendo que, nesta oportunidade, pretende apenas “seja
restituído o benefício que lhe foi concedido no Habeas Corpus n 93.452/SP, do
Superior Tribunal de Justiça, até que o julgamento da apelação se realize”. A
mencionada decisão do Superior Tribunal de Justiça garantiu-lhe revogação da prisão preventiva
por excesso de prazo da instrução criminal, mas nova segregação lhe foi
imposta na referida sentença condenatória.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos do decreto
prisional emitido em desfavor do paciente, com a expedição de
contramandado de prisão. No mérito, pugna pela cassação da decisão de
primeiro grau no tocante à negativa de o paciente aguardar em liberdade
o julgamento da apelação.
Em 21/3/2013, indeferi o pedido de liminar e, estando bem instruídos
os autos, determinei a remessa ao Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifestou-se pela “extinção do mandamus”.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 117090 / SP
liberdade.
Aduz, nesse contexto, que o paciente se encontra cumprindo pena
em regime aberto e vem cumprindo rigorosamente as cláusulas do
benefício que lhe foi concedido.
Manifesta a intenção de recorrer da sentença condenatória de
primeiro grau, sendo que, nesta oportunidade, pretende apenas “seja
restituído o benefício que lhe foi concedido no Habeas Corpus n 93.452/SP, do
Superior Tribunal de Justiça, até que o julgamento da apelação se realize”. A
mencionada decisão do Superior Tribunal de Justiça garantiu-lhe revogação da prisão preventiva
por excesso de prazo da instrução criminal, mas nova segregação lhe foi
imposta na referida sentença condenatória.
Requer, ao final, liminarmente, a suspensão dos efeitos do decreto
prisional emitido em desfavor do paciente, com a expedição de
contramandado de prisão. No mérito, pugna pela cassação da decisão de
primeiro grau no tocante à negativa de o paciente aguardar em liberdade
o julgamento da apelação.
Em 21/3/2013, indeferi o pedido de liminar e, estando bem instruídos
os autos, determinei a remessa ao Procurador-Geral da República.
O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do
Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida,
manifestou-se pela “extinção do mandamus”.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
20/08/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 117.090 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO
ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. COMPETÊNCIA DAS
CORTES SUPERIORES. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO.
MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO DESTE TRIBUNAL, EM
CONSONÂNCIA COM A SUPREMA CORTE. ROUBO
QUALIFICADO. NEGATIVA AO PACIENTE DO DIREITO DE
APELAR EM LIBERDADE. REITERAÇÃO CRIMINOSA.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO
SUFICIENTE. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE
QUE, EVENTUALMENTE, PUDESSE ENSEJAR A
CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. HABEAS CORPUS
NÃO CONHECIDO.
1. O Excelso Supremo Tribunal Federal, em recentes
pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do
processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso
ordinário. Precedentes: HC 109.956⁄PR, 1. Turma, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe de 11⁄09⁄2012; HC 104.045⁄RJ, 1. Turma, Rel. Min.
Rosa Weber, DJe de 06⁄09⁄2012; HC 108.181⁄RS, 1. Turma, Rel. Min.
Luiz Fux, DJe de 06⁄09⁄2012. Decisões monocráticas dos ministros
Luiz Fux e Dias Toffoli, respectivamente, nos autos do HC
114.550⁄AC (DJe de 27⁄08⁄2012) e HC 114.924⁄RJ (DJe de
27⁄08⁄2012).
2. Sem embargo, mostra-se precisa a ponderação lançada pelo
Ministro Marco Aurélio, no sentido de que, 'no tocante a habeas já
formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não
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20/08/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 117.090 SÃO PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem
examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem.
O acórdão questionado possui a seguinte ementa:
“HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO
ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. COMPETÊNCIA DAS
CORTES SUPERIORES. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO.
MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO DESTE TRIBUNAL, EM
CONSONÂNCIA COM A SUPREMA CORTE. ROUBO
QUALIFICADO. NEGATIVA AO PACIENTE DO DIREITO DE
APELAR EM LIBERDADE. REITERAÇÃO CRIMINOSA.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO
SUFICIENTE. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE
QUE, EVENTUALMENTE, PUDESSE ENSEJAR A
CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. HABEAS CORPUS
NÃO CONHECIDO.
1. O Excelso Supremo Tribunal Federal, em recentes
pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do
processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso
ordinário. Precedentes: HC 109.956⁄PR, 1. Turma, Rel. Min. Marco
Aurélio, DJe de 11⁄09⁄2012; HC 104.045⁄RJ, 1. Turma, Rel. Min.
Rosa Weber, DJe de 06⁄09⁄2012; HC 108.181⁄RS, 1. Turma, Rel. Min.
Luiz Fux, DJe de 06⁄09⁄2012. Decisões monocráticas dos ministros
Luiz Fux e Dias Toffoli, respectivamente, nos autos do HC
114.550⁄AC (DJe de 27⁄08⁄2012) e HC 114.924⁄RJ (DJe de
27⁄08⁄2012).
2. Sem embargo, mostra-se precisa a ponderação lançada pelo
Ministro Marco Aurélio, no sentido de que, 'no tocante a habeas já
formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a
conceder, se for o caso, a ordem de ofício'.
3. A circunstância de o réu ter respondido solto ao processo não
obsta lhe ser negado o apelo em liberdade, quando a prisão preventiva,
em sede de sentença penal condenatória, é justificada em sua real
indispensabilidade, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal.
4. O benefício de apelar solto foi negado em decisão
suficientemente fundamentada, uma vez que o Paciente, a despeito de
ter respondido ao processo em liberdade, é reincidente na prática do
crime de roubo e se encontra cumprindo pena por condenação em
outro processo, o que indica a reiteração na prática criminosa e
justifica a medida constritiva para a garantia da ordem pública,
evitando, assim, a reiteração e a continuidade da atividade ilícita.
5. Ausência de ilegalidade flagrante que, eventualmente,
ensejasse a concessão da ordem de ofício.
6. Habeas corpus não conhecido”.
Conforme relatado, a defesa postula a revogação da prisão
preventiva do paciente sob a alegação de ofensa ao princípio da
presunção de inocência.
Sem razão, contudo.
Tem-se nos autos que o paciente foi denunciado, com outras pessoas,
pelos crimes de roubo e quadrilha (arts. 157, § 2..., I, II e V, e 288, parágrafo
único, ambos do Código Penal). Isso porque, em 21/5/2005, subtraiu, em
concurso com outros agentes, bens avaliados em cerca de R$ 7.000.000,00
(sete milhões de reais) - pertencentes a vítimas que foram submetidas a
restrição de liberdade - em ação implementada mediante grave ameaça e
emprego de armas.
Consta dos autos que, antes da sentença de primeiro grau, o paciente
estava preso preventivamente, mas o Superior Tribunal de Justiça
concedeu o writ nos autos do HC 93.452/SP e revogou a medida cautelar
em decorrência do excesso de prazo na instrução criminal.
2
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HC 117090 / SP
ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a
conceder, se for o caso, a ordem de ofício'.
3. A circunstância de o réu ter respondido solto ao processo não
obsta lhe ser negado o apelo em liberdade, quando a prisão preventiva,
em sede de sentença penal condenatória, é justificada em sua real
indispensabilidade, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal.
4. O benefício de apelar solto foi negado em decisão
suficientemente fundamentada, uma vez que o Paciente, a despeito de
ter respondido ao processo em liberdade, é reincidente na prática do
crime de roubo e se encontra cumprindo pena por condenação em
outro processo, o que indica a reiteração na prática criminosa e
justifica a medida constritiva para a garantia da ordem pública,
evitando, assim, a reiteração e a continuidade da atividade ilícita.
5. Ausência de ilegalidade flagrante que, eventualmente,
ensejasse a concessão da ordem de ofício.
6. Habeas corpus não conhecido”.
Conforme relatado, a defesa postula a revogação da prisão
preventiva do paciente sob a alegação de ofensa ao princípio da
presunção de inocência.
Sem razão, contudo.
Tem-se nos autos que o paciente foi denunciado, com outras pessoas,
pelos crimes de roubo e quadrilha (arts. 157, § 2..., I, II e V, e 288, parágrafo
único, ambos do Código Penal). Isso porque, em 21/5/2005, subtraiu, em
concurso com outros agentes, bens avaliados em cerca de R$ 7.000.000,00
(sete milhões de reais) - pertencentes a vítimas que foram submetidas a
restrição de liberdade - em ação implementada mediante grave ameaça e
emprego de armas.
Consta dos autos que, antes da sentença de primeiro grau, o paciente
estava preso preventivamente, mas o Superior Tribunal de Justiça
concedeu o writ nos autos do HC 93.452/SP e revogou a medida cautelar
em decorrência do excesso de prazo na instrução criminal.
2
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
Ao prolatar a sentença condenatória, o Magistrado de primeira
instância decretou novamente a segregação cautelar. Leio da decisão:
“As vítimas foram ouvidas em juízo e narraram o roubo
conforme descrito na denúncia, tendo reconhecido o réu José Alves
pessoalmente (fls. 316 e 358/359) (…)
As causa de aumento do roubo restaram comprovadas pelos
depoimentos das vítimas, que narraram que foram abordadas por mais
de dez homens, fortemente armados e organizados, que se
comunicavam por meio de rádio e restringiram sua liberdade por
várias horas.(...)
Quanto ao crime de quadrilha, sobejamente comprovado pelos
elementos probatórios colhidos, pois verifica-se um nível de
organização e divisão de tarefas na realização do roubo, indicando que
se associaram de forma estável para a prática de crimes contra o
patrimônio, incidindo ainda a qualificadora do parágrafo único, pois
se trata de quadrilha armada. (…)
Passo a dosar a pena.
Na primeira fase, fixo a pena base do réu José 1/3 acima do
mínimo legal para os dois delitos, ante os seus maus antecedentes (fls.
619) (…)
Na segunda fase (…), elevo a pena de José Alves em 1/3 pela sua
comprovada reincidência (fls. 621). (…)
As penas dos dois delitos (roubo e quadrilha) devem ser
somadas, pois são crimes contra bens jurídicos diversos e com
momentos consumativos distintos.
Ante o exposto, julgo parcialmente procedente a ação e o faço
para condenar (…) JOSÉ ALVES DE ARAÚJO (…) à pena privativa
de liberdade de 14 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão em regime
inicial fechado (pela reincidência).
Quanto a José Alves, subtraio-lhe o direito de recorrer em
liberdade, pois é reincidente em crimes de roubo e encontra-se
cumprindo pena (por crime diverso), de modo que pelas
características do crime pelo qual é ora condenado, sua
liberdade representa verdadeira afronta à ordem pública.
3
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HC 117090 / SP
Ao prolatar a sentença condenatória, o Magistrado de primeira
instância decretou novamente a segregação cautelar. Leio da decisão:
“As vítimas foram ouvidas em juízo e narraram o roubo
conforme descrito na denúncia, tendo reconhecido o réu José Alves
pessoalmente (fls. 316 e 358/359) (…)
As causa de aumento do roubo restaram comprovadas pelos
depoimentos das vítimas, que narraram que foram abordadas por mais
de dez homens, fortemente armados e organizados, que se
comunicavam por meio de rádio e restringiram sua liberdade por
várias horas.(...)
Quanto ao crime de quadrilha, sobejamente comprovado pelos
elementos probatórios colhidos, pois verifica-se um nível de
organização e divisão de tarefas na realização do roubo, indicando que
se associaram de forma estável para a prática de crimes contra o
patrimônio, incidindo ainda a qualificadora do parágrafo único, pois
se trata de quadrilha armada. (…)
Passo a dosar a pena.
Na primeira fase, fixo a pena base do réu José 1/3 acima do
mínimo legal para os dois delitos, ante os seus maus antecedentes (fls.
619) (…)
Na segunda fase (…), elevo a pena de José Alves em 1/3 pela sua
comprovada reincidência (fls. 621). (…)
As penas dos dois delitos (roubo e quadrilha) devem ser
somadas, pois são crimes contra bens jurídicos diversos e com
momentos consumativos distintos.
Ante o exposto, julgo parcialmente procedente a ação e o faço
para condenar (…) JOSÉ ALVES DE ARAÚJO (…) à pena privativa
de liberdade de 14 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão em regime
inicial fechado (pela reincidência).
Quanto a José Alves, subtraio-lhe o direito de recorrer em
liberdade, pois é reincidente em crimes de roubo e encontra-se
cumprindo pena (por crime diverso), de modo que pelas
características do crime pelo qual é ora condenado, sua
liberdade representa verdadeira afronta à ordem pública.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
Expeça-se mandado de prisão oriundo desta sentença” (grifos meus).
Esse decreto de prisão foi submetido, por meio de habeas corpus, à
apreciação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a
ordem sob os seguintes fundamentos:
“E correto se mostra o comando jurisdicional, ao negar ao
paciente o direito de recorrer em liberdade, pois, além de reincidente, a
condenação a ele imposta, pelos crimes de roubo triplamente
qualificado e formação de quadrilha, portanto, de intensa gravidade,
como público e notório, impõe a mantença da prisão para recorrer,(...)
certo, ainda que nenhuma justificativa plausível e relevante há para
entender-se de forma diferente (...)
Se não bastasse, nunca é demais lembrar que a prisão decorrente
de sentença penal recorrível, assim como as demais formas de prisão
cautelar, não impõem ao paciente uma 'pena antecipada', porque não
derivam do reconhecimento definitivo de sua culpabilidade, mas, sim,
de sua periculosidade, seja para a ordem pública, seja para a futura
apilcação da lei penal, razão por que não se há de cogitar de violação
do princípio constitucional da presunção de inocência. (...)
De ficar consignado que o fato do E. Superior Tribunal de
Justiça ter concedido ao paciente a liberdade provisória, antes de
proferida sentença condenatória, não desnatura a legitimidade da
decretação de sua prisão, uma vez que a referida ordem foi concedida
em razão do excesso de prazo da custódia provisória, e não porque não
mais persistiam os motivos ensejadores da decretação da prisão
preventiva”.
O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, ao julgar novo habeas
corpus
manejado pela defesa do paciente, esposou o mesmo
entendimento, nos seguintes termos:
“Ao que se tem dos autos, o Paciente cumpre penas privativas
de liberdade desde 1988 e na data da sentença acima transcrita já se
encontrava em regime aberto (…)
Consoante informações obtidas no endereço eletrônico do
4
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HC 117090 / SP
Expeça-se mandado de prisão oriundo desta sentença” (grifos meus).
Esse decreto de prisão foi submetido, por meio de habeas corpus, à
apreciação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a
ordem sob os seguintes fundamentos:
“E correto se mostra o comando jurisdicional, ao negar ao
paciente o direito de recorrer em liberdade, pois, além de reincidente, a
condenação a ele imposta, pelos crimes de roubo triplamente
qualificado e formação de quadrilha, portanto, de intensa gravidade,
como público e notório, impõe a mantença da prisão para recorrer,(...)
certo, ainda que nenhuma justificativa plausível e relevante há para
entender-se de forma diferente (...)
Se não bastasse, nunca é demais lembrar que a prisão decorrente
de sentença penal recorrível, assim como as demais formas de prisão
cautelar, não impõem ao paciente uma 'pena antecipada', porque não
derivam do reconhecimento definitivo de sua culpabilidade, mas, sim,
de sua periculosidade, seja para a ordem pública, seja para a futura
apilcação da lei penal, razão por que não se há de cogitar de violação
do princípio constitucional da presunção de inocência. (...)
De ficar consignado que o fato do E. Superior Tribunal de
Justiça ter concedido ao paciente a liberdade provisória, antes de
proferida sentença condenatória, não desnatura a legitimidade da
decretação de sua prisão, uma vez que a referida ordem foi concedida
em razão do excesso de prazo da custódia provisória, e não porque não
mais persistiam os motivos ensejadores da decretação da prisão
preventiva”.
O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, ao julgar novo habeas
corpus
manejado pela defesa do paciente, esposou o mesmo
entendimento, nos seguintes termos:
“Ao que se tem dos autos, o Paciente cumpre penas privativas
de liberdade desde 1988 e na data da sentença acima transcrita já se
encontrava em regime aberto (…)
Consoante informações obtidas no endereço eletrônico do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
Tribunal a quo, o recurso de apelação da Defesa ainda está pendente
de julgamento.
Como se vê, o benefício de apelar solto foi negado em decisão
suficientemente fundamentada, uma vez que o Paciente, a despeito de
ter respondido ao processo em liberdade, é reincidente na prática do
crime de roubo e se encontra cumprindo pena por condenação em
outro processo, o que indica a reiteração na prática criminosa e
justifica a medida constritiva para a garantia da ordem pública,
evitando, assim, a reiteração e a continuidade da atividade ilícita.
Em sendo assim, a circunstância de o réu ter respondido ao
processo em liberdade não obsta lhe ser negado o benefício de apelar
solto, porque a prisão preventiva, em sede de sentença penal
condenatória, restou justificada em sua real indispensabilidade, ex vi
do artigo 312 do Código de Processo Penal. (…)
Assim, não resta configurada ilegalidade manifesta que permita
a concessão da ordem de ofício.
Ante o exposto, NÃO CONHEÇO da ordem de habeas
corpus”.
Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo
ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do
agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se
acautelar o meio social para resguardar a ordem pública e constituem
fundamentos idôneos para a prisão preventiva. A corroborar essa
assertiva:
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. IMPUTAÇÃO DOS
DELITOS PREVISTOS NO ART. 121, § 2..., INC. II E V, DO
CÓDIGO PENAL E NO 244-B, § 2..., DA Lei N. 8.069/1990
(ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). PRISÃO
PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DO RECORRENTE
EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI E POSSIBILIDADE
DE REITERAÇÃO DELITIVA. AMEAÇA A TESTEMUNHAS.
FUNDAMENTOS IDÔNEOS.
1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
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HC 117090 / SP
Tribunal a quo, o recurso de apelação da Defesa ainda está pendente
de julgamento.
Como se vê, o benefício de apelar solto foi negado em decisão
suficientemente fundamentada, uma vez que o Paciente, a despeito de
ter respondido ao processo em liberdade, é reincidente na prática do
crime de roubo e se encontra cumprindo pena por condenação em
outro processo, o que indica a reiteração na prática criminosa e
justifica a medida constritiva para a garantia da ordem pública,
evitando, assim, a reiteração e a continuidade da atividade ilícita.
Em sendo assim, a circunstância de o réu ter respondido ao
processo em liberdade não obsta lhe ser negado o benefício de apelar
solto, porque a prisão preventiva, em sede de sentença penal
condenatória, restou justificada em sua real indispensabilidade, ex vi
do artigo 312 do Código de Processo Penal. (…)
Assim, não resta configurada ilegalidade manifesta que permita
a concessão da ordem de ofício.
Ante o exposto, NÃO CONHEÇO da ordem de habeas
corpus”.
Essa orientação está em consonância com o que vêm decidindo
ambas as Turmas desta Corte, no sentido de que a periculosidade do
agente e o risco de reiteração delitiva demonstram a necessidade de se
acautelar o meio social para resguardar a ordem pública e constituem
fundamentos idôneos para a prisão preventiva. A corroborar essa
assertiva:
“RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS.
CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. IMPUTAÇÃO DOS
DELITOS PREVISTOS NO ART. 121, § 2..., INC. II E V, DO
CÓDIGO PENAL E NO 244-B, § 2..., DA Lei N. 8.069/1990
(ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE). PRISÃO
PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DO RECORRENTE
EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI E POSSIBILIDADE
DE REITERAÇÃO DELITIVA. AMEAÇA A TESTEMUNHAS.
FUNDAMENTOS IDÔNEOS.
1. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de
reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos
para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes.
2. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a
segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos
a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente.
3. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC 110.575/DF, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE
DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA.
DECISÃO FUNDAMENTADA. 1. Havendo condenação criminal,
ainda que submetida à apelação, encontram-se presentes os
pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios
de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e
sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de
julgamento condenatório, que foi precedido por amplo contraditório e
no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, ou seja, um
juízo efetuado com base em cognição profunda e exaustiva, de que o
condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita
à reavaliação crítica através de recursos, a situação difere da prisão
preventiva decretada antes do julgamento. 2. Se as circunstâncias
concretas da prática do crime indicam o envolvimento significativo do
agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o
risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a
manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde
que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3.
O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este associado
a um mundo de violência, desespero e morte para as suas vítimas e
para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve
refletir na análise dos casos concretos. 4. Ordem denegada” (HC
105.598/MG, Rel. Min. Rosa Weber).
“HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO E
CRIMES CONEXOS. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA
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HC 117090 / SP
agente evidenciada pelo modus operandi, o risco concreto de
reiteração criminosa e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos
para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes.
2. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a
segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos
a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente.
3. Recurso ao qual se nega provimento” (RHC 110.575/DF, Rel.
Min. Cármen Lúcia).
“HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE
DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA.
DECISÃO FUNDAMENTADA. 1. Havendo condenação criminal,
ainda que submetida à apelação, encontram-se presentes os
pressupostos da preventiva, a saber, prova da materialidade e indícios
de autoria. Não se trata, apenas, de juízo de cognição provisória e
sumária acerca da responsabilidade criminal do acusado, mas, sim, de
julgamento condenatório, que foi precedido por amplo contraditório e
no qual as provas foram objeto de avaliação imparcial, ou seja, um
juízo efetuado com base em cognição profunda e exaustiva, de que o
condenado é culpado de um crime. Ainda que a sentença esteja sujeita
à reavaliação crítica através de recursos, a situação difere da prisão
preventiva decretada antes do julgamento. 2. Se as circunstâncias
concretas da prática do crime indicam o envolvimento significativo do
agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o
risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a
manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde
que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3.
O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este associado
a um mundo de violência, desespero e morte para as suas vítimas e
para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais
rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve
refletir na análise dos casos concretos. 4. Ordem denegada” (HC
105.598/MG, Rel. Min. Rosa Weber).
“HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO E
CRIMES CONEXOS. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA
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Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO DELITIVA. INCOMUM
CRUELDADE DOS MEIOS EMPREGADOS CONTRA A
VÍTIMA. ORDEM DENEGADA. 1. O conceito jurídico de ordem
pública não se confunde com incolumidade das pessoas e do
patrimônio (art. 144 da Constituição Federal de 1988/88). Sem embargo, ordem pública se
constitui em bem jurídico que pode resultar mais ou menos
fragilizado pelo modo personalizado com que se dá a concreta
violação da integridade das pessoas ou do patrimônio de
terceiros, tanto quanto da saúde pública (nas hipóteses de
tráfico de entorpecentes e drogas afins). Daí sua categorização
jurídico-positiva, não como descrição do delito nem da
cominação de pena, porém como pressuposto de prisão
cautelar; ou seja, como imperiosa necessidade de acautelar o
meio social contra fatores de perturbação que já se localizam
na gravidade incomum da execução de certos crimes. Não da
incomum gravidade abstrata desse ou daquele crime, mas da
incomum gravidade na perpetração em si do crime, levando à
consistente ilação de que, solto, o agente reincidirá no delito.
Donde o vínculo operacional entre necessidade de preservação
da ordem pública e acautelamento do meio social. Logo,
conceito de ordem pública que se desvincula do conceito de
incolumidade das pessoas e do patrimônio alheio (assim como
da violação à saúde pública), mas que se enlaça
umbilicalmente à noção de acautelamento do meio social. 2. É
certo que, para condenar penalmente alguém, o órgão julgador tem de
olhar para trás e ver em que medida os fatos delituosos e suas
coordenadas dão conta da culpabilidade do acusado. Já no que toca à
decretação da prisão preventiva, se também é certo que o juiz valora
esses mesmos fatos e vetores, ele o faz na perspectiva da aferição da
periculosidade do agente. Não propriamente da culpabilidade. Pelo que
o quantum da pena está para a culpabilidade do agente assim como o
decreto de prisão preventiva está para a periculosidade, pois é
tal periculosidade que pode colocar em risco o meio social
quanto à possibilidade de reiteração delitiva (cuidando-se,
claro, de prisão preventiva com fundamento na garantia da
ordem pública). 3. Na concreta situação dos autos, o
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HC 117090 / SP
ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO DELITIVA. INCOMUM
CRUELDADE DOS MEIOS EMPREGADOS CONTRA A
VÍTIMA. ORDEM DENEGADA. 1. O conceito jurídico de ordem
pública não se confunde com incolumidade das pessoas e do
patrimônio (art. 144 da Constituição Federal de 1988/88). Sem embargo, ordem pública se
constitui em bem jurídico que pode resultar mais ou menos
fragilizado pelo modo personalizado com que se dá a concreta
violação da integridade das pessoas ou do patrimônio de
terceiros, tanto quanto da saúde pública (nas hipóteses de
tráfico de entorpecentes e drogas afins). Daí sua categorização
jurídico-positiva, não como descrição do delito nem da
cominação de pena, porém como pressuposto de prisão
cautelar; ou seja, como imperiosa necessidade de acautelar o
meio social contra fatores de perturbação que já se localizam
na gravidade incomum da execução de certos crimes. Não da
incomum gravidade abstrata desse ou daquele crime, mas da
incomum gravidade na perpetração em si do crime, levando à
consistente ilação de que, solto, o agente reincidirá no delito.
Donde o vínculo operacional entre necessidade de preservação
da ordem pública e acautelamento do meio social. Logo,
conceito de ordem pública que se desvincula do conceito de
incolumidade das pessoas e do patrimônio alheio (assim como
da violação à saúde pública), mas que se enlaça
umbilicalmente à noção de acautelamento do meio social. 2. É
certo que, para condenar penalmente alguém, o órgão julgador tem de
olhar para trás e ver em que medida os fatos delituosos e suas
coordenadas dão conta da culpabilidade do acusado. Já no que toca à
decretação da prisão preventiva, se também é certo que o juiz valora
esses mesmos fatos e vetores, ele o faz na perspectiva da aferição da
periculosidade do agente. Não propriamente da culpabilidade. Pelo que
o quantum da pena está para a culpabilidade do agente assim como o
decreto de prisão preventiva está para a periculosidade, pois é
tal periculosidade que pode colocar em risco o meio social
quanto à possibilidade de reiteração delitiva (cuidando-se,
claro, de prisão preventiva com fundamento na garantia da
ordem pública). 3. Na concreta situação dos autos, o
7
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
fundamento da garantia da ordem pública, tal como lançado,
basta para validamente sustentar a prisão processual da
paciente. Prisão que se lastreia no concreto risco de reiteração
criminosa. Pelo que não há como refugar a aplicabilidade do
conceito de ordem pública se o caso em análise evidencia a
necessidade de acautelamento do meio social quanto àquele
risco da reiteração delitiva. Situação que atende à finalidade
do art. 312 do CPP. 4. Não há que se falar em inidoneidade do
decreto de prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do
contexto empírico da causa. Contexto revelador da incomum
gravidade da conduta protagonizada pela paciente, caracterizada pela
exacerbação de meios e a partir de motivo torpe. A evidenciar,
portanto, periculosidade envolta em atmosfera de concreta
probabilidade de sua reiteração. Precedentes. 5. Sempre que a maneira
da perpetração do delito revelar de pronto a extrema periculosidade do
agente, abre-se ao decreto prisional a possibilidade de estabelecer um
vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a
garantia da ordem pública. Precedentes. 6. Ordem denegada” (HC
94.330/SP, Rel. Min. Ayres Britto, grifos meus).
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que,
ao se pronunciar pela denegação da ordem, ressaltou o seguinte:
“9. Como se vê, a custódia foi motivada em conformidade com o
artigo 312 do CPP, mediante o apontamento de circunstâncias
concretas acerca do próprio envolvido e do fato delituoso, suficientes
para indicar a potencialidade lesiva da infração. Não há dúvidas
quanto à periculosidade do apenado ou quanto à audácia e à gravidade
da conduta. O paciente é reincidente, propenso à prática reiterada de
delitos, integrante de quadrilha armada, estruturada, e encontra-se
cumprindo pena por crime diverso. Na espécie, foi condenado pela
subtração de bens avaliados em R$ 7.000.000,00. As vítimas foram
'abordadas por mais de dez homens, fortemente armados e
organizados, que se comunicavam por meio de rádio e restringiram
sua liberdade por várias horas'.
Ficou encarcerado,
preventivamente, por mais de dois anos, e só alcançou a
8
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HC 117090 / SP
fundamento da garantia da ordem pública, tal como lançado,
basta para validamente sustentar a prisão processual da
paciente. Prisão que se lastreia no concreto risco de reiteração
criminosa. Pelo que não há como refugar a aplicabilidade do
conceito de ordem pública se o caso em análise evidencia a
necessidade de acautelamento do meio social quanto àquele
risco da reiteração delitiva. Situação que atende à finalidade
do art. 312 do CPP. 4. Não há que se falar em inidoneidade do
decreto de prisão, se este embasa a custódia cautelar a partir do
contexto empírico da causa. Contexto revelador da incomum
gravidade da conduta protagonizada pela paciente, caracterizada pela
exacerbação de meios e a partir de motivo torpe. A evidenciar,
portanto, periculosidade envolta em atmosfera de concreta
probabilidade de sua reiteração. Precedentes. 5. Sempre que a maneira
da perpetração do delito revelar de pronto a extrema periculosidade do
agente, abre-se ao decreto prisional a possibilidade de estabelecer um
vínculo funcional entre o modus operandi do suposto crime e a
garantia da ordem pública. Precedentes. 6. Ordem denegada” (HC
94.330/SP, Rel. Min. Ayres Britto, grifos meus).
Foi no mesmo sentido o parecer do Ministério Público Federal, que,
ao se pronunciar pela denegação da ordem, ressaltou o seguinte:
“9. Como se vê, a custódia foi motivada em conformidade com o
artigo 312 do CPP, mediante o apontamento de circunstâncias
concretas acerca do próprio envolvido e do fato delituoso, suficientes
para indicar a potencialidade lesiva da infração. Não há dúvidas
quanto à periculosidade do apenado ou quanto à audácia e à gravidade
da conduta. O paciente é reincidente, propenso à prática reiterada de
delitos, integrante de quadrilha armada, estruturada, e encontra-se
cumprindo pena por crime diverso. Na espécie, foi condenado pela
subtração de bens avaliados em R$ 7.000.000,00. As vítimas foram
'abordadas por mais de dez homens, fortemente armados e
organizados, que se comunicavam por meio de rádio e restringiram
sua liberdade por várias horas'.
Ficou encarcerado,
preventivamente, por mais de dois anos, e só alcançou a
8
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HC 117090 / SP
liberdade por força de habeas corpus, ante a constatação de
excesso de prazo na formação da culpa, pelo Superior Tribunal
de Justiça.
10. Por fim, a simples alegação de que o réu, atualmente,
por outra condenação, se encontra em regime aberto, não altera
o quadro apresentado. Inclusive, a mencionada assertiva não se
fez acompanhar da respectiva prova.
11. Isso posto, opino pela extinção do mandamus” (grifos
meus).
Verifica-se, pois, que a sentença condenatória, ao manter a medida
excepcional - que só foi afastada por excesso de prazo em writ concedido
pelo Superior Tribunal de Justiça -, demonstrou a necessidade da custódia para a garantia da
ordem pública, fazendo referência às decisões anteriores, as quais
apontaram a possibilidade concreta do risco de reiteração delitiva,
fundamento suficiente para a mantença da prisão preventiva.
Saliento, ademais, que a jurisprudência deste Tribunal firmou-se no
sentido de que, permanecendo os fundamentos da custódia cautelar,
revela-se um contrassenso conferir ao réu, mantido em custódia durante a
instrução, o direito de aguardar o trânsito em julgado da condenação em
liberdade, mormente na hipótese dos autos, em que sobreveio
condenação a mais de 14 anos de reclusão. A corroborar essa afirmação,
menciono os seguintes precedentes:
“HABEAS CORPUS. CRIMES MILITARES. SEQUESTRO.
ROUBO QUALIFICADO. DANO. AMEAÇA. RÉU QUE
PERMANECEU PRESO DURANTE A INSTRUÇÃO
CRIMINAL. DECISÃO FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. INTEGRANTE DE GRUPO DE POLICIAIS
MILITARES QUE PRATICAVAM CRIMES NA COMARCA.
PRISÃO
MANTIDA
PELA
SENTENÇA
PENAL
CONDENATÓRIA. ART. 527 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL MILITAR. ORDEM DENEGADA.
1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que
9
Supremo Tribunal Federal
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HC 117090 / SP
liberdade por força de habeas corpus, ante a constatação de
excesso de prazo na formação da culpa, pelo Superior Tribunal
de Justiça.
10. Por fim, a simples alegação de que o réu, atualmente,
por outra condenação, se encontra em regime aberto, não altera
o quadro apresentado. Inclusive, a mencionada assertiva não se
fez acompanhar da respectiva prova.
11. Isso posto, opino pela extinção do mandamus” (grifos
meus).
Verifica-se, pois, que a sentença condenatória, ao manter a medida
excepcional - que só foi afastada por excesso de prazo em writ concedido
pelo Superior Tribunal de Justiça -, demonstrou a necessidade da custódia para a garantia da
ordem pública, fazendo referência às decisões anteriores, as quais
apontaram a possibilidade concreta do risco de reiteração delitiva,
fundamento suficiente para a mantença da prisão preventiva.
Saliento, ademais, que a jurisprudência deste Tribunal firmou-se no
sentido de que, permanecendo os fundamentos da custódia cautelar,
revela-se um contrassenso conferir ao réu, mantido em custódia durante a
instrução, o direito de aguardar o trânsito em julgado da condenação em
liberdade, mormente na hipótese dos autos, em que sobreveio
condenação a mais de 14 anos de reclusão. A corroborar essa afirmação,
menciono os seguintes precedentes:
“HABEAS CORPUS. CRIMES MILITARES. SEQUESTRO.
ROUBO QUALIFICADO. DANO. AMEAÇA. RÉU QUE
PERMANECEU PRESO DURANTE A INSTRUÇÃO
CRIMINAL. DECISÃO FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. INTEGRANTE DE GRUPO DE POLICIAIS
MILITARES QUE PRATICAVAM CRIMES NA COMARCA.
PRISÃO
MANTIDA
PELA
SENTENÇA
PENAL
CONDENATÓRIA. ART. 527 DO CÓDIGO DE PROCESSO
PENAL MILITAR. ORDEM DENEGADA.
1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que
9
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
não há lógica em permitir que o réu, preso preventivamente
durante toda a instrução criminal, aguarde em liberdade o
trânsito em julgado da causa, se mantidos os motivos da
segregação cautelar. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC
89.824/MS, Rel. Min. Ayres Britto, grifos meus).
“PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE
LATROCÍNIO TENTADO. MANUTENÇÃO DA PRISÃO
CAUTELAR. DECISÃO FUNDAMENTADA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. PACIENTE QUE PERMANECEU PRESO
DURANTE TODA A INSTRUÇÃO CRIMINAL. PRECEDENTES
Supremo Tribunal Federal. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi condenado à pena de
10 (dez) anos de reclusão, pela prática do delito latrocínio tentado,
previsto no art. 157, § 3..., in fine, c/c art. 14, II, todos do Código
Penal. 2. A manutenção da prisão cautelar, na realidade, se baseou em
fatos concretos observados pelo Juiz de Direito na instrução
processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão
da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi
da empreitada criminosa. 3. Há justa causa para a manutenção da
prisão quando se aponta, de maneira concreta e individualizada, fatos
que induzem à conclusão quanto à necessidade de se assegurar a
ordem pública. 4. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem
pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração
delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC
84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se
caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 5. Por fim, 'é
pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que não há
lógica em permitir que o réu, preso preventivamente durante
toda a instrução criminal, aguarde em liberdade o trânsito em
julgado da causa, se mantidos os motivos da segregação
cautelar' (HC 89.824/MS, rel. Min. Carlos Britto, DJ 28-08-08). 6.
Habeas corpus denegado” (HC 98.376/SC, Rel. Min. Ellen Gracie,
grifos meus).
10
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HC 117090 / SP
não há lógica em permitir que o réu, preso preventivamente
durante toda a instrução criminal, aguarde em liberdade o
trânsito em julgado da causa, se mantidos os motivos da
segregação cautelar. Precedentes. 2. Ordem denegada” (HC
89.824/MS, Rel. Min. Ayres Britto, grifos meus).
“PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE
LATROCÍNIO TENTADO. MANUTENÇÃO DA PRISÃO
CAUTELAR. DECISÃO FUNDAMENTADA. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. PACIENTE QUE PERMANECEU PRESO
DURANTE TODA A INSTRUÇÃO CRIMINAL. PRECEDENTES
Supremo Tribunal Federal. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi condenado à pena de
10 (dez) anos de reclusão, pela prática do delito latrocínio tentado,
previsto no art. 157, § 3..., in fine, c/c art. 14, II, todos do Código
Penal. 2. A manutenção da prisão cautelar, na realidade, se baseou em
fatos concretos observados pelo Juiz de Direito na instrução
processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão
da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi
da empreitada criminosa. 3. Há justa causa para a manutenção da
prisão quando se aponta, de maneira concreta e individualizada, fatos
que induzem à conclusão quanto à necessidade de se assegurar a
ordem pública. 4. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem
pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração
delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC
84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se
caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade
como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP,
rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 5. Por fim, 'é
pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que não há
lógica em permitir que o réu, preso preventivamente durante
toda a instrução criminal, aguarde em liberdade o trânsito em
julgado da causa, se mantidos os motivos da segregação
cautelar' (HC 89.824/MS, rel. Min. Carlos Britto, DJ 28-08-08). 6.
Habeas corpus denegado” (HC 98.376/SC, Rel. Min. Ellen Gracie,
grifos meus).
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
HC 117090 / SP
No presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente por 2
(dois) anos, até que o Superior Tribunal de Justiça concedesse liberdade provisória por excesso de
prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro crime.
Por todo o exposto, denego a ordem.
11
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HC 117090 / SP
No presente caso, o réu permaneceu preso preventivamente por 2
(dois) anos, até que o Superior Tribunal de Justiça concedesse liberdade provisória por excesso de
prazo na instrução criminal. Ademais, cumpre pena por outro crime.
Por todo o exposto, denego a ordem.
11
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16
Extrato de Ata - 20/08/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.090
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S) : JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.090
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
PACTE.(S) : JOSÉ ALVES DE ARAÚJO
IMPTE.(S) : JOSÉ LUIS SIQUEIRA
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o
Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4407139
Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 117 . 090",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HABEAS CORPUS 117 . 090",
"HC 232 . 215 / SP",
"HABEAS CORPUS 117 . 090 SÃO",
"HC 232 . 215 / SP",
"HC 117090 / SP",
"Habeas Corpus n 93 . 452 / SP",
"HC 117090 / SP",
"Habeas Corpus n 93 . 452 / SP",
"HABEAS CORPUS 117 . 090",
"HC 109 . 956⁄PR",
"HC 104 . 045⁄RJ",
"HC 108 . 181⁄RS",
"HC 114 . 550⁄AC",
"HC 114 . 924⁄RJ",
"HABEAS CORPUS 117 . 090 SÃO",
"HC 109 . 956⁄PR",
"HC 104 . 045⁄RJ",
"HC 108 . 181⁄RS",
"HC 114 . 550⁄AC",
"HC 114 . 924⁄RJ",
"HC 117090 / SP",
"HC 93 . 452 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 93 . 452 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"RHC 110 . 575 / DF",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 117090 / SP",
"RHC 110 . 575 / DF",
"HC 105 . 598 / MG",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 94 . 330 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 94 . 330 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HC 89 . 824 / MS",
"HC 84 . 658 / PE",
"HC 90 . 398 / SP",
"HC 89 . 824 / MS",
"HC 98 . 376 / SC",
"HC 117090 / SP",
"HC 89 . 824 / MS",
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"HC 90 . 398 / SP",
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"HC 117090 / SP",
"HC 117090 / SP",
"HABEAS CORPUS 117 . 090",
"HABEAS CORPUS 117 . 090"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 157 ,",
"288 ,",
"Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"arts . 157 , § 2 . . . , I , II e V , e 288 , parágrafo único , ambos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"arts . 157 , § 2 . . . , I , II e V , e 288 , parágrafo único , ambos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"V , DO CÓDIGO PENAL",
"244 - B , § 2 . . . , DA Lei N . 8 . 069 / 1990",
"ESTATUTO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"ART . 121 , § 2 . . . , INC . II E V , DO CÓDIGO PENAL",
"244",
"- B , § 2 . . . , DA Lei N . 8 . 069 / 1990",
"ESTATUTO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 144 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 144 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP",
"artigo 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do CPP .",
"artigo 312 do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 527 DO CÓDIGO DE PROCESSO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 527 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 3 . . . , in fine , c / c art . 14 , II , todos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 3 . . . ,",
"art . 14 , II , todos do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
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"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
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"SEGUNDA TURMA",
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"Supremo Tribunal Federal",
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".",
"1",
".",
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". Turma",
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"SEGUNDA TURMA",
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],
"PESSOA": [
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOSÉ ALVES DE ARAÚJO",
"JOSÉ LUIS SIQUEIRA",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOSÉ ALVES DE ARAÚJO",
"JOSÉ LUIS SIQUEIRA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"José Luis Siqueira",
"JOSÉ ALVES DE ARAÚJO",
"Laurita Vaz",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOSÉ ALVES DE ARAÚJO",
"JOSÉ LUIS SIQUEIRA",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"José Luis Siqueira",
"JOSÉ ALVES DE ARAÚJO",
"Laurita Vaz",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Edson Oliveira de Almeida",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"José Alves",
"José Alves",
"JOSÉ ALVES DE ARAÚJO",
"José Alves",
"José Alves",
"José",
"José Alves",
"JOSÉ ALVES DE ARAÚJO",
"José Alves",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Rosa Weber",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Ayres Britto",
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"RICARDO LEWANDOWSKI",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
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"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Joaquim Barbosa",
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"Ellen Gracie",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOSÉ ALVES DE ARAÚJO",
"JOSÉ LUIS SIQUEIRA",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Ravena Siqueira",
"RICARDO LEWANDOWSKI",
"JOSÉ ALVES DE ARAÚJO",
"JOSÉ LUIS SIQUEIRA",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"3",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"3",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"11⁄09⁄2012",
"06⁄09⁄2012",
"06⁄09⁄2012",
"27⁄08⁄2012",
"27⁄08⁄2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"11⁄09⁄2012",
"06⁄09⁄2012",
"06⁄09⁄2012",
"27⁄08⁄2012",
"27⁄08⁄2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"5",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"5",
"/",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1988",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"06",
"/",
"2005",
"18",
"/",
"05",
"/",
"2007",
"28",
"-",
"08",
"-",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"06",
"/",
"2005",
"18",
"/",
"05",
"/",
"2007",
"28",
"-",
"08",
"-",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"20",
".",
"08",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"08",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.286 ACRE
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S)
:LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES (ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/06).
FIXAÇÃO DA PENA BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA
PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 8 (OITO) ANOS. REGIME
INICIAL SEMIABERTO (ART. 33, § 2º, ALÍNEA B, DO CP).
IMPOSIÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS SEVERO. MATÉRIA NÃO
APRECIADA NA INSTÂNCIA
A QUO. SUPRESSÃO DE
INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. EXISTÊNCIA DE MOTIVAÇÃO
IDÔNEA PARA A FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO.
HABEAS CORPUS EXTINTO.
1. O artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal determina que “o
condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda
a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto”.
2. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena
aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719).
3. In casu, o paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão pela
prática do crime previsto no artigo 33, caput, da Lei 11.343/06 (tráfico de
drogas), tendo sido fixado o regime fechado para o início do
cumprimento da pena em razão: (i) da quantidade de entorpecentes
apreendida; (ii) do fundado receio de reiteração na prática criminosa; e
(iii) de tratar-se de condenado reincidente.
4. Deveras, a) “o Superior Tribunal de Justiça não examinou a matéria
impugnada neste writ – fixação do regime inicial semiaberto para cumprimento
da pena –, porquanto o recurso especial do paciente não foi admitido pela Corte
Superior;
b) foi fixado o regime inicial fechado para início de cumprimento da pena do
paciente, pois, segundo afirmou o TJ/AC, “o paciente é reincidente e foi
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4381939.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 117286 / AC
condenado à pena de 5 anos de reclusão”, o que afastaria o regime semiaberto”;
c) Portanto, a questão não foi analisada pelo Superior Tribunal de
Justiça, que apenas se pronunciou sobre os pressupostos de
admissibilidade do recurso especial, e o seu conhecimento por essa
Suprema Corte redundará na indevida supressão de instância.]
5. A supressão de instância impede que sejam conhecidas, em sede
de habeas corpus, matérias não apreciadas pelo Tribunal de origem.
Precedentes: HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 14.03.11 e HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/201.
6. In casu, a matéria trazida ao crivo desta Corte não foi, a rigor,
enfrentada pela instância a quo. O Ministro Relator no Superior Tribunal
de Justiça negou provimento ao agravo em recurso especial interposto
pela defesa, sob o único fundamento de ausência de um dos pressupostos
de admissibilidade do recurso e a decisão foi mantida pelo colegiado do
STJ em sede de agravo regimental.
7. Inexiste no caso sub examine excepcionalidade que justifique a
concessão da ordem ex officio.
8. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem
de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto
do Relator.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 117286 / AC
condenado à pena de 5 anos de reclusão”, o que afastaria o regime semiaberto”;
c) Portanto, a questão não foi analisada pelo Superior Tribunal de
Justiça, que apenas se pronunciou sobre os pressupostos de
admissibilidade do recurso especial, e o seu conhecimento por essa
Suprema Corte redundará na indevida supressão de instância.]
5. A supressão de instância impede que sejam conhecidas, em sede
de habeas corpus, matérias não apreciadas pelo Tribunal de origem.
Precedentes: HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 14.03.11 e HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/201.
6. In casu, a matéria trazida ao crivo desta Corte não foi, a rigor,
enfrentada pela instância a quo. O Ministro Relator no Superior Tribunal
de Justiça negou provimento ao agravo em recurso especial interposto
pela defesa, sob o único fundamento de ausência de um dos pressupostos
de admissibilidade do recurso e a decisão foi mantida pelo colegiado do
STJ em sede de agravo regimental.
7. Inexiste no caso sub examine excepcionalidade que justifique a
concessão da ordem ex officio.
8. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem
de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto
do Relator.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
LUIZ FUX – Relator
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Relatório
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.286 ACRE
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S)
:LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus,
com pedido de liminar, impetrado em benefício de JOSÉ FRANCISCO
DA CRUZ SILVA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça
sintetizado na seguinte ementa:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO
PELA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.
DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART. 255/RISTJ.
INOBSERVÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
1. É inviável o recurso especial pela alínea ‘c’ quando não
realizado o cotejo analítico e não comprovada a similitude fática
entre os arestos trazidos à colação. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Noticiam os autos que, em 30.04.12, o paciente foi preso em flagrante
delito com “128 (cento e vinte e oito) porções de cocaína, acondicionadas em
invólucros de plástico transparente, em forma de ‘trouxinhas’, pesando 190,60g
(cento e noventa gramas e sessenta centigramas) e 98 (noventa e oito) porções de
cocaína, acondicionadas em invólucros de plástico de cor preta, em forma de
‘trouxinhas’, pesando 65,30g (sessenta e cinco gramas e trinta centigramas)”.
Em 11.07.12, o paciente restou condenado a 5 (cinco) anos de
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.286 ACRE
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S)
:LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus,
com pedido de liminar, impetrado em benefício de JOSÉ FRANCISCO
DA CRUZ SILVA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça
sintetizado na seguinte ementa:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO
PELA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.
DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART. 255/RISTJ.
INOBSERVÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
1. É inviável o recurso especial pela alínea ‘c’ quando não
realizado o cotejo analítico e não comprovada a similitude fática
entre os arestos trazidos à colação. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Noticiam os autos que, em 30.04.12, o paciente foi preso em flagrante
delito com “128 (cento e vinte e oito) porções de cocaína, acondicionadas em
invólucros de plástico transparente, em forma de ‘trouxinhas’, pesando 190,60g
(cento e noventa gramas e sessenta centigramas) e 98 (noventa e oito) porções de
cocaína, acondicionadas em invólucros de plástico de cor preta, em forma de
‘trouxinhas’, pesando 65,30g (sessenta e cinco gramas e trinta centigramas)”.
Em 11.07.12, o paciente restou condenado a 5 (cinco) anos de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 117286 / AC
reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 500 (quinhentos)
dias-multa, pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, da Lei
11.343/06 (tráfico de entorpecentes).
A defesa interpôs apelação, pleiteando a fixação do regime inicial
semiaberto, bem como a restituição dos bens apreendidos. O Tribunal de
Justiça do Estado do Acre deu parcial provimento ao recurso apenas para
determinar a restituição dos bens confiscados.
Irresignada, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na
origem. Ato contínuo, interpôs agravo nos próprios autos. A Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou
provimento ao agravo em decisão assim ementada:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART.
255/RISTJ. INOBSERVÂNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. (fls. 260/263).”
Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, que não foi
provido pelo colegiado do STJ.
Nesta impetração, a defesa sustenta, em síntese, que o paciente deve
iniciar o cumprimento da pena privativa de liberdade no regime
semiaberto, tendo em vista que foi condenado a pena inferior a 8 (oito)
anos de reclusão. Destaca que não há justificativa para imposição de
regime mais gravoso.
Requer a o final, seja concedida medida liminar a fim de “conceder ao
paciente o direito de aguardar o julgamento do mérito do presente habeas corpus
em liberdade”. No mérito, pleiteia a concessão da ordem “para reformar o v.
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, fixando o regime inicial de cumprimento
de pena do paciente no semiaberto nos termos do art. 33, § 2º, alínea b, do CP”.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 117286 / AC
reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 500 (quinhentos)
dias-multa, pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, da Lei
11.343/06 (tráfico de entorpecentes).
A defesa interpôs apelação, pleiteando a fixação do regime inicial
semiaberto, bem como a restituição dos bens apreendidos. O Tribunal de
Justiça do Estado do Acre deu parcial provimento ao recurso apenas para
determinar a restituição dos bens confiscados.
Irresignada, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na
origem. Ato contínuo, interpôs agravo nos próprios autos. A Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou
provimento ao agravo em decisão assim ementada:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART.
255/RISTJ. INOBSERVÂNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. (fls. 260/263).”
Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, que não foi
provido pelo colegiado do STJ.
Nesta impetração, a defesa sustenta, em síntese, que o paciente deve
iniciar o cumprimento da pena privativa de liberdade no regime
semiaberto, tendo em vista que foi condenado a pena inferior a 8 (oito)
anos de reclusão. Destaca que não há justificativa para imposição de
regime mais gravoso.
Requer a o final, seja concedida medida liminar a fim de “conceder ao
paciente o direito de aguardar o julgamento do mérito do presente habeas corpus
em liberdade”. No mérito, pleiteia a concessão da ordem “para reformar o v.
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, fixando o regime inicial de cumprimento
de pena do paciente no semiaberto nos termos do art. 33, § 2º, alínea b, do CP”.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
HC 117286 / AC
A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES – ART. 33 DA LEI 11.343/06.
PENA FIXADA EM 5 ANOS. RECURSO ESPECIAL
INADMITIDO. AGRAVO DE INSTRUMENTO IMPROVIDO.
FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO PARA
CUMPRIMENTO DE PENA. REINCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DO
FUMUS BONI IURIS.
- Liminar indeferida.”
O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do
writ.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 117286 / AC
A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES – ART. 33 DA LEI 11.343/06.
PENA FIXADA EM 5 ANOS. RECURSO ESPECIAL
INADMITIDO. AGRAVO DE INSTRUMENTO IMPROVIDO.
FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO PARA
CUMPRIMENTO DE PENA. REINCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DO
FUMUS BONI IURIS.
- Liminar indeferida.”
O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do
writ.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.286 ACRE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos
refere-se à possibilidade, ou não, da fixação de regime inicial fechado
para o cumprimento de pena privativa de liberdade inferior a 8 (oito)
anos cominada em razão da prática do crime de tráfico de entorpecentes.
Verifica-se que matéria trazida ao crivo desta Corte não foi, a rigor,
enfrentada pela instância a quo. A Ministra Maria Thereza de Assis
Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou provimento ao agravo em
recurso especial, sob o único fundamento de ausência de um dos
pressupostos de admissibilidade do recurso. A decisão foi mantida pelo
colegiado do STJ em sede de agravo regimental, verbis:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO
PELA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.
DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART. 255/RISTJ.
INOBSERVÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
1. É inviável o recurso especial pela alínea ‘c’ quando não
realizado o cotejo analítico e não comprovada a similitude fática
entre os arestos trazidos à colação. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Destarte, é inviável o conhecimento do habeas corpus, sob pena de
supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados:
“HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME
FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE
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20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.286 ACRE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos
refere-se à possibilidade, ou não, da fixação de regime inicial fechado
para o cumprimento de pena privativa de liberdade inferior a 8 (oito)
anos cominada em razão da prática do crime de tráfico de entorpecentes.
Verifica-se que matéria trazida ao crivo desta Corte não foi, a rigor,
enfrentada pela instância a quo. A Ministra Maria Thereza de Assis
Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou provimento ao agravo em
recurso especial, sob o único fundamento de ausência de um dos
pressupostos de admissibilidade do recurso. A decisão foi mantida pelo
colegiado do STJ em sede de agravo regimental, verbis:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO
PELA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.
DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART. 255/RISTJ.
INOBSERVÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
1. É inviável o recurso especial pela alínea ‘c’ quando não
realizado o cotejo analítico e não comprovada a similitude fática
entre os arestos trazidos à colação. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Destarte, é inviável o conhecimento do habeas corpus, sob pena de
supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados:
“HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME
FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 117286 / AC
CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante,
embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não
apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez
o pedido. Além disso, o STJ não se manifestou sobre a questão.
Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse
ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido
de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao
impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de
acordo com a sentença, “multi-reincidente”. Tal fundamento
está em harmonia com o disposto nas alíneas “b” e “c” do § 2º
do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime
aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não
reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado.”
(HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 14.03.11)
“EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM.
APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU
EXAME PELO STF SOB PENA DE SUPRESSÃO DE
INSTÂNICAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO
DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE
SUPERIOR
PENDENTES
DE
JULGAMENTO.
FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA
RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA
COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS
FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA
REDISTRIBUIÇÃO. I – O pedido de comutação da pena não
pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer
analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema
Corte implicaria indevida supressão de instância e
extravasamento dos limites de competência do STF descritos no
art. 102 da Constituição Federal. II – O excesso de trabalho que
2
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HC 117286 / AC
CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante,
embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não
apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez
o pedido. Além disso, o STJ não se manifestou sobre a questão.
Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse
ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido
de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao
impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de
acordo com a sentença, “multi-reincidente”. Tal fundamento
está em harmonia com o disposto nas alíneas “b” e “c” do § 2º
do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime
aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não
reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado.”
(HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 14.03.11)
“EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM.
APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU
EXAME PELO STF SOB PENA DE SUPRESSÃO DE
INSTÂNICAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO
DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE
SUPERIOR
PENDENTES
DE
JULGAMENTO.
FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA
RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA
COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS
FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA
REDISTRIBUIÇÃO. I – O pedido de comutação da pena não
pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer
analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema
Corte implicaria indevida supressão de instância e
extravasamento dos limites de competência do STF descritos no
art. 102 da Constituição Federal. II – O excesso de trabalho que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 117286 / AC
assoberba o STJ permite a flexibilização, em alguma medida, do
princípio constitucional da razoável duração do processo.
Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o
julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na
injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor
do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a
de outros jurisdicionados. IV – Ordem concedida de ofício para
determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no
STJ em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então
Relator.”
(HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ de 8/2/2011)
Inexiste no caso sub examine excepcionalidade que justifique a
concessão da ordem ex officio.
O artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal determina que “o
condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda
a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto”.
Todavia, a jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que “a
imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir
exige motivação idônea” (Súmula 719).
In casu, o paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 33, caput,
da Lei 11.343/06 (tráfico de entorpecentes). O magistrado singular
justificou a manutenção da custódia cautelar em razão da grande
quantidade de substância entorpecente apreendida e do “fundado receio da
reiteração criminosa”. Transcrevo o seguinte trecho da sentença
condenatória:
“(...)
Assim, visando assegurar a ordem pública, bem como a
aplicação da lei penal, mantenho a custódia cautelar de José
3
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HC 117286 / AC
assoberba o STJ permite a flexibilização, em alguma medida, do
princípio constitucional da razoável duração do processo.
Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o
julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na
injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor
do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a
de outros jurisdicionados. IV – Ordem concedida de ofício para
determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no
STJ em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então
Relator.”
(HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ de 8/2/2011)
Inexiste no caso sub examine excepcionalidade que justifique a
concessão da ordem ex officio.
O artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal determina que “o
condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda
a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto”.
Todavia, a jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que “a
imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir
exige motivação idônea” (Súmula 719).
In casu, o paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 33, caput,
da Lei 11.343/06 (tráfico de entorpecentes). O magistrado singular
justificou a manutenção da custódia cautelar em razão da grande
quantidade de substância entorpecente apreendida e do “fundado receio da
reiteração criminosa”. Transcrevo o seguinte trecho da sentença
condenatória:
“(...)
Assim, visando assegurar a ordem pública, bem como a
aplicação da lei penal, mantenho a custódia cautelar de José
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 117286 / AC
Francisco da Cruz Silva, justificando, ainda, a manutenção da
segregação, ante a quantidade de substância entorpecente
apreendida, 128 (cento e vinte e oito) ‘porções’ de coca´na,
pesando 190,60 g (cento e noventa gramas e sessenta
centigramas), e 98 (noventa e oito) ‘porções’ de cocaína,
pesando 65,30g (sessenta e cinco gramas e trinta centigramas)
conforme Laudo Toxicológico Definitivo, fls. 87/88, e o
fundando receito de reiteração criminosa, conforme certidão de
fls. 118/119.”
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, em sede de apelação,
manteve o regime fechado para o início do cumprimento da pena em
razão da quantidade da droga apreendida e do fato de tratar-se de
condenado reincidente.
O Ministério Público Federal perfilha do entendimento supra
delineado, consoante verifica-se no seguinte trecho de seu parecer:
“(...)
4. Conforme asseverado na decisão que indeferiu a
liminar:
a) ‘o Superior Tribunal de Justiça não examinou a matéria
impugnada neste writ – fixação do regime inicial semiaberto para
cumprimento da pena –, porquanto o recurso especial do paciente não
foi admitido pela Corte Superior;
b) foi fixado o regime inicial fechado para início de cumprimento
da pena do paciente, pois, segundo afirmou o TJ/AC, ‘o paciente é
reincidente e foi condenado à pena de 5 anos de reclusão, o que
afastaria o regime semiaberto’.
5. Portanto, a questão não foi analisada pelo Superior
Tribunal de Justiça, que apenas se pronunciou sobre os
pressupostos de admissibilidade do recurso especial, e o seu
conhecimento por essa Suprema Corte redundará na indevida
supressão de instância.
6. Também não há lugar para a concessão da ordem de
ofício, pois, além de o paciente ser reincidente, a pena-base foi
4
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HC 117286 / AC
Francisco da Cruz Silva, justificando, ainda, a manutenção da
segregação, ante a quantidade de substância entorpecente
apreendida, 128 (cento e vinte e oito) ‘porções’ de coca´na,
pesando 190,60 g (cento e noventa gramas e sessenta
centigramas), e 98 (noventa e oito) ‘porções’ de cocaína,
pesando 65,30g (sessenta e cinco gramas e trinta centigramas)
conforme Laudo Toxicológico Definitivo, fls. 87/88, e o
fundando receito de reiteração criminosa, conforme certidão de
fls. 118/119.”
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, em sede de apelação,
manteve o regime fechado para o início do cumprimento da pena em
razão da quantidade da droga apreendida e do fato de tratar-se de
condenado reincidente.
O Ministério Público Federal perfilha do entendimento supra
delineado, consoante verifica-se no seguinte trecho de seu parecer:
“(...)
4. Conforme asseverado na decisão que indeferiu a
liminar:
a) ‘o Superior Tribunal de Justiça não examinou a matéria
impugnada neste writ – fixação do regime inicial semiaberto para
cumprimento da pena –, porquanto o recurso especial do paciente não
foi admitido pela Corte Superior;
b) foi fixado o regime inicial fechado para início de cumprimento
da pena do paciente, pois, segundo afirmou o TJ/AC, ‘o paciente é
reincidente e foi condenado à pena de 5 anos de reclusão, o que
afastaria o regime semiaberto’.
5. Portanto, a questão não foi analisada pelo Superior
Tribunal de Justiça, que apenas se pronunciou sobre os
pressupostos de admissibilidade do recurso especial, e o seu
conhecimento por essa Suprema Corte redundará na indevida
supressão de instância.
6. Também não há lugar para a concessão da ordem de
ofício, pois, além de o paciente ser reincidente, a pena-base foi
4
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 117286 / AC
fixada acima do mínimo legal por conta de circunstâncias
judiciais desfavoráveis, as quais também são suficientes para
justificar a imposição do regime inicial fechado.”
Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da
via processual.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 117286 / AC
fixada acima do mínimo legal por conta de circunstâncias
judiciais desfavoráveis, as quais também são suficientes para
justificar a imposição do regime inicial fechado.”
Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da
via processual.
5
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.286
PROCED. : ACRE
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S) : LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por
inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418513
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.286
PROCED. : ACRE
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S) : LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por
inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4439097
| 2013-08-20T00:00:00
| 2013-09-04T00:00:00
|
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES (ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/06). FIXAÇÃO DA PENA BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 8 (OITO) ANOS. REGIME INICIAL SEMIABERTO (ART. 33, § 2º, ALÍNEA B, DO CP). IMPOSIÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS SEVERO. MATÉRIA NÃO APRECIADA NA INSTÂNCIA A QUO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. EXISTÊNCIA DE MOTIVAÇÃO IDÔNEA PARA A FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO. HABEAS CORPUS EXTINTO.
1. O artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal determina que “o condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto”.
2. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719).
3. In casu, o paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, da Lei 11.343/06 (tráfico de drogas), tendo sido fixado o regime fechado para o início do cumprimento da pena em razão: (i) da quantidade de entorpecentes apreendida; (ii) do fundado receio de reiteração na prática criminosa; e (iii) de tratar-se de condenado reincidente.
4. Deveras, a) “o Superior Tribunal de Justiça não examinou a matéria impugnada neste writ – fixação do regime inicial semiaberto para cumprimento da pena –, porquanto o recurso especial do paciente não foi admitido pela Corte Superior;
b) foi fixado o regime inicial fechado para início de cumprimento da pena do paciente, pois, segundo afirmou o TJ/AC, “o paciente é reincidente e foi condenado à pena de 5 anos de reclusão”, o que afastaria o regime semiaberto”;
c) Portanto, a questão não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, que apenas se pronunciou sobre os pressupostos de admissibilidade do recurso especial, e o seu conhecimento por essa Suprema Corte redundará na indevida supressão de instância.]
5. A supressão de instância impede que sejam conhecidas, em sede de habeas corpus, matérias não apreciadas pelo Tribunal de origem. Precedentes: HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 14.03.11 e HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/201.
6. In casu, a matéria trazida ao crivo desta Corte não foi, a rigor, enfrentada pela instância a quo. O Ministro Relator no Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo em recurso especial interposto pela defesa, sob o único fundamento de ausência de um dos pressupostos de admissibilidade do recurso e a decisão foi mantida pelo colegiado do STJ em sede de agravo regimental.
7. Inexiste no caso sub examine excepcionalidade que justifique a concessão da ordem ex officio.
8. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual.
|
sjur240589
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA)
HC 100616 (2ªT), HC 103835 (1ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 19/09/2013, AND.
|
LUIZ FUX
|
Primeira Turma
|
117286
|
[
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\"\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n",
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 LET-B\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
HC
|
acordaos
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HC 117286
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[
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PACTE.(S) : JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S) : LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.286 ACRE
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S)
:LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES (ART. 33, CAPUT, DA LEI 11.343/06).
FIXAÇÃO DA PENA BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA
PRIVATIVA DE LIBERDADE INFERIOR A 8 (OITO) ANOS. REGIME
INICIAL SEMIABERTO (ART. 33, § 2..., ALÍNEA B, DO Código Penal Brasileiro).
IMPOSIÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS SEVERO. MATÉRIA NÃO
APRECIADA NA INSTÂNCIA
A QUO. SUPRESSÃO DE
INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. EXISTÊNCIA DE MOTIVAÇÃO
IDÔNEA PARA A FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MAIS GRAVOSO.
HABEAS CORPUS EXTINTO.
1. O artigo 33, § 2..., alínea b, do Código Penal determina que “o
condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda
a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto”.
2. “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena
aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719).
3. In casu, o paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão pela
prática do crime previsto no artigo 33, caput, da Lei 11.343/06 (tráfico de
drogas), tendo sido fixado o regime fechado para o início do
cumprimento da pena em razão: (i) da quantidade de entorpecentes
apreendida; (ii) do fundado receio de reiteração na prática criminosa; e
(iii) de tratar-se de condenado reincidente.
4. Deveras, a) “o Superior Tribunal de Justiça não examinou a matéria
impugnada neste writ – fixação do regime inicial semiaberto para cumprimento
da pena –, porquanto o recurso especial do paciente não foi admitido pela Corte
Superior;
b) foi fixado o regime inicial fechado para início de cumprimento da pena do
paciente, pois, segundo afirmou o TJ/AC, “o paciente é reincidente e foi
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
HC 117286 / AC
condenado à pena de 5 anos de reclusão”, o que afastaria o regime semiaberto”;
c) Portanto, a questão não foi analisada pelo Superior Tribunal de
Justiça, que apenas se pronunciou sobre os pressupostos de
admissibilidade do recurso especial, e o seu conhecimento por essa
Suprema Corte redundará na indevida supressão de instância.]
5. A supressão de instância impede que sejam conhecidas, em sede
de habeas corpus, matérias não apreciadas pelo Tribunal de origem.
Precedentes: HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 14.03.11 e HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/201.
6. In casu, a matéria trazida ao crivo desta Corte não foi, a rigor,
enfrentada pela instância a quo. O Ministro Relator no Superior Tribunal
de Justiça negou provimento ao agravo em recurso especial interposto
pela defesa, sob o único fundamento de ausência de um dos pressupostos
de admissibilidade do recurso e a decisão foi mantida pelo colegiado do
Superior Tribunal de Justiça em sede de agravo regimental.
7. Inexiste no caso sub examine excepcionalidade que justifique a
concessão da ordem ex officio.
8. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem
de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto
do Relator.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
LUIZ FUX – Relator
Documento assinado digitalmente
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c) Portanto, a questão não foi analisada pelo Superior Tribunal de
Justiça, que apenas se pronunciou sobre os pressupostos de
admissibilidade do recurso especial, e o seu conhecimento por essa
Suprema Corte redundará na indevida supressão de instância.]
5. A supressão de instância impede que sejam conhecidas, em sede
de habeas corpus, matérias não apreciadas pelo Tribunal de origem.
Precedentes: HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 14.03.11 e HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/201.
6. In casu, a matéria trazida ao crivo desta Corte não foi, a rigor,
enfrentada pela instância a quo. O Ministro Relator no Superior Tribunal
de Justiça negou provimento ao agravo em recurso especial interposto
pela defesa, sob o único fundamento de ausência de um dos pressupostos
de admissibilidade do recurso e a decisão foi mantida pelo colegiado do
Superior Tribunal de Justiça em sede de agravo regimental.
7. Inexiste no caso sub examine excepcionalidade que justifique a
concessão da ordem ex officio.
8. Habeas corpus extinto por inadequação da via processual.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem
de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto
do Relator.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
LUIZ FUX – Relator
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.286 ACRE
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S)
:LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus,
com pedido de liminar, impetrado em benefício de JOSÉ FRANCISCO
DA CRUZ SILVA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça
sintetizado na seguinte ementa:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO
PELA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.
DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART. 255/RISTJ.
INOBSERVÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
1. É inviável o recurso especial pela alínea ‘c’ quando não
realizado o cotejo analítico e não comprovada a similitude fática
entre os arestos trazidos à colação. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Noticiam os autos que, em 30.04.12, o paciente foi preso em flagrante
delito com “128 (cento e vinte e oito) porções de cocaína, acondicionadas em
invólucros de plástico transparente, em forma de ‘trouxinhas’, pesando 190,60g
(cento e noventa gramas e sessenta centigramas) e 98 (noventa e oito) porções de
cocaína, acondicionadas em invólucros de plástico de cor preta, em forma de
‘trouxinhas’, pesando 65,30g (sessenta e cinco gramas e trinta centigramas)”.
Em 11.07.12, o paciente restou condenado a 5 (cinco) anos de
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20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.286 ACRE
RELATOR
: MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S)
:JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S)
:LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus,
com pedido de liminar, impetrado em benefício de JOSÉ FRANCISCO
DA CRUZ SILVA contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça
sintetizado na seguinte ementa:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO
PELA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.
DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART. 255/RISTJ.
INOBSERVÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
1. É inviável o recurso especial pela alínea ‘c’ quando não
realizado o cotejo analítico e não comprovada a similitude fática
entre os arestos trazidos à colação. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Noticiam os autos que, em 30.04.12, o paciente foi preso em flagrante
delito com “128 (cento e vinte e oito) porções de cocaína, acondicionadas em
invólucros de plástico transparente, em forma de ‘trouxinhas’, pesando 190,60g
(cento e noventa gramas e sessenta centigramas) e 98 (noventa e oito) porções de
cocaína, acondicionadas em invólucros de plástico de cor preta, em forma de
‘trouxinhas’, pesando 65,30g (sessenta e cinco gramas e trinta centigramas)”.
Em 11.07.12, o paciente restou condenado a 5 (cinco) anos de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
HC 117286 / AC
reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 500 (quinhentos)
dias-multa, pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, da Lei
11.343/06 (tráfico de entorpecentes).
A defesa interpôs apelação, pleiteando a fixação do regime inicial
semiaberto, bem como a restituição dos bens apreendidos. O Tribunal de
Justiça do Estado do Acre deu parcial provimento ao recurso apenas para
determinar a restituição dos bens confiscados.
Irresignada, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na
origem. Ato contínuo, interpôs agravo nos próprios autos. A Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou
provimento ao agravo em decisão assim ementada:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART.
255/RISTJ. INOBSERVÂNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. (fls. 260/263).”
Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, que não foi
provido pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça.
Nesta impetração, a defesa sustenta, em síntese, que o paciente deve
iniciar o cumprimento da pena privativa de liberdade no regime
semiaberto, tendo em vista que foi condenado a pena inferior a 8 (oito)
anos de reclusão. Destaca que não há justificativa para imposição de
regime mais gravoso.
Requer a o final, seja concedida medida liminar a fim de “conceder ao
paciente o direito de aguardar o julgamento do mérito do presente habeas corpus
em liberdade”. No mérito, pleiteia a concessão da ordem “para reformar o v.
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, fixando o regime inicial de cumprimento
de pena do paciente no semiaberto nos termos do art. 33, § 2..., alínea b, do Código Penal Brasileiro”.
2
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HC 117286 / AC
reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 500 (quinhentos)
dias-multa, pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, da Lei
11.343/06 (tráfico de entorpecentes).
A defesa interpôs apelação, pleiteando a fixação do regime inicial
semiaberto, bem como a restituição dos bens apreendidos. O Tribunal de
Justiça do Estado do Acre deu parcial provimento ao recurso apenas para
determinar a restituição dos bens confiscados.
Irresignada, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na
origem. Ato contínuo, interpôs agravo nos próprios autos. A Ministra
Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou
provimento ao agravo em decisão assim ementada:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART.
255/RISTJ. INOBSERVÂNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. (fls. 260/263).”
Contra essa decisão, a defesa interpôs agravo regimental, que não foi
provido pelo colegiado do Superior Tribunal de Justiça.
Nesta impetração, a defesa sustenta, em síntese, que o paciente deve
iniciar o cumprimento da pena privativa de liberdade no regime
semiaberto, tendo em vista que foi condenado a pena inferior a 8 (oito)
anos de reclusão. Destaca que não há justificativa para imposição de
regime mais gravoso.
Requer a o final, seja concedida medida liminar a fim de “conceder ao
paciente o direito de aguardar o julgamento do mérito do presente habeas corpus
em liberdade”. No mérito, pleiteia a concessão da ordem “para reformar o v.
acórdão do Superior Tribunal de Justiça, fixando o regime inicial de cumprimento
de pena do paciente no semiaberto nos termos do art. 33, § 2..., alínea b, do Código Penal Brasileiro”.
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Relatório
HC 117286 / AC
A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES – ART. 33 DA LEI 11.343/06.
PENA FIXADA EM 5 ANOS. RECURSO ESPECIAL
INADMITIDO. AGRAVO DE INSTRUMENTO IMPROVIDO.
FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO PARA
CUMPRIMENTO DE PENA. REINCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DO
FUMUS BONI IURIS.
- Liminar indeferida.”
O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do
writ.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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HC 117286 / AC
A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada:
“PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
TRÁFICO DE ENTORPECENTES – ART. 33 DA LEI 11.343/06.
PENA FIXADA EM 5 ANOS. RECURSO ESPECIAL
INADMITIDO. AGRAVO DE INSTRUMENTO IMPROVIDO.
FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO PARA
CUMPRIMENTO DE PENA. REINCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DO
FUMUS BONI IURIS.
- Liminar indeferida.”
O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do
writ.
É o relatório.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.286 ACRE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos
refere-se à possibilidade, ou não, da fixação de regime inicial fechado
para o cumprimento de pena privativa de liberdade inferior a 8 (oito)
anos cominada em razão da prática do crime de tráfico de entorpecentes.
Verifica-se que matéria trazida ao crivo desta Corte não foi, a rigor,
enfrentada pela instância a quo. A Ministra Maria Thereza de Assis
Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou provimento ao agravo em
recurso especial, sob o único fundamento de ausência de um dos
pressupostos de admissibilidade do recurso. A decisão foi mantida pelo
colegiado do Superior Tribunal de Justiça em sede de agravo regimental, verbis:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO
PELA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.
DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART. 255/RISTJ.
INOBSERVÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
1. É inviável o recurso especial pela alínea ‘c’ quando não
realizado o cotejo analítico e não comprovada a similitude fática
entre os arestos trazidos à colação. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Destarte, é inviável o conhecimento do habeas corpus, sob pena de
supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados:
“HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME
FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE
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20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.286 ACRE
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos
refere-se à possibilidade, ou não, da fixação de regime inicial fechado
para o cumprimento de pena privativa de liberdade inferior a 8 (oito)
anos cominada em razão da prática do crime de tráfico de entorpecentes.
Verifica-se que matéria trazida ao crivo desta Corte não foi, a rigor,
enfrentada pela instância a quo. A Ministra Maria Thereza de Assis
Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou provimento ao agravo em
recurso especial, sob o único fundamento de ausência de um dos
pressupostos de admissibilidade do recurso. A decisão foi mantida pelo
colegiado do Superior Tribunal de Justiça em sede de agravo regimental, verbis:
“PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL
NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO
PELA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.
DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ART. 255/RISTJ.
INOBSERVÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
1. É inviável o recurso especial pela alínea ‘c’ quando não
realizado o cotejo analítico e não comprovada a similitude fática
entre os arestos trazidos à colação. Precedentes.
2. Agravo regimental a que se nega provimento.”
Destarte, é inviável o conhecimento do habeas corpus, sob pena de
supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados:
“HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME
FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 117286 / AC
CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante,
embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não
apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez
o pedido. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça não se manifestou sobre a questão.
Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse
ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido
de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao
impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de
acordo com a sentença, “multi-reincidente”. Tal fundamento
está em harmonia com o disposto nas alíneas “b” e “c” do § 2...
do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime
aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não
reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado.”
(HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 14.03.11)
“EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM.
APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU
EXAME PELO Supremo Tribunal Federal SOB PENA DE SUPRESSÃO DE
INSTÂNICAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO
DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE
SUPERIOR
PENDENTES
DE
JULGAMENTO.
FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA
RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA
COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS
FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA
REDISTRIBUIÇÃO. I – O pedido de comutação da pena não
pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer
analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema
Corte implicaria indevida supressão de instância e
extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no
art. 102 da Constituição Federal. II – O excesso de trabalho que
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HC 117286 / AC
CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante,
embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não
apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez
o pedido. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça não se manifestou sobre a questão.
Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse
ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido
de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao
impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de
acordo com a sentença, “multi-reincidente”. Tal fundamento
está em harmonia com o disposto nas alíneas “b” e “c” do § 2...
do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime
aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não
reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa
parte, denegado.”
(HC 100.616, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim
Barbosa, DJ de 14.03.11)
“EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM.
APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU
EXAME PELO Supremo Tribunal Federal SOB PENA DE SUPRESSÃO DE
INSTÂNICAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO
DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE
SUPERIOR
PENDENTES
DE
JULGAMENTO.
FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA
RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA
COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS
FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM
CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA
REDISTRIBUIÇÃO. I – O pedido de comutação da pena não
pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer
analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema
Corte implicaria indevida supressão de instância e
extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no
art. 102 da Constituição Federal. II – O excesso de trabalho que
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 117286 / AC
assoberba o Superior Tribunal de Justiça permite a flexibilização, em alguma medida, do
princípio constitucional da razoável duração do processo.
Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o
julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na
injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor
do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a
de outros jurisdicionados. IV – Ordem concedida de ofício para
determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no
Superior Tribunal de Justiça em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então
Relator.”
(HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ de 8/2/2011)
Inexiste no caso sub examine excepcionalidade que justifique a
concessão da ordem ex officio.
O artigo 33, § 2..., alínea b, do Código Penal determina que “o
condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda
a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto”.
Todavia, a jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que “a
imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir
exige motivação idônea” (Súmula 719).
In casu, o paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 33, caput,
da Lei 11.343/06 (tráfico de entorpecentes). O magistrado singular
justificou a manutenção da custódia cautelar em razão da grande
quantidade de substância entorpecente apreendida e do “fundado receio da
reiteração criminosa”. Transcrevo o seguinte trecho da sentença
condenatória:
“(...)
Assim, visando assegurar a ordem pública, bem como a
aplicação da lei penal, mantenho a custódia cautelar de José
3
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HC 117286 / AC
assoberba o Superior Tribunal de Justiça permite a flexibilização, em alguma medida, do
princípio constitucional da razoável duração do processo.
Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o
julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na
injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor
do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a
de outros jurisdicionados. IV – Ordem concedida de ofício para
determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no
Superior Tribunal de Justiça em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então
Relator.”
(HC 103.835, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo
Lewandowski, DJ de 8/2/2011)
Inexiste no caso sub examine excepcionalidade que justifique a
concessão da ordem ex officio.
O artigo 33, § 2..., alínea b, do Código Penal determina que “o
condenado não reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda
a 8 (oito), poderá, desde o princípio, cumpri-la em regime semi-aberto”.
Todavia, a jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que “a
imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir
exige motivação idônea” (Súmula 719).
In casu, o paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão, em
regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 33, caput,
da Lei 11.343/06 (tráfico de entorpecentes). O magistrado singular
justificou a manutenção da custódia cautelar em razão da grande
quantidade de substância entorpecente apreendida e do “fundado receio da
reiteração criminosa”. Transcrevo o seguinte trecho da sentença
condenatória:
“(...)
Assim, visando assegurar a ordem pública, bem como a
aplicação da lei penal, mantenho a custódia cautelar de José
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 117286 / AC
Francisco da Cruz Silva, justificando, ainda, a manutenção da
segregação, ante a quantidade de substância entorpecente
apreendida, 128 (cento e vinte e oito) ‘porções’ de coca´na,
pesando 190,60 g (cento e noventa gramas e sessenta
centigramas), e 98 (noventa e oito) ‘porções’ de cocaína,
pesando 65,30g (sessenta e cinco gramas e trinta centigramas)
conforme Laudo Toxicológico Definitivo, fls. 87/88, e o
fundando receito de reiteração criminosa, conforme certidão de
fls. 118/119.”
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, em sede de apelação,
manteve o regime fechado para o início do cumprimento da pena em
razão da quantidade da droga apreendida e do fato de tratar-se de
condenado reincidente.
O Ministério Público Federal perfilha do entendimento supra
delineado, consoante verifica-se no seguinte trecho de seu parecer:
“(...)
4. Conforme asseverado na decisão que indeferiu a
liminar:
a) ‘o Superior Tribunal de Justiça não examinou a matéria
impugnada neste writ – fixação do regime inicial semiaberto para
cumprimento da pena –, porquanto o recurso especial do paciente não
foi admitido pela Corte Superior;
b) foi fixado o regime inicial fechado para início de cumprimento
da pena do paciente, pois, segundo afirmou o TJ/AC, ‘o paciente é
reincidente e foi condenado à pena de 5 anos de reclusão, o que
afastaria o regime semiaberto’.
5. Portanto, a questão não foi analisada pelo Superior
Tribunal de Justiça, que apenas se pronunciou sobre os
pressupostos de admissibilidade do recurso especial, e o seu
conhecimento por essa Suprema Corte redundará na indevida
supressão de instância.
6. Também não há lugar para a concessão da ordem de
ofício, pois, além de o paciente ser reincidente, a pena-base foi
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 117286 / AC
Francisco da Cruz Silva, justificando, ainda, a manutenção da
segregação, ante a quantidade de substância entorpecente
apreendida, 128 (cento e vinte e oito) ‘porções’ de coca´na,
pesando 190,60 g (cento e noventa gramas e sessenta
centigramas), e 98 (noventa e oito) ‘porções’ de cocaína,
pesando 65,30g (sessenta e cinco gramas e trinta centigramas)
conforme Laudo Toxicológico Definitivo, fls. 87/88, e o
fundando receito de reiteração criminosa, conforme certidão de
fls. 118/119.”
O Tribunal de Justiça do Estado do Acre, em sede de apelação,
manteve o regime fechado para o início do cumprimento da pena em
razão da quantidade da droga apreendida e do fato de tratar-se de
condenado reincidente.
O Ministério Público Federal perfilha do entendimento supra
delineado, consoante verifica-se no seguinte trecho de seu parecer:
“(...)
4. Conforme asseverado na decisão que indeferiu a
liminar:
a) ‘o Superior Tribunal de Justiça não examinou a matéria
impugnada neste writ – fixação do regime inicial semiaberto para
cumprimento da pena –, porquanto o recurso especial do paciente não
foi admitido pela Corte Superior;
b) foi fixado o regime inicial fechado para início de cumprimento
da pena do paciente, pois, segundo afirmou o TJ/AC, ‘o paciente é
reincidente e foi condenado à pena de 5 anos de reclusão, o que
afastaria o regime semiaberto’.
5. Portanto, a questão não foi analisada pelo Superior
Tribunal de Justiça, que apenas se pronunciou sobre os
pressupostos de admissibilidade do recurso especial, e o seu
conhecimento por essa Suprema Corte redundará na indevida
supressão de instância.
6. Também não há lugar para a concessão da ordem de
ofício, pois, além de o paciente ser reincidente, a pena-base foi
4
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. LUIZ FUX
HC 117286 / AC
fixada acima do mínimo legal por conta de circunstâncias
judiciais desfavoráveis, as quais também são suficientes para
justificar a imposição do regime inicial fechado.”
Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da
via processual.
5
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HC 117286 / AC
fixada acima do mínimo legal por conta de circunstâncias
judiciais desfavoráveis, as quais também são suficientes para
justificar a imposição do regime inicial fechado.”
Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da
via processual.
5
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Extrato de Ata - 20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.286
PROCED. : ACRE
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S) : LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por
inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418513
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.286
PROCED. : ACRE
RELATOR : MIN. LUIZ FUX
PACTE.(S) : JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA
IMPTE.(S) : LUCCAS VIANNA SANTOS E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por
inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator.
Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 117 . 286 ACRE",
"HC 117286 / AC",
"HC 100 . 616",
"HC 103 . 835",
"HC 117286 / AC",
"HC 100 . 616",
"HC 103 . 835",
"HABEAS CORPUS 117 . 286 ACRE",
"HABEAS CORPUS 117 . 286 ACRE",
"HC 117286 / AC",
"HC 117286 / AC",
"HC 117286 / AC",
"HC 117286 / AC",
"HABEAS CORPUS 117 . 286",
"HC 117286 / AC",
"HC 100 . 616",
"HC 117286 / AC",
"HC 100 . 616",
"HC 117286 / AC",
"HC 103 . 835",
"HC 117286 / AC",
"HC 103 . 835",
"HC 117286 / AC",
"HC 117286 / AC",
"HC 117286 / AC",
"HC 117286 / AC",
"HABEAS CORPUS 117 . 286",
"HABEAS CORPUS 117 . 286"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 33 , CAPUT , DA LEI 11 . 343 / 06",
"ART . 33 , § 2 . . . , ALÍNEA B , DO Código Penal Brasileiro",
"artigo 33 , § 2 . . . , alínea b , do Código Penal",
"artigo 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 33 , § 2 . . . , alínea b , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 06",
"art . 33 , § 2 . . . , alínea b , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 DA LEI 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 33 DA LEI 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 255 / RISTJ",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alíneas “ b ” e “ c ” do § 2 . . . do art . 33 do Código Penal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"alíneas",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , § 2 . . . , alínea b , do Código Penal",
"artigo 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 , § 2 . . . , alínea b , do Código Penal",
"artigo 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"Brasília",
"Brasília"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"AC",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado do Acre",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado do Acre",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJSP",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJSP",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"CORTE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado do Acre",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"AC",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado do Acre",
"Ministério Público Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"TJ",
"/",
"AC",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ACRE",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LUIZ FUX",
"JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA",
"LUCCAS VIANNA SANTOS",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"Joaquim Barbosa",
"Ricardo Lewandowski",
"Luiz Fux",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA",
"LUCCAS VIANNA SANTOS",
"LUIZ FUX",
"JOSÉ FRANCISCO DA CRUZ SILVA",
"LUIZ FUX",
"JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA",
"LUCCAS VIANNA SANTOS",
"LUIZ FUX",
"JOSÉ FRANCISCO DA CRUZ SILVA",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"LUIZ FUX",
"Maria Thereza de Assis Moura",
"LUIZ FUX",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"LUIZ FUX",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"LUIZ FUX",
"Francisco da Cruz Silva",
"Francisco da Cruz Silva",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA",
"LUCCAS VIANNA SANTOS",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"LUIZ FUX",
"JOSE FRANCISCO DA CRUZ SILVA",
"LUCCAS VIANNA SANTOS",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de",
"Souza"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"03",
".",
"11",
"8",
"/",
"2",
"/",
"201",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"03",
".",
"11",
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"/",
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"/",
"201",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"30",
".",
"04",
".",
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"11",
".",
"07",
".",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"30",
".",
"04",
".",
"12",
"11",
".",
"07",
".",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"03",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"03",
".",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
"2",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"8",
"/",
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"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
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"20",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S)
:ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S)
:TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S)
:SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. BEM DE
FAMÍLIA. FIADOR. CONSTITUCIONALIDADE. EXECUÇÃO.
EMBARGOS DE TERCEIRO. PENHORA SOBRE FRAÇÃO IDEAL DE
BEM
IMÓVEL.
DESCONSTITUIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 05.8.2004.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à constitucionalidade da penhora do bem de família do fiador.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões
recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
AI 733508 AGR / RS
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 733508 AGR / RS
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S)
:ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S)
:TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S)
:SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de
instrumento, maneja agravo regimental Rosalie Elvira Ujvari Noronha.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que a decisão faz referência a bem de família de fiador e que a agravante
defende direito próprio em razão de não ser parte na execução. Alega que
“sendo indivisível o bem, impossível vender a parte ideal penhorada sem
ferir o direito de moradia do terceiro.” (fl. 452). Sustenta que o imóvel por
ela herdado é bem de família.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
publicado em 05.8.2004.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S)
:ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S)
:TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S)
:SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de
instrumento, maneja agravo regimental Rosalie Elvira Ujvari Noronha.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que a decisão faz referência a bem de família de fiador e que a agravante
defende direito próprio em razão de não ser parte na execução. Alega que
“sendo indivisível o bem, impossível vender a parte ideal penhorada sem
ferir o direito de moradia do terceiro.” (fl. 452). Sustenta que o imóvel por
ela herdado é bem de família.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
publicado em 05.8.2004.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o
recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua
admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 6º da Lei
Maior. Considera violado o direito constitucional à moradia.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de
instrumento.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE
544.651-AgR/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe
17.9.2012; e RE 608.558-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 06.8.2010, cuja ementa transcrevo:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o
recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua
admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 6º da Lei
Maior. Considera violado o direito constitucional à moradia.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de
instrumento.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE
544.651-AgR/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe
17.9.2012; e RE 608.558-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 06.8.2010, cuja ementa transcrevo:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 733508 AGR / RS
MORADIA. PENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA
DO FIADOR DE CONTRATO DE LOCAÇÃO.
LEGITIMIDADE. CONSTITUIÇÃO, ART. 6º (REDAÇÃO
DADA PELA EC 26/2000). LEI 8.009/90, ART. 3º, VII.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA
283 DO STF. COMPETÊNCIA DO RELATOR (CPC, ART.
557, CAPUT, E RISTF, ART. 21, § 1º). TRANSFORMAÇÃO
DE LOCAÇÃO EM COMODATO. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO STF. I - O
Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE
407.688/SP, considerou ser legítima a penhora do bem de
família pertencente a fiador de contrato de locação, ao
entendimento de que o art. 3º, VII, da Lei 8.009/90 não
viola o disposto no art. 6º da CF/88 (redação dada pela EC
26/2000). Precedentes. II - Incumbe ao agravante o dever
de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do
STF. III - Legitimidade constitucional da atribuição
conferida ao Relator para negar seguimento, por meio de
decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando
inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou veiculem
pretensão incompatível com a jurisprudência dominante
deste Supremo Tribunal (CPC, art. 557, caput, e RISTF, art.
21, § 1º). IV - A controvérsia referente à transformação da
locação em comodato foi dirimida pelo acórdão recorrido
com apoio no Código Civil e no conjunto fático-probatório
dos autos. Ofensa reflexa à Constituição e Súmula 279 do
STF. V - Agravo regimental improvido (destaquei).’
Não há, portanto, como assegurar trânsito ao
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
2
Supremo Tribunal Federal
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AI 733508 AGR / RS
MORADIA. PENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA
DO FIADOR DE CONTRATO DE LOCAÇÃO.
LEGITIMIDADE. CONSTITUIÇÃO, ART. 6º (REDAÇÃO
DADA PELA EC 26/2000). LEI 8.009/90, ART. 3º, VII.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA
283 DO STF. COMPETÊNCIA DO RELATOR (CPC, ART.
557, CAPUT, E RISTF, ART. 21, § 1º). TRANSFORMAÇÃO
DE LOCAÇÃO EM COMODATO. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO STF. I - O
Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE
407.688/SP, considerou ser legítima a penhora do bem de
família pertencente a fiador de contrato de locação, ao
entendimento de que o art. 3º, VII, da Lei 8.009/90 não
viola o disposto no art. 6º da CF/88 (redação dada pela EC
26/2000). Precedentes. II - Incumbe ao agravante o dever
de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do
STF. III - Legitimidade constitucional da atribuição
conferida ao Relator para negar seguimento, por meio de
decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando
inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou veiculem
pretensão incompatível com a jurisprudência dominante
deste Supremo Tribunal (CPC, art. 557, caput, e RISTF, art.
21, § 1º). IV - A controvérsia referente à transformação da
locação em comodato foi dirimida pelo acórdão recorrido
com apoio no Código Civil e no conjunto fático-probatório
dos autos. Ofensa reflexa à Constituição e Súmula 279 do
STF. V - Agravo regimental improvido (destaquei).’
Não há, portanto, como assegurar trânsito ao
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 733508 AGR / RS
Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art.
557, caput ).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido
pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (fls. 306-9):
“Destarte, no caso concreto, tendo a penhora ocorrido em
16.05.1997, já sob a vigência da Lei 8.245/91, não há que se falar
em impenhorabilidade do imóvel dos fiadores, mesmo sendo
este sua residência ou meio de subsistência.
(…)
Frise-se que somente foi penhorado 50% da parte ideal do
imóvel ensejador dos presentes embargos de terceiro, parcela
esta pertencente ao fiador Tibor Ujvári. Logo, a
impenhorabilidade de dito bem é descabida.
(…)
Ademais, atento aos fatos narrados nos autos, reitera-se
que a parte penhorada do imóvel é pertencente à meação do
fiador Tibor Ujvári. Não influencia, portanto, na parte ideal
pertencente à embargante de terceiro, ora apelante, de modo
que o inconformismo não merece prosperar, eis que,
perfeitamente possível a constrição de parte ideal do bem
indivisível pertencente ao fiador executado, consoante acima
demonstrado.”
A decisão do tribunal de origem não diverge da jurisprudência
firmada no âmbito desta Corte, no sentido da constitucionalidade da
penhora do bem de família do fiador. Colho precedentes:
“1. PROCESSO CIVIL. Execução. Penhora. Bem de
Família. Possibilidade como garantia de locação. A
penhorabilidade do bem de família do fiador do contrato de
locação, objeto do art. 3º, inc. VII, da Lei nº 8.009, de 23 de
março de 1990, com a redação da Lei nº 8.245, de 15 de outubro
de 1991, não ofende o art. 6º da Constituição da República. 2.
3
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AI 733508 AGR / RS
Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art.
557, caput ).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido
pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (fls. 306-9):
“Destarte, no caso concreto, tendo a penhora ocorrido em
16.05.1997, já sob a vigência da Lei 8.245/91, não há que se falar
em impenhorabilidade do imóvel dos fiadores, mesmo sendo
este sua residência ou meio de subsistência.
(…)
Frise-se que somente foi penhorado 50% da parte ideal do
imóvel ensejador dos presentes embargos de terceiro, parcela
esta pertencente ao fiador Tibor Ujvári. Logo, a
impenhorabilidade de dito bem é descabida.
(…)
Ademais, atento aos fatos narrados nos autos, reitera-se
que a parte penhorada do imóvel é pertencente à meação do
fiador Tibor Ujvári. Não influencia, portanto, na parte ideal
pertencente à embargante de terceiro, ora apelante, de modo
que o inconformismo não merece prosperar, eis que,
perfeitamente possível a constrição de parte ideal do bem
indivisível pertencente ao fiador executado, consoante acima
demonstrado.”
A decisão do tribunal de origem não diverge da jurisprudência
firmada no âmbito desta Corte, no sentido da constitucionalidade da
penhora do bem de família do fiador. Colho precedentes:
“1. PROCESSO CIVIL. Execução. Penhora. Bem de
Família. Possibilidade como garantia de locação. A
penhorabilidade do bem de família do fiador do contrato de
locação, objeto do art. 3º, inc. VII, da Lei nº 8.009, de 23 de
março de 1990, com a redação da Lei nº 8.245, de 15 de outubro
de 1991, não ofende o art. 6º da Constituição da República. 2.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 733508 AGR / RS
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência
assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida.
Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.” (RE
544.651-AgR/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe
17.9.2012).
“CONSTITUCIONALIDADE DA PENHORA DO BEM
DE FAMÍLIA DO FIADOR. RATIFICAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA FIRMADA POR ESTA SUPREMA CORTE.
EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” (RE 612.360-RG/SP,
Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 03.9.2010).
Quanto à penhorabilidade de bem de família e à possibilidade da
penhora recair sobre fração ideal de bem indivisível, a discussão não
alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa aos preceitos
constitucionais invocados, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSO
CIVIL. PENHORABILIDADE. BEM DE FAMÍLIA. QUESTÃO
QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO
PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO. 1. O prequestionamento é requisito
indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de
recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se
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AI 733508 AGR / RS
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência
assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida.
Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.” (RE
544.651-AgR/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe
17.9.2012).
“CONSTITUCIONALIDADE DA PENHORA DO BEM
DE FAMÍLIA DO FIADOR. RATIFICAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA FIRMADA POR ESTA SUPREMA CORTE.
EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” (RE 612.360-RG/SP,
Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 03.9.2010).
Quanto à penhorabilidade de bem de família e à possibilidade da
penhora recair sobre fração ideal de bem indivisível, a discussão não
alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa aos preceitos
constitucionais invocados, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSO
CIVIL. PENHORABILIDADE. BEM DE FAMÍLIA. QUESTÃO
QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO
PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO. 1. O prequestionamento é requisito
indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de
recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 733508 AGR / RS
pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula
282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou
reflexa das regras constitucionais não enseja recurso
extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR,
Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-
AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A
Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova
não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso
extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido
assentou:
‘EMBARGOS
À
EXECUÇÃO.
IMPENHORABILIDADE.
ALEGAÇÃO
DE
IMPENHORABILIDADE DE VEÍCULO QUE SERIA
UTILIZADO COMO INSTRUMENTO DE TRABALHO.
ELEMENTOS TRAZIDOS AOS AUTOS QUE APONTAM NO
SENTIDO DE QUE NÃO SE TRATA DA FONTE EXCLUSIVA
DE SUBSISTÊNCIA DO EMBARGANTTE QUE SE
QUALIFICOU COMO APOSENTADO. A CONCLUSÃO É NO
SENTIDO DE QUE A ATIVIDADE É EXERCIDA PARA
COMPLEMENTAÇÃO DA RENDA, O QUE NÃO IMPLICA
RECONHECIMENTO DA IMPENHORABILIDADE, RAZÃO
PELA QUAL DEVE SER MANTIDA A CONSTRIÇÃO PARA
FINS DE PAGAMENTO DA REPARAÇÃO DOS DANOS
ORIUNDOS DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. SENTENÇA
REFORMADA. RECURSO PROVIDO.’ 6. Agravo regimental
desprovido.” (ARE 637.204-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 21.2.2013).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Princípios do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa. Ofensa reflexa. Embargos de terceiro.
Desconstituição de penhora determinada na origem. Reexame
de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
5
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AI 733508 AGR / RS
pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula
282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou
reflexa das regras constitucionais não enseja recurso
extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR,
Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-
AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A
Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova
não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso
extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido
assentou:
‘EMBARGOS
À
EXECUÇÃO.
IMPENHORABILIDADE.
ALEGAÇÃO
DE
IMPENHORABILIDADE DE VEÍCULO QUE SERIA
UTILIZADO COMO INSTRUMENTO DE TRABALHO.
ELEMENTOS TRAZIDOS AOS AUTOS QUE APONTAM NO
SENTIDO DE QUE NÃO SE TRATA DA FONTE EXCLUSIVA
DE SUBSISTÊNCIA DO EMBARGANTTE QUE SE
QUALIFICOU COMO APOSENTADO. A CONCLUSÃO É NO
SENTIDO DE QUE A ATIVIDADE É EXERCIDA PARA
COMPLEMENTAÇÃO DA RENDA, O QUE NÃO IMPLICA
RECONHECIMENTO DA IMPENHORABILIDADE, RAZÃO
PELA QUAL DEVE SER MANTIDA A CONSTRIÇÃO PARA
FINS DE PAGAMENTO DA REPARAÇÃO DOS DANOS
ORIUNDOS DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. SENTENÇA
REFORMADA. RECURSO PROVIDO.’ 6. Agravo regimental
desprovido.” (ARE 637.204-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 21.2.2013).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Princípios do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa. Ofensa reflexa. Embargos de terceiro.
Desconstituição de penhora determinada na origem. Reexame
de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 733508 AGR / RS
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e
provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 3.
Agravo regimental não provido.” (ARE 669.764-AgR/MT, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 04.10.2012).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
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princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e
provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 3.
Agravo regimental não provido.” (ARE 669.764-AgR/MT, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 04.10.2012).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S) : ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S) : TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S) : SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418585
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S) : ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S) : TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S) : SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4418585
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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| 2013-08-20T00:00:00
| 2013-09-03T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 20.8.2013.
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AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
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EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. BEM DE FAMÍLIA. FIADOR. CONSTITUCIONALIDADE. EXECUÇÃO. EMBARGOS DE TERCEIRO. PENHORA SOBRE FRAÇÃO IDEAL DE BEM IMÓVEL. DESCONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.8.2004.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à constitucionalidade da penhora do bem de família do fiador.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido.
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sjur240464
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- Acórdão(s) citado(s):
(PENHORABILIDADE, BEM DE FAMÍLIA, FIADOR)
RE 544651 AgR (2ªT), RE 612360 RG.
(RECURSO EXTRAORDINÁRIO, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
ARE 637204 AgR (1ªT), ARE 669764 AgR (1ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 10/09/2013, TBC.
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ROSA WEBER
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Primeira Turma
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733508
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[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
AI-AgR
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acordaos
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AI 733508 AgR
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[
""
] |
AGTE.(S) : ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S) : ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S) : TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S) : SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S)
:ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S)
:TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S)
:SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. BEM DE
FAMÍLIA. FIADOR. CONSTITUCIONALIDADE. EXECUÇÃO.
EMBARGOS DE TERCEIRO. PENHORA SOBRE FRAÇÃO IDEAL DE
BEM
IMÓVEL.
DESCONSTITUIÇÃO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 05.8.2004.
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à constitucionalidade da penhora do bem de família do fiador.
A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões
recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que
torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de
viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a
disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
AI 733508 AGR / RS
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 733508 AGR / RS
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 20 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S)
:ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S)
:TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S)
:SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de
instrumento, maneja agravo regimental Rosalie Elvira Ujvari Noronha.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que a decisão faz referência a bem de família de fiador e que a agravante
defende direito próprio em razão de não ser parte na execução. Alega que
“sendo indivisível o bem, impossível vender a parte ideal penhorada sem
ferir o direito de moradia do terceiro.” (fl. 452). Sustenta que o imóvel por
ela herdado é bem de família.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
publicado em 05.8.2004.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4389046.
Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S)
:ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S)
:TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S)
:SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de
instrumento, maneja agravo regimental Rosalie Elvira Ujvari Noronha.
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que a decisão faz referência a bem de família de fiador e que a agravante
defende direito próprio em razão de não ser parte na execução. Alega que
“sendo indivisível o bem, impossível vender a parte ideal penhorada sem
ferir o direito de moradia do terceiro.” (fl. 452). Sustenta que o imóvel por
ela herdado é bem de família.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
publicado em 05.8.2004.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROSA WEBER
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o
recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua
admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 6... da Lei
Maior. Considera violado o direito constitucional à moradia.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de
instrumento.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário
544.651-AgR/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe
17.9.2012; e Recurso Extraordinário 608.558-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe 06.8.2010, cuja ementa transcrevo:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4389047.
Supremo Tribunal Federal
20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi
manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o
recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua
admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 6... da Lei
Maior. Considera violado o direito constitucional à moradia.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos da decisão
denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem
como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de
origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na
instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de
instrumento.
O entendimento adotado no acórdão recorrido não
diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo
Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa
aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário
544.651-AgR/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe
17.9.2012; e Recurso Extraordinário 608.558-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe 06.8.2010, cuja ementa transcrevo:
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. DIREITO À
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 733508 AGR / RS
MORADIA. PENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA
DO FIADOR DE CONTRATO DE LOCAÇÃO.
LEGITIMIDADE. CONSTITUIÇÃO, ART. 6... (REDAÇÃO
DADA PELA EC 26/2000). LEI 8.009/90, ART. 3..., VII.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA
283 DO Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DO RELATOR (Código de Processo Civil, ART.
557, CAPUT, E RISTF, ART. 21, § 1...). TRANSFORMAÇÃO
DE LOCAÇÃO EM COMODATO. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. I - O
Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário
407.688/SP, considerou ser legítima a penhora do bem de
família pertencente a fiador de contrato de locação, ao
entendimento de que o art. 3..., VII, da Lei 8.009/90 não
viola o disposto no art. 6... da Constituição Federal de 1988/88 (redação dada pela EC
26/2000). Precedentes. II - Incumbe ao agravante o dever
de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do
Supremo Tribunal Federal. III - Legitimidade constitucional da atribuição
conferida ao Relator para negar seguimento, por meio de
decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando
inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou veiculem
pretensão incompatível com a jurisprudência dominante
deste Supremo Tribunal (Código de Processo Civil, art. 557, caput, e RISTF, art.
21, § 1...). IV - A controvérsia referente à transformação da
locação em comodato foi dirimida pelo acórdão recorrido
com apoio no Código Civil e no conjunto fático-probatório
dos autos. Ofensa reflexa à Constituição e Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. V - Agravo regimental improvido (destaquei).’
Não há, portanto, como assegurar trânsito ao
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 733508 AGR / RS
MORADIA. PENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA
DO FIADOR DE CONTRATO DE LOCAÇÃO.
LEGITIMIDADE. CONSTITUIÇÃO, ART. 6... (REDAÇÃO
DADA PELA EC 26/2000). LEI 8.009/90, ART. 3..., VII.
AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA
283 DO Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DO RELATOR (Código de Processo Civil, ART.
557, CAPUT, E RISTF, ART. 21, § 1...). TRANSFORMAÇÃO
DE LOCAÇÃO EM COMODATO. CONTROVÉRSIA
INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. I - O
Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário
407.688/SP, considerou ser legítima a penhora do bem de
família pertencente a fiador de contrato de locação, ao
entendimento de que o art. 3..., VII, da Lei 8.009/90 não
viola o disposto no art. 6... da Constituição Federal de 1988/88 (redação dada pela EC
26/2000). Precedentes. II - Incumbe ao agravante o dever
de impugnar, de forma específica, cada um dos
fundamentos da decisão atacada, sob pena de não
conhecimento do recurso. Incidência da Súmula 283 do
Supremo Tribunal Federal. III - Legitimidade constitucional da atribuição
conferida ao Relator para negar seguimento, por meio de
decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando
inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou veiculem
pretensão incompatível com a jurisprudência dominante
deste Supremo Tribunal (Código de Processo Civil, art. 557, caput, e RISTF, art.
21, § 1...). IV - A controvérsia referente à transformação da
locação em comodato foi dirimida pelo acórdão recorrido
com apoio no Código Civil e no conjunto fático-probatório
dos autos. Ofensa reflexa à Constituição e Súmula 279 do
Supremo Tribunal Federal. V - Agravo regimental improvido (destaquei).’
Não há, portanto, como assegurar trânsito ao
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 733508 AGR / RS
Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art.
557, caput ).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido
pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (fls. 306-9):
“Destarte, no caso concreto, tendo a penhora ocorrido em
16.05.1997, já sob a vigência da Lei 8.245/91, não há que se falar
em impenhorabilidade do imóvel dos fiadores, mesmo sendo
este sua residência ou meio de subsistência.
(…)
Frise-se que somente foi penhorado 50% da parte ideal do
imóvel ensejador dos presentes embargos de terceiro, parcela
esta pertencente ao fiador Tibor Ujvári. Logo, a
impenhorabilidade de dito bem é descabida.
(…)
Ademais, atento aos fatos narrados nos autos, reitera-se
que a parte penhorada do imóvel é pertencente à meação do
fiador Tibor Ujvári. Não influencia, portanto, na parte ideal
pertencente à embargante de terceiro, ora apelante, de modo
que o inconformismo não merece prosperar, eis que,
perfeitamente possível a constrição de parte ideal do bem
indivisível pertencente ao fiador executado, consoante acima
demonstrado.”
A decisão do tribunal de origem não diverge da jurisprudência
firmada no âmbito desta Corte, no sentido da constitucionalidade da
penhora do bem de família do fiador. Colho precedentes:
“1. PROCESSO CIVIL. Execução. Penhora. Bem de
Família. Possibilidade como garantia de locação. A
penhorabilidade do bem de família do fiador do contrato de
locação, objeto do art. 3..., inc. VII, da Lei n 8.009, de 23 de
março de 1990, com a redação da Lei n 8.245, de 15 de outubro
de 1991, não ofende o art. 6... da Constituição da República. 2.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 733508 AGR / RS
Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art.
557, caput ).”
Irrepreensível a decisão agravada.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido
pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (fls. 306-9):
“Destarte, no caso concreto, tendo a penhora ocorrido em
16.05.1997, já sob a vigência da Lei 8.245/91, não há que se falar
em impenhorabilidade do imóvel dos fiadores, mesmo sendo
este sua residência ou meio de subsistência.
(…)
Frise-se que somente foi penhorado 50% da parte ideal do
imóvel ensejador dos presentes embargos de terceiro, parcela
esta pertencente ao fiador Tibor Ujvári. Logo, a
impenhorabilidade de dito bem é descabida.
(…)
Ademais, atento aos fatos narrados nos autos, reitera-se
que a parte penhorada do imóvel é pertencente à meação do
fiador Tibor Ujvári. Não influencia, portanto, na parte ideal
pertencente à embargante de terceiro, ora apelante, de modo
que o inconformismo não merece prosperar, eis que,
perfeitamente possível a constrição de parte ideal do bem
indivisível pertencente ao fiador executado, consoante acima
demonstrado.”
A decisão do tribunal de origem não diverge da jurisprudência
firmada no âmbito desta Corte, no sentido da constitucionalidade da
penhora do bem de família do fiador. Colho precedentes:
“1. PROCESSO CIVIL. Execução. Penhora. Bem de
Família. Possibilidade como garantia de locação. A
penhorabilidade do bem de família do fiador do contrato de
locação, objeto do art. 3..., inc. VII, da Lei n 8.009, de 23 de
março de 1990, com a redação da Lei n 8.245, de 15 de outubro
de 1991, não ofende o art. 6... da Constituição da República. 2.
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 733508 AGR / RS
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência
assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida.
Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.” (Recurso Extraordinário
544.651-AgR/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe
17.9.2012).
“CONSTITUCIONALIDADE DA PENHORA DO BEM
DE FAMÍLIA DO FIADOR. RATIFICAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA FIRMADA POR ESTA SUPREMA CORTE.
EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” (Recurso Extraordinário 612.360-RG/SP,
Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 03.9.2010).
Quanto à penhorabilidade de bem de família e à possibilidade da
penhora recair sobre fração ideal de bem indivisível, a discussão não
alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa aos preceitos
constitucionais invocados, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSO
CIVIL. PENHORABILIDADE. BEM DE FAMÍLIA. QUESTÃO
QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO
PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO. 1. O prequestionamento é requisito
indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de
recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 733508 AGR / RS
RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Jurisprudência
assentada. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida.
Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo
regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes,
decisão fundada em jurisprudência assente na Corte.” (Recurso Extraordinário
544.651-AgR/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe
17.9.2012).
“CONSTITUCIONALIDADE DA PENHORA DO BEM
DE FAMÍLIA DO FIADOR. RATIFICAÇÃO DA
JURISPRUDÊNCIA FIRMADA POR ESTA SUPREMA CORTE.
EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.” (Recurso Extraordinário 612.360-RG/SP,
Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 03.9.2010).
Quanto à penhorabilidade de bem de família e à possibilidade da
penhora recair sobre fração ideal de bem indivisível, a discussão não
alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa aos preceitos
constitucionais invocados, dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Cito os seguintes julgados:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E PROCESSO
CIVIL. PENHORABILIDADE. BEM DE FAMÍLIA. QUESTÃO
QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE
INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO
PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS.
IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE
OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO
APELO EXTREMO. 1. O prequestionamento é requisito
indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de
recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se
4
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 733508 AGR / RS
pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula
282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou
reflexa das regras constitucionais não enseja recurso
extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR,
Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-
AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova
não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso
extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido
assentou:
‘EMBARGOS
À
EXECUÇÃO.
IMPENHORABILIDADE.
ALEGAÇÃO
DE
IMPENHORABILIDADE DE VEÍCULO QUE SERIA
UTILIZADO COMO INSTRUMENTO DE TRABALHO.
ELEMENTOS TRAZIDOS AOS AUTOS QUE APONTAM NO
SENTIDO DE QUE NÃO SE TRATA DA FONTE EXCLUSIVA
DE SUBSISTÊNCIA DO EMBARGANTTE QUE SE
QUALIFICOU COMO APOSENTADO. A CONCLUSÃO É NO
SENTIDO DE QUE A ATIVIDADE É EXERCIDA PARA
COMPLEMENTAÇÃO DA RENDA, O QUE NÃO IMPLICA
RECONHECIMENTO DA IMPENHORABILIDADE, RAZÃO
PELA QUAL DEVE SER MANTIDA A CONSTRIÇÃO PARA
FINS DE PAGAMENTO DA REPARAÇÃO DOS DANOS
ORIUNDOS DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. SENTENÇA
REFORMADA. RECURSO PROVIDO.’ 6. Agravo regimental
desprovido.” (ARE 637.204-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 21.2.2013).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Princípios do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa. Ofensa reflexa. Embargos de terceiro.
Desconstituição de penhora determinada na origem. Reexame
de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
5
Supremo Tribunal Federal
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AI 733508 AGR / RS
pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula
282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou
reflexa das regras constitucionais não enseja recurso
extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min.
CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR,
Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-
AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova
não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso
extraordinário não se presta ao exame de questões que
demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos
autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem
constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido
assentou:
‘EMBARGOS
À
EXECUÇÃO.
IMPENHORABILIDADE.
ALEGAÇÃO
DE
IMPENHORABILIDADE DE VEÍCULO QUE SERIA
UTILIZADO COMO INSTRUMENTO DE TRABALHO.
ELEMENTOS TRAZIDOS AOS AUTOS QUE APONTAM NO
SENTIDO DE QUE NÃO SE TRATA DA FONTE EXCLUSIVA
DE SUBSISTÊNCIA DO EMBARGANTTE QUE SE
QUALIFICOU COMO APOSENTADO. A CONCLUSÃO É NO
SENTIDO DE QUE A ATIVIDADE É EXERCIDA PARA
COMPLEMENTAÇÃO DA RENDA, O QUE NÃO IMPLICA
RECONHECIMENTO DA IMPENHORABILIDADE, RAZÃO
PELA QUAL DEVE SER MANTIDA A CONSTRIÇÃO PARA
FINS DE PAGAMENTO DA REPARAÇÃO DOS DANOS
ORIUNDOS DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. SENTENÇA
REFORMADA. RECURSO PROVIDO.’ 6. Agravo regimental
desprovido.” (ARE 637.204-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 21.2.2013).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Princípios do devido processo legal, do contraditório e da
ampla defesa. Ofensa reflexa. Embargos de terceiro.
Desconstituição de penhora determinada na origem. Reexame
de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 733508 AGR / RS
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e
provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 3.
Agravo regimental não provido.” (ARE 669.764-AgR/MT, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 04.10.2012).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
AI 733508 AGR / RS
princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla
defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida
como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame de fatos e
provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 3.
Agravo regimental não provido.” (ARE 669.764-AgR/MT, Rel.
Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 04.10.2012).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
6
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Extrato de Ata - 20/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S) : ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S) : TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S) : SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 733.508
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA
ADV.(A/S) : ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA
AGDO.(A/S) : TRANSPORTES BEBBER LTDA
ADV.(A/S) : SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 20.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 733 . 508",
"AI 733508 AGR / RS",
"AI 733508 AGR / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 733 . 508",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 733 . 508",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 733 . 508",
"Recurso Extraordinário 544 . 651 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 608 . 558 - AgR / RJ",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 733 . 508",
"Recurso Extraordinário 544 . 651 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 608 . 558 - AgR / RJ",
"AI 733508 AGR / RS",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 407 . 688 / SP",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 733508 AGR / RS",
"SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal .",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 407 . 688 / SP",
"Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 733508 AGR",
"AI 733508 AGR / RS",
"AI 733508 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 544 . 651 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 612 . 360 - RG / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 733508 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário 544 . 651 - AgR / RS",
"Recurso Extraordinário 612 . 360 - RG / SP",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 733508 AGR / RS",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 738 . 145 - AgR",
"AI n . 482 . 317 - AgR",
"AI n . 646 . 103 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 637 . 204 - AgR / RS",
"AI 733508 AGR / RS",
"Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal",
"AI n . 738 . 145 - AgR",
"AI n . 482 . 317 - AgR",
"AI n . 646 . 103 - AgR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 637 . 204 - AgR / RS",
"AI 733508 AGR / RS",
"ARE 669 . 764 - AgR / MT",
"AI 733508 AGR / RS",
"ARE 669 . 764 - AgR / MT",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 733 . 508",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 733 . 508"
],
"LEGISLACAO": [
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 6 . . . da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 26 / 2000",
"LEI 8 . 009 / 90 , ART . 3 .",
"Código de Processo Civil , ART . 557 , CAPUT , E RISTF , ART . 21 , § 1 .",
"art . 3 . . . , VII , da Lei 8 . 009 / 90",
"art . 6 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"EC 26 / 2000",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput ,",
"RISTF , art . 21 , § 1 . . .",
"Código Civil",
"Constituição",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EC 26 / 2000",
"LEI 8 . 009 / 90 , ART . 3 . . .",
"Código de Processo Civil , ART . 557 , CAPUT , E RISTF , ART . 21 , § 1 . . .",
"art . 3 . . . , VII , da Lei 8 . 009 / 90",
"art . 6 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88",
"EC 26 / 2000",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"RISTF , art . 21 , § 1 . . .",
"Código Civil",
"Constituição",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Lei 8 . 245 / 91",
"art . 3 . . . , inc . VII , da Lei n 8 . 009",
"Lei n 8 . 245",
"art . 6 . . . da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Lei 8 . 245 / 91",
"art . 3 . . . , inc . VII , da Lei n 8 . 009",
"Lei n 8 . 245",
"art . 6 . . . da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"TRANSPORTES BEBBER LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRANSPORTES BEBBER LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRANSPORTES BEBBER LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
"2",
".",
"1",
".",
".",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
".",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRANSPORTES BEBBER LTDA",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TRANSPORTES BEBBER LTDA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA",
"ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA",
"SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA",
"ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA",
"SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI",
"Rosa Weber",
"Rosalie Elvira Ujvari Noronha",
"ROSA WEBER",
"ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA",
"ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA",
"SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI",
"Rosa Weber",
"Rosalie Elvira Ujvari Noronha",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"Rosa Weber",
"Cezar Peluso",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Tibor Ujvári",
"Tibor Ujvári",
"Tibor Ujvári",
"Tibor Ujvári",
"ROSA WEBER",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"Cezar Peluso",
"Ellen Gracie",
"ROSA WEBER",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Luiz Fux",
"CELSO DE MELLO",
"ELLEN GRACIE",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA",
"ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA",
"SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ROSALIE ELVIRA UJVARI NORONHA",
"ANA KIMIKO GOMES SAKAKIBARA",
"SÍLVIO HENRIQUES FULGINITI",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"05",
".",
"8",
".",
"2004",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"17",
".",
"9",
".",
"2012",
"06",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"17",
".",
"9",
".",
"2012",
"06",
".",
"8",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"1997",
"23 de março de 1990",
"15 de outubro de 1991",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
".",
"05",
".",
"1997",
"23 de março de 1990",
"15 de outubro de 1991",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"9",
".",
"2012",
"03",
".",
"9",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"9",
".",
"2012",
"03",
".",
"9",
".",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"02",
".",
"11",
"15",
".",
"03",
".",
"11",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"21",
".",
"2",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"02",
".",
"11",
"15",
".",
"03",
".",
"11",
"18",
".",
"03",
".",
"11",
"21",
".",
"2",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"10",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"04",
".",
"10",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"20",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CIA HERING
ADV.(A/S)
:HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. IRPJ. FUSÃO, CISÃO,
INCORPORAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO
ORDINÁRIA E DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. AFRONTA
REFLEXA.
1. Pretensão de afastar a vedação contida no art. 33 do Decreto-lei nº
2.341/87 e no Regulamento do Imposto de Renda (art. 514), relativamente
à compensação dos prejuízos fiscais da sucedida pela sucessora por
incorporação, fusão ou cisão.
2. No caso concreto, a contenda foi decidida à luz da legislação
infraconstitucional pertinente (Leis nºs 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96,
Código Tributário Nacional, Decreto-Lei nº 2.341/87 e Decreto nº
3.000/99), sendo certo que eventual afronta ao texto constitucional, caso
ocorresse, se daria de forma meramente reflexa ou indireta.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623974.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
RE 604314 AGR / SC
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 604314 AGR / SC
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CIA HERING
ADV.(A/S)
:HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cia Hering interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em
que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Decisão:
Vistos.
Cia Hering interpõe recurso extraordinário com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional contra
acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim
ementado:
‘TRIBUTÁRIO. EMPRESARIAL. MANDADO DE
SEGURANÇA. IRPJ. FUSÃO. CISÃO. INCORPORAÇÃO.
LEI 6.404/76. CTN, ARTS. 132 E 133 - SUCESSÃO
TRIBUTÁRIA. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS
FISCAIS. VEDAÇÃO LEGAL. DECRETO-LEI 2.341/87.
DECRETO 3.000/99 (RIR). CONSTITUCIONALIDADE.
1. Aplica-se às Sociedades Anônimas, em face do
princípio da especialidade, a Lei nº 6.404/76, que trata
especificamente dos institutos jurídicos da incorporação,
da fusão e da cisão, nos arts. 223, 227, 228 e 229.
2. A Lei das S/As não destoou da normação
estampada no CTN desde sua edição, nos arts. 132 e 133,
no que atine à sucessão tributária decorrente de
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CIA HERING
ADV.(A/S)
:HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cia Hering interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em
que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Decisão:
Vistos.
Cia Hering interpõe recurso extraordinário com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional contra
acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim
ementado:
‘TRIBUTÁRIO. EMPRESARIAL. MANDADO DE
SEGURANÇA. IRPJ. FUSÃO. CISÃO. INCORPORAÇÃO.
LEI 6.404/76. CTN, ARTS. 132 E 133 - SUCESSÃO
TRIBUTÁRIA. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS
FISCAIS. VEDAÇÃO LEGAL. DECRETO-LEI 2.341/87.
DECRETO 3.000/99 (RIR). CONSTITUCIONALIDADE.
1. Aplica-se às Sociedades Anônimas, em face do
princípio da especialidade, a Lei nº 6.404/76, que trata
especificamente dos institutos jurídicos da incorporação,
da fusão e da cisão, nos arts. 223, 227, 228 e 229.
2. A Lei das S/As não destoou da normação
estampada no CTN desde sua edição, nos arts. 132 e 133,
no que atine à sucessão tributária decorrente de
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Relatório
RE 604314 AGR / SC
incorporação, fusão ou cisão.
3. A utilização dos prejuízos fiscais das pessoas
jurídicas incorporadas, fusionadas ou cindidas foi
permitida até o advento do Decreto-Lei nº 2.341/87, que
dispõe sobre a correção monetária das demonstrações
financeiras, para efeito de determinar o lucro real, pondo
fim a essa prática.
4. Não destoam desta vedação legal os arts. 207 e 514
do Decreto nº 3.000, de 26-03-99, que regulamenta a
tributação, fiscalização, arrecadação e administração do
Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer
Natureza.
5. Convenções particulares são válidas entre as
partes contratantes, mas a relação jurídico-tributária
decorrente dessas operações, salvo expressa disposição
legal, não podem ser opostas à atuação do Fisco (art. 123
do CTN).
6. Não são inconstitucionais o art. 33 do Decreto-Lei
nº 2.341/97 e o Decreto nº 3000/99, ao vedar a compensação
dos prejuízos fiscais, pois não ofendem o art. 97, VI, do
CTN, o qual não exige lei complementar, mas somente lei,
para criar hipótese de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários, tampouco os arts. 43, 132 e 133 do
mesmo Codex, recepcionado que foi pela novel
Constituição, sem desnaturar o fato gerador, a capacidade
contributiva e a utilização do tributo com efeito de
confisco.
7. Apelação improvida’ (fls. 409).
Opostos embargos de declaração (fls. 412/414), foram
parcialmente providos para fins de prequestionamento (fls.
418).
No recurso extraordinário, a recorrente alega ofensa aos
artigos 145, § 1º e 153, incisos III, todos da Constituição Federal.
Às fls. 510, a decisão que admitiu o apelo extremo.
Interposto recurso especial simultaneamente ao
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Supremo Tribunal Federal
RE 604314 AGR / SC
incorporação, fusão ou cisão.
3. A utilização dos prejuízos fiscais das pessoas
jurídicas incorporadas, fusionadas ou cindidas foi
permitida até o advento do Decreto-Lei nº 2.341/87, que
dispõe sobre a correção monetária das demonstrações
financeiras, para efeito de determinar o lucro real, pondo
fim a essa prática.
4. Não destoam desta vedação legal os arts. 207 e 514
do Decreto nº 3.000, de 26-03-99, que regulamenta a
tributação, fiscalização, arrecadação e administração do
Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer
Natureza.
5. Convenções particulares são válidas entre as
partes contratantes, mas a relação jurídico-tributária
decorrente dessas operações, salvo expressa disposição
legal, não podem ser opostas à atuação do Fisco (art. 123
do CTN).
6. Não são inconstitucionais o art. 33 do Decreto-Lei
nº 2.341/97 e o Decreto nº 3000/99, ao vedar a compensação
dos prejuízos fiscais, pois não ofendem o art. 97, VI, do
CTN, o qual não exige lei complementar, mas somente lei,
para criar hipótese de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários, tampouco os arts. 43, 132 e 133 do
mesmo Codex, recepcionado que foi pela novel
Constituição, sem desnaturar o fato gerador, a capacidade
contributiva e a utilização do tributo com efeito de
confisco.
7. Apelação improvida’ (fls. 409).
Opostos embargos de declaração (fls. 412/414), foram
parcialmente providos para fins de prequestionamento (fls.
418).
No recurso extraordinário, a recorrente alega ofensa aos
artigos 145, § 1º e 153, incisos III, todos da Constituição Federal.
Às fls. 510, a decisão que admitiu o apelo extremo.
Interposto recurso especial simultaneamente ao
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Relatório
RE 604314 AGR / SC
extraordinário, aquele não foi provido (fls. 528).
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Verifico que o acórdão atacado se limitou a assentar a
impossibilidade de compensar prejuízos fiscais acumulados por
pessoa jurídica incorporada, com fundamento na legislação
ordinária pertinente (leis 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96; Código
Tributário Nacional; Decreto-Lei nº 2.341/87 e Decreto 3.000/99).
Dessa forma, considerando que a análise de eventual
afronta aos dispositivos constitucionais apontados, passaria
pelo reexame de toda a legislação infraconstitucional, inclusive
do Decreto nº 3.000/99, a alegada violação dar-se-ia, se
ocorresse, de forma meramente indireta ou reflexa, não
ensejando a abertura da via extraordinária.
No mesmo sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA.
LUCROS
E
DIVIDENDOS
DISTRIBUÍDOS
ANTECIPADAMENTE. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA AO MONTANTE A SER TRIBUTADO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO
IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem decidiu a
controvérsia atinente à atualização monetária dos lucros
ou dividendos distribuídos antecipadamente, com base
em normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie
(decretos-Lei 2.341/87 e 2.429/88). Assim, a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. II Agravo regimental
improvido’ (AI nº 736.845-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 11/03/11).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1) TRIBUTÁRIO. JULGADO
RECORRIDO FUNDAMENTADO NA LEI N. 8.541/1992 E
NO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL: OFENSA
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 604314 AGR / SC
extraordinário, aquele não foi provido (fls. 528).
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Verifico que o acórdão atacado se limitou a assentar a
impossibilidade de compensar prejuízos fiscais acumulados por
pessoa jurídica incorporada, com fundamento na legislação
ordinária pertinente (leis 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96; Código
Tributário Nacional; Decreto-Lei nº 2.341/87 e Decreto 3.000/99).
Dessa forma, considerando que a análise de eventual
afronta aos dispositivos constitucionais apontados, passaria
pelo reexame de toda a legislação infraconstitucional, inclusive
do Decreto nº 3.000/99, a alegada violação dar-se-ia, se
ocorresse, de forma meramente indireta ou reflexa, não
ensejando a abertura da via extraordinária.
No mesmo sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA.
LUCROS
E
DIVIDENDOS
DISTRIBUÍDOS
ANTECIPADAMENTE. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA AO MONTANTE A SER TRIBUTADO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO
IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem decidiu a
controvérsia atinente à atualização monetária dos lucros
ou dividendos distribuídos antecipadamente, com base
em normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie
(decretos-Lei 2.341/87 e 2.429/88). Assim, a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. II Agravo regimental
improvido’ (AI nº 736.845-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 11/03/11).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1) TRIBUTÁRIO. JULGADO
RECORRIDO FUNDAMENTADO NA LEI N. 8.541/1992 E
NO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL: OFENSA
3
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Relatório
RE 604314 AGR / SC
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2) AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
DO
DISPOSITIVO
CONSTITUCIONAL SUPOSTAMENTE CONTRARIADO:
SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (RE nº 598.175-AgR, Relatora Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 07/04/11).
‘TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSL. INSTRUÇÃO
NORMATIVA SRF 45/2000. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
AOS
PRINCÍPIOS
DA
LEGALIDADE,
IRRETROATIVIDADE E ISONOMIA TRIBUTÁRIA.
OFENSA REFLEXA. 1. O Tribunal de origem decidiu a
questão com fundamento na interpretação da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (IN/SRF 45 e Leis
9.964/2000, 9.718/1998 e 9.430/1996). Assim, eventual
ofensa à Constituição Federal seria indireta ou reflexa, o
que elide o processamento do recurso extraordinário. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº
494.592-AgR, Relatora Min. Ellen Gracie, Segunda Turma
DJe de 15/03/11).
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
Alega a agravante que a questão discutida nos autos não seria
infraconstitucional, sendo que, no seu entender, a afronta aos dispositivos
constitucionais trazidos no recurso extraordinário seria direta e frontal.
Aduz, in verbis, que
“a r. decisão agravada merece ser reconsiderada, tendo em
vista que o v. acórdão ora recorrido passa pela análise da
legislação infraconstitucional, para ao final, chegar à conclusão
de inexistência de inconstitucionalidade da norma em questão”.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
RE 604314 AGR / SC
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2) AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
DO
DISPOSITIVO
CONSTITUCIONAL SUPOSTAMENTE CONTRARIADO:
SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (RE nº 598.175-AgR, Relatora Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 07/04/11).
‘TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSL. INSTRUÇÃO
NORMATIVA SRF 45/2000. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
AOS
PRINCÍPIOS
DA
LEGALIDADE,
IRRETROATIVIDADE E ISONOMIA TRIBUTÁRIA.
OFENSA REFLEXA. 1. O Tribunal de origem decidiu a
questão com fundamento na interpretação da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (IN/SRF 45 e Leis
9.964/2000, 9.718/1998 e 9.430/1996). Assim, eventual
ofensa à Constituição Federal seria indireta ou reflexa, o
que elide o processamento do recurso extraordinário. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº
494.592-AgR, Relatora Min. Ellen Gracie, Segunda Turma
DJe de 15/03/11).
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
Alega a agravante que a questão discutida nos autos não seria
infraconstitucional, sendo que, no seu entender, a afronta aos dispositivos
constitucionais trazidos no recurso extraordinário seria direta e frontal.
Aduz, in verbis, que
“a r. decisão agravada merece ser reconsiderada, tendo em
vista que o v. acórdão ora recorrido passa pela análise da
legislação infraconstitucional, para ao final, chegar à conclusão
de inexistência de inconstitucionalidade da norma em questão”.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
jurisprudência desta Corte.
No caso dos autos, observo que a pretensão da agravante é de
afastar, por suposta incompatibilidade com normas da Constituição
Federal de 1988, a vedação contida no art. 33 do Decreto-lei nº 2.341/87 e
no Regulamento do Imposto de Renda (art. 514) relativamente à
compensação pela sua sucessora dos prejuízos fiscais da sucedida.
Transcrevo trecho do julgado recorrido:
“A situação trazida à apreciação apresenta em seu bojo um
conjunto qualificado de institutos jurídicos distribuídos pelos
ramos do Direito Público e Privado. Sob essa perspectiva,
imprescinde primeiramente, diante do caso concreto, dilucidar
o complexo quadro jurídico a ensejar manifestação a respeito
das consequências tributárias dos institutos jurídicos da fusão,
da cisão, e da incorporação destes especiais tipos societários,
isto é, as sociedades Anônimas.”
A partir de tais balizas, o Tribunal de origem fez uma incursão sobre
a Lei das Sociedades Anônimas - institutos da responsabilidade
tributária, na forma dos arts. 132 e 133 do Código Tributário Nacional -,
para concluir que o art. 33 do DL 2.341/87, ao não autorizar a
compensação dos prejuízos fiscais acumulados pelas incorporadas, não
conflitou com a natureza jurídica do instituto da incorporação.
Decidiu, ainda, o Tribunal no acórdão recorrido:
“O art. 97, inciso IV, do CTN, estabelece que somente a lei
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4623972.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
jurisprudência desta Corte.
No caso dos autos, observo que a pretensão da agravante é de
afastar, por suposta incompatibilidade com normas da Constituição
Federal de 1988, a vedação contida no art. 33 do Decreto-lei nº 2.341/87 e
no Regulamento do Imposto de Renda (art. 514) relativamente à
compensação pela sua sucessora dos prejuízos fiscais da sucedida.
Transcrevo trecho do julgado recorrido:
“A situação trazida à apreciação apresenta em seu bojo um
conjunto qualificado de institutos jurídicos distribuídos pelos
ramos do Direito Público e Privado. Sob essa perspectiva,
imprescinde primeiramente, diante do caso concreto, dilucidar
o complexo quadro jurídico a ensejar manifestação a respeito
das consequências tributárias dos institutos jurídicos da fusão,
da cisão, e da incorporação destes especiais tipos societários,
isto é, as sociedades Anônimas.”
A partir de tais balizas, o Tribunal de origem fez uma incursão sobre
a Lei das Sociedades Anônimas - institutos da responsabilidade
tributária, na forma dos arts. 132 e 133 do Código Tributário Nacional -,
para concluir que o art. 33 do DL 2.341/87, ao não autorizar a
compensação dos prejuízos fiscais acumulados pelas incorporadas, não
conflitou com a natureza jurídica do instituto da incorporação.
Decidiu, ainda, o Tribunal no acórdão recorrido:
“O art. 97, inciso IV, do CTN, estabelece que somente a lei
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 604314 AGR / SC
pode criar hipótese de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários. Não exige normação por lei complementar.
Portanto, a vedação à compensação de prejuízos fiscais pelo art.
33 do Decreto-Lei nº 2.341/97, está em consonância com o
previsto no Código Tributário Nacional sem qualquer ofensa
aos arts. 43, 132 e 133 deste Codex, os quais apenas imputam
responsabilidade à sucessora sobre os tributos devidos pela
empresa cindida, fusionada ou incorporada, sem nada referir ao
aproveitamento de prejuízos fiscais, mesmo por que foi
recepcionado o referido decreto-lei pela Constituição Federal
de 1988.”
Portanto, não obstante a menção dos dispositivos constitucionais
tidos por violados, é fato que, no acórdão recorrido, não se procedeu a
uma análise da contenda à luz do texto constitucional, limitando-se o
órgão julgador a afirmar que o citado decreto-lei não ofenderia o
disposto nos “arts. 145, § 1º, 150, IV e 153,II, da Magna Carta de 1988”,
sem, no entanto, tecer maiores considerações sobre a matéria
constitucional veiculada nos referidos dispositivos constitucionais. É
certo, ainda, que os embargos de declaração nem sequer forçaram a Corte
regional a se manifestar sobre a matéria constitucional.
Dessa forma, repiso que, para acolher a pretensão da agravante e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem no que tange à
compensação de prejuízos fiscais acumulados por pessoa jurídica
incorporada, mister seria a reanálise da contenda à luz da legislação
infraconstitucional pertinente (Leis nº 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96, Código
Tributário Nacional, Decreto-Lei nº 2.341/87 e Decreto nº 3.000/99), sendo
certo que eventual afronta ao texto constitucional, caso ocorresse, se daria
de forma meramente reflexa ou indireta.
As lições do Ministro Néri da Silveira, no AI nº 289.724-AgR,
Segunda Turma, DJ 7/6/02, bem esclarecem a problemática da ofensa
reflexa, como se pode ver no seguinte trecho do seu voto:
“Na admissão da irresignação extrema, a ofensa à
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 604314 AGR / SC
pode criar hipótese de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários. Não exige normação por lei complementar.
Portanto, a vedação à compensação de prejuízos fiscais pelo art.
33 do Decreto-Lei nº 2.341/97, está em consonância com o
previsto no Código Tributário Nacional sem qualquer ofensa
aos arts. 43, 132 e 133 deste Codex, os quais apenas imputam
responsabilidade à sucessora sobre os tributos devidos pela
empresa cindida, fusionada ou incorporada, sem nada referir ao
aproveitamento de prejuízos fiscais, mesmo por que foi
recepcionado o referido decreto-lei pela Constituição Federal
de 1988.”
Portanto, não obstante a menção dos dispositivos constitucionais
tidos por violados, é fato que, no acórdão recorrido, não se procedeu a
uma análise da contenda à luz do texto constitucional, limitando-se o
órgão julgador a afirmar que o citado decreto-lei não ofenderia o
disposto nos “arts. 145, § 1º, 150, IV e 153,II, da Magna Carta de 1988”,
sem, no entanto, tecer maiores considerações sobre a matéria
constitucional veiculada nos referidos dispositivos constitucionais. É
certo, ainda, que os embargos de declaração nem sequer forçaram a Corte
regional a se manifestar sobre a matéria constitucional.
Dessa forma, repiso que, para acolher a pretensão da agravante e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem no que tange à
compensação de prejuízos fiscais acumulados por pessoa jurídica
incorporada, mister seria a reanálise da contenda à luz da legislação
infraconstitucional pertinente (Leis nº 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96, Código
Tributário Nacional, Decreto-Lei nº 2.341/87 e Decreto nº 3.000/99), sendo
certo que eventual afronta ao texto constitucional, caso ocorresse, se daria
de forma meramente reflexa ou indireta.
As lições do Ministro Néri da Silveira, no AI nº 289.724-AgR,
Segunda Turma, DJ 7/6/02, bem esclarecem a problemática da ofensa
reflexa, como se pode ver no seguinte trecho do seu voto:
“Na admissão da irresignação extrema, a ofensa à
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 604314 AGR / SC
Constituição há ser direta e imediata e não por via reflexa. Se,
para isso, for necessário prévio exame da contenda à luz da
legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse
modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie
no art. 102, III, Letra ‘a’, da Lei Maior.”
Versando sobre limitação a deduções do IRPJ pelo mesmo decreto-
lei os seguintes julgados: ARE nº 697.635/RJ–AgR, Relator o Ministro
Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 1º/2/13; AI nº 803.821/SP–AgR,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/5/12; RE nº 612.118/PR–AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/3/11; RE nº
562.808/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 11/2/11; RE nº
527.533/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 2/2/12.
Mesmo que ultrapassado o óbice acima, é certo que, de acordo com a
jurisprudência desta Corte, as limitações à compensação de prejuízos
fiscais constituem benefício fiscal, o que é livremente suprimível pelo
titular da competência tributária. Nesse sentido: RE nº 617.389/DF–AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de
22/5/12; RE nº 612.737/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, DJe de 28/10/11, dentre outros.
Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão
ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional.
Nesse sentido, o RE nº 408.537-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ
de 6/3/08.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 604314 AGR / SC
Constituição há ser direta e imediata e não por via reflexa. Se,
para isso, for necessário prévio exame da contenda à luz da
legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse
modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie
no art. 102, III, Letra ‘a’, da Lei Maior.”
Versando sobre limitação a deduções do IRPJ pelo mesmo decreto-
lei os seguintes julgados: ARE nº 697.635/RJ–AgR, Relator o Ministro
Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 1º/2/13; AI nº 803.821/SP–AgR,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/5/12; RE nº 612.118/PR–AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/3/11; RE nº
562.808/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 11/2/11; RE nº
527.533/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 2/2/12.
Mesmo que ultrapassado o óbice acima, é certo que, de acordo com a
jurisprudência desta Corte, as limitações à compensação de prejuízos
fiscais constituem benefício fiscal, o que é livremente suprimível pelo
titular da competência tributária. Nesse sentido: RE nº 617.389/DF–AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de
22/5/12; RE nº 612.737/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, DJe de 28/10/11, dentre outros.
Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão
ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional.
Nesse sentido, o RE nº 408.537-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ
de 6/3/08.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, recebi
memorial e entendo que o extraordinário deve ter sequência.
Está em jogo a constitucionalidade, ou não, do artigo 33 do Decreto
nº 2.341/87.
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, recebi
memorial e entendo que o extraordinário deve ter sequência.
Está em jogo a constitucionalidade, ou não, do artigo 33 do Decreto
nº 2.341/87.
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Extrato de Ata - 13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CIA HERING
ADV.(A/S) : HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1ª Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CIA HERING
ADV.(A/S) : HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1ª Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4677861
| 2013-08-13T00:00:00
| 2013-10-16T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. IRPJ. FUSÃO, CISÃO, INCORPORAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. AFRONTA REFLEXA.
1. Pretensão de afastar a vedação contida no art. 33 do Decreto-lei nº 2.341/87 e no Regulamento do Imposto de Renda (art. 514), relativamente à compensação dos prejuízos fiscais da sucedida pela sucessora por incorporação, fusão ou cisão.
2. No caso concreto, a contenda foi decidida à luz da legislação infraconstitucional pertinente (Leis nºs 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96, Código Tributário Nacional, Decreto-Lei nº 2.341/87 e Decreto nº 3.000/99), sendo certo que eventual afronta ao texto constitucional, caso ocorresse, se daria de forma meramente reflexa ou indireta.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur245103
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IRPJ, DEDUÇÕES)
ARE 697635 AgR (1ªT), AI 803821 AgR (1ªT), RE 612118 AgR (1ªT), RE 562808, RE 527533.
(OFENSA REFLEXA)
AI 289724 AgR (2ªT).
(PREJUÍZO FISCAL, COMPENSAÇÃO)
RE 617389 AgR (2ªT), RE 612737 AgR (2ªT).
(RE, CARÁTER PROTELATÓRIO)
RE 408537 AgR (2ªT).
Número de páginas: 11.
Análise: 29/10/2013, TIA.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
604314
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n ART-00097 INC-00004 ART-00132 ART-00133\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n",
"LEG-FED LEI-006404 ANO-1976\n LSAN-1976 LEI DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS\n\n",
"LEG-FED LEI-008541 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED LEI-009430 ANO-1996\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED DEL-002341 ANO-1987\n ART-00033\n DECRETO-LEI\n\n",
"LEG-FED DEC-003000 ANO-1999\n ART-00514\n DECRETO - REGULAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 604314 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CIA HERING
ADV.(A/S) : HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CIA HERING
ADV.(A/S)
:HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. IRPJ. FUSÃO, CISÃO,
INCORPORAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO
ORDINÁRIA E DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. AFRONTA
REFLEXA.
1. Pretensão de afastar a vedação contida no art. 33 do Decreto-lei n
2.341/87 e no Regulamento do Imposto de Renda (art. 514), relativamente
à compensação dos prejuízos fiscais da sucedida pela sucessora por
incorporação, fusão ou cisão.
2. No caso concreto, a contenda foi decidida à luz da legislação
infraconstitucional pertinente (Leis ns 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96,
Código Tributário Nacional, Decreto-Lei n 2.341/87 e Decreto n
3.000/99), sendo certo que eventual afronta ao texto constitucional, caso
ocorresse, se daria de forma meramente reflexa ou indireta.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CIA HERING
ADV.(A/S)
:HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cia Hering interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em
que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Decisão:
Vistos.
Cia Hering interpõe recurso extraordinário com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional contra
acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim
ementado:
‘TRIBUTÁRIO. EMPRESARIAL. MANDADO DE
SEGURANÇA. IRPJ. FUSÃO. CISÃO. INCORPORAÇÃO.
LEI 6.404/76. CTN, ARTS. 132 E 133 - SUCESSÃO
TRIBUTÁRIA. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS
FISCAIS. VEDAÇÃO LEGAL. DECRETO-LEI 2.341/87.
DECRETO 3.000/99 (RIR). CONSTITUCIONALIDADE.
1. Aplica-se às Sociedades Anônimas, em face do
princípio da especialidade, a Lei n 6.404/76, que trata
especificamente dos institutos jurídicos da incorporação,
da fusão e da cisão, nos arts. 223, 227, 228 e 229.
2. A Lei das S/As não destoou da normação
estampada no CTN desde sua edição, nos arts. 132 e 133,
no que atine à sucessão tributária decorrente de
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CIA HERING
ADV.(A/S)
:HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Cia Hering interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em
que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte
fundamentação:
“Decisão:
Vistos.
Cia Hering interpõe recurso extraordinário com
fundamento na alínea a do permissivo constitucional contra
acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim
ementado:
‘TRIBUTÁRIO. EMPRESARIAL. MANDADO DE
SEGURANÇA. IRPJ. FUSÃO. CISÃO. INCORPORAÇÃO.
LEI 6.404/76. CTN, ARTS. 132 E 133 - SUCESSÃO
TRIBUTÁRIA. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS
FISCAIS. VEDAÇÃO LEGAL. DECRETO-LEI 2.341/87.
DECRETO 3.000/99 (RIR). CONSTITUCIONALIDADE.
1. Aplica-se às Sociedades Anônimas, em face do
princípio da especialidade, a Lei n 6.404/76, que trata
especificamente dos institutos jurídicos da incorporação,
da fusão e da cisão, nos arts. 223, 227, 228 e 229.
2. A Lei das S/As não destoou da normação
estampada no CTN desde sua edição, nos arts. 132 e 133,
no que atine à sucessão tributária decorrente de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC
incorporação, fusão ou cisão.
3. A utilização dos prejuízos fiscais das pessoas
jurídicas incorporadas, fusionadas ou cindidas foi
permitida até o advento do Decreto-Lei n 2.341/87, que
dispõe sobre a correção monetária das demonstrações
financeiras, para efeito de determinar o lucro real, pondo
fim a essa prática.
4. Não destoam desta vedação legal os arts. 207 e 514
do Decreto n 3.000, de 26-03-99, que regulamenta a
tributação, fiscalização, arrecadação e administração do
Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer
Natureza.
5. Convenções particulares são válidas entre as
partes contratantes, mas a relação jurídico-tributária
decorrente dessas operações, salvo expressa disposição
legal, não podem ser opostas à atuação do Fisco (art. 123
do CTN).
6. Não são inconstitucionais o art. 33 do Decreto-Lei
n 2.341/97 e o Decreto n 3000/99, ao vedar a compensação
dos prejuízos fiscais, pois não ofendem o art. 97, VI, do
CTN, o qual não exige lei complementar, mas somente lei,
para criar hipótese de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários, tampouco os arts. 43, 132 e 133 do
mesmo Codex, recepcionado que foi pela novel
Constituição, sem desnaturar o fato gerador, a capacidade
contributiva e a utilização do tributo com efeito de
confisco.
7. Apelação improvida’ (fls. 409).
Opostos embargos de declaração (fls. 412/414), foram
parcialmente providos para fins de prequestionamento (fls.
418).
No recurso extraordinário, a recorrente alega ofensa aos
artigos 145, § 1... e 153, incisos III, todos da Constituição Federal.
Às fls. 510, a decisão que admitiu o apelo extremo.
Interposto recurso especial simultaneamente ao
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC
incorporação, fusão ou cisão.
3. A utilização dos prejuízos fiscais das pessoas
jurídicas incorporadas, fusionadas ou cindidas foi
permitida até o advento do Decreto-Lei n 2.341/87, que
dispõe sobre a correção monetária das demonstrações
financeiras, para efeito de determinar o lucro real, pondo
fim a essa prática.
4. Não destoam desta vedação legal os arts. 207 e 514
do Decreto n 3.000, de 26-03-99, que regulamenta a
tributação, fiscalização, arrecadação e administração do
Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer
Natureza.
5. Convenções particulares são válidas entre as
partes contratantes, mas a relação jurídico-tributária
decorrente dessas operações, salvo expressa disposição
legal, não podem ser opostas à atuação do Fisco (art. 123
do CTN).
6. Não são inconstitucionais o art. 33 do Decreto-Lei
n 2.341/97 e o Decreto n 3000/99, ao vedar a compensação
dos prejuízos fiscais, pois não ofendem o art. 97, VI, do
CTN, o qual não exige lei complementar, mas somente lei,
para criar hipótese de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários, tampouco os arts. 43, 132 e 133 do
mesmo Codex, recepcionado que foi pela novel
Constituição, sem desnaturar o fato gerador, a capacidade
contributiva e a utilização do tributo com efeito de
confisco.
7. Apelação improvida’ (fls. 409).
Opostos embargos de declaração (fls. 412/414), foram
parcialmente providos para fins de prequestionamento (fls.
418).
No recurso extraordinário, a recorrente alega ofensa aos
artigos 145, § 1... e 153, incisos III, todos da Constituição Federal.
Às fls. 510, a decisão que admitiu o apelo extremo.
Interposto recurso especial simultaneamente ao
2
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Relatório
Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC
extraordinário, aquele não foi provido (fls. 528).
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Verifico que o acórdão atacado se limitou a assentar a
impossibilidade de compensar prejuízos fiscais acumulados por
pessoa jurídica incorporada, com fundamento na legislação
ordinária pertinente (leis 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96; Código
Tributário Nacional; Decreto-Lei n 2.341/87 e Decreto 3.000/99).
Dessa forma, considerando que a análise de eventual
afronta aos dispositivos constitucionais apontados, passaria
pelo reexame de toda a legislação infraconstitucional, inclusive
do Decreto n 3.000/99, a alegada violação dar-se-ia, se
ocorresse, de forma meramente indireta ou reflexa, não
ensejando a abertura da via extraordinária.
No mesmo sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA.
LUCROS
E
DIVIDENDOS
DISTRIBUÍDOS
ANTECIPADAMENTE. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA AO MONTANTE A SER TRIBUTADO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO
IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem decidiu a
controvérsia atinente à atualização monetária dos lucros
ou dividendos distribuídos antecipadamente, com base
em normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie
(decretos-Lei 2.341/87 e 2.429/88). Assim, a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. II Agravo regimental
improvido’ (AI n 736.845-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 11/03/11).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1) TRIBUTÁRIO. JULGADO
RECORRIDO FUNDAMENTADO NA LEI N. 8.541/1992 E
NO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL: OFENSA
3
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Supremo Tribunal Federal
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extraordinário, aquele não foi provido (fls. 528).
Decido.
Não merece prosperar a irresignação.
Verifico que o acórdão atacado se limitou a assentar a
impossibilidade de compensar prejuízos fiscais acumulados por
pessoa jurídica incorporada, com fundamento na legislação
ordinária pertinente (leis 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96; Código
Tributário Nacional; Decreto-Lei n 2.341/87 e Decreto 3.000/99).
Dessa forma, considerando que a análise de eventual
afronta aos dispositivos constitucionais apontados, passaria
pelo reexame de toda a legislação infraconstitucional, inclusive
do Decreto n 3.000/99, a alegada violação dar-se-ia, se
ocorresse, de forma meramente indireta ou reflexa, não
ensejando a abertura da via extraordinária.
No mesmo sentido:
‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA.
LUCROS
E
DIVIDENDOS
DISTRIBUÍDOS
ANTECIPADAMENTE. INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO
MONETÁRIA AO MONTANTE A SER TRIBUTADO.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL.
AGRAVO
IMPROVIDO. I - O Tribunal de origem decidiu a
controvérsia atinente à atualização monetária dos lucros
ou dividendos distribuídos antecipadamente, com base
em normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie
(decretos-Lei 2.341/87 e 2.429/88). Assim, a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível,
portanto, o recurso extraordinário. II Agravo regimental
improvido’ (AI n 736.845-AgR, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 11/03/11).
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. 1) TRIBUTÁRIO. JULGADO
RECORRIDO FUNDAMENTADO NA LEI N. 8.541/1992 E
NO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL: OFENSA
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Relatório
Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC
CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2) AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
DO
DISPOSITIVO
CONSTITUCIONAL SUPOSTAMENTE CONTRARIADO:
SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 598.175-AgR, Relatora Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 07/04/11).
‘TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSL. INSTRUÇÃO
NORMATIVA SRF 45/2000. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
AOS
PRINCÍPIOS
DA
LEGALIDADE,
IRRETROATIVIDADE E ISONOMIA TRIBUTÁRIA.
OFENSA REFLEXA. 1. O Tribunal de origem decidiu a
questão com fundamento na interpretação da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (IN/SRF 45 e Leis
9.964/2000, 9.718/1998 e 9.430/1996). Assim, eventual
ofensa à Constituição Federal seria indireta ou reflexa, o
que elide o processamento do recurso extraordinário. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n
494.592-AgR, Relatora Min. Ellen Gracie, Segunda Turma
DJe de 15/03/11).
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
Alega a agravante que a questão discutida nos autos não seria
infraconstitucional, sendo que, no seu entender, a afronta aos dispositivos
constitucionais trazidos no recurso extraordinário seria direta e frontal.
Aduz, in verbis, que
“a r. decisão agravada merece ser reconsiderada, tendo em
vista que o v. acórdão ora recorrido passa pela análise da
legislação infraconstitucional, para ao final, chegar à conclusão
de inexistência de inconstitucionalidade da norma em questão”.
É o relatório.
4
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CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2) AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO
DO
DISPOSITIVO
CONSTITUCIONAL SUPOSTAMENTE CONTRARIADO:
SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 598.175-AgR, Relatora Min.
Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 07/04/11).
‘TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSL. INSTRUÇÃO
NORMATIVA SRF 45/2000. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO
AOS
PRINCÍPIOS
DA
LEGALIDADE,
IRRETROATIVIDADE E ISONOMIA TRIBUTÁRIA.
OFENSA REFLEXA. 1. O Tribunal de origem decidiu a
questão com fundamento na interpretação da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (IN/SRF 45 e Leis
9.964/2000, 9.718/1998 e 9.430/1996). Assim, eventual
ofensa à Constituição Federal seria indireta ou reflexa, o
que elide o processamento do recurso extraordinário. 2.
Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n
494.592-AgR, Relatora Min. Ellen Gracie, Segunda Turma
DJe de 15/03/11).
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
Alega a agravante que a questão discutida nos autos não seria
infraconstitucional, sendo que, no seu entender, a afronta aos dispositivos
constitucionais trazidos no recurso extraordinário seria direta e frontal.
Aduz, in verbis, que
“a r. decisão agravada merece ser reconsiderada, tendo em
vista que o v. acórdão ora recorrido passa pela análise da
legislação infraconstitucional, para ao final, chegar à conclusão
de inexistência de inconstitucionalidade da norma em questão”.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
jurisprudência desta Corte.
No caso dos autos, observo que a pretensão da agravante é de
afastar, por suposta incompatibilidade com normas da Constituição
Federal de 1988, a vedação contida no art. 33 do Decreto-lei n 2.341/87 e
no Regulamento do Imposto de Renda (art. 514) relativamente à
compensação pela sua sucessora dos prejuízos fiscais da sucedida.
Transcrevo trecho do julgado recorrido:
“A situação trazida à apreciação apresenta em seu bojo um
conjunto qualificado de institutos jurídicos distribuídos pelos
ramos do Direito Público e Privado. Sob essa perspectiva,
imprescinde primeiramente, diante do caso concreto, dilucidar
o complexo quadro jurídico a ensejar manifestação a respeito
das consequências tributárias dos institutos jurídicos da fusão,
da cisão, e da incorporação destes especiais tipos societários,
isto é, as sociedades Anônimas.”
A partir de tais balizas, o Tribunal de origem fez uma incursão sobre
a Lei das Sociedades Anônimas - institutos da responsabilidade
tributária, na forma dos arts. 132 e 133 do Código Tributário Nacional -,
para concluir que o art. 33 do DL 2.341/87, ao não autorizar a
compensação dos prejuízos fiscais acumulados pelas incorporadas, não
conflitou com a natureza jurídica do instituto da incorporação.
Decidiu, ainda, o Tribunal no acórdão recorrido:
“O art. 97, inciso IV, do CTN, estabelece que somente a lei
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações
deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação
que ampara a decisão agravada, a qual se encontra em sintonia com a
jurisprudência desta Corte.
No caso dos autos, observo que a pretensão da agravante é de
afastar, por suposta incompatibilidade com normas da Constituição
Federal de 1988, a vedação contida no art. 33 do Decreto-lei n 2.341/87 e
no Regulamento do Imposto de Renda (art. 514) relativamente à
compensação pela sua sucessora dos prejuízos fiscais da sucedida.
Transcrevo trecho do julgado recorrido:
“A situação trazida à apreciação apresenta em seu bojo um
conjunto qualificado de institutos jurídicos distribuídos pelos
ramos do Direito Público e Privado. Sob essa perspectiva,
imprescinde primeiramente, diante do caso concreto, dilucidar
o complexo quadro jurídico a ensejar manifestação a respeito
das consequências tributárias dos institutos jurídicos da fusão,
da cisão, e da incorporação destes especiais tipos societários,
isto é, as sociedades Anônimas.”
A partir de tais balizas, o Tribunal de origem fez uma incursão sobre
a Lei das Sociedades Anônimas - institutos da responsabilidade
tributária, na forma dos arts. 132 e 133 do Código Tributário Nacional -,
para concluir que o art. 33 do DL 2.341/87, ao não autorizar a
compensação dos prejuízos fiscais acumulados pelas incorporadas, não
conflitou com a natureza jurídica do instituto da incorporação.
Decidiu, ainda, o Tribunal no acórdão recorrido:
“O art. 97, inciso IV, do CTN, estabelece que somente a lei
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC
pode criar hipótese de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários. Não exige normação por lei complementar.
Portanto, a vedação à compensação de prejuízos fiscais pelo art.
33 do Decreto-Lei n 2.341/97, está em consonância com o
previsto no Código Tributário Nacional sem qualquer ofensa
aos arts. 43, 132 e 133 deste Codex, os quais apenas imputam
responsabilidade à sucessora sobre os tributos devidos pela
empresa cindida, fusionada ou incorporada, sem nada referir ao
aproveitamento de prejuízos fiscais, mesmo por que foi
recepcionado o referido decreto-lei pela Constituição Federal
de 1988.”
Portanto, não obstante a menção dos dispositivos constitucionais
tidos por violados, é fato que, no acórdão recorrido, não se procedeu a
uma análise da contenda à luz do texto constitucional, limitando-se o
órgão julgador a afirmar que o citado decreto-lei não ofenderia o
disposto nos “arts. 145, § 1..., 150, IV e 153,II, da Magna Carta de 1988”,
sem, no entanto, tecer maiores considerações sobre a matéria
constitucional veiculada nos referidos dispositivos constitucionais. É
certo, ainda, que os embargos de declaração nem sequer forçaram a Corte
regional a se manifestar sobre a matéria constitucional.
Dessa forma, repiso que, para acolher a pretensão da agravante e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem no que tange à
compensação de prejuízos fiscais acumulados por pessoa jurídica
incorporada, mister seria a reanálise da contenda à luz da legislação
infraconstitucional pertinente (Leis n 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96, Código
Tributário Nacional, Decreto-Lei n 2.341/87 e Decreto n 3.000/99), sendo
certo que eventual afronta ao texto constitucional, caso ocorresse, se daria
de forma meramente reflexa ou indireta.
As lições do Ministro Néri da Silveira, no AI n 289.724-AgR,
Segunda Turma, DJ 7/6/02, bem esclarecem a problemática da ofensa
reflexa, como se pode ver no seguinte trecho do seu voto:
“Na admissão da irresignação extrema, a ofensa à
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pode criar hipótese de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários. Não exige normação por lei complementar.
Portanto, a vedação à compensação de prejuízos fiscais pelo art.
33 do Decreto-Lei n 2.341/97, está em consonância com o
previsto no Código Tributário Nacional sem qualquer ofensa
aos arts. 43, 132 e 133 deste Codex, os quais apenas imputam
responsabilidade à sucessora sobre os tributos devidos pela
empresa cindida, fusionada ou incorporada, sem nada referir ao
aproveitamento de prejuízos fiscais, mesmo por que foi
recepcionado o referido decreto-lei pela Constituição Federal
de 1988.”
Portanto, não obstante a menção dos dispositivos constitucionais
tidos por violados, é fato que, no acórdão recorrido, não se procedeu a
uma análise da contenda à luz do texto constitucional, limitando-se o
órgão julgador a afirmar que o citado decreto-lei não ofenderia o
disposto nos “arts. 145, § 1..., 150, IV e 153,II, da Magna Carta de 1988”,
sem, no entanto, tecer maiores considerações sobre a matéria
constitucional veiculada nos referidos dispositivos constitucionais. É
certo, ainda, que os embargos de declaração nem sequer forçaram a Corte
regional a se manifestar sobre a matéria constitucional.
Dessa forma, repiso que, para acolher a pretensão da agravante e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem no que tange à
compensação de prejuízos fiscais acumulados por pessoa jurídica
incorporada, mister seria a reanálise da contenda à luz da legislação
infraconstitucional pertinente (Leis n 6.404/76, 8.541/92, 9.430/96, Código
Tributário Nacional, Decreto-Lei n 2.341/87 e Decreto n 3.000/99), sendo
certo que eventual afronta ao texto constitucional, caso ocorresse, se daria
de forma meramente reflexa ou indireta.
As lições do Ministro Néri da Silveira, no AI n 289.724-AgR,
Segunda Turma, DJ 7/6/02, bem esclarecem a problemática da ofensa
reflexa, como se pode ver no seguinte trecho do seu voto:
“Na admissão da irresignação extrema, a ofensa à
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC
Constituição há ser direta e imediata e não por via reflexa. Se,
para isso, for necessário prévio exame da contenda à luz da
legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse
modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie
no art. 102, III, Letra ‘a’, da Lei Maior.”
Versando sobre limitação a deduções do IRPJ pelo mesmo decreto-
lei os seguintes julgados: ARE n 697.635/RJ–AgR, Relator o Ministro
Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 1.../2/13; AI n 803.821/SP–AgR,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/5/12; Recurso Extraordinário n 612.118/PR–AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/3/11; Recurso Extraordinário n
562.808/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 11/2/11; Recurso Extraordinário n
527.533/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 2/2/12.
Mesmo que ultrapassado o óbice acima, é certo que, de acordo com a
jurisprudência desta Corte, as limitações à compensação de prejuízos
fiscais constituem benefício fiscal, o que é livremente suprimível pelo
titular da competência tributária. Nesse sentido: Recurso Extraordinário n 617.389/DF–AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de
22/5/12; Recurso Extraordinário n 612.737/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, DJe de 28/10/11, dentre outros.
Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão
ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional.
Nesse sentido, o Recurso Extraordinário n 408.537-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ
de 6/3/08.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC
Constituição há ser direta e imediata e não por via reflexa. Se,
para isso, for necessário prévio exame da contenda à luz da
legislação ordinária, esta é que conta, não se satisfazendo, desse
modo, a exigência indispensável ao enquadramento da espécie
no art. 102, III, Letra ‘a’, da Lei Maior.”
Versando sobre limitação a deduções do IRPJ pelo mesmo decreto-
lei os seguintes julgados: ARE n 697.635/RJ–AgR, Relator o Ministro
Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 1.../2/13; AI n 803.821/SP–AgR,
Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/5/12; Recurso Extraordinário n 612.118/PR–AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/3/11; Recurso Extraordinário n
562.808/PR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 11/2/11; Recurso Extraordinário n
527.533/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 2/2/12.
Mesmo que ultrapassado o óbice acima, é certo que, de acordo com a
jurisprudência desta Corte, as limitações à compensação de prejuízos
fiscais constituem benefício fiscal, o que é livremente suprimível pelo
titular da competência tributária. Nesse sentido: Recurso Extraordinário n 617.389/DF–AgR,
Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de
22/5/12; Recurso Extraordinário n 612.737/BA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro
Joaquim Barbosa, DJe de 28/10/11, dentre outros.
Os fundamentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão
ora agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr
termo ao processo, em detrimento da eficiente prestação jurisdicional.
Nesse sentido, o Recurso Extraordinário n 408.537-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ
de 6/3/08.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, recebi
memorial e entendo que o extraordinário deve ter sequência.
Está em jogo a constitucionalidade, ou não, do artigo 33 do Decreto
n 2.341/87.
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314 SANTA CATARINA
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, recebi
memorial e entendo que o extraordinário deve ter sequência.
Está em jogo a constitucionalidade, ou não, do artigo 33 do Decreto
n 2.341/87.
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Extrato de Ata - 13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CIA HERING
ADV.(A/S) : HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1... Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4380700
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604.314
PROCED. : SANTA CATARINA
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CIA HERING
ADV.(A/S) : HENRIQUE GAEDE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1... Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 314",
"Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC",
"Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 314",
"Recurso Extraordinário 604314",
"Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC",
"AI n 736 . 845 - AgR",
"Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC",
"AI n 736 . 845 - AgR",
"SÚMULAS N . 282",
"Recurso Extraordinário n 598 . 175 - AgR",
"Recurso Extraordinário n 494 . 592 - AgR",
"Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC",
"SÚMULAS N . 282",
"Recurso Extraordinário n 598 . 175 - AgR",
"INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 45 / 2000",
"Recurso Extraordinário n 494 . 592 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 314",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 . 314",
"Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC",
"AI n 289 . 724 - AgR",
"Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC",
"AI n 289 . 724 - AgR",
"Recurso Extraordinário 604314 AGR / SC",
"ARE n 697 . 635 / RJ",
"AI n 803 . 821 / SP – AgR",
"Recurso Extraordinário n 612 . 118 / PR – AgR",
"Recurso Extraordinário n 562 . 808 / PR",
"Recurso Extraordinário n 527 . 533 / MG",
"Recurso Extraordinário n 617 . 389 / DF – AgR",
"Recurso Extraordinário n 612 . 737 / BA - AgR",
"Recurso Extraordinário n 408 . 537 - AgR",
"Recurso Extraordinário 604314",
"ARE n 697 . 635 / RJ – AgR",
"AI n 803 . 821 / SP – AgR",
"Recurso Extraordinário n 612 . 118 / PR – AgR",
"Recurso Extraordinário n 562 . 808 / PR",
"Recurso Extraordinário n 527 . 533 / MG",
"Recurso Extraordinário n 617 . 389 / DF – AgR",
"Recurso Extraordinário n 612 . 737 / BA - AgR",
"Recurso Extraordinário n 408 . 537 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 604 .",
"RECURSO"
],
"LEGISLACAO": [
"LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA",
"CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL",
"art . 33 do Decreto - lei n 2 . 341 / 87",
"Regulamento do Imposto de Renda",
"Leis ns 6 . 404 / 76",
"8",
".",
"541",
"/",
"92",
"9",
".",
"430",
"/",
"96",
"Código Tributário Nacional",
"Decreto",
"-",
"Lei n 2 . 341 / 87",
"Decreto n 3 . 000 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 6 . 404 / 76",
"CTN , ARTS . 132 E 133",
"DECRETO",
"-",
"LEI 2 . 341 / 87",
"DECRETO 3 . 000 / 99",
"Lei n 6 . 404 / 76",
"Lei das S / As",
"CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 6 . 404 / 76",
"CTN , ARTS .",
"DECRETO",
"-",
"LEI 2 . 341 / 87",
"DECRETO 3 . 000 / 99",
"Lei n 6 . 404 / 76",
"Lei das S / As",
"CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"Lei n 2 . 341 / 87",
"arts . 207 e 514 do Decreto n 3 . 000",
"art . 123 do CTN",
"art . 33 do Decreto - Lei n 2 . 341 / 97",
"Decreto n 3000 / 99",
"art . 97 , VI , do CTN",
"Constituição",
"artigos 145 , § 1 . . . e 153 , incisos III , todos da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto",
"-",
"Lei n 2 . 341 / 87",
"arts . 207 e 514 do Decreto n 3 . 000",
"art . 123 do CTN",
"art . 33 do Decreto - Lei n 2 . 341 / 97",
"Decreto n 3000 / 99",
"art . 97 , VI , do CTN",
"Constituição",
"artigos 145 , § 1 . . . e 153 , incisos III ,",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"leis 6 . 404 / 76",
"8",
".",
"541",
"/",
"92",
"9",
".",
"430",
"/",
"96",
"Código Tributário Nacional",
"Decreto",
"-",
"Lei n 2 . 341 / 87",
"Decreto 3 . 000 / 99",
"Decreto n 3 . 000 / 99",
"decretos",
"-",
"Lei 2 . 341 / 87",
"2",
".",
"429",
"/",
"88",
"Constituição",
"LEI N . 8 . 541 / 1992",
"CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"leis 6 . 404 / 76",
"8",
".",
"541",
"/",
"92",
"9",
".",
"430",
"/",
"96",
"Código Tributário Nacional",
"Decreto",
"-",
"Lei n 2 . 341 / 87",
"Decreto 3 . 000 / 99",
"Decreto n 3 . 000 / 99",
"decretos",
"-",
"Lei 2 . 341 / 87",
"2",
".",
"429",
"/",
"88",
"Constituição",
"LEI N . 8 . 541 / 1992",
"CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"IN",
"/",
"SRF 45",
"Leis 9 . 964 / 2000",
"9",
".",
"718",
"/",
"1998",
"9",
".",
"430",
"/",
"1996",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"IN",
"/",
"SRF 45",
"Leis 9 . 964 / 2000",
"9",
".",
"718",
"/",
"1998",
"9",
".",
"430",
"/",
"1996",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 33 do Decreto - lei n 2 . 341 / 87",
"Regulamento",
"Lei das Sociedades Anônimas",
"arts . 132 e 133 do Código Tributário Nacional",
"341",
"87",
"art . 97 , inciso IV , do CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 33 do Decreto - lei n 2 . 341 / 87",
"Regulamento do Imposto de Renda",
"Lei das Sociedades Anônimas",
"art . 33 do DL 2 . 341 / 87",
"art . 97 , inciso IV , do CTN",
"Medida Provisória",
"art .",
"Código Tributário Nacional",
"Constituição Federal de 1988",
"arts . 145 , § 1 . . . , 150 , IV e 153 , II , da Magna Carta de 1988",
"Leis n 6 . 404 / 76",
"8",
".",
"541",
"/",
"92",
"9",
".",
"430",
"/",
"96",
"Código Tributário Nacional",
"Decreto",
"-",
"Lei n 2 . 341 / 87",
"Decreto n 3 . 000 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 do Decreto - Lei n 2 . 341 / 97",
"Código Tributário Nacional",
"Constituição Federal de 1988",
". . , 150 , IV e 153 , II , da Magna Carta de 1988",
"Leis n 6 . 404 / 76",
"8",
".",
"541",
"/",
"92",
"9",
".",
"430",
"/",
"96",
"Código Tributário Nacional",
"Decreto",
"-",
"Lei n 2 . 341 / 87",
"Decreto n 3 . 000 / 99",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , Letra ‘ a ’ , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , Letra ‘ a ’ , da Lei Maior .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 do Decreto n 2 . 341 / 87",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 33 do Decreto n 2 . 341 / 87",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SANTA CATARINA",
"Brasília",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA",
"SANTA CATARINA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Cia Hering",
"Cia Hering",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CIA HERING",
"UNIÃO",
"FAZENDA",
"Cia Hering",
"Cia Hering",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SC",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"CIA HERING",
"HENRIQUE GAEDE",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"CIA HERING",
"HENRIQUE GAEDE",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"HENRIQUE GAEDE",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Néri da Silveira",
"Néri da Silveira",
"DIAS TOFFOLI",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Cezar Peluso",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Joaquim Barbosa",
"Cezar Peluso",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"CIA HERING",
"HENRIQUE GAEDE",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"CIA HERING",
"HENRIQUE GAEDE",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"13 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"-",
"03",
"-",
"99",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
"-",
"03",
"-",
"99",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"03",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"03",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"11",
"15",
"/",
"03",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"04",
"/",
"11",
"15",
"/",
"03",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"6",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"6",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"13",
"9",
"/",
"5",
"/",
"12",
"3",
"/",
"3",
"/",
"11",
"11",
"/",
"2",
"/",
"11",
"2",
"/",
"2",
"/",
"12",
"22",
"/",
"5",
"/",
"12",
"28",
"/",
"10",
"/",
"11",
"6",
"/",
"3",
"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"13",
"9",
"/",
"5",
"/",
"12",
"3",
"/",
"3",
"/",
"11",
"11",
"/",
"2",
"/",
"11",
"2",
"/",
"2",
"/",
"12",
"22",
"/",
"5",
"/",
"12",
"28",
"/",
"10",
"/",
"11",
"6",
"/",
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"/",
"08",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"13",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
13/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S)
:LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Contribuição.
FUNBEM. 3. Ausência do requisito de exclusividade. Art. 102, I, “n” da
CF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
13/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S)
:LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo
regimental contra decisão de fls. 361-362, que negou seguimento ao
recurso, por entender que não haveria violação à competência originária
do Supremo Tribunal Federal.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “o dever de
contribuir para o FUNBEM diz respeito a todos os magistrados, sejam eles de
primeiro ou de segundo grau. Todos, sem exceção, estão direta ou indiretamente
interessados no desfecho da causa, estando, por esse modo, impedidos ou
suspeitos, fato que se enquadra com perfeição à dicção da norma constitucional
do citado art. 102, inciso I, alínea “n”.”(fl. 372)
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4396924.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S)
:LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo
regimental contra decisão de fls. 361-362, que negou seguimento ao
recurso, por entender que não haveria violação à competência originária
do Supremo Tribunal Federal.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “o dever de
contribuir para o FUNBEM diz respeito a todos os magistrados, sejam eles de
primeiro ou de segundo grau. Todos, sem exceção, estão direta ou indiretamente
interessados no desfecho da causa, estando, por esse modo, impedidos ou
suspeitos, fato que se enquadra com perfeição à dicção da norma constitucional
do citado art. 102, inciso I, alínea “n”.”(fl. 372)
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4396924.
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
13/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Conforme já explicitado na decisão agravada, o tema dos autos não
caracteriza a hipótese prevista no art. 102, I, “n”, do texto constitucional,
por não estar presente o requisito da exclusividade, quanto ao interesse
privativo da magistratura na causa.
Nesse sentido, cito outros precedentes quanto ao tema: AI 797.086-
AgR, rel. Min. Cármen Lúcia; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; AO
870-QO; AO 1.122-AgR, rel. Min. Carlos Velloso; AO 845, rel. Min.
Maurício Corrêa; e o RE 598.853, rel. Min. Dias Toffoli.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4396925.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Conforme já explicitado na decisão agravada, o tema dos autos não
caracteriza a hipótese prevista no art. 102, I, “n”, do texto constitucional,
por não estar presente o requisito da exclusividade, quanto ao interesse
privativo da magistratura na causa.
Nesse sentido, cito outros precedentes quanto ao tema: AI 797.086-
AgR, rel. Min. Cármen Lúcia; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; AO
870-QO; AO 1.122-AgR, rel. Min. Carlos Velloso; AO 845, rel. Min.
Maurício Corrêa; e o RE 598.853, rel. Min. Dias Toffoli.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4396925.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Extrato de Ata - 13/08/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
AGDO.(A/S) : SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S) : LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de
Mello e Teori Zavascki. 2ª Turma, 13.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4380493
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
AGDO.(A/S) : SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S) : LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de
Mello e Teori Zavascki. 2ª Turma, 13.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4380493
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4426165
| 2013-08-13T00:00:00
| 2013-09-03T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de Mello e Teori Zavascki. 2ª Turma, 13.08.2013.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Contribuição. FUNBEM. 3. Ausência do requisito de exclusividade. Art. 102, I, “n” da CF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur240436
|
- Acórdão(s) citado(s):
(COMPETÊNCIA, STF, JULGAMENTO, CAUSA, INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA)
AO 845 (TP), AO 1122 AgR (TP), AO 1473 AgR (TP), AO 870 QO (TP), AI 797086 AgR (1ªT).
- Decisão monocrática citada:
(COMPETÊNCIA, STF, JULGAMENTO, CAUSA, INTERESSE EXCLUSIVO DA MAGISTRATURA)
RE 598853.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
802141
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-N\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 802141 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
AGDO.(A/S) : SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S) : LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
13/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S)
:LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Contribuição.
FUNBEM. 3. Ausência do requisito de exclusividade. Art. 102, I, “n” da
Constituição Federal de 1988. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da
Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
13/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S)
:LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo
regimental contra decisão de fls. 361-362, que negou seguimento ao
recurso, por entender que não haveria violação à competência originária
do Supremo Tribunal Federal.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “o dever de
contribuir para o FUNBEM diz respeito a todos os magistrados, sejam eles de
primeiro ou de segundo grau. Todos, sem exceção, estão direta ou indiretamente
interessados no desfecho da causa, estando, por esse modo, impedidos ou
suspeitos, fato que se enquadra com perfeição à dicção da norma constitucional
do citado art. 102, inciso I, alínea “n”.”(fl. 372)
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141 MARANHÃO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DO
MARANHÃO
AGDO.(A/S)
:SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S)
:LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
R E L A T Ó R I O
O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo
regimental contra decisão de fls. 361-362, que negou seguimento ao
recurso, por entender que não haveria violação à competência originária
do Supremo Tribunal Federal.
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que “o dever de
contribuir para o FUNBEM diz respeito a todos os magistrados, sejam eles de
primeiro ou de segundo grau. Todos, sem exceção, estão direta ou indiretamente
interessados no desfecho da causa, estando, por esse modo, impedidos ou
suspeitos, fato que se enquadra com perfeição à dicção da norma constitucional
do citado art. 102, inciso I, alínea “n”.”(fl. 372)
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
13/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Conforme já explicitado na decisão agravada, o tema dos autos não
caracteriza a hipótese prevista no art. 102, I, “n”, do texto constitucional,
por não estar presente o requisito da exclusividade, quanto ao interesse
privativo da magistratura na causa.
Nesse sentido, cito outros precedentes quanto ao tema: AI 797.086-
AgR, rel. Min. Cármen Lúcia; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; AO
870-QO; AO 1.122-AgR, rel. Min. Carlos Velloso; AO 845, rel. Min.
Maurício Corrêa; e o Recurso Extraordinário 598.853, rel. Min. Dias Toffoli.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4396925.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141 MARANHÃO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo
regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada.
Conforme já explicitado na decisão agravada, o tema dos autos não
caracteriza a hipótese prevista no art. 102, I, “n”, do texto constitucional,
por não estar presente o requisito da exclusividade, quanto ao interesse
privativo da magistratura na causa.
Nesse sentido, cito outros precedentes quanto ao tema: AI 797.086-
AgR, rel. Min. Cármen Lúcia; AO 1.473-AgR, Rel. Min. Ayres Britto; AO
870-QO; AO 1.122-AgR, rel. Min. Carlos Velloso; AO 845, rel. Min.
Maurício Corrêa; e o Recurso Extraordinário 598.853, rel. Min. Dias Toffoli.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4396925.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4
Extrato de Ata - 13/08/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
AGDO.(A/S) : SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S) : LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de
Mello e Teori Zavascki. 2... Turma, 13.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 802.141
PROCED. : MARANHÃO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO
AGDO.(A/S) : SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES
ADV.(A/S) : LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes,
justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Celso de
Mello e Teori Zavascki. 2... Turma, 13.08.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello e
Teori Zavascki.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis
Vieira Sanseverino.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4380493
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 141",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 141",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 141",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 141",
"AI 797 . 086 - AgR",
"AO",
"AO",
"AO",
"AO",
"Recurso Extraordinário 598 . 853",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 .",
"AI 797 . 086 - AgR",
"AO",
"AO",
"AO",
"Recurso Extraordinário 598 . 853",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 141",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 802 . 141"
],
"LEGISLACAO": [
"Art . 102 , I , “ n ” da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"Brasília",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO",
"ESTADO DO MARANHÃO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"FUNBEM",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"FUNBEM",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES",
"LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES",
"LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES",
"LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Carlos Velloso",
"Maurício Corrêa",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"Cármen Lúcia",
"Ayres Britto",
"Carlos Velloso",
"Maurício Corrêa",
"Dias Toffoli",
"GILMAR MENDES",
"SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES",
"LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"SIRLEI CASTRO AIRES RODRIGUES",
"LUÍS CARLOS ARAÚJO SARAIVA SOBRINHO",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Francisco de Assis Vieira Sanseverino",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"13 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"13",
".",
"08",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"08",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S)
:PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA
279/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessárias
seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos
(Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
Precedente.
O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em
sentido contrário aos interesses da parte agravante.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 30 de setembro de 2014.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6956704.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 824203 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 824203 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S)
:PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo,
pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado:
‘APELAÇÃO. ROUBO QUALIFICADO TENTADO.
AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS.
EMBRIAGUEZ VOLUNTÁRIA. RESPONSABILIDADE
PENAL CONFIRMADA. PENAS MANTIDAS. REGIME
PRISIONAL ABRANDADO PARA O ABERTO.
PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. VENCIDO PELA
DOUTA MAIORIA QUE NEGAVA PROVIMENTO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5º, XLV, e 93, IX, da Constituição. Aduz que nos casos de
embriaguez voluntária ou culposa em que o sujeito não quis, não
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30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S)
:PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo,
pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado:
‘APELAÇÃO. ROUBO QUALIFICADO TENTADO.
AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS.
EMBRIAGUEZ VOLUNTÁRIA. RESPONSABILIDADE
PENAL CONFIRMADA. PENAS MANTIDAS. REGIME
PRISIONAL ABRANDADO PARA O ABERTO.
PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. VENCIDO PELA
DOUTA MAIORIA QUE NEGAVA PROVIMENTO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5º, XLV, e 93, IX, da Constituição. Aduz que nos casos de
embriaguez voluntária ou culposa em que o sujeito não quis, não
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Relatório
ARE 824203 AGR / SP
previu, nem havia elementos a possibilitar a previsão da ocorrência do
resultado criminoso hipótese de imprevisibilidade -, inaplicável a
citada teoria, uma vez que falta o elemento subjetivo na fase de
imputabilidade .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os
seguintes fundamentos: (i) prejudicado quanto à alegada ofensa
ao art. 93, IX, da Constituição, nos termos do art. 543-B, § 3º, do
Código de Processo Civil; (ii) pretende-se discutir também suposta
matéria infraconstitucional ; (ii) incidem, no caso, as Súmulas 279
e 282/STF.
O agravo é manifestamente inadmissível, tendo em vista
que para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, o que torna inviável o
processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/STF.
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a
ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3°
e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
2
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ARE 824203 AGR / SP
previu, nem havia elementos a possibilitar a previsão da ocorrência do
resultado criminoso hipótese de imprevisibilidade -, inaplicável a
citada teoria, uma vez que falta o elemento subjetivo na fase de
imputabilidade .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os
seguintes fundamentos: (i) prejudicado quanto à alegada ofensa
ao art. 93, IX, da Constituição, nos termos do art. 543-B, § 3º, do
Código de Processo Civil; (ii) pretende-se discutir também suposta
matéria infraconstitucional ; (ii) incidem, no caso, as Súmulas 279
e 282/STF.
O agravo é manifestamente inadmissível, tendo em vista
que para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, o que torna inviável o
processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/STF.
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a
ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3°
e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
2
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Relatório
ARE 824203 AGR / SP
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.’
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/90 e
no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante alega que “as violações aos princípios
constitucionais orientadores da personalidade da pena e da motivação das
decisões judiciais são diretas, não havendo que se falar em contrariedade ao texto
constitucional por via reflexa”. Afirma que “não demandaria, por outro lado, a
análise do presente recurso, nova apreciação dos fatos”.
3.
É o relatório.
3
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ARE 824203 AGR / SP
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.’
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei nº 8.038/90 e
no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante alega que “as violações aos princípios
constitucionais orientadores da personalidade da pena e da motivação das
decisões judiciais são diretas, não havendo que se falar em contrariedade ao texto
constitucional por via reflexa”. Afirma que “não demandaria, por outro lado, a
análise do presente recurso, nova apreciação dos fatos”.
3.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Com efeito, tal como constatou a decisão agravada, para
chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessárias seriam a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código Penal e
Código de Processo Penal) e uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos
inviáveis em sede de recurso extraordinário. Quanto à necessidade de
reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte passagem do voto
condutor do acórdão recorrido:
“[...]
Assim, inexistindo provas cabais para infirmar as
declarações da vítima, meros argumentos de autoridade não
bastam para tanto, razão pela qual os seus esclarecimentos
devem ser tidos como válidos a aptos ao suporte da condenação
editada.
No mesmo sentido, o estado de embriaguez afirmado pelo
próprio APELANTE não afasta sua responsabilidade criminal
[...]”
3.
Nessa linha, veja-se o ARE 751.559, Rel.ª Min.ª Cármen
Lúcia.
4.
Ademais, o Plenário deste Tribunal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
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30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Com efeito, tal como constatou a decisão agravada, para
chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessárias seriam a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código Penal e
Código de Processo Penal) e uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos
inviáveis em sede de recurso extraordinário. Quanto à necessidade de
reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte passagem do voto
condutor do acórdão recorrido:
“[...]
Assim, inexistindo provas cabais para infirmar as
declarações da vítima, meros argumentos de autoridade não
bastam para tanto, razão pela qual os seus esclarecimentos
devem ser tidos como válidos a aptos ao suporte da condenação
editada.
No mesmo sentido, o estado de embriaguez afirmado pelo
próprio APELANTE não afasta sua responsabilidade criminal
[...]”
3.
Nessa linha, veja-se o ARE 751.559, Rel.ª Min.ª Cármen
Lúcia.
4.
Ademais, o Plenário deste Tribunal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 824203 AGR / SP
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a
repercussão geral da matéria, confira-se o AI 791.292-QO-RG, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 824203 AGR / SP
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a
repercussão geral da matéria, confira-se o AI 791.292-QO-RG, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S) : PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6930505
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S) : PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6972056
| 2014-09-30T00:00:00
| 2014-10-17T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessárias seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário. Precedente.
O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur281017
|
- Acórdão(s) citado(s):
(FUNDAMENTAÇÃO)
AI 791292 QO-RG.
- Decisão monocrática citada:
(EMBRIAGUEZ VOLUNTÁRIA)
ARE 751559.
Número de páginas: 8.
Análise: 11/11/2014, MAR.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
824203
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 824203 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S) : PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S)
:PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE
NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA
279/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL.
Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessárias
seriam a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos
(Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis em recurso extraordinário.
Precedente.
O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em
sentido contrário aos interesses da parte agravante.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 30 de setembro de 2014.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
ARE 824203 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 824203 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S)
:PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo,
pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado:
‘APELAÇÃO. ROUBO QUALIFICADO TENTADO.
AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS.
EMBRIAGUEZ VOLUNTÁRIA. RESPONSABILIDADE
PENAL CONFIRMADA. PENAS MANTIDAS. REGIME
PRISIONAL ABRANDADO PARA O ABERTO.
PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. VENCIDO PELA
DOUTA MAIORIA QUE NEGAVA PROVIMENTO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5..., XLV, e 93, IX, da Constituição. Aduz que nos casos de
embriaguez voluntária ou culposa em que o sujeito não quis, não
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203 SÃO
PAULO
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: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S)
:PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo,
pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que inadmitiu
recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado:
‘APELAÇÃO. ROUBO QUALIFICADO TENTADO.
AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS.
EMBRIAGUEZ VOLUNTÁRIA. RESPONSABILIDADE
PENAL CONFIRMADA. PENAS MANTIDAS. REGIME
PRISIONAL ABRANDADO PARA O ABERTO.
PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. VENCIDO PELA
DOUTA MAIORIA QUE NEGAVA PROVIMENTO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
5..., XLV, e 93, IX, da Constituição. Aduz que nos casos de
embriaguez voluntária ou culposa em que o sujeito não quis, não
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 824203 AGR / SP
previu, nem havia elementos a possibilitar a previsão da ocorrência do
resultado criminoso hipótese de imprevisibilidade -, inaplicável a
citada teoria, uma vez que falta o elemento subjetivo na fase de
imputabilidade .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os
seguintes fundamentos: (i) prejudicado quanto à alegada ofensa
ao art. 93, IX, da Constituição, nos termos do art. 543-B, § 3..., do
Código de Processo Civil; (ii) pretende-se discutir também suposta
matéria infraconstitucional ; (ii) incidem, no caso, as Súmulas 279
e 282/Supremo Tribunal Federal.
O agravo é manifestamente inadmissível, tendo em vista
que para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, o que torna inviável o
processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a
ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3...
e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 824203 AGR / SP
previu, nem havia elementos a possibilitar a previsão da ocorrência do
resultado criminoso hipótese de imprevisibilidade -, inaplicável a
citada teoria, uma vez que falta o elemento subjetivo na fase de
imputabilidade .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os
seguintes fundamentos: (i) prejudicado quanto à alegada ofensa
ao art. 93, IX, da Constituição, nos termos do art. 543-B, § 3..., do
Código de Processo Civil; (ii) pretende-se discutir também suposta
matéria infraconstitucional ; (ii) incidem, no caso, as Súmulas 279
e 282/Supremo Tribunal Federal.
O agravo é manifestamente inadmissível, tendo em vista
que para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido,
necessária seria a análise da legislação infraconstitucional
pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constante dos autos, o que torna inviável o
processamento do recurso extraordinário, nos termos da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Ademais, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
necessariamente analíticas, bastando que contenham
fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse
sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a
ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
‘Questão de ordem. Agravo de Instrumento.
Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3...
e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art.
5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal.
Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige
que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda
que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame
pormenorizado de cada uma das alegações ou provas,
nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4.
Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
2
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Relatório
ARE 824203 AGR / SP
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.’
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/90 e
no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante alega que “as violações aos princípios
constitucionais orientadores da personalidade da pena e da motivação das
decisões judiciais são diretas, não havendo que se falar em contrariedade ao texto
constitucional por via reflexa”. Afirma que “não demandaria, por outro lado, a
análise do presente recurso, nova apreciação dos fatos”.
3.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 824203 AGR / SP
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar
provimento ao recurso e autorizar a adoção dos
procedimentos relacionados à repercussão geral.’
Diante do exposto, com base no art. 38 da Lei n 8.038/90 e
no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.”
2.
A parte agravante alega que “as violações aos princípios
constitucionais orientadores da personalidade da pena e da motivação das
decisões judiciais são diretas, não havendo que se falar em contrariedade ao texto
constitucional por via reflexa”. Afirma que “não demandaria, por outro lado, a
análise do presente recurso, nova apreciação dos fatos”.
3.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Com efeito, tal como constatou a decisão agravada, para
chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessárias seriam a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código Penal e
Código de Processo Penal) e uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos
inviáveis em sede de recurso extraordinário. Quanto à necessidade de
reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte passagem do voto
condutor do acórdão recorrido:
“[...]
Assim, inexistindo provas cabais para infirmar as
declarações da vítima, meros argumentos de autoridade não
bastam para tanto, razão pela qual os seus esclarecimentos
devem ser tidos como válidos a aptos ao suporte da condenação
editada.
No mesmo sentido, o estado de embriaguez afirmado pelo
próprio APELANTE não afasta sua responsabilidade criminal
[...]”
3.
Nessa linha, veja-se o ARE 751.559, Rel. Min. Cármen
Lúcia.
4.
Ademais, o Plenário deste Tribunal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar os
fundamentos da decisão agravada.
2.
Com efeito, tal como constatou a decisão agravada, para
chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessárias seriam a
análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código Penal e
Código de Processo Penal) e uma nova apreciação dos fatos e do material
probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos
inviáveis em sede de recurso extraordinário. Quanto à necessidade de
reavaliação dos fatos subjacentes, veja-se a seguinte passagem do voto
condutor do acórdão recorrido:
“[...]
Assim, inexistindo provas cabais para infirmar as
declarações da vítima, meros argumentos de autoridade não
bastam para tanto, razão pela qual os seus esclarecimentos
devem ser tidos como válidos a aptos ao suporte da condenação
editada.
No mesmo sentido, o estado de embriaguez afirmado pelo
próprio APELANTE não afasta sua responsabilidade criminal
[...]”
3.
Nessa linha, veja-se o ARE 751.559, Rel. Min. Cármen
Lúcia.
4.
Ademais, o Plenário deste Tribunal já firmou o
entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 824203 AGR / SP
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a
repercussão geral da matéria, confira-se o AI 791.292-QO-RG, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 824203 AGR / SP
necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos
suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a
repercussão geral da matéria, confira-se o AI 791.292-QO-RG, julgado sob
a relatoria do Ministro Gilmar Mendes.
5.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 30/09/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S) : PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824.203
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FELIPE SENE PEREIRA
ADV.(A/S) : PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 30.9.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 824 . 203",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 824 . 203",
"ARE 824203 AGR / SP",
"Súmulas 279 e 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 824203 AGR / SP",
"Súmulas 279 e 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 824203",
"ARE 824203 AGR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 751 . 559",
"AGRAVO 824 . 203",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 751 . 559",
"ARE 824203 AGR / SP",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"ARE 824203 AGR / SP",
"AI 791 . 292 - QO - RG"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , XLV , e 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , XLV , e 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .",
"incisos",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil",
"incisos",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código Penal",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO",
"Primeira Turma",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"FELIPE SENE PEREIRA",
"PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"FELIPE SENE PEREIRA",
"PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"FELIPE SENE PEREIRA",
"PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cármen Lúcia",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cármen Lúcia",
"ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"FELIPE SENE PEREIRA",
"PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"FELIPE SENE PEREIRA",
"PEDRO LUIZ CUNHA ALVES DE OLIVEIRA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"30 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"30",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S)
:JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA.
ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXCESSO DE
PRAZO NÃO CARACTERIZADO. DECRETO CONDENATÓRIO
SUPERVENIENTE. REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. PERDA
DE OBJETO.
1. A participação relevante da paciente em grupo criminoso
organizado envolvido no tráfico de armas e de drogas é suficiente para
caracterizar risco de reiteração delitiva e à ordem pública.
2. Prisão decretada não com base na gravidade abstrata do crime,
mas fundada nas circunstâncias concretas de sua prática, a evidenciarem,
pelo modus operandi, risco de reiteração delitiva e, por conseguinte, à
ordem pública, fundamento suficiente para a decretação da preventiva,
conforme o art. 312 do Código de Processo Penal.
3. Excesso de prazo não caracterizado pela complexidade da causa,
com mais de uma dezena de acusados e diversos fatos delitivos.
Precedentes.
4. A superveniência de sentença condenatória na qual revogada a
prisão cautelar anteriormente decretada implica a perda de objeto da
impetração.
5. Habeas corpus prejudicado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20
Ementa e Acórdão
HC 108100 / RS
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
julgar prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 108100 / RS
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
julgar prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
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Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S)
:JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
Trata-se de habeas corpus impetrado por Jeverson Valter Leonel
Barcellos em favor de Daniela Rodrigues Gonçalves contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido no HC nº
167.782/RS, de relatoria do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho.
No caso sob análise, o Juiz Federal da Subseção Judiciária de Santana
do Livramento-RS decretou a prisão temporária de onze suspeitos de
envolvimento em tráfico internacional de drogas e associação para o
tráfico e de um suspeito de tráfico internacional de armas, além de
formação de quadrilha no que diz respeito a todos eles.
A paciente, que figura entre os suspeitos, foi presa temporariamente
em 23.7.2009; segregação convertida em preventiva em 21.8.2009.
Posteriormente, foi denunciada pelo Ministério Público Federal pela
suposta prática dos delitos tipificados nos artigos 33 e 35, combinados
com o artigo 40, incisos I e III, todos da Lei 11.343/06; no artigo 18,
combinado com o artigo 19, ambos da Lei 10.826/03; e no artigo 288 do
Código Penal.
Narra a denúncia que a paciente integrava organização criminosa
voltada para a prática dos crimes de tráfico de drogas e comércio ilegal de
armas de fogo e munição. A paciente, esposa de um dos coacusados,
traficava drogas, cometia pequenos furtos e auxiliava o marido nas
transações financeiras envolvendo armas e drogas.
Irresignada com o decreto prisional, a defesa impetrou ao Tribunal
Regional Federal da 4ª Regional habeas corpus em favor da paciente, que
foi denegado pela Corte.
No Superior Tribunal de Justiça, a Quinta Turma denegou o HC
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S)
:JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
Trata-se de habeas corpus impetrado por Jeverson Valter Leonel
Barcellos em favor de Daniela Rodrigues Gonçalves contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido no HC nº
167.782/RS, de relatoria do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho.
No caso sob análise, o Juiz Federal da Subseção Judiciária de Santana
do Livramento-RS decretou a prisão temporária de onze suspeitos de
envolvimento em tráfico internacional de drogas e associação para o
tráfico e de um suspeito de tráfico internacional de armas, além de
formação de quadrilha no que diz respeito a todos eles.
A paciente, que figura entre os suspeitos, foi presa temporariamente
em 23.7.2009; segregação convertida em preventiva em 21.8.2009.
Posteriormente, foi denunciada pelo Ministério Público Federal pela
suposta prática dos delitos tipificados nos artigos 33 e 35, combinados
com o artigo 40, incisos I e III, todos da Lei 11.343/06; no artigo 18,
combinado com o artigo 19, ambos da Lei 10.826/03; e no artigo 288 do
Código Penal.
Narra a denúncia que a paciente integrava organização criminosa
voltada para a prática dos crimes de tráfico de drogas e comércio ilegal de
armas de fogo e munição. A paciente, esposa de um dos coacusados,
traficava drogas, cometia pequenos furtos e auxiliava o marido nas
transações financeiras envolvendo armas e drogas.
Irresignada com o decreto prisional, a defesa impetrou ao Tribunal
Regional Federal da 4ª Regional habeas corpus em favor da paciente, que
foi denegado pela Corte.
No Superior Tribunal de Justiça, a Quinta Turma denegou o HC
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20
Relatório
HC 108100 / RS
167.782/RS. Daí a presente impetração.
Neste writ, o impetrante alega, em síntese, que o decreto prisional
carece de fundamentação idônea, ao não indicar fatos concretos
ensejadores da necessidade da prisão cautelar.
Aduz, também, excesso de prazo na custódia e na formação da culpa
da paciente, que não podem ser debitados à sua conta ou de sua defesa.
Assim, requer a revogação da prisão cautelar da paciente, com o
reconhecimento do excesso de prazo na formação da culpa ou a
declaração de nulidade do decreto prisional.
A eminente Ministra Ellen Gracie indeferiu a liminar em 02.5.2011.
Informações prestadas pelo Juiz Federal da Vara Federal e Juizado
Especial Federal Criminal da Subseção Judiciária de Santana do
Livramento – RS (Petições STF nºs 0030075 e 0033116/2011).
O Ministério Público Federal, no parecer da lavra do Subprocurador-
Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela denegação da
ordem.
Em sessão de julgamento desta 1ª Turma, realizada em 17.4.2012,
após proferir voto pela denegação da ordem de habeas corpus, no que
acompanhada pelo Ministro Luiz Fux, pediu vista dos autos o Ministro
Dias Toffoli.
Sobreveio informação da possível perda de objeto do writ em
03.6.2013. Os autos vieram a mim conclusos em 03.7.2013.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 108100 / RS
167.782/RS. Daí a presente impetração.
Neste writ, o impetrante alega, em síntese, que o decreto prisional
carece de fundamentação idônea, ao não indicar fatos concretos
ensejadores da necessidade da prisão cautelar.
Aduz, também, excesso de prazo na custódia e na formação da culpa
da paciente, que não podem ser debitados à sua conta ou de sua defesa.
Assim, requer a revogação da prisão cautelar da paciente, com o
reconhecimento do excesso de prazo na formação da culpa ou a
declaração de nulidade do decreto prisional.
A eminente Ministra Ellen Gracie indeferiu a liminar em 02.5.2011.
Informações prestadas pelo Juiz Federal da Vara Federal e Juizado
Especial Federal Criminal da Subseção Judiciária de Santana do
Livramento – RS (Petições STF nºs 0030075 e 0033116/2011).
O Ministério Público Federal, no parecer da lavra do Subprocurador-
Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela denegação da
ordem.
Em sessão de julgamento desta 1ª Turma, realizada em 17.4.2012,
após proferir voto pela denegação da ordem de habeas corpus, no que
acompanhada pelo Ministro Luiz Fux, pediu vista dos autos o Ministro
Dias Toffoli.
Sobreveio informação da possível perda de objeto do writ em
03.6.2013. Os autos vieram a mim conclusos em 03.7.2013.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na sessão de
julgamento desta 1ª Turma, realizada em 17.4.2012, votei pela denegação
da ordem nos seguintes termos:
“A questão de direito tratada neste habeas corpus diz
respeito à validade da decretação da prisão preventiva,
especificamente quanto à presença ou não de seus pressupostos
e fundamentos, e do excesso de prazo na formação da culpa.
A Juíza da Vara Federal e Juizado Especial Federal
Criminal da Subseção Judiciária de Santana do Livramento-RS
decretou a prisão preventiva da paciente e de outros
coacusados, com esteio nos seguintes fundamentos:
‘DA REPRESENTAÇÃO PELA DECRETAÇÃO DA
PRISÃO PREVENTIVA.
É de ser acolhido o pleito da Autoridade Policial.
O pedido foi esgrimido no bojo de Inquérito Policial por
Delegado de Polícia Federal. As condutas investigadas amoldam-se,
em princípio, a tipos penais punidos com pena de reclusão (tráfico
internacional de drogas, associação para o tráfico e tráfico
internacional de arma de fogo – fl. 157). De acordo com o que foi
evidenciado até o presente momento, há notícia da prática das
condutas de forma reiterada e dolosa, sem amparo de excludente de
ilicitude.
Preenchidos, destarte, os requisitos do art. 311, 313 e 314, todos
do CPP.
Outrossim, houve demonstração da existência dos crimes
descritos na representação, bem como de indícios suficientes da
autoria recaindo sobre os investigados.
A existência dos crimes veio revelada pelas apreensões realizadas
no bojo deste Inquérito Policial, (…).
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na sessão de
julgamento desta 1ª Turma, realizada em 17.4.2012, votei pela denegação
da ordem nos seguintes termos:
“A questão de direito tratada neste habeas corpus diz
respeito à validade da decretação da prisão preventiva,
especificamente quanto à presença ou não de seus pressupostos
e fundamentos, e do excesso de prazo na formação da culpa.
A Juíza da Vara Federal e Juizado Especial Federal
Criminal da Subseção Judiciária de Santana do Livramento-RS
decretou a prisão preventiva da paciente e de outros
coacusados, com esteio nos seguintes fundamentos:
‘DA REPRESENTAÇÃO PELA DECRETAÇÃO DA
PRISÃO PREVENTIVA.
É de ser acolhido o pleito da Autoridade Policial.
O pedido foi esgrimido no bojo de Inquérito Policial por
Delegado de Polícia Federal. As condutas investigadas amoldam-se,
em princípio, a tipos penais punidos com pena de reclusão (tráfico
internacional de drogas, associação para o tráfico e tráfico
internacional de arma de fogo – fl. 157). De acordo com o que foi
evidenciado até o presente momento, há notícia da prática das
condutas de forma reiterada e dolosa, sem amparo de excludente de
ilicitude.
Preenchidos, destarte, os requisitos do art. 311, 313 e 314, todos
do CPP.
Outrossim, houve demonstração da existência dos crimes
descritos na representação, bem como de indícios suficientes da
autoria recaindo sobre os investigados.
A existência dos crimes veio revelada pelas apreensões realizadas
no bojo deste Inquérito Policial, (…).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
Além disso, as declarações prestadas pelos investigados
corroboram a narrativa da Autoridade Policial no sentido da autuação
organizada do grupo, confirmando a existência dos fatos.
No mesmo sentido, as diligências policiais de vigilância.
Os indícios de autoria a recair sobre os representados encontram
sustentação não apenas no fato dos bens apreendidos neste feito terem
sido localizados na posse dos investigados, mais especialmente nas
investigações efetivadas até o momento, inclusive mediante
interceptação de comunicações telefônicas.
Segundo narra a autoridade policial em sua representação, o
presente Inquérito Policial foi instaurado a partir da prisão em
flagrante de DEBORA MACHADO PAINE, durante as
investigações da OPERAÇÃO MERCADOR, que teve por objeto
apurar o tráfico de armas de fogo na região. Durante as investigações,
constatou-se a existência de dois grupos que importavam ilicitamente
armas e munições do Uruguai, um deles liderado por ANDERSON
AZEVEDO MENDES e VALERIA AZEVEDO MENDES, sendo
colaboradores (…), DANIELA RODRIGUES GONÇALVES (vulgo
DANI), (…).
O objeto da organização, segundo a Autoridade Policial, seria a
remessa de armas do Uruguai para Porto Alegre e, em troca, a remessa
de drogas adquiridas em Porto Alegre para Santana do Livramento,
Quaraí e Dom Pedrito, onde seriam distribuídas. (…). As drogas
eram fornecidas por (…) e DANIELA RODRIGUES GONÇALVES.
(…).
A participação de cada um dos investigados cuja prisão
preventiva é requerida foi sintetizada na representação pela prisão
temporária deles, que foi deferida nos autos do pedido de prisão
temporária nº. 2009.71.06.001438-2/RS, anexada ao presente feito às
fls. 163/174, inclusive com citação de trechos de diálogos travados
entre os suspeitos. Passo a transcrever os trechos pertinentes. (…).
Sobre o destino das armas:
‘As armas são, sempre, remetidas para Porto Alegre. Lá são
ADRIANO KIPPEL DE OLIVEIRA, vulgo PARENTE, RAFAEL
MENDES LIMA, o GORDO e DANIELA RODRIGUES
GONÇALVES, a DANI, quem as recebe e, posteriormente, lhes dão
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HC 108100 / RS
Além disso, as declarações prestadas pelos investigados
corroboram a narrativa da Autoridade Policial no sentido da autuação
organizada do grupo, confirmando a existência dos fatos.
No mesmo sentido, as diligências policiais de vigilância.
Os indícios de autoria a recair sobre os representados encontram
sustentação não apenas no fato dos bens apreendidos neste feito terem
sido localizados na posse dos investigados, mais especialmente nas
investigações efetivadas até o momento, inclusive mediante
interceptação de comunicações telefônicas.
Segundo narra a autoridade policial em sua representação, o
presente Inquérito Policial foi instaurado a partir da prisão em
flagrante de DEBORA MACHADO PAINE, durante as
investigações da OPERAÇÃO MERCADOR, que teve por objeto
apurar o tráfico de armas de fogo na região. Durante as investigações,
constatou-se a existência de dois grupos que importavam ilicitamente
armas e munições do Uruguai, um deles liderado por ANDERSON
AZEVEDO MENDES e VALERIA AZEVEDO MENDES, sendo
colaboradores (…), DANIELA RODRIGUES GONÇALVES (vulgo
DANI), (…).
O objeto da organização, segundo a Autoridade Policial, seria a
remessa de armas do Uruguai para Porto Alegre e, em troca, a remessa
de drogas adquiridas em Porto Alegre para Santana do Livramento,
Quaraí e Dom Pedrito, onde seriam distribuídas. (…). As drogas
eram fornecidas por (…) e DANIELA RODRIGUES GONÇALVES.
(…).
A participação de cada um dos investigados cuja prisão
preventiva é requerida foi sintetizada na representação pela prisão
temporária deles, que foi deferida nos autos do pedido de prisão
temporária nº. 2009.71.06.001438-2/RS, anexada ao presente feito às
fls. 163/174, inclusive com citação de trechos de diálogos travados
entre os suspeitos. Passo a transcrever os trechos pertinentes. (…).
Sobre o destino das armas:
‘As armas são, sempre, remetidas para Porto Alegre. Lá são
ADRIANO KIPPEL DE OLIVEIRA, vulgo PARENTE, RAFAEL
MENDES LIMA, o GORDO e DANIELA RODRIGUES
GONÇALVES, a DANI, quem as recebe e, posteriormente, lhes dão
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
outro destino.
Por vezes permanecem com as armas, por vezes comercializam.
Nas declarações prestadas no IPL 020/2009, DEBORA MACHADO
PAINE, presa em flagrante com uma pistola, esclarece que essa arma
seria uma encomenda de VALERIA para PARENTE (,,,) PARENTE,
traficando em Porto Alegre, recebe armas enviadas por ANDERSON
e lhe remete drogas. (…) RAFAEL e DANI são matrimonialmente
companheiros. RAFAEL cumpria pena no presídio Pio Buck em Porto
Alegre, com o benefício de deixar o estabelecimento nos finais de
semana. DANI pratica furtos na capital. Ambos são, também,
chegados a ANDERSON e recebem armas por ele remetidas. Assim
que deixa o presídio, RAFAEL pede a DANI que lhe busquem ‘com a
pistola’. Num outro diálogo, RAFAEL fala para DANI que irá pagar
R$ 3.000,00 num fuzil e que trocará por uma camionete
CHEROKEE. E, num terceiro, RAFAEL diz para alguém não
identificado que a arma que fora apreendida em Santana do
Livramento lhe era destinada’. (…).
A necessidade da prisão cautelar justifica-se em face da garantia
da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para
assegurar a aplicação da lei penal.
Quanto à garantia da ordem pública bem sinalou o
representante do Ministério Público Federal que “inobstante as
prisões temporárias, buscas e apreensões e demais diligências
empreendidas pela autoridade policial, verifica-se que a atividade
criminosa dos mesmos teve sequência, notadamente com vista da
atuação de Anderson Azevedo Mendes, apontado como chefe do bando
que, mesmo recluso na penitenciária local, seguiu comandando as
ações relativas às práticas criminosas já desvendadas nos autos” (fl.
289).
A segregação dos investigados, enquanto integrantes da
organização até agora delineada, se mostra necessária para obstar a
reiteração da prática criminosa, haja vista que o grupo já deu mostras
de que tem condições de continuar operando mediante a influência dos
integrantes segregados. (…).
Quanto à conveniência da instrução processual a necessidade da
constrição já havia sido ressaltada na decisão que decretou a prisão
3
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HC 108100 / RS
outro destino.
Por vezes permanecem com as armas, por vezes comercializam.
Nas declarações prestadas no IPL 020/2009, DEBORA MACHADO
PAINE, presa em flagrante com uma pistola, esclarece que essa arma
seria uma encomenda de VALERIA para PARENTE (,,,) PARENTE,
traficando em Porto Alegre, recebe armas enviadas por ANDERSON
e lhe remete drogas. (…) RAFAEL e DANI são matrimonialmente
companheiros. RAFAEL cumpria pena no presídio Pio Buck em Porto
Alegre, com o benefício de deixar o estabelecimento nos finais de
semana. DANI pratica furtos na capital. Ambos são, também,
chegados a ANDERSON e recebem armas por ele remetidas. Assim
que deixa o presídio, RAFAEL pede a DANI que lhe busquem ‘com a
pistola’. Num outro diálogo, RAFAEL fala para DANI que irá pagar
R$ 3.000,00 num fuzil e que trocará por uma camionete
CHEROKEE. E, num terceiro, RAFAEL diz para alguém não
identificado que a arma que fora apreendida em Santana do
Livramento lhe era destinada’. (…).
A necessidade da prisão cautelar justifica-se em face da garantia
da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para
assegurar a aplicação da lei penal.
Quanto à garantia da ordem pública bem sinalou o
representante do Ministério Público Federal que “inobstante as
prisões temporárias, buscas e apreensões e demais diligências
empreendidas pela autoridade policial, verifica-se que a atividade
criminosa dos mesmos teve sequência, notadamente com vista da
atuação de Anderson Azevedo Mendes, apontado como chefe do bando
que, mesmo recluso na penitenciária local, seguiu comandando as
ações relativas às práticas criminosas já desvendadas nos autos” (fl.
289).
A segregação dos investigados, enquanto integrantes da
organização até agora delineada, se mostra necessária para obstar a
reiteração da prática criminosa, haja vista que o grupo já deu mostras
de que tem condições de continuar operando mediante a influência dos
integrantes segregados. (…).
Quanto à conveniência da instrução processual a necessidade da
constrição já havia sido ressaltada na decisão que decretou a prisão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
temporária dos investigados dos autos do pedido de prisão temporária
nº. 2009.71.06.001438-2/RS, de lavra do Juiz Federal Fábio Soares
Pereira (fl. 177/180):
‘A necessidade da constrição decorre naturalmente da leitura
dos termos da representação.
A autoridade policial, ao comentar a necessidade da prisão, logo
antes de citar trechos de diálogos extraídos de interceptações
telefônicas que demonstram a tendência, para dizer o mínimo, de
prejuízo potenciais importantes (…):
‘O grupo criminoso é violento e continua perpetrando suas
atividades, mesmo com as prisões já realizadas (…). E se vale de meios
ilegais para promover sua defesa processual, com indícios na prática
de coação no curso do processo e auto-acusação falsa’
A prisão temporária ora requerida tem, na situação concreta, a
finalidade de melhor delinear a participação de cada um dos suspeitos
nos crimes investigados, bem como apurar a eventual participação de
terceiros ainda não identificados’.
Tendo em vista que o quadro fático não restou alterado,
persistem aplicáveis as lúcidas considerações do Magistrado citado.
(…).
Por todo o exposto, acolho a representação da Autoridade
Policial e:
a) decreto a prisão preventiva de (…) DANIELA RODRIGUES
GONÇALVES (vulgo DANI), (…)’.
Na mesma linha, indeferiu o pedido de revogação da
prisão preventiva dos já acusados, mediante as seguintes
considerações:
‘Com muita propriedade manifestou-se o Ministério Público
Federal, cujo ponto principal transcrevo e adoto como razão de decidir:
‘(...) A prisão deve ser mantida, entretanto, pois os motivos que
a autorizaram, quais sejam, conveniência da instrução criminal e
garantia da ordem pública, ainda estão presentes nos autos, sendo
válida a argumentação já expendida ao longo da manifestação das fls.
289/291, a qual nos reportamos para evitar necessária tautologia.
4
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temporária dos investigados dos autos do pedido de prisão temporária
nº. 2009.71.06.001438-2/RS, de lavra do Juiz Federal Fábio Soares
Pereira (fl. 177/180):
‘A necessidade da constrição decorre naturalmente da leitura
dos termos da representação.
A autoridade policial, ao comentar a necessidade da prisão, logo
antes de citar trechos de diálogos extraídos de interceptações
telefônicas que demonstram a tendência, para dizer o mínimo, de
prejuízo potenciais importantes (…):
‘O grupo criminoso é violento e continua perpetrando suas
atividades, mesmo com as prisões já realizadas (…). E se vale de meios
ilegais para promover sua defesa processual, com indícios na prática
de coação no curso do processo e auto-acusação falsa’
A prisão temporária ora requerida tem, na situação concreta, a
finalidade de melhor delinear a participação de cada um dos suspeitos
nos crimes investigados, bem como apurar a eventual participação de
terceiros ainda não identificados’.
Tendo em vista que o quadro fático não restou alterado,
persistem aplicáveis as lúcidas considerações do Magistrado citado.
(…).
Por todo o exposto, acolho a representação da Autoridade
Policial e:
a) decreto a prisão preventiva de (…) DANIELA RODRIGUES
GONÇALVES (vulgo DANI), (…)’.
Na mesma linha, indeferiu o pedido de revogação da
prisão preventiva dos já acusados, mediante as seguintes
considerações:
‘Com muita propriedade manifestou-se o Ministério Público
Federal, cujo ponto principal transcrevo e adoto como razão de decidir:
‘(...) A prisão deve ser mantida, entretanto, pois os motivos que
a autorizaram, quais sejam, conveniência da instrução criminal e
garantia da ordem pública, ainda estão presentes nos autos, sendo
válida a argumentação já expendida ao longo da manifestação das fls.
289/291, a qual nos reportamos para evitar necessária tautologia.
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
A autoria e materialidade dos fatos criminosos já está bem
delineada nos autos, a partir da prova testemunhas e documental
colhida, notadamente pelas conversações telefônicas interceptadas
legalmente pela autoridade policial, que confirmou a continuidade da
atuação da quadrilha da qual faz parte a investigada, inobstante as
prisões e apreensões já efetuadas.
Está evidenciado nos autos que a organização criminal da qual
Daniel faz parte é responsável pela distribuição de drogas na região da
fronteira, sendo chefiada por Anderson Azevedo Mendes e Valéria
Azevedo mendes.(…)’
Quanto à alegação de excesso de prazo para eventual
indiciamento da investigada, tal fato (excesso de prazo) deve ser
analisado em face das circunstâncias concretas, a fim de avaliar se
houve ou não desbordo do princípio da razoabilidade. Como bem
salientou o órgão ministerial, ‘eventual demora na conclusão do feito,
deve-se ao alto grau de organização e capacidade de atuação da
quadrilha investigada’.
Assim, no caso dos autos a demora para o indiciamento da
investigada encontra-se nos limites da razoabilidade, plenamente
justificada pelas circunstâncias específicas do caso concreto, devendo,
ao menos por ora, se relevada.
Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de revogação da prisão
preventiva formulado por DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
(…).’
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região entendeu que o
decreto prisional se baseou em dados concretos a justificar a
necessidade da prisão para salvaguarda da ordem pública e que
não há excesso de prazo na prisão da paciente.
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça denegou
a ordem no HC nº 167.782-RS, de relatoria do Ministro
Napoleão Nunes Maia Filho, nos termos da seguinte ementa:
‘HABEAS
CORPUS
LIBERATÓRIO.
TRÁFICO
INTERNACIONAL, ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE
5
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HC 108100 / RS
A autoria e materialidade dos fatos criminosos já está bem
delineada nos autos, a partir da prova testemunhas e documental
colhida, notadamente pelas conversações telefônicas interceptadas
legalmente pela autoridade policial, que confirmou a continuidade da
atuação da quadrilha da qual faz parte a investigada, inobstante as
prisões e apreensões já efetuadas.
Está evidenciado nos autos que a organização criminal da qual
Daniel faz parte é responsável pela distribuição de drogas na região da
fronteira, sendo chefiada por Anderson Azevedo Mendes e Valéria
Azevedo mendes.(…)’
Quanto à alegação de excesso de prazo para eventual
indiciamento da investigada, tal fato (excesso de prazo) deve ser
analisado em face das circunstâncias concretas, a fim de avaliar se
houve ou não desbordo do princípio da razoabilidade. Como bem
salientou o órgão ministerial, ‘eventual demora na conclusão do feito,
deve-se ao alto grau de organização e capacidade de atuação da
quadrilha investigada’.
Assim, no caso dos autos a demora para o indiciamento da
investigada encontra-se nos limites da razoabilidade, plenamente
justificada pelas circunstâncias específicas do caso concreto, devendo,
ao menos por ora, se relevada.
Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de revogação da prisão
preventiva formulado por DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
(…).’
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região entendeu que o
decreto prisional se baseou em dados concretos a justificar a
necessidade da prisão para salvaguarda da ordem pública e que
não há excesso de prazo na prisão da paciente.
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça denegou
a ordem no HC nº 167.782-RS, de relatoria do Ministro
Napoleão Nunes Maia Filho, nos termos da seguinte ementa:
‘HABEAS
CORPUS
LIBERATÓRIO.
TRÁFICO
INTERNACIONAL, ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
DROGAS E TRÁFICO DE ARMA DE FOGO DE USO
RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA EM 23.06.09. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. PACIENTE INTEGRANTE DE
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA VOLTADA PARA MERCANCIA
DE DROGAS E ARMAS. POSSIBILIDADE CONCRETA DE
REITERAÇÃO CRIMINOSA. EXCESSO DE PRAZO
INEXISTENTE. COMPLEXIDADE DO FEITO. PLURALIDADE
DE RÉUS (14 PESSOAS). PARECER DO MPF PELO
INDEFERIMENTO DO WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. Presentes indícios veementes de autoria e provada a
materialidade do delito, a decretação da prisão cautelar encontra-se
plenamente justificada na garantia da ordem pública, tendo em vista
que a paciente supostamente integra organização criminosa
responsável por importar e exportar para outros países grande
quantidade de diversos tipos de entorpecentes e armas de fogo, o que
indica concreta possibilidade de reiteração criminosa.
2. A concessão de Habeas Corpus em razão da configuração de
excesso de prazo é medida de todo excepcional, somente admitida nos
casos em que a dilação (A) seja decorrência exclusiva de diligências
suscitadas pela acusação; (B) resulte da inércia do próprio aparato
judicial, em obediência ao princípio da razoável duração do processo,
previsto no art. 5o., LXXVIII da Constituição Federal; ou (C)
implique em ofensa ao princípio da razoabilidade.
3. No presente caso, a dilação para a conclusão da instrução
pode ser debitada à complexidade do feito e à quantidade de acusados
(14 pessoas).
4. Ordem denegada, em consonância com o parecer ministerial.’
Da leitura do acórdão impugnado na inicial, verifico que o
ato se encontra devidamente motivado, apontando as razões de
convencimento da Corte no sentido da denegação da ordem.
Resta verificar se os motivos são válidos, ou seja, se estão
presentes os pressupostos e fundamentos da prisão preventiva
elencados no art. 312 do Código de Processo Penal.
Consigno, inicialmente, que se encontram presentes prova
da materialidade – evidenciada a partir dos autos de
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HC 108100 / RS
DROGAS E TRÁFICO DE ARMA DE FOGO DE USO
RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA EM 23.06.09. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. PACIENTE INTEGRANTE DE
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA VOLTADA PARA MERCANCIA
DE DROGAS E ARMAS. POSSIBILIDADE CONCRETA DE
REITERAÇÃO CRIMINOSA. EXCESSO DE PRAZO
INEXISTENTE. COMPLEXIDADE DO FEITO. PLURALIDADE
DE RÉUS (14 PESSOAS). PARECER DO MPF PELO
INDEFERIMENTO DO WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. Presentes indícios veementes de autoria e provada a
materialidade do delito, a decretação da prisão cautelar encontra-se
plenamente justificada na garantia da ordem pública, tendo em vista
que a paciente supostamente integra organização criminosa
responsável por importar e exportar para outros países grande
quantidade de diversos tipos de entorpecentes e armas de fogo, o que
indica concreta possibilidade de reiteração criminosa.
2. A concessão de Habeas Corpus em razão da configuração de
excesso de prazo é medida de todo excepcional, somente admitida nos
casos em que a dilação (A) seja decorrência exclusiva de diligências
suscitadas pela acusação; (B) resulte da inércia do próprio aparato
judicial, em obediência ao princípio da razoável duração do processo,
previsto no art. 5o., LXXVIII da Constituição Federal; ou (C)
implique em ofensa ao princípio da razoabilidade.
3. No presente caso, a dilação para a conclusão da instrução
pode ser debitada à complexidade do feito e à quantidade de acusados
(14 pessoas).
4. Ordem denegada, em consonância com o parecer ministerial.’
Da leitura do acórdão impugnado na inicial, verifico que o
ato se encontra devidamente motivado, apontando as razões de
convencimento da Corte no sentido da denegação da ordem.
Resta verificar se os motivos são válidos, ou seja, se estão
presentes os pressupostos e fundamentos da prisão preventiva
elencados no art. 312 do Código de Processo Penal.
Consigno, inicialmente, que se encontram presentes prova
da materialidade – evidenciada a partir dos autos de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
apresentação e apreensão, dos laudos de exame de arma de
fogo e dos termos circunstanciados de busca – e indícios
suficientes da autoria delitiva, tendo inclusive a ora paciente
sido presa em flagrante na posse de armas e de de drogas. Não
se dirige, aliás, a impetração contra suposta ausência dos
pressupostos da preventiva.
No que toca ao fundamento da prisão preventiva, a
garantia da ordem pública, enfrento o tema sob o prisma da
gravidade delitiva e do risco da reiteração criminosa.
A partir de investigação deflagrada pela Polícia Federal,
constatou-se a existência de duas organizações criminosas
independentes dirigidas para o comércio ilegal de armas e
munições compradas na vizinha cidade de Rivera-Uruguai.
Diligências realizadas em Santana do Livramento-RS e em
Porto Alegre-RS culminaram na prisão em flagrante de duas
denunciadas, Débora e Valéria. A primeira, presa, por duas
vezes, ao tentar embarcar na rodoviária das cidades gaúchas na
posse de pistolas. Na residência de Débora, os policiais
encontraram 160 g de crack e uma balança de precisão,
oportunidade em que a denunciada Valéria de Azevedo
Mendes também foi encarcerada. Forte nas informações
prestadas pelas investigadas, a polícia realizou inúmeras
diligências e logrou êxito em identificar os demais integrantes
da organização criminosa, bem como seu modus operandi.
As atividades realizadas pela organização criminosa eram
comandadas por Anderson, detento do presídio estadual de
Uruguaiana-RS, que, com o auxílio de Valéria, abastecia pontos
de vendas de drogas na fronteira, em especial nas cidades
gaúchas de Santana do Livramento, Quaraí e Dom Pedrito.
Organizava, ainda, o envio de armas para a cidade de Porto
Alegre.
Em Porto Alegre, o grupo composto por Adriano, Rafael e
a ora paciente, Daniela, recebia as armas oriundas do Uruguai
em troca de drogas. A negociação das armas e o transporte para
Porto Alegre eram realizados por outro grupo sediado na
cidade de Santana do Livramento. Essas operações ilegais,
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HC 108100 / RS
apresentação e apreensão, dos laudos de exame de arma de
fogo e dos termos circunstanciados de busca – e indícios
suficientes da autoria delitiva, tendo inclusive a ora paciente
sido presa em flagrante na posse de armas e de de drogas. Não
se dirige, aliás, a impetração contra suposta ausência dos
pressupostos da preventiva.
No que toca ao fundamento da prisão preventiva, a
garantia da ordem pública, enfrento o tema sob o prisma da
gravidade delitiva e do risco da reiteração criminosa.
A partir de investigação deflagrada pela Polícia Federal,
constatou-se a existência de duas organizações criminosas
independentes dirigidas para o comércio ilegal de armas e
munições compradas na vizinha cidade de Rivera-Uruguai.
Diligências realizadas em Santana do Livramento-RS e em
Porto Alegre-RS culminaram na prisão em flagrante de duas
denunciadas, Débora e Valéria. A primeira, presa, por duas
vezes, ao tentar embarcar na rodoviária das cidades gaúchas na
posse de pistolas. Na residência de Débora, os policiais
encontraram 160 g de crack e uma balança de precisão,
oportunidade em que a denunciada Valéria de Azevedo
Mendes também foi encarcerada. Forte nas informações
prestadas pelas investigadas, a polícia realizou inúmeras
diligências e logrou êxito em identificar os demais integrantes
da organização criminosa, bem como seu modus operandi.
As atividades realizadas pela organização criminosa eram
comandadas por Anderson, detento do presídio estadual de
Uruguaiana-RS, que, com o auxílio de Valéria, abastecia pontos
de vendas de drogas na fronteira, em especial nas cidades
gaúchas de Santana do Livramento, Quaraí e Dom Pedrito.
Organizava, ainda, o envio de armas para a cidade de Porto
Alegre.
Em Porto Alegre, o grupo composto por Adriano, Rafael e
a ora paciente, Daniela, recebia as armas oriundas do Uruguai
em troca de drogas. A negociação das armas e o transporte para
Porto Alegre eram realizados por outro grupo sediado na
cidade de Santana do Livramento. Essas operações ilegais,
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
realizadas por integrantes da organização, também aconteciam
no Uruguai, nas cidades de Rivera e Montevidéu. As armas
também chegavam às mãos de outro acusado, encarcerado no
presídio central em Porto Alegre.
A paciente foi presa em sua residência na posse de
cartuchos intactos de munição calibre 38 e 22, de maleta para
acondicionar as armas, de carregador de munição para pistola
calibre 380 ACP, bem como de substâncias entorpecentes
(maconha e cocaína). As interceptações telefônicas demonstram
que ela estava envolvida com tráfico de drogas, pequenos
furtos e, ainda, auxiliava o marido, codenunciado, nas
transações financeiras envolvendo o dito comércio de armas e
drogas.
Merece destaque a efetiva periculosidade da paciente,
apontada como importante colaboradora da organização
criminosa, como bem ponderou o Tribunal Regional Federal da
4ª Região:
‘Quanto aos requisitos alternativos à prisão preventiva, merece
especial exame da fundamentação transcrita a forma de colaboração da
paciente na organização criminosa, pois reconheço que na atividade
criminosa reiteradamente atuante justificável é a prisão de seus
relevantes agentes, para preservar a sociedade da continuidade dos
crimes. No caso da paciente foi indicada sua atuação como importante
fornecedora de drogas para membros da associação-, que foi presa em
flagrante na posse de armas,- relevante e necessária para a
continuidade da estrutura criminosa’.
A participação relevante da paciente em grupo criminoso
organizado envolvido no tráfico de armas e de drogas é
suficiente para caracterizar risco de reiteração delitiva e à a
ordem pública.
Não se trata de prisão decretada com base na gravidade
abstrata do crime, mas fundada nas circunstâncias concretas de
sua prática, a evidenciarem, pelo modus operandi, risco de
reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública,
8
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realizadas por integrantes da organização, também aconteciam
no Uruguai, nas cidades de Rivera e Montevidéu. As armas
também chegavam às mãos de outro acusado, encarcerado no
presídio central em Porto Alegre.
A paciente foi presa em sua residência na posse de
cartuchos intactos de munição calibre 38 e 22, de maleta para
acondicionar as armas, de carregador de munição para pistola
calibre 380 ACP, bem como de substâncias entorpecentes
(maconha e cocaína). As interceptações telefônicas demonstram
que ela estava envolvida com tráfico de drogas, pequenos
furtos e, ainda, auxiliava o marido, codenunciado, nas
transações financeiras envolvendo o dito comércio de armas e
drogas.
Merece destaque a efetiva periculosidade da paciente,
apontada como importante colaboradora da organização
criminosa, como bem ponderou o Tribunal Regional Federal da
4ª Região:
‘Quanto aos requisitos alternativos à prisão preventiva, merece
especial exame da fundamentação transcrita a forma de colaboração da
paciente na organização criminosa, pois reconheço que na atividade
criminosa reiteradamente atuante justificável é a prisão de seus
relevantes agentes, para preservar a sociedade da continuidade dos
crimes. No caso da paciente foi indicada sua atuação como importante
fornecedora de drogas para membros da associação-, que foi presa em
flagrante na posse de armas,- relevante e necessária para a
continuidade da estrutura criminosa’.
A participação relevante da paciente em grupo criminoso
organizado envolvido no tráfico de armas e de drogas é
suficiente para caracterizar risco de reiteração delitiva e à a
ordem pública.
Não se trata de prisão decretada com base na gravidade
abstrata do crime, mas fundada nas circunstâncias concretas de
sua prática, a evidenciarem, pelo modus operandi, risco de
reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública,
8
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HC 108100 / RS
fundamento suficiente para a decretação da preventiva,
conforme o art. 312 do Código de Processo Penal.
A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é
princípio cardeal no processo penal em um Estado Democrático
de Direito. Teve longo desenvolvimento histórico, sendo
considerada uma conquista da humanidade. Não impede,
porém, em absoluto, a imposição de restrições ao direito do
acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas
sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. “A
antecipação cautelar da prisão”, conforme lição do eminente
Ministro Celso de Mello, “não se revela incompatível com o
princípio constitucional da presunção de não culpabilidade” (HC
94.194/CE, decisão monocrática, 28.8.2008, DJe nº 165, de
2.9.2008). Em absoluto constitui um véu inibidor da apreensão
da realidade pelo juiz, ou mais especificamente do
conhecimento dos fatos do processo e da valoração das provas,
ainda que em cognição sumária e provisória. O mundo não
pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o
fato criminoso em si não pode ser conhecido e valorado para
decretação ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo
com o próprio instituto da prisão preventiva, já que a imposição
desta tem por pressuposto a presença de prova da
materialidade do crime e de indícios de autoria. Se as
circunstâncias concretas da prática do crime revelam a
periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva e, por
conseguinte, à ordem pública, justificada está a decretação ou a
manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes
boas provas da materialidade e da autoria.
Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema
Corte, a exemplo do HC 105.043/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª
Turma, DJe 05.5.2011; e do HC 102.449/SP, rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2ª Turma, DJe 21.10.2010).
Portanto, a constrição da paciente, assim como dos demais
membros da quadrilha, faz-se necessária para a garantia da
ordem pública, a fim de neutralizar a ação do grupo criminoso.
Releva destacar que, como anotou o Subprocurador-Geral
9
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HC 108100 / RS
fundamento suficiente para a decretação da preventiva,
conforme o art. 312 do Código de Processo Penal.
A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é
princípio cardeal no processo penal em um Estado Democrático
de Direito. Teve longo desenvolvimento histórico, sendo
considerada uma conquista da humanidade. Não impede,
porém, em absoluto, a imposição de restrições ao direito do
acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas
sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. “A
antecipação cautelar da prisão”, conforme lição do eminente
Ministro Celso de Mello, “não se revela incompatível com o
princípio constitucional da presunção de não culpabilidade” (HC
94.194/CE, decisão monocrática, 28.8.2008, DJe nº 165, de
2.9.2008). Em absoluto constitui um véu inibidor da apreensão
da realidade pelo juiz, ou mais especificamente do
conhecimento dos fatos do processo e da valoração das provas,
ainda que em cognição sumária e provisória. O mundo não
pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o
fato criminoso em si não pode ser conhecido e valorado para
decretação ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo
com o próprio instituto da prisão preventiva, já que a imposição
desta tem por pressuposto a presença de prova da
materialidade do crime e de indícios de autoria. Se as
circunstâncias concretas da prática do crime revelam a
periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva e, por
conseguinte, à ordem pública, justificada está a decretação ou a
manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes
boas provas da materialidade e da autoria.
Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema
Corte, a exemplo do HC 105.043/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª
Turma, DJe 05.5.2011; e do HC 102.449/SP, rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2ª Turma, DJe 21.10.2010).
Portanto, a constrição da paciente, assim como dos demais
membros da quadrilha, faz-se necessária para a garantia da
ordem pública, a fim de neutralizar a ação do grupo criminoso.
Releva destacar que, como anotou o Subprocurador-Geral
9
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HC 108100 / RS
da República Mário José Gisi, “apesar das apreensões
realizadas pela autoridade policial em razão da ‘Operação
Mercador’, os codenunciados continuavam com as práticas
ilícitas”, a revelar a necessidade da prisão.
No que concerne ao excesso de prazo, cumpre reconhecer
que prisão cautelar já dura tempo significativo, desde 23.7.2009.
Verifico, porém, que há elementos constantes dos autos
indicativos da complexidade do processo – a existência de
organização criminosa bem estruturada, composta de quatorze
investigados, com atuação no tráfico internacional de drogas e
de armas de fogo –, fatores que justificam a demora no
encerramento da instrução criminal.
A jurisprudência desta Corte possui diversos precedentes
no sentido de que complexidade da causa deve ser considerada
na análise de eventual excesso de prazo da custódia do
acusado.
A razoável duração do processo não pode ser considerada
de maneira isolada e descontextualizada do caso criminal. Não
há que se falar em excesso de prazo considerando a
complexidade do processo.
Ainda que assim não fosse, em consulta, em 10.4.2012, ao
trâmite eletrônico da ação penal na origem, de nº
2008.7106000446-7, constato que a instrução se encontra
encerrada, já estando o feito na fase de alegações finais da
defesa, com o que o julgamento está próximo.
É da jurisprudência desta Corte o entendimento de que,
encerrada a instrução, resta superada a alegação de excesso de
prazo da prisão cautelar: (HC 86.529/PE – 1ª Turma – Rel. Min.
Sepúlveda Pertence – por maioria – j. 18.10.2005 – DJ de
02.12.2005).
Portanto, com a conclusão da instrução, estando o feito em
fase de alegações finais, resta superado o excesso de prazo pela
proximidade do julgamento.
Em síntese, não vislumbro invalidade no decreto de prisão
preventiva ou excesso de prazo da prisão cautelar, motivos
pelos quais denego a ordem de habeas corpus.”
10
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Supremo Tribunal Federal
HC 108100 / RS
da República Mário José Gisi, “apesar das apreensões
realizadas pela autoridade policial em razão da ‘Operação
Mercador’, os codenunciados continuavam com as práticas
ilícitas”, a revelar a necessidade da prisão.
No que concerne ao excesso de prazo, cumpre reconhecer
que prisão cautelar já dura tempo significativo, desde 23.7.2009.
Verifico, porém, que há elementos constantes dos autos
indicativos da complexidade do processo – a existência de
organização criminosa bem estruturada, composta de quatorze
investigados, com atuação no tráfico internacional de drogas e
de armas de fogo –, fatores que justificam a demora no
encerramento da instrução criminal.
A jurisprudência desta Corte possui diversos precedentes
no sentido de que complexidade da causa deve ser considerada
na análise de eventual excesso de prazo da custódia do
acusado.
A razoável duração do processo não pode ser considerada
de maneira isolada e descontextualizada do caso criminal. Não
há que se falar em excesso de prazo considerando a
complexidade do processo.
Ainda que assim não fosse, em consulta, em 10.4.2012, ao
trâmite eletrônico da ação penal na origem, de nº
2008.7106000446-7, constato que a instrução se encontra
encerrada, já estando o feito na fase de alegações finais da
defesa, com o que o julgamento está próximo.
É da jurisprudência desta Corte o entendimento de que,
encerrada a instrução, resta superada a alegação de excesso de
prazo da prisão cautelar: (HC 86.529/PE – 1ª Turma – Rel. Min.
Sepúlveda Pertence – por maioria – j. 18.10.2005 – DJ de
02.12.2005).
Portanto, com a conclusão da instrução, estando o feito em
fase de alegações finais, resta superado o excesso de prazo pela
proximidade do julgamento.
Em síntese, não vislumbro invalidade no decreto de prisão
preventiva ou excesso de prazo da prisão cautelar, motivos
pelos quais denego a ordem de habeas corpus.”
10
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
Em sessão de julgamento desta 1ª Turma, realizada em 17.4.2012,
após proferir voto pela denegação da ordem de habeas corpus, no que
acompanhada pelo Ministro Luiz Fux, pediu vista o Ministro Dias Toffoli.
Sobreveio informação da possível perda de objeto do writ em
03.6.2013. Os autos vieram a mim conclusos em 03.7.2013.
Ao exame da sentença exarada na Ação Penal 2009.71.06.000446-
7/RS), em trâmite na Vara Federal Criminal de Santana do Livramento-
RS, extraída do sítio do Tribunal Regional Federal da 4ªRegião na internet
(www.trf4.jus.br), verifico que o magistrado de primeiro grau, apesar de
condenar Daniela Rodrigues Gonçalves às penas de 3 (três) anos e 6 (seis)
meses de reclusão e de 700 (setecentos) dias-multa pela prática do crime
de associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/06), deferiu o direito de
a paciente recorrer em liberdade e revogou sua prisão preventiva.
Tendo em vista não mais subsistir o constrangimento ilegal
apontado na inicial, evidente a perda de objeto do habeas corpus, razão por
que reajusto meu voto para julgar prejudicado o presente writ (art. 21,
IX, RISTF).
É como voto.
11
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 108100 / RS
Em sessão de julgamento desta 1ª Turma, realizada em 17.4.2012,
após proferir voto pela denegação da ordem de habeas corpus, no que
acompanhada pelo Ministro Luiz Fux, pediu vista o Ministro Dias Toffoli.
Sobreveio informação da possível perda de objeto do writ em
03.6.2013. Os autos vieram a mim conclusos em 03.7.2013.
Ao exame da sentença exarada na Ação Penal 2009.71.06.000446-
7/RS), em trâmite na Vara Federal Criminal de Santana do Livramento-
RS, extraída do sítio do Tribunal Regional Federal da 4ªRegião na internet
(www.trf4.jus.br), verifico que o magistrado de primeiro grau, apesar de
condenar Daniela Rodrigues Gonçalves às penas de 3 (três) anos e 6 (seis)
meses de reclusão e de 700 (setecentos) dias-multa pela prática do crime
de associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/06), deferiu o direito de
a paciente recorrer em liberdade e revogou sua prisão preventiva.
Tendo em vista não mais subsistir o constrangimento ilegal
apontado na inicial, evidente a perda de objeto do habeas corpus, razão por
que reajusto meu voto para julgar prejudicado o presente writ (art. 21,
IX, RISTF).
É como voto.
11
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20
Voto - MIN. LUIZ FUX
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, são vários os
envolvidos; a questão criminal é muito complexa. O prazo é mais do que
razoável para o contexto do fato que está sendo apurado.
Eu vou acompanhar a Ministra-Relatora.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, são vários os
envolvidos; a questão criminal é muito complexa. O prazo é mais do que
razoável para o contexto do fato que está sendo apurado.
Eu vou acompanhar a Ministra-Relatora.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a paciente
não foi presa em flagrante. Foi recolhida tendo em conta ordem judicial,
ao contrário das corrés Débora e Valéria. Então, apontou-se que a
imputação seria grave. Ocorre que a imputação não gera a custódia
automática, considerado até mesmo o princípio da não culpabilidade.
Mais do que isso, Presidente, no próximo dia 23, estarão
completados os três anos de preventiva – se diz preventiva, mesmo
passados três anos – sem que o processo tenha sido sentenciado.
Ante estes dois móveis: o fundamento da preventiva e – repito,
Daniela Rodrigues Gonçalves não foi presa em flagrante – o excesso de
prazo, concedo a ordem.
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a paciente
não foi presa em flagrante. Foi recolhida tendo em conta ordem judicial,
ao contrário das corrés Débora e Valéria. Então, apontou-se que a
imputação seria grave. Ocorre que a imputação não gera a custódia
automática, considerado até mesmo o princípio da não culpabilidade.
Mais do que isso, Presidente, no próximo dia 23, estarão
completados os três anos de preventiva – se diz preventiva, mesmo
passados três anos – sem que o processo tenha sido sentenciado.
Ante estes dois móveis: o fundamento da preventiva e – repito,
Daniela Rodrigues Gonçalves não foi presa em flagrante – o excesso de
prazo, concedo a ordem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20
Extrato de Ata - 17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.100
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
IMPTE.(S) : JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
PACTE.(S) : DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos da Senhora Ministra Rosa Weber,
Relatora, e do Senhor Ministro Luiz Fux, que denegavam a ordem de
habeas corpus; e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, que a
concedia, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli,
Presidente. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.100
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
IMPTE.(S) : JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
PACTE.(S) : DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos da Senhora Ministra Rosa Weber,
Relatora, e do Senhor Ministro Luiz Fux, que denegavam a ordem de
habeas corpus; e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, que a
concedia, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli,
Presidente. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1ª Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20
Retificação de Voto
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
RETIFICAÇÃO DE V O T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor
Presidente, de fato, verifiquei que havia votado na sessão denegando a
ordem, Vossa Excelência me acompanhara, e o eminente Ministro Toffoli
pediu vista dos autos. Quando devolveu, ele disse que havia verificado
que a sentença fora proferida - sentença, alteração do título prisional -, e
que o juízo de ofício, embora condenando, assegurara ao nosso paciente a
possibilidade de recorrer em liberdade.
Manifesto o prejuízo do habeas corpus, a perda de objeto. Não existe
mais o constrangimento ilegal que o fundamentava. Por isso julgo
prejudicado o habeas corpus.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
RETIFICAÇÃO DE V O T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor
Presidente, de fato, verifiquei que havia votado na sessão denegando a
ordem, Vossa Excelência me acompanhara, e o eminente Ministro Toffoli
pediu vista dos autos. Quando devolveu, ele disse que havia verificado
que a sentença fora proferida - sentença, alteração do título prisional -, e
que o juízo de ofício, embora condenando, assegurara ao nosso paciente a
possibilidade de recorrer em liberdade.
Manifesto o prejuízo do habeas corpus, a perda de objeto. Não existe
mais o constrangimento ilegal que o fundamentava. Por isso julgo
prejudicado o habeas corpus.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20
Extrato de Ata - 13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.100
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S) : JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos da Senhora Ministra Rosa Weber,
Relatora, e do Senhor Ministro Luiz Fux, que denegavam a ordem de
habeas corpus; e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, que a
concedia, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli,
Presidente. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1ª Turma, 17.4.2012.
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.100
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S) : JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos da Senhora Ministra Rosa Weber,
Relatora, e do Senhor Ministro Luiz Fux, que denegavam a ordem de
habeas corpus; e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, que a
concedia, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli,
Presidente. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1ª Turma, 17.4.2012.
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4962035
| 2013-08-13T00:00:00
| 2013-12-03T00:00:00
|
Após os votos da Senhora Ministra Rosa Weber, Relatora, e do Senhor Ministro Luiz Fux, que denegavam a ordem de habeas corpus; e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, que a concedia, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli, Presidente. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 17.4.2012.
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXCESSO DE PRAZO NÃO CARACTERIZADO. DECRETO CONDENATÓRIO SUPERVENIENTE. REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. PERDA DE OBJETO.
1. A participação relevante da paciente em grupo criminoso organizado envolvido no tráfico de armas e de drogas é suficiente para caracterizar risco de reiteração delitiva e à ordem pública.
2. Prisão decretada não com base na gravidade abstrata do crime, mas fundada nas circunstâncias concretas de sua prática, a evidenciarem, pelo modus operandi, risco de reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública, fundamento suficiente para a decretação da preventiva, conforme o art. 312 do Código de Processo Penal.
3. Excesso de prazo não caracterizado pela complexidade da causa, com mais de uma dezena de acusados e diversos fatos delitivos. Precedentes.
4. A superveniência de sentença condenatória na qual revogada a prisão cautelar anteriormente decretada implica a perda de objeto da impetração.
5. Habeas corpus prejudicado.
|
sjur250546
|
Número de páginas: 20.
Análise: 07/01/2014, JOS.
Revisão: 14/03/2014, SER.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
108100
|
[
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00035\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n",
"LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n",
"LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 INC-00009\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 108100
|
[
""
] |
PACTE.(S) : DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S) : JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S)
:JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA.
ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXCESSO DE
PRAZO NÃO CARACTERIZADO. DECRETO CONDENATÓRIO
SUPERVENIENTE. REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. PERDA
DE OBJETO.
1. A participação relevante da paciente em grupo criminoso
organizado envolvido no tráfico de armas e de drogas é suficiente para
caracterizar risco de reiteração delitiva e à ordem pública.
2. Prisão decretada não com base na gravidade abstrata do crime,
mas fundada nas circunstâncias concretas de sua prática, a evidenciarem,
pelo modus operandi, risco de reiteração delitiva e, por conseguinte, à
ordem pública, fundamento suficiente para a decretação da preventiva,
conforme o art. 312 do Código de Processo Penal.
3. Excesso de prazo não caracterizado pela complexidade da causa,
com mais de uma dezena de acusados e diversos fatos delitivos.
Precedentes.
4. A superveniência de sentença condenatória na qual revogada a
prisão cautelar anteriormente decretada implica a perda de objeto da
impetração.
5. Habeas corpus prejudicado.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20
Ementa e Acórdão
HC 108100 / RS
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
julgar prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 108100 / RS
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
julgar prejudicada a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da
Relatora.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20
Relatório
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S)
:JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
Trata-se de habeas corpus impetrado por Jeverson Valter Leonel
Barcellos em favor de Daniela Rodrigues Gonçalves contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido no HC n
167.782/RS, de relatoria do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho.
No caso sob análise, o Juiz Federal da Subseção Judiciária de Santana
do Livramento-RS decretou a prisão temporária de onze suspeitos de
envolvimento em tráfico internacional de drogas e associação para o
tráfico e de um suspeito de tráfico internacional de armas, além de
formação de quadrilha no que diz respeito a todos eles.
A paciente, que figura entre os suspeitos, foi presa temporariamente
em 23.7.2009; segregação convertida em preventiva em 21.8.2009.
Posteriormente, foi denunciada pelo Ministério Público Federal pela
suposta prática dos delitos tipificados nos artigos 33 e 35, combinados
com o artigo 40, incisos I e III, todos da Lei 11.343/06; no artigo 18,
combinado com o artigo 19, ambos da Lei 10.826/03; e no artigo 288 do
Código Penal.
Narra a denúncia que a paciente integrava organização criminosa
voltada para a prática dos crimes de tráfico de drogas e comércio ilegal de
armas de fogo e munição. A paciente, esposa de um dos coacusados,
traficava drogas, cometia pequenos furtos e auxiliava o marido nas
transações financeiras envolvendo armas e drogas.
Irresignada com o decreto prisional, a defesa impetrou ao Tribunal
Regional Federal da 4... Regional habeas corpus em favor da paciente, que
foi denegado pela Corte.
No Superior Tribunal de Justiça, a Quinta Turma denegou o HC
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S)
:JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
Trata-se de habeas corpus impetrado por Jeverson Valter Leonel
Barcellos em favor de Daniela Rodrigues Gonçalves contra acórdão da
Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido no HC n
167.782/RS, de relatoria do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho.
No caso sob análise, o Juiz Federal da Subseção Judiciária de Santana
do Livramento-RS decretou a prisão temporária de onze suspeitos de
envolvimento em tráfico internacional de drogas e associação para o
tráfico e de um suspeito de tráfico internacional de armas, além de
formação de quadrilha no que diz respeito a todos eles.
A paciente, que figura entre os suspeitos, foi presa temporariamente
em 23.7.2009; segregação convertida em preventiva em 21.8.2009.
Posteriormente, foi denunciada pelo Ministério Público Federal pela
suposta prática dos delitos tipificados nos artigos 33 e 35, combinados
com o artigo 40, incisos I e III, todos da Lei 11.343/06; no artigo 18,
combinado com o artigo 19, ambos da Lei 10.826/03; e no artigo 288 do
Código Penal.
Narra a denúncia que a paciente integrava organização criminosa
voltada para a prática dos crimes de tráfico de drogas e comércio ilegal de
armas de fogo e munição. A paciente, esposa de um dos coacusados,
traficava drogas, cometia pequenos furtos e auxiliava o marido nas
transações financeiras envolvendo armas e drogas.
Irresignada com o decreto prisional, a defesa impetrou ao Tribunal
Regional Federal da 4... Regional habeas corpus em favor da paciente, que
foi denegado pela Corte.
No Superior Tribunal de Justiça, a Quinta Turma denegou o HC
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20
Relatório
HC 108100 / RS
167.782/RS. Daí a presente impetração.
Neste writ, o impetrante alega, em síntese, que o decreto prisional
carece de fundamentação idônea, ao não indicar fatos concretos
ensejadores da necessidade da prisão cautelar.
Aduz, também, excesso de prazo na custódia e na formação da culpa
da paciente, que não podem ser debitados à sua conta ou de sua defesa.
Assim, requer a revogação da prisão cautelar da paciente, com o
reconhecimento do excesso de prazo na formação da culpa ou a
declaração de nulidade do decreto prisional.
A eminente Ministra Ellen Gracie indeferiu a liminar em 02.5.2011.
Informações prestadas pelo Juiz Federal da Vara Federal e Juizado
Especial Federal Criminal da Subseção Judiciária de Santana do
Livramento – RS (Petições Supremo Tribunal Federal ns 0030075 e 0033116/2011).
O Ministério Público Federal, no parecer da lavra do Subprocurador-
Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela denegação da
ordem.
Em sessão de julgamento desta 1... Turma, realizada em 17.4.2012,
após proferir voto pela denegação da ordem de habeas corpus, no que
acompanhada pelo Ministro Luiz Fux, pediu vista dos autos o Ministro
Dias Toffoli.
Sobreveio informação da possível perda de objeto do writ em
03.6.2013. Os autos vieram a mim conclusos em 03.7.2013.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4729240.
Supremo Tribunal Federal
HC 108100 / RS
167.782/RS. Daí a presente impetração.
Neste writ, o impetrante alega, em síntese, que o decreto prisional
carece de fundamentação idônea, ao não indicar fatos concretos
ensejadores da necessidade da prisão cautelar.
Aduz, também, excesso de prazo na custódia e na formação da culpa
da paciente, que não podem ser debitados à sua conta ou de sua defesa.
Assim, requer a revogação da prisão cautelar da paciente, com o
reconhecimento do excesso de prazo na formação da culpa ou a
declaração de nulidade do decreto prisional.
A eminente Ministra Ellen Gracie indeferiu a liminar em 02.5.2011.
Informações prestadas pelo Juiz Federal da Vara Federal e Juizado
Especial Federal Criminal da Subseção Judiciária de Santana do
Livramento – RS (Petições Supremo Tribunal Federal ns 0030075 e 0033116/2011).
O Ministério Público Federal, no parecer da lavra do Subprocurador-
Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela denegação da
ordem.
Em sessão de julgamento desta 1... Turma, realizada em 17.4.2012,
após proferir voto pela denegação da ordem de habeas corpus, no que
acompanhada pelo Ministro Luiz Fux, pediu vista dos autos o Ministro
Dias Toffoli.
Sobreveio informação da possível perda de objeto do writ em
03.6.2013. Os autos vieram a mim conclusos em 03.7.2013.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na sessão de
julgamento desta 1... Turma, realizada em 17.4.2012, votei pela denegação
da ordem nos seguintes termos:
“A questão de direito tratada neste habeas corpus diz
respeito à validade da decretação da prisão preventiva,
especificamente quanto à presença ou não de seus pressupostos
e fundamentos, e do excesso de prazo na formação da culpa.
A Juíza da Vara Federal e Juizado Especial Federal
Criminal da Subseção Judiciária de Santana do Livramento-RS
decretou a prisão preventiva da paciente e de outros
coacusados, com esteio nos seguintes fundamentos:
‘DA REPRESENTAÇÃO PELA DECRETAÇÃO DA
PRISÃO PREVENTIVA.
É de ser acolhido o pleito da Autoridade Policial.
O pedido foi esgrimido no bojo de Inquérito Policial por
Delegado de Polícia Federal. As condutas investigadas amoldam-se,
em princípio, a tipos penais punidos com pena de reclusão (tráfico
internacional de drogas, associação para o tráfico e tráfico
internacional de arma de fogo – fl. 157). De acordo com o que foi
evidenciado até o presente momento, há notícia da prática das
condutas de forma reiterada e dolosa, sem amparo de excludente de
ilicitude.
Preenchidos, destarte, os requisitos do art. 311, 313 e 314, todos
do CPP.
Outrossim, houve demonstração da existência dos crimes
descritos na representação, bem como de indícios suficientes da
autoria recaindo sobre os investigados.
A existência dos crimes veio revelada pelas apreensões realizadas
no bojo deste Inquérito Policial, (…).
Supremo Tribunal Federal
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na sessão de
julgamento desta 1... Turma, realizada em 17.4.2012, votei pela denegação
da ordem nos seguintes termos:
“A questão de direito tratada neste habeas corpus diz
respeito à validade da decretação da prisão preventiva,
especificamente quanto à presença ou não de seus pressupostos
e fundamentos, e do excesso de prazo na formação da culpa.
A Juíza da Vara Federal e Juizado Especial Federal
Criminal da Subseção Judiciária de Santana do Livramento-RS
decretou a prisão preventiva da paciente e de outros
coacusados, com esteio nos seguintes fundamentos:
‘DA REPRESENTAÇÃO PELA DECRETAÇÃO DA
PRISÃO PREVENTIVA.
É de ser acolhido o pleito da Autoridade Policial.
O pedido foi esgrimido no bojo de Inquérito Policial por
Delegado de Polícia Federal. As condutas investigadas amoldam-se,
em princípio, a tipos penais punidos com pena de reclusão (tráfico
internacional de drogas, associação para o tráfico e tráfico
internacional de arma de fogo – fl. 157). De acordo com o que foi
evidenciado até o presente momento, há notícia da prática das
condutas de forma reiterada e dolosa, sem amparo de excludente de
ilicitude.
Preenchidos, destarte, os requisitos do art. 311, 313 e 314, todos
do CPP.
Outrossim, houve demonstração da existência dos crimes
descritos na representação, bem como de indícios suficientes da
autoria recaindo sobre os investigados.
A existência dos crimes veio revelada pelas apreensões realizadas
no bojo deste Inquérito Policial, (…).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
Além disso, as declarações prestadas pelos investigados
corroboram a narrativa da Autoridade Policial no sentido da autuação
organizada do grupo, confirmando a existência dos fatos.
No mesmo sentido, as diligências policiais de vigilância.
Os indícios de autoria a recair sobre os representados encontram
sustentação não apenas no fato dos bens apreendidos neste feito terem
sido localizados na posse dos investigados, mais especialmente nas
investigações efetivadas até o momento, inclusive mediante
interceptação de comunicações telefônicas.
Segundo narra a autoridade policial em sua representação, o
presente Inquérito Policial foi instaurado a partir da prisão em
flagrante de DEBORA MACHADO PAINE, durante as
investigações da OPERAÇÃO MERCADOR, que teve por objeto
apurar o tráfico de armas de fogo na região. Durante as investigações,
constatou-se a existência de dois grupos que importavam ilicitamente
armas e munições do Uruguai, um deles liderado por ANDERSON
AZEVEDO MENDES e VALERIA AZEVEDO MENDES, sendo
colaboradores (…), DANIELA RODRIGUES GONÇALVES (vulgo
DANI), (…).
O objeto da organização, segundo a Autoridade Policial, seria a
remessa de armas do Uruguai para Porto Alegre e, em troca, a remessa
de drogas adquiridas em Porto Alegre para Santana do Livramento,
Quaraí e Dom Pedrito, onde seriam distribuídas. (…). As drogas
eram fornecidas por (…) e DANIELA RODRIGUES GONÇALVES.
(…).
A participação de cada um dos investigados cuja prisão
preventiva é requerida foi sintetizada na representação pela prisão
temporária deles, que foi deferida nos autos do pedido de prisão
temporária n. 2009.71.06.001438-2/RS, anexada ao presente feito às
fls. 163/174, inclusive com citação de trechos de diálogos travados
entre os suspeitos. Passo a transcrever os trechos pertinentes. (…).
Sobre o destino das armas:
‘As armas são, sempre, remetidas para Porto Alegre. Lá são
ADRIANO KIPPEL DE OLIVEIRA, vulgo PARENTE, RAFAEL
MENDES LIMA, o GORDO e DANIELA RODRIGUES
GONÇALVES, a DANI, quem as recebe e, posteriormente, lhes dão
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HC 108100 / RS
Além disso, as declarações prestadas pelos investigados
corroboram a narrativa da Autoridade Policial no sentido da autuação
organizada do grupo, confirmando a existência dos fatos.
No mesmo sentido, as diligências policiais de vigilância.
Os indícios de autoria a recair sobre os representados encontram
sustentação não apenas no fato dos bens apreendidos neste feito terem
sido localizados na posse dos investigados, mais especialmente nas
investigações efetivadas até o momento, inclusive mediante
interceptação de comunicações telefônicas.
Segundo narra a autoridade policial em sua representação, o
presente Inquérito Policial foi instaurado a partir da prisão em
flagrante de DEBORA MACHADO PAINE, durante as
investigações da OPERAÇÃO MERCADOR, que teve por objeto
apurar o tráfico de armas de fogo na região. Durante as investigações,
constatou-se a existência de dois grupos que importavam ilicitamente
armas e munições do Uruguai, um deles liderado por ANDERSON
AZEVEDO MENDES e VALERIA AZEVEDO MENDES, sendo
colaboradores (…), DANIELA RODRIGUES GONÇALVES (vulgo
DANI), (…).
O objeto da organização, segundo a Autoridade Policial, seria a
remessa de armas do Uruguai para Porto Alegre e, em troca, a remessa
de drogas adquiridas em Porto Alegre para Santana do Livramento,
Quaraí e Dom Pedrito, onde seriam distribuídas. (…). As drogas
eram fornecidas por (…) e DANIELA RODRIGUES GONÇALVES.
(…).
A participação de cada um dos investigados cuja prisão
preventiva é requerida foi sintetizada na representação pela prisão
temporária deles, que foi deferida nos autos do pedido de prisão
temporária n. 2009.71.06.001438-2/RS, anexada ao presente feito às
fls. 163/174, inclusive com citação de trechos de diálogos travados
entre os suspeitos. Passo a transcrever os trechos pertinentes. (…).
Sobre o destino das armas:
‘As armas são, sempre, remetidas para Porto Alegre. Lá são
ADRIANO KIPPEL DE OLIVEIRA, vulgo PARENTE, RAFAEL
MENDES LIMA, o GORDO e DANIELA RODRIGUES
GONÇALVES, a DANI, quem as recebe e, posteriormente, lhes dão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
outro destino.
Por vezes permanecem com as armas, por vezes comercializam.
Nas declarações prestadas no IPL 020/2009, DEBORA MACHADO
PAINE, presa em flagrante com uma pistola, esclarece que essa arma
seria uma encomenda de VALERIA para PARENTE (,,,) PARENTE,
traficando em Porto Alegre, recebe armas enviadas por ANDERSON
e lhe remete drogas. (…) RAFAEL e DANI são matrimonialmente
companheiros. RAFAEL cumpria pena no presídio Pio Buck em Porto
Alegre, com o benefício de deixar o estabelecimento nos finais de
semana. DANI pratica furtos na capital. Ambos são, também,
chegados a ANDERSON e recebem armas por ele remetidas. Assim
que deixa o presídio, RAFAEL pede a DANI que lhe busquem ‘com a
pistola’. Num outro diálogo, RAFAEL fala para DANI que irá pagar
R$ 3.000,00 num fuzil e que trocará por uma camionete
CHEROKEE. E, num terceiro, RAFAEL diz para alguém não
identificado que a arma que fora apreendida em Santana do
Livramento lhe era destinada’. (…).
A necessidade da prisão cautelar justifica-se em face da garantia
da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para
assegurar a aplicação da lei penal.
Quanto à garantia da ordem pública bem sinalou o
representante do Ministério Público Federal que “inobstante as
prisões temporárias, buscas e apreensões e demais diligências
empreendidas pela autoridade policial, verifica-se que a atividade
criminosa dos mesmos teve sequência, notadamente com vista da
atuação de Anderson Azevedo Mendes, apontado como chefe do bando
que, mesmo recluso na penitenciária local, seguiu comandando as
ações relativas às práticas criminosas já desvendadas nos autos” (fl.
289).
A segregação dos investigados, enquanto integrantes da
organização até agora delineada, se mostra necessária para obstar a
reiteração da prática criminosa, haja vista que o grupo já deu mostras
de que tem condições de continuar operando mediante a influência dos
integrantes segregados. (…).
Quanto à conveniência da instrução processual a necessidade da
constrição já havia sido ressaltada na decisão que decretou a prisão
3
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HC 108100 / RS
outro destino.
Por vezes permanecem com as armas, por vezes comercializam.
Nas declarações prestadas no IPL 020/2009, DEBORA MACHADO
PAINE, presa em flagrante com uma pistola, esclarece que essa arma
seria uma encomenda de VALERIA para PARENTE (,,,) PARENTE,
traficando em Porto Alegre, recebe armas enviadas por ANDERSON
e lhe remete drogas. (…) RAFAEL e DANI são matrimonialmente
companheiros. RAFAEL cumpria pena no presídio Pio Buck em Porto
Alegre, com o benefício de deixar o estabelecimento nos finais de
semana. DANI pratica furtos na capital. Ambos são, também,
chegados a ANDERSON e recebem armas por ele remetidas. Assim
que deixa o presídio, RAFAEL pede a DANI que lhe busquem ‘com a
pistola’. Num outro diálogo, RAFAEL fala para DANI que irá pagar
R$ 3.000,00 num fuzil e que trocará por uma camionete
CHEROKEE. E, num terceiro, RAFAEL diz para alguém não
identificado que a arma que fora apreendida em Santana do
Livramento lhe era destinada’. (…).
A necessidade da prisão cautelar justifica-se em face da garantia
da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para
assegurar a aplicação da lei penal.
Quanto à garantia da ordem pública bem sinalou o
representante do Ministério Público Federal que “inobstante as
prisões temporárias, buscas e apreensões e demais diligências
empreendidas pela autoridade policial, verifica-se que a atividade
criminosa dos mesmos teve sequência, notadamente com vista da
atuação de Anderson Azevedo Mendes, apontado como chefe do bando
que, mesmo recluso na penitenciária local, seguiu comandando as
ações relativas às práticas criminosas já desvendadas nos autos” (fl.
289).
A segregação dos investigados, enquanto integrantes da
organização até agora delineada, se mostra necessária para obstar a
reiteração da prática criminosa, haja vista que o grupo já deu mostras
de que tem condições de continuar operando mediante a influência dos
integrantes segregados. (…).
Quanto à conveniência da instrução processual a necessidade da
constrição já havia sido ressaltada na decisão que decretou a prisão
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
temporária dos investigados dos autos do pedido de prisão temporária
n. 2009.71.06.001438-2/RS, de lavra do Juiz Federal Fábio Soares
Pereira (fl. 177/180):
‘A necessidade da constrição decorre naturalmente da leitura
dos termos da representação.
A autoridade policial, ao comentar a necessidade da prisão, logo
antes de citar trechos de diálogos extraídos de interceptações
telefônicas que demonstram a tendência, para dizer o mínimo, de
prejuízo potenciais importantes (…):
‘O grupo criminoso é violento e continua perpetrando suas
atividades, mesmo com as prisões já realizadas (…). E se vale de meios
ilegais para promover sua defesa processual, com indícios na prática
de coação no curso do processo e auto-acusação falsa’
A prisão temporária ora requerida tem, na situação concreta, a
finalidade de melhor delinear a participação de cada um dos suspeitos
nos crimes investigados, bem como apurar a eventual participação de
terceiros ainda não identificados’.
Tendo em vista que o quadro fático não restou alterado,
persistem aplicáveis as lúcidas considerações do Magistrado citado.
(…).
Por todo o exposto, acolho a representação da Autoridade
Policial e:
a) decreto a prisão preventiva de (…) DANIELA RODRIGUES
GONÇALVES (vulgo DANI), (…)’.
Na mesma linha, indeferiu o pedido de revogação da
prisão preventiva dos já acusados, mediante as seguintes
considerações:
‘Com muita propriedade manifestou-se o Ministério Público
Federal, cujo ponto principal transcrevo e adoto como razão de decidir:
‘(...) A prisão deve ser mantida, entretanto, pois os motivos que
a autorizaram, quais sejam, conveniência da instrução criminal e
garantia da ordem pública, ainda estão presentes nos autos, sendo
válida a argumentação já expendida ao longo da manifestação das fls.
289/291, a qual nos reportamos para evitar necessária tautologia.
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temporária dos investigados dos autos do pedido de prisão temporária
n. 2009.71.06.001438-2/RS, de lavra do Juiz Federal Fábio Soares
Pereira (fl. 177/180):
‘A necessidade da constrição decorre naturalmente da leitura
dos termos da representação.
A autoridade policial, ao comentar a necessidade da prisão, logo
antes de citar trechos de diálogos extraídos de interceptações
telefônicas que demonstram a tendência, para dizer o mínimo, de
prejuízo potenciais importantes (…):
‘O grupo criminoso é violento e continua perpetrando suas
atividades, mesmo com as prisões já realizadas (…). E se vale de meios
ilegais para promover sua defesa processual, com indícios na prática
de coação no curso do processo e auto-acusação falsa’
A prisão temporária ora requerida tem, na situação concreta, a
finalidade de melhor delinear a participação de cada um dos suspeitos
nos crimes investigados, bem como apurar a eventual participação de
terceiros ainda não identificados’.
Tendo em vista que o quadro fático não restou alterado,
persistem aplicáveis as lúcidas considerações do Magistrado citado.
(…).
Por todo o exposto, acolho a representação da Autoridade
Policial e:
a) decreto a prisão preventiva de (…) DANIELA RODRIGUES
GONÇALVES (vulgo DANI), (…)’.
Na mesma linha, indeferiu o pedido de revogação da
prisão preventiva dos já acusados, mediante as seguintes
considerações:
‘Com muita propriedade manifestou-se o Ministério Público
Federal, cujo ponto principal transcrevo e adoto como razão de decidir:
‘(...) A prisão deve ser mantida, entretanto, pois os motivos que
a autorizaram, quais sejam, conveniência da instrução criminal e
garantia da ordem pública, ainda estão presentes nos autos, sendo
válida a argumentação já expendida ao longo da manifestação das fls.
289/291, a qual nos reportamos para evitar necessária tautologia.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
A autoria e materialidade dos fatos criminosos já está bem
delineada nos autos, a partir da prova testemunhas e documental
colhida, notadamente pelas conversações telefônicas interceptadas
legalmente pela autoridade policial, que confirmou a continuidade da
atuação da quadrilha da qual faz parte a investigada, inobstante as
prisões e apreensões já efetuadas.
Está evidenciado nos autos que a organização criminal da qual
Daniel faz parte é responsável pela distribuição de drogas na região da
fronteira, sendo chefiada por Anderson Azevedo Mendes e Valéria
Azevedo mendes.(…)’
Quanto à alegação de excesso de prazo para eventual
indiciamento da investigada, tal fato (excesso de prazo) deve ser
analisado em face das circunstâncias concretas, a fim de avaliar se
houve ou não desbordo do princípio da razoabilidade. Como bem
salientou o órgão ministerial, ‘eventual demora na conclusão do feito,
deve-se ao alto grau de organização e capacidade de atuação da
quadrilha investigada’.
Assim, no caso dos autos a demora para o indiciamento da
investigada encontra-se nos limites da razoabilidade, plenamente
justificada pelas circunstâncias específicas do caso concreto, devendo,
ao menos por ora, se relevada.
Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de revogação da prisão
preventiva formulado por DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
(…).’
O Tribunal Regional Federal da 4... Região entendeu que o
decreto prisional se baseou em dados concretos a justificar a
necessidade da prisão para salvaguarda da ordem pública e que
não há excesso de prazo na prisão da paciente.
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça denegou
a ordem no HC n 167.782-RS, de relatoria do Ministro
Napoleão Nunes Maia Filho, nos termos da seguinte ementa:
‘HABEAS
CORPUS
LIBERATÓRIO.
TRÁFICO
INTERNACIONAL, ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 108100 / RS
A autoria e materialidade dos fatos criminosos já está bem
delineada nos autos, a partir da prova testemunhas e documental
colhida, notadamente pelas conversações telefônicas interceptadas
legalmente pela autoridade policial, que confirmou a continuidade da
atuação da quadrilha da qual faz parte a investigada, inobstante as
prisões e apreensões já efetuadas.
Está evidenciado nos autos que a organização criminal da qual
Daniel faz parte é responsável pela distribuição de drogas na região da
fronteira, sendo chefiada por Anderson Azevedo Mendes e Valéria
Azevedo mendes.(…)’
Quanto à alegação de excesso de prazo para eventual
indiciamento da investigada, tal fato (excesso de prazo) deve ser
analisado em face das circunstâncias concretas, a fim de avaliar se
houve ou não desbordo do princípio da razoabilidade. Como bem
salientou o órgão ministerial, ‘eventual demora na conclusão do feito,
deve-se ao alto grau de organização e capacidade de atuação da
quadrilha investigada’.
Assim, no caso dos autos a demora para o indiciamento da
investigada encontra-se nos limites da razoabilidade, plenamente
justificada pelas circunstâncias específicas do caso concreto, devendo,
ao menos por ora, se relevada.
Ante o exposto, INDEFIRO o pedido de revogação da prisão
preventiva formulado por DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
(…).’
O Tribunal Regional Federal da 4... Região entendeu que o
decreto prisional se baseou em dados concretos a justificar a
necessidade da prisão para salvaguarda da ordem pública e que
não há excesso de prazo na prisão da paciente.
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça denegou
a ordem no HC n 167.782-RS, de relatoria do Ministro
Napoleão Nunes Maia Filho, nos termos da seguinte ementa:
‘HABEAS
CORPUS
LIBERATÓRIO.
TRÁFICO
INTERNACIONAL, ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
DROGAS E TRÁFICO DE ARMA DE FOGO DE USO
RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA EM 23.06.09. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. PACIENTE INTEGRANTE DE
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA VOLTADA PARA MERCANCIA
DE DROGAS E ARMAS. POSSIBILIDADE CONCRETA DE
REITERAÇÃO CRIMINOSA. EXCESSO DE PRAZO
INEXISTENTE. COMPLEXIDADE DO FEITO. PLURALIDADE
DE RÉUS (14 PESSOAS). PARECER DO MPF PELO
INDEFERIMENTO DO WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. Presentes indícios veementes de autoria e provada a
materialidade do delito, a decretação da prisão cautelar encontra-se
plenamente justificada na garantia da ordem pública, tendo em vista
que a paciente supostamente integra organização criminosa
responsável por importar e exportar para outros países grande
quantidade de diversos tipos de entorpecentes e armas de fogo, o que
indica concreta possibilidade de reiteração criminosa.
2. A concessão de Habeas Corpus em razão da configuração de
excesso de prazo é medida de todo excepcional, somente admitida nos
casos em que a dilação (A) seja decorrência exclusiva de diligências
suscitadas pela acusação; (B) resulte da inércia do próprio aparato
judicial, em obediência ao princípio da razoável duração do processo,
previsto no art. 5o., LXXVIII da Constituição Federal; ou (C)
implique em ofensa ao princípio da razoabilidade.
3. No presente caso, a dilação para a conclusão da instrução
pode ser debitada à complexidade do feito e à quantidade de acusados
(14 pessoas).
4. Ordem denegada, em consonância com o parecer ministerial.’
Da leitura do acórdão impugnado na inicial, verifico que o
ato se encontra devidamente motivado, apontando as razões de
convencimento da Corte no sentido da denegação da ordem.
Resta verificar se os motivos são válidos, ou seja, se estão
presentes os pressupostos e fundamentos da prisão preventiva
elencados no art. 312 do Código de Processo Penal.
Consigno, inicialmente, que se encontram presentes prova
da materialidade – evidenciada a partir dos autos de
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Supremo Tribunal Federal
HC 108100 / RS
DROGAS E TRÁFICO DE ARMA DE FOGO DE USO
RESTRITO. PRISÃO PREVENTIVA EM 23.06.09. GARANTIA DA
ORDEM PÚBLICA. PACIENTE INTEGRANTE DE
ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA VOLTADA PARA MERCANCIA
DE DROGAS E ARMAS. POSSIBILIDADE CONCRETA DE
REITERAÇÃO CRIMINOSA. EXCESSO DE PRAZO
INEXISTENTE. COMPLEXIDADE DO FEITO. PLURALIDADE
DE RÉUS (14 PESSOAS). PARECER DO MPF PELO
INDEFERIMENTO DO WRIT. ORDEM DENEGADA.
1. Presentes indícios veementes de autoria e provada a
materialidade do delito, a decretação da prisão cautelar encontra-se
plenamente justificada na garantia da ordem pública, tendo em vista
que a paciente supostamente integra organização criminosa
responsável por importar e exportar para outros países grande
quantidade de diversos tipos de entorpecentes e armas de fogo, o que
indica concreta possibilidade de reiteração criminosa.
2. A concessão de Habeas Corpus em razão da configuração de
excesso de prazo é medida de todo excepcional, somente admitida nos
casos em que a dilação (A) seja decorrência exclusiva de diligências
suscitadas pela acusação; (B) resulte da inércia do próprio aparato
judicial, em obediência ao princípio da razoável duração do processo,
previsto no art. 5o., LXXVIII da Constituição Federal; ou (C)
implique em ofensa ao princípio da razoabilidade.
3. No presente caso, a dilação para a conclusão da instrução
pode ser debitada à complexidade do feito e à quantidade de acusados
(14 pessoas).
4. Ordem denegada, em consonância com o parecer ministerial.’
Da leitura do acórdão impugnado na inicial, verifico que o
ato se encontra devidamente motivado, apontando as razões de
convencimento da Corte no sentido da denegação da ordem.
Resta verificar se os motivos são válidos, ou seja, se estão
presentes os pressupostos e fundamentos da prisão preventiva
elencados no art. 312 do Código de Processo Penal.
Consigno, inicialmente, que se encontram presentes prova
da materialidade – evidenciada a partir dos autos de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
apresentação e apreensão, dos laudos de exame de arma de
fogo e dos termos circunstanciados de busca – e indícios
suficientes da autoria delitiva, tendo inclusive a ora paciente
sido presa em flagrante na posse de armas e de de drogas. Não
se dirige, aliás, a impetração contra suposta ausência dos
pressupostos da preventiva.
No que toca ao fundamento da prisão preventiva, a
garantia da ordem pública, enfrento o tema sob o prisma da
gravidade delitiva e do risco da reiteração criminosa.
A partir de investigação deflagrada pela Polícia Federal,
constatou-se a existência de duas organizações criminosas
independentes dirigidas para o comércio ilegal de armas e
munições compradas na vizinha cidade de Rivera-Uruguai.
Diligências realizadas em Santana do Livramento-RS e em
Porto Alegre-RS culminaram na prisão em flagrante de duas
denunciadas, Débora e Valéria. A primeira, presa, por duas
vezes, ao tentar embarcar na rodoviária das cidades gaúchas na
posse de pistolas. Na residência de Débora, os policiais
encontraram 160 g de crack e uma balança de precisão,
oportunidade em que a denunciada Valéria de Azevedo
Mendes também foi encarcerada. Forte nas informações
prestadas pelas investigadas, a polícia realizou inúmeras
diligências e logrou êxito em identificar os demais integrantes
da organização criminosa, bem como seu modus operandi.
As atividades realizadas pela organização criminosa eram
comandadas por Anderson, detento do presídio estadual de
Uruguaiana-RS, que, com o auxílio de Valéria, abastecia pontos
de vendas de drogas na fronteira, em especial nas cidades
gaúchas de Santana do Livramento, Quaraí e Dom Pedrito.
Organizava, ainda, o envio de armas para a cidade de Porto
Alegre.
Em Porto Alegre, o grupo composto por Adriano, Rafael e
a ora paciente, Daniela, recebia as armas oriundas do Uruguai
em troca de drogas. A negociação das armas e o transporte para
Porto Alegre eram realizados por outro grupo sediado na
cidade de Santana do Livramento. Essas operações ilegais,
7
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apresentação e apreensão, dos laudos de exame de arma de
fogo e dos termos circunstanciados de busca – e indícios
suficientes da autoria delitiva, tendo inclusive a ora paciente
sido presa em flagrante na posse de armas e de de drogas. Não
se dirige, aliás, a impetração contra suposta ausência dos
pressupostos da preventiva.
No que toca ao fundamento da prisão preventiva, a
garantia da ordem pública, enfrento o tema sob o prisma da
gravidade delitiva e do risco da reiteração criminosa.
A partir de investigação deflagrada pela Polícia Federal,
constatou-se a existência de duas organizações criminosas
independentes dirigidas para o comércio ilegal de armas e
munições compradas na vizinha cidade de Rivera-Uruguai.
Diligências realizadas em Santana do Livramento-RS e em
Porto Alegre-RS culminaram na prisão em flagrante de duas
denunciadas, Débora e Valéria. A primeira, presa, por duas
vezes, ao tentar embarcar na rodoviária das cidades gaúchas na
posse de pistolas. Na residência de Débora, os policiais
encontraram 160 g de crack e uma balança de precisão,
oportunidade em que a denunciada Valéria de Azevedo
Mendes também foi encarcerada. Forte nas informações
prestadas pelas investigadas, a polícia realizou inúmeras
diligências e logrou êxito em identificar os demais integrantes
da organização criminosa, bem como seu modus operandi.
As atividades realizadas pela organização criminosa eram
comandadas por Anderson, detento do presídio estadual de
Uruguaiana-RS, que, com o auxílio de Valéria, abastecia pontos
de vendas de drogas na fronteira, em especial nas cidades
gaúchas de Santana do Livramento, Quaraí e Dom Pedrito.
Organizava, ainda, o envio de armas para a cidade de Porto
Alegre.
Em Porto Alegre, o grupo composto por Adriano, Rafael e
a ora paciente, Daniela, recebia as armas oriundas do Uruguai
em troca de drogas. A negociação das armas e o transporte para
Porto Alegre eram realizados por outro grupo sediado na
cidade de Santana do Livramento. Essas operações ilegais,
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
realizadas por integrantes da organização, também aconteciam
no Uruguai, nas cidades de Rivera e Montevidéu. As armas
também chegavam às mãos de outro acusado, encarcerado no
presídio central em Porto Alegre.
A paciente foi presa em sua residência na posse de
cartuchos intactos de munição calibre 38 e 22, de maleta para
acondicionar as armas, de carregador de munição para pistola
calibre 380 ACP, bem como de substâncias entorpecentes
(maconha e cocaína). As interceptações telefônicas demonstram
que ela estava envolvida com tráfico de drogas, pequenos
furtos e, ainda, auxiliava o marido, codenunciado, nas
transações financeiras envolvendo o dito comércio de armas e
drogas.
Merece destaque a efetiva periculosidade da paciente,
apontada como importante colaboradora da organização
criminosa, como bem ponderou o Tribunal Regional Federal da
4... Região:
‘Quanto aos requisitos alternativos à prisão preventiva, merece
especial exame da fundamentação transcrita a forma de colaboração da
paciente na organização criminosa, pois reconheço que na atividade
criminosa reiteradamente atuante justificável é a prisão de seus
relevantes agentes, para preservar a sociedade da continuidade dos
crimes. No caso da paciente foi indicada sua atuação como importante
fornecedora de drogas para membros da associação-, que foi presa em
flagrante na posse de armas,- relevante e necessária para a
continuidade da estrutura criminosa’.
A participação relevante da paciente em grupo criminoso
organizado envolvido no tráfico de armas e de drogas é
suficiente para caracterizar risco de reiteração delitiva e à a
ordem pública.
Não se trata de prisão decretada com base na gravidade
abstrata do crime, mas fundada nas circunstâncias concretas de
sua prática, a evidenciarem, pelo modus operandi, risco de
reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública,
8
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realizadas por integrantes da organização, também aconteciam
no Uruguai, nas cidades de Rivera e Montevidéu. As armas
também chegavam às mãos de outro acusado, encarcerado no
presídio central em Porto Alegre.
A paciente foi presa em sua residência na posse de
cartuchos intactos de munição calibre 38 e 22, de maleta para
acondicionar as armas, de carregador de munição para pistola
calibre 380 ACP, bem como de substâncias entorpecentes
(maconha e cocaína). As interceptações telefônicas demonstram
que ela estava envolvida com tráfico de drogas, pequenos
furtos e, ainda, auxiliava o marido, codenunciado, nas
transações financeiras envolvendo o dito comércio de armas e
drogas.
Merece destaque a efetiva periculosidade da paciente,
apontada como importante colaboradora da organização
criminosa, como bem ponderou o Tribunal Regional Federal da
4... Região:
‘Quanto aos requisitos alternativos à prisão preventiva, merece
especial exame da fundamentação transcrita a forma de colaboração da
paciente na organização criminosa, pois reconheço que na atividade
criminosa reiteradamente atuante justificável é a prisão de seus
relevantes agentes, para preservar a sociedade da continuidade dos
crimes. No caso da paciente foi indicada sua atuação como importante
fornecedora de drogas para membros da associação-, que foi presa em
flagrante na posse de armas,- relevante e necessária para a
continuidade da estrutura criminosa’.
A participação relevante da paciente em grupo criminoso
organizado envolvido no tráfico de armas e de drogas é
suficiente para caracterizar risco de reiteração delitiva e à a
ordem pública.
Não se trata de prisão decretada com base na gravidade
abstrata do crime, mas fundada nas circunstâncias concretas de
sua prática, a evidenciarem, pelo modus operandi, risco de
reiteração delitiva e, por conseguinte, à ordem pública,
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
fundamento suficiente para a decretação da preventiva,
conforme o art. 312 do Código de Processo Penal.
A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é
princípio cardeal no processo penal em um Estado Democrático
de Direito. Teve longo desenvolvimento histórico, sendo
considerada uma conquista da humanidade. Não impede,
porém, em absoluto, a imposição de restrições ao direito do
acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas
sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. “A
antecipação cautelar da prisão”, conforme lição do eminente
Ministro Celso de Mello, “não se revela incompatível com o
princípio constitucional da presunção de não culpabilidade” (HC
94.194/CE, decisão monocrática, 28.8.2008, DJe n 165, de
2.9.2008). Em absoluto constitui um véu inibidor da apreensão
da realidade pelo juiz, ou mais especificamente do
conhecimento dos fatos do processo e da valoração das provas,
ainda que em cognição sumária e provisória. O mundo não
pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o
fato criminoso em si não pode ser conhecido e valorado para
decretação ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo
com o próprio instituto da prisão preventiva, já que a imposição
desta tem por pressuposto a presença de prova da
materialidade do crime e de indícios de autoria. Se as
circunstâncias concretas da prática do crime revelam a
periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva e, por
conseguinte, à ordem pública, justificada está a decretação ou a
manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes
boas provas da materialidade e da autoria.
Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema
Corte, a exemplo do HC 105.043/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...
Turma, DJe 05.5.2011; e do HC 102.449/SP, rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2... Turma, DJe 21.10.2010).
Portanto, a constrição da paciente, assim como dos demais
membros da quadrilha, faz-se necessária para a garantia da
ordem pública, a fim de neutralizar a ação do grupo criminoso.
Releva destacar que, como anotou o Subprocurador-Geral
9
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HC 108100 / RS
fundamento suficiente para a decretação da preventiva,
conforme o art. 312 do Código de Processo Penal.
A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é
princípio cardeal no processo penal em um Estado Democrático
de Direito. Teve longo desenvolvimento histórico, sendo
considerada uma conquista da humanidade. Não impede,
porém, em absoluto, a imposição de restrições ao direito do
acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas
sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. “A
antecipação cautelar da prisão”, conforme lição do eminente
Ministro Celso de Mello, “não se revela incompatível com o
princípio constitucional da presunção de não culpabilidade” (HC
94.194/CE, decisão monocrática, 28.8.2008, DJe n 165, de
2.9.2008). Em absoluto constitui um véu inibidor da apreensão
da realidade pelo juiz, ou mais especificamente do
conhecimento dos fatos do processo e da valoração das provas,
ainda que em cognição sumária e provisória. O mundo não
pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o
fato criminoso em si não pode ser conhecido e valorado para
decretação ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo
com o próprio instituto da prisão preventiva, já que a imposição
desta tem por pressuposto a presença de prova da
materialidade do crime e de indícios de autoria. Se as
circunstâncias concretas da prática do crime revelam a
periculosidade do agente e o risco de reiteração delitiva e, por
conseguinte, à ordem pública, justificada está a decretação ou a
manutenção da prisão cautelar, desde que igualmente presentes
boas provas da materialidade e da autoria.
Nesse sentido, existem vários precedentes desta Suprema
Corte, a exemplo do HC 105.043/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1...
Turma, DJe 05.5.2011; e do HC 102.449/SP, rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2... Turma, DJe 21.10.2010).
Portanto, a constrição da paciente, assim como dos demais
membros da quadrilha, faz-se necessária para a garantia da
ordem pública, a fim de neutralizar a ação do grupo criminoso.
Releva destacar que, como anotou o Subprocurador-Geral
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
da República Mário José Gisi, “apesar das apreensões
realizadas pela autoridade policial em razão da ‘Operação
Mercador’, os codenunciados continuavam com as práticas
ilícitas”, a revelar a necessidade da prisão.
No que concerne ao excesso de prazo, cumpre reconhecer
que prisão cautelar já dura tempo significativo, desde 23.7.2009.
Verifico, porém, que há elementos constantes dos autos
indicativos da complexidade do processo – a existência de
organização criminosa bem estruturada, composta de quatorze
investigados, com atuação no tráfico internacional de drogas e
de armas de fogo –, fatores que justificam a demora no
encerramento da instrução criminal.
A jurisprudência desta Corte possui diversos precedentes
no sentido de que complexidade da causa deve ser considerada
na análise de eventual excesso de prazo da custódia do
acusado.
A razoável duração do processo não pode ser considerada
de maneira isolada e descontextualizada do caso criminal. Não
há que se falar em excesso de prazo considerando a
complexidade do processo.
Ainda que assim não fosse, em consulta, em 10.4.2012, ao
trâmite eletrônico da ação penal na origem, de n
2008.7106000446-7, constato que a instrução se encontra
encerrada, já estando o feito na fase de alegações finais da
defesa, com o que o julgamento está próximo.
É da jurisprudência desta Corte o entendimento de que,
encerrada a instrução, resta superada a alegação de excesso de
prazo da prisão cautelar: (HC 86.529/PE – 1... Turma – Rel. Min.
Sepúlveda Pertence – por maioria – j. 18.10.2005 – DJ de
02.12.2005).
Portanto, com a conclusão da instrução, estando o feito em
fase de alegações finais, resta superado o excesso de prazo pela
proximidade do julgamento.
Em síntese, não vislumbro invalidade no decreto de prisão
preventiva ou excesso de prazo da prisão cautelar, motivos
pelos quais denego a ordem de habeas corpus.”
10
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HC 108100 / RS
da República Mário José Gisi, “apesar das apreensões
realizadas pela autoridade policial em razão da ‘Operação
Mercador’, os codenunciados continuavam com as práticas
ilícitas”, a revelar a necessidade da prisão.
No que concerne ao excesso de prazo, cumpre reconhecer
que prisão cautelar já dura tempo significativo, desde 23.7.2009.
Verifico, porém, que há elementos constantes dos autos
indicativos da complexidade do processo – a existência de
organização criminosa bem estruturada, composta de quatorze
investigados, com atuação no tráfico internacional de drogas e
de armas de fogo –, fatores que justificam a demora no
encerramento da instrução criminal.
A jurisprudência desta Corte possui diversos precedentes
no sentido de que complexidade da causa deve ser considerada
na análise de eventual excesso de prazo da custódia do
acusado.
A razoável duração do processo não pode ser considerada
de maneira isolada e descontextualizada do caso criminal. Não
há que se falar em excesso de prazo considerando a
complexidade do processo.
Ainda que assim não fosse, em consulta, em 10.4.2012, ao
trâmite eletrônico da ação penal na origem, de n
2008.7106000446-7, constato que a instrução se encontra
encerrada, já estando o feito na fase de alegações finais da
defesa, com o que o julgamento está próximo.
É da jurisprudência desta Corte o entendimento de que,
encerrada a instrução, resta superada a alegação de excesso de
prazo da prisão cautelar: (HC 86.529/PE – 1... Turma – Rel. Min.
Sepúlveda Pertence – por maioria – j. 18.10.2005 – DJ de
02.12.2005).
Portanto, com a conclusão da instrução, estando o feito em
fase de alegações finais, resta superado o excesso de prazo pela
proximidade do julgamento.
Em síntese, não vislumbro invalidade no decreto de prisão
preventiva ou excesso de prazo da prisão cautelar, motivos
pelos quais denego a ordem de habeas corpus.”
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 108100 / RS
Em sessão de julgamento desta 1... Turma, realizada em 17.4.2012,
após proferir voto pela denegação da ordem de habeas corpus, no que
acompanhada pelo Ministro Luiz Fux, pediu vista o Ministro Dias Toffoli.
Sobreveio informação da possível perda de objeto do writ em
03.6.2013. Os autos vieram a mim conclusos em 03.7.2013.
Ao exame da sentença exarada na Ação Penal 2009.71.06.000446-
7/RS), em trâmite na Vara Federal Criminal de Santana do Livramento-
RS, extraída do sítio do Tribunal Regional Federal da 4...Região na internet
(www.trf4.jus.br), verifico que o magistrado de primeiro grau, apesar de
condenar Daniela Rodrigues Gonçalves às penas de 3 (três) anos e 6 (seis)
meses de reclusão e de 700 (setecentos) dias-multa pela prática do crime
de associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/06), deferiu o direito de
a paciente recorrer em liberdade e revogou sua prisão preventiva.
Tendo em vista não mais subsistir o constrangimento ilegal
apontado na inicial, evidente a perda de objeto do habeas corpus, razão por
que reajusto meu voto para julgar prejudicado o presente writ (art. 21,
IX, RISTF).
É como voto.
11
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HC 108100 / RS
Em sessão de julgamento desta 1... Turma, realizada em 17.4.2012,
após proferir voto pela denegação da ordem de habeas corpus, no que
acompanhada pelo Ministro Luiz Fux, pediu vista o Ministro Dias Toffoli.
Sobreveio informação da possível perda de objeto do writ em
03.6.2013. Os autos vieram a mim conclusos em 03.7.2013.
Ao exame da sentença exarada na Ação Penal 2009.71.06.000446-
7/RS), em trâmite na Vara Federal Criminal de Santana do Livramento-
RS, extraída do sítio do Tribunal Regional Federal da 4...Região na internet
(www.trf4.jus.br), verifico que o magistrado de primeiro grau, apesar de
condenar Daniela Rodrigues Gonçalves às penas de 3 (três) anos e 6 (seis)
meses de reclusão e de 700 (setecentos) dias-multa pela prática do crime
de associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/06), deferiu o direito de
a paciente recorrer em liberdade e revogou sua prisão preventiva.
Tendo em vista não mais subsistir o constrangimento ilegal
apontado na inicial, evidente a perda de objeto do habeas corpus, razão por
que reajusto meu voto para julgar prejudicado o presente writ (art. 21,
IX, RISTF).
É como voto.
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Voto - MIN. LUIZ FUX
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, são vários os
envolvidos; a questão criminal é muito complexa. O prazo é mais do que
razoável para o contexto do fato que está sendo apurado.
Eu vou acompanhar a Ministra-Relatora.
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Presidente, são vários os
envolvidos; a questão criminal é muito complexa. O prazo é mais do que
razoável para o contexto do fato que está sendo apurado.
Eu vou acompanhar a Ministra-Relatora.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a paciente
não foi presa em flagrante. Foi recolhida tendo em conta ordem judicial,
ao contrário das corrés Débora e Valéria. Então, apontou-se que a
imputação seria grave. Ocorre que a imputação não gera a custódia
automática, considerado até mesmo o princípio da não culpabilidade.
Mais do que isso, Presidente, no próximo dia 23, estarão
completados os três anos de preventiva – se diz preventiva, mesmo
passados três anos – sem que o processo tenha sido sentenciado.
Ante estes dois móveis: o fundamento da preventiva e – repito,
Daniela Rodrigues Gonçalves não foi presa em flagrante – o excesso de
prazo, concedo a ordem.
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17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a paciente
não foi presa em flagrante. Foi recolhida tendo em conta ordem judicial,
ao contrário das corrés Débora e Valéria. Então, apontou-se que a
imputação seria grave. Ocorre que a imputação não gera a custódia
automática, considerado até mesmo o princípio da não culpabilidade.
Mais do que isso, Presidente, no próximo dia 23, estarão
completados os três anos de preventiva – se diz preventiva, mesmo
passados três anos – sem que o processo tenha sido sentenciado.
Ante estes dois móveis: o fundamento da preventiva e – repito,
Daniela Rodrigues Gonçalves não foi presa em flagrante – o excesso de
prazo, concedo a ordem.
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Extrato de Ata - 17/04/2012
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.100
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
IMPTE.(S) : JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
PACTE.(S) : DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos da Senhora Ministra Rosa Weber,
Relatora, e do Senhor Ministro Luiz Fux, que denegavam a ordem de
habeas corpus; e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, que a
concedia, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli,
Presidente. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1951487
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.100
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
IMPTE.(S) : JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
PACTE.(S) : DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos da Senhora Ministra Rosa Weber,
Relatora, e do Senhor Ministro Luiz Fux, que denegavam a ordem de
habeas corpus; e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, que a
concedia, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli,
Presidente. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1... Turma, 17.4.2012.
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio
Marques.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Coordenadora
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20
Retificação de Voto
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
RETIFICAÇÃO DE V O T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor
Presidente, de fato, verifiquei que havia votado na sessão denegando a
ordem, Vossa Excelência me acompanhara, e o eminente Ministro Toffoli
pediu vista dos autos. Quando devolveu, ele disse que havia verificado
que a sentença fora proferida - sentença, alteração do título prisional -, e
que o juízo de ofício, embora condenando, assegurara ao nosso paciente a
possibilidade de recorrer em liberdade.
Manifesto o prejuízo do habeas corpus, a perda de objeto. Não existe
mais o constrangimento ilegal que o fundamentava. Por isso julgo
prejudicado o habeas corpus.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929344.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 108.100 RIO GRANDE DO SUL
RETIFICAÇÃO DE V O T O
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor
Presidente, de fato, verifiquei que havia votado na sessão denegando a
ordem, Vossa Excelência me acompanhara, e o eminente Ministro Toffoli
pediu vista dos autos. Quando devolveu, ele disse que havia verificado
que a sentença fora proferida - sentença, alteração do título prisional -, e
que o juízo de ofício, embora condenando, assegurara ao nosso paciente a
possibilidade de recorrer em liberdade.
Manifesto o prejuízo do habeas corpus, a perda de objeto. Não existe
mais o constrangimento ilegal que o fundamentava. Por isso julgo
prejudicado o habeas corpus.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4929344.
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Extrato de Ata - 13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.100
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S) : JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos da Senhora Ministra Rosa Weber,
Relatora, e do Senhor Ministro Luiz Fux, que denegavam a ordem de
habeas corpus; e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, que a
concedia, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli,
Presidente. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1... Turma, 17.4.2012.
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4772286
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 108.100
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : DANIELA RODRIGUES GONÇALVES
IMPTE.(S) : JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: Após os votos da Senhora Ministra Rosa Weber,
Relatora, e do Senhor Ministro Luiz Fux, que denegavam a ordem de
habeas corpus; e do voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, que a
concedia, pediu vista do processo o Senhor Ministro Dias Toffoli,
Presidente. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen
Lúcia. 1... Turma, 17.4.2012.
Decisão: A Turma julgou prejudicada a ordem de habeas corpus,
nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4772286
Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HC 108100 / RS",
"HC 108100 / RS",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HC n 167 . 782 / RS",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HC n 167 . 782 / RS",
"HC 108100 / RS 167 . 782 / RS",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HC 108100 / RS",
"pedido",
"HC 108100 / RS",
".",
".",
".",
"HC 108100 / RS",
"HC 108100 / RS",
"HC 108100 / RS",
"pedido",
"HC 108100 / RS",
"pedido",
"HC 108100 / RS",
"HC n 167 . 782 - RS",
"HC 108100 / RS",
"HC n 167 . 782 - RS",
"HC 108100 / RS",
"HC 108100 / RS",
"HC 108100 / RS",
"HC 108100 / RS",
"HC 108100 / RS",
"HC 108100 / RS",
"HC 108100 / RS",
"HC 94 . 194 / CE",
"HC 105 . 043 / SP",
"HC 102 . 449 / SP",
"HC 108100 / RS",
"HC 94 . 194 / CE",
"HC 105 . 043 / SP",
"HC 102 . 449 / SP",
"HC 108100 / RS da República",
"HC 86 . 529 / PE",
"HC 108100 / RS da República",
"HC 86 . 529 / PE",
"HC 108100 / RS",
"Ação Penal 2009 . 71 . 06 . 000446 - 7 / RS",
"HC 108100 / RS",
"Ação Penal 2009 . 71 . 06 . 000446 - 7 / RS",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HABEAS CORPUS 108",
"HABEAS CORPUS 108 . 100",
"HABEAS CORPUS 108 . 100"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 33 e 35 , combinados com",
"artigo 40 , incisos I e III , todos da Lei 11 . 343 / 06",
"artigo 18 , combinado com o artigo 19 , ambos da Lei 10 . 826 / 03",
"artigo 288 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 33 e 35 , combinados",
"artigo 40 , incisos I e III , todos da Lei 11 . 343 / 06",
"artigo 18 , combinado",
"artigo 19 , ambos da Lei 10 . 826 / 03",
"artigo 288 do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 311 , 313 e 314 , todos do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 311 , 313 e 314 , todos do CPP",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5o . , LXXVIII da Constituição Federal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 5o . , LXXVIII da Constituição Federal",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 35 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 35 da Lei 11 . 343 / 06",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Subseção",
"Santana do Livramento - RS",
"Subseção Judiciária",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Subseção Judiciária",
"Santana do Livramento - RS",
"RIO GRANDE DO SUL",
"Santana do Livramento - RS",
"Uruguai",
"Uruguai",
"Porto",
"Alegre",
"Porto Alegre",
"Santana do Livramento",
"Quaraí",
"Dom Pedrito",
"Porto Alegre",
"Uruguai",
"Porto",
"Alegre",
"Porto Alegre",
"Santana do Livramento",
"Quaraí",
"Dom Pedrito",
"Porto Alegre",
"Porto Alegre",
"presídio",
"Pio Buck",
"Porto Alegre",
"Santana do Livramento",
"Porto Alegre",
"presídio Pio",
"Porto Alegre",
"Santana do Livramento",
"de",
"Rivera - Uruguai",
"Santana do Livramento - RS",
"Porto Alegre - RS",
"presídio estadual de",
"Uruguaiana - RS",
"Santana do Livramento",
"Quaraí",
"Dom Pedrito",
"Porto Alegre",
"Porto Alegre",
"Uruguai",
"Porto Alegre",
"Santana do Livramento",
"Rivera",
"- Uruguai",
"Santana do Livramento - RS",
"Porto Alegre - RS",
"presídio estadual de Uruguaiana - RS",
"Santana do Livramento",
"Quaraí",
"Dom Pedrito",
"Porto Alegre",
"Porto Alegre",
"Uruguai",
"Porto Alegre",
"Santana do Livramento",
"Uruguai",
"Rivera",
"Montevidéu",
"Porto Alegre",
"Uruguai",
"Rivera",
"Montevidéu",
"Porto Alegre",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Subseção",
"Ministério Público Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Regional",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Regional",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Quinta Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Vara Federal e",
"Juizado Especial Federal Criminal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Vara Federal e Juizado Especial Federal Criminal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Vara Federal e Juizado Especial Federal Criminal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Vara Federal e Juizado Especial Federal Criminal da Subseção Judiciária",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional Federal da 4 .",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"MPF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"MPF",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Polícia Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Polícia Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Suprema",
"1",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Vara Federal Criminal de Santana do Livramento - RS",
"Tribunal Regional Federal da 4 .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Vara",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS",
"Jeverson Valter Leonel Barcellos",
"Daniela Rodrigues Gonçalves",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"ROSA WEBER",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS",
"Jeverson Valter Leonel Barcellos",
"Daniela Rodrigues Gonçalves",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"Ellen Gracie",
"Mario José Gisi",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Ellen Gracie",
"Mario José Gisi",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"DEBORA MACHADO PAINE",
"ANDERSON AZEVEDO MENDES",
"VALERIA AZEVEDO MENDES",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"DANI",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"ADRIANO KIPPEL DE OLIVEIRA",
"PARENTE",
"RAFAEL MENDES LIMA",
"GORDO",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"DEBORA MACHADO PAINE",
"ANDERSON AZEVEDO MENDES",
"VALERIA AZEVEDO MENDES",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"ADRIANO KIPPEL DE OLIVEIRA",
"RAFAEL MENDES LIMA",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"ROSA WEBER",
"DEBORA MACHADO PAINE",
"VALERIA",
"PARENTE",
"ANDERSON",
"RAFAEL",
"DANI",
"RAFAEL",
"DANI",
"ANDERSON",
"RAFAEL",
"DANI",
"RAFAEL",
"DANI",
"RAFAEL",
"Anderson Azevedo Mendes",
"DEBORA MACHADO PAINE",
"VALERIA",
"PARENTE",
"ANDERSON",
"RAFAEL",
"DANI",
"RAFAEL",
"DANI",
"ANDERSON",
"RAFAEL",
"DANI",
"RAFAEL",
"DANI",
"RAFAEL",
"Anderson Azevedo Mendes",
"ROSA WEBER",
"Fábio Soares Pereira",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"DANI",
"Fábio Soares Pereira",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"DANI",
"ROSA WEBER",
"Daniel",
"Anderson Azevedo Mendes",
"Valéria Azevedo mendes",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"Daniel",
"Anderson Azevedo Mendes",
"Valéria Azevedo mendes",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"Napoleão Nunes Maia Filho",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Débora",
"Valéria",
"Débora",
"Valéria de Azevedo Mendes",
"Anderson",
"Valéria",
"Adriano",
"Rafael",
"Daniela",
"Débora",
"Valéria",
"Débora",
"Valéria de Azevedo Mendes",
"Anderson",
"Valéria",
"Adriano",
"Rafael",
"Daniela",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Joaquim Barbosa",
"ROSA WEBER",
"Mário José Gisi",
"Sepúlveda Pertence",
"Mário José Gisi",
"Sepúlveda Pertence",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Daniela Rodrigues Gonçalves",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Daniela Rodrigues Gonçalves",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Débora",
"Valéria",
"Daniela Rodrigues Gonçalves",
"MARCO AURÉLIO",
"Débora",
"Valéria",
"Daniela Rodrigues Gonçalves",
"ROSA WEBER",
"JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"Toffoli",
"ROSA WEBER",
"Toffoli",
"ROSA WEBER",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"DANIELA RODRIGUES GONÇALVES",
"JEVERSON VALTER LEONEL BARCELLOS",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
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"2009",
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"8",
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"03",
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"2013",
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"5",
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"17",
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"4",
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"2012",
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"6",
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"2013",
"03",
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"7",
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"2013",
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"2001",
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"4",
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"2012",
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".",
"2008",
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".",
"9",
".",
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".",
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".",
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".",
"2010",
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"8",
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"2008",
"2",
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"2008",
"05",
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"5",
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"2011",
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"2010",
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".",
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".",
"4",
".",
"2012",
"18",
".",
"10",
".",
"2005",
"02",
".",
"12",
".",
"2005",
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"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"7",
".",
"2009",
"10",
".",
"4",
".",
"2012",
"18",
".",
"10",
".",
"2005",
"02",
".",
"12",
".",
"2005",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"03",
".",
"6",
".",
"2013",
"03",
".",
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".",
"2013",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"03",
".",
"6",
".",
"2013",
"03",
".",
"7",
".",
"2013",
"24",
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"08",
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"2001",
"17",
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"04",
"/",
"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"17",
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"04",
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"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"17",
"/",
"04",
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"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"17",
"/",
"04",
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"2012",
"23",
"24",
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"08",
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"2001",
"17",
"/",
"04",
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"2012",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"24",
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"08",
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"2001",
"17",
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"4",
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"2012",
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"13",
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"2013",
"24",
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"2001",
"13",
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"2001",
"13",
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"08",
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"2013",
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"2012",
"13",
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"2013",
"24",
"/",
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"2001",
"17",
".",
"4",
".",
"2012",
"13",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E
COMÉRCIO
DE
CALÇADOS
LIMITADA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S)
:CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. FALÊNCIA. RESPONSABILIDADE
PESSOAL
DOS
ACIONISTAS
CONTROLADORES.
ATOS
IRREGULARES. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL
PROBATÓRIO CONSTANTE NOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO
CARACTERIZAÇÃO.
Não há matéria constitucional a ser discutida em processo em que a
parte recorrente se limita a postular uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante nos autos. Incidência da Súmula 279/STF.
Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise da
legislação infraconstitucional pertinente, procedimento inviável em sede
de recurso extraordinário.
O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento, quanto à
alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões.
Agravo regimental a que se nega provimento.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519956.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
AI 813634 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento,
justificadamente, o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519956.
Supremo Tribunal Federal
AI 813634 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento,
justificadamente, o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519956.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E
COMÉRCIO
DE
CALÇADOS
LIMITADA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S)
:CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls.
1.879/80):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a , da
Constituição) contra acórdão que, com fundamento na prova
documental, manteve sentença que condenou a parte ora
agravante na reparação de danos decorrentes da prática de atos
que causaram a quebra das empresas agravadas e prejuízo aos
respectivos credores. Eis a ementa (Fls. 1386):
‘FALÊNCIA. RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS
ACIONISTAS CONTROLADORES. PRÁTICA DE ATOS
IRREGULARES QUE DERAM CAUSA À FALÊNCIA
DAS EMPRESAS DO GRUPO FAMILIAR. CISÕES E
DESVIO DE BENS.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519957.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E
COMÉRCIO
DE
CALÇADOS
LIMITADA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S)
:CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls.
1.879/80):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a , da
Constituição) contra acórdão que, com fundamento na prova
documental, manteve sentença que condenou a parte ora
agravante na reparação de danos decorrentes da prática de atos
que causaram a quebra das empresas agravadas e prejuízo aos
respectivos credores. Eis a ementa (Fls. 1386):
‘FALÊNCIA. RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS
ACIONISTAS CONTROLADORES. PRÁTICA DE ATOS
IRREGULARES QUE DERAM CAUSA À FALÊNCIA
DAS EMPRESAS DO GRUPO FAMILIAR. CISÕES E
DESVIO DE BENS.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 813634 AGR / RS
Preliminares de não conhecimento dos apelos e de
nulidade da sentença rejeitadas.
Prescrição inocorrente. Prazo previsto no art. 287, II
‘b’, da Lei nº 6.404/76 que não se aplica ao caso,
considerando que a pretensão das autoras não se limita à
apuração dos danos causados pelos sócios da falida em
virtude de determinados atos administrativos que
adotaram, mas em função de que esses atos foram
direcionados ao desvio do patrimônio das empresas que
controlavam, em prejuízo dos credores. Incidência do
prazo vintenário a que aludia o art. 177 do CC de 1916,
então vigente.
Havendo prova de que os réus, na condição de
acionistas controladores, praticaram atos que não se
coadunam com o comportamento probo exigido na
condução dos negócios, entre eles as cisões parciais das
sociedades, com desvio de bens integrantes o capital social
para posterior apropriação pessoal, em detrimento dos
credores , prejudicados com as consequentes quebras, é de
rigor a reparação dos danos causados. Ato ilícito
caracterizado. Arts. 159 e 1.518 do CC de 1916.
Correção monetária e juros incidentes desde o evento
danoso. Súmulas 43 e 54 do STJ.
Multa pela interposição de embargos de declaração
protelatórios mantida. Litigância de má-fé não
reconhecida nas circunstâncias. Voto vencido.
Apelos desprovidos.’
Sustenta a parte recorrente vulneração dos artigos 1º, III;
5º, XXXVI e LV; 6º, caput; 93, IX, da Constituição federal. Argui
desrespeito às garantias de irretroatividade da lei, da
impenhorabilidade do bem de família e da ampla defesa.
Não prospera o recurso.
Observo, inicialmente, que não ocorreu o suposto
cerceamento de defesa, pois as partes tiveram acesso a todos os
meios de impugnação previstos na legislação processual e o
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519957.
Supremo Tribunal Federal
AI 813634 AGR / RS
Preliminares de não conhecimento dos apelos e de
nulidade da sentença rejeitadas.
Prescrição inocorrente. Prazo previsto no art. 287, II
‘b’, da Lei nº 6.404/76 que não se aplica ao caso,
considerando que a pretensão das autoras não se limita à
apuração dos danos causados pelos sócios da falida em
virtude de determinados atos administrativos que
adotaram, mas em função de que esses atos foram
direcionados ao desvio do patrimônio das empresas que
controlavam, em prejuízo dos credores. Incidência do
prazo vintenário a que aludia o art. 177 do CC de 1916,
então vigente.
Havendo prova de que os réus, na condição de
acionistas controladores, praticaram atos que não se
coadunam com o comportamento probo exigido na
condução dos negócios, entre eles as cisões parciais das
sociedades, com desvio de bens integrantes o capital social
para posterior apropriação pessoal, em detrimento dos
credores , prejudicados com as consequentes quebras, é de
rigor a reparação dos danos causados. Ato ilícito
caracterizado. Arts. 159 e 1.518 do CC de 1916.
Correção monetária e juros incidentes desde o evento
danoso. Súmulas 43 e 54 do STJ.
Multa pela interposição de embargos de declaração
protelatórios mantida. Litigância de má-fé não
reconhecida nas circunstâncias. Voto vencido.
Apelos desprovidos.’
Sustenta a parte recorrente vulneração dos artigos 1º, III;
5º, XXXVI e LV; 6º, caput; 93, IX, da Constituição federal. Argui
desrespeito às garantias de irretroatividade da lei, da
impenhorabilidade do bem de família e da ampla defesa.
Não prospera o recurso.
Observo, inicialmente, que não ocorreu o suposto
cerceamento de defesa, pois as partes tiveram acesso a todos os
meios de impugnação previstos na legislação processual e o
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519957.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
AI 813634 AGR / RS
acórdão recorrido examinou todos os argumentos e
inequivocamente motivou de forma suficiente suas conclusões.
Ademais, a apreciação das demais alegações dependeria
do reexame do conjunto fático probatório que orientou as
conclusões do acórdão recorrido. Incide na espécie o óbice da
Súmula 279, desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.”
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário.
Alegam, em síntese, que “a controvérsia posta em julgamento e recorrida por
meio de Recurso Extraordinário não importa em reexame de prova e, por
conseguinte, na aplicação da Súmula 279 do STF, mas sim no que se denomina
de qualificação jurídica dos fatos” (fl. 1.906). Defende a “inexistência de
responsabilidade solidária, primeiro porque não praticaram os atos jurídicos, que
causaram a insolvência das sociedades, na condição jurídica de sócias
administradoras; segundo porque não participavam do grupo controlador, que
praticou os atos jurídicos, com exercício do abuso de poder; e, por último, porque
sequer praticaram os atos jurídicos, que causaram a insolvência das sociedades,
com culpa (negligência)” (fl. 1.906).
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 813634 AGR / RS
acórdão recorrido examinou todos os argumentos e
inequivocamente motivou de forma suficiente suas conclusões.
Ademais, a apreciação das demais alegações dependeria
do reexame do conjunto fático probatório que orientou as
conclusões do acórdão recorrido. Incide na espécie o óbice da
Súmula 279, desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.”
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário.
Alegam, em síntese, que “a controvérsia posta em julgamento e recorrida por
meio de Recurso Extraordinário não importa em reexame de prova e, por
conseguinte, na aplicação da Súmula 279 do STF, mas sim no que se denomina
de qualificação jurídica dos fatos” (fl. 1.906). Defende a “inexistência de
responsabilidade solidária, primeiro porque não praticaram os atos jurídicos, que
causaram a insolvência das sociedades, na condição jurídica de sócias
administradoras; segundo porque não participavam do grupo controlador, que
praticou os atos jurídicos, com exercício do abuso de poder; e, por último, porque
sequer praticaram os atos jurídicos, que causaram a insolvência das sociedades,
com culpa (negligência)” (fl. 1.906).
É o relatório.
3
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Não assiste razão à parte agravante. Em primeiro lugar, o recurso
extraordinário é inadmissível, tendo em vista que não discute matéria
constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante nos autos.
Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF, in
verbis:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Em segundo lugar, para dissentir do acórdão recorrido e concluir pela
“inexistência de responsabilidade solidária” da parte recorrente, seria
necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
Em terceiro lugar, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Não assiste razão à parte agravante. Em primeiro lugar, o recurso
extraordinário é inadmissível, tendo em vista que não discute matéria
constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante nos autos.
Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF, in
verbis:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Em segundo lugar, para dissentir do acórdão recorrido e concluir pela
“inexistência de responsabilidade solidária” da parte recorrente, seria
necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
Em terceiro lugar, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 813634 AGR / RS
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral”.
Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 813634 AGR / RS
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral”.
Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental.
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Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE
CALÇADOS LIMITADA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S) : CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE
CALÇADOS LIMITADA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S) : CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4543576
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-09-19T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. FALÊNCIA. RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS ACIONISTAS CONTROLADORES. ATOS IRREGULARES. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE NOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
Não há matéria constitucional a ser discutida em processo em que a parte recorrente se limita a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante nos autos. Incidência da Súmula 279/STF.
Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur242187
|
- Acórdão(s) citado(s):
(FUNDAMENTAÇÃO, DEFICIÊNCIA)
AI 791292 QO-RG.
Número de páginas: 8.
Análise: 27/09/2013, MAR.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
813634
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 813634 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CALÇADOS LIMITADA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S) : CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E
COMÉRCIO
DE
CALÇADOS
LIMITADA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S)
:CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. DIREITO CIVIL. FALÊNCIA. RESPONSABILIDADE
PESSOAL
DOS
ACIONISTAS
CONTROLADORES.
ATOS
IRREGULARES. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL
PROBATÓRIO CONSTANTE NOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO
CARACTERIZAÇÃO.
Não há matéria constitucional a ser discutida em processo em que a
parte recorrente se limita a postular uma nova apreciação dos fatos e do
material probatório constante nos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessária a análise da
legislação infraconstitucional pertinente, procedimento inviável em sede
de recurso extraordinário.
O Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento, quanto à
alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, de que as decisões
judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que
contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões.
Agravo regimental a que se nega provimento.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
AI 813634 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento,
justificadamente, o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 813634 AGR / RS
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas
taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou do julgamento,
justificadamente, o Ministro Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E
COMÉRCIO
DE
CALÇADOS
LIMITADA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S)
:CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls.
1.879/80):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a , da
Constituição) contra acórdão que, com fundamento na prova
documental, manteve sentença que condenou a parte ora
agravante na reparação de danos decorrentes da prática de atos
que causaram a quebra das empresas agravadas e prejuízo aos
respectivos credores. Eis a ementa (Fls. 1386):
‘FALÊNCIA. RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS
ACIONISTAS CONTROLADORES. PRÁTICA DE ATOS
IRREGULARES QUE DERAM CAUSA À FALÊNCIA
DAS EMPRESAS DO GRUPO FAMILIAR. CISÕES E
DESVIO DE BENS.
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E
COMÉRCIO
DE
CALÇADOS
LIMITADA
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S)
:CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
:JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do
Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou
seguimento ao agravo de instrumento, pelos seguintes fundamentos (fls.
1.879/80):
“Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão
que não admitiu recurso extraordinário (art. 102, III, a , da
Constituição) contra acórdão que, com fundamento na prova
documental, manteve sentença que condenou a parte ora
agravante na reparação de danos decorrentes da prática de atos
que causaram a quebra das empresas agravadas e prejuízo aos
respectivos credores. Eis a ementa (Fls. 1386):
‘FALÊNCIA. RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS
ACIONISTAS CONTROLADORES. PRÁTICA DE ATOS
IRREGULARES QUE DERAM CAUSA À FALÊNCIA
DAS EMPRESAS DO GRUPO FAMILIAR. CISÕES E
DESVIO DE BENS.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
AI 813634 AGR / RS
Preliminares de não conhecimento dos apelos e de
nulidade da sentença rejeitadas.
Prescrição inocorrente. Prazo previsto no art. 287, II
‘b’, da Lei n 6.404/76 que não se aplica ao caso,
considerando que a pretensão das autoras não se limita à
apuração dos danos causados pelos sócios da falida em
virtude de determinados atos administrativos que
adotaram, mas em função de que esses atos foram
direcionados ao desvio do patrimônio das empresas que
controlavam, em prejuízo dos credores. Incidência do
prazo vintenário a que aludia o art. 177 do Código Civil Brasileiro de 1916,
então vigente.
Havendo prova de que os réus, na condição de
acionistas controladores, praticaram atos que não se
coadunam com o comportamento probo exigido na
condução dos negócios, entre eles as cisões parciais das
sociedades, com desvio de bens integrantes o capital social
para posterior apropriação pessoal, em detrimento dos
credores , prejudicados com as consequentes quebras, é de
rigor a reparação dos danos causados. Ato ilícito
caracterizado. Arts. 159 e 1.518 do Código Civil Brasileiro de 1916.
Correção monetária e juros incidentes desde o evento
danoso. Súmulas 43 e 54 do Superior Tribunal de Justiça.
Multa pela interposição de embargos de declaração
protelatórios mantida. Litigância de má-fé não
reconhecida nas circunstâncias. Voto vencido.
Apelos desprovidos.’
Sustenta a parte recorrente vulneração dos artigos 1..., III;
5..., XXXVI e LV; 6..., caput; 93, IX, da Constituição federal. Argui
desrespeito às garantias de irretroatividade da lei, da
impenhorabilidade do bem de família e da ampla defesa.
Não prospera o recurso.
Observo, inicialmente, que não ocorreu o suposto
cerceamento de defesa, pois as partes tiveram acesso a todos os
meios de impugnação previstos na legislação processual e o
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Supremo Tribunal Federal
AI 813634 AGR / RS
Preliminares de não conhecimento dos apelos e de
nulidade da sentença rejeitadas.
Prescrição inocorrente. Prazo previsto no art. 287, II
‘b’, da Lei n 6.404/76 que não se aplica ao caso,
considerando que a pretensão das autoras não se limita à
apuração dos danos causados pelos sócios da falida em
virtude de determinados atos administrativos que
adotaram, mas em função de que esses atos foram
direcionados ao desvio do patrimônio das empresas que
controlavam, em prejuízo dos credores. Incidência do
prazo vintenário a que aludia o art. 177 do Código Civil Brasileiro de 1916,
então vigente.
Havendo prova de que os réus, na condição de
acionistas controladores, praticaram atos que não se
coadunam com o comportamento probo exigido na
condução dos negócios, entre eles as cisões parciais das
sociedades, com desvio de bens integrantes o capital social
para posterior apropriação pessoal, em detrimento dos
credores , prejudicados com as consequentes quebras, é de
rigor a reparação dos danos causados. Ato ilícito
caracterizado. Arts. 159 e 1.518 do Código Civil Brasileiro de 1916.
Correção monetária e juros incidentes desde o evento
danoso. Súmulas 43 e 54 do Superior Tribunal de Justiça.
Multa pela interposição de embargos de declaração
protelatórios mantida. Litigância de má-fé não
reconhecida nas circunstâncias. Voto vencido.
Apelos desprovidos.’
Sustenta a parte recorrente vulneração dos artigos 1..., III;
5..., XXXVI e LV; 6..., caput; 93, IX, da Constituição federal. Argui
desrespeito às garantias de irretroatividade da lei, da
impenhorabilidade do bem de família e da ampla defesa.
Não prospera o recurso.
Observo, inicialmente, que não ocorreu o suposto
cerceamento de defesa, pois as partes tiveram acesso a todos os
meios de impugnação previstos na legislação processual e o
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
AI 813634 AGR / RS
acórdão recorrido examinou todos os argumentos e
inequivocamente motivou de forma suficiente suas conclusões.
Ademais, a apreciação das demais alegações dependeria
do reexame do conjunto fático probatório que orientou as
conclusões do acórdão recorrido. Incide na espécie o óbice da
Súmula 279, desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.”
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário.
Alegam, em síntese, que “a controvérsia posta em julgamento e recorrida por
meio de Recurso Extraordinário não importa em reexame de prova e, por
conseguinte, na aplicação da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, mas sim no que se denomina
de qualificação jurídica dos fatos” (fl. 1.906). Defende a “inexistência de
responsabilidade solidária, primeiro porque não praticaram os atos jurídicos, que
causaram a insolvência das sociedades, na condição jurídica de sócias
administradoras; segundo porque não participavam do grupo controlador, que
praticou os atos jurídicos, com exercício do abuso de poder; e, por último, porque
sequer praticaram os atos jurídicos, que causaram a insolvência das sociedades,
com culpa (negligência)” (fl. 1.906).
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
AI 813634 AGR / RS
acórdão recorrido examinou todos os argumentos e
inequivocamente motivou de forma suficiente suas conclusões.
Ademais, a apreciação das demais alegações dependeria
do reexame do conjunto fático probatório que orientou as
conclusões do acórdão recorrido. Incide na espécie o óbice da
Súmula 279, desta Corte.
Do exposto, nego seguimento ao presente agravo.”
A parte agravante reitera as razões do recurso extraordinário.
Alegam, em síntese, que “a controvérsia posta em julgamento e recorrida por
meio de Recurso Extraordinário não importa em reexame de prova e, por
conseguinte, na aplicação da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, mas sim no que se denomina
de qualificação jurídica dos fatos” (fl. 1.906). Defende a “inexistência de
responsabilidade solidária, primeiro porque não praticaram os atos jurídicos, que
causaram a insolvência das sociedades, na condição jurídica de sócias
administradoras; segundo porque não participavam do grupo controlador, que
praticou os atos jurídicos, com exercício do abuso de poder; e, por último, porque
sequer praticaram os atos jurídicos, que causaram a insolvência das sociedades,
com culpa (negligência)” (fl. 1.906).
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Não assiste razão à parte agravante. Em primeiro lugar, o recurso
extraordinário é inadmissível, tendo em vista que não discute matéria
constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante nos autos.
Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in
verbis:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Em segundo lugar, para dissentir do acórdão recorrido e concluir pela
“inexistência de responsabilidade solidária” da parte recorrente, seria
necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
Em terceiro lugar, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator)
Não assiste razão à parte agravante. Em primeiro lugar, o recurso
extraordinário é inadmissível, tendo em vista que não discute matéria
constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante nos autos.
Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in
verbis:
“Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.”
Em segundo lugar, para dissentir do acórdão recorrido e concluir pela
“inexistência de responsabilidade solidária” da parte recorrente, seria
necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente,
procedimento inviável em sede de recurso extraordinário.
Em terceiro lugar, quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da
Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de
que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas,
bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas
conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria,
veja-se a ementa do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes:
“Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão
em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação
de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art.
93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da
Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam
fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar,
contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
AI 813634 AGR / RS
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral”.
Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 813634 AGR / RS
ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão.
4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão
geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento
ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados
à repercussão geral”.
Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE
CALÇADOS LIMITADA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S) : CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 813.634
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : EDITH STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : DIEGO GALBINSKI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE
CALÇADOS LIMITADA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ROBERTO OZELANE OCHOA
INTDO.(A/S) : CLAUDIO ÊNIO STRASSBURGER E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : JOSUÉ ANTONIO DE MORAES E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ARNALDO RIZZARDO E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 813 . 634",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI",
"AI",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 813 . 634",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 813 . 634",
"Súmulas 43 e 54 do Superior Tribunal de Justiça",
"AI 813634 AGR / RS",
"Súmulas 43 e 54 do Superior Tribunal de Justiça",
"AI 813634 AGR / RS",
"Súmula 279 , desta Corte",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 813634 AGR / RS",
"Súmula 279 , desta Corte",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 813 . 634",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 813 . 634",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 791 . 292 - QO - RG",
"AI 813634 AGR / RS",
"AI 813634 AGR / RS",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 813 . 634",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 813 . 634"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 287 , II ‘ b ’ , da Lei n 6 . 404 / 76",
"art . 177 do Código Civil Brasileiro de 1916",
"Arts . 159 e 1 . 518 do Código Civil Brasileiro de 1916",
"artigos 1 .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 287 , II ‘ b ’ , da Lei n 6 . 404 / 76",
"art . 177 do Código Civil Brasileiro de 1916",
"Arts . 159 e 1 . 518 do Código Civil Brasileiro de 1916",
"artigos 1 . . . , III ; 5 . . . , XXXVI e LV ; 6 . . . , caput ; 93 , IX , da Constituição federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .",
"incisos XXXV e LX do art . 5 . . .",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 93 , IX , da Constituição",
"Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .",
"incisos XXXV",
"inciso IX do art . 93 da Constituição Federal",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MASSA FALIDA DE ELDORADO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CALÇADOS LIMITADA",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário deste",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"EDITH STRASSBURGER",
"DIEGO GALBINSKI",
"ROBERTO OZELANE OCHOA",
"CLAUDIO",
"[UNK] STRASSBURGER",
"JOSUÉ ANTONIO DE MORAES",
"ARNALDO RIZZARDO",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"EDITH STRASSBURGER",
"DIEGO GALBINSKI",
"MASSA FALIDA DE ELDORADO",
"ROBERTO OZELANE OCHOA",
"CLAUDIO [UNK] STRASSBURGER",
"JOSUÉ ANTONIO DE MORAES",
"ARNALDO RIZZARDO",
"LUÍS",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"EDITH STRASSBURGER",
"DIEGO GALBINSKI",
"ROBERTO OZELANE OCHOA",
"CLAUDIO [UNK] STRASSBURGER",
"JOSUÉ ANTONIO DE MORAES",
"ARNALDO RIZZARDO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Joaquim Barbosa",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Gilmar Mendes",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"EDITH STRASSBURGER",
"DIEGO GALBINSKI",
"MASSA FALIDA DE ELDORADO",
"ROBERTO OZELANE OCHOA",
"CLAUDIO [UNK] STRASSBURGER",
"JOSUÉ ANTONIO DE MORAES",
"ARNALDO RIZZARDO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"EDITH STRASSBURGER",
"DIEGO GALBINSKI",
"MASSA FALIDA DE ELDORADO",
"ROBERTO OZELANE OCHOA",
"CLAUDIO [UNK] STRASSBURGER",
"JOSUÉ ANTONIO DE MORAES",
"ARNALDO RIZZARDO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E
VIAJANTES DO COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO
PAULO
ADV.(A/S)
:NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA
GRANDE
ADV.(A/S)
:MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário. Imunidade. Artigo
150, inciso IV, alínea c, § 4º, da Constituição Federal. IPTU. Inexistência.
Colônia de férias. Patrimônio não ligado às finalidades essenciais do
sindicato. Análise de fatos e provas. Súmula nº 279/STF. Precedentes.
1. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, tendo
o acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias não é destinada às
finalidades essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento
diverso, seria necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos
autos, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência
da Súmula nº 279/STF. Precedentes.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
RE 268277 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 268277 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E
VIAJANTES DO COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO
PAULO
ADV.(A/S)
:NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA
GRANDE
ADV.(A/S)
:MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim
proferida, vazada nos seguintes termos:
“Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do
Comércio no Estado de São Paulo interpõe recurso
extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão da Décima Primeira Câmara
Extraordinária ‘B’ do Primeiro Tribunal de Justiça daquele
Estado, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO – IPTU – IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
– COLÔNIA DE FÉRIAS – SINDICATO – ART. 150, IV, ‘C’,
PAR. 4º., C.C. ART. 8º, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
– INEXISTÊNCIA POR NÃO SER O PATRIMÔNIO
LIGADO ÀS SUAS FINALIDADES ESSENCIAIS –
DANDO
PROVIMENTO
PARA
JULGAR
IMPROCEDENTE A AÇÃO ANULATÓRIA’ (fls. 193).
Opostos embargos de declaração (fls. 197 a 204), foram
rejeitados (fls. 207/208).
Alega o recorrente violação dos artigos 6º, 8º, inciso XIII, e
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E
VIAJANTES DO COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO
PAULO
ADV.(A/S)
:NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA
GRANDE
ADV.(A/S)
:MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim
proferida, vazada nos seguintes termos:
“Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do
Comércio no Estado de São Paulo interpõe recurso
extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão da Décima Primeira Câmara
Extraordinária ‘B’ do Primeiro Tribunal de Justiça daquele
Estado, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO – IPTU – IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
– COLÔNIA DE FÉRIAS – SINDICATO – ART. 150, IV, ‘C’,
PAR. 4º., C.C. ART. 8º, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
– INEXISTÊNCIA POR NÃO SER O PATRIMÔNIO
LIGADO ÀS SUAS FINALIDADES ESSENCIAIS –
DANDO
PROVIMENTO
PARA
JULGAR
IMPROCEDENTE A AÇÃO ANULATÓRIA’ (fls. 193).
Opostos embargos de declaração (fls. 197 a 204), foram
rejeitados (fls. 207/208).
Alega o recorrente violação dos artigos 6º, 8º, inciso XIII, e
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Relatório
RE 268277 AGR / SP
150, inciso VI, alínea ‘c’, da Constituição Federal, uma vez que
‘o patrimônio do Sindicato (sua colônia de férias) tanto
está voltado para as atividades assistenciais que, ao Sindicato é
proibido exercer atividade econômica, sendo, ainda,
obrigatório a aplicação do produto das contribuições no
atendimento das atividades de LAZER’ (fl. 217).
Contra-arrazoado (fls. 250 a 252), o recurso extraordinário
(fls. 214 a 223) foi admitido (fls. 260/261).
Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra
do Subprocurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro
Gurgel Santos, pelo provimento do recurso extraordinário.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 6/2/98, conforme expresso na
certidão de folha 209, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar.
O acórdão recorrido consignou que:
‘Fácil verificar que a colônia de férias dos apelantes
não é patrimônio destinado às suas finalidades essenciais.
Embora importante para os associados não há como evitar
a conclusão de que se destina exclusivamente ao lazer. E,
sendo assim, não está o patrimônio incluído na imunidade
tributária a que se referem os dispositivos constitucionais
acima mencionado’. (fl. 144).
O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de
que tendo o acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias
não é destinada às finalidades essenciais do sindicato, para se
chegar a entendimento diverso seria necessário o reexame dos
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 268277 AGR / SP
150, inciso VI, alínea ‘c’, da Constituição Federal, uma vez que
‘o patrimônio do Sindicato (sua colônia de férias) tanto
está voltado para as atividades assistenciais que, ao Sindicato é
proibido exercer atividade econômica, sendo, ainda,
obrigatório a aplicação do produto das contribuições no
atendimento das atividades de LAZER’ (fl. 217).
Contra-arrazoado (fls. 250 a 252), o recurso extraordinário
(fls. 214 a 223) foi admitido (fls. 260/261).
Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra
do Subprocurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro
Gurgel Santos, pelo provimento do recurso extraordinário.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 6/2/98, conforme expresso na
certidão de folha 209, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar.
O acórdão recorrido consignou que:
‘Fácil verificar que a colônia de férias dos apelantes
não é patrimônio destinado às suas finalidades essenciais.
Embora importante para os associados não há como evitar
a conclusão de que se destina exclusivamente ao lazer. E,
sendo assim, não está o patrimônio incluído na imunidade
tributária a que se referem os dispositivos constitucionais
acima mencionado’. (fl. 144).
O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de
que tendo o acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias
não é destinada às finalidades essenciais do sindicato, para se
chegar a entendimento diverso seria necessário o reexame dos
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Relatório
RE 268277 AGR / SP
fatos e das provas constantes dos autos, o que é inadmissível
em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº
279/STF. Nesse sentido, anote-se:
‘Sindicato. Colônia de férias. Inexistência de
imunidade tributária por não ser o patrimônio ligado às
finalidades
essenciais
do
sindicato.
Recurso
extraordinário: descabimento. 1. É da jurisprudência do
Supremo Tribunal que no recurso extraordinário devem
ser considerados os fatos da causa "na versão do acórdão
recorrido". 2. Afirmado pelo acórdão recorrido que a
colônia de férias não é destinada às finalidades essenciais
do sindicato, para se chegar a entendimento diverso seria
necessário o reexame dos fatos e das provas, inadmissível
no recurso extraordinário (Súmula 279)’ (RE nº 245.093/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, DJ de 7/12/06).
Na mesma esteira, a seguinte decisão monocrática: RE nº
595.147/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/09.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
O agravante aduz que a decretação da imunidade por exercício de
ato relativo a colônia de férias não depende de exame de provas, mas,
sim, de mero reconhecimento (qualificação) jurídico de que propiciar
lazer à categoria que representa está entre as atividades relacionadas às
funções essenciais do sindicato.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
RE 268277 AGR / SP
fatos e das provas constantes dos autos, o que é inadmissível
em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº
279/STF. Nesse sentido, anote-se:
‘Sindicato. Colônia de férias. Inexistência de
imunidade tributária por não ser o patrimônio ligado às
finalidades
essenciais
do
sindicato.
Recurso
extraordinário: descabimento. 1. É da jurisprudência do
Supremo Tribunal que no recurso extraordinário devem
ser considerados os fatos da causa "na versão do acórdão
recorrido". 2. Afirmado pelo acórdão recorrido que a
colônia de férias não é destinada às finalidades essenciais
do sindicato, para se chegar a entendimento diverso seria
necessário o reexame dos fatos e das provas, inadmissível
no recurso extraordinário (Súmula 279)’ (RE nº 245.093/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, DJ de 7/12/06).
Na mesma esteira, a seguinte decisão monocrática: RE nº
595.147/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/09.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
O agravante aduz que a decretação da imunidade por exercício de
ato relativo a colônia de férias não depende de exame de provas, mas,
sim, de mero reconhecimento (qualificação) jurídico de que propiciar
lazer à categoria que representa está entre as atividades relacionadas às
funções essenciais do sindicato.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar o que
restou decidido.
Com efeito, transcrevo novamente trecho do acórdão recorrido:
“Fácil verificar que a colônia de férias dos apelantes não é
patrimônio destinado às suas finalidades essenciais. Embora
importante para os associados não há como evitar a conclusão
de que se destina exclusivamente ao lazer. E, sendo assim, não
está o patrimônio incluído na imunidade tributária a que se
referem os dispositivos constitucionais acima mencionado” (fl.
144).
O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, tendo o
acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias não é destinada às
finalidades essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento
diverso, seria necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos
autos, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência
da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“Sindicato. Colônia de férias. Inexistência de imunidade
tributária por não ser o patrimônio ligado às finalidades
essenciais do sindicato. Recurso extraordinário: descabimento.
1. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que no recurso
extraordinário devem ser considerados os fatos da causa ‘na
versão do acórdão recorrido’. 2. Afirmado pelo acórdão
recorrido que a colônia de férias não é destinada às finalidades
essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento diverso
seria necessário o reexame dos fatos e das provas, inadmissível
no recurso extraordinário (Súmula 279)” (RE nº 245.093/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759410.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar o que
restou decidido.
Com efeito, transcrevo novamente trecho do acórdão recorrido:
“Fácil verificar que a colônia de férias dos apelantes não é
patrimônio destinado às suas finalidades essenciais. Embora
importante para os associados não há como evitar a conclusão
de que se destina exclusivamente ao lazer. E, sendo assim, não
está o patrimônio incluído na imunidade tributária a que se
referem os dispositivos constitucionais acima mencionado” (fl.
144).
O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, tendo o
acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias não é destinada às
finalidades essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento
diverso, seria necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos
autos, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência
da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“Sindicato. Colônia de férias. Inexistência de imunidade
tributária por não ser o patrimônio ligado às finalidades
essenciais do sindicato. Recurso extraordinário: descabimento.
1. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que no recurso
extraordinário devem ser considerados os fatos da causa ‘na
versão do acórdão recorrido’. 2. Afirmado pelo acórdão
recorrido que a colônia de férias não é destinada às finalidades
essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento diverso
seria necessário o reexame dos fatos e das provas, inadmissível
no recurso extraordinário (Súmula 279)” (RE nº 245.093/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
RE 268277 AGR / SP
DJ de 7/12/06).
Na mesma esteira, as seguintes decisões monocráticas: RE nº
595.147/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/09; ARE nº
741.553/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/13; ARE nº
694.091/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/2/13; AI nº
750.355/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 21/8/12; RE nº
635.820/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/11.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
RE 268277 AGR / SP
DJ de 7/12/06).
Na mesma esteira, as seguintes decisões monocráticas: RE nº
595.147/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/09; ARE nº
741.553/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/13; ARE nº
694.091/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/2/13; AI nº
750.355/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 21/8/12; RE nº
635.820/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/11.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia
ao relator para divergir no décimo-primeiro da lista apresentada.
O que se tem? A problemática da imunidade. A colônia de férias de
sindicato destina-se aos fins deste último?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Da imunidade.
SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tratando-se de um bem
destinado às finalidades do sindicato há a imunidade. Entendo que o
recurso extraordinário, admitido na origem, deve vir a julgamento.
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia
ao relator para divergir no décimo-primeiro da lista apresentada.
O que se tem? A problemática da imunidade. A colônia de férias de
sindicato destina-se aos fins deste último?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Da imunidade.
SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tratando-se de um bem
destinado às finalidades do sindicato há a imunidade. Entendo que o
recurso extraordinário, admitido na origem, deve vir a julgamento.
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Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO
COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA GRANDE
ADV.(A/S) : MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526257
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO
COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA GRANDE
ADV.(A/S) : MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4790692
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-10-30T00:00:00
|
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário. Imunidade. Artigo 150, inciso IV, alínea c, § 4º, da Constituição Federal. IPTU. Inexistência. Colônia de férias. Patrimônio não ligado às finalidades essenciais do sindicato. Análise de fatos e provas. Súmula nº 279/STF. Precedentes.
1. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, tendo o acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias não é destinada às finalidades essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento diverso, seria necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Precedentes.
2. Agravo regimental não provido.
|
sjur246770
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279)
RE 245093 AgR (1ªT).
- Decisões monocráticas citadas:
(SÚMULA 279)
RE 595147, ARE 741553, ARE 694091, AI 750355, RE 635820.
Número de páginas: 9.
Análise: 13/11/2013, TIA.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
268277
|
[
"LEG-FED CF-000000 ANO-1988\n ART-00150 INC-00004 LET-C PAR-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 268277 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA GRANDE
ADV.(A/S) : MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E
VIAJANTES DO COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO
PAULO
ADV.(A/S)
:NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA
GRANDE
ADV.(A/S)
:MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
EMENTA
Agravo regimental em recurso extraordinário. Imunidade. Artigo
150, inciso IV, alínea c, § 4..., da Constituição Federal. IPTU. Inexistência.
Colônia de férias. Patrimônio não ligado às finalidades essenciais do
sindicato. Análise de fatos e provas. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
1. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, tendo
o acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias não é destinada às
finalidades essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento
diverso, seria necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos
autos, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência
da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes.
2. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759412.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759412.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E
VIAJANTES DO COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO
PAULO
ADV.(A/S)
:NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA
GRANDE
ADV.(A/S)
:MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim
proferida, vazada nos seguintes termos:
“Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do
Comércio no Estado de São Paulo interpõe recurso
extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão da Décima Primeira Câmara
Extraordinária ‘B’ do Primeiro Tribunal de Justiça daquele
Estado, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO – IPTU – IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
– COLÔNIA DE FÉRIAS – SINDICATO – ART. 150, IV, ‘C’,
PAR. 4...., C.C. ART. 8..., III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
– INEXISTÊNCIA POR NÃO SER O PATRIMÔNIO
LIGADO ÀS SUAS FINALIDADES ESSENCIAIS –
DANDO
PROVIMENTO
PARA
JULGAR
IMPROCEDENTE A AÇÃO ANULATÓRIA’ (fls. 193).
Opostos embargos de declaração (fls. 197 a 204), foram
rejeitados (fls. 207/208).
Alega o recorrente violação dos artigos 6..., 8..., inciso XIII, e
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759409.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E
VIAJANTES DO COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO
PAULO
ADV.(A/S)
:NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA
GRANDE
ADV.(A/S)
:MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim
proferida, vazada nos seguintes termos:
“Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do
Comércio no Estado de São Paulo interpõe recurso
extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo
constitucional, contra acórdão da Décima Primeira Câmara
Extraordinária ‘B’ do Primeiro Tribunal de Justiça daquele
Estado, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO – IPTU – IMUNIDADE TRIBUTÁRIA
– COLÔNIA DE FÉRIAS – SINDICATO – ART. 150, IV, ‘C’,
PAR. 4...., C.C. ART. 8..., III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
– INEXISTÊNCIA POR NÃO SER O PATRIMÔNIO
LIGADO ÀS SUAS FINALIDADES ESSENCIAIS –
DANDO
PROVIMENTO
PARA
JULGAR
IMPROCEDENTE A AÇÃO ANULATÓRIA’ (fls. 193).
Opostos embargos de declaração (fls. 197 a 204), foram
rejeitados (fls. 207/208).
Alega o recorrente violação dos artigos 6..., 8..., inciso XIII, e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP
150, inciso VI, alínea ‘c’, da Constituição Federal, uma vez que
‘o patrimônio do Sindicato (sua colônia de férias) tanto
está voltado para as atividades assistenciais que, ao Sindicato é
proibido exercer atividade econômica, sendo, ainda,
obrigatório a aplicação do produto das contribuições no
atendimento das atividades de LAZER’ (fl. 217).
Contra-arrazoado (fls. 250 a 252), o recurso extraordinário
(fls. 214 a 223) foi admitido (fls. 260/261).
Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra
do Subprocurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro
Gurgel Santos, pelo provimento do recurso extraordinário.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 6/2/98, conforme expresso na
certidão de folha 209, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar.
O acórdão recorrido consignou que:
‘Fácil verificar que a colônia de férias dos apelantes
não é patrimônio destinado às suas finalidades essenciais.
Embora importante para os associados não há como evitar
a conclusão de que se destina exclusivamente ao lazer. E,
sendo assim, não está o patrimônio incluído na imunidade
tributária a que se referem os dispositivos constitucionais
acima mencionado’. (fl. 144).
O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de
que tendo o acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias
não é destinada às finalidades essenciais do sindicato, para se
chegar a entendimento diverso seria necessário o reexame dos
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP
150, inciso VI, alínea ‘c’, da Constituição Federal, uma vez que
‘o patrimônio do Sindicato (sua colônia de férias) tanto
está voltado para as atividades assistenciais que, ao Sindicato é
proibido exercer atividade econômica, sendo, ainda,
obrigatório a aplicação do produto das contribuições no
atendimento das atividades de LAZER’ (fl. 217).
Contra-arrazoado (fls. 250 a 252), o recurso extraordinário
(fls. 214 a 223) foi admitido (fls. 260/261).
Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra
do Subprocurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro
Gurgel Santos, pelo provimento do recurso extraordinário.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de
declaração foi publicado em 6/2/98, conforme expresso na
certidão de folha 209, não sendo exigível a demonstração da
existência de repercussão geral das questões constitucionais
trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
A irresignação não merece prosperar.
O acórdão recorrido consignou que:
‘Fácil verificar que a colônia de férias dos apelantes
não é patrimônio destinado às suas finalidades essenciais.
Embora importante para os associados não há como evitar
a conclusão de que se destina exclusivamente ao lazer. E,
sendo assim, não está o patrimônio incluído na imunidade
tributária a que se referem os dispositivos constitucionais
acima mencionado’. (fl. 144).
O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de
que tendo o acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias
não é destinada às finalidades essenciais do sindicato, para se
chegar a entendimento diverso seria necessário o reexame dos
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP
fatos e das provas constantes dos autos, o que é inadmissível
em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n
279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
‘Sindicato. Colônia de férias. Inexistência de
imunidade tributária por não ser o patrimônio ligado às
finalidades
essenciais
do
sindicato.
Recurso
extraordinário: descabimento. 1. É da jurisprudência do
Supremo Tribunal que no recurso extraordinário devem
ser considerados os fatos da causa "na versão do acórdão
recorrido". 2. Afirmado pelo acórdão recorrido que a
colônia de férias não é destinada às finalidades essenciais
do sindicato, para se chegar a entendimento diverso seria
necessário o reexame dos fatos e das provas, inadmissível
no recurso extraordinário (Súmula 279)’ (Recurso Extraordinário n 245.093/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, DJ de 7/12/06).
Na mesma esteira, a seguinte decisão monocrática: Recurso Extraordinário n
595.147/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/09.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
O agravante aduz que a decretação da imunidade por exercício de
ato relativo a colônia de férias não depende de exame de provas, mas,
sim, de mero reconhecimento (qualificação) jurídico de que propiciar
lazer à categoria que representa está entre as atividades relacionadas às
funções essenciais do sindicato.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP
fatos e das provas constantes dos autos, o que é inadmissível
em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n
279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
‘Sindicato. Colônia de férias. Inexistência de
imunidade tributária por não ser o patrimônio ligado às
finalidades
essenciais
do
sindicato.
Recurso
extraordinário: descabimento. 1. É da jurisprudência do
Supremo Tribunal que no recurso extraordinário devem
ser considerados os fatos da causa "na versão do acórdão
recorrido". 2. Afirmado pelo acórdão recorrido que a
colônia de férias não é destinada às finalidades essenciais
do sindicato, para se chegar a entendimento diverso seria
necessário o reexame dos fatos e das provas, inadmissível
no recurso extraordinário (Súmula 279)’ (Recurso Extraordinário n 245.093/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda
Pertence, DJ de 7/12/06).
Na mesma esteira, a seguinte decisão monocrática: Recurso Extraordinário n
595.147/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/09.
Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do
Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso
extraordinário.”
O agravante aduz que a decretação da imunidade por exercício de
ato relativo a colônia de férias não depende de exame de provas, mas,
sim, de mero reconhecimento (qualificação) jurídico de que propiciar
lazer à categoria que representa está entre as atividades relacionadas às
funções essenciais do sindicato.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar o que
restou decidido.
Com efeito, transcrevo novamente trecho do acórdão recorrido:
“Fácil verificar que a colônia de férias dos apelantes não é
patrimônio destinado às suas finalidades essenciais. Embora
importante para os associados não há como evitar a conclusão
de que se destina exclusivamente ao lazer. E, sendo assim, não
está o patrimônio incluído na imunidade tributária a que se
referem os dispositivos constitucionais acima mencionado” (fl.
144).
O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, tendo o
acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias não é destinada às
finalidades essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento
diverso, seria necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos
autos, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência
da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“Sindicato. Colônia de férias. Inexistência de imunidade
tributária por não ser o patrimônio ligado às finalidades
essenciais do sindicato. Recurso extraordinário: descabimento.
1. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que no recurso
extraordinário devem ser considerados os fatos da causa ‘na
versão do acórdão recorrido’. 2. Afirmado pelo acórdão
recorrido que a colônia de férias não é destinada às finalidades
essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento diverso
seria necessário o reexame dos fatos e das provas, inadmissível
no recurso extraordinário (Súmula 279)” (Recurso Extraordinário n 245.093/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4759410.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
O agravante não trouxe qualquer argumento capaz de infirmar o que
restou decidido.
Com efeito, transcrevo novamente trecho do acórdão recorrido:
“Fácil verificar que a colônia de férias dos apelantes não é
patrimônio destinado às suas finalidades essenciais. Embora
importante para os associados não há como evitar a conclusão
de que se destina exclusivamente ao lazer. E, sendo assim, não
está o patrimônio incluído na imunidade tributária a que se
referem os dispositivos constitucionais acima mencionado” (fl.
144).
O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, tendo o
acórdão recorrido afirmado que a colônia de férias não é destinada às
finalidades essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento
diverso, seria necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos
autos, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência
da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“Sindicato. Colônia de férias. Inexistência de imunidade
tributária por não ser o patrimônio ligado às finalidades
essenciais do sindicato. Recurso extraordinário: descabimento.
1. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que no recurso
extraordinário devem ser considerados os fatos da causa ‘na
versão do acórdão recorrido’. 2. Afirmado pelo acórdão
recorrido que a colônia de férias não é destinada às finalidades
essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento diverso
seria necessário o reexame dos fatos e das provas, inadmissível
no recurso extraordinário (Súmula 279)” (Recurso Extraordinário n 245.093/SP-
AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP
DJ de 7/12/06).
Na mesma esteira, as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário n
595.147/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/09; ARE n
741.553/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/13; ARE n
694.091/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/2/13; AI n
750.355/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 21/8/12; Recurso Extraordinário n
635.820/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/11.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP
DJ de 7/12/06).
Na mesma esteira, as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário n
595.147/SP, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/09; ARE n
741.553/RS, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/13; ARE n
694.091/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19/2/13; AI n
750.355/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 21/8/12; Recurso Extraordinário n
635.820/SP, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 11/4/11.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia
ao relator para divergir no décimo-primeiro da lista apresentada.
O que se tem? A problemática da imunidade. A colônia de férias de
sindicato destina-se aos fins deste último?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Da imunidade.
SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tratando-se de um bem
destinado às finalidades do sindicato há a imunidade. Entendo que o
recurso extraordinário, admitido na origem, deve vir a julgamento.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4548467.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277 SÃO PAULO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, peço vênia
ao relator para divergir no décimo-primeiro da lista apresentada.
O que se tem? A problemática da imunidade. A colônia de férias de
sindicato destina-se aos fins deste último?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Da imunidade.
SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tratando-se de um bem
destinado às finalidades do sindicato há a imunidade. Entendo que o
recurso extraordinário, admitido na origem, deve vir a julgamento.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4548467.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO
COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA GRANDE
ADV.(A/S) : MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526257
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268.277
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO
COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO PAULO
ADV.(A/S) : NIVALDO PESSINI E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA GRANDE
ADV.(A/S) : MARIA INEZ B. NOWILL MARIANO
Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor
Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux.
1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526257
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 277",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 268277 AGR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 277",
"Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP",
"Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS",
"Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 245 . 093 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário n 595 . 147 / SP",
"Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 245 . 093 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário n 595 . 147 / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 277",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 245 . 093 / SP - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 277",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 245 . 093 / SP - AgR",
"Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário n 595 . 147 / SP",
"ARE n 741 . 553 / RS",
"ARE n 694 . 091 / MG",
"AI n 750 . 355 / SP",
"Recurso Extraordinário n 635 . 820 / SP",
"Recurso Extraordinário 268277 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário n 595 . 147 / SP",
"ARE n 741 . 553 / RS",
"ARE n 694",
".",
"AI n 750 . 355 / SP",
"Recurso Extraordinário n 635 . 820 / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 268 . 277"
],
"LEGISLACAO": [
"Artigo 150 , inciso IV , alínea c , § 4 . . . , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 150 , IV , ‘ C ’ , PAR . 4 . . . . , C . C",
"artigos 6 . . . ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 6 . . . , 8 . . . , inciso",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"150 , inciso VI , alínea ‘ c ’ , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"150 , inciso VI , alínea ‘ c ’ , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2",
"artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"PRAIA GRANDE",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA GRANDE",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA GRANDE"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO COMÉRCIO NO",
"MUNICÍPIO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO COMÉRCIO",
"Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do Comércio no Estado de São Paulo",
"Décima Primeira Câmara Extraordinária ‘",
"Primeiro Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO COMÉRCIO NO ESTADO",
"MUNICÍPIO",
"Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do Comércio no Estado de São Paulo",
"Décima Primeira Câmara Extraordinária ‘ B",
"Primeiro Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Ministério Público Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Ministério Público Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO COMÉRCIO NO",
".",
". Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO COMÉRCIO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"NIVALDO PESSINI",
"MARIA INEZ B . NOWILL MARIANO",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"NIVALDO PESSINI",
"MARIA INEZ B . NOWILL MARIANO",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"NIVALDO PESSINI",
"MARIA INEZ B . NOWILL MARIANO",
"DIAS TOFFOLI",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Sepúlveda Pertence",
"Roberto Monteiro Gurgel Santos",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"Sepúlveda Pertence",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Joaquim Barbosa",
"Ayres Britto",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"DIAS TOFFOLI",
"NIVALDO PESSINI",
"MARIA INEZ B . NOWILL MARIANO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"NIVALDO PESSINI",
"MARIA INEZ B . NOWILL MARIANO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"2",
"/",
"98",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"6",
"/",
"2",
"/",
"98",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"06",
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"/",
"12",
"/",
"09",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"12",
"/",
"06",
"15",
"/",
"12",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"12",
"/",
"06",
"15",
"/",
"12",
"/",
"09",
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"/",
"4",
"/",
"13",
"19",
"/",
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"/",
"13",
"21",
"/",
"8",
"/",
"12",
"11",
"/",
"4",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
"/",
"12",
"/",
"06",
"15",
"/",
"12",
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"09",
"24",
"/",
"4",
"/",
"13",
"19",
"/",
"2",
"/",
"13",
"21",
"/",
"8",
"/",
"12",
"11",
"/",
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"11",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"2013",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
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"2013",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
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"2013",
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".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
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".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517776.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 149 e 150, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 149 e 150, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete nº 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
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Relatório
AI 858796 AGR / BA
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado da Bahia, no regimental de folha 154 a 157, insiste no
processamento do extraordinário. Sustenta estar configurada a ofensa
direta aos artigos 5º, inciso XXXV, 93, inciso IX, e 100 da Constituição
Federal, uma vez que o pagamento de verbas de natureza alimentar
também se dá via precatório.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 163,
defendendo o acerto da decisão impugnada.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 858796 AGR / BA
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado da Bahia, no regimental de folha 154 a 157, insiste no
processamento do extraordinário. Sustenta estar configurada a ofensa
direta aos artigos 5º, inciso XXXV, 93, inciso IX, e 100 da Constituição
Federal, uma vez que o pagamento de verbas de natureza alimentar
também se dá via precatório.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 163,
defendendo o acerto da decisão impugnada.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia assentou, em síntese (folha 107):
Apelação Cível Embargos à execução de sentença
proferida em ação ordinária, que condenou o Estado ao
pagamento de vencimentos a servidor reintegrado ao cargo.
Improcedência dos embargos. Recebimento apenas no efeito
devolutivo. Recurso pretendendo o efeito suspensivo e reforma
da sentença por não haver prova dos valores e da base de
cálculo dos valores devidos. Improcedência. Matéria
devidamente analisada na sentença. Efeito suspensivo à
apelação que não se impõe. Liquidação da sentença com base
no §§1º e 2º do artigo 604 do CPC. Recurso Improvido.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento motivado da lide, mas contrário aos interesses da parte.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia assentou, em síntese (folha 107):
Apelação Cível Embargos à execução de sentença
proferida em ação ordinária, que condenou o Estado ao
pagamento de vencimentos a servidor reintegrado ao cargo.
Improcedência dos embargos. Recebimento apenas no efeito
devolutivo. Recurso pretendendo o efeito suspensivo e reforma
da sentença por não haver prova dos valores e da base de
cálculo dos valores devidos. Improcedência. Matéria
devidamente analisada na sentença. Efeito suspensivo à
apelação que não se impõe. Liquidação da sentença com base
no §§1º e 2º do artigo 604 do CPC. Recurso Improvido.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento motivado da lide, mas contrário aos interesses da parte.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 858796 AGR / BA
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 858796 AGR / BA
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517778.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526393
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526393
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4543473
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-09-19T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
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AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente.
|
sjur242191
|
Número de páginas: 6.
Análise: 26/09/2013, BRU.
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MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
858796
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00604 PAR-00001 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 858796 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do
recorrente.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517776.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 149 e 150, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796 BAHIA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S)
:CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S)
:ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folhas 149 e 150, neguei provimento ao agravo, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO
DE
NORMAS
LEGAIS
–
INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO
DO AGRAVO.
1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela
revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das
vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação.
Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada
soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as
premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência
sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o
Verbete n 279 da Súmula do Supremo:
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última
análise, o reexame dos elementos probatórios para, com
fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do
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Relatório
AI 858796 AGR / BA
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado da Bahia, no regimental de folha 154 a 157, insiste no
processamento do extraordinário. Sustenta estar configurada a ofensa
direta aos artigos 5..., inciso XXXV, 93, inciso IX, e 100 da Constituição
Federal, uma vez que o pagamento de verbas de natureza alimentar
também se dá via precatório.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 163,
defendendo o acerto da decisão impugnada.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 858796 AGR / BA
recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de
articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se
submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do
artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à
sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria ser utilizado na apreciação de outro processo.
2. Conheço do agravo e o desprovejo.
3. Publiquem.
O Estado da Bahia, no regimental de folha 154 a 157, insiste no
processamento do extraordinário. Sustenta estar configurada a ofensa
direta aos artigos 5..., inciso XXXV, 93, inciso IX, e 100 da Constituição
Federal, uma vez que o pagamento de verbas de natureza alimentar
também se dá via precatório.
A parte agravada apresentou a contraminuta de folha 163,
defendendo o acerto da decisão impugnada.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia assentou, em síntese (folha 107):
Apelação Cível Embargos à execução de sentença
proferida em ação ordinária, que condenou o Estado ao
pagamento de vencimentos a servidor reintegrado ao cargo.
Improcedência dos embargos. Recebimento apenas no efeito
devolutivo. Recurso pretendendo o efeito suspensivo e reforma
da sentença por não haver prova dos valores e da base de
cálculo dos valores devidos. Improcedência. Matéria
devidamente analisada na sentença. Efeito suspensivo à
apelação que não se impõe. Liquidação da sentença com base
no §§1... e 2... do artigo 604 do Código de Processo Civil. Recurso Improvido.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento motivado da lide, mas contrário aos interesses da parte.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador do Estado, foi
protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia assentou, em síntese (folha 107):
Apelação Cível Embargos à execução de sentença
proferida em ação ordinária, que condenou o Estado ao
pagamento de vencimentos a servidor reintegrado ao cargo.
Improcedência dos embargos. Recebimento apenas no efeito
devolutivo. Recurso pretendendo o efeito suspensivo e reforma
da sentença por não haver prova dos valores e da base de
cálculo dos valores devidos. Improcedência. Matéria
devidamente analisada na sentença. Efeito suspensivo à
apelação que não se impõe. Liquidação da sentença com base
no §§1... e 2... do artigo 604 do Código de Processo Civil. Recurso Improvido.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à
legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento motivado da lide, mas contrário aos interesses da parte.
Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do
artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado:
Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a
inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à
sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de
processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
AI 858796 AGR / BA
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 858796 AGR / BA
normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao
que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com
desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência
do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem
menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das
partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como
meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem
processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade
decorrente do ofício, alfim, a própria toga.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.796
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS
ADV.(A/S) : ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526393
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 796",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 796",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 796",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"AI 858796 AGR / BA",
"AI 858796",
"AI 858796 AGR / BA",
"AI 858796 AGR / BA",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 796",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 858"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 5 . . . , inciso XXXV , 93 , inciso IX , e 100 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 5 . . . , inciso XXXV , 93 , inciso IX , e 100 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"§ 1 . . . e 2 . . . do artigo 604 do Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"§ 1 . . . e 2 . . . do artigo 604 do Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Brasília",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"Estado da Bahia",
"BAHIA",
"BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA",
"ESTADO DA BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"AGR",
"/",
"BA",
"Supremo",
"Supremo",
"Estado",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado da Bahia",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS",
"ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS",
"ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS",
"ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS",
"ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"CARLOS ALBERTO BARBOSA DOS SANTOS",
"ANTONIO AMÉRICO BARBOSA DOS SANTOS",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
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"2001",
"03",
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"09",
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"2013",
"24",
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"2001",
"24",
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"2001",
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"2001"
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Ementa e Acórdão
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S)
:JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DA AÇÃO PENAL Nº 697 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – DEGRAVAÇÃO DE FITA –
FORMALIDADE ESSENCIAL – SUPLANTAÇÃO – PRECEDENTE –
PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO – RESSALVA DE
ENTENDIMENTO PESSOAL. Muito embora a ordem jurídica revele
como formalidade essencial a degravação da fita referente à interceptação
telefônica, expungindo-se o que não sirva à investigação criminal, o
Tribunal Pleno, defrontando com a situação concreta ora colocada,
concluiu de forma diversa, oportunidade na qual fiquei vencido, na
companhia honrosa dos ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ressalva de entendimento pessoal ante o crivo do Colegiado Maior.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em
sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4331235.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Relatório
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S)
:JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DA AÇÃO PENAL Nº 697 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim
resumiu o quadro revelado neste processo:
João Sérgio Leal Pereira, Procurador Regional da
República, foi denunciado perante o Supremo pela prática do
crime tipificado no artigo 288 do Código Penal (quadrilha),
porquanto teria se associado a um ministro do Superior
Tribunal de Justiça, a desembargadores federais e a um
advogado, com o propósito de defender, no âmbito do Poder
Judiciário, interesses de empresários do ramo de bingos.
Consoante informado, apresentou resposta, nos termos do
artigo 4º da Lei nº 8.038/1990, por meio da qual suscitou, entre
outras questões, a ilegalidade da prova obtida mediante
interceptação telefônica, ao fundamento de que teria sido
levada ao processo sem a transcrição da integralidade dos
diálogos captados.
O Tribunal Pleno, por maioria, afastou as preliminares
levantadas pela defesa e recebeu a denúncia. Vossa Excelência e
os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes ficaram vencidos
quanto ao reconhecimento do cerceamento de defesa por
ausência de transcrição de toda a gravação.
Cessado, ante a aposentadoria, o exercício do cargo
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S)
:JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DA AÇÃO PENAL Nº 697 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim
resumiu o quadro revelado neste processo:
João Sérgio Leal Pereira, Procurador Regional da
República, foi denunciado perante o Supremo pela prática do
crime tipificado no artigo 288 do Código Penal (quadrilha),
porquanto teria se associado a um ministro do Superior
Tribunal de Justiça, a desembargadores federais e a um
advogado, com o propósito de defender, no âmbito do Poder
Judiciário, interesses de empresários do ramo de bingos.
Consoante informado, apresentou resposta, nos termos do
artigo 4º da Lei nº 8.038/1990, por meio da qual suscitou, entre
outras questões, a ilegalidade da prova obtida mediante
interceptação telefônica, ao fundamento de que teria sido
levada ao processo sem a transcrição da integralidade dos
diálogos captados.
O Tribunal Pleno, por maioria, afastou as preliminares
levantadas pela defesa e recebeu a denúncia. Vossa Excelência e
os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes ficaram vencidos
quanto ao reconhecimento do cerceamento de defesa por
ausência de transcrição de toda a gravação.
Cessado, ante a aposentadoria, o exercício do cargo
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Relatório
HC 117000 / RJ
ocupado pelo codenunciado que atraía a prerrogativa de foro
no Supremo, o processo foi remetido ao Superior Tribunal de
Justiça. Em 31 de maio de 2012, a relatora, ministra Eliana
Calmon, determinou a citação do ora paciente para formalizar
defesa prévia. Na peça, renovou-se o pedido de invalidação da
interceptação em face da ausência da transcrição integral dos
diálogos.
O ato atacado neste habeas, formalizado em 12 de março de
2013, é um despacho ordinatório, datado de 11 de dezembro de
2012, no qual a relatora, segundo os impetrantes, teria deixado
de observar ressalva contida no acórdão de recebimento da
denúncia, no sentido de mostrar-se necessária a transcrição de
tudo que pudesse interessar à apreciação do caso. Afirmam que,
decorridos mais de quatro anos do recebimento da denúncia,
ainda não consta da ação penal a íntegra da transcrição dos
diálogos telefônicos.
Requerem, em âmbito liminar, a suspensão da instrução
processual, que teria início no dia 15 de março de 2013, com a
inquirição, perante o Juízo da 12ª Vara Federal da Seção
Judiciária do Distrito Federal, das testemunhas arroladas na
denúncia concernente à Ação Penal nº 697/RJ. No mérito,
pleiteiam seja realizada a transcrição integral das conversas
telefônicas interceptadas.
Em 13 de março passado, Vossa Excelência determinou a
remessa do processo à Presidência, a fim de que fosse analisada
eventual erronia na distribuição por prevenção. A hipótese veio
a ser afastada pelo ministro Joaquim Barbosa, que, por meio do
despacho de 19 de março, determinou a devolução do processo.
Mediante a Petição/STF nº 14.562, os impetrantes reiteram
o pedido de deferimento da medida acauteladora, asseverando
que não se encontra prejudicado, porquanto teriam sido
inquiridas apenas duas das cinco testemunhas intimadas a
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 117000 / RJ
ocupado pelo codenunciado que atraía a prerrogativa de foro
no Supremo, o processo foi remetido ao Superior Tribunal de
Justiça. Em 31 de maio de 2012, a relatora, ministra Eliana
Calmon, determinou a citação do ora paciente para formalizar
defesa prévia. Na peça, renovou-se o pedido de invalidação da
interceptação em face da ausência da transcrição integral dos
diálogos.
O ato atacado neste habeas, formalizado em 12 de março de
2013, é um despacho ordinatório, datado de 11 de dezembro de
2012, no qual a relatora, segundo os impetrantes, teria deixado
de observar ressalva contida no acórdão de recebimento da
denúncia, no sentido de mostrar-se necessária a transcrição de
tudo que pudesse interessar à apreciação do caso. Afirmam que,
decorridos mais de quatro anos do recebimento da denúncia,
ainda não consta da ação penal a íntegra da transcrição dos
diálogos telefônicos.
Requerem, em âmbito liminar, a suspensão da instrução
processual, que teria início no dia 15 de março de 2013, com a
inquirição, perante o Juízo da 12ª Vara Federal da Seção
Judiciária do Distrito Federal, das testemunhas arroladas na
denúncia concernente à Ação Penal nº 697/RJ. No mérito,
pleiteiam seja realizada a transcrição integral das conversas
telefônicas interceptadas.
Em 13 de março passado, Vossa Excelência determinou a
remessa do processo à Presidência, a fim de que fosse analisada
eventual erronia na distribuição por prevenção. A hipótese veio
a ser afastada pelo ministro Joaquim Barbosa, que, por meio do
despacho de 19 de março, determinou a devolução do processo.
Mediante a Petição/STF nº 14.562, os impetrantes reiteram
o pedido de deferimento da medida acauteladora, asseverando
que não se encontra prejudicado, porquanto teriam sido
inquiridas apenas duas das cinco testemunhas intimadas a
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Relatório
HC 117000 / RJ
comparecer na audiência de 15 de março último. Consoante
esclarecem, determinou-se a continuação da audiência para o
próximo dia 12 de abril, oportunidade na qual será ouvida a
terceira testemunha da acusação. Assinalam que as demais
oitivas acontecerão na cidade de Palmas/TO, em data pendente
de designação. Aduzem que a continuidade da instrução, sem
que se conheçam, na íntegra, as conversas captadas, revela-se
prejudicial à defesa, que estaria impedida de contraditar as
afirmações e os termos dos depoimentos a serem prestados
pelas testemunhas, entre as quais delegados e agentes policiais
responsáveis pela investigação e pela interceptação telefônica.
Pedem o deferimento de liminar para suspender, até o
julgamento do mérito deste habeas, a realização da audiência
que ocorrerá em 12 de abril de 2013, às 14h, perante o Juízo da
12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, bem
como o sobrestamento dos atos processuais subsequentes.
A Procuradoria Geral da República opinou pelo indeferimento da
ordem.
Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, ocorrida em 30 de
julho de 2013, revelou que a Corte Especial ainda não examinou o mérito
da Ação Penal nº 697/RJ.
Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2013, liberando-o para
ser julgado na Turma a partir de 13 seguinte, isso objetivando a ciência
dos impetrantes.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 117000 / RJ
comparecer na audiência de 15 de março último. Consoante
esclarecem, determinou-se a continuação da audiência para o
próximo dia 12 de abril, oportunidade na qual será ouvida a
terceira testemunha da acusação. Assinalam que as demais
oitivas acontecerão na cidade de Palmas/TO, em data pendente
de designação. Aduzem que a continuidade da instrução, sem
que se conheçam, na íntegra, as conversas captadas, revela-se
prejudicial à defesa, que estaria impedida de contraditar as
afirmações e os termos dos depoimentos a serem prestados
pelas testemunhas, entre as quais delegados e agentes policiais
responsáveis pela investigação e pela interceptação telefônica.
Pedem o deferimento de liminar para suspender, até o
julgamento do mérito deste habeas, a realização da audiência
que ocorrerá em 12 de abril de 2013, às 14h, perante o Juízo da
12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, bem
como o sobrestamento dos atos processuais subsequentes.
A Procuradoria Geral da República opinou pelo indeferimento da
ordem.
Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, ocorrida em 30 de
julho de 2013, revelou que a Corte Especial ainda não examinou o mérito
da Ação Penal nº 697/RJ.
Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2013, liberando-o para
ser julgado na Turma a partir de 13 seguinte, isso objetivando a ciência
dos impetrantes.
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir o pedido de liminar, consignei:
2. Depreende-se do pronunciamento do Plenário deste
Tribunal que foi afastada a necessidade de degravação da fita
magnética referente à interceptação telefônica. Na
oportunidade, fiquei vencido na companhia honrosa dos
ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Assim, presente a
parte dispositiva do acórdão formalizado, inexiste relevância no
pleito ora em análise.
O quadro não enseja, conforme ressaltado pela Procuradoria Geral
da República, a concessão de ordem. Reporto-me ao que consta no
parecer, ressalvando, de qualquer modo, o entendimento pessoal, porque
vencido na espécie, ou seja, no caso concreto, no Colegiado Maior.
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir o pedido de liminar, consignei:
2. Depreende-se do pronunciamento do Plenário deste
Tribunal que foi afastada a necessidade de degravação da fita
magnética referente à interceptação telefônica. Na
oportunidade, fiquei vencido na companhia honrosa dos
ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Assim, presente a
parte dispositiva do acórdão formalizado, inexiste relevância no
pleito ora em análise.
O quadro não enseja, conforme ressaltado pela Procuradoria Geral
da República, a concessão de ordem. Reporto-me ao que consta no
parecer, ressalvando, de qualquer modo, o entendimento pessoal, porque
vencido na espécie, ou seja, no caso concreto, no Colegiado Maior.
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Aditamento ao Voto
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, certamente, no caso, haverá embargos declaratórios. Quando
surge ambiguidade, considerada a sustentação da tribuna e o voto
confeccionado, concluo pela necessidade de aguardarem-se esses
embargos declaratórios.
Vossa Excelência ainda não integrava o Tribunal quando recebida a
denúncia. Em voto que compõe o acórdão, sustentei que não poderia
assim proceder, porquanto inobservada a lei regedora da escuta
telefônica, ou seja, a Lei nº 9.296/96, no que preconiza a degravação da fita
e, também, que se afaste tudo aquilo que não sirva à investigação
criminal, ao processo-crime, isso para não se partir para o
bisbilhotamento no tocante às essas conversas telefônicas.
Fui vencido, como sinalizei, na companhia honrosa dos ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. A articulação foi única! Como havia
quarenta mil horas de interceptação, não se poderia proceder à
degravação, à observância, portanto, do que preconizado como
formalidade essencial à valia da prova na lei de regência.
O processo foi deslocado para o Superior Tribunal de Justiça. E
neste, a ministra Eliana Calmon assentou que não cabia a degravação,
porque decidida a matéria pelo Supremo.
Ante esse contexto, não há como implementar a ordem, não há
como, por via indireta, cassar não a decisão da ministra Eliana, mas a do
Plenário, no que rechaçada a preliminar de cerceio de defesa.
Por isso, caminho no sentido de indeferir a ordem.
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, certamente, no caso, haverá embargos declaratórios. Quando
surge ambiguidade, considerada a sustentação da tribuna e o voto
confeccionado, concluo pela necessidade de aguardarem-se esses
embargos declaratórios.
Vossa Excelência ainda não integrava o Tribunal quando recebida a
denúncia. Em voto que compõe o acórdão, sustentei que não poderia
assim proceder, porquanto inobservada a lei regedora da escuta
telefônica, ou seja, a Lei nº 9.296/96, no que preconiza a degravação da fita
e, também, que se afaste tudo aquilo que não sirva à investigação
criminal, ao processo-crime, isso para não se partir para o
bisbilhotamento no tocante às essas conversas telefônicas.
Fui vencido, como sinalizei, na companhia honrosa dos ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. A articulação foi única! Como havia
quarenta mil horas de interceptação, não se poderia proceder à
degravação, à observância, portanto, do que preconizado como
formalidade essencial à valia da prova na lei de regência.
O processo foi deslocado para o Superior Tribunal de Justiça. E
neste, a ministra Eliana Calmon assentou que não cabia a degravação,
porque decidida a matéria pelo Supremo.
Ante esse contexto, não há como implementar a ordem, não há
como, por via indireta, cassar não a decisão da ministra Eliana, mas a do
Plenário, no que rechaçada a preliminar de cerceio de defesa.
Por isso, caminho no sentido de indeferir a ordem.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
Explicação
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S)
:JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DA AÇÃO PENAL Nº 697 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ministro
Marco Aurélio, apenas queria fazer uma observação exatamente na
menção que Vossa Excelência fez que eu não integrava o Tribunal ainda
nesta oportunidade. Eu realmente não estava na data do recebimento da
denúncia. Mas eu gostaria de deixar destacado aqui que eu formaria
fileira junto aos integrantes do Pleno que acompanharam Vossa
Excelência.
O Ministro Barroso, com muita propriedade, analisa a
constitucionalização do Direito Infraconstitucional. Dentre alguns
aspectos, está exatamente a necessidade da leitura da legislação
infraconstitucional sob a óptica da Constituição Federal, a influência do
neoconstitucionalismo exatamente nesse particular, que o professor
Barroso, no seu Curso de Direito Constitucional Contemporâneo, destaca
muito bem.
Ora, se o juiz é o destinatário da prova, e essa prova foi feita
antecipadamente ao recebimento da denúncia, e só o juiz é que pode
considerar diligências inúteis e necessárias, como se pode fazer o juízo de
valor da importância desses elementos antes que o juiz do caso que, in
casu, é o STJ, se pronuncie?
Mas, evidentemente, ad impossibilia nemo tenetur. O Ministro
Marco Aurélio trouxe aqui um dado que é insuperável.
Só queria fazer essa ressalva para dizer que acompanharia realmente
o Ministro Marco Aurélio no Plenário da Corte se aqui estivesse.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4463522.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S)
:JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DA AÇÃO PENAL Nº 697 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ministro
Marco Aurélio, apenas queria fazer uma observação exatamente na
menção que Vossa Excelência fez que eu não integrava o Tribunal ainda
nesta oportunidade. Eu realmente não estava na data do recebimento da
denúncia. Mas eu gostaria de deixar destacado aqui que eu formaria
fileira junto aos integrantes do Pleno que acompanharam Vossa
Excelência.
O Ministro Barroso, com muita propriedade, analisa a
constitucionalização do Direito Infraconstitucional. Dentre alguns
aspectos, está exatamente a necessidade da leitura da legislação
infraconstitucional sob a óptica da Constituição Federal, a influência do
neoconstitucionalismo exatamente nesse particular, que o professor
Barroso, no seu Curso de Direito Constitucional Contemporâneo, destaca
muito bem.
Ora, se o juiz é o destinatário da prova, e essa prova foi feita
antecipadamente ao recebimento da denúncia, e só o juiz é que pode
considerar diligências inúteis e necessárias, como se pode fazer o juízo de
valor da importância desses elementos antes que o juiz do caso que, in
casu, é o STJ, se pronuncie?
Mas, evidentemente, ad impossibilia nemo tenetur. O Ministro
Marco Aurélio trouxe aqui um dado que é insuperável.
Só queria fazer essa ressalva para dizer que acompanharia realmente
o Ministro Marco Aurélio no Plenário da Corte se aqui estivesse.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
por acaso estava presente no dia desta sessão do Supremo Tribunal
Federal, uma sessão apertada, e acompanhei o voto do Ministro Marco
Aurélio. E, se bem me recordo, a decisão foi que, se o Juiz colocar a mídia
da qual constem as gravações à disposição da defesa do réu, estaria
sanado o problema da transcrição. Basicamente, acho que foi isso que se
entendeu.
Devo dizer que acho que o garantismo, o direito de as partes bem se
defenderem, não deve se degenerar numa eternização do processo, nem
em uma garantia de impunidade. De modo que, se a transcrição de
quarenta mil horas é faticamente impossível, acho que é imperativo
trabalhar-se com essa realidade.
De modo que eu não me coloco, por princípio, em uma posição
diferente da que prevaleceu no Plenário, embora eu não tenha
participado e queira estudar essa matéria com mais calma.
Se o Ministério Público considerou as transcrições disponíveis
suficientes para a acusação e cabe a ele fazer a prova, eu estou satisfeito e
penso que, na medida em que o Advogado recebe a mídia e pode também
identificar se há erro na transcrição, se há imprecisão no resumo e ele
próprio transcrever as partes relevantes para a sua defesa, eu, em linha de
princípio, ficaria satisfeito, porque penso que a decisão contrária poderia
inviabilizar a persecução penal.
Portanto, para mim, o nosso compromisso deve ser com o direito de
defesa, mas não com nenhuma solução que inviabilize a persecução penal
onde ela deva ocorrer.
De modo que reitero, fazendo a ressalva diferente da relativa à
transcrição, e acho que há - e nisso estou plenamente de acordo com o
nosso querido Presidente - muitos abusos em matéria de interceptação
telefônica, como bem destacou o Doutor Rafael de Piro, cuja sustentação
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
por acaso estava presente no dia desta sessão do Supremo Tribunal
Federal, uma sessão apertada, e acompanhei o voto do Ministro Marco
Aurélio. E, se bem me recordo, a decisão foi que, se o Juiz colocar a mídia
da qual constem as gravações à disposição da defesa do réu, estaria
sanado o problema da transcrição. Basicamente, acho que foi isso que se
entendeu.
Devo dizer que acho que o garantismo, o direito de as partes bem se
defenderem, não deve se degenerar numa eternização do processo, nem
em uma garantia de impunidade. De modo que, se a transcrição de
quarenta mil horas é faticamente impossível, acho que é imperativo
trabalhar-se com essa realidade.
De modo que eu não me coloco, por princípio, em uma posição
diferente da que prevaleceu no Plenário, embora eu não tenha
participado e queira estudar essa matéria com mais calma.
Se o Ministério Público considerou as transcrições disponíveis
suficientes para a acusação e cabe a ele fazer a prova, eu estou satisfeito e
penso que, na medida em que o Advogado recebe a mídia e pode também
identificar se há erro na transcrição, se há imprecisão no resumo e ele
próprio transcrever as partes relevantes para a sua defesa, eu, em linha de
princípio, ficaria satisfeito, porque penso que a decisão contrária poderia
inviabilizar a persecução penal.
Portanto, para mim, o nosso compromisso deve ser com o direito de
defesa, mas não com nenhuma solução que inviabilize a persecução penal
onde ela deva ocorrer.
De modo que reitero, fazendo a ressalva diferente da relativa à
transcrição, e acho que há - e nisso estou plenamente de acordo com o
nosso querido Presidente - muitos abusos em matéria de interceptação
telefônica, como bem destacou o Doutor Rafael de Piro, cuja sustentação
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 117000 / RJ
elogio pela clareza com que expôs o seu argumento.,
Mas a verdade é que hoje em dia se investiga muito pouco e ouve-
se demais. E pior, prorrogam-se essas interceptações em decisões
padronizadas, como disse o Advogado, da tribuna, sem fundamentação
adequada. Eu gosto de brincar que eu penso que nenhuma família resiste
a uma ano de gravação telefônica ininterrupta. A vida das pessoas não
deve ser indefinidamente bisbilhotada dessa forma.
De modo que eu acho que há muitos abusos em matéria de
interceptação telefônica. Mas, penso, exigir-se a transcrição, pode
inviabilizar a persecução penal e acho que essa passa a ser uma prova de
defesa. A defesa produzirá a transcrição das partes que ela considere
relevantes.
De modo que eu, avançando um pouco nesse debate que julgo ser
um debate importante, acompanho o eminente Relator na denegação da
ordem.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 117000 / RJ
elogio pela clareza com que expôs o seu argumento.,
Mas a verdade é que hoje em dia se investiga muito pouco e ouve-
se demais. E pior, prorrogam-se essas interceptações em decisões
padronizadas, como disse o Advogado, da tribuna, sem fundamentação
adequada. Eu gosto de brincar que eu penso que nenhuma família resiste
a uma ano de gravação telefônica ininterrupta. A vida das pessoas não
deve ser indefinidamente bisbilhotada dessa forma.
De modo que eu acho que há muitos abusos em matéria de
interceptação telefônica. Mas, penso, exigir-se a transcrição, pode
inviabilizar a persecução penal e acho que essa passa a ser uma prova de
defesa. A defesa produzirá a transcrição das partes que ela considere
relevantes.
De modo que eu, avançando um pouco nesse debate que julgo ser
um debate importante, acompanho o eminente Relator na denegação da
ordem.
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Explicação
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, apenas uma observação.
Na oportunidade do julgamento, utilizei expressão que não cheguei
a patentear, mas que se tornou momentosa. Ressaltei que a interceptação
foi projetada no tempo a mais não poder. A meu ver, a lei é imperativa, no
que revela que pode ser determinada por quinze dias, prazo prorrogável
por idêntico período.
O erro foi inicial, no que o Tribunal admitiu a valia da interceptação
que alcançou esse número estratosférico de quarenta mil horas, talvez
com sistema em que se vai pegando outros telefones que ligam para o
objeto da interceptação.
Por isso, há esse contexto. As coisas que começam erradas ficam
difíceis de serem consertadas.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu
concordo plenamente com Vossa Excelência que a questão da
prorrogação nós precisamos olhar detidamente e com cautela. Mas a
questão aqui específica é a da transcrição, e não da prorrogação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Pois é,
pois é. A origem de não se ter alcançado a transcrição, a observância da
lei, foi justamente essa: a extensão.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É. Foram
longe demais e depois não conseguiram transcrever.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Cheguei
mesmo a ressaltar dois aspectos: o primeiro que já se estaria, àquela
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651478.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, apenas uma observação.
Na oportunidade do julgamento, utilizei expressão que não cheguei
a patentear, mas que se tornou momentosa. Ressaltei que a interceptação
foi projetada no tempo a mais não poder. A meu ver, a lei é imperativa, no
que revela que pode ser determinada por quinze dias, prazo prorrogável
por idêntico período.
O erro foi inicial, no que o Tribunal admitiu a valia da interceptação
que alcançou esse número estratosférico de quarenta mil horas, talvez
com sistema em que se vai pegando outros telefones que ligam para o
objeto da interceptação.
Por isso, há esse contexto. As coisas que começam erradas ficam
difíceis de serem consertadas.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu
concordo plenamente com Vossa Excelência que a questão da
prorrogação nós precisamos olhar detidamente e com cautela. Mas a
questão aqui específica é a da transcrição, e não da prorrogação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Pois é,
pois é. A origem de não se ter alcançado a transcrição, a observância da
lei, foi justamente essa: a extensão.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É. Foram
longe demais e depois não conseguiram transcrever.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Cheguei
mesmo a ressaltar dois aspectos: o primeiro que já se estaria, àquela
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14
Explicação
HC 117000 / RJ
época, a cogitar de nova lei para disciplinar a interceptação telefônica,
quando, a meu ver, a existente é satisfatória no que restringe a exceção,
que é o afastamento da privacidade. E, em segundo lugar, em um
arroubo, talvez de retórica, cheguei a dizer que talvez o mal fosse não
existir órgão para corrigir as decisões do Supremo.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro e
Presidente, pior do que a transcrição seletiva, muitas vezes é o resumo
que a autoridade faz.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas a lei
é sábia: determina a degravação e a realização de audiência, com a
presença das partes, para expungir-se que não serve à investigação,
guardando-se a privacidade.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 117000 / RJ
época, a cogitar de nova lei para disciplinar a interceptação telefônica,
quando, a meu ver, a existente é satisfatória no que restringe a exceção,
que é o afastamento da privacidade. E, em segundo lugar, em um
arroubo, talvez de retórica, cheguei a dizer que talvez o mal fosse não
existir órgão para corrigir as decisões do Supremo.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro e
Presidente, pior do que a transcrição seletiva, muitas vezes é o resumo
que a autoridade faz.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas a lei
é sábia: determina a degravação e a realização de audiência, com a
presença das partes, para expungir-se que não serve à investigação,
guardando-se a privacidade.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, aqui,
no âmbito deste habeas corpus, estamos discutindo se há constrangimento
ilegal na decisão da Ministra Eliana Calmon quando indeferiu o
requerimento, forte numa decisão do Plenário.
Eu acompanho o voto do eminente Relator no sentido de que não há
ilegalidade ou abusividade nesta decisão, presente o decidido pelo
Plenário desta Corte na ação penal, no seu recebimento.
Por isso, acompanho Sua Excelência.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, aqui,
no âmbito deste habeas corpus, estamos discutindo se há constrangimento
ilegal na decisão da Ministra Eliana Calmon quando indeferiu o
requerimento, forte numa decisão do Plenário.
Eu acompanho o voto do eminente Relator no sentido de que não há
ilegalidade ou abusividade nesta decisão, presente o decidido pelo
Plenário desta Corte na ação penal, no seu recebimento.
Por isso, acompanho Sua Excelência.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Senhor Presidente, a Turma não pode cassar o recebimento da
denúncia pelo Plenário do Supremo.
Acompanho o Relator.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399856.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Senhor Presidente, a Turma não pode cassar o recebimento da
denúncia pelo Plenário do Supremo.
Acompanho o Relator.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14
Extrato de Ata - 13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.000
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S) : JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DA AÇÃO PENAL Nº 697 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Falou o Dr. Rafael de Piro, pelo
Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.000
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S) : JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DA AÇÃO PENAL Nº 697 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Falou o Dr. Rafael de Piro, pelo
Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4677547
| 2013-08-13T00:00:00
| 2013-10-16T00:00:00
|
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Falou o Dr. Rafael de Piro, pelo Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
|
HABEAS CORPUS
|
INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – DEGRAVAÇÃO DE FITA – FORMALIDADE ESSENCIAL – SUPLANTAÇÃO – PRECEDENTE – PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO – RESSALVA DE ENTENDIMENTO PESSOAL. Muito embora a ordem jurídica revele como formalidade essencial a degravação da fita referente à interceptação telefônica, expungindo-se o que não sirva à investigação criminal, o Tribunal Pleno, defrontando com a situação concreta ora colocada, concluiu de forma diversa, oportunidade na qual fiquei vencido, na companhia honrosa dos ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Ressalva de entendimento pessoal ante o crivo do Colegiado Maior.
|
sjur245083
|
Número de páginas: 14.
Análise: 11/11/2013, IVA.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
117000
|
[
"LEG-FED LEI-009296 ANO-1996\n LEI ORDINÁRIA"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 117000
|
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""
] |
PACTE.(S) : JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S) : JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DA AÇÃO PENAL Nº 697 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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[
""
] |
Ementa e Acórdão
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S)
:JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DA AÇÃO PENAL n 697 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – DEGRAVAÇÃO DE FITA –
FORMALIDADE ESSENCIAL – SUPLANTAÇÃO – PRECEDENTE –
PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO – RESSALVA DE
ENTENDIMENTO PESSOAL. Muito embora a ordem jurídica revele
como formalidade essencial a degravação da fita referente à interceptação
telefônica, expungindo-se o que não sirva à investigação criminal, o
Tribunal Pleno, defrontando com a situação concreta ora colocada,
concluiu de forma diversa, oportunidade na qual fiquei vencido, na
companhia honrosa dos ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ressalva de entendimento pessoal ante o crivo do Colegiado Maior.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem de
habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em
sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do
julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 13 de agosto de 2013.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Relatório
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S)
:JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DA AÇÃO PENAL n 697 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim
resumiu o quadro revelado neste processo:
João Sérgio Leal Pereira, Procurador Regional da
República, foi denunciado perante o Supremo pela prática do
crime tipificado no artigo 288 do Código Penal (quadrilha),
porquanto teria se associado a um ministro do Superior
Tribunal de Justiça, a desembargadores federais e a um
advogado, com o propósito de defender, no âmbito do Poder
Judiciário, interesses de empresários do ramo de bingos.
Consoante informado, apresentou resposta, nos termos do
artigo 4... da Lei n 8.038/1990, por meio da qual suscitou, entre
outras questões, a ilegalidade da prova obtida mediante
interceptação telefônica, ao fundamento de que teria sido
levada ao processo sem a transcrição da integralidade dos
diálogos captados.
O Tribunal Pleno, por maioria, afastou as preliminares
levantadas pela defesa e recebeu a denúncia. Vossa Excelência e
os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes ficaram vencidos
quanto ao reconhecimento do cerceamento de defesa por
ausência de transcrição de toda a gravação.
Cessado, ante a aposentadoria, o exercício do cargo
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S)
:JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DA AÇÃO PENAL n 697 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete assim
resumiu o quadro revelado neste processo:
João Sérgio Leal Pereira, Procurador Regional da
República, foi denunciado perante o Supremo pela prática do
crime tipificado no artigo 288 do Código Penal (quadrilha),
porquanto teria se associado a um ministro do Superior
Tribunal de Justiça, a desembargadores federais e a um
advogado, com o propósito de defender, no âmbito do Poder
Judiciário, interesses de empresários do ramo de bingos.
Consoante informado, apresentou resposta, nos termos do
artigo 4... da Lei n 8.038/1990, por meio da qual suscitou, entre
outras questões, a ilegalidade da prova obtida mediante
interceptação telefônica, ao fundamento de que teria sido
levada ao processo sem a transcrição da integralidade dos
diálogos captados.
O Tribunal Pleno, por maioria, afastou as preliminares
levantadas pela defesa e recebeu a denúncia. Vossa Excelência e
os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes ficaram vencidos
quanto ao reconhecimento do cerceamento de defesa por
ausência de transcrição de toda a gravação.
Cessado, ante a aposentadoria, o exercício do cargo
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Relatório
HC 117000 / RJ
ocupado pelo codenunciado que atraía a prerrogativa de foro
no Supremo, o processo foi remetido ao Superior Tribunal de
Justiça. Em 31 de maio de 2012, a relatora, ministra Eliana
Calmon, determinou a citação do ora paciente para formalizar
defesa prévia. Na peça, renovou-se o pedido de invalidação da
interceptação em face da ausência da transcrição integral dos
diálogos.
O ato atacado neste habeas, formalizado em 12 de março de
2013, é um despacho ordinatório, datado de 11 de dezembro de
2012, no qual a relatora, segundo os impetrantes, teria deixado
de observar ressalva contida no acórdão de recebimento da
denúncia, no sentido de mostrar-se necessária a transcrição de
tudo que pudesse interessar à apreciação do caso. Afirmam que,
decorridos mais de quatro anos do recebimento da denúncia,
ainda não consta da ação penal a íntegra da transcrição dos
diálogos telefônicos.
Requerem, em âmbito liminar, a suspensão da instrução
processual, que teria início no dia 15 de março de 2013, com a
inquirição, perante o Juízo da 12... Vara Federal da Seção
Judiciária do Distrito Federal, das testemunhas arroladas na
denúncia concernente à Ação Penal n 697/RJ. No mérito,
pleiteiam seja realizada a transcrição integral das conversas
telefônicas interceptadas.
Em 13 de março passado, Vossa Excelência determinou a
remessa do processo à Presidência, a fim de que fosse analisada
eventual erronia na distribuição por prevenção. A hipótese veio
a ser afastada pelo ministro Joaquim Barbosa, que, por meio do
despacho de 19 de março, determinou a devolução do processo.
Mediante a Petição/Supremo Tribunal Federal n 14.562, os impetrantes reiteram
o pedido de deferimento da medida acauteladora, asseverando
que não se encontra prejudicado, porquanto teriam sido
inquiridas apenas duas das cinco testemunhas intimadas a
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 117000 / RJ
ocupado pelo codenunciado que atraía a prerrogativa de foro
no Supremo, o processo foi remetido ao Superior Tribunal de
Justiça. Em 31 de maio de 2012, a relatora, ministra Eliana
Calmon, determinou a citação do ora paciente para formalizar
defesa prévia. Na peça, renovou-se o pedido de invalidação da
interceptação em face da ausência da transcrição integral dos
diálogos.
O ato atacado neste habeas, formalizado em 12 de março de
2013, é um despacho ordinatório, datado de 11 de dezembro de
2012, no qual a relatora, segundo os impetrantes, teria deixado
de observar ressalva contida no acórdão de recebimento da
denúncia, no sentido de mostrar-se necessária a transcrição de
tudo que pudesse interessar à apreciação do caso. Afirmam que,
decorridos mais de quatro anos do recebimento da denúncia,
ainda não consta da ação penal a íntegra da transcrição dos
diálogos telefônicos.
Requerem, em âmbito liminar, a suspensão da instrução
processual, que teria início no dia 15 de março de 2013, com a
inquirição, perante o Juízo da 12... Vara Federal da Seção
Judiciária do Distrito Federal, das testemunhas arroladas na
denúncia concernente à Ação Penal n 697/RJ. No mérito,
pleiteiam seja realizada a transcrição integral das conversas
telefônicas interceptadas.
Em 13 de março passado, Vossa Excelência determinou a
remessa do processo à Presidência, a fim de que fosse analisada
eventual erronia na distribuição por prevenção. A hipótese veio
a ser afastada pelo ministro Joaquim Barbosa, que, por meio do
despacho de 19 de março, determinou a devolução do processo.
Mediante a Petição/Supremo Tribunal Federal n 14.562, os impetrantes reiteram
o pedido de deferimento da medida acauteladora, asseverando
que não se encontra prejudicado, porquanto teriam sido
inquiridas apenas duas das cinco testemunhas intimadas a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14
Relatório
HC 117000 / RJ
comparecer na audiência de 15 de março último. Consoante
esclarecem, determinou-se a continuação da audiência para o
próximo dia 12 de abril, oportunidade na qual será ouvida a
terceira testemunha da acusação. Assinalam que as demais
oitivas acontecerão na cidade de Palmas/TO, em data pendente
de designação. Aduzem que a continuidade da instrução, sem
que se conheçam, na íntegra, as conversas captadas, revela-se
prejudicial à defesa, que estaria impedida de contraditar as
afirmações e os termos dos depoimentos a serem prestados
pelas testemunhas, entre as quais delegados e agentes policiais
responsáveis pela investigação e pela interceptação telefônica.
Pedem o deferimento de liminar para suspender, até o
julgamento do mérito deste habeas, a realização da audiência
que ocorrerá em 12 de abril de 2013, às 14h, perante o Juízo da
12... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, bem
como o sobrestamento dos atos processuais subsequentes.
A Procuradoria Geral da República opinou pelo indeferimento da
ordem.
Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, ocorrida em 30 de
julho de 2013, revelou que a Corte Especial ainda não examinou o mérito
da Ação Penal n 697/RJ.
Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2013, liberando-o para
ser julgado na Turma a partir de 13 seguinte, isso objetivando a ciência
dos impetrantes.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 117000 / RJ
comparecer na audiência de 15 de março último. Consoante
esclarecem, determinou-se a continuação da audiência para o
próximo dia 12 de abril, oportunidade na qual será ouvida a
terceira testemunha da acusação. Assinalam que as demais
oitivas acontecerão na cidade de Palmas/TO, em data pendente
de designação. Aduzem que a continuidade da instrução, sem
que se conheçam, na íntegra, as conversas captadas, revela-se
prejudicial à defesa, que estaria impedida de contraditar as
afirmações e os termos dos depoimentos a serem prestados
pelas testemunhas, entre as quais delegados e agentes policiais
responsáveis pela investigação e pela interceptação telefônica.
Pedem o deferimento de liminar para suspender, até o
julgamento do mérito deste habeas, a realização da audiência
que ocorrerá em 12 de abril de 2013, às 14h, perante o Juízo da
12... Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, bem
como o sobrestamento dos atos processuais subsequentes.
A Procuradoria Geral da República opinou pelo indeferimento da
ordem.
Consulta ao sítio do Superior Tribunal de Justiça, ocorrida em 30 de
julho de 2013, revelou que a Corte Especial ainda não examinou o mérito
da Ação Penal n 697/RJ.
Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2013, liberando-o para
ser julgado na Turma a partir de 13 seguinte, isso objetivando a ciência
dos impetrantes.
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir o pedido de liminar, consignei:
2. Depreende-se do pronunciamento do Plenário deste
Tribunal que foi afastada a necessidade de degravação da fita
magnética referente à interceptação telefônica. Na
oportunidade, fiquei vencido na companhia honrosa dos
ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Assim, presente a
parte dispositiva do acórdão formalizado, inexiste relevância no
pleito ora em análise.
O quadro não enseja, conforme ressaltado pela Procuradoria Geral
da República, a concessão de ordem. Reporto-me ao que consta no
parecer, ressalvando, de qualquer modo, o entendimento pessoal, porque
vencido na espécie, ou seja, no caso concreto, no Colegiado Maior.
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Ao
indeferir o pedido de liminar, consignei:
2. Depreende-se do pronunciamento do Plenário deste
Tribunal que foi afastada a necessidade de degravação da fita
magnética referente à interceptação telefônica. Na
oportunidade, fiquei vencido na companhia honrosa dos
ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes. Assim, presente a
parte dispositiva do acórdão formalizado, inexiste relevância no
pleito ora em análise.
O quadro não enseja, conforme ressaltado pela Procuradoria Geral
da República, a concessão de ordem. Reporto-me ao que consta no
parecer, ressalvando, de qualquer modo, o entendimento pessoal, porque
vencido na espécie, ou seja, no caso concreto, no Colegiado Maior.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14
Aditamento ao Voto
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, certamente, no caso, haverá embargos declaratórios. Quando
surge ambiguidade, considerada a sustentação da tribuna e o voto
confeccionado, concluo pela necessidade de aguardarem-se esses
embargos declaratórios.
Vossa Excelência ainda não integrava o Tribunal quando recebida a
denúncia. Em voto que compõe o acórdão, sustentei que não poderia
assim proceder, porquanto inobservada a lei regedora da escuta
telefônica, ou seja, a Lei n 9.296/96, no que preconiza a degravação da fita
e, também, que se afaste tudo aquilo que não sirva à investigação
criminal, ao processo-crime, isso para não se partir para o
bisbilhotamento no tocante às essas conversas telefônicas.
Fui vencido, como sinalizei, na companhia honrosa dos ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. A articulação foi única! Como havia
quarenta mil horas de interceptação, não se poderia proceder à
degravação, à observância, portanto, do que preconizado como
formalidade essencial à valia da prova na lei de regência.
O processo foi deslocado para o Superior Tribunal de Justiça. E
neste, a ministra Eliana Calmon assentou que não cabia a degravação,
porque decidida a matéria pelo Supremo.
Ante esse contexto, não há como implementar a ordem, não há
como, por via indireta, cassar não a decisão da ministra Eliana, mas a do
Plenário, no que rechaçada a preliminar de cerceio de defesa.
Por isso, caminho no sentido de indeferir a ordem.
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, certamente, no caso, haverá embargos declaratórios. Quando
surge ambiguidade, considerada a sustentação da tribuna e o voto
confeccionado, concluo pela necessidade de aguardarem-se esses
embargos declaratórios.
Vossa Excelência ainda não integrava o Tribunal quando recebida a
denúncia. Em voto que compõe o acórdão, sustentei que não poderia
assim proceder, porquanto inobservada a lei regedora da escuta
telefônica, ou seja, a Lei n 9.296/96, no que preconiza a degravação da fita
e, também, que se afaste tudo aquilo que não sirva à investigação
criminal, ao processo-crime, isso para não se partir para o
bisbilhotamento no tocante às essas conversas telefônicas.
Fui vencido, como sinalizei, na companhia honrosa dos ministros
Celso de Mello e Gilmar Mendes. A articulação foi única! Como havia
quarenta mil horas de interceptação, não se poderia proceder à
degravação, à observância, portanto, do que preconizado como
formalidade essencial à valia da prova na lei de regência.
O processo foi deslocado para o Superior Tribunal de Justiça. E
neste, a ministra Eliana Calmon assentou que não cabia a degravação,
porque decidida a matéria pelo Supremo.
Ante esse contexto, não há como implementar a ordem, não há
como, por via indireta, cassar não a decisão da ministra Eliana, mas a do
Plenário, no que rechaçada a preliminar de cerceio de defesa.
Por isso, caminho no sentido de indeferir a ordem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14
Explicação
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S)
:JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DA AÇÃO PENAL n 697 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ministro
Marco Aurélio, apenas queria fazer uma observação exatamente na
menção que Vossa Excelência fez que eu não integrava o Tribunal ainda
nesta oportunidade. Eu realmente não estava na data do recebimento da
denúncia. Mas eu gostaria de deixar destacado aqui que eu formaria
fileira junto aos integrantes do Pleno que acompanharam Vossa
Excelência.
O Ministro Barroso, com muita propriedade, analisa a
constitucionalização do Direito Infraconstitucional. Dentre alguns
aspectos, está exatamente a necessidade da leitura da legislação
infraconstitucional sob a óptica da Constituição Federal, a influência do
neoconstitucionalismo exatamente nesse particular, que o professor
Barroso, no seu Curso de Direito Constitucional Contemporâneo, destaca
muito bem.
Ora, se o juiz é o destinatário da prova, e essa prova foi feita
antecipadamente ao recebimento da denúncia, e só o juiz é que pode
considerar diligências inúteis e necessárias, como se pode fazer o juízo de
valor da importância desses elementos antes que o juiz do caso que, in
casu, é o Superior Tribunal de Justiça, se pronuncie?
Mas, evidentemente, ad impossibilia nemo tenetur. O Ministro
Marco Aurélio trouxe aqui um dado que é insuperável.
Só queria fazer essa ressalva para dizer que acompanharia realmente
o Ministro Marco Aurélio no Plenário da Corte se aqui estivesse.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S)
:JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S)
:JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES)
:RELATORA
DA AÇÃO PENAL n 697 DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ministro
Marco Aurélio, apenas queria fazer uma observação exatamente na
menção que Vossa Excelência fez que eu não integrava o Tribunal ainda
nesta oportunidade. Eu realmente não estava na data do recebimento da
denúncia. Mas eu gostaria de deixar destacado aqui que eu formaria
fileira junto aos integrantes do Pleno que acompanharam Vossa
Excelência.
O Ministro Barroso, com muita propriedade, analisa a
constitucionalização do Direito Infraconstitucional. Dentre alguns
aspectos, está exatamente a necessidade da leitura da legislação
infraconstitucional sob a óptica da Constituição Federal, a influência do
neoconstitucionalismo exatamente nesse particular, que o professor
Barroso, no seu Curso de Direito Constitucional Contemporâneo, destaca
muito bem.
Ora, se o juiz é o destinatário da prova, e essa prova foi feita
antecipadamente ao recebimento da denúncia, e só o juiz é que pode
considerar diligências inúteis e necessárias, como se pode fazer o juízo de
valor da importância desses elementos antes que o juiz do caso que, in
casu, é o Superior Tribunal de Justiça, se pronuncie?
Mas, evidentemente, ad impossibilia nemo tenetur. O Ministro
Marco Aurélio trouxe aqui um dado que é insuperável.
Só queria fazer essa ressalva para dizer que acompanharia realmente
o Ministro Marco Aurélio no Plenário da Corte se aqui estivesse.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
por acaso estava presente no dia desta sessão do Supremo Tribunal
Federal, uma sessão apertada, e acompanhei o voto do Ministro Marco
Aurélio. E, se bem me recordo, a decisão foi que, se o Juiz colocar a mídia
da qual constem as gravações à disposição da defesa do réu, estaria
sanado o problema da transcrição. Basicamente, acho que foi isso que se
entendeu.
Devo dizer que acho que o garantismo, o direito de as partes bem se
defenderem, não deve se degenerar numa eternização do processo, nem
em uma garantia de impunidade. De modo que, se a transcrição de
quarenta mil horas é faticamente impossível, acho que é imperativo
trabalhar-se com essa realidade.
De modo que eu não me coloco, por princípio, em uma posição
diferente da que prevaleceu no Plenário, embora eu não tenha
participado e queira estudar essa matéria com mais calma.
Se o Ministério Público considerou as transcrições disponíveis
suficientes para a acusação e cabe a ele fazer a prova, eu estou satisfeito e
penso que, na medida em que o Advogado recebe a mídia e pode também
identificar se há erro na transcrição, se há imprecisão no resumo e ele
próprio transcrever as partes relevantes para a sua defesa, eu, em linha de
princípio, ficaria satisfeito, porque penso que a decisão contrária poderia
inviabilizar a persecução penal.
Portanto, para mim, o nosso compromisso deve ser com o direito de
defesa, mas não com nenhuma solução que inviabilize a persecução penal
onde ela deva ocorrer.
De modo que reitero, fazendo a ressalva diferente da relativa à
transcrição, e acho que há - e nisso estou plenamente de acordo com o
nosso querido Presidente - muitos abusos em matéria de interceptação
telefônica, como bem destacou o Doutor Rafael de Piro, cuja sustentação
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente,
por acaso estava presente no dia desta sessão do Supremo Tribunal
Federal, uma sessão apertada, e acompanhei o voto do Ministro Marco
Aurélio. E, se bem me recordo, a decisão foi que, se o Juiz colocar a mídia
da qual constem as gravações à disposição da defesa do réu, estaria
sanado o problema da transcrição. Basicamente, acho que foi isso que se
entendeu.
Devo dizer que acho que o garantismo, o direito de as partes bem se
defenderem, não deve se degenerar numa eternização do processo, nem
em uma garantia de impunidade. De modo que, se a transcrição de
quarenta mil horas é faticamente impossível, acho que é imperativo
trabalhar-se com essa realidade.
De modo que eu não me coloco, por princípio, em uma posição
diferente da que prevaleceu no Plenário, embora eu não tenha
participado e queira estudar essa matéria com mais calma.
Se o Ministério Público considerou as transcrições disponíveis
suficientes para a acusação e cabe a ele fazer a prova, eu estou satisfeito e
penso que, na medida em que o Advogado recebe a mídia e pode também
identificar se há erro na transcrição, se há imprecisão no resumo e ele
próprio transcrever as partes relevantes para a sua defesa, eu, em linha de
princípio, ficaria satisfeito, porque penso que a decisão contrária poderia
inviabilizar a persecução penal.
Portanto, para mim, o nosso compromisso deve ser com o direito de
defesa, mas não com nenhuma solução que inviabilize a persecução penal
onde ela deva ocorrer.
De modo que reitero, fazendo a ressalva diferente da relativa à
transcrição, e acho que há - e nisso estou plenamente de acordo com o
nosso querido Presidente - muitos abusos em matéria de interceptação
telefônica, como bem destacou o Doutor Rafael de Piro, cuja sustentação
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
HC 117000 / RJ
elogio pela clareza com que expôs o seu argumento.,
Mas a verdade é que hoje em dia se investiga muito pouco e ouve-
se demais. E pior, prorrogam-se essas interceptações em decisões
padronizadas, como disse o Advogado, da tribuna, sem fundamentação
adequada. Eu gosto de brincar que eu penso que nenhuma família resiste
a uma ano de gravação telefônica ininterrupta. A vida das pessoas não
deve ser indefinidamente bisbilhotada dessa forma.
De modo que eu acho que há muitos abusos em matéria de
interceptação telefônica. Mas, penso, exigir-se a transcrição, pode
inviabilizar a persecução penal e acho que essa passa a ser uma prova de
defesa. A defesa produzirá a transcrição das partes que ela considere
relevantes.
De modo que eu, avançando um pouco nesse debate que julgo ser
um debate importante, acompanho o eminente Relator na denegação da
ordem.
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 117000 / RJ
elogio pela clareza com que expôs o seu argumento.,
Mas a verdade é que hoje em dia se investiga muito pouco e ouve-
se demais. E pior, prorrogam-se essas interceptações em decisões
padronizadas, como disse o Advogado, da tribuna, sem fundamentação
adequada. Eu gosto de brincar que eu penso que nenhuma família resiste
a uma ano de gravação telefônica ininterrupta. A vida das pessoas não
deve ser indefinidamente bisbilhotada dessa forma.
De modo que eu acho que há muitos abusos em matéria de
interceptação telefônica. Mas, penso, exigir-se a transcrição, pode
inviabilizar a persecução penal e acho que essa passa a ser uma prova de
defesa. A defesa produzirá a transcrição das partes que ela considere
relevantes.
De modo que eu, avançando um pouco nesse debate que julgo ser
um debate importante, acompanho o eminente Relator na denegação da
ordem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14
Explicação
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, apenas uma observação.
Na oportunidade do julgamento, utilizei expressão que não cheguei
a patentear, mas que se tornou momentosa. Ressaltei que a interceptação
foi projetada no tempo a mais não poder. A meu ver, a lei é imperativa, no
que revela que pode ser determinada por quinze dias, prazo prorrogável
por idêntico período.
O erro foi inicial, no que o Tribunal admitiu a valia da interceptação
que alcançou esse número estratosférico de quarenta mil horas, talvez
com sistema em que se vai pegando outros telefones que ligam para o
objeto da interceptação.
Por isso, há esse contexto. As coisas que começam erradas ficam
difíceis de serem consertadas.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu
concordo plenamente com Vossa Excelência que a questão da
prorrogação nós precisamos olhar detidamente e com cautela. Mas a
questão aqui específica é a da transcrição, e não da prorrogação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Pois é,
pois é. A origem de não se ter alcançado a transcrição, a observância da
lei, foi justamente essa: a extensão.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É. Foram
longe demais e depois não conseguiram transcrever.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Cheguei
mesmo a ressaltar dois aspectos: o primeiro que já se estaria, àquela
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4651478.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
EXPLICAÇÃO
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) –
Presidente, apenas uma observação.
Na oportunidade do julgamento, utilizei expressão que não cheguei
a patentear, mas que se tornou momentosa. Ressaltei que a interceptação
foi projetada no tempo a mais não poder. A meu ver, a lei é imperativa, no
que revela que pode ser determinada por quinze dias, prazo prorrogável
por idêntico período.
O erro foi inicial, no que o Tribunal admitiu a valia da interceptação
que alcançou esse número estratosférico de quarenta mil horas, talvez
com sistema em que se vai pegando outros telefones que ligam para o
objeto da interceptação.
Por isso, há esse contexto. As coisas que começam erradas ficam
difíceis de serem consertadas.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Eu
concordo plenamente com Vossa Excelência que a questão da
prorrogação nós precisamos olhar detidamente e com cautela. Mas a
questão aqui específica é a da transcrição, e não da prorrogação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Pois é,
pois é. A origem de não se ter alcançado a transcrição, a observância da
lei, foi justamente essa: a extensão.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - É. Foram
longe demais e depois não conseguiram transcrever.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Cheguei
mesmo a ressaltar dois aspectos: o primeiro que já se estaria, àquela
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14
Explicação
HC 117000 / RJ
época, a cogitar de nova lei para disciplinar a interceptação telefônica,
quando, a meu ver, a existente é satisfatória no que restringe a exceção,
que é o afastamento da privacidade. E, em segundo lugar, em um
arroubo, talvez de retórica, cheguei a dizer que talvez o mal fosse não
existir órgão para corrigir as decisões do Supremo.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro e
Presidente, pior do que a transcrição seletiva, muitas vezes é o resumo
que a autoridade faz.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas a lei
é sábia: determina a degravação e a realização de audiência, com a
presença das partes, para expungir-se que não serve à investigação,
guardando-se a privacidade.
2
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HC 117000 / RJ
época, a cogitar de nova lei para disciplinar a interceptação telefônica,
quando, a meu ver, a existente é satisfatória no que restringe a exceção,
que é o afastamento da privacidade. E, em segundo lugar, em um
arroubo, talvez de retórica, cheguei a dizer que talvez o mal fosse não
existir órgão para corrigir as decisões do Supremo.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Ministro e
Presidente, pior do que a transcrição seletiva, muitas vezes é o resumo
que a autoridade faz.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas a lei
é sábia: determina a degravação e a realização de audiência, com a
presença das partes, para expungir-se que não serve à investigação,
guardando-se a privacidade.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14
Voto - MIN. ROSA WEBER
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, aqui,
no âmbito deste habeas corpus, estamos discutindo se há constrangimento
ilegal na decisão da Ministra Eliana Calmon quando indeferiu o
requerimento, forte numa decisão do Plenário.
Eu acompanho o voto do eminente Relator no sentido de que não há
ilegalidade ou abusividade nesta decisão, presente o decidido pelo
Plenário desta Corte na ação penal, no seu recebimento.
Por isso, acompanho Sua Excelência.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, aqui,
no âmbito deste habeas corpus, estamos discutindo se há constrangimento
ilegal na decisão da Ministra Eliana Calmon quando indeferiu o
requerimento, forte numa decisão do Plenário.
Eu acompanho o voto do eminente Relator no sentido de que não há
ilegalidade ou abusividade nesta decisão, presente o decidido pelo
Plenário desta Corte na ação penal, no seu recebimento.
Por isso, acompanho Sua Excelência.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Senhor Presidente, a Turma não pode cassar o recebimento da
denúncia pelo Plenário do Supremo.
Acompanho o Relator.
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399856.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 117.000 RIO DE JANEIRO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI:
Senhor Presidente, a Turma não pode cassar o recebimento da
denúncia pelo Plenário do Supremo.
Acompanho o Relator.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14
Extrato de Ata - 13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.000
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S) : JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DA AÇÃO PENAL n 697 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Falou o Dr. Rafael de Piro, pelo
Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 117.000
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
PACTE.(S) : JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA
IMPTE.(S) : JOÃO MESTIERI E OUTRO(A/S)
COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DA AÇÃO PENAL n 697 DO SUPERIOR
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos
do voto do Relator. Unânime. Falou o Dr. Rafael de Piro, pelo
Paciente. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"AÇÃO PENAL n 697 DO SUPERIOR",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"AÇÃO PENAL n 697",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"AÇÃO PENAL n 697 DO SUPERIOR",
"HC 117000 / RJ",
"Ação Penal n 697 / RJ",
"Ação Penal n 697 / RJ",
"HC 117000 / RJ",
"Ação Penal n 697 / RJ",
"HC 117000 / RJ",
"Ação Penal n 697 / RJ",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"AÇÃO PENAL n 697 DO SUPERIOR",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"AÇÃO PENAL n 697 DO",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HC 117000 / RJ",
"HC 117000 / RJ",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HC 117000 / RJ",
"HC 117000 / RJ",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HABEAS CORPUS 117 . 000 RIO",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"AÇÃO PENAL n 697 DO",
"HABEAS CORPUS 117 . 000",
"AÇÃO PENAL n 697 DO"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 288 do Código Penal",
"artigo 4 . . . da Lei n 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 288 do Código Penal",
"artigo 4 . . . da Lei n 8 . 038 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 296 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 9 . 296 / 96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Palmas",
"/",
"TO",
"Palmas",
"/",
"TO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Pleno",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Tribunal Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"12",
".",
".",
".",
"Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal",
"Presidência",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Superior Tribunal de Justiça",
"12",
".",
".",
". Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal",
"Presidência",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"12",
". . . Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal",
"Procuradoria Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"12",
".",
".",
"Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito",
"Procuradoria Geral da República",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Procuradoria Geral da",
"Colegiado Maior",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Procuradoria Geral da República",
"Colegiado Maior",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Pleno",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Pleno",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Plenário da Corte",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Plenário",
"Ministério Público",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"Plenário",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário",
"Plenário",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"Plenário do Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Plenário do Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA",
"JOÃO MESTIERI",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA",
"JOÃO MESTIERI",
"MARCO AURÉLIO",
"João Sérgio Leal Pereira",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA",
"JOÃO MESTIERI",
"MARCO AURÉLIO",
"João Sérgio Leal Pereira",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Eliana Calmon",
"Joaquim Barbosa",
"Eliana Calmon",
"Joaquim Barbosa",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"MARCO AURÉLIO",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Eliana Calmon",
"Eliana",
"MARCO AURÉLIO",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Eliana Calmon",
"Eliana",
"MARCO AURÉLIO",
"JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA",
"JOÃO MESTIERI",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"Barroso",
"Barroso",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA",
"JOÃO MESTIERI",
"LUIZ FUX",
"Marco Aurélio",
"Barroso",
"Barroso",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"Rafael de Piro",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Marco Aurélio",
"Rafael de Piro",
"ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUIZ FUX",
"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MARCO AURÉLIO",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Eliana Calmon",
"ROSA WEBER",
"Eliana Calmon",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"MARCO AURÉLIO",
"JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA",
"JOÃO MESTIERI",
"Rafael de Piro",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"JOÃO SÉRGIO LEAL PEREIRA",
"JOÃO MESTIERI",
"Rafael de Piro",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"13 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31 de maio de 2012",
"12 de março de 2013",
"11 de dezembro de 2012",
"15 de março de 2013",
"13 de março passado",
"19 de março",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"31 de maio de 2012",
"12 de março de 2013",
"11 de dezembro de 2012",
"15 de março de 2013",
"13 de março passado",
"19 de março",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de março último",
"12 de abril",
"12 de abril de 2013",
"30 de julho de 2013",
"4 de agosto de 2013",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de março último",
"12 de abril",
"12 de abril de 2013",
"30 de julho de 2013",
"4 de agosto de 2013",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"08",
"/",
"2013",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2013",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2013",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2013",
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"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
"08",
"/",
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"/",
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"/",
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"08",
"/",
"2013",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"2013",
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".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S)
:NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRONUNCIAMENTO JUDICIAL
COM DUPLO FUNDAMENTO – AUSÊNCIA DE ARTICULAÇÃO
SOBRE AMBOS. Constando do acórdão impugnado mediante o
extraordinário duplo fundamento constitucional, cada qual suficiente à
manutenção, incumbe à parte impugnar ambos - Verbete nº 283 da
Súmula.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517998.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S)
:NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 282, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NÃO-
INTERPOSIÇÃO
DE
RECURSO
ESPECIAL – AUSÊNCIA DE CRIVO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA –
PRECLUSÃO.
1. O acórdão proferido pela Corte de origem fez-se
alicerçado em fundamentos legais e constitucionais. Assim,
incumbia à recorrente, para não deixar precluir a matéria, alçá-
la ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, o que não ocorreu,
em razão da ausência de interposição de recurso especial.
Ressalvando a convicção pessoal, porquanto continuo
convencido da irrecorribilidade de simples fundamentos, sendo
que o Superior Tribunal de Justiça, ultrapassada a barreira do
conhecimento, exerce o controle difuso de constitucionalidade,
homenageio a corrente majoritária.
2. Ante o quadro, nego seguimento a este recurso
extraordinário.
3. Publiquem.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4517999.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S)
:NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 282, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NÃO-
INTERPOSIÇÃO
DE
RECURSO
ESPECIAL – AUSÊNCIA DE CRIVO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA –
PRECLUSÃO.
1. O acórdão proferido pela Corte de origem fez-se
alicerçado em fundamentos legais e constitucionais. Assim,
incumbia à recorrente, para não deixar precluir a matéria, alçá-
la ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, o que não ocorreu,
em razão da ausência de interposição de recurso especial.
Ressalvando a convicção pessoal, porquanto continuo
convencido da irrecorribilidade de simples fundamentos, sendo
que o Superior Tribunal de Justiça, ultrapassada a barreira do
conhecimento, exerce o controle difuso de constitucionalidade,
homenageio a corrente majoritária.
2. Ante o quadro, nego seguimento a este recurso
extraordinário.
3. Publiquem.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Relatório
RE 492426 AGR / RJ
A União, na minuta de agravo, alega existência de fundamentos
sobrepostos no acórdão recorrido, revelando a prejudicialidade do tema
infraconstitucional ante ofensa à Carta da República. Sustenta que o
motivo constitucional é único e suficiente a justificar o extraordinário.
O agravado, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 492426 AGR / RJ
A União, na minuta de agravo, alega existência de fundamentos
sobrepostos no acórdão recorrido, revelando a prejudicialidade do tema
infraconstitucional ante ofensa à Carta da República. Sustenta que o
motivo constitucional é único e suficiente a justificar o extraordinário.
O agravado, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador da Fazenda Nacional,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
O Tribunal de origem assentou o descabimento da exigência do
comprovante de pagamento do ICMS por ocasião do desembaraço
aduaneiro de mercadoria importada do exterior, considerado o ato
comercial anterior à vigência da Lei Complementar 87/96. Asseverou
aplicar-se, à espécie, a disciplina do Decreto-Lei nº 406/68, que prevê a
entrada de mercadoria importada no estabelecimento comercial,
industrial ou produtor como momento de ocorrência do fato gerador.
Na espécie, a agravante não logrou infirmar as premissas do acórdão
atacado. Em síntese, eventual procedência do que articulado esbarra no
fundamento que não foi impugnado. Mostra-se pertinente a observância
do Verbete nº 283 da Súmula deste Tribunal, com o seguinte teor:
É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador da Fazenda Nacional,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
O Tribunal de origem assentou o descabimento da exigência do
comprovante de pagamento do ICMS por ocasião do desembaraço
aduaneiro de mercadoria importada do exterior, considerado o ato
comercial anterior à vigência da Lei Complementar 87/96. Asseverou
aplicar-se, à espécie, a disciplina do Decreto-Lei nº 406/68, que prevê a
entrada de mercadoria importada no estabelecimento comercial,
industrial ou produtor como momento de ocorrência do fato gerador.
Na espécie, a agravante não logrou infirmar as premissas do acórdão
atacado. Em síntese, eventual procedência do que articulado esbarra no
fundamento que não foi impugnado. Mostra-se pertinente a observância
do Verbete nº 283 da Súmula deste Tribunal, com o seguinte teor:
É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S) : NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S) : NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4555655
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-09-23T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRONUNCIAMENTO JUDICIAL COM DUPLO FUNDAMENTO – AUSÊNCIA DE ARTICULAÇÃO SOBRE AMBOS. Constando do acórdão impugnado mediante o extraordinário duplo fundamento constitucional, cada qual suficiente à manutenção, incumbe à parte impugnar ambos - Verbete nº 283 da Súmula.
|
sjur242478
|
Número de páginas: 5.
Análise: 30/09/2013, MAR.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
492426
|
[
"LEG-FED LCP-000087 ANO-1996\n LEI COMPLEMENTAR\n\n",
"LEG-FED DEL-000406 ANO-1968\n DECRETO-LEI\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 492426 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S) : NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S)
:NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRONUNCIAMENTO JUDICIAL
COM DUPLO FUNDAMENTO – AUSÊNCIA DE ARTICULAÇÃO
SOBRE AMBOS. Constando do acórdão impugnado mediante o
extraordinário duplo fundamento constitucional, cada qual suficiente à
manutenção, incumbe à parte impugnar ambos - Verbete n 283 da
Súmula.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S)
:NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 282, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NÃO-
INTERPOSIÇÃO
DE
RECURSO
ESPECIAL – AUSÊNCIA DE CRIVO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA –
PRECLUSÃO.
1. O acórdão proferido pela Corte de origem fez-se
alicerçado em fundamentos legais e constitucionais. Assim,
incumbia à recorrente, para não deixar precluir a matéria, alçá-
la ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, o que não ocorreu,
em razão da ausência de interposição de recurso especial.
Ressalvando a convicção pessoal, porquanto continuo
convencido da irrecorribilidade de simples fundamentos, sendo
que o Superior Tribunal de Justiça, ultrapassada a barreira do
conhecimento, exerce o controle difuso de constitucionalidade,
homenageio a corrente majoritária.
2. Ante o quadro, nego seguimento a este recurso
extraordinário.
3. Publiquem.
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426 RIO DE JANEIRO
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S)
:NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S)
:MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão
de folha 282, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – NÃO-
INTERPOSIÇÃO
DE
RECURSO
ESPECIAL – AUSÊNCIA DE CRIVO DO
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA –
PRECLUSÃO.
1. O acórdão proferido pela Corte de origem fez-se
alicerçado em fundamentos legais e constitucionais. Assim,
incumbia à recorrente, para não deixar precluir a matéria, alçá-
la ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, o que não ocorreu,
em razão da ausência de interposição de recurso especial.
Ressalvando a convicção pessoal, porquanto continuo
convencido da irrecorribilidade de simples fundamentos, sendo
que o Superior Tribunal de Justiça, ultrapassada a barreira do
conhecimento, exerce o controle difuso de constitucionalidade,
homenageio a corrente majoritária.
2. Ante o quadro, nego seguimento a este recurso
extraordinário.
3. Publiquem.
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Relatório
Recurso Extraordinário 492426 AGR / RJ
A União, na minuta de agravo, alega existência de fundamentos
sobrepostos no acórdão recorrido, revelando a prejudicialidade do tema
infraconstitucional ante ofensa à Carta da República. Sustenta que o
motivo constitucional é único e suficiente a justificar o extraordinário.
O agravado, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 492426 AGR / RJ
A União, na minuta de agravo, alega existência de fundamentos
sobrepostos no acórdão recorrido, revelando a prejudicialidade do tema
infraconstitucional ante ofensa à Carta da República. Sustenta que o
motivo constitucional é único e suficiente a justificar o extraordinário.
O agravado, instado a se manifestar, não apresentou contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador da Fazenda Nacional,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
O Tribunal de origem assentou o descabimento da exigência do
comprovante de pagamento do ICMS por ocasião do desembaraço
aduaneiro de mercadoria importada do exterior, considerado o ato
comercial anterior à vigência da Lei Complementar 87/96. Asseverou
aplicar-se, à espécie, a disciplina do Decreto-Lei n 406/68, que prevê a
entrada de mercadoria importada no estabelecimento comercial,
industrial ou produtor como momento de ocorrência do fato gerador.
Na espécie, a agravante não logrou infirmar as premissas do acórdão
atacado. Em síntese, eventual procedência do que articulado esbarra no
fundamento que não foi impugnado. Mostra-se pertinente a observância
do Verbete n 283 da Súmula deste Tribunal, com o seguinte teor:
É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4518000.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426 RIO DE JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador da Fazenda Nacional,
foi protocolada no prazo legal. Conheço.
O Tribunal de origem assentou o descabimento da exigência do
comprovante de pagamento do ICMS por ocasião do desembaraço
aduaneiro de mercadoria importada do exterior, considerado o ato
comercial anterior à vigência da Lei Complementar 87/96. Asseverou
aplicar-se, à espécie, a disciplina do Decreto-Lei n 406/68, que prevê a
entrada de mercadoria importada no estabelecimento comercial,
industrial ou produtor como momento de ocorrência do fato gerador.
Na espécie, a agravante não logrou infirmar as premissas do acórdão
atacado. Em síntese, eventual procedência do que articulado esbarra no
fundamento que não foi impugnado. Mostra-se pertinente a observância
do Verbete n 283 da Súmula deste Tribunal, com o seguinte teor:
É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão
recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4518000.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S) : NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526269
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492.426
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : PFN - LUCIANA MOREIRA GOMES
AGDO.(A/S) : NITRIFLEX S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4526269
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492 . 426",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492",
"Recurso Extraordinário 492426 AGR / RJ",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492 . 426",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492 . 426",
"Verbete n 283 da Súmula deste Tribunal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492 . 426",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 492 . 426"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 87 / 96",
"Decreto",
"-",
"Lei n 406 / 68",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Complementar 87 / 96",
"Decreto",
"-",
"Lei n 406 / 68",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"NITRIFLEX S / A INDÚSTRIA E COMÉRCIO",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"NITRIFLEX S / A INDÚSTRIA E COMÉRCIO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"NITRIFLEX S / A INDÚSTRIA E COMÉRCIO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Fazenda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Fazenda",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"NITRIFLEX S / A INDÚSTRIA E COMÉRCIO",
"Primeira Turma",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"NITRIFLEX S / A INDÚSTRIA E COMÉRCIO",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO",
"Luiz Fux",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO ANTONIO DE ALMEIDA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUCIANA MOREIRA GOMES",
"MARCO ANTONIO DE ALMEIDA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"LUCIANA MOREIRA GOMES",
"MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"LUCIANA MOREIRA GOMES",
"MARCO ANTONIO DE ALMEIDA REGO",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
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"2013",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO
DE
MINAS
GERAIS
- IPSEMG
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S)
:CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
INTDO.(A/S)
:ELIZABETH
REGINA
ANDRADE
RAPHAEL
MARTINS
ADV.(A/S)
:HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL CONTRA
DECISÃO QUE DEU PROVIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO A TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE
INADMISSIBILIDADE
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INOCORRÊNCIA. ATENDIMENTO DOS PRESSUPOSTOS RECURSAIS
DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 13.11.2009.
Despacho pelo qual assegurado trânsito ao recurso extraordinário,
para melhor exame, que se mantém.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531778.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 849562 AGR / MG
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531778.
Supremo Tribunal Federal
AI 849562 AGR / MG
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531778.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7
Relatório
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO
DE
MINAS
GERAIS
- IPSEMG
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S)
:CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
INTDO.(A/S)
:ELIZABETH
REGINA
ANDRADE
RAPHAEL
MARTINS
ADV.(A/S)
:HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual dei provimento ao agravo de
instrumento para assegurar trânsito ao recurso extraordinário, maneja
agravo regimental Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de
Minas Gerais - IPSEMG.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que o agravo de instrumento não poderia ser provido por não atacar
todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso
extraordinário. Alega incidência da Súmula 283/STF em razão da
deficiência da fundamentação concernente à caracterização de violação
reflexa da Carta Magna, bem como do cabimento do recurso
extraordinário pelas alíneas “c” e “d” da Constituição Federal.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
publicado em 13.11.2009.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531779.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO
DE
MINAS
GERAIS
- IPSEMG
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S)
:CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
INTDO.(A/S)
:ELIZABETH
REGINA
ANDRADE
RAPHAEL
MARTINS
ADV.(A/S)
:HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual dei provimento ao agravo de
instrumento para assegurar trânsito ao recurso extraordinário, maneja
agravo regimental Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de
Minas Gerais - IPSEMG.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que o agravo de instrumento não poderia ser provido por não atacar
todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso
extraordinário. Alega incidência da Súmula 283/STF em razão da
deficiência da fundamentação concernente à caracterização de violação
reflexa da Carta Magna, bem como do cabimento do recurso
extraordinário pelas alíneas “c” e “d” da Constituição Federal.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
publicado em 13.11.2009.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531779.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo (fl. 431):
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário que interpôs, exarado pela Presidência do
Tribunal a quo , restou manejado agravo de instrumento. Na
minuta, sustenta a parte agravante que o recurso extraordinário
reúne todos os requisitos para sua admissão.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Aparelhado o recurso sob o prisma da Lei Maior, dou
provimento ao agravo de instrumento para assegurar trânsito
ao extraordinário manejado na origem.”
Irrepreensível a decisão agravada.
No caso, não há falar em deficiência da fundamentação do agravo de
instrumento. Verifico que foram atendidos os pressupostos recursais.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, dos fundamentos do
agravo de instrumento (fls. 13-5):
“DA INFRAÇÃO À ALÍNEA ‘A’ E ‘C’
Ao ser aplicado texto legal sobre o caso concreto, verifica-
se que o acórdão recorrido CONTRARIOU DISPOSITIVO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, conforme já exposto acima, a
saber, artigo 40 e seus parágrafos e incisos. O texto legal foi
integralmente repetido nesta peça, veja acima.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531780.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo (fl. 431):
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário que interpôs, exarado pela Presidência do
Tribunal a quo , restou manejado agravo de instrumento. Na
minuta, sustenta a parte agravante que o recurso extraordinário
reúne todos os requisitos para sua admissão.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Aparelhado o recurso sob o prisma da Lei Maior, dou
provimento ao agravo de instrumento para assegurar trânsito
ao extraordinário manejado na origem.”
Irrepreensível a decisão agravada.
No caso, não há falar em deficiência da fundamentação do agravo de
instrumento. Verifico que foram atendidos os pressupostos recursais.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, dos fundamentos do
agravo de instrumento (fls. 13-5):
“DA INFRAÇÃO À ALÍNEA ‘A’ E ‘C’
Ao ser aplicado texto legal sobre o caso concreto, verifica-
se que o acórdão recorrido CONTRARIOU DISPOSITIVO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, conforme já exposto acima, a
saber, artigo 40 e seus parágrafos e incisos. O texto legal foi
integralmente repetido nesta peça, veja acima.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531780.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 849562 AGR / MG
O Tribunal a quo, ao proferir o acórdão como foi
proferido, determinou justamente o contrário do que determina
a Lei Federal 8.213/91.
…
Logo, o acórdão contra o qual insurge o Recurso
Extraordinário julgou válida lei local, vale dizer, o Decreto
42.758/02, que é contestada em face da Constituição e de Lei
Federal, vale dizer, Lei 8.213/91.
DA INFRAÇÃO À ALÍNEA ‘D’
No mesmo sentido, por tratar-se o Agravado IPSEMG de
autarquia, destinada à previdência pública dos servidores do
Estado de Minas Gerais, o acórdão proferido infringiu também
a alínea ‘d’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Veja que o acórdão julga válida a atitude do agravado
IPSEMG, que ao recusar-se a pagar à agravante a pensão por
morte em montante igual ao pago aos demais dependentes,
torna-se contestada em face da Lei Federal 8.213/91.”
Nesse sentir, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar
a decisão agravada, uma vez que foram impugnados no agravo de
instrumento todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do
recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531780.
Supremo Tribunal Federal
AI 849562 AGR / MG
O Tribunal a quo, ao proferir o acórdão como foi
proferido, determinou justamente o contrário do que determina
a Lei Federal 8.213/91.
…
Logo, o acórdão contra o qual insurge o Recurso
Extraordinário julgou válida lei local, vale dizer, o Decreto
42.758/02, que é contestada em face da Constituição e de Lei
Federal, vale dizer, Lei 8.213/91.
DA INFRAÇÃO À ALÍNEA ‘D’
No mesmo sentido, por tratar-se o Agravado IPSEMG de
autarquia, destinada à previdência pública dos servidores do
Estado de Minas Gerais, o acórdão proferido infringiu também
a alínea ‘d’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Veja que o acórdão julga válida a atitude do agravado
IPSEMG, que ao recusar-se a pagar à agravante a pensão por
morte em montante igual ao pago aos demais dependentes,
torna-se contestada em face da Lei Federal 8.213/91.”
Nesse sentir, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar
a decisão agravada, uma vez que foram impugnados no agravo de
instrumento todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do
recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Esclarecimento
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor
Presidente, eu destaco em homenagem ao Ministro Marco Aurélio,
porque, se não fosse Sua Excelência, a minha ementa teria passado com
equívoco, pois eu não havia detectado, mas o conteúdo do voto estava
correto.
O que dizia o agravo regimental? Voltava-se contra uma decisão
monocrática minha, em que eu simplesmente dava provimento ao agravo
de instrumento para segurar o trânsito do recurso extraordinário.
O que dizia o agravante regimental? Diz o seguinte: esse agravo de
instrumento não poderia ter sido conhecido. Por quê? Porque o despacho
negativo de admissibilidade do extraordinário tinha dois fundamentos, e
a parte, no agravo, só atacava um. Ocorre que, conforme transcrevo no
voto, não está correta essa afirmação. A parte atacava os dois. Apenas, no
título, ela dizia que o fundamento não subsiste. Mas, no corpo das razões
do agravo, da minuta, ela atacava os dois.
Então, na verdade, eu mantenho o voto no sentido de conhecer e
negar provimento ao agravo regimental. Mas a ementa fazia uma
invocação de súmula - e o Ministro Marco Aurélio tinha toda razão –
impertinente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Imaginar
que tinha um fundamento suficiente.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA). Isso.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531781.
Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor
Presidente, eu destaco em homenagem ao Ministro Marco Aurélio,
porque, se não fosse Sua Excelência, a minha ementa teria passado com
equívoco, pois eu não havia detectado, mas o conteúdo do voto estava
correto.
O que dizia o agravo regimental? Voltava-se contra uma decisão
monocrática minha, em que eu simplesmente dava provimento ao agravo
de instrumento para segurar o trânsito do recurso extraordinário.
O que dizia o agravante regimental? Diz o seguinte: esse agravo de
instrumento não poderia ter sido conhecido. Por quê? Porque o despacho
negativo de admissibilidade do extraordinário tinha dois fundamentos, e
a parte, no agravo, só atacava um. Ocorre que, conforme transcrevo no
voto, não está correta essa afirmação. A parte atacava os dois. Apenas, no
título, ela dizia que o fundamento não subsiste. Mas, no corpo das razões
do agravo, da minuta, ela atacava os dois.
Então, na verdade, eu mantenho o voto no sentido de conhecer e
negar provimento ao agravo regimental. Mas a ementa fazia uma
invocação de súmula - e o Ministro Marco Aurélio tinha toda razão –
impertinente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Imaginar
que tinha um fundamento suficiente.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA). Isso.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531781.
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Extrato de Ata - 13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE
MINAS GERAIS - IPSEMG E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S) : CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
INTDO.(A/S) : ELIZABETH REGINA ANDRADE RAPHAEL MARTINS
ADV.(A/S) : HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4380789
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE
MINAS GERAIS - IPSEMG E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S) : CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
INTDO.(A/S) : ELIZABETH REGINA ANDRADE RAPHAEL MARTINS
ADV.(A/S) : HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4380789
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4542871
| 2013-08-13T00:00:00
| 2013-09-19T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 13.8.2013.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE DEU PROVIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO A TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOCORRÊNCIA. ATENDIMENTO DOS PRESSUPOSTOS RECURSAIS DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.11.2009.
Despacho pelo qual assegurado trânsito ao recurso extraordinário, para melhor exame, que se mantém.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur242157
|
Número de páginas: 7.
Análise: 26/09/2013, MAR.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
849562
| null |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 849562 AgR
|
[
""
] |
AGDO.(A/S) : MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S) : CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : ELIZABETH REGINA ANDRADE RAPHAEL MARTINS
ADV.(A/S) : HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO
DE
MINAS
GERAIS
- IPSEMG
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S)
:CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
INTDO.(A/S)
:ELIZABETH
REGINA
ANDRADE
RAPHAEL
MARTINS
ADV.(A/S)
:HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
EMENTA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL CONTRA
DECISÃO QUE DEU PROVIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO.
ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO A TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE
INADMISSIBILIDADE
DO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
INOCORRÊNCIA. ATENDIMENTO DOS PRESSUPOSTOS RECURSAIS
DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ACÓRDÃO RECORRIDO
PUBLICADO EM 13.11.2009.
Despacho pelo qual assegurado trânsito ao recurso extraordinário,
para melhor exame, que se mantém.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531778.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
AI 849562 AGR / MG
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4531778.
Supremo Tribunal Federal
AI 849562 AGR / MG
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO
DE
MINAS
GERAIS
- IPSEMG
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S)
:CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
INTDO.(A/S)
:ELIZABETH
REGINA
ANDRADE
RAPHAEL
MARTINS
ADV.(A/S)
:HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual dei provimento ao agravo de
instrumento para assegurar trânsito ao recurso extraordinário, maneja
agravo regimental Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de
Minas Gerais - IPSEMG.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que o agravo de instrumento não poderia ser provido por não atacar
todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso
extraordinário. Alega incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal em razão da
deficiência da fundamentação concernente à caracterização de violação
reflexa da Carta Magna, bem como do cabimento do recurso
extraordinário pelas alíneas “c” e “d” da Constituição Federal.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
publicado em 13.11.2009.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO
ESTADO
DE
MINAS
GERAIS
- IPSEMG
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL
DO ESTADO
DE MINAS
GERAIS
AGDO.(A/S)
:MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S)
:CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
INTDO.(A/S)
:ELIZABETH
REGINA
ANDRADE
RAPHAEL
MARTINS
ADV.(A/S)
:HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual dei provimento ao agravo de
instrumento para assegurar trânsito ao recurso extraordinário, maneja
agravo regimental Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de
Minas Gerais - IPSEMG.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que o agravo de instrumento não poderia ser provido por não atacar
todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso
extraordinário. Alega incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal em razão da
deficiência da fundamentação concernente à caracterização de violação
reflexa da Carta Magna, bem como do cabimento do recurso
extraordinário pelas alíneas “c” e “d” da Constituição Federal.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
publicado em 13.11.2009.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROSA WEBER
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo (fl. 431):
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário que interpôs, exarado pela Presidência do
Tribunal a quo , restou manejado agravo de instrumento. Na
minuta, sustenta a parte agravante que o recurso extraordinário
reúne todos os requisitos para sua admissão.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Aparelhado o recurso sob o prisma da Lei Maior, dou
provimento ao agravo de instrumento para assegurar trânsito
ao extraordinário manejado na origem.”
Irrepreensível a decisão agravada.
No caso, não há falar em deficiência da fundamentação do agravo de
instrumento. Verifico que foram atendidos os pressupostos recursais.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, dos fundamentos do
agravo de instrumento (fls. 13-5):
“DA INFRAÇÃO À ALÍNEA ‘A’ E ‘C’
Ao ser aplicado texto legal sobre o caso concreto, verifica-
se que o acórdão recorrido CONTRARIOU DISPOSITIVO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, conforme já exposto acima, a
saber, artigo 40 e seus parágrafos e incisos. O texto legal foi
integralmente repetido nesta peça, veja acima.
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13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo (fl. 431):
“Vistos etc.
Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso
extraordinário que interpôs, exarado pela Presidência do
Tribunal a quo , restou manejado agravo de instrumento. Na
minuta, sustenta a parte agravante que o recurso extraordinário
reúne todos os requisitos para sua admissão.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Aparelhado o recurso sob o prisma da Lei Maior, dou
provimento ao agravo de instrumento para assegurar trânsito
ao extraordinário manejado na origem.”
Irrepreensível a decisão agravada.
No caso, não há falar em deficiência da fundamentação do agravo de
instrumento. Verifico que foram atendidos os pressupostos recursais.
Oportuna a transcrição, ainda que em parte, dos fundamentos do
agravo de instrumento (fls. 13-5):
“DA INFRAÇÃO À ALÍNEA ‘A’ E ‘C’
Ao ser aplicado texto legal sobre o caso concreto, verifica-
se que o acórdão recorrido CONTRARIOU DISPOSITIVO DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, conforme já exposto acima, a
saber, artigo 40 e seus parágrafos e incisos. O texto legal foi
integralmente repetido nesta peça, veja acima.
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
AI 849562 AGR / MG
O Tribunal a quo, ao proferir o acórdão como foi
proferido, determinou justamente o contrário do que determina
a Lei Federal 8.213/91.
…
Logo, o acórdão contra o qual insurge o Recurso
Extraordinário julgou válida lei local, vale dizer, o Decreto
42.758/02, que é contestada em face da Constituição e de Lei
Federal, vale dizer, Lei 8.213/91.
DA INFRAÇÃO À ALÍNEA ‘D’
No mesmo sentido, por tratar-se o Agravado IPSEMG de
autarquia, destinada à previdência pública dos servidores do
Estado de Minas Gerais, o acórdão proferido infringiu também
a alínea ‘d’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Veja que o acórdão julga válida a atitude do agravado
IPSEMG, que ao recusar-se a pagar à agravante a pensão por
morte em montante igual ao pago aos demais dependentes,
torna-se contestada em face da Lei Federal 8.213/91.”
Nesse sentir, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar
a decisão agravada, uma vez que foram impugnados no agravo de
instrumento todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do
recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
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AI 849562 AGR / MG
O Tribunal a quo, ao proferir o acórdão como foi
proferido, determinou justamente o contrário do que determina
a Lei Federal 8.213/91.
…
Logo, o acórdão contra o qual insurge o Recurso
Extraordinário julgou válida lei local, vale dizer, o Decreto
42.758/02, que é contestada em face da Constituição e de Lei
Federal, vale dizer, Lei 8.213/91.
DA INFRAÇÃO À ALÍNEA ‘D’
No mesmo sentido, por tratar-se o Agravado IPSEMG de
autarquia, destinada à previdência pública dos servidores do
Estado de Minas Gerais, o acórdão proferido infringiu também
a alínea ‘d’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Veja que o acórdão julga válida a atitude do agravado
IPSEMG, que ao recusar-se a pagar à agravante a pensão por
morte em montante igual ao pago aos demais dependentes,
torna-se contestada em face da Lei Federal 8.213/91.”
Nesse sentir, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar
a decisão agravada, uma vez que foram impugnados no agravo de
instrumento todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do
recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
2
Supremo Tribunal Federal
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Esclarecimento
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor
Presidente, eu destaco em homenagem ao Ministro Marco Aurélio,
porque, se não fosse Sua Excelência, a minha ementa teria passado com
equívoco, pois eu não havia detectado, mas o conteúdo do voto estava
correto.
O que dizia o agravo regimental? Voltava-se contra uma decisão
monocrática minha, em que eu simplesmente dava provimento ao agravo
de instrumento para segurar o trânsito do recurso extraordinário.
O que dizia o agravante regimental? Diz o seguinte: esse agravo de
instrumento não poderia ter sido conhecido. Por quê? Porque o despacho
negativo de admissibilidade do extraordinário tinha dois fundamentos, e
a parte, no agravo, só atacava um. Ocorre que, conforme transcrevo no
voto, não está correta essa afirmação. A parte atacava os dois. Apenas, no
título, ela dizia que o fundamento não subsiste. Mas, no corpo das razões
do agravo, da minuta, ela atacava os dois.
Então, na verdade, eu mantenho o voto no sentido de conhecer e
negar provimento ao agravo regimental. Mas a ementa fazia uma
invocação de súmula - e o Ministro Marco Aurélio tinha toda razão –
impertinente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Imaginar
que tinha um fundamento suficiente.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA). Isso.
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Supremo Tribunal Federal
13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562 MINAS GERAIS
ESCLARECIMENTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor
Presidente, eu destaco em homenagem ao Ministro Marco Aurélio,
porque, se não fosse Sua Excelência, a minha ementa teria passado com
equívoco, pois eu não havia detectado, mas o conteúdo do voto estava
correto.
O que dizia o agravo regimental? Voltava-se contra uma decisão
monocrática minha, em que eu simplesmente dava provimento ao agravo
de instrumento para segurar o trânsito do recurso extraordinário.
O que dizia o agravante regimental? Diz o seguinte: esse agravo de
instrumento não poderia ter sido conhecido. Por quê? Porque o despacho
negativo de admissibilidade do extraordinário tinha dois fundamentos, e
a parte, no agravo, só atacava um. Ocorre que, conforme transcrevo no
voto, não está correta essa afirmação. A parte atacava os dois. Apenas, no
título, ela dizia que o fundamento não subsiste. Mas, no corpo das razões
do agravo, da minuta, ela atacava os dois.
Então, na verdade, eu mantenho o voto no sentido de conhecer e
negar provimento ao agravo regimental. Mas a ementa fazia uma
invocação de súmula - e o Ministro Marco Aurélio tinha toda razão –
impertinente.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Imaginar
que tinha um fundamento suficiente.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA). Isso.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 13/08/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE
MINAS GERAIS - IPSEMG E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S) : CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
INTDO.(A/S) : ELIZABETH REGINA ANDRADE RAPHAEL MARTINS
ADV.(A/S) : HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4380789
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 849.562
PROCED. : MINAS GERAIS
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE
MINAS GERAIS - IPSEMG E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
AGDO.(A/S) : MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL
ADV.(A/S) : CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA
INTDO.(A/S) : ELIZABETH REGINA ANDRADE RAPHAEL MARTINS
ADV.(A/S) : HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 13.8.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4380789
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 849 . 562",
"AI 849562 AGR / MG",
"AI 849562 AGR / MG",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 849562 AGR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 849 . 562"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Magna",
"alíneas “ c ” e “ d ” da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta Magna",
"alíneas “ c ” e “ d ” da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Federal 8 . 213 / 91",
"Decreto 42 . 758 / 02",
"Constituição",
"Lei 8 . 213 / 91",
"alínea ‘ d ’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Lei Federal 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Federal 8 . 213 / 91",
"Decreto 42 . 758 / 02",
"Constituição",
"Lei 8 . 213 / 91",
"alínea ‘ d ’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"Lei Federal 8 . 213 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"Brasília",
"Brasília",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"Estado de Minas Gerais",
"Estado de Minas Gerais",
"MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS",
"MINAS GERAIS",
"ESTADO DE MINAS GERAIS"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
"IPSEMG",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO",
"IPSEMG",
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"IPSEMG",
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"Brasil",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"Brasil",
"AGR",
"/",
"MG",
"IPSEMG",
"IPSEMG",
"Supremo Tribunal Federal",
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"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
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"INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL",
"CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA",
"ELIZABETH",
"ANDRADE RAPHAEL MARTINS",
"HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL",
"CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA",
"ELIZABETH REGINA ANDRADE RAPHAEL MARTINS",
"HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL",
"CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA",
"ELIZABETH REGINA ANDRADE RAPHAEL MARTINS",
"HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"LUIZ FUX",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL",
"CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA",
"ELIZABETH REGINA ANDRADE RAPHAEL MARTINS",
"HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"MAGDA MARIA MOREIRA PASCOAL",
"CARLOS ALYSON MARTINS DA SILVA",
"ELIZABETH REGINA ANDRADE RAPHAEL MARTINS",
"HUMBERTO ACCIOLY DOMINGUES",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Edson Oliveira de Almeida",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"13",
".",
"11",
".",
"2009",
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"/",
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"13 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
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"2009",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"13",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"13",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARIA
DO CARMO
DE MEDEIROS BION
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WALLESKA
VILA
NOVA
MARANHÃO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO
DE
RECURSOS
HUMANOS
DE
PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PREVIDENCIÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA COBRADA DE INATIVOS E
PENSIONISTAS EM PERÍODO ANTERIOR À EMENDA
CONSTITUCIONAL N. 20/1998: POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 03 de setembro de 2013
Ministra Cármen Lúcia - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549800.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARIA
DO CARMO
DE MEDEIROS BION
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WALLESKA
VILA
NOVA
MARANHÃO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO
DE
RECURSOS
HUMANOS
DE
PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 9 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Maria do Carmo de Medeiros
Bion e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que
julgara ser indevida a restituição da contribuição previdenciária cobrada
no período anterior à Emenda Constitucional n. 20/1998. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
(...)
7. O Supremo Tribunal Federal assentou a
inconstitucionalidade da exigência ao período compreendido
entre as Emendas Constitucionais n. 20/1998 e 41/2003.
Afirmou, entretanto, que antes da Emenda Constitucional n.
20/1998 era legítima a cobrança de contribuição previdenciária
dos servidores inativos e dos pensionistas, como decidido pelo
Tribunal de origem:
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549801.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARIA
DO CARMO
DE MEDEIROS BION
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WALLESKA
VILA
NOVA
MARANHÃO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO
DE
RECURSOS
HUMANOS
DE
PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 9 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Maria do Carmo de Medeiros
Bion e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que
julgara ser indevida a restituição da contribuição previdenciária cobrada
no período anterior à Emenda Constitucional n. 20/1998. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
(...)
7. O Supremo Tribunal Federal assentou a
inconstitucionalidade da exigência ao período compreendido
entre as Emendas Constitucionais n. 20/1998 e 41/2003.
Afirmou, entretanto, que antes da Emenda Constitucional n.
20/1998 era legítima a cobrança de contribuição previdenciária
dos servidores inativos e dos pensionistas, como decidido pelo
Tribunal de origem:
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 749019 AGR / PE
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. 1. INATIVOS E PENSIONISTAS.
LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL
N. 20/98. PRECEDENTES. 2. REVOGAÇÃO DA LEI ESTADUAL
N. 12.329/96 PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/98.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(RE 271.315-AgR-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.2.2011).
(...)
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - CONTRIBUIÇÃO
INSTITUÍDA PELA LEI ESTADUAL Nº 12.398/98 - EXAÇÃO
DESTINADA AO CUSTEIO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA -
INCIDÊNCIA
SOBRE
SERVIDORES
INATIVOS
E
PENSIONISTAS DO ESTADO DO PARANÁ - ILEGITIMIDADE
CONSTITUCIONAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. -
Revela-se constitucionalmente possível exigir-se, de pensionistas e
inativos, o recolhimento de contribuição previdenciária, desde que a
respectiva cobrança refira-se a período anterior ao advento da EC nº
20/98, pois, a partir da promulgação dessa emenda à Constituição da
República - e quanto a inativos e pensionistas -, tornou-se
juridicamente incabível, quer no plano da União Federal, quer no
âmbito dos Estados-membros e do Distrito Federal, quer, ainda, na
esfera dos Municípios, a própria instituição de tal modalidade de
contribuição especial. Precedentes. Se o Poder Público, no entanto,
mesmo após o advento da EC nº 20/98, continuar a exigir, dos
respectivos servidores inativos e pensionistas, o correspondente
pagamento da contribuição previdenciária, sujeitar-se-á à obrigação de
devolver-lhes os valores por eles eventualmente já recolhidos.
Precedentes. - Entendimento aplicável à contribuição destinada ao
custeio de assistência médica a que se refere a Lei nº 12.398/98 do
Estado do Paraná. Precedentes” (AI 357.012-AgR, Rel. Min. Celso de
Mello, Segunda Turma, DJ 2.2.2007).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 749019 AGR / PE
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. 1. INATIVOS E PENSIONISTAS.
LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL
N. 20/98. PRECEDENTES. 2. REVOGAÇÃO DA LEI ESTADUAL
N. 12.329/96 PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/98.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(RE 271.315-AgR-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.2.2011).
(...)
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - CONTRIBUIÇÃO
INSTITUÍDA PELA LEI ESTADUAL Nº 12.398/98 - EXAÇÃO
DESTINADA AO CUSTEIO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA -
INCIDÊNCIA
SOBRE
SERVIDORES
INATIVOS
E
PENSIONISTAS DO ESTADO DO PARANÁ - ILEGITIMIDADE
CONSTITUCIONAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. -
Revela-se constitucionalmente possível exigir-se, de pensionistas e
inativos, o recolhimento de contribuição previdenciária, desde que a
respectiva cobrança refira-se a período anterior ao advento da EC nº
20/98, pois, a partir da promulgação dessa emenda à Constituição da
República - e quanto a inativos e pensionistas -, tornou-se
juridicamente incabível, quer no plano da União Federal, quer no
âmbito dos Estados-membros e do Distrito Federal, quer, ainda, na
esfera dos Municípios, a própria instituição de tal modalidade de
contribuição especial. Precedentes. Se o Poder Público, no entanto,
mesmo após o advento da EC nº 20/98, continuar a exigir, dos
respectivos servidores inativos e pensionistas, o correspondente
pagamento da contribuição previdenciária, sujeitar-se-á à obrigação de
devolver-lhes os valores por eles eventualmente já recolhidos.
Precedentes. - Entendimento aplicável à contribuição destinada ao
custeio de assistência médica a que se refere a Lei nº 12.398/98 do
Estado do Paraná. Precedentes” (AI 357.012-AgR, Rel. Min. Celso de
Mello, Segunda Turma, DJ 2.2.2007).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 749019 AGR / PE
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 19.8.2012, interpõem Maria do
Carmo de Medeiros Bion e outros, em 26.8.2013, tempestivamente, agravo
regimental.
3. Os Agravantes afirmam que “a decisão recorrida merece reforma,
porquanto não observou que o art. 149, § 1º, da Constituição Federal de 1988,
com redação anterior à EC nº 41/2003, somente permitia a instituição e cobrança
de contribuição previdenciária de servidores públicos ativos, mas não de inativos
e pensionistas. (…) Ou seja, antes da Emenda Constitucional nº 41/2003 não
havia autorização constitucional para a instituição e cobrança de contribuições
previdenciárias de inativos e aposentados”.
Sustentam que, “de conseguinte, não poderia a legislação local instituir
contribuições previdenciárias de inativos e pensionistas em interpretação
extensiva da norma constitucional e em afronta ao art. 110 do Código Tributário
Nacional”.
Asseveram que “a jurisprudência do STF tem se firmado no sentido de
declarar legal a cobrança de contribuições previdenciárias a servidores inativos
no período anterior à vigência da Emenda Constitucional nº 20/98 e
inconstitucional essa cobrança no período compreendido entre a vigência da
Emenda Constitucional nº 20/98 e da Emenda Constitucional nº 41/2003, não
significa dizer que toda e qualquer contribuição previdenciária instituída neste
período seria constitucional”.
E esclarecem: “isso porque a Lei Estadual nº 11.522/98 modificou o art. 33
da Lei Estadual nº 7.551/77, fixando uma alíquota de contribuição da
previdência estadual única no percentual de 10% (dez por cento), descontada de
todos os contribuintes da previdência estadual, incluindo inativos e pensionistas,
sem qualquer espécie de justificativa ou contraprestação pela majoração. (…) o
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 749019 AGR / PE
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 19.8.2012, interpõem Maria do
Carmo de Medeiros Bion e outros, em 26.8.2013, tempestivamente, agravo
regimental.
3. Os Agravantes afirmam que “a decisão recorrida merece reforma,
porquanto não observou que o art. 149, § 1º, da Constituição Federal de 1988,
com redação anterior à EC nº 41/2003, somente permitia a instituição e cobrança
de contribuição previdenciária de servidores públicos ativos, mas não de inativos
e pensionistas. (…) Ou seja, antes da Emenda Constitucional nº 41/2003 não
havia autorização constitucional para a instituição e cobrança de contribuições
previdenciárias de inativos e aposentados”.
Sustentam que, “de conseguinte, não poderia a legislação local instituir
contribuições previdenciárias de inativos e pensionistas em interpretação
extensiva da norma constitucional e em afronta ao art. 110 do Código Tributário
Nacional”.
Asseveram que “a jurisprudência do STF tem se firmado no sentido de
declarar legal a cobrança de contribuições previdenciárias a servidores inativos
no período anterior à vigência da Emenda Constitucional nº 20/98 e
inconstitucional essa cobrança no período compreendido entre a vigência da
Emenda Constitucional nº 20/98 e da Emenda Constitucional nº 41/2003, não
significa dizer que toda e qualquer contribuição previdenciária instituída neste
período seria constitucional”.
E esclarecem: “isso porque a Lei Estadual nº 11.522/98 modificou o art. 33
da Lei Estadual nº 7.551/77, fixando uma alíquota de contribuição da
previdência estadual única no percentual de 10% (dez por cento), descontada de
todos os contribuintes da previdência estadual, incluindo inativos e pensionistas,
sem qualquer espécie de justificativa ou contraprestação pela majoração. (…) o
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
ARE 749019 AGR / PE
Sistema Previdenciário Brasileiro possuía caráter retributivo, a contribuição
previdenciária instituída ou majorada pela Lei nº 11.522/98 sem qualquer
contraprestação em favor dos agravantes é evidentemente ilegal”.
Requerem o provimento do presente recurso.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 749019 AGR / PE
Sistema Previdenciário Brasileiro possuía caráter retributivo, a contribuição
previdenciária instituída ou majorada pela Lei nº 11.522/98 sem qualquer
contraprestação em favor dos agravantes é evidentemente ilegal”.
Requerem o provimento do presente recurso.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PERNAMBUCO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. O Tribunal de origem julgou ser legítima a cobrança de
contribuição previdenciária dos inativos e pensionistas no período
anterior à Emenda Constitucional n. 20/1998. Como afirmado na decisão
agravada, esse entendimento está em harmonia com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. 1. INATIVOS E PENSIONISTAS.
LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL
N. 20/98. PRECEDENTES. 2. REVOGAÇÃO DA LEI ESTADUAL
N. 12.329/96 PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/98.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(RE 271.315 AgR-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.2.2011).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº
12.322/2010) – SERVIDOR PÚBLICO – CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA – INCIDÊNCIA SOBRE SERVIDORES
INATIVOS E PENSIONISTAS –
ILEGITIMIDADE DA
COBRANÇA DE REFERIDA EXAÇÃO UNICAMENTE NO
PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE A EC Nº 20/1998 E A EC
Nº 41/2003 – ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PERNAMBUCO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. O Tribunal de origem julgou ser legítima a cobrança de
contribuição previdenciária dos inativos e pensionistas no período
anterior à Emenda Constitucional n. 20/1998. Como afirmado na decisão
agravada, esse entendimento está em harmonia com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. 1. INATIVOS E PENSIONISTAS.
LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL
N. 20/98. PRECEDENTES. 2. REVOGAÇÃO DA LEI ESTADUAL
N. 12.329/96 PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/98.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(RE 271.315 AgR-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.2.2011).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº
12.322/2010) – SERVIDOR PÚBLICO – CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA – INCIDÊNCIA SOBRE SERVIDORES
INATIVOS E PENSIONISTAS –
ILEGITIMIDADE DA
COBRANÇA DE REFERIDA EXAÇÃO UNICAMENTE NO
PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE A EC Nº 20/1998 E A EC
Nº 41/2003 – ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 749019 AGR / PE
TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL,
COM REPERCUSSÃO GERAL, DO RE 580.871-QO-RG/SP –
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE 64.674-AgR,
Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe
26.6.2013).
3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 749019 AGR / PE
TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL,
COM REPERCUSSÃO GERAL, DO RE 580.871-QO-RG/SP –
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE 64.674-AgR,
Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe
26.6.2013).
3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 03/09/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MARIA DO CARMO DE MEDEIROS BION E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : WALLESKA VILA NOVA MARANHÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519539
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MARIA DO CARMO DE MEDEIROS BION E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : WALLESKA VILA NOVA MARANHÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4567508
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-09-25T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA COBRADA DE INATIVOS E PENSIONISTAS EM PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/1998: POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur242746
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, INATIVOS E PENSIONISTAS)
RE 271315 AgR-ED (1ªT), ARE 646674 AgR (2ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 02/10/2013, MAR.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
749019
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 749019 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MARIA DO CARMO DE MEDEIROS BION E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : WALLESKA VILA NOVA MARANHÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARIA
DO CARMO
DE MEDEIROS BION
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WALLESKA
VILA
NOVA
MARANHÃO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO
DE
RECURSOS
HUMANOS
DE
PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
PREVIDENCIÁRIO.
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA COBRADA DE INATIVOS E
PENSIONISTAS EM PERÍODO ANTERIOR À EMENDA
CONSTITUCIONAL N. 20/1998: POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 03 de setembro de 2013
Ministra Cármen Lúcia - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARIA
DO CARMO
DE MEDEIROS BION
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WALLESKA
VILA
NOVA
MARANHÃO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO
DE
RECURSOS
HUMANOS
DE
PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 9 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Maria do Carmo de Medeiros
Bion e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que
julgara ser indevida a restituição da contribuição previdenciária cobrada
no período anterior à Emenda Constitucional n. 20/1998. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
(...)
7. O Supremo Tribunal Federal assentou a
inconstitucionalidade da exigência ao período compreendido
entre as Emendas Constitucionais n. 20/1998 e 41/2003.
Afirmou, entretanto, que antes da Emenda Constitucional n.
20/1998 era legítima a cobrança de contribuição previdenciária
dos servidores inativos e dos pensionistas, como decidido pelo
Tribunal de origem:
Supremo Tribunal Federal
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03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MARIA
DO CARMO
DE MEDEIROS BION
E
OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:WALLESKA
VILA
NOVA
MARANHÃO
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO
DE
RECURSOS
HUMANOS
DE
PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL
DO
ESTADO
DE
PERNAMBUCO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 9 de agosto de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Maria do Carmo de Medeiros
Bion e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que
julgara ser indevida a restituição da contribuição previdenciária cobrada
no período anterior à Emenda Constitucional n. 20/1998. A decisão
agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
(...)
7. O Supremo Tribunal Federal assentou a
inconstitucionalidade da exigência ao período compreendido
entre as Emendas Constitucionais n. 20/1998 e 41/2003.
Afirmou, entretanto, que antes da Emenda Constitucional n.
20/1998 era legítima a cobrança de contribuição previdenciária
dos servidores inativos e dos pensionistas, como decidido pelo
Tribunal de origem:
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ARE 749019 AGR / PE
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. 1. INATIVOS E PENSIONISTAS.
LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL
N. 20/98. PRECEDENTES. 2. REVOGAÇÃO DA LEI ESTADUAL
N. 12.329/96 PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/98.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(Recurso Extraordinário 271.315-AgR-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.2.2011).
(...)
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - CONTRIBUIÇÃO
INSTITUÍDA PELA LEI ESTADUAL n 12.398/98 - EXAÇÃO
DESTINADA AO CUSTEIO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA -
INCIDÊNCIA
SOBRE
SERVIDORES
INATIVOS
E
PENSIONISTAS DO ESTADO DO PARANÁ - ILEGITIMIDADE
CONSTITUCIONAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. -
Revela-se constitucionalmente possível exigir-se, de pensionistas e
inativos, o recolhimento de contribuição previdenciária, desde que a
respectiva cobrança refira-se a período anterior ao advento da EC n
20/98, pois, a partir da promulgação dessa emenda à Constituição da
República - e quanto a inativos e pensionistas -, tornou-se
juridicamente incabível, quer no plano da União Federal, quer no
âmbito dos Estados-membros e do Distrito Federal, quer, ainda, na
esfera dos Municípios, a própria instituição de tal modalidade de
contribuição especial. Precedentes. Se o Poder Público, no entanto,
mesmo após o advento da EC n 20/98, continuar a exigir, dos
respectivos servidores inativos e pensionistas, o correspondente
pagamento da contribuição previdenciária, sujeitar-se-á à obrigação de
devolver-lhes os valores por eles eventualmente já recolhidos.
Precedentes. - Entendimento aplicável à contribuição destinada ao
custeio de assistência médica a que se refere a Lei n 12.398/98 do
Estado do Paraná. Precedentes” (AI 357.012-AgR, Rel. Min. Celso de
Mello, Segunda Turma, DJ 2.2.2007).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 749019 AGR / PE
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. 1. INATIVOS E PENSIONISTAS.
LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL
N. 20/98. PRECEDENTES. 2. REVOGAÇÃO DA LEI ESTADUAL
N. 12.329/96 PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/98.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(Recurso Extraordinário 271.315-AgR-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.2.2011).
(...)
“AGRAVO DE INSTRUMENTO - CONTRIBUIÇÃO
INSTITUÍDA PELA LEI ESTADUAL n 12.398/98 - EXAÇÃO
DESTINADA AO CUSTEIO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA -
INCIDÊNCIA
SOBRE
SERVIDORES
INATIVOS
E
PENSIONISTAS DO ESTADO DO PARANÁ - ILEGITIMIDADE
CONSTITUCIONAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. -
Revela-se constitucionalmente possível exigir-se, de pensionistas e
inativos, o recolhimento de contribuição previdenciária, desde que a
respectiva cobrança refira-se a período anterior ao advento da EC n
20/98, pois, a partir da promulgação dessa emenda à Constituição da
República - e quanto a inativos e pensionistas -, tornou-se
juridicamente incabível, quer no plano da União Federal, quer no
âmbito dos Estados-membros e do Distrito Federal, quer, ainda, na
esfera dos Municípios, a própria instituição de tal modalidade de
contribuição especial. Precedentes. Se o Poder Público, no entanto,
mesmo após o advento da EC n 20/98, continuar a exigir, dos
respectivos servidores inativos e pensionistas, o correspondente
pagamento da contribuição previdenciária, sujeitar-se-á à obrigação de
devolver-lhes os valores por eles eventualmente já recolhidos.
Precedentes. - Entendimento aplicável à contribuição destinada ao
custeio de assistência médica a que se refere a Lei n 12.398/98 do
Estado do Paraná. Precedentes” (AI 357.012-AgR, Rel. Min. Celso de
Mello, Segunda Turma, DJ 2.2.2007).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações dos Agravantes.
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
ARE 749019 AGR / PE
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 19.8.2012, interpõem Maria do
Carmo de Medeiros Bion e outros, em 26.8.2013, tempestivamente, agravo
regimental.
3. Os Agravantes afirmam que “a decisão recorrida merece reforma,
porquanto não observou que o art. 149, § 1..., da Constituição Federal de 1988,
com redação anterior à EC n 41/2003, somente permitia a instituição e cobrança
de contribuição previdenciária de servidores públicos ativos, mas não de inativos
e pensionistas. (…) Ou seja, antes da Emenda Constitucional n 41/2003 não
havia autorização constitucional para a instituição e cobrança de contribuições
previdenciárias de inativos e aposentados”.
Sustentam que, “de conseguinte, não poderia a legislação local instituir
contribuições previdenciárias de inativos e pensionistas em interpretação
extensiva da norma constitucional e em afronta ao art. 110 do Código Tributário
Nacional”.
Asseveram que “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se firmado no sentido de
declarar legal a cobrança de contribuições previdenciárias a servidores inativos
no período anterior à vigência da Emenda Constitucional n 20/98 e
inconstitucional essa cobrança no período compreendido entre a vigência da
Emenda Constitucional n 20/98 e da Emenda Constitucional n 41/2003, não
significa dizer que toda e qualquer contribuição previdenciária instituída neste
período seria constitucional”.
E esclarecem: “isso porque a Lei Estadual n 11.522/98 modificou o art. 33
da Lei Estadual n 7.551/77, fixando uma alíquota de contribuição da
previdência estadual única no percentual de 10% (dez por cento), descontada de
todos os contribuintes da previdência estadual, incluindo inativos e pensionistas,
sem qualquer espécie de justificativa ou contraprestação pela majoração. (…) o
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 749019 AGR / PE
8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 19.8.2012, interpõem Maria do
Carmo de Medeiros Bion e outros, em 26.8.2013, tempestivamente, agravo
regimental.
3. Os Agravantes afirmam que “a decisão recorrida merece reforma,
porquanto não observou que o art. 149, § 1..., da Constituição Federal de 1988,
com redação anterior à EC n 41/2003, somente permitia a instituição e cobrança
de contribuição previdenciária de servidores públicos ativos, mas não de inativos
e pensionistas. (…) Ou seja, antes da Emenda Constitucional n 41/2003 não
havia autorização constitucional para a instituição e cobrança de contribuições
previdenciárias de inativos e aposentados”.
Sustentam que, “de conseguinte, não poderia a legislação local instituir
contribuições previdenciárias de inativos e pensionistas em interpretação
extensiva da norma constitucional e em afronta ao art. 110 do Código Tributário
Nacional”.
Asseveram que “a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se firmado no sentido de
declarar legal a cobrança de contribuições previdenciárias a servidores inativos
no período anterior à vigência da Emenda Constitucional n 20/98 e
inconstitucional essa cobrança no período compreendido entre a vigência da
Emenda Constitucional n 20/98 e da Emenda Constitucional n 41/2003, não
significa dizer que toda e qualquer contribuição previdenciária instituída neste
período seria constitucional”.
E esclarecem: “isso porque a Lei Estadual n 11.522/98 modificou o art. 33
da Lei Estadual n 7.551/77, fixando uma alíquota de contribuição da
previdência estadual única no percentual de 10% (dez por cento), descontada de
todos os contribuintes da previdência estadual, incluindo inativos e pensionistas,
sem qualquer espécie de justificativa ou contraprestação pela majoração. (…) o
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
ARE 749019 AGR / PE
Sistema Previdenciário Brasileiro possuía caráter retributivo, a contribuição
previdenciária instituída ou majorada pela Lei n 11.522/98 sem qualquer
contraprestação em favor dos agravantes é evidentemente ilegal”.
Requerem o provimento do presente recurso.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 749019 AGR / PE
Sistema Previdenciário Brasileiro possuía caráter retributivo, a contribuição
previdenciária instituída ou majorada pela Lei n 11.522/98 sem qualquer
contraprestação em favor dos agravantes é evidentemente ilegal”.
Requerem o provimento do presente recurso.
É o relatório.
4
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PERNAMBUCO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. O Tribunal de origem julgou ser legítima a cobrança de
contribuição previdenciária dos inativos e pensionistas no período
anterior à Emenda Constitucional n. 20/1998. Como afirmado na decisão
agravada, esse entendimento está em harmonia com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. 1. INATIVOS E PENSIONISTAS.
LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL
N. 20/98. PRECEDENTES. 2. REVOGAÇÃO DA LEI ESTADUAL
N. 12.329/96 PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/98.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(Recurso Extraordinário 271.315 AgR-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.2.2011).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n
12.322/2010) – SERVIDOR PÚBLICO – CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA – INCIDÊNCIA SOBRE SERVIDORES
INATIVOS E PENSIONISTAS –
ILEGITIMIDADE DA
COBRANÇA DE REFERIDA EXAÇÃO UNICAMENTE NO
PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE A EC n 20/1998 E A EC
n 41/2003 – ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PERNAMBUCO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes.
2. O Tribunal de origem julgou ser legítima a cobrança de
contribuição previdenciária dos inativos e pensionistas no período
anterior à Emenda Constitucional n. 20/1998. Como afirmado na decisão
agravada, esse entendimento está em harmonia com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal:
“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
CONVERSÃO
EM
AGRAVO
REGIMENTAL.
CONSTITUCIONAL. 1. INATIVOS E PENSIONISTAS.
LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL
N. 20/98. PRECEDENTES. 2. REVOGAÇÃO DA LEI ESTADUAL
N. 12.329/96 PELA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/98.
AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”
(Recurso Extraordinário 271.315 AgR-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe
24.2.2011).
“RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n
12.322/2010) – SERVIDOR PÚBLICO – CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA – INCIDÊNCIA SOBRE SERVIDORES
INATIVOS E PENSIONISTAS –
ILEGITIMIDADE DA
COBRANÇA DE REFERIDA EXAÇÃO UNICAMENTE NO
PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE A EC n 20/1998 E A EC
n 41/2003 – ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 749019 AGR / PE
TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL,
COM REPERCUSSÃO GERAL, DO Recurso Extraordinário 580.871-QO-RG/SP –
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE 64.674-AgR,
Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe
26.6.2013).
3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 749019 AGR / PE
TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL,
COM REPERCUSSÃO GERAL, DO Recurso Extraordinário 580.871-QO-RG/SP –
RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE 64.674-AgR,
Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe
26.6.2013).
3. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 03/09/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MARIA DO CARMO DE MEDEIROS BION E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : WALLESKA VILA NOVA MARANHÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 749.019
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MARIA DO CARMO DE MEDEIROS BION E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : WALLESKA VILA NOVA MARANHÃO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO - IRH/PE
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO 749 . 019",
"ARE 749019 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 271 . 315 - AgR - ED",
"AI 357 . 012 - AgR",
"ARE 749019 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 271 . 315 - AgR - ED",
"AI 357 . 012 - AgR",
"ARE 749019 AGR / PE",
"ARE 749019 AGR / PE",
"ARE 749019 AGR / PE",
"ARE 749019 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 271 . 315 AgR - ED",
"Recurso Extraordinário 271 . 315 AgR - ED",
"ARE 749019 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 580 . 871 - QO - RG / SP",
"ARE 64 . 674 - AgR",
"ARE 749019 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário 580 . 871 - QO - RG / SP",
"ARE 64 . 674 - AgR",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM"
],
"LEGISLACAO": [
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 1998",
"Emenda Constitucional n . 20 / 1998",
"Emendas Constitucionais n . 20 / 1998",
"41",
"/",
"2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n . 20 / 1998",
"Emendas Constitucionais n . 20 / 1998",
"41",
"/",
"2003",
"Emenda Constitucional n . 20 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 98",
"LEI ESTADUAL N . 12 . 329 / 96",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 98",
"LEI ESTADUAL n 12 . 398 / 98",
"EC n 20 / 98",
"Constituição da República",
"EC n 20 / 98",
"Lei n 12 . 398 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 98",
"LEI ESTADUAL N . 12 . 329 / 96",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 98",
"LEI ESTADUAL n 12 . 398 / 98",
"EC n 20 / 98",
"Constituição da República",
"EC n 20 / 98",
"Lei n 12 . 398 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 149 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"EC n 41 / 2003",
"Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"art . 110 do Código Tributário Nacional",
"Emenda Constitucional n 20 / 98",
"Emenda Constitucional n 20 / 98",
"Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"Lei Estadual n 11 . 522 / 98",
"art . 33 da Lei Estadual n 7 . 551 / 77",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"art . 149 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"EC n 41 / 2003",
"art . 110 do Código Tributário Nacional",
"Emenda Constitucional n 20 / 98",
"Emenda Constitucional n 20 / 98",
"Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"Lei Estadual n 11 . 522 / 98",
"art . 33 da Lei Estadual n 7 . 551 / 77",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 11 . 522 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 11 . 522 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n . 20 / 1998",
"LEI ESTADUAL N . 12 . 329 / 96",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 98",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"EC n 20 / 1998",
"EC n 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n . 20 / 1998",
"EMENDA",
"LEI ESTADUAL N . 12 . 329 / 96",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 98",
"LEI n 12 . 322 / 2010",
"EC n 20 / 1998",
"EC n 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Distrito Federal",
"Estado do Paraná",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Estado do Paraná",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO",
"ESTADO DE PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO",
"IRH",
"/",
"PE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO",
"IRH",
"/",
"PE",
"Tribunal de Justiça de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO",
"IRH",
"/",
"PE",
"Tribunal de Justiça de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"União",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"União",
"Distrito",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"SUPREMO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"SUPREMO",
"Supremo Tribunal Federal",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TRIBUNAL",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TRIBUNAL",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO",
"IRH",
"/",
"PE",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO",
"IRH",
"/",
"PE",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"LÚCIA",
"MARIA DO CARMO DE MEDEIROS BION",
"WALLESKA VILA NOVA MARANHÃO",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA DO CARMO DE MEDEIROS BION",
"WALLESKA VILA NOVA MARANHÃO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Maria do Carmo de Medeiros Bion",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA DO CARMO DE MEDEIROS BION",
"WALLESKA VILA NOVA MARANHÃO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Maria do Carmo de Medeiros Bion",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"Maria do Carmo de Medeiros Bion",
"Maria do Carmo de Medeiros Bion",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Celso de Mello",
"Celso de Mello",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA DO CARMO DE MEDEIROS BION",
"WALLESKA VILA NOVA MARANHÃO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi .",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MARIA DO CARMO DE MEDEIROS BION",
"WALLESKA VILA NOVA MARANHÃO",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"03 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"9 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"9 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"2",
".",
"2011",
"2",
".",
"2",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"2",
".",
"2011",
"2",
".",
"2",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"8",
".",
"2012",
"26",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"8",
".",
"2012",
"26",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
".",
"2",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
".",
"2",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"26",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"03",
".",
"09",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"09",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S)
:MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA.
IMUNIDADE. PROVENTOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO.
REVOGAÇÃO.
EMENDA
CONSTITUCIONAL
Nº
20/1998.
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
Não há direito adquirido a regime jurídico de imunidade tributária.
Ademais, nos termos da jurisprudência da Corte, a disposição revogada
não consagrava direito ou garantia fundamental.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 07 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S)
:MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática de minha relatoria que conheceu do agravo para negar-lhe
provimento, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da 3ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª
Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO.
ALEGAÇÕES
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. INOVAÇÃO RECURSAL.
INVIÁVEL ANÁLISE DA QUESTÃO. LIMINAR
REVOGADA POR SENTENÇA DENEGATÓRIA DE
SEGURANÇA. EFEITO EX TUNC. SÚMULA 405 DO STF.
APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. RECURSO REPETITIVO.
MULTA.
1 - Importante salientar que o recurso de apelação,
ainda que possua um efeito devolutivo amplo, não
permite que nessa etapa processual o recorrente inove
pleiteando novos pedidos não mencionados em durante o
trâmite processual, exceto em caso de fatos novos
modificativos da situação inicial.
2 - É totalmente inviável a análise das questões
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S)
:MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática de minha relatoria que conheceu do agravo para negar-lhe
provimento, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da 3ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª
Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO.
ALEGAÇÕES
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. INOVAÇÃO RECURSAL.
INVIÁVEL ANÁLISE DA QUESTÃO. LIMINAR
REVOGADA POR SENTENÇA DENEGATÓRIA DE
SEGURANÇA. EFEITO EX TUNC. SÚMULA 405 DO STF.
APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. RECURSO REPETITIVO.
MULTA.
1 - Importante salientar que o recurso de apelação,
ainda que possua um efeito devolutivo amplo, não
permite que nessa etapa processual o recorrente inove
pleiteando novos pedidos não mencionados em durante o
trâmite processual, exceto em caso de fatos novos
modificativos da situação inicial.
2 - É totalmente inviável a análise das questões
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
ARE 825237 AGR / RJ
trazidas
pelo
recorrente
em
relação
à
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional nº 20 e
dos artigos 1º do Decreto-lei nº 1.025/69, e 3º do Decreto-
lei nº 1.569/77, visto que a controvérsia é tão-somente para
saber que os efeitos da liminar concedida em mandado de
segurança permanecem com a denegação do referido
mandamus .
3 - A concessão de medidas liminares, seja em rito
mandamental, seja por meio de antecipação dos efeitos da
tutela, decorre de um processo cognitivo sumário exercido
pelo magistrado, baseado em um juízo de probabilidade,
mediante a análise dos requisitos necessários, já que em tal
momento processual, à luz das provas apresentadas, não
estaria apto ainda a decidir com respaldo na certeza.
4 - Em função disso é que as medidas liminares
mostram-se precárias, podendo ser revogadas a qualquer
tempo, visto que no caminhar processual podem surgir
provas e fundamentos contrários ao entendimento
esposado inicialmente no momento da tutela de urgência.
5 - É sabido que a sentença denegatória em sede de
mandado de segurança possui natureza declaratória
negativa, operado efeitos ex tunc desde à data da
impetração do referido remédio constitucional e, assim, a
tutela concedida ao longo do trâmite será
consequentemente revogada.
6 - No caso dos autos, foi denegada a segurança nos
autos do mandamus nº 98.0006991-7, e com isso a liminar
que fundamentava a suspensão do crédito tributário em
questão não mais vigorava, tornando o apelante devedor
do montante correspondente ao crédito tributário
constituído.
7 - Frise-se que tal entendimento é,inclusive, objeto
da Súmula nº 405 do STF: DENEGADO O MANDADO
DE SEGURANÇA PELA SENTENÇA, OU NO
JULGAMENTO DO AGRAVO, DELA INTERPOSTO,
FICA SEM EFEITO A LIMINAR CONCEDIDA,
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 825237 AGR / RJ
trazidas
pelo
recorrente
em
relação
à
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional nº 20 e
dos artigos 1º do Decreto-lei nº 1.025/69, e 3º do Decreto-
lei nº 1.569/77, visto que a controvérsia é tão-somente para
saber que os efeitos da liminar concedida em mandado de
segurança permanecem com a denegação do referido
mandamus .
3 - A concessão de medidas liminares, seja em rito
mandamental, seja por meio de antecipação dos efeitos da
tutela, decorre de um processo cognitivo sumário exercido
pelo magistrado, baseado em um juízo de probabilidade,
mediante a análise dos requisitos necessários, já que em tal
momento processual, à luz das provas apresentadas, não
estaria apto ainda a decidir com respaldo na certeza.
4 - Em função disso é que as medidas liminares
mostram-se precárias, podendo ser revogadas a qualquer
tempo, visto que no caminhar processual podem surgir
provas e fundamentos contrários ao entendimento
esposado inicialmente no momento da tutela de urgência.
5 - É sabido que a sentença denegatória em sede de
mandado de segurança possui natureza declaratória
negativa, operado efeitos ex tunc desde à data da
impetração do referido remédio constitucional e, assim, a
tutela concedida ao longo do trâmite será
consequentemente revogada.
6 - No caso dos autos, foi denegada a segurança nos
autos do mandamus nº 98.0006991-7, e com isso a liminar
que fundamentava a suspensão do crédito tributário em
questão não mais vigorava, tornando o apelante devedor
do montante correspondente ao crédito tributário
constituído.
7 - Frise-se que tal entendimento é,inclusive, objeto
da Súmula nº 405 do STF: DENEGADO O MANDADO
DE SEGURANÇA PELA SENTENÇA, OU NO
JULGAMENTO DO AGRAVO, DELA INTERPOSTO,
FICA SEM EFEITO A LIMINAR CONCEDIDA,
2
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Relatório
ARE 825237 AGR / RJ
RETROAGINDO OS EFEITOS DA DECISÃO
CONTRÁRIA.
8 - Tal entendimento se adequa à posição Eg. STJ,
inclusive reforçado pelo art. 7º, §3º, da Lei nº 12.016/09.
9 - No caso da taxa SELIC, sua aplicabilidade já foi
objeto de decisão em sede de Recurso Repetitivo, na forma
do art. 543-C, do CPC. RECURSO ESPECIAL 1154248. Rel.
MAURO CAMPBELL MARQUES. Segunda Turma. DJE
DATA:14/02/2011.
10 - A multa moratória é devida na especial razão do
não recolhimento do tributo devido no prazo de 30 dias
após o trânsito em julgado da decisão desfavorável aos
autores, na forma do preceituado no art. 63, § 2º, da Lei
9430/96.
11 Apelação improvida.’
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente sustenta a
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional nº 20/1998.
Alega, em síntese, que não há como vislumbrar, todavia,
constitucionalidade em tal norma limitadora, pois invadiu o campo de
atuação da Lei Complementar, ao arrepio do art. 146, II da CF/88 .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
apontando a inexistência de prequestionamento. Não obstante,
ressaltou-se que a fundamentação seria deficiente. Suscitou-se a
aplicação das Súmulas 282/STF e 284/STF. Em sede de agravo, a
parte alega que houve prequestionamento e que foram
atendidos os pressupostos de recorribilidade.
Com razão a decisão agravada. As alegações da parte
recorrente, tal como expostas no recurso, não permitem a plena
compreensão da pretensão recursal. Em face da deficiência da
fundamentação, mostra-se plenamente aplicável a Súmula
284/STF.
Ainda que o óbice processual apontado pudesse ser
superado, a pretensão do recorrente não encontra ressonância
na jurisprudência da Corte. O Supremo Tribunal Federal, no
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 825237 AGR / RJ
RETROAGINDO OS EFEITOS DA DECISÃO
CONTRÁRIA.
8 - Tal entendimento se adequa à posição Eg. STJ,
inclusive reforçado pelo art. 7º, §3º, da Lei nº 12.016/09.
9 - No caso da taxa SELIC, sua aplicabilidade já foi
objeto de decisão em sede de Recurso Repetitivo, na forma
do art. 543-C, do CPC. RECURSO ESPECIAL 1154248. Rel.
MAURO CAMPBELL MARQUES. Segunda Turma. DJE
DATA:14/02/2011.
10 - A multa moratória é devida na especial razão do
não recolhimento do tributo devido no prazo de 30 dias
após o trânsito em julgado da decisão desfavorável aos
autores, na forma do preceituado no art. 63, § 2º, da Lei
9430/96.
11 Apelação improvida.’
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente sustenta a
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional nº 20/1998.
Alega, em síntese, que não há como vislumbrar, todavia,
constitucionalidade em tal norma limitadora, pois invadiu o campo de
atuação da Lei Complementar, ao arrepio do art. 146, II da CF/88 .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
apontando a inexistência de prequestionamento. Não obstante,
ressaltou-se que a fundamentação seria deficiente. Suscitou-se a
aplicação das Súmulas 282/STF e 284/STF. Em sede de agravo, a
parte alega que houve prequestionamento e que foram
atendidos os pressupostos de recorribilidade.
Com razão a decisão agravada. As alegações da parte
recorrente, tal como expostas no recurso, não permitem a plena
compreensão da pretensão recursal. Em face da deficiência da
fundamentação, mostra-se plenamente aplicável a Súmula
284/STF.
Ainda que o óbice processual apontado pudesse ser
superado, a pretensão do recorrente não encontra ressonância
na jurisprudência da Corte. O Supremo Tribunal Federal, no
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Relatório
ARE 825237 AGR / RJ
julgamento da ADI 3128, julgada sob relatoria da Min. Ellen
Gracie, reconheceu a inexistência de direito adquirido à não
incidência ao admitir que a Emenda Constitucional n. 20/98
poderia revogar a imunidade prevista no art. 153, § 2º, II, da
Carta. Neste sentido, confira-se a ementa do julgado:
1. Inconstitucionalidade. Seguridade social. Servidor
público. Vencimentos. Proventos de aposentadoria e
pensões. Sujeição à incidência de contribuição
previdenciária. Ofensa a direito adquirido no ato de
aposentadoria. Não ocorrência. Contribuição social.
Exigência patrimonial de natureza tributária. Inexistência
de norma de imunidade tributária absoluta. Emenda
Constitucional nº 41/2003 (art. 4º, caput). Regra não
retroativa. Incidência sobre fatos geradores ocorridos
depois do início de sua vigência. Precedentes da Corte.
Inteligência dos arts. 5º, XXXVI, 146, III, 149, 150, I e III,
194, 195, caput, II e § 6º, da CF, e art. 4º, caput, da EC nº
41/2003. No ordenamento jurídico vigente, não há norma,
expressa nem sistemática, que atribua à condição jurídico-
subjetiva da aposentadoria de servidor público o efeito de
lhe gerar direito subjetivo como poder de subtrair ad
aeternum a percepção dos respectivos proventos e pensões
à incidência de lei tributária que, anterior ou ulterior, os
submeta à incidência de contribuição previdencial.
Noutras palavras, não há, em nosso ordenamento,
nenhuma norma jurídica válida que, como efeito
específico do fato jurídico da aposentadoria, lhe imunize
os proventos e as pensões, de modo absoluto, à tributação
de ordem constitucional, qualquer que seja a modalidade
do tributo eleito, donde não haver, a respeito, direito
adquirido com o aposentamento.
2. Inconstitucionalidade. Ação direta. Seguridade
social. Servidor público. Vencimentos. Proventos de
aposentadoria e pensões. Sujeição à incidência de
contribuição previdenciária, por força de Emenda
Constitucional. Ofensa a outros direitos e garantias
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Supremo Tribunal Federal
ARE 825237 AGR / RJ
julgamento da ADI 3128, julgada sob relatoria da Min. Ellen
Gracie, reconheceu a inexistência de direito adquirido à não
incidência ao admitir que a Emenda Constitucional n. 20/98
poderia revogar a imunidade prevista no art. 153, § 2º, II, da
Carta. Neste sentido, confira-se a ementa do julgado:
1. Inconstitucionalidade. Seguridade social. Servidor
público. Vencimentos. Proventos de aposentadoria e
pensões. Sujeição à incidência de contribuição
previdenciária. Ofensa a direito adquirido no ato de
aposentadoria. Não ocorrência. Contribuição social.
Exigência patrimonial de natureza tributária. Inexistência
de norma de imunidade tributária absoluta. Emenda
Constitucional nº 41/2003 (art. 4º, caput). Regra não
retroativa. Incidência sobre fatos geradores ocorridos
depois do início de sua vigência. Precedentes da Corte.
Inteligência dos arts. 5º, XXXVI, 146, III, 149, 150, I e III,
194, 195, caput, II e § 6º, da CF, e art. 4º, caput, da EC nº
41/2003. No ordenamento jurídico vigente, não há norma,
expressa nem sistemática, que atribua à condição jurídico-
subjetiva da aposentadoria de servidor público o efeito de
lhe gerar direito subjetivo como poder de subtrair ad
aeternum a percepção dos respectivos proventos e pensões
à incidência de lei tributária que, anterior ou ulterior, os
submeta à incidência de contribuição previdencial.
Noutras palavras, não há, em nosso ordenamento,
nenhuma norma jurídica válida que, como efeito
específico do fato jurídico da aposentadoria, lhe imunize
os proventos e as pensões, de modo absoluto, à tributação
de ordem constitucional, qualquer que seja a modalidade
do tributo eleito, donde não haver, a respeito, direito
adquirido com o aposentamento.
2. Inconstitucionalidade. Ação direta. Seguridade
social. Servidor público. Vencimentos. Proventos de
aposentadoria e pensões. Sujeição à incidência de
contribuição previdenciária, por força de Emenda
Constitucional. Ofensa a outros direitos e garantias
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Relatório
ARE 825237 AGR / RJ
individuais. Não ocorrência. Contribuição social.
Exigência patrimonial de natureza tributária. Inexistência
de norma de imunidade tributária absoluta. Regra não
retroativa. Instrumento de atuação do Estado na área da
previdência social. Obediência aos princípios da
solidariedade e do equilíbrio financeiro e atuarial, bem
como aos objetivos constitucionais de universalidade,
equidade na forma de participação no custeio e
diversidade da base de financiamento. Ação julgada
improcedente em relação ao art. 4º, caput, da EC nº
41/2003. Votos vencidos. Aplicação dos arts. 149, caput,
150, I e III, 194, 195, caput, II e § 6º, e 201, caput, da CF.
Não é inconstitucional o art. 4º, caput, da Emenda
Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003, que
instituiu contribuição previdenciária sobre os proventos
de aposentadoria e as pensões dos servidores públicos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
incluídas suas autarquias e fundações.
3. Inconstitucionalidade. Ação direta. Emenda
Constitucional (EC nº 41/2003, art. 4º, § únic, I e II).
Servidor público. Vencimentos. Proventos de
aposentadoria e pensões. Sujeição à incidência de
contribuição previdenciária. Bases de cálculo
diferenciadas. Arbitrariedade. Tratamento discriminatório
entre servidores e pensionistas da União, de um lado, e
servidores e pensionistas dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, de outro. Ofensa ao princípio
constitucional da isonomia tributária, que é
particularização do princípio fundamental da igualdade.
Ação julgada procedente para declarar inconstitucionais
as expressões "cinquenta por cento do" e "sessenta por
cento do", constante do art. 4º, § único, I e II, da EC nº
41/2003. Aplicação dos arts. 145, § 1º, e 150, II, cc. art. 5º,
caput e § 1º, e 60, § 4º, IV, da CF, com restabelecimento do
caráter geral da regra do art. 40, § 18. São inconstitucionais
as expressões "cinqüenta por cento do" e "sessenta por
5
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individuais. Não ocorrência. Contribuição social.
Exigência patrimonial de natureza tributária. Inexistência
de norma de imunidade tributária absoluta. Regra não
retroativa. Instrumento de atuação do Estado na área da
previdência social. Obediência aos princípios da
solidariedade e do equilíbrio financeiro e atuarial, bem
como aos objetivos constitucionais de universalidade,
equidade na forma de participação no custeio e
diversidade da base de financiamento. Ação julgada
improcedente em relação ao art. 4º, caput, da EC nº
41/2003. Votos vencidos. Aplicação dos arts. 149, caput,
150, I e III, 194, 195, caput, II e § 6º, e 201, caput, da CF.
Não é inconstitucional o art. 4º, caput, da Emenda
Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003, que
instituiu contribuição previdenciária sobre os proventos
de aposentadoria e as pensões dos servidores públicos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
incluídas suas autarquias e fundações.
3. Inconstitucionalidade. Ação direta. Emenda
Constitucional (EC nº 41/2003, art. 4º, § únic, I e II).
Servidor público. Vencimentos. Proventos de
aposentadoria e pensões. Sujeição à incidência de
contribuição previdenciária. Bases de cálculo
diferenciadas. Arbitrariedade. Tratamento discriminatório
entre servidores e pensionistas da União, de um lado, e
servidores e pensionistas dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, de outro. Ofensa ao princípio
constitucional da isonomia tributária, que é
particularização do princípio fundamental da igualdade.
Ação julgada procedente para declarar inconstitucionais
as expressões "cinquenta por cento do" e "sessenta por
cento do", constante do art. 4º, § único, I e II, da EC nº
41/2003. Aplicação dos arts. 145, § 1º, e 150, II, cc. art. 5º,
caput e § 1º, e 60, § 4º, IV, da CF, com restabelecimento do
caráter geral da regra do art. 40, § 18. São inconstitucionais
as expressões "cinqüenta por cento do" e "sessenta por
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Relatório
ARE 825237 AGR / RJ
cento do", constantes do § único, incisos I e II, do art. 4º da
Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003,
e tal pronúncia restabelece o caráter geral da regra do art.
40, § 18, da Constituição da República, com a redação
dada por essa mesma Emenda.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, a, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar-lhe
provimento.”
2.
A parte sustenta a inconstitucionalidade da Emenda
Constitucional nº 20/1998, em razão de violação ao direito adquirido à
imunidade tributária com relação às pessoas com idade superior a
sessenta e cincos anos.
3.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
ARE 825237 AGR / RJ
cento do", constantes do § único, incisos I e II, do art. 4º da
Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003,
e tal pronúncia restabelece o caráter geral da regra do art.
40, § 18, da Constituição da República, com a redação
dada por essa mesma Emenda.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, a, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar-lhe
provimento.”
2.
A parte sustenta a inconstitucionalidade da Emenda
Constitucional nº 20/1998, em razão de violação ao direito adquirido à
imunidade tributária com relação às pessoas com idade superior a
sessenta e cincos anos.
3.
É o relatório.
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, é firme o
entendimento desta Corte no sentido de que não há no ordenamento
norma jurídica válida que confira imunidade absoluta ao recolhimento de
Imposto de Renda sobre proventos de aposentadorias e pensões, uma vez
que não existe direito adquirido a regime jurídico de imunidade
tributária. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA
SOBRE PROVENTOS DE APOSENTADORIA. INEXISTÊNCIA
DE DIREITO ADQUIRIDO À NÃO TRIBUTAÇÃO.
POSSIBILIDADE DE REVOGAÇÃO DO ART. 153, § 2°, INC. II,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PELA EMENDA
CONSTITUCIONAL N. 20/98. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” (RE 352.292-AgR-Segundo,
Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia)
“IMUNIDADE. ART. 153, § 2º, II DA CF/88.
REVOGAÇÃO PELA EC Nº 20/98. POSSIBILIDADE. 1. Mostra-
se impertinente a alegação de que a norma art. 153, § 2º, II, da
Constituição Federal não poderia ter sido revogada pela EC nº
20/98 por se tratar de cláusula pétrea. 2. Esta norma não
consagrava direito ou garantia fundamental, apenas previa a
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07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, é firme o
entendimento desta Corte no sentido de que não há no ordenamento
norma jurídica válida que confira imunidade absoluta ao recolhimento de
Imposto de Renda sobre proventos de aposentadorias e pensões, uma vez
que não existe direito adquirido a regime jurídico de imunidade
tributária. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA
SOBRE PROVENTOS DE APOSENTADORIA. INEXISTÊNCIA
DE DIREITO ADQUIRIDO À NÃO TRIBUTAÇÃO.
POSSIBILIDADE DE REVOGAÇÃO DO ART. 153, § 2°, INC. II,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PELA EMENDA
CONSTITUCIONAL N. 20/98. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” (RE 352.292-AgR-Segundo,
Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia)
“IMUNIDADE. ART. 153, § 2º, II DA CF/88.
REVOGAÇÃO PELA EC Nº 20/98. POSSIBILIDADE. 1. Mostra-
se impertinente a alegação de que a norma art. 153, § 2º, II, da
Constituição Federal não poderia ter sido revogada pela EC nº
20/98 por se tratar de cláusula pétrea. 2. Esta norma não
consagrava direito ou garantia fundamental, apenas previa a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 825237 AGR / RJ
imunidade do imposto sobre a renda a um determinado grupo
social. Sua supressão do texto constitucional, portanto, não
representou a cassação ou o tolhimento de um direito
fundamental e, tampouco, um rompimento da ordem
constitucional vigente. 3. Recurso extraordinário conhecido e
improvido.” (RE 372600, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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imunidade do imposto sobre a renda a um determinado grupo
social. Sua supressão do texto constitucional, portanto, não
representou a cassação ou o tolhimento de um direito
fundamental e, tampouco, um rompimento da ordem
constitucional vigente. 3. Recurso extraordinário conhecido e
improvido.” (RE 372600, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S) : MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S) : MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7110926
| 2014-10-07T00:00:00
| 2014-11-03T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. IMUNIDADE. PROVENTOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO. REVOGAÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/1998. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
Não há direito adquirido a regime jurídico de imunidade tributária. Ademais, nos termos da jurisprudência da Corte, a disposição revogada não consagrava direito ou garantia fundamental.
Agravo regimental a que se nega provimento.
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sjur282851
|
- Acórdão(s) citado(s):
(IR, ISENÇÃO, PROVENTOS)
RE 372600 (2ªT), RE 352292 AgR-segundo (1ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 20/11/2014, BRU.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
825237
|
[
"LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 825237 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S) : MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S)
:MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA.
IMUNIDADE. PROVENTOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO.
REVOGAÇÃO.
EMENDA
CONSTITUCIONAL
n
20/1998.
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
Não há direito adquirido a regime jurídico de imunidade tributária.
Ademais, nos termos da jurisprudência da Corte, a disposição revogada
não consagrava direito ou garantia fundamental.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 07 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027851.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Relatório
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S)
:MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática de minha relatoria que conheceu do agravo para negar-lhe
provimento, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da 3... Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2...
Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO.
ALEGAÇÕES
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. INOVAÇÃO RECURSAL.
INVIÁVEL ANÁLISE DA QUESTÃO. LIMINAR
REVOGADA POR SENTENÇA DENEGATÓRIA DE
SEGURANÇA. EFEITO EX TUNC. SÚMULA 405 DO Supremo Tribunal Federal.
APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. RECURSO REPETITIVO.
MULTA.
1 - Importante salientar que o recurso de apelação,
ainda que possua um efeito devolutivo amplo, não
permite que nessa etapa processual o recorrente inove
pleiteando novos pedidos não mencionados em durante o
trâmite processual, exceto em caso de fatos novos
modificativos da situação inicial.
2 - É totalmente inviável a análise das questões
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S)
:MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão
monocrática de minha relatoria que conheceu do agravo para negar-lhe
provimento, pelos seguintes fundamentos:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
da 3... Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2...
Região, assim ementado:
‘TRIBUTÁRIO.
ALEGAÇÕES
DE
INCONSTITUCIONALIDADE. INOVAÇÃO RECURSAL.
INVIÁVEL ANÁLISE DA QUESTÃO. LIMINAR
REVOGADA POR SENTENÇA DENEGATÓRIA DE
SEGURANÇA. EFEITO EX TUNC. SÚMULA 405 DO Supremo Tribunal Federal.
APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. RECURSO REPETITIVO.
MULTA.
1 - Importante salientar que o recurso de apelação,
ainda que possua um efeito devolutivo amplo, não
permite que nessa etapa processual o recorrente inove
pleiteando novos pedidos não mencionados em durante o
trâmite processual, exceto em caso de fatos novos
modificativos da situação inicial.
2 - É totalmente inviável a análise das questões
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Relatório
ARE 825237 AGR / RJ
trazidas
pelo
recorrente
em
relação
à
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n 20 e
dos artigos 1... do Decreto-lei n 1.025/69, e 3... do Decreto-
lei n 1.569/77, visto que a controvérsia é tão-somente para
saber que os efeitos da liminar concedida em mandado de
segurança permanecem com a denegação do referido
mandamus .
3 - A concessão de medidas liminares, seja em rito
mandamental, seja por meio de antecipação dos efeitos da
tutela, decorre de um processo cognitivo sumário exercido
pelo magistrado, baseado em um juízo de probabilidade,
mediante a análise dos requisitos necessários, já que em tal
momento processual, à luz das provas apresentadas, não
estaria apto ainda a decidir com respaldo na certeza.
4 - Em função disso é que as medidas liminares
mostram-se precárias, podendo ser revogadas a qualquer
tempo, visto que no caminhar processual podem surgir
provas e fundamentos contrários ao entendimento
esposado inicialmente no momento da tutela de urgência.
5 - É sabido que a sentença denegatória em sede de
mandado de segurança possui natureza declaratória
negativa, operado efeitos ex tunc desde à data da
impetração do referido remédio constitucional e, assim, a
tutela concedida ao longo do trâmite será
consequentemente revogada.
6 - No caso dos autos, foi denegada a segurança nos
autos do mandamus n 98.0006991-7, e com isso a liminar
que fundamentava a suspensão do crédito tributário em
questão não mais vigorava, tornando o apelante devedor
do montante correspondente ao crédito tributário
constituído.
7 - Frise-se que tal entendimento é,inclusive, objeto
da Súmula n 405 do Supremo Tribunal Federal: DENEGADO O MANDADO
DE SEGURANÇA PELA SENTENÇA, OU NO
JULGAMENTO DO AGRAVO, DELA INTERPOSTO,
FICA SEM EFEITO A LIMINAR CONCEDIDA,
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 825237 AGR / RJ
trazidas
pelo
recorrente
em
relação
à
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n 20 e
dos artigos 1... do Decreto-lei n 1.025/69, e 3... do Decreto-
lei n 1.569/77, visto que a controvérsia é tão-somente para
saber que os efeitos da liminar concedida em mandado de
segurança permanecem com a denegação do referido
mandamus .
3 - A concessão de medidas liminares, seja em rito
mandamental, seja por meio de antecipação dos efeitos da
tutela, decorre de um processo cognitivo sumário exercido
pelo magistrado, baseado em um juízo de probabilidade,
mediante a análise dos requisitos necessários, já que em tal
momento processual, à luz das provas apresentadas, não
estaria apto ainda a decidir com respaldo na certeza.
4 - Em função disso é que as medidas liminares
mostram-se precárias, podendo ser revogadas a qualquer
tempo, visto que no caminhar processual podem surgir
provas e fundamentos contrários ao entendimento
esposado inicialmente no momento da tutela de urgência.
5 - É sabido que a sentença denegatória em sede de
mandado de segurança possui natureza declaratória
negativa, operado efeitos ex tunc desde à data da
impetração do referido remédio constitucional e, assim, a
tutela concedida ao longo do trâmite será
consequentemente revogada.
6 - No caso dos autos, foi denegada a segurança nos
autos do mandamus n 98.0006991-7, e com isso a liminar
que fundamentava a suspensão do crédito tributário em
questão não mais vigorava, tornando o apelante devedor
do montante correspondente ao crédito tributário
constituído.
7 - Frise-se que tal entendimento é,inclusive, objeto
da Súmula n 405 do Supremo Tribunal Federal: DENEGADO O MANDADO
DE SEGURANÇA PELA SENTENÇA, OU NO
JULGAMENTO DO AGRAVO, DELA INTERPOSTO,
FICA SEM EFEITO A LIMINAR CONCEDIDA,
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Relatório
ARE 825237 AGR / RJ
RETROAGINDO OS EFEITOS DA DECISÃO
CONTRÁRIA.
8 - Tal entendimento se adequa à posição Eg. Superior Tribunal de Justiça,
inclusive reforçado pelo art. 7..., §3..., da Lei n 12.016/09.
9 - No caso da taxa SELIC, sua aplicabilidade já foi
objeto de decisão em sede de Recurso Repetitivo, na forma
do art. 543-C, do Código de Processo Civil. RECURSO ESPECIAL 1154248. Rel.
MAURO CAMPBELL MARQUES. Segunda Turma. DJE
DATA:14/02/2011.
10 - A multa moratória é devida na especial razão do
não recolhimento do tributo devido no prazo de 30 dias
após o trânsito em julgado da decisão desfavorável aos
autores, na forma do preceituado no art. 63, § 2..., da Lei
9430/96.
11 Apelação improvida.’
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente sustenta a
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n 20/1998.
Alega, em síntese, que não há como vislumbrar, todavia,
constitucionalidade em tal norma limitadora, pois invadiu o campo de
atuação da Lei Complementar, ao arrepio do art. 146, II da Constituição Federal de 1988/88 .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
apontando a inexistência de prequestionamento. Não obstante,
ressaltou-se que a fundamentação seria deficiente. Suscitou-se a
aplicação das Súmulas 282/Supremo Tribunal Federal e 284/Supremo Tribunal Federal. Em sede de agravo, a
parte alega que houve prequestionamento e que foram
atendidos os pressupostos de recorribilidade.
Com razão a decisão agravada. As alegações da parte
recorrente, tal como expostas no recurso, não permitem a plena
compreensão da pretensão recursal. Em face da deficiência da
fundamentação, mostra-se plenamente aplicável a Súmula
284/Supremo Tribunal Federal.
Ainda que o óbice processual apontado pudesse ser
superado, a pretensão do recorrente não encontra ressonância
na jurisprudência da Corte. O Supremo Tribunal Federal, no
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 825237 AGR / RJ
RETROAGINDO OS EFEITOS DA DECISÃO
CONTRÁRIA.
8 - Tal entendimento se adequa à posição Eg. Superior Tribunal de Justiça,
inclusive reforçado pelo art. 7..., §3..., da Lei n 12.016/09.
9 - No caso da taxa SELIC, sua aplicabilidade já foi
objeto de decisão em sede de Recurso Repetitivo, na forma
do art. 543-C, do Código de Processo Civil. RECURSO ESPECIAL 1154248. Rel.
MAURO CAMPBELL MARQUES. Segunda Turma. DJE
DATA:14/02/2011.
10 - A multa moratória é devida na especial razão do
não recolhimento do tributo devido no prazo de 30 dias
após o trânsito em julgado da decisão desfavorável aos
autores, na forma do preceituado no art. 63, § 2..., da Lei
9430/96.
11 Apelação improvida.’
O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102,
III, a , da Constituição Federal. A parte recorrente sustenta a
inconstitucionalidade da Emenda Constitucional n 20/1998.
Alega, em síntese, que não há como vislumbrar, todavia,
constitucionalidade em tal norma limitadora, pois invadiu o campo de
atuação da Lei Complementar, ao arrepio do art. 146, II da Constituição Federal de 1988/88 .
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
apontando a inexistência de prequestionamento. Não obstante,
ressaltou-se que a fundamentação seria deficiente. Suscitou-se a
aplicação das Súmulas 282/Supremo Tribunal Federal e 284/Supremo Tribunal Federal. Em sede de agravo, a
parte alega que houve prequestionamento e que foram
atendidos os pressupostos de recorribilidade.
Com razão a decisão agravada. As alegações da parte
recorrente, tal como expostas no recurso, não permitem a plena
compreensão da pretensão recursal. Em face da deficiência da
fundamentação, mostra-se plenamente aplicável a Súmula
284/Supremo Tribunal Federal.
Ainda que o óbice processual apontado pudesse ser
superado, a pretensão do recorrente não encontra ressonância
na jurisprudência da Corte. O Supremo Tribunal Federal, no
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Relatório
ARE 825237 AGR / RJ
julgamento da ADI 3128, julgada sob relatoria da Min. Ellen
Gracie, reconheceu a inexistência de direito adquirido à não
incidência ao admitir que a Emenda Constitucional n. 20/98
poderia revogar a imunidade prevista no art. 153, § 2..., II, da
Carta. Neste sentido, confira-se a ementa do julgado:
1. Inconstitucionalidade. Seguridade social. Servidor
público. Vencimentos. Proventos de aposentadoria e
pensões. Sujeição à incidência de contribuição
previdenciária. Ofensa a direito adquirido no ato de
aposentadoria. Não ocorrência. Contribuição social.
Exigência patrimonial de natureza tributária. Inexistência
de norma de imunidade tributária absoluta. Emenda
Constitucional n 41/2003 (art. 4..., caput). Regra não
retroativa. Incidência sobre fatos geradores ocorridos
depois do início de sua vigência. Precedentes da Corte.
Inteligência dos arts. 5..., XXXVI, 146, III, 149, 150, I e III,
194, 195, caput, II e § 6..., da Constituição Federal de 1988, e art. 4..., caput, da EC n
41/2003. No ordenamento jurídico vigente, não há norma,
expressa nem sistemática, que atribua à condição jurídico-
subjetiva da aposentadoria de servidor público o efeito de
lhe gerar direito subjetivo como poder de subtrair ad
aeternum a percepção dos respectivos proventos e pensões
à incidência de lei tributária que, anterior ou ulterior, os
submeta à incidência de contribuição previdencial.
Noutras palavras, não há, em nosso ordenamento,
nenhuma norma jurídica válida que, como efeito
específico do fato jurídico da aposentadoria, lhe imunize
os proventos e as pensões, de modo absoluto, à tributação
de ordem constitucional, qualquer que seja a modalidade
do tributo eleito, donde não haver, a respeito, direito
adquirido com o aposentamento.
2. Inconstitucionalidade. Ação direta. Seguridade
social. Servidor público. Vencimentos. Proventos de
aposentadoria e pensões. Sujeição à incidência de
contribuição previdenciária, por força de Emenda
Constitucional. Ofensa a outros direitos e garantias
4
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Supremo Tribunal Federal
ARE 825237 AGR / RJ
julgamento da ADI 3128, julgada sob relatoria da Min. Ellen
Gracie, reconheceu a inexistência de direito adquirido à não
incidência ao admitir que a Emenda Constitucional n. 20/98
poderia revogar a imunidade prevista no art. 153, § 2..., II, da
Carta. Neste sentido, confira-se a ementa do julgado:
1. Inconstitucionalidade. Seguridade social. Servidor
público. Vencimentos. Proventos de aposentadoria e
pensões. Sujeição à incidência de contribuição
previdenciária. Ofensa a direito adquirido no ato de
aposentadoria. Não ocorrência. Contribuição social.
Exigência patrimonial de natureza tributária. Inexistência
de norma de imunidade tributária absoluta. Emenda
Constitucional n 41/2003 (art. 4..., caput). Regra não
retroativa. Incidência sobre fatos geradores ocorridos
depois do início de sua vigência. Precedentes da Corte.
Inteligência dos arts. 5..., XXXVI, 146, III, 149, 150, I e III,
194, 195, caput, II e § 6..., da Constituição Federal de 1988, e art. 4..., caput, da EC n
41/2003. No ordenamento jurídico vigente, não há norma,
expressa nem sistemática, que atribua à condição jurídico-
subjetiva da aposentadoria de servidor público o efeito de
lhe gerar direito subjetivo como poder de subtrair ad
aeternum a percepção dos respectivos proventos e pensões
à incidência de lei tributária que, anterior ou ulterior, os
submeta à incidência de contribuição previdencial.
Noutras palavras, não há, em nosso ordenamento,
nenhuma norma jurídica válida que, como efeito
específico do fato jurídico da aposentadoria, lhe imunize
os proventos e as pensões, de modo absoluto, à tributação
de ordem constitucional, qualquer que seja a modalidade
do tributo eleito, donde não haver, a respeito, direito
adquirido com o aposentamento.
2. Inconstitucionalidade. Ação direta. Seguridade
social. Servidor público. Vencimentos. Proventos de
aposentadoria e pensões. Sujeição à incidência de
contribuição previdenciária, por força de Emenda
Constitucional. Ofensa a outros direitos e garantias
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Relatório
ARE 825237 AGR / RJ
individuais. Não ocorrência. Contribuição social.
Exigência patrimonial de natureza tributária. Inexistência
de norma de imunidade tributária absoluta. Regra não
retroativa. Instrumento de atuação do Estado na área da
previdência social. Obediência aos princípios da
solidariedade e do equilíbrio financeiro e atuarial, bem
como aos objetivos constitucionais de universalidade,
equidade na forma de participação no custeio e
diversidade da base de financiamento. Ação julgada
improcedente em relação ao art. 4..., caput, da EC n
41/2003. Votos vencidos. Aplicação dos arts. 149, caput,
150, I e III, 194, 195, caput, II e § 6..., e 201, caput, da Constituição Federal de 1988.
Não é inconstitucional o art. 4..., caput, da Emenda
Constitucional n 41, de 19 de dezembro de 2003, que
instituiu contribuição previdenciária sobre os proventos
de aposentadoria e as pensões dos servidores públicos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
incluídas suas autarquias e fundações.
3. Inconstitucionalidade. Ação direta. Emenda
Constitucional (EC n 41/2003, art. 4..., § únic, I e II).
Servidor público. Vencimentos. Proventos de
aposentadoria e pensões. Sujeição à incidência de
contribuição previdenciária. Bases de cálculo
diferenciadas. Arbitrariedade. Tratamento discriminatório
entre servidores e pensionistas da União, de um lado, e
servidores e pensionistas dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, de outro. Ofensa ao princípio
constitucional da isonomia tributária, que é
particularização do princípio fundamental da igualdade.
Ação julgada procedente para declarar inconstitucionais
as expressões "cinquenta por cento do" e "sessenta por
cento do", constante do art. 4..., § único, I e II, da EC n
41/2003. Aplicação dos arts. 145, § 1..., e 150, II, cc. art. 5...,
caput e § 1..., e 60, § 4..., IV, da Constituição Federal de 1988, com restabelecimento do
caráter geral da regra do art. 40, § 18. São inconstitucionais
as expressões "cinqüenta por cento do" e "sessenta por
5
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Supremo Tribunal Federal
ARE 825237 AGR / RJ
individuais. Não ocorrência. Contribuição social.
Exigência patrimonial de natureza tributária. Inexistência
de norma de imunidade tributária absoluta. Regra não
retroativa. Instrumento de atuação do Estado na área da
previdência social. Obediência aos princípios da
solidariedade e do equilíbrio financeiro e atuarial, bem
como aos objetivos constitucionais de universalidade,
equidade na forma de participação no custeio e
diversidade da base de financiamento. Ação julgada
improcedente em relação ao art. 4..., caput, da EC n
41/2003. Votos vencidos. Aplicação dos arts. 149, caput,
150, I e III, 194, 195, caput, II e § 6..., e 201, caput, da Constituição Federal de 1988.
Não é inconstitucional o art. 4..., caput, da Emenda
Constitucional n 41, de 19 de dezembro de 2003, que
instituiu contribuição previdenciária sobre os proventos
de aposentadoria e as pensões dos servidores públicos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
incluídas suas autarquias e fundações.
3. Inconstitucionalidade. Ação direta. Emenda
Constitucional (EC n 41/2003, art. 4..., § únic, I e II).
Servidor público. Vencimentos. Proventos de
aposentadoria e pensões. Sujeição à incidência de
contribuição previdenciária. Bases de cálculo
diferenciadas. Arbitrariedade. Tratamento discriminatório
entre servidores e pensionistas da União, de um lado, e
servidores e pensionistas dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, de outro. Ofensa ao princípio
constitucional da isonomia tributária, que é
particularização do princípio fundamental da igualdade.
Ação julgada procedente para declarar inconstitucionais
as expressões "cinquenta por cento do" e "sessenta por
cento do", constante do art. 4..., § único, I e II, da EC n
41/2003. Aplicação dos arts. 145, § 1..., e 150, II, cc. art. 5...,
caput e § 1..., e 60, § 4..., IV, da Constituição Federal de 1988, com restabelecimento do
caráter geral da regra do art. 40, § 18. São inconstitucionais
as expressões "cinqüenta por cento do" e "sessenta por
5
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Relatório
ARE 825237 AGR / RJ
cento do", constantes do § único, incisos I e II, do art. 4... da
Emenda Constitucional n 41, de 19 de dezembro de 2003,
e tal pronúncia restabelece o caráter geral da regra do art.
40, § 18, da Constituição da República, com a redação
dada por essa mesma Emenda.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar-lhe
provimento.”
2.
A parte sustenta a inconstitucionalidade da Emenda
Constitucional n 20/1998, em razão de violação ao direito adquirido à
imunidade tributária com relação às pessoas com idade superior a
sessenta e cincos anos.
3.
É o relatório.
6
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7027852.
Supremo Tribunal Federal
ARE 825237 AGR / RJ
cento do", constantes do § único, incisos I e II, do art. 4... da
Emenda Constitucional n 41, de 19 de dezembro de 2003,
e tal pronúncia restabelece o caráter geral da regra do art.
40, § 18, da Constituição da República, com a redação
dada por essa mesma Emenda.
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar-lhe
provimento.”
2.
A parte sustenta a inconstitucionalidade da Emenda
Constitucional n 20/1998, em razão de violação ao direito adquirido à
imunidade tributária com relação às pessoas com idade superior a
sessenta e cincos anos.
3.
É o relatório.
6
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, é firme o
entendimento desta Corte no sentido de que não há no ordenamento
norma jurídica válida que confira imunidade absoluta ao recolhimento de
Imposto de Renda sobre proventos de aposentadorias e pensões, uma vez
que não existe direito adquirido a regime jurídico de imunidade
tributária. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA
SOBRE PROVENTOS DE APOSENTADORIA. INEXISTÊNCIA
DE DIREITO ADQUIRIDO À NÃO TRIBUTAÇÃO.
POSSIBILIDADE DE REVOGAÇÃO DO ART. 153, § 2..., INC. II,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PELA EMENDA
CONSTITUCIONAL N. 20/98. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” (Recurso Extraordinário 352.292-AgR-Segundo,
Rel. Min. Cármen Lúcia)
“IMUNIDADE. ART. 153, § 2..., II DA Constituição Federal de 1988/88.
REVOGAÇÃO PELA EC n 20/98. POSSIBILIDADE. 1. Mostra-
se impertinente a alegação de que a norma art. 153, § 2..., II, da
Constituição Federal não poderia ter sido revogada pela EC n
20/98 por se tratar de cláusula pétrea. 2. Esta norma não
consagrava direito ou garantia fundamental, apenas previa a
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte
recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem
trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora
agravada.
2.
Tal como constatou a decisão agravada, é firme o
entendimento desta Corte no sentido de que não há no ordenamento
norma jurídica válida que confira imunidade absoluta ao recolhimento de
Imposto de Renda sobre proventos de aposentadorias e pensões, uma vez
que não existe direito adquirido a regime jurídico de imunidade
tributária. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA
SOBRE PROVENTOS DE APOSENTADORIA. INEXISTÊNCIA
DE DIREITO ADQUIRIDO À NÃO TRIBUTAÇÃO.
POSSIBILIDADE DE REVOGAÇÃO DO ART. 153, § 2..., INC. II,
DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PELA EMENDA
CONSTITUCIONAL N. 20/98. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA SEGUIMENTO.” (Recurso Extraordinário 352.292-AgR-Segundo,
Rel. Min. Cármen Lúcia)
“IMUNIDADE. ART. 153, § 2..., II DA Constituição Federal de 1988/88.
REVOGAÇÃO PELA EC n 20/98. POSSIBILIDADE. 1. Mostra-
se impertinente a alegação de que a norma art. 153, § 2..., II, da
Constituição Federal não poderia ter sido revogada pela EC n
20/98 por se tratar de cláusula pétrea. 2. Esta norma não
consagrava direito ou garantia fundamental, apenas previa a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 825237 AGR / RJ
imunidade do imposto sobre a renda a um determinado grupo
social. Sua supressão do texto constitucional, portanto, não
representou a cassação ou o tolhimento de um direito
fundamental e, tampouco, um rompimento da ordem
constitucional vigente. 3. Recurso extraordinário conhecido e
improvido.” (Recurso Extraordinário 372600, Rel. Min. Ellen Gracie)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 825237 AGR / RJ
imunidade do imposto sobre a renda a um determinado grupo
social. Sua supressão do texto constitucional, portanto, não
representou a cassação ou o tolhimento de um direito
fundamental e, tampouco, um rompimento da ordem
constitucional vigente. 3. Recurso extraordinário conhecido e
improvido.” (Recurso Extraordinário 372600, Rel. Min. Ellen Gracie)
3.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S) : MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984394
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825.237
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : MARY UCHÔA RIBEIRO
ADV.(A/S) : MANOEL FERREIRA DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 825 . 237",
"AGRAVO 825 . 237",
"SÚMULA 405 DO Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 405 DO Supremo Tribunal Federal",
"ARE 825237 AGR / RJ",
"mandamus n 98 . 0006991 - 7",
"Súmula n 405 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 825237 AGR / RJ",
"mandamus n 98 . 0006991 - 7",
"Súmula n 405 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 825237",
"RECURSO ESPECIAL 1154248",
"Súmulas 282 / Supremo Tribunal Federal",
"284 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 825237 AGR / RJ",
"Súmulas 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 825237 AGR",
"ADI 3128",
"ARE 825237 AGR / RJ",
"ADI 3128",
"ARE 825237 AGR / RJ",
"ARE 825237 AGR / RJ",
"ARE 825237 AGR / RJ",
"ARE 825237 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 352 . 292 - AgR - Segundo",
"Recurso Extraordinário 352 . 292 - AgR - Segundo",
"ARE 825237 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 372600",
"ARE 825237 AGR / RJ",
"Recurso Extraordinário 372600",
"AGRAVO 825 . 237",
"AGRAVO 825 . 237"
],
"LEGISLACAO": [
"EMENDA CONSTITUCIONAL n 20 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 20",
"artigos 1 . . . do Decreto - lei n 1 . 025 / 69",
"Decreto",
"-",
"lei n 1 . 569 / 77",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 20",
"artigos 1 . . . do Decreto - lei n 1 . 025 / 69",
"Decreto",
"-",
"lei n 1 . 569 / 77",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 7 . . . , § 3 . . . , da Lei n 12 . 016 / 09",
"art . 543 - C , do Código de Processo Civil",
"Lei 9430 / 96",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 20 / 1998",
"art . 146 , II da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 7 . . . , § 3 . . . , da Lei n 12 . 016 / 09",
"art . 543 - C , do Código de Processo Civil",
"art . 63 , § 2 . . . , da Lei 9430 / 96",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"Emenda Constitucional n 20 / 1998",
"art . 146 , II da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n . 20 / 98",
"art . 153 , § 2 . . . , II , da Carta",
"Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"arts . 5 . . . , XXXVI , 146 , III , 149 , 150 , I e III , 194 , 195 , caput , II e § 6 . . . , da",
"Constituição Federal de 1988",
"art . 4 . . . , caput , da",
"EC n 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n . 20 / 98",
"art . 153 , § 2 . . . , II , da Carta",
"Emenda Constitucional n 41 / 2003",
"arts . 5 . . . , XXXVI , 146 , III , 149 , 150 , I e III , 194 , 195 , caput , II e § 6 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"art . 4 . . . , caput , da",
"EC n 41 / 2003",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 4 . . . , caput , da EC n 41 / 2003",
"arts . 149 , caput , 150 , I e III , 194 , 195 , caput , II e § 6 . . . , e 201 , caput , da Constituição Federal de 1988",
"art . 4 . . . , caput , da",
"Emenda Constitucional n 41",
"Emenda Constitucional",
"EC n 41 / 2003",
"art . 4 . . . , § únic , I e II",
"art . 4 . . . , § único , I e II , da EC n 41 / 2003",
"arts . 145 , § 1 . . . , e 150 , II , cc . art . 5 . . . , caput e § 1 . . . , e 60 , § 4 . . . , IV , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 4 . . . , caput , da",
"EC n 41 / 2003",
"arts . 149 , caput , 150 , I e III , 194 , 195 , caput , II e § 6 . . . , e 201 , caput , da Constituição Federal de 1988",
"art .",
"Emenda Constitucional n 41",
"Emenda Constitucional",
"EC n 41 / 2003 , art . 4 . . . , § únic",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§",
"Emenda Constitucional n 41",
"art . 40 , § 18 , da Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 ,",
"Emenda Constitucional n 20 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ único , incisos I e II , do art . 4 . . . da Emenda Constitucional n 41",
"art . 40 , § 18 , da Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Constitucional n 20 / 1998",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 153 , § 2 . . . , INC . II , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 98",
"ART . 153 , § 2 . . . , II DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"EC n 20 / 98",
"art . 153 , § 2 . . . , II , da Constituição Federal",
"EC n 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 153 , § 2 . . . , INC . II , DA",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 98",
"ART . 153 , § 2 . . . , II DA Constituição Federal de 1988 / 88",
"EC n 20 / 98",
"art . 153 , § 2 . . . , II , da Constituição Federal",
"EC n 20 / 98",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"Distrito Federal",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"3",
".",
". . Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"3",
".",
". . Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RJ",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
"Distrito Federal",
"União",
"Distrito Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
"Distrito Federal",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"FAZENDA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"MARY UCHÔA RIBEIRO",
"MANOEL FERREIRA DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MARY UCHÔA RIBEIRO",
"MANOEL FERREIRA DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"MARY UCHÔA RIBEIRO",
"MANOEL FERREIRA DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"MAURO CAMPBELL MARQUES",
"MAURO CAMPBELL MARQUES",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cármen Lúcia",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"Cármen Lúcia",
"ROBERTO BARROSO",
"Ellen Gracie",
"Ellen Gracie",
"ROBERTO BARROSO",
"MARY UCHÔA RIBEIRO",
"MANOEL FERREIRA DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"MARY UCHÔA RIBEIRO",
"MANOEL FERREIRA DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"07 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
"/",
"02",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de dezembro de 2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de dezembro de 2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de dezembro de 2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19 de dezembro de 2003",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
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"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"7",
".",
"10",
".",
"2014",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S)
:DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S)
:MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
CONTRATAÇÃO SEM LICITAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS
NECESSÁRIOS À INEXIGIBILIDADE DO PROCEDIMENTO
LICITATÓRIO. NECESSIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N.
279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 03 de setembro de 2013
Ministra Cármen Lúcia - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Relatório
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S)
:DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S)
:MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 13 de agosto de 2013 , neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Miguel Moubada Haddad
contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que anulara contrato
celebrado sem licitação e determinara o ressarcimento dos danos
causados ao erário. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador
Relator asseverou:
(…)
7. Concluir de forma diversa do que decidido nas instâncias
originárias demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à
espécie (no caso, o Código de Processo Civil, a Lei n. 8.666/1993 e a
Lei n. 4.717/1965), procedimento inviável de ser validamente adotado
nessa via processual. Incide a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
ADMINISTRATIVO.
LICITAÇÃO.
PRORROGAÇÃO CONTRATUAL. 1. Análise de matéria
infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Reexame de
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SEGUNDA TURMA
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PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S)
:DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S)
:MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 13 de agosto de 2013 , neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Miguel Moubada Haddad
contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que anulara contrato
celebrado sem licitação e determinara o ressarcimento dos danos
causados ao erário. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador
Relator asseverou:
(…)
7. Concluir de forma diversa do que decidido nas instâncias
originárias demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à
espécie (no caso, o Código de Processo Civil, a Lei n. 8.666/1993 e a
Lei n. 4.717/1965), procedimento inviável de ser validamente adotado
nessa via processual. Incide a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
ADMINISTRATIVO.
LICITAÇÃO.
PRORROGAÇÃO CONTRATUAL. 1. Análise de matéria
infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Reexame de
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Relatório
ARE 743901 AGR / SP
cláusulas contratuais e de fatos e provas. Súmulas n. 279 e 454 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Inexistência de contrariedade ao art. 97
da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega
provimento” (AI 768.031-ED/PR, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJ 12.6.2013).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL. 1) AÇÃO DE RESSARCIMENTO AO
ERÁRIO: IMPRESCRITIBILIDADE. PRECEDENTES. 2)
OCORRÊNCIA DE DANO: NECESSIDADE DE REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (RE 598.493-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJ 13.5.2013).
(...)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 20.8.2012, interpõe Miguel
Moubada Haddad, em 26.8.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que “a Ação Popular foi promovida e julgada sem
a demonstração de que teria havido qualquer prejuízo ao patrimônio público, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico e
cultural. (…) Como se sabe, o processamento de ação popular depende da
demonstração do binômio lesividade e ilegalidade. Sem esses requisitos, a
admissão da ação popular fere o artigo 5º, inc. LXXIII, da Constituição Federal”.
Assevera que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça teria
contrariado os arts. 5º, inc. LXXII, e 37, inc. XXI, da Constituição da
República, porque “expôs entendimento no sentido de que bastaria a
demonstração de ilegalidade para processamento e julgamento da ação popular”.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 743901 AGR / SP
cláusulas contratuais e de fatos e provas. Súmulas n. 279 e 454 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Inexistência de contrariedade ao art. 97
da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega
provimento” (AI 768.031-ED/PR, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJ 12.6.2013).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL. 1) AÇÃO DE RESSARCIMENTO AO
ERÁRIO: IMPRESCRITIBILIDADE. PRECEDENTES. 2)
OCORRÊNCIA DE DANO: NECESSIDADE DE REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (RE 598.493-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJ 13.5.2013).
(...)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 20.8.2012, interpõe Miguel
Moubada Haddad, em 26.8.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que “a Ação Popular foi promovida e julgada sem
a demonstração de que teria havido qualquer prejuízo ao patrimônio público, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico e
cultural. (…) Como se sabe, o processamento de ação popular depende da
demonstração do binômio lesividade e ilegalidade. Sem esses requisitos, a
admissão da ação popular fere o artigo 5º, inc. LXXIII, da Constituição Federal”.
Assevera que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça teria
contrariado os arts. 5º, inc. LXXII, e 37, inc. XXI, da Constituição da
República, porque “expôs entendimento no sentido de que bastaria a
demonstração de ilegalidade para processamento e julgamento da ação popular”.
2
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Relatório
ARE 743901 AGR / SP
Pondera que o Tribunal a quo “não enfrentou o ponto central da
discussão, que é a inquestionável existência de previsão legal da inexigibilidade
de licitação (Lei 8.666/93, art. 25). O que se fez, no âmbito do Judiciário, foi
adentrar ao mérito do ato administrativo da contratação, para aferir se realmente
o profissional contratado apresentava as características previstas na lei” e, ainda,
que teria se valido “de exame fático carregado de subjetividade para sustentar o
entendimento de que profissional contratado não reunia a expertise anunciada e
que justificaria a contratação”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 743901 AGR / SP
Pondera que o Tribunal a quo “não enfrentou o ponto central da
discussão, que é a inquestionável existência de previsão legal da inexigibilidade
de licitação (Lei 8.666/93, art. 25). O que se fez, no âmbito do Judiciário, foi
adentrar ao mérito do ato administrativo da contratação, para aferir se realmente
o profissional contratado apresentava as características previstas na lei” e, ainda,
que teria se valido “de exame fático carregado de subjetividade para sustentar o
entendimento de que profissional contratado não reunia a expertise anunciada e
que justificaria a contratação”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Desembargador Relator do caso no Tribunal de origem
fundamentou o voto condutor do acórdão nos termos seguintes:
“Lê-se da publicação oficial que o acionado Jayme Martins foi
contratado pelo prazo de doze meses, pelo valor de R$ 48.000,00 para
‘...prestação de serviços de assessoria técnica em processos
administrativos Educacionais do Ensino Fundamental, junto
aos Ministérios em Brasília e Secretarias de Estado e realizar a
interface com os empresários no sentido de capitação (como no
texto) de recursos por meio da Lei Rouanet’. (…) com a devida
permissão, não há justificativa para a ausência de licitação prévia.
Sem desdouro do acionado Jayme Martins, certo existir no País, no
Estado de São Paulo, em especial na cidade de São Paulo, próxima a
Jundiaí, SP, ou mesmo nas regiões próximas desta cidade inúmeras
empresas, técnicos e demais pessoas com capacidade idêntica e, data
venia, maior renome, para desempenhar os serviços contratados.
Nesta quadra, com a devida permissão, necessária a menção de constar
no reconhecido site de busca ‘google.com.br’, da rede Internet, parcas
inserções a respeito do contratado, dentre elas o site ‘Overchina’, no
qual referido senhor oferece seus conhecimentos na área de consultoria
empresarial e cultural, com a seguinte definição, ‘[a] OVERCHINA é
uma empresa estabelecida para assistir empresas brasileiras
interessadas em desenvolver negócios, promover missões
empresariais e palestras sobre economia, comércio, política,
história, cultura e outros aspectos da China’. Desta forma, data
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Desembargador Relator do caso no Tribunal de origem
fundamentou o voto condutor do acórdão nos termos seguintes:
“Lê-se da publicação oficial que o acionado Jayme Martins foi
contratado pelo prazo de doze meses, pelo valor de R$ 48.000,00 para
‘...prestação de serviços de assessoria técnica em processos
administrativos Educacionais do Ensino Fundamental, junto
aos Ministérios em Brasília e Secretarias de Estado e realizar a
interface com os empresários no sentido de capitação (como no
texto) de recursos por meio da Lei Rouanet’. (…) com a devida
permissão, não há justificativa para a ausência de licitação prévia.
Sem desdouro do acionado Jayme Martins, certo existir no País, no
Estado de São Paulo, em especial na cidade de São Paulo, próxima a
Jundiaí, SP, ou mesmo nas regiões próximas desta cidade inúmeras
empresas, técnicos e demais pessoas com capacidade idêntica e, data
venia, maior renome, para desempenhar os serviços contratados.
Nesta quadra, com a devida permissão, necessária a menção de constar
no reconhecido site de busca ‘google.com.br’, da rede Internet, parcas
inserções a respeito do contratado, dentre elas o site ‘Overchina’, no
qual referido senhor oferece seus conhecimentos na área de consultoria
empresarial e cultural, com a seguinte definição, ‘[a] OVERCHINA é
uma empresa estabelecida para assistir empresas brasileiras
interessadas em desenvolver negócios, promover missões
empresariais e palestras sobre economia, comércio, política,
história, cultura e outros aspectos da China’. Desta forma, data
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 743901 AGR / SP
venia, a área de atuação do contratado é bem diversa daquela
pretendida pela Municipalidade de Jundiaí. Inviável, pois, a
inexigibilidade da licitação”.
O Tribunal de origem reconheceu a ilegalidade da contratação sem
prévia licitação com base no acervo probatório dos autos e na análise da
legislação infraconstitucional. Concluir de forma diversa demandaria o
prévio exame de normas legais e o reexame de provas, procedimento que
não pode ser adotado em recurso extraordinário. Eventual ofensa
constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito
Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil pública.
Contratação de advogado sem procedimento licitatório. 4. Leis n.
8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da legislação infraconstitucional.
Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. 5. Revolvimento do
acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula
desta Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 737.547-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.6.2013).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de
prestação jurisdicional. Não ocorrência. Impossibilidade de reexame de
legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos.
Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem
mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. O Tribunal de
origem decidiu sobre a necessidade de licitação com fundamento na
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e nas provas
dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso extraordinário.
3. Agravo regimental não provido” (AI 789.397-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 6.2.2013).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
2
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ARE 743901 AGR / SP
venia, a área de atuação do contratado é bem diversa daquela
pretendida pela Municipalidade de Jundiaí. Inviável, pois, a
inexigibilidade da licitação”.
O Tribunal de origem reconheceu a ilegalidade da contratação sem
prévia licitação com base no acervo probatório dos autos e na análise da
legislação infraconstitucional. Concluir de forma diversa demandaria o
prévio exame de normas legais e o reexame de provas, procedimento que
não pode ser adotado em recurso extraordinário. Eventual ofensa
constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito
Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil pública.
Contratação de advogado sem procedimento licitatório. 4. Leis n.
8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da legislação infraconstitucional.
Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. 5. Revolvimento do
acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula
desta Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 737.547-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.6.2013).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de
prestação jurisdicional. Não ocorrência. Impossibilidade de reexame de
legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos.
Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem
mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. O Tribunal de
origem decidiu sobre a necessidade de licitação com fundamento na
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e nas provas
dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso extraordinário.
3. Agravo regimental não provido” (AI 789.397-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 6.2.2013).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 743901 AGR / SP
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 743901 AGR / SP
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 03/09/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S) : DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S) : MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S) : DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S) : MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma,
03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4567455
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-09-25T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO SEM LICITAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS À INEXIGIBILIDADE DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. NECESSIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur242744
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CONTRATAÇÃO SEM LICITAÇÃO)
AI 737547 AgR (2ªT), AI 789397 AgR (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 02/10/2013, MAR.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
743901
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"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
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acordaos
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ARE 743901 AgR
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""
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AGTE.(S) : MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S) : DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S) : MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
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""
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Ementa e Acórdão
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S)
:DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S)
:MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
ADMINISTRATIVO.
CONTRATAÇÃO SEM LICITAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS
NECESSÁRIOS À INEXIGIBILIDADE DO PROCEDIMENTO
LICITATÓRIO. NECESSIDADE DA ANÁLISE PRÉVIA DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N.
279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Celso de Mello.
Brasília, 03 de setembro de 2013
Ministra Cármen Lúcia - Relatora
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S)
:DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S)
:MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 13 de agosto de 2013 , neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Miguel Moubada Haddad
contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que anulara contrato
celebrado sem licitação e determinara o ressarcimento dos danos
causados ao erário. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador
Relator asseverou:
(…)
7. Concluir de forma diversa do que decidido nas instâncias
originárias demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à
espécie (no caso, o Código de Processo Civil, a Lei n. 8.666/1993 e a
Lei n. 4.717/1965), procedimento inviável de ser validamente adotado
nessa via processual. Incide a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
ADMINISTRATIVO.
LICITAÇÃO.
PRORROGAÇÃO CONTRATUAL. 1. Análise de matéria
infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Reexame de
Supremo Tribunal Federal
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PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S)
:DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S)
:MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Em 13 de agosto de 2013 , neguei seguimento ao agravo nos autos
do recurso extraordinário interposto por Miguel Moubada Haddad
contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que anulara contrato
celebrado sem licitação e determinara o ressarcimento dos danos
causados ao erário. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
6. No voto condutor do acórdão recorrido, o Desembargador
Relator asseverou:
(…)
7. Concluir de forma diversa do que decidido nas instâncias
originárias demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
constante do processo e da legislação infraconstitucional aplicável à
espécie (no caso, o Código de Processo Civil, a Lei n. 8.666/1993 e a
Lei n. 4.717/1965), procedimento inviável de ser validamente adotado
nessa via processual. Incide a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal:
“EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO
DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO
REGIMENTAL.
ADMINISTRATIVO.
LICITAÇÃO.
PRORROGAÇÃO CONTRATUAL. 1. Análise de matéria
infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Reexame de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
ARE 743901 AGR / SP
cláusulas contratuais e de fatos e provas. Súmulas n. 279 e 454 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Inexistência de contrariedade ao art. 97
da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega
provimento” (AI 768.031-ED/PR, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJ 12.6.2013).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL. 1) AÇÃO DE RESSARCIMENTO AO
ERÁRIO: IMPRESCRITIBILIDADE. PRECEDENTES. 2)
OCORRÊNCIA DE DANO: NECESSIDADE DE REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 598.493-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJ 13.5.2013).
(...)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 20.8.2012, interpõe Miguel
Moubada Haddad, em 26.8.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que “a Ação Popular foi promovida e julgada sem
a demonstração de que teria havido qualquer prejuízo ao patrimônio público, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico e
cultural. (…) Como se sabe, o processamento de ação popular depende da
demonstração do binômio lesividade e ilegalidade. Sem esses requisitos, a
admissão da ação popular fere o artigo 5..., inc. LXXIII, da Constituição Federal”.
Assevera que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça teria
contrariado os arts. 5..., inc. LXXII, e 37, inc. XXI, da Constituição da
República, porque “expôs entendimento no sentido de que bastaria a
demonstração de ilegalidade para processamento e julgamento da ação popular”.
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 743901 AGR / SP
cláusulas contratuais e de fatos e provas. Súmulas n. 279 e 454 do
Supremo Tribunal Federal. 3. Inexistência de contrariedade ao art. 97
da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega
provimento” (AI 768.031-ED/PR, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJ 12.6.2013).
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO
E
CONSTITUCIONAL. 1) AÇÃO DE RESSARCIMENTO AO
ERÁRIO: IMPRESCRITIBILIDADE. PRECEDENTES. 2)
OCORRÊNCIA DE DANO: NECESSIDADE DE REEXAME DE
PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA
PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 598.493-AgR/SP, de minha relatoria, Segunda
Turma, DJ 13.5.2013).
(...)
Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc.
II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal)”.
2. Publicada essa decisão no DJe de 20.8.2012, interpõe Miguel
Moubada Haddad, em 26.8.2013, tempestivamente, agravo regimental.
3. O Agravante afirma que “a Ação Popular foi promovida e julgada sem
a demonstração de que teria havido qualquer prejuízo ao patrimônio público, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico e
cultural. (…) Como se sabe, o processamento de ação popular depende da
demonstração do binômio lesividade e ilegalidade. Sem esses requisitos, a
admissão da ação popular fere o artigo 5..., inc. LXXIII, da Constituição Federal”.
Assevera que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça teria
contrariado os arts. 5..., inc. LXXII, e 37, inc. XXI, da Constituição da
República, porque “expôs entendimento no sentido de que bastaria a
demonstração de ilegalidade para processamento e julgamento da ação popular”.
2
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Relatório
ARE 743901 AGR / SP
Pondera que o Tribunal a quo “não enfrentou o ponto central da
discussão, que é a inquestionável existência de previsão legal da inexigibilidade
de licitação (Lei 8.666/93, art. 25). O que se fez, no âmbito do Judiciário, foi
adentrar ao mérito do ato administrativo da contratação, para aferir se realmente
o profissional contratado apresentava as características previstas na lei” e, ainda,
que teria se valido “de exame fático carregado de subjetividade para sustentar o
entendimento de que profissional contratado não reunia a expertise anunciada e
que justificaria a contratação”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 743901 AGR / SP
Pondera que o Tribunal a quo “não enfrentou o ponto central da
discussão, que é a inquestionável existência de previsão legal da inexigibilidade
de licitação (Lei 8.666/93, art. 25). O que se fez, no âmbito do Judiciário, foi
adentrar ao mérito do ato administrativo da contratação, para aferir se realmente
o profissional contratado apresentava as características previstas na lei” e, ainda,
que teria se valido “de exame fático carregado de subjetividade para sustentar o
entendimento de que profissional contratado não reunia a expertise anunciada e
que justificaria a contratação”.
Requer o provimento do presente recurso.
É o relatório.
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Desembargador Relator do caso no Tribunal de origem
fundamentou o voto condutor do acórdão nos termos seguintes:
“Lê-se da publicação oficial que o acionado Jayme Martins foi
contratado pelo prazo de doze meses, pelo valor de R$ 48.000,00 para
‘...prestação de serviços de assessoria técnica em processos
administrativos Educacionais do Ensino Fundamental, junto
aos Ministérios em Brasília e Secretarias de Estado e realizar a
interface com os empresários no sentido de capitação (como no
texto) de recursos por meio da Lei Rouanet’. (…) com a devida
permissão, não há justificativa para a ausência de licitação prévia.
Sem desdouro do acionado Jayme Martins, certo existir no País, no
Estado de São Paulo, em especial na cidade de São Paulo, próxima a
Jundiaí, SP, ou mesmo nas regiões próximas desta cidade inúmeras
empresas, técnicos e demais pessoas com capacidade idêntica e, data
venia, maior renome, para desempenhar os serviços contratados.
Nesta quadra, com a devida permissão, necessária a menção de constar
no reconhecido site de busca ‘google.com.br’, da rede Internet, parcas
inserções a respeito do contratado, dentre elas o site ‘Overchina’, no
qual referido senhor oferece seus conhecimentos na área de consultoria
empresarial e cultural, com a seguinte definição, ‘[a] OVERCHINA é
uma empresa estabelecida para assistir empresas brasileiras
interessadas em desenvolver negócios, promover missões
empresariais e palestras sobre economia, comércio, política,
história, cultura e outros aspectos da China’. Desta forma, data
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste ao Agravante.
2. O Desembargador Relator do caso no Tribunal de origem
fundamentou o voto condutor do acórdão nos termos seguintes:
“Lê-se da publicação oficial que o acionado Jayme Martins foi
contratado pelo prazo de doze meses, pelo valor de R$ 48.000,00 para
‘...prestação de serviços de assessoria técnica em processos
administrativos Educacionais do Ensino Fundamental, junto
aos Ministérios em Brasília e Secretarias de Estado e realizar a
interface com os empresários no sentido de capitação (como no
texto) de recursos por meio da Lei Rouanet’. (…) com a devida
permissão, não há justificativa para a ausência de licitação prévia.
Sem desdouro do acionado Jayme Martins, certo existir no País, no
Estado de São Paulo, em especial na cidade de São Paulo, próxima a
Jundiaí, SP, ou mesmo nas regiões próximas desta cidade inúmeras
empresas, técnicos e demais pessoas com capacidade idêntica e, data
venia, maior renome, para desempenhar os serviços contratados.
Nesta quadra, com a devida permissão, necessária a menção de constar
no reconhecido site de busca ‘google.com.br’, da rede Internet, parcas
inserções a respeito do contratado, dentre elas o site ‘Overchina’, no
qual referido senhor oferece seus conhecimentos na área de consultoria
empresarial e cultural, com a seguinte definição, ‘[a] OVERCHINA é
uma empresa estabelecida para assistir empresas brasileiras
interessadas em desenvolver negócios, promover missões
empresariais e palestras sobre economia, comércio, política,
história, cultura e outros aspectos da China’. Desta forma, data
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 743901 AGR / SP
venia, a área de atuação do contratado é bem diversa daquela
pretendida pela Municipalidade de Jundiaí. Inviável, pois, a
inexigibilidade da licitação”.
O Tribunal de origem reconheceu a ilegalidade da contratação sem
prévia licitação com base no acervo probatório dos autos e na análise da
legislação infraconstitucional. Concluir de forma diversa demandaria o
prévio exame de normas legais e o reexame de provas, procedimento que
não pode ser adotado em recurso extraordinário. Eventual ofensa
constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito
Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil pública.
Contratação de advogado sem procedimento licitatório. 4. Leis n.
8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da legislação infraconstitucional.
Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. 5. Revolvimento do
acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula
desta Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 737.547-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.6.2013).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de
prestação jurisdicional. Não ocorrência. Impossibilidade de reexame de
legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos.
Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem
mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. O Tribunal de
origem decidiu sobre a necessidade de licitação com fundamento na
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e nas provas
dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso extraordinário.
3. Agravo regimental não provido” (AI 789.397-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 6.2.2013).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
2
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ARE 743901 AGR / SP
venia, a área de atuação do contratado é bem diversa daquela
pretendida pela Municipalidade de Jundiaí. Inviável, pois, a
inexigibilidade da licitação”.
O Tribunal de origem reconheceu a ilegalidade da contratação sem
prévia licitação com base no acervo probatório dos autos e na análise da
legislação infraconstitucional. Concluir de forma diversa demandaria o
prévio exame de normas legais e o reexame de provas, procedimento que
não pode ser adotado em recurso extraordinário. Eventual ofensa
constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido:
“Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Direito
Administrativo. 3. Improbidade administrativa. Ação civil pública.
Contratação de advogado sem procedimento licitatório. 4. Leis n.
8.429/92 e 8.666/93. Prévia análise da legislação infraconstitucional.
Impossibilidade em sede de recurso extraordinário. 5. Revolvimento do
acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula
desta Corte. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de
infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega
provimento” (AI 737.547-AgR, Relator o Ministro Gilmar
Mendes, Segunda Turma, DJe 19.6.2013).
“Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de
prestação jurisdicional. Não ocorrência. Impossibilidade de reexame de
legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos.
Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem
mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. O Tribunal de
origem decidiu sobre a necessidade de licitação com fundamento na
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e nas provas
dos autos, cujo reexame é inviável em sede de recurso extraordinário.
3. Agravo regimental não provido” (AI 789.397-AgR, Relator o
Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 6.2.2013).
3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 743901 AGR / SP
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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ARE 743901 AGR / SP
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 03/09/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S) : DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S) : MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.901
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : MIGUEL MOUBADA HADDAD
ADV.(A/S) : DANIELA D'AMBROSIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ANTONIO GALDINO
ADV.(A/S) : MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI
Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma,
03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743 . 901",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal",
"AGRAVO 743 . 901",
"Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal",
"ARE 743901 AGR / SP",
"Súmulas n . 279",
"AI 768 . 031 - ED / PR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 598 . 493 - AgR / SP",
"ARE",
"Súmulas n . 279",
"AI 768 . 031 - ED / PR",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 598 . 493 - AgR / SP",
"ARE 743901 AGR / SP",
"ARE 743901 AGR / SP",
"ARE 743901 AGR / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 737 . 547 - AgR",
"AI 789 . 397 - AgR",
"ARE 743901 AGR / SP",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 737 . 547 - AgR",
"AI 789 . 397 - AgR",
"ARE 743901 AGR",
"ARE 743901 AGR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Lei n . 8 . 666 / 1993",
"Lei n . 4 . 717 / 1965",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Civil",
"Lei n . 8 . 666 / 1993",
"Lei n . 4 . 717 / 1965",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 97 da Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"artigo 5 . . . , inc . LXXIII , da Constituição Federal",
"arts . 5 . . . , inc . LXXII , e 37 , inc . XXI , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 97 da Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"arts . 5 . . . , inc . LXXII , e 37 , inc . XXI , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 666 / 93 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 666 / 93 , art . 25",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Rouanet ’",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei Rouanet",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis n . 8 . 429 / 92",
"8",
".",
"666",
"/",
"93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Leis n . 8 . 429 / 92",
"8",
".",
"666",
"/",
"93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Estado de São Paulo",
"São Paulo",
"Jundiaí",
",",
"SP",
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Estado de São Paulo",
"São Paulo",
"Jundiaí",
",",
"SP",
"Jundiaí",
"Jundiaí",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"SP",
"Segunda Turma",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Overchina",
"OVERCHINA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Overchina",
"OVERCHINA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"2",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"MIGUEL MOUBADA HADDAD",
"DANIELA D ' AMBROSIO",
"ANTONIO GALDINO",
"MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MIGUEL MOUBADA HADDAD",
"DANIELA D ' AMBROSIO",
"ANTONIO GALDINO",
"MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Miguel Moubada Haddad",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MIGUEL MOUBADA HADDAD",
"DANIELA D ' AMBROSIO",
"ANTONIO GALDINO",
"MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Miguel Moubada Haddad",
"Miguel Moubada Haddad",
"Miguel Moubada Haddad",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Jayme Martins",
"Jayme Martins",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Jayme Martins",
"Jayme Martins",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"Gilmar Mendes",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MIGUEL MOUBADA HADDAD",
"DANIELA D ' AMBROSIO",
"ANTONIO GALDINO",
"MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"MIGUEL MOUBADA HADDAD",
"DANIELA D ' AMBROSIO",
"ANTONIO GALDINO",
"MÁRCIO VICENTE FARIA COZATTI",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi . Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"03 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"13 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"13 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"6",
".",
"2013",
"13",
".",
"5",
".",
"2013",
"20",
".",
"8",
".",
"2012",
"26",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"6",
".",
"2013",
"13",
".",
"5",
".",
"2013",
"20",
".",
"8",
".",
"2012",
"26",
".",
"8",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2013",
"6",
".",
"2",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
".",
"6",
".",
"2013",
"6",
".",
"2",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"03",
".",
"09",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"09",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.616 BAHIA
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
NEGATIVA DE AUTORIA. IMPOSSIBLIDADE DE EXAME NA VIA DO
HABEAS CORPUS. SUPERVENIÊNCIA DE CONDENAÇÃO. EXCESSO
DE PRAZO NA CONCLUSÃO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. QUESTÃO
SUPERADA. MANUTENÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. MESMOS
FUNDAMENTOS. PERDA DE OBJETO. NÃO OCORRÊNCIA. PRISÃO
PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE.
GARANTIA DE APLICAÇÃO DA LEI PENAL. FUGA DO DISTRITO DA
CULPA. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. IMPETRAÇÃO PARCIALMENTE
CONHECIDA E DENEGADA.
1. A jurisprudência desta Corte é assente no entendimento de que
habeas corpus não é meio hábil para reexame de fatos e das provas, a fim
de verificar a negativa de autoria.
2. A alegação de excesso de prazo na conclusão da instrução criminal
está superada pela superveniência da sentença penal condenatória.
3. Segundo a jurisprudência do STF, não há perda de objeto quando
a sentença condenatória superveniente mantém a custódia cautelar pelos
mesmos fundamentos do decreto prisional originário.
4. As circunstâncias concretas da prática do crime (modus operandi) e
a fuga do acusado durante boa parte da instrução criminal justificam a
decretação e a manutenção da prisão cautelar para garantia da ordem
pública e salvaguarda da aplicação da lei penal.
5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4497258.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
HC 114616 / BA
Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4497258.
Supremo Tribunal Federal
HC 114616 / BA
Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4497258.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10
Relatório
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.616 BAHIA
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado
em favor de Luis Cláudio Dacttes Magalhães, contra acórdão proferido
pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que conheceu
parcialmente do HC 236.367/BA e denegou a ordem. Eis a ementa desse
julgado:
“CRIMINAL. HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO E
LATROCÍNIO. NEGATIVA DE AUTORIA. EXAME DE
PROVA. INVIABILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA.
PRESENTES OS REQUISITOS DO ARTIGO 312 DO CÓDIGO
DE PROCESSO PENAL. ORDEM PARCIALMENTE
CONHECIDA E DENEGADA.
I. As alegações em relação à ausência de provas que
comprovem a participação do paciente no delito apurado não
podem ser aqui analisadas, eis que o exame destas exigiria a
reapreciação de questões de índole subjetiva e incursão em
elementos de fato e prova, inviáveis de serem equacionadas
nesta via, ficando a cargo da instância ordinária.
II. Sendo a prisão cautelar decretada na presença dos
requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal, deve a
mesma ser mantida.
III. A fuga do réu do distrito da culpa revela sua intenção
de se furtar à aplicação da lei penal, sendo suficiente para
obstar a revogação da custódia cautelar. Precedentes do STJ e
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4497259.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.616 BAHIA
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado
em favor de Luis Cláudio Dacttes Magalhães, contra acórdão proferido
pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que conheceu
parcialmente do HC 236.367/BA e denegou a ordem. Eis a ementa desse
julgado:
“CRIMINAL. HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO E
LATROCÍNIO. NEGATIVA DE AUTORIA. EXAME DE
PROVA. INVIABILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA.
PRESENTES OS REQUISITOS DO ARTIGO 312 DO CÓDIGO
DE PROCESSO PENAL. ORDEM PARCIALMENTE
CONHECIDA E DENEGADA.
I. As alegações em relação à ausência de provas que
comprovem a participação do paciente no delito apurado não
podem ser aqui analisadas, eis que o exame destas exigiria a
reapreciação de questões de índole subjetiva e incursão em
elementos de fato e prova, inviáveis de serem equacionadas
nesta via, ficando a cargo da instância ordinária.
II. Sendo a prisão cautelar decretada na presença dos
requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal, deve a
mesma ser mantida.
III. A fuga do réu do distrito da culpa revela sua intenção
de se furtar à aplicação da lei penal, sendo suficiente para
obstar a revogação da custódia cautelar. Precedentes do STJ e
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4497259.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
HC 114616 / BA
do STF.
IV. Ordem parcialmente conhecida e, nesta extensão,
denegada”.
Sustenta o impetrante, em síntese, que (a) o paciente foi denunciado
pela suposta prática do delito previsto no art. 157, § 2º, I e II e § 3º, do
Código Penal; (b) não há provas concretas da participação do paciente no
evento criminoso; (c) a prisão preventiva foi decretada em razão da
periculosidade abstrata dos delitos e do clamor público, o que não é
admissível pela jurisprudência do STF; (d) o excesso de prazo na
conclusão da instrução processual. Requer a concessão da ordem para
que o paciente seja posto imediatamente em liberdade.
Indeferido pedido de liminar.
O Superior Tribunal de Justiça e o juízo de primeiro grau prestaram
informações.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo
não conhecimento do habeas corpus e, no mérito, pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4497259.
Supremo Tribunal Federal
HC 114616 / BA
do STF.
IV. Ordem parcialmente conhecida e, nesta extensão,
denegada”.
Sustenta o impetrante, em síntese, que (a) o paciente foi denunciado
pela suposta prática do delito previsto no art. 157, § 2º, I e II e § 3º, do
Código Penal; (b) não há provas concretas da participação do paciente no
evento criminoso; (c) a prisão preventiva foi decretada em razão da
periculosidade abstrata dos delitos e do clamor público, o que não é
admissível pela jurisprudência do STF; (d) o excesso de prazo na
conclusão da instrução processual. Requer a concessão da ordem para
que o paciente seja posto imediatamente em liberdade.
Indeferido pedido de liminar.
O Superior Tribunal de Justiça e o juízo de primeiro grau prestaram
informações.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo
não conhecimento do habeas corpus e, no mérito, pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4497259.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.616 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. De início, cumpre ressaltar que a questão relativa à ausência de
provas concretas da participação do paciente no evento criminoso não foi
analisada pelo STJ, uma vez que “o exame destas exigiria a reapreciação
de questões de índole subjetiva e incursão em elementos de fato e prova,
impossíveis de serem equacionadas nesta via, ficando a cargo da instância
ordinária”. Pelos mesmos fundamentos, nesta parte, a impetração não
pode ser conhecida (v.g.: HC 111.363/RJ, 1ª T., Min. Luiz Fux, DJe de
27/08/2013; HC 116.619/RJ, 2ª T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de
11/06/2013; HC 113.627/SP, 2ª T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 02/04/2013).
2. No que concerne ao alegado excesso de prazo para o
encerramento da instrução criminal, a matéria encontra-se prejudicada,
tendo em vista que, pelas informações prestadas, o juízo de primeiro grau
condenou o paciente à pena de 20 anos de reclusão, em regime inicial
fechado, pela tentativa de latrocínio (art. 157, § 3º, c/c o art. 14, II, ambos
do CP). É que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que a alegação de excesso de prazo para a conclusão da
instrução criminal fica superada pela superveniência da sentença
condenatória (v.g.: HC 113.021/SP, 1ª T., Min. Dias Toffoli, DJe de
07/08/2013; HC 111.119/PI, 1ª T., Min. Luiz Fux, DJe de 29/05/2013; HC
108.010/PE, 2ª T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 17/04/2013; HC 114.758/PE,
2ª T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/04/2013).
3. Por considerar presentes os requisitos da custódia, a sentença
condenatória manteve a prisão preventiva do paciente pelos mesmos
fundamentos declinados no decreto prisional e, posteriormente,
confirmados pelo Tribunal de Justiça estadual. Não houve, assim,
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4497260.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.616 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. De início, cumpre ressaltar que a questão relativa à ausência de
provas concretas da participação do paciente no evento criminoso não foi
analisada pelo STJ, uma vez que “o exame destas exigiria a reapreciação
de questões de índole subjetiva e incursão em elementos de fato e prova,
impossíveis de serem equacionadas nesta via, ficando a cargo da instância
ordinária”. Pelos mesmos fundamentos, nesta parte, a impetração não
pode ser conhecida (v.g.: HC 111.363/RJ, 1ª T., Min. Luiz Fux, DJe de
27/08/2013; HC 116.619/RJ, 2ª T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de
11/06/2013; HC 113.627/SP, 2ª T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 02/04/2013).
2. No que concerne ao alegado excesso de prazo para o
encerramento da instrução criminal, a matéria encontra-se prejudicada,
tendo em vista que, pelas informações prestadas, o juízo de primeiro grau
condenou o paciente à pena de 20 anos de reclusão, em regime inicial
fechado, pela tentativa de latrocínio (art. 157, § 3º, c/c o art. 14, II, ambos
do CP). É que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que a alegação de excesso de prazo para a conclusão da
instrução criminal fica superada pela superveniência da sentença
condenatória (v.g.: HC 113.021/SP, 1ª T., Min. Dias Toffoli, DJe de
07/08/2013; HC 111.119/PI, 1ª T., Min. Luiz Fux, DJe de 29/05/2013; HC
108.010/PE, 2ª T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 17/04/2013; HC 114.758/PE,
2ª T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/04/2013).
3. Por considerar presentes os requisitos da custódia, a sentença
condenatória manteve a prisão preventiva do paciente pelos mesmos
fundamentos declinados no decreto prisional e, posteriormente,
confirmados pelo Tribunal de Justiça estadual. Não houve, assim,
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 114616 / BA
segundo o entendimento desta Corte, perda do objeto desta impetração
(v.g.: HC 113.185/SP, 2ª T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 17/12/2012 e HC
100.989/SE. 1ª T., Min. Luiz Fux, DJe de 22/06/2011).
Com efeito, ao contrário do alega a impetrante, a custódia preventiva
não foi decretada apenas com base na periculosidade abstrata do delito e
na repercussão social dos fatos. Veja-se os fundamentos consignados no
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça:
“No mais, foram esses os fundamentos utilizados pelo
Tribunal estadual para denegar o writ lá impetrado, no que
interessa (fls. 46/50):
‘(...).
No tocante a alegativa de ausência de
fundamentação do decisum objurgado, basta breve
disquisição, sobre a custódia provisória hostilizada, para
se concluir pela sua idônea fundamentação, conotando-a
de inarredável necessidade.
Às fls. 21/25, vislumbra-se que a prisão preventiva foi
decretada, com espeque, na concreção dos fatos, havendo
a autoridade coatora aludido, a contento, a necessidade de
preservação da ordem pública, realçando a gravidade do
delito perpetrado, bem assim a conveniência da medida,
demonstrando, fundamentadamente, o periculum libertatis
do paciente.
Logo, a necessidade de salvaguardar a ordem
pública estaria justificada, a mais não poder, na hipótese
nodal, face ao modus operandi do paciente, indicativo de
real periculosidade, tornando-se necessária, pelo menos
neste átrio procedimental, a manutenção da sua custódia
provisória, ainda, para coibir a reiteração da prática
delituosa, haja vista que responde a outras ações penais
perante os Juízos da 5ª Vara Crime, 2ª Vara Crime, desta
Capital.
Por certo, - explicite-se, de pronto - não se pretende
erigir a gravidade teórica do delito, isoladamente, como
pressuposto lógico da prisão cautelar. Contudo, a
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segundo o entendimento desta Corte, perda do objeto desta impetração
(v.g.: HC 113.185/SP, 2ª T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 17/12/2012 e HC
100.989/SE. 1ª T., Min. Luiz Fux, DJe de 22/06/2011).
Com efeito, ao contrário do alega a impetrante, a custódia preventiva
não foi decretada apenas com base na periculosidade abstrata do delito e
na repercussão social dos fatos. Veja-se os fundamentos consignados no
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça:
“No mais, foram esses os fundamentos utilizados pelo
Tribunal estadual para denegar o writ lá impetrado, no que
interessa (fls. 46/50):
‘(...).
No tocante a alegativa de ausência de
fundamentação do decisum objurgado, basta breve
disquisição, sobre a custódia provisória hostilizada, para
se concluir pela sua idônea fundamentação, conotando-a
de inarredável necessidade.
Às fls. 21/25, vislumbra-se que a prisão preventiva foi
decretada, com espeque, na concreção dos fatos, havendo
a autoridade coatora aludido, a contento, a necessidade de
preservação da ordem pública, realçando a gravidade do
delito perpetrado, bem assim a conveniência da medida,
demonstrando, fundamentadamente, o periculum libertatis
do paciente.
Logo, a necessidade de salvaguardar a ordem
pública estaria justificada, a mais não poder, na hipótese
nodal, face ao modus operandi do paciente, indicativo de
real periculosidade, tornando-se necessária, pelo menos
neste átrio procedimental, a manutenção da sua custódia
provisória, ainda, para coibir a reiteração da prática
delituosa, haja vista que responde a outras ações penais
perante os Juízos da 5ª Vara Crime, 2ª Vara Crime, desta
Capital.
Por certo, - explicite-se, de pronto - não se pretende
erigir a gravidade teórica do delito, isoladamente, como
pressuposto lógico da prisão cautelar. Contudo, a
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HC 114616 / BA
gravidade do fato penal, na hipótese sob comento, veio
geminada ao modus operandi do paciente.
Quando tal ocorre, os cenáculos judiciários têm
proclamado a adequabilidade e a necessidade da medida
extrema para salvaguardar a ordem pública,
reiteradamente, ultrajada pela conduta do agente.
(...).
Lado outro, a necessidade de preservação da
aplicação da lei penal estaria, também, justificada, a
mais não poder, na hipótese nodal, por isso que, em
conformidade com as informações da autoridade
impetrada, o paciente, ainda se encontra foragido,
evidenciando, assim, que não pretende colaborar com a
instrução processual. Tais circunstâncias, per si, servem
de escoras ao édito prisional.
(...).
Iniludivelmente, no caso, sob exame, há motivos que
ensejam a decretação da custódia prévia do paciente não,
apenas, para garantia da ordem pública, como, também,
por conveniência da instrução criminal e garantia da
aplicação da lei penal. Por isso mesmo, mais sobradas
razões há, para que a prisão hostilizada subsista, por ser
o paciente um trânsfuga da justiça, levando vida
nômade.
Assim sendo e assim o é, resta inteligível que a
prisão hostilizada não se entremostra balda de
fundamentação, além de sua necessidade estar bem
demonstrada, na concretude dos fatos, existentes, no
processo, merecendo, portanto, o timbre da prestabildade
formal.
(...).
Ex positis, não se vislumbra ilegalidade, a ser
coartada, neste writ.
Diante dos fundamentos predelineados, vota-se pela
denegação da ordem de habeas corpus’.
Com efeito, não há falar-se em ilegalidade da medida
3
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gravidade do fato penal, na hipótese sob comento, veio
geminada ao modus operandi do paciente.
Quando tal ocorre, os cenáculos judiciários têm
proclamado a adequabilidade e a necessidade da medida
extrema para salvaguardar a ordem pública,
reiteradamente, ultrajada pela conduta do agente.
(...).
Lado outro, a necessidade de preservação da
aplicação da lei penal estaria, também, justificada, a
mais não poder, na hipótese nodal, por isso que, em
conformidade com as informações da autoridade
impetrada, o paciente, ainda se encontra foragido,
evidenciando, assim, que não pretende colaborar com a
instrução processual. Tais circunstâncias, per si, servem
de escoras ao édito prisional.
(...).
Iniludivelmente, no caso, sob exame, há motivos que
ensejam a decretação da custódia prévia do paciente não,
apenas, para garantia da ordem pública, como, também,
por conveniência da instrução criminal e garantia da
aplicação da lei penal. Por isso mesmo, mais sobradas
razões há, para que a prisão hostilizada subsista, por ser
o paciente um trânsfuga da justiça, levando vida
nômade.
Assim sendo e assim o é, resta inteligível que a
prisão hostilizada não se entremostra balda de
fundamentação, além de sua necessidade estar bem
demonstrada, na concretude dos fatos, existentes, no
processo, merecendo, portanto, o timbre da prestabildade
formal.
(...).
Ex positis, não se vislumbra ilegalidade, a ser
coartada, neste writ.
Diante dos fundamentos predelineados, vota-se pela
denegação da ordem de habeas corpus’.
Com efeito, não há falar-se em ilegalidade da medida
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HC 114616 / BA
constritiva, porquanto a segregação preventiva foi decretada,
como relatado pelo Tribunal regional, em razão de existirem
fortes indícios da autoria do delito sob apuração, diante das
provas colhidas nos autos e, especialmente, pelos depoimentos
prestados e pelas fotos obtidas do circuito interno de segurança
da instituição bancária, onde se encontrava o paciente.
Ademais, quando do julgamento do habeas corpus
impetrado no Tribunal a quo, o paciente encontrava-se foragido.
Tal fato revela a intenção do réu em furtar-se à aplicação da lei
penal, suficiente para obstar a cassação da custódia”.
Como se vê, o Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem por
entender que são idôneos os fundamentos da medida acautelatória,
demonstrando a necessidade de garantia da ordem pública, sobretudo em
razão do modus operandi utilizado pelos agentes, e da aplicação da lei
penal, ante a fuga ocorrida logo após a prática do crime.
Nesse contexto, a prisão cautelar encontra fundamento na
jurisprudência desta Corte, segundo a qual “prisão cautelar que está
amparada tanto na garantia da aplicação da lei penal, pois o recorrente fugiu do
distrito da culpa, quanto na garantia da ordem pública, em razão de sua
perniciosidade concreta, atestado pelas circunstâncias negativas que permeiam
sua vida pregressa. A conjunção desses fatores é mais do que suficiente para
derruir os argumentos de que o recorrente estaria sofrendo constrangimento
ilegal decorrente da falta de fundamentação apta a justificar a necessidade de
medida constritiva. Nos termos do magistério jurisprudencial da Corte, o estado
permanente de fuga aliado ao risco concreto de reiteração criminosa são motivos
idôneos para a manutenção da prisão preventiva” (RHC 113.310/BA, 1ª T., Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe de 19/03/2013). No mesmo sentido, entre outros:
HC 110.735/MG, 2ª T., Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 11/12/2012; HC
110.353/SP, 2ª T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10/02/2012; RHC
106.369/DF, 2ª T., Min. Gilmar Mendes, DJe de 25/04/2011; HC 97.462/RS,
1ª T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 23/04/2010.
Em suma, não há qualquer ilegalidade na decisão atacada, pois, na
linha de precedentes desta Corte e abalizado entendimento doutrinário a
4
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constritiva, porquanto a segregação preventiva foi decretada,
como relatado pelo Tribunal regional, em razão de existirem
fortes indícios da autoria do delito sob apuração, diante das
provas colhidas nos autos e, especialmente, pelos depoimentos
prestados e pelas fotos obtidas do circuito interno de segurança
da instituição bancária, onde se encontrava o paciente.
Ademais, quando do julgamento do habeas corpus
impetrado no Tribunal a quo, o paciente encontrava-se foragido.
Tal fato revela a intenção do réu em furtar-se à aplicação da lei
penal, suficiente para obstar a cassação da custódia”.
Como se vê, o Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem por
entender que são idôneos os fundamentos da medida acautelatória,
demonstrando a necessidade de garantia da ordem pública, sobretudo em
razão do modus operandi utilizado pelos agentes, e da aplicação da lei
penal, ante a fuga ocorrida logo após a prática do crime.
Nesse contexto, a prisão cautelar encontra fundamento na
jurisprudência desta Corte, segundo a qual “prisão cautelar que está
amparada tanto na garantia da aplicação da lei penal, pois o recorrente fugiu do
distrito da culpa, quanto na garantia da ordem pública, em razão de sua
perniciosidade concreta, atestado pelas circunstâncias negativas que permeiam
sua vida pregressa. A conjunção desses fatores é mais do que suficiente para
derruir os argumentos de que o recorrente estaria sofrendo constrangimento
ilegal decorrente da falta de fundamentação apta a justificar a necessidade de
medida constritiva. Nos termos do magistério jurisprudencial da Corte, o estado
permanente de fuga aliado ao risco concreto de reiteração criminosa são motivos
idôneos para a manutenção da prisão preventiva” (RHC 113.310/BA, 1ª T., Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe de 19/03/2013). No mesmo sentido, entre outros:
HC 110.735/MG, 2ª T., Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 11/12/2012; HC
110.353/SP, 2ª T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10/02/2012; RHC
106.369/DF, 2ª T., Min. Gilmar Mendes, DJe de 25/04/2011; HC 97.462/RS,
1ª T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 23/04/2010.
Em suma, não há qualquer ilegalidade na decisão atacada, pois, na
linha de precedentes desta Corte e abalizado entendimento doutrinário a
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HC 114616 / BA
respeito (cf. OLIVEIRA, Eugênio Pacelli et al. Comentários ao Código de
Processo Penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011, p. 674), é perfeitamente
aceitável a segregação cautelar para garantir a ordem pública quando
fundamentada na descrição da natureza e os meios destacados de
execução dos crimes.
4. Registre-se, por fim, que, embora o mandado de prisão expedido
contra o paciente tenha sido cumprido em 1º/3/2012, antes da sentença, a
sua fuga ocorrida durante boa parte da instrução criminal demonstra a
grande probabilidade de que, caso seja solto, tente, mais um vez, frustar a
aplicação da lei penal, ainda mais, agora, que está sentenciado com uma
reprimenda de 20 anos de reclusão em regime inicial fechado.
5. Diante do exposto, denego a ordem.
5
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respeito (cf. OLIVEIRA, Eugênio Pacelli et al. Comentários ao Código de
Processo Penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011, p. 674), é perfeitamente
aceitável a segregação cautelar para garantir a ordem pública quando
fundamentada na descrição da natureza e os meios destacados de
execução dos crimes.
4. Registre-se, por fim, que, embora o mandado de prisão expedido
contra o paciente tenha sido cumprido em 1º/3/2012, antes da sentença, a
sua fuga ocorrida durante boa parte da instrução criminal demonstra a
grande probabilidade de que, caso seja solto, tente, mais um vez, frustar a
aplicação da lei penal, ainda mais, agora, que está sentenciado com uma
reprimenda de 20 anos de reclusão em regime inicial fechado.
5. Diante do exposto, denego a ordem.
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Extrato de Ata - 03/09/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.616
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.616
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4531315
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-09-17T00:00:00
|
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 03.09.2013.
|
HABEAS CORPUS
|
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. NEGATIVA DE AUTORIA. IMPOSSIBLIDADE DE EXAME NA VIA DO HABEAS CORPUS. SUPERVENIÊNCIA DE CONDENAÇÃO. EXCESSO DE PRAZO NA CONCLUSÃO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. QUESTÃO SUPERADA. MANUTENÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. MESMOS FUNDAMENTOS. PERDA DE OBJETO. NÃO OCORRÊNCIA. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. GARANTIA DE APLICAÇÃO DA LEI PENAL. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. IMPETRAÇÃO PARCIALMENTE CONHECIDA E DENEGADA.
1. A jurisprudência desta Corte é assente no entendimento de que habeas corpus não é meio hábil para reexame de fatos e das provas, a fim de verificar a negativa de autoria.
2. A alegação de excesso de prazo na conclusão da instrução criminal está superada pela superveniência da sentença penal condenatória.
3. Segundo a jurisprudência do STF, não há perda de objeto quando a sentença condenatória superveniente mantém a custódia cautelar pelos mesmos fundamentos do decreto prisional originário.
4. As circunstâncias concretas da prática do crime (modus operandi) e a fuga do acusado durante boa parte da instrução criminal justificam a decretação e a manutenção da prisão cautelar para garantia da ordem pública e salvaguarda da aplicação da lei penal.
5. Ordem denegada.
|
sjur241970
|
- Acórdão(s) citado(s):
(HC, REEXAME, FATO, PROVA)
HC 111363 (1ªT), HC 113627 (2ªT), RHC 116619 (2ªT).
(EXCESSO DE PRAZO, INSTRUÇÃO CRIMINAL, SUPERVENIÊNCIA, SENTENÇA CONDENATÓRIA)
HC 108010 (2ªT), HC 111119 (1ªT), HC 113021 (1ªT), HC 114758 (2ªT).
(PRISÃO PREVENTIVA, SUPERVENIÊNCIA, SENTENÇA CONDENTÓRIA)
HC 100989 (1ªT), HC 113185 (2ªT).
(PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, APLICAÇÃO DA LEI PENAL)
HC 97462 (1ªT), RHC 106369 (2ªT), HC 110353 (2ªT), HC 110735 (2ªT), RHC 113310 (1ªT).
- Veja HC 236367 do STJ.
Número de páginas: 10.
Análise: 03/10/2013, IVA.
|
TEORI ZAVASCKI
|
Segunda Turma
|
114616
|
[
"LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00014 INC-00002 ART-00157 PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL"
] |
HC
|
acordaos
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HC 114616
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[
""
] |
PACTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
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""
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Ementa e Acórdão
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.616 BAHIA
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS.
NEGATIVA DE AUTORIA. IMPOSSIBLIDADE DE EXAME NA VIA DO
HABEAS CORPUS. SUPERVENIÊNCIA DE CONDENAÇÃO. EXCESSO
DE PRAZO NA CONCLUSÃO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. QUESTÃO
SUPERADA. MANUTENÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. MESMOS
FUNDAMENTOS. PERDA DE OBJETO. NÃO OCORRÊNCIA. PRISÃO
PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE.
GARANTIA DE APLICAÇÃO DA LEI PENAL. FUGA DO DISTRITO DA
CULPA. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. IMPETRAÇÃO PARCIALMENTE
CONHECIDA E DENEGADA.
1. A jurisprudência desta Corte é assente no entendimento de que
habeas corpus não é meio hábil para reexame de fatos e das provas, a fim
de verificar a negativa de autoria.
2. A alegação de excesso de prazo na conclusão da instrução criminal
está superada pela superveniência da sentença penal condenatória.
3. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não há perda de objeto quando
a sentença condenatória superveniente mantém a custódia cautelar pelos
mesmos fundamentos do decreto prisional originário.
4. As circunstâncias concretas da prática do crime (modus operandi) e
a fuga do acusado durante boa parte da instrução criminal justificam a
decretação e a manutenção da prisão cautelar para garantia da ordem
pública e salvaguarda da aplicação da lei penal.
5. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
HC 114616 / BA
Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114616 / BA
Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de
Mello.
Brasília, 3 de setembro de 2013.
Ministro TEORI ZAVASCKI
Relator
2
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Relatório
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.616 BAHIA
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado
em favor de Luis Cláudio Dacttes Magalhães, contra acórdão proferido
pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que conheceu
parcialmente do HC 236.367/BA e denegou a ordem. Eis a ementa desse
julgado:
“CRIMINAL. HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO E
LATROCÍNIO. NEGATIVA DE AUTORIA. EXAME DE
PROVA. INVIABILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA.
PRESENTES OS REQUISITOS DO ARTIGO 312 DO CÓDIGO
DE PROCESSO PENAL. ORDEM PARCIALMENTE
CONHECIDA E DENEGADA.
I. As alegações em relação à ausência de provas que
comprovem a participação do paciente no delito apurado não
podem ser aqui analisadas, eis que o exame destas exigiria a
reapreciação de questões de índole subjetiva e incursão em
elementos de fato e prova, inviáveis de serem equacionadas
nesta via, ficando a cargo da instância ordinária.
II. Sendo a prisão cautelar decretada na presença dos
requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal, deve a
mesma ser mantida.
III. A fuga do réu do distrito da culpa revela sua intenção
de se furtar à aplicação da lei penal, sendo suficiente para
obstar a revogação da custódia cautelar. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4497259.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.616 BAHIA
RELATOR
: MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S)
:LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado
em favor de Luis Cláudio Dacttes Magalhães, contra acórdão proferido
pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que conheceu
parcialmente do HC 236.367/BA e denegou a ordem. Eis a ementa desse
julgado:
“CRIMINAL. HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO E
LATROCÍNIO. NEGATIVA DE AUTORIA. EXAME DE
PROVA. INVIABILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. FUGA.
PRESENTES OS REQUISITOS DO ARTIGO 312 DO CÓDIGO
DE PROCESSO PENAL. ORDEM PARCIALMENTE
CONHECIDA E DENEGADA.
I. As alegações em relação à ausência de provas que
comprovem a participação do paciente no delito apurado não
podem ser aqui analisadas, eis que o exame destas exigiria a
reapreciação de questões de índole subjetiva e incursão em
elementos de fato e prova, inviáveis de serem equacionadas
nesta via, ficando a cargo da instância ordinária.
II. Sendo a prisão cautelar decretada na presença dos
requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal, deve a
mesma ser mantida.
III. A fuga do réu do distrito da culpa revela sua intenção
de se furtar à aplicação da lei penal, sendo suficiente para
obstar a revogação da custódia cautelar. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
HC 114616 / BA
do Supremo Tribunal Federal.
IV. Ordem parcialmente conhecida e, nesta extensão,
denegada”.
Sustenta o impetrante, em síntese, que (a) o paciente foi denunciado
pela suposta prática do delito previsto no art. 157, § 2..., I e II e § 3..., do
Código Penal; (b) não há provas concretas da participação do paciente no
evento criminoso; (c) a prisão preventiva foi decretada em razão da
periculosidade abstrata dos delitos e do clamor público, o que não é
admissível pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (d) o excesso de prazo na
conclusão da instrução processual. Requer a concessão da ordem para
que o paciente seja posto imediatamente em liberdade.
Indeferido pedido de liminar.
O Superior Tribunal de Justiça e o juízo de primeiro grau prestaram
informações.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo
não conhecimento do habeas corpus e, no mérito, pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 114616 / BA
do Supremo Tribunal Federal.
IV. Ordem parcialmente conhecida e, nesta extensão,
denegada”.
Sustenta o impetrante, em síntese, que (a) o paciente foi denunciado
pela suposta prática do delito previsto no art. 157, § 2..., I e II e § 3..., do
Código Penal; (b) não há provas concretas da participação do paciente no
evento criminoso; (c) a prisão preventiva foi decretada em razão da
periculosidade abstrata dos delitos e do clamor público, o que não é
admissível pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (d) o excesso de prazo na
conclusão da instrução processual. Requer a concessão da ordem para
que o paciente seja posto imediatamente em liberdade.
Indeferido pedido de liminar.
O Superior Tribunal de Justiça e o juízo de primeiro grau prestaram
informações.
Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo
não conhecimento do habeas corpus e, no mérito, pela denegação da
ordem.
É o relatório.
2
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.616 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. De início, cumpre ressaltar que a questão relativa à ausência de
provas concretas da participação do paciente no evento criminoso não foi
analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, uma vez que “o exame destas exigiria a reapreciação
de questões de índole subjetiva e incursão em elementos de fato e prova,
impossíveis de serem equacionadas nesta via, ficando a cargo da instância
ordinária”. Pelos mesmos fundamentos, nesta parte, a impetração não
pode ser conhecida (v.g.: HC 111.363/RJ, 1... T., Min. Luiz Fux, DJe de
27/08/2013; HC 116.619/RJ, 2... T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de
11/06/2013; HC 113.627/SP, 2... T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 02/04/2013).
2. No que concerne ao alegado excesso de prazo para o
encerramento da instrução criminal, a matéria encontra-se prejudicada,
tendo em vista que, pelas informações prestadas, o juízo de primeiro grau
condenou o paciente à pena de 20 anos de reclusão, em regime inicial
fechado, pela tentativa de latrocínio (art. 157, § 3..., c/c o art. 14, II, ambos
do Código Penal Brasileiro). É que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que a alegação de excesso de prazo para a conclusão da
instrução criminal fica superada pela superveniência da sentença
condenatória (v.g.: HC 113.021/SP, 1... T., Min. Dias Toffoli, DJe de
07/08/2013; HC 111.119/PI, 1... T., Min. Luiz Fux, DJe de 29/05/2013; HC
108.010/PE, 2... T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 17/04/2013; HC 114.758/PE,
2... T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../04/2013).
3. Por considerar presentes os requisitos da custódia, a sentença
condenatória manteve a prisão preventiva do paciente pelos mesmos
fundamentos declinados no decreto prisional e, posteriormente,
confirmados pelo Tribunal de Justiça estadual. Não houve, assim,
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
SEGUNDA TURMA
HABEAS CORPUS 114.616 BAHIA
V O T O
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR):
1. De início, cumpre ressaltar que a questão relativa à ausência de
provas concretas da participação do paciente no evento criminoso não foi
analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, uma vez que “o exame destas exigiria a reapreciação
de questões de índole subjetiva e incursão em elementos de fato e prova,
impossíveis de serem equacionadas nesta via, ficando a cargo da instância
ordinária”. Pelos mesmos fundamentos, nesta parte, a impetração não
pode ser conhecida (v.g.: HC 111.363/RJ, 1... T., Min. Luiz Fux, DJe de
27/08/2013; HC 116.619/RJ, 2... T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de
11/06/2013; HC 113.627/SP, 2... T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 02/04/2013).
2. No que concerne ao alegado excesso de prazo para o
encerramento da instrução criminal, a matéria encontra-se prejudicada,
tendo em vista que, pelas informações prestadas, o juízo de primeiro grau
condenou o paciente à pena de 20 anos de reclusão, em regime inicial
fechado, pela tentativa de latrocínio (art. 157, § 3..., c/c o art. 14, II, ambos
do Código Penal Brasileiro). É que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que a alegação de excesso de prazo para a conclusão da
instrução criminal fica superada pela superveniência da sentença
condenatória (v.g.: HC 113.021/SP, 1... T., Min. Dias Toffoli, DJe de
07/08/2013; HC 111.119/PI, 1... T., Min. Luiz Fux, DJe de 29/05/2013; HC
108.010/PE, 2... T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 17/04/2013; HC 114.758/PE,
2... T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../04/2013).
3. Por considerar presentes os requisitos da custódia, a sentença
condenatória manteve a prisão preventiva do paciente pelos mesmos
fundamentos declinados no decreto prisional e, posteriormente,
confirmados pelo Tribunal de Justiça estadual. Não houve, assim,
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 114616 / BA
segundo o entendimento desta Corte, perda do objeto desta impetração
(v.g.: HC 113.185/SP, 2... T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 17/12/2012 e HC
100.989/SE. 1... T., Min. Luiz Fux, DJe de 22/06/2011).
Com efeito, ao contrário do alega a impetrante, a custódia preventiva
não foi decretada apenas com base na periculosidade abstrata do delito e
na repercussão social dos fatos. Veja-se os fundamentos consignados no
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça:
“No mais, foram esses os fundamentos utilizados pelo
Tribunal estadual para denegar o writ lá impetrado, no que
interessa (fls. 46/50):
‘(...).
No tocante a alegativa de ausência de
fundamentação do decisum objurgado, basta breve
disquisição, sobre a custódia provisória hostilizada, para
se concluir pela sua idônea fundamentação, conotando-a
de inarredável necessidade.
Às fls. 21/25, vislumbra-se que a prisão preventiva foi
decretada, com espeque, na concreção dos fatos, havendo
a autoridade coatora aludido, a contento, a necessidade de
preservação da ordem pública, realçando a gravidade do
delito perpetrado, bem assim a conveniência da medida,
demonstrando, fundamentadamente, o periculum libertatis
do paciente.
Logo, a necessidade de salvaguardar a ordem
pública estaria justificada, a mais não poder, na hipótese
nodal, face ao modus operandi do paciente, indicativo de
real periculosidade, tornando-se necessária, pelo menos
neste átrio procedimental, a manutenção da sua custódia
provisória, ainda, para coibir a reiteração da prática
delituosa, haja vista que responde a outras ações penais
perante os Juízos da 5... Vara Crime, 2... Vara Crime, desta
Capital.
Por certo, - explicite-se, de pronto - não se pretende
erigir a gravidade teórica do delito, isoladamente, como
pressuposto lógico da prisão cautelar. Contudo, a
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 114616 / BA
segundo o entendimento desta Corte, perda do objeto desta impetração
(v.g.: HC 113.185/SP, 2... T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 17/12/2012 e HC
100.989/SE. 1... T., Min. Luiz Fux, DJe de 22/06/2011).
Com efeito, ao contrário do alega a impetrante, a custódia preventiva
não foi decretada apenas com base na periculosidade abstrata do delito e
na repercussão social dos fatos. Veja-se os fundamentos consignados no
acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça:
“No mais, foram esses os fundamentos utilizados pelo
Tribunal estadual para denegar o writ lá impetrado, no que
interessa (fls. 46/50):
‘(...).
No tocante a alegativa de ausência de
fundamentação do decisum objurgado, basta breve
disquisição, sobre a custódia provisória hostilizada, para
se concluir pela sua idônea fundamentação, conotando-a
de inarredável necessidade.
Às fls. 21/25, vislumbra-se que a prisão preventiva foi
decretada, com espeque, na concreção dos fatos, havendo
a autoridade coatora aludido, a contento, a necessidade de
preservação da ordem pública, realçando a gravidade do
delito perpetrado, bem assim a conveniência da medida,
demonstrando, fundamentadamente, o periculum libertatis
do paciente.
Logo, a necessidade de salvaguardar a ordem
pública estaria justificada, a mais não poder, na hipótese
nodal, face ao modus operandi do paciente, indicativo de
real periculosidade, tornando-se necessária, pelo menos
neste átrio procedimental, a manutenção da sua custódia
provisória, ainda, para coibir a reiteração da prática
delituosa, haja vista que responde a outras ações penais
perante os Juízos da 5... Vara Crime, 2... Vara Crime, desta
Capital.
Por certo, - explicite-se, de pronto - não se pretende
erigir a gravidade teórica do delito, isoladamente, como
pressuposto lógico da prisão cautelar. Contudo, a
2
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Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 114616 / BA
gravidade do fato penal, na hipótese sob comento, veio
geminada ao modus operandi do paciente.
Quando tal ocorre, os cenáculos judiciários têm
proclamado a adequabilidade e a necessidade da medida
extrema para salvaguardar a ordem pública,
reiteradamente, ultrajada pela conduta do agente.
(...).
Lado outro, a necessidade de preservação da
aplicação da lei penal estaria, também, justificada, a
mais não poder, na hipótese nodal, por isso que, em
conformidade com as informações da autoridade
impetrada, o paciente, ainda se encontra foragido,
evidenciando, assim, que não pretende colaborar com a
instrução processual. Tais circunstâncias, per si, servem
de escoras ao édito prisional.
(...).
Iniludivelmente, no caso, sob exame, há motivos que
ensejam a decretação da custódia prévia do paciente não,
apenas, para garantia da ordem pública, como, também,
por conveniência da instrução criminal e garantia da
aplicação da lei penal. Por isso mesmo, mais sobradas
razões há, para que a prisão hostilizada subsista, por ser
o paciente um trânsfuga da justiça, levando vida
nômade.
Assim sendo e assim o é, resta inteligível que a
prisão hostilizada não se entremostra balda de
fundamentação, além de sua necessidade estar bem
demonstrada, na concretude dos fatos, existentes, no
processo, merecendo, portanto, o timbre da prestabildade
formal.
(...).
Ex positis, não se vislumbra ilegalidade, a ser
coartada, neste writ.
Diante dos fundamentos predelineados, vota-se pela
denegação da ordem de habeas corpus’.
Com efeito, não há falar-se em ilegalidade da medida
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 114616 / BA
gravidade do fato penal, na hipótese sob comento, veio
geminada ao modus operandi do paciente.
Quando tal ocorre, os cenáculos judiciários têm
proclamado a adequabilidade e a necessidade da medida
extrema para salvaguardar a ordem pública,
reiteradamente, ultrajada pela conduta do agente.
(...).
Lado outro, a necessidade de preservação da
aplicação da lei penal estaria, também, justificada, a
mais não poder, na hipótese nodal, por isso que, em
conformidade com as informações da autoridade
impetrada, o paciente, ainda se encontra foragido,
evidenciando, assim, que não pretende colaborar com a
instrução processual. Tais circunstâncias, per si, servem
de escoras ao édito prisional.
(...).
Iniludivelmente, no caso, sob exame, há motivos que
ensejam a decretação da custódia prévia do paciente não,
apenas, para garantia da ordem pública, como, também,
por conveniência da instrução criminal e garantia da
aplicação da lei penal. Por isso mesmo, mais sobradas
razões há, para que a prisão hostilizada subsista, por ser
o paciente um trânsfuga da justiça, levando vida
nômade.
Assim sendo e assim o é, resta inteligível que a
prisão hostilizada não se entremostra balda de
fundamentação, além de sua necessidade estar bem
demonstrada, na concretude dos fatos, existentes, no
processo, merecendo, portanto, o timbre da prestabildade
formal.
(...).
Ex positis, não se vislumbra ilegalidade, a ser
coartada, neste writ.
Diante dos fundamentos predelineados, vota-se pela
denegação da ordem de habeas corpus’.
Com efeito, não há falar-se em ilegalidade da medida
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 114616 / BA
constritiva, porquanto a segregação preventiva foi decretada,
como relatado pelo Tribunal regional, em razão de existirem
fortes indícios da autoria do delito sob apuração, diante das
provas colhidas nos autos e, especialmente, pelos depoimentos
prestados e pelas fotos obtidas do circuito interno de segurança
da instituição bancária, onde se encontrava o paciente.
Ademais, quando do julgamento do habeas corpus
impetrado no Tribunal a quo, o paciente encontrava-se foragido.
Tal fato revela a intenção do réu em furtar-se à aplicação da lei
penal, suficiente para obstar a cassação da custódia”.
Como se vê, o Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem por
entender que são idôneos os fundamentos da medida acautelatória,
demonstrando a necessidade de garantia da ordem pública, sobretudo em
razão do modus operandi utilizado pelos agentes, e da aplicação da lei
penal, ante a fuga ocorrida logo após a prática do crime.
Nesse contexto, a prisão cautelar encontra fundamento na
jurisprudência desta Corte, segundo a qual “prisão cautelar que está
amparada tanto na garantia da aplicação da lei penal, pois o recorrente fugiu do
distrito da culpa, quanto na garantia da ordem pública, em razão de sua
perniciosidade concreta, atestado pelas circunstâncias negativas que permeiam
sua vida pregressa. A conjunção desses fatores é mais do que suficiente para
derruir os argumentos de que o recorrente estaria sofrendo constrangimento
ilegal decorrente da falta de fundamentação apta a justificar a necessidade de
medida constritiva. Nos termos do magistério jurisprudencial da Corte, o estado
permanente de fuga aliado ao risco concreto de reiteração criminosa são motivos
idôneos para a manutenção da prisão preventiva” (RHC 113.310/BA, 1... T., Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe de 19/03/2013). No mesmo sentido, entre outros:
HC 110.735/MG, 2... T., Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 11/12/2012; HC
110.353/SP, 2... T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10/02/2012; RHC
106.369/DF, 2... T., Min. Gilmar Mendes, DJe de 25/04/2011; HC 97.462/RS,
1... T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 23/04/2010.
Em suma, não há qualquer ilegalidade na decisão atacada, pois, na
linha de precedentes desta Corte e abalizado entendimento doutrinário a
4
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HC 114616 / BA
constritiva, porquanto a segregação preventiva foi decretada,
como relatado pelo Tribunal regional, em razão de existirem
fortes indícios da autoria do delito sob apuração, diante das
provas colhidas nos autos e, especialmente, pelos depoimentos
prestados e pelas fotos obtidas do circuito interno de segurança
da instituição bancária, onde se encontrava o paciente.
Ademais, quando do julgamento do habeas corpus
impetrado no Tribunal a quo, o paciente encontrava-se foragido.
Tal fato revela a intenção do réu em furtar-se à aplicação da lei
penal, suficiente para obstar a cassação da custódia”.
Como se vê, o Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem por
entender que são idôneos os fundamentos da medida acautelatória,
demonstrando a necessidade de garantia da ordem pública, sobretudo em
razão do modus operandi utilizado pelos agentes, e da aplicação da lei
penal, ante a fuga ocorrida logo após a prática do crime.
Nesse contexto, a prisão cautelar encontra fundamento na
jurisprudência desta Corte, segundo a qual “prisão cautelar que está
amparada tanto na garantia da aplicação da lei penal, pois o recorrente fugiu do
distrito da culpa, quanto na garantia da ordem pública, em razão de sua
perniciosidade concreta, atestado pelas circunstâncias negativas que permeiam
sua vida pregressa. A conjunção desses fatores é mais do que suficiente para
derruir os argumentos de que o recorrente estaria sofrendo constrangimento
ilegal decorrente da falta de fundamentação apta a justificar a necessidade de
medida constritiva. Nos termos do magistério jurisprudencial da Corte, o estado
permanente de fuga aliado ao risco concreto de reiteração criminosa são motivos
idôneos para a manutenção da prisão preventiva” (RHC 113.310/BA, 1... T., Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe de 19/03/2013). No mesmo sentido, entre outros:
HC 110.735/MG, 2... T., Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 11/12/2012; HC
110.353/SP, 2... T., Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10/02/2012; RHC
106.369/DF, 2... T., Min. Gilmar Mendes, DJe de 25/04/2011; HC 97.462/RS,
1... T., Min. Cármen Lúcia, DJe de 23/04/2010.
Em suma, não há qualquer ilegalidade na decisão atacada, pois, na
linha de precedentes desta Corte e abalizado entendimento doutrinário a
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI
HC 114616 / BA
respeito (cf. OLIVEIRA, Eugênio Pacelli et al. Comentários ao Código de
Processo Penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011, p. 674), é perfeitamente
aceitável a segregação cautelar para garantir a ordem pública quando
fundamentada na descrição da natureza e os meios destacados de
execução dos crimes.
4. Registre-se, por fim, que, embora o mandado de prisão expedido
contra o paciente tenha sido cumprido em 1.../3/2012, antes da sentença, a
sua fuga ocorrida durante boa parte da instrução criminal demonstra a
grande probabilidade de que, caso seja solto, tente, mais um vez, frustar a
aplicação da lei penal, ainda mais, agora, que está sentenciado com uma
reprimenda de 20 anos de reclusão em regime inicial fechado.
5. Diante do exposto, denego a ordem.
5
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Supremo Tribunal Federal
HC 114616 / BA
respeito (cf. OLIVEIRA, Eugênio Pacelli et al. Comentários ao Código de
Processo Penal. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2011, p. 674), é perfeitamente
aceitável a segregação cautelar para garantir a ordem pública quando
fundamentada na descrição da natureza e os meios destacados de
execução dos crimes.
4. Registre-se, por fim, que, embora o mandado de prisão expedido
contra o paciente tenha sido cumprido em 1.../3/2012, antes da sentença, a
sua fuga ocorrida durante boa parte da instrução criminal demonstra a
grande probabilidade de que, caso seja solto, tente, mais um vez, frustar a
aplicação da lei penal, ainda mais, agora, que está sentenciado com uma
reprimenda de 20 anos de reclusão em regime inicial fechado.
5. Diante do exposto, denego a ordem.
5
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Extrato de Ata - 03/09/2013
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.616
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4519435
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 114.616
PROCED. : BAHIA
RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI
PACTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
IMPTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos
do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 03.09.2013.
Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi.
Ravena Siqueira
Secretária Substituta
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 114 . 616",
"HC 114616 / BA",
"HC 114616 / BA",
"HABEAS CORPUS 114 . 616 BAHIA",
"HC 236 . 367 / BA",
"HABEAS CORPUS 114 . 616",
"HC 236 . 367 / BA",
"HC 114616 / BA",
"HC 114616 / BA do",
"HABEAS CORPUS 114 . 616",
"HC 111 . 363 / RJ",
"HC 116 . 619 / RJ",
"HC 113 . 627 / SP",
"HC 113 . 021 / SP",
"HC 111 . 119 / PI",
"HC 108 . 010 / PE",
"HC 114 . 758 / PE",
"HABEAS CORPUS 114 . 616 BAHIA",
"HC 111 . 363 / RJ",
"HC 116 . 619 / RJ",
"HC 113 . 627 / SP",
"HC 113",
"HC 111 . 119 / PI",
"HC 108 . 010 / PE",
"HC 114 . 758 / PE",
"HC 114616 / BA",
"HC 113 . 185 / SP",
"HC 100 . 989 / SE",
"HC 114616 / BA",
"HC 113 . 185 / SP",
"HC 100 . 989 / SE",
"HC 114616 / BA",
"HC 114616 / BA",
"HC 114616 / BA",
"RHC 113 . 310 / BA",
"HC 110 . 735 / MG",
"HC 110 . 353 / SP",
"RHC 106 . 369 / DF",
"HC 97 . 462 / RS",
"HC 114616 / BA",
"RHC 113 . 310 / BA",
"HC 110 . 735 / MG",
"HC 110 . 353 / SP",
"RHC 106 . 369 / DF",
"HC 97 . 462 / RS",
"HC 114616 / BA",
"HC 114616 / BA",
"HABEAS CORPUS 114 . 616",
"HABEAS CORPUS 114 . 616"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 312 do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , I e II e § 3 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 2 . . . , I e II e § 3 . . . , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 157 , § 3 . . . , c / c o art . 14 , II , ambos do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /",
"/",
"2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"BAHIA",
"Brasília",
"Brasília",
"BAHIA",
"BAHIA",
"Rio de Janeiro",
"Rio de Janeiro",
"BAHIA",
"BAHIA"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Procuradoria",
"-",
"Geral da República",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Quinta Turma do Superior",
"Tribunal de Justiça",
"5",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Lumen Juris",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Lumen Juris",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"EXTRATO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"2",
".",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES",
"LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Celso de Mello",
"TEORI ZAVASCKI",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Celso de Mello",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES",
"LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES",
"TEORI ZAVASCKI",
"Luis Cláudio Dacttes Magalhães",
"LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES",
"LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES",
"TEORI ZAVASCKI",
"Luis Cláudio Dacttes Magalhães",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"TEORI ZAVASCKI",
"Luiz Fux",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"TEORI ZAVASCKI",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"TEORI ZAVASCKI",
"TEORI ZAVASCKI",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Ricardo Lewandowski",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"TEORI ZAVASCKI",
"OLIVEIRA , Eugênio Pacelli",
"OLIVEIRA , Eugênio Pacelli",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES",
"LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi . Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES",
"LUIZ CLAUDIO DACTTES MAGALHÃES",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Mário José Gisi . Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"11",
"/",
"06",
"/",
"2013",
"02",
"/",
"04",
"/",
"2013",
"07",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2013",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2013",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"04",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"27",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"11",
"/",
"06",
"/",
"2013",
"02",
"/",
"04",
"/",
"2013",
"07",
"/",
"08",
"/",
"2013",
"29",
"/",
"05",
"/",
"2013",
"17",
"/",
"04",
"/",
"2013",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"04",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"12",
"/",
"2012",
"22",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
"/",
"12",
"/",
"2012",
"22",
"/",
"06",
"/",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"03",
"/",
"2013",
"11",
"/",
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"/",
"2012",
"10",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"25",
"/",
"04",
"/",
"2011",
"23",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"19",
"/",
"03",
"/",
"2013",
"11",
"/",
"12",
"/",
"2012",
"10",
"/",
"02",
"/",
"2012",
"25",
"/",
"04",
"/",
"2011",
"23",
"/",
"04",
"/",
"2010",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2011",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"2011",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"3",
"/",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"03",
".",
"09",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
".",
"09",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S)
:ANDRÉ
KESSELRING
DIAS
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO
PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. FORNECIMENTO DE
ÁGUA E SERVIÇOS DE ESGOTO. CÁLCULO DAS TARIFAS.
DECRETOS ESTADUAIS 21.123/83 E 41.446/96. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5º,
CAPUT e II, e 60, § 4º, III, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.04.2011.
A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi
analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco ventilada em embargos
de declaração.
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na
decisão recorrida, a questão federal suscitada” (Súmula 282/STF).
“O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,
por faltar o requisito do prequestionamento” (Súmula 356/STF).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656986.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
RE 711695 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656986.
Supremo Tribunal Federal
RE 711695 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S)
:ANDRÉ
KESSELRING
DIAS
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO
PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso
extraordinário, maneja agravo regimental Condomínio Edifício Itapeva
Center.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que inaplicável as Súmulas 282 e 356/STF, sustentando a ocorrência de
prequestionamento implícito. Alega afronta direta à dispositivos
constitucionais. Requer a reforma da decisão impugnada.
Acordão recorrido publicado em 11.04.2011.
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo
regimental no agravo em recurso especial - acórdão com trânsito em
julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S)
:ANDRÉ
KESSELRING
DIAS
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO
PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso
extraordinário, maneja agravo regimental Condomínio Edifício Itapeva
Center.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que inaplicável as Súmulas 282 e 356/STF, sustentando a ocorrência de
prequestionamento implícito. Alega afronta direta à dispositivos
constitucionais. Requer a reforma da decisão impugnada.
Acordão recorrido publicado em 11.04.2011.
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo
regimental no agravo em recurso especial - acórdão com trânsito em
julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, o Condomínio Edifício Itapeva Center. Aparelhado o
recurso na afronta aos arts. 5º, caput e inciso II, 60, § 4º, III, da
Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
A apontada ofensa aos princípios da isonomia e da
separação dos poderes não foi analisada pelas instâncias
ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para
satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na
hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas
282 e 356/STF: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando
não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “o
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso
extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”.
Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, o Condomínio Edifício Itapeva Center. Aparelhado o
recurso na afronta aos arts. 5º, caput e inciso II, 60, § 4º, III, da
Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
A apontada ofensa aos princípios da isonomia e da
separação dos poderes não foi analisada pelas instâncias
ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para
satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na
hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas
282 e 356/STF: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando
não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “o
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso
extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”.
Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 711695 AGR / SP
Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa
transcrevo:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento
CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não
resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela
parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate
e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo
sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo
indispensável a que se diga do enquadramento do recurso
extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o
entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo
recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do
artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o
ônus decorrente da litigância de má-fé’.
Ressalte-se que, consoante entendimento desta Corte, o
prequestionamento explícito da questão constitucional é
requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Nesse sentido:
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 711695 AGR / SP
Aurélio, 1ª Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa
transcrevo:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento
CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não
resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela
parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate
e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo
sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo
indispensável a que se diga do enquadramento do recurso
extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o
entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo
recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do
artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o
ônus decorrente da litigância de má-fé’.
Ressalte-se que, consoante entendimento desta Corte, o
prequestionamento explícito da questão constitucional é
requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Nesse sentido:
2
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 711695 AGR / SP
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. DECRETO ESTADUAL.
SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO.
CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Súmula
280 do STF é peremptória ao afirmar que: Por ofensa a direito
local não cabe recurso extraordinário. 2. Deveras, para se chegar
à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido como
deseja o agravannte, sobre a aplicação, ao agravante, do sistema
de economias para cobrança dos serviços de fornecimento de
água e coleta de esgoto, necessário seria o reexame da legislação
local que o orientou (Decreto Estadual 21.123/83, revogado pelo
Decreto Estadual nº 41.466/96 e o Decreto Federal 82.587/78), o
que inviabiliza o extraordinário. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento.’ (RE 687.891-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 09.10.2012).
Na esteira da súmula 636/STF, “não cabe recurso
extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da
legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a
interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão
recorrida”.
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput).
Nada colhe.
As razões do recurso não cuidam de infirmar o fundamento
principal da decisão agravada – ausência de prequestionamento.
A matéria constitucional versada no recurso extraordinário sequer
3
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RE 711695 AGR / SP
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. DECRETO ESTADUAL.
SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO.
CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Súmula
280 do STF é peremptória ao afirmar que: Por ofensa a direito
local não cabe recurso extraordinário. 2. Deveras, para se chegar
à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido como
deseja o agravannte, sobre a aplicação, ao agravante, do sistema
de economias para cobrança dos serviços de fornecimento de
água e coleta de esgoto, necessário seria o reexame da legislação
local que o orientou (Decreto Estadual 21.123/83, revogado pelo
Decreto Estadual nº 41.466/96 e o Decreto Federal 82.587/78), o
que inviabiliza o extraordinário. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento.’ (RE 687.891-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 09.10.2012).
Na esteira da súmula 636/STF, “não cabe recurso
extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da
legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a
interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão
recorrida”.
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput).
Nada colhe.
As razões do recurso não cuidam de infirmar o fundamento
principal da decisão agravada – ausência de prequestionamento.
A matéria constitucional versada no recurso extraordinário sequer
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 711695 AGR / SP
foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de
declaração, a atrair o óbice da Súmula 282/STF: “É inadmissível o recurso
extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão
federal suscitada”.
De outra parte, à luz da diretriz da Súmula 356/STF, “o ponto omisso
da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não
pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento”.
Noutro giro, a suposta ofensa aos postulados constitucionais
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua
e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, é a
jurisprudência pacífica da Corte, em casos semelhantes:
“DIREITO TRIBUTÁRIO. SANEAMENTO BÁSICO.
TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE
CLASSIFICAÇÃO DE IMÓVEL. DECRETO ESTADUAL
PAULISTA 41.446/1996. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
25.5.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que
torna oblíqua e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto,
de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a
Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação
de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula
280/STF : “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Agravo conhecido e não provido” (RE 686.777-
AgR/SP, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 01.4.2013).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
4
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RE 711695 AGR / SP
foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de
declaração, a atrair o óbice da Súmula 282/STF: “É inadmissível o recurso
extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão
federal suscitada”.
De outra parte, à luz da diretriz da Súmula 356/STF, “o ponto omisso
da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não
pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento”.
Noutro giro, a suposta ofensa aos postulados constitucionais
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua
e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, é a
jurisprudência pacífica da Corte, em casos semelhantes:
“DIREITO TRIBUTÁRIO. SANEAMENTO BÁSICO.
TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE
CLASSIFICAÇÃO DE IMÓVEL. DECRETO ESTADUAL
PAULISTA 41.446/1996. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
25.5.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que
torna oblíqua e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto,
de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a
Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação
de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula
280/STF : “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Agravo conhecido e não provido” (RE 686.777-
AgR/SP, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 01.4.2013).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 711695 AGR / SP
agravo. 2. Alegação de cerceamento de defesa, ante a não
realização de prova pericial. Discussão de índole
infraconstitucional. Precedente: ARE-RG 639.228 (Tema n. 424).
3. Tarifa de água e esgoto. Critério utilizado para cobrança de
esgoto baseado no consumo de água. Controvérsia decidida
com base nos decretos 21.123/83 e 41.446/96, do Estado de São
Paulo. Incidência do Enunciado 280 da Súmula do STF. 4.
Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão
recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE 722.969-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe
01.02.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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RE 711695 AGR / SP
agravo. 2. Alegação de cerceamento de defesa, ante a não
realização de prova pericial. Discussão de índole
infraconstitucional. Precedente: ARE-RG 639.228 (Tema n. 424).
3. Tarifa de água e esgoto. Critério utilizado para cobrança de
esgoto baseado no consumo de água. Controvérsia decidida
com base nos decretos 21.123/83 e 41.446/96, do Estado de São
Paulo. Incidência do Enunciado 280 da Súmula do STF. 4.
Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão
recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE 722.969-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe
01.02.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S) : ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4689934
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S) : ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4690017
| 2013-09-03T00:00:00
| 2013-10-18T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 3.9.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. FORNECIMENTO DE ÁGUA E SERVIÇOS DE ESGOTO. CÁLCULO DAS TARIFAS. DECRETOS ESTADUAIS 21.123/83 E 41.446/96. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5º, CAPUT e II, e 60, § 4º, III, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.04.2011.
A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco ventilada em embargos de declaração.
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” (Súmula 282/STF).
“O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento” (Súmula 356/STF).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur245508
|
- Acórdão(s) citado(s):
(TARIFA, ÁGUA)
RE 686777 AgR (1ªT), ARE 722969 AgR (2ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 29/10/2013, JUL.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
711695
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 \"CAPUT\" INC-00002 ART-00060 \n PAR-00004 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-EST DEC-021123 ANO-1983\n DECRETO, SP\n\n",
"LEG-EST DEC-041446 ANO-1996\n DECRETO, SP"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 711695 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S) : ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S)
:ANDRÉ
KESSELRING
DIAS
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO
PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. FORNECIMENTO DE
ÁGUA E SERVIÇOS DE ESGOTO. CÁLCULO DAS TARIFAS.
DECRETOS ESTADUAIS 21.123/83 E 41.446/96. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS ARTS. 5...,
CAPUT e II, e 60, § 4..., III, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal.
ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 11.04.2011.
A matéria constitucional versada no recurso extraordinário não foi
analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco ventilada em embargos
de declaração.
“É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na
decisão recorrida, a questão federal suscitada” (Súmula 282/Supremo Tribunal Federal).
“O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário,
por faltar o requisito do prequestionamento” (Súmula 356/Supremo Tribunal Federal).
As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do
recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656986.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656986.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de
julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora.
Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro
Marco Aurélio.
Brasília, 03 de setembro de 2013.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S)
:ANDRÉ
KESSELRING
DIAS
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO
PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso
extraordinário, maneja agravo regimental Condomínio Edifício Itapeva
Center.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que inaplicável as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal, sustentando a ocorrência de
prequestionamento implícito. Alega afronta direta à dispositivos
constitucionais. Requer a reforma da decisão impugnada.
Acordão recorrido publicado em 11.04.2011.
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo
regimental no agravo em recurso especial - acórdão com trânsito em
julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656987.
Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695 SÃO PAULO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S)
:ANDRÉ
KESSELRING
DIAS
GONÇALVES
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO
PAULO - SABESP
ADV.(A/S)
:OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu recurso
extraordinário, maneja agravo regimental Condomínio Edifício Itapeva
Center.
O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que inaplicável as Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal, sustentando a ocorrência de
prequestionamento implícito. Alega afronta direta à dispositivos
constitucionais. Requer a reforma da decisão impugnada.
Acordão recorrido publicado em 11.04.2011.
O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo
regimental no agravo em recurso especial - acórdão com trânsito em
julgado.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, o Condomínio Edifício Itapeva Center. Aparelhado o
recurso na afronta aos arts. 5..., caput e inciso II, 60, § 4..., III, da
Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
A apontada ofensa aos princípios da isonomia e da
separação dos poderes não foi analisada pelas instâncias
ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para
satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na
hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas
282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando
não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “o
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso
extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”.
Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695 SÃO PAULO
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de origem,
maneja recurso extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei
Maior, o Condomínio Edifício Itapeva Center. Aparelhado o
recurso na afronta aos arts. 5..., caput e inciso II, 60, § 4..., III, da
Lei Maior.
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
A apontada ofensa aos princípios da isonomia e da
separação dos poderes não foi analisada pelas instâncias
ordinárias, tampouco opostos embargos de declaração para
satisfazer o requisito do prequestionamento. Aplicável, na
hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido nas Súmulas
282 e 356/Supremo Tribunal Federal: “é inadmissível o recurso extraordinário, quando
não ventilada, na decisão recorrida, a questão suscitada” e “o
ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos
embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso
extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento”.
Nesse sentido, o AI 743.256-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 08.3.2012 e o AI 827.894-AgR/RJ, Rel. Min. Marco
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP
Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa
transcrevo:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento
CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não
resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela
parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate
e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo
sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo
indispensável a que se diga do enquadramento do recurso
extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o
entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo
recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do
artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o
ônus decorrente da litigância de má-fé’.
Ressalte-se que, consoante entendimento desta Corte, o
prequestionamento explícito da questão constitucional é
requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Nesse sentido:
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP
Aurélio, 1... Turma, unânime, DJe 07.11.2011, cuja ementa
transcrevo:
‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO prequestionamento
CONFIGURAÇÃO RAZÃO DE SER. O prequestionamento não
resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela
parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate
e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo
sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo
indispensável a que se diga do enquadramento do recurso
extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de
origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o
entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo
recorrente. AGRAVO ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL MULTA. Se o agravo é manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do
artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o
ônus decorrente da litigância de má-fé’.
Ressalte-se que, consoante entendimento desta Corte, o
prequestionamento explícito da questão constitucional é
requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário.
Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta
ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da
legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo,
o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível,
portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso
extraordinário.
Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da
Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste
egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Nesse sentido:
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. DECRETO ESTADUAL.
SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO.
CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Súmula
280 do Supremo Tribunal Federal é peremptória ao afirmar que: Por ofensa a direito
local não cabe recurso extraordinário. 2. Deveras, para se chegar
à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido como
deseja o agravannte, sobre a aplicação, ao agravante, do sistema
de economias para cobrança dos serviços de fornecimento de
água e coleta de esgoto, necessário seria o reexame da legislação
local que o orientou (Decreto Estadual 21.123/83, revogado pelo
Decreto Estadual n 41.466/96 e o Decreto Federal 82.587/78), o
que inviabiliza o extraordinário. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 687.891-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 09.10.2012).
Na esteira da súmula 636/Supremo Tribunal Federal, “não cabe recurso
extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da
legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a
interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão
recorrida”.
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput).
Nada colhe.
As razões do recurso não cuidam de infirmar o fundamento
principal da decisão agravada – ausência de prequestionamento.
A matéria constitucional versada no recurso extraordinário sequer
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. DECRETO ESTADUAL.
SANEAMENTO BÁSICO. TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO.
CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA
ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA
SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Súmula
280 do Supremo Tribunal Federal é peremptória ao afirmar que: Por ofensa a direito
local não cabe recurso extraordinário. 2. Deveras, para se chegar
à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido como
deseja o agravannte, sobre a aplicação, ao agravante, do sistema
de economias para cobrança dos serviços de fornecimento de
água e coleta de esgoto, necessário seria o reexame da legislação
local que o orientou (Decreto Estadual 21.123/83, revogado pelo
Decreto Estadual n 41.466/96 e o Decreto Federal 82.587/78), o
que inviabiliza o extraordinário. 3. Agravo regimental a que se
nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 687.891-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 09.10.2012).
Na esteira da súmula 636/Supremo Tribunal Federal, “não cabe recurso
extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da
legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a
interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão
recorrida”.
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput).
Nada colhe.
As razões do recurso não cuidam de infirmar o fundamento
principal da decisão agravada – ausência de prequestionamento.
A matéria constitucional versada no recurso extraordinário sequer
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP
foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de
declaração, a atrair o óbice da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso
extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão
federal suscitada”.
De outra parte, à luz da diretriz da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal, “o ponto omisso
da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não
pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento”.
Noutro giro, a suposta ofensa aos postulados constitucionais
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua
e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, é a
jurisprudência pacífica da Corte, em casos semelhantes:
“DIREITO TRIBUTÁRIO. SANEAMENTO BÁSICO.
TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE
CLASSIFICAÇÃO DE IMÓVEL. DECRETO ESTADUAL
PAULISTA 41.446/1996. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
25.5.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que
torna oblíqua e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto,
de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a
Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação
de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal : “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Agravo conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário 686.777-
AgR/SP, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 01.4.2013).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656988.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP
foi analisada pelas instâncias ordinárias, tampouco opostos embargos de
declaração, a atrair o óbice da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso
extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão
federal suscitada”.
De outra parte, à luz da diretriz da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal, “o ponto omisso
da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não
pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do
prequestionamento”.
Noutro giro, a suposta ofensa aos postulados constitucionais
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua
e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto, de viabilizar o
conhecimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, é a
jurisprudência pacífica da Corte, em casos semelhantes:
“DIREITO TRIBUTÁRIO. SANEAMENTO BÁSICO.
TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO. CRITÉRIOS DE
CLASSIFICAÇÃO DE IMÓVEL. DECRETO ESTADUAL
PAULISTA 41.446/1996. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO
INFRACONSTITUCIONAL.
EVENTUAL
VIOLAÇÃO
REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
25.5.2010. A suposta ofensa aos postulados constitucionais
somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação
infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que
torna oblíqua e reflexa eventual afronta, insuscetível, portanto,
de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Tendo a
Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação
de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula
280/Supremo Tribunal Federal : “Por ofensa a direito local não cabe recurso
extraordinário”. Agravo conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário 686.777-
AgR/SP, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 01.4.2013).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
4
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4656988.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. ROSA WEBER
Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP
agravo. 2. Alegação de cerceamento de defesa, ante a não
realização de prova pericial. Discussão de índole
infraconstitucional. Precedente: ARE-RG 639.228 (Tema n. 424).
3. Tarifa de água e esgoto. Critério utilizado para cobrança de
esgoto baseado no consumo de água. Controvérsia decidida
com base nos decretos 21.123/83 e 41.446/96, do Estado de São
Paulo. Incidência do Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4.
Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão
recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE 722.969-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe
01.02.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP
agravo. 2. Alegação de cerceamento de defesa, ante a não
realização de prova pericial. Discussão de índole
infraconstitucional. Precedente: ARE-RG 639.228 (Tema n. 424).
3. Tarifa de água e esgoto. Critério utilizado para cobrança de
esgoto baseado no consumo de água. Controvérsia decidida
com base nos decretos 21.123/83 e 41.446/96, do Estado de São
Paulo. Incidência do Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 4.
Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão
recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE 722.969-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe
01.02.2013).
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente
no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o
trânsito do recurso extraordinário.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 03/09/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S) : ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4689934
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.695
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER
ADV.(A/S) : ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP
ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou,
justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco
Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma,
3.9.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para
julgar processos a ele vinculados.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 695",
"SÚMULAS 282",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 695",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 695",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 743 . 256 - AgR / SP",
"AI 827 . 894 - AgR / RJ",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 695",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"AI 743 . 256 - AgR / SP",
"AI 827 . 894 - AgR / RJ",
"Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP",
"SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 687 . 891 - AgR / SP",
"súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 DO SUPREMO",
"Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 687 . 891 - AgR / SP",
"súmula 636 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 686 . 777 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP",
"Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 686 . 777 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP",
"ARE",
"-",
"RG 639 . 228",
"Enunciado 280 da Súmula",
"ARE 722 . 969 - AgR / SP",
"Recurso Extraordinário 711695 AGR / SP",
"ARE",
"-",
"RG 639 . 228",
"Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 722 . 969 - AgR / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 695",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 695"
],
"LEGISLACAO": [
"DECRETOS ESTADUAIS 21 . 123 / 83",
"41",
".",
"446",
"/",
"96",
"ARTS . 5 . . . , CAPUT e II , e 60 , § 4 . . . , III , DA CONSTITUIÇÃO",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"arts . 5 . . . , caput e inciso II , 60 , § 4 . . . , III , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"arts . 5 . . . , caput e inciso II , 60 , § 4 . . . , III , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"artigo 557 do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto Estadual 21 . 123 / 83",
"Decreto Estadual n 41 . 466 / 96",
"Decreto Federal 82 . 587 / 78",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Decreto Estadual 21 . 123 / 83",
"Decreto Estadual n 41 . 466 / 96",
"Decreto Federal 82 . 587 / 78",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO ESTADUAL PAULISTA 41 . 446 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"DECRETO ESTADUAL PAULISTA 41 . 446 / 1996",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"decretos 21 . 123 / 83",
"41",
".",
"446",
"/",
"96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"decretos 21 . 123 / 83",
"41",
".",
"446",
"/",
"96",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"Estado de São Paulo",
"Estado de São Paulo",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER",
"COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO",
"SABESP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER",
"COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO",
"SABESP",
"Condomínio Edifício Itapeva Center",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER",
"COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO",
"SABESP",
"Condomínio Edifício Itapeva Center",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Condomínio Edifício Itapeva Center",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Condomínio Edifício Itapeva Center",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Aurélio",
"1",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Aurélio",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
"Supremo Tribunal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER",
"COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO",
"SABESP",
".",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CONDOMÍNIO EDIFÍCIO ITAPEVA CENTER",
"COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO",
"SABESP",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Marco",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Gilmar Mendes",
"Gilmar Mendes",
"ROSA WEBER",
"ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES",
"OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES",
"OSMAR MENDES PAIXÃO",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"11",
".",
"04",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03 de setembro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"11",
".",
"04",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"11",
".",
"04",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"08",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"08",
".",
"3",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
".",
"11",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"10",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"09",
".",
"10",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"5",
".",
"2010",
"01",
".",
"4",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
".",
"5",
".",
"2010",
"01",
".",
"4",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"02",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"01",
".",
"02",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"03",
"/",
"09",
"/",
"2013",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OMISSÃO. Uma vez constatada
omissão, a envolver fundamento constitucional consignado no acórdão
de origem, cabe prover os declaratórios para que o extraordinário tenha
regular sequência.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em prover os embargos de
declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos
do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro
Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas
notas taquigráficas.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207744.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma
negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim
resumidos:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.
Os agravantes, nos declaratórios de folha 401 a 403, sustentam a
existência de omissão no julgado e pleiteiam o empréstimo de efeitos
modificativos. Insistem na índole constitucional da controvérsia,
consignando tratar-se de discussão acerca de direito adquirido, bem
como da incidência do inciso V do artigo 53 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias.
O Instituto Nacional do Seguro Social, em contrarrazões, aponta a
ausência de vícios no acórdão.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207745.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma
negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim
resumidos:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.
Os agravantes, nos declaratórios de folha 401 a 403, sustentam a
existência de omissão no julgado e pleiteiam o empréstimo de efeitos
modificativos. Insistem na índole constitucional da controvérsia,
consignando tratar-se de discussão acerca de direito adquirido, bem
como da incidência do inciso V do artigo 53 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias.
O Instituto Nacional do Seguro Social, em contrarrazões, aponta a
ausência de vícios no acórdão.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207745.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado
(folhas 205 e 377), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
No acórdão embargado, a Turma negou seguimento ao
extraordinário, por estar envolvida matéria fática e legal. Nos
declaratórios, as recorrentes sustentam a necessidade de sequência do
recurso para apreciação da controvérsia sob o ângulo do que previsto no
artigo 53, inciso V, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Assiste razão às embargantes.
Assentar se o tempo de serviço necessário para a transformação da
aposentadoria especial de aeronauta em de ex-combatente é o efetivo ou
pode ser o ficto, considerado o fator de multiplicação de 1,5,
expressamente estabelecido em favor dos aeronautas, pressupõe a
definição do alcance da expressão “vinte e cinco anos de serviço efetivo”,
constante no artigo 53, inciso V, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias – ADCT, como requisito para aquisição do direito à
aposentadoria com proventos integrais como ex-combatente na Segunda
Grande Guerra. Essa óptica não foi enfrentada por este Colegiado quando
da apreciação do regimental, apesar de devidamente prequestionada.
Ante tal circunstância, devem ser providos os declaratórios para que
possa ser dada sequência ao extraordinário.
É como voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207746.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado
(folhas 205 e 377), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
No acórdão embargado, a Turma negou seguimento ao
extraordinário, por estar envolvida matéria fática e legal. Nos
declaratórios, as recorrentes sustentam a necessidade de sequência do
recurso para apreciação da controvérsia sob o ângulo do que previsto no
artigo 53, inciso V, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Assiste razão às embargantes.
Assentar se o tempo de serviço necessário para a transformação da
aposentadoria especial de aeronauta em de ex-combatente é o efetivo ou
pode ser o ficto, considerado o fator de multiplicação de 1,5,
expressamente estabelecido em favor dos aeronautas, pressupõe a
definição do alcance da expressão “vinte e cinco anos de serviço efetivo”,
constante no artigo 53, inciso V, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias – ADCT, como requisito para aquisição do direito à
aposentadoria com proventos integrais como ex-combatente na Segunda
Grande Guerra. Essa óptica não foi enfrentada por este Colegiado quando
da apreciação do regimental, apesar de devidamente prequestionada.
Ante tal circunstância, devem ser providos os declaratórios para que
possa ser dada sequência ao extraordinário.
É como voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207746.
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S) : VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração,
nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S) : VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração,
nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111964
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7261568
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-18T00:00:00
|
A Turma deu provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OMISSÃO. Uma vez constatada omissão, a envolver fundamento constitucional consignado no acórdão de origem, cabe prover os declaratórios para que o extraordinário tenha regular sequência.
|
sjur285033
|
Número de páginas: 4.
Análise: 07/01/2015, AUR.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
683621
|
[
"LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00053 INC-00005\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS"
] |
RE-AgR-ED
|
acordaos
|
RE 683621 AgR-ED
|
[
""
] |
EMBTE.(S) : VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – OMISSÃO. Uma vez constatada
omissão, a envolver fundamento constitucional consignado no acórdão
de origem, cabe prover os declaratórios para que o extraordinário tenha
regular sequência.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em prover os embargos de
declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos
do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro
Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas
notas taquigráficas.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma
negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim
resumidos:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.
Os agravantes, nos declaratórios de folha 401 a 403, sustentam a
existência de omissão no julgado e pleiteiam o empréstimo de efeitos
modificativos. Insistem na índole constitucional da controvérsia,
consignando tratar-se de discussão acerca de direito adquirido, bem
como da incidência do inciso V do artigo 53 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias.
O Instituto Nacional do Seguro Social, em contrarrazões, aponta a
ausência de vícios no acórdão.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621 RIO
GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S)
:VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
:JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E
OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma
negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim
resumidos:
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E
LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao
revolvimento da prova, também não servindo à interpretação
de normas estritamente legais.
Os agravantes, nos declaratórios de folha 401 a 403, sustentam a
existência de omissão no julgado e pleiteiam o empréstimo de efeitos
modificativos. Insistem na índole constitucional da controvérsia,
consignando tratar-se de discussão acerca de direito adquirido, bem
como da incidência do inciso V do artigo 53 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias.
O Instituto Nacional do Seguro Social, em contrarrazões, aponta a
ausência de vícios no acórdão.
É o relatório.
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Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado
(folhas 205 e 377), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
No acórdão embargado, a Turma negou seguimento ao
extraordinário, por estar envolvida matéria fática e legal. Nos
declaratórios, as recorrentes sustentam a necessidade de sequência do
recurso para apreciação da controvérsia sob o ângulo do que previsto no
artigo 53, inciso V, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Assiste razão às embargantes.
Assentar se o tempo de serviço necessário para a transformação da
aposentadoria especial de aeronauta em de ex-combatente é o efetivo ou
pode ser o ficto, considerado o fator de multiplicação de 1,5,
expressamente estabelecido em favor dos aeronautas, pressupõe a
definição do alcance da expressão “vinte e cinco anos de serviço efetivo”,
constante no artigo 53, inciso V, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias – ADCT, como requisito para aquisição do direito à
aposentadoria com proventos integrais como ex-combatente na Segunda
Grande Guerra. Essa óptica não foi enfrentada por este Colegiado quando
da apreciação do regimental, apesar de devidamente prequestionada.
Ante tal circunstância, devem ser providos os declaratórios para que
possa ser dada sequência ao extraordinário.
É como voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7207746.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621 RIO
GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na
interposição deste recurso, atendeu-se aos pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado
(folhas 205 e 377), foi protocolada no prazo legal. Conheço.
No acórdão embargado, a Turma negou seguimento ao
extraordinário, por estar envolvida matéria fática e legal. Nos
declaratórios, as recorrentes sustentam a necessidade de sequência do
recurso para apreciação da controvérsia sob o ângulo do que previsto no
artigo 53, inciso V, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Assiste razão às embargantes.
Assentar se o tempo de serviço necessário para a transformação da
aposentadoria especial de aeronauta em de ex-combatente é o efetivo ou
pode ser o ficto, considerado o fator de multiplicação de 1,5,
expressamente estabelecido em favor dos aeronautas, pressupõe a
definição do alcance da expressão “vinte e cinco anos de serviço efetivo”,
constante no artigo 53, inciso V, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias – ADCT, como requisito para aquisição do direito à
aposentadoria com proventos integrais como ex-combatente na Segunda
Grande Guerra. Essa óptica não foi enfrentada por este Colegiado quando
da apreciação do regimental, apesar de devidamente prequestionada.
Ante tal circunstância, devem ser providos os declaratórios para que
possa ser dada sequência ao extraordinário.
É como voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S) : VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração,
nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683.621
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
EMBTE.(S) : VIVIAM NETTO VALLS E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S) : JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA E OUTRO(A/S)
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração,
nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683 . 621",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683 .",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 683 . 621"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso V do artigo 53 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 53 , inciso V , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"artigo 53 , inciso V , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 53 , inciso V , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"artigo 53 , inciso V , do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias",
"ADCT",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma do",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Instituto Nacional do Seguro Social",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Grande Guerra",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Segunda Grande Guerra",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"VIVIAM NETTO VALLS",
"JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"VIVIAM NETTO VALLS",
"JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"VIVIAM NETTO VALLS",
"JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"VIVIAM NETTO VALLS",
"JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"VIVIAM NETTO VALLS",
"JOSÉ LUIS BORGES GERMANO DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO
TRABALHO DA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO
RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S)
:THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Inovação recursal.
Impossibilidade. Tributário. Imunidade. Requisitos. Órgão gestor de
mão de obra de utilidade pública. Lei nº 8.630/93. Questão
infraconstitucional. Afronta reflexa. Ausência de comprovação das
condições de constituição e funcionamento. Estatuto social. Fatos e
provas. Súmula nº 279/STF. Cláusulas contratuais. Súmula nº 454/STF.
1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos.
2. A solução da controvérsia, como apresentada, demandaria o
reexame da legislação infraconstitucional. A afronta aos dispositivos
constitucionais suscitados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é
insuficiente para amparar o apelo extremo.
3. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessário revolverem-se
os fatos e as provas dos autos, o que é vedado, a teor da Súmula nº
279/STF. Incide, ademais, a Súmula nº 454 da Corte, que veda o reexame
de cláusulas contratuais.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260397.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 848648 AGR / PE
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7260397.
Supremo Tribunal Federal
AI 848648 AGR / PE
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO
TRABALHO DA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO
RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S)
:THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho da Administração do
Porto de Recife – OGMO/Recife - interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
o seguinte fundamento:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 69, 146, II, 150, VI, e 195, § 7°, da Constituição Federal
de 1988.
Decido.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
Tribunal de origem não divergiu do entendimento firmado pelo
Plenário desta Corte que, ao analisar a matéria em sede de
repercussão geral, assim decidiu:
‘Ementa:
TRIBUTÁRIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REPERCUSSÃO
GERAL.
REPERCUSSÃO GERAL CONEXA. RE 566.622.
IMUNIDADE AOS IMPOSTOS. ART. 150, VI, C, CF/88.
IMUNIDADE ÀS CONTRIBUIÇÕES. ART. 195, § 7º,
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21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO
TRABALHO DA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO
RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S)
:THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho da Administração do
Porto de Recife – OGMO/Recife - interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
o seguinte fundamento:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 69, 146, II, 150, VI, e 195, § 7°, da Constituição Federal
de 1988.
Decido.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
Tribunal de origem não divergiu do entendimento firmado pelo
Plenário desta Corte que, ao analisar a matéria em sede de
repercussão geral, assim decidiu:
‘Ementa:
TRIBUTÁRIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REPERCUSSÃO
GERAL.
REPERCUSSÃO GERAL CONEXA. RE 566.622.
IMUNIDADE AOS IMPOSTOS. ART. 150, VI, C, CF/88.
IMUNIDADE ÀS CONTRIBUIÇÕES. ART. 195, § 7º,
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Relatório
AI 848648 AGR / PE
CF/88. O PIS É CONTRIBUIÇÃO PARA A SEGURIDADE
SOCIAL (ART. 239 C/C ART. 195, I, CF/88). A
CONCEITUAÇÃO E O REGIME JURÍDICO DA
EXPRESSÃO ’INSTITUIÇÕES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
E EDUCAÇÃO’ (ART. 150, VI, C, CF/88) APLICA-SE POR
ANALOGIA
À
EXPRESSÃO
’ENTIDADES
BENEFICENTES DE ASSITÊNCIA SOCIAL’ (ART. 195, §
7º, CF/88). AS LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO
PODER DE TRIBUTAR SÃO O CONJUNTO DE
PRINCÍPIOS E IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS (ART. 146,
II, CF/88). A EXPRESSÃO ‘ISENÇÃO’ UTILIZADA NO
ART. 195, § 7º, CF/88, TEM O CONTEÚDO DE
VERDADEIRA IMUNIDADE. O ART. 195, § 7º, CF/88,
REPORTA-SE À LEI Nº 8.212/91, EM SUA REDAÇÃO
ORIGINAL (MI 616/SP, Rel. Min. Nélson Jobim, Pleno, DJ
25/10/2002). O ART. 1º, DA LEI Nº 9.738/98, FOI
SUSPENSO PELA CORTE SUPREMA (ADI 2.028 MC/DF,
Rel. Moreira Alves, Pleno, DJ 16-06-2000). A SUPREMA
CORTE INDICIA QUE SOMENTE SE EXIGE LEI
COMPLEMENTAR PARA A DEFINIÇÃO DOS SEUS
LIMITES OBJETIVOS (MATERIAIS), E NÃO PARA A
FIXAÇÃO DAS NORMAS DE CONSTITUIÇÃO E DE
FUNCIONAMENTO DAS ENTIDADES IMUNES
(ASPECTOS FORMAIS OU SUBJETIVOS), OS QUAIS
PODEM SER VEICULADOS POR LEI ORDINÁRIA
(ART. 55, DA LEI Nº 8.212/91). AS ENTIDADES QUE
PROMOVEM
A
ASSISTÊNCIA
SOCIAL
BENEFICENTE (ART. 195, § 7º, CF/88) SOMENTE
FAZEM JUS À IMUNIDADE SE PREENCHEREM
CUMULATIVAMENTE OS REQUISITOS DE QUE
TRATA O ART. 55, DA LEI Nº 8.212/91, NA SUA
REDAÇÃO ORIGINAL, E AQUELES PREVISTOS NOS
ARTIGOS 9º E 14, DO CTN.
AUSÊNCIA DE
CAPACIDADE CONTRIBUTIVA OU APLICAÇÃO DO
PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE SOCIAL DE FORMA
INVERSA (ADI 2.028 MC/DF, Rel. Moreira Alves, Pleno,
2
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CF/88. O PIS É CONTRIBUIÇÃO PARA A SEGURIDADE
SOCIAL (ART. 239 C/C ART. 195, I, CF/88). A
CONCEITUAÇÃO E O REGIME JURÍDICO DA
EXPRESSÃO ’INSTITUIÇÕES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
E EDUCAÇÃO’ (ART. 150, VI, C, CF/88) APLICA-SE POR
ANALOGIA
À
EXPRESSÃO
’ENTIDADES
BENEFICENTES DE ASSITÊNCIA SOCIAL’ (ART. 195, §
7º, CF/88). AS LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO
PODER DE TRIBUTAR SÃO O CONJUNTO DE
PRINCÍPIOS E IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS (ART. 146,
II, CF/88). A EXPRESSÃO ‘ISENÇÃO’ UTILIZADA NO
ART. 195, § 7º, CF/88, TEM O CONTEÚDO DE
VERDADEIRA IMUNIDADE. O ART. 195, § 7º, CF/88,
REPORTA-SE À LEI Nº 8.212/91, EM SUA REDAÇÃO
ORIGINAL (MI 616/SP, Rel. Min. Nélson Jobim, Pleno, DJ
25/10/2002). O ART. 1º, DA LEI Nº 9.738/98, FOI
SUSPENSO PELA CORTE SUPREMA (ADI 2.028 MC/DF,
Rel. Moreira Alves, Pleno, DJ 16-06-2000). A SUPREMA
CORTE INDICIA QUE SOMENTE SE EXIGE LEI
COMPLEMENTAR PARA A DEFINIÇÃO DOS SEUS
LIMITES OBJETIVOS (MATERIAIS), E NÃO PARA A
FIXAÇÃO DAS NORMAS DE CONSTITUIÇÃO E DE
FUNCIONAMENTO DAS ENTIDADES IMUNES
(ASPECTOS FORMAIS OU SUBJETIVOS), OS QUAIS
PODEM SER VEICULADOS POR LEI ORDINÁRIA
(ART. 55, DA LEI Nº 8.212/91). AS ENTIDADES QUE
PROMOVEM
A
ASSISTÊNCIA
SOCIAL
BENEFICENTE (ART. 195, § 7º, CF/88) SOMENTE
FAZEM JUS À IMUNIDADE SE PREENCHEREM
CUMULATIVAMENTE OS REQUISITOS DE QUE
TRATA O ART. 55, DA LEI Nº 8.212/91, NA SUA
REDAÇÃO ORIGINAL, E AQUELES PREVISTOS NOS
ARTIGOS 9º E 14, DO CTN.
AUSÊNCIA DE
CAPACIDADE CONTRIBUTIVA OU APLICAÇÃO DO
PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE SOCIAL DE FORMA
INVERSA (ADI 2.028 MC/DF, Rel. Moreira Alves, Pleno,
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Relatório
AI 848648 AGR / PE
DJ 16-06-2000). INAPLICABILIDADE DO ART. 2º, II, DA
LEI Nº 9.715/98, E DO ART. 13, IV, DA MP Nº 2.158-
35/2001, ÀS ENTIDADES QUE PREENCHEM OS
REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI Nº 8.212/91, E
LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE, A QUAL NÃO
DECORRE DO VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE
DESTES DISPOSITIVOS LEGAIS, MAS DA IMUNIDADE
EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO AO PIS COMO
TÉCNICA DE INTERPRETAÇÃO CONFORME À
CONSTITUIÇÃO. EX POSITIS, CONHEÇO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO, MAS NEGO-LHE
PROVIMENTO CONFERINDO EFICÁCIA ERGA
OMNES E EX TUNC. (...)’ (RE nº 636.941/RS-RG, Tribunal
Pleno, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/4/14).
Ademais, o Plenário do STF no exame do RE nº
642.442/RS, Relator o Ministro Cesar Peluso, DJe de 8/9/11,
decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria atinente
ao preenchimento dos requisitos legais para imunidade
tributária. Anote-se a ementa:
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência
social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional.
Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso
extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão
geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o
preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei
8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como
entidade beneficente de assistência social, para efeitos de
reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema
infraconstitucional’.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo de
instrumento.
Publique-se.”
3
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AI 848648 AGR / PE
DJ 16-06-2000). INAPLICABILIDADE DO ART. 2º, II, DA
LEI Nº 9.715/98, E DO ART. 13, IV, DA MP Nº 2.158-
35/2001, ÀS ENTIDADES QUE PREENCHEM OS
REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI Nº 8.212/91, E
LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE, A QUAL NÃO
DECORRE DO VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE
DESTES DISPOSITIVOS LEGAIS, MAS DA IMUNIDADE
EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO AO PIS COMO
TÉCNICA DE INTERPRETAÇÃO CONFORME À
CONSTITUIÇÃO. EX POSITIS, CONHEÇO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO, MAS NEGO-LHE
PROVIMENTO CONFERINDO EFICÁCIA ERGA
OMNES E EX TUNC. (...)’ (RE nº 636.941/RS-RG, Tribunal
Pleno, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/4/14).
Ademais, o Plenário do STF no exame do RE nº
642.442/RS, Relator o Ministro Cesar Peluso, DJe de 8/9/11,
decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria atinente
ao preenchimento dos requisitos legais para imunidade
tributária. Anote-se a ementa:
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência
social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional.
Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso
extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão
geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o
preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei
8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como
entidade beneficente de assistência social, para efeitos de
reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema
infraconstitucional’.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo de
instrumento.
Publique-se.”
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Relatório
AI 848648 AGR / PE
Alega o agravante que preenche todos os requisitos do art. 55 da Lei
nº 8.212/91 e do art. 29 da Lei nº 12.101/09. Afirma que é entidade
beneficente de assistência social detentora da imunidade tributária do art.
195, § 7º, da Constituição Federal, “conforme efetivamente comprovado
nos autos e no quadro demonstrativo transcrito no requerimento
protocolado em 06.03.2014”. Aduz que, desde a Lei nº 8.630/93, atendia
todos os requisitos e que, com o advento da Lei nº 12.815/13, tal condição
ficou ainda mais explícita. Assevera que não necessita de ter o CEBAS
para o reconhecimento da imunidade tributária, “porquanto segundo os
ditames do Parecer-QG/INSS nº. 169, a criação por lei, de entidade
filantrópica supre o certificado ou o registro que ateste tal finalidade”.
Aponta que, no Mandado de Segurança nº 0008511-25.2009.4.05.8300, foi
reconhecida como entidade beneficente de assistência social, conforme
certidão narrativa acostada aos autos mediante a petição protocolada em
6/3/14. Defende que não há necessidade de verificar o preenchimento dos
requisitos impostos pelo art. 55 da Lei nº 8.212/91. Sustenta que a decisão
do RE nº 636.941/RS-RG é inaplicável, pois, naquele caso, o Tribunal de
origem havia reconhecido a imunidade tributária em favor do
contribuinte. Também anota que o RE nº 642.442/RS-RG não se aproxima
dos presentes autos, uma vez que não pretende aplicar ou analisar os
requisitos do art. 55 da Lei nº 8.212/91. Refere que, por não se enquadrar
no conceito de empresa, não se submete ao recolhimento das
contribuições previdenciárias do art. 22, I a IV, da Lei nº 8.212/91.
É o relatório.
4
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AI 848648 AGR / PE
Alega o agravante que preenche todos os requisitos do art. 55 da Lei
nº 8.212/91 e do art. 29 da Lei nº 12.101/09. Afirma que é entidade
beneficente de assistência social detentora da imunidade tributária do art.
195, § 7º, da Constituição Federal, “conforme efetivamente comprovado
nos autos e no quadro demonstrativo transcrito no requerimento
protocolado em 06.03.2014”. Aduz que, desde a Lei nº 8.630/93, atendia
todos os requisitos e que, com o advento da Lei nº 12.815/13, tal condição
ficou ainda mais explícita. Assevera que não necessita de ter o CEBAS
para o reconhecimento da imunidade tributária, “porquanto segundo os
ditames do Parecer-QG/INSS nº. 169, a criação por lei, de entidade
filantrópica supre o certificado ou o registro que ateste tal finalidade”.
Aponta que, no Mandado de Segurança nº 0008511-25.2009.4.05.8300, foi
reconhecida como entidade beneficente de assistência social, conforme
certidão narrativa acostada aos autos mediante a petição protocolada em
6/3/14. Defende que não há necessidade de verificar o preenchimento dos
requisitos impostos pelo art. 55 da Lei nº 8.212/91. Sustenta que a decisão
do RE nº 636.941/RS-RG é inaplicável, pois, naquele caso, o Tribunal de
origem havia reconhecido a imunidade tributária em favor do
contribuinte. Também anota que o RE nº 642.442/RS-RG não se aproxima
dos presentes autos, uma vez que não pretende aplicar ou analisar os
requisitos do art. 55 da Lei nº 8.212/91. Refere que, por não se enquadrar
no conceito de empresa, não se submete ao recolhimento das
contribuições previdenciárias do art. 22, I a IV, da Lei nº 8.212/91.
É o relatório.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Primeiramente, observo que o ponto suscitado no agravo regimental
concernente à Lei nº 12.815/13 e ao reconhecimento do caráter da
recorrente como entidade beneficente de assistência social no Mandado
de Segurança nº 0008511-25.2009.4.05.8300 constitui inovação recursal
manifesta em momento inoportuno, o que impede sua análise.
Com efeito, o agravante não suscitou essas questões nas
oportunidades anteriores que teve para se expressar nos autos,
impossibilitando, dessa forma, o exercício do contraditório e o debate
prévio nas instâncias originárias, o que impede a análise dos temas nesta
oportunidade. Nesse sentido: AI nº 453.707-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/4/07; AI nº 453.707-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/4/07.
No mais, o inconformismo não merece prosperar.
O Tribunal de origem assentou que a agravante, embora seja um
órgão gestor de mão de obra de utilidade pública e sem fins lucrativos
não comprovou ser entidade beneficente de Assistência Social.
Segue trecho do acórdão recorrido:
“Ressalte-se que a Lei 8.630/93 apenas classifica os órgãos
gestores de mão de obra como de utilidade pública e sem fins
lucrativos, não havendo requisitos na legislação para fins de
imunidade tributária.
Como bem fundamentou o Juízo a quo ‘A autora defende
o cumprimento desse requisito fundamental em face da redação
do artigo 32 de seu estatuto social, que veda a percepção de
quaisquer remuneração por parte dos membros do Conselho de
Supervisão e da Comissão Paritária. Entretanto, o referido
dispositivo silencia quanto aos membros da Diretoria Executiva
prevista no artigo 12 do mesmo estatuto, o que possibilita a
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Primeiramente, observo que o ponto suscitado no agravo regimental
concernente à Lei nº 12.815/13 e ao reconhecimento do caráter da
recorrente como entidade beneficente de assistência social no Mandado
de Segurança nº 0008511-25.2009.4.05.8300 constitui inovação recursal
manifesta em momento inoportuno, o que impede sua análise.
Com efeito, o agravante não suscitou essas questões nas
oportunidades anteriores que teve para se expressar nos autos,
impossibilitando, dessa forma, o exercício do contraditório e o debate
prévio nas instâncias originárias, o que impede a análise dos temas nesta
oportunidade. Nesse sentido: AI nº 453.707-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/4/07; AI nº 453.707-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/4/07.
No mais, o inconformismo não merece prosperar.
O Tribunal de origem assentou que a agravante, embora seja um
órgão gestor de mão de obra de utilidade pública e sem fins lucrativos
não comprovou ser entidade beneficente de Assistência Social.
Segue trecho do acórdão recorrido:
“Ressalte-se que a Lei 8.630/93 apenas classifica os órgãos
gestores de mão de obra como de utilidade pública e sem fins
lucrativos, não havendo requisitos na legislação para fins de
imunidade tributária.
Como bem fundamentou o Juízo a quo ‘A autora defende
o cumprimento desse requisito fundamental em face da redação
do artigo 32 de seu estatuto social, que veda a percepção de
quaisquer remuneração por parte dos membros do Conselho de
Supervisão e da Comissão Paritária. Entretanto, o referido
dispositivo silencia quanto aos membros da Diretoria Executiva
prevista no artigo 12 do mesmo estatuto, o que possibilita a
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 848648 AGR / PE
percepção de contraprestação pecuniária pelo desempenho das
atividades desses diretores, fato que por si só, já afasta a
imunidade invocada. Considere-se, também, que o artigo 26 do
estatuto social da OGMO-RECIFE disciplina que ’cumpre à
Assembléia Geral, deliberar sobre a sua dissolução e
liquidação’, bem como dispor relativamente ao destino a ser
dado ao patrimônio então existente’, contrariando o artigo 12, §
2º, g, da Lei 9.532/97.”
A agravante, no entanto, afirma ter preenchido os requisitos do art. 55 da Lei nº
8.212/91, não necessitar do CEBAS para ter reconhecida a imunidade pleiteada e não
estar obrigada a recolher a contribuição prevista no art. 22, I a IV, da Lei nº 8.212/91,
tão somente pelo fato de ser um órgão gestor de mão de obra que a Lei 8.630/93
considera como de utilidade pública e sem fins lucrativos.
Como visto, o Tribunal de origem assentou que a agravante não
comprovou o preenchimento dos requisitos do art. 55 da Lei nº 8.212/91,
concluindo pelo não reconhecimento da imunidade pretendida.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, seria necessário o
revolvimento dos fatos e das provas dos autos, o que é vedado, a teor da
Súmula nº 279/STF. Além do mais, como visto, incide a Súmula nº 454 da
Corte, que veda o reexame de cláusulas contratuais.
Nego provimento ao agravo regimental.
2
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AI 848648 AGR / PE
percepção de contraprestação pecuniária pelo desempenho das
atividades desses diretores, fato que por si só, já afasta a
imunidade invocada. Considere-se, também, que o artigo 26 do
estatuto social da OGMO-RECIFE disciplina que ’cumpre à
Assembléia Geral, deliberar sobre a sua dissolução e
liquidação’, bem como dispor relativamente ao destino a ser
dado ao patrimônio então existente’, contrariando o artigo 12, §
2º, g, da Lei 9.532/97.”
A agravante, no entanto, afirma ter preenchido os requisitos do art. 55 da Lei nº
8.212/91, não necessitar do CEBAS para ter reconhecida a imunidade pleiteada e não
estar obrigada a recolher a contribuição prevista no art. 22, I a IV, da Lei nº 8.212/91,
tão somente pelo fato de ser um órgão gestor de mão de obra que a Lei 8.630/93
considera como de utilidade pública e sem fins lucrativos.
Como visto, o Tribunal de origem assentou que a agravante não
comprovou o preenchimento dos requisitos do art. 55 da Lei nº 8.212/91,
concluindo pelo não reconhecimento da imunidade pretendida.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, seria necessário o
revolvimento dos fatos e das provas dos autos, o que é vedado, a teor da
Súmula nº 279/STF. Além do mais, como visto, incide a Súmula nº 454 da
Corte, que veda o reexame de cláusulas contratuais.
Nego provimento ao agravo regimental.
2
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO DA
ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S) : THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO DA
ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S) : THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7302564
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-21T00:00:00
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A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Inovação recursal. Impossibilidade. Tributário. Imunidade. Requisitos. Órgão gestor de mão de obra de utilidade pública. Lei nº 8.630/93. Questão infraconstitucional. Afronta reflexa. Ausência de comprovação das condições de constituição e funcionamento. Estatuto social. Fatos e provas. Súmula nº 279/STF. Cláusulas contratuais. Súmula nº 454/STF.
1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos.
2. A solução da controvérsia, como apresentada, demandaria o reexame da legislação infraconstitucional. A afronta aos dispositivos constitucionais suscitados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo.
3. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessário revolverem-se os fatos e as provas dos autos, o que é vedado, a teor da Súmula nº 279/STF. Incide, ademais, a Súmula nº 454 da Corte, que veda o reexame de cláusulas contratuais.
4. Agravo regimental não provido.
|
sjur285790
|
- Acórdão(s) citado(s):
(INOVAÇÃO RECURSAL)
AI 453707 AgR (1ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 16/12/2014, MÁR.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
848648
|
[
"LEG-FED LEI-008630 ANO-1993\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 848648 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO DA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S) : THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO
TRABALHO DA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO
RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S)
:THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Inovação recursal.
Impossibilidade. Tributário. Imunidade. Requisitos. Órgão gestor de
mão de obra de utilidade pública. Lei n 8.630/93. Questão
infraconstitucional. Afronta reflexa. Ausência de comprovação das
condições de constituição e funcionamento. Estatuto social. Fatos e
provas. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Cláusulas contratuais. Súmula n 454/Supremo Tribunal Federal.
1. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos.
2. A solução da controvérsia, como apresentada, demandaria o
reexame da legislação infraconstitucional. A afronta aos dispositivos
constitucionais suscitados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é
insuficiente para amparar o apelo extremo.
3. Para dissentir do acórdão recorrido, seria necessário revolverem-se
os fatos e as provas dos autos, o que é vedado, a teor da Súmula n
279/Supremo Tribunal Federal. Incide, ademais, a Súmula n 454 da Corte, que veda o reexame
de cláusulas contratuais.
4. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Ementa e Acórdão
AI 848648 AGR / PE
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 848648 AGR / PE
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO
TRABALHO DA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO
RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S)
:THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho da Administração do
Porto de Recife – OGMO/Recife - interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
o seguinte fundamento:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 69, 146, II, 150, VI, e 195, § 7..., da Constituição Federal
de 1988.
Decido.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
Tribunal de origem não divergiu do entendimento firmado pelo
Plenário desta Corte que, ao analisar a matéria em sede de
repercussão geral, assim decidiu:
‘Ementa:
TRIBUTÁRIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REPERCUSSÃO
GERAL.
REPERCUSSÃO GERAL CONEXA. Recurso Extraordinário 566.622.
IMUNIDADE AOS IMPOSTOS. ART. 150, VI, C, Constituição Federal de 1988/88.
IMUNIDADE ÀS CONTRIBUIÇÕES. ART. 195, § 7...,
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648 PERNAMBUCO
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO
TRABALHO DA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO
RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S)
:THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA
E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho da Administração do
Porto de Recife – OGMO/Recife - interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
o seguinte fundamento:
“Vistos.
Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu
recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos
artigos 69, 146, II, 150, VI, e 195, § 7..., da Constituição Federal
de 1988.
Decido.
A irresignação não merece prosperar, haja vista que o
Tribunal de origem não divergiu do entendimento firmado pelo
Plenário desta Corte que, ao analisar a matéria em sede de
repercussão geral, assim decidiu:
‘Ementa:
TRIBUTÁRIO.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
REPERCUSSÃO
GERAL.
REPERCUSSÃO GERAL CONEXA. Recurso Extraordinário 566.622.
IMUNIDADE AOS IMPOSTOS. ART. 150, VI, C, Constituição Federal de 1988/88.
IMUNIDADE ÀS CONTRIBUIÇÕES. ART. 195, § 7...,
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
AI 848648 AGR / PE
Constituição Federal de 1988/88. O PIS É CONTRIBUIÇÃO PARA A SEGURIDADE
SOCIAL (ART. 239 C/C ART. 195, I, Constituição Federal de 1988/88). A
CONCEITUAÇÃO E O REGIME JURÍDICO DA
EXPRESSÃO ’INSTITUIÇÕES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
E EDUCAÇÃO’ (ART. 150, VI, C, Constituição Federal de 1988/88) APLICA-SE POR
ANALOGIA
À
EXPRESSÃO
’ENTIDADES
BENEFICENTES DE ASSITÊNCIA SOCIAL’ (ART. 195, §
7..., Constituição Federal de 1988/88). AS LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO
PODER DE TRIBUTAR SÃO O CONJUNTO DE
PRINCÍPIOS E IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS (ART. 146,
II, Constituição Federal de 1988/88). A EXPRESSÃO ‘ISENÇÃO’ UTILIZADA NO
ART. 195, § 7..., Constituição Federal de 1988/88, TEM O CONTEÚDO DE
VERDADEIRA IMUNIDADE. O ART. 195, § 7..., Constituição Federal de 1988/88,
REPORTA-SE À LEI n 8.212/91, EM SUA REDAÇÃO
ORIGINAL (MI 616/SP, Rel. Min. Nélson Jobim, Pleno, DJ
25/10/2002). O ART. 1..., DA LEI n 9.738/98, FOI
SUSPENSO PELA CORTE SUPREMA (ADI 2.028 MC/DF,
Rel. Moreira Alves, Pleno, DJ 16-06-2000). A SUPREMA
CORTE INDICIA QUE SOMENTE SE EXIGE LEI
COMPLEMENTAR PARA A DEFINIÇÃO DOS SEUS
LIMITES OBJETIVOS (MATERIAIS), E NÃO PARA A
FIXAÇÃO DAS NORMAS DE CONSTITUIÇÃO E DE
FUNCIONAMENTO DAS ENTIDADES IMUNES
(ASPECTOS FORMAIS OU SUBJETIVOS), OS QUAIS
PODEM SER VEICULADOS POR LEI ORDINÁRIA
(ART. 55, DA LEI n 8.212/91). AS ENTIDADES QUE
PROMOVEM
A
ASSISTÊNCIA
SOCIAL
BENEFICENTE (ART. 195, § 7..., Constituição Federal de 1988/88) SOMENTE
FAZEM JUS À IMUNIDADE SE PREENCHEREM
CUMULATIVAMENTE OS REQUISITOS DE QUE
TRATA O ART. 55, DA LEI n 8.212/91, NA SUA
REDAÇÃO ORIGINAL, E AQUELES PREVISTOS NOS
ARTIGOS 9... E 14, DO CTN.
AUSÊNCIA DE
CAPACIDADE CONTRIBUTIVA OU APLICAÇÃO DO
PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE SOCIAL DE FORMA
INVERSA (ADI 2.028 MC/DF, Rel. Moreira Alves, Pleno,
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
AI 848648 AGR / PE
Constituição Federal de 1988/88. O PIS É CONTRIBUIÇÃO PARA A SEGURIDADE
SOCIAL (ART. 239 C/C ART. 195, I, Constituição Federal de 1988/88). A
CONCEITUAÇÃO E O REGIME JURÍDICO DA
EXPRESSÃO ’INSTITUIÇÕES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
E EDUCAÇÃO’ (ART. 150, VI, C, Constituição Federal de 1988/88) APLICA-SE POR
ANALOGIA
À
EXPRESSÃO
’ENTIDADES
BENEFICENTES DE ASSITÊNCIA SOCIAL’ (ART. 195, §
7..., Constituição Federal de 1988/88). AS LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO
PODER DE TRIBUTAR SÃO O CONJUNTO DE
PRINCÍPIOS E IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS (ART. 146,
II, Constituição Federal de 1988/88). A EXPRESSÃO ‘ISENÇÃO’ UTILIZADA NO
ART. 195, § 7..., Constituição Federal de 1988/88, TEM O CONTEÚDO DE
VERDADEIRA IMUNIDADE. O ART. 195, § 7..., Constituição Federal de 1988/88,
REPORTA-SE À LEI n 8.212/91, EM SUA REDAÇÃO
ORIGINAL (MI 616/SP, Rel. Min. Nélson Jobim, Pleno, DJ
25/10/2002). O ART. 1..., DA LEI n 9.738/98, FOI
SUSPENSO PELA CORTE SUPREMA (ADI 2.028 MC/DF,
Rel. Moreira Alves, Pleno, DJ 16-06-2000). A SUPREMA
CORTE INDICIA QUE SOMENTE SE EXIGE LEI
COMPLEMENTAR PARA A DEFINIÇÃO DOS SEUS
LIMITES OBJETIVOS (MATERIAIS), E NÃO PARA A
FIXAÇÃO DAS NORMAS DE CONSTITUIÇÃO E DE
FUNCIONAMENTO DAS ENTIDADES IMUNES
(ASPECTOS FORMAIS OU SUBJETIVOS), OS QUAIS
PODEM SER VEICULADOS POR LEI ORDINÁRIA
(ART. 55, DA LEI n 8.212/91). AS ENTIDADES QUE
PROMOVEM
A
ASSISTÊNCIA
SOCIAL
BENEFICENTE (ART. 195, § 7..., Constituição Federal de 1988/88) SOMENTE
FAZEM JUS À IMUNIDADE SE PREENCHEREM
CUMULATIVAMENTE OS REQUISITOS DE QUE
TRATA O ART. 55, DA LEI n 8.212/91, NA SUA
REDAÇÃO ORIGINAL, E AQUELES PREVISTOS NOS
ARTIGOS 9... E 14, DO CTN.
AUSÊNCIA DE
CAPACIDADE CONTRIBUTIVA OU APLICAÇÃO DO
PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE SOCIAL DE FORMA
INVERSA (ADI 2.028 MC/DF, Rel. Moreira Alves, Pleno,
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
AI 848648 AGR / PE
DJ 16-06-2000). INAPLICABILIDADE DO ART. 2..., II, DA
LEI n 9.715/98, E DO ART. 13, IV, DA Medida Provisória n 2.158-
35/2001, ÀS ENTIDADES QUE PREENCHEM OS
REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI n 8.212/91, E
LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE, A QUAL NÃO
DECORRE DO VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE
DESTES DISPOSITIVOS LEGAIS, MAS DA IMUNIDADE
EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO AO PIS COMO
TÉCNICA DE INTERPRETAÇÃO CONFORME À
CONSTITUIÇÃO. EX POSITIS, CONHEÇO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO, MAS NEGO-LHE
PROVIMENTO CONFERINDO EFICÁCIA ERGA
OMNES E EX TUNC. (...)’ (Recurso Extraordinário n 636.941/RS-RG, Tribunal
Pleno, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/4/14).
Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal no exame do Recurso Extraordinário n
642.442/RS, Relator o Ministro Cesar Peluso, DJe de 8/9/11,
decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria atinente
ao preenchimento dos requisitos legais para imunidade
tributária. Anote-se a ementa:
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência
social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional.
Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso
extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão
geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o
preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei
8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como
entidade beneficente de assistência social, para efeitos de
reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema
infraconstitucional’.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo de
instrumento.
Publique-se.”
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 848648 AGR / PE
DJ 16-06-2000). INAPLICABILIDADE DO ART. 2..., II, DA
LEI n 9.715/98, E DO ART. 13, IV, DA Medida Provisória n 2.158-
35/2001, ÀS ENTIDADES QUE PREENCHEM OS
REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI n 8.212/91, E
LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE, A QUAL NÃO
DECORRE DO VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE
DESTES DISPOSITIVOS LEGAIS, MAS DA IMUNIDADE
EM RELAÇÃO À CONTRIBUIÇÃO AO PIS COMO
TÉCNICA DE INTERPRETAÇÃO CONFORME À
CONSTITUIÇÃO. EX POSITIS, CONHEÇO DO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO, MAS NEGO-LHE
PROVIMENTO CONFERINDO EFICÁCIA ERGA
OMNES E EX TUNC. (...)’ (Recurso Extraordinário n 636.941/RS-RG, Tribunal
Pleno, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 4/4/14).
Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal no exame do Recurso Extraordinário n
642.442/RS, Relator o Ministro Cesar Peluso, DJe de 8/9/11,
decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria atinente
ao preenchimento dos requisitos legais para imunidade
tributária. Anote-se a ementa:
‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade.
Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência
social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional.
Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso
extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão
geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o
preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei
8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como
entidade beneficente de assistência social, para efeitos de
reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema
infraconstitucional’.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo de
instrumento.
Publique-se.”
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Relatório
AI 848648 AGR / PE
Alega o agravante que preenche todos os requisitos do art. 55 da Lei
n 8.212/91 e do art. 29 da Lei n 12.101/09. Afirma que é entidade
beneficente de assistência social detentora da imunidade tributária do art.
195, § 7..., da Constituição Federal, “conforme efetivamente comprovado
nos autos e no quadro demonstrativo transcrito no requerimento
protocolado em 06.03.2014”. Aduz que, desde a Lei n 8.630/93, atendia
todos os requisitos e que, com o advento da Lei n 12.815/13, tal condição
ficou ainda mais explícita. Assevera que não necessita de ter o CEBAS
para o reconhecimento da imunidade tributária, “porquanto segundo os
ditames do Parecer-QG/INSS n. 169, a criação por lei, de entidade
filantrópica supre o certificado ou o registro que ateste tal finalidade”.
Aponta que, no Mandado de Segurança n 0008511-25.2009.4.05.8300, foi
reconhecida como entidade beneficente de assistência social, conforme
certidão narrativa acostada aos autos mediante a petição protocolada em
6/3/14. Defende que não há necessidade de verificar o preenchimento dos
requisitos impostos pelo art. 55 da Lei n 8.212/91. Sustenta que a decisão
do Recurso Extraordinário n 636.941/RS-RG é inaplicável, pois, naquele caso, o Tribunal de
origem havia reconhecido a imunidade tributária em favor do
contribuinte. Também anota que o Recurso Extraordinário n 642.442/RS-RG não se aproxima
dos presentes autos, uma vez que não pretende aplicar ou analisar os
requisitos do art. 55 da Lei n 8.212/91. Refere que, por não se enquadrar
no conceito de empresa, não se submete ao recolhimento das
contribuições previdenciárias do art. 22, I a IV, da Lei n 8.212/91.
É o relatório.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 848648 AGR / PE
Alega o agravante que preenche todos os requisitos do art. 55 da Lei
n 8.212/91 e do art. 29 da Lei n 12.101/09. Afirma que é entidade
beneficente de assistência social detentora da imunidade tributária do art.
195, § 7..., da Constituição Federal, “conforme efetivamente comprovado
nos autos e no quadro demonstrativo transcrito no requerimento
protocolado em 06.03.2014”. Aduz que, desde a Lei n 8.630/93, atendia
todos os requisitos e que, com o advento da Lei n 12.815/13, tal condição
ficou ainda mais explícita. Assevera que não necessita de ter o CEBAS
para o reconhecimento da imunidade tributária, “porquanto segundo os
ditames do Parecer-QG/INSS n. 169, a criação por lei, de entidade
filantrópica supre o certificado ou o registro que ateste tal finalidade”.
Aponta que, no Mandado de Segurança n 0008511-25.2009.4.05.8300, foi
reconhecida como entidade beneficente de assistência social, conforme
certidão narrativa acostada aos autos mediante a petição protocolada em
6/3/14. Defende que não há necessidade de verificar o preenchimento dos
requisitos impostos pelo art. 55 da Lei n 8.212/91. Sustenta que a decisão
do Recurso Extraordinário n 636.941/RS-RG é inaplicável, pois, naquele caso, o Tribunal de
origem havia reconhecido a imunidade tributária em favor do
contribuinte. Também anota que o Recurso Extraordinário n 642.442/RS-RG não se aproxima
dos presentes autos, uma vez que não pretende aplicar ou analisar os
requisitos do art. 55 da Lei n 8.212/91. Refere que, por não se enquadrar
no conceito de empresa, não se submete ao recolhimento das
contribuições previdenciárias do art. 22, I a IV, da Lei n 8.212/91.
É o relatório.
4
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Primeiramente, observo que o ponto suscitado no agravo regimental
concernente à Lei n 12.815/13 e ao reconhecimento do caráter da
recorrente como entidade beneficente de assistência social no Mandado
de Segurança n 0008511-25.2009.4.05.8300 constitui inovação recursal
manifesta em momento inoportuno, o que impede sua análise.
Com efeito, o agravante não suscitou essas questões nas
oportunidades anteriores que teve para se expressar nos autos,
impossibilitando, dessa forma, o exercício do contraditório e o debate
prévio nas instâncias originárias, o que impede a análise dos temas nesta
oportunidade. Nesse sentido: AI n 453.707-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/4/07; AI n 453.707-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/4/07.
No mais, o inconformismo não merece prosperar.
O Tribunal de origem assentou que a agravante, embora seja um
órgão gestor de mão de obra de utilidade pública e sem fins lucrativos
não comprovou ser entidade beneficente de Assistência Social.
Segue trecho do acórdão recorrido:
“Ressalte-se que a Lei 8.630/93 apenas classifica os órgãos
gestores de mão de obra como de utilidade pública e sem fins
lucrativos, não havendo requisitos na legislação para fins de
imunidade tributária.
Como bem fundamentou o Juízo a quo ‘A autora defende
o cumprimento desse requisito fundamental em face da redação
do artigo 32 de seu estatuto social, que veda a percepção de
quaisquer remuneração por parte dos membros do Conselho de
Supervisão e da Comissão Paritária. Entretanto, o referido
dispositivo silencia quanto aos membros da Diretoria Executiva
prevista no artigo 12 do mesmo estatuto, o que possibilita a
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648 PERNAMBUCO
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Primeiramente, observo que o ponto suscitado no agravo regimental
concernente à Lei n 12.815/13 e ao reconhecimento do caráter da
recorrente como entidade beneficente de assistência social no Mandado
de Segurança n 0008511-25.2009.4.05.8300 constitui inovação recursal
manifesta em momento inoportuno, o que impede sua análise.
Com efeito, o agravante não suscitou essas questões nas
oportunidades anteriores que teve para se expressar nos autos,
impossibilitando, dessa forma, o exercício do contraditório e o debate
prévio nas instâncias originárias, o que impede a análise dos temas nesta
oportunidade. Nesse sentido: AI n 453.707-AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/4/07; AI n 453.707-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/4/07.
No mais, o inconformismo não merece prosperar.
O Tribunal de origem assentou que a agravante, embora seja um
órgão gestor de mão de obra de utilidade pública e sem fins lucrativos
não comprovou ser entidade beneficente de Assistência Social.
Segue trecho do acórdão recorrido:
“Ressalte-se que a Lei 8.630/93 apenas classifica os órgãos
gestores de mão de obra como de utilidade pública e sem fins
lucrativos, não havendo requisitos na legislação para fins de
imunidade tributária.
Como bem fundamentou o Juízo a quo ‘A autora defende
o cumprimento desse requisito fundamental em face da redação
do artigo 32 de seu estatuto social, que veda a percepção de
quaisquer remuneração por parte dos membros do Conselho de
Supervisão e da Comissão Paritária. Entretanto, o referido
dispositivo silencia quanto aos membros da Diretoria Executiva
prevista no artigo 12 do mesmo estatuto, o que possibilita a
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 848648 AGR / PE
percepção de contraprestação pecuniária pelo desempenho das
atividades desses diretores, fato que por si só, já afasta a
imunidade invocada. Considere-se, também, que o artigo 26 do
estatuto social da OGMO-RECIFE disciplina que ’cumpre à
Assembléia Geral, deliberar sobre a sua dissolução e
liquidação’, bem como dispor relativamente ao destino a ser
dado ao patrimônio então existente’, contrariando o artigo 12, §
2..., g, da Lei 9.532/97.”
A agravante, no entanto, afirma ter preenchido os requisitos do art. 55 da Lei n
8.212/91, não necessitar do CEBAS para ter reconhecida a imunidade pleiteada e não
estar obrigada a recolher a contribuição prevista no art. 22, I a IV, da Lei n 8.212/91,
tão somente pelo fato de ser um órgão gestor de mão de obra que a Lei 8.630/93
considera como de utilidade pública e sem fins lucrativos.
Como visto, o Tribunal de origem assentou que a agravante não
comprovou o preenchimento dos requisitos do art. 55 da Lei n 8.212/91,
concluindo pelo não reconhecimento da imunidade pretendida.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, seria necessário o
revolvimento dos fatos e das provas dos autos, o que é vedado, a teor da
Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Além do mais, como visto, incide a Súmula n 454 da
Corte, que veda o reexame de cláusulas contratuais.
Nego provimento ao agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
AI 848648 AGR / PE
percepção de contraprestação pecuniária pelo desempenho das
atividades desses diretores, fato que por si só, já afasta a
imunidade invocada. Considere-se, também, que o artigo 26 do
estatuto social da OGMO-RECIFE disciplina que ’cumpre à
Assembléia Geral, deliberar sobre a sua dissolução e
liquidação’, bem como dispor relativamente ao destino a ser
dado ao patrimônio então existente’, contrariando o artigo 12, §
2..., g, da Lei 9.532/97.”
A agravante, no entanto, afirma ter preenchido os requisitos do art. 55 da Lei n
8.212/91, não necessitar do CEBAS para ter reconhecida a imunidade pleiteada e não
estar obrigada a recolher a contribuição prevista no art. 22, I a IV, da Lei n 8.212/91,
tão somente pelo fato de ser um órgão gestor de mão de obra que a Lei 8.630/93
considera como de utilidade pública e sem fins lucrativos.
Como visto, o Tribunal de origem assentou que a agravante não
comprovou o preenchimento dos requisitos do art. 55 da Lei n 8.212/91,
concluindo pelo não reconhecimento da imunidade pretendida.
Ademais, para dissentir do acórdão recorrido, seria necessário o
revolvimento dos fatos e das provas dos autos, o que é vedado, a teor da
Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Além do mais, como visto, incide a Súmula n 454 da
Corte, que veda o reexame de cláusulas contratuais.
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO DA
ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S) : THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 848.648
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO DA
ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DO RECIFE - OGMO/RECIFE
ADV.(A/S) : THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 848 . 648",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 454 da Corte",
"AI 848648 AGR / PE",
"AI 848648 AGR",
"Recurso Extraordinário 566 . 622",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 848 . 648",
"Recurso Extraordinário 566 . 622",
"AI 848648 AGR / PE",
"MI 616 / SP",
"ADI 2 . 028 MC / DF",
"ADI 2 . 028 MC / DF",
"AI 848648 AGR",
"MI 616 / SP",
"ADI 2 . 028 MC / DF",
"ADI 2 . 028 MC / DF",
"AI 848648 AGR / PE",
"Recurso Extraordinário n 636 . 941 / RS - RG",
"Recurso Extraordinário n 642 . 442 / RS",
"AI 848648 AGR /",
"Recurso Extraordinário n 636 . 941 / RS - RG",
"Recurso Extraordinário n 642 . 442 / RS",
"AI 848648 AGR / PE",
"Mandado de Segurança n 0008511 - 25 . 2009 . 4 . 05 . 8300",
"Recurso Extraordinário n 636 . 941 / RS - RG",
"Recurso Extraordinário n 642 . 442 / RS - RG",
"AI 848648",
"Mandado de Segurança n 0008511 - 25 . 2009 . 4 . 05 . 8300",
"Recurso Extraordinário n 636 . 941 / RS - RG",
"Recurso Extraordinário n 642 . 442 / RS - RG",
"Mandado de Segurança n 0008511 - 25 . 2009 . 4 . 05 . 8300",
"AI n 453 . 707 - AgR",
"AI n 453 . 707 - AgR",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 848 . 648",
"Mandado de Segurança n 0008511 - 25 . 2009 . 4 . 05 . 8300",
"AI n 453 . 707 - AgR",
"AI n 453 . 707 - AgR",
"AI 848648 AGR / PE",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 454 da Corte",
"AI 848648 AGR / PE",
"Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula n 454 da Corte",
"EXTRATO",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 848 . 648"
],
"LEGISLACAO": [
"Lei n 8 . 630 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 69 , 146 , II , 150 , VI , e 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal de 1988",
"ART . 150 , VI , C , Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 69 , 146 , II , 150 , VI , e 195 , § 7 . . . , da",
"Constituição Federal de 1988",
"ART . 150 , VI , C ,",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 239 C / C ART . 195 , I , Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 150 , VI , C , Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 195 , § 7 . . . ,",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 146 , II , Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 195 , § 7 . . . ,",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 195 ,",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"LEI n 8 . 212 / 91",
"ART . 1 . . . , DA LEI n 9 . 738 / 98",
"ART . 55 , DA LEI n 8 . 212 / 91",
"ART . 195 , § 7 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 55 , DA LEI n 8 . 212 / 91",
"ARTIGOS 9 . . . E 14 , DO CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 239 C / C ART . 195 , I , Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 150 , VI , C , Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 195 , § 7 . . . ,",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 146 , II , Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 195 , § 7 . . . ,",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 195 ,",
"LEI n 8 . 212 / 91",
"ART . 1 . . . , DA LEI n 9 . 738 / 98",
"ART . 55 , DA LEI n 8 . 212 / 91",
"ART . 195 , § 7 . . . ,",
"Constituição Federal de 1988 / 88",
"ART . 55 , DA LEI n 8 . 212 / 91",
"ARTIGOS 9 . . . E 14 , DO CTN",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"ART . 2 . . . , II , DA LEI n 9 . 715 / 98",
"ART . 13 , IV , DA Medida Provisória n 2 . 158 - 35 / 2001",
"ART . 55 DA LEI n 8 . 212 / 91",
"art . 55 da Lei 8 . 212 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 2 . . . , II , DA LEI n 9 . 715 / 98",
"ART . 13 , IV , DA Medida Provisória n 2 . 158 - 35 / 2001",
"ART . 55 DA LEI n 8 . 212 / 91",
"art . 55 da Lei 8 . 212 / 1991",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 29 da Lei n 12 . 101 / 09",
"art . 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal",
"Lei n 8 . 630 / 93",
"Lei n 12 . 815 / 13",
"art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 55 da Lei n",
"art . 22 , I a IV , da Lei n 8 . 212 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200",
"art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 29 da Lei n 12 . 101 / 09",
"art . 195 , § 7 . . . , da Constituição Federal",
"Lei n 8 . 630 / 93",
"Lei n 12 . 815 / 13",
"Parecer",
"art . 55 da Lei n 8 . 212 /",
"art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 22 , I a IV , da Lei n 8 . 212 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 . 815 / 13",
"Lei 8 . 630 / 93",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n 12 .",
"Lei 8 . 630 / 93",
"Medida Provisória n 2 .",
"artigo 12 , § 2 . . . , g , da Lei 9 . 532 / 97",
"art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 22 , I a IV , da Lei n 8 . 212 / 91",
"Lei 8 . 630 / 93",
"art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 12 , § 2 . . . , g , da Lei 9 . 532 / 97",
"art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91",
"art . 22 , I a IV , da Lei n 8 . 212 / 91",
"Lei 8 . 630 / 93",
"art . 55 da Lei n 8 . 212 / 91",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"PORTO DO RECIFE",
"OGMO",
"/",
"RECIFE",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"PORTO DO RECIFE",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PORTO DO RECIFE -",
"OGMO",
"/",
"RECIFE",
"PERNAMBUCO",
"PORTO DO RECIFE",
"/",
"RECIFE"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"ORGÃO DE GESTÃO DE MÃO DE OBRA DO TRABALHO DA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO",
"OGMO",
"/",
"RECIFE",
"UNIÃO",
"Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho da Administração do Porto de Recife",
"OGMO",
"/",
"Recife",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"ORGÃO",
"OGMO",
"/",
"RECIFE",
"UNIÃO",
"Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho da Administração do Porto de Recife",
"OGMO",
"/",
"Recife",
"Plenário",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"CORTE SUPREMA",
"SUPREMA CORTE",
"Pleno",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SUPREMA CORTE",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal Pleno",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Pleno",
"Plenário do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
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"-",
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"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
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"Primeira Turma",
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"OGMO",
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"RECIFE",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Primeira Turma",
"Primeira",
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"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"UNIÃO",
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"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA",
"Marco Aurélio",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA",
"DIAS TOFFOLI",
"Nélson Jobim",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Nélson",
"Jobim",
"Moreira Alves",
"Moreira Alves",
"Luiz Fux",
"Cesar Peluso",
"Luiz Fux",
"Cesar Peluso",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"THAMINNE NATHALIA CABRAL MORAES E SILVA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"10",
"/",
"2002",
"16",
"-",
"06",
"-",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"25",
"/",
"10",
"/",
"2002",
"16",
"-",
"06",
"-",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"-",
"06",
"-",
"2000",
"4",
"/",
"4",
"/",
"14",
"8",
"/",
"9",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"-",
"06",
"-",
"2000",
"4",
"/",
"4",
"/",
"14",
"8",
"/",
"9",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"03",
".",
"2014",
"6",
"/",
"3",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"03",
".",
"2014",
"6",
"/",
"3",
"/",
"14",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"20",
"/",
"4",
"/",
"07",
"20",
"/",
"4",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"20",
"/",
"4",
"/",
"07",
"20",
"/",
"4",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 123.861 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E DIREITO PENAL.
DESCAMINHO. VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20
DA LEI 10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA
FAZENDA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE.
REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS. ORDEM DENEGADA.
1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada
considerando-se todos os aspectos relevantes da conduta imputada.
2. Para crimes de descaminho, considera-se, na avaliação da
insignificância, o patamar previsto no art. 20 da Lei 10.522/2002, com a
atualização das Portarias 75 e 130/2012 do Ministério da Fazenda.
Precedentes.
3. Embora, na espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de
tributos federais em montante pouco superior a R$ 11.533,58 (onze mil,
quinhentos e trinta e três reais e cinquenta e oito centavos) a existência de
registros criminais pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da
insignificância, consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma
desta Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC
108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011). Ressalva de entendimento pessoal da
Ministra Relatora.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10
Ementa e Acórdão
HC 123861 / PR
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata
de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 07 de outubro de 2014.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 123861 / PR
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata
de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 07 de outubro de 2014.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 123.861 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Samir
Ferreira da Rocha contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça em que
negado provimento ao agravo regimental no AREsp 321.043/PR.
O Ministério Público Federal ofereceu denúncia em desfavor do
paciente pela suposta prática do crime de descaminho, tipificado no art.
334 do Código Penal, por ter, em tese, elidido o pagamento do imposto
devido pela entrada no país de mercadorias de procedência estrangeira,
no valor de R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais e
cinquenta e oito centavos).
O Juízo da Vara Federal da Subseção Judiciária de Foz do Iguaçu/PR,
ao reputar aplicável à espécie o princípio da insignificância, absolveu o
paciente, forte no art. 395, II, do Código de Processo Penal.
Contra esta decisão, o Ministério Púbico interpôs recurso em sentido
estrito, ao qual o Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou
provimento. Ato contínuo, foram rejeitados os embargos de declaração
opostos.
Inconformado, o Parquet interpôs recurso especial, que, inadmitido
na origem, ensejou o manejo de agravo perante o Superior Tribunal de
Justiça. O Ministro Marco Aurélio Bellizze, por decisão monocrática, deu
provimento ao agravo para, “diante da inaplicabilidade do princípio da
insignificância, cassar o acórdão recorrido e desconstituir a absolvição sumária,
determinando o retorno dos autos à origem para prosseguir na instrução
processual”. Ato contínuo, a Quinta Turma negou provimento ao agravo
Supremo Tribunal Federal
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07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 123.861 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Samir
Ferreira da Rocha contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça em que
negado provimento ao agravo regimental no AREsp 321.043/PR.
O Ministério Público Federal ofereceu denúncia em desfavor do
paciente pela suposta prática do crime de descaminho, tipificado no art.
334 do Código Penal, por ter, em tese, elidido o pagamento do imposto
devido pela entrada no país de mercadorias de procedência estrangeira,
no valor de R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais e
cinquenta e oito centavos).
O Juízo da Vara Federal da Subseção Judiciária de Foz do Iguaçu/PR,
ao reputar aplicável à espécie o princípio da insignificância, absolveu o
paciente, forte no art. 395, II, do Código de Processo Penal.
Contra esta decisão, o Ministério Púbico interpôs recurso em sentido
estrito, ao qual o Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou
provimento. Ato contínuo, foram rejeitados os embargos de declaração
opostos.
Inconformado, o Parquet interpôs recurso especial, que, inadmitido
na origem, ensejou o manejo de agravo perante o Superior Tribunal de
Justiça. O Ministro Marco Aurélio Bellizze, por decisão monocrática, deu
provimento ao agravo para, “diante da inaplicabilidade do princípio da
insignificância, cassar o acórdão recorrido e desconstituir a absolvição sumária,
determinando o retorno dos autos à origem para prosseguir na instrução
processual”. Ato contínuo, a Quinta Turma negou provimento ao agravo
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10
Relatório
HC 123861 / PR
regimental no AREsp 321.043/PR interposto pela Defesa.
No presente writ, a Defesa insiste na aplicação do princípio da
insignificância dada a mínima ofensividade da conduta supostamente
perpetrada pelo paciente, especialmente porque os valores em tese
elididos – R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três mil e
cinquenta e oito centavos) – não se sujeitam à execução fiscal pela
Fazenda Pública. Ressalta que ‘processos administrativos fiscais’ não
configuram reincidência.
Requer o trancamento da ação penal por atipicidade da conduta
devido à aplicação do princípio da insignificância, nos termos do art. 386,
III, do Código de Processo Penal.
Em 12.9.2014, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Deborah Macedo Duprat de Britto
Pereira, opina pela denegação da ordem.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 123861 / PR
regimental no AREsp 321.043/PR interposto pela Defesa.
No presente writ, a Defesa insiste na aplicação do princípio da
insignificância dada a mínima ofensividade da conduta supostamente
perpetrada pelo paciente, especialmente porque os valores em tese
elididos – R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três mil e
cinquenta e oito centavos) – não se sujeitam à execução fiscal pela
Fazenda Pública. Ressalta que ‘processos administrativos fiscais’ não
configuram reincidência.
Requer o trancamento da ação penal por atipicidade da conduta
devido à aplicação do princípio da insignificância, nos termos do art. 386,
III, do Código de Processo Penal.
Em 12.9.2014, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Deborah Macedo Duprat de Britto
Pereira, opina pela denegação da ordem.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 123.861 PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a aplicação ou não do princípio da insignificância ao crime
de descaminho, em que o tributo elidido corresponde ao valor de R$
11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais e cinquenta e oito
centavos).
A absolvição do paciente, confirmada pelo Tribunal Federal, foi
cassada no julgamento monocrático do agravo em recurso especial pelo
Superior Tribunal de Justiça. Interposto agravo regimental pela Defesa, a
Corte Especial negou provimento ao recurso, em acórdão assim
ementado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL.
DESCAMINHO.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REITERAÇÃO
DELITIVA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS
FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
1. Nos termos do art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil, é
possível que o relator dê provimento a recurso especial quando o
acórdão recorrido estiver em manifesto confronto com a pacífica
jurisprudência do órgão julgador, como ocorrido na espécie.
2. Quando a contumácia delitiva é evidente, não há como deixar
de reconhecer o elevado grau de reprovabilidade do comportamento do
acusado, bem como a efetiva periculosidade ao bem jurídico que se
almeja proteger, impedindo, assim, a aplicação do princípio da
insignificância, notadamente em razão da informação acerca da
existência de outros processos administrativos fiscais, instaurados
contra o agravante, também pelo delito de descaminho. Precedente do
Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Na hipótese, o descaminho supostamente praticado envolve elisão
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 123.861 PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a aplicação ou não do princípio da insignificância ao crime
de descaminho, em que o tributo elidido corresponde ao valor de R$
11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais e cinquenta e oito
centavos).
A absolvição do paciente, confirmada pelo Tribunal Federal, foi
cassada no julgamento monocrático do agravo em recurso especial pelo
Superior Tribunal de Justiça. Interposto agravo regimental pela Defesa, a
Corte Especial negou provimento ao recurso, em acórdão assim
ementado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL.
DESCAMINHO.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REITERAÇÃO
DELITIVA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS
FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
1. Nos termos do art. 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil, é
possível que o relator dê provimento a recurso especial quando o
acórdão recorrido estiver em manifesto confronto com a pacífica
jurisprudência do órgão julgador, como ocorrido na espécie.
2. Quando a contumácia delitiva é evidente, não há como deixar
de reconhecer o elevado grau de reprovabilidade do comportamento do
acusado, bem como a efetiva periculosidade ao bem jurídico que se
almeja proteger, impedindo, assim, a aplicação do princípio da
insignificância, notadamente em razão da informação acerca da
existência de outros processos administrativos fiscais, instaurados
contra o agravante, também pelo delito de descaminho. Precedente do
Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Na hipótese, o descaminho supostamente praticado envolve elisão
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 123861 / PR
de tributos federais em quantia pouco superior a R$ 10.000,00 (dez mil
reais), quando na avaliação da incidência do princípio da insignificância
por esta Suprema Corte já se está a adotar como parâmetro o valor de R$
20.000,00 (vinte mil reais).
Com efeito, para crimes de descaminho, a jurisprudência
predominante deste STF, considerava, de início, para avaliação da
insignificância, o patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais), o mesmo
previsto no art. 20 da Lei 10.522/2002, que determina o arquivamento de
execuções fiscais de valor igual ou a ele inferior.
Nesse sentido:
“PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE DESCAMINHO.
VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA
LEI 10.522/2002, COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI
11.033/2004.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
APLICABILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA. I -
Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, o princípio da
insignificância deve ser aplicado ao delito de descaminho quando o
valor sonegado for inferior ao estabelecido no art. 20 da Lei
10.522/2002, com a redação dada pela Lei 11.033/2004. II – Ordem
concedida para, reconhecendo-se a atipicidade da conduta, determinar
o trancamento da ação penal” (HC 112.772/PR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 2ª Turma, DJe 24.9.2012).
“PENAL. HABEAS CORPUS. DESCAMINHO (ART. 334,
CAPUT, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
REQUISITOS PRESENTES. DELITO PURAMENTE FISCAL.
TRIBUTO ILUDIDO EM VALOR INFERIOR A R$ 10.000,00
(DEZ MIL REAIS). ATIPICIDADE MATERIAL DA CONDUTA.
ART. 20 DA LEI Nº 10.522/02. DISPENSA DA UNIÃO DE
EXECUTAR OS CRÉDITOS FISCAIS EM VALOR INFERIOR A
ESSE PATAMAR. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA. 1. O
princípio da insignificância incide quando quando o tributo iludido
pelo delito de descaminho for de valor inferior a R$ 10.000,00,
presentes o princípio da lesividade, da fragmentariedade, da
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
HC 123861 / PR
de tributos federais em quantia pouco superior a R$ 10.000,00 (dez mil
reais), quando na avaliação da incidência do princípio da insignificância
por esta Suprema Corte já se está a adotar como parâmetro o valor de R$
20.000,00 (vinte mil reais).
Com efeito, para crimes de descaminho, a jurisprudência
predominante deste STF, considerava, de início, para avaliação da
insignificância, o patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais), o mesmo
previsto no art. 20 da Lei 10.522/2002, que determina o arquivamento de
execuções fiscais de valor igual ou a ele inferior.
Nesse sentido:
“PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE DESCAMINHO.
VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA
LEI 10.522/2002, COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI
11.033/2004.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
APLICABILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA. I -
Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, o princípio da
insignificância deve ser aplicado ao delito de descaminho quando o
valor sonegado for inferior ao estabelecido no art. 20 da Lei
10.522/2002, com a redação dada pela Lei 11.033/2004. II – Ordem
concedida para, reconhecendo-se a atipicidade da conduta, determinar
o trancamento da ação penal” (HC 112.772/PR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 2ª Turma, DJe 24.9.2012).
“PENAL. HABEAS CORPUS. DESCAMINHO (ART. 334,
CAPUT, DO CP). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
REQUISITOS PRESENTES. DELITO PURAMENTE FISCAL.
TRIBUTO ILUDIDO EM VALOR INFERIOR A R$ 10.000,00
(DEZ MIL REAIS). ATIPICIDADE MATERIAL DA CONDUTA.
ART. 20 DA LEI Nº 10.522/02. DISPENSA DA UNIÃO DE
EXECUTAR OS CRÉDITOS FISCAIS EM VALOR INFERIOR A
ESSE PATAMAR. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA. 1. O
princípio da insignificância incide quando quando o tributo iludido
pelo delito de descaminho for de valor inferior a R$ 10.000,00,
presentes o princípio da lesividade, da fragmentariedade, da
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 123861 / PR
intervenção mínima e ante o disposto no art. 20 da Lei nº 10.522/02,
que dispensa a União de executar os créditos fiscais em valor inferior a
esse patamar. Precedentes: HC 96412/SP, red. p/ acórdão Min. Dias
Toffoli; 1ª Turma, DJ de 18/3/2011; HC 97257/RS, rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, DJ de 1/12/2010; HC 102935, rel. Min. Dias
Toffoli, 1ª Turma, DJ de 19/11/2010; HC 96852/PR, rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2ª Turma, DJ de 15/3/2011; HC 96307/GO, rel. Min.
Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ de 10/12/2009; HC 100365/PR, rel.
Min. Joaquim Barbosa, DJ de 5/2/2010) 2. In casu, a paciente fora
denunciada pela prática do crime de descaminho por iludir, no
ingresso de mercadorias em território nacional, tributos no valor de
R$ 3.045,98. 3. Ordem concedida para restabelecer a decisão do Juízo
rejeitando a denúncia” (HC 100.942/PR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 08.9.2011).
Como o patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para o arquivamento
de execuções fiscais estabelecido pela Lei 10.522/2002 foi majorado para
R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelas Portarias 75 e 130/2012 do Ministério
da Fazenda, este Supremo Tribunal Federal passou a considerá-lo para
efeito de aplicação do princípio da insignificância. Da minha relatoria,
colaciono o recente julgado, verbis:
“HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. DESCAMINHO.
VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20 DA LEI
10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA
FAZENDA.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
INAPLICABILIDADE. REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS.
ORDEM DENEGADA. 1. A pertinência do princípio da
insignificância deve ser avaliada considerando-se todos os aspectos
relevantes da conduta imputada. 2. Para crimes de descaminho,
considera-se, para a avaliação da insignificância, o patamar previsto
no art. 20 da Lei n.º 10.522/2002, com a atualização das Portarias 75
e 130/2012 do Ministério da Fazenda. Precedentes. 3. Embora, na
espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de tributos federais em
quantia inferior a R$ 20.000,00, a existência de registros criminais
pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da insignificância,
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 123861 / PR
intervenção mínima e ante o disposto no art. 20 da Lei nº 10.522/02,
que dispensa a União de executar os créditos fiscais em valor inferior a
esse patamar. Precedentes: HC 96412/SP, red. p/ acórdão Min. Dias
Toffoli; 1ª Turma, DJ de 18/3/2011; HC 97257/RS, rel. Min. Marco
Aurélio, 1ª Turma, DJ de 1/12/2010; HC 102935, rel. Min. Dias
Toffoli, 1ª Turma, DJ de 19/11/2010; HC 96852/PR, rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2ª Turma, DJ de 15/3/2011; HC 96307/GO, rel. Min.
Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ de 10/12/2009; HC 100365/PR, rel.
Min. Joaquim Barbosa, DJ de 5/2/2010) 2. In casu, a paciente fora
denunciada pela prática do crime de descaminho por iludir, no
ingresso de mercadorias em território nacional, tributos no valor de
R$ 3.045,98. 3. Ordem concedida para restabelecer a decisão do Juízo
rejeitando a denúncia” (HC 100.942/PR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª
Turma, DJe 08.9.2011).
Como o patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para o arquivamento
de execuções fiscais estabelecido pela Lei 10.522/2002 foi majorado para
R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelas Portarias 75 e 130/2012 do Ministério
da Fazenda, este Supremo Tribunal Federal passou a considerá-lo para
efeito de aplicação do princípio da insignificância. Da minha relatoria,
colaciono o recente julgado, verbis:
“HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. DESCAMINHO.
VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20 DA LEI
10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA
FAZENDA.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
INAPLICABILIDADE. REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS.
ORDEM DENEGADA. 1. A pertinência do princípio da
insignificância deve ser avaliada considerando-se todos os aspectos
relevantes da conduta imputada. 2. Para crimes de descaminho,
considera-se, para a avaliação da insignificância, o patamar previsto
no art. 20 da Lei n.º 10.522/2002, com a atualização das Portarias 75
e 130/2012 do Ministério da Fazenda. Precedentes. 3. Embora, na
espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de tributos federais em
quantia inferior a R$ 20.000,00, a existência de registros criminais
pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da insignificância,
3
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 123861 / PR
consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma desta
Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012;
HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC
107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011). Ressalva de
entendimento pessoal da Ministra Relatora. 4. Ordem denegada” (HC
120.438/SC, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 12.3.2014).
Nesse mesmo sentido: HC 118.067/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma,
DJe 10.4.2014, HC 120.139/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe
31.3.2014 e HC 118.000/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma,
DJe 17.9.2013.
Na espécie, como enfatizei, a soma dos tributos não recolhidos
perfaz a quantia de R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais
e cinquenta e oito centavos), o que está a ensejar, porque supostamente
não ultrapassado o limite de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), o
reconhecimento da atipicidade material do delito de descaminho, à luz
do princípio da insignificância.
Entretanto, consta dos autos notícia da existência de registros
criminais pretéritos contra Samir Ferreira da Rocha: 1257.000957/2011-38,
12457.000958/2011-82 e 12457.002286/2011-40, pela prática de delito da
mesma natureza.
Transcrevo excerto da decisão do Superior Tribunal de Justiça, ao dar
provimento ao agravo regimental no AREsp 321.043/PR:
“No caso dos autos, o recorrido foi denunciado por ter
introduzido no país, de forma clandestina, mercadorias estrangeiras
sem a devida documentação legal, sendo, posteriormente, beneficiado
pelo reconhecimento da insignificância do fato independentemente da
existência de informação acerca de outros processos que foram
instaurados (fls. 142/145), em razão da prática do mesmo delito.
(...).
Nesse passo, a contumácia delitiva é notória, não havendo como
deixar de reconhecer, em razão dela, o elevado grau de reprovabilidade
do comportamento do recorrido, bem como a efetiva periculosidade ao
4
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HC 123861 / PR
consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma desta
Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012;
HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC
107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011). Ressalva de
entendimento pessoal da Ministra Relatora. 4. Ordem denegada” (HC
120.438/SC, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 12.3.2014).
Nesse mesmo sentido: HC 118.067/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma,
DJe 10.4.2014, HC 120.139/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe
31.3.2014 e HC 118.000/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma,
DJe 17.9.2013.
Na espécie, como enfatizei, a soma dos tributos não recolhidos
perfaz a quantia de R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais
e cinquenta e oito centavos), o que está a ensejar, porque supostamente
não ultrapassado o limite de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), o
reconhecimento da atipicidade material do delito de descaminho, à luz
do princípio da insignificância.
Entretanto, consta dos autos notícia da existência de registros
criminais pretéritos contra Samir Ferreira da Rocha: 1257.000957/2011-38,
12457.000958/2011-82 e 12457.002286/2011-40, pela prática de delito da
mesma natureza.
Transcrevo excerto da decisão do Superior Tribunal de Justiça, ao dar
provimento ao agravo regimental no AREsp 321.043/PR:
“No caso dos autos, o recorrido foi denunciado por ter
introduzido no país, de forma clandestina, mercadorias estrangeiras
sem a devida documentação legal, sendo, posteriormente, beneficiado
pelo reconhecimento da insignificância do fato independentemente da
existência de informação acerca de outros processos que foram
instaurados (fls. 142/145), em razão da prática do mesmo delito.
(...).
Nesse passo, a contumácia delitiva é notória, não havendo como
deixar de reconhecer, em razão dela, o elevado grau de reprovabilidade
do comportamento do recorrido, bem como a efetiva periculosidade ao
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HC 123861 / PR
bem jurídico que se almeja proteger, o que impede a aplicação do
princípio da insignificância”.
Ressalto que a jurisprudência consolidada desta Suprema Corte é no
sentido de que “apesar de tratar-se de critério subjetivo, a reincidência deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da insignificância, pois não está
sujeita a interpretações doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises
discricionárias. O criminoso reincidente, como é o caso do ora Paciente, apresenta
comportamento reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica” (HC 109.739/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012). Nessa
linha, representaria, o reconhecimento da insignificância para agente com
registros criminais pretéritos estímulo para a prática reiterada de
pequenos crimes sem punição. É o que emerge dos precedentes, v.g., HC
109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011.
A despeito da minha visão diversa - se a insignificância afeta a
chamada tipicidade material, vale dizer, implica atipicidade da conduta,
antecedentes criminais, por maior gravidade que ostentem, não se
mostram aptos a inibir a aplicação do princípio no caso concreto, uma vez
pertinentes a categoria dogmática estranha à tipicidade –, acato, em
atenção ao princípio da Colegialidade, a firme orientação desta Turma
no que não admite a aplicação do princípio da bagatela quando o
indivíduo possui registros criminais pretéritos.
Portanto, no presente caso, dada a reiteração delitiva do paciente,
não tem lugar o princípio da insignificância.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
5
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bem jurídico que se almeja proteger, o que impede a aplicação do
princípio da insignificância”.
Ressalto que a jurisprudência consolidada desta Suprema Corte é no
sentido de que “apesar de tratar-se de critério subjetivo, a reincidência deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da insignificância, pois não está
sujeita a interpretações doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises
discricionárias. O criminoso reincidente, como é o caso do ora Paciente, apresenta
comportamento reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica” (HC 109.739/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012). Nessa
linha, representaria, o reconhecimento da insignificância para agente com
registros criminais pretéritos estímulo para a prática reiterada de
pequenos crimes sem punição. É o que emerge dos precedentes, v.g., HC
109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011.
A despeito da minha visão diversa - se a insignificância afeta a
chamada tipicidade material, vale dizer, implica atipicidade da conduta,
antecedentes criminais, por maior gravidade que ostentem, não se
mostram aptos a inibir a aplicação do princípio no caso concreto, uma vez
pertinentes a categoria dogmática estranha à tipicidade –, acato, em
atenção ao princípio da Colegialidade, a firme orientação desta Turma
no que não admite a aplicação do princípio da bagatela quando o
indivíduo possui registros criminais pretéritos.
Portanto, no presente caso, dada a reiteração delitiva do paciente,
não tem lugar o princípio da insignificância.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
5
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Extrato de Ata - 07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 123.861
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 123.861
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7045101
| 2014-10-07T00:00:00
| 2014-10-28T00:00:00
|
A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
|
HABEAS CORPUS
|
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E DIREITO PENAL. DESCAMINHO. VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20 DA LEI 10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA FAZENDA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS. ORDEM DENEGADA.
1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada considerando-se todos os aspectos relevantes da conduta imputada.
2. Para crimes de descaminho, considera-se, na avaliação da insignificância, o patamar previsto no art. 20 da Lei 10.522/2002, com a atualização das Portarias 75 e 130/2012 do Ministério da Fazenda. Precedentes.
3. Embora, na espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de tributos federais em montante pouco superior a R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais e cinquenta e oito centavos) a existência de registros criminais pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da insignificância, consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma desta Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011). Ressalva de entendimento pessoal da Ministra Relatora.
4. Ordem denegada.
|
sjur281833
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CRIME, DESCAMINHO, PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA)
HC 100942 (1ªT), HC 112772 (2ªT), HC 118000 (2ªT), HC 118067 (1ªT), HC 120139 (1ªT), HC 120438 (1ªT).
(PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, REINCIDÊNCIA)
HC 107674 (1ªT), HC 108696 (1ªT), HC 109739 (1ªT), HC 110951 (1ªT).
Número de páginas: 10.
Análise: 05/11/2014, IVA.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
123861
|
[
"LEG-FED LEI-010522 ANO-2002\n ART-00020\n LEI ORDINÁRIA\n\n",
"LEG-FED PRT-000075 ANO-2012\n PORTARIA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA - MF\n\n",
"LEG-FED PRT-000130 ANO-2012\n PORTARIA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA - MF"
] |
HC
|
acordaos
|
HC 123861
|
[
""
] |
PACTE.(S) : SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 123.861 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
EMENTA
HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E DIREITO PENAL.
DESCAMINHO. VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20
DA LEI 10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA
FAZENDA. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE.
REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS. ORDEM DENEGADA.
1. A pertinência do princípio da insignificância deve ser avaliada
considerando-se todos os aspectos relevantes da conduta imputada.
2. Para crimes de descaminho, considera-se, na avaliação da
insignificância, o patamar previsto no art. 20 da Lei 10.522/2002, com a
atualização das Portarias 75 e 130/2012 do Ministério da Fazenda.
Precedentes.
3. Embora, na espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de
tributos federais em montante pouco superior a R$ 11.533,58 (onze mil,
quinhentos e trinta e três reais e cinquenta e oito centavos) a existência de
registros criminais pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da
insignificância, consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma
desta Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC
108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel.
Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011). Ressalva de entendimento pessoal da
Ministra Relatora.
4. Ordem denegada.
A C Ó R D Ã O
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
HC 123861 / PR
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata
de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 07 de outubro de 2014.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 123861 / PR
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata
de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em
indeferir a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora.
Brasília, 07 de outubro de 2014.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
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Relatório
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 123.861 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Samir
Ferreira da Rocha contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça em que
negado provimento ao agravo regimental no AREsp 321.043/PR.
O Ministério Público Federal ofereceu denúncia em desfavor do
paciente pela suposta prática do crime de descaminho, tipificado no art.
334 do Código Penal, por ter, em tese, elidido o pagamento do imposto
devido pela entrada no país de mercadorias de procedência estrangeira,
no valor de R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais e
cinquenta e oito centavos).
O Juízo da Vara Federal da Subseção Judiciária de Foz do Iguaçu/PR,
ao reputar aplicável à espécie o princípio da insignificância, absolveu o
paciente, forte no art. 395, II, do Código de Processo Penal.
Contra esta decisão, o Ministério Púbico interpôs recurso em sentido
estrito, ao qual o Tribunal Regional Federal da 4... Região negou
provimento. Ato contínuo, foram rejeitados os embargos de declaração
opostos.
Inconformado, o Parquet interpôs recurso especial, que, inadmitido
na origem, ensejou o manejo de agravo perante o Superior Tribunal de
Justiça. O Ministro Marco Aurélio Bellizze, por decisão monocrática, deu
provimento ao agravo para, “diante da inaplicabilidade do princípio da
insignificância, cassar o acórdão recorrido e desconstituir a absolvição sumária,
determinando o retorno dos autos à origem para prosseguir na instrução
processual”. Ato contínuo, a Quinta Turma negou provimento ao agravo
Supremo Tribunal Federal
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07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 123.861 PARANÁ
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S)
:SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S)
:DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES)
:SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas
corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Samir
Ferreira da Rocha contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça em que
negado provimento ao agravo regimental no AREsp 321.043/PR.
O Ministério Público Federal ofereceu denúncia em desfavor do
paciente pela suposta prática do crime de descaminho, tipificado no art.
334 do Código Penal, por ter, em tese, elidido o pagamento do imposto
devido pela entrada no país de mercadorias de procedência estrangeira,
no valor de R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais e
cinquenta e oito centavos).
O Juízo da Vara Federal da Subseção Judiciária de Foz do Iguaçu/PR,
ao reputar aplicável à espécie o princípio da insignificância, absolveu o
paciente, forte no art. 395, II, do Código de Processo Penal.
Contra esta decisão, o Ministério Púbico interpôs recurso em sentido
estrito, ao qual o Tribunal Regional Federal da 4... Região negou
provimento. Ato contínuo, foram rejeitados os embargos de declaração
opostos.
Inconformado, o Parquet interpôs recurso especial, que, inadmitido
na origem, ensejou o manejo de agravo perante o Superior Tribunal de
Justiça. O Ministro Marco Aurélio Bellizze, por decisão monocrática, deu
provimento ao agravo para, “diante da inaplicabilidade do princípio da
insignificância, cassar o acórdão recorrido e desconstituir a absolvição sumária,
determinando o retorno dos autos à origem para prosseguir na instrução
processual”. Ato contínuo, a Quinta Turma negou provimento ao agravo
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Relatório
HC 123861 / PR
regimental no AREsp 321.043/PR interposto pela Defesa.
No presente writ, a Defesa insiste na aplicação do princípio da
insignificância dada a mínima ofensividade da conduta supostamente
perpetrada pelo paciente, especialmente porque os valores em tese
elididos – R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três mil e
cinquenta e oito centavos) – não se sujeitam à execução fiscal pela
Fazenda Pública. Ressalta que ‘processos administrativos fiscais’ não
configuram reincidência.
Requer o trancamento da ação penal por atipicidade da conduta
devido à aplicação do princípio da insignificância, nos termos do art. 386,
III, do Código de Processo Penal.
Em 12.9.2014, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Deborah Macedo Duprat de Britto
Pereira, opina pela denegação da ordem.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
Supremo Tribunal Federal
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HC 123861 / PR
regimental no AREsp 321.043/PR interposto pela Defesa.
No presente writ, a Defesa insiste na aplicação do princípio da
insignificância dada a mínima ofensividade da conduta supostamente
perpetrada pelo paciente, especialmente porque os valores em tese
elididos – R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três mil e
cinquenta e oito centavos) – não se sujeitam à execução fiscal pela
Fazenda Pública. Ressalta que ‘processos administrativos fiscais’ não
configuram reincidência.
Requer o trancamento da ação penal por atipicidade da conduta
devido à aplicação do princípio da insignificância, nos termos do art. 386,
III, do Código de Processo Penal.
Em 12.9.2014, indeferi a liminar.
O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da
Subprocuradora-Geral da República Deborah Macedo Duprat de Britto
Pereira, opina pela denegação da ordem.
Expedido telegrama para dar ciência da sessão de julgamento do
feito.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 123.861 PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a aplicação ou não do princípio da insignificância ao crime
de descaminho, em que o tributo elidido corresponde ao valor de R$
11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais e cinquenta e oito
centavos).
A absolvição do paciente, confirmada pelo Tribunal Federal, foi
cassada no julgamento monocrático do agravo em recurso especial pelo
Superior Tribunal de Justiça. Interposto agravo regimental pela Defesa, a
Corte Especial negou provimento ao recurso, em acórdão assim
ementado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL.
DESCAMINHO.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REITERAÇÃO
DELITIVA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS
FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
1. Nos termos do art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil, é
possível que o relator dê provimento a recurso especial quando o
acórdão recorrido estiver em manifesto confronto com a pacífica
jurisprudência do órgão julgador, como ocorrido na espécie.
2. Quando a contumácia delitiva é evidente, não há como deixar
de reconhecer o elevado grau de reprovabilidade do comportamento do
acusado, bem como a efetiva periculosidade ao bem jurídico que se
almeja proteger, impedindo, assim, a aplicação do princípio da
insignificância, notadamente em razão da informação acerca da
existência de outros processos administrativos fiscais, instaurados
contra o agravante, também pelo delito de descaminho. Precedente do
Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Na hipótese, o descaminho supostamente praticado envolve elisão
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
HABEAS CORPUS 123.861 PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O presente habeas
corpus diz com a aplicação ou não do princípio da insignificância ao crime
de descaminho, em que o tributo elidido corresponde ao valor de R$
11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais e cinquenta e oito
centavos).
A absolvição do paciente, confirmada pelo Tribunal Federal, foi
cassada no julgamento monocrático do agravo em recurso especial pelo
Superior Tribunal de Justiça. Interposto agravo regimental pela Defesa, a
Corte Especial negou provimento ao recurso, em acórdão assim
ementado:
“AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL.
DESCAMINHO.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. REITERAÇÃO
DELITIVA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS
FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
1. Nos termos do art. 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil, é
possível que o relator dê provimento a recurso especial quando o
acórdão recorrido estiver em manifesto confronto com a pacífica
jurisprudência do órgão julgador, como ocorrido na espécie.
2. Quando a contumácia delitiva é evidente, não há como deixar
de reconhecer o elevado grau de reprovabilidade do comportamento do
acusado, bem como a efetiva periculosidade ao bem jurídico que se
almeja proteger, impedindo, assim, a aplicação do princípio da
insignificância, notadamente em razão da informação acerca da
existência de outros processos administrativos fiscais, instaurados
contra o agravante, também pelo delito de descaminho. Precedente do
Supremo Tribunal Federal.
3. Agravo regimental a que se nega provimento”.
Na hipótese, o descaminho supostamente praticado envolve elisão
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 123861 / PR
de tributos federais em quantia pouco superior a R$ 10.000,00 (dez mil
reais), quando na avaliação da incidência do princípio da insignificância
por esta Suprema Corte já se está a adotar como parâmetro o valor de R$
20.000,00 (vinte mil reais).
Com efeito, para crimes de descaminho, a jurisprudência
predominante deste Supremo Tribunal Federal, considerava, de início, para avaliação da
insignificância, o patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais), o mesmo
previsto no art. 20 da Lei 10.522/2002, que determina o arquivamento de
execuções fiscais de valor igual ou a ele inferior.
Nesse sentido:
“PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE DESCAMINHO.
VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA
LEI 10.522/2002, COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI
11.033/2004.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
APLICABILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA. I -
Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, o princípio da
insignificância deve ser aplicado ao delito de descaminho quando o
valor sonegado for inferior ao estabelecido no art. 20 da Lei
10.522/2002, com a redação dada pela Lei 11.033/2004. II – Ordem
concedida para, reconhecendo-se a atipicidade da conduta, determinar
o trancamento da ação penal” (HC 112.772/PR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 2... Turma, DJe 24.9.2012).
“PENAL. HABEAS CORPUS. DESCAMINHO (ART. 334,
CAPUT, DO Código Penal Brasileiro). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
REQUISITOS PRESENTES. DELITO PURAMENTE FISCAL.
TRIBUTO ILUDIDO EM VALOR INFERIOR A R$ 10.000,00
(DEZ MIL REAIS). ATIPICIDADE MATERIAL DA CONDUTA.
ART. 20 DA LEI n 10.522/02. DISPENSA DA UNIÃO DE
EXECUTAR OS CRÉDITOS FISCAIS EM VALOR INFERIOR A
ESSE PATAMAR. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA. 1. O
princípio da insignificância incide quando quando o tributo iludido
pelo delito de descaminho for de valor inferior a R$ 10.000,00,
presentes o princípio da lesividade, da fragmentariedade, da
2
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Supremo Tribunal Federal
HC 123861 / PR
de tributos federais em quantia pouco superior a R$ 10.000,00 (dez mil
reais), quando na avaliação da incidência do princípio da insignificância
por esta Suprema Corte já se está a adotar como parâmetro o valor de R$
20.000,00 (vinte mil reais).
Com efeito, para crimes de descaminho, a jurisprudência
predominante deste Supremo Tribunal Federal, considerava, de início, para avaliação da
insignificância, o patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais), o mesmo
previsto no art. 20 da Lei 10.522/2002, que determina o arquivamento de
execuções fiscais de valor igual ou a ele inferior.
Nesse sentido:
“PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE DESCAMINHO.
VALOR SONEGADO INFERIOR AO FIXADO NO ART. 20 DA
LEI 10.522/2002, COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI
11.033/2004.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
APLICABILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA. I -
Nos termos da jurisprudência deste Tribunal, o princípio da
insignificância deve ser aplicado ao delito de descaminho quando o
valor sonegado for inferior ao estabelecido no art. 20 da Lei
10.522/2002, com a redação dada pela Lei 11.033/2004. II – Ordem
concedida para, reconhecendo-se a atipicidade da conduta, determinar
o trancamento da ação penal” (HC 112.772/PR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 2... Turma, DJe 24.9.2012).
“PENAL. HABEAS CORPUS. DESCAMINHO (ART. 334,
CAPUT, DO Código Penal Brasileiro). PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.
REQUISITOS PRESENTES. DELITO PURAMENTE FISCAL.
TRIBUTO ILUDIDO EM VALOR INFERIOR A R$ 10.000,00
(DEZ MIL REAIS). ATIPICIDADE MATERIAL DA CONDUTA.
ART. 20 DA LEI n 10.522/02. DISPENSA DA UNIÃO DE
EXECUTAR OS CRÉDITOS FISCAIS EM VALOR INFERIOR A
ESSE PATAMAR. PRECEDENTES. ORDEM CONCEDIDA. 1. O
princípio da insignificância incide quando quando o tributo iludido
pelo delito de descaminho for de valor inferior a R$ 10.000,00,
presentes o princípio da lesividade, da fragmentariedade, da
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 123861 / PR
intervenção mínima e ante o disposto no art. 20 da Lei n 10.522/02,
que dispensa a União de executar os créditos fiscais em valor inferior a
esse patamar. Precedentes: HC 96412/SP, red. p/ acórdão Min. Dias
Toffoli; 1... Turma, DJ de 18/3/2011; HC 97257/RS, rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, DJ de 1/12/2010; HC 102935, rel. Min. Dias
Toffoli, 1... Turma, DJ de 19/11/2010; HC 96852/PR, rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2... Turma, DJ de 15/3/2011; HC 96307/GO, rel. Min.
Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ de 10/12/2009; HC 100365/PR, rel.
Min. Joaquim Barbosa, DJ de 5/2/2010) 2. In casu, a paciente fora
denunciada pela prática do crime de descaminho por iludir, no
ingresso de mercadorias em território nacional, tributos no valor de
R$ 3.045,98. 3. Ordem concedida para restabelecer a decisão do Juízo
rejeitando a denúncia” (HC 100.942/PR, Rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 08.9.2011).
Como o patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para o arquivamento
de execuções fiscais estabelecido pela Lei 10.522/2002 foi majorado para
R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelas Portarias 75 e 130/2012 do Ministério
da Fazenda, este Supremo Tribunal Federal passou a considerá-lo para
efeito de aplicação do princípio da insignificância. Da minha relatoria,
colaciono o recente julgado, verbis:
“HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. DESCAMINHO.
VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20 DA LEI
10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA
FAZENDA.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
INAPLICABILIDADE. REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS.
ORDEM DENEGADA. 1. A pertinência do princípio da
insignificância deve ser avaliada considerando-se todos os aspectos
relevantes da conduta imputada. 2. Para crimes de descaminho,
considera-se, para a avaliação da insignificância, o patamar previsto
no art. 20 da Lei n. 10.522/2002, com a atualização das Portarias 75
e 130/2012 do Ministério da Fazenda. Precedentes. 3. Embora, na
espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de tributos federais em
quantia inferior a R$ 20.000,00, a existência de registros criminais
pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da insignificância,
3
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Supremo Tribunal Federal
HC 123861 / PR
intervenção mínima e ante o disposto no art. 20 da Lei n 10.522/02,
que dispensa a União de executar os créditos fiscais em valor inferior a
esse patamar. Precedentes: HC 96412/SP, red. p/ acórdão Min. Dias
Toffoli; 1... Turma, DJ de 18/3/2011; HC 97257/RS, rel. Min. Marco
Aurélio, 1... Turma, DJ de 1/12/2010; HC 102935, rel. Min. Dias
Toffoli, 1... Turma, DJ de 19/11/2010; HC 96852/PR, rel. Min. Joaquim
Barbosa, 2... Turma, DJ de 15/3/2011; HC 96307/GO, rel. Min.
Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ de 10/12/2009; HC 100365/PR, rel.
Min. Joaquim Barbosa, DJ de 5/2/2010) 2. In casu, a paciente fora
denunciada pela prática do crime de descaminho por iludir, no
ingresso de mercadorias em território nacional, tributos no valor de
R$ 3.045,98. 3. Ordem concedida para restabelecer a decisão do Juízo
rejeitando a denúncia” (HC 100.942/PR, Rel. Min. Luiz Fux, 1...
Turma, DJe 08.9.2011).
Como o patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para o arquivamento
de execuções fiscais estabelecido pela Lei 10.522/2002 foi majorado para
R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelas Portarias 75 e 130/2012 do Ministério
da Fazenda, este Supremo Tribunal Federal passou a considerá-lo para
efeito de aplicação do princípio da insignificância. Da minha relatoria,
colaciono o recente julgado, verbis:
“HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. DESCAMINHO.
VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20 DA LEI
10.522/2002. PORTARIAS 75 E 130/2012 DO MINISTÉRIO DA
FAZENDA.
PRINCÍPIO
DA
INSIGNIFICÂNCIA.
INAPLICABILIDADE. REGISTROS CRIMINAIS PRETÉRITOS.
ORDEM DENEGADA. 1. A pertinência do princípio da
insignificância deve ser avaliada considerando-se todos os aspectos
relevantes da conduta imputada. 2. Para crimes de descaminho,
considera-se, para a avaliação da insignificância, o patamar previsto
no art. 20 da Lei n. 10.522/2002, com a atualização das Portarias 75
e 130/2012 do Ministério da Fazenda. Precedentes. 3. Embora, na
espécie, o descaminho tenha envolvido elisão de tributos federais em
quantia inferior a R$ 20.000,00, a existência de registros criminais
pretéritos obsta, por si só, a aplicação do princípio da insignificância,
3
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Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 123861 / PR
consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma desta
Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012;
HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC
107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011). Ressalva de
entendimento pessoal da Ministra Relatora. 4. Ordem denegada” (HC
120.438/SC, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 12.3.2014).
Nesse mesmo sentido: HC 118.067/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma,
DJe 10.4.2014, HC 120.139/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe
31.3.2014 e HC 118.000/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma,
DJe 17.9.2013.
Na espécie, como enfatizei, a soma dos tributos não recolhidos
perfaz a quantia de R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais
e cinquenta e oito centavos), o que está a ensejar, porque supostamente
não ultrapassado o limite de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), o
reconhecimento da atipicidade material do delito de descaminho, à luz
do princípio da insignificância.
Entretanto, consta dos autos notícia da existência de registros
criminais pretéritos contra Samir Ferreira da Rocha: 1257.000957/2011-38,
12457.000958/2011-82 e 12457.002286/2011-40, pela prática de delito da
mesma natureza.
Transcrevo excerto da decisão do Superior Tribunal de Justiça, ao dar
provimento ao agravo regimental no AREsp 321.043/PR:
“No caso dos autos, o recorrido foi denunciado por ter
introduzido no país, de forma clandestina, mercadorias estrangeiras
sem a devida documentação legal, sendo, posteriormente, beneficiado
pelo reconhecimento da insignificância do fato independentemente da
existência de informação acerca de outros processos que foram
instaurados (fls. 142/145), em razão da prática do mesmo delito.
(...).
Nesse passo, a contumácia delitiva é notória, não havendo como
deixar de reconhecer, em razão dela, o elevado grau de reprovabilidade
do comportamento do recorrido, bem como a efetiva periculosidade ao
4
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Supremo Tribunal Federal
HC 123861 / PR
consoante jurisprudência consolidada da Primeira Turma desta
Suprema Corte (HC 109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe
14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012;
HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 20.10.2011; e HC
107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011). Ressalva de
entendimento pessoal da Ministra Relatora. 4. Ordem denegada” (HC
120.438/SC, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 12.3.2014).
Nesse mesmo sentido: HC 118.067/RS, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma,
DJe 10.4.2014, HC 120.139/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe
31.3.2014 e HC 118.000/PR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma,
DJe 17.9.2013.
Na espécie, como enfatizei, a soma dos tributos não recolhidos
perfaz a quantia de R$ 11.533,58 (onze mil, quinhentos e trinta e três reais
e cinquenta e oito centavos), o que está a ensejar, porque supostamente
não ultrapassado o limite de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), o
reconhecimento da atipicidade material do delito de descaminho, à luz
do princípio da insignificância.
Entretanto, consta dos autos notícia da existência de registros
criminais pretéritos contra Samir Ferreira da Rocha: 1257.000957/2011-38,
12457.000958/2011-82 e 12457.002286/2011-40, pela prática de delito da
mesma natureza.
Transcrevo excerto da decisão do Superior Tribunal de Justiça, ao dar
provimento ao agravo regimental no AREsp 321.043/PR:
“No caso dos autos, o recorrido foi denunciado por ter
introduzido no país, de forma clandestina, mercadorias estrangeiras
sem a devida documentação legal, sendo, posteriormente, beneficiado
pelo reconhecimento da insignificância do fato independentemente da
existência de informação acerca de outros processos que foram
instaurados (fls. 142/145), em razão da prática do mesmo delito.
(...).
Nesse passo, a contumácia delitiva é notória, não havendo como
deixar de reconhecer, em razão dela, o elevado grau de reprovabilidade
do comportamento do recorrido, bem como a efetiva periculosidade ao
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10
Voto - MIN. ROSA WEBER
HC 123861 / PR
bem jurídico que se almeja proteger, o que impede a aplicação do
princípio da insignificância”.
Ressalto que a jurisprudência consolidada desta Suprema Corte é no
sentido de que “apesar de tratar-se de critério subjetivo, a reincidência deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da insignificância, pois não está
sujeita a interpretações doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises
discricionárias. O criminoso reincidente, como é o caso do ora Paciente, apresenta
comportamento reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica” (HC 109.739/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012). Nessa
linha, representaria, o reconhecimento da insignificância para agente com
registros criminais pretéritos estímulo para a prática reiterada de
pequenos crimes sem punição. É o que emerge dos precedentes, v.g., HC
109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011.
A despeito da minha visão diversa - se a insignificância afeta a
chamada tipicidade material, vale dizer, implica atipicidade da conduta,
antecedentes criminais, por maior gravidade que ostentem, não se
mostram aptos a inibir a aplicação do princípio no caso concreto, uma vez
pertinentes a categoria dogmática estranha à tipicidade –, acato, em
atenção ao princípio da Colegialidade, a firme orientação desta Turma
no que não admite a aplicação do princípio da bagatela quando o
indivíduo possui registros criminais pretéritos.
Portanto, no presente caso, dada a reiteração delitiva do paciente,
não tem lugar o princípio da insignificância.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
HC 123861 / PR
bem jurídico que se almeja proteger, o que impede a aplicação do
princípio da insignificância”.
Ressalto que a jurisprudência consolidada desta Suprema Corte é no
sentido de que “apesar de tratar-se de critério subjetivo, a reincidência deve ser
excepcionada da regra para análise do princípio da insignificância, pois não está
sujeita a interpretações doutrinárias e jurisprudenciais ou a análises
discricionárias. O criminoso reincidente, como é o caso do ora Paciente, apresenta
comportamento reprovável, e sua conduta deve ser considerada materialmente
típica” (HC 109.739/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012). Nessa
linha, representaria, o reconhecimento da insignificância para agente com
registros criminais pretéritos estímulo para a prática reiterada de
pequenos crimes sem punição. É o que emerge dos precedentes, v.g., HC
109.739/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.02.2012; HC 110.951/RS, Rel.
Min. Dias Toffoli, DJe 27.02.2012; HC 108.696/MS, Rel. Min. Dias Toffoli,
DJe 20.10.2011; e HC 107.674/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.9.2011.
A despeito da minha visão diversa - se a insignificância afeta a
chamada tipicidade material, vale dizer, implica atipicidade da conduta,
antecedentes criminais, por maior gravidade que ostentem, não se
mostram aptos a inibir a aplicação do princípio no caso concreto, uma vez
pertinentes a categoria dogmática estranha à tipicidade –, acato, em
atenção ao princípio da Colegialidade, a firme orientação desta Turma
no que não admite a aplicação do princípio da bagatela quando o
indivíduo possui registros criminais pretéritos.
Portanto, no presente caso, dada a reiteração delitiva do paciente,
não tem lugar o princípio da insignificância.
Ante o exposto, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.
5
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10
Extrato de Ata - 07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 123.861
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984285
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
HABEAS CORPUS 123.861
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
PACTE.(S) : SAMIR FERREIRA DA ROCHA
IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Decisão: A Turma indeferiu a ordem de habeas corpus, nos
termos do voto da relatora. Unânime. Presidência do Senhor
Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HABEAS CORPUS 123 . 861",
"HC 109 . 739 / SP",
"HC 110 . 951 / RS",
"HC 108 . 696 / MS",
"HC 107 . 674 / MG",
"HC 123861 / PR",
"HC 123861 / PR",
"HABEAS CORPUS 123 . 861",
"AREsp 321 . 043 / PR",
"HABEAS CORPUS 123 . 861",
"AREsp 321 . 043 / PR",
"HC 123861 / PR",
"AREsp 321 . 043 / PR",
"HC 123861 / PR",
"AREsp 321 . 043 / PR",
"HABEAS CORPUS 123 . 861",
"HABEAS CORPUS 123 . 861",
"HC 123861 / PR",
"HC 112 . 772 / PR",
"HC 123861 / PR",
"HC 112 . 772 / PR",
"HC 123861 / PR",
"HC 96412 / SP",
"HC 97257 / RS",
"HC 102935",
"HC 96852 / PR",
"HC 96307 / GO",
"HC 100365 / PR",
"HC 100 . 942 / PR",
"HC 123861 / PR",
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"HC 109 . 739 / SP",
"HC 110 . 951 / RS",
"HC 108 . 696 / MS",
"HC 107 . 674 / MG",
"HC 120 . 438 / SC",
"HC 118 . 067 / RS",
"HC 120 . 139",
"/",
"HC 118 . 000 / PR",
"AREsp 321 . 043 / PR",
"HC 123861 / PR",
"HC 109 . 739 / SP",
"HC 110 . 951 / RS",
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"HABEAS CORPUS 123 . 861",
"HABEAS CORPUS 123 . 861"
],
"LEGISLACAO": [
"ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002",
"art . 20 da Lei 10 . 522 / 2002",
"Portarias 75",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 334 do Código Penal",
"art . 395 , II , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 334 do Código Penal",
"art . 395 , II , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 386 , III , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 386 , III , do Código de Processo Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"art . 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 da Lei 10 . 522 / 2002",
"ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002",
"LEI 11 . 033 / 2004",
"art . 20 da Lei 10 . 522 / 2002",
"Lei 11 . 033 / 2004",
"ART . 334 , CAPUT , DO Código Penal Brasileiro",
"ART . 20 DA LEI n 10 . 522 / 02",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 da Lei 10 . 522 / 2002",
"ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002",
"LEI 11 . 033 / 2004",
"art . 20 da Lei 10 . 522 / 2002",
"Lei 11 . 033 / 2004",
"ART . 334 , CAPUT , DO Código Penal Brasileiro",
"ART . 20 DA LEI n 10 . 522 / 02",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 da Lei n 10 . 522 / 02",
"Lei 10 . 522 / 2002",
"Portarias 75 e 130 / 2012",
"ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002",
"PORTARIAS 75 E 130 / 2012 DO",
"art . 20 da Lei n . 10 . 522 / 2002",
"Portarias 75 e 130 / 2012 do",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 20 da Lei n 10 . 522 / 02",
"Lei 10 . 522 / 2002",
"Portarias 75",
"ART . 20 DA LEI 10 . 522 / 2002",
"PORTARIAS 75",
"art . 20 da Lei n . 10 . 522 / 2002",
"Portarias 75 e 130 / 2012",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"Brasília",
"Brasília",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO",
"SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA",
"MINISTÉRIO DA FAZENDA",
"Ministério",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
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"Superior Tribunal de Justiça",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"SUPERIOR TRIBUNAL DE",
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"Vara Federal da Subseção Judiciária de Foz do Iguaçu / PR",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"Brasil",
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"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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".",
". . Turma",
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"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"UNIÃO",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"União",
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".",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
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".",
".",
". Turma",
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".",
".",
".",
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".",
".",
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"Supremo Tribunal Federal",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"União",
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".",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"1",
".",
".",
".",
"2",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
".",
".",
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".",
".",
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],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"SAMIR FERREIRA DA ROCHA",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"SAMIR FERREIRA DA ROCHA",
"Rosa Weber",
"Samir Ferreira da Rocha",
"Marco Aurélio Bellizze",
"ROSA WEBER",
"SAMIR FERREIRA DA ROCHA",
"Rosa Weber",
"Samir Ferreira da Rocha",
"Marco Aurélio Bellizze",
"Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira",
"Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Luiz Fux",
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"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
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"Joaquim Barbosa",
"Joaquim Barbosa",
"Luiz Fux",
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"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Samir Ferreira da Rocha",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Luiz Fux",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Samir Ferreira da Rocha",
"ROSA WEBER",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"SAMIR FERREIRA DA ROCHA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"SAMIR FERREIRA DA ROCHA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
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"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"12",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
".",
"9",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"1",
"/",
"12",
"/",
"2010",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"15",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"10",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"5",
"/",
"2",
"/",
"2010",
"08",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"18",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"1",
"/",
"12",
"/",
"2010",
"19",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"15",
"/",
"3",
"/",
"2011",
"10",
"/",
"12",
"/",
"2009",
"5",
"/",
"2",
"/",
"2010",
"08",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"27",
".",
"02",
".",
"2012",
"20",
".",
"10",
".",
"2011",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
"12",
".",
"3",
".",
"2014",
"10",
".",
"4",
".",
"2014",
"31",
".",
"3",
".",
"2014",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"27",
".",
"02",
".",
"2012",
"20",
".",
"10",
".",
"2011",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
"12",
".",
"3",
".",
"2014",
"10",
".",
"4",
".",
"2014",
"31",
".",
"3",
".",
"2014",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"27",
".",
"02",
".",
"2012",
"20",
".",
"10",
".",
"2011",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"14",
".",
"02",
".",
"2012",
"27",
".",
"02",
".",
"2012",
"20",
".",
"10",
".",
"2011",
"14",
".",
"9",
".",
"2011",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"7",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
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"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S)
:AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S)
:CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. AUSÊNCIA DE
REGULAR
PREQUESTIONAMENTO
DOS
DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. AUSÊNCIA DE
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À
CONSTITUIÇÃO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL
PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de
análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das
Súmulas 282 e 356/STF.
A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos
fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a
questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação
pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula
279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 07 de outubro de 2014.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7135580.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
ARE 819374 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7135580.
Supremo Tribunal Federal
ARE 819374 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S)
:AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S)
:CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art.
544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) ausente o regular
prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados
(Súmulas 282 e 356/STF); e (ii) o recurso não discute matéria
constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos,
bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à
legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/STF.
2.
A parte agravante refuta as razões da decisão agravada e
reafirma as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S)
:AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S)
:CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art.
544, § 4º, II, b, do CPC), tendo em vista que: (i) ausente o regular
prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados
(Súmulas 282 e 356/STF); e (ii) o recurso não discute matéria
constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos,
bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à
legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/STF.
2.
A parte agravante refuta as razões da decisão agravada e
reafirma as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para
modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos
seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado
(fls. 163-165):
‘RECURSO
INOMINADO.
AÇÃO
DE
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS.
SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA PELA CULPA
EXCLUSIVA DO CONSUMIDOR. PROVIMENTO DO
RECURSO. FATO DO PRODUTO. CONDENAÇÃO
SOLIDÁRIA DAS REQUERIDAS. RESPONSABILIDADE
INDEPENDENTE DE CULPA USO RAZOÁVEL PELO
CONSUMIDOR. DEVIDA A INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS. RECURSO PROVIDO’.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte agravante alega violação ao art.
5º, LIV, da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que, ‘se ofensa houve à garantia constitucional da
legalidade, ela foi indireta, já que o v. acórdão limita-se a interpretar
normas infraconstitucionais, não ensejando, pois, o recurso
extraordinário’ (fls. 196).
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para
modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos
seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado
(fls. 163-165):
‘RECURSO
INOMINADO.
AÇÃO
DE
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS.
SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA PELA CULPA
EXCLUSIVA DO CONSUMIDOR. PROVIMENTO DO
RECURSO. FATO DO PRODUTO. CONDENAÇÃO
SOLIDÁRIA DAS REQUERIDAS. RESPONSABILIDADE
INDEPENDENTE DE CULPA USO RAZOÁVEL PELO
CONSUMIDOR. DEVIDA A INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS. RECURSO PROVIDO’.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte agravante alega violação ao art.
5º, LIV, da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que, ‘se ofensa houve à garantia constitucional da
legalidade, ela foi indireta, já que o v. acórdão limita-se a interpretar
normas infraconstitucionais, não ensejando, pois, o recurso
extraordinário’ (fls. 196).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 819374 AGR / SP
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a
alegação de ofensa à Constituição não foi apreciada pelo
acórdão impugnado. Tampouco foi alegada nos embargos de
declaração opostos. O recurso extraordinário carece, portanto,
de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF).
Ademais, o recurso não discute matéria constitucional.
Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento
do caso à legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 279/STF. Quanto à necessidade de
reavaliação dos fatos subjacentes e de reexame da legislação
infraconstitucional pertinente, veja-se a seguinte passagem do
voto condutor do acórdão recorrido (fls. 164):
‘Evidentemente que a autora, quando contratou a
compra de móveis para sua cozinha, esperava, no mínimo,
poder guardar seus objetos de cozinha, eis que se tratava
de um armário de cozinha.
Portanto, caberia ao fabricante alertá-la quanto à
maneira de utilizar o produto e seus riscos, não havendo
nos autos comprovação de que isto tenha acontecido.
Desta forma, deveria a fabricante do produto
informar à autora qual o peso suportado pelo armário,
quais peças poderiam ser colocadas dentro do armário etc.
Contrariamente ao afirmado pelo MM. Juiz de
Direito sentenciante, as fotos juntadas na inicial
demonstram que o produto é frágil e de qualidade
discutível (vide em especial fls. 21, 23, 25 e 26). As
prateleiras foram fixadas de maneira temerosa, apesar da
contratação de ferragens por parte da autora.
Assim, deve o fabricante responder pelo fato do
produto, independentemente de culpa, nos termos do art.
12 do CDC.
O dano material está suficientemente comprovado
pelo documento de fls. 32, no valor de R$ 4.284,40, bem
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 819374 AGR / SP
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a
alegação de ofensa à Constituição não foi apreciada pelo
acórdão impugnado. Tampouco foi alegada nos embargos de
declaração opostos. O recurso extraordinário carece, portanto,
de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF).
Ademais, o recurso não discute matéria constitucional.
Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento
do caso à legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 279/STF. Quanto à necessidade de
reavaliação dos fatos subjacentes e de reexame da legislação
infraconstitucional pertinente, veja-se a seguinte passagem do
voto condutor do acórdão recorrido (fls. 164):
‘Evidentemente que a autora, quando contratou a
compra de móveis para sua cozinha, esperava, no mínimo,
poder guardar seus objetos de cozinha, eis que se tratava
de um armário de cozinha.
Portanto, caberia ao fabricante alertá-la quanto à
maneira de utilizar o produto e seus riscos, não havendo
nos autos comprovação de que isto tenha acontecido.
Desta forma, deveria a fabricante do produto
informar à autora qual o peso suportado pelo armário,
quais peças poderiam ser colocadas dentro do armário etc.
Contrariamente ao afirmado pelo MM. Juiz de
Direito sentenciante, as fotos juntadas na inicial
demonstram que o produto é frágil e de qualidade
discutível (vide em especial fls. 21, 23, 25 e 26). As
prateleiras foram fixadas de maneira temerosa, apesar da
contratação de ferragens por parte da autora.
Assim, deve o fabricante responder pelo fato do
produto, independentemente de culpa, nos termos do art.
12 do CDC.
O dano material está suficientemente comprovado
pelo documento de fls. 32, no valor de R$ 4.284,40, bem
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 819374 AGR / SP
como pelo depoimento das testemunhas.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 819374 AGR / SP
como pelo depoimento das testemunhas.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S) : AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S) : CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984373
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S) : AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S) : CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984373
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7181913
| 2014-10-07T00:00:00
| 2014-11-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. AUSÊNCIA DE REGULAR PREQUESTIONAMENTO DOS DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF.
Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF.
A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur283908
|
Número de páginas: 7.
Análise: 27/11/2014, MAR.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
819374
|
[
"LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\n ART-00012\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 819374 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S) : AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S) : CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S)
:AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S)
:CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR.
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. AUSÊNCIA DE
REGULAR
PREQUESTIONAMENTO
DOS
DISPOSITIVOS
CONSTITUCIONAIS TIDOS POR VIOLADOS. AUSÊNCIA DE
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À
CONSTITUIÇÃO. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL
PROBATÓRIO CONSTANTES DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
Os temas constitucionais do apelo extremo não foram objeto de
análise prévia e conclusiva pelo Tribunal de origem. Incidência das
Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal.
A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação dos
fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a
questionar alegado erro no enquadramento do caso à legislação
pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula
279/Supremo Tribunal Federal.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 07 de outubro de 2014.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7135580.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 819374 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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ARE 819374 AGR / SP
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S)
:AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S)
:CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art.
544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) ausente o regular
prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados
(Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal); e (ii) o recurso não discute matéria
constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos,
bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à
legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante refuta as razões da decisão agravada e
reafirma as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S)
:AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S)
:CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo e negou seguimento ao recurso extraordinário (art.
544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil), tendo em vista que: (i) ausente o regular
prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por violados
(Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal); e (ii) o recurso não discute matéria
constitucional. Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma
nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos,
bem como a questionar alegado erro no enquadramento do caso à
legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante refuta as razões da decisão agravada e
reafirma as razões do recurso extraordinário.
3.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para
modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos
seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado
(fls. 163-165):
‘RECURSO
INOMINADO.
AÇÃO
DE
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS.
SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA PELA CULPA
EXCLUSIVA DO CONSUMIDOR. PROVIMENTO DO
RECURSO. FATO DO PRODUTO. CONDENAÇÃO
SOLIDÁRIA DAS REQUERIDAS. RESPONSABILIDADE
INDEPENDENTE DE CULPA USO RAZOÁVEL PELO
CONSUMIDOR. DEVIDA A INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS. RECURSO PROVIDO’.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte agravante alega violação ao art.
5..., LIV, da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que, ‘se ofensa houve à garantia constitucional da
legalidade, ela foi indireta, já que o v. acórdão limita-se a interpretar
normas infraconstitucionais, não ensejando, pois, o recurso
extraordinário’ (fls. 196).
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para
modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos
seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito:
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado
(fls. 163-165):
‘RECURSO
INOMINADO.
AÇÃO
DE
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS.
SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA PELA CULPA
EXCLUSIVA DO CONSUMIDOR. PROVIMENTO DO
RECURSO. FATO DO PRODUTO. CONDENAÇÃO
SOLIDÁRIA DAS REQUERIDAS. RESPONSABILIDADE
INDEPENDENTE DE CULPA USO RAZOÁVEL PELO
CONSUMIDOR. DEVIDA A INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS. RECURSO PROVIDO’.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte agravante alega violação ao art.
5..., LIV, da Constituição.
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob o
fundamento de que, ‘se ofensa houve à garantia constitucional da
legalidade, ela foi indireta, já que o v. acórdão limita-se a interpretar
normas infraconstitucionais, não ensejando, pois, o recurso
extraordinário’ (fls. 196).
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 819374 AGR / SP
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a
alegação de ofensa à Constituição não foi apreciada pelo
acórdão impugnado. Tampouco foi alegada nos embargos de
declaração opostos. O recurso extraordinário carece, portanto,
de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal).
Ademais, o recurso não discute matéria constitucional.
Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento
do caso à legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à necessidade de
reavaliação dos fatos subjacentes e de reexame da legislação
infraconstitucional pertinente, veja-se a seguinte passagem do
voto condutor do acórdão recorrido (fls. 164):
‘Evidentemente que a autora, quando contratou a
compra de móveis para sua cozinha, esperava, no mínimo,
poder guardar seus objetos de cozinha, eis que se tratava
de um armário de cozinha.
Portanto, caberia ao fabricante alertá-la quanto à
maneira de utilizar o produto e seus riscos, não havendo
nos autos comprovação de que isto tenha acontecido.
Desta forma, deveria a fabricante do produto
informar à autora qual o peso suportado pelo armário,
quais peças poderiam ser colocadas dentro do armário etc.
Contrariamente ao afirmado pelo MM. Juiz de
Direito sentenciante, as fotos juntadas na inicial
demonstram que o produto é frágil e de qualidade
discutível (vide em especial fls. 21, 23, 25 e 26). As
prateleiras foram fixadas de maneira temerosa, apesar da
contratação de ferragens por parte da autora.
Assim, deve o fabricante responder pelo fato do
produto, independentemente de culpa, nos termos do art.
12 do CDC.
O dano material está suficientemente comprovado
pelo documento de fls. 32, no valor de R$ 4.284,40, bem
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 819374 AGR / SP
O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a
alegação de ofensa à Constituição não foi apreciada pelo
acórdão impugnado. Tampouco foi alegada nos embargos de
declaração opostos. O recurso extraordinário carece, portanto,
de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal).
Ademais, o recurso não discute matéria constitucional.
Com efeito, a parte recorrente limita-se a postular uma nova
apreciação dos fatos e do material probatório constante dos
autos, bem como a questionar alegado erro no enquadramento
do caso à legislação pertinente. Nessas condições, a hipótese
atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à necessidade de
reavaliação dos fatos subjacentes e de reexame da legislação
infraconstitucional pertinente, veja-se a seguinte passagem do
voto condutor do acórdão recorrido (fls. 164):
‘Evidentemente que a autora, quando contratou a
compra de móveis para sua cozinha, esperava, no mínimo,
poder guardar seus objetos de cozinha, eis que se tratava
de um armário de cozinha.
Portanto, caberia ao fabricante alertá-la quanto à
maneira de utilizar o produto e seus riscos, não havendo
nos autos comprovação de que isto tenha acontecido.
Desta forma, deveria a fabricante do produto
informar à autora qual o peso suportado pelo armário,
quais peças poderiam ser colocadas dentro do armário etc.
Contrariamente ao afirmado pelo MM. Juiz de
Direito sentenciante, as fotos juntadas na inicial
demonstram que o produto é frágil e de qualidade
discutível (vide em especial fls. 21, 23, 25 e 26). As
prateleiras foram fixadas de maneira temerosa, apesar da
contratação de ferragens por parte da autora.
Assim, deve o fabricante responder pelo fato do
produto, independentemente de culpa, nos termos do art.
12 do CDC.
O dano material está suficientemente comprovado
pelo documento de fls. 32, no valor de R$ 4.284,40, bem
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 819374 AGR / SP
como pelo depoimento das testemunhas.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 819374 AGR / SP
como pelo depoimento das testemunhas.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 07/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S) : AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S) : CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984373
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819.374
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME
ADV.(A/S) : AMAURI CORRÊA DE SOUZA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MÁRCIA DE BRITO BARRETO
ADV.(A/S) : CINEIDE PEREIRA MARQUES E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 7.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso. Compareceu o Senhor Ministro Gilmar Mendes para
julgar processo a ele vinculado.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6984373
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 819 . 374",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE",
"ARE 819374 AGR",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 819374 AGR / SP",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 819374 AGR / SP",
"Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 819374 AGR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LIV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LIV , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 12 do CDC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"art . 12 do CDC",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"CASA E ART MÓVEIS E DECORAÇÕES LTDA ME",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"AMAURI CORRÊA DE SOUZA",
"MÁRCIA DE BRITO BARRETO",
"CINEIDE PEREIRA MARQUES",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"AMAURI CORRÊA DE SOUZA",
"MÁRCIA DE BRITO BARRETO",
"CINEIDE PEREIRA MARQUES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"AMAURI CORRÊA DE SOUZA",
"MÁRCIA DE BRITO BARRETO",
"CINEIDE PEREIRA MARQUES",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"AMAURI CORRÊA DE SOUZA",
"MÁRCIA DE BRITO BARRETO",
"CINEIDE PEREIRA MARQUES",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"AMAURI CORRÊA DE SOUZA",
"MÁRCIA DE BRITO BARRETO",
"CINEIDE PEREIRA MARQUES",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"07 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
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"10",
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"2014",
"24",
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"08",
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"2001",
"07",
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"10",
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"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"7",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"7",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:FERNANDA BOHN
ADV.(A/S)
:RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S)
:ANDERSON BARG
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL RAUPP
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6956919.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
AC 3607 AGR / RS
Agravo regimental em ação cautelar. 2. Pedido de revogação de
decisão que concedeu efeito suspensivo a recurso extraordinário ainda
não submetido a juízo de admissibilidade. Incompetência do STF para
apreciar o pedido. 3. Decisão mantida por seus próprios fundamentos. 4.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de outubro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6956919.
Supremo Tribunal Federal
AC 3607 AGR / RS
Agravo regimental em ação cautelar. 2. Pedido de revogação de
decisão que concedeu efeito suspensivo a recurso extraordinário ainda
não submetido a juízo de admissibilidade. Incompetência do STF para
apreciar o pedido. 3. Decisão mantida por seus próprios fundamentos. 4.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de outubro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6956919.
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Relatório
20/05/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:FERNANDA BOHN
ADV.(A/S)
:RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S)
:ANDERSON BARG
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL RAUPP
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
20/05/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:FERNANDA BOHN
ADV.(A/S)
:RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S)
:ANDERSON BARG
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL RAUPP
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
AC 3607 AGR / RS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão na qual afastei a competência
do Supremo Tribunal Federal para apreciar a demanda sob os seguintes
fundamentos:
“Cuida-se de medida cautelar inominada ajuizada com o
objetivo de suspender decisão monocrática do Vice-Presidente
do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que, também em
medida cautelar inominada, deferiu efeito suspensivo a recurso
extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Corte
Especial daquele Tribunal no Mandado de Segurança nº
0003739-12.2012.404.0000.
(…)
Nos termos da Súmula 634 desta Corte, não compete ao
Supremo Tribunal Federal conceder medida cautelar para dar efeito
suspensivo a recurso extraordinário que ainda não foi objeto de juízo
de admissibilidade na origem. Por igual razão, entendo que
também não compete ao STF apreciar qualquer outra medida
que tenha por objeto recurso extraordinário ainda não admitido
na origem. O processamento, nesta Corte, de pedidos atinentes
a recurso extraordinário ainda não submetido, na origem, a
juízo de admissibilidade transformaria o STF em instância
recursal ordinária de decisões proferidas por cortes locais.
Eventuais lacunas no sistema processual quanto à
competência recursal das instâncias ordinárias não amplia a
competência recursal do STF além dos limites estabelecidos no
texto constitucional. Para a correção dessas lacunas, é que se
tem admitido, excepcionalmente, a utilização de cautelares
inominadas e até de mandado de segurança, porém sempre
com a observância, no ajuizamento dessas medidas, da
competência originária de cada órgão jurisdicional.
Com essas considerações, nego seguimento a esta medida
cautelar, com fundamento no art. 21, §1º, do RISTF.”(eDoc 56).
2
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Supremo Tribunal Federal
AC 3607 AGR / RS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão na qual afastei a competência
do Supremo Tribunal Federal para apreciar a demanda sob os seguintes
fundamentos:
“Cuida-se de medida cautelar inominada ajuizada com o
objetivo de suspender decisão monocrática do Vice-Presidente
do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que, também em
medida cautelar inominada, deferiu efeito suspensivo a recurso
extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Corte
Especial daquele Tribunal no Mandado de Segurança nº
0003739-12.2012.404.0000.
(…)
Nos termos da Súmula 634 desta Corte, não compete ao
Supremo Tribunal Federal conceder medida cautelar para dar efeito
suspensivo a recurso extraordinário que ainda não foi objeto de juízo
de admissibilidade na origem. Por igual razão, entendo que
também não compete ao STF apreciar qualquer outra medida
que tenha por objeto recurso extraordinário ainda não admitido
na origem. O processamento, nesta Corte, de pedidos atinentes
a recurso extraordinário ainda não submetido, na origem, a
juízo de admissibilidade transformaria o STF em instância
recursal ordinária de decisões proferidas por cortes locais.
Eventuais lacunas no sistema processual quanto à
competência recursal das instâncias ordinárias não amplia a
competência recursal do STF além dos limites estabelecidos no
texto constitucional. Para a correção dessas lacunas, é que se
tem admitido, excepcionalmente, a utilização de cautelares
inominadas e até de mandado de segurança, porém sempre
com a observância, no ajuizamento dessas medidas, da
competência originária de cada órgão jurisdicional.
Com essas considerações, nego seguimento a esta medida
cautelar, com fundamento no art. 21, §1º, do RISTF.”(eDoc 56).
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
AC 3607 AGR / RS
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a irrecorribilidade e
inimpugnabilidade da decisão monocrática que concedeu efeito
suspensivo a recurso extraordinário no âmbito do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região, bem como a competência do Supremo Tribunal
Federal para apreciar medida cautelar que objetiva a cassar ou revogar
decisão que deferiu efeito suspensivo a recurso extraordinário.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
AC 3607 AGR / RS
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a irrecorribilidade e
inimpugnabilidade da decisão monocrática que concedeu efeito
suspensivo a recurso extraordinário no âmbito do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região, bem como a competência do Supremo Tribunal
Federal para apreciar medida cautelar que objetiva a cassar ou revogar
decisão que deferiu efeito suspensivo a recurso extraordinário.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
20/05/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
demonstrado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal é
incompetente para apreciar medidas que tenham por objeto recurso
extraordinário ainda não admitido na origem, como bem expresso pela
Súmula 634.
A inexistência, na origem, de recurso específico contra decisão
concessiva de efeito suspensivo a recurso extraordinário não amplia a
competência do STF para além dos limites estabelecidos no texto
constitucional. Reitero, aqui, o entendimento adotado na decisão
agravada no sentido de que, para casos assim, é que se tem admitido,
excepcionalmente, em tese, a utilização de cautelares inominadas e até de
mandado de segurança, porém sempre com a observância, no
ajuizamento dessas medidas, da competência originária de cada órgão
jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental.
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Supremo Tribunal Federal
20/05/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
demonstrado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal é
incompetente para apreciar medidas que tenham por objeto recurso
extraordinário ainda não admitido na origem, como bem expresso pela
Súmula 634.
A inexistência, na origem, de recurso específico contra decisão
concessiva de efeito suspensivo a recurso extraordinário não amplia a
competência do STF para além dos limites estabelecidos no texto
constitucional. Reitero, aqui, o entendimento adotado na decisão
agravada no sentido de que, para casos assim, é que se tem admitido,
excepcionalmente, em tese, a utilização de cautelares inominadas e até de
mandado de segurança, porém sempre com a observância, no
ajuizamento dessas medidas, da competência originária de cada órgão
jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Extrato de Ata - 20/05/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : FERNANDA BOHN
ADV.(A/S) : RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S) : ANDERSON BARG
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL RAUPP
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Ministro Relator, que negava
provimento ao agravo regimental, o julgamento foi suspenso em
virtude do pedido de vista formulado pelo Ministro Teori Zavascki.
Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 20.05.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5982087
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : FERNANDA BOHN
ADV.(A/S) : RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S) : ANDERSON BARG
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL RAUPP
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Ministro Relator, que negava
provimento ao agravo regimental, o julgamento foi suspenso em
virtude do pedido de vista formulado pelo Ministro Teori Zavascki.
Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 20.05.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5982087
Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Extrato de Ata - 20/05/2014
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5982087
Supremo Tribunal Federal
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5982087
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto Vista
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
V O T O - V I S T A
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. O presente agravo
regimental foi interposto de decisão monocrática que negou seguimento a
ação cautelar, por entender, com apoio na Súmula 634/STF, que a
pretensão por ela manifestada, de suspensão da eficácia de liminar
proferida pela Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, estaria fora da competência jurisdicional do Supremo Tribunal
Federal, porquanto ainda pendente a admissão do recurso extraordinário
naquela Corte Regional. Após voto do Min. Gilmar Mendes, no sentido
de negar provimento ao agravo, pedi vista dos autos.
2. Impressiona-me a especial questão relacionada aos meios de
impugnação da decisão da Presidência do Tribunal local em situações
como a aqui versada. Daí o pedido de vista na sessão em que a matéria
começou a ser examinada. Todavia, após aquela sessão, o quadro fático
dos autos restou sensivelmente alterado. Segundo informação extraída do
sítio eletrônico do Tribunal de origem, o acórdão proferido pelo órgão
especial da Corte de origem no MS 0003739-12.2012.404.0000 está sendo
questionado por sucessivos recursos especiais e extraordinários, que
restaram admitidos em 22/8/2014. O mesmo documento ainda informa
que, desde 15/9/2014, os autos encontram-se no Superior Tribunal de
Justiça, onde, segundo informado pela própria agravante, tramita ação
cautelar semelhante a que foi intentada aqui. Ora, viabilizado o acesso à
jurisdição daquela Corte Superior, terá a agravante meios de obter,
naquela instância, a providência jurisdicional de ora pretendida.
3. Ante o exposto, consideradas as circunstâncias da causa, voto pelo
desprovimento do agravo, acompanhando o Ministro Relator.
É o voto.
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
V O T O - V I S T A
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. O presente agravo
regimental foi interposto de decisão monocrática que negou seguimento a
ação cautelar, por entender, com apoio na Súmula 634/STF, que a
pretensão por ela manifestada, de suspensão da eficácia de liminar
proferida pela Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, estaria fora da competência jurisdicional do Supremo Tribunal
Federal, porquanto ainda pendente a admissão do recurso extraordinário
naquela Corte Regional. Após voto do Min. Gilmar Mendes, no sentido
de negar provimento ao agravo, pedi vista dos autos.
2. Impressiona-me a especial questão relacionada aos meios de
impugnação da decisão da Presidência do Tribunal local em situações
como a aqui versada. Daí o pedido de vista na sessão em que a matéria
começou a ser examinada. Todavia, após aquela sessão, o quadro fático
dos autos restou sensivelmente alterado. Segundo informação extraída do
sítio eletrônico do Tribunal de origem, o acórdão proferido pelo órgão
especial da Corte de origem no MS 0003739-12.2012.404.0000 está sendo
questionado por sucessivos recursos especiais e extraordinários, que
restaram admitidos em 22/8/2014. O mesmo documento ainda informa
que, desde 15/9/2014, os autos encontram-se no Superior Tribunal de
Justiça, onde, segundo informado pela própria agravante, tramita ação
cautelar semelhante a que foi intentada aqui. Ora, viabilizado o acesso à
jurisdição daquela Corte Superior, terá a agravante meios de obter,
naquela instância, a providência jurisdicional de ora pretendida.
3. Ante o exposto, consideradas as circunstâncias da causa, voto pelo
desprovimento do agravo, acompanhando o Ministro Relator.
É o voto.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 07/10/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : FERNANDA BOHN
ADV.(A/S) : RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S) : ANDERSON BARG
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL RAUPP
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Ministro Relator, que negava
provimento ao agravo regimental, o julgamento foi suspenso em
virtude do pedido de vista formulado pelo Ministro Teori Zavascki.
Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 20.05.2014.
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma,
07.10.2014.
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : FERNANDA BOHN
ADV.(A/S) : RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S) : ANDERSON BARG
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL RAUPP
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Ministro Relator, que negava
provimento ao agravo regimental, o julgamento foi suspenso em
virtude do pedido de vista formulado pelo Ministro Teori Zavascki.
Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2ª Turma, 20.05.2014.
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma,
07.10.2014.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 07/10/2014
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7357327
| 2014-10-07T00:00:00
| 2014-12-01T00:00:00
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Após o voto do Ministro Relator, que negava provimento ao agravo regimental, o julgamento foi suspenso em virtude do pedido de vista formulado pelo Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.05.2014.
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 07.10.2014.
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AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR
|
Agravo regimental em ação cautelar. 2. Pedido de revogação de decisão que concedeu efeito suspensivo a recurso extraordinário ainda não submetido a juízo de admissibilidade. Incompetência do STF para apreciar o pedido. 3. Decisão mantida por seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental desprovido.
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sjur286552
|
Número de páginas: 11.
Análise: 13/01/2015, MAR.
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GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
3607
| null |
AC-AgR
|
acordaos
|
AC 3607 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FERNANDA BOHN
ADV.(A/S) : RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S) : ANDERSON BARG
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL RAUPP
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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] |
Ementa e Acórdão
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:FERNANDA BOHN
ADV.(A/S)
:RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S)
:ANDERSON BARG
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL RAUPP
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
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AGDO.(A/S)
:RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
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:SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11
Ementa e Acórdão
AC 3607 AGR / RS
Agravo regimental em ação cautelar. 2. Pedido de revogação de
decisão que concedeu efeito suspensivo a recurso extraordinário ainda
não submetido a juízo de admissibilidade. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para
apreciar o pedido. 3. Decisão mantida por seus próprios fundamentos. 4.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de outubro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Supremo Tribunal Federal
AC 3607 AGR / RS
Agravo regimental em ação cautelar. 2. Pedido de revogação de
decisão que concedeu efeito suspensivo a recurso extraordinário ainda
não submetido a juízo de admissibilidade. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para
apreciar o pedido. 3. Decisão mantida por seus próprios fundamentos. 4.
Agravo regimental desprovido.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 7 de outubro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11
Relatório
20/05/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:FERNANDA BOHN
ADV.(A/S)
:RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S)
:ANDERSON BARG
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL RAUPP
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
20/05/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:FERNANDA BOHN
ADV.(A/S)
:RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S)
:ANDERSON BARG
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:DANIEL RAUPP
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S)
:SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11
Relatório
AC 3607 AGR / RS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão na qual afastei a competência
do Supremo Tribunal Federal para apreciar a demanda sob os seguintes
fundamentos:
“Cuida-se de medida cautelar inominada ajuizada com o
objetivo de suspender decisão monocrática do Vice-Presidente
do Tribunal Regional Federal da 4... Região que, também em
medida cautelar inominada, deferiu efeito suspensivo a recurso
extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Corte
Especial daquele Tribunal no Mandado de Segurança n
0003739-12.2012.404.0000.
(…)
Nos termos da Súmula 634 desta Corte, não compete ao
Supremo Tribunal Federal conceder medida cautelar para dar efeito
suspensivo a recurso extraordinário que ainda não foi objeto de juízo
de admissibilidade na origem. Por igual razão, entendo que
também não compete ao Supremo Tribunal Federal apreciar qualquer outra medida
que tenha por objeto recurso extraordinário ainda não admitido
na origem. O processamento, nesta Corte, de pedidos atinentes
a recurso extraordinário ainda não submetido, na origem, a
juízo de admissibilidade transformaria o Supremo Tribunal Federal em instância
recursal ordinária de decisões proferidas por cortes locais.
Eventuais lacunas no sistema processual quanto à
competência recursal das instâncias ordinárias não amplia a
competência recursal do Supremo Tribunal Federal além dos limites estabelecidos no
texto constitucional. Para a correção dessas lacunas, é que se
tem admitido, excepcionalmente, a utilização de cautelares
inominadas e até de mandado de segurança, porém sempre
com a observância, no ajuizamento dessas medidas, da
competência originária de cada órgão jurisdicional.
Com essas considerações, nego seguimento a esta medida
cautelar, com fundamento no art. 21, §1..., do RISTF.”(eDoc 56).
2
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Supremo Tribunal Federal
AC 3607 AGR / RS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto contra decisão na qual afastei a competência
do Supremo Tribunal Federal para apreciar a demanda sob os seguintes
fundamentos:
“Cuida-se de medida cautelar inominada ajuizada com o
objetivo de suspender decisão monocrática do Vice-Presidente
do Tribunal Regional Federal da 4... Região que, também em
medida cautelar inominada, deferiu efeito suspensivo a recurso
extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Corte
Especial daquele Tribunal no Mandado de Segurança n
0003739-12.2012.404.0000.
(…)
Nos termos da Súmula 634 desta Corte, não compete ao
Supremo Tribunal Federal conceder medida cautelar para dar efeito
suspensivo a recurso extraordinário que ainda não foi objeto de juízo
de admissibilidade na origem. Por igual razão, entendo que
também não compete ao Supremo Tribunal Federal apreciar qualquer outra medida
que tenha por objeto recurso extraordinário ainda não admitido
na origem. O processamento, nesta Corte, de pedidos atinentes
a recurso extraordinário ainda não submetido, na origem, a
juízo de admissibilidade transformaria o Supremo Tribunal Federal em instância
recursal ordinária de decisões proferidas por cortes locais.
Eventuais lacunas no sistema processual quanto à
competência recursal das instâncias ordinárias não amplia a
competência recursal do Supremo Tribunal Federal além dos limites estabelecidos no
texto constitucional. Para a correção dessas lacunas, é que se
tem admitido, excepcionalmente, a utilização de cautelares
inominadas e até de mandado de segurança, porém sempre
com a observância, no ajuizamento dessas medidas, da
competência originária de cada órgão jurisdicional.
Com essas considerações, nego seguimento a esta medida
cautelar, com fundamento no art. 21, §1..., do RISTF.”(eDoc 56).
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6956817.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11
Relatório
AC 3607 AGR / RS
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a irrecorribilidade e
inimpugnabilidade da decisão monocrática que concedeu efeito
suspensivo a recurso extraordinário no âmbito do Tribunal Regional
Federal da 4... Região, bem como a competência do Supremo Tribunal
Federal para apreciar medida cautelar que objetiva a cassar ou revogar
decisão que deferiu efeito suspensivo a recurso extraordinário.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6956817.
Supremo Tribunal Federal
AC 3607 AGR / RS
No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a irrecorribilidade e
inimpugnabilidade da decisão monocrática que concedeu efeito
suspensivo a recurso extraordinário no âmbito do Tribunal Regional
Federal da 4... Região, bem como a competência do Supremo Tribunal
Federal para apreciar medida cautelar que objetiva a cassar ou revogar
decisão que deferiu efeito suspensivo a recurso extraordinário.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11
Voto - MIN. GILMAR MENDES
20/05/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
demonstrado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal é
incompetente para apreciar medidas que tenham por objeto recurso
extraordinário ainda não admitido na origem, como bem expresso pela
Súmula 634.
A inexistência, na origem, de recurso específico contra decisão
concessiva de efeito suspensivo a recurso extraordinário não amplia a
competência do Supremo Tribunal Federal para além dos limites estabelecidos no texto
constitucional. Reitero, aqui, o entendimento adotado na decisão
agravada no sentido de que, para casos assim, é que se tem admitido,
excepcionalmente, em tese, a utilização de cautelares inominadas e até de
mandado de segurança, porém sempre com a observância, no
ajuizamento dessas medidas, da competência originária de cada órgão
jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6956818.
Supremo Tribunal Federal
20/05/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
demonstrado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal é
incompetente para apreciar medidas que tenham por objeto recurso
extraordinário ainda não admitido na origem, como bem expresso pela
Súmula 634.
A inexistência, na origem, de recurso específico contra decisão
concessiva de efeito suspensivo a recurso extraordinário não amplia a
competência do Supremo Tribunal Federal para além dos limites estabelecidos no texto
constitucional. Reitero, aqui, o entendimento adotado na decisão
agravada no sentido de que, para casos assim, é que se tem admitido,
excepcionalmente, em tese, a utilização de cautelares inominadas e até de
mandado de segurança, porém sempre com a observância, no
ajuizamento dessas medidas, da competência originária de cada órgão
jurisdicional.
Ante o exposto, nego provimento a este agravo regimental.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11
Extrato de Ata - 20/05/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : FERNANDA BOHN
ADV.(A/S) : RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S) : ANDERSON BARG
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL RAUPP
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Ministro Relator, que negava
provimento ao agravo regimental, o julgamento foi suspenso em
virtude do pedido de vista formulado pelo Ministro Teori Zavascki.
Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 20.05.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 5982087
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : FERNANDA BOHN
ADV.(A/S) : RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S) : ANDERSON BARG
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL RAUPP
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Ministro Relator, que negava
provimento ao agravo regimental, o julgamento foi suspenso em
virtude do pedido de vista formulado pelo Ministro Teori Zavascki.
Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 20.05.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e
Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso
de Mello.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11
Extrato de Ata - 20/05/2014
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11
Voto Vista
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
V O T O - V I S T A
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. O presente agravo
regimental foi interposto de decisão monocrática que negou seguimento a
ação cautelar, por entender, com apoio na Súmula 634/Supremo Tribunal Federal, que a
pretensão por ela manifestada, de suspensão da eficácia de liminar
proferida pela Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, estaria fora da competência jurisdicional do Supremo Tribunal
Federal, porquanto ainda pendente a admissão do recurso extraordinário
naquela Corte Regional. Após voto do Min. Gilmar Mendes, no sentido
de negar provimento ao agravo, pedi vista dos autos.
2. Impressiona-me a especial questão relacionada aos meios de
impugnação da decisão da Presidência do Tribunal local em situações
como a aqui versada. Daí o pedido de vista na sessão em que a matéria
começou a ser examinada. Todavia, após aquela sessão, o quadro fático
dos autos restou sensivelmente alterado. Segundo informação extraída do
sítio eletrônico do Tribunal de origem, o acórdão proferido pelo órgão
especial da Corte de origem no MS 0003739-12.2012.404.0000 está sendo
questionado por sucessivos recursos especiais e extraordinários, que
restaram admitidos em 22/8/2014. O mesmo documento ainda informa
que, desde 15/9/2014, os autos encontram-se no Superior Tribunal de
Justiça, onde, segundo informado pela própria agravante, tramita ação
cautelar semelhante a que foi intentada aqui. Ora, viabilizado o acesso à
jurisdição daquela Corte Superior, terá a agravante meios de obter,
naquela instância, a providência jurisdicional de ora pretendida.
3. Ante o exposto, consideradas as circunstâncias da causa, voto pelo
desprovimento do agravo, acompanhando o Ministro Relator.
É o voto.
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Supremo Tribunal Federal
07/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607 RIO GRANDE DO SUL
V O T O - V I S T A
O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI: 1. O presente agravo
regimental foi interposto de decisão monocrática que negou seguimento a
ação cautelar, por entender, com apoio na Súmula 634/Supremo Tribunal Federal, que a
pretensão por ela manifestada, de suspensão da eficácia de liminar
proferida pela Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 4...
Região, estaria fora da competência jurisdicional do Supremo Tribunal
Federal, porquanto ainda pendente a admissão do recurso extraordinário
naquela Corte Regional. Após voto do Min. Gilmar Mendes, no sentido
de negar provimento ao agravo, pedi vista dos autos.
2. Impressiona-me a especial questão relacionada aos meios de
impugnação da decisão da Presidência do Tribunal local em situações
como a aqui versada. Daí o pedido de vista na sessão em que a matéria
começou a ser examinada. Todavia, após aquela sessão, o quadro fático
dos autos restou sensivelmente alterado. Segundo informação extraída do
sítio eletrônico do Tribunal de origem, o acórdão proferido pelo órgão
especial da Corte de origem no MS 0003739-12.2012.404.0000 está sendo
questionado por sucessivos recursos especiais e extraordinários, que
restaram admitidos em 22/8/2014. O mesmo documento ainda informa
que, desde 15/9/2014, os autos encontram-se no Superior Tribunal de
Justiça, onde, segundo informado pela própria agravante, tramita ação
cautelar semelhante a que foi intentada aqui. Ora, viabilizado o acesso à
jurisdição daquela Corte Superior, terá a agravante meios de obter,
naquela instância, a providência jurisdicional de ora pretendida.
3. Ante o exposto, consideradas as circunstâncias da causa, voto pelo
desprovimento do agravo, acompanhando o Ministro Relator.
É o voto.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7110990.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11
Extrato de Ata - 07/10/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : FERNANDA BOHN
ADV.(A/S) : RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S) : ANDERSON BARG
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL RAUPP
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Ministro Relator, que negava
provimento ao agravo regimental, o julgamento foi suspenso em
virtude do pedido de vista formulado pelo Ministro Teori Zavascki.
Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 20.05.2014.
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma,
07.10.2014.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6973351
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NA AÇÃO CAUTELAR 3.607
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : FERNANDA BOHN
ADV.(A/S) : RAFAELA CRISTINA OLIARI
AGDO.(A/S) : ANDERSON BARG
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : CARLOS FELIPE KOMOROWSKI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL LUERSEN
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : DANIEL RAUPP
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : GUSTAVO SCHNEIDER ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : JOSÉ RICARDO PEREIRA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : LEONARDO MÜLLER TRAININI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARCELO ADRIANO MICHELOTI
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARIANA RIBEIRO DE CASTRO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : MARTA RIBEIRO PACHECO
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
AGDO.(A/S) : SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: Após o voto do Ministro Relator, que negava
provimento ao agravo regimental, o julgamento foi suspenso em
virtude do pedido de vista formulado pelo Ministro Teori Zavascki.
Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro
Celso de Mello. 2... Turma, 20.05.2014.
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente,
justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma,
07.10.2014.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6973351
Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11
Extrato de Ata - 07/10/2014
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6973351
Supremo Tribunal Federal
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia, em
viagem oficial de estudo sobre "Justiça Transicional", organizada
pelo Programa Estado de Direito para a América Latina da Fundação
Konrad Adenauer.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de
Almeida.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6973351
Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 607",
"AC 3607 AGR /",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 607",
"Mandado de Segurança n 0003739 - 12 . 2012 . 404 . 0000",
"Mandado de Segurança n 0003739 - 12 . 2012 . 404 . 0000",
"AC 3607 AGR / RS",
"AC",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 607",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 607",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 607",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 607",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 607",
"Súmula 634 / Supremo Tribunal Federal",
"MS 0003739 - 12 . 2012 . 404 . 0000",
"Súmula 634 / Supremo Tribunal Federal",
"MS 0003739 - 12 . 2012 . 404 . 0000",
"AÇÃO CAUTELAR 3 . 607"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 21 , § 1 . . . , do RISTF .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"RS",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal",
"Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"Vice",
"-",
"Presidência do",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
".",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Fundação Konrad Adenauer",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Fundação Konrad Adenauer",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"FERNANDA BOHN",
"RAFAELA CRISTINA OLIARI",
"ANDERSON BARG",
"CARLOS FELIPE KOMOROWSKI",
"DANIEL LUERSEN",
"DANIEL RAUPP",
"GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ",
"GUSTAVO SCHNEIDER ALVES",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"JOSÉ RICARDO PEREIRA",
"LEONARDO MÜLLER TRAININI",
"MARCELO ADRIANO MICHELOTI",
"MARIANA RIBEIRO DE CASTRO",
"MARTA RIBEIRO PACHECO",
"NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES",
"RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER",
"SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"FERNANDA BOHN",
"RAFAELA CRISTINA OLIARI",
"ANDERSON BARG",
"CARLOS FELIPE KOMOROWSKI",
"DANIEL LUERSEN",
"DANIEL RAUPP",
"GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ",
"GUSTAVO SCHNEIDER ALVES",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"JOSÉ RICARDO PEREIRA",
"LEONARDO MÜLLER TRAININI",
"MARCELO ADRIANO MICHELOTI",
"MARIANA RIBEIRO DE CASTRO",
"MARTA RIBEIRO PACHECO",
"NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES",
"RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER",
"SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS",
"GILMAR MENDES",
"FERNANDA BOHN",
"RAFAELA CRISTINA OLIARI",
"ANDERSON BARG",
"CARLOS FELIPE KOMOROWSKI",
"DANIEL LUERSEN",
"DANIEL RAUPP",
"GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ",
"GUSTAVO SCHNEIDER ALVES",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"JOSÉ RICARDO PEREIRA",
"LEONARDO MÜLLER TRAININI",
"MARCELO ADRIANO MICHELOTI",
"MARIANA RIBEIRO DE CASTRO",
"MARTA RIBEIRO PACHECO",
"NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES",
"RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER",
"SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"FERNANDA BOHN",
"RAFAELA CRISTINA OLIARI",
"ANDERSON BARG",
"CARLOS FELIPE KOMOROWSKI",
"DANIEL LUERSEN",
"DANIEL RAUPP",
"GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ",
"GUSTAVO SCHNEIDER ALVES",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"JOSÉ RICARDO PEREIRA",
"LEONARDO MÜLLER TRAININI",
"MARCELO ADRIANO MICHELOTI",
"MARIANA RIBEIRO DE CASTRO",
"MARTA RIBEIRO PACHECO",
"NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES",
"RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER",
"SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"GILMAR MENDES",
"FERNANDA BOHN",
"RAFAELA CRISTINA OLIARI",
"ANDERSON BARG",
"CARLOS FELIPE KOMOROWSKI",
"DANIEL LUERSEN",
"DANIEL RAUPP",
"GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ",
"GUSTAVO SCHNEIDER ALVES",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"JOSÉ RICARDO PEREIRA",
"LEONARDO MÜLLER TRAININI",
"MARCELO ADRIANO MICHELOTI",
"MARIANA RIBEIRO DE CASTRO",
"MARTA RIBEIRO PACHECO",
"NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES",
"RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER",
"SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Ravena Siqueira",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Ravena Siqueira",
"TEORI ZAVASCKI",
"Gilmar Mendes",
"TEORI ZAVASCKI",
"Gilmar Mendes",
"GILMAR MENDES",
"FERNANDA BOHN",
"RAFAELA CRISTINA OLIARI",
"ANDERSON BARG",
"CARLOS FELIPE KOMOROWSKI",
"DANIEL LUERSEN",
"DANIEL RAUPP",
"GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ",
"GUSTAVO SCHNEIDER ALVES",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"JOSÉ RICARDO PEREIRA",
"LEONARDO MÜLLER TRAININI",
"MARCELO ADRIANO MICHELOTI",
"MARIANA RIBEIRO DE CASTRO",
"MARTA RIBEIRO PACHECO",
"NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES",
"RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER",
"SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"GILMAR MENDES",
"FERNANDA BOHN",
"RAFAELA CRISTINA OLIARI",
"ANDERSON BARG",
"CARLOS FELIPE KOMOROWSKI",
"DANIEL LUERSEN",
"DANIEL RAUPP",
"GIOVANA GUIMARÃES CORTEZ",
"GUSTAVO SCHNEIDER ALVES",
"HELDER TEIXEIRA DE OLIVEIRA",
"JOSÉ RICARDO PEREIRA",
"LEONARDO MÜLLER TRAININI",
"MARCELO ADRIANO MICHELOTI",
"MARIANA RIBEIRO DE CASTRO",
"MARTA RIBEIRO PACHECO",
"NELSON GUSTAVO MESQUITA RIBEIRO ALVES",
"RICARDO CIMONETTI DE LORENZI CANCELIER",
"SAYONARA GONÇALVES DA SILVA MATTOS",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
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"Cármen Lúcia",
"Edson Oliveira de Almeida",
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"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
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"Edson Oliveira de Almeida",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"07",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
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"7 de outubro de 2014",
"24",
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"08",
"/",
"2001",
"7 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"05",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"05",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
"/",
"05",
"/",
"2014",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"05",
"/",
"2014",
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"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"05",
"/",
"2014",
"20",
".",
"05",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"20",
".",
"05",
".",
"2014",
"24",
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"05",
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"/",
"08",
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"/",
"2014",
"22",
"/",
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"/",
"2014",
"15",
"/",
"9",
"/",
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"07",
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"10",
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"2014",
"22",
"/",
"8",
"/",
"2014",
"15",
"/",
"9",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
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"/",
"2014",
"20",
".",
"05",
".",
"2014",
"07",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
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".",
"05",
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"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO
CENTRO
DE
ATENDIMENTO
SOCIOEDUCATIVO
AO
ADOLESCENTE
-
FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S)
:OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
HABILITAÇÃO SUPERIOR A EXIGIDA PELO EDITAL. INEXISTÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR
LITIGÂNCIA
DE
MÁ-FÉ.
AUSÊNCIA
DE
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 690.113-RG, Rel.
Min. Cezar Peluso, assentou a inexistência de repercussão geral da
questão relativa ao preenchimento de requisitos exigidos em edital de
concurso para provimento de cargo público, tendo em vista a ausência de
questão constitucional.
A discussão acerca da aplicação de multa por litigância de má-fé está
restrita ao âmbito infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento
do recurso extraordinário. Precedentes.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149745.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 833134 AGR / SP
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149745.
Supremo Tribunal Federal
ARE 833134 AGR / SP
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149745.
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Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO
CENTRO
DE
ATENDIMENTO
SOCIOEDUCATIVO
AO
ADOLESCENTE
-
FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S)
:OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário
pelos seguintes fundamentos: (i) ausência de repercussão geral da
controvérsia relativa ao preenchimento de requisitos exigidos em edital
de concurso para provimento de cargo público; e (ii) “Quanto à aplicação
de multa por oposição de embargos protelatórios, a jurisprudência desta Corte já
assentou o entendimento de que esta questão se restringe ao âmbito
infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário”.
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição.
Sustenta a existência de repercussão geral da matéria em debate e
reafirma a violação aos arts. 2º; 37, II, § 2º; e 60, § 4º, da Constituição
Federal.
3.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149746.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO
CENTRO
DE
ATENDIMENTO
SOCIOEDUCATIVO
AO
ADOLESCENTE
-
FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S)
:OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário
pelos seguintes fundamentos: (i) ausência de repercussão geral da
controvérsia relativa ao preenchimento de requisitos exigidos em edital
de concurso para provimento de cargo público; e (ii) “Quanto à aplicação
de multa por oposição de embargos protelatórios, a jurisprudência desta Corte já
assentou o entendimento de que esta questão se restringe ao âmbito
infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário”.
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição.
Sustenta a existência de repercussão geral da matéria em debate e
reafirma a violação aos arts. 2º; 37, II, § 2º; e 60, § 4º, da Constituição
Federal.
3.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios
fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 123-125):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Colégio Recursal do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, assim ementado (fls. 112):
‘CONCURSO PÚBLICO – FORMAÇÃO EM
NÍVEL SUPERIOR AO EXIGIDO PELO EDITAL –
MAIOR ABRANGÊNCIA – FINALIDADE ATENDIDA
– SENTENÇA MANTIDA.’
Opostos embargos declaratórios, foram eles rejeitados com
aplicação de multa por litigância de má-fé.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
2º; 37, II, § 2º; e 60, § 4º, da Constituição. Sustenta que: (i) o
‘Edital em questão é claro ao estabelecer os requisitos para o cargo de
Técnico em Desenvolvimento Organizacional (Documentação), não
podendo a recorrida, sob pena de violação à lei e aos princípios do
direito administrativo, dentre eles, o da vinculação ao instrumento
convocatório, postular sua posse em desrespeito ao disposto no referido
instrumento’ (fls. 149); e (ii) ‘não há razão para a aplicação de multa
visto que a intenção da recorrente foi apenas cumprir um dos
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios
fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 123-125):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Colégio Recursal do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, assim ementado (fls. 112):
‘CONCURSO PÚBLICO – FORMAÇÃO EM
NÍVEL SUPERIOR AO EXIGIDO PELO EDITAL –
MAIOR ABRANGÊNCIA – FINALIDADE ATENDIDA
– SENTENÇA MANTIDA.’
Opostos embargos declaratórios, foram eles rejeitados com
aplicação de multa por litigância de má-fé.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
2º; 37, II, § 2º; e 60, § 4º, da Constituição. Sustenta que: (i) o
‘Edital em questão é claro ao estabelecer os requisitos para o cargo de
Técnico em Desenvolvimento Organizacional (Documentação), não
podendo a recorrida, sob pena de violação à lei e aos princípios do
direito administrativo, dentre eles, o da vinculação ao instrumento
convocatório, postular sua posse em desrespeito ao disposto no referido
instrumento’ (fls. 149); e (ii) ‘não há razão para a aplicação de multa
visto que a intenção da recorrente foi apenas cumprir um dos
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 833134 AGR / SP
requisitos para interposição do presente recurso’ (fls. 164).
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os
seguintes fundamentos: (i) incidência da Súmula 283/STF; (ii)
existência de ofensa reflexa ou indireta à Carta; (iii) ausência de
prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por
violados; e (iv) ‘deixou a parte recorrente de dar cumprimento ao
último requisito de admissibilidade para o recurso extraordinário,
consistente em demonstrar de forma clara e insofismável a existência
de REPERCUSSÃO GERAL […] a justificar o conhecimento do
presente recurso pelo Excelso Pretório’..
O recurso extraordinário não pode ser conhecido, tendo
em vista que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a
ausência de repercussão geral da controvérsia relativa ao
preenchimento de requisitos exigidos em edital de concurso
para provimento de cargo público. Veja-se, a propósito, a
ementa do ARE 690.113-RG, julgado sob a relatoria do Ministro
Cezar Peluso:
‘CONCURSO PÚBLICO. Cargo de professor.
Habilitação específica para o cargo. Não atendimento.
Qualificação superior à exigida por Edital. Questão
infraconstitucional. Ausência de repercussão geral.
Recurso extraordinário recusado. Não apresenta
repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por
objeto a análise de habilitação superior à prevista por
Edital, mas inespecífica em relação ao exigido neste, versa
sobre matéria infraconstitucional.’
Quanto à aplicação de multa por oposição de embargos
protelatórios, a jurisprudência desta Corte já assentou o
entendimento de que esta questão se restringe ao âmbito
infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se a ementa do AI
614.139-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Sepúlveda
Pertence:
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833134 AGR / SP
requisitos para interposição do presente recurso’ (fls. 164).
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os
seguintes fundamentos: (i) incidência da Súmula 283/STF; (ii)
existência de ofensa reflexa ou indireta à Carta; (iii) ausência de
prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por
violados; e (iv) ‘deixou a parte recorrente de dar cumprimento ao
último requisito de admissibilidade para o recurso extraordinário,
consistente em demonstrar de forma clara e insofismável a existência
de REPERCUSSÃO GERAL […] a justificar o conhecimento do
presente recurso pelo Excelso Pretório’..
O recurso extraordinário não pode ser conhecido, tendo
em vista que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a
ausência de repercussão geral da controvérsia relativa ao
preenchimento de requisitos exigidos em edital de concurso
para provimento de cargo público. Veja-se, a propósito, a
ementa do ARE 690.113-RG, julgado sob a relatoria do Ministro
Cezar Peluso:
‘CONCURSO PÚBLICO. Cargo de professor.
Habilitação específica para o cargo. Não atendimento.
Qualificação superior à exigida por Edital. Questão
infraconstitucional. Ausência de repercussão geral.
Recurso extraordinário recusado. Não apresenta
repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por
objeto a análise de habilitação superior à prevista por
Edital, mas inespecífica em relação ao exigido neste, versa
sobre matéria infraconstitucional.’
Quanto à aplicação de multa por oposição de embargos
protelatórios, a jurisprudência desta Corte já assentou o
entendimento de que esta questão se restringe ao âmbito
infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se a ementa do AI
614.139-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Sepúlveda
Pertence:
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 833134 AGR / SP
‘1. Decisão judicial: motivação: exigência
constitucional satisfeita - CF, art. 93, IX (RE 140.370,
Pertence , RTJ 150/269): improcedência da alegação de
negativa de prestação jurisdicional.
2. Ampla defesa: não viola o artigo 5º, LV, da
Constituição da República, a manutenção de
indeferimento de diligência probatória tida por
desnecessária (AI 144.548-AgR, 06.09.1994, 1ª T., Pertence ;
AI 382.214-AgR, 29.10.2002, 2ª T., Celso ).
3.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia relativa à imposição de multa por litigância
de má-fé e por oposição de embargos de declaração
protelatórios restrita ao âmbito infraconstitucional:
alegada violação aos dispositivos constitucionais
invocados que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta:
incidência, mutatis mutandis , da Súmula 636.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833134 AGR / SP
‘1. Decisão judicial: motivação: exigência
constitucional satisfeita - CF, art. 93, IX (RE 140.370,
Pertence , RTJ 150/269): improcedência da alegação de
negativa de prestação jurisdicional.
2. Ampla defesa: não viola o artigo 5º, LV, da
Constituição da República, a manutenção de
indeferimento de diligência probatória tida por
desnecessária (AI 144.548-AgR, 06.09.1994, 1ª T., Pertence ;
AI 382.214-AgR, 29.10.2002, 2ª T., Celso ).
3.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia relativa à imposição de multa por litigância
de má-fé e por oposição de embargos de declaração
protelatórios restrita ao âmbito infraconstitucional:
alegada violação aos dispositivos constitucionais
invocados que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta:
incidência, mutatis mutandis , da Súmula 636.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, b, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO
ADOLESCENTE - FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S) : OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112099
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO
ADOLESCENTE - FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S) : OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7182432
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO SUPERIOR A EXIGIDA PELO EDITAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL.
O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 690.113-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, assentou a inexistência de repercussão geral da questão relativa ao preenchimento de requisitos exigidos em edital de concurso para provimento de cargo público, tendo em vista a ausência de questão constitucional.
A discussão acerca da aplicação de multa por litigância de má-fé está restrita ao âmbito infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Precedentes.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur283921
|
- Acórdão(s) citado(s):
(CONCURSO PÚBLICO, REQUISITOS DO EDITAL)
ARE 690113 RG.
Número de páginas: 7.
Análise: 27/11/2014, MAR.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
833134
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 833134 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S) : OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO
CENTRO
DE
ATENDIMENTO
SOCIOEDUCATIVO
AO
ADOLESCENTE
-
FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S)
:OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO.
HABILITAÇÃO SUPERIOR A EXIGIDA PELO EDITAL. INEXISTÊNCIA
DE REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR
LITIGÂNCIA
DE
MÁ-FÉ.
AUSÊNCIA
DE
QUESTÃO
CONSTITUCIONAL.
O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o ARE 690.113-RG, Rel.
Min. Cezar Peluso, assentou a inexistência de repercussão geral da
questão relativa ao preenchimento de requisitos exigidos em edital de
concurso para provimento de cargo público, tendo em vista a ausência de
questão constitucional.
A discussão acerca da aplicação de multa por litigância de má-fé está
restrita ao âmbito infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento
do recurso extraordinário. Precedentes.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7
Ementa e Acórdão
ARE 833134 AGR / SP
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 833134 AGR / SP
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
2
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Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO
CENTRO
DE
ATENDIMENTO
SOCIOEDUCATIVO
AO
ADOLESCENTE
-
FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S)
:OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário
pelos seguintes fundamentos: (i) ausência de repercussão geral da
controvérsia relativa ao preenchimento de requisitos exigidos em edital
de concurso para provimento de cargo público; e (ii) “Quanto à aplicação
de multa por oposição de embargos protelatórios, a jurisprudência desta Corte já
assentou o entendimento de que esta questão se restringe ao âmbito
infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário”.
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição.
Sustenta a existência de repercussão geral da matéria em debate e
reafirma a violação aos arts. 2...; 37, II, § 2...; e 60, § 4..., da Constituição
Federal.
3.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134 SÃO
PAULO
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:FUNDAÇÃO
CENTRO
DE
ATENDIMENTO
SOCIOEDUCATIVO
AO
ADOLESCENTE
-
FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S)
:OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S)
:SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário
pelos seguintes fundamentos: (i) ausência de repercussão geral da
controvérsia relativa ao preenchimento de requisitos exigidos em edital
de concurso para provimento de cargo público; e (ii) “Quanto à aplicação
de multa por oposição de embargos protelatórios, a jurisprudência desta Corte já
assentou o entendimento de que esta questão se restringe ao âmbito
infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário”.
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição.
Sustenta a existência de repercussão geral da matéria em debate e
reafirma a violação aos arts. 2...; 37, II, § 2...; e 60, § 4..., da Constituição
Federal.
3.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios
fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 123-125):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Colégio Recursal do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, assim ementado (fls. 112):
‘CONCURSO PÚBLICO – FORMAÇÃO EM
NÍVEL SUPERIOR AO EXIGIDO PELO EDITAL –
MAIOR ABRANGÊNCIA – FINALIDADE ATENDIDA
– SENTENÇA MANTIDA.’
Opostos embargos declaratórios, foram eles rejeitados com
aplicação de multa por litigância de má-fé.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
2...; 37, II, § 2...; e 60, § 4..., da Constituição. Sustenta que: (i) o
‘Edital em questão é claro ao estabelecer os requisitos para o cargo de
Técnico em Desenvolvimento Organizacional (Documentação), não
podendo a recorrida, sob pena de violação à lei e aos princípios do
direito administrativo, dentre eles, o da vinculação ao instrumento
convocatório, postular sua posse em desrespeito ao disposto no referido
instrumento’ (fls. 149); e (ii) ‘não há razão para a aplicação de multa
visto que a intenção da recorrente foi apenas cumprir um dos
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134 SÃO
PAULO
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios
fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 123-125):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Colégio Recursal do Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo, assim ementado (fls. 112):
‘CONCURSO PÚBLICO – FORMAÇÃO EM
NÍVEL SUPERIOR AO EXIGIDO PELO EDITAL –
MAIOR ABRANGÊNCIA – FINALIDADE ATENDIDA
– SENTENÇA MANTIDA.’
Opostos embargos declaratórios, foram eles rejeitados com
aplicação de multa por litigância de má-fé.
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts.
2...; 37, II, § 2...; e 60, § 4..., da Constituição. Sustenta que: (i) o
‘Edital em questão é claro ao estabelecer os requisitos para o cargo de
Técnico em Desenvolvimento Organizacional (Documentação), não
podendo a recorrida, sob pena de violação à lei e aos princípios do
direito administrativo, dentre eles, o da vinculação ao instrumento
convocatório, postular sua posse em desrespeito ao disposto no referido
instrumento’ (fls. 149); e (ii) ‘não há razão para a aplicação de multa
visto que a intenção da recorrente foi apenas cumprir um dos
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 833134 AGR / SP
requisitos para interposição do presente recurso’ (fls. 164).
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os
seguintes fundamentos: (i) incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal; (ii)
existência de ofensa reflexa ou indireta à Carta; (iii) ausência de
prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por
violados; e (iv) ‘deixou a parte recorrente de dar cumprimento ao
último requisito de admissibilidade para o recurso extraordinário,
consistente em demonstrar de forma clara e insofismável a existência
de REPERCUSSÃO GERAL […] a justificar o conhecimento do
presente recurso pelo Excelso Pretório’..
O recurso extraordinário não pode ser conhecido, tendo
em vista que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a
ausência de repercussão geral da controvérsia relativa ao
preenchimento de requisitos exigidos em edital de concurso
para provimento de cargo público. Veja-se, a propósito, a
ementa do ARE 690.113-RG, julgado sob a relatoria do Ministro
Cezar Peluso:
‘CONCURSO PÚBLICO. Cargo de professor.
Habilitação específica para o cargo. Não atendimento.
Qualificação superior à exigida por Edital. Questão
infraconstitucional. Ausência de repercussão geral.
Recurso extraordinário recusado. Não apresenta
repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por
objeto a análise de habilitação superior à prevista por
Edital, mas inespecífica em relação ao exigido neste, versa
sobre matéria infraconstitucional.’
Quanto à aplicação de multa por oposição de embargos
protelatórios, a jurisprudência desta Corte já assentou o
entendimento de que esta questão se restringe ao âmbito
infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se a ementa do AI
614.139-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Sepúlveda
Pertence:
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149747.
Supremo Tribunal Federal
ARE 833134 AGR / SP
requisitos para interposição do presente recurso’ (fls. 164).
A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os
seguintes fundamentos: (i) incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal; (ii)
existência de ofensa reflexa ou indireta à Carta; (iii) ausência de
prequestionamento dos dispositivos constitucionais tidos por
violados; e (iv) ‘deixou a parte recorrente de dar cumprimento ao
último requisito de admissibilidade para o recurso extraordinário,
consistente em demonstrar de forma clara e insofismável a existência
de REPERCUSSÃO GERAL […] a justificar o conhecimento do
presente recurso pelo Excelso Pretório’..
O recurso extraordinário não pode ser conhecido, tendo
em vista que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a
ausência de repercussão geral da controvérsia relativa ao
preenchimento de requisitos exigidos em edital de concurso
para provimento de cargo público. Veja-se, a propósito, a
ementa do ARE 690.113-RG, julgado sob a relatoria do Ministro
Cezar Peluso:
‘CONCURSO PÚBLICO. Cargo de professor.
Habilitação específica para o cargo. Não atendimento.
Qualificação superior à exigida por Edital. Questão
infraconstitucional. Ausência de repercussão geral.
Recurso extraordinário recusado. Não apresenta
repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por
objeto a análise de habilitação superior à prevista por
Edital, mas inespecífica em relação ao exigido neste, versa
sobre matéria infraconstitucional.’
Quanto à aplicação de multa por oposição de embargos
protelatórios, a jurisprudência desta Corte já assentou o
entendimento de que esta questão se restringe ao âmbito
infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do
recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se a ementa do AI
614.139-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Sepúlveda
Pertence:
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149747.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 833134 AGR / SP
‘1. Decisão judicial: motivação: exigência
constitucional satisfeita - Constituição Federal de 1988, art. 93, IX (Recurso Extraordinário 140.370,
Pertence , RTJ 150/269): improcedência da alegação de
negativa de prestação jurisdicional.
2. Ampla defesa: não viola o artigo 5..., LV, da
Constituição da República, a manutenção de
indeferimento de diligência probatória tida por
desnecessária (AI 144.548-AgR, 06.09.1994, 1... T., Pertence ;
AI 382.214-AgR, 29.10.2002, 2... T., Celso ).
3.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia relativa à imposição de multa por litigância
de má-fé e por oposição de embargos de declaração
protelatórios restrita ao âmbito infraconstitucional:
alegada violação aos dispositivos constitucionais
invocados que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta:
incidência, mutatis mutandis , da Súmula 636.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149747.
Supremo Tribunal Federal
ARE 833134 AGR / SP
‘1. Decisão judicial: motivação: exigência
constitucional satisfeita - Constituição Federal de 1988, art. 93, IX (Recurso Extraordinário 140.370,
Pertence , RTJ 150/269): improcedência da alegação de
negativa de prestação jurisdicional.
2. Ampla defesa: não viola o artigo 5..., LV, da
Constituição da República, a manutenção de
indeferimento de diligência probatória tida por
desnecessária (AI 144.548-AgR, 06.09.1994, 1... T., Pertence ;
AI 382.214-AgR, 29.10.2002, 2... T., Celso ).
3.
Recurso
extraordinário:
descabimento:
controvérsia relativa à imposição de multa por litigância
de má-fé e por oposição de embargos de declaração
protelatórios restrita ao âmbito infraconstitucional:
alegada violação aos dispositivos constitucionais
invocados que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta:
incidência, mutatis mutandis , da Súmula 636.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, b, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo e nego
seguimento ao recurso extraordinário.”
2.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7
Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO
ADOLESCENTE - FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S) : OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112099
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 833.134
PROCED. : SÃO PAULO
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO
ADOLESCENTE - FUNDAÇÃO CASA/SP
ADV.(A/S) : OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MARTA BATISTA DA SILVA
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO",
"ARE 690 . 113 - RG",
"ARE 833134 AGR / SP",
"ARE 833134 AGR",
"ARE 833134 AGR / SP",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 690 . 113 - RG",
"AI 614 .",
"ARE 833134 AGR / SP",
"Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 690 . 113 - RG",
"AI 614 . 139 - AgR",
"ARE 833134 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"AI 144 . 548 - AgR ,",
"AI 382 . 214 - AgR",
"ARE 833134 AGR / SP",
"Recurso Extraordinário 140 . 370",
"AI 144 . 548 - AgR",
"AI 382 . 214 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"arts",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"arts .",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 2 . . . ; 37 , II , § 2 . . . ; e 60 , § 4 . . . , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"arts . 2 . . . ; 37 , II , § 2 . . . ; e 60 , § 4 . . . , da Constituição",
"Medida Provisória n",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 93 , IX",
"artigo 5 . . . , LV , da Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal de 1988 , art . 93 , IX",
"artigo 5 . . . , LV , da Constituição da República",
"art . 544 , § 4 . . . , II , b , do Código de Processo Civil",
"art",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"Brasília",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE",
"FUNDAÇÃO",
"CASA",
"/",
"SP",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO",
"CENTRO DE ATENDIMENTO",
"FUNDAÇÃO",
"CASA / SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE",
"FUNDAÇÃO",
"CASA",
"/",
"SP",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Colégio Recursal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Colégio Recursal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pertence",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE",
"FUNDAÇÃO",
"CASA",
"/",
"SP",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"FUNDAÇÃO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE",
"FUNDAÇÃO CASA / SP",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA",
"MARTA BATISTA DA SILVA",
"Cezar Peluso",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA",
"MARTA BATISTA DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA",
"MARTA BATISTA DA SILVA",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"Cezar Peluso",
"Sepúlveda Pertence",
"ROBERTO BARROSO",
"Celso",
"Celso",
"ROBERTO BARROSO",
"OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA",
"MARTA BATISTA DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"OSCAR DE OLIVEIRA BARBOSA",
"MARTA BATISTA DA SILVA",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"09",
".",
"1994",
"29",
".",
"10",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"06",
".",
"09",
".",
"1994",
"29",
".",
"10",
".",
"2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. 2. Tráfico
ilícito de entorpecentes (art. 33 da Lei 11.343/2006). Condenação. Apelo
ministerial provido para afastar a aplicação da minorante prevista no art.
33, § 4º, da Lei 11.343/2006. Ordem concedida de ofício pelo STJ para
determinar que o Tribunal de origem reavaliasse o regime inicial de
cumprimento de pena, considerado o afastamento da obrigatoriedade de
início do cumprimento em regime fechado aos condenados por crimes
hediondos ou a eles equiparados (HC 111.840/ES, Pleno, DJe 17.12.2013).
3. Ausência de constrangimento ilegal na decisão proferida pelo STJ, que
decidiu em consonância com a jurisprudência do STF o tema. 4. Agravo
regimental ao qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de setembro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto de decisão da minha lavra pela qual, em
28.8.2014, nos autos do RHC 123.755, porque harmônica a decisão
recorrida com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, neguei
provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
A defesa reitera o quanto alegado no recurso. Insiste em que o STJ
deveria, na própria decisão que concedeu a ordem, ter fixado o regime
semiaberto como inicial para cumprimento da pena. Diz, mais, que parte
dos precedentes citados não seriam aplicáveis à situação do recorrente,
haja vista a pena-base não ter sido fixada acima do mínimo legal.
Requer a reconsideração do quanto decidido ou a submissão do
agravo regimental ao Colegiado, bem como o provimento do recurso.
Eis o teor da decisão agravada (eDOC 2):
“Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com
pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública
do Estado do Rio de Janeiro, em favor de Gustavo da Silva
Barbosa, de acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça no HC 289.594/RJ.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 6885181.
Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto de decisão da minha lavra pela qual, em
28.8.2014, nos autos do RHC 123.755, porque harmônica a decisão
recorrida com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, neguei
provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
A defesa reitera o quanto alegado no recurso. Insiste em que o STJ
deveria, na própria decisão que concedeu a ordem, ter fixado o regime
semiaberto como inicial para cumprimento da pena. Diz, mais, que parte
dos precedentes citados não seriam aplicáveis à situação do recorrente,
haja vista a pena-base não ter sido fixada acima do mínimo legal.
Requer a reconsideração do quanto decidido ou a submissão do
agravo regimental ao Colegiado, bem como o provimento do recurso.
Eis o teor da decisão agravada (eDOC 2):
“Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com
pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública
do Estado do Rio de Janeiro, em favor de Gustavo da Silva
Barbosa, de acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça no HC 289.594/RJ.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
RHC 123755 AGR / RJ
Consta dos autos que o recorrente foi condenado pela
prática de tráfico de drogas, reconhecida a diminuição da pena
no patamar máximo (2/3), o que ensejou a fixação da pena
privativa de liberdade, em regime aberto, de 1 (um) ano e 8
(oito) meses de reclusão, mais multa de 166 (cento e sessenta e
seis) dias-multa, em seu patamar mínimo (eDOC 1, p. 16-23).
O provimento do recurso de apelação ministerial cassou a
aplicação da diminuição da pena do art. 33, § 4º, da Lei
11.343/06, por considerar a participação do paciente em facção
criminosa. A pena então aplicada totalizou 5 (cinco) anos e 10
(dez) meses de reclusão, mais 583 (quinhentos e oitenta e três)
dias-multa (eDOC 1, p. 49-60), no regime de cumprimento
inicial fechado, nos termos do artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90.
A defesa então manejou habeas corpus perante o Superior
Tribunal de Justiça, que, não obstante não conhecer da
impetração, concedeu ordem de habeas corpus de ofício ‘para que
o Tribunal de origem reavalie, à luz do novo entendimento, o regime
inicial de cumprimento da reprimenda a ser imposta ao paciente’.
Nesta Suprema Corte, a defesa alega que, muito embora o
STJ tenha concedido a ordem de ofício, permanece a situação de
flagrante ilegalidade, haja vista não ter sido concedido, de
pronto, o regime semiaberto como o inicial.
Alega a impossibilidade de alteração do quadro das
circunstâncias judiciais, razão pela qual haveria afronta aos
princípios da efetividade e da razoável duração do processo.
Postula o deferimento de medida liminar para a fixação do
regime semiaberto, bem como requer o provimento final do
recurso.
Em contrarrazões, o Ministério Público Federal afirma
incabível o recurso ordinário e, no mérito, pugna pelo seu
desprovimento.
É o relatório.
Decido.
Inicialmente, ressalto, a teor do que determina o art. 192,
caput, do RI/STF, na redação dada pela Emenda Regimental n.
30/2009, que, quando a matéria versada no habeas corpus for
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 123755 AGR / RJ
Consta dos autos que o recorrente foi condenado pela
prática de tráfico de drogas, reconhecida a diminuição da pena
no patamar máximo (2/3), o que ensejou a fixação da pena
privativa de liberdade, em regime aberto, de 1 (um) ano e 8
(oito) meses de reclusão, mais multa de 166 (cento e sessenta e
seis) dias-multa, em seu patamar mínimo (eDOC 1, p. 16-23).
O provimento do recurso de apelação ministerial cassou a
aplicação da diminuição da pena do art. 33, § 4º, da Lei
11.343/06, por considerar a participação do paciente em facção
criminosa. A pena então aplicada totalizou 5 (cinco) anos e 10
(dez) meses de reclusão, mais 583 (quinhentos e oitenta e três)
dias-multa (eDOC 1, p. 49-60), no regime de cumprimento
inicial fechado, nos termos do artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90.
A defesa então manejou habeas corpus perante o Superior
Tribunal de Justiça, que, não obstante não conhecer da
impetração, concedeu ordem de habeas corpus de ofício ‘para que
o Tribunal de origem reavalie, à luz do novo entendimento, o regime
inicial de cumprimento da reprimenda a ser imposta ao paciente’.
Nesta Suprema Corte, a defesa alega que, muito embora o
STJ tenha concedido a ordem de ofício, permanece a situação de
flagrante ilegalidade, haja vista não ter sido concedido, de
pronto, o regime semiaberto como o inicial.
Alega a impossibilidade de alteração do quadro das
circunstâncias judiciais, razão pela qual haveria afronta aos
princípios da efetividade e da razoável duração do processo.
Postula o deferimento de medida liminar para a fixação do
regime semiaberto, bem como requer o provimento final do
recurso.
Em contrarrazões, o Ministério Público Federal afirma
incabível o recurso ordinário e, no mérito, pugna pelo seu
desprovimento.
É o relatório.
Decido.
Inicialmente, ressalto, a teor do que determina o art. 192,
caput, do RI/STF, na redação dada pela Emenda Regimental n.
30/2009, que, quando a matéria versada no habeas corpus for
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
RHC 123755 AGR / RJ
objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal, o Relator
poderá denegar ou conceder a ordem, ainda que de ofício.
Com efeito, o acórdão proferido pelo STJ está em
consonância com o entendimento desta Corte Suprema aplicado
aos casos em que ausente a fundamentação para fixação de
regime mais gravoso ou nos casos em que o único fundamento
utilizado para se fixar o regime inicial fechado para
cumprimento da reprimenda é o previsto no § 1º, art. 2º, da Lei
n. 8.072/1990. Vejamos:
‘HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL FECHADO COM
BASE NA LEI 8.072/90. SÚMULA 691/STF.
ILEGALIDADE. SUPERAÇÃO. ORDEM CONCEDIDA,
DE OFÍCIO. TEMPO DE PRISÃO DO PACIENTE.
PEDIDO DE PROGRESSÃO PARA O REGIME ABERTO.
NÃO CONHECIMENTO.
I - Paciente - primário, de bons antecedentes, não
integrante de organização criminosa e que não se dedica a
atividades criminosas, que, condenado à pena inferior a
oito anos, pela prática de tráfico de drogas e porte ilegal
de arma de fogo de uso restrito - foi submetido a
cumprimento de pena no regime inicial fechado, tendo em
conta o disposto no § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90,
declarado inconstitucional pelo Pleno do Supremo
Tribunal Federal no julgamento do HC 111.840/ES.
II - Superação do óbice previsto na Súmula 691/STF,
em face da flagrante ilegalidade da fixação do regime
inicial fechado para o cumprimento da pena pelo paciente,
ter-se-ia como aplicável, em tese, o disposto no art. 33, §
2º, b, do Código Penal – regime semiaberto -, haja vista a
orientação firmada nesta Corte, segundo a qual ‘não há
nulidade na decisão que majora a pena-base e fixa o regime
inicial mais gravoso, considerando-se as circunstâncias judiciais
desfavoráveis’ (HC 93.818/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ
16/5/2008, e RHC 94.907/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ e
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 123755 AGR / RJ
objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal, o Relator
poderá denegar ou conceder a ordem, ainda que de ofício.
Com efeito, o acórdão proferido pelo STJ está em
consonância com o entendimento desta Corte Suprema aplicado
aos casos em que ausente a fundamentação para fixação de
regime mais gravoso ou nos casos em que o único fundamento
utilizado para se fixar o regime inicial fechado para
cumprimento da reprimenda é o previsto no § 1º, art. 2º, da Lei
n. 8.072/1990. Vejamos:
‘HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL FECHADO COM
BASE NA LEI 8.072/90. SÚMULA 691/STF.
ILEGALIDADE. SUPERAÇÃO. ORDEM CONCEDIDA,
DE OFÍCIO. TEMPO DE PRISÃO DO PACIENTE.
PEDIDO DE PROGRESSÃO PARA O REGIME ABERTO.
NÃO CONHECIMENTO.
I - Paciente - primário, de bons antecedentes, não
integrante de organização criminosa e que não se dedica a
atividades criminosas, que, condenado à pena inferior a
oito anos, pela prática de tráfico de drogas e porte ilegal
de arma de fogo de uso restrito - foi submetido a
cumprimento de pena no regime inicial fechado, tendo em
conta o disposto no § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90,
declarado inconstitucional pelo Pleno do Supremo
Tribunal Federal no julgamento do HC 111.840/ES.
II - Superação do óbice previsto na Súmula 691/STF,
em face da flagrante ilegalidade da fixação do regime
inicial fechado para o cumprimento da pena pelo paciente,
ter-se-ia como aplicável, em tese, o disposto no art. 33, §
2º, b, do Código Penal – regime semiaberto -, haja vista a
orientação firmada nesta Corte, segundo a qual ‘não há
nulidade na decisão que majora a pena-base e fixa o regime
inicial mais gravoso, considerando-se as circunstâncias judiciais
desfavoráveis’ (HC 93.818/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ
16/5/2008, e RHC 94.907/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ e
3
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Relatório
RHC 123755 AGR / RJ
23/10/2008, entre outros).
III - Pleito relacionado com a progressão, desde logo,
para o regime aberto, considerando-se o tempo de prisão
cumprido pelo sentenciado. Não conhecimento. A
controvérsia está afeta à competência do Juízo da
Execução Criminal, a quem compete verificar a presença
dos requisitos objetivos e subjetivos indispensáveis ao
deferimento da pretensão.
IV - Habeas corpus não conhecido, mas concedida a
ordem, de ofício, para afastar o regime prisional fechado,
que foi estabelecido com base na literalidade do § 1º do
art. 2º da Lei 8.072/90, e determinar ao juízo da execução
penal que, à vista disposto no art. 33, § 2º, do Código
Penal, estabeleça, fundamentadamente, o regime
prisional adequado ao cumprimento da pena imposta ao
paciente, à qual se refere a Apelação Criminal 835.689-
6/01/PR’. (HC 116.665/PR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 17.9.2013) (grifos
nossos)
‘Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (art.
33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação. Regime inicial
fechado. 3. Pedidos de aplicação da causa especial de
diminuição de pena (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006), de
substituição da pena e de fixação do regime inicial aberto.
4. Minorante da Lei de Drogas. Requisitos não
preenchidos. Paciente que se dedica à atividade criminosa.
5. Impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritivas de direitos. Pena superior a 4
anos (art. 44, I, do CP). 6. Ordem denegada. 7. Superada a
obrigatoriedade de início do cumprimento de pena no
regime fechado aos condenados por crimes hediondos
ou a eles equiparados (HC 111.840/ES, rel. Min. Dias
Toffoli). Concessão de habeas corpus, de ofício, a fim de
que o Juízo de origem reaprecie o regime inicial de
cumprimento de pena segundo o disposto no art. 33 e §§
4
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Supremo Tribunal Federal
RHC 123755 AGR / RJ
23/10/2008, entre outros).
III - Pleito relacionado com a progressão, desde logo,
para o regime aberto, considerando-se o tempo de prisão
cumprido pelo sentenciado. Não conhecimento. A
controvérsia está afeta à competência do Juízo da
Execução Criminal, a quem compete verificar a presença
dos requisitos objetivos e subjetivos indispensáveis ao
deferimento da pretensão.
IV - Habeas corpus não conhecido, mas concedida a
ordem, de ofício, para afastar o regime prisional fechado,
que foi estabelecido com base na literalidade do § 1º do
art. 2º da Lei 8.072/90, e determinar ao juízo da execução
penal que, à vista disposto no art. 33, § 2º, do Código
Penal, estabeleça, fundamentadamente, o regime
prisional adequado ao cumprimento da pena imposta ao
paciente, à qual se refere a Apelação Criminal 835.689-
6/01/PR’. (HC 116.665/PR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 17.9.2013) (grifos
nossos)
‘Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (art.
33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação. Regime inicial
fechado. 3. Pedidos de aplicação da causa especial de
diminuição de pena (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006), de
substituição da pena e de fixação do regime inicial aberto.
4. Minorante da Lei de Drogas. Requisitos não
preenchidos. Paciente que se dedica à atividade criminosa.
5. Impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritivas de direitos. Pena superior a 4
anos (art. 44, I, do CP). 6. Ordem denegada. 7. Superada a
obrigatoriedade de início do cumprimento de pena no
regime fechado aos condenados por crimes hediondos
ou a eles equiparados (HC 111.840/ES, rel. Min. Dias
Toffoli). Concessão de habeas corpus, de ofício, a fim de
que o Juízo de origem reaprecie o regime inicial de
cumprimento de pena segundo o disposto no art. 33 e §§
4
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Relatório
RHC 123755 AGR / RJ
2º e 3º, do CP.’ (HC 115.155/MG, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 23.9.2013;grifos nossos).
Ainda, no mesmo sentido, cito o RHC 116.926/SP, rel. min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 4.9.2013, e o HC 114.472/ES, rel.
min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 5.6.2013.
Logo, não há se falar em constrangimento ilegal na
decisão que determina ao Tribunal de origem o dever de
motivar o regime adequado para início de cumprimento da
reprimenda imposta ao réu.
Ante o exposto, nego provimento ao presente recurso
ordinário em habeas corpus, com fundamento no art. 192, caput,
do RI/STF”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
RHC 123755 AGR / RJ
2º e 3º, do CP.’ (HC 115.155/MG, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 23.9.2013;grifos nossos).
Ainda, no mesmo sentido, cito o RHC 116.926/SP, rel. min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 4.9.2013, e o HC 114.472/ES, rel.
min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 5.6.2013.
Logo, não há se falar em constrangimento ilegal na
decisão que determina ao Tribunal de origem o dever de
motivar o regime adequado para início de cumprimento da
reprimenda imposta ao réu.
Ante o exposto, nego provimento ao presente recurso
ordinário em habeas corpus, com fundamento no art. 192, caput,
do RI/STF”.
É o relatório.
5
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, neguei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus porque
harmônica a decisão recorrida com a jurisprudência assentada do
Supremo Tribunal Federal.
A defesa sustenta que a fixação do quadro das circunstâncias
judiciais impõe ao Superior Tribunal de Justiça o pronunciamento quanto
ao regime de cumprimento da pena.
Não assiste razão à agravante.
O acórdão recorrido consignou (eDOC 1, p. 85):
“Na espécie o regime mais rigoroso foi fixado com base
apenas na vedação imposta na Lei n. 8.072/1990. Assim, à luz do
novo entendimento sobre a matéria, o pleito de modificação do
regime inicial de cumprimento da pena deve ser revisto,
estando configurado, neste ponto, o constrangimento ilegal.
Ante o exposto, não conheço do presente habeas corpus.
Contudo, concedo a ordem, de ofício, para determinar que
o Tribunal de origem reavalie, à luz do novo entendimento, o
regime inicial de cumprimento da reprimenda a ser imposta ao
paciente.”
O constrangimento ilegal foi reconhecido, razão pela qual
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, neguei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus porque
harmônica a decisão recorrida com a jurisprudência assentada do
Supremo Tribunal Federal.
A defesa sustenta que a fixação do quadro das circunstâncias
judiciais impõe ao Superior Tribunal de Justiça o pronunciamento quanto
ao regime de cumprimento da pena.
Não assiste razão à agravante.
O acórdão recorrido consignou (eDOC 1, p. 85):
“Na espécie o regime mais rigoroso foi fixado com base
apenas na vedação imposta na Lei n. 8.072/1990. Assim, à luz do
novo entendimento sobre a matéria, o pleito de modificação do
regime inicial de cumprimento da pena deve ser revisto,
estando configurado, neste ponto, o constrangimento ilegal.
Ante o exposto, não conheço do presente habeas corpus.
Contudo, concedo a ordem, de ofício, para determinar que
o Tribunal de origem reavalie, à luz do novo entendimento, o
regime inicial de cumprimento da reprimenda a ser imposta ao
paciente.”
O constrangimento ilegal foi reconhecido, razão pela qual
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 123755 AGR / RJ
determinou-se ao Tribunal de origem a reavaliação do regime imposto ao
recorrente.
A decisão encontra-se harmônica com a jurisprudência assentada
por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal, que determinam ao
Tribunal de origem o reexame, inclusive, a fixação do regime prisional
(v.g.: HC 122.113/MG, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
10.9.2014 e HC 107.107/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma,
DJe 11.9.2014).
Ante o exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao
agravo regimental.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 123755 AGR / RJ
determinou-se ao Tribunal de origem a reavaliação do regime imposto ao
recorrente.
A decisão encontra-se harmônica com a jurisprudência assentada
por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal, que determinam ao
Tribunal de origem o reexame, inclusive, a fixação do regime prisional
(v.g.: HC 122.113/MG, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
10.9.2014 e HC 107.107/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma,
DJe 11.9.2014).
Ante o exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao
agravo regimental.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 23/09/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=6931210
| 2014-09-23T00:00:00
| 2014-10-13T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 23.09.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
|
Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (art. 33 da Lei 11.343/2006). Condenação. Apelo ministerial provido para afastar a aplicação da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. Ordem concedida de ofício pelo STJ para determinar que o Tribunal de origem reavaliasse o regime inicial de cumprimento de pena, considerado o afastamento da obrigatoriedade de início do cumprimento em regime fechado aos condenados por crimes hediondos ou a eles equiparados (HC 111.840/ES, Pleno, DJe 17.12.2013). 3. Ausência de constrangimento ilegal na decisão proferida pelo STJ, que decidiu em consonância com a jurisprudência do STF o tema. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
|
sjur280291
|
- Acórdão(s) citado(s):
(REGIME DE CUMPRIMENTO DE PENA)
HC 107107 (1ªT), HC 111840 (TP), HC 122113 (2ªT).
Número de páginas: 9.
Análise: 30/10/2014, MAR.
|
GILMAR MENDES
|
Segunda Turma
|
123755
|
[
"LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS"
] |
RHC-AgR
|
acordaos
|
RHC 123755 AgR
|
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] |
AGTE.(S) : GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. 2. Tráfico
ilícito de entorpecentes (art. 33 da Lei 11.343/2006). Condenação. Apelo
ministerial provido para afastar a aplicação da minorante prevista no art.
33, § 4..., da Lei 11.343/2006. Ordem concedida de ofício pelo Superior Tribunal de Justiça para
determinar que o Tribunal de origem reavaliasse o regime inicial de
cumprimento de pena, considerado o afastamento da obrigatoriedade de
início do cumprimento em regime fechado aos condenados por crimes
hediondos ou a eles equiparados (HC 111.840/ES, Pleno, DJe 17.12.2013).
3. Ausência de constrangimento ilegal na decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, que
decidiu em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o tema. 4. Agravo
regimental ao qual se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do
ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Brasília, 23 de setembro de 2014.
Ministro GILMAR MENDES
Relator
Documento assinado digitalmente
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9
Relatório
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto de decisão da minha lavra pela qual, em
28.8.2014, nos autos do RHC 123.755, porque harmônica a decisão
recorrida com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, neguei
provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
A defesa reitera o quanto alegado no recurso. Insiste em que o Superior Tribunal de Justiça
deveria, na própria decisão que concedeu a ordem, ter fixado o regime
semiaberto como inicial para cumprimento da pena. Diz, mais, que parte
dos precedentes citados não seriam aplicáveis à situação do recorrente,
haja vista a pena-base não ter sido fixada acima do mínimo legal.
Requer a reconsideração do quanto decidido ou a submissão do
agravo regimental ao Colegiado, bem como o provimento do recurso.
Eis o teor da decisão agravada (eDOC 2):
“Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com
pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública
do Estado do Rio de Janeiro, em favor de Gustavo da Silva
Barbosa, de acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça no HC 289.594/RJ.
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755 RIO DE
JANEIRO
RELATOR
: MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S)
:GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES)
:DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO
AGDO.(A/S)
:MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de
agravo regimental interposto de decisão da minha lavra pela qual, em
28.8.2014, nos autos do RHC 123.755, porque harmônica a decisão
recorrida com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, neguei
provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
A defesa reitera o quanto alegado no recurso. Insiste em que o Superior Tribunal de Justiça
deveria, na própria decisão que concedeu a ordem, ter fixado o regime
semiaberto como inicial para cumprimento da pena. Diz, mais, que parte
dos precedentes citados não seriam aplicáveis à situação do recorrente,
haja vista a pena-base não ter sido fixada acima do mínimo legal.
Requer a reconsideração do quanto decidido ou a submissão do
agravo regimental ao Colegiado, bem como o provimento do recurso.
Eis o teor da decisão agravada (eDOC 2):
“Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, com
pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública
do Estado do Rio de Janeiro, em favor de Gustavo da Silva
Barbosa, de acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça no HC 289.594/RJ.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9
Relatório
RHC 123755 AGR / RJ
Consta dos autos que o recorrente foi condenado pela
prática de tráfico de drogas, reconhecida a diminuição da pena
no patamar máximo (2/3), o que ensejou a fixação da pena
privativa de liberdade, em regime aberto, de 1 (um) ano e 8
(oito) meses de reclusão, mais multa de 166 (cento e sessenta e
seis) dias-multa, em seu patamar mínimo (eDOC 1, p. 16-23).
O provimento do recurso de apelação ministerial cassou a
aplicação da diminuição da pena do art. 33, § 4..., da Lei
11.343/06, por considerar a participação do paciente em facção
criminosa. A pena então aplicada totalizou 5 (cinco) anos e 10
(dez) meses de reclusão, mais 583 (quinhentos e oitenta e três)
dias-multa (eDOC 1, p. 49-60), no regime de cumprimento
inicial fechado, nos termos do artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90.
A defesa então manejou habeas corpus perante o Superior
Tribunal de Justiça, que, não obstante não conhecer da
impetração, concedeu ordem de habeas corpus de ofício ‘para que
o Tribunal de origem reavalie, à luz do novo entendimento, o regime
inicial de cumprimento da reprimenda a ser imposta ao paciente’.
Nesta Suprema Corte, a defesa alega que, muito embora o
Superior Tribunal de Justiça tenha concedido a ordem de ofício, permanece a situação de
flagrante ilegalidade, haja vista não ter sido concedido, de
pronto, o regime semiaberto como o inicial.
Alega a impossibilidade de alteração do quadro das
circunstâncias judiciais, razão pela qual haveria afronta aos
princípios da efetividade e da razoável duração do processo.
Postula o deferimento de medida liminar para a fixação do
regime semiaberto, bem como requer o provimento final do
recurso.
Em contrarrazões, o Ministério Público Federal afirma
incabível o recurso ordinário e, no mérito, pugna pelo seu
desprovimento.
É o relatório.
Decido.
Inicialmente, ressalto, a teor do que determina o art. 192,
caput, do RI/Supremo Tribunal Federal, na redação dada pela Emenda Regimental n.
30/2009, que, quando a matéria versada no habeas corpus for
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 123755 AGR / RJ
Consta dos autos que o recorrente foi condenado pela
prática de tráfico de drogas, reconhecida a diminuição da pena
no patamar máximo (2/3), o que ensejou a fixação da pena
privativa de liberdade, em regime aberto, de 1 (um) ano e 8
(oito) meses de reclusão, mais multa de 166 (cento e sessenta e
seis) dias-multa, em seu patamar mínimo (eDOC 1, p. 16-23).
O provimento do recurso de apelação ministerial cassou a
aplicação da diminuição da pena do art. 33, § 4..., da Lei
11.343/06, por considerar a participação do paciente em facção
criminosa. A pena então aplicada totalizou 5 (cinco) anos e 10
(dez) meses de reclusão, mais 583 (quinhentos e oitenta e três)
dias-multa (eDOC 1, p. 49-60), no regime de cumprimento
inicial fechado, nos termos do artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90.
A defesa então manejou habeas corpus perante o Superior
Tribunal de Justiça, que, não obstante não conhecer da
impetração, concedeu ordem de habeas corpus de ofício ‘para que
o Tribunal de origem reavalie, à luz do novo entendimento, o regime
inicial de cumprimento da reprimenda a ser imposta ao paciente’.
Nesta Suprema Corte, a defesa alega que, muito embora o
Superior Tribunal de Justiça tenha concedido a ordem de ofício, permanece a situação de
flagrante ilegalidade, haja vista não ter sido concedido, de
pronto, o regime semiaberto como o inicial.
Alega a impossibilidade de alteração do quadro das
circunstâncias judiciais, razão pela qual haveria afronta aos
princípios da efetividade e da razoável duração do processo.
Postula o deferimento de medida liminar para a fixação do
regime semiaberto, bem como requer o provimento final do
recurso.
Em contrarrazões, o Ministério Público Federal afirma
incabível o recurso ordinário e, no mérito, pugna pelo seu
desprovimento.
É o relatório.
Decido.
Inicialmente, ressalto, a teor do que determina o art. 192,
caput, do RI/Supremo Tribunal Federal, na redação dada pela Emenda Regimental n.
30/2009, que, quando a matéria versada no habeas corpus for
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9
Relatório
RHC 123755 AGR / RJ
objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal, o Relator
poderá denegar ou conceder a ordem, ainda que de ofício.
Com efeito, o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça está em
consonância com o entendimento desta Corte Suprema aplicado
aos casos em que ausente a fundamentação para fixação de
regime mais gravoso ou nos casos em que o único fundamento
utilizado para se fixar o regime inicial fechado para
cumprimento da reprimenda é o previsto no § 1..., art. 2..., da Lei
n. 8.072/1990. Vejamos:
‘HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL FECHADO COM
BASE NA LEI 8.072/90. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal.
ILEGALIDADE. SUPERAÇÃO. ORDEM CONCEDIDA,
DE OFÍCIO. TEMPO DE PRISÃO DO PACIENTE.
PEDIDO DE PROGRESSÃO PARA O REGIME ABERTO.
NÃO CONHECIMENTO.
I - Paciente - primário, de bons antecedentes, não
integrante de organização criminosa e que não se dedica a
atividades criminosas, que, condenado à pena inferior a
oito anos, pela prática de tráfico de drogas e porte ilegal
de arma de fogo de uso restrito - foi submetido a
cumprimento de pena no regime inicial fechado, tendo em
conta o disposto no § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90,
declarado inconstitucional pelo Pleno do Supremo
Tribunal Federal no julgamento do HC 111.840/ES.
II - Superação do óbice previsto na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal,
em face da flagrante ilegalidade da fixação do regime
inicial fechado para o cumprimento da pena pelo paciente,
ter-se-ia como aplicável, em tese, o disposto no art. 33, §
2..., b, do Código Penal – regime semiaberto -, haja vista a
orientação firmada nesta Corte, segundo a qual ‘não há
nulidade na decisão que majora a pena-base e fixa o regime
inicial mais gravoso, considerando-se as circunstâncias judiciais
desfavoráveis’ (HC 93.818/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ
16/5/2008, e RHC 94.907/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ e
3
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Supremo Tribunal Federal
RHC 123755 AGR / RJ
objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal, o Relator
poderá denegar ou conceder a ordem, ainda que de ofício.
Com efeito, o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça está em
consonância com o entendimento desta Corte Suprema aplicado
aos casos em que ausente a fundamentação para fixação de
regime mais gravoso ou nos casos em que o único fundamento
utilizado para se fixar o regime inicial fechado para
cumprimento da reprimenda é o previsto no § 1..., art. 2..., da Lei
n. 8.072/1990. Vejamos:
‘HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL.
FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL FECHADO COM
BASE NA LEI 8.072/90. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal.
ILEGALIDADE. SUPERAÇÃO. ORDEM CONCEDIDA,
DE OFÍCIO. TEMPO DE PRISÃO DO PACIENTE.
PEDIDO DE PROGRESSÃO PARA O REGIME ABERTO.
NÃO CONHECIMENTO.
I - Paciente - primário, de bons antecedentes, não
integrante de organização criminosa e que não se dedica a
atividades criminosas, que, condenado à pena inferior a
oito anos, pela prática de tráfico de drogas e porte ilegal
de arma de fogo de uso restrito - foi submetido a
cumprimento de pena no regime inicial fechado, tendo em
conta o disposto no § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90,
declarado inconstitucional pelo Pleno do Supremo
Tribunal Federal no julgamento do HC 111.840/ES.
II - Superação do óbice previsto na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal,
em face da flagrante ilegalidade da fixação do regime
inicial fechado para o cumprimento da pena pelo paciente,
ter-se-ia como aplicável, em tese, o disposto no art. 33, §
2..., b, do Código Penal – regime semiaberto -, haja vista a
orientação firmada nesta Corte, segundo a qual ‘não há
nulidade na decisão que majora a pena-base e fixa o regime
inicial mais gravoso, considerando-se as circunstâncias judiciais
desfavoráveis’ (HC 93.818/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ
16/5/2008, e RHC 94.907/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ e
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9
Relatório
RHC 123755 AGR / RJ
23/10/2008, entre outros).
III - Pleito relacionado com a progressão, desde logo,
para o regime aberto, considerando-se o tempo de prisão
cumprido pelo sentenciado. Não conhecimento. A
controvérsia está afeta à competência do Juízo da
Execução Criminal, a quem compete verificar a presença
dos requisitos objetivos e subjetivos indispensáveis ao
deferimento da pretensão.
IV - Habeas corpus não conhecido, mas concedida a
ordem, de ofício, para afastar o regime prisional fechado,
que foi estabelecido com base na literalidade do § 1... do
art. 2... da Lei 8.072/90, e determinar ao juízo da execução
penal que, à vista disposto no art. 33, § 2..., do Código
Penal, estabeleça, fundamentadamente, o regime
prisional adequado ao cumprimento da pena imposta ao
paciente, à qual se refere a Apelação Criminal 835.689-
6/01/PR’. (HC 116.665/PR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 17.9.2013) (grifos
nossos)
‘Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (art.
33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação. Regime inicial
fechado. 3. Pedidos de aplicação da causa especial de
diminuição de pena (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006), de
substituição da pena e de fixação do regime inicial aberto.
4. Minorante da Lei de Drogas. Requisitos não
preenchidos. Paciente que se dedica à atividade criminosa.
5. Impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritivas de direitos. Pena superior a 4
anos (art. 44, I, do Código Penal Brasileiro). 6. Ordem denegada. 7. Superada a
obrigatoriedade de início do cumprimento de pena no
regime fechado aos condenados por crimes hediondos
ou a eles equiparados (HC 111.840/ES, rel. Min. Dias
Toffoli). Concessão de habeas corpus, de ofício, a fim de
que o Juízo de origem reaprecie o regime inicial de
cumprimento de pena segundo o disposto no art. 33 e §§
4
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Supremo Tribunal Federal
RHC 123755 AGR / RJ
23/10/2008, entre outros).
III - Pleito relacionado com a progressão, desde logo,
para o regime aberto, considerando-se o tempo de prisão
cumprido pelo sentenciado. Não conhecimento. A
controvérsia está afeta à competência do Juízo da
Execução Criminal, a quem compete verificar a presença
dos requisitos objetivos e subjetivos indispensáveis ao
deferimento da pretensão.
IV - Habeas corpus não conhecido, mas concedida a
ordem, de ofício, para afastar o regime prisional fechado,
que foi estabelecido com base na literalidade do § 1... do
art. 2... da Lei 8.072/90, e determinar ao juízo da execução
penal que, à vista disposto no art. 33, § 2..., do Código
Penal, estabeleça, fundamentadamente, o regime
prisional adequado ao cumprimento da pena imposta ao
paciente, à qual se refere a Apelação Criminal 835.689-
6/01/PR’. (HC 116.665/PR, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, Segunda Turma, DJe 17.9.2013) (grifos
nossos)
‘Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes (art.
33, caput, da Lei 11.343/2006). Condenação. Regime inicial
fechado. 3. Pedidos de aplicação da causa especial de
diminuição de pena (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006), de
substituição da pena e de fixação do regime inicial aberto.
4. Minorante da Lei de Drogas. Requisitos não
preenchidos. Paciente que se dedica à atividade criminosa.
5. Impossibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritivas de direitos. Pena superior a 4
anos (art. 44, I, do Código Penal Brasileiro). 6. Ordem denegada. 7. Superada a
obrigatoriedade de início do cumprimento de pena no
regime fechado aos condenados por crimes hediondos
ou a eles equiparados (HC 111.840/ES, rel. Min. Dias
Toffoli). Concessão de habeas corpus, de ofício, a fim de
que o Juízo de origem reaprecie o regime inicial de
cumprimento de pena segundo o disposto no art. 33 e §§
4
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9
Relatório
RHC 123755 AGR / RJ
2... e 3..., do Código Penal Brasileiro.’ (HC 115.155/MG, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 23.9.2013;grifos nossos).
Ainda, no mesmo sentido, cito o RHC 116.926/SP, rel. min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 4.9.2013, e o HC 114.472/ES, rel.
min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 5.6.2013.
Logo, não há se falar em constrangimento ilegal na
decisão que determina ao Tribunal de origem o dever de
motivar o regime adequado para início de cumprimento da
reprimenda imposta ao réu.
Ante o exposto, nego provimento ao presente recurso
ordinário em habeas corpus, com fundamento no art. 192, caput,
do RI/Supremo Tribunal Federal”.
É o relatório.
5
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Supremo Tribunal Federal
RHC 123755 AGR / RJ
2... e 3..., do Código Penal Brasileiro.’ (HC 115.155/MG, de minha relatoria,
Segunda Turma, DJe 23.9.2013;grifos nossos).
Ainda, no mesmo sentido, cito o RHC 116.926/SP, rel. min.
Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 4.9.2013, e o HC 114.472/ES, rel.
min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 5.6.2013.
Logo, não há se falar em constrangimento ilegal na
decisão que determina ao Tribunal de origem o dever de
motivar o regime adequado para início de cumprimento da
reprimenda imposta ao réu.
Ante o exposto, nego provimento ao presente recurso
ordinário em habeas corpus, com fundamento no art. 192, caput,
do RI/Supremo Tribunal Federal”.
É o relatório.
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9
Voto - MIN. GILMAR MENDES
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, neguei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus porque
harmônica a decisão recorrida com a jurisprudência assentada do
Supremo Tribunal Federal.
A defesa sustenta que a fixação do quadro das circunstâncias
judiciais impõe ao Superior Tribunal de Justiça o pronunciamento quanto
ao regime de cumprimento da pena.
Não assiste razão à agravante.
O acórdão recorrido consignou (eDOC 1, p. 85):
“Na espécie o regime mais rigoroso foi fixado com base
apenas na vedação imposta na Lei n. 8.072/1990. Assim, à luz do
novo entendimento sobre a matéria, o pleito de modificação do
regime inicial de cumprimento da pena deve ser revisto,
estando configurado, neste ponto, o constrangimento ilegal.
Ante o exposto, não conheço do presente habeas corpus.
Contudo, concedo a ordem, de ofício, para determinar que
o Tribunal de origem reavalie, à luz do novo entendimento, o
regime inicial de cumprimento da reprimenda a ser imposta ao
paciente.”
O constrangimento ilegal foi reconhecido, razão pela qual
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Supremo Tribunal Federal
23/09/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755 RIO DE
JANEIRO
V O T O
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme
relatado, neguei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus porque
harmônica a decisão recorrida com a jurisprudência assentada do
Supremo Tribunal Federal.
A defesa sustenta que a fixação do quadro das circunstâncias
judiciais impõe ao Superior Tribunal de Justiça o pronunciamento quanto
ao regime de cumprimento da pena.
Não assiste razão à agravante.
O acórdão recorrido consignou (eDOC 1, p. 85):
“Na espécie o regime mais rigoroso foi fixado com base
apenas na vedação imposta na Lei n. 8.072/1990. Assim, à luz do
novo entendimento sobre a matéria, o pleito de modificação do
regime inicial de cumprimento da pena deve ser revisto,
estando configurado, neste ponto, o constrangimento ilegal.
Ante o exposto, não conheço do presente habeas corpus.
Contudo, concedo a ordem, de ofício, para determinar que
o Tribunal de origem reavalie, à luz do novo entendimento, o
regime inicial de cumprimento da reprimenda a ser imposta ao
paciente.”
O constrangimento ilegal foi reconhecido, razão pela qual
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9
Voto - MIN. GILMAR MENDES
RHC 123755 AGR / RJ
determinou-se ao Tribunal de origem a reavaliação do regime imposto ao
recorrente.
A decisão encontra-se harmônica com a jurisprudência assentada
por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal, que determinam ao
Tribunal de origem o reexame, inclusive, a fixação do regime prisional
(v.g.: HC 122.113/MG, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
10.9.2014 e HC 107.107/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma,
DJe 11.9.2014).
Ante o exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao
agravo regimental.
É como voto.
2
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Supremo Tribunal Federal
RHC 123755 AGR / RJ
determinou-se ao Tribunal de origem a reavaliação do regime imposto ao
recorrente.
A decisão encontra-se harmônica com a jurisprudência assentada
por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal, que determinam ao
Tribunal de origem o reexame, inclusive, a fixação do regime prisional
(v.g.: HC 122.113/MG, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe
10.9.2014 e HC 107.107/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma,
DJe 11.9.2014).
Ante o exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao
agravo regimental.
É como voto.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9
Extrato de Ata - 23/09/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6873009
Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123.755
PROCED. : RIO DE JANEIRO
RELATOR : MIN. GILMAR MENDES
AGTE.(S) : GUSTAVO DA SILVA BARBOSA
PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma,
23.09.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e
Cármen Lúcia.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio
Marques.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"HC 111 . 840 / ES",
"RHC 123 . 755",
"HC 289 . 594 / RJ",
"RHC 123 . 755",
"HC 289 . 594 / RJ",
"RHC 123755",
"SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 111 . 840 / ES",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 93 . 818 / RJ",
"RHC 94 . 907 / DF",
"RHC 123755 AGR / RJ",
"SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 111 . 840 / ES",
"Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal",
"HC 93 . 818 / RJ",
"RHC 94 . 907 / DF",
"Apelação Criminal 835 . 689 - 6 / 01",
"HC 116 . 665 / PR",
"HC 111 . 840 / ES",
"RHC 123755",
"HC 116 . 665 / PR",
"HC 111 . 840 / ES",
"RHC 123755 AGR",
"HC 115 . 155 / MG",
"RHC 116 . 926 / SP",
"HC 114 . 472 / ES",
"HC 115 . 155 / MG",
"RHC 116 . 926 / SP",
"HC 114 . 472 / ES",
"RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 123 . 755",
"RHC 123755 AGR / RJ",
"HC 122 . 113 / MG",
"HC 107 . 107 / SP",
"RHC 123755 AGR / RJ",
"HC 122 . 113 / MG",
"HC 107 . 107 / SP",
"HABEAS CORPUS 123 . 755",
"HABEAS CORPUS 123 . 755"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"art . 192 , caput , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n . 30 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06",
"artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90",
"art . 192 , caput , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n . 30 / 2009",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . , art . 2 . . . , da Lei n . 8 . 072 / 1990",
"LEI 8 . 072 / 90",
"§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei 8 . 072 / 90",
"art . 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"2001",
"§ 1 . . . , art . 2 . . . , da Lei n . 8 . 072 / 1990",
"LEI 8 . 072 / 90",
"art . 33 , § 2 . . . , b , do Código Penal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei 8 . 072 / 90",
"art . 33 , § 2 . . . , do Código Penal",
"art . 33 , caput , da Lei 11 . 343",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Lei de",
"art . 44 , I , do Código Penal Brasileiro",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 33 , § 2 . . . , do Código Penal",
"art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 2006",
"art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006",
"Lei de Drogas",
"art . 44 , I , do Código Penal Brasileiro",
"art . 33",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 192 , caput , do RI / Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"RHC 123755 AGR / RJ 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal Brasileiro .",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 8 . 072 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 8 . 072 / 1990",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"Brasília",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO",
"RIO DE JANEIRO",
"ESTADO DO RIO DE JANEIRO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro",
"Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Suprema Corte",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Ministério Público Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Pleno do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
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"Superior Tribunal de Justiça",
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"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
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"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
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"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
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"-",
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"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
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"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"GILMAR MENDES",
"GUSTAVO DA SILVA BARBOSA",
"Teori Zavascki",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GUSTAVO DA SILVA BARBOSA",
"GILMAR MENDES",
"Gustavo da Silva Barbosa",
"GILMAR MENDES",
"GUSTAVO DA SILVA BARBOSA",
"GILMAR MENDES",
"Gustavo da Silva Barbosa",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"GILMAR MENDES",
"Teori Zavascki",
"Roberto Barroso",
"Teori Zavascki",
"Roberto Barroso",
"GILMAR MENDES",
"GUSTAVO DA SILVA BARBOSA",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Ravena Siqueira",
"GILMAR MENDES",
"GUSTAVO DA SILVA BARBOSA",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Gilmar Mendes",
"Cármen Lúcia",
"Cláudia Sampaio Marques",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"17",
".",
"12",
".",
"2013",
"23 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"28",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"28",
".",
"8",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"16",
"/",
"5",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"16",
"/",
"5",
"/",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"10",
"/",
"2008",
"/",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"10",
"/",
"2008",
"/",
"17",
".",
"9",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"9",
".",
"2013",
"4",
".",
"9",
".",
"2013",
"5",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"9",
".",
"2013",
"4",
".",
"9",
".",
"2013",
"5",
".",
"6",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"9",
".",
"2014",
"11",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"10",
".",
"9",
".",
"2014",
"11",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
"/",
"09",
"/",
"2014",
"23",
".",
"09",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"23",
".",
"09",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PARANÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LUIZ
FRANCISCO
BARCELLOS
BOND
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL.
INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL POR CARÊNCIA DA AÇÃO.
SÚMULA 279/STF.
Caso em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos
fatos e provas constantes dos autos, procedimento vedado em recurso
extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149733.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PARANÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LUIZ
FRANCISCO
BARCELLOS
BOND
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas lhe negou provimento, sob o fundamento de
que incide, no caso, a Súmula 279/STF.
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição.
Sustenta que a solução da controvérsia prescinde de análise de provas.
3.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149734.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PARANÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LUIZ
FRANCISCO
BARCELLOS
BOND
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas lhe negou provimento, sob o fundamento de
que incide, no caso, a Súmula 279/STF.
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição.
Sustenta que a solução da controvérsia prescinde de análise de provas.
3.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149734.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios
fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 491/492):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, assim ementado
(fls. 402):
‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE
REINTEGRAÇÃO EM CARGO PÚBLICO COM PEDIDO
DE INDENIZAÇÃO. SENTENÇA QUE INDEFERIU A
PETIÇÃO INICIAL POR CARÊNCIA DE AÇÃO. AUTOR
PROCESSADO NO ÂMBITO PENAL SENDO
CONDENADO À PENA DE RECLUSÃO E PERDA DO
CARGO PÚBLICO DE INVESTIGADOR DE POLÍCIA
CIVIL. PRETENSÃO DE REINTEGRAÇÃO SOB O
ARGUMENTO DE QUE NÃO HOUVE O TRÂNSITO EM
JULGADO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE – APRESENTAÇÃO DE RECURSO
INFUNDADO PERANTE O STF QUE SEQUER FOI
CONHECIDO. AUTOR QUE NÃO SE DESINCUMBIU
DO ÔNUS DA PROVA DE COMPROVAR O ALEGADO
TRÂNSITO EM JULGADO. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO
333, I DO CPC. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
CONFIGURAÇÃO, SENTENÇA MANTIDA. RECURSO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149735.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios
fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 491/492):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, assim ementado
(fls. 402):
‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE
REINTEGRAÇÃO EM CARGO PÚBLICO COM PEDIDO
DE INDENIZAÇÃO. SENTENÇA QUE INDEFERIU A
PETIÇÃO INICIAL POR CARÊNCIA DE AÇÃO. AUTOR
PROCESSADO NO ÂMBITO PENAL SENDO
CONDENADO À PENA DE RECLUSÃO E PERDA DO
CARGO PÚBLICO DE INVESTIGADOR DE POLÍCIA
CIVIL. PRETENSÃO DE REINTEGRAÇÃO SOB O
ARGUMENTO DE QUE NÃO HOUVE O TRÂNSITO EM
JULGADO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE – APRESENTAÇÃO DE RECURSO
INFUNDADO PERANTE O STF QUE SEQUER FOI
CONHECIDO. AUTOR QUE NÃO SE DESINCUMBIU
DO ÔNUS DA PROVA DE COMPROVAR O ALEGADO
TRÂNSITO EM JULGADO. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO
333, I DO CPC. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
CONFIGURAÇÃO, SENTENÇA MANTIDA. RECURSO
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149735.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 826644 AGR / PR
DESPROVIDO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5º, LVIII, da Constituição (princípio da presunção de não-
culpabilidade). Aduz que ‘somente após o trânsito em julgado da
sentença penal condenatória é possível a efetivação da perda do cargo
do servidor, cumprindo, pois, o efeito da decisão condenatória, o que
não ocorre no caso vertente’ (fls. 444).
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob o fundamento de que incide, no caso, a
Súmula 279/STF.
A decisão deve ser mantida. Nota-se que o Tribunal de
origem, ao confirmar a sentença por seus próprios
fundamentos, convalidou o entendimento de que o autor não se
desincumbiu de provar o fato constitutivo de seu direito, o que
resultou no indeferimento da petição inicial, nos termos do art.
333, I, do Código de Processo Civil. Desse modo, para divergir
desse entendimento, faz-se necessário reexaminar os fatos e
provas constantes dos autos, providência que não tem lugar
neste momento processual, nos termos da Súmula 279/STF:
‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, a, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo, mas lhe nego
provimento.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149735.
Supremo Tribunal Federal
ARE 826644 AGR / PR
DESPROVIDO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5º, LVIII, da Constituição (princípio da presunção de não-
culpabilidade). Aduz que ‘somente após o trânsito em julgado da
sentença penal condenatória é possível a efetivação da perda do cargo
do servidor, cumprindo, pois, o efeito da decisão condenatória, o que
não ocorre no caso vertente’ (fls. 444).
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob o fundamento de que incide, no caso, a
Súmula 279/STF.
A decisão deve ser mantida. Nota-se que o Tribunal de
origem, ao confirmar a sentença por seus próprios
fundamentos, convalidou o entendimento de que o autor não se
desincumbiu de provar o fato constitutivo de seu direito, o que
resultou no indeferimento da petição inicial, nos termos do art.
333, I, do Código de Processo Civil. Desse modo, para divergir
desse entendimento, faz-se necessário reexaminar os fatos e
provas constantes dos autos, providência que não tem lugar
neste momento processual, nos termos da Súmula 279/STF:
‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4º, II, a, do CPC
e no art. 21, § 1º, do RI/STF, conheço do agravo, mas lhe nego
provimento.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149735.
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : LUIZ FRANCISCO BARCELLOS BOND E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112071
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : LUIZ FRANCISCO BARCELLOS BOND E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112071
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7182301
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL POR CARÊNCIA DA AÇÃO. SÚMULA 279/STF.
Caso em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, procedimento vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada.
Agravo regimental a que se nega provimento.
|
sjur283923
|
Número de páginas: 5.
Análise: 27/11/2014, MAR.
|
ROBERTO BARROSO
|
Primeira Turma
|
826644
|
[
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 826644 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : LUIZ FRANCISCO BARCELLOS BOND E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PARANÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LUIZ
FRANCISCO
BARCELLOS
BOND
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL.
INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL POR CARÊNCIA DA AÇÃO.
SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal.
Caso em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos
fatos e provas constantes dos autos, procedimento vedado em recurso
extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada.
Agravo regimental a que se nega provimento.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do relator.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PARANÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LUIZ
FRANCISCO
BARCELLOS
BOND
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas lhe negou provimento, sob o fundamento de
que incide, no caso, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição.
Sustenta que a solução da controvérsia prescinde de análise de provas.
3.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PARANÁ
RELATOR
: MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
:WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
:LUIZ
FRANCISCO
BARCELLOS
BOND
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR):
1.
Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que
conheceu do agravo, mas lhe negou provimento, sob o fundamento de
que incide, no caso, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
2.
A parte agravante reitera as razões do recurso
extraordinário interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição.
Sustenta que a solução da controvérsia prescinde de análise de provas.
3.
É o relatório.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios
fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 491/492):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, assim ementado
(fls. 402):
‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE
REINTEGRAÇÃO EM CARGO PÚBLICO COM PEDIDO
DE INDENIZAÇÃO. SENTENÇA QUE INDEFERIU A
PETIÇÃO INICIAL POR CARÊNCIA DE AÇÃO. AUTOR
PROCESSADO NO ÂMBITO PENAL SENDO
CONDENADO À PENA DE RECLUSÃO E PERDA DO
CARGO PÚBLICO DE INVESTIGADOR DE POLÍCIA
CIVIL. PRETENSÃO DE REINTEGRAÇÃO SOB O
ARGUMENTO DE QUE NÃO HOUVE O TRÂNSITO EM
JULGADO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE – APRESENTAÇÃO DE RECURSO
INFUNDADO PERANTE O Supremo Tribunal Federal QUE SEQUER FOI
CONHECIDO. AUTOR QUE NÃO SE DESINCUMBIU
DO ÔNUS DA PROVA DE COMPROVAR O ALEGADO
TRÂNSITO EM JULGADO. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO
333, I DO Código de Processo Civil. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
CONFIGURAÇÃO, SENTENÇA MANTIDA. RECURSO
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator):
1.
O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista
que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso
extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a
decisão agravada. Nessas condições, deve-se manter pelos seus próprios
fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito (fls. 491/492):
“Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou
seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão
do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, assim ementado
(fls. 402):
‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE
REINTEGRAÇÃO EM CARGO PÚBLICO COM PEDIDO
DE INDENIZAÇÃO. SENTENÇA QUE INDEFERIU A
PETIÇÃO INICIAL POR CARÊNCIA DE AÇÃO. AUTOR
PROCESSADO NO ÂMBITO PENAL SENDO
CONDENADO À PENA DE RECLUSÃO E PERDA DO
CARGO PÚBLICO DE INVESTIGADOR DE POLÍCIA
CIVIL. PRETENSÃO DE REINTEGRAÇÃO SOB O
ARGUMENTO DE QUE NÃO HOUVE O TRÂNSITO EM
JULGADO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA.
IMPOSSIBILIDADE – APRESENTAÇÃO DE RECURSO
INFUNDADO PERANTE O Supremo Tribunal Federal QUE SEQUER FOI
CONHECIDO. AUTOR QUE NÃO SE DESINCUMBIU
DO ÔNUS DA PROVA DE COMPROVAR O ALEGADO
TRÂNSITO EM JULGADO. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO
333, I DO Código de Processo Civil. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
CONFIGURAÇÃO, SENTENÇA MANTIDA. RECURSO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
ARE 826644 AGR / PR
DESPROVIDO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5..., LVIII, da Constituição (princípio da presunção de não-
culpabilidade). Aduz que ‘somente após o trânsito em julgado da
sentença penal condenatória é possível a efetivação da perda do cargo
do servidor, cumprindo, pois, o efeito da decisão condenatória, o que
não ocorre no caso vertente’ (fls. 444).
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob o fundamento de que incide, no caso, a
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
A decisão deve ser mantida. Nota-se que o Tribunal de
origem, ao confirmar a sentença por seus próprios
fundamentos, convalidou o entendimento de que o autor não se
desincumbiu de provar o fato constitutivo de seu direito, o que
resultou no indeferimento da petição inicial, nos termos do art.
333, I, do Código de Processo Civil. Desse modo, para divergir
desse entendimento, faz-se necessário reexaminar os fatos e
provas constantes dos autos, providência que não tem lugar
neste momento processual, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo, mas lhe nego
provimento.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 826644 AGR / PR
DESPROVIDO.’
O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da
Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art.
5..., LVIII, da Constituição (princípio da presunção de não-
culpabilidade). Aduz que ‘somente após o trânsito em julgado da
sentença penal condenatória é possível a efetivação da perda do cargo
do servidor, cumprindo, pois, o efeito da decisão condenatória, o que
não ocorre no caso vertente’ (fls. 444).
A decisão agravada negou seguimento ao recurso
extraordinário sob o fundamento de que incide, no caso, a
Súmula 279/Supremo Tribunal Federal.
A decisão deve ser mantida. Nota-se que o Tribunal de
origem, ao confirmar a sentença por seus próprios
fundamentos, convalidou o entendimento de que o autor não se
desincumbiu de provar o fato constitutivo de seu direito, o que
resultou no indeferimento da petição inicial, nos termos do art.
333, I, do Código de Processo Civil. Desse modo, para divergir
desse entendimento, faz-se necessário reexaminar os fatos e
provas constantes dos autos, providência que não tem lugar
neste momento processual, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal:
‘Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.’
Diante do exposto, com base no art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil
e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo, mas lhe nego
provimento.”
2.
Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7149735.
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : LUIZ FRANCISCO BARCELLOS BOND E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112071
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826.644
PROCED. : PARANÁ
RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S) : WILSON DE OLIVEIRA
ADV.(A/S) : LUIZ FRANCISCO BARCELLOS BOND E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7112071
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826",
"SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 826 . 644",
"ARE 826644 AGR / PR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal :",
"ARE 826644 AGR",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 333 , I DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ARTIGO 333 , I DO Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LVIII , da Constituição",
"art . 333 , I , do Código de Processo Civil",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"21 , §",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , a , da Constituição Federal",
"art . 5 . . . , LVIII , da Constituição",
"art . 333 , I , do Código de Processo Civil",
"art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil",
"art . 21 ,",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"Brasília",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ",
"ESTADO DO PARANÁ"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal de Justiça do Estado do Paraná",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"RI",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROBERTO BARROSO",
"WILSON DE OLIVEIRA",
"LUIZ FRANCISCO BARCELLOS BOND",
"Marco Aurélio",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"WILSON DE OLIVEIRA",
"LUIZ FRANCISCO BARCELLOS BOND",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"WILSON DE OLIVEIRA",
"LUIZ FRANCISCO BARCELLOS BOND",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"LUÍS ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"ROBERTO BARROSO",
"WILSON DE OLIVEIRA",
"LUIZ FRANCISCO BARCELLOS BOND",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROBERTO BARROSO",
"WILSON DE OLIVEIRA",
"LUIZ FRANCISCO BARCELLOS BOND",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
684.567 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S)
:ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA.
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. VALOR DO SERVIÇO
PRESTADO. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE.
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO
DEPENDENTE DA ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS
E DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
15.11.2007.
O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, LIV e LV, da
Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do preço fixado
da prestação do serviço executado pela ora agravada no período de
dezembro de 1994 a maio de 1995 – atividade laborada no período
intermediário entre o contrato formal anterior (1993) e o contrato formal
subsequente (1995) - demandaria a análise da legislação
infraconstitucional, das cláusulas contratuais e da moldura fática
delineada no acórdão de origem. Precedentes.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044726.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Ementa e Acórdão
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e
Luiz Fux.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044726.
Supremo Tribunal Federal
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e
Luiz Fux.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
684.567 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S)
:ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida (fls. 2.252-54), mediante a qual negado seguimento a seu
recurso extraordinário interposto do acórdão proferido pelo Tribunal de
Justiça do Estado de Pernambuco (fls. 750-70), maneja segundo agravo
regimental Telemar Norte Leste S/A (fls. 2.258-93).
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que o conhecimento das razões recursais não exige o reexame do conjunto
fático-probatório, o que afasta a incidência da Súmula 279/STF. Sustenta
que “(...) não obstante os fundamentos fáticos-jurídicos arguidos pela
demandada/recorrente ao longo do regular processamento do feito, a v. sentença
de fls. 635/642 julgou parcialmente procedente a lide, para fins de condenar a
Telemar Norte Leste S/A a adimplir, em prol da autora/recorrida, a quantia
indicada no Laudo de fls. 618/619, acrescida de correção monetária e juros de
mora (...)” (fl. 2.264). Alega inexistência de contrato entre as partes, pois
“(...) à época dos fatos (dezembro de 1994 até maio de 1995) – antes do advento
da Emenda Constitucional nº 08, de 15 de agosto de 1995, a prestação de serviços
públicos de telefonia era ainda desincumbida pela União Federal através do
sistema Telebrás – e de suas respectivas concessionárias -, sendo certo que no caso
de Pernambuco a sociedade de economia mista incumbida de referida prestação de
serviços públicos era a TELPE - Telecomunicações de Pernambuco S/A (que
apenas veio a ser sucedida/encampada pela ora demandada/recorrente, Telemar
Norte Leste S/A, através do Contrato de Prestação de Serviço telefônico Fixo
Comutado firmado com a ANATEL de nº PBOG/SPB 027/98-ANATEL), em
Supremo Tribunal Federal
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21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
684.567 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S)
:ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida (fls. 2.252-54), mediante a qual negado seguimento a seu
recurso extraordinário interposto do acórdão proferido pelo Tribunal de
Justiça do Estado de Pernambuco (fls. 750-70), maneja segundo agravo
regimental Telemar Norte Leste S/A (fls. 2.258-93).
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que o conhecimento das razões recursais não exige o reexame do conjunto
fático-probatório, o que afasta a incidência da Súmula 279/STF. Sustenta
que “(...) não obstante os fundamentos fáticos-jurídicos arguidos pela
demandada/recorrente ao longo do regular processamento do feito, a v. sentença
de fls. 635/642 julgou parcialmente procedente a lide, para fins de condenar a
Telemar Norte Leste S/A a adimplir, em prol da autora/recorrida, a quantia
indicada no Laudo de fls. 618/619, acrescida de correção monetária e juros de
mora (...)” (fl. 2.264). Alega inexistência de contrato entre as partes, pois
“(...) à época dos fatos (dezembro de 1994 até maio de 1995) – antes do advento
da Emenda Constitucional nº 08, de 15 de agosto de 1995, a prestação de serviços
públicos de telefonia era ainda desincumbida pela União Federal através do
sistema Telebrás – e de suas respectivas concessionárias -, sendo certo que no caso
de Pernambuco a sociedade de economia mista incumbida de referida prestação de
serviços públicos era a TELPE - Telecomunicações de Pernambuco S/A (que
apenas veio a ser sucedida/encampada pela ora demandada/recorrente, Telemar
Norte Leste S/A, através do Contrato de Prestação de Serviço telefônico Fixo
Comutado firmado com a ANATEL de nº PBOG/SPB 027/98-ANATEL), em
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17
Relatório
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
02/06/1998, três anos após a data dos fatos alegados como causa de pedir pela
autora/recorrida (...)” (fl. 2.263). Reafirma a violação do art. 37, caput e XXI,
da Lei Maior e “(...) a constitucionalidade da imputação à Telemar Norte Leste
S/A, na qualidade de ‘sucessora’ da sociedade de economia mista TELPE –
Telecomunicações de Pernambuco S/A, de ‘obrigação de pagar’ decorrente de
prestação de serviços alegadamente ocorrida posteriormente à edição da Lei
Federal nº 8.666/93 (Lei de Licitações) – tenha esta efetivamente prestada ou não
pela demandada/agravada – sem prévio Contrato administrativo escrito
precedido de regular procedimento licitatório (na modalidade concorrência)” (fl.
2.288). Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV,
e 37, XXI, da Constituição Federal. Requer o sobrestamento deste recurso
até o trânsito em julgado do agravo em recurso extraordinário interposto
no Superior Tribunal de Justiça que integra estes autos, e caso não seja o
entendimento da Turma, o provimento do recurso extraordinário, ora em
análise.
Em contrarrazões, juntadas às fls. 2.299-309, Gravatá Industrial Ltda.
alega o não cabimento do sobrestamento do feito, na medida em que
todos os recursos foram rejeitados e ausente prejuízo, “(...) já que o recurso
extraordinário não possui requisitos essenciais para seu conhecimento” (fl.
2.302). Considera “irretocável a decisão agravada, por ser inadmissível o
recurso extraordinário para discutir matéria infraconstitucional buscando a
ofensa reflexa aos princípios constitucionais” (fl. 2.307). Informa que este
recurso é o 13º (décimo terceiro) manejado pelo ora agravante,
configurando-o “(...) como protelatório, com abuso do direito de recorrer, a fim
de evitar a satisfação do crédito da autora, cujo sócio conta com 69 anos de idade”
(fl. 2.303). Requer a aplicação das penalidades por litigância de má-fé.
Pugna pelo prosseguimento do feito e certificação do trânsito em julgado
da decisão recorrida.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco publicado
em 15.11.2007.
Esclareço cuidar-se de ação ordinária de cobrança ajuizada por
Gravatá Industrial Ltda., ora agravada, por meio da qual requer o
pagamento de débitos referentes à prestação de serviços, em regime de
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
02/06/1998, três anos após a data dos fatos alegados como causa de pedir pela
autora/recorrida (...)” (fl. 2.263). Reafirma a violação do art. 37, caput e XXI,
da Lei Maior e “(...) a constitucionalidade da imputação à Telemar Norte Leste
S/A, na qualidade de ‘sucessora’ da sociedade de economia mista TELPE –
Telecomunicações de Pernambuco S/A, de ‘obrigação de pagar’ decorrente de
prestação de serviços alegadamente ocorrida posteriormente à edição da Lei
Federal nº 8.666/93 (Lei de Licitações) – tenha esta efetivamente prestada ou não
pela demandada/agravada – sem prévio Contrato administrativo escrito
precedido de regular procedimento licitatório (na modalidade concorrência)” (fl.
2.288). Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV,
e 37, XXI, da Constituição Federal. Requer o sobrestamento deste recurso
até o trânsito em julgado do agravo em recurso extraordinário interposto
no Superior Tribunal de Justiça que integra estes autos, e caso não seja o
entendimento da Turma, o provimento do recurso extraordinário, ora em
análise.
Em contrarrazões, juntadas às fls. 2.299-309, Gravatá Industrial Ltda.
alega o não cabimento do sobrestamento do feito, na medida em que
todos os recursos foram rejeitados e ausente prejuízo, “(...) já que o recurso
extraordinário não possui requisitos essenciais para seu conhecimento” (fl.
2.302). Considera “irretocável a decisão agravada, por ser inadmissível o
recurso extraordinário para discutir matéria infraconstitucional buscando a
ofensa reflexa aos princípios constitucionais” (fl. 2.307). Informa que este
recurso é o 13º (décimo terceiro) manejado pelo ora agravante,
configurando-o “(...) como protelatório, com abuso do direito de recorrer, a fim
de evitar a satisfação do crédito da autora, cujo sócio conta com 69 anos de idade”
(fl. 2.303). Requer a aplicação das penalidades por litigância de má-fé.
Pugna pelo prosseguimento do feito e certificação do trânsito em julgado
da decisão recorrida.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco publicado
em 15.11.2007.
Esclareço cuidar-se de ação ordinária de cobrança ajuizada por
Gravatá Industrial Ltda., ora agravada, por meio da qual requer o
pagamento de débitos referentes à prestação de serviços, em regime de
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17
Relatório
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
empreitada, à Telecomunicações de Pernambuco S/A TELPE, antecessora
da Telemar Norte Leste S/A. Desse acórdão, a ora agravante interpôs na
origem recurso especial (fls. 855-90) e recurso extraordinário (fls. 805-32),
ambos admitidos pela vice presidência do Tribunal de Justiça do Estado
de Pernambuco (fls. 1.019-26).
O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração
nos embargos de declaração no recurso especial nº 1.096.917 (fls. 1.437-
44, 1.395-403 e 1.186-204, respectivamente). Do acórdão que rejeitou os
embargos de declaração mantendo a negativa de provimento do recurso
especial foi interposto outro recurso extraordinário (fls. 1.627-64).
Inadmitido, pelo Superior Tribunal de Justiça, o apelo extraordinário
(fls. 1.808-10) foi peticionado agravo por Telemar Norte Leste S/A, a que
neguei provimento (fls. 1.991-3). Inconformada, a parte manejou o
primeiro agravo regimental (fls. 1.996-23), do qual não conheceu esta 1ª
Turma (fls. 2.125-33), acórdão que desafiou ainda embargos declaratórios,
do qual foram rejeitados por esta 1ª Turma (fls. 2.234-42), DJe 30.9.2014 (fl.
2.343), com trânsito em julgado em 15.10.2014.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
empreitada, à Telecomunicações de Pernambuco S/A TELPE, antecessora
da Telemar Norte Leste S/A. Desse acórdão, a ora agravante interpôs na
origem recurso especial (fls. 855-90) e recurso extraordinário (fls. 805-32),
ambos admitidos pela vice presidência do Tribunal de Justiça do Estado
de Pernambuco (fls. 1.019-26).
O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração
nos embargos de declaração no recurso especial nº 1.096.917 (fls. 1.437-
44, 1.395-403 e 1.186-204, respectivamente). Do acórdão que rejeitou os
embargos de declaração mantendo a negativa de provimento do recurso
especial foi interposto outro recurso extraordinário (fls. 1.627-64).
Inadmitido, pelo Superior Tribunal de Justiça, o apelo extraordinário
(fls. 1.808-10) foi peticionado agravo por Telemar Norte Leste S/A, a que
neguei provimento (fls. 1.991-3). Inconformada, a parte manejou o
primeiro agravo regimental (fls. 1.996-23), do qual não conheceu esta 1ª
Turma (fls. 2.125-33), acórdão que desafiou ainda embargos declaratórios,
do qual foram rejeitados por esta 1ª Turma (fls. 2.234-42), DJe 30.9.2014 (fl.
2.343), com trânsito em julgado em 15.10.2014.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17
Voto - MIN. ROSA WEBER
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
684.567 PERNAMBUCO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do
Estado de Pernambuco (fls. 750-70), maneja o recurso
extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Telemar
Norte Leste S/A. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º,
II, XXXV, LIV e LV, e 37, XXI, da Lei Maior (fls. 805-32).
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
684.567 PERNAMBUCO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do
Estado de Pernambuco (fls. 750-70), maneja o recurso
extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Telemar
Norte Leste S/A. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5º,
II, XXXV, LIV e LV, e 37, XXI, da Lei Maior (fls. 805-32).
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
Por seu turno, as instâncias ordinárias decidiram a
questão com fundamento na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Ademais, a aplicação de tal legislação ao
caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-
normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada
violação do art. 37, XXI, da Constituição da República. Nesse
sentido: RE 609.7270-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma,
DJe 25.9.2012; e AI 639.839-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 13.6.2008, verbis :
‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002).
Por seu turno, as instâncias ordinárias decidiram a
questão com fundamento na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Ademais, a aplicação de tal legislação ao
caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-
normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada
violação do art. 37, XXI, da Constituição da República. Nesse
sentido: RE 609.7270-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma,
DJe 25.9.2012; e AI 639.839-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1ª Turma, DJe 13.6.2008, verbis :
‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende do prévio exame da Lei
8.666/93, legislação ordinária. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta. II - A alegada violação ao art. 5º, XXXV,
da Constituição, em regra, configura situação de ofensa
meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso extraordinário. III - Matéria que
demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido.’
Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF
(“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”).
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput).”
Nada colhe o agravo.
Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos
autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art.
5º, II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
3
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende do prévio exame da Lei
8.666/93, legislação ordinária. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta. II - A alegada violação ao art. 5º, XXXV,
da Constituição, em regra, configura situação de ofensa
meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso extraordinário. III - Matéria que
demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido.’
Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF
(“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”).
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art.
557, caput).”
Nada colhe o agravo.
Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos
autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art.
5º, II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
Constituição Federal. Cito precedentes:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 30.05.2012. Inexistência de violação do art. 93, IX, da
Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema
Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido
pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º,
II, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta dependeria de prévia
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o
que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista
no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido”(ARE
784.723-AgR/PA, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 14.10.2014).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ARTIGO 543 DO CPC.
SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. ART. 5º,
XXXV, LIV E LV, DA CF. OFENSA INDIRETA.
ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE COMPRA E VENDA.
NULIDADE. DISSONÂNCIA ENTRE OS TERMOS DO
EDITAL DE LICITAÇÃO E AS CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULAS 279 E 454 DO STF. INCIDÊNCIA. ALEGAÇÃO DE
OFENSA
AO
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE.
REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA
4
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Constituição Federal. Cito precedentes:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 30.05.2012. Inexistência de violação do art. 93, IX, da
Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema
Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido
pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5º,
II, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta dependeria de prévia
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o
que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista
no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido”(ARE
784.723-AgR/PA, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 14.10.2014).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ARTIGO 543 DO CPC.
SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. ART. 5º,
XXXV, LIV E LV, DA CF. OFENSA INDIRETA.
ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE COMPRA E VENDA.
NULIDADE. DISSONÂNCIA ENTRE OS TERMOS DO
EDITAL DE LICITAÇÃO E AS CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULAS 279 E 454 DO STF. INCIDÊNCIA. ALEGAÇÃO DE
OFENSA
AO
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE.
REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
636 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1º, do
Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se
aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando
os recursos especial e extraordinário são admitidos. II - Esta
Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em
regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir
matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do
devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da
prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação
depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por
configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional.
Precedentes. III – Rever a decretação de nulidade do negócio
jurídico depende do reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, bem como da interpretação de cláusulas
contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do
STF. IV - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de
RE por contrariedade ao princípio da legalidade quando a
verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação
dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo
(Súmula 636 do STF). V - Agravo regimental improvido” (AI
764.133-AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma,
DJe 17.12.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
De outro lado, o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco,
decidiu, por unanimidade, rejeitar a preliminar de nulidade da sentença e
no mérito negar provimento à apelação, cujo acórdão segue parcialmente
transcrito:
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
636 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1º, do
Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se
aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando
os recursos especial e extraordinário são admitidos. II - Esta
Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em
regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir
matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do
devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da
prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação
depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por
configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional.
Precedentes. III – Rever a decretação de nulidade do negócio
jurídico depende do reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, bem como da interpretação de cláusulas
contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do
STF. IV - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de
RE por contrariedade ao princípio da legalidade quando a
verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação
dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo
(Súmula 636 do STF). V - Agravo regimental improvido” (AI
764.133-AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma,
DJe 17.12.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2012).
De outro lado, o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco,
decidiu, por unanimidade, rejeitar a preliminar de nulidade da sentença e
no mérito negar provimento à apelação, cujo acórdão segue parcialmente
transcrito:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
“(...)
Em suas razões de mérito, a ré-apelante,
inicialmente, sustenta a inexistência de relação
obrigacional entre as partes, no período entre os
contratos firmados em 1993 e 1995. Nesse viés,
alega que a demanda refere-se a cobrança por
serviços prestados à TELPE, a quem sucedeu em
1998, por ocasião das privatizações do sistema
Telebrás ; prossegue argumentando que, dado o
caráter eminentemente público que tinha a
contratante
àquela
época,
os
contratos
administrativos deveriam observar a forma
prescrita na Lei 8.666/93 (Lei de licitações), sob
pena de nulidade.
Como já relatado, os contratos TPE
33.000/93M e TPE 32.000/007/93-1 foram firmado s
em março de 1993, e, em junho do mesmo ano, foi
editada a Lei n. 8.666, pondo termo às
contratações vigentes. No entanto, considerando
ser indispensável a manutenção das linhas
telefônicas, a autora-apelada foi instada a dar
curso aos serviços, até que se firmasse novo
contrato, após cumpridas todas as formalidades
exigidas pela nova lei, o que veio a acontecer
somente em maio de 1995, pelo TPE23.000/0
11/951.
E ainda que, por hipótese, fosse nulificado o contrato
verbal, a própria Lei de Licitações, em seu art. 59, p. ún., diz que
‘a nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar
o contratado pelo que houver executado até a data em que ela
for declarada (...)’.
Quanto à efetiva comprovação dos serviços prestados,
destaco: os documentos emitidos pela própria TELPE (fls.
114/213), sob a rubrica de "Resumo dos Serviços Executados"; os
Relatórios da Comissão de Averiguação da TELPE (fls. 265/268)
6
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
“(...)
Em suas razões de mérito, a ré-apelante,
inicialmente, sustenta a inexistência de relação
obrigacional entre as partes, no período entre os
contratos firmados em 1993 e 1995. Nesse viés,
alega que a demanda refere-se a cobrança por
serviços prestados à TELPE, a quem sucedeu em
1998, por ocasião das privatizações do sistema
Telebrás ; prossegue argumentando que, dado o
caráter eminentemente público que tinha a
contratante
àquela
época,
os
contratos
administrativos deveriam observar a forma
prescrita na Lei 8.666/93 (Lei de licitações), sob
pena de nulidade.
Como já relatado, os contratos TPE
33.000/93M e TPE 32.000/007/93-1 foram firmado s
em março de 1993, e, em junho do mesmo ano, foi
editada a Lei n. 8.666, pondo termo às
contratações vigentes. No entanto, considerando
ser indispensável a manutenção das linhas
telefônicas, a autora-apelada foi instada a dar
curso aos serviços, até que se firmasse novo
contrato, após cumpridas todas as formalidades
exigidas pela nova lei, o que veio a acontecer
somente em maio de 1995, pelo TPE23.000/0
11/951.
E ainda que, por hipótese, fosse nulificado o contrato
verbal, a própria Lei de Licitações, em seu art. 59, p. ún., diz que
‘a nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar
o contratado pelo que houver executado até a data em que ela
for declarada (...)’.
Quanto à efetiva comprovação dos serviços prestados,
destaco: os documentos emitidos pela própria TELPE (fls.
114/213), sob a rubrica de "Resumo dos Serviços Executados"; os
Relatórios da Comissão de Averiguação da TELPE (fls. 265/268)
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
e do Diretor de Operações (fls. 270/271); o Anexo 08 (fl. 276),
que define a quantidade e o preço dos serviços prestados, cujos
pagamentos estão pendentes; e o Ofício do Tribunal de Contas
da União (fl. 116).
Finalmente, o ponto mais polêmico diz respeito ao preço
aplicável aos serviços executados durante o período da vacância
de contrato formal. Pretende a ré-apelante que sejam
considerados os preços referentes aos contratos de 1993, sem
qualquer incidência dos juros de mora, enquanto a autora-
apelada pugna pela aplicê1Ção retroativa dos preços praticados
no contrato de 1995.
O Magistrado a quo assim se posicionou, à fl. 639:
‘É oportuno frisar que a demandada pretendeu, no
cálculo perseguido, a utilização do H/ H referente ao
contrato de 1993, sem qualquer atualização, o que refletiu
o cálculo referido no valor de R$ 394.924,92 (trezentos e
noventa e quatro mil, novecentos e vinte e quatro reais e
noventa e dois centavos). Acatar tal tese parece-me
extremamente injusto. Os serviços foram prestados entre
1994 e 1995. Comt) se admitir a aplicação dos valores
antigos, sem qualquer correção. Isto, sim, implica em
ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA, o que deve ser
veementemente combatido pela Justiça.’
Avalizo as judiciosas razões que inspiraram o Juiz da
causa a repelir o locupletamento indevido, salientando que a
credora persegue a retribuição pelos serviços executados há
mais de década.
Assim, entendo não ser razoável pagar em valores que, à
época, já estavam defasados, porque fixados para março de
1993, se a cobrança refere-se ao período de 1994 a maio de 1995.
Sensato, sim, é remunerar-lhes pelos preços constantes no
contrato firmado em maio de 1995.
No tocante ao pedido deduzido pela autora-apelada, para
que seja a ré-apelante condenada por litigância de má-fé, não
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e do Diretor de Operações (fls. 270/271); o Anexo 08 (fl. 276),
que define a quantidade e o preço dos serviços prestados, cujos
pagamentos estão pendentes; e o Ofício do Tribunal de Contas
da União (fl. 116).
Finalmente, o ponto mais polêmico diz respeito ao preço
aplicável aos serviços executados durante o período da vacância
de contrato formal. Pretende a ré-apelante que sejam
considerados os preços referentes aos contratos de 1993, sem
qualquer incidência dos juros de mora, enquanto a autora-
apelada pugna pela aplicê1Ção retroativa dos preços praticados
no contrato de 1995.
O Magistrado a quo assim se posicionou, à fl. 639:
‘É oportuno frisar que a demandada pretendeu, no
cálculo perseguido, a utilização do H/ H referente ao
contrato de 1993, sem qualquer atualização, o que refletiu
o cálculo referido no valor de R$ 394.924,92 (trezentos e
noventa e quatro mil, novecentos e vinte e quatro reais e
noventa e dois centavos). Acatar tal tese parece-me
extremamente injusto. Os serviços foram prestados entre
1994 e 1995. Comt) se admitir a aplicação dos valores
antigos, sem qualquer correção. Isto, sim, implica em
ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA, o que deve ser
veementemente combatido pela Justiça.’
Avalizo as judiciosas razões que inspiraram o Juiz da
causa a repelir o locupletamento indevido, salientando que a
credora persegue a retribuição pelos serviços executados há
mais de década.
Assim, entendo não ser razoável pagar em valores que, à
época, já estavam defasados, porque fixados para março de
1993, se a cobrança refere-se ao período de 1994 a maio de 1995.
Sensato, sim, é remunerar-lhes pelos preços constantes no
contrato firmado em maio de 1995.
No tocante ao pedido deduzido pela autora-apelada, para
que seja a ré-apelante condenada por litigância de má-fé, não
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
merece acolhida, em vista do princípio da ampla defesa, que
tem assento constitucional, e do qual decorre o princípio
processual da recorribilidade.
Por todo o exposto, nego provimento ao apelo,
confirmando integralmente a sentença recorrida, para condenar
a empresa apelante a pagar à apelada a quantia de R$
918.594,49 (novecentos e dezoito mil, quinhentos e noventa e
quatro reais e quarenta e nove centavos), representada no laudo
pericial de fls. 618/619, corrigindo-se o erro material nele
constante, no sentido de aplicar ao cálculo do h/h
(homem/hora) o valor dos serviços do tipo L, C e B, nos meses
de abril e maio de 1995, atualizada até o mês de agosto de 2005,
incidindo a correção monetária pela Tabela do ENCOGE, e
juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês, a partir de
agosto de 2005 até o efetivo pagamento, excluídos da
condenação os juros compensatórios de 0,5% (meio por cento)
no tocante aos serviços prestados no mês de abril de 1995.
(...)” (fl. 750-70).
Segue o teor do acórdão recorrido:
“CIVIL
E
ADMINISTRATIVO.
CONTRATOS.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. AÇÃO DE COBRANÇA.
LOCUPLETAMENTO INDEVIDO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
Havendo contrato formal anterior e contrato formal
subsequente, o período intermediário, no qual vigorou contrato
informal e não houve fixação de preço, deve ser remunerado
pelos valores do último, pela maior proximidade com o período
cobrado, a fim de repelir o locupletamento sem causa por parte
do devedor.
Não merece acolhida, pedido de condenação por litigância
de má-fé, quando a alegada procrastinação refere-se a
interposição de recurso de apelação” (fl. 750).
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do preço fixado
da prestação do serviço executado pela ora agravada no período de
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
merece acolhida, em vista do princípio da ampla defesa, que
tem assento constitucional, e do qual decorre o princípio
processual da recorribilidade.
Por todo o exposto, nego provimento ao apelo,
confirmando integralmente a sentença recorrida, para condenar
a empresa apelante a pagar à apelada a quantia de R$
918.594,49 (novecentos e dezoito mil, quinhentos e noventa e
quatro reais e quarenta e nove centavos), representada no laudo
pericial de fls. 618/619, corrigindo-se o erro material nele
constante, no sentido de aplicar ao cálculo do h/h
(homem/hora) o valor dos serviços do tipo L, C e B, nos meses
de abril e maio de 1995, atualizada até o mês de agosto de 2005,
incidindo a correção monetária pela Tabela do ENCOGE, e
juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês, a partir de
agosto de 2005 até o efetivo pagamento, excluídos da
condenação os juros compensatórios de 0,5% (meio por cento)
no tocante aos serviços prestados no mês de abril de 1995.
(...)” (fl. 750-70).
Segue o teor do acórdão recorrido:
“CIVIL
E
ADMINISTRATIVO.
CONTRATOS.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. AÇÃO DE COBRANÇA.
LOCUPLETAMENTO INDEVIDO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
Havendo contrato formal anterior e contrato formal
subsequente, o período intermediário, no qual vigorou contrato
informal e não houve fixação de preço, deve ser remunerado
pelos valores do último, pela maior proximidade com o período
cobrado, a fim de repelir o locupletamento sem causa por parte
do devedor.
Não merece acolhida, pedido de condenação por litigância
de má-fé, quando a alegada procrastinação refere-se a
interposição de recurso de apelação” (fl. 750).
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do preço fixado
da prestação do serviço executado pela ora agravada no período de
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
dezembro de 1994 a maio de 1995 – atividade laborada no período
intermediário entre o contrato formal anterior (1993) e o contrato formal
subsequente (1995) - demandaria a análise da legislação
infraconstitucional das cláusulas contratuais e da moldura fática
delineada no acórdão de origem. Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. LICITAÇÃO. IDENTIFICAÇÃO DO
OBJETO CONTRATADO (ATIVIDADE-FIM OU MEIO).
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL.
CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 279 E 454/STF. Para dissentir da conclusão do
Tribunal de origem acerca da prescindibilidade de
procedimento licitatório, seria necessário o exame da legislação
infraconstitucional pertinente, dos fatos subjacentes e de
cláusulas dos contratos firmados entre as partes. Providências
que torna inviável o processamento do recurso extraordinário,
nos termos das Súmulas 279 e 454/STF. Agravo regimental a
que se nega provimento” (RE 725.385-AgR/SP, Rel. Min.
Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 21.11.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE SUBCONCESSÃO.
NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL,
DAS
CLÁUSULAS
CONTRATUAIS E DAS PROVAS DOS AUTOS. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 743.429-agR/DF,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 28.10.2013).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Administrativo. Contrato de prestação de serviços.
Prorrogação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1.
9
Supremo Tribunal Federal
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
dezembro de 1994 a maio de 1995 – atividade laborada no período
intermediário entre o contrato formal anterior (1993) e o contrato formal
subsequente (1995) - demandaria a análise da legislação
infraconstitucional das cláusulas contratuais e da moldura fática
delineada no acórdão de origem. Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. LICITAÇÃO. IDENTIFICAÇÃO DO
OBJETO CONTRATADO (ATIVIDADE-FIM OU MEIO).
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL.
CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 279 E 454/STF. Para dissentir da conclusão do
Tribunal de origem acerca da prescindibilidade de
procedimento licitatório, seria necessário o exame da legislação
infraconstitucional pertinente, dos fatos subjacentes e de
cláusulas dos contratos firmados entre as partes. Providências
que torna inviável o processamento do recurso extraordinário,
nos termos das Súmulas 279 e 454/STF. Agravo regimental a
que se nega provimento” (RE 725.385-AgR/SP, Rel. Min.
Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 21.11.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE SUBCONCESSÃO.
NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL,
DAS
CLÁUSULAS
CONTRATUAIS E DAS PROVAS DOS AUTOS. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 743.429-agR/DF,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 28.10.2013).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Administrativo. Contrato de prestação de serviços.
Prorrogação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1.
9
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental
não provido” (RE 604.309-AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 29.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
RELAÇÃO
CONTRATUAL ENTRE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E
PARTICULAR.
ALEGAÇÃO
DE
DESEQUILÍBRIO
ECONÔMICO-FINANCEIRO NO PACTO FIRMADO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DO INSTRUMENTO DE
CONTRATO. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Inviável em recurso extraordinário o reexame
do conjunto fático-probatório constante dos autos e das
cláusulas do contrato firmado entre as partes. Incidência das
Súmulas 279 e 454 do STF. II - O exame da alegada ofensa ao
texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada
pelo juízo a quo à legislação infraconstitucional que rege a
matéria (Lei 8.666/1993). A afronta à Constituição, se ocorrente,
seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III -
Agravo regimental improvido” (ARE 713.314-AgR/DF, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 11.3.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO POPULAR. REQUISITOS.
LESIVIDADE AO PATRIMÔNIO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE
COMPROVAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
DEVOLUÇÃO
DOS
PAGAMENTOS
REALIZADOS.
SERVIÇOS EFETIVAMENTE PRESTADOS. PRINCÍPIO DA
VEDAÇÃO DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. 1. Reexame
de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário.
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. No caso dos
10
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Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa.
Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental
não provido” (RE 604.309-AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª
Turma, DJe 29.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
RELAÇÃO
CONTRATUAL ENTRE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E
PARTICULAR.
ALEGAÇÃO
DE
DESEQUILÍBRIO
ECONÔMICO-FINANCEIRO NO PACTO FIRMADO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DO INSTRUMENTO DE
CONTRATO. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Inviável em recurso extraordinário o reexame
do conjunto fático-probatório constante dos autos e das
cláusulas do contrato firmado entre as partes. Incidência das
Súmulas 279 e 454 do STF. II - O exame da alegada ofensa ao
texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada
pelo juízo a quo à legislação infraconstitucional que rege a
matéria (Lei 8.666/1993). A afronta à Constituição, se ocorrente,
seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III -
Agravo regimental improvido” (ARE 713.314-AgR/DF, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 11.3.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO POPULAR. REQUISITOS.
LESIVIDADE AO PATRIMÔNIO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE
COMPROVAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
DEVOLUÇÃO
DOS
PAGAMENTOS
REALIZADOS.
SERVIÇOS EFETIVAMENTE PRESTADOS. PRINCÍPIO DA
VEDAÇÃO DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. 1. Reexame
de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário.
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. No caso dos
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
autos, a devolução dos pagamentos realizados pela
Municipalidade a título de remuneração por serviços
efetivamente prestados implicaria em locupletamento indevido
da Administração. Princípio da vedação do enriquecimento sem
causa. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
594.354-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 11.9.2009).
De outra parte, não há falar em sobrestamento do presente feito,
consoante requer a agravante, uma vez que o agravo no recurso
extraordinário, fls. 1.808-10 - ao qual negado seguimento de fls. 1.991-3, e
rejeitados os embargos de declaração no agravo regimental de fls. 2.234-
42 - transitou em julgado em 15.10.2014.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
11
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autos, a devolução dos pagamentos realizados pela
Municipalidade a título de remuneração por serviços
efetivamente prestados implicaria em locupletamento indevido
da Administração. Princípio da vedação do enriquecimento sem
causa. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE
594.354-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 11.9.2009).
De outra parte, não há falar em sobrestamento do presente feito,
consoante requer a agravante, uma vez que o agravo no recurso
extraordinário, fls. 1.808-10 - ao qual negado seguimento de fls. 1.991-3, e
rejeitados os embargos de declaração no agravo regimental de fls. 2.234-
42 - transitou em julgado em 15.10.2014.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
11
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 684.567
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S) : ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias
Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 684.567
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S) : ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias
Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7180624
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-10T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. VALOR DO SERVIÇO PRESTADO. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS E DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 15.11.2007.
O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do preço fixado da prestação do serviço executado pela ora agravada no período de dezembro de 1994 a maio de 1995 – atividade laborada no período intermediário entre o contrato formal anterior (1993) e o contrato formal subsequente (1995) - demandaria a análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas contratuais e da moldura fática delineada no acórdão de origem. Precedentes.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
|
sjur283889
|
- Acórdão(s) citado(s):
(MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL)
AI 745285 AgR (1ªT), AI 764133 AgR (2ªT), ARE 784723 AgR (1ªT).
(SÚMULA 279, SÚMULA 454)
RE 594354 AgR (2ªT), ARE 713314 AgR (2ªT), RE 604309 AgR (1ªT), ARE 743429 AgR (2ªT), RE 725385 AgR (1ªT).
Número de páginas: 17.
Análise: 02/12/2014, BRU.
|
ROSA WEBER
|
Primeira Turma
|
684567
|
[
"LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00002 INC-00035 INC-00054 \n INC-00055 ART-00102\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL"
] |
ARE-AgR-segundo
|
acordaos
|
ARE 684567 AgR-segundo
|
[
""
] |
AGTE.(S) : TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S) : ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
684.567 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S)
:ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
EMENTA
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA.
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. VALOR DO SERVIÇO
PRESTADO. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE.
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO
DEPENDENTE DA ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS
E DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL.
EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM
15.11.2007.
O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXV, LIV e LV, da
Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação
infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência
jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal.
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do preço fixado
da prestação do serviço executado pela ora agravada no período de
dezembro de 1994 a maio de 1995 – atividade laborada no período
intermediário entre o contrato formal anterior (1993) e o contrato formal
subsequente (1995) - demandaria a análise da legislação
infraconstitucional, das cláusulas contratuais e da moldura fática
delineada no acórdão de origem. Precedentes.
As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17
Ementa e Acórdão
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e
Luiz Fux.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se
refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do
Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata de julgamento e
das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento
ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e
Luiz Fux.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
Ministra Rosa Weber
Relatora
2
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
684.567 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S)
:ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida (fls. 2.252-54), mediante a qual negado seguimento a seu
recurso extraordinário interposto do acórdão proferido pelo Tribunal de
Justiça do Estado de Pernambuco (fls. 750-70), maneja segundo agravo
regimental Telemar Norte Leste S/A (fls. 2.258-93).
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que o conhecimento das razões recursais não exige o reexame do conjunto
fático-probatório, o que afasta a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta
que “(...) não obstante os fundamentos fáticos-jurídicos arguidos pela
demandada/recorrente ao longo do regular processamento do feito, a v. sentença
de fls. 635/642 julgou parcialmente procedente a lide, para fins de condenar a
Telemar Norte Leste S/A a adimplir, em prol da autora/recorrida, a quantia
indicada no Laudo de fls. 618/619, acrescida de correção monetária e juros de
mora (...)” (fl. 2.264). Alega inexistência de contrato entre as partes, pois
“(...) à época dos fatos (dezembro de 1994 até maio de 1995) – antes do advento
da Emenda Constitucional n 08, de 15 de agosto de 1995, a prestação de serviços
públicos de telefonia era ainda desincumbida pela União Federal através do
sistema Telebrás – e de suas respectivas concessionárias -, sendo certo que no caso
de Pernambuco a sociedade de economia mista incumbida de referida prestação de
serviços públicos era a TELPE - Telecomunicações de Pernambuco S/A (que
apenas veio a ser sucedida/encampada pela ora demandada/recorrente, Telemar
Norte Leste S/A, através do Contrato de Prestação de Serviço telefônico Fixo
Comutado firmado com a ANATEL de n PBOG/SPB 027/98-ANATEL), em
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044727.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
684.567 PERNAMBUCO
RELATORA
: MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S)
:TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S)
:ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S)
:FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por
mim proferida (fls. 2.252-54), mediante a qual negado seguimento a seu
recurso extraordinário interposto do acórdão proferido pelo Tribunal de
Justiça do Estado de Pernambuco (fls. 750-70), maneja segundo agravo
regimental Telemar Norte Leste S/A (fls. 2.258-93).
A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de
que o conhecimento das razões recursais não exige o reexame do conjunto
fático-probatório, o que afasta a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta
que “(...) não obstante os fundamentos fáticos-jurídicos arguidos pela
demandada/recorrente ao longo do regular processamento do feito, a v. sentença
de fls. 635/642 julgou parcialmente procedente a lide, para fins de condenar a
Telemar Norte Leste S/A a adimplir, em prol da autora/recorrida, a quantia
indicada no Laudo de fls. 618/619, acrescida de correção monetária e juros de
mora (...)” (fl. 2.264). Alega inexistência de contrato entre as partes, pois
“(...) à época dos fatos (dezembro de 1994 até maio de 1995) – antes do advento
da Emenda Constitucional n 08, de 15 de agosto de 1995, a prestação de serviços
públicos de telefonia era ainda desincumbida pela União Federal através do
sistema Telebrás – e de suas respectivas concessionárias -, sendo certo que no caso
de Pernambuco a sociedade de economia mista incumbida de referida prestação de
serviços públicos era a TELPE - Telecomunicações de Pernambuco S/A (que
apenas veio a ser sucedida/encampada pela ora demandada/recorrente, Telemar
Norte Leste S/A, através do Contrato de Prestação de Serviço telefônico Fixo
Comutado firmado com a ANATEL de n PBOG/SPB 027/98-ANATEL), em
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17
Relatório
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
02/06/1998, três anos após a data dos fatos alegados como causa de pedir pela
autora/recorrida (...)” (fl. 2.263). Reafirma a violação do art. 37, caput e XXI,
da Lei Maior e “(...) a constitucionalidade da imputação à Telemar Norte Leste
S/A, na qualidade de ‘sucessora’ da sociedade de economia mista TELPE –
Telecomunicações de Pernambuco S/A, de ‘obrigação de pagar’ decorrente de
prestação de serviços alegadamente ocorrida posteriormente à edição da Lei
Federal n 8.666/93 (Lei de Licitações) – tenha esta efetivamente prestada ou não
pela demandada/agravada – sem prévio Contrato administrativo escrito
precedido de regular procedimento licitatório (na modalidade concorrência)” (fl.
2.288). Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV,
e 37, XXI, da Constituição Federal. Requer o sobrestamento deste recurso
até o trânsito em julgado do agravo em recurso extraordinário interposto
no Superior Tribunal de Justiça que integra estes autos, e caso não seja o
entendimento da Turma, o provimento do recurso extraordinário, ora em
análise.
Em contrarrazões, juntadas às fls. 2.299-309, Gravatá Industrial Ltda.
alega o não cabimento do sobrestamento do feito, na medida em que
todos os recursos foram rejeitados e ausente prejuízo, “(...) já que o recurso
extraordinário não possui requisitos essenciais para seu conhecimento” (fl.
2.302). Considera “irretocável a decisão agravada, por ser inadmissível o
recurso extraordinário para discutir matéria infraconstitucional buscando a
ofensa reflexa aos princípios constitucionais” (fl. 2.307). Informa que este
recurso é o 13... (décimo terceiro) manejado pelo ora agravante,
configurando-o “(...) como protelatório, com abuso do direito de recorrer, a fim
de evitar a satisfação do crédito da autora, cujo sócio conta com 69 anos de idade”
(fl. 2.303). Requer a aplicação das penalidades por litigância de má-fé.
Pugna pelo prosseguimento do feito e certificação do trânsito em julgado
da decisão recorrida.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco publicado
em 15.11.2007.
Esclareço cuidar-se de ação ordinária de cobrança ajuizada por
Gravatá Industrial Ltda., ora agravada, por meio da qual requer o
pagamento de débitos referentes à prestação de serviços, em regime de
2
Supremo Tribunal Federal
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02/06/1998, três anos após a data dos fatos alegados como causa de pedir pela
autora/recorrida (...)” (fl. 2.263). Reafirma a violação do art. 37, caput e XXI,
da Lei Maior e “(...) a constitucionalidade da imputação à Telemar Norte Leste
S/A, na qualidade de ‘sucessora’ da sociedade de economia mista TELPE –
Telecomunicações de Pernambuco S/A, de ‘obrigação de pagar’ decorrente de
prestação de serviços alegadamente ocorrida posteriormente à edição da Lei
Federal n 8.666/93 (Lei de Licitações) – tenha esta efetivamente prestada ou não
pela demandada/agravada – sem prévio Contrato administrativo escrito
precedido de regular procedimento licitatório (na modalidade concorrência)” (fl.
2.288). Insiste na alegação de afronta direta aos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV,
e 37, XXI, da Constituição Federal. Requer o sobrestamento deste recurso
até o trânsito em julgado do agravo em recurso extraordinário interposto
no Superior Tribunal de Justiça que integra estes autos, e caso não seja o
entendimento da Turma, o provimento do recurso extraordinário, ora em
análise.
Em contrarrazões, juntadas às fls. 2.299-309, Gravatá Industrial Ltda.
alega o não cabimento do sobrestamento do feito, na medida em que
todos os recursos foram rejeitados e ausente prejuízo, “(...) já que o recurso
extraordinário não possui requisitos essenciais para seu conhecimento” (fl.
2.302). Considera “irretocável a decisão agravada, por ser inadmissível o
recurso extraordinário para discutir matéria infraconstitucional buscando a
ofensa reflexa aos princípios constitucionais” (fl. 2.307). Informa que este
recurso é o 13... (décimo terceiro) manejado pelo ora agravante,
configurando-o “(...) como protelatório, com abuso do direito de recorrer, a fim
de evitar a satisfação do crédito da autora, cujo sócio conta com 69 anos de idade”
(fl. 2.303). Requer a aplicação das penalidades por litigância de má-fé.
Pugna pelo prosseguimento do feito e certificação do trânsito em julgado
da decisão recorrida.
Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco publicado
em 15.11.2007.
Esclareço cuidar-se de ação ordinária de cobrança ajuizada por
Gravatá Industrial Ltda., ora agravada, por meio da qual requer o
pagamento de débitos referentes à prestação de serviços, em regime de
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17
Relatório
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
empreitada, à Telecomunicações de Pernambuco S/A TELPE, antecessora
da Telemar Norte Leste S/A. Desse acórdão, a ora agravante interpôs na
origem recurso especial (fls. 855-90) e recurso extraordinário (fls. 805-32),
ambos admitidos pela vice presidência do Tribunal de Justiça do Estado
de Pernambuco (fls. 1.019-26).
O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração
nos embargos de declaração no recurso especial n 1.096.917 (fls. 1.437-
44, 1.395-403 e 1.186-204, respectivamente). Do acórdão que rejeitou os
embargos de declaração mantendo a negativa de provimento do recurso
especial foi interposto outro recurso extraordinário (fls. 1.627-64).
Inadmitido, pelo Superior Tribunal de Justiça, o apelo extraordinário
(fls. 1.808-10) foi peticionado agravo por Telemar Norte Leste S/A, a que
neguei provimento (fls. 1.991-3). Inconformada, a parte manejou o
primeiro agravo regimental (fls. 1.996-23), do qual não conheceu esta 1...
Turma (fls. 2.125-33), acórdão que desafiou ainda embargos declaratórios,
do qual foram rejeitados por esta 1... Turma (fls. 2.234-42), DJe 30.9.2014 (fl.
2.343), com trânsito em julgado em 15.10.2014.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
empreitada, à Telecomunicações de Pernambuco S/A TELPE, antecessora
da Telemar Norte Leste S/A. Desse acórdão, a ora agravante interpôs na
origem recurso especial (fls. 855-90) e recurso extraordinário (fls. 805-32),
ambos admitidos pela vice presidência do Tribunal de Justiça do Estado
de Pernambuco (fls. 1.019-26).
O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração
nos embargos de declaração no recurso especial n 1.096.917 (fls. 1.437-
44, 1.395-403 e 1.186-204, respectivamente). Do acórdão que rejeitou os
embargos de declaração mantendo a negativa de provimento do recurso
especial foi interposto outro recurso extraordinário (fls. 1.627-64).
Inadmitido, pelo Superior Tribunal de Justiça, o apelo extraordinário
(fls. 1.808-10) foi peticionado agravo por Telemar Norte Leste S/A, a que
neguei provimento (fls. 1.991-3). Inconformada, a parte manejou o
primeiro agravo regimental (fls. 1.996-23), do qual não conheceu esta 1...
Turma (fls. 2.125-33), acórdão que desafiou ainda embargos declaratórios,
do qual foram rejeitados por esta 1... Turma (fls. 2.234-42), DJe 30.9.2014 (fl.
2.343), com trânsito em julgado em 15.10.2014.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17
Voto - MIN. ROSA WEBER
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
684.567 PERNAMBUCO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do
Estado de Pernambuco (fls. 750-70), maneja o recurso
extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Telemar
Norte Leste S/A. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5...,
II, XXXV, LIV e LV, e 37, XXI, da Lei Maior (fls. 805-32).
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
684.567 PERNAMBUCO
V O T O
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame
do mérito.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do
Estado de Pernambuco (fls. 750-70), maneja o recurso
extraordinário, com base no art. 102, III, da Lei Maior, Telemar
Norte Leste S/A. Aparelhado o recurso na violação dos arts. 5...,
II, XXXV, LIV e LV, e 37, XXI, da Lei Maior (fls. 805-32).
É o relatório.
Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
Da detida análise dos fundamentos adotados pelo
Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo
veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões
veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso.
O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais
indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da
legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional e da
proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla
defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a
interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à
espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o
que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior,
nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo
Tribunal Federal, verbis:
‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido,
do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
Por seu turno, as instâncias ordinárias decidiram a
questão com fundamento na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Ademais, a aplicação de tal legislação ao
caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-
normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada
violação do art. 37, XXI, da Constituição da República. Nesse
sentido: Recurso Extraordinário 609.7270-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma,
DJe 25.9.2012; e AI 639.839-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe 13.6.2008, verbis :
‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
2
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto
constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta;
ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos
princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93,
IX, da Constituição Federal.’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator
Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005)
‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO:
ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV
e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer
a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação,
interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão
fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso
constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não
configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5...,
XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou
não, do direito adquirido, situa-se no campo
infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo
legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela
indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas
processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a
admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V.
- Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator
Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002).
Por seu turno, as instâncias ordinárias decidiram a
questão com fundamento na legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Ademais, a aplicação de tal legislação ao
caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-
normativas da decisão recorrida, não enseja a apontada
violação do art. 37, XXI, da Constituição da República. Nesse
sentido: Recurso Extraordinário 609.7270-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma,
DJe 25.9.2012; e AI 639.839-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo
Lewandowski, 1... Turma, DJe 13.6.2008, verbis :
‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende do prévio exame da Lei
8.666/93, legislação ordinária. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta. II - A alegada violação ao art. 5..., XXXV,
da Constituição, em regra, configura situação de ofensa
meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso extraordinário. III - Matéria que
demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido.’
Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal
(“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”).
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput).”
Nada colhe o agravo.
Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos
autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art.
5..., II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. ALEGADA
VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO
Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas
constitucionais, no caso, depende do prévio exame da Lei
8.666/93, legislação ordinária. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria indireta. II - A alegada violação ao art. 5..., XXXV,
da Constituição, em regra, configura situação de ofensa
meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o
conhecimento do recurso extraordinário. III - Matéria que
demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido.’
Outrossim, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço,
lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento,
razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos
preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o
revolvimento do quadro fático delineado, procedimento
vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal
(“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”).
Nesse sentir, não merece seguimento o recurso
extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos
da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja
detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa
direta e literal a preceito da Constituição da República.
Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art.
557, caput).”
Nada colhe o agravo.
Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos
autos não alcança status constitucional. O exame da alegada ofensa ao art.
5..., II, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à
competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da
3
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
Constituição Federal. Cito precedentes:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 30.05.2012. Inexistência de violação do art. 93, IX, da
Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema
Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido
pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5...,
II, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta dependeria de prévia
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o
que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista
no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido”(ARE
784.723-AgR/PA, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 14.10.2014).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ARTIGO 543 DO Código de Processo Civil.
SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. ART. 5...,
XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA INDIRETA.
ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE COMPRA E VENDA.
NULIDADE. DISSONÂNCIA ENTRE OS TERMOS DO
EDITAL DE LICITAÇÃO E AS CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. ALEGAÇÃO DE
OFENSA
AO
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE.
REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA
4
Supremo Tribunal Federal
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
Constituição Federal. Cito precedentes:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA.
ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. EVENTUAL
VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
NÃO
VIABILIZA
O
MANEJO
DE
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO
EM 30.05.2012. Inexistência de violação do art. 93, IX, da
Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema
Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional
explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade,
contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido
pelas partes. Precedentes. O exame da alegada ofensa ao art. 5...,
II, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta dependeria de prévia
análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o
que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista
no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo
regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que
lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à
ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da
República. Agravo regimental conhecido e não provido”(ARE
784.723-AgR/PA, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 14.10.2014).
“AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ARTIGO 543 DO Código de Processo Civil.
SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. ART. 5...,
XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA INDIRETA.
ADMINISTRATIVO. CONTRATO DE COMPRA E VENDA.
NULIDADE. DISSONÂNCIA ENTRE OS TERMOS DO
EDITAL DE LICITAÇÃO E AS CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. ALEGAÇÃO DE
OFENSA
AO
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE.
REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS
INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1..., do
Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se
aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando
os recursos especial e extraordinário são admitidos. II - Esta
Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em
regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir
matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do
devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da
prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação
depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por
configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional.
Precedentes. III – Rever a decretação de nulidade do negócio
jurídico depende do reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, bem como da interpretação de cláusulas
contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do
Supremo Tribunal Federal. IV - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de
Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a
verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação
dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo
(Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). V - Agravo regimental improvido” (AI
764.133-AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma,
DJe 17.12.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
De outro lado, o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco,
decidiu, por unanimidade, rejeitar a preliminar de nulidade da sentença e
no mérito negar provimento à apelação, cujo acórdão segue parcialmente
transcrito:
5
Supremo Tribunal Federal
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1..., do
Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do
recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se
aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando
os recursos especial e extraordinário são admitidos. II - Esta
Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em
regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir
matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do
devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da
prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação
depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por
configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional.
Precedentes. III – Rever a decretação de nulidade do negócio
jurídico depende do reexame do conjunto fático-probatório
constante dos autos, bem como da interpretação de cláusulas
contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do
Supremo Tribunal Federal. IV - O Tribunal entende não ser cabível a interposição de
Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a
verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação
dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo
(Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). V - Agravo regimental improvido” (AI
764.133-AgR/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma,
DJe 17.12.2012).
“A afronta aos princípios do devido processo legal, da
ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando depende, para ser
reconhecida como tal, da análise de normas
infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa
à Constituição da República” (AI 745.285-AgR/PE, Rel. Min.
Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2012).
De outro lado, o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco,
decidiu, por unanimidade, rejeitar a preliminar de nulidade da sentença e
no mérito negar provimento à apelação, cujo acórdão segue parcialmente
transcrito:
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
“(...)
Em suas razões de mérito, a ré-apelante,
inicialmente, sustenta a inexistência de relação
obrigacional entre as partes, no período entre os
contratos firmados em 1993 e 1995. Nesse viés,
alega que a demanda refere-se a cobrança por
serviços prestados à TELPE, a quem sucedeu em
1998, por ocasião das privatizações do sistema
Telebrás ; prossegue argumentando que, dado o
caráter eminentemente público que tinha a
contratante
àquela
época,
os
contratos
administrativos deveriam observar a forma
prescrita na Lei 8.666/93 (Lei de licitações), sob
pena de nulidade.
Como já relatado, os contratos TPE
33.000/93M e TPE 32.000/007/93-1 foram firmado s
em março de 1993, e, em junho do mesmo ano, foi
editada a Lei n. 8.666, pondo termo às
contratações vigentes. No entanto, considerando
ser indispensável a manutenção das linhas
telefônicas, a autora-apelada foi instada a dar
curso aos serviços, até que se firmasse novo
contrato, após cumpridas todas as formalidades
exigidas pela nova lei, o que veio a acontecer
somente em maio de 1995, pelo TPE23.000/0
11/951.
E ainda que, por hipótese, fosse nulificado o contrato
verbal, a própria Lei de Licitações, em seu art. 59, p. ún., diz que
‘a nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar
o contratado pelo que houver executado até a data em que ela
for declarada (...)’.
Quanto à efetiva comprovação dos serviços prestados,
destaco: os documentos emitidos pela própria TELPE (fls.
114/213), sob a rubrica de "Resumo dos Serviços Executados"; os
Relatórios da Comissão de Averiguação da TELPE (fls. 265/268)
6
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
“(...)
Em suas razões de mérito, a ré-apelante,
inicialmente, sustenta a inexistência de relação
obrigacional entre as partes, no período entre os
contratos firmados em 1993 e 1995. Nesse viés,
alega que a demanda refere-se a cobrança por
serviços prestados à TELPE, a quem sucedeu em
1998, por ocasião das privatizações do sistema
Telebrás ; prossegue argumentando que, dado o
caráter eminentemente público que tinha a
contratante
àquela
época,
os
contratos
administrativos deveriam observar a forma
prescrita na Lei 8.666/93 (Lei de licitações), sob
pena de nulidade.
Como já relatado, os contratos TPE
33.000/93M e TPE 32.000/007/93-1 foram firmado s
em março de 1993, e, em junho do mesmo ano, foi
editada a Lei n. 8.666, pondo termo às
contratações vigentes. No entanto, considerando
ser indispensável a manutenção das linhas
telefônicas, a autora-apelada foi instada a dar
curso aos serviços, até que se firmasse novo
contrato, após cumpridas todas as formalidades
exigidas pela nova lei, o que veio a acontecer
somente em maio de 1995, pelo TPE23.000/0
11/951.
E ainda que, por hipótese, fosse nulificado o contrato
verbal, a própria Lei de Licitações, em seu art. 59, p. ún., diz que
‘a nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar
o contratado pelo que houver executado até a data em que ela
for declarada (...)’.
Quanto à efetiva comprovação dos serviços prestados,
destaco: os documentos emitidos pela própria TELPE (fls.
114/213), sob a rubrica de "Resumo dos Serviços Executados"; os
Relatórios da Comissão de Averiguação da TELPE (fls. 265/268)
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
e do Diretor de Operações (fls. 270/271); o Anexo 08 (fl. 276),
que define a quantidade e o preço dos serviços prestados, cujos
pagamentos estão pendentes; e o Ofício do Tribunal de Contas
da União (fl. 116).
Finalmente, o ponto mais polêmico diz respeito ao preço
aplicável aos serviços executados durante o período da vacância
de contrato formal. Pretende a ré-apelante que sejam
considerados os preços referentes aos contratos de 1993, sem
qualquer incidência dos juros de mora, enquanto a autora-
apelada pugna pela aplicê1Ção retroativa dos preços praticados
no contrato de 1995.
O Magistrado a quo assim se posicionou, à fl. 639:
‘É oportuno frisar que a demandada pretendeu, no
cálculo perseguido, a utilização do H/ H referente ao
contrato de 1993, sem qualquer atualização, o que refletiu
o cálculo referido no valor de R$ 394.924,92 (trezentos e
noventa e quatro mil, novecentos e vinte e quatro reais e
noventa e dois centavos). Acatar tal tese parece-me
extremamente injusto. Os serviços foram prestados entre
1994 e 1995. Comt) se admitir a aplicação dos valores
antigos, sem qualquer correção. Isto, sim, implica em
ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA, o que deve ser
veementemente combatido pela Justiça.’
Avalizo as judiciosas razões que inspiraram o Juiz da
causa a repelir o locupletamento indevido, salientando que a
credora persegue a retribuição pelos serviços executados há
mais de década.
Assim, entendo não ser razoável pagar em valores que, à
época, já estavam defasados, porque fixados para março de
1993, se a cobrança refere-se ao período de 1994 a maio de 1995.
Sensato, sim, é remunerar-lhes pelos preços constantes no
contrato firmado em maio de 1995.
No tocante ao pedido deduzido pela autora-apelada, para
que seja a ré-apelante condenada por litigância de má-fé, não
7
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
e do Diretor de Operações (fls. 270/271); o Anexo 08 (fl. 276),
que define a quantidade e o preço dos serviços prestados, cujos
pagamentos estão pendentes; e o Ofício do Tribunal de Contas
da União (fl. 116).
Finalmente, o ponto mais polêmico diz respeito ao preço
aplicável aos serviços executados durante o período da vacância
de contrato formal. Pretende a ré-apelante que sejam
considerados os preços referentes aos contratos de 1993, sem
qualquer incidência dos juros de mora, enquanto a autora-
apelada pugna pela aplicê1Ção retroativa dos preços praticados
no contrato de 1995.
O Magistrado a quo assim se posicionou, à fl. 639:
‘É oportuno frisar que a demandada pretendeu, no
cálculo perseguido, a utilização do H/ H referente ao
contrato de 1993, sem qualquer atualização, o que refletiu
o cálculo referido no valor de R$ 394.924,92 (trezentos e
noventa e quatro mil, novecentos e vinte e quatro reais e
noventa e dois centavos). Acatar tal tese parece-me
extremamente injusto. Os serviços foram prestados entre
1994 e 1995. Comt) se admitir a aplicação dos valores
antigos, sem qualquer correção. Isto, sim, implica em
ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA, o que deve ser
veementemente combatido pela Justiça.’
Avalizo as judiciosas razões que inspiraram o Juiz da
causa a repelir o locupletamento indevido, salientando que a
credora persegue a retribuição pelos serviços executados há
mais de década.
Assim, entendo não ser razoável pagar em valores que, à
época, já estavam defasados, porque fixados para março de
1993, se a cobrança refere-se ao período de 1994 a maio de 1995.
Sensato, sim, é remunerar-lhes pelos preços constantes no
contrato firmado em maio de 1995.
No tocante ao pedido deduzido pela autora-apelada, para
que seja a ré-apelante condenada por litigância de má-fé, não
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
merece acolhida, em vista do princípio da ampla defesa, que
tem assento constitucional, e do qual decorre o princípio
processual da recorribilidade.
Por todo o exposto, nego provimento ao apelo,
confirmando integralmente a sentença recorrida, para condenar
a empresa apelante a pagar à apelada a quantia de R$
918.594,49 (novecentos e dezoito mil, quinhentos e noventa e
quatro reais e quarenta e nove centavos), representada no laudo
pericial de fls. 618/619, corrigindo-se o erro material nele
constante, no sentido de aplicar ao cálculo do h/h
(homem/hora) o valor dos serviços do tipo L, C e B, nos meses
de abril e maio de 1995, atualizada até o mês de agosto de 2005,
incidindo a correção monetária pela Tabela do ENCOGE, e
juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês, a partir de
agosto de 2005 até o efetivo pagamento, excluídos da
condenação os juros compensatórios de 0,5% (meio por cento)
no tocante aos serviços prestados no mês de abril de 1995.
(...)” (fl. 750-70).
Segue o teor do acórdão recorrido:
“CIVIL
E
ADMINISTRATIVO.
CONTRATOS.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. AÇÃO DE COBRANÇA.
LOCUPLETAMENTO INDEVIDO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
Havendo contrato formal anterior e contrato formal
subsequente, o período intermediário, no qual vigorou contrato
informal e não houve fixação de preço, deve ser remunerado
pelos valores do último, pela maior proximidade com o período
cobrado, a fim de repelir o locupletamento sem causa por parte
do devedor.
Não merece acolhida, pedido de condenação por litigância
de má-fé, quando a alegada procrastinação refere-se a
interposição de recurso de apelação” (fl. 750).
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do preço fixado
da prestação do serviço executado pela ora agravada no período de
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
merece acolhida, em vista do princípio da ampla defesa, que
tem assento constitucional, e do qual decorre o princípio
processual da recorribilidade.
Por todo o exposto, nego provimento ao apelo,
confirmando integralmente a sentença recorrida, para condenar
a empresa apelante a pagar à apelada a quantia de R$
918.594,49 (novecentos e dezoito mil, quinhentos e noventa e
quatro reais e quarenta e nove centavos), representada no laudo
pericial de fls. 618/619, corrigindo-se o erro material nele
constante, no sentido de aplicar ao cálculo do h/h
(homem/hora) o valor dos serviços do tipo L, C e B, nos meses
de abril e maio de 1995, atualizada até o mês de agosto de 2005,
incidindo a correção monetária pela Tabela do ENCOGE, e
juros moratórios de 1% (um por cento) ao mês, a partir de
agosto de 2005 até o efetivo pagamento, excluídos da
condenação os juros compensatórios de 0,5% (meio por cento)
no tocante aos serviços prestados no mês de abril de 1995.
(...)” (fl. 750-70).
Segue o teor do acórdão recorrido:
“CIVIL
E
ADMINISTRATIVO.
CONTRATOS.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. AÇÃO DE COBRANÇA.
LOCUPLETAMENTO INDEVIDO. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ.
Havendo contrato formal anterior e contrato formal
subsequente, o período intermediário, no qual vigorou contrato
informal e não houve fixação de preço, deve ser remunerado
pelos valores do último, pela maior proximidade com o período
cobrado, a fim de repelir o locupletamento sem causa por parte
do devedor.
Não merece acolhida, pedido de condenação por litigância
de má-fé, quando a alegada procrastinação refere-se a
interposição de recurso de apelação” (fl. 750).
Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do preço fixado
da prestação do serviço executado pela ora agravada no período de
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dezembro de 1994 a maio de 1995 – atividade laborada no período
intermediário entre o contrato formal anterior (1993) e o contrato formal
subsequente (1995) - demandaria a análise da legislação
infraconstitucional das cláusulas contratuais e da moldura fática
delineada no acórdão de origem. Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. LICITAÇÃO. IDENTIFICAÇÃO DO
OBJETO CONTRATADO (ATIVIDADE-FIM OU MEIO).
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL.
CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. Para dissentir da conclusão do
Tribunal de origem acerca da prescindibilidade de
procedimento licitatório, seria necessário o exame da legislação
infraconstitucional pertinente, dos fatos subjacentes e de
cláusulas dos contratos firmados entre as partes. Providências
que torna inviável o processamento do recurso extraordinário,
nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a
que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 725.385-AgR/SP, Rel. Min.
Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 21.11.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE SUBCONCESSÃO.
NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL,
DAS
CLÁUSULAS
CONTRATUAIS E DAS PROVAS DOS AUTOS. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 743.429-agR/DF,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 28.10.2013).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Administrativo. Contrato de prestação de serviços.
Prorrogação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1.
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ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
dezembro de 1994 a maio de 1995 – atividade laborada no período
intermediário entre o contrato formal anterior (1993) e o contrato formal
subsequente (1995) - demandaria a análise da legislação
infraconstitucional das cláusulas contratuais e da moldura fática
delineada no acórdão de origem. Colho precedentes:
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. LICITAÇÃO. IDENTIFICAÇÃO DO
OBJETO CONTRATADO (ATIVIDADE-FIM OU MEIO).
AUSÊNCIA
DE
MATÉRIA
CONSTITUCIONAL.
CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA
DAS SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. Para dissentir da conclusão do
Tribunal de origem acerca da prescindibilidade de
procedimento licitatório, seria necessário o exame da legislação
infraconstitucional pertinente, dos fatos subjacentes e de
cláusulas dos contratos firmados entre as partes. Providências
que torna inviável o processamento do recurso extraordinário,
nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a
que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 725.385-AgR/SP, Rel. Min.
Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 21.11.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO.
PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE SUBCONCESSÃO.
NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL,
DAS
CLÁUSULAS
CONTRATUAIS E DAS PROVAS DOS AUTOS. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS NS. 279 E454 DO
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 743.429-agR/DF,
Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe 28.10.2013).
“Agravo regimental no recurso extraordinário.
Administrativo. Contrato de prestação de serviços.
Prorrogação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1.
9
Supremo Tribunal Federal
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7044728.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17
Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental
não provido” (Recurso Extraordinário 604.309-AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 29.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
RELAÇÃO
CONTRATUAL ENTRE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E
PARTICULAR.
ALEGAÇÃO
DE
DESEQUILÍBRIO
ECONÔMICO-FINANCEIRO NO PACTO FIRMADO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DO INSTRUMENTO DE
CONTRATO. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Inviável em recurso extraordinário o reexame
do conjunto fático-probatório constante dos autos e das
cláusulas do contrato firmado entre as partes. Incidência das
Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II - O exame da alegada ofensa ao
texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada
pelo juízo a quo à legislação infraconstitucional que rege a
matéria (Lei 8.666/1993). A afronta à Constituição, se ocorrente,
seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III -
Agravo regimental improvido” (ARE 713.314-AgR/DF, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 11.3.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO POPULAR. REQUISITOS.
LESIVIDADE AO PATRIMÔNIO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE
COMPROVAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
DEVOLUÇÃO
DOS
PAGAMENTOS
REALIZADOS.
SERVIÇOS EFETIVAMENTE PRESTADOS. PRINCÍPIO DA
VEDAÇÃO DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. 1. Reexame
de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário.
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. No caso dos
10
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Supremo Tribunal Federal
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa.
Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental
não provido” (Recurso Extraordinário 604.309-AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1...
Turma, DJe 29.8.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
COM
AGRAVO.
RELAÇÃO
CONTRATUAL ENTRE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E
PARTICULAR.
ALEGAÇÃO
DE
DESEQUILÍBRIO
ECONÔMICO-FINANCEIRO NO PACTO FIRMADO.
NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-
PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS DO INSTRUMENTO DE
CONTRATO. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
IMPROVIDO. I - Inviável em recurso extraordinário o reexame
do conjunto fático-probatório constante dos autos e das
cláusulas do contrato firmado entre as partes. Incidência das
Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II - O exame da alegada ofensa ao
texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada
pelo juízo a quo à legislação infraconstitucional que rege a
matéria (Lei 8.666/1993). A afronta à Constituição, se ocorrente,
seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. III -
Agravo regimental improvido” (ARE 713.314-AgR/DF, Rel.
Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 11.3.2013).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO POPULAR. REQUISITOS.
LESIVIDADE AO PATRIMÔNIO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE
COMPROVAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
DEVOLUÇÃO
DOS
PAGAMENTOS
REALIZADOS.
SERVIÇOS EFETIVAMENTE PRESTADOS. PRINCÍPIO DA
VEDAÇÃO DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. 1. Reexame
de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário.
Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. No caso dos
10
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
autos, a devolução dos pagamentos realizados pela
Municipalidade a título de remuneração por serviços
efetivamente prestados implicaria em locupletamento indevido
da Administração. Princípio da vedação do enriquecimento sem
causa. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
594.354-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 11.9.2009).
De outra parte, não há falar em sobrestamento do presente feito,
consoante requer a agravante, uma vez que o agravo no recurso
extraordinário, fls. 1.808-10 - ao qual negado seguimento de fls. 1.991-3, e
rejeitados os embargos de declaração no agravo regimental de fls. 2.234-
42 - transitou em julgado em 15.10.2014.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
11
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 684567 AGR-SEGUNDO / PE
autos, a devolução dos pagamentos realizados pela
Municipalidade a título de remuneração por serviços
efetivamente prestados implicaria em locupletamento indevido
da Administração. Princípio da vedação do enriquecimento sem
causa. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário
594.354-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 11.9.2009).
De outra parte, não há falar em sobrestamento do presente feito,
consoante requer a agravante, uma vez que o agravo no recurso
extraordinário, fls. 1.808-10 - ao qual negado seguimento de fls. 1.991-3, e
rejeitados os embargos de declaração no agravo regimental de fls. 2.234-
42 - transitou em julgado em 15.10.2014.
Nesse contexto, as razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada,
mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito
da Constituição da República.
Agravo regimental conhecido e não provido.
É como voto.
11
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 684.567
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S) : ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias
Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 684.567
PROCED. : PERNAMBUCO
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : TELEMAR NORTE LESTE S/A
ADV.(A/S) : ERIK LIMONGI SIAL E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA
ADV.(A/S) : FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto da relatora. Unânime. Não participaram,
justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias
Toffoli e Luiz Fux. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.
Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 684 . 567",
"ARE 684567",
"ARE 684567 AGR - SEGUNDO / PE",
"RECURSO",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO 684 . 567",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 684567 AGR",
"ARE 684567 AGR - SEGUNDO / PE",
"recurso especial n 1 . 096 . 917",
"recurso especial n 1 . 096 . 917",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM",
"ARE 684567 AGR",
"AI",
"-",
"AgR",
"-",
"436",
".",
"911",
"/",
"SE",
"-",
"AgR",
"-",
"154",
".",
"158",
"/",
"SP",
"Recurso Extraordinário 609 . 7270 - AgR / RJ",
"AI 639 . 839 - AgR / SP",
"ARE 684567",
"Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP",
"Recurso Extraordinário 609 . 7270 - AgR / RJ",
"AI 639 . 839 - AgR / SP",
"ARE 684567 AGR -",
"SEGUNDO / PE",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal",
"ARE 784 . 723 - AgR / PA",
"SÚMULAS 279",
"ARE 684567 AGR",
"ARE 784 . 723 - AgR / PA",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 764 . 133 - AgR / DF",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"ARE 684567",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 764 . 133 - AgR / DF",
"AI 745 . 285 - AgR / PE",
"ARE 684567 AGR",
"ARE 684567",
"ARE 684567 AGR - SEGUNDO / PE",
"ARE 684567 AGR",
"SÚMULAS 279 E 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 725 . 385 - AgR / SP",
"SÚMULAS NS . 279",
"ARE 743 . 429",
"ARE 684567 AGR - SEGUNDO / PE",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279",
"Recurso Extraordinário 725 . 385 - AgR / SP",
"SÚMULAS NS . 279 E454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"ARE 743 . 429 - agR / DF",
"Súmulas ns 636",
"Recurso Extraordinário 604 .",
"309",
"-",
"AgR",
"/",
"RS",
"SÚMULAS 279",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 713 . 314 - AgR / DF",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário 604 . 309 - AgR / RS",
"Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 713 . 314 - AgR / DF",
"Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 684567 AGR - SEGUNDO / PE",
"Recurso Extraordinário 594 . 354 - AgR / SP",
"ARE 684567 AGR - SEGUNDO / PE",
"Recurso Extraordinário 594 . 354 - AgR / SP"
],
"LEGISLACAO": [
"art . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 08",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Emenda Constitucional n 08",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , caput e XXI , da Lei Maior",
"Lei Federal n 8 . 666 / 93",
"Lei de",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , e 37 , XXI , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 , caput e XXI , da Lei Maior",
"Lei Federal n 8 . 666 / 93",
"Lei de",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , e 37 , XXI , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , e 37 , XXI , da Lei Maior",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 102 , III , da Lei Maior",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , e 37 , XXI , da Lei Maior",
"art . 5 . . . da Lei Maior",
"art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"2001",
"arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal .",
"art . 37 , XXI , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"C",
".",
"art . 37 , XXI , da Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXV , DA CONSTITUIÇÃO",
"Lei 8 . 666 / 93",
"Constituição",
"art",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"art . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da 3 Supremo",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"ART . 5 . . . , XXXV , DA CONSTITUIÇÃO",
"Lei 8 . 666 / 93",
"Constituição",
"art . 5 . . . , XXXV , da Constituição",
"Constituição da República",
"Código de Processo Civil , art . 557 , caput",
"art . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal",
"art . 102 da 3 Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"CONSTITUIÇÃO",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"ARTIGO 543 DO Código de Processo Civil",
"ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição Federal",
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA",
"art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"art . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta",
"art . 102 da Constituição Federal",
"Constituição da República",
"ARTIGO 543 DO Código de Processo Civil",
"ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Constituição da República ”",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 543 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 666 / 93",
"Lei",
"Lei n . 8 . 666",
"Lei de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 666 / 93",
"Lei n . 8 . 666",
"Lei de",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 666 / 1993",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei 8 . 666 / 1993",
"Constituição",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /"
],
"LOCAL": [
"PERNAMBUCO",
"Brasília",
"Brasília",
"PERNAMBUCO",
"Pernambuco",
"PERNAMBUCO",
"Pernambuco",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO",
"PERNAMBUCO"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"TELEMAR NORTE LESTE S / A",
"GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO AG .",
"TELEMAR NORTE LESTE S / A",
"GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Telemar Norte Leste S / A",
"Telemar Norte Leste S / A",
"União Federal",
"Telebrás",
"TELPE",
"-",
"Telecomunicações de Pernambuco S / A",
"Telemar Norte Leste S / A",
"ANATEL",
"ANATEL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA",
"TURMA",
"TELEMAR NORTE LESTE S / A",
"GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Telemar Norte Leste S / A",
"Telemar Norte Leste S / A",
"União Federal",
"Telebrás",
"TELPE",
"- Telecomunicações de Pernambuco S / A",
"Telemar Norte Leste S / A",
"ANATEL",
"ANATEL",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Telemar Norte Leste S / A",
"TELPE – Telecomunicações de Pernambuco S / A",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Gravatá Industrial Ltda .",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Gravatá Industrial Ltda .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDO",
"/",
"Telemar Norte Leste S / A",
"TELPE",
"Telecomunicações de Pernambuco S / A",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Gravatá Industrial Ltda .",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Gravatá Industrial Ltda .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Telecomunicações de Pernambuco S / A",
"TELPE",
"Telemar Norte Leste S / A",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Telemar Norte Leste S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Telecomunicações de Pernambuco S / A TELPE",
"Telemar Norte Leste S / A",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Telemar Norte Leste S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Telemar Norte Leste S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"SEGUNDO",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Telemar Norte Leste S / A",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"-",
"AgR",
"/",
"1",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
".",
"1",
".",
".",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"-",
"SEGUNDO",
"/",
"Supremo Tribunal Federal",
"Superior Tribunal de Justiça",
"2",
".",
".",
". Turma",
"1",
".",
".",
". Turma",
"Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"TELPE",
"Telebrás",
"TELPE",
"Comissão",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"TELPE",
"Telebrás",
"TELPE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Tribunal de Contas da União",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDO",
"/",
"PE",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"1",
".",
". . Turma",
"2",
".",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
".",
".",
". Turma",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDO",
"1",
".",
".",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
". . Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
". Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"TELEMAR NORTE LESTE S / A",
"GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"TELEMAR NORTE LESTE S / A",
"GRAVATÁ INDUSTRIAL LTDA",
"Primeira Turma",
"Primeira",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"ROSA WEBER",
"ERIK LIMONGI SIAL",
"FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ERIK LIMONGI SIAL",
"FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"ERIK LIMONGI SIAL",
"FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Rosa Weber",
"Rosa Weber",
"ROSA WEBER",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Sepúlveda Pertence",
"Carlos Velloso",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"ROSA WEBER",
"ROSA WEBER ARE",
"ROSA WEBER ARE 684567",
"ROSA WEBER ARE",
"Roberto Barroso",
"Cármen Lúcia",
"Roberto Barroso",
"Cármen Lúcia",
"ROSA WEBER",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"Dias Toffoli",
"Ricardo Lewandowski",
"ROSA WEBER",
"Eros Grau",
"Eros Grau",
"ROSA WEBER",
"ERIK LIMONGI SIAL",
"FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"ROSA WEBER",
"ERIK LIMONGI SIAL",
"FÁBIO MUNIZ GUERRA NERY",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"15",
".",
"11",
".",
"2007",
"dezembro de 1994",
"maio de 1995",
"1993",
"1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"dezembro de 1994",
"maio de 1995",
"15 de agosto de 1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"dezembro de 1994",
"maio de 1995",
"15 de agosto de 1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"06",
"/",
"1998",
"15",
".",
"11",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"02",
"/",
"06",
"/",
"1998",
"15",
".",
"11",
".",
"2007",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"9",
".",
"2014",
"15",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"9",
".",
"2014",
"15",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"25",
".",
"9",
".",
"2012",
"13",
".",
"6",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"6",
".",
"2005",
"20",
".",
"9",
".",
"2002",
"25",
".",
"9",
".",
"2012",
"13",
".",
"6",
".",
"2008",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"05",
".",
"2012",
"14",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
".",
"05",
".",
"2012",
"14",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"12",
".",
"2012",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"12",
".",
"2012",
"1",
".",
".",
".",
".",
"02",
".",
"2012",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1993",
"1995",
"1998",
"março de 1993",
"junho",
"maio de 1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1993",
"1995",
"1998",
"março de 1993",
"junho",
"maio de 1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1993",
"1995",
"1993",
"1994",
"1995",
"março de 1993",
"1994",
"maio de 1995",
"maio de 1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1993",
"1995",
"1993",
"1994",
"1995",
"março de 1993",
"1994",
"maio de 1995",
"maio de 1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"abril e maio de 1995",
"agosto de 2005",
"agosto de 2005",
"abril de 1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"abril e maio de 1995",
"agosto de 2005",
"agosto de 2005",
"abril de 1995",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"dezembro de 1994",
"1993",
"1995",
"21",
".",
"11",
".",
"2013",
"28",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"dezembro de 1994",
"1993",
"1995",
"21",
".",
"11",
".",
"2013",
"28",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"8",
".",
"2013",
"11",
".",
"3",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"8",
".",
"2013",
"11",
".",
"3",
".",
"2013",
"“",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"9",
".",
"2009",
"15",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
".",
"9",
".",
"2009",
"15",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANTÔNIO
INÁCIO
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
RECURSO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO –
EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. Quando envolvida controvérsia
sobre cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário apenas é
aberta se, no acórdão, constar premissa contrária à Constituição Federal.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087292.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANTÔNIO
INÁCIO
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de
2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO
DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO
TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
– IMPROPRIEDADE.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. Nota-se que a interposição de recurso extraordinário
contra decisão da Justiça do Trabalho vem ocorrendo com
verdadeira automaticidade. Para tanto, articula-se com a ofensa
à Carta da República, quando, na realidade, o que se observa é
a tentativa de transformar a Suprema Corte em órgão
simplesmente revisor das decisões prolatadas na última
instância do Judiciário Trabalhista.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087293.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANTÔNIO
INÁCIO
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de
2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO
DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO
TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
– IMPROPRIEDADE.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. Nota-se que a interposição de recurso extraordinário
contra decisão da Justiça do Trabalho vem ocorrendo com
verdadeira automaticidade. Para tanto, articula-se com a ofensa
à Carta da República, quando, na realidade, o que se observa é
a tentativa de transformar a Suprema Corte em órgão
simplesmente revisor das decisões prolatadas na última
instância do Judiciário Trabalhista.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087293.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6
Relatório
RE 727285 AGR / PB
articulação sobre a violência ao Diploma Maior, pretende-se
guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado em exame de processo da
competência da Corte.
2. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de
fundo e busca demonstrar a existência de ofensa aos artigos 37, inciso II,
114 do corpo permanente da Constituição Federal e 19, § 1º, das
Disposições Transitórias. Sustenta a competência da Justiça do Trabalho
para o deslinde da controvérsia, a impossibilidade de transmudação do
regime jurídico e a não incidência da prescrição bienal.
O Município de João Pessoa, instado a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087293.
Supremo Tribunal Federal
RE 727285 AGR / PB
articulação sobre a violência ao Diploma Maior, pretende-se
guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado em exame de processo da
competência da Corte.
2. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de
fundo e busca demonstrar a existência de ofensa aos artigos 37, inciso II,
114 do corpo permanente da Constituição Federal e 19, § 1º, das
Disposições Transitórias. Sustenta a competência da Justiça do Trabalho
para o deslinde da controvérsia, a impossibilidade de transmudação do
regime jurídico e a não incidência da prescrição bienal.
O Município de João Pessoa, instado a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087293.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Superior do
Trabalho:
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE
REVISTA – INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO
TRABALHO – TRANSMUDAÇÃO DE REGIME CELETISTA
PARA ESTATUTÁRIO. Na hipótese, a Corte regional acolheu a
tese da incompetência da Justiça do Trabalho. O recurso de
revista, muito embora pretenda demonstrar o desacerto
daquela decisão, buscando o reconhecimento da competência
da Justiça do Trabalho para apreciar o feito, não se enquadra
nos permissivos do art. 896 da CLT. A violação dos arts. 37, II,
da Constituição Federal e 19 do ADCT não justifica o recurso,
por versarem os dispositivos sobre matérias relativas ao mérito
da controvérsia. Por outro lado, o aresto paradigma é inservível
ao fim pretendido, em face da sua origem.
Agravo de instrumento desprovido.
Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário
somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a
Constituição Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos
trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das
Leis do Trabalho. Mostra-se estratégia, nesses casos, articular-se com a
transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à
subida do extraordinário. Está-se diante de situação concreta reveladora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087294.
Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Superior do
Trabalho:
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE
REVISTA – INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO
TRABALHO – TRANSMUDAÇÃO DE REGIME CELETISTA
PARA ESTATUTÁRIO. Na hipótese, a Corte regional acolheu a
tese da incompetência da Justiça do Trabalho. O recurso de
revista, muito embora pretenda demonstrar o desacerto
daquela decisão, buscando o reconhecimento da competência
da Justiça do Trabalho para apreciar o feito, não se enquadra
nos permissivos do art. 896 da CLT. A violação dos arts. 37, II,
da Constituição Federal e 19 do ADCT não justifica o recurso,
por versarem os dispositivos sobre matérias relativas ao mérito
da controvérsia. Por outro lado, o aresto paradigma é inservível
ao fim pretendido, em face da sua origem.
Agravo de instrumento desprovido.
Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário
somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a
Constituição Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos
trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das
Leis do Trabalho. Mostra-se estratégia, nesses casos, articular-se com a
transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à
subida do extraordinário. Está-se diante de situação concreta reveladora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087294.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 727285 AGR / PB
do exaurimento da jurisdição especializada que é a do trabalho, não
procedendo o insurgimento do agravante.
A par desse aspecto, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado pelo Tribuna de origem fez-se alicerçada
em interpretação conferida à legislação de regência da matéria.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
RE 727285 AGR / PB
do exaurimento da jurisdição especializada que é a do trabalho, não
procedendo o insurgimento do agravante.
A par desse aspecto, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado pelo Tribuna de origem fez-se alicerçada
em interpretação conferida à legislação de regência da matéria.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S) : ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S) : ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7167351
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-07T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
RECURSO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO – EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. Quando envolvida controvérsia sobre cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário apenas é aberta se, no acórdão, constar premissa contrária à Constituição Federal.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
|
sjur283726
|
Número de páginas: 6.
Análise: 03/12/2014, MAR.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
727285
| null |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 727285 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S) : ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANTÔNIO
INÁCIO
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
RECURSO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO –
EXTRAORDINÁRIO – ADEQUAÇÃO. Quando envolvida controvérsia
sobre cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário apenas é
aberta se, no acórdão, constar premissa contrária à Constituição Federal.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – PRESIDENTE E RELATOR
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6
Relatório
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANTÔNIO
INÁCIO
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de
2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO
DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO
TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
– IMPROPRIEDADE.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. Nota-se que a interposição de recurso extraordinário
contra decisão da Justiça do Trabalho vem ocorrendo com
verdadeira automaticidade. Para tanto, articula-se com a ofensa
à Carta da República, quando, na realidade, o que se observa é
a tentativa de transformar a Suprema Corte em órgão
simplesmente revisor das decisões prolatadas na última
instância do Judiciário Trabalhista.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285 PARAÍBA
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S)
:MARCOS
ANTÔNIO
INÁCIO
DA
SILVA
E
OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S)
:ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de setembro de
2014, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO
DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DO
TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
– IMPROPRIEDADE.
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
–
INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS
– INVIABILIDADE.
1. Nota-se que a interposição de recurso extraordinário
contra decisão da Justiça do Trabalho vem ocorrendo com
verdadeira automaticidade. Para tanto, articula-se com a ofensa
à Carta da República, quando, na realidade, o que se observa é
a tentativa de transformar a Suprema Corte em órgão
simplesmente revisor das decisões prolatadas na última
instância do Judiciário Trabalhista.
A par desse aspecto, o acórdão impugnado mediante o
extraordinário revela interpretação de normas estritamente
legais, não ensejando o acesso ao Supremo. À mercê de
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Relatório
Recurso Extraordinário 727285 AGR / PB
articulação sobre a violência ao Diploma Maior, pretende-se
guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado em exame de processo da
competência da Corte.
2. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de
fundo e busca demonstrar a existência de ofensa aos artigos 37, inciso II,
114 do corpo permanente da Constituição Federal e 19, § 1..., das
Disposições Transitórias. Sustenta a competência da Justiça do Trabalho
para o deslinde da controvérsia, a impossibilidade de transmudação do
regime jurídico e a não incidência da prescrição bienal.
O Município de João Pessoa, instado a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 727285 AGR / PB
articulação sobre a violência ao Diploma Maior, pretende-se
guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III
do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente
serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que
deveria estar sendo utilizado em exame de processo da
competência da Corte.
2. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário.
3. Publiquem.
O agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de
fundo e busca demonstrar a existência de ofensa aos artigos 37, inciso II,
114 do corpo permanente da Constituição Federal e 19, § 1..., das
Disposições Transitórias. Sustenta a competência da Justiça do Trabalho
para o deslinde da controvérsia, a impossibilidade de transmudação do
regime jurídico e a não incidência da prescrição bienal.
O Município de João Pessoa, instado a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Superior do
Trabalho:
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE
REVISTA – INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO
TRABALHO – TRANSMUDAÇÃO DE REGIME CELETISTA
PARA ESTATUTÁRIO. Na hipótese, a Corte regional acolheu a
tese da incompetência da Justiça do Trabalho. O recurso de
revista, muito embora pretenda demonstrar o desacerto
daquela decisão, buscando o reconhecimento da competência
da Justiça do Trabalho para apreciar o feito, não se enquadra
nos permissivos do art. 896 da Consolidação das Leis do Trabalho. A violação dos arts. 37, II,
da Constituição Federal e 19 do ADCT não justifica o recurso,
por versarem os dispositivos sobre matérias relativas ao mérito
da controvérsia. Por outro lado, o aresto paradigma é inservível
ao fim pretendido, em face da sua origem.
Agravo de instrumento desprovido.
Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário
somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a
Constituição Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos
trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das
Leis do Trabalho. Mostra-se estratégia, nesses casos, articular-se com a
transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à
subida do extraordinário. Está-se diante de situação concreta reveladora
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Supremo Tribunal Federal
21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285 PARAÍBA
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) - Na
interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de
recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia
devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço.
Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal Superior do
Trabalho:
AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE
REVISTA – INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO
TRABALHO – TRANSMUDAÇÃO DE REGIME CELETISTA
PARA ESTATUTÁRIO. Na hipótese, a Corte regional acolheu a
tese da incompetência da Justiça do Trabalho. O recurso de
revista, muito embora pretenda demonstrar o desacerto
daquela decisão, buscando o reconhecimento da competência
da Justiça do Trabalho para apreciar o feito, não se enquadra
nos permissivos do art. 896 da Consolidação das Leis do Trabalho. A violação dos arts. 37, II,
da Constituição Federal e 19 do ADCT não justifica o recurso,
por versarem os dispositivos sobre matérias relativas ao mérito
da controvérsia. Por outro lado, o aresto paradigma é inservível
ao fim pretendido, em face da sua origem.
Agravo de instrumento desprovido.
Em jogo o cabimento de recurso, a via excepcional do extraordinário
somente é aberta quando o acórdão impugnado esteja em conflito com a
Constituição Federal, valendo notar que os pressupostos dos recursos
trabalhistas estão previstos na legislação comum, na Consolidação das
Leis do Trabalho. Mostra-se estratégia, nesses casos, articular-se com a
transgressão a preceitos da Lei Maior para, assim, contornar-se o óbice à
subida do extraordinário. Está-se diante de situação concreta reveladora
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 727285 AGR / PB
do exaurimento da jurisdição especializada que é a do trabalho, não
procedendo o insurgimento do agravante.
A par desse aspecto, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado pelo Tribuna de origem fez-se alicerçada
em interpretação conferida à legislação de regência da matéria.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7087294.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 727285 AGR / PB
do exaurimento da jurisdição especializada que é a do trabalho, não
procedendo o insurgimento do agravante.
A par desse aspecto, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo
estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão
adotada no acórdão prolatado pelo Tribuna de origem fez-se alicerçada
em interpretação conferida à legislação de regência da matéria.
Ante o quadro, desprovejo o regimental.
2
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Extrato de Ata - 21/10/2014
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S) : ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111981
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727.285
PROCED. : PARAÍBA
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : JOSÉ TEOTONIO NETO
ADV.(A/S) : MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
ADV.(A/S) : ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Marco Aurélio. Primeira Turma, 21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à
Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocuradora-Geral da República, Dra. Déborah Duprat.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 7111981
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 285",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 285",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 285",
"Recurso Extraordinário 727285 AGR / PB",
"Recurso Extraordinário 727285 AGR / PB",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 285",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 285",
"Recurso",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 285",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 727 . 285"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 37 , inciso II , 114 do corpo permanente da Constituição Federal",
"19 , § 1 . . . , das Disposições Transitórias",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigos 37 , inciso II , 114 do corpo permanente da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 896 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"arts . 37 , II , da Constituição Federal",
"19 do ADCT",
"Constituição Federal",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 896 da Consolidação das Leis do Trabalho",
"arts . 37 , II , da Constituição",
"Constituição Federal",
"Consolidação das Leis do Trabalho",
"Lei Maior",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"PARAÍBA",
"Brasília",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"Município",
"Município de João Pessoa",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"PARAÍBA",
"MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA",
"PARAÍBA",
"MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Suprema Corte",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"MUNICÍPIO",
"TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO",
"Suprema Corte",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Tribunal Superior do Trabalho",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"Primeira Turma",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"JOSÉ TEOTONIO NETO",
"MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA",
"ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSÉ TEOTONIO NETO",
"MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA",
"ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSÉ TEOTONIO NETO",
"MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA",
"ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSÉ TEOTONIO NETO",
"MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA",
"ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"JOSÉ TEOTONIO NETO",
"MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA",
"ALEXANDRE VIEIRA DE QUEIROZ",
"Marco Aurélio",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Déborah Duprat",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"2 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"2 de setembro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
21/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE
CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS. AUSÊNCIA
DE COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS À OBTENÇÃO
DE ISENÇÃO. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO
TRIBUTÁRIA.
RAZOABILIDADE.
PRÉVIA
ANÁLISE
DO
REGULAMENTO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
FUNDAMENTADORES DO ACÓRDÃO RECORRIDO. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Relatório
21/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 11.9.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Atotech do Brasil Galvanotécnica Ltda.
contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidira não
estarem presentes os requisitos necessários à concessão da isenção
tributária pretendida e manteve a multa aplicada pelo descumprimento
da obrigação. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
6. O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu a lide com base na
legislação ordinária, nos seguintes termos:
(...)
A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do
conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.374/1989 e Código
Tributário Nacional), pelo que a alegada contrariedade à Constituição
da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o
processamento do recurso extraordinário:
“Inviável o recurso extraordinário por ofensa aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se, para
concluir nesse sentido, for necessário o exame prévio de normas
infraconstitucionais. III – Acórdão que determina a incidência de
Supremo Tribunal Federal
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21/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 11.9.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Atotech do Brasil Galvanotécnica Ltda.
contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidira não
estarem presentes os requisitos necessários à concessão da isenção
tributária pretendida e manteve a multa aplicada pelo descumprimento
da obrigação. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
6. O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu a lide com base na
legislação ordinária, nos seguintes termos:
(...)
A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do
conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.374/1989 e Código
Tributário Nacional), pelo que a alegada contrariedade à Constituição
da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o
processamento do recurso extraordinário:
“Inviável o recurso extraordinário por ofensa aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se, para
concluir nesse sentido, for necessário o exame prévio de normas
infraconstitucionais. III – Acórdão que determina a incidência de
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Relatório
ARE 832200 AGR / SP
alíquota mais baixa de ICMS não por considerar a alíquota superior
inconstitucional com base no princípio da seletividade, mas por
concluir que a classificação dada pelo Fisco à mercadoria estava
incorreta, a partir das provas e da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inviável o recurso extraordinário, tendo em vista a
Súmula 279 do STF ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente,
seria indireta. IV - Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE 811.691-AgR/BA, Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe
15.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ANÁLISE DE NORMA
PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO
STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I – Para dissentir do acórdão quanto à regularidade da ação
declaratória ajuizada pela ora agravante, seria necessária a análise de
norma processual ordinária, sendo pacífico na jurisprudência desta
Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má
interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o
recurso extraordinário. Precedentes. II – A apreciação da questão
relativa à legitimidade para pleitear eventual indébito decorrente da
obrigação tributária discutida nos autos implica prévia interpretação
da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional), o que é
inviável na via extraordinária. Precedentes. III – Faz-se necessário o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o
recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do STF, para chegar à
conclusão quanto à ausência ou não de demonstração das operações
que poderiam ensejar o creditamento do ICMS. IV – Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 657.946-AgR/SP, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 10.6.2014).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 557, caput, do
Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)”.
2
Supremo Tribunal Federal
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ARE 832200 AGR / SP
alíquota mais baixa de ICMS não por considerar a alíquota superior
inconstitucional com base no princípio da seletividade, mas por
concluir que a classificação dada pelo Fisco à mercadoria estava
incorreta, a partir das provas e da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inviável o recurso extraordinário, tendo em vista a
Súmula 279 do STF ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente,
seria indireta. IV - Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE 811.691-AgR/BA, Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe
15.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ANÁLISE DE NORMA
PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO
STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I – Para dissentir do acórdão quanto à regularidade da ação
declaratória ajuizada pela ora agravante, seria necessária a análise de
norma processual ordinária, sendo pacífico na jurisprudência desta
Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má
interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o
recurso extraordinário. Precedentes. II – A apreciação da questão
relativa à legitimidade para pleitear eventual indébito decorrente da
obrigação tributária discutida nos autos implica prévia interpretação
da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional), o que é
inviável na via extraordinária. Precedentes. III – Faz-se necessário o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o
recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do STF, para chegar à
conclusão quanto à ausência ou não de demonstração das operações
que poderiam ensejar o creditamento do ICMS. IV – Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 657.946-AgR/SP, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 10.6.2014).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 557, caput, do
Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)”.
2
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Relatório
ARE 832200 AGR / SP
2. Publicada essa decisão no DJe de 17.9.2014, interpõe Atotech do
Brasil Galvanotécnica Ltda., em 22.9.2014, tempestivamente, agravo
regimental.
3. A Agravante argumenta:
“não tendo a Lei escolhido a forma pela qual a prova deveria
(cogente) ser feita na situação de mercadoria encaminhada à Zona
Franca de Manais, não poderia jamais o Decreto dela decorrente criar
(inovar) tal obrigação, sob pena de afronta direta ao princípio da
estrita legalidade dos atos públicos (art. 37 da CF). Assim, não tendo a
Lei escolhido ou determinado prova específica, pode a parte comprovar
a constituição de seu direito de forma livre (CPC art. 332)”.
Sustenta que,
“além de não haver inadimplemento da obrigação nos moldes
que justificasse a aplicação da multa, pois a Agravante procedeu
corretamente no que diz respeito às operações beneficiadas pelo regime
da Zona Franca de Manaus, ao contrário do que restou fixado, o
acórdão recorrido contrariou sim a constituição federal de forma direta
e não obstante afrontou o entendimento já pacificado nesta Corte,
mesmo que, ad argumentandum, tivesse ocorrido o alegado
inadimplemento da obrigação tributária (…) O que se quer afirmar é
que, devido ao fato de se ter ilogicamente aplicada a multa na margem
de 100% (cem por cento), acaba sendo gerada uma multa exorbitante e
desproporcional, que passa não apenas a punir o ato praticado (não
recolhimento de ICMS), mas sim arrecadar valores para os cofres
públicos. Não é preciso maiores esforços para se denotar que multa de
100% é muito mais do que punição é em verdade uma tentativa de
aumentar os lucros do governo”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 832200 AGR / SP
2. Publicada essa decisão no DJe de 17.9.2014, interpõe Atotech do
Brasil Galvanotécnica Ltda., em 22.9.2014, tempestivamente, agravo
regimental.
3. A Agravante argumenta:
“não tendo a Lei escolhido a forma pela qual a prova deveria
(cogente) ser feita na situação de mercadoria encaminhada à Zona
Franca de Manais, não poderia jamais o Decreto dela decorrente criar
(inovar) tal obrigação, sob pena de afronta direta ao princípio da
estrita legalidade dos atos públicos (art. 37 da CF). Assim, não tendo a
Lei escolhido ou determinado prova específica, pode a parte comprovar
a constituição de seu direito de forma livre (CPC art. 332)”.
Sustenta que,
“além de não haver inadimplemento da obrigação nos moldes
que justificasse a aplicação da multa, pois a Agravante procedeu
corretamente no que diz respeito às operações beneficiadas pelo regime
da Zona Franca de Manaus, ao contrário do que restou fixado, o
acórdão recorrido contrariou sim a constituição federal de forma direta
e não obstante afrontou o entendimento já pacificado nesta Corte,
mesmo que, ad argumentandum, tivesse ocorrido o alegado
inadimplemento da obrigação tributária (…) O que se quer afirmar é
que, devido ao fato de se ter ilogicamente aplicada a multa na margem
de 100% (cem por cento), acaba sendo gerada uma multa exorbitante e
desproporcional, que passa não apenas a punir o ato praticado (não
recolhimento de ICMS), mas sim arrecadar valores para os cofres
públicos. Não é preciso maiores esforços para se denotar que multa de
100% é muito mais do que punição é em verdade uma tentativa de
aumentar os lucros do governo”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
21/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“segundo consta, a autora atuante no ramo de produção,
formulação e venda de produtos químicos e compostos para
acabamento de superfície de metais, foi autuada por não comprovar o
ingresso de mercadorias na Zona Franca de Manaus. Sustenta gozar
da isenção prevista no RICMS inobstante a falta de divulgação da
SUFRAMA quanto ao ingresso das mercadorias na área incentivada.
(…)
Sem razão, contudo.
O RICMS em seu art. 8º prevê isenção do ICMS dentre outras
coisas, para ‘...saída de produto industrializado de origem
nacional para comercialização ou industrialização nos
Municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Presidente
Figueiredo...’ (art. 84 do Anexo I), atendidos os seguintes requisitos:
(…)
A comprovação a que se refere o inciso II, do art. 84, far-se-á,
nos termos do § 6º, pela SUFRAMA (…)
Todavia, possível ao contribuinte, inocorrendo a divulgação do
ingresso de sua mercadoria na Zona Franca de Manaus (fls. 284/293),
poderia ter a autora requerido a vistoria técnica para comprovação e
gozo da isenção prevista.
Não há como, diante do previsto no RICMS, aceitar qualquer
outra forma de comprovação e de a evidenciar, não cuidou a autora,
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21/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“segundo consta, a autora atuante no ramo de produção,
formulação e venda de produtos químicos e compostos para
acabamento de superfície de metais, foi autuada por não comprovar o
ingresso de mercadorias na Zona Franca de Manaus. Sustenta gozar
da isenção prevista no RICMS inobstante a falta de divulgação da
SUFRAMA quanto ao ingresso das mercadorias na área incentivada.
(…)
Sem razão, contudo.
O RICMS em seu art. 8º prevê isenção do ICMS dentre outras
coisas, para ‘...saída de produto industrializado de origem
nacional para comercialização ou industrialização nos
Municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Presidente
Figueiredo...’ (art. 84 do Anexo I), atendidos os seguintes requisitos:
(…)
A comprovação a que se refere o inciso II, do art. 84, far-se-á,
nos termos do § 6º, pela SUFRAMA (…)
Todavia, possível ao contribuinte, inocorrendo a divulgação do
ingresso de sua mercadoria na Zona Franca de Manaus (fls. 284/293),
poderia ter a autora requerido a vistoria técnica para comprovação e
gozo da isenção prevista.
Não há como, diante do previsto no RICMS, aceitar qualquer
outra forma de comprovação e de a evidenciar, não cuidou a autora,
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 832200 AGR / SP
como lhe competia (art. 333, I, do CPC).
(…)
A multa calculada sobre o ICMS atualizado, tem previsão legal
(art. 527, I, ‘f’, do RICMS), é sanção pecuniária de caráter penal,
justamente pelo inadimplemento da obrigação” (grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa do
tribunal
a quo
demandaria a prévia análise das normas
infraconstitucionais aplicadas. Eventual ofensa constitucional, se tivesse
ocorrido, seria indireta.
Confiram-se os julgados a seguir:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Tributário. ICMS. Base de cálculo. Frete. Substituição tributária.
Alegada violação do art. 5º, LIV, da CF/88. Necessidade de reexame da
legislação infraconstitucional. Impossibilidade. Ofensa constitucional
indireta ou reflexa. Inexistência de violação do art. 97 da CF/88. 1. O
Tribunal de origem ateve-se às normas constantes do Regulamento do
ICMS (Dec. Estadual nº 37.699/97), do Convênio ICMS nº 132/92 e
da Lei Complementar nº 87/96 para concluir pela não inclusão do
frete na base de cálculo do ICMS no regime de substituição tributária.
2. A violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em
recurso extraordinário. 3. Ausência de violação da cláusula de reserva
de Plenário contida no art. 97 da Constituição Federal. 4. Agravo
regimental não provido” (ARE 716.172-AgR, Relator o Ministro
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 29.9.2014, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE
CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS.
TELECOMUNICAÇÕES. PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE.
ESSENCIALIDADE.
REDUÇÃO
DE
ALÍQUOTAS.
REGULAMENTO DO ICMS DE SÃO PAULO, LEI ESTADUAL
N. 6.374/1989 E LEI N. 7.783/1989. IMPOSSIBILIDADE DE
2
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Supremo Tribunal Federal
ARE 832200 AGR / SP
como lhe competia (art. 333, I, do CPC).
(…)
A multa calculada sobre o ICMS atualizado, tem previsão legal
(art. 527, I, ‘f’, do RICMS), é sanção pecuniária de caráter penal,
justamente pelo inadimplemento da obrigação” (grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa do
tribunal
a quo
demandaria a prévia análise das normas
infraconstitucionais aplicadas. Eventual ofensa constitucional, se tivesse
ocorrido, seria indireta.
Confiram-se os julgados a seguir:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Tributário. ICMS. Base de cálculo. Frete. Substituição tributária.
Alegada violação do art. 5º, LIV, da CF/88. Necessidade de reexame da
legislação infraconstitucional. Impossibilidade. Ofensa constitucional
indireta ou reflexa. Inexistência de violação do art. 97 da CF/88. 1. O
Tribunal de origem ateve-se às normas constantes do Regulamento do
ICMS (Dec. Estadual nº 37.699/97), do Convênio ICMS nº 132/92 e
da Lei Complementar nº 87/96 para concluir pela não inclusão do
frete na base de cálculo do ICMS no regime de substituição tributária.
2. A violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em
recurso extraordinário. 3. Ausência de violação da cláusula de reserva
de Plenário contida no art. 97 da Constituição Federal. 4. Agravo
regimental não provido” (ARE 716.172-AgR, Relator o Ministro
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 29.9.2014, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE
CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS.
TELECOMUNICAÇÕES. PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE.
ESSENCIALIDADE.
REDUÇÃO
DE
ALÍQUOTAS.
REGULAMENTO DO ICMS DE SÃO PAULO, LEI ESTADUAL
N. 6.374/1989 E LEI N. 7.783/1989. IMPOSSIBILIDADE DE
2
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7081355.
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ARE 832200 AGR / SP
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PRÉVIA
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 597.304-AgR, de minha
relatoria, Segunda Turma, DJe 5.5.2014, grifos nossos).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ARE 832200 AGR / SP
ANÁLISE
PRÉVIA
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 597.304-AgR, de minha
relatoria, Segunda Turma, DJe 5.5.2014, grifos nossos).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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Extrato de Ata - 21/10/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S) : PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma,
21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S) : PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma,
21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=7133944
| 2014-10-21T00:00:00
| 2014-11-05T00:00:00
|
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 21.10.2014.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
|
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS À OBTENÇÃO DE ISENÇÃO. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA. RAZOABILIDADE. PRÉVIA ANÁLISE DO REGULAMENTO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL FUNDAMENTADORES DO ACÓRDÃO RECORRIDO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
|
sjur283320
|
- Acórdão(s) citado(s):
(ICMS, MULTA)
RE 597304 AgR (2ªT), ARE 716172 AgR (1ªT).
Número de páginas: 8.
Análise: 10/12/2014, AUR.
|
CÁRMEN LÚCIA
|
Segunda Turma
|
832200
| null |
ARE-AgR
|
acordaos
|
ARE 832200 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S) : PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
21/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
EMENTA:
AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE
CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS. AUSÊNCIA
DE COMPROVAÇÃO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS À OBTENÇÃO
DE ISENÇÃO. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO
TRIBUTÁRIA.
RAZOABILIDADE.
PRÉVIA
ANÁLISE
DO
REGULAMENTO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
FUNDAMENTADORES DO ACÓRDÃO RECORRIDO. OFENSA
CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE
NEGA PROVIMENTO.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do
Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do
Ministro Teori Zavascki, na conformidade da ata de julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o
Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 21 de outubro de 2014.
Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
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Relatório
21/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 11.9.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Atotech do Brasil Galvanotécnica Ltda.
contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidira não
estarem presentes os requisitos necessários à concessão da isenção
tributária pretendida e manteve a multa aplicada pelo descumprimento
da obrigação. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
6. O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu a lide com base na
legislação ordinária, nos seguintes termos:
(...)
A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do
conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.374/1989 e Código
Tributário Nacional), pelo que a alegada contrariedade à Constituição
da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o
processamento do recurso extraordinário:
“Inviável o recurso extraordinário por ofensa aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se, para
concluir nesse sentido, for necessário o exame prévio de normas
infraconstitucionais. III – Acórdão que determina a incidência de
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AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200 SÃO
PAULO
RELATORA
: MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S)
:ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S)
:PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
R E L A T Ó R I O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Em 11.9.2014, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso
extraordinário interposto por Atotech do Brasil Galvanotécnica Ltda.
contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidira não
estarem presentes os requisitos necessários à concessão da isenção
tributária pretendida e manteve a multa aplicada pelo descumprimento
da obrigação. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação:
“5. Razão jurídica não assiste à Agravante.
6. O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu a lide com base na
legislação ordinária, nos seguintes termos:
(...)
A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do
conjunto fático-probatório constante do processo e da legislação
infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.374/1989 e Código
Tributário Nacional), pelo que a alegada contrariedade à Constituição
da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o
processamento do recurso extraordinário:
“Inviável o recurso extraordinário por ofensa aos princípios do
devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se, para
concluir nesse sentido, for necessário o exame prévio de normas
infraconstitucionais. III – Acórdão que determina a incidência de
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Relatório
ARE 832200 AGR / SP
alíquota mais baixa de ICMS não por considerar a alíquota superior
inconstitucional com base no princípio da seletividade, mas por
concluir que a classificação dada pelo Fisco à mercadoria estava
incorreta, a partir das provas e da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inviável o recurso extraordinário, tendo em vista a
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente,
seria indireta. IV - Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE 811.691-AgR/BA, Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe
15.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ANÁLISE DE NORMA
PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO
Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I – Para dissentir do acórdão quanto à regularidade da ação
declaratória ajuizada pela ora agravante, seria necessária a análise de
norma processual ordinária, sendo pacífico na jurisprudência desta
Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má
interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o
recurso extraordinário. Precedentes. II – A apreciação da questão
relativa à legitimidade para pleitear eventual indébito decorrente da
obrigação tributária discutida nos autos implica prévia interpretação
da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional), o que é
inviável na via extraordinária. Precedentes. III – Faz-se necessário o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o
recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, para chegar à
conclusão quanto à ausência ou não de demonstração das operações
que poderiam ensejar o creditamento do ICMS. IV – Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 657.946-AgR/SP, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 10.6.2014).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 557, caput, do
Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)”.
2
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ARE 832200 AGR / SP
alíquota mais baixa de ICMS não por considerar a alíquota superior
inconstitucional com base no princípio da seletividade, mas por
concluir que a classificação dada pelo Fisco à mercadoria estava
incorreta, a partir das provas e da legislação infraconstitucional
aplicável à espécie. Inviável o recurso extraordinário, tendo em vista a
Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente,
seria indireta. IV - Agravo regimental a que se nega provimento”
(ARE 811.691-AgR/BA, Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe
15.8.2014).
“AGRAVO
REGIMENTAL
EM
AGRAVO
DE
INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ANÁLISE DE NORMA
PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. REEXAME
DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO
Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
I – Para dissentir do acórdão quanto à regularidade da ação
declaratória ajuizada pela ora agravante, seria necessária a análise de
norma processual ordinária, sendo pacífico na jurisprudência desta
Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má
interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. A afronta à
Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o
recurso extraordinário. Precedentes. II – A apreciação da questão
relativa à legitimidade para pleitear eventual indébito decorrente da
obrigação tributária discutida nos autos implica prévia interpretação
da legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional), o que é
inviável na via extraordinária. Precedentes. III – Faz-se necessário o
reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o
recurso extraordinário, a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, para chegar à
conclusão quanto à ausência ou não de demonstração das operações
que poderiam ensejar o creditamento do ICMS. IV – Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI 657.946-AgR/SP, Relator o
Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 10.6.2014).
Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante.
7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 557, caput, do
Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do
Supremo Tribunal Federal)”.
2
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Relatório
ARE 832200 AGR / SP
2. Publicada essa decisão no DJe de 17.9.2014, interpõe Atotech do
Brasil Galvanotécnica Ltda., em 22.9.2014, tempestivamente, agravo
regimental.
3. A Agravante argumenta:
“não tendo a Lei escolhido a forma pela qual a prova deveria
(cogente) ser feita na situação de mercadoria encaminhada à Zona
Franca de Manais, não poderia jamais o Decreto dela decorrente criar
(inovar) tal obrigação, sob pena de afronta direta ao princípio da
estrita legalidade dos atos públicos (art. 37 da Constituição Federal de 1988). Assim, não tendo a
Lei escolhido ou determinado prova específica, pode a parte comprovar
a constituição de seu direito de forma livre (Código de Processo Civil art. 332)”.
Sustenta que,
“além de não haver inadimplemento da obrigação nos moldes
que justificasse a aplicação da multa, pois a Agravante procedeu
corretamente no que diz respeito às operações beneficiadas pelo regime
da Zona Franca de Manaus, ao contrário do que restou fixado, o
acórdão recorrido contrariou sim a constituição federal de forma direta
e não obstante afrontou o entendimento já pacificado nesta Corte,
mesmo que, ad argumentandum, tivesse ocorrido o alegado
inadimplemento da obrigação tributária (…) O que se quer afirmar é
que, devido ao fato de se ter ilogicamente aplicada a multa na margem
de 100% (cem por cento), acaba sendo gerada uma multa exorbitante e
desproporcional, que passa não apenas a punir o ato praticado (não
recolhimento de ICMS), mas sim arrecadar valores para os cofres
públicos. Não é preciso maiores esforços para se denotar que multa de
100% é muito mais do que punição é em verdade uma tentativa de
aumentar os lucros do governo”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 832200 AGR / SP
2. Publicada essa decisão no DJe de 17.9.2014, interpõe Atotech do
Brasil Galvanotécnica Ltda., em 22.9.2014, tempestivamente, agravo
regimental.
3. A Agravante argumenta:
“não tendo a Lei escolhido a forma pela qual a prova deveria
(cogente) ser feita na situação de mercadoria encaminhada à Zona
Franca de Manais, não poderia jamais o Decreto dela decorrente criar
(inovar) tal obrigação, sob pena de afronta direta ao princípio da
estrita legalidade dos atos públicos (art. 37 da Constituição Federal de 1988). Assim, não tendo a
Lei escolhido ou determinado prova específica, pode a parte comprovar
a constituição de seu direito de forma livre (Código de Processo Civil art. 332)”.
Sustenta que,
“além de não haver inadimplemento da obrigação nos moldes
que justificasse a aplicação da multa, pois a Agravante procedeu
corretamente no que diz respeito às operações beneficiadas pelo regime
da Zona Franca de Manaus, ao contrário do que restou fixado, o
acórdão recorrido contrariou sim a constituição federal de forma direta
e não obstante afrontou o entendimento já pacificado nesta Corte,
mesmo que, ad argumentandum, tivesse ocorrido o alegado
inadimplemento da obrigação tributária (…) O que se quer afirmar é
que, devido ao fato de se ter ilogicamente aplicada a multa na margem
de 100% (cem por cento), acaba sendo gerada uma multa exorbitante e
desproporcional, que passa não apenas a punir o ato praticado (não
recolhimento de ICMS), mas sim arrecadar valores para os cofres
públicos. Não é preciso maiores esforços para se denotar que multa de
100% é muito mais do que punição é em verdade uma tentativa de
aumentar os lucros do governo”.
Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do
presente recurso.
É o relatório.
3
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
21/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“segundo consta, a autora atuante no ramo de produção,
formulação e venda de produtos químicos e compostos para
acabamento de superfície de metais, foi autuada por não comprovar o
ingresso de mercadorias na Zona Franca de Manaus. Sustenta gozar
da isenção prevista no RICMS inobstante a falta de divulgação da
SUFRAMA quanto ao ingresso das mercadorias na área incentivada.
(…)
Sem razão, contudo.
O RICMS em seu art. 8... prevê isenção do ICMS dentre outras
coisas, para ‘...saída de produto industrializado de origem
nacional para comercialização ou industrialização nos
Municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Presidente
Figueiredo...’ (art. 84 do Anexo I), atendidos os seguintes requisitos:
(…)
A comprovação a que se refere o inciso II, do art. 84, far-se-á,
nos termos do § 6..., pela SUFRAMA (…)
Todavia, possível ao contribuinte, inocorrendo a divulgação do
ingresso de sua mercadoria na Zona Franca de Manaus (fls. 284/293),
poderia ter a autora requerido a vistoria técnica para comprovação e
gozo da isenção prevista.
Não há como, diante do previsto no RICMS, aceitar qualquer
outra forma de comprovação e de a evidenciar, não cuidou a autora,
Supremo Tribunal Federal
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21/10/2014
SEGUNDA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200 SÃO
PAULO
V O T O
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora):
1. Razão jurídica não assiste à Agravante.
2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem
fundamentou o voto nos termos seguintes:
“segundo consta, a autora atuante no ramo de produção,
formulação e venda de produtos químicos e compostos para
acabamento de superfície de metais, foi autuada por não comprovar o
ingresso de mercadorias na Zona Franca de Manaus. Sustenta gozar
da isenção prevista no RICMS inobstante a falta de divulgação da
SUFRAMA quanto ao ingresso das mercadorias na área incentivada.
(…)
Sem razão, contudo.
O RICMS em seu art. 8... prevê isenção do ICMS dentre outras
coisas, para ‘...saída de produto industrializado de origem
nacional para comercialização ou industrialização nos
Municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Presidente
Figueiredo...’ (art. 84 do Anexo I), atendidos os seguintes requisitos:
(…)
A comprovação a que se refere o inciso II, do art. 84, far-se-á,
nos termos do § 6..., pela SUFRAMA (…)
Todavia, possível ao contribuinte, inocorrendo a divulgação do
ingresso de sua mercadoria na Zona Franca de Manaus (fls. 284/293),
poderia ter a autora requerido a vistoria técnica para comprovação e
gozo da isenção prevista.
Não há como, diante do previsto no RICMS, aceitar qualquer
outra forma de comprovação e de a evidenciar, não cuidou a autora,
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 832200 AGR / SP
como lhe competia (art. 333, I, do Código de Processo Civil).
(…)
A multa calculada sobre o ICMS atualizado, tem previsão legal
(art. 527, I, ‘f’, do RICMS), é sanção pecuniária de caráter penal,
justamente pelo inadimplemento da obrigação” (grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa do
tribunal
a quo
demandaria a prévia análise das normas
infraconstitucionais aplicadas. Eventual ofensa constitucional, se tivesse
ocorrido, seria indireta.
Confiram-se os julgados a seguir:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Tributário. ICMS. Base de cálculo. Frete. Substituição tributária.
Alegada violação do art. 5..., LIV, da Constituição Federal de 1988/88. Necessidade de reexame da
legislação infraconstitucional. Impossibilidade. Ofensa constitucional
indireta ou reflexa. Inexistência de violação do art. 97 da Constituição Federal de 1988/88. 1. O
Tribunal de origem ateve-se às normas constantes do Regulamento do
ICMS (Dec. Estadual n 37.699/97), do Convênio ICMS n 132/92 e
da Lei Complementar n 87/96 para concluir pela não inclusão do
frete na base de cálculo do ICMS no regime de substituição tributária.
2. A violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em
recurso extraordinário. 3. Ausência de violação da cláusula de reserva
de Plenário contida no art. 97 da Constituição Federal. 4. Agravo
regimental não provido” (ARE 716.172-AgR, Relator o Ministro
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 29.9.2014, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE
CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS.
TELECOMUNICAÇÕES. PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE.
ESSENCIALIDADE.
REDUÇÃO
DE
ALÍQUOTAS.
REGULAMENTO DO ICMS DE SÃO PAULO, LEI ESTADUAL
N. 6.374/1989 E LEI N. 7.783/1989. IMPOSSIBILIDADE DE
2
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 7081355.
Supremo Tribunal Federal
ARE 832200 AGR / SP
como lhe competia (art. 333, I, do Código de Processo Civil).
(…)
A multa calculada sobre o ICMS atualizado, tem previsão legal
(art. 527, I, ‘f’, do RICMS), é sanção pecuniária de caráter penal,
justamente pelo inadimplemento da obrigação” (grifos nossos).
3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa do
tribunal
a quo
demandaria a prévia análise das normas
infraconstitucionais aplicadas. Eventual ofensa constitucional, se tivesse
ocorrido, seria indireta.
Confiram-se os julgados a seguir:
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Tributário. ICMS. Base de cálculo. Frete. Substituição tributária.
Alegada violação do art. 5..., LIV, da Constituição Federal de 1988/88. Necessidade de reexame da
legislação infraconstitucional. Impossibilidade. Ofensa constitucional
indireta ou reflexa. Inexistência de violação do art. 97 da Constituição Federal de 1988/88. 1. O
Tribunal de origem ateve-se às normas constantes do Regulamento do
ICMS (Dec. Estadual n 37.699/97), do Convênio ICMS n 132/92 e
da Lei Complementar n 87/96 para concluir pela não inclusão do
frete na base de cálculo do ICMS no regime de substituição tributária.
2. A violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se
ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em
recurso extraordinário. 3. Ausência de violação da cláusula de reserva
de Plenário contida no art. 97 da Constituição Federal. 4. Agravo
regimental não provido” (ARE 716.172-AgR, Relator o Ministro
Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 29.9.2014, grifos nossos).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO.
IMPOSTO SOBRE
CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS.
TELECOMUNICAÇÕES. PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE.
ESSENCIALIDADE.
REDUÇÃO
DE
ALÍQUOTAS.
REGULAMENTO DO ICMS DE SÃO PAULO, LEI ESTADUAL
N. 6.374/1989 E LEI N. 7.783/1989. IMPOSSIBILIDADE DE
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Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
ARE 832200 AGR / SP
ANÁLISE
PRÉVIA
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 597.304-AgR, de minha
relatoria, Segunda Turma, DJe 5.5.2014, grifos nossos).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
Supremo Tribunal Federal
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ARE 832200 AGR / SP
ANÁLISE
PRÉVIA
DE
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL
INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO
QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 597.304-AgR, de minha
relatoria, Segunda Turma, DJe 5.5.2014, grifos nossos).
4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a
decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em
pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente
prestação jurisdicional.
5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental.
3
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Extrato de Ata - 21/10/2014
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S) : PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma,
21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
SEGUNDA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832.200
PROCED. : SÃO PAULO
RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA
AGTE.(S) : ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA
ADV.(A/S) : PAULO AUGUSTO GRECO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente,
justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma,
21.10.2014.
Presidência do Senhor Ministro Teori Zavascki. Presentes à
sessão os Senhores Ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet
Branco.
Ravena Siqueira
Secretária
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 832 . 200",
"ARE 832200 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 811 . 691 - AgR / BA",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 657 . 946 - AgR / SP",
"ARE 832200 AGR / SP",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"ARE 811 . 691 - AgR / BA",
"SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal",
"AGRAVO",
"Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal",
"AI 657",
".",
"946",
"-",
"AgR",
"/",
"SP",
"ARE 832200 AGR / SP",
"ARE 832200 AGR / SP",
"ARE 832200 AGR / SP",
"ARE 716 . 172 - AgR",
"ARE 716 . 172 - AgR",
"ARE 832200 AGR / SP",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL",
"Recurso Extraordinário 597 . 304 - AgR",
"ARE 832200 AGR / SP",
"SÚMULA N . 279 DO SUPREMO",
"Recurso Extraordinário 597 . 304 - AgR"
],
"LEGISLACAO": [
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 6 . 374 / 1989",
"Código Tributário Nacional",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Lei n . 6 . 374 / 1989",
"Código Tributário Nacional",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição",
"Código Tributário Nacional",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição",
"Constituição",
"Código Tributário Nacional",
"art . 557 , caput , do Código de Processo Civil",
"art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil art . 332",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 37 da Constituição Federal de 1988",
"Código de Processo Civil art . 332",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 333 , I , do Código de Processo Civil",
"art . 527 , I , ‘ f ’ , do RICMS",
"art . 5 . . . , LIV , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Regulamento",
"Dec",
". Estadual n 37 .",
"Convênio",
"ICMS n 132 / 92",
"Lei Complementar n 87 / 96",
"art . 97 da Constituição Federal",
"LEI ESTADUAL N . 6 . 374 / 1989",
"LEI N . 7 . 783 / 1989",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"art . 333 , I , do Código de Processo Civil",
"art . 527 , I , ‘ f ’ , do RICMS",
"art . 5 . . . , LIV , da Constituição Federal de 1988 / 88",
"art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88",
"Regulamento do",
"ICMS",
"Dec",
". Estadual n 37 . 699 / 97",
"Convênio ICMS n 132 / 92",
"Lei Complementar n 87 / 96",
"art . 97 da Constituição Federal",
"LEI ESTADUAL N . 6 . 374 / 1989",
"LEI N . 7 . 783 / 1989",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Brasília",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"Zona Franca de Manais",
"Zona Franca de Manaus",
"Zona Franca de Manais",
"Zona Franca de Manaus",
"SÃO PAULO",
"Zona Franca de Manaus",
"Manaus",
"Rio Preto da Eva",
"Presidente Figueiredo",
"Zona Franca de Manaus",
"SÃO PAULO",
"Zona Franca de Manaus",
"Manaus",
"Rio Preto da Eva",
"Presidente Figueiredo",
"Zona Franca de Manaus",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO",
"ESTADO DE SÃO PAULO"
],
"ORGANIZACAO": [
"SEGUNDA TURMA",
"ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA",
"Atotech do Brasil Galvanotécnica Ltda .",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA",
"Atotech do Brasil Galvanotécnica Ltda .",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Tribunal de Justiça de São Paulo",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Atotech do Brasil Galvanotécnica Ltda .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Atotech do Brasil Galvanotécnica Ltda .",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"SUFRAMA",
"SUFRAMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"SUFRAMA",
"SUFRAMA",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Plenário",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"SEGUNDA TURMA",
"ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA",
".",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"SEGUNDA TURMA",
"ATOTECH DO BRASIL GALVANOTÉCNICA LTDA",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"CÁRMEN LÚCIA",
"PAULO AUGUSTO GRECO",
"Teori Zavascki",
"Gilmar Mendes",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"PAULO AUGUSTO GRECO",
"LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"PAULO AUGUSTO GRECO",
"CÁRMEN LÚCIA",
"Ricardo Lewadowski",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewadowski",
"Ricardo Lewandowski",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN",
"Dias Toffoli",
"Dias Toffoli",
"CÁRMEN LÚCIA",
"CÁRMEN LÚCIA",
"PAULO AUGUSTO GRECO",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Ravena Siqueira",
"CÁRMEN LÚCIA",
"PAULO AUGUSTO GRECO",
"Gilmar Mendes",
"Teori Zavascki",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Gilmar Mendes",
"Paulo Gustavo Gonet Branco",
"Ravena Siqueira"
],
"TEMPO": [
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21 de outubro de 2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"11",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"11",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"8",
".",
"2014",
"10",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"8",
".",
"2014",
"10",
".",
"6",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"9",
".",
"2014",
"22",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"17",
".",
"9",
".",
"2014",
"22",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"29",
".",
"9",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"5",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"5",
".",
"5",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
"/",
"10",
"/",
"2014",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"21",
".",
"10",
".",
"2014",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S)
:FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público
federal. Desenvolvimento na carreira. VPNI. Absorção. Princípios do
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa
reflexa. Legislação infraconstitucional. Decesso remuneratório.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917527.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14
Ementa e Acórdão
AI 858354 AGR / RS
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4917527.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S)
:FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Carlos Silveira Hessel Júnior interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Carlos Silveira Hessel Júnior interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º,
incisos LIV e LV, e 37, inciso XV, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO. TRANSFORMAÇÃO DA
CARREIRA DE PROCURADOR DO INSS PARA
PROCURADOR FEDERAL. VPNI. ART. 58 DA MP Nº
2.048-26/2000.
Nos termos do art. 58 da MP nº 2.048-26/2000, a
VPNI instituída em face da redução da remuneração
decorrente da transformação do cargo de Procurador do
INSS para Procurador Federal subsiste enquanto perdurar
a redução, sendo ‘absorvida por ocasião do
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S)
:FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Carlos Silveira Hessel Júnior interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Carlos Silveira Hessel Júnior interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º,
incisos LIV e LV, e 37, inciso XV, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO. TRANSFORMAÇÃO DA
CARREIRA DE PROCURADOR DO INSS PARA
PROCURADOR FEDERAL. VPNI. ART. 58 DA MP Nº
2.048-26/2000.
Nos termos do art. 58 da MP nº 2.048-26/2000, a
VPNI instituída em face da redução da remuneração
decorrente da transformação do cargo de Procurador do
INSS para Procurador Federal subsiste enquanto perdurar
a redução, sendo ‘absorvida por ocasião do
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14
Relatório
AI 858354 AGR / RS
desenvolvimento no cargo ou na carreira’’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o
que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
desenvolvimento no cargo ou na carreira’’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o
que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
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Relatório
AI 858354 AGR / RS
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, colhem-se do acordão recorrido as seguintes
fundamentações:
‘Como se vê, o art. 58 da MP n° 2.048-26/2000
estabeleceu que o fato gerador da VPNI seria a existência
de redução da remuneração decorrente da transformação
dos cargos, e que a vantagem pessoal seria devida
enquanto perdurasse a aludida redução.
Logo, não procede a pretensão do autor de
permanecer recebendo a aludida parcela, decorrente da
transformação do cargo de Procurador Autárquico do
INSS para Procurador Federal. No que diz respeito à
irredutibilidade salarial, o artigo 58 da MP n° 2.048-
3
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alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, colhem-se do acordão recorrido as seguintes
fundamentações:
‘Como se vê, o art. 58 da MP n° 2.048-26/2000
estabeleceu que o fato gerador da VPNI seria a existência
de redução da remuneração decorrente da transformação
dos cargos, e que a vantagem pessoal seria devida
enquanto perdurasse a aludida redução.
Logo, não procede a pretensão do autor de
permanecer recebendo a aludida parcela, decorrente da
transformação do cargo de Procurador Autárquico do
INSS para Procurador Federal. No que diz respeito à
irredutibilidade salarial, o artigo 58 da MP n° 2.048-
3
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Relatório
AI 858354 AGR / RS
26/2000, acima transcrito, cuidou dessa questão,
impedindo que a reestruturação dos vencimentos
implicasse redução da remuneração.
No caso dos autos, verifica-se que, após a
reestruturação dos vencimentos, em julho/2000, houve a
implantação de VPNI, no valor de R$ 494,40, para manter
os vencimentos do autor no patamar de R$ 4.683,22.
(...)
Como se vê, não houve redução nominal dos
vencimentos do autor, estando correto, portanto, o ato
administrativo que, constatando o erro em face da
manutenção indevida da VPNI, determinou a sua
regularização.
Saliente-se que a diminuição ou exclusão da VPNI
não exige a prévia instauração de processo administrativo
nessa hipótese, porquanto estava expressamente previsto
no artigo 58 da MP n° 2.048-26/2000 que ‘a diferença será
paga a título de vantagem pessoal nominalmente
identificada, a ser absorvida por ocasião do
desenvolvimento no cargo ou na carreira’.
É pertinente frisar que a VPNI em tela não se
confunde com outras vantagens de caráter pessoal que, de
acordo com o entendimento da Turma, são devidas até a
instituição do subsídio único pela Medida Provisória n°
305, de 19/06/2006, convertida na Lei n° 11.358, de
20/10/2006’.
Nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, no sentido
de que a norma da MP que dispõe que a VPNI seria absorvida
por ocasião do desenvolvimento no cargo ou na carreira, o que
não teria ocorrido com a concessão da GDAJ, seria necessária a
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e o
reexame das provas dos autos, o que não é cabível em sede de
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280
desta Corte. Sobre o tema, anote-se:
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
26/2000, acima transcrito, cuidou dessa questão,
impedindo que a reestruturação dos vencimentos
implicasse redução da remuneração.
No caso dos autos, verifica-se que, após a
reestruturação dos vencimentos, em julho/2000, houve a
implantação de VPNI, no valor de R$ 494,40, para manter
os vencimentos do autor no patamar de R$ 4.683,22.
(...)
Como se vê, não houve redução nominal dos
vencimentos do autor, estando correto, portanto, o ato
administrativo que, constatando o erro em face da
manutenção indevida da VPNI, determinou a sua
regularização.
Saliente-se que a diminuição ou exclusão da VPNI
não exige a prévia instauração de processo administrativo
nessa hipótese, porquanto estava expressamente previsto
no artigo 58 da MP n° 2.048-26/2000 que ‘a diferença será
paga a título de vantagem pessoal nominalmente
identificada, a ser absorvida por ocasião do
desenvolvimento no cargo ou na carreira’.
É pertinente frisar que a VPNI em tela não se
confunde com outras vantagens de caráter pessoal que, de
acordo com o entendimento da Turma, são devidas até a
instituição do subsídio único pela Medida Provisória n°
305, de 19/06/2006, convertida na Lei n° 11.358, de
20/10/2006’.
Nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, no sentido
de que a norma da MP que dispõe que a VPNI seria absorvida
por ocasião do desenvolvimento no cargo ou na carreira, o que
não teria ocorrido com a concessão da GDAJ, seria necessária a
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e o
reexame das provas dos autos, o que não é cabível em sede de
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280
desta Corte. Sobre o tema, anote-se:
4
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Relatório
AI 858354 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE
JURÍDICA – GDAJ. MEDIDA PROVISÓRIA N. 2.048/2000.
EXTENSÃO AOS INATIVOS. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não diverge da
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o acórdão do
Tribunal a quo que estende gratificação a servidores
inativos quando reconhecida a sua natureza de reajuste
salarial.’ (RE nº 539.941/DF–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/6/09).
Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas:
AI n° 816.873/RJ, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
19/11/10; AI nº 758.789/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
DJe de 13/4/10; RE nº 469.856/RJ, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJ de 9/5/06; e RE nº 597.687/RS, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 26/05/09.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo de
instrumento.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 5º, incisos LIV e LV, e
37, inciso XV, da Constituição Federal.
Alega que, no exame do RE nº 594.296/MG-RG, o
“Excelso Pretório sedimentou o entendimento no sentido
da impossibilidade de revisão administrativa das verbas
remuneratórias percebidas por servidor público sem que haja o
prévio processo administrativo, com respeito ao contraditório
e ampla defesa”.
Aduz, ainda, in verbis, que,
“Quanto à questão de se houve ou não o desenvolvimento
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE
JURÍDICA – GDAJ. MEDIDA PROVISÓRIA N. 2.048/2000.
EXTENSÃO AOS INATIVOS. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não diverge da
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o acórdão do
Tribunal a quo que estende gratificação a servidores
inativos quando reconhecida a sua natureza de reajuste
salarial.’ (RE nº 539.941/DF–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/6/09).
Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas:
AI n° 816.873/RJ, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
19/11/10; AI nº 758.789/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
DJe de 13/4/10; RE nº 469.856/RJ, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJ de 9/5/06; e RE nº 597.687/RS, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 26/05/09.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo de
instrumento.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 5º, incisos LIV e LV, e
37, inciso XV, da Constituição Federal.
Alega que, no exame do RE nº 594.296/MG-RG, o
“Excelso Pretório sedimentou o entendimento no sentido
da impossibilidade de revisão administrativa das verbas
remuneratórias percebidas por servidor público sem que haja o
prévio processo administrativo, com respeito ao contraditório
e ampla defesa”.
Aduz, ainda, in verbis, que,
“Quanto à questão de se houve ou não o desenvolvimento
5
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14
Relatório
AI 858354 AGR / RS
no cargo ou na carreira que justificasse a absorção da VPNI
parcialmente suprimida ao autor – cuja verificação, de acordo
com a decisão ora agravada, remeteria à interpretação da
legislação infraconstitucional e ao reexame de provas –, trata-se
de matéria afeta ao mérito do ato administrativo supressivo, a
ser verificada necessariamente após superada a questão jurídica
que a precede logicamente que é a impossibilidade – afirmada
pela jurisprudência do STF – de revisão de vantagem sem o
prévio e regular processo administrativo”.
É o relatório.
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
no cargo ou na carreira que justificasse a absorção da VPNI
parcialmente suprimida ao autor – cuja verificação, de acordo
com a decisão ora agravada, remeteria à interpretação da
legislação infraconstitucional e ao reexame de provas –, trata-se
de matéria afeta ao mérito do ato administrativo supressivo, a
ser verificada necessariamente após superada a questão jurídica
que a precede logicamente que é a impossibilidade – afirmada
pela jurisprudência do STF – de revisão de vantagem sem o
prévio e regular processo administrativo”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de ação ordinária ajuizada por procurador
federal, visando a manutenção da VPNI de R$ 511,70 em seus
vencimentos, a qual teve origem na transformação do cargo que
ocupava – Procurador Autárquico do INSS -, para Procurador
Federal, por força da MP nº 2.048-26/2000.
(…)
A União Federal sustenta que a supressão da vantagem
prevista no art. 58 da MP 2.048-26/00 ocorreu em face da
reestruturação da carreira de Procurador Federal em 2002. Diz
que o autor, em progressão funcional, passou do padrão V para
o padrão VI da 2ª categoria em janeiro de 2002, e no mesmo
ano, passou para o padrão VII da 2ª categoria, absorvendo
integralmente a diferença que gerou a VPNI...
(…)
A aludida Medida Provisória reestruturou os cargos e
carreiras dos procuradores das autarquias e fundações públicas
e, em conseqüência. alterou a remuneração dos procuradores
federais. O diploma legal instituiu a vantagem pessoal
nominalmente identificada (VPNI) em favor daqueles
servidores que sofreram redução dos vencimentos na ocasião
da transposição para o novo cargo, bem como estipulou que
dita vantagem seria absorvida no momento em que ocorresse o
desenvolvimento funcional do servidor no quadro ou na
carreira.
(…)
Logo, não procede a pretensão do autor de permanecer
recebendo a aludida parcela, decorrente da transformação do
cargo de Procurador Autárquico do INSS para Procurador
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de ação ordinária ajuizada por procurador
federal, visando a manutenção da VPNI de R$ 511,70 em seus
vencimentos, a qual teve origem na transformação do cargo que
ocupava – Procurador Autárquico do INSS -, para Procurador
Federal, por força da MP nº 2.048-26/2000.
(…)
A União Federal sustenta que a supressão da vantagem
prevista no art. 58 da MP 2.048-26/00 ocorreu em face da
reestruturação da carreira de Procurador Federal em 2002. Diz
que o autor, em progressão funcional, passou do padrão V para
o padrão VI da 2ª categoria em janeiro de 2002, e no mesmo
ano, passou para o padrão VII da 2ª categoria, absorvendo
integralmente a diferença que gerou a VPNI...
(…)
A aludida Medida Provisória reestruturou os cargos e
carreiras dos procuradores das autarquias e fundações públicas
e, em conseqüência. alterou a remuneração dos procuradores
federais. O diploma legal instituiu a vantagem pessoal
nominalmente identificada (VPNI) em favor daqueles
servidores que sofreram redução dos vencimentos na ocasião
da transposição para o novo cargo, bem como estipulou que
dita vantagem seria absorvida no momento em que ocorresse o
desenvolvimento funcional do servidor no quadro ou na
carreira.
(…)
Logo, não procede a pretensão do autor de permanecer
recebendo a aludida parcela, decorrente da transformação do
cargo de Procurador Autárquico do INSS para Procurador
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 858354 AGR / RS
Federal.
No que diz respeito à irredutibilidade salarial, o artigo 58
da MP nº 2.048-26/2000, acima transcrito, cuidou dessa questão,
impedindo que a reestruturação dos vencimentos implicasse
redução da remuneração.
No caso dos autos, verifica-se que, após a reestruturação
dos vencimentos, em julho/2000, houve a implantação de VPNI,
no valor de R$ 494,40, para manter os vencimentos do autor no
patamar de R$ 4.683,22.
Para demonstrar a evolução dos vencimentos mensais do
autor, transcrevo os seguintes valores, relativos às parcelas
remuneratórias, excluídas as verbas indenizatórias variáveis,
como transporte e alimentação:
(…)
Como se vê, não houve redução nominal dos vencimentos
do autor, estando correto, portanto, o ato administrativo que,
constatando o erro em face da manutenção indevida da VPNI,
determinou a sua regularização.
Saliente-se que a diminuição ou exclusão da VPNI não
exige a prévia instauração de processo administrativo nessa
hipótese, porquanto estava expressamente previsto no artigo 58
da MP n° 2.048-26/2000 que ‘a diferença será paga a título de
vantagem pessoal nominalmente identificada, a ser absorvida por
ocasião do desenvolvimento no cargo ou na carreira’.”
Desse modo, O Tribunal Regional Federal da 4ª Região concluiu,
com fundamento na Medida Provisória nº 2.048-26/00 e nos fatos e nas
provas dos autos, que a vantagem em comento foi criada a fim de evitar
decesso remuneratório decorrente de reestruturação na carreira à qual
pertencia o ora agravante e que, por expressa previsão legal, referida
parcela tinha caráter transitório, devendo cessar seu pagamento tão logo
fosse absorvida com o desenvolvimento do servidor na carreira.
A Corte de origem consignou, ainda, que o ato administrativo que
cassou o pagamento da vantagem pessoal deu tão somente cumprimento
à mencionada medida provisória, haja vista que teria sido demonstrada
2
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AI 858354 AGR / RS
Federal.
No que diz respeito à irredutibilidade salarial, o artigo 58
da MP nº 2.048-26/2000, acima transcrito, cuidou dessa questão,
impedindo que a reestruturação dos vencimentos implicasse
redução da remuneração.
No caso dos autos, verifica-se que, após a reestruturação
dos vencimentos, em julho/2000, houve a implantação de VPNI,
no valor de R$ 494,40, para manter os vencimentos do autor no
patamar de R$ 4.683,22.
Para demonstrar a evolução dos vencimentos mensais do
autor, transcrevo os seguintes valores, relativos às parcelas
remuneratórias, excluídas as verbas indenizatórias variáveis,
como transporte e alimentação:
(…)
Como se vê, não houve redução nominal dos vencimentos
do autor, estando correto, portanto, o ato administrativo que,
constatando o erro em face da manutenção indevida da VPNI,
determinou a sua regularização.
Saliente-se que a diminuição ou exclusão da VPNI não
exige a prévia instauração de processo administrativo nessa
hipótese, porquanto estava expressamente previsto no artigo 58
da MP n° 2.048-26/2000 que ‘a diferença será paga a título de
vantagem pessoal nominalmente identificada, a ser absorvida por
ocasião do desenvolvimento no cargo ou na carreira’.”
Desse modo, O Tribunal Regional Federal da 4ª Região concluiu,
com fundamento na Medida Provisória nº 2.048-26/00 e nos fatos e nas
provas dos autos, que a vantagem em comento foi criada a fim de evitar
decesso remuneratório decorrente de reestruturação na carreira à qual
pertencia o ora agravante e que, por expressa previsão legal, referida
parcela tinha caráter transitório, devendo cessar seu pagamento tão logo
fosse absorvida com o desenvolvimento do servidor na carreira.
A Corte de origem consignou, ainda, que o ato administrativo que
cassou o pagamento da vantagem pessoal deu tão somente cumprimento
à mencionada medida provisória, haja vista que teria sido demonstrada
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nos autos a progressão do agravante na carreira.
Assim, consoante expresso na decisão agravada, para divergir desse
entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional
mencionada e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é
inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e
279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL.
REAJUSTE. LEI 10.698/2003. INTERPRETAÇÃO DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA. IMPOSSILIDADE DE AUMENTO DE
VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER
JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA
(SÚMULA 339 DO STF). AGRAVO IMPROVIDO. I - É
inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise
implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que
fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II - O acórdão
recorrido está em harmonia com a jurisprudência predominante
deste Tribunal firmada no sentido de que não cabe ao Poder
Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar
vencimentos de servidores públicos, sob o fundamento da
isonomia (Súmula 339 do STF). Precedentes. III - Agravo
regimental improvido” (RE nº 711.344/PB-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
11/3/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Servidor público. CNEN. Adicional de
periculosidade transformado em VPNI. Lei 8.270/91 3. Devido
processo legal, contraditório, ampla defesa e direito adquirido.
Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes 4. Art. 93, IX,
da CF. Decisão suficientemente fundamentada. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 720.185/DF-
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nos autos a progressão do agravante na carreira.
Assim, consoante expresso na decisão agravada, para divergir desse
entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional
mencionada e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é
inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e
279/STF. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL.
REAJUSTE. LEI 10.698/2003. INTERPRETAÇÃO DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA. IMPOSSILIDADE DE AUMENTO DE
VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER
JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA
(SÚMULA 339 DO STF). AGRAVO IMPROVIDO. I - É
inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise
implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que
fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II - O acórdão
recorrido está em harmonia com a jurisprudência predominante
deste Tribunal firmada no sentido de que não cabe ao Poder
Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar
vencimentos de servidores públicos, sob o fundamento da
isonomia (Súmula 339 do STF). Precedentes. III - Agravo
regimental improvido” (RE nº 711.344/PB-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
11/3/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Servidor público. CNEN. Adicional de
periculosidade transformado em VPNI. Lei 8.270/91 3. Devido
processo legal, contraditório, ampla defesa e direito adquirido.
Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes 4. Art. 93, IX,
da CF. Decisão suficientemente fundamentada. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE nº 720.185/DF-
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AI 858354 AGR / RS
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe
de 1º/2/13).
Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame
da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel.
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AI 858354 AGR / RS
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe
de 1º/2/13).
Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame
da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI nº 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 858354 AGR / RS
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
Por fim, registre-se que, ao contrário do que alega o agravante, não
há identidade entre o caso dos autos e aquele objeto do RE nº
594.296/MG-RG, do qual fui Relator. Com efeito, no presente caso, o ato
administrativo que cassou o pagamento da VPNI limitou-se a cumprir
determinação expressa em norma infraconstitucional que previa a
extinção de vantagem assim que absorvida pela remuneração do servidor,
ou seja, havia previsão legal para o fim do seu pagamento, o que foi
efetivado pela Administração tão logo ela se tornou indevida.
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
Por fim, registre-se que, ao contrário do que alega o agravante, não
há identidade entre o caso dos autos e aquele objeto do RE nº
594.296/MG-RG, do qual fui Relator. Com efeito, no presente caso, o ato
administrativo que cassou o pagamento da VPNI limitou-se a cumprir
determinação expressa em norma infraconstitucional que previa a
extinção de vantagem assim que absorvida pela remuneração do servidor,
ou seja, havia previsão legal para o fim do seu pagamento, o que foi
efetivado pela Administração tão logo ela se tornou indevida.
Nego provimento ao agravo regimental.
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Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S) : FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S) : FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4931345
| 2013-10-15T00:00:00
| 2013-11-28T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 15.10.2013.
|
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
|
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público federal. Desenvolvimento na carreira. VPNI. Absorção. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Decesso remuneratório. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF.
2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República.
3. Agravo regimental não provido.
|
sjur249998
|
- Acórdão(s) citado(s):
(SÚMULA 279, SÚMULA 636)
RE 711344 AgR (2ªT), ARE 720185 AgR (2ªT).
(OFENSA REFLEXA)
AI 836830 AgR (1ªT), ARE 644667 AgR (1ªT).
Número de páginas: 14.
Análise: 16/12/2013, BRU.
|
DIAS TOFFOLI
|
Primeira Turma
|
858354
|
[
"LEG-FED MPR-002048 ANO-2000\n MEDIDA PROVISÓRIA - REEDIÇÃO Nº 26\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n",
"LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF"
] |
AI-AgR
|
acordaos
|
AI 858354 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S) : FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S)
:FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
EMENTA
Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público
federal. Desenvolvimento na carreira. VPNI. Absorção. Princípios do
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa
reflexa. Legislação infraconstitucional. Decesso remuneratório.
Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes.
1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação
infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência
das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal.
2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República.
3. Agravo regimental não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do
Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das
notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Relator.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
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Ementa e Acórdão
AI 858354 AGR / RS
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO DIAS TOFFOLI
Relator
2
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Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S)
:FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Carlos Silveira Hessel Júnior interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Carlos Silveira Hessel Júnior interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5...,
incisos LIV e LV, e 37, inciso XV, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO. TRANSFORMAÇÃO DA
CARREIRA DE PROCURADOR DO INSS PARA
PROCURADOR FEDERAL. VPNI. ART. 58 DA Medida Provisória n
2.048-26/2000.
Nos termos do art. 58 da Medida Provisória n 2.048-26/2000, a
VPNI instituída em face da redução da remuneração
decorrente da transformação do cargo de Procurador do
INSS para Procurador Federal subsiste enquanto perdurar
a redução, sendo ‘absorvida por ocasião do
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354 RIO GRANDE DO SUL
RELATOR
: MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S)
:CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S)
:FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES)
:PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RELATÓRIO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Carlos Silveira Hessel Júnior interpõe tempestivo agravo regimental
contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com
a seguinte fundamentação:
“Vistos.
Carlos Silveira Hessel Júnior interpõe agravo de
instrumento contra a decisão que não admitiu recurso
extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5...,
incisos LIV e LV, e 37, inciso XV, da Constituição Federal.
Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Quarta
Turma do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim
ementado:
‘ADMINISTRATIVO. TRANSFORMAÇÃO DA
CARREIRA DE PROCURADOR DO INSS PARA
PROCURADOR FEDERAL. VPNI. ART. 58 DA Medida Provisória n
2.048-26/2000.
Nos termos do art. 58 da Medida Provisória n 2.048-26/2000, a
VPNI instituída em face da redução da remuneração
decorrente da transformação do cargo de Procurador do
INSS para Procurador Federal subsiste enquanto perdurar
a redução, sendo ‘absorvida por ocasião do
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Relatório
AI 858354 AGR / RS
desenvolvimento no cargo ou na carreira’’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o
que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
2
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Supremo Tribunal Federal
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desenvolvimento no cargo ou na carreira’’.
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.
Decido.
Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi
interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era
plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da
matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na
Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS,
Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07.
Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a
preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua
existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento
Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação
introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o
procedimento acerca da existência da repercussão geral
somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do
recurso por outra razão’.
Não merece prosperar a irresignação.
A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que as alegações de afronta aos princípios do devido
processo legal, da ampla defesa, contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de
reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar
apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o
que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse
sentido, anote-se:
‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS
CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL
SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise
da legislação infraconstitucional e do reexame de provas
na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as
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Relatório
AI 858354 AGR / RS
alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, colhem-se do acordão recorrido as seguintes
fundamentações:
‘Como se vê, o art. 58 da Medida Provisória n 2.048-26/2000
estabeleceu que o fato gerador da VPNI seria a existência
de redução da remuneração decorrente da transformação
dos cargos, e que a vantagem pessoal seria devida
enquanto perdurasse a aludida redução.
Logo, não procede a pretensão do autor de
permanecer recebendo a aludida parcela, decorrente da
transformação do cargo de Procurador Autárquico do
INSS para Procurador Federal. No que diz respeito à
irredutibilidade salarial, o artigo 58 da Medida Provisória n 2.048-
3
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alegações de afronta aos princípios do devido processo
legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da
coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes
de reexame de normas infraconstitucionais, podem
configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da
República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07).
‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE
OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS
DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE
OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO
IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou
assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos
postulados da legalidade, do devido processo legal, da
motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos
limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional
podem configurar, quando muito, situações de ofensa
meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância
essa que impede a utilização do recurso extraordinário.
Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma,
Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02).
Ademais, colhem-se do acordão recorrido as seguintes
fundamentações:
‘Como se vê, o art. 58 da Medida Provisória n 2.048-26/2000
estabeleceu que o fato gerador da VPNI seria a existência
de redução da remuneração decorrente da transformação
dos cargos, e que a vantagem pessoal seria devida
enquanto perdurasse a aludida redução.
Logo, não procede a pretensão do autor de
permanecer recebendo a aludida parcela, decorrente da
transformação do cargo de Procurador Autárquico do
INSS para Procurador Federal. No que diz respeito à
irredutibilidade salarial, o artigo 58 da Medida Provisória n 2.048-
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Relatório
AI 858354 AGR / RS
26/2000, acima transcrito, cuidou dessa questão,
impedindo que a reestruturação dos vencimentos
implicasse redução da remuneração.
No caso dos autos, verifica-se que, após a
reestruturação dos vencimentos, em julho/2000, houve a
implantação de VPNI, no valor de R$ 494,40, para manter
os vencimentos do autor no patamar de R$ 4.683,22.
(...)
Como se vê, não houve redução nominal dos
vencimentos do autor, estando correto, portanto, o ato
administrativo que, constatando o erro em face da
manutenção indevida da VPNI, determinou a sua
regularização.
Saliente-se que a diminuição ou exclusão da VPNI
não exige a prévia instauração de processo administrativo
nessa hipótese, porquanto estava expressamente previsto
no artigo 58 da Medida Provisória n 2.048-26/2000 que ‘a diferença será
paga a título de vantagem pessoal nominalmente
identificada, a ser absorvida por ocasião do
desenvolvimento no cargo ou na carreira’.
É pertinente frisar que a VPNI em tela não se
confunde com outras vantagens de caráter pessoal que, de
acordo com o entendimento da Turma, são devidas até a
instituição do subsídio único pela Medida Provisória n
305, de 19/06/2006, convertida na Lei n 11.358, de
20/10/2006’.
Nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, no sentido
de que a norma da Medida Provisória que dispõe que a VPNI seria absorvida
por ocasião do desenvolvimento no cargo ou na carreira, o que
não teria ocorrido com a concessão da GDAJ, seria necessária a
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e o
reexame das provas dos autos, o que não é cabível em sede de
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280
desta Corte. Sobre o tema, anote-se:
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
26/2000, acima transcrito, cuidou dessa questão,
impedindo que a reestruturação dos vencimentos
implicasse redução da remuneração.
No caso dos autos, verifica-se que, após a
reestruturação dos vencimentos, em julho/2000, houve a
implantação de VPNI, no valor de R$ 494,40, para manter
os vencimentos do autor no patamar de R$ 4.683,22.
(...)
Como se vê, não houve redução nominal dos
vencimentos do autor, estando correto, portanto, o ato
administrativo que, constatando o erro em face da
manutenção indevida da VPNI, determinou a sua
regularização.
Saliente-se que a diminuição ou exclusão da VPNI
não exige a prévia instauração de processo administrativo
nessa hipótese, porquanto estava expressamente previsto
no artigo 58 da Medida Provisória n 2.048-26/2000 que ‘a diferença será
paga a título de vantagem pessoal nominalmente
identificada, a ser absorvida por ocasião do
desenvolvimento no cargo ou na carreira’.
É pertinente frisar que a VPNI em tela não se
confunde com outras vantagens de caráter pessoal que, de
acordo com o entendimento da Turma, são devidas até a
instituição do subsídio único pela Medida Provisória n
305, de 19/06/2006, convertida na Lei n 11.358, de
20/10/2006’.
Nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente e
ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, no sentido
de que a norma da Medida Provisória que dispõe que a VPNI seria absorvida
por ocasião do desenvolvimento no cargo ou na carreira, o que
não teria ocorrido com a concessão da GDAJ, seria necessária a
interpretação da legislação infraconstitucional pertinente e o
reexame das provas dos autos, o que não é cabível em sede de
recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280
desta Corte. Sobre o tema, anote-se:
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Relatório
AI 858354 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE
JURÍDICA – GDAJ. MEDIDA PROVISÓRIA N. 2.048/2000.
EXTENSÃO AOS INATIVOS. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não diverge da
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o acórdão do
Tribunal a quo que estende gratificação a servidores
inativos quando reconhecida a sua natureza de reajuste
salarial.’ (Recurso Extraordinário n 539.941/DF–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/6/09).
Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas:
AI n 816.873/RJ, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
19/11/10; AI n 758.789/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
DJe de 13/4/10; Recurso Extraordinário n 469.856/RJ, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJ de 9/5/06; e Recurso Extraordinário n 597.687/RS, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 26/05/09.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo de
instrumento.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 5..., incisos LIV e LV, e
37, inciso XV, da Constituição Federal.
Alega que, no exame do Recurso Extraordinário n 594.296/MG-RG, o
“Excelso Pretório sedimentou o entendimento no sentido
da impossibilidade de revisão administrativa das verbas
remuneratórias percebidas por servidor público sem que haja o
prévio processo administrativo, com respeito ao contraditório
e ampla defesa”.
Aduz, ainda, in verbis, que,
“Quanto à questão de se houve ou não o desenvolvimento
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
‘AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE
JURÍDICA – GDAJ. MEDIDA PROVISÓRIA N. 2.048/2000.
EXTENSÃO AOS INATIVOS. AGRAVO REGIMENTAL
AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Não diverge da
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal o acórdão do
Tribunal a quo que estende gratificação a servidores
inativos quando reconhecida a sua natureza de reajuste
salarial.’ (Recurso Extraordinário n 539.941/DF–AgR, Primeira Turma,
Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/6/09).
Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas:
AI n 816.873/RJ, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de
19/11/10; AI n 758.789/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie,
DJe de 13/4/10; Recurso Extraordinário n 469.856/RJ, Relator o Ministro Ayres
Britto, DJ de 9/5/06; e Recurso Extraordinário n 597.687/RS, Relator o Ministro
Ricardo Lewandowski, DJe de 26/05/09.
Ante o exposto, nego provimento ao agravo de
instrumento.
Publique-se.”
Insiste o agravante que foram violados os arts. 5..., incisos LIV e LV, e
37, inciso XV, da Constituição Federal.
Alega que, no exame do Recurso Extraordinário n 594.296/MG-RG, o
“Excelso Pretório sedimentou o entendimento no sentido
da impossibilidade de revisão administrativa das verbas
remuneratórias percebidas por servidor público sem que haja o
prévio processo administrativo, com respeito ao contraditório
e ampla defesa”.
Aduz, ainda, in verbis, que,
“Quanto à questão de se houve ou não o desenvolvimento
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14
Relatório
AI 858354 AGR / RS
no cargo ou na carreira que justificasse a absorção da VPNI
parcialmente suprimida ao autor – cuja verificação, de acordo
com a decisão ora agravada, remeteria à interpretação da
legislação infraconstitucional e ao reexame de provas –, trata-se
de matéria afeta ao mérito do ato administrativo supressivo, a
ser verificada necessariamente após superada a questão jurídica
que a precede logicamente que é a impossibilidade – afirmada
pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – de revisão de vantagem sem o
prévio e regular processo administrativo”.
É o relatório.
6
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
no cargo ou na carreira que justificasse a absorção da VPNI
parcialmente suprimida ao autor – cuja verificação, de acordo
com a decisão ora agravada, remeteria à interpretação da
legislação infraconstitucional e ao reexame de provas –, trata-se
de matéria afeta ao mérito do ato administrativo supressivo, a
ser verificada necessariamente após superada a questão jurídica
que a precede logicamente que é a impossibilidade – afirmada
pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – de revisão de vantagem sem o
prévio e regular processo administrativo”.
É o relatório.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de ação ordinária ajuizada por procurador
federal, visando a manutenção da VPNI de R$ 511,70 em seus
vencimentos, a qual teve origem na transformação do cargo que
ocupava – Procurador Autárquico do INSS -, para Procurador
Federal, por força da Medida Provisória n 2.048-26/2000.
(…)
A União Federal sustenta que a supressão da vantagem
prevista no art. 58 da Medida Provisória 2.048-26/00 ocorreu em face da
reestruturação da carreira de Procurador Federal em 2002. Diz
que o autor, em progressão funcional, passou do padrão V para
o padrão VI da 2... categoria em janeiro de 2002, e no mesmo
ano, passou para o padrão VII da 2... categoria, absorvendo
integralmente a diferença que gerou a VPNI...
(…)
A aludida Medida Provisória reestruturou os cargos e
carreiras dos procuradores das autarquias e fundações públicas
e, em conseqüência. alterou a remuneração dos procuradores
federais. O diploma legal instituiu a vantagem pessoal
nominalmente identificada (VPNI) em favor daqueles
servidores que sofreram redução dos vencimentos na ocasião
da transposição para o novo cargo, bem como estipulou que
dita vantagem seria absorvida no momento em que ocorresse o
desenvolvimento funcional do servidor no quadro ou na
carreira.
(…)
Logo, não procede a pretensão do autor de permanecer
recebendo a aludida parcela, decorrente da transformação do
cargo de Procurador Autárquico do INSS para Procurador
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR):
Não merece prosperar a irresignação.
Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido:
“Trata-se de ação ordinária ajuizada por procurador
federal, visando a manutenção da VPNI de R$ 511,70 em seus
vencimentos, a qual teve origem na transformação do cargo que
ocupava – Procurador Autárquico do INSS -, para Procurador
Federal, por força da Medida Provisória n 2.048-26/2000.
(…)
A União Federal sustenta que a supressão da vantagem
prevista no art. 58 da Medida Provisória 2.048-26/00 ocorreu em face da
reestruturação da carreira de Procurador Federal em 2002. Diz
que o autor, em progressão funcional, passou do padrão V para
o padrão VI da 2... categoria em janeiro de 2002, e no mesmo
ano, passou para o padrão VII da 2... categoria, absorvendo
integralmente a diferença que gerou a VPNI...
(…)
A aludida Medida Provisória reestruturou os cargos e
carreiras dos procuradores das autarquias e fundações públicas
e, em conseqüência. alterou a remuneração dos procuradores
federais. O diploma legal instituiu a vantagem pessoal
nominalmente identificada (VPNI) em favor daqueles
servidores que sofreram redução dos vencimentos na ocasião
da transposição para o novo cargo, bem como estipulou que
dita vantagem seria absorvida no momento em que ocorresse o
desenvolvimento funcional do servidor no quadro ou na
carreira.
(…)
Logo, não procede a pretensão do autor de permanecer
recebendo a aludida parcela, decorrente da transformação do
cargo de Procurador Autárquico do INSS para Procurador
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 858354 AGR / RS
Federal.
No que diz respeito à irredutibilidade salarial, o artigo 58
da Medida Provisória n 2.048-26/2000, acima transcrito, cuidou dessa questão,
impedindo que a reestruturação dos vencimentos implicasse
redução da remuneração.
No caso dos autos, verifica-se que, após a reestruturação
dos vencimentos, em julho/2000, houve a implantação de VPNI,
no valor de R$ 494,40, para manter os vencimentos do autor no
patamar de R$ 4.683,22.
Para demonstrar a evolução dos vencimentos mensais do
autor, transcrevo os seguintes valores, relativos às parcelas
remuneratórias, excluídas as verbas indenizatórias variáveis,
como transporte e alimentação:
(…)
Como se vê, não houve redução nominal dos vencimentos
do autor, estando correto, portanto, o ato administrativo que,
constatando o erro em face da manutenção indevida da VPNI,
determinou a sua regularização.
Saliente-se que a diminuição ou exclusão da VPNI não
exige a prévia instauração de processo administrativo nessa
hipótese, porquanto estava expressamente previsto no artigo 58
da Medida Provisória n 2.048-26/2000 que ‘a diferença será paga a título de
vantagem pessoal nominalmente identificada, a ser absorvida por
ocasião do desenvolvimento no cargo ou na carreira’.”
Desse modo, O Tribunal Regional Federal da 4... Região concluiu,
com fundamento na Medida Provisória n 2.048-26/00 e nos fatos e nas
provas dos autos, que a vantagem em comento foi criada a fim de evitar
decesso remuneratório decorrente de reestruturação na carreira à qual
pertencia o ora agravante e que, por expressa previsão legal, referida
parcela tinha caráter transitório, devendo cessar seu pagamento tão logo
fosse absorvida com o desenvolvimento do servidor na carreira.
A Corte de origem consignou, ainda, que o ato administrativo que
cassou o pagamento da vantagem pessoal deu tão somente cumprimento
à mencionada medida provisória, haja vista que teria sido demonstrada
2
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
Federal.
No que diz respeito à irredutibilidade salarial, o artigo 58
da Medida Provisória n 2.048-26/2000, acima transcrito, cuidou dessa questão,
impedindo que a reestruturação dos vencimentos implicasse
redução da remuneração.
No caso dos autos, verifica-se que, após a reestruturação
dos vencimentos, em julho/2000, houve a implantação de VPNI,
no valor de R$ 494,40, para manter os vencimentos do autor no
patamar de R$ 4.683,22.
Para demonstrar a evolução dos vencimentos mensais do
autor, transcrevo os seguintes valores, relativos às parcelas
remuneratórias, excluídas as verbas indenizatórias variáveis,
como transporte e alimentação:
(…)
Como se vê, não houve redução nominal dos vencimentos
do autor, estando correto, portanto, o ato administrativo que,
constatando o erro em face da manutenção indevida da VPNI,
determinou a sua regularização.
Saliente-se que a diminuição ou exclusão da VPNI não
exige a prévia instauração de processo administrativo nessa
hipótese, porquanto estava expressamente previsto no artigo 58
da Medida Provisória n 2.048-26/2000 que ‘a diferença será paga a título de
vantagem pessoal nominalmente identificada, a ser absorvida por
ocasião do desenvolvimento no cargo ou na carreira’.”
Desse modo, O Tribunal Regional Federal da 4... Região concluiu,
com fundamento na Medida Provisória n 2.048-26/00 e nos fatos e nas
provas dos autos, que a vantagem em comento foi criada a fim de evitar
decesso remuneratório decorrente de reestruturação na carreira à qual
pertencia o ora agravante e que, por expressa previsão legal, referida
parcela tinha caráter transitório, devendo cessar seu pagamento tão logo
fosse absorvida com o desenvolvimento do servidor na carreira.
A Corte de origem consignou, ainda, que o ato administrativo que
cassou o pagamento da vantagem pessoal deu tão somente cumprimento
à mencionada medida provisória, haja vista que teria sido demonstrada
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 858354 AGR / RS
nos autos a progressão do agravante na carreira.
Assim, consoante expresso na decisão agravada, para divergir desse
entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional
mencionada e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é
inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e
279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL.
REAJUSTE. LEI 10.698/2003. INTERPRETAÇÃO DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA. IMPOSSILIDADE DE AUMENTO DE
VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER
JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA
(SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal). AGRAVO IMPROVIDO. I - É
inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise
implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que
fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II - O acórdão
recorrido está em harmonia com a jurisprudência predominante
deste Tribunal firmada no sentido de que não cabe ao Poder
Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar
vencimentos de servidores públicos, sob o fundamento da
isonomia (Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. III - Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 711.344/PB-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
11/3/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Servidor público. CNEN. Adicional de
periculosidade transformado em VPNI. Lei 8.270/91 3. Devido
processo legal, contraditório, ampla defesa e direito adquirido.
Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes 4. Art. 93, IX,
da Constituição Federal de 1988. Decisão suficientemente fundamentada. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 720.185/DF-
3
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
nos autos a progressão do agravante na carreira.
Assim, consoante expresso na decisão agravada, para divergir desse
entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional
mencionada e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é
inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e
279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se:
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO.
SERVIDOR
PÚBLICO. VANTAGEM PECUNIÁRIA INDIVIDUAL.
REAJUSTE. LEI 10.698/2003. INTERPRETAÇÃO DA
LEGISLAÇÃO
INFRACONSTITUCIONAL.
OFENSA
INDIRETA. IMPOSSILIDADE DE AUMENTO DE
VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS PELO PODER
JUDICIÁRIO SOB O FUNDAMENTO DA ISONOMIA
(SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal). AGRAVO IMPROVIDO. I - É
inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise
implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que
fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se
ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II - O acórdão
recorrido está em harmonia com a jurisprudência predominante
deste Tribunal firmada no sentido de que não cabe ao Poder
Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar
vencimentos de servidores públicos, sob o fundamento da
isonomia (Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes. III - Agravo
regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 711.344/PB-AgR, Segunda
Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de
11/3/13).
“Agravo regimental em recurso extraordinário com
agravo. 2. Servidor público. CNEN. Adicional de
periculosidade transformado em VPNI. Lei 8.270/91 3. Devido
processo legal, contraditório, ampla defesa e direito adquirido.
Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes 4. Art. 93, IX,
da Constituição Federal de 1988. Decisão suficientemente fundamentada. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento” (ARE n 720.185/DF-
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14
Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 858354 AGR / RS
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe
de 1.../2/13).
Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame
da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel.
4
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe
de 1.../2/13).
Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido
de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal,
da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da
prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal,
da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa
indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame
da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se:
“DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE
VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DO
DEVIDO
PROCESSO
LEGAL.
MATÉRIA
INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME INCABÍVEL NO
ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Impossibilidade
de exame em recurso extraordinário de alegada violação, acaso
existente, situada no âmbito infraconstitucional. Agravo
regimental a que se nega provimento” (AI n 836.830/MA-AgR,
Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de
26/4/12).
“AGRAVO
REGIMENTAL
NO
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL.
OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE
EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE
PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO
REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade,
do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos
atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e
da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa
dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais,
revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o
que, por si só, não desafia a abertura da instância
extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
AI 858354 AGR / RS
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
Por fim, registre-se que, ao contrário do que alega o agravante, não
há identidade entre o caso dos autos e aquele objeto do Recurso Extraordinário n
594.296/MG-RG, do qual fui Relator. Com efeito, no presente caso, o ato
administrativo que cassou o pagamento da VPNI limitou-se a cumprir
determinação expressa em norma infraconstitucional que previa a
extinção de vantagem assim que absorvida pela remuneração do servidor,
ou seja, havia previsão legal para o fim do seu pagamento, o que foi
efetivado pela Administração tão logo ela se tornou indevida.
Nego provimento ao agravo regimental.
5
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Supremo Tribunal Federal
AI 858354 AGR / RS
Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2...
Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo
regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira
Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11).
Por fim, registre-se que, ao contrário do que alega o agravante, não
há identidade entre o caso dos autos e aquele objeto do Recurso Extraordinário n
594.296/MG-RG, do qual fui Relator. Com efeito, no presente caso, o ato
administrativo que cassou o pagamento da VPNI limitou-se a cumprir
determinação expressa em norma infraconstitucional que previa a
extinção de vantagem assim que absorvida pela remuneração do servidor,
ou seja, havia previsão legal para o fim do seu pagamento, o que foi
efetivado pela Administração tão logo ela se tornou indevida.
Nego provimento ao agravo regimental.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14
Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S) : FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.354
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI
AGTE.(S) : CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR
ADV.(A/S) : FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos
termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro
Luiz Fux. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 354",
"Súmulas ns 636",
"AI 858354 AGR / RS",
"AI 858354 AGR /",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 354",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 354",
"AI 858354 AGR / RS",
"Questão",
"AI 858354 AGR / RS",
"Questão",
"AI 858354 AGR / RS",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"AI 858354 AGR / RS",
"AI n 594 . 887 / SP – AgR",
"AI n 360 . 265 / RJ - AgR",
"AI 858354 AGR / RS 26 / 2000",
"AI 858354 AGR / RS 26 / 2000",
"AI 858354 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 539 . 941 / DF – AgR",
"AI n 816 . 873 / RJ",
"AI n 758 . 789 / DF",
"Recurso Extraordinário n 469 . 856 / RJ",
"Recurso Extraordinário n 597 . 687 / RS",
"Recurso Extraordinário n 594 . 296 / MG - RG",
"AI 858354 AGR / RS",
"Recurso Extraordinário n 539 . 941 / DF – AgR",
"AI n 816 . 873 / RJ",
"AI n 758 . 789 / DF",
"Recurso Extraordinário n 469 . 856 / RJ",
"Recurso Extraordinário n 597 . 687 / RS",
"Recurso Extraordinário n 594 . 296 / MG - RG",
"AI 858354 AGR / RS",
"AI 858354 AGR / RS",
"AI 858354 AGR",
"AI 858354 AGR / RS",
"AI 858354 AGR / RS",
"Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal",
"SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal Federal",
"Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 711 . 344 / PB",
"ARE n 720 . 185 / DF - 3",
"AI 858354 AGR / RS",
"Súmulas ns 636",
"SÚMULA 339 DO Supremo Tribunal",
"Súmula 339 do Supremo Tribunal Federal",
"Recurso Extraordinário n 711 . 344 / PB - AgR",
"ARE n 720 . 185 / DF - 3",
"AI 858354 AGR / RS",
"AgR",
"AI n 836 . 830 / MA - AgR",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 858354 AGR / RS AgR",
"AI n 836 . 830 / MA - AgR",
"AI 804 . 854 - AgR",
"AI 858354 AGR / RS",
"AI 756 . 336 - AgR",
"ARE n 644 . 667 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 594 . 296 / MG - RG",
"AI 858354 AGR / RS",
"AI 756 . 336 - AgR",
"ARE n 644 . 667 / RS - AgR",
"Recurso Extraordinário n 594 . 296 / MG - RG",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 354",
"AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 354"
],
"LEGISLACAO": [
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos LIV e LV , e 37 , inciso XV , da Constituição Federal",
"ART . 58 DA Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"art . 58 da Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigos 5 . . . , incisos LIV e LV , e 37 , inciso XV , da Constituição Federal",
"ART . 58 DA Medida Provisória n 2 . 048 - 26",
"art . 58 da Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal",
"Emenda Regimental n 21 / 07",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição",
"art . 58 da Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"artigo 58 da Medida Provisória n 2 . 048",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"Constituição",
"art . 58 da Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"artigo 58 da Medida Provisória n 2 . 048",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 58 da Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"Medida Provisória n 305",
"Lei n 11 . 358",
"Medida Provisória",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 58 da Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"Medida Provisória n 305",
"Lei n 11 . 358",
"Medida",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"MEDIDA PROVISÓRIA N . 2 . 048 / 2000",
"arts . 5 . . . , incisos LIV e LV , e 37 , inciso XV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"arts . 5 . . . , incisos LIV e LV , e 37 , inciso XV , da Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 048 - 26",
"art . 58 da Medida Provisória 2 . 048 - 26 / 00",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"art . 58 da Medida Provisória 2 . 048 - 26 / 00",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 58 da Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"artigo 58 da Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 00",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 58 da Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"artigo 58 da Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 2000",
"Medida Provisória n 2 . 048 - 26 / 00",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 10 . 698 / 2003",
"Constituição",
"Lei 8 . 270 / 91",
"Constituição Federal",
"Art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"LEI 10 . 698 / 2003",
"Constituição",
"Lei 8 . 270 / 91",
"Constituição Federal",
"Art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Constituição da República",
"ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL",
"Constituição Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"RIO GRANDE DO SUL",
"Brasília",
"Brasília",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL",
"RIO GRANDE DO SUL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"INSS",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"INSS",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Pleno",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"GDAJ",
"Supremo Tribunal Federal",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSS",
"União",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"INSS",
"União",
"INSS",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"/",
"RS",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Tribunal Federal",
"Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Segunda Turma",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"2",
".",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"2",
".",
".",
"Primeira Turma",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL",
"INSS",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil"
],
"PESSOA": [
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR",
"FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR",
"FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Silveira Hessel Júnior",
"Carlos Silveira Hessel Júnior",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR",
"FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA",
"DIAS TOFFOLI",
"Carlos Silveira Hessel Júnior",
"Carlos Silveira Hessel Júnior",
"Sepúlveda Pertence",
"Sepúlveda Pertence",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Celso de Mello",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"Cármen Lúcia",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Ayres Britto",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"DIAS TOFFOLI",
"Ricardo Lewandowski",
"Ricardo Lewandowski",
"DIAS TOFFOLI",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"Gilmar Mendes",
"Rosa Weber",
"DIAS TOFFOLI",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"Cármen Lúcia",
"Ellen Gracie",
"Luiz Fux",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR",
"FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"DIAS TOFFOLI",
"CARLOS SILVEIRA HESSEL JÚNIOR",
"FELIPE NÉRI DRESCH DA SILVEIRA",
"Luiz Fux",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"/",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"3",
"/",
"5",
"/",
"07",
"6",
"/",
"9",
"/",
"07",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"30",
"/",
"11",
"/",
"07",
"20",
"/",
"9",
"/",
"02",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"julho",
"/",
"2000",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2006",
"20",
"/",
"10",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"julho",
"/",
"2000",
"19",
"/",
"06",
"/",
"2006",
"20",
"/",
"10",
"/",
"2006",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"6",
"/",
"09",
"19",
"/",
"11",
"/",
"10",
"13",
"/",
"4",
"/",
"10",
"9",
"/",
"5",
"/",
"06",
"26",
"/",
"05",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"19",
"/",
"6",
"/",
"09",
"19",
"/",
"11",
"/",
"10",
"13",
"/",
"4",
"/",
"10",
"9",
"/",
"5",
"/",
"06",
"26",
"/",
"05",
"/",
"09",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"/",
"2002",
"janeiro de 2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"2002",
"janeiro de 2002",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"julho",
"/",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"julho",
"/",
"2000",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"3",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"11",
"/",
"3",
"/",
"13",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"13",
"26",
"/",
"4",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"1",
".",
".",
".",
"/",
"2",
"/",
"13",
"26",
"/",
"4",
"/",
"12",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"5",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"11",
"/",
"2010",
"22",
"/",
"10",
"/",
"2010",
"5",
"/",
"10",
"/",
"11",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"15",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
".",
"10",
".",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001"
]
}
|
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA -
SINPOL/RR
ADV.(A/S)
:ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível haver situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557
do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794460.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
RE 697127 AGR / DF
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794460.
Supremo Tribunal Federal
RE 697127 AGR / DF
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794460.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA -
SINPOL/RR
ADV.(A/S)
:ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 19 de agosto de
2013, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
MATÉRIA FÁTICA INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS INVIABILIDADE
NEGATIVA DE SEGUIMENTO.
1. De início, registro o prejuízo do extraordinário no
tocante aos juros da mora, uma vez que o próprio Superior
Tribunal de Justiça reajustou a conclusão, nos termos do
disposto no artigo 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil,
após o término do julgamento, no Supremo, do Agravo de
Instrumento nº 842.063/RS, com repercussão geral reconhecida.
De resto, a recorribilidade extraordinária é distinta
daquela revelada por simples revisão do que decidido, na
maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência
a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática
delineada soberanamente pelo Tribunal de origem,
considerando-se as premissas constantes do acórdão
impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito,
devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do
Supremo:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794461.
Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA -
SINPOL/RR
ADV.(A/S)
:ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 19 de agosto de
2013, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
MATÉRIA FÁTICA INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS INVIABILIDADE
NEGATIVA DE SEGUIMENTO.
1. De início, registro o prejuízo do extraordinário no
tocante aos juros da mora, uma vez que o próprio Superior
Tribunal de Justiça reajustou a conclusão, nos termos do
disposto no artigo 543-B, § 3º, do Código de Processo Civil,
após o término do julgamento, no Supremo, do Agravo de
Instrumento nº 842.063/RS, com repercussão geral reconhecida.
De resto, a recorribilidade extraordinária é distinta
daquela revelada por simples revisão do que decidido, na
maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência
a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática
delineada soberanamente pelo Tribunal de origem,
considerando-se as premissas constantes do acórdão
impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito,
devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do
Supremo:
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794461.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
RE 697127 AGR / DF
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento a este extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na existência de violação
direta ao artigo 37, inciso XIII, da Carta Federal e de desrespeito ao
Verbete nº 339 da Súmula. Afirma não pretender o reexame de fatos e
provas. Discorre acerca da inconstitucionalidade da equiparação entre
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794461.
Supremo Tribunal Federal
RE 697127 AGR / DF
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento a este extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na existência de violação
direta ao artigo 37, inciso XIII, da Carta Federal e de desrespeito ao
Verbete nº 339 da Súmula. Afirma não pretender o reexame de fatos e
provas. Discorre acerca da inconstitucionalidade da equiparação entre
2
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794461.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
RE 697127 AGR / DF
carreiras, evocando o que decidido pelo Supremo na Ação Direta de
Inconstitucionalidade nº 4.009/SC. Pleiteia o sobrestamento do processo
com base no Recurso Extraordinário nº 611.503/SP.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794461.
Supremo Tribunal Federal
RE 697127 AGR / DF
carreiras, evocando o que decidido pelo Supremo na Ação Direta de
Inconstitucionalidade nº 4.009/SC. Pleiteia o sobrestamento do processo
com base no Recurso Extraordinário nº 611.503/SP.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
3
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794461.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste
agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça,
subscrita por Advogado da União, foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem
para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou,
em síntese:
PROCESSUAL CIVIL. DIREITO ADMINISTRATIVO.
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS À EXECUÇÃO
EM MANDADO DE SEGURANÇA. INOVAÇÃO RECURSAL.
NÃO-CABIMENTO. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL
DA UNIÃO. PREJUÍZO.NÃO-OCORRÊNCIA. ERRO NA
FEITURA DOS CÁLCULOS NÃO-DEMONSTRADO. JUROS
DE MORA. INCIDÊNCIA. PERCENTUAL DE 1% AO MÊS.
AÇÃO PROPOSTA ANTES DA EDIÇÃO DA MP 2.180-35/01.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. EXCESSO. INEXISTÊNCIA.
AGRAVO IMPROVIDO.
1. É incabível a inovação em agravo regimental, com a
finalidade de conduzir a debate temas não ventilados na inicial.
No caso, os embargos à execução não se encontram fundados
na existência de coisa julgada inconstitucional, de que cuida o
art. 741, parágrafo único,do CPC.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
Anote-se não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste
agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça,
subscrita por Advogado da União, foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem
para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou,
em síntese:
PROCESSUAL CIVIL. DIREITO ADMINISTRATIVO.
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS À EXECUÇÃO
EM MANDADO DE SEGURANÇA. INOVAÇÃO RECURSAL.
NÃO-CABIMENTO. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL
DA UNIÃO. PREJUÍZO.NÃO-OCORRÊNCIA. ERRO NA
FEITURA DOS CÁLCULOS NÃO-DEMONSTRADO. JUROS
DE MORA. INCIDÊNCIA. PERCENTUAL DE 1% AO MÊS.
AÇÃO PROPOSTA ANTES DA EDIÇÃO DA MP 2.180-35/01.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. EXCESSO. INEXISTÊNCIA.
AGRAVO IMPROVIDO.
1. É incabível a inovação em agravo regimental, com a
finalidade de conduzir a debate temas não ventilados na inicial.
No caso, os embargos à execução não se encontram fundados
na existência de coisa julgada inconstitucional, de que cuida o
art. 741, parágrafo único,do CPC.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
Anote-se não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
RE 697127 AGR / DF
No mais, tem-se a ausência de similitude entre a matéria ora em
discussão e a contida no Recurso Extraordinário nº 611.503/SP, da
relatoria do ministro Teori Zavascki, em que reconhecida a repercussão
geral da questão relativa à possibilidade de desconstituir, com base no
artigo 741, inciso II, parágrafo único, do Código de Processo Civil, na
redação da Medida Provisória nº 2.180-35/2001, título executivo judicial
que contempla a aplicação de índices inflacionários expurgados nas
contas vinculadas do FGTS, declarados indevidos pelo Supremo. Estando
em julgamento recurso extraordinário interposto contra acórdão
proferido em sede de embargos à execução em mandado de segurança
nos quais não se evocou o artigo 741 do Código de Processo Civil,
inviável o sobrestamento pretendido.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante a
multa de 5% sobre o valor da causa, devidamente atualizado, a reverter
em benefício do agravado.
2
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Supremo Tribunal Federal
RE 697127 AGR / DF
No mais, tem-se a ausência de similitude entre a matéria ora em
discussão e a contida no Recurso Extraordinário nº 611.503/SP, da
relatoria do ministro Teori Zavascki, em que reconhecida a repercussão
geral da questão relativa à possibilidade de desconstituir, com base no
artigo 741, inciso II, parágrafo único, do Código de Processo Civil, na
redação da Medida Provisória nº 2.180-35/2001, título executivo judicial
que contempla a aplicação de índices inflacionários expurgados nas
contas vinculadas do FGTS, declarados indevidos pelo Supremo. Estando
em julgamento recurso extraordinário interposto contra acórdão
proferido em sede de embargos à execução em mandado de segurança
nos quais não se evocou o artigo 741 do Código de Processo Civil,
inviável o sobrestamento pretendido.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante a
multa de 5% sobre o valor da causa, devidamente atualizado, a reverter
em benefício do agravado.
2
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Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA - SINPOL/RR
ADV.(A/S) : ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não
participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores
Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA - SINPOL/RR
ADV.(A/S) : ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não
participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores
Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4846903
| 2013-10-15T00:00:00
| 2013-11-12T00:00:00
|
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 15.10.2013.
|
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
|
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.
|
sjur247837
|
Número de páginas: 8.
Análise: 27/11/2013, TIA.
|
MARCO AURÉLIO
|
Primeira Turma
|
697127
|
[
"LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00557 PAR-00002 ART-00741\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL"
] |
RE-AgR
|
acordaos
|
RE 697127 AgR
|
[
""
] |
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA - SINPOL/RR
ADV.(A/S) : ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
|
[
""
] |
Ementa e Acórdão
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA -
SINPOL/RR
ADV.(A/S)
:ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O
recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova,
também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL –
DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível haver situação
concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de
enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de
outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação
jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses.
AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL –
MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente
infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557
do Código de Processo Civil.
A C Ó R D Ã O
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo
regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por
unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Marco Aurélio, na
conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas.
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Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8
Ementa e Acórdão
Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF
Brasília, 15 de outubro de 2013.
MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8
Relatório
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA -
SINPOL/RR
ADV.(A/S)
:ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 19 de agosto de
2013, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
MATÉRIA FÁTICA INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS INVIABILIDADE
NEGATIVA DE SEGUIMENTO.
1. De início, registro o prejuízo do extraordinário no
tocante aos juros da mora, uma vez que o próprio Superior
Tribunal de Justiça reajustou a conclusão, nos termos do
disposto no artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil,
após o término do julgamento, no Supremo, do Agravo de
Instrumento n 842.063/RS, com repercussão geral reconhecida.
De resto, a recorribilidade extraordinária é distinta
daquela revelada por simples revisão do que decidido, na
maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência
a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática
delineada soberanamente pelo Tribunal de origem,
considerando-se as premissas constantes do acórdão
impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito,
devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do
Supremo:
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Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127 DISTRITO FEDERAL
RELATOR
: MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S)
:UNIÃO
ADV.(A/S)
:ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S)
:SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA -
SINPOL/RR
ADV.(A/S)
:ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
R E L A T Ó R I O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 19 de agosto de
2013, neguei seguimento ao extraordinário, consignando:
RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
MATÉRIA FÁTICA INTERPRETAÇÃO
DE NORMAS LEGAIS INVIABILIDADE
NEGATIVA DE SEGUIMENTO.
1. De início, registro o prejuízo do extraordinário no
tocante aos juros da mora, uma vez que o próprio Superior
Tribunal de Justiça reajustou a conclusão, nos termos do
disposto no artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil,
após o término do julgamento, no Supremo, do Agravo de
Instrumento n 842.063/RS, com repercussão geral reconhecida.
De resto, a recorribilidade extraordinária é distinta
daquela revelada por simples revisão do que decidido, na
maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência
a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática
delineada soberanamente pelo Tribunal de origem,
considerando-se as premissas constantes do acórdão
impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito,
devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do
Supremo:
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento a este extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na existência de violação
direta ao artigo 37, inciso XIII, da Carta Federal e de desrespeito ao
Verbete n 339 da Súmula. Afirma não pretender o reexame de fatos e
provas. Discorre acerca da inconstitucionalidade da equiparação entre
2
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documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794461.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF
Para simples reexame de prova não cabe recurso
extraordinário.
As razões do extraordinário partem de pressupostos
fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o
reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em
quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso.
A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de
entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão
contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido
processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para
alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na
origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação
do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do
País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento
fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica.
Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de
normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao
Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da
República, pretende-se submeter a análise matéria que não se
enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal.
Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária,
ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de
processo da competência do Tribunal.
2. Nego seguimento a este extraordinário.
3. Publiquem.
A União, na minuta do regimental, insiste na existência de violação
direta ao artigo 37, inciso XIII, da Carta Federal e de desrespeito ao
Verbete n 339 da Súmula. Afirma não pretender o reexame de fatos e
provas. Discorre acerca da inconstitucionalidade da equiparação entre
2
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8
Relatório
Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF
carreiras, evocando o que decidido pelo Supremo na Ação Direta de
Inconstitucionalidade n 4.009/SC. Pleiteia o sobrestamento do processo
com base no Recurso Extraordinário n 611.503/SP.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
3
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Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF
carreiras, evocando o que decidido pelo Supremo na Ação Direta de
Inconstitucionalidade n 4.009/SC. Pleiteia o sobrestamento do processo
com base no Recurso Extraordinário n 611.503/SP.
A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou
contraminuta.
É o relatório.
3
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste
agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça,
subscrita por Advogado da União, foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem
para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou,
em síntese:
PROCESSUAL CIVIL. DIREITO ADMINISTRATIVO.
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS À EXECUÇÃO
EM MANDADO DE SEGURANÇA. INOVAÇÃO RECURSAL.
NÃO-CABIMENTO. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL
DA UNIÃO. PREJUÍZO.NÃO-OCORRÊNCIA. ERRO NA
FEITURA DOS CÁLCULOS NÃO-DEMONSTRADO. JUROS
DE MORA. INCIDÊNCIA. PERCENTUAL DE 1% AO MÊS.
AÇÃO PROPOSTA ANTES DA EDIÇÃO DA Medida Provisória 2.180-35/01.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. EXCESSO. INEXISTÊNCIA.
AGRAVO IMPROVIDO.
1. É incabível a inovação em agravo regimental, com a
finalidade de conduzir a debate temas não ventilados na inicial.
No caso, os embargos à execução não se encontram fundados
na existência de coisa julgada inconstitucional, de que cuida o
art. 741, parágrafo único,do Código de Processo Civil.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
Anote-se não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794462.
Supremo Tribunal Federal
15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127 DISTRITO FEDERAL
V O T O
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste
agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça,
subscrita por Advogado da União, foi protocolada no prazo legal.
Conheço.
No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem
para o que decidido na origem. O Superior Tribunal de Justiça consignou,
em síntese:
PROCESSUAL CIVIL. DIREITO ADMINISTRATIVO.
AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS À EXECUÇÃO
EM MANDADO DE SEGURANÇA. INOVAÇÃO RECURSAL.
NÃO-CABIMENTO. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL
DA UNIÃO. PREJUÍZO.NÃO-OCORRÊNCIA. ERRO NA
FEITURA DOS CÁLCULOS NÃO-DEMONSTRADO. JUROS
DE MORA. INCIDÊNCIA. PERCENTUAL DE 1% AO MÊS.
AÇÃO PROPOSTA ANTES DA EDIÇÃO DA Medida Provisória 2.180-35/01.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. EXCESSO. INEXISTÊNCIA.
AGRAVO IMPROVIDO.
1. É incabível a inovação em agravo regimental, com a
finalidade de conduzir a debate temas não ventilados na inicial.
No caso, os embargos à execução não se encontram fundados
na existência de coisa julgada inconstitucional, de que cuida o
art. 741, parágrafo único,do Código de Processo Civil.
O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob
o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República.
Anote-se não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o
julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses
da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na
origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo.
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794462.
Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF
No mais, tem-se a ausência de similitude entre a matéria ora em
discussão e a contida no Recurso Extraordinário n 611.503/SP, da
relatoria do ministro Teori Zavascki, em que reconhecida a repercussão
geral da questão relativa à possibilidade de desconstituir, com base no
artigo 741, inciso II, parágrafo único, do Código de Processo Civil, na
redação da Medida Provisória n 2.180-35/2001, título executivo judicial
que contempla a aplicação de índices inflacionários expurgados nas
contas vinculadas do FGTS, declarados indevidos pelo Supremo. Estando
em julgamento recurso extraordinário interposto contra acórdão
proferido em sede de embargos à execução em mandado de segurança
nos quais não se evocou o artigo 741 do Código de Processo Civil,
inviável o sobrestamento pretendido.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante a
multa de 5% sobre o valor da causa, devidamente atualizado, a reverter
em benefício do agravado.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4794462.
Supremo Tribunal Federal
Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF
No mais, tem-se a ausência de similitude entre a matéria ora em
discussão e a contida no Recurso Extraordinário n 611.503/SP, da
relatoria do ministro Teori Zavascki, em que reconhecida a repercussão
geral da questão relativa à possibilidade de desconstituir, com base no
artigo 741, inciso II, parágrafo único, do Código de Processo Civil, na
redação da Medida Provisória n 2.180-35/2001, título executivo judicial
que contempla a aplicação de índices inflacionários expurgados nas
contas vinculadas do FGTS, declarados indevidos pelo Supremo. Estando
em julgamento recurso extraordinário interposto contra acórdão
proferido em sede de embargos à execução em mandado de segurança
nos quais não se evocou o artigo 741 do Código de Processo Civil,
inviável o sobrestamento pretendido.
Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante a
multa de 5% sobre o valor da causa, devidamente atualizado, a reverter
em benefício do agravado.
2
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8
Extrato de Ata - 15/10/2013
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA - SINPOL/RR
ADV.(A/S) : ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não
participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores
Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4772090
Supremo Tribunal Federal
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697.127
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO
AGTE.(S) : UNIÃO
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA - SINPOL/RR
ADV.(A/S) : ELENAURO BATISTA DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com
imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não
participaram, justificadamente, deste julgamento, os Senhores
Ministros Dias Toffoli e Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o
Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 15.10.2013.
Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os
Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Rosa Weber e
Roberto Barroso.
Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz
Lucas.
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Secretária da Primeira Turma
Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4772090
Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
|
{
"JURISPRUDENCIA": [
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697 . 127",
"Recurso Extraordinário 697127 AGR",
"Recurso Extraordinário 697127",
"RECURSO",
"Agravo de Instrumento n 842 . 063 / RS",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697 . 127",
"Agravo de Instrumento n 842 . 063 / RS",
"Verbete n 279 da Súmula do Supremo",
"Recurso Extraordinário 697127",
"Verbete n 339 da Súmula",
"Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 009 / SC",
"Recurso Extraordinário n 611 . 503 / SP",
"Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF",
"Ação Direta de Inconstitucionalidade n 4 . 009 / SC",
"Recurso Extraordinário n 611 . 503 / SP",
"RECURSO",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697 . 127",
"Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário n 611 . 503 / SP",
"Recurso Extraordinário 697127 AGR / DF",
"Recurso Extraordinário n 611 . 503 / SP",
"RECURSO EXTRAORDINÁRIO 697 . 127"
],
"LEGISLACAO": [
"ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigo 37 , inciso XIII , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Carta da República",
"inciso III do artigo 102 da Constituição Federal",
"artigo 37 , inciso XIII , da Carta Federal",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória 2 . 180 - 35 / 01",
"art . 741 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória 2 . 180 - 35 / 01",
"art . 741 , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Constituição da República",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 741 , inciso II , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 180 - 35 / 2001",
"artigo 741 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"artigo 741 , inciso II , parágrafo único , do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 180 - 35 / 2001",
"artigo 741 do Código de Processo Civil",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001",
"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001"
],
"LOCAL": [
"DISTRITO FEDERAL",
"Brasília",
"Brasília",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL",
"DISTRITO FEDERAL"
],
"ORGANIZACAO": [
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA",
"SINPOL",
"/",
"RR",
"Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA",
"SINPOL",
"/",
"RR",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SINPOL",
"/",
"RR",
"Superior Tribunal de Justiça",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Supremo",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Supremo",
"União",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"PRIMEIRA TURMA",
"União",
"Superior Tribunal de Justiça",
"UNIÃO",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
"Supremo",
"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira",
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"-",
"Brasil",
"PRIMEIRA TURMA",
"UNIÃO",
"UNIÃO",
"SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DE RORAIMA",
"SINPOL",
"/",
"RR",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
"-",
"Brasil",
"Supremo Tribunal Federal",
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"UNIÃO",
"UNIÃO",
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"SINPOL",
"/",
"RR",
"Primeira Turma",
"Infra",
"-",
"estrutura de Chaves Públicas Brasileira",
"ICP",
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"Brasil"
],
"PESSOA": [
"MARCO AURÉLIO",
"ELENAURO BATISTA DOS SANTOS",
"Marco Aurélio",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"ELENAURO BATISTA DOS SANTOS",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"MARCO AURÉLIO",
"Teori Zavascki",
"Teori Zavascki",
"MARCO AURÉLIO",
"ELENAURO BATISTA DOS SANTOS",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza",
"MARCO AURÉLIO",
"ELENAURO BATISTA DOS SANTOS",
"Dias Toffoli",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Luiz Fux",
"Marco Aurélio",
"Dias Toffoli",
"Rosa Weber",
"Roberto Barroso",
"Paulo de Tarso Braz Lucas",
"Carmen Lilian Oliveira de Souza"
],
"TEMPO": [
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15 de outubro de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"19 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"15",
"/",
"10",
"/",
"2013",
"19 de agosto de 2013",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
"24",
"/",
"08",
"/",
"2001",
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"/",
"08",
"/",
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"/",
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"08",
"/",
"2001",
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"10",
"/",
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".",
"10",
".",
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"2001"
]
}
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